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Mas agora Cristo veio como a justiça manifesta de Deus, o que a própria lei e

os profetas já anunciavam (Jeremias 31:31-34).
Mas para essa justiça ser justiça, é necessário ter fé e crer em Jesus Cristo.
Porque todos pecaram e estão distantes de Deus.
Todos que pela fé, creem em Cristo Jesus, que nos libertou, nos resgatou, da
dívida de pegados que tínhamos diante de Deus, são justificados gratuitamente
por ele.
Pois através do sangue de Jesus derramado na cruz do calvário, sangue
inocente que nos lavou, nós, que éramos culpados diante de Deus, passamos
a ser salvos, e tivemos nossa pena justificada mediante a fé em Jesus.
Jesus foi como o sangue inocente derramado no propiciatório (2 Coríntios
5:21), para apagar a ira de Deus que era contra nós pecadores (Êxodo 32:30 e
Êxodo 29:36).

Desde da criação, Deus tem sido tolerante para com o pecador, para que no
tempo presente a sua justiça mediante a fé em Jesus Cristo fosse revelada.
Pois assim, ele seria justo em aplicar a sua justiça e também o nosso
justificador por nos ter dado seu Filho Jesus. Que morreu, para que nossos
pecados fossem apagados, nos justificando, nos libertou, pagando a dívida de
pecado que tínhamos contra Deus (Colossenses 2:14).

Onde a jactância, ou arrogância? Ou seja, nem mesmo os judeus poderiam se
gloriar. A arrogância foi excluída porque já não é pela lei e sim pela fé que
somos justificados.
E por isso Deus era Deus tanto de judeus como de gentios. O mesmo Deus
que deu a Israel as leis no antigo testamento (Êxodo 20), agora aprimorava
essa sei pela fé em Cristo Jesus.
A lei não foi anulada pela fé, pelo contrário foi confirmada em Cristo Jesus.
Jesus mesmo disse isso em (Mateus 5:17-18).

Agora Paulo procede à descrição da justiça de Deus (21; cfr. Rm 1.17), o
método pelo qual ele próprio se ajustou com Deus. Notem-se as seguintes
características. Independe da lei (21). A lei revela o dever que Deus exige do
homem (quer esteja contido na lei, nos profetas e nos escritos, ou mais
especificamente na lei do Pentateuco) e requer esforço moral ou obras para a
justificação do homem. A justiça de Deus independe do cumprimento da lei. Em
segundo lugar, ela é testemunhada pela lei (21). O mosaico de passagens
escriturísticas, previamente apresentado (Rm 3.10-18), foi extraído
principalmente dos escritos, terceira seção da Torá: agora o apóstolo completa
o testemunho da lei referindo a lei e os profetas (21). O novo meio de o homem
ajustar suas relações com Deus não é absolutamente novo, mas foi realmente
predito em ritos, tipos e profecias através do Velho Testamento.

Em terceiro lugar, a justiça de Deus é fornecida em Cristo mediante a fé (22-
25). É para quantos creem, é pela fé de Jesus Cristo (22). O grego tem aqui o
caso genitivo e assim pode ser traduzido quer subjetiva, quer objetivamente. A
justiça divina pode ser alcançada pela fé do Salvador, exercida até à cruz, fé
poderosa que foi parcela integrante do valor expiatório do Seu sacrifício
supremo. Por outro lado, e em harmonia com o uso do Novo Testamento, esta

Representa a Torá e o Pentateuco.16 e segs. conciliar ou apaziguar alguém. “sofrer necessidade” (cfr. A regra das obras (27) não exclui a jactância. Êx 29. Cristo é uma propiciação proposta por Deus. fora de Cristo. Gn 9. e os do presente têm seu castigo adiado (25). sobre que fundamento é ela excluída? Paulo emprega o termo “lei” de vários modos. anteriormente cometidos. a justificação é gratuita ou pela graça (24). Paulo expressa a base da justiça em duas frases significativas: mediante a redenção que há em Cristo Jesus (24) e propiciação mediante a fé no seu sangue (25).. aqui significa um princípio estabelecido.8. em virtude do qual os pecados do homem. A quarta característica da justiça de Deus é que é divinamente reta (26-31). Lv 17.11. são esquecidos. É a glória chequiná do Velho Testamento (cfr. na paciência divina. o sangue significando o princípio de vida sacrificada. é o neutro de um adjetivo derivado do verbo hilaskomai. 2Co 4.4. nem com o seu mérito espiritual. Êx 24. A justificação em tais bases. os pecados dos homens no passado foram esquecidos. e por causa de Sua justiça eterna e intrínseca (não a despeito dela) considera justo o pecador que crê em Jesus (26). por Sua graça (24). sem preço. mas é de expiação do pecado por um Deus misericordioso mediante a morte expiatória do Seu Filho. “ser inferior”. como seu objeto.22. Mas.5. Cristo é. Nesta base de justificação só pela fé. Mt 19. Não exclui necessariamente. e assim se torna fé no Redentor. ou fazer propiciação por. O sangue de Cristo é o preço aceito. ser propício ou misericordioso. todos os homens estão em falta (carecem dela). Por causa deste novo método de ajustamento com Deus. Rm 9. também pode justificar ou colocar em correta relação aqueles que têm fé em Jesus. o Verbo ou expressão do Pai (ver Jo 1. doxa) é o esplendor visível do caráter perfeito de Deus. que é efetuada por Sua morte. Noutras palavras. É concedida gratuitamente.). 1Co 8.18. tudo em perfeita justiça da parte de Deus. A fé é o meio. e no Novo Testamento é expressa na vida encarnada de Jesus. Tanto na realidade como em consciência todos estamos muito distantes da luz ofuscante da perfeição divina. Por que lei? (27).23). Glória (gr. O grego apolytrosis significa “libertação efetuada com o pagamento do resgate”. que tem três sentidos: aplacar. em face desta pecaminosidade universal.18. Deus não é somente justo. A palavra para propiciação. Todos pecaram e carecem da glória de Deus (23).4. hilasterion. O grego hysterein significa “ficar em falta”. embora que.43. portanto. a realidade de ira justa por causa do pecado. Esta deficiência universal é um dos aspectos do pecado.20.2).6). Dt 12. Êx 33. o meio de satisfação pelo pecado.14. Deus é justo. O Novo Testamento usa as duas últimas traduções (ver Lc 18. como sempre é. porém. Não há cabimento para ela. Êx 16. A ideia não é de conciliação de um Deus zangado por causa da humanidade pecadora. 2Co 11. Daí a expressão da ARA: “no seu sangue (mediante a fé)” ser preferível à da ARC pela fé no seu sangue. nada tem a ver com o esforço moral do homem. (cfr.12). daí redenção. emancipação ou livramento. somos declarados inocentes em troca de nada. Fp 4. 2Co 3. porque muitos . Quanto à glória de Deus. e só em virtude do amor imerecido de Deus para com os pecadores. o apóstolo desafia a jactância do judeu. etc. isto é. O apóstolo agora desdobra sua última frase: tendo em vista a manifestação da sua justiça (26).13 e 1Jo 2. não tenham eles direito a tal justificação.fé é projetada em Jesus.10.

5 — O valor infinito da fé é derivado do seu objeto: Deus e Sua manifestação. Todos os judeus respeitavam profundamente o pai de sua nação. Rm 8. 13. 6) Vem através da morte e ressurreição. Não há diferença na qualidade. 3.13 — Herdeiro do Mundo. 16). 12. 5) É segundo a graça (v. citando o exemplo do pai do povo da aliança. Mas a regra da fé exclui absolutamente qualquer exultação dessa natureza. 3) Existe à parte das obras (vv. 5. 13. Seis aspectos da justiça em Romanos 4: 1) A justiça é associada com imputação 11 vezes (vv.. A conclusão definida de todo este assunto é que o homem se ajusta com Deus pela fé. • N. 20. 23. Pelo menos 14 anos passaram depois da declaração de Gn 15. Assim é que. 8..32 e 1 Co 11. acrescenta Paulo.2). transgressões. 4. 24). Abraão. 4. Hom. 4. 6. Era Abraão como o pai dos fiéis (cf.. Ademais.6 até a circuncisão. Sua justiça está satisfeita. 6).. Mostrando que Abraão foi justificado por fé. por isso. 2) É associada 9 vezes com fé (3. há um povo cujo sinal distintivo é a fé. Abraão justificado por fé (1-8) . 14. 4) Existe fora da lei (vv. 4. Cristo foi entregue para morrer a fim de expiar os pecados do Seu povo o ressuscitou para garantir a justificação dele. E tal fé é a condição sine qua non. se creem.23). Na LXX encontra-se duas vezes a palavra paradidõmi “entregar” (cf. Gn 12. 9. fora de qualquer cumprimento da lei (28). Estas expressões apenas salientam o contraste entre a circuncisão e a incircuncisão. 4. Ele continua o seu argumento. no regime dessa fé. Pela fé.25 — Entregue por.21. não pode ter importância na justificação daquele que a recebe.fariseus viviam cheios de autoglorificação. 6. Deus é Deus de uns e de outros. a lei não é desbancada. É simplesmente o selo não a substância. A Justificação de Abraão (Romanos 4:1-25) Paulo encerrou o capítulo 3 com a afirmação que a fé confirma e não anula a lei. Paulo reforça a sua defesa do evangelho entre os judeus. portanto. 1 Co 3.6 . 5. e não por obras de lei. portanto. que somente Deus pode conceder. 24). fraco ou sentimental.22. nem no método de ter fé. 11. A palavra por traduz dia. e igualmente olha por cima da incircuncisão para a fé da parte do gentio. agarrar de uma vez a perfeição de Deus. 9. Deus não se torna. Parece basear-se em Is 53. Deus olha por cima da circuncisão para a fé do judeu. 2.11 — Ainda incircunciso. “por causa de”. Crer é. 16. 22. Este princípio de fé anula de vez o muro de separação entre judeus e gentios.3). 16). 10. mediante a fé (30). 5. senão estabelecida. O domínio do mundo inteiro pertencerá à descendência espiritual de Abraão (cf. como qualquer outro rito externo sem fé. Ambos realmente ostentam a mesma "marca registrada". se há um Deus. 14.

Pai daqueles que crêem (16-25) Abraão é o pai de todos que são da fé. “causou” a sua ressurreição. feita pelo sacrifício dele. O mesmo princípio aplica a todos que crêem nas promessas “impossíveis” de Deus. Deus aceita a fé no lugar da justiça (5). A lei suscita a ira (15). (O mesmo texto que traz a ordem original da circuncisão. Gentios salvos pela fé (9-15) O pai dos judeus foi justificado pela fé. mesmo nas promessas que pareciam impossíveis. Se a herança pertencia exclusivamente aos da lei. porque confiou em Deus Todo-Poderoso (20-21). os gentios seriam justificados? Pela lei? Não! Eles também podem ser salvos pela fé. Lembramos que Paulo citou vários salmos para mostrar a culpa do homem (3:10-18). Assim Abraão recebeu o favor (graça) de Deus. Abraão creu. trazendo conhecimento do pecado (3:20) e encerrando tudo sob o pecado (Gálatas 3:22). onde recebeu a ordenança da circuncisão 24 anos depois). especificamente na ressurreição de Jesus Cristo (23-25). Como. Uma vez . entendeu que um homem abençoado é aquele que recebe o benefício da graça de Deus. onde recebeu as promessas. A lei não salva (13-15). e não recebeu um salário devido por serviço prestado ao Senhor (1-4).. outro homem muito respeitado entre os judeus. Nem Abraão nem sua descendência receberam o favor de Deus mediante a lei. e que seria pai de muitas nações – Gênesis 17). Num sentido. então. O mesmo Deus que levantou uma nação a um homem “amortecido” (19. crendo que ele justifica o ímpio. É necessária a obediência. Ressuscitado por causa de nossa justificação. Abraão recebeu a graça de Deus pela fé antes de ser circuncidado (veja Gênesis 12. também inclui a promessa ao velho Abraão que seria pai do filho da promessa. Quando a pessoa confia em Deus. Veremos mais sobre isso a partir de 5:13. Deus aceitou a fé de Abraão como justiça (22). A circuncisão não salva (9-12). Davi. o perdão dos seus pecados (6-8).antes de ser circuncidado” (12). recebendo o salário justo por suas obras? Não! Deus aceitou a fé dele no lugar de perfeita justiça.Abraão foi justificado por obras de mérito. A circuncisão por si só não serve para nada diante de Deus. veja Hebreus 11:12) poderá levantar uma nação santa de povos já considerados mortos pelos judeus. a promessa e a fé seriam anuladas (compare Gálatas 3:16-18). agora cita o salmista para mostrar a dependência de todos na graça de Deus. As nossas transgressões causaram a morte de Jesus. 2.. e não apenas daqueles que receberam a lei (16-20). e Gênesis 17. Entregue por causa das nossas transgressões. a nossa justificação. Ele foi: 1. andando “nas pisadas da fé que teve Abraão.

. ele foi ressuscitado de entre os mortos.cumprida a sua missão. mostrando para todos a base da esperança dos crentes.