FACULDADE UNIDA DE SUZANO – UNISUZ

CURSO DE DIREITO – 2º SEMESTRE – MATUTINO

MARÍLIA MARCIA S. BARBOSA – 2016014003
THAIS REGINA DA S. BARBOSA – 2016011823
MARIANNA DA COSTA TEIXEIRA 2016012603
GIOVANNA CARVALHO PEREIRA – RA – 2016012315
BEATRIZ ESTEVAM – RA 2016012209
ÍRIS COUTINHO FIRMINO – RA 1020006754

TRABALHO DE DIREITO CIVIL

DOS DEFEITOS DO NEGÓCIO JURÍDICO – ERRO

SUZANO/2017

o que nela está registrado é falso. o agente é levado a praticar o ato ou a realizar o negócio que não celebraria por certo ou que praticaria em circunstâncias diversas. passa a determinar . ou seja. teria se negado a concluí-lo. Caso este conhecesse a realidade das circunstâncias que compõem o negócio jurídico. Erro é a ideia falsa da realidade. que pode ser corrigida. naquele. Há de ser a causa determinante se conhecida à realidade. Se o agente conhecesse a verdade. O art. Espécies de Erro 2. Não há nesse caso um vício na manifestação da vontade. Percebe-se. Num e noutro caso. mesmo assim o negócio seria realizado. não alterando sua validade. o erro substancial do erro acidental. 2.1 Erro pode ser substancial e acidental Erro substancial ou essencial é o que recai sobre circunstâncias e aspectos relevantes do negócio. não manifestaria vontade de concluir o negócio jurídico. Quando é induzido em erro pelo outro contratante ou por terceiro.2 Erro substancial ou essencial É aquele que exerce função principal na determinação da vontade do agente. caracteriza-se o dolo. sem ele. Ignorância é o completo desconhecimento da realidade. Nesta. "O art. Também dito substancial é aquele de tal importância que. Erro ou ignorância 1. o negócio não seria celebrado. o ato não se realizaria. 139 do novo Código Civil. se não existisse não se praticaria o ato. Erro acidental refere a circunstâncias de somenos importância e que não acarretam efetivo prejuízo. em seus três incisos. 2. o agente engana-se sozinho. O Código equiparou os efeitos do erro à ignorância. mas uma distorção em sua transmissão. portanto. O erro meramente acidental não tem o condão de anular o negócio celebrado. se estivesse devidamente esclarecido. 143 do Código Civil é expresso no sentido de que “o erro de cálculo apenas autoriza a retificação da declaração de vontade”. a mente está in albis. porque tem para o agente importância determinante. a qualidades secundárias do objeto ou da pessoa. Nessa modalidade de vício do consentimento.1 Conceito O erro é uma falsa representação da realidade. ao menos nas formas em que o fez. Se conhecida a realidade. Diz-se. por isso. essencial. pois este recai sobre motivos ou qualidades secundárias do objeto ou da pessoa a que o negócio se refere. 1.

não possui. ocorre divergência quanto a espécie de negócio. enumerando o art. de onde se conclui que. aparentemente atribuindo-lhe qualidade que ela. o declarante tanto pode celebrar o negócio pensando ser o declaratório a outra pessoa. visado se dá. ao objeto sobre o qual ele recai ou a alguma das qualidades a ele essenciais. mas é de aço. ocorre nos casos em que o indivíduo acredita que o negócio respeita a determinado bem." Haverá o erro substancial quando: No erro quanto à natureza do negócio. novidade legislativa em relação ao diploma revogado. o inciso II cuida do erro quanto à identidade ou à qualidade essencial da pessoa a quem a declaração de vontade é dirigida. caso realmente se pretenda que o negócio recaia sobre determinado bem. pois o agente. acaba por escolher um automóvel de passeio. certos atributos que. pretendia comprar o veículo escolhido. Sobre esta espécie de erro. O engano é dirigido às qualidades desse objeto. quando na verdade a negociação recai sobre coisa diversa da pretendida. com a intenção de adquirir um veículo apto a participar de competições esportivas. por fim. por fim. apenas.557 do Código Civil quatro hipóteses . O erro não incide sobre o objeto em si. contudo. o agente o realiza sob equívoco em relação à própria espécie negocial em causa. que não serve aos fins visados pelo adquirente. não existem. de fato. O erro quanto ao objeto principal da declaração. pensa que adquire um colar de prata. Exemplo. na realidade. Um exemplo: um indivíduo. A categoria jurídica vista por uma das partes não corresponde com o desígnio negocial pretendido pela outra. naturalmente. No inciso I. Ressaltando que a qualidade da pessoa deve influir de modo necessário na realização do negócio para que este seja anulável. Como por exemplo. 1. O erro quanto a alguma das qualidades essenciais ao objeto. trata do erro de direito. ao qual são imputados. por exemplo: uma pessoa está pensando que está vendendo uma casa e a outra pensa que a está recebendo como título de doação. o erro sobre a pessoa se manifesta em negócios jurídicos celebrados intuitu personae. Esta modalidade de vício se apresenta com especial relevo na seara matrimonial.sob quais circunstâncias o erro pode ser considerado substancial. Já no erro quanto à identidade ou à qualidade essencial da pessoa. se vender o prédio A e pensa estar alienando o prédio B ou se pensa estar adquirindo um quadro de Portinari enquanto está adquirindo uma obra de outro autor. trata do erro em relação à natureza do negócio. na verdade. o inciso III. como pode pretender realizá-lo com a própria contraparte.

podendo também ser no caso do filho que é beneficiado em testamento. A título de exemplo. em razão do desconhecimento de sua existência ou de seu real sentido.3 O código de defesa do consumidor Nos casos de vícios aparentes é aplicável quando se trata de relação ou consumo.em que pode haver erro essencial quanto à pessoa do outro cônjuge. O erro de direito. 2. em produtos não durável. contando a partir da entrega efetivado do produto ou de termino de execução dos serviços. mas que na ocasião do cumprimento do Tribunal descobre-se que esta não é esposa do testador.4 Erro substancial e vicio redibitório Cumpre distinguir erro sobre as qualidades essenciais do objeto de vícios redibitórios. Por exemplo: no caso de alguém que faz testamento tendo a esposa à meação de todos os bens. . se torne insuportável à manutenção da relação conjugal. não pode ser uma recusa à aplicação da norma. mas sim o motivo determinante do ato negocial. para anular o negócio é necessário que esse erro tenha sido motivo único e principal a determinar a vontade. desde que. disciplinados nos arts. mas a sua contagem somente se inicia no momento em que ficarem evidenciados. De qualquer maneira. contudo. mas depois se descobre que não o é. estabelece o caso de trinta dias. recair sobre a norma cogente. o indivíduo que desconhecia a prática de crime anterior ao casamento por seu consorte pode pleitear a anulação do matrimônio. 441 e 446 do Código Civil. não podendo. ou ainda das consequências jurídicas que ela acarretaria. uma pessoa efetiva uma compra e venda internacional de uma mercadoria “x” sem saber que sua exportação foi proibida legalmente. para viciar o negócio. O negócio só será anulado caso tenha influído de modo relevante naquela manifestação de vontade. Embora a teoria dos vícios redibitórios se assente na existência de um erro e guarde semelhança com este quanto ás qualidades essenciais do objeto. por estar casada com outro. e de 90 dias em produtos durável. Já quando se trata de vícios ocultos os prazos são os mesmos. somente nas normas dispositivas que estão sujeitas ao livre acordo das partes. 2. em função deste fato. como por exemplo.

2. O código civil afastou o critério da escusabilidade. e a outra parte nada diz. é irrelevante ser ou não escusável o erro. diz o seguinte teor: “Na sistemática do art. por exemplo: um jovem recém chegando do interior. não basta ser substancial e cognoscivel. e encontra um ambulante que vende pilhas com a placa "Vende-se". mas hoje em dia se acontecer irá ser anulado. mas tais pessoas não perceberam. dizendo que o Código Civil de 2002 “adotou o princípio cognoscibilidade e não a escusabilidade do erro. que se dirige para o Viaduto do Chá. José Fernando Simão resumiu a opinião de muitos autores. 138. 138° São anuláveis os negócios jurídicos. o negócio jurídico deve ser mantido se gerou justa expectativa declaratório”. supondo que está comprando o viaduto. Antigamente se isto acontecesse à venda não seria anulada. Flávio Tartuce diz que a visão do erro já não é escusável como antigamente. deve causar prejuízo concreto. no centro de São Paulo. . deve ainda ser real causando prejuízo. O estudante então paga R$ 5. Por exemplo: alguém vende um carro do ano de 2005 falando que é do ano de 2009. pois a outra parte estava ciente e ficou quieto. confiando nós contratantes para perceberem o erro. se tratarem de dolo seguem a mesma principiologia: o negócio só é anulável e o vício for reconhecido pelo contratante. quando as declarações de vontade emanarem do erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal." O código civil da Itália adotou o princípio da recognoscibilidade. pois é irrelevante. porque o dispositivo adota o princípio da confiança". isto causa prejuízo ao comprador.6 Erro Real O erro para invalidar o negócio jurídico.00. sujeitando a eficácia inválida do erro e a relevância. A adoção do princípio se comprova nos Artigos 148 e 155. Segundo O Centro de Estudos judiciários do Conselho de Justiça Federal. mas se o veículo for vendido falando que a cor e preta e for azul o erro será acidental. já que adotou também a teoria da confiança.5 O Princípio da Cognoscibilidade Dispõe do Artigo 138° do Código Civil "Art. ao invés de adverti-las apenas silenciou-se.000. em face das circunstâncias do negócio. 2.

8 O Falso Motivo. por exemplo: os motivos podem ser diversos. a mensagem não foi transmitida com fidelidade. televisão etc. Nos dois casos. . rádio. O problema surge quando o mensageiro transmitiu uma mensagem diferente da que o mandante havia orientado. as razões subjetivas. A transmissão errônea da vontade por meios interpostos é anulável nos mesmos casos em que o é a declaração direta. impedindo que o negócio jurídico venha ser formar. Em uma compra e venda. investimento. O direito brasileiro não distingue o erro obstativo do erro vicio do consentimento porque são espécies de erro substancial que tornam anuláveis o negocio jurídico como vícios de consentimento qualquer que seja a hipótese de vicio de consentimento e causa de anulabilidade do negocio jurídico. O erro obstativo ou impróprio apresenta uma profunda divergência entre as partes.” A Sociedade atual. a necessidade de alienação. consideradas acidentais e sem relevância para a apreciação da validade do negocio. 2. 141. ou quando ocorreu erro na transmissão da mensagem (mensagem truncada). francesa e italiana consideram tão graves o erro obstativo ou impróprio que recaem sobre a natureza do negócio e sobre o objetivo principal da declaração que os dominam erro obstáculo. O novo código corrige a impropriedade do ART.2. 2.. interiores. estabelecendo-se uma divergência entre a vontade do declarante e o que foi transmitido erroneamente. faz diversos negócios jurídicos se utilizando principalmente das mensagens eletrônicas.7 Erro obstantivo ou impróprio. As doutrinas alemã. moderna e adepta à transmissão de dados via internet. telefone.9 Transmissão errônea da vontade Dispõe o art. O FALSO MOTIVO cuida do chamado “erro sobre os motivos de acordo com ARTº140 DO CODIGO CIVIL o falso motivo vicia a declaração de vontade quando expresso como razão determinante”. O erro quanto ao objetivo colimado não vicia em regra o jurídico. 90 Do diploma de 1916 substuindo falso causa por falso motivo Os motivos são as ideias. edificação de moradia etc. 141: “Art. De acordo com o ARTº 119 do BGB atribuem o efeito de tomar mulo o ato em vez de inexistente. É obstativo ou impróprio porque impedem o consentimento.

” Este artigo Trata do Princípio da Conservação. pretende anular o negócio. na planta. que essas regras só se aplicam quando a divergência de declarações procederem de mero acaso ou de algum equívoco. pois acreditava ter comprado um apartamento de frente para a praia e não de fundos. conforme o art. recaindo neste caso a responsabilidade dos prejuízos causados sobre o Declarante que escolheu o mensageiro. 141 do CC.10 Convalescimento do erro “Art. pois sendo sanado o vício. como era na verdade. ressalvada a responsabilidade do mensageiro que também poderá responder por danos causados. . Sendo assim. mas a outra pessoa que está no outro polo da relação jurídica. a lei assegura a anulabilidade do negócio jurídico. que tem por objetivo evitar que o negócio jurídico seja desfeito. Ocorre.Neste caso. Posteriormente. não abrangendo os casos em que intencionalmente o intermediário comunica à outra parte. Ex: Mario comprou um apartamento. 2. se oferecer para corrigir esse erro e executar o negócio jurídico de acordo com a vontade real da pessoa. Cabe lembrar. O erro não prejudica a validade do negócio jurídico quando a pessoa. da Construtora Alpha. Ante o engano. não há necessidade de ser cancelado. não há porque anular o negócio jurídico. a quem a manifestação de vontade se dirige. não tem por que anular o negócio jurídico. percebeu que errou. que a Construtora Alpha se dispôs a entregar o apartamento de frente para a praia. se oferecer para executá-la na conformidade da vontade real do manifestante. 144. que deverá ser mantido. Quando uma pessoa alega um erro para anular o negócio jurídico. como Mario pretendia. já que a Construtora se ofereceu para executar o contrato conforme a vontade real de Mario. declaração diversa da que lhe foi transmitida.

2012. . ed. REFERÊNCIA • Gonçalves. 1 / Carlos Roberto Gonçalves – 2. Direito civil esquematizado v. Carlos Roberto. São Paulo: Saraiva.