www.crprj.org.

br

Jor nal
do Conselho Regional de
Psicologia do Rio de Janeiro

ANO 9 • Nº 38 • JA NE I RO /F E V E RE I RO /MA RÇ O 2 0 1 5

Psicologia e Assistência Social:
diálogo para a garantia de direitos? IMGKID.COM

A ASSISTÊNCIA SOCIAL INSTITUCIONALIZOU-SE COMO POLÍTICA PÚBLICA COM A CRIAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (SUAS) HÁ
POUCO MAIS DE DEZ ANOS. DESDE ENTÃO, A POLÍTICA DE ASSISTÊNCIA VEM SE EXPANDINDO RAPIDAMENTE, CONSTITUINDO UM IMPORTANTE
CAMPO PARA A ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA NO COMBATE AO MODELO DE ASSISTENCIALISMO VIGENTE EM NOSSO PAÍS CUJAS PRÁTICAS REAFIRMAM
OS ESPAÇOS DE EXCLUSÃO, SUBSERVIÊNCIA E A VULNERABILIDADE DAS CLASSES MINORIZADAS (PÁGINA 12)

Comunidades Políticas Públicas e
Terapêuticas Direitos Humanos
A REGULAMENTAÇÃO DAS COMUNIDADES TERAPÊU-
PROMOVIDO PELO CRP-RJ, O III SEMINÁRIO
TICAS VEM CAUSANDO GRANDE CONTROVÉRSIA EM
REGIONAL DE PSICOLOGIA E POLÍTICAS PÚBLICAS
TODO O PAÍS. PARA A PSICOLOGIA, EM PARTICULAR, E IX SEMINÁRIO REGIONAL DE PSICOLOGIA E
ESSA DISCUSSÃO É MUITO IMPORTANTE UMA VEZ QUE DIREITOS HUMANOS ACONTECEU NOS DIAS 13 E 14
TAL REGULAMENTAÇÃO SIGNIFICARIA UM ENORME DE NOVEMBRO DE 2014 NA UERJ, REUNINDO MAIS
RETROCESSO EM TERMOS DE GARANTIA DE DIREITOS DE 400 PARTICIPANTES EM TORNO DE IMPORTANTES
E ACESSO ÀS POLÍTICAS PÚBLICAS. (PÁG. 03) DEBATES PARA A PSICOLOGIA E A SOCIEDADE
STOCK.XCHNG BRASILEIRA. (PÁG. 08)

EXPEDIENTE
Conselho Regional de Psicologia
do Rio de Janeiro • CRP-RJ
R. Delgado de Carvalho, 53 • Tijuca • CEP: 20260-280
Tel./Fax: (21) 2139-5400 | E-mail: crprj@crprj.org.br
www.crprj.org.br
Diretoria Executiva:
José Novaes (CRP 05/980), Presidente
Marilia Alvares Lessa (CRP 05/1773), Vice-presidente
Rodrigo Acioli Moura (CRP 05/33761), Tesoureiro
Simone Garcia da Silva (CRP 05/ 40084), Secretária
FOTO: JAELSON LUCAS/ SMCS (28/11/2014)
Conselheiros Efetivos:
Ágnes Cristina da Silva Pala (CRP 05/ 32409)
Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809)
EDITORIAL Claudia Simões Carvalho (CRP 05/30182)
Janaína Sant’Anna Barros da Silva (CRP 05/17875)
Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608)
Juraci Brito da Silva (CRP 05/28409)
Psicologia, Assistência Social e Direito: Marcia Ferreira Amendola (CRP 05/24729)
Maria da Conceição Nascimento (CRP 05/26929)

encontros e conflitos Maria Helena do Rego Monteiro de Abreu (CRP 05/24180)
Maurílio Machado Marchi (CRP 05/ 7592)
Priscila Gomes Bastos (CRP 05/ 33804)
A Folha de São Paulo, em seu caderno “Ilustríssima” do dia 12 de outubro de 2014, publicou matéria
Conselheiros Suplentes:
do escritor britânico Ian McEwan, em que ele aborda decisões dos tribunais britânicos que envolvem Alexandre Nabor Mathias França (CRP 05/32345)
temas morais e religiosos, no Direito da Família e em outras áreas cíveis. Em sua conclusão, o escritor André Souza Martins (CRP 05/33917)
aproxima estas sentenças da matéria ficcional escrevendo: “...as varas de família fincam suas raízes no Andris Cardoso Tiburcio (CRP 05/17427)
mesmo terreno da ficção onde residem todos os interesses essenciais da vida... Um romance poderia Denise da Silva Gomes (CRP 05/ 41189)
partir dali, reinventar os protagonistas e as circunstâncias, e começar a investigar um encontro entre Fátima dos Santos Siqueira Pessanha (CRP 05/9138)
José Henrique Lobato Vianna (CRP 05/ 18767)
o amor e a crença, entre o espírito laico da lei e a fé professada com sinceridade.” (Folha de São Paulo, Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667)
caderno “Ilustríssima” de 12/10/2014, pág 5) Luciana Affonso Gonçalves (CRP 05/ 12614)
Pelo tom dessa conclusão, percebe-se que o autor vê positivamente, de modo geral, os processos e Patrick Sampaio Braga Alonso (CRP 05/ 32004)
Vanda Vasconcelos Moreira (CRP 05/6065)
decisões na área judiciária nestes temas, sem que precisemos dar exemplos concretos. No Brasil, no Viviane Siqueira Martins (CRP 05/ 32170)
entanto, nos deparamos com uma situação que é preocupante, pelo menos: o princípio da laicidade
– como princípio norteador das relações entre as diversas religiões, e seus templos estabelecidos, e a Comissão Editorial:
sociedade, aí incluídas suas diversas instituições, inclusive as estatais e públicas – é continuamente Janaína Sant’Anna Barros da Silva (CRP 05/17875)
erodido pelas práticas que o contestam. Estas práticas procuram estabelecer privilégios e garantias, Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608)
José Novaes (CRP 05/980)
distribuir subvensões e ajudas públicas e estatais, em benefício de alguns grupos religiosos e igrejas
e em detrimento de outras, algumas destas inclusive atacadas e cerceadas em seu direito de livre ma- Redação, edição e fotos
nifestação, na expressão de suas ideias e em seus cultos e práticas. Felipe Simões - MTb 31728/RJ
Gizele Martins - MTb 33646/RJ
Esta situação se apresenta no campo profissional da Psicologia: não por acaso, o VIII Congresso Caroline Justo (estagiária)
Nacional de Psicologia, em 2013, reiterou a necessidade da manutenção do tema da laicidade nas
Projeto Gráfico e Diagramação
discussões e práticas da Psicologia, e o Sistema Conselhos de Psicologia manteve em ação o GT que
Julia Lugon
trata do assunto. O aspecto central a ser ressaltado é que somente o Estado laico garante a liberdade
religiosa ao coibir as manifestações de fanatismo e intolerância religiosa. Impressão
Walprint Gráfica e Editora
Outros temas e situações podem ser suscitados pela matéria do escritor britânico; um deles é a atuação Tiragem 37.000 exemplares/ Trimestral
essencial das (os) assistentes sociais nas áreas de assistência à família, e outras. No Brasil, de há muito
as (os) psicólogas (os) trabalham em parceria com as (os) assistentes sociais; isso se dá especialmente Os conceitos emitidos nos artigos assinados são de
responsabilidade dos autores, não refletindo neces-
no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), onde as equipes formadas para atuar nos CRAS e sariamente a opinião do CRP-RJ.
CREAS são constituídas por assistentes sociais e psicólogas (os), além de outras (os) profissionais. É
um grande campo de trabalho da Psicologia, e em expansão; cuidar para que nossas (os) profissionais O Jornal do CRP-RJ é uma publicação do Conselho
Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.
tenham orientação, baseada em regulamentações próprias para a atuação nesta área, mantendo as
normas técnicas e os princípios éticos da Psicologia, e realizar a fiscalização desta atuação, é tarefa Contato: ascom@crprj.org.br
dos Conselhos. Neste número de nosso jornal, a matéria de capa versa sobre este tema, e as inúmeras
dificuldades que encontramos nesta área ainda por ser desbravada, na construção de um campo de
atuação interdisciplinar e interprofissional.

afastando-os de seu convívio familiar. o acolhimento poderá ser feito à liberdade. em suas diretrizes. com participação e escolar e comunitário. a estratégia da abstinência. 5º da Constituição Federal – 1988 . o artigo 2º da Minuta. o Art. citando o Art. o considerando abaixo: fundamentada da equipe da entidade. Contudo. Hospitais Gerais. de 23 ternação de adolescentes a partir dos 13 anos. objetivando o fortalecimento pessoal e desigualdades existentes e ajustar de forma equânime e se pode ler abaixo: de valores fundamentais para a vida social e pessoal. como parte do método de ários. SAÚDE PÚBLICA E DIREITOS HUMANOS STOCK. que inteiramente as resoluções da 14ª Conferência Nacio. não são equipamentos de saúde.” dades Terapêuticas (CTs).088. Este artigo fere o Estatuto da Criança e do Adoles- pelo CONAD está baseada em modelos manicomiais e vimento de atividades no território. quatro) meses. a minuta permite internações por períodos alidade são aquelas que buscam o autoconhecimen- redes de serviços locais. crença. 10 Não será admitido o acolhimento de crian- Saúde Mental – Intersetorial (2010) que estão em vigor IV – oferta de Programa de Acolhimento que emprega ças. a RAPS prevê atendimentos Além disso. assim consideradas aquelas com até 12 anos de e garantem o não-financiamento público de Comuni.” de imediato. sem distinção de qualquer natu- acolhimento de pessoas com problemas decorrentes § 6º Quando houver impossibilidade de realização da reza. democrática suas ações às necessidades da população. após anos de mento do último acolhimento. define as características das instituições que serão nal de Saúde (2011) e da IV Conferência Nacional de regulamentadas. o desenvolvimento de estratégias de Redução de Da- O Conselho Regional de Psicologia – 5ª Região repudia nos e a diversificação das estratégias de cuidado nas a regulamentação das Comunidades Terapêuticas e ações de prevenção e de tratamento das pessoas que reafirma sua posição contrária à destinação de recursos apresentam problemas decorrentes ao uso de álcool públicos para instituições privadas. 2º.” propõe uma natureza não pública e. na forma da lei. pautadas na territorialização e nas Contudo. fragilizando os vínculos e A Lei nº 10. a minuta limite de 12 (doze) meses no período de 24 (vinte e da Constituição Federal. “Art. somente poderá religioso e sua obrigatoriedade como fundamento lutas e conquistas dos movimentos sociais. Tais redes de atenção têm o intuito de detectar as consentindo o retorno da lógica manicomial.XCHNG Nota do CRP-RJ sobre a Minuta de Regulamentação de Comunidades Terapêuticas MINUTA DA RESOLUÇÃO CONAD Nº 12 /2014 Psicossocial (RAPS). decisão que “Art. § 2º A fim de se evitar a institucionalização. mas de interesse e de morte da pessoa. esse artigo da minuta contraria o Princípio da não articulada aos serviços do SUS ou do SUAS. apresenta em seu item IV: “Art.216 de 6 de abril de 2001 garante a prote. portanto. o que contraria e outras drogas. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros do abuso ou dependência de substância psicoativa avaliação médica prévia e desde que não haja risco residentes no País a inviolabilidade do direito à vida.” A Política do Ministério da Saúde para a Atenção VI . à segurança e à propriedade. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 |3 . determinações do Ministério da Saúde. como religiosos e garantida. a proteção aos de dezembro de 2011. à igualdade. iguais perante a lei. como recuperação. favorecendo a cente. quando aponta a internação como meio de em princípios religiosos e moralistas e abre precedente inclusão social com vistas à promoção de autonomia “tratar” o uso abusivo de substâncias psicoativas por para que este tipo de instituição funcione à revelia das e ao exercício da cidadania. de base territorial e comunitária. que institui a Rede de Atenção descrito no artigo 10: locais de culto e a suas liturgias. caso em que a avaliação médica deverá nos termos seguintes: ser providenciada em até 7 dias. haja vista ocorrer novo acolhimento mediante justificativa da cura. apoio dos sistemas de saúde e de assistência social. Ora.Todos são “CONSIDERANDO que as entidades que realizam o deverá ser inserida no PIA.é inviolável a liberdade de consciência e de Integral a Usuários de Álcool e Outras Drogas (2003) A Minuta de Regulamentação ainda permite a in. 6º § 1º O acolhimento não poderá exceder o assegurado o disposto nos incisos VI e VII do art. sendo assegurado o livre exercício dos cultos e a Portaria do Ministério da Saúde nº 3. de forma a prestá-los o mais que extrapolam os limites aplicados pelo SUS para to e o desenvolvimento interior. 14 Atividades de desenvolvimento da espiritu- atenção à saúde. ção e o direito das pessoas portadoras de transtornos dade civil. holística de ser humano. em uma visível confusão entre o direito ao exercício garantidos pela Constituição Federal. com ênfase em serviços adolescentes. além de unidades de CAPS III com desenvolvimento da espiritualidade: que prevê o fortalecimento das redes psicossociais de funcionamento 24h. a partir da visão próximo possível das áreas de convívio social dos usu. 14 da Minuta prevê entre as ativi- mentais (inclusive por uso danoso de álcool e outras de urgência e emergência em leitos psiquiátricos em dades “terapêuticas” do Programa de Acolhimento o drogas) por princípios como o da descentralização. internações psiquiátricas (de no máximo 45 dias). reforçando a institucionalização.” idade incompletos. no Laicidade da Constituição Federal. 5º desvinculando-se do compromisso com os direitos período de até seis meses subsequente ao desliga. 5º Contudo. A regulamentação proposta A RAPS possui também como diretriz o desenvol. Além disso. “Art. controle social dos usuários. já nas considerações iniciais. “Art. indicam. seus familiares e socie.

o CEDDH tem por objetivo zelar pela defesa. do estado do Rio e a aproximação com a Secretaria de Segurança Pública. não ins- para limitar a liberdade e sub. Dessa de”. O relatório da 4ª Inspeção maneira. o CRP-RJ divul- ou a qualquer forma de proteção. culturais. entre outros. Leia a íntegra do texto (Página 192 do Relatório da 4ª Inspeção Nacional de educacionais. membros do não segregacionistas.” sobretudo naquelas voltadas aos projetos e programas Comunidades Terapêuticas. afirma Trzan. o Estado viola direitos ao oprimir e violentar parcelas específicas da Casa Civil. voltados ao exercício internação de usuários de dro.ser aplicados nas finalidades institucionais da entidade. seadas nos Princípios Básicos trabalha-se para gerar lucro dos Direitos Humanos. é atualmente presidido por Denise Levy Tredler.CRP-RJ organizaram uma passeata contra esta censura. do Movimento Mães da combate a todas as formas de violações de direitos da população fluminen- Cinelândia. a mesma tal regulamentação significa- adjetivação dada pelo manicô. Esse espaço. a regulamentação proposta nos: Locais de internação para pela Minuta fere os princípios usuários de droga do Conselho da Lei nº 10. às pessoas com problemas re- como “atividades de promoção lacionados ao uso abusivo de do autocuidado e da sociabilida. da Federação das Associações de Favelas do Estado do previstas a intensificação das ações de visita e fiscalização ao Sistema Prisional Rio de Janeiro. destacam-se o acompanhamento de casos de violação de Direitos Hu- vinculado administrativamente à Secretaria de Estado de Assistência Social e manos e a realização de reuniões periódicas junto ao Comando Geral da PM Direitos Humanos (SEASDH). laicas e ba- meter à ordem. e da Comissão de Direitos Humanos e Desenvolvimento. do Ministério Público. e tem Regina Célia Maia. mesmo fazendo parte da estrutura do estado do Rio de Janeiro. e à Chefia da Policia Civil. 05/35809). ria um enorme retrocesso em mio e pelas prisões.VII . CSP. "Eu e os demais conselheiros do CEDDH acreditamos na importância des- proteção e promoção dos Direitos Humanos no estado do Rio. da Secretaria de Estado de Segurança. 16 § 4º Os eventuais resultados econômicos pro- para outrem. No dia 18 de maio do mesmo ano. abordava políticas de redução de danos para usuários de drogas. do Tribunal de Justiça do “Acreditamos que o CEDDH pode e deve ter um papel de destaque no Estado do Rio de Janeiro.Em 2012. o caráter termos de garantia de direitos de puro imperativo moral. do Movimento Mães da Cinelândia.é assegurada. titucionalizantes. assistenciais e de reinserção social dos acolhidos. sempre pondo em análise que. da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos reuniões plenárias mensais para informes e deliberações. da Secretaria de Estado da população". O livro ao acesso às Políticas Públicas balha-se para combater o ócio. da OAB. autônomo e consultivo. muitas vezes envolvido em violações de Direitos Humanos”. todos os conselheiros do CEDDH se encontram em Pública. Instituído em abril de 2010. Para 2015. como sua vice-presidente. em nome da proteção e da segurança da Participam do CEDDH representantes da SEASDH. artísticos. que também participa da Comissão de Segurança Pública (CSP) 4 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . recreativos. O CRP-RJ e o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Rio de Janeiro (CEDDH) O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos do Rio de Janeiro (CE. estão e Cidadania da ALERJ. Tra. álcool e outras drogas. o artigo 15 da Minuta ARQUIVO CRP-RJ de Redução de Danos como o cita a possibilidade dos inter. eixo orientador dos cuidados nos fazerem trabalhos laborais. da Defensoria Conforme explica Trzan. de Administração Penitenciária (SEAP).” dades Terapêuticas por ir de encontro à Estratégia Por fim. Mas. o prefeito Eduardo Paes proibiu o livro Toxicomanias: incidências clínicas e socioantropológicas. nes. Entre as ações da DDH) é um órgão colegiado de caráter permanente. que conta com representantes do poder público estadual e da sociedade civil. 16 §4º da minuta: namento contrário à Regulamentação das Comuni- internação coletiva. consideramos que Nacional de Direitos Huma. que posta de tratamento. outrossim. também.html>. Entendemos.crprj. serviços comunitários de saúde em um total de 68 unidades de mental. a prestação de de droga do Conselho Federal de Psicologia – 2011) Diante do exposto. se. nos termos da lei. trabalha-se sem direito a remuneração venientes das atividades previstas neste artigo deverão No dia 1º de dezembro de 2014. o CRP-RJ formaliza seu posicio- assistência religiosa nas entidades civis e militares de Esta hipótese confirma-se no Art.br/ Direitos Humanos: Locais de internação para usuários vos. do CRP-RJ. nesta pro. da Secretaria de Estado sociedade. assume caráter análogo ao trabalho escravo. A laborterapia.” noticias/2014/112814d. sub- Federal de Psicologia (2011). constata que: convivência social. O CRP-RJ é representado pelo conselheiro Alexandre Trzan Ávila (CRP entre outras ações. da autonomia e à promoção da gas.pode ser acessada em: <http://www. “O trabalho assume.org. esporti.216/2001. traindo o direito adquirido ao realizada simultaneamente em tratamento preferencial em 25 unidades federativas do país. se espaço. gou uma Nota de Repúdio à regulamentação das te caso. “Art.

Porém. o deputado federal sanção presidencial. Justiça e de Cidada- nia (CCJC) da Câmara. referendar ou rejeitar a decisão presidencial. devido ao recesso Relembre a trajetória do PL das 30 horas lhe deu a sua configuração atual. Caso contrário. o presidente da o PL recebeu parecer favorável. em seguida. o CRP-RJ vinha.com. Com isso. interesses da categoria.com. uma delas instituindo que a redução da jornada de Na trajetória final do PL das 30 horas no Congresso. 257 votos dos deputados e 41 Lei nº 3. A previsão era de que a apreciação do veto aconte- Foi no Senado que o PL recebeu um substitutivo que cesse em dezembro de 2014. ao Projeto de Lei nº 3. cato. trabalho estaria sujeita a acordo coletivo. chegando ao fim essa regulamentação não seja da competência legal do um parágrafo vetando qualquer possibilidade de sem que o veto fosse apreciado pelos parlamentares. um ano repleto de conquistas. Do total de 303 deputados presentes em todo o território nacional. passando a aguardar o prazo regimental de nhou força também em outros estados. o veto presidencial debates. no dia 28 de outubro. nhado para a presidente Dilma. a matéria não votos da maioria absoluta dos 513 deputados e dos Felipe Bornier (PSD-RJ) apresentou o Projeto de poderia receber nenhum recurso dos parlamentares. é : <http://www. texto a necessidade de acordo coletivo para a redu.338/2008 com a proposta de regulamentar. onde passou a tra. a carga horária para aprovação do plenário da Casa antes de ser encami- na votação. entre março de 2012 e julho de 2014. seu pagamento garante que você receba Assessoria Contato: sindpsi-rj@sindpsi-rj. a sessão foi antecipada da carga horária da categoria no estado do Rio. a votação aconteceu no dia 11 de março. diversas atividades Este ano. desejamos que todos nós.org. o texto foi enviado à Comissão de vetou o PL sob alegação de que o texto contraria o CRP-RJ buscou mobilizar também os parlamentares. INFORMES DO SINDICATO DOS PSICÓLOGOS (SINDPSI/RJ) Você poderá emitir o boleto através do: <http://www.br/sindpsi-rj>. Por isso. em abril de 2008. Convém lembrar que o Sin. tomou a sua tramitação no primeiro semestre de 2011. o texto retornou à CCJC apenas para Público (CTASP) e Constituição. eram necessários os Foi quando. desde 2007. foi mantido no Congresso em sessão de 2014. No dia 17 de novembro de 2014. o texto foi encaminhado para do veto não conseguiu atingir a maioria absoluta na sessão do prazo regimental. o substitutivo alterou a março. teria de passar primeiramente pela dos senadores. Nesse início de ano. Depois de ficar ao Congresso para que os parlamentares pudessem representam o estado do Rio em Brasília. algumas delas em reios. O ende. É importante destacar que é o recebimento dessas neiro (SINDPSI/RJ) mais uma vez agradece o CRP-RJ o atraso em seu pagamento gera multa e juros. Mobilização do CRP-RJ foi encaminhado para a Presidência da República. em 2014. Como a rejeição No dia 14 de outubro de 2014. atividade em Psicologia fica obrigado a pagar a Con. mas. foi através dessas duas por este espaço em seu jornal. o texto retornou e-mail a cada um dos 46 deputados e 3 senadores que de ir à votação pelo plenário da Casa. sites e outros meios. A votação foi adiada novamente. interesse público e prejudica o atendimento no Siste- No dia 23 de fevereiro. em prol do trabalhador psicólogo. recebendo quatro emendas. tado recurso. de Trabalho. sede própria. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 |5 . tado inabitável. PL das 30 horas é mantido no Congresso passou pela apreciação e aprovação das Comissões de Seguridade Social e Família (CSSF). cgmautomacao. conhecido como PL Na CCJC. 95 pela psicólogas (os) em 24 horas semanais. Como não foi apresen- as Comissões de Trabalho. Conselho. Michel Temer (PMDB-SP).338/2008.br/sindpsi-rj>. transferida para 3 de gresso. Finanças e Tributação (CFT). colocaremos em nosso site um link para que você teremos de iniciar as obras necessárias para o seu parceria com o CRP-RJ. a para o dia 4 de março. tornando-se realizada no dia 11 de março em Brasília. o CRP-RJ vinha fortalecendo essa discussão. tenhamos. Seu vencimento ocorre no dia 28 Jurídica e tenha acesso a outros benefícios oferecidos 1762 ou 2224-1746. retornou à Câ- mara. além da mobilização nas mídias sociais. como aconteceu em 2014. O valor duas contribuições que garante o custeio do Sindi- cobrado é determinado em assembleia da categoria. manutenção e três se abstiveram. aconteceu a última Em maio daquele ano. Assuntos Sociais (CAS) do Senado. solicitando parado por cerca de dois anos no Senado. essa articulação ga- das 30 horas. O Sindicato dos Psicólogos do Estado do Rio de Ja. Finalmente. o projeto re. pelo Sindicato. onde. Além de retirar do parlamentar. a votação acabou agendada para o dia Antes mesmo da proposição do projeto de lei no Con. 205 votaram pela derrubada. em 2015. 81 senadores. gos.br / (21)2224- tribuição Sindical. contribuições que o SINDPSI/RJ pode comprar sua O SINDPSI/RJ realizou. FIQUE DE OLHO Luto na Psicologia: veto presidencial ao O substitutivo foi aprovado no Senado no dia 26 de setembro de 2011 e. ou seja. Em ambas. Por fim. por ser um imposto estipulado por lei. solicitamos aos psicólogos no sentido de intervir em favor dos direitos e dos reço para emissão da guia da Contribuição Sindical a atenção aos vencimentos dos boletos. a votação não precisou seguir para o Senado. já que o imóvel encontra-se em es- dicato oferece uma Assessoria Jurídica que trabalha em sua residência. 24 de fevereiro. Apesar da ampla mobilização das (os) psicólogas (os) disponibilizando espaço físico e institucional para de Administração e Serviço Público (CTASP) e de brasileiras (os) por todo o país. Nesse período. por exemplo. sem necessidade ma Único de Saúde (SUS). psicólo- Todo início de ano. caso não receba funcionamento.cgmautomacao. cinco sessões ordinárias na Câmara para seguir para uma reivindicação nacional das (os) psicólogas (os). além de poder votar em Assembleia. na última hora para 3 de março. debatendo junto às ção da jornada de trabalho. goria e à bancada parlamentar em Brasília. ou seja. no mês de janeiro de 2015. porém. Em 2014. a seguir. Para que o veto fosse rejeitado. encontros e grupos de trabalho. de Administração e Serviço Câmara. o profissional psicólogo que exerce Já a Contribuição Confederativa é opcional. o Conselho encaminhou um mitar em caráter conclusivo. além de encaminharmos o boleto pelos cor. possa emiti-lo e efetuar o pagamento. apoio para a derrubada do veto. de fevereiro e. o CRP-RJ intensificou sua mobilização junto à cate. redução salarial. República em exercício. desta vez (aos) psicólogas (os) a importância da regulamentação carga horária para até 30 horas semanais e incluiu. o Em julho de 2009. sendo. Embora pedido da então senadora Martha Suplicy (PT-SP). validação de sua redação final e. o texto foi aprovado no dia 15 de julho Assim como no Rio de Janeiro.

fobias e de- causa de mortes na faixa de 30-44 anos. como ciência e profissão.3 milhão desejamos é inclusivo. proclamado de mortes por acidentes de trânsito em 178 países e não contempla a realidade atual. tam critérios diversos. o seguro obrigatório que renda. epidemias e pandemias po. conselheira-presidente da tanta dor e sofrimento atingindo famílias inteiras. a 2ª na faixa política. mas o Brasil carece de vontade generalizada.051 mortes em 2012 No Brasil. um grave problema de saúde pública controversas e divergentes. causando danos físicos. As intervenções que ocorrem hoje para o atendimento psicológico à vítima. estatísticas não confiáveis e informações que o nexo causal do dano foi o evento de trânsito. do mundo. Se nada for feito. banalização da vida. Uma vez comprovado dos por seus altos índices de morbimortalidade e dos dados. seguro Ações pela Segurança Viária 2011-2020. que detêm menos da metade de toda a frota são subnotificados e não refletem a realidade. em muitos de 5-14 e a 1ª na faixa de 15-29 anos de idade”. superar o im- que a Psicologia. Os acidentes de trânsito representam a 3ª do meio ambiente. a cultura do trânsito é caracterizada pela e 601 mil pessoas lesionadas. eventos de trânsito e as fontes de informações ado. controle das endemias. Nesse cenário. no Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM). indicativos de uma real pandemia. acessível. da sociedade. como ansiedade em 2020. A elevados números da morbimortalidade em decor. engaje-se pacto emocional e voltar à rotina são alguns desafios Segundo o Mapa da Violência 2012.9 milhão de mortes no trânsito prevê a defesa da vida. porém. respondem por mais de 90% há um sistema nacional integrado de dados sobre os Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) deve das mortes provocadas pelo trânsito. sustentável. psíqui. Comissão de Comunicação Social do CRP-RJ e coordenadora cos. a OMS estima que O Artigo 1º do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) A intervenção psicológica trata as sequelas invisíveis deveremos ter 1. a vida das pessoas com tanta velocidade? dade Humana da Universidade Celso Lisboa. Como podemos tolerar *Janaina Sant’ Anna Barros da Silva (CRP 05/17875) é psicóloga. torna-se impossível devido ao impacto causado OMS afirma ainda que os países de média e baixa rência dos eventos de trânsito divulgados no Brasil na vida financeira. ser requerido em caso de dano emocional provoca- Os eventos de trânsito (acidentes) são considera. foram registra- deriam também ser aplicadas aos eventos de trânsito. Os pressão.XCHNG POR JANAINA SANT’ANNA BARROS DA SILVA* to são negligenciadas. “os números neste debate e lute por políticas públicas para uma a serem enfrentados. 46. O acompanhamento psicológico apresentados pela Organização Mundial da Saúde mobilidade humana que atenda às reais necessidades das vítimas e enlutados faz-se necessário e está previs- são estarrecedores. econômicos e sociais muitas vezes irreparáveis. Segundo o Mapa da Violência 2014. Não oferece cobertura aos Danos Pessoais Causados por de veículos do planeta. casos. é imprescindível Adaptar-se a um novo estilo de vida. o que ocasiona inconsistência do pelos eventos de trânsito. investimento e prioridade de execução. não há prerrogativas para ser negada a cobertura do mundial. estresse pós-traumático. ocorrências. O modelo de mobilidade humana que to no pilar 5 do Plano Global da Década Mundial de Só no ano de 2009. especialista em Psicologia do Trânsito. 6 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . a preservação da saúde e provocadas pelos eventos de trânsito. As impondo mudanças bruscas e repentinas e afetando técnica da Pós-Graduação em Psicologia do Trânsito e Mobili- sequelas invisíveis provocadas pelos eventos de trânsi. O acompanhamento psicológico. MOBILIDADE A face oculta dos eventos (acidentes) de trânsito STOCK. aconteceram perto de 1. pela ONU e do qual o Brasil é signatário. das.

muitas vezes só com medicamentos. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 |7 .H. O fato de haverem medido o 'homem' incorretamente evidencia a dupla falácia em que incorreram” (p XIV).meios de evitar estímulos e lugares como problema de saúde pública. humano. Boareto R. Quando o risco é visto como acima da capacidade de 1998 a 2010: muitas mudanças e poucos resultados.L. indicam que o termo é mais um daqueles usados com valor conceitual como Boa leitura. em que O prazer pela leitura desta obra decorre não apenas de seu conteúdo: também a teses sobre a “inteligência” (as aspas desta vez são minhas. de incompreensão e vergonha pelo desajustamento. no capítulo 6. segundo respiração ficar ofegante diante de um perigo emi- dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada *Fatima Gonçalves Cavalcante (CRP 05/13656) é psicóloga. superior ao Japão. Binet. ANTP. Gould assim resume seu objetivo: “Assim. este é um livro sobre a Falsa Medida do Homem” (pág. De as causas sejam cuidadas.503) e do maior outro lado. (ou seja. da ineficiência são algo difícil. e o uso desses “homem”. Latino Americano de Estudos de Violência e Saúde (ENSP/ gravidade. biólogo norte-americano. Ciência & Saúde Coletiva. O TEPT nem sempre é diagnosticado do sistema de transporte público. A falsa medida do homem. Thurstone. do planejamento e tratado corretamente. no mundo e no Brasil. psicólogas (os)! sustentáculos das falsas medidas do homem) são apresentadas e discutidas por Gould. assim explicitados: “(. há um impacto traumático. Ativação aumentada . 45(5): 949-63. Assim. J. Burt. 14(5):1763-1772. dificuldade de concentração Pós-Traumático e a Psicologia e hipervigilância (Cavalcante et al. O evento Se o impacto for grave. o Estresse lhes do trauma. A reação de estresse é uma resposta neuroquí. considerando este grupo como classes ou sexo – são inatamente inferiores e merecem ocupar essa posição. Acidentes de trânsito no Brasil de A noção de acidente não contribui para se com. Se interpretado como de menor Psicanálise. efeitos REFERÊNCIAS em condutores de veículos. coordenadora do Laboratório de Práticas Sociais Integradas (IPEA) em 2006.. O capítulo 3. quan- ma de ideias. Evitamento acidentes de trânsito: o transtorno de estresse pós-traumático pareça. psicólogas (os).. Gould se baseia em certos argumentos sobre a ciência e sua construção.. Enfim. o europeu branco do sexo masculino). São Paulo: Martins Fontes. “Medindo corpos – Paul Broca ser completamente desenvolvido quando os cientistas abrirem mão do duplo e o apogeu da craniologia”.) estudaram o ' homem' indica invariavelmente que os grupos oprimidos e em desvantagem – raças. e prosa límpida e escorreita de Gould. em destaque. a pessoa sente uma vivência rigor de leis até 2010. Elaborar os danos e perdas. e 6. Saúde e Sociedade (UVA) e pesquisadora do Centro Canadá.I. que “Agradecimentos”: “(. preservada na tradução. Haddad SR. o quadro geral piora Trânsito Brasileiro de 1998 (Lei n° 9.. o acidente pode gerar uma reação aguda FIOCRUZ). apresenta nesta obra um amplo panora. BacchieriI & Barros (2013) AT é afetado pelas políticas de mobilidade urbana isolado. ao modo como atravessa a vida milhão de pessoas morrem por acidentes de trânsito articular o seu conhecimento clínico com as práticas de pessoas e famílias e a forma como os sujeitos dão da saúde e buscar melhorar as políticas públicas. incapacidade de lembrar deta. Cerca de 1. em seus números na hierarquização das pessoas numa escala única de méritos. os resultados estão aquém do e atitudes no trânsito e de falhas humanas.. Morita PA. ele é consequência de comportamentos com o passar do tempo. 2003. a pessoa de lidar com ele. Ano 30/31: 143-160. S. Revista dos Transportes Públicos. de Stephen Jay Gould Por José Novaes* Na “Introdução”. É natural o coração acelerar e a e feridos graves é superior a 150 mil ao ano. irritabilidade ou cólera. A Lei nº 11. Arthur Jensen. como dificuldade de adormecer. que irão desaparecer em até dois meses. que pena. GOULD. 2011. culpas e consequências e lidar com as mortes e as sequelas físicas e psicológicas POR FATIMA GONÇALVES CAVALCANTE* aumento da frota de veículos e motos. L. *José Novaes (CRP 05/980) é psicólogo e conselheiro-presidente do CRP-RJ. H. “A teoria do Q. ele não é um evento isolado.. 2008). mito da objetividade e do avanço inexorável rumo à verdade” (páginas 5 e 7). a abstração da inteligência como entidade única. social e cultural e traz cidades sustentáveis. pesquisas e instrumentos elaborados para a medida do tificada na forma de um número único para cada indivíduo. enquanto o número de mortos sentido ao ocorrido.) critico o mito que diz ser a Uma breve apresentação dos títulos e subtítulos de alguns capítulos do livro ciência uma empresa objetiva (. esperado. do associados ao trauma. consequências pessoais e socioeconômicas para ví. este livro analisa O autor. nente. todos eles importantes teóricos e estudiosos do tema: A. localizada no cérebro. 2009. Goddard. hereditário”. Bacchieri G & Barros AJD. torno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) com três 2008. As aspas explicam-se por este trecho do próprio Gould. Alguns dos nomes citados nestes capítulos. condutores e pedestres neste problema.Eventos do trânsito. Charles Spearman. havendo aumento do número absoluto O psicólogo tem muito a contribuir se for capaz de O impacto do acidente está associado ao sofrimento construir um olhar intersetorial e interdisciplinar.) o potencial da ciência como instrumento permitem perceber a amplitude da visão do autor e avaliar a importância da para identificação dos condicionantes culturais que a determinam só poderá obra para nós. M. apesar da implementação do Código de e reflete uma visão de cidade (Boareto. liza o consumo de álcool entre motoristas. Os sintomas são vistos dis- Em recente revisão bibliográfica sobre acidente de e monitoramento das vias e dos veículos. os capítulos 5. Rev Saúde preender a implicação e a responsabilidade dos Pública. não tem ao estresse. tipos de sintomas: Intrusivos . o sociados do evento traumático e abordados de modo trânsito (AT) no Brasil. Leitura Recomendada: "A falsa medida do homem". Embora de reviver o acontecimento traumático. pode se desencadear o Trans. padrão de medida que consagrava a inferioridade de qualquer outro grupo Em suma. 2009). O Brasil é um dos países com o mica e neurofisiológica normal e adaptativa de um (LAPSI-UVA). sem que apontam que.3 que ele desencadeia. ser visto no contexto do crescimento urbano. Para realizar este trabalho. autor da resenha. M Yerkes (no capítulo 5) e C. 9). sintomas conseguido a esperada mudança de comportamento de ansiedade. R. A política de mobilidade urbana e a construção de do trânsito é multifacetado. Suécia e cérebro em perigo.. “O verdadeiro erro de Cyril Burt – A análise fatorial e a rei- ficação da inteligência”. O tema pode e embotamento . L. Terman.) os deterministas biológicos (. de mortes e das taxas de mortalidade. teses. professora de Psicologia e da Pós-Graduação em trânsito mais violento.formas recorrentes Cavalcante F G.dificuldade de sono. expectativas encurtadas em relação ao futuro. contribui para tal. Sequelas invisíveis dos timas e autores em todas as áreas da vida.. agitação ou alteração no apetite. e.705/2008 (Lei Seca).

Mediada pela conselheira Priscila Bastos. e Letícia Lanz. nos dias 13 e 14 de novembro. teve início o debate “O corpo é meu: Des- conselheira-presidente da Comissão de Psicologia e máticas para a Psicologia e a sociedade brasileira na patologiza!”. Marilia Alvares Lessa (CRP 05/1773). Abertura fundadora da Associação Brasileira de Transgêneros ALÉM DA ENTREGA DO VII PRÊMIO MARGARETE (ABRAT) e do Movimento Transgente. foi A programação do evento teve oito mesas de debates mediada por Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667). da presidente da Comis- são Regional de Direitos Humanos do CRP-RJ. e da presidente da a ver com isso?”. Comissão Regional de Psicologia e Políticas Públicas A segunda mesa. do presidente do Sindicato promoveu. na UERJ sociedade. Letícia explicou. social e garantia de direitos – O que a Psicologia tem Calhau Mourão (CRP 05/1608). que fomentaram a discussão sobre importantes te. no Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”. psicólogo e do Prêmio Margarete de Paiva Simões Ferreira (veja (CRP 05/43721). Márcia da Mota. Em seguida. como dos Psicólogos do Rio de Janeiro (SINDPSI). o CRP-RJ diversos estigmas que esses indivíduos recebem na da UERJ. especialista em Gênero e Sexualidade. EVENTO III Seminário Regional de Psicologia e Políticas Públicas e IX Seminário Regional de Psicologia e Direitos Humanos reúne mais de 400 participantes ARQUIVO CRP-RJ Auditório lotado no III Seminário Regional de Psicologia e Políticas Públicas e IX Seminário Regional de Psicologia e Direitos Humanos FORAM REALIZADAS OITO MESAS DE DEBATE. o III Seminário Regional de a patologização da condição transgênera se firmou Psicologia e Políticas Públicas e IX Seminário Regio. Joari mais no box da página ao lado). Mari- – campus Maracanã. psicólogo na Vigilância 8 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . A abertura do evento contou com falas da vice- DE PAIVA SIMÕES FERREIRA. naldo Santos (CRP 05/5057). Janne como um discurso médico-psiquiátrico a partir da nal de Psicologia e Direitos Humanos: “Participação década de 1950 nos EUA. da vice-diretora do Instituto de Psicologia a despatologização das identidades trans e falou dos Com a participação de mais de 400 pessoas. “Atuação das (os) psicólogas (os) do CRP-RJ. Participaram Eduardo atualidade. além da emocionante entrega da 7ª edição a mesa contou com as palestras de Maiara Fafini Mourão Vasconcelos (CRP 05/32652). professor da Escola de Serviço Social da UFRJ. Priscila Gomes Bastos (CRP 05/33804). psicóloga e travesti. entre outras coisas. Carvalho (CRP 06/88775). Maiara citou as resoluções do CFP que versam sobre -presidente do CRP-RJ. psicanalista. Assistência Social do CRP-RJ.

projeto professora de Psicologia no Instituto Nacional de dispositivos do SUAS. 2º lugar: Débora Sun Espíndola e Mariana Bairral Veja abaixo a relação completa dos vencedores: Brito Harrison / Trabalho: “N-SAIPM Esquadra: três anos de apoio à Operação de paz no Líbano” Eixo 1: “Vivência da Psicologia nas Políticas Públicas” Sobre Margarete de Paiva Categoria Profissional O Prêmio faz menção à memória da psicóloga • 1º lugar: Lívia Cretton Pereira / Trabalho: “Práticas de cuidado de si: Margarete de Paiva Simões Ferreira. cientista social. prestou um comovente Multiprofissionais” depoimento sobre sua relação com ela. ratório de Estudos de Famílias. Jandira nar. e Beatriz Affonso. sabia Programa Saúde nas Escolas” muito bem o que queria e tinha fé naquilo que fazia”. Margarete faleceu em dezembro experiência no contexto das Políticas Públicas: Lição de uma aposta possível” de 2006. e José Crus. Aline iniciou sua fala apresentando as atuais discussões Na parte da tarde teve início a mesa “Violência e relacionadas a práticas medicalizantes e às políticas Terrorismo de Estado ontem e hoje: Linhas de Fuga”. reinventar: a lógica do cuidado no Margarete. Ademir Pacelli Ferreira (CRP 05/3148). públicas voltadas às crianças surdas. -geral da Gestão do Trabalho do SUAS do Ministério Rio de Janeiro. Equipe Clínico-Política do Rio de Janeiro. a conselheira do CRP. -governamental de Direitos Humanos criada em 1991. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 |9 . psicanalista e Analista dicalização: políticas públicas a serviço de quê?”. Aline Lima da Silveira Lage.Socioassistencial em Suzano (SP) e conselheiro do Guaraci de Lucena Mendes. Os pales. destacou o número recorde de trabalhos Categoria Profissional inscritos (32 ao total) e a inovação ocorrida nessa 1º lugar: Lina Pinheiro Petraglia / Trabalho: “Escola edição com a inclusão do terceiro eixo para inscrição e desejo: reflexões sobre Ética e Psicanálise” de trabalhos na categoria Profissional: “A Prática da 2º lugar: Laura Cristina de Toledo Quadros e Psicologia em Equipes Multiprofissionais”. “O que mais Categoria Profissional me chamava atenção era o fato de Margarete chamar 1º lugar: Cristiane Viana da Silva Santos / Trabalho: e envolver todos os outros estudantes nas discussões. ativista na prevenção à AIDS e membro da Comissão Gestora do • 2º lugar: Aline Lima Tavares e Sonia Alberti / Trabalho: “Relato de uma CRP-RJ (março de 2003 / setembro de 2004). e Rui Harayama. Eleonôra Torres Prestrelo / Trabalho: “Laboratório Em seguida. “A atuação do Psicólogo Escolar em Equipes do Esta era a marca da Meg: ela nunca desistia. Educação de Surdos e colaboradora da COMPSIE- forma problemática e conflituosa. Ana Lúcia de Lemos Furtado (CRP 05/465). membro da Comissão de Helena Rego Monteiro (CRP 05/24180). membro histórico da atuação da Psicologia na Assistência Social às vítimas do terror do Estado na época da ditadura do Fórum sobre Medicalização da Educação e da desde a época da ditadura civil-militar (1964-1985). Rui tratou da questão da medicalização pela ótica VII Prêmio Margarete de Paiva Simões Ferreira Categoria Estudante Encerrando as atividades do primeiro dia do III Seminário de Políticas Públicas • 1º lugar: Alfredo da Conceição Chamma / Trabalho: “Atenção a crise na clínica das toxicomanias: impasses e possibilidades no manejo clínico” e IX Seminário de Direitos Humanos. Jandira Psicologia e Educação do CRP-RJ (COMPSIEDUC). Também compondo a mesa. Inclusão e Me. Beatriz abordou a atuação do CEJIL como uma organização não. Joari resgatou o mação de núcleos de apoio e atendimento psicológico DUC. Pais e Familiares de Presos e Perseguidos Políticos do Luis Fernando de Oliveira Saraiva (CRP 06/81533). CARTAZ DO VII PRÊMIO Eixo 2: “Diversidade dos Campos de Atuação da RJ e presidente da Comissão Organizadora do Psicologia” VII Prêmio. cuidar. criticando-o como um perverso me- Institucional argentino-brasileiro e integrante da mediada pela conselheira-presidente da Comissão de canismo de controle social pelas forças hegemônicas. desinstitucionalização: contribuição da Reforma Psiquiátrica para a prática do psicólogo no CAPSi” Dando início à cerimônia. incansável defensora dos Direitos resistências às capturas operadas pelos manicômios concretos e/ou mentais” Humanos. de Presos e Perseguidos Políticos. vítima de câncer. a qual. Relações de Gênero e Sexualidade (IPUSP). a entrega do VII Prêmio aos autores dos trabalhos vencedores nas categorias Profissional e Estudante foi um dos • 2º lugar: Alessandra Lima de Almeida / Trabalho: “A loucura infantil e a momentos mais emocionantes do evento. sem dúvida a pessoa mais importante da contexto de hospitalização infantil” minha vida”. Eduardo abordou a inserção da (o) psicóloga (o) nos Eduardo falou sobre a Clínica do Testemunho. Ágnes Cristina da Silva Pala (CRP 05/32409). se deu de fomentado pela Comissão de Anistia e voltado à for. civil-militar (1964-85) e seus familiares. Luis Fernando mediada pela conselheira Janne Calhau. Participaram CRP-SP. segundo ele. abordou o processo de medicalização da vida escolar trantes foram Eduardo Losicer. território nacional e dos desafios atuais dessa política. pela Justiça e pelo Direito Internacional (CEJIL). A última mesa do dia foi “Infância. Sociedade e colaborador das Comissões de Direitos José falou da rápida expansão do SUAS por todo o rou como se formou a Comissão de Pais e Familiares Humanos e Educação do CRP-RJ. e da sociedade. diretora do Centro mestre em Psicologia Escolar e pesquisador do Labo- do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. que foi professora Eixo 3: “Prática da Psicologia em Equipes e amiga de Margarete. afirmou ser “um prazer 1º lugar: Mariana de Souza Carvalho / Trabalho: apresentar um prêmio que lembra e homenageia a “Criar. assistente social e coordenador. Gestáltico: a Vida Vivida como Experimento-ação” professor do Instituto de Psicologia da UERJ que foi Categoria Estudante marido de Margarete Paiva.

pensa no arranjo de positividade onde a impunidade logia Social em Saneamento e Saúde. diversos impactos da realização dos megaeventos mento e Punição”.youtube. Érika ressaltou que há uma tentativa de disfarçar essa Nordeste. Participaram Érika Figueiredo Reis crack é a aparição de sujeitos no cenário urbano A cobertura completa do evento está disponível em: (CRP 05/24077). Rio de Janeiro e autora do livro “Varas de Família. existentes no Brasil e Esther mostrou o contexto his. o último Último dia Rubens argumentou que o fenômeno da judiciali. foi exibido o mestre pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio documentário “Domínio Público”. vendo Injustiça Ambiental e Saúde no Brasil. Mediada por Julia Horta Nasser (CRP pulação de rua é um problema social que requer 05/33796). Alexandre abordou as de Rua. Arouca (ENSP/Fiocruz). Tania destacou que a questão do território é hoje e Alexandre Ferreira do Nascimento (CRP 05/33108). conselheiro e presidente 05/34248). Alexandre falou sobre a questão do direito da proteção à criança e ao adolescente em um espaço Fórum Permanente de População Adulta em Situação à moradia e sobre as privatizações do território e marcado por tanta violência?”. coordenadora do Mapa de Conflitos Envol- que o Poder Legislativo não consegue dar conta e último dia do evento. debate teve como temática “Direito ao Território: A mesa “Políticas para a criança e o adolescente: discu. 10 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . Já nadora do Movimento da População de Rua – Região Gregório Baremblit.br/noticias/2014/112714.ARQUIVO CRP-RJ Mesa de debate sobre Judicialização.com/channel/ juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro são. Um a sociedade. lheiro-tesoureiro do CRP-RJ. Abreu Franco Netto (CRP 05/38521). ex-moradora de rua e coorde- Análise Institucional e Esquizoanálise pela Fundação excluir quem. Alexandre Trzan Ávila Taniele afirmou que a principal questão política do (CRP 05/35809). a mesa contou com a participação de Taniele dos serviços públicos e a mercantilização da vida normativas da proteção à criança e ao adolescente Cristina Rui. professora da PUC-Rio e e a punidade extrema participam do mesmo sistema. Francisco afirmou que as ditas práticas html>. e Francisco de tórico da proteção à criança e ao adolescente no país. de alguma maneira. “Por um novo paradigma sobre drogas: dever do a forma mais brutal de extermínio da população assessor de Projetos Estratégicos da Fundação para a Estado. ther Arantes (CRP 05/3192). e Alexandre Pessoa Dias. práticas de segregação e violência. e Marcelo Chalréo. psicólogo política judicializante e que ela acontece quando se e coordenador do Canteiro Experimental de Tecno- do DEGASE e especialista em Psicologia Jurídica. pobre. Maria acaba repassando para o Judiciário. mediada pelo psicólogo e conse. antropóloga e professora da Escola de no atual contexto do Rio de Janeiro. Ressenti. ma mesa. o debate contou com a participa. UERJ e pesquisadora na área da Criança e Adolescente. muitas vezes. de Psicologia e Políticas Públicas do CRP-RJ. psicóloga pós-graduada em centou que a questão da judicialização acaba por Lucia Santos Pereira. esportivos no Rio de Janeiro. solução pacífica e encaminhamentos ade- Juraci começou o debate questionando: “Como falar Direitos Humanos do CRP-RJ e representante no quados. colaboradora da Comissão Regional de diálogo. advogado. já é excluído. Ressentimento e Punição no segundo dia do evento da produção de subjetividades que se dá a partir da e membro da Associação de Juízes para a Democracia Mediado por Fernanda Haikal Moreira (CRP publicidade financiada pela indústria farmacêutica. UCfgP81CLk3wOis358J-ix1A>. Inserções e Exclusões”. Sociologia e Política de São Paulo. Es. Rubens Casara. engenheiro civil ção de Juraci Brito da Silva (CRP 05/28409). psicóloga do Tribunal de Justiça do fazendo uso dessa droga de forma visível para toda <http://www. Os vídeos de cada mesa estão disponíveis Encontro entre Psicologia e Direito”. Maria Lúcia afirmou que a situação da po- Infância e Adolescência (FIA). Mediado por Graziela Contesso. Chalréo acres- to Sereno (CRP 05/30279).org. assessora técnica da Comissão Regional da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ. psicólogo e Encerrando as atividades do evento. que aborda os A segunda mesa do dia foi “Judicialização.crprj. de cuidado do Estado para com os usuários de drogas no Youtube: <https://www. Compuseram a mesa Tania zação no Brasil se dá a partir de toda a demanda de tindo as medidas de proteção” abriu as atividades do Pacheco. direito do usuário” foi o tema da penúlti.

Helena Rego Monteiro mato “Conversando sobre.. também da USP. Brasília.org. a conselheira Juliana Gomes integrou xual e Identidades de Gênero” foi o tema do trabalho. tro. o conselheiro-secretário do CRP-RJ. Conceição participou de uma cessos Ditatoriais e Subjetividades”. para ampliar as ações de CRP-RJ. Psicologias e movimentos sociais: uma atitude em São Paulo.500 trabalhos eventos esportivos”. (CRP 05/ 39380). Ariadne Benetom buições das políticas de Assistência Social para o de- pelo Grupo de Trabalho Integrado de Psicologia e de Campos. logia e Educação. e Marcelo Ubiali Ferracioli. Janne Calhau Participaram as conselheiras Juliana Gomes e De- Segundo dia Mourão (CRP 05/1608).”. da Universidade de presidente da Comissão Regional de Psicologia e Pedro Paulo Gastalho de Bicalho (CRP 05/26077). participou do Simpósio pelas conselheiras Maria da Conceição “Psicologia. Com tema “Os impactos da Psicologia crítica à medicalização da educação e da sociedade”. Relações Étnico-Raciais. Educação e Medicalização: Nascimento (CRP 05/26929). da Unidade Básica de Saúde do Butatã senvolvimento da Psicologia como profissão no país”. Estadual de Ponta Grossa (PR). da Univer- sidade de São Paulo. A última atividade do CRP-RJ foi a mesa redonda na sociedade brasileira: a política da ciência e da pro. Terceiro dia No dia 22. repre.. e Bahia. a presidente da CRDH. ex-conselheiro do CRP-RJ. do CRP-SC. realizado entre os dias 19 e 23 de novembro. e também do professor A cobertura completa do evento está disponível em: com o tema da Psicologia e Relações Raciais. e teve a participação de Regina Lú- Priscila Gomes Bastos (CRP 05/33804). o evento teve mais de 13 mil parti. Compuseram a mesa apresentados nos formatos “Conferência”. Um dos do Instituto de Psicologia da UFRJ Pedro Paulo <http://www. A atividade também contou com a participação de cia Sucupira Pedrosa. Na parte da manhã. Diversidade Sexual e Iden. ter ações a serem implementadas no fortalecimento tarina.. missão Nacional de Direitos Humanos do CFP e Em paralelo. a conselheira-presidente REPRESENTANDO O RIO DE JANEIRO NOS DEBA. integrou a gresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão (IV experiências e debateram os desafios à ampliação do mesa “Conversando sobre os entrecruzamentos polí- CBP). Sistema Único de Assistência Social (SUAS). nise da Silva Gomes (CRP 05/41189) e também a Na manhã do dia 21. integrou o Simpósio “Pro. da Comissão de Psicologia e Assistência Social do TES NACIONAIS SOBRE A INSERÇÃO DA PSICO. no forma- tidades de Gênero da Comissão Regional de Direitos to Simpósio Ciência e Profissão. além de mais de 3.br/noticias/2014/120314. Marilene Proença Rabello de Souza. sobre “Psicólogas Scarin. enfraquecimento do racismo no Brasil. com falas da psicóloga Yara Maria Moreira da articulação de psicólogas (os) comprometidas (os) de Faria Horke. ticos. NACIONAL CRP-RJ marca presença no IV Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão O CRP-RJ REALIZOU DIFERENTES ATIVIDADES encaminhamentos foi a criação de uma coordenação Ainda na manhã do dia 21. professor da UFRJ. Em paralelo. LOGIA NOS DIVERSOS ESPAÇOS DA SOCIEDADE. “A Psicologia e o Esporte: os desafios dos Conselhos fissão”. uma mesa redonda abordando a temática “Contri- que teve por objetivo divulgar as discussões travadas da Universidade Federal do Pará. ex-presidente da Co. Como eu faço”.ARQUIVO CRP-RJ Regionais de Psicologia diante dos mega- cipantes. o CRP-RJ participou de três Primeiro dia atividades. O CRP-RJ marcou presença na 4ª edição do Con.crprj. tes de cada região do país. CRP-SP Camila de Freitas Teodoro. “Mesa redonda” e “Exposição de Pôster”. Gastalho de Bicalho. html> . Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667). Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 11 . o conselheiro-tesoureiro do CRP-RJ. coordenado colaboradora do CRP-RJ Natália Fernandes Valente reunião da ANPSINEP que teve como objetivo deba. Humanos do CRP-RJ (CRDH). A atividade foi coordenada sentante do Conselho na Articulação por Lygia de Sousa Viegas. o CRP-RJ organizou uma mesa. “Conversando sobre. a colaboradora do CRP-BA Thaise O evento foi realizado pelo Fórum das Coutinho dos Santos e a conselheira do Entidades Nacionais da Psicologia Bra. com o apoio de todos os Conselhos de Psicologia. “Psicologia e Relações Étnico-Raciais. sileira (FENPB). (os) no SUAS e seu trânsito pela intersetorialidade”. Flávia Cristina Silveira Lemos. (SP). Nesse encon- No mesmo dia. marcou presença em uma reunião de psicólogas (os) de todo o país que atuam na Assistência. e Ana Carla Cividades Furlan À tarde. a conse- A primeira atividade do CRP-RJ foi no lheira-presidente da Comissão de Psico- dia 20 com uma roda de conversa no for. pelo Conselho Regional de Psicologia de Santa Ca. organizada (CRP 05/24180). Diversidade Se. as (os) profissionais presentes compartilharam Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809). nacional de caráter provisório. da Universidade Políticas Públicas. três enfoques”.. Rodrigo Acioli Moura (CRP 05/33761). da Faculdade Nacional de Psicólogas (os) Negras (os) de Educação da Universidade Federal da e Pesquisadoras (es) (ANPSINEP). com dois representan.”.

estão assistentes sociais. fortalecendo o protagonismo e da filantropia. Essa vulnerabilidade socioeconômica das classes mino. trabalhadora. Proteção Social. entre as (os) profissionais que compõem as equipes de referência dos equipamentos e serviços socioassistenciais. políticos ou por contingenciamento financeiro. do favor. demandas e necessidades da população assistida. a Defesa de Direitos e a lidade e amenizando alguns dos conflitos da classe Constituição Federal o tripé da Seguridade Social. ações descontínuas No início de 2003. musicoterapeutas. E A PSICOLOGIA POSSUI UM indispensável para atuação. de modo participativo política auxiliou a consolidação de uma cultura rizadas. com o reconhecimento Brasil. bem como resgatando e tornando mais eram iniciadas e interrompidas não em função das 12 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . A ASSISTÊNCIA INSTITUCIONALI. direito este A Proteção Social divide-se em Básica e Especial. de forma democrática. seguinte. situações de vulnerabilidade e risco social a partir do vontade. Naquela Confe- rência. medida – os desafios enfrentados cotidianamente ZOU-SE COMO UM POLÍTICA PÚBLICA VOLTADA mas por mudanças de gestão na ocupação de cargos pelas (os) trabalhadoras (es) diante de inúmeros PARA A PROTEÇÃO SOCIAL E DEFESA DOS DIREI. a dependência e a O SUAS é o modelo de gestão da política de Assis- como uma política pobre feita para pobres. questionamentos sobre a atuação ética. Segundo a Resolução nº 17 de 2011. tência Social que organiza. a política de Assistência começa a dos usuários. A política de Assistência tem como funções a apadrinhamento. pedagogas (os). embora se apresente como oportunidade de reinvenção para a IMAGEM ORIGINAL: FERNANDO FRAZÃO/ AGÊNCIA BRASIL(01/04/2014) (o) profissional. a Assistência Social sempre foi vista mavam os espaços de exclusão. os serviços socioassistenciais no da subserviência. sociólogas (os). administradoras (es). a mobilização nacional dos profissionais IMPORTANTE COMPROMISSO ÉTICO-POLÍTICO em políticas públicas. atrás apenas do Sistema Único de Saúde. deliberou-se pela criação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e institui-se a Política Na- cional de Assistência Social (PNAS). aos movimentos sociais começaram a questionar tal modelo de assistencialismo cujas práticas reafir- O que é o SUAS? Em nosso país. A prática da Psicologia nessa área. A acreditava-se não ser necessária a profissionalização posteriormente regulamentado pela Lei Orgânica da Proteção Social Básica é destinada à prevenção de da Assistência. figurando-se como o segundo maior campo de trabalho para essas (es) profissionais no país. do clientelismo e do mais sólidos a partir de 1988. mas a colaboração de pessoas de boa Assistência Social (LOAS) em 1993. integrando na Vigilância Socioassistencial. aproximadamente 9% das (os) psicólogas (os) brasileiras (os) atuam hoje no SUAS. economistas domésticos. A inserção maciça de psicólogas (os) na política de Assistência corrobora a tendência da expansão da Psicologia entre as políticas públicas e evidencia um novo território producente para a ampliação das suas práticas. De acordo com estimativas do Conselho Federal de Psicologia. CAPA Psicologia e Assistência Social: diálogo para a garantia de direitos? avançar efetivamente em nosso país. o SUAS é uma política reconhecidamente importante e fértil campo para a atuação das (os) psicólogas (os). da Assistência Social como direito. ganhou visibilidade: acadêmicos e militantes ligados A DESEMPENHAR NESSA POLÍTICA. Por outro lado. Essa intensa articulação ganhou contornos e descentralizado. Hoje. produzindo dependência e doci. te- rapeutas ocupacionais. amiúde também revela – e na mesma COM O SUAS. teórico- TOS DAS PARCELAS MINORIZADAS DA POPULA. contadoras (es) e psicólogas (os). junto com a Saúde e a Previdência Social. passados dez anos de sua implantação. e ao longo da década ÇÃO BRASILEIRA. Por ser considerada obra de caridade. economis- tas. antropólogas (os). fomentando uma cultura do voluntariado incentivo à autonomia. advogadas (os). ano da IV Conferência Nacional de Assistência Social. -técnica e politicamente comprometida – ferramenta Durante a década de 1980.

durante muito política na atualidade: converter a quantidade de inserção nessa política. compartilhado com “Atualmente. influenciam negativamente a percepção das safio. das famílias e indivíduos e mantendo as relações de “O SUAS tem muito ainda que avançar”. afirma. o susto passou. a crise de identidade serviços de Proteção Social Especial. cada dia mais. SUAS é multiprofissional. nenhuma família. A Proteção Social Especial. por cia Social. Os municípios precisam avaliar a realidade “o SUAS vem materializar. o mais das vezes esgarçados ou rompidos. Para a psicóloga Juliana Gomes da Silva (CRP 05/41667). O estabelecimento dessa política Juliana. que estabelece as diretrizes para o novo paradigma de Assistência Social. As ações desenvolvidas pelos diversos equipamentos do SUAS devem estar de acordo com a PNAS. a e comunidade em que atuam. não o que melhor convier”. violência física. campo que necessita de práticas próprias. poucos.unidos seus vínculos familiares e comunitários. Contudo. temos hoje profissionais de outras áreas. relatavam grande angústia quanto à atuação em acompanhamento e da resolução dos problemas alguns desses espaços. as (os) profissionais de Psicologia sem haver o compromisso com a permanência do nos serviços prestados. o SUAS precisa avançar com algumas Segundo ele. a política STOCK. pondera principalmente. visto que não recebeu ou agentes do Estado. para as necessidades do território local. distri. equipamentos disponíveis em qualidade e eficiência dessa inserção. tal SUAS ainda está se consolidando. Entretanto. não de Direitos Humanos do Rio de Janeiro (SEASDH/RJ). estados também precisam avançar com o cofinan.XCHNG de Assistência em nosso país esteve. o estranhamento e conflitos entre os diferentes Os recursos da Assistência Social ainda são muito vindicada como direito. entre outros as- colocam interesses políticos na frente. Esse sentimento decorria. estado do Rio é uma constatação animadora. O grande de- (CRP 05/23778). Entre o número não têm como fazer um planejamento dos gastos. federal para executar a política e fazer acontecer o de referência. vezes. graça a isso. portanto. ela pode eclipsar o verdadeiro desafio dessa iniciou um processo de reflexão sobre sua prática e Psicologia”. da política. não se conseguiu estabelecer um percentual “O campo de atuação de todos os profissionais do precisaria depender da caridade alheia. Nas políticas interse- O Rio de Janeiro atualmente dispõe de 450 Centros ciamento sistemático do SUAS aos municípios. avançar: a gestão dos recursos destinados ao SUAS. “subordinada às entidades filantrópicas. formação específica para tal. O entendimento da política pelos para a atuação na Assistência ou em outras políticas acompanhamento por profissionais qualificados municípios é que torna complicado alguns avanços. foi apenas recentemente que a categoria desenvolvendo o saber científico e profissional da outro. competências para atuar no SUAS. destaca a conselheira do CRP-RJ. psi- cológica e/ou sexual. superintendente de Gestão do pectos. Juliana explica que. buídos entre seus 92 municípios. por meio dos programas. excluindo e submetendo ainda mais a população já em vulnerabilidade. singular e efetivo. os repasses são irregulares. ocasionando. das demandas de trabalho. se Protagonismo da Psicologia não existe mais e o psicólogo domina e aprimora. muitas frentes. conselheira-presidente da Comissão de Psicologia e Assistência Social do CRP-RJ. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 13 . mas o psicólogo políticos ou se humilhar diante de certas autoridades como já temos para a Saúde e para a Educação. Mesmo com as deliberações das Conferên- de privação. Entende- lizado de Assistência Social (CREAS). o total de cidades. serviços e benefícios socioassistenciais. no desenvolvimento de um projeto de Psicologia. que permitem que Além disso. que é uma Política de Estado. historicamente. executor dos mos que. públicas intersetoriais. entre outras condições. mas devem fazer o que estabelecem as diretrizes projetos. no início tempo. no Brasil uma Assistência Social que pode ser rei. Isso não é pouca coisa!”. Uma delas já é bem conhecida: o orçamento. E. de favores de mínimo de recursos para aplicação no SUAS. de fato. por um lado a capilaridade e expansão do SUAS no Ainda que psicólogas (os) já atuassem na Assistên. Os estranha a forma de trabalhar. cuja prioridade é romper com as práticas clientelistas fundamentadas na lógica das benesses e da concessão de favores e não da conscien- tização sobre a garantia e usufruto dos direitos sociais. direcionada às famílias ou pessoas que já estão vivenciando situações de risco e violação de direitos. a confusão de papéis entre trabalho: alguns executam-na com maestria. Governo. a indefinição quanto às atri- devem ser considerados os marcos de fundação do Os municípios recebem financiamento do governo buições dos profissionais que compõem as equipes SUAS em todo país”. desses recursos”. como o abandono e não provimento de condições para a sobrevivência. conquista de novos direitos sociais. em meio ao novo cenário promovido pelo SUAS. A escassa clientelismo e poder. outros Na avaliação do psicólogo Leonardo Pecoraro Costa psicólogas (os) e assistentes sociais. o de Referência da Assistência Social (CRAS). “É uma política em expansão e constante formação técnica e teórica recebida na graduação e sua materialização em espaços de atendimento e aperfeiçoamento. Se toriais abarcadas pela Assistência. abuso de álcool e outras drogas. é o retorno ao princípio da política SUAS na Secretaria de Estado de Assistência Social e (os) profissionais em relação às suas potencialidades de Assistência. os gestores municipais psicólogo sempre deu sua contribuição. as (os) psicólogas (os) precisaram as parcelas mais vulneráveis da população possam Leonardo aponta outro fator que ainda precisa adaptar-se ao fato de que o espaço de atuação no receber proteção social estatal”. em especial. em situações saberes/poderes. cidadão ou cidadã cias. “com o advento do SUAS. apenas oito municípios fluminenses É claro que também precisamos qualificar a gestão profissional ainda se percebe integrando um novo não dispõem de um Centro de Referência Especia.

cessidade de aprimoramento que esse profissional deve receber. SUAS na SEASDH/RJ. de sistematização dos humana em suas potencialidades e fra- atendimentos. atuar”. isso é muito ruim. em que o aluno possa não apenas conhecer o que é o estabelecer uma relação com assistentes sociais. dando consistência à ideia nal nas políticas públicas. psicóloga (o) no SUAS. gilidades. complemen. teção social. a formação ainda pos de famílias. às políticas públicas. não uma ação gia para melhor qualificar as (os) psicólogas (os) em grande no início: trabalhar com grupos de famílias na comunidade. o que falta aos cursos de formação de Psicolo- no município de Petrópolis. ou contempla de na prática. a Assistência Naiff (CRP 05/22840). a responsabilidade pela pro- modo incipiente. Atualmente. O trabalho com gru. direitos. na do acesso de todos. “O psicólogo é importante no SUAS to sobre legislação. Serão política. é importante notar que “o trabalho diário no SUAS vai exi. 14 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . bastante teórica e. em termos de contemplada adequadamente”. ARQUIVO CRP-RJ cias e fazendo estágios vivenciais”. voltada para a clínica. pois. Foi um desafio bem é um direito. o Estado assume. normativas porque sua expertise é necessária ao e fluxos. SUS e a área jurídica. não contempla. gir do psicólogo. de. das graduação. hoje. das.“Para a atuação dos(as) psicólogos(as)”. aos direitos socioassistenciais. técnicas necessárias a esse tipo de atuação. além do conhecimen. a atuação profissio. para atuar no SUAS”. quando cide com o endereçamento cada vez possibilita a prática. mas não excluem a ne- atendimento”. conhecendo experiên- Ainda segundo ele. certa competência no trato bom atendimento dos usuários dessa com demandas institucionais. cujo E digo isso exatamente porque o SUAS. destaca. passa a assumir o papel de promotora -formados têm pouco contato. desde a sua A questão da formação formação. de pronto. especialmente. mas a Assistência não vem sendo sos de seleção de profissionais para o SUAS. “eu mesmo comecei atuando como técnico de referência da equipe de um CRAS à ideia de que a Assistência Social Então. com o mercado de trabalho populações historicamente minoriza- disponível para a Psicologia no Brasil. especialmente. na -formados. que. aprender as limitando nossas competências”. prática. dando consistência psicoterapia de nenhuma espécie”. Como é possível perceber. Para os profissionais recém- de trabalho têm uma série de dúvidas sobre como do SUAS. com igual ênfase. conteúdo das provas dos concursos públicos muitas metodologias de intervenção. Ou seja. O desenho dos ementários dos para o trabalho dos(as) psicólogos(as) com políticas ta Leonardo. não uma ação filantrópica voluntária A psicóloga Luciene Alves Miguez concedida. já encon. política e subjetividades na Psicologia" . até mentação do SUAS. nos proces- produção do conhecimento em Psicologia no Brasil. grande parte do “estranhamento” que as (os) O papel político da psicólogas (os) sentem ao ingressar Psicologia no SUAS esbarra nas lacunas deixadas Como vimos. professora da assume um novo lugar social e político: Universidade Federal Rural do Rio de de resistência às práticas tuteladoras e Janeiro e coordenadora do Programa assistencialistas que sustentam relações de Mestrado em Psicologia da UFRRJ. “o SUAS tem se apresentado como um cursos não contempla disciplinas que explorem o públicas” representam um desafio à atuação da (o) imenso laboratório. publicado maior de nossa categoria em direção pelo CRP-RJ em 2010. mas que possa. A atuação política e a implicação fora daquelas tradicionais salas de são importantes. Leonardo corrobora que “as fragilidades da formação SUAS. desses profissionais e certo distanciamento da acade. discutindo mia no que se refere a uma orientação da formação possibilidades. com o planejamento não conseguiu direcionar essa expertise e execução de projetos no território para o trabalho no SUAS e suas deman- exigirá certa aptidão para trabalhar das. “a formação em Psicologia construção e expansão do SUAS coin- é. afirma. bem como diz que as (os) psicólogas (os) recém. conhecimento sobre o SUAS. sua formação básica é frequentes as exigências de emissão voltada para o conhecimento da psique de relatórios. Desse modo. o Estado assume. de que a Assistência Social é um direito. a responsabilidade pela uma vez empossados nos cargos. construir um fazer profissional para filantrópica voluntária concedida" sua inserção no SUAS? Luciene indica a importância de que sejam incluídas “disciplinas teóricas e práticas o qual eu não havia sido preparado na universidade. esta costuma ser Imagem de capa do livro "Formação: ética. é um canteiro de obras vezes privilegiam a avaliação de conhecimentos que passou a ser montado muito recentemente e os trabalhadores que chegam para ocupar esses postos "Com a criação e implementação que só seriam úteis nas práticas de consultório e ambulatórios de saúde. vão se deparar com uma realidade de trabalho onde não há lugar para Conforme relata o superintendente de Gestão do proteção social. de poder e de opressão. No entanto. E a Segundo ela. atrativo e convidativo a experi. em geral. mentações que poderão contribuir em muito com a tramos de forma tímida disciplinas que exploram o “Essa fragilidade reverbera. com a criação e imple- pela formação em Psicologia.

vulnerabilizando a (o) profissional e prejudicando a CRP-RJ. tem-se assistido à progressiva ampliação das políticas de Assis- tência. finaliza ele. favorecendo. o conhecimento em Psicologia ainda ainda hoje vigentes. Isso exige cuidado constante. em especial no SUAS. a Comissão vem se articulando para promover. as (os) psicólogas Segundo ela. a se encarnar e se apoderar dos novos dispositivos doença”. O acesso ao pois. junto às classes populares. em e Políticas Públicas do CRP-RJ (CRPPP-RJ) desde a sua criação.org. ele fosse ‘o modelo’. no intuito de fomentar esse debate e conhecer a realidade de trabalho dessas (es) psicólogas (os). uma roda de qualidade do serviço prestado à população. timos a discursos que responsa- Ainda na avaliação da conselheira bilizam a família pela violência do CRP-RJ. so com a transformação social”. “Infelizmente. a (o) profissional de (os) que atuam no âmbito do Psicologia precisa “pensar sempre SUAS precisam atentar para o a quem está servindo: à manu. É exatamente por conta desse camente excluídas”.XCHNG família como matriz de atenção serviços de Psiquiatria. o XIV Plenário do CRP-RJ deliberou. De lá para cá. 2015. o equipamentos do SUAS. por meio da CRPPP. em 2009. em junho de 2014. social de auxiliar no processo de fortalecimento da de caridade ocupavam no início do século passado. ditadura”. Desse modo. a inserção de Algumas dessas questões são: a importância da atuação multidisciplinar um número cada vez maior número de profissionais de Psicologia nessa área. a necessidade de que o SUAS seja conversa com profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) implementado como uma Política de Estado. uma extensa agenda de debates e eventos sobre as diversas questões que permeiam o fazer psi nas políticas de Assistência. Presidida pela conselheira Juliana Gomes população – vem sendo pauta nos debates da Comissão Regional de Psicologia da Silva (CRP 05/41667).“A política de Assistência faz com que se criem repre. histórias pregressas das famílias e indivíduos as justifi- população que só o tinha no imaginário. político e revitimizar o usuário que está acompanhando”. Com mais de 150 participantes. Leonardo acrescenta que é importante a (o) psicóloga assim como assistentes sociais e psicólogos tomando autonomia e no empoderamento do sujeito. buindo na garantia de acesso aos seus direitos básicos monialista vigente. a precarização das relações de trabalho nos Atento a esse cenário desafiador para a Psicologia no estado do Rio. Uma vez que a política de Assistência Social tem a classes mais abastadas ou a alguns STOCK. o papel ético-político urbana. sociais marginalizadas e histori. importante papel que desem- tenção do poder vigente ou ao penham nesses espaços. Contato: compsisuas@crprj. O profissional que se ção qualificada da Psicologia furta a pensar em toda a constru. é muito usado para produzir culpa. para os outros como sequelas cial da Psicologia com as classes de uma suposta desestrutura. ção social do sujeito que atende As (os) psicólogas (os) têm o incorre no erro de culpabilizar e compromisso ético. em agosto de 2014. de subalternação e minorização é essencial para a manutenção do poder de alguns”. argumenta entendimento que ainda assis- Juliana. poderemos ter CRAS e CREAS cativas para as situações desagradáveis que se apresen- psicólogo. por exemplo. onde a subordinação de muitos e desconstruindo as diversas práticas moralizantes. analisando Social constitui hoje um ter- as conjunturas e o sujeito sócio. do contrário. era restrito às ocupando o mesmo lugar social que as instituições tam. “as velhas práticas assistencialistas tenderão Comissão de Assistência Social do CRP-RJ A inserção da Psicologia nas políticas de Assistência Social – e sua importância Assim. com isso. a necessidade de inserção qualificada da (o) psicóloga (o) nesses espaços. Isso é da (o) psicóloga (o) no SUAS discurso de uma Psicologia de começa com o seu “compromis. contri- (o) estar sempre atenta (o) à “cultura política patri. apontando consolidam o compromisso so. especialmente em nível municipal. há o perigo de se usar que os psicólogos nas políticas um modelo de família como se públicas. ritório fértil para a interven- -histórico. e não de Governo. para produzir dessas camadas da população. “Há a tendência de se buscar nas sentações do profissional psicólogo para um nicho da criados com o SUAS. Para ele. até bem pouco tempo atrás. Acredito integral.br Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 15 . nos dispositivos dessa política. as ‘cadeiras’ dos antigos agentes moralizadores”. o evento apontou a Fique ligada (o) ao site e às mídias sociais do CRP-RJ para acompanhar as urgência de se institucionalizar um espaço de debates sobre a inserção da próximas ações da Comissão de Assistência Social e participe desse debate! Psicologia nessa área. a criação no processo de consolidação da garantia de direitos às parcelas minorizadas da da Comissão de Assistência Social. promoveu. Não usuário que atende? O psicólogo há dúvidas de que a Assistência deve garantir direitos.

Os maior parte dos casos. retardando a construção de conhecimento específico publicacoes/jornal. Hoje. sobre essa inserção. na carga horá. entre ou- referência para o usuário. no caso da Psicologia. contratos por RPA. no país atuando no SUAS. A preca. de muitas (os) psicólogas (os) que participaram de abrigos. O espaço principal do psicólogo no SUAS é nas equipes de referência da proteção básica e da proteção especial na Assistência e o FETSUAS de média e alta complexidade. com crianças em situação de rua. se afirma que os psicólogos estão chegando da qualificação desta equipe como aquela que serve à precarização das relações de trabalho. tercei- de referência. pais) apresentam-se como estratégia para levar este Miranda Dias (CRP 05/27415) falou um pouco mais ria.br/ Qual o nível de preca. moral. de es- cólogas (os) do país. espaços de debates duros e a presença atuante dos logo e o serviço prestado à população? psicólogos se faz necessária. de trabalho nos dispositivos da equipamentos do SUAS LOGO SUAS em nosso estado? Diante desse cenário. Ainda que a balhadores é fundamental. nas Secretarias de Desenvolvimento Social. que pode. contínua. as estratégias de aproveitadas (os) do concur. Os contratos terminam. do categoria de Serviço Social. São Achiles: O SUAS vem se expandindo e se institucio- nalizando de forma muito rápida e também a pre. esta estabilidade entra em Diante desse quadro preocupante. A de referência para o serviço: referência para a gestão. Os profissão para as políticas com ele. do SUAS (Nacional. consolidação de direitos. O CRP-RJ é membro fundador em conflito com a ética profissional. rização das relações de na área. os trabalhadores conflito com o modelo de gestão que tem se difun- a forma de contratação dos profissionais das equipes do SUAS se organizaram. Este crescimento re. CAPA Precarização das relações de trabalho Achiles: Começa com a forma de contratação. Regionais e Munici- Psicologias e Políticas Públicas do CRP-RJ Achiles rização comparece no tipo de vínculo. as relações construídas com e 20 psicólogas (os) foram flete o reconhecimento do a rede de serviços de seu território. por favor. mas isto não é real. muitas vezes sem direito a férias. do quantitativo. portanto. tudo isto vai embora so da Secretaria de Saúde. qual a importância do FET- Assistência Social é uma reali. em termos de política pública. Fóruns. trabalhistas. conta do crescimento do SUAS tem sido paga pelos Achiles: A organização dos psicólogos e demais tra- tencial às parcelas minorizadas da população. nos salários e no não reconhecimento de direitos debate adiante. seja da Assistência Social seja de terceirizados e temporários. a precarização do SUAS se mani. de flexibilização. Mas. Ou seja. o último concurso um crescimento de cerca todo o capital social que haviam constituído para o foi realizado somente para a de 350% em menos de dez serviço. que ser contada novamente inúmeras vezes. apesar da Achiles: Grande parte da importância dessa política no acolhimento socioassis. mas principalmente. como por vezes se coloca. ajudem na construção e consolidação destes representa a segunda maior congregação de psi. e sua apropriação por parte dos profissionais. Estaduais. é necessário que os a respeito dessas questões. 16 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . Neste sentido. os Fóruns de Trabalhadores o psicólogo e colaborador da Comissão Regional de através de ONGs. dido nas políticas públicas. perseguições por divergência de concepções. Esse processo agora na Assistência Social. em todo o país. o SUAS trabalho é executado. algumas vezes chegando a entrar destas organizações. profissionais são substituídos. percurso dos usuários. de precarização se manifesta de diversas maneiras presença de psicólogos na Assistência é marcante há no planejamento das ações. É justamente plo. isto ainda está distante da realidade na runs de Trabalhadores do SUAS (FETSUAS) para rização e recursos mínimos para políticas sociais. e. e outros direitos. ra maior categoria atuando requer uma presença estável. pouco atrás a continuidade e estabilidade dos profissionais que há concurso para a Secretaria dos pedagogos. direcionamento da nossa enfrentamento das questões. Seu conhecimento das histórias de vida. mas ços ofertados pelos dispositivos do SUAS diz respeito Por vezes. ainda que garantida NOB-RH/SUAS coloque o concurso público como através das normativas. referência vinculada ao território. na definição de sua pauta de lutas. De acordo com o relato Social. conhecer eventos do CRP-RJ.crprj. que não oferecem Social a ser contada e teoria e experiência que devem suas demandas sem que sua história se perca e tenha condições mínimas de trabalho e de atendimento ser resgatadas e incorporadas ao debate atual. interferindo na dinâmica entre atuação e pes- A precarização das condições trabalho atualmente nos quisa. pois. Há também situações de assédio espaço. Na cida. anos. vem consulta em www. 13º salário conflitos devem ser assumidos pelos trabalhadores a essa situação. mas também nas condições em que este psicólogos e trabalhadores em geral ocupem este Atualmente. já não é garantida quando se faz a contratação com de Assistência Social e Direitos somos 22 mil profissionais vínculos precarizados. São vínculos empregatícios traçar coletivamente estratégias de enfrentamento precários. É uma digno à população. para outros serviços distintas: baixa remuneração e vínculos trabalhistas bastante tempo. do FETSUAS e participa do Fórum Nacional. para isto. Fale um determinação de gestões que se opõem à política de tratégias de atuação e se coloquem como membros pouco. em outra políticas e instituições. É importante notar que são equipes de referência e não equipes mínimas.org. atrás apenas do SUS. por exem. Em entrevista ao Jornal do CRP-RJ. levam consigo de do Rio. E isto No Rio de Janeiro. e quem chega tem que novamente buscar dados do último Censo SUAS públicas e sua preocupação esta construção. Ao sair. trabalhadores de todas as categorias. os Humanos (SASDH). SUAS? dade por todo o país. a (2013) estão disponíveis para com os Direitos Humanos. terceirização do SUAS. há cerca de dez anos não na Assistência. não se trata apenas Outro grave entrave à ampliação qualitativa dos servi. Em 2005. De que modo esse quadro afeta a atuação do psicó. assim. tras. Existe uma história da Psicologia na Assistência os profissionais responsáveis pelo acolhimento de festa também nos equipamentos. Assistência Social. remuneração baixa. designado pela NOB-RH/SUAS. em Fó. já eramos a tercei. enfim. nas chamadas políticas de Bem-Estar e equipamentos. sença dos psicólogos na política de Assistência Social. Isto impede o avanço da política.

como promotorias de jus- das condições de vida da população. por mais que o atuação dos psicólogos no SUAS pode servir tanto grande ampliação da oferta de serviços psicológicos SUAS busque a superação dessa condição. Botomé. O foco na família. não somente o projeto de transformação às diferenças. professor da Universidade FUMEC e autor do livro “A atuação da Psicologia no SUAS: um enfoque no CREAS. Segundo pela própria pobreza e por todo um histórico político dos usuários que produzisse cidadãos autônomos. quanto à à população. mestre em Psicologia pela PUC-MG. a atravessamentos políticos e institucionais.561 municípios brasileiros no SUAS. servimos de fato? e as demandas que lhe são dirigidas deve abordar as relações entre os diversos órgãos que compõem a rede de proteção e o Sistema de Garantia de Direitos. em seus desafios e potencialidades” (Editora CRV).. sem autonomia ou protagonismo. o clientelismo. ou mesmo mos de fato? Em outras palavras. mas também a ria. servimos de fato?”.. O SUAS busca. empoderados e protagonistas de sua história. cólogos se arriscam a repetir essas práticas. Nesse sentido. Dessa profissionais. Espera-se que as instituições do SUAS do na minha atividade de psicólogo do CREAS e estejam a serviço dos usuários. entre outros. À medida que os profissionais se alinham a essas cluindo os psicólogos) e os usuários deve se pautar no demandas conservadoras. servi. que podem não seguir as mes- Botomé: a quem nós. Botomé denuncia vícios tradicionais da política e da assistência social. na escuta e no respeito coação. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 17 . através de suas práticas. tanto na cultura quanto nas instituições. preconizado geral. busca promover processos de autonomia. assim como as instituições do SUAS. Nesse conflito de interesses. poderiam ter acesso a serviços psicológicos. me Botomé “A quem nós. cotidiano é o poder de coação presente nas demandas considero pertinente e atual recolocar a questão de de outras instituições. o SUAS traz é que os equipamentos da política de Assistência Social consigo a possibilidade de os psicólogos serem pro. frequentemente pressio- seja muito diferente. Uma reflexão sobre o trabalho dos psicólogos no SUAS SUAS. outras políticas. em seu objetivo institucional de proteção vezes vinculadas ao conservadorismo que o SUAS social. O trabalho se processa em uma parce. mas o que se revela no pesquisador da atuação da Psicologia no SUAS. inclusive nos proces. dades contraditórias e. Conselhos Tutelares e gestores de Porém. no cotidiano de nossas práticas profissionais. O que se revelou em minha prática e na pesquisa que realizei ARQUIVO PESSOAL popularizar e interiorizar a Psicologia. psicólogos. tiça. deveria se contrapor. dado que atingiu seu auge na ditadura militar. muitos psi. das famílias”. e o vínculo se sustenta na demanda do usuário. foi de vital importância. seja por livre adesão ou diálogo. social do SUAS fica comprometido. a um projeto de transformação social. Busca também romper com a capazes de realizar o objetivo de transformação abrangência social e ineficácia enquanto promoção de tradição perversa de culpabilização dos mais pobres social do SUAS. Além de que é a prática de vigilância e culpabilização da fa. vigilância e controle da população. nossas instituições responder a quem e a que servi- e empregando mais de 20 mil psicólogos. constituição de um projeto ético-político da Psico- adequadamente acolhida na relação estabelecida. Após 35 anos dessa publicação. seriam das práticas psicológicas. mos. psicólogos do SUAS. pode facilmente se tornar o “familiarismo”. Assim. coexistentes: a psicólogos nas políticas públicas permitiu uma sos formativos dos psicólogos. demonstrando sua pouca nismo. muitas vezes se colocam em relações de subalternidade tagonistas em um importante processo de melhoria em relação a outros órgãos. somente 5% a 15% das famílias brasileiras de autoritarismo. porém. A relação esperada entre os técnicos (in. CAPA A quem nós. dos. mas direções das demandas dos atendidos. Os logia. ainda assim. pois cabe a cada um de nós e a cada uma das praticamente todos os 5. assim como a defesa dos profissionais que estão na POR POR MARCELO GOMES PEREIRA JÚNIOR* muitos atravessamentos fazem com que a realidade linha de frente da política. Assistência Social (SUAS). * Marcelo Gomes Pereira Júnior (CRP 04/23858) é psicólogo. psicólogos do mília pela sua situação de vulnerabilidade social ou pela ocorrência de situações de violação de direitos. em processos de trabalho muitas O título desse texto remete ao clássico artigo de Sílvio vezes precarizados e às vezes adoecedores. saliento que. também de forma provocativa e embasa. nados e coagidos. colocam-se a serviço dos usuários. forma. A entrada maciça de toda essa tradição continua viva. a política pública de As. Na prática. a defesa institucional do SUAS é fundamental. o mando. na horizontalidade. romper com questionei como esses profissionais desempodera- publicado em 1979. Nesse artigo. o alto custo destes. o resultado respondemos e que tipo de vínculo estabelecemos que muitas vezes se apresentou nas entrevistas de com as pessoas que atendemos e as instituições com minha pesquisa. Assim. vulneráveis de forma provocativa o caráter elitista e excludente como o assistencialismo. No entanto. O que vejo diante dessa situação são duas possibili- a situação é bem diferente. na minha experiência pessoal e em quem nos relacionamos? uma série de diálogos com outros profissionais é o atendimento dessas demandas institucionais. protagonismo. Assim. materializada no Sistema Único de o lugar que Jacques Donzelot denominou “polícia atravessam a formação da sociedade brasileira. como um processo de subjetivação melhores condições de vida da população. ou o que Cecília Coimbra nomeou de a pergunta inicial não pode ser respondida de forma com seus milhares de CRAS e CREAS espalhados por “guardiães da ordem”. muitas O SUAS. no sentido de um compromisso social. ocupando reprodução das relações de poder e privilégio que sistência Social. cidadania e empoderamento de seus usuários. a que demandas contradizê-las. Poder Judiciário.

buscar neste horizonte muitas vezes desafiador: a (o) psicóloga se patrimônio mais amplo da profissão estes modelos vê diante de um espaço de atuação com demandas diferenciados de teoria e prática para se capacitarem específicas e distintas daquelas que essa (e) profissio. a (o) psicóloga (o) está preparado contexto institucional e político de prática. Trata-se. De forma similar. impossível no tipo de sociedade em que e 2006. ao da Escola de Serviço Social da UFRJ. que vinham traba. profissionalidade. que teve um impacto laboração de sua identidade anterior. relatando uma sensação forte de “estar Para se adequar a esta nova práxis. Procurei mostrar que desde a década de 1980 já çam melhores condições de trabalho e remuneração. está disponível modelo do consultório privado é mais conhecido na tando a realização de projetos grupais e coletivos para download gratuito em: <http://www. mandas no campo da Assistência? O que falta. Os psicólogos estavam enfrentando muitos excluídas dos direitos de cidadania. doutor pela Na sua avaliação. então. de “perda da identidade como profissionais correspondentes. e estágio profissional. A própria Psico. muitas vezes. que as transformações geradas pela Constituição de 1988. procuro identificar as princi- pais características destas formas diferenciadas de psicólogo. por que os cursos de Psicologia não formação e práxis profissional. então. voltado agora para toda a população. o que exige uma ree. que o SUAS. mas se trata apenas de uma nova ênfase em promover a troca de experiências. dirigidos para realidades similares. desejado pela maioria dos que escolhem a mais gratificantes. o apenas atividades do tipo "plantão social". quando indivíduos do país. perspectiva de futuro e de crescimento profissional. SUAS no município de Rezende. realizam cimento de uma nova profissionalidade e de suas Psicossocial da Reforma Psiquiátrica. temos mais um desafio suposta identidade profissional única e global em equipes e entre equipes. sua identidade profissional. de priorizar. CAPA Psicologia no SUAS . vivemos. dificul. nas políti- para atuar no SUAS? cas sociais. br/publicacoes/jornal> 18 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . defendo a hipótese de que a inserção dos psicó. as necessidades da maioria Além disso. loga (o) enfrenta em sua atuação cotidiana no SUAS? safios dessa política para a (o) psicóloga (o) e as Quais são as principais estratégias de superação? possíveis estratégias de superação. conversamos com Eduardo Mourão Vasconcelos (CRP 05/32652). Elas se referem ao London School of Economics (Inglaterra) e professor dão conta de preparar esse profissional para as de- seu objeto. acesso e melhor qualidade dos serviços. sição para “aprender a aprender”. é fundamental que os governos munici. equipes. mestre em Ciência Política. extensão psicólogo”. Para que um profissional se disponha a mudanças em bem como por melhores condições de trabalho para a Psicologia Social e Comunitária. para as políticas sociais e para as práticas mais radicalmente.crprj. atrás apenas mais padronizada e idealizada. na formas de profissionalidade já existentes. publiquei um texto de análise destas dificuldades. Contudo. ta um desafio à Psicologia brasileira contemporânea? Nele. por encomenda da gestão do têm de viver uma nova realidade cultural ou novas responsabilidades existenciais. ao aos cursos para preparar melhor esse profissional? Na sua avaliação. dentro das atuais interessante. profissionais de Psicologia nessa política aponta um bem como aos próprios psicólogos. bases teóricas”. particularmente ampliação. mais coletivas e desproporcional na prática liberal em consultório Eduardo: Tive contato estreito com psicólogos das grupais. é necessária prover uma lhando com modelos teóricos e de prática profissional seus profissionais. Eduardo: Nos cursos de Psicologia. represen- precisam criar dispositivos que estimulem a dispo. por meio no lugar errado”. por meio de que propôs a universalização do acesso às políticas propor uma reversão romântica e idealista deste uma assessoria à sua coordenação estadual em 2005 sociais e priorizou parcelas da população até então modelo. ainda realizam um processo similar àquilo que a Antropolo- gia chama de ritual de passagem. público alvo. Eduardo: No texto. ou. as É possível dizer. Não queremos foi pioneiro na sua implantação no país. mas até então formação do psicólogo. de assistentes sociais. em pesquisa. classes médias e a elite da população. Mais tarde. Além disso. de "realizar atividades que não de mais disciplinas voltadas para a realidade social fazem parte das atribuições da profissão". A inserção maciça das (os) Assim. muitos psicólogos sejam também conhecidos e praticados. nal está habituado a encaminhar. cabe às entidades corporativas e de formação. No entanto. queremos que outros modelos problemas. então. havia no Brasil ramos da Psicologia. ao trabalho interprofissional. para o trabalho logos no SUAS não induz a uma crise global de uma colaborativo entre os vários profissionais dentro das Eduardo: Como dito acima. mais complexo e multidimensional. Quais são as principais dificuldades que a (o) psicó- Para falar um pouco mais sobre os principais de. melhor para a atuação no SUAS. o que acaba forjando esta identidade profissional Único de Assistência Social (SUAS). da população e as práticas profissionais nas políticas secundarizadas na sociedade e na universidade brasi- pais invistam na estabilidade dos profissionais e ofere.org. unidades do SUAS responsáveis por O artigo “Os psicólogos e sua inserção no SUAS: da logia Clínica teve de realizar um processo deste tipo contingentes muito grandes de população acabam sensação inicial de perda de identidade ao reconhe- quando se deparou com os novos serviços de Atenção sufocados pela demanda e. o investimento bem como às formas de intervenção. em equipe. sociais universais e de participar da luta pela sua leiras. para superar o isolamento e ético-político do que invenção de novas formas de Psicologia.Entrevista ARQUIVO PESSOAL com Eduardo Mourão Vasconcelos As (os) psicólogas (os) correspondem à segunda profissão e hegemônico nos cursos de graduação no maior categoria profissional atuante no Sistema país. sociedade. Estas formas de atuação têm tudo a ver com particular acaba supervalorizando o trabalho com as equipes municipais do SUAS no estado do Rio. a gestão do SUAS e os próprios psicólogos diretrizes de formação da (o) psicóloga (o). citado na entrevista.

O Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da De. a prática da Psicologia. Cristiane Pereira Santos Lima (CRP 05/30088). devendo a de da (o) profissional e obedecem ao disposto no Código de Ética Profissional (o) profissional. Tais guarda desses documentos e o registro das informações são de responsabilida- documentos são de livre acesso apenas aos usuários dos serviços. A em documento não será exposto a terceiros sem o seu consentimento. Educação. psicológicos de caráter sigiloso. de Lei das 30 horas e reiteramos a continuidade na porte às atividades profissionais nos diversos espaços missão esteve presente no IBMR/Barra da Tijuca. Eles servem de acesso à fiscalização pelos órgãos o “registro documental”. fiscais – tem desenvolvido atividades que visam à Psiquiátrico de Jurujuba no que tange à inadequação da estrutura física aos serviços que se pretende prestar A COF marcou presença. Liliane Gasperin (CRP 05/39759) – Subsede Baixada. cabia aos problemas. Tatiana Targino Alves sileiro. os artigos 6° e do 9˚ ao 15º do Código de (CRP 05/37079) – Subsede Norte – Noroeste Fluminense. outro sobre falhas na presta- A Comissão Gestora da Comissão de Orientação e ção de serviço em virtude de inadequação de estrutura Universidade Estácio de Sá/Rio Comprido. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 19 . Petrônio de Alcântara (CRP 05/37684). potencializando. fornecer-lhe uma cópia. atividades: uma roda de conversa sobre temas diver- vemos o projeto “Dialogando com o CRP-RJ”. Isto é. tratando Fiscalização (COF) – composta por conselheiros e física (referente à Policlínica Comunitária Carlos An. a COF realizou vistoria em três a disciplina e a punição como formas de controle e instituições daquele município. Jacqueline Pereira Lopes (CRP 05/32918) e Paulo Vitor Dias de Carvalho (CRP 05/42441) | Psicólogas (os) fiscais: Zarlete da Silva Faria (CRP As leis que estabelecem o sigilo profissional no Brasil são: inciso X do artigo 05/15377) – supervisora. que criou o Sistema Conselhos de Após tomar ciência da precária situação da Saúde Psicologia em plena ditadura civil-militar. assim. de eventos na sede e nas subsedes do Conselho. Comissão Gestora e psicólogas (os) fiscais da COF em reunião as condições de funcionamento da rede municipal de de equipe. quando solicitada (o). ORIENTAÇÃO ARQUIVO CRP-RJ Informes da Comissão de Orientação e Fiscalização A lei nº 5766/1971. desenvolvendo duas Humanos (CRDH) e demais comissões. a COF vem realizando ações que dão su. deve-se garantir a restrição do acesso a tais documentos a garantir ao usuário do serviço que aquilo que for dito por ele e registrado pessoas e profissionais que não tenham relação direta com o atendimento. devem Em qualquer caso. de transporte e a fragilidade dos vínculos de trabalho. “prontuário” (SUAS) e PIA (Plano Indi- mente sob a forma de prontuário psicológico”. como a falta de infraestrutura. A Co. psicóloga (o) – pode ser realizada por meio de processo judicial (com a autori. A partir desses dispositivos. que fensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro também sos das práticas psicológicas e o “Espaço Instalação: pretende aproximar profissionais de Psicologia aos está ciente da situação atual do Hospital Municipal O Código de Ética para além das normas”. da atuação da (o) psicóloga (o) a respeito do tema colaboradores do CRP-RJ e também por psicólogos tônio da Silva). na 8ª Mostra Re- consecução dos objetivos da gestão. tais como: Saúde. Ética do Psicólogo disciplinam o tema do sigilo para a (o) psicóloga (o). aproximando-se dos cursos de Psicologia. A COF também busca ampliar sua atuação Por fim. entre outras. desenvol. luta para reverter esse quadro. 05/35774). (quando em equipe multiprofissional) têm caráter sigiloso. A abertura a terceiros dos documentos sigilosos – de uso exclusivo da (o) Comissão Gestora da COF: Juraci Brito da Silva (CRP 05/28409) – conselheiro-presidente. dentre outros – não constituem documentos Por razões que envolvam a restrição do compartilhamento de informações. ainda. participaram em torno de 200 pessoas. apresentando aos alunos a atuação do CRP-RJ e as Conselho forte e atuante é fundamental para a cons- Trânsito e Jurídica. do qual temas relevantes à profissão e sua prática por meio de Jurujuba e o CRP-RJ segue acompanhando o caso. Michelle Ribeiro Henrique Penal. priorizava Mental de Niterói. a carência Conselhos somente a fiscalização de seus profissionais. Helen Cristian de Vasconcelos Manhães (CRP 05/40664). a atual gestão do CRP-RJ tem que informou ter instaurado três inquéritos: um sobre priorizado a orientação e o diálogo com a categoria. Clínica. 28 e 29 de agosto na UERJ. inciso I do artigo 229 do Código Civil Bra. vidualizado de Atendimento). Ao contrário desse passado que ainda influencia mui. Saúde Mental de Niterói. Érika Souza (CRP 5˚ da Constituição Federal (1988). Entendemos que um e instituições. realizada nos dias e à necessidade de ampliação de seus serviços. e o terceiro sobre o Hospital Municipal “Psicologia e Sustentabilidade”. e artigo 207 do Código de Processo Bandeira (CRP 05/34135). e às Resoluções CFP nº 07/2003 e 01/2009. Em parceria com a Comissão Regional de Direitos 27. artigos 153 e 154 do Código Penal. como “prontuário eletrônico” (SUS). e também na trução da Psicologia como ciência e profissão. gional de Práticas em Psicologia. Espaço Orientação: A obrigatoriedade do registro documental decorrente da prestação de serviços psicológicos A Resolução CFP n° 001/2009 “torna obrigatório o registro documental sobre Já os demais documentos instituídos pelas políticas públicas de direitos – tais a prestação de serviços psicológicos que não puder ser mantida prioritaria. Alexandre Nabor Mathias França (CRP 05/32345) – conselheiro | Colaboradores: Edson zação do juiz) ou pelo CRP para fins de orientação e fiscalização profissional. Sérgio Corrêa da Fonseca (CRP 05/32333) – Subsede Região Serrana. Tais situações foram relatadas ao Ministério Público. encontrando graves sobrevivência das instituições: nessa lógica. resoluções que orientam a profissão. lamentamos o veto presidencial ao Projeto Além disso. o “prontuário psicológico” e o “prontuário único” competentes sobre a efetivação e o cumprimento das políticas adotadas no país. tas instituições públicas.

o Comissão Gestora: Vanda Vasconcelos Moreira (CRP 05/6065). estão planejados eventos com temáticas variadas não apenas em Petrópolis como também em diversos Serrana Foram realizadas também atividades que envolveram. exibindo dois vídeos editados pela Co- missão Gestora com os psicólogos que contribuíram nas lutas pelo avanço da Psicologia na região. (os) psicólogas (os) nas Políticas Públicas. Em novembro. Conselhos de Direitos e instituições 05/41408). Controle Social. representatividade nos Conselhos de Saúde. INFORMES DAS SUBSEDES Comissão Gestora região. A cobertura completa dos eventos acima está disponí- vel no site do CRP-RJ (www. violên- cia contra a mulher e seus protagonistas. so Sampaio (CRP 05/44523). Para 2015. Auditório da Subsede Baixada lotado durante o evento. Defensorias e Promo. cações na Ética. que refletiram a prática da Psicologia e suas impli. Por fim. Humanos e Defensoria Pública de Nova Iguaçu. Andrade (Estácio de Sá). Direitos Humanos e compromisso Seminário “Violência. Os eventos realizados ao longo do ano foram pau. Estudantes Colaboradoras: Rogéria Thompson Chegamos à 44º edição do Cine Psi com a exibição (UNIABEU). de Assis- além de maior proximidade. Com relação à nossa agenda de trabalho para 2015.br/noticias) ou Concluímos o ano de 2014 com eventos temáticos realizamos. Exploração e Abuso conselheira-presidente. Estimamos que mais de três mil profissionais esti- veram presentes nos eventos da subsede em 2014. estudantes e profissionais de áreas afins. Não podemos esquecer as novas colaboradoras dréia Nunes Costa (CRP 05/46274) e Renata Rosa Costa Faria entendidas como temáticas relevantes para a nossa que contribuíram com a expansão de nossas ações (CRP 05/45723). “Psicologia. Religião e Laicidade”. o CRP-RJ possui mação com a categoria e com os estudantes visando. Ismael Eduardo Machado Damas Nacional de Psicologia (VIII CNP) e das sugestões (CRP 05/42823). Petrópolis. em homenagem aos 20 anos da Subsede.conselheira-presidente. atualmente. reúne forças e mobiliza as categorias profis- sionais em lutas conjuntas pela realização de novos concursos públicos e convocação dos aprovados em concursos já realizados.br 20 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . continuaremos com o Cine Psi e promo- veremos mais eventos voltados aos profissionais e também aos estudantes de Psicologia. formar parcerias para tência Social. Silva Senna (UNIABEU).br. Nossa Serrana ampliou. com atuações no municípios que compõem a Região Serrana. em parceria com Centro de Direitos na nossa página do facebook: Subsede Baixada CRP-RJ. conosco trazendo maiores benefícios à região. sendo elas: Andréia Nunes Costa (CRP 05/46274) e Renata Rosa Costa Faria (CRP 05/45723). Viviane Siqueira Martins (CRP social e mobilizaram grande número de psicólogas Sexual contra Crianças e Adolescentes”. a Comissão Comissão Gestora: Simone Garcia da Silva (CRP 05/40084) tados a partir das deliberações do VIII Congresso Gestora continuará lutando para ampliar sua represen.org.org.org. Colaboradoras: Mônica Valéria Affon- (os). . Subsede Baixada conclui ações em 2014 e planeja ano de 2015 ARQUIVO CRP-RJ tema “A Psicologia na Baixada Fluminense: contri- buições e desafios”. e. a aproxi. nº 174/Sala Cabe ressaltar que. durante o ano de 2014. subsede localiza-se na Rua Paulo Barbosa. elaboração de documentos por psicólogas (os) e Racismo Institucional. abordamos o Contato: (21) 2768-0007 / subsedeni@crprj. além da categoria. em 2014). da Subsede Região de gênero. Jacqueline dos Santos Soares (CRP torias Públicas. Tráfico. Azevedo (CRP 05/42893). Flávia do filme “Alabé de Jeruzalém” sobre a temática de diversos municípios da Baixada. toda a sociedade. tais como: política pública do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). maior diálogo com as Prefeituras e melhoria nas condições de trabalho e atendimento à população. An- trazidas pela própria categoria de psicólogas (os). do Idoso e de Políticas sobre Drogas de Você pode entrar em contato pelo telefone (24) que esses profissionais e estudantes possam estar mais Petrópolis (as duas últimas tendo sido conquistadas 2243-0834 ou pelo e-mail subsedepetropolis@ presentes e atuantes no Conselho. trouxemos o tema “História da Psicologia na Baixada”. aglutinando 05/32170) – conselheira.crprj. Edith Vieira C. iniciada há um ano. visando a melhorias no município de A Comissão Gestora da Subsede do CRP-RJ na Região Petrópolis no que diz respeito às Políticas Públicas. Josiane Oliveira Santos (CRP 05/44374). A aproximação do CRP-RJ com os movimentos sindicais – SINDPSI/RJ e SASERJ –. Em homenagem ao Dia do Psicólogo. 15 – Centro. Por entender a importância da inserção das crprj. gostaríamos de convidá-los a contribuir Controle Social. Colaboradores: Fabíola Foster de tatividade em outros Conselhos Municipais da região. profissionais do SUAS e SUS. diversidades em 2014.

org. psicólogas(os) nos Programas de DST e AIDS. na sede normatização de conduta. psicóloga do Grupo Pela Vidda – RJ e coordena- dora do projeto MIX da Prevenção. acrescentou Sandra. desafios contou com a participação dos membros da Comis. Este evento foi sociedade. o debate contou com a participação de Sandra Lúcia Fil- gueiras (CRP 05/16621). sigilo e Vermelho na luta contra o HIV/AIDS DREAMSTIME. no dia 10 de dezembro.Noroeste Fluminense Dentre as bandeiras de luta defendidas pela atual gestão do CRP-RJ.COM confidencialidade.Comissão Gestora da Subsede tema da patologização. realizou-se. ações deste Conselho. suas de Relações Raciais e Subjetividades – para fomentar atuantes no SUAS. Macaé. e Edilene Pereira Bastos (CRP 05/34549). no dia 19 de agosto. desenvolvido Comissão Gestora: Fátima dos Santos Siqueira Pessanha (CRP gando com o CRP-RJ”. realizado nas diferentes políticas públicas. SUAS e Justiça" no dia 17 de julho em o encontro “Psicologia e a queixa escolar”. Denise da Silva Gomes (CRP Conversa "Psicologia e suas Interfaces com a Saúde. Intensificando o projeto de regionalização do “Dialo. uma edição especial do “Dialogando com as pessoas sobre a vida delas e saber como a importância do envolvimento de todos no com o CRP-RJ” com o tema “A Psicologia e seus cuidar. Temos que discutir campanha “Dezembro Vermelho” para lembrar do Conselho. “A ideia não é uma No mês em que todo o Brasil se voltou para a Assim. foi realizada. realizou-se. a www.org. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 21 . a nal de Psicólogas(os) Negras(os) e Pesquisadoras(es) trução das relações horizontais entre as categorias Comissão Gestora abordou. a subsede promoveu a Roda de pela Comissão Gestora e psicólogas (os) da área. à categoria o papel da Psicologia no atendimento ticas. uma Roda de Conversa so. Edilene falou sobre a importância do aconselha- mento psicológico aos portadores do HIV/AIDS.html>. as referências técnicas para a prática das(os) Para assistir aos vídeos do evento. O FETSUAS visa a descentralizar suas discussões Por meio de ações baseadas na realidade dos municí. a atuação da (o) psicóloga (o) no âmbito da Assistência Social foi pautada no Encontro A Comissão Gestora da Subsede do CRP-RJ no Norte consolidar um espaço organizado e representativo do Fórum Estadual dos Trabalhadores do Sistemas e Noroeste Fluminense informa as atividades realiza. O evento e Evelyn Rebouças de Gouvêa (CRP 05/41205) – colaboradoras. Norte .br / Tel: (22) e potencialidades da Psicologia nessas áreas permitiu são de Psicologia e Educação do CRP-RJ e abordou o 2728-2057. tem um componente educativo e o foco é e deve Brasil. saberes. Contato: subsedecampos@crprj. ser sempre a pessoa”. Trabalho sobre Psicologia e Educação. o aconselhamento psicológico. Carolina Manzoli Mota (CRP 05/44330) Educação. Suas éticos e políticos do CRP-RJ na defesa dos Diretos bre a Regionalização do II PSINEP . em para construção de uma representatividade coleti- pios do interior do estado e articuladas aos princípios Campos dos Goytacazes. às práticas clientelistas e ao assé- Psicologia e seu compromisso ético-político com a de Psicologia no contexto das Relações Raciais. “Estamos tentando aperfeiçoar esse aconselha- mento”. também em Campos. Único de Assistência Social (FETSUAS) realizado no das no âmbito da regionalização e interiorização das -RJ para articulações visando ao avanço no trabalho dia 19 de setembro em Itaperuna. 05/41189) – conselheira. pre- venção e tratamento e também a avaliação de riscos. Mediado pelo conselheiro do CRP-RJ Alexandre Nabor Mathias França (CRP 05/32345).crprj. das (os) psicólogas (os) do município junto ao CRP. va. CRP-RJ abraça campanha do Dezembro diferença entre Testes Rápidos e Diagnóstico Anti-HIV. o CRP-RJ abriu espaço para debater junto O objetivo do evento era discutir. A discussão sobre as práticas. entre outros”. “Temos como componentes do aconselhamento o apoio emocional. no dia 12 de agosto. acesse: <http:// às pessoas que vivem e convivem com HIV/AIDS. Resultado dos debates e demandas no Grupo de a seccional Campos do CRESS-RJ e o FETSUAS-RJ. dio moral nas relações trabalhistas. a informação sobre DST e HIV/AIDS no que se refere à transmissão.Encontro Nacio. o combate aos vínculos de trabalho principais dúvidas e interesses sobre o exercício da na região o debate sobre a implicação do profissional precários e frágeis. O aconselhamento combate ao aumento dos casos de HIV/AIDS no desafios no combate a AIDS”. resultado da articulação entre a Comissão Gestora.br/noticias/2015/080115. Neste sentido. discussões cercam a interdisciplinaridade pela cons- Humanos e da expansão da Políticas Públicas. 05/9138) – conselheira-presidente. psicóloga da Gerência de DST/AIDS da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e do Consultório de Rua da Secre- taria Municipal de Saúde da Prefeitura do Rio de Janeiro. entre outras temá. atuando em diversas esferas de negociação. junto à categoria. medicalização e normatização da educação e da sociedade. como reduzir riscos.

446 3ª R$ 75.03 28/02/2015 Total das Despesas de Operações 6.161. mídias sociais.29 TRANSFERÊNCIAS (-) (quatrocentos e oitenta reais e vinte e nove centavos).29 Máquinas e Equipamentos 30.869 28 de Fevereiro/2015 5% R$ 364.br ou entre em contato com a sede do CRP-RJ ou com a Softwares 8.917 A anuidade de 2015 também poderá ser paga em cinco parcelas sem juros. PRESTAÇÃO DE CONTAS Anuidade 2015: DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS ADAPTADO DE JAN. em R$ 480. FÍSICA P. Conselho Federal de Psicologia 2. FÍSICA P.921 31 de Março/2015 .73 R$ 95. na Tijuca.03 31/03/2015 30/04/2015 INVESTIMENTOS (-) 4ª R$ 75.326 Receitas Financeiras 922.176 Total R$ 480.964 Materiais de Consumo 45. Nessa Serviços de Terceiros .210 unanimidade. Benefícios e Estagiários 3. para pessoa jurídica.Contador CRC/RJ‐077743/O-5 22 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . Entretanto.76 Móveis e Utensílios 1. Encargos Trabalhistas. R$ 383.03 R$ 383. envie e-mail para cobranca@crprj.133 O vencimento da anuidade é 31 de março.378.86 R$ 100.217. por Dívida Ativa 215.90 R$ 432.025. Diárias e Ajudas de Custo 444.771 SUPERÁVIT FINANCEIRO DO PERÍODO 334.33% no valor da anuidade de 2015. A OUT.810 Veículos 0 Regularize a sua situação financeira Equipamentos de Informática 487 Se você tem algum débito em aberto junto ao CRP-RJ.861 Serviços Bancários 176. realizada no dia 25 de setembro de 2014 na sede do CRP-RJ.17 31/01/2015 Restos a pagar 304. JURÍDICA Pessoal. quem fez o pagamento à Total das Receitas Líquidas 7.786.72 31/05/2015 Reformas 0 5ª R$ 95. Total das Receitas Brutas 9.76 (trezentos e oitenta e três reais e setenta e seis centavos) e.553.73 R$ 95.836 1ª R$ 80. Total dos Investimentos 40. informativos Outras Receitas 50.997 Receitas de Serviços 164. aprovaram.549 José Novaes (CRP 05/980) . porém. a proposta de reajuste de 6.964.Pessoas Jurídicas 1.524 on-line e na Edição nº 37 do Jornal do CRP-RJ.76 R$ 480.898 O valor da anuidade para pessoa física ficou estabelecido em R$ 383.Conselheiro-presidente | Rodrigo Acioli Moura (CRP 05/33761) - Conselheiro-tesoureiro | Paulo César Soares .661 31 de Janeiro/2015 10% R$ 345.org. JURÍDICA VENCIMENTO Demais despesas correntes 165.298 subsede mais próxima para saber como regularizar a sua situação financeira. DE 2014 RECEITAS veja os valores aprovados Receitas de Contribuições 8.767 vista antecipado teve direito a desconto.53 Passagens 56.461 2ª R$ 75.29 Hospedagens 46.03 R$ 75. conforme noticiado anteriormente em nosso site.295 modalidade de pagamento.83 R$ 456. conforme tabela abaixo: DESPESAS (-) VENCIMENTO DESCONTO P.72 R$ 95.843 As (os) psicólogas (os) presentes na Assembleia Orçamentária. Confira: Tributos 26.77 Jeton. não há a possibilidade de descontos.660 PARCELAS P.

br.br. para isso. Contato: crdh@crprj. sobre a realidade da formação do psicólogo escolar/ O CRP-RJ entende que é urgente pensar a interface Uma das atividades realizadas pela Comissão em educacional e como a prática tem-se constituído entre Psicologia e Educação e. em será divulgado em breve. psicólogas (os) e estudantes que queiram apresentar seus eixos de luta. rismo do Estado nos chamados “anos de chumbo” da produção de conhecimento. à Secretaria Executiva do Fórum sobre Medicalização psicólogos em diferentes regiões do Rio de Janeiro. O Fórum. A CRDH também incentivou e apoiou a recriação direcionados à categoria. composto de dez eixos. uma vez que ele é cional em maio na cidade do Rio de Janeiro. Vê-se hoje o “Dialogando” coordenado por um colaborador (conselheiro ou não). a uma funesta herança autoritária que a Comissão. “esses casos de violência de Estado -Raciais. Proposto pela CRDH e aceito por unanimidade na RJ. foi continuam ocorrendo mesmo após 1985” e. Comissão de Estudantes No segundo semestre de 2014. Direitos Humanos. denunciou em atividades e eventos trabalhos com esta finalidade. foi criado o Grupo de ditadura militar. aos 65 anos. INFORMES DAS COMISSÕES Comissão Regional de Direitos Humanos (CRDH) Em 2014. Esse contingente de psicólogos que atuam na área de edu. com as quais procura Direitos Humanos. Ao mesmo tempo. Conselheira–presidente da CRDH Com a Comissão de Orientação e Fiscalização (COF). talhes e aproxime-se! as subsedes do CRP-RJ. gionalização do debate é um movimento importante do CRP-RJ na secretaria executiva do Fórum sobre O ano de 2014 também marca o retorno do CRP-RJ para conhecer a realidade e desafios enfrentados pelos Medicalização da Educação e da Sociedade. práticas e duzido diversas atividades e reflexões sobre o fazer pela COMPSIEDUC sobre Psicologia Escolar/Educa- experiências desse profissional não pode ficar de fora do psicólogo escolar/educacional. O GT está finalizando os trabalhos e elaborando um criado o Prêmio Maria Beatriz de Sá Leitão em Di- bemos. em consonância com o Código de Ética Profissional e na direção da regiona- resgate à Memória e à Verdade sobre violência e terro. estamos procu- jetivos da atual Comissão é formular reflexões e ações rando envolver estudantes de todas as IES – públicas Você também pode entrar em contato pelo e-mail diversas dando destaque à discussão sobre a formação da (o) psicóloga (o). veja mais de- Em 2015. Psicologia e Justiça. CRP-RJ no endereço: <https://www. em 2014 foi o debate "Psicologia e queixa escolar". Beatriz ajudou a construir o “Dialogando com o CRP-RJ”. Foram realizados coletivamente em reuniões preparatórias” diz a SIEDUC). sem perder de vista temas que ou privadas – do estado. envolvendo com o intuito de aprimorar a integração e a transver- 1985). Para 2015. da Educação e da Sociedade. entre outros.br Psicologia e Educação em debate no Rio de Janeiro O Rio de Janeiro é o estado onde se encontra o maior e ativistas em defesa de uma escola mais diversa e da Região Serrana já programado para março.org. encaminha as demandas “Queremos construir um encontro para refletir do Rio de Janeiro. Como ressalta o presidente do CRP Trabalho Integrado: Psicologia e Relações Étnico. e Educação. salização de ações ético-políticas. e a COMPSIEDUC têm se articulado e pro. que vem se reunindo periodicamente encontros na Subsede de Campos dos Goytacazes e na conselheira Helena Rego Monteiro (CRP 05/24180). retomou. nos 50 anos do golpe civil-militar (1964 – inteiramente abraçado pelo Conselho. reunião plenária de 30 de novembro de 2014. um dispositivo voltado para o debate de temas im. foi recriada a Co.facebook. Com o intuito de promover troca de experiências e lização das atividades relativas à garantia de direitos. a CRDH de comissões históricas e de grande importância O prêmio foi criado em homenagem à saudosa com- procurou diversificar e coletivizar ações sobre outras para a Psicologia e para as (os) psicólogas (os) do panheira Bia. psicóloga e militante que se destacou importantes violações dos Direitos Humanos. presidida pelos Políticas Públicas. No momento. Movimentos Sociais. a partir de 2015. com um Para entrar em contato com a COMPSIEDUC. a ser outorgado. Acesse o facebook da Comissão de Estudantes do missão de Estudantes do CRP-RJ. que neste campo e. durante o XI Plenário do CRP-RJ (2004-07).org. aconteceu de forma regionalizada. para pensar e discutir os desafios que envolvem Universidade Severino Sombra. as ações deverão abranger a sede (capital) e e Janne Calhau Mourão (CRP 05/1608). da atual gestão do Conselho Regional de Psicologia quem atende e. portantes e de interesse da categoria e da Psicologia Direitos Humanos. por isso. faleceu na noite de 15 de março de 2009. a Comissão de Psicologia e Educação (COMP. com Rio de Janeiro. a Comissão criou o Projeto Integrador em após longa e aguerrida batalha contra o câncer. e queixas da escola. envolvam a Diversidade Humana. precisamos nos organizar 2014. Diversidade Sexual e Identidades de Gênero.org. como sa. transversalizar ações. envie movimento social que agrega diferentes instituições simpósio a ser realizado em parceria com a Subsede e-mail para compsieduc@crprj. muitas vezes. tais como as Comissões de Psicologia pelo comprometimento ético-político que a guiava em várias entidades e movimentos sociais. Um dos ob. Psicologia e Saúde sua incansável luta contra toda espécie de violação de e a Comissão de Estudantes. Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 | 23 . que é um Essas ações irão prosseguir no ano de 2015. estendem-se até os dias atuais – confirmando relatório contendo suas pesquisas e atividades e que reitos Humanos. plural. cada um como ciência e profissão. A re- atual presidente da COMPSIEDUIC e representante esta temática. e a discussão sobre o papel. a CRDH participou de inúmeros eventos de suas várias instâncias. simpósio irá culminar em um encontro promovido cação no Brasil. em Vassouras. estudantes@crprj.com/ conselheiros Alexandre Trzan Ávila (CRP 05/35809) groups/1512313169013736/?fref=ts>. José Novaes.

o público foi dividido Social do Rio de Janeiro realizaram. Representando o CRP-RJ. representante da técnicos: instrumentos que contribuem para viabili. ção de Rua e/ou Usuárias de Drogas. professora da PUC. assistente social do TJ/SP. tendo como palestrantes Eunice Fávero.Debates sobre a Maternidade de Mulheres em Situa- Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e zar direitos?”. direitos das crianças e adolescentes que serão levadas do TJ/RJ na Vara da Infância. Fabiana Schmidt (esta última como suplente). médico.crprj. Hilda Correa. intersetorial”. Os pales- dos bebês de mães em situação de rua e/ou usuária trantes foram: a assistente de drogas e dos desafios para se garantir o direito à social da Secretaria Muni. ruptura de vínculos e o Para ter acesso à cobertura completa do evento e Operacional das Promotorias de Justiça da Infância direito à Convivência Familiar” e “Laudos e pareceres também para mais informações sobre a Oficina de e Juventude. colaboradora da Comis- são Regional de Direitos O objetivo foi discutir a produção de laudos e pareceres Humanos e da Comissão pelas equipes técnicas que atuam nos equipamentos Especial de Saúde do CRP- da Saúde.org. houve um debate entre Os Conselhos Regionais de Psicologia e de Serviço familiar e comunitária: Saúde. Charles Toniolo de Sousa. foram Cerca de 100 profissionais estiveram presentes para presidente da Comissão de Psicologia e Justiça do eleitos os psicólogos Eliana Olinda Alves e Saulo debater e elaborar propostas para a efetivação dos CRP-RJ. marcada para ocorrer de 14 a 18 de Para debater a temática “As medidas socioeducativas Para conferir a cobertura completa do even- dezembro de 2015 em Brasília. Após o término das mesas. no dia 16 de dezembro no Centro do Rio. Adolescente. coordenadora do Fórum da Comissão de Orientação e Ética do CRP-RJ. em seguida. ferência Nacional. estiveram pre. www. 24 | Jornal do CRP-RJ nº38 ● Janeiro/Fevereiro/Março de 2015 . doutora em Psicologia pela UFF e psicóloga Oliveira dos Santos (CRP 05/31988). Nasser (CRP 05/33796). a Defensoria A primeira mesa de de- Pública/RJ e Oficina de Debates sobre a Maternidade bates. além -RJ e integrante do Fórum da importância desses documentos no embasamento de População Adulta em da decisão do judiciário no que se refere ao destino Situação de Rua. conselheira do Sampaio (CRP 05/24584) e Pedro Iencarelli. acesse: <http:// do Adolescente (CEDEDICA).org. Drogas. advogado do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA). cipal de Saúde/RJ Márcia usuárias de crack A abertura do Seminário contou com a participação Soares Vieira. coordenador do Centro de Apoio batidos: “Desproteção social. pelo CRESS-RJ. os participantes e. no dia 24 de to e Abandono”.da UFRJ e conselheiro do CRESS-RJ. da Juventude e do e. Glícia Nick de Oliveira.Mais de 400 profissionais participaram do seminário para debater a atenção à saúde das mães convivência familiar e comunitária nessa situação. de Mulheres em Situação de Rua e/ou Usuárias de mitos e possibilidades da Drogas. marcaram presença as psicólogas em três grupos para elaboração das propostas a serem outubro na UERJ. AGENDA Conferência Livre reúne sentes Pedro Pereira. aplicadas ao adolescente que comete ato infracional: to e também para ver as propostas aprova- Compondo a mesa de debates para instigar as posicionamento contra a redução da idade penal e das. foi atenção interdisciplinar e realizado. foram eleitos Rodrigo Silva Lima e à Conferência Nacional dos Direitos da Criança e Idoso da Capital. veja o endereço: <http://www. com apoio do CRP-RJ e do CRESS-RJ. do Adolescente. intitulada “Drogas. ra Amendola (CRP 05/24729). conselheiro-presidente da Secretaria Municipal de Saúde/RJ Christiane assistente social. vência familiar”. noticias/2014/110314e. e Marcia Ferrei- -psiquiatra da Maternidade Mariska Ribeiro. como suplente. Assistência Social e Sistema Judiciário. e Márcia Fernandes.br/noticias/2015/070115c.crprj. conselheira-presidente CRESS-RJ.html> Seminário Mulheres Mães Usuárias de Drogas e em Situação de Rua acontece no Rio de Janeiro ARQUIVO CRP-RJ Promovido pelo Ministério Público/RJ.br/ reflexão sobre a temática “Direito à convivência o aumento do tempo de internação”. apresentadas na Conferência Nacional. assistente social e professora da Escola de psicólogas(os) e assistentes sociais Serviço Social da UFRJ. Acolhimen. e Eliana Olinda Alves (CRP 05/24612). a psicóloga de José Novaes (CRP 05/980). Marcos Na mesa da tarde. a “Conferência Livre: Assistentes Esther Arantes (CRP 05/3192). professor da Escola de Serviço Social do CRP-RJ. e Joana Garcia. dois temas principais foram de- Moraes Fagundes. foi mediada o Seminário “Mulheres Mães Usuárias de Drogas e pela psicóloga Júlia Horta em Situação de Rua: desafios para garantir a convi.html>. Sociais e Psicólogos no Atendimento de Crianças e -Rio e UERJ e pesquisadora na área da Criança e Também foram eleitos os delegados que irão à Con- Adolescentes: práticas de proteção ou de punição?”. de População Adulta em Situação de Rua.