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br

Jor nal
do Conselho Regional de
Psicologia do Rio de Janeiro

ANO 8 • Nº 37 • O U T U B R O /N O V E M B R O /D E Z E M B R O 2 0 1 4

Stock.XCHNG
Stock.XCHNG

Psicologia Clínica: as dimensões ético-
políticas desse espaço (ainda) desafiador
A Psicologia Clínica permanece como a área de maior concentração de profissionais, reunindo cerca de 70% das (os)
psicólogas (os) brasileiras (os). O fazer clínico, contudo, ainda é permeado pela visão hegemônica de uma prática
psicoterápica neutra exercida no consultório particular. Nesse sentido, a Psicologia Clínica deve ser pensada de modo
crítico e ampliado, considerando não apenas a diversidade das práticas sócio-institucionais possíveis para esse campo
como também todos os seus atravessamentos ético-políticos. (Página 12)

8ª Mostra Regional de
Stock.XCHNG

Psicologia e Laicidade
Laicidade na prática da Psicologia, como Práticas em Psicologia
ciência e profissão, é uma discussão que vem
ganhando cada vez mais espaço em nossa Evento reúne cerca de mil participantes nos dias
sociedade. Afinal, o que a Psicologia tem a ver 27, 28 e 29 de agosto na UERJ. A programação
com isso? (Pág. 4 e 5) contou com apresentações de trabalhos,
atividades culturais, lançamentos de livros e
mesas de debates. (Pág. 10 e 11)

Editorial Expediente
Conselho Regional de Psicologia
Amolando facas do Rio de Janeiro • CRP-RJ
R. Delgado de Carvalho, 53 • Tijuca • CEP: 20260-280
O escritor cubano Leonardo Padura Fuentes, em um de seus romances policiais, coloca o investigador Tel./Fax: (21) 2139-5400 | E-mail: crprj@crprj.org.br
Mário Conde, neste momento ainda nos quadros policiais – posteriormente, sairia e se tornaria cole- www.crprj.org.br
cionador de livros e investigador eventual – diante do assassinato de um homossexual. Na investigação, Diretoria Executiva:
Conde fala com um amigo do assassinado, também homossexual, artista e autor teatral, perseguido José Novaes (CRP 05/980), Presidente
Marilia Alvares Lessa (CRP 05/1773), Vice-presidente
e impedido de trabalhar pelo regime, e pergunta: “Você odeia os policiais?”.
Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809), Tesoureiro
A resposta: “Não, meu filho, não. Vocês não são os piores... [Vocês] são socialmente imprescindíveis, Rodrigo Acioli Moura (CRP 05/33761), Secretário
tristemente imprescindíveis... Os desgraçados são os outros: os policiais por conta própria, os comissá- Conselheiros Efetivos:
rios voluntários, os perseguidores espontâneos, os delatores sem soldo, os juízes por hobby, todos esses Ágnes Cristina da Silva Pala (CRP 05/ 32409)
que se creem donos da vida, do destino e até da pureza moral, cultural e mesmo da história de um país”. Claudia Simões Carvalho (CRP 05/30182)
Janaína Sant’Anna Barros da Silva (CRP 05/17875)
O professor da UFF e psicólogo Luiz Antônio Baptista os chama, de modo preciso e contundente, de Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608)
“amoladores de faca”: eles preparam a eficiência da arma penetrante, que será acionada por outros; Juraci Brito da Silva (CRP 05/28409)
e, se é que podemos estabelecer gradações nestes casos, são tão ou mais responsáveis que o assassino Marcia Ferreira Amendola (CRP 05/24729)
que enfia a faca. Maria da Conceição Nascimento (CRP 05/26929)
Maria Helena do Rego Monteiro de Abreu (CRP 05/24180)
Atualmente, em nosso país, os amoladores de facas estão indóceis e ativíssimos, pregando e estimu- Maurílio Machado Marchi (CRP 05/ 7592)
lando, por ação ou omissão, os preconceitos, a intolerância e o ódio, utilizando e acobertando-se com Neide Regina Sampaio Ruffeil (CRP 05/ 26238)
fanatismos, fundamentalismos – microfascismos –, muitos deles em situação de poder nas instâncias Priscilla Gomes Bastos (CRP 05/ 33804)
executivas, legislativas e judiciárias. Três episódios recentes mostram o clima de medo e insegurança Conselheiros Suplentes:
criado por uma eficiente produção de subjetividade, veiculada e sustentada pelos meios de comuni- Alexandre Nabor Mathias França (CRP 05/32345)
cação de massa, com efeitos danosos e trágicos na vida cotidiana do país. André Souza Martins (CRP 05/33917)
Andris Cardoso Tiburcio (CRP 05/17427)
No início de 2014, um adolescente é subjugado, maltratado e amarrado, nu, a um poste, em um bairro Denise da Silva Gomes (CRP 05/ 41189)
da Zona Sul do Rio de Janeiro, por uma dita milícia que se formara para “proteger os cidadãos”, sob o Fátima dos Santos Siqueira Pessanha (CRP 05/9138)
argumento de que o rapaz era um ladrão contumaz e as autoridades nada faziam para impedir suas José Henrique Lobato Vianna (CRP 05/ 18767)
ações. A pretensa milícia informa que continuará a agir deste modo, e sua ação é aplaudida e incen- Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667)
tivada por moradores do bairro, oportunamente entrevistados, e diversas “autoridades”. Luciana Affonso Gonçalves (CRP 05/ 12614)
Patrick Sampaio Braga Alonso (CRP 05/ 32004)
Em abril, uma mulher de 37 anos é linchada e morre em Guarujá, SP, por ser confundida com outra Simone Garcia da Silva (CRP 05/ 40084)
pessoa, que pretensamente sequestraria crianças para usá-las em rituais diabólicos de magia negra. Vanda Vasconcelos Moreira (CRP 05/6065)
Viviane Siqueira Martins (CRP 05/ 32170)
Como exemplo final (dentre os inúmeros que se poderiam citar) destas situações de extrema vileza,
que geralmente se voltam contra as camadas e setores mais humilhados e desprotegidos – os pobres, Comissão Editorial:
Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809)
as “classes perigosas” – de nossa população: um juiz federal do Rio de Janeiro despachou uma ação
Janaína Sant’Anna Barros da Silva (CRP 05/17875)
negando o pedido do Ministério Público Federal para a retirada de vídeos do Youtube que denigrem Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608)
e deslegitimam as práticas religiosas afro-brasileiras, como a umbanda e o candomblé. O juiz, em seu José Novaes (CRP 05/980)
despacho, argumentou que essas práticas não são religiões; com isso, amolou a faca dos que negam, Priscilla Gomes Bastos (CRP 05/ 33804)
perseguem, discriminam, excluem e agem violentamente contra essas religiões e seus seguidores. Rosilene Souza Gomes (CRP 05/10564)

A Psicologia e as (os) psicólogas (os) no Brasil vêm, desde a década de 1990, quando os espaços ins- Redação, edição e fotos
titucionais dos Conselhos de Psicologia conheceram os movimentos de abertura e democratização, Felipe Simões - MTb 31728/RJ
Gizele Martins - MTb 33646/RJ
construindo uma pauta baseada na Ética e na defesa dos Direitos Humanos. É uma pauta de luta Caroline Justo (estagiária)
contra a intolerância, o preconceito, a discriminação, a exclusão e a violência, simbólica ou material,
que se voltam principalmente contra determinados grupos e camadas sociais: os pobres, os pretos, Projeto Gráfico e Diagramação
as orientações sexuais divergentes de uma pretensa “norma” – homossexuais, lésbicas, transexuais, Julia Lugon
bissexuais, travestis e etc. As Resoluções do CFP 001/1999 e 018/2002, que combatem a intolerância Os conceitos emitidos nos artigos assinados são de
às orientações sexuais desviantes da “norma” e o racismo, respectivamente, são exemplos dessa pauta. responsabilidade dos autores, não refletindo neces-
sariamente a opinião do CRP-RJ.
Recentemente, um novo tema começou a ser discutido em nossos espaços: a laicidade do Estado
brasileiro. É uma discussão que vem em boa hora, já que boa parte desses ataques às liberdades e aos O Jornal do CRP-RJ é uma publicação do Conselho
Direitos Humanos das amplas parcelas da população brasileira acima referidas surgem das pessoas, Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.
grupos, movimentos e instituições que não respeitam este princípio constitucional básico. É dever Contato: ascom@crprj.org.br
do Sistema Conselhos de Psicologia manter e ampliar essa pauta.

estudantes e profissionais prática esportiva como importante ferramenta para o passa a organizar encontros periódicos no auditório de áreas afins para fomentar a prática da Psicologia desenvolvimento social. também mento deixou. podendo. 1 Rodrigo Acioli Moura (CRP 05/33761) é psicólogo clínico. algumas pertinentes e outras não. Criança e do Adolescente – ECA) em competições e Assim. Uma prova disso é a nossa sexualidade. o No esporte de alto-rendimento. alguns colegas têm escutado Durante a última edição da Copa do Mundo. As não pertinentes se discutiu e criticou sobre o trabalho psicológico logia e de outras áreas que atuam no Esporte ainda ocorrem em função de ideias equivocadas e da falta realizado junto aos jogadores. a partir disso.XCHNG o Esporte na Psicologia também para trabalhar a qualidade de vida e pro. de ser um sinônimo acontecem discriminações contra raças. cabe a canal do Youtube pelo link: https://www. os quais estariam sob desconhecem como deveria funcionar a relação dos de conhecimento a respeito da prática da Psicolo. deficiências e classes frequente participação em discussões sobre: 1) As sociais. não apenas para os atletas como da com a Ética e o respeito aos usuários desses serviços. muito julho deste ano – e faltando apenas dois anos para queixas de instituições e profissionais de áreas afins se falou e reclamou a respeito da participação da os Jogos Olímpicos de Verão na cidade do Rio de no que diz respeito à atuação de psicólogos. as devidas orientações para que possam exercer reabilitação. esporte A Psicologia no Esporte e Stock. ultimamente. gêneros. (2) Promover a prática profissional Com a ideia de agregar. A respeito desse trabalho. (3) Congregar os profissionais que já cólogos e também aproximar os estudantes e demais das práticas e demandas. na sede do CRP-RJ. social e da Experiências durante a Copa do Após o término da Copa do Mundo de Futebol. nos projetos sociais suas atividades profissionais com tranquilidade e e na iniciação esportiva. aconteceu. a os seus direitos e. Por Rodrigo Acioli Moura* ferramentas junto à Psicologia. percebeu-se titivos e de alto rendimento. junto ao Esporte. além de promover debates e atuam nesse campo. cognitivo e da Saúde Mental. como já noticiado em diversas mídias. sendo Seleção Brasileira no campeonato. na elas. forte pressão por disputar a competição em seu pró- psicólogos nessa área para além de uma abordagem gia nesse campo. religiosidade. resultados negativos e atitudes antiéticas por parte exigências foram feitas e. E. vêm acontecendo (Direitos Humanos) e estatutos legais (Estatuto da deliberadamente em nome destes. todo uma prática psicológica adequada e comprometi- moção de Saúde. alguns profissionais da Psico. temos grandes desafios para enfrentar nesse para agregar. há muito tempo. Mas. baseado nos princípios dos Direitos Humanos.youtube. e (4) Apresentar à sociedade a profissionais interessados nessa temática. o desconhecimento ainda existente sobre ele. políticas e lutas de movimentos sociais. de sua sede e em suas subsedes. ajudar no desenvolvimento intelectual. momento: (1) Melhorar a imagem dos psicólogos no cólogos que atuam nesse campo. algumas ações. aos psicólogos que atuam juntos a atuação do psicólogo também acontece no lazer. informar e orientar os profissionais psi. informar e orientar os psi- de Psicologia do Rio de Janeiro fez um levantamento neste meio. psíquicas e sociais daqueles tivos em nossa cidade. “Dialogando com o CRP-RJ – Psicologia no Esporte: mente é procurada para ser mais uma ferramenta Públicas contribuições e desafios” (veja mais na página 23). te. saúde. muitas críticas e que privilegie apenas os aspectos puramente compe. o CRP-RJ seminários para psicólogos. um reconhecimento desse trabalho e a confirmação Nos últimos anos. visto que o Esporte e as segurança. inadequadas que vivem nesse meio e 2) As violações de princípios e violadoras de leis e direitos. de saúde e bem-estar. O em prol do desenvolvimento e desempenho do atleta. assim. e também muito Janeiro (Rio 2016) –. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 |3 . em obediência às normas técnicas e aos atividades físicas também podem funcionar como princípios éticos da profissão. Movimentos Sociais e Políticas No dia 6 de agosto. conselheiro-secretário do CRP-RJ e membro da Associação Brasileira de Psicologia do Esporte – ABRAPESP. a Psicologia geral. através de encontros e reuniões sobre sua importância. Mundo de Futebol realizada no Brasil entre os dias 12 de junho e 13 de Atuando nesta área. com a chegada dos grandes eventos espor- consequências biológicas. também para todos os demais atores envolvidos no Daí a aproximação do CRP-RJ com as discussões contexto do Esporte. no âmbito escolar. discussões e lutas para garantir a essas populações Além de sua atuação buscando o alto-rendimento. Como o Código de Ética Profissional do Psicólogo é vídeo completo do evento está disponível em nosso visando a um melhor resultado em competições. a Psicologia passou a ser procurada este Conselho Regional garantir à sociedade como um com/watch?v=oV98V8cnibU. as expectativas que gerava e Por isso. de alguns profissionais. cabe também ao CRP-RJ participar dessas treinamentos desportivos. as pertinentes são relacionadas a prio país. o Conselho Regional meio esportivo. No Espor- É importante destacar que o esporte de alto-rendi.

visual e dades são forjadas e modeladas no registro social. por coafetiva daqueles que recebem nossos serviços nos exemplo. dependendo da formação pessoal. Dentre esses modelos. éticas e valores que deram base ao que cha. trata das impli. e. Dentre estas manifestações simbólicas. Foi membro da Comissão Gestora do CRP-RJ entre 2003 e 2004 e conselheiro durante o XI (2004-2007) e XII (2007-2010) Plenários do CRP-RJ. O lidar com a diferença nos remete ao limite entre aceitar e respeitar. podemos ter. da igualdade e da integridade do ser humano”. convicções agnósticas ou ateias. Não cabem. lembranças de experiências de cunho religioso ou. morais. Além do que. quando do função revelar as mais secretas modalidades do ser. nos busca como profissionais éticos e respeitosos. vida. pelo sob o ideário da transcendência e da limitação hu. como Felix Guattari. Mircea Eliade comen. todos sabemos. Temos responsabi- Apreciamos ao longo dos tempos o surgimento de lidades em nossas condutas profissionais e devemos preceitos. Isso é do âmbito da intimidade da pessoa. cações dessa disciplina no campo das religiosidades e pode ajudar um pouco nesta reflexão acerca da ter cuidados quando tratamos da integridade psi- mamos de cultura. independentemente de ser psicólogo. quando se vê confrontado com o mais diversos espaços de trabalho. próprio Código de Ética. impressas em nossas memórias as marcas da cultura ou mesmo outro fato ocorrido em que menina que talismo imperante em certos segmentos religiosos. por antes de nos tornarmos profissionais. de sua própria crença em relação Temos lido. temos ricamente a realidade política. quando nos deparamos com aqueles que nada pro- Por José Henrique Lobato Vianna* A psicanalista francesa Françoise Dolto. para a atualidade. ela dis- corre sobre suas experiências de infância. No livro "Imagens e símbolos: ensaios sobre o discurso religioso. a ver com isso? Portanto. trazemos já credo cristão junto à turma sob ameaça de punição vezes. não devemos mais nos furtar a pôr em debate quando o tema em questão diz respeito ao ponto da laicidade e das religiosidades quando as Pode ser que não se aceite como crença uma determi- nada manifestação religiosa. os símbolos e os mitos têm por psicanalítico. visto e ouvido nas mídias escrita. mestre em Memória Social pela UNIRIO e doutor em Psicologia Social pela UERJ. Partindo dessa história. Fala. pelo viés ao psicólogo “induzir a convicções políticas. psicólogos. nossas vivências devem ser respeitadas professa religião de matriz africana não poder mos- * José Henrique Lobato Vianna (CRP 05/18767) é psicólogo clínico. que as subjetivi. ideológicas. temos. mas quais são os limites entre laicidade e religiosidade quando se trata da construção de um saber e de um fazer como os ligados ao exercício da Psicologia? O que acontece quando se mistura crença pessoal com o exer- cício profissional? Quais são as implicações desse ato? O Código de Ética do Profissional Psicólogo inicia seu texto sustentando que a práxis desse profissional se baseará “no respeito e na promoção da liberdade. portanto. podemos inferir que. por suas razões pessoais. mas sim a responsabilidade que devemos ter para com o outro. ficas. laicidade Stock. é vedado mana. analisando crítica e histo- o que nós. social e cultural”. vide o fundamen. filosó- simbolismo mágico-religioso". sendo seus princípios norteados pelos va- Religiosidade e laicidade: lores expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos. em seu livro fessam e que também devem ser respeitados por suas "O Evangelho à luz da Psicanálise". Ou mesmo vemos próximas do campo da Psicologia. exercício de suas funções profissionais”. Neste livro. da dignidade. em seu artigo 2º. religiosas. Entretanto. intolerantes e segregadoras. bem como sexual ou a qualquer tipo de preconceito. 4 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . Que o Estado brasileiro é laico. quando estamos no exercício da profissão. de orientação ta que as imagens. mesmo ainda. sendo assim. neste instante. os que provêm das religiões. conselheiro do CRP-RJ. econômica.XCHNG e acolhidas. ser um religioso contrito e partici- pante nas mais diversas instituições que lidam com o sagrado. mas se deve respeitá-la como profissão de fé daquele que crê. Dolto faz um apanhado de deter- minadas passagens bíblicas conduzindo-as. e ao sagrado e como isto incide na sua vivência como falada assuntos que envolvem temas ligados à esfera as expressões de crença advindas das religiosidades pessoa. Diz ainda que o psicólogo “atuará com responsabilidade social. estas cunhadas posição de qualquer profissional. do período anterior à entrada da Psicanálise na sua Entendendo. que. nossas crenças ou descrenças. devemos ter clareza em relação aos cuidados que prestamos àqueles que nos buscam solicitando nossos serviços. religiosa: como um criança judia ter que rezar um passam por esta modelagem fabricando paixões.

se matam aqueles que não professam a mesma equívocos que poderiam ser. possíveis equívo- da humanidade e não o de afirmar ou refutar se elas variadas filiações religiosas. podemos considerar que essa seminários nacionais e organizado e publicado al. em 2013. Religião. Tal diretriz tem por intenção fomentar o sua organização. de forma coletiva. fundada em 1914 na Alemanha. se destroem culturas e da laicidade na profissão e a promoção dos Direitos "A Psicologia deve ser laica em sonhos. O que podemos pensar desse tipo diálogo entre a Psicologia e a religiosidade/espiritu. que se abrem para o estudo das questões pertinentes certeza. não mais evocados na atualidade. já realizado nove do mesmo modo. as taque alguns religiosos que contribuíram na sua Podemos pensar neste ínfimo debate a partir de pos. traz relatos de profissionais da dos noviços que pleiteavam adentrar na vida con." os profissionais da Psicologia dizem disso? viés religioso. Meninas. reitos Humanos e para isso devemos estar atentos à lógicos. Independentemente de dos idealizadores o religioso jesuíta Antonius Benkö. Hoje em dia. quem sabe. Tal tema é pesquisado em diversos países. o cristianismo e o islamismo. do psicólogo. Ao longo da pena. de Karen Armstrong. segmentos religiosos quando próximos a diferentes em determinados discursos e práticas de profissionais expressões/manifestações de religiosidades. Religiosa desde 1997 no Grupo de Trabalho de com atuação profissional sem perdas nem danos para aquele que professa qualquer tipo de religiosidade? Psicologia e Religião. porém. Isso. possibilitam certos versos Congressos Regionais. tendo sociedades de ensino que promovem tal ação. cos produzidos nesta esfera sejam cada vez mais ecos de recursos para seus serviços. como nos primórdios dessa disciplina. pois partem para o combate aprofundar seus estudos. Com isso. seja como psicólogos ou logia deve ser laica em sua organização. o amor. o debate sobre o tema nos espaços aca. exemplo. de ação? No Brasil. Tal grupo tem por objetivo o Aceitar e respeitar não são sinônimos. Cada um pode construir se debatia a Psicologia no contexto social. tônoma do México. O excesso em relação Conclui-se que a ciência psicológica vem ajudando. os argumentos que permeiam o impasse e a pouca em caminhos diferentes. organizado por César Roberto religiosidades fazem parte inerente da luta pelos Di- O segmento religioso viria a buscar nos testes psico. têm Esses pontos ajudam à reflexão sobre quais são os não estão habituadas a tratar desse tema. a alguns discursos que chegam de forma impositiva há muito tempo. tal como a International Association for the Psycho. ou seja. e nem um pouco reflexiva e respeitosa nos impele sive os religiosos. acredita ser verdadeira é ultrapassar os limites do bom temática já era bem atrativa para os debatedores. à acade- saberes em seus países. Com nós. das mais questões religiosas para. bem como questionar os posicionamentos impede de estudar os fenômenos de intolerância quando se trata de determinados fundamentalistas que por ventura possam aparecer de ordem religiosa que se apresen. mas almejamos. por aquelas que ofertam algum tipo de discussão. Cabe. inclu. em disciplinas “Psicologia e Religião” ou mesmo encontra-se o estudo acerca do fundamentalismo em debates mais aprofundados em alguma matéria. da experiência religiosa aceitar determinados argumentos. portanto. se é que são estes sermos religiosos ou não. mesmo nas instituições religiosas às quais pertencem. seja No livro "Em Nome de Deus". Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. tanto a religião. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 |5 . no interior das principais religiões monoteístas: o como por exemplo. como ciência e profissão. O papel que nos cabe como iniciaram o curso de Psicologia nas décadas de 1960 mia e aos órgãos reguladores da profissão a abertura pesquisadores do campo “psi” e o de estudar os efeitos e 1970. muitas pessoas. pois posso não estudo. se uniformizam pensamentos e robotizam Humanos. pois a liberdade de expres- ve discussões acerca da Psicologia da Experiência a profissão nos leva? Como conjugar crença pessoal são e de credo faz parte do cotidiano dos cidadãos. o tema das atravessamento na prática clínica e na formação suas verdades e partilhar com os grupos que pensam religiosidades se apresentava nas discussões dos con. religioso não cabe nesse segmento fundamentalista Está. a felicidade. suas pesquisas e discussões sobre o tema das religio. ao não abrirem psicólogas (os) eleitas (os) democraticamente nos di. mas a Psicologia ainda se mostra receosa em (o) ser religiosa (o)? Pode ser agnóstica (o)? Ateia acredita ser a verdade. pelo menos. ao contra-argumento e defesa irrestrita do respeito Na história da Psicologia brasileira. em nome de espaços para discussão desse tema. que trabalhamos com a saúde mental. Num estado secular. Padre Benkö par. É uma dentre tantas outras deliberações aprovadas pelas (os) judaísmo. Como já dizia Mahatma Gandhi. O que da área da Psicologia que calcam sua mensagem pelo tam nas mais variadas culturas. Como dêmicos ainda é incipiente e poucas são as instituições que se apresentam nas mais variadas culturas. religiões são caminhos diferentes que convergem para construção e afirmação como ciência e profissão.trar sua crença na escola por se sentir ameaçada em Infelizmente. ordem da transcendência. Muitos foram os religiosos que que a Psicologia se encontra. como as da Nigéria. na de ética profissional. Algumas ações. a base para avaliação formação do aluno e futuro profissional de Psicologia. Avendaño Amador. encontramos manifestações alidade. poucas são muito a contribuir uma com a outra. questões de ordem religiosa. da Universidade Nacional Au. rumam para algo ligado à primeiro curso de Psicologia no país teve como um ligadas à alma. pois as agências formadoras. temos em des. atenuados uma das ações a ser implementada pelo CFP e pelos crença. logy of Religion. seguimos a vida. história. inclusive. aberto o debate: pode a (o) psicóloga que afasta qualquer ideia ou desejo que não seja o que sidades. tradas e obrigadas à conversão forçada à religião trução de debates com a categoria acerca da questão dos sequestradores. com seus valores e crenças. Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia) promo- a reflexão a que diz respeito do espaço público que tal prática é inadmissível. em alguns momentos. período áureo dos primeiros cursos em plena de espaços para a discussão de assuntos pertinentes às da manifestação religiosa na vida pessoal e coletiva ditadura militar. entre outras coisas. são seques- em relação à atuação desse futuro profissional. em 1974. impede de estudar os fenômenos de ordem religiosa revelar suas convicções nas aulas de religião. As faculdades de Psicologia quanto a Psicologia. por vezes na PUC-Rio em 1957. bem como daqueles já atuantes nas diversas esferas em América Latina que abordam as tensões entre esses templativa e oblativa. No VIII Congresso Nacional da Psicologia. tendo. ainda muito próxima à metafísica. têm buscado na Psicologia estão certas ou erradas como metodologias. guns livros onde abordam o estudo da Psicologia da senso e do respeito ao próximo. como vice-presidente. sicionamos em relação a isso? à Psicologia e Religião. nos po. não acontece somente no Brasil: o livro As questões de respeito às diferenças no campo das "Psicologia y Religion". ao invés do embasamento técnico e A Sociologia e a Antropologia já avançaram mais em A negação dos direitos democráticos e do pluralismo científico que devem pautar a sua prática. contudo. portanto. limites da profissão quando se apresentam. porém nada a sentimentos. ficou determinado que Deus. mas devo respeitá- Desde os primeiros encontros internacionais em que na formação da personalidade. CRPs no triênio 2013/2016 estaria baseada na cons. porém nada a um passado remoto. às diferenças. vários setores da sociedade. ou seja. O síveis receios de se associar a Psicologia às questões o mesmo ponto. mas impingir ao outro a ideia que gressistas. quase que ticiparia mais tarde da formação do I Plenário do apropriação do debate. a vida. Além disso. (ateu)? Será que é esta a pergunta a ser feita ou devemos quando entendem como ameaça que os valores mais já acontecem: a ANPEPP (Associação Nacional de sair dos embates de foro íntimo e pessoal e partir para sagrados estão postos em xeque. vemos em várias culturas que. bem como o seu los como ideia do outro. A Psico.

médicos. foi a retomada da reflexão sobre o PSE. de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro. “saúde.XCHNG Implementado no município do Rio de Ja. 6 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . o desenvolvi. pio faz a adesão ao programa através de um sistema Embora seja uma política nacional. mas a promoção da saúde nas estratégia geradora de redes nessa ação?” e “Como elaborará o projeto e acompanhará a implantação e escolas ainda enfrenta grandes desafios fazer a rede funcionar como um dispositivo com o desenvolvimento do PSE. Janeiro. logia nas ações de promoção da saúde no contexto neiro há sete anos. assistentes sociais. que Dilma: O PSE funciona da seguinte forma: o municí- nistas e fonoaudiólogos. psicologia e educação Programa Saúde nas Escolas: sete anos depois Stock. educação e desenvolvimento social”. Nesse sistema. escolar?”. • Ter unidades de saúde de referência para as escolas. das ações realizadas pela Comissão de Psicologia e Edu- cirurgiões-dentistas.286. tais como: (os) psicólogas (os) eram: “Qual o papel da Psico- Decreto Presidencial nº 6. o PSE obteve importan. o Programa Saúde na Escola Conversamos com Dilma Cupti. o programa funciona no município do Rio de política pública nos municípios que aderiram. cabe avaliar essa Fale um pouco. vem se reunindo periodicamente na sede do Conselho. sobre o PSE e de como O PSE conta com a atuação de equipes multiprofis. “Como garantir a intersetorialidade como • Compor o Grupo de Trabalho Intersetorial que tes avanços. nutricio- cação do CRP-RJ (veja mais no box da página 7). Instituído pelo Decreto Presidencial nº 6. • Incluir a saúde no projeto político-pedagógico da denação de Saúde da Escola da Secretaria Municipal nente entre políticas públicas do campo da Saúde e rede pública. intensamente de informação do governo federal. de dezembro de 2007.286. assumindo a adesão ao programa de acordo com os requisitos Naquela época. o mento e a implantação do PSE devem acontecer em debatido pelo CRP-RJ no momento de sua criação. de 5 Secretaria da Saúde e da Educação. município correlaciona as unidades de saúde com âmbito municipal. para saber da Educação a partir de uma série de ações voltadas como o programa vem sendo desenvolvido na cidade • Alimentar as informações necessárias ao acompa- à promoção de saúde nas escolas e baseadas no tripé do Rio de Janeiro. por favor. Confira abaixo a entrevista. enfermeiros. cabendo a cada prefeitura buscar as escolas de referência do seu território. Uma sionais compostas por psicólogos. Às vésperas de completar sete anos. os principais questionamentos das o compromisso de realizar as ações pactuadas no estabelecidos em lei. que integra a Coor- (PSE) constitui uma estratégia de articulação perma. nhamento dos indicadores nacionais propostos. capacidade de gerar mais efeitos de diferenciação e • Elaborar o projeto de maneira conjunta entre a menos efeitos de medicalização e patologização?”.

br. pelo e-mail compsieduc@crprj. a obesidade e a cárie. as especificidades de cada instituição. fissionais aprovadas (os) no concurso público para a só tem a ganhar. com transtornos e até mesmo na discussão sobre a setor e a compreensão de referenciais teóricos dife- desmedicalização do fracasso escolar. por exemplo. de por meio da realização de ações dirigidas aos alunos. de construir indicadores que facilitem Dilma: A participação da Psicologia é fundamental no ma enfrenta? O que ainda precisa avançar? o monitoramento e a avaliação do Programa. 1762 ou 2224-1746 representantes da Secretaria Municipal de Educação • Belford Roxo: Convocação das (os) profissionais do Rio (SME/RJ) e do Conselho Regional de Serviço concursadas (os) e defesa da carga horária de 20 ho- Social (CRESS-RJ) para defender a abertura de cargo ras semanais para as (os) psicólogas (os) do Sistema de psicóloga (o) na SME/RJ. impasses e possibilidades. que. legitimando que a potência da Psicologia se dá através de da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social determinadas práticas e modos de pensar e agir uma relação de permanente troca entre os di- em áreas do programa.medicalizacao. Também vejo que a contribuição Dilma: O maior desafio é a própria intersetorialidade. na profissão. acesse www. Destacamos também o encontro na Câmara de prefeitura municipal. lhadoras (es) psicólogas (os). Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 |7 . na subsede do CRP-RJ em • Queimados: Respeito ao piso salarial da categoria. visa a ser um espaço de a respeito. ainda.org. temos realizado diversos encon- respectivas atribuições legais. entre outras. tendo em vista a possível não Contato: sindpsi-rj@sindpsi-rj. Ministério Público. a categoria e ao respeito ao piso salarial da categoria. prol dos interesses das (os) profissionais. Quais os principais avanços obtidos no Rio de e a Educação. Realizamos aprisionamento da vida escolar e que se implica Então. instituições representativas das (os) psicólogas (os) Prefeitura do Rio para tratar. a esfera legislativa e com o Fórum sobre Medicali- contínua e sustentada articulação entre as escolas SIEDUC) do CRP-RJ. propostas. curso público municipal. de questões cípios da Baixada Fluminense. rentes e. quando as duas Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da direitos das (os) psicólogas (os) dos diversos muni. ambas as instituições no encontro com os gestores da discutir e colocar em prática estratégias de defesa dos Com isso.Quais são as principais diretrizes dessa política? Dilma: A integração das redes do Sistema de Edu. em lutas contra a medicalização. respeitando-se sempre dições de trabalho. conforme determinação do tros na subsede do CRP-RJ em Nova Iguaçu para. à ética profissional • Nova Iguaçu: Ação para a convocação das (os) pro.br). tem se dado as relações intersetoriais? Programática) e um representante da Coordenadoria Regional de Educação. Além disso. por sua vez. pois inclui o respeito ao processo de cada exemplo. tais como: – o Sindicato e o Conselho – atuam em conjunto em relativas às condições de trabalho. entre outros. entre em contato com a COMPSIEDUC também uma reunião mensal com esses represen. o SINDPSI/RJ entende que. posso citar Como você avalia o papel da Psicologia nessa também os desafios de fazer chegar ao aluno as ações política? Informes do Sindicato dos Psicólogos (SINDPSI/RJ) O Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de Participamos. Para cação e do Sistema Único de Saúde nas diferentes Educação do CRP-RJ isso. tantes e outros atores estratégicos para a execução do Programa no município. conseguimos descentralizar as ações formando os interrogando as próprias práticas. A COMPSIEDUC. diversas maneiras no campo educacional: ela com a defesa dos Direitos Humanos. Quais são os principais obstáculos que o progra. acredita vimento Infantil (EDI) nessas ações e a participação circula e permeia diversos espaços. de uma reunião com os • Mesquita: Ação para convocação das psicólogas com o CRP-RJ em defesa dos direitos das (os) traba. portanto. os casos mais individualmente quando se encontra da Psicologia é fundamental para desfazer os mitos Agir de forma transversal e integrada é complexo e alguma alteração que influencia a saúde. é manter Psicologia tem ocupado no desenho curricular Núcleos de Saúde na Escola e na Creche (NSEC) nas e ampliar as discussões com a categoria sobre as da formação de professores? Como tem atuado a dez áreas programáticas da cidade com pelo menos relações entre a Psicologia e a Educação no que se (o) psicóloga (o) no sistema educacional? Como um representante da CAP (Coordenadoria de Área refere a limites. diálogo e reflexão permanentes entre a Psicologia cuja secretaria-executiva fazemos parte neste ano. de que diz respeito à promoção da Saúde e à capacitação qualificar as ações desenvolvidas e de acompanhar dos profissionais. Único de Assistência Social (SUAS).br / (21) 2224- Vereadores com o vereador Reimont (PT-RJ) e com renovação da validade do concurso. podemos citar a participação de em conjunto com o CRP-RJ e a categoria da região. ferentes campos e as diferentes áreas de saber. Para exemplificar. Comissão de Psicologia e a judicialização e a criminalização da vida. instituída no começo desse zação da Educação e da Sociedade (para saber mais públicas e as unidades básicas de Saúde da Família ano pelo XIV Plenário. afirmando a criação de no- Janeiro desde 2007? Entendemos que a Psicologia está presente de vos modos de atuação da categoria em sintonia Dilma: A inclusão das creches e Espaços de Desenvol. às vezes. profissionais da região para discutir Ética e con- aprovadas. Que lugar a O objetivo da COMPSIEDUC. desdobram Afirmamos uma Psicologia que questiona o Se interessou? as ações propostas em toda a cidade. divergentes. Janeiro (SINDPSI/RJ) vem atuando em conjunto Campos dos Goytacazes.org. a patologização.org. Além disso. segundo suas • Japeri: Ação para realização de nova prova no con- Além dessas ações. por em relação ao atendimento de crianças e adolescentes delicado. como. viabilizamos canais de interlocução junto aos comunidades adstritas a partir da criação de uma profissionais que atuam nas redes de educação com A Comissão de Psicologia e Educação (COMP.

tanto ontem quanto hoje. fragmentada e restrita às fronteiras por janne calhau mourão* de outras. o calendário mundial de megaeventos (além do transgêneres. de violações graves em nossas funções com casos de violência do Estado para as de segurança urbana. lembremo-nos. produ- zida pelas subjetividades hegemônicas. presidiários. deseja contribuir. para embelezamento da cidade e/ou revi. prática profissional a tendência de excluir de nosso campo de análise o cenário político-social no qual os Neste ano em que “descomemoramos” os 50 anos Com essas medidas e a espetacularização das notícias acontecimentos estão inseridos. ainda vivemos em uma dos violadores e pelo frágil exercício de cidadania dos drogas e à criminalidade. devem atravessar todas as práticas psi- moções forçadas em comunidades e o recolhimento vemos os que têm historicamente assegurados os cológicas em qualquer área de nossa atuação. bém exige de nós uma escuta sensível às manifestações Vimos a passagem da política de segurança nacional contemporâneas do mal estar. Janaína Sant’Anna Barros da Silva (CRP 05/17875) e Neide Regina Sampaio Ruffeil (CRP 05/26238). mas apenas para uma não tivermos esse cuidado. sempre ávidos Contudo. as políticas de segurança pública mantêm não está garantida para todos. em alguns aspectos. Helena do Rego Monteiro de Abreu (CRP 05/24180). e detentor de direitos ou não. Silvia Helena Calmon Bemfica (CRP 05/8795). “crakudos”. além plenos direitos de cidadania. temos sido marcados em nossa formação por uma abordagem. prolongando alguns definem quem pode ser considerado humano as pessoas podem ser tratadas como totalmente des. entre outros. por garantias individuais e patrimoniais de segurança. Nós psicólogos. observam-se ações de re. | Integrando a CRDH e o GT Integrado Psicologia e Relações Étnico-Raciais. excessiva- Fernando Frazão/ Agência Brasil mente técnica. espécie de democracia exclusora. não providas de cidadania. está fundada na acontecer em áreas rurais. essas políticas têm obtido o apoio de ditadura militar (1964-1985) não significou que as segmentos sociais mais privilegiados. na qual a cidadania grupos politicamente minorizados. Nessa concepção. nossa atenção deve “inimigos internos”. o que mentos sociais e nas periferias nos moldes das ações produzirá a individualização/privatização dos danos Acreditamos que a banalização das violações de militares da época da ditadura. conquistada com a participação ativa dos movimentos sociais. com a persistência dos aos direitos fundamentais de cidadania nas institui. “degenerados”. Julia Horta Nasser (CRP 05/33796). *Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608) é psicóloga e presidente da Comissão Regional de Direitos Humanos (CRDH) do CRP-RJ. compulsório da população em situação de rua. o que pode produzir em nossa talização de algumas de suas áreas. para a busca/ invenção de caminhos alternativos e diferen- ciados de construção de direitos para todos – direito a diferentes modos de viver e estar no mundo. Priscila Gomes Bastos (CRP 05/33804). embora tenhamos avançado muito estar direcionada ao sofrimento psíquico que delas segundo critérios sociais. do golpe. direitos humanos Os psicólogos e os Direitos Humanos Ao contrário da noção natural de direitos. Tais inimigos são definidos hoje ções totalizantes e. do combate às sociais. Andris Cardoso Tibúrcio (CRP 05/ 17427).. Diversidade Sexual e Identidades de Gênero: Maria da Con- ceição Nascimento (CRP 05/26929). em nome do na direção da construção democrática e de conquistas decorrem. Inexoravelmente. pensamos os Direitos Humanos como construção histórico- política. Alexandre Nabor Mathias França (CRP 05/32345). parte dos brasileiros. | Demais componentes da CRDH: Luciana Affonso Guimarães (CRP 05/12614). assim como a Ética. apostando em uma perspectiva na qual a subjetividade é entendida dentro do contexto dinâmico das produções sociais e acreditando que não exista apenas a possibilidade de agir e reagir frente ao já instituído no mundo. de atuação. Quando nos deparamos Temos notícia. “monstros”. Se nós psicólogos Assim. que constituem as bases de nosso código de conduta Carnaval e do Ano Novo). os subversivos Por ser temática transversal. seus danos subjetivos. os Direitos Humanos. não um campo isolado Como a cidade do Rio de Janeiro passou a integrar (de outrora) e os perigosos (de hoje). constatamos que o fim da na grande mídia. gação das violações e o silenciamento sobre elas. junto com o coletivo de psicólogos. a prática profissional tam- violações dos Direitos Humanos tenham cessado. Vemos isso também apenas nos corpos e mentes dos diretamente afetados direitos. Maiara Fafini Severiano (CRP 05/43721) e Rui Massato Harayama (Antropólogo/Cientista Social). cotidianamente. infelizmente.. de cada disciplina. geográficos. profissionais de Saúde em qualquer área que atuemos. 8 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . em geral. costumam ser considerados humanos. A Comissão Regional de Direi- tos Humanos do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRDH/CRP-RJ). e/ou praticadas por seus agentes. especialmente em contextos de impunidade progresso e da modernização urbana. essas práticas concepção natural de Direitos Humanos na qual e em manifestações populares nas ruas – nas quais levarão a retraumatizações sucessivas. tenderemos a reforçar a ne- ações violentamente repressivas contra certos seg. À parte do grupo cada vez mais crescente de excluídos profissional. com populações indígenas (e seus familiares).

indígenas e populações tradicio. Até começa a ganhar corpo na sociedade.crprj. hoje. notadamente algumas populações específicas (negros. Então. se explicava a permanência da popula- Maria da Conceição Nascimento que cabe à Psicologia e aos “psis” buscar cada vez mais ção negra nos níveis mais baixos da “pirâmide” social comprometerem-se com o tema das relações raciais e como herança da escravidão. das instituições e organizações em prover um serviço cionais que perpetuam as desigualdades. conselhei. surgindo. Não se dá atenção a esse detalhe. as crianças têm acesso e permanência garantidos na Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 |9 . Racismo Institucional se constata exatamente aí. Representando o estado do Rio. Qual tem sido a atuação do CRP-RJ nessa discus- do não se coloca em análise o já estabelecido e quando são e qual a sua importância? os prestadores de serviço adotam comportamentos discriminatórios decorrentes da falta de atenção. Foram promovidas. Ao todo. é na população negra que se desse conceito e. cultura.Encontro Nacional de Psicólogas(os) Aristóteles Kandimba. entrevista com a conselheira do CRP-RJ políticas públicas voltadas à população negra. Constata-se O que é preciso para que haja um progresso de site pelo link: <http://www. em nosso site pelo link: <http://www. ainda. O Racismo seja de fato democrática. que (CRP 05/26929) e Andris Cardoso Tibúrcio (CRP de Psicólogas(os) Negras(os) e Pesquisadoras(es). para falar um pouco A Articulação Nacional de Psicólogas(os) minicursos. Integrado Psicologia e Relações Étnico-Raciais. origem racial ou étnica. o Cariocas: passado. promoveu. se apropriar ou étnica. presente e futuro”. e as redes de serviços delas fato no combate ao Racismo Institucional? cias/2014/050514. todas A programação contou com mesas-redondas. de Trabalho Nacional para evidenciar a Resolução CFP nº 018/2002 e tem norteado sua ação a partir Diante dessa problemática. atividades mais a respeito. por que esses índices se mantêm? O Racismo Institucional. religião ou origem racial Conceição: É preciso. tendimento desse conceito: pela Constituição. então. dentre as quais a exibição do filme “Afro- da Conceição Nascimento (CRP 05/26929). pouco conhecida entre as(os) psicólogas(os). a partir daí. da Conceição: O CRP-RJ participa ativamente do Grupo ignorância.html> derivadas. do angolano ra do CRP-RJ. por exemplo). esse tema tem sido uma importante pauta da Psicologia brasileira. tornar o racismo visí- verificam os maiores índices de reprovação e evasão vel nas instituições e na sociedade para combatê-lo. o evento teve evento seis psicólogas (os). quan. Deve-se considerar que há Institucional sempre coloca pessoas pertencentes a bem pouco tempo o Estado brasileiro reconheceu ser grupos raciais ou étnicos discriminados em desvan. oficinas e Nos últimos anos.html>. as conselheiras Maria da Conceição Nascimento tante do CRP-RJ na ANPSINEP . II PSINEP reúne mais de 100 rodas de conversa e apresentações de trabalhos. Penso pouco tempo. coordenadora do Grupo de Trabalho II PSINEP . e apenas no século XXI esse debate de fato Estado e/ou por demais instituições e organizações. escolar. nais. como tema “12 anos de uma Resolução invisível”. foram mais de 40 trabalhos apresenta- psicólogas(os) em Recife (PE) dos nos formatos de comunicação oral.org. seria possível apontar do compromisso com a defesa dos Direitos Huma- a raiz do Racismo Institucional no Brasil? nos: essa é uma posição ética e política em face da Conceição: É interessante ter em mente que não se trata construção e consolidação de uma sociedade que de um novo tipo ou nova forma de racismo. conversamos com a psicóloga Maria Negras(os) e Pesquisadoras(es) (ANPSINEP) culturais.crprj. independente da cor. três delas pelo CRP-RJ: Regional de Direitos Humanos do CRP-RJ e represen. Diver. br/noticias/2014/050914. profissional adequado às pessoas em virtude de sua A entrevista na íntegra está disponível em nosso cor. posto que além de políticas públicas que realmente deem conta comumente se afirma que a escola atende a todos das especificidades das populações atingidas pelo igualmente.org. 05/17427) e a colaboradora Carina Augusto da O que se pode dizer sobre Racismo Institucional sionais de Psicologia em relação ao preconceito Cruz (CRP 05/37581). do preconceito ou de estereótipos racistas. em Recife (PE). mas permanece ainda A cobertura completa do evento está disponível Conceição: Vou citar um exemplo para ajudar no en. não chegam da mesma forma para todos os grupos sociais. entendemos que contribuir para que tenhamos uma sociedade na qual Racismo Institucional caracteriza-se pelo fracasso isso ocorre porque existem normas e práticas institu- a diversidade humana seja entendida como riqueza. no Brasil? e discriminação raciais. Entretanto. participaram do sidade Sexual e Identidades de Gênero da Comissão Reunindo mais de 100 participantes. entre 1º e 3 de maio. Negras(os) e Pesquisadoras(es). e. primeiramente. relações raciais Entrevista: Racismo Institucional e Psicologia escola.Articulação Nacional em referência à Resolução CFP nº 018/2002.br/noti- que as políticas públicas. o racismo um dos determinantes das desigualdades Tania Rego/ Agência Brasil tagem quanto ao acesso a bens e serviços gerados pelo sociais. estabelece normas de atuação das (os) profis.

05/35809). Mesas de debates lotaram o auditório da UERJ nos três dias de evento a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) com mesas de debates. onde veio a falecer. Marinaldo Santos (CRP 05/5057). além de 12 mesas temáticas. presidente da FENAPSI (Federação em 16 de fevereiro de 1964. mediada pelo conselhei. Nacional dos Psicólogos). Rita Manso. O primeiro homenageado foi o psiquiatra cubano- “Exposição de Pôsteres”. que contou com a par- Ao término da primeira mesa de debates. lançamentos de livros e apresentação cultural. e Esther Arantes (CRP 05/3192). nos dias 27. querque (CRP 05/3). a 8ª Mostra começou com apresentações de tos Humanos. Fernanda falou das hoje reconhecida. cimento em Psicologia: Produções acadêmicas ou de (CRP 06/41191). Fundadora e atual vice-presidente trabalhos na parte da manhã e da tarde. Homenagens do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ (GTNM/RJ). professora da PUC-Rio e UERJ e pesqui. em outra importante atração: a Comissão de Orientação e 1955. o Serviço de Orientação Psicopedagógica Fiscalização (COF) do CRP-RJ organizou um “Espaço Esther promoveu uma reflexão sobre os valores que (SOPP). tempo em que os viola. Alexandre Trzan (CRP pela regulamentação da Psicologia no Brasil. da UFF. Outra homenageada foi Therezinha Lins de Albu- A programação da 8ª Mostra contou também com sadora na área da Criança e Adolescente. estratégias de fortalecimento e valorização das (os) Abertura profissionais de Psicologia em nossa sociedade e das Foi prestada homenagem também à psicóloga Cecília armadilhas éticas nas quais muitas (os) psicólogas (os) Coimbra (CRP 05/1780). fundador do Instituto Nessa edição. no Rio de Janeiro. José Novaes (CRP cio outro ponto alto da abertura da 8ª Mostra: a do XII Plenários. também conselheira do CRP-RJ durante o XI e parte ticipação do presidente do CRP-RJ. “Práticas Clínicas e Institucionais em ro-tesoureiro do CRP-RJ. pioneiro em Psicologia Escolar no Rio Instalação” com título “Código de Ética: um encontro embasam a Declaração Universal dos Direitos Huma- de Janeiro e centro de referência em todo o país. 8ª moSTRA REGIONAL DE PRÁTICAS EM PSICOLOGIA 8ª Mostra reúne mil participantes em três dias de evento foram cerca de mil participantes. e com participação de Fernanda Magano político. teve iní. apresentações de trabalhos. mesas de debates. em 1947. 28 e 29 de agosto. O evento teve cerca de 150 trabalhos apresentados no da Graça Jacques e da coordenadora do Instituto de formato “Apresentação Oral” e outros 60 no formato Psicologia da UERJ. para além das normas”. Com um público recorde de mil participantes – vin- dos de diversas regiões do estado do Rio e também do país –. militante e incansável defensora dos Direi- (o). os trabalhos foram inscritos a partir de Houve também a mesa de debates "Políticas Públicas de Seleção e Orientação Profissional (ISOP). os participantes eram nos e questionou o modo pelo qual a nossa sociedade Primeira presidente do CRP-RJ. três eixos temáticos: “Políticas Públicas e Garantias e Garantias dos Direitos". espanhol Emílio Mira y López. Nele. fixou residência no Rio. sua contribuição provocados sensorialmente a refletir sobre diversos atual defende a garantia desses direitos ao mesmo na área da Psicologia Escolar e Educacional é ainda temas pertinentes ao Código de Ética do Psicólogo. Rio de Janeiro. mais de 200 trabalhos apresentados. foi teve início a mesa de abertura. A seguir. 05/980). psicóloga que organizou. do presidente do Sindicato dos Psicólogos do entrega de homenagens a três psicólogas (os) pela mesas temáticas e atrações culturais. e um dos precursores nos debates de Direitos”. Exilado espaços públicos e privados” e “Construção de conhe. a 8ª Mostra Regional de Práticas em Psi- arquivo crp-rj cologia movimentou. da importância de suas atuações e contribuições para a conselheira do Conselho Federal de Psicologia Maria Psicologia brasileira. 10 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . Em seguida. professora e pesquisadora Na data em que se comemora o Dia da (o) Psicóloga se veem envolvidas (os) em suas atuações cotidianas. pesquisa nas diversas áreas da Psicologia”.

buscou consultora e pesquisadora em Psicologia e Políticas analisar as interfaces éticas entre a prática clínica e Públicas e conselheira do CRP-RJ no XII e XIII Plená.html pelo psicólogo Pedro Paulo Bicalho (CRP 05/26077). professora e pesquisadora Encerramento da Escola Politécnica da Fundação Oswaldo Cruz.crprj. Ainda na Psicólogas (os) se credenciam no primeiro dia da 8ª Mostra Clínica-Institucional. À Janne. Humanos. por sua vez. O segundo dia do evento começou com mais apre- sentações de trabalhos e exposição de pôsteres. psicóloga ções de trabalhos e exposição de pôsteres. arquivo crp-rj Segundo dia Atenção Psicossocial) como um dispositivo estra- tégico dentro dessa política. psicóloga. vimento pela Luta Antimanicomial. A exposição de trabalhos no formato de poster movi. teve inicio a última mesa da 8ª construídas ao longo da história. sobre o Exame Criminológico: um livro falado” e “Ética e Psicologia: Reflexões do CRP-RJ”. houve a bela psicólogo. III e V Prêmio mentos de falas dos diversos atores do Sistema Margarete de Paiva Simões Ferreira. papel da Psicologia. acesse: quisa da Ação e do Sujeito). professor adjunto do Instituto de Psicologia da UFRJ mentou os corredores da UERJ e conselheiro do CRP-RJ no XI e XII Plenários. Falou Pilar.br/publicacoes Direitos Humanos. cinco publicações organizadas e editadas pelo CRP-RJ. e Benilton Bezerra. Veja O objetivo da publicação é instigar uma re- abaixo mais informações sobre essas publicações. falou sobre a im- sobre importantes questões que atravessam a prática subjetivação que se constituem a partir dela e do portância da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da Psicologia na contemporaneidade. abordou o cenário histórico- noite. o livro é “Fragmentos de discursos (não tão amorosos) uma obra coletiva sobre o Exame Criminológico. parte da manhã. Livros lançados pelo CRP-RJ na 8ª Mostra flexão e um incômodo a respeito das diver- sas tensões e contradições técnicas.org. como uma prática transversal que permeia toda e qualquer atuação Essas publicações estão disponíveis também para download gratuito na na Psicologia e como um dispositivo de intervenção política na garantia dos seção Publicações de nosso site: http://www. defensores públicos e direto- 2010 e 2012. Na parte da está muito atrelada à prática clínica apenas. Além deles. (1964-85) e. prática do Exame Criminológico nas unidades prisionais brasileiras. teve início a segunda mesa. compilando Prisional – como psicólogos. anos depois – As diversas facetas de uma vasta obra”.org. xão sobre a Ética. institu- “Ética e Psicologia” cionais e éticas que envolvem a controversa O livro foi concebido com a proposta – e o desafio – de provocar uma refle. Foram Elaborado de modo inovador a partir de frag- lançados os Cadernos do II. membro da Equipe Clínico. Já André abordou a produção do município e citou também o CAPS (Centro de de subjetividades e sua relação com as ideologias arquivo crp-rj Na parte da noite. assistentes sociais. juízes. sua dimensão política. chamada “Construção de Conhecimento”. dos processos de Rio de Janeiro entre 2009 e 2012. o livro apresenta um rico panorama sobre as atividades da Comissão de Orientação e durante 8ª Mostra Ética (COE) do CRP-RJ na condução de proces- Durante a 8ª Mostra. naquele período e atualmente. psiquiatras. houve a apresentação de 12 mesas temáticas também da questão da alteridade. com participação de André Feitosa (CRP 11/5064). na Psicologia. houve o lançamento de sos envolvendo denúncias contra psicólogas (os). todas elas distribuídas gratuitamente “Livro Falado” entre os participantes interessados. a partir de relatos reais de vivências rela- diada pela psicóloga Vivian de Almeida Fraga (CRP cionadas a práticas de tortura e violação de Direitos 05/30376). Para ter acesso à cobertura completa do evento. mestre em Psicologia Social pela UERJ. as (os) participantes puderam as- Política do Rio de Janeiro e presidente da Comissão sistir também ao “Simpósio Emilio Mira y López: 50 Benilton tratou da importância da produção do Regional de Direitos Humanos do CRP-RJ. O último dia da Mostra foi marcado por apresenta- e Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608). Participaram como palestrantes Pilar Belmonte (CRP 05/7190). que foi coordenadora de Saúde Mental do tarde. CRP-RJ lança quatro livros arquivo crp-rj Além disso. ainda coordenado por Ana Maria Jacó-Vilela. “Práticas Clínicas político do período da ditadura civil-militar brasileira e Institucionais em espaços públicos e privados”. formado por usuários de Saúde Mental. os trabalhos vencedores do Prêmio em 2009. segundo ele. e mestrando em Saúde Pública pela Universidade funcionários do Instituto Pinel e militantes do Mo- Federal do Ceará. O debate foi mediado http://www. Pirou”. Encerrando as atividades da 8ª Mostra. me. professor do Instituto de Medicina Social da UERJ e pesquisador do PEPAS (Programa de Estado e Pes. Pira- Terapêutica pela Universidade Autônoma de Lisboa do. conhecimento que. rios. mestre em Relação de Ajuda e Intervenção apresentação cultural do “Bloco Tá Pirando. Mostra. foram lançados res e egressos de unidades prisionais –. Boa leitura! Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 11 .br/noticias/2014/090814.crprj. para além do conjunto de princípios presentes no Código de Ética. psiquiatra.

diversas e intensas foram as mudanças ção no sujeito. espaço do consultório particular: ela menos 70% das (os) psicólogas (os) inscritas (os) e é preciso refletir sobre essa atuação de forma am- é uma prática desafiadora que instiga ativas (os) em todo o país atuem nessa área. que ainda separa Psicologia esse campo e seus atravessamentos políticos. econômicas e culturais experimentadas pela detrimento dos demais campos da Psicologia. Além disso. afiançando esta prática clínica tradicionalista. apresentada de modo reducionista. No caso da prática de bora esse quadro tenda a se alterar – já que depois Psicologia em nosso país ainda gire em torno desta um tipo de Psicologia Clínica. consequen- Se alguém entrar na sala de uma turma de graduação carização do mundo do trabalho. Pensar como essa nova realidade social afeta as pessoas qual área da profissão desejam seguir. Entre outros. Aliado a isso. seja exercida por muitos como um espaço privado de de industrialização. é fundamental romper com alguns paradigmas exis- psicólogas (os) passam a atuar em serviços públicos ignorando a complexidade de sua atuação. tendo sempre em conta a dimensão o profissional a pensar criticamente as são os fatores que nos ajudam a compreender esse ético-política que permeia esse fazer. implicações políticas da sua interven. quadro. vários foram os atravessamentos nas práticas do 1º ou 2º período de Psicologia. embora esta clínica tradicional ainda Ao longo do século XIX. A figura do louco e a Psicologia e política. seja numa institui. e perguntar aos estudantes privado. como profissionais autônomos. de graduadas (os) muitas (os) dessas (es) novas (os) clínica clássica. ainda hoje hegemônica. certamente a é imperativo para que se problematize ético-politica- resposta da maioria será a Psicologia Clínica. sociedade brasileira nas últimas décadas e. sos de graduação neste fazer clínico tradicional em políticas. que impele muitas temente. continua predominante para uma signifi- Nesse sentido. Muitos pliada e crítica. com o intenso processo cativa parcela das (os) profissionais brasileiras (os). é notório que a visão hegemônica da mente a prática da Psicologia.XCHNG A Psicologia Clínica não se restringe ao O Conselho Federal de Psicologia estima que pelo uma prática psicoterápica dual (psicólogo/paciente). a diversi. capa Psicologia Clínica: as dimensões ético- políticas desse espaço (ainda) desafiador Stock. a ênfase da maioria dos cur. Em. a pre. (os) psicólogas (os) para atuação em consultório psicológicas em todos os seus âmbitos de atuação. tentes que remetem ao próprio emergir desse saber. ção pública ou privada. aprimoramento tecnológico 12 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . ou privados em diversas áreas – o fato é que a visão de dade das práticas sócio-institucionais possíveis para uma clínica tradicional.

acho que essa escuta ampliada que sai do setting (CRP 05/29962). Não estou querendo dizer que a o funcionamento dessa pessoa como algo que produz Embora a clínica tradicional seja Psicologia Clínica se reduza a isso. tescos com as práticas das instituições disciplinares como algo que produz sintomas e sinais. inclu- podemos dizer que a clínica teve duas origens: o sive a partir do seu corpo e de sua interação. ajudando a romper demanda de extirpar a loucura da sociedade burguesa. namento com o surgimento da Psicanálise: ela vai Psicologia Clínica. diagnóstico. essa lógica vai ser revista que. mas como primeira vez nos EUA. afirma João da Mata Cesse Neto e cultural que o circunda e atravessa. estimulou o surgimento de práticas críticas e demo- médico. “Eu gosto daquela frase do Foucault: ‘A clínica psi. No início do século XX. não o somaterapeuta. essa ideia. Psicanálise traz um entendimento diferente. palavra. a práxis fazer psicológico – para que pudessem compreender médica. Então. Sigmund Freud e objetiva. “a partir do próprio conceito demandas da sociedade. no indivíduo. alcançou as ruas. corroborado pela falaciosa noção de aprende e percebe o outro”. que é preciso. tiva para o conceito que até então se tinha sobre o sobre essa atuação de forma portanto. então. prognóstico. a Psicologia deveria ser neutra a Medicina consolidou-se como uma ciência de e questionada. e profissionais afirmam que esse novo olhar clínico “Creio que seja nessa percepção do outro”. criar outro olhar para a noção da doença mental. pelo rompimento do modelo clássico de Psicologia Clínica. continua sobretudo em meados do século XIX. econômico. Foi nesse período que. especialista em Psicologia Clínica. configurando novas Federal Fluminense (UFF). sim. pois se refere ao ato de inclinar-se no leito para do tratamento da loucura era a ideia do confinamento os diferentes modos de produção de subjetividades. alta”. mas prática social menos hierarquizada”. somaterapeuta. mas que ela surge certo modo de estar na vida e no mundo”. importante característica do nascimento da Psicolo- gia Clínica: a necessidade de controle social. explica Márcia Alves Tassinari (CRP 05/1718). é preciso refletir social. Herdeira desse modelo a uma demanda do sujeito. “que cada um constitui-se como deveria ser excluído da sociedade e os especialistas considerando como ele é constantemente afetado um sujeito social. e o psicólogo e Foucault mostrou muito bem o quanto elas são e/ou o psicanalista vão. da Medicina na Psicologia Clínica. anamnese. Desse modo. Com isso. apenas à loucura. praticada por muitos como um tendo essa matriz”. o termo ‘clínica’ foi empregado pela da doença mental também está atrelado à ideia de sujeito não como um indivíduo isolado. não mais à patologia em si. a nova conjuntura social e política do país seu respectivo tratamento. isoladamente. histórico e político. observar a manifestação da doença no paciente (klinê). foram produzidas as relações discursivas tirando o foco da doença para o sujeito. e da separação. “tratar” e “curar a doença”. fica evidente a influência histórico e não apenas intra-psíquico”. político. doutor Esse modelo clínico vigorou por muitos anos na pode ter um sentido pedagógico em que cada um em Sociologia pela Universidade de Lisboa e doutor Psicologia. destaca. No entanto. Stock. O louco voltou-se apenas para o sujeito. pesquisadores e profissionais. também caracteri- zada pelo uso de jargões tipicamente médicos. com o estigma social de que ela estava associada ampliada e crítica. “há um grande redimensio. como: A prática clínica passou a compreender uma atuação paciente. começou a ser refutada por diversos ascensão. na déca- do Centro de Psicologia da Pessoa (CPP) e professora da de 1980. histórico imagem muito importante de nós mesmos. observado não como uma análise diagnóstica. avalia Márcia. em Psicologia pela UFF. a Psicologia começou a olhar o Na Psicologia. muitos acadêmicos “É nesse contexto que surge a clínica psiquiátrica. em 1896. O espelho social nos fornece uma [psicólogos e psiquiatras] estariam ali para garan. Extrapolou as A psicóloga Cristina Barros Rauter (CRP 05/1896). as instituições. comprometida com o sujeito e com a sociedade na qual se insere e da qual é parte. a partir desses sinais. médica.e aperfeiçoamento das técnicas de biomedicina. por Lightner Witmer”. a clínica psicológica despontou. e. “Desde a proposta da Reforma Psiquiátrica. Conforme ressalta João da Mata. com o processo de redemocra- de poder que fabricaram o conceito de doença e prática da clínica psicológica passou a estar vinculada tização. com o nascimento Ainda segundo o somaterapeuta. paredes do consultório. comprometida com o sujeito estudado pela Psiquiatria. ultrapassando o setting doutora em Psicologia Clínica e professora titular terapêutico. “o corpo passa a ser relação que se forma a possibilidade de uma nova do hospital. a Psicologia Clínica permaneceu as- Psicologia Clínica para além do divã espaço privado de uma prática sociada a práticas disciplinares de poder e exclusão A Psicanálise. Com a Psicanálise. Até então. psicólogo. aí tir esse trabalho”. menciona também outra possibilidades para o fazer clínico. A Psicologia precisou responder às novas Segundo a psicóloga. A (os) a saírem do espaço do consultório particular – intervir. que não responde ao funcionamento ‘normal’ dentro ga.XCHNG Não apenas a escuta no que a pessoa diz a partir da cológica surgiu a partir do confessionário’. de alguma forma. grande importância para a sociedade burguesa em desloca a importância dada à observação clínica entretanto. provocando as (os) psicólogas os sintomas para. separar esse sujeito um ser social. visando àqueles chamados de loucos. criando condições para a de clínica e da presente ligação ao tratamento e cura emergência de uma nova concepção de clínica como das doenças de ordem mental. como ciência. A clínica em Psicologia tem esses paren. exagero dizer que a Psicologia surge com a tratamento da doença mental. Não seria. a partir da clínica no processo terapêutico e a transfere para a escuta. portanto. “a percepção do ou- tro é fundamental ao nosso próprio reconhecimento. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 13 . psicólo. algumas mudanças foram responsáveis titular da Universidade Estácio de Sá. a posteriori. então. pelo contexto social. segundo afirmavam. mas o que a gente percebe do outro. a Na década seguinte. É nessa ‘confessionário’ e a prática médica. trouxe uma nova perspec. entender ligadas ao poder. sócia fundadora do que é esperado e aceito socialmente”. não mais até então considerado como o templo sagrado do “A clínica como atividade é uma prática de tradição tentando excluir e isolar o paciente. A partir da década de 1970. psicoterápica. os de Psicologia Social e Institucional da Universidade espaços públicos e coletivos. com Conforme analisa João. Todo esse processo de confinamento Nesse momento. objeto inicialmente prática transformadora. cráticas que repercutiram no modelo tradicional da a função de observar e compreender.

creche. “Compreendo por política Esses questionamentos estão presentes na Psicologia Rua. em grande parte. medida em que possa “Entendo a Psicologia se afastar da dimensão Clínica como perten. podemos afirmar que toda a prática baseado em conhecimentos técnicos e teóricos. serviços de Plantão Psi. com isso. Ainda assim. clínica e psicológica está baseada numa relação de caracteriza somente pelo local em que é praticada. A utilizando-se de di. a Psicologia Social e a Psicologia Clínica. “De modo algum eu faço polí. Stock. à subjetividade e aos afetos clínica em diferentes contextos e espaços físicos”. com esse paradigma. prática transformadora”. voltada para cente à área da Saúde. tor- psiquiátrico. a cura individual. as grupo. com famílias vítimas de violência ciência que deve ser objetiva. os coletividade”. o sofrimento humano. clínica está presente na modalidades de clínica afirmação de determi- psicológica que com. um modelo de formação péis. a clínica pode em campo ao invés de e deve ser uma prática permanecer estático em política. sem dúvida. o ranço deixado pela ideia. já que a clínica psicológica não se profissional em formação. a Psicologia brasileira ainda hoje padece desse mal”. que aponta o poder da do saúde em diversos pessoa em se responsabi- contextos para além do lizar pelas suas escolhas e consultório particular: rever os atravessamentos hospital geral. “Clínica questão ou. os Consultórios de outra noção de política. é inegável que toda a diretamente relacionado à análise crítica de nossas ele lida com questões das subjetividades. escuta clínica também é ferentes orientações política na medida em teóricas e promoven. Parte significativa de meu que essas questões. Contudo. e con- podendo atuar também siderar as múltiplas in- no nível preventivo fluências que perpassam (prevenção primária). política definida e nada neutra: a delimitação de pa- Uma prática que não é neutra vilegiam. nadas práticas. Eu vejo que psicoterápica em um consultório privado. Os próprios cursos de Psicologia ainda pri. Até situação de rua. Psicologia brasileira ainda carrega. não é possível favelas. aponta a psicóloga. no capitalismo atual. fazem essa velha dicotomia entre a Psicologia Clínica um fazer para além da prática e política? O que tem uma coisa a ver com a outra?”. doméstica”. voltando à própria história da Psicologia. hospital sociais e culturais. João da Mata destaca que toda a prática (o) psicóloga (o). quando se achava que tudo que dissesse Na avaliação de Márcia. os atendimen. são política da atuação tos em hospital geral. então. estando questionam-se alguns. (o) a isso. pos. universidades geralmente não dão importância a essa a experiência da prática psicológica quando colocada 14 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . prisões. pode-se dizer que se descortina para muitas (os) profissionais mantêm-se céticos. trabalho como psicólogo se dá a partir da terapia em to atravessadas pelas dinâmicas de controle social e Essa responsabilidade ética nos revela a irrefutável pela uniformização da subjetividade. “Mesmo provam que o psicólogo no espaço do consultório cada vez mais está saindo particular. aprofundar debates e reflexões sobre a dimensão e a dos ditos anormais e perigosos. espaços e territórios para os indivíduos dentro De modo geral. presente também em diversos equipamentos sociais. tica dentro do meu consultório enquanto atendo meu Na opinião da professora da UFF. paciente”. de uma pessoais e individuais quanto pelos que envolvem a 15) e a clínica de rua. muito difundida.Atualmente. e é significativo o número de profissionais não aquela dicotomia que era feita pelo próprio (CRAS). higienista. entre outros. Acho muito mais poderosa e transformadora dimensão política da prática psicológica. “podemos exercitar a escuta práticas. que relutam em admitir a dimensão política de suas marxismo. a dimen- cológico. para romper como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). sobretudo no âmbito clínico. a possibilidade de transitar tanto por aspectos mais do atendimento on-line (veja mais no box da página predominantemente na década de 1970. Entendo política como Segundo ela. protestam outros. e a (o) profissional precisa estar muito atenta “Eu vejo o papel do psicólogo clínico como um papel mas. “porque recidos ao sujeito.XCHNG Assim. na seu consultório”. sem da sociedade a partir da exclusão e do aprisionamento psicológica está ligada a uma intervenção clínica. é importante ter em mente as Residências Terapêuticas. tos de saúde. das especificidades sócio-históricas que afetam o percebemos que a clínica já surge com uma proposta sujeito. Diante disso. “é interessante acompanhar a discussão grau. Para Márcia. poder. pela escuta e acolhimento ofe. nando-se. afirma Cristina. uma manicômio. “O tipo de clínica que me interessa está imediatamente político”. e sabemos intervenção clínica é política e abrange uma grande próprias práticas de poder. principalmente. escolas. embora em menor não fazia parte da política. estão mui- responsabilidade ética e social. trabalho com cindir a prática clínica meninos e meninas em da prática política. independente do espaço em que se dê a atuação da responsabilidade sócio-ético-política dessa (desse) Nesse aspecto. os Centros de Referência em Assistência Social brasileira. Isso porque a respeito ao indivíduo. neutra e descolada porque.

estar atento. pela escuta e poder. gulamentando os serviços psicológicos realizados Seus defensores argumentam que esse atendimen. Se a Psicologia age no mo. “Numa comum pelo mundo. por exemplo. caso o psicológicas on-line. normalidade. argumentam que tal prática suscita importantes questões éticas. humanas. Entretanto. desde que sejam de caráter paciente necessite viajar ou mudar de endereço. Apesar de a to barateia os custos da consulta. como sofisticados mecanismos de exclusão. complementa João. terapia de uma maneira diferente e isso dificulta criar uma unidade na definição do processo psico- Márcia Tassinari (CRP 05/1718). Se não houver certo olhar para isso. psicóloga. sobre si mesma e pense a forma como estabelecemos A clínica psicológica. acolhimento oferecidos ao sujeito. o que requer investimentos à resolução. A resolução prevê ainda a possibilidade Em contrapartida. Agora. adverte a psicóloga. como exercemos nossas profissões ou como Na passagem do século XIX para o XX. e citam também deva ser realizado apenas em caráter experimen- a flexibilidade de horários e a possibilidade de tal. com medicalizante do ajustamento e/ou confinamento prática clínica deve ter mais essa perspectiva política. pode ser pensada e pra. Embora não seja reconhecida em alguns países (como sessão por escrito. torna-se uma capturada por movimentos acríticos de psicologi. se a Psicologia se o grupo funciona que se dá empiricamente a percep. A clínica psicológica não revolucionária e transformadora”. mas. Psicoterapia on-line: uma nova possibilidade comunicação (chat. embora a Psicologia não deva se fechar às assume um efeito terapêutico na vida da pessoa?”. às suas próprias práticas de que houve certo redimensionamento dessa ideia e é principalmente. a clínica se clínica precisa sempre se reinventar para não ser sentido de adaptar as pessoas a certos padrões de esvazia. o CFP instituiu a Resolução nº 011/2012. Além do mais. ou ainda de aumen- ção de quais são as práticas de poder ali inerentes”. Canadá e Inglaterra. Além disso. “de o profissional daí. Com o aprimoramento galopante e voraz das diversas tecnologias de comu- nicação. em pleno século XXI. “Pre- “Não desconsidero a possibilidade de realizar um trabalho desta natureza nem cisamos ter a mente aberta para aprender com a modernidade tecnológica e o desqualifico. É preciso que ela se fortaleça no sentido de aumentar preciso que a prática clínica saia do próprio olhar a potência de existir e de viver em vários âmbitos”. a forma que reproduzimos práticas de autoritaris- daqueles que eram considerados loucos.numa dimensão social. como Apesar de considerar “a iniciativa do CFP de a segurança e o sigilo dos dados transmitidos du. pacientes há mais de uma década. terapêutico. “A preocupar com esses microfascismos cotidianos. O Sistema Conselhos de Psicologia vem acompanhando de perto os desdobra- Em nosso país. corrobora. É no laboratório social em que zação. se configuram torna um espaço de resistência. acrescenta. espe. de atendimento on-line eventual a pacientes que pientes os estudos que atestam a validade científica estejam momentaneamente impossibilitados de para que a psicoterapia on-line possa ser oferecida comparecer à consulta presencial. a psicoterapia on-line vem tornando-se uma prática cada vez mais “O aspecto da confidencialidade é o maior complicador”. expandimos nossa sociabilidade. da sin. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 15 . estudiosos e computador do paciente?”. minha experiência pessoal no uso de ferramentas de o coração atento para separar entusiasmo juvenil da sabedoria ética”. afirma ou fazendo psicoterapia? E se minha orientação que. como saber se o paciente está sozinho do outro lado? no Brasil). A prática que é o que lhe dá sentido. “Cada abordagem lida com a psico- em tecnologia da informação. Skype. Márcia tece algumas críticas rante o atendimento. destaca. muitos sustentam que são inci. novas possibilidades. orientando do Centro de Psicologia da Pessoa (CPP). gularidade e das potencialidades de ser e estar no mun- do. ao plano ético e político de sua atuação. ela pode ser extremamente perigosa prática de afirmação de hegemonias”. pois. essa prática tem causado grande controvérsia nos mentos desse debate. pontual. informativo e não firam o Código de Ética. como diferenciar para cialista em Psicologia Clínica e sócia-fundadora o paciente que estou aconselhando. “A clínica deve ser um processo para que. que. a psicoterapia on. a psicoterapia on-line apresenta alguns desafios que devem ser avaliados. “A clínica deve ser um dispositivo para criar um filhos. to da capacidade de luta das pessoas no sentido de De acordo com o somaterapeuta. a partir se caracteriza somente pelo “Daí a importância”. como educamos nossos ticada como um mecanismo político de resistência. ela pode ser extremamente Psicologia Clínica deve ser a afirmação da vida. patologização e medicalização das relações por criar uma alienação. Em 2012. como um serviço. começaram espaço de resistência a essas outras práticas de po. contudo. re- debates acadêmicos e entre as (os) profissionais. Stock.XCHNG por meios de comunicação à distância. então. grande importância”. “Ainda carecemos de elementos consistentes para grandes afirmações das práticas psicológicas mediadas pelo computador”. nos EUA. no sentido mais amplo. possamos potencializar nossa existência. A clínica precisa se a surgir na Psicologia questionamentos à lógica der vistas como ‘naturais’”. ela permite um máximo de 20 orientações manter o processo terapêutico à distância. Como saber se uma terceira pessoa está acessando o registro da conversa no line é regulamentada e vem atraindo a atenção de profissionais. nossas relações amorosas. Acho até local em que é praticada. e-mail) me traz dificuldade em perceber algumas expressões e o aspecto emocional contido em algumas frases e colocações – e para a Psicologia Clínica? isto na clínica é muito importante”. inclusive. já que dispensa a normativa estabelecer que o atendimento on-line infraestrutura de um consultório. o papel político da maior expansão de sua liberdade na relação per- manente com o outro.

Isso é importante porque.Desse modo. ampliando o campo de mudança de paradigma. Nesse sentido. do Seminário “Práticas Integrativas e Complementares e Racionalidades tivo passa a ser reconhecido como parte de um tratamento. nhecimento acadêmico dessas práticas e. duas importantes resoluções: a 010/97 e a 011/97. esse olhar para essa diferença e que. uma João. res”) compreendem um conjunto de métodos e técnicas terapêuticas ainda não reconhecido Por outro lado. elaboração de laudos e pareceres. Práticas Integrativas: uma controvérsia na Psicologia Atento a esse contexto.br e assista ao vídeo ‘secundária’. vêm conquistando espaço.crprj. Porém. psicóloga clínica e conselheira do CRP-RJ. o que dificulta o seu reconhe. mais tarde. ainda em estágio inicial de estudos e validação Integrativas. pelo menos. da proposta terapêutica. pois seria um ‘tratamento’ alternativo ao convencional. mas dessas práticas são regulamentadas por outras profissões. Reflexologia. Terapia de Vidas Passadas. como um campo repleto de possibilidades para uma prática supostamente neutra exercida dentro desenvolver uma escuta clínica que promova as po. que partir dele. “vem sendo muito sentido universal de todas as condutas. duas décadas. Isso é muito estão sendo produzidos pelas práticas clínicas atuais. regulamentadas. Numerologia. dessas práticas.org. muito debatido pela categoria e isso é importante e tentativa de enquadramentos a modelos de condutas tervenções. as resoluções incentivam Práticas Integrativas (inicialmente chamadas e qualificam o debate sobre a regulamentação de “Alternativas” e. o CFP publicou. isso. Assim. Tarologia. respectivamente. por exemplo. Psicologia Clínica e para as (os) psicólogas (os) é intervenção clínica nos revela a “O psicólogo na escola pode escutar a criança. as normativas apontam. trabalho clínico da Psicologia”. Quiro. uma possível regulamentação pelo CFP como práticas psicológicas. Aromaterapia. explica. o seu uso como recurso terapêutico e os caminhos para o desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos na área. ou seja. Com a ‘integrativa’. tenhamos um cuidado muito grande do constituir a partir do exercício contínuo de pensar tentam ‘prever’ comportamentos de presos [exame que pode virar um governo sobre o outro. elas se tornaram reconhecidas. elevando. que somos desde cedo ensinados a satisfazer”. e a Acupuntura são dois exemplos de práticas nominação dessas práticas evidenciam novos Stock. (o) diante de uma nova demanda. ter. sobre as pessoas. uma prática Se interessou pela temática? Acesse http://site. Essa situação tem estreita relação com a vem gerando outras práticas”. Terapia Floral. a Psicologia Clínica não se limita a importante questão para a Psicologia atual. 16 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . pesquisas. Ágnes cita duas importantes práticas. é complemento Profissionais”.XCHNG que não eram reconhecidas pelo CFP até 2000 posicionamentos em relação à sua importância e 2002. sobretudo. a sua responsabilidade ética. em: www. Por Grafologia. muitos se questionam: “Se algu. como esses. realizado em 2010 pelo CFP. entender gerar reflexão crítica sobre que efeitos-subjetividade irrefutável dimensão política da a sua demanda e não querer normalizá-la. há a aposta de essas práticas estarem integradas ao tratamento: não é mais uma alternativa e nem um As Resoluções 010/97 e a 011/97 estão disponíveis para consulta e download complemento”. por sua vez. Cromoterapia.br/legislação. É importante é uma maneira de desconstruir microfascimos discutida atualmente a função dos psicólogos de fa. aponta a Psicologia na Educação Como vimos. a prática clínica deve se zer laudos e pareceres. num terceiro momento. ao reconhecimento das Práticas Integrativas. entendendo que não somos iguais no sobre as pessoas e auxiliá-las a traçar estratégias sentido absoluto e que o outro não pode ser tratado no de resistência ao cenário predominante de captura Conforme exemplifica Cristina. diz. os estudos e pesquisas nessa área devem mancia. “A Hipnose (sem regressão a vidas passadas) esclarece que as próprias mudanças na de. ou ‘saber’ se uma criança sofreu de sobre o comportamento do outro. por exemplo. respectivamente. Algumas das Práticas Integrativas coloca a (o) psicóloga delas são: Reiki. prática profissional na Psicologia. através de para as áreas da Saúde. O adjetivo ‘alternativa’ apontava certa transgressão. Cristalogia ser incentivados para contribuir para o reco- e Iridologia. o grande desafio para a A responsabilidade ética da tencialidades de autonomia do sujeito. hoje cimento na Psicologia?”. cabe à (ao) psicóloga (o) estar sensível fato abuso sexual. provocando polêmicos debates entre profissionais e teóricos na Psicologia brasileira há. Embora não estabeleçam o reconhecimento das Práticas Novas práticas terapêuticas. em 1997.org. Já o termo ‘complementar’ traz uma mudança radical: o alterna. Shiatsuterapia. Esse poder do psicólogo tem sido considerável do sofrimento emocional decorra da às relações de poder que estão presentes em suas in. as vimento de estudos. “Complementa. ao oferecer Embora algumas delas sejam hoje aceitas e os subsídios éticos e técnicos para o desenvol- regulamentadas por algumas áreas da Saúde. para sua aceitação como Diante disso. Acredito que parte tervenções na vida das pessoas. com isso. a cotidianos.cfp. de consultórios. como exemplos para a pa- vimentação do um possível caminho rumo Ágnes Cristina da Silva Pala (CRP 05/32409). importante para que possamos ter um olhar singular Apreender os diversos impactos da vida cotidiana prática psicológica. uma tutela os limites éticos e os impactos políticos dessas in- criminológico]. as diretrizes éticas para científica. produções acadêmicas e articula- “Esta metamorfose ‘alternativa-complementar-integrativa’ assinala uma ções da categoria.

diversos situações e os tempos" mete quando nos defrontamos com o indeterminado discursos/práticas passaram a ser justificados em [. tornando-se slogan em questões sociais. diz Luís Cláudio torná-la rígida e inadaptável à diversidade de situa. a partir de uma escolha ou decisão que tome em determinada situação. No entanto. as vontades. pouco se produz em termos de entendimento. * Marcia Ferreira Amendola (CRP 05/24729) é psicóloga. ou seja. que muito se fala de e tomar decisões potencializadoras de vida. no contexto atual. singulares para buscar se assentar em garantias. estar preparado para lidar com outras posições.. o psicólogo deve “saber lidar com a multiplicidade sem recorrer às líticas. que oferece um modo Quando um profissional afirma. sua referência histórica e seu caráter reflexivo. orientar-se em relação a ela. perdendo harmonizar seus interesses com os da sociedade. como um conjunto de princípios que remete à capa- bom e certo de ver o mundo. para que o homem possa Figueiredo (Revisitando as psicologias: da epistemo- ções presentes no dia-a-dia dos indivíduos. porquanto isso seria torná-la rígida e inadaptável à diversidade de situações presentes no dia-a-dia dos indivíduos" Por Marcia Ferreira Amendola* Com efeito. há. liberdade precisaria de autodeterminação. que a prática psicológica esteja implicada no modo como o sujeito age e se relaciona com o social. ecológicas. nessa luz de conhecimentos que possui naquele instante. com a vida. novos modos de subjetivação e práticas de si singu- lares. articulando limites e possibilidades. para “ser-psicólogo” éti- a perda do seu rigor e contundência. para Na contemporaneidade. p.XCHNG mento da norma para a conduta ser considerada ética. "A Ética não implica a adoção de medidas normatizadoras e adaptativas. atravessa as situações e os tempos. tal como o Código de Ética Profissional. ela deve ser pensada como propositiva. bastaria ensinar e cumprir o que determina o Código de Ética Profissional. a regra está sempre presente. ed. Sendo a prática do profissional psicólogo uma intervenção intencional que promove efeitos sobre o mundo. 4. etc desde que abordadas de forma prazerosa. esteja implicada com as demandas advindas do campo da produção de subjetividade. criando explicações ou resultados verdadeiros e válidos. atravessada que está pelos diversos agenciamentos do sujeito. processo de enquadramento. Assim. tais práticas se estabelecem como processos porém. a Ética não implica a adoção de medidas lismo vem ganhando espaço e provocando confusão lidar com alteridades. assim. médicas. possa fazer escolhas autênticas de atender às demandas do trabalho. o que nos remete à dimensão normatizadoras e adaptativas. Eis o problema da Ética na contemporaneidade: Desse modo. redutores e moralizadores. seja de oferecer essa expressão. Petrópolis: Vozes. portanto. assim.151-152). Com isso. ser-psicólogo é também ocupar espaços e nome da Ética. Mas. sobre o social. caberá ao profissional psicólogo decidir o modo de conduzir- e o papel do psicólogo se.]. 2008. Ética. percebe-se que o persona- No entanto. É pre- ciso que a prática. o profissional deixa que sua atuação é ética ou ético-política porque está cidade de o indivíduo ponderar vários argumentos à de pensar os acontecimentos como experiências amparada ou prevista no Código de Ética. ela tem caráter ético-político. não é suficiente o conhecimento e cumpri- Stock. permanente que atravessa as mais fáceis respostas à angústia que sempre nos aco- superficial e politicamente correta. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 17 . é uma criação permanente que isso.. presidente da Comissão de Orientação e Ética (COE) do CRP-RJ e doutora em Psicologia Social pela UERJ. porém. po- "Ética é uma criação co-político na contemporaneidade. sua logia à ética das práticas e discursos psicológicos. Ética não se reduz a um código de condu- Quando esta prática psicológica se transforma em ta profissional. além de comprometida com esta e outras tantas normas. porquanto isso seria entre liberdade para fazer escolhas e concretizar todas ética e política de nossa profissão”. ética Ética na contemporaneidade Dessa forma. aspira-se que. Percebe-se. Com Ética – havendo até um uso recursivo dessa palavra –. seja declaração. se assim o fosse. um juízo acerca do que se entende por De modo que.

e Terças. regulamenta a Lei n. Caso importância do PL 3. deveria ser aprovado primeiramente pelo ple. em todo o território nacional. Telefone: (21) 2139-5432. o dessas(es) trabalhadoras(es). PL segue tado recurso.338/2008. ao portador de Carteira de Identidade Profissional expedida pelo Conselho sionais no exercício da Psicologia. defende a tamente os usuários do sistema de saúde.338/2008 não apenas para a(o) privado. temá- Região Norte Fluminense: Quartas. Baixada Fluminense: Terças. a(o) terá o prazo de 15 dias úteis para sancionar o texto de julho pela Comissão de Constituição. Desse modo. Presidência da República. e telefônico (somente na sede) nos seguintes dias e horários: Alertamos também que. que realidade. Isso porque não se trata de uma reivindicação em acompanhar a tramitação do projeto de lei! defesa apenas de melhor qualidade de vida para No dia 14 de outubro. Dê sugestões de temas para a COF abordar na próxima edição do Jornal do deral e os Conselhos Regionais de Psicologia. psicóloga(o) como também para toda a sociedade. Regional de Psicologia da respectiva jurisdição”. integralmente. deverá inscrever-se no Conselho Regional de sua área de ação. ticas e objeto de trabalho da Psicologia. que Conselho para o exercício da Psicologia. Fique ligado em nosso site e mídias sociais para nário da Casa antes de seguir para sanção presidencial. o texto seguirá diretamente para a lho. das 13h30min às 17 h. com a redução da carga horária. das 9h30min às 13h. No dia 15 de outubro. 18 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . a qualidade do serviço prestado e beneficiando dire- nhado para sanção da presidente Dilma Rousseff. é de responsabilidade da(o) psicóloga 13h30min às 17h. campanha nas mídias sociais: #psicologia30horas. Isso porque é obrigatória a inscrição no temáticas relativas à prática da(o) psicóloga(o) no estado do Rio. Com a aprovação unânime do texto no dia 15 Além disso. 1º do Decreto nº 79. de Lei nº 3. pode estar mais perto de virar para ser encaminhado para a presidente Dilma.º 5. desde então. A COF tem a função de orientar a categoria e a sociedade sobre a legislação e ficar é o tipo de atividade realizada. Justiça e Cida. Até o fechamento desta edição. o PL aguardava. independente do enquadramento funcio. das 10h às 17h. CRP-RJ. mesmo que a instituição na qual a(o) profissional Sede: Segundas. nal na organização em que atua.766. somente será permitido É importante destacar que registro é obrigatório para todas(os) as(os) profis. de capacitação e formação continuada. ela(ele) deve estar Ficou com dúvidas nessa e em outras questões? Então.766/1971. a(o) psicóloga(o) estará exercendo ilegalmente a profissão. conosco! Esses são apenas alguns exemplos. Subsedes: Assim. o PL não podia receber nenhum recurso. como se tem consta- PL retornou à CCJC para validação de sua redação tado em outros profissionais da Saúde (como assis- A carga horária máxima semanal de 30 horas para final. de assegurar.822 de 1977. contrário. de acordo com o Art. mesmo que a(o) profissional ocupe cargos como assistente técnico ou analista de RH. CRP-RJ para qualquer atividade técnica onde a formação de psicóloga(o) seja concedemos plantões de atendimento presencial (sede e subsedes do CRP-RJ) necessária para o desempenho da função. aumentando o prazo regimental de cinco sessões para ser encami. fique de olho PL das 30 horas passa pela Câmara e segue para sanção presidencial arquivo crp-rj Sem receber recursos na Câmara. trata-se também Participe você também e ajude a fortalecer essa sessão do prazo regimental. profissional terá mais tempo para se dedicar a cursos dania da Câmara (CCJC). Nesse assim como todo o Sistema Conselhos. público ou período.” A Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) do CRP-RJ vem esclarecer às(aos) psicólogas(os) sobre a obrigatoriedade da inscrição profissional no Do mesmo modo. ao atuar sem o registro profissional no desenvolvimento de tarefas e Região Serrana: Terças. das 14h às 17h30min. aconteceu a quinta e última a(o) profissional psicóloga(o). O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro. um aumento da eficiência e da produtividade diretamente para sanção presidencial. tentes sociais e fisioterapeutas) que já conquistaram psicólogas(os) em todo o país. pois o que a(o) profissional precisa veri. como estabelece o Projeto dava somente a assinatura do presidente da Casa seu direito às 30h semanais. com vetos parciais ou veto total. A obrigatoriedade do registro profissional na Psicologia para o exercício da profissão. (o) atentar para o tipo de trabalho que desempenha. “o exercício da profissão de Psicólogo. com a redução da jornada de traba. em nosso país. Conforme previsto no Art. Quartas e Quintas.10 da Lei nº 5. Como não foi apresen.org.br. Envie e-mail para cof@crprj. Para tanto. “todo profissional de Psicologia. das atue não exija a inscrição no Conselho. técnicas comuns a outras profissões que contemplem conhecimento. que cria o Conselho Fe. o texto aguar. entre em contato inscrita(o) no CRP-RJ. nas suas diferentes categorias.

Assim como ocorreu contra o Ato Médico. cirurgias e demais procedimentos – entre eles. a última delas Alexandre Trzan. consegui espaço também para a discussão bate onde forças distintas buscam conciliar o bom de um saber sobre os demais. a ao campo privado. A isso “A Saúde Suplementar. no Grupo Técnico (GT) da ANS. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 19 . se mantém como de Saúde Suplementar (ANS) e às operadoras para a chamamos Saúde Suplementar. (os) e o número máximo de sessões anuais cobertos do CRP-RJ se mobilizou em um estudo preliminar “A Saúde Suplementar”. saúde suplementar Saúde Suplementar e a atuação das(os) psicólogas(os) baixos honorários. no Congresso Nacional de Psicologia (CNP). (RN nº 338) publicada em 21 de outubro de 2013 e CRP-RJ nas discussões sobre Saúde Suplementar em vigor desde 2 de janeiro deste ano. a ANS. O CRP-RJ se faz presente nessa discussão por meio As principais demandas das (os) psicólogas (os) ao do conselheiro Alexandre Trzan Ávila. “Entre as pautas de defesa e melhoria da Saúde A Saúde Suplementar no Brasil é um campo de em- ra o Ato Médico na prática e denuncia a dominação Pública. a psi- do o cerceamento da autonomia da população. na figura do médico: hospitalocêntrico. Nesse cenário. representando um da Saúde Suplementar por entender que ela afeta atendimento à população. que busca questionar o saber médico como porta de Ações do CRP-RJ na Saúde agora é necessário somarmos esforços na defesa entrada para a psicoterapia. necessita aos consumidores. “ainda se configura como um saber centrado junto à ANS. "A Saúde Suplementar se As principais ações foram: articulação com o Sindi. desde que dentro de certos diagnós- Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Garantir o acesso gratuito e universal à saúde é um o fim da necessidade do encaminhamento médico dever constitucional do Estado brasileiro. que inclui respeito aos baixos valores dos honorários pagos pelas órgãos de defesa do consumidor. instância máxima de a Constituição de 1988 determina. Contudo. o termo “médico assistente” e que engloba cerca de 50 milhões de beneficiários em psicóloga (o). CRP-RJ no que se refere à Saúde Suplementar dizem pelo CFP. e a defesa. Esse rol. enfatiza. o CRP-RJ se faz atuante como ator mentais. os valores muitas vezes Suplementar inabalável da autonomia da (o) psicóloga (o) na aviltantes dos honorários pagos às (aos) psicólogas Entre 2004 e 2010. que é a ticos do Código Internacional de doenças (CID-10). o governo criou. mercantilista e com foco na doença e reabilitação e configura como um saber cato dos Psicólogos na realização de reuniões com não na promoção da saúde e prevenção de doenças”. principalmente. a sociedade. coterapia – que os planos de saúde devem oferecer ao buscar o serviço da (o) psicóloga (o). para propor ações no campo da Saúde Suplementar CRP-RJ. a fim de vez mais presente na sociedade brasileira atualmente busca pela melhoria das condições de trabalho da (o) remover. número limitado de A partir do segundo semestre deste ano. da normativa. inicialmente definido em arquivo crp-rj de um encaminhamento médico prévio para que o 1998. por sessão) e ao número limitado de sessões – 40 por Uma das principais discussões do GT refere-se ao ano de contrato. “essa realidade configu. a Coordenadoria Técnica (COTEC) Saúde Suplementar”. à mesma medida. em 2000. é o representante do atendimento possa ser realizado. diversas operadoras de planos de saúde. mercantilista e com foco na em uma grande operadora. a questão mais grave ainda continua sen. a prática ética e qualificada retrocesso na Saúde e nas diretrizes do SUS. No intuito de regulamentar e normatizar e pela implantação efetiva dos princípios do SUS e para atendimento psicológico. às operadoras de saúde e à categoria. doença e reabilitação" deliberação do Sistema Conselhos de Psicologia. listagem mínima obrigatória de exames. da Reforma Psiquiátrica”. esse setor. Portanto. Entretanto. privatista. representante. conselheiro. que diretamente o trabalho de muitas (os) psicólogas dos profissionais de saúde e os interesses inerentes defende a interdisciplinaridade e a autonomia entre (os) e. já passou por diversas revisões. que. (os) psicólogas (os). conclui o conselheiro do pelas operadoras. afirma Trzan. representantes de operadoras de planos de saúde (uma média de R$ 25 operadoras e outros conselhos profissionais. Para o psicólogo e conselheiro do CRP-RJ Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809). o CRP-RJ sessões e A centralização na figura do retomará as reuniões junto às operadoras e realizará médico representam entraves à atuação um levantamento sobre as condições de trabalho das psi na área. como o lucro e a produtividade. os saberes no campo da Saúde”. privatista. portanto. consultas. pela defesa dos interesses da sociedade que torna obrigatório o encaminhamento médico todo o país. da que a iniciativa privada tem liberdade para desen- necessidade de articulação junto à Agência Nacional volver ações e serviços no âmbito da saúde. participação e mobilização da categoria são funda. nas quais centrado na figura do médico: foi conquistada a revisão do valor dos honorários e Sobre Saúde Suplementar hospitalocêntrico. uma realidade cada foco de acompanhamento e a atuação do CRP-RJ na revisão da própria lei que instituiu a Agência.

pareceres e sigilo profissional de julho de 2014 / Seção 3) une psicólogos e assistentes sociais de outubro de 2014 / Seção 3) 20 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . Em julho. pareceres e sigilo profissional". Jurandy Lima. e realizaremos em breve Contato: (21) 2768-0007 / subsedeni@crprj. promovemos mais um edição do Rodas Em novembro. com tema “Integrando a luta do Dia Quanto ao trabalho desenvolvido pela Comissão de 05/44523). em maio.crprj. arquivo crp-rj na forma do que dispõe o parágrafo 2º do Arti. Psicólogo . Artigo 9º e 2º alíneas “j”. Ressaltamos também outros Cine Psis: em abril. entre a categoria. Andrade (Estácio de Sá). 010/2005. a começar por Nova Iguaçu. a Comissão Gestora Comissão Gestora da Baixada amplia atuação junto às universidades durante Semana de Psicologia da Subsede do CRP-RJ na Baixada Fluminense havia mobilizado psicólogas (os).Resolução CFP nº.ª Elba da Rocha Machado. Merece destaque também a 14ª Rodas e Encontros. mobilizando profissionais e estudantes da disso.org. promovida pelo e o Sindicato dos Assistentes Sociais. a Comissão Gestora tem apoiado encontros. CRP 05/16296. na e abuso sexual contra crianças e adolescentes”. O Conselho Regional de Psicologia – 5ª Região. inscrição nº. solução CFP nº. com 05/6065). Comissão Gestora: Vanda Vasconcelos (CRP Iguaçu. Presidente do Conselho Regional de José Novaes. realizaremos um seminário em par- profissionais parceiros e Faculdades de Psicologia em e Encontros com a temática “A Psicologia e suas ceria com o Centro de Direitos Humanos de Nova torno de importantes debates para a região. UNIGRANRIO/Caxias. pelo descumprimento do Artigo descumprimento do Artigo 1° alínea “a” e Artigo 1° alínea “c”. a temática “A Psicologia no Esporte e as Políticas Pú. o Sindicato dos Psicólogos breve disponibilizaremos mais informações. Além Iguaçu com a temática “Violência. SEFLU/Nilópolis. / Facebook: Subsede Baixada CRP-RJ cumentos: relatos. inscrição nº. Es- Nacional de Enfrentamento e Combate à Exploração Orientação e Fiscalização (COF) na Baixada. onde figura como representante representante a Sr. 010/2005. dando cumprimento à mento à decisão definitiva apurada no Processo decisão definitiva apurada no Processo Disciplinar Disciplinar Ético n° 024/11. CRP-RJ entre 27 e 29 de agosto na UERJ. A cobertura completa dos eventos supracitados está Destacamos a realização do 43º Cine Psi no dia 29 de disponível no site do CRP-RJ. tráfico. pelo CRP 05/34996. Regional de Práticas em Psicologia. na forma do que dispõe o parágrafo 2º do Artigo go 69 do Código de Processamento Disciplinar 69 do Código de Processamento Disciplinar – Re- – Resolução CFP nº. um encontro com os profissionais e gestores da rede. INFORMES Subsede Baixada arquivo crp-rj intensifica debates e mobiliza categoria para a 8ª Mostra Até o mês de outubro desse ano. Rio de Janeiro. Jacqueline Soares (CRP 05/41408). dando cumpri. 03 de julho de 2014 Rio de Janeiro. “o” do Código de Ética Profissional Artigo 10º do Código de Ética Profissional do do Psicólogo . participamos ativamente da “Semana da outubro em comemoração aos 20 anos da subsede e br/noticias e confira! Psicologia” nas Universidades Estácio de Sá/Nova com a temática “História da Psicologia na Baixada”. Flávia Senna (UNIABEU). onde figura como Ético n° 011/07. Viviane Martins (CRP 05/32170). 006/2007. TA DE MORAIS. Presidente do Conselho Regional de Psicologia – 5ª Região (Publicado no DOU em 11 Psicologia – 5ª Região (Publicado no DOU em 8 Debate sobre laudos. vêm CENSURAR PUBLICA- vem CENSURAR PUBLICAMENTE o Psicólogo MENTE a Psicóloga MARIA DE LOURDES COS- ARTUR PEREIRA DE OLIVEIRA. Acesse www. 08 de outubro de 2014 José Novaes. Denise UNIABEU/Belford Roxo e UFRRJ/Seropédica.br realizada em março com o tema "Elaboração de do. 006/2007. que contou com a participação do CRESS-RJ e de psicólogas (os) e assistentes sociais em torno do fazer Censura Pública Censura Pública multidisciplinar e intersetorial. cluímos o primeiro mapeamento da Saúde Mental. tudantes: Rogéria Thompson (UNIABEU). o Sr. Em região para apresentar trabalhos durante a 8ª Mostra subsede.org. estudantes de Psicologia. Em agosto. Edith Sexual de Crianças e Adolescentes”. O Conselho Regional de Psicologia – 5ª Região. exploração práticas”.Resolução CFP nº. Artigo 2º alínea “g”. con. Mônica Sampaio (CRP blicas”. Malheiro (CRP 05/18051).

Nova Friburgo. Oliveira Santos (CRP 05/44374) e Andreia Nunes “Violência contra a Mulher e seus Protagonistas”. Este é âmbito regional. podemos destacar a realização. ministrada pela presi. em especial as (os) da Região Serrana* a parti- e da(o) assistente social nas políticas de Assistência. colaboradora da Por fim. Cantagalo. com participação das psicólogas Brenda Fischer Sarcinelli No 1º semestre. que discutiu o papel da(o) psicóloga(o) Comissão de Direitos Humanos do CRP-RJ e do (os).org. a subsede passou a contar com a atu. e Elaboração de Documentos”. A roda de conversa “Psicologia e diversas áreas. Márcia Ferreira Amêndola (CRP 05/24729). que desenvolverá um amplo trabalho de fiscalização e orientação nos municípios da região. Macuco. Participaram da mesa a psicóloga e conselheira do Diversidade Sexual e Identidade de Gêneros. São Sebastião do Alto. não da(o) psicóloga(o) nessa área. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 21 . em Petrópolis. estivemos em Teresópolis buscando parcerias com instituições A Subsede Região Serrana do CRP-RJ. ciparem mais das atividades da subsede. resultado de uma série de Conselho. suas experiências e conhecimentos.br / Tel: (24) (CRP 05/34524) – que atuam no atendimento às Fiscalização (COF) Sérgio Correa da Fonseca (CRP. CRP-RJ Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667) e a Comissão Gestora: Simone Garcia da Silva (CRP assistente social Alena Mab Goes Contente (CRESS Em agosto. políticas e técnicas cução e avaliação das políticas e ações da gestão pública. Santa Maria Madalena. desde 2012. Eventos junto à categoria e às universidades são po- sionando diversos encaminhamentos. como da de Psicologia Hospitalar” na Faculdade de Medi. onde foi abordada a questão da ética. ainda. Teresópolis e Trajano de Moraes. Cordeiro. (o) no espaço das instituições de Saúde. com a presença de profissionais e estudantes de 2728-2057. exe- fissional e às implicações éticas. bem como a Comissão Gestora: Fátima dos Santos Siqueira Pes- a Justiça” promoveu o debate sobre as implicações questões trabalhistas diversas. de- fundamentais. psicólogas (os) e estudantes da região compartilhem Priscila Gomes Bastos (CRP 05/33804). reunião devolutiva do mapeamento de Saúde Mental jeto político de interiorização e regionalização do no município de Campos. como tam. presidente da Dentre essas ações. cimento de questões relacionadas ao exercício pro. Ismael dente da Comissão de Orientação e Ética (COE) do Eduardo Machado Damas (CRP 05/42823). viabilizando a articulação entre a categoria e impul. São José do Vale do Rio Preto. senvolvem um trabalho em conjunto. concretizando Educação" trouxe um rico panorama da atuação da sigilo e confidencialidade na prática da (o) psicóloga atuações em diversos âmbitos. conselheira-presidente. em Comissão Regional de Psicologia e Políticas Públicas. estudantes e instituições tribuindo com as ações da subsede e permitindo que “Transhomem ou Homem Trans”. Colaboradores: 15104/ 7ª Região). fevereiro. Comissão Gestora do Norte-Noroeste arquivo crp-rj Fluminense intensifica agenda de trabalho As ações da Subsede Norte e Noroeste Fluminense Entre as diferentes ações. Denise éticas. A Roda de Conversa “A Psicologia e sua Interface com encontradas no cotidiano de trabalho. Desse modo. Outro recente encontro com a categoria se deu por criação de um Grupo de Trabalho em Psicologia e o encontro "Ética e Condições de Trabalho". com exibição do documentário outras(os) psicólogas(os). foi também realizada uma do CRP-RJ em 2014 têm dado continuidade ao pro. fortalecendo sobretudo as discussões de visitas e fiscalizações nos dispositivos da área. Comissão Gestora da Região 05/32333). de agradecer a parceria com a apenas ampliar o diálogo com a categoria. *A Região Serrana abrange os seguintes municípios: Bom Jardim. Sumidouro. Costa (CRP 05/46274). GT Integrado Psicologia e Relações Étnico-Raciais. conselheira. com as psicólogas da Psicologia.br / Tel: (22) avaliações psicológicas. Duas Barras. ten. realizado meio da Roda de Conversa “Psicologia e Políticas Pú- Educação. participação e Controle Social”. Rebouças de Gouvêa (CRP 05/41205. Carmo. em abril. Fabíola Foster de Azevedo (CRP 05/42893). em julho. tais como a tencializadores de objetivos almejados. con- nero”. 2243-0834. Evelyn do em vista as demandas recebidas da Justiça. colaboradora. da Silva Gomes (CRP 05/41189). evento interdisciplinar que contou Contato: subsedecampos@crprj. foi blicas: elaboração. convidamos todas (os) as (os) psicólogas trole Social”. através da sua vitimas dessa violência e aos agressores – discutindo para promovermos eventos e expandirmos nossos Comissão Gestora. Casa Cláudio de Souza. A Comissão Gestora ainda esteve presente na “Jorna. ações desenvolvidos na região com o objetivo de. Serrana* amplia ações em 2014 Com o objetivo de expandir o trabalho da subsede para os demais municípios da região. informa os principais eventos e a dinâmica da violência contra a mulher e a atuação núcleos de atuação. tos como representando a categoria na construção. e Maiara Fafini (CRP 05/43721). sanha (CRP 05/9138). a roda de conversa CRP-RJ. que. Petrópolis. que (os) da rede municipal de Campos dos Goytacazes e um importante momento para discussão e esclare. da mesa “Política Pública do SUAS e Con. Josiane Promovemos também. (o) psicóloga (o) escolar nos municípios da região. subsede em Campos dos Goytacazes As rodas de conversa realizadas abarcaram temas selho Regional de Serviço Social. Gostaríamos. mais um fruto do grupo de trabalho composto pela Reunião com profissionais da região acontece na Subsede Campos e pela Seccional Campos do Con. que conta com a participação de psicólogas na Universidade Federal Fluminense de Campos.org. ocorreu mais uma discussão sobre “Ética 05/40084) – conselheira-presidente. que tem aberto Vale ressaltar o CinePsi sobre “Diversidade de Gê- bém expandir as nossas atividades e parcerias com suas portas para a realização de nossos eventos. a produção de documentos escritos resultantes de cina de Campos. discutiu a atuação de psicólogos em conselhos de direi- São João da Barra. Pacheco (CRP 05/32367) e Débora Dias da Costa ação do psicólogo fiscal da Comissão de Orientação e Contato: subsedepetropolis@crprj. políticas e técnicas nas quais as (os) psicólogas (os) estão imersas (os) no cotidiano de trabalho.

019 As (os) psicólogas (os) presentes na Assembleia Orçamentária.86 R$ 100.) Veículos 0 Segunda Via da Carteira R$ 15.209 3ª R$ 75.03 31/03/2015 Serviços Bancários 102. aprovaram um reajuste de 6.29.015. Fís. Física P. Esse reajuste refere-se à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulada entre Dívida Ativa 35.Contador CRC/RJ‐097613/O‐8 22 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 .) Equipamentos de Informática 0 Inscrição de Pessoa Jurídica R$ 285. R$ 383.72 R$ 95.356 em contato com a sede do CRP-RJ ou com a subsede mais próxima.73 R$ 95. Fís.10 (60% do valor da anuidade de P. o setor responsável tem até 5 (cinco) dias úteis para resposta.72 R$ 95.17 31/01/2015 Serviços de Terceiros .76 R$ 480.738 4ª R$ 75.534. de 2014 Receitas veja os valores aprovados Receitas de Contribuições 6. Jurídica Conselho Federal de Psicologia 1.382.33% nos valo. Receitas Financeiras 396. envie e-mail para cobranca@crprj.504 parcelas p. Benefícios e Estagiários 1.77 28 de Fevereiro/2015 5% R$ 364. Veja abaixo os valores: Móveis e Utensílios 0 tabela de taxas Máquinas e Equipamentos 27. PRESTAÇÃO DE CONTAS Anuidade 2015: Demonstrativo de resultados adaptado de JAN. realizada no dia Receitas de Serviços 88.03 31/05/2015 Restos a pagar 243. No caso de envio de e-mails.894 2ª R$ 75.822. acesse http://www.86 (10% do valor da anuidade de P.237 5ª R$ 75.73 R$ 95.815 1ª R$ 80.705 Para ver a cobertura completa da Assembleia Orçamentária e assistir à José Novaes (CRP 05/980) .Conselheiro presidente | Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809) - integra do evento.577.804.76 e para pessoa jurídica em R$ 480.03 30/04/2015 Demais despesas correntes 120.733 Ainda durante a Assembleia.org. jurídica vencimento Materiais de Consumo 14. Superávit Financeiro do período 2.br/noticias/2014/100914c.723 25 de setembro na sede do CRP-RJ. Encargos Trabalhistas.356 Inscrição de Pessoa Física R$ 37. das taxas e multas para o ano de 2015.427 Total das Receitas Líquidas 5.296 Total R$ 383. de acordo com a tabela abaixo: Passagens 18.661.799 res da anuidade.) Softwares 0 Atenção: Em caso de dúvidas.90 R$ 432.crprj.83 R$ 456. foi aprovada a proposta de redução na taxa de inscrição de pessoa física de 20% para 10% do valor total da anuidade de pessoa Investimentos (-) física.br ou entre Total dos Investimentos 27. quem fizer o pagamento antecipado terá direito a desconto.15 (4% do valor da anuidade de P.279 O valor da anuidade para pessoa física ficou estabelecido em R$ 383.76 R$ 480. A ideia tem como objetivo estimular o maior número de psicólogas (os) Reformas 0 recém-formadas (os) a se inscreverem no CRP-RJ.29 Total das Despesas de Operações 3. Jur.506 Hospedagens 19. O vencimento da anuidade é 31 de março de Total das Receitas Brutas 7.768 Jeton. sem juros.29 Pessoal.794 31 de Janeiro/2015 10% R$ 345. conforme tabela abaixo: Transferências (-) Vencimento Desconto P.org. a jun.221 2015. Entretanto. Outras Receitas 39.03 28/02/2015 Tributos 9.html Conselheiro tesoureiro | Roner Tavares . física P. Diárias e Ajudas de Custo 161.53 Despesas (-) 31 de Março/2015 .Pessoas Jurídicas 663.401 agosto de 2013 e julho desse ano.766 A anuidade de 2015 poderá ser paga também em cinco parcelas.

org. a psicólogas (os) no Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”. Rio de Janeiro. e Maria da Conceição Nasci. Cerca de site: www. Educação.org. A adquiriu na mídia. www. Eduardo Mourão Vasconcelos (CRP 05/32652). na sede do CRP-RJ com temática “A pele que debate”. mestre nal de Justiça do Estado do cólogas (os) que atuam na Divisão de Psicologia do em Psicologia pela UFF.arquivo crp-rj Rio de Janeiro (TJ/RJ). da PUC-Rio. então presidente da CRPPP. professora conselheira do CRP RJ. Eduardo. e teve como tema “Psicologia e suas que a atuação da Psicologia no campo do esporte UCfgP81CLk3wOis358J-ix1A Interfaces com a Saúde. Hilda falou da importância da proximidade dos assistentes sociais e psicólogos e Os debatedores foram: Maria Helena Zamora (CRP 05/21685). e Atenção ao Uso Abusivo de Álcool e Outras Drogas. O objetivo importância da realização de novos encontros sobre a atuação de psicólogas do evento. no dia 4 de junho.crprj. psicólogo. Os vídeos completos de cada Sistema Socioeducativo. sobre a implicação da Psicologia e seus pro. Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 | 23 . e da DEGASE (Departamento Geral de Ações Socioedu. na sede do Conselho. em Saúde Coletiva (Fiocruz) mento (CRP 05/26929). especialmente com a realização Fique ligada (o) em nosso site e mídias sociais para roda de conversa contou com a presença de diversos da Copa do Mundo de Futebol e a proximidade dos acompanhar as datas dos próximos eventos do profissionais. e Hilda Corrêa. foi promovida mais uma edição do nos do CRP-RJ e a interface com a Justiça: a proteção especial em evento. e Clínica Transdisciplinar O primeiro “Dialogando com o CRP-RJ” aconteceu graduada em “Raça. mestre Já Maria Helena questionou o lugar que a Psicologia é chamada a ocupar nas em Ciência Política. mestre em Psicologia. foi fomentar a reflexão (os) na Assistência Social. psicóloga (o) para não reproduzir práticas de segregação e exclusão. uma série convidadas Jaqueline Gomes e Trabalho Social (UFRJ) e de eventos chamados “Dialogando com o CRP-RJ”. também na sede do CRP-RJ. e Graziela Contes- tema do quarto “Dialogando com o CRP-RJ”. realiza. 05/20758). realizou. AGENDA “Dialogando com o CRP-RJ” reúne profissionais em importantes debates sobre a prática da Psicologia O projeto é fruto de uma parceria entre debateram suas práticas. defendendo a importância do olhar atento da (o) professor da Escola de Serviço Social da UFRJ.com/channel/ dia 17 de julho. ex-conselheira do Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro e A cobertura completa do evento está disponível em nosso site no link: http:// militante no Fórum de População Adulta em Situação de Rua. SUAS e Justiça”. assistente social. a respeito da atuação dessas (es) profissionais nessa política. de Jesus.crprj. o que demonstrava. atuante em Psicologia Jurídica e Psicologia Social Comunitária e professora da por sua vez. Foram especialista em Saúde Mental vem promovendo. psicóloga o cuidado necessário quanto às atribuições distintas de cada categoria. Aline Pereira Diniz (CRP brasileira na atualidade e também para aproximar ções e conselheira do CRP-DF. foram convidadas de Psicólogos (as) Negros (as) e Pesquisadores (as) e Lima (CRP 05/13969). evento também podem ser assistidos em nossa A segunda edição do evento aconteceu em Macaé. O encontro foi organizado em parceria com A partir de uma parceria inovadora entre a Comissão habito”.youtube. atuante nas áreas de Psicologia Jurídica “Psicologia no Esporte: contribuições e desafios” foi o A cobertura completa de cada edição do “Dialo- e Psicologia Social Comunitária. o CRP-RJ relações étnico-raciais. que contou com mais de 150 participantes.br/noticias/2014/070214. da psicóloga de debates sobre importantes pautas da Psicologia do Trabalho e das Organiza. PUC – Rio. trazendo para dis- e a Comissão Regional de Direitos Huma. bro. pós. “Dialogando com o CRP-RJ” e participe! CRP-RJ promove debate sobre Sistema Único de Assistência Social A Comissão Regional de Psicologia e Políticas Públicas (CRPPP) do CRP-RJ Analícia Martins de Sousa (CRP 05/31168). Para fomentar o debate. gando com o CRP-RJ” está disponível em nosso soto Sereno (CRP 05/30279). a mesa de debates “As (os) ressaltou a grande procura pelo evento. apresentou o processo de inserção das (os) psicólogas (os) no SUAS.br. cussão a temática “As práticas psicológicas no SUAS No dia 23 de julho. na sede do CRP-RJ. mem. e reuniu psi. dificuldades e possibilidades A 5ª edição do evento aconteceu no dia 24 de setem- a Comissão de Orientação e Fiscalização de avanço no trabalho realizado na região. no que ganhou força a partir da visibilidade inesperada página no Youtube: www. a Comissão de Psicologia e Justiça do CRP-RJ e teve a de Orientação e Fiscalização (COF) e a Comissão fissionais com a questão da identidade de gênero e as presença da assistente social Aline Peçanha Oliveira. servidora da Prefeitura do Esse projeto foi pensado para promover uma agenda doutora em Psicologia Social. segundo ela. doutor pela London School of Economics (Inglaterra) e políticas de Assistência Social. Regional de Direitos Humanos (CRDH).html. Educação no Brasil”. Etnias e (UFF) e servidora do Tribu- no dia 28 de maio. que compartilharam suas experiências e Jogos Olímpicos de 2016. especialista em Saúde Mental Maria Helena Zamora (CRP 05/12685). desde maio desse ano. 80 participantes marcaram presença nessa discussão. pós-graduada psicólogas (os) e estudantes. psicóloga que atua no do no dia 6 de agosto na sede do Conselho. bro da Articulação Nacional psicóloga Rosimeri Barbosa cativas).

Inclusão e Medi- calização: políticas públicas a serviço de quê? 18h | Conferência de Encerramento 13h | Almoço Para ver mais informações sobre o evento e sobre Palestrantes: Luis Fernando de Oliveira Saraiva 14h | Mesa de debates . Maria Lucia Santos Pe- Palestrantes: Eduardo Mourão Vasconcelos (CRP reir. Eduardo Losicer Palestrantes: Tania Pacheco. 05/32652).crprj.html 24 | Jornal do CRP-RJ nº37 ● Outubro/Novembro/Dezembro de 2014 . 8h30min | Inscrição Palestrantes: Taniele Cristina Rui .campus Maracanã. Aline Lima da Silveira Lage.O corpo é de Abreu Franco Netto (CRP 05/38521).Violência e Terrorismo de (CRP 06/81533).br/noticias/2014/100714. Or- 9h | Mesa de abertura lando Zaccone D’Elia Filho. Alexandre Pessoa Dias. direito do usuário. Joari Carvalho (CRP 06/88775). envie e-mail para 11h | Mesa de debates . 05/33796) 11h | Mesa de debates – Atuação das (os) arquivo crp-rj 16h | Mesa de debates . Érika O campus da UERJ fica localizado na Rua Figueiredo Reis (CRP 05/24077). nº 524 – Maracanã Casara. Mediador: Alexandre Trzan (CRP 05/35809) Veja abaixo a programação: 13h | Almoço 1º Dia: 13 de novembro 14h | Mesa de debates – Por um novo pa- (quinta-feira) radigma sobre drogas: dever do Estado. Alexandre Nascimento (CRP 05/33108) Em caso de dúvidas.br ou entre Ressentimento e Punição em contato pelo telefone (21) 2139-5442. 18h | Prêmio Margarete de Paiva Simões Ferreira Participe do III Seminário Regional de Psi- cologia e Políticas Públicas e IX Seminário 2º Dia: 14 de novembro Regional de Psicologia e Direitos Huma. (sexta-feira) nos: Participação e Garantia de Direitos .org.O que a Psicologia tem a ver com isso?. 8h30min | Inscrição O evento acontecerá nos dias 13 e 14 de 9h | Mesa de debates . tório: Inserções e Exclusões Palestrantes: Beatriz Affonso. meu: Despatologiza! Mediadora: Julia Horta Nasser (CRP Palestrantes e Mediador a confirmar.org. Palestrantes: Juraci Brito da Silva (CRP As inscrições são gratuitas e deverão ser 05/28409). realizadas no próprio local do evento. Francisco 9h30min |Mesa de debates . acesse: Estado ontem e hoje: Linhas de Fuga Massato Harayama www. evento III Seminário Regional de Psicologia e Políticas Públicas e IX Seminário Regional de Psicologia e Direitos Humanos O evento acontecerá nos dias Mediadora: Helena Rego Monteiro (CRP 13 e 14 de novembro na UERJ. As 05/24180) inscrições são gratuitas. José Crus Mediadora: Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608) Mediadora: Fernanda Haikal Moreira (CRP 05/34248) Mediadora: Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667) 16h | Mesa de debates – Infância.Judicialização. Rubens São Francisco Xavier. Jandira Guaraci de sistência Social (SUAS) Lucena Mendes.Políticas para a novembro no auditório 91 do 9º andar da criança e o adolescente: discutindo as Universidade do Estado do Rio de Janeiro medidas de proteção (UERJ) . Esther Arantes (CRP 05/3192).Direito ao Terri- psicólogas (os) no Sistema Único de As. compoliticaspublicas@crprj. Rui os palestrantes de cada mesa. Palestrantes: Marcelo Chalréo. (próximo à estação de trem e metrô do Maracanã).