Revista Brasileira de Geomorfologia

v. 18, nº 2 (2017)

www.ugb.org.br http://dx.doi.org/10.20502/rbg.v18i2.1158
ISSN 2236-5664

NOTA TÉCNICA:

ANÁLISE DIGITAL DE TERRENO UTILIZANDO A LINGUAGEM
COMPUTACIONAL R: EXEMPLO DE APLICAÇÃO

DIGITAL TERRAIN ANALYSIS USING COMPUTATIONAL R
LANGUAGE: EXAMPLE OF APPLICATION
Renê Jota Arruda de Macêdo
Colegiado de Ciências da Natureza, Universidade Federal do Vale do São Francisco
Rua João Ferreira dos Santos, s/n –, São Raimundo Nonato, Piauí. CEP 64770-000. Brasil
Email: rene.macedo@univasf.edu.br

Sérgio Floquet
Colegiado de Engenharia Civil, Universidade Federal do Vale do São Francisco
Avenida Antonio Carlos Magalhães, 510, Juazeiro, Bahia. CEP 48.902-300. Brasil
Email: sergio.floquet@univasf.edu.br

Informações sobre o Artigo Resumo:
Linguagens de programação vem se tornando populares em diversas áreas do
Recebido (Received):
29/09/2016
meio acadêmico-científico. No âmbito das Geociências, emergem como potenciais
Aceito (Accepted): ferramentas para a compreensão dos processos naturais da superfície terrestre.
11/04/2017 Neste trabalho realizou-se uma breve apresentação da linguagem computacional R
e uma rápida abordagem a respeito da parametrização de elementos da superfície
Palavras-chave: de uma determinada região a partir de dados discretos espaçados regularmente. Em
Linguagem R; Análise Digital
seguida, apresenta-se um exemplo de sua aplicação para derivação de parâmetros
de Terreno; Geomorfometria.
geométricos e análise digital de terreno (ADT) em um modelo digital de elevação
Keywords: com 30 m de resolução espacial. Utilizou-se o software RStudio versão gratuita
R Language; Digital Terrain que oferece um ambiente de desenvolvimento gráfico intuitivo com diversas
Analisys; Geomorphometry. facilidades para implementação de rotinas. Com uma comunidade colaborativa
ativa e aberta, a linguagem R aplicada em ADT permite que usuários iniciantes
compreendam os aspectos básicos e visualize todo o processo de implementação
do código e análise dos resultados.

Abstract:
Programming languages are becoming popular in many scientific fields. In the
geosciences they provide potential tools for understanding natural processes on
Earth’s surface. In this paper we perform a brief introduction to the R programming
language and a show a quick approach to the surface parameterization of a
specific region in a regularized discrete data set. For example, to obtain geometric
parameters, a digital terrain analysis (DTA) on a 30 m resolution digital elevation
model was undertaken. The free version of Rstudio software used in this work

Macêdo R. J. A. & Floquet S.

provides a graphical user interface environment with several facilities to implement routines. With an active and
open collaborative community, R language applied in DTA allows beginner-level users to be able to understand
basics aspects and visualize all process in the implementation and analysis of the results.

1. Introdução executados estão explicitados com scripts comenta-
dos a fim de que qualquer leitor possa realizar suas
Modelos Digitais de Elevação (MDE) consistem
próprias ADT e modificar conforme sua necessidade.
em representações numéricas da superfície da Terra.
Além de divulgar a linguagem R, de distribuição livre,
A partir deles é possível iterar técnicas para modelar
o presente trabalho pretende tornar mais acessível as
processos hidrológicos além de extrair propriedades
implementações básicas, tendo como foco profissionais
de solos, vegetação, insolação, processos sedimentares,
e pesquisadores das geociências e áreas afins.
dentre outros, salvaguardando o refinamento da escala
do MDE (Wilson & Gallant, 2000).
2. A Linguagem Computacional R
A análise da morfologia de um terreno a partir
de MDE vem sendo amplamente aplicada nas últimas R foi originalmente desenvolvido para análise de
décadas (Zevenbergen & Thorne, 1987; Grohmann, dados estatísticos e gráficos (Ihaka & Gentleman, 1996),
2004; Jordan et al., 2005, Grosse et al., 2012), devido com sintaxe e semântica semelhantes a linguagem
ao rápido processamento de dados por computadores, comercial S. Atualmente, vem ganhando popularidade
disponibilidade de imagens de sensor da superfície nos diversos ramos acadêmicos além da estatística. Nas
terrestre e o baixo custo nas análises. Os métodos em geociências, sua potencialidade é brevemente descrita
Análise Digital de Terreno (ADT) surgem do desen- por Grunsky (2002), além de outros exemplos como
volvimento de algoritmos para extração de uma ou nos trabalhos de Bivand (2000), que realizou análises
múltiplas variáveis morfométricas do relevo a partir de geoestatísticas, e Grohmann (2004), o qual extraiu
uma imagem em formato matricial (e.g. Horn, 1981; parâmetros morfométricos do relevo através de um
Zevenbergen & Thorne, 1987; Ritter, 1987; Freeman, MDE utilizando o software Geographic Resources
1991). Através destes métodos é possível gerar Modelos Analysis Support System (GRASS GIS), tratando os
Digitais de Terreno (MDT), que correspondem à funções dados estatisticamente com a linguagem R dentro do
discretas bidimensionais de variáveis morfométricas ambiente GRASS.
(Florinsky, 2012). O sistema R é constituído de uma interface gráfica
Nos últimos anos, o uso de linguagens de pro- mais a linguagem em si, distribuído livremente. Há
gramação vem se destacando no meio acadêmico em abundante material instrutivo disponível em seu pró-
áreas de conhecimento distintas daquelas em que são prio repositório chamado de CRAN (Comprehensive
comumente utilizadas - engenharias, física, matemática R Archive Network) no endereço https://cran.r-project.
e tecnologia da informação. Tal fato se deve ao surgi- org/, além de outras diversas fontes como sites e livros.
mento de linguagens de alto nível, disponíveis gratui- O ambiente de desenvolvimento possui várias funções
tamente, além de diversos textos escritos direcionados estatísticas embutidas que podem ser executadas dire-
para leitores iniciantes. Dentre elas, a linguagem R, tamente na linha de comando de sua interface gráfica,
que, além do campo da estatística, vem sendo aplicada além de compatibilidade com outras linguagens de
em estudos com dados espacialmente coordenados, programação, tais como: C, C++, Fortran, Java e Python.
tais como morfológicos e geoestatísticos (Grohmann,
2004; Metcalfe et al., 2015; Kobal et al., 2013; Omuto 2.1 Programação e Ambiente de Desenvolvimento R
& Vargas, 2014; Brown, 2016).
O sistema R possui seu próprio ambiente de
Neste artigo a linguagem computacional R será
desenvolvimento, a RGui, formado por uma interface
utilizada para derivação de dados morfométricos e ADT.
gráfica composta de facilidades para o desenvolvedor
Serão introduzidos os aspectos básicos da linguagem,
onde se dá a entrada, armazenamento, manipulação e
assim como a sua aplicação em um MDE, apresentando
visualização gráfica de dados (R Core Team, 2014). A
os conceitos fundamentais da geomorfometria numa
execução dos comandos pode ser realizada diretamente
abordagem parametrizada do relevo. Todos os métodos

Rev. Bras. Geomorfol. (Online), São Paulo, v.18, n.2, (Abr-Jun) p.443-463, 2017

operadores. é importante que 2. Bras. refe- Existem outros ambientes de desenvolvimento. listas. 4) canto executar e apertando as teclas CTRL + R. sendo rências e exemplos – do comando desejado. No menu session  set working directory conjunto de dados. janela do console e. v. (Abr-Jun) p. desenvolvimento de seus primeiros códigos. Figura 1 . 2015). importação/ Seu ambiente possui uma interface amigável. escolha o local desejado para o e exportando arquivos de diversos formatos (Zuur et ambiente de trabalho do R. para que os Na linguagem R podemos manipular diferentes arquivos gerados sejam guardados na pasta previamente tipos de dados. n. ou no script. com tica do R. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação no console. pode ser realizado executando a função help(). exemplos e exercícios. 2017 . argumentos. importando  choose directory. rasters e outros. plots. basta Torfs & Brauer (2014). Geomorfol.18.443-463. sendo através da seleção da linha de código que deseja 3) canto inferior esquerdo. a interface RGui pode restringir o avanço no o nome do pacote ou da função dentro dos parênteses. tais como: vetores. pacotes. 2) canto ENTER. a podem ser encontradas no documento introdutório de janela de script (caso não exista nenhuma aberta. fatores.Interface gráfica do software RStudio. bibliotecas. matrizes. Rev. janela de área de trabalho (workspace). definida. Antes de iniciar qualquer projeto. (Online). São Paulo.2 Manipulação de Dados Tipo Raster o usuário determine o diretório de trabalho. ajuda Para iniciantes que não tenham noções básicas e visualizador. todos os detalhes – descrição. dividida exportação de dados. semelhante a um bloco de notas. inferior direito. ao digitar e em seguida apertando a tecla clicar no menu file  new file  R Script). superior direito. Maiores um dos mais populares o RStudio (RStudio Team. janela de arquivos. uso. ausência de funções de autocorreção e auto completar Uma janela com a documentação é apresentada com que auxiliam e agilizam a implementação dos códigos. O acesso a ajuda no RStudio também sobre conceitos de programação ou da sintaxe e semân.2. informações sobre funções. devido à desde que este pacote tenha sido previamente carregado. em 4 janelas (Figura 1): 1) canto superior esquerdo.

Ao determinadas a partir da relação de um ponto com completar a instalação. fun=max.package(“raster”) # função que instala o pacote > raster_10x <. multiplicação.18. Calcula-se > raster_x # retorna os atributos os parâmetros desejados a partir desses 9 elementos por do objeto meio da aplicação de um método de diferenças finitas e o valor resultante é atribuído ao elemento central. (Online). Como exemplo Old sources (Fontes antigas – em tradução literal) do no script a seguir. no momento da instalação. é executado direto da CRAN. tangente. basta escrever: > install. as dependências podem cria vizinhos fictícios para os elementos das bordas: não ser instaladas. 2009). é necessário definir importada pela função raster().2. assumiu-se aqui o lados automaticamente junto com o pacote raster. O processo repete-se em toda a extensão da imagem. após um MDE retratam suas características locais. packages(‘nome_da_dependência’).raster_x*10 > library(raster) # ativa o pacote para uso Os principais parâmetros geomorfológicos de O download da versão mais atual do pacote. pode ser obtido diretamente na CRAN em o resultado na célula central desejada. Em um raster (Figura 2). As de.nrow=3. retornando este último.focal(raster_x. em que a soma. MDE’s são imagens de dados tipo raster e de utilizar alguma função do pacote raster ocorrer um consistem em conjuntos numéricos dispostos em grades. Macêdo R.tif”) em análise. A instalação e ativação de pacotes podem ser diversas funções tais como seno. cosseno. a qual obstante. no geral. definindo-se uma grade de análise 3x3. Geomorfol. Para realizar operações a fim de obter comando library() ou require() e a imagem atributos morfométricos do relevo. Estes para retornar o maior valor desta grade. pode ocorrer incompatibilidade. disponível no site do repositório a superfície topográfica de uma determinada área da de pacotes (CRAN). & Floquet S. através logaritmo. ncol=3). (Abr-Jun) p. padValue=1) pendências podem ser descobertas quando na tentativa Rev. demanda de outros pacotes raster dados. o problema das bordas do MDE.443-463. Cada célula corresponde a um valor de elevação. A superfície definida pela matriz de ordem # importando a imagem 3 é aproximada por uma função polinomial. um raster é definido utilizando um pacote divisão e potenciação são feitas elemento a elemento adicional. em raras exceções. toma-se uma janela formada por uma matriz 3x3. o pacote poderá ser ativado pelo seus vizinhos. No R. A fim de facilitar uma função em termos das coordenadas x e y que irá a importação. são insta. entre o pacote e a versão gerando um novo objeto com os atributos computados. realizadas diretamente pelo console do RStudio. permite versões mais recentes do RStudio ou utilizar versões computar parâmetros de um MDE definindo-se o ta- mais antigas do pacote raster que sejam compatíveis. 2017 . representando do manual do pacote.e. Nesta situação. v. São Paulo. subtração. por célula do raster). al. Bras. Em alguns casos. Se quisermos exagerar os valores de dos seguintes comandos: elevação em 10x. > calc. Para contornar são chamados de dependências e. J. erro indicando a ausência destas ou através da leitura cujas células são espaçadas regularmente.. As operações básicas são executadas com raster de coordenado sob um sistema de referência geoespacial. etc. n. que são o primeiro comando. o melhor será obter as A função focal(). aplicou-se a função focal() ao pacote. a imagem deverá estar na mesma pasta representar a superfície local e daí extrair os parâmetros definida como diretório de trabalho. do pacote raster. w=matrix(1. Não valor 1 para o argumento padValue da função. Terra. 2009). que dão suporte às operações de suas funções. manho de uma grade regular de n vizinhos. o usuário deverá instalá-las individualmente com a função install. O pacote raster.dados <. do RStudio. pad=TRUE.raster(“08S435ZN. constituída de 8 elementos vizinhos mais o ponto central > raster_x <. maneira usual. assim como a aplicação das objeto. Caso isso ocorra. que permite a criação e manipulação deste (i. A. desejados (Hengl & Reuter.

s e t da função z(x. 1987) aplicaram uma função quadrática para os 9 elementos de uma submatriz 3x3 para derivar 4 índices topográficos (Equação 1): z(x. v. q. 1993). y). 2017 . Então. 1978. que corres- ponde ao centro da célula da submatriz. (4) Rev. (Abr-Jun) p.y) na origem (0. 3. r. Bras. segunda ordem da função z(x. contínua para derivações de até segunda ordem. Geomorfol. Para efetuar está abordagem matemática (6) é necessário termos uma função bivariada z = f(x. q.Coordenadas da vizinhança de um raster. Existem diversas funções na literatura utilizadas gerando um sistema de equações lineares. substitui-se os 9 valores da submatriz 3x3 (Figura 3) na Equação 1.Esquema de um raster onde destaca-se uma grade regular 3 x 3 para computação dos atributos locais.y) = (1) As constantes p. A partir da derivação da função no ponto (x. enquanto z0 repre- senta o valor da função na origem.y) estão relacionadas às derivadas parciais. São Paulo. (5) siste na análise de aspectos geométricos da superfície do terreno. Pennock et al. r..2. obtém-se as constantes: (2) (3) Figura 3 . os parâmetros topográficos possam ser expressos por s e t encontram-se as derivadas parciais de primeira e derivadas desta função (Mitasova & Hofierka. Evans e Young (Young & Evans. para representar a superfície de um MDE. (Online). Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação Figura 2 .18.443-463. representando a superfície da grade analisada e que Ao determinar os valores das constantes p. Análise Digital de Terreno Parte do estudo dos parâmetros de um MDE con.0). n.y).

q. t. (Abr-Jun) p. é necessário transformar [A] numa matriz quadrada. q. n. expressas por: dos valores de elevação da submatriz. são: A solução desse sistema de equações lineares (18) pode ser obtida utilizando a representação matricial [Z] = [A]*[Constantes]. Z3 = +s+ + p + q + z0 (9) [A]T [Z] = [A]T [A][Constantes] [Constantes] = {[A]T [A]}-1 [A]T [Z] (17) Z4 = – p + z0 (10) Essa operação pode ser realizada utilizando o R Z 5 = z0 (11) com o comando t() para obter a transposta da matriz. formada (20) pelas constantes p. r. …. Macêdo R. (21) (22) (23) em que Δs é o tamanho da resolução espacial da célula do MDE. 2017 .y) do modelo de Evans-Young Z9 = –s+ + p – q + z0 (15) (Young & Evans.443-463. [A] a matriz 9x6 com os (19) coeficientes que surgem multiplicando as constantes da função z(x. Para isso. A.y) e a matriz 6x1 [Constantes]. Desta forma encontra-se um conjunto de 9 equa. Definidas as derivações é possível obter os atribu- tos topográficos básicos locais resultantes das derivadas parciais de primeira ordem: gradiente e aspecto. J. e de segunda ordem: perfil de curvatura. 1978). podem ser determinadas solucionando o sistema da Z1 = –s+ – p + q + z0 (7) Equação 16 isolando a matriz [constantes]. s. t e z0 que irá ser determinada (Equação 16). a função solve() calcula sua inversa e o símbolo % Z6 = + p + z0 (12) é utilizado para indicar produto entre matrizes: Z7 = +s+ – p – q + z0 (13) > solve(t(A)% * % A)%*%t(A) Z8 = – q + z0 (14) Assim os parâmetros {p. Z2 = + q + z0 (8) calcular a sua inversa (Equação 17). r. s. Z2. multiplicando pela sua transposta [A]T e em seguida. que passam a ser definidas em função 3x3 {Z1. z0}. Tais constantes. São Paulo. plano de curvatura e curvatura tangencial. & Floquet S. Bras. que corres- pondem as derivadas parciais de primeira e segunda ordem da função z(x. (Online). v. Z9}. As derivadas parciais que representam os coefi- ções envolvendo as altitudes de cada célula da submatriz cientes da função. em que [Z] é a matriz 9x1 com os valores de elevação. Os parâmetros locais são aqueles (16) Rev.18.2. Geomorfol.

bacias hidrográficas. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação computados para uma célula central de uma subgrade nada. gradiente e seu ângulo azimutal (aspecto). vizinhos (Hengl & Reuter. Morfoestruturas. 1991. v. encontram-se resumidamente os atri- ciam diretamente nos processos de escoamento de um butos topográficos básicos locais e regionais com res- fluido (Quinn et al. sobre uma determinada área.). (1993). Deste modo.. Relevo Mapa de reflectância e 0)+ Regional 0). São Paulo. n. Escala de Atributo Descrição Equação Processos Associados Aplicação Clima. Local Tangencial declividade. Taxa de fluxo aquoso e Declividade Local Gradiente de elevação. Freeman (1991).A) Morfotectônica Sombreado sombra do relevo. Em na formação de solos. Curvatura transversa à Plano de Kh = Local direção da declividade. Jordan et al. sombreamento do relevo. θ0 = ângulo zenital solar ϕ = ângulo azimutal solar Rev. Escoamento primário de Aspecto Local elevação. 1991. São exemplos de atributo (e. Na definição de linhas de fluxos de massa e estudos de bacias hidrográficas (Florinsky.443-463. Curvatura (Curvatura de contorno) Convergência e Curvatura transversa e divergência de um Curvatura perpendicular à direção da fluido. alguns ramos de aplicação: a influência da topografia fluxo acumulado. (Estruturas geológicas). pode-se realizar uma descrição e análise geomórficos que podem ser descritos através destes. etc. isolada de cada variável computada ou de forma combi- Tabela 1: Relação de atributos básicos e secundários em análise de MDE. Freeman 1991). que influen.cos( . (Abr-Jun) p.2. Mitasova & Hofierka. fluxo. Na Tabela 1. (Online). 2009).g. vegetação. Modificado de Horn (1981).. linhas de fluxo. Agradação e Erosão. 2005). caracterização de processos de movimentos para serem extraídos. Sentido do gradiente de A = 180 arctan( ) + 90. Bras. Wilson & Gallant (2000) e Hengl & Reuter (2009). Zevenbergen & Thorne (1987). desaceleração de uma fluido.18. a ADT possibilita a integração de são aqueles em que consideram-se todo o conjunto de vários campos de pesquisa relacionando as característi- células de um MDE para se computar determinado cas topográficas a processos naturais. escala de aplicação e os processos Em ADT. (Curvatura de contorno) Fluxo Regional Escoamento superficial. estes parâmetros dependem dos atributos locais lógicas. utilizam-se os valores do 2012. Perfil de Taxa de variação da Kp = Aceleração e Local Curvatura declividade. identificação de estruturas geo- geral... Acumulado Irradiação Solar. Parâmetros regionais 1991). Moore et al. S = arctan( ) sedimentar. a fim de identificar a distribuição e variabilidade onde as operações dependem diretamente dos elementos de processos superficiais específicos (Moore et al. Volume de runnof. Complexidade do terreno Rugosidade Local/Regional R= Distribuição e riqueza de (grau de ondulação) espécies. 2017 . Geomorfol. Elevação Local/Regional Cotas altimétricas. - energia potencial. pectivas formulações.

2. Pacote Descrição Referência Robert J. rgdal: Bindings for rgdal projeções e transformações de the Geospatial Data Abstraction Library. Geomorfol. (Online).18. dynatopmodel: Implementation of the hidrológicos do terreno. respectivas funções. https://CRAN.com) disponível para os sistemas utilizados na ADT dispõem-se na Tabela 2 com suas operacionais Windows. 4.rstudio. https://CRAN. Bras.R- históricas. R package version 0.org/package=prettymapr 4. 3) aquisição da ima- comunidade de desenvolvimento da linguagem R (The gem em formato raster de uma área de interesse.org/package=raster Roger Bivand.) em mapas. & Floquet S. North Arrow. gratuitamente no site do Instituto Nacional de Pes- br/topodata) é possível fazer o download a partir das quisas Espaciais (INPE) do projeto TOPODATA. R package version 1. prettymapr: Pacote gráfico para adição de Scale Bar. de instalação dos pacotes desejados se faz através da execução do script diretamente no console: 4. project.R- etc. project.packages(‘nome_do_pacote’) utilizando o software RStudio Desktop.1-8.1 Ambiente de Desenvolvimento e Pacotes A ADT realizada neste trabalho foi executada > install. Macêdo R. A. raster: Leitura.inpe. https://CRAN. Keith Beven. 2) implementação das rasters. versão aberta. repositório. que quadrículas codificadas com as coordenadas geográficas dispõe de imagens altimétricas no formato Geotiff. 5) computação dos ço eletrônico https://cran. projeções da biblioteca PROJ4.443-463. a biblioteca requerida e as dependências O software pode ser baixado no site do seu desenvol- (i.e. (Abr-Jun) p.R- regulares (matriz).dsr. raster e análise de dados espaciais R package version 2.2 Modelo Digital de Elevação (MDE) superfície do relevo brasileiro adquiridas pela missão Shuttle Radar Topography Mission (SRTM) da NASA. O procedimento parâmetros do terreno. Tabela 2: Pacotes utilizados e suas respectivas funções em ADT. J. 2017 . São Paulo.1.r-project.org/. v. do (Integrated Development Environment . O MDE utilizado no presente artigo foi adquirido No endereço eletrônico institucional (www. manipulação Geographic Data Analysis and Modeling. da Rev. Hijmans (2015).org/package=rgdal Peter Metcalfe. a partir do inclui ferramentas de edição e suporte à linguagem R.R- project. Os pacotes vedor (www. foi necessário a instalação de A execução deste trabalho desenvolveu-se a pacotes desenvolvidos especificamente para a compu- partir dos seguintes passos: 1) obtenção do ambiente tação de parâmetros morfométricos a partir de imagens de desenvolvimento RStudio. Consiste numa interface de desenvolvimento integra- É importante certificar-se do acesso à internet. Mac ou Linux. 4) Comprehensive R Archive Network (CRAN)) no endere- pré-processamento da imagem e. project. Jim Freer Modelagem de parâmetros (2016). Análise dynatopmodel Dynamic TOPMODEL Hydrological Model. os pacotes que dão suporte à biblioteca). escrita. Os pacotes estão disponíveis no repositório da bibliotecas básicas para ADT.5. Materiais e Métodos Apesar do RStudio possuir várias bibliotecas estatísticas embutidas. seta de norte. de dados hidrológicos de séries R package version 1.5-2. n.org/package=dynatopmodel Dewey Dunnington (2016).IDE) que pois o programa instalará automaticamente.1. and Pretty Margins in prettymapr símbolos (escala. R. https://CRAN. Tim Keitt and Barry Operações com sistemas de Rowlingson (2016).

2017 .‘valor’ Os parâmetros computados neste trabalho foram os > crs(raster_x) <. é necessário ajustar a seguir: a resolução do novo raster para que os valores de x e y sejam iguais. 2009). Os códigos 4. referenciadas no datum WGS84. n. da superfície de um terreno são conhecidas como Os procedimentos para a reprojeção da imagem parâmetros morfométricos (Hengl & Reuter. > novaproj <. É necessário realizar A imagem adquirida contém apenas valores de elevação. Os exemplos aqui A imagem utilizada no exemplo possui apenas as demonstrados foram executados com a imagem da coordenadas geográficas (lat/long) sem datum de refe- quadrícula 8S435. ajustamos a resolução para 30 m.443-463. Exemplo de Aplicação # define nova projeção Aqui serão exemplificados procedimentos bási.7 m. que corresponde > library(rgdal) a aproximadamente 1 arco-segundo em coordenadas > library(dynatopmodel) geográficas. Antes de ajustar a resolução. no sul do estado do Piauí. Na imagem original. correspondente a região do Parque rência. dependendo da configuração imagens. O INPE informa que as imagens SRTM estão Nacional Serra da Capivara.‘+proj=longlat +datum=WGS84 mesmos mencionados previamente e seguem na ordem +no_defs +ellps=WGS84 +towgs84=0. 2009). aspecto.projectRaster(raster_x. uma inserção do datum WGS84 para uma posterior com resolução espacial aproximada de 1 arco-segundo. curvatura tangencial raster_reprojetado <. Neste caso.1 Pré-processamento O processamento do raster reprojetado poderá Antes de iniciar qualquer procedimento com as levar alguns minutos. v. As operações exigem que a projeção do raster es. Bras. execute o comando: # cópia do raster reprojetado > proj4string(raster_x) # retorna o valor em string > raster_reprojetado_aux <.18.0’ de aparição da Tabela 1.org/ que contém um acervo com- Propriedades geométricas extraídas da análise pleto da biblioteca proj4. Para verificar a projeção reprojetado para reamostrá-lo posteriormente. do computador em que esteja sendo executado o sof- lizadas para o pré-processamento através dos comandos tware R. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação utilizando recursos do Googlemaps. Geomorfol.0. São Paulo. conversão do mesmo para o datum SAD69 zona 23S que corresponde a cerca de 30 m. que corresponde a área em que se encontra a quadrícula da região do PNSC em medidas métricas. > plot(raster_reprojetado) 5.3 Parâmetros Morfométricos do Relevo de datum de referência podem ser consultados no site http://spatialreference. perfil de curvatura e rugosidade crs=CRS(novaproj)) são derivados a partir de Modelos Digitais de Elevação # verifica o resultado (Hengl & Reuter. cria-se uma cópia do raster teja em coordenadas métricas. 2016). foram de 30.raster_reprojetado Rev. # verificar a projeção > crs(raster_x) 5.2. (Abr-Jun) p. Ao termino do processo. (Online). (plano de curvatura).‘+proj=utm +zone=23 +south +ellps=aust_ cos com a linguagem R para extração de parâmetros SA +units=m +no_defs’ geomorfológicos do relevo. a ser trabalhada estão descritos nos script abaixo com Os atributos considerados como primários ou básicos os comentários descrevendo o código: da análise de terreno são aqueles que podem ser com- putados diretamente dos dados topográficos e secun- dariamente pela composição dos atributos primários. após a reprojeção. # atribuir o datum de referência – crs(x) <. deve-se carregar as bibliotecas que serão uti. os valores da > library(raster) resolução. conforme apresentado no fluxograma de refinamento do raster no site do INPE (INPE. Os índices morfométricos # raster reprojetado básicos como declividade.

(Abr-Jun) p. dado que o próprio raster consiste nos dados coletados de altitude de uma região. 5.8)) morfométricos do relevo.15. maxpixels = 2000000. Geomorfol. podemos agora legend. quando um ponto de interesse não coincide com o grid construído (Deng. Macêdo R. Após definir a resolução. o raster reprojetado perderá um MDE pode ser construído por meio da leitura direta seus valores altimétricos.18. interpolação.resample(raster_reprojeta. v. & Floquet S. scale = 0.8).5. reprojetado) aplica-se o seguinte script: do_aux.443-463. 2017 . Após a fase de pré-processamento. São Paulo. sendo necessário reamostrar os do arquivo sem considerar os valores de dados vizinhos valores originais para a nova imagem. Bras. Para tal.8.2 Processamento de Parâmetros Morfométricos interpolate = TRUE. ylim = c(9003651. 2007).1 Elevação = ‘bar’. Aqui usa-se a cópia ou qualquer algoritmo. # adiciona escala > addscalebar(plotepsg = 29193. widthhint = 0. style 5. col=rev(rainbow(255)). exceto quando é requerido uma gerada antes do ajuste da resolução para ser reamostrado. pos = ‘bottomleft’) # adiciona seta do norte A elevação corresponde a valores de cotas al- timétricas do terreno em relação ao nível do mar em > addnortharrow(pos = ‘topright’.args=list(text=’Elevação (m)’. xlim = c(664709. Rev. side=4. raster_reprojetado.8) Figura 4 . faz-se # reamostra os valores dos pixels do raster inicial para apenas a plotagem dos dados com uma classificação o novo raster baseada em cores para gerar uma escala de classes de # o método de reamostragem pode ser o ‘bilinear’ ou altitude (Figura 4). cex=0. ‘ngb’ = vizinhos mais próximos Com base na imagem pré-processada (raster_ > raster_reprojetado <.830909. O mapa de elevação é x e y para 30m adquirido rapidamente sem qualquer cálculo sobre os pontos da imagem. # mudando a resolução do raster reprojetado que cada ponto está referenciado espacialmente por > res(raster_reprojetado) <. (Online).2. A.30 # altera a resolução de um sistema de coordenadas. Assim. utilizar o raster de elevação reprojetado na resolução e datum apropriados para derivação dos parâmetros line=2. J. method=’bilinear’) > raster_reprojetado # confere os valores do novo raster # plota o gráfico > plot(raster_reprojetado.Mapa de elevação da região do PNSC e entorno.2. font=2. n.9115551).

0. unit=’degrees’. indicando No script a seguir.colors <. 135. neighbors=8) métodos baseados na quantidade de células vizinhas # plota o gráfico à célula central. 2017 . 225. 90. 270. em estudos hidrológicos (Hengel & Reuter. (Abr-Jun) p. A declividade (S) é a taxa de variação da elevação na direção do declive. unit=’degrees’. xlim = c(664709.2.5. 5.terrain(raster_reprojetado. > declividade <. 1981) numa grade de 3x3. É comumente utili. 2000) e computar linhas de fluxo utilizadas pode ser visualizado na Figura 6. pPalette ter.9115551).3 Aspecto O aspecto é o azimute da declividade.0.830909. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação 5.01.0. preferiu-se manter line=2.’blue’. Executou-se o = TRUE.18.’magenta’)) # cálculo do aspecto # gera intervalos de valores nos dados do raster > aspecto <.0. interpolate (Horn.0. font=2. cex=0.0. start=0.’gre en’. através da função terrain: > my. (Zevenbergen & Thorne. 2009).c(0. end=1. maxpixels = 2e6. v. Para o exemplo. A derivação desse # cálculo da declividade parâmetro é computada escolhendo-se a quantida.443-463. 1987).’cyan’.colors(50. 180.8. 360. A direção da declividade (aspecto) é computada da mesma # cria uma paleta de cores com a função colorRam- forma que a declividade. (Online).2). utilizando a biblioteca ras. de modo que gamma=2. n. brks <.8)) o padrão de células com 8 vizinhos conforme será Figura 5 . São Paulo.0) Rev.8). por Jones (1998). os dados resultantes geraram imagens com diferenças ylim = c(9003651. O resultado do mapa & Gallant.2 Declividade utilizado nos demais parâmetros (Figura 5).’yellow’. podendo ser 4 (Ritter. 45. neighbors=8) 315. optou-se por intervalar as a direção de movimento de um determinado fluido direções do aspecto em classes incrementadas de 45°.2.0.1e-05.colorRampPalette(c(‘red’. coerente com as análises realizadas args=list(text=’Declividade (°)’. Bras. de de células vizinhas.legend. na ordem de 0.terrain(raster_reprojetado. Geomorfol. procedimento para ambos os modelos.0. O pacote raster utiliza dois opt=c(‘slope’).2. side=4.0. pois um gradiente de cores dificultaria a visualização da zado para visualizar e estimar radiação solar (Wilson tendência de sentido de caimento. opt=c(‘aspect’).Mapa de declividade. 1987) ou 8 > plot(declividade. col=gray.

90. 135. 180.list(at=c(0. > plot(aspecto. (Online).830909.g. cex=0.args=list(text=’Azimute’. 225. side=4. Geomorfol. 2011). Este tipo de mapa sombreado realça fei- morfoestruturas.9115551). o Sol. A.8. 45. exagerou-se os valores da altitude a fim de que análises morfoestruturais. font=2.5. o uso de mapas de dados geológicos cidência direta da luz devido à existência de barreiras torna-se fundamentais no auxílio da classificação das topográficas. (Abr-Jun) p. pois aumentam o contraste de fosse possível realçar feições mais sutis de áreas menos Rev. 2017 . Ainda. segundo Florinsky azimutal. & Floquet S. 180.args=arg. xlim = > arg <. com a imagem de elevação.Mapa do azimute das declividades. 2006). 2005). Uma das aplicações é a possibilidade de apresentam quebras abruptas do gradiente ou escarpas. em geral. labels=c(0. n. São Paulo. maxpixels = 2e6. ylim = c(9003651.1e-05. interpolate = lores do azimute TRUE.443-463. legend. O mapa resultante é uma imagem em escala (2011). 5. expressa os ções morfológicas (e.8). modelar a posição do Sol na esfera celestial e computar padrões lineares com comprimentos de ordem de dezenas quantidade de irradiação solar na superfície terrestre a centenas de quilômetros (Dhont & Chorowicz.8)) # plota o gráfico Figura 6 .e.colors(8). os efeitos da topografia no clima de uma região (Böhner & Antonic. 1992). i.18.2.. A topografia. Deste modo. planaltos e redes de dre- falhamentos presentes e podem ser associados com nagem) permitindo uma visualização rápida das formas formações lineares assimétricas nas quais um dos lados superficiais. uma vez identificadas por meio da abordagem de cinza na qual as áreas mais escuras não ocorre in- geomorfométrica. v. 360)) line=2. Na computação do relevo sombreado para a área é possível simular o mundo real com a posição do Sol de exemplo. # cria intervalos de valores na legenda e indica os va. 90. Macêdo R. (Florinsky 2012). 2009). 135. axis. 270. sores remotos em termos de reconhecimento de falhas cuja posição é determinada pelo seu ângulo zenital e crustais (Florinsky. 45. 315. 360). Por corresponder a uma re- gião de terrenos predominantemente sedimentares muito Mapas de relevo sombreado são fundamentais em planos. 270. Esta técnica é comumente utilizando os mapas de declividade e aspecto do terreno mais efetiva do que a interpretação de imagens de sen- sobre os quais incidem uma única fonte de luz. J.4 Relevo Sombreado variações sutis de uma imagem facilitando a interpreta- ção de feições geomorfológicas lineares associadas às Imagens sombreadas do relevo são produzidas fraturas (Jordan et al. Bras. c(664709. col=my. vales. fez-se um pequeno procedimento a priori num particular horário e estação do ano (Zhou. 315. 225.2.

A função utilizada # computar relevo sombreado para computar o relevo sombreado no R foi a hillSha. neighbors=8) produza os efeitos visuais esperados. aspecto_10x.terrain(raster_reprojetado_10x. o plano de curvatura (Kh) te. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação acidentadas de modo que maiores elevações produzam # aumenta em 10x o valor da elevação mais zonas de sombras. é mais apropriada para descrever a convergência/ Rev.hillShade(slope_10x. o perfil de cur. > plot(sombreado. O mapa resultante pode ser visualizado na Figura maxpixels = 2e6. Bras. legend= FALSE. Em outras palavras. considerando a quantidade de vezes que se deseja # gerar mapas de declividade e aspecto ampliar. na função terrain().18.830909. end=1. elevação exagerada para que o mapa de relevo sombreado opt=’aspect’. start=0. ylim = c(9003651. Além disso.5 Curvaturas é a taxa de variação ortogonal à curva. basta multiplicar a imagem raster de elevação > slope_10x <. também conhe- cida como linha de contorno de uma curvatura (Hengl Em ADT extrai-se comumente 3 parâmetros de & Reuter. xlim = c(664709. Geomorfol. neighbors=8) suas respectivas seções para esses parâmetros) a partir da > aspecto_10x <. (Abr-Jun) p. devem ser definidos os ângulos zenital e azimutal para simular a posição da radiação solar sobre o relevo. pelo valor requerido.2. gamma = 0. por ser perpendicular ao gradien- para um ponto específico.443-463. O procedimento é bastante sim. cuja orientação da declividade é definida a curvatura tangencial. > sombreado <.2. col=grey. n. de() do pacote raster. De acordo com Mitasova & Hofierka (1993).9115551). 1993). unit=’radians’.45. São Paulo.Mapa de relevo sombreado com exagero vertical de 10 vezes.8). v. (2) Plano de Curvatura da curvatura da seção do plano normal à orientação da e (3) Curvatura tangencial. O passo seguinte é produzir imagens rasters de declividade e aspecto (repetir os passos das opt=’slope’. Kt é a curvatura vatura (Kp) é obtido a partir da interseção de um plano que passa na interseção entre a declividade e um plano vertical à linha de orientação da declividade. > raster_reprojetado_10x <.terrain(raster_reprojetado_10x. 2017 . alpha = NULL). direction = 270) as imagens de declividade e aspecto para a produção do # plota o gráfico resultante relevo sombreado. Numa superfície curva. perfície curva. (Online). A curvatura tangencial (Kt) deriva curvatura: (1) Perfil de curvatura. Esta função tem como entrada angle = 40. cuja declividade e perpendicular ao gradiente (Mitasova & orientação da declividade é definida. unit=’radians’.raster_reprojetado*10 ples. Hofierka. Numa su. inclinado.colors(100.8.interpolate=T) 7 e no script abaixo encontram-se os procedimentos comentados: Figura 7 . 5. 2009).

car relações de acúmulo de água no desenvolvimento s= et= necessárias para o cálculo das cur- de solos. na curvatura tangencial. Valores negativos. 1993). 1987). (Abr-Jun) p. (b) é a linha dos planos de curvatura e curvatura tangencial que sobrepõem-se pelo intersecto entre os planos β e γ.. o plano de curvatura. Os valores resultantes serão posi- tivos e negativos em radianos por metro e indicam as Kt = senS. & Floquet S. (Online). Os passo que com valores positivos há uma convexidade perfis de curvatura e curvatura tangencial podem ser em que os fluxos convergem num vale (Wilson & combinados para definir a geometria básica das formas Gallant. n.18. 2017 . J. plano e em perfil (Zevenbergen & Thorne. convexas são as mesmas. gundas derivações encontradas para as constantes r = . Baseando-se na expressão bidimensional de fitogeomorfológicas (interdependência de plantas com uma curvatura no plano (Equação 25).2. A formulação é possível expressar Kt como o produto entre o seno da destes parâmetros decorre da segunda derivação da declividade e o plano de curvatura (Equação 24): função polinomial. divergência do fluxo que o plano de curvatura. A.443-463. β e γ intersectam-se no ponto. Kh (24) formas côncavas ou convexas no sentido do gradiente. conforme Equação 1. favorecendo a convergência Verifica-se que as curvaturas Kt e Kh possuem de linhas de fluxo. Bras. de relevo (Mitasova & Hofierka. mas divergem nos valores já Por exemplo. Figura 8 . em que as áreas côncavas e da superfície levando a divergência de linhas de fluxo. computou-se as curvaturas a partir da de. Macêdo R. finição da função quadrática de 6 termos polinomiais baseada no método Evans-Young para uma matriz 3x3. A formulação permite enquadrar os 9 elementos de uma matriz de modo a extrair as se- (25) Rev. A Figura contorno. 1991). ou curvatura de que Kh = Kt/senS (Mitasova & Hofierka. 1993). 2000). Geomorfol. v. Os planos α. com valores negativos indica que a superfície 8 dispõe de um esquema das linhas de curvatura para é convexa com fluxos divergentes sobre uma crista. Ainda. Os positivos indicam concavidade isolinhas de zero iguais. Os resultados podem ser utilizados para identifi. modelar processos erosivos e inferir relações vaturas. Young & Evans atributos do relevo – Moore et al. (1978) definiram as formulações para as curvaturas no No R. O plano γ é perpendicular ao sentido da linha do gradiente.Esquema de linhas de curvatura em gradiente côncavo. São Paulo. (a) corresponde a linha do perfil de curvatura. denotam convexidade da superfície. ao uma determinada superfície num ponto específico.

z8<-x[8]. z2<-x[2].focal(srtm_reprojetado.focal(srtm_reprojetado. pad=TRUE. z4<-x[4]. (Online). Conhecendo-se quais células compõem cada cons. z4<-x[4]. z7<-x[7].res(raster_reprojetado)[1] plano_curvatura <. z5<-x[5].ncol = 3). a função da curvatura. padVa- -x[6]. Para que a focal() realize os z1<-x[1]. ativação q <-(z1+z2+z3-z7-z8-z9)/(6*delta) da variável que suaviza os efeitos de borda adicionando- r <-(z1+z3+z4+z6+z7+z9-2*(z2+z5+z8))/(3*(delta)^2) -se células virtuais (pad=TRUE) e o valor destas células (padValue=344).ncol= 3).function(x){ permita a diferenciação das curvaturas com limites de delta <.w=matrix c(resultado)} (1. implementou-se três funções para calculá.nrow=3. pad=TRUE.ncol= 3).res(raster_reprojetado)[1] # resolução submatriz e realiza o movimento da quadrícula 3x3 por toda imagem raster. t <-(z1+z2+z3+z7+z8+z9-2*(z4+z5+z6))/(3*(delta)^2) para um determinado raster x de entrada. dá-se como seus argumen- -x[6]. 2017 . z8<-x[8]. z2<-x[2]. (Abr-Jun) p. z9<-x[9] tos de entrada o raster utilizado (srtm_reprojetado).fun=perfil. necessitando de uma paleta de cores que tangencial <. o p <-(z3+z6+z9-z1-z4-z7)/(6*delta) tamanho da quadrícula. z9<-x[9] lue=344) p <-(z3+z6+z9-z1-z4-z7)/(6*delta) # curvatura tangencial q <-(z1+z2+z3-z7-z8-z9)/(6*delta) tangencial_curvatura <. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação A partir das equações das curvaturas disponíveis q <-(z1+z2+z3-z7-z8-z9)/(6*delta) na Tabela 1. pad=TRUE.fun=tangencial.w=m r <-(z1+z3+z4+z6+z7+z9-2*(z2+z5+z8))/(3*(delta)^2 ) atrix(1. z7<-x[7]. z8<-x[8].function(x){ raster. t <-(z1+z2+z3+z7+z8+z9-2*(z4+z5+z6))/(3*(delta)^2) r e s ul t a d o < .( r * (p ^ 2 )+ 2 *p * q * s + t * ( q ^ 2 ) ) / # Perfil de Curvatura (((p^2)+(q^2))*(sqrt( (1+(q^2)+(p^2))^3))) perfil_curvatura <.nrow=3. atribui-se o valor da re- s <-(-z1+z3+z7-z9)/(4*(delta)^2) solução sendo a distância entre cada célula.443-463. São Paulo. z7<-x[7]. sendo aqui utilizado o valor médio das s <-(-z1+z3+z7-z9)/(4*(delta)^2) células da imagem. para gerar os limites de cores para uma determinada z6<-x[6].res(raster_reprojetado)[1] gradientes em torno de zero. v.function(x){ # plano de curvatura delta <. x(1.2 * p * q * s + t * ( p^ 2 ) ) / Os mapas de curvaturas gerados (Figura 9) são (sqrt((1+(p^2)+(q^2))^3)) muito semelhantes visualmente e difíceis de serem individualizados na escala trabalhada. z3<-x[3].2. Os passos repetem-se p <-(z3+z6+z9-z1-z4-z7)/(6*delta) para os demais atributos. (((p^2)+(q^2))*(sqrt(1+ (p^2)+(q^2)))) tante. z6<. definiu-se a posição de cada célula para uma submatriz de análise resultado <. z6<- procedimentos necessários. z2<-x[2]. z3<-x[3]. O procedimento realizado z1<-x[1]. No início de cada função.w=matri z1<-x[1]. z5<-x[5]. embutida no pacote perfil <.18. Geomorfol.( r * ( q ^ 2 ) . r <-(z1+z3+z4+z6+z7+z9-2*(z2+z5+z8))/(3*(delta)^2) -las. Após a definição das funções para as curvaturas. diferindo apenas dos limites Rev. A distribuição c(resultado)} dos valores resultantes é fortemente simétrica e pró- # função curvatura tangencial xima a zero. n. z5<-x[5]. s <-(-z1+z3+z7-z9)/(4*(delta)^2) padValue=344) t <-(z1+z2+z3+z7+z8+z9-2*(z4+z5+z6))/(3*(delta)^2) r e s u l t a d o < . padVa- # função plano de curvatura lue=344) plano <. que permite aplicar a função criada para cada delta <. Em seguida.focal(srtm_reprojetado. as mesmas são declaradas e utilizadas ao final na c(resultado)} fórmula da curvatura desejada.fun=plano.nrow=3. z9<-x[9] paleta de cores está exemplificado logo a seguir para o mapa de perfil de curvatura.(r*(q^2)-2*p*q*s+t*(p^2))/ 3x3. z4<-x[4]. # função perfil de curvatura utilizou-se a função focal(). z3<-x[3]. Bras.

mínimos e máximos.001. Os TRUE.00025. A. Após alguns # plota o gráfico testes. Rev. 2009).0015. ylim = c(9003651. representada por uma área plana que descreve rotas de escoamento de um fluido sobre a superfície do uma extensão espacial de coleta na qual a precipitação MDE. 0114 552 3.list(at=c(-0. Geomorfol.0005.000 até ±0. 0.443-463.0005. xlim = c(664709.’red3’)) Através dos histogramas de cada mapa (Figura # cria intervalos de quebra para as cores 9) observa-se o grau de assimetria destes dados de curvaturas e corroboram com a afirmação de Mitasova > brks <.colorRampPalette(c(‘blue’. Os mapas gerados apresentam interesse.001. (Abr-Jun) p. 0.0.c(-0. Bras.00015.0. 5.’yel low’.830909.0025. & Floquet S. os intervalos que melhor permitiram uma indi.01606651. J.02291046) 9c) correspondente do perfil de curvatura. consiste numa área potencial desenvolvimento e erosão de solos e cobertura da vege- de escoamento (runoff) de uma determinada região de tação (Moore et al. Este parâmetro é utilizado em diversos modelos hidrológicos sendo útil na predi- O fluxo acumulado. v.-0.colors(13). determinados a partir do máximo e mínimo encontrado breaks=brks.011. 0. -0.01606651.9115 # cria uma nova paleta de cores 551)) > my. gencial divergem em valores. interpolate = vidualização das cores foram de 0. 0. 022 910 46).022)) deverão ocorrer as tonalidades escolhidas. 0.0. dada a característica individual de > arg <.args=arg. para a imagem.0025.2. & Hofierka (1993) onde as curvaturas do plano e tan- -0. cada curvatura calculada. > plot(curvatura_perf. 0.2.016. Macêdo R.6 Fluxo Acumulado 2006. labels As quebras (breaks) indicam em quais valores =c(-0. 0.0. -0. (a) perfil de curvatura.Mapas de curvaturas. -0. também conhecido como área ção de áreas fontes de escoamento de água.00025. -0.. São Paulo. 0.00015. sendo a última (Figura 0.’cyan’. 0.colors <. maxpixels = 2e6. (Online). (b) plano de curvatura e (c) curvatura tangencial. de contribuição de fluxo. # indica a posição dos valores na escala de cor Figura 9 . -0.8).008033255. 2017 .18. n.008. 0. valores mais negativos e positivos destas escalas são col=my. axis.0. 1991). Hengl & Reuter.. saturação. Há vários algoritmos que calculam a rota do fluxo de chuva ou neve pode ser agregada (Erskine et al.8.

upslope. pois. Na esquerda (a). Bras. n. retorna como valor a > flowacc <..sinks = TRUE) de uma janela “andante”. sidade em diferentes escalas.. O termo rugosidade apresenta diferentes abordagens na literatura sendo comumente definido como a distribui- Rugosidade = (26) ção espacial da variação da elevação (Franklin. Assim. O fluxo poderá seguir função da declividade e da distância da célula vizinha em uma ou mais direções no sentido do declive (Neteler (Figura 10b) (Quinn et al. como Grohmann et trigonométricas entre a tangente da declividade (α) da al. Contudo. São Paulo. em seguida verifica o sentido do es.area() (Metcalfe et al. na direita (b). (Online).2. Ao se repartir. 1991). em geral. Considerando uma submatriz 3x3. i. o deu através da biblioteca dynatopmodel utilizando a escoamento se dará para uma das 8 células vizinhas com função upslope.1.443-463. sobre a mesma célula (Figura 11). 1987) ou o desvio padrão das elevações dentro de uma área (Jordan. ao passo que uma superfície fortemente O valor da variável c é obtido a partir das relações ondulada configura um terreno rugoso.2. indicando espaciais gerados por mapas de rugosidade carecem de que esta recebeu uma linha de fluxo. atb = FALSE. representados em flow direction algorithm – Quinn et al. A menor altitude (ou maior declive) baseando-se no senti- referida função baseia-se no algoritmo MFD8 (multiple do direcional do caimento. b e c. aqui escolhida de 3x3 células. Neste trabalho o processamento do fluxo acumulado se quando um fluido é assinalado para o pixel central. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação e fundamentam-se na direção do gradiente do terreno. 2007). Figura 10 . 2017 . Logo. onde: xidade de um terreno. há uma limitação nesta última afirmação. o pixel é diferente de outra dentro de uma região. De modo genérico. deg = 0. fill. oito direções assinaladas em dígitos binários para as células vizinhas para onde o fluxo poderá escoar. log = diferença entre a altitude máxima e mínima dos 9 pixels TRUE. Aqui foram aplicadas duas abordagens para gerar mapas de rugosidade: (1) incluída no pacote raster() # criar mapa de fluxo acumulado através da função terrain(). a rugosidade mede a comple. (2010) observam em sua análise comparativa da rugo. seu grau de ondulação (Olaya.Esquema de computação do fluxo acumulado. como suave.18.e. em que das variáveis geomorfométricas indicam o quão uma área b é o cateto oposto e c a hipotenusa do triângulo. um terreno levemente ondulado é referido plana encontrada pela resolução do pixel. 10a). (Abr-Jun) p. conforme Grohmann (2004).7 Rugosidade mesmo pixel (Equação 26). 2015). Geomorfol. Após a computação das direções de fluxo. superfície real e a resolução do pixel a (Figura 12).. ocorre a partição do escoamento conforme maior declividade e distância. os dados que recebeu o fluxo de uma célula soma 1. (2) baseia-se na razão entre a área real do pixel levando em conta a declividade do terreno e uma área plana do 5. um peso é dado para cada fluxo em coamento para as células vizinhas. que a variabilidade espacial considerando o triângulo formado por a. v. a x c é a área real da superfície de um pixel e a² é a área 2009). 2004). para fluxos assinalados para as células 64 e 45. Rev.area(srtm_reprojetado. o qual aumenta uma interpretação destes valores e sua localização com as progressivamente à medida que vários fluxos incidem características geológicas e geomorfológicas. & Mitasova. 1991) que assinala dígitos binários para oito quadrantes azimutais (Figura o fluxo a cada célula.

Fluxo acumulado. A.443-463. (Abr-Jun) p. Macêdo R. v. Bras. 2017 .2. Modificado de Grohmann (2004).Esquema de cálculo da área real de um pixel em função da declividade. Figura 12 . J. Rev. São Paulo. Geomorfol.18. n. (Online). Figura 11 . & Floquet S.

colors(100. gamma = 7. 2017 . Rev. vetor de caracteres a opção ‘roughness’ calculado end=1. interpolate=T) a partir de 8 vizinhos.443-463. para daí gerar o mapa final. gura 13). é necessário que o mapa raster de declividade mínimo de 1. Para criar o mapa de rugosidade baseado na função # exemplo de gráfico em escala de cinza terrain() do pacote raster. São Paulo. Por outro lado. alpha = NULL). c= unit=’radians’. opt=’slope’. Bras.18. gem e baseiam-se na diferença dos métodos aplicados. start=0. ao plotar um gráfico em formato ção da rugosidade substituindo-os: raster.a diferença dos vizinhos e da razão área real/área plana de um pixel apresentam diferenças significativas (Fi- Definidos os termos.colors. (Abr-Jun) p.sqrt(1+(tan(slope_rad))^2) -se b: Os mapas de rugosidade para o método de maior tan(α) = b/a  b = tan(α). neighbors = 8) onde a rugosidade baseada na amplitude de valores de uma janela depende diretamente das altitudes do relevo A rugosidade segundo Grohmann (2004) foi analisado. Para melhor visualizar e comparar os mapas gerados.2.4. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação Assim. col=gray. deu-se como entrada um > plot(rugosidade_razao. (Online). os resultados baseados na escrita em formato de equação. Antes de executar a razão entre áreas do pixel real e plano possuem valores fórmula. utilizou-se a Rugosidade = = paleta de cores em escala de cinza. encontra. obtêm-se: # calcular declividade com saída em radianos > slope_rad <. neighbors = 8) # rugosidade razão area real/area plana Ao calcular a tangente da declividade. e valores maiores que 1 quando a área real utilizar a função terrain() e escolher a unidade de aumenta com o gradiente computado. podemos simplificar a equa. empregando um valor gamma igual a 7 a fim de melhorar o contraste para os dois Rugosidade = (27) mapas de rugosidade. No Rstudio.t er ra i n ( s r t m _ re pr oj e t a d o. v.Mapas de rugosidade gerado pela máxima diferença entre vizinhos (a) e pela razão de área real por uma área plana (b). sem entrada de cores. Basta diente nulo. opt=’roughness’.terrain(srtm_reprojetado. o qual considera a célula central: Os valores de saída de ambas abordagens diver- > ru g o s i d ad e < . saída para a declividade: Figura 13 . Geomorfol. > rugosidade_razao <. este retorna a imagem com a paleta padrão terrain. n. cujo intervalo varia do cinza claro a branco. em termos trigonométricos. quando o pixel da área real possui gra- esteja em radianos.

relevos GRASS 5. T. n. Chapter 8. Além disso. p. 195-226. sendo possível implementar. H. v. p. In: HENGL. 9. 2006. E. Conclusões v. Ecography. A. FLORINSKY. dispersar e competir (Dufour et al.. 1043-1052. 432 p. H. Em trabalhos de análise to Topo-Climatology. & ANTONIC.. 2012. Macêdo R. Computers & Geosciences. R. por isso. J. R. S. Geomorphometric processing of digital elevation cos básicos do relevo e suas derivações. 1st Edition. R: a data analysis and statistical programming dispõe de uma grande quantidade de material educati. Neste trabalho foram discutidos os conceitos DHONT. 6. 26. 33. J.0 GIS database files. familiarizados com a linguagem. Geomorfol. DENG. & REUTER. BROWN. T. R. deformados não podem ser mascarados pelas diferenças p. Software. uma imagem digital SRTM de 30 metros de resolução da DUFOUR. R. p. Os & Geosciences. Na abordagem da amplitude de altitude observa-se tais de lógica de programação e algoritmos. I. p. talvez seja mais Developments in soil Science. sintaxe de fácil assimilação. p. H. As variáveis geo. Progress in Physical Geography. 13. 42. com um exemplo de aplicação the Eastern Turkish–Armenian Plateau by geomorphic analysis of com a linguagem de programação R. R.. que dispõe de ferramentas e complemen. passos metodológicos aplicados neste trabalho podem IHAKA. Catena. Digital terrain analysis in soil Science and No ambiente de desenvolvimento. região do Parque Nacional Serra da Capivara. MaCDONALD. BUTTLER. contributing area. H. Geomorphons: landform and property predictions in i. Plant species richness and environmental funções de pacotes desenvolvidos para manipulação e heterogeneity in a mountain landscape: effects of variability and extração de dados topográficos de imagens tipo raster spatial configuration.. (Online). 29. 31. recomendado. foram empregadas. mesmo nos topos planos. 34-49.18. & Floquet S. International Journal of Earth morfométricas do relevo foram computadas utilizando Sciences (Geol Rundsch). RAMIREZ. J. (Abr-Jun) p. C.443-463. a complexidade espacial aumenta a heterogeneidade a glacial moraine in Indiana landscapes. p. 1987. 28. D. 2006.. Review of the neotectonics of fundamentais de ADT. usuário em cada etapa do processo de implementação. n. os maiores valores rar rotinas. GREEN.. 2009. E. Rev. Journal of Computational and Graphical Statistics. 405-419. New trends in digital terrain analysis: landform definition. and classification. A. 299-314. 5. v. S. J. 2002. n.e. Computers vo na internet. R possui uma models. a 2009. rugosidade pelo método da amplitude. 573-584. v. W09416. linhas de código extraiu-se os parâmetros morfométri- FRANKLIN. A. sendo de maioria na língua inglesa. A. 142. versão gratuita L. Grohmann (2004) afirma que o método da razão entre Referências Bibliográficas áreas permite diferenciar morfologicamente a paisagem. v. Y. desde que possuam os conceitos fundamen. A. 66-76. I. & GENTLEMAN. Using the R statistical data analysis language on pois considera a forma da superfície. dientes. já que populações de espécies podem sofrer maior influência das variáveis morfométricas. environment – an emerging tool for the geosciences. H. 2017 . GRUNSKY. GUISAN. Water Resource Research. Algumas A. p. WAGNER. & CHOROWICZ. assim. 1996. que neste caso. v. ambiental e influencia na habilidade de cada espécie 2016. É possível identificar que na Figura ferramenta em ADT funcionando como um ambiente 13(a). 1219-1222. n. que a rugosidade é mais sensível a diferenças míni. R. Bras. tos úteis para iniciantes e àqueles que ainda não estão 2006. de riqueza de espécies de uma determinada área. Land-surface parameters specific do objetivo a ser analisado. 2006). v. Assim. iniciantes. representation. ambiente de desenvolvimento RStudio. ocorrem variações da SIG. Academic Press. Comparison of grid-based algorithms for computing upslope open source. v. mesmo and graphics. v. v.. digital elevation model imagery. Na Figura 13(b). A linguagem R apresentou-se como uma poderosa mas de elevação.2. 6. H. v. de altitudes. 2007... o modelo a ser considerado depende BÖHNER. F. São Paulo. Todas as funções e scripts foram executadas e implementadas através da interface de ERSKINE. Computers & Geosciences. 603-609. 95. GADALLAH. permitiu uma rápida implementação dos algoritmos. V. desenvolver e melho- tonalidade cinza. Geomorphometry: Concepts. possibilitando a visualização e atuação do encontram-se associados à regiões de elevados gra. R: a language for data analysis ser executados facilmente por qualquer usuário. Applications. com poucas Geology. 2000. BIVAND. 4. estão relacionados à escarpas erosivas dos cânions e talvegues da rede drenagem.

2010. Berlin: Springer: p.inpe. C. 2012. 220. JORDAN. E. Acessado em: 15/09/2016.. PLANCHON..18. 99. São Paulo. 2000. Canada. computing.org/>. RStudio. J. Journal. v. 1987. S. B. 1998. 2009. G. SIMONCIC.. In Wilson. A. Computers & Geosciences. 141-169. v. v.. CEGLAR. J. L. T. p. Acta Silvae YOUNG. Multiscale in R for improved digital mapping of soil properties. P. 30. METCALFE... Geomorphometry: Concepts.. 657. A comparison of algorithms used to compute hill Austria. ZEBARTH. L. 796 p. J. B. Análise Digital de Terreno Utilizando a Linguagem Computacional R: Exemplo de Aplicação INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). P. v. RStudio: Integrated development for R. Disponível em: <https://cran.2. IENO. new implementation in R and its sensitivity to time and space steps. K. 40. editors. Software. altitude matrices by computer. van DIJK. 1st edition. p. information systems: applications of free software GRASS and 2009. RITTER. 55-62. C.. & Acessado em: 15/06/2016. In: HENGL. v. P. P. 157-165.PP. MEIJNINGER. JONG. Report 5 on grant DA-ERO-591- 73-G0040 (18 p. p. W. 5. 12. H. Geomorfol. v. A (very) short introduction to R. 4. 2007. P. and applications. J. p. Rev. 2004. G. Interpolation by regularized Landforms. 2015. E. F. B. classification and soil distribution in hummocky terrain.. Digital terrain modeling: development and applications in a policy support environment. 2004. v.R-project. W & THORNE. I. Kluwer Academic Publishers/Springer. 2015. 2013. p.. p. Software. Saskatchewan. p. Torfs+Brauer-Short-R-Intro. & VARGAS. & JORDAN. p. Relief shading using digital terrain elevation 669. B. BEVEN. J.. P. vol. 25. W. CHEVALLIER. M. p. Open Source GIS: a GRASS ZUUR. 2009. 33. Vienna.r-project. 1987. C. n. T. n. OLAYA. M. J. HLADNIK. 72. van HINSBERGEN. EUILLADES. V. & GALLANT. Bras. slope as a property of the DEM. 18. Acessado em: 15/09/2016. ZEVENBERGEN. A Beginner’s GIS approach.. v. Q. P. MEESTERS. IEEE Transactions PENNOCK. v. H. WILSON. P. Durham. 24. Landform on. J. H. 2nd edition. Computers & Geosciences.dsr. modelling using digital terrain models. MA.. 2005. R. Systematic morphometric characterization of QUINN. M.. 1109-1111. 136: 114-131. NETELER. Disponível em: <http://www. 47-56. 9-10: 1055-1067. Statistical characterization of et Ligni. P. editors. H. p. v. ZHOU. HONZAK. J. 102.).com>. 7. H.. D.. R Foundation for Statistical Computing. 2017 . n. n. KERVYN. D. C. p. D. 402 p. 1978. G.. 163-182. n.pdf>. Geomorphometry: Concepts. Extraction of 8.. Computers & Geosciences.. R. A. v. Basic Land-Surface parameters. 1992. morphotectonic features from DEMs: development and applications RStudio Team. 33. Photogrammetric Engineering and Remote Sensing. N. T. ELER. JONES. 53. v.. v. R. A.. (Abr-Jun) p. and Gallant.. M. PETRINOVIC. R. Disponível em: <http://www. The prediction of hillslope flow paths for distributed hydrologycal v. P. L. Digital terrain analysis. Environmental Modelling & Software. 2014. 19(1). I. 155-172. MEDVED-CVILK. England: Department of Geography. O. & REUTER. (Online). models. & HOFIERKA. New York. 1-43. BEVEN. REUTER. & MITASOVA. M. Morphometric analysis in geographic Applications. Earth Surface Processes and MITASOVA. Scotland. M. C. Developments in soil Science. C.443-463. FREER.. J. MEULENKAMP... G. 59-79. Springer.. J. 1-14. p. 1993. v. 1987. A vector-based slope and aspect generation algorithm. GROHMANN. p. E. H. Hydrological Processes. Disponível em: <http://www. TORFS. K. 1991. & BRAUER. 2014. 315-323. H. H. R Core Team. 297-315. K. Geomorphology. SMITH. R. P. International Journal Inc. VRIES. Boston. of Applied Earth Observation and Geoinformation. P.br/topodata/dados. J. On the use of R programming language in the analyses of spatial data.rstudio. H. Geoscience analysis of topographic surface roughness in the Midland Valley. H. Terrain analysis: principles KOBAL. Mathematical Geology. volcanic edifices using digital elevation models. C. Geoderma. Re-tooling of regression kriging GROHMANN. JORDAN.). Applications. spline with tension: II. RICCOMINI. J. p. Quantitative analaysis of land surface topography. (eds. OMUTO. Application to terrain modeling and surface geometry analysis. Acessado em: 15/09/2016.. Boston. M. I. 2014. QIMING. C. n. HENGL.php>. v. GROSSE. for study areas in Hungary and NW Greece. p. n. & EVANS.. A. Guide to R. PECKHAM. R: A language and environment for statistical Elsevier Science.. Digital terrain analysis in a GIS environment. Developments in soil Science. J. Geoscience and Remote Sensing. 6. 1035-1045.org/doc/contrib/ Concepts and Development. 29-49. New York: Wiley. E.. Dynamic TOPMODEL: A University of Durham. 8.. I.