QUÍMICA AMBIENTAL – Camada de ozônio

A camada de ozônio é uma região da atmosfera conhecida como “escudo solar natural da Terra”, já que ela filtra
os raios ultravioletas (UV) nocivos provenientes da luz solar antes que esses possam atingir a superfície de nosso
planeta e causar danos aos seres humanos e a outras formas de vida.

O buraco na camada de ozônio na Antártida foi descoberto por Joe Farman, que estudava essa região desde 1957.
De acordo com seus dados, a quantidade total de ozônio estava caindo gradualmente em cada mês de outubro,
especialmente no período de meados de setembro a meados de outubro, tendo ocorrido uma súbita queda no final
da década de 70. Em meados da década de 80, a perda de ozônio na primavera em algumas altitudes sobre a
Antártida era total e resultava na perda de mais de 50% da quantidade total na estratosfera. Assim, é apropriado
falar que um “buraco” na camada de ozônio aparece atualmente na Antártida a cada primavera, e que perdura por
vários meses. A área geográfica média coberta pelo buraco de ozônio é hoje comparável em tamanho ao continente
norte-americano.

Inicialmente, não estava claro se o buraco seria atribuído a um fenômeno natural ou a mecanismos químicos
envolvendo poluentes do ar. Considerando esta última possibilidade, o composto químico suspeito era o cloro,
produzido principalmente a partir de gases que são lançados ao ar em grandes quantidades como resultado de sua
utilização, por exemplo em aparelhos de ar condicionado. Os cientistas haviam previsto que o cloro poderia
destruir o ozônio, mas apenas em uma pequena extensão e somente após um período de várias décadas.

O buraco de ozônio ocorre como resultado das condições atmosféricas especiais do inverno polar na baixa
estratosfera, onde as condições de ozônio são normalmente as mais elevadas, que convertem temporariamente todo
o cloro estocado nas formas inativas HCl e ClONO2 nas formas ativas Cl e ClO. Consequentemente, a elevada
concentração de cloro ativo causa uma grande, embora temporária, depleção anual do ozônio.

A conversão do cloro inativo em ativo ocorre na superfície de partículas formadas por uma solução contendo água,
ácido sulfúrico e ácido nítrico, sendo este último formado a partir da combinação de radical hidroxila com o gás
dióxido de nitrogênio. Na maior parte do mundo, a estratosfera não tem nuvens. A condensação de vapor de água
em gotículas líquidas ou cristais sólidos que formaria as nuvens, normalmente não ocorre na estratosfera, uma vez
que a concentração de água nessa região é extremamente baixa. Contudo, a temperatura na baixa estratosfera cai
tanto sobre o Polo Sul nos meses do inverno que a condensação de fato ocorre. Como a temperatura cai, a pressão
do ar também cai. Esse fenômeno, combinado com a rotação da Terra produz vórtices que acumulam e condensam
gases formando as nuvens estratosféricas polares (NEPs). As reações químicas que levam a destruição do ozônio
ocorrem em uma fina camada aquosa presente na superfície dos cristais de gelo de NEP.

Durante os meses escuros do inverno, o cloro molecular acumula-se dentro do vórtice na baixa estratosfera e,
finalmente, torna-se o gás predominante,

Em decorrência dessa descoberta, foram tomadas medidas para, de maneira gradual, interromper a produção dos
compostos químicos responsáveis. Assim, a situação não piora pelo desenvolvimento de uma depleção ainda mais
grave sobre áreas populosas.

A redução na concentração de ozônio estratosférico permite que mais luz UV-B penetre até a superfície da Terra.
Estima-se que um decréscimo de 1% no ozônio estratosférico resulte em um aumento de 2% na intensidade UV-

A exposição a raios deste tipo provoca bronzeamento e queimaduras à pele humana. então. Além disso. . a superexposição pode levar ao câncer de pele. e as plantas podem responder com uma menor produção de folhas.B que atinge a superfície. sofrer reações prejudiciais. sementes e frutos. o aumento da quantidade de raios UV-B pode interferir na eficiência da fotossíntese. Isto ocorre pois os raios UV-B podem ser absorvidos pelas moléculas de DNA que podem.