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Brasília, 29 de fevereiro a 4 de março de 2016 Nº 816

Data de divulgação: 11 de março de 2016
Este Informativo, elaborado a partir de notas tomadas nas sessões de julgamento
das Turmas e do Plenário, contém resumos não oficiais de decisões proferidas pelo
Tribunal. A fidelidade de tais resumos ao conteúdo efetivo das decisões, embora seja
uma das metas perseguidas neste trabalho, somente poderá ser aferida após a publicação
do acórdão no Diário da Justiça.

SUMÁRIO
Plenário
Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 1
Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 2
Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 3
Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 4
Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 5
Processo penal militar e interrogatório ao final da instrução
1ª Turma
TCU: repactuação de termos contratados, limites de atuação e via processual adequada - 5
Extradição: crime de lesa-humanidade, imprescritibilidade e anistia
2ª Turma
Interceptação telefônica e competência
CNJ: férias de 60 dias e justiça estadual - 1
CNJ: férias de 60 dias e justiça estadual - 2
Crime ambiental e dano efetivo ao bem jurídico tutelado - 2
Prisão preventiva e reincidência - 2
Repercussão Geral
Clipping do DJe
Transcrições
Extradição - Tratado - Aplicação Retroativa - Excepcionalidade - Convenção de Viena - Condenação
Penal - Inexistência - Irrelevância (PPE 769-DF)
Inovações Legislativas

PLENÁRIO
Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro - 1
O Plenário recebeu, parcialmente, denúncia oferecida contra deputado federal, presidente da
Câmara dos Deputados, pela suposta prática dos crimes de corrupção passiva (CP, art. 317, “caput” e §
1º, c/c art. 327, §§ 1º e 2º) e lavagem de dinheiro (Lei 9.613/1998, art. 1º, V, VI e VII, com redação
anterior à Lei 12.683/2012). Ainda, na mesma assentada, a Corte, por maioria, recebeu denúncia oferecida
contra ex-deputada, hoje prefeita municipal, pelo suposto delito de corrupção passiva. Por fim, julgou
prejudicados os agravos regimentais. Inicialmente, o Tribunal, por maioria, rejeitou as preliminares
suscitadas. Afirmou não prosperar a alegação de nulidade do depoimento prestado pela denunciada
perante o Ministério Público, ao argumento de que teria sido ouvida como testemunha e não como
investigada, o que comprometeria o direito de não autoincriminação. Isso porque, embora ela tivesse sido
ouvida na condição de testemunha e assumido o compromisso de dizer a verdade, constaria do termo de
depoimento que ela teria sido informada de que estariam ressalvadas daquele compromisso “as garantias
constitucionais aplicáveis”. Afastou também a pretensão do denunciado de ver suspenso o processo, por
aplicação analógica do art. 86, § 4º, da CF, já que essa previsão constitucional se destinaria expressamente
ao chefe do Poder Executivo da União. Desse modo, não estaria autorizado, por sua natureza restritiva,
qualquer interpretação que ampliasse a incidência a outras autoridades, notadamente do Poder
Legislativo. Rechaçou o alegado cerceamento de defesa, arguido em agravos regimentais, por meio dos
quais se buscava acessar o inteiro teor do acordo de colaboração premiada e respectivos termos de
depoimento de réu já condenado pela justiça federal por crimes apurados na denominada “Operação Lava

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valendo-se de requerimentos formulados por interposta pessoa e com desvio de finalidade na atuação legislativa. Teori Zavascki. (Inq-3983) Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro . não haveria notícia de envolvimento de autoridade com prerrogativa de foro no STF. por intermédio da denunciada.4 No tocante ao segundo momento delitivo. A Corte observou que a interposta pessoa a que se referiria a denúncia seria a acusada. o parlamentar também solicitara.2016. Vencido o Ministro Marco Aurélio. a denúncia não mereceria ser recebida. rel. Relativamente à primeira fase. que estaria sujeito à homologação judicial. que. a eventual desconstituição de acordo de colaboração teria âmbito de eficácia restrito às partes que o firmaram. assim como para manter indicados políticos em seus cargos na referida sociedade de economia mista. o Tribunal reputou que o aditamento à denúncia trouxera reforço narrativo lógico e elementos sólidos que apontariam ter ambos os denunciados aderidos à exigência e recebimento de valores ilícitos. a materialidade e os indícios de autoria relativos aos crimes de lavagem de dinheiro. que independeriam de tal homologação. o acusado teria solicitado e aceitado promessa de vantagens indevidas para garantir a continuidade de esquema ilícito implantado no âmbito da Petrobras. rel. às delações premiadas pelos acusados. A pressão exercida pelo acusado. a percepção de valores indevidos teria sido para pressionar o retorno do pagamento de propinas. a partir de 2010 e 2011. A materialidade e os indícios de autoria. ante a falta de apresentação de indícios de participação dos denunciados quanto a esse período. Assim. em razão da ausência de nova homologação ou ratificação do acordo de colaboração premiada pelo Supremo Tribunal Federal. pelas declarações até então prestadas pelo colaborador. com os termos de depoimentos prestados pelo colaborador. entre fevereiro de 2007 e outubro de 2012. direta e indiretamente. nos termos da Lei 12. nos anos de 2006 e 2007. para coagir lobista a pagar valor ainda pendente. a preliminar de cerceamento de defesa. À época. Acolhia. (Inq-3983) Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro . a peça acusatória narrara os fatos em tese delituosos e a conduta dos agentes. 2 e 3. de estaleiro para a construção de navio-sonda. o Colegiado afirmou que não ficara demonstrada concretamente a participação dos denunciados nessa fase inicial de negociação da construção dos navios-sonda. elementos básicos para o recebimento da denúncia. Ressaltou que o Procurador-Geral da República juntara aos autos todos os depoimentos de colaboradores que se referiam ao acusado e aos fatos referidos na denúncia. para si e para outrem e teria aceitado promessa. Em um segundo momento. Assinalou que nada fora produzido. Inq 3983/DF. a peça acusatória imputara ao parlamentar condutas delituosas desdobradas em dois momentos distintos. encontrar-se-iam presentes a partir do substrato trazido no inquérito. Teori Zavascki. Inq 3983/DF. elementos básicos para 2 . surtira efeito. Nesse item. tendo em vista que ela não gozaria de prerrogativa de foro perante esta Corte. o acusado. por solicitação do deputado. Min. a fim de que a Petrobras realizasse a contratação do mesmo estaleiro para a construção de outro navio-sonda. Min.2016. 2 e 3.2 Da mesma forma. pela Petrobras. apresentara. No primeiro. Teori Zavascki. recebido vantagem indevida para viabilizar a negociação ou se omitido em fiscalizar esses contratos. razão pela qual seria inquestionável a competência daquele juízo para a prática do ato homologatório. solicitara para si e para outrem e aceitara promessa de vantagem indevida em razão da contratação. dois requerimentos à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados requisitando informações ao TCU e ao Ministério de Minas e Energia acerca dos contratos de interesse do lobista com a Petrobras.850/2013. No caso. que indicasse a efetiva participação dos denunciados nos supostos crimes ocorridos na época da celebração dos contratos.3 O Plenário sublinhou que as razões apresentadas pelo Ministério Público teriam demonstrado adequadamente a necessidade de a denunciada ser processada e julgada no STF. referente às aludidas comissões ilegítimas. de modo que não beneficiaria e nem prejudicaria terceiros. pela impossibilidade de acesso. ou mesmo que os acusados tivessem. o Tribunal entendeu que seria improcedente a alegação de nulidade de depoimentos complementares prestados por colaborador. 2 e 3. lugar e modo. Na espécie. em razão do mandato parlamentar. sem qualquer prejuízo ao exercício de defesa. Além disso. com as devidas circunstâncias de tempo. o acordo de colaboração premiada firmado entre o Ministério Público Federal e colaborador teria sido devidamente homologado por juiz federal. Min. no período imediato. por outro lado. uma vez que o lobista se vira compelido a pagar as quantias prometidas. Não se poderia confundir o acordo de colaboração premiada. como um todo.2016. (Inq-3983) Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro . Todavia. Ademais. rel. entre junho de 2006 e outubro de 2012. ao fundamento de que o STF não seria competente para julgar a denunciada. de vantagem indevida. em termos probatórios.Jato”. em conjunto com o deputado federal. Inq 3983/DF. Assim.

entretanto. Pontuavam que a conduta imputada a ela seria a de assinar requerimento à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. O Ministro Marco Aurélio. rel. por sua vez. também. o Tribunal entendeu ser mais condizente com o contraditório e a ampla defesa a aplicabilidade da nova redação do art. portanto. ainda. Min. na medida de sua culpabilidade”). na redação dada pela Lei 11. § 2º. e o CPPM apenas afasta a aplicação das regras nele contidas se houvesse tratado ou convenção a prever de forma diversa. § 1º (“A pena é aumentada de um terço. 29). Inq 3983/DF. outro réu investigado no âmbito da “Operação Lava Jato” confirmara que teriam sido realizadas em espécie. de soldados da ativa. 2 e 3. A aplicação subsidiária das regras contidas no CPP ao CPPM somente seria admissível na hipótese de lacuna deste diploma. Excluir-se-ia. “b”. Teori Zavascki. rel. quando mais favoráveis ao réu. do CPM. Min.719/2008. Haveria. para operacionalizar suposto pagamento de parte da propina ao deputado. A jurisprudência do STF exigiria. lá condenados por força de apelação. o que não seria o caso. (Inq-3983) Processo penal militar e interrogatório ao final da instrução A exigência de realização do interrogatório ao final da instrução criminal.2016.3. art. Entretanto. Essa a conclusão do Plenário. Vencidos os Ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Depoimento prestado pelo lobista no âmbito de colaboração premiada indicaria que.5 O Tribunal concluiu que os elementos colhidos indicariam possível cometimento de crime de corrupção passiva majorada (CP. Dias Toffoli. ou recebido. deveriam se submeter à justiça penal comum. incabível pelo mero exercício do mandato popular. Seriam necessários outros indicativos de adesão à conduta viciada para que a acusação pudesse ser viável. ou aceito vantagem ilícita para praticar o ato. I. 302 do CPPM. na prática. imposição hierárquica não demonstrada nem descrita nos presentes autos. rel. todavia. que denegou a ordem em “habeas corpus” no qual pleiteada a incompetência da justiça castrense para processar e julgar os pacientes. Inq 3983/DF. 400 do CPP. de fato.o recebimento da denúncia. 29 do CP (“Quem. do quanto recebido. a competência seria. teriam sido transferidos valores de sua conta na Suíça. ao menos na qualidade de partícipe (CP. 317. 317. art. A defesa sustentava que eles não mais ostentariam a condição de militares e. a justiça militar já opera de acordo com o art. Além disso. Não haveria. alegava que o interrogatório realizado seria nulo. se. (Inq-3983) Inquérito: corrupção passiva e lavagem de dinheiro . 327. HC 127900/AM. a tese ora fixada deveria ser observada a partir da data de publicação da ata do julgamento. o Plenário ponderou ser mais recomendável frisar que a aplicação do art. pois não observado o art. 2 e 3. O parlamentar requerera. Assim. da justiça militar. também denegou a ordem. (HC-127900) 3 . 400 do CPP no âmbito da justiça castrense não incide para os casos em que já houvera interrogatório. o Colegiado assinalou que se trataria. além de pagamento em horas voo mediante fretamento de táxi aéreo. na época do fato. a causa de aumento do art. prova de que a então parlamentar tivesse solicitado. por parte do deputado federal. 400 do CPP ao processo penal militar. concorre para o crime incide nas penas a este cominadas. não assistiria razão à defesa da denunciada. Min. para tanto. repasse ao acusado mediante simulações de contratos de mútuo.2016 . De acordo com o art. no que diz respeito ao rito da Lei 8. por meio de suposta simulação de contratos de prestação de serviços de consultoria. No que se refere à questão da competência. em consequência da vantagem ou promessa. prática normal à atividade parlamentar.2016. mas ao fundamento de que a regra geral estabelecida no CPP não incidiria no processo penal militar. Teori Zavascki. 124 da CF e com o art. de qualquer modo. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional”). sem prejuízo da causa de aumento contemplada no art. “caput” e § 1º). Por outro lado. que não recebiam a denúncia oferecida contra a acusada. O mesmo também pode ser dito a respeito da justiça eleitoral. 9º. também se encontrariam presentes. doações a determinada igreja como forma de saldar parte das quantias supostamente a ele devidas. conforme o art. mas sim o art. realizada entre 21 de dezembro de 2011 e 30 de outubro de 2012. 3. Os indícios existentes apontariam também que a acusada teria concorrido para a prática do delito de corrupção passiva. é aplicável no âmbito de processo penal militar. 400 do CPP. de que a conduta descrita na inicial acusatória seria de outro tipo penal. Outros elementos probatórios apontariam para operação destinada ao pagamento de propina ao deputado. para evitar possível quadro de instabilidade e revisão de casos julgados conforme regra estabelecida de acordo com o princípio da especialidade. Precedentes com o mesmo fundamento apontam a incidência de dispositivos do CPP. Assim. Ainda sobre entregas de valores para o acusado. Subsidiariamente. nos termos do já aludido art.038/1990. 400 do CPP. do CP.

aplicável pelo TCU”.8. o juízo da vara central de inquéritos de justiça estadual deferira interceptação telefônica e suas sucessivas prorrogações nos autos da referida investigação. para prova em investigação criminal e em instrução processual penal. Edson Fachin.3. Na espécie. na hipótese de se instaurar a execução. denegou a segurança. Na espécie. Dias Toffoli. MS 29599/DF. observará o disposto nesta Lei e dependerá de ordem do juiz competente da ação principal. Ext 1362 QO/República da Argentina. ante as peculiaridades do caso. além da eliminação de comunistas e desafetos do governo e ameaças públicas por propagandas políticas. Destacou que o Plenário do STF. (MS-29599) Extradição: crime de lesa-humanidade. Diante da negativa da empresa contratada. o mandado de segurança não é a via adequada para aferir critérios utilizados pelo TCU e que culminaram por condenar solidariamente a impetrante à devolução de valores ao erário. rel. Min. Os referidos contratos destinavam-se a obras em rodovia que tiveram o aporte de recursos federais oriundos de convênios firmados com o extinto DNER.5 Por demandar análise pericial e verificação de preços. 4 . teria havido superfaturamento de preços. apurados a título de sobrepreço. Na espécie.2016 . limites de atuação e via processual adequada . O Ministro Edson Fachin (relator) destacou a importância do tema e a ausência de precedentes. o estado teria rescindido o instrumento contratual e seus aditivos. 1º da Lei 9. perante o TCU. imprescritibilidade e anistia Em questão de ordem. Tal preceito “instituiu sanção de inidoneidade a particulares por fraude a licitação. Entendia que a situação concreta se distanciava do precedente citado. muito menos mediante pronunciamento que teria contornos de título executivo judicial. constatado em aditamentos contratuais celebrados entre o departamento de estradas e rodagens de determinado estado-membro e a impetrante (construtora). teria decidido pela constitucionalidade do art. 46 da Lei 8. a República Argentina solicita a extradição de seu nacional com fundamento no art. da Lei 8.2016. revogou a liminar anteriormente deferida e julgou prejudicado o agravo regimental interposto.666/1993. a Primeira Turma deliberou afetar ao Plenário o julgamento de extradição em que se debate sobre a aceitação da tese da imprescritibilidade de crimes de lesa- humanidade praticado por estrangeiro.296/1996 (“A interceptação de comunicações telefônicas. em razão de superfaturamento de preços constatado em aditamentos contratuais por ela celebrados com a Administração Pública. Vencido o Ministro Marco Aurélio. ante a suspeita de ter participado de associação ilícita parapolicial. mas sim reserva de jurisdição para quebra de sigilo. VII. Com o intuito de cumprir determinação do TCU. que concedia a ordem. 4º do Tratado de Extradição firmado entre o Brasil e aquele país.443/1992. Com base nessa orientação. 78. a impetrante intentara anular decisão do TCU que a condenara. a indicar a remessa dos autos ao Plenário. o que não fora aceito. Assentava que o TCU não poderia impor ônus a particular. não obstante a inadequação da via processual do mandado de segurança. solidariamente. o ente federado tentara repactuar os termos do contrato. Consta dos autos que juízo criminal e correcional federal de Buenos Aires expedira ordem de prisão contra o extraditando. de qualquer natureza.788/MG (DJe de 4. à devolução de montante ao tesouro público. a obra permanecera parada. internalizado pelo Decreto 62. Segundo aquela Corte de Contas. o que fora observado.3. PRIMEIRA TURMA TCU: repactuação de termos contratados. com base no art. no julgamento do MS 30. o TCU teria agido dentro das normas constitucionais e legais. há precedentes do STF que admitem a divisão de tarefas entre juízes que atuam na fase de inquérito e na fase da ação penal.979/1968. objeto da presente impetração — v. Reafirmou que. a Primeira Turma. ao assinar prazo àquele departamento para garantir o exato cumprimento da lei. Além disso. O Colegiado reputou que o art. rel. (Ext-1362) SEGUNDA TURMA Interceptação telefônica e competência A Segunda Turma denegou a ordem em “habeas corpus” em que discutida a competência para o exame de medidas cautelares em procedimento de investigação criminal. 1º. Referida entidade teria operado naquele país entre os anos de 1973 e 1975 e se dedicara ao assassinato de integrantes da militância de esquerda que tivessem atividade política.2015). Esse fato dera origem à tomada de contas especial. ao apreciar a delimitação da competência do TCU para imposição de ônus ao particular. Informativo 705. a matéria seria passível de impugnação judicial autônoma ou mesmo por embargos. Para a Turma. Min. sob segredo de justiça”) não fixa regra de competência. 1º. A defesa alegava que esse juízo especializado seria incompetente. em razão de sucessivos planos econômicos. dados e tabelas. pois o procedimento investigatório seria incidente relacionado a ação penal atribuída a outro juízo. porque teria havido licitação e. por maioria.

2016. não haveria nessa atuação do Conselho hipótese de usurpação da competência do STF.detenção de um ano a três anos ou multa. a par de observar a existência de situação jurídica consolidada. Min. Dias Toffoli. HC 126536/ES. Assim. essa forma de usufruto do direito às férias já teria a sua inconstitucionalidade declarada pelo STF. constituiria função a ele cominada pela CF. Teori Zavascki. com vista a garantir que a atividade jurisdicional seja ininterrupta. a fim de se definir a necessidade de oitiva dos possíveis atingidos pela decisão. com componente subjetivo.085/CE. revogou os atos normativos inferiores que a elas se referiam” (ADI 3. O Colegiado afastou também alegação segundo a qual teria havido violação à ampla defesa e ao contraditório na decisão atacada porque proferida sem que tivesse sido publicado edital para que fossem ouvidos os servidores do tribunal local. no sentido de assegurar a oitiva de terceiros nos feitos administrativos de controle de atos de tribunais ou órgãos de ministérios públicos locais pelos respectivos Conselhos constitucionais — CNJ e CNMP —. (MS-26739) CNJ: férias de 60 dias e justiça estadual . II. sua apreciação. a Turma asseverou que as normas estaduais infirmadas na decisão do CNJ assegurariam 60 dias de férias aos servidores da Justiça estadual como decorrência da associação entre esse direito e o período de férias coletivas concedidas nos tribunais. Afirmou que a baliza que se poderia identificar nos julgados do STF. 1º. inicialmente. pela ausência de periculosidade social da ação. demandariam. Min. funcionando. a necessária participação do interessado. projetando. a autoridade ambiental abordara o deputado e outras duas pessoas em embarcação fundeada em área marítima pertencente à unidade de conservação federal de proteção integral. assentou a competência do CNJ para apreciar a matéria em questão. A Turma. considerara ilegal a concessão de 60 dias de férias aos serventuários da justiça estadual. que. tem sido a existência de situação jurídica constituída com base no ato controlado.4. 1º. ao vedar as férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau. controlando atos normativos de tribunal local. Ademais. isto sim.605/1998 (“Pescar em período no qual a pesca seja proibida ou em lugares interditados por órgão competente: Pena . de início. Informativo 791. se a Constituição veda a concessão de férias coletivas aos magistrados. seria também inadmissível o gozo coletivo de férias pelos servidores de tribunal de justiça local.2006).2016. os atos elaborados a partir da consideração de situação individual do beneficiário. Todavia. que deveria. sendo vedado férias coletivas nos juízos e tribunais de segundo grau.3. 34. todavia. reputou improcedente acusação formulada contra deputado federal pela suposta prática do crime previsto no art. com menção ao dia. em seu artigo 103-B. 1º. o CNJ não consideraria a situação particular dos beneficiários da norma. desse modo. ou seja.2016 . rel. entre outras matérias. Outrossim. Isso porque a disciplina das férias de serventuários da Justiça de qualquer dos estados-membros. rel. A Turma. inexistindo a consolidação de situação jurídica. seria necessário avaliar a natureza do ato objeto de controle — se ato geral ou individual — e. MS 26739/DF. juízes em plantão permanente”. especialmente pela mínima ofensividade da conduta do agente. ou ambas as penas cumulativamente”) — v. seria discutida deliberação do CNJ. de acordo com o relatório de fiscalização. “EC 45/2004. sob o enfoque objetivo.1 A Segunda Turma denegou a ordem em mandado de segurança impetrado em face de ato do CNJ. MS 26739/DF. nos feitos voltados a sua desconstituição.2 No mérito. Em seguida. reputou não existir. a jurisprudência da Corte se pacificara no sentido de ser inconstitucional a concessão de férias coletivas aos magistrados. pelo reduzido grau 5 . a natureza da deliberação a ser proferida pelo Conselho constitucional — objetiva ou subjetiva —.3. Min. rel. em conclusão de julgamento. Por outro lado. Assim. o requisito da justa causa a propiciar o prosseguimento da ação penal. Dias Toffoli. § 4º. 93.3. De fato. mas sim de exercício direto da competência constitucional que lhe fora atribuída. (HC-126536) CNJ: férias de 60 dias e justiça estadual . consistente na declaração de ilegalidade da fixação de férias de 60 dias para os servidores de tribunal de justiça estadual. Ao apreciar a legalidade de um decreto-lei de tribunal local e sua conformidade com os princípios constitucionais da Administração Pública. diante da previsão inserta pela EC 45/2004 ao art. por consequência. (MS-26739) Crime ambiental e dano efetivo ao bem jurídico tutelado . DJU de 28.2 A Segunda Turma. afastou a preliminar de inépcia da denúncia. o tribunal não reconheceria o direito ao contraditório e à ampla defesa. No caso. no caso concreto. a possibilitar o pleno exercício da ampla defesa e do contraditório. da CF. “caput”. da Lei 9. Observou que essa peça processual descreveria de forma detalhada a ação empreendida. ao local e às circunstâncias do ato tido por criminoso. No caso dos autos. ser notificado à apresentação de sua defesa. Nesse sentido. Tal preceito dispõe que “a atividade jurisdicional será ininterrupta. XII. nos dias em que não houver expediente forense normal.

Rel. TEORI ZAVASCKI EMENTA: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. LUIZ FUX EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE SEGURANÇA. Assim. DIAS TOFFOLI EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDADO NA LETRA B DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. DJe de 13/3/2009). não haveria a tipicidade material. a justificar a prisão preventiva do paciente — v. em conclusão de julgamento.2016.605/1998. rel. tanto com relação aos de perigo concreto — em que haveria dano efetivo ao bem jurídico tutelado —. (Inq-3788) Prisão preventiva e reincidência . em razão da insignificância da lesão produzida no bem jurídico tutelado. linha e anzol. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. INCLUIDO PELA LEI Nº 12. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.3.3. 1º. 917. Gilmar Mendes. O Ministro Gilmar Mendes (relator) reajustou o seu voto.285-SC RELATOR: MIN.880-RO RELATOR: MIN. Min. Inq 3788/DF.3.608-RG. Ausência de repercussão geral da questão suscitada. SERVIDORES PÚBLICOS. TRIBUTÁRIO. Portanto. 3. Decisões Publicadas: 2 CLIPPING DO D JE 29 de fevereiro a 4 de março de 2016 AG. arrasto nem com instrumentos de maior potencialidade lesiva ao meio ambiente. 2. Informativo 773.2 A Segunda Turma. AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO.3. pela completa ausência de ofensividade ao bem jurídico tutelado pela norma penal.2016 — 275 REPERCUSSÃO GERAL DJe de 29 de fevereiro a 4 de março de 2016 REPERCUSSÃO GERAL EM ARE N. No processo em exame. da Lei 9.2016 199 1ª Turma 1º. munido de redes. rel. EM MS 32. declarou prejudicado “habeas corpus” em que discutida ausência de fundamentação idônea. PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DE INQUÉRITO QUE NÃO RECONHECE A INEXISTÊNCIA DE FATO OU A NEGATIVA DE AUTORIA. não seria possível dispensar a verificação “in concreto” do perigo real ou mesmo potencial da conduta praticada pelo acusado com relação ao bem jurídico tutelado. Esse perigo real não se verificaria na espécie vertente.844/13.806-DF RELATOR: MIN. (HC-124180) Sessões Ordinárias Extraordinárias Julgamentos Pleno 2.3.2016 — 167 2ª Turma 1º. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Carta Magna ocorra de forma indireta ou reflexa (RE 584. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. Min. 146. 34. HC 124180/RS. com vara de pescar. lastreada na necessidade de preservação da ordem pública. 543-A do CPC. apesar de a conduta do denunciado amoldar-se à tipicidade formal e subjetiva. ELLEN GRACIE. ESTADO DE RONDÔNIA.2016 3. mesmo diante de crime de perigo abstrato. consistente na relevância penal da conduta e no resultado típico. A jurisprudência seria no sentido da aplicabilidade do princípio da insignificância aos crimes ambientais. seria imperioso assentar a atipicidade material da conduta.430/96. 73. REG. DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. Ademais. 1°. Cármen Lúcia. 1.de reprovabilidade do comportamento e pela inexpressividade da lesão jurídica provocada. O Colegiado registrou o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. “caput”. O acusado estaria em pequena embarcação quando teria sido surpreendido em contexto de pesca rústica. Não estaria em barco grande. NATUREZA JURÍDICA DA VERBA. 915. DA LEI Nº 9. nos termos do art. A controvérsia relativa à natureza jurídica do “auxílio-alimentação” concedido pela Lei 794/1998 do Estado de Rondônia é de natureza infraconstitucional. quanto aos de perigo abstrato. Min. ATO DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. III. 6 . não se produzira prova material de qualquer dano efetivo ao meio ambiente.2016 . DA CF.3. REPERCUSSÃO GERAL EM RE N. AFRONTA AO ART. B. como no art. PARÁGRAFO ÚNICO.

Assim. em reiterados julgamentos. Investigados sem prerrogativa de foro junto à Suprema Corte.935/1994. Agravo regimental a que se nega provimento. DECISÃO RATIFICADA PELO COLEGIADO.. NA FORMA DO § 4º. houve o cumprimento de mandado de reintegração de posse (fls. com ofensa ao art. A Constituição da República atribui. I e III) 3. caput. monocraticamente. NO Inq. do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins (. 4. TEORI ZAVASCKI EMENTA: CONSTITUCIONAL. expressamente. Não houve ofensa ao princípio da colegialidade. PRESENÇA DOS REQUISITOS CORRESPONDENTES. produzindo efeitos. No tocante à proporcionalidade da sanção em relação às condutas investigadas. 54 da Lei 9. razão pela qual não foram por essa recepcionadas. Rel. REG. 5. 19 e 21):” 4. QUINTO AG.826/2003) pelo Desembargador Bernardino Lima Luz. portanto. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. Precedentes. com fundamento no art.581-DF RELATOR: MIN. Ademais. a própria interposição de agravo interno contra a decisão de desmembramento submete a controvérsia à Turma julgadora. o pedido de arquivamento do inquérito não se baseou na negativa de autoria ou na inexistência de fato. PRISÃO CAUTELAR. 6. ao colegiado. 1. da Constituição. Inquérito. 10). PRECEDENTES DO PLENÁRIO. PROVIMENTO. o Procurador-Geral da República assentou que: “1. Cabe ressaltar. 236. a necessidade da unidade da investigação. 236. CABIMENTO. ademais. Excepcionalidade da competência originária do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu. I. diante da manifesta excepcionalidade daquela prerrogativa. MESMO ANTES DA LEI 9. não há elementos mínimos e suficientes sobre qualquer prática delitiva por parte do mencionado magistrado para a instauração da persecutio criminis nessa Corte (. 103-B. decorrente de remoção. conforme depreende-se das declarações prestadas por Adão Gualberto Nunes e Dalci Martins Rezende (fls. a partir de 5/10/1988. RE 430386 AgR. Inexistência de preclusão para o Relator. Rejeição. 21. 2. SEM CONCURSO PÚBLICO. PROCESSUAL PENAL. § 1º. Questão de ordem suscitada por integrante da Turma no julgamento de outro recurso. que Evangelista afirmou que teria vendido parte da fazenda Nova Jerusalém ao Desembargador Bernardino e a Giovanne Silveira. 3. e artigo 16 da Lei nº 10. a análise da matéria envolveria rediscussão de fatos e provas produzidas no âmbito do processo administrativo disciplinar. INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. afirmar à autoridade policial que acreditava ser proprietário de parte da fazenda. em favor de outra pessoa. o concurso público é pressuposto inafastável para a delegação de serventias extrajudiciais. Segunda Turma. REG. II e 288 do Código Penal.10). *noticiado no Informativo 809 AG. 4.784/1999. COM EFEITOS IMEDIATOS.INCOMUNICABILIDADE DAS ESFERAS ADMINISTRATIVA E PENAL. portanto. 16 da referida lei. não importou em preclusão da matéria para o relator. A jurisprudência do STF é no sentido de que o art. Ocorre que Aldacides Borges também acreditava que era proprietário da fazenda (fls. I. Nesse cenário. 2º. in fine. e que. é essencialmente distinta da exercida por servidores públicos. § 3º... pela via do agravo interno. Admissibilidade. É legítima. 1. do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Exauriu-se. do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. 2. II. 236. DA LEI 12. não se aplica à revisão de atos de delegação de serventias extrajudiciais editados após a Constituição de 1988. da Constituição.. uma vez que o relator pode determinar o desmembramento de inquéritos ou ações penais. O Plenário do STF. com a redação que lhe deu a Lei 10. DJ 7/12/2012. quadrilha ou bando e posse ilegal de arma de fogo (artigos 161. § 3º.784/1999. 1. DJe 2/2/2015. Recursos não providos. ILEGITIMIDADE. E PARÁGRAFOS. ART. Na peça de arquivamento. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que o desmembramento do feito em relação a imputados que não possuam prerrogativa de foro deve ser a regra.) 11.850/2013) COM PARTICIPAÇÃO DE PARLAMENTAR FEDERAL. As normas estaduais editadas anteriormente. as quais poderiam restar infrutíferas se houvessem de ser coordenadas em diversas instâncias.835/1994. (…) 12. Roberto Barroso. Inteligência do art. Na espécie. 3. são incompatíveis com o art. do Apenso II).506/2002. Min. portanto. MEDIANTE REMOÇÃO. ao Conselho Nacional de Justiça a instauração de processo administrativo disciplinar contra magistrado que praticar ato definido em lei como infração administrativa (CF. 2. cujos cargos não se confundem. Primeira Turma. ressalvadas as hipóteses em que a separação possa causar prejuízo relevante. não há que se cogitar da prática de algum crime pelo Desembargador Bernardino. Desmembramento. 7 . em questão de ordem rejeitada pelo Colegiado. e o seu § 3º da CF/88 são normas autoaplicáveis. sujeita a regime jurídico de caráter privado. o que não se compatibiliza com a via do mandado de segurança. § 4º. dados a complexidade dos fatos e o elevado número de investigados. SUPOSTO DELITO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA (ART. Submissão da matéria. TEORI ZAVASCKI EMENTA: CONSTITUCIONAL. que incidiram imediatamente desde a sua vigência. e fls.) 10. SITUAÇÃO DE FLAGRÂNCIA. assentou o entendimento de que o prazo decadencial de 5 (cinco) anos. sendo que o seu interesse na definição do caso seria em relação à sua posição de possível proprietário do bem. de que trata o art. Precedentes: AI 856126 AgR. IMPOSSIBILIDADE DE REDISCUSSÃO DE FATOS E PROVAS EM MANDADO DE SEGURANÇA. provavelmente. EM MS N.842-DF RELATOR: MIN. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que somente há comunicabilidade entre a esfera cível ou administrativa e a decisão do Juízo criminal quando nesta se reconheça a inexistência do fato ou a negativa de autoria. inclusive em se tratando de remoção. Trata-se de Inquérito instaurado para apurar a suposta prática de crimes de esbulho possessório. DIAS TOFFOLI EMENTA: Agravos regimentais. A sua ida à Fazenda e à Delegacia de Polícia Civil de Natividade teve por objetivo conhecer os fatos e. DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL: NORMAS AUTOAPLICÁVEIS. de minha relatoria. SERVENTIA EXTRAJUDICIAL. 21. 06 e 14 dos autos principais. o desmembramento foi ordenado após a realização das principais diligências. AGRAVO NÃO PROVIDO. 236. 5. inc. cuja manutenção vinha gerando prejuízos ao bom andamento do inquérito. o disposto no art. sendo que o imóvel também lhe pertencia (fls.036-DF RELATOR: MIN. Agravo regimental a que se nega provimento. Joaquim Barbosa. Rel. que admitem a remoção na atividade notarial e de registro independentemente de prévio concurso público. diante da natureza rebus sic stantibus daquela decisão. Jurisprudência reafirmada no julgamento do MS 28. Min. de modo a concretizar o princípio em questão. 5. Posterior cisão ordenada. Entretanto. a decisão da autoridade impetrada que considerou irregular o provimento de serventia extrajudicial. 54 DA LEI 9. sem concurso público. sem o atendimento das exigências prescritas no seu art. 29. relativamente a essa última hipótese. AC N. art. na Sessão do Plenário de 19/6/2013. pelo Relator. inicialmente. A negativa de desmembramento do feito. observado. 236. de forma que a decisão prolatada na esfera criminal não deve vincular a esfera administrativa. É igualmente firme a jurisprudência do STF no sentido de que a atividade notarial e de registro. Ausência de ofensa ao princípio da colegialidade.440 AgR. 3. mesmo antes do advento da Lei 8. Precedentes. 08.

Penal. 3. ressalvadas as hipóteses em que a separação possa causar prejuízo relevante.512/08. Ausência de ofensa ao princípio da colegialidade. No exame de delibação. 1. 9. Denúncia apta. 5. O desvio de recursos para finalidades públicas não configura o crime de peculato. em razão de conexão ou continência (arts. como aduz o agravante. 7. A imbricação de condutas. que poderão exercê-la. promulgado pelo Decreto n° 6. O fato de a formação da opinio delicti ficar a cargo de diferentes membros do Ministério Público Federal. Rejeição. R EGULARIDADE FORMAL. Submissão da matéria. Não houve ofensa ao princípio da colegialidade. Excepcionalidade da competência originária do Supremo Tribunal Federal. não importou em preclusão da matéria para o relator. caput. Ausência de indicativo de influência na escolha ou relação com a contratada. Desmembramento. 5. Inépcia da denúncia. Inteligência da Súmula 421.7. Elementos não não mencionados no texto da lei. 3. a pretexto de que a formação da opinio delicti ficará a cargo de diferentes membros do Ministério Público Federal. Precedentes. 4. de forma ampla. CPP). perante seu juízo natural.396-DF RELATOR: MIN. que poderá exercê-la. CPP). A negativa de desmembramento do feito. 21. do STF. 2. A imbricação de condutas. Não se ingressa. Precedentes. próprio do julgamento de Extradição. 3. 6. a possibilidade de prejuízo relevante para a persecução penal ou para a defesa dos agravantes. do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. as quais poderiam restar infrutíferas se houvessem de ser coordenadas em diversas instâncias. Não se vislumbra. diante da manifesta excepcionalidade daquela prerrogativa. Estão presentes os pressupostos materiais: a dupla tipicidade e punibilidade de crime comum praticado por estrangeiro. 1. 76 e 77. REG. Inq N. anotando-se que eventuais excessos de acusação que prejudiquem o agravante poderão ser corrigidos pelas vias recursais apropriadas ou em sede de habeas corpus. Pronúncia da prescrição da pretensão punitiva em abstrato. Denúncia apta. Art. em razão da cisão do feito. 1. I. Inépcia da denúncia. do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Prova da inexigibilidade fora das hipóteses legais. de forma ampla. haja vista que as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente.842-DF RELATOR: MIN. Secretária de Estado. Recurso não provido. 9. dados a complexidade dos fatos e o elevado número de investigados. Necessidade de demonstração de prejuízo ao erário e da finalidade específica de favorecimento indevido. 8. por se tratar de uma consequência necessária do princípio do juiz natural. diante da natureza rebus sic stantibus daquela decisão. com fatos imputados a Senador da República não é suficiente para atrair o agravante à Suprema Corte. Agravo regimental não provido. Irrelevante que a Procuradoria-Geral da República ainda não tenha formado a opinio delicti em relação às condutas em tese praticadas pelo titular de prerrogativa de foro junto ao Supremo Tribunal Federal. nos pressupostos e na motivação da decisão proferida pela Justiça do Estado requerente. 10. O proveito à administração pública não se enquadra no conceito de proveito próprio ou alheio exigido pelo tipo penal. do Código Penal (peculato desvio). Inexistência de preclusão para o Relator. portanto. Precedentes. e a falta de jurisdição brasileira sobre o fato. Denúncia rejeitada. com fundamento no art. ao colegiado. 7. 315 do CP. Prejuízo à administração ou finalidade específica de favorecimento. a necessidade da unidade da investigação. 4. Processo Penal. Irrelevância. NO Inq N. cuja manutenção vinha gerando prejuízos ao bom andamento do inquérito. DIAS TOFFOLI EMENTA: Agravo regimental. Ademais. 89 da Lei 8. de modo a concretizar o princípio em questão. 8.666/93 (inexigibilidade indevida de licitação). GILMAR MENDES Inquérito. DEFERIMENTO. Peculato. Admissibilidade. Preponderância da prova no sentido da inexistência do propósito de causar prejuízo ou favorecer indevidamente. Art. Agravos regimentais não providos. R EQUISITOS LEGAIS ATENDIDOS . 2. Não se vislumbra. 2. 312. Indícios de autoria. uma vez que a faculdade de se determinar o desmembramento do inquérito a tanto não está condicionada. com fatos imputados a Senador da República não é suficiente para atrair os agravantes à Suprema Corte. ademais. Na espécie. em razão de conexão ou continência (arts. O requerimento da Extradição formulado pelo Governo da Romênia em face de sua nacional preenche os requisitos formais da Lei n° 6. I. O Supremo Tribunal Federal assentou o entendimento de que o desmembramento do feito em relação a imputados que não possuam prerrogativa de foro deve ser a regra. 21. em razão da cisão do feito. A circunstância de a extraditanda conviver com brasileiro não impede o atendimento do pedido. portanto. Denúncia que descreve que desvio em proveito da administração. Inteligência do art. haja vista que as normas constitucionais sobre prerrogativa de foro devem ser interpretadas restritivamente. em questão de ordem rejeitada pelo Colegiado. a própria interposição de agravo interno contra a decisão de desmembramento submete a controvérsia à Turma julgadora. Ausência de formação da opinio deliciti da Procuradoria-Geral da República em relação ao detentor de prerrogativa de foro. uma vez que o relator pode determinar o desmembramento de inquéritos ou ações penais. Pareceres pela conveniência e oportunidade da licitação e pela juridicidade da contratação direta. somente é analisada a legalidade externa do pedido. pela via do agravo interno. Desclassificação para o art. 76 e 77. 3. ROBERTO BARROSO EMENTA : EXTRADIÇÃO EXECUTÓRIA. Possibilidade de correção de eventuais excessos de acusação pelas vias recursais apropriadas ou em sede de habeas corpus. perante seus juízos naturais. a possibilidade de prejuízo relevante para a persecução penal ou para a defesa do agravante.815/80 e do Tratado de Extradição. 11. Posterior cisão ordenada.731-DF RELATOR: MIN. Exauriu-se. Construção jurisprudencial. em nada interfere no desmembramento do feito. pelo Relator. Inexigibilidade de licitação. o desmembramento foi ordenado após a realização das principais diligências. 3. 6. Consequência necessária do princípio do juiz natural. Investigado sem prerrogativa de foro junto à Suprema Corte. SEXTO AG. Alegada possibilidade de acusações distintas. Competência criminal originária. Questão de ordem suscitada por integrante da Turma no julgamento de outro recurso. monocraticamente. Descrição suficiente da finalidade. Não é exigível que a petição inicial os descreva com minudência. 4. 8 . *noticiado no Informativo 813 Ext N. Inquérito.

e 89): “O requerente. OBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS ESTABELECIDOS EM TRATADO BILATERAL DE EXTRADIÇÃO. seguindo declaração de renda em anexo. n.. casamento realizado em 23/11/2015. para esta finalidade. com a finalidade de permanecer definitivamente no BRASIL. **. DESDE QUE EXCEPCIONALMENTE PREVISTA NO PRÓPRIO TRATADO DE EXTRADIÇÃO.Tratado . o mesmo não é nenhum fugitivo. Extradição deferida. apenas meras conjecturas.106909/2015-96. divulgamos neste espaço trechos de decisões que tenham despertado ou possam despertar de modo especial o interesse da comunidade jurídica. Portanto. IRRELEVÂNCIA . EXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO RELATIVO À INVESTIGAÇÃO (“persecutio criminis”) SUBJACENTE AO PLEITO EXTRADICIONAL. atualmente com 5 (cinco) meses conforme comprova pela também certidão de nascimento autenticada juntada nesta oportunidade. MODELO DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA ADOTADO PELO BRASIL EM TEMA DE EXTRADIÇÃO PASSIVA . Entendemos que. NECESSIDADE DA EXISTÊNCIA DE MANDADO DE PRISÃO. considerando que a liberdade do requerente não enseja perigo para instrução processual promovida pelo GOVERNO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA. PRECEDENTES (STF). RECEPÇÃO DESSE ENUNCIADO SUMULAR PELA VIGENTE ORDEM CONSTITUCIONAL. com o objetivo de casar-se com sua namorada na época e atual esposa **. POSSIBILIDADE JURÍDICA DA APLICAÇÃO RETROATIVA DOS TRATADOS DE EXTRADIÇÃO (pelo fato de que tais convenções internacionais não tipificam crimes nem cominam penas) A EVENTOS DELITUOSOS PERPETRADOS ANTES DE SUA CELEBRAÇÃO OU PROMULGAÇÃO. onde trabalha para o seu sustento e de sua família. onde solicitou expedição de RNE – registro nacional de estrangeiro. pleiteando sua EXTRADIÇÃO. pelo fato do pedido extradicional não estar suficientemente instruído. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA CONTRA O SÚDITO ESTRANGEIRO. PRECEDENTES . nasceu a filha ** em 20/08/2015.5. **. A CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE O DIREITO DOS TRATADOS (ARTIGO 28).Inexistência . PRECEDENTES ANTERIORES E POSTERIORES À CONSTITUIÇÃO DE 1988. para fundamentar esse pleito. salientando ainda que os fatos ali tratados no processo não passam de uma acusação totalmente genérica. APTO. ao contrário do que alega a REPÚBLICA POPULAR DA CHINA . Da união do casal. PEDIDO DE REVOGAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR INDEFERIDO .Excepcionalidade .Condenação Penal . O súdito estrangeiro em questão. o mesmo constituiu FAMÍLIA EM TERRITÓRIO BRASILEIRO. A QUESTÃO DA IRRETROATIVIDADE DOS TRATADOS INTERNACIONAIS COMO CLÁUSULA GERAL DE CARÁTER ORDINÁRIO . a desnecessidade desta prisão preventiva. EDIFÍCIO **. externa proteção especial à família. em 24/09/2014. SÃO PAULO/SP. PRISÃO CAUTELAR .878/2013). 88/88v. “PACTA SUNT SERVANDA ”. aduzindo ainda. através de suas autoridades respectivas. onde reside com sua família sito à rua ** Nº **. INADMISSIBILIDADE . seguindo cópia do contrato de locação e do protocolo da **/SR/SP 08505. CONSEQUENTE POSSIBILIDADE DE EXTRADIÇÃO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 421/STF. 48/49). **. PLEITO FORMULADO PELA INTERPOL A PEDIDO DO ESTADO ESTRANGEIRO. pois sempre externou boa-fé em território nacional. ESPÉCIES DE EXTRADIÇÃO RECONHECIDAS PELO DIREITO BRASILEIRO E ADMITIDAS PELA PRÁTICA INTERNACIONAL. CEP **. RECONHECIMENTO DA LEGITIMIDADE DESSA EFICÁCIA RETROATIVA . declinando o seu atual endereço. perante a Polícia Federal de São Paulo/SP. 3). POSSIBILIDADE DE EXTRADIÇÃO DE NATUREZA INSTRUTÓRIA . DOUTRINA . Extradição . via Ministério das Relações Exteriores. Acórdãos Publicados: 347 TRANSCRIÇÕES Com a finalidade de proporcionar aos leitores do INFORMATIVO STF uma compreensão mais aprofundada do pensamento do Tribunal. Nota-se que o requerente nunca teve a intenção de permanecer como foragido . DOUTRINA . 9 .Convenção de Viena .. PRECEDENTES . 82/82v. DECISÃO: O ora extraditando formula pedido de revogação da prisão cautelar por mim anteriormente decretada (fls.Irrelevância (Transcrições) PPE 769/DF* RELATOR: Ministro Celso de Mello EMENTA : EXTRADIÇÃO. uma vez que não há qualquer condenação contra sua pessoa. devendo o Estado requerente assumir o compromisso de detração do tempo de prisão da extraditanda por força deste processo. o que reflete uma incoerência para individualizar qualquer conduta contra sua pessoa. apoia-se . Embora ainda não tenha obtido nacionalidade brasileira . sobre a acusação que recai contra sua pessoa aqui no BRASIL e não A REPÚBLICA POPULAR DA CHINA se utilizar deste expediente extremo. 81v. EXTRADITANDO CASADO COM BRASILEIRA E PAI DE CRIANÇA BRASILEIRA. o requerente deveria ser ouvido por CARTA ROGATÓRIA. EXISTÊNCIA DESSA PREVISÃO NO TRATADO BILATERAL DE EXTRADIÇÃO BRASIL-CHINA (ARTIGO 22. em síntese. o requerente constituiu família no BRASIL. Nota-se que o requerente entrou no BRASIL pelo aeroporto internacional de Guarulhos/SP . mediante todas estas circunstâncias. sendo que a Constituição Federal em seu artigo 226 e seguintes. A ilegalidade da prisão preventiva do requerente está patente . sendo que inclusive estava regularizando sua situação de estrangeiro perante as autoridades Brasileiras.Aplicação Retroativa . nas seguintes razões (fls. POSSIBILIDADE (LEI Nº 12. LEGITIMIDADE CONSTITUCIONAL . conforme comprova a certidão de casamento autenticada em anexo.

adequação e proporcionalidade em sentido estrito... a fim de que esta seja limitada ao estritamente necessário... CELSO DE MELLO.... no entanto.. (…) ….. conforme consta das fls.... ou de tentativa de fuga do ora requerente. 45 (ora reproduzidos em sua íntegra nas cópias que acompanham o presente). quando deu entrada ao pedido de seu RNE.... possuindo ainda residência fixa... de início. deixar a cidade de seu domicílio no Estado de São Paulo.. é essencial ao julgamento. teve o ensejo de acentuar-lhe a plena compatibilidade com a vigente Constituição da República. foi deduzido.....878.” (grifei) Assinalo .... as quais dependem do trabalho do requerente para o sustento do lar.. pela Carta Política. verifica-se que. Rel...... por necessário. sendo que o requerente e um sócio haviam constituído uma empresa no período compreendido entre 01/08/2013 à 03/10/2014. Min... a presunção de que esteja fugindo à ação da Justiça do Estado requerente. documentos......... A privação da liberdade individual do extraditando deve perdurar até o julgamento final.... PEDE DEFERIMENTO. uma ordem de prisão (art....... pressuposto indispensável ao regular processamento da ação de extradição passiva....g. NÉRI DA SILVEIRA – RTJ 140/136 . constituiu família.. Forense) – refletindo o entendimento jurisprudencial firmado por esta Suprema Corte (RTJ 125/1037 ..... ponderando ainda que o tratado de extradição entre BRASIL E CHINA – DECRETO Nº 8.. da norma legal autorizadora dessa medida cautelar de ordem pessoal: 10 . “O Novo Estatuto do Estrangeiro Comentado”.. compatível com o princípio da proporcionalidade... 17/18 e 21/22. ordinariamente...... sendo que o extraditando deverá ser advertido sobre a impossibilidade de. Por mera argumentação.. causando até um tumulto processual... ou de auto de prisão em flagrante delito.. quando seriam avaliadas a sua necessidade... Rel... A prisão preventiva para a extradição do requerente subsiste há mais de 40 (quarenta) dias... por instituição – a INTERPOL (fls. a prisão domiciliar ou a prisão-albergue. 03/18) – a que diploma legislativo outorgou legitimidade ativa para apresentar ao Ministério da Justiça referido pleito.. p. …... embora não formulado por Estado estrangeiro .. a liberdade vigiada. com a tradução às fls..... 82. existe....” (grifei) Por revelar-se admissível a formulação do pleito....... Com efeito.. para fins de depósito........ ….................... 78. Afinal de contas.. devidamente instruído com a documentação comprobatória da existência de ordem de prisão proferida por Estado estrangeiro. ao fazê-lo... requer ao Ministro Relator a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA PARA EXTRADIÇÃO.) – manifesta-se no sentido da indispensabilidade da prisão cautelar para efeitos extradicionais: “A prisão do extraditando deve perdurar até o julgamento final da Corte. que se verificou em 24/09/2014. maior ou menor periculosidade do agente.. consta ainda que os fatos na China deram-se nos anos de 2009 a 2011.. termos em que. Ela não tem nenhuma relação com a maior ou menor gravidade da infração.... 82. não cumprindo assim os requisitos dos artigos 80 e 82 da lei nº 6. consideradas as razões a seguir expostas. Rel...... Min. Min. tão-somente... MARCO AURÉLIO – RTJ 149/374 . notadamente no que se refere ao disposto em seu art. 339.. é condição ‘sine qua non’ para o próprio encaminhamento do pedido ao Supremo Tribunal.. esposa e filha brasileiras..815/80). passo a apreciar o pedido de revogação da prisão cautelar ora questionada.......... decretei a prisão cautelar então requerida pela INTERPOL.... também daqueles autos.... Posto isto.... Min...... Sendo esse o contexto ... 1985......... 14 e às fls...... ao alterar o Estatuto do Estrangeiro (Lei nº 6. que comprovassem a existência ou de sentença condenatória. Não se admitem a fiança.... sequer cópias simples......431/2015....... sopesando que o mesmo exerce atividade lícita no Brasil... assinando termo de responsabilidade respectivo.... A prisão preventiva para fins de extradição há de ser analisada caso a caso e . Rel.. em conseqüência.. pelo Supremo Tribunal Federal.. foram trazidos ao pedido. II) expedida contra o extraditando e há.. ela visa.. fazendo-o nos seguintes termos: “Art. devendo ser verificadas a necessidade e a compatibilidade desta custódia baseada no princípio da proporcionalidade.... atribuiu essa especial qualidade jurídica à INTERPOL..” (grifei) Impende registrar . e se encontram acostados às fls. no estrangeiro...... ao pronunciar-se sobre a legitimidade constitucional da prisão preventiva para efeitos extradicionais..... E. determinando a expedição de Alvará de Soltura à Polícia Federal de São Paulo/SP...... onde poderá ser remetido o passaporte do extraditando ao SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.. Cabe observar que a prisão do súdito estrangeiro constitui.... É por essa razão que o magistério da doutrina (MIRTÔ FRAGA... ainda que se lhe seja atribuído limite temporal. sem autorização deste relator da Extradição no STF. com o costumeiro respeito.. de 04/11/2013. A privação da liberdade.. autenticadas ou mesmo certidões... v... nessa fase. do pedido de extradição (RTJ 166/200-201 ... para que o requerente aguarde solto o julgamento da Extradição nº 769 da REPÚBLICA POPULAR DA CHINA........ Neste diapasão devem ser considerados os bons antecedentes do ora requerente ....... datas totalmente divergentes com data de entrada do requerente no BRASIL pelo aeroporto internacional de Guarulhos/SP.... § 2º O pedido de prisão cautelar poderá ser apresentado ao Ministério da Justiça por meio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). somente entrou em vigor em 09/04/2015.. CELSO DE MELLO.815/80.... onde sempre declinou seu endereço à Polícia Federal de São Paulo. se a extradição vier a ser deferida... Ao verificar atentamente os documentos que estão acostados ao pleito do GOVERNO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA. para informar sobre suas atividades. que o pedido de prisão cautelar para efeitos extradicionais. 24 à 46.. que o Supremo Tribunal Federal... ficando obrigado ainda a atender a todos os chamados judiciais e comparecer semanalmente à uma Vara Criminal Federal determinada da Subsecção de São Paulo.. portanto muito depois de todos estes episódios aventados pelo GOVERNO DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA.. a Lei nº 12....... ao contrário foi juntado aos autos pedido de outros 9 (nove) chineses suspeitos de crimes econômicos.. em nenhum momento.. que nada têm a ver com o requerente. possibilitar a entrega.. onde ficará ciente que qualquer transgressão implicará na imediata revogação da medida a ser concedida............. Pleno)... considerada a recepção ...... sendo que o mesmo foi preso em 10/12/2015 e inexiste contra ele sentença de condenação nos autos do processo instaurado pela REPÚBLICA POPULAR DA CHINA. indefiro-o ......

impediriam. como se sabe. de nacionalidade chinesa. unicamente. Precedente. ordinariamente.g. que prevê o estelionato. ainda. pois. CELSO DE MELLO. CELSO DE MELLO): “LEGITIMIDADE DA EXTRADIÇÃO DE CARÁTER INSTRUTÓRIO – O fato de não existir condenação penal. Doutrina. CELSO DE MELLO) Vê-se. v. Rel. Min. Min. em tese.” (Ext 1. no exterior. eis que se acham preenchidos. como sucede na espécie. em qualquer dessas situações. ainda que não transitada em julgado) e (b) extradição instrutória (que se satisfaz com a simples existência de investigação penal). p. qualquer discussão em torno do suposto envolvimento do súdito estrangeiro em causa nas práticas objeto de investigação penal no Estado requerente revelar-se-á inadequada na presente sede processual. ao sistema misto ou belga – não autoriza que se renove.): “(. 04 e ss. a investigação penal em curso na República Popular da China tem por objeto a suposta prática de delito previsto no Código Penal chinês (art. 82). tal como assinalado na decisão que lhe decretou a prisão cautelar. “sentença condenatória” contra o extraditando. Vale relembrar. 3. 2. JOAQUIM BARBOSA. ao lado da extradição executória. que o fato delituoso pelo qual o súdito chinês em referência está sendo investigado parece satisfazer. o modelo de contenciosidade limitada. também. desde que comprovada. Rel. como é da jurisprudência desta Corte. que teve como recepcionada a norma dela autorizatória constante do Estatuto do Estrangeiro (…). que se revestirá. Livraria do Advogado Editora). CELSO DE MELLO) Há. estabelecidas pela lei brasileira (Lei nº 6.334/DF. 5º. no momento. conforme assinala JOSÉ PAULO BALTAZAR JUNIOR (“Crimes Federais”. a esta Corte Suprema o exame aprofundado dos fatos subjacentes à acusação penal. Min. desde que haja ordem de prisão emanada de autoridade competente segundo a legislação do Estado requerente (Ext 652/Alemanha.).) PROCESSO EXTRADICIONAL E SISTEMA DE CONTENCIOSIDADE LIMITADA: INADMISSIBILIDADE DE DISCUSSÃO SOBRE A PROVA PENAL PRODUZIDA PERANTE O ESTADO REQUERENTE. inclusive sobre o dolo motivador da conduta alegadamente delituosa. que nenhum relevo tem para o sistema extradicional vigente no Brasil a discussão probatória sobre a realidade material do fato delituoso. nº 2. que está suficientemente instruído o pedido de prisão preventiva para efeitos extradicionais. em tema de extradição passiva. a representação dirigida pela Interpol/Brasil ao Ministro da Justiça refere-se. inclusive a análise da suposta autoria do fato delituoso (Ext 1. a exigência imposta pelo critério da dupla tipicidade. a demanda extradicional que se apoie. 6ª ed.407/DF.492/86. (…). “‘Habeas Corpus’. v. que o extraditando. a disciplina normativa da extradição passiva – vinculado. Min. Rel. observei. Min. na espécie. os requisitos necessários ao seu atendimento. o ordenamento positivo brasileiro e o tratado bilateral de extradição Brasil/China expressamente reconhecem a possibilidade de formulação de pedido extradicional de caráter meramente instrutório. e sobre os elementos de convicção concernentes à autoria da prática criminosa atribuída ao extraditando (RTJ 160/105-106. que define o crime de operação não autorizada de instituição financeira. o ilícito penal em causa não parece incidir nas restrições que. ao Supremo Tribunal Federal qualquer poder de indagação sobre o mérito da pretensão deduzida pelo Estado requerente ou sobre o contexto probatório em que a postulação extradicional apoia-se. CELSO DE MELLO).126/República Federal da Alemanha. está adequadamente identificado. Rel. não cabendo. Impõe-se enfatizar. que caracteriza o regime jurídico da extradição passiva no direito positivo brasileiro. Min. Com efeito. Esse súdito estrangeiro apoia o seu pleito na alegação de que “constituiu família em território brasileiro” (fls. eis que – como se sabe – o Brasil adotou. CELSO DE MELLO – Ext 1. que atos de captação de recursos junto a pessoas físicas a pretexto de investi-los no mercado financeiro. quanto à sua matriz jurídica. podem configurar delito contra o sistema financeiro nacional. 16 da Lei nº 7. E a razão é uma só: o modelo que rege. a título de mero registro. 171 do Código Penal brasileiro. A prisão preventiva para extradição não ofende o disposto no art. 05/06). no âmbito do processo extradicional.. expressamente. 11 . Demais disso. o modelo extradicional vigente no Brasil admite 02 (duas) modalidades de extradição: (a) extradição executória (que supõe condenação penal. Com efeito. Pleno – grifei) Cumpre destacar. justificou o ajuizamento da demanda extradicional perante o Supremo Tribunal Federal. não permite qualquer indagação probatória pertinente ao ilícito criminal cuja persecução. então. caso ocorrentes. assim. que não tem qualquer relevo jurídico o fato de inexistir. 2010. por oportuno. – A ação de extradição passiva não confere.815/80. a efetivação da própria entrega extradicional. no Brasil. NÉRI DA SILVEIRA. 76) e pelo tratado bilateral existente entre o Brasil e a República Popular da China (Artigo 3º). não constitui obstáculo jurídico à formulação de pedido de extradição. do Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e a República Popular da China (promulgado pelo Decreto 8. outro fundamento que o ora extraditando invoca como suporte do pedido de revogação de sua prisão cautelar.g. notadamente aqueles inscritos no Artigo 9º. com promessa de rendimentos. portanto. na existência de investigação penal ou de processo judicial ainda em tramitação. art.) e/ou da culpabilidade do extraditando. o litígio penal que lhe deu origem nem que se promova o reexame ou a rediscussão do mérito (RTJ 161/409-411 – RTJ 170/746-747. da Constituição . decretação de prisão cautelar. Min. Min. que se mostra incompatível com qualquer indagação em torno da prova subjacente ao procedimento penal motivador do pedido extradicional. que. sendo comum a ambas as espécies o requisito – atendido no caso – da existência de mandado de prisão. Diferentemente do que sustenta o ora extraditando. Legítima.” (RTJ 179/780 .. Prisão preventiva para extradição . De outro lado. ainda.121/EUA. considerados os fundamentos subjacentes ao pleito de revogação da prisão cautelar.). encontraria correspondência típica no art. Rel. Rel. cabendo ressaltar. desse modo. no art.171/Argentina. ou. Ao examinar os elementos descritivos da conduta imputada ao referido súdito chinês.431/2015). identificando-o de modo adequado e descrevendo-lhe o comportamento alegadamente criminoso mediante indicação de dados objetivos que viabilizariam a formulação do pedido de prisão cautelar (fls.. de outro lado. LIV. de natureza meramente instrutória. v. Rel. mas simples investigação criminal ou processo judicial ainda em curso. – O sistema de contenciosidade limitada. ao menos em princípio – e ressalvada a análise ulterior dessa questão –. Reconheço. que traduz. expressivo instrumento de cooperação internacional na repressão aos delitos comuns. Formalização do pedido de extradição. a ** (fls.” (Ext 1. Precedentes. até mesmo. 176). Rel. 381. que essa tem sido a orientação jurisprudencial prevalecente nesta Suprema Corte (Ext 1. nos termos da legislação brasileira.g.

Sem razão o ora extraditando. 7ª ed. p. em obra monográfica. 4. Doutrina. p. em inúmeros precedentes (RTJ 155/34-35 – RTJ 177/1250-1251 – RTJ 183/42-43 – RTJ 191/17-18. a esse súdito estrangeiro no ponto em que sustenta serem os fatos a ele imputados anteriores à promulgação do Tratado de Extradição Brasil/China. – A Súmula 421/STF revela-se compatível com a vigente Constituição da República. pois referido tratado de extradição expressamente prevê. Min. Assinalo.” (Ext 1. p.” (Ext 953/Alemanha.g. considerada a circunstância de que tratados internacionais – segundo alega – possuem. Precedentes. nesta Corte.). Min. 2. MOREIRA ALVES). Brasília. a vedação constitucional de aplicação a fato anterior da legislação penal menos favorável.073/República do Peru. Min. a Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados (1969) – hoje formalmente incorporada ao ordenamento positivo interno do Brasil (Decreto nº 7. 93/94. 2009.g. e pelas razões expostas. tem a marca da excepcionalidade. Apensem-se os presentes autos (PPE 769/DF) aos da Ext 1.1. em conseqüência. em seu Artigo 22. pois este – como se sabe – pode apoiar-se em outro fundamento jurídico. invocando. desde quando vigente. Esse aspecto de ordem temporal põe em evidência a questão pertinente à retroatividade dos tratados internacionais. legais ou convencionais. de que sou Relator. vale dizer. RT. admitiu a possibilidade jurídica de o tratado internacional aplicar-se a fatos ocorridos anteriormente à sua celebração (Ext 759-ED/República Italiana. para efeito de registro. “El Derecho de los Tratados”. VALERIO DE OLIVEIRA MAZZUOLI. GILDA MACIEL CORRÊA MEYER RUSSOMANO. VARELLA. Isto é o que leva o nome de retroação. tal como observa. CELSO DE MELLO. Artigo 22. desse modo. por relevante. a comprovação de vínculo conjugal ou a convivência ‘more uxorio’ do extraditando com pessoa de nacionalidade brasileira constituem fatos destituídos de relevância jurídica para efeitos extradicionais. do tratado bilateral de extradição Brasil/China. não podendo. que constitui matéria sujeita a intensa discussão no plano doutrinário. Rel. 3. tem salientado que o casamento com brasileiro ou brasileira (inclusive a união estável) não constitui obstáculo ao deferimento da extradição do súdito estrangeiro: “(…) EXISTÊNCIA DE FAMÍLIA BRASILEIRA. mediante expediente (Nota Verbal) formalmente transmitido por via diplomática. CELSO DE MELLO) Melhor sorte não assiste. nessa decisão. que as suas disposições também serão aplicadas aos delitos cometidos antes de sua vigência. 26. – A existência de relações familiares. Não é por outra razão que esta Suprema Corte. não constituem lei penal. 47. Rel. As normas extradicionais.442/DF. em tema de cooperação internacional na repressão a atos de criminalidade comum. que a norma jurídica expressa em tratado ou lei opere. nos tratados como nas leis. autuado. Precedentes. indefiro o pedido de revogação da prisão cautelar do ora extraditando. Precedentes. em consequência. p. CELSO DE MELLO. Min. que constitui fonte formal do direito extradicional. JUAN DE DIOS GIRALDO SUAREZ. n. JOSÉ FRANCISCO REZEK (“Direito dos Tratados”. 2ª ed. que a República Popular da China já formulou pedido de extradição de **. YUSSEF SAID CAHALI. eficácia prospectiva.2016 **nomes suprimidos pelo Informativo 12 . a promessa de reciprocidade (Ext 897/República Tcheca.” (grifei) Cabe referir.2. não impedindo. “A Extradição no Direito Internacional e no Direito Brasileiro”. v. MAURÍCIO CORRÊA: “1. Com efeito. “Estatuto do Estrangeiro”. estender-se a eventos ocorridos no passado. a existência de vínculos conjugais e/ou familiares com pessoas de nacionalidade brasileira não se qualifica como causa obstativa da extradição. Ministro CELSO DE MELLO Relator *decisão publicada no DJe de 24. 279/280. precedente firmado pelo Plenário desta Suprema Corte no julgamento da Ext 664/Reino da Espanha. pois. Esse outro fundamento – casamento (ou união estável) de estrangeiro com brasileira – não atua como causa obstativa da extradição. valendo referir. em relação a fatos ou situações preexistentes. e que.g. cumprindo observar. desde que o Estado requerente prometa reciprocidade de tratamento ao Brasil. por isso mesmo. nº 3. Colômbia. item n. 109. por oportuno. 3). “Curso de Direito Internacional Público”. por sua vez. tal circunstância não impediria a formulação de pedido extradicional. no prazo de sessenta (60) dias a que se refere o Artigo 9º. v. Forense): “É primariamente lógico que nenhum tratado – como. Mesmo que não fosse lícito conferir eficácia retroativa a tratado de extradição. ainda. 18 de fevereiro de 2016. Admite-se. 415. 264/265. de que resultou a formulação da Súmula 421. p. a efetivação da extradição do súdito estrangeiro. ao pronunciar-se sobre o tema ora em análise. Ediciones Tenaces.2. – Não impede a extradição o fato de o súdito estrangeiro ser casado ou viver em união estável com pessoa de nacionalidade brasileira. NOTADAMENTE DE FILHO COM NACIONALIDADE BRASILEIRA ORIGINÁRIA – SITUAÇÃO QUE NÃO IMPEDE A EXTRADIÇÃO – COMPATIBILIDADE DA SÚMULA 421/STF COM A VIGENTE CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. Publique-se. item n. ao julgar essa questão em sede de processo extradicional.). como Ext 1. Saraiva.9. unicamente. desde que assim ajustado pelos Estados Partes – é também perfilhado por ilustres doutrinadores (MARCELO D. RT. a aplicação retroativa de tratados de extradição. Rel.030/2009) –. Rel. o Supremo Tribunal Federal.. embora consagrando o princípio da irretroatividade. 1981.” (Ext 864/República Italiana. Min. nesse contexto. cujo Artigo 28.). 2011. ainda que em sede extradicional. 345. Min. não incidindo. não impede que as Altas Partes Contratantes disponham diversamente nos tratados que venham a celebrar. Pleno) Sendo assim. entretanto. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei) Possível. de resto. 1976. Rel. 1984. tem expressamente reconhecido essa possibilidade: “A inexistência de tratado de extradição não impede a formulação e o eventual atendimento do pleito extradicional. v. RT.442/DF. que esse entendimento – que excepcionalmente admite a aplicação retroativa dos tratados internacionais. nenhum fato humano – pode produzir qualquer efeito senão a partir do momento em que consumado.. O Supremo Tribunal Federal. p. nº 4. item n. Rel. para tanto. ainda que com esta possua filho brasileiro. “Direito Internacional Público”. 2013. que esse pleito extradicional foi deduzido em tempo oportuno. desde que – como sucede na espécie – haja expressa previsão pactuada pelos Estados celebrantes (Tratado de Extradição Brasil/China.

INOVAÇÕES LEGISLATIVAS 29 de fevereiro a 4 de março de 2016 Medida Provisória nº 713. em viagens de turismo.2. em 2. 1.jus.Altera a Lei nº 12. treinamento ou missões oficiais. de pessoas físicas residentes no País.br 13 . de 1º. Edição nº 41. negócios. Publicada no DOU.249. Secretaria de Documentação – SDO Coordenadoria de Jurisprudência Comparada e Divulgação de Julgados – CJCD CJCD@stf. p. serviços.2016 . para dispor sobre o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre a remessa de valores destinados à cobertura de gastos pessoais.2016.3. de 11 de junho de 2010. e dá outras providências. Seção nº 1. no exterior.