2016 

RETENÇÕES DE TRIBUTOS E CONTRIBUIÇÕES
IRRF – PIS – COFINS – CSLL – INSS – ISS – Funrural 
 

IN RFB 1.500/2014 – Lei 13.137/2015 
Retenções de Tributos e Contribuições 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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(Leis de nºs. 9.609 e 9.610 de 1998, combinadas com o art. 184 do
Código Penal)
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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Índices

Índices ................................................................................................................................................... 3 

Revisão em Retenções ........................................................................................................................ 8 

Visão Geral em Retenções .................................................................................................................... 8 
Principais Novidades e Ações de Interesse na Inteligência Fiscal ........................................................ 9 
Sobre a EFD Reinf – Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações ................................... 9 
Dicas para Parâmetros em Cadastro de Prestadores.......................................................................... 11 
1.  Elementos Cadastrais – Pessoas Físicas: ............................................................. 11 
2.  Elementos Cadastrais – Pessoas Jurídicas: .......................................................... 12 
Principais Fluxos em Retenções .......................................................................................................... 14 

Algumas Disposições e Princípios Legais ...................................................................................... 15 

Princípios Constitucionais Tributários. ................................................................................................. 15 
Tributos Federais - Conceitos e Definições Gerais. ............................................................................. 16 
Crédito Tributário.................................................................................................................................. 17 
Fato Gerador – Momento da Retenção................................................................................................ 18 
1.  Imposto de Renda. ................................................................................................. 18 
2.  Contribuições Sociais: ............................................................................................ 21 
Disposições Especiais sobre o Imposto de Renda. ............................................................................. 23 
1.  A Retenção – Obrigação de Recolhimento. ........................................................... 23 
2.  Ônus Assumido pela Fonte Pagadora. ................................................................... 25 
3.  A Dispensa da Retenção. ....................................................................................... 28 
4  Recolhimento. ......................................................................................................... 29 
5.  Desconto ou Pagamento Indevido ou a Maior........................................................ 30 
6.  Códigos de Recolhimento....................................................................................... 31 

IRRF - Tributação das Pessoas Físicas – Domiciliadas no Brasil. ................................................ 32 

Contribuintes. ....................................................................................................................................... 32 
Incidência. ............................................................................................................................................ 32 
Tabela Progressiva. ............................................................................................................................. 33 
1.  IRRF - Períodos ...................................................................................................... 33 
2.  Tabela de Incidência do IRRF – PLR Anual ........................................................... 34 

3.  Tabela de Incidência do INSS ................................................................................ 35 
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Rendimentos Isentos............................................................................................................................ 35 
Rendimentos Tributáveis...................................................................................................................... 38 
1.  Rendimentos do Trabalho Assalariado................................................................... 40 
2.  Rendimentos de Autônomos. ................................................................................. 43 
3  Reembolso de Despesas........................................................................................ 44 
4  Outros Serviços. ..................................................................................................... 45 
5  Outros Rendimentos Tributáveis da Pessoa Física................................................ 46 
Formação da Base Tributável - Deduções ........................................................................................... 47 
1  Contribuição Previdenciária - Art. 86 a 89 da IN RFB nº 1.500/2014 ..................... 48 
2  Dependentes - . Art. 90 da IN RFB nº 1.500/2014 ................................................. 49 
3.  Pensão Alimentícia - Art. 101 a 103 da IN RFB nº 1.500/2014. ............................. 52 
4  Deduções no Recebimento de Alugueis................................................................. 54 
5  Gastos Necessários na Percepção do Rendimento. .............................................. 55 
Multas e Vantagens por Rescisão de Contratos. ................................................................................. 56 
Rendimentos do Trabalho - Decorrente de Decisão da Justiça do Trabalho ....................................... 56 
Rendimentos do Trabalho – Recebidos Acumulados .......................................................................... 57 

IRRF - Tributação das Pessoas Jurídicas - Domiciliadas no Brasil. ............................................. 59 

Serviços Prestados por Cooperativas de Trabalho. ............................................................................. 59 
Serviços Prestados por Pessoas Jurídicas. ......................................................................................... 59 
1  Lista de Serviços – Art. 647 do RIR 99................................................................... 59 
2.  Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança, Vigilância e Locação de Mão-de-
obra. 61 
3.  Comissões, Corretagens, Propaganda e Publicidade. ........................................... 62 
Multas e Vantagens por Rescisão de Contratos – Pessoas Jurídicas. ................................................ 62 

IRRF - Outras Operações................................................................................................................... 63 

Aplicações Financeiras. ....................................................................................................................... 63 
1  Renda Fixa. ............................................................................................................ 64 
2  Fundos de Investimentos........................................................................................ 64 
3  Renda Variável. ...................................................................................................... 64 
Prêmios e Sorteios em Geral. .............................................................................................................. 65 
1.  Prêmios em Dinheiro. ............................................................................................. 65 
2.  Prêmios em Bens e Serviços.................................................................................. 65 

3.  Títulos de Capitalização. ........................................................................................ 66 
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Rendimentos Auferidos por Domiciliados no Exterior. ......................................................................... 66 
1  Alíquotas. ................................................................................................................ 67 
2  Casos em que se Aplicam ...................................................................................... 67 
3  Relação de Países em o Brasil Mantêm Acordo: ................................................... 68 
4  Trabalho Assalariado no Exterior. .......................................................................... 68 

Retenção das Contribuições Sociais ............................................................................................... 69 

Casos em Que se Aplicam as Retenções das Contribuições Sociais ................................................. 69 
Alguns Conceitos de Serviços.............................................................................................................. 70 
Fato Gerador. ....................................................................................................................................... 70 
Dispensa de Retenção. ........................................................................................................................ 71 
1  Regra Geral ............................................................................................................ 71 
2  Dispensa de Retenção, para as operações realizadas até 21.06.2015 ................. 71 
3  Novas Regras a Partir de 22.06.2015 (Lei nº 13.137/2015) ................................... 72 
Situações Especiais em Relação às Empresas. .................................................................................. 72 
1  Empresas Dispensadas de Realizar as Retenções ................................................ 72 
2  Empresas Dispensadas de Sofrer as Retenções ................................................... 73 
Alíquotas 75 
1  Regra Geral ............................................................................................................ 75 
2  Pessoa Jurídica Amparada Por Medida Judicial .................................................... 75 
Procedimentos na Emissão da Nota Fiscal.......................................................................................... 75 
Periodicidade e Forma de Recolhimento ............................................................................................. 77 
1  Periodicidade e Novos Prazos de Recolhimento.................................................... 77 
2  Forma de Recolhimento ......................................................................................... 77 
Retenções – Art. 3º da Lei nº. 10.485 de 2002 – Breve Relato. .......................................................... 78 
Prestação de Informações na DIRF e Informe de Rendimentos .......................................................... 78 

Retenções Efetuadas pelas Entidades Federais ............................................................................. 79 

1.  Breve Relato ......................................................................................................................... 79 
1.2  Tabelas a Utilizar .................................................................................................... 80 
2  Condições e Detalhes a Observar ........................................................................................ 83 
2.1  Não Alcance de Retenções .................................................................................... 83 
2.2  Produtos Desonerados ou Monofásicos (PIS/Cofins) ............................................ 84 
2.4  Tratamento dos Valores Retidos ............................................................................ 85 

2.5  Operações e Regras Especiais .............................................................................. 85 
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Sobre o ISS – LC nº. 116. de 2003 ..................................................................................................... 87 

Cálculo da Retenção do ISS. ............................................................................................................... 87 
1  Considerações, Conceitos e Definições ................................................................. 87 

Cálculo da Retenção do INSS ........................................................................................................... 95 

Visão Geral........................................................................................................................................... 95 
Prestadores de Serviços – Pessoas Físicas ........................................................................................ 95 
1  Conceitos e Definições ........................................................................................... 95 
2.  Alíquotas – Retenção e Patronal, ........................................................................... 98 
3  Fato Gerador da Retenção do INSS..................................................................... 100 
4  Formação de Bases de Cálculo............................................................................ 100 
5  Validações, Cálculos e Obrigações ...................................................................... 102 
6  Recolhimento e Demais Ações............................................................................. 102 
Prestadores de Serviço – Pessoas Jurídicas ..................................................................................... 103 
1  Considerações e Conceitos .................................................................................. 103 
1.1  Considerações Iniciais .......................................................................................... 103 
1.2  Conceito de Cessão de Mão-de-Obra .................................................................. 103 
1.3  Conceito de Empreitada ....................................................................................... 104 
2.  Relação de Serviços ............................................................................................. 104 
2.1  Serviços Enquadrados como Cessão de Mão-de-Obra ....................................... 104 
2.2  Serviços Enquadrados como Cessão de Mão-de-Obra ou Empreitada ............... 107 
2.3  Serviços que não se aplica a Retenção ............................................................... 108 
3  Condições nas Retenções .................................................................................... 109 
3.1  Aplicação de Alíquotas ......................................................................................... 109 
3.2  Dispensa da Retenção ......................................................................................... 110 
3.3  Outras Situações em Retenções do INSS............................................................ 111 
3.4  Presunção da Retenção ....................................................................................... 111 
3.5  Destaque da Retenção ......................................................................................... 111 
3.6  Recolhimento da Retenção .................................................................................. 112 
3.7  Outras Obrigações da Empresa Contratante ....................................................... 113 
4  Formação da Base de Cálculo da Retenção ........................................................ 114 
5  Validações, Cálculos e Obrigações ...................................................................... 116 
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Cálculo de Retenção do Funrural ................................................................................................... 117 

Visão Geral......................................................................................................................................... 117 
1.  Considerações Iniciais .......................................................................................... 117 
2.  Casos em que Aplica ............................................................................................ 117 
3.  Fato Gerador do Funrural ..................................................................................... 118 
4.  Contribuintes......................................................................................................... 118 
5.  Responsável Tributário ......................................................................................... 118 
6.  Notas Fiscais – Produtores Rurais ....................................................................... 118 
7.  Base de Cálculo da Contribuição ......................................................................... 120 
8.  Alíquota Aplicável ................................................................................................. 120 
9.  Contabilização. ..................................................................................................... 120 
Validações, Cálculos e Obrigações Acessórias. ................................................................................ 120 
1.  Validações em Parâmetros................................................................................... 120 
2.  Formação da Base Tributável............................................................................... 121 
3.  Cálculos e Recolhimento ...................................................................................... 121 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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Revisão em Retenções

Visão Geral em Retenções

As empresas cumprem um papel fundamental para a administração
tributária, tanto no que se refere ao pagamento de seus tributos (obrigação)
quanto na retenção de valores de outros contribuintes (responsabilidade) e a
prestação de informações ao fisco.
Observamos ainda, que em tese, compete a fonte pagadora no
recolhimento dos tributos, mesmo que não o tenham retido e é neste ponto é
que reside a necessidade de uma maior análise das situações relacionadas com
a “responsabilidade da fonte pagadora”, visto que a interpretação parcial de
algumas normas resultaram em transtornos administrativos e financeiros.

a) Administrativos: tais como:
 Recusa da retenção pelo prestador;
 Malha Fina da SRF X Declaração de Rendimentos da PF;
 Não Homologação de PER/DCOMP e Pendências Diversas na SRF.

b) Financeiros: tais como:
 Assumissão de ônus pela fonte pagadora;
 Multas de Ofício em 75%.
Observamos que não se trata de uma ato simples, visto que as
informações prestadas devem refletir a realidade dos fatos relacionados com a
aplicação das normas tributárias, assim entendido como a segregação dos
rendimentos conforme a espécie, a aplicação das deduções cabíveis e o
recolhimento das importâncias nos prazos devidos.
Outro ponto a ser observado reside quanto ao fato do cruzamento das
informações entre as outras de pleno conhecimento do fisco e o desencontro
poderá resultar em pendências com transtornos para ambas as partes
(prestadores, beneficiários e fontes pagadoras).
Lembramos que o processo tributário inicia-se pela retenção, mas
somente se encerra pela decadência ou prescrição, definidos no CTN – Código
Tributário Nacional, artigos 173 e 174, embora que não se aplica tais regras
quanto ao “dever” de recolhimento de importâncias retidas, cuja ausência implica
em crime contra a ordem tributária.

Observamos que em relação a esse tema, a RFB – Federal do Brasil, por
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meio da Instrução Normativa nº 1.500 de 2014 regulamentou alguns pontos
obscuro no que se refere a retenções e novas hipoteses de abrangência ou de
desconsiderações na base tributável.
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Principais Novidades e Ações de Interesse na Inteligência Fiscal

É sabido que o projeto SPED tem como principal meta a convergência de
todas as informações de interesse das administrações tributárias em uma única
base, a ser utilizada pelos gestores em suas ações de validação ou
direcionamento de processos de fiscalização.
Em regra tais metas não são novas, pois decorrem da IN SRF nº 65 de
1993, ao instituir a obrigatoriedade de apresentação dos arquivos magnéticos
aos Auditores Fiscais, com suas alterações até a IN 86 de 2001 (Manad).
Em 2007, o advento do SPED veio a inovar este processo, alcançando
outras administrações tributárias (União, Estados, Municípios) tanto nas
condições de usuários, quanto no compartilhamento dos dados entre as
administrações.
Desta forma, o SPED em suas vertentes, resultam nas chamadas
escriturações digitais (ECD, ECF, EFD ICMS/IPI, EFD Contribuições, E-social) e
recentemente na EFD Reinf

Sobre a EFD Reinf – Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações

Até o presente momento ainda não foi publicada a instrução normativa
para a instituição oficial desta nova obrigação acessória, conforme informações
extraídas no site da RFB.
A Escrituração Fiscal Digital das Retenções e Informações da
Contribuição Previdenciária Substituída (EFD-Reinf) é o mais recente módulo do
Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e está sendo construída em
complemento ao Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais,
Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).
A EFD-Reinf abarca todas as retenções do contribuinte sem relação com o
trabalho, bem como as informações sobre a receita bruta para a apuração das
contribuições previdenciárias substituídas. A nova escrituração substituirá as
informações contidas em outras obrigações acessórias, tais como o módulo da
EFD-Contribuições que apura a Contribuição Previdenciária sobre a Receita
Bruta (CPRB).
Esta escrituração está modularizada por eventos de informações,
contemplando a possibilidade de múltiplas transmissões em períodos distintos,
de acordo com a obrigatoriedade legal.

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Dentre as informações prestadas através da EFD-Reinf, destacam-se
aquelas associadas:

a) Aos serviços tomados/prestados mediante cessão de mão de obra ou
empreitada:
 Enquadrados como Cessão de Mão de Obra - definidos no art. 118
da IN RFB nº 971/2009:
 Serviços Enquadrados como Cessão de Mão-de-Obra ou
Empreitada – definidos no art. 117 da IN RFB nº 971/2009:

b) Às retenções na fonte (IR, CSLL, COFINS, PIS/PASEP) incidentes sobre
os pagamentos diversos efetuados a pessoas físicas e jurídicas;

c) Aos recursos recebidos por / repassados para associação desportiva que
mantenha equipe de futebol profissional;

d) À comercialização da produção e à apuração da contribuição
previdenciária substituída pelas agroindústrias e demais produtores rurais
pessoa jurídica;

e) Às empresas que se sujeitam à CPRB (cf. Lei 12.546/2011);

f) Às entidades promotoras de evento que envolva associação desportiva
que mantenha clube de futebol profissional.
A liberação antecipada do Leiaute EFD-Reinf em versão beta, associada a
regular liberação de versões melhoradas, cumpre dois grandes desideratos
(aspirações ou metas):

a) Fomenta a construção coletiva que caracteriza o SPED;

b) Oportuniza a preparação gradual das empresas para adaptação de seus
sistemas à nova obrigação acessória.
Ainda estamos aguardando definições quanto aos prazos, tomando por
base nas regras de validação, leiaute e tabelas, optamos por destacar as
situações especificas no transcorrer deste trabalho, quer sejam nas condições
em que a fonte pagadora fica responsável pela análise e aplicação das regras
fiscais (identificação, retenções, recolhimento), bem como nas demais
obrigações acessórias (DCTF, DIRF) e agora nos destaques para a EFD Reinf.
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Dicas para Parâmetros em Cadastro de Prestadores

É de pleno conhecimento de que o momento da aplicação das retenções,
vários elementos são desconhecidos pelos profissionais e estas informações já
deveriam ser objeto de destaque no início da operação, quer sejam com
pessoas físicas, quanto pessoas jurídicas. As empresas devem ser cuidadosas
no momento de estabelecer os controles, visto que alguns são necessários na
determinação do fato gerador, bem como na aplicação de aliquotas, ou
eventuais redutores na formação das bases.

1. Elementos Cadastrais – Pessoas Físicas:

a) Identificação do Prestador:
 Nome;
 Documentos (RG, Passaporte, Registro Profissinal)
 Qualificação Profissional;
 Dependentes;
 Endereço;
 Telefone, e-mail, e outros.

b) Situações Tributárias Atribuídas:
 Inscrições CPF:
 Inscrição Previdência;
 Inscrição Municipal;
 Cadastro de Prestadores no Local da Execução ou do Tomador.

c) Especificação dos Serviços Prestados:
 Tipo e classificação;
 Elementos necessários na prestação;
 Grau de risco e periculosidade;

d) Destaque e Responsabilidade de Retenções Sofridas:
 Retenções de INSS;
 Retenção de IRRF (se prestados a filiais).
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e) Dispensa de Retenções ou Não Composição de bases:
 Destaque de valores necessários a prestação de serviços;
 Especificação e composição de valores;
 Outras situações ou decisões favoráveis;
 Compensações diretas de retenções - base em decisões favoráveis.

f) Outras Situações:
 Termos de assumissão de retenções, nos casos de dispensa expressa
em lei (valores inferiores a R$ 10,00, retenções acima do devido);
 Cópias e indicação de condições de expressa dispensa de documento
fiscal em relação ao ISS;
 Termos de assumissão de caráter de eventualidade nos casos
especiais;
 Dados bancários (forma de recebimento, conta, depósito, cheque);
 Decisões, consultas tributárias, soluções de divergência e outros
elementos jurídicos favoráveis ao contribuinte.

g) Controle de Prestadores de Serviços Mensais.

2. Elementos Cadastrais – Pessoas Jurídicas:

a) Identificação do Prestador:
 Razão Social e Nome fantasia;
 Endereço;
 Telefone, e-mail, e outros;
 Termo de Responsabilidade de “não vínculados PJ Prestadora X PJ
Tomadora de Serviços.

b) Situações Tributárias Atribuídas:
 Inscrições CNPJ;
 Inscrição de Estabelecimentos (obras) ;
 Inscrição Municipal;
 Cadastro de Prestadores (execução ou tomador);
 Termo de opção pelo Simples Nacional;
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 Indicação de normativo de eventuais dispensas de documentos fiscais;
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 Responsabilidade no cumprimento de recolhimento de verbas e
encargos trabalhistas (cessão ou empreitada).

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c) Especificação dos Serviços Prestados:
 Tipo e classificação;
 Elementos necessários na prestação;
 Grau de risco e periculosidade.

d) Dispensa de Retenções ou Não Composição de bases:
 Faixa do ISS se optante pelo simples nacional
 Destaque de valores necessários a prestação de serviços;
 Especificação e composição de valores;
 Outras situações ou decisões favoráveis;

e) Outras Situações:
 Termos de assumissão de retenções, nos casos de dispensa expressa
em lei (valores inferiores a R$ 10,00, retenções acima do devido);
 Cópias e indicação de condições de expressa dispensa de documento
fiscal em relação ao ISS;
 Termos de assumissão de caráter de eventualidade nos casos
especiais;
 Dados bancários (forma de recebimento, conta, depósito, cheque);
 Decisões, consultas tributárias, soluções de divergência e outros
elementos jurídicos favoráveis ao contribuinte.

f) Controle de Prestadores de Serviços Mensais.
 Finalidade de agrupamento de documentos fiscais;
 Limite de retenções em contribuições (PIS, Cofins, CSLL);
 limite de retenções em INSS (sócios).

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Principais Fluxos em Retenções

Como todo o processo, este se inicia pela seleção dos prestadores e
somente se encerra pela decadência tributária do prestador, visto que a
empressa assume o papel fundamental na retenção e recolhimento.
Temos observado que em alguns casos as empresas são envolvidas em
processos judiciais, visto que os prestadores deixam de cumprir com as
obrigações trabalhistas e previdenciárias (cessão de mão de obra, empreitada),
ou em casos mais extremos (grupos econômicos).

a) Inicio do Processo: em regra serão aplicados os cuidados básicos e
elementos para controle;

b) Adiantamento de Valores: trata de um item importante e deve ser
relacionado com ocorrência do fato gerador;

c) Controle e Execução: nos casos de serviços prestados em fases,
cabendo a profissinal técnico demonstrar o percentual de execução;

d) Controle pelo Prestador de Serviços: em várias situações o prestador
deixa de aproveitar as importâncias retidas nas suas próprias
contribuições ou impostos, isto decorre pela incerteza quanto ao
cumprimento ou exercício das obrigações acessórias pelas empresas
tomadoras de serviços.

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Algumas Disposições e Princípios Legais

Considerando que a empresa deverá aplicar corretamente as normas
tributárias e nem sempre os beneficiários dos rendimentos “aceitam” as
retenções dos tributos (impostos e contribuições), torna-se necessário
apresentar algumas considerações que julgamos importante neste processo.

Princípios Constitucionais Tributários.

Todas as ações exercidas pelas empresas, tanto na definição das verbas
que serão tributadas, quanto aos contribuintes são amparadas por princípios
constitucionais e conforme art. 153, III, da CF/1988, é da competência da União
instituir imposto sobre a renda e proventos qualquer natureza e o CTN –
Código Tributário Nacional em seu art. 43, incisos I e II, define a renda como
sendo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos. Os
proventos de qualquer natureza são definido como sendo os acréscimos
patrimoniais não compreendidos como renda.

a) Princípio da Generalidade: toda e qualquer forma de renda ou
provento deve ser tributada nos limites e condições da lei, ou seja, deve
alcançar por igual todo e qualquer aumento de patrimônio,
independentemente de sua fonte produtora, conforme CF 88, ART. 150.

b) Princípio da Universalidade: o tributo deverá ser cobrado de todos os
que auferirem renda, nos termos previstos em Lei, não havendo distinção
de nacionalidade, sexo, cor , religião profissão, alcançando assim a
totalidade do patrimônio do contribuinte, devendo abranger “todos”.

c) Princípio da Progressividade: a renda e os proventos serão graduados
por faixas, de forma que as alíquotas maiores venham a recair sobre as
faixas maiores e somente será eficiente se for atrelado aos anteriores
(generalidade e universalidade), visto que a alíquota progressiva irá recair
sobre a totalidade das rendas, independentemente do efetivo acréscimo
do patrimônio.
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Tributos Federais - Conceitos e Definições Gerais.

Temos observado que os contribuintes são prejudicados com pendências
na SRF, e em grande parte estes erros estão associados com a interpretação
parcial de alguns conceitos, sendo assim, comentaremos de forma prática, o que
facilitará a aplicação dos demais conceitos relacionados com o Imposto de
Renda Retido na Fonte.

a) Responsabilidade Tributária: conforme CTN, art. 128, a responsabilidade
será sempre do sujeito passivo ou nas hipóteses definidas em lei, quando
a pessoa jurídica assume a responsabilidade de reter e recolher IR (ou
INSS) sobre os serviços pagos por ela a beneficiários (PJ ou PF), bem
como a prestação de Informações.
 Retenções (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins) pelos Órgãos da Administração
Pública Federal (art. 64 da Lei nº 9.430/96);.
 Retenções (CLLL, PIS e Cofins) pelos tomadores de serviços
profissionais (art. 30 da Lei nº 10.833/03);
 Retenções (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins) pelas empresas públicas
federais, bem como as sociedades de economia mista e as sujeitas ao
SIAF (art. 34 da Lei nº 10.833/03);
 Retenções de PIS e de Cofins no setor de autopeças (art. 3º da lei nº.
10.485/02);
 Os valores retidos se sujeitam às mesmas regras quanto a prestação
de informações na DIRF e nos comprovantes de rendimentos.

b) Imposto: o art. 16 do CTN, o define como “tributo pago, cuja obrigação
tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade
estatal relativa ao contribuinte”, instituído e aplicado livremente nas
atividades estatais, como por exemplo o IRPJ, o IRPF, o IPI e o IOF.

Melhor definição é “imposto é Imposto por que foi Imposto”.

c) Contribuição: é o tributo pago em dinheiro, pelas pessoas designadas
na Lei (contribuintes), para a manutenção dos serviços públicos
adminstrados pelo Estado, ou seja, existe a necessidade específica, tais
como o de financiar a seguridade social (CSLL e Cofins), de custear o
programa de seguro-desemprego e abono anual (PIS) e outras (CPMF e
CIDE....).
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Crédito Tributário.

a) Lançamento: Uma vez constituído, o crédito tributário será lançado
(CTN, art. 147), sendo este lançamento efetuado com base na declaração
do sujeito passivo (DIRPF, DIPJ, DCTF) ou de terceiros (DIRF), quando
um outro presta informações a autoridade tributária sobre a matéria de
fato, indispensáveis para a sua efetivação, ou seja, não basta a fonte
pagadora aplicar a legislação no que se refere a retenção e ao
recolhimento do imposto, devendo esta também prestar informações na
DIRF, bem como promover a entrega dos respectivos informes de
rendimento.

b) Quitação do Crédito Tributário: uma vez lançado o crédito, o
contribuinte deverá promover a sua quitação, o que em regra implica em
“Extinção” ou “Suspensão” deste e a não quitação nos casos relacionados
com a responsabilidade tributária será considerada pelo Fisco como
apropriação indébita e o responsável como “Depositário Infiel”.

c) Extinção do Crédito Tributário: é qualquer ato ou fato que libera o devedor
da obrigação tributária, nas seguintes modalidades:
 Pagamento: em se tratando de IRRF, será mais correto como
recolhimento, em DARF (CTN art. 157 a 164);
 Compensação: encontro de contas de crédito tributários líquidos e
certos (CTN art. 170 e Novo Código Civil, art. 368), o que implica na
entrega da PER/DCOMP a partir de 01.10.2002;
Nota do Autor: Temos observado que apesar de tais compensações
serem previstas pela legislação vigente, o fisco tem retido os lotes de
restituições das pessoas físicas, sob a alegação de ausência de
recolhimentos pelas fontes pagadoras, sem qualquer embasamento legal
e o não recolhimento das importâncias retidas resulta em crime contra a
ordem tributária (Depositário Infiel).

 Decadência: direto de constituir crédito tributário extingue-se em 5
anos contados do primeiro dia do exercício seguinte ou da data em
que se tornar definitiva a decisão (CTN art. 173), entretanto em relação
a “retenções”, não se aplica tal disposto;
 Prescrição: Ação de cobrança prescreve em 5 anos contados da
sua constituição (CTN art. 174), também não se aplicando em relação
à responsabilidade tributária.
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 Outras: tais como Remissão (anistia) e Transação (cessão de créditos
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multiplos), sendo este vedado administrativamente pela IN SRF.

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d) Suspensão do Crédito Tributário: o art. 151 do CTN o define nas
seguintes situações:
 Moratória: ou parcelamento;
 Depósito do seu Montante: visa eximir o contribuinte de multa e juros;
 Reclamações e Recursos: contribuinte recorre nos contenciosos
administrativos.

Fato Gerador – Momento da Retenção

Uma das maiores dúvidas reside no momento em que deve ocorrer a
retenção do imposto de renda, cujas situações podem resultar em penalidades
de multas e em regra o CTN em seu art. 43, dispõe que O imposto, de
competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem
como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica.
Observe que o legislador apresenta duas condições vinculadas com a
fonte pagadora, ou seja, o registro contábil da obrigação (competência) ou o
efetivo pagamento (regime de caixa), entretanto as principais dúvidas decorrem
do fato do registro contábil pelo prestador de serviços como um direito a receber
do tomador de serviços, se ocorre ou não a disponibilidade jurídica,
caracterizando assim o fato gerador.
Apesar de tais conceitos serem abordados neste título, observamos que
do ato de emissão do documento fiscal até o reconhecimento desta obrigação,
os valores poderão sofrer alterações, sendo assim, entendemos que a
capacidade jurídica somente será plena no momento que o tomador registre a
obrigação de pagar em sua escrituração contábil.

1. Imposto de Renda.

No tópico anterior apresentamos uma situação geral, prevista no CTN,
entretanto temos que alertar que existem regras aplicáveis em relação aos
beneficiários dos rendimentos pessoas físicas ou jurídicas e outras específicas
em relação às espécies de rendimentos.

1.1 Beneficiários Pessoas Jurídicas:

Neste caso será aplicado os princípios do art. 43 do CTN, combinado com
o RIR 99, art. 647, 649, 651, 652.

Art. 43 (CTN). O imposto, de competência da União, sobre a
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renda e proventos de qualquer natureza tem como fato gerador a aquisição
da disponibilidade econômica ou jurídica.
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Art. 647 (RIR 99): Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à
alíquota de um e meio por cento, as importâncias pagas ou creditadas por
pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas, civis ou mercantis, pela
prestação de serviços caracterizadamente de natureza profissional.

a) Crédito Contábil (competência) ou Pagamento (caixa): nas situações de:
 Serviços Profissionais – art. 647;
 Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança, Vigilância e Locação
de Mão de Obra – art. 649;
 Mediação de Negócios, Propaganda e Publicidade – art. 651;
 Pagamentos a Cooperativas de Trabalho e de Associações
Profissionais ou Assemelhadas – art. 652.

b) Pagamentos Efetuados: Regime de Caixa, nas situações de:
 Fornecimento de bens e serviços a órgãos públicos, autarquias e
fundações da administração pública federal - art. 653 do RIR 99 e art.
64 da Lei nº. 9.430/96;
 Fornecimento de bens e serviços a entidades da administração pública
federal, tais como: empresas publicas; sociedade de economia mista e
demais entidades em que a União direta ou indiretamente detenha a
maioria do capital social com direito a voto, e que recebam recursos do
tesouro nacional e estejam sujeitas ao SIAF – art. 34 da Lei nº.
10.833/03.

c) A fonte pagadora é quem determinará o momento da retenção;

d) A data do documento será irrelevante, exceto em situações de “má fé” dos
contribuintes, que queiram se eximir de acréscimos moratórios;

e) Entende-se como “disponibilidade jurídica”, a data em que o “direito a
receber” da prestadora de serviços, seja reconhecido como “obrigação a
pagar” pela fonte pagadora;

f) O fato gerador será diário, entretanto o período de apuração será mensal,
ou seja, consolida-se as retenções efetuadas pela fonte pagadora em
códigos e efetua-se uma única quitação (DARF ou Compensação);

g) Adiantamentos de rendimentos: em se tratando de serviços a serem
prestados por pessoas jurídicas, a fonte deverá observar se no momento
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da transferência dos recursos o principal elemento ou seja “a prestação de
serviços” foi iniciadas, independentemente de percentual.
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1.2 Beneficiários Pessoas Físicas.

A partir da vigência da Lei nº. 7.713 de 1988, para as pessoas físicas, o
fato gerador será as importâncias recebidas.

Art. 2º O imposto de renda das pessoas físicas será devido
mensalmente, à medida que os rendimentos e ganhos de capital forem
percebidos.

O RIR 99, art. 38.
Parágrafo único. Os rendimentos serão tributados no mês em que
forem recebidos, considerado como tal o da entrega de recursos pela fonte
pagadora, mesmo mediante depósito em instituição financeira em favor do
beneficiário.

O art. 58 e 59 da IN RFB nº 1.500/2014:

Art. 58. O imposto deve ser retido por ocasião de cada pagamento e,
se houver mais de um pagamento pela mesma fonte pagadora, aplica-se a
alíquota correspondente à soma dos rendimentos pagos à pessoa física, no
mês, a qualquer título, compensando-se o imposto retido anteriormente.

Art. 59. O recolhimento do IRRF sobre quaisquer rendimentos deve
ser efetuado, de forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa
jurídica.

§ 1º A retenção do imposto deverá ser efetuada pela fonte pagadora,
matriz ou filial.

§ 2º No caso de pagamento de rendimentos, a mesma pessoa física,
no mesmo mês, por matriz e filial ou por mais de uma filial, o IRRF a ser
retido deverá ser calculado levando-se em conta o valor total dos
rendimentos acumulados, pagos no mês, por todos os estabelecimentos.

§ 3º As filiais deverão adotar mecanismos de controle para efetuarem
a retenção do IRRF pelo valor total dos rendimentos efetivamente recebidos
pelo empregado no mesmo mês, informando, tempestivamente, à matriz os
referidos valores pagos e retidos, para que a matriz proceda ao
recolhimento do imposto, no prazo legal.
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Pelo que percebemos, a responsabilidade é objetiva e o art. 620 do
RIR/99, dispõe sobre a tabela progressiva mensal, entretanto, temos que
observar que a Lei nº 7.713/88 dispõe em seu art. 2º “que o imposto de Renda
das Pessoas Físicas, incidirá mensalmente”, a medida em que os rendimentos
forem auferidos.

a) Considerar o mês de pagamento do rendimento e não o de competência;

b) Observar a especificação do rendimento;

c) Procedimentos especiais para rendimentos financeiros ou assemelhados;

d) Em se tratando de Juros sobre o Capital Próprio, o fato gerador será o
crédito individualizado;

e) Quando se tratar de rendimento sujeito ao ajuste, se ocorrer mais de um
pagamento pela mesma fonte pagadora ao mesmo benefíciário, mesmo
de de espécies diferentes, o imposto incidirá sobre a totalidade do
rendimento auferido no mês, situação em que será utilizado o código em
que auferir o maior rendimento;

f) Rendimentos recebidos cumulativamente: o imposto inciderá sobre o total,
no momento do pagamento

g) Rendimentos recebidos a título de férias: o imposto inciderá no
pagamento, sendo irrelevante o período de gozo;

h) Adiantamento de rendimentos: será dispensado a retenção nas
hipóteses de o rendimento ser pago integralmente no mês.

2. Contribuições Sociais:

Até 31.12.1996, a responsabilidade da fonte era restrita ao imposto de
renda, sendo esta alterada pela Lei nº. 9.430 de 1996, alcançando no primeiro
momento as operações com órgãos da administração pública federal e
posteriormente as demais situações, tais como empresas privadas (art. 30 da
Lei nº. 10.833 de 2003), fornecimento de autopeças (art. 3º da Lei nº. 10.485 de
2002).
As contribuições previstas neste tópico são a CSLL – Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido, o PIS – Programa de Integração Social e a Cofins –
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Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social e considerando as
situações específicas a estes tributos, o fisco elegeu como regra,
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independentemente da forma de tributação as alíquotas de 1,00 % (CSLL),
0,65% (PIS) e de 3,00 (Cofins).

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Antes da vigência da lei nº 13.137/2015, o fisco havia determinado como
fato gerador o efetivo pagamento das importâncias aos prestadores de
serviços, ficando dispensada a retenção na hipótese de o total dos rendimentos
pagos durante o mês pela mesma fonte ao mesmo beneficiário não exceda a R$
5.000,00, o que em regra direciona ao contribuinte em manter controles
mensais, observando que ao se atingir o limite, aplica-se a alíquota de 4,65%.
A partir de 22.06.2015, prevalece o conceito de ocorrência do fato gerador
pelo pagamento, mas fica dispensado apenas quando ao se aplicar a aliquota de
4,65%, resultar em, valores iguais ou inferiores a R$ 10,00.
Atenção: em algumas situações o controle poderá trabalhoso, quando
se tratar de situações:
1. O prestador não efetua o destaque no documento, mas no pagamento
o montante excede ao limite de R$ 5.000,00;
2. O prestador destaca as retenções, mas o pagamento é feito em
parcelas mensais, não excedendo o limite de R$ 5.000,00.
3. Considerações: a lei direciona a obrigatoriedade da retenção,
entretanto “dispensa” quando não excede o limite, sendo assim, nada
impede que a empresa efetue as retenções, mesmo quando não
exceda o limite.
Lei nº 13.137/2015:
...............

Art. 24. Os arts. 31 e 35 da Lei no 10.833, de 29 de dezembro de
2003, passam a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 31. .................................................

...................................................................................

§ 3º Fica dispensada a retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
(dez reais), exceto na hipótese de Documento de Arrecadação de Receitas
Federais - DARF eletrônico efetuado por meio do Siafi.

§ 4º (Revogado).” (NR)

“Art. 35. Os valores retidos no mês, na forma dos arts. 30, 33 e 34
desta Lei, deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão público
que efetuar a retenção ou, de forma centralizada, pelo estabelecimento
matriz da pessoa jurídica, até o último dia útil do segundo decêndio do
mês subsequente àquele mês em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa
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jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do serviço.” (NR)
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Disposições Especiais sobre o Imposto de Renda.

A fonte pagadora exerce uma grande responsabilidade perante a
Administração Tributária, o que sempre resulta em cumprir prazos no
recolhimento de tributos, prestação de informações e outras atividades.

1. A Retenção – Obrigação de Recolhimento.

O art. 717 do RIR dispõe que “compete à fonte reter o imposto” e no art .
722 o legislador complementa “A fonte pagadora fica obrigada ao recolhimento
do imposto, ainda que não o tenha retido”.
Tal conceito se aplica, tanto em relação a não-retenção, quanto aos
casos de aplicação indevida de deduções aos rendimentos a serem
tributados, sendo assim, alertamos que a fonte sempre será responsável
pelo recolhimento, entretanto se a fonte comprovar que o beneficiário
tenha incluído o rendimento integralmente em sua declaração de ajuste,
não será cobrado o principal, mas sim a multa de 75% mais juros Selic, a
serem pagos em DARFs separados.

1.1 O Dever de Recolher.

A lei dispõe (art. 103 do Decreto-lei nº 5.844/43, incorporado ao art. 722
do RIR/99) que a fonte pagadora fica obrigada ao recolhimento do Imposto de
Renda incidente na fonte, ainda que não o tenha retido. Desse modo, se por
qualquer motivo a fonte deixar de reter o imposto incidente sobre rendimentos
que pagar ou creditar, assume o ônus de recolher o montante devido, ocorrendo
a assumissão por um dos motivos:

a) Lapso na hora de efetuar o pagamento do rendimento;

b) Acordo entre as partes, em que fique convencionado que o valor do
rendimento contratado é livre do Imposto de Renda; ou

c) Imposição legal, nos casos em que o rendimento pago é considerado
líquido de imposto, como, por exemplo, (arts. 674 e 675 do RIR/99):
 Pagamentos efetuados a beneficiários não identificados;
 Pagamentos efetuados ou recursos entregues a terceiros ou sócios,
acionistas ou titular, contabilizados ou não, quando não for comprovada
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a operação ou a sua causa;
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 Despesas assumidas pela empresa, que caracterizem remuneração
indireta (fringe benefits) de administradores, diretores, gerentes ou de
seus assessores, quando os beneficiários não forem identificados e a
remuneração indireta não for adicionada ao salário deles para efeito de
desconto do imposto na fonte.

1.2. A Cessação da Responsabilidade da Fonte.

Quando se tratar de imposto devido na fonte como antecipação (não
exclusivo), a fonte pagadora ficará desonerada do recolhimento do imposto não
retido, se comprovar que o beneficiário já incluiu o rendimento em sua
Declaração de Ajuste (art. 722, parágrafo único, do RIR/99).
Para efeito dessa comprovação, a fonte pagadora deverá obter
declaração, firmada pelo beneficiário, de que os rendimentos foram incluídos em
sua declaração, ficando ambas as partes sujeitas às sanções das leis penais e
fiscais pelos atos dolosos que venham a praticar em detrimento da Fazenda
Nacional (PN CST nº 353/71).
Conforme prescreve o parágrafo único do art. 722 do RIR/99, neste caso,
mesmo desobrigada do recolhimento do imposto, a fonte pagadora do
rendimento ficará sujeita à multa de ofício, de 75% (reduzida em 50%, se paga
no prazo de trinta dias do recebimento da notificação - art. 961 do RIR/99) e aos
juros de mora, calculados sobre o valor do imposto que deveria ter sido retido.
Somente será dispensado o recolhimento do imposto devido na fonte se a
ação fiscal para a sua cobrança ocorrer após a entrega da Declaração de Ajuste
do beneficiário, na qual esse tenha comprovadamente incluído o rendimento (PN
COSIT nº 1/95).

1.3 Pagamento após o Início do Procedimento Fiscal.

O pagamento efetuado pela fonte pagadora após o início do procedimento
fiscal contra contribuinte pessoa física, relativo ao imposto que deixou de ser
retido sobre os rendimentos pagos durante o ano-calendário, não configura
denúncia espontânea, nos termos do art. 138 da Lei nº 5.172, de 25 de outubro
de 1966 - Código Tributário Nacional (CTN), e não pode ser compensado com o
imposto apurado na Declaração de Ajuste Anual correspondente (ADI SRF nº
5/2002).
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2. Ônus Assumido pela Fonte Pagadora.

Situações em que a fonte deverá recolher o imposto, mesmo não o tenha
retido, quer sejam por erros ou por disposição contratual.
A IN RFB nº 1.500/2014 em seu art. 64 dispõe sobre o reajustamento do
rendimento.

Art. 64. Quando a fonte pagadora assumir o ônus do imposto devido
pelo beneficiário, a importância paga, creditada, empregada, remetida ou
entregue, é considerada líquida, cabendo o reajustamento do respectivo
rendimento bruto, sobre o qual recai o imposto.

§ 1º Para reajustamento da base de cálculo aplica-se a seguinte
fórmula:

RR = RP – D / 1 - (T/100)

Sendo:

RR, o rendimento reajustado;

RP, o rendimento pago, correspondente à base de cálculo antes do
reajustamento;

D, a dedução da classe de rendimentos a que pertence o RP;

T, a alíquota da classe de rendimentos a que pertence o RP.

§ 2º Na aplicação da fórmula a que se refere o § 1º, deve ser
observado o seguinte;

I - se a alíquota aplicável for fixa, o valor da dedução é zero e T é a
própria alíquota;

II - no caso de a alíquota aplicável integrar tabela progressiva, se o
RR obtido pertencer à classe de renda seguinte à do RP, o cálculo deverá
ser refeito, utilizando-se a dedução e a alíquota da classe a que pertencer o
RR apurado.
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§ 3º Não se aplica o reajustamento da base de cálculo:

I - aos prêmios distribuídos sob a forma de bens e serviços, por meio
de concursos e sorteios de qualquer espécie;

II - ao valor dos juros remetidos para o exterior, devidos em razão da
compra de bens a prazo, ainda quando o beneficiário dos rendimentos for o
próprio vendedor.

2.1. Reajustamento do Rendimento

Quando a fonte pagadora assumir o ônus do imposto devido pelo
beneficiário do rendimento, a importância paga ou creditada é considerada
líquida, cabendo o reajustamento do respectivo rendimento bruto, para efeito de
cálculo do imposto devido na fonte, ressalvadas as hipóteses referidas no item
seguinte (art. 725 do RIR/99).

2.2. Dispensada do Reajustamento.

Não é exigido o reajustamento do rendimento bruto nos casos de
incidência do imposto na fonte sobre (arts. 677, § 2º, e 703 do RIR/99):

a) Prêmios distribuídos, sob a forma de bens e serviços, por meio de
concursos e sorteios de qualquer espécie (sobre essa hipótese de
incidência;

b) Remessas para o exterior em pagamento de juros devidos em razão de
compra de bens a prazo, inclusive quando o beneficiário do rendimento for
o próprio vendedor.

2.3. Fórmula para o Reajuste

Podendo ser aplicadas, inclusive nas situações de retenções de
contribuições, sendo que de acordo com o nosso propósito de compartilhar
informações, a equipe DESS está disponibilizando as planilhas facilitadoras. 26 
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2.3.1 Regra Básica

No caso de rendimentos sujeitos à tabela progressiva, o reajustamento do
seu valor pode ser feito mediante aplicação da seguinte fórmula:

RR (RP – PD) / [1 – (T/100)],

Onde:

a) RR: Rendimento Reajustado;

b) RP: Rendimento Pago;

c) PD: Parcela a Deduzir do imposto correspondente à faixa da base de
cálculo a que pertencer o RP, de acordo com a tabela progressiva;

d) T: alíquota da faixa de rendimentos a que pertencer o RP, de acordo
com a tabela progressiva vigente por ocasião do pagamento dos
rendimentos.

2.3.2 Se Houver Dedução no Rendimento Bruto.

Se houver deduções permitidas na determinação da base de cálculo do
imposto dependentes, contribuição previdenciária e pensão alimentícia paga em
virtude de sentença judicial ou acordo homologado judicialmente), para o
aproveitamento dessas torna-se necessário adequar a fórmula da IN SRF nº
15/2001, da seguinte forma:

RR (RP – DP – PD) / [1 – (T/100)] + DP
Onde

a) RR: Rendimento Reajustado;

b) RP: Rendimento Pago;

c) PD: Parcela a Deduzir do imposto correspondente à faixa da base de
cálculo a que pertencer o RP, de acordo com a tabela progressiva;

d) T: alíquota da faixa de rendimentos a que pertencer o RP, de acordo
com a tabela progressiva vigente por ocasião do pagamento dos
rendimentos.
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e) DP deduções permitidas na base de cálculo do imposto;
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2.3.3 Beneficiários no Exterior.

Nestas situações a tributação incidirá no ato da remessa, tanto para
beneficirários pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior
e o Banco Central do Brasil condiciona a remessa ao pagamento do imposto,
sendo ele de períodicidade “diária”.
Em algumas situações a fonte deverá observar a existência de “acordos”
para evitar “bi-tributação”, sendo aplicada as alíquotas previstas, exceto nos
casos em que a legislação interna for mais benéfica.
A fonte sempre será responsável e no caso de o contrato estabelecer que
o ônus do imposto seja da contratante, este deverá efetuar o “Reajustamento do
Rendimento”, assumindo o Ônus do imposto, o qual será considerado como
despesa dedutível, exceto nos casos de liberalidade.

RR RP / [1 – (T / 100)]

a) RR: Rendimento Reajustado;

b) RP: Rendimento Pago;

c) T: Alíquota do Imposto.

2.3.4 Rendimento a ser Declarado pelo Beneficiário.

Se a incidência na fonte for a título de antecipação do imposto devido na
declaração do beneficiário (isto é, não se tratar de imposto devido
exclusivamente na fonte), o valor a ser declarado pela pessoa física beneficiária
será o valor total relativo ao rendimento reajustado, isto é, o rendimento recebido
mais o imposto recolhido por conta da fonte pagadora (PN CST nº 2/80).
Nesse caso, o valor do imposto assumido pela fonte pagadora, constante
do “Comprovante de Rendimentos Pagos e de Retenção de Imposto de Renda
na Fonte” por ela fornecido ao beneficiário do rendimento, poderá ser
compensado com o imposto apurado na declaração (PN CST nº 2/80).

3. A Dispensa da Retenção.

Conforme art. 67 da Lei nº. 9.430 de 1.996, a fonte pagadora será
dispensada da retenção nos casos em que os valores a serem retidos sejam
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iguais ou inferiores a R$ 10,00, mas somente nos casos de rendimentos sujeitos
ao ajuste, não se aplicando em relação a décimo terceiro salário; rendimentos
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financeiros; ganhos de capital e outros exclusivos na fonte.

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4 Recolhimento.

4.1 Centralização

O art. 865 do RIR99, determina que o Imposto de Renda Retido será
recolhido de forma centralizada, pelo estabelecimento matríz da pessoa jurídica
e tal disposto foi introduzido pela Lei nº 7.779/99, art. 15, que em regra, facilitou
o controle pelo Fisco, pois neste mesmo período foi instituiída a nova DCTF, que
já centralizava todas as declarações.
Temos que observar que o CNPJ será sempre da matriz, entretanto, no
caso de diversos estabelecimentos, os pagamentos poderão serem efetuados
na região, o que facilitará o controle de valores para fins de DIRF e Entrega dos
Informes de rendimentos.
Alertamos que no caso de recolhimento com o CNPJ do estabelecimento,
deverá ser providenciado o REDARF, visto que na DCTF o programa não aceita
CNPJ de estabelecimentos e as divergências implicarão em desconsideração da
vinculação e o débito em aberto será encaminhada para inscrição em Dívida
Ativa da União.
Observem que o DARF é apenas uma das formas de quitação do
imposto ora retido, podendo o contribuinte utilizar-se de créditos líquidos
e certos e entregar a PER/DCOMP até a data prevista em lei para o
recolhimento de tais valores.
Observem ainda que tal prática não é muito utilizada por razões de
insegurança quanto a liberação dos lotes de restituições das pessoas
físicas, sendo assim, convém ao profissional que após o cumprimento de
tal obrigação acessória (PER/DCOMP), que imprima e envie ao setor
responsável (Recursos Humanos, Contabilidade, Contas a Pagar), para
fins de prestação de informações na DCTF, ou de prestar
esclarecimentos adicionais ao Fisco.

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4.2 DARF de Valor Inferior a R$ 10,00

Esta é uma situação prevista no art. 68 da Lei nº. 9.430 de 1.996,
entretanto não deverá ocorrer com certa freqüência nos casos de retenções,
visto que a lei em primeiro momento dispensa a retenção.
Fica vedada a utilização de DARF para o recolhimento de valores
inferiores a R$ 10,00 e nos casos em que o período de apuração resulte em
valores inferiores, o contribuinte deverá somar tais importâncias aos tributos do
mesmo código em períodos seguintes, até o momento em que o somatório
alcance ou exceda o limite, quando então o tributo será recolhido, tomando por
base, o último período.
Tais valores somente se aplicam em relação aos DARFs e não nos
casos em que o contribuinte queira utilizar créditos líquidos e certos para
a quitação (PER/DCOMP).

4.3 Recolhimento fora do Prazo.

A inobservância dos prazos previstos na legislação, implicarão em
acréscimos moratórios (multa e juros) calculados sobre os tributos.

4.3.1 Multa de Mora.

O art. 950 do RIR/99, dispõe que “os débitos não pagos no prazo previsto
serão acrescidos de multa de mora à taxa de trinta e três centésimos por cento
(0,33%) por dia de atraso”, cobrada a partir do primeiro dia subseqüente ao ao
vencimento até o dia em que ocorrer o pagamento, sendo esta multa limitada a
vinte por cento (20%).

4.3.2 Juros de Mora.

Quanto aos juros, estes são devidos a partir do primeiro dia do mês
seguinte, calculados com base na variação mensal da SELIC e acumulados até
o mês anterior ao do pagamento e 1% em relação ao mês do pagamento.

5. Desconto ou Pagamento Indevido ou a Maior.

A legislação estabelece normas para os pagamentos indevidos ou a
maior, entretanto, quanto aos descontos, as normas não são claras.
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5.1. Desconto Indevido ou a Maior.

No primeiro momento quem esta sendo prejudicado é o beneficiário do
rendimento, entretanto, em se tratando de rendimento sujeito ao ajuste (pessoa
física ou jurídica) o beneficiário poderá recuperar tais importâncias. Observe que
neste caso implica em uma antecipação o que se relacionado aos fatores
econômicos, poderá resultar em perdas financeiras, sendo assim, no caso de a
fonte pagadora ter retido importâncias indevidas ou a maior, a mesma poderá:

a) Recalcular o imposto e devolver a importância ao beneficiário:
 O ônus será da empresa, que poderá compensar via PER/DCOMP;
 Classificação contábil a Débito de Conta do Ativo – IR a Recuperar e a
Crédito de Conta do Ativo – Disponibilidade;
 Alterar os valores na DCTF, resultando em DARF pago Indevido ou a
Maior;

b) Compensar diretamente em futuras retenções, ou seja, entretanto deverá
observar as normas no preenchimento da DIRF.

5.2 Pagamento Indevido ou a Maior.

Em se tratando de fonte pagadora, o termo mais correto será
“recolhimento”, o qual poderá ser restituido ou utilizado para a compensação de
qualquer débido vencido ou vincendo do contribuinte.
Alertamos que a legislação vigente determina que para o exercício deste
direito o contribuinte deverá enviar a PER/DComp em sua versão até o
vencimento do débito e os créditos do contribuinte poderão ser utilizados com os
acréscimos da SELIC acumulada mensalmente a partir do mês seguinte ao do
pagamento indevido ou a maior, até o mês anterior ao da compensação e
relativamente 1% no mês em questão.

6. Códigos de Recolhimento

Em regra no prenchimento do DARF somente constarão os códigos
devidamente instituidos pelo Fisco, entretanto, na prestação de informações na
DCTF ou na PER/DCOMP, o contribuinte deverá observar a variação de cada
código, de acordo com os prazos e situações de incidência.
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IRRF - Tributação das Pessoas Físicas – Domiciliadas no Brasil.

Em relação a pessoa física, ocorre ao primeiro momento uma
desigualdade tributária em relação às pessoas jurídicas, pois se trata de uma
antecipação e a dedução destes a valores históricos no ajuste anual poderá
resultar em perda financeira.

Contribuintes.

São contribuintes as pessoas físicas domiciliadas ou residentes no Brasil,
titulares de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de
qualquer natureza, inclusive rendimentos e ganhos de capital, sem distinção da
nacionalidade, sexo, idade, estado civil ou profissão, dessa forma são
contribuintes do imposto de renda as pessoas físicas residentes no país que
recebam rendimentos tributáveis.
Ver art. 2º da IN RFB nº 1.500/2014

Art. 2º São contribuintes do imposto sobre a renda as pessoas físicas
residentes no Brasil titulares de disponibilidade econômica ou jurídica de
renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação
de ambos, e de proventos de qualquer natureza.

Parágrafo único. São também contribuintes, as pessoas físicas

I - que perceberem rendimentos de bens de que tenham a posse
como se lhes pertencessem, de acordo com a legislação em vigor; e

II - não residentes no Brasil que recebam rendimentos de fontes
situadas no Brasil.

Incidência.

A incidência se dará à medida em que os rendimentos e ganhos de capital
forem percebidos, sem prejuízo do ajuste, no final do ano calendário, através da
declaração de ajuste e independe da denominação dos rendimentos, títulos ou
direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem
dos bens produtores da renda e da forma de percepção das rendas ou
proventos, bastando, para a incidência do imposto, o benefício do contribuinte
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por qualquer forma e a qualquer título.
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Dessa forma o imposto será retido por ocasião de cada pagamento e se,
no mês, houver mais de um pagamento, a qualquer título, pela mesma fonte
pagadora, aplicar-se-á a alíquota correspondente à soma dos rendimentos
pagos à pessoa física, compensando-se o imposto anteriormente retido no
próprio mês.

Tabela Progressiva.

A tributação terá como tabela a aprovada para o respectivo ano, conforme
segue:

1. IRRF - Períodos

a) Período de 1º.01.2012 até 31.12.2012.
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 1.637,11 Isenta -
De 1.637,12 até 2.453,50 7,5 122,78
De 2.453,51 até 3.271,38 15,0 306,80
De 3.271,39 até 4.087,65 22,5 552,15
Acima de 4.087,65 27,5 756,53
Dedução por Dependentes 164,56

b) Período de 1º.01.2013 até 31.12.2013.
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 1.710,78 Isenta -
De 1.710,79 até 2.563,91 7,5 128,31
De 2.563,92 até 3.418,59 15,0 320,60
De 3.418,60 até 4.271,59 22,5 577,00
Acima de 4.271,59 27,5 790,58
Dedução por Dependentes 171,97

c) Período de 1º.01.2014 até 31.03.2015.
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 1.787,77 Isenta -
De 1.787,77 até 2.679,29 7,5 134,08
De 2.679,30 até 3.572,43 15,0 335,03
De 3.572,44 até 4.463,81 22,5 602,96
Acima de 4.463,81 27,5 826,15
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Dedução por Dependentes 179,71
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d) Período de 1º.04.2015 em diante.
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 1.903,98 Isenta -
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 142,80
De 2.826,66 até 3.751,05 15,0 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.664,68 27,5 869,36
Dedução por Dependentes 189,59

2. Tabela de Incidência do IRRF – PLR Anual

a) Pagamentos Acumulados de 01.01.2013 a 31.12.2013
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 6.000,00 Isenta -
De 6.000,01 até 9.000,00 7,5 450,00
De 9.000,01 até 12.000,00 15,0 1.125,00
De 12.000,01 até 15.000,00 22,5 2.025,00
Acima de 15.000,00 27,5 2.775,00

b) Pagamentos Acumulados de 01.01.2014 a 31.03.2015
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 6.270,00 Isenta -
De 6.270,01 até 9.405,00 7,5 470,25
De 9.405,01 até 12.540,00 15,0 1.175,63
De 12.540,01 até 15.675,00 22,5 2.116,13
Acima de 15.675,00 27,5 2.899,88

b) Pagamentos Acumulados de 01.04.2015 em diante
Base de Cálculo Mensal em R$ % Parcela a Deduzir do Imposto
Até 6.677,55 Isenta -
De 6.677,56 até 9.922,28 7,5 580,82
De 9.922,29 até 13.167,00 15,0 1.244,99
De 13.167,01 até 16.380,38 22,5 2.232,51
Acima de 16.380,38 27,5 3.051,53
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3. Tabela de Incidência do INSS

Tabelas vigentes desde 1º.01.2012 a 31.12.16.
Período  8%  9%  11%  Teto 
                   

1‐jan‐16  31‐Dez‐16  Até  1.556,94 1.556,95 2.594,92 2.594,93  5.189,82 570,88
1‐jan‐15  31‐dez‐15  Até  1.399,12 1.399,13 2.331,88 2.331,88  4.663,55 513,01

1‐jan‐14  31‐dez‐14  Até  1.317,07 1.317,08 2.195,12 2.195,13  4.390,24 482,93

1‐jan‐13  31‐dez‐13  Até  1.247,70 1.247,71 2.079,50 2.079,51  4.159,00 457,49

1‐jan‐12  31‐dez‐12  até  1.174,86 1.174,87 1.958,10 1.958,11  3.916,20 430,78

Rendimentos Isentos

A lógica será a aplicação dasa aliquotas previstas em lei aos rendimentos
a que se sujeitam, desta forma, induz ao aplicador das regras a segregação de
tais rendimentos.
Observe que muita confusão tem gerado, pois apesar de não serem
alcançados, os rendimentos podem ter os seguintes tratamentos:

a) Isenção Prevista em Lei: o art. 5º da referida IN RFB nº 1.500/2014
destaca as seguintes condições:
 Alimentação, inclusive in natura, transporte, vale-transporte e uniformes
ou vestimentas especiais de trabalho, fornecidos gratuitamente pelo
empregador a seus empregados, ou a diferença entre o preço cobrado
e o valor de mercado;
 Auxílio-alimentação pago em pecúnia aos servidores públicos
federais civis ativos da Administração Pública Federal direta,
autárquica e fundacional;
 Valor recebido de pessoa jurídica de direito público a título de
auxílio-moradia, não integrante da remuneração dos beneficiários, em
substituição ao direito de uso de imóvel funcional;
 Auxílio-transporte em pecúnia, pago pela União, destinado ao custeio
parcial das despesas realizadas com transporte coletivo municipal,
intermunicipal ou interestadual pelos militares, servidores e
empregados públicos da Administração Federal direta, autárquica e
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fundacional da União, nos deslocamentos de suas residências para os
locais de trabalho e vice-versa;
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 Indenização de transporte a servidor público da União que realizar
despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a
execução de serviços externos por força das atribuições próprias do
cargo;
 Diárias destinadas, exclusivamente, ao pagamento de despesas de
alimentação e pousada, por serviço eventual realizado em município
diferente do da sede de trabalho, inclusive no exterior;
 Valor do salário-família;
 Ajuda de custo destinada a atender às despesas com transporte,
frete e locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso de
remoção de um município para outro, sujeita à comprovação
posterior pelo contribuinte;
 Valor dos serviços médicos, hospitalares e dentários mantidos,
ressarcidos ou pagos pelo empregador em benefício de seus
empregados;
 Contribuições para Plano de Poupança e Investimento (Pait), cujo ônus
tenha sido do empregador, em favor do participante;
 Contribuições pagas pelos empregadores relativas a programas de
previdência complementar em favor de seus empregados e dirigentes;
 Contribuições pagas pelos empregadores relativas ao Fundo de
Aposentadoria Programada Individual (Fapi), destinadas a seus
empregados e administradores (Lei nº 9.477,/1997);
 Incentivo pago em pecúnia ao servidor licenciado ( art. 18 da MP nº
2.174-28 de 2001);
 Montante dos depósitos, juros, correção monetária e quotas-partes
creditados em contas individuais pelo PIS / Pasep;
 Rendimentos pagos a pessoa física não residente no Brasil, por
autarquias ou repartições do Governo brasileiro situadas fora do
território nacional e que correspondam a serviços prestados a esses
órgãos;
 75% (setenta e cinco por cento) dos rendimentos do trabalho
assalariado recebidos, em moeda estrangeira, por servidores de
autarquias ou repartições do Governo brasileiro no exterior;
 Até 90% (noventa por cento) dos rendimentos de transporte de carga e
serviços com trator, máquina de terraplenagem, colheitadeira e
assemelhados;
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 Até 40% (quarenta por cento) dos rendimentos de transporte de
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passageiros;

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 Até 90% (noventa por cento) do rendimento bruto auferido pelos
garimpeiros na venda a empresas legalmente habilitadas de metais
preciosos, pedras preciosas e semipreciosas por eles extraídos.

b) Repasse e Recuperação de Valores: nos casos em que o
contribuinte recebe verbas agregadas ao rendimento principal, que por
força contratual serão repassadas a terceiros, tais como:
 Taxas Incluidas em Rendimentos de Alugueis: tais como
condomínio, IPTU e demais valores;
 Materiais Aplicados em Serviços: em situações esperadas, tais como
serviços de limpeza e conservação e outras comprovadas ou previstas,
tais como na construção civil, empreitada;
 Gastos no Exercício de Atividade: tais como emolumentos,
cópias, deslocamento de profissionais advogados. Tais gastos devem
ser comprovados e previstos em contratos;
 Outros: valores recebidos antecipadamente a serem repassados por
conta e ordem do contratante, não consisitindo rendimentos a estes
prestadores, tais como:
 Propaganda e Publicidade: veiculação (rádio, TV, jornais),
serviços terceirizados (atores, gráficas e outros);
 Despachante Aduaneiro: destacam os repasses a estivadores,
sindicatos e outros.

c) Outras Situações: previstas em lei ou acordo homologado pela justiça do
trabalho:
 Rendimentos pagos pela Previdência: art, 6º da IN RFB nº 1.500/14:
 Aposentadoria ou Pensão – Maiores de 65 anos: apenas se pagos
pela previdência social (União, Estados e Municípios) ou
complementar;
 Aposentadoria ou Pensão – Portadores de doença grave;
 Outros: Incisos V a XII (FEB, invalidez, auxílios diversos, etc).
 -Indenizações e Assemelhados: art. 7º da IN RFB nº 1.500/14:
 Acidente de Trabalho;
 PDV – Servidores Públicos;
 Indenização prevista em lei trabalhista, convenção ou acordo
37 

homologado pela jsutiça do trabalho;
 Indenização Reparatória – Patrimonial;
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 Outras: até o limite fixado pela justiça;

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 Participações Societária: definidos no contrato, estatuto ou acordo
entre as partes (previstos em contrato), tais como:
 Lucros e Dividendos;
 Rendimentos de Optantes pelo Simples Nacional;
 Cotas ou ações bonificadas;
 Resultado positivo em SCP – Sociedades em Conta de
Participação.

 Demais Rendimentos: art. 11 da IN RFB nº 1.500/14, tais como:
 Bolsas de estudo e de pesquisa: se caracterizadas como doação
e recebidas exclusivamente para proceder a estudos ou pesquisas e
desde que os resultados dessas atividades não representem
vantagem para o doador, nem importem contraprestação de
serviços;
 Valor locativo do prédio construído: quando ocupado por seu
proprietário ou cedido gratuitamente para uso do cônjuge, pais ou
filhos;
 Bens e direitos: adquiridos por doação ou por sucessão (herança,
antecipação da legítima);
 Prêmios de seguro e capital de apólices por morte do segurado;
 Liquidação de sinistros;
 Outros.

Rendimentos Tributáveis

A estes , também antes de aplicação da tabela de incidência do imposto, a
fonte também aplicar os critérios previstos na legislação, entretanto, tais
rendimentos são assim classificados e Rendimentos do Trabalho e Rendimentos
do Capital.
Note-se que apesar de serem tributáveis, a eles serão aplicadas regras
específicas, tanto em relação a retenção, quanto na prestação de informações
na DIRF e nos Informes de Rendimentos, cujos valores serão posteriormente
confrontados pelo Fisco.
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A IN RFB nº 1.500/2014 assim define tais rendimentos:

Art. 3º Constituem rendimentos tributáveis todo o produto do capital,
do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões
percebidos em dinheiro e, ainda, os proventos de qualquer natureza, assim
também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos
rendimentos declarados.

§ 1º A tributação independe da denominação dos rendimentos,
títulos ou direitos, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da
fonte, da origem dos bens produtores da renda e da forma de percepção
das rendas ou proventos, bastando, para a incidência do imposto, o
benefício do contribuinte por qualquer forma e a qualquer título.

§ 2º Os rendimentos recebidos em bens são avaliados em dinheiro
pelo valor de mercado que tiverem na data do recebimento.

§ 3º Sem prejuízo do ajuste anual, se for o caso, os rendimentos
são tributados no mês em que forem recebidos, considerado como tal o
da entrega de recursos pela fonte pagadora, mesmo mediante depósito em
instituição financeira em favor do beneficiário.

Art. 4º Os rendimentos comuns produzidos por bens ou direitos, cuja
propriedade seja em condomínio ou decorra do regime de bens no
casamento, são tributados da seguinte forma:

I - na propriedade em condomínio, inclusive no caso de união estável
com estipulação contratual entre os companheiros, a tributação é
proporcional à participação de cada condômino;

II - na propriedade em comunhão decorrente de sociedade conjugal,
inclusive no caso de contribuinte separado de fato, ou de união estável sem
estipulação contratual entre os companheiros, a tributação, em nome de
cada cônjuge, incide sobre 50% (cinquenta por cento) do total dos
rendimentos comuns;

Parágrafo único. No caso a que se refere o inciso II do caput, os
rendimentos são, opcionalmente, tributados pelo total, em nome de um dos
cônjuges, sem prejuízo do disposto no § 7º do art. 80.
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1. Rendimentos do Trabalho Assalariado.

Os dicionários definem trabalho como “aplicação de atividade física ou
intelectual, serviço, esforço, ação ou resultado de um esforço” e no âmbito do
imposto de renda, os rendimentos do trabalho podem ser classificados como
assalariados ou não, sendo-lhes aplicados regras específicas para a tributação.
O art. 624 do RIR/99, dispõe que “estão sujeitos à incidência do Imposto
de Renda na fonte, na forma do art. 620, os rendimentos do trabalho assalariado
pagos por pessoa física ou jurídica”.
Ao primeiro momento, tais rendimentos são relacionados com os sálarios
e suas outras denominações, ou seja, a “paga” pela contraprestação de serviços
de forma contínua, tendo empregado e empregador.
Na DIRF tais valores serão informados em seus respectivos meses,
agregando as demais remunerações tributadas como antecipação sujeitas ao
ajuste, bem o total mensal dos valores aplicados como dedução (dependentes,
INSS e outras) e o imposto retido.

1.1 Adiantamento de Rendimentos.

Esta regra se aplica na pessoa fisica, entretanto, somente nos casos em
que o saldo do rendimento, objeto do adiantamento será pago integralmente no
mês, o mais se relaciona com salarios (inclusive pró labore).
Quanto aos rendimentos de autônomos, esta regra somente será aplicada
se o contrato entre as partes for claro quanto ao adiantamento e saldo dos
rendimentos dentro do próprio mês, mas devemos alertar que tais cláusulas
poderão indicar eventuais vínculos pela legislação trabalhista.
O art. 63 da IN RFB nº 1.500/2014, assim dispõe:

Art. 63. O adiantamento de rendimentos correspondentes a
determinado mês não está sujeito à retenção, desde que os rendimentos
sejam integralmente pagos no próprio mês a que se referirem, momento
em que são efetuados o cálculo e a retenção do imposto sobre o total dos
rendimentos pagos no mês.

§ 1º Se o adiantamento se referir a rendimentos que não sejam
integralmente pagos no próprio mês, o imposto será calculado de imediato
sobre esse adiantamento, observado o disposto no art. 59.

§ 2º Para efeitos de incidência do imposto, são considerados
40 

adiantamentos quaisquer valores fornecidos ao beneficiário, mesmo a título
de empréstimo, quando não haja, cumulativamente, previsão de cobrança
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de encargos financeiros, forma e prazo de pagamento.

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1.2 Férias.

O pagamento de férias acrescida do abono de 1/3 (art. 7º da CF/88) será
tributado e sujeito ao ajuste no final do ano-calendário, entretanto o mesmo será
tributado em separado dos demais rendimentos.
A IN RFB nº 1.500/2014 em seu art. 29:

Art. 29. No caso de pagamento de férias, inclusive as pagas em
dobro, observado o disposto nos incisos V, VII, VIII, IX e X do caput e § 1º
do art. 62, a base de cálculo corresponde ao salário relativo ao mês de
férias, acrescido, conforme o caso, de 1/3 (um terço) do seu valor.

§ 1º O cálculo do imposto deve ser efetuado em separado de
qualquer outro rendimento pago no mês, inclusive no caso de férias
indenizadas, ainda que proporcionais, pagas em rescisão de contrato de
trabalho.

§ 2º O valor da diferença de férias decorrente de reajuste salarial em
mês posterior deve ser tributado em separado, no mês do pagamento.

§ 3º Na determinação da base de cálculo podem ser efetuadas as
deduções previstas no art. 52, desde que correspondentes às férias.

§ 4º Na DAA, as férias devem ser tributadas em conjunto com os
demais rendimentos.

Art. 62. Estão dispensados da retenção do IRRF e da tributação na
DAA os rendimentos de que tratam os atos declaratórios emitidos pelo
Procurador-Geral da Fazenda Nacional com base no art. 19 da Lei nº
10.522, de 19 de julho de 2002, desde que observados os termos dos
respectivos atos declaratórios, tais como os recebidos a título de:

.......................

V - férias não gozadas por necessidade do serviço, pagas a servidor
público em pecúnia (Ato Declaratório PGFN nº 4, de 12 de agosto de 2002);

........................

VII - férias e licença-prêmio não gozadas por necessidade do serviço,
pagas em pecúnia, na hipótese de o empregado não ser servidor público
(Ato Declaratório PGFN nº 1, de 18 de fevereiro de 2005);
41 

VIII - férias proporcionais convertidas em pecúnia (Ato Declaratório
Página 

PGFN nº 5, de 16 de novembro de 2006);

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IX - abono pecuniário de férias de que trata o art. 143 da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº
5.452, de 1º de maio de 1943 (Ato Declaratório PGFN nº 6, de 16 de
novembro de 2006);

X - férias em dobro ao empregado na rescisão contratual (Ato
Declaratório PGFN nº 14, de 2 de dezembro de 2008);

a) Rendimentos Dispensados de Retenção:
 Férias não gozadas (integrais, proporcionais ou em dobro), convertidas
em pecúnia, e de adicional (1/3) quando agregado ao pagamento, por
ocasião da extinção do contrato de trabalho, seja por rescisão,
aposentadoria ou exoneração;
 Abono pecuniário relativo a conversão de 1/3 do período de férias (art.
143 da CLT), conforme IN RFB nº 936/09, AD PGFN nº 5 e 06 de 2006
e AD nº 6 e 14 de 2008.

b) Admitem-se as deduções na tabela;

b) Férias indenizadas ou proporcionais serão tributadas em separado,
inclusive nos casos de rescisão de contrato de trabalho;

c) Em caso de acordos ou sentença trabalhista, deverá existir a
especificação quantitativa dos rendimentos, sob pena de se tributado na
totalidade;

d) Férias dos dirigentes se equiparam o pró-labore, sendo tributado pela
totalidade.

1.3 Décimo Terceiro Salário.

Tais rendimentos são tributados em separado dos demais rendimentos e
exclusivamente na fonte, não se sujeiando a ajustes na declaração anual,
conforme art. 638 do RIR/99 e art. 13 da IN RFB nº 1.500/2014, neste caso, a
situação é muito peculiar, visto que os procedimentos são divergentes das
demais normas, tais como:

a) Não haverá tributação no adiantamento e somente em sua quitação final,
em dezembro ou se for o caso, na rescisão;

b) No caso de acordos ou sentenças trabalhistas, deverá haver a
42 

especificação quantitativa dos rendimentos, sob pena de ser tributado na
totalidade;
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c) No caso de complementação paga posterior a sua quitação, deverá ser
efetuada o somatório e submetido á tabela do mês da tributação,
entretanto, para o recolhimento da diferença, será considerado a data do
pagamento;

d) Por ser exclusivo, a retenção a menor, a diferença será cobrada da fonte
pagadora, com os acréscimos legais;

2. Rendimentos de Autônomos.

Os beneficiários não possuem vínculo empregatício, sendo os serviços
prestados de forma eventual, tendo ou não contrato e serão tributáveis como
rendimentos do trabalho não-assalariado, tais como (Lei nº 7.713/88, art. 3º, §
4º):
 Honorários do livre exercício das profissões;
 Remuneração por profissões, ocupações e prestação de serviços não-
comerciais;
 Remuneração de agentes, representantes e outras pessoas sem
vínculo empregatício que, tomando parte em atos de comércio, não os
pratiquem por conta própria;
 Emolumentos e custas dos serventuários da Justiça, como tabeliães,
notários, oficiais públicos e outros;
 Corretagens e comissões dos corretores, leiloeiros e despachantes,
seus prepostos e adjuntos;
 Lucros da exploração individual de contratos de empreitada
unicamente de lavor;
 Direitos autorais, quando explorados diretamente pelo autor ou criador
do bem ou da obra;
 Remuneração pela prestação de serviços no curso de processo
judicial.
Quanto aos efeitos tributários e prestação de informações, observar:

a) Os rendimentos serão tributados na medida do recebimento;

b) Poderão ser aplicadas as deduções permitidas em lei (dependentes,
contribuição previdenciária e pensão alimentícia decorrente de sentença);
43 

c) Regras para os serviços de transporte de carga ou de passageiros;
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d) Manter controles eficazes para contatos futuros com os beneficiários
(envio de Informe de Rendimentos, comprovação de deduções aplicadas).

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3 Reembolso de Despesas.

No que se refere a reembolso de despesas, devemos analisar de forma
individualizada cada caso, visto que em alguns a legislação aplica o conceito de
rendimentos isentos. Em regra, tais valores não consistem acréscimos ao
patrimônio de seus beneficiários, mas o Fisco entende de forma diversa., tais
como:

a) Reembolsos de despesas com quilometragem (BCE SRF 59/89), entende-
se que são considerados como tributáveis;

b) Reembolso de quilometragem – Dec. 4º RF 28/00 – “a verba percebida
pelo empregado a título de reembolso de quilometragem rodada pelo uso
de veículo próprio constitui rendimento tributável;

c) Reembolso de Despesas Médicas – ADN nº35 /93 – o reembolso total ou
parcial efetuado pela fonte pagadora em folha de salários, de parcelas
mensais pagas por pessoas físicas a título de participação em planos de
saúde que assegurem direito de atendimento de serviços de natureza
médica, odontológica, ou hospitalar, não constituem rendimentos
tributáveis;
Outro detalhe a ser observado é o fato de tais reembolsos computarem a
folha de pagamentos, sendo assim, o procedimento mais viável será:
 Relatórios e documentação hábil, o que facilitaria a identificação dos
gastos na empresa;
 Considerando a divergência de entendimentos entre as Regiões
Fiscais, evite transitar tais verbas pela “Folha de Salários”
Informamos que tal lista não é conclusiva, devendo os casos mais
específicos serem solucionados por meio de consulta diretamente na SRF e
uma vez caracterizado como tributável tal rendimento, a fonte deverá acrescer
tais valores ao salário.
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4 Outros Serviços.

No campo de serviços, em algumas situações a fonte pagadora deverá
abservar alguns conceitos, para fins de aplicar seguramente a legislação
tributária.

4.1 Serviços de Transporte.

Considerando a natureza deste, o que em regra implica em diversos
gastos a serem suportados pelo prestador de serviços, a legislação estabeleceu
critérios quanto a determinação da base tributável. O art. 47 do RIR/99,
estabeleceu regras para a determinação do rendimento , quando o serviço for
prestado com a utilização de veículos ou assemelhados.
Do montante, a parcela tributável corresponde a :

a) 40% (quarenta por cento), no caso de transporte de carga (até
31.12.2012);

b) 40% (quarenta por cento), em se tratando de utilização de trator,
máquinas de terraplanagem e assemelhados (até 31.12.2012);

c) 60% (sessenta por cento), relativo ao transporte de passageiro.

d) Atenção: A partir de janeiro de 2013, o valor foi alterado de 40% para
10%, portanto inúmeros carreteiros ficarão fora do campo de incidência na
fonte)
Observe , que nos casos relacionados com a contratação de profissionais
como motoristas ou operadores de máquinas, será aplicado a regra dos demais
ou seja o rendimento será integralmente tributado.

4.2 Serviço Prestado por Representante Comercial Autônomo.

O art. 150 do RIR/99, dispõe tratamento para as Firmas Individuais, as
quais sofreram modificações pelo Novo Código Civil, sendo consideradas como
“Sociedades Simples”. Na legislação anterior, o Fisco equipara estas empresas
como pessoas jurídicas, entretanto, o conceito estava mais no âmbito da
legislação comercial, pois inexistia a figura de firma individual “Prestadora de
Serviços”. Entretanto, em algumas situações tais “tais firmas”, atualmente
“Sociedades Simples”, praticavam atos eventuais, sendo assim, tais rendimentos
devem ser tributados na pessoa física do titular da firma individual.
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5 Outros Rendimentos Tributáveis da Pessoa Física.

A fonte pagadora também fica responsável pela retenção em outras
situações aplicadas a pessoa fisíca e em algumas situações se aplica a tabela e
outras, aplica-se alíquota fixa, visto que entente-se que o total do rendimento já
se equipara a “acréscimo ao patrimônio.

5.1 Rendimento de Alugueis e Royalties.

Somente se aplica aos alugueis pagos a benefíciários pessoas físicas,
sujeitos a tabela de incidência na medida em que os rendimentos forem
auferidos.
O RIR/99, em seus art. 49 e 631 (Ver art. 31 da IN RFB nº 1.500/2014)
dispõe sobre estes rendimentos, aplicando tais normas tanto a alugueis,
arrendamentos e royalties de bens móveis ou imóveis.e outro detalhe a ser
observado é que o imposto incidirá de acordo com a participação de seus
locadores no rendimento, o que deverá estar bem claro no contrato de locação e
a inexistência de detalhamento das parcelas aos benefíciários, implicará na
tributação em sua totalidade ao beneficiário identificado.

5.2 Remuneração Indireta – Fringe Benefits.

A tributação de tais benefícios foram introduzidos pela Lei nº 8.383/91, art.
74, pois tais práticas eram comuns em diversas empresas, ou seja, diminuia a
remuneração de seus dirigentes, e em contrapartida, concedia-lhes benefícios.
O legislador não procurou coibir tais práticas, mas sim, regulamentou, pois
em regra, tais benefícios, por não sairem de suas remunerações habituais
resultavam em “não redução de seu patrimônio”, ou seja, resultava em
acréscimos, devendo portanto serem somados para fins da tabela de incidência
do Imposto. O art. 622 do RIR/99 (Ver art. 22 da IN RFB nº 1.500/2014, inciso
XIV), dispos sobre as situações em que se aplica, tais como:

a) Arrendamento mercantil, aluguel ou encargos de depreciação dos bens:
 Veículo utilizado no transporte de administradores, diretores, gerentes
e seus assessores ou à terceiros em relação à pessoa jurídica;
 Imóvel cedido para uso;

b) Despesas com benefícios e vantagens concedidos pela empresa, pagos
diretamente ou através de da contratação de terceiros:
46 

 Aquisição de alimentos ou quaisquer outros bens para a utilização pelo
beneficiário fora da empresa;
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 Pagamento relativos á clubes e assemelhados;

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 Salário e respectivos encargos sociais de empregados postos à
disposição ou cedidos pela empresa;
 Conservação, custeio e a manutenção dos bens.

Nota DESS: A lista acima é meramente “ilustrativa”, considerando o
fato de a Lei nº 8.383/91, em seu art. 74 usar o termo “tais como”., ou
seja, como por exemplo;
Entendemos que se aplica a qualquer pessoa jurídica, inclusive as
imunes e as isentas;
2. A falta de identificação dos beneficiários implicará na tributação
direta em 35%, sendo o imposto e os benefícios considerados como “não
dedutíveis”.

5.3. Serviços Prestados – Pessoas Ligadas

Temos observado que poucas empresas aplicam o disposto do art. 648 do
RIR/99 e nesta situação, quando na prestação de serviços relativos a profissão
legalmente regulamentada a pessoa ligada ou controlada direta ou
indiretamente, a tributação será mediante a aplicação da tabela progressiva,
entretanto o imposto será recolhido normalmente com o código 1708.

Formação da Base Tributável - Deduções

Dentre os “Princípios Básicos”, a tributação tende a alcançar o aumento
do patrimônio, algo que em primeiro momento está oculto, visto que a renda ou
provento não são concretos ou reais, o que resulta em redutores, assim
entendidos como deduções à base para fins de tributação, observando o
seguinte:

a) Todas as deduções devem ser previstas em lei, cabendo a fonte observar
e aplicar as normas vigentes, visto que existem procedimentos especiais
para assalariados e autônomos;

b) As deduções, todas elas, estão sujeitas a comprovação ou justificação, a
juízo da autoridade lançadora (Decreto-Lei nº 5.844/43, art. 11, § 3º);

c) Na hipótese de serem pleiteadas deduções exageradas em relação aos
rendimentos declarados, ou se tais deduções não forem cabíveis, poderão
ser glosadas sem a audiência do contribuinte (Decreto-Lei nº 5.844/43, art.
11, § 4º);
47 

d) Ocorrendo a glosa por falta de comprovação ou justificação não poderão
ser restabelecidas depois que o ato se tornar irrecorrível na esfera
Página 

administrativa (Decreto-Lei nº 5.844/43, art. 11, § 5º).

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e) A fonte pagadora deverá estar segura na aplicação de tais importâncias,
embora que em muitos casos, como por exemplo os relacionados com os
trabalhadores assalariados, a mesma dispõe de controle de documentos
amparados pela legislação trabalhista, o que não ocorre nos casos
relacionados com autônomos e pagamento de alugueis.

1 Contribuição Previdenciária - Art. 86 a 89 da IN RFB nº 1.500/2014

Para determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do
imposto, poderão ser deduzidas, as contribuições (Lei nº 9.250/95, art. 4º,
incisos IV e V):

a) As contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios;

b) As contribuições para as entidades de previdência privada domiciliadas no
País, cujo ônus tenha sido do contribuinte, destinadas a custear benefícios
complementares assemelhados aos da Previdência Social;

c) A comprovação relativas a letra “b” poderá ocorrer das seguintes formas;
 A empresa retem os valores dos profissionais e os repassa para a
entidade, cujo contrato e importâncias vinculadas a folha de salário são
documentos hábeis;
 O profissional ingressa em plano de previdência privada, com opção de
“débito” em conta corrente: Neste caso, será necessário uma
comunicação do agente financeiro, ou da entidade de previdencia;
 O profissional que optar por pagementos mensais (boleto) deverá
enviar cópia do comprovante devidamente pago, até o momento em
que for devida a incidência do imposto.
Nota DESS:
1. A dedução permitida pela letra “b” supra aplica-se exclusivamente à
base de cálculo relativa a rendimentos do trabalho com vínculo
empregatício ou de administradores;
2. A dedução a que se refere a letra “a” supra, somada à dedução
relativa à contribuição aos fundos de Aposentadoria Programada
Individual - FAPI, fica limitada a doze por cento do total dos
rendimentos computados na determinação da base de cálculo do
imposto devido no ajuste.
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2 Dependentes - . Art. 90 da IN RFB nº 1.500/2014

Para determinação da base de cálculo sujeita à incidência mensal do
imposto, poderá ser deduzida do rendimento tributável a quantia equivalente a:

a) Valores:
 Ano de 2011 (jan/mar): R$ 150,69;
 Ano de 2011: R$ 157,47;
 Ano de 2012: R$ 164,56;
 Ano de 2013: R$ 171,97;
 Ano de 2014 até 31.03.2015: R$ 179,71;
 A partir de 1º.04.2015: R$ 189,59.

b) Regras para Dependentes:
 Dependência financeira e passível de comprovação;
 Se possuir rendimentos tributáveis, estes serão acrescidos ao
rendimento do contribuinte que o utilizar;
 Não poderá ser utilizado na base de cálculo de mais de um
contribuinte;
 Diferenças entre a legislação civil e a tributária, tais como a “declaração
de união estável”;
 A empresa deverá manter “termos” em que o profissional discrimine e
assuma a responsabilidade.

c) Quem poderá ser considerado como “dependentes”:
 O cônjuge;
 O companheiro ou a companheira, desde que haja vida em comum por
mais de cinco anos, ou por período menor se da união resultou filho;
 A filha, o filho, a enteada ou o enteado, até vinte e um anos, ou de
qualquer idade quando incapacitado física ou mentalmente para o
trabalho;
 O menor pobre, até vinte e um anos, que o contribuinte crie e eduque e
do qual detenha a guarda judicial;
 O irmão, o neto ou o bisneto, sem arrimo dos pais, até vinte e um anos,
49 

desde que o contribuinte detenha a guarda judicial, ou de qualquer
idade quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
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 Os pais, os avós ou os bisavós, desde que não aufiram rendimentos,
tributáveis ou não, superiores ao limite de isenção mensal;
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 O absolutamente incapaz, do qual o contribuinte seja tutor ou curador.

Nota DESS:
1. Os dependentes referidos nas letras “c” e “e” supra poderão ser
considerados como tal, quando maiores até vinte e quatro anos de
idade, se ainda estiverem cursando estabelecimento de ensino
superior ou escola técnica de segundo grau.
2. Os dependentes comuns poderão, opcionalmente, ser considerados
por qualquer um dos cônjuges. Portanto cabe ressaltar que é
verdade a dedução simultânea do dependente comum.
3. Os filhos de pais separados, poderão ser considerados dependentes
desde que o contribuinte detenha a guarda, em cumprimento de
decisão judicial ou acordo homologado judicialmente.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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 Modelo de Relação de Dependentes.

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 Modelo de Relação de Dependentes.

3. Pensão Alimentícia - Art. 101 a 103 da IN RFB nº 1.500/2014.

Esta é uma situação prevista na legislação, a qual permite que na
determinação mensal da base de cálculo, poderá ser deduzida a importância
paga a título de pensão alimentícia em face ás normas do Direito de Família.
Entretanto, em muitos casos a fonte pagadora fica em uma posição
específica, pois deve observar o teor da decisão judicial ou acordo homologado
judicialmente, o que implica na aplicação de percentuais estabelecidos sobre os
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rendimentos do empregado (a) e a efetiva transferência destes recursos para o
beneficiário (a).
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a) As importâncias em que a empresa reteve dos empregados;

b) Prestação de alimentos provisionais;

c) Será vedada a dedução por dependentes relativa ao mesmo beneficiário,
a partir do início do pagamento da pensão;

d) O valor não utilizado no próprio mês poderá ser deduzido nos meses
subseqüentes;

e) Quando a fonte pagadora não for responsável pelo desconto, o prestador
deverá fornecer o comprovante;

f) Somente serão prestadas informações na DIRF os valores que tenham
sido utilizados como dedução na tabela mensal, observando ainda que na
Pasta – Comprovante de Rendimentos, Ficha – Informações, Campo –
Informações Complementares (CPF, nome dos beneficiários da pensão e
valores);
Tais princípios serão observados pela fonte pagadora, entretanto temos
que observar que em algumas situações não serão aplicadas, tais como, o
aluguel destes bens, visto que o encargo ficará por conta da locatária.
Nota DESS:
1 – na base mensal não poderá ser deduzido as importâncias pagas a
titulo de despesas médicas e de educação dos alimentandos, mesmo
que em cumprimento de decisão ou acordo judicial.
2 – as importâncias referidas no inciso anterior poderão serem utilizadas
na declaração de ajuste anual;
3 – as importâncias pagas por liberalidade não poderão ser utilizadas
como dedução;
4 – no caso de contrair novas núpcias, aplicam se normalmente as
regras para os dependentes;
5 – as normas aplicam-se também aos trabalhadores não assalariados,
desde que observe o disposto da letra “e”. 53 
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3.1 Fórmula e Detalhes.

No caso de o valor da pensão ter sido fixado em percentual aplicável
sobre o rendimento líquido mensal do prestador, para obter o valor correto da
pensão a ser paga, pode ser utilizada a seguinte fórmula:
P = {RB – CP – PP – FAPI – [T/100 X (RB – CP – PP – FAPI – D – P)] +
PD}x N/100
Legenda:

 P: Pensão a ser paga;

 RB: Rendimento Bruto;

 CP: Contribuição Previdenciária;

 PP: Previdência Privada;

 Fapi: Fundo de Aposentadoria Programada Individual;

 D: Dedução por dependentes *;

 T: Alíquota faixa da base de cálculo (da tabela) a que pertencer o RB;

 N: Percentagem da pensão alimentícia fixada pelo juiz;

PD: Parcela a Deduzir correspondente à faixa da base de cálculo a que
pertencer o RB, de acordo com a tabela progressiva;

* Se o contribuinte tiver outros dependentes, que não o beneficiário
da pensão, que estiverem sob a sua guarda.

4 Deduções no Recebimento de Alugueis.

No caso de alugueis, temos que observar que somente serão tributados
os alugueis pagos pelas pessoas jurídicas aos locadores pessoas físicas (art. 49
e .631 do RIR/99) e os alugueis recebidos de pessoas físicas se sujeitam ao
carnê-leão, devendo o imposto ser determinado diretamente pelo locador, nos
prazos estabelecidos pela lei.
Temos que observar que nas duas situações, o montante recebido poderá
não ser considerado direto como renda ou como aumento do patrimônio, visto o
mesmo ser composto de parcelas ou de gastos necessários para a percepção
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do rendimento, devendo desconsiderar.
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a) O valor dos impostos, taxas e emolumentos incidentes sobre o bem que
produzir o rendimento;

b) O aluguel pago pela locação de imóvel sublocado;

c) As despesas pagas para a cobrança ou recebimento do rendimento;

d) As despesas de condomínio.
Somente poderão ser deduzidos as importâncias que tenham sido
suportadas pelo locador e que sejam cobradas diretamento no respectivo recibo,
exceto as comissões pagas às imobiliárias, cujo valor deverá ser destacado a
parte para fins de comprovação pelo Fisco.

5 Gastos Necessários na Percepção do Rendimento.

Em algumas situações, a empresa ao pagar sentenças ou acordãos
judiciais, entretanto, como em todo o processo, a parte estará sujeita ao
pagamento de honorários advocatícios, necessários para o recebimento do
rendimento.
Tais valores também poderão ser utilizados para a dedução na
determinação da parcela sujeita à incidência da tabela, desde que o ônus tenha
sido do beneficiário do rendimento e que seja passivo de justificação perante o
Fisco.
Nota DESS: nestas situações, o declarante deverá observar o
seguinte:
a) Considerar como tributáveis apenas o valor, após a dedução dos
gastos necessários para percepção dos rendimentos;
b) Na DIRF, após a prestação de informações na Pasta – Beneficiários,
os valores utilizados como dedução devem ser informados na Pasta
– Comprovante de Rendimentos, Ficha – Informações, Campo –
Informações Complementares (CPF, CNPJ, nome do profissional ou
empresa no processo e os valores pagos diretamente pelos
beneficiários);
c) Observe que na DIRPF, o beneficiário deverá prestar estas
informações como “Pagamentos Efetuados”, sob pena de sujeição
em penalidade de 20% dos valores pagos e não declarados;
d) Tais regras também se aplicam em relação aos alugueis pagos a
pessoa física eque tenham sido aplicadas deduções aos
rendimentos tributáveis (comissão da imobiliária).
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Multas e Vantagens por Rescisão de Contratos.

A multa ou qualquer outra vantagem paga ou creditada por pessoa
jurídica, ainda que a título de indenização, a beneficiária pessoa física, em
virtude de rescisão de contrato, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na
fonte à alíquota de 15% (quinze por cento).
Nesta hipótese a responsabilidade pela retenção e recolhimento do
imposto de renda é da pessoa jurídica que efetuar o pagamento ou crédito da
multa ou vantagem e o imposto deverá ser retido na data do pagamento ou
crédito da multa ou vantagem e será recolhido no terceiro dia útil subseqüente
ao decêndio de ocorrência do fato gerador.

Rendimentos do Trabalho - Decorrente de Decisão da Justiça do Trabalho

Rendimentos em cumprimento de decisão ou acordo homologado pela
justiça trabalhista, inclusive atualização monetária e juros e pagamento de
remuneração pela prestação de serviços no curso do processo judicial, nas
seguintes condições:

a) O imposto será calculado mediante a utilização da tabela progressiva
mensal, se pago a pessoa física (se pessoa jurídica, aplicar 1,5%);

b) Podem ser utilizadas as deduções na tabela (contribuição previdenciária,
dependentes, previdencia privada e pensão alimentícia);

c) No caso de rendimentos recebidos acumuladamente, o imposto incidirá,
no mês do recebimento do rendimento ou crédito, sobre o total dos
rendimentos;

d) No pagamento de rendimentos tributáveis sujeitos à tabela progressiva
mensal se, no mês, houver mais de um pagamento, a qualquer título, pela
mesma fonte pagadora, aplicar-se-á a alíquota correspondente à soma
dos rendimentos pagos, exceto nos casos a seguir, em que o rendimento
será considerado individualmente:
 Honorários advocatícios; e
 Remuneração pela prestação de serviços no curso do processo
judicial, tais como serviços de engenheiro, contador, avaliador, leiloeiro,
perito, assistente técnico, médico, liquidante, síndico etc.
56 

e) O imposto incidirá sobre o total dos rendimentos pagos, inclusive sobre os
rendimentos abonados pela instituição financeira depositária, no caso de
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pagamento efetuado mediante levantamento de depósito judicial.

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f) Quando não for indicada pela fonte pagadora a natureza jurídica das
parcelas objeto do pagamento o imposto será retido sobre o total da
avença.

g) No caso de rendimentos recebidos acumuladamente provenientes de
aposentadoria, pensão, transferência para a reserva remunerada ou
reforma, pagos pela Previdência Social da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios, e do trabalho, quando correspondentes a anos-
calendário anteriores ao do recebimento (ver art. 12-A da Lei nº 7.713/88).

h) O imposto será considerado redução do devido na declaração de
rendimentos da pessoa física, ou exclusivo de fonte, conforme a natureza
do rendimento;

i) Compete à fonte pagadora ou à instituição financeira depositária, quando
for determinado pelo juízo do trabalho, por não ter sido comprovado o
recolhimento pela fonte pagadora;

j) Código e prazo: código 5936 e recolhido até o último dia útil do 2º
(segundo) decêndio do mês subsequente ao mês de ocorrência dos fatos
geradores.

Rendimentos do Trabalho – Recebidos Acumulados

Rendimentos recebidos acumuladamente decorrentes de aposentadoria,
pensão, transferência para a reserva remunerada ou reforma, pagos pela
Previdência Social da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios,
e os provenientes do trabalho, inclusive aqueles oriundos de decisões das
Justiças do Trabalho, Federal, Estaduais e do Distrito Federal, relativos a
anoscalendário anteriores ao do recebimento.

a) Beneficiário: pessoa física;

b) Forma de Tributação: mediante a utilização da tabela progressiva
resultante da multiplicação da quantidade de meses a que se refiram os
rendimentos pelos valores constantes da tabela progressiva mensal
correspondente ao mês do recebimento ou crédito;

c) Deduções do Rendimento: previdência social, pensão alimentícia e
honorários advocatícios, na proporção dos rendimentos tributáveis;
57 

e) Os rendimentos serão tributados exclusivamente na fonte, no mês do
recebimento ou crédito e em separado dos demais rendimentos recebidos
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no mês;

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f) Opcionalmente e de forma irretratável, os rendimentos recebidos
acumuladamente poderão integrar a base de cálculo do Imposto sobre a
Renda na Declaração de Ajuste Anual do ano-calendário do recebimento;

g) Dispensa de retenção quando a pessoa física beneficiária declarar à
instituição financeira responsável pelo pagamento que os rendimentos
recebidos são isentos ou não tributáveis;

h) O imposto será retido pela pessoa física ou jurídica obrigada ao
pagamento ou pela instituição financeira depositária do crédito;

i) Código e Prazo: código 1889, devendo o imposto ser recolhido até Até o
último dia útil do 2º (segundo) decêndio do mês subsequente ao mês de
ocorrência dos fatos geradores.

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IRRF - Tributação das Pessoas Jurídicas - Domiciliadas no Brasil.

A legislação também estabelece regras para a fonte pagadora nas
operações relacionadas com a prestação de serviços de natureza profissional.

Serviços Prestados por Cooperativas de Trabalho.

Sujeitam-se à incidência do imposto na fonte à alíquota de um e meio por
cento as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a cooperativas
de trabalho, associações de profissionais ou assemelhadas, relativas a serviços
pessoais que lhes forem prestados por associados destas ou colocados à
disposição e por convenção da OCB – Organização das Cooperativas do Brasil,
denominou-se de produção os valores pagos aos cooperados, pelos serviços
prestados.

Serviços Prestados por Pessoas Jurídicas.

Estão sujeitas à incidência do imposto na fonte, à alíquota de um e meio
por cento, as importâncias pagas ou creditadas por pessoas jurídicas a outras
pessoas jurídicas, civis ou mercantis, pela prestação de serviços
caracterizadamente de natureza profissional, conforme definido no art. 647 do
RIR 99, tais como:

1 Lista de Serviços – Art. 647 do RIR 99.

1. Administração de bens ou negócios em geral (exceto consórcios ou
fundos mútuos para aquisição de bens);

2. Advocacia;

3. Análise clínica laboratorial;

4. Análises técnicas;

5. Arquitetura;

6. Assessoria e consultoria técnica (exceto o serviço de assistência técnica
prestado a terceiros e concernente a ramo de indústria ou comércio
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explorado pelo prestador do serviço);

7. Assistência social;
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8. Auditoria;

9. Avaliação e perícia;

10. Biologia e biomedicina;

11. Cálculo em geral;

12. Consultoria;

13. Contabilidade;

14. Desenho técnico;

15. Economia;

16. Elaboração de projetos;

17. Engenharia (exceto construção de estradas, pontes, prédios e obras
assemelhadas);

Nota DESS: Sobre este assunto, o PN 8/86, definiu que a exceção
abrange apenas as obras em geral e as de montagem, instalação,
restauração e manutenção de instalações e equipamentos industriais,
sendo que os demais serviços não abrangidos se sujeitarão na tributação

18. Ensino e treinamento;

19. Estatística;

20. Fisioterapia;

21. Fonoaudiologia;

22. Geologia;

23. Leilão;

24. Medicina (exceto a prestada por ambulatório, banco de sangue, casa de
saúde, casa de recuperação ou repouso sob orientação médica, hospital e
pronto-socorro);

Nota DESS: “Estabelecimentos” sob subordinação técnica e
60 

administrativa, conforme definido no PN CST nº 8/86, visto que o mesmo
se relaciona as exceções previstas na IN SRF nº 23/86 – Situações
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Singulares – 2 - Medicina.

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25. Nutricionismo e dietética;

26. Odontologia;

27. Organização de feiras de amostras, congressos, seminários, simpósios e
congêneres;

28. Pesquisa em geral;

29. Planejamento;

30. Programação;

31. Prótese;

32. Psicologia e psicanálise;

33. Química;

34. Radiologia e radioterapia;

35. Relações públicas;

36. Serviço de despachante;

37. Terapêutica ocupacional;

38. Tradução ou interpretação comercial;

39. Urbanismo;

40. Veterinária.

2. Serviços de Limpeza, Conservação, Segurança, Vigilância e Locação de
Mão-de-obra.

Sujeitam-se à incidência do imposto na fonte à alíquota de um por cento
os rendimentos pagos ou creditados por pessoas jurídicas a outras pessoas
jurídicas civis ou mercantis pela prestação de serviços de limpeza, conservação,
segurança, vigilância e por locação de mão-de-obra. O imposto retido na fonte
será considerado antecipação do devido pela beneficiária, incidindo sobre o total
da Nota Fiscal emitida, sendo irrelevante a denominação ou descrição das
verbas.
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3. Comissões, Corretagens, Propaganda e Publicidade.

Alíquota de um e meio por cento, as importâncias pagas ou creditadas por
pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas:

a) A título de comissões, corretagens ou qualquer outra remuneração pela
representação comercial ou pela mediação na realização de negócios civis
e comerciais;

b) Por serviços de propaganda e publicidade.

1. No caso da letra “b”, excluem-se da base de cálculo as importâncias
pagas diretamente ou repassadas a empresas de rádio e televisão,
jornais e revistas, atribuída à pessoa jurídica pagadora e à
beneficiária responsabilidade solidária pela comprovação da efetiva
realização dos serviços.
2. O imposto descontado será considerado antecipação do devido.
3. Em se tratando de comissões pagas às Agencias de Publicidade, a
IN SRF nº 123 de 1992, dispõe que agência deverá recolher o
imposto por conta e ordem do anunciante.

Multas e Vantagens por Rescisão de Contratos – Pessoas Jurídicas.

A multa ou qualquer outra vantagem paga ou creditada por pessoa
jurídica, ainda que a título de indenização, a beneficiária pessoa física, em
virtude de rescisão de contrato, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na
fonte à alíquota de 15% (quinze por cento).
Nesta hipótese a responsabilidade pela retenção e recolhimento do
imposto de renda é da pessoa jurídica que efetuar o pagamento ou crédito da
multa ou vantagem e o imposto deverá ser retido na data do pagamento ou
crédito da multa ou vantagem e será recolhido no terceiro dia útil subseqüente
ao decêndio de ocorrência do fato gerador.
Os valores retidos serão:

a) Computado como receita, na determinação do lucro real;

b) Acrescido ao lucro presumido ou arbitrado, para determinação da base de
cálculo do imposto devido pela pessoa jurídica.
O imposto retido na fonte desta forma será considerado como antecipação
62 

do devido em cada período de apuração, ou como tributação definitiva, no caso
de pessoa jurídica isenta e é de ser ressaltado que este tratamento não se
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aplica às indenizações pagas ou creditadas em conformidade com a legislação
trabalhista e àquelas destinadas a reparar danos patrimoniais.

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IRRF - Outras Operações

Neste módulo, estaremos apresentando outras hipóteses de tributação,
cujas normas já são observadas de antemão pelo mercado financeiro, ou pelo
Banco Central, no caso de remessas para o exterior.

Aplicações Financeiras.

Tais rendimentos consistem em uma grande fonte de recursos para as
instituições financeiras, produzindo efeitos diretamente na taxa de juros e no
financiamento do capital de giro das empresas.
Nos anos de alta taxa inflacionária, o chamado “ ganho” fácil induziu a
aplicação em “papéis” em detrimento do investimento interno em máquinas,
equipamentos, mão de obra, pesquisa e desenvolvimento e outros.
Em regra, acreditamos que devido às mudanças, o que reduziu a taxa
inflacionária, o empresário somente destinará tais recursos no objetivo de
“proteção do capital” a determinado período, arcando em regra com todos os
seus efeitos tributários, nas seguintes condições:
Observem que as operações de contrato de mútuo, os rendimentos são
equiparados aos de renda fixa, a serem tributados.

a) Imposto de Renda:
 Retenção pela Fonte: em alíquotas de acordo com a espécie e período
de aplicação;
 Antecipação do Devido: Tributadas pelo Lucro Real ou Presumido;
 Exclusivo na Fonte: Simples e Pessoas Físicas e Isentas;
 Isento: Entidades Imunes.

b) Contribuição Social Sobre o Lucro: Incidência na Base (9%): Real,
Presumida, Arbitrada e Simples.

c) PIS e Cofins: Alíquota “Zero”: regime não-cumulativo total ou parcial
e de 0,65% e 3,00% nas demais situações.
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1 Renda Fixa.

A Lei nº 11.033/2004, alterou a tributação do mercado financeiro,
estabelecendo alíquotas diferenciadas de acordo o período de resgate (art. 1º da
Lei nº 11.033/2004; art. 5º da Lei nº 9.779/99 e art. 729 do RIR 99), conforme
alíquotas a seguir:

a) De 01 a 180 dias: 22,5%;

b) De 181 a 360 dias: 20,0%;

c) De 361 a 720 dias: 17,5%;

d) Acima de 720 dias: 15,0%.

2 Fundos de Investimentos.

Conforme alíquotas a seguir:

a) De 01 a 180 dias: 22,5%;

b) Acima de 180 dias: 20,0%

3 Renda Variável.

Nas operações de renda variável os ganhos líquidos (após compensadas
as perdas em da mesma espécie) auferidos em operações realizadas em bolsas
de valores, de mercadorias e futuro, e assemelhados, sendo Day trade (20 %) e
outras operações (15 %).
O § 1º do art. 2º estabeleu uma nova responsabilidade para a instituição
intermediária (corretora), em tributar o “suposto” ganhos diários a alíquota de
0,005%, sendo este valor compensado na apuração final, entretanto, a nosso
ver, trata-se de uma operação que visa a interferência de mecanismos que
resultem na elevação de preços, visto que tais operações possuem como
características “puramente” especulativas e a SRF estrá criando formas para
controle e normatização destes procedimentos.
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Prêmios e Sorteios em Geral.

1. Prêmios em Dinheiro.

Sujeitam-se à incidência do imposto, à alíquota de trinta por cento,
exclusivamente na fonte:

a) Os lucros decorrentes de prêmios em dinheiro obtidos em loterias,
inclusive as instantâneas, mesmo as de finalidade assistencial, ainda que
exploradas diretamente pelo Estado, concursos desportivos em geral,
compreendidos os de turfe e sorteios de qualquer espécie, exclusive os de
antecipação nos títulos de capitalização e os de amortização e resgate
das ações das sociedades anônimas (Lei nº 4.506/64, art. 14);

b) Os prêmios em concursos de prognósticos desportivos, seja qual for o
valor do rateio atribuído a cada ganhador (Decreto-Lei nº 1.493/76, art.
10).

Nota DESS:
- O recolhimento do imposto, seja qual for a residência ou domicílio do
beneficiário do rendimento, poderá ser efetuado no agente arrecadador
do local em que estiver a sede da entidade que explorar a loteria.
- O imposto será retido na data do pagamento, crédito, entrega, emprego
ou remessa.

2. Prêmios em Bens e Serviços.

Os prêmios distribuídos sob a forma de bens e serviços, através de
concursos e sorteios de qualquer espécie, estão sujeitos à incidência do
imposto, à alíquota de vinte por cento, exclusivamente na fonte e torna-se
importante observar que o imposto incidirá sobre o valor de mercado do prêmio,
na data da distribuição, e será pago até o terceiro dia útil da semana
subseqüente ao da distribuição, sendo se competência da pessoa jurídica que
proceder à distribuição de prêmios, efetuar o pagamento do imposto
correspondente, não se aplicando o reajustamento da base de cálculo.
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3. Títulos de Capitalização.

Estão sujeitos à incidência do imposto na fonte, à alíquota de 25%:

a) Os benefícios líquidos resultantes da amortização antecipada, mediante
sorteio, dos títulos de economia denominados capitalização;

b) Os benefícios atribuídos aos portadores de títulos de capitalização nos
lucros da empresa emitente.

Nota DESS: Este imposto será retido na data do pagamento ou
crédito e será considerado:
- Antecipação do devido, quando o beneficiário for pessoa jurídica
tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado;
- Devido exclusivamente na fonte, nos demais casos, inclusive se o
beneficiário for pessoa física ou jurídica isenta.

Rendimentos Auferidos por Domiciliados no Exterior.

A globalização é um fato e como tal, cada vez mais empresas buscam
alternativas para negócios com o exterior, tanto na comercialização quanto na
contratação de serviços e direitos, assim entendidos como royalties e no que se
refere a remessa, esta deverá estar amparada com o devido pagamento do
Imposto, o que induz o contratante a observância do teor do contrato e dos
normativos internos.
Outro ponto a ser observado é o relacionado com os acordos firmados
para evitar bi-tributação, os quais serão respeitados, sendo que na hipótese de
os dispositivos internos serem mais benéficos aos beneficiários (contratados),
aplicam-se os mesmos.
As pessoas físicas e jurídicas que desejarem fazer transferência para o
exterior a título de lucros, dividendos, juros e amortizações, royalties, assistência
técnica, científica, administrativa e semelhantes deverão submeter aos órgãos
competentes do Banco Central do Brasil e da Secretaria da Receita Federal os
contratos e documentos que forem considerados necessários para justificar a
remessa (Lei nº 4.131, de 1962, art. 9º).
As remessas para o exterior dependem do registro da pessoa jurídica no
Banco Central do Brasil e de prova do pagamento do imposto devido, se for o
caso e dessa forma, os rendimentos auferidos por domiciliados no exterior, ficam
66 

isentos de tributação na remessa desde que referidos valores tenham como
objetivo a manutenção de escritório de representação.
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Os pagamentos efetuados para domiciliados no exterior estão sujeitos à
retenção na fonte por ocasião da remessa à alíquota de 25%, ou se for o caso, a
alíquota estabelecida em acordo para evitar bi-tributação, se esta for menor.
O pagamento será no ato da remessa tendo como período de apuração e
vencimento a “mesma data” e caso o pagamento refira-se a royalties pela
transmissão de tecnologia, dez por cento desse valor pertencerá à CIDE.

1 Alíquotas.

A alíquota será de acordo com a espécie do rendimento e com a
observância dos dispostos dos acordos para evitar bi-tributação ( RIR 99 em seu
art. 997):

Art. 997. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou
modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela que lhes
sobrevenha (Lei nº. 5.172, de 1966, art. 98).

As alíquotas serão em regra as previstas nos Acordos ou Convenções
Internacionais, que em comparação com as fixadas com a legislação interna
terão o seguinte tratamento (IN SRF nº 244/2002, art. 1º), observando o
seguinte:

a) Se Superior a Interna: prevalece a interna

b) Se Inferior a Interna: prevalece o a prevista no acordo:

2 Casos em que se Aplicam

São rendimentos que por sua natureza são tributáveis e nas situações
especiais, o contribuinte deverá questionar ou justificar junto às autoridades
competentes.
Rendimento Código Alíquotas %
Royalties e Pagamentos de Assistência Técnica 0422 15
Aplicações em Fundos de Conversão de Débitos Externos 0490 25
Juros e Comissões em Geral 0481 15 ou 25
Juros sobre o Capital Próprio 9453 15
Aluguel e Arrendamento 9478 15
Aplicações Financeiras/Entidades de Investimento Coletivo 5286 10 e 25
Renda e Proventos de Qualquer Natureza 0473 25 ou 15
Fretes Internacionais 9412 15
Previdência Privada e FAPI 9466 25
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Remuneração de Direitos 9427 15
Obras Audiovisuais 5192 25
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3 Relação de Países em o Brasil Mantêm Acordo:

Pais Acordo
Alemanha Decreto nº. 76.988/76; Portarias MF nºs 43/76, 469/76 e 313/78 e PN CST nº 52/77.
Argentina Decreto nº.87.976/82; Decreto Legislativo nº.74/81; Portaria MF nº.22/83 e ADN CST nº.6/90.
Áustria Decreto nº.78.107/76 e Portaria MF nº.470/76.
Bélgica Decreto nº.72.542/73 e Portarias MF nºs.271/74 e 71/76.
Canadá Decreto nº.92.318/86, Decreto Legislativo nº.28/85 e Portarias MF nºs.199/86 e 55/88.
Chile Decreto nº.4.852/03, Decreto Legislativo nº.331/03 e Portaria MF nº.285/03.
China Decreto nº.762/93 e Decreto Legislativo nº.85/92.
Coréia Decreto nº.354/91 e Decreto Legislativo nº.205/01.
Dinamarca Decreto nº.75.106/74 e Portarias MF nºs.68/75 e 70/76.
Equador Decreto nº.95.717/88 e Decreto Legislativo nº.04/86.
Espanha Decreto nº.76.975/76; Decreto Legislativo nº.62/75; Portaria MF nº.45/76 e ADI RF nº.6/2002.
Filipinas Decreto nº.241/91 e Decreto Legislativo nº.198/91.
Finlândia Decretos nºs.73.496/74 e 2.465/98; Portaria MF nº.223/74 e AD RF nº.12/98.
França Decreto nº.70.506/72; Portarias MF nºs.287/72 e 20/76 e PN CST nº.55/76.
Holanda Decreto nº.355/91 e Decreto Legislativo nº.60/90.
Hungria Decreto nº.53/91 e Decreto Legislativo nº.13/90.
Índia Decreto nº.510/92 e Decreto Legislativo nº.214/91.
Itália Decreto nº.85.985/81, Decreto Legislativo nº.77/79, Decreto Legislativo nº.69/76 e Portarias MF
nºs.203/81 e 226/84.
Japão Decretos nºs.61.899/67 e 81.194/78, Decreto Legislativo nº.43/67, Portaria MF nº.92/78; ADN CST
nº.02/80 e PN COSIT nº.3/95.
Luxemburgo Decreto nº.85.051/80, Decreto Legislativo nº.78/79 e Portarias MF nºs.413/80 e 510/85.
Noruega Decretos nºs.86.710/81 e 2.132/97, Portarias MF nºs.25/82 e 227/84 e AD RF nº.57/96.
Portugal Até 31.12.99: Decreto nº.69.393/71, Portaria MF nº.181/73, PN CST nºs.132/73 e 105/74 e AD RF
nºs.6/97 e 53/99. Após 05.10.2001: Decreto nº.4.012/2001, Decreto Legislativo nº.188/01 e Portaria
MF nº.28/2002.
Suécia Decreto nº.77.053/76, Portarias MF nºs.44/76 e 5/79, PN CST nº.37/74 e ADN CST nº.28/78.

Tcheco - Decreto nº.43/91

4 Trabalho Assalariado no Exterior.

Os rendimentos recebidos de fontes situadas no exterior, sujeitos à
tributação no Brasil, bem como o imposto pago no exterior, serão convertidos
em Reais mediante utilização do valor do dólar dos Estados Unidos da América
informado para compra pelo Banco Central do Brasil para o último dia útil da
primeira quinzena do mês anterior ao do recebimento do rendimento (Lei
nº.9.250, de 1995, arts. 5º, § 1º, e 6º).
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Retenção das Contribuições Sociais

A fonte pagadora pessoa jurídica fica responsável pela retenção de
tributos nas situações previstas em lei e esta responsabilidade anteriormente se
aplicava apenas quanto ao Imposto de Renda e INSS e recentemente a Lei
nº.10.833/03 ampliou esta responsabilidade, abrangendo a CSLL, o PIS e a
Cofins e a prestação de informações na DIRF e no Informe de Rendimentos.
Em regra resulta em antecipação de arrecadação, mais atividades e
controles para as fontes pagadoras, mas nenhum encargo extra para o
beneficiário do rendimento.
Em relação aos prestadores podemos direcionar a perda “financeira”, visto
que as importâncias retidas somente serão “deduzidas” em apurações futuras,
como por exemplo para as empresas que prestaram serviços no mês de janeiro
de 2015, ao incluirem o rendimento em suas base, já, pela regra estarão
pagando as contribuições a antecipadamente, o que poderia ser facilmente
solucionado, no caso de o Fisco alterar o entendimento, visto que as retenções
são consideradas como a antecipação do “devido”, portanto, deveriam poderiam
ser “deduzidas” na mesma proporção e que o rendimento tenha computado na
base.
Apesar de a legislação ser omissa, entendemos que também se aplicam
os demais dispostos em relação às penalidades pela não retenção, bem como
no reajustamento do rendimento, quando a fonte assumir o ônus.

Casos em Que se Aplicam as Retenções das Contribuições Sociais

Estão sujeitas a retenção das contribuições sociais (PIS, Cofins e CSLL)
as importâncias pagas pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de
direito privado pela prestação de serviços de limpeza, conservação,
manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão de
obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão
de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, e pela
remuneração de serviços profissionais.
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Alguns Conceitos de Serviços

Para fins de retenção entende-se como serviços:
 Limpeza, conservação ou zeladoria os serviços de varrição, lavagem,
enceramento, desinfecção, higienização, desentupimento, dedetização,
desinsetização, imunização, desratização ou outros serviços
destinados a manter a higiene, o asseio ou a conservação de praias,
jardins, rodovias, monumentos, edificações, instalações, dependências,
logradouros, vias públicas, pátios ou de áreas de uso comum;
 Manutenção todo e qualquer serviço de manutenção ou conservação
de edificações, instalações, máquinas, veículos automotores,
embarcações, aeronaves, aparelhos, equipamentos, motores,
elevadores ou de qualquer bem, quando destinadas a mantê-los em
condições eficientes de operação, exceto se a manutenção for feita
em caráter isolado, como um mero conserto de um bem defeituoso;
 Segurança e/ou vigilância os serviços que tenham por finalidade a
garantia da integridade física de pessoas ou a preservação de valores
e de bens patrimoniais, inclusive escolta de veículos de transporte de
pessoas ou cargas;
Os serviços profissionais relacionados no § 1º do art. 647 do Regulamento
do Imposto sobre a Renda (RIR/1999), inclusive quando prestados por
cooperativas ou associações profissionais, aplicando-se, para fins da retenção
das contribuições, os mesmos critérios de interpretação adotados em atos
normativos expedidos pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) para a
retenção do imposto sobre a renda.

Fato Gerador.

O fisco elegeu como fato gerador o efetivo pagamento das importâncias
aos prestadores de serviços e em regra o tomador deverá manter controle por
pagamento, cuja obrigatoriedade somente deverá ocorrer quando exceder o
valor de R$ 5.000,00, entretanto, apesar de ser aplicado a alíquota de 4,65%
sobre o total, a retenção fica limitada ao valor a ser pago.
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A partir de 22.06.2015, não se aplica o somatório dos pagamentos até o
limite de R$ 5.000,00, visto que:

a) Retenção: por ocasião de cada pagamento;

b) Somatório: não se aplicam, visto a alteração no § 3º e a revogação do §
4º, do art. 31 da lei nº 10.833/2003;

c) Dispensa: no caso de valores não superiores a R$ 10,00, portanto se o
pagamento for de até R$ 215,00, não haverá retenção.

Dispensa de Retenção.

1 Regra Geral

A Lei nº. 10.925 de 2004, promoveu algumas alterações, dispensando a
retenção, quando o total das serviços pagos ao mesmo beneficiários dentro do
mês resultem em valores não superiores a R$ 5.000,00 (comentários neste
trabalho), entretanto, cabe-nos a orientar que não se trata de uma dispensa
tácita, mas sim, de um bom senso por parte do Fisco, conforme modelo de
controle., sendo revogado a partir de 22.06.2015.

2 Dispensa de Retenção, para as operações realizadas até 21.06.2015

A Lei nº 10.925 de 23.07.2004, deu uma nova redação ao art. 31 da lei nº
10.833/2003.

"Art. 31. ...................................................................................

§ 3º É dispensada a retenção para pagamentos de valor igual ou
inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

§ 4º Ocorrendo mais de um pagamento no mesmo mês à mesma
pessoa jurídica, deverá ser efetuada a soma de todos os valores pagos no
mês para efeito de cálculo do limite de retenção previsto no § 3o deste
artigo, compensando-se o valor retido anteriormente."

A IN SRF de nº 459 de 18.10.2004, tratando sobre este tema:

" Art. 1º ........
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§ 3º É dispensada a retenção para pagamento de valor igual ou
inferior a R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
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§ 4º Ocorrendo mais de um pagamento no mesmo mês à mesma
pessoa jurídica, a cada pagamento deverá ser:

I - efetuada a soma de todos os valores pagos no mês;

II - calculado o valor a ser retido sobre o montante obtido na forma do
inciso I deste parágrafo, desde que este ultrapasse o limite de que trata o §
3º, devendo ser deduzidos os valores retidos anteriormente no mesmo mês;

§ 5º Na hipótese do § 4º, caso a retenção a ser efetuada seja
superior ao valor a ser pago, a retenção será efetuada até o limite deste.

3 Novas Regras a Partir de 22.06.2015 (Lei nº 13.137/2015)

Foi dada uma nova redação ao art 31 e 35 da lei nº 10.833 de 2013:

"Art. 31. ...................................................................................

§ 3º Fica dispensada a retenção de valor igual ou inferior a R$ 10,00
(dez reais), exceto na hipótese de Documento de Arrecadação de Receitas
Federais - DARF eletrônico efetuado por meio do Siafi.

“Art. 35. Os valores retidos no mês, na forma dos arts. 30, 33 e
34 desta Lei, deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional pelo órgão
público que efetuar a retenção ou, de forma centralizada, pelo
estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até o último dia útil do segundo
decêndio do mês subsequente àquele mês em que tiver ocorrido o
pagamento à pessoa jurídica fornecedora dos bens ou prestadora do
serviço.” (NR)

Situações Especiais em Relação às Empresas.

1 Empresas Dispensadas de Realizar as Retenções

Em regra, todas as pessoas jurídicas são obrigadas a efetuar as
retenções, entretanto, o art. 1º da IN SRF nº. 459 de 2004, determina:

§ 6º Não estão obrigadas a efetuar a retenção a que se refere o
caput as pessoas jurídicas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento
de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de
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Pequeno Porte (Simples).
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2 Empresas Dispensadas de Sofrer as Retenções

Neste caso, a mesma IN SRF nº. 459 determina em seus artigos 3º a 5º,
que não serão exigidas as retenções nas situações de pagamentos efetuados a:

a) Empresas estrangeiras de transporte de valores;

b) Pessoas jurídicas optantes pelo Simples (ver modelo);

c) Transporte internacional de valores efetuado por empresas nacionais, em
relação ao PIS e a Cofins;

d) Estaleiros navais brasileiros nas atividades de conservação,
modernização, conversão e reparo de embarcações pré-registradas ou
registradas no Registro Especial Brasileiro – REB, (em relação ao PIS e a
Cofins);

e) a partir de 1º.01.2005, não será exigida a retenção da CSLL nos casos de
pagamentos para as cooperativas, em relação aos seus atos cooperados.
Notem que a LC nº. 123 de 2006, possibilita novas atividades e empresas
ao ingresso no Simples Nacional, sendo assim, poderão ocorrer alterações por
meio de atos a serem editados pelo Comitê Gestor de Tributação.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ANEXO I  DECLARAÇÃO 
Ilmo. Sr. (Pessoa Jurídica pagadora)
(Nome da empresa), com sede (endereço completo), inscrita no CNPJ sob
o nº..... DECLARA à (nome da pessoa jurídica pagadora), para fins de não
incidência na fonte da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), e da
Contribuição para o PIS/Pasep, a que se refere o art. 30 da Lei nº 10.833, de 29
de dezembro de 2003, que é regularmente inscrita no Sistema Integrado de
Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de
Pequeno Porte (Simples), nos termos da Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de
1996.
Para esse efeito, a declarante informa que:

I Preenche os seguintes requisitos:
a) Conserva em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da
emissão, os documentos que comprovam a origem de suas receitas e
a efetivação de suas despesas, bem assim a realização de quaisquer
outros atos ou operações que venham a modificar sua situação
patrimonial;
b) Apresenta anualmente Declaração Simplificada da Pessoa Jurídica
(Simples), em conformidade com o disposto em ato da Secretaria da
Receita Federal;

II O signatário é representante legal desta empresa, assumindo o
compromisso de informar à Secretaria da Receita Federal e à pessoa
jurídica pagadora, imediatamente, eventual desenquadramento da
presente situação e está ciente de que a falsidade na prestação destas
informações, sem prejuízo do disposto no art. 32 da Lei nº 9.430, de 1996,
sujeita-lo-á, juntamente com as demais pessoas que para ela
concorrerem, às penalidades previstas na legislação criminal e tributária,
relativas à falsidade ideológica (art. 299 do Código Penal) e ao crime
contra a ordem tributária (art. 1º da Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de
1990).
Local e data......................................................
Assinatura do Responsável
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Alíquotas

1 Regra Geral

As contribuições previstas neste tópico são a CSLL – Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido, o PIS – Programa de Integração Social e a Cofins –
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social e considerando as
situações específicas a estes tributos, o fisco elegeu como regra,
independentemente da forma de tributação as alíquotas de 1,00 % (CSLL),
0,65% (PIS) e de 3,00% (Cofins), totalizando 4,65% .
Notem que a aplicação não depende da forma de incidência cumulativa ou
não-cumulativa e apesar de a retenção ser de forma total, o prestador deverá
manter controle por espécie de contribuinção, visto a dedução na mesma
proporcionalidade.

2 Pessoa Jurídica Amparada Por Medida Judicial

Somente se aplica para as empresas que estejam amparadas por
supensão da exigibilidade do crédito tributário, conforme CTN, art. 151, ou por
sentença judicial transitada em julgado, na qual, o prestador deverá apresentar a
fonte pagadora a comprovação de que a não-retenção está amparada, podendo
ser feita por meio de certidão emitida pelo cartório do Fórum onde transita a
respectiva ação judicial.
Considerando que a retenção é meramente uma antecipação do devido,
sendo assim, a não-retenção evita a existência de créditos não utilizados pelos
contribuintes, casos em que a fonte aplicará a retenção de forma individualizada,
ou seja, apenas as alíquotas não alcançadas pela medida e nesta situação,
ocorrendo a retenção de forma parcial, tanto o recolhimento, quanto a prestação
de informações (DCTF, DIRF, PER/DCOMP e DIPJ), também serão
individualizadas, ou seja, códigos 5960 (Cofins), 5979 (PIS/Pasep) e 5987
(CSLL).

Procedimentos na Emissão da Nota Fiscal

A responsabilidade da fonte não depende de ter ou não o destaque das
retenções no respectivo documento fiscal, visto que quem determina o momento
do fato gerador é a fonte pagadora e entendemos que nos casos em que na
emissão do documento o valor já excede os limites, o prestador poderá destacar
75 

as retenções, mas poderá ocorrer algumas divergências, tais como, a soma de
valores anteriormente não sujeitos a retenção (abaixo do limite de R$ 5.000,00).
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Preliminarmente orientamos que salvo em disposição prevista em ato
municipal, a documentação hábil será sempre a emissão da respectiva nota
fiscal, observando que os valores correspondentes às retenções (INSS, IRRF e
Contribuições) deverá ser feito em destaque sem que venha a afetar o total do
documento.

a) Documento com Campo em Destaque: após o total da Nota Fiscal e
antes do valor líquido a ser recebido.
IDENTIFICAÇÃO DO PRESTADOR (Logo, Razão Social, Endereço, CNPJ, Inscrição Municipal e nº. da NF)
IDENTIFICADOR DO TOMADOR DO SERVIÇO (Nome, Razão Social, Endereço, CNPJ, Inscrição estadual, Inscrição 
Municipal e Condições de Pagamento) 

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO  VALOR
Serviço Prestado de Assessoria Tributária no (dia, mês e ano), local (cidade, UF) 6.000,00
TOTAL DO SERVIÇO  6.000,00

  INSS Retido 100,00  469,00
IR Fonte  90,00 
Contribuições  279,00 
ISS  0,00 

LÍQUIDO A RECEBER  5.531,00

b) Documento sem Campo em Destaque: neste caso, os valores serão
informados no campo “Descrição de Serviço”, sem qualquer informação na
coluna “Valor”.
IDENTIFICAÇÃO DO PRESTADOR (Logo, Razão Social, Endereço, CNPJ, Inscrição Municipal e nº. da NF)
IDENTIFICADOR DO TOMADOR DO SERVIÇO (Nome, Razão Social, Endereço, CNPJ, Inscrição estadual, Inscrição 
Municipal e Condições de Pagamento) 

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO  VALOR
Serviço Prestado de Assessoria Tributária no (dia, mês e ano), local (cidade, UF) 6.000,00

Destaque das Retenções: 

INSS Retido..............................................................R$ 100,00; 
IR Fonte...................................................................R$  90,00; 
Contribuições Art. 30 da Lei nº. 10.833 /2003.......R$ 279,00; 
ISS............................................................................R$    0,00 
Total........................................................................R$ 469,00 

TOTAL DO SERVIÇO  6.000,00
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Periodicidade e Forma de Recolhimento

1 Periodicidade e Novos Prazos de Recolhimento

A periodicidade será nas seguintes condições:

a) Quinzenal: nas operações realizadas de acordo com os dispositivos da lei
nº 10.833/2003, ou seja, antes das alterações;

b) Valores retidos no mês de junho de 2015:
- Retenções até 15.06.2015: recolher até o último dia útil de junho;
-Retenções ocorridas de 16.06.2015 a 30.06.2015: recolher até o
último dia do 2° decendio (20.07.2015);

c) Retenções ocorridas a partir de 01.07.2015: recolher até o último dia
útil do segundo decêndio do mês subsequente àquele mês em que tiver
ocorrido o pagamento à pessoa jurídica fornecedora dos bens ou
prestadora do serviço.

2 Forma de Recolhimento

Os valores retidos serão recolhidos de forma centralizada pelo
estabelecimento matriz, observando as situações de retenção total ou parcial,
para as empresas amparadas por medida judicial. Observem que o DARF é
apenas uma forma de quitação, podendo a empresa se valer de créditos
tributários líquidos e certos para a compensação dos débitos, mediante o
preenchimento e envio da PER/DCOMP até o vencimento do respectivo débito.
Em nossos seminários observamos que em algumas situações em que os
contribuintes erram ao preencher os DARFs, ou sejam, consideram os códigos
das retenções parciais (5960, 5979 e 5987), causando um certo transtorno, visto
que tais códigos somente devem ser utilizados para os contribuintes nas
condições de fonte pagadoras de serviços, cujos prestadores são, ou estão
amparados por medida judicial, que dispense a retenção de parte das
contribuições, portanto, poderá resultar e questionamento pelo Fisco.
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Retenções – Art. 3º da Lei nº. 10.485 de 2002 – Breve Relato.

Esta responsabilidade foi instituida pelas alterações promovidas pela Lei
nº.10.685/04 em relação ao setor automobilistico, sendo extinto a incidência
monofásica e submetendo as empresas deste setor à modalidade Não-
Cumulativa, com a possibilidade de desconto de créditos, entretanto, nas
situações de fornecimento de autopeças aos fabricantes de veículos e
máquinas, a fonte pagadora (montadora) deverá reter e recolher as
contribuições para o PIS (0,1%) e Cofins (0,5%).

Prestação de Informações na DIRF e Informe de Rendimentos

Aplica-se nestas situações cujos beneficiários sejam pessoas jurídicas as
mesmas normas sobre a prestação de informações na DIRF e no Informe de
Rendimentos, nos respectivos meses e códigos a eles relacionados.

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Retenções Efetuadas pelas Entidades Federais

1. Breve Relato

Desde 1º.01.1997, as operações com o fornecimento de bens e serviços
para as entidades federais se sujeitam às retenções de IRPJ, CSLL. PIS e
Cofins, inicialmente previsto na Lei nº 9.430/96, art. 64 e a partir de 1º.02.2004
estendendo tais situações para as demais empresas públicas, sociedade de
economia mista e outras, definidas no art. 34 da Lei nº. 10.833/2003. Tais
retenções em regra compreende na antecipação da carga devida pelos
beneficiários dos rendimentos, não resultando em nenhuma perda financeira,
visto a possibilidade de aproveitamento de tais importâncias como deduções nos
mesmos tributos.
O art. 34 da Lei nº 10.833/2003 estabeleceu as seguintes condições:

a) O fato gerador para a retenção também será “o pagamento”, sendo
irrelevante o reconhecimento contábil ou a disponibilidade jurídica;

b) Alcança a todos os pagamentos efetuados para as pessoas jurídicas
fornecedoras de bens ou prestadoras de serviços;

c) Esta nova responsabilidade se aplica aos seguintes órgãos da
administração pública federal:
- Empresas Públicas;
- Sociedades de Economia Mista;
- Demais entidades em que a União, direta ou indiretamente detenha a
maioria do capital com direito a voto, e que dela recebam recursos do
tesouro nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução
orçamentária e financeira na modalidade total do SIAF – Sistema
Integrado de Administração Financeira do Governo Federal.

d) Será aplicada a alíquota correspondente ao somatório da CSLL, do PIS e
da Cofins, observando as situações de comutatividade, de incidência
monofásica e substituição tributária, acrescendo a este, o IRPJ
determinado de acordo com a natureza do bem fornecido ou do serviço
prestado, também não sendo aplicado a dispensa de retenção se resultar
em valor inferior a R$ 10,00;
79 

e) Os valores retidos serão considerados como antecipação do devido e
serão deduzidos pelos beneficiários na mesma proporção e espécie de
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tributos em que o rendimento integrar a base de cálculo dos tributos;

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Retenções de Tributos e Contribuições 

f) No caso de contratos distintos em que a mesma fornecedora ou
prestadora de serviços com percentuais específicos, os valores retidos
também serão recolhidos em DARFs e Códigos distintos;

g) Os tributos retidos e recolhidos na forma deste artigo, dispensa a fonte
pagadora das demais situações relacionadas, tais como a retenção do
Imposto de Renda – Fonte de beneficiários pessoas jurídicas.

1.2 Tabelas a Utilizar

Tabela 01
Alíquotas em % 
NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO  Total  COD 
IR CSLL Cofins  PIS 

Alimentação;
Energia elétrica;
Serviços prestados com emprego de materiais;
Construção Civil por empreitada com emprego de
materiais; 1,2 1,0 3,0 0,65 5,85 6147
Serviços hospitalares;
Transporte de cargas, exceto os relacionados no código
8767;
Mercadorias e bens em geral.

Tabela 02
Alíquotas em % 
NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO  Total  COD 
IR CSLL Cofins  PIS 

Gasolina, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo (GLP) e
querosene de aviação (QAV) adquiridos de produtor ou
importador;
Demais combustíveis derivados de petróleo e gás natural,
0,24 1,0 3,0 0,65 4,89 9060
e dos demais produtos derivados de petróleo, adquiridos
de produtor, importador, distribuidor ou varejista;
Álcool etílico hidratado para fins carburantes, adquirido
diretamente do distribuidor.

Gasolina, exceto gasolina de aviação, óleo diesel e gás
liquefeito de petróleo (GLP) e querosene de aviação
adquiridos de distribuidores e varejistas, e álcool para fins 0,24 1,0 0,0 0,0 1,24 8739
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carburantes quando adquirido, exclusivamente, de
varejista.
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Tabela 03
Alíquotas em % 
NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO  Total  COD 
IR CSLL Cofins  PIS 

Transporte internacional de cargas por empresas
nacionais;
Estaleiros navais brasileiros nas atividades de
Construção, conservação, modernização, conversão e
reparo de embarcações pré-registradas ou registradas no
REB, instituído pela Lei nº. 9.432, de 08 de janeiro de
1997;
Aquisição de livros no mercado interno;

Medicamentos, produtos de perfumaria, de toucador e de
higiene pessoal a que se refere o art. 1º da Lei nº. 10.147,
de 2000, com a redação dada pela Lei nº. 10.548, de
2002, adquiridos de atacadistas ou varejistas; 1,2 1,0 0,0 0,0 2,2 8767
Pneus novos de borracha e Câmaras-de-ar de borracha,
posições 40.11 e 40.13 da TIPI, adquiridos de atacadistas
e varejistas;

Máquinas, veículos e tratores de que trata o caput do art
20 desta IN e autopeças constantes do Anexo I e II, da
Lei nº 10.485, de 3 de julho de 2002, adquiridos de
atacadistas e varejistas;
Água, refrigerante e cerveja sem álcool, códigos 22.01 e
22.02 da TIPI, adquiridos de atacadistas e varejistas.
Outros produtos ou serviços beneficiados com isenção,
não incidência ou alíquotas zero das contribuições.

Tabela 04
Alíquotas em % 
NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO  Total  COD 
IR CSLL Cofins  PIS 

Passagens aéreas, rodoviárias e demais serviços de
transporte de passageiros, exceto as relacionadas no 2,40 1,0 3,0 0,65 7,05 6175
código 8850.

Transporte internacional de passageiros por empresas
2,40 1,0 0,0 0,0 3,40 8850
nacionais.

 
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Tabela 05
NATUREZA DO BEM FORNECIDO OU DO SERVIÇO PRESTADO Alíquotas em %  Total COD

IR CSLL Cofins  PIS 

Serviços prestados por associações profissionais ou 0,0 1,0 3,0 0,65 4,65 8863
assemelhadas.

Serviços prestados por bancos comerciais, bancos de 2,40 1,0 3,0 0,65 7,05 6188
investimento, bancos de desenvolvimento, caixas
econômicas, sociedades de crédito, financiamento e
investimento, sociedades de crédito imobiliário, e câmbio,
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas
de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito,
empresas de seguros privados e de capitalização e
entidades abertas de previdência complementar.

Serviços de abastecimento de água; 4,80 1,0 3,0 0,65 9,45 6190
Telefone;
Correio e telégrafos;
Vigilância;
Limpeza.
Locação de mão de obra;
Intermediação de negócios;
Administração, locação ou cessão de bens imóveis,
móveis e direitos de qualquer natureza;
Factoring;
Demais serviços.

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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2 Condições e Detalhes a Observar

A Instrução Normativa RFB nº 1.234, de 11 de janeiro de 2012 - DOU de
12.1.2012 estabelece as regras e condições gerais para as entidades
governamentais no momento de efetuar as retenções.

2.1 Não Alcance de Retenções

Não ocorrerá nos casos de pagamentos de tais entidades (órgãos,
autarquias e empresas públicas) efetuados a:

I Templos de qualquer culto;

II Partidos políticos;

III Instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos;

IV Instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e às
associações civis;

V Sindicatos, federações e confederações de empregados;

VI Serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei;

VII Conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas;

VIII Fundações de direito privado e a fundações públicas instituídas ou
mantidas pelo Poder Público;

IX Condomínios edilícios;

X Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as Organizações
Estaduais de Cooperativas;

XI Optantes pelo Simples Nacional;

XII Pessoas jurídicas exclusivamente distribuidoras de jornais e revistas;

XIII Itaipu binacional;

XIV Empresas estrangeiras de transportes marítimos, aéreos e terrestres,
relativos ao transporte internacional de cargas ou passageiros;
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XV Órgãos da administração direta, autarquias e fundações do Governo
Federal, Estadual ou Municipal, observado, no que se refere às autarquias
e fundações, os termos dos §§ 2º e 3º do art. 150 da Constituição Federal;

XVI No caso das entidades previstas no art. 34 da Lei nº 10.833, de 29 de
dezembro de 2003, a título de adiantamentos efetuados a empregados
para despesas miúdas de pronto pagamento, até o limite de 5 (cinco)
salários mínimos;

XVII Título de prestações relativas à aquisição de bem financiado por
instituição financeira;

XVIII Entidades fechadas de previdência complementar, nos termos do art. 32
da Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002;

XIX Título de aquisição de petróleo, gasolina, gás natural, óleo diesel, gás
liquefeito de petróleo, querosene de aviação, demais derivados de
petróleo, gás natural, álcool, biodiesel e demais biocombustíveis efetuados
pelas pessoas jurídicas dispostas nos incisos IV a VI do caput do art. 2º,
conforme disposto no parágrafo único do art. 34 da Lei nº 10.833, de
2003; e

XX Título de seguro obrigatório de danos pessoais causados por veículos
automotores.

2.2 Produtos Desonerados ou Monofásicos (PIS/Cofins)

Nestas condições o somatório das aliquotas abrangerá apenas o IRPJ e a
CSLL, conforme tabelas de incidência e códigos a recolher, conforme art. 5º da
IN RFB nº 1.234/2012.

2.3 Prazos de Recolhimento - Art. 7º da IN RFB nº 1.234/2012

a) Órgãos da administração pública federal direta, autarquias e fundações
federais que efetuarem a retenção, até o 3º (terceiro) dia útil da semana
subsequente àquela em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica
fornecedora dos bens ou prestadora do serviço;

b) Empresas públicas, sociedades de economia mista e demais entidades
em que a União, direta ou indiretamente detenha a maioria do capital
social sujeito a voto, de forma centralizada, pelo estabelecimento matriz
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da pessoa jurídica, até o último dia útil da quinzena subsequente àquela
quinzena em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica
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fornecedora do bem ou prestadora do serviço.

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2.4 Tratamento dos Valores Retidos

Os valores retidos poderão ser deduzidos pelos contribuintes que
sofreram a retenção de forma direta, nas respectivas contribuições e impostos,
cabendo portanto o registro de forma individualizada para cada espécie.
Lembramos que em relação ao IRPJ e CSLL, estas retenções devem ser
aproveitadas no ano calendário como dedução direta do tributo devido (quotas,
estimativas) ou computar o ajuste anual, podendo inclusive resultar em saldos
negativos a serem aproveitados nos moldes da legislação vigente.

2.5 Operações e Regras Especiais

Conforme regras definidas nos artigos da IN RFB nº 1.234/2012 abaixo
detalhados

Art. 10 Operações com cartões de débito ou crédito;

Art. 11 Códigos de barra;

Art. 12 Agências de Viagens e Turismo;

Art. 13: Operações com seguros;

Art 14 e 15: Telefone;

Art.16 Propaganda e publicidade;

Art.17 Consórcio – art. 17;

Art.18 Refeição-Convênio, do Vale-Transporte e do Vale-Combustível;

Art. 19 a 21 Combustíveis, dos demais Derivados de Petróleo, do Álcool
Hidratado e do Biodiesel;

Art. 22 Produtos Farmacêuticos, de Perfumaria, de Toucador e de Higiene
Pessoal;

Art 23 Bens Imóveis;

Art. 24 a 26 Cooperativas e das Associações de Profissionais ou Assemelhadas;
85 

Art. 27 a 29 Associações e das Cooperativas de Médicos e de Odontólogos;

Art. 30 e 31 Serviços Hospitalares e Outros Serviços de Saúde;
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Art. 32 a 33 Planos Privados de Assistência à Saúde e Odontológica;

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Art. 34 Aluguel de Imóveis;

Art. 35 Pessoa Jurídica Sediada ou Domiciliada no Exterior;

Art 36 Pessoa Jurídica Amparada por Medida Judicial

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Sobre o ISS – LC nº. 116. de 2003

Cálculo da Retenção do ISS.

1 Considerações, Conceitos e Definições

1.1 Visão Geral

A guerra fiscal entre alguns municípios foi o fator determinante ao
legislador em criar, ou melhor, em estabelecer critérios para a incidência do ISS
– Imposto Sobre Serviços.
Tributos são considerados como a melhor fonte de arrecadação de
recursos para o financiamento de gastos, nestes casos municipais, mas o
prestador (sujeito passivo) no âmbito do cumprimento de suas obrigações fiscais
fica em dúvida sobre qual município (sujeito ativo) é devido o imposto, sendo
assim, apresentamos algumas considerações sobre este tributo.
A LC 116 de 2003 é um norteador, a qual os municípios estão se
baseando a fim de proceder a alterações em suas formas de arrecadação,
respeitando os limites legais e possibilitando regras mais objetivas na
arrecadação de seus tributos.

1.2 Contribuintes do ISS

Regra geral, contribuinte do ISS é o prestador de serviço (art. 5º), sendo
ele pessoa física ou jurídica inscrita no CCM – Cadastro de Contribuintes
Municipal, ou seja, qualquer pessoa que exerça as atividades previstas na lista
de serviços, sendo assim, analisando o disposto legal, todo o prestador é
contribuinte do ISS, sendo irrelevante a inscrição ou não, desde que a atividade
exercida esteja prevista em lista de serviços.
Neste ponto, não há o que divergir entre os municípios,
independentemente se possuem ou não códigos tributários municipais.

1.3 Fato Gerador do ISS

Conforme art. 114 do CTN é a situação definida em lei, como necessária e
suficiente à sua ocorrência, ou para motivar a incidência do tributo, entretanto a
este conceito temos que analisar as condições previstas em lei, podendo existir
incidências ou não do tributo.
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Em visão geral pelos municípios, o fato gerador decorre da prestação dos
serviços, embora que alguns pontos devem ser revistos, como o caso de
serviços sujeitos a aprovação do contratante, cujos valores possam sofrer
alterações em razão de especificação, realização, valores e outros elementos
contratuais a serem observados pelo contratante, antes de reconhecer a efetiva
prestação.

1.4 Incidência do ISS

Uma vez que o fato gerador ocorreu, o serviço sujeita-se a incidência do
ISS – Imposto sobre Serviços, tanto na condição de obrigação por parte do
prestador, quanto na responsabilidade por parte dos contratantes, na retenção
do tributo, de acordo com as regras da LC 116/2003, ou em outras previstas em
legislação municipal, observando o seguinte:

a) A incidência nasce pela prestação dos serviços;

b) É irrelevante de ser ou não a atividade preponderante do prestador,
conforme previsto no contrato social ou no ato de inscrição do CCM –
Cadastro de Contribuintes Municipais;

c) É irrelevante o prestador ser pessoa física ou jurídica;

d) Para a incidência, basta o serviço constar na lista (LC 116/2003 ou em
norma municipal);

e) Incide também nas condições especiais, tais como:
I. Serviços proveniente ou iniciado no exterior;
II Quando utilizados bens e serviços públicos explorados mediante a
concessão, permissão, mediante a cobrança de tarifas, preços ou
pedágios do usuário final do serviço.

1.5 Não Incidência

A regra para a incidência será a lista, mas em algumas situações o
legislador apresenta situações de não alcance, tais como as no art. 2º da LC
116/2003 e de igual tratamento por inúmeros municípios, tais como:

a) Exportações de serviços para o exterior, mas em comparação com outros
normativos e tributos, neste caso, o serviço deverá ser prestado no
exterior;
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b) Serviços com relação de emprego (avulsos, diretores, membros de
conselhos consultivos ou fiscal, sócio-gerente e gerentes-delegados);

c) Valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, valor de
depósitos bancários e os valores relativos às operações de crédito pelas
instituições financeiras (principal, juros e acréscimos).

1.6 Local do Pagamento do ISS

De acordo com as regras previstas na LC 116/2003, o ISS será devido e
pago nas condições a seguir:

a) Local da Execução do Serviço: art.3º, incisos II a IX, XII a XIX, XXI e
XXII;
I. Ver Detalhe em lista *;
Neste caso aplica-se a retenção por parte da empresa contratante, que
deverá repassar o tributo ao município;
II. Exemplo:
o Prestador com domicílio em São Bernardo do Campo - SP;
o Contratante com domicílio em Brasília - DF;
o Serviço Prestado em Oiapoque – AP.
o A tomadora do serviço deverá cadastrar a sua obra na cidade de
Oiapoque – AP, descontar o ISS do prestador e recolher ao município.

b) Local do Estabelecimento do Tomador ou Intermediário do Serviço:
quando proveniente ou que tenha iniciado no exterior;

c) Local do Tomador da Mão-de-Obra ou seu Domicílio: em relação aos
serviços previstos no item 17.05 da lista;
I. Tomando por base a situação apresentada no item “1”, o ISS deverá
ser pago ao município de Brasília – DF
II. Item 17.05: Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter
temporário, inclusive de empregados ou trabalhadores, avulsos ou
temporários, contratados pelo prestador de serviço.
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d) Em cada Município: em relação aos previstos no item 3.04 e 22.01 da
lista:
I. Item 03.04: Locação, sublocação, arrendamento, direito de
passagem ou permissão de uso, compartilhado ou não, de ferrovia,
rodovia, postes, cabos, dutos;
II. Item 22.01: Serviços de exploração de rodovia (conservação,
manutenção, segurança) mediante a cobrança de pedágios.

e) Local do Estabelecimento do Prestador: em relação aos previstos no
item 20.01 e nos demais.
I. Item 20.01: Serviços portuários, ferroportuários e equivalentes (ver
definição completa do ítem);

f) Alerta: devem-se observar as normas internas as quais,
independentemente dos dispositivos anteriores podem determinar que;
I. O ISS pertença ao local da prestação;
II. Alternativamente, podem exigir o prévio cadastramento como prestador
de serviços no município, aplicando as seguintes disposições:
o Não exigência do ISS: exceto condições previstas (item ‘1” e “4”);
o Exigência do ISS: de acordo com as regras locais.
III. Ver ainda regras especiais para prestadores pessoas físicas ou para
optantes pelo simples.

1.7 Retenção do ISS

A LC contempla a possibilidade de retenção, conforme art. 6º, § 2º, nas
seguintes condições:

a) Pelo Tomador ou Intermediário: nos casos de serviços prestados ou
iniciados no exterior;
I. Exemplo: a empresa ABC, localizada em Belo Horizonte presta
serviços de desenvolvimento de sistema gerencial para a empresa
CBA estabelecida em Brasília. Os serviços compreendem a uma
pesquisa de desenvolvimento junto a analistas no exterior e associação
às demais regras no Brasil.
II. A empresa ABC deverá reter o ISS e recolher ao município de
Brasília.
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b) Pela Tomadora ou Intermediária, ainda que Imune ou Isenta: quando se
relacionar aos itens 3.05, item 7 (02, 04, 05, 09, 10, 12, 14, 15, 16, 17 e
19), 11.02, 17.05 e 17.10.
I. Serão retidos pela tomadora e recolhidos aos municípios devidos (ver
letra f), casos em que deverá ser feita inscrição municipal;
II. Item 03.05: Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras
estruturas de uso temporário;
III. Item 07:
02: Execução, por administração, empreitada ou subempreitada,
de obras de construção civil, hidráulica ou elétrica e de outras
obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços,
escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem,
pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de
produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de
mercadorias produzidas pelo prestador de serviços).
04. Demolição;
05. Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas,
pontes, portos e congêneres (exceto o fornecimento de
mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços);
9. Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento,
reciclagem, separação e destinação final de lixo, rejeitos e
outros resíduos quaisquer;
10. Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros
públicos, imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e
congêneres;
12. Controle e tratamento de efluentes de qualquer natureza e de
agentes físicos, químicos e biológicos.
16. Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação e
congêneres;
17. Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres;
19. Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de
engenharia, arquitetura e urbanismo.;
IV. Item 11.02: Vigilância, segurança ou monitoramento de bens e
pessoas;
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V. Item 17.05: Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter
temporário, inclusive de empregados ou trabalhadores, avulsos ou
temporários, contratados pelo prestador de serviço;
VI. Item 17.10: Planejamento, organização e administração de feiras,
exposições, congressos e congêneres.

c) Nas mesmas condições comentadas, poderá existir situações específicas
em relação às regras municipais, bem como nas operações com
prestadores que pagam o ISS em valores fixos mensais.

1.8 Base de Cálculo do ISS

Regra geral será o preço do serviço, observando seguinte:

a) Em relação às obras da Construção Civil, poderá ser excluído os valores
dos materiais empregados na execução (itens 7.02 e 7.05);

b) Em relação aos previstos no item 3.04, a tributação será proporcional a
extensão ferroviária, rodoviária ou qualquer outra natureza (dutos, cabos,
número de postes, etc.).

1.9 Alíquotas do ISS

As alíquotas serão determinadas em legislação ordinária em cada
município, observando os limites máximos de 5% e mínimo de 2% (EC 37 de
2002).

1.10 Procedimentos Especiais para Optantes pelo Simples Nacional

A partir de 1º.07.2007, entrará em vigor os aspectos tributários da LC
nº.123/2006 e suas alterações, instituindo novas regras e tratamento favorecido
para as microempresas e as empresas de pequeno porte:

a) O ISS é parte integrante do pagamento unificado, conforme art. 13.

Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal,
mediante documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e
contribuições:

.........

VIII - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS.
92 

b) Alíquota no mês de apuração será flexível em relação ao limitador na LC
116/2003, art. 8º ( 5%) e na EC 37/2002 (2%), bem como terá como a
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faixa do faturamento acumulado nos últimos 12 meses.

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c) Para fins de eventuais retenções sobre os serviços prestados por optantes
pelo simples, o tomador do serviço deverá reter o montante
correspondente na forma da legislação do município onde estiver
localizado;

d) A retenção de ISS na fonte dos prestadores de serviços optantes deverá
ser feita mediante:
I. Alíquota aplicável, a ser informada no documento fiscal a ser
determinada conforme item “2”;
II. No caso de ser início de atividades do prestador de serviços, deverá
ser aplicada a menor alíquota, o seja em 2%;
III. Não será retido o ISS, no caso de o prestador de serviços sujeitar-se
ao pagamento em valores fixos mensais;
IV. No caso de ausência de informações no documento fiscal, a retenção
se fará mediante a aplicação da maior alíquota (5%).

1.11 Destaque do ISS no Documento Fiscal

Preliminarmente orientamos que salvo em disposição prevista em ato
municipal, a documentação hábil será sempre a emissão da respectiva nota
fiscal, observando que os valores correspondentes às retenções (INSS, IRRF e
Contribuições) deverão ser feito em destaque sem que venha a afetar o total do
documento.
Entretanto o destaque ou não, poderá depender de outros eventos, tais
como:

a) Ocorrência do Fato Gerador: em relação a retenções quem determina é a
fonte pagadora:
I. IRRF: crédito contábil ou pagamento;
II. Contribuições (PIS, Cofins e CSLL): efetivo pagamento e desde que
o montante pago ao beneficiário exceda a R$ 5.000,00;
III. INSS: nas hipóteses previstas em lei, mas no mês em que o serviço
foi prestado;
IV. ISS: pela prestação, assim considerada a data do registro
contábil.
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b) Fracionamento de Valores: cujas retenções podem não ter ocorrido
individualmente, mas sujeitas ao alcance pelo somatório, se for o caso.
Em algumas situações o destaque será essencial para que a fonte
pagadora possa aplicar a retenção do ISS, como no caso de prestadores
optantes pelo Simples, cuja alíquota é flexível de acordo com a receita bruta dos
últimos 12 meses e em outras situações o destaque também será importante,
como no caso de operações com subcontratadas em relação ao INSS.
O prévio conhecimento das regras, bem como a aceitação por parte do
beneficiário dos rendimentos será de grande valia, evitando assim transtornos
administrativos, tais como:

a) Retificação de documentos fiscais;

b) Dificuldade no pagamento, quando vinculado a boletos em cobrança;

c) Demais alterações no processo de contas a pagar.

1.12 Formas e Prazos de Recolhimento

Tanto em relação as retenções sobre os serviços prestados por pessoas
físicas ou jurídicas, os normativos municipais serão os elementos
imprescindíveis, tais como:

a) Quanto ao Prazo: verificar a agenda tributária municipal;

b) Quanto aos Códigos: de acordo com o município;

c) Quanto a Deduções e Compensações: ver normas municipais, que
devem definir as condições para aproveitamento de valores pagos a maior
ou indevidamente, diretamente na guia ou por meio de solicitações de
créditos

d) Guia de Recolhimento: definida em normativos municipais, tais como:
I. Identificação do Tomador de Serviços;
II. Identificação do Serviço: código;
III. Composição de Valores:
o Principal;
94 

o Deduções;
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o Acréscimos (multa, juros);
IV. Tipo de Documento: formulário plano, formato eletrônico e outros.
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Cálculo da Retenção do INSS

Visão Geral

A seguridade social é definida como um conjunto de ações integradas dos
Poderes Públicos e da sociedade, com a finalidade de assegurar os direitos
relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
O art. 195 da CF/88 determina que seja financiada por toda a sociedade,
de forma direta e indireta mediante recursos provenientes de orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das contribuições
sociais, dentre as quais destacamos a contribuição previdenciária.
Em regra, tais valores são retidos dos trabalhadores, inclusive os sem
vínculo empregatícios (autônomos) e somados à parte patronal para fins de
recolhimento.
Associando estas condições ao projeto de “gestão empresarial”, nos
concentramos as ações em relação aos pagamentos efetuados e os demais
cuidados no cumprimento de tais exigências no âmbito “principal” (apuração e
recolhimento) e “acessório” (prestação de informações).

Prestadores de Serviços – Pessoas Físicas

1 Conceitos e Definições

1.1 Contribuinte Individual:

Pessoa física que presta serviços de natureza urbana ou rural, em caráter
eventual, a uma ou mais empresas, sem relação de emprego, como também,
aquele que exerce atividade econômica de natureza urbana, por conta própria,
com fins lucrativos ou não.

1.2 Contribuinte Individual – Forma de Contribuir:

Recolhe individualmente, por conta própria, suas contribuições
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previdenciárias, mediante inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social –
INSS.
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1.3 Contribuinte Individual – Não Contratado por Empresa:

A partir de 1º.04.03, o valor da contribuição deverá ser de 20% (vinte por
cento) do salário-base, entretanto, caso venha a ser contratado por empresas, a
contribuição será feita de forma indireta, mediante ao somatório das
importâncias retidas em 11% (respeitado o limite da tabela) com o valor patronal
em 20% da remuneração.

1.4 Obrigatoriedade da Retenção do Contribuinte Individual.

a partir de 1º.04.03, a empresa (fonte pagadora) deverá arrecadar (reter)a
contribuição do segurado (contribuinte individual), somar a contribuição patronal
e recolher no prazo previsto em lei;

1.5 Enquadramento.

O profissional autônomo ou empresário, além de outras pessoas, ficando
ambos obrigados a proceder sua inscrição no referido regime previdenciário,
gerido e administrado pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS);

1.6 Exigência de Cadastro.

A empresa que contratar contribuinte individual para a prestação de
serviços deverá exigir deste a comprovação da sua regular inscrição no RGPS e
caso o trabalhador autônomo ou empresário ainda não tenha efetuado a sua
inscrição, ficará a empresa contratante obrigada a inscrevê-lo no cadastro do
INSS;

1.7 NIT – Número de Inscrição do Trabalhador.

A inscrição será efetuada no CNIS – Cadastro Nacional de Informação
Social, mediante atribuição de um Número de Identificação do Trabalhador
(NIT), podendo ser considerado:

a) Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);

b) Programa de Integração Social ( PIS);

c) Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep);
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d) Sistema Único de Saúde (SUS).
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1.8 Inscrição e Cadastro.

Será feita uma única vez, sendo atribuído o NIT, a ser utilizado para o
recolhimento de suas contribuições previdenciárias, cujo cadastro poderá ser
feito, nas seguintes condições:

a) Pelo próprio trabalhador, em qualquer Agência da Previdência Social
(APS);

b) Pela internet, na página da Previdência Social, no
www.previdenciasocial.gov.br;

c) Nos quiosques de autoatendimento das Agências da Previdência Social;

d) Nas unidades móveis de atendimento da Previdência Social;

e) Pelo serviço de atendimento telefônico (PREVFONE): 0800-780191.

1.9 Modelo de Documento.

 
97 
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2. Alíquotas – Retenção e Patronal,

Nas condições de serviços prestados a empresas, a contribuição se ará
mediante a aplicação das seguintes alíquotas:

a) Parte do Trabalhador: mediante a aplicação de 11%, sobre o salário
contribuição, observando ainda as seguintes situações:
I. Teto do Salário de Contribuição para 2014: R$ 4.390,24;
II Caso já tenha sofrido retenções no mês, deverá comprovar a retenção
anterior, para que se atenda ao limite.

b) Parte Patronal: mediante a aplicação de 20% sobre o valor da
remuneração, independentemente de limites;

c). Exemplos na Aplicação de Alíquotas:
I. Exemplo 01 – Serviço < Salário de Contribuição: regra geral, sem
retenções de outras empresas.

II. Exemplo 02 – Serviço > Salário de Contribuição: regra geral, sem
retenções de outras empresas. 98 

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III. Exemplo 03 – Serviço < Salário de Contribuição: regra especial, com
retenções de outras empresas, hipotéticos em R$ 100,00.

IV. Exemplo 04 – Serviço > Salário de Contribuição: regra
especial, com retenções de outras empresas, hipotéticos em R$
100,00.

V. Exemplo 05 – Serviço > Salário de Contribuição: regra especial, com
retenções de outras empresas.
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3 Fato Gerador da Retenção do INSS

Tem como fato gerador o mês em que a remuneração for paga, devida ou
creditada, entretanto, apesar de ser mensal, torna-se obrigatório a observância
de algumas regras, visto aos controles e limites, tais como:

a) O limite será em 11% do salário de contribuição, sendo assim necessário
o controle por ocasião de cada pagamento;

b) Entendemos que o reconhecimento contábil equipara-se na condição de
creditada, ocorrendo assim o fato gerador;

c) Quanto à condição de “paga”, entende-se como a colocação dos recursos
financeiros a disposição do beneficiário;

d) No caso de prestação de serviços do mesmo autônomos várias vezes no
mês, deverá ser mantido controles.
Quanto a fato gerador das contribuições patronais, a ocorrência será
mensal, mas nada impede de a empresa calcular e totalizar ao final do mês para
fins de recolhimento.

4 Formação de Bases de Cálculo

Em regra geral a base de cálculo será o total dos serviços prestados,
desconsiderando quando for o caso os materiais empregados, mas desde que
sejam identificados, comprovados e previstos contratualmente.
Entretanto nas situações de transportador autônomo, cuja base para fins
de retenção e contribuição patrimonial será determinada em 20% do total da
remuneração.
Considera-se transportador autônomo o profissional que exerce suas
atividades mediante o uso de veículo próprio, assumindo assim os demais
custos (combustíveis, manutenção, pedágio e outros), bem como o pagamento a
auxiliares.
A simples contratação de motorista que não atenda as condições acima
não se configura como “transportador autônomo”, sendo a sua base formada em
100% da remuneração.
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Exemplos:

a) Regra Geral:

b) Regra Especial – Materiais na Base:

c) Regra Especial – Transportador Autônomo:

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5 Validações, Cálculos e Obrigações

Consiste na análise quanto aos aspectos documentais e cadastrais, a fim
de validar ou adotar medidas corretivas preliminares, evitando assim,
transtornos de natureza administrativa, operacional ou financeira.

6 Recolhimento e Demais Ações

Após a apuração, o tributo deverá ser recolhido, sob penas de
consideração de “depositário infiel”, bem como outras ações complementares
neste processo.

a) Recolhimento da retenção + contribuição patronal: de acordo com a
agenda tributária da RFB

b). Demais Controles e Obrigações Acessórias: após o cálculo e
recolhimento, os dados devem ser mantidos em controles para outras
situações e obrigações acessórias:

c) Evidencias Contábeis:
I. Na apropriação das retenções do INSS:
o Débito: PC – Contas a Pagar ou Similar;
o Crédito: PC – Tributos a Recolher – INSS:
II Na apropriação da Contribuição Patronal:
o Débito: Resultado – Encargos INSS – Terceiros
o Crédito: PC – Tributos a Recolher – INSS
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Prestadores de Serviço – Pessoas Jurídicas

1 Considerações e Conceitos

1.1 Considerações Iniciais

A responsabilidade pela retenção da contribuição previdenciária foi
atribuída para as pessoas jurídicas contratantes de serviços mediante a cessão
de mão-de-obra ou empreitada à alíquota de 11% sobre o valor total dos
serviços destacados nos documentos fiscais (NFS – Nota Fiscal, fatura ou outro
equivalente).
Tal responsabilidade foi introduzida pela Lei nº 9.711/98, passando a
vigorar a partir de 1º.02.99, que em regra trata-se de uma “antecipação” da
contribuição devida, visto que os valores retidos serão objetos de posterior
aproveitamento, mediante a dedução direta nas contribuições próprias destas
pessoas jurídicas prestadoras de serviços.
Assim definida a responsabilidade, a contratante não poderá se eximir do
recolhimento das importâncias que deixar de reter, ou seja, “compete a empresa
contratante recolher as contribuições previdenciárias, mesmo que não a tenham
retido”.

1.2 Conceito de Cessão de Mão-de-Obra

Conforme definido no art. 115 da IN RFB nº 971/2009 (posteriores
alterações) nas seguintes situações:

a) Cessão de mão-de-obra: colocação à disposição da empresa
contratante, em suas dependências ou nas de terceiros, de trabalhadores
que realizem serviços contínuos, relacionados ou não com sua atividade
fim, quaisquer que sejam a natureza e a forma de contratação, inclusive
por meio de trabalho temporário;

b) Dependências de terceiros: são aquelas indicadas pela empresa
contratante, que não sejam as suas próprias e que não pertençam à
empresa prestadora dos serviços.
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c) Serviços contínuos: são aqueles que constituem necessidade
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permanente da contratante, que se repetem periódica ou
sistematicamente, ligados ou não a sua atividade fim, ainda que sua

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execução seja realizada de forma intermitente ou por diferentes
trabalhadores.

d) Colocação à disposição da empresa contratante: entende-se a
cessão do trabalhador, em caráter não eventual, respeitados os limites do
contrato.

1.3 Conceito de Empreitada

Conforme definido no art. 116 da IN RFB nº 971/2009 (posteriores
alterações) nas seguintes situações:

Art. 116. Empreitada é a execução, contratualmente estabelecida, de
tarefa, de obra ou de serviço, por preço ajustado, com ou sem fornecimento
de material ou uso de equipamentos, que podem ou não ser utilizados,
realizada nas dependências da empresa contratante, nas de terceiros ou
nas da empresa contratada, tendo como objeto um resultado pretendido.

a) Empreitada será de Serviços: somente pelo fornecimento de mão-de-
obra;

b) Empreitada mista: pelo fornecimento de mão-de-obra e material;

c) Poderá ocorrer a utilização de equipamentos ou meios mecânicos para
sua execução.

2. Relação de Serviços

2.1 Serviços Enquadrados como Cessão de Mão-de-Obra

Definidos no art. 118 da IN RFB nº 971/2009, estão sujeitos à retenção, se
contratados mediante a cessão de mão-de-obra, os serviços de:

a) Acabamento, que envolvam a conclusão, o preparo final ou a incorporação
das últimas partes ou dos componentes de produtos, para o fim de colocá-
los em condição de uso;

b) Embalagem, relacionados com o preparo de produtos ou de mercadorias
visando à preservação ou à conservação de suas características para
transporte ou guarda;
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c) Acondicionamento, compreendendo os serviços envolvidos no processo
de colocação ordenada dos produtos quando do seu armazenamento ou

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transporte, a exemplo de sua colocação em paletes, empilhamento,
amarração, dentre outros;

d). Cobrança, que objetivem o recebimento de quaisquer valores devidos à
empresa contratante, ainda que executados periodicamente;

e) Coleta ou reciclagem de lixo ou de resíduos, que envolvam a busca, o
transporte, a separação, o tratamento ou a transformação de materiais
inservíveis ou resultantes de processos produtivos, exceto quando
realizados com a utilização de equipamentos tipo contêineres ou
caçambas estacionárias;

f) Copa, que envolvam a preparação, o manuseio e a distribuição de todo ou
de qualquer produto alimentício;

g) Hotelaria, que concorram para o atendimento ao hóspede em hotel,
pousada, paciente em hospital, clínica ou em outros estabelecimentos do
gênero;

h) Corte ou ligação de serviços públicos, que tenham como objetivo a
interrupção ou a conexão do fornecimento de água, de esgoto, de energia
elétrica, de gás ou de telecomunicações;

i) Distribuição, que se constituam em entrega, em locais predeterminados,
ainda que em via pública, de bebidas, de alimentos, de discos, de
panfletos, de periódicos, de jornais, de revistas ou de amostras, dentre
outros produtos, mesmo que distribuídos no mesmo período a vários
contratantes;

j) Treinamento e ensino, assim considerados como o conjunto de serviços
envolvidos na transmissão de conhecimentos para a instrução ou para a
capacitação de pessoas;

k) Entrega de contas e de documentos, que tenham como finalidade fazer
chegar ao destinatário documentos diversos tais como, conta de água,
conta de energia elétrica, conta de telefone, boleto de cobrança, cartão de
crédito, mala direta ou similares;

l) Ligação de medidores, que tenham por objeto a instalação de
equipamentos destinados a aferir o consumo ou a utilização de
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determinado produto ou serviço;

m) Leitura de medidores, aqueles executados, periodicamente, para a coleta
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das informações aferidas por esses equipamentos, tais como a velocidade
(radar), o consumo de água, de gás ou de energia elétrica;

n) Manutenção de instalações, de máquinas ou de equipamentos, quando
indispensáveis ao seu funcionamento regular e permanente e desde que
mantida equipe à disposição da contratante;

o) Montagem, que envolvam a reunião sistemática, conforme disposição
predeterminada em processo industrial ou artesanal, das peças de um
dispositivo, de um mecanismo ou de qualquer objeto, de modo que possa
funcionar ou atingir o fim a que se destina;

p). Operação de máquinas, de equipamentos e de veículos relacionados com
a sua movimentação ou funcionamento, envolvendo serviços do tipo
manobra de veículo, operação de guindaste, painel eletroeletrônico, trator,
colheitadeira, moenda, empilhadeira ou caminhão fora-de-estrada;

q). Operação de pedágio ou de terminal de transporte, que envolvam a
manutenção, a conservação, a limpeza ou o aparelhamento de terminal de
passageiros terrestre, aéreo ou aquático, de rodovia, de via pública, e que
envolvam serviços prestados diretamente aos usuários;

r) Operação de transporte de passageiros, inclusive nos casos de concessão
ou de subconcessão, envolvendo o deslocamento de pessoas por meio
terrestre, aquático ou aéreo;

s) Portaria, recepção ou ascensorista, realizados com vistas ao ordenamento
ou ao controle do trânsito de pessoas em locais de acesso público ou à
distribuição de encomendas ou de documentos;

t) Recepção, triagem ou movimentação, relacionados ao recebimento, à
contagem, à conferência, à seleção ou ao remanejamento de materiais;

u). Promoção de vendas ou de eventos, que tenham por finalidade colocar
em evidência as qualidades de produtos ou a realização de shows, de
feiras, de convenções, de rodeios, de festas ou de jogos;

v) Secretaria e expediente, quando relacionados com o desempenho de
rotinas administrativas;

x). Saúde, quando prestados por empresas da área da saúde e direcionados
ao atendimento de pacientes, tendo em vista avaliar, recuperar, manter ou
melhorar o estado físico, mental ou emocional desses pacientes;
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y). Telefonia ou de telemarketing, que envolvam a operação de centrais ou de
aparelhos telefônicos ou de tele-atendimento.

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2.2 Serviços Enquadrados como Cessão de Mão-de-Obra ou Empreitada

Definidos no art. 117 da IN RFB nº 971/2009, estão sujeitos à retenção, se
contratados mediante a cessão de mão-de-obra ou empreitada, os serviços de:

a) Limpeza, conservação ou zeladoria, que se constituam em varrição,
lavagem, enceramento ou em outros serviços destinados a manter a
higiene, o asseio ou a conservação de praias, jardins, rodovias,
monumentos, edificações, instalações, dependências, logradouros, vias
públicas, pátios ou de áreas de uso comum;

b) Vigilância ou segurança, que tenham por finalidade a garantia da
integridade física de pessoas ou a preservação de bens patrimoniais;

c) Construção civil, que envolvam a construção, a demolição, a reforma ou o
acréscimo de edificações ou de qualquer benfeitoria agregada ao solo ou
ao subsolo ou obras complementares que se integrem a esse conjunto,
tais como a reparação de jardins ou de passeios, a colocação de grades
ou de instrumentos de recreação, de urbanização ou de sinalização de
rodovias ou de vias públicas;

d) Natureza rural, que se constituam em desmatamento, lenhamento, aração
ou gradeamento, capina, colocação ou reparação de cercas, irrigação,
adubação, controle de pragas ou de ervas daninhas, plantio, colheita,
lavagem, limpeza, manejo de animais, tosquia, inseminação, castração,
marcação, ordenhamento e embalagem ou extração de produtos de
origem animal ou vegetal;

e) Digitação, que compreendam a inserção de dados em meio informatizado
por operação de teclados ou de similares;

f) Preparação de dados para processamento, executados com vistas a
viabilizar ou a facilitar o processamento de informações, tais como o
escaneamento manual ou a leitura ótica.
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g) Os serviços de vigilância ou segurança prestados por meio de
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monitoramento eletrônico não estão sujeitos à retenção.

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2.3 Serviços que não se aplica a Retenção

Não se aplica o instituto da retenção:

a) Contratação de serviços prestados por trabalhadores avulsos por
intermédio de sindicato da categoria ou de OGMO;

b) Empreitada total, a qual assume a responsabilidade direta de todos os
serviços necessários a execução da obra;

c) Contratação de entidade beneficente de assistência social isenta de
contribuições sociais;

d) Contribuinte individual equiparado à empresa e à pessoa física;

e) Contratação de serviços de transporte de cargas;

f) Empreitada realizada nas dependências da contratada;

g) Órgãos públicos da administração direta, autarquias e fundações de direito
público quando contratantes de obra de construção civil.

h) Outros Serviços associados a construção civil conforme art. 146 da In RFB
nº 971/2009:
I. Administração, fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras;
II. Assessoria ou consultoria técnicas;
III. Controle de qualidade de materiais;
IV. Fornecimento de concreto usinado, de massa asfáltica ou de
argamassa usinada ou preparada;
V. Jateamento ou hidrojateamento;
VI. Perfuração de poço artesiano;
VII. Elaboração de projeto da construção civil;
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VIII. Ensaios geotécnicos de campo ou de laboratório (sondagens de
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solo, provas de carga, ensaios de resistência, amostragens, testes em
laboratório de solos ou outros serviços afins);

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IX. Serviços de topografia;
X. Instalação de antena coletiva;
XI Instalação de aparelhos de ar condicionado, de refrigeração, de
ventilação, de aquecimento, de calefação ou de exaustão;

XII Instalação de sistemas de ar condicionado, de refrigeração, de
ventilação, de aquecimento, de calefação ou de exaustão, quando a
venda for realizada com emissão apenas da nota fiscal de venda
mercantil;
XIII. Instalação de estruturas e esquadrias metálicas, de equipamento ou
de material, quando for emitida apenas a nota fiscal de venda
mercantil;
XIV. Locação de caçamba;
XV. Locação de máquinas, de ferramentas, de equipamentos ou de
outros utensílios sem fornecimento de mão-de-obra; e
XVI. Fundações especiais.

3 Condições nas Retenções

3.1 Aplicação de Alíquotas

As retenções serão determinadas mediante a aplicação das seguintes
alíquotas:

a) Regra Geral: em 11% (onze por cento), conforme art. 112 da IN RFB
nª 971/2009;

b) Regras Especiais: nos casos de atividades que prejudiquem a saúde, ou a
integridade física dos segurados, de forma a possibilitar aposentadoria
especial:
I. Alíquotas: acrescidas de percentuais (4%, 3% ou 2%) e de acordo
com graus de periculosidade, resultando em:
o 15% (quinze por cento): se relacionada a aposentadoria especial
após 15 anos de serviços prestados;
o 14% (quatorze por cento): se relacionada a aposentadoria especial
após 20 anos de serviços prestados;
o 13% (treze por cento): se relacionada a aposentadoria especial
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após 25 anos de serviços prestados.
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II. A empresa contratada deverá emitir nota fiscal, fatura ou recibo de
prestação de serviços de acordo com as condições especiais;
III. Caso não tenha sido emitida a nota fiscal especifica, a base de cálculo
será proporcional ao número de trabalhadores envolvidos nas
atividades exercidas em condições especiais;

IV. Não havendo possibilidade de identificação do número de
trabalhadores envolvidos e não envolvidos com as atividades exercidas
em condições especiais, o acréscimo da retenção incidirá sobre o valor
total dos serviços;
V. Quando a empresa contratante desenvolver atividades em condições
especiais e não houver previsão contratual da utilização ou não dos
trabalhadores contratados nessas atividades, incidirá, sobre o valor
total dos serviços, pela alíquota de 13% (treze por cento);
VI. As empresas contratada e contratante, no que se refere às obrigações
relacionadas aos agentes nocivos a que os trabalhadores estiverem
expostos, devem observar as disposições contidas nos arts. 288 a 296
da In RFB nº 971/2009, que trata dos riscos ocupacionais no ambiente
de trabalho.
VII.A contratada deve elaborar o PPP dos trabalhadores expostos a
agentes nocivos com base, dentre outras informações, nas
demonstrações ambientais da contratante ou do local da efetiva
prestação de serviço.

3.2 Dispensa da Retenção

Conforme art. 120 da IN RFB nº 971/2009 fica dispensada a retenção
quando:

a) O valor a ser retido por nota fiscal, fatura ou recibo for inferior ao limite
mínimo permitido para recolhimento em GPS – hoje de R$ 29,00.

b) A contratada não possuir empregados, o serviço for prestado
pessoalmente pelo titular ou sócio e quando o faturamento do mês anterior
for igual ou inferior a 2 (duas) vezes o limite máximo do salário-de-
contribuição, cumulativamente.

c) Contratação envolver somente serviços profissionais relativos ao exercício
de profissão regulamentada por legislação federal, ou serviços de
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treinamento e ensino, desde que prestados pessoalmente pelos sócios,
sem o concurso de empregados ou outros contribuintes individuais.

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3.3 Outras Situações em Retenções do INSS

A contratante deverá recolher a importância retida em nome da empresa
contratada no dia 02 do mês subsequente ao da emissão da nota fiscal, fatura
ou recibo, prorrogando-se para o primeiro dia útil seguinte, caso não haja
expediente bancário.
O valor destacado como retenção na nota fiscal, fatura ou recibo será
compensado pelo estabelecimento da contratada, quando do recolhimento das
contribuições incidentes sobre a folha de pagamento dos segurados
empregados e contribuintes individuais.
O valor retido somente será compensado com contribuições destinadas à
Seguridade Social arrecadadas pelo INSS, não podendo absorver contribuições
destinadas a terceiros (entidades e fundos), as quais deverão ser recolhidas
integralmente.
Na impossibilidade de haver compensação total pelo estabelecimento na
competência correspondente, o saldo poderá ser compensado em
recolhimentos de contribuições posteriores, não estando sujeito ao limite de
trinta por cento , ou ser objeto de pedido de restituição.

3.4 Presunção da Retenção

Presume-se que a retenção sempre será feita pela contratante, não lhe
sendo lícito alegar qualquer omissão no documento para se eximir do
recolhimento, ficando a contratante diretamente responsável pelas importâncias
que deixar de reter ou tiver retido em desacordo com a legislação.
A retenção será de acordo com a execução de serviços mediante a
cessão de mão-de-obra ou empreitada, independentemente de ser ou não a
atividade principal da prestadora.

3.5 Destaque da Retenção
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Caberá o destaque das retenções, observando as seguintes condições:

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a) Pela Contratada: na emissão da nota fiscal, fatura ou recibo de prestação
de serviços, deverá destacar o valor da retenção com o título de
"Retenção para a Previdência Social";

b) Subcontratação: os valores retidos e comprovadamente recolhidos pela
contratada, poderão ser deduzidos do valor da retenção a ser efetuada
pela contratante, desde que todos os documentos envolvidos se refiram à
mesma competência e ao mesmo serviço:
I. A contratada deverá destacar na nota fiscal, na fatura ou no recibo de
prestação de serviços as retenções da seguinte forma:
o Retenção para a Previdência Social: informar o valor correspondente
a 11% (onze por cento) do valor bruto dos serviços
o Dedução de valores retidos de subcontratadas: informar o valor
total correspondente aos valores retidos e recolhidos relativos aos
serviços subcontratados;
o Valor retido para a Previdência Social: informar o valor
correspondente à diferença entre a retenção e a dedução efetuada.
II. A contratada, juntamente com a sua nota fiscal, fatura ou recibo de
prestação de serviços, deverá encaminhar à contratante, exceto em
relação aos serviços subcontratados em que tenha ocorrido a dispensa
da retenção:
o Das notas fiscais, das faturas ou dos recibos de prestação de serviços
das subcontratadas com o destaque da retenção;
o Dos comprovantes de arrecadação dos valores retidos das
subcontratadas;
o Das GFIP, elaboradas pelas subcontratadas, onde conste no campo
"CNPJ/CEI do tomador/obra", o CNPJ da contratada ou a matrícula
CEI da obra e, no campo "Denominação social do tomador/obra", a
denominação social da empresa contratada.

3.6 Recolhimento da Retenção

As importâncias retidas serão recolhidas pela empresa contratante até o
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dia 20 (vinte) do mês seguinte ao da emissão da nota fiscal, fatura ou recibo,
antecipando este prazo para o dia útil imediatamente anterior.

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3.7 Outras Obrigações da Empresa Contratante

Conforme arts. 138 a 141 da IN RFB nº 971/2009.

a) A empresa contratante fica obrigada a manter em arquivo, por empresa
contratada, em ordem cronológica, à disposição da RFB, até que ocorra a
prescrição relativa aos créditos decorrentes das operações a que se
refiram:
I. Notas fiscais, faturas ou recibos de prestação de serviços;
II. Cópia das GFIP;
III. Outros:
o Notas fiscais, das faturas ou dos recibos de prestação de serviços das
subcontratadas com o destaque da retenção;
o Comprovantes de arrecadação dos valores retidos das
subcontratadas;
o GFIP, elaboradas pelas subcontratadas, onde conste no campo
"CNPJ/CEI do tomador/obra", o CNPJ da contratada ou a matrícula
CEI da obra e, no campo "Denominação social do tomador/obra", a
denominação social da empresa contratada.

b) A contratante, legalmente obrigada a manter escrituração contábil
formalizada, está obrigada a registrar, mensalmente, em contas
individualizadas, todos os fatos geradores de contribuições sociais,
inclusive a retenção sobre o valor dos serviços contratados;

c) O lançamento da retenção na escrituração contábil, deverá discriminar:
I. Valor bruto dos serviços;
II. Valor da retenção;
III. Valor líquido a pagar.
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d) Na contabilidade em que houver lançamento pela soma total das notas
fiscais, das faturas ou dos recibos de prestação de serviços e pela soma
total da retenção, por mês, por contratada, a empresa contratante deverá
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manter em registros auxiliares a discriminação desses valores,
individualizados por contratada.

e) A empresa contratante, legalmente dispensada da apresentação da
escrituração contábil, deverá elaborar demonstrativo mensal, assinado
pelo seu representante legal, relativo a cada contrato, contendo as
seguintes informações:
I. Denominação social e o CNPJ da contratada;
II. Número e a data da emissão da nota fiscal, da fatura ou do recibo de
prestação de serviços;
III. Valor bruto, a retenção e o valor líquido pago relativo à nota fiscal, à
fatura ou ao recibo de prestação de serviços;
IV. Totalização dos valores e sua consolidação por obra de construção civil
e por estabelecimento da contratada, conforme o caso.

f) Prestar Informações na e-social.

4 Formação da Base de Cálculo da Retenção

Conforme art. 122 da IN RFB nº 971/2009, nas condições de cessão de
mão-de-obra e empreitada em muitas situações os contratados fornecem
materiais ou utilizam seus equipamentos na execução, cujos valores podem ser
desconsiderados, nas seguintes condições:

a) Se Previstos, Identificados e Quantificados: serão desconsiderados
na formação das bases;

b) Se Previstos, mas não identificados: caberá o cálculo sobre o valor bruto
da nota fiscal, fatura ou recibo pela presunção de redução na base em no
máximo:
I. 50% (cinquenta por cento): na prestação de serviços;
II. 70% (setenta por cento): sobre o valor bruto da nota fiscal, da fatura
ou do recibo de prestação de serviços para os serviços de transporte
passageiros, cujas despesas de combustível e de manutenção dos
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veículos corram por conta da contratada;
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III. 35% (trinta e cinco por cento): quando se referir à limpeza
hospitalar;
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IV. 20% (vinte por cento): quando se referir às demais limpezas.

c) Independentemente da previsão contratual: serão considerados os
seguintes redutores na área de construção civil:
I. 90% (noventa por cento): para pavimentação asfáltica;
II. 85% (oitenta e cinco por cento): para terraplenagem, aterro sanitário e
dragagem;
III. 55% (cinquenta e cinco por cento): para obras de arte (pontes ou
viadutos);
IV. 50% (cinquenta por cento): para drenagem;
V. 35% (sessenta e cinco por cento): para os demais serviços
realizados com a utilização de equipamentos, exceto os manuais.

d) Outras Deduções: conforme art. 124, e que estejam discriminadas nas
notas fiscais, nas condições de:
VI. Custo da alimentação in natura fornecida pela contratada, de acordo
com os programas de alimentação aprovados pelo MTE, conforme Lei
nº 6.321, de 1976;
VII. Fornecimento de vale-transporte, de conformidade com a legislação
própria.

e). Mapa Geral

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5 Validações, Cálculos e Obrigações

Consiste na análise quanto aos aspectos documentais e cadastrais, a fim
de validar ou adotar medidas corretivas preliminares, evitando assim,
transtornos de natureza administrativa, operacional ou financeira.

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Cálculo de Retenção do Funrural

Visão Geral

1. Considerações Iniciais

Funrural é a contribuição social destinada ao custeio do seguro de
acidente do trabalhador rural, prevista no artigo 25 da Lei nº 8.212/91 e demais
alterações pelas leis nº 8.540/92, 9.528/97 e 10.256/01.

2. Casos em que Aplica

As operações com produtores rurais são comuns em inúmeros municípios
e, portanto serão esperadas transações comerciais das cooperativas singulares,
tais como:

a) Aquisição de Produtos Rurais - Consumo Diário: tais como café em grãos,
mate verde e frutas;
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b) Aquisição de Produtos Rurais – Consumo Eventual: tais como flores,
carvão vegetal.

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3. Fato Gerador do Funrural

O fato gerador é compreendido como a receita bruta da comercialização
do produto rural.

4. Contribuintes

Tem como contribuinte de fato o segurado produtor rural pessoa física
(explora a atividade com o auxilio de empregados) e o segurado especial
(explora sua atividade em regime de economia familiar e sem ajuda de
empregados).

5. Responsável Tributário

É a empresa adquirente, inclusive se agroindustrial, na condição de
consumidora, consignatária, ou da cooperativa, na condição de sub-rogada nas
obrigações do produtor rural pessoa física.

O desconto da contribuição nas aquisições de produtos rurais de pessoas
físicas sempre se presumirá feito, não cabendo qualquer alegação, oportuna e
regularmente, pela empresa adquirente, consumidora ou consignatária ou pela
cooperativa, a isso obrigada, não lhe sendo lícito alegar qualquer omissão para
se eximir do recolhimento.

6. Notas Fiscais – Produtores Rurais

A receita bruta, decorrente da comercialização dos produtos, deverá ser
comprovada por documentos usualmente utilizados, tais como nota fiscal do
produtor, nota fiscal de entrada, nota promissória rural vinculada à nota fiscal do
produtor e demais documentos reconhecidos pelas fiscalizações estaduais.

a) Nota Fiscal do Produtor – Modelo 4: documento fiscal, de emissão
obrigatória pelo produtor rural, na circulação de bens e materiais
relacionados com suas atividades e de mercadorias e/ou produtos
produzidos na sua propriedade ou em propriedade alheia, explorada sob
contrato.

b) Suporte Documental – Produtos para Consumo: nas condições das
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cooperativas singulares, o respaldo documental não terá evidências
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estaduais, mas sim no atendimento nas seguintes condições:

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I. Fisco Federal: comprovação de gasto, mediante documentação
idônea, imprescindível para o registro como “despesa operacional” e
seus reflexos fiscal na dedutibilidade;
II. Fisco Federal: em relação à sub-rogação da contribuição para o
Funrural;
III. Outras:
o Servir como obstáculo à ação de “atravessadores” e da prevenção da
majoração dos preços dos produtos, sem causa justa;
o Servir como certificado de procedência ou origem do produto, quesito
essencial para garantir sua qualidade e
o Aumento da receita dos municípios onde a produção agrícola tem
elevada participação na geração de renda local, aumentando o valor
da quota-parte do ICMS que o município recebe do Estado,
independentemente se o produto rural ser ou não tributado.

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7. Base de Cálculo da Contribuição

É a receita bruta proveniente da comercialização da sua produção, sendo
o destaque e operações individualizadas por nota fiscal de produtor rural.

8. Alíquota Aplicável

É de 2,3% (2% + 0,1% + 0,2%), sendo 2% para o Instituto Nacional do
Seguro Social – INSS, 0,1% destinado ao financiamento das prestações por
acidente do trabalho e 0,2% destinado ao Serviço Nacional de Aprendizagem
Rural - SENAR.

9. Contabilização.

Decorre no momento de aquisição da mercadoria do produto rural pelo
adquirente.
Débito: AC – Estoque de Mercadorias (insumo ou consumo);
Crédito: PC – INSS – Funrural a Recolher
Crédito: PC – Fornecedor ou Contas a Pagar
Vale esclarecer que o recolhimento da contribuição é um custo e não uma
despesa da empresa adquirente. Assim, o valor da contribuição compõe o valor
da operação (“cálculo por dentro”).

Validações, Cálculos e Obrigações Acessórias.

1. Validações em Parâmetros

Consiste em analisar as condições preventivas no processo, antes da
aplicação das normas fiscais e contábeis.

a) Parâmetros Documentais: na análise da comprovação documental,
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possibilitando ações futuras.
I. A aquisição do produto rural é amparada por documentos idôneos?

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o Sim: continua o processo em relação aos demais aspectos;
o Não: solicitar documento hábil.
Os bens adquiridos forma devidamente especificados?
o Sim: continua o processo;
o Não: solicitar a substituição do documento, nas condições previstas
pela legislação estadual.

b) Parâmetros Cadastrais: nas mesmas condições anteriores.
I. O produtor rural está previamente cadastrado no Sicoob?
o Sim: continua processo;
o Não: solicitar o cadastramento.
Existe alguma incoerência em relação ao cadastro e os dados do
documento?
o Não: continua o processo;
o Sim: solicitar alterações no documento ou no cadastro.

A operação se sujeita a aprovações?
o Não: continua o processo;
o Sim: avalie a aprovação (responsáveis, alçadas, etc).

2. Formação da Base Tributável

A formação da base será de forma individualizada por operação, embora
que o recolhimento na contribuição seja consolidada no período e compreenderá
basicamente o total dos produtos rurais adquiridos para consumo.

3. Cálculos e Recolhimento

Nas condições a seguir:

a) Cálculo: mediante a aplicação da alíquota de 2,3% (ver 2.5.1, letra “h”);

b) Recolhimento:
I. GPS:
o Dados do Comprador;
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o Código 2607;
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o Prazo: até o dia 20 do mês subsequente ao da aquisição.

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