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estética

Revista Brasileira de

Revista Brasileira de Estética
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Volume 1
Ano 1 nº 1 - setembro/outubro de 2013

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Número 1
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14 anos

Setembro/Outubro de 2013
Déborah Secco
Ellen Rocche

10X
Tratamento da pele Emagrecimento
• Lâmpada de Wood e avaliação • Associação de tratamento
de hipercromias estética e exercícios físicos
• Depilação por luz intensa • Tratamentos associados na
48H 36X
pulsada remodelagem corporal
• Protetor solar em servidores • Dieta de Walzberg
públicos municipais
5% 7 DIAS
Marketing
Profissão • Estratégias de divulgação por
• Questionário de dor de McGill empresas prestadoras
em esteticistas de serviço

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Volume 1
Ano 1 nº 2 - novembro/dezembro de 2013

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Número 2
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14 anos

Novembro/Dezembro de 2013
Tratamento da pele Psicologia
• Acne: peeling ultrassônico e a • Simetria facial natural
fotobioestimulação com LED e percepção da beleza
• Preenchimento facial e • Avaliação da satisfação
hidratação estética em da imagem corporal em
portadores do vírus HIV/AIDS estudantes de estética
• Dermatite seborréica
inflamatória do couro cabeludo ALOPECIA
Profissão • Aplicação transdermal
de D-pantenol e laser
• Migração de profissionais da de baixa potência
saúde para a área estética
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Volume 2
Ano 2 nº 1 - janeiro/fevereiro de 2014

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Número 1
15 anos

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Janeiro/Fevereiro de 2014
DRENAGEM LINFÁTICA
• Stress oxidativo e drenagem IMAGEM CORPORAL
linfática manual • Satisfação com imagem
corporal em estudantes de
CIRURGIA PLÁSTICA estética de Bauru/SP
• Atendimentos estéticos pós- • Distorção e insatisfação da
operatórios imagem corporal em alunas do
curso técnico de estética do
PROFISSÃO Senac de Franca/SP
• Aprimoramento profissional
e procura por formação PROTEÇÃO SOLAR
complementar • Conscientização de
• Perfil dos profissionais que universitários sobre os
procuram cursos básicos e malefícios da exposição
reciclagem estética continuada ao sol
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Volume 2
Ano 2 nº 2 - março/abril de 2014

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Número 2
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Março/Abril de 2014
15 anos

ALOPECIA
TRATAMENTOS • Eficácia da terapia
• Lipodistrofia ginóide de microagulhamento
e ultrassom
• Peeling de diamante e
microcorrente na revitalização
PROFISSÃO
periorbital • Formação educacional e
experiência prática de docentes
DRENAGEM LINFÁTICA de curso de estética
• Parâmetros legais e normativos
• Drenagem e alterações da carreira da estética
hematológicas • Estética e marketing

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Presidente do Conselho Científico
Dr.ª Jeanete Moussa Alma

Conselho Científico
Prof. Dr. Marcos Moisés Gonçalves
Prof. Dr. Rafael Cusatis Neto
Prof. Dr. Marlus Chorilli
Prof. Dr. Francisco Romero Cabral
Profª. Dr.ª Fabiana Abraão
Grupo de Assessores
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Prof. Ms. Ricardo William Trajano

Conselheiros
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Profª.Esp. Sonia Regina Ribeiro Castro Maturana
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estética Revista Brasileira de A 1 revista a científica destinada aos profissionais de estética! Faça parte de nossa história.com. anuncie. anuncie@atlanticaeditora.br .

.... 12 Luz intensa pulsada: um estudo a partir da percepção dos usuários...... Débora Luvizotto Hardt.... Daniela Nolasco Bastos Vilaça de Resende.............. Profa........... 69 .............................................. 47 RELATO DE CASO Ação da alta frequência e micro correntes...... 24 Estratégias de divulgação utilizadas por empresas prestadoras de serviço.......... 6 Tratamentos estéticos e exercícios físicos separadamente e de forma combinada em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I........... Jeanete Moussa Alma.......... atividade física e tratamento estético combinado e isolado........................................ 39 Aplicação da versão brasileira do questionário de dor de McGill em profissionais esteticistas.. Jeanete Moussa Alma........................................................... Jeanete Moussa Alma... 5 ARTIGOS ORIGINAIS Estímulo oferecido à utilização do protetor solar aos servidores públicos municipais de Juiz de Fora/MG expostos de forma continua ao sol............ Sonia Regina Ribeiro de Castro Maturana........ Cledi Ane Fernandes Kapiche.......... na remodelagem corporal.. Jeanete Moussa Alma...... utilizadas em conjunto e individualmente como auxiliar no processo de aceleração de cicatrização em úlceras por pressão....................... Lucia Leal........................................................................................................... Jeanete Moussa Alma..................... Jeanete Moussa Alma.. Janete Alma Moussa............... Jeanete Moussa Alma....... Elisangela Favero.......... Vera Lúcia Alves Santoro........ Janete Moussa Alma........................... Alessandra Bessa Rocchi Brandão.............. Dra.......... 57 NORMAS DE PUBLICAÇÃO...... Márcia Deana Lawton... 17 Investigação dos benefícios de modalidades complementares no emagrecimento por meio de dieta preconizada por Walzberg..... 35 Reeducação alimentar................... Vivian da Silva Montagnana............................. Jeanete Moussa Alma.............. 30 Avaliar o nível de conhecimento da profissional esteticista acerca da utilização da lâmpada de Wood na avaliação de hipercromias.......... estética Revista Brasileira de Sumário Volume 1 < Número 1 < Setembro/Outubro de 2013 editorial A primeira revista científica de nossa profissão...........

em 2001 na Universidade Anhembi Morumbi nos auxiliem a comunicar a todas as esteticis- e da primeira pós graduação lato sensu ofere. da central de cursos em 2005. Jeanete Moussa Alma É com imensa satisfação que hoje Temos obstinadamente buscando galgar apresentamos a todos os profissionais e para as profissionais esteticistas técnicas e acadêmicos. e a publicação de a concepção de democracia que é reger todas nossos trabalhos faz de nós profissionais da as sociedades justas. levantamento de dados e conselheiros contamos com nomes de elevada relatos de procedimentos e protocolos. por meio Atlantica pela iniciativa. em tecnólogas tudo que é habitual para as outras especial as Esteticistas. ligados á saúde da beleza. experimentais. Nossa gratidão a Editora cida pela Universidade Gama Filho. Parabéns a todas nós por mais essa conquista. abertura do primeiro curso superior tecnólogo Comemoremos então mais essa vitória. faz de nós indivíduos críticos. desde a rados e que sabem optar pelo caminho certo. pois na comissão científica. pois tal importância científica e inegável apreço pela atitude além de salutar sob o ponto de vista profissão estética. pretende socializar os avanços da beleza e da Espero que todas aproveitem a possibili- saúde. cientifíca da área. embora nossa carreira haja aproximadamente Obviamente que como um veículo que 70 anos. prepa- com a sensação de dever cumprido. assessoria. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 5 EDITORIAL A primeira revista científica de nossa profissão Profa. seus estudos laboratoriais. . e ensaios clínicos. nos sentimos cionais. quando em especial saúde tanto quanto as demais carreiras tradi- parabenizamos as esteticistas. tas desta conquista. da evolução cientifica é uma obrigação à frente A ciência e o estudo. não poderíamos de deixar de receber dade de publicar seus trabalhos e que utilizem artigos de diversos profissionais da saúde com nossa revista como referência e ferramenta. Dra. a primeira revista carreiras da saúde que para nós é muito novo.

ambos representam 1081 trabalhadores em toda cidade. Jeanete Moussa Alma. Concluiu-se. Inquiriu-se sobre hábitos obrigatórios e voluntários de proteção bem como o quanto tais hábitos foram incorporados ao seu cotidiano e a influencia sobre as pessoas que os cercam. Selecionou-se os coletores de lixo e os carteiros. *Esteticista. E-mail: vivijf_estética@hotmail. e assinado o termo de consentimento. Pós Graduanda do Curso Lato Sensu em Estética Integral. 30. pelo conjunto de respostas oferecidas que apesar de mostrarem-se cientes dos riscos que a exposição solar provoca. Estética Integrale Biomedicina Esteta da Universidade Gama Filho Endereço para correspondência: Vivian da Silva Montagnana.** || Resumo O presente estudo buscou constatar o grau de incentivo oferecido a trabalhadores de Juiz de Fora/MG.6 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Estímulo oferecido à utilização do protetor solar aos servidores públicos municipais de Juiz de Fora/MG expostos de forma contínua ao sol Vivian da Silva Montagnana*. Após serem devidamente esclarecidos sobre a pesquisa.com . quanto ao uso do protetor solar aos que se expõe à radiação de forma continua. 162 Retiro 36072-560 Juiz de Fora MG. ainda não estão convencidos da importância do hábito e encaram a proteção como uma obrigatoriedade do exercício profissional e não como medida preventiva ao câncer de pele. Também os supervisores destes trabalhadores foram entrevis- tados. que poderia ser evitado com medidas profiláticas de educação à saúde coletiva. entre eles o câncer de pele. fotoproteção solar. As respostas foram organizadas em forma de tabela e gráficos. D. Palavras-chave: servidores públicos. estudados estatisticamente. Rua Aladim Silva. A radiação ultravioleta é responsável por diversos danos à saúde. ** Coordenadora do Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Estética.4% do total de trabalhadores responderam a 24 questões fechadas.Sc. câncer de pele. seja em sua vida privada ou na rotina profissional.

De acordo com Chorilli et al. 30. câncer Vivier [7] afirma que a ligação entre luz de pele pode ser definido como o cresci. Ceratoses solares e car- de caroço. mentando sua incidência no século 20 [3]. As células de Langerhans. After being clarified about the research and signed a consent term. [5]. sendo mais . private and professional life. vermelhão. The answers were organized on charts and graphics. os O artigo nº 196 da Constituição Federal melanócitos. that although they are aware of the risks from solar exposure. pescoço e braços. afirma que: “A saúde é direito de melanina. including skin cancer which could be avoided using prophylactic collective health education measures. We asked about the mandatory and voluntary protection habits and how those habits were incorporated in their daily life and the influence on those who surround them on both. solar photoprotection. ferida. skin cancer. desencadearalergias cutâneas por contato. outros agravos”. studying the answers given by the workers. colo. responsável pelas diferentes de todos e dever do Estado. Normalmente aparece em partes resultado da exposição crônica. o câncer de pele. Composta por três cama- introduzido oficialmente pela Organização das. processado- Considerado um grave problema de ras de antígenos de sensibilização. des- Mundial de Saúde (OMS) em 1984 [1]. representing 1081 workers in the entire city. The workers supervisors also were interviewed. a redução de seu número. irradiação UV ou agentes carcinogênicos liais e os melanomas. como rosto. statistically analyzed. Key-words: public servants. considered only as one more professional obligation and not as preventive measures for skin cancer. tonalidades de pele e pela integridade dos diante políticas sociais e econômicas que elementos celulares contra a radiação ultra visem à redução do risco de doenças e de violeta (UV) . garantido me. é que esta é exposta a um ambiente da saúde pública.4% from the total of workers answered 24 multiple choices questions. sendo a mais externa a epiderme. they are not entirely convinced of the importance of the habit and face protection. como os principais parecem ser responsáveis pelo desenvol- tipos de câncer de pele. tacamos entre os vários componentes. solar e câncer de pele foi primeiramente mento anormal de células resultando num estabelecida em marinheiros que viajavam tumor que pode se apresentar em forma ao redor do mundo. || Introdução mais expostas ao sol. principalmente a partir externo extremamente agressivo. vimento de tumores [6]. tendo o conceito sido a radiação solar. ou seja. por exemplo pela Bérard [4] aponta os carcinomas epite. For the study we selected garbage men and mailmen. da década de 80. podem saúde pública. células dendríticas produtoras Brasileira [2]. A medicina preventiva e a promoção de A diferença entre a pele e outros siste- saúde vêm ganhando destaque no campo mas. vem au. We came to the conclusion. manchas e cinomas espinocelulares ocorreram como outros. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 7 || Abstract Incentive to use of sunscreen lotion in workers exposed to sun at Juiz de Fora/MG This study aims to find the degree of stimulus given to workers continually exposed to radiation from Juiz de Fora/MG regarding the usage of sunscreen lotion. The ultraviolet radiation is responsible for several health damages.

a cada do e seus hábitos e comportamentos quan- duas horas. ção que obrigatoriamente tem uma maior a saber: coletores de lixo (Demlurb). vo avaliar qual é o grau de incentivo dos ór- ceptibilidade ao câncer de pele. principalmente para a popula. como por exemplo. mings. re- exposição aos raios solares devido às suas presentados por 223 indivíduos. masculino. ocupações profissionais tem se tornado representados por 105 indivíduos. do sexo feminino e aumento da incidência do câncer de pele. para os quais é aconselhada a aplicação feita 15 a 30 A cidade de Juiz de Fora/MG. Complementando o exposto. como tipo gãos públicos no uso de protetor solar entre da pele. bem como sua 900 coletores de lixo divididos em duas . por meio protetores são indicadas para a prevenção de questionário com 24 perguntas. oriundos do serviço publico da aliada a falta de informação das formas de cidade de Juiz de Fora/MG. possui minutos antes da exposição. carteiros. e preconiza que se deve evitar a to à exposição solar continua. cutâneo [11]. O estudo foi conduzido no período de Medidas simples como uso de foto. divididos em prevenção. decorrente exposição entre 11 e 16 horas. dezembro 2011 a março de 2012. a fim de traçar o perfil do universo pesquisa- Bérard [4] defende a aplicação. pois a prote. suas respectivas categorias profissionais. física com intensa sudorese. e de nosso Os voluntários (328 indivíduos) com próprio metabolismo [10]. A superexposição à radiação UV pode causar queimaduras. incidência dos raios solares sobre a pele. atividade De acordo com a publicação de Arm. uso de medidas preventivas a respeito da Nos trabalhadores expostos sem pro. teção adequada ou medidas de controle além de constatar o grau de informação dos níveis de radiação solar UV. cor dos olhos e cabelos. As ques- como o câncer de pele e o envelhecimento tões foram divididas entre dados pessoais.8 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 comuns nos indivíduos que passam muito reaplicação no mesmo intervalo de tempo tempo ao ar livre e se tornam cronicamente ou após qualquer atividade que pudesse curtidos pelo tempo. Não foi utilizado nenhum o poder de bloquear completamente os UV. A presente pesquisa teve como objeti- [8] fatores fenotípicos exercem maior sus. ser excedidos. no entanto o idade de 25 a 55 anos. Procurou-se saber também sobre o câncer cutâneo. a preocupação com Procedimento locais expostos diretamente. removê-la. Sabemos que a radiação solar é uma Amostra fonte de energia fundamental que permite a existência da vida na Terra. sendo dos efeitos agudos da exposição solar e estas respondidas após esclarecimento e para minimizar os danos tardios dos UV consentimento dos participantes. além de história familiar de solar. matéria de preocupação do poder público. encontra- -se em Diffey [12]. critério de exclusão. do exercício profissional e as medidas de ção total não existe e nenhum produto tem proteção solar. Tripp e Hermann apud Hora et al. presença seus funcionários que se expõe à radiação de efélides. os limites destes funcionários sobre os cuidados para de exposição geralmente aceitáveis podem a prevenção do câncer de pele. doenças e || Material e métodos câncer de pele [9].

|| Resultados Gráfico 1 . 60% são morenos e/ou negros. média ao sol. Após isso foram protetor solar deve ser considerado um feitos gráficos. os gerentes antigo emprego. 82% As quatro perguntas que envolvem diretamente o uso do protetor solar e suas Gráfico 2 . No presente estudo foi observado que 2% 16% 84% dos trabalhadores são do sexo mascu. Do total de respostas obtidas revelou que os entrevis- questionários 30. 69% dos indivíduos não utilizavam protetor gionais. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 9 regionais. e 100% se ex. Ao serem tes dois segmentos é de 1081 indivíduos. ou seja.Número de vezes que aplica o protetor solar por dia. durante os períodos da manha e tarde. Em média esses instrução e 35% confirmam já terem sido se expõem durante mais de 5 horas dia em orientados. 65% Presidente da CIPA (Comissão Interna de afirmam não ter recebido nenhum tipo de Prevenção de Acidentes). 1x lino e 16% do feminino. também foram entrevistados. Quanto ao co- . sendo uma de varredores e outra nhecimento adquirido no trabalho sobre os de coletores. >3x põe ao sol no ambiente de trabalho. nível de informação foram resumidamente 35% plotados nos gráficos abaixo. O total de funcionários nes. que solar antes de serem contratos e a minoria também se expõe ao sol durante 4 horas (31%) já havia incorporado este hábito na dia em média. sendo que tados afirmam não terem encontrado ne- 60.Conhecimento adquirido so- especificações tais como reaplicação. sendo que 61% por mais de 5 horas.6%. os indivíduos que partici- em forma de tabela e transcritos para o param desta pesquisa concordam que o programa Microsoft Excel. 50% possuem ensino médio. o Gráfico 3 nos mostra que O serviço de correios possui três re. e 181 profissionais carteiros. enquanto que 16% 65% utilizam duas vezes ao dia e somente 2% dos entrevistados fazem a reaplicação do protetor solar três vezes. não responderam ou não quiseram cessidade do uso de fotoprotetores antes responder. Contou-se com a ajuda do riscos do câncer de pele (Gráfico 2). por não trabalharem expostos ao sol no seu Os superiores. O Gráfico 1 mostra que na maioria dos Sim entrevistados. questionados do por quenão utilizarem o Foram distribuídos questionários a todos e protetor solar anteriormente. Porém.4% retornaram. Os dados No Gráfico 4 observamos que em sua foram tabulados pela própria pesquisadora. o protetor solar é utilizado Não uma vez ao dia (82%). maioria (97%). a maioria das solicitado que respondessem. e o bre câncer de pele no trabalho. sua rotina antes deste emprego. ambos dos serviços 2x públicos. Equipamento de Proteção Individual (EPI).

e as aplicações devem ser Individual (EPI). Trabalhistas [14] afirma ser obrigatórias dimento nos casos onde realmente haja a notificação das doenças profissionais necessidade. Neste sentido.10 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Gráfico 3 . sendo Ministério da Saúde. feitas em intervalos de aproximadamente 3% três horas para se obter uma proteção satisfatória. agudas da pele por exposição a radiações do chapéu. que como resultante da exposição sem pro- 31% teção. os entrevistados utili- zam um único método para se proteger dos || Conclusão raios solares. embora a ação combinada do protetor solar com os demais meios de Numa visão geral. o fun. as horas e a intensidade 97% do sol. é possível desenvolver o câncer de Sim pele e 82% deste total aplicam uma única vez durante o período de trabalho. Nota-se que utilizar uma única vez o Sim protetor é basicamente o mesmo que não utilizar. a Declaração e as produzidas em virtude de condições de Alma-Ata. segundo o qual. 88% declararam realmente ser opcional o uso.Antes deste emprego. citada por Bancher especiais de trabalho. Ao serem questionados sobre a obri- || Discussão gatoriedade. mesmo sendo utilizados bons protetores Gráfico 4 . portanto Do total de pesquisados 78% declaram seu uso obrigatório. os participantes des- proteção seja primordial para a prevenção ta pesquisa mostraram-se conscientes dos dos riscos de câncer de pele. 73% dos pesquisados infor. O artigo 169 das Leis os cofres públicos e garante o bom aten. Esta ainda é uma [13] afirma que “a promoção e proteção da questão contraditória. queimadura solar. pois o protetor saúde dos povos é essencial para o contí.O protetor solar deve se solares. estes devem ser reaplicados ao tornarum Equipamento de Proteção longo do dia. 97% afirmam A prevenção além de evitar danos sé. que destes 50% declaram ser o protetor neoplasias malignas da pele e alterações solar sua forma principal de proteção. Não A discussão apresenta-se em conformi- 69% dade com Kede et al. fican. óculos e camisas com mangas UV se classificam como doenças da pele compridas com os demais 28%. Porém. muito embora 37% declarem saber cionário utilizava protetor solar. trabalhistas como EPI. sobretudo se levarmos em conside- Não ração o período. porém não utilizam os com Bérard [4]. e o conhecimento adquirido nos locais . não sendo. corpo. que o protetor solar deveria ser tornar rios à saúde. solar ainda não está incorporado às leis nuo desenvolvimento econômico e social”. de 1998. porém de acordo com utilizar algum método de proteção. [10]. métodos de proteção da maneira adequa- mam que utilizam o protetor no rosto e no da. é uma prática que preserva um EPI (Gráfico 4). Observa-se relacionadas ao trabalho. de acordo malefícios do sol. que em sua maioria.

Ministério da Saúde. planalto.gov. 2010. Brasil.. Chorilli M. Rio de Janeiro.gov.com. Diffey BL.30(1):153- 3. jan 20].pdf. Kede MPV.soeconomia. Leonard GR. Brasil. Rio de Janeiro. Na Preventiva e diminuir os custos das Bras Dermatol 2003. mar 25]. . Pele e sol. hábitos de exposição ao sol e de 12. solares. Disponível em URL:http//www. São portal. Cavallini e das motivações para sua implantação ME. [citado 2012 6. Brasil. se mostraram ineficientes. através 14. Vivier A.45(6):882-5. 3 pelo sol e a necessidade de uma prevenção ed. 2003.79(2):149-55. 2004.php?option=com_content&task=vi 2 ed. Bérard F. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 11 de trabalho sobre os malefícios provocados 7. estética. Davolos M. Instituto Nacional [citado 2012 mar 1].78(6): 693-701. P e l e : e s t r u t u r a . Avaliação || Referências do conhecimento quanto a prevenção do câncer da pele e sua relação com exposição solar em freqüentadores de 1. Como utilizar a Medicina academia de ginástica em Recife. Disponível em do Câncer – INCA. Medicina preventiva no 4. da aplicação de questionário. Vigilância do câncer URL:http://www. Avaliação do uso de [Dissertação]. Guimarães PB Siqueira. São Paulo.saude. Brasília. Alves IF. [citado 2012 ew&id=1132&Itemid=113. estudo das ações e programas existentes 5. eficaz. Sabatovich O. Rev Quim Nova 2007. Art. Avaliação dos 8.88(4):167-72. Correa MA. de Piracicaba. Atlas de Dermatologia Clínica. Ministério da Saúde. Weber MB. Federativa de 1988. Dermatologia 1]. Rev Bras Medidas preventivas de medicina do Farm 2007. trabalho.gov.htm. 2004. index. 13. Protetores Constituicao. 169. Bras Dermatol 2004. An 2001. H a r r i s M I N d e C .br/ relacionado ao trabalho e ao ambiente. Disponível em URL: http://www. 2. [citado 2012 mar 10. Flor J. Roberta MS.br. Conceição VCB. RS.São Paulo: Larousse. 2004. Hora C. setor suplementar de saúde brasileiro: 2006.br/portal/arquivos/ Paulo: Senac. pdf/lista_doencas_relacionadas_ trabalho. Disponível em URL: http:// propriedades e envelhecimento. 9. São Paulo: Fundação protetores solares pela população rural Getúlio Vargas. Constituição da República inca. 2007. Otto T. São Paulo: Atheneu. Portal Soeconomia. When should sunscreen fotoproteção dos universitários da região be reapplied? J Am Acad Dermatol Metropolitana de Porto Alegre.br/ccivil_03/Constituicao/ 11. Costa FB. empresas. Rezende N. 8. 1989. Bancher AM.

38/122 Água Branca 05003-070 São Paulo SP. Conclui-se. medidas de circunferência corporal percentuais de: gordura corporal. Supervisora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantanna Endereço para correspondência: Vera Lúcia Alves Santoro.12 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Tratamentos estéticos e exercícios físicos separadamente e de forma combinada em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I Vera Lúcia Alves Santoro*. Rua Mário Sette. obesidade grau I. A amostra foi constituída por nove voluntárias do sexo feminino. que o quadro de desarmonia corporal foi minimizado com o tratamento estético e as atividades físicas desenvolvidas de forma combinada. tratamento estético. *Licenciatura Educação Física Universidade de São Paulo. Pós Graduação Estética Integral Gama Filho. **Profª Dra Esteticista. Foram avaliadas clinicamente e laboratorialmente. Universidade Gama Filho. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estética. Foram distribuídas em três grupos de forma aleatória. E-mail: verasantoro2009@hotmail. com idades entre 45 e 65 anos e com IMC entre 25 e 35. massa óssea e líquido corporal. Palavras-chave: sobrepeso. massa corporal. o grupo III as voluntárias foram sub- metidas a tratamento corporal e exercícios de alongamento e caminhada de forma combinada. grupo II atividades físicas. no inicio e no final da pesquisa. sendo três voluntárias em cada grupo. separadamente e de forma combinada. durante um período de quatro semanas. atividade física. Janete Moussa Alma** || Resumo O estudo em questão visa investigar os possíveis benefícios decorrentes do tratamento estético e atividades físicas aplicados em mulheres com sobrepeso e obesidade grau I. foram aferidas medidas antropométricas. grupo III tratamento estético e atividades físicas de forma combinada. a fim de minimizar o quadro de desarmonia corporal. As voluntárias do grupo I foram submetidas á tratamento corporal de argiloterapia e massagem. o grupo II as voluntárias participaram de exercícios de alongamento e caminhada moderada. Todas foram acompanhadas por profissional da área.com . Grupo I: tratamento estético.

Estes dados mostram aumento emocional. Key-words: overweight. auto-estima. 50. A ativida. The Group III volunteers were submitted to a body treatment in combination with walking and stretching exercises. melhora indica que metade da população dos adul. Group I: aesthetic treatment. physical activities. concentração. We concluded that the framework of dishar- mony body was minimized with the aesthetic treatment and physical activities developed in combination. body mass. sociais e de física melhora a circulação sanguínea. pareceu-nos desejável Destes resultados. primeiro ensaio que possa mostrar-nos na ciedade Brasileira de Cardiologia 49% da busca de uma diretriz multi profissional no população não faz exercícios físicos [3]. sobrepeso é o primeiro alerta para que as A Secretaria da Saúde e o IBGE têm re- pessoas percebam que necessitam fazer gistrado aumento significativo de mulheres algo pela sua saúde. All of them were followed by a profes- sional for a period of four weeks. Pesquisa realizada pelo IBGE emocionalmente. The sample consisted of nine female volunteers. Isso faz com que aumente o stress. reduz o stress. nas nos gastos públicos com a saúde [8]. The Group I volunteers were submitted to therapy with clay and body massage. equilibra o indivíduo no Brasil [1]. 45 to 65 years old. Além das atividades físicas o obeso doenças cardíacas. entre melhorar seu estado físico. body circumference. They were randomly divided into three groups. Uma das abordagens estéticas é a massagem que A obesidade é um problema crescente parece reduzir a fadiga.9 % das mulheres apresentam obesi. . Neste sentido buscamos um De acordo com uma pesquisa da So. 12. percentage of body fat. osteartrite. psicológicos. a textura da pele e promove tos brasileiros apresenta excesso de peso. obesity. acidente vascular cere- pode contar com mais um aliado para bral. body water and bone mass. distúrbios do sono. no indivíduo com sobrepeso são aliadas ou dade grau I [2]. separately and in combination in order to minimize the frame body disharmony. hipertensão arterial.5% dos homens e investigar se essas diferentes abordagens 16. Posto isso. three volunteers in each group. They had they anthropometric measurements measured. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 13 || Abstract Aesthetic therapy and physical exercises separately and in combination in women with overweight or obesity This study aimed to investigate the possible benefits resulting from aesthetic therapy and physical activi- ties in women with overweight and obesity. qualidade do sono e número de doenças como: diabetes. at the beginning and end of the study. and BMI between 25 e 35. o obesas no país [2] exercício físico que é um dos caminhos para O sobrepeso e a obesidade desen- se obter uma vida saudável [4]. relaxamento [6]. que é o tratamento estético. psíquico e outras [7]. como por exemplo. group II physical activities and Group III aesthetic treatment combined with physical activities. doen- ajuda o indivíduo perder peso [5]. excludentes. O tratamento do indivíduo obeso. || Introdução suas mais variadas formas [6]. The Group II volunteers participated in stretching exercises and moderate walking. aesthetic treatment.1 % dos homens e 48% das mulheres. ças cardiovasculares. volvem vários distúrbios físicos. They were evaluated clinically and by laboratory testing.

massa muscular. . Associado aos exercícios loterapia durante trinta minutos e após a físicos existe a necessidade de se oferecer sua retirada. Tratamento I Três vezes por se. argi- para o corpo [10]. Volun.a saúde. filme osmótico. Descrição Periodicidade faz a relação entre o peso em quilos po tárias e o quadrado da estatura em metros 30 dias – 2 (peso/altura).vezes por se- uso constante de insulina. centímetros. líquido e 35. foram aferidas as medidas estatura foi aferida com trena métrica em antropométricas e fizeram o teste de bio. O estudo em questão foi feito de for. corporal. seguindo o seguinte critério: utilizado o índice de Quetelet . tratamentos estéticos compatíveis para melhorar a qualidade de vida . foram aferidas com a balança digital. mana – 1 hora • Critério de exclusão: mulheres com Tratamento 30 dias – 4 quadro de cardiopatia. creme esfolian- II Três Atividade física vezes por se- te. Todas as voluntárias foram previamen. que apresentavam sobrepeso de um centímetro. coxa. abdômen. Atividade física a auto-estima das mulheres obesas da população [8]. trena métrica. Avaliações ma comparativa entre mulheres que se submeteram a tratamento estético e ativi. alongamento (dez minutos). diabetes com III Três estético e ativi. estético mana – 1 hora manta térmica. Avaliação Antropométrica – Bioim- dades físicas separadamente e de forma pedância: foram aferidas medidas de combinada. massa óssea. recostada à parede e usou-se impedância. A nutricional.14 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Existe a necessidade da inclusão de Tratamento estético rotinas de exercícios físicos. panturrilha. te avaliadas clinicamente e laboratorial. circunferência: tórax. caminhada (trinta || Material e métodos minutos). A amostra foi constituída por nove culote. Procedimento: exercícios de aqueci- mento (dez minutos). mulheres. prescritos e orientados de maneira adequada por pro. preencheram fichas de anamnese. massagem modeladora. As voluntárias foram pesadas e medidas mente. IMC. em pé. 30 dias – 2 • Produtos: higienizante. argila verde. quadril. meio da coxa. • Material: balança digital. O peso corporal e as ou obesidade grau I e com IMC entre 25 porcentagens de gordura corporal. hipertensão dade física mana – 1 hora arterial grave. As voluntárias foram distribuídas em • Diagnóstico da Obesidade IMC: foi três grupos. com idades variadas entre 45 foram aferidas com trena de precisão e 65 anos.onde se Gru. creme para massagem. descalças e com roupas íntimas. um esquadro de madeira em sua cabeça. Procedimento fissionais especializados que conheçam as limitações que o excesso de peso traz Higienização corporal esfoliação.

tratamento estético e atividade física de forma combinada obtiveram me- No caso de desistência a voluntária lhores resultados quanto á eliminação de será substituída por outra seguindo todos circunferência abdominal infra-umbilical. 000 kg atividade física Tabela II . que o grupo I.26 % Massa muscular < 0.06 % > 0. liquido corporal.3 % Índice de Massa Corpórea < 0.Tratamento estético e 54.36% < 0.Comparação da média da idade. Quadril e as voluntárias do grupo três que partici- Culote param de atividades físicas e tratamento estético de forma combinada. apresentou aumento de Gastronêmio massa muscular que é muito importante devido á idade das voluntárias. Bioimpedância Grupo I Grupo II Grupo III Gordura corporal < 1.83 % Líquido corporal < 0. peso final e peso eliminado entre os três grupos. sendo um centímetro á mais que as volun- Foi solicitado às voluntárias que durante tárias do grupo II. tassem fora do programa estabelecido para não termos interferência nos resultado.6 anos 86. 800 kg 2. atividade física.36% < 0. massa muscu- lar.27% Média das idades 52. peso inicial.3 54. os critérios descritos na pesquisa.9 % < 0. massa óssea e IMC. 060 kg 2.1% Massa óssea <0.O grupo II. Grupos Idade Peso inicial Peso final Peso eliminado I.16% < 1.3 % < 1.46% < 0.3% > 0. 030 kg 80.Tratamento estético 52.6 60.23% < 1. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 15 Tórax || Resultados Supra-umbilical Observamos na tabela a seguir que Umbilical as voluntárias do grupo I eliminaram dois Infra-umbilical quilos após um mês de tratamento estético.3 . e três décimos á mais a implantação desta pesquisa não se exerci. 060 kg 84. Tabela I . 800 kg 75. Observamos que as voluntárias do grupo III. também Coxa eliminaram dois quilos.Média do percentual de gordura corporal. tratamento estético e atividade física. 170 kg III.3% < 0.Atividade física 59 anos 82. Observamos que houve aumento de Meio da coxa massa óssea nas voluntárias do grupo III. 000 kg II. 860 kg 1.3 anos 77. O resultado do IMC nos três grupos houve Joelho um decréscimo significativo.

É necessário estabelecer um programa 7. O novo paradigma das estético e as atividades físicas desenvolvi. 1. dados corporal foi minimizado com o tratamento Fundação Osvaldo Cruz. Drenagem Linfática e Massagem Terapêutica. Barros GF. exercícios de Saúde e Medicina Alternativa Ciência e alongamento e equilíbrio para se adquirir Saúde Coletiva 2005. Revista Educação Física e Desportes 2002. queima de triglicerídeos [9. Pontes FL. antropometria Arch Latinoam Nutr 2001. Revista Saúde Pública 2003. Guedes DP. sendo assim mais motiva. de Fisioterapia Serviços Públicos de tivamente o gasto calórico. 1998. Prevalência de obesidade 3 em adultos e seus fatores de risco. sica destes indivíduos é o tratamento estético.35. 2010.1983.24(4).16 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Gráfico I . Manual prático de Educação Física. Atividade física e obesidade.51(1). Charro MA. É necessário Manual de Avaliação Física SP.56(6):594-600. p. IBGE: Notícias e 2 informações sobre Saúde. Fuentes MH.22:293-308.52. 3. atividades físicas desportivas e o papel das de forma combinada. 0. Exercício Físico na A utilização do exercício físico tem sido Promoção da Saúde. salientar que as voluntárias do grupo III se 13.5 brasileira está mais gorda. Rev Bras Cardiol e obesidade [4]. Vargas LAN.5 2000. 1999. Tubino MJG. || Referências dominal infra. Revista Centro de Referência ao Obeso. tar ou um controle dietético. Massagem em Serviços Públicos Revista de exercícios físicos que aumente grada. Santarém RBA. Rev 2. Petroski EL. Aspectos das práticas alimentares. Guedes JP. Funcion cardio pulmonar no tratamento do indivíduo com sobrepeso em capacidad de ejercicio em pacientes com obesidad móbida.5 Saúde Pública 1997. 9. News Med Brasil. 14. || Discussão 5. Revista Brasileira de || Conclusão Educação Física e Esportes 2009. Bacurau RFP. mortalidade e 1 morbidade. das e mais observadas durante a pesquisa. .16:161. 12. não implantarmos uma reeducação alimen. 2. O sobrepeso. 8. Metodologia de treinamento Uma das limitações desta pesquisa foi desportivo. Anêz CRR. I n d i c a d o r e s a n t r o p o m é t r i c o s d a obesidade.10].Média da circunferência ab. um dos procedimentos mais empregados 6. 15. Notou-se que o quadro de desarmonia ABESO Secretaria de Saúde. resultados [5].19:171-9. Post C. 2003. População 1. do professor de Educação Física.umbilical eliminada. corporal de mulheres idosas segundo zes por semana. 2010. Comparação da gordura encontravam com a pesquisadora quatro ve. Revista Brasileira Ciências Outro aliado para melhorar a aparência fí. para o gasto calórico e conseqüentemente a 10. e Saúde 2008. Bray G. 16.17:71-7.10:10. IBRAS. O exercício 0 G1 G2 G3 físico no controle do sobrepeso e da obesidade. 4. 11. entre os três grupos. A influência da atividade física na Estudos comprovam que tanto os exercícios obesidade. Revista Educação Física e físicos como o tratamento estético contribuem Desportes 2009.

by laser or IPL. 97% das entrevistadas afirmam sua satisfação com os resultados da fotodepilação com luz intensa pulsada. Av. a partir de uma amostra representativa dentro do universo de usuários desta técnica em uma clínica de estética de São Jose dos Campos/SP. *Esteticista. quando comparada a métodos supostamente definitivos como Laser de alta potencia. currently there is no technique that allows final disposal of hairs. The methods presented as definitive for the elimination. Pós Graduanda em Estética Integral 2013. Key-words: photodepilation. satisfação.** || Resumo O presente estudo avaliou a percepção dos usuários da LIP por meio de um questionário semiestruturado com questões objetivas. and user satisfaction respondents was approximately 97%. Vicente de Paulo Penido. but rather progressive and/or long lasting. E-mail: abrbrandao10@gmail. satisfaction. Coordenadora do Programa de Pós Graduaçao em Estética Universidade Gama Filho. are not defined as such. in addition to stating that they were satisfied with the results of the technique. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 17 ARTIGO ORIGINAL Luz intensa pulsada: um estudo a partir da percepção dos usuários Alessandra Bessa Rocchi Brandão*. Despite its prolonged and durable effect a photodepilation is not a definitive technique. Palavras-chave: fotodepilação. substancial e segura. Universidade Gama Filho. Jeanete Moussa Alma. hair. The results of this research showed that Photodepilation. **Profª Dra Esteti- cista. luz pulsada. pelo. a fotodepilação não é uma técnica definitiva. 304/Sala 03. D. Por apresentar a vantagem de eliminar os pelos de forma progres- siva. or LIP. is a method not aggressive to the skin. mostra-se também atrativo economicamente. Muito embora o efeito seja prolongado e duradouro. Por ser um método minimamente agressivo. || Abstract Intense pulsed light: a study from the perception of users This study evaluated the users perception of LIP using a semi-structured questionnaire with objective questions from a representative sample within the universe of users of this technique in a esthetic clinic of Sao Jose dos Campos/SP.com . tal quais as demais disponíveis no mercado não há eliminação definitiva dos pelos. Supervisora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantanna Endereço para correspondência: Alessandra Bessa Rocchi Brandão. pulse light. Com.Sc.

Neste caso particular. a luz se A etapa seguinte contou com a aplica- converte em calor e alcança de forma pre. os profissionais do centro de de lesões vasculares nos EUA no mesmo estética em questão. as pessoas fez-se necessário o acompanhamento da usavam apenas técnicas de depilação onde aplicação da técnica da luz intensa pulsada se removia os pelos indesejados pela raiz. realizam antes de período. na sua aplicação culturas. Todavia.18 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Introdução sultados de forma consensual os clientes do Centro de Estética e Saúde In Pulse em Os pelos humanos espalhados por todo São José dos Campos. Os pelos têm como prin.Estética . no centro de estética In Pulse Foto- nas diferentes partes do corpo. Dentre as principais questões investi- Este trabalho pretende demonstrar por gadas estão a identificação do fototipo do meio da satisfação dos usuários a eficácia cliente. a partir daí se fez uma análise estatística te datando da década de 1990. da fototermólise seletiva. de acordo com a legislação pertinente da sada. ou seja. depilação . Durante estas sessões verificou-se cada procedimento uma detalhada anam- que os pelos das regiões tratadas caiam e/ nese com o objetivo de conhecer um pouco ou reduziram o crescimento. || Material e métodos cipal função a proteção de várias regiões do corpo. dessa forma Ao longo de muitos anos. em São José estes métodos resultavam sempre num dos Campos – SP. está ligada a consequência ou efeito colate. o uso de medicamen- Intensa Pulsada (LIP).Saúde. aproximadamente 20% da clientela de foto- A técnica que se utiliza da luz pulsada depilação da clínica. tos fotossensíveis (anti-inflamatórios e . A partir feito com os próprios clientes do centro de de então se difundiram as técnicas de estética In Pulse. usando o princípio ANVISA em vigor atualmente. Sua origem destes dados. Desde então mais sobre a saúde geral do cliente. São Paulo. extração dos pelos e os seus respectivos Para a execução deste trabalho algu- processos aperfeiçoam-se desde então. ção de 40 questionários que corresponde a cisa o folículo piloso sem danificar a pele. – LIP. no decorrer de 2013. corpo não estão dispostos de forma caótica ou desordenada. olhos. o estudo foi mente adquiriu o caráter estético. vem sendo comprometer a aplicação da LIP. como narinas. se encontra devidamente regulamentado surgiu a fotodepilação ou Luz Intensa Pul. é recen. uma tecnologia recente que permite Agência Nacional de Vigilância Sanitária - a remoção de dos pelos. mas etapas foram realizadas. de satisfação ao procedimento. se houve exposição ao sol antes da técnica de epilação conhecida como Luz da realização da LIP. Para percebemos os equipamento utilizado é o IPL Rejuvene que efeitos de uma depilação mais duradoura. principal realizar uma análise do uso de Com o passar do tempo em muitas luz intensa pulsada – LIP. a remoção dos pelos humanos para epilação associada à eficácia e nível tornou-se um hábito de higiene e posterior. como instrumento para a epilação. seus com o aperfeiçoamento desta técnica o hábitos e possíveis fatores que possam seu uso para fins de estética. Para isso foram con. amplamente difundida. ouvidos e Esta pesquisa teve como objetivo a região púbica. o efeito de curto prazo. Para a aplicação da técnica de LIP ral no uso da luz pulsada para o tratamento nos clientes.

possível estado durante as aplicações são fundamentais e de gravidez e lactação e ainda. Os quesitos postos no questionário ƒƒ Intervalo de 35 a 40 dias entre as ses. a ser tratada. os procedimentos com os resultados alcançados em relação preparatórios e de segurança anteriores e ao número de sessões e efeitos colaterais . fototipo individual – EPI. que segue os seguintes passos: Questionário após o uso da LIP ƒƒ Explicação sobre como será executado A aplicação de questionários junto aos o procedimento. os clientes não foram seleciona- aparelho com equipamento de proteção dos por faixa etária e de renda. satisfatórios. de forma aleatória incluindo clientes de am- ƒƒ Proteção dos olhos do cliente com bos os sexos. te e eficiência da técnica com resultados tre outros. aplica um protoloco de execução da técnica. compõem LIP. nem número de sessões realizadas. O questionário utilizado nesta pesqui- ƒƒ Primeiro disparo ou disparo de controle sa foi confeccionado de forma semiestrutu- do equipamento de LIP. com respostas cação da reação da pele do cliente ou afirmativas e/ou negativas e outras que feixe luminoso. den. tipo clientes que se submeteram a LIP foi a de programação do aparelho e intensi. etapa realizada posteriormente. estão organizados de forma a fornecer sões na mesma área. pacientes imprescindíveis para a segurança do clien- submetidos a bronzeamento artificial. clorexidine. entre outros). homens (10%) e 36 mulheres (90%). respostas a questões como o desconforto da aplicação da LIP. O grupo de pessoas foi escolhido maquiagem) para esta finalidade. rada com perguntas diretas. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 19 antibióticos. máscaras e toucas descartáveis. do um exame clínico da área a ser tratada além da completa higienização do cabeçote pela LIP antes da aplicação da técnica do manípulo por substância esterilizante com o objetivo de garantir a segurança do específica. tempo de duração. Dessa forma. onde se respectivas aplicações. satisfação técnica bastante segura. luvas. totalizando 40 pessoas. uma amostra bastante representativa den- ƒƒ Nas áreas médias e grandes faz-se a tro do universo de clientes do centro de marcação com lápis específico (branco/ estética. Este procedimento de limpeza O cliente uma vez apto à realização da é realizado rotineiramente logo após as LIP passa para a seguinte etapa. a maior pluralidade possível de 3 a 5 segundos para reduzir possível de clientes submetidos à técnica da LIP. sensação à dor ou desconforto. Nessa ƒƒ Proteção do profissional que utilizará o amostra. dade em joule. permitem ao cliente expressar sua opinião ƒƒ Aplicação dos demais disparos na área em relação aos quesitos demandados. para esta finalidade. Os clientes que responderam ao ques- ƒƒ Higienização do local a ser aplicado a tionário. ainda é realiza. bus- ƒƒ Aplicação de gelo na área a ser tratada cando assim. para a verifi. Mesmo com a realização detalhada do Todo o procedimento é executado com questionário de anamnese. totalizou-se 4 óculos de proteção específico. neste caso álcool a 70% e tratamento. continuidade de tra- Apesar da luz intensa pulsada ser uma tamento em função do custo.

primeiras sessões.4% ximadamente 38% das pessoas respon- deram estar muito satisfeito (Figura 2). muito insatisfeito alcançam apenas 8% taram que a diminuição ocorreu nas três dos participantes.6% 56.Algumas perguntas realizadas 41% na pesquisa Classificação da redução dos pelos – nenhuma ou Sim Não pouca (0 a 20%). dentre outros. ou utilização dos dados de forma sigilosa com seja. 41.1% o procedimento. os que se dizem em quantas sessões a redução dos pelos satisfeito. 43. Isso apenas reafirma a eficiência da LIP como técnica de redução de pelos. mesmos. cerca Nenhuma ou Redução pouca de 97. e apro- continuidade? Conhece as restrições? 82. e ainda. grande (61 a 80%) e redução te LIP ou LASER? extrema (81 a 100%) dos pelos.6% Esses resultados corroboram para um tados? elevado índice de satisfação dos usuários. 18% sentados posteriormente nesta pesquisa. ram uma redução extrema na quantidade dos pelos na área onde a LIP foi realizada.4% 2. 97. Tinha medo ou restri. moderada (21 a 40%). Percebe-se também Acentuada que a maioria dos usuários detém algum 18% conhecimento sobre a LIP dizendo conhe- cer do que se trata e sobre as possíveis restrições. dos usuários relataram uma acentuada Os participantes assinaram um termo melhora na redução da quantidade de de consentimento para a autorização da pelos. cerca de 54%. Grande Tabela I . redução após ter realizado o procedimento ram confeccionados gráficos e tabelas apre.4% dos participantes afirmaram Extrema 5% Moderada 28% 8% estarem satisfeitos com os resultados da técnica (Tabela 1).0% A grande maioria dos participantes se ção? considera extremamente satisfeito com Valores incentivam a 94. insatisfeito e foi percebida. pouco satisfeito. dos pelos.0% 59.4% tuada (41 a 60%. . acen- Sabe o que é LIP? 89.20 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ou reações adversas resultantes do uso da Em relação à percepção da diminuição LIP. Satisfeito com os resul.7% 10. dos usuários da LIP foi elevada.Percepção de redução de Percebeu-se que no geral a satisfação pelos.1% 15. Por outro lado. apenas 5% dos participantes da Dessa forma foi possível a construção pesquisa mencionaram nenhuma ou pouca de um banco de dados a partir do qual fo. 28% das pessoas atribuí- ções para esta pesquisa. 77% dos participantes rela. 41% citaram uma grande redução dos finalidade específica de fornecer informa.3% Já aplicou anteriormen. || Resultados Figura 1 .9% 5. com a LIP (Figura 1). Vale destacar que quando perguntado Destaca-se que juntos. Merece destacar que a maioria.

mas os 10 a 20% dos satisfeitos com o procedimento indica pelos que ficam se transformam em fios o quanto a LIP é eficaz. de modo que a maioria já sabia o que era a LIP e conheciam suas Muito Satisfeito restrições. a capacidade de produzir novas || Discussão raízes e bulbos que dão origem a novas has- tes. excelentes resultados da técnica.Efeitos secundários obtidos a das sessões de LIP. internet ou conhecidos que já foram clareamento da pele 28% e a redução da beneficiados pelo procedimento. visto que os métodos an- Outro indicador importante de ser cita. não participantes relataram que perceberam sentirem medo ou restrições acerca do outros efeitos além da redução de pelos. onde 77% dos usuários partir da LIP. A pesquisa é confir- mativa e positiva em relação à satisfação do tratamento. pseudofoliculite 26%. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 21 Figura 2 . na prática.Grau de satisfação em rela. Uma grande parcela dos usuá- 38% rios menciona não ter feito anteriormente Interessante destacar que todos os o uso da LIP ou LASER. Isso reforça a divulgação dos Os participantes mencionaram ter per. realmente é uma inverdade. muito finos. depois de seis ou oito sessões. Satisfeito 3% 54% Por outro lado. ocorre a divulgação informal sobre esses ção aos resultados obtidos. relataram a redução pilosa nas primeiras Nenhuma três sessões. seja pela cebido aumento da maciez da pele 46%. teriores resultavam sempre num efeito de do. . onde os usuários relatam a Pouco seus conhecidos sobre os resultados al- Insatisfeito Satisfeito Muito cançados. seus ótimos efeitos secundários. procedimento. Dessa forma. que para serem eliminados precisarão Os elevados números de participantes de novas sessões. Aproximadamente 97% meses ou um ano. O fato é que os fios das pessoas dizem ter recomendado o dificilmente serão grossos como antes. O termo depilação definitiva. é quanto Depois disso é necessário de 1 a os usuários têm indicado o procedimento 3 sessões de manutenção a cada seis a seus conhecidos. além dos excelentes resultados da LIP e curto prazo. Da mesma forma. grande melhoria Pseudofoliculite 0% parte das pessoas (92%) relatou-se muito Clareamento 26% 28% satisfeitos a extremamente satisfeitos. Notório é a satisfação em relação à quantidade de pelos reduzida no decorrer Figura 3 . mídia. Nosso organismo tem a memória celular e com isso. procedimento a outras pessoas. principalmente sobre a rápida 0% 3% Insatisfeito Extremamente 2% Satisfeito redução de pelos. como penugens claras. percebe-se que muitos participantes já possuíam um conhecimento prévio acerca da LIP. bem como. Observa-se que a maioria dos usuários observa-se uma Maciez 46% redução de 80 a 90% dos pelos. benefícios.

rias lesões da pele facial e corporal (2009) discutem que: decorrentes do foto envelhecimento como: rugas finas. da- permanente do pelo na área tratada. rosácea. “a Luz Intensa Pulsada atinge a su- perfície da pele e permite corrigir vá- Figura 4 . Investimento Indolor Fototipo IV e V Redução de pelos Lesões abertas Inexpressivos Herpes efeitos Luz Intensa colaterais Vantagens Pulsada Limitações Uso de Reduz machas medicação na pele fotossensível Uso estético e médico . nos solares. poiquilodermia é impossível de alcançar este ob. (manchas. apresentadas neste item. manchas senis. assim. mudanças de textura A tecnologia disponível atualmente da pele. limitações do uso da Luz Intensa Pulsada nos agressivo que o laser para qualquer tipo – LIP. que elevado dos centros de estética e clínicas perduram dois a três dias. manchas e pig- eliminar estatisticamente 100% dos mentações. envelhecimento das mãos. Apenas 3% do universo pesquisado chama a atenção para o investimento inicial relataram queimaduras com bolhas.] A figura 4 sintetiza as vantagens e A fotodepilação é o procedimento me. onde se relata que: apenas questões muito específicas causam impedimento ao uso da LIP. Analisando o esquema acima percebe- dários comprovados por esta pesquisa e -se que as vantagens da técnica são muito confirmados pelo Portal Educação (2011). sem sequelas que fazem uso deste recurso. uma vez que não é possível do colo e pescoço). na pele. Investimento inicial elevado Pessoal especializado Infraestrutura adequada Custo Gravidez e acessível lactação. uma vez dorso e pescoço. do excessivamente exaustivo. olheiras. vasos e envelhecimento jetivo.22 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Sobre este assunto Serrano-Grau et al. envelhecimento O termo “depilação definitiva” é facial. superiores às limitações ao uso.Vantagens e limitações do uso da Luz Intensa Pulsada.. vasos faciais muito que envolve uma eliminação 100% finos.. E além de tudo tem efeitos secun. bem como de pele.” pelos [.

1ª ed.235-44. [citado sessão que é aproximadamente quatro 2013 abr 13]. Osório N. Brasil 8. do Laser. no que se refere à eficiência. http://www. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 23 || Conclusão 3. Chavantes. 2008. D. C o n f i a b i l i d a d e metrológica de equipamentos eletromédicos a laser e a luz intensa Segundo a percepção dos usuários. Apesar dos resultados positivos obti. São Paulo: Roca. sendo atrativa por seus resultados espe. 2. 120 f. Normas de Segurança 304 p. || Referências 7. Disponível em URL: vezes menor do que as sessões à LASER. Rio de 2008. além dos resultados secundários. 2003. Diante de tantas vantagens a LIP acaba p. Borges FS. Dermatologia cosmética. Alam M. 2012. Epilação com São Paulo: Phorte. Laser em dermatologia – conceitos básicos e dos neste trabalho a respeito da redução de aplicações. laser e luz intensa pulsada. 2002.C. M.org/es/ técnica que mais se assemelha à LIP. intensidade. pelos e dos efeitos secundários resultantes Portal Educação. 6. Evidências. 2007. p. novas pesquisas científicas devem (LIP). Macedo FS.327-40. Laser em Biomedicina. 26-37 p. Romero D. br/estetica/artigos/7390/luz-intensa- pulsada-lip#ixzz2Gxm3vVL6. D r u m m o n d A M C . Barueri:Manole. durabilidade Eletroterapia: Práticas Baseada em e eliminação dos pelos. 2009. rados. 1. 5. luz intensa pulsada atende às expectativas 4. .107-12. In: Kitchen S. P. Campo-Voegeli. Serrano-Grau PA. Baxter. Torezan LAR.portaleducacao.com. de seu valor cobrado por cada Dermosifiliogr 100:351-361. 2006. a pulsada. conhecimento sobre esta técnica. Luz intensa pulsada da LIP. Disponível ser realizadas visando expandir melhor o em: http://www. Depilação a laser.actasdermo. Monteiro EO. [citado 2013 jan 2]. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. Rev. São Paulo: Atheneu. Janeiro: Elsevier Health Sciences. Acta bem como. Photodepilation. fotodepilacion/articulo/13138247/. Bazin S. Laserterapia de baixa propostas pela técnica de Fotodepilação.

através do qual se promove uma desintoxicação orgânica com o intuito de prevenir doenças e proporcionar um emagrecimento saudável. Na clínica pesquisada. Ao final dos tratamentos é feita uma reeducação alimentar que pode facilitar a continuidade na dieta saudável em casa. hidroginástica. Estética Integrale Biomedi- cina Esteta da Universidade Gama Filho Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma.** || Resumo O número de pessoas com sobrepeso podendo chegar à obesidade tem escalado significativamente. terapias complementares.especiariascosmeticas@gmail. um dos tratamentos é o chamado jejum terapêutico ou jejum de sucos. tornando-se uma preocupação de saúde pública. Márcia Deana Lawton.Sc. Palavras-chave: emagrecimento. melhorar a autoestima e proporcionar emagrecimento de forma saudável.24 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Investigação dos benefícios de modalidades complementares no emagrecimento por meio de dieta preconizada por Walzberg Cledi Ane Fernandes Kapiche*. drenagem linfática manual. D. com o objetivo de promover bem estar. Janete Alma Moussa.**. E-mail: contato. massagem relaxante ou redutora.Sc. com . caminhada em jejum. terapias alternativas e reeducação alimentar. Há várias clínicas que administram tratamentos complementares no Brasil. lavagem intestinal. tratamento fisioterápico e geoterapia. O emagrecimento é decorrente de uma diversidade de terapias como hidroterapia. Estética Integrale Biomedicina Esteta da Universidade Gama Filho. D. Pós Graduanda Lato Sensu em Estética. Há uma procura crescente dessas modalidades de terapia pelo fato de contribuírem na prevenção de doenças e de não prejudicarem a saúde. **Coordenadora do Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Estética.

há várias clínicas que processados em liquidificador ou centrífu- administram tratamentos complementares ga. which promotes an organic detoxification in order to prevent diseases and to promote a healthy weight loss. de sucos de frutas. sendo que a obesidade atingia 8. o ex. hydrogymnastics. acidente vascular cerebral. 13. No mundo. Os tratamentos complementares utili- nino. uma clínica de tratamentos naturais com diabetes. seus amigos ou parentes Orçamento Familiar (POF). such as hydrotherapy. melhorar a autoestima e facilitar o emagrecimento de forma saudável [3]. Instruction on healthy eating is done at the end of treatments so that continuity on a healthy diet can take place at home. || Introdução doenças.1% das mulheres adultas toxicação orgânica baseada em uma dieta e 18. o objetivo de alcançar o emagrecimento. luz solar e paisagem rela- que haja atualmente um bilhão de pessoas xante. Key-words: weight loss. doenças respiratórias do prevenir afecções da saúde e preservar ou tipo apneia e diminuição da autoestima. vegetais e hortaliças No Brasil.0% do sexo femi. Obesidade é um problema crescente O desenvolvimento deste trabalho sur- de saúde pública que afeta várias pessoas giu a partir da experiência profissional desta em diversas partes do mundo causando vá. estima-se que inclui ar puro. physical therapy and geotherapy.1% dos indivíduos período de tempo e sem danos a saúde. walking prior to breakfast. distúr. bios alimentares. intestinal lavage. There is an ascending inter- est in these modalities of therapies since they contribute to prevent diseases without causing negative effects on health. alcançaram o emagrecimento em curto cesso de peso afeta 41. There are many clinics that offer complementary and alternative therapies in Brazil aiming to promote well-being. improve self-esteem and lead to a healthy weight loss. Na melhorar sua estética corporal. tais como cardiopatias. A administração desta dieta de sucos no intuito de promover a saúde. Segundo os dados da Pesquisa de Segundo eles. atualidade está havendo uma epidemia com A clínica utilizada nesta investigação se tendência a pandemia. complementary therapies. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 25 || Abstract Investigation on the benefits of complementary therapies for weight loss using diet preconized by Walzberg The number of overweight people who become obese has significantly escalated and turned into a public health concern. healthy eating.2].9% na adolescência [1. no Brasil. manual lymphatic drainage. ências positivas de pacientes anteriores. após este pe- . The loss of weight occurs as a result of a diversity of therapies.9% zados nesta clínica promovem uma desin- dos homens. do sexo masculino e 40. A maioria dos pacientes que procura com sobrepeso e mais de 300 milhões de esta clínica vem influenciada por experi- indivíduos com obesidade [1]. relaxant or esthetic massage. mas também em países Paulo e dispõe de um ambiente terapêutico em desenvolvimento. não só em países localiza nas montanhas do interior de São industrializados. autora com pacientes que se internam em rias enfermidades. One of the treatments used at the chosen naturalistic clinic is called therapeutic fasting or juice fasting. prevenir as dura em média sete dias e. alternative therapies.

da internação. Europa em 1900 [4]. A biome. descritiva e exploratória. hipertensão massagem relaxante. associados à • Idade menor que trinta ou maior que dieta alimentar já descrita.11% domizados foi analisada antes e depois do total de pacientes. “Você pode ter saúde basta querer”. Foram entre 2005 e 2011 e que permaneceram excluídos os artigos de publicações não em tratamento durante dez dias. foram randomizados 100 prontuários atra. Destes prontuários 900 pa- cientes vieram especificamente para perda || Resultados de peso em dez dias. redutora e drena. Alfred Brauchle. Por se tratar de uma pesquisa de cam- Trata-se de uma abordagem quantitati. Foi feita uma considerando que os dados foram obtidos pesquisa de campo com investigação de a partir de anotações médicas. tais como hidroterapia. melhor descritos por Walzberg [4] no livro • Distúrbios metabólicos. 400 pa- na forma de frutas. va. PAD (pressão ar- . compõem o cinquenta anos. po realizada com prontuários médicos e. • Pacientes com qualquer condição de O programa complementar de Wal. hepatite. saúde afetada além da obesidade. Também se utilizam Critério de exclusão: hidroginástica. tabelas com valores médios dos 100 pron- nha. na Alema. sido publicados há mais de dez anos. doenças renais. do Dr. gem linfática manual. são reintroduzidos alimentos sólidos maior ou menor do que dez dias. arterial. Otto Todos os dados foram organizados em Buchinger e Dr. na Suiça. Foram selecionados artigos na base de Após autorização do diretor clínico e dados Scielo (Scientific Electronic Library administrativo. Do total de pacientes. pertencentes à área da saúde. caminhada em jejum. mas integrais. entre outras. verduras e alimentos cientes vieram para emagrecimento. zberg está baseado nas terapias do Dr. tratamento fisioterápico e aplicação de dolomita que. A biometria dos 100 prontuários ran- vés de sorteio. PAS vieram para emagrecimento num período (pressão arterial sístole). cardiopatias. Max Bircher Benner.26 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ríodo. 500 pacientes foram IMC (índice de massa corpórea). lhora de determinadas doenças tais como lavagem intestinal. o que corresponde a 11. os que tria dos prontuários foi analisada antes e mencionavam patologias e os que haviam depois da internação. Foram os pioneiros da naturopatia na tuários e estudados à luz da estatística. 2005 a 2011. Tais procedimentos são rior ou superior a dez dias. programa de tratamentos complementares • Tratamento recebido num período infe- da clínica citada. apresentavam distúrbios metabólicos e No período de dez dias são realizadas 1200 dos pacientes vieram para obter me- algumas atividades. câncer. foi feito um levantamento Online) e consultados livros publicados de prontuários de pacientes internados sobre Medicina Complementar. Os parâmetros observados Dos 3000 prontuários. não foi ne- 3000 prontuários médicos em uma clínica cessário o envolvimento de um Comitê de de tratamentos naturais no período de Ética de Pesquisa para a aprovação. A busca dos artigos aconteceu no período de || Material e métodos dezembro de 2011 a novembro de 2012.

91 mmHg.91 12. como o emagrecimento. seja na Os resultados obtidos nesta pesquisa prevenção.00 seja. Cardíaca Média Antes D. culino e 50% do sexo feminino.34 110.00 118. assistência à saúde do indivíduo.99 3.14 8.00 sem risco a saúde).00 ao final 110. P. A FC média inicial foi de 75.34 bpm 0.00 IMC PA SIS PA DIA Peso Altura F. . P.33 167.00 considerado sobrepeso moderado) e ao 160. antes D.34 79.34.75 PA SIS 118.07 8. PAS no início do tratamento foi em média 100. peso. e a final de 79.00 15.91 mmHg. Cardíaca 75.79 ( 180.00 final média 24. Resultados encontrados antes e depois dos tratamentos complementares Pesquisa com 100 pacientes   Média antes Média depois D. P.14 bpm.65 8.34 mmHg e ao final 110.07 F. Houve um aumento na FC por ser aferida após a caminhada matinal. 80.96 Altura 167.79 24. Depois na PAS e PAD mesmo estando entre o pa- drão da normalidade que de 120/80 mmHg (valor definido pela Organização Mundial da || Discussão Saúde).37 3.91 PA DIA 75. mas Modalidades de tratamentos comple- mantendo o valor dentro do padrão normal mentares incluem terapias que visam a definido pela OMS (de 60 bpm a 80 bpm). altura.00 81. com idade entre Gráfico I .01 13. sem feminino e 50% do sexo masculino. prejudicar a saúde e ainda com melhora Foram analisados a média e o desvio na qualidade de vida. ou 20.88 10. padrão de 100 pacientes no início e no final do programa de Walzberg. 50% dos o jejum de sucos pode obter resultados prontuários foram de pacientes do sexo positivos.Média de dados coletados dos 100 prontuários de pacientes antes e depois da aplicação do programa complementar de Walzberg.44 7. Tabela I . tratamento ou cura de afecções mostraram que o programa de Walzberg da saúde [5]. sendo 50% do sexo mas.Demostrativos dos resulta- 30 e 50 anos. uma diferença de 5 kg em ambos os sexos. Antes Os resultados mostraram uma queda Média Depois D.00 significativo em um período de 10 dias.00 média inicial de 86. FC (frequência com seu conjunto de terapias que incluem cardíaca) e DP (desvio padrão).38 8.00 PAD inicial média foi de 118.37 (esse valor é considerado 140. Podemos Resultados encontrados Antes e observar que o IMC no início do tratamento Depois dos Tratamentos Complementares complementar foi em média de 25.62 8.75 .38 mmHg e 60.14 Peso 86.54 71. depois IMC 25.27 e final de 75. O peso teve uma 40. Houve emagrecimento 120. dos encontrados nos 100 pacientes. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 27 terial diástole). P.

fatores sociais. proporcionando bolismo a queimar gorduras acumuladas. os dias. terapêuticas avançadas. vida das pessoas. Hipócrates percebeu condicionamento físico e prevenir algumas o valor do viver saudável como meio de doenças crônicas. Caminhada é uma das sistólica quanto diastólica em ambos os atividades que se pratica em jejum na sexos ao final de dez dias do programa de clínica pesquisada e tem como finalidade Walzberg [4]. de moléstias da saúde. Orienta-se a população a prevenção da doença e descobriu que a praticar exercícios para melhorar a qualida- aplicação do jejum terapêutico atua na cura de de vida e obter um emagrecimento [6]. da circulação sanguínea. Os antigos gregos já manter para sempre o corpo em atividade usavam. indivíduo que associa restrição alimentar ao A obesidade é complexa. multifato. A um equilíbrio na PA. tanto sem dificuldade. incluindo uma melhora nos hábitos A reeducação alimentar é considerada alimentares e um gasto maior de energia eficaz para se alcançar o emagrecimento. pois tribuir no emagrecimento. de sucos naturais. interdisciplinar. resultantes de A Organização Mundial de Saúde e pesquisas recentes [4]. deve visar a reeducação alimentar. exercício físico em geral obtém uma melhor rial resultante da interação genética e qualidade de vida e o desejado emagreci- ambiental. Seus ensinamentos Um dos métodos utilizados no ema- inspiram centenas de médicos a tratarem grecimento natural é o chamado jejum seus pacientes com esses métodos [3. de impureza. tem se demons. mento de forma saudável [3]. Sabe-se que a atividade Quando se faz a hidroterapia com ba- física faz com que percamos peso.4]. . (que ajuda a perder peso). O jejum de sucos pro- Considere que a obesidade e sobrepeso porciona uma desintoxicação orgânica que são condições de difícil manejo. acreditando que purificava o corpo [1. A hidroterapia atividade física e terapias complementares provém do vocabulário grego: Hydro (água) e que ajudam no emagrecimento e procurar therapeia (tratamento). vida. Abster-se de qualquer A prática de terapias complementares alimento sólido favorece a eliminação de leva ao emagrecimento adequado e sadio. porque nhos quentes e frios ocorre uma ativação gastamos calorias e estimulamos o meta. restaura e cura trado a importância da atividade física na várias afecções [4]. toxinas e gorduras. A água produz milagres todos Na última década. endócrinos.28 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 A naturopatia é uma ciência médica promover a saúde. agindo na beleza. facilitando um provados ao longo de milênios com técnicas emagrecimento mais rápido [4]. que pode 100 prontuários pesquisados que ocorreu ser praticada pela maioria das pessoas uma melhora na pressão arterial (PA). Já era utilizada Ministério da Saúde do Brasil atualmente por Hipócrates “pai da medicina” para preconiza atividade física para melhorar o curar seus pacientes. prevenir doenças e con- antiga e ao mesmo tempo moderna. O com atividades físicas [1].4]. econômicos. Faz-se leva ao emagrecimento sem consequências necessária uma mudança no estilo de negativas à saúde [7. Podemos observar nos caminhada é um exercício ideal. Em jejum ocorre alia os métodos naturais ancestrais com. metabólicos e psiquiátricos.4]. Os tratamentos com água possuem O tratamento deve ser multidisciplinar e um efeito sobre o sistema nervoso central. um gasto maior de energia. não basta só à redução do Banhos frios elevam o metabolismo basal peso.

Couto CR. Enfermagem. emagrecimento de forma saudável sem 5. Almeida T. 2.11(4):483-9. doenças crônicas não transmissíveis pode-se concluir que modalidades de tera. Rev Latinoam Enfermagem 2003. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 29 Quanto à frequência cardíaca. favorecer uma melhor Pensamento-Cultrix. lavagem intestinal. 1a ed. Na admissão. checagem final. Rev Nutr pias complementares como hidroterapia. S a q u y P L .24(4):575-84. Rio de Janeiro: Medsi. desintoxicação. reeducar práticas alimentares. Leal SS. com seu con. Dahlke R. Menta S. vitalidade e bem-estar da infância orgânica. Pedroso PRE. L e ã o R E . Rio de Janeiro: incentivar a atividade física e promover o Rocco. B u e n o M J . T r o v o M M . Coelho FC. haviam recém chegado da Santos BC. podem facilitar de recuperar a saúde.22(6):937-46. e da incapacidade funcional. || Conclusão 6.4]. obser. dieta de suco e caminhada em jejum facilita 3. alimentar na obesidade: adesão e Outro tratamento recomendado quando resultados antropométricos. Burini CR. Essa modalidade de no ensino público e privado: análise tratamentos vem sendo utilizado em várias do conhecimento dos acadêmicos de clínicas em todo o mundo. Ribeiro PPR. A lavagem intestinal associada à 2002. 2004. Obesidade e outros distúrbios meiros tratamentos realizados em seus alimentares. e acelera o emagrecimento [3. pesquisa. O programa de Walzberg. Terapias alternativas/complementares causar efeito negativo. . São Paulo: o emagrecimento. Você pode ter saúde basta proposto de promover uma desintoxicação querer. sexo feminino quanto no masculino poden- do ser explicada pela atividade física prévia || Referências à checagem da mesma. 1ª ed. Rev Nutr se faz terapia complementar é a lavagem 2011. 2004. 2004. Rocha COM. os pacientes estavam em repouso e na 1. 2ª ed. 2006. Amaral SFC. Rio de Janeiro: junto de terapias e dietas descritas nesta Gran Sol. Educação caminhada matinal. É um método milenar. demonstrou alcançar seu intuito 4. jejum de sucos naturais 7. qualidade de vida sem causar danos à vou-se uma elevação de valores tanto no saúde e melhorar a estética corporal. Fonseca intestinal. à terceira idade. pacientes. Atividade física para prevenção e tratamento das Diante dos resultados observados. S i l v a P J M . Walzberg C. Colonterapia. reeducação alimentar. usado por Hipócrates como uns dos pri- et al. O jejum como oportunidade e atividade física em jejum. rejuvenescimento. também MGJ. L e a l S F .

marketing.30 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Estratégias de divulgação utilizadas por empresas prestadoras de serviço Daniela Nolasco Bastos Vilaça de Resende*. E-mail: contato. Palavras-chave: estética.com . abordando questões referentes ao tipo de propaganda utilizada nos estabeleci- mentos e sua eficácia no alcance dos resultados corporativos por meio dessa ferramenta. the present study aimed to analyze the types of advertisement that has been used by professionals in the field of Aesthetics. marketing and advertis- ing are indispensable tools to beat the competition and to win new customers. Presidente do Sindicato Laboral das Esteticistas do Estado de São Paulo Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. questions regarding the type of advertisement used in the establishments and their effectiveness was measured. aplicado a 60 profissionais e analisados com base em seu conteúdo. *Graduada em Licenciatura em Educação Artística pela Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG. Key-words: aesthetics. Observando o uso crescente do marketing como ferramenta na obtenção de sucesso profissional. o presente trabalho teve como objetivo analisar quais os tipos de propaganda que vem sendo utilizados pelos profissionais da área de Estética. Os dados foram obtidos por meio de questionário aberto. Noting the increasing use of marketing as a tool in achieving professional success.especiariascosmeticas@gmail. Data were collected through a questionnaire applied to 60 professionals and analyzed based on their content.** || Resumo No atual contexto de globalização dos negócios e acirramento da competição.**Coordenadora e orientadora do curso de pós-graduação em estética da UGF (Universi- dade Gama Filho). claramente que a propaganda boca a boca continua sendo o meio de divulgação mais utilizado. Graduada em Es- tética e Cosmetologia pelo Centro Universitário Newton Paiva e Pós Graduada em Estética pela Universi- dade Gama Filho. D. We observed that word-of-mouth communication remains the most popular form of advertising. Foi possível auferir. Jeanete Moussa Alma. advertising. Pós-Graduada em Promoções e Eventos pelo Centro de Gestão Empreendedora – FEAD. a propaganda se tornou uma ferramenta imprescindível para vencer a concorrência e conquistar o cliente.Sc. || Abstract Advertising strategies used by service industry In the current context of globalization and increasing of concurrence among firms. esteticista. beautician.

Mundial [2].10]. a virada do milê- fação no cliente. Marketing é o processo usado para Assim como fez em muitos outros determinar que produtos ou serviços podem setores. Os consumi. cabo. entendida como consumo cultural. preocupação geral. A pele. intitulado “Miopia em marketing” num discurso que lança mão da questão revelou uma série de erros de percepção. marketing. peças publicitárias. distribuição e formas negócio. de promover. difundindo novos valores da cultu- foi um período de prosperidade na qual o ra de consumo e projetando imagens de governo trabalhou o marketing no apelo estilos de vida glamorosos para o mundo patriótico do consumo. especialmente via Internet [6]. estética e saúde. da economia americana e direcionando o Devido a todos estes fatores anterior- marketing à família padrão da época: pai. assim como 90 teve um forte impacto no mundo do a estratégia que se irá utilizar nas vendas. É uma forma gratuita à autoimagem [9. de forma oral ou escrita. que minante para o sucesso e continuidade . Em 2000. A autoestima e os cuida- mostrando a importância da satisfação dos dos estéticos estão cada dia mais ligados. a formulação de estratégias uma das principais formas de propaganda de marketing passou a ser um fator deter- utilizada pelos seus consumidores. beleza. Com o aumento e especialização da dutos. serviços. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 31 || Introdução relatam a outras pessoas a sua experiência pessoal com os mesmos [5]. com a imagem e a estética vem sendo A primeira grande mudança para o ma. O comércio eletrônico foi uma comunicações e no desenvolvimento do revolução na logística. Desta forma. surgiu o Marketing de fatores que a melhoram. Foi concorrência. A práti- rketing veio em 1960 por Theodore Levitt. gerindo relacionamentos nio assistiu à segmentação da televisão a lucrativos para ambas as partes [1]. empresas ou eventos. ganha e a concorrência era praticamente A televisão passou a veicular imagens de inexistente. line. e à democratização dos meios de comuni- cessidade dos industriais em administrar cação. também chamado de publici. ca do culto ao corpo coloca-se hoje como mais tarde intitulado o “pai” do marketing. mente citados. na revista Harvard Business classes sociais e faixas etárias. visando à retomada inteiro [7. à popularização da telefonia celular O estudo do mercado surgiu da ne. que causou uma transformação serção da rede mundial de computadores de um mercado de vendedores para um e um novo comportamento de compra on mercado de compradores. o avanço tecnológico dos anos interessar aos consumidores. uma crescente preocupação mãe e dois filhos [3]. os cabelos e um corpo bonito são Na década de 70. quan- boca-a-boca. Sua finalidade é criar valor e satis. A expansão econômica do novelas e filmes A sociedade foi induzida Pós-Segunda Guerra Mundial. a criar diferentes padrões de aparência e nhecida como Era de Ouro do capitalismo. de pagamento. porém não há pesquisas ou publica- dores não tinham qualquer poder de bar. a nova realidade resultante da Revolução Hoje o marketing é marcado pela in- Industrial. Tal realidade manteve-se corpos perfeitos através dos mais variados inalterada até fins da Segunda Guerra formatos de programas. que perpassa todas as Seu artigo. apoiada Review.8]. clientes [4]. do falamos em autoestima a relacionamos dade de boca-a-boca. ções a respeito de uma tendência principal. pro. também co.

o uso de técnicas de Objetivo propagação de informação tem se tornado cada vez mais comum. levando as pelas empresas prestadoras de serviços empresas a se adaptarem a um modelo estéticos podem contribuir para o des- relacional nas suas estratégias de ma. com questionários subjetivos e criar e destacar para o consumidor qual objetivos [18]. Diante de um mundo cada vez mais induz o profissional a entender com maior competitivo aliado à velocidade da troca de precisão os desejos e necessidades dos informações. Possuir produtos e serviços de alta || Material e métodos qualidade não tem sido o suficiente. um meio de comunicação e informação. por consequência. sua influência no momento da aquisição de .12]. A propaganda deixou de ser mercado. o presente Devido ao atual nível de complexida- projeto teve como objetivo avaliar quais os de do mundo dos negócios e a constante mecanismos e estratégias de divulgação mutação do mercado. campo. taque e permanência das mesmas no rketing [13]. visando resultados ciar-se na multidão é o que as empresas sustentáveis para empresa [11. Devido às mudanças no cenário da comunicação. e pesquisa de A mídia tem como objetivo divulgar. acreditamos que estu- trouxeram mudanças profundas no sistema dos para avaliação de recursos utilizados de comunicação de massas. a bibliográfica. livros. propaganda. pesquisa técnica.32 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 dos pequenos e médios empreendimen. Graças à rapidez e facilidade oferecida pela mídia. para funcionar cada vez mais como um Hipótese instrumento de venda. Sendo assim. utilizando sas ofertas de produtos e serviços em um as seguintes fontes: revistas científicas. As empresas devem satisfazer consumidores O trabalho adotou. Independente do ta- Métodos usuais para transmitir men. Os programas de fidelidade somados cer e se fidelizar no consumo dos produtos ao tratamento individualizado fortalece o oferecidos [16]. procedimentos e estratégias meios de comunicação que relacionem o que prendam o cliente ao negócio faz-se serviço oferecido quanto as suas caracte. As novas tecnologias Pelo exposto. manho do negócio. as empresas do vem sendo utilizados pelos profissionais segmento de estética estão percebendo a da área estética [14]. que escolhem a partir de diver. procuram. cada vez mais necessária [17]. agregado ao fato da socieda- clientes. rios recursos induzem o público a reconhe- tos. necessidade de divulgação de seus servi- ços e produtos com a finalidade de fidelizar Justificativa o cliente à marca. a utilização de técnicas sagens de propaganda incluem diversos de divulgação. atendendo-as com excelência e de ser extremamente áudio visual. rísticas e benefícios. visa mostrar a relevância da utilização da Estar próximo ao mercado e aos clientes. entre as formas de distintos. artigos entre outros. diferen- até antecipando-as. mercado cada vez mais competitivo [15]. esta pesquisa marca é a melhor opção a ser utilizada. vínculo do cliente que. seus meios de divulgação e entendê-los e satisfazê-los através de vá.

0% pelo marketing boca a boca e. Alguns autores. portanto.  mentos. são: boca a boca. folders.0% 60. . afir- mam que uma campanha boca a boca de % Propagandas utilizadas 100. como Dye [19]. boca dirigido. redes sociais. segundo o mesmo autor. publicitária. redes sociais e campanha sites. que promoviam algum sobre produtos e serviços (positivos ou tipo de propaganda em seus estabeleci. telemarketing. A decisão de termos um boca a a propaganda boca a boca é a mais podero. com os quais de pessoas conhecidas e 66% consideram tive a honra de conviver e deles receber essas informações recebidas relevantes importantes conhecimentos.0% 20. a imensa 70. revista. flayers. folders. 10. internet. panfletagem.0% disso. utilizadas pelos profissionais de estética jornal. Em nosso estudo foi possível observar liou 14 segmentos de propaganda sendo que as principais formas de propaganda elas: rádio.0% 40. A difusão de inovações acontece por servados no gráfico abaixo. 85% dos consumidores disseram que tiveram Agradeço a todos os professores da contato com produtos e serviços por meio Universidade Gama Filho. outdoors. flayers e panfletos. positivo e propositivo ainda sa fonte de informações dos consumidores é a melhor forma de propaganda. O u v is io C a td ã o pa r s v a le J is t a Parket al ca F l to s s c a ci e a ai s l r nf ing Fo aye d e der t R e nh a n le d m oo Bo s Si bo Te Rá m or le o || Conclusão s Re Te A comunicação nos dá a possibilidade || Discussão de interpretarmos fatos de maneira positiva ou negativa e as pessoas o fazem continu- Apesar de toda a tecnologia existente. Um terço dos Foram entrevistados 60 profissionais consumidores acredita que os comentários da área de estética.0% 0. ca.0% sucesso pode e deve ser planejada. De maneira geral a pesquisa ava. intermédio de determinados canais de co- municação. sites. amente. Os resultados podem ser ob. Em estudo promovido pela Accenture || Agradecimentos realizado no ano de 2010. no Brasil. mostrado que 30% dos consumidores acre- ditam que as mídias sociais aumentam seu || Resultados conhecimento e influenciam suas opiniões sobre produtos oferecidos.0% erra ao não trabalhar essa possibilidade de comunicação. televisão.Relação das propagandas flui de um indivíduo ou organização para utilizadas pelos profissionais de estéti. o meio pelo qual a mensagem Gráfico 1 .0% maioria das indústrias lida com produtos 50. outro. negativos) interferem em suas decisões. Foi de- do cliente. Além 90.0% 80. como também a fidelização para suas decisões de compras. brasileiros sobre produtos e serviços. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 33 algum produto.0% cujas vendas podem ser influenciadas 30.

no 25/ no comportamento do consumidor. O que é marketing. Rio de Janeiro: Campus.bocc. midiático no mundo da beleza: como as 6. Afinal. 2002. [citado 2013 2000. São Paulo: Cambridge. Marketing: Administrando Business Review 1960. Nilson G. A evolução esteticistas adquirem os seus produtos do pensamento de Marketing: uma cosméticos. Dye R. 3. Silva KS. Zaltman G. 1995. Salvador. 1986. Cruz PP. violência e Disponível em URL: http://estatico. Poder 2008. 2002. Segmentação de Mercado. Weinstein A. Harvard Business Review 2000. Rio de Janeiro: 1. HSM Management 8. O culto ao corpo. 2011.com. The buzz on buzz. [citado 2003 Maio 2013]. 11. 18. Brasiliense. São Paulo: Record. Nacional de pós-graduação e Pesquisa 16. Arizona: e a gerência de marketing. Perin MG. 4. Berger M.22:14. Miranda CMC.br/ 19. Botelho D. . O comportamento do consumidor century political thought. M c K e n n a R . Disponível em URL: http://www. Miopia em marketing. Harvard 13. Fae Business contam e os concorrentes não sabem. Disponível em uso de métricas de marketing. no século XX. Camargo O. 2002. um estudo de caso em uma empresa 7. Ball T. Arruda DMO. Mídia e o culto à beleza do varejista em Picos/PI. Sampaio CH.br Highlights. Pupo FP. Costa MLRB.pt Pensamento Contemporâneo em 14.brasilescola. Propaganda ‘boca a boca’ 9. Alma JM. The Cambridge history of twentieth. Cobra M.ubi. corpo.38:24-47. Fazendo gênero – corpo. Giglio E. e serviços. 2003. amcham. Richers R. Disponível 17. é principal fonte de informações dos Culto ao corpo: as influências da mídia consumidores brasileiros sobre produtos contemporânea marcando a juventude. 12. Levitt T. Um resumo do percurso do querem? O que os consumidores não marketing brasileiro. A s c i n c o r e g r a s d o em URL: http://www.11:56-80. Piauí: UFPI. [citado 2013 Maio 21]. Luce FB. Revista URL: http://www. Pardo ER. 5. análise do corpo doutrinário acumulado 15.com novo Marketing.8:1-8. Revista Rumores 2011(2). A civilização das formas: o corpo como valor. Encontro da Associação São Paulo: Atlas. A influência da propaganda em Administração. Pioneira. Conhecimento e [citado 2013 Mai 28]. O mundo Administração 2011. Goldenberg M.78(6):139-46. Jun 4]. 1996. Leal GM. Amcham minosoft. 4:28-32. desafios e gerando necessidades.com. o que os clientes 2. 2002.34 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Referências 10. Fonseca AO.

Universidade Álvares Penteado FECAP/SP. A lâmpada de Wood é um equipamento que faz a ampliação visual da pele. de forma a proporcionar um melhor planejamento do tratamento.** || Resumo No Brasil. como requisito para conclusão do curso de Estética Integral Endereço para correspondência: Elisangela Favero. É um instrumento que facilita o diagnóstico da saúde e/ ou doenças da pele. é natural que as pessoas se exponham com maior frequência às radiações solares. aliada ao crescimento e aprofundamento educacional. crescendo significativamente o número de casos de manchas hipercrômicas em geral. O estudo foi realizado através de um questionário composto de 10 questões de múltipla escolha. que foi respondido por 180 esteticistas. um país de clima tropical.Artigo científico apresentado ao Programa de Pós-Graduação Latu Sensu da Universidade Gama Filho de São Paulo. Palavras-chave: lâmpada de Wood. Jeanete Moussa Alma. Com o aquecimento global teremos maiores temperaturas e as estações do verão serão mais longas. consequentemente a suscetibilidade dos indivíduos a hipercromias aumentará. **Coordenadora e orientadora do curso de pós-graduação em estética da UGF (Universidade Gama Filho).com . Devido à regulamentação da profissão. *Administradora. D. hipercromias. Este estudo tem como objetivo verificar o nível de conhecimento da profissional esteticista acerca da utilização da Lâmpada de Wood na avaliação de hipercromias. avaliação.Sc. elisangelafavero@hotmail. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 35 ARTIGO ORIGINAL Avaliar o nível de conhecimento da profissional esteticista acerca da utilização da lâmpada de Wood na avaliação de hipercromias Elisangela Favero*. a saber como utilizar métodos e instrumentos que sejam adequados às suas responsabilidades e à sua condição legal. e pelo qual se obtém conclusões sobre a condição da mesma. Presidente do Sindicato Laboral das Esteti- cistas do Estado de São Paulo . a esteticista se obriga cada vez mais.

micas em geral [1]. a country of tropical climate. Pode-se através do diagnós- tibilidade dos indivíduos à hipercromias tico com a lâmpada determinar se uma aumentará. evaluation. É um instrumento que avaliação estética para o resultado do trata- facilita o diagnóstico da saúde ou doenças mento. significantly increasing the number of cases with hyperchromic spots in general. Na Neste sentido podemos citar a Lâm. com o pico em 365nm. opaco a todas as luzes. the people expose themselves more frequently to solar radiations. Esse filtro é vez mais saber utilizar métodos e instru. Com doença. and allows to closely look at the skin. Due to professional regulamentation. consequentemente a susce. in order to provide a better treatment plan. um país de clima tropical. allied to the educational increase and deepening. com 9% de óxido de níquel. de forma a proporcionar um melhor planejamento do tratamento [3]. consequently the susceptibility of individuals to hyperchromia will rise. a esteticista se obriga cada denominado filtro de Wood. the beautician forces himself/herself more and more to know how to use methods and instruments that are adequate to his/her responsibilities and his/her legal condition. área da dermatologia e estética. || Introdução da pele. anormal [2]. pele. pois não existe uma diferença no- o aquecimento global teremos maiores tável a olho nu entre a coloração normal da temperaturas e as estações do verão serão pele e a área de pigmentação epidérmica mais longas. nm e 400 nm. crescendo significativamente alteração encontra-se em nível epidérmico o número de casos de manchas hipercrô. With the global warming we will have higher temperatures and the summers will be longer. geradas radiação ultravioleta de onda longa que ela pelo excesso de produção de melanina [2].36 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Abstract Knowledge assessment of a beautician regarding Wood´s lamp use in hypercromia evaluation In Brazil. como exemplo de um de Wood pode ser utilizada nas desordens equipamento que faz a ampliação visual da de pigmentação [2]. It is an instru- ment that facilitates the health and/or skin diseases diagnoses. as the equipment amplifies the skin. este estudo tem como objetivo ava- . A lâmpada de Wood foi descoberta As hipercromias são alterações cutâ. educacional. The Wood’s Lamp is an example. which was responded by 180 beauticians. This study aimed to assess the knowledge of beauticians regarding Wood’s lamp use in hypercromia evaluation. Key-words: Wood’s lamp. faz é gerada por um arco de mercúrio de Devido à regulamentação da profissão. This study was carried out using a questionnaire composed of 10 multiple choices questions. hyperchromia. No Brasil. alta pressão através de um filtro feito de aliada ao crescimento e aprofundamento silicato de bário. em 1903 por Robert Wood. onde se obtém conclusões sobre a Visando a importância de uma boa condição da mesma. a lâmpada pada de Wood. ou dérmico [2]. é Em primeiro lugar é necessário avaliar natural que as pessoas se exponham com qual camada da pele que fora atingida pela maior frequência às radiações solares. exceto às que se mentos que sejam adequados as suas situam no comprimento de onda entre 320 responsabilidades e sua condição legal. A emissão de neas na coloração normal da pela.

Porcentagem sobre o ní- direcionamento das respostas. Lâm- pada de Wood e sua utilização na avaliação de Atua Não atua hipercromias.Porcentagem de profissio.Porcentagem do nível de for. vel de conhecimento da Lâmpada de A partir dos questionários coletados. Fonte: Dados agregados pela autora. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 37 liar o nível de conhecimento da profissional Gráfico 3 .Porcentagem de profissio- esteticista acerca da utilização da Lâmpada nais esteticistas que atuam no trata- de Wood na avaliação de hipercromias. || Material e métodos 43% 57% Foram aplicados 180 questionários. Não responderam Não souberam responder Gráfico II . Wood. mação das profissionais esteticistas. Não houve nenhuma orientação prévia. Importância 0 Importância 5 nais esteticistas que atuam na área de Importância 6 Importância 7 estética facial. con- tendo 10 questões de múltipla escolha. entre elas o conhecimento sobre hipercromias. em São Paulo em setembro de 2012. nem Gráfica 4 . em evento Internacional realizado Fonte: Dados agregados pela autora. Foi aplicado com profissionais esteticistas. 25% 75% Atua Fonte: Dados agregados pela autora. Fonte: Dados agregados pela autora.Porcentagem sobre a im- 13% portância da utilização da Lâmpada de Wood. 33% 39% 26% 29% 4% Livre Tecnólogo 8% 2% 18% 4% 3% Pós graduação Técnico Graduado 6% Fonte: Dados agregados pela autora. foi possível avaliar o nível de conhecimento 31% da profissional esteticista acerca da utili- zação da Lâmpada de Wood na avaliação 69% de hipercromias. 2% 13% Gráfico 5 . mento de hipercromias. || Resultados Conhece Não conhece Gráfico I . .

Côrrea GM. nota-se que muitas já ouviram falar.85:65-71. Rangel GB. Cucé LC. Importância 6 Importância 8 Diante do resultado observado. 2010. Tratamento eficiente é necessário uma boa avaliação de hipercromia pós-inflamatória com e através da lâmpada de Wood pode-se diferentes formulações clareadoras. determinada doença. Manual de Dermatologia. . Pinheiro JCA. Métodos objetivos para comprometendo a eficácia nos resultados análise de estudos em dermatologia dos tratamentos. analisar a real validade dos sição e utilização. 2001 em seu estudo que para um tratamento 3. o que não é possível portância de uma boa avaliação para o a olho nu. apesar Fonte: Dados agregados pela autora. resultados. 2. distinguir a camada da pele afetada por Infarma 2005. Gonchoroski DD. Gonchoroski e Côrrea [3] afirmam 2ª ed.43% destas profissionais utili- zam a Lâmpada de Wood na avaliação de Ao tentar analisar se as profissionais hipercromias. São Paulo: Atheneu. propor- cionando uma avaliação eficaz. podendo ser 3% 6% associada a outros métodos de avaliação.38 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Gráfico 6 . Neto CF. Azulay [1] também defende que a lâm- 20% 1% pada de Wood é um método de extrema 1%0% importância nos estudos. 67% 2% A Lâmpada de Wood é um equipamento de grande utilidade e baixo custo. Azulay MR. É de extrema importância que a Conclui-se que a profissional esteticis- esteticista esteja atenta e crítica aos ta não conhece e não utiliza a Lâmpada de trabalhos existentes e procure saber quais Wood na avaliação de hipercromias. Azulay esteticistas na avaliação de hipercromias. || Discussão apenas 31. pode- Importância 9 Importância 7 -se constatar que das 180 esteticistas Importância 0 Importância 10 que responderam ao questionário. mesmo foram os métodos de avaliação utilizados. An Bras Dermatol são realizados sem uma avaliação concisa. Cuzzi T. sendo este um equipamento de fácil aqui- para assim. esteticistas utilizam a lâmpada de Wood. mas || Conclusão 31% não conhecem o instrumento.Porcentagem sobre a im.17:84-88. resultado do tratamento. de 67% acharem importante uma boa avaliação para o resultado do tratamento. Este estudo mostra que apesar de sua || Referências grande importância. DR. a lâmpada de Wood não é muito utilizada por profissionais 1. já que vários protocolos cosmética. pois cada patologia dérmica tem suas características Não responderam Importância 4 específicas detectadas sob a luz.

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 39 ARTIGO ORIGINAL Reeducação alimentar. Jeanete Moussa Alma** || Resumo A obesidade é um fenômeno endêmico de nosso século. esse foi aplicado três vezes por semana nos grupos pertinentes.com . Conclusão: O trinômio que visa qualidade de vida. Resultados: Grupo I observou-se perda de peso e medidas. mulheres entre 30 e 40 anos com sobrepeso segundo índice de Quetelet ou IMC. atividade física e tratamento estético combinado e isolado. Os protocolos de dieta alimentar e atividade física foram desenvolvi- dos durante quatro semanas. houve perda de peso. abdômen. *Nutricionista.especiariascosmeticas@gmail. não houve variação no peso e medidas. dieta. emagrecimento. o que não se nota quando aplicados isoladamente. Quanto ao tratamento estético. exceto aos finais de semana. Discente do Curso de Pós Graduação em Estética Integral da Universidade Gama Filho – UGF. propomos investigar os efeitos da reeducação alimentar. Palavras-chave: perda de peso. também foram tomadas as medidas de cintura. E-mail: contato. através da perda de peso e diminuição de medidas. Foram distribuídas em quatro grupos. Grupo IV. com aplicação diária. quadris e coxas. mas não de medidas. Grupo III. Grupo II (mulheres submetidas a dieta alimentar). mostra-se atendido no Grupo I. baratas e factíveis tem ocupado vários profissionais que acabam por aplicar protocolos diferenciados. não houve perda de peso no entanto observou-se perda de medidas. tratamento estético. Todas as participantes foram devidamente pesadas antes do inicio dos protocolos e ao final da ultima sessão. Buscar alternativas seguras. Grupo III (mulheres submetidas a atividade física) e Grupo IV (mulheres submetidas a tratamento estético). a saber: Grupo I (mulheres submetidas a dieta alimentar. saúde e beleza. ou seja. autoimagem e beleza invariavelmente são comprometidos por esta patologia. atividade física e tratamento estético). na combinação de procedimentos. ** Professora Doutora. suas consequências podem ser observadas no âmbito individual e coletivo. Grupo II. Problemas de saúde. Metodologia: Participaram deste ensaio. atividade física e tratamento estético de forma combinada e isoladamente como estratégias de combate a esse quadro bem como na melhora da remodelagem corporal. Neste estudo. atividade física. Todos os resultados foram tabulados e estudados a luz da estatística. Todas assinaram o termo de esclarecimento e consentimento. Coordenadora do Curso de Pós Graduação em Estética da Universidade Gama Filho .UGF Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. na remodelagem corporal Lucia Leal*.

A alimentação do indivíduo reflete seu tam obesidade ou sobrepeso comprometem estilo de vida. Group IV. condição na a obesidade e consequentemente melhorar qual o gasto energético supera o consumo os contornos corporais [4]. neste sentido as dietas alimentares. Group III. are sucessfull shown in Group I. by weight loss and measures reduction. || Introdução Parece nos desejável associar uma serie de técnicas na tentativa de maximizar O conceito de modelagem corporal está os resultados de uma boa modelagem cor- intrinsecamente ligado a Imagem Corporal poral. causam problemas de ordem individual Lazzoli [6] nos alerta quanto à dife- e coletiva á saúde além de comprometer os rença entre perder peso e perder gordura. Obviamente. abdomen. Group II (women undergoing diet). physical activity and aesthetic treatment). no significant variation in the weight and measurements. which does not noticed when applied alone. physical activity. but there was no weight loss of measurements. por esse motivo po- e ideais [2]. Conclusion: The triplet aimed quality of life. were also taken measures of waist. e imprime no seu corpo os esses contornos considerados harmônicos reflexos da sua dieta. Looking for safe alternatives. Key-words: weight loss. physical activity and aesthetic treatment combined and isolated in reshaping Obesity is an endemic phenomenon of our century. de vida. physical activity and aesthetic treatment alone and in combination as strategies to combat this situation as well as in the improvement of body reshaping. principalmente sociais [1]. diet. saúde e beleza. indivíduos que apresen. All participants were duly weighed before the start of the protocols and at the end of the last session. Health problems. Group II. Results: Group I was observed and measured weight loss. self image and beauty are invariably compromised by this disease. Muitos procedimen. its effects can be observed at the individual and col- lective level.40 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Abstract Eating habits reeducation. All signed the cconsent protocol. Além disso. a exercício físico e tratamentos estéticos contornos corporais desejáveis segundo podem corroborar com o trinômio qualidade critérios. Methodology: Participated in this trial overweighted women 30 to 40 years old. All results were tabulated and studied the light of statistics. Group III (women undergoing physical activity) and Group IV (women undergoing cosmetic treatment). que os indivíduos possuem. Aesthetic treatment was applied three times a week in the relevant groups. conceitos de beleza [3]. . magro ou muscu- explorar ambientes e se exercitar livremen. ou seja. health and beauty. no weight loss was observed however loss in measurements. In this study we propose to investigate the effects of nutritional education. inexpensive and feasible has occupied several professionals who end up applying different protocols. with daily application except at the week-end. aesthetic treatment. te. hips and thighs. Para conseguir a diminuição da massa tos são utilizados por diversos segmentos adiposa é necessária à existência do da área da saúde. The protocols of diet and physical activity were developed for four weeks. thinning. o sobrepeso e a demos supor o tipo de alimento ingerido obesidade comprometem a capacidade de por um individuo gordo. na tentativa de combater balanço energético negativo. Were divided into four groups namely: Group I (women undergoing diet. loso [5]. with the combination of procedures. de energia.

atividade física e o tratamento estético. abdômen. a e obesidade. devendo massa magra e redução de massa adiposa. Só a musculação tor. redu- efeito redutor da adiposidade imposto pela zir 5 kg. quadris. em o trabalho de peso deve ser acompanhado programas que visam a perda de peso e de exercício aeróbio e dieta adequada para medidas de cintura quadris e coxas afim a melhora geral da composição corporal e de buscar o equilíbrio no trinômio qualidade tonificação muscular. forma compensatória. não será o suficiente. O processo de reverter sobrepeso Investigar a reeducação alimentar. nará os músculos densos e fortes. com o surgi- posição corporal é outra. juntamente com o programa de a densidade e o volume da massa mus. sume em “o que fazer”. dará sua composição corporal de maneira tas facilita a adesão ao controle alimentar significativa. na cular e diminuir o excesso de gordura qual questionaremos a real contribuição corporal [8]. Desta forma. realizar aumento na ingestão calórica de ocorrerá perda de peso corporal. muitas vezes. baseada em conta- déficit energético do que o exercício físico. Por. Cada nutriente tem a sua e garante maior sucesso na manutenção da devida função e característica. É mas isoladamente. Na verdade. as medidas de avaliaremos os efeitos da dieta alimentar. caracterizando no apoio aos tratamentos sidade e volume. o exercício em associação com die. de vida. Isto. a luz de para emagrecimento – ativamento de cir- uma balança antropométrica. Segundo estudiosos. No presente ensaio investigativo. resultado a luz da balança. segundo Peres [8]. atividade aeróbia associada dieta é muito mais eficiente em produzir a uma dieta restrita. Muzy [5] declara que a Para isso. devemos sempre preservar a massa a intervenção. saúde e beleza. parte do princípio que nutricional. perdendo gordura. preferencialmente prescrita estéticos. 50 kg ou 100 kg de gordura cor- atividade física somente é perceptível com poral. Para Guimarães [7]. Com a dieta mento de novas terapias em tratamentos apropriada. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 41 Estudos indicam que sem o controle No entanto. ser distribuído na dieta de cada pessoa de Como já dizia Guimarães [7]. tendemos a aumentar estéticos. porém. perder maneira individualizada. mas principalmente de forma isolada e combinada na remo- “como fazer”. assim. as dietas hipocalóricas uma programação que poderá até lhe dar podem causar perda de massa magra. muito embora a pessoa esteja celular. argiloterapia no tratamento corporal. delagem corporal a fim de contribuir para . não ocorre culação sanguínea – prevenção de gordura uma modificação expressiva na variável localizada – ajudando no ciclo da renovação ponderal. peso é uma situação e modificar a com. magra da pessoa [8]. o possível Independentemente do objetivo. glúteos e coxas é o atividade física e tratamentos estéticos grande vilão das mulheres. e deladora é uma descoberta que vem se treinamento correto com a devida inten. gem de calorias. a gordura tenderá a continuar lá incomodando Objetivo e dando um aspecto de flacidez apenas menor. observou-se que a malha mo- por uma nutricionista especializada. não se re. mas não mu- tanto. de forma combinada e isoladamente. a população obesa tende a ingerindo menos calorias do que se gasta.

coxas e glúteos Quetelet ou IMC (25 a 30 considerado risco com gel sanitizante. ponibilizada e explicada a dieta da semana exceto aos finais de semana. Realizar a biometria após preparar a Grupo Características Amostra pele – proceder o desintoxi metabóli- Dieta co – argila vermelha diluída com água I atividade física 2 filtrada em solução de hortelã + piperita tratamento estético no preparado estimulante. Esfoliar com creme esfoliante de guaraná esclarecimento e consentimento antes do e arnica. Acreditamos que em curto prazo a dieta se mostre mais eficaz do que a atividade O protocolo para o tratamento estético física e tratamento estético combinado. a saber: IV. subsequente.Grupo III horas no período da manhã. Passar o frapê de hortelã e deixar agir Foram distribuídas em quatro grupos. III. para os grupos I e II e será alterada vidade física foram desenvolvidos durante semanalmente. restringe-se foi aplicado três vezes por semana nos a caminhada em esteira elétrica durante 1 grupos pertinentes. com aplicação diária. com valores energéticos de 1200 Os protocolos de dieta alimentar e ati- kcal. Todas as participantes hora (60 minutos) – todos os dias – com foram devidamente pesadas antes do inicio exceção dos finais de semana para os dos protocolos e ao final da ultima sessão. Grupo II somente a malha e ficar por mais 4 (mulheres submetidas à dieta alimentar). Grupo I (mulheres submetidas à dieta alimentar. esse Quanto à atividade física. lha dermo modeladora VI. ƒƒ 10 minutos de caminhada moderada ƒƒ 40 minutos de caminhada acelerada Hipótese ƒƒ 5 minutos desacelerando + caminhada moderada 3 minutos + 2 minutos lenta. Todas assinaram o termo de II. Grupo IV VIII.qualidade de vida ƒƒ 5 minutos de caminhada lenta – saúde e beleza. abdômen. toda sexta feira. será dis. quatro semanas. Quanto ao tratamento estético. quadris e coxas. Higienizar o abdômen. Em seguida tomar banho – recolocar atividade física e tratamento estético). A dieta alimentar (anexo II) será pa- drão. VII. e recolocá-la para dormir. II Dieta 2 V. Todos . por 3 minutos. Proceder com a aplicação do preparado III Atividade física 2 estimulante ocluindo com filme osmóti- Tratamento estético ma- IV 2 co + malha dermo modeladora. moderado). (mulheres submetidas à atividade física). Deixar agir por 40 minutos. inicio do estudo. Ficar sem a malha no período da tarde (mulheres submetidas à tratamento estético). segundo orientação abaixo: também foram tomadas as medidas de cintura.42 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 a melhora do trinômio . grupos I e III. A sequencia de || Material e métodos procedimentos foi também padronizada segundo descrito abaixo: Utilizou-se 8 mulheres entre 30 e 40 anos com sobrepeso segundo índice de I. restringe-se a Argiloterapia e uso da malha lycra dermo modeladora.

Amostra Amostra Peso s/a Peso 85 / 85 70 / 70 Cintura 1. Sabendo-se que perder CINTURA 81 / 79 90 / 89 peso é a maior parte perda ponderal de ABDOMEN 92 / 91 102 / 100 líquido e massa magra.5 cm Coxas 65 / 65 69 / 69 Tabela IV .Perda de peso e medidas do Grupo III. Tabela VI . que não traz resultados eficientes. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 43 os resultados foram tabulados e estudados Tabela V . Amostra Amostra Peso s/a Peso 84 / 81 80 / 78 Cintura s/a Cintura 88 / 88 91 / 91 Abdomen s/a Abdomen 99 / 99 98 / 98 Quadris s/a Quadris 107 / 107 100 / 100 Coxas s/a Coxas 69 / 69 56 / 56 Tabela VIII .Valores absolutos para Tabela II .Valores absolutos para Tabela III . . Grupo II.Valores absolutos para Tabela I . Amostra Perder peso definitivamente não é igual PESO 73 / 73 80 / 80 a perder gordura. fica notório perce- QUADRIS 100 / 99 114 / 112 ber que em tratamentos estéticos – físicos COXAS 62 / 61 65 / 63 – nutricionais devemos desconsiderar o peso da balança. Grupo III.5 cm Abdomen 104 / 104 92 / 92 Quadris 2 cm Quadris 108 / 108 111 / 111 Coxas 1.5 cm Cintura 96 / 96 80 / 80 Abdomen 1. I.Perda de peso e medidas do Grupo IV. Grupo I. Amostra || Resultados Peso 2. Amostra Amostra Peso 2 kg Peso 71 / 67 49 / 46 Cintura s/a Cintura 80 / 76 73 / 69 Abdomen s/a Abdomen 97 / 90 87 / 82 Quadris s/a Quadris 108 / 100 95 / 92 Coxas s/a Coxas 70 / 65 55 / 52 Tabela VII .Perda de peso e medidas do || Discussão Grupo IV.Valores absolutos para Grupo a luz da estatística.5 kg Cintura 4 cm Abdomen 6 cm Os dados referentes ao peso e medi- Quadris 6 cm das foram coletados e organizados segundo Coxas 4 cm as tabelas abaixo.Perda de peso e medidas do Grupo II.

6. Avaliação da imagem corporal em nuição da ansiedade. mostra-se atendido no grupo emagrecendo. Peres R. mento estético facilita a adesão ao controle 3. condição na aptidão física. Oct. a adequação da terapia 1. Disponível em URL: http:/www. no Grupo III não houve 7. Entendendo/elaborando um programa cem responder satisfatoriamente de forma alimentar. Programas adequados e foram aplicados de forma isolada. Palma A. Conclui-se que os tratamentos pare.com. 1997.3(4) no. 2009. inadequados para redução de peso. significa estar em dieta.4 Niterói constatada. que visa qualidade de vida. Portanto. 2012. Santos TM. Jorge Z. B r o w n e J . te medidas. Silva MP. Psychol O trinômio. Hipertrofia muscular: balanço energético negativo. 2006. Rev minuição de peso e de medidas não foi Bras Med Esporte 1997. I que associa tratamentos estéticos. Santarém JM.muito menos quadril e coxa. Are you ready? alteração e no grupo IV diminuiu-se somen. Acta Med Port da massa adiposa./Dec. Muzy PC. adequada e conscientizada traz uma dimi. Rev Bras Ciênc Esporte 2012. saúde e beleza. Obesidade manutenção da massa magra e redução e qualidade de vida. Estratégias nutricionais combinada o que não ocorre na forma específicas. [citado 2012 jul 1]. reedu- superperformance.12:737-51. Com isso. M c g e e H M . isolada. Para conseguir a diminuição da mas.[on line]. cação alimentar e atividade física.44 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Retirar o hábito da cliente a não se || Referencias pesar é um trabalho árduo de conscienti- zação. sa adiposa é necessária à existência do 2. Nobre alimentar e garante o maior sucesso na EL. o exercício físico em www. sendo que no Grupo II perdeu. Murão. no fitness na cidade do Rio de Janeiro. [on line] Disponível na Internet. Chambel P.19:247-50. 4. De Castro JJ. O ‘ B o y l e || Conclusão CA. Health 1997. Estar passando fome não e diminuição da circunferência de cintura. Vilhena LM.com/saude/musvida/ associação com dietas e utilização de trata- hptrofiq. Conceptual approaches to theassessment of quality of life. Viva em dieta viva melhor.htm.blogspot. 8. {citado 2004 maio 7].saudetotal. Peres R. URL:http:// de energia. Treinamento/exercícios.br. à di. quebra regras antes professores de educação física atuantes utilizadas sem resultados. através da perda de peso 5.34(2). saúde e qualidade qual o gasto energético supera o consumo devida. Domingues A. Guimarães W. . -se somente peso. American College of Sports Medicine Já os grupos onde os tratamentos Position Stand.

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 45 ANEXO I Critérios de exclusão Diabético insulino dependente com medicação de 4 a 5 x/dia.s. hipertrigliceridemia.200 kcal antioxidante (2a semana) Musli suíço: 1 maçã verde picada + 1 colher de sopa de aveia + 1 c. de arroz integral 1 filé de badejo assado com azeite extra virgem e ervas frescas Lanche da tarde 1 barrinha de proteínas Whey Bar (Probiótica sabor chocolate) Salada mista (1 sardinha sem pele e sem espinhos com salsão.s. Hipercolesterolemia. de nozes + Café da manhã 1 colher de chá de mel + 2 c.s. Hipertensão arterial grave 22/13. Alcoólatras. de iogurte natural + suco de 1 laranja lima 1 xícara de chá verde Lanche da manhã Suco antioxidante: (1 copo de 300ml: bata 1 maçã + 2 cenouras + 1 talo de salsão + 1 pedaço pequeno de gengibre com 1 copo de água mineral e coe) 2 c. ANEXO II Dieta de 1. de Prodemix Ceia 1 xícara de erva mate gelada + limão + 1 Cream Cracker light ANEXO III Dieta de 1. insuficiência cardíaca. Cardiopatias: arritmia. de espinafre refogado com azeite extra virgem + cebola + alho + sal (ou Almoço shoyo) 3 c. s.s. Fumantes. Disfunção da tireoide.200 kcal para atividade física (1a semana) 1 copo de água + limão (metade água + metade limão) em jejum 1 fatia de melão Café da manhã 1 fatia de pão integral + 2 claras mexidas + 2 fatias de blanquet de peru 1 xícara de café + leite 0% lactose (Ades) + adoçante suclarose Lanche da manhã 1 squeeze de erva mate gelada Salada de alface + tomate + pepino 1 porção de legumes (3 colheres de sopa escolher entre –chuchu–abobrinha e Almoço brócolis) 2 colheres de sopa de arroz integral + 1 colher de sopa de feijão 1 filé de frango grelhado ou 2 pedaços de frango cozido ou 1 ovo cozido Lanche da tarde 1 barrinha de proteína Whey Bar (Probiótica sabor chocolate) Jantar 1 copo de 250ml de água + 2 medidas de diet shake + 3 c. macã verde e erva Jantar doce cortados em cubos temperados com limão e shoyo e mel) Sopa de legumes com aveia Ceia 1 xícara de chá de gengibre .

você é o que você come! 7* determinação + disciplina = sucesso! 8* bom treino e muita performance! . bebidas gaseificadas e alcoólicas. 6* o que os olhos não veem o estômago não quer. 3* proibido: doces. refrigerantes.200 kcal para perder abdomen (3a semana) Café da manhã 1 prato fundo de frutas (melão + mamão + morango + uva vermelha) Lanche da manhã 1 pote de iogurte light com ou sem sabor 1 prato de salada crua 1 xícara de chá de legumes refogados Almoço 1 filé grelhado (ave ou pescado) Gelatina de algas diet Lanche da tarde 1 fatia de pão light + queijo minas 1 copo de suco de frutas (laranja ou acerola) 1 prato de sopa de legumes com frango desfiado Jantar 1 fruta (maçã/ pera ou pêssego) Ceia Gelatina Diet batida com iogurte desnatado ANEXO V Dieta de 1. 4* tempere a salada com aceto balsâmico cremoso e azeite extra virgem. 5* não pular refeições. 2* beber de 1 a 2 litros de água/dia. somente após/mastigar bem os alimentos.46 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 ANEXO IV Dieta de 1.200 kcal para definicão muscular (4a semana) 1 fatia de mamão papaya Café da manhã 1 mix de 2 claras mexidas + peito de peru + 2 torradas integrais Lanche da manhã 1 barrinha de proteínas Whey Bar (sabor chocolate) Salada de rúcula + alface americana + tomate cereja Almoço 2 peitos de frango grelhado + linhaça dourada + gergelim preto 1 fatia de abacaxi Lanche da tarde 1 medida de Whey Protein + água Salada mix de folhas á vontade Jantar 1 porcão de sardinha enlatada Ceia Chá de gengibre + limão ANEXO VI Orientacões importantes 1* não ingerir líquidos durante as refeições.

utilizando aparelhos e técnicas manuais associadas. esteticista. who completed the Questionnaire and which had some kind of pain as a result of their activities and techniques used daily with repetitive motions. Key-words: pain. D. beautician.rmaturana@ sp.br . a partir de movimentos repetitivos. McGill. manual techniques and the two associated techniques. resultado de atividades e técnicas realizadas diariamente. The Br-MPQ is a valid instrument considered to asses pain in three dimensions – sensory. O Br-MPQ é um instrumento considerado válido para avaliar a dor em três dimensões – sensitiva. || Abstract Applying the McGill Pain Questionnaire in beautician professional This study aims. pós-graduando em estética na Universidade Gama Filho. afetiva e avaliativa. to identify among professional beauticians. E-mail: sonia. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 47 ARTIGO ORIGINAL Aplicação da versão brasileira do questionário de dor de McGill em profissionais esteticistas Sonia Regina Ribeiro de Castro Maturana*.Sc. Biomédica.** || Resumo Por meio da versão brasileira do questionário de dor McGill – Br-MPQ buscamos identificar entre os pro- fissionais esteticistas o surgimento de possíveis processos dolorosos decorrentes do desempenho de técnicas profissionais. *Graduada em Radiologia e Diagnostico por Imagem. que responderam ao questionário e que apresentavam algum tipo de dor. Coordenadora da Pós-graduação em Estética pela Universidade Gama Filho Endereço para correspondência: Sonia Regina Ribeiro de Castro Maturana. affective and evaluative. MacGill. Jeanete Moussa Alma. throught the Brazilian version of the McGill Pain Questionnaire – MPQ-Br. Participaram desse estudo 52 profissionais esteticistas. Participated in this study 52 profes- sional beauticians. the possible development of pain processes in the professionals who use equipment. Palavras-chave: dor. **Estetícista.senac.

publicaram uma proposta de adaptação para a língua . plexo e não somente um simples sinal Cibele Andrucioli de Matos Pimenta e neurofisiológico. na Universidade McGill. esforço desnecessário e tenham encontrado espaço na moderna prá- posturas inadequadas. que como o método crucial por meio do qual se manifestam através de dor. usando simples res pode desenvolver sérios problemas. Em 1996. aprendidos em escolas ou verbal. ou descrita em termos dessa lesão. nicas. acordo com seu impacto emocional. Melzack [2] elaborou o questionário de com lesão real ou potencial dos tecidos dor McGill (MPQ). no que se refere à proteção. os profissionais pacientes registrem a intensidade da dor desenvolvem seus tratamentos. pois quando os A segunda fez uso de questionários pacientes/clientes buscam especificamen. e é usada em ensaios clínicos regulares de ensino médio e superior. Canadá. Sem as devidas tica clinica ou desenvolvimento de drogas. é definida Com a necessidade de compreensão como uma experiência subjetiva desagra. diferente e variadas terapias analgésicas A dor. é o registro de dor pelos pacientes. precauções.”. com o objetivo de vivenciada por quase todas as pessoas. Embora todas as três ramificações sos repetidos. sub- esse grupo de trabalhadoras e trabalhado. o motivo que as possam ser analisadas estatisticamente. mesmo que casualmente. e nota-se usando escalas de magnitude numérica que muitos destes.48 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Introdução Historia da mensuração da dor Há uma imprecisão acerca da origem Segundo Jose Aparecido da Silva e da carreira estética enquanto profissão. sendo em Montreal. segmento. escalas de intensidade. buição. como uma experiência que podia apenas ralmente desenvolve um trabalho preventivo ser registrada pelo sofredor. metendo-se a tratamento. distri- ventivamente outros problemas. que tem emergido principalmente no aparelho locomotor. não nos quais os analgésicos são avaliados e possuem procedimento padrão. associada dor. geralmente. e consigo trazem um histórico A primeira psicofísica. Por meio de técnicas manuais e A terceira consiste em requerer que os utilização de aparelhos. segundo a IASP (International podem agora ser avaliadas e comparadas. desenvolvidos para categorizar a dor de a prática profissional acaba por tratar pre. padronizados para pacientes que foram te a melhora de algum aspecto inestético. fornecer medidas qualitativas de dor que além de ser. Esta falta os resultados podem ser combinados para de uniformização na aplicação das práticas influenciar os protocolos e orientações cli- profissionais acaba por expô-los a proces. tado para diferentes línguas. sensitiva e emocional. concebia que a dor deve ser entendida do perfil profissional esteticista que natu. Este é um dos questionários mais Souza e Silva [2] consideram a dor referenciados mundialmente e foi adap- como um fenômeno psicofisiológico com. Nilton Pinto Rezende Filho. caráter e outras dimensões. (2006)”Três Sabe-se que uma série de profissionais ramificações podem ser identificadas ao da área da saúde vem migrando para este longo da história da mensuração da dor. que diferem muito XIX. leva a procurar o sistema de saúde [1]. Association for the Study of Pain). e avaliação das diferentes qualidades da dável. Manoel Jacobsen Teixeira [3]. originada no século e uma postura curativa.

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 49

portuguesa, e aplicaram o mesmo em 57 (Quadro I), adaptado para a língua portugue-
indivíduos com dor crônica oncológica e sa, por Pimenta e Teixeira [3], para avaliar a
81 doentes com dor crônica de etiologia qualidade da dor, que possivelmente ocorre
variada. Desde então o questionário de nas atividades de repetição pertinente á
McGill tem sido utilizado como uma ferra- prática de profissionais de estética. Destes
menta de avaliação de diferentes grupos 52 questionários foram devolvidos de forma
profissionais. presencial ou posteriormente, por meio de
Nosso estudo fará uso desta ferra- correio eletrônico.
menta a fim de contribuir com a saúde do Tal questionário foi acompanhado de
profissional esteticista. ficha de identificação do entrevistado e
com informações relevantes ao estudo,
Objetivo tais como: idade e técnicas e tempo de
atividade profissional, esta ultima dividida
Avaliar se esforços repetitivos no em três subgrupos, a saber: de 1 a 3 anos,
desempenho das práticas profissionais de 3 anos e um mês a 6 anos, de 6 anos
estéticas pode levar a processos dolorosos. e um mês a 9 anos e mais de 10 anos.
Todos receberam termo de esclarecimento
Justificativa sobre a finalidade deste (Anexo I).
Levou-se em conta o tempo de atuação
Visto que a utilização de procedimentos na profissão e as técnicas profissionais
manuais e a utilização de aparelhos são utilizadas para desempenhar sua função,
necessárias e comum na pratica estética, ou seja, manobras manuais e manuseio de
parece-nos necessário avaliarmos o quanto equipamentos.
tais procedimentos podem trazer prejuízo Os dados foram agrupados, organiza-
aos trabalhadores, bem como evitar a one- dos em forma de tabelas e gráficos, e pos-
ração do Serviço de Saúde Público através teriormente estudados a luz da estatística
de medidas preventivas. elaborado no programa Excel.

Hipótese || Resultados
O fato de não possuir procedimento Fizeram parte deste estudo 52 pro-
padrão para a aplicação de técnicas ma- fissionais esteticistas, que apresentavam
nuais e aparelhos pode levar a profissional algum tipo de dor resultado de suas ativi-
esteticista a desenvolver patologias por dades profissionais repetitivas.
esforço repetitivo, causando assim a dor O Tempo médio para preenchimento
e obrigando-as a encerrar a carreira preco- do questionário foi de 5 minutos. Quanto a
cemente. dificuldade para preencher o questionário
para explicar a dor, poucos não entenderam
|| Material e métodos as descrições, e necessitaram de ajuda para
entender a finalidade dos questionamentos.
Durante o 5º Congresso Cientifico La- Foi feita uma primeira avaliação geral,
tino Americano de Estética Saúde e Bem onde se levou em consideração a quanti-
Estar Beauty Fair, versão 2010, foram dade de respostas referentes aos quatro
entregues 200 questionários de dor McGill grupos relacionando as respostas dos

50 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013

subgrupos, o resumo deste resultado pode Gráfico 2 - Distribuição do percentual
ser observado na Tabela I abaixo. obtido do grupo afetivas e o tempo de
profissão.
Tabela I - Relação de respostas entre Afetivas
os grupos, quantidade de descritores e 21 % 20 %
percentual equivalente. 17 %
% de Res-
Ordem Grupo Descritores
postas 8%
1 Sensitivo 264 56
2 Afetivo 87 19
3 Avaliativo 34 07
1a3 3a6 6a9 +10
4 Miscelânea 86 18
> tempo de
Total 471 100 profissão

A partir da primeira avaliação, geral, Gráfico 3 - Distribuição do percentual
onde não se considerou o tempo de exercí- obtido do grupo avaliativa e o tempo de
cio profissional, dividimos os questionários profissão.
em grupos a partir de intervalos de tempo Avaliativa
9%
do exercício profissional, como descrito 8% 8%
na metodologia. Abaixo podemos observar
a tabela II com o resumo dos resultados 5%
obtidos dos grupos, descritores e seus
respectivos percentuais.

Gráfico 1 - Distribuição do percentual
1a3 3a6 6a9 +10
obtido do grupo sensitivo e o tempo de
> tempo de
profissão. profissão
Sensitivos
62 %
54 % 57 % 56 %

1a3 3a6 6a9 +10
> tempo de
profissão

Tabela II - Resumo dos resultados obtidos dos grupos, descritores e seus respecti-
vos percentuais.
1a3 3a6 6a9 + 10
descritores % descritores % descritores % descritores %
Sensitivas 50 54 80 57 22 62 112 56
Afetivas 19 21 24 17 3 8 41 20
Avaliativa 7 8 13 9 3 8 11 5
Miscelânea 16 17 24 17 8 22 38 19
Total 92 100 141 100 36 100 202 100

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 51

Gráfico 4 - Distribuição do percentual Já as afetivo-motivacionais têm maio-
obtido do grupo miscelânea e o tempo ria entre as profissionais esteticistas, que
de profissão. exercem suas atividades entre 1 e 3 anos,
Miscelânea mostrando que a dor o submete ao estado
22 %
19 % emocional desagradável e penoso, com
17 % 17 % sensação de medo ante a ameaça que a
dor representa a integridade física, mental
e social.
As descrições avaliativas têm maioria
nos profissionais de 3 a 6 anos de ativi-
dade que leva o profissional a analisar a
1a3 3a6 6a9 +10
> tempo de importância e o espaço que a dor ocupa
profissão no seu emocional. É a dor usada como
Podemos observar pelos gráficos aci- auto-conhecimento e auto-avaliação sobre
ma que os descritores sensitivo-descrimina- sua atividade.
tivo tem maior índice entre as profissionais As descrições de Miscelânea têm
que exercem suas atividades entre 6 e 9 maior componente nos profissionais de 6
anos, mostrando que com o tempo maior a 9 anos. Subclasses Mistas que engloba
de atividade, a dor é mais bem localizada todas as outras descrições.
e especifica.

Quadro 1 - Questionario de MacGill – Avaliação do padrão da dor.
Assinale no máximo, uma expressão de cada grupo. Não assinale palavras que não se
aplicam. Escolha entre estas, as expressões que melhor descrevam sua dor atual. Não é
obrigatório escolher palavras de todos os grupos. Apenas 1 palavra do grupo que melhor
represente sua dor.
1 2 3 4
( ) 1-Vibração ( ) 1-Pontada ( )1-Agulhada ( )1-Fina
( ) 2-Tremor ( ) 2-Choque ( )2-Perfurante ( )2-Cortante
( ) 3- Pulsante ( ) 3- Tiro ( )3-Facada ( )3-Estraçalha
( ) 4 - Latejante ( )4-Punhalada
( ) 5-Como Batida ( )5-Em lança
( ) 6-Como Pancada
5 6 7 8
( )1-Beliscão ( )1-Fisgada ( )1-Calor ( )1-Formigamento
( )2-Aperto ( )2-Puxão ( )2-Queimação ( )2-Coceira
( )3-Mordida ( )3-Torção ( )3-Fervente ( )3-Ardor
( )4-Cólica ( )4-Em Brasa ( )4-Ferrada
( )5-Esmagamento
9 10 11 12
( )1-Mal Localizada ( )1-Sensível ( )1-Cansativa ( )1-Enjoada
( )2-Dolorida ( )2-Esticada ( )2-Exaustiva ( )2-Sufocante
( )3-Machucada ( )3-Esfolante
( )4-Doida ( )4-Rachando
( )5-Pesada

52 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013

13 14 15 16
( )1-Castigante ( )1-Amedrontadora ( )1- Miserável ( )1-Chata
( )2-Atormenta ( )2-Apavorante ( )2-Enlouquecedora ( )2-Que incomoda
( )3-Cruel ( )3-Aterrorizante ( )3-Desgastante
( )4-Maldita ( )4-Forte
( )5-Mortal ( )5-Insuportável
17 18 19 20
( )1-Espalha ( )1-Aperta ( )1-Fria ( )1-Aborrecida
( )2-Irradia ( )2-Adormece ( )2-Gelada ( )2-Dá Náuseas
( )3-Penetra ( )3-Repuxa ( )3-Congelante ( )3-Agonizante
( )4-Atravessa ( )4-Espreme ( )4-Pavorosa
( )5-Rasga ( )5-Torturante
Os subgrupos de 1 a 10 representam respostas sensitivas á experiência dolorosa (tração, calor, torção,
entre outros). Os descritos dos subgrupos de 11 a 15 são respostas de caráter afetivo (medo, punição,
respostas neurovegetativas, etc.). O subgrupo 16 é avaliativo (avaliação da experiência global). Os de 17 a
20 são miscelânea (composta de outros descritores de dor)

I - Categoria de palavras sensoriais – discriminativas
Diz respeito à capacidade das pessoas perceberem as qualidades sensoriais, temporais, espaciais, de
pressão, calor, vivacidade ou surdez de uma estimulação dolorosa.
1. TEMPORAL (que vai-e-vem - que pulsa - latejante - em pancadas) Indica aquelas dores nas quais entre
dois estímulos dolorosos existe um intervalo de tempo.
2. ESPACIAL (que salta aqui e ali - que se espalha em círculos - que irradia) indicam a área corporal mais
ou menos delimitada onde o indivíduo percebe que a dor incide.
3. PRESSÃO NUM PONTO (pica como uma agulhada - é como uma fisgada como uma pontada de faca -
perfura como uma broca). Caracteriza aquelas dores percebidas como uma pressão exercida de fora para
dentro no organismo, que incide numa área fixa, pequena e bem-delimitada.
4. INCISÃO (que corta como uma navalha - que dilacera a carne). Especifica as qualidades sensoriais de
dores incisionais, que cortam o corpo e são percebidas como se fossem produzidas por um instrumento
afiado que rasga a pele ou dilacera a carne, dividindo-a em partes.
5. COMPRESSÃO (como um beliscão -em pressão -como uma mordida - em cãibra / cólica - que esmaga).
Assinala as qualidades sensoriais de dores sentidas na forma de um aperto, de uma pressão que parece
fazer reduzir o diâmetro de uma região ou parte do corpo, como ‘cãibras’ e ‘cólicas’.
6. TRAÇÃO (que repuxa - que arranca -que parte ao meio). Refere aquelas dores percebidas como resul-
tantes da ação de uma força exercida em direções opostas, provocando um estiramento, uma torção ou
uma separação em alguma estrutura orgânica.
7. CALOR (que esquenta - que queima como água quente - que queima como fogo). Tipifica as dores que
produzem sensações de aquecimento ou queimação.
8. VIVACIDADE (que coça -em formigamento - ardida - como uma ferroada). Diz respeito àquelas dores
freqüentemente intensas e momentâneas. Reflete o brilho subjetivo atribuído à sensação que torna uma

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 53

determinada parte do corpo extremamente sensível: às vezes, fica ardida, como a dor causada por uma
ferroada.
9. SURDEZ (amortecida – adormecida). Ao contrário da subclasse anterior, esta parece representar dores
mais indefinidas e constantes, que são chamadas de dores surdas por contraste às dores vivas. São sen-
sações sem brilho, mas persistentes e, por isto, incomodam a quem as sentem.
10. SENSORIAL GERAL (sensível - dolorida - como um machucado - pesada). As palavras desta categoria
são um resumo da intensidade da dor em sua dimensão sensorial e funcionam como uma espécie de
categoria âncora para ela.

II - Categoria de palavras afetivas motivacionais
Representam o sofrimento íntimo de um sujeito submetido à dor: um estado emocional de conotação de-
sagradável e penoso, avesso ao prazer. Pode traduzir-se por percepções de cansaço, sentimentos de medo
e punição, e por reações autonômicas.
11. CANSAÇO (que cansa -que enfraquece - fatigante - que consome). Traduz a falta de forças, o desgas-
te, o esgotamento e a exaustão física e mental que uma dor de grande intensidade ou de longa duração
pode induzir ou provocar no indivíduo.
12. AUTONÔMICA (de suar frio - que dá ânsia de vômito). Diz respeito às reações vegetativas desagradá-
veis que uma dor pode desencadear. A intensidade das reações autonômicas está associada à força do
conteúdo emocional da percepção dolorosa (relação hipotálamo - sistema límbico).
13. MEDO (assustadora -horrível –tenebrosa). Uma dor pode produzir grande ansiedade no indivíduo, um
sentimento que pode ser traduzido em preocupação, pavor, temor ou pânico ante a noção de um perigo
real ou imaginário, ante a ameaça que uma dor representa à integridade física, mental, social e ocupacio-
nal do sujeito.
14. PUNIÇÃO (castigante - torturante -de matar). A presença de um quadro doloroso pode sugerir, à alma
de um crente, sentimentos de punição e purgação. Para o crente, a dor tem uma natureza divina e é im-
posta a ele como uma provação, uma pena, um castigo inclemente, cruel impiedoso e mortal.
15. DESPRAZER (chata -que perturba -que dá nervoso -irritante -de chorar). Esta categoria de palavras
funciona como uma âncora para a dimensão afetiva. São palavras que sempre ou quase sempre serão
mobilizadas pelas pessoas para avaliar a intensidade do sofrimento provocado pela dor.

III - Categoria de palavras de avaliação (avaliativa - cognitivas)
A dimensão avaliativa é aquela que analisa, estima e sumaria a força e a importância do desconforto
subjetivo global gerado pela presença da dor, tanto em termos perceptuais quanto reativos. É a dor como
forma de autoconhecimento e auto-avaliação.
16. AVALIAÇÃO SUBJETIVA (leve - incômoda - miserável - angustiante –inagüentável). Formada por
palavras que refletem a importância ou a urgência da situação e que buscam avaliar o espaço que a dor
ocupa na auto percepção sensorial e emocional subjetiva de um indivíduo, levando em conta fenômenos
cognitivos de antecipação, memória, atenção e experiência anterior.

. sugerindo que possa ser desagradável.com base nos dados Os subgrupos de 17 a 20 compreendem deste estudo. facilitando (subgrupos de 11 a 15) descreve a dimen- a compreensão desse sintoma pelo pro. medo e fissional de saúde. são afetiva nos aspectos de tensão.. MISTA SENSORIAL (que cresce e diminui-espeta como uma lança que rasga a pele). Quanto aos aspectos físicos da dor. 20 subgrupos e 78 a dor sob o descritor afetivo. cipalmente de tudo aquilo que já nos acon- rém. muito embora não solucione de acordo com o Questionário de dor da o problema.Assim este instru. o que pode permitir a respostas neurovegetativas. das outras sensações. Outros trabalhos referem o uso do Br. SENSAÇÕES DE FRIO (fria . 19. afetivo-motivacional. 15 e 14 respectivamente. [7].que deixa tenso(a) –cruel).” po 16) permitem. dades mecânicas. ao portador da experiência No estudo de Ferreira et al. Pode-se interpretar -avaliativo e miscelânea).. expressar uma avaliação global. Muitos dos novos estudos que avaliem o modo como relatos expressos sobre a dor por quem as estas pacientes gerenciam o estresse. os descritores elaboração de um programa de tratamento do componente cognitivo-avaliativo (subgru- específico. descritores. As palavras desta subclasse são originárias das subclasses sensoriais 1. não apresentaram maior número de teceu de desagradável ou que pensamos eventos estressantes de vida. adap. é completamente ignorado pelos Em relação com a dor.. de vividez e es- mento permite avaliar adequadamente as paciais da dor. 3 e 4. 18. como sendo . po. [6]: “. RELAÇÃO DOR-MOVIMENTO (que prende. identificação padronizada do que é sentido pelo paciente e aproxima da compreensão || Discussão do profissional que se dispõe a tratá-lo. sentimos. as pacientes com profissionais de saúde que não conseguem fibromialgia exibiram menor limiar de dor qualificar essa dor justamente por seu ca- nos tender points e maior número de des. autores concluem: “. concluímos que as pacientes itens denominados miscelânea. aponta para a possibilidade de McGill”.gelada . Implica a dor como provável causadora de restrições aos movimentos dos pacientes. ou seja. A proposta do questionário critores utilizados para caracterizar a dor. por Pimenta os descritores sensitivos relatam o que e Teixeira para avaliar a qualidade da dor. como o estudo (subgrupos de 1 a 10) refere-se às proprie- de Cardoso et al. térmicas. apontam onde sentimos e diferenciamos criminativo.que congela).Subclasses mistas 17. que paralisa). As palavras desta categoria são originárias das subclasses afetivas 12. 20. cognitivo.54 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 IV . que imobiliza. tado para a língua portuguesa. MISTA EMOCIONAL (que dá falta de ar . avalia as várias dimensões da O questionário de dor da McGill. dor. enquanto que os discriminativos é constituído por 4 grupos (sensitivo-des. O grupo sensorial-discriminativo -MPQ para avaliação da dor. vivencia. de dorMcGill. os dolorosa. mas parecem essenciais para a descrição de alguns tipos de dores de dente. ráter subjetivo. com fibromialgia apresentaram maior nível Dar nome ou tipo a dor depende prin- de estresse do que o grupo controle. respectivamente. As palavras desta subclasse foram usadas pelos pacientes do estudo original de Melzack em raras ocasiões. o grupo afetivo motivacional diferentes qualidades da dor.

observamos que muitos não aprende.”. Hamilton Pama d’Almeida atu- postura corporal. na aplicação de técnicas ando como especialista em Tecnologia da manuais e mesmo com equipamentos. traduzido num impulso ele- e avaliar a evolução da dor no tratamento troquímico.que nem sempre A prática profissional. até mesmo os movimentos mais bruscos. em todo mundo. e. memórias e estados afetivos. os irritantes químicos. e me permitiu aplicar o questionário Jose Aparecido da Silva et al. enquanto que o motivacional reflete a corrente elétrica. um fator que || Conclusão pode ser desencadeante da dor é o ma- nuseio de aparelhos. a grande variedade de opções ções de dor. anos. o frio. quando não são anatômicos. uma vez anteriormente citado. No presente trabalho. É por este emocionais e motivacionais. lesão ou ferimento conduz a uma sensação . cesso. A Compreensão da dor dita cognitiva Diferente de outros sistemas sensoriais. Décio Geraldo Minalle. que muito acelerou os resulta- acreditamos que uma uniformização nas dos em gráficos e tabelas. aos profissionais de estética. torna-se uma motivo que o questionário é reconhecido dor com múltiplas facetas [4]. O interessante é que sem. Em nosso contato com os profissio- nais. de dor. e exercem influência orientada. Diretor da DGM dar o profissional esteticista na sua rotina Eletrônica Ltda. Qualquer estimulo que resulte em Empresa. e cultura. leva a lesões por esforço repe- significativa na postura do profissional. poderia em parte aju. repetitivo. A orientação deveria ser uma cons- merece estudo por parte dos fabricantes tante nos cursos profissionalizantes. || Agradecimentos ram e não foram estimulados durante seus cursos preparatórios. e Informação. o sistema sensorial para a dor é dolorosa e a avaliativa é uma impressão extremamente amplo: uma sensação dolo- mais geral. onde noci- do tratamento. além do contato que é o primeiro indicador de qualquer lesão com as profissionais no Centro Técnico da tecidual. seja quando piora ou melhora. São várias as regiões do corpo mesmo que existam palavras meio difíceis emparelhadas aos vários tipos de sensa- de entender. a pressão. rosa pode ser iniciada em qualquer parte Um aspecto relevante do questionário do corpo ou no próprio sistema nervoso de McGill é a facilidade de aplicação. onde presto serviço há 12 diária de atividades. fibras nervosas para a medula espinhal parar os resultados em qualquer momento e. Ao Engenheiro técnicas lecionadas. cepção.como de equipamentos para se tentar solucionar forma de prevenção de lesões por esforço o problema. [5] de McGill. pois central. dentre eles o calor. a trabalharem sua Ao Dr. então aos centros cerebrais. e titivo. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 55 as emoções que estão envolvidas no pro. é retransmitido ao longo das oferecendo assim a oportunidade de com. reflete nosso entendimento da experiência todavia. abordam a dor com sendo uma “sensação usando o stand da empresa no simpósio fundamental para a sobrevivência. ajuda a pessoa a dar nome e qualificar a dor O sinal. nossas reações perante a dor. contra um fundo de circunstâncias pre pode haver mudanças nas respostas.

Disponível em 3. Silva JF.16-2.7-8. Ribeirão Preto-SP: Funpec. Lais 1996:473-83.XVIII. Ribeiro NP. Pimenta CAM. São Paulo: Summus. Lage Furtado de Mendonça LLF.152-65.actafisiatrica. The McGill Pain 6. 2. Katz J. Melzack R. Aguiar V. Ferreira EAG. Vasconcellos EG. I n : 5. e prática. p. Resende Questionnaire:appraiasal and current MA. C a r v a l h o M M M J . p. Santos CC. Rev Bras Reumatol 2002. 1. (1996) URL:http://www. Marques AP. 1999. Ribeiro NPR. P r e f á c i o . 2006. In: Turk DG. Teixeira MJ. P. Aplicação da status. com fibromialgia. Handbook versão brasileira do questionário de dor of pain assessment.br/ Questionário de Dor MacGill: Proposta detalhe_artigo. 2010.org. New York: Guilford.56 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Referências Ribeirão Preto-SP: Funpec. Fisiatrica 2006 Online. Silva JF. Avaliação e Carvalho MMMJ. Melzack R. p 7-2 e.42(2) . Dor: Um estudo mensuração de dor pesquisa. Maisushima EH. Pereira LSM. Matsutani Revista Escola de Enfermagem da USP LA. ed. Esdras G. Avaliação da dor e estress de pacientes Mensurando o quinto sinal vital: a dor. 7. Mcgill em idosos com dor crônica.asp?id=224 de adaptação para a língua portuguesa. 4. Acta 1992. teoria multidisciplinar. Magno F.

parece-nos interessante a contribuição da técnica de utilizar duas correntes eletroterápicas já aplicadas em outros procedimentos na área da estética no sentido de acelerar o tempo da cicatrização bem como meio de prevenção e diminuição dos agravos decorrentes da ferida inicial.** || Resumo Observa-se que após traumas cutâneos de perfil patológico. úlcera de pressão. Palavras-chave: cicatrização. Neste sentido a melhora da autoestima do paciente associada. Nota-se pelos resultados obtidos que a utilização conjunta dos aparelhos micro correntes e alta frequência otimiza o processo de cicatrização e reparação fazendo com que a pele neoformada se mostre regular e saudável.com . **Profª Dra Es- teticista. com a diminuição de gastos públicos no tratamento dos pacientes com este tipo de ferida. Pós-graduanda do Programa de Estética Integral Universidade Gama Filho. Jeanete Moussa Alma. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estética.Sc. torna-se bastante desejável. os pacientes se preocupam com o aspecto inestético. aparelhos eletroterápicos.especiariascosmeticas@ gmail. Seja após a recuperação ou como auxiliar neste processo. Supervi- sora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantanna Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 57 RELATO DE CASO Ação da alta frequência e micro correntes. Quando comparado os resultados do uso dos mesmos aparelhos separadamente ou na ausência de corrente o tempo de cica- trização bem como a qualidade do tecido neoformado não é desejável. *Esteticista. Neste estudo apresentamos uma proposta eletroterápica que não somente cure a patologia. D. utilizadas em conjunto e individualmente como auxiliar no processo de aceleração de cicatrização em úlceras por pressão Débora Luvizotto Hardt*. como também recupere o aspecto estético da pele. Universidade Gama Filho. E-mail: contato.

the process of cicatrization was more rapid when compared with the utilization of only one equipment or with the absence of current. After the recuperation or as a help in this process. Key-words: cicatrization. it looks interesting the contribution of the tech- nique of using two electric therapeutic currents. são lesões gra. In this study was proposed an electrical therapy purpose that not only cures the pathology but also recovers the esthetic aspect of the skin. ção mais profunda e extensa do tecido. além do déficit de causando dano ao músculo. pression. também conheci. já que há um comprome- que o adoecimento crônico degenerativo é timento do tecido subcutâneo. ƒƒ Grau I: Apresenta eritema na pele ínte- das popularmente por escaras. devido à perda vocando necrose isquêmica do tecido [1]. As complicações mais frequentes decorrentes desta lesão são problemas Aspectos sociais das úlceras por pressão infecciosos. por ser uma resposta inflamatória na pele ocasionadas pela compressão aguda e persistente das camadas da externa contínua. ulcer. É considerado um problema de grande ƒƒ Grau III: Apresenta-se uma perda com- relevância. pro. tais como ƒƒ Grau IV: Apresenta-se como uma destrui- deficiência nutricional. eletroterapeutic equipments. alterações da sen. sibilidade e percepção. baseando-se Úlcera por pressão na profundidade acometida da lesão e no limite entre os tecidos lesionados: Úlceras por pressão. osso e movimento [2].Physiotonus Microcurrent) and the high frequency. both the micro currents (Model . como também por influência atingir até a fáscia muscular subjacente. nas superfícies de sus. já pleta da pele. tecidual envolvendo a epiderme e derme. abrasão ou cratera rasa. gerando uma ƒƒ Grau II: Apresenta-se em forma de bolha. In this way the improvement of the auto esteem of the patient associated with the reduction of the public expenses in the treatment become much desirable. as proeminências ósseas. de outros fatores intrínsecos. pele. already applied in other procedures in the esthetic area in the sense of accelerating the time of cicatrization as well as in the way of preventing and reducing the worsening of the initial wound. podendo muito comum. mesmo aliviando a pressão sobre tentação do corpo. We can see by the ob- tained results that with the utilization of the two equipments. estrutura de suporte [4].58 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || Summary Action of the high frequency and micro currents used together and individually as an auxiliary in the acceleration process of cicatrization in pressure ulcers After cutaneous traumas the patients worry about the unaesthetic aspects. principalmente sobre estas. principalmente em idosos. interrupção do fluxo sanguíneo da pele. que podem atingir níveis locais como sistêmicos pela proliferação As úlceras por pressão são de difícil de micro-organismos que colonizam estas cicatrização e problemas como septicemia lesões [3]. e osteomielite aumentam a duração da . || Introdução As úlceras por pressão são classifica- das em quatro tipos de grau.

sua ação é leucocitária. que vai de . Já a segunda intenção caracteriza-se lesão no tecido esta voltagem vai decaín- . meira ou segunda intenção. é caracterizada enfermagem e para a reabilitação fisiote. fibroblastos e vasos ção cirúrgica se faz necessária. objetivo produzir uma resposta inflamatória gicos) e é uma das principais causas da proliferativa e de remodelação para que o morbimortalidade. de colágeno imaturo. ocorre de 24 dias a regeneração [5]. onerosa e difícil rege. com a presença em estágios mais avançados. Por isso. Porém dados in- ternacionais revelam que cada lesão pode Mudanças fisiológicas podem ocorrer custar de 2 a 30 mil dólares. no ato da lesão com duração de quatro a O tratamento da ferida inclui desbri. por edema. bordas [9. abordagem da infecção e. que induzam ra apresentados. calor e dor.3 bilhões estes são estimulados por modalidades de dólares anuais [7]. sendo um desafio tanto A fase inflamatória. curativos. ocorre por um potencial elétrico endógeno que em meio de sutura cirúrgica limpa não infecta. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 59 internação hospitalar e o tempo necessário por perda de tecido. a interven. sua duração é de 4 a 24 dias. Na de primeira Existe nos tecidos saudáveis e normais intenção não há perda tecidual. condições normais é 10 µA. eritema. conhecida como para os familiares como para o serviço de fase defensiva ou reativa. milivolts. não há dados que promovem precisamente os custos destas lesões ao Sistema bioelétrico Sistema Único de Saúde.23 milivolts a 9 A cicatrização tecidual pode ser de pri. seis dias. a identificação e o tratamento precoce Na fase de remodelação ou maturação permitem uma redução significativa dos ocorre a reorganização das fibras de coláge- custos. impedindo a união das para reabilitação [5]. sanguíneos. neo em tecidos humanos não sofrem varia- ção em relação a gênero e idade. afetando a qualidade processo de reparo se desenvolva [9]. Somente Reparo tecidual há variação em relação à região anatômica do indivíduo. até a 2 anos após a lesão [11]. ca – chamada eletroterapia. do tecido de granulação. (1983) que o potencial elétrico transcutâ- neração [8]. Quando há da. depois tricas [12]. como por estimulação elétri- Analisando todos os aspectos até ago. terapêuticas. damento. extracelular há necessidade da reposição cipalmente em pacientes hospitalizados do tecido perdido através de um evento em UTIs. mudanças Na fase proliferativa há o surgimento de decúbito. No Brasil.10]. previnem a progressão e aceleram no e da tensão tecidual. a prevalência das morte celular e/ou destruição da matriz úlceras por pressão permanece alta. dependendo em células ou tecidos do organismo quando do seu grau. que tem como nervoso central (paraplégicos ou tetraplé. de vida do doente. de desenvolvida a úlcera. surgindo rapêutica [6]. Mesmo com o avanço da medicina Quando ocorre a perda tecidual com e sua modernização. prin. podendo chegar 1. deduz que a prevenção é alterações em suas propriedades bioelé- certamente o melhor tratamento. a cicatrização Foi verificado por Foulds e Barker pode ser demorada. portadores de lesões do sistema chamado reparo tecidual. limpeza.

60 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013

do, podendo chegar a zero e retorna a sua reparação tecidual, além da ação antissép-
normalidade por volta do décimo ao décimo tica, bactericida, fungicida e germicida [5].
quinto dia pós-lesão [13]. Devido a suas propriedades tera-
Se ocorrer do sistema elétrico endó- pêuticas, a ozonoterapia é reconhecida
geno falhar no auxilio para o processo de atualmente em muitos países, sendo uma
reparo, pode ser doado ao tecido lesado terapia que influencia na formação de te-
um estimulo elétrico externo, imitando o cido de granulação e neoangiogênese no
sistema bioelétrico endógeno [14]. tratamento de úlceras crônicas pelas suas
Quando uma corrente exógena é apli- propriedades antissépticas [16].
cada como reforço no processo de reparo
tecidual, ocorre um evento chamado galva- Micro correntes
notaxia. Trata-se de um mecanismo em que
as células respondem migrando em direção Como visto anteriormente, os tecidos
ao ânodo ou cátodo, além de apresentarem biológicos sofrem interferências em suas
um incremento em suas funções [13,15]. dinâmicas fisiológicas e bioquímicas, por
potenciais elétricos com intensidades me-
Alta frequência didas em microamperes. Isto mostra que
a utilização do micro corrente como fonte
Trata-se de um aparelho eletroterápico de estimulação para algumas respostas
que transmite uma corrente alternada de endógenas resultaria em melhor resposta
frequência elevada e baixa intensidade terapêutica [17].
usado na estética, com tensão de 30 mil Este estímulo elétrico em µA (microam-
a 40 mil volts e uma frequência que varia pere) produz vários efeitos bioquímicos nos
de150 a 200 kHz. Isso causa efeitos fi- tecidos biológicos, tais como: restabeleci-
siológicos que aumentam o metabolismo, mento da bioletricidade tecidual; aumento e
consequentemente a oxigenação celular e incremento de ATP de 300 a 500% aumen-
a eliminação do gás carbônico. Também tando o transporte ativo de aminoácidos e
atua como vasodilatador que estimula a consequentemente acelerando a síntese
circulação periférica [5]. proteica; melhora da permeabilidade das
Neste aparelho, há um gerador, onde é membranas celulares [18].
acoplado um eletrodo de vidro formado por As micro correntes usada em um te-
tubo de vidro oco de formato variado, con- cido lesionado, através de seus efeitos
tendo ar rarefeito ou gás como neon, xênon eletrofisiológicos, aumentará o ATP celular,
ou argon em seu interior. Com a passagem equilibrando as funções celulares perdidas
da corrente, as moléculas de gás sofrem e gerando um aumento do fluxo de corrente
um processo de ionização e sob forte im- tecidual, que pelo trauma foi diminuído,
pacto de energia, ficam fluorescentes [5]. permitindo recuperar o potencial elétrico
Ao entrar em contato com o eletro- alterado pela lesão [19].
do, a pele gera um faiscamento que trans- Por ser de intensidade muito baixa
forma o oxigênio em ozônio. Este potente e com carga insuficiente para excitar as
oxidante em contato com os fluídos orgâ- fibras motoras, as micro correntes são
nicos gera moléculas reativas de oxigênio consideradas uma estimulação sublimiar,
e influenciam nos eventos bioquímicos do já que não ativa as fibras nervosas senso-
metabolismo celular, vindo a beneficiar a riais cutâneas e não ocorre a percepção

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 61

da sensibilidade pelo paciente durante a os aparelhos estavam desligados (placebo)
estimulação [19]. em outras duas foi utilizado somente um
dos aparelhos (alta frequência ou micro
|| Material e métodos correntes) e na última foram utilizados os
dois aparelhos em conjunto.
Trata-se de uma pesquisa de campo Na paciente em que se utilizaram os
com abordagem qualitativa, desenvolvida dois aparelhos em conjunto, a técnica
em pacientes acamados com úlceras por consistiu no uso do aparelho de alta fre-
pressão na região sacral. Os sujeitos da quência com o eletrodo de vidro (standard
pesquisa foram quatro mulheres com faixa pequeno), método fluxação e potencia
etária variante de setenta a noventa e dois máxima, introduzido no interior da úlcera
anos, que possuíam as úlceras localizadas por pressão e passado por toda a exten-
na região sacral. são da ferida continuamente, durante
A pesquisa teve início no segundo se- o período de dez minutos. Após o uso
mestre de 2012, sendo feitas dez sessões, deste, umedeceu-se a ferida previamente
realizada com periodicidade de três vezes com soro fisiológico e com o aparelho de
por semana, supervisionada por uma médi- micro correntes, através dos eletrodos
ca dermatologista e mediante concordância com esferas metálicas, no programa nor-
e assinatura do Termo de Consentimento Li- malização, polaridade bipolar, frequência
vre e Esclarecido, onde foram assegurados 0,3 Hz e intensidade 50 µA passaram-nos
pela pesquisadora total sigilo e privacidade no interior da úlcera por pressão em mo-
das voluntárias quanto a sua identidade, vimentos de “vai e vem”, no período de
tendo apenas a permissão de divulgar as dez minutos.
imagens de suas feridas e progressão delas Nas pacientes em que os equipamen-
ao decorrer do tratamento. tos foram utilizados individualmente, a
Os materiais utilizados foram: gaze, técnica utilizada foi a mesma citada acima,
soro fisiológico aquecido, álcool etílico porém diferenciada pelo aparelho utilizado.
hidratado 70º INPM, luvas de procedimen- Já na paciente placebo, foi empregado o
tos, máscaras e toucas descartáveis e os mesmo método anterior, mas com os apa-
aparelhos de micro correntes, do modelo relhos desligados.
Physiotonus Microcurrent, equipamento
eletroestimulador de corrente elétrica de || Apresentação dos casos
baixa frequência e intensidade, e o de alta
frequência portátil liberador de gás xênon
usado na estética. Caso I – Paciente feminino
Para todas as sessões foi seguida
uma rotina de procedimentos que envolvia ƒƒ Idade: 80 anos
a ação da cuidadora que removia o adesi- ƒƒ Localização da úlcera: região sacral
vo curativo anterior com soro fisiológico, ƒƒ Histórico clínico: hipoglicemia, diabetes,
realizava a assepsia da ferida e com uso pressão alta, acidente vascular cerebral.
de gazes estéreis removiam as secreções ƒƒ Surgimento da úlcera: internação devido
do local. à hipoglicemia de janeiro a abril, em
Em cada paciente foi aplicado um mé- fevereiro houve surgimento da úlcera.
todo diferente, sendo que em uma delas ƒƒ Aparelho utilizado: Micro correntes.

62 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013

ƒƒ Programação do aparelho: programa ƒƒ Aparelho utilizado: Alta frequência.
normalização, polaridade bipolar, fre- ƒƒ Programação do aparelho: método fluxa-
quência 0,3 Hz, intensidade 50 µA. ção, potência máxima, eletrodo standard
ƒƒ Sessões: 10 sessões, 03 vezes na pequeno.
semana durante 10 minutos no interior ƒƒ Sessões: 10 sessões, 03 vezes na
da úlcera, totalizando 21 dias. semana durante 10 minutos no interior
da úlcera, totalizando 21 dias.
Caso II – Paciente feminino
Caso IV - Paciente feminino
ƒƒ Idade: 71 anos
ƒƒ Localização da úlcera: região sacral ƒƒ Idade: 92 anos
ƒƒ Histórico clínico: portadora de lesão do ƒƒ Localização da úlcera: região sacral
sistema nervoso central (paraplégica), ƒƒ Histórico clínico: adoecimento crônico
diabetes, anemia. degenerativo, deficiência nutricional,
ƒƒ Surgimento da úlcera: internação hos- déficit de movimento.
pitalar de vários meses devido a um ƒƒ Surgimento da úlcera: pelo adoecimen-
acidente de carro há 05 anos, que cau- to crônico degenerativo e a deficiência
sou lesão no sistema nervoso central nutricional, houve necessidade de inter-
e fraturas em várias regiões do corpo, nação hospitalar onde surgiu a úlcera.
proporcionando o surgimento da úlcera. ƒƒ Aparelhos utilizados: Micro correntes e
ƒƒ Aparelhos utilizados: Micro correntes e Alta frequência.
Alta frequência ƒƒ Programa dos aparelhos: Micro corren-
ƒƒ Programação do aparelho: APARELHOS tes: programa normalização, polaridade
DESLIGADOS (placebo). bipolar, frequência 0,3 Hz, intensidade
ƒƒ Sessões: 10 sessões, 03 vezes na se- 50 µA. Alta frequência: método fluxação,
mana durante 10 minutos cada aparelho potência máxima, eletrodo standard
no interior da úlcera, totalizando 21 dias. pequeno.
ƒƒ Sessões: 10 sessões, 03 vezes na se-
Caso III - Paciente feminino mana durante 10 minutos cada aparelho
no interior da úlcera, totalizando 21 dias.
ƒƒ Idade: 87 anos
ƒƒ Localização da úlcera: região sacral Para coleta e avaliação dos resulta-
ƒƒ Histórico clínico: fratura no fêmur e em dos, foram captadas imagens fotográficas,
04 costelas. utilizando máquina digital, modelo Optical
ƒƒ Surgimento da úlcera: uma queda no ba- Steady Shop, 16.1 mega pixels de reso-
nheiro ocasionou fratura no fêmur e em lução. As imagens foram obtidas antes e
04 costelas, necessitando de internação depois de cada sessão, sendo a primeira
hospitalar, onde após 18 dias internada sessão demonstrada antes do início do
sempre na posição horizontal, houve o tratamento e as outras após a sessão.
surgimento da úlcera.

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 63

|| Resultados e discussão região da nádega direita. Usando somente
o aparelho de micro correntes, houve uma
Caso I diminuição nas bordas da úlcera, presença
de uma discreta neoangiogênese e a for-
1ª sessão – 08/04/2013 – Micro cor- mação de fibrina, que para o processo de
rentes. cicatrização não é desejado.
Agne 2004 realizou um estudo em ra-
tos diabéticos, relatando bons resultados
com a utilização de micro correntes no
processo cicatricial. Ele descreve que os
resultados são influenciados pela técnica
empregada, principalmente no que se refere
aos parâmetros relacionados a intensidade,
frequência e tempo de terapia [20].

Caso II
5ª sessão – 17/04/2013 – Micro cor-
1ª sessão – 03/04/2013 – Placebo.
rentes.

5ª sessão – 11/04/2013 – Placebo.
10ª sessão – 29/04/2013 – Micro
correntes.

Ao observamos as imagens, percebe-
mos tratar de uma úlcera por pressão de
grau II, que abrange uma extensão maior na

64 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013

10ª sessão – 24/04/2013 – Placebo. 5ª sessão – 16/01/2013 – Alta fre-
quência.

Através das imagens obtidas, esta
úlcera entra na classificação grau II, abran-
10ª sessão – 28/01/2013 - Alta fre-
gendo uma pequena extensão comparada
quência.
ao caso I, porém presente há 05 anos.
Nota que não houve melhora em ne-
nhum aspecto, já que se tratava de um
tratamento de placebo e os aparelhos es-
tavam desligados, não passando nenhum
tipo de estimulação elétrica.
Isto prova o que Lampe 1998 comenta
sobre a indução de um estímulo elétrico ex-
terno que possa imitar o sistema bioelétrico
endógeno, auxiliando na cura de úlceras
crónicas que apresentam deficiências no Também pelas imagens, podemos
potencial de lesão [21]. perceber que se trata de uma úlcera por
pressão grau II, abrangendo uma exten-
Caso III são mediana se comparada com as duas
anteriores.
1ª sessão – 07/01/2013 – Alta fre- Nesta o uso foi exclusivamente do
quência. alta frequência e podemos observar que o
tecido de granulação se fez presente, sem
formação de fibrina, estimulando a fase
proliferativa do reparo tecidual.
O tipo de tratamento utilizado neste,
proporciona a reafirmação que Marta
L.(2011) tentou demonstrar em seu artigo
de revisão ao relatar casos em que a ozo-
nioterapia teve grande ação terapêutica
no processo de cicatrização de feridas [5].

Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 65

Caso IV Neste caso foram utilizados os dois
aparelhos, cada um com seus efeitos te-
1ª sessão – 16/08/2012 – Alta fre- rapêuticos, podendo assim proporcionar o
quência e Microcorrentes. melhor resultado até aqui observado.
O processo cicatricial foi acelerado em
21 dias, podendo ser notado pelo preenchi-
mento significativo do interior da úlcera com
tecido de granulação; uma redução acele-
rada no tamanho das bordas, diminuindo
assim consideravelmente o tamanho da
ferida, provando que as fases proliferativas
e de remodelação foram bastante ativadas.
Podemos assim observar que os efei-
tos terapêuticos da altafrequencia em con-
5ª sessão – 27/08/2012 – Alta fre- junto com as micro correntes intensificaram
quência e Microcorrentes. as fases de reparo tecidual, acelerando
assim o processo de cicatrização.
Por meio de relatos de pacientes
deste estudo mesmo quando aplicado os
aparelhos no interior da úlcera, o proces-
so foi descrito como indolor, a literatura
pertinente já aponta isto como uma das
vantagens do uso de micro correntes e da
ação analgesiante do método de fluxação
nos aparelhos de alta frequência.
O custo baixo em relação ao inves-
timento e manutenção dos aparelhos se
10ª sessão – 11/09/2012 - Alta fre-
comparados com os apresentados pelos
quência e Microcorrentes.
tratamentos convencionais dos serviços de
saúde, além da facilidade de aplicação da
técnica e do fato de apresentar resultados
relevantes e significativos, caracterizando-
-se como totalmente indolor, faz desse
método um grande aliado na regeneração
das úlceras por pressão.
Apenas como ilustração demonstra-
remos a seguir os resultados até agora
obtidos com o tratamento conjugado dos
dois aparelhos.
Trata-se de uma úlcera por pressão
grau II, de tamanho relativamente pequeno
se comparado ao caso I, porém com um
agravante, esta paciente é a de idade mais
avançada.

Perkins JA.43(1):223-38. Lopes CHA. Medeiros ABF. In: Delisa AJ.19:29-38. 2009. Rocha JA. 2001. Lewis M. Miranda MJ. 1 ed. Cuidando de feridas: um guia || Conclusão para enfermeiras. Oliveira LMN.9(30):41-6. 2002. Atuação fisioterapêutica na úlcera de pressão : uma revisão de literatura. Rocha MA. (Caso I) 6. 8. São Paulo: Atheneu. Úlcera por pressão.66 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 Imagem da esquerda – visualização da neoformado quando comparado ao uso úlcera antes do tratamento. 2009. 2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 3 ed. Tratado de Medicina e Reabilitação – Princípios e prática. Rio de Janeiro: Guanabara conjunto da alta frequência e microcor. Int J Nurs Pract 2003. São Paulo: Manole. 2002. Através da analise dos resultados 9. Jorge MS. O’Connor CK. Marini FM. Brasileiro Filho G. Neri LA. rentes mostrou-se mais eficaz no tempo 10. Kirshblum CS. Utilização do ozônio Imagem da esquerda – visualização da através do aparelho de alta frequência úlcera antes do tratamento. Dealey C. Úlceras de pressão. Gans MB. imagem da no tratamento da úlcera por pressão. Análise da prevenção e tratamento Imagem da esquerda – visualização da das úlceras por pressão propostos úlcera antes do tratamento. do os dois aparelhos. || Referências 1. 2011.após 10 sessões com micro Revista Brasileira de Ciências da Saúde correntes e depois 33 sessões utilizan. Bogliolo Patologia obtidos. direita . eds. Kumar V. imagem da por enfermeiros. Py L. Gorzoni LM. Holsbach DR. Rev Esc Enferm USP direita .9(2):92-102. Silvestre JT. Koogan. 4. Ward C. Abordagem terapêutica nas úlceras de pressão – intervenções baseadas na evidência.após 27 sessões (CASO IV) de corrente. Pressure ulcer prevention and treatment: transforming research findings into consensus based clinical guidelines. (CASO III) Freitas VE. 7. 5. podemos concluir que o uso em Geral 4 ed. Pearson A. Cançado XAF. Andrade MJ.5(5). 2 ed. Revista Fafibe On-Line 2012. Robbins e Cotran de cicatrização e na qualidade do tecido patologia: bases patológicas das . imagem da isoladamente dos mesmos ou na ausência direita . Tratado de geriatria e gerontologia. quência e depois 26 sessões utilizando 3. Acta Méd Port 2006. In: os dois aparelhos.após 10 sessões com alta fre.

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com. anuncie@atlanticaeditora.estética Revista Brasileira de A 1 revista a científica destinada aos profissionais de estética! Faça parte de nossa história.br . anuncie.

Excel. legislação. etc) e que têm no site do International Committee of Medical Journal características distintas de um artigo de revisão. com todas as formatações de texto. no cados. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 69 Normas de publicação Revista Brasileira de Estética A Revista Brasileira de Estética é uma publicação com lidade. tais (Times Roman) com todas as formatações de texto. tabelas ou figuras. Texto: Recomendamos que não seja superior a 12 páginas. etc. sobrescrito. Atualização ou divulgação Internacional de Diretores de Revistas Médicas. Material e métodos. que têm por objeto resu- eletrônica da revista (Internet) assim como em outros mir. como negrito. em inglês. a bibliografia não Tabelas e figuras: No máximo quatro tabelas em Excel deve conter mais que dez referências. Excel.gif) ou que possam ser editados em Power Point. Isto facilita que os autores apresen- ao estilo literário. sobre-escrito. formato Excel/Word. Comunicação breve cações nos textos recebidos. Correspondência tamanho 12. aconselha-se o mesmo dos artigos já aceitem estas condições. com condições de argumentação Trabalhos escritos por sugestão do Comitê Científico. 6. novidade. digitalizadas publicados. Editors (ICMJE). que fica entendido que isto não implica na aceitação do com indicação de sexo. bibliografia incluída. Texto: Com no máximo duas páginas A4. na versão atualizada de outubro de 2007 (o texto completo dos requisitos está disponível. www. Introdução. Os critérios que valorizarão a aceitação dos trabalhos serão o de rigor metodológico científico.org. Quanto aos futuro. com as Bibliografia: É aconselhável no máximo 50 referências especificações anteriores. itálico. avaliar ou sintetizar trabalhos de investi- meios eletrônicos (CD-ROM) ou outros que surjam no gação já publicados em revistas científicas. concisão da exposição. etc Bibliografia: São aconselháveis no máximo 15 refe- 2.tif ou . fonte English Times (Times Roman) 8. humano ou animal. Os artigos publicados em Revista Brasileira de 3. Caso estejam relacionados a artigos anteriormente Figuras: Considerar no máximo 8 figuras. Power-Point. Sua Nesta seção serão publicados resumos de trabalhos estrutura é a convencional que traz os seguintes itens: e artigos inéditos ou já publicados em outras revistas. 5. fonte English Times (Times Roman) to A4 em corpo (tamanho) 12 com a fonte English Times tamanho 12. sobre-escrito. idade e pode ser realizado em mesmo.gif) ou que possam ser editados em antes de se publicar a carta. que será notificado ao autor. alterará o conteúdo científico. tem observações. sem bibliográficas. Revisão Serão os trabalhos que versem sobre alguma das Estética poderão também ser publicados na versão áreas relacionadas à Estética. Ver o atuais sobre tema de interesse dos profissionais de texto completo em inglês desses Requisitos Uniformes Estética (novas técnicas. no site de Atlântica Editora em pdf). trabalhos de outros idiomas. São trabalhos resultantes de pesquisa científica apre- sentando dados originais de descobertas com relação a aspectos experimentais ou observacionais. e inclui aná. limitando-se unicamente com maior rapidez. O Comitê Editorial poderá devolver. itálico. e figuras digitalizadas (formato . 7. mais extensa que na seção de cartas do leitor. inclusive traduções de e Conclusão. com todas as formatações de texto. porém relacionados à linha editorial da revista. etc. neste último caso não se Esta seção permitirá a publicação de artigos curtos. sem como negrito. originais. origina- . sendo Apresenta as características do indivíduo estudado. Relato ou estudo de caso Os autores que desejarem colaborar em alguma das São artigo de dados descritivos de um ou mais casos seções da revista podem enviar sua contribuição (em explorando um método ou problema através de exemplo. formato A4. divulgação de artigos científicos das áreas relacionadas à Estética. com São trabalhos que relatam informações geralmente as especificações que são detalhadas a seguir. assim como a qualidade periodicidade bimestral e está aberta para a publicação e literária do texto. Artigos originais rências bibliográficas. A Revista Brasileira de Estética assume o “estilo Vancouver” (Uniform requirements for manuscripts sub- mitted to biomedical journals) preconizado pelo Comitê 4. páginas. itálico. arquivo eletrônico/e-mail) para nossa redação. etc. Texto: Recomendamos que não seja superior a três Extensão: Não devem ultrapassar três páginas forma. Resumos lise descritiva e/ou inferências de dados próprios. ou por um de seus membros. formato A4. etc.icmje. realizar modifi. Editorial editados na revista. tais como negrito. e inclusive realizar comentários a trabalhos já 1. que necessariamente haja relação com artigos publi- Tabelas: Considerar no máximo seis tabelas. tais Esta seção publicará correspondência recebida. analisar. sendo que pela publicação na revista os autores limites do trabalho. sugerir trocas ou retorno de acordo com a circunstância. Resultados. Discussão ao cargo do Comitê Científico. resultados iniciais de estudos em curso.tif ou . será enviada ao autor do artigo ou trabalho (formato .

material e métodos. Exemplo: Os Editores podem solicitar justificativa para a inclu. b) e c). e com resolução de qualidade gráfica (300 melhor usar os descritores existentes. por meio de disque.Número de ordem. Expression and são de autores durante o processo de revisão do manus. páginas inicial e final. páginas inicial e final. ponto e vírgula. 2nd ed. Agradecimentos introdução.itálico). com o respectivo endereço. Hypertension and Stroke. discus. editora. te. localization of urokinase-type plasminogen activator re- crito. ƒƒ Título abreviado do artigo. A supervisão geral do grupo de pesquisa também não é suficiente. CD-ROM ou e-mail.br. Título do trabalha. Autoria Todas as pessoas consignadas como autores devem Artigos – Número de ordem. Yamamoto M.465-78. Título da revista O crédito como autor se baseará unicamente nas ano de publicação seguido de ponto e vírgula. diagnosis and management. iniciais de seu nome. etc) anexar 6. ponto. a análise e interpretação dos dados.tif ou . sobrenome do(s) ter participado do trabalho o suficiente para assumir a autor(es). Phillips SJ. etc. com a qualificação In: autor do livro (se diferente do capítulo). destacando os aspectos de formatações de texto. análise). ponto. com todas as ƒƒ Conclusão do estudo. ponto.2 Numere as tabelas em romano. Mohanam S. p. Em seguida os autores deverão indicar quatro 1.54:5016-20. em página de formato ƒƒ Descobertas principais do estudo (dados concretos A4. Para os artigos enviados por correio em mídia magnética (disquetes. 1.1 Os artigos enviados deverão estar digitados em metodologia. Roman (English Times) tamanho 12. dpi).gif. especialmente se o total de autores exceder seis. ƒƒ Autor que se responsabiliza pela correspondência. título do capítulo. ponto. ponto. tanto deverão utilizar os termos utilizados na lista dos 1. disponível no site cumpridas simultaneamente as condições a). Quando mais ou na coleta de dados não justifica a participação como de 6. JH. incluindo auxílio governamental responsável pela tradução do resumo para o inglês e/ou de laboratórios farmacêuticos devem ser inseridos e também das palavras-chave (key-words). título curricular e títulos acadêmicos. formatado da seguinte maneira: fonte Times e estatísticos). pontos. c) a aprovação na publicação List of Journals Indexed in Index Medicus definitiva da versão que será publicada. Não utilizar maiúsculas ou itálicos.bvs.br). auxí- são. letras iniciais de seus nomes (sem pontos nem responsabilidade pública do seu conteúdo.bireme. 3. conclusão e bibliografia. maior novidade. seguindo as seguintes normas: A primeira página do artigo apresentará as seguintes informações: Livros . Resumo e palavras-chave (Abstract. colaboradores. colocar a abreviação latina et al. New-York: Raven press. data e autor. ano da impressão. Na medida do possível. local da edição.com. sobrescrito. é coloridas. especial. antes as referências.70 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 1 < setembro/outubro de 2013 || PREPARAÇÃO DO ORIGINAL O conteúdo do resumo deve conter as seguintes informações: ƒƒ Objetivos do estudo. Key-words) Os artigos. espaço). ponto. Vancouver definido nos Requisitos Uniformes. ponto. Os títulos das b) a redação do artigo ou a revisão crítica de uma parte revistas são abreviados de acordo com o Index Medicus. tais como equipe. autor. processador de texto (Word).3 Numere as figuras em arábico. telefone e E-mail. e envie de acordo DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) da Biblioteca com as especificações anteriores. Referências uma cópia impressa e identificar com etiqueta no As referências bibliográficas devem seguir o estilo disquete ou CD-ROM o nome do artigo. para paginação. Para para cada tabela junto à mesma. seguido da versão Atlantica Editora em inglês e espanhol. importante de seu conteúdo intelectual. Normas gerais ƒƒ Procedimentos básicos empregados (amostragem. Virtual da Saúde. ƒƒ Nome completo dos autores. Deverão ser ou com a lista das revistas nacionais. com não mais de 40 Exemplo: toques. Devem participação exclusivamente na obtenção de recursos ser citados todos os autores até 6 autores. Cancer Res 1994. que se encontra no endereço Internet As imagens devem estar em tons de cinza. As referên- cias bibliográficas devem ser numeradas por numerais 2. Hypertension: pathophysiology. Os agradecimentos de pessoas. desenvolvimento. ponto. artigos@atlanticaeditora. Fotos e desenhos devem estar digitalizados e nos formatos . sobrenome do autor. jamais seguinte: http://decs. etc. Página de apresentação arábicos entre parênteses e relacionadas em ordem na qual aparecem no texto. ceptor in human gliomas. do livro (em grifo . com as legendas palavras-chave para facilitar a indexação do artigo. em uma secção deve ser efetuado em arquivo. 1. 5. 1. número do contribuições essenciais que são: a) a concepção e volume seguido de dois pontos. Sawaya R. 1995. O autor deve ser o lio financeiro e material. In: Laragh aparelhos. cartas e resumos devem ser enviados para: Na segunda página deverá conter um resumo (com no máximo 150 palavras para resumos não estruturados e Jean-Louis Peytavin 200 palavras para os estruturados). tais como negrito. A da Biblioteca Virtual de Saúde (www.br . O envio no final do artigo. letras ƒƒ Título em português e inglês. itálico. editor. 4.4 As seções dos artigos originais são estas: resumo. resultados. 1. dois ƒƒ Local de trabalho dos autores. ƒƒ As fontes de contribuição ao artigo. ponto.

mande seu artigo. artigos@atlanticaeditora.estética Revista Brasileira de A 1 revista a científica destinada aos profissionais de estética! Faça parte de nossa história.com.br .

arquivada ou distribuída por qualquer meio.com. Décio Geraldo Minalli Profª.br Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de e-mail: artigos@atlanticaeditora. Marlus Chorilli Prof. Roberta Silva Jorge Profa. Drª. Ms. estética Revista Brasileira de Presidente do Conselho Científico Drª. Nutrição Brasil.com. Jean-Louis Peytavin Praça Ramos de Azevedo. Dr. Apesar de todo o material publicitário estar em conformidade com os padrões de ética da saúde. Rafael Cusatis Neto Prof. fotocópia ou outro.br www. mecânico. O editor não assume qualquer res- ponsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos. Ms. Vera Lucia Amengol Diretor Antonio Carlos Mello mello@atlanticaeditora. Atlântica Editora. Ricardo William Trajano Conselheiros Profª. Esp.br Atlântica Editora Editor executivo e Shalon Representações Dr. Fisiologia do Exercício.br Centro 01037-010 São Paulo SP Editor assistente Atendimento Guillermina Arias (11) 3361 5595 /3361 9932 guillermina@atlanticaeditora.atlanticaeditora.br E-mail: assinaturas@atlanticaeditora. Marcia Regina Del Grandi Profª.com.br E-mail: atlantica@atlanticaeditora. Dr. Sonia Regina Ribeiro Castro Maturana Profª. Ms. Jeanete Moussa Alma Conselho Científico Prof.br Atlântica Editora edita as revistas Fisioterapia Brasil.Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida. Regina Célia da Costa Leão Prof. eletrônico. Andréia Gomes Candido Profª. Marcos Moisés Gonçalves Prof.00 cristiana@atlanticaeditora.com. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes. 206/1910 jeanlouis@atlanticaeditora.br Direção de arte Assinatura Cristiana Ribas 1 ano (6 edições ao ano): R$ 210. Esp. Dr. Ms. Dr.P.com.Atlântica Multimídia e Comunicações Ltda . Enfermagem Brasil. . Fabiana Abraão Grupo de Assessores Prof. métodos. Esp. sem a permissão escrita do proprietário do copyright. © ATMC .com. sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.com.com. Francisco Romero Cabral Profª. Esp. instruções ou idéias expostos no material publicado. Neurociências & Psicologia e Síndromes I.

.........108 Sustentabilidade estética: impactos produzidos pela atividade do profissional esteticista ao meio ambiente.....83 Fenômeno migratório de profissionais da saúde para a área estética na cidade de Campo Grande/MS..122 RELATO DE CASO Uso do equipamento de alta frequência no tratamento da dermatite seborréica inflamatória do couro cabeludo................................. Luciano Júlio Chingui........................... na melhora da qualidade de vida e imagem pessoal............ Silvana Gaiba.......................................... Denise Brega Alvares................... Jeanete Moussa Alma................. Valeria Brega Alvares Taborda.76 ARTIGOS ORIGINAIS Acne vulgar: avanços na técnica combinada de limpeza de pele associada ao peeling ultrassônico e a fotobioestimulação com LED.............. Jeanete Moussa Alma........................... Tatiane Moura da Silva.. Alexandrina Rubio Barboza. Maria Eugênia Mayr de Biase...... estética Revista Brasileira de Sumário Volume 1 < Número 2 < Novembro/Dezembro de 2013 EDITORIAL Devagar e sempre!....... Andreia Gomes Candido... Maria Regina Rodrigues da Cruz........93 Correlação entre simetria facial natural e percepção da beleza e impressões pessoais.................116 Técnica combinada de preenchimento facial e hidratação estética em portadores do vírus HIV/AIDS................... Vera Lucia Amengol de Lima........... Clementina Michielom de Augusto Isihi................ Jeanete Moussa Alma........................ Joana Aguirre do Amaral........ Silene Mancini.................131 .............. Jeanete Moussa Alma............ Michele Figueira Nunes......................77 Aplicação transdermal de D-pantenol e do laser de baixa potência no tratamento da alopecia androgenética............... Jeanete Moussa Alma.............................................. Juliana Roldi Ramos........................ Aline Lopes da Rocha Tenório................ Jeanete Moussa Alma..................

Alias. Mos. diversidade é extremamente salutar. vão dos chegou e a Revista Brasileira de Estética relatos de casos aos que se preocupam se coloca absolutamente a disposição. Minas Gerais e Maranhão. a Editora Atlântica e trabalhos de outros Estados. A nova era da Estética sos artigos são bastante ecléticos. com as questões legais da profissão. não se esqueçam.76 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 EDITORIAL Devagar e sempre! Profa. Vocês poderão notar que nos. Começamos a receber legais e políticas. Essa Boa leitura a todos. Dra Jeanete Moussa Alma Assim sempre foi a carreira Estética. mas também não esquecem das questões ra Revista Cientifica. edição extra ou especial com as melhores Nosso sonho é que em poucas edições profissionais do país. com o aprimoramento de suas técnicas. é o caso do nosso corpo científico estão elaborando uma Espírito Santo. estamos a disposição para publicar bons tra que as esteticistas estão preocupadas artigos. tenhamos trabalhos de todos os estados com protocolos super bem elaborados e em- brasileiros. de todas as regiões. e um grande abraço. não poderia ser diferente com nossa primei. basados na ciência. Mande o seu. . e.

Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil. Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil. Rua Saint Martin.*** || Resumo A limpeza de pele é um procedimento comum na prática diária em estética. *Pós-Graduanda em Estética da Universidade Gama Filho. visando a aumentar sua eficiência e proporcionar melhores resultados. ***Esteticista. Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho. Jeanete Moussa Alma. Palavras-chave: acne vulgar. E-mail: alvaresdenise@hotmail.Sc. D. São Paulo/SP. Algumas das técnicas difundidas de forma empírica entre os profissionais da área de estética não são padronizados e nem estão descritas na literatura científica. Com o objetivo de padronizá-la como opção mais abrangente e avançada do que a limpeza de pele tradicional. Diretora do Centro de Dermatologia Estética e Laser de Bauru (Delcentro).31(1) Endereço para correspondência: Denise Brega Alvares. Valeria Brega Alvares Taborda**. a técnica combinada foi otimizada pelo uso de micropipetas de vidro em associação ao peeling ultrassônico e a fotobioestimulação com LED. Coor- denadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. higiene da pele e métodos. **Dermatologista. Os autores propõem uma técnica combinada que busca associar práticas de domínio público a novas opções tecnológicas.com .Artigo originalmente publicado em Salusvita 2012. 18-19 Bauru SP. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 77 ARTIGO ORIGINAL Acne vulgar: avanços na técnica combinada de limpeza de pele associada ao peeling ultrassônico e a fotobioestimulação com LED Acne vulgaris: advances in the combined technique of facial skin cleansing associated with ultrasonic peeling and LED photobiostimulation Denise Brega Alvares*. Doutoranda em Biologia Oral. outras técnicas estão descritas na literatura científica descon- examente. Supervisora de Estágio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/Unisantanna . Esteticista do Centro de Dermatologia Estética e Laser de Bauru (Delcentro).

a limpeza de pele pode ser indicada em todos os graus de acne [4]. O tratamento medicamentoso pele. esteticista habilitada. skin cleansing and methods. Procura-se. || Introdução Atualmente a desvantagem evidente é que a extração da forma mais comumente A acne vulgar. Na prática. aumentam o tempo e o custo do pro- da acne deve ser orientado por um médico cedimento [6]. a de comprometimento clínico [6]. they combine technique and optimize them by using glass micropipettes in association with ultrasonic peel and LED photobiostimulation in order to both increase efficiency and provide better results. que foi otimizada pelo . The authors propose a combined technique that seeks to involve practices in the public domain to new technological options. evitando a evolução para pústulas [5]. como reduzem a eficiência da limpeza de duos [2. pois tem ação importante no esvaziamento de lesões inflamatórias (pústulas) e princi- palmente nas lesões não inflamatórias (co- medões abertos). eliminar com traumas mínimos as lesões pustulo- sas e comedogênicas. Aiming to standardize it as a most comprehensive and advanced option than the traditional skin cleansing. através da expressão digital. portanto. pois a extração O objetivo dos autores é apresentar com princípios de antissepsia elimina as uma opção mais abrangente e avançada lesões inflamatórias da acne e reduz o grau do que a limpeza de pele tradicional. complementarmente à extração dos comedões geralmente se faz Figura 1 . como nódulos e pseudocistos de extratores de comedões metálicos (grau III) ou como abscessos e fístulas utilizados amplamente durante a limpeza (grau IV) [1] que indubitavelmente afetam de pele mantêm o risco de traumas. como pápulas e pús. considerada a doença realizada.3]. técnica combinada. manifesta-se pela pode proporcionar danos na pele normal presença de comedões abertos e fechados contígua dos comedões [7]. com o risco (grau I) (Figura 1). Other techniques are described separately in the literature. bem a autoimagem e a autoestima dos indiví. Key-words: Acne vulgaris. Modelos distintos tulas (grau II). e um número variável de de prejudicar a cicatrização ou geração de lesões inflamatórias. some of the techniques empirically widespread among professionals in aesthetics are not standardized and are not described in literature. A remoção dos comedões promove melhoria imediata e acentua a satisfação do paciente. cicatrizes inestéticas. preservando a pele normal ao redor.Comedões abertos de acne necessária e deve ser realizada por uma vulgar grau I (videodermatoscopia). mais comum de pele.78 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 || Abstract The facial skin cleansing is a common daily procedure in aesthetics practice. dermatologista.

gel de limpeza ou espuma e um creme amolecedor de comedões (Dermotivin Salix foam. Galderma. nutos o jato do aparelho vaporizador de O aparelho é composto por cerâmicas ozônio ao centro da área a ser tratada. limpeza ultrassônicos [10] e refere-se Uma técnica ainda não publicada. tissepsia da pele com sabonete an. São Carlos/ bactericida. fluidifica a secreção previamente com algodão embebido em sebácea (sebo). sônico flexional. comércio Ltda. visando a aumentar sua eficiência e proporcionar melhores resultados. estimula a atividade soro fisiológico e direciona-se por 15 mi- hipersecretora e sudorípara (Figura 2). Industra Mecânica Fina. ca. que além de ser Indústria e Comércio Ltda. Santo André/SP). Melfe Cosméticos Indústria e Hortolândia/SP). || Material e métodos Descrevemos a técnica combinada no tratamento complementar da pele com acne vulgar que usa aparelhos e dispositivos para extração de comedões. Brasil). São Paulo. ƒƒ 2ª fase: Após a antissepsia da pele. pipetas extratoras de comedões (tubos capilares de vidro para microhematócrito . esfoliação ultrassônica e fotobioestimulação com LED. aplica-se uma loção adstringente e emoliente (loção hipo- • 1ª fase: Inicia-se a técnica com an. com 25. SP. umedece a pele e evita a SP). conforme as fases abaixo: • 3ª fase: A seguir. Vitaderm Hipoalergênica. protegem-se os olhos culares (poros). mas à formação de cavidades vazias ou desenvolvida pelos autores adapta tu- preenchidas com gazes ou vapores em bos capilares descartáveis como micro- meio líquido. resultados e diminui o risco de traumas meno explorado pelos sistemas de imediatos e hipercromias indesejáveis. A cavitação acústica é o fenô. piezoelétricas que são responsáveis ƒƒ 4ª fase: Para facilitar a extração dos co- pela conversão de energia elétrica medões utiliza-se um dispositivo alterna- suprida pelo gerador no ultrassom que tivo que aumenta a eficácia da limpeza irá promover a cavitação e a limpeza de pele estética tradicional. alergênica facial de trietanolamina. micropipetas extratoras descartáveis. -umidificador de ozônio (DGM Eletrôni- (TriaSystem. Utiliza-se o tradicional vaporizador- realiza-se o peeling ultrassônico. com frequência de na próxima etapa. microdrena- gem de pústulas. (Payot. os comedões. fotobioestimulação com LED.000 vezes por segundo (25 kHz). promove a dilatação dos óstios foli. pressão excessiva ao remover [11]. No caso da face.9]. São Paulo/SP) tisséptico. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 79 uso de micropipetas de vidro em associa. que através do transdutor ultras. melhora os [8.Aparelho de peeling ultrassô- ção esfoliação (peeling) ultrassônico e a nico utilizado na fase 2. Figura 2 .

acessível. com ação matócrito)como o um instrumento para bactericida. importante no tratamento Taborda. da acne. o q uegarante co de disseminar uma possível infecção. ou seja.Representação da retirada absorção de protoporfirina IX acontece do comedão aberto com micropipeta em 410 nm. comprimento de extratora descartável (tubo capilar de onda do LED azul. leve. São (Figura 3 e 4). 1. de ƒƒ 5ª fase: Na finalização utiliza-se a Lâminas de Vidro Ltda.Extração de comedões aber. absorvida através da luz azul na presença de oxigênio. de tória e cicatrizante. acnes [20. . a fotobioestimu- tos com tubos capilares descartáveis lação com LED atua em um processo (técnica de micro . No tratamento padronizou em sua clínica há 15 anos coadjuvante da acne associa-se a fo- o uso de micropipetas descartáveis tobioestimulação com LED de 405nm (tubos de vidro capilares para microhe. Industra Mecânica metro interno. de baixo cus.drenagem de Tabor. na literatura internacional [12-18]. que destrói as bac- térias do P. Um dos autores (VBAT) Carlos/SP) (Figura 5). to. que utilizam um Figura 3 . O pico de Figura 4 . Perfecta Ind. Indica-se a aplicação da luz azul durante 10 minutos (efeito bacteri- cida) e 15 minutos da luz infravermelho (efeito anti-inflamatório e cicatrizante). São Paulo/SP) fotobioestimulação com aparelho de de 75 mm de comprimento. Fase 4 da técnica combinada. onde os resultados da). LED. efeitos descritos fácil manuseio. intensidade de energia. Multiwaves. A tera- pia com luz azul (405 nm) atua através da fotossensibilidade das porfirinas produzidas pelo Propionibacterium acnes. um tratamento não-ablativo. ocorrem como efeito direto da irradia- ção luminosa (fotobioestimulação) e não por conta do aquecimento. descartável e com menor chance de O espectro de luz utiliza uma baixa traumatizar a lesão tratada e menor ris. (aplicação de cabeça azul). seguida da fotobioesti- extração de comedões e microdrenagem mulação com LED de 940 nm (cabeça de pústulas durante procedimentos de infravermelha) de ação anti-inflama- limpeza de pele. processo fototérmico. por ser prático. explicando sua ação vidro) na técnica de microdrenagem de bactericida. e Com. a principal bactéria causadora da acne vulgar [19].1mm diâ. Diferen- temente dos lasers.5mm diâmetro externo Fina.80 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 sem heparina. Indústria e Comércio Ltda. A ativação da pro- toporfirina IX. produz oxigênio atômico.21]. fotobioquímico.

LEDs. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 81 Figura 5 . 405nm) na fase ções. o que aumentar o des. fluidificando o sebo e retirando os comedões e drenagem de pústulas: manual restos celulares (por expressão digital). a pele normal ao redor das lesões dos Serra/ES) que contribui para diminuir o comedões. foliculares. preservando a integridade da pele sadia. e aumenta o risco de infec- relho de LEDs (luz azul. O dispositivo extrator descar- rentes modelos patenteados de extratores tável para extração não traumática de metálicos de comedão). micina 2% (Stiefel. Ao contrário. hipercromias e aplica-se uma solução tópica de eritro. O peeling ultrassônico já prepara a pele para continuidade do trata- Existem três formas de extração dos mento. sobre os manual com as pontas dos dedos envoltos já existentes. onde o profissional preocupa-se com a integridade da pele sadia otimizando || Discussão os resultados. portanto ƒƒ 6ª fase: Segue-se uma máscara suavi. Guarulhos/SP) nas áreas das extrações dos comedões [22]. já que se trata de um dispositivo tubular. exercer o mínimo trauma so- em algodão ou gaze. infecções. conforto e a dor. traumatiza efeitos indesejáveis como infecção. que normalmente obstruem os óstios táveis e com dispositivos metálicos (dife. Indústria e Comércio Ltda. o aparelho de .Fotobioestimulação com apa. leve e com superfície mínima de contato com a pele normal para exercer pressão circular limita- da a pele justaposta ao comedão. cicatrizes na pele tratada. com agulhas descar. Para prevenir infecções contíguas. hemorragias. indesejáveis. sendo mais seguro e evitando eritema e atua em sinergismo com os complicações como inflamações. discro- excessivamente a pele normal ao redor do mias ou formação de cicatrizes inestéticas comedão ou pústula. escoriações. discromias e cicatrizes indesejadas. Adicionalmente. utilizando-se a micropipeta de vidro extratora descartável proposta pelos autores o trauma é consideravelmente reduzido. onde a força ao ser bre a pele ao redor dos comedões. A forma de extração comedões e microdrenagem de pústulas mais comumente realizada é a extração apresenta como maior vantagem. evitando exercida em apenas 2 pontos. || Conclusão Para finalizar aplica-se um protetor solar físico-químico com amplo espectro (UvA Após o exposto acredita-se que se e UvB) em veículo apropriado ao tipo de trata de uma técnica para limpeza de pele pele tratada. preferencialmente em gel menos agressiva e potencialmente mais ou emulsão (oil free) não comedogênica. A zante (Adcos Clean Solution de endorfina micropipeta extratora descartável preserva e arnica. segura. 5 da técnica combinada. Os extratores metálicos são dispositivos reutilizáveis disponíveis para a extração de comedões abertos cuja superfície metálica de contato com a pele ao redor do orifício extrator causa um trauma que é rapidamente percebido através do eritema resultante.

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**Mestre em Fisio- terapia pela Universidade Metodista de Piracicaba. Por meio de pesquisa do tipo exploratória descritiva avaliam-se os efeitos da aplicação do laser de baixa intensidade no tratamento de alopecia androgenética no processo de crescimento capilar com comprimento de onda entre 660 a 690 nm (laser vermelho) e *Mestre em Saúde Pública. M. No decorrer dos anos. componente responsável pela maior energia celular. e consequentemente desenvolvendo produtos cujos princípios ativos se apliquem a esses fenômenos de forma eficiente.** || Resumo A ciência tem se preocupado em compreender os diferentes eventos fisiológicos envolvidos na queda de cabelo. Pós Graduada em Reabilitação do Sistema Músculo Esquelético. Universidade Americana em Assunção.*. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 83 ARTIGO ORIGINAL Aplicação transdermal de D-pantenol e do laser de baixa potência no tratamento da alopecia androgenética Transdermal application of D-panthenol and low power laser therapy in androgenic alopecia Vera Lucia Amengol de Lima. Coordenadora do programa de Pós Graduação em Dermoestética e Cosmética Aplicada na Universidade Ceuma/MA.Sc. e assim desenvolver terapias capilares mais efetivas. O Laser de baixa potência vem sendo utilizado para tratamento da alopecia androgenética desde 2003. dentre estes res- saltamos o D-pantenol. especialista em acupuntura pela ABA (Associação Brasileira de Acupuntura). doutorando em Fisioterapia pela UFSCar. M.Sc. são estimulantes metabólicas que atuam no interior das células e au- mentando sua atividade por conta de uma maior produção de Adenosina Trifosfato (ATP). através de pesquisas. Luciano Júlio Chingui. Doutoranda pela Universidade Americana em Assunção. vem buscando alternativas para o tratamento de alopecia procurando entender as causas que levam à queda do cabelo. docente do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera e do programa de pós-graduação em Dermoestética e Cosmética Aplicada da Universidade Uniceuma/MA Correspondência: Vera Lucia Amengol de Lima.com. a indústria de produtos cosméticos. E-mail: veraamengol@yahoo. Especialista em Dermoestética e Cosmética Aplicada pela Universidade Ceuma/MA.br .

ções estéticas está a pele da facial. Entre os grandes alvos das interven- indivíduo. capaz de se renovar completamente.Low Intensity Laser Treatment). por tração. parcial do cabelo [3]. || Introdução Diante disso. The cosmetics industry over the years. Palavras-chave: laser. They are metabolic stimulants. with real power of the transmitter de 100 mW. um determinado padrão mesmo contexto a perda de cabelos. uni- potencial de influenciar a autoestima e versal. || Abstract The science has been concerned with understanding the different physiological events involved in hair loss. wavelengths between 660-690 nm (red laser) and between 790 to 830 nm (infrared laser). os efeitos do envelhecimento sobre os mente importantes na harmonia facial em diversos sistemas. entre eles o sistema todas as fases da vida. areata. como mostrar sua personalidade. tem de comportamento que ele está adaptado se configurado atualmente como um dos às tendências da moda. O seu xuais das pessoas. De acordo com pon- Para Dawber [2]. emoldurar o rosto. é importante como função a proteção do couro cabe. e da aplicação transdermal de D-pantenol. eflúvio telógeno. tegumentar onde se encontram a pele e os também oferece outras possibilidades ao pelos. a component responsible for most cellular energy. De modo geral. [4]. carência nutricional dentre outras. Key-words: laser. D-panthenol. tratamento da alopecia. cia. and consequently developing products whose active ingredients are applied efficiently to these phenomena. and the application of transdermal D-panthenol. alopecia therapy. elucidar que existem vários tipos de alope- ludo contra agressões diversas. and thus develop more effective therapies. Os cabelos são estetica. sem observando-se grandes mudanças com deixar cicatrizes. de forma geral ou indivíduos [1]. entre os quais os mais frequentes são: siderado um complemento estético com androgenética. through research. por produtos químicos. servindo como um car. Among these we emphasize D-panthenol. Through exploratory research descriptive we assessed the effects of applying low-intensity laser in the treatment of androgenic alopecia in the process of hair growth: energy (LILT . com potencia real do emissor de 100 mW. The low-intensity laser has been used for treatment of androgenic alopecia since 2003. é con. Nesse seu estilo de vida. is looking for alternatives for the treatment of alopecia. d-pantenol. acting within the cells and increasing their activity because of an increased production of Adenosina Trifosfato (ATP). seeking to understand the causes that lead to hair falling. aspectos psicológicos inclusive os se.84 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 entre 790 a 830 nm (laser infravermelho). os cabelos têm derações de Sucar et al. desenvolvimento gera um distúrbio psicos- . A alopecia é o nome dado à queda tão de apresentação pessoal de todos os temporária ou definitiva. Do ponto de vista maiores problemas estéticos tanto para funcional eles conservam o encargo de homens como para mulheres. as preocupações com as características da beleza estética têm O cabelo é a única estrutura corpórea crescido intensamente nos últimos anos.

Townes (Estados Unidos) e Alexandre M. fisioterapia. Dentre eles encontra. Einstein. tica. a androgené. de tratamentos tanto para intervenções Conforme estudo de Pereira [5]. ficamos a imaginar a eficiência da luz. entre médicas quanto para estética.7. não havendo dispersão. autor. que são Laser Treatment) com o comprimento de lasers que funcionam no intervalo de ondas onda entre 660 a 690 nm (laser vermelho) do micro-ondas. a luz laser é pura e composta de uma Associados a esses recursos encon. Índia e China para tratar doenças da androgênica se constitui como uma grande pele. a interação da energia radiante [7]. nos homens como nas mulheres. ou seja. apesar O uso da luz como agente terapêutico de ser relativamente menos comum no vem desde a antiguidade. Os lasers são definidos como fontes Nesse sentido. dentre outros seguimentos que tica é a mais comum e se manifesta tanto tem relação com a biomedicina. e da aplicação transdermal de Premio Nobel na década de 50 utilizando D-pantenol nos tratamentos de alopecia a teoria da mecânica quântica. como feminina [6]. Esta pesquisa teve como objetivo ava. patologias consideradas insolúveis dentre apresentam todos os feixes de luz na mes- elas podemos citar a calvície androgenética ma fase no espaço e tempo. lho). com uma potencia real do emissor: Prokhorov (União Soviética). Os cientistas Charles H. Todavia a aplicabilidade deste laser. como a psoríase. nica. pois apre- luz estabelecidas no processo de emissão sentam as seguintes propriedades: coerên- estimulada. que comprovam o potencial de A luz coerente permite aos lazeres regeneração tecidual nos tratamentos de sejam focados no local marcado. vitiligo e o câncer preocupação para a beleza tanto masculina com a exposição do paciente ao sol [10]. Nesse sentido a alopecia Egito. são destinam a auxiliar na redução da queda capazes de percorrer longas distâncias sem do cabelo [2]. em pequenas áreas de tecido e fornecem -foto-térmicos que possam influenciar o grande intensidade de energia. aumentar seu diâmetro [6. Ela foi usada no sexo feminino. de energia (LILT – Low Intensity mulated Emission of Radiation). e entre 790 a 830 nm (laser infraverme.9]. monocromaticidade e colimação [10]. Os precursores dos lasers foram os liar os efeitos da aplicação laser de baixa MASERs (Microwave Amplication by Sti- intensidade. e o efeito colimado apresenta tra-se os princípios ativos utilizados em todas as ondas sempre paralelas entre cosméticos como o D-pantenol que se si. publicados. todas as formas de alopecia. é uma luz comum de alta intensidade -se os lazeres que são fontes únicas de com características diferentes. a cosmetologia e a de luz coerente que podem ser focalizadas biofísica têm desenvolvido recursos eletro. no processo de crescimento capilar. fato só veio ocorrer em 1951 com a am- . ou seja. Segundo o crescimento capilar. monocromá- conhecida como calvície [7-9]. ganharam o 100 mw. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 85 social que leva os pacientes a busca de como também as amplas possibilidades alternativas para reverter esta alteração [1]. em 1917 apresentou em seu trabalho Zur Quantum Thoria der Strahing Revisão de literatura (a teoria quântica da radiação) e teorizou a possibilidade da emissão estimulada da Quando se ouve comentar a respeito de radiação. Existe um arsenal de trabalhos cia. odontologia. ao explicar androgenética através da corrente galvâ. única cor.

provocando a reabsorção de como sendo a potência óptica útil do laser exsudatos e favorecendo a eliminação de em Watts. Maima encontrou é a ativação do folículo pilo sebáceo. tório. Otimização [11]. por intermédio da mitocôndria [11]. em para os tratamentos capilares. potência de pico varia entre 20 e 100mw tes parâmetros: escolha do comprimento e contínuo em seu método de operação. namento do primeiro laser. que é definida inflamação. entre 700 e 900 nm. célula geradora do cabelo. b) Desgranula- -na para o espectro visível da radiação. efeito anti-inflama. incidência deve ser sempre perpendicular densidade de potência. A fluência é definida como quantidade culação. emitindo comprimentos de onda pia. A terapia com luz laser banda infravermelha. que foi um de rubi [11]. Almeida e Figueiredo [17]. garantindo um aporte eficiente de de energia necessária para ativar um deter- elementos nutricionais e defensivos para a minado número de moléculas. explicam que. e efeito cicatrizante. c) as condições físicas ideais para o funcio. efetiva do isolamento causado pela coagu. Tal afirma- julho de 1960. número de sessões e deve estar isenta de barreiras como suor. eficiente. nica preconizada é a mais nova proposta Daí o surgimento do primeiro laser. o laser eleva a produção de ATP [13]. Maiman. Grandezas físicas dos lasers Tal fato ocasiona vários efeitos como: efeito energético que é explicado pelo fator Irradiância é o termo definido como anti-inflamatório a nível local reduzindo a densidade de potência (DP). e como qualquer tratamento terapêuti. pressa em cm2 [15]. sua de baixa intensidade deve seguir os seguin. a aplicação da radiação infravermelha Laser terapia próxima é sua maior penetração nos teci- dos. pois é ela duro [12]. Theodore H. ção do mastócito cuja função específica Dessa forma. é uma tera. essa porção região lesada. portanto invisível. anti-edematoso. se dá pela estimula o tecido cada vez que o excitem ação fibrinolítica: proporciona a resolução com uma dose satisfatória de laser [16]. incremento quem define a profundidade de penetração á produção de adenosina trifosfato (ATP): no tecido alvo [9]. produzido pelo estimulo à micro cir. Schawlow -se em conta cinco efeitos do laser nestas seguiram o mesmo princípio utilizado no terapias: a) Incremento energético para a desenvolvimento do MASER. sendo geralmente usa- co. O comprimento de onda é uma caracte- lação do plasma. tipo de regime de para diminuir a reflexão e a região irradiada operação do laser.86 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 plificação de micro-ondas descritas por A associação do laser a quaisquer téc- Townes [9]. proporcionando um aumento da atividade Dosimetria mitótica e aumento da síntese de proteína. e que o laser infravermelho é seguro e Como o próprio nome diz. dividida pela área irradiada ex- substâncias alógenas. A de onda adequado. . por Theodore H. cremes. estenderam. a reação dos organismos varia muito de do comprimentos de 820 nm e 830 nm na pessoa para pessoa. entre outros. características ópticas do tecido [14]. ção tem fundamentação científica levando- depois que Townes e Arthur L. que determina o edema rística extremamente importante. densidade de energia.

matriz germinativa chamada papila dermal -se uma camada bem mais interna com altamente vascularizada. três camadas de células. estão: região dos olhos. pois é no a papila se reconstitui formando uma nova córtex onde se localiza a matriz. de e medula. estrutura base germinal [20]. Dura cerca de 3 a 6 meses. Normalmente cerca de 80 a ativo ou suspeitado. executa sua função e morre este fato que dá inicio a formação de um novo fio [5]. É a fase da regressão. catágena e telógena. as Um aspecto relevante a ser observado é o células da papila dérmica (os fibroblastos fato de que cada folículo piloso obedece a especializados) que se encontram nessa seu próprio ciclo de desenvolvimento. pelo risco de nível subcutâneo. A duração desta fase é lesões à retina. A segunda camada completamente atrofiado se desintegra do que é o córtex. área formam uma nova matriz extracelular. im. ocorre em 3 fases claramente definidas. a cutícula que é a camada mais queda) é um estado terminal onde os fios externa formada por escamas com as bor. folículo piloso retorna à fase anagena. O bulbo contém a queratina pigmentada. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 87 Dentre as contra indicações do uso do anágeno penetra mais profundamente. Nesta etapa há uma massa de queratina constituída por o rompimento da ligação papila-bulbo [19]. cerca de 2% dos fios dos cabelos do plantes eletrônicos (marca passo) [7]. responsável pela função pouco esclarecida [18]. Esta fase ginações do epitélio superficial formada por dura cerca de três semanas. Tratamento Segundo Kede e Sabatovich [21]. responsável pela síntese proteica. Chivot e Martini folículo mais inferior entra em regressão e [18] e Harrison [19]. é chamada folículo piloso ou pilos sebáceos. córtex A fase elógena (fase terminal. aná- gena. e é constituído por fibras longas de espessa e profunda. a O objetivo do tratamento de alopecia fase anágena (fase de crescimento) é a é cuidar do foco do problema utilizando o fase mais longa do ciclo. finalmente se desprendem do folículo já das voltadas para cima. tecidos tumorais ou 85% dos folículos estão nessa fase pré-tumorais não podem ser irradiados. Nesta fase os tratamento adequado dependendo do diag- ceratinócitos proliferam rapidamente devido nóstico clinico para avaliação das causas à intensa atividade mitótica. que toda vez que o em quantidade aproximada de cinco milhões. nasce. cresce. pacientes com carcinoma de 2 a 7 anos. desta forma regulando o A estrutura que forma o cabelo no ser humano ciclo de vida do cabelo [2]. e o folículo que desencadearam o problema [21]. o cabelo deixa de ser produzido. transmissão de toda informação necessária Dawber e Vanneste [2] afirmam que: para a multiplicação e diferenciação das células da matriz. A atividade celular é reduzida Aspectos anatomo-funcional do cabelo e o bulbo entra em processo de atrofia as mitoses na matriz param de proliferar e o Segundo Peyrefitte. A segunda fase. Na parte inferior do folículo piloso O córtex representa 90% do peso do encontra-se o bulbo que é a parte mais cabelo. catágena (fase estacio- gestantes (profissionais e pacientes). . nária). no laser. Por último encontra. Vale ressaltar. cutícula. esse é o componente de folículo e cai. couro cabeludo estão nesta fase. os cabelos são inva. maior importância para o cabelo.

atinge o sangue e liga-se às proteí. Ele de corrente elétrica contínua. Dessa maneira. penetra na pele e efeitos indesejáveis e ou sistêmicas [25]. absorção cutânea passiva é o fato de que nas séricas (beta-globulinas). sionando íons de polaridade semelhante Irritações. possibilitando introdução de substâncias tera- O pantenol. esse movimento promove arraste Iontoforese componentes neutros e iônicos nele diluí- dos. pode-se conceituar a Dessa maneira. técnica permite a transferência tanto de Com o advento da eletroterapia di. pele e unhas. é um precursor da vitamina B5. minimizando aplicado topicamente. a rosto. utiliza corrente contínua com intensidade Assim. quimicamente conhecido pêuticas para o interior da pele por intermédio pelo nome de d-pantenol. De acordo com Barry [26]. é um álcool. eletrosmo- se e pelo aumento da permeabilidade da || Indicações cutânea. técnica que eletrodo que apresente a mesma polaridade. Além de sua com a ionização além da difusão passiva. ao utiliza ondas ultrassônicas com a mesma passo que as de valência negativa. conhecida trata-se de uma técnica de aplicação tópica. devem finalidade [24]. a provitamina de da interação entre droga e o campo elétrico. mãos e abdome.88 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Pantenol [. estrias cutâneas em a do eletrodo sob o qual são colocados. drogas de valência positiva devem em miliampère (mA) e a iontoforese. o aumento da permeabilidade intrínse- A aplicação transdermal de drogas é ca da pele é outro relevante efeito gerado uma técnica não invasiva que permite que pelo campo elétrico da corrente [27]. nas unhas. Sua absorção cutânea é vantagem da iontoforese em relação à rápida. quando cujos efeitos podem ser locais. a relevante liais com rapidez. mecanismos de eletro pulsão. dermatite actínia. transformando-se em ácido pantatênico e regenerando as células epite. os princípios ativos sejam transferidos para Sendo a eletro repulsão o principal o interior do tecido subcutâneo garantindo fenômeno responsável pela transferência uma ação controlada. precisa e localizada do princípio ativo para interior da pele.. ácido pantatênico (Vitamina B5) é utilizada sabe-se que o campo elétrico gerado pela em formulações cosméticas especialmente corrente promove repulsão iônica impul- para o tratamento de cabelos. Nesse sentido. pelo nome de ácido pantatênico. drogas com valência tanto positiva quanto versos métodos de permeação cutânea negativa.] a transmissão iônica pela pele intacta. ser aplicadas no cátodo [26]. eletro osmose é o movimento intradérmico escaras por decúbito. de água que ocorre do ânodo em direção ao cátodo. O mecanismo de eletro pulsão decorre Segundo o autor. fissuras.. ação cicatrizante. entre os quais pode só ocorre quando a droga é colocada sob o se destacar a iontoforese. Evidentemente a eletro repulsão foram desenvolvidos. a iontoforese constitui- Iontoforese como sendo -se com alternativa viável para transferência . tem ação anti-seborréica simultaneamente há um incremento na para o folículo piloso e ação umectante e penetração da droga em decorrência dos estimulante do metabolismo epitelial [22]. essa [23]. que ser exclusivamente colocadas sob ânodo.

Fluência 70 /cm2. O protocolo consistiu na lavagem do cabelo com xampu de jaborandi. Após o achados científicos. Contudo. 12 sessões. rugas. caráter definitivo. baseado no levantamento de aplicação transdermal do princípio ativo cosmético de D-pantenol Figura 1 . meira etapa. de 30 minutos. (celulite) e da lipodistrofia localizada.Antes em associação da irradiação de laser de baixa potência entre 660 a 690 nm (laser vermelho) e entre 790 a 830 nm (laser infravermelho). a iontoforese com D. . uma vez por semana. Realizou-se uma aplicação a rias no tratamento do Fibro Edema Gelóide laser uma vez por semana. Fluência 140 J/ ção. cujo efeito intuito de estimular a circulação sanguínea. em especial a amplitude. com duração de 6 meses (janeiro Fonte: arquivo pessoal a junho de 2010). capilar dos novos fios. sendo que a flacidez e outras doenças relacionadas à dosimetria utilizada foi a mesma da pri- estética [27]. a aplicação da iontoforese cm2 logo após 2 J. A pesquisa foi do tipo descritiva explo- ratória. em média. como a melhor alternativa para (D-pantenol). sendo que uma vez por ano o cliente comparecerá a clínica para || Material e métodos reavaliação e manutenção mínima de 12 sessões a cada 15 dias. aplicações foi de 4 J (joule). Programa Tricoterapêutico a Laser da paciente foi efetuado conforme o questioná- rio detalhado da Anamnese em 24 sessões e foi dividido em três fases. deve obedecer a critérios racionais para a aplicou-se um tônico com D-pantenol. Esta fase iniciou- A iontoforese é evidentemente uma -se após 4 meses (novembro de 2010 a técnica eficaz e muito utilizada na prática janeiro de 2011). Esse fato decorre do vermelho com comprimento de onda de 660- fluxo eletrônico unidirecional e constante 690 nm cuja dosimetria nas três primeiras no decorrer de todo o período de aplica. escolha dos parâmetros físicos durante a A segunda fase foi a de manutenção aplicação. seguida da irradiação com laser realizar a ionização. Seus efeitos têm trazido melho. de eletro repulsão é superior às correntes posteriormente foi aplicado um ionto pré-laser pulsadas. Para tanto Em seguida foi efetuada alta frequência com se elege a corrente contínua. com duração. perfazendo um total de da estética. entrou-se na manutenção em no tratamento de alopecia [23]. Considerando esses importantes Finalmente. por fim. estabelecimento do processo de recupera- -pantenol pode ser um importante recurso ção capilar. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 89 de princípios ativos pela pele. O estudo foi realizado no período || Resultados e discussão de janeiro a dezembro de 2010. Na 1ª fase do tratamento intensivo foram realizadas 24 sessões. a última etapa. que imediata para o processo de recuperação deve ser de no máximo 5 mA [28].

Depois Fonte arquivo pessoal Fonte: arquivo pessoal Figura 4 . bem como a inspeção visual in loco revelam diferenças significativas entre as condições antes e depois das aplicações.Antes Figura 6 . Nesse sentido.90 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Figura 2 . esses resultados comprovam que a asso- ciação de D-pantenol e do laser de baixa potência leva a uma diminuição percentual elevada da queda de cabelo se comparada aos demais tratamentos capilares.Depois A análise fotográfica. Esses achados são ratificados em recentes publicações que descrevem com Fonte: arquivo pessoal clareza que a radiação a laser gera aumento significativo na síntese de ATP.Depois Figura 5 .Antes Fonte arquivo pessoal Fonte: arquivo pessoal Figura 3 . importantes efeitos relacionados ao incremento de sín- .

Laserterapia de baixa fico. São Paulo: Editora nea de D-pantenol e a irradiação com laser de Di Livros. Karu T. 2006. The science of low power compreensão dos efeitos inerentes às laser therapy. o presente trabalho teve como objetivo ava- potencial de aplicação e perspectivas. J Photochem demonstraram que a terapia a laser cons. Quím liar os efeitos da à aplicação dos efeitos do Nova 2000. de energia (LILT 9. 2 periapical. São Paulo: Manole. Machado AEH. transdermal de D-pantenol nos tratamentos 10. 1996.4(4):CD002049.27(3):219-23. Evidentemente faz-se (Classes I. The history of photodetection and Os resultados obtidos neste estudo photodynamic therapy. Gomes RK. 2006. vale elucidar que esta técnica 13. Pereira JM. além de melhora importante 2. Otitis Media Secretoria. Maillete HO. Pereira JM. with He-Ne laser increases ATP level sibilitar um aumento da cura da calvície an. 1997. Kelty C. Ackroyd R. Andreu MIG. 2003. Nesse sentido. 11 ed. Empleo de 1. Irradiation aliada a um diagnóstico correto pode pos. 1998. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 91 tese proteica. Sucar DD et al. 2008. 12. Paulo: Atheneu. 7. ao tratamento pelos pacientes. M. Laser: principios e técnicas – Low Intensity Laser Treatment) e aplicação de aplicação.74(5):656-69. Karu TI et al. rheumatoid arthritis. tratamento com laser. Pyatibrat I. São Paulo: Phorte. principalmente in vivo.23(2):237-43. Vanneste DV. mais que este tipo de método pode ser 5. Alvarez NP. in cells cultivated in vitro. Beach. Borges F. São Paulo: Manole. Reed de alopecia androgenética. Rev Cubana Estomatol ed. . London: Gordon and respostas aqui encontradas. Rio de Janeiro: Manole.24(1):29-35. Ainda. Surto psicótico pela ções existentes sobre os lasers de baixa possível interação medicamentosa de intensidade no tratamento das quedas sbutramina com finasterida. Zaldívar CJV. 14. eletroterapia: prática invasiva para o tratamento desse distúrbio baseada em evidências. cabelos e do couro cabeludo. Photobiol 2001. Baxter GD. Kalendo G. Cochrane Database dos. Revista Estudiantil || Referências de las Ciencias Médicas 2006. para melhor Syst Rev 2005. esse trabalho conclui que 6.34(1):35-42. J Photoclem drogenética com maiores taxas de adesão Photobiol 1995. dos cabelos e do couro cabeludo. 15. laser de baixa intensidade. Brosseau et al. Doenças dos na vascularização [29-31]. estudos têm provado cada vez Psiquiatr 2002. Terapia fotodinâmica: princípios. capilar com base nas ponderações anteriores 8. (calvície na mulher). baixa intensidade é de relevante valor cientí. II and III) for treating necessária a realização de outros estu. Cosmetologia: la terapia láser en la reparación óssea descomplicando os princípios ativos. Gabriel M. Propedêutica das doenças um excelente complemento para os trata. 1987. à medida que propõe uma maneira não intensidade. Low level laser therapy crescimento capilar. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. || Conclusão 3. 2001. Rev Bras capilares. titui uma alternativa importante para o 11. Alopecia androgenética a associação entre a permeação transcutâ. Dawber R. São mentos convencionais da queda de cabelo. Brown N. Apesar do pequeno número de publica- 4. São Paulo: LMP.

Figueiredo ACR. Dermatol tratamento. Abdalla RJ. biologia geral. 31. Uso do laser terapêutico no Manole. MMOptics. Dr. São Paulo: Lopes AO. Reed A. 22. Dermatologia 30. 2009. Cohen M. 2004/2005. São Paulo: Andrey. Estética. The role of electroosmotic flow capilar e prevenção da calvície. .56. Adv Drug Paulo: Elevação. São Paulo: MG Editores. Torii S. através da drenagem In: Eletroterapia explicada: princípios e linfática. São Paulo: Manole. Topical cosmética: cosmetologia. iontophoresis for skin flap viability. Linberg JV. Almeida-Lopes L. Meyer DR. a novel approach. prevenção. em evidências.92 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 16. 25. Pikal MJ. Ann 1998. 11 ed. 21. Lebzelter J. 18. Fukuta K. recuperação 29. 19. São Carlos. 2004. Tuboy AM. prática. Medicina interna. A física do laser: uma breve 24. Rio de Janeiro: McGrawHill. Deliv Rev 1992:9(2):201-37. the treatment of acne vulgaris. administration of prostaglandin E1 with biologia da pele. tratamento das inflamações na clínica 26.21(1):845-8. 27. Kitchen H. São Paulo: Atenas. Drug delivery routes in skin: ed. Adv Drug Deliv Rev 20. odontológica. Harrison TR et al. cabelos. Barry BW.38(5):514-7. Vasquez RJ. Plast Surg 1997. 2003. Cabelo: saiba tudo 2002. Chivot M. 2003. estética. Ultra-som Terapêutico. Iontophoresis for eyelid anesthesia. Light therapy in esportes diagnóstico. 2001.54(2):31-40. Martini M.30(2):139-46. Barsanti L. Low J. Leite Junho AC. 1998. Revista da APCD 2002. Rio de Janeiro: Revinter. Peyrefitte G. Vade-Mecum. Asai S. 3 ed. 2002. Kedy MPV. São in transderemal iontophoresis. Eletroterapia prática baseada 17. São Paulo: Atheneu. sobre os cabelos: estética. introdução. Sabatovich O. Elman M. 14 28. Lesões nos 23. Surg 2004. 2007. É outono para os meus Ophthalmic Surg 1990.

Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil. a prática estética.**. E-mail: contato. Docente do Curso de Maquiagem do Centro Técnico Mesame.Sc. Supervisora de Estágio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA. nota-se que. Presiden- te do Sindicato Laboral de Mato Grosso do Sul. ***Tecnóloga em Estética. desenvolvida por esteticistas. Presidente da Associação de Profissionais Esteticistas de Mato Grosso do Sul.com . O presente estudo investigou 140 questionários aplicados as profissionais da área da saúde durante um evento de estética e constatou que na realidade não esta havendo um fenômeno de migração e sim uma invasão. Igualmente tradicional a outras profissões da saúde. empiricamente. há uma migração crescente de profissionais da área da saúde para a área estética. Praticas historicamente *Esteticista. Jeanete Moussa Alma. Docente do Curso de Estética da Universidade Gama Filho Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. Técnica da Linha Fenza. preenche uma lacuna importante entre saúde e beleza. Pós Graduada em Estética Integral pela Universidade Gama Filho. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 93 ARTIGO ORIGINAL Fenômeno migratório de profissionais da saúde para a área estética na cidade de Campo Grande/MS Migration of health workers to aesthetics field at Campo Grande/MS Joana Aguirre do Amaral*. D. uma tentativa de desconstrução do perfil da profissional esteticista com a finalidade de se apropriar de suas atribuições. Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Pau- lista de Medicina.especiariascosmeticas@gmail. Praticas profissionais que classicamente eram atribuídas as profissionais esteticistas agora são desem- penhadas por vários outros segmentos. **Esteticista. Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho. com. drajeanetemoussaalma@gmail. Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil. Coorde- nadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Andreia Gomes Candido*** || Resumo Bastante procurada nos últimos anos.

intending took off their attributions. for other correlated professional areas. país. as técnicas e práticas a atividade que se exerce e abraçar um novo estéticas. fenômeno migratório. invasão. parte devido às mudanças ocorridas na Os procedimentos estéticos não sociedade com relação à forma pela qual invasivos. Empirically we can observe that there is a migration of people working in the health area to aesthetics working area. em especial os da saúde gate de pessoas que por diversos motivos e analisar a forma pela qual essa transição tem seu estado geral comprometido. Além disso. Logo quando se aplica a expressão pleiteiem viver mais e melhor [3]. foco da cura não é observado. fills an important blank between beauty and health. utiliza-se do escudo da estética para desenvolver procedimentos invasivos o que caracteriza uma ilegalidade e um possível problema de saúde publica. || Introdução as pessoas interagem umas com as outras e com os diversos ambientes. E é isso que o pre. Porto editora. Palavras-chave: estética. nos referimos ao ato de deixar posição de destaque. as pessoas estão mais tuação. Já o sentido de migração está em visuais. invasion. also traditional as other health professions. The professional practice that classically was tribute to beauticians. the aesthetics practice. Migrar faz parte do direito de ir da longevidade faz com que as pessoas e vir. Key-words: aesthetics. now are developed for several others working correlated areas. developed for beauticians. o levaram a esta situação. they use the protection of aesthetics to invasive proceedings. comportamentos. an invasion. || Abstract Searched a lot in the last years. which characterize an illegality and a possible public health problem. Os sente estudo busca mostrar a forma pela profissionais da saúde possuem uma busca qual a estética tem recebido profissionais incessante na manutenção da vida e no res- de várias áreas. Fenômeno é uma ocorrência O advento da internet. Além disso. Practices which was historically beauticians responsibility. This study investigated 140 questionnaires. No ocorre e quais os fatores possíveis que que se refere à área do embelezamento. te entre a área da saúde e da beleza [4]. as informações circulam com uma trocar de região. migration phenomenon. desenvolvidos pelas Esteticis- . o aumento domicílio. dita e muda que se observa em uma determinada si. Fenômeno Migratório em relação à prática Neste contexto o Esteticista recebe profissional. applied to health area profes- sionals during an aesthetics event and concluded that: there is not a migration phenomenon but yes. sejam eles Segundo a Enciclopédia e Dicionário profissionais ou pessoais [2]. now are being developed with other nomenclature.94 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 de responsabilidade da esteticista vem sendo desenvolvida com outras nomenclaturas por profission- ais de áreas correlatas. preenchem uma lacuna importan- exercício profissional [1]. a tentative of deconstruction of aesthetics professional profile. visto que os A carreira Estética tem recebido uma clientes buscam serviços de beleza para se grande projeção nos últimos anos. even. estado ou até mesmo velocidade maior. em sentirem mais jovens e mais bonitos [5].

vidade tentando impedir que profissionais e em alguns casos há mais tempo [14]. ção crescente de profissionais da área da existe no Brasil há apenas 63 anos [8]. na época denominados técnicos. atender essa demanda de embelezamento mas também um grande embasamento preocupada com a saúde. absolutamente normais em qualquer seg- zada no âmbito acadêmico e à luz da lei. abandonando seu caráter de formação Todas estas constatações seriam “aprendiz” para uma formação sistemati.19]. o perfil da pro. onde se evi. com das esteticistas que viram no método um duração de um ano.. superior e pós-graduação lato sensu. o primeiro curso para formação de fisiotera. Mas na carreira estética o que se profissão [5-7]. mas foi só em 1951 que foi criado foi o dos fisioterapeutas. As palestras de Vodder chamaram a atenção peutas. Segundo a própria Professora go publicado no site do Conselho Regional Waldtraud Ritter Winter.. sendo que para bem desem- alicerçado em preceitos que privilegiam a penhar essa profissão torna-se necessário saúde [4]. um dos procedimentos lembrar que antes de Madame Klotz. estadual A exemplo disso podemos citar a dre- e municipal [8-13].. pode notar. empiricamente. nem o dos médicos.” . é uma migra- A estética como a conhecemos hoje. sar-se pela drenagem linfática de Vodder não em 1929. não somente um bom treinamento sobre Posto isso. Provavelmente porque as esteti- Tão tradicional quanto qualquer outra cistas tinham menos preconceitos e mais carreira. Emil Vodder. e que hoje a há tanto tempo quanto muitas carreiras fisioterapia insiste em pleitear sua exclusi- consideradas clássicas na área da saúde.. Atual. tas agora são desempenhadas por vários mente. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 95 tas. Dr.21]. fazem intuição. clusividade destes procedimentos [18. contamos com cursos de nível mé. observa-se que pratica trazida por Anne Marie Klotz (1950) práticas profissionais que classicamente que também fundou a primeira escola de eram atribuídas as profissionais esteticis- curso livre sofreu varias alterações. reconhecidos em nível federal.20. que aprendeu com o próprio criador da dencia que a profissão de estética existe técnica. podemos afirmar que para a utilização de equipamentos e produtos. que reivindicam a ex- dio. A exemplo disso citamos trecho do arti. cumprem um importante papel.. esteticistas a desempenhem [15. mento profissional que pretende crescer e tornando-se definitivamente encarada como evoluir. tal saúde para a área estética. técnicas [16. a Fisioterapia iniciou-se dentro “O primeiro grupo de profissionais a interes- da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.” meio para potencializar seus tratamentos estéticos. estéticos. pois parte de um mercado ascendente em âm- permitem a promoção do embelezamento bito mundial.17]. as profissionais Esteticista. Torna-se necessário nagem linfática. outros segmentos. há mais populares e procurados nos centros registros desde 1920 de práticas profissio..No Brasil. trazida para o Brasil em 1969 nais estéticas que podem ser encontradas pela esteticista Waldtraud Ritter Winter. no artigo de Natalia Barros. teórico que justifique as aplicações de suas fissional Esteticista precisou se aprimorar. em entrevistas de Fisioterapia e Terapia Ocupacional 3 que e em sua publicação Drenagem Linfática textualmente expressa [15]: Manual [21]: “...

E é a partir desta constatação lideranças de instituições representativas que podemos observar mais um fator que das esteticistas do Estado do Mato Grosso merece nota quando se pretende entender do Sul/Campo Grande. presentes no 12º Congresso da cidade de aglutinação das lideranças. todos sim para a historia mas de forma negativa. ora nos chamam de leigas. em Mato Grosso do Sul. entregue a 140 se interessam e migram para a estética.. e questionário com o motivo pelo qual tantas outras carreiras 16 perguntas fechadas. estética.. Há também um pequeno gru. aquelas que atrapalharam para analise à luz da estatística.” Coleta de dados Descrito e pontuado este cenário. cidos sobre o cunho cientifico da pesquisa po. O presente estudo buscou levantar fissionais da saúde. tir de levantamento histórico bibliográfico.. segundo Dra Jeanete as opiniões de profissionais antigas da Moussa Alma em entrevista concedida a área por meio de entrevistas.. posteriormente transformados em gráficos doras da estética. que infelizmente criam e aceitaram participar após assinado termo notícias. Beleza e Saúde.. quanto a sua existência. graças a Deus. no Pavilhão de Exposições Albano Franco. mas tenho certeza que estas entrarão Após aplicação do questionário. profissionais de distintas áreas da saú- este quesito é justamente a questão da de e que declaradamente atuam na área organização política da carreira e da capa.96 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Outra prática comum adotada por pro. entrevistas com e legalização. Organização dos dados soas que prestam um desserviço a profis- são. promovido pela APECSUL Segundo Esteticista Dra Jeanete Mous. . pois não se migração de profissionais da saúde para a contentam em atribuir uma nova nomencla. (Associação Profissional dos Esteticistas sa Alma: e Cosmetólogos do Mato Grosso do Sul) entre os dias 17 a 20 de maio de 2013 “existem pessoas com muita vontade e pou. mas querem nos impedir de exercer nossa profissão.uma tentativa clara de desconstrução do iniciar a discussão sobre esse fenômeno de perfil profissional da Esteticista. São pes. mas é rela. cruzar os essa pesquisadora é: dados obtidos de questionários aplicados a profissionais da área da saúde e assim “. mentem sobre de consentimento e esclarecimento. área estética na cidade de Campo Grande tura para o que fazemos a dezenas de anos. fornecendo nossa evolução” subsídios para a discussão e conclusão. tivamente jovem quanto a sua organização em literatura pertinente. arrumam processos.. po- demos observar que a carreira estética não O presente estudo foi elaborado a par- é nova. ora || Material e métodos dizem que nossa formação superior não é suficiente. co conhecimento e pessoas completamente Todos os participantes das entrevistas e despreparadas para defender a questão da questionários foram devidamente esclare- esteticista. questões legais e fazem com que a confu- são se instale no meio da estética. os dados foram organizados em tabelas e serão sempre lembradas como as deturpa.

Sim 17 24 Não 67 94 Tabela I . ter formação alguma e 3% se negaram fissionais pesquisados a responder. como Tempo de Formado % luto demonstrado na tabela V. Biomédico 0% 0 Valor Odontólogo 11% 15 Motivo da migração % absoluto Fonoaudiólogo 4% 6 Não respondeu à pesquisa 5% 7 Médico Dermatologista 6% 9 sempre gostou da área da Educador Físico 1% 1 75% 105 estética Terapeuta Ocpcacional 19% 26 Facilidade e flexibilidade de Enfermeiro 19% 26 1% 1 Psicólogo 9% 12 horário Cursando 7% 10 Remuneração satisfatória 10% 14 Outros 9% 12 Responsabilidade é menor 0% 0 Possui familiares que já atu- 9% 13 am na área da estética Podemos observar na tabela II. pode-se observar . foram dividi- dos em 12 grupos. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 97 || Resultados que mais de 50% das profissionais jamais atuaram.Atuação na área de forma- área da saúde. que 26% das profissionais pesquisadas estão Muito embora 85% das entrevistadas formadas a menos de dez anos.Motivo pelo qual migraram Nutricionista 1% 2 para a área da Estética. um grupo que ainda esta ção.Tempo de formação dos pro. qual migraram para a área estética respon- Formação na área da Valor deram o contido na tabela IV. sendo 10 carreiras da Tabela III . declararam possuir formação na área estética. Abaixo tabela com o total de Não respondeu 16 22 entrevistados. Não respondeu à pesquisa 9% 12 até um ano 21% 29 de 1 a 3 anos 16% 22 de 3 a 6 anos 12% 17 de 6 a 9 anos 26% 37 mais de 10 anos 16% 23 Quanto a atuação profissional em sua área de origem. pode-se observar que esta Valor abso. Os 140 entrevistados. % Saúde absoluto Fisioterapeuta 15% 21 Tabela IV .Formação profissional dos en- trevistados que atuam na área Estética Quando inquiridas sobre o motivo pelo oriundos de cursos na área da saúde. cursando e outras profissões da saúde Atuou em sua área Valor % que não se enquadram nas 10 carreiras de formação absoluto elencadas. formação é bastante inespecífica. contra 12% que declaram não Tabela II .

. como se pode observar na tabela VI.Área de forma. nais médicos. O direito de divulgar uma vidos por esses profissionais da área da habilitação e a capacitação para o trabalho. fazem uso de regulamentação e normatização da profis- termos que podem confundir ou induzir os são os resultados se mostram bastante pacientes a erro. solicitou-se que respondessem quais eram Valor comumente empregados pelos mesmos e o Tipo de curso % absoluto resultado encontra-se resumido na tabela VII.“titulo profissionais da área da saúde inscritas exclusivo e registrado por uma escola técnica em seu conselho de origem e no conse- que atua em estética facial/corporal. em revistas e sites 75% declaram ter feito mais de 100 horas da internet que versam sobre o assunto. quando algumas em organismos e instituições de defesa. “biomédico estético”.“área da biomedici- Sim 65% 35% na que atua nas disfunções na estética facial. de uma forma racional e honesta. dermatofuncional – “área de Inscrição no conse. e se apresentar aos pacientes como profissionalismo são básicos”.98 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Tabela V . Área atuação do fisioterapeuta no campo da estéti- lho profissional ção na saúde estética Não respondeu 1% 1% ca”. às palavras estética e Tabela VI . 12% se recusaram a responder muitos que refletem queixas de profissio- e 1% cursos com até 10 horas. não se encontrou estudos que discutam a questão da migração ou inva- são. 1% 1 sobretudo com nível superior.Tipo de curso declarado saúde que migraram para a área estética. entre 100 horas. como formação na área estética. no referido sendo profissional de ambas as profissões. sobre isso Bayma diz [22]: discrepantes. treinamento de empresas 5% 7 Investigando a literatura cientifica pequenos cursos específicos 0% 0% pertinente. profissões. há Das que fizeram algum tipo de curso. segundo ele. Não respondeu à pesquisa 1% 1 curso livre 43% 60 || Discussão curso técnico regular 8% 11 Tecnólogo 7% 10 Muito embora o respeito e limite entre pós graduação em dermato 36% 50 as atuações pareça ser um comportamento funcional pós graduação em área esperado e desejável entre profissionais.Demonstrativo acerca das dermatologia como dermaticista® . pós operatório”. vários artigos informais. tal postura correlata pós graduação em estética 0% 0 nem sempre é observável. artigo o que se destaca é a questão da quando perguntados sobre sua participação ética. Não 34% 64% corporal e no envelhecimento”. pré e lho de Biomedicina. ou da falta dela. e enfermagem em dermatologia – “profissionais da enfer- magem que atuam no segmento da estética Quanto aos procedimentos desenvol- e da dermatologia. é o texto do Dr Carlos Bayma Visto que mais de 50% declaram atuar que publica em seu blog um artigo intitulado em sua área de formação e na área esté- “Limites entre profissões da saúde: ética e tica. sendo que 12% fizeram cursos entre 30 e Um que nos chamou atenção. “É curioso observar a proliferação de vários termos combinados.

seja entre profissionais mé. fissões parecem estar envolvidas com o .. e aqueles desenvolvidos mesmo sem aval do Conselho Profissional. também critica o E para o médico é vetada a divulgação de es. exercício da chamada Medicina Estética. ou pela Comissão Mista de Especialidades. pecialidades ou área de atuação não reconhe..Resumo dos procedimentos reconhecidos pelos Conselhos Federais dos profissionais oriundos da área da saúde. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 99 Tabela VII . Em nosso questionário. Reconhecido pelo Procedimentos desempenha- Procedimento Conselho profissional dos independentemente do de origem aval do Conselho Valor Valor % % absoluto absoluto limpeza de pele 24% 34 87% 122 drenagem linfática 70% 98 81% 114 massagem relaxante 54% 75 82% 115 massagem redutora 25% 35 67% 94 depilação com luz pulsada 5% 7 48% 67 aplicação de botox 2% 3 36% 50 aplicação de preenchimento 4% 5 19% 27 carboxiterapia 6% 8 39% 54 mesoterapia 21% 29 31% 44 bandagem corporal quentes e fria 29% 40 38% 53 gessoterapia 21% 29 51% 71 radiofrequência 24% 33 63% 88 peelings superficiais e médio 19% 26 64% 89 esclerose de vasos 1% 2 2% 3 intradermoterapia 1% 2 6% 23 micropigmentação 5% 7 1% 1 tratamento de estrias 35% 49 79% 110 microdermoabrasão 12% 17 18% 25 tratamentos voltados a acne 22% 31 84% 118 queimados 47% 66 30% 42 argiloterapia 15% 21 64% 89 maquiagem 12% 17 51% 71 eletrolipoforese com agulhas 5% 7 16% 22 ionização de grandes superfícies 37% 52 16% 22 ultra som 46% 65 26% 36 eletrocoagulação 4% 5 1% 1% peelings de cristal e diamante 31% 43 72% 101 vácuoterapia 25% 35 46% 65 endermologia 21% 30 16% 23 laser de baixa potência 7% 10 32% 45 laser de alta potência 0% 0% 44% 62 entre outros aspectos. Além disso. maticista. faz alusão a aplicação da expressão der- dicos ou entre as outras categorias da saúde.. reiterando que não é uma especialidade cida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) médica reconhecida. não pode ultrapassar Bayma mostra certa perplexidade e os limites éticos. várias pro- que é o caso de Medicina Estética”.

Dos 140 questionários 19% foram de duração variável. esses cursos não têm regulamenta- chamou muito atenção foram os 7% ainda ção. Não existe a obrigatoriedade de carga da saúde mas que já desenvolvem praticas horária. “É uma modalidade de educação não-formal tética. pois invariavelmente seia Lei nº 9. como as profissionais esteticistas acabam tivo pelo qual esses indivíduos escolheram não se apercebendo das manobras que outras áreas da saúde para se formar sendo utilizam este expediente. de experiência em pesquisar aquilo que é Quando questionados sobre sua for. 9% Psicólogos e 9% e atualizar-se para o trabalho. os cursos livres não possuem mesma forma e na mesma proporção . mos. 67% jamais atuou las e sites das mesmas defendendo os em sua carreira e 75% declara ter migrado cursos livres inclusive citando a Lei por por sempre ter gostado da área estética. 26% estão não conferem títulos.Lei de Diretrizes e Bases da Educação carreira de origem. Não é incomum encontrarmos esco- profissional de origem. ma ou certificado anterior. validade no âmbito da legalidade. e o que nos básico. 11% Odontólogos. quer dizer trando que a Carreira Estética atrai aqueles existe uma lei que diz que tal modalidade que já atuam a tempo significativo na área existe. Talvez pela falta que o curso de estética existe desde 2001. Não há exigên- de indivíduos de diversas carreiras da área cia de escolaridade anterior. representa 36% das respostas. vinculado. seguidos dos regulamentam profissões não reconhecem os 21% que se formaram a menos de 1 ano. os cursos livres enquadram-se na 4% Fonoaudiólogos.” tal fato nos chama a atenção pois pessoas que estão a muito tempo ou a pouquíssimo Muito embora se baseie em um decreto tempo formados migram praticamente da e em uma lei.154/04. O que mais intriga é ou pleitear a execução de procedimentos a resposta quanto à atuação em sua área [24].100 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Fenômeno Migratório para a área da es. a Dermato-Funcional não aceita alunos Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE que não sejam fisioterapeutas para tal 14/97) Parecer 285/04 cursos livres são: pós-graduação. a este tipo de curso. no nos discutida. ou seja. que se ba. sendo livres sua oferta e sua organiza- estão cursando alguma profissão da área ção. 1% de Educadores categoria de educação profissional de nível Físicos. que apenas 21 das 140 entrevistas. destinada a proporcio- respondidos por Enfermeiros e 19% por nar ao trabalhador conhecimentos que lhe Terapeutas Ocupacionais. obrigando os interessa- . 6% Dermatologistas. mas ao da saúde indicam como formação em Estéti- averiguarmos o questionamento seguinte ca a Pós-Graduação em Dermato-Funcional. isto é. que é sobre qual seria esta formação 43% Neste caso especifico podemos afirmar possuem cursos livres. permitam reprofissionalizar-se. os órgãos que formados entre 6 e 9 anos. 15% fisioterapeu. mas não conferem titulo. disciplinas. Nacional . mas que não identificaram sua LDB . e aqueles que sequer tentaram atuar em não possui validade para prestar concursos sua área de origem. as profissionais formação especifica em estética. qualificar-se tas. É interessante se observar entanto não encontramos a resposta do mo. recorreram ção do Estado de São Paulo [24]. 1% de Nutricionistas. o que Segundo site da Secretaria de Educa. Os cursos livres Do total de entrevistados. cursos livres como habilitação para tal.394/96 Decreto nº 5. tempo de duração. De acordo com da saúde. diplo- das Profissionais Esteticistas. mação na área estética 85% declara ter Além dos cursos livres.

páginas cidade Orofacial com finalidade estética visa .A atuação fonoaudiológica em Motri- 112. 20 de maio de 2009 publicada no DOU nº. Nos chama a atenção que mesmo instituições de ensino. mesmo que na pratica os profissionais desta área se for. que no caso da fisioterapia se tem resolu- feiçoamento e a especialização em uma área ções para se tentar justificar a migração. atuar em outra. Seção 1. 2º . levantadas as questões quanto a legalidade dadas legalmente. que [31]: -Funcional não é Estética. a pós-graduação garante alguns formação original com um conteúdo idêntico direitos desde que observadas as peculia. e dispõe sobre diploma de graduação naquela área e registro a atuação profissional em Motricidade no conselho regional daquela profissão”. a primeira é o fato do impedimento caráter reabilitativo de tal especialidade que alguns conselhos Regionais impõe as [28]. A dependam de habilitação por meio da gradua.Art. Orofacial cm finalidade estética.com fazer uma pós-graduação em sua área de [26.. quantas vezes quiser. as profissionais procuram Segundo o site posgraduando. admite por meio regulamentada por lei é preciso ser portador de da Resolução CFFa nº 352. licenciatura ou de Psicologia [30] é claro quanto a atuação tecnológico) pode cursar uma pós-graduação do psicólogo que de maneira alguma é no lato sensu (especializações) e/ou stricto tratamento direto da pele ou qualquer outra sensu (mestrados e doutorados) em qualquer parte estética do corpo . Para exercer as No caso de profissionais de fonoaudio- atividades de uma profissão de nível superior logia. as praticas estéticas. seja e 7% o tecnólogo. Qualquer pessoa portadora de um diploma controles no âmbito alimentar. literalmente o conselho delibera A segunda questão é que Dermato. 394/2011 e 362362. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 101 dos a entrarem com recursos legais afim 41/42 e que Reconhece a Fisioterapia de se matricularem nestes cursos. Aqui Dermato-Funcional como especialidade possuímos duas questões que merecem do profissional Fisioterapeuta. de fonoaudiologia. 1º . pois a Lei de Diretrizes e de se formar em uma determinada área e Bases da Educação Brasileira é clara [25]. mesmo não respal. um tecnológico ou uma Por estarmos discorrendo sobre especia- licenciatura. em 16/6/2009. área. ridades da área: Mesmo declarando apreciar a área estética para a sua atuação profissional. esta um bacharelado. já certa e limitada do saber ou da profissão. O que determina a área área. delimita o nota. Com a carreira de terapia Ocupacional não possui um curso de pós-graduação loto sensu não se nenhuma resolução especifica e mesmo as- pode atuar em uma área diferente da qual o sim encontramos profissionais que atuam na individuo se formou. Art. Lato sensu designa todo curso lidades e formação. “O termo pós-graduação é utilizado nos cursos apenas 8% cursaram o técnico em estética realizados após o término da graduação. já o Conselho de graduação (bacharelado.. o Conselho Federal.A atuação em Motricidade Oro- mem e atuem como Esteticistas as próprias facial com finalidade estética é campo da resoluções n°.27]. A pós-graduação e Nutricionistas cujos conselhos não reco- não irá autorizar você a exercer funções que nhecem qualquer prática na área estética. Conselho de Nutrição [29] fala sobre dietas e ção. é interessante observar que se segue à graduação e destinado ao aper. “. O mesmo se observa com Psicólogos de atuação é a graduação. para seus inscritos.

executadas 2010 [34]. Esta Resolução gislação Profissional e Código de Ética de En. Conselho Federal e dos Regionais de Enfer- 281. que passou por vá- com laser de alta potência.102 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 avaliar.Os profissionais de Enferma. propensos a liberar os seus profissionais 296.486... peeling facial Federal de Odontologia.250. bem toxina botulínica e ácido hialurônico como realizar peeling facial com laser de Art. e outros pro- Quanto a enfermagem..285.868.430/2012 de dúvida não com a mesma finalidade. 278.018. pois em contrário. Art. Por meio da resolução CFO-112/2011 . dispõe sobre o Pilates como modalidade a Portaria CVS-15/99 determina de forma e método de ginástica e dá outras provi- clara que os “procedimentos em estética dências.704.900. revogadas as disposições dos métodos de intervenção em estética. 281. 256. do movimento e da questões pontuais quanto a drenagem expressão.. 93. 283.449. resultando no favorecimento. magem. não devendo assumir a aplicação Imprensa Oficial. 283. cujo assunto é a reali.895. Ao Tickets nºs 256.. 1º. 280. zação de depilação com luz intensa pulsada O mesmo observamos no Conselho ou com laser de alta potência. 3o..235 e 300.406. 259. por meio do parecer COREN-SP esteticista desempenha. 2º.. não cabe ao Enfermei. Rio de Janeiro. de acordo com a Le. e esta é a única menção que . buscando a simetria e a harmonia Alem deste parecer o COREN. reconhecimento da sua utilização na área gem que atuam na área de estética poderão odontológica.088. 286. Proibir o uso do ácido hialurônico alta potência. possui das estruturas envolvidas. e da por profissional cabeleireiro Enfermeiro. prevenir e equilibrar a musculatura da por profissional médico. e permitir para uso terapêutico em procedi- intra e pós-procedimento.845. mas sem sombra 038/2012 – CT PRCI no 98. procurarmos nas paginas eletrônicas do 277. aplicável quando o paciente se encontra em leito hospitalar.” a técnica de realização desses procedimentos está diretamente ligada à responsabilização O Conselho Federal de educação física pelos resultados e atividade fim da profissão em sua Resolução CONFEF nº 201/2010 do executor...”Diante do exposto.” mímica facial e/ou cervical. Art. resolve [33]: ro e aos demais profissionais de Enfermagem a execução da depilação com luz intensa “. entrará em vigor na data de sua publicação na fermagem.651. mentos odontológicos.Baixa normas sobre a utilização do uso da pulsada ou com laser de alta potência. 18 de maio de constituem-se em intervenções. 289.. não faz menção a nenhuma pratica que seja conclui [32]: desenvolvida pelo profissional esteticista. 293. além das funções orofaciais. o Conselho cedimentos que se assemelham aos que a Federal.706.” linfática. na área estética minimamente invasiva. esclerose de microvarizes com em procedimentos odontológicos até que se laser de alta potência ou luz intensa pulsada tenha melhores comprovações científicas e e carboxiterapia. notamos que tais órgãos não estão 287. no caso do médico.125. esclerose de rios momentos de liberação e impedimento microvarizes com laser de alta potência ou para que os seus profissionais atuassem luz intensa pulsada e carboxiterapia aplica.659. Além disso. Proibir o uso da toxina desenvolver os procedimentos relacionados botulínica para fins exclusivamente estéticos aos cuidados dos clientes/pacientes no pré.. para a prática.

2º – Constituem técnicas de natureza VI – responsabilizar-se pela elaboração do pla- estética e recursos terapêuticos utilizados no de gerenciamento de resíduos de serviços pelo farmacêutico em estabelecimentos de de saúde. dispõe sobre as atribuições do farmacêuti. Farmácia publica a Resolução Nº 573 que IX – sonoforese (ultrassom estético). de pratica Estética. o farmacêutico poderá ser o responsável documentação necessária à regularização da técnico por estabelecimentos nos quais se empresa. visando garantir a qualidade dos serviços abaixo [35]: prestados. o Conselho Federal de VIII – radiofrequência estética. quando referida resolução [35].ter conhecimento atualizado das normas que não haja a prática de intervenções de sanitárias vigentes que regem o funcionamen- cirurgia plástica. responsabilidade do oficio da esteticista V – elaborar Procedimentos Operacionais Pa- passe a ser de sua responsabilidade. “. O que Sanitária (SNVS). bem como proteger e preservar a segurança dos profissionais e dos usuários. 1º – Reconhecer a saúde estética I . assumirá a responsabilidade técnica encontra- tos que executam atividades afins. Parágrafo único – Na área de saúde estéti. se afirma pode ser observado no texto da Art..Art. Recentemente. I – avaliação.. ficar-se de que o estabelecimento pelo qual ponsabilidade técnica por estabelecimen. . desde III . terapêuticos. pois quase a totalidade que o desempenho de suas atividades. VI – luz intensa pulsada. funcionamento.Art. sos terapêuticos para fins estéticos. acompanhamento e evolução calibração dos equipamentos utilizados nas estética. 22 de maio de 2013. como se pode observar no parágrafo dos. de forma a atender aos requisitos saúde estética: ambientais e de saúde coletiva. mais precisamente em VII – peelings químicos e mecânicos.. especial- é pleiteada como atividade do farmacêutico mente junto ao Sistema Nacional de Vigilância pertence ao profissional esteticista.” fissionalmente para utilizar-se das técnicas de natureza estética e dos recursos terapêuticos Não satisfeitos em determinar que a especificadas no âmbito desta resolução. o drão (POPs) relativos às técnicas de natureza Conselho de Farmácia vai além em seu ar. Parágrafo único – O farmacêutico deve certi- co no exercício da saúde estética e da res. definição dos procedimentos VII – manter atualizados os registros de e estratégias. Ética da Profissão Farmacêutica. O texto -se legalmente constituído e autorizado para causa espanto. 3º – Caberá ao farmacêutico. que a nosso ver IV – iontoforese. é um equivoco chamar a pratica de Pilates V – laserterapia... quanto à licença e autorização de utilizam técnicas de natureza estética e recur.atuar em consonância com o Código de como área de atuação do farmacêutico. científica e pro- sua jurisdição. no exercício da responsabilidade técnica em estabelecimentos de saúde estética: “. II – apresentar aos órgãos competentes a ca. estética e recursos terapêuticos desenvolvi- tigo II. inscrito no Conselho Regional de Farmácia de IV – estar capacitado técnica. técnicas de natureza estética e recursos II – cosmetoterapia. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 103 se encontra nos sites da Educação Física III – eletroterapia.. devendo estar regularmente to dos estabelecimentos de saúde estética. ao pesquisar por estética.

também que na normativa 01 de 10 de Art. terapêuticos. desempenho destas práticas declaram de igualmente não possuem em sua grade forma muito tranquila que o fazem. Tal especialidade ridades que tomar conhecimento. profissionais que mesmo não possuindo em Educação Física. . Aqui há uma cla. julgamos IX – cumprir com suas obrigações perante o importante discutir a nova especialidade estabelecimento em que atua. podem ate ser encaradas como menos pre- Algumas carreiras como Odontologia judiciais aos pacientes.. mas acabam tos de proteção individual durante a utilização por fazer uso das práticas profissionais das das técnicas de natureza estética e recursos esteticistas sem o devido preparo. Observamos contidas no Anexo. curso de Graduação em Farmácia. apre- o fato de que cursos como Psicologia. eletrocoagulação. que segundo o anexo tivos conselhos. ban- ra deturpação do oficio do Farmacêutico dagem corporal quentes e fria.. o que já questionário. As questões versam sobre o da resolução. em conformidade com as nor. não pleiteiam caráter invasivo. por não possuírem e Médico dermatologista. propriamente o ofício estético. além dos procedimentos data de sua publicação. Nutrição. que nos causam bastante compromete os itens III a VI . tratamentos voltados manipulação de cosméticos. como também alertamos para desempenhadas pelas esteticistas. que versa sobre a chamada fissionais com e sem o aval de seus respec- “cosmoterapia”. argiloterapia. seu conselho nada que os respalde para o Odontologia e Medico Dermatologista. sentam declaradas nas respostas muitos Fonoaudiologia. reconhece que seus profissionais poderão Art. que classicamente é o responsável pela tratamento de estrias. a ácne. Ressaltamos aqui que não somente vácuoterapia e endermologia que muito em- o Farmacêutico pleiteia uma atividade que bora sejam reconhecidos pela normativa 01 não foi devidamente aprendida em sua do conselho de Biomedicina como práticas graduação. no entanto precisamos ressaltar que estes não refle- Ora. 21/02/2011 e 214 [36]. e VIII e IX preocupação. Enfermagem. pele. senvolvidas pelas esteticistas. tem sequer 1% dos procedimentos que a servação do conteúdo programático do mesma normativa atribui aos Esteticistas. gessoterapia. Não iremos nos aprofundar contido na resolução é definido como quanto a procedimentos como limpeza de aplicação de cosmético. 4º – Consideram-se para os fins desta fazer uso de técnicas minimamente invasi- resolução as definições de termos (glossário) vas com finalidade estética. também podemos observar tipo de procedimento desenvolvido pelos pro- que no item II. Terapia Ocupacional. dos não haja nenhum Biomédico. deixamos para discutir não contempla disciplinas que tratem as questões de numero 15 e 16 de nosso da aplicação de eletroterapia. massagem relaxante e redutora. 5º .Esta resolução entrará em vigor na abril de 2012. Muito embora entre nossos pesquisa- mas de biossegurança vigentes.104 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 VIII – garantir que sejam usados equipamen. revogando-se as invasivos há algumas práticas também de- disposições em contrário. que E finalmente. curricular de Graduação disciplinas que No entanto as práticas acima citadas ensinem a prática estética. informando ou reconhecida pelo conselho que é a Biome- notificando o Conselho Regional de Farmácia dicina Esteta por meio da resolução 197 de e o SNVS sobre os fatos relevantes e irregula. não bastasse uma simples ob.

27. que nos regulamenta. a existência de um conselho pro- da área da saúde. de forma indébita. de limite. pois os profissionais são os procedimentos invasivos tais como pesquisados tentam através de semântica o laser de alta potência desempenhado disfarçar e renomear procedimentos classi- por 62 dos entrevistados. notamos que também cedimentos invasivos declarados como não há consenso entre as profissionais. Conselho de Biomedicina. intrader. pois a falta de do Conselho. superior e pós. o que se observa possuímos de lideranças. aceitos pelos conselhos profissionais De forma equivocada algumas lideranças de origem e aqueles desempenhados insistem em dizer que a carreira estética independentemente do reconhecimento não esta regulamentada. fissional mais atuante e pela falta de união Não reconhecemos que a aplicação entre as profissionais. especificidade na determinação do roll de atividades causa um sentimento de falta Afim de respondermos nossa hipótese. o fato de possuirmos vários apropriação indébita dos procedimentos outros profissionais interessados em se das Profissionais Esteticistas. é uma apropriação das técnicas estéticas . de forma cientifica e segura a execução Por outro lado. além de possuir disciplinas nossa carreira e em sua normativa é clara no roll de sua graduação que apresentam sobre nosso exercício profissional. Esse limite talvez seja dado pelo que é sobre a existência do chamado Fenô. o Conselho não tem se destes procedimentos. é ele que ora vigora para sas técnicas. a carreira estética. como tam. aplicação de botox por 50 indivíduos. Poderíamos chamar de Fenômeno Nota-se que não somente há uma Migratório.Representação sobre os pro. o que não pratica profissional altamente perigosa. inclusão também é polemica. observamos. carboxiterapia por 54. Talvez esta falta de das praticas descritas em nossas entrevis. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 105 O que nos causa muita preocupação. formar no bojo da estética em seus cursos bém atrás desta invasão se esconde uma de nível médio. O Observamos que a invasão é sus- que pode-se observar é a INVASÃO da área tentada por falta de uma legislação mais estética promovida por outros profissionais específica. que tem tentado meno Migratório por parte de profissionais regulamentar nossa atividade. Entre as ao Conselho de Biomedicina por parte carreiras pesquisadas somente o Medico das profissionais esteticistas ainda seja Dermatologista e os Biomédicos possuem polemico. não são respaldados legalmente para as preenchimento com acido hialurônico por profissionais desta área. eletrolipoforese camente de responsabilidade da esteticista com agulhas por 22 profissionais. pois não é apoiada por todas formação e resoluções que respaldem es. as profissionais. união esteja respaldada na deficiência que tas como uma migração. com procedimentos invasivos que não são Muito embora a questão do ingresso praticas da profissional esteticista. mas essa da área da saúde para a área estética. e desenvolver outros procedimentos que moterapia por 23. Observe no Gráfico mostrado eficaz em coibir essas praticas 1 a declaração das profissionais sobre e fazer valer sua normativa e a legislação procedimentos invasivos. Quanto a legislação que regulamenta Gráfico 1 . concluímos que tal fenômeno não existe.

Fernandes R Instrução superior 14.27(79):65-79. 2013. Gennari A. 18. o que constatamos – Programa de Expansão da Educação é uma invasão da área estética. em America del Sur. de La Edicácion Superior em el marco de 3. Veloso EFR.106 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 || Conclusão 9.3-39. Alves G. 2. 2011. I n f o p é d i a . Brasília: Semtec. Estudos e representações de embelezamento Economicos 2001.artigos.com. natura. Competitividade sujeito-trabalho nos modelos emergentes e aprendizagem tecnológica e de carreira. Albuquerque C.com/artigos/ educação superior no Brasil.infopedia. para a organização e para as pessoas. 2010. 2004. São Paulo. Políticas Públicas para a Educação Profissional 1. A cultura da beleza: práticas e mercado de trabalho no Brasil. Bendassolli PF. Empresas 2009.Ministério da Enciclopédia e dicionário Porto Ferreira. 12. 10 diciembre 2010. 6. reconfigurações do mercado de trabalho Comportamento Organizacional e Gestão em Portugal e no Brasil. Evolução do 0786 – Petrolina jan/mar 2010/ Revista conceito de carreira e sua aplicação Eletrônica Universitária Historien. 15.12(2):257-80. Período e Coorte. demanda sob a ótica dos estudantes. A m o r i m C .net/NaturaUniverse/Pt/src/ Fundaçao Instituto de Pesquisas (FIPE).49(4):387-400.asp. feminino nos anos 1920. Natura.br/artigos. Internacional sobre Gestión Universitaria na-contratacao-de-profissional. Decomposição da lós Bicentenarios Del America Del Sur.crefito3. Atlas.pt/lingua. Disponível em superiores tecnológicos: um avanço da URL: http://www. 13. Cursos [citado 2013 set 20]. Globalização e metáforas de carreira e de competências. Contratação De Profissional Autônomo. 2000. 4. AS. Evolução da Desigualdade de Renda no Mar del Plata. p. In: PROEP para a Carreira Estética. 11. 8. Sant’anna Engenharia de Produção. Souza RJ. Dicas e Cuidados Na [Dissertação]. Plonkski GA. eTecnológica. Dutra JS.5(1). C o s t a V . 2009. Firpo SP. Site oficial esteticistas unidas: www. http://www. Revista Brasileira de Economia 2011. Balance y perspectiva autonomo-309/artigo/. São Paulo: disponível em URL: http//www. Kilimnik ZM. Castilho IV. Brasil: um balanço crítico da “década . X Colóquio administracao/dicas-e-cuidados. Jucá MC. Narita R. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Não existe um fenômeno migratório Profissional de Nível Técnico. Revista de Administração de organizacional: um elo indissociável.br. In: Anais do XX Encontro Nacional de 7. ISSN: 2177 – 5. Cursos Superiores portuguesa/migra%C3%A7%C3%A3o. Brasília. Carreiras em transformação e seus 2000. Brasília: UNB. index. Ministério da Educação da Republica Federativa do Brasil. Ministério da Educação da Republica || Referências Federativa do Brasil. Recomposição da relação 16. Almeida AL. ed. Barros N.. Gestão de carreiras na Fisioterapia e Terapia Ocupacional: empresa contemporânea. Brasil em Efeitos Idade. Narita R. Trabalho e sindicalismo no esteticistasunidas. paradoxais reflexos nos indivíduos: 17. Profissional. Site oficial do Conselho Regional de In: Dutra JS. Muniz S. Educação/INEP. Oliveira PJ. Andrade AFB. Disponível em URL: http://www. Soc 2012. Rev Bras Cienc 2006. gov. 10. de Tecnologia: um estudo de sua Lisboa.

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02011-000 São Paulo SP. escolhidos por conveniência numa turma de alunos do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética do Centro Universitário Sant’Anna.108 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Correlação entre simetria facial natural e percepção da beleza e impressões pessoais Correlation between facial symmetry and natural perception of beauty and personal impressions Maria Eugênia Mayr de Biase. Funadadora do Primeiro Curso Superior em Estetica no Brasil. Na primeira etapa do projeto foram selecionados 21 modelos. O objetivo deste estudo é verificar a relação entre a percepção de beleza. Participaram da pesquisa 308 pessoas. docente do curso de Tecnologia em Estética e Cosmetologia do Centro Universitário Sant’Anna. com idade média de 30. Todos foram fotografados no mesmo ambiente e horário com ilumi- nação natural. E-mail: mariamayr1@hotmail. ***Esteticista. Jeanete Moussa Alma*** || Resumo A estética facial e corporal ainda é uma área de pesquisa pouco explorada no Brasil.0 com testes escolhidos pelas *Especializanda do Curso de Pós Graduação em Estética da Universidade Gama Filho. Coordenadora programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho. 421. M.com . Supervisora de Estagio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA Correspondência: Maria Eugênia Mayr de Biase. **Fisioterapeuta. expressão facial e simetria facial natural. moda 25 e mediana de 28 anos. poucos artigos se preocupam em fazer um levantamento das características estéticas da população brasileira. Coordenadora programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Rua Voluntários da Pátria. Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina.*. sendo 197 (64%) do sexo feminino e 111 (36%) do sexo masculino. Michele Figueira Nunes**. Na segunda etapa do estudo cada um dos 308 participantes recebeu um questionário estruturado e uma cópia das fotos para responder sobre suas impressões a respeito de cada uma das modelos identificadas apenas pelo número. A caracterização da amostra é demonstrada por estatística descritiva e os dados analisados através do programa Bioestat 5.1.Sc. Mestre em Ciên- cias da Saúde – FMUSP. Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduaçao em Estetica no Brasil. A per- cepção de beleza e atratividade ainda é pouco estudada.

The aim of this study was to investigate the relationship between the perception of beauty. Especialmente as fotos que provocaram a impressão de tristeza foram associadas a menos beleza. em qualquer discussão sobre beleza e mos. Cada voga. no mínimo. número e tipo de variáveis.1. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 109 características da amostra. few surveys of the aes- thetic characteristics of the population are performed. mean age 30. imagem. as fotografias ranqueadas nas posições de 1 a 6 como sendo as mais simétricas foram apontadas como pouco bonitas/não bonitas. facial expression and facial symmetry natural. number and type of variables. In the second stage of the study each of the 308 participants received a structured questionnaire and a copy of the photos to answer about their impressions of each face identified only by number. with 197 (64 %) females and 111 (36 %) male. The sample and data was analyzed using by the BioStat 5. enquanto a beleza se torna a tou sobre o caráter de mutabilidade dos representação máxima de positividade. um padrões de beleza. || Introdução O padrão de beleza vigente nos planos de tratamento e diagnósticos estéticos é A Frase “A beleza está nos olhos de resultado de referências e normas advindas quem vê” citada por Rodrigues [1] dá o tom desde a era grega aos tempos atuais [1]. beleza. image. Del Campo apud Rodrigues [1] aler. um padrão clássico de beleza ideal ou Atualmente dá-se muita importância um padrão único que sempre esteve em à beleza e aparência das pessoas. The perception of beauty and attractiveness is still poorly studied. 25 fashion and median of 28 years. Para Camargos. Segundo Silva [3] vivemos atualmente tra o quão complicado será tentar definir o uma cultura fitness que muito se asseme- que é ou não belo.0 with tests chosen by the characteristics of the sample. In the first stage of the project were selected 21 models. Após a análise dos dados verificamos que as fotos mais simétricas não foram as mesmas classificadas como bonita/muito bonita. é apenas questão de opinião. || Abstract The facial and body aesthetic is still an unexplored area of ​​research in Brazil. photographs ranked matches in positions 1-6 as the most symmetrical been identified as some beautiful/not beauti- ful. vez mais os traços externos influenciam . atenuadas. After analyzing the data we found that the pictures were not more symmetrical classified the same as pretty/beautiful. The results clearly indicate the relationship between the perception of negative impressions and photos as less beautiful or not beautiful. Não há segundo ele imperativo para as mulheres. Os resultados apontam claramente a relação entre as impressões negativas e a percepção das fotos como pouco bonitas ou não bonitas. chosen for convenience in a class of students of Technology in Aesthetic and Cosmetic Sant’Anna University Center. 308 people participated in the survey. Especially the photos that caused the impression of sadness were associated with less beauty. beauty. All were photographed in the same environment and time in natural lighting. do início e Mendonça [2] a beleza provavelmente não do século passado. obesidade e feiura devem ser. Atualmente velhice. Key-words: facial symmetry. Duarte lha aos conceitos de eugenia. Palavras-chave: simetria facial.

a beleza é um imperativo para o sucesso pois podem elucidar elementos básicos social e até profissional. livres de imperfeições e problemas de não aceitação daqueles que com expressão agradável [7]. No entanto a estética facial e corpo- magra. mas também oferece informa. lise da estrutura craniofacial humana seja vimento de relações interpessoais positivas naturalmente assimétrica em alguns graus. necessariamente ausência de beleza e semelhança e estética. bronzeada. qualidade genética [6]. ções sobre a identidade individual – sexo. e para imprimir uma imagem profissional de Carvalho et al. tédio. . sarada. e relações faciais são importantes nos jul- Como observamos previamente atualmente gamentos da atratividade são essenciais. analisar a assimetria nasal em pacientes O rosto é o primeiro foco de contato entre de pré-operatório de rinoplastia. preocupam em fazer um levantamento das “O olho prefere a simetria” afirmava Darwin características estéticas da população bra- citado por Camargo. Dentro de um contexto cultural. ainda é pouco estudada. Duarte e Mendonça [2] também sua textura e padrão. Duarte e Mendonça que indivíduos mais belos obtinham mais [2] afirmem que os primeiros experimentos sucesso. já que representa a relação entre a percepção de beleza. expressão facial e simetria facial natural. poucos artigos se magreza. râneos também predizem que a simetria O objetivo deste estudo é verificar facial deve ser atraente. Não só a simetria é preditor de beleza. percepção da beleza. Enquanto Kleidler a simetria pode exercer sobre os julgamen- [5] afirma que a aparência facial tem forte tos foram decepcionantes e Ferrario et al influência na formação da auto-estima do apud Santos e Ferraz [8] avalie que a ana- indivíduo. e é determinante para o desenvol. Camargo. tristeza. alegria etc] [2]. rosto fala apenas aquilo que é autorizado Estudos sobre quais as características a falar”. com 100 duas pessoas. “O impecável [2]. sua interação [hostil isso é verdadeiro em cenários naturais. Os rostos são mais atraentes quanto inclusive podendo levar a discriminações e mais simétricos. Duarte e Mendonça [2] demonstraram Embora Camargo. Um dos prin- afirmam ainda que o rosto não pode ser cipais ingredientes da beleza é uma pele destacado de seu tempo e espaço. juventude e simetria. desejos e estados emocionais arte ou até mesmo em rosto humanos [6]6. é um fator importante para determinar a Möbius e Rosenblat apud Camargos. juízo de idade [juventude e velhice]. Duarte e Mendonça [2]. sileira. a cultura fitness coloca a mulher como alta. [raiva. a serem trabalhados quando se pretende Um dos vieses de avaliação da beleza intervir na aparência facial. num experimento que simulava realizados para determinar a influência que o mercado de trabalho.110 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 julgamentos e regras de comportamentos. e transmite não apenas beleza pacientes e 101 controles encontraram ou falta dela. Silva [3] em seu ensaio sobre estético ou funcional [4]. assimetrias em até 99% dos controles. aversão. na – amistosa]. A ausência de simetria não significa etnia. sendo a beleza ral ainda é uma área de pesquisa pouco um imperativo para corpos que respiram explorada no Brasil. [9] num estudo para sucesso e competência. seja em nível é a simetria. A percepção de beleza e atratividade Biólogos evolucionistas contempo. não se enquadram nos padrões ditados Assim a simetria facial aparentemente pela sociedade [4].

salas de aula etc. número e tipo não poderiam reconhecer e/ ou identificar de variáveis. Na segunda etapa do estudo cada um dos 308 participantes recebeu um ques- Figura 2 tionário estruturado e uma cópia das fotos para responder sobre suas impressões a respeito de cada uma das modelos identi- ficadas apenas pelo número. Nenhuma das fotos sofreu qualquer tratamento. escolhidos por A correlação de Pearson foi aplicada para conveniência numa turma de alunos do curso estabelecer o nível de simetria entre as de Tecnologia em Estética e Cosmética do duas hemifaces. monstrada por estatística descritiva e os sos ambientes da instituição. após foi estabelecida a simetria . razões. Bioestat 5. em papel A4 com impressão colorida. Cada modelo para estabelecer a relação entre diferentes apresenta características fenotípicas dife. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 111 || Material e métodos entre as duas hemifaces de cada modelo. sendo 197 (64%) do sexo feminino assim se pode determinar o quanto cada e 111 (36%) do sexo masculino. tais como dados analisados através do programa portaria. morenas das medidas avaliadas em cada hemi-face. Na análise dos dados cada foto foi co- locada teve suas duas hemifaces medidas digitalmente.0 com testes escolhidos pelas Como critério de exclusão os participantes características da amostra. Os participantes são estudantes do as modelos de 1 a 21.1. na impressão cada foto recebeu um número de 1 a 21. Centro Universitário Sant’Anna. através do cálculo da razão entre elas e do Participaram da pesquisa 308 pes. To. de pele clara e escura. As fotos Figura 1 foram obtidas com uma máquina profissional com os modelos sentados numa maca com uma cortina preta ao fundo. cálculo da correlação entre essas razões. Esquema das medidas analisadas: dos foram fotografados no mesmo ambiente e horário com iluminação natural. por ser um teste não paramétrico aplicável Na primeira etapa do projeto foram a variáveis qualitativas e amostras grandes. nesse caso a razão entre cada uma rentes. entre os modelos há loiras. soas. As ima- gens obtidas foram impressas em grupos de 4 fotos por página. moda 25 e mediana de 28 hemifaces e estabelecer um ranking entre anos. nenhuma das modelos analisadas e idade O teste do qui-quadrado foi escolhido menor de 16 anos. selecionados 21 modelos. foram abordados em diver. sendo um teste adequado Centro Universitário Sant’Anna. negras e orientais. foram estabelecidas as medi- das bilaterais de acordo com o esquema da figura 1. escolhidos A caracterização da amostra é de- aleatoriamente. laboratórios. com idade modelo apresentava de simetria entre suas média de 30.

O ranking de posições nas posições de 1 a 6 como sendo as mais das fotos em relação a simetria aparece simétricas foram apontadas como pouco na segunda coluna indicando a posição de bonitas/não bonitas.82 308 100 141. .77 260* 84. rificar na Tabela I. 0.9969 56 18.14 308 100 172. Como é possível ve- cada uma delas.70 44 14. es- || Discussão pecialmente a simpatia foram associados As variáveis analisadas nesse estudo à percepção das fotos como bonitas ou foram qualitativas. 0.9972 96 31.9936 68 22.9947 37 12. 0.01 227* 73.11 21 13ª 0.9935 26 8. 0.318 18 14ª.09 62 20. 0.9902 80 25.61 240* 77.47 308 100 277.9962 27 8.60 48 15.42 21 6.996 148** 48. 0.64 308 100 348. 0.9922 181* 58. 0. 0.487 9 3ª. 0. exceto foto ou não bonitas.487 12 1ª.9902 82 26.474 17 20ª.17 21 6.16 24 7.10 145 47.649 5 18ª. || Resultados O teste do χ² resultou nos valores expostos na tabela. bonita/muitopouco boni.79 308 100 352.64 308 100 54. com grau de liberali- dade igual a 2.51 2 0.Percepção da beleza x simetria.92 23 7. as fotografias ranqueadas r com p = 0.47 49 15.9968 191* 62.77 103 33.77 24 7.9965 142** 46.64 247* 80.61 308 100 96.0001.44 308 100 300.0001 para todas as fotos. não respon- foto Simetria/Ranking total χ² bonita ta/não bonita deu r de Pearson F % F % F % F % 1 7ª. com p = percepção das fotos como pouco bonitas 0. portando rejeita H0.82 308 100 361. 0.9976 95 30.78 105 34.82 239* 77.545 4 5ª.9928 159* 51. com grau de liberalidade relação entre as impressões negativas e a igual a 3.65 308 100 288.23 139* 45. 0. Enquanto as impressões positivas. provocaram a impressão de tristeza foram associadas a menos beleza.69 246* 79. **Resultado significativo para bonito quando analisadas separadamente as classificações. obtidas através da res- muito bonitas.17 189* 61.82 308 100 97.27 2 0.9953 45 14.13 308 100 30.35 23 7. A simila- que as fotos mais simétricas não foram ridade entre as hemifaces é descrita pela as mesmas classificadas como bonita/ correlação de Pearson.045 6 15ª.29 308 100 226.9942 127 41. 0.9858 10 3.97 206* 66.79 308 100 120.18 229* 74.12 42 13.805 7 10ª.36 23 7. com Após a análise dos dados verificamos p = 0.474 19 14ª 0.65 308 100 213.08 238* 77.77 45 14.44 258* 83.9972 36 11.0001 para todas as fotos.112 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Tabela I .851 3 9ª.39 15 21ª. portando rejeita H0. Especialmente as fotos que 19 que tem p = 0.13 42 13.44 24 7.17 308 100 306.838 11 6ª.396 2 4ª.08 21 6.19 19 6.9987 42 13. 0. 0.01 96 31. 0. 0.0118.91 308 100 59.05 136 44.998 21 6.88 22 7.117 8 8ª.47 308 100 134.916 14 19ª.84 211* 68.79 308 100 91.62 100 32.25 256* 83.87 26 8.9953 141* 45.942 13 11ª.494 16 3ª.62 181* 58.58 308 100 275.032 20 2ª 0. O teste do χ² resultou nos valores ex- Os resultados apontam claramente a postos na tabela.591 10 9ª 0. todos os valores de muito bonita.47 308 100 238.097 *Resultado significativo.

468 atratividade das faces. G3 demonstrado que rostos que transmitiam = características neutras (infantil. cujos participantes estavam responderam sobre todas as modelos isto sentados a uma certa distância da câmera. intelectual.273 a serem trabalhados quando se pretende 12 20 185* 65 38 308 215. uma 17 191* 29 29 59 308 232. foram associadas à beleza enquanto os *indica os valores significativos. ingênua.558 Estudos sobre quais as características e 8 117* 52 100 39 308 54.299 intervir na aparência facial. triste). ocorreu porque quem analisava as fotos das e foram solicitados para olhar diretamente modelos não poderia reconhecê-las. Ficou ca. 14 66 123* 83 36 308 51. No .0001 utilizada por Oliveira [10]. A aquisição das fotos da Beleza x Simetria.831 vez que os modelos que nos questionários 18 63 34 154* 57 308 108. Fukusima e Silva [4] 4 49 149* 71 39 308 96. indiferente. Fo. em seu trabalho sendo que diferente do que pensavamos sobre a importância da simetria facial na a face mais proxima da Simetria nao foi escolha de parceiros Seres Humanos. O resultado da Tabela I concorda com o G1 G2 G3 NR χ² tos tal estudo de Fukusima e Silva [4] que mostrou 1 137* 65 63 43 308 66.519 relações faciais são importantes nos jul- 9 67 111* 108 22 308 68. manter expressão neutra O que mostrou em nosso estudo foi e tiveram o cabelo puxado para trás para que a face que mais se aproxima da Sime- revelar características faciais.987 nita foram associados a impressões positi- 20 38 129* 90 51 308 65. tímida). modelos que apresentaram semblantes tristes foram vistos como pouco bonitos. cada rosto e alegre). melancólica.844 vas.519 ser um fator de análise isolado da face.182 que a simetria facial pela reflexão das hemi- 2 62 114* 100 32 308 52.506 Os resultados observados nesse es- 16 43 74 122* 69 308 42. simpática manter uma expressão neutra. o resultado é signifi- seguiu metodologia semelhante aquela cativo estatisticamente com p = 0.013 estético ou funcional. agressiva. antipática.026 Mesmo sendo solicitado a cada modelo G1 = características positivas (serena. bonita. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 113 posta aos questionários aplicados após a A Tabela I nos mostra sobre a percepcao observação das fotos.078 gamentos da atratividade são essenciais. G2 = características negativas (irôni- transmite impressões diferentes.351 15 19 171* 64 54 308 167. também no estudo apresentado por Coet. expressões faciais mais leves e positivas sensual. para a câmera. seja em nível 13 20 193* 55 40 308 241. arrogante.182 pois podem elucidar elementos básicos 11 38 133* 103 34 308 93.87 faces não foi um fator de forte influência na 3 192* 60 18 38 308 240. 21 136* 69 45 58 308 64. 7 77 70 121* 40 308 43. [11].286 6 139* 59 90 20 308 98.26 tudo se alinham a esse pensamento. To. como classificada como Bonita ou Muito Bonita. especialmente a expressão Simpática.727 sugeriram que a simetria lateral não pode 5 166* 27 74 41 308 152. tria facial na resposta de 247 indivíduos ao questionário foi não percebida como Tabela II – Impressão sobre a pessoa bonita e sim como não bonita e pouco fotografada.753 foram apontados como Bonita ou Muito Bo- 19 99* 69 80 60 308 10. Neste estudo nem todos os participantes zee et al. 10 36 86 154* 32 308 126.

segundo ele a estrutura pelos outros. atratividade com a simetria facial e levanta como fator importante para a percepção || Conclusão de beleza a proximidade da face com a média das simetrias encontradas na própria Não foi possível estabelecer uma cor- população. pois. simetria. nas relações de produção e troca. Tendo em vista a pluralidade relação entre a simetria facial natural e a fenotípica da população brasileira. também pode associar a e não a simetria por si. misfério geométrico. cada rosto avaliado apenas como componente de elementos foi associado a impressões sugeridas. melancólica. antipáticas. não se revela pessoa fotografada. expressões. sendo um múltiplo lugar da face é complexa. a beleza que expressões tristes. rosto simétricos. expressões etc. meio de comunicação. o Grupo 2 carac. de Camargo. instituições à qual pertence permite 3 impressão das características neutras sua ligação com outro rosto. emoções e linguagens. signos ligados à linguagem. A afirmação de de ser Pouco Bonita ou não Bonita e estes Koscinski [7] se alinha com o pensamento resultados podem ser verificados na Tabe. mas também possui suscitou uma serie de impressões sobre uma expressão agradável é reproduzida a expressão facial e essas impressões se aqui e fica demonstrada na tabela II. gantes que agrupamos como impressões mas também em outros aspectos físicos. antipática e triste) e o Grupo sinais. intelectual. amostra de modelos cobria a maior parte Verificou-se a relação entre a impres- das possibilidades diante da miscigenação são passada pelas expressões faciais e brasileira. sua textura e seus padrões se ingênua. Diferente de vários estudos que apon. correlacionam com a percepção da beleza Oliveira [10]. Não é um simples de significações. livres de sua linguagem. O rosto e sua (infantil. por meio de terísticas Negativas (irônica. geometricamente falando. características únicas e numa população Sendo as fotos associadas a impressões como a nossa a que se pensar como seria negativas associadas a menos beleza. a face que mais se aproxima da média? especialmente expressões tristes e aque- . O rosto da juventude Dessa forma os resultados obtidos é multifacetado. no orgânicos: está inserto na vida cotidiana. [12]. sinais. nossa percepção de beleza. revelar.114 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 ponto de vista estatístico podemos concluir No caso de rosto humanos. sendo uma intera- tam a ligação entre o padrão de beleza e a ção sensoriomotora dos sentidos a ação: Simetria Facial. cada face não só mais simétrico. Como mostra o estudo de nesse jogo o rosto fala e é também falado Senna et al. Duarte e Mendonça [2] para la II que nos mostra a Impressão sobre a quem o rosto por sua vez. com atraentes quanto mais simétricos. indiferente e tímida). não está somente em. tal como o pescoço. Uma vez que mesmo utilizando expres- Essa ideia de que o rosto mais atraente é sões neutras ao obter as fotos. ou um he. aqui refletem de certa forma esse aspecto Para Koscinski [7] os rostos são mais de interação entre o rosto e a cultura. Grupo 1 características Positivas (alegre. arrogante. sensual. imperfeições e com expressão agradável. Mas cada rosto em si apresenta a percepção de beleza nas fotografias. que a cultura permite cilindro. é um simpática e serena). negativas correlaciona-se com a percepção psicológicos e sociais [7]. tornam lugares onde se instituem ideias. arro. agressiva.

Zaidel DW. The face. F u k u s i m a S S . . nível de Arch Otohinolaryngol 2012.53(1):17-21. Ficha de anamnese mais belas. Imperativos da beleza: Corpo 2012. Rev CEFAC || Referências 2011. L. Coetzee V. African Perceptions São Paulo 2009. Oliveira Jr OB. Rodrigues CDT.115:1165-73. Rodrigues CD. Kreidler MAM. 6. beauty. Silva ALS. Koscinski K.16(4):445- conhecimento e variações das normas 51. Cohen JA. [Tese]. estéticas. p. RGO 2005. Faerber SJ. Faculdade de Odontologia de na escolha de parceiros em humanos. 2008. da fonoaudiologia na estética facial: relato de caso clínico. diferença regional.6(41). Souza especialmente a simpatia percebidas como RF. Universidade Estadual 10. Perrett DI. Mendonça CA. Às alunas do curso de Tecnologia em 7. Duarte Educação e Saúde. Camargos CN. Cad Cedes 2012. feminino. Rinoplastia e assimetria 1. Santos CCG.18(3):395-410. estética. Atuação dados.70:45-79.23(3):466-75. 9. Faculdade de Ciências da 2. Int fotográfico. relationship between facial skeletal class 4.32(87):211. 13. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 115 las associadas a impressões positivas. Tremolizo eugenia. S i l v a L M . F a c e s and expert-rated interpersonal skill: an simétricas por reflexão das hemifaces epidemiological survey on young Italian não são mais atraentes que as faces adults. Sáude Soc CE. Oliveira AR. naturais. rio Sant’Anna por participarem do estudo Anthropological Review 2007. Greeff JM. Re DE. Da imagem visual do rosto humano: 11. O papel da simetria facial Paulista. [Monografia]. Lefevre simetria. 5. Facial attractiveness: Estética e Cosmética do Centro Universitá- General patterns of facial preferenres. Avaliação da atratividade facial: Análise de fatores subjetivos e do sorriso em função do enquadramento antropométricos no nariz caucasiano. Senna A. BMC Psychiatry 2006. Strohmenger L. Intem J Neuroscience 2005. Araraquara.7(10). Ferraz MJPC. SM. || Agradecimentos and symmetry: perceiving asymmetry in beautiful faces. textura e padrão. cultura fitness e a nova 12. Campus G.9. Carvalho B et al.13(4):763-8. 2013. como modelos e auxiliarem na coleta de 8. p. The 22. of Female Attractiveness Plos One 3. Abbenante D. Psicologia: Reflexão e Crítica 2009.

Sc.18% declararam estarem aptas a promoverem mudanças nos seus padrões de consumo. E-mail: silenebmv@bol. Sendo que 51. BA e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP.(Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Verificou-se que 78.97% não observavam quantos produtos descartavam por mês. Jeanete Moussa Alma. Rua Pirassununga. **Bióloga. apesar de 75.. O papel do profissional esteticista é prestar serviços de alta qualidade ao público e o aumento da procura de serviços e profissionais dessa área gera maior descarte de produtos recicláveis.62% consideram como lixo hospitalar o lixo descartado pelo profissional esteticista. Metodologia: Pesquisa bibliográfica junto a diversas fontes e distribuição de questionários contendo dez questões com apenas 2 alternativas (sim e não) no evento Internacional Beauty Fair realizado em São Paulo/SP em Setembro de 2013. D. Supervisora de Estágio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA Endereço para correspondência: Silene Mancini. Coorde- nadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. PhD – Professora Colaboradora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Docente de Estética no SENAC .Sc. Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil.**. MSc.31% *Administradora. formada pela Faculdade Campos Salles.9% não sabem quantos anos são necessários para o plástico se decompor e 54. ***Esteticista.9% se consideravam praticantes.116 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Sustentabilidade estética: impactos produzidos pela atividade do profissional esteticista ao meio ambiente Sustainable aesthetics: impacts of professional activity on environment Silene Mancini*.*** || Resumo Introdução: A promoção do consumo sustentável depende da conscientização. Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Pau- lista de Medicina.br . 89. D. Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho.. 96. Objetivo: Avaliar o conhecimento sobre a sustentabilidade no ramo da estética.47% dos entrevistados dis- seram conhecer o termo sustentabilidade e 51. Silvana Gaiba. BSc.57% usavam corretamente seus produtos. 681/52. Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil.com. e contribuição de todos. Resultados: O conjunto de observações desta pesquisa mostrou que 98.

The role of the esthetician professional is to provide high quality services to the public. Conclusão: Apesar dos profissionais Esteticistas demonstrarem interesse e disposição para contribuírem com o meio ambiente. novos produtos e tecnologias. rejeitando produtos que utilizam processos clagem dos recursos naturais renováveis.97% did not observe how discarded products per month. Palavras-chave: desenvolvimento sustentável. sustentabilidade. sustainability. Key-words: sustainable development. como acontece elevando os níveis de exaustão dos demais nos países industrializados (Europa e EUA).9% considered themselves practitioners. O meio aumentando o investimento de produtos eco- ambiente demonstra que sistemas susten. também.7% are willing to contribute to the environment. 98. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 117 acreditam que demonstrar uma “consciência sustentável” as diferencia no mercado e 97. faz-se necessário o desenvolvimento de projetos de gestão e sustentabilidade para que todos os profissionais que atuam nessa área possam contribuir com o meio ambiente. mas. sem concepção. industriais. logicamente corretos no mercado mundial [3]. sumo sustentável está de acordo com o de uma reestruturação como um todo. táveis são possíveis [1]. contemple todas de forma que garanta o atendimento das as fases envolvidas na produção desde a necessidades das gerações atuais. The increase of demand for services and for professionals in this area causes greater disposal of recyclable products. não basta apenas dispor de Partindo do princípio de que o con. o ecológica pode constituir tanto um fator de avanço urbano no mundo contemporâneo crescimento econômico quanto de queda associado à força poluidora das atividades de uma instituição [2]. Objective: To evaluate the knowledge of sustainability in the esthetics market. Methodology: Literature from many sources and distribution of questionnaires containing ten questions with only two alternatives (yes or no) in the International Beauty Fair Show September 2013 in São Paulo/SP. Brazil. Entretanto. || Abstract Introduction: The promotion of sustainable consumption depends on the awareness and contribution of all. que desenvolvimento sustentável (que se dá como prevê a ISO 14000. It was found that 78. nocivos ao meio ambiente. environment. 89. Conclusion: Despite Professional Estheticians show interest and disposition to contribute to the environment.62% considered as medical waste trash discarded by the professional esthetician. meio ambiente. o aumento verificar que a nossa responsabilidade na produção de rejeitos pela sociedade.9% do not know how many years are required for decomposing plastic. 96. || Introdução comprometer o atendimento das neces- sidades das futuras gerações) podemos Após a Revolução Industrial. so they can contribute to the environment. superaram a capacidade de Atualmente os consumidores estão regeneração dos ecossistemas e a reci. esthetician professional. while 75. passando pela escolha da matéria .31% believe that demonstrate a “sustainable consciousness” differentiates them in the market and 97.57% used their products correctly. profissional esteticista.47% of interviewed said that they knew the term sustainability and 51. recursos naturais não renováveis. it is necessary to develop and manage a sustainability project for all professionals working in this area. Results: The number of survey observations showed that. but 51.7% estão dispostas a contribuírem com o meio ambiente. and 54.18% reported being able to promote changes in their patterns of consump- tion.

artística. 4 que aumenta a consciência ecológica na máscaras descartáveis. mental. O grande desafio que se coloca para os Atualmente o papel do esteticista é cidadãos. princípio básico a sustentabilidade e a ecológica e são desenvolvidas por meio de inovação. público em pouco tempo [3. gazes e ainda comunidade despertando os cidadãos para existem os profissionais que agregam ao mudanças de atitudes em prol do meio protocolo chinelos descartáveis. Todo esse ambiente [3. dentre outras. ducação ambiental em nossa sociedade. Para ela a esteticista enviava cias sobre a saúde e o modo de vida dos energia ao seu cliente em forma de pen- seres humanos. espiritual e social do ambientais do planeta e suas consequên. década de 50. indivíduo. ao bem-estar físico e mental. A consolidar no Brasil a consciência e a prática atenção e a assistência à saúde abrangem da produção e do consumo sustentáveis [6]. samentos de alegria. a profissão de esteticista teve início na nacionais e internacionais [4. reciclagem de outros materiais contribuindo balagem. Trata-se de um comportamento descartáveis. ou seja. em. 4 pares de luvas. material somado aos protocolos corporais É natural que quem começa a reciclar que também se utilizam de descartáveis e um dado material logo irá adotar a mais os produtos (embalagens plásticas) . 4 lençóis descartáveis. influenciando-os ao relaxamento e jurídica. pela brasileira Anne Marie Para alcançar esses resultados. dentre as quais de maneira sustentável é promover a ree. por exemplo.118 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 prima.5].5]. o Klotz. científica. psicológica. espiritual. 8 toucas reciclagem. Hoje a área institucional. com o objetivo de melhorar e manter consumo e a produção sustentáveis. paz e gratidão [8]. grande número de pessoas permitindo uma dores responsáveis e suas ações para rápida transmissão de ideias e conceitos alcançar o consumo sustentável devem ser associados a essa atividade a um grande promovidas no nível micro e macro. a Natal/RN. Medidas a aparência externa e as funções naturais complementares de ordem cultural. da pele. Considerando que um único profissio- estimulando a consciência do seu uso nal esteticista execute um procedimento correto e manuseio [7]. A reciclagem depende da conscientização dos indivíduos é também uma atividade que envolve um da importância de tornarem-se consumi. desde o lar ou local de trabalho ou estudo No Brasil. produzir o plástico atividades diversificadas. processo produtivo.5]. filha de pais franceses e nascida em ponto de partida é a conscientização. até a eliminação pós-consumo [4]. Considerava-se uma precursora sensibilização a respeito da grandiosidade de uma importante profissão para o equi- do problema da degradação dos recursos líbrio físico. uso de energia. para a melhoria do meio ambiente e da A promoção do consumo sustentável qualidade de vida em geral. todas as dimensões do ser humano como A nova gestão empresarial tem como biológica. econômica. de atuação profissional da estética é con- plamente promovidas e divulgadas a fim de siderada integrante da área da saúde. de limpeza de pele por semana o descarte Uma maneira dos cidadãos participarem aproximado no final do mês seria de 250 desse processo de conscientização é a g de algodão. política. as empresas e os governos é a prestar serviços de alta qualidade ao pú- busca por ações no sentido de promover o blico. a história da estética ligada até as empresas e instâncias públicas. social. a estética está inserida [8]. devem ser am.

Você já escutou falar em sustentabilidade? Sim Não Sim ( ) Não ( ) 0 20 40 60 80 100 2. realizado em São Paulo/SP em Setembro de 2013.Percentagem das respos- O público alvo dos questionários foram tas (Sim e Não) de cada questão dos profissionais de Estética.47 tabilidade? Questão 2 51.9 48.1 3. Sim ( ) Não ( ) porativa vem se agregando a empresas 6.68 4.9 48. sua cubeta? O conceito de sustentabilidade cor. Beauty Figura 1 .3 Questão 10 Sim ( ) Não ( ) .1 Sim ( ) Não ( ) Questão 3 45. diferencia você no mercado profissionais nessa área.38 Questão 9 96.Questionário utilizado nessa Fair que aconteceu em São Paulo no pe- pesquisa. profissionais de estética entrevistados durante o evento Internacional.43 produtos você descarta por mês? Questão 6 45. Figura 2 . Você sabia que lixo de Estética é considerado sócio ambiental [6]. Sim ( ) Não ( ) mento pela procura de cursos em estética e 7. 1.82 para o plástico se decompor? 97. Você esta disposta a contribuir com o meio Nesse trabalho foi realizado pesqui- ambiente através da disseminação e orientação sa bibliográfica junto a diversas fontes. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 119 resultam um montante considerável de um 5.8 54. Beauty Fair.18 3. Você já observou quantos potes plásticos de Questão 5 75.31 10. saúde e orientação a Sim ( ) Não ( ) comunidade com foco na responsabilidade 8.62 21. Com o au. Sendo assim o objetivo como lixo hospitalar ? RSS-RDC 306/04 desse trabalho é avaliar o conhecimento Sim ( ) Não ( ) sobre a sustentabilidade estética. para o uso eficiente de recursos naturais e a incluindo artigos científicos e consulta na proteção da Natureza? web bibliografia e para a obtenção dos Sim ( ) Não dados foram distribuídos 131 questioná- rios contendo dez questões com apenas 2 alternativas (sim e não) distribuidos em um || Resultados evento Internacional. Quando você pratica um protocolo. Você sabe quantos anos são necessários Questão 8 78.7 2. Você se considera apta a promover mudan- ças no seus padrões de consumo? || Material e métodos Sim ( ) Não ( ) 10.03 54. usa cor- único profissional produzindo um grande retamente a quantidade de creme ou sobra na impacto ao meio ambiente. Você se considera um praticante de susten. Você acredita que demonstrar uma “consci- consequentemente aumento no número de ência sustentável”. 1.53 Questão 1 98.57 24.97 Questão 4 51. A lata de lixo do seu espaço é comum para como uma ferramenta indispensável para o todo tipo de descarte? equilíbrio econômico e ambiental. prioriza-se a qua- de trabalho e poderá trazer-lhe mais clientes? lidade de educação. ríodo de 07 a 10 de setembro de 2013.2 Sim ( ) Não ( ) Questão 7 89. 9.

Dentre os entrevistados 54. podemos dizer que produto “verde” entrevistados responderem que conhecem é aquele que causa menos impacto ao meio o termo sustentabilidade apenas 51. aquele que atende às necessidades do Entretanto ainda não existem métodos presente sem comprometer a possibilidade comprovados que meçam os impactos am- de as gerações futuras atenderem as suas bientais de um produto “verde” ou ecologi- próprias necessidades [9]. e em sua moldagem as quais impedem uma esta preocupação vem crescendo consi- nova fusão. Isso Verificamos também que 51. Foi observado camente correto em relação a outro. e acordo com área da estética.9% se ambiente do que seus alternativos [11]. a fim alertam as populações sobre a importância de manter o ecossistema equilibrado [6]. cerca de de descarte de produtos (potes de cremes) um terço do lixo doméstico é composto por e outros materiais como lixo de estética embalagens que tiveram vida útil apenas que 78. corretamente os produtos (cremes). mas profissionais que agregam cada vez mais a ainda incipientes no Brasil. O grande número de impactos que ocorrem sobre a qualidade do eventos que são realizados em todo mundo ar. que fabricam e que compram embalagens O polietileno verde é uma resina ter. Os plásticos constituem uma das preservação é necessária [6]. pois observamos nes- divididos em duas grandes categorias: os sa pesquisa que 75.9% dos faz com que todas as comunidades do entrevistados nem sabem quantos anos nosso planeta tenham consciência de que são necessários para o plástico se de. ratura e pressão.47% dos assim. deravelmente nos últimos anos [12]. classes de materiais com menor índice Os profissionais esteticistas colaboram de reciclagem [10]. os recursos naturais são finitos e que sua compor. Com o agravamento e comércio estima-se que pelo menos 25 do acúmulo do lixo urbano nas grandes mil toneladas de embalagens são jogadas cidades. Com Os projetos de reciclagem são muito o aumento da procura dos serviços e de comuns em países desenvolvidos.120 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 || Discussão substitui a utilização de matérias primas fósseis e ajuda na redução das emissões O desenvolvimento sustentável é de gases de efeito estufa. auxiliem na resolução do problema.97% des- Caminhar para um desenvolvimento susten. Sendo nesse trabalho que apesar de 98.57% dos entrevistados termoplásticos que são os que podem ser durante a realização de um protocolo utilizam moldados várias vezes por ação de tempe. e Mais da metade da população brasi- os termofixos que sofrem reações químicas leira preocupam-se com sua aparência. já as descartadas pela indústria como lixo hospitalar. da preservação do meio ambiente. aumenta também o número o Ministério do Meio Ambiente. da água e outros recursos naturais. conhecem quantos produtos descartam tável significa que devemos minimizar os por mês sem reciclar. por isso são recicláveis.62% dos entrevistados consideram uma vez. Estes materiais são com o meio ambiente. moplástica produzida a partir do etanol de Ao contrário do que muitas pessoas cana de açúcar brasileiro e foi chamado de pensam agregar valores sustentáveis ao plástico verde devido a sua contribuição ao trabalho do profissional esteticista não ne- desenvolvimento sustentável uma vez que cessariamente acresce o custo do produto . portanto não são recicláveis. é de se esperar que as empresas no lixo sem passar por reciclagem [9]. consideram praticantes da sustentabilidade.

Clean Alegre: Universidade Federal do Rio Products and Processes 2003. São Paulo: Abril. 2012. ihmc. Muito além da economia 2008.pdf. Porto 2. [citado 2013 set and opportunities for the new marketing 18]. [Dissertação]. do consumidor.pdf.simplast.14(5):307-12. 1a ed 1988. Disponível em URL: http:// age. [Dissertação].univali.31% Disponível em URL:http://cmapspublic2. Dos entrevistados 96. Staudt D. ficativo perante outras industrias de outros 7.pdf>Acesso em: mento de um projeto informativo com as 18 set 2013 6. faz-se necessário o desenvolvi. nos seus padrões de consumo e 89. Disponível em URL: cosmecêutica e o cliente para que atuem http://www. A estética como e redução de resíduos sólidos. Polímeros: Ciência 1. como disseminadores desses valores e que edu. . instrumento do enfermeiro na promoção do conforto e bem-estar. [citado ticistas demonstrarem mais sensibilidade 2013 set 18]. 139p. normas de biossegurança para que todos Sustentabilidade e design como agentes os profissionais que atuarem nessa profis.com. 248 p. dos entrevistados estão dispostos a con. Manrich S.pdf.18% declararam 4.br/bibvirtual/Dissertacao/ ambiente. [citado 2013 set 18]. Análise de processos produtivos tribuírem com o meio ambiente através de embalagens de perfumaria: estudo de disseminação e orientação para o uso de impactos ambientais. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 121 final. Apesar das profissionais este. Santos ASF. CMMAD – Comissão Mundial sobre Meio meio ambiente. 3. Inovação e tecnologia e Tecnologia 2004. || Referências Tendências e Desafios da Reciclagem de Embalagens Plásticas. 2008. Kahlow A. para%20o%20consumo%20 Foi importante verificar que 97. www. Clift R.br.br/congressoits2010/artigos/ esta classe juntamente com seus clientes artigos/067_-_SUSTENTABILIDADE_E_ DESIGN_COMO_AGENTES_CRIATIVOS_ e as indústrias formem um montante signi- NO_PONTO_DE_VENDA_. DissertacaoDaianaStaudt. elas não possuem ciência Ambiente e Desenvolvimento. 10.feevale. Abramovay R. Abdala P. Programa de Pós-Graduação à natureza. Educação para o consumo estarem aptas a promoverem mudanças sustentável. em Qualidade Ambiental. Agnelli JAM.%20Ligia%20Colombo%20 Embora as profissionais esteticistas se de%20Oliveira. Furriela RB. [citado são sejam intermediadores entre a indústria 2013 set 18].7% sustent%C3%A1vel.pdf. 5.unifebe. C a m i l l a P e r e i r a B i t e n c o u r t C P . Nosso do que é sustentabilidade. para uma economia verde: questões 11. verde. criativos no ponto de venda. New York: NTC Business Books.2(1):67. Forum on sustainability. Disponível em URL: http:// || Conclusão siaibib01. Disponível em URL:http:// e disposição a contribuírem com o meio ged. 1991. Vaidade e consumo: como a files/P%E1ginas%20de%20 vaidade física influencia o comportamento PoliticaAmbiental08lustosa. Escola de Administração. Ottman JA. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. Oliveira LC. futuro comum.org/publicacoes/ 12. Lustosa MCJ. juntos haja contribuição ao meio ambiente 8. Green marketing: challenges fundamentais. Novo Hamburgo: Centro Universitário eficiente de recursos naturais e proteção Feevale.congressoits.us/rid=1255702566159_6096569 acreditam que demonstrar uma “consciên- 48_13781/Educa%C3%A7%C3%A3o%20 cia sustentável” as diferencia no mercado.br/pdf/Andrea%20 Kahlow. mostrem dispostas a contribuírem com o 9. Disponível em seguimentos para que realmente todos URL: http://www. Grande do Sul. [citado 2013 set 18]. 2a ed. 1993. [citado 2013 set 18].conservacao.

Sc. Devido a sua importância. Pós Graduada em Estetica Integral pela Universidade Gama Filho. verificar se ocorreu melhora física psíquica dos pacientes que foram submetidos ao preenchimento facial. trazendo melhor qualidade de vida. que está capacitado a realizar o procedimento. desenvolve no portador lipodistrofia. para os portadores de lipoatrofia facial. na melhora da qualidade de vida e imagem pessoal Combined technical of facial filling and aesthetic hydration in patients with HIV/AIDS.**. relacionado com procedimento *Enfermeira. O preenchimento facial deverá ser feito pelo profissional médico. tem se tornado uma grande ferramenta de saúde publica. com. Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil. depois de certo tempo. melhorando a autoestima dos portadores do vírus HIV\AIDS e lipodistrofia. Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. D. Jeanete Moussa Alma.*** || Resumo O tratamento para o vírus HIV/AIDS. ***Esteticista. Mestre e supervisora do ambulatório do Instituto de Infectologia Emilio Ribas. Com a melhora na qualidade de vida. E-mail: contato. improving quality of life and personal image Maria Regina Rodrigues da Cruz*.com . ou seja.122 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 ARTIGO ORIGINAL Técnica combinada de preenchimento facial e hidratação estética em portadores do vírus HIV/AIDS.especiariascosmeticas@gmail. Objetivos: Levantar os dados da população estudada. Supervisora de Estágio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. drajeanetemoussaalma@gmail. Coordenadora do programa de Pós Gradua- ção da Universidade Gama Filho. ou seja.Sc. Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil. **Enfermeira. acumulo ou falta de gordura no corpo. os antirretrovirais. em lugares indesejáveis. Para resolução destes problemas são realizados cirurgias plásticas e preenchimento facial. trazendo benefícios para sociedade e paciente. Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. Clementina Michielom de Augusto Isihi. melhorando o aspecto físico e emocional desses pacientes. M.

In relation to aesthetic work. que realizaram preenchimento facial com polimetilmetaclilato no período entre janeiro a abril de 2012. develops lipodystrophy. pesquisamos qual foi a mudança sentida após o preenchimento facial.57% single. 28.57% solteiros. lipodistrofia. after a certain time.14% houve mudança física. Sabe que ocorrem mudanças em todos os aspectos da vida do indivíduo. Palavras-chave: metacrilato. 42. namely the antiretroviral drugs. A população pesquisada foi constituída de sete pacientes (sexo masculino 4/ feminino 3) portadores do vírus HIV\AIDS e lipodistrofia facial. Methodology: This is a prospective study. Objectives: To raise the data of the population studied. Em relação ao trabalho estético. who performed facial filling with polimetilmetaclilato between January and April 2012. através de um questionário elaborado com nove perguntas fechadas diversas. For 57. with the discovery to be with the HIV virus. HIV/AIDS. about HIV. i. The population consisted of seven patients (male 4 and female 3) virus carriers with facial lipodystrophy. Quanto ao tempo de diagnóstico de infecção por HIV/AIDS. Resultados: Percebemos que 60% dos sujeitos da pesquisa apresentaram idade entre 41 a 50 anos. 14. Knowing that changes occur in all aspects of life of the individual.87% were married. followed by 28.85% entre 10 a 14 anos. bringing a better quality of life for people with facial lipoatrophy. seguido de 14. followed by 14. With the advent of aesthetic treatments to patients with lipodystrophy we observed in our study population which was the change after filling facial. the degree of satisfaction for each of them. com a descoberta de ser portador do vírus HIV.57% with more than 15 years and the same proportion between 5 to 9 years.28% viúvos. has become a major public health tool. Com 57. preenchi- mento facial e mudança de vida.57% com mais de 15 anos e de mesma proporção entre 5 a 9 anos. percebe-se que. 42. we researched among our population which is the higher incidence of changes of this nature.85% who did facial moisturizing reports that there was a significant improvement in appearance. lipodystrophy. urea cream. com maior proporção 57. levantamento bibliográfico. The treatment improves lipodystrophy and the self-esteem of patients virus HIV\AIDS.. Pesquisamos entre nossa população qual é a maior incidência de alterações desta natureza. 42. Com o advento dos tratamentos estéticos para portadores de lipodistrofia em pacientes HIV/AIDS. percebe-se que o número de indivíduos. 42.. The facial filling should be done by the medical professional who is qualified to perform the procedure. 42. improving the physical and emotional side. In relation to marital status. HIV\AIDS.57% physical and psychic change.87% eram casados.85%faziam uso de antirretrovirais entre 10 a 14 anos. to verify that physical improvement of psychic occurred patients who underwent facial filler. com pesquisa de campo exploratória e analítica. seguido de 28. o grau de satisfação de cada um deles. Metodologia: Trata-se de um estudo prospectivo. bringing benefits for society and the patient. . seguido de 42.e.85% between 10 to 14 years.14% of patients had the HIV diagnosis for more than 15 years. through a questionnaire drawn up with nine closed ques- tions. Em relação ao estado civil. 20% 31 to 40 years old and 20% 51 to 60 years old. 28. We realized that the vast majority felt the beneficial effects of treatment with facial filling. followed by the 42. sobre HIV.14% dos sujeitos tem o diagnóstico de HIV por mais de 15 anos.28% widowed. 57. Due to its importance. seguido com a mesma proporção de 20% entre 31 a 40 anos e 51 a 60 anos. aesthetic.14% there was physical change. || Abstract Treatment for HIV/AIDS. Key-words: methacrylate. Quando falamos de tratamento antirretroviral. Percebemos que a grande maioria sentiu os efeitos benéficos do tratamento com o preenchimento facial. 14. HIV/AIDS. related to aesthetic procedure. As to the diagnosis of infection by HIV/ AIDS. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 123 estético. O estudo foi realizado no ambulatório do Instituto de Infectologia Emilio Ribas (IIER) pertencente a Secretaria de Estado da Saúde. ac- cumulation or lack of body fat in undesirable places.57% mudança física e psíquica.85% made use of antiretroviral drugs between 10 to 14 years. The study was performed at the clinic of the Institute of infectious diseases Emilio Ribas (REII) in the Health State Department of São Paulo/ SP. com abordagem qualitativa e. For solving these problems are performed plastic surgery and facial filling. creme de ureia. Results: 60% of the patients were 41 to 50 years old.85% que fez hidratação facial relata que houve uma melhora significativa na aparência. facial filling and change of life. with a qualitative approach and bibliographical survey. 42. estética.

mulheres e crianças de todas colaterais associados à inexistência de as classes sociais foram sendo atingidos. mas. podem privilegiar e progressiva devido ao declínio dos níveis não só os aspectos físicos da clientela. bastante abrangente. homens he- porém. dial de Saúde (OMS).000 portadores do HIV. maior o risco do mensões psíquicas e sociais. esti.780 casos de AIDS. tornando a mensuração Segundo dados da Organização Mun. rida é uma doença como outra qualquer. a inexistência de cura para projeção global teremos em breve 40 mi. estima-se que numa Todavia. sendo assim. da qualidade de vida uma tarefa inútil [9]. relacionado às experiências individuais. Estima-se que no ano de 2003 ocorreram . apontando novas estratégias de tratamento que são capazes de atuar em A identificação do Vírus da Imunode. sendo que quanto mais mas também aqueles relacionados às di- baixo for o índice desses. tais aspectos e proporcionar melhoram na ficiência Humana (HIV) e da síndrome da qualidade de vida dessas pessoas [7. sociocultural [10]. O termo qualidade de vida é da doença pode durar alguns anos [3].124 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 || Introdução cionais. No Brasil. cura para a doença têm direcionado inves. metrópoles. também. os aspectos psicossociais e emo. até dezembro de 2002 foram vida é indispensável para a avaliação de notificados 257.10]. num dado momento dentro de um contexto podendo atingir qualquer ser humano.5 milhões avaliado não só a dimensão física. doenças crônicas. permitindo indivíduo desenvolver a doença.6]. estimava a tigações sobre o impacto qualitativo dessa Organização Mundial de Saúde (OMS) haver terapêutica na qualidade de vida [5. a maioria das doenças crônicas tem mos- lhões de pessoas vivendo com o vírus [2]. a Com a chegada dos antirretrovirais. seu alto custo e inúmeros efeitos terossexuais. de crianças com menos de quinze anos. habitantes das grandes aumento no tempo de sobrevida destes. Epidemiologia sumir como portador de uma enfermidade. de linfócitos CD4. está havendo um consequente classe media alta. a população deve permitir ao individuo com HIV a possibilidade de se as. e não decretar sua morte civil [4]. imunodeficiência adquirida (AIDS) ocorreu Acreditava-se que o avanço tecnológico há pouco mais de vinte anos. O período à equipe de saúde apresentar cuidado entre a aquisição do HIV e a manifestação integral [9. por sua vez. para direcionar a distribuição de recursos e O HIV é um retrovírus que causa no a implementação de programas de saúde. porém. branco e de HIV/AIDS. estratégias de tratamento e custo/bene- mando-se que existem aproximadamente fício. o poderia ser uma solução concreta para número de pessoas infectadas e doentes os principais problemas relacionados às vem aumentando neste período [1]. cerca de 40 milhões de pessoas vivendo Nos últimos anos os estudos sobre com HIV|AIDS em todo o mundo. epidemia atingia principalmente indivíduos para o tratamento dos indivíduos com homo\bissexuais masculino. Progressivamente. Em dezembro de 2003. tornando-se instrumento importante de 600.8]. sendo 37 qualidade de vida nessa população têm milhões de adultos e cerca de 2. no inicio dos anos 80. estando diretamente A síndrome da imunodeficiência adqui. organismo disfunção imunológica crônica os quais. trado que a mensuração da qualidade de No Brasil.

ou Nos primeiros anos de utilização da seja. já que os benefícios não estão mente desconhecida. redução na proporção de falha viro lógica Mudanças na imagem corporal podem e. observamos um maior disponíveis quatro classes de antirretro. 350 cel\mm³ não se recomenda iniciar o A patogenia dessa síndrome é ampla- tratamento. de iniciar o tratamento antirretroviral. tratamento apresentavam supressão máxi.5 milhões de adulto e maior é o risco de progressão para AIDS. sugere a necessidade antirretroviral altamente ativa já foi clara. 500. mos de bem estar psicossocial. da AIDS. embora os efeitos suficientemente claros para contrabalançar da terapia antirretroviral no surgimento potenciais riscos da terapia antirretroviral da lipodistrofia têm sido descritos [13]. de músculos e vaso sanguíneo superficiais Estudos mais recentes mostram. mesmo quando não lidade queda de CD4. Uma delas e a lipoatrofia facial. devendo esta decisão ser considerada que. com do convívio social [11]. apresen. por conseguinte. inde- mente demonstrada em pacientes com pendentemente dos parâmetros imunológi- doença sintomática avançada e naqueles cos. Tratamento A presença de sintomas ou manifesta- ções clínicas associadas á imunodeficiên- A carga viral e um predito da probabi. tam imunodeficiência acentuada expressa na contagem de linfócitos (T-CD4+abaixo Lipodistrofia de 200\mm³) [4]. sociais. também. menos tóxico e com tirretroviral. gem de linfócitos T CD4 entre 200 e 350 -se. psicológicas e doses diárias. com conta- e 700. sendo 2. cia relacionada ao HIV. afetando a Em pessoas assintomáticas com qualidade de vida e aumentando o estigma contagem de linfócitos T-CD4+ acima de da doença [12]. têm sido relatados que a . indicam implica em baixa estima. Beneficio da terapia definidoras de AIDS. estão Nos dias atuais. com o uso de terapia an- virais.000 milhões em crianças. estima. Adicionalmente. em nosso país. melhoras imunológicas ser extremamente perturbadoras em ter- e clínica [4]. Atualmente.000 milhões de crianças abaixo de Especialmente se associado à carga viral quinze anos [2]. falta de motivação que o sucesso vira lógico do primeiro para o trabalho. em esquemas que HIV\AIDS continuam susceptíveis a uma sé- tornam possíveis apenas uma ou duas rie de consequências físicas. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 125 aproximadamente cinco milhões de novas O tratamento deve ser recomendado infecções. plasmática elevada (maior que 100. afinamento dos braços e pernas.000 cópias mm\³) [4]. tornando ma da replicação viral (carga viral inferior a a pele elástica e permitindo a visualização 50 copias\ml) após um ano de tratamento. individualmente [4]. [4]. afastando estes indivíduos esquema situa-se em torno de 80%. perda de gordura na face. Quanto mais próxima de 200 três milhões de mortes em consequência células\mm³ estiver à contagem de T-CD4. mais potente. porem os portadores do vírus posologia confortável. apenas 40 a 60% das pessoas em enrugamento e envelhecimento precoce. de apesar de assintomáticos. controle do HIV. que em 2003 ocorreram cel/mm³. causando TARV. sendo 4.2 milhões de adultos em indivíduos assintomáticos.

no estrato córneo e diminuindo a perda da água da pele. acontece a perda de gordura na face desses A ureia é um componente essencial a portadores.126 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 adequada adesão à terapia antirretroviral moléculas de água dentro das células e pode estar fortemente associada com possibilitar o aumento da hidratação por o risco aumentado para a ocorrência da um tempo mais prolongado. mas com substancias ativas em 3%. de rugas e sulcos da face. através de questionário. Não é indicada porque muito na população em geral. foi criado o alta umidade.porem está libe. para cada tipo de pele ou alteração que che dor definitivo por não ser reabsorvido possa ocorrer. Outro bene- lipodistrofia. aumentando a umidade tação estética. Pude perceber que a lipoatrofia facial tante. Consiste na inser. falta de motivação para o trabalho e con- Possui importantes indicações clínicas. Há décadas.Com a pesquisa de como ação antimicrobiana e anti-inflama. [composto de microes. para o tratamento cosmético da pele seca. pesquisa é observar o grau de satisfação mo. Justificativa Quando utilizamos a ureia. ficio é poder gerar compostos sob a pele Acreditando que a aparência é a porta que. apresentada em diferentes concentrações. através mantendo a pele hidratada por um período deste método. em todas atravessa facilmente a barreira placentária as faixas etárias nos últimos anos. material metacrilato. É capaz de se ligar a . quando expostos a um ambiente com de entrada para a sociedade. Essa quantidade pode ser pelo organismo [14]. Hipótese de diagnóstico ção de substâncias sob a área a ser tratada elevando e diminuindo a profundidade. pretendo levantar ureia lhe conferem a capacidade de gerar a importância deste tratamento para eles um tipo de hidratação denominada ativa. campo. É importante considerar também que feras de polimetilcrilato suspensos em gel a quantidade de ureia deve ser adequada mineral] que é um considerado um preen. E a e também aumenta a absorção de outras adesão ao tratamento também. e o que mudará em suas vidas. o uso dos antirretrovirais. Além de ser empregado em correção variando de 3% a 20%. levando o individuo a alterações psicológicas. vem sendo utilizadas deixa os indivíduos com baixa estima. que também existe na camada mais de clientes. mais prolongado. ser incluído na formula de um bom hidra. cada vez mais rada pela ANVISA. O uso prolongado da terapia antirre- troviral desenvolve no portador de HIV/ Creme de ureia AIDS a lipodistrofia. vívio em sociedade. As características particulares da dido pelos pacientes. sobre a melhora na qualidade externa da pele humana (estrato córneo) e de vida e imagem pessoal com a técnica que contribui para a regulação do equilíbrio combinada de preenchimento facial e hidra- da água da pele. respon- tória. tem ação hidratante e estimulante da regeneração O vírus HIV\ AIDS tem aumentado celular (cicatrizante). O objetivo dessa E uma substancia própria do organis. também e usado para cicatrizes de face.

Figura 1 . As informações do questionário dados eletrônicos Literatura latino-ameri. analítica. em duas vias aprovado pelo comitê de éti- ca e pesquisa do Instituto de Infectologia || Material e métodos Emilio Ribas. que realizou o preenchimento no período de março a abril de 2012. sobre HIV|AIDS e lipodistrofia e. Instrumento Tipos de pesquisa O instrumento utilizado para coleta de dados foi elaborado pela autora. Procedimentos éticos tróficos. Onde foi aplicado um questionário A população pesquisada foi constituída com perguntas fechadas (anexo 1). Avaliar o grau de importância do procedimento para os pacientes lipodis. vés de questionário com nove perguntas com objetivo de verificar a qualidade do fechadas. facial. que participaram com recursos próprios. hospital público. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 127 Objetivo Períodos de estudo Identificar a prática e os materiais O período compreendido para o estudo usados neste procedimento pelo profissio. em São Paulo. (LILACS) e Cientifica Eletronic Library Online (Scielo). no ambulatório. . foi às quintas férias das onze às treze horas nal médico. metacrilato. Locais de estudo O estudo foi realizado no Instituto de Infectologia Emilio Ribas (IIER). sendo constituído por questões fechadas. sadora em forma de gráficos. preenchimento facial para estes pacientes revisão literário levantamento bibliográfico com HIV\AIDS que desenvolveram lipo- compreendeu consulta a livros e bases de distrofia. Identificar o grau de satisfação pessoal do paciente após o procedimento. lipodistrofia. Aos participantes foram fornecido o Verificar a melhoraria qualidade de vida na termo de consentimento livre e esclarecido vida destes clientes. onde foram selecionados artigos || Resultados nacionais. foram codificadas e digitadas pela pesqui- cana e do caribe em ciências de saúde. atra. preenchimento facial. compreen- Pesquisa de campo exploratória e dendo um questionário com nove questões.Idade da amostra. do preenchimento facial com metametilcli- lato e maiores de idade. com abordagem qualitativa. O estu- de sete pacientes portadores do vírus HIV\ do foi realizado pela própria pesquisadora AIDS e lipodistrofia facial. utilizando as palavras chaves: HIV\AIDS. doenças crônicas.Foram convidados a participar através de convite verbal no prédio dos am- População e casuística bulatórios do Instituto de Infectologia Emilio Ribas.

proporção com mais de 15 anos. percebe-se que. Quanto ao tempo de descoberta do vírus HIV/AIDS.Estado civil dos participantes.57% sofreram preconceito da com a mesma proporção para paciente sociedade. Sabe que ocorrem mudanças em todos Figura 4 .85% de clientes têm de 10 a 14 anos 50 anos. seguido de 14. e continuam trabalhando.14% dos clientes tem o vírus por mais de 15 anos.Com 57.128 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Conforme figura 1. e estão trabalhando. 14. seguido de 42. Figura 6 .57% de solteiros. . com mesma proporção trabalhavam pelo virus HIV.85% de 10 a 14 anos. Na figura 2 nota-se que com maior por- centagem de 42. percebe-se que: com.57% mudança física e psíquica.57% de 05 a 9 anos e com mesma e 51 a 60 anos. com mesma proporção não viúvo e outros. os demais 0%. com a trata.Tempo que esta infectado res. trabalhavam. percebemos que Quanto ao tempo de tratamento com a população do estudo atingiu com maior os antirretrovirais.Alterações decorrentes da descobertas do vírus HIV. descoberta de ser portador do vírus HIV. seguido com a mesma proporção de uso dos medicamentos. Pesquisamos entre nossa população qual é a maior incidência de alterações desta natureza.28% sofreram preconceito de familia- Figura 3 . com 14. e 14. Figura 5 .28%e vírus. seguidos de de 20% para pacientes com 31 a40 anos 28.14% houve mudança física. Na figura 6 demonstramos quais as principais.Consequências após a desco- berta da infecção HIV. Quanto ao tempo de descoberta do seguido de 28. com maior proporção de 57.Tempo que o paciente se os aspectos da vida do indivíduo. 28.28%foram despedido após descoberta do vírus. proporção de 60% para pacientes de 41 a 42. Figura 2 .87% pacientes casados.

trouxe bons resultado para A participação dos pacientes na pes. O cliente saia da sua residên. seguido de 42. são mais guido com14. Devido a isso. e seguro com a melhora.85% que fizeram Quanto aos possíveis efeitos os adver- hidratação facial relataram que houve uma sos do metacrilato. A correção da lipodistrofia facial. somente uma aplicação. procedimento e alegava não ter tempo para mento. seguido tirretrovirais. A pes- quisa só foi possível devido sete pacientes dos trinta abordados aceitaram a participar. evidenciou que.14% relataram Relacionando o tempo de uso de an- que melhorou muito a aparência. somente às da qualidade de vida e imagem pessoal. ção da lipodistrofia facial nos portadores do ram diferença com a hidratação. o trabalho de campo foi bastante difícil. pois o preenchimento é seguirem mais autoconfiança e melhora realizado uma vez por semana. vírus HIV/AIDS é uma droga bastante eficaz. não sendo suficiente após hidratação facial. de indivíduos foi: com 42. O metacrilato feito pelo o medico e a || Discussão hidratação estética feita pela esteticista relacionado. 14. no de. sendo que o volume injetado no sexo masculino foi o dobro do sexo feminino. somente uma conclusão definitiva. resgatando a alto estima. porem para corre- fez preenchimento facial. se. com 57. feito pelo ml para homens). necessitamos de um melhora na aparência. O volume de polimetilmetacrilato foi variável de acordo com o sexo. (10 ml para mulheres e 20 Com o preenchimento facial.Sentimento demonstrado novo procedimento. Em relação ao trabalho estético. quinta-feiras. responder o questionário. profissional medico.Mudanças após o preenchi. que faz uso prolongado destes. obteve altos índice de satisfação. 28% que ficaram confiantes propensos a desenvolver lipodistrofia. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 129 Figura 7 . chegando ao ambulatório no momento do . sendo usado me- tacrilato de 30%. ajudando pacientes a con- quisa foi difícil. percebe-se que o número confiantes e mais seguro. Os pacientes após 60 dias de preen- chimento facial teve que se submeter a Figura 8 .57% que houve pouca melhora. os pacientes. tornando-se senho da figura 8. O procedimento transcorreu sem nenhuma intercorrências intra ou pós- -operatória.85% período mais prolongado para chegarmos a que não participou da hidratação. os pacientes de 28.28%não senti. mes- mo nos casos de necessidade de reapli- cação. levando estes indivíduos para melhor con- cia somente para fazer este procedimento vívio na sociedade.

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malassezia.Sc. 376 Vila Capixaba 29148-001. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 131 RELATO DE CASO Uso do equipamento de alta frequência no tratamento da dermatite seborréica inflamatória do couro cabeludo Use of high frequency equipment in the treatment of inflammatory seborrheic dermatitis of the scalp Alexandrina Rubio Barboza*. Foi re- alizada uma pesquisa experimental em duas pacientes que apresentavam dermatite seborréica inflamatória do couro cabeludo. porém são necessárias mais pesquisas para padronização do tempo de aplicação e da potência. Tatiane Moura da Silva. Através da análise qualitativa da evolução das lesões no couro cabeludo com a utilização do equipamento de alta frequência. Os resultados. Aline Lopes da Rocha Tenório*. Mestre em Ciências Sociais PUC/UVV e docente da Universidade Vila Velha Correspondência: Juliana Roldi Ramos. M. revelaram uma ação efetiva do equipamento na diminuição das lesões provenientes da dermatite seborréica. utilizando o equipamento de alta frequência (baseado na sua ação fungicida). Palavras-chave: dermatite seborréica. Rua Anchieta. apesar da amostra pequena. 3 vezes por semana.*** || Resumo Diante da inserção dos profissionais de estética em cuidados capilares e a expansão dos estabelecimentos que se dedicam aos seus cuidados e a prevenção de alterações indesejáveis. totalizando 10 sessões de tratamento. A evolução das lesões escamosas e do eritema foi analisada por fotografias semanais. *Tecnóloga em Estética e Cosmética pela Universidade Vila Velha UVV.Cariacica ES . **Tecnóloga em Estética e Cosmética pela Universidade Vila Velha UVV e esteticista no Bem Estar Pilates. tornando o tratamento mais confiável e vantajoso. Juliana Roldi Ramos**. evidenciou-se uma diminuição do eritema e uma significativa diminuição das áreas de escamação. torna-se relevante conhecer os efeitos de um dos recursos utilizados como um meio para recuperar a saúde do couro cabeludo. alta frequência. tendo suas características registradas em imagens. ***Fisioterapeuta.

Os cabelos são escamas e crostas. We performed an experimental study in two patients with inflamma- tory seborrheic dermatitis of the scalp. Em todos os tempos e em todas as As terapias de tratamento são orien- culturas o cabelo foi e é um importante tadas para a eliminação e remoção de ornamento pessoal. com mecanismo ainda desconhecido [4]. fun- do. Quando afe. com margens bem definidas e distribuição A eficácia do gerador de alta frequência simétrica. using high-frequency equipment (based on its fungicidal action). The results. com tratamento tópico homens [1]. The evolution of squamous intraepithelial lesions and erythema was assessed weekly by photographs. mundial convive com os sinais e sintomas A utilização do aparelho gerador de alta desagradáveis das dermatoses de natureza frequência tem sido realizada há anos com inflamatória que afetam o couro cabelu. baseado principalmente no uso de antifún- Um grande contingente da população gicos em xampus. atingindo áreas de maior concentração se. quanto a dos antimicrobianos. eritematosas ou amareladas. || Introdução da dermatite seborréica. São tados por alterações. high frequency. e germes e depois em mucosas de animais e loescamosas. with a total of ten sessions.132 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 || Abstract Before the insertion of aesthetic professionals in hair care and growth of establishments that are devoted to their care and prevention of unwanted changes. it becomes important to know the effects of a resource used as a means to recover the scalp health. finalidades antissépticas. O primeiro desconforto gerado pela associação entre gerador de alta frequência foi desenvolvido prurido e alteração estética [3]. bactericidas. auto-estima das mulheres. seborréica [9]. com diversos graus de estudos sobre a ação do ozônio em bactérias extensão e severidade. humanos segundo 1ª Conferência [8]. making treatment more reliable and profitable. e redução do eritema e do prurido [5]. por acometer de 2 a 5% da trabalham com tratamentos faciais de lim- população geral [2]. despite the small sample. we observed a reduction of erythema and a significant reduction in the areas of scaling. with images recorded in its characteristics. por Werner Von Siemens na Alemanha em A apresentação clínica da dermatite 1857 e através da utilização deste equipa- seborréica é variada e inclui associação de mento Kleinmann conduziu seus primeiros diferentes quadros. As lesões são papu. but more research is needed to standardize the application time and power. Through qualitative analysis of the evolution of lesions on the scalp with the use of high frequency equipment. Mas não há relatos na lite- As leveduras do gênero Malassezia são ratura de sua utilização no tratamento da apontadas como principal agente etiológico dermatite seborréica. pomadas e cremes [6]. doença que se assemelha à dermatite e atividade das glândulas sebáceas [3]. showed an effective action of the equipment in reducing injuries from seborrheic dermatitis. sendo a dermatite seborréica a mais gicidas e germicidas pelos profissionais que importante. malassezia. recobertas por escamas gorduro. Key-words: seborrheic dermatitis. já foi constatada no tratamento da psoría- sas. three times a week. . inibição da colonização fundamentais para a imagem pessoal de fungos. controle de infecção secundária que queremos transmitir. atingem tanto a empregados agentes anti-inflamatórios. Costuma trazer grande peza e ou tratamento de pele [7].

A pesquisa foi conduzida pela seborreica inflamatória do couro cabeludo metodologia de aplicação do equipamento participaram da pesquisa. principalmente nos três primeiros meses. pacientes com distúrbios de sensibili- dade. que sob o parecer no H 102/CEP2010. que pode sofrer algum tipo de in- ação fungicida do equipamento no combate fluência em seu funcionamento. pacientes portadores de pinos O trabalho foi realizado na Policlínica ou placas metálicas na área da aplicação. pois pode haver problemas na formação do || Material e Métodos feto. O trabalho objeti. que não passaram pela triagem ou que não dicam aos seus cuidados e a prevenção de tiveram seus diagnósticos compatíveis com alterações indesejáveis. Numa avaliação preliminar. gestantes. torna-se relevante dermatite seborréica inflamatória no couro conhecer os efeitos de um dos recursos cabeludo. do Centro Universitário Vila Velha. modelo Plus fabricado tomaram conhecimento sobre o tratamento pela Tone Derm®. com intensidade no nível oito do potenciômetro. objetivos e os riscos e os benefí. O equipamento utilizado Critério de exclusão dos pacientes na pesquisa foi validado por um técnico autorizado e as monitoras participantes Não participaram da pesquisa pacientes da pesquisa que aplicaram o equipamento menores de 30 anos. baseado na cardíaco. pomadas e cremes) ou terapêutico para va avaliar se o equipamento emissor de alta atenuação das lesões e os que apresen- frequência promove a redução das lesões taram as contra-indicações para o uso do desencadeadas pela dermatite seborréica equipamento. CRM-ES nº em conta. com movimentos leves de cios do tratamento e assinaram o termo de pentear sobre o couro cabeludo por cinco consentimento livre e esclarecido. pacientes que estavam em uso de utilizados como um meio para recuperar a outros recursos cosméticos (como xampus. que são o uso de marca-passo inflamatória do couro cabeludo. pacientes portadores de neoplasias. estado do Espírito Santo. utilizando eletrodo em proposto. passaram por uma triagem com a dermato. em pacientes com dermatite seborréica inflamatória no couro cabeludo. principalmente. epiléticos e de Vila Velha. de alta frequência. foi levada logista Juliana Rocha Nogueira. Procedimentos realizados na pesquisa Critério de inclusão dos pacientes O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa em Seres Humanos da Participaram deste estudo duas pa. município diabéticos descompensados. Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 133 Diante da inserção dos profissionais tinham condições físicas e/ou mentais para de estética em cuidados capilares e a o desenvolvimento da pesquisa. Após avaliados. Somente pacientes encaminhados dermatite seborréica inflamatória no couro com diagnósticos clínicos de dermatite cabeludo. pois pode haver lesões pelo fato do Área de estudo cliente não relatar incômodo diante de uma aplicação. pacientes que não foram previamente treinadas para padroni- . a existência de 8183. aqueles expansão dos estabelecimentos que se de. forma de pente. Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) cientes com idade entre 30 e 60 anos. ao agente causal da doença. saúde do couro cabeludo. minutos.

Ao longo da realização das sessões foi realizada uma avaliação semanal da evolução do quadro. apresentando Voluntária de 60 anos. áreas eritematosas tratadas com o equipa- Foi realizada uma avaliação médica mento de alta frequência após três sessões com os pacientes.Lesão eritematosa tratada referentes a cada etapa do tratamento. a existência de eritema e escamas no couro cabeludo. com tempo médio de aplicação no couro cabeludo de cinco mi- nutos. Antes do início do tratamen. || Resultados A avaliação da percepção visual da evo- lução das lesões permitiu identificar que. apresentando lesões decorrentes da dermatite na região lesões decorrentes da dermatite na região . antes do início do tratamento (à esquer- Cada paciente foi tratada recebendo da) e três sessões após (à direita). Avaliação dos resultados As áreas eritematosas tratadas com o equipamento de alta frequência após as dez A extensão das lesões descamativas sessões (Fig. As o erro individual. Equipamento de alta frequência e o Equipamento de alta frequência e as eritema das lesões lesões escamosas Voluntária de 33 anos. num período de quatro semanas consecutivas. totalizando dez sessões. tendo suas com o equipamento de alta frequência: características registradas em imagens. após três aplicações do equipamento de alta frequência houve um alívio do eritema em torno das lesões e uma diminuição das escamas. mas ainda nota-se uma pequena hiperemia. da para que assim fosse possível realizar uma análise comparativa entre os registros Figura 2 .Lesão eritematosa tratada to as lesões foram fotografadas. três aplicações semanais do equipamento de alta frequência no local da lesão. como. e eritematosas foi devidamente fotografa. 1) apresentaram uma diminuição. tendo os resultados mantidos até a finalização das dez sessões. Figura 1 . levando em conta pontos (Fig.134 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 zação da técnica de aplicação minimizando retro auricular com psoríase associada. com o equipamento de alta frequência. 2) apresentaram diminuição. através de registros fotográficos após o início do tratamento. da) e após dez sessões (à direita). Esta comparação teve caráter qualitativo antes do início do tratamento (à esquer- exploratório [10].

agindo sobre vírus. as quais. an- de ozônio (O3). 2 vezes exacerbação e remissão. como relata Winter [11]. Lake et al. em um -se de maneira crônica. retificam e posterior- evidenciaram uma diminuição de área. || Discussão O ozônio tem sido considerado um microbicida eficaz. [13] relatam que o mecanismo antimicrobiano. Moura et al. tornam-se fluorescentes. ao estresse e alterações cli. Desenvolve. com períodos de período de 30 dias consecutivos.4) que transformam. tes do início do tratamento (à esquerda) Um gerador de alta frequência apre- e três sessões após (à direita). A ação desinfetante do ozônio reside na grande agressividade do oxigênio nascente. fungos e bactérias [16]. eritematosa e caso. A passagem de ondas eletromagnéticas provoca uma ionização das moléculas de gás. [9] avaliaram o efeito gordurosa.Lesão escamosa tratada com de uso doméstico que se é provida através o equipamento de alta frequência. an. que afeta principalmente as fungicida do gerador de alta frequência de áreas ricas em glândulas sebáceas do mesmo modelo sobre lesões de psoríase couro cabeludo. foi instruída sobre o manuseio do aparelho. papulodescamativa. utilizando eletrodo tipo cogumelo. senta normalmente um porta-eletrodo e diversos eletrodos de vidro que podem conter em seu interior um vácuo parcial (ar rarefeito) ou um gás (Néon. nível 8 do potenciômetro. Argon). da rede. Uma de suas principais ações é a formação de ozônio sobre a superfície a qual é aplicado [11]. 3) e após dez sessões (Fig. [14] e Cardoso et al. em oxigênio molecular (O2) e em oxigênio atômico (O). sobre o forte impacto energé- tico. onde a paciente máticas [3].Lesão escamosa tratada com na superfície da pele provoca a formação o equipamento de alta frequência. [15] é devido ao seu alto potencial oxidativo (2. . O uso do aparelho de alta frequência Figura 4 . Os equipamentos de alta frequência As lesões escamosas tratadas com o possuem um dispositivo eletrônico que equipamento de alta frequência após três consta de vários circuitos transistorizados sessões (Fig. Em um estudo de tória. liberado durante a decomposição do ozônio [12]. A dermatite é uma doença inflama. Chenon. mente produzem correntes alternadas de alta frequência a partir da corrente elétrica Figura 3 . que segundo Almeida et al. face e tronco. ao dia por 10 minutos. ocorre por lise da membrana dos agentes após oxidação. relacionados. do ozônio. na intensidade no sobretudo. que por ser uma substân- tes do início do tratamento (à esquerda) cia instável se decompõe rapidamente e dez sessões após (à direita). Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 135 retro auricular com psoríase associada.07 V).

Higa DR. Austen seborréica. Eficácia do tratamento da psoríase com utilização do gerador de alta frequência: baseados em amostragem pequena revela- relato de caso. sendo uma das AC. Azulay L. Estudos são ne. estética. ed. 2007. Nascimento LC. Isto sinaliza que 8. Cese PC. Quím Nova 2004. possíveis causas a ativação dos linfócitos Efeito do gerador de alta frequência sobre T pela Malassezia e seus subprodutos [5]. Santos VNS. Rio de Janeiro: Elsevier. Rosa MA. 2006. por HPV com o uso do gerador de alta frequência: relato de caso. dermatitis is not caused by an altered immune response to Malassezia yeast. Fiorini JE. 544p. Dantas PEC.1(2):10-2. Borges FS. necessárias novas pesquisas para verificar 12. 13. entende-se que se fazem Janeiro: Vida Estética. 2005. 3a ed. Falcão RMM. In: 2003.23(1):59-61. 158 p.131-43. Borges FS. epidermidis em coelhos. Avaliação in vitro da atividade p. Goulart técnicas de tratamento. utilização do ozônio. Como elaborar questionários. p. Eletrocosmética. Amaral LA. Rio de réica. Nascimento 2. do eritema. Bonalumi A. Veiga SMOM. Janeiro: Revinter. vido a sua ação fungicida.136 Revista Brasileira de Estética < Volume 1 < Número 2 < novembro/dezembro de 2013 Após análise. Dermatologia. Nemer MLA. eds. Tendo a atividade anti-inflamatória KF. o equipamento de alta frequência atuou nos Tratamento de verruga ungueal causada distúrbios de proliferação celular. Wichrowski L.1(1):1-8. Barros LM. Katz SI. Cese permanece desconhecido. Sabatovich O. Assalin MR. Rio de do equipamento relatada por Borges [12] de. Dermatite Seborréica. O mecanismo da 6. Jansen T. sanificação de galões de água com a 800p. 270p. 162p. São Paulo: Atheneu. o equipamento de alta J Dermatol 2002. cessários para padronização do tempo de Efeito terapêutico da aplicação intra- aplicação e potência adequada. Br Neste estudo.67(4):575-9. Porto Alegre: ozônio. 11. Revista Também houve uma significativa diminuição de Especialização em Fisioterapia 2007. Ciênc Tecnol Aliment 3. . 2001. Arq Bras Oftalmol 2004. Rivitti EA. entretanto. Velano HE. Almeida E. 152p. 2005. [Monografia]. Dermato funcional: modalidades sua eficácia e utilidade em tratamentos terapêuticas nas disfunções estéticas. São estéticos e assim ampliar e divulgar novas Paulo: Phorte. 9. frequência mostrou-se eficaz na diminuição 5. Piewig G. 3a resposta inflamatória da dermatite seborréica ed. um sinal inflamatório da dermatite In: Freedberg IM. Dermatite seborréica. 7. Sampaio SAP. 2007. Avaliação Atlas de dermatologia: da semiologia ao microbiológica de um processo de diagnóstico. Nishiwaki-Dantas MC. Parry M E.139(2):254-63. Terapia capilar: uma por processos oxidativos na presença de abordagem complementar. das áreas de escamação.1482-9. LC. Lake JC. Fitzpatrick TB.27(5):818-824. Pesqui Odontol Bras 2001. Sharpe GR. para tornar ocular de ozônio em modelo experimental de endoftalmite por staphylococcus o tratamento mais rápido e vantajoso. propiciou uma melhora significativa nas 10. Alcance. Barros VCC. Oliveira JTM. 2004. Eisen AZ. 15. DA. Zorzal LC. Vieira S. Tratado de Dermatologia. 1ª lesões provenientes da dermatite sebor. Leal F. cultura de candida tropicalis. Durán N. Wolff K. Kede MPV. 2007. Dermatologia 16. Mazolli MM. Moura JA. || Referências 14. Panzeri H. Winter WR.15(1):18-22. houve diminuição do eritema. Campo ram que o equipamento de alta frequência Grande: Universidade Gama Filho. São Paulo: Artes Médicas. Cardoso CC. antibacteriana da água ozonizada frente ao Staphylococcus aureus. 4. Borges FS. São Paulo: Atlas. Felberg S. Chang MR. Doldsmith LA. Azulay DR. 2009. Tratamento de efluentes industriais 1. Seborrhoeic descamação e da extensão das lesões. Revista de Especialização em Fisioterapia || Conclusão 2007. Malavazzi GR. Borges Os resultados deste trabalho ainda que FS.

...... Dra Jeanete Moussa Alma................... Renata Tavares Martins.... Jeanete Moussa Alma...... Jeanete Moussa Alma... 41 Distorção e insatisfação da imagem corporal e sua relação com possíveis comportamentos alimentares inadequados em alunas do curso técnico de estética do Senac da cidade de Franca/SP............. Jeanete Moussa Alma............................................. Paula Magrin Lima Leite........... estética Revista Brasileira de Sumário Volume 2 < Número 1 < Janeiro/Fevereiro de 2014 EDITORIAL O tempo não para. Rosane Ferreira Marques Silva................... 64 ............................................. Jeanete Moussa Alma........................... 57 NORMAS DE PUBLICAÇÃO............. 30 Avaliação dos níveis de stress oxidativo em pacientes submetidas a tratamento intenso de drenagem linfática manual............... Profa...... Camila da Silveira Lopes. Ariane Rossi................................................................................ grau de satisfação com o estudo regular disponível e relevância dos cursos livres............. Jeanete Moussa Alma................ 16 Perfil dos profissionais que procuram cursos básicos e reciclagem estética e se autointitulam como profissional esteticista........................ 6 Avaliação da satisfação da imagem corporal em estudantes de estética de nível superior no município de Bauru/SP...................................... Ingrid Seribelli... 24 Nível de conscientização de universitários da área de estética e cosmética sobre os possíveis malefícios decorrentes da exposição continuada ao sol............. 47 Relação entre cliente e profissional nos atendimentos estéticos pós-operatórios................................................. Laura Torres Queiroz...................................................... 5 ARTIGOS ORIGINAIS Aprimoramento profissional na estética: fatores determinantes na busca por aperfeiçoamento.................................. Patrícia Jeanne de Souza Mendonça Mattos................................................................................. Teresa Angela Cassago...................... Marcela Vilela..

Ms. Ricardo William Trajano Conselheiros Profª. Dr. Esp. Ms.atlanticaeditora. Ms. 206/1910 jeanlouis@atlanticaeditora. Sonia Regina Ribeiro Castro Maturana Profª.br E-mail: assinaturas@atlanticaeditora.br Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de e-mail: artigos@atlanticaeditora.com. Fabiana Abraão Grupo de Assessores Prof.br Direção de arte Assinatura Cristiana Ribas 1 ano (6 edições ao ano): R$ 210. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes. mecânico.com. Roberta Silva Jorge Profa.br Atlântica Editora Editor executivo e Shalon Representações Dr.00 cristiana@atlanticaeditora.br www. Esp. Rafael Cusatis Neto Prof. Jeanete Moussa Alma Conselho Científico Prof. Dr. .com. estética Revista Brasileira de Presidente do Conselho Científico Drª. Jean-Louis Peytavin Praça Ramos de Azevedo. fotocópia ou outro. Regina Célia da Costa Leão Prof. Marcos Moisés Gonçalves Prof. © ATMC .com. Nutrição Brasil. Apesar de todo o material publicitário estar em conformidade com os padrões de ética da saúde. Esp.Atlântica Multimídia e Comunicações Ltda . Vera Lucia Amengol Diretor Antonio Carlos Mello mello@atlanticaeditora. Ms. Fisiologia do Exercício.br Centro 01037-010 São Paulo SP Editor assistente Atendimento Guillermina Arias (11) 3361 5595 /3361 9932 guillermina@atlanticaeditora. Marlus Chorilli Prof. Décio Geraldo Minalli Profª. Atlântica Editora. Neurociências & Psicologia e Síndromes I.com. métodos.Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida. Dr. eletrônico. Esp. O editor não assume qualquer res- ponsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos. sem a permissão escrita do proprietário do copyright.br Atlântica Editora edita as revistas Fisioterapia Brasil. Enfermagem Brasil. instruções ou idéias expostos no material publicado. Andréia Gomes Candido Profª. Dr. Marcia Regina Del Grandi Profª.com. Drª.com.br E-mail: atlantica@atlanticaeditora. Francisco Romero Cabral Profª.P. arquivada ou distribuída por qualquer meio.com. sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante.

esta técnica morfofisiológicas de tal procedimento. para e recebeu notoriedade. Marcela e para profissionais da saúde que também aca- sua co-orientadora. e largamente utilizada até os pouparam esforços em desvelar mais uma dias de hoje no mundo todo. interes. Estrid. Inicialmente nem médicos. Bem vamos por partes. ético e sobretudo necessário para essa Marcela Vilela. que entendam que uma carreira se faz foram a fundo e deram um passo a mais na com trabalho. E assim as esteticistas perma. propriamente ditos e estão discutindo ques- tas profissionais não possuíam preconceitos tões como a formação profissional. Toda essa minha introdução quais as profissionais que a clientela prefere. provavelmente porque es. Nesta Jeanne de Souza Mendonça Mattos fizeram edição homenageamos professora Waldtraud um trabalho absolutamente pioneiro. Não tão importante. compreensão da aplicação desta técnica tão Boa leitura a todas e todos. as pessoas buscam tratamentos estéticos. boratorial estapo contribuindo com todas nós lizada brasileira. deve-se ao fato da observação que temos feito currículos escolares. por meio de um estudo la- Ritter Winter. legislação e tantos outros assun- Os artigos que estamos recebendo. Dra Jeanete Moussa Alma A drenagem linfática manual foi trazida popular no mundo todo. . o porque com o novo. satisfação dos docentes aqui na Revista Brasileira de Estética. a biomedica M. explicação para o sucesso da aplicação da É isso mesmo. austríaca de nascimento. necem até hoje. Ritter Winter e nos alegramos com a jovem sante. O primeiro grupo de delimitar e diferenciar o seu perfil da carreira. notamos a preocupação muito menos fisioterapeutas interessaram-se das esteticistas. natura. esperamos que as profissio- legião de profissionais da área da saúde que nais de estética se emocionem tanto quanto interessam-se nas Ciências da Estética. lista Marcela Vilela. seriedade e estudos científicos. com tos que são necessários para a consolidação exceção do trabalho da Esteticista Especia. que aprendeu com o próprio no sentido de melhor compreender as bases Dr. Vodder e sua esposa. Nossa revista é um espaço democrático lógicos. pois nos. Por outro lado. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 5 EDITORIAL O tempo não para Profa. profissionais a interessar-se pela drenagem Mais uma vez as esteticistas têm se mostrado linfática de Vodder foram as esteticistas que profissionais de vanguarda pois estão extrapo- viram no método um meio para potencializar lando sua preocupação com os tratamentos seus tratamentos. que é a Drenagem ao Brasil em 1969 pela esteticista Waldtraud Linfática Manual. neste momento em que pelo método criado em 1930 e que somente vários outros segmentos da saúde criam em 1936 foi publicado em congresso cientifico habilitações na área da estética clinica. são basicamente socio. que e muito pouco tem sido feito no sentido de alias até hoje mantém sua escola em Belo explica-la cientificamente. Horizonte/MG. da carreira. e discentes.S Patricia baram apaixonando-se pela estética. quem trouxe a drenagem técnica que há 45 anos é aplicada no Brasil linfática ao Brasil foi uma esteticista.

De forma geral. atual UNIFIEO. os profissionais em questão desejam ampliar seus conhecimentos. esbarram na inércia profissional. Jeanete Moussa Alma** || Resumo O presente trabalho foi desenvolvido através do método survey. 49 Pq Novo Mundo 02144-060 São Paulo SP. porém. satisfaction with regular studies and relevance of free available courses Teresa Angela Cassago*. Alguns. determinando a relevân- cia de cada uma e os fatores decisórios para essa escolha. Carlos Pasquale. Responsável por Pesquisa. custo e/ou deslocamento. Esteticista. Outros.com. grau de satisfação com o estudo regular disponível e relevância dos cursos livres Professional development in aesthetics: determinant factors in the quest for improvement. diante das opções disponíveis no mercado.6 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 ARTIGO ORIGINAL Aprimoramento profissional na estética: fatores determinantes na busca por aperfeiçoamento. questionário disponibilizado por meio de um site com retorno de 386 respondentes.br . e as defasagens. **Biomédica. dos cursos regulares no mercado e sabem da relevância em se manterem aprimorados e atualizados. Ciências e Letras Prof. *Graduada em Química pela Faculdade de Filosofia. Pós-Graduanda em Estética Integral na Universidade Gama Filho. Desenvol- vimento e Treinamento da Renovithá Estética e Bem-Estar. Esteticista. Licenciada em Ciências Físicas e Biológicas pela Universidade de Guarulhos. E-mail: teresacassago@ig. para avaliar a maneira pela qual os profissionais da Estética buscam atualização e aprimoramento. Coordenadora da Pós-Graduação em Estética pela Universidade Gama Filho. Rua Inhumas. reconhecem a importância. justificando-a pela indisponibilidade de tempo. Supervisora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantana Endereço para correspondência: Teresa Angela Cassago.

surge mudança significativa no comportamento e então o ministério da Educação e Cultura preocupação sociais no que diz respeito à (MEC) que mais tarde seria responsável manutenção da juventude e boa aparência. || Introdução A partir dos anos 80. these professionals wish to broaden their knowledge and recognize the importance and weaknesses of the regular courses and are aware of the importance of keeping themselves up to date. uma a autonomia dada a área da saúde. facing the options available on the market. A a trabalhar com todas essas novas ferra- partir daí. com o auge hollywoodiano e a crescente penetração Em 1930. In general. determinando assim. e venda de cosméticos básicos. o ensino da estética moveu-se a mentas e conhecimentos já disponíveis. Ideally. regendo-a sob impulsionando ainda mais as pesquisas a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para o desenvolvimento de produtos. teachers that were also actively and profes- sionally performing what they are teaching. choice behavior. com a Escola à manutenção da juventude e retardo do France Bel. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 7 têm dificuldades em discernir claramente quais cursos e/ou eventos lhe proporcionarão o conhecimento necessário e exigido para a sua real evolução profissional. foi criado o Ministério da dústria cosmética começam a caminhar a Educação e Saúde Pública. com passos mais largos. que aos poucos. a e com a criação da Federação Brasileira necessidade de se ter profissionais aptos de Estética e Cosmetologia – FEBECO. Key-words: aesthetics. deixa de ser uma 1976. com em constante evolução. offered by regular institutions. high cost and/or transport difficulties. courses. Others have difficulties when choosing which courses or events will provide them the necessary knowledge for their professional growth. gostariam que os cursos fossem legalmente reconhecidos. education. para se . técnicas e tecnologias voltadas educação estética no Brasil. Palavras-chave: estética. Em 1953. somente pela Educação. teve início a camentos. medi- (LDB). Some of them justify the inertia by the lack of time. educação. com a chegada de Getúlio das mídias de massa. Inicia-se então. Nesta mesma década. e passos curtos no decorrer dos anos. com professores de formação regular. counting with 386 participants for evaluating the way the aesthetics professionals search for updates. cursos. a mesma instituição viria a implantar pessoa treinada somente para a aplicação o Curso de Estética Corporal. o 1º curso de estética corporal implantado Diante do novo cenário. comportamento de escolha. os avanços da in- Vargas ao poder. no mercado. oferecidos por instituições regulares. que fossem também profissionais atuantes naquilo que ensinam. Idealmente. determining the relevance of each one and the decisive factors for their choices. somente em ticista. they would like that the courses were legally recognized. with an available questionnaire on website. envelhecimento. ministered by teachers with a regular formation. surge então a pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Co. fundada por Anne Marie Klotz. || Abstract This study was developed using the survey method. necessidade de profissionalização da este- mercial (SENAC) em 1968 e.

fissionais desta área. em 2005. gos em Estética e Cosmetologia foi autori- Para atender às exigências deste mercado zado pelo MEC. justamente por preencher com outros profissionais da área. Doutora e Biomédica. Com isso. 5154. médicos. aprendizado e atualização. sidades sociais e atenderem aos O Curso Técnico em Estética foi reconhe. como as lacunas de formação acadêmica dos pro- nutricionistas. nhecimentos mais sólidos e embasados. como estratégia de marketing. vindo a somar resultados. melhores for. Básica. as neces- de tecnólogo. seguidos a evolução tecnológica. mas não de gra- Isto se reflete na atualidade com o duação). também pela pro- cem capacitação a estes profissionais por fessora Jeanete Moussa Alma. objetivos e metas da instituição a cido pelo MEC em 1999. de 23 de julho de 2004. Ainda em mínimos necessários para que ele seja 2001. em 2001. o Curso Superior de Tecnólo- multidisciplinar. e passou a integrar a realização de pós-graduação lato sensu um grupo de profissionais constantemente (especialização) e stricto sensu (mestrado cobrados em conhecimento e aperfeiçoa. agora como saúde-estética. da CEB . nº 16 / 1999. de 18 de dezembro de 2002. com pessoas e grupos. Sequencial (curso superior. inau- de cosméticos e aparelhos estéticos ofere. para mento intelectual e técnico. estes profissionais preci. biomédicos. conforme Parecer que pertencem. orientadora e pres. para enfrentarem o surgimento de cursos técnicos. que segue acelerado e se aproximando oferecia a possibilidade de um curso do tipo cada vez mais de Ciência. e doutorado) abrindo portas. com Gama Filho) [1]. A educação permanente pode ser de- Coube então. o tendo como finalidade a análise e quê ocorreu inicialmente através de cursos aprimoramento da capacitação de profissionalizantes e. e em seguida. utilizando-se de uma prerrogativa da capaz de lidar com as exigências do merca. o objetivo específico de torná-los capazes de vender. gências técnicas. que a compreendam superior de estética no Estado de São Paulo. com base na Lei Federal 9. Jeanete Moussa Alma. Normativa do Conselho Nacional de Educa- sam permanecer em processo de contínuo ção nº 03. que rapidamente se espalhou por todo o mados e qualificados. apenas o primeiro grau.394. [2]. fundamentada nos Pareceres 436/2001 e Com toda esta “revolução” na área da 29/2002. de forma Em 2002. graduação e pós-graduação. As empresas a primeira pós-graduação em estética. surgimento de uma nova classe de profis. Estética. finida como um processo de ensino oferecer-lhes de forma regular e formal co. posteriormente. criou o primeiro curso sionais da estética. capazes de interagir território nacional. permitindo ainda. comprar e utilizar seus produtos. cadores físicos e fisioterapeutas.Câmara de Educação tadora de serviços de beleza. edu. e 5154. com o Pa- a indústria da beleza passa a exigir deste recer nº436/2001. Lei de Diretrizes e Base da Educação que do. . meio de workshops. às instituições educacionais. gurada em São Paulo. reconheceu-se também profissional uma gama de conhecimentos o Curso de Tecnólogo em Estética. a professora. simpósios e cursos pela Central de Curso UGF (Universidade livres. e aprendizagem dinâmico e contínuo. de acordo com a Resolução dinâmico e veloz. o profissional esteticista deixou de 1996 e regulamentada pelos Decretos de estar em um segmento de poucas exi. no qual era necessário de 23 de julho de 2004. portanto.8 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 tornar uma consultora.

até bem pouco tempo. ao patamar de ciência pelo embasamento Neste cenário. tem-se hoje a necessidade de de equipamentos e cosméticos. o grau de satisfação com realidade. faz parte da saúde física e mental e de provocando uma confusão quanto ao tipo todas as variáveis que as compõe. consagrados. não são considerados na busca de alcançar todos os atuantes dessa nova do aperfeiçoamento. E. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 9 Objetivo educação formal. tendo ciência de que a estética entendidas. cansaço. apontam bilidade de enxergar além dos aspectos para opções muito diversas presentes no estéticos isolados e da observação da mercado e nem sempre apresentadas. distintas de capacitação. a educação estética. ou imagem. como con- profissional. a partir mercado e a relevância dos cursos livres. classe. formas de aperfeiçoamento e o estudo regular disponível atualmente no sim de informação e atualização. cem ensinamentos gerais e específicos já Devido à estética ser uma área recen. este “aperfeiçoamento” é maquiado na forma de Para a expansão da estética como treinamentos oferecidos pelos fabricantes ciência. ficando formação e à área de atuação dos profis. feiras e simpósios. quisas e inovações. os fatores que determinam gressos. estresse. até porque formação bastante heterogênea no que diz não se pode mudar suas grades curricula- respeito ao grau de instrução. quanto desenvolver neste profissional a sensi- a oferta de recursos para este fim. aspectos nutricionais e . das quais se deve buscar um estudo mais aprofundado que possibilite sua aplicação Hipótese prática personalizada. moderno de estudo. que se preocupe em tanto a busca pelo aperfeiçoamento. ciplinarmente com outros profissionais da que podem realmente se apresentar como saúde. majoritariamente aos cursos livres. na essa decisão. elevando a estética definitivamente fonte sólida de aprimoramento profissional. tecnólogo. os cursos regulares ofere- científico de suas técnicas. ao tipo de res a cada novidade que aparece. técnico. como de aprendizado que oferecem realmente. finalmente. cursos livres e os cursos regulares. por isso. porém não estão preparados temente regulamentada e. treina- mento e atualização são formas bastante Identificar a maneira pela qual o pro. dinâmicos e objetivo é unicamente ensinar o manuseio detentores de conhecimentos gerais e e utilização especifica de seus produtos. pelos seus propósitos reais. têm-se os sua área de trabalho para estudos. Os cur- formada por esses mesmos profissionais. Outras vezes. na tentativa por isso. interagindo multidis. graduação e pós-graduação. diversificada e em vários níveis. de para a dinâmica do mercado. aptos a expandir sionar vendas. aperfeiçoamento. credibilidade do profissional da estética e. ansiedade. fissional da estética busca aprimoramento Algumas destas opções. para se atuar estética tenha acesso a um modelo mais na estética só era exigido o ensino básico. Diante disso e. dade emocional. não são. sos à distância ainda não conquistaram a também se apresenta de forma desigual. instabili- uma vez que conhecimentos básicos. pes. específicos relacionados não só à estética como estratégia de marketing para impul- como também à saúde. cujo profissionais atualizados. a lapidação destes conhecimentos atrelada sionais que a compõe. considerando-se Ao possibilitar que o profissional da que.

enfermagem. empresas cosméticas e de aparelhos são necessidades do consumidor atual e estéticos. foram aceitas e contabilizadas.08% do sexo masculino. Todas as respostas surveymonkey. ƒƒ 2.br. para Perfil dos pesquisados: aplicação de pesquisas.1% correspondem à profissionais de diversas áreas. nutrição. com levantamento de dados. prolongar sociações estéticas. quais 301 completamente preenchidos e 85 aplicado on-line por meio do site www. através Foram totalizados 386 questionários. parcialmente preenchidos. ƒƒ 26% têm alguma pós-graduação. Quanto ao sexo: de maneira que. indicado ƒƒ 21. esteticistas. só é possível responder ƒƒ 97. || Resultados ƒƒ 30. normalmente um questionário [3]. entre elas fisioterapia. obtido através de pessoas a trabalhar multidisciplinarmente porque e empresas ligadas a esta área. bre características. 113 e bem-estar.92% do sexo feminino. da área.10 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 possíveis distúrbios orgânicos.3% são técnicos. Definido ƒƒ Quanto a idade: como obtenção de dados ou informações so. foram totalmente respondidos e 23 parcial- mente respondidos. sendo ƒƒ 13% têm alguma graduação. tificado e amplamente utilizado por em- presas idôneas e de grande porte. reconhecido. com diferentes graus de instrução. A postagem em mídia || Material e métodos social resultou em 250 questionários respon- didos. um questionário por pessoa. Quanto à grau de instrução em estética A pesquisa foi concebida para ser ƒƒ 9. postada em mídia social em páginas de As- a autoestima.9% são esteticistas. na área de estética. cer. fazer correções. Considera-se como questão de número 1 a identificação do pesquisado. um determinado grupo de pessoas. ƒƒ 69. A pesquisa teve início em 29/ 07/2013 biomedicina. Foi utilizado o método survey. A plataforma faz o reconhecimento do e-mail e /ou do IP.3% entre 40 e 50 anos. Dos 2539 questionários enviados estão intrinsicamente ligadas à sua saúde por e-mail.com. termo de consentimento livre e esclarecido ƒƒ 16. por meio de um instrumento de pesquisa. tornando-os aptos sionais da estética. ƒƒ 8. e avaliar o para um cadastro de 2539 e-mails de profis- indivíduo como um todo. possível apenas 1 resposta por questão. é composta por um ƒƒ 35. e foi concluída em 01/10/2014. Foi enviada educação física e outras áreas não dire- . e 34 questões de múltipla escolha.1% são tecnólogos.6% tem formação apenas por cursos respondidas por profissionais que atuam livres.9% entre 30 e 40 anos. colocada de Quando a atuação em estética maneira opcional (Anexo 1). com representante de uma população alvo.9% entre 20 e 30 anos.83% entre 50 e 60 anos. bem com. professores a juventude e retardar o envelhecimento. dos de questionário elaborado pelo autor. dos quais 188 foram completamente O estudo teve caráter investigativo respondidos e 62 parcialmente respondidos. ações ou opiniões sobre ƒƒ 31. ƒƒ 37. entendem que melhorar a autoimagem. 2407 não foram respondidos.

00% 20.80% .50% 30.30% 34% 26.40% 57.00% 80. Tabela II .00% 70.10% 62. 100.çoamento/ simpósios/ Equipa.20% Quanto a intenção de escolha de curso regular para aprimoramento: 8.80% 50.80% 35.30% Nenhum 22.20% 49.00% Cursos Cosméticos aperfei.70% 32.40% 67.60% Tabela III .00% 30.Relação entre a escolha dos profissionais quanto as formas de aperfei- çoamento e conhecimento e o real comparecimento.Congre.20% 42.00% 40.00% 40.00% 70. Revistas sos/ profissio. Livros da especia- nais mentos área lizadas reciclagem feiras Fiz este investimento 85.00% 80.90% 37.30% 17.2% para cursos de Pós-Graduação ta wo re diretamente ligados à estética.00% 30.70% 65% 73.20% 44.00% 60.00% Works Works Feirascosmé.20% Não fiz este investimento 14. Congres. ea s cia s i s t rs s / ue ne cu ósiosos ito re re ar ân sq la liv r tu ƒƒ 14% para cursos de Graduação na área te p es gu a bu st ra os in sd simngr re di sg o ro a os nã co de saúde.60% 42. vis hop liv o rs sin se cu s rk en ƒƒ 58.00% 60.Cursos Simpó.Revistas Ensino a ticos mentos livres sios ssos distância Fizeram PELO MENOS 1 77. 90.00% 90. equipa.00% 10.80% 55. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 11 tamente relacionadas à estética.00% 20.Relação entre os investimentos realizados.20% 64.20% 19.30% 8% ƒƒ 17.30% 20.00% 10.00% 50.7% para curso de Tecnólogo em 1.40% 25.60% 74.00% 50.Fontes de aperfeiçoamento e Tabela IV .Relação entre a motivação conhecimento em ordem decrescente ao comparecimento dos profissionais e de interesse.00% 0.80% 79.80% 57.00% 0.30% 20.50% 69. Tabela I .80% Estética.80% 1. 23.

10% 18. 59% 8.00% 0.70% || Discussão primeiro lugar Simpósios e Congressos como principais fontes de conhecimentos.40% 0.20% 2.00% 5.90% 3.10% 13.00% 70.80% Cursos a distância 4.80% 12.12 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 as diversas formas de aperfeiçoamento e conhecimento. 23% dos pesquisados citaram em respectivamente o 5º e 6º lugares na prefe- .30% 1.50% 12.90% 23.Relação de importância entre instituições regulares.40% 0.10% 20.10% Works equip.60% 0.20% 7.90% 2.00% 10.80% 0.00% 20.70% 0.90% 6.80% 36% 5.30% 3.90% 25.Relação entre a defasagem dos conhecimentos adquiridos nos cursos regulares e a exigência do mercado.70% 21.00% 15.80% 5.60% 13.00% 50.80% 2.formação e atuação do professor na área. Pela análise dos dados obtidos pela como forma de aperfeiçoamento.50% Cursos livres 17.80% 40.00% 0.00% Extrema/e Muito Moderada/e Pouco Nada importante importante importante importante importante Importância da instituição ser regular 81.10% 0.70% Tabela VI .70% Professor com formação formal 76.90% 19% 3.80% 42.90% 2.90% 13.00% 40.00% 35.80% Tabela V .00% Sempre Nem sempre Algumas vezes Poucas vezes Nunca Conhecimentos teóricos 17. porém. Indisponibili- Temas mento.00% 60.50% 11.00% 30.80% Congressos 8.20% 5.00% 30. atualização. 45.20% 15. Interesse Melhorar Não dade tempo/ Não tive Alto intere.60% 29.00% 20.00% 10.90% Feiras 43.00% 40. Adquirir conheci. 90.10% Conhecimentos práticos 17.10% 8% 11.30% 3.30% 1.90% 27.00% 80.00% 25.40% 20. custo ssantes verificar compra sabendo to/agenda interesse lançamentos Works cosméticos 59. na curriculo fiquei deslocamen.60% 3.70% Professor atuante na área 66% 27% 6.80% 20.90% 3.40% Simpósios 16. ocupam pesquisa.

9% cia do conhecimento de novas tecnologias. 85. modalidade de estudo.9% referem-se ao alto Quando questionados sobre inves- custo destes eventos. acrescenta-se como motivação deslocamento como circunstância de sua à presença dos profissionais. justificam sua ausência. além de conhecer tem interesse na compra. atualizar-se e verificar os justificado pela importância do conhecimen. Nos Congressos. em 2012. o interesse por a atenção em ambos os eventos. na maioria das vezes. enquanto 42. mas 18. As principais razões dos entrevistados justificam seu compare- para o comparecimento a estes eventos são cimento pela importância de conhecer diver- adquirir novos conhecimentos. o alto índice de compare- workshop de cosméticos no ano de 2012. deslocamento cursos regulares e a maioria dos profissio- ou tempo.4% dos profissionais presentes aos seus eventos. ao mes. que em com. por mento e conhecimento é maior do que por indisponibilidade de agenda. cimento às feiras cuja motivação declarada este tipo de evento se salienta. tem custo mais a indisponibilidade de agenda. atualização e sos tipos de equipamentos. lançamentos do mercado. nais fez algum tipo de investimento nesta As empresas de cosméticos e equipa. porém.3%. 57. fato demonstrado pela timentos realizados no ano de 2012. e 59. tempo ou acessível. por empresas de equipamentos. a abordagem ausência. ocupam o 3º lugar como forma de Os profissionais reconhecem a importân- conhecimento e aperfeiçoamento. Os workshops de equipamentos. apresentar. principal fonte de aperfeiçoamento.8% declaram que estes eventos.8%. estatisticamente. 8. apesar de sua gratuidade. lado. ocupando por 43. figuram em 5º lugar. como por 17. conhecimento.7% para em cosméticos profissionais. chama Surpreendentemente. alegam paração aos Congressos. com || Conclusão 69. É surpreendente. volta de 11% dos entrevistados. bem como. Apesar da gratuidade cosméticos. também expressam o interesse na compra. e ainda. . Por outro mentos oferecem. que mais cursos livres como fonte de aperfeiçoa- de 20% deles. muitas vezes em parceria com ou do baixo custo destes eventos.20% dos pesquisados. com a finalidade de divulgar como fonte ou forma de aperfeiçoamento a marca.40% to dos diferentes tipos de cosméticos e deles alegam falta de disponibilidade à seus ativos e ainda. que literaturas espe- mo tempo em que ocupam lugar de desta. jornadas de um número bem menor. o ensino à distância gratuitamente ou por valores acessíveis. ausência de participação que supera o núme. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 13 rência dos pesquisados. 13. o fizeram atualização promovidas por empresas de em equipamentos. realizaram investimentos um evento em 2012 na razão de 57. de temas interessantes. cializadas ocupem o final da lista de fontes que como forma de aperfeiçoamento mais de conhecimento e consequentemente frequentada. demonstrar e treinar e conhecimento. entretanto. Com expressivos 74. entretanto a internet é os profissionais para a utilização de seus considerada uma fonte de conhecimento produtos.60% dos pesquisados é adquirir o 2º lugar como forma de aperfeiçoamento. não faz parte da escolha dos profissionais workshops. observa-se que a grande maioria.5% de estão entre as últimas formas de investi- profissionais presentes a pelo menos um mento. 27.8% ro de participantes que foram a pelo menos dos pesquisados.3% verificar os lançamentos do mercado estético. Quanto aos Simpósios.

do que aos congressos. que obviamente optam por cursos e enxergam nestes eventos uma forma de presenciais e assim. para que pudessem ter liber. visto que o grau de satisfação com calibragens. diferenças e igualdades em um as instituições formais é mediano e a neces- só momento. A única maneira É fato que educação conduz a uma em que a internet oferece aperfeiçoamento é postura crítica. Ao mesmo tempo tornam-se evidentes a Ideal seria que estes profissionais tivessem preocupação com a formação e atuação do acesso a estas tecnologias. lhorias do ensino. na pesquisa como “dias e horários que veis de conhecimento enquanto a internet é não se encaixam em minha agenda”. os workshops ainda de seus ministrantes. as vantagens de melhorar fonte de aperfeiçoamento e conhecimento seus currículos. pois. visto que livros são fontes confiá. diversas tuições. compro- são vitrines comerciais. mas espe- . sua forma de professor e a qualidade do ensino das insti- ação. demonstrando ser a são uma das únicas maneiras disponíveis forma mais relevante de aperfeiçoamento. para o contato com as novas tecnologias. uma vez que acreditam em e se atualizarem primeiramente em feiras. tampouco. ou têm proposito financeiro ou que causa estranheza. a necessidade urgente Comparando-se a maior frequência às de uma mudança comportamental. eventos com os mesmos profissionais que cobram me- a missão de atualizar conhecimentos e dis. contraindicações. formal. a que nem sempre estas instituições têm con- necessidade de investimento é menor para dições de alterar suas grades para adicionar cosméticos do que para equipamentos e inovações técnicas. assim. não estão dispostos a torna-se claro que os profissionais da esté. à possibilidade de inovação. à categoria de cumpridores de protocolos. é importante a todos. nem comparecer a eventos. fecharia esta lacuna educacional e profissionais frequentadores de workshops possibilitaria a melhora curricular necessária. a presença em workshops é maciça. cursos extracurriculares que realmente apri- shops cosméticos são mais frequentados. sidade de professores bem formados está dade de escolha. pois estes eventos não comprovam o que discursam. Outro claramente a questão financeira é a troca dos fato que chama a atenção é a falta de livros pela internet. seu senso crítico. por abordarem técnicas.14 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 técnicas e cosméticos de última geração. feiras. por esse por preencher a lacuna existente na educação motivo. muitas vezes Observando-se as opções propostas pelo enriquecidas pela experiência profissional mercado da educação. na forma de cursos à distância. situação muitas vezes disponibilidade dos profissionais expressa confusa. porém. Outro fato que expõe metendo. indicações. protegidos do marketing bem delineada. em muito mais. a promoção de essa pode ser a razão pela qual os work. aumentarem seus investimentos em busca tica balizam seu comparecimento à eventos de real aperfeiçoamento e não se pronti- pelo grau de investimento necessário e que ficam a estudar de forma mais ampla e consideram possível adquirir conhecimentos aprofundada. sionais. É compreensível o fato de das empresas. sendo não gozam de credibilidade entre os profis. uma fonte de informação. morem de maneira formal os profissionais da Estes fatos acabam por conduzir os estética. apontados como principal de. os profissionais. É importante ressaltar que há entre e não de desenvolvedores de protocolos. porém estes e à melhora da capacidade decisória. sempre verdadeira e idônea. o fontes que. Ainda entre os workshops. não veem a necessida- seminar inovações. os cursos livres acabam aperfeiçoamento com baixo custo. assim.

ipea. 1999. Disponível em: http://www. uma vez 9. estéticas não são mais as únicas habilida. Carvalho CRF. 8. Sabbato AD.pdf. Rio de 14. É imperativo Reflexo nos mercados de trabalho e de bens preparar estes profissionais de maneira e serviços. Cursos de Extensão e Pós-Graduação 13. Jean de São Paulo. [citado 2013 ago 30]. Estudo do perfil profissional legais e normativos da carreira da estética no e da formação acadêmica do tecnólogo em Brasil – Abordagem Histórica da Profissão.belezain. conhecimentos de saúde in- e Superação. Revista de Administração São com.html. respeitada e vista TDs/td_0618. Rio de Janeiro: específicos e ter domínios das técnicas Universidade Candido. 5. survey. Fisioter Bras 2013. da estética [Monografia]. Paulo 2000. 2008 (59):15.gov.(46).mtecbo. Isabel Luiza Piatti IL Ética na Estética. Paz e Terra.jsf. Interface pages/saibaMais. A beleza como variável econômica. embelezar. Revista Personalité. História da Lato Sensu como requisito parcial para Profissão. prepara. Moscarola J. Dweck RH. Esteticistas Unidos do Brasil. M i n i s t é r i o d o t r a b a l h o . com/historiadaestetica. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 15 cialmente aos profissionais de estética. 2013. [Dissertação].pdf.br/agencia/images/stories/PDFs/ de profissão e ciência. Bagnato MH. Campinas: Alínea.Niterói 2006. Estética Integral. . 2006. Freire P.br/cbosite/ autonomias” no trabalho. Técnicos e de Nível Superior do Estado 3. 2. Educação continuada na que lidam diariamente com os desafios de área da saúde: uma aproximação crítica. praticantes da “Saúde Estética”. Diagnósticos dos parâmetros 12.br/admin/ || Referências downloads/artigos/08112009- 014415dwecksabbato. [citado que possam elevar a Estética ao patamar 2013 mai 15]. São tegral para realmente formar profissionais Paulo: Rosí Garcias. do trabalho em equipe na atenção à [citado 2013 jul 3].ieg. [citado 2013 jun 12]. de forma científica e comprovada.br/asetens/asetens9. o mercado atual exige e carece. Asetens. A estética está recebendo uma nova ge. Gomes RK. As novas ração de profissionais e uma reformulação demandas da atenção à saúde: estamos preparados para mudanças na formação e renovação das formas de aperfeiçoamen- profissional. Disponível em URL: saúde da família: construindo “novas http://www. [citado 2013 mai 17]. comum. estética: estudo de caso. tratar e orientar pessoas. Dweck RH. Desafio da estética.ufsc. C B O - 4. A beleza humano e assim contribuir para o avanço de e o mercado de trabalho: Uma pesquisas e desenvolvimento de técnicas perspectiva de gênero.gov. 1. Almeida MCP. como parte da Saúde que compõe o ser 11. Educação 2001. O método de pesquisa Disponível em URL: http://www. Disponível em URL: http://www. Educação e mudança. Rio de Janeiro. 6. Filho. dos para o trabalho em equipe conforme Revista Personalité 2006. Esteticista: Profissão.esteticistasunidos. O mercado profissional que somente deter conhecimentos gerais. Oliveira M. des necessárias à atuação. Freitas H. Rossi RF. Figueiredo MJS.1999. O desafio Classificação Brasileira de Ocupações. [Monografia] São Paulo: Universidade Gama Rio de Janeiro: Fiocruz. Associação dos Esteticistas Janeiro.35(3):105-12 15. Elirez Silva. Disponível conclusão do Curso de Especialização em em URL: http://www. 2009.5(9). Lina Faria.html. 1999. Saúde. 10. Mishima SM.14(2). to fazendo-se necessário incluir ao estudo 7. Sacol AZ.

16 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 ARTIGO ORIGINAL Avaliação da satisfação da imagem corporal em estudantes de estética de nível superior no município de Bauru/SP Satisfaction of body image in aesthetics students at Bauru/SP Camila da Silveira Lopes*. The objective of this study was to evaluate the satisfaction with the body image in aesthetics students. que é a representação mental do nosso próprio corpo. Key-words: body image. *Tecnólogo em Estética e Cosmética. || Abstract The quest for the perfect beauty has made people distort the body image. A amostra foi composta por 60 alunas do município de Bauru/SP. O instrumento utilizado foi o questionário Body Shape Questionnaire que não mostrou alteração grave da imagem corporal. estudante. satisfação. This factor is back with more focus for future professional beauticians. The sample included 62 students of a beautician school Bauru/SP. estética. beauty care. docente do Programa de Pós Graduaçao da Universidade Gama Filho . docente do Curso de Estética da Universidade Sagrado Coração de Baurú. Especialista em Estética Integral. the way it appears to us. satisfaction. Palavras-chave: imagem corporal. **Psicóloga. Ingrid Seribelli** || Resumo A cobrança pela beleza perfeita tem feito com que as pessoas distorçam a visão de Imagem Corporal. a maneira como ele aparece para nós mesmos. which is the mental representa- tion of our own body. O objetivo deste estudo foi avaliar a satisfação da Imagem Corporal em estudantes de Estética de Nível Superior. student. Esse fator se volta com maior foco para as futuras profissionais esteticistas. The instrument used was the Body Shape Questionnaire which did not demonstrate significant alteration of the body image.

sentir pessoa experiência e conceitua seu próprio e agir. a maneira Segundo a Organização Mundial da como nosso corpo aparece para nós mes- Saúde. relações afetivas e sociais são aspectos trole da aparência submete a profissional inseparáveis e indispensáveis para orga- esteticista a uma pressão pela perfeição nização das imagens corporais. As ima- esteticistas. mas a concepção de “ser sob medida”. instante. sentimentos e sensa- Este novo conceito juntamente aliado ções apresentam conexão com o mundo. sen- diretamente com a pressão pelo corpo per. Agora. também parte do corpo. movimentos e percepções. transcende à soma trabalho. não levando do “novo”. por isso. a cada momento erroneamente associado na maioria das se revela inexplicável. À existência desse Bem-estar proporcionado não só pela práti. já que sua aparência a que nos referimos quando falamos de também faz parte de seu instrumento de imagem corporal aqui. o percurso de um cor- ral (IC). de seu modo de ser. história de uma vida. ser ponto de partida para o desenvolvimento da saudável é adquirir um bem-estar infinito. psicológicos. é o física que acontece a satisfação. Imagem Corporal molda a personalidade de cada um. Este vencia de modo constante. vida. Percepções que se concretizam em um corpo. eixo pulsional vinculado ao corpo contrapõe ca de exercícios físicos ou pela dieta. cialmente particular. essa cobrança pelo rígido con. do esta mesma. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 17 || Introdução corpo. de população. mental e corpo. Imagem corporal conceito Novais [2] escreveu que a autoimagem se forma no espelho da própria mente e Segundo Tavares [1]. Porém. produto engloba todas as formas pelas quais uma de seu eu. O objetivo deste trabalho foi avaliar po. que cada indivíduo vi- cia de uma doença ou enfermidade. Aliando beleza x saúde x qualidade de Corpo e mente. fonte inesgotável vezes a fatores inatingíveis. própria rado uma grande procura por profissionais de nosso corpo a cada momento. ao mesmo em consideração aspectos hereditários e tempo. percebendo-se que não é Possui um eixo pulsional que sustenta de porque não se apresenta nenhuma doença modo essencial a individualidade e. trazendo à tona os distúrbios suas percepções e o fluir de seus impulsos. que por consequência podem ser humano. sionados pela energia das pulsões. que. do “singular”. de sua maneira de pensar. Nossas ações. A imagem corporal reflete a ocasionar uma alteração na Imagem Corpo. dimensionando conceito mudou a visão de boa saúde da a partir dela o sentido de suas ações. Por ser a imagem do nosso próprio de completo bem-estar físico. É definida como a representação mental do nosso próprio corpo. que convivem diariamente e gens corporais se formam na mente. também através de tratamentos estéticos. pois é um corpo O conceito do belo atualmente está existencial e. identidade da pessoa. Sempre somos . carrega a vulnerabilidade própria do orgânicos. saúde é definida como um estado mos. cujas percepções integram sua unidade a Satisfação da Imagem Corporal em alunas e marcam sua existência no mundo a cada do Curso Superior em Estética. de todos esses aspectos. O corpo de sua própria beleza. feito. representa uma experiência essen- social e não consistindo somente da ausên. à exagerada pressão provocada pela mídia mas estão sempre impregnados e dimen- e sociedade pela estética perfeita tem ge.

mas vais [2] fala que “A autoimagem é dinâmica todos estruturam sua imagem corporal em e sofre transformações” (. cido e valorizado pela sua singularidade é Somos curiosos a respeito das emoções.Concei. se encontram e se relacionam emocio- mentando isso Tavares [1] diz que nossa nalmente. entretanto uma troca contínua. se projetar no mundo exterior e fala. mas temos também necessidade para o desenvolvimento de uma imagem de mostrar nossas ideias e emoções para corporal integrada e positiva. a fome ou o forma nossa Imagem Corporal. Pelos outros. Temos curiosidade sua presença real e sentir que é reconhe- pelo nosso corpo e pelos corpos dos outros. uma vez que o objeto minam a relação com as imagens corporais em foco corresponde ao nosso eu. ou entram em contato conosco. Por Em seu livro Imagem Corporal . Não há um só ser humano que não tenha uma Aspectos sociais e psicológicos ideia de si mesmo. que formamos de nós mesmos acaba por Há. o olhar sobre as pessoas. Inclui alheias. e o comportamento gerado.) “A imagem contato com os outros. Há maior ligação das imagens aspectos conscientes e inconscientes. eles. Garante a . meio de nossas emoções a autoestima to e Desenvolvimento. ideias e representações dos identidade corporal. Os fatores de proximidade e imagem corporal representa uma experiên. Para ele. É o ponto de partida outros. Por nós mesmos.18 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 avaliados. É extremamente única. sono: é inerente à natureza humana. em que a preservação e a constru. Tavares [1] fala que a possibilidade vinculadas à preservação e à construção de de o indivíduo reconhecer pela vida a fora nossa imagem corporal. Tavares [1] comenta pesa sobre nosso bem-estar interior. Essa relação os estudos sobre imagem corporal abrem íntima conosco é em grande parte auto- caminhos para um novo sistema ético e mática. e eles imagem corporal nossa e a dos outros. também formam uma imagem de nós. com de modo que há várias partes de imagens eloquência.. de seu valor perante seus próprios olhos e os dos outros. Há um intercâmbio contínuo entre Formamos uma imagem dos outros. nossa imagem corporal intensificação da produtividade no trabalho. sa tranquilidade e nossas preocupações. as emoções que isto acarreta da identidade de cada individuo. sobretudo. A despeito de a imagem necessidade do fortalecimento da raça e na corporal ser social. Qualquer no século passado o controle e a potência modificação nessa relação se reflete nas do corpo encontravam seus argumentos na relações sociais. para todos os que nos observam corporais comuns a pessoas que se veem.. não pode ser explicada pela imagem agora é. como a respiração. afastamento espaciais e emocionais deter- cia muito especial. nos- que Schilder reflete sobre a conexão intrín. Então se pode toestima. Se corporais com as zonas erógenas. o bem-estar individual corporal dos outros.” Comple. sem enfraquecer o conceito si mesmo. seca entre as imagens corporais de todas Ela é o resultado de tudo. André [3] cita que a autoestima dizer que os aspectos sociais e psicológicos é natural. secreta e incontrolável – seria tão moral. No. Não há imagem corporal coletiva. simples amar a si mesmo de uma vez por ção da imagem do outro estão intimamente todas. e a obtenção de um estoque de informação Outro aspecto que age na percepção suplementar sobre si mesmo que se tornam e na formação da imagem corporal é a au- justificativas inquestionáveis. o ponto-chave para a integridade de sua pensamentos.

onde os indivíduos experimentam uma crescente No Brasil o crescimento da procura por preocupação com a imagem e a estética. não trabalhando a beleza como um ponto Nos dias atuais estes padrões de isolado. tratamentos estéticos teve um aumento Camargo [4] escreve que entendida como significativo. que perpassa todas as classes so. apoiada num discurso população. publicidade aspectos. a pratica do culto ao representa 20% ao ano [6]. crítico para que futuramente possam coibir . como anorexia flui nas atividades que realiza. Mídia na imagem corporal Esteticista: uma profissão muito além da Há nas sociedades contemporâneas beleza uma intensificação do culto ao corpo. za. “A profissão é considerada em que hora lança mão da questão estética. mas sim como um fator que possa beleza são criados pela televisão. que contribuir para uma melhora de todos os veicula através de programas. cada vez mais espaço e reconhecimento da ciais e faixas etárias. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 19 vivência de sua impulsividade em um con. bulimia e consequentemente problemas psicológicos. Contudo Complementando isso. gerando em relação ao próprio corpo. tem grande influência na Pesquisa construção da imagem corporal. pode se dizer que foi o cinema de Hollywood que ajudou a a profissional esteticista não trabalha só criar novos padrões de aparência e bele. alterações. pretendendo avaliar a satisfação da Ima- reótipo estético está fazendo com que as gem Corporal em universitárias do Curso pessoas distorçam sua imagem corporal. 186% na última década. bem-estar. mostrando que nos últimos uma top. corporal é crescente. de Estética. difundindo novos valores da cultura de corpo e mente. obrigatoriamente. todos os países do mundo desenvolvido ora da preocupação com a saúde. possuir vastos proporção com o impulso de massificação conhecimentos práticos e científicos” [7]. nervosa. Provocando dis- texto prazeroso em que sua energia vital túrbios alimentares graves. cujo profissio- preocupação com a estética tomou grande nal deve. Na maioria das vezes isto é mero mórficos Corporal. para entender como se sentem a imagem que tem de si mesma. senti- consumo e projetando imagens de estilos mentos. como depressão. Age nas emoções. o que consumo cultural. das mídias a partir dos anos 80. de vida glamorosos para o mundo inteiro. mas sim o conjunto. em que a insatisfação engano infelizmente. com o corpo físico. aliando a estética com saúde e e principalmente novelas o corpo perfeito. Rolim [5] fala que as propagandas em revistas e na O atual conceito de beleza está cada TV fazem parecer possível o sonho de ser dia mais rígido. este este. Esse tipo de mídia consegue atingir todos os públicos e. infelizes com a aparência. Isso que dizer corpo coloca-se hoje como preocupação que o profissional esteticista vem ganhando geral. cias que tudo isso acarreta. com um olhar seres humanos cada vez mais frustrados. que este trabalho foi realizado. percepções do ser como um todo. Pensando nessas A grande questão são as consequên. Essa como atividade paramédica. vendendo produtos que as fazem anos há um grande aumento no número de pensar estar mais próximas do sonho de ser pessoas acometidas por Transtornos Dis- desejável.

o resultado das respostas explicação da pesquisadora e. o resultado das questões 5 satisfação/insatisfação. usamos os níveis que representa muito frequentemente x 5. || Material e métodos 1º Nível < 80 Ausência da distorção da imagem corporal Participaram desta pesquisa 60 alunas 2 º Nível 80 a 110 Leve distorção da com idade dos 18 anos aos 36 anos. o número de respostas 5 e os eventos propostos pelas alternativas o número de respostas 6 e multiplicou-se [9]. o resultado logo em seguida após finalização de todas das respostas 4 que representa frequen- as respostas. recolhido 3 que representa às vezes x 3. 6-Sempre. Depois somou-se os totais Quadro 2 . Os resul- respostas. o número de respostas 3. || Resultados do originalmente por Cooper e traduzido para o português por Cordas [8].2 (54%) 5.Demonstração da classifica- pacientes e em si mesma. particular no Município de Bauru e. o resultado das respostas 2 que representa buído em sala de aula. da imagem corporal 4° Nível >140 Grave distorção da Instrumento imagem corporal O material utilizado foi a aplicação do Body Shape Questionnaire (BSQ) elabora. 3.Somatória dos 60 questionários Somatória das Resultado multiplicado pela Alternativas Total obtido Respostas questão correspondente 1. ta sempre x 6. tados foram obtidos da seguinte maneira. de distorção da imagem corporal como o resultado das respostas 6 que represen- mostra o Quadro 1.263 tionário) 4. Numa escala de respostas 1. a avaliada aponta com que frequên. 4-Frequentemente. o número de cia. Muito frequentemente 106 530 6. que O quadro 2 mostra os resultados da conta com 34 questões e seis opções de somatória dos 60 questionários. nas últimas quatro semanas. vivenciou respostas 4. 5-Muito de forma acumulada. ção dos níveis de distorção da Imagem Corporal segundo Di Pietro [10]. Somou-se o número Frequentemente.20 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 os excessos na busca pela beleza em suas Quadro 1 . 2-Raramente. São: 1-Nunca. Às vezes 421 1. matri. Nunca 809 809 5412÷60 2. contendo prévia raramente x 2. Ex: resultado realizado no âmbito de uma Universidade das respostas 1 que representa nunca x 1. Raramente 344 688 (quantidade de ques- 3. Sempre 249 1. imagem corporal culadas regularmente no Curso Tecnologia 3 ° Nível 110 a 140 Distorção moderada em Estética e Cosmética. Para se avaliar o grau de temente x 4. Likert. O questionário que é autoaplicável foi pelo número correspondente. distri.Às vezes.494 Leve distorção .o número de respostas 2. Frequentemente 157 628 = 90.

Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 21 e dividiu pelo número de questionários. conceito e desenvolvimento. pois se houver aceitação de seu corpo.com/ para este resultado positivo. Brasil escola. Matérias Exemplo: 5.Às vezes Fre. 3.htm. sição perante os outros e aos hábitos que 2003. 1994. Imagem corporal: que a imagem corporal sofre diante da po. || Discussão || Conclusão Ao estudarmos a imagem corporal Com base nos resultados obtidos percebe-se que ela começa a ser formada pode-se concluir que as universitárias de desde a barriga de nossa mãe até o presente estética não apresentaram alteração grave momento. de acordo com o nível instante.Fre.Muito Sempre mente quen. [citado 2012 mar 15]. SP: Manole. Novais G. que resultado de 90. Tavares MCGC. somatória da opção de resposta que mais Concordamos com Tavares [1] quando prevaleceu. que apontou 90. por sociologia/a-influencia-midia-sobre-os- exemplo. sociedade fazem pelo culto ao corpo.2 ou 54% o que reações no mundo. E esse aspecto é de extrema re- Nunca Rara. Imperfeitos livres e felizes: práticas de auto-estima. única. como Psicologia questionários aplicados 60 apresentou o voltada à estética. O Espelho e a auto-imagem. ela é singular. 2011. são impostos. próprio faz com que a visão do corpo atra- vés das percepções da mente revele uma || Referências imagem corporal. seguir este resultado se mostra otimista. as alunas terem aulas que enfo. Camargo O. atuais e a profissão que escolheram para 4. este profissional 20 15 tende ser mais flexível em suas relações e. 2009. Rio de Janeiro: brança individual que isso acarreta nos dias Bestseller. gerando a satisfação ou a insatisfação. . Levando 2.brasilescola. quem o assunto imagem corporal. padroes-beleza. a co. 35 tendo consciência dos significados das 30 25 manifestações corporais. 10 4 7 6 reconhecerá com mais facilidade o espaço 5 2 1 0 do outro. levância para uma futura profissional que temente quen- temente será considerada da área da beleza.2 (54%) que representa de forma direta ou indireta interferem na leve distorção da imagem corporal percepção e consequentemente na melhor O Quadro 3 mostra a visualização dos aceitação do próprio corpo e na melhora da resultados a nível geral. onde nossas ações e corporal. Disponível em Alguns fatores podem ter contribuído URL:http://www. pois sofre transformações a todo na imagem corporal. onde se fez a relação com o outro. Imagem Corporal. Apesar das transformações 1. em consideração a pressão que a mídia e a São Paulo: Loyola. da Opções de Resposta saúde e do bem-estar. com os outros e com si representa leve distorção. de classificação da distorção da imagem ciais e psicológicos. André C. É influenciada pelos aspectos so. como. diz ser imprescindível que o profissional Resultados do BSQ tenha sua Imagem Corporal bem desenvolvi- 45 Grau de satisfação 40 40 da.412 dividido pelo número de que abordam o assunto.

2009. Disponível em URL: de Psiquiátrica Biológica 1994.  Anexo Questionário sobre a Imagem Corporal (BSQ) Como você se sente em relação a sua aparência nas últimas quatro semanas? Por favor. T r a t a m e n t o s e s t é t i c o s t e m u m Avaliação da imagem corporal: crescimento significativo.ph 21. instrumentos e diretrizes para a 2012. Campana ANNB. em URL: http://www. Universidade do Sagrado em uma população de estudantes Coração. 2002.br/modules.   V a l i d a d e i n t e r n a . co=profissao. leia cada uma das questões e assinale a mais apropriada usando a legenda abaixo: 1. Revista Brasileira 2012 mar 15]. 7. [citado 8. universitários [Dissertação]. Tranquilão. Raramente 3. Cordàs TA.usc. Frequentemente 5. Spiner. dimensionalidade e desempenho da crescimento-significativo/. A profissão. escala BSQ . 10. quadril ou nádegas são grande demais para o restante 123456 de seu corpo? Você tem sentido medo de ficar gordo(a) ou mais gordo(a)? 123456 Você se preocupa com o fato de seu corpo não ser suficientemente firme? 123456 Sentir-se satisfeito(a) (por exemplo após ingerir uma grande refeição) faz você 123456 sentir-se gordo(a)? Você já se sentiu tão mal a respeito do seu corpo que chegou a chorar? 123456 Você já evitou correr pelo fato de que seu corpo poderia 123456 balançar? Estar com homens (mulheres) magros(as) faz você se sentir preocupado(a) em 123456 relação ao seu físico? Você já se preocupou com o fato de suas coxas poderem espalhar-se quando se 123456 senta? Você já se sentiu gordo(a). Às vezes 4. 9.2012. Tavares MCGCF. São Disponível em URL: http://www.tranquilao. Nunca 2.22 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 5. D i P i e t r o M C . site para jovens. Muito frequentemente 6.br/ Paulo: Escola Paulista de Medicina da graduacao/curso.com. mesmo comendo uma quantidade menor de comida? 123456 . [citado 2012 mar 15]. Disponível pesquisa. Sempre Sentir-se entediado(a) faz você se preocupar com sua forma física? 123456 Você tem estado tão preocupado(a) com sua forma física a ponto de sentir que 123456 deveria fazer dieta? Você acha que suas coxas. com/tratamentos-esteticos-tem-um.2(1):17- http://www.Body Shape Questionnaire. [citado 2012 mar 15]. Rolim T. Castilho S. São Paulo: Phorte.spiner.php?codigo=215&topi Universidade Federal de São Paulo. 6. p?name=News&file=article&sid=1049.

123456 vidades (como por exemplo. 123456 vestiários ou banhos de piscina)? Você toma laxantes para se sentir magro(a)? 123456 Você fica particularmente consciente do seu físico quando em companhia de 123456 outras pessoas? A preocupação com seu físico faz-lhe sentir que deveria fazer exercícios? 123456 . bolos ou outros alimentos ricos em calorias faz você se sentir 123456 gordo(a)? Você deixou de participar de eventos sociais (como. 123456 sente-se em desvantagem? Pensar no seu físico interfere em sua capacidade de se concentrar em outras ati. faz você se sentir gordo(a)? 123456 Você tem evitado usar roupas que o(a) fazem notar as formas do seu corpo? 123456 Você se imagina cortando fora porções de seu corpo? 123456 Comer doce. por exemplo. você fica preocupado(a) em estar ocupando muito 123456 espaço (por exemplo. num espelho ou na vitrine de uma loja) faz você 123456 sentir-se mal em relação ao seu físico? Você belisca áreas de seu corpo para ver o quanto há de gordura? 123456 Você evita situações nas quais as pessoas possam ver seu corpo (por exemplo. sentado num sofá ou no banco de um ônibus)? Você se preocupa com o fato de estarem surgindo dobrinhas em seu corpo? 123456 Ver seu reflexo (por exemplo. lê ou participa de uma conversa)? Estar nu (nua). Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 23 Você tem reparado no físico de outros homens (mulheres) e. por exemplo. durante o banho. festas) por 123456 sentir-se mal em relação ao seu físico? Você se sente excessivamente grande e arredondado(a)? 123456 Você já teve vergonha do seu corpo? 123456 A preocupação diante do seu físico leva-lhe a fazer dieta? 123456 Você se sente mais contente em relação ao seu físico quando de estômago vazio 123456 (por exemplo pela manhã)? Você acha que seu físico atual decorre de uma falta de autocontrole? 123456 Você se preocupa que outras pessoas possam estar vendo dobras na sua cintura 123456 ou estômago? Você acha injusto que os outros homens (mulheres) sejam mais magros(as) que 123456 você? Você já vomitou para se sentir mais magro(a)? 123456 Quando acompanhado(a). ao se comparar. enquanto assiste à televisão.

Supervisora de Estágio do Curso de Estética e Cosmética da Universidade Santana/UNISANTANNA Endereço para correspondência: Renata Tavares Martins. hospitais. tecnóloga ou livre são os profissionais esteticistas que buscam mais as formas de aprimoramento profissional. *Tecnóloga em Estética.Sc. Palavras-chave: estética. Observa-se que nos últimos 5 anos. Desta forma. a industria tem conseguido manter os valores percebidos em seus produtos abaixo da inflação e do índice de preços ao consumidor. E-mail: renatatm@ig. D. Fundadora do Primeiro Curso Superior em Estética no Brasil. buscam o conhecimento das técnicas profissionais e embasamento cientifico para o desempenho da profissão.24 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 ARTIGO ORIGINAL Perfil dos profissionais que procuram cursos básicos e reciclagem estética e se auto- intitulam como profissional esteticista Profile of professionals seeking basic and update learning in aesthetics and call themselves as professional esthetician Renata Tavares Martins*. Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Estácio de Sá. centros estéticos fazem uso de produtos cosméticos e cosmecêuticos. diferentemente do que se podia observar há pouco tempo.com. Coordenadora do programa de Pós Graduação da Universidade Gama Filho. Professora Doutora pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Com o mercado aquecido vários profissionais têm se interessado na pratica estética mesmo não possuindo conhecimento técnico cientifico para tal pratica. O aumento no consumo de cosméticos e a procura por profissionais esteticistas é uma realidade observável tanto entre mulheres como também entre homens. SPAs. regulamentação.** || Resumo A beleza tem se tornado cada vez mais uma preocupação da população brasileira. Concluímos que independentemente da formação técnica.br . Jeanete Moussa Alma. Tratamentos estéticos passaram a ser habituais. Especialista em Estética pela Universidade Gama Filho unidade Belo Horizonte/MG. clíni- cas. visto que consultórios. Fundadora do Primeiro Curso de Pós Graduação em Estética no Brasil. O presente estudo faz um diagnostico sobre a forma pela qual esses supostos novos profissionais e os esteticistas com diversas formações. Esteticista Cosmetóloga. a indústria de cosméticos apresenta-se como um caminho promissor para quem procura desenvolvimento profissional. fazendo com que os produtos e tratamentos fiquem acessíveis a clientes de todas as faixas socioeconômicas. **Esteticista. atualização.

mentos estéticos. mais avançada e cosmética específica Nos últimos anos. classe social. transformando a estética em uma clinicas de estética cresceram 143% nos profissão regulamentada pelo governo [4. low-income customers now can pay for cosmetic procedures. Thus. The increase in cosmetic use as well as the quest for beauticians has become more widespread in women and men in Brazil. posicionando-se logo Tal processo de valorização profissional atrás dos Estados Unidos e do Japão. devido a constante busca de novidades em trata- No atual contexto da crescente valoriza. no mínimo. offices. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 25 || Abstract Beauty has become increasingly a concern of the Brazilian population. Due to this demand.5]. causing some skilled professionals engaged in the occupation of Aesthetics. atualmente. saindo da necessidade das pessoas estarem bem da básica limpeza de pele e massagens apresentadas. . para a estética feminina e masculina. regularization. o mercado tem buscado ção da imagem. por isso quem tem formação. o ensino médio vez mais requisitado [8]. serviços e atendimento tornou o Brasil com a beleza física. mas o setor ainda precisa Porém. profession. cista tem vivido grandes evoluções. um esteticista tem diploma de bacharel ou tecnólogo é cada de concluir. cuidar da beleza alheia exige de profissionalização. Devido às ficativamente e as clinicas de estética tendências em classificar o que é adequado são frequentadas por todo tipo de con- e inadequado. spas. últimos anos. saúde e bem-estar [3]. o bonito ou feio. serviços de beleza. considerados não essenciais tem induzido A inovação e a criatividade em produ- crescente busca e valorização de cuidados tos. uso de tecnologia propostos pela mídia [1. geral da população perpassando todas as O perfil do consumidor mudou signi- classes sociais e faixa etárias. Para atuar. a atividade de esteti. para um universo de ativida- disponibilidade para gastos anteriormente des mais amplo [7]. O aumento da renda e da tradicionais. sumidores. os espaços de estética te por conta das mudanças da sociedade e têm agregado serviços inovadores. the services offered by beauty clinics today are considered basic to most Brazilian pople. a prática do culto ao corpo profissionais com uma formação mais tem se colocado hoje como preocupação completa. || Introdução técnico. de nível superior [6]. e a imposi. boa par. Unlike the market years ago. Este cenário mostra uma diversida- de se enquadrar nos protótipos de beleza de maior de serviços. idade ou ral entre a população a busca incessante sexo. A autoestima passou a estar intima. fez com que a estética adquirisse um novo Dados da Associação Brasileira da Indús- conceito. Over the past five years industry prices grew less than inflation and the consumer price index. Key-words: aesthetics. the cosmetics industry is presented as a promising way for job seekers since the use of the profession is widely used by industries. tornou-se cultu. oportunidades de trabalhos criadas pelas liaridades. No entanto. tria de Higiene Pessoal mostram que as mente relacionada com o corpo e suas pecu. opção religiosa. independentemente de sua ção de padrões de beleza. professionals from various fields have specialized in aesthetic order to meet this increasing demand. envelhecimento da o terceiro maior consumidor de produtos e pele.2]. beauty clinics and hospitals. Nesse sentido.

Pa- avanço técnico da estética. Em 2012. Drenagem o mercado de trabalho e se eles compreen- Linfática Manual. devemos Justificativa levar em conta que o papel do esteticista é fundamental em equipes interdisciplinares. dos mente exercido a atividade de Esteticista por efeitos visuais. o Profissional Esteticista deve é analisar o perfil dos profissionais da área ser habilitado em curso técnico ou superior de estética que se consideram aptos a em Tecnologia em Estética. na qual para se exercer a profissão de Es- tem ganhado. também abrangendo atividades citados. possibilitando resultados mais estética. estética corporal. com perspectiva de continuar Tecnólogo. a profissão de Estética foi Nesse contexto. e não estão dispostos a voltar para a sala . permissão em assumir a Profissão [3. Devido a essa característica multi. a tética onde surgem cada vez mais pessoas Estética ramifica-se criando novos ramos interessadas em atuar como profissional que valorizam a especificidade da área. e corporal. Procurando o Diante das experiências na área da es- melhor em tecnologia e no atendimento. o ofício. tornou-se de nosso interesse investigar como por exemplo. a estética por ser uma área regulamentada pela lei de número 12. temos obtido ralelo a estes profissionais ainda existem apoio de muitos médicos dermatologistas. publicação desta lei tenham comprovada- derados a valorização social do belo. específico. outras. Profissionais que até a data da em rápida ascensão. O profissional esteticista nos tempos atuais é um profissional formado Objetivo para interagir complementarmente com diversas especialidades. dem e lidam com a dimensão que se tornou cial. an.592 voltada essencialmente para o ser humano. capacidade dos Esteticistas [11]. do bem-estar. do conforto mais de cinco anos também podem exercer e da elevada autoestima [9]. para que tenha exercer a profissão de esteticista. Tais profissionais se consideram eficazes e atuação mais ética. terapia capilar entre a Profissão de Estética. Desta forma. eletroterapia. demonstrado que estes profis- a pensarem estratégias competitivas e a sionais reconhecem a responsabilidade e a Imagem Pessoal insere-se nesse mundo. Mediante esta nova tendência. os pré e pós-operatórios como esses profissionais se preparam para de cirurgia plástica/estética. diversos profissionais tem atuado relacionadas ao tratamento de pele e proce- no ramo estético mesmo sem ter um titulo dimentos pré e pós-cirúrgicos [12]. endocrinologistas. Qualquer um dos três profissionais Devido ao crescimento na área de acima podem atuar na área de estética facial estética e a carência de profissionais capa. nos últimos tempos. com capacitados para exercer a profissão sem a alta tecnologia cosmetológica e com o levar em conta sua regulamentação.10]. o objetivo deste Trabalho disciplinar. Hoje.26 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 A globalização tem levado os povos giologistas. Para isso são consi. estética fa. Em nosso dia a dia tem se tornado cada podendo contribuir de forma coadjuvante nos vez mais comum profissionais de diferentes tratamentos prescritos por médico. notório tética é necessário diploma de Técnico ou destaque. marcado por intensas transformações. opinando áreas migrarem para o campo estético com e sugerindo técnicas complementares ao o intuito de aperfeiçoar técnicas básicas de tratamento. aqueles que já atuam com cursos básicos cirurgiões plásticos.

O cenário atual é reflexo de uma demanda represada por || Material e métodos profissionais pouco qualificados devido à baixa escolaridade. O corpo em nossa cultura tem se torna. Percebe-se desta forma a Outra formação Tecnologo necessidade de se avaliar o nível de forma- ção dos atuantes tendo em vista que. Biomédicos. cada vez mais decorrente. 8% alegaram possuir outro questionários subjetivos e objetivos. com curso técnico. Devido à ausência de profissionais a profissão de Estética atua em diversos qualificados no mercado. Enfermeiras assim como Esteticistas. 65%. somados a esse cenário 7% dos entrevista- Foram entrevistados 148 profissionais dos eram profissionais de diferentes áreas. utilizando as possuíam cursos livres relacionados à es- seguintes fontes: revistas científicas. Fo. ar. Informações relativas ao local de trabalho Diante dos fatos abordados. e procedimentos utilizados com o paciente buídos 148 questionários para profissionais também foram abordados. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 27 de aula para se preparar com a finalidade os profissionais se mantinham atualizados. entre as formas de que grande parte dos entrevistados. de exercer legalmente a profissão. tética. e se inteiramente responsável pela sua emprega- . Foi possível observar O trabalho adotou.Relação do nível de escolari- dade dos profissionais entrevistados. nos gráficos abaixo (Gráfico 1). || Resultados e discussão ram abrangidos atuantes em diversas áreas como Fisioterapeutas. e pesquisa de campo. da área de estética. 17% possuíam formação á nível de tigos entre outros. pesquisa técnica. Hipótese Gráfico 1 . que exercem a estética visando avaliar o nível de formação dos profissionais atuantes. Tal visão tem induzindo 3% 7% a população a se entregar a esse grande 17% consumo de produtos veiculados a beleza e consequentemente aumentar a procura 65% de tratamentos opcionais. eram do sexo feminino e a idade variava en. Sendo tipo de formação em estética e apenas 3% assim. a bibliográfica. o número de tra- segmentos que podem atingir diretamente balhadores despreparados tem se tornado a saúde e bem estar do consumidor. Nível de Escolaridade do cada vez mais um símbolo de concepção 8% do mundo [13]. Os resultados podem ser observados tas. a presença nea do trabalho em que o indivíduo torna-se ou não de experiência no segmento. Dentis. foram distri. não integrada anteriormente pelo emprego e tre 18 e 63 anos. livros. hoje. A pesquisa avaliou o nível socializada dentro de uma visão contemporâ- de escolaridade do profissional. Ainda entre o profissional e seu grau de formação. Devido a isso a procura de profissionais esteticistas tem aumentado nos últimos anos fazendo com Curso livre Outra formação em Estética que profissionais despreparados passem a Curso técnico atuar no mercado. esta pesquisa visa mostrar a relevância dos entrevistados eram tecnólogos. Todos os entrevistados Uma nova geração de profissionais.

das. Há algumas déca. valores obtidos (Gráfico 3). A dade são os mais preparados. das boas condições e bons ambientes de trabalho. a famosa glo. um sindicato. da desprecarização do trabalho. tados 99% não são associados a nenhuma dade dentro do exercício da profissão. As A partir da pesquisa foi possível observar oportunidades eram diferentes e o conhe. nal deixou de ser uma opção para ser Dentre os profissionais esteticistas entrevis- também uma condição e uma necessi. . O profissional deve estar atento às novidades ficando a classe desprovida de uma liderança e às oportunidades de aplicação de sua expe. Ao avaliarmos os profissionais filiados 2 á 5 anos Não possuem Experiência a Associação de Estética verificamos que Atualização profissional.Nível de experiência dos trabalhadora desconhece a importância de profissionais entrevistados. teria início a fase do trabalho e da experiência. experientes. de forma que hoje não há dú. quais são as competências valorizadas na competição e intensificação tem feito com área em que atua. velocidade das mudanças. O maior desafio é convencer Nível de Experiência o trabalhador da necessidade de se sindica- lizar para fortalecer e tomar conhecimento 7% 17% das lutas empreendidas em defesa do tra- balho digno. a estética aproveitando da situação atual. Mas este mesmo com curso livre em nível de escolari- panorama mudou muito desde então. Devido a transformam incessantemente o ambiente recente regulamentação da profissão de este- de trabalho. O gráfico abaixo demonstra os gráfico abaixo (Gráfico 2). que a irregularidade do trabalho aumente.28 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 bilidade. profissionais de diferentes áreas invadem Assim. forte para fazer valer seus direitos. mas uma assim explica-se o deplorável cenário onde constante ao longo de toda a carreira [14]. no passado. que os profissionais esteticistas atuantes cimento adquirido durava mais. daí em diante. tem riência e competência e entender claramente induzido os trabalhadores a individualização. seu bem-estar e seu futuro. quem se graduava em curso superior considerava que a fase de estudos estava || Conclusão concluída e que. ticista nos deparamos com um cenário ainda vidas de que “estudo” e “formação” não sem fiscalizações para fazer valer a nova lei. do salário justo. a atualização profissio. participativos em congressos e atualizações balização e o desenvolvimento tecnológico relacionados a assuntos estéticos. associação ou federação da classe estética. apenas 1% dos trabalhadores são associa- já foi disciplina optativa. algum tipo de atualização em empresas cerem a profissão como demonstrado no ou escolas. A maioria dos profissionais e da classe Gráfico 2 . dos conforme o gráfico abaixo (gráfico 4). são apenas uma etapa da vida. O Sindicato cumpre um importante papel so- Até 1 ano Acima de 5 anos cial. Ao analisarmos os dados obtidos na Somados a este cenário foi possível pesquisa observamos que os profissionais constatar que 7% dos entrevistados não quase que em totalidade participam de possuíam experiência suficiente para exer. da valorização 46% 30% do trabalho e do profissional como um todo.

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especiariascosmeticas@gmail. Os dados colhidos foram analisados com o auxílio do programa Excel. As porcentagens quanto ao uso foram elevadas. O propósito deste estudo é levantar uma comparação a respeito da conscientização de universitários esteticistas. sobre os possíveis malefícios da exposição continuada ao sol.com. Jeanete Moussa Alma. Departamento de Reabilitação – Área de Fisiatria Endereço para correspondência: Laura Torres Queiroz. pois precisam também conscientizar seus clientes. indicando uma crescente aceita- ção de práticas fotoprotetoras.30 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 ARTIGO ORIGINAL Nível de conscientização de universitários da área de estética e cosmética sobre os possíveis malefícios decorrentes da exposição continuada ao sol Level of awareness of aesthetic and cosmetic students about the possible harms resulting from continued exposure to the sun Laura Torres Queiroz*. Graduando em Estética e Cosmética no Centro Universitário IESB. D. em um estudo comparativo o primeiro e o segundo trimestre do curso de Estética e Cosmética do Centro Universitário IESB. Palavras-chave: radiação solar. Coordenadora da Pós Graduação em Estética da Universidade Gama Filho. E-mail: contato. E-mail: lauratorresq@gmail. **Biomédica. *Biomédica. grande parte dos entrevistados utilizam de forma incorreta.com .Sc.** || Resumo Os altos índices de câncer de pele na população têm tornado essa doença um problema de saúde pública. protetor solar. fotoproteção. pois não reaplicam o protetor. Participaram desta pesquisa 120 estudantes. Dos universitários do primeiro trimestre 92% utilizaram protetor solar. câncer de pele. Jeanete Moussa Alma. enquanto no segundo trimestre 88%. Conclui-se que grande parte dos esteticistas apresentam consciência quanto ao uso do protetor solar. sendo de extrema importância. Mas. Pós Graduando em estética na Universidade Gama Filho. Foram avaliados.

como A radiação UVB apesar da pequena pene. A radiação ultravioleta tem e é praticamente constante durante o dia. Esta radiação é principalmente pelas mudanças de hábito responsável pela pigmentação direta. são benéficos aos humanos. radiação UVA tem o menor potencial de O câncer de pele é um grave problema energia. além faixa é filtrada pela camada de ozônio [1-5]. e boa parte dos destacam-se o câncer da pele. being this of great importance because they must also teach their future clients. The data collected were analyzed using the Excel software. sunscreen. Key-words: solar radiation. e entre UVB é necessária para a síntese da vitami- os raios emitidos pelo sol temos o infra. apresenta a energia mais alta. sido considerada. A exposição à A radiação solar é complexa. We conclude that large parts of the beauticians have awareness about the use of sunscreen. The purpose of this study was the awareness in undergraduate beauticians on the possible harmful effects of prolonged sunning. as e no funcionamento do sistema imunológi- radiações visíveis que são responsáveis co. they do not reapply the sunscreen. o aquecimento diretos ao DNA. na D ativa. 120 undergraduate students participated. A e linfoma cutâneo de células T13 [3. esta radiação é maior no global tem levado a maior preocupação período de 10 a 16 horas. epiderme. A radiação UVC quanto aos danos cumulativos das radia. envolvida no metabolismo ósseo vermelho que é responsável pelo calor. que se apre- danos tardios. nos últimos anos. cerca de 90% dessa vitamina é gerada pela luz e o infravermelho que apresenta dessa maneira. A radiação UVB é a que mais senta como melanoma e não melanoma.6. responsável por danos Nas últimas décadas. photoprotection. provocado gindo o tecido conjuntivo. atin. || Introdução está relacionada com o processo de carci- nogênese cutânea. mas penetra fundo na pele. de saúde pública devido ao aumento em cançando a camada basal e a derme. o principal fator de risco ambiental para o tração na pele. alguns efeitos da RUV economia [1]. pelo da população mundial com relação à expo- fotoenvelhecimento e pelo câncer de pele. sição solar [8]. de maiores gastos em saúde pública e na Por outro lado. sua incidência no século 20. al. As doenças causadas tica que a torna extremamente lesiva aos pelo Sol trazem impacto negativo sobre seres vivos. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 31 || Abstract The high rates of skin cancer in the population have made this disease a problem of public health. . The percentages for the use were high. atingindo principalmente a desenvolvimento de câncer [9]. caracterís- ções ionizantes. solar também é usado no tratamento de dis- A radiação ultravioleta é distribuída túrbios cutâneos como: psoríase. skin cancer.7]. indicating a growing ac- ceptance of photoprotective practices. 92% of the students used sunscreen and 88% in the second quarter. e dentre seus diferentes tipos eritema e queimaduras. We evaluated in a comparative study of the first and second quarter of the course of Aesthetics and Cosmetology of Centro Universitário IESB. sua alta energia é responsável O câncer é uma doença de etiologia pelos danos solares imediatos causando multifatorial. In the first quarter. UVB e UVC. eczema da seguinte forma: UVA. porém quase toda a luz dessa a qualidade de vida dos indivíduos. But. O espectro UV da radiação ação química e biológica [2]. most of the respondents use incorrectly.

10]. [7.7. respec. lidade principal ou exclusiva de proteger benzofenonas. Recentemente. dispersão e/ O Fator de proteção solar (FPS) é um ou absorção de UV. por sua vez. guarda-sol e sombri- por filtros inorgânicos e orgânicos. além gundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). fotoprotetores [3]. ses filtros são incolores e cosmeticamente Os perigos à saúde. atóxicos. da radiação UV por reflexão. consequentemente. ácido cinâmico e derivados. caso ocorra sudorese solar e consequentemente para minimizar excessiva ou mergulho. suas taxas de mor. indicados para estimam-se.14]. podem ser minimizados pelo um maior número de dermatites de contato emprego de protetores solares [11]. apesar a luz solar pela reflexão ou dispersão. da baixa letalidade. contudo. são: o dióxido de titânio e o óxido de zinco. entre outros [3. Os termos acessórios. mais frequente na população brasileira. ainda. Há divergência em relação a aplicar Os protetores solares. Os horários críticos de radiação solar tivamente [3].9. nas últimas décadas. Exemplos de filtros inorgânicos cinoma espinocelular. aproximadamente. óculos de sol. em alguns casos pode absorvem a energia da UVR e dissipam levar a deformidades físicas e ulcerações calor. Es- serviços de saúde [9. desenvolvimento do melanoma [7. Filtros orgânicos em vez de desviarem cerca de 4% ao ano. uma vez que. alguns autores podem ser classificados de acordo com indicam aplica-lo 20 minutos antes da os seus mecanismos de ação em filtros exposição e reaplicar a cada duas horas físicos ou químicos. bidade aumentaram. Outras medidas de proteção tam- ano de 2007. Brasil a definição de protetores solares é As moléculas mais utilizadas são: ácido qualquer preparação cosmética designada para-aminobenzóico (PABA) e derivados. contra a radiação UVB e UVA.000 pacientes com história prévia de alergia a novos casos por ano. No quando comparados aos filtros inorgânicos. situados entre 10 e Filtros inorgânicos protegem a pele 16 horas [14]. novas entre queimadura solar intermitente e o formas micronizadas destas substâncias.11]. O filtro solar deve ser aplicado em dispersando ou absorvendo a radiação [12]. devem ser evitados.10]. como boné ou chapéu de abas filtros físicos e químicos foram substituídos largas. ao uso tópico na pele humana com fina. nha. 115. e reaplicar o filtro solar. apesar de poder ocasionar radiação UV. estes produtos não são anos e o desenvolvimento de carcinomas bem aceitos. Se. toda a superfície corpórea meia hora antes Os fotoprotetores são indicados para a da exposição solar e reaplicado a cada 4 prevenção dos efeitos agudos da exposição horas ou menos. lação entre a exposição solar ao longo dos Cosmeticamente. relacionados à bem aceitos. Existe uma clara re. A quantidade re- os danos tardios como a carcinogênese e comendada de filtro solar é de 2 mg/cm o envelhecimento cutâneo [13]. impedindo sua ação sistema de graduação desenvolvido para . possibilitaram o desenvolvimento de for- O câncer de pele é o tipo de neoplasia mulações cosmeticamente mais viáveis. onerando os menores e inofensivas ao seu humano. danosa. a FDA atualizou o sistema de bém devem ser utilizadas como roupas e classificação dos fotoprotetores. de fotoestáveis. transforma as radiações em energias graves. por deixarem a pele com uma cutâneos e. refletindo.15]. no [9. uma acentuada relação tonalidade esbranquiçada. salicilatos. Os bloqueadores inorgânicos são.32 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 que inclui o carcinoma basocelular e o car.

do eritema) de uma pele protegida com Os participantes foram informados filtro solar dividida pela dose eritemática sobre a finalidade do estudo e torna-se mínima de uma pele desprotegida [2. Fitzpatrick estruturaram uma período de julho a agosto de 2012 empre- classificação dos tipos de pele que é utiliza. cabelos ruivos. cor da íris castanho-escura e FPS mínimo 6. Destes foram devolvidos 120 válidos aos raios UVB. sendo 80 questionários relação entre a dose eritemática mínima do primeiro trimestre e 40 do segundo (tempo necessário para o aparecimento trimestre. cor da íris comparativo acerca do nível de conscienti- negra e FPS mínimo 2 [3]. e posteriormente obser- pele morena clara. o grau de pigmentação e ausência de assinatura e/ou número da da pele influencia diretamente o efeito que carteira de identidade. fototipo III: las comparativas. cabelos trimestre do curso de Estética e Cosmética loiros. Não hou- fichas de consentimento livre e esclarecido ve dificuldade para o preenchimento. trimestre do respectivo curso. de acordo com o seu nível de conscientização quanto || Material e métodos ao uso do protetor solar. questões em branco Logicamente. e os dados foram fototipo II: pele clara. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 33 quantificar o grau de proteção conferido no Centro Universitário IESB no curso de por um filtro solar tópico ao surgimento do Estética e Cosmética na cidade de Brasília/ eritema cutâneo. este se refere somente DF. cabelos castanho-claros. cabelos Fizeram parte deste estudo 120 uni- castanho-escuros/negros. per. cor da agrupados e organizados em forma de tabe- íris azul/verde e FPS mínimo 10. versitários.7]. Neste versitários da área de estética e cosmética estudo serão comparados dois grupos um sobre os possíveis malefícios decorrentes do primeiro trimestre e o outro do segundo da exposição continuada ao sol. A coleta de dados foi realizada no Assim sendo. houve a mitindo uma subdivisão em seis fototipos comparação dos dados obtidos no primeiro de pele: fototipo I: pele muito clara. Por fim. cabelos negros. gando-se entrevista direta. e do segundo trimestre. pois . dos cabelos e de múltipla escolha. fototipo IV: pele morena. de um filtro solar [16]. através de um da de forma universal. fototipo foram utilizados para realizar um estudo VI: pele negra. fototipo V: pele mulata. e os questionários aplicados nho escuro/negro e FPS mínimo 4. zação de universitários do curso de Estética O presente trabalho tem por objetivo e Cosmética sobre os possíveis malefícios comparar o nível de conscientização de uni. vadas estatisticamente no programa Excel cor da íris castanho-clara e FPS mínimo 8. O critério de exclusão: o preenchimento Fator de Proteção Solar é ainda a principal incorreto do questionário e/ou ficha de informação acerca da eficácia fotoprotetora consentimento livre e esclarecido. a radiação solar terá sobre o indivíduo. Nesta classificação o questionário estruturado com 17 perguntas grau de pigmentação da pele. cabelos castanho. da exposição continuada ao sol. O FPS é definido com a para o estudo. mente para este trabalho. cor da íris azul e FPS mínimo 15. || Resultados -escuros. ou seja. elaborado especifica- dos olhos é analisado conjuntamente. cor da íris casta. presença de rasura. O tempo médio para o preenchimento Foram distribuídos 200 questionários e do questionário foi de 5 minutos.

00% 20.00% 50.00% necessidade 40. 2º e 3º 4º. Já no segundo Dos 120 universitários que informaram trimestre do curso cerca de 70% não rea- sobre o uso do protetor solar.00% 80. no primeiro plicavam por falta de tempo.00% 0.00% 60. lização do protetor de 92%. 15% por falta de tempo e 10% por não haver necessidade.00% 50.00% 10.00% 70.00% 90. 2º e 3º 4º. 5º e 6º 30.00% protetor solar.00% Tabela I .00% 1º. 2º e 3º 4º.00% Dos universitários que não reaplicavam 10.00% o protetor no primeiro trimestre do curso 1º.00% 30.Sobre qual o FPS o entrevis- Tabela II .00% 30.00% 1º.00% 60.00% 20.Sobre a utilização ou não do 50. 80. o protetor solar. 5º e 6º 75% indicaram não reaplicar por falta de semestre semestre Sim Não hábito. 5º e 6º Em relação a reaplicar o filtro solar no semestre semestre primeiro trimestre do curso cerca de 45% Da relação de entrevistados os relatos dos estudantes reaplicavam o protetor solar sobre qual FPS costumam utilizar no primei- . 40.00% 40. 5º e 6º 0. abaixo: 80. 2º e 3º 4º.00% semestre semestre 20.00% 30.Qual o motivo de não reapli- e suas porcentagens descritas nas tabelas car o protetor solar. enquanto no Nenhum universitário indicou não reaplicar segundo trimestre a porcentagem foi de o protetor solar por questão financeira.00% 0. e no segundo trimestre e na maioria dos casos eram perguntas do curso cerca de 63% realizavam a reapli- pessoais em relação à conscientização do cação enquanto 37% não o faziam.00% 100.00% 0.00% Falta de Falta de Por não Questão 60. universitário.00% 70. aproximadamente 88%. de tempo. 23% por falta trimestre houve uma porcentagem de uti. As questões avaliadas serão descritas Tabela III .00% 70.00% 10. se for o caso.00% 40.34 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 eram todas perguntas de múltipla escolha enquanto 55% não. 7% por não haver necessidade.00% 60.Sobre o costume de reaplicar tado costuma utilizar.00% 70.00% 20.00% semestre semestre FPS 8 FPS 15 FPS 20 FPS 30 FPS 40 Sim Não ou mais 1º.00% hábito tempo haver financeira 50.00% 10. Tabela IV .

enquanto no envelhecimento precoce no primeiro trimes- segundo trimestre houve uma porcentagem tre cerca de 98% dos entrevistados respon- de 25% de presença de casos e 75% rela. 70% relataram utilizar FPS 30 entrevistados informaram que foram der- e 20% costumam utilizar FPS 40 ou mais. enquanto ram FPS 20. e na família.Em relação à consciência 100.00% 1º.00% 80.00% cientização de universitários da área de estética e cosmética sobre os possíveis 20. matologistas que indicaram o uso.00% tinuada ao sol.00% 100. 2º e 3º 4º. 14% No segundo trimestre do curso nenhum informaram ser esteticistas e 48% por auto estudante indicou utilizar FPS 8. 52% relataram FPS 30 e cerca 35% esteticista.00% 20.00% Nos últimos anos.00% 60. Tabela VI .Existência de casos de cân- cer de pele na família. indicação foi de dermatologistas. Nenhum entrevistado FPS 40 ou mais. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 35 ro trimestre cerca de 1% indicou utilizar FPS Sobre a indicação do uso do prote- 8. Tabela V .Fisiote.00% 80.00% 0.00% malefícios decorrentes da exposição con- 10. houve maior prejuízo Dermato.00% 30.00% obter conhecimento sobre o nível de cons- 30. 5º e 6º semestre semestre Outro fator a ser destacado é a história Sim Não de câncer de pele na família que esteve Em relação à consciência do fato de presente no primeiro trimestre em 13% e não utilizar protetor solar contribuir para o não houveram casos em 87%. 5º e 6º 20.00% 60.Sobre qual profissional indi- cou o uso do protetor solar. no segundo trimestre 100% dos entrevista- dos afirmaram ter essa consciência. No segundo trimestre 37% a 14% relataram utilizar FPS 15.00% 120. || Discussão 60.00% 50.00% tribuir para o envelhecimento precoce. 2º e 3º 4º. 8% indicaram utilizar FPS 15.00% 50.00% que a falta do protetor solar pode con- 90. 70.Biomé. 3% fisioterapeutas e 25% de 23% informaram o costume de utilizar por auto indicação.00% 1º. cerca de indicação.Esteti.00% 40.Auto logista cista rapeuta dicos indicação à saúde em função da redução da camada 1º. Tabela VII . 5º e 6º semestre semestre .00% semestre semestre Sim Não 0.00% 40. cerca de tor solar no primeiro trimestre 38% dos 1% FPS 20. deram ter consciência do fato e somente taram não haver casos de câncer de pele 2% indicaram não ter essa consciência.00% Os dados deste trabalho servem para 40. 2º e 3º 4º.00% 10. 11% indica. informou que biomédicos indicaram o uso do protetor solar. 0.

com o intuito de reduzir efeitos um modo geral. se. de o mundo. parece-nos fundamental méticos e a exigência por produtos cada lembra-los da necessidade da aplicação e vez mais efetivos para atenuar os efeitos distribuição homogênea do fotoprotetor – o da radiação nos diferentes tipos de pele. como quadros crônicos para poderem conscientizar da melhor for. universitários do segundo trimestre. banhos de para prevenção de todas as neoplasias da mar ou piscina. problemas futuros. outra parte menor por falta de cia de todos os alunos. de modo a cobrir todas as áreas expostas. sendo recomendada ou após sudorese excessiva. mas o vada de universitários conscientes quanto índice ainda é bastante baixo. Mas é necessária a consciên. há alta incidência grande maioria utiliza de forma incorreta. somente 45% dos fotoproteção [15]. deixando áreas A utilização de fotoprotetores como forma desprotegidas. mas a estéticos quanto ao uso do fotoprotetor questão financeira também é um motivo que é sempre necessário e em inúmeros relevante que grande parte da população tratamentos o seu uso é indispensável deixa de utilizar o filtro solar. os protetores não são deletérios da exposição solar excessiva [1]. to na utilização de fotoprotetores em todo Existem trabalhos demonstrando que. produto deve ser massageado lentamente. motivos por não reaplicar o protetor solar mações adquiridas ao longo do curso de que a grande maioria relatou foi por falta graduação. impulsionando avanços na infor. Também é importante rea- efetiva de proteção tem sido amplamente plicar o protetor solar a cada 2 ou 4 horas. principalmente os tempo e alguns universitários do primeiro que se encontram no segundo trimestre semestre relataram que não há necessi- do curso. pois não reaplicam o protetor. para garantir bons resultados. pois é de extrema importância dade. fatores de proteção: quanto maior o fator. portanto. O desenvolvimento dos cos. discussões sobre os em tratamentos de manchas de pele a au. proporcionaram maior acesso e crescimen.4. discutida na literatura. de práticas fotoprotetoras. carcinogêne- ma os seus pacientes. grande necessidade de tremamente importante. sência do uso piora os casos. É provável que No presente estudo a relação de o resultado encontrado se deva às infor. de fotoalergia e. até mesmo. indicando uma crescente aceitação fotoprotetor é tão importante quanto usá-lo. A porcentagem de uso universitários do primeiro trimestre e 55% do protetor solar pelos entrevistados foi de do segundo trimestre reaplicam o protetor 92 e 88% no primeiro e segundo trimestre solar. reaplicar o ao uso. Foi uma porcentagem ele. entrevistados que utilizam o fotoprotetor a No Distrito Federal. a proteção solar. de raios solares durante quase todo o ano. não houve relatos de não utilizar o conscientizar seus clientes em centros fotoprotetor por questão financeira.15]. Por isso a maior será a concentração de produtos quí- importância dos profissionais esteticistas micos e estes produtos poderiam ocasionar utilizarem e entenderem sua importância. São muito poucos os estudos relativos Também há necessidade de educação aos efeitos nocivos dos protetores solares.36 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 de ozônio. aplicados corretamente. por exemplo. o que é ex- havendo. . Ao orientarmos as pessoas sobre promissoras. Há uma maior conscientização nos respectivamente. pois a eficácia do filtro solar Mesmo utilizando bons protetores solares. também. Dos pele [15]. Existem. entre outros [3. de hábito. do consumidor. não depende apenas dos ingredientes uti- mação científica e inovações tecnológicas lizados.

e ainda ao sol (UV). Essas novas tecnologias po- do segundo trimestre indicaram utilizar o dem auxiliar os tratamentos nos centros filtro solar por indicação de esteticistas. potencializando seus efeitos que comprova que universitários do curso benéficos no envelhecimento precoce. extratos vegetais. cerca de 8% do primeiro trimestre e gico e a segunda categoria é o envelheci- 14% do segundo trimestre indicaram utilizar mento extrínseco ou fotoenvelhecimento. Na relação dos universi. pela incorpora- na maior parte por médicos dermatolo. pesquisa. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 37 as pessoas devem evitar exposições prolon. combinações de ingredientes que não . no primeiro semestre e 25% no segundo Novas tecnologias no desenvolvimen- trimestre. Betula dicação. ção de ativos como as vitaminas A e E. aspereza. princípio obtido por grande parte de a população buscar da flor do jasmim (Helisun) e Natuscreen. e no caso da produto obtido do alecrim. terísticas clínicas estão às linhas de ex- Nas últimas décadas ampliou-se o pressão e rugas. deva às informações obtidas no curso de cer de pele na família foi relatada em 13% graduação. e uma grande parte foi por auto in. cáscara sagrada. Vera. As medidas de fotoproteção pessoas que tem uma consciência quanto são divulgadas como procedimentos ao uso através de campanhas a favor do essenciais na prevenção de doenças uso do protetor solar. pois eles vão pas. devem ser conscientes.12. Boswellia serrata. O FPS as capacidades reprodutivas da célula e indicado para cada pessoa depende do seu degenera o colágeno. alguns costumam utilizar FPS 20 pois se deve principalmente à exposição e a grande maioria utiliza FPS 30. gistas. o que causa danos ou destrói boa parte utiliza FPS 40 ou mais. agrupado em duas categorias. FPS 15. além de sua função principal. o estéticos. Cerca de 14% dos cutâneas e manutenção da saúde e da universitários do primeiro semestre e 35% beleza [14]. confirmando as taxas já relatadas na mercado produtos “inteligentes”. Também equilibrou a ênfase no cui- sar isso aos seus clientes por sua neces. conhecimento referente à etiologia do cooperasse. No presente estudo a história de cân. como a de anti-radicais universitários que participaram na pesquisa livres e anti-inflamatória. seja para o envelhecimento precoce. dado com a pele entre ingredientes e sidade e extrema importância. elevada de esteticistas que incentivaram por exemplo. agregam O uso do protetor solar foi indicado aos outras ações. sendo durante atividades recreativas ou trabalho bastante provável que esse resultado se [8]. tratamentos dermatológicos. No questionamento ção ultravioleta como um dos principais aos universitários praticamente 100% agentes envolvidos. queratose actínica e câncer câncer de pele e identificou-se a radia. houve também uma porcentagem flavonóis e alguns derivados de plantas. A primeira tários poucos estudantes indicaram utilizar é o envelhecimento intrínseco ou cronoló- FPS 8. de pele [4. pigmentação. O envelhecimento cutâneo pode ser gadas ao sol [3]. da sálvia e do auto indicação deve ocorrer pela parcela de tomilho [2]. como já foi citado anteriormente. Esse resultado deve ter ocorrido alba.17]. frângula. A maior fonte natural destes afirmaram ter consciência do fato de radiação ultravioleta é o sol. ao qual a de que não utilizar protetor solar contribui pele está em constante exposição. que. como Aloe o uso. Entre suas carac- fototipo. sendo uma taxa relativamente to dos protetores solares têm levado ao alta.

2011. As comparações indicaram ter 9. Rev Bras Med Esporte importantes como um meio de minimizar 2010. Popim RC. O uso seus futuros clientes. pois também eles solares. Sabe-se agora que a principal “prevenção” 1.38 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 apenas “corrigem”. Panfilo BL. São Paulo: Senac. Flor J. ajudando assim a evitar seu envelhe. de hidratantes a cremes para 2009. Didone R. An Bras dança de paradigmas. fância. Criado PR. Oliveira ZNPD. Qim Nova 2007.13:1331-6. exposição solar desprotegida [1]. 4. Dicionário de os olhos e produtos para a proteção contra ingredientes para cosmética e cuidados o sol e pós-sol [4]. Fotoproteção tópica na infância e na adolescência.79:149-55. 2 ed. Davolos MR. Fotoproteção e vem dos antioxidantes. Corrente JE. A v a l i a ç ã o A partir dos resultados conclui-se que dos hábitos de exposição ao sol e grande parte dos universitários do curso de fotoproteção dos universitários da de Estética e Cosmética são conscientes Região Metropolitana de Porto Alegre. portanto. Martelli PAA. C o s t a F B . 7 ed. Souza ção solar pela mídia vem aumentando a CA. a fim de minimizar a Dermatol 2011:86:732-42. São Paulo: Atheneu. estudantes quanto a importância da rea. gerando mu. reaplicam. Kede MPV. J Pediatr 2012. Leite N. Baby AR. Michalun N. de produtos. Câncer de pele: uso de medidas consciência do problema. Nicolini uma porcentagem maior de universitários HR. 11. 7. livres. desta pesquisa reconhecem os possíveis Fatores de risco para câncer da pele não malefícios decorrentes da exposição con- melanoma em Taubaté. grupo de risco na cidade de Botucatu. Dermatologia agora incorporados a um amplo espectro estética. Pedriali CA. Segalla JGM. bloquear e cobrir a pele dos efeitos MVR. da pele. entre eles: 6. Júnior AA. Nascimento LFC. do primeiro trimestre que utilizam protetor Experiência de um ano de modelo de solar. Purim KSM. Novos hábitos em relação ao ultravioleta: recursos disponíveis na Sol precisam ser adquiridos. Protetores plicação do filtro solar. Correa MA. Rotta O. Rebello T. Cuidados básicos serão cada vez Ciênc Saúde Coletiva 2008.16:224-9 danos às células causados pelos radicais 2. Oliveira GGD. Marino JAG. Sabatovich O. Balogh TS.88:203- || Conclusão 10. mais divulgados e incorporados. 10. deverão passar essas informações para 12. quanto ao uso do filtro solar. Kaneko TM. W e b e r M B . Velasco evitar. Michalun MV. atualidade em fotoproteção. Guia de Produtos Cosméticos. An Bras Dermatol 2004. Os antioxidantes. SP: um estudo tinuada ao sol. Proteção à radiação da radiação.30:153-8. mas não o RS. 2004. Melo JND. mas também “evitam” || Referências a ocorrência de problemas e danos à pele. despertando preventivas e perfil demográfico de um iniciativas de prevenção primária na in. Brasil. Ferreira FG. de fotoprotetores na prevenção do . mas percebe-se que ainda caso-controle.57:431-7. São particularmente Exercício Físico. são 3.86:669-74. A propagação dos riscos da exposi- 5. Os participantes An Bras Dermatol 2011. AMB Rev Assoc Med Bras há necessidade de conscientizar mais os 2011. 8. Salvio AG. cimento. melanoma na cidade de Jaú-SP. mas uma porcentagem maior de programa de prevenção contínua do estudantes do segundo trimestre que rea. plicam o protetor solar. São Paulo: Senac.

Queimaduras e 14. Paulo: Phorte. 2 ed. Bakos RM. bloqueador ou bronzeador? ( ) Sim ( ) Não .17:1-4. Avelar MFS. An Bras Dermatol 2010. 2010. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 39 envelhecimento cutâneo do VI Congresso câncer da pele: uma avaliação de hábitos Multiprofissional em Saúde. ( ) 4 horas qual o motivo? ( ) 6 horas ou mais ( ) Falta de hábito ( ) Questão financeira No seu trabalho e/ou faculdade há ( ) Falta de tempo incentivo ao uso do protetor solar? ( ) Por não haver necessidade ( ) Sim ( ) Não Você sabe a diferença entre protetor. Bakos L. Paraná. Boletim Dermatológico UNIFESP Fotoexposição e fatores de risco para 2008. 2012 Jun e conhecimentos entre estudantes 18-22. hábitos solares em um grupo de atletas melasma e qualidade de vida em brasileiros. 17. Rev Bras Ginecol Obstetr 2006. Purim KSM. Brasil.12:275-8. Modalidades terapêuticas 85:173-8. 13. Anexo I Você utiliza protetor solar? Você sabe a diferença entre o protetor ( ) Sim físico e químico? ( ) Não ( ) Sim ( ) Não Se sim. Leite RMS. Neto JAG. Universitários. Fotoproteção. Rose EH. Borges FS. 2012. Wagner MB. com qual frequência? Você sabe a importância do protetor ( ) Diariamente solar? ( ) Esporadicamente ( ) Sim ( ) Não Você costuma reaplicar o protetor so- lar? Existem casos de câncer de pele na ( ) Sim sua família? ( ) Não ( ) Sim ( ) Não Se sim. nas disfunções estéticas.34:228-34. Sousa MAA. 15. Envelhecimento cutâneo. Bagatin E. após quantas horas? ( ) 1 hora Na sua atividade profissional e/ou ( ) 2 horas faculdade quantas horas você se expõe ( ) 3 horas ao sol? ( ) 4 horas ou mais ( ) Não se expõe ( ) 2 horas Se você não reaplica o protetor solar. Castilho IG. Rev Bras Med Esporte gestantes. São 16.

televisão. holofotes.40 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 Você se expõe a luz direta e/ou indireta Qual a marca do seu protetor solar? (computador. entre ( ) Sundown outros)? ( ) Nivea ( ) Direta e Indireta ( ) Episol ( ) Direta ( ) Minesol ( ) Indireta ( ) L’oreal Paris ( ) Cenoura e bronze Quem te indicou o uso do protetor ( ) Adcos solar? ( ) Bel Col ( ) Dermatologista ( ) Outros ( ) Esteticista ( ) Fisioterapeuta Qual o FPS que você costuma utilizar? ( ) Biomédico ( ) 4 FPS ( ) Outros ( ) 8 FPS ( ) 15 FPS ( ) 20 FPS Você tem consciência que a falta do ( ) 30 FPS protetor solar pode contribuir para o ( ) 40 FPS ou mais envelhecimento precoce? ( ) Sim Se vai a praia você costuma aumentar o ( ) Não FPS (fator de proteção solar)? ( ) Sim ( ) Não .

Jeanete Moussa Alma*** || Resumo Radicais livres ou espécies reativas (RLs) são espécies independentes que contêm um ou mais elétrons não pareados. Patrícia Jeanne de Souza Mendonça Mattos**. este trabalho analisou os biomarcadores Malondialdeído (MDA) e Glutationa (GSH) em amostras de sangue coletadas de doze mulheres após um período de tratamento intenso com esta técnica. ajudando a regular o sistema imune. Coordenadora do Curso de Pós- -Graduação Lato Sensu em Estética da Universidade Gama Filho Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. carboidratos e ácidos nucléicos). Palavras-chave: drenagem linfática manual. Com a finalidade de avaliar os efeitos da DLM sobre o dano oxidativo celular. ocorre o estresse oxidativo. A diminuição do estresse oxidativo encontrada é indicativo de um papel impor- tante da DLM sobre este mecanismo. A drenagem linfática manual (DLM) tem como finalidade estimular o sistema linfático. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 41 ARTIGO ORIGINAL Avaliação dos níveis de stress oxidativo em pacientes submetidas a tratamento intenso de drenagem linfática manual Evaluation of the levels of oxidative stress in patients after intense manual lymphatic drainage Marcela Vilela*. Em sistemas biológicos. toxinas do corpo e reduzindo o excesso de fluidos. Controlar a homeostase macromolecular e garantir a circulação de fluidos corporais parece ser desejável para o bom funcionamento celular e fisiológico. dano oxidativo celular. E-mail: contato. o que pode ocasionar a perda de atividade no organismo. Quando o sistema antioxidante celular não consegue remover ou neutralizar todos os RLs produzidos. o que aumenta a sua reatividade química. com consequências diretas em muitos processos patológicos. lipídios. Pós-Graduanda do Curso Lato Sensu em Estética Integral. transformação e morte celular. os radicais livres reagem com elétrons de biomoléculas que estão a sua volta (proteínas. Hemopa. *Esteticista.especiariascosmeticas@gmail. Ariane Rossi*. Uma quantidade crescente de evidências científicas sugere que o estresse oxidativo tem importância capital nos proces- sos de envelhecimento.com . **Biomédica. ma- londialdeído. glutationa. radical livre. Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará. espécies reativas. sistema linfático. ***Esteticista e Biomédica. eliminando resíduos metabólicos.

reactive oxygen species. Na tentativa de se todos RLs produzidos e ocorre o estresse estabilizar. O sistema de defesa antioxidante tem restantes não são completamente oxidados a função de reduzir. To control the macromolecular homeostasis and ensure the circulation of body fluids seems desirable for the proper cellular and physiological functioning. prevenir ou proteger em água. lipídios. In order to evaluate the effects of MLD on cellular oxidative damage. lipids. produzindo Radicais Livres (RLs). um nucléicos. a expansão do dano oxidativo em biomo- que são tóxicos [1. malondialdehyde. teoricamente. When the cellular antioxidant system cannot remove or neutralize all FR produced. léculas. Os 10% a 15% [1]. Uma célula é moléculas que estão à sua volta. lymphatic system. free radicals. Manual lymphatic drainage (MLD) aims to stimulate the lymphatic system. carbohydrates and nucleic acids). processing and cell death. enquan- perder a sua utilidade no organismo. contudo. de outro átomo. In biological systems. Esses to um estresse mais intenso pode causar radicais e demais moléculas que surgem necrose [6]. A produção contínua de radicais livres ou Em condições fisiológicas. carboidratos e ácidos recuperar seu estado original. Quando reativas (RLs) espécies independentes que a produção de radicais livres aumente em contêm um ou mais elétrons não parea. Key-words: manual lymphatic drainage. oxidative stress occurs. this study examined the Malondialdehyde (MDA) and glutathione (GSH) biomark- ers in blood samples collected from 12 women after a period of intense treatment with this technique. pode. morte celular e mesmo a oxidação modera- cação na sua forma e função. free radicals react with electrons from biomolecules around (proteins. glutathione. helping to regulate the immune system. with direct consequences in many patho- logical processes. Em sistemas biológicos. contribuir para o . dem do tamanho do dano. os organis.42 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 || Abstract Free radicals (FR) and reactive oxygen species are independent species containing one or more unpaired electrons. cellular oxidative damage. relação ao sistema antioxidante celular. ou seja. O dano oxidativo de qualquer em função de suas ações oxidativas nos dessas biomoléculas. ela sofre uma modifi. eliminating metabolic wastes and toxins from the body and reducing excess fluids. os Os efeitos de stress oxidativo depen- radicais livres reagem com elétrons de bio. Cada vez que uma biomolécula stress oxidativo mais severo pode causar perde um elétron. os RLs reagem com um elétron oxidativo [5]. || Introdução Espécies Reativas de Oxigênio (EROs) [3]. which increases their chemical reactivity. A growing amount of scientific evidence suggests that oxidative stress has major importance in the processes of aging. espécies reativas durante os processos mos aeróbicos metabolizam 85% a 90% metabólicos culminou no desenvolvimento do oxigênio (O2) consumido na mitocôndria de mecanismos de defesa antioxidantes para a produção de energia. no átomo ou na molécula aumenta a sua e não conseguir remover ou neutralizar reatividade química [2]. A presença de elétrons não pareados logo este se encontra em níveis menores. podendo da pode desengatilhar a apoptose. capaz de superar pequenas perturbações e proteínas. se não for controla- sistemas biológicos são denominados de da. prevenindo a geração de danos Define-se radicais livres ou espécies causados pelos radicais livres [4]. dos.2]. The reduction in oxidative stress is found indicating an important role of MLD on this mechanism. which may result in loss of activity in the body.

imune. funcionamento celular e fisiológico. uma quantidade crescente de evidências toxinas do corpo e reduzindo o excesso de científicas sugere que o estresse oxidativo fluídos [12].9]. Porém. biomarcadores de dano oxidativo clássicos. Sendo assim. tras [8]. fumo. Todas as voluntárias foram esclareci- Controlar a homeostase macromo. utilizando-se os crônicas. A drena. eliminando resíduos metabólicos. O único critério de inclusão extremo de exercício físico também estão foi manter uma dieta equilibrada durante relacionados ao estresse oxidativo [3.25 anos) e IMC entre 20. tem importância capital nos processos de Vários estudos têm sido realizados envelhecimento. Os critérios de exclusão Mecanismos visando o restabelecimento foram: ser portadora de doenças crônicas do equilíbrio homeostático entre os agen. das sobre o desenvolvimento da pesquisa lecular e garantir a circulação de fluidos e assinaram o termo de consentimento livre corporais parece ser desejável para o bom e esclarecido. ser praticante de investigados. envolvendo suplementação exercícios físicos intensos e a presença de antioxidante. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 43 desenvolvimento de doenças [7]. evidências recentes qualquer condição geradora de estresse sugerem que suplementos antioxidantes emocional ou físico durante o período de não oferecem proteção suficiente contra o intervenção da DLM. média de 28. com duração de 60 importante papel. es. tem como principal carac. Para avaliar o dano oxidativo das ma linfático. entre eles. tes oxidantes e antioxidantes têm sido exceto anticoncepcional. que tem como finalidade estimular o siste. o MDA e o GSH. Hábitos de vida inadequados. || Material e métodos condições ambientais inadequadas (como a exposição a radiações não-ionizantes Doze mulheres voluntárias com idade UV e ondas curtas. minutos cada e aplicadas sempre pela terística a capacidade de remover líquidos. ajudando a regular o sistema voluntárias. dieta inadequada. foram analisados os biomar- . envelhecimento e treinamento das no estudo. como ingestão de álcool. doenças auto-imunes. com consequências diretas em mas décadas. este trabalho teve em pacientes soropositivos (HIV+). primeira sessão e um dia após a última gem linfática manual (DLM) é uma técnica sessão de DLM. sentido.4 (com IMC médio de 25) foram incluí- emocional).2 a tados psicológicos (que causam estresse 33. estresse e o dano oxidativo [10]. resíduos metabólicos e toxinas As amostras de sangue de cada vo- dos espaços intersticiais e reconduzi-los ao luntária foram coletadas um dia antes da sistema vascular sanguíneo [11]. os efeitos da DLM muitos processos patológicos. a sobre o estresse oxidativo ainda não foram indução do câncer e a propagação de AIDS avaliados. câncer. cardiopatias. bem como objetivo verificar a influência da DLM como na fisiopatologia de muitas doenças sobre o estresse oxidativo. já associados a várias doenças humanas. Porém. poluição. alta umidade variando entre 20 e 30 anos (com idade relativa do ar e temperatura elevada). transformação e morte envolvendo a DLM e o linfedema nas últi- celular. proteínas. intoxicação por xenobióticos e muitas ou. doenças do pulmão. mesma terapeuta. o sistema linfático cumpre um em dias intercalados. e/ou fazer uso regular de medicamentos. o tratamento. Neste Foram realizadas oito sessões de DLM. De fato. entre elas.

00 A análise estatística foi realizada atra.44 5.00 restantes. Considerou-se um nível de significân. 6.5%) (Figuras 1 e 2).00 calculados. aplicando-se 6. como Pubmed DLM em mulheres voluntárias saudá.Concentrações de MDA na métrico de Reitman-Frankel no soro das pré e pós-intervenção de DLM.00 vés do programa Bioestat 5. Pós.72 te para a prevenção de diversas patologias.00 1 2 3 4 5 6 7 8 de GSH e MDA detectados nas amostras GSH Antes GSH Depois pré e pós-intervenção estão demonstrados na tabela I.44 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 cadores MDA e GSH pelo método colori.79 1. Todos os resultados foram 4.intervenção com protocolo de de publicações científicas.05). 0.55 oxidantes e antioxidantes parecia importan- Desvio 0.3.00 o teste t de Student pareado para determi. 1 2 3 4 5 6 7 8 MDA Antes MDA Depois || Resultados Figura 2 . 10. Pós. || Discussão Tabela I . e Scielo. Buscas realizadas em bancos de dados e pós. presentes no estresse oxidativo. Figura 1 .0184).00 ção da DLM. amostra devido aos critérios de exclusão 8.00 nar as diferenças pré e pós-intervenção da 2. baseados nas oito voluntárias 2.09 6. mos promotores do restabelecimento do -DML -DML -DML -DML equilíbrio homeostático entre os agentes Média 6. observou-se diferença significativa nos dois A localização e os efeitos do stress biomarcadores: GSH (p = 0. Pré. isolados a partir de tecidos e fluidos biológicos [6]. DLM sobre os resíduos metabólicos tóxicos Quando submetidos à análise estatística.Concentrações de GSH na Quatro voluntárias foram excluídas da pré e pós-intervenção de DLM. . voluntárias. as mulheres (100%) e de MDA em sete das Este estudo procurou verificar os efeitos da oito voluntárias (87.71 0.75 5.00 DLM. não localizaram nenhuma inves- veis.0006) e MDA oxidativo pode ser adquirida a partir da aná- (p = 0.00 estabelecidos para o período da interven.Média e Desvio Padrão de GSH e MDA avaliados nos períodos pré. 8. A busca por mecanis- Pré. Os valores de média e desvio padrão 0. 4. lise de biomarcadores discretos de danos causados pelo estresse oxidativo. Padrão Diversos relatos sobre o poder da DLM na eliminação de toxinas e resíduos metabó- Observou-se redução de GSH em todas licos careciam de comprovação científica.00 cia de 5% (p < 0. tigação sobre os efeitos da DLM sobre o GSH GSH MDA MDA estresse oxidativo.66 0.

nos eritrócitos e hepatócitos. [14]. na prevenção de conseqüências do estresse oxidativo e uma dano oxidativo. os de maior expressão [6]. peroxidação lipídica é uma das principais inicialmente presentes. As principais metodologias utilizadas é um dos principais varredores enzimáticos medem a formação de produtos estáveis. a glutationa (GSH) [2]. a GSH é regenerada um marcador de stress oxidativo [8]. A GPX [13]. pode ser temporária. uma enzima importante ser realizados a fim de avaliar os níveis de no controle dos peróxidos é a glutationa GSH/GSSG durante o período de tratamen- peroxidase (GPX). Portanto. nos pulmões e coração [2]. estudos mais detalhados mais abundante nas células de mamíferos precisam ser realizados. proteínas e ácido na e enzimas é o de manter os níveis de desoxirribonucleico (DNA). desses radicais livres [16]. uma vez que. metabolismo e causado pela peroxidação lipídica. Entre os aldeídos estudo demonstra ter havido redução na provenientes da peroxidação lipídica da proteção antioxidante de GSH. que utiliza para sua ação to com a DLM. . Con- proteção celular [16]. Assim.14]. Estes resultados suge- colocando em risco a integridade de orga. atenção especial das reações mais utilizadas para avaliá-lo. estando presentes em teores formados a partir da reação de RLs com elevados. de RLs. A glutationa é o tiol proteico este processo. à partir de GSSG. deve ser dada aos níveis de glutationa du- sendo considerado um indicador indireto da rante um tratamento com DLM. atuando O protocolo de drenagem linfática direta ou indiretamente em muitos pro. e biomoléculas [6. segundo que tem sido amplamente utilizado como Huber & Almeida [17]. para uma maior compreensão dos na biotransformação e eliminação de xeno. verificou-se a bicamadas lipídicas. membranas biológicas e perda de função MDA e GSH. A glutationa é um tripeptídeo (γ-L-glutamil-L-cisteinil-glicina) || Conclusão presente no organismo em suas formas reduzida (GSH) e oxidada (GSSG). incluindo eficaz na redução do estresse oxidativo. provenientes do ataque ca. mecanismos de ação envolvidos em todo bióticos [17]. a síntese de proteínas. os biomarcadores de estresse e é substrato para as enzimas antioxidan- oxidativo são geralmente muito instáveis tes GSH transferases e peroxidases. Um dos papéis do ciclo redox da glutatio- da oxidação de lipídeos. Ela causa alterações estruturais nas No presente estudo. Estudos adicionais devem Além do MDA. a suas enzimas sobre os peróxidos lipídicos. Porém. em voluntárias submetidas a de barreira entre o meio intra e extracelular. sendo os peróxidos lipídicos controlados para evitar primeiros. moderados. sobretudo. sessões de DLM. desestabilização nas diminuição de ambos os biomarcadores. Tais produtos são derivados. pois este ação de radicais livres. a con- A peroxidação lipídica pode ser definida centração de MDA seria um indicativo de como uma cascata de eventos bioquímicos maior estresse oxidativo. manual utilizado neste estudo mostrou ser cessos biológicos importantes. Possui papel central tudo. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 45 No entanto. danos celulares. rem a atuação antioxidante da glutationa e nelas e da própria célula [15]. o qual levaria a resultante da ação dos RLs sobre os lipí. uma maior ação do sistema antioxidante deos insaturados das membranas celulares GSH [5]. derivados da peroxidação lipídi. Esta queda membrana está o malondialdeído (MDA).

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D. **Esteticista. O presente estudo objetivou investigar a ocorrência de distorção e insatisfação com a imagem corporal e sua possível relação com comportamentos alimentares inadequados em estudantes do curso técnico de Estética do município de Franca/SP.com . Coordenadora do Curso de Pós Graduação Lato Sensu em Estética Integral da Universidade Gama Filho e da Universidade Estácio de Sá. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 47 ARTIGO ORIGINAL Distorção e insatisfação da imagem corporal e sua relação com possíveis comportamentos alimentares inadequados em alunas do curso técnico de estética do Senac da cidade de Franca/SP Distortion and body image dissatisfaction and its relationship to possible inadequate eating behaviors in students of technical course of aesthetics at the city of Franca/SP Paula Magrin Lima Leite*. Pós Graduação Latu Sensu em Fisioterapia Dermato-Funcional pela Universidade de Ribeirão-Preto-(UNAERP). Supervisora de Estágio Corporal e Facial do Curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da UNISANTANA Endereço para correspondência: Paula Magrin Lima Leite. Jeanete Moussa Alma. Pós-Graduação Latu Sensu em Acu- puntura pelo Instituto IPES em Ribeirão Preto. Biomedica. Doutora pela UNIFESP/Escola Paulista de Medicina/Reabilitação.Sc.** || Resumo Atualmente o corpo magro é supervalorizado pela sociedade o que pressiona os indivíduos a buscar esse padrão de beleza a qualquer custo. surgindo assim um campo fértil para o desenvolvimento dos distúrbios de auto-imagem e de comportamentos alimentares inadequados. As discrepâncias entre o peso corporal real e o considerado ideal levam a um constante estado de insatisfação com o próprio corpo. Licenciatura Plena em Ciências Biológicas pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Foram avaliados 52 alunos do sexo feminino que se submeteram *Graduada em Fisioterapia pela Universidade de Franca (UNIFRAN). E-mail: paulamali@hotmail.

e insatisfação de auto-imagem vem aumen- além de uma busca incessante por um cor. satisfaction with weight (yes or no). É a chamada ditadura do corpo. a de distúrbios de auto-imagem foi de 56% e de transtornos alimentares foi de 37%. o com os padrões de beleza. imagem corporal. Contribuindo para o aumento da move distúrbios da imagem e alimentar [3]. transtornos alimentares. o que sinaliza a necessidade de ações nutricionais preventivas nos cursos de Estética. tando. the disorders of self-image were 56% and eating disorders were 37%. Para investigar os distúrbios de auto-imagem foi utilizado o teste Body Shape Questionnaire (BSQ-34). cirurgias. For investigating the disturbances in self-image was used the Body Shape Questionnaire test (BSQ-34). with height (yes or no). eating disorders. A prevalên- cia de insatisfação com a imagem corporal foi de 81%. e se está satisfeita com sua altura (sim ou não). Discrepancies between actual and ideal body lead to a constant state of dissatisfaction with one’s body. The prevalence of body image dissatisfaction was 81%. insatisfação corporal. A insatisfação com a imagem corporal foi investigada por meio do teste da Figura de Silhueta Corpórea (BFS – Body Figure Silhouettes) que permite verificar as diferenças entre corpo atual e ideal. peso e altura atual para o cálculo do IMC e perguntas como prática de atividade física (se prática ou não). Key-words: distortion of self-image. and dissatisfaction with body image and its relation to inappropriate eating behaviors in students of the technical course of Aesthetics municipality of Franca/SP. principalmente do corpo. se está sat- isfeita com o seu peso (sim ou não). insatisfação da imagem corporal. thus resulting in a fertile ground for the development of disorders of self-image and inadequate eating behaviors. || Introdução A influência da mídia e da sociedade faz com que os indivíduos busquem o corpo As sociedades contemporâneas vêm perfeito [2]. surgindo Isto é reflexo da obsessão com as formas alguns aspectos da vida. Os resultados apontam indicadores de uma elevada prevalência de rejeição da própria forma física entre as estudantes. Devido ao impacto negativo da apresentando uma preocupação excessiva mídia e das influências socioculturais. current weight and height to calculate BMI and questions as physical activity practice (or not practice). || Abstract Currently the slim body is overvalued by society which pressures individuals to get this standard of beauty at any cost. na físico e cognitivo e à auto-estima [1]. psicossocial. The results indicate a high prevalence of indicators of rejection of the physical form itself among the students.48 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 primeiramente a um questionário geral com dados pessoais como idade. body dissatisfaction. 52 female students underwent a general questionnaire with per- sonal data such as age. duration of the course. cultuado através de dietas e até ao comportamento alimentar. Dissatisfaction with body image was investigated by testing the figure Silhouette Body (BFS . a fim de esclarecer e prevenir atitudes alimentares inadequadas entre as estudantes. which signals the need for preventive nutrition actions in Aesthetics courses in order to clarify and prevent inadequate eating behaviors. Existem evidências que a mídia pro- po magro. body image.Body Figure Silhouettes) that allows to check the differences between current and ideal body. nas quais há número de pessoas que sofrem de distorção uma verdadeira obsessão pelo corpo belo. The present study aimed to investigate the occurrence of distortion. Palavras-chave: distorção de auto-imagem. and to analyze the presence of inappropriate eating behaviors we used the eating Attitudes Test (EAT-26). período do curso. qual a obesidade. e para analisar a presença de comportamentos alimentares inadequados foi usado o Teste de Atitudes Alimentares (EAT-26). sobrepeso e formas mais .

subjetivo. mas poral passa a ser a figura de nosso próprio existem evidências de que mulheres tendem corpo que formamos em nossa mente. Consi- momentos históricos pode-se perceber a derando a anorexia um extremo do culto ao mudança da figura humana como sendo o padrão de corpo magro. e o aumento da inci- presente e são preocupações constantes dência de transtornos de comportamentos entre profissionais da área da saúde [4]. o que faz com que seja ela associada e o comportamental. e em alguns corpo saudável de um corpo doente. na qual os definidas [4]. meios de comunicação. valores e atitudes influenciados pela mídia. alimentares (TCA). sente-se e comportam fundamental para o diagnóstico precoce a respeito de seus atributos físicos [9. cia.11]. o nível de preocupação e ansiedade a nimos de beleza. estéticos de cada época [5]. que representa como os de alterações na imagem corporal como indivíduos pensam. a imagem corporal pode ser A insatisfação corporal vem crescen. passa facilmente esta linha que separa um Sofrendo diversas mudanças. nitivos como crença. tos inadequados relacionados à distorção Assim. E os ideais de beleza por experimentar desconforto associado à feminina variam em função dos padrões aparência corporal [9. observa-se uma crescente mais inseridos na probabilidade de desen- insatisfação das pessoas com a própria volver estes transtornos. Com uma linha aparência uma vez que o conceito de um tênue entre saúde e doença e as decisões corpo bonito e perfeito tem sofrido várias individuais para a busca de um corpo magro transformações no decorrer dos anos. na qual os jovens estão Hoje em dia. relacionada como uma construção mul- do. através dos Complementa ainda que é composta sintomas [6]. Assim. referindo quanto o indivíduo gosta ou não . no modo pelo qual o corpo se apresenta [2]. tem exigido perfis inseridos em uma cultura [7]. cada dia parecem estar mais auto-imagem corporal. atlético e pelas formas corporal e do peso. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 49 arredondadas geram afastamento social e idade. relação do corpo com os processos cog- tornos alimentares. que fo- valorizada pela sociedade e a obesidade caliza as situações evitadas pelo indivíduo seja sempre rejeitada. Observando na evolução históri.10]. que acabam por causar distorções de e obesidade. aspectos como satisfação segue a aparên- Por isso o belo e a magreza são sinô. esferas da sociedade. Estes males contemporâ. e tanta preocupa- neos do corpo como a anorexia. Mas a partir da percepção da própria aparência física. por dois componentes: a estima corporal e O processo de formação da imagem a insatisfação com o corpo. A primeira se corporal pode ser influenciado pelo sexo. que se relaciona com a representada nas artes. vigorexia ção. antropométricos cada vez mais magros para Argumentando ainda que a imagem cor- as mulheres e fortes para os homens. tipo ideal. pelo reconhecimento da identificação tidimensional. Os padrões de beleza. ou a apresentar maior risco de comportamen. explica que as preocupações da imagem corporal quando comparadas com o corpo magro estão em todas as aos homens [3]. de transtornos alimentares. década de 1960 começa a busca intensa envolvendo uma percepção do tamanho pelo corpo magro. que radicaliza [8]. valorizada e tes: perceptivo. Segundo os autores o conceito de ca da figura feminina que a obesidade era imagem corporal envolve três componen- vista como padrão de beleza. como pela até problemas psicológicos como os trans.

que por sua insatisfação grave com a imagem corporal.2% da amostra biológicos.4 % Surgindo a insatisfação com o corpo das estudantes de Nutrição apresentavam pode levar.2 % das acadêmicas apresentaram ligado à insatisfação corporal. Sendo que as preocupações Entre universitárias da área da saúde de relativas à imagem corporal são apenas todo Brasil. seu papel costuma estar preocupado com padrões sintomatológico e prognóstico é bastante de corpo e de beleza. da insatisfação estas alunas convivem.4%. área da saúde como Nutrição e Educação derando esses distúrbios alimentares pelo Física [18. forma do corpo Em uma revisão de pesquisas feitas e gordura corporal [12]. pode fazer com que com a aparência e das práticas adotadas elas sejam um grupo vulnerável a desenvol- em função deste descontentamento podem ver distúrbios de auto-imagem e transtornos facilitar o diagnóstico e tratamento precoce alimentares. observa-se: avaliaram A preocupação com a forma e o peso 193 estudantes de nutrição e verificaram corporal é um comportamento diretamente que 6. estudantes de Educação Física e 14.50 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 de seu corpo de forma global. corporal foi de 64. 67. que os profissionais de estética conheçam . sintomas de anorexia nervosa. a preocupação Estudos sobre a silhueta corpórea obsessiva com os alimentos. bimortalidade. causando prejuízos tes de Belo Horizonte. O estudo de questões de beleza cada vez mais magros. os distúrbios de imagem cor. incluindo muito provavelmente.19]. desejava ter um corpo mais magro [20].9% Assim. ram resultado positivo no EAT-26 em 6. das alunas e insatisfação com a imagem poral e insatisfação com o corpo estão corporal em 34. o desejo apresentam resultados interessantes.6 % das [13-16]. mento da anorexia nervosa às profissões da limia nervosa e o comer compulsivo. A proximidade com o importante para sinalizar manifestações mundo da beleza que estabelece padrões clínicas relevantes. incentivar medidas outros aspectos além do peso e da forma e programas que direta ou indiretamente do corpo. em que da auto-imagem corporal. neste contexto. psicológicos e aumento da mor. Sendo assim é importante de possíveis transtornos da auto-imagem e. como os cabelos ou rosto. pois. bu. medo mórbido de engordar. Dessa forma. auto-imagem corporal são comuns nos dias Tais temas são extremamente relevan- atuais e têm se consolidado como fatores tes para os profissionais de Estética. centrais na manifestação dos transtornos atuam diretamente com um público que alimentares [3]. em persistente de emagrecer e pela distorção que uma população de meninas adolescen- da imagem corporal. dessas estudantes gostaria de emagrecer A distorção e insatisfação quanto à [21]. preocupações com o peso. a comportamentos autodestru. De maneira geral. sendo que a maioria víduos com transtornos alimentares [12]. Consi. Avaliaram tivos como o abuso nas dietas que pode 191 alunas de Educação Física e detecta- apresentar bulimia e anorexia nervosa [7]. Já a contribuam para a redução da incidência insatisfação corporal focaliza claramente dos transtornos da alimentação [17]. como a anorexia nervosa. vez é caracterizado por um contínuo de Avaliaram alunas de Nutrição e Educação descontentamento com a imagem corporal Física e constataram que 16. todos claramente relacionados com distúrbios esses estudos associaram o desenvolvi- alimentares. a prevalência de insatisfação um dos sintomas apresentados pelos indi.4%.

frequentemente (4 pontos). período do curso. Foi EAT-26) (Anexo 2). Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 51 quais as insatisfações que a população (se prática ou não). livre e esclarecido (TCLE). Resultado A pesquisa foi explanada para as alu. Resultado entre 111 e corporal são comumente mais relatadas em 140 pontos será indicador de “moderada” mulheres [22. preocupação quanto à imagem corporal to transversal com uma amostra constituída do adolescente. (1982). O questionário auto-aplicado verifica bre o corpo. cada uma delas equivalente lidarem com a sua auto-imagem corporal. Trata-se de um instrumento para verifi- perguntas como prática de atividade física cação de comportamentos alimentares que . o presente comportamentos adotados em função estudo objetivou investigar em 52 estudantes do dessa autodepreciação durante o último curso Técnico em Estética do Senac de Franca. o grau a uma determinada pontuação: nunca (1 de satisfação com o corpo e a relação desses ponto). Sendo assim. às vezes (3 fatores com possíveis distúrbios alimentares. raramente (2 pontos). distorção da imagem corporal. (2001) e validado por Bighetti peso atual e altura para o cálculo do IMC e [27]. validada por inadequados em estudantes de Estética. traduzido para o português por pessoais como idade. Os questionários Para a avaliação dos sintomas de foram aplicados em sala de aula. proposto por Garner et realizado um questionário geral com dados al. indicação de “grave” distorção da imagem tudo assinaram o termo de consentimento corporal [20]. anorexia e bulimia. Nunes et al. se está satisfeita com o jovem apresenta em relação ao seu corpo seu peso (sim ou não). pois a prevalência de distúrbios será um indicador de “leve” distorção da alimentares e a insatisfação com a imagem imagem corporal. por serem futuras multiplicadoras de corpo e com o peso. pontos). respeitando-se os horários das aulas. e as que concordaram participar do es. adequados para elevar a qualidade de vida. naquelas inseridas na área da o grau de preocupação com a forma do saúde. mês. Manetta [24-26]. Os alunos como “ausência” de distorção da imagem do sexo masculino foram excluídos do corporal. com seis opções relacionando o posicionamento dessas alunas de respostas. Atitudes Alimentares (Eating Attitudes Test. utilizou. ral foi avaliada por meio do Body Shape portância do estudo sobre a prevalência de Questionnaire (BSQ) em sua versão para o insatisfação com a imagem corporal e sua português de Cordás & Castilho do original relação com comportamentos alimentares elaborado por Cooper et al. muito frequentemente (5 pontos) e sempre (6 || Material e métodos pontos). a autodepreciação conceitos e práticas relacionando ao corpo relacionada à aparência física e alguns e à alimentação.se o Teste de -se horários previamente agendados. Consta de 34 itens. e se está satisfeita para que possam oferecer procedimentos com sua altura (sim ou não). relacionando a pressão cultural exercida so. for superior a 140 pontos. da seguinte forma: Re- por 52 alunos de todas as turmas do curso sultado menor ou igual a 80 pontos será técnico em Estética da instituição SENAC considerado padrão de normalidade e tida situada no município de Franca. A insatisfação com a imagem corpo- Estes aspectos tornam evidente a im. A soma dos pontos obtidos em todo o teste permite classificar o nível de Realizou-se um estudo de delineamen.23]. tratar-se-á de nas. Resultado entre 81 e 110 pontos estudo. utilizando.

complexo. 25% (n = 13) . quase nunca e está de acordo com vários trabalhos sobre nunca. quase nunca e desejo de ganhar ou perder peso (silhueta poucas vezes somam 0 pontos. e pessoas com peso (kg) dividido pelo quadrado da altura mais de 20 pontos são classificadas como (m). O diagnóstico pelo IMC foi sintomas de anorexia e bulimia e EAT ne. Lembran. foi ainda aplica. somando 0 pon.52 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 contém 26 perguntas sobre comportamento qual com uma letra correspondente. de uma escala com uma seqüência de no que diz respeito ao IMC. Apesar de tos para as alternativas às vezes.9 sugestivo de anormalidade [28]. silhuetas apresentam-se organizadas em do que o diagnóstico dessas patologias é ordem crescente da esquerda para a direita. 1) e forma física desejada (escolha 2).6 anos sendo 18 anos a da a Figura de Silhueta Corpórea – BFS.49 kg/m2 – baixo peso. que pontuam de mitem verificar a satisfação com o corpo e 0 a 3. maior ou menor postas às vezes. A aluna indi- O EAT-26 é um questionário de auto. 58% (n = 30) oito figuras de silhuetas corporais. kg/m2 – eutrofia. A análise variáveis independentes obtidas por meio da imagem corporal é realizada através do questionário próprio que foi preenchido. respectivamente. sendo necessário reunir vários critérios para determinar o desenvolvimento || Resultados desses transtornos alimentares [29]. a pontuação é conferida de corporal (IMC) foram utilizados o peso e a forma inversa às demais. de 25. às vezes. dia de idade de 30. 2 e 3 pontos para as pelo pesquisador. pontuam 1. e 1.5 a 24. muitas o ideal ser a aferição de ambas as medidas vezes e sempre. comparações entre as escolhas 1 e 2 per- muitas vezes e sempre). semelhante ao corpo atual. a metodologia utilizada alternativas poucas vezes. O IMC foi calculado pela seguinte fórmula: um escore é calculado. Os resultados dessa fórmula são (≤ apresentando comportamento alimentar 18. e as res. de 18. muito mais complexo. cada apresentaram-se eutróficas. poucas vezes. respectivamente. o resultado do EAT-26 foi categorizado sobrepeso. muitas vezes e sempre do que ele) [12]. Dependendo do transtornos alimentares e imagem corporal. que possui questões do tipo escala forma/tamanho corporais atuais (escolha de Likert com seis opções de resposta (nun. tipo de resposta às 26 questões do teste. com mé- entre o gênero feminino.9 kg/m2 – obesi- em: EAT positivo (EAT+) para presença de dade I e II) [30]. Para verificar a percepção corporal e O total de alunas que participaram da nível de satisfação com a imagem corporal coleta de dados foi de 52 alunas.0 a 39.9 kg/m2 – ma. quase nunca.0 a 29. As ca. As respostas nunca. cou sua percepção pessoal com relação à -relatos. Dessa for. realizado de acordo com os pontos de corte gativo (EAT-) para ausência de sintomas de estabelecidos pela Organização Mundial de anorexia e bulimia [27]. As voltado para o gênero feminino. As alimentar e imagem corporal [27]. sendo necessário sendo a primeira figura representativa de reunir vários critérios para determinar o um corpo extremamente magro (letra A) e desenvolvimento desses transtornos ali. de 30. a última figura correspondente a um corpo mentares. idade mínima e 54 anos a idade máxima. extremamente gordo (letra H). estatura referidos pelas alunas. Para o cálculo do índice de massa Na questão 25. 2 e 3 pontos. Lembrando que o Saúde e pelo site da Sociedade Brasileira diagnóstico dessas patologias é muito mais de Endocrinologia e Metabologia [31].

Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 53 com sobrepeso. das alunas não praticam exercícios e 40% IMC normal 55 praticam. 43% praticam atividades físicas. resultados Satisfeita com altura preocupantes também foram encontrados Insatisfeita com altura 83 17 Pratica atividade física 40 no presente estudo. mesmo a maioria de 55% a altura 83% (n = 43) mostraram-se satis. (EAT +) 89 Amostra de alunas com distorção Gráfico 1 . 66% (n = 34) eram também insatisfeitas com o corpo mostraram-se insatisfeita e 34% (n = 18) pelo teste BFS-silhuetas. 81% das alunas Não pratica atividade física 60 mostraram-se insatisfeitas com seu corpo e gostariam de ter um corpo mais magro. 56% apre- sentaram distorção de autoimagem sendo Amostra de alunas insatisfeitas 55% leve. grau de distorção. 13% (n = 7) com obesidade Dessas alunas que apresentaram algum e apenas 4% (n = 2) com baixo peso. 27% moderada e 18% grave. de autoimagem 56 Teste BSQ sem distorção de autoimagem 44 Gráfico 4 . 84% apresentaram trans- tornos alimentares com EAT positivo. Já em relação à satisfação com com o peso atual. das alunas serem eutróficas. Gráfico 3 . -imagem. Teste BSQ com distorção atual e 57% praticavam exercícios físicos. Teste silhueta satisfeita 19 IMC normal 50 Teste EAT positivo 37 Prática de atividade física 57 Teste EAT negatico 63 Distorção de autoimagem (BSQ+) 64 Amostra de 52 alunas Insatisfeita com (Testes Aplicados) o peso corporal 80 Transtornos alimentares (EAT +) 84 Na análise do teste BSQ-34.Amostra de alunas insatisfei- Teste silhueta insatisfeita 81 tas com sua silhueta atual. A inatividade física é resultante Prática de atividade física 43 do estilo de vida moderno de trabalho e Insatisfeita com corpo atual (SILHUETA) 93 lazer.Amostra total de 52 alunas apresentaram também distorção de auto- sobre os dados dos testes BSQ-34.Amostra total de 52 alunas de autoimagem (teste BSQ) sobre os dados do questionário próprio. Amostra de 52 alunas (Questionário Próprio) Dessas alunas com insatisfação com sua silhueta atual. mostrando assim o quanto o ideal de beleza está diretamente ligado a um corpo magro.Amostra de alunas com dis- Na prática de exercícios físicos 60% torção de auto-imagem. 93% fação com o peso corporal. 64% Gráfico 2 . caracterizado por atividades inertes Insatisfeita com o peso corporal 79 que favorecem o aumento da prevalência Transtornos alimentares da obesidade. 89% apresentaram dis- Com relação à pergunta sobre satis. mas apenas feita enquanto 17% (n = 9) insatisfeitas. pois. 79% insatisfeitas satisfeitas. túrbios alimentares com EAT positivo. 80% insatisfação com seu peso BFS-SILHUETAS E EAT-26. com o corpo atual ( teste silhuetas) . IMC normal 58 Em relação à satisfação com a ima- IMC anormal 42 Satisfeita com peso corporal 34 gem corporal atual realizada através do Insatisfeita com peso corporal 66 teste da silhueta corpórea BFS.

e a distorção de auto-imagem são etiologias ça do EAT positivo. Destas alunas Mostrando que a insatisfação corporal com transtornos alimentares com presen. principalmente com alunos dos métodos para controle de peso. 84% apresen. do teste EAT-26 foi de 37%. da área da saúde. Portanto. a do apresentava algum grau de distorção da grande parte das estudantes de Estética imagem corporal e a grande maioria mostrou- não estão satisfeitas com seus corpos. Para impedir estas patologias apresentaram algum grau de distorção de é importante desenvolver dentro dos cursos auto-imagem pelo BSQ-34. pois a realidade da beleza é alimentares (teste EAT) para todos que acreditam na proximidade dos conceitos de bem estar e qualidade || Discussão de vida. É explícito entre as alunas do curso de || Conclusão Estética do Senac de Franca a preocupação com sua imagem e o que ela representa Os resultados deste trabalho demons- diante do grupo social no qual estão inse. de dietas e outras estratégias restritivas de cas. 68% relataram corporal.Amostra de alunas com Portanto é necessária a união de pos- transtornos alimentares. Foi constatado também que 63% des. diretamente ligadas aos transtornos tes também foram encontrados. alimento. Gráfico 5 . incluindo cursos de Estética. Os milagres esperados atividade física 63 por muitas pessoas não devem ser o que Insatisfeita com corpo atual (SILHUETA) 84 a futura profissional irá oferecer. pode influenciar de forma pontual a prática mesmo a maioria de 53% serem eutrófi. pois. incentivando a busca de manter ou melhorar a saúde. tram que uma grande parte do grupo analisa- ridas. imagem corporal e aos comportamentos tares na amostra total estudada através alimentares inadequados. -se insatisfeita com seu corpo. Para os resultados apresentados. usando Distorção de 89 autoimagem (BSQ+) uma ética profissional que contemple o Amostra de alunas com transtornos possível. dos padrões estéticos estabelecidos pela mídia e pela sociedade. mas sim Insatisfeita com 68 estratégias que visem à maior satisfação o peso corporal das pessoas com o seu corpo. mas a maioria . juntamente com a valo- a atividade física excessiva apenas para rização de estilos de vida saudáveis e qua- melhorar a forma física e não como forma lidade de vida melhor. 89% alimentares. sibilidades entre as opções que o mercado IMC normal 53 da estética corporal oferece e o que as Prática de pessoas procuram. resultados preocupan.54 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 A prevalência de transtornos alimen. Mostrando e isso representa um número elevado de que não somente as estudantes que se indivíduos suscetíveis às distorções de apresentaram acima do peso. pois. discussões que abordem taram insatisfação com seu corpo atual as questões referentes ao corpo e à imagem através do BFS-silhuetas. a insatisfação com o corpo estar insatisfeitas com seu peso corporal. de uma beleza livre. deve-se atentar para a sas alunas praticavam exercícios físicos importância da prevenção a fim de se evitar mostrando que indivíduos com transtornos casos de transtornos do comportamento alimentares utilizam-se de um arsenal de alimentar.

development. Ciência Saúde Coletiva 2012.31(4):164-6. 6. 2. podendo An integrative guide for assessment and treatment. tância de estratégias de prevenção com uma dimensionality and performance of the análise detalhada dos fatores de risco que Body Shape Questionnaire in a group auxiliam no desenvolvimento da distorção of Brazilian college students.31(1):21-4. Silveira DX. Rev Psiquiatr que apresentaram transtornos alimentares: Clín 2004. 2001. mente ao desenvolvimento de transtornos Rev Educ Fís 2006. e muitas vezes o caminho en. pois. A imagem do corpo. 1990. Body image disturbance: cursos de Estética e alunos que atuarão em assessment and treatment. Estas ações informativas devem Federal de Pelotas. Muth JL. Rev Bras Med fissionais de que o culto ao corpo pode estar Esporte 2005. E por intervirem na construção 11. Internal validity. poral. Glaner MF. auto-imagem. eating disorders and obesity: práticas alimentares inadequadas. recomendado. Paraná. In Thompson JK. Pelotas: Universidade nervosa. 8. como a realização e satisfação com a imagem corporal de de palestras que informa a estes futuros pro. praticantes de caminhada. Vianna JM.27-47. || Referências traram insatisfeitas também. 2011 ser aplicadas principalmente em alunos dos 9. a grande maioria apresentaram insatisfação 4. Petroski EL. Vissoci deste trabalho mostraram que este grupo JRN. Psiquiatr 2009. 1994. os resultados 10. [Dissertação]. uma vez que a per. Cash TF. [Dissertação]. [Dissertação]. cepção distorcida desta imagem pode levar a Body image. 1996. deve-se atentar para a impor.17(4). insatisfação com seu peso da mulher: corpo (ir) real x corpo ideal. Estudo da imagem corporal com seu corpo. em atletas de judô do estado do Paraná. O que aponta uma tendência das alunas para alcançar um 1. Distúrbios de atitudes alimentares e sua relação está à disposição ao desenvolvimento de com a distorção da auto-imagem corporal distúrbios de auto-imagem e consequente. Theories of body image tam a importância da avaliação da satisfação disturbance: Perceptual. Nilson G. saúde Pergamon. Washington. . e ou estética corporal. Schilder P. com a imagem corporal. apresentando desenvolvimento de transtor. Portanto. corporal em estudantes do município analisar e difundir estas informações. Tipo físico ideal campanhas educativas. Vieira JLL. DC: American causar danos à saúde.17(2):177-84. Vieira LF. Isto 3. Oliveira LP. portamentos alimentares inadequados. Pelegrini A. São contrado para tal objetivo é a prática de com- Paulo: Martins Fontes. 12. Imagem corporal em alunos do nos alimentares como a anorexia e bulimia curso de bacharelado da ESEF/UFPEL. Lima JRP. pois os fatores podem contribuir para Vianna VRÁ. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 55 das eutróficas com IMC normais se mos. alimentares. Rev Bras da imagem corporal e da insatisfação cor. Damasceno VO. Thompson JK. Hoshino EF. de Guarapuava.27(16):1438-52. Barros DD. Di PM. Imagem corporal nos foi comprovado quando dos 37% das alunas transtornos alimentares. Os dados apresentados ressal. padrão estabelecido pela mídia de um corpo Motivos e prevalência de insatisfação magro ou ainda ficar com um peso abaixo do com a imagem corporal em adolescentes. and sociocultural factors.11(3). Claudy L. p. Campinas: Faculdade de atual e também algum grau de distorção de Educação Física da UNICAMP. 5. Novaes JS. New York: áreas onde há relação com o corpo. Psychological Association. Heinberg LJ. Avaliação da insatisfação uma formação que os possibilite conhecer. Body-image attitudes: da imagem corporal de outros indivíduos é what difference does gender make? J fundamental que estes estudantes tenham Appl Soc Psychol 1997. 7. Saikali CJ et al. 2 ed. Fernandes SL.

Paulo. Ferrari EP. 17. de Ribeirão Preto/SP [Dissertação]. Maringá. Paraná. 2007. Centro de Psiquiatr 2010. corporal nos transtornos alimentares 14. [Dissertação]. Chiodini JS. Bosi MLM. Freitas DP. Rosa Kaneshima EN. Motriz 2010. Lourenço BH. IR. The development and validation of 15. Cooper Z. em universitários. Peres RG. Coqueiro RS et al. Barbosa MP. Carminatti R. Psiquiatr 2006. – Instrumento de Avaliação: “Body Silva DAS. Tradução e validação do de anorexia nervosa e insatisfação com Eating Attitudes Test (EAT-26) em a imagem corporal entre acadêmicas adolescentes do sexo feminino na cidade do curso de nutrição e educação física. Bighetti F. Int J Eat Conceito e Desenvolvimento. Horizonte: Universidade Federal de 30. Rev de nutrição no Rio de Janeiro. Vasconcelos Minas Gerais. Moreira LAC. Prevalência dos sintomas 27. Oliveira.59:44-51. 29. São Paulo: Disord1987.5(9):53-8. J Bras Saude Piracicaba 2003. Insatisfação com a imagem universitárias. FAG. Ciências da Saúde. Martins CR. Shape Questionnaire”. Avaliação [Dissertação]. 2002. Identificação de distúrbios LCL. Comportamento Costa MLS. Rev de Psiquiatria do 24. Insatisfação com a da versão brasileira de questionários imagem corporal: avaliação comparativa autopreenchíveis. Scagliusi FB. M e n d o n ç a G A S . Tavares dimensionalidade e desempenho da escala MDCGF. 2003. MG.8(3):437-46.16:78-85. Algumas de Santa Catarina (UFSC). Federal de São Paulo. Acta Scientarum. 2003. A imagem corporal. Genebra. C o r d á s T A . 2009. V a l i d a d e i n t e r n a .6(4):485-94. Guarapuava: Universidade Ribeirão Preto: Universidade de São Estadual do Centro-Oeste. questões éticas no tratamento da 31. 26. 19. [Dissertação]. Programa de Pós- corporal em universitárias brasileiras. Cooper PJ. Tavares MCGC. Oliveira MRM. 18. Rodrigues AMR. Estado do Paraná.8(3):236-45. Comportamento da imagem corporal e comportamentos anoréxico e percepção corporal favoráveis ao desenvolvimento da em universitários. Fairbun sexo. Escalas para avaliação da BSQ “Body Shape Questionaire” em uma imagem corporal nos transtornos população de estudantes universitários alimentares no Brasil. Kaneshima MAS. M a n e t t a M C . M a g a l h ã e s V C .56 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 Guarapuava: Universidade Estadual do Transtornos alimentares em Centro-Oeste. Carvalho RJ.57(3):166-70. 23.30(1):31-8.2(1):17-21. Campana MB. Health Science Belo Horizonte.55(1):34-40. França AA. Rev Bras Epidemiol da associação com estado nutricional 2005. universitárias: estudo de confiabilidade 13. 16. J Bras Graduação em Nutrição. BMI anorexia nervosa. Belo 2008.57(3):161-5. Universidade Federal 22. 28. Gordia AP. Universidade e o comportamento alimentar de Estadual de Maringá. Quadros TMB. A auto-imagem corporal Maringá. Sato bulímicos e fatores associados em PM. São Paulo: Universidade Psicológica 2009. CG. Beling MTC. Campana ANNB. Gonçalves TD. C a s t i l h o S . Cenci M. Autopercepção alimentar de adolescentes: aplicação do da imagem corporal entre estudantes EAT-26 em uma escola pública. the body shape questionnaire. 2011. I m a g e m Rio Grande do Sul 2008. Taylor MJ. 2008. J Bras Psiquiatr Classification. . adolescentes do sexo feminino em Brasil. Manole.30(2):167-73. Philippi ST. J Bras Psiquiatr bulimia nervosa em adolescentes de 2008. associação com estado nutricional e 25. Psiquiatr Biol Imagem corporal em universitários: 1994. Morgado CMC. Prevalência de comportamentos 21. Organização mundial da saúde. Petroski EL. 2010. 2008. Luiz RR. Alvarenga MS. uma Escola Pública do Ensino Médio de 20.

plastic surgery. UNIS/MG Endereço para correspondência: rosanemarques04@hotmail. cirurgia plástica.com . Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 57 ARTIGO ORIGINAL Relação entre cliente e profissional nos atendimentos estéticos pós-operatórios Relation between client and professional in aesthetic post- operative services Rosane Ferreira Marques Silva || Resumo O presente artigo visa observar se o procedimento estético no pós-operatório de cirurgia plástica deveria suprir e atender não somente as necessidades técnicas para o cliente. || Abstract This study aimed to observe whether the cosmetic procedure in postoperative plastic surgery supplies not only the technical requirements for the client. Palavras-chave: humanização. Esteticista. pós-operatório. but also consider him as an active agent of his own recov- ery. A humanized treatment provides not only technical input to improve tissue recovery in a post-surgical. Neste sentido um tratamento humanizado oferece um aporte não somente técnico para melhorar aspectos teciduais de um pós-cirúrgico. Key-words: humanization. Pós-graduanda em Projetos e Pesquisas do Ensino Superior. Pós-graduanda em Estética Integral na Universidade Gama Filho/SP. post-operative. mas também colocá-lo como agente ativo de sua recuperação.

Pois. Por vários motivos uma bondade natural e quando pensadas com pessoa pós-cirurgia plástica tem deficiên. isso parece de uma forma traumas e inflamação aguda. que humanização. a princípio não sentido único. ouvida e respeitada estão a procura destes serviços aumentou. pois pacientes em é capaz de cuidar no sentido integral. Ou seja. humanizamos a nossa assistência que Humanização no atendimento parte do princípio de que para melhorar a qualidade da assistência não basta apenas Obter um atendimento humanizado em investir em equipamentos e tecnologia. processo de nascimento. Especial. Desta forma percebemos que huma- Por este motivo se faz necessário nizar é afirmar o humano na ação e isso um esteticista qualificado e ao mesmo significa cuidado porque só o ser humano tempo humanizado. pelos profissionais. se não aquela condizente e a resposta a esta agressão é a reação com sua natureza. “O trauma redundante. agir com que não doente. mas vai deixar humanidade e humanizar são tornar hu- o seu corpo debilitado. princi. conjugando assim os compo- A aparência dos tecidos após a intervenção nentes racionais e sensíveis. outra maneira. esta Atualmente se tem discutido muito preocupação maior em atendimentos no sobre o assunto humanização em todos pós-cirurgico. dar condições humanas. seja. ou pós-operatório de cirurgias plásticas apre. ou seja. princi- âmbito da saúde. mas especialmente no mulheres é totalmente afetado. um ser humano seja tratado de alguma rúrgica é um mecanismo de lesão celular. que sen. zação: Reflexões sobre o cuidado no -operatório em cirurgia plástica. O termo humanização vem aparecendo dimentos no pós-operatório de cirurgias na última década do século XXI com bastan- plásticas. relação à qualificação de uma conduta. Sendo que o emocional das os atendimentos. Neste contexto a humani. humanizado podemos citar o depoimento zação se torna totalmente importante em de Oliveira [2]: A melodia da humani- se tratando de uma recuperação de pós. que participam do que está passando por um processo de processo de reparo [1]. Por isso. ao mesmo tempo. cada vez mais as mulheres te frequência na literatura de saúde. recuperação física e emocional. pois a quantidade de clientes que a pessoa é acolhida. O centros de estética hoje se tornou mais tratamento se torna mais eficaz quando difícil. de forma natural e. principalmente em se tratando de aten. consciente. tem nenhum tipo de doença. As definições mente porque uma determinada pessoa de humanização convergem para um que opta por uma cirurgia. ocasionado por ou um cuidado. pois não se pode admitir que mecânico provocado pela intervenção ci. inflamatória” [1]. podendo dizer por mano. sentam grande ansiedade por resultados.58 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 || Introdução contemporâneas se veem na necessidade de cuidar de sua aparência. Esta se faz presente nos palmente por não obterem um resultado mais diversos tipos de cuidados. imediato. e isso . cias no seu organismo. desanima e entristece o paciente. palmente com pacientes em recuperação Em se tratando de um atendimento pós-cirúrgico. Sendo assim tornamos nosso aten- te muita dor devido à grande quantidade dimento mais prazeroso para alguém de edema e inflamação.

[3]. . e não apenas a se a cliente realizou o procedimento de ausência da doença. “saúde é um estado de completo bem es. Trata-se de mulheres com índice questionários avaliaram o atendimento mais elevado de conhecimento. Dentre as que respon- soa que é sensibilizada por algo que a deram ao questionário. de escolaridade e a questões de classifica- tes em um Centro de Estética na cidade de ção sócio-econômica. deve saber que este não é apenas um corpo. emoções e comportamentos 35% 45% próprios. Desta forma de acordo com Todos os resultados foram estudados a luz a Organização Mundial da Saúde (OMS).Faixa etária de idade. tato. sentido em relação ao atendimento do preensão pelos sentidos”. mental e social. se sempre foi o mesmo profissional quem “A estética preocupa-se não apenas a atendeu e se a resposta fosse não. dimento. olfato e paladar. Nesta definição não pós-operatório com um profissional quali- se pode deixar de pensar na estética como ficado e se foi bem recepcionada. O questionário foi realizado itens percebe-se que a grande maioria é pessoalmente com mulheres que passaram de ensino superior e a renda entre 5 e 10 por diversos procedimentos cirúrgicos. Os salários. mas sim alguém com sentimentos. É preciso estar ciente de que é necessário respeitar o cliente e suas par- ticularidades. de vida” [4]. nização. 45% estão entre afetou e que gerou nela algum tipo de 28 e 39 anos. O profissional de estética. um trabalho que exija o contato direto com 10% 10% o indivíduo. Devemos profissional. de 40 a 49 anos de 16 a 27 anos de 28 a 39 anos Mais de 50 anos || Material e métodos Também foi perguntado sobre o grau Foi aplicado um questionário para clien. se ela parte da promoção de saúde e qualidade sentiu bem com o procedimento realizado. qual com a beleza física. Os resultados recomendações do Ministério da Saúde foram organizados em forma de tabelas que que propõe uma política nacional de huma. da estatística. de cirurgia plástica. Desta maneira podemos mapear Visto que a própria palavra estética como realmente essas clientes estão se significa “faculdade do sentir” ou “com. Desta 40 mulheres que já realizaram algum tipo forma a palavra estética abrange a pes. diante de Gráfico 1 . sentimento. Neste questionário foi perguntado tar físico. || Resultados Recentemente a ciência incluiu o “senso de equilíbrio físico” também como um Os questionários foram aplicados em sentido no modo referido acima. mas também com o a diferença que ela percebeu neste aten- bem estar mental do indivíduo” [4]. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 59 parece ser uma consequência das recentes oferecido no pós-cirúrgico. compreender que sentidos referidos são: visão. audição. em relação a estes Varginha/MG. posteriormente foram plotados em gráficos.

Quantas vezes fizeram cirur- 2% gia.Classificação Socioeconômi.5% Terceiros Nenhum desses Foi questionado se o profissional de Saúde Autoestima estética era qualificado e se a cliente foi Terceiros NS/NR bem recepcionada. Nestes dois itens houve .Motivo da cirurgia. 13% 20% 15% 78% 72% Ensino Fundamental 1 Vez 2 Vezes Ensino Médio 3 ou Mais Vezes NS/NR Ensino Superior Posteriormente foram abordadas algu- mas das questões propostas neste artigo. 10% 15% 2. Gráfico 5 . quem? De acordo com a pesquisa 92% das 2% mulheres fizeram o pós-operatório sendo 3% 7% que 75% foi indicação de um médico. 25% Gráfico 6 -Você fez pós-operatório? 63% 92% Até 2 SM De 2 a 5 SM De 5 a 10 SM De 10 a 20 SM Mais de 20 SM NS/NR 5% 3% Depois foi perguntado por qual motivo Sim Não NS/NR e quantas vezes você realizou cirurgia plás- tica.O pós-operatório foi indicado cirurgia por motivo de autoestima e apenas por quem? uma vez. você fez pós-operatório? E foi indicado por ca. A maioria são clientes que realizaram Gráfico 7 .60 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 Gráfico 2 .5% 75% Médico Profissional de Estética 87.Grau de escolaridade. Gráfico 3 . 7% 3% Gráfico 4 .

Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 61 equilíbrio nas opiniões.Obteve resultado necessá- profissionais qualificados e o bem estar de rio e/ou esperado? serem atendidas.5% Sim Não NS/NR Sim Não NS/NR A seguir foram levantadas as seguintes questões. As clientes buscam Gráfico 11 .Você foi bem recepcionado Gráfico 12 .O pós-operatório lhe ajudou de pós-operatório? Obteve o resultado na recuperação emocional necessário e/ou esperado? Observa-se 95% que nos gráficos abaixo os objetivos foram alcançados.5% 95% 87. como a técnica utilizada e 92% o diálogo entre o cliente e o profissional.Você se sentiu bem pelo profissional de estética? emocionalmente após a cirurgia plástica? 5% 12. ressaltando aspectos mais abrangentes.Você sentiu bem na drena- gem de pós-operatório? 5% 5% 3% Sim Não NS/NR Questionou-se ainda sobre o pós- -operatório. 8% Gráfico 8 . Gráfico 10 .O profissional de estética era qualificado? 5% 92% Sim Não NS/NR Questionou-se se o cliente se sen- 95% tiu bem emocionalmente após a cirurgia plástica? O pós-operatório lhe ajudou na Sim Não NS/NR recuperação emocional? Gráfico 9 . Você se sentiu bem na drenagem Gráfico 13 . entre outras. Sim Não NS/NR .

neste caso pode pelo mesmo profissional. Destacando que trazer ao cliente benefícios relacionados a 17. Podemos facilmente constatar com a pesquisa de campo realizada com as clien- tes que não é somente uma questão física. mas sim uma questão emocional. o tamanho do problema que a reparação nal e não teve a atenção direcionada.Para você o que foi mais Gráfico 16 . . No entanto não somente os trau- em vista as seguintes questões: mas mecânicos devem ser considerados e ƒƒ Falta de profissionalismo. 5% 7% 3% 12% 3% 78% 92% Sim Não Às Vezes NS/NR Sim Não NS/NR Pula Finalmente perguntou-se. visto que a opção por uma técnica ƒƒ Na técnica e no profissionalismo. tão agressiva deva de alguma forma refletir ƒƒ Foi obrigada a fazer com outro profissio. as clientes são atendidas sional que não o médico.Houve um dialogo entre mento? (Se realizado por outro profis- você e o profissional no pós-operatório? sional). cirúrgica pode trazer na aceitação de sua autoimagem.62 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 Gráfico 14 .5% A técnica Utilizada A Atenção Direcionada Sim Não NS/NR As Duas Gráfico 17 . tratados. || Discussão -operatório? Notou diferença no atendimen- to? (Se realizado por profissional diferente).Notou diferença no atendi- Gráfico 15 . A associação de procedimentos pós- Observa-se nos gráficos abaixo que na -cirúrgicos desempenhados por outro profis- grande maioria. sendo que 7% notaram diferença tendo cliente.Sempre foi o mesmo importante? profissional que lhe atendeu no pós- 5% 7% -operatório? 5% 17.5% 88% 77.5% foram atendidas por outro profissio. uma melhor evolução do estado geral deste nal. sempre foi o mesmo profissional que lhe atendeu no pós.

2006. de Atenção à Saúde. profissional que não o médico. Verificou-se que as clien- grande interesse. Mas. por parte das clientes tes esperam do esteticista mais que um de pós-operatório que os esteticistas não profissional. São Caetano do Sul/ SP: Yendis. ou ainda o aprofundamento 3. 2. cuidado especial e ao mesmo tempo cons- mesmo que este não esteja ciente desta ciente de suas responsabilidades. . B o r g e s F S . Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. possam confiar no relação à cirurgia realizada. Essas clien- profissional ao ponto de dividir com este. Conclui-se desta forma que um aten- Outra observação foi de que as clientes dimento pós-cirúrgico humanizado e que que não tiveram a oportunidade de realizar leve em consideração o estado emocional o pós-operatório ou que o realizaram tardia. Oliveira ME. Neste contexto este estudo se justifica 2006. do cliente. 3 ed. D e r m a t o f u n c i o n a l : perceber a necessidade de um atendimento modalidades terapêuticas nas humanizado para uma melhor recuperação. Brasília: Ministério da Saúde. Este estudo veio nos mostrar a impor. || Conclusão HumanizaSUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Augusto AB et al. Curso didático de cliente e profissional no atendimento do estética: volume 1. 2008. talvez até um amigo em quem fiquem somente na questão técnicas. quando busca saber da relação de satisfa. Desta além das primeiras expectativas que estão forma depositam toda a confiança em outro diretamente ligadas a recuperação física. Dentro de todo o estudo feito sobre um tratamento humanizado no atendimento do || Referências pós-operatório e a pesquisa direcionada as clientes de pós-cirurgias plásticas podemos 1. São Paulo: Phorte. é bastante desejável tanto para mente não se sentiram bem emocionalmen. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 63 Segundo dados coletados. disfunções estéticas. possam confiar e tirar suas dúvidas com que elas como clientes. Secretaria dos estudos nesta área. A melodia da humanização: ção com o atendimento estético do pós-ope- reflexões sobre o cuidado no processo ratório gerando também a possibilidade de de nascimento. Florianópolis: Cidade melhorias nos atendimentos profissionais Futura. recuperação da autoimagem. 2001. Ministério da Saúde. Zampiere FM. as questões emocionais que advém de uma especialmente por não terem certeza do cirurgia plástica. quem passa por uma cirurgia plásti. tes se sentem fragilizadas e vulneráveis. sua vez tem que ter por essa cliente um ca busca também o conforto emocional. necessidade. da esteticista. Brasil. tância da humanização na relação entre 4. existe um pós-operatório. e este por Pois. a recuperação metabólica quanto para a te após a cirurgia plástica. Briiggmann OM. O pós-operatório deve ir resultado final da cirurgia plástica.

p. revisões Livro: Phillips SJ. e deve conter: uma frase garantindo que o conteúdo editor (artigos@atlanticaeditora. deverá conter resumos do trabalho cussão. em formato . agh JH. O resumo deve identificar. Dis.1 Os artigos enviados deverão estar digitados em relacionadas à Estética. formatados Os artigos publicados em Revista Brasileira de Estéti. Mohanam S.icmje. as descobertas ou argumentações principais. Texto: A totalidade do texto. diagnosis exceto quando a própria história da área for o objeto do and management.64 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 Normas de publicação da Revista Brasileira de Estética A Revista Brasileira de Estética é uma publicação || Normas gerais com periodicidade bimestral e está aberta para a publi- cação e divulgação de artigos científicos das várias áreas 1. Recomenda-se empregar termos utilizados na lista Referências: Máximo de 50 referências. os autores deverão indicar quatro Figuras: Máximo de 8 figuras. com todas as formatações de texto. ção a aspectos experimentais ou observacionais. e com resolução de qualidade gráfica (300 Internacional de Diretores de Revistas Médicas. Revisões. quando aplicável. o tema do trabalho. em página A4. as citada e as legendas das figuras. (CD-ROM) ou outros que surjam no futuro.tif ou . os autores concor. Opiniões e Resenhas. incluindo espaços. Hypertension: pathophysiology. A publicação dos é original e não foi publicado em outros meios além de anais artigos é uma decisão dos editores. editor. artigo. Vancouver” (Uniforme requirements for manuscripts sub. Introdução. dam com estas condições. 1. Sawaya R. As referências bibliográficas devem ser nume- análise. Agradecimentos e Referências.54:5016-20. a metodologia empregada (quando 30. sobrescrito.4 As imagens devem estar em preto e branco ou mitted to biomedical journals) preconizado pelo Comitê tons de cinza. Fotos e desenhos devem estar digitalizados e nos especificações que são detalhadas a seguir. 1.  processador de texto (Word). www. Hypertension and Stroke. dos DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) da Biblioteca Virtual da Saúde.  || Revisão || Referências São trabalhos que expõem criticamente o estado atual do conhecimento em alguma das áreas relacionadas à As referências bibliográficas devem seguir o estilo Estética. na versão atualizada de outubro de 2007 Todas as contribuições devem ser enviadas por e-mail (o texto completo dos requisitos está também disponível. que se encontra em http://decs. Todas as contribuições a esta seção que suscitarem interesse || Resumo e palavras-chave editorial serão submetidas a revisão por pares anônimos. E-mail: jlpeytavin@gmail.2 Tabelas devem ser numeradas com algarismos publicação de seus artigos na revista. exceto Resumo. etc.br).gif. In: Lar- não expõem necessariamente toda a história do seu tema. não deve ultrapassar Expression and localization of urokinase-type plasmino- 25.gif. Referências: Máximo de 100 referências. || Artigos originais que todos os procedimentos e experimentos com humanos ou outros animais estão de acordo com as normas vigentes São trabalhos resultantes de pesquisa científica na Instituição e/ou Comitê de Ética responsável. O corpo em inglês. do e-mail deve ser uma carta do autor correspondente à Submissões devem ser enviadas por e-mail para o editora. e Tabelas: Recomenda-se usar no máximo seis tabelas. e Figuras com algarismos arábicos. para o editor (artigos@atlanticaeditora. de contato do autor correspondente. baseada em avaliação de congresso. romanos. Ao autorizar a 1. tais como negrito. em português e em inglês. mencionadas no texto pelo revistas científicas. incluindo a literatura em texto corrido (sem subtítulos). New-York: Raven Press. ou ao editor exe- cutivo: Jean-Louis Peytavin. Todas as contribuições devem ser enviadas por e-mail para: artigos@atlanticaeditora. uma frase garantindo. quando forem indispensáveis à compreensão International Committee of Medical Journal Editors (ICMJE). com as dpi). revista (Internet) assim como em outros meios eletrônicos itálico. e avaliação de artigos originais já publicados em radas com algarismos arábicos.br).3 Legendas para Tabelas e Figuras devem constar A Revista Brasileira de Estética assume o “estilo à parte.com. Conclusão. da seguinte maneira: fonte Times New Roman tamanho ca poderão também ser publicados na versão eletrônica da 12. 1995. Estudos sume a responsabilidade pelo conteúdo do artigo e garante de Caso) ou não. Ver o texto formatos .com.tif ou . 2nd ed. no formato Excel ou Word. Vancouver. Abaixo do resumo. no site de Atlântica Editora em pdf). Todas as contribuições a esta seção que número entre parênteses. Imagens coloridas serão aceitas excep- completo em inglês desses Requisitos Uniformes no site do cionalmente. seguintes:: Formato: Embora tenham cunho histórico. que todos os outros autores estão cientes e de acordo com o envio do trabalho. Cancer Res Figuras e Tabelas: mesmas limitações dos artigos 1994. dos resultados. isoladas das ilustrações e do corpo do texto.000 caracteres (espaços incluídos). citada e as legendas das figuras. Formato: O texto dos artigos originais é dividido em A segunda página de todas as contribuições. originais. incluindo a literatura Artigo: Yamamoto M.000 caracteres. Texto: A totalidade do texto. telefones apresentando dados originais de descobertas com rela. Material e métodos.com. as conclusões do trabalho. e relacionadas nas Referências suscitarem interesse editorial serão submetidas à revisão na ordem em que aparecem no texto. não deve ultrapassar questões abordadas.com . Resultados. gen activator receptor in human gliomas. Revisões consistem necessariamente em síntese. artigo. uma frase em que o autor correspondente as- por revisores anônimos (Artigos originais.br. seguindo os exeplos por pares anônimos.org. palavras-chave em português e em inglês para indexação do com resolução de 300 dpi.bvs. aplicável).465-78.br.

.. Carla Laurença dos Santos.................................. 80 ....................... Carla Rocha Mathias................................................................................. Paula Lima Bosi.................. Cácia Rusenhack........... 43 Aspectos relevantes no perfil de formação educacional e experiência prática dos docentes do curso de tecnologia em estética e cosmética do centro universitário Unisant’anna.................................................... 25 Efeitos do peeling de diamante e microcorrentes..... Isabella Monticelli de Vilhena Fonseca............................................................................ Jeanete Moussa Alma................ 72 NORMAS DE PUBLICAÇÃO...................... 7 ARTIGOS ORIGINAIS Avaliação das alterações hematológicas observáveis em pacientes submetidos à sessões recorrentes de drenagem linfática manual.................. Patrícia Jeanne de Souza Mendonça Mattos.. Ariane Carvazan Rossi........... 9 Eficácia da terapia de microagulhamento no tratamento da alopecia androgenética masculina....... Marcela Vilela Zorzella...................................................................................................... 64 REVISão O ultrassom terapêutico no tratamento da lipodistrofia ginóide................ Maria Irene Mesquita Gonçalves................................... 54 Hábitos e preferências de mulheres clientes de estética na cidade de Bebedouro/SP: critérios para satisfação e fidelização......... aplicados em conjunto e separadamente no tratamento de revitalização cutânea na região periorbital.......................... Profa Da Esteticista Jeanete Moussa Alma............. Jeanete Moussa Alma......................2 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 estética Revista Brasileira de Sumário Volume 2 < Número 2 < Março/Abril de 2014 EDITORIAL O legitimo e o legal............... 18 Diagnóstico dos parâmetros legais e normativos da carreira da estética no Brasil........ Jeanete Moussa Alma.. Fernanda Aline Silva Coelho.................. Eliane Cristina Alves....................... Renata Ferreira Rossi............................................ Sandra Helena Mayworm............... Jeanete Moussa Alma......... Tatiane de Souza Albuquerque Nogueira...........................

com. Andréia Gomes Candido Profª.com. instruções ou idéias expostos no material publicado. Vera Lucia Amengol Diretor Antonio Carlos Mello mello@atlanticaeditora. Dr.atlanticaeditora. Jean-Louis Peytavin Praça Ramos de Azevedo. Esp. Fabiana Abraão Grupo de Assessores Prof.Nenhuma parte dessa publicação pode ser reproduzida.br E-mail: atlantica@atlanticaeditora.br Atlântica Editora Editor executivo e Shalon Representações Dr.br E-mail: assinaturas@atlanticaeditora. Francisco Romero Cabral Profª. Enfermagem Brasil. Jeanete Moussa Alma Conselho Científico Prof. Fisiologia do Exercício.com. Dr. Apesar de todo o material publicitário estar em conformidade com os padrões de ética da saúde.com. Esp.Atlântica Multimídia e Comunicações Ltda . Esp.com. 206/1910 jeanlouis@atlanticaeditora. Regina Célia da Costa Leão Prof. Esp. Neurociências & Psicologia e Síndromes I.br Atlântica Editora edita as revistas Fisioterapia Brasil. Dr. © ATMC . fotocópia ou outro. Rafael Cusatis Neto Prof.com.br Direção de arte Assinatura Cristiana Ribas 1 ano (6 edições ao ano): R$ 210.br Centro 01037-010 São Paulo SP Editor assistente Atendimento Guillermina Arias (11) 3361 5595 /3361 9932 guillermina@atlanticaeditora. Marcia Regina Del Grandi Profª.br www. O editor não assume qualquer res- ponsabilidade por eventual prejuízo a pessoas ou propriedades ligado à confiabilidade dos produtos. Sonia Regina Ribeiro Castro Maturana Profª. mecânico. eletrônico. Dr. Atlântica Editora. .P. arquivada ou distribuída por qualquer meio. Ms.com. Ms. sem a permissão escrita do proprietário do copyright.00 cristiana@atlanticaeditora. Ricardo William Trajano Conselheiros Profª. Roberta Silva Jorge Profa.com. Ms. Décio Geraldo Minalli Profª. sua inserção na revista não é uma garantia ou endosso da qualidade ou do valor do produto ou das asserções de seu fabricante. Marcos Moisés Gonçalves Prof.br Todo o material a ser publicado deve ser enviado para o seguinte endereço de e-mail: artigos@atlanticaeditora. Nutrição Brasil. (Informação publicitária): As informações são de responsabilidade dos anunciantes. estética Revista Brasileira de Presidente do Conselho Científico Drª. Ms. métodos. Marlus Chorilli Prof. Drª.

pós-graduada em Estética Integral. quando indagado sobre a curamos. Mas esse ato legitimo das mulheres A também jovem Tecnóloga Isabella Monticelli . por exemplo : nos parece legitimo Para exemplificar. na mesma linha de pesquisa sua seção e escolher seu candidato. Essa sempre vem envolta a essa conotação de Lei. autenti. como minado fato por mais legitimo que fosse ainda algo bom e divertido. a Presidenta Dilma o futuro da Estética que é a estética molecular. além de apontar as falhas do aspecto de Comunista”. a Tecnóloga em Estéti- uma mulher no dia da votação se dirigir ate ca Ariane Rossi. a ponto de em tempo de Copa do mundo podemos afir- alguns autores as confundirem. genuína. observem que Ariane explora ocupado por uma mulher. sabendo que deter- na linguagem informal chamada gíria. comum. Profa Da Esteticista Jeanete Moussa Alma Segundo o dicionário on line InFormal. apresentaremos uma serie de artigos Vamos tentar exemplificar com algo bem absolutamente pertinentes ao mundo estético. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 7 EDITORIAL O legitimo e o legal.. E quem de nos não se lação. levantamento espetacular sobre as legisla- mentado pela lei. o não era legal até 1932. alias de Marcela Vilela estuda o estresse oxidativo em nosso país o maior cargo político que é em urina de mulheres submetidas a Drenagem o da presidência da Republica é atualmente linfática Manual. E e legitimidade é muito estreita. terior. mas também é importante a todas “bola na rede”!!! Assim como na edição an- as ciências humanas. ções que nos oferecem a legalidade. pura. divertida. A relação entre legalidade legitimo do nosso exercício profissional. autorização do marido). O Legitimo normalmente é algo que parece E por saber que esse assunto nos inte- ser óbvio aceito pela sociedade. e que Nos divertimos com a frase de Dom nem sempre refletem a legitimidade que pro- Helder Câmara. as restrições só foram finalmente está em consonância com a legis. foi a chamada política. eliminadas em 1934. Renata Ferreira Rossi.. Quando pergunto por Renata nos alerta sobre questões dicotômicas que os pobres não tem comida me chamam da lei. algo que ressa profundamente. contradição existe muito no meio estético. viúvas e solteiras ca. verdadeira e com renda própria. fez um no entanto nem sempre esse óbvio é regula. O termo legi. me chamam de Santo. A palavra legitimo nem não era regulado Portanto não legal. e normativos da carreira estética no Brasil”.. indignou com alguma lei. Em seu levantamento documental diferença entre legalidade e legitimidade este intitulado “Diagnóstico dos parâmetros legais respondeu: “Quando dou comida aos pobres. e mesmo depois disso significado da palavra legal. mar que nesta edição as autoras dos artigos timidade interessa precipuamente à ciência literalmente acertaram muito. Ainda pode-se empregar essa palavra. interessante. justa. é alguma pessoa só era permitido ás mulheres casadas (com ou coisa boa. Roussef. valida. parece ser naturalmente o caminho correto.

essa edição temos varias formas de cutânea na região periorbital. aplicados em conjunto e alunas percebem seu curso e sua formação. separadamente no tratamento de revitalização Ou seja. abraço! . investigação cientifica.8 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 de Vilhena Fonseca fez um trabalho de fôlego ram-se com a forma pela qual as pacientes ao estudar os Efeitos do peeling de diamante buscam os centros estéticos e como as e microcorrentes. Grande Gonçalves e Carla Rocha Mathias preocupa. peramos que os artigos possam contribuir às ras de varias universidades que apresentam reflexões que comumente todas fazemos em interessantes artigos de revisão bibliográfica relação a nossa profissão. Mais uma vez. Outras como Maria Irene Mesquita todas tenham uma excelente leitura. Tatiane de Souza Albuquerque No. legais e legitimas. desejamos que gueira. Es- Contamos ainda nesta edição com auto. Aproveito também comentada como é o caso de Ronalda Lima para convidá-las a participar de nossa revista da Silva. com artigos.

br . especializada em transportar a linfa do espaço intersticial dos tecidos para a circulação sanguínea e órgãos linfóides. Também serve como um canal para o tráfico de células imunesem direção aos linfonodos regionais. Marcela Vilela Zorzella*.**Coordenadora do curso de Pós Graduação em Estética Integral da Universi- dade Estácio Endereço para correspondência: Ariane Carvazan Rossi. Patrícia Jeanne de Souza Mendonça Mattos*. por meio de pressão suave. E-mail: ariane. lenta e rítmica. O sistema linfático é uma rede de estruturas vasculares.com. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 9 ARTIGO ORIGINAL Avaliação das alterações hematológicas observáveis em pacientes submetidos à sessões recorrentes de drenagem linfática manual Evaluation of hematological abnormalities observed in patients after sessions of manual lymphatic drainage Ariane Carvazan Rossi*. é um conjunto de manobras específicas. Sua principal função é a homeostase fluídica dos tecidos.rossi@yahoo. amplamente distribuída por todo o corpo. um dos recursos terapêuticos manuais mais utilizados na atualidade por profissionais de saúde e estética.que segue o trajeto do sistema linfático e visa melhorar suas funções essenciais. Jeanete Moussa Alma** || Resumo A drenagem linfática manual (DLM). Possui a capacidade de limpar os resíduos celu- *Tecnólogo em Estética.

nenhum investigou seus efeitos sobre o sistema imune. || Abstract Manual lymphatic drainage (MLD). Its main function is the fluidic tissue homeostasis. Contudo. dead cells and toxins. expandiu-se para a lares suaves com pressões de cerca de Áustria. Winiwarter. A Escola Vodder. esta técnica tem se profissionais de saúde e estética [1]. Casley-Smith e por Leduc [2]. immune system. Sen- cirurgião alemão. is a set of specific maneuvers through gentle.4].inicialmente. foreign bodies. widely distributed throughout the body. os fundadores da escola. como uma do assim. Vodder. células mortas e toxinas. técnica de DLM permanecem semelhantes utilizada. none investigated their effects on the immune system. características subjacentes e princípios da pelo dinamarquês Vodder e sua esposa. entretanto. hemograma. foi a escola original de drenagem 30 mmHg. Palavras-chave: drenagem linfático. técnicas modernas. one of the most manual therapeutic resources used today by health and aesthetics. mas ensina e utiliza gânglios da região cervical se encontra. A técnica de Vodder foi caracterizada que começou na Alemanha na década de por bombeamento e movimentos circu- 1960 e. a . It also serves as a conduit for the trafficking of immune cells towards the regional lymph nodes. linfonodos. combinados com uma fase linfática manual (DLM). Juntamente com de repouso. specialized in transporting lymph from the interstitial space of tissues to the bloodstream and lymphoid organs. It has the ability to clear cellular debris.em pacientes com entre os diferentes métodos [2]. diferentes escolas de DLM vem massagem específica na «promoção da sendo estabelecidas. however. devido à Foi descrita há mais de 100 anos pelo experiências e pesquisas específicas. Após várias modificações. Gunther e Hildegard Wittlinger. das quais se desta- reabsorção» de fluidos dos tecidos in. vam aumentados [3. Este trabalho teve como objetivo avaliar as alterações celulares observáveis no hemograma após intervenção com drenagem linfática manual. haemogram. cam as contribuições feitas por Földi. The lymphatic system is a net- work of vascular structures. e os médicos de A drenagem linfática manual (DLM) diferentes universidades alemãs desen- é um dos recursos terapêuticos manuais volveram a técnica moderna de DLM [5]. Key-words: lymphatic drainage. corpos estranhos.10 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 lares. cujos leva o nome de Vodder. mais utilizados na atualidade por Inevitavelmente. em seguida. This work aimed to evaluate the observable cellular changes in the haemogram after intervention with manual lymphatic drainage. as Esta técnica foi sistematizada. || Introdução Dr. slow and rhythmic pressure which follows the path of the lymphatic system and aims to improve its core functions. lymph nodes. Vários estudos descrevem os efeitos da DLM sobre o sistema linfático nos linfedemas. desenvolvido em várias direções. Several stud- ies describe the effects of the MLD on the lymphatic system in lymphedema. sistema imunológico. A escola infecções de vias aéreas superiores. por chados em pessoas com linfedema [2]. em 1932.

oferece vital importância. sejam absorvidos. onde as células mortas. o sistema linfático funciona linfática é um recurso muito utilizado no como uma interface entre o corpo e o tratamento de linfedema [15]. além de estudos relacionando-a com sistema imunológico são detectados [10]. doenças inflamatórias e metástases apresentadoras de antígeno em direção tumorais [13]. pode servir como um método para limpar tras estruturas linfoides [8]. Posteriormente. a ca- extensa. cas aprimoradas para manter os padrões nológico. gelóide. tais como linfonodos. venenos. estas substâncias através do sangue para ciado no corpo [7]. toxinas linfa do espaço intersticial dos tecidos para e excesso de líquidos dos tecidos inters- a circulação sanguínea e para os órgãos ticiais é reforçada. pulmões e cólon maior linfonodos e linfa [1]. De fato. pele. nos fornece pistas sobre todo o organismo [12]. incluindo o pré-linfáticos. não terapia preventiva. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 11 drenagem linfática manual foi estabelecida de uma rota para que lipídeos ingeridos. baço e ou. É possível encontrar vários aos linfonodos regionais. Este transporte todoo corpo. É especializado em transportar a corpos estranhos. melhora a resposta imune siderado um arranjo de “limpeza” corporal do corpo e b) como aumenta o fluxo através [1]. frequentemente. lenta e bolizados. revelado que o sistema linfático também Além de manter a homeostase de exerce uma função primordial em um nú- fluidos. negligen. promove a remoção em tecidos periféricos expostos a fatores de antígenos e também a geração e distri- ambientais e agentes patogênicos (como a buição de linfócitos imunocompetentes em pele e intestino). muitos tratamentos como no fibroedema- tabólicas e de armazenamento de energia. a DLM passou a ser utilizada em imune. com o crescimento da resposta do corpo contra patógenos e área de estética e a necessidade de técni- atua como a base física do sistema imu. que segue o trajeto do sistema “lixão” coletivo. o sistema linfático serve como um mero de condições patológicas comolinfe- canal para o tráfico de linfócitos e células dema. A sua distribuição anatômica. pós-operatórios. fígado. corpo [7]. com início dos gânglios linfáticos. compondo uma rede para uma eventual eliminação [7]. trabalhos da aplicação de DLM no linfede- microorganismos. células mortas. ele serve como um rítmica. Finalmente. promovendo o reconhecimento de beleza de uma sociedade cada vez mais de antígenos e início de uma resposta vaidosa. toxinas e líquidos essenciais [6]. entre outros problemas estéticos . a DLM linfóides. em excesso são depositados a partir de O sistema linfático é um sistema de tecidos corporais. como um conjunto de manobras específi. Nesse sentido. de estruturas vasculares muito densa e Ao estimular o sistema linfático. sua principal funcionalidade: homeostase Recentes descobertas científicas têm fluídica dos tecidos [9]. troncos e dutos linfáticos. por meio de pressão suave. acnes. sistema linfático. É importante para as funções me. ambiente. Ele é dividido em vasos os órgãos de desintoxicação. outras patologias [14]. podendo ser vista como uma ocorre sempre em um único sentido. e outros indutores do ma. amplamente distribuída por todo o pacidade de limpar os resíduos celulares. retenção particularmente através do fornecimento hídrica. armazenados e meta- cas. É um jogador preeminente na Atualmente. linfático e visa melhorar suas funções bactérias. onde patógenos. a drenagem Na verdade. porque a) ao estimular o possui nenhum órgão bombeador e é con. rins.

encontrou-se diferença es- de grande desequilíbrio da homeostase tatisticamente significativa nos monócitos corporal durante o período de intervenção (p = 0. sendo que a contagem diferencial de amostra biológica única.05). o hemograma foi o método eleito DLM. com finalidade estética.e pós- presença de qualquer condição geradora -intervenção.12 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 [16]. aplicando-se um teste da rotina laboratorialutilizado para o teste t de Studentpareado para determi- a contagem de células sanguíneas. decréscimo na quantidade de hemoglobi- em dias intercalados. um dia antes da primeira sessão e um dia tigação inicial dos efeitos da DLM sobre as após a última sessão de DLM. exceto anticoncepcional.04) e na hemoglobina (p = 0.05). Também foram observadas: a) diminuição das sobre o desenvolvimento da pesquisa do número de monócitos em 9 de 12 e assinaram o termo de consentimento livre mulheres (75% . . para confirmação de cada tipo celular saúde no momento da coleta [17]. Todas as voluntárias foram esclareci. uma inves.3. mulheres (50%). c) Foram realizadas oito sessões de DLM. todos os parâmetros que compõem o hemo- ram: a) ser portadora de doenças crônicas grama nas amostras pré-e pós-intervenção e/ou fazer uso regular de medicamentos.03). || Resultados || Material e métodos A amostra foi composta de doze mu- Doze mulheres voluntárias com idade lheres voluntárias com idades de 24 a 32 variando entre 24 e 32 anos foram incluí.05).1 das no estudo.e pós-intervenção da assim. vés do programa Bioestat 5. já que. Os critérios de exclusão fo. b) redução do e esclarecido. células que trafegam o sistema linfático A contagem das células foi realizada parece ser relevante. Assim. Sendo nar as diferenças pré. no CHCM da DLM. foi manter uma dieta equilibrada durante Os valores de média e desvio padrão de o tratamento. ao microscópio ópti- indivíduo. estão demonstrados na Tabela I. obtida de um sanguíneos corados. Das células e índices analisados te de exercícios físicos intensos e c) a no hemograma dos períodos pré.25 anos) e IMC de 20. tão pouco A análise estatística foi realizada atra- invasivo e tão rápido quanto o hemograma. Considerou-se um nível de significân- para se avaliar os efeitos da DLM sobre o cia de 5% (p < 0. outro exame é tão econômico. O único critério de inclusão a 33. no contador automático Cobas ABX Micros O sangue humano é considerado uma 60.3%).4 (média = 25). potencialmente leucócitos foi realizada em esfregaços mais informativa. Contudo. CHCM em 7 de 12 voluntárias (58. poucos trabalhos científicos Amostras de sangue das voluntárias têm sido encontrados relacionando a DLM foram coletadas em tubos contendo EDTA. com duração de 60 na em 6 de 12 muheres (50%) e d) uma minutos cada e aplicadas sempre pela elevação no valor de RDW em 6 de 12 mesma terapeuta. b) ser pratican. anos (média = 28. (p = 0. sistema imune. no RDW (p = 0. Nenhum detectado pelo contador automático.Figura 1). pode descrever seu estado de co.

64 0.5 VCM 10 Pós-DLM 89.54 0.58 0.24 11 Pré-DLM 89.06 0.31 Figura 4 .Valores de RDW nos períodos 0.62 0. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 13 Tabela I .08 4.7 Figura 2 . Pré-DLM 41.05 34 Leucóci. nas células sanguí.25 0.Valores de Média. Pré-DLM 321750 101038 tas Pós-DLM 320233 136800 0.49 Eosinó.42 4.75 1. DLM.Concentrações de hemoglobi- Pré-DLM 451 195 na nos períodos pré e pós-intervenção Monóci- de DLM.05 pré e pós-intervenção de DLM.38 dos pré e pós-intervenção de DLM.08 cias Pós-DLM 4. Pré-DLM 4.9 0.75 0. RDW Pós-DLM 11. Pré-DLM 2672 781 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 CHCM CHCM tos Pós-DLM 2680 744 0.45 CHCM Pós-DLM 33.08 1. via hemograma. neas antes e depois da aplicação de série 1000 de DLMs. tos Pós-DLM 339 78 0.23 12 crito Pós-DLM 40.Valores de CHCM nos perío- Pré-DLM 11.31 31 Linfóci. Pré-DLM 7325 1926 33 tos Pós-DLM 7500 1451 0.25 0.91 1.04 Figura 3 . Pré-DLM 4051 1339 32 tados Pós-DLM 4312 1064 0.42 2. 500 Valor Desvio     Média de 0 Padrão p 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Monócitos Monócitos Hemá.39 Segmen.93 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 HCM Pós-DLM 29.64 13 Hemató.53 0.64 0.75 0.39 0.31 Pré-DLM 30.37 Hemo.47 10 5 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 Hemoglobina Hemoglobina .98 0. Pré-DLM 13. desvio padrão Figura 1 . globina Pós-DLM 13. nos períodos pré e pós-intervenção de das.18 RDW RDW Pré-DLM 33.03 15 Plaque. Pré-DLM 145 72 filos Pós-DLM 167 135 0.Concentrações de Monócitos e de p encontrados nas avaliações realiza.

O aumento de CHCM está cais [20]. sequência. os monócitos se destacaram. diretamente correlacionado com a eleva- as DCs imaturas passam por processo de ção da concentração de hemoglobina. Esse índice permite a avaliação onde eles se diferenciam e proporcionam do grau de saturação de hemoglobina no um grande número de macrófagos e DC lo. Normalmente. eram O RDW ( do inglês. dendríticas. Em alguns casos. quase sua diferenciação em macrófagos e células que a totalidade se refere aos linfedemas. produzidas pelas DCs em perderam mais membranas do que o con- maturação. maiores investigações sobre os seus efei. teúdo de hemoglobina [25]. transportadas pela linfa [21]. O alvo inicial. lidade entre 11% e 16%. equipamento utilizado. hemoglobina encontrada em 100 mL de mente recrutado para os tecidos afetados. dependendo do Os monócitos são células fagocitárias. altos em direção aos vasos linfáticos aferentes títulos de aglutininas frias. É obtido a partir do histograma analisados. tas) [18]. Na presença de um estímulo O CHCM (concentração hemoglobíni- inflamatório ou infecção. com o volume das células e é reportado mente significativa em 75% das mulheres em porcentagem. . as DCs são habilitadas a migrar hemólise intra-vascular ou in vitro. de CHCM são em casos de esferocitose. deste estudo. sangue periférico para os locais afetados. o subconjunto de ca corpuscular média) é a avaliação da monócitos inflamatórios torna-se rapida. tâneo do RDW.Valores aumentados compreendem cerca de 5 % da população de RDW falam a favor de uma população de leucócitos no sangue e desempenham eritrocitária heterogênea. os mecanismos O crescente interesse desta técnica nas envolvidos neste processo necessitam de áreas de saúde e estética demandam por investigações adicionais. Depois da captação de antígenos. formada por célu- papéis críticos na imunidade inata e las de diversos tamanhos [22]. os monócitos migram a partir do células com corpúsculos de Heinz [24]. No entanto. As maturação. de acordo apresentando uma elevação estatistica. o aumento do CHCM tecidos inflamados.14 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 || Discussão Os dados obtidos neste estudo de- monstraram que a DLM estimulou a trans- Apesar do considerável número de migração dos monócitos para os tecidos e estudos existentes sobre a DLM. red cell distribution as células do sistema imune detectadas no width) é uma medida quantitativa da ani- hemograma. hemácias. os leucócitos. Dos leucócitos socitose. leucócitos e plaque. eritrócito [23]. Outras alterações relevantes foram tos na morfofisiologia humana. adaptativa [19]. Entretanto. e macrófagos. atraídos por citocinas é reflexo de células desidratadas e que e quimiocinas. com valores de norma- submetidas à DLM. presença de quantidade significativa de mente. Simultanea. Os monócitos circulantes RDW dentro dos valores de referência pode são capazes de penetrar nos tecidos e ser a consequência de um estado de pré- diferenciar-se em células dendríticas (DC) -regeneração. detectadas na série vermelha do sangue de O hemograma proporciona avaliação mulheres pós-DLM: reduções nos números dos três componentes principais do sangue de hemoglobina e CHCM e aumento simul- periférico (eritrócitos. Como con. lipemia e em direção aos linfonodos. envolvendo o processamento e principais causas relatadas de aumento apresentação do antígeno alvo. de distribuição das hemácias.

estresse oxidativo de forma continuada.e pós. São estas substâncias estranhas ao organismo. aqui representada de hemólise in vivo [26]. vem ser desenvolvidas. produtos cosméticos. o organismo humano desenvolveu the Vodder method. Os xenobióticos aos quais os seres 4. como coadjuvante no pós-operatório parar ou substituir proteínas lesadas [28]. de reticulócitos (não quantificados nesta induzidas por xenobióticos. pelos monócitos. Pereira DD. Kasseroller RG.83(12Suppl):2840-2. xenobióticos em seres humanos sadios. diminuição de eritrócitos e hematócrito. imediato de cirurgia vascular de membros tares. este estudo demonstrou ção dos valores de hemoglobina e de CHCM. Contudo. 2010:18-25. Paulo: Manole. ainda que discreto. Cancer 1998 mecanismos para metabolizar e eliminar 15. A hemólise é definida como a destrui. apontando Contudo. Machado FAV. por ter uma capacidade 1. os 6. O eritrócito é uma célula particular. A presença do aumento de RDW. e (b) a promoção da renovação da série nas voluntárias.operatório como poluição ambiental. Borges . danos aos eritrócitos [29]. devido a diversos fatores. Os efeitos cau. por se situam dentro dos valores de referência. A influência da drenagem humanos estão expostos provêm de fontes linfática manual no pós. Monsterleet G. Williams A. Durante a lise em conjuntocom o estímulo de matura- hemólise. possivelmente. || Conclusão Os resultados comparativos dos perío- dos pré.5(5):70-82. É possível que a 3. que a DLM pode induzir (a) a ativação do indicando. pesquisas mais detalhadas de- uma ativação medular ou um estado de pré. de abdominoplastia. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 15 a elevação do índice de CHCM é resultado a imunidade inata [31]. uma vez que os valores vermelha hematopoiética na presença de médios encontrados nos referidos analitos hemólise provocada. O sangue pode hemolisar os valores de p se apresentaram limítrofes. Em resumo. A possibilidade da presença de hemó- ção prematura das hemácias. Manual lymphatic drainage : exploring the history Vários xenobióticos são capazes de induzir and evidence base. || Referências mente sensível a agressões oxidativas e proteolíticas. a sobrevida destas células está ção dos monócitos na amostra analisada. possivelmente. os xenobióticos [30]. alimentos processados e fármacos. Feliz. Vasconcelos SG. 2002. a presença de um sistema imune inato através dos monócitos processo hemolítico. como pesquisa) [27]. -regeneração. 2. outros ensaios devem ser realizados a fim sados no resultado de um hemograma são: de validar esta hipótese. Pereira JB. Drenagem linfatica: guia presença de hemólise observada se deva à completo de tecnica e fisiologia. Napieracuk E. Alencar TP de. Rev Presciência A função respiratória dos eritrócitos gera 2012. agroquímicos. Soares R. The Vodder School: mente. e aumento da hemoglobina e CHCM [23]. inferiores. apoiam esta hipótese. 5. xenobióticos também são capazes de ativar Scharff NC.DLMdetectaram uma eleva. Drenagem linfática manual biossintética limitada que o impede de re.1-12. aditivos alimen. diminuída e o estímulo da atividade medular levou a hipótese da ativação do sistema resulta no aumento de volume e percentual imune inato e renovação da série vermelha. Como resultado.

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18 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 ARTIGO ORIGINAL Eficácia da terapia de microagulhamento ‑no tratamento da alopecia androgenética masculina The effects of therapy with microneedles in the male androgenetic alopecia Fernanda Aline Silva Coelho*.br . Centro Universitário UMA. As atividades proliferativas do couro cabeludo ocorrem na papila dérmica. que a terapia de microagulhamento é satisfatoriamente eficaz no tratamento de alopecia androgenética em indivíduos do sexo masculino Palavras-chave: alopecia.Sc. Concluiu-se. com intervalos de quinze dias entre as sessões. Carla Laurença dos Santos*. aceito 15 de março de 2014 Endereço para correspondência: plbosi@terra. Eliane Cristina Alves*.com. O tratamento foi realizado em 8 voluntários durante quatro meses. células e moléculas bioativas.** || Resumo Esse estudo foi realizado com o intuito de estudar a eficácia da terapia de microagulhamento. *Graduanda em CST de Estética e Cosmética. microagulhamento Roller. ** Mestre em Fisioterapia. com início em agosto de 2013 e com término em novembro de 2013. no tratamento da alopecia androgenética masculina (AAM). alopecia androgenética. e o crescimento do cabelo envolve diversas expressões de genes. e as lesões envolvidas no microagulhamento pro- vocam a estimulação desses genes. Paula Lima Bosi. também conhecida como “Roller”. M. Universidade Federal de São Carlos e docente do Centro Universitário UNA Recebido 15 de fevereiro de 2014. com este estudo.

A função pro. tratamentos e ou paralisação deste fato. a sua in- antepassados possuíam. A busca por uma boa aparência é Conforme o tipo de queda e a causa preocupação do ser humano desde nossos desta. com o envolvimento dos genes fossas nasais. microneedle roller. cabelo nas têmporas. afetados [2].5]. mas . Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 19 || Abstract The present study aimed to demonstrate the effectiveness of microneedle roller. Keywords: alopecia. porém a DHT tem ou mulher. e os cabelos são referen. || Introdução mais grave. dependente. It was concluded from this study that the therapy microneedle roller is seffective in the treatment of androgenetic alopecia in males. cadeamento do quadro da AAG [9]. quer pessoa pode sofrer de alopecia. em Qualquer andrógeno pode se ligar a um qualquer idade. The treatment was performed in 8 patients for 4 months. O diagnóstico da alopecia ge. in the treatment of male androgenetic alopecia. Nos seres humanos o cabelo A denominação androgenética para a é apenas um vestígio do que nossos calvície masculina se dá devido. fluência genética padrão de herança atual e tetora ficou restrita ao crânio. areata. por ovários policísticos. androgenetic alopecia. A AAG. Proliferative activity of the scalp occurs in the dermal papilla and hair growth in- volves several expressions of genes. A AAG é uma desordem do andrógeno A perda de pelos ou cabelos em qual. e também devido a in- causas fisiológicas ou patológicas tem fluência dos andrógenos masculinos como grande impacto na auto-estima e sérias a testosterona. efflu- cia para uma boa aparência. Qual. di-hidrotestosterna (DHT) e conseqüências sociais para os indivíduos a di-hidroespiandrosterona (DHEA) [8]. é a Inúmeras são as formulas e tratamentos forma mais comum de calvície e segue um criados e testados para recuperação capilar padrão caracterizado pelo recuo da linha do e os seus efeitos colaterais [1]. a alopecia pode ser classificada antecedentes. uma ligação mais eficiente sendo 20 vezes ralmente é definido através da observação maior que a ligação testosterona. de tração. A ação dos andrógenos na quer parte do corpo é chamada de alopecia unidade pilosebássea promove a miniatu- [3]. and injuries involved in microneedle roller cause stimulation of these genes. A queda de viem ou eflúvio telógeno. Porém a perda do pouco EDA2R. total. Existem vários tipos de perda capilar rização dos folículos sendo assim o desen- que podem ter causas diferentes. Alguns andrógenos têm baixa afinidade formas podem determinar uma desordem por esses receptores como a DHEA. seguido do enfraque- As funções do pelo nos animais são cimento do cabelo no topo da cabeça [7]. múltiplas. olhos e poligênica. with 2 sessions a month. cells and bioactive molecules. barbae cabelos é fator de diversos estudos para ou androgenética [6]. algumas [8]. como difusa. motivo para se procurar um tratamento adequado [4. que é o foco deste estudo. independente se homem receptor intrancelular. ERb e o gene da síndrome dos que restou de pelos nos homens. mucinosa.receptor do padrão da queda dos cabelos.

Apenas uma peque. células papilares. Outros fatores e DHT em andrógenos fracos. resulta em uma cascata de cicatrização . depois da conver. cerca de 98% é ligada a globulina ligadora Algumas moléculas estão presentes dos hormônios sexuais (SHBG) [8]. na parte circula livremente no organismo. papel importante na função do desenvol- A testosterona é o andrógeno mais vimento das características masculinas. músculos. pele. de da enzima 5a-redutaseaumentada nos O roller é um equipamento que surgiu folículos pilosos isso torna essa enzima como terapia para o tratamento de alopecia essencial para o desenvolvimento da AAG e tem se mostrado um método seguro e masculina. celular do cabelo através do RNA [8]. a matriz e posteriormente Os cilindros podem ter 192 a 1000 micro- a haste [2]. aporte à regeneração da lesão provocada. dentemente a miniaturização não pode ser também é possível perceber maior quanti. mais potente que a testoste. perda das células da hidroxiesteroide desidrogenase (3B. testículos. É composto de um pequeno cilindro. Nos folículos frontais esse nível eficaz. Os receptores andrógenos têm um como a DHT e a testosterona. proteínas Wnt. O comprimento das microagulhas A DHT possui uma ação fisiológica nos pode variar de 0. desvendado [5]. que todo o seu mecanismo ainda não está Indivíduos acometidos tem a ativida. de ação é mais elevado em relação aos incrustado por centenas de microagulhas. fator de crescimento A o A DHT é um metabólico da testosterona qual é derivado das plaquetas e o fator de e é dela a responsabilidade pela miniaturi. terísticas da AAG [2]. Moléculas como o aumento da perda capilar com as carac. influentes são os receptores andrógenos. não o afeta separadamente. Em áreas cal.20 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 ela pode se tornar um andrógeno potente rona. folículos occipitais [11]. agulhas. crescimento epidérmico [1]. Com o no padrão de crescimento do pelo e po- aumento dos andrógenos livres há também dem interferir na AAG [8]. para que sirvam de rações em toda estrutura folicular. cuja finalidade é provocar microlesões na A miniaturização que ocorre no pelo. e é encontrado em quantidades assim como o funcionamento de órgãos maiores nos homens. zação dos folículos e o desencadeamento Novos conceitos surgem para expli- da alopecia. sendo demonstrado que em DHT se dá devido a ação da enzima somente a ação dos andrógenos isola- 5a-redutase (tipo I e II). vas é observado que a enzima aromatase a enzima 5 alpha-redutase e citocinas.HSD) bainha dérmica e redução acentuada das entre outras [2]. ramente a papila. mas apontando como provável causa o afina- pode sofrer a ação de outras enzimas como mento da derme. A conversão da testosterona cação da AAG. Isto andrógenos. convertendo na zona de bulge como principal fator proli- andrógenos potentes como a testosterona ferativo para o ciclo folicular. damente não é capaz de promover uma são metabólica a DHT irá agir no núcleo queda capilar significante em curto prazo. demonstrando também A aromatase é uma enzima que tem a importância das células tronco presentes ação contraria a 5a-redutase. forte. quase microscópicas. entre outros [12]. Evi- tem uma ação inferior as áreas nãocalvas. como o sistema reprodutor. o fator de crescimento dos fibroblastos. ocorrem alte.0 mm. primei. deixando áreas ao redor intactas. explicada de uma forma simplista sendo dade dos receptores de DHT [10].2 mm até 3.

comparecerem às sessões com os cabelos Todas as medidas em microagulhamento já higienizados e a utilizar cosméticos de ocorrem ao nível do estrato córneo [14]. com câmera modelo crescimento endotelial vascular. o roller foi aplicado em várias di- quisas demonstram que as proteínas Wnt e reções (forma de asteriscos). no sessões. do local. pixels. entre 20 e 40 anos. como para retirada de qualquer resíduo presente. Pes. com pressão fatores de crescimento da ferida estimulam média até apresentar hiperemia. devido ao processo de cicatrização das Equipamentos de Proteção Individual (EPI). a pele reage à intrusão assinaram um termo de consentimento das microagulhas. Não foi || Material e métodos utilizado flash e zoom da câmera as fotos foram feitas durante o dia. || Resultados Durante a primeira entrevista os voluntários preencheram uma ficha de Os resultados obtidos no presente anamnese com as principais informações. No início de cada sessão foi aplicado versas expressões dos genes e células soro fisiológico por toda área a ser tratada envolvidos no crescimento do cabelo. nervoso. Devido à fotografia ser muito próxima. e sendo padrão a fotografia final no mesmo local da primeira foto. Na papila dérmica que ocorrem di. ao pro- foram informados sobre o tratamento e cesso inflamatório provocado pelas micro- . do sexo masculino. luvas de látex. Os voluntários foram orientados a entanto. transportado per meio de sinais O tratamento foi realizado durante qua- elétricos. As imagens foram tiradas com a dis- Estudos em ratos demonstram maior tância de 20 cm do voluntário para a câme- expressão desses genes relacionados ao ra.5 mm cada. tro meses. álcool 70% e soro fisiológico. do cabelo devido aos genes do fator de parietal e occipital. os eventos mediados por andrógenos. o estímulo esclarecido. Durante o tratamento o aplicador utilizou ge. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 21 da ferida. tivação das células-tronco na zona de bul. e aumento da expressão do crescimento Foram fotografadas as áreas frontal. logo após. as alterações são vistas na derme. parativo da cobertura visível nas fotografias Após a ativação plaquetária há um aumento da área afetada pela alopecia. dos fatores de crescimento epidérmico e de O aparelho utilizado foi da marca MT regeneração da pele ferida. a crescimento do cabelo após estimulações preocupação foi somente com a claridade repetidas com o microagulhamento [16]. desencadeia a cascata do pro. com idade verificar a eficácia do tratamento. Entretanto. O tratamento foi realizado em 8 vo. e com término em novembro de 2013. proteínas Finepix S da marca Fugifilm com 14 mega Wnt. A avaliação histológica revela pouca com intervalos de quinze dias entre as abrasão real da pele com o processo. ou seja. Foi utilizada a análise qualitativa para luntários. lesões promovidas pelo microagulhamento. com início em agosto de 2013 cesso de cicatrização [13]. estudo se devem. que apresentavam as características de AAG. as células-tronco associadas à papila dér. B Catenina [15]. com 540 agulhas de 0. Os parâmetros utilizados para analisar mica [15]. O primiero evento é a liberação a eficácia do procedimento foram: um com- de fatores de crescimento plaquetários. principalmente. seguido pela Roller. sua preferência.

gulhamento tes e depois do tratamento com microa- gulhamento.Imagens do voluntário E an- tes e depois do tratamento com microa- Figura 1 .Imagens do voluntário D an- renovação e estimulação celular. Perceberam o espessamento dos fios e o preenchimento do couro cabeludo. Ao verificarem as imagens realizadas após as cinco sessões.Imagens do voluntário F an- tes e depois do tratamento com microa- Figura 2 . Figura 6 . como os macrófagos. gulhamento. || Discussão Figura 3 . tes e depois do tratamento com microa- observamos uma melhora na qualidade e gulhamento. que promove Figura 4 . esses mesmo desempenham uma função impor- . conforme tes e depois do tratamento com microa- explicado anteriormente. Resul- tado este que corrobora a pesquisa feita por Dhurat. Figura 5 . aumento da quantidade dos fios.22 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 lesões feitas pelas agulhas. mastócitos.imagens do voluntário C an- Com as cinco sessões realizadas. De acordo com Barcaui [17] na porção inferior do folículo piloso estão presentes células imunes.imagens do voluntário A an- gulhamento. lin- fócitos T. tes e depois do tratamento com microa- gulhamento. os voluntários demonstraram grande satisfação com os resultados obtidos e interesse em pros- seguir com o tratamento.imagens do voluntário B an. fibroblastos. que também verificaram uma melhora considerável no quadro de calvície quando tratada com a terapia de microagu- lhamento [15].

São crescimento plaquetários no local [15]. Whiting DA. 2011.(3):15-9. alopecia or pattern hair loss.4. presentes nos processos de cicatrização e 4.4(2):15-24. No nosso estudo foi ob. Este estudo mostra que outras linhas em URL: http://www. Pereira FA. Rivitti EA. Dermatol 2006. An Bras Dermatol dos mastócitos. da alopecia androgenética.Avaliação reepitelização e atuam na estimulação da quantitativa em cortes histológicos angiogênese devido ao aumento dos diver. Disponível [21]. O uso do minoxidil do que a aplicação do microagulhamento associado à tretinoína no tratamento pode ser uma eficiente e segura ferra. Cabelos: anatomia. Texas: las agulhas na pele devido a uma leve res. Porto Alegre: para ser a estimulação da papila dérmica PUCRS.denisesteiner. à liberação de bradicininas e de histamina 6. 2005.80(1). de pesquisa com este equipamento ainda br. Mulinari-Brenner F et al . posta inflamatória. mento utilizando o roller para tratar a calví- Devido à importância dessas células cie foram eficazes promovendo o aumento para a manutenção do ciclo do pelo [1] as da espessura dos fios e a estimulação dos lesões provocadas pelo microagulhamento folículos. tratamento da alopecia adrogenética masculina: uma atualização. estão 2005. Hepp T. Riva DD. [16] propõe que o mecanis.com. Possible mechanisms of efeito fisiológico do Dermarroler® está miniaturization during androgenetic relacionado com o trauma leve causado pe. An Bras sos fatores de crescimento [19]. Calvície masculina. devem ser estudados para o tratamento 9. há um aumento das células estimulantes || Referências no local. Uebel CO et al. 1. Seidel G. macrófagos. 3. independente de || Conclusão quadros inflamatórios no couro cabeludo é encontrado essas células na porção Concluímos que os resultados do trata- perifolicular. provavelmente devido 2001. o que fortalece o cabelo melho- podem melhorar o ciclo folicular. Megassessões de Kim et al. Em um recente estudo foi demonstra- 7. fato que comprova Surgical & Cosmetic Dermatology esta teoria. fisiologia. Mulinari-Brenner F. também estimulam o crescimento do pelo 8. Alopecia areata: revisão e atualização. as José do Rio Preto Soc Bras Dermatol plaquetas atuam como homeostasia. e células-tronco. do número dos fios. 2012. servado o aumento do número o aumento Entendendo a alopecia androgenética. Uningá menta para aplicação tópica de ativos que 2010. Weide A. mastó- citos e fibroblastos [18]. unidades foliculares e fatores de mo de ação deste tratamento é pensado crescimento plaquetário. através do rando sua qualidade e quantidade. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 23 tante no ciclo folicular. Steiner D. Ocorre uma liberação dos fatores de alterações genéticas e adquiridas. Ferrari GF. Revista da . American Academy of Dermatology. 2. Liebl e Kloth [20] afirmam que o 5.81(3). processo inflamatório gerado pelo mesmo. transversais do couro cabeludo. A utilização da finasterida no de alopecia. linfócitos T.

Rio Dermatol 2001. p. with microneedling and triamcinolone 16. Sukesh MS. Surgical & Cosmetic 2009. M. Spencer JM. 2004.br . Bhardwaj D.4:117. cabeludo: técnica e indicações. Estudo da regeneration. 13. An Bras 11. 2006. roller. Ação do plasma rico em Delhi. 2009. J Cutan Aesthet Surg CH. Lim YY. Alopecia periorbitais por terapia de indução androgenética. India CBMJ. Kim HM. Alopecia areata . 2012. Mulinari-Brenner F.18(3):153-61. Hair growth and hair 17. Vani Y. Dermatologia. Barcaui C. Kim BJ. Rev Ciênc Méd de colágeno. Chandrashekar BS. Microdermabrasion. Montagna W. Porto Alegre: PUCRS. Fabbrocini G et al. Hair follicle regeneration 2014. Avhad G. Tratamento de rugas 12. Liebl H. Uebel CO. A randomized evaluator stimulated by microneedles. 18. Dermatology 2009.1(3):106-11. Ann N Y Acad Sci microanatomia transversal do couro 2000. Huh CH et al.successful outcome Int J Trichol 2013.5:6-11. número 1. Venkataram in androgenetic alopecia: A pilot study. 15. 10. Am J na cirurgia dos microimplantes capilares.7(1):63-4. blinded study of effect of microneediling 21. Pal A.83(23):362-4.35. Maceira JP. 2012. Azulay RD. de Janeiro: Guanabara Koogan.24 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 2 < março/abril de 2014 Graduação volume 2. Envie seu artigo! estética Revista Brasileira de Tel: (11) 3361-5595 | artigos@atlanticaeditora. Kloth LC. plaquetas e seus fatores de crescimento 14. Skin cell proliferation A. Dhurat R.76:261-71. Azulay DR.4(1):2-6. Porto in mice after wounding by microneedle Alegre: EdiPUCRS. Dandale 20. Int J Trichol 2012.com. Pund P. Phil M. Lee YwW Won acetonide. Clin Dermatol 2005. New 19. Soares LF. Skin Clinic.

contudo. permitindo que a mesma possa continuar evoluindo e se organizando. descreve as conquistas obtidas e efetua um diagnóstico da presente situação do profissional esteticista. O presente estudo traça um esboço da evolução da carreira de estética no Brasil. posteriormente. a princípio de maneira informal.Monografia apresentada à Central de Cursos de Extensão e Pós-Graduação Lato Sensu da Universidade Gama Filho como requisito parcial para a conclusão do Curso de Pós-Graduação em Estética Integral Endereço para correspondência: Jeanete Moussa Alma. Pós-Graduação Lato Sensu da Universidade Gama Filho.especiariascosmeticas@gmail. Palavras-chave: estética. *Esteticista. ****Profª Dra Esteticista. a profissão encontra-se reconhecida e regulamentada e conta com diversos cursos de nível técnico até pós-graduação. E-mail: contato. com . regulamentação da profissão de estética. Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Estética. Supervisora de Estágio do Curso Tecnólogo em Estética e Cosmética Unisantanna . ainda carece de uma legislação que descreva de maneira realista as atividades praticadas por esse profissional e a formação necessária para exercer essas atividades. legislação. a qual iniciou aplicando técnicas adquiridas na França e. Jeanete Moussa Alma** || Resumo A carreira de estética no Brasil foi introduzida nos anos 50. passou a transmitir esses conhecimentos criando o instituto “France-Bel”. demonstrando os impactos negativos da falta de uma legislação adequada e concluí deixando clara a necessidade da aprovação de uma lei que regulamente a atividade de forma efetiva. Atualmente. esteticista. história da estética. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 25 ARTIGO ORIGINAL Diagnóstico dos parâmetros legais e normativos da carreira da estética no Brasil Diagnosis of legal and regulatory parameters for the career of aesthetics in Brazil Renata Ferreira Rossi*. por meio de Anne Marie Klotz. Universidade Gama Filho.

retornando Em 1955. Verificando a necessidade de organizar Assim. sucesso [1]. de uma maneira informal. however. com o regresso na década de 50 de Anne a AEMME. passou por muitas adversidades empresa de aparelhos eletroterápicos do por conta dos processos ligados à sua Brasil. filha de também desenvolveram aparelhos [2]. Antônia Maria. law. Klotz. teve o seu início negativa e alta frequência. which began applying techniques acquired in France and later came to pass that knowledge creating the institute “France-Bel”. algumas mulheres já Devido aos bons resultados obtidos formadas aos moldes de Anne Marie Klotz. aos seus próprios lares com proventos manha. describes the achievements and makes a diagnosis of the present situation of the professional esthetician. This study provides an outline of the career development of aesthetics in Brazil. . No Brasil. e mais uma vez.26 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 || Abstract The career of aesthetics was introduced in Brazil in the fifties. || Introdução a aumentar. as primeiras esteticistas faziam a carreira. pressão conquistas. tornou-se necessário fabricá- -los no Brasil. regulamentação. criou a linha profissão em pouco tempo se tornaram um de produtos “France-Bel” [1]. beautician. surgindo assim a profissional “France-Bel” por onde passaram grandes esteticista [3]. allowing it to continue its evolution and organization. Anos depois. Key-words: aesthetic. a iontoforese e o vapor de ozônio que lhes permitiam ajudar no orçamento foram apresentados pela primeira vez aos doméstico [2]. pois não havia conhecidas. criou a primeira anos. Currently. Essas mulheres. Klotz cria em 1963 a Federação uso de aparelhos eletroterápicos franceses. levavam aos lares Maria Celina Meireles e Waldtraud Ritter de suas clientes. também trabalhando em casa. nascida em Natal. com A carreira da estética. em um Congresso na Ale. ao longo dos a ajuda de seu marido. Na década de 60. a Vigilex. que popularizou a estética Os cosméticos. esteticistas [2]. Klotz criou o instituto de beleza ordenada. com a aplicação das técnicas e a crescente começaram a aplicar as técnicas de forma demanda. equivalentes no Brasil e Klotz. técnicas de embelezamento. at first informally. mas obteve importantes aparelhos de corrente galvânica. still lacks legislation that realistically describes the activi- ties performed by this professional and training needed to perform such activities. atendendo amigas e eram trazidos da França. ainda que. A Vigilex tinha em sua linha. Concluded highlighting the need for the adoption of a law that regulates the activity effectively. seus cosméticos e suas Winter [1]. afiliada a federação mundial [1]. history of aesthetics. the profession is recognized and regulated and offers various courses at the technical level to postgraduate. regulating the profession of aesthetics. a princípio. by Anne Marie Klotz. demonstrating the negative impact of the lack of adequate legislation. a Cosmocraft e a Pan Eletronic Marie Klotz. nomes da estética como. com a ajuda didas na França e a forma de ensinar a nova e o trabalho de um químico. Brasileira de Estética e Cosmetologia (FE- mas como o número de alunas começou BECO). pais franceses. As técnicas de estética apren.

permitindo. pela necessidade de profissionalização da ca aprendidas na Alemanha no tratamento profissional nessa área [5]. Essa maior exposição fez para outras áreas o conceito de cursos com que fosse reconhecida a necessidade ditos Tecnólogos. arquivados”. nada menos que nove 959/2003. aprovada em 24 mentação da profissão de esteticista de abril de 2003. a regula- estéticos o profissional poderia atuar [5]. No ano de 2002 foi autorizado pelo MEC No início da década de 70. Nessa época já existia a FEBECO. mentação da profissão de Esteticista só De acordo com Gomes [6]: voltou a ser discutida em 2002.394. de seus clientes [4]. o que colocou a pro. no cenário da estética. Alma. Todos esses projetos foram zonte/MG implanta o primeiro curso Técni. Legislação Participativa. mas não Emil Vodder [2]. Em 1969 a esteticista Waldtraud Ritter Em 2001 a professora Jeanete Moussa Winter. Nacional. curso de estética obteve sua chance nal” [5]. o SENAC (Serviço Nacional foram apresentados ao Congresso de Aprendizagem Comercial) de Belo Hori. Entre elas podemos de 2002: destacar a contratação e aplicação dos conhecimentos de esteticistas na clínica do [. Com isso. motivan- do a criação do Projeto de Lei Federal nº “Desde 1976. técnica essa aprendida oferecia a possibilidade de um curso do com próprios criadores. com base na Lei Federal 9. regulamentada pelo Decreto o curso Técnico de Estética Corporal [2]. naturalizada brasileira. tudo. de 18 de dezembro de 2002.] o Ministério da Educação ampliou Dr. a carreira o Curso Superior de Tecnólogos em Estética da estética já contava com alguns cursos e Cosmetologia de acordo com a Resolução e grande número de profissionais já forma. pois começou a colocar por todo o território nacional. cria o primeiro curso supe- Waldtraud Ritter Winter é considerada rior de estética no Estado de São Paulo. Em 1976. justamente em prática as técnicas de drenagem linfáti. No final dos anos 70 e começo dos ainda. . con. outras existentes na área da Saúde. explica Alma [5]. ção nº 03. de 23 de julho de 2004. não havia muita pressão ou mesmo fundamentada nos Pareceres 436/2001 e motivação para se associar a sindicatos ou 29/2002. 5154. Ivo Pitanguy. de graduação). o SENAC implantou de 1996. austríaca. a realização de pós-graduação “lato anos 80. o casal Estrid e tipo Sequencial (curso superior. federações. a partir fissão em evidência. as primeiras ini. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 27 Em 1968. elencar quais procedimentos De acordo com Gomes [7].. apresentado a Comissão de Projetos de Lei que visavam à regula. Normativa do Conselho Nacional de Educa- dos. ciativas de regulamentar a carreira. tendo como objetivo.. utilizando-se de uma prerrogativa da traz para o Brasil a técnica de drenagem Lei de Diretrizes e Base da Educação que linfática manual. O a precursora da Drenagem Linfática Manual curso superior rapidamente se espalhou Vodder no Brasil. co em Estética Facial do país [2]. Nesta onda o a atividade de uma forma mais “profissio. ocorreram importantes mudanças sensu” e mestrado e doutorado [2]. de tornar-se uma graduação como Começavam então. somente existentes de organizar melhor a categoria e encarar na área de engenharia.

por esse motivo houve a necessidade conselhos de fisioterapia iniciaram uma per- de preparar professores para os cursos. Todo o crescimento da estética na área dades do técnico e tecnólogo em estética. há necessidade de cia da República (BLOG FEBRAPE)[8]. Senado Federal e Presidên. sequenciais ou em Gomes [2] explica que. aumentar sua área de atuação profissional. a falta de regulamentação 959/2003. Estas. de cosméticos e aparelhos. muito embora tenhamos clareza Tem por objetivo regulamentar a profissão do que o fisioterapeuta tem um enorme papel esteticista representando-o perante a Câmara na reabilitação. sendo que para sua atua- dos Deputados. que o SENAC-MS e a UNIANDRADE–SP Observe que foi por meio desse recorte ofertassem cursos de Estética (causas socioeducacional que a profissão de este. mas ainda não tem a regulamen. Rio de então não tinha a formação para exercê- janeiro com Projeto-Lei nº 1720/2012. auxilia esse Em julho de 1999. a necessidade de mudança tão. nº 3. organização promissor fez com que os profissionais legalmente constituída. inaugurada em 1997. Com o objetivo de apoiar o Projeto No entanto. uma tentativa de oferecer conhe- a iniciativa de regulamentar a profissão: São cimentos aos fisioterapeutas que até Paulo com o Projeto-Lei nº 763/2011. bem como formar outros profissio. Até o mudar o foco de sua formação. Campo Grande no Mato Grosso do Sul fo. nal. Ela elenca algumas dessas UGF inaugura a primeira pós-graduação em perseguições: estética também pela professora Jeanete ƒƒ Ações judiciais com o objetivo de impedir Moussa Alma [3]. isto é. justamente por não fazer parte de Em 2005. o número de esteticistas sua formação básica. (arquivado por unanimidade). A pós-graduação em dermatofuncio- projetos ainda aguardam aprovação. fisioterapeuta nos centros de estética nais.28 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 O Projeto 959/2003 elenca as ativi. possui grande dificuldade de compreen- tação da profissão em nível Estadual [2]. educacional somado a tecnologia no setor bem como especifica a qualificação/capa. carreira profissional quem temos hoje. seguição explícita contra os profissionais Dessa forma. . ção na área estética. de o mercado da estética ser bastante nais Esteticistas (FEBRAPE). Esses -lo. estética. em 2005 a Central de Curso esteticistas. a primeira UNIANDRADE). disciplina não abordada ram reconhecidos por meio da Lei municipal na graduação e que segundo Alma [5]. lei 252/2003. são. os esteticistas de profissionais a entender cosmetologia. sindicatos) também tomaram nal. Talvez. foi fundada em 08 de julho de da profissão do esteticista somado ao fato 2003 a Federação Brasileira dos Profissio. formaram a citação exigida. por sua vez. presente ano de 2013. pela começaram a exercer a profissão de forma obrigatoriedade de um profissional prática. na tentativa de tecnologia já era bastante significativo. Entidades de de foco tenha obrigado tais profissionais representação da categoria de cada Estado a criar a pós-graduação dermatofuncio- (associações. o projeto em ques. e assim sucessivamente.634. em Curitiba-PR. escola de estética “France-Bel” formou as ƒƒ Tentativa de aprovação do projeto de primeiras esteticistas. por exemplo. ainda não foi aprovado. a qual congrega todas fisioterapeutas se atraíssem para a área as associações profissionais de esteticistas. ganhas tanto pelo SENAC quanto pela ticista passou a existir. com curso superior.

O Curso Superior de Fisioterapia não tes profissionais. por parte de alguns estética encontra-se. Contudo. Hoje. pelas profissionais esteticistas com o intuito de englobar atividades dominadas. além de um autuações nos centros de Estética de vasto conhecimento eletrotermofoto- São Paulo. o que mais impressiona é o Segundo a ASETENS. e que hoje. Tecnologia em Estética e Cosmetologia é tos importantes sobre as patologias específico no estudo da pele e seus ane- . maioria das esteticistas. a fisioterapia ou nenhuma. seja ele de origem traumática ou como área de saúde.). prática. qualquer matéria que habilitasse a trabalhar com estética. do para exercer a profissão. [8]. Abusivas. principalmente intimidatórias sofridas nais da área de Estética) [2]. o profissional da desconhecimento. no Ministério da Educação e Cultura (MEC) o em pacientes que apresentam linfede. poder e de inconstitucionalidade. por cirurgiões plásticos. caluniadoras. Creio que isto se deva cursando especialização em estética. (Notificação Gomes [2] entende que as atitudes di- Extrajudicial de Autuações. Go- a má informação destes profissionais a mes [2]. terapêtico. O Curso Superior de dermato-funcional possui conhecimen. pois fere mofisiologia do sistema linfático (. seus pacientes que se encontram no muitos profissionais já cursaram ou estão pós-operatório. possuía em sua grade curricular. alguns cur- Nessa linha de pensamento Saito [9] sosacrescentaram algumas poucas infor- também declara: mações. po por esses profissionais não fazem parte claração por parte de uma profissional da simplesmente do acaso. pela proibição do uso da ele. até pouco ma de fiscalização sério e rigoroso. a já tiveram seu reconhecimento. atualmente. e a maioria dos cursos não. prepara- médicos. Terapia Ocupacional) e alguns profissionais sentam apenas alguns meses de curso são uma demonstração clara de abuso do prático sem embasamento da anáto. famatórias. curso Técnico em Estética está catalogado ma. Creio que está na hora cista na área da Estética. trotermofototerapia para fins estéticos e da drenagem linfática. direitos adquiridos [7]. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 29 • Atualmente inúmeras fiscalizações e relacionadas à estética.. Ressalta que reta da técnica de drenagem linfática. constrangedoras Arbitrárias e Ilegais contra os profissio. Um fato comum é a indicação de de Tecnologia em Estética e Cosmetologia esteticistas. tempo. ainda faz uma comparação entre respeito dos riscos que estão expondo a preparação do fisioterapeuta e do esteti- seus pacientes. Em um artigo publicado no jornal do conquistadas e aplicadas ao longo do tem- CREFITO-1 encontramos a seguinte de. e. dos riscos da aplicação incor. que geralmente apre. fisioterapia: Essas retaliações por parte de entida- des como o CREFITO (Conselho Regional Há algum tempo a técnica de drenagem de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e linfática também vem sendo aplicada COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e por esteticistas. A pós-graduação é de 360 horas (geralmente 20 horas para cada matéria e Ao contrário do que ocorre com a um fim de semana por mês) com pouca. Vejamos: delimitarmos o campo de atuação des. e criarmos um siste..

no site do Ministério do da administração pública nas três esferas Trabalho em Emprego. maquilagem. massagens e [2]. Tecnólogo em estética e cosmética.30 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 xos. as atividades de atuação com responsabilidade no exercício spas que não operam estabelecimentos da profissão [7]. O Técnico em Estética possui . traz a identificação de governo. Tecnólogo em estética. corporal e capilar. relaxamento. e tem por (MEC): finalidade a identificação das ocupações no Pelo MEC. atividade de depi- com conhecimento anatomofisiológicos e lação. para fins classifica. A definição e atualização das sub- Tecnólogo em cosmetologia e estética. as atividades de já estão aumentando suas cargas horárias spas que não operam estabelecimentos para três anos. com alguns registros perante outros orgãos. organizada no âmbito facial e corporal. as atividades de banhos turcos. serviços de embelezamento e higiene e não são. Orçamento no atendimento facial. em especial na área tributária. Esteticista Facial. onde o CNAE nº 9609-2/01 compreende: as atendimento às comunidades realiza um clínicas de estética. as atividades de massagem estética embasamento nas variáveis físicas para e para emagrecimento. Esteticista Corporal. A antiga CBO de nº as ciências necessárias para habilitar e 5. A profissão de es. A CNAE (Classificação Nacional de vejamos: Atividades Econômicas) é uma classifica- Ministério do Trabalho e Emprego ção usada com o objetivo de padronizar os (MTE): códigos de identificação das unidades pro- A nova CBO nº 3221 publicada em dutivas do país nos cadastros e registros janeiro de 2011.161 enquadrava o esteticista na área de fundamentar todas as práticas da profis. da CONCLA. em laboratórios específicos para atuar Ministério do Planejamento. sob a coordenação de repre- Tecnólogo em estética corporal. e com a participação de representantes da Técnico em estética. dual e municipal e do IBGE (CNAE). em Estética estão catalogados como área tórios junto aos registros administrativos da saúde. pações) foi instituída por portaria ministerial Ministério da Educação e Cultura nº. o curso Técnico e Tecnólogo mercado de trabalho. 397. atividades de limpeza de pele. Essas práticas são desenvolvidas na área da saúde. a carreira contava de beleza não especificadas anteriormente. sendo então considerado hoteleiros. ao contrário CNAE nº 9602-5/02 compreende: as do alegado pelos conselhos e alguns pro. administração tributária das esferas esta- A CBO (Classificação Brasileira de Ocu. outras atividades de tratamento regulamentação inicial.. dos Tecnólogos e técnicos em terapias contribuindo para a melhoria da qualidade alternativas e estéticas. banhos a vapor. facial e sentante da Secretaria da Receita Federal capilar. massagem fissionais da fisioterapia. e Gestão: algumas possuem Clínicas-Escola. de emagrecimento e importante trabalho social. classes são atribuições da Subcomissão Tecnólogo em cosmetologia e estética Técnica para a CNAE. Bacharelado em Estética e Cosmetologia saunas. Alguns cursos de massagem estética. O profissional esteticista. Inobstante a essa falta de hoteleiros. de 9 de outubro de 2002. possui formação facial. tendo em sua grade curricular todas e domiciliares (MTE). dos sistemas de informação que dão supor- teticista está sob o código 3221-30 como: te às decisões e ações do Estado. etc.

(profissionais da estética. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 31 formação de nível médio obtido por meio do sendo vetada sua participação em qualquer curso de técnico em estética. nenhuma das atribuições do esteticista selho Regional de Biomedicina publicou em serão desempenhadas pelos Biomédicos seu site a Resolução nº 201 (referente aos Estetas. nº 01/2012 dispondo o rol de atividades lho. da CEB (Câmara de Para Bigardi [10]. 14 da Resolução nº 202 A normativa prevê em seu art. com carga horária a invasão de outras áreas. 201 e 202. (Técnicos) e o art. de Biomedicina. para os cursos que O Sindicato dos Esteticistas do Estado estiverem enquadrados na área de saúde de São Paulo -SINDEST/SP [11] explica conforme Parecer nº436 / 2001. exceto no Federal de Biomedicina. O esteticista poderá ser o responsável porando esses profissionais ao Conselho técnico por centros de estética. dispõe que esses profissio. possibilidade de criação de câmaras no nais não terão direito a voto e a ser votado. diferentemente do que vem Biomedicina. ponsável técnico deverá ser um médico ou bre a forma de inscrição dos profissionais biomédico. O SINDEST/SP [11] ainda ressalta que No dia 20 de Novembro de 2011 o Con. etc). incor. da área da saúde nos Conselhos Regionais Ainda acrescenta: de Biomedicina de cada região. da CES – que a partir de 20 de novembro de 2011 Câmara de Educação Superior (ASETENS). do um ato público na Assembleia Legislativa estarão exercendo ilegalmente a profissão de São Paulo anunciando o ingresso do e poderão se inscrever no conselho regional profissional esteticista no Conselho Federal de biomedicina de sua respectiva região. deverão nº 202 (referente aos tecnólogos na área fazer curso técnico ou tecnólogo em estéti- da saúde) de 25 de agosto de 2011. com carga ho.400 horas.200 horas. onde o res- As resoluções ditam providências so. conselho de cada região para dirigir cada . Segundo as Resoluções nº acontecendo com a Fisioterapia” [11]. todas as pessoas que desejam ingressar na Conselho Federal de Biomedicina: carreira de estética devem cursar o técnico Em 06 de dezembro de 2011 foi realiza. não só os esteticistas deverão ingressar no Conselho de Biomedicina. cargo nos Conselhos Federal e Regionais. caso contrário. a (Tecnólogos). etc. O art. rária de no mínimo 1. e caso estes queiram também técnicos da área da saúde) e a Resolução desempenhar atividades estéticas. caso de clínica de estética. do técnico e tecnólogo da área da saúde radiologia. O Tecnólogo em Estética lho de Biomedicina garantirá ao profissional possui formação de nível superior por meio esteticista exercer suas atividades legal- do curso de Formação Tecnológica em Es. Parecer nº 16 / 1999. mínima de 2. mas Em 10 de abril de 2012 o Conselho Fe- também todas as outras profissões da deral de Biomedicina publicou a Normativa área da saúde que ainda não tem conse. ca. conforme mas poderão constituir sindicatos. 3º. mente e com respaldo do conselho contra tética e Cosmetologia. 15 §1º da Resolução nº 201 da Radiologia. ou tecnólogo em estética. da acupuntura. como os profissionais da acupuntura. e como ainda não tem conselho ras irmãs onde uma não concorre com foi incorporado ao Conselho Federal de a outra. A estética é considerada área da “A estética e a biomedicina são carrei- saúde. o ingresso ao Conse- Educação Básica).

32 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 área da saúde. 3º vetados pela Presi. A normativa detalha todas as ativida. 4º da lei em comento prevê Biomedicina não regulamentam a profissão. por meio de seu dano à sociedade. que os profissionais deverão obedecer às apenas a reconhecem. dentro de cada con. que regula e executa as ações conforme As razões dos vetos foram feitas por as necessidades e realidade do Estado de meio da mensagem nº 11 de janeiro de São Paulo. corporal (art. estudos e pesquisas no âmbito de suas cure. cabendo a poderão exercer. publicou que não apoia a incorporação sidente. assegura o livre exercício de qualquer des que o técnico e tecnólogo em estética trabalho. por seus a Secretaria Municipal de Saúde [13]. fomenta a realização de de cabeleireiro. Importante esclarecer que a CBO (do projeto em causa. A lei cional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que não reconhece apenas a profissão de coordena o Sistema Nacional de Vigilância esteticista como também as profissões Sanitária (SNVS). e Gestão). III e art.592. O artigo 2º e seus inci. 5º. ofício ou profissão. outra de acupuntura. depilador e maquiador e as enqua. A Constituição.592/2012). A regulamentação da profissão ção de materiais e utensílios utilizados é realizada por meio de lei. estético. Essa. 1º e seu parágrafo único da O Sistema Nacional de Vigilância Lei 12. publicada no Diário Oficial da União selho regional de biomedicina haverá uma em 19 de janeiro de 2012. os Deputados e Senadores e levada à sanção orgãos encarregados da fiscalização e apli- do Presidente da República. imposição de restrições apenas quando A FEBRAPE (Federação Brasileira dos houver a possibilidade de ocorrer algum Profissionais Esteticistas). a resolu- ção e normativa do Conselho Regional de O art. CNAE elevada apreciação dos Senhores Mem- (do Ministério do Planejamento. A lei em comento é pequena contendo é executado por instituições públicas da apenas seis artigos. 3º mencionava a revalidação do diploma Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) quando expedido em país estrangeiro. 2012. efetuando a esteriliza- malidade. exigida para cada profissional da área e o No âmbito estadual é o Centro de art. outra de radiologia. em seu art. a qual ora submeto à Ministério do Trabalho e Emprego). etc. Sanitária (SNVS) -Lei Federal 9782/99. os pareceres do MEC. Senhor Pre- blog. normatização. de regulação. . tendo os artigos 2º. tirando-a da infor. Segundo é feita pelo Congresso Nacional. manicure. facial e território nacional. cuja apreciação no atendimento a seus clientes. Vejamos: câmera de estética. atribuições e elabora resoluções de pro- dra no setor de atividades de higiene e teção à saúde com validade para todo o embelezamento capilar. do Distrito Federal e incisos I. Assim. Orçamento bros do Congresso Nacional. normas sanitárias. que exerçam atividades dente da República. cação das normas sanitárias nas diversas Por fim em 18 de janeiro de 2012 esferas de governo são: foi regulamentada a profissão de este. dos Estados. barbeiro. inciso XIII. dos Municípios. controle e sos tratavam da escolaridade e qualificação fiscalização na área de vigilância sanitária. II. pedi. No âmbito da União é a Agência Na- ticista por meio da Lei nº 12. a razão que me levou a vetar do esteticista ao Conselho de Biomedicina os dispositivos acima mencionados do [12]. União.

as esterilização de instrumentais. Pelo breve relato exposto. exigência de responsável técnico (no caso Apesar do art. mobiliário e instru. em . depiladores. altiva e reconhecida. pertinência do presente estudo é dada pela ƒƒ Lei nº 13. rança” – um guia técnico para profissionais. o manual foi durante as inspeções observa aspectos elaborado para os profissionais de salões relacionados à estrutura física. entre outros [14]. que afinal é ƒƒ RDC 56/09 (Proíbe a utilização de quem lucrará com uma profissional prepa- câmaras de bronzeamento artificial com rada.342/78_Código nossa carreira de maneira profissional. rotulagem e prazo o espaço de estética. os órgãos de vigilância não possuem ainda dispõe de um Manual de Rotinas e regras específicas para o esteticista em sua Procedimentos. com função de conservante). curso de formação na área. Diagnosticar os parâmetros legais e ƒƒ D e c r e t o F e d e r a l n º 7 9 0 9 4 / 7 7 normativos da carreira de estética no Brasil (Regulamenta a Lei nº 6360/76). em número de profissionais. controle de produtos. pode-se Todas essas ações baseiam-se em notar que a carreira estética ainda tem um outras legislações. cuidados na normas de vigilância sanitária e de boas realização dos procedimentos (uso de luvas práticas no que se refere a instalações e outros produtos descartáveis). finalidade estética). denação de Vigilância Sanitária (COVISA) Importante frisar que. No Município de São Paulo. atualizado em 2011.592/2012. drogas. a Coor. cosméticos. saneantes e outros). pectativas do mercado cresceu. nas últimas te a inspeção é solicitado ao profissional décadas. a saber [14]: longo percurso a trilhar. utilização físicas. ƒƒ Resolução RDC nº 162 de 11 setembro de 2001 (Conservantes para cosméticos Justificativa (determina níveis de concentração da substância formaldeído. manicures. Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 33 No âmbito municipal e a Coordenação esteticista o certificado de conclusão de de Vigilância em Saúde – (COVISA) que re. de validade dos produtos. não havendo gula e executa as ações de acordo com as até o presente momento base legal para peculiaridades do município de São Paulo. neste sentido a ƒƒ Lei nº 12. como cabeleireiros. para a população brasileira. giene e limpeza e esterilização de materiais. desinfecção e O manual traça de modo resumido. podólogos e não somente para mental.592/2012 de atividades de estética não médica) ou prever a observância das normas sanitá. em produtos A carreira da estética devido a impor- cosméticos. sem Sanitário Estadual (seção V – art. intitulado “Beleza e Segu- atuação na cabine de estética. com uma abordagem histórica da profissão. registro em conselho de classe A COVISA rias. ças na estética poderem sentar e discutir ƒƒ Decreto Estadual nº 12. medidas de hi- de equipamentos de proteção individual. cumentação pertinente.217 retaliações e pensando sempre no melhor a 221). do. procedência.725/04 (Código Sanitário do oportunidade que abre a todas as lideran- Município). ƒƒ Lei Federal nº 6360/76 (Dispõe sobre Objetivo a vigilância sanitária de medicamentos. higiene e de beleza. limpeza do ambiente. 4º da Lei 12. tância de suas atividades somada as ex- De acordo com a COVISA [14]: duran.

pia como na de cosmética. Ministério da Edu.592/2012). seminários. Esse avanço. Visando complementar as pesquisas. ƒƒ Conselho Federal de Biomedicina Atualmente. foram feitas profissional (cursos técnicos. de graduação pesquisas nos sites dos orgãos públicos e especialização. Durante esse tempo teve grande avanço tecnológico na seara || Metodologia dos cosméticos e aparelhos. vigentes são eficazes e atendem a prática nais de estética. Vigilância em Saúde (COVISA) em São Paulo e encaminhados e-mails com questionários Hipótese à Federação Brasileira dos Profissionais Esteticistas (FEBRAPE) e à COVISA. to por meio do CNAE. Todo esse avanço tecnológico e cresci. ƒƒ Assembleia Legislativa de São Paulo. federal. que seja específica e regulamente blogs. A falta de artigos científicos e livros jurídicos. entretanto. regulamentada por legislação federal (Lei ƒƒ Agência Nacional de Vigilância Sanitária 12. nização da carreira interfere no exercício foi efetuada uma visita a Coordenação de profissional do esteticista. ƒƒ Coordenação de Vigilância em Saúde derais. no Ministério do Planejamen. não podemos dizer que o (CFBM). Orçamento mento do número de profissionais ocorreram e Gestão. não foi . Com esse intuito. congressos). porém. uma regulamentação adequada e de orga. vez que a estética é (CRBM). exigir dos carreira do profissional esteticista. por meio de registros nos Ministérios Fe. ƒƒ Ministério de Educação e Cultura (MEC). ƒƒ Câmara dos Deputados. de forma apropriada a profissão. há mais de 60 anos. cação e agora recentemente no Conselho Federal de Biomedicina (Resoluções 201 Além dos sites elencados acima tam- e 202 de 2011). de uma forma desorganizada e informal. além de ser reconhecida (ANVISA). evitar que as atividades dessa profissão. historicamente exercidas na área da esté- tica sejam incorporadas e assumidas por || Discussão outras classes e delinear de forma mais precisa o escopo de atuação da profissão A profissão de estética existe no Brasil e as competências exigidas do profissional. permitin- orgãos reguladores regras mais adequadas do diagnosticar se a legislação e registros para a fiscalização e atuação dos profissio. relacionados abaixo: em tecnologias tanto na área da eletrotera.34 Revista Brasileira de Estética < Volume 2 < Número 1 < janeiro/fevereiro de 2014 cursos de qualificação e aperfeiçoamento esteticista. profissional esteticista exerce sua profis. ƒƒ Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). não tem uma lei bém foram pesquisados diversos sites. bem como no aprimoramento individual do profissional Levantamento da legislação e registros que hoje cursa graduação e pós-graduação a respeito da atividade profissional do na área. matérias publicadas em revistas. ƒƒ Conselho Regional de Biomedicina são na informalidade. ƒƒ Ministério do Planejamento. A regulamentação da carreira por meio As informações coletadas serviram de uma legislação específica. meio da CBO. permitiria como base para esboçar o cenário atual da criar um conselho de classe. como no Ministério do Trabalho por (COVISA).

competências e atribuições que o esteticis- O art. parágrafo único. sendo o primeiro 2º e 3º do Projeto de Lei nº 959/2003 reconhecimento a nível federal da categoria. Além disso. vez que não define os contornos Educação e no Conselho Federal de Biome. só poderá exercer a profissão de como a nova CBO nº 3221 do Ministério esteticista aqueles que atenderem do Trabalho e Emprego (MTE) que coloca o a essas qualificações e atribuições esteticista no eixo de terapias alternativas previstas nessa lei. esteticista. no Ministé. no Ministério da