Capítulo 7

MEDIDAS DE IMPORTÂNCIA DE
COMPONENTES

CONCEITOS APRESENTADOS NESTE CAPÍTULO
A importância de um componente em um sistema é função de sua confiabi-
lidade no momento da análise e de sua posição no sistema. O capítulo apresenta as
principais medidas de importância para componentes em sistemas simples e com-
plexos. Quatro medidas são detalhadas: medida de Birnbaum, medida de importân-
cia crítica, medida de Vesely-Fussell e medida de potencial de melhoria. Esta última
medida está disponível no aplicativo Prosis. Um comparativo entre medidas encerra
o capítulo, o qual também é acompanhado de uma lista de exercícios.

7.1. INTRODUÇÃO
Após concluir o projeto de um sistema composto por vários componentes, é
desejável identificar deficiências do projeto e componentes cujo funcionamento é
determinante do funcionamento do sistema como um todo. Tal identificação pode
ser feita através de medidas quantitativas da importância dos componentes, em ter-
mos de suas confiabilidades. Através dessas medidas, projetistas podem melhorar o
sistema agregando, por exemplo, redundância a componentes críticos. Analogamen-
te, engenheiros de manutenção podem estabelecer uma lista de prioridades para a
inspeção preventiva de componentes.
A importância de um componente em um sistema depende de dois fatores:
(i) a localização do componente no sistema e (ii) a confiabilidade do componente no
tempo t de realização da análise. O cálculo da importância de confiabilidade repre-

(iii) Vesely-Fussell e (iv) potencial de melhoria.. Diferentes medidas de importância de componentes foram propostas desde 1969. A confiabilidade do sistema Rs(t) é função exclu- siva de r(t).. Mann et al. n (7. com confiabilidades no tempo t designadas por Ri(t). em que somente a sua localização no sistema (e não a confiabilidade do componente no momento da análise) determina a sua importância. entre outros. além de uma aplicação das medidas de Birnbaum e de importância crítica em um sistema complexo de cinco componentes. Meeker e Escobar (1998) e Nelson (2003). i = 1. com componentes arranjados em série e em paralelo. em conjunto com as confiabili- dades individuais dos componentes no momento da análise. O aplicativo Prosis... resultando nas diferentes medidas de importância. a partir do desenvolvimento seminal de Birnbaum (1969). para i = 1. MEDIDA DE IMPORTÂNCIA DE BIRNBAUM A medida de importância de Birnbaum de um componente i no tempo t.1) Sistemas ou componentes ditos inoperantes estão em estado de pane. Rn (t ) ] (7. na observação das confiabilidades do sistema quando o componente está funcionando e quando ele não está. (ii) importância crítica (tradu- ção aproximada do termo criticality importance. incapa- citados de operar devido à ocorrência de falha. em geral. é dada por: ∂RS ( r (t ) ) I B (i | t ) = . traz entre suas funções o cálculo da importância de componentes basea- do na medida de potencial de melhoria. As medidas de importância aqui abordadas são aplicadas a dois sistemas- exemplo. de- signada por I B (i | t ) . sendo designada por: RS [r (t ) ] = f [ R1 (t ). n.2) ∂Ri (t ) . 7. já que boa parte das referências clássicas não aborda o assunto. Tais obras são exceção na literatura sobre En- genharia da confiabilidade. Nos desenvolvimentos que se seguem considera-se um sistema de n compo- nentes independentes.. A seção final traz um comparativo entre as medidas abordadas. Além das medidas apresentadas neste capítulo.. (1974). Os desenvolvimentos aqui apresentados foram baseados em Rausand e Høyland (2003) e Elsayed (1996)... Essas confiabilidades calculadas para o sistema. descrito no anexo do Capítulo 5. e organizadas em um vetor r(t).2. outras podem ser encontradas em Henley e Kumamoto (1992). A mensuração da importância de um componente a partir desses métodos baseia-se.102 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER senta um avanço sobre o cálculo da importância estrutural de um componente. são então manipuladas algebricamente. Quatro dessas me- didas são apresentadas neste capítulo: (i) Birnbaum.K . por exemplo. que originalmente designou a medi- da).

apre- sentam confiabilidades R1(t) = 0. a confiabilidade dos demais componentes do sistema no instante t é conforme dada no vetor r(t). EXEMPLO DE FIXAÇÃO 7.3) permite calcular a importância de confiabilidade de componentes no caso de sistemas de componentes dependentes entre si.92 e R1(t) = 0.1. e Rs(0i. r(t)) denota a confiabilidade do sistema em um cenário no qual o com- ponente i funciona com certeza no tempo t.828 (7.3) é mais facilmente implementada em planilhas de cálculo do que a Equação (7. r (t )) (7.2). Capítulo 7 | Medidas de Importância de Componentes 103 ou seja. O componente i é considerado como crítico quando o seu estado (operante ou não-operante) em t define o estado do sistema em t.1 Considere dois componentes independentes que. é obtida por diferenciação parcial da confiabilidade do sistema com relação a confiabilidade do i-ésimo componente. 1 1 2 2 (a) arranjo série (b) arranjo em paralelo Figura 7. em um dado tempo t.3) onde Rs(1i. A Equação (7. no tempo t. Em ambos os casos. em um estado no qual o componente i é crítico para o sistema. r(t)).4) A medida de importância de Birnbaum dos componentes pode ser obtida uti- lizando a Equação (7. Existe uma conexão entre a importância estrutural de um componente e sua importância de Birnbaum. A definição probabilística de I B (i | t ) na Equação (7. A Equação (7. R2) = R1 × R2 = 0. Determine a importância de con- fiabilidade de Birnbaum para os componentes supondo (a) um arranjo em série e (b) um arranjo em paralelo dos componentes. a confiabilidade do sistema quando sabe-se que o componente i está inoperante com certeza no tempo t.2): . Os diagramas de blocos para os arranjos vêm apresentados na Figura 7. dada pela seguinte expressão alternativa: I B (i | t ) = RS (1i . r (t )) − RS (0i .1: Diagramas de blocos de sistemas em (a) série e (b) paralelo com dois componentes.3) permite definir a medida de importância de Birnbaum em termos probabilísticos: I B (i | t ) é igual à probabilidade de o sistema estar.90. (a) A confiabilidade do sistema em série no tempo t é dada por: Rs(R1.

dado que o sistema está inoperante no tempo t. 08 ∂R2 (7. daí o componente de menor confia- bilidade ser apontado como o mais importante.90 ∂R1 (7. 7. dado que o sistema está inoperante em t.92 ∂R2 (7. . Como tal probabilidade corresponde a definição de I B (i | t ) . R2 ) I B (2 | t ) = = R1 = 0.3.2.5) ∂RS ( R1 . o componente de maior confiabilidade é crítico em um arranjo em paralelo. Como visto na Seção 7. ou seja.7) Utilizando a Equação (7. R2 ) = R1 + R2 − ( R1 × R2 ) = 0. Como o componente 1 é o último a falhar.6) De acordo com a medida de Birnbaum.104 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER ∂RS ( R1 . Esse resultado pode ser explicado a partir da definição probabilística de I B (i | t ) apresentada anteriormente. R2 ) I B (1| t ) = = R2 = 0. Em um arranjo em paralelo. o elo mais fraco da corrente). (b) A confiabilidade do sistema em paralelo no tempo t é dada por: RS ( R1 . o componente mais fraco do arranjo em série é o mais importante.2).8) ∂RS ( R1 . determinam-se as importâncias de Birnbaum: ∂R ( R . a probabilidade de o sistema estar em um estado no qual o componente 1 é crítico é a maior dentre todos os compo- nentes. Tal medida é designada por I CR (i | t ) e pode ser interpretada como a probabilidade de o componente i ter causa- do a falha do sistema.9) No arranjo em paralelo.992 (7. cuja confiabilidade global está condicionada à confiabilidade de seu componente mais fraco (isto é. MEDIDA DE IMPORTÂNCIA CRÍTICA A medida de importância crítica corresponde à probabilidade condicional de o sistema estar em um estado em que o componente i é crítico e está inoperante em um tempo t.10 ∂R1 (7. um componente só é considerado crítico quando todos os demais componentes fa- lharam. a probabilidade de o componente i ser crítico para a operação do sistema em t corresponde à medida de importância de Birnbaum. R ) I B (1| t ) = S 1 2 = 1 − R2 = 0. o componente 1 é considerado o mais crítico para a confiabilidade do sistema. esse resultado encontra-se justificado. R2 ) I B (2 | t ) = = 1 − R1 = 0. Arranjos em série são em geral comparados a corren- tes.

(7. chega-se aos se- guintes resultados: 0. no sistema em série na Figura 7.992 (7. Logo. mas somente a respeito do estado dos demais componentes do sistema. O mesmo ranking foi obtido a partir da medida de Birn- baum. o componente 2 estiver funcionando. é correto afirmar que tal evento é independente do estado do componente i em t.7) a (7.4).10).10).92(1 − 0.828 (7. 000 1 − 0. obtêm-se: I B (1| t ) [1 − R1 (t ) ] 0. dada por: I B (i | t ) [1 − Ri (t ) ] I CR (i | t ) = (7. caso contrário.992 (7. Condicionando na probabilidade de o sistema estar inoperante em um tempo t.6) na Equação (7.1.828 (7.92) I CR (1| t ) = = 1. 4186 1 − RS [r (t ) ] 1 − 0. (b) Utilizando os desenvolvimentos nas Equações (7.90) I CR (2 | t ) = = 1. chega-se à expressão matemática da medida de importância crítica.10) 1 − RS [r (t ) ] EXEMPLO DE FIXAÇÃO 7.11) I B (2 | t ) [1 − R2 (t ) ] 0.12) ou seja. Já no sistema em paralelo na Figura 7.1(a).13) 0.1(b). o estado do componente 1 não é de interesse na análise do sistema. 08(1 − 0. a probabilidade de o sistema estar em um estado em que i é crítico e simultaneamente inoperante em t é dada por I B (i | t ) × [1 − Ri (t ) ] .1. Determine a sua importância crí- tica supondo (a) um arranjo em série. I CR (1| t ) < I CR (2 | t ) . e (b) um arranjo em paralelo dos componen- tes.10(1 − 0. como ilustrado na Figura 7.2 Considere os componentes do Exemplo 7. o componente 1 é crítico para o sistema se. (a) Utilizando os resultados das Equações (7. 000 1 − 0. Por exemplo. e somente se. Capítulo 7 | Medidas de Importância de Componentes 105 Observe que o evento de o componente i ser crítico para o sistema nada informa a respeito do estado de i. o componente 1 é crítico para o sistema so- mente se o componente 2 estiver inoperante. Assim.14) .90) I CR (2 | t ) = = = 0.5349 1 − RS [r (t ) ] 1 − 0.92) I CR (1| t ) = = = 0.90(1 − 0.5) e (7.

a sequência de reparos a ser seguida inicia no componente com maior probabilidade de ter causado a falha do sistema. O maior cut set em qualquer sistema é aquele que contém todos os seus componentes. Consequentemente. O componente contri- bui para a falha do sistema quando um cut set mínimo. I CR (1| t ) = I CR (2 | t ) . este é precisamente o resulta- do obtido utilizando a medida de importância crítica. Ao considerar-se o sistema em série. Esse resultado pode ser justificado da seguinte forma: se uma estrutura em paralelo está inoperante. a Equação (7.1. e C(t) denota o evento do sistema estar inoperante em t. é dada pela probabilida- de de que ao menos um cut set mínimo contendo o componente i esteja inoperante no tempo t. tal que quando qualquer componente do conjunto voltar a funcionar. Em um cut set mínimo o número de compo- nentes é o menor possível. e (b) um arranjo em paralelo dos componentes.106 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER ou seja. Conforme apresentado no Capítulo 6. cut set é um conjunto de componentes que.16) EXEMPLO DE FIXAÇÃO 7. quando inoperantes. vai voltar a funcionar independente do componente que for reparado. MEDIDA DE VESELY-FUSSELL A medida de importância de Vesely-Fussell.15) pode ser reescrita como: P ( Di (t ) ) P ( Di (t ) ) I VF (i | t ) = = P ( C (t ) ) RS (t ) (7. que contenha o componente. A medida de Vesely-Fussell é calculada a partir da expressão: P ( Di (t ) ∩ C (t ) ) I VF (i | t ) = P ( Di (t ) | C (t ) ) = (7. dado que o sistema está inoperante em t. Determine a importância de Ve- sely-Fussell para os componentes supondo (a) um arranjo em série. entretanto. todos os componentes em uma estrutura em paralelo devem ter a mesma importância. A medida de Vesely-Fussell parte do pressuposto que um componente pode contribuir para a falha do sistema sem. 7. a medida de importância crítica segue a lógica do menor esforço para trazer o sistema de volta à condição de operação.4. . Assim. Como Di(t) implica C(t). inter- rompem a operação do sistema. Diz-se que um cut set está inoperante quando todos os seus componentes estão inoperantes. estiver inoperante. ser crítico. I VF (i | t ) .15) P ( C (t ) ) onde Di(t) denota o evento de ao menos um cut set mínimo contendo o componente i estar inoperante no tempo t. o sistema como um todo volta a funcionar. Observe que o mesmo componente pode ser membro de diversos cut sets mínimos.3 Considere os componentes do Exemplo 7.

Ri(t) =1) sobre a confiabilidade Rs(t) do sistema. 08 (7. ou seja.5813 P ( C (t ) ) 0. o próprio sistema é um cut set mínimo. A diferença entre Rs(1i.19). Capítulo 7 | Medidas de Importância de Componentes 107 (a) Em uma estrutura em série.172 (7.172 (7. obtida como o complemento da Equação (7.17) a (7.5. ou seja. O potencial de melhoria do componente i no tempo t é dado por: I IP (i | t ) = RS (1i . 4651 P ( C (t ) ) 0. MEDIDA DE POTENCIAL DE MELHORIA A medida de potencial de melhoria investiga o impacto da reposição de um componente i. sendo designada por I IP (i | t ) .19) A partir das Equações (7.20) P ( D2 (t ) ) 0.10 I VF (2 | t ) = = = 0. com confiabilidade Ri(t). R2 ) = 1 − 0. todos os componentes em uma estrutura em paralelo apresentam a mesma importância. 7.172 (7. Para demons- trar os desenvolvimentos matemáticos. um componente para o qual Ri(t) =1.21) VF VF e conclui-se que I (1| t ) < I (2 | t ) . que é o mesmo ranking obtido a partir das outras medidas. Assim: I VF (1| t ) = I VF (2 | t ) = 1 (7.22) ou seja. n) fosse reposto por um componente perfeito. pelo componente em estado de plena con- fiabilidade (isto é.18) A probabilidade associada ao evento C(t) corresponde à não-confiabilidade do sistema. obtêm-se as medidas de Vesely-Fussell: P ( D1 (t ) ) 0. isto é: P ( C (t ) ) = 1 − RS ( R1 . 08 I VF (1| t ) = = = 0. D1 (t ) = D2 (t ) = C (t ) . As- sim: P ( D1 (t ) ) = 1 − p1 = 0.4).. suponha um sistema com confiabilidade Rs(r(t)) em um tempo t. cada componente compõe um cut set mínimo. (b) Em uma estrutura em paralelo. r(t)) e Rs(r(t)) é conhecida como potencial de melhoria do componente i.23) . Deseja-se saber o quanto a confiabilidade do sistema au- mentaria se o componente i (i = 1..10 (7. r (t ) ) − RS ( r (t ) ) (7...828 = 0.17) P ( D2 (t ) ) = 1 − p2 = 0.

.3) como: RS (1i .. 008 (7. (a) Utilizando a Equação (7.1. em série e paralelo.92 × 0. 08 × 0. obtêm-se as medidas de potencial de melhoria para os componentes: I IP (1| t ) = I B (1| t ) × (1 − R1 ) = 0.30) ou seja.24) Consequentemente. que RS ( r (t ) ) é uma função linear de Ri (t ) .29) I IP (2 | t ) = I B (2 | t ) × (1 − R2 ) = 0. em um arranjo em paralelo. obtêm- se as medidas de potencial de melhoria para os componentes: I IP (1| t ) = I B (1| t ) × (1 − R1 ) = 0. I (1| t ) < I (2 | t ) .25).10 = 0. a partir da função estrutural de um sistema.10 × 0.26) EXEMPLO DE FIXAÇÃO 7.4 Considere os componentes do Exemplo 7. Logo. Assim.8) e (7. 008 (7.6. I IP (1| t ) = I IP (2 | t ) . através da expressão: I IP (i | t ) = I CR (i | t ) × (1 − RS ( r (t ) ) ) (7. Logo.25) e os resultados nas Equações (7.25) A medida de potencial de melhoria pode também ser expressa em termos da medida de importância crítica.108 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER Pode-se demonstrar. o potencial de melhoria na confiabilidade do sistema é mais alto para o componente com menor confiabili- dade.. COMPARATIVO ENTRE MEDIDAS As quatro medidas de importância de confiabilidade apresentadas nas seções anteriores foram aplicadas em dois sistemas. a medida de potencial de melhoria para o componente i pode ser reescrita como: I IP (i | t ) = I B (i | t ) × (1 − Ri (t ) ) (7. agora com os resultados nas Equações (7. 7. r (t ) ) − RS ( r (t ) ) I B (i | t ) = 1 − Ri (t ) (7. todos os componen- tes possuem o mesmo potencial de melhoria sobre a confiabilidade do sistema.5) e (7. 08 = 0. pode-se reescrever a Equação (7.6). para cada i (i = 1. Para fins de compa- ração.28) IP IP ou seja. os resultados obtidos são agrupados na Tabela 7.27) I (2 | t ) = I (2 | t ) × (1 − R2 ) = 0. (b) Novamente utilizando a Equação (7.1. 072 (7. Determine o potencial de me- lhoria para os componentes supondo (a) um arranjo em série e (b) um arranjo em paralelo dos componentes. 08 = 0. n).90 × 0. 092 IP B (7.10 = 0. em um arranjo em série.9).. .

não leva em conta os custos de melhoria dos com- ponentes individuais.1 a 7. O aplicativo Prosis. nesse sentido. Em projetos de melhoria de sistemas. Resumin- do. podendo ser usadas para elaborar uma lista de prioridades de verificação em um programa de manutenção. Os rankings variam conforme as medidas. em que o sistema falhou e deseja-se identificar o componente com a maior probabilidade de ser o causador da falha. vale ressaltar que as quatro medidas podem ser usadas em sistemas compostos por componentes reparáveis ou não-reparáveis. Potencial de crítica Fussell melhoria o Série 1 2 2o 2o 2o 2 1o 1o 1o 1o Paralelo 1 1o 1o 1o 1o 2 2o 1o 1o 1o Tabela 7. aliado à informação sobre o seu custo de melhoria de confiabilidade). em estudos de manutenção. as medidas de Birnbaum e de potencial de melhoria são as mais indicadas. os desenvolvimentos teóricos associados às medidas não trazem diretrizes para estudos dessa natureza. entretanto. Por fim. as me- didas de Birnbaum e de potencial de melhoria são normalmente as mais indicadas. em estudos de melhoria de sistemas. as medidas de impor- tância crítica e de Vesely-Fussell são as mais indicadas. é possível obter uma melhor solução em termos econômicos a partir da melhoria de um componente com baixa impor- tância de Birnbaum (o aplicativo Prosis. permite analisar de forma dinâmica o ranking de importância dos componentes em sistemas. oferece um apoio à tomada de decisão baseada no cálculo do potencial de melhoria dos componentes. as medidas de importância crítica e de Vesely-Fussell são as mais indicadas.1: Medidas e ranking de importância de confiabilidade. Uma segunda defi- ciência é que todas as medidas são calculadas para um tempo fixo de análise. Em análises corretivas. por exemplo. Em algumas situações. Capítulo 7 | Medidas de Importância de Componentes 109 Estrutura Componente Birnbaum Importância Vesely. As medidas discutidas neste capítulo apresentam algumas deficiências. ainda que limitado à medida de potencial de melhoria. A utilização de uma determinada medida na análise de sistemas deve ser guiada pela sua adequação às finalidades do estudo. A me- dida de Birnbaum. Um estudo dinâmico das medidas de importância pode levar a diferentes rankings. En- . em que o objetivo é identificar o compo- nente a ser melhorado com vistas a incrementar a confiabilidade do sistema. Na tabela.4. conforme exposto a seguir. o que se justifica tendo em vista as distintas definições teóricas que caracterizam cada medida. componentes em cada sistema foram ranqueados em importância de acordo com as quatro medidas calculadas nos Exemplos 7.

110 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER tretanto. O ranking dos componentes é o mesmo segundo as duas medidas. apresentam-se os cálculos das medidas de Birnbaum e de importância crítica para o sistema na Figura 7. O componente 2 aparece. considerando uma confiabilidade Ri = 0. a adoção das medidas no caso de componentes reparáveis pode ser bastante complexa. oferecendo conexão tanto com 4 quanto com 5. no topo do ranking de importância. Note que como Ri = 0. Os componentes 4 e 5 surgem como igualmente prioritários. Para ilustrar a utilização das medidas de importância de confiabilidade em sistemas complexos. .. A expressão de confiabilidade do sistema foi obtida através do método da decomposição (apresentado no Capítulo 6). Considere.2: Medidas e ranking de importância de confiabilidade.9. como mais importante.2: Sistema complexo com cinco componentes. por apresentarem maior grau de redundância. já que não há caminho alternativo para os componentes 4 e 5. o resultado se justifica. como ocorre com os componentes 1 e 3. o sistema complexo apresentado na Figura 7. Os componentes 1 e 3 são os menos importantes. segundo as medidas de Birnbaum e de importância crítica estão apresentados na Tabela 7. seguidos do componente 2. dada pelo componente 2.2.9 para todo i. finalmente..2.2. condicionando o funcionamento do sis- tema no componente 2: RS ( r (t ) ) = R2 [ R4 + R5 − R4 R5 ] + (1 − R2 ) [ R1 R4 + R3 R5 − R1 R3 R4 R5 ] (7. 1 4 2 3 5 Figura 7. Componente Birnbaum Importância crítica 1 3o 3o 2 2o 2o 3 3o 3o 4 1o 1o 5 1o 1o Tabela 7. somente a posição do componente no sistema define sua importância.. O resultado parece razoável. 5.. para i = 1. O siste- ma é considerado complexo por não ser possível determinar a sua confiabilidade por redução direta a sistemas em série e paralelo. na sequência. já que o componente compõe um caminho alternativo para 1 e 3.31) Os rankings de importância dos cinco componentes do sistema.

5: Diagrama de blocos de um sistema produtivo.8 e R4 = 0.3 e analise os resultados. A (0. Determine a importância de Vesely-Fussell para os componentes. 1 3 2 4 Figura 7.4.5) D (0.9 Figura 7.99 0.84.9) B (0.5. 3) Calcule a importância crítica dos componentes do sistema na Figura 7. R2 = 0.4: Diagrama de blocos de sistema com quatro componentes. Capítulo 7 | Medidas de Importância de Componentes 111 QUESTÕES 1) Determine a importância de confiabilidade de Birnbaum para os componentes do sistema na Figura 7.92.7) C (0.3: Diagrama de blocos de sistema com três componentes. .9. 0. O sistema está representado na Figura 7.3. 2) Encontre o potencial de melhoria dos componentes do sistema na Figura 7. 4) Considere os componentes do sistema na Figura 7.98) Figura 7. quais medidas seriam as mais indicadas? Determine esse componente através de uma dessas medidas. R3 = 0. Utilize uma das medidas apresentadas neste capítulo para indicar o componente mais im- portante.95 0.3. sabendo que suas confiabilidades no instante t são: R1 = 0. 6) Se a mesma empresa apresentada no exercício 5 deseja identificar o componente com a maior probabilidade de ser o causador da falha do sistema. 5) Uma empresa deseja incrementar a confiabilidade do seu sistema produtivo.

calcule a medida de Vesely-Fussell dos componentes do sis- tema série-paralelo na Figura 7. 12) Seja o sistema representado na Figura 7. 9) Um sistema com três componentes apresenta as seguintes confiabilidades para um dado tempo t.9) B (0. num dado instante t. C e D apresentam.948 D 0.9342 B 0.98 0.7.9738 E 0. 10) Determine o potencial de melhoria dos componentes de um sistema. 11) Determine a importância crítica dos componentes do exercício 10.88. .9149.7) C (0. A (0. sabendo que quando eles estão operantes o sistema apresenta as seguintes confiabilidades: Componente Confiabilidade A 0.82.56 Determine a medida de importância de Birnbaum para cada componente. A C B D Figura 7.86. 0.7: Diagrama de blocos de um sistema complexo. conforme o funcionamento ou não de seus componentes: Componente Operante Não-operante A 0. Determine a importância de Birnbaum desses componentes em t. B. 0.98) Figura 7.6: Diagrama de blocos de um sistema série-paralelo.6 e analise se o componente com maior probabilidade de ser o causador de falhas é o mesmo do sistema paralelo-série do Exercício 6.9285 C 0.9345 F 1 Dado adicional: a confiabilidade do sistema é de 0. considere que os componentes A. 8) Calcule as medidas de Importância de Birnbaum para os componentes do sistema série-paralelo do Exercício 7 e compare os valores com aqueles obtidos para o sistema paralelo-sério do Exercício 5.112 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER 7) Para um dado instante t.97 0. confiabilidades 0.5) D (0.9 B 0. respec- tivamente.94 e 0.9 C 1 0.

025 e parâmetro de localização igual a 0. .8.000 horas. 15) Para o sistema na Figura 7. com média 450 e desvio-padrão 60.9: Diagrama de blocos do sistema.7. 17) Utilize o Prosis para determinar o valor de t mencionado no Exercício 15. considere que todos os componentes tenham uma distribuição de confiabilidade exponencial. 1 2 7 6 3 8 5 4 Figura 7. sendo que a primeira falha ocorre em t = 250 e o tempo médio até a falha é de 1.9. 14) Ainda considerando o sistema complexo na Figura 7.9. As furadeiras seguem uma distribuição normal. Utilize o Prosis para a resolução do exercício. Utilize os dados do Exercício 16.7. determine o componente crítico no ins- tante t = 300. sabendo que os componentes apresentam as seguintes distribuições de probabilidade. Capítulo 7 | Medidas de Importância de Componentes 113 13) Para o sistema complexo na Figura 7. 18) Dado o sistema representado na Figura 7. utilize a medida de importância de Birnbaum para veri- ficar se o componente 2 é mais crítico que o componente 5.8: Diagrama de blocos do sistema. 16) Utilize o Prosis para confirmar o resultado do Exercício 15. com taxa de falha igual a 0. Ordene os compo- nentes mais críticos do sistema. As prensas seguem uma distribuição de Weibull com γ = 2 e θ = 90. em um dado instante t. e primeira falha em t = 500. O torno tem seus tempos até falha distribuídos ex- ponencialmente. Para isso. Verifique se o componente crítico muda com o passar do tempo. calcule o potencial de melhoria de cada componente no instante t. Considere que. Prensa Furadeira Torno Prensa Furadeira Figura 7. determine a importância crítica de cada componente em um instante t. a confiabilidade de todos os componentes é igual a 0.

26 202.22 47.14 242. Considere o parâmetro de localização para o componente C igual a 200.75 202.27 53.1.59 203.57 48.13 60. Utilize o Proconf para determinar as distribuições que melhor se ajustam a cada componente.86 206.03 212.67 31.14 42.55 44. .6 37.48 40.49 202. Parâmetros Componente Distribuição Forma Escala Localização A Weibull 3 90 150 B Weibull 2.3: Dados de tempos até falha.0 70.8 69.4 71. utilizando o Prosis.10: Diagrama de blocos do sistema.4 49.9 74.10 constituído dos componentes caracterizados na Tabela 7.7 37.74 212.4.53 55.15 208. determine o componente crítico em t = 80 utilizando o Prosis.19 203. A D B E C Figura 7.3. Componente A Componente B Componente C 15.5 50. Calcule o componente crítico em t = 200 e t = 300.114 Flavio Fogliatto e José Luis Duarte Ribeiro | Confiabilidade e Manutenção Industrial ELSEVIER 19) Na tentativa de se descobrir o componente crítico de um sistema. Os resultados dos testes estão apresentados na Tabela 7.5 80 135 C Weibull 2 85 145 D Normal 0 35 300 E Normal 0 25 250 Tabela 7. 20) Considere o sistema na Figura 7.3 59.49 54. Sabendo-se que A e B estão em paralelo e conectados em série com C.5 52.7 Tabela 7.67 48.79 205.4: Caracterização dos componentes no sistema da Figura 7. foram feitos testes de falha com seus três componentes.26 51.1 29.48 230.