Mítica EN 2 está na moda

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PORTUGAL PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

mensal z ano XXIX z n.º 337 z mês de maio de 2017 7000 ÉVORA - Rossio
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Página 15

Paulo Caldeira
Sociedade - Inauguração do novo espaço no Parque Urbano

Oficina da Criança
tem nova casa

Página 3

Cultura Sociedade
Prof. Pinto lança A história de um edifício
novo livro emblemático

Página 10 Páginas centrais

MAIO - 2017
2 maio de 2017

E d i t o r i a l
Poetas do Almansor
Do conservadorismo
político A.M. Santos Nabo
antonio.nabo@hotmail.com A Arca
Fui ao fundo da arca
Procurar recordações
Encontrei fotos e cartas
De sonhos e paixões

Estava-se na primavera
Tempo dos corações em flor
Era o tempo das quimeras
E dos lindos romances de amor

À muito o tempo passou
Ficou apenas a saudade
Hoje sou o que sou
E enfrento a realidade

Não existe arrependimento
Da saudade que ficou

E
Ouve-se o murmurar do vento
stamos em ano de eleições autárquicas e, como é normal, as gerações de políticos vão-se renovando.
Novas caras vão surgindo e, com elas, novas ideias e novos projetos. Em Montemor, a geração de políticos Do do vendaval que passou
que está a surgir é substancialmente diferente da anterior, reflexo de uma sociedade que evoluiu e que
se vai adaptando a uma nova realidade.
Estou velho, mas não o sinto
O politólogo americano Francis Fukuyama afirma mesmo que “as sociedades não podem fazer tábua rasa
de cada geração”, chamando a atenção para a necessidade de mudança que as novas gerações devem fazer Mas vejo brancos os cabelos
nas comunidades onde vivem, de modo a permitir que a evolução se faça naturalmente e de forma consistente. E os erros que no passado cometi
Considerando que os candidatos para as próximas eleições estão definidos, apesar da CDU ainda não ter Hoje voltava a cometê-los
formalmente apresentado a sua candidatura, mas com Hortênsia Menino certamente a apresentar-se de novo
ao eleitorado, está-se perante uma nova geração de políticos onde quase todos já nasceram depois do 25 abril,
não carregando, por isso, as questões da resistência e da luta contra a ditadura que foram determinantes na José da Luz
situação política de Montemor antes e depois da revolução dos cravos.
Todavia, não basta que os protagonistas políticos sejam pessoas de uma outra geração mais nova para se
produzir, de facto, uma mudança do ponto de vista político. As sociedades são, por princípio, conservadoras
nestas questões, o que significa que a política pode, muitas vezes, andar a reboque da sociedade e não à frente
dela. Isto porque as pessoas são pouco propensas à mudança, têm muitas vezes receio de novas situações


e como canta o povo “para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim”. Desde 1976 muita coisa
mudou na sociedade montemorense, desde a economia à cultura, à forma de estar e de ser, mas a política
local manteve-se sempre com o mesmo partido político que, legitimamente, venceu sem margem para dúvidas
as eleições autárquicas. Mesmo quando se olha para a eleições legislativas, a CDU apenas foi derrotada por
duas vezes, em 2002 e em 2005.
Esta situação também foi o reflexo de alguma capacidade de adaptação a novas realidades que foram
surgindo e a alguma moderação do discurso político. Tal como as outras forças políticas, o PCP também tem
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tido a capacidade de se regenerar e de apresentar ao eleitorado caras novas e jovens, de modo a fazer cair a
imagem de um partido de pessoas com uma idade avançada. E, como se tem podido constatar, esta mudança NOME
de caras tem sido suficiente para manter o PCP à frente dos destinos deste concelho.
Assim, as novas gerações de políticos que se estão a apresentar têm de dar aos eleitores algo mais do que MORADA
a sua presença, têm de ter a capacidade de promover alguma rutura para que a mudança consiga chegar aos
LOCALIDADE
eleitores e fazer evoluir a sociedade. Para quem está na oposição, fazer este trabalho é algo difícil, porque os
instrumentos de trabalho são insuficientes, a exposição pública é bastante mais reduzida, o contacto com os
eleitores é mais fraco. Por isso, este não é um trabalho fácil, mas quem se mete nele tem de ter a disponibilidade Assinatura
e a capacidade de promover a mudança que pretende e, principalmente, tem de ter uma equipa que faça a
diferença, que trabalhe, que dê ideias, que faça algo diferente de modo a ser visível aos olhos do eleitorado. MODALIDADE: 12 números = 10 euros (Para o País ou Estrangeiro)
Com gente nova na corrida às eleições autárquicas esperamos também novas ideias e novos projetos, e COBRANÇA: em dinheiro ................ vale de correio ..........
não apenas mais do mesmo! cheque ........................ à cobrança .................

Propriedade/Editor: PUBLIMOR - Cooperativa de Publicidade e Informação de Montemor, CRL Estatuto Editorial do Jornal Folha de Montemor
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MAIO - 2017
SOCIEDADE 3

Inaugurado novo edifício da Oficina da Criança Oficina da Criança

“O sonhar, o aprender, Do subpalco
do Cine Teatro
o brincar, o crescer, Curvo Semedo
vão continuar” para o novo edifício
Paulo Caldeira
na Rua da Liberdade
A inauguração do magnífico edifício onde se instalou a Oficina da Criança,
foi um dia memorável, para todos aqueles que ajudaram a erguer este Projecto.
A arquitectura, o espaço, a luz, cria condições para inventar e reinventar a
criatividade.
Encerra-se assim um ciclo e inicia-se outro.
Não é fácil para mim falar da Oficina sem me deixar envolver emo-
cionalmente.
Quando cheguei a Montemor na década 80, vinda de Angola - terra onde
nasci mas que tive de abandonar pela tempestade que qualquer guerra
provoca na vida de qualquer ser humano - encontrei um lugar para me
reencontrar de novo com a minha identidade cultural e as minhas origens
familiares.
E foi aqui que construí outra família e onde as crianças me ensinaram a
voltar a ter esperança numa vida em Liberdade e em Paz.
De facto, foi na Oficina da Criança que aprendi esta filosofia da criatividade
e do lúdico, que ao longo de 34 anos alimentaram tantos projectos criando
pontes com crianças, comunidade, professores e educadores.
Nesse tempo havia uma forte consciência cívica e era necessário intervir
para democratizar a partir da reinvenção de processos educativos que
favorecessem o pensamento criativo e o sentido crítico, combatendo a esta-
gnação e o conformismo a que estávamos votados.
Foi então que a Câmara da altura criou condições para que este projecto se
desenvolvesse. Hoje estamos aqui a festejar 36 anos neste magnífico edifício
com tanta luz e para onde a história deste projecto aponta. Este percurso
jamais será esquecido, pois viverá como resultado dos trabalhos feitos pelas
nossas crianças enchendo este espaço.
Quando a Oficina se instalou no sub-palco do Cine Teatro Curvo Semedo
Inauguração da Oficina da Criança era então um espaço abandonado onde se guardavam as pastas bolorentas de
arquivo da Câmara, e foi aí que a Gina e o Vasco decidiram instalar o Projecto
da Oficina da Criança. Esse espaço foi-se despindo dos velhos objectos e
Teve lugar no passado dia 29 de financiamento foi obtido através de para brincar - é um lugar onde as
é bom recordar quanto as Câmaras da altura tinham pouco dinheiro para
Abril a inauguração do novo edifício uma candidatura realizada no âmbito atividades lúdicas e criativas são
os primeiros equipamentos, tendo sido através dos Serviços Educativos
da Oficina da Criança - Centro de de uma operação de reabilitação as mais motivadoras, é também
da Fundação Calouste Gulbenkian, na pessoa de uma amiga a Dr.ª Natália
Animação Socioeducativo, locali- urbana, que termina a intervenção um local onde se canaliza toda a
Pais, que vieram os primeiros subsídios para a compra das mesas e bancos,
zado na Rua da Liberdade – Parque de reabilitação da área do Parque vitalidade das crianças enquanto
forno de cerâmica e outros equipamentos, bem como o apoio e formação
Urbano. O mesmo possui dois pisos: Urbano. E este foi, segundo uma brincam, para o desenvolvimento da
pedagógica.
no piso inferior situa-se a ludoteca, a nota da autarquia, o motivo da nova criatividade, dos valores da liberdade,
Obrigada a todos que comigo ergueram este Projecto. Aos Presidentes
receção, o espaço de apoio técnico Oficina da Criança nascer naquele da solidariedade e do respeito pelos
e Vereadores que acreditaram na sua importância para o desenvolvimento
bem como espaços polivalentes para espaço que, no âmbito da sua outros - é também um lugar onde
sócio-cultural e económico do nosso concelho, aos professores nossos
atividades de grupo e de exposição. reabilitação, com a construção do existe a possibilidade de cada um
companheiros na partilha de tantas sessões de Expressão Plástica e no
No piso superior estão localizados os Parque Urbano, com as Piscinas construir, nos diversos ateliers,
desenvolvimento de variados projectos educativos como “O Local como é
ateliers de imagem e artes visuais, Recreativas, dá agora por terminado, aquilo que mais gosta e onde pode
como o queres” “Vamos Construir um Brinquedo”, “Era uma Vez - Histórias
biblioteca, multimédia, olaria, costura com mais um equipamento de fazer amigos, onde se desperta a
Tradicionais e as Contemporâneas “Lições de Cidadania nas Fábulas de La
e tecelagem, trabalhos manuais bem fruição coletiva. curiosidade e imaginação - o sonhar
Fontaine” A Água da Nascente à Torneira” “Ser Cidadão” “Vamos descobrir
como uma sala de culinária e uma Criada em 8 de janeiro de 1981 o aprender, o brincar, o crescer,
um Pintor” e tantos outros pelos quais de forma simples, demos referências,
sala multiusos a Oficina da Criança funcionou até vão continuar a ser as palavras de
inquietamos, partilhamos técnicas, e deixamos que a criatividade e a
A modelação do volume cons- à data, no sub-palco do Cineteatro ordem da nova oficina que salta
imaginação se soltassem. Hoje sei que fizemos muitas crianças felizes. E foi
truído, reduzida em relação ao Curvo Semedo. Valorizar os tempos do sub-palco do Cineteatro Curvo
assim com muito afecto e carinho que todas as crianças que connosco se
polígono máximo de implantação, livres das crianças, numa perspetiva Semedo para uma edifício moderno,
cruzaram cresceram e foram felizes.
permite - segundo uma nota técnica do desenvolvimento sociocultural, de linhas arquitetónicas marcantes
Deixo um obrigado e um abraço com muito afecto às minhas companheiras
- criar pátios e percursos que bene- através das atividades criativas, com novas potencialidades, espaços
de equipa, a minha segunda família, que me ajudaram nesta tarefa de devolver
ficiam os circuitos pedonais bem lúdicas e de animação, foi o objetivo e atividades, mas com a magia e o
às crianças o direito de crescerem num tempo mais inclusivo e rodeadas de
como as possibilidades de insolação que presidiu, ao longo destes 36 anos, encanto que marcou gerações de
afecto. Aos colegas do apoio administrativo, e restantes serviços de apoio que
e sombreamento do edifício. ao funcionamento desta Oficina. montemorenses”, disse.
sempre com profissionalismo se esforçaram por ajudar a criar um espaço com
A obra, da responsabilidade da Antes do descerrar da placa Este edifício irá passar a ser tam-
condições. Aos técnicos destacados do Ministério da Educação, o saudoso
Câmara Municipal de Montemor- que assinalou a inauguração do bém o espaço da exposição perma-
Pipse, e a todos os outros colocados pelo Centro de Emprego, um abraço
-o-Novo, teve um custo total de novo edifício, Hortênsia Menino, nente de ‘brinquedos tradicionais’. O
de obrigada.
1.667.848,60 EUR, sendo financiado presidente da Camara Municipal edifício agora inaugurado irá também
Desejo profundamente que este novo edifício da Oficina da Criança
pelo QREN a uma taxa de 85% de Montemor-o-Novo, afirmou no albergar os ‘serviços municipais de
continue a trabalhar em prol das nossas crianças, e ajude a dinamizar
do valor elegível, num montante seu discurso ser este “um espaço espaço verdes’.
actividades ligadas às raízes culturais e ao património, quando as novas
máximo de 1.311.627.35 EUR. Este privilegiado de encontro das crianças MFN tecnologias preenchem e invadem o nosso tempo. Que as novas gerações
de crianças aprendam o valor da Liberdade e da Democracia que o 25 de

CT Curvo Semedo vai ter projeção
Abril nos deu e que desenvolvam sempre os Valores Humanos que sempre
acompanharam os nossos projectos.
Que os eleitos deste concelho saibam sempre entender os trabalhos que

de cinema digital
aqui se desenvolvem em prol da educação de todas as crianças.
Obrigada por me terem dado oportunidade de me realizar como pessoa
e como técnica.
Por ocasião da inauguração do novo edifício da cena, substituição de cadeiras, melhoria do conforto
«Aqueles que passam por nós
Oficina da Criança, Hortênsia Menino, adiantou, que do público, renovação de instalações sanitárias, e
Não vão sós
“estando agora liberto todo o espaço do sub-palco das acessibilidades ao edifício. Prevê-se também a
Não nos deixam sós,
do Cineteatro Curvo Semedo vai-se avançar com o instalação integral de um novo sistema de projeção de
Deixam um pouco de si,
projeto já aprovado da reabilitação do edifício. Vamos cinema digital que permitirá reiniciar a programação
Levam um pouco de nós.»
em breve proceder ao lançamento do concurso para sistemática de cinema que avançará no imediato”.
Saint-Exupéry
a empreitada, para a reabilitação do Cineteatro num
investimento superior a dois milhões de euros, que
permitirá a melhoria de toda a estrutura de palco e de MFN Montemor-o-Novo,29 de Abril de 2017
Terezinha Tavares
MAIO - 2017
4 Sociedade

Saúde na comunidade Acidente

Melanoma: Despiste seguido
de capotamento
o cancro da pele provoca um ferido ligeiro
O cancro de pele é o tipo de
cancro mais frequente nos indivíduos
de raça branca. A sua incidência tem
vindo a aumentar progressivamente
desde meados dos anos 60, devido
a destruição da camada de ozono
da atmosfera. A exposição excessiva
ao sol é considerada a causa mais
frequente de cancro de pele (cerca
de 90% dos casos).
Existem três tipos essenciais de
cancro de pele:
- Basalioma;
- Carcinoma espino-celular;
- Melanoma maligno.
Destes três o melanoma é o
menos frequente, no entanto, é o mais
perigoso e agressivo. Origina-se a
partir dos melanócitos da epiderme,
células responsáveis pelo fabrico
do pigmento natural (melanina)
que dá a cor bronzeada à pele.
Atinge grupos etários mais
Uma pessoa ficou ferida, na manhã do passado dia 30 de abril, após um
jovens, está relacionado com a profundidade (crescimento vertical). - alteração do tamanho, forma e
despiste seguido de capotamento de um veículo ligeiro, perto de Foros de
exposição solar intermitente, aguda O tratamento é quase sempre cor de um sinal;
Vale de Figueira.
e muitas vezes acompanhada de cirúrgico e quando efectuado em - aparecimento de comichão,
O ferido, considerado ligeiro, do sexo feminino, foi transportado para o
queimaduras solares (escaldões). fases iniciais acompanha-se de de inflamação, de ferida; de
Hospital de Évora
O aspecto inicial é variado mas elevadas taxas de cura. hemorragia.
O acidente ocorreu junto ao cemitério de Foros de Vale de Figueira
habitualmente caracteriza-se pelo Eis alguns “sinais de alarme “ Em caso de dúvida em relação
pelas 11h15 desse domingo. Para o local foram deslocados os Bombeiros
aparecimento de um pequeno nódulo que podem ajudar a suspeitar do à origem e causa de um sinal,
Voluntários de Montemor-o-Novo, com duas viaturas e cinco operacionais.
ou mancha, de cor negra, sobre aparecimento de um melanoma: deve consultar o seu médico de
Também durante a manhã, deste mesmo dia, os Bombeiros de Montemor
pele sã ou sinal pré-existente. Tem - aparecimento recente de um família.
foram chamados à Herdade de Álamo, junto a Casa Branca, para extinguir
uma fase precoce de crescimento sinal de cor negra que até então não
um pequeno incendio em pasto, devido ao rebentamento de um posto de
superficial (horizontal) que pode existia; Dr.ª Marta Augusto Transformação da EDP, que, segundo fonte dos Bombeiros, ao projetar
durar meses, ou até anos e uma - modificação de um sinal já Médica óleo a alta temperatura, resultou em queima, numa pequena área, do pasto
fase mais tardia de crescimento em existente;
em redor do PT. No local esteve uma viatura dos Bombeiros de Montemor.

Saúde Nutrição

Dia da Insuficiência Cardíaca Alimentos
assinalou-se a 5 de maio a consumir em Maio
Alperce
Em 2014, os doentes com insu- cuidados de saúde primários foi consulta com o médico de família
ficiência cardíaca (IC) acompa- estimado em 552€ por ano, sendo a na Região de Saúde de Lisboa e A elevada composição em provitamina A confere-lhe a cor que apresenta.
nhados em cuidados de saúde medicação o principal componente Vale do Tejo durante 2014. Destes, Quanto mais cor de laranja for a sua pele mais doce é este fruto. É também
primários tinham uma idade média deste custo. O consumo de recursos 25 000 (1,4%) estavam registados uma excelente fonte de potássio e um agradável snack em dias mais quentes.
de 77 anos e mais de metade (58%) foi mais elevado no grupo etário dos com o diagnóstico de insuficiência
eram mulheres. A esmagadora 70 aos 79 anos de idade. cardíaca. Este valor é cerca de Morango
maioria (93%) tinha pelo menos Estas são algumas das conclu- 30% do esperado de acordo com a
uma outra doença relevante sões de um estudo realizado pelo prevalência da doença em Portugal. É um fruto pouco calórico que estimula suavemente o trânsito intestinal.
associada, sendo as mais frequentes Centro de Medicina Baseada na A diferença pode ser explicada Contêm um bom aporte em ferro, potássio, vitamina C e ácido fólico. Prefira
a pressão arterial elevada (81%), Evidência da Faculdade de Medicina pelo facto do diagnóstico de IC morangos com um cálice verde e viçoso, indicador de frescura. Evite
diabetes (32%) e doença isquémica da Universidade de Lisboa em não ter sido registado (subregisto) morangos demasiado grandes, pois pode ser indicador de grande utilização
do coração (27%). Os doentes colaboração com o Centro de ou realizado (subdiagnóstico) em de fertilizantes. Para desfrutar ao máximo do seu sabor, não os consuma muito
realizaram, em média, 5 consultas Estudos Aplicados (CEA) da Católica cuidados de saúde primários, ou frios nem com adição de açúcar.
com o médico de família e a quase Lisbon School of Business and ainda, pelo facto de o doente não
totalidade consumiu medicamentos Economics e financiado por uma ter tido nenhuma consulta com o Favas
relacionados com a sua doença bolsa de investigação da Novartis, seu médico de família durante 2014.
cardiovascular, durante esse ano. apresentado no Congresso Euro- Para quem vive com IC, os sinto- Pertencem ao grupo das leguminosas e como tal, tem um teor razoável
Em contrapartida, cerca de um peu de Insuficiência Cardíaca da mas podem ser muito debilitantes1: em proteína. É um alimento bastante utilizado como substituto da carne e do
terço (35%) não realizou quaisquer Sociedade Europeia de Cardiologia, dificuldade em respirar (dispneia); peixe, por aqueles que seguem um regime vegetariano. São boas fontes de
exames médicos relacionados com que decorreu entre os dias 29 de membros inferiores inchados devido fibra solúvel, ácido fólico, vitamina C, ferro, magnésio e fósforo. Devem ser
a doença cardiovascular, no contexto abril e 2 de maio, em Paris. a acumulação de líquidos; fadiga bem cozinhadas antes de consumidas.
do seu seguimento nos cuidados de A análise incidiu sobre uma intensa; tosse / pieira; náuseas; au- Privilegie os alimentos locais e da época!
saúde primários. Em média, o custo população de 1,9 milhões de mento de peso devido à acumulação Ana Carolina Canelas
de seguimento destes doentes nos utentes que teve pelo menos uma de líquidos. Membro da Ordem dos Nutricionistas
Contudo, tendo com conta Fonte: Deco Proteste
as co-morbilidades associadas,
estes sinais e sintomas podem ser
facilmente atribuídos a outra doença,
levando a um subdiagnóstico da IC.
A insuficiência cardíaca ocorre
muitas vezes devido a uma lesão
no músculo cardíaco (o que pode
acontecer após um ataque cardíaco),
a uma outra doença que afete o
coração, ou aa uma lesão contínua
e gradual, como consequência
de diabetes, hipertensão, doença
arterial coronária, colesterol elevado,
consumo excessivo de álcool ou
abuso de drogas. Na maioria dos
casos, a insuficiência cardíaca não
tem causa única.
Diana Pais
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Sociedade 5

Assembleia Municipal, 28 de abril de 2017 Autárquicas 2017

Contas de 2016 Patrícia Seatra
é a candidata
com prejuízo superior à câmara municipal
a um milhão de euros pelo PSD

Montemor-o-Novo

A Assembleia Municipal de O deputado Rui Páscoa (CDU) de os financiamentos do novo
Montemor-o-Novo reuniu no passado apresentou uma proposta de sau- quadro comunitário apenas terem
dias28 abril, tendo como tema dação ao 25 de abril e ao primeiro começado a chegar em 2016, o
principal da sua ordem de trabalho de maio. Helena Antunes contestou que vai permitir o arranque de uma
a apresentação e discussão do um parágrafo onde ser referia que nova fase de investimento, com
relatório de gestão do ano de 2016. as conquistas de abril foram destruí- destaque para o Plano Estratégico
Estiveram presentes na sessão 25 das por políticas de direita. Au- de Desenvolvimento Urbano
deputados municipais. gusto Pascoal (PS) evocou memórias (PEDU).
No período de antes da ordem do 25 de abril e do primeiro e maio No documento, a que a Folha
do dia, António Xavier (CDS-PP) de 1974. José Grulha questionou teve acesso, pode ler-se que “em Patricia Seatra
apresentou um voto de condenação se a evocação da situação era ou 2016 mantivemos as contas equili-
sobre a situação hoje existente não mentira. António Xavier frisou bradas, num quadro de uma gestão O PSD já apresentou as suas candidaturas no distrito de Évora e, em
na Venezuela fazendo também que é importante saudar o 25 de de recursos escassos, assegura- Montemor-o-Novo, Patrícia Seatra foi a pessoa escolhida para disputar
referência ao 25 de abril de 1974. abril, tendo a saudação aprovada mos um bem nível quantitativo e a eleição para a câmara municipal. Patrícia Seatra, que já foi deputada à
António Coelho (PS) considerou por maioria. qualitativo de cumprimento dos assembleia municipal durante três mandatos pelo PSD; é licenciada em direito
que misturar o 25 de abril “não faz Na bancada do PS, Joaquim compromissos e objetivos traçados, e desenvolve atividade numa instituição bancária.
sentido”. José Grulha (CDU) alinhou Bastos questionou a câmara no quadro de um projeto político
pelo mesmo diapasão, mas Helena municipal sobre a atividade do que rasgando horizontes, planeia,
Antunes considerou que “o voto de aeródromo municipal bem como projeta e constrói um futuro melhor Autárquicas 2017
condenação faz sentido”, por evocar o investimento que ali foi efetuado para o concelho”.
o que ganhamos com o 25 de abril
quando o mesmo não se passa na
Venezuela. Aquando da votação a
e quais os serviços que podem ali
ser feitos. Em resposta, o vereador
João Marques referiu que existem
O resultado líquido do exer-
cício foi negativo, no montante
de -1.029.492,66 euros, devido
Vítor Vicente volta
a candidatar-se
proposta foi rejeitada por maioria. cerca de 60 pilotos todos os fins-de- principalmente a uma correção nos
O deputado António Xavier semana em formação no aeródromo, montantes anuais de amortizações
questionou a câmara municipal sobre com 22 aeronaves localizadas em que não estavam a ser corretamente

à câmara municipal
os quiosques digitais que não estão Montemor. refletidas.
a funcionar “depois de se ter gasto Praticamente sem questões por
85000 euros”, sublinhou; questionou Prestação de contas parte das bancadas dos partidos
também o executivo sobre a situação da oposição, apesar dos resultados
atual de degradação do jardim Entrando na ordem de trabalhos, líquidos negativos, os documentos
dos cavalinhos. Hortênsia Menino, o primeiro ponto respeitou à pro- foram aprovados com os votos
presidente da câmara municipal, postas de prestação de contas contra do PSD e do CDS-PP, com
referiu que um dos quiosques está de 2016, tendo a presidente Hor- a abstenção do PS e os votos
inutilizado e contestou que os outros tênsia Menino frisado que “o ano favoráveis da CDU.
não estivessem a funcionar. Em de 2016 e o Orçamento de Esta- Seguiu-se a proposta de revisão
relação ao jardim dos cavalinhos, a do marcaram o início de uma re- orçamental que também foi aprovada
presidente referiu que o espaço foi cuperação de rendimentos e de por maioria.
objeto de um investimento de cerca direitos embora de forma muito Os prontos seguintes abordaram
de 15 mil euros, considerou que os limitada, mas com impacto na vida alguns protocolos entre as juntas de
equipamentos “são adequados” e das pessoas, e com medidas que freguesia e a câmara municipal.
salientou que tem sido feita manu- consideramos insuficientes do ponto
tenção do espaço pelos serviços, de vista do poder local”. A presidente
tendo lamentado a falta de civismo chamou a atenção para o facto A. M. Santos Nabo
de algumas pessoas.

Demonstração dos resultados

Custos e perdas 2016 2015 Proveitos e ganhos 2016 2015
(EUR) (EUR) (EUR) (EUR)
Custo das mercadorias vendidas 141.640,79 126.852,52 Vendas / prestações de serviços 2.069.160,54 2.003.524,64
Fornecimentos e serviços externos 4.116.264,89 3.945.353,39 Impostos e taxas 2.515.748,15 2.265.033,32
Custos com pessoal 6.240.029,52 6.405.410,74 Trabalhos para a própria entidade 0,00 0,00 Vítor Vicente
Amortizações 3.690.782,04 843.097,00 Proveitos suplementares 15.581,07 11.777,96
Provisões do exercício 283.945,14 0,00 Transferências e subsídios obtidos 10.777.773,47 10.769.967,09
O CDS-PP vai apresentar como candidato à presidência da câmara
Transferências / subsídios concedidos 1.669.824,39 1.434.159,53 Outros proveitos 8.737,32 9.544,83 municipal de Montemor-o-Novo, Vítor Vicente, que promete “fazer diferente”
Outros custos 646.955,74 494.969,95 Proveitos e ganhos financeiros 1.137.938,38 1.065.789,85 neste concelho. A apresentação formal da candidatura terá lugar no próximo
Custos e perdas financeiras 44.140,93 27.683,39 Proveitos e ganhos extraordinários 349.111,20 251.125,29 dia 20 de maio, no auditório da União de Freguesias de N. S. da Vila, N. S. do
Custos e perdas extraordinárias 1.069.959,35 1.286.271,22 Bispo e Silveiras, e conta com a presença do deputado europeu, Nuno Melo.
Resultados liquidos -1.029.492,66 1.812.965,24 Para a assembleia municipal, a lista do CDS-PP volta a ser liderada por
Total 16.874.050,13 16.376.762,98 Total 16.874.050,13 16.376.762,98 António Pinto Xavier que foi eleito em 2013 para este órgão autárquico.
MAIO - 2017
6 Sociedade

Educação Em Montemor-o-Novo

Ação Escola: GNR deteve indivíduo
por ofensas
SOS Azulejo 2017 à integridade física
alarmante, sobretudo por furto, mas
também por vandalismo e incúria.
Montemor-o-Novo é uma cidade
graves
com um património cultural muito No passado dia 18 de abril a GNR
rico, e com uma grande riqueza em procedeu à detenção de um individuo em
azulejaria, por isso a Escola Básica Montemor-o-Novo por ofensas à integridade
2,3 S. João de Deus, não ficou física graves.
indiferente a este convite. Segundo o Comando Territorial de Évora
Esta atividade contou com a da GNR, neste mesmo dia registaram-se 56
participação dos alunos das turmas infrações rodoviárias, uma infração relativa
C, D, F,H e I do 6.º ano e das turmas à legislação ambiental, bem como cinco
A,B,C,D e F do 7.ª ano, com a acidentes rodoviários em Montemor-o-Novo,
coordenação dos professores Ana Vendas Novas, São Miguel de Machede e
Rosa Bravo, Maria Fernanda Nelas Redondo.
e Paulo Almeida no âmbito da Registaram-se ainda 14 crimes em Montemor-o-Novo, Vila Viçosa, Borba,
disciplina de Educação Visual. Vendas Novas, Redondo, Mourão e Arraiolos.
O dia 3 de maio foi a data indi-
cada para a ‘Ação SOS Azulejo Sociedade
2017’, à qual nos associamos com

Bombeiros
A Escola Básica 2,3 S. João de ligados ao tema do património
Deus, participou na ‘Ação Escola azulejar português uma exposição de trabalhos feitos
SOS Azulejo 2017’, uma iniciativa O projeto ‘SOS Azulejo nasceu da em recinto escolar e com uma oficina
da Polícia Judiciária, através do seu necessidade imperiosa de combater de pintura de azulejos, realizada na

vão adquirir
Museu, que consistiu na elaboração a grave delapidação do património Biblioteca Escolar em parceria com
de trabalhos realizados pelos alunos azulejar português que se verifica o Centro Juvenil.
sob orientação dos professores, atualmente, de modo crescente e Ana Rosa Bravo

Educação veículo de combate
Sorrisos a incêndios florestais
A Associação Humanitária dos
Bombeiros Voluntários de Montemor-
o-Novo assinou, no passado dia 11 de
abril, o Termo de Aceitação referente
Um sorriso não dói, não custa, - Cartazes com base no tema à Candidatura, POSEUR-02-1810-
não magoa e pode ajudar a tornar o exploração do espaço; FC-000129, aprovada pelo Programa
dia de uma pessoa muito mais feliz. - Jogo didático viagem a Marte; Operacional Sustentabilidade e Eficiência
Com efeito, está provado que um - Máscaras de Carnaval Smile at no Uso de Recursos.
sorriso verdadeiro por dia, torna as me. Esta candidatura tem como objetivo a
pessoas mais felizes. Precisamos do Esta atividade contou ainda aquisição de um Veículo Operacional de
sorriso para sobreviver!” com a participação de um grupo de Proteção e Socorro, da tipologia Veículo
E foi com a apologia do sorriso professores de 1.º ciclo e educado- Florestal de Combate a Incêndios (VFCI)
que a equipa portuguesa realizou res de infância que, desenvolven- para substituir o VFCI06, por este já ter
mais uma atividade no âmbito do painéis ilustrados, relevos, ultrapassado o tempo de vida útil (26 anos) e ter um baixo nível de desempenho
do Projeto Erasmus+ Effective entrevistas e desenhos, estimularam operacional.
communication - A successful a interação e a partilha na promoção A candidatura é co-financiada pelo Fundo de Coesão através do Programa
future life, designada Smile at Me de uma comunicação mais efetiva e Operacional Sustentabilidade e Eficiência no uso de Recursos, do Portugal
numa estreita articulação entre os feliz entre os jovens. 2020.
“O sorriso é a forma de comu- diferentes ciclos de ensino que A atividade terminou com uma
nicação mais poderosa do mundo. integram o Agrupamento de Escolas exposição constituída por todos
Fala, sem nada dizer. Sente e faz de Montemor-o-Novo. os trabalhos desenvolvidos que
No Convento da Saudação
sentir. Dá coragem, força, alegria,
bem-estar, felicidade e esperança.
Os alunos com necessidades
educativas especiais do ateliê
está patente no espaço da EB23 e
que poderá ser visitada por toda a Esplanada no Convento
Talvez a importância não esteja
no sorriso, mas na emoção que ele
criativo do projeto inclusivamente,
produziram trabalhos plásticos que
comunidade educativa ao logo do
último período de aulas. abre para noites quentes
promove. exploraram o “sorriso” como forma Mais um ano de projeto a melho- A Associação Espaço do
Um sorriso verdadeiro pode de comunicação, nomeadamente: rar a comunicação e a espalhar sor- Tempo volta este ano a abrir
ajudar a enfrentar um medo, pode - Painéis fotográficos Smile at me risos. a sua esplanada de verão
ajudar a tomar uma decisão ou pode com base no tema exploração do nas instalações dos claustros
simplesmente dar felicidade. espaço; A Equipa Erasmus do Convento da Saudação,
para um convívio nas noites
quentes. A esplanada vai estar
aberta às sextas das 18:00 às
Parlamento Europeu 00:00, aos sábados das 15:00

Internet gratuita e livre de restrições
às 2:00 e nos domingos e
feriados das 15:00 às 20:00.

para todos os europeus
A iniciativa “Wifi4EU” vai permitir Comissão de Indústria, Investigação
a instalação de seis mil hotspots na e Energia do Parlamento Europeu,
União Europeia que darão internet relativo ao plano europeu de
e alta qualidade em locais que distribuição gratuita de rede de
não têm ainda a cobertura dos Internet em espaços públicos.
operadores tradicionais. Carlos Este projecto-piloto “WiFi4EU”, no
Zorrinho, membro da Assembleia período entre 2017-2019, conta ainda
Municipal de Montemor-o-Novo pelo com um orçamento de 120 milhões
Partido Socialista, e eurodeputado de euros. Foi aprovado por larga
é um dos principais mentores desta maioria com 52 votos a favor e sete
iniciativa que garante internet gratuita contra. Até ao final do mês de Maio
e livre de restrições para todos os terá de ser feito o acordo final com
europeus. o Conselho Europeu.
O seu relatório “WiFi4EU” foi
Carlos Zorrinho
aprovado no dia 25 Abril, em sede de C. A.
MAIO - 2017
Sociedade 7

Aniversário da revolução
Vasculhar
o passado Abril de sonhos
por: Augusto Mesquita
e desencantos
A igreja do Convento
de São Domingos
Associando-me à comemoração imensa fábrica
do 50.º aniversário do Grupo dos monástica, era
Amigos de Montemor-o-Novo, vou do mesmo modo,
este mês, debruçar-me sobre a Igreja lançada com
de São Domingos, construída junto notável volume
à primitiva capelinha gótica então de arquitectura, e
existente no canto meridional do foi concebida no
Rossio da Porta do Sol e dedicada a projecto original e
Santo António. Não se sabe quando sagrada, embora
esta demolida ermida foi edificada, em osso, no dia 26
mas sabe-se que, no ano de 1316, já de Abril de 1565,
aqui era capelão Mestre Lourenço. pelo Arcebispo -
Esta capela, foi destruída pouco Inquisidor D. João
Alfredo Cunha
depois de 1560, e no seu lugar, de Melo e Castro.
foi construído o Convento de São tribuna do coreto, levanta-se o
Naquela manhã o sonho saiu à rua acompanhado por militares amigos.
Domingos, também designado por O declínio campanário, de empena com enro-
E naquela manhã acordámos para a liberdade. Nos jornais entrou a luz do
Convento de Santo António. lamento, de um só olhal primitivo
sol e a noite da censura que os cobria retirou-se envergonhada dos muitos
O arco triunfal, de meio ponto, de acrescido, mais tarde, por outra
anos de escuridão.
O início alvenaria acairelada, outrora revestido arcada angular, na linha do Dormitório
E aos nossos ouvidos chegaram cantos de liberdade antes silenciados.
de murais foliáceos, repousa em Novo, ambos despidos de sinos, e
E os nossos olhos começaram a ver o que antes não viam.
Os primeiros Dominicanos che- bases graníticas esculpidas com que se alcançava através de escada
E todos acreditámos que a vida ia ser diferente.
garam a Montemor-o-Novo por volta ornatos híbridos clássico-barrocos. cocleada coberta por cúpula de
Acreditámos que a terra era para cultivar e dar pão à fome que grassava.
de 1560, e em 1561 trataram de Construída em planta rectangular tijolo, de estranho remate boleado.
Acreditámos em trabalho para todos, um País sem desempregados.
edificar uma ermida, e mais tarde e de cobertura de meio canhão É obra de inícios do século XVII.
Acreditámos em trabalho com direitos e em casa para habitação.
em 1565, um convento. Coube a subdividida em quatro tramos, estava Mestre Túlio Espanca, de quem
E nas ruas andavam militares e políticos informais que nos respeitavam.
Frei Luís de Granada (a quem foi exuberantemente enriquecida por me socorri para elaborar este texto,
E sonhámos que para sempre assim ia ser, a nossa vida com justiça e
dado o seu nome a uma praceta da caixotões geométricos de relevo, desabafou: “Delapidação e fúria
solidariedade.
cidade), proceder ao lançamento da onde refulge um repositório de destrutiva atingiu aqui uma nota de
E os tempos passaram e as sombras voltaram.
primeira pedra da igreja, no dia 18 de alegorias religiosas, profanas e barbarismo que se não pode olvidar.
Já não temos governantes sombrios. Agora são governantes de imagem
Março de 1561, após celebração de astrais; o carneiro, com atributos de Os retábulos dos sete altares late-
bem cuidada. Têm muitos assessores. Muitos e muito bem pagos. Uns para
missa solene no templete primitivo, peregrino, decerto na representação rais, o imponente conjunto de ta-
a imagem, outros para a informação e muitos outros sem se saber para o que
acompanhado pelos padres do- do Breve de Graças concedido pelo lhas do presbitério do estilo barro-
mais.
minicanos Pêro Lobato, Gaspar Papa Pio IV ao mosteiro. Os bustos co-rococó, o cadeiral dos monges,
Sabem prometer e mentir. E são os assessores que recomendam e
Preto, João de Évora e Francisco de “S. Tomás de Aquino” e “Santo o pavimento e a teia do cruzeiro,
escrevem o que eles vão dizer para quem os quer ouvir.
da Vitória já em exercício na vila. Alberto Magno”, o crânio rachado, levaram o fim inglório de tantas obras
E prometem baixar impostos. Prometem emprego e ordenados a subir.
A edilidade montemorense figurativo do martírio de “S. Pedro de arte magníficas e sumptuárias:
Prometem preços baixos na gasolina, no gás, na água, na electricidade.
acordou com os Pregadores de São Dominicano”; ofídio representando queimadas, esmagadas e apodre-
E andam por muitos lados e de muitos assessores acompanhados. Prometem
Domingos de Gusmão em 25 de um dos avatares do demónio; a cidas sem dó nem piedade!
aumentar pensões e prometem saúde e prometem tudo o que depois ao
Junho do ano de 1561, os trâmites da cabeça de Bafomé dos Templários; Com o decorrer dos anos, este
poder chegados vão tirar.
empreitada, concedendo facilidades outra serpente sob um escudo imóvel que serviu de habitação
E logo na noite dos votos mudam e já só falam de dificuldades que dizem
aos carreteiros no transporte da carregado com um martelo, um aos morcegos, francelhos, corujas,
terem encontrado.
pedra para as obras, isentando-os compasso, uma colher de pedreiro pombos e outras aves, além de
Já nos habituaram a estes enganos.
de portagem. Três anos depois do e um M, provável alegoria da guilda depósito de material de construção
E agora temos governantes com ares de grande saber, bem falam,
início da construção da igreja, por dos construtores dominicanos, e uma e de combustíveis, local de
escondendo as malvadezas que nos vão fazer.
decisão do Capítulo Geral realizado cartela contendo, em filactera, um brincadeiras de rapazes, no rol dos
E as malvadezas são impostos sempre a crescer. Nos ordenados e nas
em Bolonha, o templo foi integrado provérbio em linguagem portuguesa quais eu me incluo, e de exercício
pensões sempre a roubar. Austeridade e trabalho sem direitos a pretexto de
na Ordem Dominicana. mas escrito em alfabeto grego, que de bombeiros, foi-se degradando,
mais competitividade.
A construção seguiu num ritmo diz: SE A O/BRA FO/R BEM PA/GA e o que restava do seu valioso
E pelo País aumentam os desempregados. Os que trabalham, são
veloz, pelo que a 26 de Abril de 1565 SERA / BEM ALVA. património foi furtado e danificado,
precários sem direitos, como escravizados. E os mais jovens, desencantados,
se santificou a igreja, numa cerimónia Apainelados de grande superfície como por exemplo, parte dos valio-
da Nação lá se vão, levados numa nova emigração.
presidida pelo Arcebispo de Évora D. de azulejos de padrão policromo igual sos azulejos existentes na igreja.
E assim Abril nos arrastou a este desencanto e frustração.
João de Melo e Castro, que ofereceu ao da nave, divididos por molduras Eram sonhos de justiça. Mas a justiça paralisou enredada na investigação,
à novel congregação um cálice de rendadas, subsistem atingidos A recuperação tão grande é a corrupção, escondida por leis manhosas feitas para esconder
prata perfumada. A mudança do pela incúria nos alçados laterais, O saudoso engenheiro Santos o ladrão.
Santíssimo Sacramento da igreja sobrepujantes ao desaparecido Simões, historiador da arte, e E nos bancos o roubo é um horror. E não temos governador que com
velha para a nova, foi procedida de cadeiral da comunidade. Ao especialista na área do azulejo, justiça na cadeia os ponha
solene procissão, onde se incorporou Evangelho e na boca do arco-mestre, depois de classificar de extraordinário O sonho murchou. Por mãos habilidosas foi escondido, em gavetas metido.
toda a fidalguia da vila, clerezia existe o vão do coreto do órgão, e malfadado Convento de São E agora os jovens, para quem Abril foi pensado, de Abril pouco ou nada
local, muitos padres do Convento todo forrado de cerâmica da mesma Domingos, escreve: “O que hoje sabem. Estão na encruzilhada de uma geração sem trabalho, ou de trabalho
Dominicano de Évora e muito povo. centúria. testemunha o que foi o grande em nada a condizer com a formação recebida.
Foi nomeado vigário da nova igreja o O retábulo que preenchia a Convento dos Dominicanos é uma De submissão em submissão, os políticos da governação arrastaram o
Frei Miguel de São Domingos. ousia, trabalho de ensamblamento confrangedora ruína! (…) Apesar país a esta situação.
Formosa e bem proporcionada e de entalhador de notável beleza do criminoso abandono, ainda ali E pelos ministérios da República todos dizem e todos sabem que há muita
nave, compõe o interior da igreja. e proporções majestosas, é hoje ficaram esquecidos os notabilíssimos corrupção, mas tudo acaba em longas investigações sem justiça à medida
Disposta em planta rectangular de paradeiro desconhecido. Foi revestimentos cerâmicos da igreja, de tão grandes revelações. E assim a corrupção alastra e os poderosos disso
de seis tramos e cobertura de feito em obediência à vontade que fazem deste monumento, fazem profissão.
meio canhão, reforçada por arcos testamentária dos fundadores, um dos mais notáveis a Sul do Tantas saudades de Abril!... E dos anos que já lá vão!...
formeiros, e panos engalanados depois de 1630, segundo se admite Tejo. Destacam-se pela raridade O sonho era grande e a generosidade dos militares parecia infinita.
de caixotões geométricos de da tipologia estilística coeva, de e originalidade do desenho e Mas os anos passaram. E os cravos murcharam. E os sonhos de dias de
relevo. Quatro capelas por banda edícula clássica e distribuído em três aplicação, os forros dos arcos das sol tornaram-se sombras de um futuro desconhecido.
e amplíssimo braço cruzeiro, de andares, com suas colunas e painéis capelas laterais, particularmente os A pobreza cresce e alastra, mas os lucros e os negócios dos grandes
arcos redondos, movimentam e pintados, onde se veneravam, no do cruzeiro, formando painéis de acumulam riquezas sem fim. Temos desníveis de riqueza escandalosos. Uns
imprimem à arquitectura do templo primeiro corpo “S. Miguel” (no ornamentação de brutesco a amarelo exageradamente ricos e são muitos os que vivem exageradamente pobres.
uma linha de elegância extraordinária, eixo), ladeado por “S. Cristóvão” e sobre fundo branco”. São assimetrias por ganâncias desmedidas.
valorizada pelo equilíbrio e colorido “S. Domingos”: no segundo friso A aquisição, e posterior restauro Ouvimos e lemos que administradores importantes deixam empresas em
do apainelamento de azulejaria que “Santo António”, titular e padroeiro da igreja e do convento, pelo Grupo falência, mas vão com prémios de escandalosos milhões.
forra, na totalidade, os alçados e a da irmandade quinhentista, no dos Amigos de Montemor-o-Novo A corrupção alastra, sem barreiras que a detenha. E as normas para a
opulenta luneta axial. centro, e lateralmente “S. Pedro” e para sua sede social, e instalação de combater são como que impossíveis de aplicar, para que tudo como estava
Foram construídas sete capelas, “S. Sebastião”. museus, salvou este monumento, que continuar, quando se sabe que corrupção sem verdade apurada não dá para
consagradas a “Santo Cristo”, “Nª Na cima fronte havia um grande vale a pena visitar. ser julgada.
Sª do Rosário”, “Santo Amaro”, “S. “Crucifixo”, a cujos pés estava a No próximo mês de Junho, Os anos passaram e Abril é recordado cheio de frustrações e de muitas
Paulo”, “S. Bento”, “S. João Batista” “Madalena”, e nas ilhargas a “Virgem segue-se um artigo sobre o Convento desilusões.
e “S. Gonçalo”. Dolorosa” e “S. João Evangelista”. e em Julho, mês da fundação do
“Capela-Mor” - Cabeça Na ilharga exterior do corpo GAM, um texto sobre esta instituição Manuel Miranda
proporcional aos membros da oriental do templo, a cavaleiro da regionalista. miranda.manel@gmail.com
MAIO - 2017
8 9

História

Lembrar
o Café Almansor

O antes (em cima) e o depois (em baixo) da construção do edifício

houve problemas com outro dos empregados, que Leandro Felício recorda que o Almansor “não
bebia demais. Foi assim que a clientela diminuiu. era propriamente uma praça de jorna. Os tempos Novos tempos
E em 1956, apesar das renovações, a casa é iam difíceis, havia falta de oferta de trabalho, era
comprada por João Inácio Nunes Barata Freixo. natural que houvesse pessoas que fossem ali Evaristo Santos e José Amoreirinha, actuais
Jana refere igualmente alguma decadência na pedi-lo. Não era a mesma coisa com as ceifas: proprietários do Almansor, optaram por manter
clientela do Café. as ceifeiras chegavam em autocarros velhos, do a decoração escolhida pelo genro de Chico
norte do país e ficavam no Rossio à espera de Alfacinha e talvez seja isso que confere ao
Tempos difíceis serem contratadas. A esses que vinham do norte Café a cor de outras épocas sem ter perdido o
chamávamos-lhes galegos ou ratinhos.” ambiente acolhedor. É verdade que os tempos
Embora em tempos mais recuados tenha Já nos anos setenta o doutor Barata Freixo agora são outros, confirma Evaristo: “Antes da
havido em Montemor praças de jorna reconhe- trespassou a casa aos cunhados; a proprietária crise, os miúdos da escola vinham cá almoçar.
cidas, não consta que o Café Almansor tenha actual do edifício é Maria Luíasa Gião Freixo Perdemos isso mas não nos podemos queixar,
figurado como uma delas. Para Jana, é natural da Veiga. Em 1991 Evaristo Armando dos temos movimento à semana e ao fim de semana.”
“que as pessoas que procuravam trabalho Santos e o seu sócio, José Maria Casquinha Notam que há meses mais fracos mas este ano
viessem até à porta do Almansor pedir emprego. Amoreirinha, compram o Café Almansor a no inverno até não foi tão mau quanto isso. E a
De vez em quando isso acontecia, mas não Leonel Freitas Bárbula, madeirense, que o tinha partir de Maio é sempre melhor.
tenho ideia que fosse por sistema.” Por exemplo, recebido por sua vez do seu irmão, Leonel.
porque havia feira ou se conhecia uma qualquer Antes da família madeirense o Café pertenceu
oportunidade, mas não era a regra. Também ao senhor Ruben. Constança Vaz Pinto

Edifício simbólico da cidade

O edifício que domina a Praça da República tem feito parte da história de Vítor Guita, no texto “Memórias Curtas” do jornal Café Almansor uma parte da boa fama do Café Almansor dessa
Montemorense, de Novembro de 2009, que no época se devia, segundo Mariana, esposa de Zé
Montemor-o-Novo ao longo do século XX, desde que foi casino e depois
jardim das traseiras do Café Almansor ainda Ao lado da porta do Casino ficava a porta do Gaiola, a uma mulher: “Comia-se muito bem no
Café Almansor. A elite da cidade juntou-se ali no antigo regime, marcando se pode ver hoje um vaso antigo com a data Café Pascoal, como bons vizinhos. Como contou Almansor. Eles tinham uma cozinheira de mão
uma clivagem social. Hoje, numa sociedade livre, os montemorenses e os e as iniciais do proprietário e a data de 1904. Leandro Felício era um café fechado e sem contar cheia, uma maravilha. Não sei se era o seu nome
Francisco Malta terá entretanto casado com a com as funções de regedor que Raul Pascoal ou se era assim que era conhecida, lembro-me
turistas continuam a marcar presença para apreciar uma arquitetura única
irmã mais velha de Simão da Veiga (pintor) e cumpria, assim continuou até Chico Alfacinha dela como a Antónia Espanhola.”
e um local histórico. têm nove filhos. Um neto deste casal, Francisco o comprar em 1947. Jacob é seu sócio. Foram De uma maneira ou de outra, e isto é
Romeiras da Veiga Malta, nascido em 1917 e tempos de maior abertura, com maior clientela, confi rmado pela geração mais velha e pelos
Leandro Felício conta que a primeira vez que histórias desesperadas: muito dinheiro em cima conhecido como Bió venderá a casa a Francisco diz Leandro Felício. Houve uma renovação da mais novos, aqui se juntavam os lavradores da
se lembra de ter entrado no então Café Pascoal das mesas, grandes fortunas e casas apostadas Alfacinha em 1947. decoração e do espaço em geral e contratou- região. Leandro Felício refere que nessa altura
foi para tirar o bilhete de identidade. Diz assim: e… perdidas. Conta-se, mas sem confirmação, se uma rapariga para atender o público. Tudo em Montemor só havia três cafés: “Eram eles
“Para fazer o exame de admissão ao liceu, em de quem tivesse que vender a mulher! Enfim, Casino isto aconteceu, segundo Leandro Felício, mas o Fragoso, o Bar Alentejano e o Almansor. Ao
Évora, era preciso nessa altura tirar o bilhete de tantos anos passados, parte destas narrativas Chico Alfacinha e o seu genro zangaram-se, não primeiro acorriam sobretudo comerciantes,
identidade. Não havia juntas de freguesia e Raul tolda a memória e a lembrança ganha toques de O que aconteceu neste intervalo de tempo? estavam de acordo com as mudanças. O genro geralmente pessoas mais velhas. O Bar Alentejano
Pascoal que era o dono do Café, era também lenda tornando custoso destrinçar o verdadeiro Ou melhor, o que aconteceu ao edifício e ao queria mais espaço e o sogro temia perder as era para os agricultores mais pobres e o Café
regedor da freguesia.” Recorda que aquele era do falso. Café até 1947? Não desmerecendo a fama que mesas que faziam crescer o negócio. São desta Almansor para os senhores De! Era o dr. Cunhal,
um sítio fechado, selectivo, onde só entravam Montemor tem de ser terra de jogadores, Bió altura as placas em madeira com as letras dos o dr. Mexia, enfim, eram os outros doutores”.
os ricos. Por vezes um ou outro empregado Um novo edíficio faz do primeiro andar da sua casa um Casino, ferros das maiores casas agrícolas da região: CA Isto não queria dizer que as outras pessoas não
precisava de falar com o patrão e ficava à porta, fi cando a morar no segundo. Mandou vir de de Custódio Alves, PA de António Padeira, etc. pudessem entrar; talvez fosse ao contrário: as
de chapéu na mão, à espera que alguém o fosse Dos factos pode-se confirmar que a história Espanha um croupier que foi, ao mesmo tempo, Zé Gaiola, engraxador do Almansor, tem boas Sociedades, Carlista e Pedrista, mas sobretudo a
lá dentro chamar. O Café Pascoal funcionava do Café Almansor e do seu edifício tem início gerente do casino, e se chamava Jacob. Leandro recordações: “Cada engraxadela custava dois Pedrista, ofereciam, por essa altura, uma enorme
como local de encontro e confraternização dos nos alvores do século XX. O trisavô de João Felício diz que são muitos aqueles que ainda se escudos mas todos deixavam pelo menos 2,50 variedade de passatempos, desde espectáculos,
lavradores das casas de Montemor-o-Novo. Baptista Malta, ou Jana, como é conhecido em lembram de Jacob, um homem bom, simpático escudos (ou vinte e cinco tostões). Não tenho bilhares, música, grupos cénicos, entre outros. Os
António Gervásio, João António Fradinho, Montemor-o-Novo, João Baptista Brito Malta para a criançada, generoso e bom jogador: qualquer razão de queixa. O Café era frequentado lavradores que vinham à noite à cidade vinham
José Nunes Feliciano (Zé Gaiola) são outras tinha em tempos instalado na igreja do hospital “Ele gostava de desabafar comigo”, confessa. pelos lavradores, gente de trabalho, boa gente, ao Café Pascoal, depois ao Café Almansor. Jana
das testemunhas dos tempos mais antigos velho uma moagem que mais tarde se muda “Chegámos a jogar à batota, um tostão ou dois, como a família Malta, os Comenda, o Gabriel refere que se lembra do Almansor como um local
do Café Almansor e confirmam: era um local para as traseiras daquele que é actualmente o não havia dinheiro para mais. Um dia apareceram Nunes. Tanto o Chico Alfacinha como o sócio me de convívio, sem aparente distinção entre ricos e
selectivo, onde não entrava quem queria. De uma restaurante Sampaio. Mais tarde cede a moagem uns ricalhaços e faltava-lhes um parceiro. O tratavam bem. Chegava a fazer 60, 70 escudos pobres.
maneira geral o povo não entrava. São estas as ao seu irmão, Francisco Manuel de Brito Malta. Jacob convence-me e lá vamos nós jogar com os por dia, que não era mau nesse tempo.” Fradinho Quando o velho Francisco Alfacinha morre
recordações de quem andava na escola quando Com o lucro do negócio Francisco compra uma ricalhaços. Como ele dizia, eram uns “franganitos lembra-se de outro engraxador, o Esporeta. Este ficam os empregados a tomar conta da casa,
o edifício foi Casino. E apesar da legenda da foto casa de pasto que ficava no Largo do Calvário, que se depenavam em banho-maria.” Jana trabalhava fora de portas, nunca pôde entrar lá Jacob continua sócio. Acabam por passar o Café
do Casino referir “Uma das melhores estações de ao lado da casa do irmão, e aí constrói um também se lembra de Jacob, que deixou boas dentro e um dia houve uma discussão com os ao senhor Farinha. Parece que Farinha não era
turismo do paiz”, hoje ainda se ouvem os ecos de edifício para habitação. Diz-nos o professor recordações e foi ainda sócio de Chico Alfacinha. donos que ia acabando mal… Mas parece que muito sociável, parece até, conta Felício, que

MAIO - 2017
10 CULTURA
Novo livro de José Filipe Pinto

“Temos 20,5%
de populismo”

José Filipe Pinto e Adriano Moreira

O professor José Filipe Pinto voltou a escolher a Sociedade ser uma constante ao longo da por isso mesmo, podemos afirmar ver que ele era membro da elite. Nos
de Geografia de Lisboa como o local de apresentação do democracia. que nunca haverá democracia Estados Unidos há três elites, a elite
sem populismo, mas poderá haver política, a elite económica e a elite
seu mais recente livro intitulado ‘Populismo e Democracia Por que razão o populismo está populismo sem democracia, se o militar. Hillary era da elite política e
– Dinâmicas Populistas na União Europeia’, evento que agora mais forte do que esteve no populismo for colocado no lugar Trump era da elite económica e ele
teve lugar no passado dia 28 de abril. Para apresentar passado? da democracia, como Erdogan, na fez sempre um discurso anti elite sem
a obra estiveram presentes a responsável pela editora Está mais forte devido ao mau Turquia, que é um mau exemplo. que a adversária lhe dissesse que ele
desempenho dos representantes também pertencia à elite.
Sílabo, Paula Vieira, o almirante António Rebelo Duarte e eleitos.
Em Portugal, está situação está
o professor Adriano Moreira. ainda um pouco adormecida.
O populismo e a democracia po-
Como é que vê esta situação em
Por que acha que o desempenho dem conviver?
Portugal.
No prefácio da obra agora sua investigação que está cada vez foi mau? Eles são obrigados a conviver. Num
Também temos essa situação no
apresentada, que foi escrito por mais visível no mundo ocidental, com Os representantes têm mandatos primeiro momento com a democracia
nosso país. Portugal é o 11.º país,
Adriano Moreira, refere-se que “a reflexo na eleição de Donald Trump não imperativos, e aqueles que a superiorizar-se, depois, devido ao
de entre os 28 da União Europeia,
expressão populismo ganhou a sua nos Estados Unidos da América e na são eleitos não são obrigados a mau desempenho, o populismo
com mais populismo. Temos 20,5%
proeminência na Revolução Francesa candidatura de Marine Le Pen, em responder pelos seus atos. Num começa a florescer, e poderá haver
de populismo.
quando se vulgarizou a palavra povo França. processo normal, quando alguém uma situação limite em que pode
para designar o que também se não está contente substituem-se os Mas os partidos do chamado arco haver populismo sem democracia.
chamou de petit peuple, segundo O populismo é um fenómeno po- eleitos por novos eleitos, mas como da governação não estão a cair nas
os dicionários, para englobar aquilo lítico novo? a nossa democracia tem evoluído sondagens e mantêm-se no poder. Acha que isso pode, de facto,
que Marx viria a chamar proletariado, O populismo existiu desde sempre. para uma partidocracia, acontece Como é que explica esta situação? acontecer no século XXI?
afastando o sentido pejorativo para Quando foi criada a democracia, que que o populismo encontra um O que acontece é o seguinte: o Esta situação está muito próximo
lhe atribuir valor ideológico”. O livro era uma democracia de assembleia, campo fértil para se desenvolver. Ele populismo em Portugal tem 20% de acontecer na Hungria, e já acon-
está dividido em duas partes, a na Grécia, imediatamente surgiu a já existia mas assim desenvolve-se de responsabilidade da esquerda, teceu em épocas anteriores, com o
primeira que trata da definição de demagogia e a demagogia era o em função desse mau desempenho p o r q u e o Pa r t i d o C o m u n i s t a nazismo.
populismo e a segunda que revela populismo daquela altura. Portanto, o dos eleitos. é populista totalitário, o PEV é
como se tem desenvolvido este populismo acompanha a democracia populista autoritário, e o Bloco Mas essa sociedade era muito
fenómeno político entre os 28 países como uma sombra, desde o seu Aqueles que se agarram ao de Esquerda é também populista diferente da sociedade atual?
da União Europeia. Na introdução, o início. Não há lugar a democracia populismo podem mesmo fazer autoritário. Depois ainda temos o Certo, mas o populismo na Hungria,
autor sublinha que “o presente livro sem populismo. algo diferente daqueles que Partido Nacional que é de direita e onde o partido do governo é populista
procurará mostrar que as relações estiveram no poder antes deles? isto representa 20,5%. É interessante e o principal partido da oposição é
entre o populismo e a democracia Na atualidade, esta situação está Esses são dois aspetos diferentes. que neste fenómeno, Portugal está também populista, o que significa
vão além de uma análise tendo mais visível na Europa e nos Um é a luta pelo poder, outro é próximo da França. A diferença é que a alternância de poder, a existir,
apenas em conta uma das duas Estados Unidos, mas não aparece o desempenho depois de se ter que na França o populismo é todo será entre partidos populistas. Isto
modalidades de democracia”, quer tanto nos países asiáticos. A que alcançado o poder. Esta situação, da responsabilidade da direita. mostra que se corre o risco de
ela seja representativa quer direta. se devem estes comportamentos como demonstram os casos húngaro Na União Europeia, os seis países podermos não ter democracia.
Na parte relativa a Portugal, o políticos? e polaco, não são recomendáveis que têm mais populismo em três
autor revela como os partidos hoje O problema do populismo tem como por que se corre o risco de depois predomina o populismo de esquerda E os partidos como o PS e o PSD
existentes se definem em termos origem um antagonismo entre o de termos tido o populismo como e nos outros três predomina o têm futuro?
de populismo, e faz também uma povo e a elite. E, neste contexto, é sombra da democracia, passarmos populismo de direita. Para terem futuro têm de equacionar
análise a fenómenos como Marinho necessário que surjam vozes que a ter a democracia como sombra do o seu papel na democracia, mas
e Pinto que concorreu às eleições mobilizem o povo contra a elite. O populismo. Noutros casos, como Como é que viu a eleição de Donald sempre com algum populismo
europeias de 2014, integrado no que acontece nos dias de hoje, na por exemplo o Syriza, na Grécia, Trump nos Estados Unidos, do porque o populismo vai existir,
Movimento Partido da Terra; e a Ásia, a estrutura de organização há uma moderação do discurso, ponto de vista do populismo? mas sempre percebendo que não
José Manuel Coelho, o deputado do poder deles é diferente e, sendo o que quer dizer que o populismo É um fenómeno claramente populista é a realidade que se adapta aos
madeirense eleito pelo Partido da diferente, não tem permitido que este se institucionaliza e, quando se e Donald Trump conseguiu ser eleito partidos, têm que se os partidos que
Nova Democracia. fenómeno se desenvolva. Este é um institucionaliza deixa de se porque fez um discurso populista, e adaptam à realidade.
José Filipe Pinto aceitou falar fenómeno que tem recrudescimento populismo, passa a ser a mainstream, anti elite, o que é normal, e Hillary
ao microfone da Folha sobre esta ocidental, apesar do populismo passa a ser o establishment e, Clinton nunca lhe conseguiu fazer A. M. Santos Nabo
MAIO - 2017
Cultura 11

Espaço do Tempo Rede de Cidadania

Plataforma Trocas: uma ideia
para as artes difícil de expandir

Encenação Mercado Municipal

Está agendada entre 7 a 10 de e programadores nacionais e de Ana Borralho e João Galante A Rede de Cidadania tem, desde o início da sua banca no Mercado
Junho a 5.ª edição da Plataforma internacionais, que acontece no que necessita 12 jovens voluntários Municipal de Montemor-o-Novo um espaço de troca de livros, CD e DVD que
Portuguesa de Artes Performativas Espaço do Tempo, no Convento com idades entre os 18 e os 23 chamamos: Trocas em rede.
(PT.17), um evento bianual que marca da Saudação. Serão 17 projectos com vontade de participar no No ‘flyer’ elaborado para a divulgação da ideia expõem-se as razões porque
a programação do Espaço do Tempo. selecionados na área da dança, espectáculo. consideramos a troca benéfica: reutilizar; partilhar; promover uma cidadania
Afirma-se como a maior mostra teatro e performance, concebidos Ana Borralho & João Galante de proximidade; Ir ao mercado. E por solidariedade e por uma economia mais
do género para programadores nos últimos dois anos por auto- questionam um grupo de jovens sustentável.
portugueses e internacionais, para res já consagrados e jovens adultos locais sobre o tema da A troca de livros, cd e dvd funciona e muito bem. Ficámos com vontade
o efeito recorre a um painel de emergentes. felicidade. A definição de felicidade de promover mais trocas.
curadores apoiado por um conselho Rui Horta e Pia Krämer, mentores varia de pessoa para pessoa, pode Tivemos o espaço colecionismo para promover troca entre colecionadores.
consultivo mais alargado, que do projecto, registam ainda no site ser um estado de espírito, um es- Correu muito bem. No ano passado a Rede organizou o seu 1.º Encontro de
seleciona um conjunto de projetos, http:/www.portugueseplatform.pt/ tado de satisfação, de bem-estar Colecionismo em Montemor-o-Novo, que também correu muito bem. Vamos
a apresentar em diferentes espaços a resiliência e a criatividade que os ... Como podemos ser felizes? E repetir e este ano o 2.º encontro de Colecionismo da Rede de Cidadania de
da cidade, a irradiar do Convento da artistas portugueses têm evidenciado acima de tudo, como podemos Montemor-o-Novo irá realizar-se no dia 30 de setembro.
Saudação para os já existentes Cine apesar da crise e dos tempos difíceis ser felizes em uma sociedade que Tivemos também o projeto Rede de trocas. Esta iniciativa pretendia
Teatro Curvo Semedo e BlackBox, que o país vem atravessando com não o é? O que interessa mais incentivar o estabelecimento de trocas de serviços e/ou de produtos, de acordo
bem como em palcos inteiramente apoios reduzidíssimos para as artes. aos dois artistas é a resposta com necessidades ocasionais das pessoas, tendo como princípio um acordo
montados para o efeito. A Plataforma Em agenda… dos jovens, para quem o futuro é previamente estabelecido entre as partes envolvidas e uma avaliação justa
conta ainda, na sequência da fórmula A programação pode ser frequentemente muito vago. do que se oferecia, sem haver recurso a dinheiro. Um pouco à semelhança
que vem apresentando em anos consultada no referido site. de alguns bancos de horas ou outros projetos deste tipo. Mas reconhecemos
anteriores, com um indispensável Destacamos no dia 9 de Junho Manuel Casa Branca que por vários motivos, este projeto não vingou.
ponto de encontro entre criadores o espectáculo Gatilho da Felicidade Pontualmente fomos promovendo a trocas de outros bens, como roupas,
brinquedos ou pequenos eletrodomésticos, mas sem grande sucesso!
Tentamos desde há alguns meses implementar, ao primeiro sábado de cada
Coreografia mês a rede de trocas no mercado, mas não conseguimos (ainda) captar o
interesse dos montemorenses.

Rui Horta regressa à dança Fazemos aqui uma análise sobre alguns dos motivos que podem tornar
difícil a implementação da rede de trocas:
- é mais fácil dar que trocar. Porque podemos não estar interessados nos
objetos que estão disponíveis para troca;
disfarçar igualmente os gestos fortes - é difícil criar o habito de levar um objeto para o mercado porque o mercado
do bailarino, que leva o seu corpo ao é para comprar os legumes, frutas, queijos etc.;
limite dos seus sessenta anos. - muitas vezes preferimos o novo ao usado;
Tudo muda, por vezes senti estar - reciclar (porque trocar é reciclar) é ainda, muitas vezes, associado a lixo;
a ver à minha frente as visões que - trocar não é visto como solidariedade - dar é que é;
tive quando li “A Metamorfose” de Enfim, há com certeza outros motivos, mas acreditamos que estas trocas
Franz Kafka nas suas descrições da podem ser, de facto, benéficas!
personagem mutante Gregor Samsa. Portanto, voltamos a referir que todos os sábados há livros, DVD e Cd
Livro escrito em 1915… agora esta- (originais) para trocar na Banca da Rede e que no primeiro sábado de cada
mos em 2017 e nada muda. Parece mês quem quiser pode lá estar com os seus objetos para trocar.
um paradoxo, tudo e nada muda…
Na quinta-feira, 13 de Abril, houve VESPA tem, como insecto e
como um zumbido irritante que nos Inês Costa Pereira
ante-estreia para um público restrito como obra, metamorfoses do corpo
torna parte impotente de uma certa Pascale Millecamps
na BlackBox em Montemor-o-Novo. e do som. Começa pelo zumbido
realidade que nos ultrapassa e na
Rui Horta regressou, 30 anos depois, que enche a cabeça do performer,
qual queremos, e devemos, actuar.
ao “tapete” para dançar a sua própria do homem que se reveste de uma

Manuel
Funciona muito bem este Rui
criação intitulada VESPA. A peça carapaça, ou exo-esqueleto, que vai
Horta bailarino, que traz a maturidade
estreou uma semana depois em explorando num jogo de (re)criação
do coreógrafo, do homem, para o

Malhão, Lda.
Guimarães (20 de Abril), e circulou de novas potenciais formas do
centro do palco. Podemos estar a
por Coimbra (29 e 30 de Abril) e corpo. Há máscaras e revelações, do
assistir à última das suas danças,
Aveiro (6 de Maio), depois será Ovar, rosto e da memória. Há pessoas que
porque se há um acidente, é como
Famalicão, Viseu, Guarda e Porto. entram como fantasmas, o arquitecto
na fórmula 1: «o espectador que
«Não quero que este espetáculo Óscar Niemeyer é um deles, outros
vai ver esta “corrida” também pode
seja visto como uma autobiografia,
mas sim como uma performance
serão os pescadores de Portimão
que emblematicamente anunciam
contar ver um acidente», afirma… GABINETE DE CONTABILIDADE
mas esperemos que tal não suceda!
que pode ser interpretada, em uma ferroada que Rui quer dar
Como público sedento,
aberto, por outro intérprete qualquer» sobre questões ambientais. As suas
queremos sempre surpreendentes
confessou, no final, ao público que palavras são fortes como o ferrão
“encores”… Rua de Aviz, 54 — 7050-090 MONTEMOR-O-NOVO
enchia a plateia da Blackbox durante da VESPA que ecoa sobre a textura
a partilha de ideias entre todos os do baixo elétrico que toca Bach. As Telefone: 266 899 710 – Fax: 266 899 719
presentes. próteses não serão suficientes para Manuel Casa Branca
MAIO - 2017
12 Cultura

À soleira da porta Outros Olhares
Coordenado por: Manuel Casa Branca
m_casa_branca@hotmail.com

A Calçada Portuguesa
As Madonas de Beatriz
Património Beatriz Manteigas
mostra as suas “Madonas”
na Galeria Municipal até ao

da Humanidade
dia 26 de Maio. São sete
obras de grande formato,
a pastel de óleo sobre
tela, mais uma dúzia de
desenhos sobre papel de
Parte II no contexto renascentista em que as mercadorias; este plano urbaniza- corpos de mulher.
tradições clássicas são recuperadas, dor inicia-se no século XVIII, mas Embora o título remeta
Retomamos nesta edição o te- entre elas a revalorização da pedra vai-se aprofundar com a chegada para um género tradicional
ma iniciado em Abril sobre a Cal- como matéria-prima funcional e da corte portuguesa, em 1808, de representação da Vir-
çada Portuguesa. Como referimos, decorativa. E se com os terramotos em consequência das invasões gem Maria, as mulheres
terá sido com a romanização que de 1531 e 1551 se terá dado um im- francesas. Mais recentemente, um bem terrenas de Beatriz
a calçada surge no que é hoje o pulso a novos arruamentos, inega- pouco pelo mundo fora regista-se Manteigas não precisam
território nacional inserida no quoti- velmente é no rescaldo do grande o uso da Calçada Portuguesa: no de filho (santo ou outro)
diano peninsular. Roma notabilizou- terramoto de 1755 que tem lugar o Memorial a John Lennon, no Central para reivindicar um lugar
-se, entre muitos outros aspectos, vasto projecto de reconstrução de Park, Nova Iorque, em Macau, em na imagem. Basta-lhes a
pelo uso de avançadas tecnologias edifícios, assim como a abertura Pequim, na Ilha de Moçambique, no presença segura dos seus
de construção da calçada abran- de novas ruas e recuperação de Lobito, Angola ou ainda bem mais corpos. Esta serena auto-
gendo todo o império: desde a outras, surgindo a Baixa pombalina perto, em Olivença, ou em Gibraltar. suficiência dos modelos
Europa, Norte de África e Médio na capital como hoje a conhecemos. A salvaguarda: a Escola e a candi- explica parte do marcado
Oriente – onde os extremos a oci- datura a Património da Humanidade sabor clássico destas obras,
No que concerne à tipologia ainda que a pintora não
dente se situavam na muralhada de A Calçada Portuguesa se coíbe do inacabado, do
Adriano, em Inglaterra e em Olisipo temática não é apenas “Mar Largo”,
(Lisboa), na Lusitânia, no Próximo
em Lisboa, no Alentejo talvez uma das mais divulgadas incompleto ou da sobrepo-
“Susana” por Beatriz Manteigas

Oriente chegava ao rio Eufrates, na e no mundo em diversas partes do mundo - sição de várias possibilidades de imagem. O desenho ao vivo do corpo nu,
Síria e ao vale do Nilo, no Egipto, Lisboa, Rio de Janeiro, Macau ou ancorado na observação atenta e no conhecimento da anatomia humana, foi
estendendo-se a todo o Norte de Teríamos de esperar pelo século Moçambique - mas outros motivos tradicionalmente a base da aprendizagem artística, e, apesar de um século
África, nas margens do Mediterrâneo seguinte para assistirmos à difusão surgem como é o caso de “Os Bar- de anunciadas mortes, continua bem vivo. O que podemos ver na Galeria
e chegando até às planícies da da Calçada Portuguesa em maior cos”: “Caravela” – Lisboa, Ericeira, Municipal é que a arte do nu – que é também um ofício – persiste e ainda
Europa Central, a leste. escala, primeiro na Baixa lisboeta Pequim – “Moliceiro” – Porto – ou tem algo a dizer. Estes corpos tangíveis e sólidos, fugazes por vezes, que se
Na Hispânia, a rede viária romana e posteriormente com a abertura “Embarcação de Ulisses” – símbolo bastam a si próprio sem disfarces, recordam que não podemos prescindir
foi a maior obra de engenharia da da Avenida da Liberdade (1879) e a da cidade de Lisboa – “Peixes”, ou deles, talvez nem mesmo na arte.
antiguidade, construída após a sua chegada ao Marquês do Pombal outros motivos marinhos e náuticos, De resto, os trabalhos ainda apresentam claramente a marca da escola
pacificação do território peninsular, (1908), com a construção de largos o “Leque Florentino”, uns mais sim- – neste caso da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, onde a jovem pintora
a partir de 19 a.C. possibilitando passeios com magníficos tapetes de ples, outros mais elaborados, que continua a estudar. Na forma tacteante e íntima da construção plástica – os
a consolidação administrativa, desenhos. Esta generalização teve encontramos diariamente, assim traços e manchas que se sobrepõem como numa busca de apropriação e casto
militar e o fomento comercial do na sua génese um protagonista: o como outros menos usuais: “O tape- conhecimento – suspeita-se também da construção, ora tímida, ora audaciosa,
império na península. Paralelamente engenheiro militar Eusébio Furtado, te de Arraiolos”. Registe-se ainda a de um caminho próprio. A participação nesta partilha descomplexada dos
às vias de comunicação, podem que foi governador do Castelo de sua presença nos Jogos Olímpicos primeiros frutos de uma obra, em boa parte por vir, constitui outro motivo para
identificar-se 71 cidades e villae S. Jorge entre 1840 e 1846, ten- do Rio de Janeiro, em 2016, ou a uma visita à Galeria Municipal.
romanas em Portugal, onde perto do transformado a fortaleza e os Calçada Portuguesa nas porcelanas Gerbert Verheij
de 20 são na região alentejana, arredores em lugares de passeio, Vista Alegre ou a
pelo que tudo leva a crer que o
uso generalizado da calçada, tanto
com a introdução de flores, arvoredo
e calçada mosaico. Este profundo
Um passo importante para a
salvaguarda da Calçada Portugue-
sa foi dado em 1986 com a criação
Primeiro encontro
conhecedor das técnicas romanas
internacional de aguarela
nas vias de comunicação como
provavelmente em dezenas de acaba por ver aprovado, em 1848, da Escola de Calceteiros pela Câ-
núcleos urbanos e aglomerados o seu projecto para a Praça Dom mara Municipal de Lisboa pelo
populacionais remontam no nosso Pedro IV, o Rossio de Lisboa, uma que significou de valorização deste Está a decorrer até 14 de Maio, o 1.º Encontro Internacional de Aguarela
país a perto de 2.000 anos atrás – vasta obra – com uma área de 8712 património nacional, não só pelo de Montemor-o-Novo. Devido a pequenos ajustes da organização houve
actualmente é verificável em sítios m2 concluída num tempo recorde de valiosíssimo espólio depositado alterações na sequência dos workshops, e que estão em permanente
arqueológicos, como é o caso do 323 dias - onde podemos apreciar nos armazéns da escola, como actualização na página do Faccebook, No entanto os mesmos decorrem
Conímbriga, Miróbriga, Pisões ou a Calçada Portuguesa. designada sobretudo a formação de novos cal- conforme estava planeado no Convento de S. Domingos. Quanto à exposição
Torre de Palma. por “Mar Largo”, em homenagem ceteiros, valorizando e dignificando dos trabalhos realizados, foi mudado o local para a Galeria 9ocre, em frente ao
As vias romanas mantiveram-se aos descobrimentos portugueses. a actividade de calceteiro, mas Convento, com a participação dos seguintes artistas: Antonio Bártolo - Portugal,
em uso durante os séculos pos- Seguem-se-lhe o Largo Camões também na divulgação das técni- Anna Ivanova e Anna Shevtsova - Russia, António Giacomin e Eudes Correia -
teriores – invasões bárbaras, período (1867), o Príncipe Real (1870), a cas, quatro, a saber: puxada ao Brasil, Blanca Alvarez e Miguel Linares Rios - Espanha e Didier Brot - França.
muçulmano em que se desenvolvido, Praça do Município (1876), o Cais quadrado, malhete, sextavada e à Esta mostra é dinâmica e resulta ao final de cada dia da apresentação
mantendo-se depois fundação da do Sodré (1877) e o Chiado (1890) e portuguesa, utilizando o calcário dos trabalhos realizados, podendo ser visitada nessa ocasião. Haverá um
nacionalidade, e falamos da primeira outros. Este fomento urbanístico que branco, preto, cinza, rosa, ou o momento de conclusão, igualmente aberto ao público pela tarde de domingo,
dinastia – desde Afonso Henriques, possibilita o incremento da Calçada grés, entre outros. Em Dezembro 14 de Maio, na referida galeria e que ficará ainda patente entre as 16h00 e as
a D. Fernando, o formoso. Já na Portuguesa, terá então chegado de 2006, com a inauguração do 19h00 dos sábados de Junho.
dinastia joanina, com D. João II, a todo o país, nomeadamente às monumento ao calceteiro na Para além dos trabalhos realizados nos workshops, teremos patente os
bisneto do fundador da “ínclita cidades e vilas onde historicamente Baixa Pombalina foi dado mais trabalhos realizados paralelamente noutros locais da cidade, Um exemplo foi
geração”, no ultimo quartel do o seu uso remontava à romanização, um passo no reconhecimento a actividade realizada na manhã de sábado, 6 de Maio, no Mercado Municipal,
século XIV, assiste-se nas cidades como é o caso de cidades e vilas da arte do calceteiro enquanto com a presença dos aguarelistas em convívio com o público que se mostrou
de Lisboa e Porto, à criação das alentejanas, um grande conjunto de actividade com uma história e uma bastante interessado.
chamadas “Ruas Novas” junto às núcleos urbanos, nomeadamente tradição de tantos séculos mas A organização do evento está a cargo do aguarelista São-cristovense Júlio
áreas ribeirinhas, sendo aí que se no seu casco histórico onde en- que mantém tanta actualidade, Jorge.
concentravam as grandes fortunas contramos a Calçada Portuguesa ambicionando a valorização, ino-

Concurso de pintura rápida
e as lojas de mercadorias fruto da como elemento indispensável e vação e aperfeiçoamento com a
rentabilidade comercial da época. caracterizador. aplicação de novas técnicas, daí
Nesse contexto o “Príncipe Perfeito”, Não é apenas em Portugal legitimamente a Calçada Portugue-
face à qualidade dos trabalhos
em pedra na cidade do Porto, terá
continental e especificamente no
Alentejo que encontramos a Calçada
Portuguesa. Encontramo-la no
sa aspira a ser reconhecida pela
UNESCO enquanto Património
da Humanidade, candidatura em
em Pavia
mandado empedrar a Rua Nova da Será no próximo sábado, 20 de Maio, que vai decorrer um concurso de
capital. O seu sucessor, D. Manuel Funchal, em Ponta Delgada, na fase de preparação pela Câmara
pintura rápida em Pavia que visa promover a vila e o espólio artístico do pintor
I, assinou cartas régias em 20 de Ilha do Sal e em cidades brasileiras Municipal de Lisboa.
Manuel Ribeiro de Pavia.
Agosto de 1498 e em 8 de Maio de como é o caso do Rio de Janeiro. Bibliografia: O ponto de encontro será pelas 9 horas da manhã, junto à Casa-Museu
1500 autorizando o calcetamento No caso do Brasil, ainda no período Serrano, João Monteiro, A Calçada Portugue- daquele artista. Os participantes poderão fazer a sua inscrição, até 16 de
de ruas de Lisboa, nomeadamente colonial, o crescimento económico sa na Vida de um “Ourives do Chão” – Me- Maio, por email para acarlos@cm-mora.pt, ou fax para 266403260 da Câmara
a Rua Nova dos Mercadores. possibilitou o desenvolvimento de mórias de Orlando Caetano, Cadernos
Municipal de Mora (Casa da Cultura).
novas urbanizações, com a abertura Culturais n.º 22, Alpiarça, A.I.D.I.A., 2017.
Portugal iniciava assim uma fase Nas obras cujas dimensões mínimas aceites serão 60 x 50 cm, os partici-
anamargaridapalmeiraebomeeugosto.blogs.
modernizadora, possibilitada pelo de novas vias e calcetamento das pantes podem escolher livremente a modalidade e o estilo de pintura tendo
sapo.pt/calcada-portuguesa-calcada-a-
afluxo de mercadorias e bens ruas nas grandes metrópoles, o que portuguesa-3340. como tema obrigatório Pavia e o seu património arquitectónico. Os prémios
preciosos, detendo então o país e terá levado à construção da “Estrada Consultado a 4 de Maio de 2017 a atribuir serão 1.º- 500 €, 2.º - 300 € e 3.º - 200 €.
especialmente Lisboa a primazia Real”, com uma extensão de 1.500 Para obter informações mais completas do regulamento contacte através
mundial devido ao comércio vinda Km, o caminho oficial autorizado Eduardo M. Raposo dos endereços supra referenciados o consulte a página http://www.cm-mora.
da Índia; mas tal insere-se também para circulação de pessoas e eduardoepablo@gmail.com pt/pt/site-acontece/
MAIO - 2017
DESPORTO 13

Futebol Ténis

GUS deixa fugir João Gonçalves
sagrou-se
a vitória mas adia Campeão Regional
festa do Estrela
Atletas do CTMN, deslocaram-se ao Clube de Ténis de Évora, nos dias 29
e 30 de abril, para participar no Campeonato Regional Individual, escalões Sub
14, Sub 18 e Veteranos +45. No escalão Sub 14, João Gonçalves sagrou-se
Campeão Regional em Singulares e Pares. Nos singulares, António Maceira e
Miguel Henriques atingiram as 1/2 finais e João Brejo os 1/4 final. Nos pares,
a dupla João Gonçalves/António Maceira venceram na final Miguel Henriques/
João Brejo. No escalão Sub 18 singulares, João Lebre perdeu na final. João
Palmeiro atingiu a segunda ronda, Eduardo Bengalinha os quartos-de-final e
João Saloio as meias-finais. Nos femininos, Maria Baía, Mariana Alface e Neuza
Beldroega atingiram a segunda ronda. Nos pares João Lebre/Duarte Rodrigues
(EB Tenis Academy), atingiram a final, onde perderam. Nos veteranos +45,
José Brandão e Luís Dias cederam na primeira ronda.
Nos dias 29 e 30 de Abril, o atleta do CTMN Tiago Henriques deslocou-se
ao Barreiro, para participar no Torneio 2.º Barreiro Jovem no escalão Sub 12.
Depois de todos os jogos realizados, Tiago Henriques apenas perdeu na final
do torneio.

Páscoa trouxe I Open de Padel
Decorreu nas instalações do Clube de Ténis de Montemor-o-Novo, nos
dias 8 e 9 de Abril de 2017, o I Open de Páscoa de Padel. Participaram no
torneio, 6 duplas nos pares mistos e 8 duplas nos pares masculinos. Depois
Perolivense, 0; la (45+3’ e 59’), N. Silva (75’) e C. e encostou com facilidade para de todos os jogos realizados, os resultados foram os seguintes: Pares Mistos
Peixe (80’). estabelecer o 7-1. Vitória sem con-
Grupo União Sport, 2 Um verdadeiro “banho de bola”. testação, com tempo ainda para
- 1.º – Neuza Alves/Nuno Trindade; 2.º – Dora Reis/Mário Catatão; Pares
Masculinos - 1.º – Mário Catatão/António Vedor; 2.º – Nuno Trindade/João
Jogou-se o último derby concelhio André Lopes, guarda-redes suplente Reis; Pares Masculinos – Quadro B: 1.º – Francisco Martins/Rui Canelas; 2.º
(Liga Carmim da época, com União a meio da do União, entrar na partida para os
23.ª jornada – 23/04/17) – João Salgueiro/Filipe Bráz.
tabela e Escouralense a lutar pela seus primeiros minutos da época.
LR
O GUS deslocou-se às Perolivas manutenção. A vitória do União
apenas com a vitória como objetivo por 7-1, contudo, era impensável. Estrela Vendas Novas, 2;
O GUS iniciou melhor a partida,
Ténis
possível, frente a uma equipa que
Grupo União Sport, 2
Montemor recebe
lutava (e luta ainda) pela manuten- com o primeiro minuto a ter uma
ção, estando acima da linha de água. oportunidade flagrante de Nuno
(Liga Carmim
O resultado foi o esperado, com os Silva. Contudo, aos 6’, a equipa do
25.ª jornada – 07/05/17)

13.ª edição do torneio
alvinegros a vencerem com dois Escoural fez proveito de um contra-
golos sem resposta. ataque para abrir o marcador, com Num fim-de-semana em que
Com baixas na equipa habitual, Dany a encostar, assistido por Luís houve derby concelhio na luta pela

‘Ladies Open’
o União não se mostrou rogado e Santos (0-1). manutenção, tendo o Escouralense
logo aos dez minutos apontou o 0-1, Em seguida vimos os alvinegros recebido e derrotado o Lavre por 2-0,
com Fábio Capela a fugir à defesa determinados para empatar o en- o União deslocou-se a Vendas Novas
pelo lado direito e, a passe de Jorge contro, no quarto de hora que se para dar trabalho e adiar a festa do
seguiu. Após essa determinação, título do seu maior rival dos últimos Entre 27 de maio e 4 de
Roque, a “metê-la na gaveta”.
contudo, veio um período de menos tempos. junho de 2017, o Clube de
O 0-2 chegou ainda antes do
emotividade, quebrado só aos 37 A equipa da casa entrou melhor Ténis de Montemor-o-Novo
intervalo, após um jogo passivo, em
minutos, quando Kaio foi travado em no jogo e antes ainda dos 20 minutos, vai realizar a 13.ª Edição
que o GUS podia até ter sofrido o
falta (contestável) na área visitante. por intermédio de Serginho, chegou do Torneio Internacional de
empate. O segundo foi apontado aos
Jorge Roque marcou ao canto, com o ao 1-0 com um remate de muito Ténis, torneio que integra
40’ por Nuno Silva, que foi assistido
guardião a adivinhar o lado, mas sem longe, colocado ao ângulo esquerdo os calendários oficiais
por Fábio Capela, no lado direito do
parar o remate. 1-1. Contudo, antes do da baliza unionista. O União reagiu da Associação Europeia
terreno. Uma vez mais, Roque esteve
intervalo, a reviravolta ficou completa depois à desvantagem, procurando de Ténis e da Federação
em destaque ao deixar passar a bola
num ataque rápido que terminou o empate por intermédio de Nuno Portuguesa de Ténis e,
para o ponta-de-lança.
com Fábio Capela a encostar para o Silva e de Fábio Capela. Este último, que pontua para o Ranking
No segundo tempo, os monte-
2-1, a passe de Nuno Silva. em cima do intervalo empatou Mundial do WTA TOUR.
morenses fraquejaram e permitiram
A segunda parte veio confirmar mesmo a partida. 1-1. Com um ‘prize money’
duas oportunidades de grande
por completo a superioridade do Já no segundo tempo, o GUS de 15 000 US Dólares, este
perigo do Perolivense, que numa
União. Fábio Capela fez o seu ‘bis’ mostrou-se superior, sempre em evento trará a Montemor-
delas fez a bola atingir o poste. Ainda
e o 3-1 aos 59 minutos, ao aproveitar cima do meio campo verde e -o-Novo não só tenistas
assim, já nos descontos, o União
um corte incompleto para, com branco. A insistência traduziu-se profissionais de todo o
também poderia ter chegado ao 0-3,
pompa e circunstância, deixar dois no 1-2, aos 70 minutos, de novo mundo, mas ainda alguns
por intermédio de Paulo Pinheiro.
defesas e Ricardo estendidos a vê-lo por Fábio Capela, provavelmente dos melhores talentos
Não aconteceu, mas os três pontos
marcar. Dois golos foram entretanto o jogador mais influente do União nacionais.
vieram para Montemor.
tirados por fora-de-jogo, um a cada nesta época. Ao segundo poste, o A realização da
Grupo União Sport, 7; conjunto. jovem aproveitou da melhor forma 13.ª Edição do Torneio
Aos 73’, tempo para história um cruzamento de Rui Pereira. MONTEMOR LADIES
Estrela Escouralense, 1 ser feita: Jorge Roque fez do 4-1 OPEN deve-se, para além e
Pouco depois Tiago Dimas
o seu 100.º golo em jogos oficiais sobretudo, da persistência
(Liga Carmim salvou os alvinegros de um possível
ao serviço do Grupo União Sport, empate e, por sua vez, o GUS este- e empenhamento do Clube de Ténis de Montemor-o-Novo em dignificar
24.ª jornada – 30/04/17) a modalidade tenística em Portugal, ao apoio financeiro da Federação
encostando junto ao poste após um ve em seguida perto do terceiro.
GUS: Nuno Brás (André Lopes cabeceamento de Fábio Neves. A Contudo, o clímax da partida em Portuguesa de Ténis, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, União de
82’); Paulo Pinheiro, Fábio Neves, bola foi para sua casa. Sete minutos nada favoreceu o União. Já nos Freguesias Vila, Bispo e Silveiras, Associação de Ténis do Alentejo, Magnesium
Tiago Dimas, Pedro Catarro; André depois, contudo, o capitão pensou descontos, Fábio Neves foi expulso OK, Dagol, Lda, bem como a um número significativo de pequenos contratos
Capucho, Jean (Cláudio Peixe 71’), que 100 não lhe chegavam e concluiu e uma grande penalidade atribuída publicitários com outras empresas locais.
Jorge Roque (cap.); Kaio Cézar (Rui uma bela jogada individual de Fábio ao Estrela. O mesmo Serginho que O Clube de Ténis de Montemor-o-Novo acredita que esta edição do Torneio
Pereira 64’), Fábio Capela; Nuno Capela para o 101.º nas suas contas, tinha marcado o primeiro fez o 2-2, Montemor Ladies Open voltará a alcançar o sucesso das edições anteriores
Silva. Treinador: Cipriano Madeira. e 5-1 nas contas da partida. da marca dos 11 metros. e convida a que todos venham testemunhar e participar do mesmo.
Escouralense: Ricardo; Vítor Os azuis do Escoural estavam As duas equipas partilharam os LR
Roque, Bruno Bolas (Stéphane incapazes de reagir e dois minutos pontos em jogo, com o empate a
Tomaz 84’), Bruno Patalim, Bruno depois, o 6-1 estava feito: num três- ter um sabor amargo para ambas as
para-um, Nuno Silva fez gosto ao pé,
Pague
Carvalho; Luís Santos, Nuno formações: para o GUS porque teve a
Godinho, Rui Roque (cap.); fintando o guarda-redes e rematando vitória na mão; para o Estrela porque
André Caixas, João Copas, Dany. para a baliza, com um defensor a tirar só a vitória lhe daria o título. Título
Treinador: João Eduardo.
Disciplina: amarelo para F.
a bola já para lá da linha de golo.
As contas finais fizeram-se
esse que, se não houver um resultado
inesperado, será conquistado em
a sua assinatura
Neves (GUS). aos 80 minutos. Cláudio Peixe, Lavre, na próxima semana.
Golos: Dany (6’) – Escouralense;
J. Roque (37’ g.p., 66’ e 73’), F. Cape-
recém-entrado, recebeu de peito
ao segundo poste após um canto Mauro Salgueiro Delca
NIB: 0010 0000 32015100001 10
MAIO - 2017
14 Desporto

Rugby - 3.º Encontro de rugby adaptado
CLASSIFICADOS

ALUGA-SE
Casa em
ALUGA-SE
Casa em
O rugby não tem
Montemor-o-Novo
Bem localizada, em zona muito
tranquila, na zona histórica da
Montemor-o-Novo
Localizada em zona tranquila da
cidade e local muito acessível e
diferenças nem limites
cidade, recentemente recupe- central, pequena, com 2 assoa- Na manhã do passado dia 26
rada, 4 assoalhadas e zonas de lhadas (do tipo T1), não mobilada de abril estiveram presentes 40
serviço comum habituais, não e adequada a casal ou pessoa que participantes, acompanhados dos
mobilada, com boa varanda e um viva só. Para mais informações e seus monitores, no 3.º encontro
só piso. Para mais informações e prévia visita ao local: de rugby adaptado, representando
prévia visita ao local: quatro instituições de Montemor-
Estabelecer contacto telefónico
Estabelecer contacto telefónico com tlm: 962 122 727, a -o-Novo e Évora. Foi uma manhã
com tlm: 962 122 727, a partir partir das 18 horas e/ou em bem passada, de grande atividade
das 18 horas e/ou em alternati- alternativa, através do tlm: física, em que é sempre novidade
va, através do tlm: 914 452 151, 914 452 151, depois das 20 para alguns participantes porque
depois das 20 horas, diariamente, horas, diariamente, podendo há sempre alguém que toca numa
podendo deixar também men- deixar também mensagem ou bola de rugby pela primeira vez, Mas tenho o apoio do RCM, se realizar isto ou aquilo. Estas
sagem ou SMS, com identifica- SMS, com identificação sff. e, como sempre, os participantes do seu diretor técnico e dos meus atividades não são meras atividades
ção sff. Só se aluga, com Contrato Só se aluga, com Contrato de adoram e ficam apaixonados pela colegas treinadores que acreditam físicas para entreter pessoas. Nada
de Arrendamento Legal e prévio Arrendamento Legal e prévio bola e pelo rugby. neste projeto, assim como das disso. O rugby adaptado nasceu
fornecimento de informações e fornecimento de informações e Acredito num país melhor, instituições de Montemor, e das em Montemor há três anos e é
garantias credíveis. garantias credíveis. despor- tivamente falando. Num outras que têm aceitado os nossos para continuar. Já tivemos treinos
país que dê oportunidades, valorize convites para virem aos encontros. regulares, uma vez por semana
e inclua mais todos aqueles que, E como são essas instituições e e a pedido das instituições, pois
VENDE-SE em cada lugar, gostem de estar os seus utentes que fazem estes os seus utentes, depois de terem
ativos. A inclusão destas pessoas encontros acontecerem, continuarei vindo ao primeiro encontro, ficaram
Lote ou Terreno na comunidade e na vida social e a organizar encontros e treinos apaixonados pelo rugby e queriam
Para construção por ano: 10 euros desportiva é muito importante, mas de rugby adaptado em Montemor. mais. Então começamos a treinar de
Telemóvel: 934 534 959 12 edições assine, já!! ainda são poucos os encontros de Por isso devo dizer o nome das manhã uma vez por semana.
rugby adaptado em Portugal e no instituições que já participaram nos Tudo isso me deixou muito feliz,
mundo. encontros: de Montemor Cercimor, por ver e sentir o retorno de pessoas
Como ainda não existem Associação 29 de abril, Casa com alguma dificuldade motora,
apoios, neste caso da Federação João Cidade; de Évora: ARASS, mas que ficaram com vontade de
Portuguesa de Rugby, organizar CERCIDIANA, APPACDM, ASCTE. continuar a jogar rugby.
este tipo de encontros, ou mesmo Eu acredito na proatividade. Por isso digo e repito. No rugby
uma competição tipo torneio é algo Ser proativo é não esperar que as não à diferenças nem limites.
difícil de concretizar. Mas isso para coisas caiam do céu. Prefiro ariscar, Obrigado a todos.
mim não importa, mesmo se ainda dar o primeiro passo e apostar no
não tenha existido um único treino que acredito, do que estar à espera
de rugby adaptado. que venham ter connosco para Fernando Vieira Dias

Rugby

Sub-18 do RCM sem repetir o título
Desde a última edição da Folha de Montemor, jogou- peonato. Isto porque, apesar da vitória na 9.ª jornada
-se a última jornada da Divisão de Honra do Campeo- frente ao Agronomia (15-31), as derrotas permitidas
nato Nacional de Rugby e os seniores do Rugby Clube frente ao Direito (37-15) e Os Belenenses (15-41) – 2.º
de Montemor descansaram. Os “Mouflons” terminaram e 1.º classificados, nas jornadas anteriores, relegaram
assim a época no 9.º lugar, tendo chegado aos quar- o RCM para o 3.º lugar da tabela classificativa, com 26
tos-de-final da Taça de Portugal. pontos. Posto isto, Os Belenenses, com 34 pontos, são
Já os Sub-18, que disputavam o Grupo A1 da 2.ª os campeões do Grupo A1.
fase do Campeonato Nacional, ficaram nesta fase
impossibilitados de seguir em frente rumo ao bicam- Mauro Salgueiro Delca

Ciclismo - Montemor-o-Novo

Cidade vai receber a 9.ª edição
da Maratona de BTT
O Grupo Cicloturismo de Montemor-o-Novo, vai rea- dificuldade e por fim, um de cerca de 80 Km para os par-
lizar no dia 11 de junho, pelas 9 horas, a sua 9.ª edição ticipantes que gostem de maiores desafios.
da Maratona de BTT ‘Cidade de Montemor-o-Novo’. O Parque Urbano da cidade de Montemor será o
Haverá três percursos à disposição dos partici- palco da concentração, partida e chegada desta prova
pantes: um com cerca de 25 Km de baixa dificuldade que já é muito procurada pelo nível competitivo que
para todos, outro com cerca de 45 Km, este já de média atingiu.

Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
AVISO
ADITAMENTO N.º1 AO ALVARÁ
LOCAIS DE VENDA DE LOTEAMENTO N.º 2/2016
MONTEMOR Nos termos e em cumprimento do disposto no n.º 2 do artigo
78.º do Decreto-lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, na sua redação
PAPELARIA JUVENTUDE
atual, torna-se público que esta câmara municipal emitiu em 30
PAPELARIA MIRA (R. 5 Outubro) de março de 2017 o Aditamento n.º 1 ao Alvará de Loteamento
PAPELARIA MIRA (Lg. C. Gulben.) n.º 2/2016, emitido em 15 de julho, em nome de COOPERATIVA
PAPELARIA S. MIGUEL HABITAÇÃO ECONÓMICA A ALENTEJANA, CRL, através do qual
ESTAÇÃO RODOVIÁRIA é autorizada a alteração das seguintes especificações:
PAPELARIA CAROL Alteração da designação da parcela de área de cedência, para
Lote n.º 147, com a respetiva área, área de implantação, área de
PAPELARIA EUROPA
construção, volume, números de pisos, e finalidade conforme
PAPELARIA EUROPA (INTERMARCHÉ) segue abaixo:
TABACARIA DO POSTO GALP Lote 147: (AL) = 3.241,40m2; (AI) = 500,00 m2; (AC) = 800,00m2;
acompanha as notícias do concelho TABACARIA DO POSTO BP Volume: 2.900,00 m3; (NP) = 2+ cave; (FIN) = Equipamentos/
PAPELARIA A NOTÍCIA Serviços/Espaços Verdes.

no Facebook ESCOURAL
DL VIDEO
Paços do Município de Montemor-o-Novo, 30 de março de 2017
A Presidente da Câmara Municipal,
Dr.ª Hortênsia Menino

MAIO - 2017
Últimas 15

cartoon O regresso do Ti’Tónho
Imóveis e muros
Ê posso alugar a carroça
municipais pra ir à caleira...
Há património municipal
que carece de pintura...
B. Voluntários..... 266 899 180/266 899 184
Câmara Municipal .................... 266 898 100 MAIO
Serviços de Água ..................... 266 898 101
Centro de Saúde ...................... 266 898 900 14, 19, 24, 29 - Misericórdia
USF Alcaides............................ 266 898 904 15, 20, 25, 30 - Freitas
SAP Urgências ......................... 266 898 904 16, 21, 26, 31 - Sepulveda
Correios .............. 266 892 111/266 892 100
EDP - Assistência Técnica........ 800 506 506 17, 22, 27- Novalentejo
Farmácia Central ...................... 266 892 242 18, 23, 28 - Central
Farmácia Freitas ....................... 266 892 226
Farmácia Novalentejo ............... 266 892 117 JUNHO
Farmácia Misericórdia .............. 266 899 140 1, 6, 11 - Novalentejo
Farmácia Sepúlveda ................. 266 857 804
G N R ...................................... 266 898 050 2, 7, 12 - Central
Hospital S. João Deus .............. 266 898 040 3, 8, 13 - Misericórdia
Táxis ................... 266 892 333/266 892 444 4, 9, 14 - Freitas
Central Táxis Digital .................. 707 277 277
Climor...................................... 266 898 280 5, 10, 15 - Sepulveda

Atletismo Atletismo

N. S. Bispo vence 37.ª Bombeiros de Montemor em 8.º
Estafeta da Liberdade na Estafeta de Cascais-Lisboa
Teve lugar no passado dia 23 Taipas a distantes 7m25s e a RB Caravela e António Gaspar. Os atletas
de abril a 79.ª edição da Estafeta Running B a 10m31s. José Caravela e António Gaspar
Cascais-Oeiras-Lisboa e os 20 Km classificaram-se respetivamente em
da Marginal num percurso que ligou Nos 20 Km da Marginal 2.º Lugar e 3.º Lugar no escalão de
o Estoril, à Praça do Império em Veteranos M-55.
Belém. Na Estafeta classificaram- No mesmo dia e meia hora antes Pelos Bombeiros (na prova de 20
-se 99 equipas. A vencedora foi da Estafeta, foi dada a partida para Km, destacamos os lugares obtidos
o Maratona onde os seus quatro os 20 Km em linha, com os atletas por: Alexandre Candeias, em 37.º
atletas demoraram 1h.05m.02s nos a utilizarem o mesmo percurso da com 1h.26m.22s; José Caravela em
20 km do percurso. A equipa de Estafeta. Venceu Paulo Guimarães 49.º c/ 1h.28m.10s; António Gaspar
Montemor composta por Mário Grilo, da Aminha corrido /Kalenji em em 56.º c/ 1h.28m.22s e de Elisabete
Nuno Rebocho, Joaquim Freitas e 1h11m22s. Em femininos, o triunfo Picanço em 495.º com 2h.01m.50s.
Final da prova junto ao Parque Urbano João Rodrigues classificou-se em 8.º coube a Danielle Sansonetti Indiv. em Próximas Provas onde esta
lugar. Em femininos, classificaram-se 1h22m45s. Classificaram-se nesta Seção irá estar presente: 21 de Maio
Realizou-se no passado dia 25 de abril, a 37.ª Estafeta da Liberdade, 33 equipas. O GFD Running fez uma prova 617 atletas. na 23.ª Corrida Cidade de Vendas
uma organização da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo e das Juntas prova à parte das suas adversárias, Pelos Bombeiros Montemor o Novas – 10 Km / 5 Km e no dia 28
de Freguesia do concelho. sendo mesmo a 16.ª equipa da geral melhor atleta nos 20 Km foi Ale- de Maio na Corrida das Pontes –
A mesma teve partida do Ciborro, com meta instalada no Parque Urbano. com 1h21m35s, com a equipa NA xandre Candeias seguido de José Coruche -10 Km.
A prova com uma distância de 19.100 metros foi dividida em 20 percursos com
cerca de 980 metros cada e uniu centenas de atletas das diferentes equipas
representativas das várias freguesias.
Um novo desafio de Ciclismo

A mítica Estrada Nacional 2 (N2)
Participaram este ano 17 equipas masculinas e seis femininas compostas
por 20 elementos, num total de 500 atletas.
Em masculinos, venceu a equipa do Bispo (A). Em segundo a equipa da

vai receber o 1.º Ride Across
Vila (Reguengo) e em terceiro lugar ficou a equipa de Lavre.
Em femininos, a vencedora foi igualmente uma equipa em representação
do Bispo, e em segundo a equipa de Lavre.

De 28 de maio a 3 de junho, a
primeira edição da RIDE ACROSS
PORTUGAL atravessará Portugal
Continental de Norte a Sul, desde
MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO SILVA BORGES, LDA. Chaves até Faro, em cinco etapas, ao
longo dos 738 km da mais extensa
e emblemática estrada nacional
que desafiará não só a forma física
Uma vasta gama em Materiais para Construção dos participantes, mas também
os seus sentidos na descoberta Evento com base nos sistemas de No dia 1 Junho, será a vez de
da diversidade e da história de orientação e cronometragem de nova Montemor ver passar o pelotão deste
Azulejos, Louças Sanitárias, Pavimentos e Decorações todo um país, numa semana geração em eventos de ciclismo de Ride Across, na quarta etapa que
plena de emoções, de convívio estrada e enquadrará os participantes ligará Montargil - Albernoa (163 Km
Acessórios para Casa de Banho, Autoclismos, Banheiras, Cabines, e de ciclismo. O desafio passará com um dispositivo de apoio à prova / 1140m (D+). O Alentejo profundo,
Torneiras sobretudo pela superação de com ‘transfers’, equipa médica, com as suas paisagens únicas serão,
completar as cinco exigentes etapas assistência técnica, massagens, segundo uma nota da organização,
Ferragens de construção e Decoração dentro dos tempos limites exigidos montagem de reabastecimentos e a marca desta etapa.
Tubos e Acessórios, Alumínio, Galvanizados, Inox, Latão, Spiro, PVC, pelas questões de segurança. controle de prova. MFN
Pex, Polietileno, Rega, Saneamento

UNISANTOS
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MAIO - 2017
MAIO 2017

Tauromaquia

Forcados de Montemor
enfrentaram toiros difíceis

J. Carrilho

Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo

Realizou-se no passado dia 6 de Maio, Nas pegas o Grupo de Évora fez o pleno, Frente ao segundo do seu lote, Rouxinol Salgueiro da Costa deu nas vistas frente ao
na praça de toiros e Montemor-o-Novo, mais consumando ao primeiro intento, as três pegas andou, segundo o site www.touroeouro.com, toiro com que se encerrou praça. Esteve bem,
uma corrida de toiros. Estiveram em praça os do seu lote. em plano apenas e só regular, sem deslum- em plano lidador e certeiro nos curtos deixados
cavaleiros Luís Rouxinol, Filipe Gonçalves e Pelos forcados de Montemor foram na linha brar. Terminou a sua prestação com um par nesta ocasião sim, com mais atitude. Prestação
Salgueiro da Costa, com pegas a cargo dos da frente, Manuel Dentinho, consumando ao de bandarilhas, também ele em registo de muito positiva, bem mais que a primeira, onde
Grupos de Forcados Amadores de Montemor e terceiro intento, João da Câmara, necessitando regularidade. passou literalmente discreto.
Évora, frente a toiros de Castro. do mesmo número de tentativas e António Vacas Filipe Gonçalves andou mais discreto no A música, a cargo da Banda da Carlista,
Com um cartel variado em conceitos artís- de Carvalho, ao segundo intento. segundo e a apontar bons momentos no pri- tocou durante as prestações de todos os cava-
ticos, mas que não cativou massas. Com No que concerne aos toiros de Castro de meiro, onde desenvolveu uma atuação agra- leiros, num espetáculo dirigido por Agostinho
meia praça preenchida, e onde se notou o es- enaltecer a apresentação e a seriedade do curro, dável e variada. O melhor ferro da tarde cravou-o Borges.
batimento da rivalidade entre as duas forma- sendo que a generalidade das reses, cumpriram montando o Chanel. Ferro que fez a diferença
ções de forcados de Montemor e Évora. sem deleitar. numa lide e tarde de apatias... „

Futebol senior

Jorge Roque ultrapassa
a centena de golos no União
O capitão do
GUS, Jorge Roque,
ultrapassou no pas-
sado dia 30 de Abril
a barreira dos 100
golos marcados en-
quanto jogador do
Grupo União Sport.
Neste jogo frente ao
Estrela Escouralen-
se o veterano ca-
pitão fez um had-
-trick, fixando em
101 golos obtidos
envergando a cami-
sola alvi negra.
Ao que a Folha
apurou Jorge Roque
pretende abando-
nar a vida despor-
tiva pelo que o jogo
frente ao Lusitano
de Évora em 14 de
maio, será o seu
último encontro
MF Novo
como jogador.
Jorge Roque

MAIO - 2017