CÓMO HACER COSAS CON PALABRAS

J. L. Austin (1955)

John Langshaw Austin (1911-1960) • Nascido no Reino Unido. •Considerado um filósofo da linguagem responsável pelo desenvolvimento de uma grande parte da atual teoria dos atos de discurso. •Austin pertencia ao chamado Grupo de Oxford que, como o Grupo de Cambridge, foi fortemente influenciado por Wittgenstein. •Sua obra mais conhecida, que é o objeto dessa apresentação, é resultado de doze palestras proferidas em Harvard em 1955.

John Langshaw Austin (1911-1960)

Algumas obras:
AUSTIN, J. L. 1946. Other Minds. Philosophical Papers: 76-116. Traduzido por Marcelo Guimarães da Silva Lima – "Outras Mentes". In Os Pensadores. 4ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1989: 21-47. ______. 1950. Truth. Philosophical Papers: 117-133. ______. 1956. A Plea for Excuses. Philosophical Papers: 175204. ______. 1958. Performatif-Constatif. La Philosophie Analitique – Cahiers de Royaumont : 271-304 (Tradução de Paulo Ottoni – Performativo – Constativo. In: Ottoni (1998) Visão Performativa da Linguagem: 111-144).

Algumas obras:
AUSTIN, J. L. 1961. Philosophical Papers. Oxford University Press. ______. 1962a. How to do things with words. Harvard University Press (Traduzido por Danilo Marcondes de Souza Filho. Quando Dizer é Fazer – Palavras e Ação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990). ______. 1962b. Sense and Sensibilia. Oxford at the Clarendon Press (Traduzido por Armando Manuel Moura de Oliveira. Sentido e Percepção. São Paulo: Martins Fontes, 1993).

Semiótica: “é a ciência geral de todas as linguagens”

Pragmática: “é a parte da semiótica que trata da relação entre os signos e seus usuários”, “estuda a utilização da linguagem em discurso”

Atos locucionários : é a simples produção de um enunciado. Atos ilocucionários : é a intenção com que o falante produz o enunciado, é o ato que exercemos ao dizer algo. Atos perlocucionários : é o efeito ( consequência) produzido por nossas sentenças. a

Conferência I Enunciado: expressa o conteúdo de uma proposição, utilizado cotidianamente nas interações entre os falantes. Enunciado constatativo/constativo: são aqueles que descrevem ou relatam um estado de coisas e que podem ser rotulados de verdadeiros ou falsos. Enunciado realizativo/performativo: não descrevem, nem relatam algo e não podem ser rotulados de verdadeiros ou falsos. Eles realizam uma ação. Exemplos: Eu juro..., Eu prometo..., Eu aposto..., Eu deixo...

Para ser realizativo/performativo o enunciado precisa: • Fazer coisas, não apenas dizer • Acontecer dentro de circunstâncias apropriadas. • Que a pessoa que realiza a ação tenha sido designada para esses fins e que siga os “procedimentos” corretos. • Que @ outr@ diga “aceito” (Eu aposto...). Todas as pessoas envolvidas devem “aceitar” e exercer de forma correta a ação. .

Conferência II e III A doutrina dos infortúnios – fala sobre as coisas que podem sair mal e que impedem portanto o êxito (o funcionamento “afortunado”) de um realizativo/performativo. Os infortúnios A.1) Tiene que haber un procedimiento convencional aceptado, que posea cierto efecto convencional; dicho procedimiento debe incluir la emisión de ciertas palabras por parte de ciertas personas en ciertas circunstancias. Además,

A.2) en un caso dado, las personas y circunstancias particulares deben ser las apropiadas para recurrir al procedimiento particular que se emplea,

B.1) El procedimiento debe llevarse a cabo por todos los participantes en forma correcta, y B.2) en todos sus pasos,

Г.1) En aquellos casos en que, como sucede a menudo, el procedimiento requiere que quienes lo usan tengan ciertos pensamientos o sentimientos, o está dirigido a que sobrevenga cierta conducta correspondiente de algún participante, entonces quien participa en él y recurre así al procedimiento debe tener en los Г.2) los participantes tienen que comportarse efectivamente así en su oportunidad.

Infortunio A – Alguém emite uma expressão realizativa/performativa , e esta é classificada como um ‘desacerto’,ou seja, algo que não é aceitado pelos indivíduos e as pessoas devem ser apropriadas (legitimas) Exemplo1: Um marido diz a sua mulher “me divorcio de você” – num contexto cristão onde os matrimonios são indissolúveis. Exemplo2: Em um contexto de jogo em que é necessário formar duplas, alguém diz: “Escolho Jorge”, mas Jorge diz “Eu não jogo!”.

Infortunio B – o realizativo/performativo ocorre a partir de fórmulas inadequadas ou o ato não se completa. Exemplo: eu procuro fazer uma aposta dizendo “eu aposto cem reais”, e o meu interlocutor diz “aceito”, caso isso não aconteça temos uma situação de infortúnio, de fracasso.

Referências bibliográficas AUSTIN, J. L. Como hacer cosas con palabras: Palabras y acciones. Barcelona: Paidós, 1990 ARMENGAUD, Françoise. A pragmática. São Paulo: Parábola Editorial, 2006. BENÍTEZ, Maria Elvira D. Dark Room aqui: um ritual de escuridão e silêncio. Cadernos de Campo, São Paulo, n. 16, p. 1-304, 2007 ORLANDI, Eni P. O que é lingüística? São Paulo: Brasiliense, 1996. SANTAELL, Lúcia. O que é semiótica? São Paulo: Brasiliense, 1995.

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