13

1. INTRODUÇÃO

O cultivo da cebola (Allium cepa L.) no Brasil tem importância
socioeconômica, uma vez que cultivada por pequenos agricultores a necessidade de
mão-de-obra é grande, gerando emprego e renda. Já na agricultura empresarial, a
cebola tem importância significativa na geração de empregos de forma direta e
indireta, sendo esta cultura, uma das mais importantes do ponto de vista econômico
e a segunda hortaliça mais valiosa do mundo, atrás apenas de tomate
(ABDELMAGEED, 2013).
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE,
2013), o Brasil, em 2012 obteve uma produção de 1.444.146 toneladas de cebola
em uma área de 58.496 hectares, alcançando um rendimento médio de 24,7 t ha-1. A
produtividade média obtida no Nordeste foi de 25,7 t ha-1, cuja produção representa
21,7% da produção nacional. Os Estados da Bahia e Pernambuco são os maiores
produtores do Nordeste com produtividade média de 29,1 e 20,4 t ha-1,
respectivamente.
A cebola é cultivada em vários Estados brasileiros: Santa Catarina, Rio
Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Os Estados da Bahia e
Pernambuco são grandes produtores de cebola, principalmente, a região do Vale do
São Francisco. Cidades como Belém do São Francisco e Cabrobó, em Pernambuco,
Casa Nova, Juazeiro e Sento Sé, na Bahia, são produtoras importantes, mas
também outras cidades desta Região contribuem para elevar a produção desta
olerácea. No entanto, o Brasil não é autossuficiente na produção de cebola. O alto
consumo deste bulbo durante o ano, associado às menores safras em algumas
regiões produtoras, em determinados períodos do ano, torna essencial sua
importação, principalmente da Argentina, Holanda e Espanha (SCHMITT, 2010).
Em razão das peculiaridades do clima e do solo, o cultivo da cebola no
semiárido objetivando elevadas produções, é dependente de práticas de irrigação.
Para Grangeiro et al. (2008), as condições edafoclimáticas do Nordeste apresenta
grandes vantagens quando comparada com as demais regiões do país, uma vez
que permite o plantio durante todo o ano. Portanto, no polo agrícola do Vale do São
Francisco, onde está inserida a região Norte da Bahia, o cultivo da cebola pode ser
realizado durante todo o ano. Entretanto, o sistema de cultivo convencional

14

associado ao baixo nível tecnológico, o uso de sistema de irrigação de baixa
eficiência de aplicação de água e cultivares com baixo potencial genético, faz com
que a região apresente baixos índices de produtividade.
Produtores assentados por programas governamentais na comunidade de
Salitre, Juazeiro, Bahia, estão empregando o Sistema de Plantio Direto (SPD), com
uso de irrigação por gotejamento, o que os fazem obter maiores produtividades. Esta
técnica já vem sendo usada no cultivo de batata inglesa e cebola na região da
Chapada Diamantina e no cultivo de cebola em Irecê, na Bahia, por médios e
grandes produtores agrícolas. No entanto, apesar da expansão no cultivo desta
hortaliça, são poucas as informações acerca das suas reais necessidades hídricas,
para subsidiar o manejo da irrigação visando promover maiores rendimentos. O
déficit hídrico é um fator limitante da produção agrícola, no caso da cultura da
cebola, por ser uma olerícola que tem sistema radicular superficial e sensível ao
estresse hídrico (SHOCK et al., 1998), necessita de irrigações frequentes (KORIEM
et al., 1994).
O manejo da irrigação, assim como a escolha do sistema de irrigação a ser
utilizado, depende das condições climáticas da região (saldo de radiação,
temperatura do ar, umidade do ar e velocidade do vento) e das características físico-
químicas do solo (KUMAR et al., 2007).
O conhecimento dos fatores climáticos é de fundamental importância para o
manejo adequado da irrigação. Estes fatores permitem estimar a evapotranspiração,
que representa as perdas de água por uma cultura, em um determinado local,
através da evaporação do solo e da transpiração das plantas. Neste contexto, a
temperatura do ar está intimamente relacionada à radiação solar e correlaciona-se
positivamente com a evaporação e a evapotranspiração, uma vez que este último
afeta diretamente a demanda hídrica da planta. Conforme a equação de Penman-
Monteith (ALLEN et al., 1998), a umidade do ar e a evapotranspiração tendem a ter
correlação negativa.
Sob o aspecto de irrigação localizada por gotejamento, mesmo para sistema
de cultivo convencional, na região norte do Estado da Bahia existe poucos estudos
para determinar a lâmina adequada para a cultura da cebola e em sistema de cultivo
orgânico muito menos ainda.
A transferência de vapor d’água para a atmosfera da superfície do solo e
pelos processos transpiratórios das plantas (transpiração) dá-se o nome de

15

evapotranspiração. A evapotranspiração depende, dentre outros fatores, das
condições atmosféricas, da espécie vegetal, do estado fitossanitário, da idade e fase
de desenvolvimento da cultura. Por outro lado, o coeficiente de cultivo (Kc)
representa uma integração dos efeitos de quatro características primárias que
distinguem uma cultura específica de referencia, tais como: altura, albedo,
propriedades aerodinâmicas e da folha e evaporação do solo (ALLEN et al., 1998).
Quando se busca altas produtividades, o conhecimento da fenologia da cultura e da
evapotranspiração de referência (ETo), associados às condições climáticas da
região são fatores determinantes na implantação de um projeto de irrigação e do
manejo adequado da água de irrigação.
Existem diversos métodos de estimativa da evapotranspiração de cultivos, os
quais constituem basicamente dois grupos: métodos diretos e métodos indiretos. O
primeiro caracteriza-se pela determinação da evapotranspiração diretamente na
área, destacando-se os lisímetros e o método do balanço de água no solo. Já os
métodos indiretos, se caracterizam por terem a evapotranspiração estimada através
do Tanque Classe A, ou pelo uso de equações empíricas, ou modelos matemáticos,
que utilizam dados meteoro-climático-fisiológicos. Dentre os métodos indiretos, dois
são parametrizados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e
Agricultura (FAO), os quais são comumente utilizados: método do Tanque Classe A
(método empírico) e o método de Penman-Monteith, uma combinação do método
aerodinâmico associado ao método do balanço energético.
Por outro lado, o emprego de lisímetros ou evapotranspirômetros para
estimativa da evapotranspiração direta é bastante comum em trabalhos de pesquisa.
Contudo, a determinação da evapotranspiração de forma direta em propriedades
agrícolas torna-se difícil, complexa e, às vezes, financeiramente inviável. Portanto,
sendo a água um dos mais importantes fatores limitantes na produção agrícola, a
implantação de um projeto de irrigação para o cultivo de cebola, é algo fundamental,
e ainda que oneroso, compensa, pois as respostas são favoráveis, haja vista que
cultivos irrigados alcançam produtividades bem superiores às obtidas em sequeiro.
Por fim é importante atentar para o fato de que, nos dias atuais, a procura de
produtos de origem agroecológica pelos consumidores brasileiros está cada vez
maior, uma vez que tanto o manejo do cultivo como os produtos colhidos precisam
apresentar algumas especificidades que agradam os consumidores, tais como:
menor efeito na degradação ambiental; serem produtos livres de agroquímicos;

químico e biológico do solo. este trabalho tem como objetivos determinar o coeficiente de cultivo (Kc) para cada estádio de desenvolvimento da cebola irrigada. Por outro lado. que demandam tempo para condicionar a fertilidade do solo. a transição da agricultura convencional para a agricultura orgânica. 16 apresentar melhor qualidade. Diante do exposto. . assim como. avaliar a demanda hídrica e a produtividade da cultura da cebola em cultivo convencional e orgânico. buscando alcançar a máxima eficiência de irrigação e racionalizar o uso da água na produção da cebola. contempla uma série de transformações quanto aos aspectos físico. entre outras.

especialmente do noroeste da Índia e do Afeganistão. aroma e pungência. 2007). velocidade e duração do crescimento das plantas e ocorrência e severidade de doenças. a taxa de bulbificação é intensificada por temperaturas altas (VINNE. ou seja. egípcios. SOBEIH & WRIGHT. particularmente as extremas. sendo este um disco compacto com formato cônico. compondo os mais diversos pratos da culinária mundial. ao formato. Caracteriza-se por ser uma espécie polimórfica que exibe diferenças quanto à cor e nível de cerosidade das folhas. Fisiologicamente. A temperatura do solo. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2. as plantas não mostram sinais de bulbificação. 1972. A intensidade luminosa e o espectro de radiação também exercem influência no tamanho e no ciclo da cultura (AUSTIN. processada e industrializada. gregos e romanos da antiguidade. 17 2. 2007). 1987). pertencendo à família Alliaceae é originária da Ásia Central. O caule verdadeiro está localizado abaixo da superfície do solo. 2008). As bainhas foliares formam um pseudocaule cuja parte inferior é o próprio bulbo (FILGUEIRA. na germinação. 2006. dias com duração superior a 10 horas de luz. a cebola é uma espécie que necessita de dias longos para bulbificar. mesmo após períodos longos de crescimento. A temperatura do ar tem uma importância preponderante sobre o .000 anos pelos hindus. A cebola é consumida in natura na forma de saladas. A cebola é uma planta herbácea com cerca de 60 cm de altura que apresenta folhas grandes dispostas alternadamente em duas fileiras. dá origem a uma gama de produtos usados como condimentos na alimentação humana (COSTA & RESENDE. Devido às suas propriedades terapêuticas e características específicas quanto ao sabor. influencia negativamente. e à reação ao comprimento do dia (MELO. situado na base inferior do bulbo de onde partem as raízes. STEER. podendo ser cerosas ou não. 1980). crescimento e desenvolvimento das raízes.1 Aspectos gerais da cultura da cebola A cebola é largamente cultivada e consumida há mais de 5. desidratada. Sob fotoperíodos muito curtos. tamanho e cor dos bulbos. o bulbo é consumido em todos os continentes. Para fotoperíodos acima do exigido pela cultivar.

7 t ha-1) quando comparado a outros países. 2008). apesar disso. comporta a maior parte do semiárido brasileiro. sua produtividade ainda é muito baixa (24. O excesso de chuva durante qualquer estádio de desenvolvimento. China. podendo afetar o estado fitossanitário e a qualidade dos bulbos na colheita.9 t ha-1).1 t ha-1).2 t ha-1).2% do território nacional. em condições severas. A precipitação pluviométrica e a umidade do ar exercem efeito no desenvolvimento dos bulbos e estrutura floral.6% da produção mundial. o Brasil é o maior produtor de cebola da América Latina (MELO. Região de estudo e suas características A região Nordeste do Brasil. Holanda (51.2. . prejudica a produção. 2007). já que determina os limites de adaptação das diferentes cultivares.6 t ha-1 (FAO.6 t ha-1) e Japão com produtividade de 46. que é indesejável. aumenta o custo de produção. representando 51. Índia e os EUA são os principais produtores mundiais de cebola. O efeito da baixa temperatura no florescimento é preponderante (FILGUEIRA. quando se visa à produção comercial de bulbos.. Espanha (55. sendo o fotoperíodo o fator mais importante. causando apodrecimento dos bulbos. principalmente no estádio final de maturação da cebola. Austrália (53. apresentando importância socioeconômica relevante para o Nordeste e para o país. cuja vegetação predominante é a caatinga. Clima quente e seco favorece a perfeita maturação do bulbo e a colheita.. Temperaturas acima de 35ºC na fase inicial de crescimento podem provocar a bulbificação precoce indesejável e temperaturas inferiores a 10ºC podem induzir o florescimento prematuro ("bolting"). como: Coréia do Sul (66. já que muitos processos bioquímicos e fisiológicos ocorrem entre 0 e 40ºC (VIEIRA & PICULI. 2. 2009). 2011). A interação entre temperatura e fotoperíodo favorece a formação de bulbos. 18 crescimento e desenvolvimento das plantas. 2007). podendo inclusive inviabilizar totalmente a produção (RESENDE et al. (RESENDE et al. com 18. Umidade relativa elevada proporciona o desenvolvimento de patógenos foliares e. Estados Unidos (56. No contexto continental.2 t ha-1). Segundo a FAO (2011). 2007).

aproximadamente. Já em relação às águas subterrâneas. 2. 2010).782 bilhões). Canudos.135 municípios. Esses municípios encontram-se no semiárido. da Agencia Nacional de Águas (ANA. Juazeiro.000 horas por ano de brilho solar. Itaparica (11. a região Norte da Bahia é composta pelos municípios de Campo Alegre de Lourdes. estas são limitadas. Cultivo irrigado da cebola A eficiência do uso da água é uma necessidade imperiosa. em média de três a quatro meses (SÁ & SILVA. segundo dados do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil. distribuídos no espaço geográfico de nove unidades da Federação: Alagoas. publicado pelo IBGE (2012). a indústria . em torno de 3. Piauí. Sento Sé.085 bilhões).133. chuvas escassas e irregulares. devido às dimensões regionais.318 habitantes. Ceará. enquanto o abastecimento urbano usa 22%. Curaçá. concentradas em um curto período. totalizando uma extensão territorial de 980. a região semiárida engloba 1. Bahia. superior as das regiões Norte e Centro-Oeste.079 km2. Xingó (3. devido ao fato de que 70% da região semiárido a estar localizada sobre um embasamento geológico cristalino (SILVA. 19 Segundo dados extraídos do XII Recenseamento Geral do Brasil do Censo Demográfico 2010. 2012). Sergipe e Minas Gerais.116 bilhões). a irrigação é responsável pela maior parcela de vazão de retirada com 54% do total. Remanso.3. temperaturas relativamente altas. confere a esta região elevados índices de insolação. Rio Grande do Norte. Casa Nova. caracterizado por apresentar forte insolação. e representando. Paraíba. a localização geográfica do Nordeste. dos quais.598. De acordo com o Projeto Áridas (1994). Sobradinho e Uauá. contudo. a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco disponibiliza mais de 85 bilhões de metros cúbicos de água. com população de 22. Segundo Costa (2006).800 bilhões). esse volume só atende às famílias localizadas próximas a esses reservatórios. Moxoró (1. 12% da população brasileira.226 bilhões) e Boa Esperança (5. Segundo a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI (2012). Pernambuco. cerca de 65% encontram-se nos reservatórios de Sobradinho (34. 2010). próxima ao Equador. Pilão Arcado.

a maioria dos projetos envolvendo recursos hídricos. KORIEM et al. segundo Carvalho et al. em gasto com energia. Essa dependência se deve. em muitos países... (2009) e Koriem et al. e o abastecimento rural apenas 1%. 2000. além da alta demanda hídrica. dentre outras complicações (VILAS BOAS. VILAS BOAS et al. SHOCK et al. uma vez que grandes demandas de água são alocadas principalmente para as regiões onde se verificam altas concentrações de áreas irrigadas..1997. Incide. assim. 2012). devido a lixiviação e escorrimento superficial ou subsuperficial. 2007. a cebola requer irrigações frequentes porque a maior parte da demanda hídrica da cultura é extraído nos primeiros 30 cm de profundidade do solo e muito pouca água em profundidades superiores a 60 cm.. a agricultura irrigada apresenta o maior consumo de água entre os diversos usuários deste recurso natural. (1998). as camadas superficiais do solo devem ser mantidas úmidas para estimular o crescimento da raiz e fornecer . às dificuldades operacionais encontradas no campo. implicando em maiores gastos com o cultivo e menor retorno econômico. 1998). 2009. às raízes dos bulbos. as quais. este fato é agravado em regiões áridas e semiáridas. 20 17%.. chegando... 1994. apresenta grande impacto na disponibilidade hídrica. (2004). não tem alcançado o nível desejado de produtividade. conforme relatam muitos autores é extremamente dependente da disponibilidade da água (SANTA OLALLA et al. solos propícios à salinização e problemas de drenagem. SAHA et al. baixos índices de umidade relativa do ar e pluviométrico. o consumo animal 6%. trazendo como consequência a baixa disponibilidade destes à planta. Para Costa et al. principalmente. de nutrientes. não são levadas em consideração durante o planejamento. AYAS & DEMIRTAS. 1996. especial atenção deve ser dada a essas regiões quanto ao gerenciamento da água. salinização do solo. estima-se que mais da metade da água consumida é usada na agricultura irrigada. Portanto.. basicamente. devido ao desnecessário bombeamento de água. evaporação e evapotranspiração elevadas. (1994).. ainda. a constituir 80% do consumo total. em todo o mundo. “run off”. Logo. O manejo inadequado da irrigação incorre em prejuízos relativos a gastos excessivos com adubos. ABU AWWAD. 1999. com enraizamento superficial e pouco desenvolvido (COSTA et al. devido a pouca nebulosidade. Deste modo. De acordo com Anisuzzaman et al. SHOCK et al. já que apresentam cerca de 90% de água. devido. A cultura da cebola. 2010). uma vez que. No Brasil.

enquanto Ells et al. também nos EUA. 2000). Santa Olalla et al. permite adubação através da fertirigação e maior eficiência no controle fitossanitário. uma das características deste sistema é o formato de bulbo do volume de solo molhado. Shock et al. através do sistema de gotejamento. entretanto. O sistema de gotejamento. usando o sistema de irrigação por aspersão. (1993) constataram que para o Vale do Rio Arkansas. com possibilidade de se produzir durante o ano todo.. afirmam que o correto manejo da irrigação da cebola proporciona boa produtividade e salientam que o teor de água abaixo da capacidade de campo causa redução da produtividade da cultura. embora apresente algumas desvantagens como entupimento de emissores e menor desenvolvimento do sistema radicular das plantas. Por outro lado. Na região Norte da Bahia. onde a produção de sementes de cebola irrigada se dá através de bombeamento da água do Rio Nilo (ABDELMAGEED et al. aplicando uma lâmina de 910 mm obteve-se um rendimento de 77 t ha-1. 2008). durante o ciclo da cultura proporcionou uma produtividade de 75 t ha-1. região considerada como a maior produtora de cebola da Espanha. adaptação a diferentes tipos de solo e topografia. segundo Salassier et al. haja vista que não molha a folhagem das plantas. Drost et al. resultando em maior produtividade. EUA.. com plantios concentrados nos meses de janeiro a março (MENDES et al. economia com energia e mão-de-obra. a cebola é cultivada predominantemente no Vale do São Francisco. permite maior frequência de irrigação. forma-se uma faixa contínua. . em pequenas intensidades (1 a 20 L h-1). quando bem manejado apresenta várias vantagens: maior eficiência no uso da água de irrigação. Esta realidade também ocorre em outras regiões do mundo.. porém com alta frequência. 2013). utilização de água salina e. (1996) verificaram que em Utah. diretamente sobre a região radicular. a aplicação de uma lâmina total de irrigação de 662 mm. (2004) relataram que na província de Albacete. 21 suprimento d’água adequado à planta. a irrigação por sulco demandou uma lâmina d’água de 1. Segundo esses autores. Esses resultados mostram claramente que o manejo correto da irrigação através do sitema por gotejamento pode promover o bom desenvolvmento da cultura e melhores rendimentos. como no Norte do Sudão. em solos salinos. (1998. Colorado.. 2006 baseia-se na aplicação de água ao solo.040 mm para alcançar uma produtividade de 59 t ha-1. quando os gotejadores ficam próximos uns dos outros. O sistema de irrigação localizado por gotejamento.

obtida por meio de . é fundamental considerar no planejamento de projetos hidroagrícolas. Portanto. o conhecimento das condições físicas e hídricas do solo. reservatórios e estações de bombeamento) e estimar o volume total de água necessário para suprir as necessidades hídricas de uma cultura. planta. A transferência de água de uma determinada cultura e àquela evaporada pelo solo da área cultivada. 22 Outro fator muito importante para qualquer cultura é a disponibilidade de água no solo. o maior consumo de água pela cultura ocorreu nos estádios de desenvolvimento vegetativo e durante a formação dos bulbos. frequentemente. denomina- se evapotranspiração da cultura (ETc). Além disso. tipo e exigências hídricas da cultura e as condições climáticas da região são elementos fundamentais. a qual deve ser suprida pela chuva ou por irrigação para que o solo se mantenha com teor de água próximo da capacidade de campo e a cultura possa alcançar o seu potencial máximo da produção.. as perdas de água do solo através da evaporação. O dimensionamento hidráulico de projetos de irrigação. Por outro lado. pois o déficit hídrico altera uma série de processos fisiológicos do vegetal repercutindo negativamente na produção. onde a escassez e a irregularidade pluviométrica são fatores limitantes da produção agrícola. (2012) estudando o consumo de água em um cultivo de cebola irrigada na região Norte da Bahia. em especial os diários (DANTAS NETO. portanto. 2002). Oliveira et al. (2010). que podem variar temporalmente até 50% e. também se faz necessário conhecer as três condições agrometeorológicos que interagem para atender as necessidades hídricas da cultura durante seu ciclo de desenvolvimento: solo. principalmente quando o solo fica exposto. também devem ser levadas em consideração. Para dimensionar a rede hidráulica de projetos de irrigação (canais. tendo em vista que ela é essencial para suprir as perdas que ocorrem através da transpiração. afirmam que o conhecimento da evapotranspiração de culturas se torna fundamental para o correto manejo da irrigação. tem como referência valores de evapotranspiração médios mensais. o gerenciamento dos recursos hídricos (FREITAS et al. verificaram que. em média. não representam valores extremos de períodos menores. principalmente em regiões como o semiárido nordestino. Portanto. em determinada região. e atmosfera. 2007). através da evapotranspiração (perdas hídricas reais da cultura). é preciso conhecer as necessidades hídricas máximas diárias e a demanda total para todo o seu ciclo. Santos et al. tubulações. O consumo hídrico de uma cultura pode ser determinado por medidas diretas.

erosão e causando maior transferência de água para a atmosfera por evaporação e evapotranspiração. procedeu uma série de pesquisas científicas e de soluções de manejo. em relação a medidas efetuadas em um lisímetro de lençol freático constante com grama-batatais. químicas e biológicas do solo. tal prática não é empregada. a “Revolução Verde” ocorrida entre 1940 e o final dos anos 1970. como o desenvolvimento de variedades de elevada produtividade de cereais ou a expansão de infraestruturas de irrigação e a duplicação da produção global de grãos. concluíram que o método Penman-Monteith FAO 56 superestimou em 13. portanto. o uso de agroquímicos é bastante comum. 23 evapotranspirômetro (DOORENBOS & PRUITT. ocorreu devido à desestabilização do abastecimento de alimentos nos países europeus. seguida de gradagem e uso intensivo de agroquímicos. 1992) ou estimada através de métodos de estimativa. especificamente no cultivo da cebola. enquanto no segundo.4% os valores da ETc medidos no lisímetro. e o Tanque Classe A subestimou em 1. testando os métodos de Penman- Monteith FAO 56 e Tanque Classe A. 2.4 Cultivo convencional e orgânico da cebola Dentre os diversos sistemas de cultivo da cebola. o que reduziu imensamente o déficit de alimentos e retirou milhões de pessoas da fome. pelo preparo do solo através de aração (disco ou aiveca). Medeiros et al. mas também alcançar o mercado externo.4%. (2001). uso intensivo de insumos (fertilizantes e defensivos) e vasto emprego da mecanização agrícola (PORTO- GONÇALVES. O cultivo convencional é muito comum na olericultura brasileira. (2005). No primeiro. cuja produção visa não só abastecer o mercado interno. . podendo intervir nos aspectos qualitativos e quantitativos do produto final da cultura. A revolução verde. dois se destacam: o convencional e o sistema orgânico. O sistema de cultivo convencional caracteriza-se normalmente. após a segunda grande guerra. Para Tilman et al. uma das primeiras iniciativas de modernização do setor rural. este sistema de plantio pode ocasionar instabilidade nas características físicas. gerando desgaste. A reestruturação deste continente levou ao homem do campo novas tecnologias como sementes melhoradas. 2006).

em Minas Gerais. o uso de bandejas tem sido vantajoso em comparação com o método convencional de produção de mudas de cebola em sementeiras. 24 Belfort et al. a densidade de plantas é bastante variável de acordo com as características do local.0 t ha-1 (DELLACECCA et al.000 plantas por hectare (STOFELLA. o stand no cultivo da cebola são os mais diferenciados. 2000) e na Argentina. 2002). 1999) e na produção de mudas de cebola tem sido testada (VINCENZO & TESSARIOLI NETO. nove cultivares no sistema convencional apresentaram produtividade superior em relação ao sistema orgânico.000 plantas por hectare (LIPINSKI et al. Diversas pesquisas vêm sendo realizadas pelo mundo. No Oeste de Pernambuco e no Norte da Bahia é comum encontrar densidade de 400.000 a 500. nos EUA. na região do Alto Paranaíba. A utilização de bandejas na produção de bulbinhos (CARDOSO & COSTA. 1990). sendo dependente do sistema de cultivo. Para Reghin et al. na Itália 800. foi obtido rendimento máximo de 60 t ha-1 com 500. verificaram que o desempenho da produtividade. consequentemente. ao avaliar o efeito do sistema de cultivo (convencional e orgânico) na produção de diferentes cultivares de cebola em Viçosa-MG... usa-se densidade de 197. Na Flórida. 1996).. 2008). bulbificação. 2005). (2006). (2004). A relação entre a produtividade das culturas e a ETc é de grande importância para a agricultura irrigada (HANKS..23 t ha-1) e em 68. A produtividade média das melhores cultivares do sistema de cultivo convencional (50. em cultivo convencional. Shock et al. 1983. cultivos com alta densidade de plantio e semeadura direta alcançaram rendimentos de até 90 t ha-1 (MAROUELLI. das condições climáticas e da cultivar utilizada. tendo em vista que pode contribuir para alcançar elevados rendimentos. 2003). HOWELL. adotando diferentes estandes utilizados na cultura da cebola. o teor de sólidos solúveis foi maior no sistema convencional. (2004).75% das cultivares estudada.000 plantas propiciaram produtividade de 31. Em Oregon. peso de bulbo e sólidos solúveis das cultivares depende do sistema de cultivo implantado e que. seguida do transplantio para o campo.000 plantas por hectare (IPA. et al. com aplicação de uma lâmina média de 791 milímetros alcançaram produtividade de bulbos comercial de 95 t ha-1. Em ambos os casos. O espaçamento e. de dezesseis cultivares estudadas. .99 t ha-1) foi maior do que a das melhores cultivares do sistema de cultivo orgânico (44. A produtividade da cebola no Brasil varia entre regiões: produtores do estado de São Paulo e de Minas Gerais têm alcançado rendimentos entre 40 e 60 t ha-1.

CANTARUTTI et al. expressa no Art. de 23 de dezembro de 2003. sempre que possível métodos culturais. para Vidigal et al.. Diante do exposto. Dentre os incisos referentes às diretrizes da agricultura orgânica.831. o sistema orgânico de produção agropecuária é todo aquele em que se adotam técnicas específicas. reduzindo ao mínimo o emprego de recursos não renováveis. os agroquímicos vêm provocando sérios riscos de ordem social (WADE et al.. 2008.. empregando. expressos no Artigo 3º. Para Gonçalves & Silva (2003) é possível substituir a adubação mineral pela orgânica sem comprometer a produtividade comercial e o . RAMOS et al. do referido Decreto. biológicos e mecânicos. 2004. o qual tem por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica. apesar de contribuir para maiores produtividades em diversas culturas onde são muito utilizados.reciclagem de resíduos de origem orgânica. a maximização dos benefícios sociais [.323. o sistema orgânico de cultivo ainda não é uma realidade. 2009).... No que tange à comercialização dos produtos orgânicos no mercado interno. HARTEMINK. a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados [. 2008) e ambiental (BERGSTROM. GIBSON & KOIFMAN. No entanto. no Artigo 2º. a fim de avaliar e garantir sua conformidade em relação aos regulamentos técnicos.].. compreende o procedimento realizado em unidades de produção e comercialização. 45. O uso de agroquímico é muito comum em sistema de cultivo convencional. mediante o emprego do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais. 12º. 25 De acordo com o Decreto Nº 6. 1998. os produtos orgânicos deverão ser protegidos continuadamente para que não se misturem com produtos não orgânicos e não tenham contato com materiais e substâncias cujo uso não esteja autorizado para a produção orgânica. de 27 de dezembro de 2007 que regulamenta a Lei 10. A certificação orgânica. 2002.] e a proteção do meio ambiente. inciso XVII. PERES & MOREIRA 2007. destacam-se. para este trabalho: XV . a menos que seja produzido através de um sistema que disponibilize os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento. no entanto. o cultivo de cebola orgânica pode constituir-se em uma excelente alternativa para o agronegócio no Norte da Bahia. principalmente em monoculturas. em contraposição ao uso de materiais sintéticos. (2002). disposto no Art. Não são raros os casos de contaminação de alimentos através de defensivos agrícolas (SIQUEIRA & KRUSE. 2008).

estudando a distribuição de pesticidas no perfil do solo. do complexo coloidal e dos agregados. ou seja. os adubos verdes atenuam a erosão e desempenham papel fundamental na ciclagem de nutrientes. Esse processo é muito importante já que os nutrientes passam a ficar disponíveis para as plantas e são ofertados de forma gradual.000 anos pelos chineses. A grande maioria da matéria orgânica apresenta todos os nutrientes essenciais às plantas. 26 peso médio dos bulbos. (2002) e Jedidi et al. O emprego de adubos verdes. gregos e romanos. apresentando maior frequência na camada superficial. Joshua et al. Os benefícios do uso de resíduos orgânicos para o solo têm sido relatados através de vários estudos: Jakobsen (1995) relata aumento de Nitrogênio (N) e Fósforo (P) no solo através de aplicação de resíduos orgânicos. na medida em que vai ocorrendo o processo de humificação. tanto os aplicados através dos fertilizantes minerais e não aproveitados pelas culturas. Além do fornecimento natural de nitrogênio. quanto àqueles provenientes da mineralização da matéria orgânica do solo e do próprio material vegetal. paulatinamente. (2011). (2010) demonstram que a aplicação de cerca de 43 t ha-1 de composto orgânico à base de dejeto sólido de suínos são suficientes para a produção de bulbos de cebola com ótima qualidade e produtividade em sistema orgânico. em áreas agrícolas de cebola cultivada sob plantio convencional e com rotação de culturas em Ituporanga. A adubação verde é uma prática agrícola utilizada há mais de 2. contribuindo para que o solo se torne condicionante em temperatura. Estudos desenvolvidos por Vidigal et al.. capazes de realizar a fixação biológica de nitrogênio (FBN) eficientemente. Pinheiro et al. que pesticidas foram detectados ao longo do perfil do solo. Pois. umidade e aeração. melhorando assim o aproveitamento dos nutrientes por parte das plantas e alcançando uma maior estabilidade. boa parte dos nutrientes passa a fazer parte da solução do solo. pode representar contribuições consideráveis à viabilidade econômica e à sustentabilidade dos agroecossistemas (BODDEY et al. Santa Catarina. (1998). 1997). verificaram através das práticas de preparo do solo com revolvimento e desestruturação da camada superficial.. Leifeld et al.. reduzindo assim a necessidade de fertilizantes químicos. afirmam que o emprego de matéria orgânica no solo melhora sua estrutura e capacidade de retenção de água. (2004) relatam .

DINESH et al.. 2000). HUBERT et al. ao absorverem os nutrientes do solo contribuem para a redução das perdas por lixiviação. Segundo Allen et al. Lee (2010).. Para uma determinada profundidade do solo. já que influencia as perdas de água por evaporação e o conteúdo de água armazenada no solo (AYDIN et al. 2005. 2007). (1998). pois esta interfere no suprimento de energia oriunda do Sol. Segundo Varejão-Silva (2006). mulch. Portanto. durante o estádio de máximo crescimento vegetativo. as propriedades químicas do solo e densidades de microrganismos no bulbo. manter os resíduos vegetais na superfície do solo pode provocar alterações na estrutura do solo e modificar o balanço hídrico das culturas. do que o adubo verde incorporado.. 1998. e Schroth et al.. durante o estádio inicial de desenvolvimento e entre 5% e 10%. das concentrações e disponibilidade de nutrientes para as plantas e aumento da população microbiana (CLARK et al. 1999). aumenta a atividade biológica e o estoque de carbono no solo e mantém os níveis de fertilidade por prazos mais longos (MARQUES. a evapotranspiração das culturas pode ser reduzida em 25%. Para Vieira & Piculli (2009). (1995) sugerem a deposição sobre o solo do material verde podado.. estudando o efeito de métodos de aplicação de adubo orgânico sobre o crescimento. 27 que a biomassa microbiana aumenta com emprego de resíduos orgânicos. em produção de cebola orgânica na República da Coréia. 2001). a amplitude térmica diária é menor quando vegetada. Kiehl (1985) afirma que os adubos verdes. 2006). verificou que a aplicação do adubo orgânico resultou na . por razões de proteção do solo e economia de trabalho e destacam que ocorre menor oscilação na temperatura do solo e melhor retenção de água no solo com total cobertura. para Pinamonti (1998) a matéria orgânica reduzir a necessidade de controle químico e suprimir doenças de plantas (HOITINK & BOEHM. a variação diária da temperatura do solo depende do tipo de cobertura presente à superfície. Estudos em sistema de cultivo orgânico demonstram o aumento do pH. a condutividade térmica é determinada principalmente pela porosidade. para uma condição com 50% de cobertura do solo com palha. A presença da vegetação ou a proteção da superfície do solo com algum tipo de cobertura (morta ou sintética) – mulch – contribui para reduzir substancialmente a amplitude térmica do solo (VAREJÃO-SILVA. pois além de reduzir a erosão. possibilita a manutenção de água. A manutenção de cobertura morta na superfície do solo apresenta diversas vantagens. teor de água e matéria orgânica do solo.

mas determinou maior absorção de nutrientes em comparação com a aplicação de fertilizantes químicos. o efeito da adubação orgânica ocasionou aumento no teor de sólidos solúveis e não mostrou diferenças significativas de produção quando comparado com o homólogo químico nas mesmas condições de cobertura morta. 28 diminuição da altura da planta. Segundo esse autor. menor número de folhas e menor peso de bulbos. .

3. 29 3. Identificar o tratamento que gerou a melhor produtividade. Identificar o melhor método de estimativa da evapotranspiração de referência (ETo). Identificar o tratamento que gerou a maior produtividade.1 Objetivo geral Avaliar a demanda hídrica e produtividade da cultura da cebola irrigada. . Verificar a influência das variáveis microclimáticas durante o ciclo da cultura da cebola. OBJETIVOS 3.2 Objetivos específicos Determinar com base nas medidas obtidas nos evapotranspirômetros a demanda hídrica e o coeficiente de cultivo (Kc) para cada estádio de desenvolvimento da cebola. cultivada em sistema convencional e orgânico na Região Norte da Bahia.

o clima da região é do tipo BSwh’ - tropical semiárido. grande incidência de radiação ao longo do ano inteiro. sendo o solo classificado como Neossolo Flúvico (RY). ou seja. apresenta baixa e irregular distribuição da precipitação com chuvas no verão. .95 m x 2. no centro da área estão instalados dois evapotranspirômetros de lençol freático constante de 5 m2 (1. 30 4. Segundo a classificação de Köppen.2 m x 45 m). elevadas temperaturas. baixos índices de umidade e altas taxas de evaporação e evapotranspiração.30 m de profundidade (Figura 1).1 Localização e características da área experimental O presente trabalho foi conduzido na área experimental do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade Estadual da Bahia (UNEB).Vista da área experimental e dos evapotranspirômetros. Figura 1 . A pesquisa de campo compreendeu duas campanhas experimentais: a primeira realizada de abril a setembro de 2011 com Sistema de Cultivo Convencional (SCC) e a segunda entre outubro de 2012 e janeiro de 2013 com Sistema de Cultivo Orgânico (SCO).57 m) e 1. MATERIAL E MÉTODOS 4. A área experimental onde foram desenvolvidos os experimentos de campo possui 1044 m2 (23. longitude 40° 30' 10'' W e altitude de 368 m). Campus Juazeiro (latitude 09° 24' 50'' S.

a evapotranspiração é igual ao volume de água que sai do sistema de alimentação (ASSIS.5 cm de profundidade.15 m2 de área evaporante) e 25.Tanque Classe A sobre lastro de madeira e seu poço tranquilizador na Estação Meteorológica do Campus III da UNEB. a começar do fundo. em Juazeiro. e um filtro com 10 a 15 cm de espessura na parte inferior. cascalho. Deste modo. Fonte: Varejão – Silva. 31 Os evapotranspirômetros de lençol freático constante utilizados são constituídos por um tanque contendo solo. a água dentro do Tanque Classe A deve ser mantida entre 5 e 7 cm. O mesmo é instalado a 15 cm do solo sobre um estrado de madeira em área gramada. constituído com materiais de diferentes granulações. Para sua operação correta. abaixo da borda (Figura 3).01 mm. A leitura do nível da água é feita num poço tranquilizador de 25 cm de altura e 10 cm de diâmetro. com um parafuso micrométrico de gancho com capacidade para medir variações de 0. Conforme pode ser observado na Figura 2. BA. 1978). Para confecção desse filtro empregam-se. camadas superpostas de brita. areia grossa e areia fina. Figura 2 . com 121 cm de diâmetro (1. Figura 3 . 2009. . O Tanque Classe A é um tanque cilíndrico de chapa de ferro galvanizado ou inox nº 22. esse tipo de lisímetro tem um sistema direto de alimentação de água para manter o nível do lençol freático constante.Lisímetro de lençol freático constante.

transplantio. as dimensões dos canteiros.5 m x 2. e profundidade de plantio de 0.05 m. camalhões com larguras de 40 cm e comprimento de 40.0 m) e no sistema orgânico de 2.2 Delineamento experimental O delineamento estatístico utilizado foi em blocos casualizados (DBC). com três tratamentos e sete repetições. densidade de 333.0 m2 (0. recomendado pela FAO (ALLEN et al...333 plantas por hectare. espaçamento e profundidade de plantio. (2005) para a cultura da cebola.10 m.4 m x 5 m). doravante denominado MEVA.. doravante denominado MP&M. pela evapotranspiração de referência (ETo) obtida pelo método do Tanque classe A.  T2 – Irrigação efetuada tomando-se como base o produto dos coeficientes de cultura (Kc) propostos por Marouelli et al.  T3 – Irrigação efetuada tomando-se como base o produto dos coeficientes de cultura propostos por Marouelli et al. doravante denominado MTCA. Os tratamentos foram definidos da seguinte maneira:  T1 – Irrigação com base nos dados de evapotranspiração da cultura (ETc) observados em evapotranspirômetro.3 Condução do experimento Nos dois sistemas de cultivo conduzidos nesta pesquisa. O espaçamento entre plantas foi de 0. Na Figura 4 é apresentado o croqui da área experimental. os quais tiveram: sulcos espaçados de 80 cm. (2005) pela evapotranspiração de referência ETo obtida pelo método de Penman-Monteith. . convencional e orgânico. 4.10 x 0. 1998). 32 4.0 m. foram os mesmos. comportando quatro fileiras por parcela. A área útil no sistema de cultivo convencional foi de 15 m2 (7.

Croqui do canteiro definitivo. No cultivo convencional. a b Figura 5 .Ilustração do processo de transplantio das mudas para os canteiros: a . .Cultivo Orgânico.Cultivo Convencional. já na parte posterior dos evapotranspirômetro. e replantio sete dias após o transplantio. realizou-se o delineamento de bolo ao acaso. onde cada bloco era representado por um tratamento. 33 Figura 4 . O transplantio para os canteiros foi realizado manualmente por pessoas especializadas para essa prática e ocorreu aos 35 dias após o semeio nos canteiros (Figuras 5). O objetivo dessa metodologia foi coletar in loco os dados do balanço de radiação. a área experimental foi dividida em duas partes: a que antecede os evapotranspirômetros. e b . forma cultivadas em bloco.

Desenvolvida após cinco ciclos de seleção dentro da ‘Alfa Tropical’ nas condições agroclimáticas do Vale do São Francisco. para cada fase de desenvolvimento da cultura utilizou-se os coeficientes de cultivo (Kc) propostos por Marouelli et al. (2005). e a evapotranspiração de referência (ETo) para T 2 foi determinada pelo método do Tanque Classe A (MTCA) e para T3. As irrigações foram efetuadas diariamente entre 07h:00min e 08h:30min.67 L h-1 (Figura 7). de cor amarelo baia (RESENDE. Figura 6 . 2007).. esta cultivar apresenta bulbos firmes e arredondados. O sistema de irrigação utilizado nos dois experimentos foi o gotejamento com espaçamento de 30 cm entre gotejadores e vazão de 1. 34 A cultivar utilizada nos dois sistemas de cultivo foi a ‘BRS Alfa São Francisco’ (Figura 6). ambos recomendados pela FAO. desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Semiárido.Foto do cultivar ‘BRS Alfa São Francisco’. Nestes dois últimos tratamentos. pelo método Penman-Monteith (MP&M). e para os Tratamentos (T2) e (T3) – usou-se a equação proposta por Jensen (1968): ETc = ETo Kc. 2005) e para as condições de verão das regiões Sudeste e Centro do Brasil (LEITE et al. . 2009). tomando como base a evapotranspiração da cultura: para o Tratamento (T1) – tomou-se as medidas efetuadas nos evapotranspirômetros de lençol freático constante. a qual é recomenda para as condições do Vale do São Francisco (COSTA et al.

e b .Sistema de irrigação por gotejamento: a . Também foram realizados os seguintes tratos culturais: uma adubação de cobertura com ureia (5 g m-2) 15 dias após o semeio.5 kg ha-1) para controle de fungos que causam tombamento das plantas “doping off”. retirada de plantas espontâneas manualmente a cada 10 dias após o semeio.15 m de altura. .4 Cultivo Convencional O processo de produção de mudas no sistema de cultivo convencional foi realizado em sementeiras construídas manualmente cujos canteiros tinham as seguintes medidas: 0. 35 a b Figura 7 . nos dois sistemas de cultivos. 4.Cultivo Convencional. no início da manhã e no final da tarde e cobertos com folhas de coqueiro por cinco dias para manter a umidade do solo.Cultivo Orgânico. foram realizadas coletas de solo através de um trado tipo calador a uma profundidade de 20 cm e as análises laboratoriais foram realizadas utilizando a metodologia da EMBRAPA (1979). uma pulverização com Ridomil (2. 1 m de largura e 10 m comprimento (Figura 8). Para avaliação da fertilidade do solo. Os canteiros receberam duas regas diárias.

o qual em seguida foi preparado em sistema de canteiros para receber as mudas. 2008). como fosfatagem e calagem. As práticas de correção do solo. conforme mostra a Figura 9. Figura 9 .8% de K2O). Campus Juazeiro/BA (ANEXO A) em consonância com as Recomendações de Adubação para o Estado de Pernambuco (IPA. A adubação de cobertura foi realizada apenas com nitrogênio através de fertirrigação .Imagens da formação de canteiros em Sistema de Cultivo Convencional. Superfosfato Simples (18% de P2O5) e Cloreto de Potássio (57. Para adubação de fundação. foram dispensadas. utilizaram-se como fonte de nutrientes.Canteiros de produção de mudas em Sistema de Cultivo Convencional. os seguintes fertilizantes químicos: Ureia (45% de N). apresentada no ANEXO B. Água e Calcário do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Não houve preparo do solo mecanizado na área experimental no sistema de cultivo convencional. A desagregação do solo foi efetuada manualmente com auxílio de enxadas. 36 Figuras 8 . e as adubações de fundação e de cobertura foram realizados de acordo com os resultados da análise do solo realizada no Laboratório de Análises de Solo.

A eliminação das plantas espontâneas nos canteiros definitivos foi realizada uma única vez com uma pulverização do herbicida Herbadox (2. 3 (50 e 70 mm).7 kg ha-1). Polytrin 400 / 40 CE (0. Hufnagel.5 L ha-1). 1767). Posteriormente foram realizadas a classificação e a pesagem dos bulbos. Para o controle de doenças utilizou-se Amistar (96 g ha-1) e Manzat WG (2. para o controle do fungo causador do mal-de-setevoltas. sendo a ureia como fonte deste nutriente. A Figura 11 mostra o processo de classificação de bulbos. & H. conforme Brasil (1995). As plantas colhidas foram submetidas ao processo de cura. Para o controle de pragas foi utilizado o Dicarzol 500 SP (1. A colheita foi realizada quando a maioria das plantas encontrava-se tombadas (estaladas). O peso dos bulbos foi determinado com o auxílio de balança digital. conforme apresenta a Figura 10. a b Figura 10 . Arx. também conhecido como “cachorro-quente” ou antracnose foliar (Glomerella cingulata (Stonemam) Spaud.ao sol. 37 por meio injetor do tubo Venturi. e Karete Zeon 50 CS (100 ml ha-1) para o controle da lagarta rosca (Agrotis ípsilon.4 L ha-1) e Karete Zeon 50 CS (100 ml ha-1) para controle da trips (Thrips tabaci Lindeman. e b . 4 (70 e 90 mm) e 5 (maior que 90 mm). Não houve adubação com micronutrientes. 5 dias após o transplantio. doze dias à sombra em ambiente coberto e ventilado.Processo de cura da cebola: a . 1888).sp. marcar Filizola.5 kg ha-1) para o controle da mancha–purpura. 1975) f.armazenamento à sombra. modelo MF 3. também conhecida como queima das pontas ou alternaria (Alternaria porri (Ellis) Cif. ficando três dias expostas ao Sol e depois. cepae). .) e Cecobin 700 WP (0. onde classe 2 (35 e 50 mm). Schrenk (Colletotrichum gloeosporioides) (sensu V. Os bulbos foram classificados de acordo com o diâmetro transversal.0 kg ha-1).

segundo as normas da AOAC (1998). e) teor de sólidos solúveis totais (SST. de 18 de Agosto de 1995 do Ministério de Agricultura.4. conforme as normas da Association of Official Analytical Chemists (AOAC.1 Variáveis analisadas Foram avaliadas as seguintes características: a) diâmetro de bulbo através de paquímetro. °Brix). temperatura do ar máxima.Classificação de bulbos de cebola: a . mínima e média. d) produção comercial por classificação e pesagem através da Portaria nº 529. umidade relativa do ar . c) produção total por pesagem. radiação refletida. f) acidez titulável total (% de ácido pirúvico). 4.4. com leitura direta em refratômetros manual com compensação automática de temperatura. 4. 38 a b Figura 11 .detalhe da classificação de bulbos.2 Observações microclimáticas No decorrer dos experimentos foram efetuadas medidas das seguintes variáveis meteorológicas: componentes do balanço de radiação (radiação global. Abastecimento e Reforma Agrária (MAARA). 1998). radiação emitida pela atmosfera e radiação emitida pela superfície). e b .na mesa classificadora. b) peso médio de bulbos com balança digital.

5 m. Instalaram-se. . e evapotranspiração. fluxo de calor no solo. médias a cada hora e médias diárias (Figura 13). dois sistemas automáticos de coleta de dados (Datalogger). todos a uma altura de 1. médias horárias e diárias.net-radiômetros dentro do evapotranspirômetro. Na área experimental foram instalados quatro net-radiômetros: um em cada área de estudo e um dentro do evapotranspirômetro.vista geral. 39 máxima. Todos os dados foram observados na Estação Meteorológica Automática (Figura 12) equipada com um sistema automático de coleta de dados (CR 1000). a b Figura 13 – Net-radiômetros: a . programados para efetuarem leituras a cada segundo. mínima e média. ainda. velocidade e direção do vento. o qual foi programado para efetuar leituras a cada segundo.Estação Meteorológica Automática: a .em cada área de estudo e estações meteorológicas automáticas. a b Figura 12 . e b .alguns equipamentos. precipitação pluviométrica. e b . albedo médio diário.

4. Crotalária juncea (Crotalária juncea L. 40 4. Porém.3 Análises estatísticas A análise estatística foi realizada por meio da análise de variância dos dados (teste F) e da comparação de médias dos tratamentos entre si (teste de Tukey. O coquetel contemplou as seguintes espécies: feijão guandu (Cajanus cajan L. foi ceifada e incorporada ao solo (Figura 16).5 Cultivo Orgânico A construção e a condução das sementeiras no sistema de cultivo orgânico (Figura 14) foram realizadas da mesma forma do cultivo convencional.).). Mucuna cinza (Styzolobium cinereum Piper e Tracy). três meses antes do transplantio. Lab-lab (Dolichos lablab L. sorgo forrageiro . 5% de probabilidade).). Visando efetuar uma adubação verde para enriquecer o solo com nutrientes.). seis meses antes do transplantio. milho (Zea mays L. Toda cobertura verde resultante do coquetel. gramíneas e girassol (Figura 15). Crotalária espectable (Crotalaria espectabiles Roth). 4. ao atingir o completo estádio vegetativo para a produção de palhada “mulch”. Figura 14 .Canteiros de produção de mudas em Sistema de Cultivo Orgânico. não houve aplicação de adubação de cobertura nem aplicação de qualquer tipo de defensivo. efetuou-se a implantação de um coquetel composto de sementes de leguminosas.

leguminosa. e b . e girassol (Helianthus annuus L.formação do “mulch”. e c . preparar os canteiros definitivos com as dimensões já especificadas no item 3.Imagens de algumas espécies de plantas que compuseram a adubação verde: a . a b c Figura 15 .girassol.gramínea. aplicou-se o pó de rocha denominado comercialmente como MB-04 (0. e b .incorporação da adubação verde no solo.3 (Figura 17).). 41 (Sorghum bicolor L. e efetuou-se a escarificação cruzada em uma profundidade de 30 cm. Após a incorporação do material do coquetel no solo. a b Figura 17 – Preparo dos canteiros: a – área após escarificação cruzada. Moench). A composição química e a concentração de alguns elementos encontrados no pó de rocha estão descritos no ANEXO C.canteiros. . b . a b Figura 16 – Cobertura morta: a . para em seguida.5 t ha-1).

foi aplicada uma dosagem de torta de mamona na proporção de uma tonelada por hectare. a calda sufocálcica (250 ml em 20 litros de água) e para o controle de doenças.Eliminação de plantas espontâneas: a . As composições químicas do biofertilizante e da torta de mamona são apresentadas na tabela do ANEXO E e F. a colheita ocorreu quando a maioria das plantas encontrava-se tombada (estalada). As plantas colhidas foram submetidas ao processo de cura. doze dias à sombra em ambiente coberto e ventilado (Figura 19). Assim como no sistema de cultivo convencional.estádio de bulbificação. não houve adubação de fundação. Ainda no estádio III. como condicionantes do solo. após adubação verde. e b . 42 Neste sistema de cultivo. como. foi aplicada a calda bordalesa da seguinte forma: a partir do estádio II (vegetativo).estádio inicial de plantio. respectivamente. teve continuidade a partir do estádio III (bulbificação). . adubação foliar. A aplicação de biofertilizante. tais como biofertilizante e torta de mamona. A partir do estádio II do ciclo da cultura aplicou-se biofertilizante a 3% na parte aérea da planta. Para eliminação de plantas espontâneas foram realizadas capinas manuais a cada 10 dias (Figura 18). ficando três dias expostas ao Sol e posteriomente. também em cobertura. encontra-se na tabela do ANEXO D. O resultado da análise do solo. até 15 dias antes da colheita. além da aplicação do pó de rocha e da adubação verde. com dosagens semanais de 5%. a b Figura 18 . No entanto. houve adubações com fontes orgânicas. 1 g l- 1 na parte aérea e 2 g l-1 no estádio III (bulbificação). para o controle de pragas aplicou-se. apenas uma vez.

Na Figura 20 é possível observar o processo de classificação dos bulbos da cebola. b .5. foram avaliadas as seguintes características: a) diâmetro de bulbo através de paquímetro.identificação.peso. conforme as normas da AOAC (1998). d) produção comercial por classificação e pesagem. f) acidez titulável total (% de ácido pirúvico). °Brix).Processo de cura na cebola: a – exposta ao Sol.Classificação de bulbos: a .1 Variáveis analisadas Neste sistema de cultivo. c) produção total por pesagem. a b c Figura 20 . 3 (50 e 70 mm). 4 (70 e 90 mm) e 5 (maior que 90 mm). segundo as normas da AOAC (1998).diâmetro. onde classe 2 (35 e 50 mm). Em seguida realizou-se a classificação e a pesagem dos bulbos. 4. b) peso médio de bulbos com balança digital. e c . As classes foram definidas conforme Brasil (1995). e) teor de sólidos solúveis totais (SST. com leitura direta em refratômetros manual com compensação automática de temperatura. e b – armazenada à sombra. 43 a b Figura 19 . .

2 Observações microclimáticas No decorrer do experimento foram efetuadas medidas das seguintes variáveis meteorológicas: componentes do balanço de radiação (radiação global. : coeficiente de tanque (adimensional). velocidade e direção do vento. 44 g) pH. Os dados foram observados apenas na Estação Meteorológica Automática localizada em frente à área experimental. precipitação pluviométrica. : evaporação medida no Tanque Classe A (mm d-1). para o Tratamento 2 (MTCA) foi efetuada pelo método do Tanque Classe A. e evapotranspiração. mínima e média. mínima e média. de acordo com a metodologia de Schwimmer & Weston (1961) 4. Neste sistema de cultivo. 4. . com pHgametro.6 Estimativas das exigências hídricas da cultura A determinação da evapotranspiração de referência (ETo). radiação emitida pela atmosfera e radiação emitida pela superfície). determinado por espectrofotometria. não foram realizadas medidas de albedo médio diário. já que se observou uma similaridade entre dos resultados obtidos da estação meteorológica com os dados obtidos dentro da área experimental durante a condução da pesquisa com cultivo convencional (Figura 12). fluxo de calor no solo. segundo a equação (1): (1) Em que: : evapotranspiração de referência (mm d -1).5. temperatura do ar máxima. umidade relativa do ar máxima. e h) pungência. radiação refletida.

: velocidade do vento a altura de 2 m (m s-1). es: pressão de saturação de vapor (kPa). : comprimento da bordadura (m).063 KPa°C-1) Tomando-se como base os dados de ETo obtidos pelos métodos do Tanque Classe A e Penman-Monteith.5 m (°C). 1998). (ALLEN et al. conforme equação (2): ( ) (2) Em que: : velocidade do vento (km dia-1).. utilizando-se a equação (4): (4) . 1998) e representado pela equação (3): ( ) ( ) ( ) (3) Em que: : evapotranspiração de referência (mm dia -1). determinou-se as perdas hídricas da cultura da cebola por evapotranspiração (ETc). (1998). : temperatura média do ar a 1.. : umidade relativa (%). 45 O Kp foi calculado com dados climáticos obtidos in situ a partir da expressão proposta por Snyder (1992). que representa o comprimento da bordadura em relação ao Tanque Classe A foi tomado como sendo 20 m. : declividade da curva de pressão de vapor (kPa °C –1). : fluxo de calor do solo (MJ m-2 dia-1). e ɣ: constante psicrométrica (ɣ = 0. ea: pressão parcial de vapor (kPa). : radiação líquida total diária (MJ m-2 dia-1). Para o Tratamento 3 (MP&M) a determinação da evapotranspiração de referência (ETo) foi efetuada através do método de Penman-Monteith. o qual é recomendado pela FAO (ALLEN et al.

46

Em que:
: Evapotranspiração da cultura (mm dia-1)
: Evapotranspiração de referência (mm dia -1)
: Coeficiente da cultura.

Para cada um dos quatro estádios de desenvolvimento da cultura descritos
abaixo, aplicou-se os coeficiente (Kc) propostos por Marouelli et al., (2005), ou seja:
 Estádio Inicial (I) - do transplante das mudas até o estabelecimento inicial das
plantas (10% do crescimento vegetativo), Kc = 0,60;
 Estádio Vegetativo (II) - do estabelecimento inicial das plantas até o início da
bulbificação, Kc = 0,80;
 Estádio de Bulbificação (III) - início da bulbificação até o início da maturação,
Kc = 0,95; e
 Estádio de Maturação (IV) - início da maturação dos bulbos até a colheita, Kc =
0,65.
Os dados obtidos na leitura dos evapotranspirômetros, do Tanque Classe A e
com os obtidos das variáveis meteorológicas, determinou-se a lâmina de aplicação
em milímetro, com turno de rega diário.

47

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

5.1 Cultivo Convencional

5.1.1 Variáveis microclimáticas

A temperatura do ar nos três tratamentos estudados variou de 22,4 a 27,8°C,
com a mínima ocorrendo no tratamento MP&M em 28 de julho de 2011 e a máxima
no tratamento MEVA no dia 07 de julho de 2011, conforme pode ser observado na
Figura 21. Verifica-se que durante todo o ciclo da cultura a temperatura foi
levemente maior no tratamento MEVA quando comparado com os demais
tratamentos. No entanto, tomando como base Souza & Resende (2002), os valores
encontrados estão dentro da faixa de tolerância, 10ºC a 32ºC. Embora a temperatura
do ar seja um fator meteorológico de menor importância do que a umidade para o
surgimento de pragas e doenças em plantas, a combinação desses fatores é
condicionante para a ocorrência de patógenos e/ou ataque de pragas (PEREIRA et
al., 2007).

Figura 21 – Temperatura do ar para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da
cebola.

Analisando o fluxo médio de calor no solo apresentado na Figura 22, verifica-

48

se que a área do tratamento MEVA foi a que apresentou o valor mínimo e máximo
do fluxo de calor do solo, ou seja, mínimo de 0,3 MJ/m2/dia, no dia 11 de julho de
2011 e máximo de 3,3 MJ/m2/dia, no dia 14 de setembro de 2011. O fluxo de calor
no solo, em escala diária, descendente e ascendente, tende a se anular (VIEIRA &
PICULI, 2009).

Figura 22 – Fluxo de calor no solo para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da
cebola.

Verifica-se na Figura 23, que praticamente não houve diferença nos valores
de Radiação Global entre os tratamentos, porém, a área do tratamento MP&M
apresentou maior incidência de radiação global. Isso de certo modo era esperado,
tendo em vista que as medidas foram efetuadas em pontos muito próximos.

Figura 23 – Radiação Global para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da
cebola.

Os albedos médios diários dos tratamentos MEVA, MTCA e MP&M foram

O albedo de uma superfície vegetada varia com o ângulo de elevação do sol. consequentemente. O albedo maior no tratamento MTCA provavelmente está associado ao menor desenvolvimento da cultura. (2002). o albedo determinado com base no MTCA foi maior 16 e 12. devido a maior umidade no solo. a radiação emitida pela superfície das áreas dos três tratamentos não apresentou muita variação até o início do estádio de maturação. com a maior diferença no estádio inicial e durante o período de desenvolvimento e formação de bulbos. a quantidade e o tipo de nuvens.0 e 19. 21. 49 18. haja vista que o albedo varia de acordo com a textura. Os resultados condizem com a realidade. Na fase inicial. respectivamente. respectivamente. coloração e umidade do solo. porém. A área do tratamento MTCA foi a que apresentou o maior albedo médio diário durante todo o ciclo. maior área do solo descoberto proporcionando maior reflexão e. e densidade e pigmentação da vegetação. 25 de julho de 2011. Conforme pode ser observado na Figura 25.9. Figura 24 – Albedo médio diário para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da cebola. também. A declividade. a umidade e o tipo de solo. e para todo o ciclo. o tipo de vegetação existente. provavelmente também tenha contribuído para o menor albedo do MEVA. as condições de umidade do ar e da superfície. bem como. a partir desta data até o final . Essa diferença provavelmente está associada às características da superfície.0% conforme pode ser observado na Figura 24. 10 e 9. a menor umidade no solo devido declividade do terreno. Para Leitão (1994) e Leitão et al.8% do que MEVA e MP&M.5%.

a área do MEVA apresentou uma disponibilidade de energia levemente superior a área do tratamento MTCA. Provavelmente. a situação foi intermediária. observa-se que. Figura 25 – Radiação emitida pela superfície para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da cebola. no geral. Este resultado enquadra com a Lei de Stefan-Boltzmann que estabelece que a energia total radiada por unidade de área superficial de um corpo na unidade de tempo é diretamente proporcional à quarta potência da sua temperatura. Figura 26 – Saldo de Radiação para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da cebola. . constata-se uma menor emissão de radiação pela superfície do tratamento MP&M. sua superfície estava um pouco mais fria que as demais. Analisando-se o saldo de radiação (Rn) nas áreas dos três tratamentos apresentado na Figura 26. ou seja. enquanto que sobre a área do tratamento MP&M. 50 do ciclo. este tratamento recebeu um pouco mais de água que os outros tratamentos.

estádio III). Observa-se que foram encontrados. portanto. bulbos com diâmetro inferior a 35 mm . nos três tratamentos. . verifica-se que o tratamento MEVA apresentou uma ligeira superioridade em relação aos demais tratamentos durante todo o ciclo da cultura. 5. 427. Analisando-se as curvas da Figura 27. ocorreu no período de formação de bulbos (bulbificação . correlacionam-se muito bem com a evapotranspiração medida nos evapotranspirômetros de lençol freático constante. que segundo Costa et al. MTCA e MP&M foram 413. respectivamente. A lâmina total de água aplicada dos tratamentos MEVA. portanto não comercial. observa-se que as evapotranspirações estimadas através do método do Tanque Classe A (MTCA) e do método Penman-Monteith (MP&M).7.classe 1.3. 3 e 4. diferença significativa de consumo de água entre os tratamentos durante o ciclo da cultura. em função dos tratamentos impostos para diâmetro médio e peso médio de bulbos para as diferentes classes e tratamentos estão apresentados na Tabela 1.1.1 e 419.2 Produtividade Os resultados obtidos. não havendo. ou seja. e que o maior consumo. com a evapotranspiração do método direto (MEVA). Para as demais classes de bulbos 2. Figura 27 – Evapotranspiração da cultura da cebola para cada tratamento durante o Cultivo Convencional da cebola. 51 Avaliando-se a evapotranspiração da cultura da cebola para as três áreas de estudo apresentada na Figura 27.

7 54. Juazeiro. são comerciáveis.8 8. do tratamento MTCA.0 205. o mercado consumidor brasileiro prefere bulbos com diâmetro variando entre 40 e 80 mm. 52 (2000). foi superior em 79. Verifica-se. compreendendo 49 dias.7 53. e MP&M. verifica-se que o tratamento MP&M foi o que apresentou maior peso em todas as classes. enquanto para os estádios III e IV. (2011) ao estudar a produtividade da cebola dentro e fora de evapotranspirômetro no período mais quente do ano (outubro de 2010 a fevereiro de 2011).Diâmetro médio e peso médio de bulbos de cebola para as diferentes classes e tratamentos em Cultivo Convencional: MEVA.6% nos estádios III e IV. teve uma evapotranspiração média diária de 5. O peso obtido para a classe 3.1 81.9 90.1 e 0.1 42. foi menor 0.0 55.7 43. 83.8% ao encontrado por Lima et al. nos estádios I e II. em todos os tratamentos foi a que apresentou peso de maior preferência comercial para o consumidor. (2002). ainda. e o que consumiu o maior volume d’água.7 8. entre 80 e 100 g. (2005).7 e 22.1 MP&M 21. na Tabela 3.1 e 4.11 mm. ou seja. Já o Kc baseado .6 194. Comparando-se os Kc obtidos neste estudo com aqueles propostos por Marouelli et al.9 7. verifica-se que o Kc baseado no MTCA foi inferior 11. para os estádios I e II. além dos coeficientes de cultura (Kc) para os diferentes estádios de desenvolvimento da cebola são apresentados na Tabela 3. 2011.5%.7 MTCA 20. Diâmetro médio Peso médio (mm) (g) Tratamentos Classes Classes 1 2 3 4 1 2 3 4 MEVA 20.3 74.9 41. MTCA.6 g. Em relação ao peso de bulbo.2 mm/dia. foi ligeiramente superior aos demais. respectivamente. evapotranspiração média diária de referência (ETo) determinada pelos métodos do Tanque Classe A (MTCA) e Penman-Monteith (MP&M). para mesma cultivar e região.0 40. a classe 3.0 40.4 73.1 mm/dia maior do que o calculado pelo MP&M.6 75.0 A duração dos estádios de desenvolvimento da cultura está apresentada na Tabela 2. enquanto evapotranspiração média diária da cultura (ETc). verifica-se que o tratamento MP&M.8 42. Segundo Souza & Rezende (2002). Tabela 1 . com exceção à classe 4 do tratamento MEVA. que o valor médio de ETo determinado pelo MTCA foi cerca de 0. Tomando-se como base Souza & Resende. Observa-se na Tabela 2 que o estádio III (bulbificação) foi o mais longo.1 83. e superior 1. BA. respectivamente. respectivamente.1 202.

53 no MP&M.5%. (1998).55 0.15 6.96 0. respectivamente. Para Doorenbos & Pruitt (1997) e Allen et al.35 0.28 0.5% ao tratamento MEVA e MTCA.98 4. sólidos solúveis totais (SST) e acidez titulável total (ATT) para os diferentes tratamentos (MEVA.0%.53 0. 123 (dias) ETc (mm) 2. teor de sólidos solúveis totais e acidez titulável total.08 6.32 5. apresentou valor inferior nos estádios I e II.80 4. percebe-se que o tratamento MP&M foi superior em 0. Tabela 2 . e superior 1. Kumar et .23% e 1.73% em relação ao tratamento MP&M.96 0.62 0. Estádios Inicial Vegetativo Bulbificação Maturação Colheita Total Início da 24/05/2011 14/06/2011 13/07/2011 31/08/2011 23/09/2011 fase Período 21 29 49 24 .66 0. Comparando-se a produtividade comercial.95 IV (Maturação) 4. Lâmina total (LTot). eficiência do uso da água (EUA).64 0. respectivamente nos estádios III e IV.3 e 20. respectivamente 8. Em relação à lâmina total de água aplicada. embora não tenha havido diferença significativa de consumo de água entre os tratamentos durante o ciclo da cultura já comentado.1 e 1. 2011.80 III (Bulbificação) 5.1 mm.Evapotranspiração média diária da cultura (ETc). ETc ETo ETo Kc Kc Kc Estádio MEVA MTCA MP&M (Marouelli et (MTCA) (MP&M) (mm) (mm) (mm) al.66 0. superior ao tratamento MEVA em 3.4% e 16. sendo esta. evapotranspiração média diária de referência (ETo) determinada pelos MTCA e MP&M. 2005) I (Inicial) 2.59 4. BA.98 5. 427. SST e ATT.46 0.60 II (Vegetativo) 2. Produtividade comercial (PCom). Verifica-se que não houve diferença significativa entre os tratamentos na produtividade total. e coeficientes de cultura (Kc) para os diferentes estádios de desenvolvimento da cebola. Juazeiro. verifica-se que o tratamento que recebeu a maior lâmina foi o MTCA. BA.44 2. a determinação do coeficiente de cultivo in loco é imprescindível devido às características climáticas específicas de cada região. produtividade comercial.. Observa-se que o tratamento MP&M foi o que apresentou os maiores valores de produtividade (total e comercial).15 Tabela 3 .11 4.44 4. 2011. Juazeiro.68 0.11 5.Duração dos estádios de desenvolvimento da cebola. MTCA e MP&M) estão apresentados na Tabela 4.65 A Produtividade total (PTot).

9 t ha-1. obtiveram 9.7 t ha-1.8 e 22.3 e 46. Por outro lado.5 e 451. e no tratamento MP&M. MTCA e MP&M foram superiores em 124. os valores encontrados em todos os tratamentos foram em torno de 0. (2010). (2008). Grangeiro et.1%. o mesmo valor foi encontrado por Bandeira et al. e período de maio a setembro de 2004 em Mossoró. Grangeiro et al. 0. (2010) para a mesma cultivar e região. (2008). Bandeira et al.9°Brix.3 mm) e constataram que a massa média de bulbos foi influenciada positivamente pelas lâminas de irrigação aplicadas. Em termos de produtividade comercial os valores para MEVA. para a mesma região e no período maio a setembro de 2004. 54 al. no período de maio a outubro de 2009. (2008). respectivamente. obtiveram para a mesma cultivar valores de produtividade total e comercial bem próximos 48. A acidez juntamente com o teor de sólidos solúveis totais são parâmetros importantes. no tratamento MTCA.2ºBrix para essa mesma cultivar. Em relação à EUA. percebe-se que os tratamentos MEVA e MP&M foram os que apresentaram os maiores valores: 124. RN.7%. RN.6 e 34. respectivamente. Vilas Boas et al. (2007).2 kg ha-1 mm-1. que obtiveram produtividade total e comercial de respectivamente 26. a produtividade total obtida nesta pesquisa no tratamento MEVA foi superior 107. 108. Em relação à média da produtividade total brasileira. (2010).9%. . respectivamente. 87. Em relação ao teor de sólidos solúveis totais (ºBrix). encontraram para a cultivar em Mossoró. no período de junho a outubro de 2008 um índice de 10.4 t ha-1) nos tratamentos que aplicou maior lâmina d’água (465. valor um pouco maior do que o encontrado nesta pesquisa.34% de ácido pirúvico.2%. Para a acidez total titulável. respectivamente.10% de ácido pirúvico. verifica-se que o tratamento MTCA.5%. ao estudar resposta da cebola a diferentes níveis de água de irrigação por microaspersão no semiárido da Índia.8ºBrix. Comparando-se as produtividades total e comercial obtidas nesta pesquisa com aquelas obtidas por Souza et al. al.2% e 92.8% e 124.0%. 61. também obtiveram para a cultivar Alfa São Francisco irrigada por gotejamento em Lavras-MG. 74. tem-se que os valores de produtividade total encontrados para MEVA. MTCA e MP&M foram maiores 92. responsáveis pelo sabor de frutas e hortaliças (CHITARRA. obteve maiores produtividades (33.9%. apresentou o menor valor 9.6 e 123. 1994).

5a 419.4a 0.09a MP&M 51.10a CV% 18. pirúvico) MEVA 51. BA.7a 51. 27ºC.2a 43. sólidos solúveis totais (SST) e acidez titulável total (ATT) para os diferentes tratamentos: MEVA.1 9. 55 Tabela 4 – Produtividade total (PTot). (2007).05% de probabilidade. condições de altas temperaturas promovem a bulbificação acelerada da cebola.1 Variáveis microclimáticas A evolução da temperatura média diária do ar.04 18.0a 427.3a 413.1 101.22 10. Lâmina total (LTot). os quais também afirmam que. A temperatura média do ar foi de 27.3a 0.7 123. bolting. . MTCA.5 a 21.09a MTCA 43.8a 0. (2011). 5. Eficiência do uso da água (EUA). durante o período de condução do experimento é apresentada na Figura 28. No entanto.2. próximo ao encontrado por Lima et al.6 10. Essa média diária de temperatura observada neste estudo está dentro da faixa indicada por Souza & Resende (2002).2 Cultivo Orgânico 5. segundo Resende et al.5a 51. PTot PCom LTotal EUA SST ATT Tratamentos (t ha-1) (mm) kg ha-1 mm-1 (ºBrix) (% Ac. 2011. Produtividade comercial (P Com).19 . e MP&M. .1ºC promovem a formação de melhores bulbos e maior produção.3 124. temperaturas em torno de 15. 5.2 10. enquanto que exposição das plantas por períodos prolongados a temperaturas muito baixas pode induzir o florescimento prematuro.65 *Médias seguidas de mesmas letras na mesma coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 0. que consideram que as temperaturas críticas de interferência no desenvolvimento da cultura da cebola se situam abaixo de 10ºC e acima de 32ºC. Juazeiro.9ºC. situação altamente indesejável para a produção comercial de bulbos.

(2007) afirmam que umidade relativa do ar elevada favorece a incidência de doenças foliares. (2004) relatam que a ocorrência de míldio é correlacionada com condições climáticas de alta umidade do ar e temperaturas amenas. a evapotranspiração é reduzida quando a umidade do ar é elevada. 56 31 T e m p e ra tu ra d o a r m é d ia d iá ria (°C ) 30 29 28 27 26 25 05-Oct 20-Oct 04-Nov 19-Nov 04-Dec 19-Dec 03-Jan 18-Jan 2012 a 2013 Figura 28 . Também. que poderão aumentar os custos de produção e comprometer a produção da cultura. verifica-se aumento da umidade do ar nos dias 09 de novembro de e 13 de dezembro de 2012. o aumento da umidade do ar tem relação negativa direta com a evapotranspiração. Ainda de acordo com a Figura 30. Resende et al. a qual variou de 40% a 75%. Por outro lado. Neste período houve manifestação de doenças e aplicação da calda bordalesa. Gonçalves et al. Na Figura 29 visualiza-se a evolução da umidade relativa média diária do ar para o período de estudo. . e apresentou um índice médio diário de 51. Picos de elevada umidade do ar ocorreram também entre os dias 18 e 23 de janeiro de 2013 (colheita). ou seja.Temperatura média diária (Tméd) do ar ocorrida no período de Cultivo Orgânico da cebola.3%.

. Os ventos agem como agentes de dispersão dos gases e partículas (PEREIRA et al. durante o ciclo da cebola foi de 1.Umidade relativa média do ar durante o ciclo do Cultivo Orgânico da cebola. 3. bem como associados às altas temperaturas.8 m s-1 (Figura 30).5 05-Oct 20-Oct 04-Nov 19-Nov 04-Dec 19-Dec 03-Jan 18-Jan 2012 a 2013 Figura 30 .5 1 0. Na Figura 31 observa-se as curvas de Radiação global (Rg) e Saldo de radiação (Rn) durante o ciclo da cultura. e comprometer a sanidade do cultivo. A velocidade média do vento a dois metros de altura. Verifica-se que os fluxos radiativos médios diários das duas curvas sincronizam entre si e com as curvas da evapotranspiração . A ocorrência de ventos sobre uma cultura pode transportar patógenos.Velocidade média do vento a 2 m de altura no Cultivo Orgânico da cebola. podem contribuir para o aumento da evapotranspiração da cultura. 57 80 U m id a d e re la tiv a d o a r (% ) 70 60 50 40 30 05-Oct 20-Oct 04-Nov 19-Nov 04-Dec 19-Dec 03-Jan 18-Jan 2012 a 2013 Figura 29 .5 2 1.5 V e lo c id a d e d o v e n to (m /s ) 3 2. 2007).

58 (Figura 32). comprovando-se que quanto maior for a disponibilidade de energia radiante maior será a evapotranspiração. MTCA. e MP&M. 31 29 27 25 F lu x o s (M J /m ²/d ia ) 23 21 19 17 15 13 11 9 7 5 05-Oct 20-Oct 04-Nov 19-Nov 04-Dec 19-Dec 03-Jan 18-Jan 2012 .8 mm dia-1.9 mm dia-1.6 mm dia-1. a evapotranspiração. atingindo o máximo de 7. A evapotranspiração média diária da cultura da cebola nos três tratamentos: MEVA. durante o Cultivo Orgânico da cebola. Conforme pode ser observado na Figura 32. o tratamento MP&M apresentou o menor valor 1.Evapotranspiração média diária durante o Cultivo Orgânico da cebola. enquanto.2013 Ragiação Global Saldo de radiação Figura 31 – Fluxos radiativos médios diários de Radiação global (Rg) e Saldo de radiação (Rn). Umidade baixa e temperatura do ar elevada com velocidade do vento mais acentuada aumenta o poder evaporativo da atmosfera. e. por conseguinte. a evapotranspiração no tratamento MTCA apresentou os maiores valores durante o ciclo. 8 7 6 E T c (m m /d ia ) 5 4 3 2 1 05-Oct 20-Oct 04-Nov 19-Nov 04-Dec 19-Dec 03-Jan 18-Jan 2012 a 2013 MTCA MP&M MEVA Figura 32 . foram 4. .

Juazeiro. por tratamento para cada classe está representado na Figura 33.2.2 mm.2 38.8 45.1 56.4 55. a classe 2 foi a que apresentou o maior peso. Diâmetro médio Peso médio (mm) (g) Tratamentos Classes Classes 1 2 3 1 2 3 MEVA 32.6 15. o tratamento MP&M 55. Verifica-se que para os métodos MEVA e MP&M. enquanto que no MTCA. O tratamento MEVA.5% para a classe 1. Observa-se ainda na Tabela 5. Analisando-se os dados da Tabela 5.2 52.0 45. MTC. O menor peso total de bulbo (2. respectivamente e 18.0 mm e o tratamento MEVA 56.6 mm.6 kg.2 Produtividade Para todos os tratamentos foram encontrados bulbos com diâmetro menor do que 35 mm. 59 5.7 % para classe 3.8 kg) foi observado nos tratamentos TCA e MP&M para a classe 1.6 45. Tabela 5 .1 MP&M 31.2 68. o tratamento MEVA apresentou o maior peso médio de bulbo para a classe 3 (80. que em relação ao peso de bulbos.3 70. 2013. 8.2% e 2. Já para a classe 3.4 g) e o tratamento MTCA.1 80.1 % e 14. o tratamento MTCA apresentou o menor valor médio 52.7 g). o menor peso médio de bulbo para a classe 1 (15. exceto para a classe 2 apresentou peso médio de bulbo superior aos dos tratamentos MTCA e MP&M 3.4 MTCA 31.0 15. percebe-se que houve pouca variação entre os tratamentos com relação às médias dos diâmetros das classes 1 e 2. BA. sendo computados apenas na produtividade total.1 O peso total (em kg).8 39. respectivamente.2 16.Diâmetro médio e peso médio de bulbos para as diferentes classes e tratamentos: MEVA. 9.7 38. e MP&M. .0 kg.

conforme pode ser observado na Figura 34. foi o que apresentou maior evapotranspiração média diária.Peso total das classes (kg) por tratamentos. A Tabela 6 apresenta a duração de cada estádio de desenvolvimento da cultura da cebola. enquanto que o MTCA foi o que apresentou o menor peso 14. 60 Figura 33 – Distribuição proporcional de peso para cada classe (kg) por tratamento. o MEVA foi o que apresentou o maior peso total 16. Em relação ao peso total de todas as classes. Em relação ao consumo d’água. Considerando que o período de . seguido do estádio de maturação com 33 dias. percebe-se que o estádio de bulbificação foi o que recebeu o maio volume 5. ou seja.9 kg.79 mm. Figura 34 .4 kg. Verifica-se que o estádio III (bulbificação) foi o que apresentou o maior período 39 dias. cujo ciclo totalizou 115 dias.

17 5. Fenneman.65°Brix para a mesma cultivar e 32% superior ao genótipo Superex 6.64. Araújo et al. Quanto à pungência. ao compararem a produção e qualidade de diferentes genótipos de cebola em cultivo orgânico.60°Brix no município de Ponto Novo. quanto ao teor de sólidos solúveis totais (ºBrix). 5. Esses valores encontrados são similares ao encontrado por Santos et al. a precocidade de produção pode ter ocorrido em função do número de horas de luz ofertado à cultura associado ao manejo adequado da água de irrigação. e MP&M = 5. estudado por estes mesmos autores. em Ponto Novo.65 μmol mL-1. o maior valor 9. (2008). (2004). Porém. MTCA = 5. Estádios Inicial Vegetativo Bulbificação Maturação Colheita Total Início da 05/10/2012 23/10/2012 18/11/2012 27/12/2012 28/01/2013 fase Período 17 26 39 33 .observa-se na Tabela 3 que os valores encontrados para os três tratamentos foram: MEVA = 5. 61 cultivo ocorreu de outubro de 2012 a janeiro de 2013. encontraram valores de ATT entre 0.61 μmol mL-1 na região do Submédio .11%. devido à oxidação para a produção de energia no ciclo de Krebs.86. 115 (dias) ETc (mm) 3. acidez titulável (ATT) e pungência para os diferentes tratamentos. (2004).07 A Tabela 7 apresenta os resultados do pH. Para Chitarra e Chitarra (2005). (2004). em média. a colheita e durante o armazenamento.12%.3% inferior ao valor médio encontrado por Araújo et al. BA.27%. Estatisticamente não houve diferença significativa entre os parâmetros analisados.. (1985). as hortaliças perdem rapidamente a acidez com o amadurecimento. em conjunto com a doçura. encontraram valores de 4. teor de sólidos solúveis totais (ºBrix).90 μmol mL-1. 2013. 9. 10.Duração de cada estádio de desenvolvimento da cebola. Tabela 6 . Juazeiro. e para o tratamento MP&M 0. Já Ramos et al.91 5. BA. o tratamento MTCA apresentou. (2004). como indicativo de maturação.16 e 0.79 4. Os valores de ATT encontrados nos tratamentos MEVA e MTCA foi 0. relata que o teor de ácidos orgânicos tende a diminuir após o amadurecimento. o alto teor de SST está ligado à alta pungência e à boa qualidade de armazenamento. e esta característica de qualidade pode ser utilizado. cultivados entre os meses de maio e outubro de 2013. para o sistema de cultivo convencional em Juazeiro. BA.74ºBrix. Segundo Grangeiro et al.

pH. ainda que a pungência esteja relacionada aos fatores genéticos da cultivar. Conforme a referida escala. e MP&M. pH SST ATT Pungência Tratamentos (% Ac. Sun Yoo et al.86a MTCA 5. temperatura adequada e boa disponibilidade hídrica podem minimizar seus efeitos na cebola. 62 São Francisco. De modo geral a diferença entre a evapotranspiração de referência média diária obtida através dos dois métodos foi pequena. a evapotranspiração de referência média diária determinada através dos métodos MTCA e MP&M. como fraca (2 a 4 µmol g -1). (μmol ác. os valores nos tratamentos MTCA e MP&M. Para Randle (1997). Em relação ao coeficiente de cultivo (Kc).46a 9. Na Tabela 8 são apresentados para cada estádio de desenvolvimento. em função da quantidade de ácido pirúvico. Verifica-se que a evapotranspiração de referência média diária foi maior no estádio I do que nos demais estádios de desenvolvimento da cultura.. proposto por Marouelli et al. intermediária (8 a 10 µmol g-1) e forte (15 a 20 µmol g-1). a cultivar em estudo pode ser classificada entre fraca e intermediária. Acidez Titulável (ATT) e Pungência para os diferentes tratamentos: MEVA. verificaram que mais de 80% da variação da pungência se deu pelo fator genético e que a influência do fator ambiental foi mínima.36a 9. não diferiram muito em relação ao referencial.69 15. (2005). bem como os respectivos coeficientes de cultivo (Kc) obtidos nesta pesquisa e os coeficientes de cultivo (Kc) propostos para a cultura da cebola por Marouelli et al. a baixa disponibilidade de enxofre.65a CV (%) 8. Comparando-se os valores de Kc obtidos através dos métodos MTCA e MP&M. Tabela 7 . (ºBrix) pirúvico) pirúvico mL-1) MEVA 5.16a 0.74a 0.64a MP&M 5.11a 5. classificaram a medida da pungência. sólidos solúveis totais (ºBrix).12a 5. a evapotranspiração média diária da cultura (ETc-MEVA) medida nos Evapotranspirômetros. Juazeiro.20 11. (2005).12a 0.36 17.05% de probabilidade. com o proposto por .MTC.12a 5.. Schwirmmer & Weston (1961). enquanto a menor média diária ocorreu no estádio IV (Maturação). 2013.83 *Médias seguidas de mesmas letras na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 0.54a 9. BA. (2006) estudando os efeitos dos fatores genéticos e ambientais sobre a pungência da cebola..

. Porém. (2008). percebe-se diferenças inferiores em módulo: estádio I |1. Nota-se que o tratamento que apresentou a maior PTot.26 0. Estes mesmos autores encontraram. (2005). para a Alfa São Francisco. 2005) I (Inicial) 3.3 mm e no estádio IV 22.65 De acordo com os dados apresentados na Tabela 9. encontraram PTot entre 12. ETo ETo Kc ETc Kc Kc Estádios MTCA MP&M (Marouelli et (mm) (MTCA) (MP&M) (mm) (mm) al. (2005).94 0..79 6.83 0. encontraram.7%| e |1. respectivamente. 63 Marouelli et al. Gonçalves & Silva (2003) ao estudar o impacto da adubação orgânica sobre a incidência de tripes em cebola.2 t ha-1 para cultivar Alfa Tropical em Juazeiro.69 0.91 6.9 t ha-1.17 6.0 e 16. Costa et al. não houve diferença significativa entre os tratamentos em relação à Produtividade total (PTot) e a Produtividade comercial (PCom). no estádio II choveu 21. pode dever-se a ocorrência de chuva. Juazeiro. fazendo-se a mesma comparação para os outros dois estádios.8%.84 0.3 mm.. Durante o estádio III choveu apenas 3. respectivamente. Essas diferenças mais acentuadas entre o Kc obtido para os estádios II e IV. respectivamente e para o genótipo IPA - 10. BA.96 t ha-1.95 IV (Maturação) 4.Evapotranspiração média diária da cultura (ETc).65 6. evapotranspiração média diária de referência (ETo) determinada pelos MTCA e MP&M e coeficientes de cultura (Kc) para os diferentes estádios de desenvolvimento da cebola. SC.5 mm. Porém. Tabela 8 . o tratamento que apresentou a maior PCom. foi o MP&M 12. foi o MEVA 15.3 t ha-1.80 III (Bulbificação) 5.4 t ha-1. PCom de 13.92 0.2%). Os valores de PTot estão próximos dos encontrados por Costa et al. avaliando o desempenho de cultivares de cebola em cultivo orgânico em dois tipos de solo no Vale do São Francisco . para a mesma cultivar PTot e PCom de 14.18 6.58 0.0% e 3.68 0.59 0.17 0. Araújo et al.1%|. e estádio III |3.3%|.69 0. e para o estádio IV. a mesma diferença para os dois métodos (6. têm-se diferenças superiores: para o estádio II 5. e durante o estádio I não houve ocorrência de chuva.3 t ha-1.91 0.8 e 22.40 t ha-1.07 5.60 II (Vegetativo) 5.46 e 14. BA. (2004) avaliando oito genótipos de cebola em cultivo orgânico entre os meses de maio a outubro no perímetro irrigado de Ponto Novo. em relação aos propostos por Maroueri et al. (2008) 13. em Ituporanga. em Petrolina valores de PTot e PCom de 27. respectivamente.34 6.94 5. BA. 2013.7%| e |3. respectivamente..

percebe-se que os tratamentos MEVA e MP&M foram os que apresentaram os maiores valores: 27. alcançou PTot de 27. observa-se que a produtividade média para cada classe de bulbo (PMCB). 18 meses de cultivo orgânico e no mínimo cinco anos para uma completa estabilidade do solo. verifica-se que no tratamento MEVA o consumo foi superior aos dos tratamentos MTCA e MP&M em 0.85 e 19. Analisando-se os dados da Tabela 9.2 kg ha-1 mm-1. Quanto à EUA. um dos fatores responsáveis pela baixa produtividade pode ter sido pouco tempo para estabilizar os atributos do solo (aspectos físicos. e para a cultivar Alfa Tropical 25.79 e PCom de 22. Por outro lado.1%. . respectivamente. o genótipo Alfa São Francisco.31 t ha-1. embora este tratamento tenha recebido uma lâmina um pouco maior d’água. para olerícolas. 64 também no período de maio a outubro. respectivamente. respectivamente.0 e 6.0 t ha-1 para classe 2. também no Vale do São Francisco entre os meses de maio a outubro. se faz necessário.. Em relação à lâmina total d’água aplicada. o que provavelmente afetou a disponibilidade de muitos nutrientes essenciais para as plantas. Possivelmente.3% em relação aos demais tratamentos. avaliando cultivares de cebola a doses de potássio em cultivo orgânico irrigado.6 (ANEXO D). a PTot e PCom.0 a 7. Porém. Costa et al.5 (SOUZA et al. exceto para a classe 3. o MEVA foi o tratamento que apresentou as maiores produtividades: 4. foram apenas superior em 3. uma vez que. 2013). verificaram que no Argissolo Vermelho- Amarelo Eutrófico. uma vez que para as condições de cultivo da cebola a faixa adequada de pH (em água) situa-se entre 6.18% e 1. encontraram PCom de 32 t ha-1 para a cultivar Alfa São Francisco. Outro fator responsável pela baixa produtividade pode ter sido o pH elevado do solo da área experimental após a ceifa da adubação verde e aplicação do pó de rocha que variou de 7. químicos e biológicos).3% e 1.3 e 27. pelo menos.5 t ha-1 para classe 1 e 9. (2008).36 t ha-1.

8 26. Produtividade comercial (PCom). 65 Tabela 9 . PTot PCom LTotal EUA PMCB Tratamentos (t ha-1) (mm) (kg ha-1 mm-1) (t ha-1) Classes 1 2 3 MEVA 15. Eficiência do uso da água (EUA) e produtividade média por classe de bulbo (PMCB) para os diferentes tratamentos: MEVA. MTCA.1a 12.94 23.4 2.3a 12.5 9 2.3 CV (%) 19.9 MTCA 14. Lâmina total (LTot).0a 560.Produtividade total (PTot). .2 2.5 MP&M 15.4a 554. -- *Médias seguidas de mesmas letras na coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey a 0.6 3. e MP&M. BA.8a 12.8 8.01 -.0a 559. Juazeiro.8 27.6 27.3 4. 2013.05% de probabilidade.8 9 3.

66 6. para todos os aspectos qualitativos que expressam a qualidade dos frutos. No sistema convencional. à produtividade da cebola em sistema de cultivo convencional. particularmente na região Norte da Bahia. químicos e biológicos do solo. não variaram mais do que 0. o tratamento que teve a irrigação baseada no método de MP&M. com a irrigação baseada na evapotranspiração obtida no Tanque Classe A (MTCA) e Penman-Monteith (MP&M) superou a produtividade média brasileira. em todos os estádios de desenvolvimento nos dois sistemas de cultivo. No cultivo convencional a maior lâmina de água foi aplicada no tratamento que teve o manejo de irrigação baseado no Tanque Classe A (MTCA). Provavelmente. foi o que apresentou os melhores resultados. devido à praticidade. Porém. o fato de este último cultivo ter sido o primeiro plantio orgânico nesta área é possível que o tempo tenha sido insuficiente para estabilidade dos aspectos físicos. enquanto no cultivo orgânico. a produtividade da cebola em sistema de cultivo orgânico. entre outubro de 2012 e janeiro de 2013 foi inferior à média brasileira. Em contrapartida. os coeficientes de cultivo encontrados com base no tratamento do MTCA são bem próximos daqueles obtidos pelo método MP&M. No cultivo convencional o manejo da irrigação baseado na evapotranspiração medida no método de Penman-Monteith (MP&M) proporcionou produtividade total e comercial praticamente igual. recomenda-se que na impossibilidade da obtenção da medida direta da evapotranspiração da cultura da cebola através de evapotranspirômetros. No entanto. CONCLUSÃO Os resultados obtidos nesta pesquisa indicam que para as condições climáticas no Norte da Bahia entre abril e setembro. Embora todos os métodos avaliados nesta pesquisa tenham proporcionado bons desempenhos. não houve diferença significativa de produtividade entre os tratamentos estudados nos dois sistemas de cultivo. a maior lâmina foi aplicada no tratamento que teve a irrigação baseada no método do evapotranspirômetro (MEVA). o que pode ter sido decisivo para essa baixa produtividade alcançada.20 mm. o manejo de . Os valores da evapotranspiração de referência (ETo) determinados pelos métodos MTCA e MP&M. tanto para o sistema de cultivo convencional quanto para o sistema de cultivo orgânico. exceto o teor de sólidos solúveis totais.

. 67 irrigação tome como base a evapotranspiração da cultura determinada a partir dos coeficientes de cultivo (Kc) resultantes desta pesquisa e a evapotranspiração de referência obtida pelo método do MTCA. com o Kp calculado segundo Snyder (1992).

UDDIN. Grano 502) yield in unheated greenhouse condition.O. Dissertação (Mestrado em Agrometeorologia). Irrigation water management for onion trickle irrigated with saline drainage water. Avaliação de genótipos de cebola em cultivo orgânico. 47. PEREIRA.. 1972. 2005. n. Crop evapotranspiration: guidelines for computing crop water requirements. O uso do evapotranspirômetro no estudo de algumas relações entre a evapotranspiração medida e estimada. J.O. DERMITAŞ. RAES. Official methods of analysis 16. n. 2009. Pure and Applied Sciences. dos. ed. C.46-54. ALLEN. A.1994. M. 2004. 493-504. COSTA. p. D. F. AYAS. 68 7. C. F. M. 2. Bulb formation in onions as affected by photoperiod and spectral quality of light. M. S. V. A. Journal of Food. AYDIN. 2009..A. 22. ANISUZZAMAN. R. FAO. Salvador: SEPLANTEC/CAR. Agriculture & Environment. ISMAIL.23. SMITH. Afr. J. RAHIM. S. REFERÊNCIAS ABU AWWAD. n. Rome. Ç. M. AUSTIN.C. Jul. de. 7. Dirasat Series B. L. 1996. M. LIMA. W. Projeto-Áridas-Bahia (1994). Horticultura brasileira. ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS-A. B.C. Biotechnol. p. K. 73p. M. Irrigation and Drainage Paper 56. 1978. 1998. 3. Planting time and mulching effect on onion and seed production. Report of Food and Agriculture Organization of the United Nations. p.A. Projeto ÁRIDAS: Marco de referência para o Estado da Bahia.. R.182. ASSIS. M. FAO. C. de M. Ashford. SANTOS. et al. v. E. R. Science and Technology.91-105. ASHRAFUZZAMAN..M. v. BAHIA. 8 (3). M. N. v. ARAUJO. . v. Amman..T. Test of a simple model for estimating evaporation from bare soils in different environments. LEITE. Ecological Modeling. D. A. Journal of Horticultural Science. 412–416. M. PEDREIRA. Washington: A. 1998.1. G. Deficit irrigation effects on onion (Allium cepa L.N. SEPLANTEC/CAR. Piracicaba: ESALQ/USP.

2. 206-209. Horticultura Brasileira. S.gov. COSTA.. Brasília. G. Disponível em: <http://arquivos. 50. A. 29.pdf>. 2013. Horticultura Brasileira. R. BELFORT G. SANTOS.The impact of food production on soils and groundwater resources.. SILVA DJH.br/imprensa/arquivos/Conjuntura2012. 24: p. H. Disponível em: <http://ainfo.br/digital/bitstream/item/18903/1/Nivaldo2_CBO_2010. S.5/6. jul. Irriga. 2003. MINCHILLO. Portaria n. M. p. O. Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil: informe 2012. 21. 2010.. p. P.. 2013. 13513. C. jul. R. J. 2006. . v.p df>.pdf>.84. MELO. L.br/digital/bitstream/item/82357/1/Artigo-Carlos- Antonio. Agencia Nacional de Águas. 215 p. 2013.. GRATIERI. 1. C.cnptia.. URQUIAGA. R. p. v. Ministério da Agricultura. BERGSTROM. . ARAGÃO. A. BRASIL. R. Brasília. BREGAGNOLI. Guarapari. 2013. B. CD ROM. ______. ALVES.embrapa.787-799. A. v. Congresso Brasileiro de Olericultura. 2004. 1997. Acesso em: 10. M. Diário Oficial (República Federativa do Brasil). 1 CD- ROM.. v. NAKADA PG. v. C. Especial. n. C.. 18. jul. Suplemento. jul. R. BRASIL. supl. n. N.Brasília: ANA. Botucatu. p. Abastecimento e Reforma Agrária. 2. p. M. P. de M. J. SANTOS. F. F.cnptia. Horticultura Brasileira. DANTAS GG. SYMPOSIUM 2 part 2: Food production for a growing world population . Oxford. Desempenho de cultivares de cebola nos sistemas orgânico e convencional em Minas Gerais. 69 BANDEIRA. 2010. DF. 1 set.Seção1. D. CARVALHO. Soil Biology and Biochemistry. Acesso em: 04 ago. 1995. T.embrapa. QUEIROZ. BODDEY.. 1. Cultivares de cebola sob diferentes métodos de manejo irrigação. 529 de 18 ago. L. M. Alfa Tropical em cultura de verão no Sul do Estado de Minas Gerais. Desempenho agronômico de cultivares de cebola sob diferentes manejos de irrigação no Submédio São Francisco.. Acesso em: 10. L. Desempenho da cv.ana. SÁ. The contribution of biological nitrogen fixation for sustainable agricultural systems in the tropics. Journal of Food Science. Disponível em: <http://ainfo. 2012.: Il. n. Brasília. Ed.69. S3187-S3192. 73. Ministério do Meio Ambiente. R181-R184. C. 28. A.

I. Alfa São Francisco: variedade de cebola para cultivo no verão.. CLARK. Maringá: ABH. G. F. Anais. V. F. Belo Horizonte. 22.php?pid=MSC0000000022006000100050& script=sci_arttext>.. 2005. F. Fortaleza. M.. CARDOSO.. de. PINTO. A. F.. R. OLIVEIRA. COSTA. A. F. RESENDE. n. N. COSTA. G.. Enc. CARVALHO. B. CANDEIA. J. C. 2004. 45. N. Lavras: ESAL. M.9-16. R. 145p. SHENNAN. PINTO. 56. de. M. SANTOS.R. A. Resíduos de pesticidas em alimentos. SANTOS. Production of onion bulb sets in styrofoam trays. C.. S. C. Fortaleza.. P. Meio Rural. v. H. BANDEIRA. G. S. 2005. L. T. A. A. 420. J.br/scielo. N. 2006. BANDEIRA. M.. Acesso em: 06 ago. J. p. ARAÚJO.. R. J. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA. Diagnóstico do estado de funcionamento de sistemas de bombeamento de água fotovoltaico (SBFV) instalados em Pernambucano. 17. 18.. A. Resumos. Changes in soil chemical properties resulting from organic and low-input farming practices. CHITARRA. D. CHITARRA. 2009. SANTOS. J. L. CHITARRA.. CANDEIA.. A. Scientia Agricola. Revista de Ecotoxicologia e Meio Ambiente. R. 179.. COSTA. K. D. Piracicaba. ARAÚJO. 969-974. D. Pós-colheita de frutos e hortaliças: fisiologia e manuseio. A. C. S. I. ROSSI. F. S4022-s4028(CD –ROM). 2. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA. M. D. 1998. Energ. Agron. P. QUEIROZ. v. 1994. p. D. n. 2ª edição. p. M.. Otimização do uso da água no perímetro irrigado do Gorutuba. DALSENTER. n. Tese Doutorado. Brasil. H. O. I. Informe Agropecuário. 783 p. C. COSTA. p.. Viçosa: UFV. SANTOS. 1999.proceedings. HORWATH. C. de. C.... A. 2008. SANTOS. S. LIMA.. v.. C. Horticultura brasileira. G. 90. 70 CANTARUTTI. An.. . 2005.. Suplemento CD-ROM.. M. 662–671. G. L. COSTA. 2012. ARAÚJO. de. W.scielo. L. Disponível em: <http://www. M. Comparação de métodos de irrigação em cebola no vale do São Francisco. C. Colheita e pós-colheita de frutos. 4. CE: [s.. 2008. M. 48. SANTOS. MENDONCA. 1998. J.. J. v.n]. Resposta de cultivares de cebola a doses de potássio em cultivo orgânico irrigado no Vale do São Francisco. SCOW.F. R. I. 6. M.. F. P. M.

H. RESENDE. Cultivo da cebola no nordeste. (FAO série Irrigation and Drainage Paper.) bulb quality and yield. N. M. Organic manuring in rice-based cropping system: effects on soil microbial biomass and selected enzyme activities. ABDELMAGEED. Curr.O. San Antonio. A. Embrapa Semiárido. F. 2002. DAMATO. J. Effects of different plant densities and planting systems on onion (Allium cepa L. n. D. 24) DROST. 2008. Belo Horizonte: Ruralminas. A. n. DELLACECCA. CANTLIFFE. Horticultura Brasileira. F. HAMID. Horticultura Brasileira 26: p.121. F. v. G. Agricultural Water Management.. 2000. Sistemas de Produção. p. DANTAS NETO. .. 258p.. ARAUJO. F. P..D. D. PRUITT. seed yield and seed quality of common onion (Allium cepa L. Rome: FAO. LOVATO. M. Necessidade hídrica das culturas. Versão Eletrônica. Abril. p.cnptia.. D. COSTA.197 .203. P. 79. 2008. D. TX:1996. In: Proceedings of the International Conference on Evapotranspiration and Irrigation Scheduling. C. GROSSL. RESENDE. Effects of time of water stress on flowering. Sci. 24).. A. the International Commission on Irrigation and Drainage. 71 COSTA. RESENDE. J. 1716–1720. p 144.149-157. A. N. 1997. ______. Avaliação de cultivares de cebola em Petrolina-PE. 2007. DINESH. S.htm>. (Estudos FAO: Irrigação e Drenagem.J. M.. 476-480.... pp. 2000.3.embrapa. DUBEY. A. Acesso em: 17 set. PRASAD. DIAS.br/FontesHTML/Cebola/ CultivoCebolaNordeste/cultivares. EL BALLA. Desempenho de cultivares de cebola em cultivo orgânico e tipos de solo no Vale do São Francisco.533. 2013.. M. GANESHAMURTHY.. LIMA. C.57-60. KOENIG. M. 2013. Crop Water Requirements. S. G. A. p. P. STOFELLA. Recursos hídricos e suporte tecnológico a projetos hidroagrícolas: Bacia do Alto São Francisco. COSTA. N. Viçosa: UFV. SANTOS. nov. C... R. 54–59.J.) under the arid tropical conditions of Sudan.. R. Acta Horticulturae. ASAE. 1992. 2000. G. R. 204p. R.. Brasília: ANA. Campina Grande: UFPB. S. 18 ed. A. Disponível em: <http://sistemasdeproducao. M. ABDELBAGI A. Nutrient management of onions: a Utah perspective. V. G. N.. DOORENBOS. G. 2000. S. W.

2. 1979.. FAO. SOUZA. P. v. 1993. BOFF. 2008. jul. C. Horticultura Brasileira. C. 2. F. F. 2011. n. 2007. . S.343–349. Brazil.. GRANGEIRO..4. RAMOS. Horticultura Brasileira. E. Impacto da adubação orgânica sobre a incidência de tripes em cebola. E. 4. PB. 3. S.. Características qualitativas de genótipos de cebola. 2008. KOIFMAN. p. 2008. Onion irrigation and nitrogen leaching in the Arkansas Valley of Colorado. Serviço nacional de levantamento e conservação de solos. L. Lavras.12. 1993. R./ago. Manual de métodos de análises do solo. 3. Acesso em: 27 jun. SILVA. 2004.. 2013. agrotec. DF: Embrapa Informação Tecnológica. 3. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. L. 1087-1091. de S.. v. p. O. M.. v. Viçosa... FENNEMA. SANTOS. R. jul-set. SOLTANPOUR. Fábio Cesar da Silva. Brasília. N. A. E. S.24. G. Incidência do míldio em cebola sob adubação mineral e orgânica. S. 22. Rio de Janeiro: EMBRAPA. 462-466. New York. EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. p. Editor técnico.fao. Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna para a produção de hortaliças.184-187. MG: UFV. A. Manual de análises químicas de solos. Campina Grande. M. (Org. SCHWEISSING. DF. 32.html?locale=es#DOWNLOAD>./set. M. SILVA. EMBRAPA-EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. v.Hort. 421 p. NUNES. FILGUEIRA. p. G.. W. 538-542.240-247. G. jul. Brasília. Revista Panamericana de Salud Publica- Pan American Journal of Public Health. P. primary crops.. 2009. O. plantas e fertilizantes. Demanda de irrigação da cultura da banana na bacia do Rio São Francisco. E. AROUCHA. M.. KRUSE. Agricultural production. P. Marcel Dekke. GONÇALVES. vol. 60p. ed. E. 2003. ed. Food Chemistry. COSTA. M. H.. Ciênc. n. p. rev. v. 1985. 3. R. J. FREITAS. Disponível em: <http://faostat3. BARTOLO. Ampl. A.. DF. 72 ELLS. R. Tech. Brasília. P. GIBSON. A. da S.. p. 21. n. 1ª ed. J. C. C. de S.. G.org/home/index_es. S.).. GONÇALVES.. n. Agricultural toxic use and temporal distribution of male birth rate in the state of Parana. MCSAY.

99. 22 (2). HUBERT. Relationships between crop production and transpiration. p. 137. 427–446. Pore morphology changes under tillage and no-tillage practices..shtm?cx=00116688347242 2164311%3Azkjemxce8sc&cof=FORID%3A9&ie=ISO-8859- 1&q=cebola+2012&sa=Pesquisar&siteurl=www. Acesso em: 12 mar. M’HIRI. irrigation. F. B. Madison. 30). HASSEN.. 13. M. p. V. A. Jordan. R.R. N. CANER. A. evapotranspiration. W. SARDINI. M. Março. In: Taylor. pp.. IBGE. 2013. T. Disponível em: <http://www. Advances in Agronomy. JAKOBSEN.. Biocontrol within the context of soil microbial communities: a substrate-dependent phenomenon. Wis. Acesso em: 01 jul. 73 HANKS. CSSA.125-182.142. HOITINK. 1990. Nielson. 37. 93–99. Limitations to Efficient Water Use in Crop Production. 2013.). S.com/science/ article/pii/S0016706107002455>. van CLEEMPUT. IPA. 57–71. (Eds. Madison. A. (Agronomy monograph No. Aerobic decomposition of organic wastes 2. 2007.ibge. Sugarcane for bioethanol: Soil and environmental issues. Resources. Conservation and Recycling. 391–434. J. HALLAIRE. HEDDADJ. L.br%2F&ss=114433j11997768633j10>. HARTEMINK. IBGE. 1983. 393–411. E. H. D. 1999. O. In: Steward.. P. SSSA. 2012. J. . p. D. Sinclair.gov.br%2Fhome%2F&ref=www. Waste Management and Research. JEDIDI.br/home/pesquisa/pesquisa_google. Recomendações de Adubação para o Estado de Pernambuco. J. Annual Review of Phytopathology.R. ASA. v.pdf>. Value of compost as fertilizer. 1995.sciencedirect. p. Irrigation of Agricultural Crops.226- 236. T. CSSA. Abril. Geoderma. T. Yield and water use relationships: an overview.gov. BOEHM. Comissão estadual de Fertilidade do solo. 2012. SSSA. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. HOWELL. 2008. Acesso em: 04 ago. (Eds. Wis. 2008. Recife/PE: IPA.. p. 2004. v. R. 2012. pp. ASA..ibge. Disponível em: <http://www. Disponível em: <http://www. Conjuntura Agrícola.A. H.ibge..).. A. Microbial biomass in a soil amended with different types of organic wastes.br/home/estatistica/indicadores/ agropecuaria/lspa/lspa_201304.gov. ibge.A.gov.

M. Piracicaba: Agronômica Ceres. Microbial characteristics of soil quality. KORIEM.The potential for contamination of soil and surface waters from sewage sludge (biosolids) in a sheep grazing study. M. Response of onion (Allium cepa L. O. J. soil chemical properties and microbial densities in organic bulb onion production. n. OLIVEIRA. A. WAHBA. Fertilizantes orgânicos.. 89. J.161-166.185-193. dos. 1968. M. D. 492 p. 2002. S.. KUMAR. Geoderma. M. Scientia Horticulturae.. Agricultural Water Management. v.. O. M... M. 135p.. Balanço de radiação em três ecossistemas da Floresta Amazônica: campina. I. SALT. Republic of Korea. Assiut Journal of Agricultural Sciences. E. Water deficits and plant growth. S. I. Effect of drought conditions on yield. 2. In: KOZLOWSKI. M. 135–156.299–305.T. W. M. R. M. KIEHL.. M. Revista Brasileira de Engenharia .30. Micrometeorologia. 243–248. H. 1994. Assiut. EL-SHEEKH.. J. R. Biological activity and organic matter mineralization of soils amended with biowaste composts. 1998. São José dos Campos. G. 2010. OSBORNE. LEITÃO. SINGH. MICHALK. A.1. v.. EL-KOLIEY. M. v. M. PAPENDICK. KENNEDY. Estimativas do albedo em três ecossistemas da Floresta Amazônica. M. Science 165. p. Tese. 25. 1994. M. V.) to different levels of irrigation water.75-84. LEE.. A. KUMAR. S. J. Onion bulb production from “Shandwell” sets as affected by soil moisture stress".. Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE. 74 JENSEN. F. KÖGEL-KNABNER. R. Journal of Plant Nutrition and Soil. J. vol.124. Effect of application methods of organic fertilizer on growth. M. p. SIEBERT. LEITÃO. JOSHUA. CURTIS. Journal of Soil and Water Conservation. L. G. 1999. LEIFELD. E.. Journal of Agricultural Sciences. KORIEM. H. p. Australia. IMTIYAZ. New York. V.. Academic Press. C. R. 151–159. B. quality and some water relationships of onion. D. SANTOS. 1985. campinarana e mata densa. 2007. B. 84. S. SP. T. 50. 1995. p. Water consumption by agricultural plants. v. I. EL-KOLIEY.

S. D. São Paulo: USP. UENO. SANTOS.2. L. M.. Portaria nº 529. SILVA.. E de. Nutrição Mineral e Adubação da Cultura da Cebola no Submédio do Vale do São Francisco. Produtividade da cebola dentro e fora de evapotranspirômetros... R. N. C. SANTOS.br/digital/bitstream/CNPH- 2009/31469/1/ct_37. L. Disponível em: <http://www. Revista colombiana de ciências hortícolas . A. SILVA.. BAPTISTA.br/arquivos/File/pdf/cebola529_95.4. v. de A. N.. 2011. T.. (Embrapa Hortaliças. M. G.pdf>. L. n. I.codapar. P. RESENDE. H. FONSECA. M. 2002.6. 2001. C. LEITE. Agricultural and Forest Meteorology. 2005. p. J. LIPINSKI. REIS. OLIVEIRA NETO. MELO. 2008 (Circular técnica) . mai/ago. J. MAROUELLI. maio 2007.1 . 18-27. p. A. 2005. 135 (1-4). S.. Horticultura Brasileira.. G. A. W. GAVIOLA. através da Resolução MERCOSUL/GMC/RES nº 100/94. Regulamento Técnico MERCOSUL de Identidade e qualidade da Cebola. B.. OLIVEIRA.pdf>. F. M. Produção de sementes de cebola em condições tropicais e subtropicais. MAARA.9. Circular Técnica. M. F. A. Cobriza INTA.. MELO. R. A. 37).. MARQUES. FERNANDES. D. DIAS JUNIOR. G. DF: Embrapa Hortaliças. 2002.. M. A. Disponível em: <http://ainfo. de N. PB. M..cnptia. É. gov.pr.Vol. SILVA. n. 17 p. S. J. Irrigação da cultura da cebola. Brasília. E. Acesso em: 12 dez. V.256-261. CURI. F.1 . FARIA. D. C. Acesso em: 12 jan.No. Lavras: UFLA/FAEPE.. v. Effect of plant density on yield of onions cv. S. C. Jul. 134p. GAVIOLA.. Crop coefficient for irrigated beans derived using three reference evaporation methods. 2012. M. B. D. LIMA. de. 2012. 29.. Petrolina: Embrapa Semiárido.. BOITEUX. L. C. SILVA. N. R. M. B.M. M.. P. J. 3 . COSTA. L.. E...embrapa. L.C.. v. BISPO. 2.. ARRUDA. FAQUIN. (ESALQ/USP-Departamento de Produção Vegetal) MENDES. S.. Melhoramento genético de cebola para as condições tropicais e subtropicais do Brasil.. 2009. A. OLIVEIRA. de 18 de Agosto de 1995. SAKAI. B.pp. 75 Agrícola e Ambiental. C. 135-143. n. J.. COSTA. B. SANTOS. Campina Grande. M. Solo no contexto ambiental.62. MEDEIROS. Agricultura Técnica. V. V.

SANTOS. ARAGÃO. G. H. ANGELOCCI. J. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA. M. p.. Brazil. Comparação entre métodos de estimativa da evapotranspiração de referência na região norte da Bahia. I. Cadernos de Saúde Pública.104–109. YANAI.. 2010. G. p. W. Horticultura Brasileira Suplemento CD. .6. PB. LEITÃO. ESALQ. PINAMONTI. OLIVEIRA. 2004. REGHIN. M. M. PORTO-GONÇALVES. SANTOS. MOREIRA. A.23. Y. R. ACM Symposium Series. C de. L. J. C. Pesticidas no perfil de solos em áreas de plantação de cebolas em Ituporanga. J. S. 148–239. A.. J. nutritional status and performance of grapevine. DALL’IGNA DEOSN. V. Y. 2004. RANDLE. I. 461p. SC. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambienta. Compost mulch effects on soil fertility. BISPO. SENTELHAS. Efeito da densidade de plantas no rendimento de bulbos com diferentes cultivares de cebola. J. F.S612- S621. 2006. p. A.2. A globalização da natureza e a natureza da globalização. 44.. Rio de Janeiro: Civilização brasileira. OTTO.5. v. S. MARTINS. SP. V. v.. S. J.. n.]. da. B.. W. Nutrient Cycling in Agroeco-systems 51. 2007. R. RAMOS. Revista Brasileira de Agricultura Irrigada v... 2007. C.. Health. R. P de. 2004. PINHEIRO. 2011. R. 1997. CORRÊA.. 22.. dos.. F..C. R. Desempenho e pungência de genótipos de cebola na região do Submédio São Francisco. S. H. 41-42. Exposição dérmica do aplicador de agrotóxicos na cultura da uva... O. P. M. M. Campo Grande. v. PEREIRA. KANNO. p. A. K. Campina Grande.l. C.. C. M. A. R. M. S. 660. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. P. M. ALMEIDA. SILVA. com diferentes pulverizadores.533–538. v. S... MAZIERO. Meteorologia agrícola (edição revista e ampliada). 2002. USP. PERES.4. F. C.175-179. n. and pesticide use in a farming area in Rio de Janeiro State. M. 76 OLIVEIRA. MORAES.15. C... M. JACOBY.. environment. F. v. MURA. SEVERINO. Onion flavor chemistry and factors influencing flavor intensity. 1998. p. C. R. Piracicaba. RAMOS.. P. F. MORGANO. [S. de. OLINIK. R.

.2010-2011. R. MANTOVANI. A. SANTOS. M. 85-92. B. CONGRESSO BRASILEIRO DE OLERICULTURA. Contrasting effects of roots and mulch from three agroforestry tree species on yields of alley cropped maize. A. p. SAHA. de C.. G. Growth and production of onion crop (Allium cepa L. F. Agric. D. P de. 2010. V.. Tokyo. Cebola: produção e mercado nacional. SAHA. Versão eletrônica. Cultivo da Cebola no Nordeste. Anais. LIMA. 77–89. SANTOS. A.. Production and quality of the onion crop (Allium cepa L. de O. R. Viçosa: UFV.. Nov. Semiárido brasileiro: pesquisa. B. C. G. SANTOS.. 1994. CARVALHO. desenvolvimento e inovação. F. DOMÍNGUEZ-PADILLA.. (Sistemas de produção 3). I. S. CORTES. 1995. SANTA OLALLA.. Manual de irrigação. G. OLIVEIRA. K. GRANGEIRO. J. v. KHAN. VALERO. 2007. SOUZA. A. L. n. F.. 1997. SCHMITT. A. SALASSIER. M. SOUZA. M. p.. [S. F. 268-274. v. 2010.. European Journal of Agronomy. SLVA. M. 402 p. COSTA. 2004. M. 77 RESENDE. M. Agriculture. Ecosystems e Environment. OLIVEIRA. J. N. A.. p. G. 41.. R. 54. de. SANTA OLALLA. n. SANTOS. Yield and water use of onion under different irrigation schedules in Bangladesh.. Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina . M. 625 p.. LEHMANN. D. Petrolina: Semiárido. 4. v. S.) under different irrigation scheduling. D. C.1. E. P. SOARES. Y. Japanese Journal of Tropical Agriculture . R. F. 2012. HAIDER.. M. R. ed. N. .3. J. SCHROTH. de A. 68. Petrolina: Embrapa Semi-Árido. M. R. 2004. BISPO. Salvador. G. SÁ. l]: Embrapa Semiárido. B. R. Santa Catarina. SC. Water Manage.) cultivated under deficit irrigation conditions in a semi-arid climate. 2006.. N. B. C. R. S. C.. 89-101. de. U. A. J. R. I. Córdoba. SANTOS. LEITÃO. J. 52.. 8. COSTA. J. C.. Evapotranspiração e coeficientes de cultura para as diferentes fases fenológicas da cebola. Avaliação do teor de ácido pirúvico em genótipos de cebola no Nordeste do Brasil.. BA. C. V. C. LÓPEZ.

FEIBERT. 2012. Disponível em: <http://www. G.ba. G. Plant population and nitrogen fertilization for subsurface drip irrigated onion.. H. p. R. 2000.301-304. Irrigation criteria for drip-irrigated onions. R. Cultura da cebola.. 63..S. SEI. v. and Drainage Eng. G. 1998. M. 118: 877 – 980. p.gov. R.63-66. F. C. Agrochemicals and human health: contributions of healthcare professionals.1722–1727. V. SOUZA.br/paginas/sistemas_producao/cultivo_da_cebola/prepar .php?option=com_content&view=article&id=76&Itemi d=110>. C.br/index. L.39. L. Response to red: far-red ratio and cycle lighting. WRIGHT. Hortic. W. N. v. p. GRANGEIRO.. 1992. J. COSTA. 2004.9.. n. Journal Agricultural Food Chemistry. 115 p. B. p. Lavras: UFLA. p. Y... A. Enzimatic development of pyruvic acid as a measure of pungency. SANTOS. Revista da Escola de Enfermagem da USP. L. SOUZA. Acesso em: 12 dez. 78 SCHWIMMER.sei. F. 1188–1191. The photoperiodic regulation of bulbing in onion. E. 1987. fev.42. SAUNDER.. 33. L. v. ______. S. N. SANTOS.573-579. A. Petrolina: Embrapa semiárido. D. Horticultura brasileira. 2002. 1961. v. SILVA. 3. Onion yield and quality as affected by soil water potential as irrigation threshold. S. S. Avaliação de genótipos de cebola no semiárido nordestino.21. J. M. 2008. NUNES. H. C. Journal of Horticultural Science. RESENDE. SIQUEIRA. 2010.. v. WESTON W. G. J. B. III.. 2008. D. O. L.35. Semiárido brasileiro: pesquisa desenvolvimento e inovação. SHOCK. 379-389. Disponível em: <http://www. SNYDER. Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. RESENDE. ______.embrapa. Texto Acadêmico. C. C. p. 26:097-101. MADEIRA. Equation for evaporation pan to evapotranspiration conversions. KRUSE. Journal Irrig.cnph. HortScience. HortScience. Sci. SOBEIH. R. Preparo do solo.. J. M.. SOUZA. n. Ashford..

D'ANTONIO. PIKE. VIDIGAL. 2011. D. D. SOUZA. Horticultura Brasileira. 1996. n. Recife. SANTOS. A. M. K. 79 o_do_solo. LESKOVAR. WOLFF. DOBSON. S. A. 46).15. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Lavras : UFLA. p. SCHINDLER. VILAS BOAS. PICULLI.. SIMBERLOFF. PEREIRA. Desempenho de cultivares de cebola em função do manejo da irrigação por gotejamento. Planting arrangement and density of transplants influence sweet spanish onion yields and bulb size.. CROSBY. Minas Gerais. G. R. 31. B. W. The bulbing response do day length and temperatures of some Australian cultivars of onion. SWACKHAMER. PR. 2010. Produtividade de cebola em cultivo orgânico utilizando composto à base de dejetos de suínos. D. Versão digital 2. L. Manejo e viabilidade econômica da irrigação por gotejamento na cultura da cebola. 511-518. Amsterdam.n. p. VAREJÃO-SILVA. VIEIRA. PACHECO. : il. .. FARGIONE. HortScience. L.htm>. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. growth environment. 281-284. Acesso em: 12 dez. G. R. 144-149. 2001. P. VILAS BOAS. n. D. R. Scientia Horticulturae. D. Science. W. M.v. R. C. J. F. 18/01. 7.1129– 1130. N. 2013. Forecasting agriculturally driven global environmental change. Differences in onion pungency due to cultivars. 2006. PEDROSA. 2009. T.. R. A. R. 114 p. C. STEER. M. CONSONI. v. v... SEDIYAMA... M. R. 110..31. M. P. Belo Horizonte: [s. and bulb sizes. B.. D. PE. VIDIGAL. SCHLESINGER. PEREIRA.. C.. Meteorologia e climatologia.. 2010. J.. 286 p. East Melbourne. 2002.. STOFELLA. J. Cidade Gaúcha.J.. H. (Informe Agropecuário. p. K. M.. Nutrição mineral e adubação da cebola. Australian Journal of Agricultural Research.. Meteorologia e climatologia agrícola (notas de aula)... JONES. 2. Março/2006. p. M.. p. 292. M. R. HOWARTH.. S. TILMAN.117-124. D.]. v. 1980. 28: 168-173. SUN YOO.

F. A. de. WADE. PADMORE. van der. M. Sistemas de cultivo e métodos de implantação de cebola no verão.. Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária. The impact of pesticide use on groundwater in North Carolina. VINNE.. 2012. VINCENZO. YORK.27. M. v. J. v. Campus Jaboticabal. 80 VILAS BOAS.. K. E. .. J. 1998. A. p.. MOREY. H.1018-1026. Desempenho de cultivares de cenoura em função da água no solo. p. 60 f : Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal). Journal of Environmental Quality. J. TESSARIOLI NETO. R. Scientia Agricola 60: p. C. 65-69. V. São Paulo. Onion seedling production in styrofoam trays under controlled environment. C. SOUZA. 2006. 2003. J. as summer-planted onions. C.514-520. Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”.16. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. M. R. RUDO. 2006.

Fonte: Laboratório de Análises de Solo. 5.05 6. Extrato Sat.O. DETERMINAÇÕES AMOSTRAS DE SOLO SIGLA DESCRIÇÕES UNIDADE A1 A2 EVP 1 EVP 2 M. . . Troca Cat cmolc/kg de TFSA 5.54 0.00 13.05 0.E.22 0. Sódio Trocável .33 2.00 2. Orgânica g/kg . - pH H2O 1:2.05 0.82 S (bases) Soma de Bases cmolc/kg de TFSA 3.55 C.25 .Tanque Evapotraspirométrico 2.82 1.58 1. .05 0.00 3 Cu Cobre mg/dm . - 3 Mn Manganês mg/dm .40 0.02 0.20 0.00 42. e EVP 2 .47 P Fósforo mg/kg 50. . .00 57.01 0.54 4.00 82.03 0.15 0.98 3. . Potencial cmolc/kg de TFSA 1.73 V Sat.00 0. Água e Calcário (UNEB/DTCS. . - A1 – Área que antecede os Tanques Evapotranspirométricos. 05/2011).00 78.00 4.00 1.65 0.71 1.80 5. Mat. Juazeiro/BA.00 K Potássio cmolc/kg de TFSA 0. EVP 1 – Tanque Evapotraspirométrico 1.31 2.14 2.49 0.Na+/T Sat.00 67.98 0.00 Na Sódio cmolc/kg de TFSA 0.01 Ca Cálcio cmolc/kg de TFSA 2.60 7. por Alumínio (%) 1.27 m Sat. A2 – Área que sucede os Tanques Evapotranspirométricos. .02 0.70 0.85 3.00 0. - 3 Fe Ferro mg/dm . 81 8.91 T Cap.89 Mg Magnésio cmolc/kg de TFSA 1.48 1.72 3. ANEXOS ANEXO A Resultados da análise do solo do Sistema de Cultivo Convencional.01 Al Alumínio cmolc/kg de TFSA 0. .01 0.05 H+Al Ac. 0. . - 3 Zn Zinco mg/dm . dS/m 0. Bases % 77. .00 100.

P2O5 e K2O).16 a 0. Teor no solo Plantio Cobertura -1 --------------------------------------------kg ha ------------------------------- ---------------Nitrogênio (N)---------------- Não considerada 30 120 ---------------Fósforo (P2O5) ---------------- mg dm-3 de P <6 180 - 6 a 12 135 - 13 a 25 90 - > 25 45 - ---------------Potássio (K2O) ---------------- -3 cmol.dm de K < 0. 2008). 45 Fonte: Recomendações de Adubação para o Estado de Pernambuco (IPA.15 45 90 0.08 a 0. 82 ANEXO B Recomendação de adubação para cebola (doses de N.08 45 135 0.30 45 45 > 0. .30 .

001 Fe % peso 1.02 Al % peso 0.O.7 Mg % peso 5. g/kg - pH .0 Ca % peso 4. - Sílica % peso 67 Silício % peso 31 Tungstênio % peso < 1. SIGLA UNIDADE Amostra 01 M.1 Na % peso 0.003 Fonte: CTQ Análises Químicas Ambientais S/S Ltda (01/2013).042 Zn % peso 0. . 83 ANEXO C Composição química de alguns elementos no pó de rocha.4 Mn % peso 0.44 Cu % peso 0.

60 0. Orgânica g/kg 4. Extrato Sat.70 Zn Zinco mg/dm3 20.00 94.00 100.17 pH H2O 1:2.08 Al Alumínio cmolc/dm3 0.22 0.38 P Fósforo mg/dm3 140.01 0.71 5.60 0.55 4.71 5.31 0.80 1. A1 – Área que antecede os Tanques Evapotranspirométricos. Mat.80 1.20 77. 09/2012).00 Cu Cobre mg/dm3 1.0 3.E.00 H+Al Ac.25 K Potássio cmolc/dm3 0.00 Mn Manganês mg/dm3 44.0 3.00 C. dS/m 1.59 7.43 0. Potencial cmolc/dm3 0.90 40. Bases % 100.00 100.80 37.00 33.20 EVP 1 – Tanque Evapotraspirométrico 1.87 84.9 2.73 3.48 Ca Cálcio cmolc/dm3 4.70 0.50 Fe Ferro mg/dm3 72.59 5. DETERMINAÇÕES AMOSTRAS DE SOLO SIGLA DESCRIÇÕES UNIDADE 1 2 3 4 M.06 CTC Cap.00 9. EVP 2 .25 . Troca Cat cmolc/dm3 6.73 3.00 36. .28 0.06 V Sat.40 93.21 0.50 Na Sódio cmolc/dm3 0.00 110.14 27.10 9.10 0.31 4.Tanque Evapotraspirométrico 2.00 0.O.00 100.31 4.64 7.00 0.37 0.40 0.00 0.00 0.00 S (bases) Soma de Bases cmolc/dm3 6. 7.03 7. Fonte: Laboratório de análises de solo e tecido vegetal (EMBRAPA/CPATSA. e A2 – Área que sucede os Tanques Evapotranspirométricos.00 0.24 2.0 Mg Magnésio cmolc/dm3 1.00 0. 84 ANEXO D Resultados das análises do solo após a ceifa e aplicação do pó de rocha (SCO).60 0.

85 ANEXO E Composição química do biofertilizante.00 67.39 0.00 7.00 1.29 0.30 0.93 4.00 16. .62 Fonte: Laboratório de análises de solo e tecido vegetal (EMBRAPA/CPATSA.15 0.23 57.37 0. Identificação N P K Ca Mg S B Cu Fe Mn Zn Na Biofertilizante 0. 05/2013).

. Carbono orgânico % 35.0 Umid Umidade % 20. Troca Cat cmolc/dm3 350.0 CTC Cap. Feira de Santana/BA. DETERMINAÇÕES SIGLA DESCRIÇÕES UNIDADE COMPOSIÇÃO N Nitrogênio % 5. Org. Troca Cat/Carbono .0 pH H2O 1:2.0 Fonte: Fertilizante Torta de Mamona Biotorta. 86 ANEXO F Composição química da torta de mamona.0 C. 10.0 CTC/C Cap. 6.25 . (2012).