Instituições financeiras – Crédito presumido IRPJ e CSLL referente a provisão para

créditos de liquidação duvidosa (PCLD)

A Medida Provisória (“MP”) nº 608, de 28 de fevereiro de 2013, criou, para as instituições
financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil (“Bacen”),
exceto as cooperativas de créditos e administradoras de consórcio, a possibilidade de apuração de
crédito presumido de IRPJ e CSLL relacionados a Provisões para Créditos de Liquidação Duvidosa
(“PCLD”).

Devem ser calculados os “créditos” decorrentes de diferenças temporárias oriundas de PCLD, ou
seja, as diferenças entre (i) as despesas com PCLD registradas contabilmente; e (ii) as deduções de
despesas autorizadas pela legislação tributária, nos termos do artigo 9º da Lei 9.430, de 25 de
dezembro de 1996.

Com base nesse “crédito”, as instituições financeiras e assemelhadas podem apurar um crédito
presumido, o qual pode ser objeto de pedido de ressarcimento ou compensação de ofício com
débitos perante a Fazenda Nacional.

O crédito presumido corresponde ao valor do “crédito” tratado no parágrafo acima, multiplicado
pelo resultado da divisão do saldo de prejuízo fiscal do ano anterior pela somatória dos saldos das
contas de capital social integralizado e de reservas de capital e lucros, conforme a fórmula do artigo
3º da MP nº 608/2013.

O valor do crédito presumido está limitado ao menor dos seguintes valores: (i) o saldo de prejuízo
fiscal; e (ii) o resultado do cálculo dos “créditos” decorrentes de diferenças temporárias oriundas de
PCLD.

A partir da utilização do crédito presumido, seja por dedução de ofício ou ressarcimento, deve-se
fazer uma adição ao lucro líquido, com base no valor dos créditos de liquidação duvidosa
efetivamente recebidos, de acordo com a fórmula do artigo 6º da MP nº 608/2013.
Essas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2014.

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