A Humanização e o Acolhimento no Processo de Cura

Autoria: LERMEN, Liliane de Mattos – lilinelermen@yahoo.com.br
MADEIRA, Candice
VIANA, Simone Beatriz Pedrozo - sviana@univali.br
OLIVEIRA, Márcia Aparecida Miranda de - marciaoliveira@univali.br
MALAFAIA, Daniélle Z. Toniolo
Instituição de origem : Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALE, Brasil

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar o projeto de extensão desenvolvido por
uma equipe multiprofissional no Hospital Universitário Pequeno Anjo, na cidade de Itajaí
(SC). As atividades desenvolvidas estão voltadas para o acolhimento do cuidador familiar
das crianças ou adolescentes hospitalizados. Objetivos: tornar o ambiente hospitalar mais
humanizado, além de propiciar importante espaço de diálogo e socialização do
conhecimento. Metodologia: Desenvolvida em etapas que incluem a preparação e
organização da equipe para realização de reuniões junto aos cuidadores familiares das
crianças e adolescentes hospitalizadas no Hospital Universitário Pequeno Anjo. Os
encontros são diários e a metodologia utilizada para as ações basearam-se nos
pressupostos de Paulo Freire de forma dialógica e libertadora e visam incentivar a
participação do cuidador no tratamento e recuperação da criança e adolescente
hospitalizada utilizando jogos, recursos pedagógicos e dinâmicas de grupo que propiciem o
acolhimento, a reflexão e a troca de saberes. Resultados: Durante o período de 10 de maio
a 23 de agosto do ano de 2005 foram realizados 38 encontros, contando com a presença de
169 participantes. Na prática da humanização aprende-se que atingir o outro e percebê-lo
ultrapassa o contato das palavras e adentra-se em um campo que vai além dos cinco
sentidos, perceber a necessidade de cada cuidador é fundamental para o bom andamento e
participação dos mesmos. Conclusão: O trabalho desenvolvido mostrou que é possível
humanizar as práticas de saúde e promover saúde de forma interdisciplinar.

Introdução

A política de Humanização da Atenção e Gestão do Sistema Único de Saúde,
HumanizaSUS, criada pelo Ministério da Saúde desde 2000 apresenta como proposta
norteadora um SUS mais humano, construído com a participação de todos: funcionários,
gestores e usuários, comprometendo-se com a qualidade de seus serviços e com a saúde
integral para todos. Este programa vem confirmando algo que já há algum tempo a equipe
médica e hospitalar pode observar (BRASIL, 2004).
A necessidade de humanizar os serviços tanto no âmbito hospitalar, como nas
unidades de saúde, são diariamente percebidas tanto pelos sujeitos que necessitam dos
serviços quanto pelos que o realizam, seja do sistema público de saúde como do privado.
Tanto que algumas instituições vêm implantando programas de humanização dentro dos
hospitais, como por exemplo, o projeto cuidando dos cuidadores no Hospital Mário Gotti, de
São Paulo; o acolhimento e os processos de trabalho em saúde: o caso de Betim (MG), o
projeto ABRAÇARTE desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais, criado em
2001 e os Terapeutas da Alegria de Santa Catarina, criado em 2002.
Tais iniciativas vão desde mudança física na estrutura hospitalar até ações que
buscam a humanização para além das paredes e a marcam pelo contato pessoal
transformando a realidade hospitalar e contribuindo de forma significativa com o processo
de cura.

2213

entende-se por humanização a valorização dos diferentes sujeitos implicados no processo de produção de saúde. ação e reconhecimento do outro e de si mesmo. proveniente dos 11 municípios que compõem a AMFRI – Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí Açu: Itajaí. Segundo Brasil (2004). Entende-se. está voltada para o cuidador familiar das crianças ou adolescentes hospitalizados. numa interação durante o ciclo de vida”. Tal projeto nasceu da necessidade observada pela equipe hospitalar em diminuir a reincidência de internações pediátricas com patologias de causas evitáveis. a forma como se é recebido e se percebe o atendimento. ouvindo suas queixas e assumindo no serviço uma postura capaz de acolher. Ao mesmo tempo em que acolhe os cuidadores. sempre que houver um processo relacional. “O acolhimento é um modo de operar os processos de trabalho em saúde de forma a atender a todos que procuram os serviços de saúde. iniciou em março de 2004 um projeto de extensão universitária no Hospital Universitário Pequeno Anjo denominado Saber Viver. Proporcionar o acolhimento aos cuidadores fortalece e revigora os laços afetivos aproximando os atores sociais. Com este olhar podemos pensar humanização como um processo de aproximação. odontologia. estabelece um contato denominado acolhimento. A proposta. o programa tem o objetivo de incentivar a participação do cuidador no tratamento e recuperação da criança e adolescente hospitalizada. essa aproximação facilita o processo de cura e de desenvolvimento humano. Desta forma pode-se dizer que cada vez que a equipe hospitalar se aproxima dos usuários do sistema de saúde de forma humanizada. portanto. 2003 p. portanto que no momento da hospitalização o cuidador familiar assume importante papel na interação entre a da criança enferma. 766 : “A relação entre cuidado e cuidador se caracteriza pelo fato da pessoa que cuida estar no mundo da outra pessoa que é merecedora de cuidado. Pode-se dizer que o programa de humanização anda de mãos dadas com o acolhimento à medida que a humanização busca a aproximação das relações entre funcionários da rede hospitalar e usuários do sistema de saúde. um estabelecimento de vínculos solidários a participação coletiva no processo de gestão e a indissociabilidade entre atenção e gestão. Ilhota. Camboriú. Segundo Merhy et al (2004). expressão e aprendizagem. Para Brasil (2004. assim como na maioria das vezes é quem cuida da criança em casa. O processo de acolhimento envolve o prestador de serviço. pois é quem acompanha o sofrimento causado pela doença e consequentemente a expectativa da melhora. que permite um estado de reflexão. serviço social e pedagogia. Navegantes. Bombinhas. O acolhimento reduz os níveis de stress à medida que conforta o sujeito que no momento de internação encontra-se em sofrimento. O Hospital Universitário Pequeno Anjo (HUPA) é um hospital pediátrico. bem como minimizar o sofrimento dos pacientes internados e de seus familiares a partir do diálogo. grande alvo do programa de humanização. dos cursos de fisioterapia. Desta forma os cuidadores familiares são convidados diariamente a participar das reuniões propostas pela equipe com a intenção de tirá-los de dentro dos quartos para um momento de descontração. fonoaudiologia. vínculo e cooperação entre os diferentes profissionais da saúde e profissionais que trabalham dentro do contexto hospitalar em relação ao usuário do sistema de saúde e seus familiares. o usuário do sistema hospitalar e o familiar que o acompanha e pode ser percebido tanto nas palavras pronunciadas quanto na forma de abordagem. Penha. que promove uma co- responsabilidade entre eles. Pode-se dizer que a prática da humanização passa pela palavra falada e consequentemente pelo diálogo entre os cuidadores das crianças hospitalizadas e destes com a equipe do projeto. o processo de cura e o ambiente hospitalar. o acolhimento acontece desde o contato com o porteiro do hospital até o contato com a equipe médica. Itapema. psicologia. p5). Freire (1987) define o diálogo como um ato de pronunciar o mundo. Balneário Camboriú. Luís Alves. Neste momento nos limitaremos a explicitar o período referente a 2005. criado pela Fundação UNIVALI em abril de 2002 e atende crianças na faixa etária de 0 a 14 anos. escutar e pactuar respostas mais adequadas aos usuários”. Piçarras e Porto Belo. Para Furlan. nutrição. assim como promover o 2214 . Baseados na premissa da humanização e tendo como foco a promoção e educação em saúde uma equipe interdisciplinar composta por docentes e discentes da UNIVALI - Universidade do Vale do Itajaí – SC. seja pela sua própria doença ou de seu familiar.

correspondendo aos critérios: bom. das quais participam professores e acadêmicos de diferentes cursos em plena sintonia. Metodologia As ações desenvolvidas basearam-se em etapas: 1ª Etapa – caracterizou-se pela preparação e organização da equipe para intervenção no campo a partir do nivelamento e treinamento dos bolsistas. a proposta é voltada às crianças hospitalizadas. assim como ao interesse a atividade proposta. que vão desde o planejamento das atividades até a realização das reuniões com os cuidadores familiares. levantamento de material teórico para as atividades de humanização. envolvendo relação com as suas crenças. A similaridade entre os participantes favorece um senso de universalidade e coesão. Apesar de todos cuidadores e crianças hospitalizadas serem convidados para a reunião nem sempre conseguimos presença da maioria. diferencia-se do projeto ABRAÇARTE realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) visto que o primeiro desenvolve ações de caráter multi/interdisciplinar. elaboração de um instrumento de avaliação das reuniões junto aos cuidadores baseando- se na escolha de cores (vermelho. elaboração do banco de dados das atividades desenvolvidas visando uma melhor análise estatística a partir do programa excel. consistindo de membros unidos por sua luta contra um problema comum. elaboração de ficha de registro e acompanhamento diário das reuniões com os cuidadores. organização dos encontros no ambiente hospitalar com a participação de um bolsista e um professor. Durante o período de 10 de maio a 23 de agosto do ano de 2005 foram realizados 38 encontros. 2ª Etapa – denominada intervenção no campo a partir do convite aos cuidadores a participarem de um grupo de discussões no qual foram abordados temas sobre saúde envolvendo a criança. da mesma forma aprendem a lidar com a frustração pela não realização de 2215 . A metodologia utilizada para estas ações basearam-se nos pressupostos de Paulo Freire de forma dialógica e libertadora e visam incentivar a participação do cuidador no tratamento e recuperação da criança e adolescente hospitalizada utilizando jogos. Resultados e Análise dos Dados Analisados os resultados obtidos observa-se que o projeto Saber Viver desenvolvido no HUPA. o adolescente e a família. Segundo Yalom (1992) os grupos de apoio têm uma composição homogênea. acolhimento e promoção da saúde. confecção do material lúdico para utilização nas reuniões com os cuidadores e comunidade. regular e ruim. recursos pedagógicos e dinâmicas de grupo que propiciem o acolhimento. discussão sobre o manejo com cuidadores e seleção de técnicas de intervenção. contando com a presença de 169 participantes. pelos cuidadores. a reflexão e a troca de saberes. pensamentos e sentimentos. amarelo e verde).trabalho interdisciplinar entre os profissionais e acadêmicos envolvidos no projeto através da parceria Universidade/Hospital para atuarem junto aos cuidadores. porém os acadêmicos procuram não impor o encontro sem que exista interesse do participante. enquanto que o segundo tem sua base composta pelo corpo discente do curso de medicina e posteriormente integraram acadêmicos do curso de psicologia. No que tange a adesão dos cuidadores ao programa pode-se dizer que a participação se dá de forma espontânea a partir de convite realizado minutos antes de a reunião começar. 3ª Etapa – compilamento e análise dos dados utilizando medidas quantitativas e qualitativas. valores. idéias. o que certamente leva a frustração do grupo proponente. Um grupo de apoio e orientação poderá esclarecer dúvidas favorecendo as ligações entre novas informações e outros conceitos já existentes. Para Jardim et al (1996) alterar hábitos de vida implica tanto em mudanças na forma de viver como na experiência pessoal de cada indivíduo. respectivamente. O número de participantes por encontro oscila de 4 a 10 pessoas e está diretamente relacionado ao número de ocupação dos leitos.

... em especial a pneumonia. tornando o espaço disponível para os encontros distante do ideal. Quanto às internações. traumatismo (22 casos).] acho muito bom a Universidade fazer este papel. A proposta de humanização concretizada a partir do encontro com os cuidadores familiares busca atender as necessidades levantadas pelo grupo participante. É importante ressaltar que o Hospital Universitário Pequeno Anjo é um hospital de pequeno porte. Vale a pena ressaltar que o maior percentual apresentado combina com a proximidade de moradia da clientela atendida pelo HUPA. o projeto ABRAÇARTE que tem seu contato com as crianças no leito e praticam a humanização através de oficinas e brincadeiras. visto que o hospital se situa na cidade de Itajaí e que as demais cidades localizam-se próximas a ela. Penha (5%). queimaduras (2 casos).]” (Orquídea) “[. Ilhota e Piçarras (3%). convulsão.. Na prática da humanização aprende-se que atingir o outro e percebê-lo ultrapassa o contato das palavras e adentra-se em um campo que vai além dos cinco sentidos. doenças respiratórias como gripe. observou-se que a maior causa se dá por pneumonia (48 casos). e se relaciona à capacidade dos acadêmicos e do professor em suportar a demanda de angústia que o grupo mobiliza nos profissionais.) Balneário Camboriú. perceber a necessidade de cada cuidador é fundamental para o bom andamento e participação dos mesmos. Camboriú (4%. Bombinhas e Porto Belo (1%).. de São Paulo.. pois atingir as necessidades levantadas. mais uma vez diferenciamo-nos de outros projetos... “[. amarelão (1 caso). apendicite (10 casos).. também percebeu mudanças no âmbito da comunicação após a implantação de um projeto de humanização no Hospital Mário Gotti.” (Cravo).] agora eu sei que posso perguntar para o médico minhas dúvidas e ele irá me responder [.. assim como esclarecer que nesse período o mesmo encontra-se em reforma.] muitas vezes vou ao posto de saúde e sou mal atendida lá [. O projeto “cuidando dos cuidadores”. anemia (1 caso) e estomatite (1 caso). bronquite e asma abrangem (12 casos). Receber essa demanda de angústia e reorganizá-la em um momento de troca de conhecimento diminui os níveis de stress. hérnia (2 casos). Bombas. como a Unidade de Terapia Intensiva conveniada pelo SUS.]” ( Margarida) “[. diagnóstico não esclarecido. caxumba e outras (24 casos). seguida por participantes das cidades que abrangem o Vale do Itajaí. no nosso caso foi possível observar a partir da fala dos cuidadores. 2216 .] o pessoal do hospital tem me ajudado muito [.] outro dia minha filha estava com febre e só tinha consulta para a semana seguinte[. se envolver com a comunidade. como por exemplo. em média os encontros duram 36 minutos. cujos cuidadores participam do projeto é procedente na sua maioria da cidade de Itajaí representando 59% da população. ouvir cada cuidador e o que mobiliza o grupo formado.]” (Rosa).. É clara a coincidência de doenças respiratórias. transforma o tempo de duração de cada encontro muito variável. Ascura (2%). visto que sua capacidade máxima é de apenas 30 leitos. cirurgia (10 casos). tétano (3 casos).. Os ambientes fechados e a falta de informação adequada facilitam a propagação das doenças respiratórias. uma posição mais crítica em relação à saúde e conseqüentemente em relação aos serviços de saúde demonstrando um caminho de aproximação entre usuários do sistema e os pr ofissionais de saúde à medida que a humanização acontece dentro da instituição hospitalar: “[.. fimose.. Neste aspecto. hidrocefalia (2 casos)... Dentre várias observações e registros pode-se verificar que a clientela atendida pelo HUPA. seguida por doenças diversas como: intoxicações. na época de inverno. como o município de Navegantes (18%). Soma-se a facilidade do acesso o fato de que o Hospital Universitário Pequeno Anjo é o único da região especializado no atendimento infantil com estrutura de alta complexidade. sobre este prisma pode-se pensar na relatividade do tempo.algo esperado. de São Paulo.

no entanto a atividade mais utilizada. família. quando nos despimos do papel de “donos da verdade” e nos relacionamos com o outro de forma horizontal. que corresponde a uma conversa informal. 5% tios e 4% amigos dos pais estes achados confirmam dados históricos que atribuem a mulher/ mãe o ato de cuidar. A interação com os cuidadores acontece através de materiais lúdicos.a. quinze vezes caracterizou-se por ser sem dinâmica. Foram utilizados durante este período oito diferentes dinâmicas. Ao final de cada encontro é realizado pelo grupo de participantes uma avaliação da reunião e o resultado tem se mostrado 100% boa e pode ser exemplificada pela fala de algumas mães: “[. a gente sempre tem algo para aprender “(Violeta). caixa (onde ficam os peixinhos). é um momento em que se dá a troca do saber científico e do saber popular. etc. o que conhecem sobre elas. o cuidador pode tentar respondê-la.. sua proposta está baseada na escolha de uma figura e a partir dela explora-se práticas. todos são convidados a falar sobre a imagem revelada. Nota- se que por meio dos jogos ocorre uma integração entre a equipe do Projeto com os cuidadores sendo um facilitador para a interação dos mesmos. doenças. brinquedo e higiene. outro jogo semelhante a este é o que trata exclusivamente sobre acidentes na infância. nesse se convida aos cuidadores a pensar em formas de evitar aquilo que a figura remete. E como forma de iniciar o encontro são utilizadas dinâmicas de apresentação e quebra gelo. Percebe-se que os jogos são recursos. na qual se convida os cuidadores para falar sobre às doenças de seus filhos. educação em saúde. pois acabam levantando assuntos que vão desde o momento de angústia pelo qual estão passando até fatos da vida cotidiana.v. isso pontua que a medida que nos capacitamos para a realização da atividade e permitimos ao outro falar. também em forma de jogo da memória há varias figuras que se remetem aos acidentes mais comuns atendidos pelo hospital. ou simplesmente para se apresentarem de forma voluntária. respeitando suas opiniões e culturas.. nesse momento não existe certo ou errado o que importa é aquilo que se pensa sobre o assunto. elaborados pelos acadêmicos e visa abordar temáticas como: saúde. O jogo da pescaria utilizado cinco vezes é composto por peixinhos de e. saúde. Considerações Finais 2217 . Os cuidadores familiares são bastante participativos e sentem-se totalmente acolhidos pelo programa. atingimos efetividade na ação abordando temas que realmente partem deles. crenças. mas não mais o ponto de partida. a partir disso pode-se encontrar meios diferentes de agir e pensar sobre os assuntos. todos dão sua opinião de o que pode ser feito em relação aos acidentes. O jogo de “bingo” utilizado três vezes funciona na mesma perspectiva da pescaria. saberes ou dúvidas que se tenha sobre o tema. Nesse momento pode-se realmente enxergar as necessidades dos cuidadores e abordá-las de forma simples e efetiva. O jogo da memória utilizado sete vezes compõe- se de figuras sobre diversas doenças. Os jogos lúdicos que são utilizados como forma de promoção de saúde fornecem-nos apoio. Quanto ao vínculo do cuidador familiar com a criança hospitalizada observou-se que 80 % dos participantes são mães ou pais. política e cidadania. contexto hospitalar/social. cada participante pesca um peixinho e o número que constar na nadadeira do peixe corresponde a um número na tabela de perguntas. Os jogos servem. sobre as doenças das outras crianças do grupo. tanto visual quanto de direção para realizar o encontro. ou seja. 11% avós. É interessante pensar em como no decorrer do desenvolvimento do projeto foi diminuindo a utilização de dinâmicas até se chegar à utilização de uma conversa informal. Isso acontece quando as colocações são feitas com uma linguagem semelhante ao da comunidade.] é bom estar aqui. portanto como apoio para o acolhimento e incentivo a participação. com um imã na ponta. varas com barbante e ponta de imã e uma tabela de perguntas. Aos poucos o conhecimento vai sendo construído e compartilhado. isso descontrai e aproxima o grupo para uma conversa informal de aprendizado.

FRANCO. Latino-Am Enfermagem 2003 novembro. J. Por fim. I. humildes e de muita afetividade frente às realidades que pretenda intervir. HumanizaSUS: acolhimento com avaliação e classificação de risco: um paradigma ético. 2004. FERRIANI MGC. 2 ed. W. Secretaria -executiva. As dinâmicas utilizadas para mobilizar o grupo. Ministério da Saúde. Através do presente estudo concluímos que o projeto Saber Viver tem alcançado seus objetivos. S. visto que os cuidadores familiares têm comparecido e participado de forma ativa nas reuniões. & VINOGRADOV. São Paulo: Editora Hucitec.B. 11(6):763-70 MERHY. H. E. Brasília: Ministério da Saúde. Paulo. GOMES R. mas sim uma equipe. O cuidador de crianças portadoras de bexiga neurogênica: representações sociais das necessidades dessas crianças e suas mães. mas não a única forma de interação com a comunidade. YALOM. RIMOLI. Porto Alegre: Artes Médicas. BUENO. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. FURLAN MFFM. Referências BRASIL. S. A experiência vivida aponta caminhos concretos para o novo perfil de formação do profissional da saúde. 2004. de forma harmônica respeitando as especificidades de cada um e que nenhuma profissão sozinha pode satisfazer as necessidades das pessoas. 28 ed. Rev. 2218 . 1992.. Pedagogia do oprimido. As atividades realizadas têm nos mostrado que é possível trabalhar interdisciplinarmente. FREIRE.dezembro.M. MAGALHÃES JUNIOR. O Trabalho em Saúde: olhando e experenciando o SUS no cotidiano.E.. São Paulo: Paz e terra. mas que sejam feitas com competência e por profissionais que tenham atitudes flexíveis. pontuar que é necessário e urgente humanizar as práticas de saúde em todas as dimensões. 1987. T. humanizar o ambiente hospitalar e promover saúde representam uma grande ferramenta de apoio. Manual de psicoterapia de grupo.estético no fazer em saúde.