Prof. Dr.

Jairo José Gênova

02Este material, elaborado com base em inúmeras obras, em especial as
constantes da bibliografia, é utilizado, exclusivamente, como roteiro das
aulas de Direito Processual Penal ministradas pelo professor Jairo José
Gênova no curso de graduação do Centro Universitário Eurípides de
Marília (UNIVEM) e, por se tratar de material didático, fruto de pesquisa
pessoal e sem qualquer finalidade comercial, fica proibida a reprodução,
divulgação e comercialização por qualquer meio ou processo.

DOS SUJEITOS PROCESSUAIS
1. Conceito: são as pessoas que praticam os atos relativos ao trâmite do
processo. Dividem-se em:
a) principais ou essenciais: os que constituem o aspecto subjetivo da
relação jurídica processual. Juiz, Autor e Réu.
b) secundários, acessórios colaterais ou impróprios: os que apenas
incidentalmente participam do processo. Auxiliares da justiça, escrivão,
escrevente, distribuidor, oficial de justiça.

2. Juiz: estranho ao conflito que tem competência para dirimi-lo.
2.1. Prerrogativas: a Constituição Federal elenca as prerrogativas que são:
a) ingresso na carreira mediante concurso público (art. 93, I, CF):
b) promoção para entrância superior (art. 93, II, CF);
c) vitaliciedade (art. 95, I, CF): dois anos de exercício.
d) inamovibilidade (art. 95, II, CF)
e) irredutibilidade de vencimentos (art. 95, III, CF);

2.2. Vedações (art. 95, parágrafo único, CF)

2.3. Funções e poderes do juiz (art. 251, CPP): no processo o juiz exerce
diversos poderes para a efetiva realização da atividade jurisdicional. Podem
ser:
a) Poderes de polícia ou administrativos:
b) Poderes jurisdicionais: é a atividade destinada à solução da lide.

2.4. Impedimentos do juiz (art. 252 e 253, CPP

2.5. Suspeição (ou incompatibilidade) do juiz (art. 254, CPP): situações de
natureza subjetiva que indicam interesse do magistrado sobre a matéria em
debate e que geram desconfiança sobre sua imparcialidade.

2.6. Cessão do impedimento ou suspeição (art. 255, CPP)

Prof. Dr. Jairo José Gênova

3. Ministério Público: instituição que exerce função essencial à Justiça
(Título IV, Capítulo IV, da Constituição Federal).
3.1.Princípios constitucionais do Ministério Público (art. 127, § 1º, CF):
a) unidade e indivisibilidade – significa que ela não se divide e é única 
No polo ativo da ação penal o titular é o MP, representado por Promotores
diferentes.
b) independência ou autonomia funcional  os membros do MP (cada
promotor), não estão subordinados a ninguém. O modo com que agem é de
acordo com sua própria consciência.  Exemplo disso é quando eles
requisitam o arquivamento e o Juiz não concorda, e o Procurador resolve
dar andamento ao processo, não acatando o dito pelo Promotor, sendo
assim ele remete a outro Promotor para que ofereça a denúncia.

3.2. Princípio do promotor natural: do artigo 5º, LIII, CF, que diz que
ninguém será processado (MP) nem sentenciado senão pela autoridade
competente.

3.3. Prerrogativas e vedações: idem Juízes (art. 258, CPP).

3.4. Ministério Público no processo penal (art. 257, CPP)
a) na ação pública: em dupla função: parte e fiscal da lei (custos legis).
b) na ação privada: atua como fiscal da lei, com vistas à tutela do direito
objetivo e das garantias das partes, sem qualquer interesse no deslinde da
causa (arts. 45 e 48 do CPP).

4. ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO
4.1. Conceito: posição processual ocupada pelo ofendido ou por alguém
que o represente (art. 31 CPP), na ação penal pública (art. 268 CPP).
- Também conhecido como assistente adesivo. (268 a 273 CPP)

4.2. Objetivo do assistente
- Com base no art. 271 do CPP o único objetivo do Assistente era conseguir
uma sentença condenatória (privativa de liberdade, prestação de serviço,
multa, etc.). No entanto, isto mudou e o Assistente agora além de conseguir
uma condenação deve almejar à uma sentença justa.

4.3. Legitimidade para ser assistente:
a) a vítima ou seus representantes legais (arts. 268 e 31 CPP): - não
confundir com a Ação Privada, pois nesta a vítima é de fato titular da
acusação e não assistente, enquanto na Ação Pública ae sim a vítima pode
atuar como Assistente.

. Dr.4. . Prof. CPP) . e vai pegar a ação do jeito que ela estiver tramitando. Prazo para Recurso do Assistente: . as outras possuem apenas uma. Jairo José Gênova b) órgãos públicos interessados na apuração de responsabilidade dos prefeitos e vereadores (art.Art. . 80 da Lei n. desde que após expostas as razões do recurso do MP (podendo o Assistente apenas reiterar o que já foi dito pelo Promotor). 269. 26 da Lei n.. – Isso porque ele atua supletivamente com o Promotor. 271.078/90).Rol taxativo. Atuação do assistente (art. CPP) . Admissão (art.Impronuncia (se entender que o réu não deve ir a júri) – arquiva-se o processo.O Assistente pode interpor recurso? Sim. de acordo com doutrina e jurisprudência. §2º CPP 4. .5.Desclassificação (desclassifica o crime contra vida para outro.Art. Decisão (crime dolosos e culposos contra vida): .Em regra o mesmo que o do MP.  No entanto. 4. CPP) . Dec. e ele pode entrar na ação a qualquer momento ates da sentença. 7. (isso será estudado melhor mais pra frente) . 598. 8. o prazo do Assistente começa a fluir após o termino do prazo do MP (súmula 448 do STF) . 271. Ausência do assistente (art. d) Comissão de Valores Mobiliários (art. 271.  Fundamento art.O assistente atua até a sentença. .Pronuncia (se entender que o réu deve ir a júri) – significa “mandar o réu para Juri” – se há Decisão de Pronuncia considera-se duas fases no processo.Absolvição sumária .lei 201/67): c) entidades e órgãos públicos destinados à defesa do consumidor (art. desde que não estejam já arroladas o máximo. § 1º. lesão corporal). § 2º. 584 ou 598.6.O Assistente pode arrolar testemunhas. p. § ún. 2º. .Liberum acusatorium não existe mais.492/86) 4.Iniciada a ação a vítima pode requerer a habilitação do Assistente.ex. CPP – quando a decisão é absolutória e o Assistente não estiver habilitado o prazo é de 15 dias.

e isto gera uma nulidade relativa.Quando o réu é intimado para comparecer em audiência e não o faz. Defesa efetiva: é quando a defesa surte efeitos e beneficia o réu. Dr. maiores de 18 anos. Prof. CF) 5. b) pessoas jurídicas relativamente aos crimes ambientais (art. ACUSADO 5. Direitos do acusado: são os relacionados ao devido processo legal e à ampla defesa. § 3º.2. Capacidade de ser sujeito passivo: a) pessoas físicas. 225.6. 259 e 260 CPP) . Identificação do acusado: nos termos do artigo 41 do CPP. 6. Conceito: é o sujeito processual. 5. Conceito: acusado é a pessoa a quem se imputa a prática de uma conduta definida como crime. 5. CPP) . É o sujeito passivo da relação processual. .3. 6.3.A ausência de defesa técnica constitui nulidade absoluta.Há quem diga que tal artigo é inconstitucional. Condução coercitiva (art. DEFENSOR 6. incumbido de fazer a defesa técnica. pois fere o princípio de que ninguém é obrigado a produzir prova contra si e o direito de permanecer em silêncio.Deficiência de defesa é quando o defensor não faz uma boa argumentação para defender o Acusado. Indisponibilidade da defesa técnica . 5. com qualificação técnico-jurídica. 259 diz que a qualificação é desnecessária quando é difícil saber exatamente seus dados. esta é disponível e ocorre quando o próprio acusado se defende.4.5. 260. mas deve ser provada. . (art. mas em qualquer ato processual.Art. Jairo José Gênova 5. 6.2. 5. e assim como a deficiência defesa deve ser provada (súmula 523 STF) – não é apenas na sentença.Autodefesa/defesa pessoal.4. .1. Espécies de defensor: a) constituído . a denúncia deve indicar a qualificação do acusado ou dados que permitam identificá- lo.1. Deveres do acusado 6.

Funcionários da justiça: são os auxiliares permanentes. §§ 1º e 2º. 266 CPP – se.5. são chamados a intervir em algumas situações para assessorar tecnicamente o juiz (perito) ou traduzir documentos e servir como intermediário para a oitiva de estrangeiros ou pessoas com deficiência (intérprete). dativo ou do Defensor Público. ausência. mas na prática os juízes se dão por impedidos. Impedimentos (art. podendo ser o Adv.ex. . 263) .Quando o juiz determina a citação do réu. Dr.“Quem chega depois é o impedido”. p. caso exista o impedimento. 265.. caput.art. efeitos. escreventes.1. escrivães. Ex. LXXIV. Jairo José Gênova . etc. CITAÇÃO 1. . Finalidade. CPP) 6. Adiamento de audiência em razão da ausência do defensor (art. ele está formalmente informando a pessoa que houve uma queixa criminal contra ele. 5º. Prof.Art. 265.6. CF). . é o advogado e não o juiz.7. ÓRGÃOS AUXILIARES DA JUSTIÇA 1. 1. 267. Muito comum em cartas precatórias. 44 CPP (para a ação penal privada é obrigatória a Procuração) b) dativo (art. Peritos e intérpretes: chamados de auxiliares eventuais. 6. COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS: CITAÇÃO E INTIMAÇÕES A comunicação dos atos processuais decorre do princípio do contraditório e ampla defesa. oficiais de justiça. sendo assim após distribuído o processo quem deve se dar por impedido.Advogado . c) Defensor Público: carreira do Estado para dar a assistência jurídica integral e gratuita aos necessitados (art. 2. Abandono do processo pelo defensor (art.Defensor nomeado. citação circunduta .Conceito: ato pelo qual o acusado toma conhecimento da ação penal contra ele proposta e é chamado a juízo para se defender. ou Defensor Púb. CPP) 6. a pessoa está na delegacia ela pode indicar um advogado sem a necessidade de mandato procuratório. d) Ad Hoc: nomeado pelo juiz diante do não comparecimento injustificado do defensor constituído. CPP): os parentes do juiz estão impedidos de atuar no processo. incluindo todos os que atuam no trâmite do processo.

Os presos são citados pessoalmente. SUMULA 415 STJ 3. 2.  Passado os 15 dias abre-se o prazo de 10 dias para ele responder ao processo. 359 do CPP) . é citado pessoalmente e sua citação é entregue também ao diretor do cartório em que trabalha. havendo. (2) Prazo máximo para a suspensão prescricional é de acordo com o mínimo da pena.  A resposta de acusação é antes da oitiva de testemunhas. . a) prazo do edital (art. . até mesmo súmula quanto a isso. (art.  Este prazo é para que o réu tome conhecimento da publicação. A jurisprudência seguida é a primeira. 109. e Incapazes (art.Finalidade: além de comunicar formalmente a pessoa que há uma acusação contra ela.O Func.Ausência de citação = nulidade absoluta (art.2. Em ambos para saber o prazo olhar art. Pub. do contraditório e ampla defesa). 362. que há equívocos nela. para informar que naquele dia ele deverá se ausentar para comparecer em juízo. Dr. Citação ficta ou presumida: 3. e do CPP) . é nula. .  A suspensão prescricional tem dois pensamentos: (1) prazo máximo de acordo com a pena máxima do crime o qual o indivíduo responde (o processo continua suspenso). 363 CPP .1. 366): caso o réu não compareça ou não constitua advogado.  Art. CPP): quando o acusado se oculta para não ser citado. 149 do CPP) são citados pelo seu curador/tutor/responsável. Citação pessoal ou real: realizada na pessoa do acusado.Militares são citados através de seus superiores. 109.  Pela lei de drogas a resposta à acusação é antes do recebimento da denuncia.Citação circunduta = citação que não tem efeitos. o processo e a prescrição ficam suspensos. 361): 15 dias. 3. b) suspensão do processo e da prescrição (art. 564. (rebate que a denúncia é inepta.Dois réus não são citados simultaneamente mesmo que morem no mesmo lugar. Por hora certa (art. etc). também serve para intima-la ou comunica-la que tem um prazo para apresentar uma resposta à acusação (cumprindo o princ. Jairo José Gênova . Por edital: quando o acusado não for localizado.Aparecerá no jornal local ou em edital colocado junto ao fórum da comarca. Contumácia e revelia: . 4. III. . Após o término da suspensão prescricional o prazo de prescrição volta a correr tendo prazo de acordo com o art. Prof.

§ 1º) – se o advogado não aparecer o processo é nulo. para demonstrar o que estão alegando) Súmula 74 STJ Art. Jairo José Gênova 4. 367 CPP): consequências da contumácia. será dada como publicada no dia 02. Modos de intimação (art. b) fontes de prova – tudo aquilo de onde pode ser levado para o processo (ex. pelo Diário da Justiça Eletrônicos (art. ou seja.1. 370.1. .Publicação no dia 01. podendo ser também por carta. – art. – Não basta acusar. Prof. notícia de jornal. e) resultado – conclusão que o juiz chega a partir da análise das provas. documentos. b) advogado constituído: pela imprensa. Contumácia: é o não atendimento às intimações e determinações judiciais. Contagem do prazo na publicação eletrônica: . testemunhas e qualquer outra pessoa: por mandado. o processo seguirá sem a presença do acusado. etc. c) Ministério Público e defensores dativo e público: pessoalmente (art. § 4º). 370. 2. e o prazo começa a fluir no dia 03 (sendo dia útil). 1. 1. TEORIA GERAL DA PROVA 1.2. Atualmente. 400 CPP d) elementos da prova – conjunto de provas produzidas no processo. 4. Sentidos da prova (expressões usadas pela doutrina) a) ato de provar – atividade realizada pela parte para demonstrar alegações. INTIMAÇÕES E NOTIFICAÇÕES Intimação é a comunicação de um ato já praticado. 370): a) acusado. documentos. deve-se corroborar o alegado. Conceito de prova: atividade realizada pelas partes com o fim de demonstrar a veracidade de suas alegações. 3. Finalidade ou objetivo da prova: fazer com que o julgador conheça os fatos. notificação é a comunicação para que se pratique determinada conduta. 155 CPP 2.: ocorreu um acidente de carro. Elementos informativos: dados colhidos na fase de investigação. “todas” as pessoas que presenciaram o fato são fontes de prova. Dr. Revelia (art.) c) meio de prova – é aquilo que as partes levam para o processo (quando autor e réu levam pessoas.

b) pessoal: são as provas emanadas do ser humano. Ex. se prova outro. b) documental: feita por meio de prova escrita ou gravada. c) ordinárias e extraordinárias – prova ordinária é aquela relativa a todo e qualquer crime. – Direta = tem ligação direta com o fato. (a prova se relaciona com o fato criminoso. Quanto ao sujeito ou causa: a) real: são as provas consistentes em coisas distintas das pessoas (ex. interrogatório do réu).: Tício diz que viu um indivíduo furtando carro e saindo com uma bolsa. imperfeita. Quanto ao objeto: a) direta: quando realizada de forma imediata. 6.2. Contrária = tem ligação indireta. Prof. bolsa e carro são os objetos. 239 CPP 5. b) indireta: quando se demonstra um fato e. provando este fato (que não tem vínculo com o furto) 5. Ex. declarações da vítima. 5. incompleta ou indiciária: aquelas que trazem indícios veementes dos fatos e servem apenas para pronúncia ou decretação da prisão preventiva. Ex. Quanto à forma: a) testemunhal (oral): depoimentos.4. Princípios gerais das provas .3.: para provar organização para tráfico de drogas. que reclamem uma apreciação judicial e exijam uma comprovação. por dedução. perfeita ou completa: a prova convincente. b) diretas e contrárias – prova artificial quanto ao objeto da prova.: Alguém alega um álibi. busca e apreensão dos bens na iminência dos objetos sumirem. físico ou biológico. 5.5. consistentes em afirmações pessoais e conscientes (depoimento de testemunhas. Dr. Enquanto a prova extraordinária é aquela específica para o delito em questão. 5. Objeto da prova: fatos principais (fatos da denúncia) ou secundários (fatos da defesa) alegados pelas partes.: objetos). que conduz ao estado de certeza relevante do fato. Art. Ex. Outras Classificações a) cautelares – quando há risco do perecimento da prova. Quanto ao efeito ou valor a) plena.: quando há alguma testemunha com pouco tempo de vida. Classificação das provas 5. Ex. c) material (conjunto de perícias): obtida por meio químico. b) não plena.1.: encontra um carro sem documentos e com um preço muito baixo. Jairo José Gênova 4.

7. Prova emprestada: prova produzida em um processo e. (Ex. e no processo B há uma prova relevante para o processo C. o modo como foi realizado o crime. mas há autores que dizem ser possível. h) imediatidade: aquele que presidiu a fase de instrução e portanto mediou os atos de pelos quais foram produzidas as provas presentes nos autos. sigilosa. se possível. a prova deve ser produzida oralmente.Inversão do ônus da prova – réu provar que é inocente – é possível? Para os Garantistas isso é inimaginável (pelo princípio de que todos são inocentes até que se prove o contrário). i) identidade física do juiz: O juiz que presidiu a instrução deverá proferir a sentença. .  A jurisprudência entende que há inversão do ônus da prova quando um indivíduo é encontrado com objetos de furto. e) concentração: a prova deve ser produzida. b) audiência contraditória: toda e qualquer prova deve ser submetida ao contraditório. . permitir o contraditório diferido ou postergado e esta não deve ser a única prova para fundamentar uma decisão. Dr. 156 CPP). então é possível emprestar do B para o C. b) ônus da defesa – incumbe a ela provar que não houve crime. c) aquisição ou comunhão da prova: a prova pertence ao processo e não à parte que a produziu. trasladada para outro processo.É necessário para haver este empréstimo: licitude da origem. Prof. Jairo José Gênova a) autorresponsabilidade das partes: as partes assumem as consequências de seus erros ou negligência na produção de provas.  O jurado não precisa motivar sua convicção. excepcionalmente.: o Réu está sendo acusado por vários crimes. d) oralidade: sempre que possível. bem como a acusação se valer daquela produzida pela defesa. causas extintivas da punibilidade e aqueles fatos que não são ligados ao crime em si. f) publicidade: em regra a prova é pública. em uma única audiência (no caso.  princ. onde será utilizada para demonstrar determinado fato. g) livre convencimento motivado ou persuasão racional: o julgador vai valorar a prova de acordo com sua convicção. isso porque ele . 8. a) ônus da acusação – incumbe a ela a prova do fato criminoso. causa excludente da culpabilidade. prova oral). dirigido ao juiz. depois.  A defesa pode se valer de prova produzida pela acusação. Ônus da prova: obrigação de provar incumbe a quem fizer a alegação (art.  Causa de excludente de antijuricidade. mas provam a inocência.

b) admissão: ato do juiz que defere a produção das provas propostas. subentende-se que está traficando. ou seja. não tem que produzir provas. as partes e o juiz podem fazer o que for preciso para chegar o mais próximo da realidade do que aconteceu. etc. se um indivíduo é encontrado com grande quantidade de droga. c) fatos intuitivos ou evidentes: o fato. e não precisa a CF deixar expresso essa vedação.  arrolar testemunhas. b) presunções legais: situações que a lei determina a veracidade do fato. que torna desnecessária a prova de um determinado fato. (2) Vige no processo penal o princ. Prof.ex. a CF não veda a atividade do juiz na produção de prova. c) produção: o momento em que a prova é produzida (quando juntada ao processo). 10. b. e) fatos inúteis ou irrelevantes: a cor da roupa da vítima. p.i) Posição majoritária – Juiz pode produzir prova no processo: (1) embora adotando o sistema acusatório dando a cada órgão uma atribuição específica. por si só. Atividade probatória do Juiz a) na fase da investigação – art. logo. pois ela está implícita. de in dubio pro reo. 156.ex. I. da verdade real.: tráfico de drogas. já se sabe que a pessoa está morta.. (2) Vige no Proc. 9. Dr.ii) Posição minoritária – Juiz não pode produzir provas: (1) a CF adotou o sistema acusatório dando a cada órgão que intervém ao processo uma função específica. CPP b) na fase processual b.  ex. . d) as máximas de experiência: conjunto de conhecimento adquiridos pelo juiz em razão da sua experiência. o que foi servido no jantar anterior à briga. Jairo José Gênova tem que demonstrar que não foi autor do crime (furto) ou que estes objetos não são objetos de furto (receptação). revela a verdade. Procedimento probatório: atividade probatória é dividida em quatro fases: a) proposição: momento em que as partes indicam as provas que pretendem produzir. portanto se o Juiz está em dúvida ele deve absolver. * pergunta indeferida não necessariamente será constada em ata 11.: encontrar cadáver. Fatos que independem de prova a) fatos notórios (verdade sabida): p. Penal o princ. d) apreciação ou valoração: momento em que as partes e o juiz se manifestam sobre toda a prova produzida.

mas para chegar nela foi por meio ilícito. 157. p.  Isoladamente a prova é lícita. 13. sendo a primeira posição pacificada pelo Supremo e a outra expressa em lei. se for a única forma de provar sua inocência. 5º.: descumprimento do art.1. CF e art.  Ou seja. Teoria dos frutos da árvore envenenada (art. CPP ou Lei Penal Especial. mas p.ex. 12. 157. CPP): embora haja uma aparente variação não há nexo entre uma e outra. Possibilidade de utilização da prova ilegal: a doutrina aponta duas exceções à proibição da prova ilícita: a) prova ilícita em favor do réu: o réu pode produzir uma prova ilegal (uma escuta telefônica.Provas ilegítimas e ilícitas devem ser desentranhadas. e durante a busca encontra quilos de droga.2. § 1º. Prof. se o promotor quer ler um documento no Júri ele deve junta-lo até três dias antes do julgamento. CP.: busca e apreensão sem ordem judicial.  Provas criadas por crença (utilizado muito na antiguidade).: duas equipes investigam o mesmo crime. mas como ela é produzida no processo ela é ilegítima. portanto em relação a droga a prova é lícita. P.. interceptação telefônica sem ordem judicial). CPP) a) prova ilegítima: aquela que afronta norma processual (isoladamente é uma prova lícita. 157. a equipe A usa de tortura. b) prova ilícita ou ilegal (art. CPP): aquela que afronta norma de direito material (afronta a CF. .  Ambas são independentes. CPP): quando o investigador. a busca e apreensão é lícita. a prova é ilegítima). CPP): são as provas lícitas. Na prática é raro acontecer. enquanto a equipe B já tem mandado de apreensão. Jairo José Gênova 12. Sistemas de apreciação das provas a) juízos ordálicos ou divinos. p. p.ex. § 1º. 157. Exceções: a) inexistência de nexo causal (art. 157. 62 CPP) . LVI. b) proporcionalidade entre os bens em litígio: para salvar a vida de uma pessoa. 479.ex. por meio dessa confissão o Delegado requer uma autorização judicial para fazer busca e apreensão em determinada casa. Provas proibidas ou provas ilegais (art. b) provas legais ou provas tarifadas (art. faz uma busca e apreensão ilegal para descobrir se no computador do agente há vídeos pornográficos de crianças. pois enquanto a primeira usou de meio ilícito a segunda não. é possível quebrar o sigilo da correspondência de alguém. se ocorrer de ser juntada no dia ou na véspera. mas como se chegou até ela é ilícita. p.: alguém confessa crime por meio de tortura.ex. § 2º. mas produzidas a partir de uma outra obtida ilegalmente. ex). Dr.ex. 12. b) prova separada ou fonte independente (art.

Dr. Conceito: exame realizado por pessoa que detenha conhecimento específico sobre determinada área do conhecimento. 1. Obrigatoriedade da perícia: são obrigatórias as perícias que constituírem exame de corpo de delito. CPP): é relativo. onde o julgador terá que se basear nas provas trazidas para os autos e fundamentar sua decisão. Prof. Valor da perícia (art. p. (Ver art. 1. antes da sentença. 158 CPP).8. .9. ou seja. podendo o juiz. ou seja. da autoridade policial.  Pode ser substituída por testemunhas. visto que isto fere o princípio do contraditório e ampla defesa. sempre que a infração deixar vestígios (art. Iniciativa da perícia: na fase do inquérito. CPP): a qualquer momento. 159. 1. é necessário o proprietário da casa furtada arrumar a porta imediatamente.Nos crimes imateriados (crime de direito autoral. 158 CPP) 1. CPP): é a corporificação da perícia. então o marceneiro pode servir de testemunha para depor que a porta estava mesmo quebrada. PERÍCIA (art.Perícia para descobrir se a pessoa é usuária ou não. 93. 1. podendo.6. § 3º. 1.1. o documento elaborado pelo perito para registrar o que encontrou.ex. 161.O juiz não pode se basear apenas na prova policial. inclusive. Peritos a) oficiais: funcionários concursados. 1. 1. tudo o que é submetido a perícia é exame de corpo de delito. Em juízo. pelas partes ou pela autoridade judiciária. não apenas casos de agressão. IX da CF (processo comum) PROVAS EM ESPÉCIE OU MEIOS DE PROVA . só pode haver pericia antes do oferecimento da denúncia. aceitar ou rejeitar parcial o laudo.3. motivadamente. Natureza jurídica da perícia: modernamente a perícia é classificada como meio de prova. Jairo José Gênova c) livre convicção: o julgador tem total liberdade de decidir. se basear em provas não trazidas para os autos. Momento da perícia (art. é preciso descobrir se houve de fato alguma violação.5. Quesitos (art. Laudo pericial (art. 182. .). 160. (Juri) d) persuasão racional ou livre convencimento motivado: vige no processo penal moderno.: arrombamento de porta.  art. CPP): São perguntas feitas pelas partes ou pelo juiz.7.  Corpo de delito = conjunto de vestígios deixados pelo ato criminoso.4. 1. integrantes da Polícia Científica . Ex. 155 CPP) 1.2.

§§ 3º e 4º): 2. 162. CPP): c) assistentes técnicos (art. c) Lesões corporais (art. b) indireto: o realizado em vestígios paralelos – ex. Natureza jurídica: meio de defesa e de prova (natureza mista). quando a vítima demora para ir ao IML e as lesões já sumiram. Exames de corpo de delitos mais comuns: a) Autópsia ou necropsia (art. etc. não oficiais ou louvados (art.) Parte da doutrina entende que é um meio de prova. mas sempre posterior ao enterro. 2.1. INTERROGATÓRIO DO ACUSADO (art. A doutrina majoritária diz que o interrogatório é um misto dos dois casos mencionados acima. 3. 168. 175. 3. Outras perícias a) instrumentos do crime (art. Jairo José Gênova b) particulares. §§ 1º e 2º. b) Exumação (art. 169 e 171. 6 horas depois da morte. etc. a porta arrombada. EXAME DE CORPO DE DELITO a) direto: quando o corpo de delito é analisado. assim o perito vai até o hospital e pega a ficha clínica e a usa como corpo de delito. CPP): g) grafotécnico (art. 159. pois tenta desconstituir o que lhe é acusado. Características a) ato personalíssimo: só o acusado. b) exames de laboratório (art. Corpo de delito: conjunto de elementos deixados pelo crime 2. 174. Conceito: ato processual em que o acusado é ouvido pelo juiz sobre a imputação que lhe é feita.3. quanto juiz ou acusação podem usar o que foi dito pelo acusado para sustentar suas teses.1. 173. 3. 170. armas de fogo. pois tanto defesa. etc. . 185 e ss. CPP): e) Incêndio (art. CPP): para se constar a gravidade das lesões d) Exame do local da infração (art. (autópsia daquele que já foi enterrado).: lesão corporal leve. então a vítima indica o hospital que compareceu. CPP): também para verificar a causa da morte. Dr. pode prestá-lo. CPP): sangue para apurar embriaguez. Prof. 163. Outra parte da doutrina diz que é um meio de defesa. – é examinado o cadáver. 3. CPP): d) perícia psiquiátrica: para avaliar a imputabilidade do acusado. 172. CPP): exames em facas. em pessoa. o vidro do carro quebrado. computadores. DNA.3.2. 159. c) avaliação de objetos nos crimes patrimoniais (art. substância apreendida para saber se é cocaína.2. CPP): para verificar a causa da morte. CPP): colheita de material caligráfico do suspeito e comparar com os manuscritos do corpo de delito 2.

b) interrogatório de mérito (art. porque o interrogatório ele é oportuno e não oportunista. 3. 3. excluindo o réu do processo. CF e art. 198 CPP – é contraditório e de certa forma não foi recepcionado pela CF/88. § 1º. 3.6. .900/09): possível sempre que o réu estiver preso. 188. Espécies de confissão: . g) ato não sujeito à preclusão: o réu pode ser interrogado a qualquer momento. nem importará em confissão (art. introduzido pela Lei n. 197. LXIII. Conteúdo do interrogatório (art. . sendo uma sobre sua pessoa (187. a confissão tem valor relativo. 197.6. § 2º. o que será feito por meio de recursos tecnológicos. 3. Local do interrogatório Em regra. CPP): ante o princípio da verdade real e da persuasão racional das provas. § 1º. b) em qualquer local.5. CPP).1. Excepcionalmente: a) no presídio (art. 792.5. CPP): as partes primeiro e a acusação e depois a defesa.6.6. 187. 185 caput e §1º CPP. Obrigatoriedade e oportunidade Ato obrigatório art. CPP.Acusar alguém ou auto acusar-se acarretam em sanções penais. CPP). desde que garantida a incolumidade dos sujeitos processuais. Direito ao silêncio e de mentir (art. c) por videoconferência ou “online” (art. d) ato bifásico (art. 11. e) ato privativo do juiz: só o juiz pode praticar o interrogatório f) admite intervenção das partes (art. 186.3. c) ato público: em regra o interrogatório pode ser presenciado por qualquer pessoa. 187.Art.2. Constitucionalidade do interrogatório online a) inconstitucional: fere os princípios da imediatidade. Dr. Confissão e seu valor (art. §1º) e outra sobre os fatos. salvo as hipóteses de decretação de sigilo.4. o ato será realizado na sede do juízo (art. § 2º. 185. Jairo José Gênova b) ato oral: o acusado fala sua versão ao juiz. direito de audiência e identidade física do juiz. mas isso não é ideia majoritária. CPP): o réu tem o direito de ficar em silêncio. CPP): quando o réu estiver preso. podem fazer-lhe perguntas. 3. CPP) a) interrogatório de qualificação (art. b) constitucional: o Pacto de San José da Costa Rica exigiu que o réu fosse interrogado por um juiz.1. 3. – O réu que não comparecer injustificadamente não poderá depor posteriormente. 187): o ato é constituído de duas partes. visto que ele permite o juiz usar o silêncio como pequena motivação para sentenciar. mesmo depois da sentença (sem trânsito em julgado). se o réu estiver impossibilitado de comparecer. Prof. 5º. 3. 187. CPP): o réu será indagado sobre sua vida pessoal. 185. CPP): o réu será indagado sobre a imputação. não podendo o silêncio ser interpretado contra o réu.

ódio.6. 192. até porque a vítima é movida por paixões. perguntas orais. 3. tem valor de prova testemunhal e assegura ao delatado a formulação de perguntas. CF) e também processual (art. ao mudo.i) Confissão de quem faz a delação – apontar quem mais faz parte do crime investigado. etc. c) do estrangeiro que não fale a língua nacional (art. 192. b. 200. LXIII. d) judicial: feita em juízo. como legítima defesa. Valor probatório das declarações da vítima: as declarações são meio de prova e como tal. f) expressa ou explícita: manifesta concordância com a imputação. 3. e) extrajudicial: feita na fase de investigação. 4. c) qualificada: o réu admite a imputação. .1.7. – A vítima não responde por crime de desobediência por não comparecer.2. etc. caput. devem haver mais provas. mas invoca circunstâncias que afastam sua responsabilidade. 193.ii) A delação deve ter amparo em outros meios de provas – Não basta apenas o depoimento. respostas por escrito.iii) Delação extrajudicial deve ser ratificada em juízo 3.5. Presença do advogado e entrevista reservada antes do interrogatório.4. Prof. 4. Inquirição da vítima: na audiência concentrada será a primeira a ser ouvida. CPP): nomeação de intérprete. 4. b) complexa: o réu admite várias imputações. § 5º. CPP): nomeação de intérprete.5. 201. tem valor relativo. b. parágrafo único. a) Natureza: de prova testemunhal b) Requisitos de validade b. perguntas por escrito e resposta oral. CPP): pode ser conduzido coercitivamente. CPP): ao surdo. Dr.6.850/13): é a atribuição da prática do crime a terceiro. CPP): a) divisível: o juiz pode acolher apenas parte da confissão. Conceito: é o sujeito passivo do crime. § 1º. vingança.8. g) tácita ou implícita: ressarcimento do dano. 3. b) retratável: depois de haver confessado. Pressupõe a confissão do delator. Ausência do ofendido regularmente intimado (art. DO OFENDIDO 4. o réu pode se retratar. Características da confissão (art. 185. b) do analfabeto com deficiência de se comunicar (art. Modalidades especiais de interrogatório a) do surdo-mudo (art. A presença do advogado é garantia constitucional (art. 4. 5º.4. CPP). Jairo José Gênova a) simples: o réu admite uma única imputação. silêncio. Delação premiada (lei 12.

mas sem expor opiniões. b) próprias e impróprias (instrumentárias ou fedatárias): .1. . 5.Numerárias são aquelas arroladas pelas partes (são também consideradas aquelas que as partes incluem no processo dentro do limite permitido por lei) . §§ 2º e 3º. d) retrospectividade: o testemunho é sobre fatos passados.Indireta é aquela que tomou conhecimento dos fatos por terceiros.3. sobre o que viu e não sobre que acha que vai acontecer. mas que tem repercussão no processo.4. a testemunha é obrigada a depor (art. b) oralidade: deve ser produzida por meio de narrativa verbal e diante das partes e do juiz.6.2. § 6º. Prof. PROVA 11/04 5. d) informantes: não presta compromisso de dizer a verdade (art. (ex. 206. 201. CPP) 4. ou emitir juízos valorativos. Quem pode ser testemunha: toda pessoa pode ser testemunha. 218 e 219 medidas cabíveis. c) objetividade: deve depor apenas sobre o fato. CPP).Própria é aquela que fala sobre o objeto e fato do crime investigado. 201. CPP): para resguardar sua intimidade e vida privada.do não comparecimento injustificado – art. 208 CPP) e) referidas: são aquelas indicadas por aquelas que já testemunharam. Comunicações à vítima (art. Jairo José Gênova 4.: álibi) c) numerárias e extranumerárias: . 202 CPP 5. . – art. Obrigatoriedade de depor: em regra. . 5. Dr.7. Características a) judicialidade: só é prova aquela produzida em juízo.Direta é testemunha que viu o fato (e pode descrevê-lo de forma certa no depoimento) .Extranumerárias são aquelas que vem ao processo sem ter sido arroladas pelas partes (Quando o juiz requer ouvir outra testemunha além das arroladas pelas partes). DAS TESTEMUNHAS 5.Imprópria é aquela que fala de qualquer outro fato.1. Conceito: pessoa diversa dos sujeitos processuais chamada a juízo para narrar fatos de que tenha conhecimento. 5. Sigilo dos dados da vítima (art. Classificação a) diretas e indiretas: .4.

6. 5. Local do depoimento: sala do juiz.Ainda que do depoimento desta seja o único meio. 203.  Parentes e pessoas próximas do acusado podem escolher se vão ou não depor. . 206. mas é adotado pela polícia e em Juízo.Pela resposta da testemunha o juiz tomará sua decisão.8.Uma testemunha por vez . Procedimento do reconhecimento de coisa: idem reconhecimento de pessoas. . 207. Prof.Qual valor do depoimento infantil? Vale como qualquer outro depoimento. 214. 5. 206). . .Não pratica falso testemunho (pensamento majoritário) – pratica falso testemunho (pensamento minoritário). Pessoas que não prestam compromisso (art. ofício ou profissão. CPP): as pessoas que em razão da função.2. 208.6. deva guardar segredo.  Se concluir que foi parcial.3. exceto o inciso III do art. esta será apenas informante.9.: crime sexuais na família.5. segunda parte.5. Faculdade/obrigatoriedade de depor (art. 6. 6. 5. . CPP): promessa de dizer a verdade do que souber. CPP): impugnação da testemunha por suspeita de parcialidade ou de má-fé. Reconhecimento por fotografia: não é prevista no CPP. Dr.Policiais: a jurisprudência entende que o depoimento de um policial vale igual a qualquer outro.Faculdade: ascendente. RECONHECIMENTO DE PESSOAS E COISAS Ato formal pelo qual uma pessoa é chamada para verificar e confirmar a identidade de uma pessoa ou da coisa que lhe é exibida. 5.Perguntas formuladas diretamente pelas partes (212 CPP) . CPP): . Contradita (art. mas o juiz deve ter cautela na avaliação. 210 e seguintes) . descendente. ministério.1.7. mas não é caso para dispensar. Procedimento de tomada do depoimento (art. . Proibidos de depor (art.Obrigatório:  Qualquer outra pessoa 5. Valor do depoimento: como toda prova.Retirada do réu da sala. Compromisso (art. salvo se desobrigada pela parte interessada. Apenas será obrigatório quando não há outro modo de obter provas senão pelo depoimento destes. está proibida de depor. CPP): a) doentes mentais e menores de 14 anos: b) as pessoas que não estão obrigadas a depor (art. 217 CPP .1. que deve ser aferido com o conjunto de provas produzido no processo. 5. 225 CPP 5.4.4.Depoimento antecipado. Ex. tem valor relativo. . Jairo José Gênova 5. .Parente: mesma questão da criança. 226. cônjuge etc.3.

instrumentos (documentos formais). Jairo José Gênova 7. é toda circunstância conhecida e provada a partir de um raciocínio lógico. . (2 – majoritária) meio de prova e medida acautelar. Prof. 238. mantendo-se também cópia. . INDÍCIOS 9. circunstancial. 229 . Autenticidade e veracidade: autenticidade é a certeza de que o documento provém do autor nele indicado.  art. 151. CPC). CPP): escritos (qualquer manifestação de vontade ). – Muito raro na prática. 8. etc.1. Vedação de apresentação (art. 8. CPP): durante o processo. pois visa arrecadar objetos. acusados. pois visa arrecadar produtos/instrumentos do crime.419/2006. PROVA DOCUMENTAL .Art. 8. CPP): devem ser autenticadas pelo tabelião ou pelo próprio advogado (art. 8. § 1º. Documentos digitais: a Lei n. até a sentença de primeiro grau (art. apreensão é o ato pelo qual se dá o apossamento da pessoa ou coisa. BUSCA E APREENSÃO 10. 544. – art. da experiência comum.Natureza: (1) medida acautelar liminar e coercitiva. parágrafo único. Conceito: também chamada de prova indireta. 240.1.2. CP). §1º CPP .1.Documento é qualquer forma de expressão corporificada do pensamento humano. papéis (base do escrito ou instrumento) que contenham manifestação do pensamento. Fotocópias (art. pois fala de prova ilícita. Apresentação: em qualquer fase do processo. CPP): quando o juiz tiver notícia da sua existência e entender necessária para a formação de sua convicção 8. 233. Conceito: busca é o ato destinado a procurar e encontrar pessoa ou coisa.4. Dr. 232. Desentranhamento (art. CPP): cartas obtidas por meio ilícito (interceptação ou violação de correspondência – art. 8.Tentativa de dirimir a divergência entre os depoimentos de testemunhas. 234. ofendidos. CPP). Documento (art. mas também possui natureza de prova.5. 10. crítica ou artificial. Documentos públicos e particulares: 8. 11. Veracidade é a correspondência do seu conteúdo com a verdade. e já há norma que trate deste assunto. se houver necessidade.6. 231. 9. ACAREAÇÃO Ato pelo qual se colocam frente a frente duas ou mais pessoas cujas declarações sejam conflitantes. 232. 233 poderia ser revogado. mantendo-se cópia nos autos ou no final do processo.3. Requisição pelo juiz (art.

241): autoridade deverá exibir o mandado judicial.906/94). Apenas dependerá de mandado em caso de flagrante ou mandado de prisão. Busca domiciliar (art.7. Modo de realização (art.Restrição: (1) escritório de advocacia (art. §6º). 240.4. Jairo José Gênova 10. XI. senão faz-se um auto circunstanciado. crime praticado por cliente e o corpo de delito está no escritório. Não são equiparados a domicílio (majoritária).2). Momento da busca: a qualquer tempo até a sentença. Espécies de busca (art.1. 10. Processo e procedimento: a) Processo é o meio de viabilizar a atividade jurisdicional. 10. (2. CPP). .2. CPP).1). salvo se for o próprio juiz que realiza a busca.3. Autorização judicial (art.210/84) b) Procedimento: é o instrumento viabilizador do processo (aquele que dita regras de como deve caminhar o processo). o que foi encontrado. 240. 2.2. 2º. . CF): necessária para a busca domiciliar. mesmo antes do inquérito. quem foi até o local. 7º. § 4º. Dr. lei 8. 10. configurando uma relação triangular.4. § 1º. .4. 10. 10. São equiparados e há necessidade de mandado judicial 10. 7º. Objeto: vide artigo 240.4. §7º) (2) Veículos.6. CP e art.  Sempre que houver suspeita de que a pessoa está portando algo ilegal.3. duas correntes: (2. Se houver encontrado algo se faz um auto de apreensão. Prof. 10. Auto circunstanciado: terminando a diligência da busca. deve ser feito um auto circunstanciado relatando o que foi feito. CPP. caput. 5º. CPP): domiciliar e pessoal. 10. 246.5. PROCESSO COMUM 1.  Repartição pública não necessita de ordem judicial para haver a busca.De conhecimento . Busca ilegal: caracteriza a violação de domicílio ou abuso de autoridade. documentos de clientes: somente se o cliente for coautor do advogado (art. CPP): não depende de mandado (art.De execução (lei 7. conjunto dos atos processuais interligados pelos vínculos da relação jurídica-processual. 244. § 1º. exceto se o advogado for suspeito de prática de crime (art. 150. 7º. II. ela é devida. Relação jurídica: o processo forma uma relação jurídica entre as partes e o juiz.4. Momento para realização: durante o dia  Em regra é feito de dia (6h às 18h).4. mas se o morador autorizar haverá busca durante a noite. Busca pessoal (art. 10. CPP): feita no domicílio da pessoa. adotando-se o conceito mais amplo de casa (art. 240.

com o acórdão.i) júri (406 e ss) b. 4. Prof. § 1º e seguintes) 1. c) decisória: com a prolação da sentença de mérito. 7. Início e fim do processo: o processo se inicia com o oferecimento da denúncia (MP) / queixa-crime (Querelante) e se encerra em Primeiro Grau com a sentença e. b) procedimentos especiais (Título II – art. de acordo com a quantidade da pena.1. 5. conforme o rito. Conexão entre infrações com procedimentos comum e especial . 394. Disposições gerais: divide-se. d) executória: com o início da execução da pena imposta.: tráfico de drogas + furto.  Instauração de processo criminal não significa que houve crime.  No caso de Recurso em Sentido Estrito (RESI). e todos os outros partem das regras deste com algumas alterações.  Fixa todas as diretrizes do processo. Jairo José Gênova 3. e não com o recebimento da denúncia (apesar de haver doutrina que entenda desta forma). c) sumaríssimo: para as infrações de menor potencial ofensivo (Lei n. 394 e ss). . Ex. em mais ou menos célere.Prevalece o procedimento do crime mais grave. I – art. o acusado deve ser intimado para contrarrazoar o recurso. 6. havendo recurso. 1. b. Causas de aumento e diminuição da pena: para o cálculo da pena máxima devem ser consideradas: . Dr.  Por consequência desta súmula entende-se que o processo se inicia com o oferecimento da denúncia. b) sumário: para os crimes com pena máxima superior a 2 anos e inferior a 04 anos. 9.iv) crimes previstos em leis especiais. b) instrutória: com a produção da prova e as alegações das partes. Cap. Fases procedimentais: a) postulatória: com o oferecimento da peça acusatória (denúncia ou queixa).ii) contra honra (519 e ss) b. Autonomia do processo: o processo não está vinculado à relação jurídica material controvertida e posta em juízo. Fim do processo = decisão de mérito. PROCEDIMENTO COMUM (art. . com pena máxima cominada até 2 anos. 406 e ss). prevalece o tráfico de drogas.Súmula 707 do STF. mas sim que será apurado se o fato existiu ou não. em: a) ordinário: para os crimes com pena máxima igual ou superior a 4 anos. segundo a súmula.099/95).iii) contra a propriedade intelectual (524 e ss) b. O Procedimento no Direito Brasileiro a) procedimento comum (Título I.Modelo padrão.

obediência hierárquica e embriaguez acidental). Apresentação de nova denúncia: cabível salvo se a rejeição foi por fato atípico ou por causa extintiva da punibilidade. CPP): a) inépcia da denúncia ou queixa: quando a peça acusatória não preencher os requisitos estabelecidos pelo art. prescrição. 395.punibilidade: o agente ou o fato forem impuníveis.Apelação – inciso I. decadência. 2.1. 397) a) causa excludente de ilicitude do fato (art.  Se a ação transitou em julgado não tem mais como.3.1 Recurso cabível: é o sentido estrito (art. b) falta de pressuposto processual ou condição para o exercício da ação: c) falta de justa causa para o exercício da ação penal: “justa causa” é expressão genérica e abrange as hipóteses do inciso II.tipicidade: o fato imputado não constituir crime.3. 23 CP): só cabe absolvição se ficar efetivamente provada uma das causas. 581. 396-A): nela o réu poderá arguir tudo que interessar à sua defesa. Recebimento da denúncia ou queixa: a) momento: b) recebimento parcial: os tribunais superiores têm admitido essa possibilidade. coação moral irresistível.2. 394 a 405 CPP) 2.: presente a legítima defesa) b) causa excludente de culpabilidade exceto a inimputabilidade: são as hipóteses dos artigos 21 e 22 do CP (erro de proibição. c) o fato não constituir crime: trata-se de fato atípico. Por isso. Jairo José Gênova a) causas de aumento e diminuição: o aumento será o máximo e. Prof. . Citação: já estudada 2. Rejeição da denúncia ou queixa (art. Resposta escrita no prazo de 10 dias (art. d) recurso cabível: não há previsão de recurso para essa decisão.2. Citação para apresentação da resposta à acusação (art.1. 2. no mínimo. não precisando ser muito fundamentada. o único remédio possível é o habeas corpus. Entretanto. I.autoria: não há indícios de que o acusado foi o autor do crime. devendo o acusado ser intimado para apresentar contrarrazões (Súmula 707 STF). Procedimento comum ordinário (arts. c) natureza da decisão: interlocutória simples. b) concurso de crimes: 2. CPP). d) causa extintiva da punibilidade: elencadas no artigo 107 do CP 2.4. 41 do CPP.1. II e III: porque apreciam o mérito . etc. a diminuição.1.1 Recursos cabíveis: . 2.2. . 2. Absolvição sumária (art. autores sustentam que ela sempre está ligada à: .3. 396 CPP) 2. Dr.4. 2. (ex.

Desistir (art.Recurso em sentido estrito (RESE) – art.O acusado é o último a ser ouvido – antes de ser interrogado pode conversar com seu advogado (art. sob pena de nulidade da sentença. §2º CPP 2. b) as hipóteses em que o Juizado Especial Criminal (JEC) encaminhar ao Juízo comum: . mas na prática esse prazo nem sempre é obedecido. 532. §3º. . § 2º): o juiz que fez a instrução deve proferir a sentença.4. .3. 2. 3. Oitiva de pessoas: .Podem ser arroladas até 8 testemunhas. o juiz designará audiência de instrução. Identidade física do juiz (art.7.2.6.  Qualquer diligência solicitada deve ter relevância para esclarecimento do fato ali exposto na instrução.099/95): . sumário 5 (art. . Debates (art.099/95). Audiência de instrução e julgamento (arts. 2.340/06). CPP). CPP): prazo de 5 dias para os memoriais. . CPP). 403) ou memoriais (art.7. da Lei 9. c) debates: não prevê a substituição por memoriais. a audiência é suspensa até a conclusão do que foi pedido. Prof. mas estes são minoria. por analogia. 77.7. 531) b) número de testemunhas: ordinário 8. 403.Réu não encontrado (art.7. PROCEDIMENTO COMUM SUMÁRIO (arts. Distinção em relação ao ordinário: a) prazo para designação de audiência: 30 dias (art.5. Dr. Jairo José Gênova . 2º.7.Complexidade do caso (art.  Se deferido os requerimentos.Substituir – art. 66. 77 a 81 da Lei n. § 3º. 401. CPC. §2º. VIII.1. parágrafo único). CPP (extingue a punibilidade) Rejeição da denúncia nesta fase: há divergências (doutrinárias e jurisprudenciais) se é possível o juiz voltar atrás e rejeitar a denúncia. 399): não absolvendo sumariamente o acusado. Despacho saneador (art. 2. 402): produzidas as provas as partes poderão fazer requerimentos para esclarecimentos de fatos apurados na instrução. CPP). 2. PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO (arts. 41 da Lei n. 400/401 CPP): 2.  Prazo de 60 dias. 9. .O CPP não traz em seus artigos nada sobre a substituição. 451. 403. 11. 185. Requerimentos (art. Sentença: proferida em audiência ou no prazo de 10 dias (art. enquanto na desistência há quem diga que isso não poderia ocorrer. . 581. 531 a 538): aplicável para: a) os crimes com penas máximas superiores a 2 anos e inferiores a 4 anos. 2.Crimes de menor potencial ofensivo praticados contra mulher no âmbito doméstico (art. 399.

Requisitos para a proposta 5. c) instrução probatória: recebida a denúncia. deve conter o mandato procuratório específico (art. pela ausência deste ou pela falta dos requisitos do art. Âmbito de admissibilidade: a) pena mínima abstrata igual ou inferior a 01 ano: em qualquer crime. 5.oral: na audiência. . 5. o Ministério Público deve oferecer denúncia oral ou escrita.099/95) 5. 44 CPP).escrita: o Ministério Público ou o ofendido poderão pedir prazo para o oferecimento em apartado e o acusado será citado por mandado. Se for queixa-crime. 76. Prof. b) causas de aumento. c) audiência (art. Distinção com outros institutos: suspensão condicional da pena.3.1. Oferecimento da denúncia ou queixa: a) denúncia ou queixa oral ou escrita: . b) designação de audiência de instrução e julgamento (art. Natureza jurídica: instituto de natureza mista. Competência: para as infrações penais com pena máxima até 02 anos.2. 41 do CPP. 5. § 3º). Conceito: consiste em sustar a ação penal após o recebimento da denúncia. Abertura da audiência concentrada: a) resposta prévia à acusação: b) recebimento da denúncia: preenchidos os requisitos legais do art. suspensão do processo em razão da citação por edital e citação do processo por causa de questão prejudicial. Dr. responsável civil e advogados.3.5. 89 da Lei 9. pois dispensa o relatório (art.5. o juiz passa à inquirição da vítima e das testemunhas de acusação e de defesa. infrutíferas conciliação e transação. previstas no Código Penal ou em Legislação Especial (art. Início do procedimento sumaríssimo: não havendo transação entre MP e o autor do fato. 78): para ela deverão ser intimados MP. vítima. Inexistência de processo em curso contra o acusado por outro crime: . 4. 90-A) e nas hipóteses que devem seguir o rito sumário e violência doméstica contra mulher. Jairo José Gênova 4. do Código Penal ou previsto em Legislação Especial. 61). 5. 79): nova proposta de conciliação e transação.1. 4.1. exceto crimes militares (art. c) concurso de pessoas: 5. diminuição da pena e concurso de crimes: devem ser considerados (Súmula 243 STJ e 723 do STF). d) interrogatório do acusado: e) debates orais: f) sentença: aqui a lei também inovou.4. inclusive no casos de competência por prerrogativa de foro. 81.2. Suspensão condicional do processo (art. a denúncia deve ser recebida. 4.

Condições obrigatórias: a) reparação do dano causado pelo crime: b) proibição de frequentar determinados lugares: há críticas da doutrina e da jurisprudência sobre essa condição. b) a não reparação do dano: se a não reparação for injustificada. do CP: b) sentença anterior concessiva do perdão judicial: 5. Prof. Circunstâncias judiciais favoráveis: são os requisitos subjetivos. 64.15.8.2. § 4º): a) se o acusado vier a ser processado por contravenção. sem causa de revogação. b) descumprimento de qualquer outra condição. criou mais um caso de suspensão da prescrição. . que deve ser escolhido pelas partes.10. com o recebimento da denúncia. 5. Revogação facultativa da suspensão ( art. o juiz a homologará. não flui o prazo prescricional. Extinção da punibilidade: expirado o prazo da suspensão. 5.6.5. 5. 5. contidos na expressão "demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena". 5.3. Jairo José Gênova 5. 5.5. Aceitação da proposta: aceita a proposta pelo autor e pelo seu defensor. Inexistência de condenação definitiva por outro crime: a reincidência impede a concessão da suspensão do processo. Suspensão da prescrição: o artigo 89. 5. Condições facultativas: o artigo 89. Iniciativa da proposta de suspensão: exclusiva do Ministério Público. o juiz declarará extinta a punibilidade. Prazo: o artigo 89 fixou os limites de 02 a 04 anos de suspensão. 5. Momento da proposta: a lei expressamente diz que é no momento do oferecimento da denúncia. acarretará a revogação. Enquanto o processo está suspenso. § 3º): a) se o acusado vier a ser processado por outro crime: é preciso que seja instalada a relação processual.11.9. I. c) proibição de ausentar-se da comarca sem permissão do juiz: 5. Revogação obrigatória da suspensão (art. § 2º dá ao juiz a possibilidade de fixar outras condições. 5.7. desde que não haja restrição ou exclusão aos direitos constitucionais.14. 89.12.13. Dr. § 6º. 89. a) condenação anterior atingida pelo lapso depurador do art.