MÉTODOS NUMÉRICOS

Integração Numérica
por Chedas Sampaio
Época 2002/2003
(Revisto em Maio 2004)

Escola Náutica I.D.Henrique 1 de 33

Sumário
• Introdução
• Regras básicas
• Regras do Rectangulo
• Regra do Trapézio
• Regra de Simpson
• Regras de Newton-Cotes
• Regras Compostas

Escola Náutica I.D.Henrique 2 de 33

Introdução

Escola Náutica I.D.Henrique 3 de 33

D.Introdução Introdução Se pretendermos obter a área delimitada pela função f(x) e o eixo das abcissas teremos de calcular o integral definido no intervalo considerado: y f(x) Área a b x b I ( f )   f (x) a Escola Náutica I.Henrique 4 de 33 .

Escola Náutica I.D. A Integração Numérica consiste. ou áreas. no cálculo aproximado de integrais. assim. através de métodos numéricos.Introdução Introdução …o que implica termos de calcular a primitiva de f(x). Quando f(x) é uma função complexa o cálculo da primitiva poderá ser uma tarefa impossível restando-nos a hipótese da Integração Numérica.Henrique 5 de 33 .

D.Introdução Introdução Outro problema em que temos de recorrer à Integração Numérica é quando não conhecemos a expressão da função f(x) como é o caso da medição de determinada grandeza: y Área a b x Escola Náutica I.Henrique 6 de 33 .

ou dos pontos medidos. cujo integral será fácil de calcular: y p(x) Área a b x Escola Náutica I. por um polinómio interpolador p(x). a chave para a solução deste problema passa pela aproximação da função f(x).Introdução Introdução Como parece evidente.Henrique 7 de 33 .D.

Henrique 8 de 33 .D. Regras básicas Escola Náutica I.

Regras básicas Introdução Consideremos o polinómio p(x) de grau n.. que interpola a função f(x).D. nos nós x0. ou os pontos medidos.. x1. usando a fórmula de Lagrange..Henrique 9 de 33 .xn: N pn ( x)   Li ( x) f ( xi ) i 0 onde Li(x) são os polinómios de Lagrange: N x  xi Lk ( x)   i  0 xk  xi ik Escola Náutica I.

Henrique 10 de 33 . o integral do polinómio p(x) será aproximadamente igual ao integral de f(x): b N N pn ( x)    Li ( x) f ( xi )    Li ( x)  f ( xi )  b b I( f )   i 0   a a a i 0 donde se conclui que: N Regra de Integração I ( f )   Ai f ( xi ) ou i 0 Fórmula de Quadratura com: b Ai   Li ( x) Coeficientes ou Pesos a Escola Náutica I.Regras básicas Introdução Assim.D.

podemos constatar que o integral exacto é substituído por uma soma ponderada de valores da função f(x) ou dos valores nodais.b] assim se obtém diferentes regras de integração. Também.Henrique 11 de 33 .D.Regras básicas Introdução Consoante o valor de N e a localização dos nós no intervalo [a. N Regra de Integração I ( f )   Ai f ( xi ) ou i 0 Fórmula de Quadratura com: b Ai   Li ( x) Coeficientes ou Pesos a Escola Náutica I.

x2 )( x  x0 )( x  x1 )  ..Regras básicas Regra do Rectângulo Suponhamos o caso de um polinómio de grau 0 que interpola f(x) no ponto x0 (recordando o polinómio na fórmula de Newton): pn ( x)  f ( x0 )  f ( x0 .Henrique 12 de 33 . x1 )( x  x0 )  f ( x0 . p0 ( x)  f ( x0 ) logo: I ( f )  I ( p0 )   f ( x0 )dx  (b  a) f ( x0 ) b a I ( f )  (b  a) f ( x0 ) Escola Náutica I. x1 .D..

Regras básicas Regra do Rectângulo Vejamos o seu significado geométrico: I ( f )  (b  a) f ( x0 ) Regra do Rectângulo y à Esquerda f x0  p0(x) x0  a x1  b x Escola Náutica I.D.Henrique 13 de 33 .

Henrique 14 de 33 .. x2 )( x  x1 )( x  x0 )  .Regras básicas Regra do Rectângulo Se o polinómio a calcular interpolar x1 e não x0 então obteremos: pn ( x)  f ( x1 )  f ( x1 . p0 ( x)  f ( x1 ) I ( f )  (b  a) f ( x1 ) y f  x1  Regra do Rectângulo p0(x) à Direita x0  a x1  b x Escola Náutica I. x0 )( x  x1 )  f ( x1 ..D. x0 .

D.Regras básicas Regra do Rectângulo Se o polinómio interpolar f(x) num ponto intermédio. obteremos: 2 ab x0  x1 f  I ( f )  (b  a) f ( )  2  2 y Regra do Ponto Médio p0(x) x0  a x1  b x ab 2 Escola Náutica I. a  b .Henrique 15 de 33 .

x1 )(b  a  2 x0 )  2  ba I( f )   f (a)  f (b) Escola Náutica I. x1 )( x  x0 ) logo: b I ( f )  I ( p1 )   f ( x0 )  f ( x0 .D.Henrique 2 16 de 33 . x2 )( x  x0 )( x  x1 )  . x1 )( x  x0 )  f ( x0 . p1 ( x)  f ( x0 )  f ( x0 .. x1 )( x  x0 )dx  a  1   (b  a)  f ( x0 )  f ( x0 . x1 .Regras básicas Regra do Trapézio Suponhamos agora o caso de um polinómio de grau 1 que interpola f(x) nos pontos x0 e x1: pn ( x)  f ( x0 )  f ( x0 ..

D.Henrique 17 de 33 .Regras básicas Regra do Trapézio Vejamos o seu significado geométrico: ba  f (a)  f (b) y I( f )  f  x1  2 f x0  p1(x) x0  a x1  b x Escola Náutica I.

193 Nota: valor exacto I(f)=0.Regras básicas ba Regra do Trapézio I( f )  2  f (a)  f (b) 2 Exemplo: calcular o integral   x2 e 1 pela regra do Trapézio I( f )  2  2  1 1 2 e e 22   0 .D.135 Escola Náutica I.Henrique 18 de 33 .

x1. x2 )(x  x0 )(x  x1 )dx a Efectuando os cálculos obtem-se a regra: ba   ab  I( f )   f (a)  4 f    f (b) 6   2   Escola Náutica I.D. x1 . x1 e x2: pn ( x)  f ( x0 )  f ( x0 ..Regras básicas Regra de Simpson Suponhamos agora o caso de um polinómio de grau 2 que interpola f(x) nos pontos x0 . x2 )( x  x0 )( x  x1 ) logo: b I ( f )  I ( p2 )   f ( x0 )  f ( x0 . x1 )(x  x0 )   f ( x0 . x1 . p2 ( x)  f ( x0 )  f ( x0 .Henrique 19 de 33 . x1 )( x  x0 )   f ( x0 .. x1 )( x  x0 )  f ( x0 . x2 )( x  x0 )( x  x1 )  .

Henrique 20 de 33 .D.Regras básicas Regra de Simpson Esta fórmula constitui a célebre Regra de Simpson: ba   ab  ab I( f )   f ( a )  4 f    f (b )  f  6   2    2  y f  x1  f x0  p2(x) x0  a x2  b x ab x1  2 Escola Náutica I.

135  Nota: valor exacto I(f)=0.5 2 e 22  0 .135 Escola Náutica I.D.Regras básicas Regra de Simpson I( f )  ba 6    f ( a )  4 f ab   2    f ( b )    2 Exemplo: calcular o integral   x2 e 1 pela regra de Simpson I( f )  2  1 1 2 6 e  4e  1 .Henrique 21 de 33 .

.Henrique 22 de 33 .N h N e… Escola Náutica I.Regras básicas Fórmulas de Newton-Cotes Se continuarmos a determinar polinómios interpoladores de nós equidistantes obteremos a família de Regras de Newton- Cotes: ba N  I( f )   i a f ( xi  ) d  i 0  com: ba xi  a  ih. i  0.D.1...

Henrique 23 de 33 .D.Regras básicas Fórmulas de Newton-Cotes Nota: os coeficientes ai são simétricos (aN-i=ai) e N d a0 a1 a2 a3 a4 1 2 1 2 6 1 4 3 8 1 3 4 90 7 32 12 5 288 19 75 50 6 840 41 216 27 272 7 17280 751 3577 1323 2989 8 28350 989 5888 -928 10496 -4540 Escola Náutica I.

Henrique 24 de 33 . I( f )  a 0 f ( x 0 )  a 1 f ( x 1 )  a 2 f ( x 2 )  d ba   f ( x 0 )  4 f ( x1 )  f ( x 2 )  6 Regra de Simpson Escola Náutica I.D.Regras básicas Fórmulas de Newton-Cotes Exemplo 1: qual é a fórmula de Newton-Cotes quando se interpola com um polinómio de grau 2? Da linha n=2 da tabela tira-se que d  2 a0  1 a1  4 a2  a0  1 ba Logo.

ba I( f )   f ( x 0 )  3 f ( x1 )  3 f ( x 2 )  f ( x 3 )  8 2  1 1 2  1 . Da tabela tira-se d  8 a0  1 a1  3 a 2  a1  3 a3  a0  1 Logo. 333 2  1 . 667 2 22  (e  3e  3e e )  0 . 135 8 Escola Náutica I.Henrique 25 de 33 .Regras básicas Fórmulas de Newton-Cotes 2 Exemplo 2: calcular o integral   x2 e 1 pela regra de Newton-Cotes com N=3.D.

Henrique 26 de 33 .D. por exemplo y na regra do f  x1  Trapézio: f x0  p1(x) x0  a x1  b x Escola Náutica I.Regras básicas Regras Compostas Até agora usámos só um polinómio de grau N para interpolar N+1 pontos. coincidindo os extremos destes pontos (x0 e xN) com os extremos do intervalo de integração (a e b).

b] que é muito grande. Tal facto deve-se naturalmente ao intervalo [a. y f  x1  f x0  p1(x) x0  a x1  b x Escola Náutica I.Henrique 27 de 33 .D.Regras básicas Regras Compostas É evidente que a área deste trapézio é muito diferente do integral da função definida pelos pontos.

Henrique 28 de 33 . porque não aplicar a regra do Trapézio a N ramos da função f(x)? ba h N y a x a  1h b  a  Nh a  2h Escola Náutica I.Regras básicas Regras Compostas Então.D.

D.Regras básicas Regras Compostas Então. porque não aplicar a regra do Trapézio a N ramos da função f(x)? ba T1   f (a )  f (a  1h) h h 2 N y T2  h  f (a  1h)  f (a  2h) 2 TN   f (a  ( N  1)h)  f (b) h 2 1 2 N a x a  1h b  a  Nh a  2h Escola Náutica I.Henrique 29 de 33 .

019 Leia-se Integral T4  0 . 25 2  2 2 e  1 . 039 T3  0 . 25  e  1 . 25 2  2  2 e  1 . 25  0 . 25 4 Leia-se 1º trapézio T1  0 .Regras básicas Regras Compostas 2  Exemplo: calcular o integral  x2 e 1 pela regra do Trapézio Composta considerando 3 subintervalos. 138 Nota: valor exacto I(f)=0.D. 136  10 3 calculado para 4 4 subintervalos I4   n 1 T n  0 .135 Escola Náutica I. 75  e  2  8 . 5  e  1 . 75  0 . 5  0 . 25 2  2 2 e  1  e  1 . 25 2  2 2 e  1 .Henrique 30 de 33 . 072 T2  0 . 2 1 h   0 .

D. O utilizador poderá escolher o número de subintervalos.Regras básicas Regras Compostas Trabalho 1: faça em MathCad um programa que permita o cálculo de integrais definidos de qualquer função através da regra de Simpson Composta. Trabalho 2: altere o programa anterior de forma a que seja o computador a decidir o número de subintervalos que garanta um erro inferior ao definido pelo utilizador. Nota: critério de paragem I N  I N 1  erro Leia-se Integral calculado para N subintervalos Leia-se Integral calculado para N-1 subintervalos Escola Náutica I.Henrique 31 de 33 .

D. Heitor Pina Instituto Superior Técnico 1982 Escola Náutica I.Henrique 32 de 33 .Referências bibliográficas Métodos Numéricos.

FIM Escola Náutica I.Henrique 33 de 33 .D.