Teoria geral das obrigações

Aula – 07/03
O direito das obrigações se projeta/incide sobre a parte geral do direito civil e sobre outros ramos do direito,
exemplo: direito de família, das sucessões, direito tributário etc.
A ideia de obrigação significa que uma pessoa perde parte de sua liberdade em face do outro; se constitui
vínculo jurídico entre credor e devedor.
Vínculo, etimologicamente é equivalente a corrente, grilhão. O resultado é que se pode sujeitar o outro à sua
vontade. A obrigação é de dar, fazer ou deixar de fazer algo.
Com a violação do direito do credor, surge uma pretensão para o mesmo contra o devedor que terá a
responsabilidade. Pelo art. 189, do código civil, quando é violado um direito surge para o titular do mesmo
uma pretensão.
Teoria dualista da obrigação:
Direito – dever (schuld)
Pretensão – responsabilidade (haftung)
A responsabilidade do devedor se extingue com a prescrição.
Situações em que está presente o schuld, mas não há haftung: a prescrição extingue a pretensão de fazer
valer o seu direito, não o direito em si, ou seja, se após decurso de prazo prescricional, o devedor cumprir a
obrigação, esse pagamento é válido.
Outro exemplo: as dívidas de jogo. Se houve aposta e eu pagar a dívida, o pagamento é válido, não posso
reclamar judicialmente a devolução da quantia. Mas se eu perder uma aposta e não pagar, o credor também
não pode me responsabilizar judicialmente. Ver art. 814, C.C.
Nesse caso, a dívida de jogo se trata de uma obrigação natural. Existe o direito e o dever, mas não há
pretensão ou responsabilidade.
Obs. Os jogos legais são disciplinados por lei específica. Ex. loteria. É outra situação.
Jurisprudência: o STJ entende que dívidas de jogo contraídas no exterior por brasileiros, geram obrigação e
responsabilidade judicial.
Situações em que há haftung, mas não há schuld: fiador, por exemplo. Ele pode ser responsabilidade pela
dívida, apesar de não ser o devedor.
Fases da teoria das obrigações:
1ª fase: romanos. Entendem que há vínculo jurídico entre credor e devedor. Direito e dever, primeira linha
da relação obrigacional.
2ª fase: Brinz (pandectista alemão): cria a teoria dualista da obrigação, acrescentando o schuld e haftung.
Século XIX.
3ª fase: entendimento doutrinário mais recente, século XX, que entende a obrigação como um processo.
Desenvolve a ideia de que ela deve se orientar pelo princípio da boa-fé. A base da relação é o respeito e
consideração mútua. Nesse caso, pode a falta de respeito pela outra parte ser considerada como abuso no
exercício do direito.
Definição de obrigação – ela seria uma espécie de dever (gênero), mas que se relaciona ao âmbito jurídico.
Não se trata de um dever moral.
Fontes das obrigações
1. A lei
Ex. alimentos, obrigações tributárias, atos ilícitos etc.
2. Negócio jurídico
Ex. contratos
3. Enriquecimento sem causa (no código civil, faz parte dos atos unilaterais)
Ex. alguém depositar dinheiro por engano em sua conta.
4. Relações contratuais de fato (são obrigações que são como contratos, mas que não têm como fundamento
a declaração de vontade das partes. No caso, o próprio comportamento do sujeito substitui a declaração
expressa de vontade)
Ex. Entrar no ônibus para fazer uma viagem. Não é preciso haver declaração de vontade para surgir a
obrigação de pagar a tarifa.
Aula -14/03
Transmissão das obrigações – art. 286 e seguintes
Perguntas: Qual é origem da transmissão das obrigações? Por que alguém compraria uma dívida?

não posso transmitir a outra pessoa) 2. animus novandi (expresso) – é necessário que as partes tenham a vontade de fazer a novação 2. faz-se a novação com a extinção da dívida antiga. Nesse caso. ele deve ser notificado. a prestação fica para o mandatário. Quinta solução: ex promissio – alguém pede ao credor para exonerar o devedor ficando em seu lugar. A cessão de crédito pode ser gratuita ou onerosa. terceiro faz pagamento da dívida em lugar do devedor. O motivo é o enriquecimento sem causa. não havia meios para transmitir as obrigações. um grilhão que unia credor e devedor. Se o devedor pagar o credor cedente por engano. Caso em que não é permitido a assunção de dívida: financiamento imobiliário com juros subsidiados. 360 e seguintes. Pela natureza do crédito. . mas não é eficaz. minha vida. o credor precisa aceitar expressamente a assunção de dívida para a validade da substituição. Não. Requisitos/características 1. Ex. Possível questão de prova. os acessórios (ex. É a mais utilizada no mundo atual. vale refeição. Exceções: 1. Porém. Ex. Novação Art. prêmio de um concurso. Para se efetivar a cessão de crédito não é preciso haver anuência do devedor. ele está livre da obrigação. Ex. O vínculo jurídico era assimilado como algo físico. Segunda solução romana: procuratio in rem suam (procuração em causa própria) – o credor manda alguém cobrar o devedor em seu nome. Por convenção entre as partes. pois é nova obrigação. Novação objetiva – preserva as partes da obrigação anterior. ele se torna fiador. Ocorre quando um terceiro interessado (fiador) paga em nome do devedor.Em Roma. o terceiro assume a posição do credor nos direitos sobre o devedor. 286 Quando um credor é substituído por outro. fiança) não se transmitem automaticamente 3. Cessão de crédito – art. Ex. crédito tributário (o que eu paguei a mais ao Estado e tenho a receber. por negociação. sendo intransferível. A cessão de crédito sem notificação é válida. segundo o professor: A citação judicial substitui a notificação do credor? R. Novação subjetiva passiva – quando ocorre a substituição do devedor. Cessão de crédito pro solvendo – o credor cedente responde pela existência e pela solvência do devedor. Assunção de dívida – situação em que o devedor é substituído por um novo devedor. Na prática. 346 a 351. inicialmente. Ex. 3. o prazo prescricional volta ao início. Encontra-se na parte da extinção das obrigações. Terceira solução: subrogatio (sub-rogação) – um terceiro substitui espontaneamente uma das partes na obrigação. financiamento imobiliário – o banco precisa concordar com a venda de imóvel com valor financiado. os acessórios são preservados. O credor original é chamado de credor cedente e o novo credor é o cessionário. Com isso. pedir a outro advogado (colega) que compareça em uma audiência em meu lugar. minha casa. no caso de cessionário que entra com ação judicial contra o devedor que não foi notificado. pensão. Pode haver extinção do processo por falta de legitimidade. Novação subjetiva: quando ocorre a extinção da obrigação e formação de outra com a substituição de uma das partes por um terceiro. Porém. Pagamento com sub-rogação – art. pois trata-se da mesma obrigação. alimentos. Cessão de crédito pro soluto – o credor cedente responde somente pela existência do crédito. Por conta do perfil do beneficiário. Novação subjetiva ativa – quando ocorre a troca do credor. Se o devedor não pagar. pedir a outro que cumpra a obrigação em meu lugar. A regra se torna a transmissibilidade das obrigações. Quarta solução: delegatio (delegação) – delegar a um terceiro. diante das necessidades práticas. Ex. Ex. o credor cedente pode ser acionado para fazê-lo. Ex. Obs. Por lei. Quando acontece a sub-rogação. e estabelecimento de uma nova. mas ao invés de entregar o objeto para o credor original. A regra é que as obrigações podem ser transmitidas. surge uma primeira solução: a novatio (novação) – extinguir a obrigação existente e criar uma nova. mas altera o objeto da obrigação. Com o raciocínio abstrato da sociedade moderna surgem novas construções jurídicas.

Aula – 21/03 Modalidades das obrigações Obs. Se a escolha cabia ao credor. Ex.C. se uma delas pereceu por culpa do devedor. é importante requerer do vendedor a certidão negativa do imóvel. afirma que a prestação se divide entre os devedores em partes iguais quando há pluralidade. Com a alienação da coisa. Ex. Perguntas: . Obrigações de resultado – o devedor se obriga a alcançar o resultado almejado pelo credor. Regras: 1. de acordo com o princípio da boa-fé. Médico no exercício de sua profissão. Nesse tipo de obrigação. Obrigações indivisíveis Nas obrigações indivisíveis com pluralidade de sujeitos. 2. não no código civil. Forma de pagar quando há pluralidade de credores. Subsiste o débito quanto à outra prestação. Ex. e a prestação é indivisível: Duas opções: 1. 2. a obrigação se cumpre de uma só vez. A multa fica para o novo proprietário. Obrigações de garantia – o devedor se obriga a buscar um resultado que tenha permanência no tempo. ou seja. Aula – 04/04 Pagamento O pagamento é o cumprimento espontâneo e natural da obrigação. A outra se extingue de pleno direito. A assunção de dívida se faz por delegação ou ex-promissio. Paga-se a um deles. Obrigações de meio – o devedor se obriga a cumpri-las com seus melhores esforços. 1. se houver. Obrigações divisíveis É o caso de objeto que pode ser fracionado sem que se perca sua substância ou seu valor econômico. A quem cabe a escolha? R. por isso. em regra. Outro exemplo: aquisição de uma empresa. tributos e contribuições condominiais. Não é preciso notificar o credor. há mais de uma obrigação entre o credor e o devedor. ou razão determinante do negócio jurídico. C. mas elas se resolvem pelo cumprimento de uma das prestações. advogado em defesa do cliente. dando este caução de ratificação (declaração em que se responsabiliza a acertar o devido com os outros) dos outros credores. 2. Ver art. dinheiro. Ex. 3. Quando há pluralidade de devedores. Se a escolha cabia ao devedor. A presunção legal do art. Modalidades de obrigações quanto ao objeto: Obrigações alternativas Trata-se de uma alternativa disjuntiva. Paga-se a todos os credores ao mesmo tempo. A definição de obrigação está presente no CTN.345. certificado de garantia dos produtos. cirurgia plástica embelezadora. se escolher uma opção exclui a outra. prefeitura. Ex. Tanto é assim que existe possibilidade de pleitear dano estético judicialmente. cada devedor é obrigado pela dívida total. Assim. ele deve pagar o valor da última que se impossibilitou. Aula – 28/03 Tema: obrigações solidárias Não tenho as anotações. 4. o devedor que pagou a dívida inteira. O novo proprietário fica com as dívidas trabalhistas e com passivo ambiental. ao devedor. Classificação das obrigações quanto à sua intensidade 1. O devedor não pode obrigar o credor a receber parte de uma prestação e parte da outra. ele pode exigir o valor de qualquer uma das prestações que se impossibilitaram. 257. Em caso de perecimento por culpa do devedor das duas prestações. Mais uma situação de assunção de dívida: Obrigações propter rem (por causa da coisa) São deveres que surgem pela condição de proprietário. Ex. 3. sub-roga-se no direito do credor em relação aos outros co-obrigados. o novo proprietário se torna o devedor.

O credor ou a quem de direito o represente (legal ou convencionalmente) Há possibilidade de o devedor pagar para o credor putativo (errado/aparente). Se forem designados dois ou maus lugares. ou seja. salvo disposição legal em contrário. os pagamentos feitos no exterior podem ser efetuados em moeda estrangeira. 3. 28. ex. O pagamento em ouro é chamado curso forçado. Ver se não existem condições. mas há possibilidade de contratos indexados (com correção monetária). Não pode haver contratos entre nacionais avaliado em moeda estrangeira. no caso de falência. na cessão de crédito sem notificação ao devedor. 5. Além disso. a regra definida no Código Civil é no domicílio do devedor. A correção monetária só pode ocorrer uma vez por ano. Exceção: Decreto lei 857/69 – para importações e exportações. O devedor ou terceiros. de acordo com o art. cujo efeito é a extinção da obrigação. as pessoas são obrigadas a aceita-la. fiador) ele se sub-roga nos direitos do credor com base no enriquecimento sem causa do devedor. 4. Mesmo assim. art. Quem deve pagar? R. O legislador editou diversas normas sobre o pagamento. Com o pagamento por terceiro interessado (ex.086/95. . Trazer a lei 9. Onde deve pagar? R.069/95. o reajuste anual dos alugueis. o pagamento é eficaz. 324. 6. O Estado garante o valor. No entanto. plano real. cabe ao credor escolher entre eles. Princípio nominalista: o valor do pagamento é o nominal da moeda. 313. art. porém não pode ser pessoa diferente do credor quando a obrigação é intuito personae. Se as partes não estipularem em contrato. IGP-M. É preciso escolher o índice. Quando deve pagar? R. Exceção: quando o devedor antecipa prestações ou quita antecipadamente a dívida. 2. 327. Qual é o melhor modo para pagar? R. No lugar em que as partes convencionaram. art. A moeda estrangeira no Brasil é uma mercadoria. Se não há convenção sobre a data. O credor não é obrigado a receber prestação diversa do que lhe é devida (ainda que mais valiosa). quando o pagamento é feito por terceiro não interessado. não há sub-rogação depois do pagamento. Há controvérsias. 52 do código de defesa do consumidor. não se pode exigir. Ex. Outra exceção: o decreto lei sobre as zonas francas (professor não falou qual é) possibilita pagamento em moeda estrangeira. da lei 9. Obs. art. Quem deve receber? R. Posso exigir o pagamento imediatamente mesmo quando há termo. 318. art. a moeda nacional tem curso legal. contratos de trabalho. 1. termos ou encargos. o devedor pode reter o pagamento.Qual é a natureza jurídica do pagamento? R. ou seja. consequência da obrigação. Ex. por exemplo. Ex. A moeda nacional é um meio de pagamento. 331. Mas o entendimento mais aceito é de que o pagamento é um ato material. O devedor que paga pode exigir a quitação. para a prova. o pai que paga uma conta da filha. a obrigação deve ser cumprida imediatamente. Se o credor não entregar o documento. art. O contrato com valor em moeda estrangeira inválida o contrato inteiro. O que vou usar para pagar? R. extingue a obrigação em território nacional. Também não é obrigado a receber por partes. Somente a moeda nacional tem poder liberatório.

aumento. Homicídio privilegiado e qualificado é possível? R. 2ª Leituras contemporâneas – mais importante do que a vontade. Duas concepções de dolo 1ª vontade (volitiva) – nesse caso. Há muita dificuldade de comprovar que ele estava presente no caso concreto. e o conhecimento em relação aos elementos do tipo objetivo (saber que vai matar alguém). Exemplo: matar alguém (pessoa) tentando matar um animal de caça. Retira-se o foco no elemento psicológico do dolo. Sim. é a ideia de conhecimento (cognição). 121 – Homicíio Dolo – contém dois elementos – volitivo (querer) e cognitivo (saber que a conduta é reprovável). Graus de culpabilidade. Dolo direto de 2º grau . ex. 121 do Código Penal. §2° . Homicídio privilegiado – possibilidade de 1/6 a 1/3 – art. Problema: o dolo se torna atributo puramente psicológico. Para haver aumento de pena é preciso o agente ter consciência de que a vítima tinha menos de 14 anos ou mais de 60 anos. Outro exemplo: a responsabilidade penal é subjetiva no caso do §4° do art. Este se torna elemento normativo. É considerado pela doutrina como uma legítima defesa incompleta. 121. o dolo é considerado querer. Como se trata de fração.Direito Penal Aula – 23/03 Art. matar alguém sabendo e querendo o resultado especificamente contra ela. A falta de vontade de matar é compensada pelo excesso de conhecimento do risco. Ou seja.Ex. Temos um homicídio motivado por relevante valor social ou moral. procura-se saber da hipótese de ocorrer o resultado. Há uma dimensão de congruência no homicídio: a vontade de realizar a conduta prevista no tipo objetivo. Culpa consciente Culpa inconsciente Tipos de homicídio Homicídio simples – raramente ocorre. Culpa – violação de um dever objetivo de cuidado. mas com o desejo de matar apenas uma especificamente. ou sob o domínio de violenta emoção após injusta provocação da vítima. Trata-se de erro de tipo – subjetivo – cognitivo). diminuição. §1º. colocar uma bomba em um avião sabendo que vai matar outras pessoas. implícito). Dolo eventual – Ex. a partir do privilégio subjetivo e qualificadora objetiva. matar alguém) e subjetivo (dolosamente. Há muitas possibilidades de qualificação. sob domínio de violenta emoção + emboscada. roleta russa. Torna-se uma ferramenta de adjudicação da culpabilidade. Mas algumas são incompatíveis. segundo a doutrina: Dolo direto de 1° grau – Ex. Homicídio qualificado – art. O dolo é visto como algo natural. Tipicidade – dois elementos – objetivo (ex.121. estamos diante de uma causa de diminuição. A reforma do código penal brasileiro de 1984 adotou essa noção.

O puerpério dura 35 a 40 dias. médico. Explicação biológica se encontra no estado puerperal. É um estado de afetação que atinge todas as mulheres. é o infanticídio. Pois as elementares do crime se comunicam neste caso. Enquanto o estado puerperal dura poucas horas. O infanticídio pode ocorrer durante o parto ou depois do mesmo. o instigador. b) vida extra-uterina – tem início com o parto. 2. Razões para o tratamento privilegiado no infanticídio: 1. O verdadeiro homicídio privilegiado. Aborto Art.Cunho subjetivo –motivo fútil (abjeto. Deve haver discurso de ódio motivado pela diferença. desproporcional – ex. Art. 125 – aborto praticado por terceiro sem consentimento da gestante. brincadeira do outro) Feminicídio É o homicídio praticado por razões inerentes à condição da mulher. Induzimento ou instigação ao suicídio Há dois sujeitos: 1. ou seja. E o que ocorre se o marido auxiliar a mulher a matar o filho durante o estado puerperal dela? Ele deve ser condenado por homicídio ou infanticídio? R. repugnante – ex. Traz consigo uma dimensão de honradez da mulher. Portanto. mata o próprio filho para evitar a desonra própria (cultura da década de 1930 que inspirou o Código Penal). Ex. 124 – auto-aborto/aborto consentido – crime próprio da gestante. a vida intra-uterina é juridicamente protegida. 3º do código penal. passivo e uma circunstância especiais. Questões hormonais envolvidas que podem afetar o comportamento da pessoa. não durante o puerpério. O infanticídio exige um sujeito ativo. Aula – 06/04 Conceito jurídico de vida no Código Penal: a) vida intra-uterina – tem início com a nidação (acoplamento do óvulo fecundado ao útero da mulher) isso explica porque não é aborto o uso da pílula do dia seguinte. Aula – 30/03 Não houve aula por conta da paralisação dos alunos. a pena desse artigo cabe a ela. Explicação social. suzane richtofen) ou torpe (insignificante. A vítima. O suicídio assistido é tratado no direito penal como instigação ao suicídio. É possível que ele seja condenado por infanticídio seguindo entendimento do art. 2. o infanticídio só é considerado quando ocorre durante o estado puerperal. O suicídio é um irrelevante penal. 126 – aborto praticado por terceiro com consentimento da gestante. Art. reprovável. . O fim da vida intra-uterina ocorre com o início do parto. E se encerra com a morte cerebral. que tem uma nova cominação de pena mínima e máxima em relação ao homicídio simples. A partir da nidação. sujeito que se suicida.