CRIMINOLOGIA

Teoria da subcultura delinquente ............17 Prevenção criminal no estado
HISTORIA ............................................. 13
Teoria dos conflitos ............................ 17 democrático de direito .............. 24
NASCIMENTO DA Labelling approach .................................17 Prevenção primaria, secundaria e
CRIMINOLOGIA ................................. 13 Teoria radical ou crítica ..........................18 terciária. .................................... 25
Fases do delito ................................... 13 Neorretribucionismo ...............................19 Primário ................................................. 25
Período humanitário (séc. 15 e 17) ......... 13 VITIMOLOGIA .................................... 21 Secundária .............................................. 25
Moderna criminologia ............................ 13 Terciária ................................................. 25
Psicologia criminal ............................ 13 CONCEITO .......................................... 21
CONCEITO .......................................... 14 CLASSIFICAÇÃO ............................... 21 PREVENÇÃO DO DELITO ................ 25
OBJETO................................................ 14 VITIMOLOGIA CLÁSSICA ................ 21 Teoria da sissuação ........................... 25
MÉTODO E FINALIDADE ................. 14 Vitimização......................................... 21 Políticas de prevenção ....................... 26
Método ............................................... 14 Escola assistencialista .............................22 Criminologia prevencionista.............. 26
Teoria do crime precipitado pela Princípios ............................................... 26
Finalidade .......................................... 14
vítima...........................................22 Causa-efeito ....................................... 26
SOCIOLOGIA CRIMINAL ................. 15 Direitos da vítima ............................... 22 Formas de prevenção.............................. 26
Iter viticmae ....................................... 22 Teoria da reação social ..................... 27
MODELOS SOCIOLÓGICOS DE
Cifra negra ......................................... 23 Teoria da pena (Apenologia) ............. 27
CONSENSO E DE CONFLITO ............ 15
Vitimização primária, secundária e Prevenção geral e prevenção
Teoria de consenso ............................. 15
Escola de Chicago .................................. 15 terciária ..................................... 23 especial...................................... 27
Associação diferencial ............................ 16 PREVENÇÃO CRIMINAL .................. 24 Prevenção geral negativa e positiva ....... 27
Teoria da anomia .................................... 16 Prevenção especial negativa e positiva... 28

HISTORIA Moderna criminologia
Quando a criminologia nasceu, ela tratava de Caracterização do crime como problema, amplia
explicar a origem da delinquência usando os o âmbito tradicional da criminologia (adiciona a
métodos das ciências, o esquema causal e o vítima e o controle social ao seu objeto).
explicativo, ou seja, buscava a causa do efeito Substitui o conceito tratamento (Conotação clínica
produzido. e individualista) por intervenção (noção mais
dinâmica, complexa e pluridimensional, mais
NASCIMENTO DA CRIMINOLOGIA próximas da realidade criminal). Destaca a análise
Alguns consideram o nascimento da criminologia e a avaliação dos modelos de reação ao delito
com o trabalho de Cesare Bonesana em 1764: como um dos objetos da criminologia. Não
dos delittos e das penas. Mas a grande maioria renúncia, porém, a uma análise etológica ao delito
dos doutrinadores cita o nascimento da (desvio primário).
criminologia com a obra de Cesar Lombroso, em
1876, cujo, a tese principal era a do delinquente Psicologia criminal
nato. Isto ocorre devido à divisão do estudo em Estuda a personalidade do criminoso. A
duas importantes etapas, pré-científica e cientifica, personalidade refere-se aos processos de
cujo diferencial é a passagem da especulação e comportamento, pensamento, reação e
dedução (pré-científica) para a observação e experiências, que são características de uma
análise do fenômeno criminal, para somente determinada pessoa. Através destas
então, induzir e estabelecer regras preventivas. características, pode-se prevê grande parte do
comportamento do indivíduo.

Figura 1: (a) Cesare Bonesana Beccaria (1738-1794)
marquês de Beccaria jurista, filósofo economista e
literato italiano. Nasceu na lombardia educado por
jesuítas. Foi o primeiro a se levantar contra a tradição
jurídica e a legislação penal de seu tempo. (b) Cesare
Lombroso (1835-1909) psiquiatra, cirurgião, higienista,
criminologista, antropólogo e cientista italiano. Nascido
numa família abastada de Verona formou se em medicina
em 1858 e, no ano seguinte, em cirurgia, foi para Viena,
onde, aliou-se com o pensamento positivista.

Fases do delito
Período humanitário (séc. 15 e 17)
Estado liberal surge devido à burguesia e de um
movimento que teve como base o contratualismo,
desenvolvido por Rousseau. Surge a escola
clássica, através de Cesare Bonesana e sua obra:
Dos delitos e das penas críticas e pena de morte,
a denúncia anônima, a tortura, os crimes de
morte, os crimes de período abstrato, dentre
outras práticas desumanas da época. Procurou
fundamentar a legitimidade do direito de punir.
Francesco Carrara: só é crime o fato que infringe
a lei penal.

Figura 2: Francesco carrara (1805-1888) jurista italiano e
político liberal. Um dos principais estudiosos do direito
penal e defensor da abolição da pena de morte na Europa
do séc. 19.

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podendo se apoderar de diversas esferas do conhecimento a fim de melhor entender determinada situação. e que trata de comparada e repetida. da vítima e dos mecanismos de análise da prática de delitos específicos. O crime: Este estudo pode ser dirigido à criminoso. valorativa. criminoso. Delinqüente. não sendo suficiente. No campo da criminologia. a ciência que estuda seu comportamento. poderes constituídos acerca do crime. também é considerada interdisciplinar. temas: 1. histórico e criminologia pode variar dentro dos seguintes sociológico. observação e experiência). contemplando este como problemas para estudar o delinquente. visando buscar a realidade subministrar uma informação válida. a personalização do delinquente e delituoso. psicologia. A vítima: Através da vitimologia. à sociedade e ao direito e medicina legal. 14 . a criminologia é uma Atualmente o objeto da criminologia está dividido ciência do Ser empírica. por do interesse do pesquisador. sua conduta delituosa e a maneira de ressocializá. comportamento delitivo. ciência do Dever-ser. como ocorrem com o direito. etc. Dependendo para delimitar as causas da criminalística. que é uma 3. Controle social. O criminoso: Neste tema tenta-se explicar o Finalidade seu comportamento. poderá fazê-lo sob vários enfoques distintos. Delito. um fato. um verdadeiro fenômeno comunitário. como um conjunto de conhecimentos que  Incidência aflitiva do fato praticado. estudam o fenômeno e as causas da  Persistência espaço-temporal do fato criminalidade. como controle social. organizado e lavagem de dinheiro. próprio homem. valores. É uma ciência empírica (baseada na técnica de intervenção eficaz. criminologia estuda as causas da criminalidade e abrangendo quatro elementos constitutivos: da sua periculosidade. contrastada. na medida em que seu em quatro vertentes: objeto (crime. crime (controle e prevenção criminal). pode ser definida  Incidência massiva da população. naturalística e indutiva crime. referente à natureza. CONCEITO OBJETO O termo criminologia vem do latim A criminologia vê o crime como um problema Criminio=crime e do grego Logos=estudo. à vista da influência profunda de varias É o meio pelo qual o raciocínio procura desvendar outras ciências. A sua interdisciplinaridade decorre de sua própria MÉTODO E FINALIDADE consolidação histórica como ciência dotada de Método autonomia. que são métodos usados pelo poder público no controle da criminalidade. que estuda o crime. visível no mundo real e não no mundo dos 2. Interdisciplinaridade: A criminologia. além do biológico. dinâmica e variáveis principais do metodologia experimental. sua colaboração para com a prática do crime. individuais e como problema social. o objeto da isso. que se quer alcançar. vítima e controle-social) é 1.  Consenso inequívoco acerca de sua etiologia e lo. 3. tais como sociologia. seu psiqüismo. Vítima. sua posição frente ao agente vitimização ou. Tem como função: Servir de referência teórica para programar estratégias de políticas criminais. Também. a vítima e o controle social do cientificas sistematizadas por experiência. essa E interdisciplinar. busca auxilio estatístico. e luta contra a criminalidade nos casos do tráfico de drogas. uma vez que para qualquer um dos objetos que se destina estudar. a pessoa reflexão humana deve estar apoiada em bases infratora. suas Suas finalidades são informar a sociedade e os motivações. do 2. A criminologia usa de sobre a gênese. portanto normativa e 4. A social.

uma vez que sociais (social surveys) na investigação daqueles. com desorganização social. por uma influência da religião. A principal contribuição da escola de Chigaco deu- MODELOS SOCIOLÓGICOS DE CONSENSO E se no campo da metodologia e da política criminal. que se expandiu do centro para a periferia (movimento circular centrifugo). verificação de um perfil de carreira delitiva. armados. programas de pensamento. dado característico é a existência de áreas de criminalidade segundo uma ``Gradient Escola de Chicago tendecy´´. não há prevenção criminal ou repressão análise do delito segundo uma visão do indivíduo que resolvam a questão criminal se não existirem ou de pequenos grupos. escotismo. Teoria das zonas concêntricas: As principais expansão do mercado americano. como ruas Chicago que se chamou teoria da ecologia de esporte. DE CONFLITO lembrando que a consequência direta foi o Nessa perspectiva macrossociológica. Não dão mais conta de impedir os atos delinquente. buscava a gênese delituosa nos fatores Tais investigações sociais demandavam biológicos. reduzindo a repressão. ocorreu a aproximação entre as tratamento e prevenção: planejamento elites e a classe baixa. feitos por disjunção evolutiva. As teorias de consenso entendem antissociais. Ao lado desses analisando as teorias macrossociológicas. Cria uma teorias consensuais partem dos seguintes sensação de anônimia e insegurança. os clubes de serviço social teoria da anomia e a teoria da subcultura etc. o trabalho. SOCIOLOGIA CRIMINAL A escola de Chicago. O pensamento criminológico sociedade. no entanto. com a propostas ecológicas criminais visando o consolidação da burguesia comercial. passou a usar os inquéritos preceitos da antropologia criminal. a moderna uma equipe especial. os casos individuais permitiram a enfoque e consensuais ou de conflitos. na realização de interrogatórios diretos. formado na universidade de comunitários de recreação e lazer. sobretudo por uma matriz estratégico por áreas definidas. a teoria de associação diferencial. As escolas. creches etc. ou etc. que se baseiam no consenso entre seus intitulam mantenedores da ordem. hospitais. de modo que a família. desordenado da cidade de Chicago. criminal e seu efeito criminôgeno: a ideia de 2. mas sim da sociedade ações afirmativas que incluam o indivíduo na como um todo. postulados: Toda sociedade é composta de potencializando o surgimento de bandos elementos perenes. excursões criminal ou universidade de Chicago. Criaram ambiente favorável à instalação da criminalidade. junto a dado número de sociologia partiu para uma divisão bipartida. 15 . ainda mais pela ausência de mecanismos de controle social. Urbanização dos bairros pobres. integrados. Com a amplos programas comunitárias para secularização. pessoas (amostragens). sob indivíduos. Devido ao crescimento melhoria da estética e do padrão das casas. Os estudos combate à criminalidade são: alteração efetiva sociológicos americanos foram a priori marcados da situação socioeconômica das crianças. Cunho funcionalista: chamada de teoria para que possamos entender a ecologia teorias de consenso. áreas de criminalidade. No mesmo sentido. as pessoas vão se São exemplos de teorias de consenso à escola tornando anônimas. inúmeros e graves problemas sociais econômicas. a ausência compartilhando as metas sociais comuns. O segundo integrantes. a igreja. funcionais.). culturais etc. artesanato. completa do estado (não há delegacias. Descarte: A ruptura no grupo que os objetivos da sociedade são atingidos primário enfraqueceu o sistema. criminológicas contemporâneas não se limitam à Todavia. a de Chicago. as teorias destaque à prevenção. moderno é influenciado por duas visões: 1. causando quando há o funcionamento perfeito das suas aumento da criminalidade nas grandes instituições com os indivíduos convivendo e cidades. concordando com as regras de convívios. em certas anomalias cranianas. O crescimento desordenado das cidades faz desaparecer o Teoria de consenso controle social informal. Cunho argumentativo: chamada de teorias de desorganização social e a identificação de conflito. matadores de aluguel que se estáveis. A revolução industrial proporciona uma forte 2. Teoria ecológica: Há dois conceitos básicos 1. atenta aos fenômenos Ela inicialmente confundiu-se com certos criminais observáveis.

para se Locupletar das ações desviantes. cargo que conservou Conformidade + até a morte. mas sim entre anomia é uma situação de fato em que faltam definições favoráveis ou desfavoráveis ao delito. considerado. de origem nobre. Trata-se da ausência de 1. mas não aceitam os meios Afasta-se dos estudos clínicos do delito porque institucionalizados. Inovação + Ritualismo - Teoria da anomia Evasão/Retraimento - A anomia é uma situação social em que falta Rebelião +- coesão e ordem. para a lá não houvesse nenhuma norma. precisa que os indivíduos interajam num ambiente de valores e 3. sobretudo no que diz respeito a Nesse contexto. acreditam que jamais atingirão. os funcionalistas. Merton elabora um esquema onde explica o modo de adaptação dos Figura 3: (a) Edwin Hardin Sutherland (1883-1950) indivíduos em face das metas culturais e meios renomado sociólogo americano. foi nomeado diretor da seção de estatística criminal do ministério da justiça em Paris. a herdado. em Modo de adaptação Meios culturais 1894. apoiado desviante corta caminho para chegar às metas na doutrina de Emile Durkheim (o suicídio). Essa teoria também é vista como teoria 2. As metas culturais (Status. riqueza etc. Meios institucionalizados (escolas. insere-se no plano das correntes funcionalistas. a associação diferencial é um normas e valores. Esta teoria nem todos os meios estão a sua disposição. Isso é  Após a passagem do furacão Katrina em Nova apreendido e promovido por gangues urbanas. pela conduta desenvolvidas por Robert king Merton. culturais. manifestações comportamentais em que as Sutherland não propõe a associação entre normas sociais são ignoradas ou contornadas. se isso não for 16 . ganhou reconhecimento disponíveis. Considera o crime um alcançar as metas socioculturais existe adesão fenômeno normal na sociedade.) Nessa linha de raciocínio. Associação diferencial possível. processo de apreensão de comportamento  As forças de paz no Haiti tentaram debelar o desviantes. Cunhou-se no final dissociação entre as aspirações socioculturais e dos anos 1930 a expressão White collor crimes os meios desenvolvidos para alcançar tais (crimes do colarinho branco) para designar os aspirações. e estes. no plano sociológico. eles rompem com o sistema e. que se diferenciam desviado das aspirações ou metas culturais em dos criminosos comuns. Orleans (EUA. Assim. da norma. pois sempre total e não ocorre comportamento desviante haverá alguém que não reconhece a autoridade desses aderentes. isto é. 2. (b) Jean e a meta cultural. por uma razão Todas as vezes em que o estado falha é preciso ou outra. prática de sonegação e fraudes comerciais. os reprova. para funcionar. O conceito de anomia de Merton atinge dois pontos conflitantes: 1. e com um sinal negativo quando Gabriel de Tarde (1843-1904) filósofo. Merton explica É considerada uma teoria de consenso. norma fazendo com que esta perca sua é o tipo mais comum. como se prática de furtos e arruaças. criado ou desenvolvido pelo sujeito ativo. porem com nuances Marxistas. sociólogo. um sintoma de inspirado em Gabriel Tarde. trabalho etc. coesão e ordem. haverá uma disfunção. que o comportamento desviado pode ser desenvolvido pelo americano Edwin Sutherland. O ritualismo: por meio do qual os indivíduos regras comuns.). Afirma que o razão da impropriedade dos meios comportamento do criminoso é aprendido. poder. assinalados com um sinal positivos pelo desenvolvimento da teoria criminal da associação quando o homem aceita o meio institucionalizado diferencial e pela introdução do termo ``crime do colarinho branco´´ entre outras contribuições. A conformidade ou comportamento modal reconhecimento dos valores inerentes a uma (conformismo): Num ambiente social estável. Para culturais. nunca institucionalizados pode levar anomia. psicólogo e criminologista francês. aqueles despertados para a calamitoso de crimes naquela cidade. que requer conhecimento e habilidade caos anômico naquele país (2008). que. A criminosos e não criminosos. A inovação: os indivíduos acatam as metas de consenso. 2005). assistiu-se a um estado grupos empresariais. fazem das metas culturais. a sociedade é um todo orgânico articulado que. pois o agente não reconhece aceitam os meios institucionalizados para legitimidade na imposição. o fracasso no atingimento autores de crimes específicos. pois os indivíduos coercibilidade. resgata-lo preservando-os. Quando se apercebem que não o compreende como anomalia.

cientista político. quando o estado falha. de modo que dão É tida como teoria de consenso. sociais´´. ofertada pela criminologia tradicional. No entanto. Evaporação ou retraimento: os indivíduos  Alguns jovens furtam roupas que não vão renunciam tanto às metas culturais quando aos usa. Criou a disciplina da ciência social moderna e voluntariedade decorrente da imposição ou pai da sociologia. meios. coesão. é preciso resgatá-los. Labelling approach Segundo Cohem. as ``revoluções que não as integram. no plano das correntes funcionalistas. em que o garoto passa a aceitar os valores daquele grupo. 2. de qualquer nível  A existência de subculturas criminais se social. A semelhança estrutural. 3. Negatividade da conduta: Mostra-se como Emile Durkheim: defende que o crime pode ser um polo oposto aos padrões da sociedade. Identificam-se como exemplos as gangues de jovem delinquentes. cometido por qualquer pessoa. na gênese. Malícia da conduta: É o prazer em paradigmas. Nesse caso. de que muitos delitos não possuem motivação: 4. 1. coletivamente. dos comportamentos regulares e irregulares. seus principais expoentes foram Erving Goffman e 17 . considerado um teórico fundamental da burocracia. lutando pelo estabelecimento de novos 2. sendo ubíquas. necessita que os indivíduos interajam num ambiente de valores e regras comuns. mostra como forma de reação necessária de mas de uma situação social onde faltam coesão e algumas minorias muito desfavorecidas ordem em relação às normas e valores da diante das exigências sociais de sociedade. antropólogo. Os postulados das teorias de conflitos são: as sociedades são sujeitos a mudanças Teoria da subcultura delinquente contínuas. mais que os valores sociais dominantes. como a organização internacional do trabalho. O caráter pluralista e atomizado da ordem social. Não utilitarismo de ação: Se revela no fato são incapazes de alcança-las. Para os funcionalistas a sociedade é um todo orgânico articulado que. são desconcertar. A teoria de Emile Durkheim se insere sobrevivências. (b) Emile Durkheim (1959-1917) sociólogo. ou  Atemorização que gangues fazem em jovens ainda. sociólogo Albert Cohen. renunciam às metas culturais por entender que 1. Cunhou a expressão ``profecia auto. Teoria dos conflitos Figura 4: (a) Robert King Merton (1910-2003) sociólogo As teorias de conflitos argumentam que a americano. preservando. Essa teoria é contrária à noção de uma ordem social. criada pelo elemento que coopera com sua dissolução. Figura 5: Albert Cohen (1895-1981) trabalhou como funcionário público para varias organizações internacional. A semelhança normativa da conduta desviada. Três ideias básicas Haveria sempre uma luta de classe ou de sustentam a subcultura: ideologia a informar a sociedade moderna. 3. psicólogo social e filósofo dominadas. Surgiu no ano de 1960 nos EUA. não existe francês. se isso não for possível haverá uma disfunção. a subcultura delinquente se Essa teoria é uma das mais importantes teorias caracteriza por três fatores: do conflito. da sociologia da ciência e da comunicação harmonia social decorre da força e da coesão. derivando não de anomalias do indivíduo. admitindo-as para si mesmo. desenvolvida por Robert King Merton. em prejudicar o outro: individualmente os ``rebeldes sem causa´´. que há uma relação entre dominantes e realizável´´. Seus eram judeus e tinham uma fabrica de sabões. em de massa. de uma nova ordem social.

O capitalismo é à base da criminalidade. entendendo ser o capitalismo a base funcionando a nessa como geradora de da criminalidade. no interacionismo 4. os efeitos criminológicos dessa teoria se deram num sentido da prudente não intervenção ou do direito penal mínimo. Howard Becker. Por meio dessa teoria. o comportamento estigmação da população marginalizada. pianista. todo sociologia da arte e sociologia da música. A concepção conflitual da sociedade e do apenas a etiqueta é aplicado por policiais direito (o direito penal se ocupa de proteger os promotores. impondo sansões a aquelas que se comportarem dessa forma. reestruturação da sociedade. sociólogo. Destarte: condutas Teoria radical ou crítica desviantes são aqueles que as pessoas e uma A origem dessa teoria de conflitos se encontra no sociedade rotulam às outras que os praticam. Marxismo. extinguindo o 4. sistema de exploração econômica. delitivas dos sustenta-se que a criminalidade primaria produz a menos favorecidos são as efetivamente etiqueta ou rotulo. Por isso. a criminalidade não é uma qualidade da conduta humana. No plano jurídico penal. amigos. apregoam a 3. instancias formais de controle social. mas a consequência de um processo em que atribui tal conduta humana. (b) Howard Saul Becker (1928-X) sociólogo americano fez chamado criminoso. 18 . A inicio do sec. Reclama compreensão e até apreço pelo menos radicais são o etiquetamento não se acha criminoso. o que delinquir. simbólico na família e na escola: 5. rotina do cárcere etc. com o trabalho do holandês teoria da rotulação de criminosos cria um Willem Adriaan Bonger. Descriminalização. e escritor canadense. colegas. 20. sua contribuição mais conhecida para a teoria o processo de interação em que o individuo é social é o seu estudo sobre interação simbólica. na escola. o tema central desse enfoque é do sec. pelas interesses do grupo social dominante). que se delinquente e aproximando os indivíduos estende à classe trabalhadora. A etiqueta ou rotulo criminalidade dos poderosos. apenas na instancia formal de controle. conhecidos. Devido processo legal. não analisando o crime nos países quadros Ds: socialistas. do direito penal mínimo 2. Uma versão são: radical dessa teoria anota que a criminalidade é 1. mas 3. e do abolicionismo penal. isto é. mas a consequência de um processo que se atribui tal qualidade (estigmatizada). também no controle informal. As consequências dessa teoria são reduzidas à É criticada por apontar problemas nos estados àquilo que se convencionou chamar políticas dos capitalistas. Destacam-se as correntes do 1. que. causando a Essa teoria entende que a realidade não é neutra. e que visa criar um temor da condenada. acaba por impregnar o individuo. uma vez que do sistema punitivo. o individuo ingressa numa instituição criminalidade e da prisão para manter a (presídio). Diversão. ao contrário do que acontece com a criminalização secundaria. Desinstitucionalização. Assim. que por sua vez produz a perseguidas. alvo preferencial rotulando uns aos outros. Afirma ainda que as condutas. para a redução da desigualdade e Estudante rebelde. este. institucionalizado ligado com seu afastamento da As principais características dessa teoria crítica sociedade. consequentemente da criminalidade. na medida em que promove o desigualdade. expectativa social de que a conduta venha a ser de modo que se vê todo o processo de praticada perpetuando. razão do estigma. A sociedade define o que grandes contribuições para a sociologia do desvio. juízes criminais. O sujeito acaba sofrendo reação da egoísmo. que inspirado pelo processo de estigma para os condenados. Propões reformas estruturais na sociedade Irmão ovelha negra. antropólogo. leva os homens a família. Começou a tocar piano muito cedo e aos 15 anos já trabalhava como comportamento considerado perigoso. 20. neorrealismo de esquerda. os criminosos apenas se diferenciam do homem comum em Figura 6: (a) Ervins Goffman (1922-1982) cientista social. isto é. Outras 2. constrangedor. por seu turno. que geraria um processo estabilidade da produção e da ordem social. acarreta a marginalização no trabalho. Critica severamente a criminologia tradicional. entende por conduta desviante. que sofre e do rotulo que considerado o sociólogo norte-americano mais influente recebe.

James Wilson e Figura 8: (a) James Quinn Wilson (1031-2012) acadêmico George Kelling. No Bronx o veículo foi depenado em 30 minutos. Em 1982 foi publicado na revista The Atlantic Monthly uma teoria elaborada por dois criminologistas americanos. principal responsável pelo cidades EUA que confirmou os fundamentos da reconhecimento da relação entre a criminalidade e as teoria. foi prefeito de Nova York consideravelmente os índices de criminalidade (1994-2002). facilitando a permanência de marginais no professor emérito universidade de Stanford. Essa teoria parte da premissa que administração pública. A teoria das janelas quebradas. Nesse sentido. dessa forma. imediatamente. Palo Alto (Califórnia) e outro deixado no Bronx (Nova York). pelo seu trabalho a mais evidente sua inter-relação com a sociologia desordem e criminalidade é muito maior do que a segundo uma abordagem cientifica. tornou-se famoso por implementar uma política de ``tolerância zero´´ contra criminosos. o carro foi completamente destroçado e saqueado por grupos de vândalos em poucas horas. cria-se-à. criminalidade em Nova York que antigamente era conhecida como a ``capital do crime´´. Morreu em existe uma relação de causalidade entre a Boston de complicações de leucemia. Logo todas as outras janelas serão quebradas. houve o encarceramento em massa dos menos favorecidos (prostitutas. Assim. cientista político e uma autoridade na quebradas. (b) George L. diminuiu as taxas de criminalidade da cidade. caso se quebre uma janela de um prédio e ela não seja. não a sua situação pessoal. nesse experimento voluntários. desemprego. Uma das principais críticas a essa teoria está no fato de que. após o pesquisador quebra uma das janelas. decorrente da teoria das janelas quebradas. o carro permaneceu intacto por uma semana. falta de moradia. reduziu (1944-X) político americano. terreno propicio para conhecido pelo seu experimento ``Prisão de Stanford´´. Neorretribucionismo Surgiu nos EUA. Parte da premissa de que os pequenos delitos devem ser rechaçados. inspiradas pela Escola de Chigaco. relação entre a criminalidade e pobreza. É um dos mais conhecidos estudiosos da psicólogo da universidade de Stanford. o que inibira os mais graves. chamada de teoria das janelas americano. dando um caráter sagrado aos espaços públicos. os espaços públicos devem ser tutelados e preservados.). o que naquela cidade. professor na universidade de Rutger e pesquisador na universidade de num experimento realizado por Philip Zimbardo. comportamento humano numa sociedade a qual os desenvolvida no EUA e aplicada em Nova York. com um criminalidade nos EUA e há quase 30 anos participa de automóvel deixado num bairro de classe alta de experiências com policiamento preventivo em grandes cidades. consertada. tornou-se lugar. haverá a decadência daquele espaço urbano em pouco Figura 9: (a) Philip George Zimbardo (1933-X) psicólogo e tempo. em Palo Alto. A teoria é baseada Kelling (1935-X) americano criminologista. sem-teto etc. Na verdade a crítica não procede. O resultado da aplicação da teoria das janelas quebradas foi a redução satisfatória da 19 . Em 1990 o americano Figura 7: Willem Adriaan Borge (1876-1940) Criminólogo Wesley Skogam realizou uma pesquisa em varias e sociólogo holandês. mendigos. com a política de tolerância zero. atuando como prevenção geral. nesse experimento ele buscava investigar o a criminalidade. indivíduos são definidos apenas pelo grupo. os transeuntes pensarão que não existe autoridade responsável pela conservação da ordem naquela localidade. A maior parte da sua carreira foi como professor na universidade de Harvard. a relação da causalidade existente entre condições econômicas dos indivíduos. tinham o papel de guardas e quando Rudolph Giuliani era prefeito por meio da prisioneiros numa prisão simulada. Porem. porque a política criminal analisava a conduta do individuo. (b) Rudolph Giuliani operação tolerância zero. desordem e a criminalidade. Hoje é considerada a cidade mais segura dos EUA. Harvard.

dirige a maioria dos estudos sobre o crime de DPI. 20 . a vitimização e as respostas das vítimas à criminalidade. ao longo dos últimos 30 anos. isso inclui o estudo sobre o medo do crime. Figura 10: Wesley G. o impacto do crime nas comunidades. a participação pública na prevenção do crime na comunidade. Skogan: especialista em crime e policiamento.

Vítima agressora: simuladora ou imaginária. 21 . Vítimas ideais: completamente inocentes. sofrimento emocional. novamente pela repulsa social que encontra As violações a direitos humanos são hoje fora da cadeia. A 2º. incluindo lesão que de usuários passam a ser traficantes. individual (simultaneamente): caso das vítimas de drogas ou coletivamente. considerado junto com Mendelsohn pais no garantias para os delinquentes. das ações de outros geral. A identificação de 1. vindo a delinquir e pelo sistema de justiça criminal. em particular. este relegada forma a auxiliar no planejamento de intervenções a plano inferior desde a Escola Clássica efetivas e eficazes. desapaixonada. a vítima terá de ser considerada numa perspectiva mais alargada. por de atos ilícitos passaram por fases que. As vítimas 3º. mecanismos de produção de danos diretos e 2. ciganos. em que os danos produzidos sobre uma pessoa ou seus bens eram reparados ou punidos pela própria pessoa. Identificação no crime como que uma Mendelson sintetiza a classificação em três transação em que agressor e vitima grupos: desempenham papéis. Grupo: criminoso → vítima → criminoso consequências para as pessoas envolvidas e as (sucessivamente) : reincidente que é reações pela sociedade. O processo de vítimas por provocação. decorre de diversos fatores. linchamento. vitimização diz respeito à relação humana. alcoolismo. o que faz com que o colabora com o ânimo criminoso do agente. risco de vitimização seja diferencial. física ou metal. A vítima. VITIMOLOGIA Han Von Hentig elaborou a seguinte É o estudo científico da extensão. poder. passando pela consequências do dano pós-traumático e. exemplo. CLASSIFICAÇÃO A primeira classificação da vitimologia foi feita por Benjamin Mendelson. que sofre um resultado infeliz dos compreensão do processo de vitimização em próprios atos (suicidas). em particular pela polícia hostilizado no cárcere. Grupo: criminoso → vítima → criminoso expressão vitima significa pessoa que. para cada 3.  O protagonismo: Corresponde ao período da vingança privada. preveni-lo. possível. se Escola Positiva (preocupa-se com o criminoso). e das suas consequências. considerados questão central na Vitimologia. suposta ou pseudovítima que acaba justificando a legítima defesa de seu agressor. à vítima quer estudo da vitimologia na lei criminal. simuladas e imaginárias. epilepsia. Vítimas menos culpadas que os criminosos: indiretos sobre a vítima. suas 1º. pessoa e delito. neutralização. nem quebra as Figura 11: Hans Von Hentig (1887-1900) criminologista alemão. A vulnerabilidade da vítima 2.  O redescobrimento: A vítima é um fenômeno do pós 2ª guerra mundial. essencial no processo. vítima e ato (fato objetivo de contribuir para melhorar a crime). despersonalizado a rivalidade. de (homicídios) e do acaso (acidental). voluntariamente. Grupo: criminoso → vítima (imprevisível). É uma resposta ética e social ao fenômeno multitudinário da macrovitimização. Esse redescobrimento não persegue nem retoma a vingança privada. natureza e classificação: causas da vitimização criminal. Vítimas como únicas culpadas: últimas podem ser compreendidas como relação de agressoras. que 3. homossexuais. CONCEITO VITIMOLOGIA CLÁSSICA A vitimologia é o terceiro componente da tríade Interessa-se pelo estudo das vítimas. correspondem a um protagonismo. e outros grupos vulneráveis. justiça. que permitam monitorar as (preocupava-se com o crime). Vítima inocente: que não concorre de forma vulnerabilidade e de definição das vítimas é alguma para o injusto típico. saques. que atingiu judeus. e redescobrimento.  A neutralização: A vítima entende que a resposta ao crime deve ser imparcial. com criminológica: criminoso. sofreram danos. Vítima provocadora: que. que leva em conta a Vitimização participação ou provocação da vítima: Examina a propensão para ser vítima e os vários 1.

Atos preparatórios: momento em que desvela a 2º. a determinada violência. numa posição de maior agressor. ou então se deixar por ele vitimizar. as chamadas vítimas por tendência distinguido pela definitiva resistência da vítima Segundo esta teoria. agressividade. a sentença. que algumas vítimas possuem uma função 4º. a todo custo. Intuição: é a primeira fase. Mendelson conclui que as vítimas indivíduo para se converter em vítima. o que se chamou índice de 5º. vítima. mudanças legislativas. defende pelo ofensor. quando a prática do fato Podemos citar como exemplo os casos de demonstrar que o autor não alcançou seu meninas que usam roupas decotadas em busca propósito. Grupo: nestes casos são as vítimas as 3º. segundo essa teoria a vítima se dispôs a isto. ainda que atingida pelo resultado pretendido por inconscientemente. Buscando influenciar prisão e a libertação do agressor. articuladas pelo ofensor. culpado deve ser excluído de toda pena. periculosidade da personalidade da vítima. às deliberações de dano ou perigo provocadora). ao Os direitos das vítimas são tratamento justo e verificar que não havia qualquer estudo ou respeito à sua dignidade e privacidade. por Hans Von Hentig. vítima durante a execução. em virtude de algum impedimento de atenção e por isso são mais vulneráveis ao alheio à sua vontade. Constatando-se a repulsa da ansiedade. o conjunto podem ser classificadas em três grupos para de etapas que se operam cronologicamente no efeitos de aplicação da pena ao infrator: desenvolvimento de vitimização: 1º. Grupo: estas vítimas colaboram na ação preocupação de tomar as medidas preliminares nociva e existe uma culpabilidade para defender-se ou ajustar o seu recíproca. informação sobre a tramitação define vítima como todo aquele que se encontra processual. que seja características que a colocam. participação no delito. Escola assistencialista Direitos da vítima Criada por Benjamin Mendelsohn em 1950. com ou sem a determinadas características. Essa escola contra o agressor. tentativa de crime. aí pode se dar a masoquismo e ego frágil e carência. quando se planta na provocação nem outra forma de mente da vítima a ideia de ser prejudicada. Início da execução: momento em que a vítima que cometem por si ação nociva e o não começa a operacionalização de sua defesa. propiciando a criação de leis que criem maiores condições de amparo às Iter viticmae vítimas e com o apoio a instituição de cunho É o caminho interno e externo. 2º. sentimento de culpa. 3º. aproveitando a chance que dispões para evitar. Grupo: vítima inocente: não há 1º. tais como: adesão da vítima. numa posição de maior vulnerabilidade a informações sobre a condenação. e garantia da presença em corte. aparece a consumação mediante advento do Esse índice pode ser exteriorizado em efeito perseguido pelo autor. proteção mecanismo de proteção às vítimas. ou direcionar seu comportamento para cooperar. 22 . que se segue um assistencial. mas sim puramente hostilizada ou imolada por ofensor. Execução: ocorre a autêntica execução se criminôgena. estupro. Comunicação ou tentativa: após a execução. pela qual a pena deve ser comportamento de modo consensual ou com menor para o agente do delito (vítima resignação. Teoria do crime precipitado pela vítima apoiar ou facilitar a ação ou omissão aspirada Criado em 1948. vulnerabilidade. a vítima possui determinadas para então evitar.

é aquela que corresponde aos danos à vítima decorrente do crime. aos sete acordo com a natureza da infração. ``ofendido´´ designa aquele que sofreu estudava o delito de forma peculiar considerava delitar contra a honra. pertencente à chamada Escola cabimentos específicos nos crimes contra a Cartográfica. que acabava nomeadamente um atentado à sua integridade levando a julgamentos. com o sofrimento adicional causado pela dinâmica do sistema de justiça criminal (inquérito policial e processo penal). pela conduta violadora dos direitos da vítima pode causar danos Figura 12: Lambert Adolphe Jacques Quélet (1796-1874). psicológicos. cometida por um agente. que individual ou de cifra negra ao relacionar. coletivamente. Porém a palavra vítima tem sociológicas. a criminalidade real. incluindo as que proíbem o abuso de poder. poderia ser representada por uma justiça relativas às vítimas da criminalidade e de função matemática em decorrência dos estados abuso do poder. materiais. Desse modo. a Para a declaração dos princípios fundamentais de criminalidade. Cifra negra Vitimização primária. aparente e a criminalidade legal. no decorrer do processo de registro e apuração do crime. e lesado alcança as que os delinquentes se limitavam a executar os pessoas que sofreram ataques e seu patrimônio. e muitas vezes a incentiva a não denunciar o delito às autoridades. fatos preparados pela sociedade. um sofrimento de ordem moral. a extensão do dano etc. foi o quinto filho de nove. 19. Ele era matemático e estatístico. Vitimização primária: é normalmente entendida como aquela provocada pelo cometimento do crime. em vigor num estado membro. A cifra negra representa a física ou mental. Belgo. considerado um dos precursores usa os termos ``vítimas´´. físicos. demógrafo. ``ofendidos´´ e da sociologia moderna. tenham sofrido um prejuízo. entende-se ser aquela causada pelas instâncias formais de controle social. da criminologia de bases ``lesados´´. diferença entre aparência. então. estatístico e variados. de sociólogo do séc. secundária e terciária Essa ideia surgiu com Lambert Adolphe A legislação penal e processual penal brasileira Jacques Quelet. matemático. nesse contexto a própria sociedade não acolhe a vítima. 2. pessoa. 3. 23 . astrônomo. constituída por fatos seus direitos fundamentais. personalidade da vítima. A criminologia. sua relação com o agente violador. Assim. como consequência criminosos não identificados não denunciados no de atos ou de omissões violadoras das leis penais ou não investigados. Vitimização secundária: ou sobrevitimização. e a realidade da uma perda material. a vítima é quem sofreu ou foi agredida de alguma forma em razão de uma infração penal. ao analisar a questão vitimologia classifica a vitimização em três grandes grupos: 1. define-se: econômicos e sociais do momento do objeto de estudo. das nações unidas. Ele conseguiu caracterizar esse conceito Vítima como as pessoas. a anos de idade viu seu pai morrer. ou um grave atentado aos criminalidade convencional. Vitimização terciária: falta de amparo dos órgãos púbicos às vítimas. ocorrendo o que se chama de cifra negra (quantidades de crimes que não chegam ao conhecimento do estado).

como pelos fatores de convergência social. visam evitar a ocorrência do delito. As medidas diretas: De prevenção criminal direcionam-se para a infração penal ``in hinere´´ ou em formação. que deve alcançado porque. necessidade de dois tipos de medidas: A primeira delas atingindo indiretamente o delito e a segunda Prevenção criminal no estado democrático de diretamente. de acordo com a dinâmica de seus extenso. dentre as quais se destacam aqueles atinentes à efetiva punição de crimes graves incluindo as de colarinho. a globalização pública e pelo judiciário. da mesma forma que o meio pode dissuasórias do delinquente. Tratando-se de ação profilática. direito As medidas indiretas: Visam às causas do crime. assume papel relevante à laborais etc. A criminologia moderna efeitos. Elevação de valores morais. visando a redução criminal. adquirido tal atividade observa o delito de maneira ampla e interativa. Tais ações indiretas devem focar dois caminhos A criminologia clássica vislumbra o crime como básicos: um enfrentamento da sociedade pelo criminoso O individuo e o meio em que ele vive. visando uma como um ato complexo em que os custos da redução da criminalidade e prevenção. o distrito comunicação em massa. o que é a generalizada etc. também pode ser parcelas intimidativa da pena cabível ao crime em um fator estimulante de alteração comportamental. criminais pífias e outras impelem o homem ao A prevenção delituosa alcança as ações delito. um raio de ação muito extenso. e não apenas pela segurança importação de culturas e valores. a arquitetônicos aumenta de iluminação pública. da recuperação de alcoólatras e dependentes químicos. harmonia sociais. A criminalidade transnacional. (neocologismo + neorretribucionismo). a prostituição. econômicas etc. prevenção da paz e de atos nocivos e com o culto à família. O crime só seria sim um grave problema da sociedade. numa forma Em relação ao indivíduo deve ser analisado sob minimalista do problema. Grande valia possuem as medidas de ordem jurídica. o desequilíbrio social. medicina. costumes e ética. que defende a ideia de que o delito assume papel mais demanda um campo de atuação intenso e complexo. consequentemente a manutenção da paz e além da reconstrução do sentimento de civismo. O que poderia facilitar. Porem. fomento de oportunidades Na profilaxia indireta. assim criminalidade. do planejamento familiar. a desorganização dos meios de federativo brasileiro a união. a desfavelização.. cessado a causa. bem fomento de emprego e reciclagem profissional. os municípios devem agir proliferação da miséria. PREVENÇÃO CRIMINAL penal nas pequenas infrações pela adoção de Prevenção delitiva é o conjunto de ações que medidas de cunho administrativo. no modelo econômica. por meio dos exame pré-natal. (reinserção social. da cura de certas doenças. (luta do bem contra o mal). cessam os ser resolvido por ela. a criminologia moderna seu múltiplo estilo de ser. a poder público. mostra-se irrefutável a estranhamente ausente entre os brasileiros. Nesse aspecto.). o etc. Sustenta-se que o crime não é uma doença. por evidente. de medidas sociais. Para alcançar Contra o jogo. vias de ser cometido. substituindo o direito 24 . a obtenção de um sistema preventivo eficaz. A demais. políticas. mais sem atingi-los de imediato. passando por todos o setores do ao ser humano. a federal e. a como atitudes visando impedir a reincidência educação pública gratuita e acessível a todos etc. os estados. a reiteração de medidas conjuntamente. até porque reação social também são demarcados. A conjugação No estado democrático de direito em que vivemos. urbanização das cidades. vitima e comunidade). da boa alimentação etc. inclusive com levar o homem à criminalidade. repressão implacável as infrações penais de todos os matizes (tolerância zero). do uso de células-troncos embrionárias para a correção de defeitos congênitos e a cura de doenças graves. seria utopia zerar a criminalidade. próxima ou remotas. a prevenção criminal é integrante da ``agenda Pode proporcionar uma sensível melhoria de vida federativa´´. buscando todas as causas possíveis da protagonistas (autor. a alteração dos espaços até para aqueles indivíduos com carga genética físicos e urbanos com novos desenhos biológica favorável ao crime. a pornografia esse objetivo do estado de direito. especificas. religião. sobretudo.

e. coletiva e intermediar o contato dos cidadãos com 25 . inelutável necessidade do estado. participar de reuniões de g) A ausência do parâmetro para a articulação de moradores para a organização da estratégia uma política criminal moderna e progressiva. em particular. a proliferação dos programas. sugerindo estratégias de prevenção a escola clássica. As principais razões que colocaram em inter e multi-institucionais e multidisciplinar. saúde. A tem a sua verdadeira importância na escola prevenção criminal também deve ser comunitária. de maneira seletiva. segurança etc. conjunta de seus componentes sob ação de se por meio de medidas socieducativas como a fatores socioeconômicos. orientando e socorrer os cidadãos. atribuindo a fatores exógenos a paradoxalmente. nova concepção de ordem pública pelo caminho e) A baixa percentagem de solução do delito.) Aqui. O desenvolvimento de uma delito. dos serviços pautar-se pelo conhecimento do contexto social policiais. segurança compreendidas. Secundária  O pouco apoio profissional e material Destina-se a setores da sociedade que podem vir necessário para uma ação eficaz nesse setor. Com relação à prevenção. positivista. secundaria e terciária. perdas econômicas e impactos ostensivo. constituído a Acredita-se que a prevenção do delito constitui partir de informações empíricas confiáveis sobre um objetivo importante do sistema penal. prevenindo-o.  A impressão e inadequação do significado moradia. realiza. A noção características especificas e as formas como moderna de prevenção aparece timidamente com interagem. a liberdade assistida. É melhor as principais variáveis do delito. A moderna criminologia está consolidando como um PREVENÇÃO DO DELITO empreendimento interdisciplinar. de forma celere. assim como os custos indiretos do em que está atuando. respondam com menor repressão ao complexo conjunto de problemas sociais é o grande desafio Terciária de toda sociedade democrática. antecipar-se a sua ocorrência. ligando-se à ação policial. através da investigação para a solução dos d) Os custos mais elevados do conjunto do crimes. instrumento  A falta de coordenações entre os órgãos que preventivo de médio e longo prazo. evidências a necessidade de novos enfoques em relação à prevenção devem ser mencionadas as Teoria da sissuação seguintes: Acredita que apenas as organizações do sistema a) Aumento da delinquência grave e o de justiça criminal tenham a responsabilidade pelo aparecimento de novas formas de controle da criminalidade está sendo reavaliada criminalidade. emocionais). Conter o crescimento da violência através da programas de apoio. a prevenção primária liga-se à  Ausência de continuidade nas ações garantia de educação.  Por um lado à falta de informação e de implantar. visando sua recuperação e crime é visto como consequência da atuação evitando a reincidência (sistema prisional). Prevenção primaria. se ocupem da prevenção e a carência da responsabilidade precisas desses órgãos. da reeducação da polícia e da população. as prestações Entender os processos operacionais do crime para de serviços comunitárias etc. trabalho. por outro lado. universalmente. a c) O sentido de insegurança cada vez maior dos polícia civil é responsável pela prevenção indireta cidadãos e suas consequências. atinjam as uma importante função de intimidação geral. emprego. as suas prevenir o crime do que reprimi-lo. as principais carências Primário são: Atacar a raiz do conflito (educação. prevenção do crime. Atualmente o Voltadas ao recluso. e qualidade de vida do povo. laboterapia. controle das comunicações elaboração de políticas de segurança pública que etc. os direitos sociais progressivas e conhecimento nesse setor e. num f) A pouca participação do público no processo de conscientização de seus papeis. A atuação da polícia preventiva deve sistema penal e. Os policiais também devem generalizada da população em relação ao instruir os cidadãos sobre as regras básicas de conjunto do sistema penal. Enquanto a polícia militar é a b) As repercussões do delito na sociedade instituição responsável pelos policiamentos (lesões. mas vítimas. o espaço e o desenho arquitetônico. prevenindo e reprimindo crimes. a padecer do problema criminal e não ao  A relativa ausência de participação da indivíduo. manifestando-se a curto e médio prazo comunidade na prevenção de delito. auxiliando. etiologia delitiva. segundo a qual a pena exerce mais ousadas que vão além do ofensor. desponta a desse termo. políticos e culturais. com serias críticas. é o funcionamento da justiça penal e a insatisfação primeiro passo.

duas fases: servindo-se de nexo. capazes de evitar ou eliminar os fatores criminógenos ou causas do Formas de prevenção caráter criminoso do delinquente.outras agências na busca de soluções para a Princípios comunidade. 26 . torna viável o efeito. a vontade só pode agir para a necessidades básicas como emprego. porém fermentando-se  Exceção à regra: O mau caráter resulta de atitudes positivas de solidariedade e fatores exógenos e endógenos. isto é. A criminalidade como conjunto de criminosos e seus crimes. Fato aquilo que pelas suas contra ela. desde que isso causas para a formação de seu caráter perigoso seja possível ou viável. pois é composta por ações dirigidas a pessoa e grupos mais suscetíveis pelo crime. Só pela Políticas de prevenção prevenção será possível neutralizar as causas ou Investimentos em pesquisas que coloquem suas fatores criminógenos. num determinado Causa-efeito tempo. Engloba a política legislativa penal bem como ação policial. São ações preventivas dirigidas aos jovens e adolescentes e a membros de grupos voluntários em situações de risco. critérios. Ressalta a educação. entre este e a causa. pela para um resultado. políticas governamentais.  Prevenção terciaria: Composta por ações dirigidas a pessoa que já praticaram crime atos de violência. saúde. não bastando à mera dissuasão. ou antissocial. não há como surtir efeito. por meio de habitação. etc. educação. preocupados com a qualidade devida problema criminal está em transformar o mau humana e com a redução nos níveis de violência. A solução só poderá ser alcançada à características ou condições. incidindo caráter. caráter para bom caráter. a prevenção da reincidência. medidas e ações meio social e a qualidade de vida. prevenção do crime. consecução de fins maus. se o caráter é bom à vontade político-sociais que se orientem para a valorização não agi para a consecução de fins maus. com formem bem moralmente o caráter das implicações ativa na prevenção do delito e dos crianças e dos adolescentes. 1) Fase de pré-delinquência: Através de relacionando os naturalmente. dando o atendimento às caráter é mau. Existencialismo absoluto da relação causa-efeito: nada existe sem causa geradora. a vontade está sempre Prevenção primária através de programas ligada ao caráter. violência de gênero e contra minoria. é de 90 Criminologia prevencionista a 95%. a raiz do problema é apenas moral e o ofensivas elaboradas. inclusive criança. É uma ciência humana e social que estuda: O o seu portador só pode ser recuperado por homem criminoso e os fatores criminogênio ou meios médicos psiquiátricos. mas se resultou de fatores endógenos. sociedade como cidadãos decentes. Se o mau responsabilidade. Exige criminosos ou antissociais e integrá-los à prestações sociais e intervenção comunitária.  Prevenção primária: Neutraliza o delito antes 2) Fase da pós-delinquência: Através da que ele ocorra. riscos para o delinquente. habitação. pois a barreira física leva a caráter resultou de fatores exógenos ou fatores outros delitos e ao desenvolvimento de técnicas sociais. a inserção do homem no mecanismos. lazer. o trabalho. basta que os pais e educadores positivamente no habitat físico e ambiental. Também procuram evitar a repetição da vitimização e a promover o seu tratamento reabilitação e reintegração familiar. contribui ou concorre nível de segurança pública e par social. Reestruturação  Regra: Se o crime decorre da má formação do urbana dos espaços conflitivos. seu da cidadania. sua nocividade ou periculosidade oscilação A causa é tudo o que provoca uma consequência em decorrência de medidas que se programem ou um resultado. A solução para o sociedade. mulher e idoso em casos de violência doméstica ou intrafamiliar. evitando ou eliminada a conclusões a disposição dos segmentos da causa. como capazes de recuperar ou ressocializar os essenciais para a prevenção do crime. criminoso é passível de recuperação por meio pedagógicos e o índice da incidência.  Prevenção secundária: Atua depois de ocorrido o crime.

Teoria da pena (Apenologia) Prevenção geral negativa e positiva O estado existe para propiciar o bem comum da A prevenção geral da pena pode ser estudada sob coletividade. acrescentam a este os fins de reeducação do  Restaurador (integrador). mínimos dos integrantes da sociedade. esse motivo sua individualização se trata de mediante a reparação do dano causado. a assistência à vítima e o controle social reeducação do individuo e sua recuperação. tem por escopo reinserção social. sustentado o caráter retributivo da pena. sustentando que o crime não é em suas causas.  Dissuasório. na medida em delituosa. por conseguinte. pois entende  Teoria relativa. social (estatal) em sentido contrário. somente ao infrator. de neutralização. administrada. direciona-se a atingir a consciência geral incutindo Apena é uma espécie de retribuição. Aqui a participação da intimidar as pessoas propensas a delinquir. que pode cercear a liberdade daquela e. Modelo dissuário (direito penal claro): A penologia é a disciplina integrante da repressão por meio da punição ao agente criminologia que cuida do conhecimento geral das criminoso. criminoso e intimidação. Teoria da reação social Seus fins são duplos. sociais ao crime e prevalecem três modelos: 3. preceito constitucional. o destituído de freios infrator. mostrando a todos que o crime não penas (sanções) e castigos impostos pelo estado compensa e gera castigo. segura. Possui forte caráter punitivo embora sua O estudo da pena constata a existência de três intervenção seja parcial. com a reprimenda penal. em casos Prevenção geral negativa ou integrada: extremos privá-lo até da vida. pois aos inimputáveis se dispensa tratamento Prevenção geral e prevenção especial psiquiátrico. a pena se dirige à Modelo ressocializador: Intervém na vida e na sociedade. esforços preventivos para o infrator. ordem jurídica. a repensar antes da prática a sanção mais grave que existe.) São ineficazes ou imperfeitos. inibitórios. e os esforços negando fins utilitários. quando se entrechocam direitos Prevenção geral negativa (prevenção por fundamentais para o individuo e para o poder intimidação): A pena aplicada ao autor do delito publico e as outras sanções (civis. não em suas consequências. somente aos imputáveis e semi-imputáveis. Da evolução das reações intimidá-los e corrigi-los. importar ao delinquente em importantes da comunidade e. de privação a necessidade de respeito aos valores mais de bens jurídicos. conseguinte. Teorias relativas: Ensejam um fim utilitário combater a criminalidade é alcançando o crime para a punição. Teoria absoluta (Kants e Hegel): Entendem A criminologia moderna diz que o problema da que a pena é um imperativo de justiça. advertindo-os de não Modelo restaurador (integrados): Recebe transgredirem o mínimo ético. advém para membros do grupo social. pessoa do infrator. 1. o delito é incitado por fatores endógenos e o status quo ante. de modo que busca alcançar a infrator. proporcional aquela. intimidando os propensos a delinquir. A grandes correntes sobre o tema: criminologia clássica direciona todos os seus  Teoria absoluta. administrativas reflete na comunidade levando os demais etc. Gera sua restauração. tardia e insuficiente. Afirma que a melhor forma de 2. que é condenação. mas  Ressocializador. Por afetado pelo crime. também a denominação de justiça restaurativa e Na prevenção especial: atenta para o fato de que procura restabelecer da melhor maneira possível. no mínimo impedir o réu de praticar novos crimes. visando à reeducação do exógenos. Aplica-se a pena aos violadores da lei. causa da pena. não apenas aplicando uma Magalhães Noronha dizia: punição. pune-se porque se no seu combate não devem ser direcionados cometeu o delito. à razão ilícita cometido. baseia-se na necessidade social. violência não é somente da polícia. o que não pode ser dois ângulos: alcançado sem a manutenção dos direitos  Negativo. a ameaça da aplicação da pena como modo eficaz  Teoria mista. os que sociedade é relevante para a ressocialização do tangenciam o código penal. prevenindo a ocorrência de estigmas. mas ocasião para que seja aplicada. prevenção geral A ocorrência de ação criminosa gera uma reação (intimidação de todas) e prevenção particular. 27 . Na prevenção geral. mas também lhe possibilitando a A pena dirige-se a sociedade. Teorias mistas: Conjugar as duas primeiras. Por  Positivo. ao observar a este o jus punient.

Prevenção especial negativa: existe uma espécie de neutralização do autor do delito. por seu turno. Prevenção especial positiva: A finalidade da pena consiste em fazer com que o autor desista de cometer novas infrações. Prevenção especial negativa e positiva Prevenção especial. Essa retirada provisória do autor do fato do convívio social impede que ele cometa novos delitos. 28 . pelo menos no ambiente social do qual foi privado. também pode ser vista sob as formas negativas e positivas. assumindo caráter ressocializador e pedagógico. que se materializa com a segregação no cárcere.

é livre-arbitrária. ESCOLA POSITIVA 29 . suas cedem parcelas de sua liberdade e direitos em responsabilidades. Método e raciocínio lógico-dedutivo. O O Jornalismo (direito natural. e quais são as penas que receberá no caso de se incorrer numa das tais condutas. A doutrina contemporânea situa-se na segunda metade do séc. considerando o crime fenômeno jurídico e a pena meio retributivo. despontam com os grandes Todas as legislações sustentam o poder. Os punir os seres humanos. Naquela época predominava uma grande insegurança sobre quais as condutas que constituem crime e que penas corresponderiam a tais crimes só em princípios do séc. em que o estado surge a partir problemas penais. a preocupação pelo mesmo arbítrio. a responsabilidade componentes. aceitam o predomino de normas absolutas e eternas sobre as leis positivas. que voluntária ou conscientemente cometeu. mas sim Escola intermediária (Eclética). Dos movimentos que propuseram E o contratualismo (contrato social ou utilitário. critico-forense. Crime ente jurídico.ESCOLAS PENAIS Além de Beccaria. não é uma ação. Escola nova defesa social. filosófica jurídica. e o delito com certeza. Princípios fundamentais: Escola positiva. Para a escola clássica. A pena deve ter caráter de retribuição pela ESCOLA CLÁSSICA culpa. o nascimento desta reflexão. com a finalidade de clássicos partiram de duas teorias distintas: regular a vida social harmoniosamente. Eles sabiam quais atos eram proibidos e quais eram os obrigatórios. no qual pena. arbítrio. No séc. e as possíveis respostas vão-se perdendo no tempo. Temos as escolas: prol da segurança coletiva. encaminhar soluções características aos de Rousseau). que pensamento jurídico-penal orienta-se por decorre da natureza eterna e imutável do ser filosofias jurídicas chamadas de escolas humano. um dos objetivos basilares da lei penal e dos códigos penais contemporâneos é a existência de um mínimo de segurança jurídica. 19 foi iniciada na França a chamada codificação. organiza as relações entre os seus Para a escola clássica. de modo a prevenir O homem não pode viver sem ser em grupo. tentando explicar o crime. de normas que. de maneira formalizada ou não. a de um grande pacto entre os homens. individualista e liberal. a existência do crime como responsabilidade moral e se sustenta pelo livre infração de normas. a coleção das leis em corpos unitários. este inerente ao ser humano. uma infração (Carrara). o homem delinquente. Escola clássica. tal e como os conhecemos hoje. 18 as normas penais eram caóticas. e a intelectos dessa corrente franscesco Carrera autoridade do estado para orientar. em ambos os casos sob a ameaça de uma pena. a pena é um mal imposto ao indivíduo que merece um castigo em vista de uma falta considerado crime. rapidez e severidade e a onde houver um grupo humano existe uma série restaurar a ordem externa social. 18 e com a chamada escola clássica. entendida como a possibilidade de conhecer as consequências jurídicas de um determinado ato. A punibilidade deve ser baseada no livre- Escola de Chicago. moral do delinquente. penais. controlar e (dogmática penal) e Giovanni Carmignani. de Grócio). criminal do delinquente leva em conta sua Deste modo. Também chamada idealista.

e a pena meio de defendido. segundo a qual uma parte dos criminosos nato. Para ele. chamada sociológica criminal. imputabilidade. teoria: médico que desenvolveu a teoria do criminoso Atavismo. tipo de e as liberdades individuais. patológica que o levaria. Ferri negou Há varias condicionantes da pratica delitiva. por responsabilidade social e que a razão de punir e meio da qual no inverno seriam praticados mais a defesa social (a prevenção geral é mais eficaz crimes contra o patrimônio. com veemência o livre-arbítrio como base da como a miséria. definia o crime como um fato ideias dos fisionomistas para traçar um perfil jurídico. O uma entidade jurídica. que Enrico Ferri desenvolveu três preceitos importantes: Genro e discípulo de Lombroso. endógenos. invariavelmente a olhar errante ou duro etc. bem como o aumento da Publicou em 1876 o livro o home delinquente. de ocasião e por paixão. e barba rala. A escola positivista teve três fases: Apenas desnecessárias a propulsão interna Antropológica (Lombroso). observável. objetivando limitá. ainda defesa social. ao primitivismo. Suas lo aquilo que tenha de concreto. Quetelet publicou a obra Física social. dados como levado a cometer o crime por um determinismo. pelo positivismo. as penas deveriam ser por exógenos da gênese criminal. o comparou com os dados estatísticos de delito é um fato real e histórico. cuja degeneração é causado pela pela demonstração experimental de leis naturais epilepsia. o criminoso possuía livre arbítrio. um criminalidade somente poderia ser descoberta verdadeiro selvagem (ser bestial). analfabetismo. sendo conhecimentos esparsos e os reuniu de forma as principais: articulada e inteligível. já nascia com uma espécie de disfunção crânio assimétrico. dos criminosos. o desenvolvimento do capitalismo e das Cesare Lombroso ciências naturais. antropológicos físicos e culturais. do criminoso. peso. Estavam fixados as premissas básicas de sua A Escola positivista foi criada por Lombroso. 19. o criminoso é criminalidade. estudos intensos sobre as tatuagem. prática do crime. Nesse sentido. Com a revolução industrial do séc. Entendia que tempo indeterminado para os corrigíveis e eram apenas aspectos motivadores os fatores perpétuas para os incorrigíveis. contra os costumes (sexuais). Esta escola surge criminológicos. no verão seriam que a repressão). Ele buscou informes em dezenas de É determinista e defensiva. criminalidade. Por isso. O positivismo defende a irradiação do método constatando uma tendência a tatuagem nos cientifico para todas as áreas do saber humano. defendia a liberdade e as garantias individuais. devem ser cabelo. seguras e imutáveis. É considerada a primeira escola da primavera haveria maior quantidade de crimes criminologia. estruturas torácicas. clima etc. mas sim um fenômeno positivismo jurídico aproxima o direito. comprimento da mão e pernas foram sacrificadas pela segurança social. a vida social etc. estatura. Lombroso retirou algumas abstrato filosófico. A manicômios e prisões. o clima. para delito. analisadas. Assim. degeneração epilética e delinquente nato. cara larga. entendeu que a Formulou ainda a teoria das leis térmicas. Para essa escola crime é um se ajustava ao causalismo explicativo fenômeno natural e social. loucos. afirmou que o crime não é até mesmo as da filosofia e da religião. Considerado o pai da Uma vez que a escola clássica era um método antropologia criminal. que ataca seus centros nervosos. (determinismo biológico). Efetuou. experimental deveria ser o empregado. nasceu o estudo cientifico do que instauro um período científico de estudos crime e. Ele sistematizou uma serie de fazendo duras críticas à escola clássica. Examinou as características fisionômicas e as O positivismo propõe um método empírico. classificou os criminosos em mais numerosos os crimes contra a pessoa e na natos. a Os crimes são cometidos ano a ano com criminalidade derivava de fenômenos intensa precisão. que indivíduo. que nasce com sustentação em dados empíricos ofertados criminoso. razão pela qual o método indutivo- método das ciências naturais. cuja a característica seriam: fronte fugidia. pesquisas foram feitas na maioria em passível de mensuração e descrição. encara o crime parâmetros frenológicos e corrente de exames como fenômeno social e a pena como meio de do crânio. Jurídica (Garófalo). 30 . dementes. habituais. pois o criminoso nasce criminoso Sociológica (Ferri). Lombroso propôs o uso do método defesa da sociedade e de recuperação do empírico-indutivo ou indutivo experimental. Embora lombroso não tenha afastado os fatores Para Lombroso. foi o criador da O crime é um fenômeno social. ao biológico.

improbus e Essa escola parte da concepção do homem cínicos). Nas suas decisões realiza um cálculo principais postulados da escola positiva são: racional das vantagens e inconvenientes que a O direito pena é obra humana. a diferença foi sociedade ou as suas relações com seus pares. uma corrente Os objetos de estudos da ciência penal são o filosófica heterogênica. e. o egoísmo ou a e de divertimento para seu autor. entre os seus pares. e age ou não A responsabilidade social decorre do dependendo da prevalência de umas ou outras. comportamento delinquente ou criminoso. de características biológicas. seja essa diferença biológica. Esta é Método indutivo experimental. por derradeiro. permite explicar. estão não só os bens materiais perto dos deuses ou outros poderes sobrenaturais. psicológicas ou Assim. Até o final da segunda guerra mundial. tomar decisões e agir em consequência Em apertada síntese. que a um nível criminologia positivista. as ações deveriam ser avaliadas de uma Fatores condicionais forma geral. para a conceito de temibilidade ou periculosidade. é desmotivar potenciais novas apenas um pressupostos e manteve inalterado. do maldade que deve se temer em face deste: delinquente. seja ela biológicas psicológicas ou sociais Metodologia clássica especificas e possíveis de serem absorvidos e A metodologia clássica preocupa-se com o medidos. A própria sociologia não conceber outra forma de intervenção penal: a escapou a este pressuposto. Na biologia. Classificou os criminosos em natos (instintivos). de crime. como também a satisfação como a maldade. propugnado pela pena de morte aos como um ser livre e racional que é capaz de primeiros. a necessidade de da vida em sociedade. naquilo que nos importam aqui. refletir. hoje esquecida. a conquista do status passaram a ser explicado por fatores externos. a pena e o processo. imatura. os comportamentos na prevenção do crime. é A escola clássica reconheceu que este cálculo traduzido numa única questão: por que motivo não é perfeito do ponto de vista nacional. poderíamos dizer que os disso. exercidas sobre alguns grupos sociais. que questão da personalidade e dos seus diferentes seria o propulsor do delinquente e a porção de traços. Depois. os atavismos foram concebidos como sendo hereditária concepção legitima. Entre os possíveis benefícios. já dominado por A escola clássica testa a importância das penas paradigmas científicos. Portanto. Se os benefícios forem maiores que os O delito é um fenômeno natural e social. a classe social das psicológica ou social. violentos. uma ideia básica do utilitarismo. a prevenir e prever. Quem se envolve em delitos é diferente. as características da sua família. criou o Na sociologia. os seus vínculos com a delinquentes. sua ação vai proporcionar. de 80% do total. a diferença foi remetida. Ao longo deste percurso. e pessoas. os criminosos. novos cidadãos. e as suas pessoas. Se descoberto é um mal delinquentes passaram a ser explicados através e representa. isolamento ou esterilização forçada. remetida para atavismo que se manifestavam. Quem se envolve em delitos é estudo do processo de escolha que é o diferente. dependendo do contributo para o As pesquisas daquilo que hoje é designado de grau da felicidade do maior número de pessoas. eram atribuídos à ação exemplo. mesmo que essa diferença se situa se natural (violação dos sentidos altruísticos de nas diferentes tensões ou supressões sociais piedade e proibidade). físico. desonestidade. que alguns indivíduos são mais predispostos que os outros elementos podem entrar em jogo e que outros ao cometimento de delitos? existem diferenças particulares entre diferentes Os comportamentos delinquentes. ás características e as exigências fixou. entre outras Rafael Garófalo práticas. determinismo social. visto 31 . foram sempre conceitualizado como sendo Seu trabalho foi conceber a noção de delito diferente. fortuitos (de ocasião) ou pelo defeito moral Teoria criminal especial (assassino. revelou com degeneração deste. um manifesto prejuízo crime. algumas das variantes que preocuparam a quer a um nível intelectual. afirma-se que o objetivo da pena. Afirmou que o crime estava no homem e que no limite a sua eliminação física. acordo com a qual. por causas e as relações. não é sociais especificas e passíveis de serem mais impedir a prática de novos danos aos seus absorvidas e medidas. são secundárias. práticas de crimes semelhantes. os comportamentos educação recebida. prejuízos terão tendência para delinquir. e outros muito mais difíceis de Depois os comportamentos delinquentes quantificar a vingança. Os delinquentes medida de segurança. fundamental. impulsiva ou agressiva.

criminalidade e que cada uma delas responde a principalmente de duas formas: um conjunto de causas especificas. forma que mais relevante do que perquirir as características do homem criminoso. Ele diz que o crime é contra a sua metodologia lógico-dedutivas. visto que a única coisa que era capaz crime indicadora de deterioração social. visto que recorre insistência desta nas causas endógenas da ao cálculo estatístico. a nível individual. que forma que as penas não exerciam sobre eles facilita a prática de delito. sobre tudo qualquer sociedade.que independentemente de tudo isso. da uma unidade ecológica. Devido ao seu atavismo. o cálculo racional é muito semelhante em toda a gente. exercendo certa função no interior do sistema. mas um ente vivo que está especulativas. impossibilita a criação de vínculos e identidade o chamado criminoso nato. como fator no comportamento dos seus Lombroso: dizia que existem diversos tipos de integrantes. Ferri insistia numa teoria que desenvolvido nos processos vitais das pessoas incluía diversos fatores de criminalidades que que a compõem. quaisquer efeitos preventivos. normal porque uma sociedade isenta dele é Perante isso. um corpo de costumes criminalidade. não ESCOLA DE CHICAGO evoluía. inclusive antropológicos. A cidade é causas sociais. físicos e sociais. O anonimato rompe costumavam apresentar tendências criminosas determinados mecanismos tradicionais de desde a infância. No topo há que destacar. de fazer era repetir-se e copiar-se a si próprio sem introduzir ideias nem soluções novas. pois estavam desenvolver trabalhos criminológicos diferentes desacreditados e deviam ser rapidamente do positivismo. pondo a descoberta que a para a história da criminologia. louco e O interrupto movimento dentro da cidade criminoso de ocasião. seria Teoria estrutural identificar o meio criminôgeno em que ele se Afirma que o crime é produzido pela própria encontra. da mesma identidade entre os indivíduos e sua vítima. ela propõe uma revisão crítica da caracterizam criminosos. as causas preponderantes da representa um dos instrumentos metodológicos criminalidade seria ambientais ou exógenas. 32 . Inclui o tipo básico do criminoso nato: o louco moral. propunha-se a aplicação do impossível. delinquir ao longo de toda a controle do sujeito que pretende praticar um sua vida e as suas hipóteses de recuperação ou crime. os criminosos natos tinham uma série de características físicas que os tornavam potencialmente reconhecíveis. Ferri: dizia que na realidade a escola positivista Essa escola desenvolveu a teoria ecológica. influenciando no podiam ser classificados como fatores comportamento dos seus integrantes. Shaw e Burgess. mas também necessário para positivistas acusam a escola clássica de estar a coesão social. de mais usados e imprescindíveis. estrutura social. visto que até então a maior parte e tradições. não é apenas um mecanismo físico das investigações eram altamente e artificial. método cientifico em que a observação e a Ele chega a reconhecer que o crime não é experiência têm um papel-decisivo. Os somente normal. autores Park. Esta obra é importante criminologia clínica. de ímpeto ou paixão. sendo uma sociedade sem esgotada. que nos dias de hoje criminalidade. Considerou-se que os sistemas penais As décadas de 30 e 40 foi o berço da moderna clássicos eram inúteis na prevenção do crime e sociologia americana e uma das primeiras a na recuperação dos criminosos. Estes sujeitos entre os seus moradores. e estes terão tendência a delinquir quando o balanço favorecer a prática do ato proibido. Mobilidade social epiléticos. contribuiu para demonstrar cientificamente as com objetivo de estudar a cidade. A base teoriza principal é Nascimento da criminologia positiva ofertada por Emile Durkheim que dá ênfase O seu ponto de partida é uma contundente para a normalidade do crime em toda ou reação contra a escola clássica. além de não haver qualquer laço de reabilitação eram escassas ou nulas. tendo como seus principais substituídos pelas propostas positivistas. Tendo como seu mais destacado representante existem algumas características físicas que Enrico Ferri. Goring: tratou da suposta existência do tipo criminal físico proposto por Lombroso: o nosso Criminologia sociológica objetivo é determinar se e como foi defendido. e como fator criminogênio.

A deterioração do ambiente reflete os valores daqueles que lá residem ao mesmo tempo em que influência na decadência moral desses. não aceitam que a responsabilidade moral fundamentando-se no livre arbítrio substituindo-o pelo deformismo psicológico desta forma. que deve ser substituído por sistemas preventivos e por intervenções educativas e reeducativas postulando não uma pena para cada delito. Finalidade das penas A aplicação das medidas disciplinadoras adquire o caráter filosófico utilitário da escola penal que tanto o legislador quanto o sentenciado estão acertados. a sociedade não tem o direito de punir.Áreas de delinquência Essas áreas estão relacionadas à degradação física. ESCOLA DA NOVA DEFESA SOCIAL Após a 2ª guerra mundial. os principais meios de prevenção para o crime são o mapeamento e a modificação desses espaços urbanos e do desenho arquitetônico da cidade. Os instrumentos jurídico-filosóficos de direito de punir temas as teorias retributivo. surgiu à escola do neodefensivismo social. só que agora no âmbito da cidade. mas uma medida para cada pessoa. ESCOLA INTERMEDIÁRIA Entre as escolas clássicas e positivas surgiu ao longo dos tempos posições conciliatória. Para essa escola. Segundo duas ideias não visam punir a culpa do agente criminoso. reagindo ao sistema retributivo. segregações econômicas. apenas proteger a sociedade das ações delituosas. pintando o metrô. onde determinadas áreas são estigmatizadas e contaminam seus moradores com o germe da criminalidade. étnicas e raciais. Embora acolhendo o princípio da responsabilidade moral. relativa e as mistas ou sincréticas. 33 . iluminando ruas. ampliando os espaços abertos. Essa ideia rechaça a ideia de um direito penal repressivo. nos bairros mulçumanos franceses e em nossas favelas. mas somente o de defender-se nos limites do justo. A principal crítica que se faz a essa teoria é o continuísmo de uma espécie de determinismo positivista. como ocorrem nos guetos americanos.

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não está organizada para lutar contra o delito. pois. A As psicoses são conjuntos de doenças criminologia da reação social é uma atividade caracterizadas por distúrbios emocionais do intelectual que estuda os processos de criação 35 . Ela deve orientar a política criminal na prevenção especial e direta dos crimes socialmente relevantes. aplicando uma personalidade. A criminologia clinica destina- se ao estudo dos casos particulares com o fim de estabelecer diagnósticos e denominação já nos dá ideia de relação médico-paciente. questões de poder econômico e político. crime é neuroses. da infração das mesmas e as reações às violações das leis. as psicoses. mas a própria sociedade que deve ser transformada. tendo como conceito impulso ao suicídio e ao homicídio. nas intervenções relativas determinadas individuais e famílias. seu autor. Um aspecto da criminologia é atribuído a contra a qual reage a sociedade. à piromania. as pena ao infrator. que a conduzem à ansiedade. as personalidades qualquer afronta a crença dominante como. não é o criminoso que deve ser ressocializado. religiosas. fundamental relações de produção e as Psicose: enfatiza as afecções mentais graves. como administradores da criminalidade. sua vítima e o controle social. As Criminologia radical neuroses obsessivas. Criminologia moderna É o crime. crime com desrespeito a crenças parafílias. das normas penais e das normas sociais que estão relacionados com o comportamento desviante. A criminologia crítica define os integrantes da justiça penal. psicóticas e os transtornos da sexualidade ou exemplos. Criminologia crítica Defende o homem contra a sociedade de exploradores. e não aceita a defesa da sociedade contra o crime. cujas formas de projeção Busca esclarecer a relação crime/formação alinham-se à cleptomania. os mais frequentes são. Criminologia organizacional Compreende os fenômenos de formação de leis. Para ela. CLASSIFICAÇÃO Crime Comportamento humano É a infração de um costume ou de uma lei. ao econômico-social. Neurose: são estados mentais das pessoas humanas. antropologicamente. suas circunstâncias.

com agitação e exaltação da nessa medida. A fase maníaca é Determinadas situações. CRIME E TRAUMA CRIMINOSOS A violência constitui um grave problema social. espontâneo ou voluntário. A pessoa apresenta a Violência privada subdivide-se em violência síndrome crepuscular de Ganser. Praticamente qualquer ato delinquente na busca incessante por seus objetivos. É propensa à mentira. que lhe causo um prejuízo mais ou marcado por crises de excitação psicomotora e menos grave. à fantasia. a simulação. Podemos classificar cinco tipos de criminosos: assumi algum relevo a concepção criminológica Os impetuosos: agem em curto-circuito. greve. que exerce uma e alguns tipos de assassinatos e de agressão coação. podendo chegar os extremos de delírios e devaneios. em situações de desigualdade de com convívio em sociedade. que pode ser mortal (homicídio). e que se caracteriza pelo uso da força. de caráter individual marcados por concepções delirantes permitindo ou coletivo. Citamos como exemplo o sadismo. fruto de uma abusivos. Fanáticos: tem um ânimo constante de aforismos. Geralmente é um criminoso honesto. violência do apresentam as seguintes características. contra um indivíduo de forma transtorno bipolar do comportamento. 36 . Apresentam deformidade do senso indireto. glandulares. sem limites. nem ativo. de uma forma mais ampla violência física. extrema exaltação daquilo que desejam. pode ser definida como um comportamento Os fronteiriços: não são doentes mentais. Poderemos considerar a violência conservando-se claros pensamentos. iluminação e alimentação. Os crimes que A palavra violência deriva do latim Vis=força. das condições adequadas de espaço. é voluntária. poderão ser caracterizada por hiperatividade motora e consideradas como uma forma de violência e. os dos grupos organizadores contra o poder indivíduos acometidos por tal personalidade (terrorismo. que surge num contexto de interação ético-moral de afeto e da sensibilidade cujas ou relação entre duas ou mais partes alterações psíquicas os levam ao delito. VIOLÊNCIA. homem. A violência física é definida como o uso Psicoses Maníacas-depressivas: é o material da força. inteligentes. que são estranhas alterações da conduta a corporal (ofensa à integridade física) e sexual exibir para resposta. por e vitimológica dos comportamentos violentos e amor à honra. voluntária ou intencional e a involuntária ou não Psicose carcerária: são decorrentes da intencional. vontade e física. Personalidade psicótica: são caracterizados Violência coletiva subdivide-se em violência por distorção de caráter do indivíduo. inconstantes.indivíduo e sua relação com a realidade social. são poder contra o cidadão (terrorismo de estado. sem premeditação. sem controle. Do ponto de vista social. envolvidas. distingue privação da liberdade do indivíduo submetido a duas formas de violência: estabelecimento carcerário que não dispõem. poder. Privada. exercida pelo homem sobre o manifestações de autofilia e egocentrismo. sem vergonhas e sem remorso. revolução). insinceros. A praticam relacionam-se com crimes passionais violência é uma forma de força. estado depressivo. Coletiva. psíquica. temos dois tipos de violência:a afetividade e do humor. amorais. (suicídio e acidente). anestesia do senso crítico. violência inconstitucional) e a violênciaPeri. o masoquismo. o vampirismo e a necrofilia. lutam por seus ideais de forma impulsiva. Mitomaníacos: são acometidos de um desequilíbrio da inteligência no tocante à realidade. como se tivesse acometido (abuso ou violação) e a violência não criminal de um estado deficitário ergonico. ações. Transtorno da sexualidade: são distúrbios caracterizados por degeneração psíquica ou por fatores orgânicos. distorcem a realidade. a pedofilia. Psicoses paranoicas: são transtornos mentais Coação ou intimidação. a psicológica e emocional e a sexual. com sintomas criminal. direto ou normais.

a falência da pena privativa de liberdade e o estar social. o princípio da proporcionalidade. ou seja. reação primitiva. Com este novo modelo. os delitos que mais praticam são o coletiva.Essa intervenção ficou conhecida como movimento da lei e ordem. na maioria das vezes. defende queo chamado estado caritativo ou previdência.Os que agem por impulso sobre tais descontentes. é dito por malefícios causados por um sistema penal intervenção mínima junto à sociedade. Assim o estado se momentâneo. seletivo recaem com todo o seu peso sobre um 37 . Uma das características desta política é o maior rigor na punição de crimes menores para prevenir crimes mais graves. o que fere. o que pessoais e influências do meio. Obviamente. ouficam impunes e. a ideia surge do nada. com entregue de volta à sociedade para que as investimento na educação. Os O estado neoliberal de mercado. invencível imediata eexecução. o ocidentais adotaram como alternativa o avanço qual. é a obsessão doentia e verbas orçamentário de uma área para outra. é dirigida a grupos perigosos que devem ser controlados. sendo inútil destinar recursos para estas áreas. sistema penal deve ser abolido e o conflito regido pelo paradigma da segurança social. desemprego. fortalecimento dos sindicatos e A maior parte dos crimes não são descobertos dos direitos trabalhistas. os estados Seu principal representante e LoukHulsman. sendo considerado normal à readquirir uma existência honesta cometem desigualdade social e a seletividade de sistema. a sociedade sobrevive. repressivo. pois seria improdutível. dos hospitais públicos. inclusive de direitos humanos. inclusive com o deslocamento de inesperadamente.Os ocasionais: são os levados pelas condições privatizou empresaspúblicas nos anos 90. previdência. inserida num contexto econômico. em Nova York é criada a política de tolerância zero para combater uma criminalidade que diminuía. da insegurança e da Os habituais: são os marginais incapazes de pobreza. afasta do papel social e incrementar o aparato No primeiro caso. NEOLIBERALISMO E TOLERÂNCIA ZERO ABOLICIONISMO E GARANTISMO PENAL Após a segunda guerra mundial. estimula sanções penais para solucionar conflitos. auxílio partes possam compô-la. mito da imparcialidade do juiz. Neste contexto. qualquer tipo de crime. principalmente do tráfico de drogas e são divididos em dois grupos dos crimes contra o patrimônio o que exige uma Os que agem graças a um processo lento intervenção do estado para efetuar um controle reflexivo. aumento do desemprego. O ato é em Como exemplo podemos citar os EUA onde o curto-circuito. Os fatores têm repercutiu num sentimento de insegurança muito peso. nascendo o Welfarestate. das ideias socialistas de uma política de bem. sem motivo orçamento da polícia é quatro vezes maior que algum que possa justificar o tipo de atitude. sob o argumento de que as desordens sociais são resultados de baixas taxas do coeficiente de inteligência. mas que se tornou um símbolo da luta contra os parasitas sociais que ameaçam o bem-estar dos bons cidadãos num modelo ainda mais repressivo e violador. repressivo e autoritário. há um furto e o estelionato. verificando a seletividade do direito penal. os pobres são pobres e delinquentes porque sofrem de inferioridade mental e moral. há um aumento da criminalidade Os loucos criminosos: os delitos que praticam urbana.

apesar da crise do sistema penal. segundo o abolicionismo. concorda com todas as críticas feitas pelo abolicionismo. as hipóteses que o estado estaria autorizado a intervir punitivamente (homicídios. pois sem o sistema penal reformaríamos à vingança. este deve estar fundamentado segundo os princípios de um estado democrático do direito e segundo os preceitos contratualistas do iluminismo. Por isso. uma vez que tal violência não trará qualquer benefício para a coletividade. Esta teoria diz que. apenas aumentará a exclusão. 38 . a fim de aliviar a pressão sobre a barragem. Eaffaroni compara o direito penal a uma represa que contém as águas caudalosas de um rio. roubo.desafortunado que sofrerá como um bode expiratório. é edificada uma teoria de constitucionalização do direito penal chamado garantimos penal. criado por Luigi Ferrajoli. porém errou no prognóstico. acreditando que este fez de fato um excelente diagnóstico. para se legitimar o sistema penal. que seria o poder punitivo do estado. Estas frestas seriam os tipos penais. associação de bairro e líder na sociedade civil. todo o sistema penal deve ser abolido para que a sociedade possa solucionar seus próprios conflitos através de juntas de conciliação. Ele defende que. tendo como fim limitar o seu poder punitivo através de um direito penal mínimo. sendo uma garantia do indivíduo contra os possíveisarbítrios do estado. Buscando um meio termo. pelo contrário. precisa de frestas por onde possa escoar um pouco de água. estupro. Como toda represa. etc).