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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

ESTUDOS EXPERIMENTAIS DE ALTERAÇÃO
ACELERADA EM ROCHAS GRANÍTICAS PARA
REVESTIMENTO

Maria Heloisa Barros de Oliveira Frascá

Orientador: Prof. Dr. Jorge Kazuo Yamamoto

TESE DE DOUTORAMENTO

Programa de Pós-Graduação em Recursos Minerais e Hifrogeologia

SÃO PAULO
2003

À Fernanda, minha fonte de inspiração,
Nando, Dalva e José Roberto

ii

AGRADECIMENTOS

A realização e elaboração de uma tese é um trabalho único, e um tanto solitário, para
cujo termo são necessários três suportes básicos: o apoio da família e amigos;
intercâmbios e colaborações de instituições e profissionais; e a paixão pelo tema.
Considero-me privilegiada por ter contado com todos os três; e foram tantos os que me
apoiaram, forneceram informações e discutiram o assunto que, felizmente, poucas
linhas são insuficientes para nomear a todos. Mas, nem por isso, sou menos grata
àqueles que, direta ou indiretamente, colaboraram para a execução deste estudo e
meu crescimento profissional.
Primeiramente, destaco o amigo e orientador, Jorge Kazuo Yamamoto, que sempre
apoiou minhas idéias, guiou para que a meta fosse atingida e suportou, sempre
positivamente, os momentos finais de cansaço e dúvidas.
Este trabalho, como poderão ver, contém centenas de determinações laboratoriais, que
só foram possíveis com a colaboração, perseverança e aprendizado mútuo dos colegas
do Laboratório de Petrologia e Tecnologia de Rochas; Fábio Conrado de Queiróz, Eli A.
Toledo, Jilson Cardoso, Magno Bueno, Nilson de Paula e Valentim José da Silva Filho,
com especial menção ao Eduardo Quitete, pelo acompanhamento e apoio durante todo
o trabalho, pela disposição para discussões e editoração das fotos. À Priscila R. M.
Leal, minha gratidão pela colaboração nas descrições petrográficas e no trabalhoso
ajuste das informações ao foco desta pesquisa.
Aos amigos e colegas Ely B. Frazão, Ivan Mello e Lúcia Dozzi agradeço as conversas,
a leitura paciente, as discussões e sugestões que muito contribuíram para o texto final.
As referências bibliográficas são produto do trabalho minucioso da amiga e colega
Maria Solange O. P. Fierro. Mesmo com as urgências de final de prazo, as sugestões
ortográficas e gramaticais de Marlene Santana contribuíram para melhorar clareza do
texto.
Ao Dr. Fábio Taioli, agradeço pelas sugestões, por ocasião do exame de qualificação,
que muito contribuíram para reorientações da pesquisa.
Os trabalhos de campo foram possíveis graças à colaboração de entidades e pessoas
que se dispuseram a apoiar e realizar os contatos necessários para visitas às minas,
providenciar facilidades de acesso e outros: registro meu agradecimento a Attílio
Travaglia, do Sindirochas (ES); a Francisco W. Hollanda Vidal, do Cetem/MCT (RJ);
Maria Angélica Lima, do Nutec (CE); e a Gilberto Rangel, da Mineração Corcovado.

iii

A colaboração das empresas produtoras dos materiais ensaiados foi fundamental para
a realização deste estudo, às quais agradeço pela recepção nas minas e pelo
fornecimento e envio das (grandes) amostras; Granasa – Granitos Nacionais Ltda;
Granistone S.A.; Granitos Brasileiros S.A.; Granitos Pires – Mineração e Comércio
Ltda.; Granos – Granitos S.A.; Imarf Granitos S.A.; Marbrasa – Mármores e Granitos do
Brasil S.A.; Mineração Corcovado Ltda.; Nemer – Mármores e Granitos S.A.; Rocha
Branca – Mineração Comércio e Exportação Ltda; e Somibrás – Sociedade de
Mineração Brasileira Ltda.
Ao Laboratório de Corrosão e Tratamento de Superfície, do IPT, pela realização dos
ensaios em câmaras climáticas.
Para execução deste trabalho, também foi de grande importância a colaboração de
vários colegas, especialmente no atendimento de demandas administrativas,
abundantes no exercício profissional, aos quais exprimo minha gratidão, especialmente
para Pedro A. Abel Fabiani, Mírian C. B. Oliveira e Vilmondes Ribeiro. À Renata M. de
Cavalcante, pelos trabalhos de digitalizações de imagens. À Maria Lúcia F. Gonçalves,
que digitou os dados e boa parte do texto, devo minha gratidão ao seu sempre
presente auxílio nas atividades profissionais cotidianas e, inclusive, por suportar as
crises nos momentos mais tumultuados.
Meu agradecimento para aos colegas e amigos do IGc; Thelma e Marcos, pela
cuidados elaboração das figuras; à Sonia e Ana Paula, que sempre atenderam
prontamente as questões, sempre urgentes, dessa pós-graduanda; e a Marcelo
Monteiro da Rocha, no auxílio à trabalhosa impressão final.
Agradeço ao IPT, por meio de Omar Y. Bittar, que colocou à disposição a infra-
estrutura laboratorial e sempre apoiou todas as etapas deste trabalho, até sua
conclusão.
Ao IGc, agradeço pela acolhida, aceite do desafio de apoiar o desenvolvimento desta
pesquisa e o apoio fornecido em todas as etapas da pós-graduação.
Finalmente, agradeço à Fapesp, cujo suporte financeiro (Processo 99-06250-0) foi
fundamental para a realização desta pesquisa.

iv

SUMÁRIO

p.
Agradecimentos ........................................................................................................................ii
Sumário .................................................................................................................................... iv
Listas de Figuras .................................................................................................................... vii
Listas de Tabelas ................................................................................................................... xiii
Resumo .................................................................................................................................. xvi
Abstract ................................................................................................................................. xvii

CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................1
1.1 Importância Econômica do Setor ...................................................................................4
1.2 Objetivos ........................................................................................................................8
1.3 Justificativas ....................................................................................................................9

CAPÍTULO 2

MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................................................................ 10
2.1 Seleção dos Materiais e Áreas de Estudo .................................................................... 10
2.2 Levantamento Bibliográfico .......................................................................................... 11
2.3 Visitas às Minas Selecionadas ..................................................................................... 12
2.3.1 Amostragem .................................................................................................................... 13
2.4 Visita a Centros de Beneficiamento ............................................................................. 13
2.5 Ensaios e Análises Laboratoriais ................................................................................. 15

CAPÍTULO 3

DETERIORAÇÃO DE ROCHAS............................................................................................... 19
3.1 Alteração Intempérica de Rochas................................................................................. 23
3.1.1 Modificações intempéricas em minerais e rochas ............................................................ 26
3.1.2 Influência do potencial redox ........................................................................................... 29
3.1.3 Reações de alteração ...................................................................................................... 29
3.1.3.1 Dissolução .................................................................................................................. 30
3.1.3.2 Oxidação ..................................................................................................................... 31
3.1.3.3 Oxidação - hidratação ................................................................................................. 31
3.1.3.4 Hidrólise ...................................................................................................................... 32
3.2 Poluentes Atmosféricos ................................................................................................ 32
3.3 Causas da Degradação Rochosa ................................................................................. 37
3.3.1 Temperatura .................................................................................................................... 39
3.3.2 Ação dos poluentes ......................................................................................................... 40
3.3.3 Ação da cristalização de sais ........................................................................................... 41
3.4 Alterabilidade e Durabilidade de Rochas ..................................................................... 45
3.5 Rochas Graníticas ......................................................................................................... 46
3.5.1 Granitos e sua alteração em ambientes naturais ............................................................. 47

..........................2........................................................... 65 5...... 84 CAPÍTULO 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS ...................................................1...............................................1.......... 80 5...................1......... 110 6. 54 4........................1............ 88 6......2 Características químicas................................ 108 6.......................2...................................................1 Análises Petrográficas e Mineralógicas ....... v 3........................... 94 6............................... 60 CAPÍTULO 5 TRABALHOS DE LABORATÓRIO ...........2.........................................................................................................1....................1.......................................................................5 Rosa Iracema..............1 Densidade...3................................. 68 5................................................................ 88 6.. 82 5.................................1 Rochas do Estado de São Paulo .. 101 6...........................6 Branco Ceará .....2 Rochas do Estado do Espírito Santo ........................1...........1.........3 Verde Labrador ............1...........2 Azul Paulista Frente Nova e Prata Interlagos ....................4 Flexão..... 112 6...................................................... 130 .....3 Compressão uniaxial ................................................1............................... 51 4..............................................................................2..................................7 Casablanca e Falésias ................ 77 5....... porosidade e absorção ....1...........2 Capilaridade .......................................................................1 Vermelho Capão Bonito .................................................................................... 75 5............... 72 5..................................................................................................................................1 Capão Bonito ............3........... 68 5............1 Breve consideração sobre métodos e procedimentos adotados.........................2............2 Análises mineralógicas por difratometria de raios X .........................1 Propriedades Petrográficas e Químicas .............................5 Velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais ... 82 5................ 99 6........................................................................... 71 5.3..... 54 4.............................1................................1...... 65 5........... 52 4..4 Rochas do Estado do Ceará ......................2 Propriedades Físicas (Densidade Aparente e Absorção) .............................................. 67 5.....3 Ensaios de alteração por imersão parcial em soluções ácidas e alcalinas ........................................................................................................... 124 6........................................2....................................1......................1.............................. 118 6.....4 Branco Itaúnas e Branco Caravelas .......................1 Exposição ao dióxido de enxofre.......1.............8 Giallo Veneciano.........1 Grupos discriminados segundo densidade e absorção ....................... 48 CAPÍTULO 4 ASPECTOS GEOLÓGICOS DAS ROCHAS SELECIONADAS ..............................5.....................................................................1...............3 Rochas do Estado da Bahia .................................1 Características petrográficas ...........3..................... Arabesco e Santa Cecília ...... 51 4..................3 Ensaios de Alteração Acelerada ......................2 Ensaios Tecnológicos ...................2.... 67 5............................................................................. 106 6..........................................................................................1.......................................1...................................................................1.2 Degradação de granitos em edificações .................1.1.......................1................ Branco Cristal e Branco Savana. 80 5.............3................. 86 6....................................1.......................... 58 4. 74 5.................................. 97 6.....................................2 Exposição à névoa salina.................. 78 5......................2 Resistência ao choque térmico ............1 Ensaios em câmaras climáticas ........................................2 Região Metropolitana de São Paulo .1.........................................................................................1 Ensaios de coloração seletiva de feldspatos.

...............3 Capilaridade ................................................ vi 6.....4............................................................................................. 170 6......................... 156 6.........................................................2.....1 Compressão ......................................... 228 ANEXO C Resultados de determinações de densidade aparente e coeficiente de absorção de água a pressão atmosférica (prEN WI 036:1998) ................................................................................................................................................................................................................ 172 6................... 160 6..........................................3 Relações entre propriedades mecânicas e físicas .................................2 Flexão........................................................................................................... 188 6............. 150 6..2 Imersão parcial em hidróxido de sódio ........2......................................................................2..1.................1 Resistência ao choque térmico .......................... 242 ANEXO E Resultados dos ensaios de resistência à compressão uniaxial (NBR ABNT 12........................................1 Câmaras climáticas ....4..................................3...............4......................1 Variações de propriedades físicas de bloco para ladrilho ....4........3 Propriedades Mecânicas ........ 183 6.................................................2. 131 6...........................2 Exposição à névoa salina...................2...................................3.................................. 135 6.....................3.................................................... porosidade aberta e volume de poros abertos (BS EN 1936:1999) ......2 Bloco .......2...............................2...............................4.......................................4 Ensaios de Alteração Acelerada .......................................................................................................... 209 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................1 Imersão parcial em ácido sulfúrico .................................2 A influência do método de ensaio e forma dos corpos-de-prova .............................................. 146 6....................................2 Imersão parcial em soluções ácida e alcalina ........................3 Ensaios de controle........................ 194 6..........1.........4................................................................................................... 181 6............................................................2...................2... 236 ANEXO D Resultados de determinações de densidade aparente....... 151 6.................................... 250 ANEXO F Resultados dos ensaios de resistência à flexão (ASTM C 880/98) ...................................................... 219 ANEXO B Resultados de determinações de massa específica aparente......................................................................... 257 .....767/92) ......1................................... porosidade aparente e absorção d’água aparente (ABNT NBR 12766/92)..................... 136 6................................... 201 CAPÍTULO 8 CONCLUSÕES ..........................4......................................2............................................................... 212 ANEXO A Fichas de Campo ........ 172 6............ 177 6.........1 Exposição ao dióxido de enxofre..........1 Ladrilho ................. 141 6.....3.......1..... 197 CAPÍTULO 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS...

ES. 30 Figura 3.10 – Cristalização de sais em função da concentração das soluções e da temperatura. 58 Figura 4. 5 Figura 2.3 – Máquina de polir. SP. 13 Figura 2. que as originais foram guardadas no interior dos edifícios. em Los Angeles.8 – Limites de estabilidade de determinados minerais primários. mecânica e de alteração acelerada. Baixo Guandu.2 – Escultura de arenito.4 – Inchamento e destacamento de minerais da superfície polida de granito “Santa Cecília”. À direita. em containeres de vidro. mostrando destruição quase completa. 25 Figura 3.1 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo.2 – Esquadrejamento manual de bloco de granito em Capão Bonito. 36 Figura 3. EUA. em Nova Venécia. no castelo Herten (Alemanha). 52 Figura 4. de 1908. com argamassa. ES. no Estado de São Paulo. assentado em piso. SP. 53 Figura 4. Figura 1. de origem italiana. em Ecoporanga.2 – Blocos montados para serragem em tear de grandes dimensões (à esquerda). ainda explorado a partir de grandes matacões aflorantes em alto topográfico. em São Paulo. Atenas. 55 Figura 4. são utilizados abrasivos cada vez mais finos. 20 Figura 3. e processo de serragem de chapas a partir de bloco de granito (à direita).9 – Padrão típico diário dos níveis de óxido nítrico. no Estado do Espírito Santo. Foto à esquerda.1 – Acrópole.9 – Aspecto da lavra do Verde Labrador. 15 Figura 2. foto de 1969. vii LISTAS DE FIGURAS p. Conforme progride o processo de polimento (na foto.7 – Lavra do Arabesco em Nova Venécia. 20 Figura 3. dióxido de nitrogênio e ozônio.6 – Lavra do Giallo Veneciano.1 – Distribuição dos usos de rochas ornamentais. As estátuas foram de tal forma danificadas. 57 Figura 4. 19 Figura 3. Grécia. 56 Figura 4. do fundo para o primeiro plano). 57 Figura 4.10 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas .4 – Aspecto da lavra de matacões do Azul Paulista Frente Nova.6 – Série de estabilidade mineral no intemperismo (Série de Goldich). física.1 – Blocos cúbicos com cerca de 30 cm x 30 cm x 30 cm. 27 Figura 3.3 – Estátua de calcário travertino na fachada da Basílica de São Pedro (Vaticano) deteriorada pela ação de poluentes trazidos para a superfície da rocha pelo ar (na forma de gases ou aerossóis) ou pela água (chuva ácida). 43 Figura 4. ES. ES. 14 Figura 2. construído em 1702. automática.4 – Fluxograma dos ensaios de caracterização petrográfica. Em parte. 57 Figura 4. 53 Figura 4.8 – Mina do Santa Cecília.5 – Influência do clima nos processos intempéricos.7 – Representação esquemática dos processos intempéricos. 26 Figura 3. 21 Figura 3.3 – Lavra semimecanizada – Capão Bonito. mostrando leve a moderada alteração. SP. 18 Figura 3. para ensaios de laboratório.5 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo.

62 Figura 4. 60 Figura 4. Aspecto geral do charnockito Verde Labrador. Detalhe de núcleos de feldspatos alterados. rompido após a aplicação de esforços. Aspecto geral do granito Prata Interlagos. em Forquilha.13 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo. Hornblenda (hb).1 – Resultados da coloração seletiva para feldspatos.6 – Amostra AZF. Aspecto da alteração de plagioclásio em muscovita. 93 Figura 6. 94 Figura 6. plagioclásio e feldspato alcalino. 64 Figura 5. BA. 76 Figura 5. Fissuras mais largas cortam feldspatos e quartzo.5 – Amostra VCB-3. no Estado do Ceará. 81 Figura 5. 64 Figura 4.14 – Mina do granito Rosa Iracema. no Estado da Bahia. para exposição ao SO2. viii para este estudo. 97 Figura 6. 96 Figura 6. 62 Figura 4. 78 Figura 5. CE. hiperstênio (hy).5 – Ilustração dos aparatos e procedimento de medida da velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas. CE.8 – Amostra PIT.4 – Amostra VCB-3. 60 Figura 4. 99 Figura 6.16 – Mina do Branco Ceará. em Independência. 82 Figura 5. em Medeiros Neto. obtido de rocha polida.15 – Mina do granito Branco Cristal. 81 Figura 5. em Forquilha. 85 Figura 6. 78 Figura 5. 74 Figura 5. especialmente segundo as linhas de crescimento. 96 Figura 6. em Independência.12 – Mina do Branco Caravelas.2 – Correlações entre contagens em amostra de mão e análise modais para quartzo.9 – Amostra LBD.11 – Mina do Branco Itaúnas. Aspecto geral do granito Vermelho Capão Bonito.11 – Ilustração esquemática das zonas de imersão e capilar.6 – Ilustração das medidas de velocidade de propagação de ondas em corpos- de-prova cúbicos. hidróxidos de ferro e sericita/muscovita. CE.9 – Corpos-de-prova com a face não-polida recoberta com tinta óleo.1 – Determinação do peso submerso em dispositivo hidrostático.10 – Câmara climática de exposição à névoa salina. em Santa Quitéria. geralmente . 91 Figura 6. CE.8 – Câmara climática para exposição ao SO2. BA. 59 Figura 4. 77 Figura 5. Aspecto de cristal de plagioclásio alterado em argilominerais. Aspecto geral do granito Azul Paulista Frente Nova.18 – Mina do Falésias.17 – Mina do Casablanca. biotita (bi) e opacos (op). CE. 69 Figura 5. 61 Figura 4. Notar as dimensões milimétricas de feldspatos (KF) e intenso microfissuramento os afetando. 63 Figura 4.2 – Corpo-de-prova rompido após aplicação de esforços compressivos. 75 Figura 5. Notar cristais de plagioclásio com núcleos alterados em argilominerais e sericita.7 – Ilustração das medidas de velocidade de propagação de ondas em corpos- de-prova destinados aos ensaios de resistência à flexão. Notar cristais tabulares de plagioclásio (pl) com os núcleos alterados e com hidróxidos de ferro associados. 97 Figura 6.7 – Amostra PIT.3 – Distribuição do tamanho de quartzo.4 – Detalhe de corpo-de-prova. em Medeiros Neto.3 – Detalhe de corpos-de-prova com esforços aplicados perpendicular (à esquerda) e paralelamente (à direita) à estruturação da rocha. plagioclásio e feldspato alcalino nas diferentes rochas estudadas.

Aspecto de biotitas substituídas por argilominerais. especialmente em feldspatos. Notar hipidiomorfismo dos feldspatos. 116 Figura 6. sem preenchimento e ligeiramente aberto (em azul) (b).14 – Amostra CRV. ocupando espaços intergranulares (a).28 – Amostra SCC. Aspecto da alteração de plagioclásio e presença de argilominerais preenchendo espaços intragranulares. 108 Figura 6. preenchidas por filossilicatos e hidróxidos de ferro. Aspecto de lamelas de biotita intercrescidas com filossilicato incolor. Aspecto do forte microfissuramento em feldspatos. Aspecto geral do granito Branco Itaúnas. 103 Figura 6. 105 Figura 6. Detalhe da alteração de plagioclásio e de argilominerais ocupando espaços intergranulares. Notar microfissuramento intra e transgranular e sericitização de plagioclásio (setas). Aspecto geral do granito Branco Cristal. Aspecto geral do gnaisse Casablanca. em (b). por provável ação deutérica. Aspecto geral do gnaisse Santa Cecília.24 – Amostra GVN.16 – Amostra RIC.18 – Amostra BCR. em feldspatos. 117 Figura 6. Aspecto dos cordões de sillimanita (sill) e de agregados de biotita (bi) e opacos. 114 Figura 6. que propicia alteração em argilominerais (+ hidróxidos de ferro) ao seu redor.19 – Amostra BCE.30 – Diagramas de dispersão SiO2 x elementos maiores. 110 Figura 6. Aspecto geral do granito Rosa Iracema. foto à esquerda).12 – Amostra ITN-2. Notar homogeneidade granulométrica e biotita em agregados de pequenas lamelas. próximas a essas fissuras. Notar microfissuramento intergranular. 122 .29 – Amostra SCC. comumente observadospela rocha. Notar forte microfissuramento e alteração em argilominerais e hidróxidos de ferro. entre os grãos.10 – Amostra LBD. nas paredes dos minerais.21 – Amostra FLS.25 – Amostra ARB. Aspecto de banda tonalítica. 107 Figura 6. Notar.17 – Amostra BCR.22 – Amostra GVN. 111 Figura 6.11 – Amostras ITN. e turvação e alteração desses. Notar a heterogeneidade granulométrica. Notar microfissuramento intragranular.13 – Amostra ITN-1. 115 Figura 6. Aspecto geral do gnaisse Giallo Veneciano. e da alteração de hiperstênio (hy).27 – Amostra ARB. Aspecto geral do gnaisse Arabesco. Notar heterogeinedade granulométrica e contatos interlobados. 115 Figura 6.15 – Amostra CRV. Aspecto geral do granito Branco Ceará. por argilominerais (am). 116 Figura 6. Aspecto geral do granito Branco Caravelas. 100 Figura 6. ix em agregados. 104 Figura 6. também em hidróxidos de ferro. Aspecto do microfissuramento intragranular em plagioclásio (PI) e do preenchimento de espaços intragranulares. 107 Figura 6.26 – Amostra ARB. a presença de mica litinífera ocupando espaços intergranulares ou fissuras em feldspatos. mais largas. Aspecto geral do gnaisse Falésias. 105 Figura 6. 101 Figura 6.20 – Amostra CSB. 118 Figura 6. se distribuem esparsamente pela rocha. 112 Figura 6. Argilominerais. 117 Figura 6. 103 Figura 6. centro. Visão geral da alteração e microfissuramento. Notar a presença de fissuras inter e transgranulares. Aspecto de provável cordierita alterada. Notar heterogeneidade granulométrica e cristais tabulares de plagioclásio (porção superior.23 – Amostra GVN.

155 Figura 6.35 – Relação densidade aparente x porosidade aberta (BSI.39 – Diferentes valores obtidos para poros abertos.31 – Diagramas de dispersão SiO2 x Ba. antes e após ciclos . para bloco (ABNT.42 – Distribuição das variações de absorção ladrilho em relação a bloco. 1992a). 147 Figura 6. 1999a) para corpos-de-prova 10 cm x 10 cm e 10 cm x 12 cm.50 – Resistência à compressão nas condições seda (barras à esquerda) e saturada (barras à direita) e variação (linha).40 – Correlações entre porosidade aberta e volume de poros abertos para ladrilho.44 – Correlações entre densidade (bloco) e variações desse parâmetro. para corpos-de-prova com tamanhos: a) 10 cm x 15 cm. para os diferentes tamanhos de ladrilho. 158 Figura 6. b) 10 cm x 12 cm. Sr e Rb.33 – Relação densidade aparente x absorção (CEN. c) 10 cm x 10 cm. para ladrilho: a) 10 cm x 15 cm. 134 Figura 6. 1992a e CEN. na condição seca. 141 Figura 6. b) 10 cm x 12 cm. 134 Figura 6. b) 10 cm x 12 cm e c) 10 cm x 10 cm. 140 Figura 6.34 – Relação densidade aparente x absorção (ABNT. 143 Figura 6.54 – Velocidade de propagação de ondas. 1999a). b) 10 cm x 10 cm.32 – Diagramas de dispersão Fe2O3 e FeO x TiO2. segundo ABNT (1992a). Detalhamento da Fig. 124 Figura 6. e porosidade aberta (BSI. e decaimento relativo. antes e após choque térmico. antes e após choque térmico. para ladrilho: a) 10 cm x 12 cm.48 – Correlação entre coeficiente de capilaridade e absorção (ABNT. 133 Figura 6. para ladrilho: a) 10 cm x 15 cm.52 – Correlação entre a resistência à compressão uniaxial.55 – Freqüência dos decaimentos da resistência mecânica e de velocidade de propagação de ondas. 1998a).43 – Freqüências das variações de absorção (a) e densidade (b) entre bloco e os diferentes tamanhos de ladrilho (ABNT. CEN (1998a) e BSI (1999a). 153 Figura 6.41 – Distribuição das variações de densidade de ladrilho em relação a bloco. e decaimento relativo. 1999a).56 – Correlação entre resistência à flexão na condição seca. nas condições seca e saturada. 143 Figura 6.51 – Freqüência das variações de compressão entre seco e saturado.47 – Correlação entre coeficiente de capilaridade e volume de poros abertos (BSI. 145 Figura 6.36 – Relação densidade aparente x absorção. conforme o tamanho do corpo-de-prova. 149 Figura 6. exibindo as rochas equivalentes a cada ponto. 123 Figura 6.47. 1999a). para ladrilho: a) 10 cm x 15 cm. na condição seca.53 – Resistência à flexão.45 – Correlações entre absorção e variação de absorção entre bloco e ladrilho. 162 Figura 6.49 – Relação entre coeficiente de capilaridade e poros abertos (BSI.46 – Curvas de absorção por capilaridade para as amostras em estudo. 150 Figura 6.37 – Correlações entre densidade aparente e absorção entre bloco e ladrilho de diferentes dimensões. 1992a). 158 Figura 6. 1992a). c) 10 cm x 10 cm. 145 Figura 6. 136 Figura 6. de diferentes dimensões (BSI. 146 Figura 6. b) 10 cm x 12 cm. 1999a). relativo à estruturação das rochas estudadas.38 – Relação poros abertos x porosidade aberta (BSI. 148 Figura 6. x Figura 6. 1992a). 155 Figura 6. (ABNT. 6. c) 10 cm x 10 cm.1998a). 1999a). 139 Figura 6. 138 Figura 6.

Exposição ao dióxido de enxofre. 168 Figura 6. 180 Figura 6. Amarelamento da rocha e oxidação de máficos. Despegamento de lamelas de biotita (em azul).69 – Amostra CRV. 167 Figura 6. Pontos amarelados esparsos referentes à oxidação de minerais. Exposição à nevoa salina. detalhe do amarelamento. “Amarelamento” da rocha.60 – Amostra LBD. Fratura originada no processo de confecção do corpo-de- prova foi um dos locais preferenciais para cristalização de sais. máficos e opacos. antes e após ciclos de choque térmico.67 – Amostra LBD. Aspecto da oxidação nos locais de ocorrência de argilominerais de alteração de mineral original. 169 Figura 6. 173 Figura 6. 168 Figura 6.59 – Absorção d’água antes (pontos à esquerda) e após (pontos à direita) choque térmico e respectivas variações. 163 Figura 6. Esse aspecto também foi observado nas amostras gnáissicas. Microfissuras aparentemente alargadas após exposição ao dióxido de enxofre.65 – Amostra CRV após ensaio de choque térmico. 168 Figura 6. 173 Figura 6.70 – Amostra CSB. Exposição ao dióxido de enxofre.61 – Amostra ITN-2. Exposição ao dióxido de enxofre. milimétricas. Intensificação da cor de hidróxidos de ferro associados a argilominerais de alteração nos núcleos de feldspatos e de preenchimento de . 176 Figura 6. 165 Figura 6. xi de choque térmico. coincidente com os pontos microscopicamente constituídos de agregados cauliníticos. 165 Figura 6. 179 Figura 6. Leve coloração ferruginosa surge nos agregados micáceos. Abundantes eflorescências em agregados máficos e fissuras intergranulares. 173 Figura 6.64 – Amostra ITN-1 após ensaio de choque térmico. 177 Figura 6.62 – Amostra CRV.71 – Amostra LBD. Aumento do amarelamento preexistente (oxidação?) e local oxidação de granada.58 – Densidade aparente antes (pontos à esquerda) e após (pontos à direita) choque térmico e respectivas variações.77 – Amostra PIT. Foto à direita.73 – Amostra ITN-2.78 – Amostra SCC.74 – Amostra CRV. Foto à direita. Amarelamento segundo a foliação e oxidação nas regiões quartzo-feldspáticas. Exposição ao dióxido de enxofre.68 – Amostra ITN-2. esparsas. provavelmente resultante do incremento da oxidação preexistente. Oxidação de granada. Amarelamento e aparecimento de manchas ferruginosas. Total branqueamento da rocha.63 – Amostra SCC. localmente.72 – Amostra VCB. Exposiçãoà névoa salina. sobre biotita 176 Figura 6. Exposição à névoa salina. Aumento da oxidação preexistente (acima. 170 Figura 6. Exposição ao dióxido de enxofre. Aspecto do incremento da coloração ferruginosa de argilominerais de preenchimento de microfissuras. 173 Figura 6. Notar incremento da coloração ferruginosa de argilominerais de preenchimento de microfissuras (a).79 – Amostra VCB-3. 170 Figura 6. Generalizado aumento da coloração acastanhada da rocha. 180 Figura 6. Formação de sais em fissuras superficiais e. detalhe dos minerais oxidados.76 – Amostra BCR. e oxidação de filossilicatos de alteração de biotita (b). corpo-de-prova de controle).66 – Amostra SCC após ensaio de choque térmico. 177 Figura 6. especialmente as SCC e GVN. 176 Figura 6. 163 Figura 6.75 – Amostra GVN. Exposição à nevoa salina.57 – Correlação entre a velocidade de propagação de ondas.

89 – Aspectos da cristalização salina. 187 Figura 6. que ficam aderidas na superfície dos grumos de sais. 190 Figura 6. Leve oxidação dos argilomienrais intersticiais e pequenas perdas de materiais próximos. ao final do ensaio de imersão de NaOH.84 – Diferentes aspectos das eflorescências formadas por imersão parcial em ácido sulfúrico. Notar a formação de cavidade e quebra de arestas nas CRV e SCC. Notar cavidade em biotita (em azul. durante o ensaio.83 – Aspecto da quebra de arestas dos corpos-de-prova da amostra CRV. 194 Figura 6. preferencialmente sobre biotita. Os corpos-de-prova à direita foram lavados periodicamente. 196 Figura 7. em decorrência da pressão de expansão dos sais em descontinuidades e. 187 Figura 6. 194 Figura 6.90 – Amostra ITN-2. já sem aparentar a modificações de cor.88 – Amostra SCC.85 – Amostra ITN-2. após imersão parcial contínua em soluçãode ácido sulfúrico. evolução do manchamento amarelo ferruginoso. Despegamento de biotita e “clareamento” dos materiais de preenchimento de microfissuras.82 – Cristalização de sais nas bordas (SCC) e nos cantos (CSB).81 – Aspectos resultantes da cristalização de sais (eflorescências e subeflorescências). 191 Figura 6.80 – Aspectos dos diferentes comportamentos das rochas após imersão parcial em soluções alcalina e ácida.1 – Somatória dos graus relativos atribuídos às deteriorações observadas na face polida das rochas estudadas. 194 Figura 6. em crostas. 203 . de alteração.87 – Amostra ARB. no centro da foto à esquerda). sobre os corpos-de-prova parcialmente imersos em solução alcalina. o inicio de seu retorno à cor original e ao final. nos espaços intergranulares originalmente ocupados por argilominerais de alteração. Despegamento dos argilominerais intersticiais. 183 Figura 6. 195 Figura 6. provavelmente. Amostra AZF: notar despegamento de lamelas de biotita. 189 Figura 6. Aqueles à esquerda deixaram de ser lavados cerca de 15 dias após o inicio dos ensaios. enquanto exibiram intensa mudança de coloração após imersão em H2SO4. LBD e ITN-1 não mostraram modificações aparentes. para melhor observação dos possíveis efeitos. Despegamentos em cristais de granada. 194 Figura 6. desde seu aparecimento (dois dias dias após a imersão).86 – Amostra CRV. xii microfissuras.

2 – Níveis de correlação considerados nesse trabalho.8 – Resultados de análises petrográficas das amostras AZF. 16 Tabela 3.1 – Tipos rochosos selecionados e regiões produtoras. CEN (1998a) e BSI (1999a) – Corpos-de-prova: 10 cm x 10 cm. CEN (1998a) e BSI (1999a) – Corpos-de-prova 10 cm x 12 cm. Tabela 1.2 – Empreendimentos minerários visitados e materiais amostrados. 120 Tabela 6. 130 .5 cm.12 – Resultados de análises petrográficas das amostras GVN.2 – Características dos principais poluentes do ar (Amoroso. FLS.18 – Índices físicos determinados segundo ABNT (1992a) – Corpos-de-prova: 7.1 – Mobilidade relativa de elementos químicos das rochas (Aires-Barros. Hyland. 98 Tabela 6.4 – Pressão de cristalização de alguns sais.19 – Dados estatísticos de índices físicos obtidos para as amostras ensaiadas.2 – Principais países produtores e exportadores de rochas ornamentais. 5 Tabela 1.4 – Categorias e descrição de granitos alterados.3 .1 – Classificação do tamanho de grãos adotada nas descrições petrográficas 66 Tabela 5. 109 Tabela 6. 79 Tabela 6. PIT e LBD. ITN-2 e CRV. 37 Tabela 3.3 – Panorama brasileiro do setor de rochas ornamentais. 92 Tabela 6. 93 Tabela 6. 70 Tabela 5.5 – Resultados da quantificação de minerais. 6 Tabela 1. BCR. VCB-2 e VCB-3.9 – Resultados de análises petrográficas das amostras ITN-1.1 – Designações adotadas para as amostras estudadas. 106 Tabela 6. 7 Tabela 2.1 – Cenário mundial da produção e usos das rochas ornamentais. 95 Tabela 6.2 – Procedimentos e parâmetros obtidos nas determinações de índices físicos.15 – Índices físicos determinados segundo ABNT (1992a) e BSI (1999a) – Corpos-de-prova: 10 cm x 15 cm.Situações potencialmente degradadoras de rochas ornamentais.14 – Composição química das rochas graníticas em estudo – Elementos menores e traço (ppm). Fassina.7 – Resultados de análises petrográficas das amostras VCB-1.3 – Efeitos de poluentes em algumas rochas.5 cm x 7. 28 Tabela 3. 128 Tabela 6. 113 Tabela 6.10 – Resultados de análises petrográficas das amostras RIC. 90 Tabela 6.3 – Graus de alteração intempérica e de microfissuramento adotados nesse trabalho. 125 Tabela 6. 43 Tabela 5. 1991). 119 Tabela 6. BSV. xiii LISTAS DE TABELAS p.3 – Ensaios de caracterização de rochas ornamentais e respectivas normas utilizadas.11 – Resultados de análises petrográficas das amostras BCE. 90 Tabela 6. 34 Tabela 3. 1983 e Kupchella. 12 Tabela 2.6 – Variações de tamanho de grão e tamanho de grão predominante. CSB. 1992).5 cm x 7.17 – Índices físicos determinados segundo ABNT (1992a).16 – Índices físicos segundo ABNT (1992a). 88 Tabela 6. 126 Tabela 6. 87 Tabela 6. 11 Tabela 2. 127 Tabela 6.13 – Composição química das rochas graníticas em estudo – Elementos maiores (%). 102 Tabela 6. ARB e SCC.

24 – Variações máxima e mínima de propriedades físicas (ABNT. 188 .37 – Principais modificações em amostras selecionadas daquelas submetidas à exposição em câmara de dióxido de enxofre. 174 Tabela 6.30 – Valores médios e variações de densidade aparente e absorção (CEN.32 – Aspectos microscópicos das deteriorações visualmente detectadas após ensaio de choque térmico.27 – Resistência à flexão. 137 Tabela 6. 169 Tabela 6.29 – Correlações entre as determinações de resistência à flexão e de velocidade de propagação de ondas nas condições secas e após choque térmico.33 – Coeficientes de correlação entre valores de resistências à compressão uniaxial e à flexão. 152 Tabela 6. mínimos e mediana obtidos para a resistência à compressão e velocidade de propagação de ondas. xiv Tabela 6.20 – Distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios (ABNT. 1998a) de densidade aparente e absorção para ladrilho. de resistência à flexão e de propagação de ondas. 144 Tabela 6. velocidade de propagação de ondas e variações de massa.22 – Distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios (ABNT.25 – Valores médios de resistência à compressão uniaxial. seca e saturada.31 – Modificações de coloração observadas em amostras submetidas a choque térmico e graduação atribuída. 163 Tabela 6. 133 Tabela 6. 164 Tabela 6. velocidade de propagação de ondas e variações de massa. 170 Tabela 6.38 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de exposição à névoa salina. de resistência à flexão e de propagação de ondas. 1998a) após ciclos de choque térmico (CT). 157 Tabela 6. 182 Tabela 6.41 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de imersão parcial em ácido sulfúrico. 154 Tabela 6. 185 Tabela 6. antes e após choque térmico. antes e após choque térmico. 131 Tabela 6. 178 Tabela 6. 183 Tabela 6. 1992a e CEN. variação de resistência entre as condições seca e saturada e velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais. 136 Tabela 6.23 – Rochas com resultados homogêneos nas determinações de propriedades físicas. 1992a) de densidade aparente e absorção.39 – Principais modificações microscópicas em amostras submetidas à exposição em câmara de névoa salina. 180 Tabela 6. 166 Tabela 6. 1999a) de densidade aparente e porosidade aberta para ladrilho. 1992a) de bloco para ladrilho.34 – Agrupamento das rochas estudadas segundo especificações da ASTM (1999c). 160 Tabela 6.35 – Principais resultados obtidos pela exposição das amostras em estudo a câmaras de dióxido de enxofre e névoa salina.28 – Resistência à flexão.36 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de exposição ao dióxido de enxofre.21 – Distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios (BSI.26 – Valores máximos.40 – Principais resultados da alteração por imersão parcial das rochas graníticas em soluções ácida e alcalina. 171 Tabela 6.

47 – Variações de velocidade de propagação de ondas após ensaios de imersão parcial.48 – Variações de massa e de absorção d’água. 189 Tabela 6. 197 Tabela 6.45 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de imersão parcial em hidróxido de sódio.1 – Principais propriedades físicas e mecânicas de rochas com forte e incipiente modificações após ensaios de alteração acelerada. 199 Tabela 7. em crostas.42 – Descrição das eflorescências salinas resultantes do ensaio de imersão parcial em ácido sulfúrico e deteriorações observadas. 193 Tabela 6.46 – Sais cristalizados.43 – Tipos de sais que compõem as eflorescências formadas por imersão parcial em ácido sulfúrico. após ensaios de imersão parcial. 192 Tabela 6. 196 Tabela 6. 195 Tabela 6. 204 . nas amostras submetidas à imersão parcial em solução alcalina. xv Tabela 6.44 – Principais modificações em amostras selecionadas submetidas à imersão parcial em ácido sulfúrico.

em diferentes intensidades e formas (oxidação de minerais. Foi possível verificar que a qualificação tecnológica da rocha contempla dois aspectos complementares: determinação das propriedades de engenharia (parâmetros físicos e mecânicos) e da alterabilidade. As rochas para revestimento tendem. A caracterização tecnológica de rochas graníticas selecionadas e estudos experimentais de alteração acelerada. As deteriorações resultantes são de caráter irreversível. é dificultada pela carência de informações técnicas relativas aos tipos de alterações que podem ocorrer. visaram ao estabelecimento de uma metodologia para ensaios laboratoriais que permitam antecipar as deteriorações do material rochoso e. Os resultados mostraram deteriorações. relacionadas às características intrínsecas de cada rocha. M. Tese (Doutorado) – Instituto de Geociências. agregar a questão da durabilidade dentre os critérios de escolha dessas rochas para uso como revestimento. A adoção das medidas preventivas adequadas. naturalmente. eflorescências. Universidade de São Paulo. São Paulo. . conforme o tipo rochoso e as condições de uso. 281p. simulando situações como as descritas acima.B. atribuindo-se papel condicionante aos minerais previamente alterados e ao microfissuramento.O. escamações e outros). xvi RESUMO FRASCÁ. (2003) Estudos experimentais de alteração acelerada em rochas graníticas para revestimento. também. melhor recurso disponível. a se alterar pela exposição às novas condições ambientais e de uso. o que pode se acelerar ante as agressividades climáticas. a ação de poluentes atmosféricos e a adoção de procedimentos construtivos e de manutenção inadequados. A petrografia revelou-se a ferramenta mais importante nos estudos de alterabilidade.H.

similar to those described above were carried out aiming at the establishment of a methodology for laboratorial tests that could anticipate deteriorations of the rocky material. it is made difficult due to the lack of technical information regarding to the types of deterioration that may occur according to rock type and use conditions. This alteration may be modified or accelerated in contact to climatic aggressiveness. It was also possible to verify that the technological qualification of rocks contemplates two complementary aspects: determination of engineering properties (physical and mechanical parameters) and alterability. in different intensities and ways (mineral oxidation. Moreover. they also aimed to add the question of durability as a choice criterion of rocks used for covering. scaling and others). Technological characterization of selected granitic rocks and experimental studies on accelerated alteration under simulated environmental and uses situations. related to the intrinsic characteristics of each rock from which previously altered minerals and microcracks played significant role in stone degradation. efflorescence. . the only available way is to prevent such alteration using adequate techniques. Petrography was the main technique in the alterability studies. xvii ABSTRACT Rock for cladding or flooring will be naturally weathered when exposed to the new environmental and use conditions. by the action of atmospheric pollutants and improper constructive and maintenance procedures. Therefore. However. Resulting deteriorations are irreversible. Results showed stone deteriorations.

aparelhada. todos os materiais rochosos selecionados e trabalhados serão tratados como rochas para revestimento.02. palácios. 1 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO O uso de rocha faz parte da história da civilização desde os seus primórdios. esculpida ou polida). já que foi empregada na construção de obras civis e monumentos (pontes. tendo em vista sua aplicação mais comum e o objetivo de investigar suas propriedades e alterações no emprego no revestimento de edificações.105. mas pela sua resistência e durabilidade. estradas. Essa definição pode ser considerada similar à que consta na ASTM C119 (ASTM. submetida a processos diversos e graus variados de desdobramento e beneficiamento. túmulos) sempre que houvesse a disponibilidade dessa matéria-prima em condições mínimas de aproveitamento. no prelo) rocha ornamental é definida como “material rochoso natural. Os termos rochas ornamentais e para revestimento têm as mais variadas definições e ainda não são consensuais as definições para ele. em obras de construção civil”. As duas grandes categorias comerciais de rochas para revestimento são a dos . especialmente dos mármores importados da Europa (italianos e portugueses). tem-se conhecimento do uso de rochas como revestimento. No Brasil. é utilizada no acabamento de superfícies. o que se incrementou a partir da segunda metade do século passado. Neste estudo. não somente pela sua abundância. submetido a diferentes graus ou tipos de beneficiamento ou afeiçoamento (bruta. a rocha é o principal material de construção dos monumentos e edifícios históricos europeus.012 da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT. No projeto de norma 2. utilizado para exercer uma função estética”. especialmente pisos e fachadas. Rocha para revestimento é definida pela ABNT (no prelo) como “rocha natural que. com ou sem uma ou mais superfícies mecanicamente acabados”. apicoada. que propõe para dimension stone: “pedra natural que tenha sido selecionada. desde o período colonial. castelos. igrejas. (1996). aparelhada ou cortada em tamanhos e formas especificados ou indicados. aquedutos. 2001a). Segundo Vicente et al.

composição mineral. Os mármores. Essas rochas têm seu mais nobre e valorizado uso como elementos ornamentais (arte estatuária. 2 “granitos”. passível de polimento. O padrão estético. danos relacionados à expansão e contração térmicas. heterogeneidade estrutural e textural. padrões de orientação ou deformação nela impressos por sua história geológica. importados. sendo aplicadas como elementos estruturais (colunas e pilares) e. . As rochas graníticas. especialmente. nos revestimentos verticais (paredes e fachadas) e horizontais (pisos). entre outros. pela sua durabilidade e enorme variedade de cores e padrões texturais e estruturais. que no Brasil são. também são largamente utilizados como rochas para revestimento. mais largamente. Constitui o principal condicionante para o comércio e uso da rocha. desgaste abrasivo pelo tráfego de pedestres. arte funerária. de interiores e exteriores de edificações. aqui referidos como fatores intrínsecos:  tipologia do jazimento: definida pela intensidade e tipo de alteração da rocha. que. O aproveitamento da rocha para fins ornamentais e para revestimento está relacionado a fatores adicionais ao padrão estético. são as mais utilizadas nos revestimentos de exteriores. pois fornecem parâmetros para a escolha dos materiais perante solicitações tais como: intempéries. charnockitos. englobam rochas silicáticas (ígneas plutônicas e/ou vulcânicas. textura e estrutura da rocha. presença de tensões confinadas. e a dos “mármores”. tanto em pisos quanto em fachadas. comercializados pelas suas designações corretas ou englobados nas categorias anteriores. etc. tampos de mesa e outras peças decorativas) e. sendo largamente empregados no revestimento de interiores. ligados à geologia do material rochoso. gnaisses e migmatitos). Outros materiais como ardósias e quartzitos. como material de construção civil. tanto de origem sedimentar como metamórfica. seguem próximo.  propriedades petrográficas. físicas e mecânicas: condicionam os usos mais adequados da rocha no revestimento de edificações. comercialmente entendidos como qualquer rocha carbonática. estabelecido pela cor. em geral. nesse sentido. pias. é determinado pelo modo de formação. que é imposto por modismos e não necessariamente pelas características tecnológicas dos materiais.

Resultam na alteração da superfície exposta da rocha. como inchamento. limpeza e manutenção. pois eventuais defeitos decorrentes do emprego inadequado de métodos extrativos ou industriais (serragem.  técnicas de aplicação e condições de uso e manutenção. tanto pelas condições criadas pelas inúmeras variáveis impostas pelos sistemas empregados no beneficiamento e na aplicação da rocha. muitas vezes de igual importância. por exemplo). Alterações cromáticas e manchamentos de ladrilhos de rocha são freqüentemente associados às interações com reagentes químicos que compõem produtos de limpeza. escamação. Estudos diagnósticos de deteriorações de rochas para revestimento indicam que a maior parte dos problemas está relacionada ao desconhecimento do usuário sobre as interações da rocha com o ambiente externo. são muitas vezes decorrentes da formação de eflorescências e subeflorescências. despegamento de fragmentos minerais e outros. seja pela sua danificação ou ainda pela perda de resistência mecânica. Degradações da face exposta da rocha. físicas e mecânicas das rochas com os agentes do meio ambiente e os procedimentos de fixação. decomposição. 3 Outros fatores. como pela poluição e intervenções antrópicas. mas de caráter extrínseco aos materiais pétreos são:  técnicas de extração e beneficiamento: devem ser adequadas a cada tipo de material. estrago do material rochoso. A degradação ou deterioração de rochas (segundo Houaiss e Villar. polimento e lustração). Os processos de deterioração têm sido empiricamente relacionados à interação das características petrográficas. seja pela modificação de seu aspecto estético (perda de brilho e manchamentos). 2001) são termos utilizados para se referir ao estado alterado para pior. e vir a favorecer ou acelerar a alteração dos constituintes ao serem expostos a novas condições ambientais. danificação. a partir de sais provenientes de argamassas. As rochas para revestimento são produtos obtidos do desmonte de materiais rochosos em blocos e de seu subseqüente desdobramento em chapas. poderão modificar características naturais (microfissuras. ou seja. . pelo emprego de procedimentos inadequados de assentamento. posteriormente polidas e cortadas em placas e ladrilhos.

atingiu os 700 milhões de m 2. e da crise nos segmentos construtivos da Europa e Japão na economia mundial. ao ano. a seguir relatados. alcançando 65 milhões de toneladas. próximo de US$ 40 bilhões. que.8 milhões de toneladas foram comercializados no mercado internacional (correspondendo a cerca de US$ 13 bilhões). A Figura 1. O mercado mundial de rochas ornamentais e para revestimento movimenta. 4 1. Itália e EUA (Montani. dos quais 11. 25% do qual nos mercados da China. por sua vez.1 mostra uma compilação dos dados de produção e uso mundiais acerca desses materiais rochosos.5%) e trabalhos estruturais (12%). trocas internacionais e negócios com tecnologia. . bem próximo da média dos anos anteriores. justificam o aprimoramento dos conhecimentos relativos às propriedades tecnológicas dos materiais rochosos e o desenvolvimento de procedimentos para sua qualificação e previsão de durabilidade. O consumo mundial. entre vendas nos mercados internos dos países produtores. 2001) Mesmo com o impacto negativo dos ataques terroristas de setembro de 2001 nos EUA. procuram mostrar a importância nacional e internacional desse setor. que são predominantemente de chapas e ladrilhos para revestimento (70%).1 ilustra a distribuição das principais aplicações da produção mundial. Os principais aspectos econômicos.1 Importância Econômica do Setor O setor de rochas ornamentais e para revestimento é um dos segmentos com maior e mais constante desenvolvimento da indústria mineral brasileira. segundo Montani (2002) cerca de 8%. ainda que críticos. determinando aumento de cerca de 6%. 2002). A Tabela 1. máquinas e equipamentos (Peiter. naquele ano a produção desses materiais cresceu. Tais indicadores sugerem que este setor tem boa capacidade de enfrentamento ante a flutuações relacionadas a problemas econômicos e não-econômicos. por sua vez. arte funerária (16.

que responde por cerca de 18% da produção e 20% da exportação mundiais.0 TOTAL 709.670 2.560 14.800 Produção bruta 24.140 4.310 3.350 APLICAÇÃO 3 2 3 x10 m x10 t % pisos e pavimentos 258.530 30.0% 8.1 – Cenário mundial da produção e usos das rochas ornamentais.060 6.0 arte funerária 117.340 3.650 Produção líquida 14.850 70.5% 12. atualmente encabeçado pela China.870 5.5% Escadarias 3.0 usos diversos 10.2 lista os países líderes do mercado de rochas ornamentais.5% Paredes Trabalhos internas Fachadas especiais 7.5 trabalhos especiais 102.600 12.5 trabalhos estruturais 85.0 escadarias 24.210 38.0% Arte funerária Pisos e 16.970 14.650 580 1.5% pavimentos 36.5 subtotal – outros usos 212.000 Rejeitos do beneficiamento 9. A Tabela 1.000 36.1 – Distribuição dos usos de rochas ornamentais. 5 Tabela 1.080 65.650 26.5% Fonte: Montani (2002) Figura 1.500 38.5 fachadas 60.450 130. seguido pela Itália (cerca de 13% da produção e 15% .0 Fonte: Montani (2002) USOS DE ROCHAS ORNAMENTAIS E PARA REVESTIMENTO Trabalhos Usos diversos estruturais 1.350 16.5 paredes internas 49.370 65.380 100. CENÁRIO MUNDIAL – ROCHAS ORNAMENTAIS – 2001 PRODUÇÃO x103 m3 x103 t Extração bruta 48.5% 14.870 26.850 11.5 subtotal – construção civil 496.830 1.690 7.260 8.800 Rejeitos da extração 24.

5%) 1.3% das exportações mundiais de rochas silicáticas brutas (blocos).550 (14.1%) Portugal 2.3% de rochas processadas especiais (chapas e ladrilhos de granitos e mármores) e 8. PAÍS PRODUÇÃO MINERAL (x103 t) EXPORTAÇÃO (x103 t) China 11. nos mercados interno e externo.9%) 3.5%) 985 (5.2% de ardósias.0%) Turquia 2.000. na liderança do desenvolvimento. produção e exportação de equipamentos para o setor.8%) 1.7%) 1.0%) Fonte: Montani (2002) A Itália. 2001). cerca de R$ 3. a partir do ano 2000.500 (3. Tabela 1. pedras de calcetar). que correspondem a 3. totalizando 5.500 (8. A média de preços das rochas para revestimento.1% de rochas processadas simples (pedras de cantaria.5%) Espanha 5.000 (6.0% do volume total).400 (12. o Brasil participou com 10. Em 2001.222 (5.2 – Principais países produtores e exportadores de rochas ornamentais.400 (3.5%) Itália 8.2%) 2. obter-se.217(5.2%) - Brasil 2.6%) 4. 6 das exportações mundiais).7%) Índia 6. cada metro cúbico de rocha desdobra-se em 30 a 35 m2 de chapas.250 (3.200.294 (9.500 milhões de t. indica que a agregação de valor na venda de blocos é equivalente a três vezes o seu custo de produção. O Brasil.222 milhões de t e 5. Por outro lado.0% do volume físico mundial das exportações. A exportação de rochas carbonáticas brutas é muito pequena.861 (7. segundo Montani (2002).000 (9. 2.7%) Irã 4.00 no mercado externo (Peiter. no entanto. menor que 0. por m3 industrializado. em 2001 ocupou o sexto lugar na produção mundial (2. considerando os preços médios praticados. Permanece. no Brasil. foi superada pela China.3 exibe as principais características do setor. A Tabela 1. 2. o que permite.692 (19.500 (17. 2002).1% do volume mundial (Montani.00 em produtos semi-acabados no mercado interno. tradicional líder na produção e exportação das rochas ornamentais.8% da produção total) e o quinto lugar nas exportações mundiais (1. . ou US$ 3.

7 Tabela 1.1 bilhões/ano (Peiter. Bahia. mármores.300 frentes de lavra. Minas Gerais.1% em relação a 2000) (volume e valores) EXPORTAÇÃO 3 8. e com máquinas. CONSUMO 2 Produtos acabados: 23. além dos granitos. ardósias. O beneficiamento e/ou processamento dessas rochas é feito por cerca de 250 serrarias e 6. São Paulo. que eleva para cerca de 2.7 milhões (diminuição de granitos brutos 763 (x10 t) 6. e outros. Espanha (19%). Bélgica (3%).059 x10 t (blocos de mármores e granitos): crescimento de 7.8% PRODUÇÃO relativo a 2000 PRINCIPAIS ESTADOS Espírito Santo.8 milhões de m em relação a 2000 Fonte: DNPM (2002) Estima-se. continua o crescimento do consumo de rochas ornamentais. 2002). blocos (destino) Hong Kong (6%) EXPORTAÇÃO EUA (60%).095 teares instalados no País (DNPM. Ceará. aí incluindo as transações nos mercados interno (80%) e externo. Reino Unido (3%) e México rochas processadas (3%) (destino) 3 Blocos: 2. Em 2001. EUA (10%). CENÁRIO BRASILEIRO (2001) 3 3. 2001). incluindo. China (8%).9% US$ 153 mi: aumento de 8% em rochas processadas em relação a 2000 relação a 2000 (volume e valores) EXPORTAÇÃO Itália (43%).5%. ensejado também pela instalação de novas unidades de beneficiamento (principalmente no Estado do Espírito Santo) e a aquisição de 63 novos teares (seis deles importados). Taiwan (7%). Gera ao redor de 105.000 empregos diretos em aproximadamente 10. no Brasil. insumos. 2001). a existência de mais de 500 variedades comerciais de rochas ornamentais (Peiter. em especial nos grandes centros urbanos. para revestimento de piso. o setor apresentou crescimento na produção bruta e na exportação de rochas processadas. EXPORTAÇÃO 3 US$ 109. Rio Grande do PRODUTORES Sul e Rio de Janeiro (em ordem de importância). explorados a partir de aproximadamente 1. equipamentos. Espanha (4%).293 x 10 t Crescimento: 13.500 marmorarias.3 – Panorama brasileiro do setor de rochas ornamentais. O setor brasileiro de mármores e granitos movimenta cerca de US$ 2. quartzitos. Paralelamente a isto.000 empresas (65% marmorarias).5 (x 10 t) mármore bruto EXPORTAÇÃO 3 263 x10 t. materiais de consumo e serviços. . crescimento de 13.

naturalmente. Ainda que decrescente (0. explorado na região de Ourolândia. com o tempo. Muitas questões importantes. os únicos concorrentes nacionais são os mármores brancos explorados nos estados do Espírito Santo e Paraná.6% em peso e 26. carece-se de informações técnicas relativas aos tipos de deteriorações que tendem a se instalar conforme o tipo rochoso e as condições de uso. 8 paredes e fachadas. por um lado ao estabelecimento de uma metodologia para ensaios laboratoriais que permitam antecipar as deteriorações do material rochoso em situações de uso e. quando utilizadas como revestimento. as importações de mármores e travertinos italianos. com foco em materiais graníticos. espanhóis e gregos vêm suprir a carência nacional deste tipo de rocha. para subsidiarem o planejamento e adoção das medidas preventivas. e o calcário denominado Bege Bahia. Dado que os processos de deterioração. BA. é de fundamental importância o conhecimento antecipado das possíveis deteriorações em situações de uso. continuam especulativas. físicas e/ou mecânicas para a alteração de rochas para revestimento usadas na construção civil. quanto à contribuição das propriedades petrográficas. Os objetivos dos estudos experimentais desenvolvidos. ambientes poluídos ou pela utilização de procedimentos construtivos ou de manutenção inadequados. dentre outras. entretanto. especialmente em razão da desvalorização do real frente ao dólar.2 Objetivos Os materiais rochosos usados no revestimento de edificações tendem a se modificar e deteriorar. estiveram voltados. Para isso. quanto à influência das possíveis modificações no decorrer do beneficiamento do material rochosos na alterabilidade da rocha. agregar a questão da durabilidade aos critérios de escolha dessas rochas. são praticamente irreversíveis. relativas a esse assunto. 1. muito valorizada pelos arquitetos. por outro. Para esses. Esse processo pode se acelerar em condições climáticas agressivas. da ação de poluentes dispersos na atmosfera e da ação da cristalização de sais (eflorescências). Em particular. quanto à possibilidade de estender a análise das propriedades tecnológicas para a previsão de durabilidade da rocha.9% em valor). pela indústria de . ao se instalarem. por meio da simulação da ação climática (variações térmicas).

por outro. Williams. no entanto. dos concretos e outros. a partir da década de 30. que tendem a considerar evidente o fenômeno de alteração e óbvia a natureza dos diferentes processos envolvidos (Robinson. em razão de seu vasto uso como revestimento. foi conduzido principalmente de arquitetos e engenheiros. 9 construção civil. O desenvolvimento de estudos intempéricos experimentais. e de sua posição de amplo destaque na produção brasileira. verifica-se que ainda há relativamente pouco conhecimento a respeito desses materiais. especialmente quanto à sua alterabilidade e durabilidade sob as condições a que se expõem. 1. 2002). estão sendo introduzidas novas e mais eficientes técnicas extrativas e industriais para a exploração e beneficiamento de rochas para revestimento. 1994).3 Justificativas Se. muito escassos os estudos científicos que correlacionem os produtos de alterações aos condicionantes petrográficos e ambientais (especialmente os fatores climáticos e as condições de assentamento e/ou manutenção). em consonância com seu emprego crescente pela construção civil. por um lado. O estudo dos processos intempéricos. dos mecanismos fundamentais para sua atuação e a determinação das taxas de alteração foram até recentemente considerados desnecessários ou negligenciados. Dessa forma. preocupados com a resistência e durabilidade de rochas para construção. razão pela qual instituições normatizadoras nacionais e internacionais já estão firmemente voltadas à adoção de procedimentos que visem à previsão da durabilidade de materiais rochosos usados na construção civil (Frascá e Frazão. Permanecem. . especialmente pelos geólogos. quando em uso. investigações visando ao desenvolvimento de procedimentos para a previsão da alteração e sobre durabilidade de rochas tornam-se necessárias e atuais. em todo o mundo. O granito foi o material rochoso escolhido como foco do estudo.

resistências à compressão e flexão. o que permitiu melhor comparação dos resultados laboratoriais entre os diferentes tipos selecionados. e de determinações físicas e mecânicas (porosidade e absorção d’água. 10 CAPÍTULO 2 MATERIAIS E MÉTODOS Para a consecução dos objetivos desta pesquisa. que procuraram simular situações semelhantes àquelas que poderão estar sujeitos no seu uso no revestimento de edificações. As atividades desenvolvidas são relatadas a seguir. A qualificação e/ou quantificação das alterações mineralógicas e mecânicas ocorridas foram realizadas por meio da petrografia e técnicas analíticas complementares (difratometria de raios X e outras). e velocidade de propagação de ondas). Também foram ponderadas a valorização e a tradição no mercado. textural e estrutural. por serem as rochas mais exploradas e consumidas no Brasil. . considerou-se o conhecimento das propriedades petrográficas e físicas e da resistência mecânica de rochas graníticas.1 e correspondem a rochas brasileiras de grande aceitação nos mercados interno e externo. Além disso. apresentam relativa homogeneidade mineralógica. 2.1 Seleção dos Materiais e Áreas de Estudo Os critérios para a seleção das rochas graníticas estudadas foram: cor. e de contatos com outros profissionais de diversos estados. a partir de informações obtidas a partir de dezenas de atendimentos a consumidores. As rochas graníticas selecionadas para estudo estão relacionadas na Tabela 2. correspondentes a granitos stricto sensu e lato sensu são objeto do estudo proposto. Estes últimos constituíram o material investigado nos ensaios de alteração acelerada. o histórico de alterações e/ou deteriorações em uso. antes e após sua transformação em chapas e ladrilhos polidos. Tipos graníticos comerciais. que em geral reflete a composição mineralógica e/ou grau de alteração intempérica.

mais recentes. A pesquisa bibliográfica também abrangeu a revisão dos principais trabalhos desenvolvidos nos temas alteração. especialmente no grau de alteração. dados petrológicos e petrográficos. . de modo a se obter um quadro sucinto das características de jazimento dos diferentes tipos de rochas comercializados. consulta a livros-texto e artigos atuais em diversos periódicos técnico-científicos. também.1 – Tipos rochosos selecionados e regiões produtoras. sobre contexto geológico. deterioração. 11 Tabela 2. Contemplou.2 Levantamento Bibliográfico O levantamento bibliográfico compreendeu a recuperação das informações disponíveis. por vezes com pequenas variações. foi efetuada uma breve compilação do panorama mercadológico brasileiro atual. 2. alterabilidade e durabilidade de rochas. principalmente aquelas destinadas ao uso em revestimento de edificações. REGIÃO PRODUTORA COR PREDOMINANTE NOME COMERCIAL (ESTADO) verde Verde Labrador Colatina (ES) Capão Bonito – 1 Capão Bonito (SP) vermelha Capão Bonito – 2* Capão Bonito (SP) Capão Bonito – 3* Capão Bonito (SP) rosa Rosa Iracema Sobral (CE) Branco Cristal* Sobral (CE) branco-rosado Branco Savana* Sobral (CE) Prata Interlagos São Paulo (SP) cinza Azul Paulista Frente Nova* São Paulo (SP) Branco Itaúnas (Microponto II) Medeiros Neto (BA) branco-amarelado Branco Itaúnas (Microponto III)* Medeiros Neto (BA) branco-esverdeado Branco Caravelas* Medeiros Neto (BA) branca Branco Ceará Santa Quitéria (CE) branca com faixas cinzentas Casablanca Independência (CE) amarela com faixas cor de Falésias* Independência (CE) ferrugem Giallo Veneciano Nova Venécia (ES) “amarela” Arabesco Nova Venécia (ES) Santa Cecília Ecoporanga (ES) Nota:  amostras que constituem conjuntos de litotipos de ocorrência geológica e geográfica próxima. Em caráter ilustrativo.

que também forneceram informações sobre os produtores dos materiais selecionados e providenciaram autorização para acesso aos empreendimentos minerários.2. Azul Paulista Frente Nova Granitos Brasileiros S. por meio da Divisão de Tecnologia Mineral – Ditem. ES).3 Visitas às Minas Selecionadas Após a escolha dos tipos graníticos que foram estudados. Falésias . que forneceram as autorizações e informações necessárias durante as visitas. Vermelho Capão Bonito Granitos Brasileiros S. Para visita aos jazimentos nos estados da Bahia e de São Paulo foram contatados. respectivamente. principalmente aquelas referentes à atuação intempérica e presença de descontinuidades (presença de fraturamento.A.A. Prata Interlagos YKK do Brasil Ltda.2 – Empreendimentos minerários visitados e materiais amostrados.A. Santa Cecília Nemer – Mármores e Granitos S. Rosa Iracema Branco Cristal Imarf Granitos S.A. Os empreendimentos visitados acham-se listados na Tabela 2. Giallo Veneciano Granasa – Granitos Nacionais Ltda.A. Branco Caravelas Verde Labrador Marbrasa – Mármores e Granitos do Brasil S.A. 12 2. Nos demais estados foram consultados centros tecnológicos (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial – Nutec. Granitos Pires – Mineração e Comércio Ltda. CE) e entidades de classe (Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais. foram planejados os trabalhos de campo para reconhecimento geológico dos corpos rochosos e do método de extração. Branco Ceará Granistone S. enfocando as heterogeneidades. NOME COMERCIAL EMPRESA Somibrás – Sociedade de Mineração Brasileira Ltda.A. Banco Savana Casablanca Granos – Granitos S. em Fortaleza. os produtores dos granitos selecionados. em Cachoeiro do Itapemirim. Branco Itaúnas Mineração Corcovado Ltda. Arabesco Rocha Branca – Mineração Comércio e Exportação Ltda. Tabela 2. dobramentos e outros). Cal e Calcário do Estado do Espírito Santo – SindiRochas.

para ensaios de laboratório. foi fundamental para conhecer as técnicas e equipamentos em uso. 2. em relação àquelas apresentadas por estes materiais in natura. Complementarmente foram necessárias oito placas polidas com dimensões de 40 cm x 40 cm x 2 cm a 3 cm. na quantidade de duas para cada tipo de rocha. A importância do conhecimento desses parâmetros acha-se ligada à consideração de que os processos e equipamentos de corte e polimento podem imprimir modificações diversas nas propriedades tecnológicas dos produtos (chapas e ladrilhos polidos). para produçã de chapas e ladrilhos polidos.1 – Blocos cúbicos com cerca de 30 cm x 30 cm x 30 cm. Figura 2.4 Visita a Centros de Beneficiamento A visita a centros de beneficiamento.ensaios de alteração”.1 Amostragem A amostragem dos materiais para a realização dos ensaios e análises pretendidos foi orientada durante os trabalhos de campo.3. Esta atividade também teve por objetivo tomar conhecimento das solicitações a que as rochas são submetidas e que poderiam conduzir a modificações nas propriedades físicas. Foram visitadas as unidades de beneficiamento listadas abaixo: . de uma parte dos tipos litológicos amostrados na etapa de campo. Essas amostras constituíram- se de pequenos blocos cúbicos com cerca de 30 cm x 30 cm x 30 cm (Figura 2. 13 2. para os ensaios de alteração e de determinação das propriedades físicas e mecânicas “pós-beneficiamento” e “pós.1).

2). e processo de serragem de chapas a partir de bloco de granito (à direita).3). .. ES...  YKK do Brasil Ltda.A. em Caucaia.A.0 cm (Figura 2. Essas empresas utilizam técnicas modernas e equipamentos geralmente importados da Itália. em Arujá. cujo processo produtivo é realizado conforme descrito a seguir.. submetidas a polimento.  Imarf Granitos S. Figura 2. em equipamentos automáticos.5 cm a 3.A. que em cerca de 15 a 20 minutos realizam todo o processo (Figura 2. que permitem a elaboração de chapas com espessura bastante regular. Todas as rochas estudadas foram desdobradas em teares automáticos ou semi- automáticos.  Granos Granitos S. em Caucaia. que varia de 1.2 – Blocos montados para serragem em tear de grandes dimensões (à esquerda). em Cachoeiro do Itapemirim. 14  Marbrasa – Mármores e Granitos do Brasil S. CE. CE. SP. As chapas obtidas são. então.

Aparentemente não foram empregadas resinas sintéticas (polímeros) para melhoria do grau de lustro. quais sejam. físicos e mecânicos do material in natura. 15 Figura 2. nesta pesquisa. são utilizados abrasivos cada vez mais finos. 2. de origem italiana. o que leva a presumir que os eventuais efeitos das simulações de alteração devam se ater somente às características e a este processo. químicos. automática. Conforme progride o processo de polimento (na foto. polimento. extração. corte em placas e ladrilhos etc. normalmente utilizados nas máquinas automáticas de polir. Ainda são raros os ensaios normalizados em rochas beneficiadas (ladrilhos ou .5 Ensaios e Análises Laboratoriais A caracterização tecnológica de rochas é realizada por meio de ensaios e análises. do fundo para o primeiro plano). esquadrejamento dos blocos. serragem destes em chapas. A quase totalidade dos materiais estudados. foi submetida a polimentos somente com o uso dos abrasivos cerâmicos. Os ensaios procuram representar as diversas solicitações às quais a rocha estará submetida durante todo o processamento até seu uso final. cujo principal objetivo é a obtenção de parâmetros petrográficos.3 – Máquina de polir. que permitem a qualificação da rocha para uso no revestimento de edificações.

Test method. pela British Standard Institution: BS EN 13755:2002 – Natural stone.3 – Ensaios de caracterização de rochas ornamentais e respectivas normas utilizadas.767 (ABNT. absorção d’água e velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas e. Os ensaios e/ou análises realizados visaram à caracterização química. 16 chapas polidos). que visem a parâmetros de previsão de desempenho e durabilidade de rochas para revestimento de fachadas e pisos. BSI – British Standard Institution e CEN – European Committee for Standardization . Como parâmetros físicos. A caracterização química objetivou determinar a composição das rochas. 1992a) ASTM C97 (ASTM. as resistências à compressão e à flexão. verificar as proporções dos diferentes elementos e subsidiar a interpretação das alterações observadas nos ensaios intempéricos realizados. em 2002. foram determinados densidade. 1998b) ABNT NBR 12. 1996) Densidade e porosidade/ absorção CEN prEN WI 036 (CEN. 1999b) ABNT NBR 12. para o reconhecimento das propriedades naturais. 2000) Flexão ASTM C 880 (ASTM. mineralógica e tecnológica dos materiais rochosos selecionados.uk). propõem-se à determinação de parâmetros físicos e mecânicos para o dimensionamento das placas para revestimento de fachadas e pisos. petrográfica. ASTM – American Society for Testing and Materials.768 (ABNT. bem como das possíveis alterações impostas pelas solicitações mecânicas durante o desdobramento dos blocos em placas e posterior polimento. 1998) Velocidade de Propagação de Ondas ASTM D 2845 (ASTM. 1998a)* BS EN 1936 (BSI. Ensaios de alteração acelerada foram concebidos para simular condições .co. como parâmetros mecânicos. Tabela 2.techindex. Determination of water absorption at atmospheric pressure. listados na Tabela 2. 2000) * Em consulta na Internet (http://bsonline. Os ensaios se basearam nos procedimentos de ensaios e análises da ABNT. 1992b) Compressão Uniaxial ASTM C170 (ASTM. 1999a) Capilaridade BS EN 1925 (BSI. ENSAIO NORMA ABNT NBR 12 766 (ABNT.1990) Choque Térmico CEN prEN WI 016 (CEN. Em geral. verificou-se que esse projeto de norma foi publicado. porosidade.3. 1992c) Análise Petrográfica BS EN 12407 (BSI.

Técnicas petrográficas (microscopia óptica e difratometria de raios X) auxiliaram a análise dos resultados. Os índices físicos e velocidades de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais. comportamento perante atmosferas poluídas ou quimicamente agressivas (exposição em câmaras climáticas de dióxido de enxofre e névoa salina.4 sintetiza o conjunto de procedimentos utilizados e seus principais objetivos. procuraram estabelecer as possíveis correlações entre as características intrínsecas das várias rochas estudadas e as alterações nos ensaios intempéricos adotados (aspectos extrínsecos). A Figura 2. são parâmetros de controle fundamentais. especialmente regressão linear e determinação de coeficientes de correlação de Pearson (R). As modificações diante dessas simulações foram monitoradas visualmente e controladas por ensaios físicos (medida de velocidade de ondas ultra-sônicas longitudinais e absorção de água) e mecânicos (resistência à flexão). . Análises estatísticas exploratórias. juntamente com o estudo petrográfico. pois caracterizam e melhor refletem os aspectos intrínsecos das rochas. respectivamente) e ação da cristalização de sais (imersão parcial em soluções ácida e alcalina). 17 semelhantes àquelas em que as rochas estarão expostas após sua aplicação no revestimento de edificações: fatores climáticos (choque térmico).

18 FLUXOGRAMA DE ENSAIOS 1 – caracterização química e determinação do estado de alteração inicial e de feições potencialmente alteráveis PARÂMETROS: TÉCNICAS EMPREGADAS: .difratometria de raios X tamanho dos grãos.absorção de água.composição mineralógica .resistência à compressão. .câmaras climáticas.variações nas propriedades mecânicas Figura 2. por exposição ao dióxido de enxofre e névoa salina 4 – caracterização pós-alteração PARÂMETROS: TÉCNICAS EMPREGADAS: . densidade . minerais alterados . porosidade.composição química 2 – determinação das propriedades físicas e mecânicas PARÂMETROS: TÉCNICAS EMPREGADAS: .4 – Fluxograma dos ensaios de caracterização petrográfica.microscopia óptica .determinações de propriedades físicas e de aparente resistências mecânicas baseadas em normas . física.difratometria de raios X sônicas . mecânica e de alteração acelerada.velocidade de propagação de ondas ultra.imersão parcial em soluções ácida e alcalina.velocidade de propagação de ondas ultra- sônicas longitudinais 3 – ensaios de alteração .secagem em estufa e imersão imediata em água (choque térmico) . em condições ambientais . resistência à nacionais e internacionais flexão .variações de peso e absorção de água .ensaios físicos e mecânicos mineralógicas .feições petrográficas: microfissuramento.petrografia .análises químicas textural.feições petrográficas e modificações . heterogeneidade . . .

ou seja. desde incipientes alterações cromáticas até esfoliações de camadas superficiais. Figura 3.1 – Acrópole. ao serem utilizadas na construção civil. altera ou acelera os processos naturais. que as originais foram guardadas no interior dos edifícios. acelera e modifica os processos de alteração destes materiais (Figuras 3. Atenas. os efeitos nocivos das atmosferas urbanas também podem ser observados nas regiões rurais. enriquecido em poluentes de variadas fontes.1 a 3. no decorrer do tempo (Viles. Devido principalmente à ação dos ventos. é mais pronunciada nos centros urbanos e industriais. Fonte: Keller (1996) .3). ou em monumentos. 1997). Inclui mudanças físicas e químicas. quando estas entram em contato com as condições atmosféricas reinantes na superfície terrestre. Grécia. para as rochas para revestimento. A deterioração de materiais rochosos usados no revestimento de edificações. em containeres de vidro. que resultam na diminuição da resistência da rocha e modificações na aparência estética. A degradação ou deterioração dessas rochas. em contato com o ambiente natural. ocorre por meio de mudanças nas propriedades desses materiais. deterioração e intemperismo serão empregados como sinônimos. os termos degradação. 19 CAPÍTULO 3 DETERIORAÇÃO DE ROCHAS A alteração intempérica das rochas se inicia. Nesse estudo. As estátuas foram de tal forma danificadas. na natureza. pois o ambiente urbano.

Segundo Viles (1997). À direita.2 – Escultura de arenito. 20 Fonte: Winkler (1997) Figura 3. foto de 1969.) aerossóis) ou pela água (chuva ácida).d. de 1908. Figura 3. A taxa e o tipo de degradação são determinados pela natureza dos materiais envolvidos e do ambiente ao qual estão expostos. Perego (s. Foto à esquerda. pois: . construído em 1702. mostrando destruição quase completa.3 – Estátua de calcário travertino na fachada da Basílica de São Pedro (Vaticano) deteriorada pela ação de poluentes trazidos para a superfície da rocha pelo ar (na forma de gases ou Fonte: Giacomelli. mostrando leve a moderada alteração. no castelo Herten (Alemanha). a deterioração é um problema notável quando uma ou mais das três condições a seguir são encontradas:  o processo natural de deterioração é acelerado.

A deterioração envolve mudanças físicas e químicas da superfície do material. Isto resulta em numerosos efeitos visíveis e invisíveis. 1997). buracos e fragmentação (Figura 3. descamação superficial. limpeza e restauração. já predispostos a degradar e desintegrar. tal qual áreas costeiras e desérticas com abundantes aerossóis salinos. e/ou  os materiais são relativamente fracos. portanto. um “problema” não inteiramente induzido pela atividade humana e que possa ser inteiramente “resolvido” (Viles. formação de crostas e manchas ferruginosas.4). É importante reconhecer que a deterioração também é um fenômeno natural e. assentado em piso. com argamassa. Também resultam em custos financeiros ligados à necessidade de reparação dos danos. Aires-Barros (1991) aponta três tipos principais de degradação de rochas para revestimento ou de monumentos:  químico: considera as reações químicas que se processam na superfície e nas descontinuidades das rochas. manutenção inadequada etc. 21  o ambiente é naturalmente corrosivo. com a formação de minerais secundários.4 – Inchamento e destacamento de minerais da superfície polida de granito “Santa Cecília”. escurecimento superficial e produção de cavidades. . como descoloração. ou da camada superficial onde materiais porosos são incluídos.  a atuação humana acelera a deterioração por causa da poluição atmosférica. Figura 3..  edifícios e monumentos de grande valor ou significância são afetados.

que reduzem a sua durabilidade). podem levar ao aumento do fissuramento. O tipo litológico (mineralogia. 1999). Quitete. 22  físico: resulta de fenômenos de expansão e/ou retração diferencial dos minerais. da homogeneidade da rocha e da superfície específica exposta aos agentes degradadores. ação da tensão superficial da água no decurso de processos naturais de saturação e secagem e ação das forças de cristalização de sais). projeto e técnicas inadequadas de manutenção. vibrações. Feilden (1994) atribuiu à deterioração das construções e seus materiais as seguintes causas:  externas: relacionadas aos fenômenos climáticos e agentes biológicos/ botânicos. as causas da deterioração estão ligadas tanto aos fatores ambientais como arquitetônicos. Amoroso.  biológico: provocado pelo crescimento de microorganismos sobre as rochas. 1999). . Desta forma. que irão contribuir para a acentuação dos efeitos deletérios dos agentes intempéricos ou da ação antrópica (manutenção e limpeza inadequadas. entre outros) podem ser considerados os fatores que mais influenciam a susceptibilidade e taxa do intemperismo físico e químico em rochas para revestimento. Para Viles (1997).  internas: relacionadas à umidade ou secura excessivas. esses compreendendo o posicionamento e modo de colocação da rocha. a presença de fraturas e/ou fissuras (porosidade) e o clima (temperatura e intensidade de chuvas. Adicionalmente. há a ação dos poluentes atmosféricos. provocados por variações térmicas. entre outras) (Frascá.  humana: incluindo a poluição ambiental. e o emprego de processos inadequados para o assentamento e manutenção de rochas. abalos físicos de várias origens. porosidade e outros (Dib et al.. as principais causas da degradação destes materiais rochosos. e ainda por expansões decorrentes da geração de minerais secundários (hidratação de minerais argilosos expansivos. alteração. defeitos inerentes (propriedades intrínsecas a algumas rochas. ar contaminado e negligência. Fassina (1983) apontam que o grau de alteração depende da alterabilidade dos minerais constituintes. Modificações físicas das rochas para revestimento atribuídas às técnicas empregadas na extração e de beneficiamento. nos ambientes urbanos. textura e estrutura). vandalismo e outros.

que.  agentes de limpeza.  cristalização de sais. cujos conceitos e experimentos serão considerados para orientar o presente trabalho. por tensões mecânicas (descompressão e deformações tectônicas). pelas pressões internas causadas por agentes degradadores especiais (congelamento de água em poros ou fissuras. As reações químicas entre os minerais silicáticos e as soluções são governadas pelas leis de solução . especialmente no aspecto estético das rochas. cristalização de sais na superfície da rocha e expansão de minerais por absorção de água) e agentes externos (antrópicos. ocorrem concomitantemente. cujos componentes podem causar modificações. dilatação térmica diferencial dos minerais das rochas). na qual os diversos elementos dispersos na atmosfera têm grande influência. conforme Frascá (2002a). dependendo das condições atmosféricas. com a prevalência de um sobre o outro. ou seja. 1970). Com foco nos aspectos anteriormente relatados. 23 tendo em vista as condições climáticas e técnicas construtivas empregadas no Brasil. na realidade. apresenta-se uma compilação dos principais conceitos e informações ligados à degradação intempérica de rochas. animais e plantas).1 Alteração Intempérica de Rochas Convencionalmente.  poluição ambiental. o estado da arte conforme trabalhos anteriores.g. 3. A alteração de rochas pode ser considerada um processo fundamentalmente químico. como citado por Delgado-Rodrigues (1996). principalmente quando as rochas são usadas no revestimento de pisos e assentadas com argamassa. O intemperismo físico é dado principalmente pelas mudanças de temperatura (e. os processos intempéricos são divididos em dois tipos: físico e químico. no qual os minerais silicáticos originais são afetados pelas soluções inorgânicas e orgânicas de baixa temperatura (Carroll. os quais atuam através de diversas substâncias químicas. O intemperismo químico ocorre pela ação da água e outros componentes transportados em solução e atua principalmente pelas reações de oxidação e hidrólise. são:  clima tropical (intensas variações de temperatura e umidade).

. a despeito do intemperismo físico ser distinto do intemperismo químico. oxidação de ferro ferroso a férrico. energia livre e potenciais de redox e controladas por numerosas variáveis. Skinner. . o clima e o tempo de atuação do processo intempérico. de minerais e rochas às condições reinantes na superfície terrestre. desde longo tempo. é um ajuste. para uma região particular da superfície terrestre. pois nesta condição podem ocorrer reações que resultarão na remoção dos materiais solúveis (e. A presença de oxigênio leva à oxidação. ou reajuste. calcita). cuja taxa depende predominantemente do clima. As atuações intempéricas preponderantes nas diversas correlações de intensidade de chuva e temperatura estão esquematizadas na Figura 3. Resultam num ambiente químico estável. A atmosfera urbana do último século criou problemas ambientais especiais às superfícies rochosas expostas.5 (Murck. As principais variáveis que controlam a natureza e a taxa dos processos intempéricos têm sido. Dependendo do grau de empacotamento cristalino. e a de umidade. O efeito dos vários agentes e processos intempéricos nas rochas é mostrado por mudanças mineralógicas. De maneira geral. reconhecidas como a composição e estrutura da rocha-mãe. pois podem acelerar os processos intempéricos relativamente aos ambientes naturais rurais. evidenciadas pela parcial ou total decomposição de alguns minerais. parcial ou total mobilização de elementos maiores e menores. O reajuste pode ocasionar a expansão do retículo cristalino. reações entre minerais sãos e soluções e reações entre os produtos do intemperismo (argilominerais) e demais minerais. 24 química e equilíbrio. desta forma.g. e outras. 1999). químicas e granulométricas. à hidratação ou à solução. A saturação da rocha por soluções aquosas é muito importante. ou rápidos o suficiente para impor deterioração em menos de uma geração. ambos geralmente atuam em conjunto. promovendo o pronto acesso de oxigênio e umidade e aceleração do processo. O intemperismo. Este último é auxiliado pela quebra mecânica que leva ao rápido aumento das superfícies minerais. As reações são controladas tanto pela solubilidade dos constituintes minerais como pela porosidade da rocha. os processos de reajustamento podem ser vagarosos como os processos geológicos.

K+. seu pH é 5. por si só. amônia (NH3) e vários compostos de nitrogênio. Segundo Skinner et al. Fonte: Murck. um eletrólito misto (Carroll. I-. Nos climas úmidos. Na+. quando em equilíbrio com o CO2 atmosférico. principalmente nas áreas industriais. Cl-. a água disponível para reagir com os minerais tem pH variando entre 3 e 9. Na maioria das situações naturais. HCO3-. 1970) que contém quantidades variadas de cátions e ânions maiores e menores: Si 4+.5 – Influência do clima nos processos intempéricos. 25 Figura 3. Ca2+. B3+. formada conforme a água da chuva dissolve pequenas quantidades de CO2 atmosférico. Partículas de poeira podem lhe ser adicionadas. SO42-. o principal agente do intemperismo químico é uma solução fraca de ácido carbônico. conduz à remoção dos cátions solúveis dos minerais. O pH da água da chuva tem um padrão sazonal e regional. Mg2+. Skinner (1999) A chuva fornece a água que causa o intemperismo químico das rochas. Fe3+.6. (1999). nos grandes centros urbanos e zonas áridas. A água da chuva é. Br-. produzindo minerais de estrutura simplificada. As fontes destes constituintes . Fe2+. em equilíbrio com a temperatura e pressão superficiais. Al3+.

26 são os oceanos. indicam que os minerais formadores de rochas têm diferentes graus de estabilidade.6): (a) mudanças químicas e mineralógicas resultantes estudo do intemperismo de quatro rochas (um gnaisse granítico. e o ambiente químico. massas de solo. textura. 3. A movimentação de água na zona de intemperismo é controlada pela gravidade. Goldich (1938) ressalta a similaridade inversa com a Série de Bowen e que sua proposição indica a estabilidade relativa dos minerais.7) foram apresentados por Aires-Barros (1991). capilaridade. Cada tipo de rocha se altera de acordo com sua composição. no intemperismo. . A água de capilaridade age como um solvente e é o meio no qual ocorre a troca de íons. umidade e calor. As principais modificações intempéricas em silicatos e os minerais e produtos resultantes (Figura 3. lagos salinos ou não. olivina plagioclásio cálcico augita estabilidade aumento da plagioclásio cálcico-alcalino mineral hornblenda plagioclásio álcali-cálcico plagioclásio alcalino biotita feldspato potássico muscovita quartzo Figura 3. o qual está dentro de um conjunto de condições de pH e Eh característico da região em que ocorre. propôs a série de estabilidade mineral no intemperismo (Figura 3.6 – Série de estabilidade mineral no intemperismo (Série de Goldich). dois diabásios e um anfibolito) e (b) princípio da estabilidade: conceito de que as taxas em que ocorrem as perdas dos constituintes químicos. indústrias e emanações vulcânicas.1 Modificações intempéricas em minerais e rochas Goldich (1938). com base em duas premissas.1.

micas – após rápida perda de Fe – e quartzo são muito estáveis e permaneceriam na sua forma original. Aires-Barros (1991) aponta que as substituições de Si4+.7 – Representação esquemática dos processos intempéricos. Figura 3. zircão. modificado. 27 Fonte: Aires-Barros (1991). Mg2+. Quanto maior for o número de coordenação e menor . As ligações mais fracas nos principais minerais das rochas silicáticas são:  nesossilicatos. titanita e minerais dos grupos da olivina. Sintetizando a alterabilidade dos minerais e das rochas ígneas. Al3+ etc. por Al3+. nas entidades tetraédricas. sorossilicatos e ciclossilicatos (sillimanita. De maneira semelhante. Tais ligações são feitas por cátions como o Fe2+. granada e epídoto): as que vinculam os conjuntos tetraédricos entre si. Winkler (1997) aponta os minerais originais e os produtos de alteração mais estáveis: feldspatos e silicatos ferromagnesianos hidratam formando argilominerais. Ca2+. conduzem a uma diminuição da resistência ao intemperismo. minerais carbonáticos e sulfatos dissolvem.

Fe. Mg. seguindo o Al3+ da coordenação tetraédrica. A mobilidade relativa de elementos químicos das rochas é apresentada na Tabela 3. Mo. B. V. Segundo Wilson (1975). Mg. Sr Zn. além da marcante heterogeneidade. Co Mo. Cd. elevada Na. Se Co. Na. são acrescentados casos específicos de interesse relevante para esse estudo:  feldspatos: primeiramente são removidos os cátions K+. Cr. Pb A estas considerações. Pb. Si. I. zoneamento. Zn. Pb Zn. V. Mg. V Mn Zn. A complexa alteração de feldspatos está ligada à sua composição e estrutura. U Na. Ba2+. 1991). Cu.1 – Mobilidade relativa de elementos químicos das rochas (Aires-Barros. I. P. Br. Hg. S. Hg. podendo ser.  inossilicatos (minerais dos grupos dos piroxênios e anfibólios): as que vinculam as cadeias umas às outras. S. Co Cd. Br Mo. Cr. válidas para a maioria dos minerais formadores de rochas. Hg. muito elevada Cl. Tabela 3. I. Fe. O Si4+ é o último a ser removido (Aires- Barros. Mn Se. Cr. Si. mais débil é a ligação. Na+. Ca. Se. Fe Al. Si.1 (Aires-Barros.  filossilicatos (clorita. Ni. Hg. Sr Na. Cd Co. dos cristais individuais. Pb. Al. Br. entre outros. Mg. Ca. muito baixa Si Al. Ca. Ni. Cu. Cu. S. cuja origem não é certamente atribuída ao intemperismo. . Cu. intercrescimento. P. baixa K. Sr. V. I. Na+ e Ca2+. P. MOBILIDADE pH Eh RELATIVA pH > 7 ph < 7 Eh > 0 Eh < 0 Cl. Fe K. etc. Cd K. U. conjuntamente com argilominerais (dos quais a illita é o mais comum).  tectossilicatos (quartzo e feldspatos): as ligações menos fortes são aquelas entre os cátions K+. o plagioclásio freqüentemente está alterado em sericita. B Cl. 28 a carga do cátion. 1991). Ni. argilominerais e minerais do grupo das micas): as que ligam as diferentes folhas tetraédricas. B Cl. pelo menos em parte devido à ação hidrotermal ou tardi- magmática. B. Cr. Ca. 3+ K. Ca2+. Ni. média Mn Al. Br. S. Sr. U. 1991).

“fragmentos” de tetraedros [SiO4]4. As duas últimas são consideradas as mais importantes para a decomposição dos silicatos. Restam. A redução é o ganho de elétrons. a energia para perda ou aquisição de elétrons nos sistemas reversíveis de oxidação-redução.2 Influência do potencial redox Muitos elementos químicos podem ocorrer na crosta terrestre em diferentes estados de oxidação.1. que varia com a concentração das substâncias que entram nas reações. O conceito de oxidação que. o Fe2+ nas estruturas cristalinas é um fator de grande fragilidade. 3. significava adição de oxigênio a uma substância. . assim.8). como Fe2+ e como Fe3+. 29  micas: o K+. passando a Fe3+. baseada em valores de Eh. O caso mais comum é o do ferro que pode aparecer como metal nativo (estado de oxidação 0). Nesse caso. O potencial redox. que produz distorção da rede e dá origem à sua instabilidade. podem ser do tipo: dissolução. seguido pelo Al3+ de coordenação tetraédrica. com concomitante variação do raio iônico.3 Reações de alteração Quanto às ações químicas da água e do ar. hoje implica a perda de elétrons por átomo. pois é característico dos meios endógenos. oxida-se. oxidação e hidrólise. é função do pH e Eh. oxidação-hidratação. Garrels (1952) introduziram o conceito de “barreira geoquímica” para classificação de sedimentos químicos.e de Al(OH)3 ou Mg(OH)2. ou potencial de oxidação-redução. Designa-se por potencial redox.1. Krumbein. é o primeiro a ser removido. que liga os conjuntos em triplas camadas. Em ambientes exógenos. 3. originalmente. pH e salinidade da solução (Figura 3. redução. A importância do potencial redox nos fenômenos exógenos está relacionada ao fato de muitos elementos aparecerem na crosta em diversos estados de oxidação.

A taxa de dissolução geralmente depende da solubilidade do sal. Os sais são os minerais mais comumente afetados. de modo a mantê-lo subsaturado. do grau de saturação original do solvente e da movimentação do solvente. 30 Fonte: Krumbein. mais agressivo é o progresso do seu ataque. Garrels (1952). A substância mineral tende a ser atacada pelo solvente até a saturação ser alcançada. ou aquelas acidificadas com dióxido de carbono ou ácidos orgânicos em solução.8 – Limites de estabilidade de determinados minerais primários. podem exercer ação dissolvente sobre uma série numerosa de minerais. como a água.1. Uma condição de permanente subsaturação é encontrada no contato da rocha em uma edificação com a água das chuvas. Exemplo da produção do ácido carbônico pela solução de dióxido de carbono: .1 Dissolução Dissolução é a completa dissociação de um mineral em um solvente. e quanto menos saturada é a solução. adaptado. Figura 3.3. particularmente importante no caso das rochas calcárias. 3. As águas das chuvas.

há a rápida mudança de ferro ferroso para ferro férrico.1. por ação da água e do oxigênio nela dissolvido.hidratação As ações de oxidação e de hidratação. 4Fe2+O + 2H2O + O2  4Fe3+O OH óxido de ferro água oxigênio goethita 3. solubilidade abruptamente elevada em pH>9. 31 H2O + CO2  H2CO3  H+ + (HCO3)- Água dióxido de ácido íon íon carbono carbônico hidrogênio bicarbonato e de dissolução rocha carbonática por ácido carbônico: CaCO3 + H2CO3  Ca2+ + 2(HCO3)- calcita ácido íon íon carbônico cálcio bicarbonato Outros compostos menos solúveis. ferrosos ou férricos. segundo Carroll (1970).5. especialmente intenso nas regiões quentes. Os sulfetos de ferro transformam-se. . Quando as moléculas complexas dos silicatos são destruídas. em sulfatos. tropicais e subtropicais. tornam-se muito importantes quando associadas. como a sílica e alumina. As condições de solubilidade destes elementos. também podem sofrer dissolução. concomitantemente pode-se originar o ácido sulfúrico. são:  sílica: levemente solúvel em qualquer pH. Este processo.  alumina: pH <4 ou pH> 8.3. o ferro ocorre sob a forma de compostos ferrosos. dá origem aos sesquióxidos de ferro. Na maior parte das rochas magmáticas.3 Oxidação . 3. e em hidróxido férrico.3.2 Oxidação Os fenômenos de oxidação são particularmente ativos sobre os minerais de ferro e os compostos orgânicos. responsáveis pela coloração avermelhada ou amarelada de muitas formações de origem tropical e subtropical.1. de relevância restrita quando isoladas.

freqüentemente. Porém.e H+. De maneira geral. de provocar fenômenos de hidrólise. anfibólios. ou seja.) manifesta-se por fenômenos de argilização (caulinitização. pela atuação dos seus íons (OH) . dão origem a fenômenos de dissociação. de cloritização. Nas temperaturas normais da superfície da Terra. por sua vez.3. micas. na formação de ácidos alumino-silícicos e de hidróxidos alcalinos e alcalino-terrosos. como as águas naturais contêm sempre outras substâncias dissolvidas (dióxido de carbono.1. Deste fato resulta uma considerável capacidade hidrolítica das águas naturais. 3. 3. ácidos minerais e ácidos orgânicos) que. resultantes da substituição dos íons destes metais por hidrogênio e da fixação dos íons metálicos libertados pelos íons hidroxilas. em uma primeira fase. como de sulfetos de outros metais. se assemelham aos fenômenos congêneres promovidos pelos fluidos deutéricos.4 Hidrólise As reações de hidrólise mostram-se estreitamente relacionadas com as de hidratação. em ânions ((OH)-) e em cátions (H+). em função da temperatura. Esta ação hidrolítica sobre os feldspatos e os fedspatóides se traduz. e a decomposição de outras substâncias pela fixação desses. montmorilonitização). olivinas etc. facilitando mutuamente o trabalho de decomposição das rochas. pois esta última. 32 É a presença deste ácido que explica a maior intensidade das ações intempéricas quando há abundância de pirita. piroxênios. a concentração hidrogeniônica dessas é muito superior à da água pura.2 Poluentes Atmosféricos A atmosfera é uma mistura de gases que formam uma camada de . 4KAlSi3O8 + H+ + H2O  4 K+ + Al4Si4O10(OH)8 + 8SiO2 feldspato íon água íon caulinita sílica potássico hidrogênio potássio A hidrólise dos silicatos (feldspatos. pois acelerará a alteração não só dos sulfetos de ferro. de saussuritização e de serpentinização que. muitas vezes. é acompanhada por aumento de volume. o grau de dissociação da água pura é bastante reduzido. uma parte da água encontra-se sempre dissociada.

existentes na forma de gases (aproximadamente 90%. A poluição do ar é um problema complexo. dióxido de carbono e traços de outros gases. a partir de outros poluentes sob a influência da radiação eletromagnética do sol. A Tabela 3. . Além dos poluentes mencionados. o restante é constituído de argônio. Bajza. 33 aproximadamente 400 km de espessura.2 mostra as principais características dos poluentes mais comuns. há também a presença de cloretos em ambientes marinhos (Zivica. como conseqüência direta ou indireta da atividade humana (Kupchella. também considerado o poluente mais importante na degradação de rochas (Amoroso. Poluentes podem erodir estátuas e superfícies pintadas. Dos elementos poluentes. dos poluentes). Fassina. Hyland. líquidos (aerossóis) ou particulados. A poluição do ar é a transferência de quantidades nocivas de materiais sintéticos e naturais na atmosfera. pois os poluentes podem advir de numerosas substâncias químicas. internacionais. o mais notável é o SO 2. 2001). 1983). Os custos muito elevados para a redução de tais efluentes indicam que seu controle deve ser realizado através de normas consistentes. O ar normal contém cerca de 78% de N2 e 21% de O2. entre outros. 1992). ao redor da Terra. Podem ser lançados diretamente no ar (poluentes primários) ou podem ser criados no ar (poluentes secundários). em peso. os potencialmente mais prejudiciais para as rochas para revestimento são:  óxidos de enxofre: dos numerosos existentes. Os últimos 600 m constituem praticamente toda a porção atmosférica da ecosfera. A camada inferior (16-19 km) é a parte mais importante em termos meteorológicos e de outros aspectos do ciclo biogeoquímico.

NO2 e a radiação É um agente oxidante extremamente na atmosfera.NO2 solúvel em água. partículas sólidas ou gotas.5 – 2 anos (metano) industriais envolvendo solventes. solúvel em água. água. hidrogênio) . reação com SO2. -- fusão de alumínio. vapores venenosos. - aerossóis. ultravioleta. hidrocarbonetos (e outros veículos automotores. óxido nítrico – NO: gás incolor e levemente solúvel em combinação de N e O a altas NO: oxidação atmosférica para NO2 NO água temperaturas de combustão. com fraco odor.08 – 2 dias hidrogênio . como a gás tóxico. MECANISMOS DE TEMPO ESTIMADO POLUENTE FONTES CARACTERÍSTICAS DISSIPAÇÃO DE RESIDÊNCIA combustão do carvão. Hyland. envolvendo em água. levemente incorporação pelo solo e conversão 0. 1983 e Kupchella. instável.CO2 plantas na fotossíntese. 34 Tabela 3. “ovo podre”. voláteis) produzidos por complexas reações gás azul-claro. reação fotoquímica (reversão para O2) ozônio . fusão de metais e com odor irritante. processos muitos e variados compostos de oxidação para CO2. hidrogênio e carbono. moderadamente solúvel fotoquímicas na atmosfera. nitrato nitrogênio . gás pungente. algo fabricação de fertilizantes.CO gasolina. usado pelas . 7 dias oxidação para nitrato monóxido de queima de combustíveis. 1992). gás incolor. com característico odor de sulfeto de indústrias químicas: poços de óleo. absorção no solo e compostos degradação microbiana. incolor e inodoro. fumaça. de odor adocicado. rejeito da NO2: precipitação e oxidação para 3 – 5 dias dióxido de NO2: gás marrom-avermelhado.H2S refinarias. poeira e . incluindo particulados . orgânicos fotoquímica. 2 – 10 anos carbono . formando (NH4)2SO4 amônia (NH3) tratamento de resíduos .O3 2 h – 3 dias hidrocarbonetos.09 – 2. de sulfato fabricação de papel. Fassina.SO2 refino de petróleo. pesado. para CO2 por micróbios dióxido de dissolve nos oceanos. solúvel em água e precipitação e oxidação em partículas 20 min – 7 dias enxofre .2 – Características dos principais poluentes do ar (Amoroso. ativo. degradação 1.7 anos carbono . água. vários processos em vários tipos de gás incolor. incolor e solúvel em (fluoreto de -. levemente solúvel em oxidação para SO2 0. óleos e outros dióxido de combustíveis fósseis contendo enxofre. fluoretos fabricação de fertilizantes e cerâmica. gás incolor.

nitrato peroxiacetílico (PAN) e.  óxidos de nitrogênio: o dióxido de nitrogênio (NO2) (de considerável impacto ambiental) é gerado na atmosfera pela ação da radiação ultravioleta em óxido nítrico (NO) (de ação menos perigosa). peróxido de hidrogênio (H2O2). gás natural e de combustíveis para veículos automotores.6. o ácido nítrico (HNO3). inclusive vários tipos de rochas: mármores ou calcários. 1 As chuvas ácidas. 35 O SO2 pode reagir com o ozônio (O3). assim consideradas quando apresentam pH < 5. formados a partir de SO2 e NOx emitidos na atmosfera. há até o controle do padrão diário nas concentrações urbanas de NO e NO2 (Figura 3. Podem provocar mudanças estéticas (perda de brilho e descoloração) e até funcionais (queda da resistência mecânica. A influência dos nitratos nos processos de deterioração de rochas não é muito evidente (Amoroso. Por meio de várias reações com substâncias na atmosfera. nas paredes de edifícios. óleo. o NO2 é convertido em nitratos inorgânicos. arenitos e até granitos (Kobayashi et al.6.9). mas pode ser correlacionada à ação como sais solúveis. São produtos ácidos (sulfúrico e nítrico) resultantes da combinação do vapor d’água com partículas de sulfatos (SO4) ou nitratos (NO3). As chuvas urbanas podem ter acidez equivalente a pH 4. Ressalta-se que a ação do ácido neste pH é cerca de 25 vezes maior que no pH 5. e freqüentemente apresentam pH = 4. O NO2 é produzido na combustão do carvão. Fassina. pois faz parte do processo de oxidação do SO2 em meio aquoso.6. vapor d’água e outras substâncias na atmosfera para formar o ácido sulfúrico (H2SO4). A amônia (hidróxido de nitrogênio – NH3) tem efeito indireto na deterioração de rochas. também quando a temperatura é alta o bastante para causar a combinação do nitrogênio e oxigênio. . tintas. cimento e outros). Os NO x são parte importante nas precipitações ácidas. 1983). 1994). fraturamento e quebra) do material rochoso usado no revestimento de fachadas. 1996). que é um dos maiores contribuintes para a chuva ácida1. As chuvas ácidas afetam os mais diversos materiais de construção (aço. Devido ao papel relevante da radiação ultravioleta na geração do NO 2. referem-se tanto à deposição ácida a seco (designação mais correta) como à úmida (Keller. num equivalente ao ácido sulfúrico.

Fumaças são suspensões particuladas formadas . folhas. vulcões etc. é relativamente inócuo no tocante à deterioração de materiais.  particulados ou aerossóis: são partículas de substancias sólidas (poeira) ou líquidas (gotículas) que permanecem em suspensão no ar.  monóxido de carbono: é predominantemente resultante da queima incompleta de combustíveis. formando bicarbonatos de Ca e Mg. dispersas no ar (Amoroso. Outras fontes “naturais“ de CO: florestas. em Los Angeles. sua ação deletéria está na absorção da radiação infravermelha. Aerossóis são definidos como misturas de partículas suficientemente finas. Fassina. papel e outros materiais contendo carbono. tabaco. EUA. mármores e outros. Também pode lixiviar alguns íons metálicos contidos em silicatos (micas.03%) da atmosfera normal. 36 Figura 3. feldspatos etc. Hyland (1992). assim. é relativamente não-reativo e não tem efeitos diretos sobre a saúde.) (Amoroso.  dióxido de carbono: é um componente menor (0. 1983). 1983). O dióxido de carbono dissolvido na água da chuva pode provocar a dissolução de carbonatos (calcita e dolomita) em calcários. dióxido de nitrogênio e ozônio. Fassina. predominantemente de automóveis. incêndios florestais. É um dos produtos básicos da queima de madeira. Comparado a outros poluentes do ar. impedindo parte do calor terrestre seja irradiado prontamente para o espaço e. Fonte: Kupchella.9 – Padrão típico diário dos níveis de óxido nítrico. tendo grande responsabilidade no efeito estufa. Apesar de ser o poluente individual mais conhecido por afetar a saúde humana. carvão.

Juntamente com as partículas de água na atmosfera. 2001). luz do sol e temperatura.3 sumaria os efeitos de alguns poluentes nos materiais rochosos de construção. um dos agentes mais influentes na degradação das rochas. sais de metais (chumbo ou óxidos de ferro). podem-se depositar em edifícios e monumentos e causar a degradação dos materiais.3 Causas da Degradação Rochosa O clima. A chuva não é muito efetiva para remover partículas <2 μm. pois depositam rapidamente por causa do seu tamanho e peso. calcários. podem ser transportadas por longa distância. ardósia. Bajza. podem formar aerossóis. perda de coesão. cujo pH. 37 por um sólido suspenso em uma fase líquida. manchamentos alcatrão) construção em geral Fonte: Kupchella.005 μm até cerca de 100 μm. óxidos de enxofre queda da resistência arenitos mecânica partículas sólidas (fuligem. Hyland (1992) 3. pode ser muito baixo.5 (Zivica. Quando os poluentes ácidos são carreados por meio de chuvas e outros fenômenos atmosféricos. rochas e materiais de sujeira. dos poluentes atmosféricos e são constituídos de sais de sulfato. A Tabela 3. Embora as poeiras naturais constituam metade da massa de material particulado na atmosfera. mármores. entre 3 e 4. depois de dias ensolarados. Usualmente reagem em poucos dias sob a influência do oxigênio. é definido . névoas e garoas líquidas.3 – Efeitos de poluentes em algumas rochas. Todos os poluentes têm caráter ácido. elas tendem a ter pequeno impacto. que tendem a permanecer em suspensão e. névoa e chuva ácidas. Os particulados perfazem cerca de 5%. gotas de ácido sulfúrico. Tabela 3. POLUENTE MATERIAIS ATACADOS DEGRADAÇÕES TÍPICAS dióxido de carbono especialmente mármore deterioração lixiviação. dependendo das condições de turbulência e vento. em peso. As dimensões das partículas variam de 0. e muitas outras substâncias não-catalogadas. resultam da queima incompleta de combustíveis. poeira de partículas finamente divididas de carbono ou sílica.

Os elementos que intervêm na caracterização do clima são a temperatura e a umidade do ar. das deteriorações. é o agente que provoca as reações químicas e a deterioração gradual dos materiais e. chuvas. químicos (desde sulfatação nas rochas carbonáticas a . mudanças de temperatura sazonais. 38 pelo conjunto de fatores meteorológicos que caracterizam o estado médio da atmosfera numa dada região.  vento e energia cinética: que promovem ação abrasiva sobre as paredes. Mesmo em zonas temperadas. Seus principais componentes ativos. por meio da falência de seus materiais constituintes. em todas as suas formas. névoa ou como a própria umidade relativa do ar.  insolação e resfriamento noturno: que podem provocar a condensação do vapor d’água existente na superfície da rocha ou afetar a taxa de deposição e os fenômenos de evaporação. Os dados climáticos fornecem informações relevantes para o entendimento. os quais. 1994). e possíveis previsões.  constituintes do ar e poluentes atmosféricos (gasosos e aerossóis): condicionando as taxas de ataque químico. A resistência dos materiais de construção aos agentes climáticos diminui com a exposição e idade. vento e transporte de partículas do solo. é uma das causas fundamentais da degradação das edificações.  temperatura do ar: que pode acelerar as reações químicas. ativamente.). são: radiação solar. a radiação solar é tida como mais destrutiva que o congelamento. os ventos e a pressão atmosférica. As ações físico-químicas das águas e as ações químicas dos componentes da atmosfera são importantes. afetam a estrutura (Feilden. a precipitação pluviométrica. em todos seus aspectos. Os fatores ou agentes atmosféricos que atuam diretamente as rochas são assim discriminados por Aires-Barros (1991):  umidade: na forma de chuva. cristalização de sais e outros fenômenos provocados por variações do estado higrométrico da atmosfera). A atmosfera e seus componentes sólidos. sobretudo quando atuam em conjunto. líquidos e gasosos atuam sobre as rochas para revestimento por meio de mecanismos físicos (umedecimento. que afetam particularmente uma construção. por sua vez. O clima. A água. também danifica as construções (inundações etc.

1 Temperatura A causa das mudanças da temperatura do ar é quase inteiramente decorrente do aquecimento do sol durante o dia. condutividade e coeficiente de expansão dos materiais. A cor e a refletividade do material alteram a absorção de calor.  variações de umidade devido à evaporação. pela radiação e convecção de ondas longas. atuantes na superfície e no interior das rochas) e biológicos (ações químicas e/ou físicas promovidas por microorganismos diversos: bactérias. expandem quando aquecidos e contraem quando resfriados – movimento térmico –.  grau de restrição ao movimento por sua conexão com outros elementos da estrutura do edifício. algas. fungos e líquens. inclusive as rochas para revestimento.  elasticidade do material ou sua capacidade de quebra ou deformação sob pressão. Estudos de intervalos de temperatura em superfícies de rochas indicaram que estas alcançam temperaturas muito mais altas que as da atmosfera. que é produto das suas dimensões multiplicadas pelo coeficiente de expansão. . O incremento de temperatura relativo ao aquecimento solar é função do ângulo de incidência da radiação incidente e das propriedades térmicas da superfície receptora. O stress induzido aos materiais de construção pelas mudanças de temperatura é dependente dos seguintes fatores (Feilden. musgo e mesmo arbustos). 39 fenômenos de hidrólise nas rochas granitóides. pela radiação das ondas curtas e longas. assim. 3. diferencial de temperatura e efeitos das mudanças relativas de umidade. e pela perda desse calor durante a noite.3. A extensão do movimento térmico depende do intervalo de temperatura resultante do calor incidente e é modificado pela capacidade térmica da estrutura e pela espessura. responsável pelo aumento da temperatura. Todos os materiais de construção. 1994):  magnitude das mudanças dimensionais absolutas do material. os materiais escuros absorvem (baixo albedo) mais calor que os claros (alto albedo). que é a maior causa da degradação de edificações.

Os poluentes podem ser incorporados nas gotículas no interior das nuvens (rain-out) ou removidas pelas chuvas . devido às variações de temperatura. escamação e despegamento. gases ou aerossóis. com variações temporais e espaciais. apresenta caráter intermitente. O processo se inicia com a deterioração da superfície exposta. O primeiro é chamado deposição úmida. (b) meio de transporte desses agentes e dos produtos de reação. transportados por ação eólica. gipso) (Zivica. relacionada à precipitação atmosférica. Com sua progressão do exterior para o interior da rocha. Bajza. que se refletirá em maior e mais efetiva proteção das estruturas. ataque ácido de poluentes e outros.3. ou reagindo diretamente com a construção”. como inchamento. O conhecimento dos mecanismos e da taxa de atuação dos poluentes pode ser muito útil para o uso de medidas preventivas e de proteção do material rochoso e aumento da sua vida útil.  deposição seca: acúmulo de componentes da atmosfera normal ou poluída sobre a superfície da rocha. por sua vez colaborando para o prolongamento do tempo de serviço destas. na forma de partículas. 40 3. componente dos produtos de reação (ex. apud Feilden. deposição seca:  deposição úmida: incorporação. 2001). a sua durabilidade comprometida. Um parceiro inevitável do ataque químico dos poluentes é a água. A conseqüência prática dos efeitos químicos do ataque ácido é a gradual degradação das propriedades tecnológicas do material rochoso. Clifford Price (1989. 1994) afirma que: “poluentes gasosos podem encontrar seu caminho na superfície de um edifício através de duas rotas principais: dissolvidos na chuva que cai sobre ele.2 Ação dos poluentes Uma importante propriedade das rochas para revestimento é sua durabilidade. e o outro. A deposição úmida. A interação da rocha com fenômenos externos torna. (c) em alguns casos. porém. nas películas superficiais das paredes rochosas de edificações ou monumentos. pois age: (a) como solvente dos agentes agressivos. passa a ocorrer gradual perda da resistência pelo aumento da porosidade. de componentes atmosféricos transportados pelas gotículas da chuva e a remoção de substâncias das mesmas superfícies por lavagem e escorrimento.

Spiker et al. Singer. 1999). causa a perda de coerência entre os grãos. cloretos e depósitos anteriores de SO 2) são aprisionados nos seus poros. uma solução salina pode . higroscópicos podem se tornar muito higroscópicos quando esses sais (incluindo nitratos. Materiais não. neste sentido.3 Ação da cristalização de sais A cristalização de sais é um dos agentes intempéricos mais poderosos. caracteristicamente. É possível que a degradação atribuída à chuva ácida. ou muito pouco. assim. Sua ação em um meio poroso. é considerada fundamental para a deposição seca de gases ácidos. possa também ser causada por meios bioquímicos tanto no interior da rocha como na sua superfície (Jefferson. (1992 apud Grossi. Moropoulou. Sais higroscópicos podem influenciar no teor de umidade de materiais porosos (Grossi. o que pode aumentar as taxas de absorção e oxidação do SO 2 atmosférico para a formação de sulfato de cálcio.3. O rain-out é o mecanismo mais importante e responsável por cerca de 85% do SO4 e NO3 das precipitações atmosféricas. climas úmidos e ambientes poluídos. do diâmetro dos poros e da superfície específica. 1993). Em uma edificação. 1997. especialmente rochas sedimentares. nas proximidades do solo. Murray. A deposição seca é um processo mais lento que a deposição úmida.. a chuva ácida propiciaria um ambiente no qual as bactérias seriam mais ativas e seriam. juntamente com os minerais secundários daí resultantes. um caráter contínuo. Muitos organismos são mais ativos em condições de baixo pH e. pois é por meio dela que ocorre a degradação de rochas em ambientes marinhos. relacionada à absorção da umidade do ar. pois atraem a umidade do ar e seriam importantes na manutenção do filme de umidade na superfície da rocha. 1972. da natureza do material.1999) consideram que a deposição de SO2 é proporcional à área superficial da rocha umedecida pela água adsorvida. O mecanismo de degradação é a pressão de cristalização dos sais e depende do grau de saturação e do tamanho do poro (Winkler. 41 durante as precipitações (wash-out). mas tem. Benavente et al. Theoulakis. A umidade higroscópica. 1999). 3. Murray. A adsorção higroscópica depende da umidade do ar. um agente indireto da deterioração das rochas.

A zona capilar. é a porção de rocha que fica mais próxima ao solo. O estado de supersaturação é essencial para todo processo de cristalização. até a altura potencial de ascensão capilar.082 L. segundo designação dada por Goudie (1986 apud Benavente et al. conforme Figura 3. 2001)). O cálculo de Correns baseou-se no princípio de Riecke: RT C P . onde a ação mecânica de sais. ln Vs Cs onde.10. A cristalização de sais se dá preferencialmente na zona de capilaridade. para descrever o crescimento e dissolução dos cristais sob pressão linear para demonstrar a magnitude dessas pressões durante a formação de veios de minério. Esse mecanismo pode levar à completa degradação e destruição da rocha. Correns (1949 apud Winkler.. C/Cs = grau de supersaturação. onde C é a concentração do soluto existente e Cs é a concentração de saturação. Sua cristalização dentro de poros gera pressões capazes de superar os limites elásticos do material. causando sua quebra. é caracterizada pelas eflorescências (quando sais se cristalizam na superfície da rocha). A concentração de sal pode ocorrer na superfície do material rochoso. Singer. nas fissuras.K).atm/mol. denominada zona capilar. pode iniciar seu trabalho destrutivo. da argamassa de assentamento ou mesmo da própria rocha (López-Acevedo et al. . nessa concepção. Vs = volume molar do sal sólido (L/mol). 1972) sintetizou as informações disponíveis. Zona de imersão. subeflorescências (quando sais se cristalizam abaixo da superfície exposta da rocha) e pelas perdas de material (Uchida et al. 42 ascender através da rocha por capilaridade (“efeito Wick”. que depende do sistema poroso da rocha. na qual ocorre a evaporação e conseqüente cristalização dos sais.. 1997). Os sais solúveis podem ser originários do próprio solo. onde se cristaliza. 1999). e dentro dos capilares próximo à superfície da rocha. T = temperatura absoluta (K). R = constante de gás (0.. P = pressão exercida pelo crescimento do cristal (atm). à época.

25 124.55 272 324 910 1079 1543 1840 Mirabilita Na2SO4.04 53.54 27.14 46.6 H2O 1. por isso. 43 Fonte: Winkler.10 H2O 1.00 335 398 1120 1325 1900 2262 Bischofita MgCl2.51 232.45 138.31 129.45 336. Shaffer (1932 apud La Iglesia et al.00 130.0 280 333 935 1109 1590 1891 Nota:  = densidade. Peso Volume Pressão de cristalização (atm)  Sal Fórmula 3 molecular molar C/Cs = 2 C/Cs = 10 C/Cs = 50 (g/cm ) 3 (g/mol) (cm /mol) 0o C 50º C 0o C 50º C 0o C 50º C Anidrita CaSO4 2.7 H2O 1.00 54.96 136.14 198.80 100 119 334 365 568 677 Hexahidrita MgSO4.12 H2O 1.4 – Pressão de cristalização de alguns sais. para várias concentrações molares.68 142.75 228.00 55.1997) indicou que o dano causado por sais é maior . Tabela 3.85 554 654 1845 2190 3135 3737 Heptahidrita Na2CO3.50 119 142 397 470 675 803 Dodecahidrato MgSO4.48 147.70 78 92 259 308 440 524 Taquidrita 2 MgCl2.50 50 59 166 198 282 336 Tenardita Na2SO4 2.39 56. Fonte: Winkler.CaCl2. Singer (1972) A variação do volume molar do sal ao mudar o estado de hidratação pode gerar elevadas pressões em poros e fissuras e.17 58.10 H2O 1.6 H2O 1..0 292 345 970 1150 1650 1965 Termonatrita Na2CO3.44 286.46 322.32 127.4). H2O 2.10 – Cristalização de sais em função da concentração das soluções e da temperatura.90 67 80 222 264 378 450 Epsomita MgSO4.00 105 125 350 415 595 708 Gipso CaSO4.80 282 334 938 1110 1595 1900 Halita NaCl 2. Singer (1972) descreveram matematicamente todo o processo de cristalização e calcularam a pressão de cristalização de alguns sais (Tabela 3. as características texturais do sistema poroso são fatores determinantes da pressão de cristalização em rochas.68 246.H2O 2.40 309.7 H2O 1.00 231.66 514.57 203.12 H2O 1.10 118 141 395 469 671 300 Kieserita MgSO4. Singer (1972) Figura 3.19 220.00 72 83 234 277 397 473 Natronita Na2CO3. Winkler.10 153.2 H2O 2.

1997). La Iglesia et al. os cristais continuam a crescer contra os esforços impostos pelas paredes dos poros. . governada pela carga máxima por área superficial que pode ser suportada sem fraturar. Moropoulou. porosidade e distribuição de tamanho dos poros e área superficial interna total). esses autores consideraram – para o caso de degradação por cristalização de sais em biocalcarenitos de monumentos históricos de Rhodes – que as rochas com maiores volumes de poros maiores são mais duráveis que aquelas com maior proporção de poros pequenos. Finalmente.1 m são sensíveis à condensação a baixas umidades relativas. Se W<Ginterfacial. a cristalização pode continuar segundo dois caminhos alternativos. Nessa situação. cristais maiores crescerão às expensas dos menores. expandindo-os e quebrando a rocha. 1983 apud Theoulakis. Quando a pressão de cristalização supera a resistência à tensão. conforme já apresentado na literatura. reter a água por muito mais tempo (Theoulakis. Segundo esses autores. conferindo- lhes comportamento distinto daquele de rochas com poros maiores. na fase inicial de cristalização. ao preencherem totalmente os poros maiores. Os poros com diâmetros muito menores que 0. porém. Theoulakis. 44 em materiais com alta microporosidade do que naqueles com baixa. dependendo da energia livre de formação do cristal (Gtotal e Ginterfacial) e do trabalho necessário para a quebra das paredes dos poros (W). (1997) apontam que. a falência mecânica será o processo termodinamicamente preferencial. Em geral. a resistência à tensão (t ) é um valor que reflete a resistência coesiva do sólido. Moropoulou (1997) acrescentam que. caso contrário. Quando em equilíbrio com a solução saturada. Moropoulou. Isso significa que rochas com poros maiores podem conter maior quantidade de água que aquelas com poros muito menores. ocorrerá o preenchimento dos poros menores sucessivamente. essas podem. os cristais salinos crescem preferencialmente nos poros maiores e a solução salina é retirada dos poros menores. e que a susceptibilidade à degradação é função das propriedades mecânicas e estruturais (resistência à compressão. 1997). como resultado do efeito Kelvin (Camuffo. os sais crescem seletivamente nos poros maiores que 10 m. Moropoulou (1997). o material é danificado. o que possibilita que rochas com poros menores absorvam água rapidamente e a retenha por períodos maiores. segundo Theoulakis. por condensação.

ou seja.. Este tempo dependerá do meio ambiente e do uso da rocha em questão (p. tomando este conceito na sua característica fundamental que é a dinâmica temporal. grau de fissuramento ou porosidade. no tempo. pode manter suas características inatas. Na norma ASTM C 119 (ASTM. t ) onde: t = tempo. 45 Grossi. considerado na alteração intempérica como geológico. os fenômenos ocorrem concomitantemente ao uso. quantidade de água. Assim como Aires-Barros (1991). à escala do homem e das suas obras de engenharia. em exteriores ou interiores). de uma grandeza intrínseca ou com ela intimamente correlacionada. na medida em que avalia um dado estado e não a sua evolução no tempo). Aires-Barros (1991) define a alterabilidade (M): M  f (i. da superfície exposta à alteração). Murray (1999) consideraram que a quantidade de água absorvida se relaciona à porosidade aberta (quantidade de poros acessíveis) enquanto o teor de umidade higroscópica (adsorção de água e condensação capilar) depende da distribuição do tamanho de poros e conseqüentemente da área superficial específica. ou seja. na alterabilidade é considerado um tempo humano. Eh. todas elas medindo a variação. em função do tempo. A durabilidade é baseada no período de tempo em que a rocha. serve-se de técnicas e princípios do estudo da alteração (processo estático.4 Alterabilidade e Durabilidade de Rochas Aires-Barros (1991) define alterabilidade de rochas como um conceito dinâmico. e. durabilidade é definida como a medida da capacidade da rocha ornamental de sustentar e manter as características essenciais e distintivas de estabilidade. Esse tempo. 2001a). ex. adaptados à introdução da variável tempo. resistência à degradação e a aparência. podem ser utilizadas várias técnicas. forças bióticas). Desta forma. função do meio em que se processa a alteração (temperatura. (1998) definem durabilidade como a aptidão de materiais rochosos resistirem à ação das intempéries. estes autores . i = fatores intrínsecos. 3. pH. que se refere à aptidão de uma rocha em se alterar. Grossi et al. dependentes do tipo de rocha (natureza do material. em uso. e = fatores extrínsecos. Para a avaliação da alterabilidade. O estudo da alterabilidade.

a respeito da deterioração de rochas calcárias ou areníticas. seu caráter cíclico. A durabilidade também está condicionada a certas propriedades físicas. ainda existem relativamente poucos estudos. pois é determinante nas demais propriedades físicas e mecânicas. tanto por terem sido praticamente os únicos materiais rochosos utilizados nos séculos passados – principalmente pela sua maior facilidade de extração e beneficiamento – como pelos seus mecanismos de deterioração mais facilmente interpretados e reproduzidos. ao contrário do que muitos consideravam até as décadas de 70 e 80. No tocante às rochas graníticas. entre as quais a porosidade e a configuração do sistema poroso. Com base na literatura pesquisada e nas informações nelas contidas. tendo em conta não só a intensidade como a freqüência das variações externas. Isto se deve ao emprego cada vez maior da rocha na construção e no revestimento de edificações. associado ao desconhecimento das técnicas e/ou materiais mais adequados para sua fixação e das interações com atmosferas urbanas poluídas e o uso de produtos químicos modificadores das condições de estabilidade dos minerais formadores das rochas. relacionadas com o movimento dos fluidos no material rochoso. pela maior parte dos pesquisadores. a maioria deles ainda não reproduzindo ou investigando detalhadamente os mecanismos petrográficos e geoquímicos das deteriorações mais comuns destas rochas. Do ponto de vista da alteração.5 Rochas Graníticas As informações e observações apresentadas ao longo deste trabalho mostram claramente que as rochas podem-se alterar em tempo real. verifica-se . que podem ser englobados em duas grandes categorias:  intrínsecas: que dependem dos materiais e correspondem às características petrográficas e físicas destes. ou seja. como a principal característica física das rochas. 3. o sistema poroso é considerado. a superfície específica e as propriedades hídricas.  extrínsecas: relacionadas fundamentalmente ao meio ambiente. Muitos trabalhos podem ser encontrados na literatura. 46 estabelecem que a durabilidade está relacionada a diversos fatores.

os espaços porosos e a textura são os fatores determinantes na evolução do intemperismo. Neste contexto.1 Granitos e sua alteração em ambientes naturais Delgado-Rodrigues (1996) coordenou amplo trabalho. quando em quantidade. dependendo do clima e outras condições atmosféricas reinantes. pois nela se incluem os principais conhecimentos e técnicas para o avanço científico no entendimento dos mecanismos de alteração das rochas graníticas. Muitos estudos. e as substâncias dissolvidas podem . tornando-os elementos chave na alteração da rocha (Delgado-Rodrigues. Neste processo. A composição mineral. 3. O aumento do fissuramento. 1996). Segundo Delgado-Rodrigues (1996). ou próxima desta. 47 que muito já tem sido acrescentado quanto ao papel das atmosferas poluídas na degradação das rochas em monumentos ou no revestimento de edificações. estão sendo executados por pesquisadores de todo o mundo. de natureza química (alteração deutérica) ou física (devido aos processos de descompressão e resfriamento). os granitos estarão expostos ao intemperismo. Caulinita e halloysita são os minerais secundários mais comuns em granitos. que aborda grande parte dos tópicos relacionados ao tema dessa pesquisa. os granitos são expostos na superfície terrestre pela erosão das camadas superiores da crosta terrestre. a ciência geológica tem importância fundamental. sujeitos a todas transformações decorrentes desse processo. A presença de minerais secundários e o grau de fissuração mais ou menos intenso são conseqüência direta desta evolução. Em especial. Uma vez na superfície. os feldspatos são susceptíveis à hidrólise e contrastam mecanicamente com o quartzo. pode influenciar o comportamento global da rocha. A presença de umidade na superfície das rochas é muito deletéria. A biotita. os granitos sofrem seu primeiro decaimento. porosidade e permeabilidade e a formação de minerais secundários são um fenômeno conspícuo e importante em ambientes naturais. que visam o entendimento dos mecanismos de decaimento e sua aplicação na prevenção e conservação destes materiais.5. pois as gotículas de água têm grande força de aderência. embora esmectitas e/ou illita possam se formar em ambientes pouco drenados. intitulado: “Conservação de rochas graníticas com aplicação em monumentos megalíticos”.

calculado com base nas perdas de peso e lixiviação química.5. . coincidentemente. procedentes do Estado do Ceará. os granitos são bastante resistentes e. (2001 e 2002) e de Mesquita (2002). Mesquita (2002) verificou que as correlações entre os parâmetros físicos. que denominaram de insolação. por 10 minutos. lascamento e escamação. podendo conduzir à desagregação das rochas. ao final do ensaio. especialmente aqueles especificamente voltados para granitos. indicou. Figueiredo et al. seguido pela imersão em água por 5 minutos. O ensaio foi executado a seco e utilizando água do mar e água deionizada. variação de peso. A alternância de ciclos de saturação e secagem permite a continuidade das reações hidrolíticas. Os controles de decaimento foram. com enfoque muito distinto. contemplando rochas aqui também estudadas. a seqüência: K água do mar >K água deionizada > K seco. 3. ambos. Verificou que a resistência mecânica é uma propriedade vetorial variável com a direção de aplicação dos esforços em função da disposição da anisotropia planar. porém. na mina. traduzidas na esfoliação. O índice de alterabilidade (K). Por esta via se desencadeia a hidrólise dos silicatos. entre outros: refletância. texturais e estruturais das rochas. 48 penetrar na rocha até profundidades importantes. com a quebra das ligações físicas. definida principalmente pelos planos de extração dos blocos.2 Degradação de granitos em edificações Quando sãos ou inalterados. 1991). baseado em ensaios cíclicos de aquecimento (a 70 oC). Estudos de caracterização e de alteração acelerada de rochas. no Brasil. sendo as quatro variedades estudadas mais intensamente atacadas por soluções à base de ácidos clorídrico e cítrico. Puderam ser recuperados na literatura os de Figueiredo et al. (2001) realizaram a determinação de um índice de alterabilidade para o granito Rosa Iracema. mecânicos e de alterabilidade revelam nitidamente que o comportamento dos granitos explorados na jazida do Branco Ceará é controlado diretamente pela conjugação dos aspectos composicionais. composição química e pH da água de imersão. por isso. A alterabilidade foi avaliada por meio de ensaios de lixiviação contínua e de resistência ao ataque químico. ainda são pouco comuns. por causa da porosidade e permeabilidade da rocha e da quantidade de solução disponível sobre a superfície (Aires-Barros.

devido à grande quantidade de minerais secundários que a poderão levar a uma rápida degradação (Delgado-Rodrigues. alteradas. 1989 apud Delgado- Rodrigues. 1996). Entretanto. Assim. chamado de arenização (ou desagregação). mas. uma vez instalado. plaquetas e escamas diferem no tamanho e são processos de degradação devastadores. 1989 apud Delgado-Rodrigues.  argamassas usadas em juntas de revestimentos também podem ser fonte de gipso. na forma e dimensões. visto que o Ca não é facilmente disponível em granitos (Cooper et al. Trata-se de um processo global. Delgado-Rodrigues (1996) também observou que o material publicado a respeito da deterioração de granitos empregados em obras civis não é muito abundante. afetando toda a rocha. . Ao se observarem obras civis utilizando granitos ou rochas assemelhadas. dois processos principais de degradação são identificados:  formação de placas: destacamento de fragmentos da superfície da rocha.  perda de pequenas partículas. 1996). as placas e conseqüentemente toda a superfície poderão se perder num curto período de tempo. com formas aproximadamente regulares. Placas. pode provir dos poluentes ou de soluções ascendentes das fundações dos edifícios (Casal Porto. a ciclos térmicos e de umidade. mas cita alguns estudos que apontam fatores externos como relevantes contribuintes para este processo:  gipso. É um processo descontínuo. em outras. esta escolha traz graves conseqüências relativamente ao ambiente a que a rocha estará exposta subseqüentemente.. contínuo e progressivo. similares. aos componentes minerais da rocha. A arenização algumas vezes está relacionada a ambientes costeiros e. paralelos à superfície original. 1989 apud Delgado-Rodrigues.. 1996).  deterioração de granitos por formação de placas estaria relacionada à cristalização de gipso nas camadas mais externas do rocha (Casal Porto et al. 1996). 49 sua extração é uma empreitada difícil e cara. ou mesmo altamente. é freqüente o minerador preferir a extração de material em zonas leve ou moderadamente. correntemente encontrado em atmosferas urbanas e com significante importância nas deteriorações.

As escamas têm formas e espessuras irregulares e desenvolvimento tridimensional. esfoliação etc. a cristalização pode-se desenvolver no interior do material. pulverulento ou filamentoso sobre a superfície do material. podem ser observadas eflorescências. de aspecto cristalino. freqüentemente provocando o destacamento das partes mais superficiais. como pó. é preferível crosta.  escamação: degradação que se manifesta pela separação total ou parcial de zonas (escamas) do material original.  fraturamento ou fissuração: degradação que se manifesta com a formação de aberturas no material. geralmente esbranquiçada.  depósito superficial: acumulação de materiais estranhos.  despegamento: separação dos estratos superficiais do material seja entre eles ou em relação ao substrato. quase sempre seguido da caída.  eflorescência: formação. Geralmente. de natureza diversa. extraídos de López Jimeno (1996) são:  crosta: extrato superficial de alteração da rocha ou de produtos utilizados em eventuais tratamentos. são constituídas de material aparentemente intacto e. substâncias orgânicas. Está relacionada com a presença de material estranho ao substrato (óxidos.). de um ou mais estratos superficiais. independente do deslocamento recíproco das partes. algas. ceras etc. embaixo delas.  mancha: alteração que se manifesta com pigmentação acidental e localizada da superfície. O fenômeno tem o nome de subeflorescência ou criptoeflorescência. caracterizada pela separação de grânulos ou cristais sob os menores esforços mecânicos. que pode assumir forma e consistência variáveis. . No caso de eflorescências salinas. Para rochas. sais de cobre. escamação.  esfoliação: degradação que se manifesta com o despegamento. lama. excrementos.  desagregação: perda de coesão.  inchamento: levantamento superficial e localizado do material.. 50 Outros termos comumente utilizados para caracterizar as degradações de rochas para revestimento. paralelos entre si (lâminas).

. em geral relacionados a problemas na estocagem (Frascá. As principais informações sobre a geologia e geomorfologia dos corpos rochosos a partir dos quais são explorados foram compiladas e apresentadas a seguir. explorado na Região Metropolitana de São Paulo (Figura 4. no ANEXO A. em Parelheiros. escolhido por se tratar de material clássico no mercado produtor e que tem apresentado grande durabilidade e com relatos pontuais de alterações. praticamente restrito ao Estado de São Paulo. 2000).1). . 51 CAPÍTULO 4 ASPECTOS GEOLÓGICOS DAS ROCHAS SELECIONADAS Os tipos litológicos aqui estudados. pela sua cor e dados a respeito de seu desempenho após aplicação como revestimento de edificações. É um material relativamente novo no mercado. 4. explorado na região de Capão Bonito (Figura 4. também comercializado sob a designação Azul Paulista Frente Nova.1 Rochas do Estado de São Paulo No Estado de São Paulo foram selecionados dois tipos rochosos para este estudo:  Vermelho Capão Bonito. Quitete. foram selecionados. coordenadas geográficas e outros se encontram nas Fichas de Campo.1). Informações sobre acesso. Frascá et al. mas que mostra potencial alterabilidade ante produtos ácidos de limpeza (IPT. 1999) ou no seu assentamento. 2000. como mencionado anteriormente.  Prata Interlagos. entre outros.

diferenciado do embasamento cristalino. comercializados sob a designação de Vermelho Capão Bonito. simplificado Figura 4. Neste ocorre a mineração de algumas variações de granitos vermelhos. que afloram nos altos . Segundo Chiodi Filho et al. Nesta região são comuns campos de matacões. a 220 km da cidade de São Paulo. homogêneos. no Estado de São Paulo. que exibe características invariáveis por toda extensão do maciço. corpo pós-tectônico. presente na área do Complexo Três Córregos (IPT.1 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo. trata-se de rocha isótropa.1. 52 Fonte: IPT (2000). 1995).1 Capão Bonito O município de Capão Bonito está situado no sudeste do Estado. (1983). dentro do Domínio Açungui. 4. Esse material é extraído a partir do Granito Capão Bonito. avermelhada e de granulação grossa.

com esquadrejamento dos blocos com marteletes e ponteiros. 53 topográficos ou à meia-encosta. é realizada pela empresa Somibrás. A prática de lavra semimecanizada. em geral. SP. que depois são esquadrejados com o uso de ponteiros (Figura 4. Figura 4. a lavra se dá a partir de matacões. Na maioria das minas. SP.2 – Esquadrejamento manual de bloco de granito em Capão Bonito. por meio do uso de flame jet e explosivos. objetos da exploração mineral. . em grandes matacões subaflorantes.3). já obsoleto.2).3 – Lavra semimecanizada – Capão Bonito. já parcialmente abrangendo o maciço granítico (Figura 4. Figura 4. de acordo com procedimento moroso. Em geral. mesmo para extração neste tipo de jazimento. utiliza-se de marteletes e explosivos para liberar as faces dos blocos.

O processo mineiro envolve o aproveitamento de matacões.2 Região Metropolitana de São Paulo No município de São Paulo é extraído um granito cinza. 2001). . baseado na tipologia do zircão. Os Prata Interlagos e Azul Paulista Frente Nova são biotita monzogranitos. e granulação fina a média. Variedades “amarronzadas” mostram-se relativamente mais alteradas intempericamente que as vermelhas. de média profundidade. de cor cinza-clara amarelada e azulada. Mostram ligeiras variações nos teores de feldspato potássico (microclínio) e biotita. material presente no manto de alteração rochoso (Figura 4. respectivamente.2 Rochas do Estado do Espírito Santo No Estado do Espírito Santo. no qual a rocha é explorada como co-produto da mineração de areia. Aparentam tratar-se de variedades levemente intemperizadas e inalteradas do mesmo tipo rochoso. de Prata Interlagos e Azul Paulista Frente Nova. pois responde por cerca de 50% da produção nacional (Peiter. petrograficamente. 1996) como um corpo autóctone. cálcio-alcalino.4). designado. intrusivas nos terrenos cristalinos do Domínio Embu. podendo também ser classificadas de sienogranitos. Em geral apresentam hidróxidos de ferro em microfissuras ou impregnando minerais. 2000). 4. principalmente os feldspatos. de cor vermelha a vermelho-amarronzada. conforme o produtor.1. ou como um corpo híbrido. São rochas graníticas. gerado por anatexia de rochas aluminosas. 4. homogêneo. como biotita monzogranitos (IPT. 54 Estas rochas são descritas. homogêneos e de granulação média a grossa. atualmente o maior produtor de rochas ornamentais do Brasil. considerado por Vieira (1989 apud IPT. há caracteristicamente uma grande variedade de rochas graníticas ou gnáissicas cuja porção comercialmente mais valorizada é a capa intemperizada de cor amarelada. como determinado por Wernick (1984 apud IPT. Constituem o Granito Parelheiros. sin a tardi-tectônico. 1996).

em São Paulo. principalmente relativas a esta porção. . 1999).4 – Aspecto da lavra de matacões do Azul Paulista Frente Nova. Esse último. 55 Figura 4. Ecoporanga e Nova Venécia. Esses materiais ocorrem predominantemente na parte norte do Estado. Por isto. As rochas amostradas para estudo (Figura 4. Colatina. Alguns destes tipos rochosos têm apresentado problemas como manchamentos e destacamento de fragmentos minerais da superfície polida (Frascá. para verificar quais feições petrográficas e/ou mineralógicas estariam favorecendo a alteração dessas rochas. O Santa Cecília é um material relativamente novo no mercado (em extração há menos de 10 anos) e com vários relatos de deterioração da superfície polida. foram escolhidos para este estudo. com uso de argamassa.5) foram: Arabesco. Há muito pouca informação geológica e cartográfica do Estado do Espírito Santo. Quitete. SP. após assentamento em piso. com produção quase que exclusivamente voltada para o mercado externo. Santa Cecília e Giallo Veneciano. independente de antecedentes de alteração. explorado há cerca de 25 anos. tipo clássico brasileiro. notadamente na região abrangida por Barra do São Francisco. com trabalhos de cunho petrológico praticamente ausentes.

vista a dificuldade encontrada para resgatar trabalhos geológicos recentes. Em geral. também. 1993. São lavras em maciço. utiliza-se de fios diamantados ou flame jet. O desdobramento em pranchas é realizado por meio do uso de marteletes. de idade Transamazônica. de ser a menos conhecida da região oriental do País. Constituem terrenos migmatítico-granulíticos. Letwinski (1984). com biotita. 1984). 56 Fonte: Frazão et al. como a profundidade da alteração intempérica dessas rochas. aliada à escassez de datações radiométricas e de mapeamentos geológicos de detalhe. chegando-se à produção acima de 1. associação metamórfica indicativa de grau médio a alto. Segundo Almeida. simplificado Figura 4. Para o corte e levante da rocha. Letwinski. . uma das características marcantes desta área é ser constituída quase que exclusivamente de rochas pré-cambrianas e. rejuvenescidos durante o ciclo Brasiliano (Schobenhaus et al..5 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo. essas rochas são gnaisses monzo a sienograníticos. devido a motivos diversos. Esta assertiva parece perdurar até hoje. com uso de métodos modernos. no setor setentrional da província Mantiqueira (Almeida. explosivos .000 m3/mês em algumas delas. no Estado do Espírito Santo. que permitem alta produtividade. 1984). granada e sillimanita.

.8 ilustram a situação de lavra das minas visitadas. Figura 4. Figura 4.8 – Mina do Santa Cecília.7 – Lavra do Arabesco em Nova Venécia.6 – Lavra do Giallo Veneciano.6 a 4. ES. em Nova Venécia. As Figuras 4. Figura 4. 57 e/ou ponteiros. ES. em Ecoporanga. ES.

Os blocos são lançados por gravidade até cotas mais baixas. com algum capeamento. O primeiro pode apresentar alteração de cor para amarelo-alaranjado quando em contato com ácidos.. Figura 4. Estas rochas são exploradas em Medeiros Neto. A exploração dá- se em um alto topográfico.9 – Aspecto da lavra do Verde Labrador. em pisos. ainda explorado a partir de grandes matacões aflorantes em alto topográfico. um charnockito. foi escolhido outro tipo clássico no mercado produtor. comercializado sob a designação Verde Labrador e explorado na região de Baixo Guandu. e esquadrejamento com uso de marteletes e de ponteiros. A lavra é semimecanizada. rochas de coloração branca a branca-esverdeada. Este corpo rochoso está incluído no Complexo Migmatítico- Granulítico de Minas Gerais (Schobenhaus et al. 4. petrograficamente classificadas de granada gnaisses monzograníticos. 1984). ou quando assentado. em especial o clorídrico. região de Teixeira de Freitas. Baixo Guandu. BA (Figura 4. . 58 Adicionalmente. é relatado que pode exibir alteração de cor (clareamento) depois de fixado por argamassa. Em parte. com argamassa convencional. de onde são transportados para beneficiamento (Figura 4.9). Normalmente durável.10). com corte através de perfurações e uso de explosivos. em fachadas. ES.3 Rochas do Estado da Bahia Neste Estado foram especialmente escolhidos os granitos Branco Itaúnas e Branco Caravelas.

12). . Barbosa.11 e 4. À semelhança do Espírito Santo. rejuvenescidos durante o ciclo Brasiliano (Schobenhaus et al. também conhecidos como leucogranitos do sul da Bahia. Dominguez (1996) consideram estes terrenos. com uso de fio diamantado para o corte da rocha e marteletes e explosivos para o desdobramento dos blocos.. no Estado da Bahia. 1984). É considerada integrante da Província Mantiqueira (Almeida. Nas minas visitadas (Figuras 4. a região aqui amostrada carece de informações geológicas.10 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo. simplificado Figura 4. Costa (1994). 1984) e constitui terrenos migmatítico-granulíticos. de idade Transamazônica. como pertencentes à Província Kinzigítica da Região de Dobramentos Araçuaí. 59 Fonte: Azevedo. estavam em prática lavras mecanizadas. Letwinski. tanto em escala regional como de detalhe.

13). Além da escolha desta rocha. o Rosa Iracema. BA. também foram selecionados os granitos Branco Cristal Quartz e Branco Savana. 60 Figura 4. BA. . de cor branca com faixas cinzentas e o Falésias. em Medeiros Neto. Figura 4.11 – Mina do Branco Itaúnas. o Casablanca. de cor rosa.12 – Mina do Branco Caravelas. em Medeiros Neto. com faixas de cor castanho-ferruginosa (Figura 4. de cor branco-rosada.4 Rochas do Estado do Ceará O Estado do Ceará oferece uma grande variedade de rochas ornamentais incluindo vários “granitos brancos”. entre eles o Branco Ceará. um tipo único e que constitui uma das rochas ornamentais brasileiras mais valorizadas nos mercados interno e externo. de cor branco-amarelado a amarelo-ferruginoso. 4.

com o emprego de técnicas modernas de corte e desdobramento. O Branco Savana. no Estado do Ceará. após assentamento em piso com argamassa. Branco Savana e Branco Cristal (também conhecido como Branco Cristal Quartz).13 – Mapa de localização das pedreiras de rochas ornamentais selecionadas para este estudo. Em Forquilha. é uma variação intempericamente alterada do Rosa Iracema. 1999). Apesar de serem frentes de lavra geograficamente muito próximas. simplificado Figura 4. mas há relatos de mudança de cor do Branco Ceará. A lavra. 1998 e Vidal. é realizada a partir do maciço rochoso já exposto. são explorados os granitos Rosa Iracema. Não são comuns patologias relacionadas às rochas amostradas. . Estes materiais rochosos estão inseridos em contextos geológicos distintos. 61 Fonte: Roberto (1998). com idade variando do Proterozóico Inferior até ao final do Brasiliano (Roberto. em geral. estas rochas aparentemente apresentam diferenças mineralógicas e texturais. pois o capeamento é praticamente inexistente. provavelmente.

15 mostram as principais características distintivas dos jazimentos dos Rosa Iracema e Branco Cristal. o primeiro se trata de rocha in situ. Modernas técnicas de lavra são empregadas para sua extração (Figura 4. em Forquilha. É um albita granito que constitui o stock Morrinhos. Figura 4. O Branco Ceará. CE. 1975 apud Mesquita. Branco Cristal. que às vezes chega a confundir o mercado: Branco Asa Branca. Pás . explorado em Santa Quitéria. entre outros. enquanto o segundo. CE. 2002). provavelmente corresponde a blocos provenientes de cotas mais altas. Figura 4. Branco Polar. alojado no Maciço Granítico-Migmatítico de Santa Quitéria (Brito Neves.16).15 – Mina do granito Branco Cristal. 62 As Figuras 4.14 e 4. Branco Cotton.14 – Mina do granito Rosa Iracema. também pode ser conhecido por grande variedade de nomes. fio diamantado e marteletes para o corte e massa expansiva para desdobramento. em Forquilha.

18). Os corpos ocorrem geograficamente próximos. bem como o acompanhamento das características do maciço com a prática freqüente de sondagens contribuem grandemente para a alta produtividade. que ocuparia a porção central do Maciço de Tróia (Brito Neves. em Santa Quitéria. A lavra é realizada por meio de técnicas modernas. .17) e o outro à porção intempericamente alterada (Falésias – Figura 4. de idade Arqueana. Trata-se de seqüência de ortognaisses leucocráticos e anortositos interestratificados com rochas máfico- ultramáficas. parte integrante dos leptinitos Tróia. no município de Independência.16 – Mina do Branco Ceará. é um gnaisse monzogranítico. 1975 apud Roberto. um deles equivale à porção sã (Casablanca – Figura 4. separados por drenagem. já comentadas. Figura 4. O Casablanca. 63 carregadeiras de grandes dimensões. CE. Estão em exploração dois materiais referentes à mesma rocha. 1998). que provavelmente condicionou o fenômeno intempérico só em parte do maciço. Bahia e mesmo Ceará. a exemplo das outras minas no Espírito Santo.

Figura 4. 64 Figura 4. CE.17 – Mina do Casablanca. em Independência. . em Independência.18 – Mina do Falésias. CE.

de atmosferas agressivas (câmaras de névoa salina) e da ação de eflorescências (imersão parcial em soluções ácida e alcalina). Os trabalhos laboratoriais realizados para alcançar os objetivos propostos abrangeram estudo das propriedades petrográficas. É uma ferramenta muito importante para análise dos dados tecnológicos. bem como aqueles potencialmente alteráveis perante as solicitações de beneficiamento e uso. mineralógicas e químicas. Tais informações subsidiaram. esclarecendo freqüentemente as diferentes propriedades físicas e/ou mecânicas de rochas aparentemente semelhantes. As descrições enfatizaram a presença de minerais e feições de alteração. que possam ser modificados em situações química ou fisicamente agressivas. que possam afetar a durabilidade e aparência estética da rocha. . as verificações das hipóteses estabelecidas e fundamentaram as proposições acerca de aspectos condicionantes da alterabilidade de tipos rochosos graníticos. de poluentes dispersos na atmosfera (câmaras de dióxido de enxofre). Determinações de resistência mecânica. determinações de resistências à compressão e flexão e a simulação da ação climática (choque térmico). nos corpos- de-prova após os ensaios de alteração foram os parâmetros de controle das alterações e/ou degradações ocorridas. análises e determinações laboratoriais visando ao conhecimento dos parâmetros físicos. 65 CAPÍTULO 5 TRABALHOS DE LABORATÓRIO O principal enfoque da pesquisa desenvolvida foi a concepção e realização de um conjunto de ensaios. mineralogia e classificação da rocha. de velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais. Também é essencial para diagnosticar e caracterizar as deteriorações de rochas. 5. então. químicos e mecânicos.1 Análises Petrográficas e Mineralógicas As análises petrográficas foram realizadas para determinação da natureza. de densidade aparente e de absorção de água.

escolhidas e confeccionadas segundo os critérios descritos a seguir:  seleção da área representativa do aspecto geral da rocha. ou seja. com resina epóxi à qual foram acrescentados corantes (tipo Oracet ou Orazol). aquelas que foram selecionadas como principais determinantes da alterabilidade da rocha foram: . Streckeisen (1975) e Winkler (1976). as amostras foram impregnadas a vácuo. A espessura de estudo foi de aproximadamente 30 m. segundo as diretrizes básicas das normas ABNT NBR 12 768 (ABNT.1 – Classificação do tamanho de grãos adotada nas descrições petrográficas GRANULAÇÃO TAMANHO (mm) muito grossa > 30 grossa 5 . após os ensaios de alteração acelerada. As técnicas auxiliares geralmente utilizadas para a identificação e quantificação de minerais foram: ensaios de coloração seletiva de feldspatos e difratometria de raios X. Sartori (1998) (Tabela 5. Tabela 5. foram estudadas ao microscópio óptico de luz transmitida. baseou-se em Le Maitre (1989).30 média 1-5 fina <1 As feições consideradas potencialmente qualificadoras. com dimensões de 20 mm x 40 mm.  também foram confeccionadas lâminas delgadas a partir de corpos-de-prova que exibiram modificações moderadas a intensas. 66 A análise fundamenta-se na observação de seções delgadas das amostras.  foram confeccionadas lâminas especiais. Nas rochas gnáissicas foi considerado plano de maior isorientação mineral. a partir de porções selecionadas nos blocos.  antes da confecção das seções delgadas. Após sua preparação. para as rochas graníticas estudadas. 1992c) e BS EN 12 407 (BSI. A classificação do tamanho de grãos adotada seguiu os limites usuais de petrografia. 2000). de forma a destacar as microdescontinuidades presentes na rocha quando examinada por microscopia óptica. A classificação petrográfica.1). conforme Frascá.

disposta em lâmina orientada.2 Análises mineralógicas por difratometria de raios X A difratometria de raios X foi utilizada para a identificação de minerais de argila ou secundários. depois de homogeneizada. com solução de cobaltinitrito de sódio. foi disposta em lâminas e submetida à difração de raios X. em seguida.1 Ensaios de coloração seletiva de feldspatos A coloração seletiva foi efetuada em amostras de mão.  tamanho dos grãos. instáveis e/ou alterados.  presença de minerais em desequilíbrio. Os feldspatos reagem prontamente com a solução. previamente lixada. com o objetivo de melhor visualizar e quantificar feldspato potássico. .  heterogeneidade textural e granulométrica. em contato com ácido hidrofluorídrico e. constituintes essenciais das rochas graníticas estudadas. e de sais formados nas eflorescências das rochas submetidas a ensaios de imersão parcial e em câmaras climáticas. O método adotado baseia-se em Rodrigues. que. facilitando sua identificação e quantificação. 1980. 1981) e em Thorez (1976). Para os demais minerais.1. resultantes da alteração da rocha tanto in situ.002 mm. Moraes (1978). Dada a granulação geralmente grossa dos minerais constituintes das rochas estudadas. 5. A interpretação dos resultados obtidos foi baseada nas fichas de JCPDS (1974. a análise por difratometria de raios X foi realizada em fração da amostra com granulometria menor que 0.1. adquirindo coloração específica (amarela para feldspatos potássicos e branca para os plagioclásios) e distinguindo-se dos demais. privilegiou-se a quantificaçã dos minerais em amostras de mão submetidas a ensaio de coloração seletiva para feldspatos. plagioclásio e quartzo. como nos ensaios de alteração acelerada. Para os minerais de argila. foi retirada uma porção da amostra. utilizando-se folha de acetato com finas linhas milimetradas. 5. 67  grau de microfraturamento e possíveis incrementos derivados dos processos de beneficiamento. Consiste em mergulhar uma face da rocha.

de composição granítica. porosidade aparente e absorção d’água). porosidade e absorção fornecem indicação do estado fissural e de alteração de rochas. pela grande maioria dos pesquisadores. de velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas e de resistências à flexão e compressão. pois seriam fatores determinantes para a resistência e durabilidade da rocha (Winkler. são consideradas. que pudessem auxiliar no entendimento de diferentes respostas às simulações de alteração em amostras com características físicas e petrográficas semelhantes.2 Ensaios Tecnológicos Os ensaios tecnológicos adotados nesse trabalho foram: determinação de índices físicos (densidade aparente. núcleos de feldspatos sericitizados). O coeficiente de capilaridade foi determinado em todas as amostras visando à obtenção de informações complementares. xistosidade. etc. alterações em minerais (ex. contatos entre grãos. que se esperavam refletidos nos parâmetros mecânicos (flexão e compressão) das rochas em estudo. como características muito influentes na alterabilidade da rocha. do coeficiente de capilaridade. etc. 1997). Os poros são representados principalmente pelas microfissuras. Os valores de densidade. porosidade e absorção d’água.1 Densidade. Nas rochas ígneas. Os dois primeiros fornecem dados considerados como parâmetros físicos (estado fissural e de alteração). A porosidade é a relação entre o volume de vazios e o volume total. Os procedimentos para a execução desses ensaios acham-se descritos a seguir. há pouco espaço poroso devido à grande pressão e temperatura de sua formação. a isorientação mineral – lineações. em porcentagem. . 5. em geral. Nas rochas metamórficas. geralmente designadas de índices físicos. 68 5. que podem ser utilizados para a avaliação comparativa de um conjunto de rochas.2. – constitui planos de descontinuidade que podem contribuir para o incremento da porosidade. porosidade e absorção As propriedades de densidade.

capilares menores que 0. ou seja. A norma ASTM C 97 (ASTM. a rocha já beneficiada e acabada. 69 A absorção é a capacidade de assimilação ou incorporação de água pela rocha. A principal modificação introduzida foi a utilização de corpos-de-prova obtidos de ladrilhos polidos das rochas em estudo e nos Figura 5. sob vácuo. O objetivo da determinação desses parâmetros. por meio das várias normas disponíveis.1 – Determinação do peso submerso em dispositivo hidrostático. 1996). Segundo Winkler (1997). Para essa pesquisa foram efetuadas várias determinações de índices físicos.1). foi verificar se os resultados são comparáveis e se a incorporação de água nos corpos-de-prova é mais ou menos eficiente conforme a situação de saturação. e. A razão disso é que o material objeto desse estudo é a alteração acelerada de rochas para revestimento.1 m não absorvem água. após a saturação em água. 1999a).2. os parâmetros físicos a serem conhecidos e controlados são aqueles referentes a esses materiais. 1992a). ASTM C 97 (ASTM. que serão doravante referidas pelas citações bibliográficas ou pela sigla da instituição de normalização. a maioria deles é preenchida. CEN prEN WI 036 (CEN. 1996) considera que a determinação dessas propriedades é útil para indicar as diferenças de absorção entre vários tipos de rochas ornamentais ou fornecer elemento comparativo para rochas do mesmo tipo. 1998a). BS EN 1936 (BSI. Registra-se que em todas as determinações. . portanto. tamanhos e formatos destes. mas. foram obtidos os pesos saturados e submersos (Figura 5. Os procedimentos das normas adotadas estão sumariados na Tabela 5. baseadas em diversos procedimentos de ensaio estabelecidos por diferentes entidades normatizadoras: ABNT NBR 12 766 (ABNT. independentemente da norma em execução.

em estufa ventilada. obtidos por corte em serra ou perfuratriz. 8 BS EN 1936 densidade aparente seca (kg/m ) 3  b  ( msec a (msat  msub )) x  da Eq. com diâmetro ao redor de 7 cm ou peso ao redor de 250g. 9 porosidade aberta (%) po  (msat  msec a ) (msat  msub ) x100 Eq. testes para determinação da absorção e massa específica de todos os tipos de rochas ASTM C97 ornamentais. 6 coeficiente de absorção d’água a prEN WI 036 Ab  (msat  msec a ) (msec a ) x100 Eq. colocar os CPs sob vácuo. ASTM C97 o imergir os CPs em água filtrada ou destilada a (222) C por 48h: msat e msub. 70 Tabela 5. 2 ABNT 12766 (kg/m ) porosidade aparente (%)   (msat  msec a ) (msat  msub ) x100 Eq. PROCEDIMENTO secar em estufa por 24h: mseca (massa seca). prismas. 4 massa específica (kg/m ) 3 msec a (msat  msub ) x1000 Eq. ABNT 12766 porosidade e absorção d’água aparentes de rochas. 3 absorção d’água aparente (%)   (msat  msec a ) (msec a ) x100 Eq. que se destinam ao uso como materiais de revestimento de edificações. Podem ser cubos. até massa constante: m seca . com forma cúbica. BS EN 1936 idem prEN WI 036. ABNT 12766 imergir em água até o tempo total de 24h. densidade aparente. manter a pressão durante a colocação da água e por (242) h subseqüentes depois desse período. o secar os CPs a (705) C. BS EN 1936 introduzir água desmineralizada vagarosamente nos recipientes. na temperatura ambiente. NORMA OBJETIVO determinação da massa específica aparente (seca e saturada com a superfície seca). exceto ardósia. prEN WI 036 método para a determinação da absorção de água a pressão atmosférica método para a determinação da densidade real.2 – Procedimentos e parâmetros obtidos nas determinações de índices físicos. ou proceder à saturação com auxílio de bomba de vácuo por 3h: m sat (massa saturada) e msub (massa submersa). deixar os CPs por mais (242)h à pressão atmosférica: m sat e msub PARÂMETROS OBTIDOS massa específica aparente seca (kg/m ) 3 sec  msec a (msat  msub ) Eq. prEN WI 036 colocar os CPs em bandeja sob suporte plástico e colocar água. Em t0 + (605) min. 7 pressão atmosférica (%) volume de poros abertos (mL) Vo  (msat  msec a ) (  da) x1000 Eq.2 mm. Continuar o ensaio por (722) h: msat o secar os CPs a (705) C. em estufa ventilada. até a metade da altura dos CPs (t0). cilindros. em estufa ventilada. 1 massa especifica aparente saturada 3  sat  msat (msat  msub ) Eq. pelo menos seis CPs representativos da rocha testada.8 mm e a maior não superior a 76. cilíndrica ou prEN WI 036 prismática. por aproximadamente (242) h. CORPOS-DE-PROVA (CPs) ABNT 12766 dez para cada amostra. até massa constante: m seca. pelo menos três para cada amostra. 10 . o secar os CPs a (602) C por 48h. colocar água até ¾ da altura CPs e em t0 + (1205) min imergir completamente os CPs. até massa constante: m seca. em peso (%) (msat  msec a ) (msec a ) x100 Eq. com a menor ASTM C97 dimensão não inferior a 50. e da porosidade total BS EN 1936 e aberta de rochas ornamentais (natural stone). 5 ASTM C97 absorção.

Assim. 71 5. da Divisão de Geologia do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas: secagem em estufa ventilada.1. as diferenças de manuseio entre operadores e outros. Não foi apresentada a massa específica aparente saturada. estabeleceu-se o seguinte procedimento no presente trabalho. Dessa forma.nist. para todas as determinações.html). que é basicamente aquele utilizado pelo Laboratório de Petrologia e Tecnologia de Rochas. 1992a) e C 97 (ASTM. conforme o Sistema Internacional de unidades derivadas (http://physics. em vista das heterogeneidades do material em análise (a rocha) e as imprecisões inerentes. Tendo em vista tais considerações. conforme a seguir:  massa específica aparente – também chamada de densidade aparente. pois esse parâmetro não é calculado em nenhuma outra norma. por 24 h.gov/cuu/Units/units.2. mesmo em condições laboratoriais adequadas. pois. o valor fornecido nas normas NBR 12 766 (ABNT. Outras fontes de imprecisão. por um tempo total de 24h. 1996) como massa específica é mais corretamente designado de densidade de massa (mass density). os resultados obtidos serão apresentados. a (1005) oC. e imersão em água deionizada.1 Breve consideração sobre métodos e procedimentos adotados A compilação apresentada anteriormente evidencia que os métodos normatizados disponíveis exibem diferenças que podem ser consideradas sutis. No tocante às normas CEN (1998a) e BSI (1999a). Outra consideração é quanto à nomenclatura. verificou-se que a massa dos corpos-de-prova tornava-se constante após cerca de 72 h em estufa ventilada. no texto – porosidade aparente e absorção d’água: determinadas segundo ABNT . a repetitividade das mensurações. neste trabalho. cuja unidade é kg/m3. e seu valor pode ser facilmente obtido acrescentando-se o valor porcentual da absorção d’água ao da massa específica aparente seca. a o (705) C. 1992a) não especifica a temperatura de secagem dos corpos-de-prova e não é precisa quanto à sua imersão. estabeleceu-se que o peso seco foi aquele obtido depois de decorrido esse tempo. segundo essas normas. são a homogeneidade de temperatura de secagem de corpos-de-prova e de procedimentos para obtenção do peso submerso. em água. após 3h sob vácuo. A norma NBR 12 766 (ABNT.

A determinação do coeficiente de absorção d’água por capilaridade baseou-se na norma BS EN 1925 (BSI. 72 NBR 12 766 (ABNT. tais como a água. 5. que aumenta com a diminuição do diâmetro dos poros e é muito maior para poros com diâmetro menor que 1 m.  densidade aparente. porosidade aberta e poros abertos: determinadas segundo BS EN 1936 (BSI. 1996). 1992a). que têm forte atração eletrostática para moléculas polares. Segundo esses autores. é considerada um dos mais importantes (Amoroso. . Fassina. 1999a). cristalizariam ou recristalizariam. cujo grau depende da estrutura capilar. 1979 apud Amoroso. Superfícies porosas. sais solúveis não seriam transportados e não migrariam. com átomos ou grupos polarizados. a umidade. são denominadas superfícies hidrofílicas. aluminatos ou óxidos. na ausência de água não haveria reação química entre os constituintes da rocha (intemperismo). pois é similar à ASTM C 97 (ASTM. Fernando L. Fassina. 1983). González-Messones (comunicação pessoal). Adicionalmente. A porosidade da rocha é responsável pela permeabilidade à água. silicatos. Isto torna mais importante conhecer a distribuição do tamanho dos poros na rocha do que a porosidade integral. A razão para essa atração é que os corpos porosos são compostos de carbonatos. 1998a). 1983). ou íons hidroxila. A sucção capilar é a pressão de sucção. os poluentes atmosféricos não se dissolveriam nas gotas de chuva e não poderiam permanecer em contato com a rocha por tempo suficiente para reagir com os constituintes minerais. conforme BS EN 1936 (BSI. pois o transporte de água é realizado por meio dos capilares. com carga elétrica negativa. 1999a). De acordo com Prof. 1999b).  densidade aparente e absorção: determinadas segundo prEN WI 036 (CEN.2 Capilaridade Entre os vários agentes deletérios à rocha. que pode ter diferentes origens.2. a despeito da orientação de que essa norma não é adequada para rochas com porosidade aberta <1%. É causada pela atração da água em direção às paredes dos poros. que contêm átomos de oxigênio. a água é considerada um fator essencial para a geração de stress interno (Torraca.

I. dada pela equação (BSI. por se enfocar a determinação de propriedades físicas e mecânicas de rochas beneficiadas (serradas em chapas e polidas). os corpos-de-prova foram pesados em tempos preestabelecidos: 30 min. pois a norma não é apropriada para granitos. a realização desse ensaio buscou. dividida pela área da base imersa. b t i Equação 12 . 60 min. em gramas. a Equação 11 torna-se. diferentemente das dimensões especificadas na norma. sobre suporte plástico. foram colocados em bandejas. neste trabalho. Entretanto. 180 min. em função da raiz quadrada do tempo de cada determinação. relacionado ao comprimento. Pela linearização da função exponencial. Novamente. b = coeficiente de penetração de água. os corpos-de-prova ensaiados mediram 10 cm x 10 cm x 2 ou 3 cm de espessura. conforme o material ensaiado. conforme BSI (1999b): yi  a . de Madri e membro do TC-248 (Natural Stone) da CEN. T. Após a imersão. O cálculo do coeficiente de absorção d’água por capilaridade foi realizado por meio de regressão não-linear. Em seguida. a (705) oC em estufa ventilada. 1999b):  b ti yi  a (1  e ) Equação 11 onde y i = massa de água absorvida em relação à área da superfície. ou mais. Os resultados foram apresentados em gráfico exibindo a massa de água absorvida. a = massa de água máxima relacionada à área da superfície imersa da base (g/m 2). O procedimento de ensaio consistiu em secar o corpo-de-prova. que é a recíproca da raiz quadrada do tempo ( t i ). os resultados obtidos nesse ensaio não podem ser considerados em seus valores absolutos. em s. por 72h. para obtenção do peso seco (mseca). verificar as variações relativas entre as rochas estudadas e a análise comparativa dos dados. 73 da E. 1440 min. 2880 min e 4320 min. S. em metros quadrados. em vista da pouca disponibilidade de técnicas e equipamentos para medida de porosidade e/ou permeabilidade de rochas graníticas. em segundos. 480 min. estando a base do corpo-de-prova parcial e constantemente imersa (cerca de 41 cm) em água.

medindo (7. 74 e C1 ou C2  a . Segundo ASTM (1990). que tiveram seus topos e bases retificados em torno mecânico. após 156 h imersos em água. . Também é utilizada para avaliar a resistência da rocha quando empregada como elemento estrutural.3). A determinação da resistência à compressão uniaxial foi realizada segundo a norma NBR ABNT 12 767 (ABNT.6 MPa/s. correlata à ASTM C 170 (ASTM. a resistência à compressão permite a comparação entre rochas semelhantes e é um indicativo de sua integridade física.2). a 100 oC. sendo cinco deles ensaiados na condição seca.2. expressos com três algarismos significativos. O equipamento utilizado foi uma máquina de ensaio marca Maruto. determinados perpendicular e paralelamente aos planos de anisotropia da rocha. após 48 h em estufa ventilada.5) cm.50.b Equação 13 sendo C1 ou C 2 = coeficientes de absorção d’água por capilaridade (g/m 2. Diferentemente da norma. devido à grande quantidade de corpos-de-prova a serem preparados. Figura 5.2 – Corpo-de-prova rompido após aplicação de esforços compressivos.s1/2). 1992b).3 Compressão uniaxial Este procedimento determina a tensão que provoca a ruptura da rocha quando submetida a esforços compressivos (Figura 5. Quando se tratava de rocha gnáissica. 5. 1990) em dez corpos-de-prova cúbicos. e cinco na condição saturada. a tensão de ruptura foi determinada paralela e perpendicularmente à direção da estruturação (Figura 5. com taxa de carregamento de aproximadamente 0.

com dois cutelos de carregamento (Figura 5. 2000) atribuíram essa queda na resistência à quebra das ligações entre os grãos minerais e ao desenvolvimento de microfraturas. esses autores. Rao. Figura 5. . o ensaio foi realizado em três corpos-de-prova.4 Flexão O ensaio de flexão (ou flexão por carregamento em quatro pontos) simula os esforços flexores em placas de rocha. para cada condição. Os corpos-de- prova são apoiados em dois cutelos de suporte. 75 nessas amostras.2. Apesar da pronta resposta da resistência à compressão para a medida de intemperismo de rochas de um mesmo contexto geológico. 5. A = área de aplicação da carga (mm2). A resistência à compressão é calculada pela relação entre a carga de ruptura e a área do corpo-de-prova onde é aplicada: C P Equação 14 A onde C = resistência à compressão (MPa).3 – Detalhe de corpos-de-prova com esforços aplicados perpendicular (à esquerda) e paralelamente (à direita) à estruturação da rocha. apontam que a presença de microfraturas em rochas cristalinas (ígneas e metamórficas) é mais bem controlada pela resistência à tração do que à compressão. Fonte: Winkler (1997) e ASTM (1990). entretanto. P = carga total de ruptura (N). com espessura predeterminada. O ensaio de compressão uniaxial (c) é considerado um dos índices mais confiáveis para a estimativa da resistência das rochas. A atuação do intemperismo resulta em uma imediata e significante redução na resistência à compressão. Beavis (1985 apud Gupta.4).

. 1998) e realizado em dez corpos-de-prova. com taxa de carregamento de 4. rompido após a aplicação de esforços. é particularmente importante para dimensionamento de materiais rochosos a serem utilizados no revestimento de fachadas. Foi utilizada a máquina de ensaio Tinius Olsen. d = espessura do corpo-de-prova (mm). confeccionados a partir de ladrilhos polidos das rochas estudadas. A resistência à flexão é calculada a partir da equação: 3WL f  Equação 15 4bd 2 onde  f = resistência à flexão (MPa). obtido de rocha polida. Nas rochas anisotrópicas foram obtidos doze corpos-de-prova. modelo H10K-S. 76 Figura 5.5 d ). seis deles cortados perpendicularmente à estruturação e seis. especialmente com o uso de sistemas de ancoragem metálica para a sua fixação.3. com dimensões de 40 cm x 10 cm x espessura do ladrilho. W = carga máxima (N).4 – Detalhe de corpo-de-prova. L = distância entre os cutelos inferiores (mm) ( L = 10 d ).14 MPa/min. em edificações.2. sendo metade dos corpos-de-prova no estado natural e metade após a realização de ensaio de choque térmico. Este ensaio determina a resistência de placas a se curvar ou flexionar. cargas ou outros. segundo a estruturação. conforme será descrito no item 5. O ensaio foi baseado na norma ASTM C 880 (ASTM. A determinação da resistência à flexão foi determinada na condição seca. quando submetidas aos esforços de ventos. b = largura do corpo-de-prova (mm) ( b 1. Por isso.

foi efetuada em todos os corpos-de-prova destinados aos ensaios de compressão e flexão. baseada na norma ASTM D 2 845 (ASTM. Por isso. entre as quais: tipo de rocha. é especialmente útil para comparação das propriedades físicas entre corpos-de-prova de uma mesma amostra ou entre amostras petrograficamente semelhantes.2. como ferramenta auxiliar na interpretação dos resultados. 77 5. L = distância percorrida pelo pulso (m). V p = velocidade de propagação de pulsos de ondas compressivas (longitudinais) (m/s).5 – Ilustração dos aparatos e procedimento de medida da velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas.5 Velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais A determinação da velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais (Figura 5. indiretamente. 2002). porosidade. 2000). A determinação da velocidade de propagação de ondas. Sua vantagem reside em ser um dos poucos ensaios não- destrutivos. temperatura etc. os valores relativamente mais altos indicam menor grau de alteração e maior coesão entre os minerais formadores. Vários fatores influenciam a velocidade de propagação de ondas. T = tempo efetivo de caminhamento do pulso (s). densidade. O aparelho utilizado foi o Portable Ultrasonic .5) permite avaliar. Em geral. sempre na condição seca. disponíveis para verificação de propriedades rochosas. anisotropia. (Kahraman. V p  L p / Tp Equação 16 onde. o grau de alteração e de coesão das rochas. Figura 5. tamanho e forma dos grãos.

Nos corpos-de-prova destinados ao ensaio de resistência à compressão.7 – Ilustração das medidas de velocidade de propagação de ondas em corpos-de-prova destinados aos ensaios de resistência à flexão. VP(z) VP(x) Figura 5. estão ligadas à interação de fatores intrínsecos e extrínsecos. como já comentado. 5.3 Ensaios de Alteração Acelerada A alteração e deterioração de rochas em edifícios e monumentos. ou seja. Dentre as várias causas e mecanismos de deterioração rochosa apresentados . Nos corpos-de-prova destinados ao ensaio de flexão.6 – Ilustração das medidas de velocidade de propagação de ondas em corpos-de-prova cúbicos. a velocidade de propagação de ondas foi determinada segundo o comprimento dos corpos-de-prova.6). nos topos e bases dos cubos. as medidas foram feitas segundo a direção de aplicação da carga.7. 78 Non-Destructive Digital Indicating Test – PUNDIT. X Y Z VP(x) VP(z) Figura 5. As rochas anisotrópicas tiveram determinações de acordo e perpedicularmente às direções principais de orientação (Figura 5. conforme ilustrado na Figura 5.

em potencialmente degradadores de materiais câmaras climáticas. As simulações de alteração procuraram verificar – dentro de um grupo de rochas graníticas relativamente homogêneas.Situações potencialmente degradadoras de rochas ornamentais. de imersão parcial em soluções ácidas e salinas (alcalinas). visaram a fornecer informações quanto à alterabilidade da rocha em relação aos agentes intempéricos. e tampouco de investigações acerca de sua previsibilidade. resfriamento imediato em água. mas heterogêneas em relação à ambiência geológica – as respostas dessas características intrínsecas quando expostas aos mesmos ambientes potencialmente degradadores. rochosos. foram considerados relevantes e objetos de investigação a exposição ao meio ambiente. Tabela 5. marinhos e poluídos. dessa forma. de cujas causas não foram obtidas informações adequadas na literatura. inéditos. que pudessem subsidiar o conhecimento da durabilidade de rochas no revestimento externo de edificações. Paralelamente. vistos os inúmeros casos de deteriorações por eflorescências. Foram. as variações térmicas e a ação da cristalização de sais. foram realizados ensaios. finalmente. quanto à composição mineralógica e química.3. além da investigação dos mecanismos de degradação para cada caso. ambientes marinhos e variações bruscas de temperatura. conforme Tabela 5. 79 no Capítulo 3. em laboratório. realizados ensaios objetivando conhecer as respostas das rochas selecionadas às ações de poluição. Simulação da cristalização de sais AÇÃO DA (eflorescências e subeflorescências) na face CRISTALIZAÇÃO Imersão parcial em soluções ácida e polida de ladrilhos de rocha para a observação DE SAIS alcalina. simulando essas situações. Estes ensaios foram idealizados a partir da verificação de degradações em situações reais. Essas investigações buscam. SITUAÇÃO ENSAIO OBJETIVO VARIAÇÕES Exposição de ladrilhos polidos e Verificar eventual queda de resistência da TÉRMICAS amostras de rochas in natura a rocha. da sua ocorrência e possíveis efeitos deletérios. após ciclos de aquecimento e choque térmico. inserir os conceitos de durabilidade .3 . Simulação de ambientes urbanos poluídos AÇÃO DE Exposição de ladrilhos polidos a (umidade e H2SO4) e marinhos (névoa salina). POLUENTES atmosferas ácidas e salinas. Os ensaios de alteração acelerada. em pisos de residências e edifícios comerciais.

3. métodos estatísticos não paramétricos são mais apropriados. com umidade relativa 100%. 1997). Esses métodos são úteis para tomada de decisões quando os procedimentos são planejados para testar hipóteses com uma única variável dependente. A durabilidade de materiais. . Após isso. a água da câmara é renovada e inicia-se novo ciclo. e mais recentemente de rochas. massa. 5. pois as agressividades do meio ambiente. a variável dependente é considerada a medida quantitativa de uma propriedade como densidade. essencialmente. estão cada vez mais acentuadas. 1983a) e DIN 50 018 (DIN. nos quais a câmara (Figura 5. para construção civil ou em monumentos históricos é de fundamental importância. Algumas vezes. resistência à tensão etc. de 24 horas cada. nesses casos. Muitas vezes. para ventilação por 16 horas. dados qualitativos como a hierarquização visual constitui a variável dependente e. A variável independente é aquela que contribui para a mudança da variável independente e. chamada variável bloqueadora (por exemplo.8) é mantida aquecida por 8 horas a o (403) C. Em testes de intemperismo e de durabilidade.1. desligada e aberta. 2001b). como exposto no Capítulo 3.3. que visa à aplicação de métodos estatísticos práticos para os problemas reais que surgem nos campos da durabilidade e intemperismo. Para a análise dos dados foram utilizadas as recomendações da norma ASTM G 169 (ASTM. uma variável não está sob contrlole do experimento.1 Exposição ao dióxido de enxofre O ensaio por exposição ao SO2 baseia-se nas normas ABNT NBR 8 096 (ABNT. temperatura e precipitações em experimentos ao meio ambiente). 5. Consiste em um determinado número de ciclos. que é lidada pelo fato de todas as amostras terem sido expostas aos mesmos efeitos. 80 para os materiais em questão. está sob controle do experimento.1 Ensaios em câmaras climáticas Foram selecionadas para ensaios as câmaras com exposição a SO 2 e à névoa salina.

Murray (1999) mencionaram. simula um ano de exposição em área com precipitação média anual de 800 mm. que corresponde ao volume de 2. foi reservado um corpo-de-prova padrão para controle. por amostra. Um dos corpos-de-prova teve a face não-polida e as laterais recobertas por tinta a óleo (Figura 5. 81 Figura 5. e os corpos-de-prova fotografados. A concentração de SO2. Grossi.9). na água da bandeja na porção inferior da câmara. as modificações foram registradas em planilhas.8 – Câmara climática para exposição ao SO2. para verificação de possível influência da exposição de somente uma face do CP (no caso. a face polida) nos resultados do ensaio. As inspeções foram realizadas após 16 horas de abertura da câmara. Para cada tipo. sem outras argumentações ou citações da literatura.67%. Figura 5.9 – Corpos-de-prova com a face não-polida recoberta com tinta óleo. . Não houve lavagem dos corpos-de-prova.0 L de SO2 a ser adicionado a cada 300 L de volume da câmara. Foram ensaiados três corpos-de-prova medindo 5 cm x 15 cm x 0. que um período de exposição de 30 dias.5 cm. nessas condições. para exposição ao SO2. estipulada pela norma é de 0.

a 35 oC. de modo a ficar com um ângulo de 15o a 30o com a vertical e permitir livre acesso da névoa a todos eles. A solução salina é preparada dissolvendo-se 51 partes. quando atomizada.2 Exposição à névoa salina O ensaio de intemperismo artificial por exposição à névoa salina baseou-se nas normas ABNT NBR 8094 (ABNT. 82 5. Figura 5. 0 pH da solução salina deve ser tal que. 1997).1. sendo retirados somente para inspeções periódicas.3. Um deles também teve a face não-polida e laterais recobertas por tinta a óleo.2 Resistência ao choque térmico O ensaio de alteração por choque térmico é baseado nos procedimentos .5 cm e um corpo- de-prova padrão foi utilizado como controle. cada qual medindo 5 cm x 15 cm x 0.3. À semelhança do ensaio de exposição ao SO2. a solução tenha pH entre 6. 5. Nesse ensaio. e os corpos-de-prova fotografados. Os corpos-de-prova ficam permanentemente no interior da câmara (Figura 5.10). os corpos-de- prova foram lavados para eliminação do sal da superfície. em massa. Em cada inspeção. As modificações foram registradas em planilhas. foram ensaiados três corpos-de- prova por amostra selecionada. os corpos-de-prova são colocados em suportes na câmara.10 – Câmara climática de exposição à névoa salina. não ultrapassando o período de 30 minutos.2. de cloreto de sódio em 951 partes de água. 1983b) e ASTM B 117 (ASTM.5 e 7.

O decaimento por choque térmico é verificado pelas expressões: RF f  RFi  RF  x100 Equação 17 RFi onde  RF = variação de resistência à flexão (%). Nesta pesquisa. VPf = velocidade de propagação de ondas após o ensaio (m/s). causa de uma das principais degradações de materiais rochosos na construção civil.5) h. em rochas ígneas. . a temperatura ambiente. VPf  VPi VP  x 100 Equação 18 VPi onde  VP = variação de velocidade de propagação de ondas (%). RFi = resistência à flexão antes do ensaio (MPa). então. por (60. Após o 20o ciclo. Todos os corpos-de-prova foram. definidos pela colocação dos o corpos-de-prova por (181) h em estufa a 105 C. 1998b). 83 estabelecidos na versão preliminar da norma prEN WI 016 (CEN. O ensaio propriamente dito consistiu em 20 ciclos. os corpos-de-prova foram secos em estufa. em seguida imediatamente submersos em água. VPi = de propagação de ondas antes do ensaio (m/s). no tamanho e formato daqueles submetidos a ensaio de flexão. e de desagregação. González-Messones (2002) recomenda este ensaio para verificação da possível oxidação. ou seja. decorrente de variações térmicas bruscas que propiciem dilatação e contração constantes. RF f = resistência à flexão após o ensaio (MPa). submetidos a ensaio de flexão. cinco a seis (quando obtidos a partir de rochas gnáissicas) corpos-de-prova. em elaboração pela CEN. durante 24 h (até peso constante). em mármores e calcários. a 100 oC. As velocidades de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais foram novamente medidas (VPf). Visa verificar o decaimento da rocha após ciclos de aquecimento e resfriamento rápido. Em cada um deles foi medida a velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais (VPi). foram secos em estufa a 100 oC por 24 h (até peso constante).

com monitoramento diário e troca de soluções em dias alternados. contendo as soluções mencionadas. a partir da base). ácidos e alcalinos. mi = massa antes do ensaio (g). os corpos-de-prova foram colocados em contato com soluções de ácido sulfúrico (H2SO4 – 1%).3. as soluções foram retiradas. com monitoramento periódico.3 Ensaios de alteração por imersão parcial em soluções ácidas e alcalinas Visando simular a exposição da rocha a ambientes quimicamente agressivos. Foi realizado em sala desumidificada. 2001). O ensaio consiste em deixar os corpos-de-prova parcialmente submersos (até cerca de 1 cm. A escolha do ácido sulfúrico baseou-se nas informações relativas aos poluentes atmosféricos. A duração foi de 30 dias consecutivos.11. 5. com temperatura de cerca de 25ºC. Após esse período. os corpos-de-prova foram lavados com água deionizada e secados para verificação das deteriorações ocorridas..5 a 14. em recipientes plásticos. m f = massa após o ensaio (g). Na imersão parcial. que reportam o ataque ácido por SO2 como um dos maiores agentes degradadores de rocha. e de hidróxido de sódio (NaOH – 1N). Somente após esse período. com pH 13. com o registro das modificações. para que as eventuais modificações fossem aí registradas.5. 84 m f  mi m  x100 (%) Equação 19 mi onde  m = variação de massa (%). . e os corpos-de-prova continuaram no mesmo ambiente por um período de mais 30 dias. até sua secagem total. de fundo liso e reto. As faces polidas ficaram expostas ao meio ambiente. por comparação com suas contrapartes. com pH 1 a 1. as eflorescências se desenvolvem na zona capilar (Benavente et al. Os sais formados foram identificados por difração de raios X. conforme ilustrado na Figura 5.

O mecanismo consiste na migração da solução. da zona de imersão para a zona capilar. ocorre a cristalização dos sais. 85 zona de zona capilar imersão corpo-de-prova Figura 5. por capilaridade.11 – Ilustração esquemática das zonas solução de imersão e capilar. pela rocha. por evaporação e supersaturação. na qual. .

os tópicos e aspectos abordados foram os seguintes:  caracterização petrográfica e química: são apresentadas as características petrográficas importantes em relação a este estudo. cujos resultados são apresentados e discutidos.  índices físicos: apresentação e avaliação dos dados obtidos nas determinações de massa específica (densidade) aparente. adicional. quais sejam: tipo. obtidas no material in natura e beneficiado. foram analisados e discutidos à luz das informações anteriormente apresentadas. para complementar a caracterização da rocha e auxiliar na avaliação dos ensaios de alteração acelerada. suas inter-relações e alterações. Sucintamente. submetidos à saturação em água e a ciclos de aquecimento e resfriamento (choque térmico). No texto. . respectivamente. Também foram realizados testes em corpos-de-prova dos mesmos materiais.  alteração acelerada: os resultados dos diversos ensaios foram comparados entre si. Caracterização das propriedades intrínsecas das rochas estudadas. tamanho e quantidade de minerais formadores de rocha. deformações e fissuramento. Modificações significantes foram verificadas por microscopia óptica. desvio padrão e coeficiente de variação dos principais parâmetros obtidos. são exibidos os valores médios. 86 CAPÍTULO 6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Os resultados mostrados a seguir. Os resultados completos podem ser consultados nos ANEXOS B a F. enfocando principalmente as características intrínsecas dos diferentes materiais estudados e as tendências que possam acrescentar conhecimento ao que já foi abordado ou de importância na alterabilidade deles. A composição química é utilizada como um elemento qualificador. com os dados dos ensaios físicos e mecânicos e com as propriedades petrográficas.  propriedades mecânicas: apresentação das resistências à compressão e flexão. porosidade e absorção pelos diferentes métodos adotados.

de forma a proporcionar a aplicação mais direta dos resultados obtidos. A regressão linear e a determinação de coeficientes de correlação (R) – Pearson – foram as técnicas estatísticas utilizadas.2. 87 As amostras submetidas a esses ensaios foram designadas e agrupadas conforme mostrado na Tabela 6. ao mesmo tempo em que discrimina comercialmente os diferentes grupos de rochas. com faixas FLS Falésias amarelo-ferrugem GVN Giallo Veneciano amarela 8 ARB Arabesco verde-clara SCC Santa Cecília amarela Os oito grupos foram discriminados com base no critério de proximidade geológica e/ou geográfica e cores predominantes. A relevância disso é que se procurou. conjugar as generalizações praticadas pelo mercado com o conhecimento científico e tecnológico.1 – Designações adotadas para as amostras estudadas. neste trabalho. Para a análise conjunta dos resultados obtidos nesse trabalho. Este grupamento procura facilitar a apresentação e análise dos dados.1. consideraram-se os níveis de correlação conforme Tabela 6. GRUPO DE DESIGNAÇÃO NOME COMERCIAL COR PREDOMINANTE AMOSTRAS 1 LBD Verde Labrador verde VCB-1 Capão Bonito – 1 vermelha 2 VCB-2 Capão Bonito – 2 vermelha VCB-3 Capão Bonito – 3 vermelha RIC Rosa Iracema rosa 3 BCR Branco Cristal Quartz branco-rosada BSV Branco Savana branco-rosada PIT Prata Interlagos cinza 4 AZF Azul Paulista Frente Nova cinza 5 BCE Branco Ceará branca ITN-1 Branco Itaúnas (Microponto II) branco-amarelada 6 ITN-2 Branco Itaúnas (Microponto III) branco-amarelada CRV Branco Caravelas branco-esverdeada CSB Casablanca branca. Tabela 6. . com faixas cinza 7 branco-amarelada.

principalmente. Considerou-se que estas informações são essenciais para a caracterização petrográfica das rochas e fundamentais para estudos de alterabilidade e diagnósticos de degradação rochosa.50 fraca 0. Desta forma. com especial enfoque nos padrões de fissuramento e de alteração intempérica.90 forte 0.1. alterações preexistentes. condicionadoras de degradações nos ensaios de alteração acelerada: fissuramento. a identificação. Embora pouco utilizada.70 média 0.2 – Níveis de correlação considerados nesse trabalho. destacadamente os de alteração acelerada.90 < R < 1 muito forte R=1 perfeita 6. acessórios e de alteração. granulação. quantificação e determinação das inter-relações dos minerais essenciais. a observação e descrição das feições julgadas. a composição química da rocha é um importante complemento aos dados petrográficos. especialmente no Brasil.30 < R < 0.50 < R < 0.30 muito fraca 0. valor correlação R= 0 nula 0 < R < 0. neste trabalho procurou-se estabelecer as tendências das diferentes rochas e sua integração com os resultados dos vários ensaios realizados. não há disponibilidade de orientações quanto ao uso adequado dessas informações visando à alterabilidade. granulação. presença de minerais potencialmente instáveis e outras. compreendeu os aspectos descritivos: tipo e quantidade dos minerais essenciais. Devido à sua ainda incipiente utilização na caracterização de rochas ornamentais. 88 Tabela 6. em que se utilizaram diferentes tipos de rochas graníticas para verificação de possíveis condicionantes de . Por se tratar de uma pesquisa de caráter experimental. 6.70 < R < 0.1 Propriedades Petrográficas e Químicas A análise petrográfica enfocou.1 Características petrográficas A análise petrográfica. relações texturais. nesse estudo. a priori.

visto que elas não estão relacionadas às modificações na porosidade ou nas resistências mecânicas aqui investigadas. Com base na experiência em análises petrográficas com esse enfoque. são consideradas frescas ou levemente alteradas.Ou seja. é aqui proposta a graduação dessas feições em quatro classes. Deve ser ressaltado que essa graduação se refere a rochas que. Rao (2000) e Frazão (2002). privilegiou-se o estudo comparativo àquele focado nas peculiaridades petrológicas de cada tipo rochosos selecionado. o mais correto parece ser o termo fissuração. Qualquer fratura ou fenda pouco alargada em terreno. também aqui empregado. não lhes foram dadas o mesmo destaque que para a alteração intempérica. no aumento aproximado de 50X. . Uma grande dificuldade na descrição petrográfica é a padronização da abordagem de dois aspectos fundamentais: grau de alteração intempérica e grau de microfissuramento.3. ao mesmo tempo em que subsidiem a comparação com as outras rochas em estudo. Um outro enfoque. rocha ou mesmo mineral”. As recomendações da norma BS EN 12 407 (BSI. Villar (2001): Fissura “GEOL. compilada de Gupta. como pode ser observado na Tabela 6. foi o de procurar padronizar as descrições de modo a torná-las suficientemente informativas da rocha analisada. A despeito da importância geológica das alterações hidrotermais e metassomáticas. que sem dúvida trazem maior precisão que estimativas visuais. conforme Tabela 6. do ponto de vista da geologia de engenharia e da geotecnia. permanece um grau de incerteza relativo à padronização do que se está computando na contagem. contribuindo para futuras proposições normativas. Mesmo quando se efetuam análises modais. 2000) auxiliaram a definição e priorização dos principais aspectos abordados. preferencialmente. em lupa estereoscópica binocular. a despeito do uso já tradicional do termo fissuramento.4. quando avaliada. Segundo essa mesma fonte: Fissuração “condição do que está rachado ou fendido”.  De acordo com Houaiss. 89 alterações. Fissuramento “ação ou efeito de fissurar”.

mesmo em fissuras. Forte Demais minerais. Graduações Descrição da identificação visual Sem indícios macroscópicos de alteração. Alteração incipiente dos minerais.1. Finas fraturas são visíveis. em filossilicatos secundários. Descolorida e fortemente oxidada. 90 Tabela 6. por exemplo. associados. preenchimento Cristais de plagioclásio estão. mas os grãos estão firmemente (A1) ligados. Pontos de argila branca estão presentes. Minerais estão muito Intensamente alterados. Minerais medianamente alterados. mas fechadas. Grãos têm brilho Rocha sã (A0) vítreo. hidróxidos de ferro. totalmente alterados. microfissuras totalmente perceptíveis. Alguns feldspatos podem estar pulverulentos. Minerais Completamente estão totalmente friáveis. também parcial a preenchidas e largas. como. virtualmente sem Solo residual (A5) resistência. Fonte: Gupta. especialmente nos núcleos. Feldspatos podem ser riscados. Muito leve turbidez de cristais de plagioclásio. Minerais estão foscos. em geral a rocha exibe pouca descoloração. Textura original desaparece. mas hidróxidos de ferro. especialmente plagioclásio. estão parcialmente alterados em argilominerais. Plagioclásio está alterado. sillimanita. Virtualmente sem fraturas presentes. .3 – Graus de alteração intempérica e de microfissuramento adotados nesse trabalho. turvos por argilominerais. pouco largas. Microfissuras estão preenchidas alterada (A3) por argilominerais. Microfissuras estão abertas ou preenchidas por argila. Pouco alterada Oxidação incipiente. inter e intragranulares. freqüentemente. com sericita. Levemente oxidadas. A rocha pode ser quebrada com um golpe firme de martelo. sem poucos hidróxidos de ferro associados.1. Tabela 6. apresentam-se. Moderadamente Poucos grãos têm aparência arenosa.4 – Categorias e descrição de granitos alterados. Fraco incipientes modificações em minerais máficos e fechadas e. alterada (A2) são visíveis. em diferentes intensidades. predominantemente intra e Moderado Biotita está parcialmente alterada. Outros minerais também podem estar parcialmente alterados. Completamente descolorida. sericita e hidróxidos de ferro microfissuras totalmente perceptíveis. carbonato e hidróxidos de ferro associados.1). freqüentemente com carbonato. microfissuras perceptíveis. alterada (A4) Amostras podem ser destorroadas com os dedos. Microfissuras alteradas. Quebra-se com dificuldade ao golpe de martelo. exceto quartzo. após ensaio de coloração seletiva de feldspatos (Figura 6. GRAU ALTERAÇÃO INTEMPÉRICA MICROFISSURAMENTO Cristais praticamente límpidos e sem presença de Incipiente fissuras praticamente imperceptíveis. geralmente sem brilho. Feldspatos. Rao (2000) e Frazão (2002). Sem descoloração. com cor marrom clara. trans. em pequena quantidade. conforme item 5. predominantemente intragranulares. muitas vezes friáveis e pulverulentos. principalmente em argilominerais e hidróxidos de ferro. A rocha torna-se granular. preenchidas. A quantificação dos minerais essenciais foi realizada por meio da avaliação visual da distribuição dos minerais na rocha. com liberação de intergranulares. Maioria dos feldspatos está decomposta.

91 SCC RIC BCE CRV PIT ITN-1 VCB-2 CSB FLS GVN Figura 6.1 – Resultados da coloração seletiva para feldspatos. .

muito fraca para quartzo. . Para a verificação disso. A maior área de amostragem na contagem de minerais em amostras de mão. seus tamanhos relativos e a área de contagem abrangida nesses dois procedimentos parecem ser a explicação mais adequada para as diferenças encontradas. Bi = biotita %). é esperado que as contagens realizadas pelos dois procedimentos apresentem valores próximos ou alguma correlação positiva.A 26 46 49 20 22 22 3 1 10 FLS . Contemplou a contagem de 600 a 800 pontos.2. conforme apresentados na Figura 6.5. Pl = plagioclásio (%). 67 . Gr = granada (%). e cujos resultados são apresentados na Tabela 6. . conforme a granulação da rocha. Teoricamente. AM = análise modal. fraca a média para plagioclásio e média a forte para feldspato alcalino. Q = quartzo (%). 92 A análise modal. A distribuição dos grãos na rocha.B 9 30 9 15 77 49 5 1 5 FLS . . 18 . Mu = muscovita (%). reflete melhor a composição global da rocha. As correlações obtidas são positivas.B 3 . foi feita com o intuito de comparar as porcentagens computadas por esses dois métodos. baseada nas recomendações de Jones (1987).5 – Resultados da quantificação de minerais. Q Pl KF Gr Bi Mu CS AM CS AM CS AM CS AM CS AM AM LBD 25 13 18 36 57 44 0 6 0 2 VCB-1 33 32 14 19 50 45 3 5 VCB-2 28 30 17 16 51 50 4 4 VCB-3 32 30 16 24 51 41 6 RIC 34 35 22 27 38 35 5 3 BSV 30 37 26 27 43 32 1 4 BCR 31 33 29 42 39 22 1 3 PIT 27 43 29 26 38 25 5 4 2 AZF 30 30 31 33 37 31 3 5 1 BCE 28 42 36 22 30 30 5 0 6 ITN-1 25 33 25 11 50 50 2 0 4 ITN-2 25 35 31 28 45 36 0 1 1 CVR 11 23 0 1 87 75 3 1 CSB . - ARB 35 48 22 8 39 39 3 3 2 1 SCC 24 36 18 12 54 44 2 6 3 1 Nota: CS = contagem em amostra de mão com coloração seletiva de feldspatos.A 15 49 33 31 48 5 5 2 13 CSB . foram calculadas as correlações entre os resultados obtidos. submetidas a ensaio de coloração seletiva. KF = feldspato potássico (%). Tabela 6. 12 .

5-1. não fornecesse a composição mineralógica mais representativa da rocha.5-5.5-3.5 1 Nota:  gr = variação de tamanho dos grãos (mm). = tamanho grão predominante (mm).5 - CSB B 1 1 1-9 2 1-9 2. - CSB A 0.5-3.5 1.5 6-11 8 .2 – Correlações entre 0 contagens em amostra de mão e 0 20 40 CS (%) 60 80 100 análise modais para quartzo.0 0.6 e na Figura 6. - ITN-2 3-14 8 1-3 1.5 1-8 7 .5 1 2 2 1.19 AM (%) 40 R = 0.  gr pred.5 1-18 5 1.5-2.5-15. quartzo plagioclásio feldspato alcalino plagioclásio e feldspato alcalino.5-3.5 BSV 1-8 5 0.0 0.0 - ARB 1-25 8 1-9 5 15 15 1 - SCC 0.2-1. as maiores dimensões e a menores variações de tamanhos de feldspato alcalino e plagioclásio.5 2.6 2.  gr pred.5 1-8 3 0.0 1.5 1 AZF 1-5 2.0 1 0.5 1 - GVN 0. Q Pl KF Bi  gr pred.2 0.5 4-16 8 0.0 7 2-10 3 2-7 4 0. pred.5 1-4 2.47 Figura 6.5 1.0 1.5. 6.5 1 PIT 0.5 1.5-15. Demais símbolos. Tabela 6. iguais à Tab.5-2.5 - FLS 0.5 3-18 7 1 1 RIC 1-8 2. - ITN-1 1-15 5 1-3 3 1-8 7 . A granulação média a grossa das rochas em estudo.5 1.5 0.5 . como mostrado na Tabela 6.73 20 R = 0. LBD 1-18 8 1-18 5 4-23 15 1-3 2 VCB-1 2-5 3 1-4 2 2-18 7 2 - VCB-2 1-8 6 5 2 5-15 7 1-3 1.6 – Variações de tamanho de grão e tamanho de grão predominante.5-3. .3.5 VCB-3 1-8 3 1-6 2. - CRV 0.5-1.5-2. 93 80 60 R = 0.0 6 1-10 8 4-30 15 0.5-2.5 0.5-3 1 BCR 1-6 2 1-8 5 3-12 5 0. também colaboraram para que a análise modal.5-15 4 1-15 5 1-7 3 2.5-2.3-2.  gr pred.5 2-8 5 0.1-3.5 BCE 3-11 8 0. freqüentemente.5 0.

muitas vezes com teores de plagioclásio limítrofes com o campo dos monzogranitos (Tabela 6. A composição mineralógica apresentada nas tabelas síntese é o resultado dos dados obtidos nas contagens em amostra de mão. corrigidos pelos teores dos outros minerais observados nas várias lâminas delgadas confeccionadas.7).3 – Distribuição do tamanho de quartzo.1.1. 6. no contexto do corpo granítico Capão Bonito. . comercialmente conhecidos como Vermelho Capão Bonito (VCB-1. O feldspato alcalino tende a apresentar o maior tamanho de grão. 94 16 14 12 10 % 8 6 4 2 0 LBD VCB-1 VCB-2 VCB-3 RIC BSV BCR PIT AZF BCE ITN-1 ITN-2 CRV CSB A CSB B FLS GVN ARB SCC quartzo plagioclásio feldspato alcalino Figura 6.1 Vermelho Capão Bonito Na região de Capão Bonito. VCB-2 e VCB-3). Estado de São Paulo. homogêneos e de granulação média a grossa. Os resultados das análises petrográficas estão mostrados a seguir. plagioclásio e feldspato alcalino nas diferentes rochas estudadas. o plagioclásio. aspectos que devem influenciar o comportamento das rochas quanto às suas resistências mecânicas e alterabilidade. o menor e o quartzo. a maior variação granulométrica nas rochas estudadas. Petrograficamente classificam-se como biotita sienogranitos. ocorrem granitos vermelhos a vermelho amarronzados.

hidrotermal . clorita. hidróxidos núcleos. totalmente também ocorrem em biotita: parcial a totalmente alterada em clorita e fissuras próximas a biotita.7 – Resultados de análises petrográficas das amostras VCB-1. alterada em clorita. acessórios (tr) fluorita. hidróxidos de ferro. zircão. apatita. VCB-2 e VCB-3. alterada em clorita. - fissuramento fraco a moderado fraco a moderado fraco x (predominante) – x (predominante) – x (predominante) – quartzo intragranulares quartzo e plagioclásio quartzo e feldspatos e feldspatos x (predominante) – intergranulares x (quartzo) x (quartzo) quartzo transgranulares x (quartzo e feldspatos) x (raras) x (raras) carbonato. granulação entre 3-8 mm. sericita. . hidróxidos de ferro: alterado em sericita. carbonato. zircão. . caracterizado por cristais anédricos de quartzo e subédricos de microclínio (micropertítico) e plagioclásio. apatita. biotita fluorita apatita. predominantemente microclínio até 18 mm até 18 mm grossa: 5-15 mm mineralogia (%) quartzo 30-35 30 30 plagioclásio 15 (oligoclásio) 15 (oligoclásio) 15-20 (oligoclásio) microclínio 45 (micropertítico) 45-50 (micropertítico) 40-45 (pertítico) biotita 5-10 5-10 10 opacos. opacos. a parcialmente intempérica biotita: parcial a. a partir dos argilominerais. de ferro. argilominerais argilominerais argilominerais alteração fraca a moderada fraca a moderada fraca a moderada plagioclásio: parcialmente plagioclásio: intensamente alterado em alterado. que carbonato: em espaços também ocupam fissuras intergranulares ou em próximas. argilominerais e hidróxidos hidróxidos de ferro. esses freqüentemente tabulares (Figura 6. em sericita e de ferro e carbonato. secundários hidróxidos de ferro. fluorita. 95 Tabela 6. clorita. hidróxidos de ferro. AMOSTRA VCB-1 VCB-2 VCB-3 vermelho-claro natural vermelho médio a escuro vermelho-claro amarronzado cor vermelho-claro polida vermelho médio a escuro vermelho-claro amarronzado estrutura maciça maciça maciça ineqüigranular ineqüigranular ineqüigranular textura hipidiomórfica hipidiomórfica hipidiomórfica média a grossa: em geral média a média a grossa: 2-10 mm. carbonato. hidróxidos de ferro. filossilicatos e hidróxidos de ferro. sericita. titanita. microclínio. carbonato. filossilicatos e hidróxidos preenchimento hidróxidos de ferro carbonato e filossilicatos de ferro classificação (Biotita) Sienogranito (Biotita) Sienogranito Biotita Sienogranito Exibem arranjo textural ineqüigranular hipidiomórfico.4). plagioclásio: turvo por turvo por argilominerais e biotita: localmente. opacos. localmente. zircão verde sericita. clorita. biotita. muscovita.

Aspecto de cristal de plagioclásio alterado em argilominerais. A VCB-2 é mais grossa e exibe maior homogeneidade granulométrica que as outras duas. hidróxidos de ferro e sericita/muscovita. . hidróxidos de ferro e sericita/muscovita (Figura 6. especialmente nos núcleos e nas micropertitas. os argilominerais seriam do grupo da illita e clorita (VCB-2). em porção retirada dos núcleos de feldspatos alterados.5 – Amostra VCB-3.5).4 – Amostra VCB-3. tampouco diferenças nos padrões de alteração intempérica. Segundo identificação mineralógica por difratometria de raios X. Hidróxidos de ferro presentes nas alterações de plagioclásio podem também ser observados em amostra de mão e fornecem a coloração avermelhada característica. Aspecto geral do granito Vermelho Capão Bonito. em argilominerais. 96 Figura 6. polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6. polarizadores cruzados Fraca a moderada alteração intempérica é evidenciada pela alteração de plagioclásio. Algumas feições macroscopicamente distintivas entre as amostras não puderam ser reconhecidas ao microscópio. Notar cristais tabulares de plagioclásio (pl) com os núcleos alterados e com hidróxidos de ferro associados.

Aspecto geral do Figura 6. em especial). alterados em argilominerais e sericita.8. Fissuras especialmente segundo as linhas de mais largas cortam feldspatos e quartzo. caracterizado por cristais anédricos de quartzo (geralmente em agregados granoblásticos finos. especialmente na PIT) e subédricos de microclínio e plagioclásio (freqüentemente tabulares) (Figuras 6. ocorrendo em vênulas ou como inclusões em feldspatos. Notar cristais de plagioclásio com núcleos Detalhe de núcleos de feldspatos alterados. São biotita monzogranitos. Fluorita é relativamente comum.7). afetando quartzo e feldspatos (plagioclásio. carbonato e hidróxidos de ferro. crescimento. respectivamente.7 – Amostra PIT. de granulação fina a média e arranjo textural granular hipidiomófico. predominantemente do tipo intra e intergranular. 97 No tocante ao fissuramento. 6. polarizadores cruzados polarizadores cruzados Figura 6. As fissuras acham-se preenchidas por filossilicatos. de cor cinza levemente azulado e amarelado.1. granito Prata Interlagos. foram estudadas as rochas comercialmente designadas de Azul Paulista Frente Nova (AZF) e Prata Interlagos (PIT).6 e 6. . Aspecto geral do granito Azul Paulista Frente Nova.6 – Amostra AZF.2 Azul Paulista Frente Nova e Prata Interlagos Também do Estado de São Paulo. cujas características petrográficas encontram-se sintetizadas na Tabela 6. esse varia de fraco a moderado.1.

variando de fina a média: fina a média: 0. próximo de clivagens. 98 Tabela 6. em argilominerais e argilominerais. A análise por difratometria de raios X. <5 hornblenda . 5 opacos . invariavelmente.5-5 mm localmente até 6 mm redor de 10 mm) mineralogia (%) quartzo 30 30 15-20 plagioclásio 25-30 (oligoclásio) 25-30 (oligoclásio) 20 (oligoclásio-andesina) 40 (feldspato potássico microclínio 30 (micropertítico) 30 cripto a micropertítico) biotita 10 10 5 hiperstênio . com muscovita de ferro e carbonato ferro associados. zircão. biotita: parcialmente alterado ao longo e biotita: localmente. muscovita.ao 0. hidróxidos sericita. . hidrotermal incipiente incipiente - fissuramento fraco fraco forte intragranulares x (predominante) x (predominante) x intergranulares x x - x (predominante) – transgranulares . se em clorita. hidróxidos de preenchimento argilominerais e hidróxidos argilominerais.5-3 mm. fluorita. com hidróxidos de intempérica carbonato. sericita. - quartzo e feldspatos localmente. allanita. argilominerais. . opacos (<5) zircão (tr) sericita. sericita e com muscovita. hidróxidos de ferro clorita. hidróxidos ferro e carbonato de ferro de ferro e carbonato Charnockito (Hiperstênio classificação Biotita Monzogranito Biotita Monzogranito Sienogranito) com granada Cristais de plagioclásio são zonados. turmalina. . apatita. opacos. PIT e LBD. hiperstênio: fortemente associados. 5 zircão. sericita e carbonato. filossilicatos. em porções retiradas de núcleos de plagioclásio alterado.8 – Resultados de análises petrográficas das amostras AZF. e os núcleos estão. secundários carbonato. carbonato. por localmente. 5 granada . argilominerais. apatita. . e hidróxidos de ferro associados. indicou argilominerais do grupo da illita. muscovita. carbonato. . altera- alterada em clorita. apatita. AMOSTRA AZF PIT LBD natural cinza-claro azulado cinza-claro amarelado verde-escuro acastanhado cor polida cinza-médio azulado cinza-médio amarelado verde-escuro acastanhado estrutura maciça maciça maciça ineqüigranular textura granular hipidiomórfica granular hipidiomórfica hipidiomórfica fina a grossa. com hidróxidos de ferro associados. clorita. granulação 2-25 mm (predomina. parcial a totalmente alterados em argilominerais. hidróxidos de ferro hidróxidos de ferro alteração fraca a moderada fraca a moderada moderada núcleos de cristais de núcleos de cristais de feldspatos: plagioclásio: parcial a plagioclásio: alterados em moderadamente alterados totalmente alterados em sericita e argilominerais. por filossilicatos. acessórios fluorita (<5) turmalina.

milimétricos a . feições que indicassem “proporcionalmente” tal incremento de alteração. 99 A despeito da tonalidade amarelada da amostra PIT.1. predominantemente grossa. mais freqüentemente atingindo cristais de plagioclásio. recristalizada. ao menos em parte. O fissuramento é incipiente a fraco. responsável pela sericitização dos núcleos de plagioclásio. que pode ser. é. polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6. Turmalina verde-azulada e fluorita evidenciam ação hidrotermal tardi-magmática. e apresentando preenchimento por argilominerais. É muito comum a ocorrência de muscovita.8). rocha charnockítica explorada na região de Baixo Guandu. 6.3 Verde Labrador 0 Verde Labrador (LBD).8).8 – Amostra PIT. em espaços intergranulares e ou em plagioclásio (Figura 6. no contexto geológico do Complexo Migmatítico-Granulítico de Minas Gerais. nesse caso. petrograficamente. carbonato. A alteração de biotita em clorita foi a principal modificação detectada. um charnockito com granada (hiperstênio sienogranito com granada) (Tabela 6. a oeste do Estado do Espírito Santo. atribuível à maior ação intempérica que na amostra AZF. Apresenta cor verde-escuro acastanhada e granulação fina a grossa. associada à biotita. ao microscópio. não se observaram. O arranjo textural ineqüigranular hipidiomórfico é caracterizado por cristais subédricos a anédricos de feldspatos.1. raramente. intragranular. hidróxidos de ferro e. Aspecto da alteração de plagioclásio em muscovita.

subédricos a euédricos.10). também é radial a partir de cristais de ortopiroxênio ou hornblenda. configurando uma rede de microfissuras entrecortadas. com hidróxidos de ferro associados. 100 centimétricos. Intemperismo moderado é evidenciado pela alteração de feldspatos. Hornblenda (hb). Figura 6. . Aspecto geral do charnockito Verde Labrador. como resultantes da alteração de feldspatos. se distribuem esparsamente pela rocha. hiperstênio (hy). a partir de microfissuras. polarizadores cruzados polarizadores paralelos. A identificação mineralógica por difratometria de raios X indicou somente a presença de argilominerais do grupo da illita.9). A granada lhes pode estar associada ou ocorrer em porfiroblastos. Notar as dimensões milimétricas de feldspatos (KF) e intenso microfissuramento os afetando. e anédricos de quartzo (Figura 6. os minerais máficos (hiperstênio. ao longo de clivagens e fissuras em hidróxidos de ferro (Figura 6. predominantemente transgranular. Em geral. em argilominerais e sericita.9 – Amostra LBD. hornblenda e biotita) e opacos constituem agregados dispostos esparsamente pela rocha. Ortopiroxênio se altera. O fissuramento é intenso. biotita (bi) e opacos (op). o maior das rochas em estudo. Freqüentemente. preenchidas por filossilicatos e hidróxidos de ferro. geralmente em agregados.

e da alteração de hiperstênio (hy).3 kbar e 9. e temperaturas entre 760 oC e 840oC. podendo. BA. podendo decrescer até 3. na mesma mina.5 kbar para associações sem hornblenda. os quais Schumacher et al. relativamente incomum em charnockitos.0 kbar.10 – Amostra LBD. com pressões entre 7. Os dois primeiros explorados em frentes de lavra distintas. também em hidróxidos de ferro. 101 polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6.1. Associação mineral semelhante (hornblenda + granada + ortopiroxênio + plagioclásio + quartzo  feldspato potássico  biotita  opacos) pôde ser encontrada na literatura. no contexto geológico da Província Mantiqueira. dentro do mesmo contexto geológico. macro e microscopicamente muito semelhantes. aparentemente. e o último em mina localizada a alguns quilômetros daquela. com abundantes máficos (biotita) associados. no Sri Lanka. são explorados os Branco Itaúnas – Microponto II (ITN-1). As amostras Branco Itaúnas são gnaisses monzograníticos com granada. Suas características petrográficas acham-se na Tabela 6. de granulação grossa. .4 Branco Itaúnas e Branco Caravelas Na região de Medeiros Neto. em corpos charnockíticos da Séries Highland.1. 6. Deve-se ressaltar a presença de granada. da mesma forma decrescer até 600oC. Aspecto do forte microfissuramento em feldspatos.9. (1990) consideraram derivados de metamorfismo de alto grau (fácies granulito). Branco Itaúnas – Microponto III (ITN-2) e Branco Caravelas (CRV). A ITN-1 acha-se cortada por vênulas quartzo- feldspáticas. que propicia alteração em argilominerais (+ hidróxidos de ferro) ao seu redor.

102 Tabela 6. espinélio verde óxidos) sericita. com cristais de quartzo granulação quartzo em cordões: até quartzo em cordões: até entre 1-3 mm 15 mm 15 mm porfiroblastos de granada: até 50 mm mineralogia (%) quartzo 25 25-30 20-25 plagioclásio 25-30 (oligoclásio) 25-30 (oligoclásio) 5 (albita-oligoclásio) 40-45 (feldspato potássico 35-40 (feldspato potássico microclínio 55-60 (mesopertítico) cripto a micropertítico) micropertítico) biotita tr <5 - granada 5 5 5 sillimanita . opacos (sulfetos e acessórios (tr) opacos. granulação média a grossa. e/ou sericita e carbonato. raros hidróxidos preenchimento preenchimento de ferro Gnaisse microclínio Gnaisse Monzogranítico gnaisse monzogranítico classificação Granítico com Granada e com Granada com granada “Cordierita” Apresentam cor branco-esverdeada. não biotita e carbonato.1-2. titanita (?) opacos. argilominerais secundários incolores. fissuramento moderado moderado a forte fraco a moderado x (predominante) – quartzo intragranulares x (quartzo e feldspatos) x (quartzo (+ granada)) e feldspatos intergranulares x (raras) . média a grossa: 1-5 mm. ineqüigranular. . <5 “cordierita” tr . carbonato. argilominerais opacos. O arranjo textural é granoblástico. . média a grossa: 1-5 mm. ITN-2 e CRV. argilominerais incolores. - transgranulares x (quartzo e feldspatos) x (quartzo e feldspatos) - carbonato ou sericita. identificado. incolores. com contato entre grãos do tipo interlobado a amebóide.9 – Resultados de análises petrográficas das amostras ITN-1. hidróxidos de biotita ferro alteração fraca fraca fraca a moderada feldspatos: turvos por plagioclásio: altera-se em argilominerais e local provável cordierita: carbonato e sericita e alteração em sericita e totalmente alterada em outros filossilicatos Intempérica/ carbonato. alteradas em muscovita de mineral primário. que medem até 15 mm. incolores. sericita. argilominerais muscovita. filossilicatos argilominerais ou sem preenchimento freqüentemente sem incolores.0 mm. levemente rosada. carbonato. muscovita. carbonato incolores. 5-10 zircão. AMOSTRA ITN-1 ITN-2 CRV natural branco-esverdeado rosado branco-esverdeado rosado branco-esverdeado cor polida branco-esverdeado rosado branco-esverdeado rosado branco-esverdeado estrutura Maciça a orientada maciça a orientada maciça granoblástica granoblástica granoblástica ineqüigranular interlobada textura ineqüigranular amebóide a ineqüigranular interlobada a serrilhado / interlobada a amebóide porfiroblástica fina a média: 0. hidrotermal argilominerais granada: pode estar granada: bordas e fraturas intergranulares: alteração alterada em muscovita. com quartzo constituindo cordões.

Granada ocorre como microporfiroblastos euédricos. A identificação dos argilominerais presentes na rocha. de argilominerais do grupo das esmectitas. Também podem estar. em feldspatos. em geral medindo cerca de 1 mm. entre os grãos.11). por argilominerais (am). . Aspecto do microfissuramento intragranular em plagioclásio (PI) e do preenchimento de espaços intragranulares. observam-se muscovita e/ou carbonato e/ou argilominerais incolores em espaços intergranulares. Figura 6. por difratometria de raios X. A fraca alteração é evidenciada por feldspatos turvos por argilominerais. 103 raramente retilíneos (Figura 6. alterados em sericita e carbonato. Aspecto geral do granito Branco Itaúnas. Notar heterogeneidade granulométrica e contatos interlobados. localmente. possivelmente. polarizadores cruzados Dispersamente.11 – Amostras ITN. polarizadores cruzados polarizadores cruzados ITN-1 ITN-2 Figura 6. que se formam a partir de microfissuras ou clivagens (Figura 6.12 – Amostra ITN-2.12). indicou que se trata de caulinita e.

por melhor que tenha sido a amostragem do material. nos quais também se observa a presença de hidróxidos de ferro impregnando microfissuras. Essas rochas exibiram modificação do grau de microfissuramento entre as seções delgadas confeccionadas a partir de blocos e de ladrilhos. muito raramente retilíneos. estrutura maciça e granulação fina. Notar microfissuramento intra e transgranular e sericitização de plagioclásio (setas). O Branco Caravelas tem coloração branco-esverdeada. Figura 6. Aspecto de biotitas substituídas por argilominerais.13 – Amostra ITN-1. O arranjo textural granoblástico caracteriza-se por grande heterogeneidade granulométrica (Figura 6. reforçam a argumentação de que determinações isoladas não devem ser tomadas como padrão ou como caracterização de um material rochoso.14). intra e intergranular afeta quartzo e feldspatos. Os grãos têm contatos interlobados a serrilhados. por provável ação deutérica. mais intenso nesses últimos. que seria a responsável pela substituição de supostos cordierita ou aluminossilicatos pelos argilominerais intersticiais. que freqüentemente não são detectadas pelos métodos de investigação. fraco a moderado.13). Essas observações demonstram como são comuns pequenas variações nos materiais rochosos. tais rochas apresentam pequena sobreposição de alteração intempérica com provável alteração deutérica. possivelmente relacionados à ação de fluidos tardi-magmáticos (Figura 6. 104 Aparentemente. . polarizadores cruzados Microfissuramento. Por outro lado. É relativamente comum bordas de plaquetas de biotita substituídas por argilominerais.

Cristais submilimétricos de sillimanita ocorrem preferencialmente dispostos nessas áreas. polarizadores cruzados polarizadores paralelos a) b) Figura 6. 105 Figura 6. é observado especialmente em quartzo. comumente observados pela rocha. por difratometria de raios X.15 – Amostra CRV. ocupando espaços intergranulares (a). Aspecto geral do granito Branco Caravelas. indicou que os argilominerais presentes são essencialmente do grupo da caulinita. Notar microfissuramento intergranular. da fração argila. intragranular.15). A identificação mineralógica. Notar a heterogeneidade granulométrica. sem preenchimento e ligeiramente aberto (em azul) (b). Os minerais estão praticamente inalterados. polarizadores cruzados Microfissuramento fraco a moderado. . Argilominerais.14 – Amostra CRV. mas é característica a ocorrência dispersa de argilominerais de cor levemente amarelada – que correspondem aos pontos verde-claro observados em amostra de mão – principalmente em espaços intergranulares. aqui também atribuídos à alteração deutérica de possível cordierita ou aluminossilicatos (Figura 6.

apatita. BSV. sericita. carbonato.1.17). na região de Serra da Barriga. Muscovita ocorre intempérica associada. associada. AMOSTRA RIC BCR BSV natural rosa rosa-esverdeado rosa -acinzentado cor polida rosa rosa-esverdeado rosa-acinzentado estrutura maciça maciça maciça textura granular hipidiomórfica granular hipidiomórfica granular hipidiomórfica granulação média a grossa: 3-10 mm média a grossa: 1-8 mm média a grossa: 3-8 mm mineralogia (%) quartzo 35 30 30-35 30-35 (oligoclásio- plagioclásio 20-25 (oligoclásio) 25 (oligoclásio-andesina) andesina) microclínio 35 (micropertítico) 35 (micropertítico) 35 (micropertítico) biotita 5-10 5-10 5-10 allanita. apatita. muscovita. Branco Savana e Branco Cristal Quartz. muscovita de ferro. filossilicatos ferro (nas proximidades de filossilicatos incolores biotita) classificação (Biotita) Monzogranito (Biotita) Monzogranito (Biotita) Monzogranito Tratam-se de (biotita) monzogranitos. fluorita clorita. hidróxidos secundários sericita. clorita. fluorita zircão. compostos por quartzo e feldspatos (plagioclásio e microclínio micropertítico) em arranjo granular hipidiomórfico. carbonato. argilominerais. hidrotermal . opacos allanita.10. biotita: altera-se em clorita biotita: altera-se em clorita biotita: altera-se em clorita e poucos hidróxidos de (+filossilicato incolor) e e hidróxidos e/ou óxidos ferro. 106 6. muscovita. . Tabela 6. fluorita. cujas principais propriedades petrográficas estão na Tabela 6. Muscovita ocorre sericita. argilominerais. eqüigranular (Figuras 6. apatita.16 e 6. acessórios (tr) zircão. zircão. sericita.1. são explorados os Rosa Iracema. com muscovita sericita. rochas de cor rosa a rosa- acinzentado ou levemente esverdeado. associada. hidróxidos de ferro. clorita. de ferro. hidróxidos de hidróxidos de ferro. BCR. preenchimento carbonato.10 – Resultados de análises petrográficas das amostras RIC. de granulação média a grossa e estrutura maciça. . titanita. filossilicatos. - fissuramento fraco fraco a moderado fraco a moderado intragranulares x (quartzo) x (feldspatos) x (quartzo e feldspatos) x (predominante) – intergranulares x x (quartzo (+feldspatos)) quartzo (+ feldspatos) x (predominante) – transgranulares x (raras) - quartzo e feldspatos carbonato. Branco Cristal e Branco Savana Na região de Forquilha (CE). filossilicatos.5 Rosa Iracema. hidróxidos de ferro carbonato alteração fraca a moderada moderada fraca a moderada plagioclásio: turvo por plagioclásio: turvo por plagioclásio: turvo por argilominerais e com argilominerais e com argilominerais e com núcleos alterados em núcleos alterados em núcleos alterados em sericita.

inclusive com óxidos de ferro associados). BCR exibe granulação levemente menor.18). que por sua vez está interestratificada com filossilicato incolor. Figura 6. As amostras BSV e BCR têm maior microfissuramento que RIC. Distintivamente dessas duas. e presença de hidróxidos de ferro. Notar homogeneidade granito Branco Cristal. Fraco microfissuramento intragranular. principalmente. cortando quartzo e feldspatos. 107 polarizadores cruzados polarizadores cruzados. da amostra BCR. A alteração é pouco mais intensa em BCR. pequenas lamelas. O maior grau de fissuramento e a presença de hidróxidos de ferro nas microfissuras constituem as diferenças observadas entre RIC e BSV. Aspecto geral do Figura 6. com hidróxidos de ferro associados (em maior quantidade na BSV. Notar hipidiomorfismo granulométrica e biotita em agregados de dos feldspatos. predomina na RIC. que exibe biotita alterada em clorita e hidróxidos de ferro. turvo por argilominerais e exibindo núcleos parcialmente alterados em sericita. esse observado principalmente em plagioclásio.17 – Amostra BCR. . Aspecto geral do granito Rosa Iracema. indicou que os argilominerais são predominantemente do grupo da illita. caracterizada por plagioclásio.16 – Amostra RIC. não identificado (Figura 6. Alteração intempérica fraca a moderada afeta RIC e BSV. quase que invariavelmente associados ao material de preenchimento (filossilicatos e/ou carbonato). subordinadamente. Identificação mineralógica por difratometria de raios X. geralmente preenchido por carbonato e filossilicatos. biotita está parcialmente alterada em clorita. intragranular. predominantemente intergranular e. da porção alterada em núcleos de plagioclásio.

Fluorita. é explorado o granito Branco Ceará. aparentemente produto de substituição de mineral máfico. Tapajós e Super Branco. são explorados quatro tipos de granitos brancos. na jazida do granito Branco Ceará. que referiu como Clássico.18 – Amostra BCR.1.1. Allanita está parcial a totalmente alterada em argilominerais. Carbonato e hidróxidos de ferro estão. que se diferenciam por variações texturais e estruturais. 108 polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6. ocorre esparsamente. Trata-se de uma rocha com denominações comerciais muito diversificadas e uma das poucas rochas ornamentais brasileiras já objeto de vários estudos.6 Branco Ceará Na região de Santa Quitéria (CE). Aspecto de lamelas de biotita intercrescidas com filossilicato incolor. A amostra aqui estudada. ocupando espaços intergranulares. ocupando espaços intergranulares em BSV.11. no Stock Morrinhos. localmente. Cotton. aparentemente. Biotita também é observada em agregados milimétricos de pequenas plaquetas. 6. em cristais milimétricos. corresponde ao tipo Clássico. . Segundo Mesquita (2002). conforme resultados petrográficos apresentados na Tabela 6.

. argilominerais. . . epídoto. sericita. fluorita opacos opacos sericita. argilominerais. . variável fina a média fina a grossa. 5 15 15 15 mica litinífera 5-10 . segundo fraturas. - fissuramento incipiente fraco fraco a moderado intragranulares x (quartzo) x (predominante) .) (micropert.) biotita . secundários sericita hidróxidos de ferro. matriz (albita): 0.quartzo e feldspatos intergranulares . - topázio 5-10 . variável segundo faixas. 109 Tabela 6.quartzo x . segundo fraturas. poiquilítica a poligonal / a poligonal / granolepidoblástica granolepidoblástica fina a grossa. sericita. CSB. - granada .) 25-30 microclínio 30 65 45 5-10 5-10 (micropert. clorita epídoto alteração incipiente fraca fraca a moderada plagioclásio: turvo por microclínio e albita: granada: altera-se em argilominerais e levemente turvos e biotita. sericita argilominerais castanhos Gnaisse Quartzo Sienítico Gnaisse Quartzo Sienítico (A) com faixas de classificação Albita Granito com faixas de Muscovita Muscovita Gnaisse Gnaisse Tonalítico Tonalítico (B) .) 25-30 15 (oligocl. FLS.11 – Resultados de análises petrográficas das amostras BCE. intempérica por sericita.0 mm segundo faixas. turvos por argilominerais e granada altera-se em topázio: incipiente localmente alterados em clorita. x x (raras) – preenchidas transgranulares . 5 5 5 5 muscovita . 5 5 5 5 Acessórios (tr) zircão. granulação predomina média a fenocristais (quartzo e predomina média a grossa: 1-5 mm. clorita. AMOSTRA BCE CSB FLS branca levemente rosada branca com pontos pretos branco-amarelada com natural com faixas preto- e esverdeados faixas ferruginosas esverdeado cor branca levemente rosada branca com pontos pretos branco-amarelada com polida com faixas preto- e esverdeados faixas ferruginosas esverdeado estrutura maciça gnáissica gnáissica granoblástica granoblástica ineqüigranular ineqüigranular interlobada ineqüigranular interlobada textura hipidiomórfica. hidrotermal .5-1. . . biotita: altera-se em clorita. localmente alterado em localmente pontilhados plagioclásio: núcleos sericita. até 15 microclínio): 3-10 mm grossa: 1-10 mm mm mineralogia (%) A B A B quartzo 30 10 40 15 40 plagioclásio 35 (albita) 10 (oligocl. x por carbonato hidróxidos de ferro e preenchimento sem preenchimento carbonato. alteração para sericita.

de cor branca. Notar.5 e 1. localmente pontilhados de sericita. No Casablanca essas faixas representam. denotada por leve turvamento dos cristais de microclínio e albita. Topázio exibe alteração incipiente em sericita. respectivamente. aquelas de cor branco-amarelada e de cor ferrugem. geralmente associados. em (b).7 Casablanca e Falésias Casablanca e Falésias são explorados em Pedra Branca (CE). composto por cristais subédricos a euédricos de quartzo. com pontos pretos e esverdeados. com marcante bandamento caracterizado pela alternância faixas ou lentes irregulares. no Falésias. Metassomatismo associado à greisenização seria o processo responsável pela presença de albita. a presença de mica litinífera ocupando espaços intergranulares ou fissuras em feldspatos. microclínio e plagioclásio (albita) em arranjo granular hipidiomórfico a panidiomórfico fino (geralmente entre 0. b). mica litinífera. fluorita e topázio 6. Alteração intempérica é praticamente ausente. ora essencialmente quartzo- feldspáticas. e. . Mica litinífera e topázio. contendo inclusões de cristais tabulares de albita (Figura 6. Trata-se das variações praticamente inalterada e intempericamente alterada.0 mm). Quartzo e microclínio freqüentemente constituem microfenocristais poiquilíticos. respectivamente. ora com minerais micáceos associados. ocorrem em quantidades subordinadas. polarizadores cruzados polarizadores cruzados a) b) Figura 6. de rocha gnáissica.19 – Amostra BCE.19 a.1. Aspecto geral do granito Branco Ceará.1. 110 É um albita granito. no contexto dos leptinitos Tróia. áreas de cor branca e de cor cinza médio.

em arranjo granoblástico ineqüigranular interlobado a poligonal.21). ineqüigranulares. em quantidade e tipo variáveis conforme a banda.20 – Amostra CSB. devido ao intemperismo. B: bandas quartzo sieníticas. o exame microscópico revelou pequenas modificações: presença de clorita nas fraturas em granada e de fissuras mais largas.1) foi possível observar que as faixas quartzo-feldspáticas são compostas essencialmente por microclínio e subordinadamente quartzo (quartzo sieníticas). Não obstante a marcante alteração cromática. microclínio é praticamente ausente. A: bandas tonalíticas.20 e 6. preenchidas por filossilicatos castanhos e hidróxidos de ferro. polarizadores cruzados polarizadores paralelos A Figura 6. 6. 111 Por meio de ensaio de coloração seletiva de feldspatos (Fig. São rochas constituídas por quartzo e feldspatos. e as outras por plagioclásio. polarizadores cruzados B . inter e transgranulares. Aspecto geral do gnaisse Casablanca. biotita. quartzo e micas (tonalíticas). subordinadamente. ricas em microclínio e com ausência de micas. tendendo a granolepidoblástico nas bandas enriquecidas em mica (muscovita e biotita) (Figura 6. ricas em muscovita e.

rochas muito consumidas no mercado interno.1. menos freqüentemente. Na CSB. estrutura gnáissica e geralmente de granulação grossa (Tabela 6.12).21). Na FLS. preenchidas por filossilicatos e hidróxidos de ferro. irregulares e mais largas. largas. as microfissuras são predominantemente intragranulares. entre as localidades de Nova Venécia. não preenchidas ou com preenchimento de argilominerais incolores. intragranulares. 6. Notar a presença de fissuras inter e transgranulares.8 Giallo Veneciano. acham-se preenchidas por carbonato. A granada está intensamente microfissurada e substituída por filossilicatos castanhos. Ecoporanga e Barra do São Francisco. A biotita em geral tem cor castanha e. Epídoto ocorre esparsamente pela rocha. Arabesco e Santa Cecília Na região norte do Estado do Espírito Santo.1. esverdeada. Santa Cecília e Arabesco. Aspecto geral do gnaisse Falésias. ao longo dessas. preenchidas por filossilicatos castanhos e hidróxidos de ferro (Fig. possível cordierita e outros). Aspecto de banda tonalítica. que podem conter quantidades variáveis de aluminossilicatos (sillimanita. 6. o primeiro é uma das rochas ornamentais brasileiras mais exportadas para o mercado europeu e os outros. adicionalmente. mais largas. dentre os quais foram selecionados: Giallo Veneciano. Poucas microfissuras. Trata-se de granada-biotita gnaisses monzo a sienograníticos.21 – Amostra FLS. são comumente observadas fissuras transgranulares. 112 polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6. . são explorados vários tipos comerciais de gnaisses granatíferos.

sillimanita: altera-se em altera-se em hidróxidos de granada: fraturas filossilicatos incolores. muscovita. óxidos/hidróxidos de ferro. zircão. turvo a parcialmente fissuras. alteradas em filossilicatos castanhos. biotita: muito localmente. carbonato. espinélio rutilo (?). sericita. hidrotermal . AMOSTRA GVN ARB SCC cinza-esverdeado natural rosa-amarelado cinza-alaranjado levemente rosado cor cinza-esverdeado polida rosa-amarelado cinza-alaranjado levemente rosado estrutura gnáissica gnáissica gnáissica granoblástica granoblástica granoblástica interlobada / textura ineqüigranular interlobada/ ineqüigranular interlobada porfiroblástica porfiroclástica média a grossa: 1-6 mm. argilominerais. rutilo. megacristais: até 10-15 mm. argilominerais. constituem “bolsões”). média a muito grossa: 1- porfiroclastos (feldspatos): média a grossa: predomina granulação 15 mm. - fissuramento forte moderado a forte moderado a forte x – feldspatos. opacos: alteram-se em alterado em argilominerais plagioclásio: alterado em leucoxênio e hidróxidos de (que localmente intempérica argilominerais. muscovita. zircão.12 – Resultados de análises petrográficas das amostras GVN. carbonato. muscovita. zircão. . filossilicatos argilominerais. apatita verde hidróxidos de ferro. principalmente plagioclásio: em geral está argilominerais. opacos. em entre 3-10 mm 60 mm (amostra de mão) cordões: até 25 mm mineralogia (%) quartzo 25 30 25-30 plagioclásio 15 (oligoclásio) 20 (oligoclásio) 15-20 (oligoclásio) 25 (feldspato alcalino 30 (feldspato potássico microclínio 40-45 (micropertítico) micropertítico) micropertítico) biotita 5-10 10 10 granada 5-10 5 5-10 sillimanita tr 5 5 “cordierita” . <5 <5 opacos <5 <5 - apatita. carbonato. quartzo. apatita. rutilo (?) acessórios (tr) biotita verde. 113 Tabela 6. hidróxidos de ferro. a partir de a partir de fissuras. secundários sericita. ARB e SCC. sericita. hidróxidos de ferro. carbonato leucoxênio castanhos alteração moderada fraca a moderada fraca a moderada feldspatos: intensamente alterados em sericita e feldspatos: turvos por carbonato. ferro. quartzo e x (predominante) – x (predominante) – intragranulares granada quartzo e feldspatos quartzo e feldspatos intergranulares x (raras) . e biotita: altera-se em em carbonato. - x (predominante) – transgranulares x x feldspatos e quartzo . leucoxênio. espinélio verde alterado. titanita. sericita e ferro.

22). filossilicatos secundários. são produtos de alteração de plagioclásio (Figura 6. especialmente a partir de abundantes microfissuras intragranulares. transgranular e. carbonato argilominerais argilominerais. de cor rosa- amarelado. alterados em argilominerais. nas paredes dos minerais. possivelmente. Aspecto geral do gnaisse Giallo Veneciano. Biotita e granada constituem agregados suborientados segundo a estruturação da rocha. argilominerais castanhos estão ocupando espaços intergranulares e. sericita e carbonato. hidróxidos de ferro.22 – Amostra GVN. caracterizada por cristais anédricos de quartzo e anédricos a subédricos de feldspatos. Muito localmente. próximas a essas fissuras. Sillimanita foi observada muito localizadamente. Alteração intempérica moderada a intensa é evidenciada por plagioclásio. principalmente. polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6. preenchimento ferro. já parcialmente alterada em argilominerais. O microfissuramento é moderado a intenso. em arranjo textural granoblástico ineqüigranular interlobado (Figura 6. e. 114 AMOSTRA GVN ARB SCC hidróxidos/ óxidos de hidróxidos de ferro. subordinadamente. também. . Notar forte microfissuramento e alteração em argilominerais e hidróxidos de ferro. carbonato Biotita Gnaisse Biotita Gnaisse Gnaisse Sienogranítico classificação Monzogranítico Com Monzogranítico Com com Granada Granada e Sillimanita Granada e Sillimanita O Giallo Veneciano é um gnaisse sienogranítico com granada. microclínio.carbonato. Minerais opacos e rutilo comumente ocorrem como inclusões em granada.23).

. granada) constitui agregados nematolepidoblásticos. Sillimanita ( biotita. principalmente. levemente rosado. de coloração cinza-esverdeado. Máficos e aluminossilicatos estão praticamente sãos.25). à exceção de alteração local de sillimanita em argilominerais. variando de média a grossa. eqüigranular (Figura 6.24). e geralmente preenchido por carbonato e hidróxidos de ferro (Figura 6. e granulação muito heterogênea. ocupando espaços intergranulares. Arabesco é um biotita gnaisse monzogranítico com granada e sillimanita (Tabela 6.24 – Amostra GVN. e preferencialmente associados à matriz (Figura 6. medindo entre 5 mm e 15 mm. entre os quais ocorre “matriz” composta de quartzo e plagioclásio. fortemente isorientados.26). Muscovita e biotita verde são neoformados e ocorrem preferencialmente junto ou substituindo biotita.12). Detalhe da Figura 6. em arranjo granoblástico fino (1 mm a 3 mm). Visão geral da alteração de plagioclásio e de argilominerais alteração e microfissuramento. segundo agregados lenticulares ou cordões. Opacos (+ rutilo) ocorrem associados ou inclusos em granada. 115 intragranular (plagioclásio). finos. Caracteriza-se pelo arranjo granoblástico de cristais anédricos de quartzo e subédricos a anédricos de feldspato alcalino e plagioclásio. polarizadores paralelos polarizadores paralelos Figura 6.23 – Amostra GVN.

As microfissuras estão preenchidas por argilominerais e hidróxidos de ferro. altera-se em sericita ou carbonato. .27). Microfissuramento moderado a intenso. polarizadores paralelos Os feldspatos estão turvos ou alterados em argilominerais. foto à esquerda). plagioclásio. é observado em quartzo e feldspatos. centro. Figura 6.26 – Amostra ARB. a partir de fissuras e clivagens. adicionalmente. 116 polarizadores cruzados polarizadores paralelos Figura 6. Notar heterogeneidade granulométrica e cristais tabulares de plagioclásio (porção superior. Aspecto geral do gnaisse Arabesco. Provável cordierita é pontualmente observada. associada à biotita e sillimanita e em intercrescimento simplectítico entre quartzo e plagioclásio (Figura 6. quase totalmente alterada em argilominerais. Aspecto dos cordões de sillimanita (sill) e de agregados de biotita (bi) e opacos. predominantemente intragranular.25 – Amostra ARB.

29) e. caracterizada por cristais anédricos de quartzo e feldspatos em arranjo granoblástico interlobado (Figura 6. 117 polarizadores cruzados. Biotita e/ou sillimanita tendem a constituir agregados alongados segundo a orientação da rocha.27 – Amostra ARB.12). geralmente variando entre 3 mm e 10 mm. Notar microfissuramento intragranular.28 – Amostra SCC. Santa Cecília é um biotita gnaisse monzogranítico com granada e sillimanita. Polarizadores cruzados Polarizadores paralelos Figura 6. Aspecto de provável cordierita alterada. menos comumente. Aspecto geral do gnaisse Santa Cecília. Granada ocorre em porfiroblastos (<5 mm) esparsos. Sillimanita altera-se em argilominerais incolores. Os cristais têm dimensões relativamente mais uniforme que GVN e ARB. e turvação e alteração desses.28). especialmente em feldspatos. A estrutura é fortemente gnáissica. em . de cor cinza-alaranjado e granulação média a muito grossa (Tabela 6. polarizadores paralelos Figura 6. Plagioclásio acha-se turvo a parcialmente alterado em argilominerais (Figura 6.

refletindo as semelhanças observadas no estudo petrográfico. São freqüentemente observadas microfissuras mais largas que nas GVN e ARB. indicaram que o teor de sílica é bastante semelhante (entre 73% e 79%). fornecendo maior segurança na comparação dos resultados obtidos nas determinações de propriedades físicas e mecânicas e nos ensaios de alteração acelerada. a partir de fissuras e clivagens .14. Aspecto da alteração de plagioclásio e presença de argilominerais preenchendo espaços intragranulares. . com preenchimento de argilominerais e hidróxidos de ferro. entre as rochas constituintes do grupo 8. à exceção de LBD (69%). para rochas pertencentes aos grupos aqui discriminados. que se acham inclusos nos cristais de plagioclásio. 6. Essa observação permite indicar que há consistência petrográfica e química. 118 carbonato.2 Características químicas As composições químicas das amostras em estudo. indicou a presença de argilominerais do grupo da illita. nas amostras GVN e ARB. indicou uma grande similaridade química entre elas. polarizadores cruzados Quartzo e feldspatos exibem intenso microfissuramento. Figura 6. Em parte.1. A comparação dos resultados obtidos.29 – Amostra SCC. A identificação mineralógica por difratometria de raios X.13 e 6. os argilominerais são produtos da alteração de minúsculos cristais de sillimanita. predominantemente intragranular. de porções retiradas de núcleos alterados de plagioclásio. conforme exibido nas Tabelas 6.

84 11.76 73.18 0.09 4.26 0.002 0.410 0.009 0.11 0.002 0.38 0.23 100.85 99.06 0.45 MnO 0.21 77.72 13.18 0.15 -0.61 100.04 1.001 P.30 TOTAL 2 100.029 0.20 77.27 0.02 0.047 0.36 98.221 0.59 5.15 100.47 0.232 0.37 0.02 0.33 0.028 0.23 0.94 Na2O 2.26 0.75 100.001 0.74 4.33 0.76 0.60 2.83 3.10 4.06 100.001 0.08 0.38 0.51 14.F.24 0. LBD VCB-1 VCB-2 VCB-3 RIC BCR BSV PIT AZF BCE ITN 1 ITN 2 CRV CSB FLS GVN ARB SCC SiO2 69.75 75.05 0.01 0.26 99.39 74.038 MgO 0.050 0.47 0. TOTAL 2 = total incluindo P.050 0.32 0.25 1.51 0.16 0. 2.51 0.48 14.16 99.17 0.16 100.58 1.24 0.011 0.80 4.008 0.52 0.88 13.21 0.43 0.093 0.29 75. 2 0.83 11.56 0.02 P.26 0.28 100.017 0.53 0.F.16 100.05 0.72 2.093 0.29 0.047 0.305 0.68 75.017 0.40 0.57 0.36 4.001 -0.25 13.87 3.49 5.55 0. 2 = perda ao fogo ajustada para a diferença de oxigênio entre FeO e Fe2O3.077 0.68 0.001 0.90 0. = perda ao fogo.96 99.13 – Composição química das rochas graníticas em estudo – Elementos maiores (%).29 1.06 0.81 0.29 0.028 0.21 75.91 0.F.33 98.38 0.45 3.18 74.19 100.53 14.15 2.32 K2O 5.96 4.87 11.018 0.42 0.04 0.02 0.26 FeO 3.80 0.48 0.31 13.28 0.082 0.75 1. 119 Tabela 6.F.60 11.050 0.55 74.179 Al2O3 14.65 5.018 0.91 75.02 99.01 100.33 99.235 0.35 0.65 12.26 0.21 74.25 4.32 13.01 0.041 0.01 0.37 12.84 99.19 99.80 2.28 0.82 0.64 0.67 5.38 3.012 0. 1 0.017 0.06 99.12 0.034 0.37 100.24 76.05 99.75 100.11 4.37 1.94 0.009 0.01 0.63 0. .14 TOTAL 1 99.42 0.73 100.97 3.65 100.002 0.42 79.25 100.10 0.F.50 76.11 0.02 0.97 3.009 0.027 0.23 100.32 0.77 0.92 2.82 0.51 0.11 0.29 CaO 2.99 5.03 0.97 2.10 TiO2 0.09 Fe2O3 0.06 0.86 3.210 0.32 0.69 3.15 99.04 0.001 0.89 0.83 3.37 100.18 Nota: P.42 0.018 0.04 0.72 3.46 0.009 0. P.058 0.25 0.004 0.001 -0.50 2.20 0.13 0.15 S 0.89 74.15 0.93 100.15 0.03 0.06 0.07 P2O5 0.39 0.05 99.002 0.01 1.97 100.26 0.69 2.20 75.14 0.28 0.69 13.15 0.66 14.17 0.79 1.001 0.10 0.11 5.10 3.71 100.020 0.84 12.36 1.16 1.37 1.04 0.51 4.03 0.87 5.37 0.105 0.033 0.71 0.91 1.68 1.014 0.19 0.06 0.19 0.01 0.74 0.63 1.

4 3.3 7.7 0.8 Ta -1 2 3 2 -1 -1 1 3 3 18 -1 -1 -1 -1 2 -1 -1 -1 Hf 12.6 1.4 43.7 5.7 44.6 3. LBD VCB-1 VCB-2 VCB-3 RIC BCR BSV PIT AZF BCE ITN 1 ITN 2 CRV CSB FLS GVN ARB SCC Ba 2486 310 139 267 185 23 96 112 195 11 576 574 131 2 8 354 213 182 Rb 132 248 290 265 252 310 312 265 228 728 140 130 155 53 256 165 95 175 Sr 224 66 38 64 44 11 26 39 57 5 187 183 38 15 15 64 81 44 Cs -0.4 5.7 2.7 3 Zr 585 222 275 260 148 116 124 98 94 44 52 47 41 63 31 184 134 107 Y 33 38 62 57 41 147 93 40 50 42 3 1 6 35 13 29 27 22 Th 14.4 1.5 10.8 2 2.5 3.1 2.3 7. 120 Tabela 6.1 0.3 6 4.1 1.1 6.3 16 11 8.3 -0.1 9.7 6.7 33 30.2 9.7 1 3.9 8.4 1 1.2 5.2 1.5 3.7 12.8 2.7 35.8 0.3 7.6 1.8 9 9.8 0.7 8.4 1.5 13.3 4.8 Cr 3 7 -1 -1 8 -1 -1 -1 -1 2 4 -1 3 -1 -1 4 10 12 Ni -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 -1 1 1 2 Co 3 2 -1 3 -1 1 2 2 2 -1 1 1 2 1 -1 3 4 4 Sc 9.7 7 6.2 6.6 22.1 1.3 5.7 8.5 1.4 0.1 18.3 4.1 1 4.2 2.9 3.7 2.4 6.7 1 2.3 3.1 2.7 5.8 11.1 17.14 – Composição química das rochas graníticas em estudo – Elementos menores e traço (ppm).6 U 1.1 15.8 V 12 10 5 15 -5 -5 -5 9 -5 -5 -5 -5 -5 -5 -5 7 15 13 Cu 9 3 7 6 6 2 7 3 2 28 3 3 2 2 20 5 6 3 Pb 24 41 36 39 39 47 42 33 36 43 30 34 29 37 65 34 19 24 Zn 89 42 66 52 54 50 78 40 42 33 19 17 24 35 28 29 30 36 Be 2 5 5 7 3 7 5 6 6 3 2 2 16 3 2 3 2 2 As -2 -2 -2 -2 -2 -2 2 -2 -2 -2 -2 -2 -2 -2 -2 -2 -2 -2 .9 3 4 1.5 4 5.1 1.8 5.

121

Algumas diferenças puderam ser notadas entre CRV e ITN-1 e ITN-2, e entre
CSB e FLS, essas por motivo discutido mais adiante.
Para ilustrar e melhor visualizar as características químicas dessas rochas,
foram elaborados diagramas de dispersão SiO2 x elementos maiores (Figura 6.30),
com objetivo estritamente descritivo dos diferentes tipos de rochas.

A legenda utilizada nas figuras desse Capítulo é a mostrada a seguir:
Grupo 1 (Verde Labrador)
Grupo 2 (Vermelho Capão Bonito)
Grupo 3 (Rosa Iracema, Branco Cristal, Branco Savana)
Grupo 4 (Prata Interlagos, Azul Paulista Frente Nova)
Grupo 5 (Branco Ceará)
Grupo 6 (Branco Itaúnas, Branco Caravelas)
Grupo 7 (Casablanca, Falésias)
Grupo 8 (Giallo Veneciano, Arabesco, Santa Cecília)

Os diagramas da Fig. 6.30 forneceram as seguintes informações, relativas ao
comportamento dos elementos maiores e o teor de SiO2:
 Al2O3: há correlação negativa, mais claramente para as amostras ARB, SCC,
BCR e VCB-2;
 TiO2: VCBs, GVN, ARB e SCC se discriminam pelos teores relativamente
maiores (> 0,20%);
 CaO: ARB, ITNs, GVN e CSB destacam-se pelos teores maiores que os
demais (> 1,20%);
 MgO: SCC, GVN e ARB, discriminam-se pelos maiores teores (> 0,20%);
 K2O: FLS discrimina-se pelo baixo teor;
 Na2O: BCE e CSB discriminam-se pelos maiores teores;
 P2O5: CRV, GVN, SCC e ARB discriminam-se pelos maiores valores
(> 0,10%).
A análise desses resultados indica que os valores obtidos para CSB e FLS não
são representativos da rocha total. Dadas as pequenas quantidades (cerca de 1 g)
usualmente utilizadas para análise química, aparentemente os resultados da CSB são
representativos das bandas tonalíticas e os da FLS, das bandas quartzo sieníticas.

122

15,00 0,400

14,00
0,300
Al2O3 (%)

TiO 2 (%)
13,00
0,200
12,00

0,100
11,00

10,00 0,000
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00 72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
SiO2 (%) SiO2 (%)
0,60 2,50

0,50
2,00

0,40
Fe 2O3 (%)

FeO (%)
1,50

0,30
1,00
0,20

0,50
0,10

0,00 0,00
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00 72,00 74,00 76,00 78,00 80,00

SiO2 (%) SiO2 (%)

2,00 0,50

1,60 0,40
MgO (%)
CaO (%)

1,20 0,30

0,80 0,20

0,40 0,10

0,00 0,00
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00 72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
SiO2 (%) SiO2 (%)

8,00 8,00

6,00 6,00
Na2O (%)
K2O (%)

4,00 4,00

2,00 2,00

0,00 0,00
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00 72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
SiO2 (%) SiO2 (%)

0,30 0,080

0,060
0,20
MnO (%)
P2O5 (%)

0,040

0,10
0,020

0,000
0,00
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
SiO2 (%) SiO2 (%)

Figura 6.30 – Diagramas de dispersão SiO2 x elementos maiores.

123

O LBD não foi incluído nesse conjunto, pois quimicamente tem algumas
características distintas das outras rochas estudadas, quais sejam:
 teor de SiO2 relativamente menor;
 maiores teores de FeO (3,79%), CaO (2,01%), TiO2 (0,41%), Sr (224ppm), Ba
(2.486ppm), esse muitas vezes superior aos demais;
 Fe2O3 também é relativamente alto, mas se iguala ao de VCB-3 e é próximo
de VCB-2 e CRV;
 quanto ao MgO, o teor é intermediário aos de GVN, ARB e SCC e os demais.
A Figura 6.31 exibe os diagramas de dispersão SiO2 x Ba, Sr e Rb, nos quais se
destacam os ITN, pelos maiores teores de Ba e Sr; e o BCE, pelo de Rb. Infere-se que,
por se tratarem de rochas, respectivamente, ricas em feldspato potássico e em albita,
esses elementos tenham relação com os feldspatos predominantes.

800 800

600 600
Ba (ppm)

Rb (ppm)

400
400

200
200

0
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00 0
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
SiO2 (%)
SiO2 (%)

200

160
Sr (ppm)

120

80

40

0
72,00 74,00 76,00 78,00 80,00
Figura 6.31 – Diagramas de dispersão SiO2 x
SiO2 (%) Ba, Sr e Rb.

Dada a preocupação com os possíveis condicionantes químicos da oxidação de
natureza intempérica observada em algumas amostras, foram elaborados alguns
gráficos exploratórios considerando o elemento Fe (Figura 6.32).

124

0,400 0,400

0,300 0,300
TiO 2 (%)

TiO2 (%)
0,200 0,200

0,100 0,100

0,000
0,000
0,00 0,10 0,20 0,30 0,40 0,50 0,60
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50
Fe2O3 (%) FeO (%)

Figura 6.32 – Diagramas de dispersão Fe2O3 e FeO x TiO2.

A tendência de correlação positiva FeO x TiO2 sugere que esses devem ocorrer
associados (constituindo minerais como ilmenita, por exemplo, ou associados aos
máficos) e destaca os grupos 2 e 8.
Relativamente ao Fe2O3, aqui interpretado como o Fe já oxidado, provavelmente
presente em óxidos/hidróxidos de ferro (hematita, goethita e outros) resultantes do
intemperismo, destacam-se o grupo 2 e as amostras CRV e FLS. O grupo 8,
constituído de rochas variavelmente intemperizadas, não apresentou o mesmo
comportamento que o grupo 2. Os teores de Fe2O3 foram relativamente baixos, com
ARB praticamente exibindo inexistência de Fe3+.

6.2 Propriedades Físicas (Densidade Aparente e Absorção)

As densidade, porosidade e absorção d’água aparentes forneceram a
caracterização das propriedades físicas das rochas em estudo.
As Tabelas 6.15 a 6.18 exibem os valores médios, desvios padrão e coeficientes
de variação obtidos para as amostras estudadas. Os símbolos de densidade aparente,
porosidade e absorção correspondem àqueles definidos na Tab. 5.2, reproduzidos a
seguir:

  sec = massa específica aparente seca (kg/m3);
  = porosidade aparente (%);
  = absorção d’água aparente (%);
 Ab = coeficiente de absorção d’água a pressão atmosférica (%);
 Vo = volume de poros abertos (mL);
  b = densidade aparente seca (kg/m3);
 po = porosidade aberta (%).

125

Tabela 6.15 – Índices físicos determinados segundo ABNT (1992a) e BSI (1999a) – Corpos-de-prova: 10 cm x 15 cm.

AMOSTRA ABNT (1992a) BSI (1999a)
(espessura do
ladrilho)  sec 3
(kg/m )  (%)  (%) b (kg/m3) po (%) vo (mL)
LBD 2.6626 0,640,01 0,240,01 2.6576 0,680,03 2,80,2
(3 cm) (0,23) (2,20) (2,16) (0,21) (4,67) (5,51)
VCB-1 2.6353 0,480,03 0,180,01 2.6334 0,430,05 2,00,2
(3 cm) (0,13) (6,42) (6,47) (0,14)v (11,84) (10,58)
VCB-2 2.6312 0,410,02 0,150,01 2.6291 0,340,02 1,50,1
(3 cm) (0,09) (5,74) (5,77) (0,06) (5,42) (3,75)
VCB-3 2.6395 0,450,01 0,170,00 2.6355 0,480,02 2,20,1
(3 cm) (0,18) (1,92) (2,00) (0,19) (4,11) (4,14)
RIC 2.6227 0,460,01 0,170,00 2.6131 0,480,03 1,50,1
(2 cm) (0,26) (1,88) (1,93) (0,04) (5,40) (5,50)
BCR 2.6101 0,870,01 0,330,01 2.6051 0,650,03 2,20,1
(2 cm) (0,02) (1,64) (1,65) (0,03) (4,01) (3,77)
BSV 2.6162 0,680,03 0,260,01 2.6112 0,690,01 2,00,0
(2 cm) (0,09) (4,39) (4,44) (0,08) (1,98) (2,26)
PIT 2.6240 0,780,01 0,300,00 2.6180 0,630,02 2,00,1
(2 cm) (0,01) (1,10) (1,11) (0,01) (2,49) (2,94)
AZF 2.6292 0,640,01 0,240,01 2.6241 0,550,01 2,50,1
(3 cm) (0,07) (2,20) (2,27) (0,05) (2,53) (2,28)
BCE 2.6151 0,610,02 0,230,01 2.6134 0,650,02 3,00,1
(3 cm) (0,04) (3,62) (3,61) (0,15) (3,46) (3,99)
ITN-1 2.6113 0,920,03 0,350,01 2.6063 0,900,03 2,70,1
(2 cm) (0,10) (3,57) (3,66) (0,10) (3,05) (3,36)
ITN-2 2.6104 0,910,10 0,350,04 2.6063 0,950,06 3,00,2
(2 cm) (0,15) (11,07) (11,10) (0,13) (5,80) (5,96)
CRV 2.6211 0,860,03 0,330,01 2.6152 0,770,03 2,20,1
(2 cm) (0,03) (3,43) (3,44) (0,06) (3,51) (3,89)
CSB 2.6326 0,620,06 0,230,02 2.6276 0,610,02 1,90,1
(3 cm) (0,22) (10,27) (10,32) (0,24) (2,83) (2,96)
FLS 2.62415 0,680,03 0,260,01 2.61915 0,670,03 1,90,1
(3 cm) (0,55) (3,80) (4,18) (0,57) (4,84) (4,81)
GVN 2.6449 0,890,04 0,340,02 2.65219 0,830,05 3,70,3
(3 cm) (0,35) (4,73) (4,56) (0,70) (6,06) (7,17)
ARB 2.6486 0,750,02 0,280,01 2.6426 0,720,03 2,20,1
(2 cm) (0,24) (2,58) (2,77) (0,23) (3,70) (3,40)
SCC 2.6439 0,750,08 0,280,03 2.63611 0,720,10 3,20,5
(3 cm) (0,35) (10,08) (10,11) (0,40) (14,16) (14,25)

6126 0.05 2.95) SCC 2.33) VCB-1 2.07) (0.01 2.6173 0.6106 0.14) (0.120.6231 0.6291 0.6102 0.08) (3.190.12) (3.01 2.780.52) (3.95) (3.59) (0.6231 0.03) (1.290.60) (0.61514 0.60626 0.02 0.6402 0.44) (2.54) (6.260.72) PIT 2.330.960.01 2.34) (3.04 2.580.760.6261 0.01 2.01 2.01 2.67) CRV 2.1 (3 cm) (0.04 0.250.6593 0.02 2.20) CSB 2.6066 0.02 2.01 2.08) (9.02 2.03 0.08) (6.90.1 (2 cm) (0.550.240.78) (6.540.81) (7.02 2.540.31) (9.04 0.700.44) (0.10) ITN-1 2.96) (4.08) (4.01 2. CEN (1998a) e BSI (1999a) – Corpos-de-prova 10 cm x 12 cm.45) (0.150.950.07) (7.01 2.12) (4.24) RIC 2.66) BSV 2.06) (7.270.01 2.6375 0.45) (0.20.20.03 0.6342 0.210.92) (4.06) (5.23) (7.58) (3.04 0.05) (2.720.66) (6.6143 0.270.56) (0.39) ITN-2 2.29) (3.0 (2 cm) (0.360.09) (3.650.21) (2.58) (0.05) (0.03 0.0 (3 cm) (0.84) (0.03 3.550.81) (0.02 0.30) (3.19) (3.40.03) (2.50.60914 0.240.10) (4.58) (2.00) (0.12) (7.6392 0.20.53) (7.6196 0.59514 0.70.02) (3.13) (4.04) (3.01 1.16 – Índices físicos segundo ABNT (1992a).190.6325 0.230.79) (0.1 (2 cm) (0.650.300.45) (5.6093 0.02 1.300.0 (2 cm) (0.02 2.53) (0.03 0.06 2.640.04) (2.220.6173 0.26) BCE 2.08) (3.31) (0.10) (0.03 2.6365 0.410.00.02 0.6132 0.03 2.310.01 2.30) (2.2 (3 cm) (0.02 2.09) (5.570.60) (0.02) (6.18) (3.33) (2.08) (4.01 2.1 (3 cm) (0.03 0.07) (4.340.800.60.11) (6.290.50.31) (3.02) (0.03 0.03) (1.40.260.240.6301 0.200.01 2.02 1.54) VCB-2 2.13) (4.63) (8.89) VCB-3 2.860.05 2.6133 0.00 2.02 0.02) BCR 2.6365 0.6363 0.01 2.6589 0.200.98) (4.12) GVN 2.02) (2.2 (3 cm) (0.57) (2.01 0.88) (0.620.410.53) (3.90.6313 0.6143 0.73) (0.6221 0.21) (7.6362 0.6202 0.6553 0.99) (0.01 2.52) (2.54) (0.01 2.1 (2 cm) (0.10) ARB 2.85) (0.6152 0.300.11) (4.770.70.26) (0.00.11) (4.39) .01 2.40.59) AZF 2.300.6081 0.50.01 2.46) (2.61213 1.04 2.540.13) (4.24) (5.6142 0.67) (4.1 (2 cm) (0.6142 0.01 2.230.03) (2.520.40.2 (3 cm) (0.02 2.01 2.05 0.01 2.95) (0.1 (3 cm) (0.300.6133 0.33) (0.02 1.24) (3.6609 0.01 2.28) (0.6376 0.05 0.55) (2.48) (0.6271 0.12) (6.71) (0.1 (3 cm) (0.03 1.24) (2.01 1.01 2.6281 0.590.290.220.03 0.33) (0.870.60) (3.05 1.02 2.07) (3.630.51) (4.0 (3 cm) (0.01 2.6325 0.93) (0.39) (6.68) (0.35) (0.01 2.740.6373 0.58) (2.19) (5.0 (2 cm) (0.63) (1.01 2.77) (5.01 2.61) (5.340. 126 Tabela 6.770.65) (0.080.07) (2.200.01 0.29) (5.14) (3.260.04) (7.68) (0.61) (0.06) (3.800.530.1 (3 cm) (0.94) PIT 2.93) (4.6231 0. AMOSTRA ABNT (1992a) CEN (1998a) BSI (1999a) (espessura do ladrilho)  sec 3 (kg/m )  (%)  (%) b 3 (kg/m ) Ab (%) b (kg/m3) po (%) vo (mL) LBD 2.01 2.22) (6.700.10) (2.580.89) (2.240.19) (3.60.410.30.02 1.650.00) (5.130.0 (3 cm) (0.02 0.270.6322 0.61414 0.03 1.42) (4.590.6582 0.50) (0.1 (2 cm) (0.76) (0.00 2.6191 0.630.74) FLS 2.01 2.200.13) (6.04) (2.6202 0.04) (2.690.01 2.6272 0.6558 0.03) (3.6152 0.

01 2.51) (7.50.18) (9.57) (3.790.6271 0.10.02 0.05 0.07) (4.45) (0.81) (7.770.6242 0.320.72) (6.70.03 1.34) (0.21) (2.13) (5.40.04) (0.02 2.67) (6.97) (0.31) (4.130.250.95) PIT 2.88) FLS 2.6142 0.740.05 0.200.11 2.320.280.01 0.17 – Índices físicos determinados segundo ABNT (1992a).30.01 2.03 1.01 2.6083 0.64) (10.6322 0.26) (9.66) (0.02 2.1 (3 cm) (0.02 2.02 0.97) (0.24) (2.09) VCB-3 2.6091 0.04 2.29) (6.01 2.06) (3.19) (19.17) (1.540.61213 0.80) (6.530.250.6121 0.21) (4.08) (9.28) (2.480.30.6372 0.1 (3 cm) (0.1 (3 cm) (0.850.6568 0.340.32) (0.17) (9.02 1.17) (0.06 1.190.77) (0.73) (8.210.20) (7.00.05) (4.08) (2.93) (0.04 0.02) (16.05) (2.260.700.960.6419 0.360.350.93) (7.62) (0.96) (0.6332 0.31) (3.71) (0.51) (3.71) (0.06 0.340.00 2.05) (0.90) (0.53) CRV 2.30.390.790.01 2.260.680.240.230.71) (0.6634 0.06) (3.20) (16.39) (0.280.600.95) (0.290.880.06) BSV 2.28) (2.1 (3 cm) (0.87) (0.02 2.6314 0.34) (5.690.6221 0.09) (0.16) (5.51) VCB-2 2.16) (4.02) (0.05 2.160.500.01 2.00 2.01 2.6105 0.03 0.400.02 1.07 0.66) BCR 2.07) (8.02 2.1 (3 cm) (0.03) (6.660.04 2.01 2.03) (3.320.06) (0.10.87) SCC 2.6449 0.03) (7.51) (0.160.04) (3.05 0.79) (0.02 2.56) (6.01 2.00 2. AMOSTRA ABNT (1992a) CEN (1998a) BSI (1999a) (espessura do ladrilho)  sec 3 (kg/m )  (%)  (%) b (kg/m ) 3 Ab (%) b (kg/m3) po (%) vo (mL) LBD 2.33) (6.00.02 1.81) (0.02 1.710.60921 0.02 2.01 2.80) (7.97) (0.6397 0.54) (7.6305 0.700.05 1.03) (2.6362 0.6141 0.200.51) (1.87) CSB 2.04 1.10) (6.04 0. 127 Tabela 6.16) (0.6144 0.04 2.2 (3 cm) (0.95) .48) (0.720.6105 1.96) (0.470.0 (3 cm) (0.90.280.6172 0.6202 0.95) (3.2 (2 cm) (0.61421 0.6383 0.40) AZF 2.31) (3.610.6577 0.83) GVN 2.01 2. CEN (1998a) e BSI (1999a) – Corpos-de-prova: 10 cm x 10 cm.870.23) (6.66) (2.27) (5.1 (2 cm) (0.07) (5.31) (7.20.40) (19.0 (2 cm) (0.1 (3 cm) (0.02 0.61013 0.78) (6.07) (11.6101 0.27) (3.89) (0.6055 0.78) (0.01 2.01 2.02 1.42) ARB 2.67) (0.02 0.12) (10.52) (4.6141 0.6232 0.120.6518 0.01 2.01 0.1 (2 cm) (0.05) (3.02 2.08) (4.1 (2 cm) (0.34) (11.6604 0.60614 0.6161 0.210.730.00.00.650.36) VCB-1 2.6232 0.61221 0.6413 0.6141 0.330.03 0.410.10.1 (2 cm) (0.93) (3.200.6418 0.06 2.06) (6.6368 0.09 0.03 0.02 2.08) (3.08) (4.95) (0.350.01 2.6134 0.16) (6.02 2.16) (5.17) (11.01 2.11) (6.03) (5.38) ITN-1 2.02) BCE 2.6345 0.02 2.730.70.920.430.34) (5.03 1.08) (3.00.12) (4.260.32) (0.05) (0.1 (3 cm) (0.010.70) (2.01 2.2 (3 cm) (0.6211 0.00 2.6261 0.01 2.60.02 1.270.250.1 (2 cm) (0.05) (0.6182 0.240.54) (3.77) RIC 2.51) (7.99) (3.01 2.01 2.02 0.16) (4.06) (3.260.1 (2 cm) (0.6367 0.6291 0.650.300.210.04 1.92) (0.28) (3.300.430.41) (0.6281 0.17) (8.870.6584 0.05) (3.26) ITN-2 2.880.26) (0.6423 0.

também.03 0.58) (4.30) 2.6231 0.140.470.290.03 FLS (0.250.03) (6.100.32) (5.5 cm x 7.100.00 VCB-2 (0.02 0.02 GVN (0.08) (7.07 0.06 0.03 0.910.180. por sua vez retirados material in natura (blocos enviados para ensaios).88) (6.03) (6. 128 Tabela 6.170.28) 2.6182 0.28) 2.63) 2.6281 0.36) (7.01 VCB-1 (0.260.21) (9.07) (5.01) Os parâmetros foram obtidos em corpos-de-prova de placas polidas.05) (5.6448 0.02 0.6126 0.5 cm x 7.85) (6.210.13) 2.10) (4.01 LBD (0.6776 0.01 BCE (0.400.60) (5.01 0.01 CRV (0.440.6411 0.07) (6.04 0.22) (7.20) (6.06) (4.440.350.6332 0.6372 0.83) (13.02 0.210.610.240.26) (6.6252 0.26) (7.07) (3.02 0.63616 0.16) (4.01 AZF (0.05) (7.25) 2.660.13) (6.230.14) 2.72) 2.560.01 BCR (0.140.46) 2.5 cm.93) (6.370.02 0.6144 1.31) (9.02 ARB (0.02 0.560.16) (6.370.11) (6.150.08 0.18 – Índices físicos determinados segundo ABNT (1992a) – Corpos-de-prova: 7.6547 0.23) (10.6261 0. Isso ensejou a verificação de modificações entre o material beneficiado e o in natura e da influência do tamanho e forma dos corpos-de- prova nos valores obtidos.92) (14. destinados aos vários ensaios de alteração acelerada.61) (10.270. Para a realização dos ensaios foram seguidos os procedimentos recomendados .03 ITN-1 (0.05 0.01 RIC (0.210.01) (6.01 BSV (0.090. naqueles confeccionados para determinação da resistência à compressão.01 PIT (0.35) 2. e.05) (6.02 SCC (0.01 VCB-3 (0.03 0.61622 0.86) (3.170.85) 2.80) (7.03 0.42) (5.6353 0.37) 2.550.780.85) 2.19) 2.06 0.000.6341 0.94) 2.260.45) 2.6193 0.380.02 0.100.01 CSB (0.03 ITN-2 (0. ABNT (1992a) AMOSTRA  sec (kg/m ) 3  (%)  (%) 2.90) 2.

632 kg/m 3 (ABNT – bloco) e 2. O maior valor obtido para a absorção d’água foi 0. CEN (1998a) e BSI (1999a). são relativamente altos para absorção e porosidade: 44% para bloco e entre 23% e 30% para ladrilhos.621 kg/m3 (BSI – 10 cm x 12 cm).41% (ABNT – ladrilho – 10 cm x 12 cm). 10 cm x 15 cm.08% (ABNT – 10 cm x 12 cm) e a mínima.5 cm x 7. para densidade. e o menor. apontando para a variabilidade das propriedades intrínsecas desses materiais e ressaltando uma questão. mínimos e mediana) das determinações realizadas para as 18 amostras estudadas encontram-se na Tabela 6. aqui denominados ladrilho: 10 cm x 10 cm. o que inviabilizou o estudo comparativo. utilizando-se. 6. Algumas estatísticas (valores médios. 10 cm x 12 cm.51% (ABNT – bloco). a capacidade de absorção da rocha e sua quantificação. com as variações de valores conforme o método e tamanho do corpo-de-prova. para o tamanho 10 cm x 15 cm.09% (ABNT – bloco). corpos-de-prova com as seguintes dimensões:  ladrilhos polidos.19% (ABNT – bloco). aparentemente.  blocos in natura. como será extensivamente discutido adiante. não foram determinadas densidade aparente e absorção segundo (CEN. A porosidade máxima foi 1. entre 0.5 cm x 7. Como pôde ser observado. Isto se explica por terem sido os primeiros corpos-de-prova a serem ensaiados e não se havia. máximos. Os valores médios determinados exibiram variação entre 2. Os coeficientes de variação. fundamental quanto à alterabilidade. 129 por ABNT (1992a). 1998a).5 cm.16).19. Quando se introduziu a determinação segundo (CEN. aqui denominados bloco: cubos com 7. para os valores de densidade. até então. para absorção. e entre 0. com espessura de 2 cm ou 3 cm (conforme aquela da placa polida). bastante reduzidos. 0. 1998a) (Tab. 0. deparado. desvio padrão e coeficiente de variação.28% (ABNT – 10 cm x 10 cm) e 0. então. esses corpos-de- prova já haviam sido cortados para os ensaios de alteração em câmaras climáticas. .73% (ABNT – 10 cm x 10 cm) e 0. para porosidade.24% (ABNT – bloco).

01 10 x 15 0.64 0.677 ABNT  BLOCO 0.621 16 0. se relacionaram especialmente aos métodos ensaio e tamanhos e formas dos corpos-de-prova.73 1.34 0.625 16 0.13 0.610 2.6 2.13 0.51 0.67 0.92 ABNT  10 x 12 0.61 0.07 24 0.34 0.6 2.621 2.6 2.22 43 0. 6.24 0.625 2. como indicado pelos desvios padrão e coeficientes de variação.65 0.18 30 0.0 0.19 0.6 2. como será discutido adiante.69 1.00  0.31 0.17 24 0.624 16 0.17 24 0.632 16 0.45 1.12 0.41 10 x 10 0.25 0.12 0.605 2.627 15 0.5 2. a despeito dessas variações. s = desvio-padrão.  = absorção d’água aparente (%).610 2.627 15 0.6 2.619 2.61 0.06 27 0. Ab = coeficiente de absorção d’água a pressão atmosférica (%).606 2.96 10 x 10 0.6 0. Área CP Método/ Parâmetro x s C. 3 po = porosidade aberta (%) x = média.6 26 1.  3 = porosidade aparente (%).660 10 x 10 2.7 Vo 10 x 12 2.68 0.26 0.24 0.66 0.629 15 0.6 2.623 2.4 2. 130 Tabela 6.5 24 1. = coeficiente de variação.2.39 10 x 15 2.16 24 0.08 10 x 10 0.V .73 0.631 2.612 2.41 0. os resultados mostraram-se consistentes.35  10 x 12 0.25 0. C.26 0.15 23 0.26 0.17 25 0.629 16 0.06 25 0.08 44 0.595 2.40 Nota:  sec = massa específica aparente seca (kg/m ).623 2.4 2.5 30 1. Vo = volume de poros abertos (mL).65 0.657 b 10 x 12 2.0 3.7 10 x 12 2.663 CEN 10 x 12 0.3 0. mínimo mediana máximo (cm)  sec 2. É relevante ressaltar que.605 2.658 10 x 15 0.1 Grupos discriminados segundo densidade e absorção Em geral.95 BSI po 10 x 12 0.06 25 0.28 0.6 2.24 0.659  sec 10 x 10 2.15 0.0 1.09 0.628 16 0. definida .6 2.26 0.69 0. a hierarquia. As diferenças nos valores obtidos para parâmetros semelhantes.621 2.96 10 x 15 2.V . b = densidade aparente seca (kg/m ).19 – Dados estatísticos de índices físicos obtidos para as amostras ensaiadas.627 2.610 2.41 0.38 10 x 15 2.28 0.32 0.655 10 x 10 2.2 3.36 Ab 10 x 10 0.2 10 x 10 1.662  sec 10 x 12 2.624 2.06 24 0.6 2.660 10 x 15 0.610 2.17 0.

intermediários e mínimos. 131 pela relação densidade aparente. Designações entre parênteses indicam rochas que.30% para absorção d’água. ARB.15 0. Considerando o conjunto de dados obtidos. (VCB-2) (GVN) (BCE). ladrilho e bloco. (BCR). Os intervalos foram definidos arbitrariamente. aquelas com menor densidade. apresentaram valores diferentes do predominante.630 kg/m3 e 2. em 2. e sua determinação. 1998a) para ladrilhos polidos. a seguir.30 ITN-1.1. ITN-2. GVN D >2. quanto ao tipo de amostra. 6. independentemente do tamanho.645 kg/m3 para densidade aparente e em 0.20 mostra a distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios de densidade e absorção (ABNT. é basicamente a mesma. potencialmente permite maior incorporação de água.2. BSV (BCE).19. resultando.1 Ladrilho A Tabela 6.  (%)  sec 3 (kg/m ) <0. não se supondo.615-2. (CVR) BCR. será sempre destacada a questão da absorção d’água. por sua vez. VCB-2. em valores menores.30 >0. CSB. o que.615 kg/m3.630 -. SCC. absorção d’água e porosidade aberta. B 2. assim. Tabela 6. baseando-se na análise dos valores máximos. (BCR) PIT. Podem ser extraídas inúmeras informações que de tão rico conjunto de dados. 1992a e CEN. ou seja. é possível distingüir tendências na distribuição dos grupos em relação à absorção e densidade que serão tratados separadamente. C 2.15-0. dado o escopo deste trabalho.630-2. FLS. (CVR) BCE. LBD -- Nota: mesmos símbolos da Tab. na discussão dos resultados. subordinadamente. interferência na integração dos dados. AZF. (CSB).20 – Distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios (ABNT. A <2. (CRV) VCB-1. . 2. As rochas graníticas em estudo tendem a exibir correlação negativa entre densidade e porosidade e absorção.615 -. fissuras etc. (VCB-3).645 VCB-3. RIC. apresentam maior absorção d’água.) no material. Tal tendência pode ser explicada pelo fato de densidades menores estarem relacionadas a um volume maior de vazios (poros. em geral. 6.645 -. então. 1998a) de densidade aparente e absorção para ladrilho. Entretanto. 1992a e CEN.15% e 0.

a menor densidade da FLS reflete o aumento da porosidade e possíveis mudanças mineralógicas e/ou físicas. 6.645 kg/m3 e >2.630 kg/m3 e 2. A discriminação das rochas. CVR. indicaram que a grande maioria das rochas estudadas apresenta densidade aparente entre 2.20) são compostas essencialmente de feldspatos. Adotando-se os mesmos intervalos de densidade aparente dos resultados das normas ABNT NBR 12 766 (ABNT.630 kg/m3 e 2. distribuídas segundo bandas irregularmente dispostas conforme a estruturação. principalmente) e de granada contribui para a diferenciação das rochas com densidade entre 2. segundo ABNT (1992a) e CEN (1998a). pois dificulta obtenção de corpos-de-prova semelhantes.645 kg/m 3. um charnockito. caracteriza-se como a rocha mais densa deste estudo. ora com densidade menor e/ou absorção maior citam-se as amostras CSB. BCR e GVN.630 kg/m3 (B) têm maior quantidade de quartzo e de máficos (biotita.15% e 0. 1992a) e prEN WI 036 (CEN.15% e 0.645 kg/m3.30% e densidade aparente entre 2. A crescente quantidade de máficos (biotita.615 kg/m 3 e 2. e .630 kg/m3. 132 As determinações. e entre 2. acham-se as VCB.615 kg/m3 e 2. exibem absorção entre 0. parece ser primordialmente relacionada à composição mineralógica. presume-se a influência da alteração e fissuramento.615 kg/m3 e 2.30%.645 kg/m3.645 kg/m3. Essa heterogeneidade se reflete no coeficiente de correlação da densidade aparente e absorção. As rochas menos densas (A – Tab. Com comportamento errático. Como são amostras representativas da rocha inalterada e intempericamente alterada. A amostra LBD. independentemente da forma do corpo-de-prova e do método de ensaio utilizado. Com absorção entre 0. com tendência à menor absorção. estão os VCB-3 e VCB-2.615 kg/m 3 e os ARB e LBD. principalmente) que as anteriores (A).concentram-se os grupos 3 e 4 e as amostras CSB e CRV.30% e densidade >2. têm absorção >0. 1998a). As rochas com densidade entre 2.15 e 0. em geral. As amostras ITN e BCE. segundo a densidade. Deve ser mencionado que as CSB e FLS são rochas mais ricas em micas. Da mesma forma. SCC e GVN. No tocante à absorção.30% e densidade <2. e absorção entre 0. por sua vez. com relativamente poucos máficos ou anisotropia ou intemperismo relativamente elevado (FLS).

40% e 0.33 – Relação densidade aparente x absorção (CEN.645 (VCB-3) VCB-1.40 0.45 CEN .21) do intervalo de porosidade entre 0. CRV. BCE e CSB.630 VCB-2 PIT.615 2.21.630 2.645 kg/m -.80 <2.675 densidade aparente (kg/m3) densidade aparente (kg/m3) a) b) Figura 6. (FLS) 2.615-2.77 todas: R = 0.35 exibem as relações entre densidade aparente e absorção ou porosidade aberta e os coeficientes de correlação. As Figuras 6. ITN-2.615 kg/m3. SCC. (CVR) ITN-1. Designações entre parênteses indicam rochas que. e mostram a distribuição dos grupos discriminados nos intervalos estabelecidos nas Tab. AZF.80 >0.615 -.33 a 6. 6.80% para porosidade aberta (BSI.40% e 0. ARB. RIC.00 2600 2615 2630 2645 2660 2675 2. CSB.80% (aproximadamente equivalente à faixa entre 0. FLS 2. para ladrilho: a) 10 cm x 12 cm. As demais rochas. 0. apresentaram valores diferentes do predominante. 6.45 0.80 R = 0.20.645 2.40-0. b) 10 cm x 10 cm. LBD (GVN) Nota: mesmos símbolos da Tab. subordinadamente.30 0. (ARB) 3 >2. acham-se nos mesmos intervalos determinados na Tab. BCR.10cm x 12cm CEN .00 0. Tabela 6.19. 6. GVN. de acordo com os vários métodos e tamanhos estabelecidos neste trabalho. 1999a) de densidade aparente e porosidade aberta para ladrilho. na sua maioria.600 2. 133 estabelecendo os valores de 0. é notável o deslocamento de um grupo de rochas (Tabela 6.30%) para a faixa <2. (CSB).15% e 0. BSV. BCE.660 2.1998a).21 – Distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios (BSI. quais sejam as RIC. BCR. 1999a). VCB-3.20 e 6. po (%) b (kg/m ) 3 <0.57 0.15 R = 0.10cm x 10cm 0. BSV.15 0.30 absorção (%) absorção (%) 0. .630-2.53 todas: R = 0.

40 R = 0.80 0. c) 1.38 0.15 0.645 2.77 R = 0.615 2.00 porosidade aberta (BSI. 1999a).590 2.645 2.20 1.40 0.10cm x 12cm 0.00 2.30 absorção (%) 0.40 R = 0. c) 10 cm x 10 cm.590 2.76 R = 0.600 2.660 2. b) 10 cm x 12 cm e c) 10 cm x 10 densidade aparente (kg/m3) cm.10cm x 10cm porosidade aberta (%) 0.645 2. para ladrilho: a) 10 0. 65 0.16 todas: R = 0.20 BSI .80 0.615 2.10cm x 12cm porosidade aberta (%) porosidade aberta (%) 0.650 2. para ladrilho: 2.35 – Relação densidade aparente x 0.600 2.80 0.00 2. 134 0.610 2.15 Figura 6.15 todas: R = 0.675 cm x 15 cm.00 2.10cm x 10cm 0.59 todas: R = 0.630 2.675 densidade aparente (kg/m3) densidade aparente (kg/m3) a) b) 0.40 0.44 absorção (ABNT.650 2.10cm x 15cm BSI .45 ABNT .10cm x 15cm ABNT .81 todas: R = 0.675 2.630 2.610 2. c) .30 absorção (%) R = 0. 1992a).80 0.00 0.670 densidade aparente (kg/m3) a) 10 cm x 15 cm.630 2.31 todas: R = 0.660 2.630 2.650 2.615 2. b) 10 cm x 12 cm.630 2.52 Figura 6.670 densidade aparente (kg/m3) densidade aparente (kg/m3) a) b) 1.30 absorção (%) R = 0.34 – Relação densidade aparente x todas: R = 0.00 0.630 2.45 0.600 2.20 BSI .610 2.45 ABNT .670 2.660 2.590 2.

granulação mais grossa. os grupos 1 e 8.22 e Figura 6.  média a forte correlação negativa (0. Coeficientes de correlação determinados para todas as amostras (“todas”.59 < R < 0. menores absorção e maiores densidade.36). mas com valores menores de absorção d’água e pouco maiores de densidade. presença conspícua de granada e grau de alteração. 1) é uma rocha charnockítica e já pôde ser observado que tem características que a discrimina das demais rochas estudadas.80) entre densidade e absorção ou porosidade para as rochas dos grupos 2 a 7.2. 1992a) (Tabela 6. O grupo 8 também se diferencia em alguns aspectos principais: estrutura fortemente gnáissica. 135 A tendência geral de menores valores de absorção e porosidade aberta para rochas com densidades maiores discrimina dois conjuntos.1.75 para corpos-de-prova com tamanhos 10 cm x 10 cm e 10 cm x 15 cm.2 Bloco Os grupos discriminados para bloco.57). A amostra LBD (gr. para “todas”. segundo os intervalos de densidade e absorção adotados para ladrilho. um contemplando os grupos 2 a 7 e outro. geralmente com R > 0. . conforme ABNT NBR 12 766 (ABNT.16 < R < 0. nos gráficos anteriores) e somente para os grupos 2 a 7 (próximo à reta de regressão) indicaram:  muito fraca a média correlação negativa (0. Os valores de CRV são próximos. tendem a uma distribuição semelhante àquela encontrada para ladrilho. mas diferentes das ITN. 6. Entre os grupos 2 a 7 é possível verificar a tendência de ITN e BCE apresentarem maiores valores de absorção e menores de densidade e dos VCB. sendo as melhores encontradas para CEN (1998a) nos tamanhos 10 cm x 12 cm e 10 cm x 15 cm.

620 2. há homogeneidade (Tabela 6.700 aparente x absorção. .615 -.36 – Relação densidade 0. esse último pela absorção relativamente maior. 1992a) de densidade aparente e absorção.640 2.2.  (%)  sec 3 (kg/m ) <0. AZF. BCR) ou absorção (BCE. ITN-1. O LBD se isola dos demais devido à alta densidade e baixa absorção. 0. 1992a).630 RIC.615-2. SCC. para bloco densidade aparente (kg/m3) (ABNT.36) também são claramente discriminados. conforme abordado no item anterior.45 ABNT . é verificada grande heterogeneidade nos valores obtidos para densidade (CSB.49 0.15-0.680 2. entretanto. .22 – Distribuição das rochas estudadas segundo intervalos de resultados médios (ABNT. 136 Tabela 6.645 LBD ARB -- Nota: mesmos símbolos da Tab. BSV. VCB-2.30 absorção (%) 0. enquanto para outras.78 Figura 6. CRV.2 A influência do método de ensaio e forma dos corpos-de-prova Numa análise global das propriedades físicas determinadas. No lado oposto a LBD. VCB-2. ITN-2 2.15 R = 0. aparentemente. VCB-3.645 VCB-1. RIC.bloco todas: R = 0.19. 6. VCB-1. as amostras ITN também se discriminam pela densidade relativamente menor e alta absorção. é possível generalizar a distribuição das rochas estudadas segundo faixas de densidade e absorção arbitrariamente estabelecidas. PIT CSB.00 2. BCR FLS.23). GVN.660 2.600 2. BCE.30 <2. CRV).630-2.30 >0. GVN -- >2. Para algumas rochas.15 0. 6. Os grupos 1 e 8 (Fig. 6. BSV -- 2.

ITN-2  < 2. como princípio. fornecida pela quantidade e distribuição relativa dos minerais. As correlações exploratórias realizadas para bloco e para ladrilho de mesmas dimensões. foram obtidas pelo método CEN (1998a).57 (10 cm x 10 cm). conforme atuação de novos processos geológicos.630 kg/m < 3  < 2. característica inerente aos materiais rochosos. R = 0. Com o grande inconveniente de dificultar uma correlação imediata ou. segundo os processos geológicos de formação. CEN (1998a) e BSI (1999a). há sempre uma “incerteza geológica”.615 kg/m < 3  < 2.630 kg/m 3 SCC 2. alteração etc. descontinuidades.15% <  < 0. .30% PIT. entre valores densidade e absorção determinados segundo as três normas utilizadas ABNT (1992a). numa análise superficial. Por isso.23 – Rochas com resultados homogêneos nas determinações de propriedades físicas. 137 Tabela 6. posteriormente. 6. Por mais cuidadosa e criteriosa que seja a escolha e preparação de corpos-de- prova.37 e permitem as seguintes considerações:  todos os métodos mostram correlação fraca a média entre densidade e absorção. amostras propriedades físicas ITN-1. aparentar erros. podem ser rearranjados ou modificados.19. são exibidas na Figura 6. reflete o arranjo tridimensional dos minerais. LBD  > 2. os diversos resultados obtidos para os vários métodos e formas de corpos-de-prova reiteram um dos pontos fundamentais do material em estudo: a heterogeneidade. A heterogeneidade.645 kg/m3 0. AZF 2.30% ARB. não se deve deixar de considerar os diferentes resultados obtidos também ligados às propriedades petrográficas do corpo-de-prova em questão. As melhores correlações.615 kg/m 3  >0. que.53 (10 cm x 12 cm) e R = 0.645 kg/m 3 Nota: mesmos símbolos da Tab.

38 R = 0.590 2.610 2.45 10 cm x 10 cm 0. no volume de . que.45 0. que refletiria o mais próximo da realidade. Sua observação indica a seqüência decrescente das correlações entre densidade aparente e absorção para ladrilho: BSI > CEN > ABNT.bloco a) b) 0.15 R = 0.15 R = 0. 138 0.30 R = 0.670 2.bloco (1992a).590 2.49 2. permite excelente discriminação.690 densidade aparente (kg/m 3) diferentes dimensões. significa que as maiores variações de valores de absorção foram fornecidas por ABNT > CEN > BSI. permite uma boa diferenciação entre os valores obtidos para bloco e ladrilho. e não exibe variação muito grande desses valores (correlações semelhantes) quando obtidos para ladrilhos de diferentes tamanhos.15 R = 0.45 10 cm x 15 cm 10 cm x 12 cm 0.49 0. conforme o métodos utilizados (Fig.670 2.00 densidade aparente (kg/m ) 3 2. que pode se relacionar à temperatura de secagem (100 C) dos corpos-de-prova. a quantificação do volume de água incorporada nos corpos-de- prova. 1992a).630 2. CEN (1998a) e BSI (1999a). 1999a) introduziu a determinação do volume de poros abertos. A norma BS EN 1936 (BSI.37 – Correlações entre densidade 0.670 2.53 0.610 2.690 densidade aparente (kg/m 3) ABNT BSI ABNT . Sistematicamente forneceu os maiores valores de absorção e porosidade aparente.49 Figura 6. 6.54 R = 0.630 2.31 R = 0.30 absorção (%) R = 0.630 2. ou seja.38 também mostra a clara influência dos vários formatos estabelecidos para os ladrilhos polidos.bloco ABNT BSI CEN ABNT . A Figura 6.42 absorção (%) 0.19 0. além de sempre exibir a melhor correlação para ladrilho.00 R = 0. quanto à absorção.610 2. na ordem inversa.650 2.44 0.650 2.57 R = 0.  o tamanho 10 cm x 10 cm. c)  ABNT NBR 12 766 (ABNT.590 2. principalmente.650 2.37c). a capacidade de absorção da rocha.690 0. bem como da sua espessura.00 aparente e absorção entre bloco e ladrilho de 2. segundo ABNT ABNT BSI CEN ABNT .30 absorção (%) R = 0.

65 0. b) 10 cm x 12 cm.40 a) 10 cm x 15 cm. como ressaltado pela amostra PIT.0 poros abertos (mL) poros abertos (mL) a) R = 0.39. c) Dentre as várias considerações que podem ser feitas a partir da observação da distribuição das rochas na Fig.10cm x 10cm porosidade aberta (%) 2 cm 0.78 b) 1. à exceção de CSB e FLS (grupo 7). tende a ser maior para espessuras maiores. independente da área ou volume dos corpos-de-prova.0 3.65).0 1.00 0.0 1.0 4.0 3. R = 0. 139 poros abertos determinados para as rochas estudadas.0 2.20 1.10cm x 15cm BSI .20 BSI . relativamente.10cm x 12cm porosidade aberta (%) porosidade aberta (%) 2 cm 2 cm 0.38.66 R = 0. a capacidade relativa de absorção de água pela rocha.  a maior parte das amostras guardou.78 Notar o deslocamento do conjunto de 0. conseqüentemente.0 0. c) 10 cm x 10 cm.0 amostras para menores valores de poros poros abertos (mL) abertos de a) para c).20 BSI . ensaiada com espessura de 2 cm e 3 cm.  o volume de poros abertos e. A proporcionalidade entre o volume de poros abertos e a área dos corpos-de- prova pode ser vista na Figura 6. destacam-se:  poros abertos x porosidade aberta permite a nítida distinção dos diferentes volumes dos corpos-de-prova.80 Figura 6.38 – Relação poros abertos x 3 cm porosidade aberta (BSI. em especial para aqueles obtidos para corpos-de-prova com 10 cm x 10 cm.0 2.80 0.0 4.00 0. 1.0 4.0 1. a mesma hierarquização.  os valores de poros abertos e porosidade aberta mostraram média a forte correlação (R > 0. 1999a).80 3 cm 3 cm R = 0. .40 0.00 0.40 0.0 2. 6.0 3. para ladrilho: 0.

5 1.4 2.2 2.0 2.5 3. ora ricas em feldspato potássico.0 2.1 2.0 3. nos tamanhos 10 cm x 10 cm e 10 cm x 12 cm: RIC (<BCR <BSV).4 2.7 BSI 10cm x 12cm 1.1 2.6 1.0 1. na heterogeneidade dos resultados.9 2.9 Figura 6.0 3. cujos valores migram de 1. porém representam litotipos com diferentes graus de alteração intempérica – FLS > CSB – cujos resultados indicariam os efeitos degradadores do intemperismo nas propriedades físicas de rochas.3 1.6 3. conforme o tamanho do corpo-de- prova.0 1. ora ricas em plagioclásio. ARB (<SCC <GVN).6 1.3 2.4 1.5 2.8 2.2 1.39 – Diferentes valores obtidos para poros abertos.7 3.78) entre porosidade aberta e poros abertos (Figura 6.5 1.0 1. Algumas rochas destacam-se das outras. 6. As rochas do grupo 7 pertencem à mesma unidade geológica.0 1.2 2. por exibirem menor volume de poros abertos.9 2.0 1.5 1.2 2.5 2.0 1.3 1.1 mL para 3.5 1.4 1. CRV (<ITN-1 <ITN-2).4 1.5 1.8 mL.0 poros abertos (mL) 2. Também devem ser consideradas a forte anisotropia das rochas e a irregular distribuição de bandas quartzo-feldspáticas.0 1.1).7 2.2 mL. que também revela a influência dos diferentes tamanhos dos corpos-de- .9 1.2 2.0 2.0 0.2 BSI 10cm x 15cm 2.7 2. As amostras LBD e GVN mostram grande deslocamento relativo de poros abertos.3 1.5 0.2 3.0 3. respectivamente. Há forte correlação positiva (R = 0.1 1.7 1. a despeito das incipientes modificações exibidas no exame petrográfico.9 2.5 2.7 1. com 10 cm x 10 cm.0 VCB-3 PIT VCB-2 RIC LBD ARB CRV VCB-1 BCR AZP BSV CSB ITN-2 BCE SCC ITN-1 GVN FLS BSI 10cm x10cm 1. com 10 cm x 15 cm e de 2.2 2.5 2.40).0 1.7 mL. para 2. 140 4. aqui consideradas como pertencentes ao mesmo grupo (vide Tab.

80 1.20 0.0 porosidade aberta e volume de 0. visto que novamente exibem a melhor correlação. nas características físicas e estruturais dos materiais rochosos. quanto maior o volume do corpo-de-prova. como os poucos trabalhos. a partir daquelas que se apresentam no maciço rochoso – antes dos trabalhos de lavra – em decorrência das solicitações ao longo dos processos de extração.78 2.1 Variações de propriedades físicas de bloco para ladrilho A possibilidade de mudanças nas propriedades físicas e mecânicas da rocha para revestimento.0 BSI R = 0. de modo a que fique isento das variações verificadas.2.66 3. O tamanho ótimo seria aquele em que se inicia a estabilização. 10 x 15cm 10 x 12cm 10 x 10cm 1999a). 141 prova no volume de poros abertos. tanto os efeitos dos diferentes processos de beneficiamento.2.0 1.00 0.20 poros abertos para ladrilho.00 1. ou seja. já tem volume e peso inadequados para os equipamentos usuais. Fassina (1983). de porosidade aberta (%) diferentes dimensões (BSI. 4. Com base nas várias análises estatísticas exploratórias. o corpo-de-prova. como o mais adequado.0 Figura 6. 6. é possível indicar o tamanho 10 cm x 10 cm para corpos-de-prova de ladrilho.66 R = 0. como laboratorial. visto que no tamanho 10 cm x 15 cm. Observação importante para a padronização do tamanho do corpo-de-prova. transporte. não revelaram diferenças relevantes nesses materiais.0 poros abertos (mL) R = 0. entretanto tal dimensão não deverá ser adequada para as determinações. Como abordado por Amoroso. . até então realizados. tanto do ponto estatístico. nunca foram extensivamente estudados.60 0.40 – Correlações entre 0. para a determinação de índices físicos de rochas beneficiadas.40 0. beneficiamento e colocação. maior o volume de poros abertos. é reconhecida por pesquisadores desse tema.

exploradas no Estado de São Paulo.24. Neste trabalho. ao tamanho dos corpos-de-prova utilizados para essas determinações: 7 cm x 4. Os resultados das determinações. 6. Os valores máximo. segundo ABNT NBR 12 766 (ABNT. nos resultados de densidade e absorção. segundo ABNT NBR 12 766 (ABNT. para aqueles representativos das rochas beneficiadas (ladrilho) e cubos com 4 cm ou 5 cm de arestas. segundo o método utilizado. para as rochas in natura (bloco).5%. A influência do polimento revelou-se pouco significativa nas determinações efetuadas. As variações nos valores de densidade e absorção d’água entre os corpos-de- prova de bloco e de ladrilho.18. já foram apresentados nas Tab. em média. são exibidas nas Figuras 6. 1992a). 1992a). nas determinações efetuadas segundo ABNT (1992a).15 a 6. para a determinação dos parâmetros de densidade e absorção representativos da rocha in natura foram confeccionados corpos-de-prova com arestas de 7.5 cm x 3 cm e 15 cm x 2 cm x 3 cm.41 e 6. O estudo evidenciou modificações aleatórias nessas propriedades. de rochas para revestimento. Nessa oportunidade também foi investigada a influência do polimento. cerca de 1. Concluiu-se que esse resultado se relacionava. mínimo e mediana das variações de densidade aparente. 142 Frascá (2002b) investigou preliminarmente as possíveis modificações na densidade aparente. de composição granítica.5 cm. . em uma das faces. a despeito da exaustiva repetição de ensaios para excluir possibilidade de erros. preponderantemente. com a finalidade de dar continuidade a essa investigação.42. porosidade aparente e absorção d’água entre bloco e ladrilho acham-se na Tabela 6. absorção d’água e porosidade.

200 150 variação absorção (%) 100 50 0 -50 LBD VCB-1 VCB-2 VCB-3 RIC BCR BSV PIT AZP BCE ITN-1 ITN-2 CRV CSB FLS GVN ARB SCC 10cm x 10cm 193 58 20 41 71 78 30 185 66 82 11 -12 43 65 52 31 26 2 10cm x 12cm 192 121 16 44 36 47 11 93 43 71 -15 -14 24 75 77 21 8 -10 10cm x 15cm 168 83 56 20 14 137 21 188 45 30 1 -9 54 40 12 34 38 -3 Figura 6.01 -0.56 -0.21 0.13 -0.23 -0.13 0.80 -1.18 0.17 -0.14 -0.01 -0.42 – Distribuição das variações de absorção ladrilho em relação a bloco.09 0.23 0.00 -0.32 0.31 -0.09 0.28 -0.17 -0.03 -0.00 -1.30 -0.01 -0.20 -0. 143 0.28 -0.34 Figura 6.03 -0.29 -0.25 0.17 -0.33 -0.24 10cm x 12cm -0.00 variação densidade (%) -0.13 0.09 -0.18 0.40 -0.08 10cm x 15cm -0.24 -0.29 0.41 – Distribuição das variações de densidade de ladrilho em relação a bloco.09 -0.10 0.13 -0.16 -0.20 -0.40 0.20 0.19 -1.14 -0.21 -0.74 -0.23 0.23 -0.13 -0. .24 0.17 -0.20 LBD VCB-1 VCB-2 VCB-3 RIC BCR BSV PIT AZP BCE ITN-1 ITN-2 CRV CSB FLS GVN ARB SCC 10cm x 10cm -0.60 -0.64 -0.40 0.90 -0.24 -0.27 -0.

rochas originalmente com absorção relativamente alta. variações significativas de bloco para ladrilho.  bl  10x15 = variação entre bloco e ladrilho (10 cm x 15 cm).28% 191% 193% Nota:  sec = massa específica aparente seca (kg/m3). podendo atingir 190%. As amostras CSB e LBD exibiram as maiores modificações de densidade aparente (negativas). mas há grande irregularidade da sua distribuição.24 – Variações máxima e mínima de propriedades físicas (ABNT. Em geral. pois em outras amostras. essas variações são muito heterogêneas. Esses parâmetros mostraram. para algumas rochas. 1992a) de bloco para ladrilho. 6.13% -15% -15% -0.  = absorção d’água aparente (%). 144 Tabela 6. seguido por PIT e BCR.  bl  10x10 = variação entre bloco e ladrilho (10 cm x 10 cm) Os valores máximos e mínimos obtidos para os diferentes tamanhos de corpos- de-prova dos ladrilhos se mostraram bastante semelhantes. avaliadas como não- significativas. .42).41 e 6.13% 39% 39% -0.90% -12% -12% mediana -0.34% 187% 188% 0. nota-se que as variações de um e de outro são praticamente iguais. No entanto.  = porosidade aparente (%).4% (Figura 6. destacando-se das demais.56% -9% -9% -1.  bl  10x12 = variação entre bloco e ladrilho (10 cm x 12 cm).14% 36% 36% -0.23% 190% 192% 0. A amostra LBD apresentou o maior aumento relativo de absorção. conforme a rocha e o tamanho do corpo-de-prova (Fig.13%. as variações foram muito reduzidas: aumento máximo de 0. Para o parâmetro densidade aparente.34% e diminuição máxima de 1. Isto sugere que a rocha beneficiada pode exibir absorção (e porosidade) quase duas vezes superiores àquelas in natura. e as ITN-1. as variações de absorção predominaram entre 0% e 40% e de densidade entre 0% e -0. ITN-2 e SCC permaneceram estáveis.  bl  10x15  bl  10x12  bl  10x10 Valores  sec    sec    sec   mínimo -0. Dado que os valores de porosidade aparente e de absorção d’água são proporcionais.14% 47% 48% máximo 0. a absorção permaneceu estável ou até diminuiu.43).

660 2.60 2.700 Figura 6.6 -0.2 variação absorção (%) variação densidade (%) 10cm x15cm 10cm x 12cm 10cm x10cm 10cm x15cm 10cm x 12cm 10cm x10cm a) b) Figura 6.620 2. novamente indicando que as menores variações tenderam a ocorrer para as rochas originalmente com maiores valores de porosidade e absorção d’água.4 -0.35 -0.44).20 -1. Foram obtidas fracas correlações. para os 10cm x 15cm 10cm x 12cm 10cm x 10cm diferentes tamanhos de ladrilho.00 R = 0. Entre absorção d’água (bloco) e variações para os diferentes tamanhos de ladrilhos (Figura 6.40 0.2 -0.80 ABNT variação densidade aparente (%) 0.80 -1.8 -1 -1.640 2. negativas.40 R = 0.28 R = 0. 1992a).37 -0.45) há média a forte correlação negativa. entre densidade aparente (bloco) e variação de densidade bloco-ladrilho (Figura 6.43 – Freqüências das variações de absorção (a) e densidade (b) entre bloco e os diferentes tamanhos de ladrilho (ABNT.680 2. . 0.44 – Correlações entre densidade densidade aparente (kg/m3) (bloco) e variações desse parâmetro. 145 50 35 30 40 25 freqüência (%) freqüência (%) 30 20 20 15 10 10 5 0 160 120 80 40 0 -20 0 0.600 2.2 0 -0.

10cm x 15cm 200 200 variação absorção (%) variação absorção (%) 150 150 100 100 R = 0. visando a análise comparativa com os resultados dos ensaios de alteração acelerada.45 – Correlações entre absorção e variação de absorção entre bloco e ladrilho. 1992a).45 absorção (%) absorção (%) a) b) 250 ABNT . pois como apontado na norma BS EN 1925 (BSI.67 50 0 Figura 6. como é considerada a propriedade reguladora da incorporação de água pela rocha e um dos parâmetros mais importantes nos estudos de deterioração de rochas.69 R = 0.30 0. .45 absorção (%) tamanhos: a) 10 cm x 15 cm.15 0.30 0. especialmente para as graníticas. ela não é recomendada para rochas com porosidade aberta menor que 1%. c) 10 cm x 10 cm.00 0. para corpos-de-prova com 0. 146 250 250 ABNT .00 0. c) 6.15 0.3 Capilaridade A determinação do coeficiente de capilaridade é relativamente recente no campo das rochas para revestimento. Notar que C é o coeficiente de capilaridade relativo a rochas isótropas e C1 aquele obtido para rochas gnáissicas.45 0.15 0.30 0.46.2.70 50 50 0 0 -50 -50 0. Entretanto. 1999b) em que foram baseados os ensaios aqui realizados. experimentalmente optou-se pela sua determinação. Os valores dos coeficientes de capilaridade (C) e as curvas de absorção (g/m2) x a raiz quadrada do tempo (s) acham-se na Figura 6. -50 (ABNT. em ladrilhos polidos. perpendicularmente à estruturação. b) 10 cm x 12 cm.00 0.10cm x 10cm 200 variação absorção (%) 150 100 R = 0.10cm x 12cm ABNT .

647 50 50 50 0 0 0 0 100 200 300 400 500 600 700 0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 700 tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) 300 GVN 300 300 250 ARB SCC 250 250 absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) C1 = 0.428 50 50 50 0 0 100 200 300 400 500 600 0 0 0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) 1/2 tempo (s ) Figura 6. .355 200 200 200 150 150 150 100 100 100 50 50 50 0 0 0 0 100 200 300 400 500 600 700 800 0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) 300 300 300 PIT AZF BCE 250 250 250 absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m 2) C = 0.453 50 50 50 0 0 0 0 100 200 300 400 500 600 700 0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) 300 300 300 CSB FLS LBD 250 250 absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) 250 absorção de água (g/m2 ) C = 0.309 200 200 200 150 150 150 C1 = 0.338 200 200 200 150 150 150 100 100 100 C1 = 0.264 C = 0.225 200 200 200 150 150 150 100 100 100 50 50 50 0 0 0 0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 0 100 200 300 400 500 600 tempo (s1/2) tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) 300 300 300 RIC BCR BSV 250 250 250 absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) C = 0.407 C1 = 0. 147 300 300 300 VCB-1 VCB-2 250 250 250 VCB-3 absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) C = 0.390 50 50 50 0 0 0 0 100 200 300 400 500 600 700 0 100 200 300 400 500 600 700 0 100 200 300 400 500 600 700 tempo (s ) 1/2 tempo (s1/2 ) tempo (s1/2 ) 300 300 300 ITN-1 ITN-2 CRV 250 250 250 absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) absorção de água (g/m2) C = 0.276 C = 0.310 200 200 200 150 150 150 100 100 100 C = 0.474 100 100 100 C1 = 0.292 C = 0.349 200 200 200 150 150 150 100 100 100 C = 0.303 C = 0.260 C = 0.449 C = 0.46 – Curvas de absorção por capilaridade para as amostras em estudo.

.3).95 1. 2). 10 cm x 15 cm 10 cm x 12 cm 10 cm x 10 cm 1999a). As amostras ITN-1. CRV.  rochas que absorveram água mais lentamente. LBD (gr.5 Figura 6. BCR e BSV (gr. CSB e SCC.47 e 6. AZF (gr. não foi coincidente com os grupos discriminados quanto às curvas de absorção. A maioria dos corpos-de-prova apresentou absorção entre 100 g/m 2 e 150 g/m2. 148 A observação das curvas de capilaridade indica três padrões principais.48).5 R = 0.5 0. CSB e FLS (gr. FLS e GVN mostraram absorção maior que 200 g/m 2. quanto ao tempo de saturação de água:  rochas que rapidamente absorveram água e estabilizaram: RIC. No tocante à quantidade de água absorvida. evidenciaram média a forte correlação positiva. porosidade aberta e volume de poros abertos.10 0. 4. 4).5 BSI 3. VCB-3 (gr.50 0. VCB-2.7). próximo ou abaixo de 100 g/m2.38 2..  rochas com comportamento intermediário: PIT. Os coeficientes de capilaridade e os valores de absorção.1). 5) e SCC. em geral. o comportamento. ITN-1 e ITN-2. BCE (gr. ITN-2.5 poros abertos (mL) R = 0. as amostras BCE. e as ARB e VCB-3. entre 150 e 200 g/m2. atingindo a estabilização praticamente ao final do ensaio: VCB-1.30 0.47 – Correlação entre 0. já anteriormente citados (Figuras 6. GVN e ARB.94 R = 0.70 coeficiente de capilaridade e volume de capilaridade (g/m2s1/2) poros abertos (BSI. .

Novamente se depara com a dependência geométrica do corpo-de-prova com as determinações dos parâmetros físicos.70 R = 0.15 0. Erros sistemáticos referentes à dificuldade de manuseio dos corpos-de-prova.67 R = 0. Os resultados para aqueles com dimensões 10 cm x 15 cm. apresentaram as melhores correlações com os coeficientes de capilaridade.50 0.70 capilaridade e absorção (ABNT.50 0.73 0.50 0.35 absorção (%) R = 0. .05 0.25 R = 0.10 0.05 0. as correlações foram muito fortes. 2.30 0.41 0. próximas a 0.95.80 absorção (%) R = 0. 6. relativamente.45 0.30 Figura 6.49).10 BSI R = 0. 149 0.15 0. relativamente grandes para os equipamentos usuais nessas determinações. têm mostrado correlações mais fracas e irregulares que para os outros tamanhos.63 R = 0.69 R = 0. Quanto às determinações do coeficiente de capilaridade e poros abertos para ladrilho.54 0.30 0.70 capilaridade (g/cm2s1/2) bloco 10 cm x 15 cm 10 cm x 12 cm 10 cm x 10 cm capilaridade (g/cm2s1/2) 10 cm x 12 cm 10 cm x 10 cm 1.50 0. segundo ABNT (1992a) e CEN (1998a).25 0. As rochas dos Grupos 1.10 0.35 0. Os valores de absorção d’água para ladrilhos 10 cm x 12 cm. 48).45 ABNT R = 0. e porosidade aberta (BSI. capilaridade (g/m 2s1/2) 1998a). não se encontrando uma justificativa satisfatória para isso. os menores valores de capilaridade e poros abertos. esses obtidos em ladrilhos 10 cm x 10 cm. em especial.65 0. 3 e 4 e a amostra ARB têm. 1992a e CEN. os maiores (Figura 6.70 0. 7 e 8.48 – Correlação entre coeficiente de 0.10 0. 6.88 CEN 0. 10 cm x 15 cm 10 cm x 12 cm 10 cm x 10 cm 1999a). enquanto as dos grupos 5.10 0.30 0. podem ser apontados como o principal motivo.90 porosidade aberta (%) 0. de dimensões 10 cm x 10 cm e 10 cm x 12 cm (Fig.

30 0. Cardani. respectivamente determinadas nas condições .5 1.10 0. especialmente na aplicação da carga.50 0.70 capilaridade (g/m2s1/2) capilaridade (g/m2s1/2) Figura 6. Consideram as resistências mecânicas como as propriedades mais importantes. Detalhamento da Fig. 6. por sua vez.5 1. Meda (1999) atribuem a muitos dos erros cometidos na preservação de rochas em edifícios históricos o desconhecimento da influência das propriedades físicas e mecânicas na sua durabilidade.30 0. Meda (1999). já se havia previamente selecionado.10 0.70 0. o que.10 cm x 12 cm poros abertos (mL) poros abertos (mL) 2.47. devido à ação de cargas e das condições ambientais. Os ensaios normalizados permitem evitar essa situação por meio da determinação indireta da resistência à tensão da rocha. para a caracterização das propriedades mecânicas as resistências à compressão e à flexão.5 2.49 – Relação entre coeficiente de capilaridade e poros abertos (BSI. Apontam as resistência à compressão e à flexão como as técnicas mais freqüentemente utilizadas. pois são às forças de tensão que as rochas para revestimento estão sujeitas in situ.5 0.5 0.10 cm x 10 cm BSI . 150 3. Essas fortes correlações permitem indicar que o volume de poros abertos é diretamente proporcional ao coeficiente de capilaridade das rochas graníticas em estudo. Em concordância com a argumentação de Cardani. exibindo as rochas equivalentes a cada ponto. que sempre induz a um comportamento não-homogêneo. levando a resultados incorretos.3 Propriedades Mecânicas Cardani.5 0.50 0.5 3. 6. 1999a) para corpos-de-prova 10 cm x 10 cm e 10 cm x 12 cm.5 BSI . possibilita a extrapolação desse diretamente dos valores obtidos para poros abertos. Meda (1999) ponderam a dificuldade de execução de ensaios diretos de tensão. sobretudo em ambiente urbano-industrial.

foram realizadas determinações em cinco corpos-de-prova. A norma ASTM C 170 (ASTM. Dearman. poderiam refletir a maior ou menor resistência às solicitações de lavra e beneficiamento dessas rochas. devido ao esperado aumento da porosidade. Por meio desses ensaios. as resistências à compressão foram determinadas em três corpos- de-prova. 1990) recomenda a realização deste ensaio nas condições seca e saturada. Nas rochas gnáissicas. e paralela e perpendicularmente à estrutura. para cada condição: seca e saturada. como mencionado no Capítulo 5. Possíveis modificações na hierarquia dos resultados desses ensaios. Rao. em cada condição. realizados a partir de corpos-de-prova de bloco e ladrilho.25. Nas rochas isótropas. Os resultados determinação de resistência à compressão uniaxial acham-se na Tabela 6.3. 2000). ou seja. 1985 apud Gupta. qual a capacidade de suportarem força por área. Gupta. e seca e após ciclos de choque térmico. dos quais a redução da resistência à tensão provavelmente seja o mais efetivo. Rao (2000) sugerem que esse decaimento é relativo ao aumento da pressão de água nos poros. A água tende a reduzir a energia superficial e a resistência dos cristais.1 Compressão O ensaio de compressão uniaxial foi realizado para a determinação da resistência à tensão das rochas. resultando na diminuição da resistência mecânica da rocha e no aumento da sua deformabilidade (Turk. . 6. Diversos estudos mostram que a presença da água na rocha provoca vários efeitos nas propriedades mecânicas. 151 seca e saturada. sendo mais efetivo nas rochas intempericamente alteradas. são também potencialmente obtidas informações sobre as anisotropias e heterogeneidades causadas por microdescontinuidades e diferentes inter-relações dos minerais formadores dos materiais rochosos enfocados.

1 83.119.75753 SCC  (9.7) (7.0 114.19.3) (0.84288 AZF -14 (13.8 112.217.022.485134 BCR -15 (14.7 5.521.6) (12.914.28.96.510.   c = variação da resistência à compressão entre as condições seca e saturada (MPa).  c = resistência à compressão uniaxial (MPa).911.8 3.3) (1.67.4 5.1 89.512.60370 GVN // -16 (4.59075 GVN  (7.214.914122 CSB // -18 (10.512.28.0 162.8) (8.1) (21.226.710.558560 FLS  (1.8) (12.2 122.9) (13.323252 ARB // 3 (27.4) (15. VPnat = velocidade de propagação de ondas no estado natural (m/s).6 119. variação de resistência entre as condições seca e saturada e velocidade de propagação de ondas ultra- sônicas longitudinais.658187 BCE 3 (5.83.8) 170.671135 CSB  (9.414.356290 ARB  (5.9) (13.1) (0.5) (5.020.4) (5.5) 141.8 3.91.217.4) Nota: // = carga aplicada paralelamente à estrutura da rocha.3 5.23628 PIT -16 (15.717.806222 ITN-2 -19 (14. .3) (6.832.7) 122.6 4.4 111.08.8 3.1) (15.2) (1. 152 Tabela 6.4 3.4 119.1 4.4 4.25 – Valores médios de resistência à compressão uniaxial.9 3.4 4.6 4.6 125.5 4.3) (17. c amostra  c VPnat seca saturada 112.9) 136.516.6 4.2 3.4) (1.85.69.3) 171.8) (5.8 5.9) (3.5) 137.2 3.08.5 4.7) (13.613.0) 113.1) (1.515.9) 130.5) (7.5) (10.917.3 101.1) (5.3 105.459535 SCC // -21 (11.617.06.3) (12.5) 123.0 4.37267 RIC -8 (12.7 120.1) (13.8 121.218.7) 132.058517 FLS // -20 (24.445159 VCB-2 -21 (7.030.310. seca e saturada.4 4.414.292167 ITN-1 -22 (7.49.9) (14.0) -4 (15.7) 149.2) (1.79.9 88.88946 CRV -17 (15.9) (15.9) 149.716.9 100.4 95.618.6 143.6) 81.8) (1.0) 137.3) (9.309103 VCB-3 -10 (6.8) (3.58.5) -21 (1.924209 BSV -12 (7.1 141.46755 LBD -10 (15.8) 117.9) -15 (1.9) 113.6 4.3) -22 (3.7) 120.526.2) 141.  = carga aplicada perpendicularmente à estrutura da rocha.1) (24.3) (4.40767 VCB-1 -6 (9.7) (3.4) -25 (6.915.2 92.512.5) (14.8 5.4) (13.1) 142.0) 122.5) (5.0 116.9 127.2) (2.8) 157.3 103.5) 127.9) (3.

0 122.5 95.5 119.2 120.7 127.2 113.2 101.0 ç ã -15 o 80.5 89. exibem parâmetros equivalentes (Figura 6.8 122.6 123. que exibe resistência mecânica muito superior às ITN. especialmente químico. com base na situação geológica.9 113.0 0 160.5 136.0 % 60. Esses autores consideram que a redução da resistência à compressão é um dos mais óbvios e importantes aspectos causados pelo intemperismo. De Graff. eles permitem verificar a necessidade de detalhamento das investigações e testes subseqüentes (Johnson. Exceção à CRV.9 117.7 125.9 130. ou pela alteração da rocha intacta.5 83.0 81.0 a -10 r i a 100.0 -20 40.1 120.0 114.8 171. 153 Embora valores médios de resistência à compressão. PIT.9 141.5 149.0 105.4 137.50 – Resistência à compressão nas condições seda (barras à esquerda) e saturada (barras à direita) e variação (linha).0 5 180. apresenta maiores valores de compressão que este.9 141. 200.0 0.7 119.0 -25 20. 1988).50).0 122.5 127.2 88. proximidade geográfica e similaridade petrográfica.7 121.0 -30 paral perp perp paral paral paral perp paral perp perp BCE ARB FLS VCB-1 RIC LBD VCB-3 BSV AZF SCC BCR GVN PIT CRV CSB ITN-2 FLS VCB-2 GVN SCC ITN-1 CSB ARB seco 157.5 142. Também em desacordo com o esperado. As resistências à compressão das diferentes rochas graníticas mostraram que os grupos estabelecidos no início do trabalho. esperando-se maiores resistências para rochas da granulação fina e isótropas.0 132.8 variação 3 3 -4 -6 -8 -10 -10 -12 -14 -15 -15 -16 -16 -17 -18 -19 -20 -21 -21 -21 -22 -22 -25 Figura 6. tenha pequena aplicação direta em engenharia.6 143.0 -5 compressão (MPa) v 120.0 140.4 100. correspondente naturalmente intemperizado da AZF.9 sat. Também influenciam os valores de resistência à compressão o tamanho dos grãos e anisotropias. As resistências relativamente elevadas de CSB e FLS devem-se à estruturação muito heterogênea dessas rochas.2 116.6 103.2 112.6 112. 162.1 111.3 137.5 170.2 149.4 141.6 92. que praticamente impossibilitou a obtenção de corpos-de-prova representativos das diferenças estruturais e mineralógicas observadas . para um dado tipo de rocha.

596 Nota: A = rochas isótropas.  c sec = resistência à compressão uniaxial na condição seca (MPa).806 3. Todas as rochas exibiram variação negativa de resistência à compressão quando ensaiadas saturadas em água.800 máximo 171 150 162 127 3 3 5. A maioria das rochas isótropas (Figura 6. 3. As rochas dos grupos 2.51) tem variação entre -15% e . Com as maiores variações. A observação da Fig. as gnáissicas apresentaram valores de compressão uniaxial. acham-se as ITN. por sua vez. com aplicação da carga paralelamente à estruturação. destacam-se as ITN-1. mínimos e mediana obtidos para a resistência à compressão e velocidade de propagação de ondas.35. não constituiu uma regra. cada). à exceção de BCE e ARB// (+3%. aparentemente desconsiderando a estruturação da rocha. 154 em amostra de mão. e entre 89 MPa e 162 MPa (Tabela 6.26). Com  c sec < 120 MPa. As rochas isotrópicas mostraram variações entre 113 MPa e 171 MPa. Deve ser ressaltado que BCE praticamente não apresentou modificação entre as condições seca e saturada. GVN. na condição seca. Isto evidencia valores relativamente maiores para as rochas isótropas. 6. 6. esse último apresentando os menores valores entre as amostras estudadas. Tabela 6. respectivamente. CRV e BCE (gr. mas que. Demais símbolos iguais aos da Tab. 7 e 8 (exceto ARB) e a amostra AZF têm  c sec entre 120 MPa e 150 MPa.  c sat = resistência à compressão uniaxial na condição saturada (MPa). neste caso. As maiores resistências à compressão na condição seca (  c sec > 150 MPa) foram apresentadas por PIT.  c sec  c sat  c VPnat A B A B A B A B mínimo 113 81 89 84 -22 -25 3. em todas as condições. SCC// e FLS//. 5). CSB. na condição saturada. ARB. LBD e ARB.842 3. constituindo um grupo intermediário.50 mostra que as variações são relativas ao próprio material.467 4. que se refletem nas variações de resistência mecânica. B = rochas gnáissicas.26 – Valores máximos. que. também exibiram as maiores resistências quando saturadas. 5. entre 81 MPa e 150 MPa e entre 84 MPa e 127 MPa.558 mediana 137 126 119 105 -14 -19 4.

4 gr. 170.0 70.0 150.3 gr.86) foi obtida entre as resistências à compressão seca e saturada.0 170.52.1 gr. 8 .perp gnáissicos .2 gr.0 130. como pode ser observado na Figura 6. 6 gr.0 50.0 150. 155 -20%.0 190.paral estudadas.52 – Correlação entre 50. 7 .perp gr. 60 f 50 r e q 40 ü ê 30 n c i 20 a % 10 Figura 6. Forte correlação positiva (R = 0. relativo à estruturação das rochas isótropos gnáissicos . nas condições seca e gr. foram muito fracas.paral gr.0 compressão seca (MPa) a resistência à compressão uniaxial.paral saturada.saturada (%) saturado. com predomínio da determinação de resistências segundo as direções normal e paralela à gnaissificação.0 90. as variações tendem a valores entre -20% e -25%.5 gr. e velocidade de propagação de ondas. seca e saturada.51 – Freqüência das variações de 0 0 -5 -10 -15 -20 -25 compressão entre seco e variação compressão seca . respectivamente.86 70.0 Figura 6.0 R = 0.0 110. 7 . Naquelas gnáissicas.0 90. As correlações entre a resistência à compressão. 8 . Também não se verificou tendências entre essas e as variações de resistência à compressão entre as condições seca e saturada.0 compressão saturada (MPa) 130.0 110.perp gr. .

foi de 168 MPa. nas determinações com aplicação de carga paralela e perpendicularmente à estruturação. foram realizadas inspeções visuais. Os ensaios de compressão foram realizados em corpos-de-prova cilíndricos e a resistência média. . ARB //). porosidade e absorção em cerca de 116 amostras. na condição seca. que. 156 Kessler et al. determinação dos pesos de todos os corpos-de-prova e das velocidades de propagação de ondas.54. BCE. por vezes bastante bruscas.27 e ilustrados nas Figuras 6. metade dos corpos-de-prova foi submetida a ciclos de choque térmico.3. Como controle das possíveis modificações decorrentes desse ensaio. na condição saturada em relação à seca.2 Flexão O ensaio de flexão foi realizado para a obtenção da resistência nominal das rochas selecionadas para este estudo. a diminuição média da resistência à compressão das rochas estudadas. antes e após o ensaio. com valores máximo e mínimo de 413 MPa e 69 MPa. Os resultados obtidos acham-se na Tabela 6. FLS . Notaram que não houve modificação significativa nos valores obtidos para rochas anisótropas. 6. em média. foi 12% menor que na condição seca. RIC. (1940) realizaram um dos estudos pioneiros de caracterização de rochas graníticas. Desconsiderando os valores anômalos (VCB-1. Foram executados ensaios de resistência à compressão e determinação da densidade. com um alto coeficiente de variação (24 %). respectivamente. Visando a avaliação da resistência dessas rochas perante solicitações cotidianas de variações de temperatura. para determinação de propriedades que poderiam ser de “interesse para seleção de materiais para usos específicos”. é de (174) %.53 e 6. A maioria exibiu diminuição da resistência à compressão na condição saturada.

2) (1.54888 BSV -14 -9 0. antes e após choque térmico.  VP = variação da velocidade de propagação de ondas após ensaio de choque térmico (%). .04 (19.43 9.041.4) (0.03 5.529140 FLS // -28 -6 (8.0) (5.4) (5.12 14.55 7.= velocidade de propagação de ondas no estado natural.04 (12.470.7) (2.06594 3.520.2) (1.80 3.7) 10.89567 3.5) 15.10 3.03 (12.25 10.2) (1.5) 11.751.920.9) (3.83 4.62 4.60 4.15 5.9) (2.9) (12.89574 3.3) 0. de resistência à flexão e de propagação de ondas.27 – Resistência à flexão.06 4.8) Nota: // = carga aplicada paralelamente à estrutura da rocha.421.5) (29.7) (4.3) 11.55 4.320.42 8.700.51 13.4) 0.570.04 (11.700.3) (51.061.28925 BCE -18 -16 0. velocidade de propagação de ondas e variações de massa. 157 Tabela 6.9) (6.59 4.99271 PIT -18 -20 0.511128 ARB  -5 -18 (11.6) (12.  f = decaimento da resistência à flexão após choque térmico (%).65181 4.20586 4.1) (13.03 3.690.07 4.9) (3.118404 2.6) (1.1) (9.680.6) 0.8) (5.321.2) (3.920.396192 CSB // -39 -7 (12.84 8.9) (1.57 5.39 7.502.03 8.25779 3.05 4.74962 GVN // -19 -21 (3.53 5.00774 SCC // -49 -23 (13.071.700.491.3) (10.67 3.620.0) (1.11 5.000.105191 3.9) (2.91 4.02 (3.768195 3.1) (2.6) 0.1) (7.1) (5.04 (3.380.30) (8.1) (9.49) (2.02 (7.6) 7.7) (1.4) 9.65 11.4) (2.1) (4.42 6.1) (0.12 12.230.  f CT = resistência à flexão após ensaio de choque térmico (MPa). amostra  f nat  f CT  f VPnat VPCT  VP  massa 7.99 10.4) (3.4) (11.04 (5.1) (5.  = carga aplicada perpendicularmente à estrutura da rocha.6) 13.631.0) (0.55384 GVN  -18 -26 (2.4) 0.200.03 5.3) (5.1) (7.6) 11. VP nat.9) (20.701.3) (1.751216 AZF -20 -22 0.9) (3.7) (1.2) (4.561169 LBD -39 -52 0.9) (11.7) (1.119211 3.71 5.640.8) (1.8) (1.08044 ITN-1 -10 -21 0.88 4.781.03 (7.85 3.8) 14. VPCT = velocidade de propagação de ondas após ensaio de choque térmico.6) 8.8) 7.72196 3.870.  f nat = resistência à flexão no estado natural (MPa).833115 3.0) (32.65454 RIC -26 -22 0.01 6.0) (7.1) (4.01292 ARB // -37 -14 (12.7) (4.910.7) (0.351.99 4.122.0) 10.81 8.01 4.861.0) (1.880.418238 3.32 9.04 7.03 (4.970.4) (2.500.315154 VCB-3 -26 -23 0.185233 CSB  -40 -7 (10.989111 3.93 4.5) (13.39 3.506180 ITN-2 -7 -15 0.  m = variação de massa (%).03 (18.2) (5.038156 2.92 3.631.15550 4.643171 BCR -7 -11 0.3) (7.8) 16.500.57021 4.03397 4.833166 3.69430 3.33 2.0) (18.1) 16.757127 FLS  -10 -9 (6.6) (5.650.720.706125 SCC  -37 -27 (3.24 5.5) (1.54 3.110.40480 CRV -12 -12 0.990.7) 10.646155 3.

00 d e 12. 6.54 – Velocidade de propagação de ondas.00 0 16.00 0.000 0 5. 158 18.00 t o 6.27 permite estabelecer a distribuição das rochas estudadas em três grupos.53 e Tab.00 m e -30 n 8.000 -40 % ) 1.00 -50 2.000 -10 v 4. antes e após choque térmico.00 -20 c a i flexão (MPa) 10.53 – Resistência à flexão. na condição seca. na condição seca. quanto à resistência à flexão.000 -50 0 -60 l l l l l rp rp rp rp rp ra ra ra ra ra pe pe pe pe pe pa pa pa pa pa FLS CSB CSB FLS BSV CRV BCR ARB ITN-2 BCE ARB PIT GVN ITN-1 RIC AZF VCB-3 SCC GVN SCC LBD Figura 6.00 -60 l l l l l rp rp rp rp rp ra ra ra ra ra pe pe pe pe pe pa pa pa pa pa ARB BCR ITN-2 FLS ITN-1 CRV BSV GVN BCE PIT GVN AZF VCB-3 RIC FLS ARB SCC LBD CSB CSB SCC Figura 6. 6. A observação da Fig. tomando-se a mediana como valor de referência: . antes e após choque térmico. 6. e decaimento relativo. e decaimento relativo.00 -40 ( % ) 4.00 -10 14.000 -20 a r i VP (m/s) a ç 3.000 -30 ã o ( 2.

 8 MPa <  f nat <12 MPa: RIC. PIT. ITN-1. respectivamente. BCR. . ARB// e SCC// e SCC. única rocha isotrópica do grupo estudado com RF <8 MPa. CRV. comportamento repetido em relação à velocidade de propagação de ondas e ao decaimento. ARB. As exceções são: CSB e FLS. considera-se a influência do tamanho relativamente grande dos minerais formadores. 159   f nat > 12 MPa: BCE. cuja determinação de resistência à flexão se deu quando a tensão foi aplicada segundo a estruturação. Quanto à LBD. que podem ser consideradas de resistência elevada. mesmo quando ensaiadas perpendicularmente à estruturação. e LBD. GVN//. dispostas subparalelamente à estruturação das bandas com minerais micáceos. ITN-2. como observado no exame petrográfico. os corpos-de- prova aqui ensaiados representaram. muitas vezes sem preenchimento. SCC. os resultados refletem apropriadamente sua influência na resistência mecânica pós-beneficiamento. BSV. FLS. que deve ser obrigatoriamente observada na escolha do padrão estético a ser comercializado. As rochas isótropas tenderam a apresentar maior resistência à flexão que as rochas gnáissicas (Tabela 6. Diferentemente das determinações de resistência à compressão.   f nat <8 MPa (resistência baixa):  8 MPa <  f nat < 6 MPa: LBD. AZF e VCB-3. de resistência intermediária.28). que apresentaram esses valores quando ensaiadas perpendicularmente à estruturação. cerca de 6 MPa e 3 MPa. Este último grupo tende a incluir as rochas gnáissicas. mais adequadamente suas características litológicas. Além disso. Deve ser mencionado que CSB// e FLS// exibiram os menores valores de resistência à flexão. o que é novamente atribuído à sua estrutura fortemente bandada e também à presença de microfissuras largas. CSB.   f nat < 6 MPa: CSB// e FLS//. do intenso microfissuramento e da alteração intempérica da amostra ensaiada. GVN.

1 Resistência ao choque térmico Na literatura pesquisada.88 11.63 5. 6. de modo que as simulações em estufa devem representar somente as condições noturnas. 1998) mostrou informações bastante abrangentes e diretamente aplicadas ao estudo em questão. dado seu caráter experimental.570 5.833 4. a rocha é aquecida indiretamente pelo ar e diretamente pela radiação solar.205 4. sob direta influência das propriedades térmicas. procurou-se estabelecer . 6. quaisquer diferenças entre os padrões e taxas de decaimento das rochas aqui ensaiadas devem refletir outras propriedades físicas.70 2. no aquecimento indireto (em estufa). Dessa forma. Mas um deles (Warke. a temperatura do ar seria o único fator de controle.65 3. Smith (1998) realizaram simulação de intemperismo pelo aquecimento direto (por insolação) e indireto (em estufa) de rochas selecionadas. velocidade de propagação de ondas e variações de massa.20 -39 -49 5. que afetam a movimentação de água e resistência mecânica.47 10. À noite.  f nat  f CT  f VPnat VPCT  VP A B A B A B A B A B A B mínimo 7. antes e após choque térmico.012 -52 -27 Nota: A = rochas isótropas. Smith. a temperatura da rocha é determinada pela temperatura do ar ao redor das amostras e não pelas propriedades térmicas das rochas.561 2. com particular ênfase no papel do albedo.541 -20 -16 máximo 16. Símbolos: iguais aos da Tab.28 – Resistência à flexão.3. de resistência à flexão e de propagação de ondas.654 3.50 7.68 -7 -5 3.895 3.2.454 3. calcário.72 4. como o albedo.50 14.757 -9 -6 mediana 11. Conseqüentemente. demonstraram e quantificaram as várias temperaturas características dos diferentes tipos rochosos (arenito. granito e basalto) sob aquecimento direto e indireto. Nesta pesquisa. Warke. Apontam que.22 -18 -32 4. Nas condições naturais.27. Por outro lado.404 4. o aquecimento indireto pode contribuir para deteriorações mais severas. B = rochas gnáissicas. como para o restante das determinações neste estudo. condutividade térmica e calor específico. foram encontrados muito poucos trabalhos acerca de determinações laboratoriais para verificação de degradações em rocha pela influência direta das flutuações de temperatura. os resultados podem não corresponder àqueles observados em condições naturais.99 9.038 2. 160 Tabela 6.

Por outro lado. 161 procedimentos laboratoriais que possibilitem antecipar a durabilidade de determinado material rochoso. como pôde ser observado nas Tab. Após choque térmico.  8 MPa <  f CT < 12 MPa: VCB-3 (anteriormente no grupo resistência elevada). Os valores de decaimento variaram entre cerca de -5% e -50% (Figura 6. que relativamente tem baixo albedo. valores próximos. comparativamente com outros. A realização de 20 ciclos de aquecimento (100 oC) e resfriamento imediato em água. efetivamente promoveu a queda da resistência mecânica das rochas.   f CT < 8 MPa:  8 MPa <  f CT < 6 MPa: ITN-1. LBD. BSV. BCR. CSB. exceto LBD. os tipos rochosos em estudo guardam grandes similaridades mineralógicas. caracteristicamente.54. . ITN-2. deve-se levar em conta que. mas superiores. 6. a 12 MPa. na temperatura ambiente. 6. esses são mais agressivos que os ambientes naturais tendo em vista a obtenção de resultados em tempos e condições compatíveis com as expectativas de respostas pelos usuários e que. Portanto. permitam reprodutibilidade e repetitividade. 53 e 6. RIC.27 e Fig. comparativamente aos corpos-de-prova ensaiados ao natural. GVN e ARB. ARB// e SCC// (anteriormente no grupo 8 MPa <  f CT < 6 MPa). GVN//. FLS e SCC (anteriormente no grupo resistência intermediária).55).   f CT < 6 MPa: CSB// e FLS//. também. os grupos anteriormente referidos quanto à resistência à flexão mostraram as modificações relacionadas abaixo:   f CT > 12 MPa: BCE e CRV permaneceram com os maiores valores absolutos e PIT e AZF.

porém dificilmente generalizáveis. quanto à propagação de ondas. nas condições secas e após choque térmico (Tabela 6. As características petrográficas e texturais (tamanho dos grãos e grau de fissuramento. . em relação à resistência mecânica.isótropos VP . especialmente) certamente contribuíram para o decaimento de LBD.29) indicaram correlação muito forte (R = 0.gnáissicos . quanto à flexão. especialmente. e. menores nas rochas isótropas. O decaimento médio na resistência à flexão e na velocidade de propagação de ondas ((-1810) %) foram bastante semelhantes. 162 60 f 50 r e q 40 ü ê 30 n c i 20 a % 10 0 -10 -20 -30 -40 -50 -60 Figura 6.choque térmico (%) decaimentos da resistência flexão . em média.gnáissicos . com predominância entre -10% e -20%. o que não se reproduziu para as velocidades de propagação de onda e entre essas e resistência à flexão.paral propagação de ondas. mostrou decaimento entre 0% e -10% (representadas por FLS e ARB) e outra parte entre -40% e -50% (CSB e SCC).gnaíssicos .gnáissicos .isótropos flexão . As variações foram.perp flexão .55 – Freqüência dos decaimento flexão seca . Os coeficientes de correlação determinados para resistência à flexão e velocidade de propagação de ondas. antes e após choque térmico. Uma parte das rochas gnáissicas. visto os coeficientes de variação de 57 % e 56 %.95) entre os resultados de resistência à flexão antes e após choque térmico.perp VP .paral mecânica e de velocidade de VP . respectivamente. e entre -10% e -30%. quanto à velocidade de propagação de ondas. com determinação da resistência à flexão perpendicularmente à estruturação.

00 3.paral Figura 6. Como pode ser observado.000 5. 5 gr.57 – Correlação entre a velocidade de flexão na condição seca.00 5. não é efetiva para hierarquizar os materiais do ponto de vista de resistência mecânica propriamente dita.paral gr. 3 gr.perp gr. 5 gr. .50 0.62 Nota: símbolos iguais ao da Tab. 6 gr. 8 .00 5.00 flexão CT (MPa) VP CT (m/s) 4.000 3. 7 . 8 .95 . embora a determinação da velocidade de propagação de ondas ultra-sônicas longitudinais seja.  f nat  f CT VPnat  f CT 0.37 - VPpós-CT 0. 4 gr. 2 gr. 7 .000 flexão natural (MPa) VP natural (m/s) gr. Este comportamento indica que.paral gr. 1 gr.56 – Correlação entre resistência à Figura 6.57 ilustram a distribuição das amostras em estudo conforme os valores de resistência à flexão e de velocidade de propagação de ondas.000 4.56 0. 6. 1 gr.59 0. a distribuição dos resultados de velocidade de propagação de ondas não corresponde àqueles determinados nos ensaios de flexão.perp gr. antes e após ciclos propagação de ondas. - VPnat 0. 8 . As Figuras 6.paral gr.00 20. 2 gr. 3 gr.00 10.95 R = 0. antes e após ciclos de de choque térmico. de fato.000 4.perp gr.62 0. antes e após ensaios de choque térmico.000 8. uma ferramenta importante para a seleção dos corpos-de-prova para ensaios e para controle de resultados de ensaios de alteração. 163 Tabela 6.27. 7 . 6 gr. denotada especialmente pela a mudança de hierarquia das rochas gnáissicas. 8 .00 2.00 R = 0. 16.000 12.perp gr. 7 . 4 gr.56 e 6.000 0. choque térmico.00 2.000 6.00 15.29 – Correlações entre as determinações de resistência à flexão e de velocidade de propagação de ondas nas condições secas e após choque térmico.

36 0.613 2.15 0.13 -7 RIC 2.29 0.618 -0.  Ab = variação do coeficiente de absorção d’água a pressão atmosférica (%).34 0.612 0.636 -0.612 -0.626 0. 1998a) após ciclos de choque térmico (CT).617 2.637 2. pois foram notáveis as modificações visuais e mecânicas das amostras submetidas a esse ensaio.620 2. confeccionados a partir daqueles submetidos a ensaio de choque térmico. respectivamente. em corpos-de-prova com 10 cm x 12 cm.24 0.649 -0.01 0. houve diminuição da densidade e da absorção.20 0.11 0.19 0.33 0.615 2.614 2.09 0.  sec Ab AMOSTRA  sec  Ab antes-CT pós-CT antes-CT pós-CT LBD 2. Tabela 6.25 -14 ARB 2.08 0.43 0. Diferentemente do esperado.  sec = variação da densidade aparente (%).22 -26 ITN-1 2.27 10 PIT 2.636 2.21 -12 FLS 2.10 0. Os valores de densidade aparente e absorção após ensaio de choque térmico tenderam a ser inferiores àqueles obtidos para corpos-de-prova in natura.16 -29 BCR 2.630 2.27 9 SCC 2.19 0.659 2.25 0.659 -0. Ab = coeficiente de 3 absorção d’água a pressão atmosférica (%).23 0.02 0.27 0.619 0.24 -9 CSB 2.10 0.  Em vermelho e azul estão ressaltados.  Variações foram calculadas utilizando-se uma casa decimal adicional (uma para densidade e três.09 0.658 2.26 0.614 -0. não foi generalizado.33 -3 GVN 2.609 -0.642 0.627 2.22 17 AZF 2. ou seja.58 e 6. o que. pois alguns exibiram valores maiores de densidade e absorção (Figuras 6.29 5 Notas:   sec = densidade aparente (kg/m ). valores maiores e menores após choque térmico.613 -0.59). os índices físicos não exibiram variações compatíveis com os decaimentos da resistência à flexão e de velocidade de propagação de ondas (Tabela 6.19 0.622 0.30 -16 ITN-2 2. para absorção) de modo a se obter valores mais próximos das possíveis modificações.19 0.30 0.24 0.614 2.23 0.19 -2 VCB-3 2.30 – Valores médios e variações de densidade aparente e absorção (CEN.610 2.614 2.34 0.640 2. segundo CEN (1998a). 164 Para verificação de possíveis modificações nas propriedades físicas foram determinadas a densidade aparente e a absorção d’água.13 0.06 0. . entretanto.30).635 -0.619 2.27 0.08 0.627 -0.625 -0.24 6 BSV 2.22 -13 BCE 2.29 -14 CRV 2.

50 0.640 2.10 0.30 0. 165 2. . kg/m3 0.58 – Densidade aparente antes (pontos à esquerda) e após (pontos à direita) choque térmico e respectivas variações.59 – Absorção d’água antes (pontos à esquerda) e após (pontos à direita) choque térmico e respectivas variações.580 2.620 2.00 t t t t t t t t t t t t t t t t T T T T T T T T T T T T T T T T na na na na na na na na na na na na na na na na C C C C C C C C C C C C C C C C LBD VCB-3 RIC BCR BSV PIT AZF BCE ITN-1 ITN-2 CRV CSB FLS GVN ARB SCC Figura 6.560 t t t t t t t t t t t t t t t t T T T T T T T T T T T T T T T T na na na na na na na na na na na na na na na na C C C C C C C C C C C C C C C C LBD VCB-3 RIC BCR BSV PIT AZF BCE ITN-1 ITN-2 CRV CSB FLS GVN ARB SCC Figura 6.660 densidade aparente (kg/m ) 3 2.20 0.680 2.40 absorção (%) 0.600 2.

166

A resistência à flexão e a velocidade de propagação de ondas mostraram
evidente decaimento após o ensaio de choque térmico que, em princípio, reflete o
aumento do fissuramento, decorrente do aquecimento e resfriamento cíclicos.
A grande variabilidade dos resultados obtidos e, ademais, a “melhoria” da
absorção, leva a supor que incorporação de água se tornou menos eficiente após
vários ciclos de aquecimento e umedecimento, provavelmente devido à mudança da
morfologia e/ou da conexão dos poros, e não à ausência de degradação do material
nesse processo.
Um importante resultado dos ensaios de alteração por choque térmico foi a
mudança de coloração, por oxidação, de algumas rochas, geralmente provocando o
amarelamento, por vezes com tonalidades esverdeadas, bem como o aparecimento de
pontos ou pequenas manchas ferruginosos.
De modo a diferenciar e hierarquizar as rochas quanto à intensidade relativa de
modificações observadas, atribuiu-se:
 Grau 1: rochas consideradas visualmente inalteradas;
 Grau 2: rochas com modificação moderada;
 Grau 3: rochas com conspícua modificação.
As principais modificações acham-se descritas na Tabela 6.31.

Tabela 6.31 – Modificações de coloração observadas em amostras submetidas a choque
térmico e graduação atribuída.

AMOSTRA MODIFICAÇÕES APÓS CHOQUE TÉRMICO GRAU
Todos os corpos-de-prova apresentaram modificação de cor (Figura
LBD 6.60). Tornaram-se acastanhados, provavelmente devido à oxidação de 3
máficos.
VCB Leve perda de brilho na superfície polida de todos os corpos-de-prova. 1
Praticamente inalterados. Clareamento incipiente dos corpos-de-prova
RIC 1
fornecendo a impressão visual de esmaecimento da cor.
Praticamente inalterados. Tornaram-se relativamente mais brancas,
BSV 1
perdendo o tom acinzentado.
Praticamente inalterados. Tornaram-se relativamente mais brancas,
BCR 1
perdendo o tom acinzentado.
Intensificação do amarelamento preexistente e oxidação ao redor de
GVN 2
granada e agregados máficos.
Amarelamento da rocha e intensificação da tonalidade de pontos
PIT ferruginosos preexistentes. Essa “oxidação” é pervasiva, também 2
observada no interior do corpo-de-prova, quando quebrado.
Clareamento de todos os corpos-de-prova, acompanhado de leve
AZF amarelamento (menos intenso que no PIT). Perda de brilho da superfície 1
polida.

167

AMOSTRA MODIFICAÇÕES APÓS CHOQUE TÉRMICO GRAU
BCE Sem modificações aparentes. 1
Oxidação ao redor de minerais e/ou agregados máficos. O fenômeno é
ITN-1 pervasivo, podendo também ser observado no interior da rocha (CP-11), 3
quando quebrada.
Desenvolvimento generalizado de coloração amarelo-esverdeada em
todos os corpos-de-prova, porém pouco intenso. Intenso amarelamento
ITN-2 3
acompanhado de oxidação ou incremento da oxidação de máficos
(Figura 6.61).
Intenso amarelamento em todos os corpos-de-prova e aparecimento de
CRV manchas ferruginosas esparsas, devido a provável oxidação de máficos 3
(Figura 6.62).
Leve coloração esverdeada nas porções quartzo-feldspáticas e
CSB 1
coloração verde-amarelada próximo às bandas micáceas.
FLS Forte coloração amarelo-alaranjada em todos os corpos-de-prova. 3

ARB Leve amarelamento e pontuais manchas ferruginosas. 1
Amarelamento segundo a foliação e oxidação nas regiões quartzo-
SCC feldspáticas. Possível destacamento de fragmentos de granadas (Figura 2
6.63).

As modificações visuais mais relevantes estão ilustradas nas Figuras 6.60 a
6.63.

natural após choque térmico
Figura 6.60 – Amostra LBD. Generalizado aumento da coloração acastanhada da rocha,
provavelmente resultante do incremento da oxidação preexistente.

168

natural. após choque térmico. detalhe, após choque térmico
Figura 6.61 – Amostra ITN-2. Amarelamento da rocha e oxidação de máficos. Foto à direita,
detalhe dos minerais oxidados.

natural após choque termico detalhe, após choque térmico
Figura 6.62 – Amostra CRV. Amarelamento e aparecimento de manchas ferruginosas,
milimétricas, esparsas. Foto à direita, detalhe do amarelamento, coincidente com os pontos
microscopicamente constituídos de agregados cauliníticos.

Figura 6.63 – Amostra SCC.
Amarelamento segundo a foliação e
oxidação nas regiões quartzo-
feldspáticas.
natural após choque térmico

Algumas amostras foram selecionadas para verificação microscópica das
modificações visualmente detectadas, que foram essencialmente oxidações pontuais
ou generalizadas das rochas. A Tabela 6.32 sintetiza as principais feições
microscópicas associadas ás deteriorações.

169

Tabela 6.32 – Aspectos microscópicos das deteriorações visualmente detectadas após ensaio
de choque térmico.
amostra deteriorações observadas ao microscópio óptico
 Incremento da oxidação em fissuras e oxidação de minerais
LBD
(ortopiroxênio, principalmente).
PIT  oxidação em fissuras.
 oxidação dos “agregados” biotita e argilominerais;
ITN-1
 oxidação de sulfetos (Figura 6.64).
 oxidação dos argilominerais de alteração em espaços intergranulares
CRV
(Figura 6.65).
 aparecimento de fissuras abertas, ou aumento da abertura,
CSB concordantes, perpendiculares ou oblíquas à estruturação;
 leve incremento de hidróxidos de ferro em fissuras.
ARB  aparente aumento da oxidação.
SCC  aumento de hidróxidos de ferro em microfissuras (Figura 6.66).
Nota: o termo oxidação aqui se refere à intensificação da tonalidade ferruginosa dos hidróxidos de ferro
de preenchimento de microfissuras ou ao aparecimento de hidróxidos de ferro ou correlatos em minerais
anteriormente inalterados.

polarizadores paralelos polarizadores paralelos
a) b)

Figura 6.64 – Amostra ITN-1 após ensaio de choque térmico. Notar incremento da coloração
ferruginosa de argilominerais de preenchimento de microfissuras (a), e oxidação de
filossilicatos de alteração de biotita (b).

170

polarizadores paralelos polarizadores paralelos
Figura 6.65 – Amostra CRV após ensaio de Figura 6.66 – Amostra SCC após ensaio de
choque térmico. Aspecto da oxidação nos choque térmico. Aspecto do incremento da
locais de ocorrência de argilominerais de coloração ferruginosa de argilominerais de
alteração de mineral original. preenchimento de microfissuras.

6.3.3 Relações entre propriedades mecânicas e físicas

A análise das relações entre as duas propriedades mecânicas enfocadas
(compressão uniaxial e flexão) considerou os coeficientes de correlação para todas as
amostras e outros conjuntos de valores, quais sejam, somente amostras isótropas,
amostras isótropas e gnáissicas, somente gnáissicas etc. (Tabela 6.33).

Tabela 6.33 – Coeficientes de correlação entre valores de resistências à compressão uniaxial e
à flexão.
 f nat (MPa)  f CT (MPa)
0,87 (A) 0,81 (A)
0,75 (B) 0,65 (B)
0,48 (C) 0,55 (C)
 c sec (MPa)  c sat (MPa)
-0,85 (D) -0,59 (D)
-0,70 (E) -0,63 (E)
-0,35 (F) -0,32 (F)

Nota: A = rochas isótropas; B = rochas isótropas e com determinação de resistência perpendicular à
estruturação; C = todas amostras; D = rochas com determinação de resistência perpendicularmente à
estruturação; E = rochas com determinação de resistência paralelamente à estruturação; F = rochas
gnáissicas. Demais símbolos, iguais às Tab. 6.35 e 6.26.

As resistências à compressão e flexão mostraram correlação positiva, nas
condições seca, saturada e após choque térmico, quando considerados os conjuntos A

171

e B (Tab. 6.33), o que sugere que as rochas isótropas, especialmente na condição
seca, tendem a apresentar características compatíveis tanto in natura (compressão
uniaxial: bloco), como após beneficiamento (flexão: ladrilho); que se mantém nas
condições saturada e após choque térmico.
Considerando as resistências à compressão e à flexão das rochas gnáissicas,
nas diferentes condições de ensaio (seca, saturada e após choque térmico) e com
aplicação de tensão paralela e perpendicularmente à estruturação, verificaram-se
correlações negativas. Essa informação, ainda que se pondere a insuficiência de dados
estatisticamente significantes e o fato de que as rochas gnáissicas em análise foram
objeto, em diferentes graus, da ação intempérica, é sugestiva de que as rochas
anisótropas com maiores resistências à compressão tenderam a apresentar menores
resistências à flexão.
A título de conhecimento, as rochas estudadas oram agrupadas, segundo os
valores limites, indicados na ASTM C 615 (ASTM 1999c), para capacidade de absorção
e resistências à compressão uniaxial e flexão (Tabela 6.34).

Tabela 6.34 – Agrupamento das rochas estudadas segundo especificações da ASTM (1999c).

c > 8,27 MPa c < 8,27 MPa f >131 MPa f <131 MPa
 > 0,40% - - - -
Condição seca:
VCB-2 (VCB-1,
LBD, ITN-1, ITN-
VCB-3, RIC, VCB-2), RIC,
2, GVN ( e //),
BCR, BSV, PIT, LBD, ITN-1, BCR, BSV, PIT,
AZF, BCE, ITN-2, CSB, CSB//, AZF, BCE, CRV, ARB ( e //),
 < 0,40% CRV, FLS, CSB, CSB//, SCC ( e //).
GVN//, ARB// e
GVN, ARB e SCC// FLS e FLS//
SCC Condição
saturada: PIT, demais
BCE, CRV
Nota: absorção (  ) determinada segundo ABNT (1992a), para bloco; c = resistência à compressão
(MPa), f = resistência à flexão (MPa).

As resistências mecânicas de muitas rochas se encontram abaixo dos valores
limite sugeridos por ASTM C 615 (ASTM,1999c); 8,27 MPa para flexão e 131 MPa para
compressão.
No caso dos ensaios de resistência à flexão, as restrições se referem,
principalmente, à menor resistência da rocha quando se aplicam esforços
perpendicularmente à estruturação. Isso alerta para a utilização de medidas de
segurança (apoios, baixa solicitação de esforços e outros) em projetos visando o uso

172

da rocha nessa condição.
Quanto à compressão uniaxial, há um número relativamente grande de amostras
com resistência abaixo do valor especificado por ASTM C 615 (ASTM,1999c),
principalmente nas determinações na condição saturada. Rochas graníticas isótropas,
coesas e praticamente inalteradas em geral exibem c > 131 MPa, como mostram os
dados tecnológicos desse trabalho e de vários catálogos de rochas ornamentais
(Frazão et al.; 1993, Frascá et al., 2002 e Azevedo; Costa, 1994), que invariavelmente
exibiram os valores de c na condição seca.
Frazão; Farjallat (1996) realizaram o tratamento estatístico de mais de uma
centena de rochas silicáticas brasileiras (incluindo granitos, gnaisses, dioritos etc.) e
consideraram c = 100 MPa como o valor mínimo, para o uso desses tipos rochosos. O
fato de o Brasil ter uma grande variedade de rochas graníticas e ser um dos maiores
produtores e exportadores dos denominados “granitos amarelos” – entendidos como
rochas graníticas, isótropas ou gnáissicas, com coloração amarelada fornecida pela
ação do intemperismo, e, portanto, teoricamente menos resistentes – talvez explique o
valor estabelecido por Frazão; Farjallat (1996), valor também próximo daqueles aqui
obtidos .
Por outro lado, isso também é indicativo de que estes materiais não estão
contemplados na norma ASTM C 615 (ASTM,1999c).

6.4 Ensaios de Alteração Acelerada

6.4.1 Câmaras climáticas

Os ensaios de alteração em câmaras climáticas visaram à exposição das rochas
em estudo a simulações de ambientes marinhos (névoa salina) e ambientes urbanos
poluídos. São situações muito mais agressivas que as reais para permitir a rápida
resposta do material nesses ambientes.
Ressalta-se que não foram localizados trabalhos, na literatura, que estabeleçam
correlação entre a deterioração da rocha em condições aceleradas com a manifestação
desta no decorrer do tempo de uso, mesmo em condições assemelhadas.
Ao serem exibidas modificações na cor ou degradações na face exposta, no
caso, a face polida, avaliadas tanto por inspeção táctil como visual, verifica-se que a
rocha é potencialmente instável nas condições estipuladas.

173

As rochas foram colocadas em câmaras de névoa salina e dióxido de enxofre
pelo tempo necessário para que pudessem ser observadas modificações, devido à
indisponibilidade de informações sistematizadas quanto ao monitoramento de rochas
submetidas a intemperismo artificial.
Os principais resultados verificados ao final das exposições estão sumariados na
Tabela 6.35, em colunas paralelas, para melhor comparação das modificações
resultantes desses dois ambientes, cujos padrões mais representativos estão ilustrados
nas Figuras 6.67 a 6.75.

Figura 6.67 – Amostra LBD. Exposição à Figura 6.68 – Amostra ITN-2. Exposição à
névoa salina. nevoa salina.
Aumento da oxidação preexistente (acima, Oxidação de granada, máficos e opacos.
corpo-de-prova de controle).

Figura 6.69 – Amostra CRV. Exposição à Figura 6.70 – Amostra CSB. Exposição à
nevoa salina. névoa salina.
Aumento do amarelamento preexistente Leve coloração ferruginosa surge nos
(oxidação?) e local oxidação de granada. agregados micáceos.

n. VCB  presença de sal em fissuras superficiais. especialmente dos minerais verdes da matriz. . ressaltando-as. fornecendo a impressão visual de sutil  formação de sais em microfissuras superficiais. BCE  sem modificações aparentes. LBD de biotita.67).  sem mudanças aparentes. 3  fissuras superficiais preenchidas por sais. 3  local despegamento de biotita.68). tornando opaca a face exposta. n. -  minerais máficos tornaram-se mais claros.35 – Principais resultados obtidos pela exposição das amostras em estudo a câmaras de dióxido de enxofre e névoa salina.  clareamento da biotita. com coloração esverdeada.  leve aspereza ao tato e destacamento de biotitas. 2  inchamento (expansão) de biotita provocando aspereza na face exposta.71). superficiais.. -  oxidação de granada e de máficos + minerais opacos (Figura  alteração de minerais máficos (para coloração amarelo ouro) (Figura 6.  aspereza ao tato. 2  locais pontuações ferruginosas.72).  leve aspereza ao tato. decorrente do inchamento  notável modificação de cor (branqueamento) da rocha (Figura 6. .73).  perda de brilho torna a face exposta opaca.. na face polida.  eflorescências sobre máficos. ITN-2 6.  perda de brilho torna opaca a face exposta à névoa salina.  local escamação. na face polida.  VCB-1. PIT 2 1  leve aspereza ao tato e destacamento de biotitas. mas sem aspereza ao tato.  perda acentuada de brilho. BCR 1  formação de sais sobre biotita (e outros máficos?) e em fissuras 2  leve aspereza ao tato e possível despegamento de biotitas.e. amarelamento. .  formação de sais em fissuras superficiais e sobre biotita.e. RIC 2 2  local despegamento de biotita e formação de cavidades. “sob” feldspatos. BSV n. 1 1  sutil clareamento da rocha. 2  atenuação da oxidação preexistente.  pontos esparsos com sais.  eflorescências em máficos (biotita) (Figura 6. 2  ordem aproximada de modificações: VCB-2 > VCB-3 >  ordem aproximada de modificações: VCB-2 > VCB-1 > VCB-3 (CP vedado) VCB-1.  sutil clareamento dos pontos amarelados já existentes na rocha. 174 Tabela 6. cavidades. CÂMARAS CLIMÁTICAS ROCHA NÉVOA SALINA GRAU DIÓXIDO DE ENXOFRE GRAU  aumento da oxidação preexistente (Figura 6. ao tato.e. continua.e. em núcleos de plagioclásio. 2 e 3 mostraram-se ásperas.  aspereza. ITN-1 n. pelo inchamento de biotita. com formação de pequenas  formação de sais em espaços intergranulares. na face polida. e conseqüente impressão visual de clareamento da AZF  aparecimento de pequenos pontos amarelo-esverdeados 2 2 rocha.

 inchamento ao longo de fissuras concordantes com a estruturação da SCC  amarelamento e ressaltamento dos cordões micáceos. FLS n. Nota: grau 1 = rochas visualmente inalteradas. 1 intergranulares (Figura 6.75).  mudança de coloração da biotita para tonalidade esverdeada. grau 3 = rochas que exibiram maiores modificações. grau 2 = rochas com modificações moderadas. 175 continuação. em especial.  biotita parece ter se tornado mais acastanhada.  houve inchamento notável no CP 1 e discreto nos CPs 2 e 3. CRV preexistente) (Figura 6. 3 1  formação de sais em fissuras superficiais.  perda de material nas bordas.  feldspatos estão pouco mais rosados que os do corpo-de-  fissuras transversais à estruturação estão ressaltadas pela presença de ARB prova padrão. .. CÂMARAS CLIMÁTICAS ROCHA NÉVOA SALINA GRAU DIÓXIDO DE ENXOFRE GRAU  clareamento da rocha.  micas parecem intumescidas.74). CSB  aspereza ao tato.  formação de sais em fissuras.  inchamento e escamação no CP1. 2 2 sais..  CP 1: inchamento e escamação de minerais. -  abundantes eflorescências em agregados máficos e fissuras GVN  sem modificações aparentes. = rocha não ensaiada. 3 3 rocha.69). 3  face exposta tornou-se áspera.  destacamentos e inchamentos nos cordões micáceos.  sutil clareamento nas áreas quartzo-feldspáticas. localmente. subsuperficiais  locais oxidações de granada e máficos (Figura 6. em especial na área central. observam-se pontos amarelados (oxidados) (Figura 6. verificada.  acentuada oxidação da matriz (aumento do amarelamento  perda de brilho da face exposta. 2 3  formação de sais em fissuras superficiais e.  poucos sais formados sobre biotita. mais intensa no CP vedado. mas não há aspereza ao tato.70).e. em agregados feldspáticos ocelares.  aspereza ao tato.  localmente. adquirindo tonalidade rosa- amarelada. n.e.e. . n. com inicio de protuberâncias.  rocha apresentou leve mudança de coloração.

72 – Amostra VCB.73 – Amostra ITN-2. VCB-1 VCB-2 Figura 6. Exposição ao dióxido de enxofre. VCB-3 Figura 6. sobre biotita Nota: à direita. Exposição ao dióxido de enxofre. Total branqueamento da rocha. Pontos amarelados esparsos referentes à oxidação de minerais. localmente. Exposição ao dióxido de enxofre. corpo-de-prova de controle. 176 Figura 6. . Formação de sais em fissuras superficiais e.71 – Amostra LBD.

36 sintetiza a cronologia das modificações relevantes observadas nos monitoramentos. Em outras amostras. Os monitoramentos foram planejados para ocorrerem na seguinte seqüência: o primeiro após 24 h de exposição. ARB). GVN. dióxido de enxofre.4. A despeito disso. Abundantes eflorescências em agregados máficos e fissuras intergranulares. Exposição ao Figura 6.1 Exposição ao dióxido de enxofre Os corpos-de-prova dos materiais selecionados foram expostos ao dióxido de enxofre e submetidos a 32 ciclos. no interior da câmara. alguns materiais ensaiados não exibiram modificações visuais notáveis e outros exibiram moderada (Branco Caravelas) ou intensa (Verde Labrador) mudança de cor. “Amarelamento” da rocha. Exposição ao dióxido de enxofre.). que se referem a 8 horas diárias de exposição ao dióxido de enxofre e a 16 horas de exposição às condições ambientais.1. aproximadamente nesses intervalos. e entre 1 e 2 na “névoa” interna. do segundo ao quinto. . Foram realizados 11 monitoramentos. O pH da solução é cerca de 2. e daí em diante a cerca de 136 h de intervalo (a cada cinco ciclos). 6.74 – Amostra CRV. a exposição ao dióxido de enxofre causou intensa deterioração da face polida devido à cristalização de sais (eflorescências) e inchamentos (SCC. que tiveram que ser ajustados em virtude do calendário (finais de semana. É um ensaio de alteração mais agressivo que o de exposição à névoa salina. a intervalos de cerca de 48h (de dois em dois ciclos). totalizando 768 horas de ensaio. etc. feriados.75 – Amostra GVN. 177 Figura 6. A Tabela 6.

36 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de exposição ao dióxido de enxofre. PIT/AZF PIT: sais em biotita. VCB Pontos esparsos com sais. PIT/AZF PIT: sais em biotita e feldspatos. em vagaroso - o progresso. AZF: poucas modificações. ARB Muito poucos sais em biotita e granada. Murray (1999) também as encontraram na exposição de rochas carbonáticas ao dióxido de enxofre. granada e próximo a biotita. CSB Possíveis sais em biotita. LBD Continua branqueamento da rocha. RIC. BCR e GVN) indicou invariavelmente que as eflorescências são compostas de gipso (CaSO4. ITN-2 Formação de material alaranjado próximo a máficos. SCC Leve inchamento em agregados feldspáticos ocelares. 178 Tabela 6. o 11 ciclo BCR Sais recobrem biotita em todos os corpos-de-prova. A identificação dos sais. em . Aparente clareamento. o GVN Sais em fissuras e agregados de máficos+granada+feldspatos. 27 ciclo VCB VCB-3: inchamento de biotitas. Aumento da quantidade de sais em fissuras subparalelas à estruturação e ARB em agregados de biotita e granada. LBD Rocha tem coloração cinza chumbo. GVN Possíveis inchamentos. CRV Inchamentos e local escamação nas proximidades da borda do CP1. Sais em feldspatos e máficos. especialmente segundo fissuras CRV subparalelas. VCB-2. ARB Sais em microfissuras paralelas à estruturação e em biotita. 18 ciclo ITN-2 Incipiente clareamento da rocha. 4 ciclo SCC Sais em microfissuras paralelas à estruturação. SCC Impressão visual de clareamento. CRV Sais em fissuras e em feldspatos. 20 ciclo BCR Leve inchamento em fraturas. 6 ciclo ITN-2 Amarelamento próximo a máficos. o ARB Inchamento em áreas granolepidoblásticas.2H2O). o VCB Sais em feldspatos. Inchamentos localizados. Aparente concentração do amarelamento GVN o segundo faixas. LBD Clareamento de feldspatos. Grossi. Inchamentos esparsos (CP1) e aumento da concentração de sais em CRV fissuras subsuperficiais. Aumento da quantidade de sais em fissuras subparalelas à estruturação e o SCC 8 ciclo em agregados quartzo-feldspáticos. o PIT/AZF Possíveis sais subsuperficiais. LBD Sais em fissuras e amarelamento. 15 ciclo SCC Inchamento incipiente. CRV Oxidação de minerais e manchas amareladas esparsas. Sais espalhados por toda a face exposta. AZF: poucos sais em biotita. Todas amostras mantém as mesmas modificações. por difratometria de raios X. 2 ciclo BCR Possíveis sais em biotita. ciclo amostra modificações observadas SCC Aparente lixiviação da oxidação preexistente. o GVN Inchamentos são mais freqüentes no corpo-de-prova vedado. realizada em amostras selecionadas (VCB-1. RIC Sais em biotita.

estudos sobre os efeitos de poluentes em rochas mostraram que o principal produto das reações de degradação é o gipso. Figura 6.76). ou formação de sulfito de cálcio hemidratado. em câmaras de dióxido de enxofre provaram que a sulfatação de rochas se dá por dois mecanismos: formação direta de gipso.37. cujas descrições encontram-se na Tabela 6. escamação e despegamento local de fragmentos minerais. 179 câmaras climáticas. que provocaram inchamento.e o CaCO3 da rocha (visto que as rochas carbonáticas são as únicas extensivamente estudadas). O estudo realizado mostrou que o gipso foi o produto da interação do SO 2 com as rochas graníticas estudadas. De modo a verificar microscopicamente os diferentes resultados.76 – Amostra BCR. (1998). especialmente as SCC e GVN. resultando da interação entre SO2 ou SO42.  conspícuo branqueamento da face exposta da amostra LBD (charnockito). mas a ocorrência de sulfito de cálcio não foi detectada ou mais detalhadamente investigada. As fissuras também constituíram locais preferenciais de cristalização de sais (Figura 6.  oxidação de minerais máficos. seguido da oxidação em sulfato de cálcio dihidratado. Fratura originada no processo de confecção do corpo-de-prova foi um dos locais preferenciais para cristalização de sais. Segundo Gobbi et al. As modificações e resultados relevantes decorrentes da exposição ao dióxido de enxofre são assim sintetizadas:  formação de eflorescências e subeflorescências em biotita (ou máficos) e feldspatos. foram confeccionadas lâminas petrográficas de amostras selecionadas. levados a cabo por vários pesquisadores. . respectivamente. Esse aspecto também foi observado nas amostras gnáissicas. como um estágio intermediário. Também indicaram que estudos experimentais.

sem preenchimento LBD  branqueamento da rocha.  sutil clareamento de pontos amarelados  pequenas cavidades em feldspatos ou segundo lamelas preexistentes.78 – Amostra SCC. não são mais observados.  aumento da turvação de feldspatos. filetes ricos em sillimanita (Figura 6.77). (solubilização de carbonato (?)). de biotita. especialmente próximas aos cordões micáceos. existentes nas .77 – Amostra PIT.  aparente aumento da impregnação de filossilicatos de  amarelamento e alteração por hidróxidos de ferro. ITN-2 opacos. 180 Tabela 6. polarizadores paralelos. GVN dando origem ao gipso. A observada ausência de carbonatos. SCC ressaltamento dos  alargamento de fissuras. resultantes da perda de material (Figura 6. Figura 6. PIT  eflorescências em  não foram observadas outras modificações.  alteração de biotita evidenciada por lamelas levemente descoloridas. especialmente na SCC. provavelmente  eflorescências.78).37 – Principais modificações em amostras selecionadas daquelas submetidas à exposição em câmara de dióxido de enxofre. de  aparente intensificação do microfissuramento máficos e minerais preexistente.  locais despegamentos de granada. pois o material  fissuras superficiais com de preenchimento das microfissuras está mais límpido eflorescências.  oxidação de granada. biotita.  carbonatos. polarizadores paralelos. agora.  início de protuberâncias. de preenchimento das microfissuras. comumente associados à alteração de feldspatos. amostra deterioração observação ao microscópio óptico  aparente lixiviação de hidróxidos de ferro.  algumas fissuras acham-se. aparentemente alargadas após exposição ao dióxido de enxofre. por fissuras superficiais e microscopia óptica. Despegamento de Figura 6.  provável lixiviação de hidróxidos de ferro. Microfissuras lamelas de biotita (em azul). possivelmente piroxênio.  cavidades pontuais em máfico alterado.

Também foram realizados 11 monitoramentos. intra. mais notados ao longo de microfissuras superficiais. as modificações relevantes verificadas nos monitoramentos. os sais desapareciam totalmente. principalmente nos corpos-de-prova da VCB-3.4. causar danos perceptíveis numa observação rápida. sem. cronologicamente. Ao serem introduzidas nas câmaras. . com intervalos modificados em virtude do calendário.2 Exposição à névoa salina Os corpos-de-prova dos materiais selecionados foram expostos à névoa salina durante o período de 44 dias (1 056 horas). o gipso cristalizado na rocha. como produtos da alteração de feldspatos e material de preenchimento de microfissuras. nos monitoramentos. houve inchamento (expansão) dos agregados biotíticos. mas alguns mostraram notável oxidação dos minerais (LBD.38 exibe. as amostras ficaram quase totalmente recobertas por sais. o aparecimento ou aumento de irregularidades na face exposta de corpos-de-prova das amostras BCR. Inicialmente. também. permite supor que. dos agregados preexistentes. passaram para cerca de 72 horas e finalmente para 168 horas.1. Houve. BCR) ou mesmo perda de material (bordas da CSB). com o decorrer do ensaio. seja decorrente da reação desse dois componentes: 6. Após lavagem. entretanto. A Tabela 6. para inspeção visual. reaparecendo após o retorno dos corpos-de-prova para a câmara. trans e intergranulares. Grande parte dos corpos-de-prova não exibiu modificações visualmente observáveis. os monitoramentos foram realizados em períodos de 48 horas que. pela exposição ao dióxido de enxofre. 181 lâminas delgadas as rochas in natura. PIT e AZF em decorrência de provável despegamento de plaquetas de biotita. ao menos em parte. No Vermelho Capão Bonito.

SCC/ARB Fissuras intra e transgranulares ressaltadas por sais. o 14 ciclo PIT Oxidação e inchamento de biotita. . preferencialmente em biotita RIC. PIT/AZF Sugestivo amarelamento. Oxidação de máficos e aparecimento de material alaranjado ITN-2 o próximos a esses. BCE Aparentemente ainda inalteradas. CSB Acastanhamento e inchamento das micas. o 39 ciclo LBD. o 23 ciclo PIT/AZF. oxidação de biotita e inchamento. o 42 ciclo AZF/PIT Destacamento de biotita (AZF>PIT). Sintetizando. 26 ciclo ITN-2 Oxidação de máficos e granada. nas bordas.  oxidação de minerais ou intensificação da coloração de hidróxidos de ferro preexistentes. CRV Leve oxidação de máficos. 44 ciclo CRV Aumento da oxidação. Ciclo Amostra Modificações Observadas VCB. 182 Tabela 6. o 2 ciclo CSB Amarelamento de biotita. BCR Destacamento de biotita. 6 ciclo ARB Sais. o 8 ciclo DEMAIS Sais em fissuras. GVN Provável presença de sais em fissuras em feldspatos. RIC Destacamento de biotita. o BCR Destacamento de biotita (mais intenso na vedada). CSB Sais. conforme o tipo de rocha:  inchamento de biotita. ARB Coloração levemente mais rosada. selecionadas para este estudo. CSB Destacamento de material. AZF/PIT Sutil amarelamento e destacamento de biotita. VCB Nítido inchamento de biotita. aparentemente subsuperficiais. RIC Aumento de cavidades nos agregados de biotita. à nevoa salina resultou em dois tipos principais de deterioração ocorridos em intensidades diferentes. ITN-2 Leve oxidação em granada.39 são apresentadas as principais modificações microscópicas observadas em lâminas delgadas de amostras selecionadas. SCC Amarelamento e ressaltamento de cordões de biotita. ITN-2 Aumento da oxidação. CSB Destacamento de material. e locais despegamentos.38 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de exposição à névoa salina. o LBD Intensificação da oxidação da rocha. a exposição das rochas graníticas. Na Tabela 6. VCB Nota-se algum despegamento de biotita. quartzo e/ou feldspatos.

79 – Amostra VCB-3. no centro da foto à esquerda). (2001) comentam que a maioria dos ensaios tem sido realizada por imersão total da amostra na solução estabelecida. 183 Tabela 6. microscópio óptico. e da resistência à ação da cristalização de sais (eflorescências e subeflorescências). Várias simulações já foram desenvolvidas para estabelecer a degradação de rochas por cristalização de sais.  não foram observadas modificações perceptíveis ao PIT  leve aspereza ao tato. alteração de plagioclásio. Intensificação da cor de hidróxidos de ferro associados a argilominerais de alteração nos núcleos de feldspatos e de preenchimento de microfissuras.  intensificação da coloração avermelhada de hidróxidos VCB-3  sal em fissuras de ferro. temperatura. tipo de solução. polarizadores paralelos. . Notar cavidade em biotita (em azul. amostra deterioração observação ao microscópio óptico  cavidades pontuais em biotita. A despeito das diferenças entre tamanho da amostra.  despegamento de biotita. umidade relativa e outros.39 – Principais modificações microscópicas em amostras submetidas à exposição em câmara de névoa salina.4. que preenchem microfissuras ou associados à superficiais.  aspereza na face polida. 6. polarizadores paralelos.2 Imersão parcial em soluções ácida e alcalina A imersão parcial das rochas graníticas em soluções quimicamente agressivas objetivou a verificação da estabilidade química. concentração da solução.  opacidade da face exposta. especialmente por meio de possíveis modificações de cor. Benavente et al. que é ciclicamente imersa em soluções saturadas e seca em estufa. por provável incremento da oxidação (Figura 6. Figura 6.79).

por eflorescências. com ciclos de aquecimento (a 40 oC e 80 % de umidade relativa) e resfriamento (a 10 oC e 70 % de umidade relativa). concentração por evaporação e cristalização de sais em uma estreita faixa do corpo-de-prova. K2SO4 e MgSO4. De modo a permitir a comparação dos resultados obtidos nas duas situações de simulação. . a concentração e evaporação na área emersa. ao menos em parte. por um período contínuo e com volume catiônico constante. somente com troca periódica de reagentes. quais sejam: imersão contínua. conseqüentemente. os principais resultados verificados após essas simulações acham-se na Tabela 6. amostras parcialmente imersas em soluções.5 mol. também incluindo a verificação da influência do pH na degradação de rochas graníticas. em várias combinações. permitem a ascensão capilar. de modo a propiciar reações de dissolução e recristalização. Isso simularia situação em que as fundações e partes baixas de paredes de construções estariam na zona de ascensão capilar da água do solo e. devem-se ressaltar as diferenças entre os métodos e soluções químicas aqui empregados. (2001). de pisos térreos de edificações. então. Ensaio com características mais próximas ao aqui realizado foi o de La Iglesia et al. A contínua contribuição de soluções saturadas. principalmente bordas e laterais dos corpos-de-prova.40. pela imersão parcial de amostras de calcário. os ensaios também simulam deteriorações. em solução de sulfato de sódio (14 %). com NaOH a 1N (pH praticamente 14) e H2SO4 a 1% (pH próximo de 1). Nesse estudo. a 0. realizaram testes experimentais de degradação por cristalização salina. assentados com argamassas (comum fonte de sulfato). 184 Benavente et al. Segundo esses autores. permitem a cristalização em poros menores e a geração de pressão suficiente para quebrar e destacar material rochoso. mas como na quase totalidade das citações já feitas. expostas ao intemperismo salino. (1997). enfocou rochas carbonáticas parcialmente imersas em soluções salinas: Na2SO4. Embora guarde similaridades com os testes aqui realizados.

bordas)  bordas estão ligeiramente ásperas. grau 3 = rochas que exibiram maiores modificações. . 1 1 cinzenta). Nos corpos-de-prova com 3 cm: amarelamento 3 nas arestas e nas regiões próximas (Figura 3 cm) decorre da “remobilização” de material (compostos químicos)  corpos-de-prova com 2 cm: localmente há despegamento de de pontos já alterados.  VCB-3: núcleos praticamente inalterados.40 – Principais resultados da alteração por imersão parcial das rochas graníticas em soluções ácida e alcalina.  sem modificações aparentes (a rocha parece ter ficado mais BCE  sem modificações aparentes. RIC  sem modificações aparentes. 2  descoloração de biotita: laterais e face emersa (até  4 cm das  leve amarelamento (intensificação do já existente). VCB  VCB-3: sem modificações aparentes. também exibem quartzo e feldspatos. o que não foi observado nos corpos-de. PIT  corpos-de-prova com 3 cm estão mais amarelados que os  despegamento de minerais (biotita e quartzo/feldspato) é comum (2 e 3 com 2 cm. 1  bordas (e laterais): despegamento de biotita e alteração (?) de 2 feldspatos. BCR  sem modificações aparentes. a  sem modificações aparentes (Figura 6. carreou quartzo e/ou feldspatos próximos (Figura 6. IMERSÃO PARCIAL ROCHA NaOH GRAU H2SO4 GRAU  branqueamento da face imersa na solução. modificou próximo às arestas). que passa a impregnar fissuras em material em núcleos alterados de plagioclásio.80a). 1  bordas e laterais com algum clareamento e despegamento de biotita. * = imersão perpendicularmente aos planos de estruturação. 1  despegamento de biotita.. 1 2 biotitas.80a).. 2  bordas e laterais modificadas (clareamento). 185 Tabela 6. descoloração mais intensa da biotita (que praticamente só se prova com 2 cm. Nessas áreas houve despegamento de biotita. 2  escamações próximas às arestas. AZF  amarelamento próximo às bordas. com despegamento de BSV  sem modificações aparentes. Nota: grau 1 = rochas visualmente inalteradas. grau 2 = rochas com modificações moderadas.  área central dos corpos-de-prova praticamente inalteradas.  leve descoloração próxima às bordas e nas laterais.  clareamento de bordas e laterais. 2 Nota: modificações foram menos intensas que na PIT.  áreas centrais mais preservadas.5 cm. partir das bordas.  núcleos inalterados. das laterais e  0. continua. que LBD 2 3  despegamentos pontuais (quartzo).

 escamação relativamente intensa.0 cm x 0. para tonalidade ferrugem.  algum inchamento e destacamento nas bordas. 1 estruturação.  face emersa tornou-se bastante áspera ao tato. CSB*  sem modificações aparentes (sutil amarelamento nas  inchamento (expansão) das biotitas e escamação nas bordas. que 2 3  algum inchamento e despegamento de biotita nas bordas e próximo a desapareceu ao final do ensaio (Figura 6. com inchamento e despegamento pervasivos (Figura 6.80b).  descoloração de minerais nas bordas e laterais (Figura 6.  descoloração de minerais nas bordas ( 1-2 cm) e laterais (menos intenso que na SCC). IMERSÃO PARCIAL ROCHA NaOH GRAU H2SO4 GRAU  generalizada modificação de cor.80b). face imersa e bordas (até cerca de 2 cm em direção ao centro). exceto por alguns  áreas centrais.  alguma escamação e despegamentos (biotita). GVN* 2 2 destacamentos próximos às bordas. inalteradas.  não houve inchamento como nas câmaras.81b). ITN-2 2 3  nota-se pontual oxidação de máficos. Inicialmente apresentou 6. 1 1 fissuras). CRV nas áreas quartzo-feldspáticas 3 3  cavidades na face emersa. SCC*  apesar de não se notar aspereza ao tato.  nota-se inchamento segundo fissuras concordantes e oblíquas à ARB*  sem modificações aparentes. 2 3 observam-se inchamentos (ou “craquelamento”). são milimétricas. nas bordas e granadas. para tonalidade ferrugem (Figura  sem modificações aparentes. agregados de minerais máficos. visualmente  inchamento em fissuras ou descontinuidades. com  2 mm profundidade. FLS*  sem modificações aparentes.  sem modificações aparentes (idem ITN-1). localmente chegam a 0. 1  clareamento (descoloração) nas laterais. com até 1 mm de  locais pontuações ferruginosas.81c). profundidade. da face emersa.81a). ITN-1 intenso manchamento amarelo ferruginoso.  leve amarelamento da rocha.  total branqueamento das bordas. . que melhor se evidencia  bordas: perdas de material com até 1.  generalizada modificação de cor.  nota-se pigmentação amarelada em fissuras superfície. 186 continuação. com escamação ao longo destas (não só nas bordas como 2 na SCC) (Figura 6.5 cm.5 cm de “diâmetro”.  sem modificações aparentes. segundo estruturação. 1  sem modificações aparentes. em geral.

.81 – Aspectos resultantes da cristalização de sais (eflorescências e subeflorescências). após imersão parcial contínua em solução de ácido sulfúrico. 187 As degradações mais típicas observadas nas rochas graníticas em estudo.80 – Aspectos dos diferentes comportamentos das rochas após imersão parcial em soluções alcalina e ácida. Notar a formação de cavidade e quebra de arestas nas CRV e SCC. acham-se ilustradas nas Figuras 6. ao final do ensaio de imersão de NaOH.80 e 6. NaOH H2SO4 NaOH H2SO4 LBD (a) ITN-1 (b) Figura 6.81. ARB a) ARB – detalhe de alargamento de fissura CRV b) SCC c) Figura 6. LBD e ITN-1 não mostraram modificações aparentes. por imersão parcial em ácido sulfúrico. enquanto exibiram intensa mudança de coloração após imersão em H2SO4.

somente um deles. quinas e laterais. SCC Fissuras aparentemente exibindo inchamento. conforme a seqüência de eventos descrita anteriormente.2. A sala passou a ser desumidificada. 30º dia BCE Não exibiu eflorescências. BCR. Tabela 6. 188 6. nas bordas e laterais dos corpos-de-prova (Figura 6. . exceto VCB e RIC. tempo de amostra modificações ensaio 2º dia . Notas:  mudança de ambiente de exposição.  concentração das soluções por evaporação. Absorção total do reagente. GVN. Demais amostras passam a exibir conspícuas eflorescências. ARB. Todos os corpos-de-prova mostram eflorescências.  esses fenômenos ocorreram. seria:  ascensão da solução.41 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de imersão parcial em ácido sulfúrico. 14ºdia . BSV. o que se tornou muito mais efetivo ao se desumidificar a sala de ensaio. com taxas diferentes.  umedecimento. a partir do 9º dia.4. O mecanismo de degradação.1 Imersão parcial em ácido sulfúrico A seqüência das modificações observadas está sumariada na Tabela 6. SCC Fissuras “brancas” por possíveis sais. das bordas para o centro.  ao se atingir a supersaturação. Não foram observadas eflorescências na área central da face emersa.41. iniciou-se a cristalização de sais. especialmente 12º dia . em todos os corpos-de-prova. CRV. 5º dia ITN Aparente oxidação de máficos. LBD Clareamento da porção imersa. preferencialmente sobre biotita e máficos e também segundo os lineamentos ou descontinuidades. de acordo com aquelas observadas no ensaio de capilaridade.82).  até o 12º dia os corpos-de-prova foram lavados a cada troca de reagentes. Destacam-se: CRV. em todas as amostras. ARB. em ordem de preferência: nos cantos. ARB. 4º dia GVN. SCC. por capilaridade. formando eflorescências e prováveis subeflorescências. nas bordas. PIT. A partir de então.

escamação nas bordas VCB-3 moderada arestas e laterais biotita musgo (biotita e feldspatos (?)) alguma escamação nas RIC grumos pouca branco bordas bordas branco-esverdeado pouca a bordas alguma escamação nas BSV indistinto a verde (sobre moderada (1 a 2 cm) bordas biotita. eflorescências deteriorações aspecto quantidade cor locais escamação nas bordas LBD indistinto abundante verde-escuro arestas e laterais (biotita e feldspatos (?)) grumos em verde-claro a verde. praticamente sem modificações BCE indistinto transparentes bordas ausentes aparentes ITN-1: escamação nas bordas (predomina em ITN-1 / transparentes a indistinto muito pouca bordas biotita).  até o final da permanência dos corpos-prova em imersão. 6.42 – Descrição das eflorescências salinas resultantes do ensaio de imersão parcial em ácido sulfúrico e deteriorações observadas. preferencialmente sobre biotita. ITN-2 esverdeados rocha ficou amarelada (manchamento) . não se observaram inchamentos ou escamação. nas bordas (3 cm) esverdeado (PIT) PIT arestas em direção mais intensa que no indistinto moderada branco-esverdeado (2 cm) ao centro corpo-de-prova com 3 cm. Tabela 6.42 são descritos os aspectos das eflorescências formadas e as deteriorações observadas após secagem dos corpos-de-prova. fibrosos PIT e verde-amarelado moderada a arestas e bordas alguma escamação em AZF indistinto (AZF) e branco abundante (1 cm) biotita. fibrosos branco-esverdeado pouca a bordas alguma escamação nas BCR indistinto a verde (sobre moderada (1 a 2 cm) bordas biotita.82 – Cristalização de sais nas bordas (SCC) e nos cantos (CSB). Na Tabela 6. conforme descrito na Tab.  as degradações nas rochas foram observadas. após o período de secagem.41. 189 SCC CSB Figura 6. após os corpos-de-prova permaneceram em sala desumidificada até sua total secagem. ou seja.

em menor FLS grumos esverdeado. em decorrência da pressão de expansão dos sais em descontinuidades e.83 – Aspecto da quebra de arestas dos corpos-de-prova da amostra CRV. granada e em ( 2 cm) menor proporção. laterais e bordas possível escamação nas GVN indistinto pouca claro (biotita) (1 cm) bordas inchamentos locais e escamação das bordas bordas ARB grumos moderada verde-claro (biotita. bordas e CRV toda a face moderada branco ao centro laterais. ( 2 a 3 cm) Nota: biotita foi freqüentemente despegada durante a cristalização dos sais. A Figura 6. escamação nas bordas pouca a CSB grumos esverdeado. nos espaços intergranulares originalmente ocupados por argilominerais de alteração. ao fim do intensidade fibrosos ensaio) branco ou verde. provavelmente. 190 eflorescências deteriorações aspecto quantidade cor locais inchamento e descamação grumos em bordas em direção na face polida. feldspatos) bordas para o pouca a inchamento e escamação SCC grumos verde-claro a branco centro moderada nas bordas. branca a branco. Fissuramento nas emersa laterais (Figura 6.83). Figura 6. arestas e laterais (preferencialmente em moderada fibrosos biotita) arestas e laterais branco a branco pouca a (grumos na área idem CSB. moderada central.84 ilustra os aspectos das eflorescências formadas durante o ensaio de imersão parcial em ácido sulfúrico. .

43 mostra os resultados obtidos com porcentagens semiquantificadas pelas áreas relativas dos picos de difração. Uma porção representativa dos sais formados foi submetida à difração de raios X.84 – Diferentes aspectos das eflorescências formadas por imersão parcial em ácido sulfúrico. Os principais produtos foram sulfatos resultantes da reação entre H2SO4 e os minerais constituintes. que ficam aderidas na superfície dos grumos de sais. A Tabela 6. 191 SCC AZF RIC LBD Figura 6. Amostra AZF: notar despegamento de lamelas de biotita. .

 poitevinita: identificado na LBD. integrada com as observações listadas anteriormente:  alunogen: pela interação com silicatos de alumínio.Fe.18H2O).H2O).5Al4(Si7-6. especialmente argilominerais de alteração (caulinita – Al4Si4O10(OH)8 ou illita – K1-1. Pode ser resultante da reação do ácido com minerais máficos e opacos.Zn)SO4. sais (%) amostra Al Vo Ki Me Po LBD 5-10 10-15 80 VCB-3 100 RIC 45-50 20-25 25-30 BSV 45 20-25 30-35 BCR 30-35 50 15-20 PIT 15-20 45 35-40 AZF 55-60 40-45 BCE 90-95 5-10 ITN-2 10 15-20 70-75 ITN-1 (verde) 50-55 45-50 ITN-1 (escuro) 100 CRV 100 CSB (parte branca) 45 30-35 20-25 CSB (parte cinzenta) 30 45-50 20-25 FLS 60-65 35-40 GVN (branco) 50-55 45-50 GVN (verde) 65-70 30-35 ARB 25-30 65-70 5 SCC 25-30 70-75 Nota:  Al = alunogen (Al2(SO4)3. .H2O. provavelmente resultante da reação do ácido sulfúrico com sulfetos presentes nessas rochas. Me = melanterita (FeSO4.43 – Tipos de sais que compõem as eflorescências formadas por imersão parcial em ácido sulfúrico. Ki = kieserita 2+ 3+ (MgSO4.  As porcentagens apresentadas são relativas aos sais cristalizados em cada amostra. 192 Tabela 6.  kieserita e voltaita: formados por reações variadas com biotita (K(Mg.Fe)3(AlSi3O10)(OH)2) e possíveis produtos de sua alteração intempérica. Na Tabela 6. Vo = voltaita (K2Fe5 Fe4 (SO4)12.7H2O).5O20(OH)4)).5Al1-1.16H2O).44 são apresentadas as principais modificações microscópicas observadas em lâminas delgadas de amostras selecionadas. A formação desses sais pode ser inferida pela comparação entre as composições químicas dos sais e a composição mineralógica dos principais minerais formadores.  melanterita: detectado unicamente nas ITN. Po = poitevinita (Cu.

87). (Figura 6. sugerindo lixiviação dos hidróxidos de ferro das fissuras.  despegamento de biotita. de ferro associados às microfissuras  escamação e  carbonato de alteração não foi removido despegamentos (biotita).  generalizado surgimento de tonalidade ferrugem. despegamento de biotita. minerais.  despegamento segundo filetes de sillimanita (Figura ARB  inchamento segundo 6.  minerais acham-se mais límpidos. por provável lixiviação GVN face imersa e bordas. segundo fraturas.  despegamento de parte de lamelas de biotita.  lixiviação (?) ou oxidação (?) de biotita.44 – Principais modificações em amostras selecionadas submetidas à imersão parcial em ácido sulfúrico. . granadas. segundo as lamelas. fissuras.  inchamento de biotitas e  forte descoloração de lamelas de biotita.  cavidades em biotita. 193 Tabela 6. com inchamento  perda (despegamento) dos minerais de alteração CRV e despegamento presentes nos espaços intergranulares (Figura 6.  minerais acham-se mais límpidos. Amostra deterioração observação ao microscópio óptico  branqueamento da face  provável lixiviação de hidróxidos de ferro de LBD imersa.  lixiviação (?) ou oxidação (?) de biotita.88). segundo as lamelas.  inchamento em fissuras SCC  despegamento de granada. que passa a PIT  despegamento de biotita apresentar lamelas descoloridas. e de biotita ou descontinuidades. pervasivos.  descoloração de biotita.  intensificação da turvação de feldspatos. preenchimento de microfissuras.  aparente diminuição de hidróxidos de ferro em fissuras. e quartzo/feldspato. BSV clareamento e  cavidades em biotita.  clareamento nas laterais.86). ITN-2  inchamento e  aparecimento de hidróxidos de ferro em fissuras e os despegamento nas agregados de alteração (Figura 6.  total branqueamento das bordas.  despegamento de quartzo e feldspatos. CSB escamação nas bordas.  escamação nas bordas e  alteração de biotita (perda de ferro).  aparente lixiviação de ferro segundo lamelas em biotita e local despegamento  descoloração de  impressão visual de que os cristais estão mais límpidos.85) bordas. que passa a  bordas e laterais com apresentar lamelas descoloridas. por provável lixiviação  descoloração de minerais de ferro associados às microfissuras nas bordas e laterais.

45 A imersão em hidróxido de sódio praticamente não resultou em degradação das áreas emersas da rocha.2.88 – Amostra SCC. polarizadores paralelos. 194 polarizadores paralelos. Leve oxidação Figura 6. Despegamento Figura 6. 6. polarizadores paralelos polarizadores paralelos Figura 6. perdas de materiais próximos.2 Imersão parcial em hidróxido de sódio A seqüência das modificações observadas está sumariada na Tabela 6.89) e. Os sais se cristalizaram como crostas sobre a rocha (Figura 6. Despegamentos de biotita e “clareamento” dos materiais de em cristais de granada.85 – Amostra ITN-2.86 – Amostra CRV. Despegamento dos argilominerais intersticiais e pequenas dos argilominerais intersticiais.4. Figura 6.87 – Amostra ARB. de alteração. . não se verificaram modificações notáveis. preenchimento de microfissuras. ao serem removidos. após o período de secagem (30 dias em sala desumifidicada).

GVN: máficos esbranquiçados. BCR. BCE AZF VCB-3 GVN Figura 6. logo no início do ensaio. Ressalta-se o comportamento anômalo das amostras ITN-1 e ITN-2 que. Naqueles com 2 cm há tendência a se cristalizarem também na face emersa. ITN 2º dia tem pouco sais. nas 8º dia laterais dos corpos-de-prova com 3 cm. surpreendentemente. Início do clareamento das ITN. Aqueles à esquerda deixaram de ser lavados cerca de 15 dias após o inicio dos ensaios. PIT (3 cm). BSV e ARB. 6º dia Mudança para sala desumidificada.45 – Principais modificações verificadas nos monitoramentos do ensaio de imersão parcial em hidróxido de sódio. mas apresenta modificação de cor: ITN-1 (manchamento no centro). 3º dia Houve solubilização dos sais. tempo de ensaio modificações Amostras ainda sem sais: LBD. apresentaram intenso manchamento amarelo ferruginoso na área central da face emersa (Figura 6. 14º dia Continuidade da cristalização de sais. Entretanto. CRV: oxidação de máficos. 5º dia PIT: leve amarelamento. em crostas. com retorno à cor original. começou a ocorrer a atenuação da coloração ferruginosa. durante o ensaio. como crostas (aspecto de flocos de algodão). ITN: manchamento ferruginoso está mais escuro. RIC. sobre os corpos-de-prova parcialmente imersos em solução alcalina. . Os corpos-de-prova à direita foram lavados periodicamente. ITNs continuam a manchar. para melhor observação dos possíveis efeitos. 26º dia ITNs sem manchamento. 195 Tabela 6. ITN-2 (auréola amarelada). Inicio da cristalização de sais Formação de sais.90).89 – Aspectos da cristalização salina. com total desaparecimento cerca de 10 dias depois (30 dias do início do ensaio). cerca de 14 dias após seu aparecimento.

conforme Tabela 6. . em crostas. Como não foram observadas deteriorações nas rochas.46.90 – Amostra ITN-2. nas amostras submetidas à imersão parcial em solução alcalina. 196 corpos-de-prova após 4 dias de imersão corpos-de-prova após 15 dias de imersão Figura 6. Sais* Amostra Tn Ap LBD 100 - VCB-3 100 - RIC 50 50 BSV 60-65 35-40 BCR 100 - PIT 100 - AZF 100 - BCE 100 - ITN-1 >95 <5 ITN-2 90-95 5-10 CVR 100 - CSB 100 - FLS 80 20 GVN 90-95 5-10 ARB 45 55 SCC 85-90 10-15 Nota: Tn = termonatrita (Na2CO3. já sem aparentar a modificações de cor. o inicio de seu retorno à cor original e ao final. Ap = aphtitalita (K3Na(SO4)2). corpos-de-prova após 30 dias de imersão Os sais formados foram termonatrita (Na2CO3.46 – Sais cristalizados. * porcentagens estimadas pelas áreas principais dos picos de difração.H2O).H2O) e aphthitalita (K3Na(SO4)2). desde seu aparecimento (dois dias após a imersão). considerou-se que os tipos de sais formados são preferencialmente relativos à interação do reagente (NaOH) com o meio ambiente. Evolução do manchamento amarelo ferruginoso. Tabela 6.

0) (1.3) 4.4) (4.8) (4.9) 5.83377 PIT – 3 cm 11 (3.8) 3.188135 4.6) 4. .5) (2.89897 PIT – 2 cm 9 (1.20575 4.0) 3.343144 4.747192 4.1) 4. Dadas as dimensões definidas para os corpos-de-prova destinados aos ensaios de imersão parcial.8) 4.590339 4.6) 4.3) (1.0) 4.2) (2.689232 RIC 13 (4. 197 6.058239 4.041309 CSB 24 (8.823233 4.683110 ITN-2 23 (6. Tabela 6.2.399336 4.9) 3.603110 4.0) (3.6) 3.1) (2.82196 5.876266 SCC 4 (2.00368 5. VP = variação da velocidade de propagação de ondas após ensaios de imersão parcial em soluções ácida e alcalina.47).5) Nota: VP = velocidade de propagação de ondas.3) (1.3 Ensaios de controle A verificação de modificações resultantes de ensaio de alteração acelerada foi feita visualmente e também por determinações de parâmetros físicos e/ou mecânicos.50658 4.553180 BCR 27 (9.515105 4.4.92387 CRV 9 (2.3) (2.4) (1. não puderam ser realizados ensaios mecânicos. VP amostra VP antes depois 3.23384 VCB-3 5 (1.0) 4.9) (7.7) (5.9) (8.2) 3. então. e de velocidade de propagação de ondas antes e após os ensaios (Tabela 6.588135 BSV 27 (3.694126 4.602132 LBD 37 (7.772220 GVN 13 (1.1) (5.0) 4.6) 4.9) (6.167166 4.680278 ARB 15 (5.05151 BCE 5 (2.0) (4.657131 AZF 11 (3.348253 4.248290 4. As degradações foram.47 – Variações de velocidade de propagação de ondas após ensaios de imersão parcial.513237 ITN-1 20 (5. controladas por determinações de massa e absorção d’água.0) 3.039327 FLS 19 (9.

como no caso de evaporação do solvente. indicaram incipiente modificação da massa e diminuição da absorção d’água. Duffy (1997). em algumas rochas. não resulta na atuação de tensões na rocha. mas algumas delas aumento (LBD. em geral. especialmente por imersão parcial em ácido sulfúrico. as rochas parcialmente imersas em hidróxido de sódio exibiram diminuição da absorção. . Na sua maioria. entre 15% e 35%. Segundo Perry. que chegou a causar graves danos à região emersa.48 pode ser verificada a perda de massa por imersão parcial nas soluções químicas utilizadas. com a maioria exibindo diminuição de absorção. que “mascara” as perdas de massa e o aumento de absorção d’água. SCC e RIC). os dados apontam para uma provável cristalização de sais no interior da rocha. De qualquer forma. 198 As variações de velocidade de propagação de ondas obtidas foram todas positivas o que a princípio indica um “aumento” da coesão da rocha. muito mais perceptível nas situações de imersão em ácido sulfúrico. 6. na Tab. mas indicados nas determinações de velocidade de propagação de ondas e absorção d’água. no caso. os sais cristalizam tanto de soluções saturadas como insaturadas que estejam no interior dos espaços porosos da rocha. Quanto às variações de absorção d’água. As variações de massa e de absorção d’água (Tabela 6. Também não é observada correspondência com os resultados para imersão em hidróxido de sódio. mas pode resultar no bloqueio de poros e redução da permeabilidade da rocha.48) foram muito irregulares. por possível cristalização de sais em descontinuidades do interior dos corpos-de-prova. A precipitação de sais a partir de soluções insaturadas. Mais uma vez. levando ao aprisionamento da água e aceleração da degradação devido à dissolução interna da rocha. As modificações de absorção d’água das rochas que foram parcialmente imersas em ácido sulfúrico foram muito irregulares. esse fenômeno justifica os dados obtidos e corrobora a interpretação de que ambas simulações levaram à cristalização de sais no interior da rocha. o que aparentemente não condiz com as modificações observadas. o que também pode ser entendido como a presença de sais em poros e descontinuidades anteriormente acessíveis à água. que não foram detectados visualmente ou por microscopia óptica. Aparentemente.

00 0.7 17.02 -0.8 FLS 0.03 -0.00 -0.5 -17.1 CSB -0.04 -9. após testes de envelhecimento acelerado por exposição à névoa .7 -0.05 -7.8 4.1 0.02 -0.00 -0.09 -26.0 -16. 199 Tabela 6.00 -0.01 -0.5 BSV 0.21 -33.6 -0.06 -0.3 -0.00 -0.11 -12.01 0.01 -6.3 -17.00 -0.14 -12.8 -3.12 -15.0 25.1 0.4 GVN 0.1 -0.09 -35.2 -20.1 -5.1 -11.01 -14.7 -33.02 -0.0 -0.06 0.5 -15.2 0.2 -8.5 SCC -0.03 -0.00 -14.3 AZF 0.3 -24.6 -12.03 -0.19 -33.57 -6.4 0.5 BCE 0.48 – Variações de massa e de absorção d’água. após ensaios de imersão parcial.03 -0.00 -0.0 -3.8 6.9 BCR 0.7 -3.1 ITN-1 0.2 0.4 ARB -0.03 -0.03 -0.01 0.03 -0.01 -12.00 -0.7 -6.4 -7.5 0.19 -6.06 -12.03 -0.04 -0.14 -23.12 -18.9 0.2 VCB-3 0. (1994) ao investigarem a durabilidade de duas rochas metassedimentares (clorita xisto e metapelito) utilizadas no revestimento de fachadas.40 -6.10 -23.01 -0.12 -20.0 CRV 0.04 -0.05 -8.09 -16.1 PIT – 2 cm -0.8 12. em Turin (Itália).03 0.7 -13.19 -13.40 -11.01 -0.01 -0.7 0.14 -23.10 -16.6 -0.15 -22.2 0.6 LBD 0.7 -0.9 -0.08 -0.4 0.9 -0.02 -3.11 -19.5 0.9 -15.6 -0.04 -14.2 -18.03 -0.3 -0.4 -3.2 -0.5 RIC 0.12 -12.7 ITN-2 -0.9 0. massa (%) absorção (%) NaOH H2SO4 NaOH H2SO4 0.0 8.2 -24.03 -17.7 PIT – 3 cm 0.02 -0.0 A dispersão dos resultados de absorção de água também foi verificada por Mancini et al.10 -23.01 -0.00 -0.00 -0.0 -12.

em condições naturais. consideram que. . como os sais de sulfato são solúveis. tenderiam a ser lixiviados. Também atribuem esse comportamento à presença de sais preenchendo poros. o que não seria inesperado. 200 ácida (dióxido de enxofre em pH 2) conjugado a ciclos de congelamento e degelo.

por meio do conjunto de ensaios realizados para a avaliação da alterabilidade de rochas representativas dos materiais pétreos graníticos para revestimento em potenciais situações de uso. c. Efetivamente. obter informações que virão a subsidiar a escolha das técnicas de fixação. A durabilidade. eventualmente. como as da ASTM: C 503. As determinações das propriedades petrográficas. esses parâmetros petrográficos. b. correntemente em uso. de determinado material rochoso. 201 CAPÍTULO 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS A indicação dos usos mais adequados para as rochas estudadas não foi alvo desta pesquisa. C 616 (ASTM 1999a. focadas naquelas que apresentam quando in natura (aqui denominado bloco) e após beneficiamento (aqui denominado ladrilho). As especificações para uso de rochas ornamentais e para revestimento. o que se buscou foi. físicas e mecânicas. que também deveria estar em pautada. para indicar a necessidade de investigações e/ou ensaios tecnológicos complementares. o que torna mais apropriada a denominação propriedades de engenharia (engineering properties. Em geral. C 568. com vistas ao reconhecimento das possíveis modificações neste produto e a influência das propriedades de um e de outro na alterabilidade destes materiais. manutenção e conservação para este tipo de rocha. na literatura em inglês) do que o termo propriedades tecnológicas. de grande aceitação nos mercados consumidores doméstico e internacional de revestimento de edificações. prevenir deteriorações e incrementar a sua durabilidade. Com o incremento do uso de rochas no revestimento de edificações. não têm sido considerada em razão da ausência de informações técnicas prévias sobre potenciais . são cada vez mais requeridos para a elaboração de projetos de engenharia. físicas e mecânicas das rochas graníticas selecionadas ensejou o conhecimento de suas características tecnológicas. têm sido utilizadas como guias para a avaliação das propriedades de engenharia e. têm subsidiado. juntamente com os fatores custos e segurança. físicos e mecânicos. ou não. a decisão da utilização. d). rotineiramente determinados em laboratório. C 615. no Brasil. independentemente de suas propriedades petrográficas. uma vez que se tratam de materiais clássicos.

de que as propriedades de engenharia não exibem correspondência direta com alterabilidade. Essa foi a primeira evidência encontrada. ao menos quanto ao tipo litológico focado. 202 comportamentos do material em questão ante às novas situações ambientais e de uso. como já discutido no Capítulo 6 (item 6. dirigida para rochas graníticas para fins ornamentais ou para revestimento. ambientes marinhos. foram diferentemente afetadas (alteradas e deterioradas) ao serem expostas às situações simuladas nos ensaios de alteração. conforme expostos nas Tabelas. como para ladrilho. neste estudo. esperava-se que aquelas com valores relativamente mais altos de absorção mostrassem uma susceptibilidade maior à alteração. acham-se nos patamares especificados:  < 0.31. por exposição à névoa rica em cloretos (NaCl). que exibe a somatória dos graus de modificações.42. Há a tendência de se entender a boa qualidade tecnológica da rocha como sinônimo de alta durabilidade. ambientes poluídos. Como a capacidade da rocha de absorver água está relacionada ao sistema poroso. 6. o que muitas vezes não é correto. é que. estabelecidos por meio de inspeção visual das alterações ocorridas nas faces polidas das rochas graníticas em estudo. as rochas graníticas estudadas. obtidos tanto para bloco. ricos em dióxido de enxofre. 6. a despeito dos valores típicos de absorção.37 e 6. .40%. e a ação da cristalização de sais e de ambientes quimicamente agressivos (imersão parcial em soluções de ácido sulfúrico e de hidróxido de sódio).1. Para a visualização dos efeitos resultantes dessas simulações foi elaborado o diagrama da Figura 7. Um aspecto ilustrativo.3). apesar das variações observadas entre os valores de resistência mecânica e os recomendados na norma ASTM C 615 (ASTM 1999c). Os ensaios de alteração simularam as intempéries (variações térmicas e umidade).3. E. os valores de absorção d’água de todas as rochas ensaiadas.

0 <  < 12. CRV.0 12. discriminados quanto à deterioração verificada na face polida. AZF. a única amostra que atingiu essa qualificação foi a BCE. 203 SCC ARB GVN FLS CSB CRV ITN-2 ITN-1 BCE AZF PIT BCR BSV RIC VCB-3 VCB-2 VCB-1 LBD 0. como a seguir:  incipiente (5 <  < 7. permite inferir que seus resultados seriam semelhantes.1 – Somatória dos graus relativos atribuídos às deteriorações observadas na face polida das rochas estudadas.5 10.5): SCC. a partir de 5.5): PIT e ITN-2 (ITN-1). CSB (FLS). Como o grau 1 foi aquele atribuído a rochas visualmente inalteradas.5. VCB-1). relativamente àquelas consideradas do mesmo grupo.5): BCR. são revelados quatro grupos de rochas.5 <  < 10): VCB-3 (VCB-2.  fraca (7. ARB e GVN. somatórias de resultados () igual a 5 indican que a rocha foi considerada inalterada.0 2.5 15. . RIC (BSV).0 7. Figura 7. LBD.0 câmara salina câmara SO2 imersão parcial NaOH imersão parcial H2SO4 CT (oxidação) Nota: algumas amostras não foram submetidas a todos os ensaios.  forte ( > 12. Considerando intervalos de 2.  moderada (10.5 5. Nota: amostras entre parênteses estão com a graduação inferida. mas o comportamento delas.

em primeiro lugar. intersticiais. esmectitas. também com alta resistência mecânica e absorção moderada. relativamente ao grupo considerado. Mas. c = resistência à compressão uniaxial (MPa). Analisando as amostras que acumularam as maiores deteriorações (SCC. identificados como caulinita e. físicas e mecânicas. No caso da CRV. Com base no exame microscópico pôde-se verificar que nas amostras com moderada a forte deterioração. carbonato e sericita. os minerais de alteração tanto dispostos pela rocha como presentes nos minerais constituintes (e g.1 – Principais propriedades físicas e mecânicas de rochas com forte e incipiente modificações após ensaios de alteração acelerada. em plagioclásio) e as microfissuras constituíram os locais em que puderam ser observadas a maior parte das alterações. praticamente não exibiu alterações e outra rocha (CRV). as deteriorações se manifestaram pela oxidação ou despegamento dos argilominerais de alteração. nesta pesquisa. que o tratamento estatístico não foi possível porque não há coerência aparente dos resultados físicos e mecânicos com as degradações ocorridas nos diversos ensaios de alteração acelerada. apresentou as maiores deteriorações observadas. Pelo exposto.1. O confinamento desses nos espaços . estes podem ser avaliados por meio de uma análise integrada. f = resistência à flexão (MPa). foram verificadas as características reproduzidas na Tabela 7. uma rocha com alta resistência mecânica e alta absorção (BCE). Tabela 7. 204 Os resultados obtidos nos ensaios de alteração acelerada não exibiram correlações estatisticamente significantes (por meio das técnicas adotadas nos capítulos anteriores) com as propriedades petrográficas. argilominerais. CRV e LBD) e a que praticamente não exibiu modificação (BCE). possivelmente. Essa análise mostrou. As feições que as diferenciaram foram os graus de alteração e de microfissuramento. amostra LBD SCC CRV BCE f baixa baixa elevada elevada c baixa baixa elevada elevada  baixa a média média média alta Alteração moderada fraca a moderada fraca a moderada incipiente Fissuramento forte moderado a forte fraco a moderado incipiente Granulação grossa média a grossa fina a média fina a média Nota:  = absorção d’água aparente.

 cristalização de sais (eflorescências e subeflorescências): observado em câmaras de dióxido de enxofre e de imersão parcial em ácido sulfúrico. provavelmente resultates da remobilização do ferro. Como para as demais propriedades. 205 intergranulares.  clareamento da rocha: observado em câmaras de dióxido de enxofre e ensaios de imersão parcial em ácido sulfúrico. foi observado microscopicamente. levando inclusive. e presentes nas mesmas. conforme descrito a seguir:  oxidação da rocha e de minerais: observado em praticamente todas as simulações. ao ser exposta a ambientes ácidos. nos materiais in natura. a observação visual e microscópica dos efeitos dos ambientes simulados. A principal evidência é a ausência de hidróxidos de ferro em microfissuras. à quebra das arestas. Evidenciado por inchamento. escamação e até esfoliação. Em síntese. de pH ácido (exposição ao dióxido de enxofre e imersão parcial em ácido sulfúrico) ou sob influência da temperatura e umidade (ensaio de resistência ao choque térmico). Trata-se de um caso mais específico. em que rocha charnockítica exibiu notável branqueamento. possibilitando reação com os componentes químicos do mineral e conseqüente cristalização de sais. nesse caso. permitiu que a pressão de cristalização dos sais rompesse com maior intensidade as paredes dos poros. A presença de sais em fissuras chegou a provocar locais despegamento em granada e feldspatos. plaquetas de biotita com lamelas descoloridas. Está relacionada ao comportamento do ferro. quando as . em virtude de seu potencial de oxidação nos ambientes exógenos. mas a biotita foi o mineral que se revelou mais susceptível à esse processo. aparentemente. Sua estrutura cristalográfica deve facilitar a percolação e retenção de água (e elementos carreados). evidenciou alguns mecanismos de deterioração. nas rochas ensaiadas. Sem fornecer a impressão visual de clareamento da rocha. por provável lixiviação do ferro. em algumas amostras. também não se obteve correlação estatística entre os teores de Fe2+ e Fe3+ e as alterações verificadas. O amarelamento de algumas rochas. nessas mesmas condições também foi relacionado à oxidação e provável remobilização local do ferro.

entre outros pesquisadores. pôde-se aprofundar o entendimento dos fatores intrínsecos ligando-os. ao grau de alteração natural. Também pôde ser detectada a presença de sais no interior dos corpos-de-prova. por meio do aumento da velocidade de propagação de ondas e das modificações de absorção após o ensaio. Estes configuram o sistema poroso e propiciam a exposição das superfícies. ao grau de fissuramento e à presença de biotita e outros minerais contendo ferro. à absorção e circulação da água carreando elementos que propiciarão as alterações e/ou cristalização dos sais. Mesmo as amostras ITN. são microscopicamente visíveis os efeitos degradadores dos sais (NaCl) dissolvidos no ambiente: aumento da turvação de cristais de plagioclásio já intempericamente alterados. Evidenciou que o ambiente alcalino. que inicialmente exibiram modificação de cor. por meio do aumento da velocidade de propagação de ondas e das modificações de absorção após o ensaio. praticamente todas as rochas selecionadas e que variaram desde manchamento até escamação. a depender das características intrínsecas. Com base nos resultados apresentados e discutidos para as rochas graníticas estudadas. Conforme Aires-Barros (1991). dos minerais e das rochas. ainda que empiricamente. ao final do ensaio já haviam retornado à cor natural. foi verificada possível cristalização de sais no interior dos corpos-de-prova. alargamento de fissuras preexistentes. como atestado pelas lâminas petrográficas. mas. Indiretamente.  exposição a dióxido de enxofre: mostrou o papel degradador desse poluente e resultou em deteriorações que atingiram. extrínsecos e do tempo. não foi deletério para as rochas ensaiadas.  imersão parcial em hidróxido de sódio: efeitos visuais pouco perceptíveis. diferencialmente. intensificação da oxidação e/ou surgimento de pontos oxidados e outros. As principais características dos ensaios de alteração experimentalmente conduzidos foram:  exposição à névoa salina: efeitos visuais pouco perceptíveis. . 206 condições de supersaturação são alcançadas. A pressão de cristalização dos sais nos espaços interfoliares provoca seu destacamento. a alterabilidade é função de fatores intrínsecos.

e possibilitou a verificação das deteriorações resultantes da cristalização de sais (eflorescência e subeflorescências) e da estabilidade dos materiais ante os reagentes químicos de caráter ácido. e sua adoção. incrementará o conjunto de dados para elaboração de projetos de revestimento de exteriores. com as modificações aqui incorporadas. bem como as modificações na transformação de bloco para ladrilho não puderam ser estatisticamente correlacionadas aos resultados dos ensaios de alteração acelerada. que pode ser incorporado em futuros e necessários programas interlaboratoriais. ou seja. após esse ensaio. as influências das propriedades físicas e mecânicas. efetivamente.  os valores para as propriedades físicas (densidade. É um ensaio em vias de publicação. forneceu informações sobre possíveis modificações estéticas. tendendo a uma correlação negativa. Conforme exposto. porém. 207  imersão parcial em ácido sulfúrico: é uma simulação muito agressiva. por ação das intempéries e variações cíclicas de temperatura e umidade. pela CEN. como em trabalhos técnico-científicos. Esta pesquisa evidenciou. em geral. algumas informações relevantes. e de resistência mecânica do material. da capacidade de absorção de água de bloco para ladrilho e. mostrou-se diretamente proporcional às resistências obtidas nas determinações da rocha in natura. pois demonstra que as determinações dessas propriedades devem seguir obrigatoriamente todos os passos dos procedimentos normativos. pela oxidação de minerais. de forma a se poder. É um dado muito importante. O decaimento da resistência à flexão. muito heterogêneo. rochas com maiores valores de absorção determinada para bloco tenderam a exibir menores variações de bloco para ladrilho. absorção. entre as quais destaca-se:  aumento. potenciais agentes degradadores de rochas. Com base nisso é proposto que: . porosidade aberta e volume de poros abertos) mostraram-se dependentes do método de ensaio e do tamanho do corpo-de-prova. comparar e utilizar os dados disponíveis tanto comercialmente. o que não se verificou quanto à susceptibilidade à oxidação. especialmente de fachadas.  choque térmico: ensaio também bastante agressivo.

Para as rochas gnáissicas.  proporcionalidade entre as resistências mecânicas de bloco (compressão) e ladrilho (flexão).  corpos-de-prova com dimensões de 7. sugerindo que rochas com maiores resistências in natura tenderam a exibir. no entanto. menores resistências após modificação na geometria do material. 208  o tamanho 10 cm x 10 cm x espessura de ladrilho. para as rochas maciças (isótropas). obteve-se tendência inversa (correlação negativa) entre essas propriedades.5 cm x 7.5 cm. . relativamente. evidenciando a influência da estrutura nos resultados dessas propriedades. sejam utilizados na caracterização do material in natura. Estudos complementares poderão esclarecer melhor essa verificação. seja adotado para a determinações dessas propriedades físicas do material rochoso beneficiado.5 cm x 7. que se revelou estatisticamente mais adequado. para a determinação desses mesmos parâmetros.

obtidas para bloco e ladrilho. como um material de construção. a partir da simulação de situações ambientais reinantes em condições cotidianas de uso e aplicação. Tais rotinas estão cercadas de caráter. em grande parte. revelaram variações nas características físicas e mecânicas. cuja intensidade mostrou- se dependente daquelas do material in natura. . que necessita-se do conhecimento de suas propriedades físicas e mecânicas. ainda não é confiável e não foi objeto de investigação. A extrapolação temporal do comportamento dos materiais ensaiados ante as condições de uso simuladas. em níveis estatisticamente aceitáveis. ao serem transformadas em chapas e ladrilhos. às alterações e degradações ocorridas nos ensaios de alteração acelerada. não foi possível vinculá-las. para o relativamente longo período esperado de uso. Os resultados obtidos mostraram a susceptibilidade à deterioração das rochas graníticas escolhidas. em formas e intensidades variáveis conforme suas propriedades intrínsecas e a situação simulada. há que se contar com estimativas sobre sua durabilidade. se consideradas as informações contidas na literatura nacional e internacional. a serem tomadas como parâmetros ou critérios de escolha e de elaboração dos projetos de engenharia. representativas de materiais correntemente empregados pela construção civil. 209 CAPÍTULO 8 CONCLUSÕES Entende-se que um material rochoso destinado à aplicação no revestimento de edificações deva ser tratado. e possibilitam a introdução de novos procedimentos para a previsão e estimativa da durabilidade desses materiais. Embora tenham sido observadas correlações entre características físicas e mecânicas dos materiais selecionados. propriamente. respectivamente representantes da rocha in natura e beneficiada. Por sua vez. Também por isto. as rochas. pioneiro. O estudo realizado demonstra a possibilidade de serem estabelecidas rotinas laboratoriais para reconhecimento da alterabilidade de rochas para revestimento.

traduzidas neste estudo como sendo a intensidade e forma da alteração intempérica dos minerais constituintes e do microfissuramento. Salienta-se que o conjunto de ensaios propostos e realizados forneceu importantes indicações do desempenho do material selecionado que. que é a capacidade de resistir às condições aplicadas ao material na sua utilização. necessariamente caracterizáveis anteriormente à escolha e definição de material rochoso para revestimento de edificações. mostrou-se como a principal técnica para o entendimento e explicação das deteriorações observadas em rochas para revestimento. pois as propriedades petrográficas e a configuração do sistema poroso passaram a ter papel relevante. são extrapoláveis para monumentos e edifícios históricos construídos em rochas de natureza semelhante. como já relatado. Nessa abordagem. Por isso. . 210 As variações nos valores de absorção d’água indicaram que o processo de beneficiamento provoca modificações no sistema poroso da rocha que se reflete no provável aumento do grau de fissuramento. por sua vez. As propriedades de engenharia e a alterabilidade ou durabilidade. especialmente entre absorção. por métodos diretos ou indiretos. A ausência de altas correlações. Enfatiza-se. A petrografia. pelos métodos de investigações adotados pode ser inferido. poros abertos e capilaridade e as deteriorações ocorridas nos ensaios realizados. então. Antecipa-se que. deverão subsidiar a adoção de medidas para conservação dessas rochas. certamente. e outros. que as heterogeneidades intrínsecas aos materiais rochosos governam seu desempenho ante aos processos de alteração. o que. pode também ser atribuída à inadequação dos métodos de ensaio utilizados para a determinação de parâmetros que qualifiquem o sistema poroso da rocha. significam mais apropriadamente valores típicos das diversas propriedades da rocha em termos de resistência do que de alterabilidade. precisamente definidos e que podem ser medidos em laboratório. se revelaram insuficientes. constituem dois segmentos complementares. do ponto de vista da alterabilidade. até que estudos futuros propiciem quantitativamente as informações necessárias. No outro há a estimativa da durabilidade. na avaliação da alterabilidade. valores especificados pela ASTM. O primeiro trata da obtenção de parâmetros de resistência. mas não comprovado.

Finalmente. como métodos de investigação da alterabilidade de rochas graníticas. e sua aplicação no melhor entendimento da alterabilidade dessas rochas em situações semelhantes às aqui simuladas. é possível considerar que. no campo experimental da alteração acelerada de rochas graníticas para revestimento. pois uma vez conhecidos os efeitos degradadores e as deteriorações de cada rocha submetida a ensaios de alteração acelerada. 211 O caráter introdutório deste estudo. assentamento. e imersão parcial em ácido sulfúrico.  pesquisas para adequação das técnicas de conservação de rochas. em especial aqueles que se revelaram mais eficientes. impermeabilização e outros. em rochas graníticas. passando a se incorporar a “preservação das características naturais. exposição às câmaras de dióxido de enxofre e de névoa salina. conforme definido por ASTM e outros. dentre os quais podem ser destacados:  continuidade das investigações para determinação do sistema poroso e da distribuição dos poros. também por meio da adoção de medidas preventivas ou de conservação”. deixa antever a necessidade de trabalhos de futuros. a partir do conhecimento prévio das possíveis deteriorações nos ambientes simulados. . num futuro próximo. possa se ampliar o conceito de durabilidade de materiais rochosos. pode-se dispor desses parâmetros para a seleção de técnicas de fixação.  aprimoramento e futura normalização dos procedimentos aqui estabelecidos para os ensaios de alteração acelerada.

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219 ANEXO A Fichas de Campo .

220

FICHA DE CAMPO – No 1

o
N do Ponto: 1 Data da Visita: 19/06/2000
Tipo Comercial: VERMELHO CAPÃO BONITO
Local: Bairro Paranapitanga – Fazenda Somibrás Município: Capão Bonito – SP
Acesso: Estrada Capão Bonito-Guapiara, km 12,5 (após ponte). Saída à direita, 6 km até a mina.
Coordenadas UTM
Latitude 733296 N Longitude 75617 E
Contexto Geológico
Granito Capão Bonito, intrusivo nas unidades da Faixa Ribeira
Tipo de Rocha: Granito Cor: Vermelha
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Corte através de perfuração semimecanizada e uso de explosivos, e esquadrejamento
por cortes espaçados semimecanizados (matacões), ou flame-jet e talha-blocos (maciço).
Empreendedor
Somibrás – Sociedade de Mineração Brasileira Ltda.
Observações
Há variação no padrão da pedra produzida em matacões. Empreendimento organizado, em
consonância com plano de redução de impactos e recuperação da áreas degradadas.
3
Produção Média (m /mês): 150-200
Destino da Produção: Cidade de São Paulo (para processamento), mercado nacional e externo (Itália,
Japão).

FICHA DE CAMPO – No 2

o
N do Ponto: 2 Data da Visita: 19/6/00
Tipo Comercial: VERMELHO CAPÃO BONITO
Local: Bairro Areias – Fazenda Santa Madalena Município: Capão Bonito
Acesso: Rodovia Capão Bonito – Guapiara, km 9. Estrada para Apiaí-Mirim, 9,5 km. Saída à esquerda
até a lavra.
Coordenadas UTM
Latitude 733487 N Longitude 75428 E
Contexto Geológico
Granito Capão Bonito, intrusivo nas unidades da Faixa Ribeira
Tipo de Rocha: Granito Cor: Vermelha
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Corte através de perfurações e uso de explosivos, e esquadrejamento manual de blocos.
Empreendimento rudimentar e bastante impactante ao meio físico.
Empreendedor
Granitos Brasileiros S.A.
Observações:
Mina de empresa verticalizada, com produção bastante diminuída em relação a épocas passadas.
3
Produção Média (m /mês): 60-80
Destino da Produção: Cidade de São Paulo, para serragem e destino aos mercados nacional e
internacional.

221

FICHA DE CAMPO – No 3
o
N do Ponto: 4 Data da Visita: 20/6/2000
Tipo Comercial: VERMELHO CAPÃO BONITO
Local: Bairro Areias Município: Capão Bonito
Acesso: Rodovia Capão Bonito – Guapiara, km 9. Estrada para Apiaí-Mirim, 8 km. Saída à esquerda até
a lavra (3km).
Coordenadas UTM
Latitude 733378 N Longitude 75545 E
Contexto Geológico
Granito Capão Bonito, intrusivo nas unidades da Faixa Ribeira
Tipo de Rocha: Granito Cor: Vermelha
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Corte através de perfurações e uso de explosivos, e esquadrejamento através de furos
espaçados manuais. Empreendimento rudimentar, de baixo rendimento.
Empreendedor
Granitos Pires – Mineração e Comércio Ltda.
Observações
Produção quase paralisada. Quando em alta, exportação via portos de Rio de Janeiro e Paranaguá.
3
Produção Média (m /mês): 100
Destino da Produção: Mercado interno das regiões sul e sudeste, e mercado externo (Itália)

FICHA DE CAMPO – No 4

o
N do Ponto: 5 Data da Visita: 22/11/2000
Tipo Comercial: PRATA INTERLAGOS
Local: Jardim Sabiá Município: São Paulo – SP
Acesso: Estrada da Varginha, em Parelheiros, altura da empresa Blocos São Nicolau. Saída à direita,
200 m. Variante à esquerda até a mina.
Coordenadas UTM
Latitude 736725 N Longitude 327029 E
Contexto Geológico
Granito Parelheiros, intrusivo no Complexo Embú.
Tipo de Rocha: Granito Cor: Cinza
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Corte através de perfurações e uso de explosivos, e esquadrejamento de blocos por
furos espaçados. Todas as operações manuais.
Empreendedor
Itaquá Mármores e Granitos Ltda.
Observações
Produção quase paralisada. Quando em alta, exportação via portos de Rio de Janeiro e Paranaguá.
3
Produção Média (m /mês): 80
Destino da Produção: Mercado regional.

222

FICHA DE CAMPO – No 5

o
N do Ponto: 6 Data da Visita: 22/11/2000
Tipo Comercial: AZUL PAULISTA FRENTE NOVA
Local: Jardim Sabiá Município: São Paulo – SP
Acesso: Estrada da Varginha até a rua Henrique Mazzio. Saída à esquerda, até 500 m além do ponto
final da linha de ônibus Jardim Varginha.
Coordenadas UTM
Latitude 7368733 N Longitude 329701 E
Contexto Geológico
Granito Parelheiros, intrusivo no Complexo Embú.
Tipo de Rocha: Granito Cor: Cinza
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Corte através de perfurações e uso de explosivos, e esquadrejamento de blocos por
furos espaçados. Todas as operações semimecanizadas.
Empreendedor
Granitos Brasileiros S.A.
Observações
Mesma rocha comercializada com Prata Interlagos (IPT – SP 23) pela Itaquá Mármores e Granitos.
3
Produção Média (m /mês): 80
Destino da Produção: Mercado regional.

FICHA DE CAMPO – No 6

o
N do Ponto: 7 Data da Visita: 29/08/2000
Tipo Comercial: ARABESCO
Local: - Município: Nova Venécia – ES
Acesso: a partir de Nova Venécia, toma-se estrada para Vila Pavão. No entroncamento, toma-se a
direção para Veloso, percorrendo-se 11,5 km em estrada de terra.
Coordenadas UTM
Latitude 705125 N Longitude 33755 E
Contexto Geológico
Terrenos migmatítico-granulíticos da porção setentrional da Província Mantiqueira
Tipo de Rocha: “Gnaisse” granítico com granada
Cor: Branco rosado a amarelado
(kinzigítico?)
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Lavra mecanizada, com corte com uso de fio diamantado (preferencialmente) e flame jet.
Desdobramento com uso de marteletes e ponteiros. Blocos são levados por tratores de esteira até
caminhões e daí transportado para beneficiamento ou comercialização.
Não há capeamento. A lavra se iniciou diretamente na rocha. Há problemas de fraturamento da rocha
por alívio de tensões e o uso de massa expansiva não colaborou para solucionar este problema.
Empreendedor
Rocha Branca Mineração Comércio e Exportação Ltda.
Observações
A cor amarela, que valoriza o material, é resultante de intemperismo e atinge até 5 m de profundidade,
quando a cor passa a ser branco rosado.
3
Produção Média (m /mês): 600-700
Destino da Produção: Mercado interno e externo (Europa e Estados Unidos – chapas, ladrilhos e peças
acabadas).

223

FICHA DE CAMPO – No 7

o
N do Ponto: 8 Data da Visita: 29/08/2000
Tipo Comercial: GIALLO VENECIANO
Local : - Município: Nova Venécia – ES
Acesso: a partir de Nova Venécia, toma-se estrada para Colatina, entrando-se à direita assim que se
chega ao asfalto.
Coordenadas UTM
Latitude 793127 N Longitude 34106 E
Contexto Geológico
Terrenos migmatítico-granulíticos da porção setentrional da Província Mantiqueira
Tipo de Rocha: “Gnaisse” granítico, pouco
Cor: Branco rosado a amarelado
orientado, com granada (kinzigítico?)
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Lavra mecanizada, com corte com uso de fio diamantado (preferencialmente) e flame jet.
Desdobramento com uso de marteletes e ponteiros. Blocos são levados por tratores de esteira até
caminhões e daí transportado para o pátio.
Não há capeamento.
Empreendedor
Granasa – Granitos Nacionais Ltda.
Observações
Mina em produção há 22 anos. Uma das rochas ornamentais brasileiras mais valorizadas no mercado
externo.
3
Produção Média (m /mês): 3.700
Destino da Produção: Itália – como blocos –, essencialmente. Alguns blocos não classificados para
exportação são vendidos no mercado interno.

FICHA DE CAMPO – No 8

o
N do Ponto: 9 Data da Visita: 30/08/2000
Tipo Comercial: SANTA CECÍLIA
Local: - Município: Ecoporanga – ES
Acesso: a partir de Ecoporanga, toma-se estrada de terra, onde se percorre cerca de 25 km.
Coordenadas UTM
Latitude 798614 N Longitude 29770 E
Contexto Geológico
Terrenos migmatítico-granulíticos da porção setentrional da Província Mantiqueira
Tipo de Rocha: “Gnaisse” granítico, com
abundantes porfiroblastos de granada Cor: Branco amarelado e amarelo rosado
(kinzigítico?)
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Lavra mecanizada, em bancadas. Desdobramento dos blocos é feito com “extrator de
blocos” – marteletes em fileira segundo toda frente e base da bancada. Esquadrejamento com uso de
marteletes e ponteiros. Não há capeamento.
Empreendedor
Nemer – Mármores e Granitos S.A.
Observações
Mina em produção há 5 anos.
A cor amarela é o aspecto valorizador da rocha, e resulta do intemperismo da camada superficial do
maciço. A capa intempérica tem aproximadamente 8 m de espessura, e a lavra acompanha este
capeamento.
3
Produção Média (m /mês): 800
Destino da Produção: mercado interno, principalmente centro-oeste e sudeste.

224

FICHA DE CAMPO – No 9

o
N do Ponto: 10 Data da Visita: 28/08/2000
Tipo Comercial: VERDE LABRADOR
Local: - Município: Baixo Guandu – ES
Acesso: a partir de Baixo Guandu, toma-se estrada de terra para Pancas, onde se percorre cerca de 38
km.
Coordenadas UTM
Latitude 786090 N Longitude 30035 E
Contexto Geológico
Complexo migmatítico-granulítico de Minas Gerais
Tipo de Rocha: Charnockito Cor: Verde
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Lavra semimecanizada, com corte através de perfurações e uso de explosivos, e
esquadrejamento através de furos de martelete e uso de ponteiros. A exploração é em um alto
topográfico, com algum capeamento. Os blocos são lançados por gravidade até cotas mais baixas, de
onde são transportados para beneficiamento (em Cachoeiro do Itapemirim).
Empreendedor
Marbrasa – Mármores e Granitos do Brasil S.A.
Observações
Produção quase paralisada. Quando em alta, exportação via portos de Rio de Janeiro e Paranaguá.
3
Produção Média (m /mês): 600-700
Destino da Produção: Mercado interno e externo (Europa e Estados Unidos – chapas, ladrilhos e peças
acabadas).

FICHA DE CAMPO – No 10

o
N do Ponto: 11 Data da Visita: 31/08/2000
Tipo Comercial: BRANCO ITAÚNAS
Local: - Município: Medeiros Neto - BA
Acesso: a partir de Medeiros Neto, no entroncamento toma-se a direção Vereda. Após se percorrer
cerca de 6 km, toma-se à direita percorrendo-se mais 6 km em estrada de terra.
Coordenadas UTM
Latitude 807717 N Longitude 37854 E
Contexto Geológico
Região de Dobramentos Araçuaí. Província kinzigítica do sul do Estado da Bahia.
Tipo de Rocha: “Gnaisse” granítico, com
Cor: Branca, levemente esverdeada
abundantes porfiroblastos de granada
Dados da Lavra
Tipo de Lavra: Lavra mecanizada, com uso de fio diamantado. Desdobramento dos blocos é feito com
marteletes, e o esquadrejamento com cunhas ou explosivos.
No início da lavra, houve extração de material granítico de cor amarela, logo abaixo do capeamento.
Empreendedor
Mineração Corcovado Ltda.
Observações
Existem 2 frentes de lavra, microponto II e microponto III, este último é um pouco mais grosso que o
II e com maior tendência à modificação de cor (manchamento). É cortado por abundantes vênulas,
veios e bolsões pegmatóides (quartzo, feldspato – esverdeados – , com biotita).
3
Produção Média (m /mês): 250-300 (microponto II), 350-400 (microponto III)
Destino da Produção: mercado externo e interno.

atribuído ao teor de quartzo. Empreendedor Mineração Corcovado Ltda. Exploração a partir de alto topográfico. e o esquadrejamento com cunhas e explosivos. Coordenadas UTM Latitude 9590218 N Longitude 374221 E Contexto Geológico Stock Serra da Barriga. FICHA DE CAMPO – No 12 o N do Ponto: 13 Data da Visita: 23/01/2001 Tipo Comercial: ROSA IRACEMA Local: Fazenda Maurício Município: Forquilha – CE Acesso: Rodovia BR-222 para Sobral. Observações Esta rocha não tem apresentado problemas de manchamento.BA Acesso: a partir de Medeiros Neto. levemente esverdeada granada e biotita Dados da Lavra Tipo de Lavra: Lavra mecanizada. Coordenadas UTM Latitude 807313 N Longitude 34956 E Contexto Geológico Região de Dobramentos Araçuaí. Província kinzigítica do sul do Estado da Bahia. pois havia muito desgaste. com abundantes agregados subcentimétricos de Cor: Branca. 3 Produção Média (m /mês): 600 Destino da Produção: mercados externo e interno. com uso de fio diamantado. Observações O uso de fio diamantado foi abandonado. plutonitos ácidos a intermediários do final do Brasiliano. . e o esquadrejamento com cunhas ou explosivos. Percorrem-se cerca de 10 km até a mina. com capeamento praticamente inexistente. A opção por lavra em bancadas só minimizou o problema. Município: Medeiros Neto . mas já ocorreram algumas eflorescências. 225 FICHA DE CAMPO – No 11 o N do Ponto: 12 Data da Visita: 31/08/2000 Tipo Comercial BRANCO CARAVELAS: Local: . Tipo de Rocha: “Gnaisse” granítico. 3 Produção Média (m /mês): 250 Destino da Produção: mercados externo e interno. com uso de flame jet. Desdobramento dos blocos é feito com marteletes. Há grande perda de material por alívio de tensões do maciço rochoso.A. Desdobramento dos blocos é feito com marteletes. tomar à direita (estrada de terra) cerca de 200m após o restaurante “Maria dos Patos”. mecanizada. Tipo de Rocha: Granito Cor: Rosa Dados da Lavra Tipo de Lavra: Lavra em maciço. toma-se estrada de terra percorrendo-se cerca de 37 km. Empreendedor Imarf Granitos S.

FICHA DE CAMPO – No 14 o N do Ponto: 15 Data da Visita: 23/01/2001 Tipo Comercial: BRANCO SAVANA Local: Fazenda Maurício Município Forquilha – CE: Acesso: Rodovia BR-222 para Sobral. Percorrem-se cerca de 6 km até a mina. . Observações Os matacões. mecanizada. tomar à direita (estrada de terra) cerca de 200m após o restaurante “Maria dos Patos”. com produção interrompida. No momento. e o esquadrejamento com cunhas e explosivos. eventualmente. poderiam ser grandes blocos rolados do topo do morro. O desdobramento dos blocos é feito com marteletes. Tipo de Rocha: “Granito”. Empreendedor Imarf Granitos S. Coordenadas UTM Latitude 9586267 N Longitude 373444 E Contexto Geológico Stock Serra da Barriga. plutonitos ácidos a intermediários do final do Brasiliano. Percorre-se cerca de 8 km até a mina. e o esquadrejamento com cunhas e explosivos. tomar à direita (estrada de terra) cerca de 200m após o restaurante “Maria dos Patos”.A. 3 Produção Média (m /mês): 650 Destino da Produção: mercados externo e interno. com uso de flame jet ou fio diamantado. Empreendedor Imarf Granitos S. semimecanizada.A. 3 Produção Média (m /mês): até 900 Destino da Produção: mercados externo e interno. Coordenadas UTM Latitude 9587285 N Longitude 373313 E Contexto Geológico Stock Serra da Barriga. tendo em vista a pouca distância do Rosa Iracema. Observações É tido como uma variação do Rosa Iracema. plutonitos ácidos a intermediários do final do Brasiliano. com minúsculos pontos Cor: Branca de granada Dados da Lavra Tipo de Lavra: Lavra em matacões. Tipo de Rocha: Granito Cor: Branco levemente rosado Dados da Lavra Tipo de Lavra: Lavra em maciço. Desdobramento dos blocos é feito com marteletes. 226 FICHA DE CAMPO – No 13 o N do Ponto: 14 Data da Visita: 23/01/2001 Tipo Comercial: BRANCO CRISTAL QUARTZ Local: Fazenda Maurício Município: Forquilha – CE Acesso: Rodovia BR-222 para Sobral.

principalmente. 3 Produção Média (m /mês): - Destino da Produção: mercados externo e interno. com uso de fio diamantado. Com faixas marrom-ferruginosas nas Tipo de Rocha: Ganisse granítico porções intemperizadas. estrada para Pedra Branca (de terra). Percorre-se 10 km até o povoado Limoeiro. até Forquilha. Observações Trata-se da mais valorizada rocha ornamental brasileira em exploração. separados por drenagem. 227 FICHA DE CAMPO – No 15 o N do Ponto: 16 Data da Visita: 23/01/2001 Tipo Comercial: BRANCO CEARÁ Local: Fazenda Memória Município: Santa Quitéria – CE Acesso: Rodovia BR-222. Os corpos ocorrem geograficamente próximos. com uso de fio diamantado. 3 Produção Média (m /mês): 1. variante intemperizada da mesma rocha. toma-se a CE-362 e CE-257 no sentido Santa Quitéria. . Coordenadas UTM Latitude 9542520 N Longitude 361180 E Contexto Geológico Stock Morrinhos.A Observações São comercializadas a rocha de cor branca. toma-se a direita e percorre-se mais 14 km até a pedreira. mecanizada. tomar à direita (tem placa) cerca de 13 km antes de Santa Quitéria. Desdobramento dos blocos é feito com massa expansiva e o esquadrejamento com marteletes e cunhas. Esquadrejamento com marteletes e cunhas. que provavelmente condicionou este fenômeno só em parte do maciço. e interno. até a pedreira. Coordenadas UTM Latitude 9389477 N Longitude 398775 E Contexto Geológico Leptinitos Tróia. FICHA DE CAMPO – No 16 o N do Ponto: 17 Data da Visita: 24/01/2001 Tipo Comercial: CASABLANCA / FALÉSIAS Local: Vila de Tróia Município: Independência – CE Acesso: Rodovia BR-020 (Independência – Cruzeta). Desdobramento dos blocos é feito com massa expansiva. granitos leucocráticos Fazenda Memória Tipo de Rocha: Granito Cor: Branca Dados da Lavra Tipo de Lavra: Lavra em maciço. pouco antes da escola. Percorre-se 20 km em estrada de terra. Empreendedor Granos – Granitos S. ortognaisses leucocráticos ocupando a porção central do Maciço Tróia. inalterada. Cor: Branca.200 Destino da Produção: mercados externo. mecanizada. Empreendedor Granistone S. comercializadas como Falésias Dados da Lavra Tipo de Lavra: Lavra em maciço. e a de cor “amarronzada”.A.

228 ANEXO B Resultados de determinações de massa específica aparente. porosidade aparente e absorção d’água aparente (ABNT NBR 12766/92) .

33 s 3 0.73 0.610 0.33 x 2.V .635 0.614 0.9  sec   VCB-1 BCR  sec   6 2.48 0.02 0.03 0.633 0.51 0.46 0.41 0.24 s 6 0. 0.631 0.16 4 2.661 0.01 x 2. = coeficiente de variação (%) 4 2.25 5 2. s 7 0.V .68 0.633 0.32 9 2.87 0.26 1.45 0.617 0.0 LBD  sec   RIC  sec   2 2.45 0.43 0.84 0.44 0.66 0.28 4 2.00 0.19 7 2.622 0.23 4 2.16 2 2.14 3 2.23 2.64 0.37 0.2 2.9 2.18 10 2.610 0.18 6 2.24 5 2. 0. 0.41 0.34 8 2.03 0.47 0.46 0.7 5.17 s 5 0.610 0.44 0.8 s 2 0.64 0.659 0.2 C. 229 Legenda VCB-3  sec    sec = massa específica aparente seca (kg/m ).17  = absorção d’água aparente (%).26 C. 3 x = média 1 2.668 0.17 x 2.18 1.628 0.87 0.43 0.6 1.25 1 2.615 0.619 0.633 0.87 0.639 0.87 0.631 0.66 0.18 10 2.17 8 2.01 x 2. s = desvio padrão 2 3 2.50 0. C.V .01 0. 0.33 9 2.4 6.17 C.01 0.619 0.622 0.01 0.87 0.633 0.633 0.655 0.5 s 1 0.V .610 0. 0.33 10 2.4 4.44 0.619 0.02 1.610 0.616 0.18 6 2.615 0.V .V .65 0.633 0.63 0.25 s 2 0.45 0.01 0.00 TAMANHOS DOS CORPOS-DE-PROVA: 10 cm x 15 cm C.638 0.70 0.9 1.609 0.616 0.65 0.48 0.01 C.17  = porosidade aparente (%).46 0.41 0.46 0.64 0.45 0.33 C.4 .639 0.16 1 2.17 x 2.626 0.662 0.7 1 2.18 8 2.47 0.66 0.01 x 2.15 5 2.635 0.631 0.24 2 2.18 3 2.V .19 1 2.17 3 2.17 0.646 2.01 VCB-2  sec   C.27 x 2.610 0.13 6.17 9 2.25 6 2.641 0.669 0.V .16 BSV  sec   3 2.09 4.634 0.16 2 2.09 5.24 3 2. 0.45 0.635 0.87 0.41 0.

36 s 6 0.615 0.4 3.613 0.30 4 2.614 0.3 10.615 0.01 0.636 0.90 0.95 0.24 C.614 0.35 FLS  sec   s 3 0.620 0.01 0. 0.31 2 2.643 0.89 0.34 1 2.7 2 2.612 1.72 0.631 0.64 0.87 0.627 0.632 0.33 3 2.22 CSB  sec   x 2.01 2 2.86 0.63 0.621 0.615 0.24 1 2.25 3 2. 0.V .624 0.31 2 2.77 0.1 1. 0.23 1 2.85 0.30 3 2.607 0.33 C.621 0.20 s 1 0.24 C.91 0.82 0.2 .632 0.34 C.636 0.97 0.607 0.55 3.613 0.1 2 2.619 2.90 0.78 0.627 0.26 4 2.92 0.30 2 2.631 0.610 0.07 2.22 10.01 1.03 0.79 0.63 0.87 0.3 x 2.02 5 2. 0.78 0.04 1 2.3 8 2.23 x 2.08 0.04 3.72 0.91 0.35 x 2.33 0.30 C.10 0.59 0.01 1 2.62 0.V .24 2 2.629 0.1 x 2.616 0.03 0.63 0.91 0.01 C.65 0.V .24 3 2.624 0.2 2.15 11.35 x 2.V . 0.03 3.62 0.611 0.V . 0.30 1 2.614 0. 0.69 0.10 3.94 0.35 3 2.35 AZF  sec   s 4 0.61 0.82 0.06 0.26 s 15 0.65 0.25 CRV  sec   x 2.53 0.V .V .6 3.621 0.02 0.36 s 0 0.621 0.623 0.26 C.58 0.24 ITN-1  sec   8 9 2.8 4.31 s 2 0.630 0.82 0.62 0.610 0.23 4 2.68 0.60 0.621 0.23 0.6 3.V .611 0.03 0.28 C.92 0.614 0. 230 PIT-2cm  sec   ITN-2  sec   1 2. 0.33 BCE  sec   9 10 2.634 0.28 x 2.24 1 2.69 0.62 0.63 0.01 3 2.629 0.00 6 2.610 0.41 3 2.609 0.79 0.35 5 2.68 0.61 0.603 0.630 2.37 10 2.23 2 2.01 4 2.624 0.611 0.624 0.1 11.6 3 2.24 s 1 0.4 5 2.26 5 2.

20 1 2.56 0.634 0.29 5 Pd 2.33 10 2.67 0.635 0.8 VCB-3  sec   1 NaOH 2.639 0.22 x 2.21 4 2.74 0.12 3 2.655 0.89 0.23 2 2.54 0.70 0.59 0.28 x 2.648 0.658 0.617 0.639 0.61 0.20 1 H2SO4 2. 0.53 0.10 1 2.01 C.33 9 2.26 0.93 0.646 0.29 10 2.20 3 2.54 0.56 0.633 0.659 0.01 0.75 0.20 9 2.82 0.619 0.6 2.635 0.620 0.28 5 H2SO4 2.54 0.28 4 H2SO4 2.49 0.03 0.5 x 2.0 7.23 4 NaOH 2. 0.13 9 2.04 0.12 8 2.75 0.07 2.636 0.V . 231 GVN  sec   VCB-1  sec   1 2.09 3.660 0.6 .631 0.53 0.6 3. 0.34 8 2.11 2 2.4 s 6 0.75 0.V .33 0.7 4.87 0.21 TAMANHOS DOS CORPOS DE PROVA: 10cm x 12cm 3 Pd 2.21 LBD  sec   5 H2SO4 2.4 2.35 10. V .616 0.36 6 2.70 0.26 x 2.23 x 2.648 0.58 0.1 1 H2SO4 2.24 2.53 0.639 0.26 s 3 0.95 0.20 2 2.73 0.58 0.30 9 2.01 x 2.636 0.31 3 NaOH 2.3 9.30 s 2 0.644 0.21 8 2.619 0.89 0.26 s 2 0.02 C.13 4.21 6 2.642 0.01 3 NaOH 2.69 0.12 10 2.632 0.28 s 9 0.75 0.637 0.1 5 Pd 2.53 0.7 C.642 0.660 0.25 C.630 0.01 C.28 s 2 0.655 0. 0. V .79 0.28 C.641 0.V .12 7.02 0.55 0.75 0.634 0. 0.636 0.61 0.33 0.01 s 9 0.31 0.649 0.32 x 2.56 0.74 0.04 0. 0.631 0.641 0.28 10 2.651 0.23 5 2.77 0.7 4.28 7 2.645 0.1 10.644 0. 0.73 0. V .21 2 NaOH 2.639 0.29 0.658 0.19 2 NaOH 2.79 0.86 0.03 RIC  sec   C.6 VCB-2  sec   ARB  sec   6 2.78 0.53 0.648 0.641 0.612 0.632 0.655 0.35 7 2.646 0.22 3 2.84 0.03 0.31 0. V . V .20 SCC  sec   2 H2SO4 2.26 x 2.70 0.03 0.35 4.635 0.60 0.28 8 2. 0.08 0.657 0.08 9.01 C.643 0.34 s 3 0.633 0.

628 0.0 PIT-3cm  sec   ITN-2  sec   1 NaOH 2.4 6.08 3.76 0.617 0.79 0.55 0.613 0.24 1 H2SO4 2.57 0.74 0.630 0.627 0.24 5.33 s 1 0.30 5 NaOH 2.05 0.628 0.65 0.32 5 PD 2.30 1 Pd 2.78 0.03 0.616 0.627 0.28 x 2.50 0.02 C.610 0.29 7 NaOH 2.622 0.20 2 NaOH 2.57 0.31 4 Pd 2.79 0.65 0.22 3 NaOH 2.76 0. 0.19 1 Pd 2.0 5.87 0.78 0.83 0.614 0.30 s 1 0.623 0.619 0.620 0.612 0.5 2.5 . V .01 0.611 0.02 6.V .29 2 H2SO4 2.631 0.619 0.24 4 Pd 2.629 0. V .62 0.03 1.0 PIT-2cm  sec    sec    sec 4 H2SO4 2.65 0. 0.21 1 H2SO4 2.20 4 H2SO4 2. 0.623 0.24 x 2.55 0.01 C.620 0.78 0.8 C.01 s 2 0.52 0.04 0.02 0.78 0.53 0.77 0.617 0.83 0. V .01 C.22 5 NaOH 2.94 0.3 5.615 0.614 0.53 0.24 s 2 0.74 0.47 0.2 3.01 s 3 0.62 0. 232 BCR  sec   AZF  sec   1 Pd 2.67 0.30 1 H2SO4 2.610 0.18 3 NaOH 2.8 1.7 C.80 0.32 x 2.24 3 NaOH 2.13 6. V .02 0.628 0.614 0.21 5 NaOH 2. V .3 C.612 0.3 C.79 0.33 2 H2SO4 2.20 x 2.613 0.80 0.30 3 NaOH 2.619 0.628 0. V . 0.24 4 NaOH 2.624 0.602 0.07 3.21 4 H2SO4 2.80 0.63 0.616 0. 0.7 6.54 0.36 2 NaOH 2.53 0.64 0.630 0.616 0.32 1 Pd 2. 0.612 0.9 4.30 5 H2SO4 2.616 0.614 0.86 0.28 6 H2SO4 2.01 C.25 3 H2SO4 2.82 0.01 s 1 0.30 5 NaOH 2. 0.30 x 2.86 0. V .618 0.75 0.53 0.613 0.24 6 H2SO4 2.29 2 NaOH 2.83 0.31 3 H2SO4 2.623 0.630 0.624 0.03 2.25 2 NaOH 2.63 0.25 2 H2SO4 2.620 0.06 5.33 x 2.628 0.5 BSV  sec   BCE  sec   1 HCL 2.03 0.54 0.20 5 H2SO4 2.20 x 2.30 s 2 0.20 1 Pd 2.613 0.62 0. 0.03 0.25 x 2.63 0.30 6 H2SO4 2.01 s 6 0.623 0.

9 4.27 8 Pd 2.68 0.613 1.73 0.656 0.17 1.26 9 HCl 2.58 0.26 3 NaOH 2.68 0.6 2.70 0.670 0.09 0.26 2 H2SO4 2.27 s 26 0.3 C.07 11.76 0. V . V .663 0.72 0.606 0. V .636 0.30 7 H2SO4 2.636 0.22 NaOH 2.04 0. V .16 5 2.01 C.657 0.74 0.75 0.16 C.70 0.636 0.02 0.16 0.26 2 Pd 2.636 0.26 s 13 0.70 0.26 7 NaOH 2.04 2.620 0.659 0.05 0.15 8 H2SO4 2.80 0.69 0.622 0.22 C.562 0.9 2.629 0.27 8 Pd 2.656 0.26 C.80 0.77 0.5 2 H2SO4 2.29 3 2.638 0.6 5.637 0.31 3 NaOH 2.612 1.595 0.26 1 H2SO4 2.01 x 2.17 8 Pd 2.43 1 2.636 0.27 x 2.640 0.12 0.02 C. V .02 0.41 0.660 0.8 CSB  sec   1 NaOH 2.624 0.622 0.81 0.70 0.3 .26 8 H2SO4 2.7 s 2 0.633 0. 233 CRV  sec   ARB    sec 1 H2SO4 2.19 5.643 0.70 0.630 0.28 VCB-1  sec   2 Pd 2.13 x 2.1 4.40 2 H2SO4 2.637 0.21 2.29 x 2.05 0.30 s 5 0.637 0.42 4 2.5 2.08 0.98 4. 0.60 0. 0.69 0.41 5 2.623 0.30 8 NaOH 2.01 s 6 0.623 0.62 0.614 1.33 1 2.637 0.38 7 H2SO4 2.01 0.622 0.02 x 2. V .599 0.46 0.667 0.26 3 NaOH 2.77 0.02 0.23 s 1 0.30 4 2.71 0.23 4 H2SO4 2.73 0.638 0.42 0. V .82 0.68 0. 1. 0.6 FLS  sec   TAMANHO DOS CORPOS DE PROVA: 10 cm x 10 cm 1 NaOH 2.09 0.4 GVN  sec   0.28 1 H2SO4 2.69 0.598 1.75 0.04 0.5 s 9 0. 0.00 C.33 2.668 0.77 0.57 0.645 0.659 0.70 0.98 0.660 0.8 s 4 0.27 9 NaOH 2.26 x 2.81 0.660 0.27 8 H2SO4 2. 0.68 0.645 0.60 0.26 8 H2SO4 2.05 0.616 1.26 9 Pd 2. V .628 0.41 2 2.45 0.67 0.17 3 NaOH 2. 0.634 1.51 4.72 0.35 0.70 0.40 3 2.28 SCC    sec 1 Pd 2.44 LBD  sec   2 Pd 2.638 0.623 1.03 0.657 0.637 0.01 C.42 4A 2.39 0.87 0.22 3 NaOH 2.07 0.627 0.59 0.31 9 NaOH 2.22 5Pd 2.598 0.02 x 2. 0.601 1.29 9 Pd 2.30 2 2.58 0.3 11.23 x 2.

626 0.623 0.613 0.25 x 2.02 0.15 4 2.14 5 2. V .7 2.28 4 2.646 0. 0.70 0.53 0.612 0.24 0.19 6 2.84 0.26 1 2.63 0.643 0.19 19.66 0.26 5 2.613 0.01 C.73 0.28 0.0 1 2.32 2 2.629 0.7 .68 0.02 x 2.69 0.20 PIT-2cm  sec   2 2.619 0.05 0.611 0.25 AZF  sec   1A 2. 0.06 0.618 0.28 x 2.641 0.615 0.626 0.05 2. 0.626 0. V .74 0.73 0. V .32 s 1 0.614 0.3 C.3 s 1 0.629 0. 0. V .28 2 2.28 s 2 0.34 5 2.31 x 2.75 0.75 0. V .29 5A 2.09 2 2.2 4.630 0.20 7A 2.65 0.24 5A 2.28 4 2.620 0.20 7 2.66 0.38 0.621 0.611 0. 4.623 0.617 0.11 1 2.631 0.87 0.32 6 2.612 0.618 0. 2.26 4 2.614 0.53 0.626 0.625 0.30 5 2.624 0.73 0.77 0.50 0.28 C.73 0.624 0.02 0.641 0.632 0.20 5 2.25 3 2.611 0.7 VCB-3  sec   0.30 4 2.26 1 2.7 1 2.69 0.20 4 2.4 19.622 0.614 0.26 5 2.02 0.75 0.01 C.629 0.28 x 2.12 5A 2.634 0.12 4.28 2 2.06 4.01 s 1 0.621 0.5 s 1 0.53 0.80 0.614 0.631 0.628 0.21 6A 2.9 4.71 0.28 3 2. V .633 0.73 0.32 0.27 4 2.0 C.33 3 2.29 C.74 0.68 0.26 x 2.28 5 2. V .24 2 2.628 0.24 3 2. 0.76 0.64 0.9 1.622 0.637 0.28 x 2.01 x 2.63 0.85 0.52 0.74 0.28 3 2.03 3.31 0.08 3.84 0.0 BCR  sec   BCE  sec   1 2.32 4 2.616 0.03 0.640 0.12 3 2.74 0.0 RIC  sec   0. 234 VCB-2  sec   BSV  sec   1 2.83 0.67 0.631 0.3 3.80 0.27 2 2. V .00 C.28 s 5 0.643 0.638 0.24 5 2.03 2.38 0.02 0.31 s 3 0.618 0.79 0.56 0.614 0.73 0.29 3 2.88 0.01 C.68 0.82 0.53 0.01 s 1 0. 0.01 0.612 0.03 0.73 0.63 0.

619 0.25 x 2.1 6.620 0. V .92 0.643 0.656 0.597 0.615 0.27 x 2.622 0.8 6.610 0.82 0.622 0.31 2 2.43 3 2.621 0.622 0.38 2 2.35 8A 2.33 s 4 0.05 3.05 0.621 0.02 0.629 0.640 0.74 0.35 8 2. V .91 0.36 9 2.615 0.03 0.641 0.87 0.32 4 2.612 0.33 6 2.91 0.86 0.91 0.4 C.5 3.02 C.606 1.31 1 2.648 0.33 2 2.618 0.29 2 2.86 0. 235 ITN-1  sec   FLS  sec   1 2. C.33 8 2.611 0.72 0.636 0.89 0.26 s 1 0.5 CRV  sec   ARB  sec   1 2. V .29 1 2.8 0.77 0.26 7 2.80 6.594 0.33 6.07 0.38 4 2. 0. V .79 0.588 0.05 0.606 1.96 0.643 0.28 2.608 0.620 0.30 7 2. V .28 9 2.32 8 2.78 0.664 0.639 0.33 x 2.601 0.75 0.611 0.637 0.28 3 2.88 0.34 3 2.01 0.606 1.5 C.04 0.79 0. V .68 0.85 0.04 s 13 0.69 0.28 x 2.33 5 2.90 0.31 3 2.35 s 5 0.34 7 2. 0.86 0.650 0.34 6 2.30 8 2.614 0.648 0.26 9 2.85 0.01 s 7 0.42 7 2.618 0.6 6.80 0.82 0.88 0.39 x 2.627 0.29 6.94 0.66 0.18 9.85 0.32 9 2.12 0.30 8 2.78 0.87 0. 0.620 0.02 s 9 0. V .30 x 2.69 0.01 s 8 0.26 6 2.63 0.02 C.89 0.591 0.9 ITN-2  sec   GVN  sec   1 2.68 0.34 x 2.79 0.85 0.33 1 2.30 7 2.33 x 2.84 0. 0.612 0.08 0.79 0.71 0.24 5 2.3 9.34 3 2.74 0.31 3 2.42 1 2.651 0.99 0.16 4.94 0.612 0.69 0.02 C. V .663 0.30 3 2.0 CSB  sec   SCC  sec   1 2.623 1.2 2.639 0.86 0.51 7.36 3 2.85 0.01 0.1 4.04 0.612 0.80 0.68 0.28 2 2.30 s 21 0.623 0.32 5 2.75 0.26 4 2.610 1.632 0. 0.663 0.631 0.01 C.26 2 2. 0.2 6.6 .648 0.2 C.75 0.08 0. 0.09 0.641 0.37 9 2.32 2 2.652 0.

236 ANEXO C Resultados de determinações de densidade aparente e coeficiente de absorção de água a pressão atmosférica (prEN WI 036:1998) .

30 2 H2SO4 2.637 0.616 0.642 0.23 Ab = coeficiente de absorção d’água a pressão C.V .21 s = desvio padrão 2 NaOH 2.617 0.623 0.657 0.08 6.V .1 PIT – 3 cm  sec Ab VCB-3  sec Ab 1 NaOH 2. 0.16 5 PD 2.07 0.14 7 HC NaOHl 2.19 x 2.01 s 2 0. 0.612 0.22 5 xPd 2.00 s 1 0.18 3 H2SO4 2.639 0.12 6.01 C.624 0.V .11 6.624 0.25 8 2.659 0.24 x 2.623 0.19 9 2.13 2 H2SO4 2.611 0.622 0. 237 Legenda RIC  sec Ab  sec = massa específica aparente seca (kg/m ) 3 x = média 1 H2SO4 2.20 s 2 0.22 1 H2SO4 2.620 0.19 7 2.619 0.619 0.V .1 4.639 0.13 x 2.22 10 2.25 6 2.637 0.V .627 0.02 C.637 0.V .634 0.655 0.2 cm  sec Ab VCB-2  sec Ab 4 H2SO4 2. 0.636 0.1 C.01 C.13 2 PD 2.5 .618 0.01 C.639 0.661 0.4 BSV  sec Ab VCB-1  sec Ab 1 NaOH 2.21 5 NaOH 2.22 5 H2SO4 2.28 x 2.02 3.23 3 NaOH 2.623 0. 0.29 5 Pd 2.08 5.627 0.614 0.5 PIT .24 9 2.659 0.633 0.13 2 NaOH 2.03 3.621 0. 0.19 4 NaOH 2.19 6 2.627 0.25 4 NaOH 2.02 s 3 0.V .633 0.614 0.627 0.V . 0.632 0.28 1 NaOH 1 PD 2.23 atmosférica (%) 5 H2SO4 2.29 4 H2SO4 2.640 0.23 TAMANHOS DOS CORPOS-DE-PROVA: 10 cm x 12 cm s 3 0. 0.9 C.14 5 NaOH 2.01 C.620 0.634 0.628 0.612 0.21 6 H2SO4 2.8 BCR  sec Ab LBD  sec Ab 1 PD 2. 0.7 C.13 1 H2SO4 2.22 x 2.15 6 H2SO4 2.20 2 H2SO4 2.23 2.25 2 NaOH 2.18 8 2.5 C.28 3 NaOH 2.1 4.661 0.640 0.617 0.18 10 2.628 0.25 7 2. = coeficiente de variação (%) 3 PD 2.V .623 0.635 0.18 2 NaOH 2.18 4 PD 2. 0.620 0.15 x 2.20 3 H2SO4 2.01 s 3 0.21 x 2.618 0.19 x 2.29 s 2 0.636 0.19 s 2 0.615 0.619 0.15 s 1 0.V .

28 C.634 0.30 x 2.645 0.27 x 2. 0.24 2.28 x 2.0 BCE  sec Ab FLS  sec Ab 1 H2SO4 2.0 1 H2SO4 2.614 0.637 0.630 0.621 0.645 0.31 3 NaOH 2.666 0.637 0.614 0.26 s 9 0.24 CRV  sec Ab 8 H2SO4 2.611 0.616 0.33 ITN-1  sec Ab x 2.01 s 13 0.01 C.02 3 NaOH 2.610 0.636 0.34 3.24 x 2.622 0.9 .25 5 H2SO4 2.34 5 H2SO4 2.34 s 3 0.26 8 H2SO4 2.631 0.V .610 0.39 C.629 0.623 0.V .629 0. 0.V .37 3 NaOH 2.23 3 NaOH 2.34 2 H2SO4 2.35 s 5 0.26 2 H2SO4 2.613 0.618 0.636 0.02 3. 238 AZF  sec Ab CSB  sec Ab 1 PD 2.612 0.3 3 NaOH 2.26 9 NaOH 2.612 0. 0.609 0.28 ITN-2  sec Ab 9 NaOH 2.619 0. 0.613 0.01 C.600 0.604 0.3 8 Pd 2.25 s 3 0.52 3.624 0.33 1 H2SO4 2.26 x 2.11 4.9 9 PD 2.24 C.0 C.611 0.34 5 NaOH 2.654 0.618 0.01 9 NaOH 2.01 4 H2SO4 2.33 2 H2SO4 2.30 2 PD 2.34 s 14 0.600 0.27 1 PD 2.24 s 1 0.01 2 NaOH 2.26 x 2.32 C.600 0.24 2 NaOH 2.03 8 H2SO4 2.25 4 H2SO4 2.658 0.595 0. 0.25 3 NaOH 2.V .30 2 H2SO4 2.30 8 H2SO4 2.28 6 NaOH 2.636 0.36 GVN  sec Ab 4 H2SO4 2.29 1 PD 2.622 0.8 8 PD 2.36 C.615 0.33 2 Pd 2.26 1 H2SO4 2.615 0.28 1 NaOH 2.630 0.608 0.630 0.28 5 NaOH 2.36 3 NaOH 2.V .19 3.32 7 H2SO4 2.36 4 Pd 2.613 0. 0.25 x 2.628 0.27 C.49 4.654 0.615 0.611 0.618 0. 0.V .9 5 PD 2.614 0.622 0.629 0.35 3 NaOH 2.616 0.V .36 ARB  sec Ab 6 H2SO4 2.23 7.670 0.29 s 6 0.25 7 NaOH 2. 0.01 1 PD 2.616 0.27 s 6 0.V .10 4.658 0.630 0. 0.34 2 PD 2.26 1 NaOH 2.34 x 2.V .

26 VCB-2  sec Ab 2 2.V .639 0.16 5 2.665 0.05 0.22 4 2.27 3 2.659 0.28 4 2.1 RIC  sec Ab TAMANHO DOS CORPOS-DE-PROVA: 10 cm x 10 cm 1 2.636 0. 0.22 3 2.643 0.628 0.06 0.21 9 2. 0.20 5 2.630 0.22 10 2.26 1 2.622 0.621 0.27 1 2.616 0.642 0.2 C.620 0.26 3 2.24 VCB-1  sec Ab 3 2.636 0.15 4 2. 0.630 0.V .08 4.17 9.0 .16 4 2.17 4 2.02 C.V .V .14 x 2.19 s 2 0.617 0. 239 SCC  sec Ab VCB-3  sec Ab 1 H2SO4 2.20 LBD  sec Ab 2 2.02 BSV  sec Ab C.624 0. 0.16 4.631 0.21 x 2. 0.17 C.01 C.15 x 2.623 0.637 0.18 5A 2.01 1 2.616 0.643 0.13 s 4 0.662 0. 0.614 0.00 C.18 s 1 0.636 0.639 0.663 0.24 3 2.613 0.07 8.637 0.24 5 2.V .619 0.9 x 2.625 0.622 0.659 0.21 4A 2.24 1 2.29 3 2.24 8 2.25 C.01 5 2.613 0.3 1 2.7 x 2.7 s 4 0.27 5A 2.639 0.26 4 2.637 0.15 0 2.16 s 2 0.638 0.26 2 2.629 0.12 10.V .623 0.634 0.642 0.647 0.619 0.613 0.662 0.V .639 0. 0.629 0. 0.670 0.24 2 2.26 x 2.20 1 2.V .22 3 2.01 s 3 0.21 x 2.619 0.642 0.16 3.00 C.624 0.16 BCR  sec Ab s 4 0.12 3 NaOH 2.638 0.12 7 H2SO4 2.27 2 2.27 x 2.17 5 2.22 2 2.614 0.620 0.12 9 PD 2.27 5 2.15 8 NaOH 2.20 1A 2.0 2 2.21 s 2 0.634 0.

04 x 2.614 0.632 0.621 0.01 x 2.615 0. 0.01 ITN-1  sec Ab C.632 0.613 0.624 0.610 0.25 3 2.20 6 2.614 0.05 4.40 x 2.33 5 2.614 0.35 s 1 0.616 0.624 0.20 1 2.51 7.612 0.32 C.34 5 2.630 0.624 0.V .20 x 2.615 0.21 4 2.28 x 2.43 3 2.43 1 2.40 9 2.623 0.18 5 2.36 3 2.16 7.613 0.19 5 2.26 5 2.7 1 2.22 8 2.0 1 2. 240 PIT .623 0.2cm  sec Ab ITN-2  sec Ab 4 2.20 2 2.8 C.17 10.03 5.21 C.624 0.02 C.20 3 2.01 x 2.606 0.28 s 2 0.33 7A 2.610 0.607 0.34 6 2.24 2 2.34 6A 2.30 6 2.19 3 2.29 s 5 0.30 x 2.613 0.02 C.28 4 2.V .0 AZF  sec Ab CRV  sec Ab 1 2.617 0.25 3 2.20 5A 2.607 0.35 8 2. 0.31 4 2.25 2 2.599 0.626 0.625 0.22 x 2. 0.V .607 0.617 0. 0.643 0.20 6 2.43 FLS  sec Ab 2 2.06 3.20 s 1 0.634 0.603 0.614 0.623 0.20 2 2.628 0.01 s 4 0.8 s 2 0.9 s 21 0.630 0.628 0.617 0.628 0.01 BCE  sec Ab C.V .610 0.20 3 2.629 0.613 0.19 4 2.V .26 1 2.80 7.23 9 2.37 8A 2.614 0.07 4.627 0.629 0.632 0.19 4 2.V .621 0.613 0.V .25 CSB  sec Ab 2 2.23 5 2.36 7 2. 0.24 10 2. 0.596 0.37 7 2.610 0.21 1 2.631 0.V .27 C.8 .589 0. 0.593 0. 0.0 s 13 0.

26 3 2.24 9 2.641 0.26 7 2. 0.22 3 2.639 0.24 8 2.628 0.23 x 2. 0.634 0.27 9 2.650 0.25 8 2.25 7 2.01 C.24 2 2.664 0.653 0.V .25 s 7 0.01 C.25 s 8 0.653 0.649 0.644 0.23 s 9 0. 0.V .637 0.634 0.V .26 x 2.26 2 2.28 3.2 SCC  sec Ab 1 2.657 0.01 C.645 0.664 0.645 0.655 0.23 9 2.25 2 2.34 5. 241 GVN  sec Ab 1 2.0 ARB  sec Ab 1 2.643 0.27 5.664 0.642 0.26 8 2.24 7 2.22 x 2.26 3 2.650 0.9 .

porosidade aberta e volume de poros abertos (BS EN 1936:1999) . 242 ANEXO D Resultados de determinações de densidade aparente.

03 3.1 0.633 2.06 3.631 2. 0.2 0.7 C.55 3 2.0 0.0 0. V .02 C.612 1.618 2.614 1.5 0.605 2.43 x 2.624 2.618 2.604 2.613 1.606 2.5 0.44 1 2.63 10 2.604 2.2 0.1 0. V .3 2.632 1.8 4. V .7 0.0 0. 4 2.7 0.48 TAMANHOS DOS CORPOS-DE-PROVA: 10 cm x 15 cm s 1 0.6 0.04 5.69 2 2. V .4 0.5 0. C.33 s 0 0.21 5.2 0.70 10 2. 243 Legenda RIC b Vo po  b = densidade aparente (kg/m ). x 2.651 2.66 6 2.0 VCB-2 b Vo po PIT – 2 cm b Vo po 6 2. 0.01 2.03 C.5 0.1 0.630 2.4 0.611 2.39 3 2. 3 x = média 1 2.605 2.32 x 2.02 x 2.69 9 2.629 1.67 6 2.0 0.51 3 2.63 3 2.8 C.03 C.0 0.5 4. 0.610 2.46 4 2.660 2.613 1.9 0.1 .653 2.630 1.63 4 2.48 0.663 2.606 2.2 0.5 0.631 2.45 Vo = volume de poros abertos (mL).5 0. V .05 s 2 0.1 0.69 2 2.9 0. V .618 2.68 x 2.5 0.628 1.629 1.01 4 2.657 2.66 x 2.643 2.4 BLD b Vo po BCR b Vo po 1 2. 0.71 3 2.612 1.14 10.640 1.34 C.03 s 1 0. 0.66 8 2.3 0.632 2.64 7 2.613 2.9 0. 0.57 2 2.622 2.63 5 2.5 0.5 0.0 0.65 s 6 0.36 2 2.08 2.71 1 2.5 5.0 VCB-1 b Vo po BSV b Vo po 6 2.1 0.609 2.613 1.1 4.2 0.61 8 2.69 7 2.0 0.1 0. V .4 0.1 0.1 0.69 s 4 0.51 s = desvio padrão 2 2.8 0.625 2.51 5 2.05 2.8 0.47 s 1 0.632 2.01 C.612 2.6 0.8 0.1 0.1 0.634 2.9 2.9 0.615 1.48 x 2. V .8 5.46 x 2.3 2.46 C.54 2 2.2 0. V . 0.47 po = porosidade aberta (%).5 0.0 0.632 1.36 3 2.3 0.33 1 2.5 s 1 0.19 4.6 11.6 0.4 AZF b Vo po VCB 3 b Vo po 1 2.636 2.654 2.618 1.49 2 2.48 s 5 0.1 0.63 9 2. = coeficiente de variação (%) 3 2.7 0. 0.624 2.5 0.2 0.37 5 2. V .0 0.0 0.1 0.5 6 2.605 2.0 0.664 2.2 0.02 C.55 1 2.630 1.67 4 2.63 5 2.70 x 2.635 2.1 0.

6 0.67 2 2.95 s 19 0.627 1.59 4 2.72 x 2.653 3.632 1.1 C.2 0.83 x 2. 0.0 0.676 3.1 0.8 4.4 3.7 0. V .72 s 6 0.616 2.03 C. V .88 2 2.61 s 4 0.609 2.89 5 2.76 x 2.92 1 2.78 4 2.82 2 2.65 3 2.0 3. 0.03 C.0 0.4 0.2 0.0 0.72 1 2.637 3.9 0.03 x 2.77 C.643 2.615 2.04 2 2.02 s 6 0.2 0.67 1 2.616 2.02 C.75 3 2.03 s 15 0.2 0. V .9 0.05 s 3 0.59 2 2.607 2.606 3.73 6 2.7 0.1 0.608 2.8 0.10 3.84 3 2.63 3 2.9 0.8 0.606 2.604 2.627 1.95 6 2.1 0.6 4.2 0.6 0.1 0.1 0. V .1 0.612 3.613 3.1 0.15 4.604 2.62 5 2.642 2.614 2.673 3.06 3.642 4.626 1. 0.63 3 2.619 1.8 0.640 2.67 s 3 0.91 2 2.626 1.98 3 2.1 0.63 6 2.7 0. V .603 3.3 0.89 4 2. V . 0.2 6.7 0.91 4 2.1 0.23 3.0 0.8 0.8 ITN-1 b Vo po FLS b Vo po 1 2.75 5 2.69 4 2.1 0. V .63 5 2.78 5 2.6 0.2 0.609 2.615 2. 0. V .70 7.9 0.65 2 2.8 0.9 0.2 0.9 3.3 0.61 x 2.613 2.94 1 2.608 2.5 .631 1.1 0. 0.0 5.76 6 2.609 3.8 ARB b Vo po CRV b Vo po 1 2.635 2.8 ITN-2 b Vo po GVN b Vo po 1 2.67 6 2.9 0.90 x 2.65 4 2.1 0.1 0.605 3.24 3.3 0.645 2.1 0.4 3.72 3 2.1 C.637 2.616 2.0 0.65 x 2. 244 BCE b Vo po CSB b Vo po 1 2.603 3.06 C.602 1.83 5 2.13 6.620 3.9 0.92 x 2.7 s 2 0.632 3.8 0.652 3.0 2.652 2.9 0.5 C.2 0.76 5 2.617 2.8 0.77 6 2.3 0.1 0.67 4 2.65 5 2.621 1.611 3.8 0.9 0.623 1.628 1.9 0.612 2. 0.3 1.87 3 2.8 0.7 0.72 2 2.615 2.4 0.603 2. 0.85 4 2.639 1.

621 1.658 1.636 1.02 C.4 0.41 x 2.1 3 H2SO4 2.41 x 2.01 s 11 0. 0.2 3.612 1.9 0. V .58 10 2.06 3.69 6 2.4 0.7 0.655 1.1 C.64 C.655 2.74 5 NaOH 2.62 7 NaOH 2.613 1.74 s 3 0.631 2.4 0.10 3.635 1.56 TAMANHOS DOS CORPOS-DE-PROVA: 10cm x 12cm 2 NaOH 2.614 1.613 1.9 0.56 3 PD 2.606 1.9 0.6 0.53 1 H2SO4 2.62 BCR b Vo po x 2.7 0.0 0.614 1.7 0.628 1.656 2.5 0.9 0.8 0.3 3.0 0. V .618 1.5 4.03 2.3 0.626 1. 0.1 0.6 9 2.622 1.41 6 2.41 4 H2SO4 2.9 0.639 1. 0.608 1.41 4 2.608 1.63 8 2.6 0.3 3 H2SO4 2.0 0.0 2.55 1 NaOH 2.631 1.7 0.7 0.609 1. 0.55 LBD b Vo po 4 NaOH 2.636 1.3 4 H2SO4 2.01 C. V .1 0.5 0.636 1.04 2.74 8 2.40 14.9 0. 0.657 1.55 5 H2SO4 2.3 0.73 1 NaOH 2.5 0. V .4 0.627 1.6 9 2.636 3.3 0. V .08 5.41 5 2. 0.638 3.59 6 H2SO4 2.72 s 2 0.613 2.9 0.5 0.0 0.628 1. V .38 7 2.614 1.02 C.0 0.7 0.608 1.4 0.4 0.630 2.0 0.1 0.630 2.9 4.6 0.75 VCB-2 b Vo po 4 PD 2.5 0.5 0.621 1.622 1.41 3 2.614 1.64 6 2.54 BSV b Vo po x 2.5 0.10 C.5 0.1 0.58 5 PD 2.59 s 2 0.631 1.02 2 H2SO4 2.632 3.59 s 1 0. V .0 0.5 0.02 2 NaOH 2.7 0.7 2.9 0.5 0.0 0.43 10 2.12 2.0 0.0 0.9 0. 245 SCC b Vo po VCB-3 b Vo po 1 2.55 7 2.59 x 2.636 1.7 4. 0. V .41 s 2 0.51 s 1 0.78 C.83 4 H2SO4 2.5 0.5 0.58 1 PD 2.83 x 2.622 1.631 2.1 0.653 1.637 2.625 1.608 1.3 14.58 s 3 0.9 0.5 .636 3.5 5 PD 2.58 C.625 3.5 0.08 3.2 RIC b Vo po 1 H2SO4 2.02 5 NaOH 2.13 3.4 0.609 1.60 VCB-1 b Vo po 4 NaOH 2.57 x 2.615 1.4 0.623 1.63 5 PD 2. 0.03 C.2 0.55 3 NaOH 2.628 2.64 s 3 0.69 2 H2SO4 2.58 2 NaOH 2.614 1. 0.39 2 2.55 x 2.59 3 NaOH 2. V .42 PIT – 2cm b Vo po x 2.9 2.8 0.0 0.4 0.651 1.64 6 H2SO4 2.

626 2.94 5 H2SO4 2.595 3. V . 0.05 C.1 C.64 x 2. 0.6 CSB b Vo po AZF b Vo po 1 NaOH 2.6 0.86 2 NaOH 2.65 3 NaOH 2.0 1 PD 2.609 3.7 0. V .2 0.54 1 PD 2.5 0.629 2.6 0.09 7.632 2.03 8.631 2.2 0.93 4 PD 2.0 0.01 s 14 0.02 2 NaOH 2.613 3.9 0.0 0.7 0.06 8 PD 2.606 2.95 3 NaOH 2. 0.53 x 2.82 5 NaOH 2.64 6 NaOH 2.632 2.4 6.612 2.598 3.617 2.597 2.3 0.6 0.7 0.610 2.77 x 2.628 2.2 0.96 s 3 0.1 0.22 5.2 0.4 0.8 0.3 0.65 3 NaOH 2.0 0.4 .7 0.3 0.1 0.0 0.2 0. 0.610 2.1 0.19 3.55 2 NaOH 2.611 2.3 0.4 0. 246 PIT – 3 cm b Vo po CRV b Vo po 1 NaOH 2.1 0. V .85 C.597 2.607 2.54 5 H2SO4 2.65 8 H2SO4 2.619 2.54 2 H2SO4 2.87 s 14 0.03 2. 0.1 0.7 7.03 3 NaOH 2.59 s 1 0.61 1 PD 2. V .5 0.91 C.607 2.87 x 2.6 1.99 x 2.1 4.51 8 PD 2.2 0.3 0.1 0.626 2.1 0.5 0.619 1.76 2 H2SO4 2.632 3.7 0.611 3.07 7.3 0.53 6.626 2.66 3 NaOH 2.60 1 NaOH 2.64 4 H2SO4 2.618 2.04 9 PD 2.617 1.74 x 2.611 3. 0. V .1 0.74 x 2.52 4.641 2.610 2.604 2. 0.612 2.9 0. V . 0.0 0.0 3 NaOH 2.632 2.6 1. V .616 1.624 2.5 0.03 1 H2SO4 2.3 C.608 2.595 2.2 0.626 2.8 0.0 0.54 8 H2SO4 2.72 s 6 0.1 0.4 0.2 0.619 2.609 2.5 0.619 2.74 C.8 8 H2SO4 2.613 2.606 2.626 2.3 0.8 9 NaOH 2.4 0.76 2 PD 2.01 C.620 3.87 ITN-1 b Vo po x 2.73 1 H2SO4 2.615 1.64 s 2 0.5 0.70 7 H2SO4 2.60 4 H2SO4 2.73 1 PD 2.69 5 NaOH 2.1 5.4 0.99 C. 0.616 1.1 3.4 0.611 2.89 2 PD 2.05 s 1 0.8 BCE b Vo po FLS b Vo po 1 H2SO4 2.3 0.3 2.62 5 PD 2.615 1.611 2.1 0. V .88 2 H2SO4 2.70 ITN-2 b Vo po 9 NaOH 2.13 4.624 2.02 6 H2SO4 2.65 1 H2SO4 2.5 0.7 4.6 0.1 0.57 x 2.89 3 NaOH 2.626 1.2 0.609 2.2 0.65 2 H2SO4 2.3 0.85 s 2 0.64 2 PD 2.95 s 5 0.04 C.5 0.3 0.94 GVN b Vo po 4 H2SO4 2.6 1.612 1.6 0.591 3.7 0.84 2 H2SO4 2.54 7 NaOH 2.0 0.619 2.2 7.72 1 PD 2.607 2.617 2. V .606 2.

4 0.4 5.1 0.609 1.02 C.5 0. 0.11 5.57 2 2.65 x 2.0 0.36 x 2.6 0.633 1.614 1.02 5 2. 0.608 1.3 0.31 4.631 1.5 0.2 0. V .663 1. 247 ARB b Vo po VCB-2 b Vo po 1 H2SO4 2.623 2.0 0.05 4.2 0.0 C. 0.42 8 H2SO4 2.53 2 2.609 1.4 0.08 8.63 1 2.9 0.49 1A 2.638 2.34 s 5 0.45 5 2.652 1.34 8 PD 2.03 C.3 0.657 1.4 0.66 3 2.68 5A 2.1 0.655 1.9 0.21 6.1 16.63 3 2.2 0.0 0.41 9 NaOH 2.629 1.59 VCB-1 b Vo po 3 2.49 6 2.44 5 2.0 3.633 1.1 0.638 0.5 C.3 0.63 2 2.7 2 2. V .8 0.2 0.0 0.6 0.8 6.40 s 2 0.50 3 2.6 0.615 1.60 C.1 0.2 0.4 0.0 0.65 5 2.44 C.44 0.65 s 5 0.06 s 8 0.70 4 2.3 0.3 0.640 1.2 0.609 1.611 1. 0.42 x 2.42 s 1 0.7 .2 0.633 1.4 0. V . V .49 LBD b Vo po 2 2.637 1.1 3.32 3 NaOH 2. x 2.43 BCR b Vo po s 4 0.661 1.3 0.655 1.41 4 2.7 0.626 1.654 1.0 0.657 1.70 2 2.5 C.658 1.630 1.1 0.6 0.629 0. x 2.64 4 2.634 2.3 0.36 x 2.31 1 H2SO4 2.1 0.4 7.35 7 H2SO4 2.32 8 NaOH 2.05 s 3 0. V .1 0.612 1.2 0.615 1.0 0.43 s 2 0.9 VCB-3 b Vo po SCC b Vo po 1 2.633 2.20 16.636 1.08 3.28 2 PD 2. V .02 4A 2.635 1.61 4 2.627 1.1 0. V .02 1 2. 0.662 1.617 1.62 1 2.608 1.16 6.50 4 2.04 C.656 1.63 3 2.0 0.7 3.9 0. V .666 1.47 x 2.638 1.1 0.5 0.64 x 2.1 0.49 1 2.3 0.609 1.65 5 2.6 0.1 0.5 9.632 2.612 1.1 0.638 0.633 1.640 1.3 0.3 0.1 RIC b Vo po TAMANHO DOS CORPOS-DE-PROVA: 10 cm x 10 cm 1 2.4 0.1 0.635 2. 0.35 9 PD 2.655 1.34 3 NaOH 2.2 0.639 1.38 0.613 1.59 4 2.1 0.1 0.643 0.3 5 2.49 3 2.

0. 0.625 1.81 7.0 0.78 5 2.0 3.73 x 2.5 5.6 0.624 1. 0.6 0.607 2. 0.9 0.82 5A 2.608 2.3 0.44 3 2.7 0.50 4 2.9 7.3 0.614 1.06 3.47 2 2. 248 BSV b Vo po ITN-1 b Vo po 1 2.9 0.5 C.94 x 2.9 0.52 s 1 0.623 0.04 x 2.47 2 2.624 1.85 6 2.6 PIT-2cm b Vo po ITN-2 b Vo po 4 2.0 0.612 1. 0.619 1.9 0.627 1.618 1.90 7 2. V . 0.54 C.75 2 2.48 4 2.616 1.13 5. 0.5 0.617 1.60 6 2.06 7.602 2.0 0.68 5 2.4 6.609 1.6 0.58 x 2.9 1 2.617 1. V .624 1. V .63 3 2.4 0.9 .11 C.3 AZF b Vo po CRV b Vo po 1 2.6 s 2 0.74 1 2.4 0.0 3.611 1.614 1.613 1.1 0.626 1.51 3 2.08 3.90 5 2.5 0.59 5 2.617 1.1 0.91 x 2.03 s 5 0.1 0.630 1.609 1.601 2. V .04 C.2 C.9 0.55 4 2.58 5 2.617 1.80 7A 2.73 s 1 0.48 1 2.8 0.03 s 3 0.74 4 2.605 1.6 0.587 1.3 0.44 5 2.05 C.1 0.70 2 2.618 1.2 0.63 CSB b Vo po 2 2.0 0.73 6 2.615 1.70 3 2.639 1.3 0.1 0.2 1.592 1.88 s 2 0. V .627 1.3 1.605 2.7 0.620 1.601 2.17 10.1 0.0 0.616 1.9 0.96 s 1 0.47 6 2.86 5 2.627 1.0 0.52 4 2.07 3 2.08 2 2.5 0.627 1. V .612 1.1 0.6 0.3 0.5 0.89 6A 2.7 0.6 0. 0.8 0.04 4.70 3 2.0 0.605 1.53 3 2.593 1.02 BCE b Vo po C.1 0.6 0.9 0.59 2 2.65 1 2.7 0.7 0.5 0.74 x 2.616 1.608 1.02 x 2.48 1 2.4 0.03 4 2.03 5.628 1.610 2.9 2.8 0. V .3 1.609 1.1 0.9 0.4 6.610 2.49 5A 2.70 4 2.9 0.71 C.48 x 2.48 5 2.9 0.1 0.610 2.0 0.606 1.0 0.2 s 21 0.5 0.615 1.610 2.609 1.3 11.0 0.47 6 2. V .625 1.622 1.

3 0.636 2.633 2.64 2 2.7 .68 x 2. V .1 0.31 6.0 0. 0.0 0.69 2 2.1 0.98 3 2.9 7.9 0.6 0.1 0.2 0.645 2.8 0.636 2.74 9 2. 249 FLS b Vo po 1 2.4 0.644 1.5 0. 0.1 0.4 0.3 0.2 0.645 2.68 9 2.31 3.5 0.610 2.0 GVN b Vo po 1 2. 0.8 7.02 C.1 0.583 2.64 3 2.647 1.62 x 2.68 9 2.70 s 7 0.3 SCC b Vo po 1 2.83 8A 2.636 1.0 0.2 0.618 3.8 0.641 2. V .28 2.634 2.63 7 2.7 0.9 4.4 3.03 C.627 2.69 7 2.61 x 2. 0.66 s 8 0.634 2.596 2.83 8 2.75 8 2.641 2.3 0.65 2 2.0 0.3 0.660 1.5 0.607 2.628 1.1 0. V .651 1.63 8 2.621 2.641 1.1 0.69 8 2.54 7.05 C.91 7 2.658 1.606 2.2 0.06 C.87 s 14 0.646 1.62 3 2.625 2.65 s 8 0. V .83 x 2.3 0.71 3 2.86 9 2.69 7 2.2 ARB b Vo po 1 2.657 1.1 0.9 0.

250 ANEXO E Resultados dos ensaios de resistência à compressão uniaxial (NBR ABNT 12.767/92) .

000 128 5.493 saturada 3 7.000 110 5.450 saturada 3 7.47 7. 7.58 7.45 7.0  -10 VCB-1 CP h A1 A2 P C VP 1 7.420 9 7.400 111 5.55 7. 13.66 7.2  -6 VCB-2 CP h A1 A2 P C VP 1 7.91 68.59 7.400 136 5.59 60.68 59.800 146 5.69 7.000 125 5.52 64.65 69.77 7.55 7.800 113 5.45 7.45 7.831 5 7.53 7.41 7.31 7.511 4 7.72 78. 251 Legenda CP = corpo-de-prova VP = velocidade de propagação de ondas (m/s) h = altura (cm) xsec = média (condição seca) A1 = aresta 1 (cm) x sat = média (condição saturada) A2 = aresta 2 (cm) s = desvio padrão C.66 7.58 7.8 1.68 7.88 7. 9.48 7.600 92 5.63 71.V .65 90.2 C.2 C.58 7.V .66 7.36 7.600 117 5. 17.45 7.438 10 7.400 108 5.396 9 7.45 58.63 7.400 150 5.48 7.443 x sat 115 xsec 123 5.80 70.217 10 7.71 7.80 78.400 seca 8 7.73 7.57 7.433 10 7.61 7.338 7 7.200 118 5.53 7.407 s 9 s 12 67 C.493 seca 8 7.3 1.581 x sat 101 xsec 113 5.88 64.400 103 5.400 130 5.58 80.500 2 7.49 7.58 7.65 7.40 7.V .82 80.7 2. 15.60 7.V .800 132 5.000 152 5.87 7. = coeficiente de variação (%) P = carga de ruptura (kgf)  C = resistência à compressão (MPa)  = variação entre resistência à compressão seca e saturada (%) LBD CP h A1 A2 P C VP 1 7.452 5 7.47 7.45 7.800 116 5.1 C.79 80.46 7.000 128 5.58 7.56 53.467 s 17 s 17 55 C.200 123 5.9  -21 .63 85.200 128 5.90 81.46 7.56 7.42 62.445 s 15 s 11 159 C.800 102 5.68 60.399 2 7.86 7.38 67.50 7.800 101 5.68 90.62 7.455 6 7. 8.449 7 7.87 72.355 7 7.59 78.81 7.88 67.77 7.379 x sat 112 xsec 141 5.400 136 5.48 41.63 78.V .60 7.400 114 5.82 80.82 7.47 7.800 130 5.71 7.200 106 5.800 72 5.533 saturada 3 7.464 9 7.000 101 5.438 4 7.428 seca 8 7.59 7.000 101 5.70 7.51 7.393 4 7.46 7.352 5 7.54 7.57 7.65 66.47 56.493 6 7.V .85 7.374 2 7.87 7.87 7.V .285 6 7.400 99 5.

40 7.40 62.50 7.V .9 1.46 7.200 saturada 3 7.86 74.55 7.54 56.55 7.444 seca 8 7.55 7.658 s 22 s 8 187 C.80 69.78 7.62 7.000 133 4.57 55.800 137 5.64 7.71 7.64 7.81 103.70 7.49 7.59 53.54 65.80 118.68 64.600 80 3.400 138 5.600 91 3.210 2 7.57 7.800 161 4.763 7 7.600 112 5.000 124 4.708 5 7.47 7.368 10 7. 14.69 7.000 106 5.400 159 4.54 72.600 151 4.57 74. 13.57 7.76 98.52 7. 15.80 98.39 7.3 C.56 7.459 5 7.49 62.000 127 3.52 7.400 146 4.48 7.573 7 7.227 4 7.74 93.1 3.44 7.761 9 7.76 90.V .80 7.48 7.68 7.200 102 4.48 7.70 82.47 7.73 7.191 4 7.494 2 7. 7.621 seca 8 7.000 110 4.67 82.65 7. 6.000 132 3.476 2 7.52 7.73 7.1 4.78 90.338 10 7.3 C.45 51.44 52.71 74.52 7.50 7.68 7. 252 VCB-3 CP h A1 A2 P C VP 1 7. 21.56 7.317 seca 8 7.73 7.54 7.840 4 7.V .200 166 4.400 93 4.59 7.40 7.43 7.5 C.62 7.178 x sat 117 xsec 130 5.54 7.36 7.72 7.800 96 3.701 x sat 92 xsec 113 3.56 32.53 78.45 7.400 97 4.35 7.8 C.973 6 7.504 7 7.82 7.52 7.800 115 4.333 4 7.600 95 3.46 7.979 saturada 3 7.58 7.84 7.68 7.V .800 148 5.72 64.87 7.51 7.57 52.56 67.630 seca 8 7.821 9 7.607 x sat 162 xsec 157 4.79 95.V .51 7.747 6 7.87 102.400 109 3.200 111 4.0  3 ITN-1 CP h A1 A2 P C VP 1 7.8  -19 .44 7.74 7.62 7.440 9 7.67 68.87 86.72 66.9  -10 BCE CP h A1 A2 P C VP 1 7.V .41 7.3 5.428 5 7.57 7.190 x sat 89 xsec 113 4.42 62.49 7.450 6 7.56 56.51 45.78 7.51 59.67 7.309 s 18 s 9 103 C.000 165 4.80 103.V .897 saturada 3 7.292 s 19 s 8 167 C.800 119 5.806 s 9 s 16 222 C.75 7.400 110 5.56 7.200 90 4.200 167 4.79 82.800 107 5.200 116 4.74 7.000 88 3.51 7.V .50 7.59 7.326 10 7.110 10 7.800 56 4.71 7.58 7.67 7.000 136 5.9  -22 ITN-2 CP h A1 A2 P C VP 1 7.69 7.200 156 4.400 123 5.82 7. 5.152 7 7.600 104 3.755 2 7. 9.53 7.229 5 7.631 saturada 3 7.78 7.000 108 4.400 193 4.82 7.250 9 7.329 6 7.51 7.57 7.54 59.

57 7.600 150 5.66 7.60 69.51 7.000 119 4.800 194 4.600 138 4.207 x sat 143 xsec 171 5. 13.67 7. 15.885 seca 8 7.44 7.77 88.63 115.200 195 5.49 7.000 133 4.55 7.600 154 5.3 0.52 7.5 1.779 7 7.81 78.V .51 7.57 87.000 117 4.372 s 19 s 18 67 C.78 68.66 93.8  -14 RIC CP h A1 A2 P C VP 1 7.72 80.48 7.620 x sat 119 xsec 138 4.870 7 7.400 134 4.400 148 5.3 C.864 2 7.64 7.63 79.57 7.52 7.53 7.954 4 7.49 7.76 7.49 7.80 7.400 111 4.70 7.889 s 9 s 26 46 C.50 7.60 7.314 x sat 125 xsec 136 4.61 78. 6.406 4 7.56 7.275 6 7.800 202 5.55 7. 15.54 86.308 6 7.V .200 168 5.203 9 7.239 7 7.65 86.842 s 6 s 19 88 C.75 7.42 7.800 115 4.75 7.60 7.44 7.259 4 7.78 7.59 91.79 7.47 7.380 saturada 3 7.000 118 5.52 7.49 7.238 2 7.56 7. 5.44 7.44 7.9  -17 PIT CP h A1 A2 P C VP 1 7.85 74.67 80.V .600 154 4.53 7.47 7.000 145 4.51 68.49 87.800 144 4.600 110 4.1 C.V .277 seca 8 7.9 1.818 5 7.200 154 4.V .71 65.897 6 7.46 7.800 128 4.800 132 4.76 94.58 7.57 7.57 7.000 155 4.68 81.83 7.885 saturada 3 7.908 10 7.201 5 7.53 7.74 78. 14.78 7.70 68.800 109 4.63 7.57 7.58 7.65 114.400 134 4.600 142 5.61 7. 10.45 7.4 C.49 7.5  -16 AZF CP h A1 A2 P C VP 1 7.47 7.67 7.200 121 4.364 9 7.71 7.52 7.67 7.600 166 4.75 76.57 97.905 2 7.200 116 4.49 7.V .909 9 7.77 7.66 93.318 2 7.64 114.8 C.200 135 4.43 7.236 s 15 s 27 28 C.73 7.67 7.915 x sat 141 xsec 170 4.70 7.56 7.49 7.921 9 7.5 0.78 75.000 132 4.77 82.41 7.78 73.50 7.67 7.853 4 7.65 64.200 118 4.418 7 7.75 7.394 seca 8 7.V . 12. 253 CRV CP h A1 A2 P C VP 1 7.60 83.57 76.63 7.67 7.000 144 5.864 6 7.301 5 7.65 7.79 72.400 156 4.62 7.50 7.000 180 4.45 82.69 108.5  -8 .800 134 4.800 149 4.844 saturada 3 7.79 7.43 84.74 101.808 seca 8 7.515 10 7.941 5 7.V .232 saturada 3 7.873 10 7.53 7.52 88.55 7.60 117.229 10 7.800 125 4.79 7.52 7.000 190 4.52 7.200 154 5.49 7.

13 4 2  -16 .32 7.61 7.31 7.648 6 7.43 7.62 7.43 7.099 10 7.65 61.575 10 7.20 7.38 7.582 x sat 121 xsec 137 3.53 70.200 128 4.50 7.83 7.800 145 3.45 7. 14.49 96.800 134 4.61 66.55 79.73 7.400 91 4.200 132 4.503 4 7.43 7.34 7.485 s 18 s 20 134 C.55 7.60 68.400 106 4. 254 BCR CP h A1 A2 P C VP 1 7.33 7.51 7.595 2 7.357 4 7.673 Sat  8 7.56 7.50 60.353 5 7.000 116 4.600 135 4.45 52.52 7.68 74.26 7.42 48.49 7.1 C.0  -15 BSV CP h A1 A2 P C VP 1 7.V .V .800 123 4.600 137 4.506 3 7.729 saturada 3 7. 14.53 7.400 123 4.V .000 116 4.200 117 4.84 7.34 7.65 80.559 xsec 101() 127() 4590 s 13 10 75 C.200 133 4.407 seca 8 7.64 80.62 76.39 50.800 151 4.44 69.47 7.200 106 4.30 7.000 86 4.70 7.30 7.600 122 4.18 7.506 Sec  11 7.67 7.68 81.745 seca 8 7.23 7. 13 8 2  -21 x sat 104() 123() 4603 s 14 5 70 C.45 7.000 89 4.39 7.69 7.68 7.42 7.68 7.671 7 7.690 12 7.600 140 4.49 7.V .76 82.54 7.37 65.42 7.000 116 4.49 78.34 59.44 66.000 123 3.V .3  -12 GVN CP h A1 A2 P C VP 1 7.42 64.160 4 7.7 C.82 7.64 7.803 5 7.30 7.32 7.600 101 4.56 7.200 123 4.48 7.41 61.065 6 7.827 9 7.30 7.41 7.9 5.34 7.600 109 4.80 81.615 x sat 120 xsec 141 4.54 7.43 7.26 7.924 s 16 s 11 209 C.000 111 3.613 9 7.45 71.37 7.591 10 7.800 131 4.800 134 3. 7.41 69.377 saturada 3 7.47 7.646 Sat  2 7.79 74.200 157 4.76 7.65 83.53 7. 13.73 86.52 89.V .40 7.55 7.47 7.40 7.36 7.400 168 4.38 7.148 7 7.31 7.66 90.5 3.400 134 3.48 7.566 Sec  5 7.463 9 7.724 7 7.53 70.371 6 7.800 123 4.082 2 7.

V .71 7.70 7.043 xsec 111() 143() 3671 s 8 15 135 C.75 7.114 3 7.46 7.400 144 3.86 7.600 96 4.902 Sec  5 7.73 77.52 7.69 7.84 7.84 7.42 7.989 12 7.78 7.867 3 7.50 7.118 10 7.728 Sat  2 7.70 7.47 7.400 163 3.60 7.76 84.79 79.V .273 Sec  5 7.85 62.77 7.600 111 4.884 4 7.61 7.74 67.200 130 3.000 78 4.526 3 7.82 73.80 92.200 104 2.61 7.488 xsec 127() 133() 3558 s 30 33 560 C.488 Sat  8 7.600 86 4.500 xsec 89() 118() 4356 s 3 7 290 C.70 7.200 125 4.000 88 4.35 7.67 7.V .032 Sec  11 7.62 86.275 7 7.200 151 3.V .064 Sec  11 7.70 7.026 9 7. 24 25 16  -4 x sat 121() 150() 4058 s 9 2 517 C.000 138 4.73 81.73 60.61 7.552 Sat  2 7.400 123 3.600 161 2.51 7.73 7.76 7.856 Sat  8 7.083 12 7.68 56.600 135 3.63 7.73 68.200 118 4.016 10 7.47 7.400 151 4.65 7.717 7 7.216 Sec  11 7. 8 1 13  -20 ARB CP h A1 A2 P C VP 1 7.48 7.600 130 4.77 84.80 7.71 7.77 74.774 9 7.78 7.51 7. 255 CSB CP h A1 A2 P C VP 1 7.71 7.64 7.53 7.790 10 7.66 7.800 82 4.50 7.79 7.59 7. 3 6 7  -25 x sat 84() 81() 4323 s 10 22 252 C.800 115 3.69 7.105 Sat  8 7.000 109 3.63 7.400 112 4.39 7.79 7.000 58 4.400 120 3.545 12 7.42 7.51 7.86 53. 12 27 6  3 .74 82.67 57.000 98 4.765 6 7.75 63.400 165 4.70 91.69 7.86 36.73 7.57 7.73 7.V .634 9 7.69 7.72 70.V .800 92 4.48 7.69 89.000 115 3.459 6 7.80 102.73 79.800 102 4.68 7.000 120 4.38 7.80 7.000 133 3.75 97.88 7.74 7. 6 9 3  -18 FLS CP h A1 A2 P C VP 1 7.72 7.636 Sec  5 7.72 74.50 7.193 6 7.77 47.600 161 3.59 7. 7 11 4  -22 x sat 123() 149() 3914 s 7 14 122 C.66 7.83 100.74 70.663 7 7.600 148 4.600 105 3.52 7.70 7.38 7.46 7.70 7.49 7.76 66.67 74.57 7.70 97.72 54.69 7.969 Sat  2 7.80 7.82 50.61 7.872 4 7.200 77 4.74 63.71 48.000 138 3.110 4 7.

63 7. 13 12 15  -21 .87 7.73 7.79 7.V .800 113 3.87 70.57 7.500 9 7. 256 SCC CP h A1 A2 P C VP 1 7.74 72.817 Sec  5 7.50 7.51 7.763 3 7.400 107 3.753 7 7.83 7.69 7.600 138 3.790 6 7.400 117 3.800 87 4.52 7.70 68.75 7.200 113 3.71 7.86 51.200 115 3.78 52.65 69.75 69.82 73.54 7.76 85.364 10 7.000 98 3.165 xsec 106() 124() 3757 s 17 11 53 C.V .47 7.200 82 3.200 120 3.000 137 3.77 84.58 7.43 7.47 7.77 7.000 112 3.76 60.491 12 7.81 7.65 7.024 Sat  8 7.74 64.660 4 7. 16 9 1  -15 x sat 95() 121() 3459 s 13 14 535 C.762 Sat  2 7.45 7.47 7.209 Sec  11 7.73 7.60 7.

257 ANEXO F Resultados dos ensaios de resistência à flexão (ASTM C 880/98) .

390.846.9 4.559.33 4.0 101. 258 Legenda CP = corpo-de-prova  = decaimento da resistência à flexão após choque térmico (%) d = espessura média (mm) x ct = média após choque térmico b = largura média (mm) W = carga de ruptura (N) x nat = média na condição natural  f = resistência à flexão (MPa) s = desvio padrão VP = velocidade de propagação de ondas (m/s) C.99 404 169 0. 3.561 4.15 4.843 2.7 2.02 4.0 12.05 10 30.585 5 29.1 xCT 4.11 4.04 7 29.1 2.739 4 27.04 térmico 9 30. 10.5 94.513.5 101.7 5.04 choque 8 29.04 s 0.63  -23 s 1.7 4.9 6.3 10.73 5.58 4.000 1R 27.04 4R 31.579 4.5 5.0 4.064.093.277.2 3.9 2.0 3.3 13.8 4.0 10.4 101.7 5.0 100.4 2.589 2.0 5.41 5.1  -39 CHOQUE TÉRMICO VCB-3 CP d b W f VP VP m 1 30.553 0.49 5.7 4.230.0 8.7 7.5 100.03 2R 30.851 natural 5 27.3 100.55 4.704 3 27.70  -52 s 0.7 4. = coeficiente de variação (%)  m = variação de massa (%) CHOQUE TÉRMICO LBD CP d b W f VP VP m 1 27.0 4.0 94.481.216 0.7 9.3 4.588 4.0 4.92 5.569 2.12 4.160.7 2.6 2.696 2 27.747 0.33 4.5 2.3 13.8 94.169.7 7.315 0.105.1 94.06 5.01 C.0 12.530.57 C.3 0.472.560 natural 3 30.50 5.943.3 8.0 7.337.377 0.680 0.0 13.1 94.189.8 5.00 5.2 101.6 100.16 5.6 1.0 10.3 7.6 24.03 C.80 5.435 0.151.4 xCT 9.439. 12.02 5.V .715 0.0 100.05 3´ 27.05 choque 1´ 27.424 0.0 3.5 94.0 4.02 5.42 5.06 10A 30. 12.0 94.499 0.04 7A 31.V .V .650 4´ 30.05 5.65 5118 2.655 2.5 101.59 5.0 7.6 95.118 0.60 5.798 9 30.7  -26 .5 101.3 2.1 1.849 2.04 s 0.43 21 154 0.4 3.37 4.555 4.657.43 5.5 2.7 7.40 5.373.6 101.4 2.87 5.7 4.4 94.3 101.7 1.5 100.7 7.04 x nat 13.6 1.9 7.316 0.04 x nat 7.561 0.6 10.566 6 29.673 0.04 térmico 2´ 27.588 4.354.00 C.136.8 95.734.V .307 0.032.851 6A 31.570 4.3 3.3 101.0 101.526 2 30.445.594 4 30.V .573 2.872 2.646 2.

0 100.3 100.4 2.06 10 21.422. 259 CHOQUE TÉRMICO BCE CP d b W f VP VP m 1 31.081 0.80 C.03 choque 9 21.704.3 2.01 C.714.200 3.202.3 100.0 2.5 3.63 4119 3.7 102.02 choque 8 32.7 10.5  -10 .51 50 25 0.0 1.397.4 100.2 100.1 2.53 3. 9.2 100.060 0.280 0.7 7.800 9 21.6 2.080 0.3 7.8  -7 CHOQUE TÉRMICO ITN-1 CP d b W f VP VP m 1 21.6 6.06 térmico 10 21.91  -15 s 0.03 térmico 9 32.730.890 2 21.44 5143 6 32.4 7.7 16.0 10.05 térmico 1A 21.5 100.27 4.87  -16 s 0.71 C.88 5155 4.210 6A 21.2  -18 CHOQUE TÉRMICO ITN-2 CP d b W f VP VP m 1 21.34 5230 4 31.260 natural 2A 21.90 3.940 3.190 8A 21.9 6.398.1 5.940 3.5 100.7 6.1 101.01 C.1 44.7 7.7 10.7 2.V .4 100.9 2.180 3.200 7 21.453.303 0.610 0.880 natural 4 22.170 0.445.030.416.26 4.409.7 14.3 100.5 xCT 8.51 4.74 5116 4.3 6.43 5100 4.321 0.840 2 21.3 7.6 101.04 11 21.0 101.6 26.033.200 4A 21.3 13.46 3.650.4 1.3 13.459 0.574.05 choque 12 21.25 5212 natural 3 31.568 0.0 10.7 3.5 3.5 100.3 8.62 4.7 101.850 3.557.510 3.506 0.090 0.04 s 1.78 5108 4.0 16.050 0.17 3.7 2.7 9.0 7.130 0.04 x nat 7.6 101.26 5114 4.70 3.091.05 s 0.287.289 0.050 3.2 xCT 13.03 7 32.0 1.552 0.0 7.0 7.4 100.906.810 3.7 7.1 100.7 6.0 2.7 101.9 101.3 17.8 101.8 2.0 1.2 6.02 s 0.24 4.9 2.V .88 C.8 2.94 4.02 7A 21.0 6.1 xCT 6.4 2.5 100.V .87 3.3 9.93 4.06 12 21.22 3.03 4.75 3.9 100. 5.479.253 0.0 11.3 7.645 0.5 100.283 0.08 4.1 5.36 3.55 5209 2 31.39 3.05 8 21. 11.6 2.1 8.5 2.577.240 3.230 3.9 2.230 3.895 3.7 7.3 16.1 100.7 8.4 2.880 5 21.910 3.3 7.325.7 13.9 102.3 8.358.6 100.3 6.39 4.V .07 3.3 17.0 100.950 7 21.8 2.3 7.165.V .570.02 3A 21.3 11.15 5122 4.326.269.7 7.7 2.953.0 0. 5.1 101.2 100.959.7 7.8 3.0 7.03 5A 21.V .1 2.84 5193 5 32.040 6 21.57 3.0 100.66 3.58 3.6 100.37 4.3 14.78 4.04 11 21.450.5 101.341.2 3.35 3.84 211 180 0.254.90 4.1 100.42 67 44 0.285 0.9 3.557 0.761.7 8.02 C.03 10 32.998.850 6 21.865.220.5 99.02 x nat 16.571 0.4 101.02 x nat 9.90 4. 19.7 8.840 3 21.3 101.270 3.288.92  -21 s 0.7 1 26.339.250 3. 3.

7 12.4 100.751 0.3 15.468 0.9 5.283.7 14.7 101.72 4.7 15.1  -20 .11 5.302 0.V .00 8 21.03 9 18.3 13.737 2 31.033.64 4.899 0. 11.9 100.4 100.905 6 31.476.916 2 18.809.03 térmico 10 21.08 4.746 natural 3 31.9 4.497 0.0 10. 12.7 100.28 4.404 0.06 2A 18.427.6 101.432.109 1A 18.58 4.03 4.962 6 21.5 100.949 4 31.7 11.05 11 21.252.0 14.1 3.4 100.079 4.7 4.1 2.04 choque 9 21.04 7 31.92 4.871.0 12.071 4.5 100.3 14.4 4.8 101.8 4.847.846 0.0 15.8 3.5 3.0 14.15 4.00 C.0 14.04 10 30.87 4.0 15.98 4.905 5 31.03 s 2.611.4 5.65 5.536.05 térmico 12 18.0 xCT 12.60 4.32 4.04 s 1.813 3.8 9.21 4.463 0.1 3.039 0.50 5.181 8 18.58 5.4 5.6 3.0 100.800 natural 5 21.402 4 21.6 100.6 100.03 s 1.01 x nat 16.7 4.3 12.929.100 4.2 101.833 3.5 100.89 4.01 6A 18.47 4.05 choque 10 18.5  -18 CHOQUE TÉRMICO AZF CP d b W f VP VP m 1 31.5 101.470.935 0.5 7.V .8 100.3 100.5 101.53 C.3 99.49  -20 s 1.936 0.7 101.06 C.7 12.7 10.371 0.73 4.402.2 100.V .70 5.9 5.78 4.121 11 18.2 xCT 11.77 4.3 14.7 5.7 15.9 4.41 4.957 3.7 13.4 100.260.2 4.23 4.7 16.01 4A 18.945 3 18.47  -13 s 0.0 15.75 4.0 4.904 3 30.65 115 216 0.923 4.2 6.033 4.272.12 97 80 0.38 4.469.1 3.7 10. 3. 260 CHOQUE TÉRMICO CRV CP d b W f VP VP m 1 18.9 7.9 3.446.51 4.99 5.4 6.60 4.86  -22 s 1.6 1.1 100.3 14.4 3.2 99.9 3.38 5.034 3A 18.701.5 4.125.080 4.3 101.581 0.8 80.02 C.11 5.3 16.V .02 C.7 100.0 13.442.743.6 100.067 0.936.023 4. 13.7 15.12 224 71 0.5 5.5 3.262.352 0.03 x nat 15.271. 7.66 4.3 19.0 101.1 3.0 14.4 4.2 101.395.535.420.90 4.344 0.965 7 21.1 3.8 xCT 14.728.233.54 5.04 x nat 14.0 5.55 C.974 3.4 3.3 4.V .80 5.7  -12 CHOQUE TÉRMICO PIT CP d b W f VP VP m 1 29.6 100.8 100.898. 8.426.929 0.7 18.667 3.757 3.61 4.0 14.5 100.948.075.0 16.164 4.1 99.76 5.782 4.9 1.05 choque 8 30.04 térmico 9 30.963 4 19.559.881 natural 5 19.7 4.9 1.V .730 3.493 0.520.992 0.0 17.9 3.869 7 18.2 100.364 2 30.3 4.3 13.003 3.959 3.8 3.7 12.8 58.35 4.00 5.989 4.7 18.6 99.3 13.883 4.019 0.511.9 100.

4 100.952.0 8.50 4736 natural 3 22.7 11.875.52  -22 s 0.23 3.031 4A 22.315 3.96 3878 4 21.00 C.68 3876 5 21.9 100.0 9.02 7 22.8 101.03 térmico 9 22.7 3.011.602 0.9 xCT 8.296.468 0.5 4.5 100.0 101.0 101.77 3.829.03 choque 8 22.714 0.210 3.7 10.15 3874 3.57 3968 3.125.73 3910 2 21.438 0.7 3.81 4680 3.4 2.641 0.9 100.7 4.780 4 22.4 3.773.00 4713 3.5 36.8  -14 .99 191 171 0.2 4.328 natural 6 22.2 101.5 17.50 4694 3.413.V .3 10.803 2 22.458.1 2.97 3.3 8. 261 CHOQUE TÉRMICO RIC CP d b W f VP VP m 1 22.9 2.92 4.3 12.34 4.28 3.02 x nat 11.6 2.3 2.345. 9.734.35 4.724.36 4.5 2.90 4682 4 22.5 3.03 s 0.V .054.6 3.42 74 88 0. 7.8 4.0 3.3 8.68 4.774.6 3.7 13.3 2.49 3978 3.5 100.468 0.4 100.4 3.445.3 8.2 101.275.1 0.02 10 22.68  -7 CHOQUE TÉRMICO BSV CP d b W f VP VP m 1 21.836 0.171.0 9.2 100.41 3877 natural 3 21.039.26 4.04 1A 22.7 100.425 0.3 101.3 101.0 11.01 C.047.0 100.836 0.9 101.255 3.045. 7.11 3895 3.68 4.111 3.3 8.7 10.8 100.963.2 101.674 0.037.795.46 4.2 3.1 101.7 3.07 4.93 C.6 4.7 12.3 12.408 0.3 9.1 100.95 4689 2 22.2 100.132.85 C.160 2A 22.047.01 4.1 100.3 9.04 10 22.4 2.7 9.3 8.01 C.1 100.7 101.0 10.7 8.328.3 8.611 0.3 100.413.9 101.7 12. 18.3 100.97 4.9 2.7 10.19 4006 3.6 4.5 100.0 9.9 4.106 7 22.7 10.V .7 26.736 0.1 1.04 9 22.V .78 3755 6 21.97 4.03 térmico 12 22.489.2 3.119 3.52 4696 6 22.81 30 54 0.425.654 0.3 13.799 5 22.0 2.9 2.8 3.05 térmico 9 21.789 3 22.35  -13 s 1.223 8 22.1 101.02 s 0.03 x nat 10.5 4.2 100.11 4.8 xCT 10.03 s 1.0 4.02 5A 22.82 4.626 0.03 choque 8 22.6 3.65 4694 5 22.7 4.0 12.03 choque 11 22.352.5 2.324 3.5 101.9 2.1  -26 CHOQUE TÉRMICO BCR CP d b W f VP VP m 1 22.7 8.0 8.933.678.194 3.990.03 10 21.04 4.V .842.604 0.81 4627 3.1 2. 4.7 8.3 4.2 100.3 101.32 4.592 0.03 x nat 11.73 4706 3.8 2.934.548 0.26 4721 3.105 3.03 3A 22.534.7 13.606.1 101.8 101.3 11.70  -10 s 0.0 7.3 9.60 C.263 6A 22.12 3833 3.5 xCT 8.2 100.V .803 0.512.3 10.514 0. 17.6 3.6 1.083 3.3 8.03 7 22.7 101.643 0.

2 100.3 8.3 7.8 100.587 3 30.799 8 30.2 1.279 Natural  8 32.03 choque 5 32.3 1.732 3.1 101.03 s 0.94 2.448 3.0 5.091 3.733 3.8 100.057 0.209 Natural  2 31.10 3.03 s 0.85 2.7 6.V .0 7.86 2.02 Natural  7 30.2 100.359 3.96 2.161.33 156 195 127 140 0.4 99.163 10 32.418 3.652 3.7 6.4 3.855 3.3 7.048 2.2 101.510 3.675 3.V .670 3.73 3.62 3.903 3.58 3.12 3.05 térmico  12 32.5 2.4 3.83 s 0.1 C.765 3.0 2.538 0.4 3.720 0.351.3 8.989.7 2.234.969 0.2  -10  // -28 .542.42  -7 -7 s 1.20 3.55 s 0.3 5.03 térmico  11 30.5 100.757 3.368 3.3 100.64 3. 29.03 6 30.282 4.596.281 4 32.816.997 3.087 0.1 5.6 101.744.02 térmico  6 32.813.372 3.7 2. 262 Legenda VP // = velocidade de propagação de ondas paralelo (m/s) x nat // = média natural (determinação paralela à estrutura) (%) VP = velocidade de propagação de ondas perpendicular (m/s) x nat = média natural (determinação perpendicular à estrutura)  // = decaimento da resistência à flexão após choque (%) térmico (determinação paralela à estrutura) (%) x ct // = média após choque térmico  = decaimento da resistência à flexão após choque térmico (determinação perpendicular à estrutura) (%) x ct = média após choque térmico CHOQUE TÉRMICO CSB CP d b W f VP // VP VP // VP m 1 31.6 C.00 3.29 2.529 2.640 0.652 3.595 9 32.320 3.488 3.72 3.185 0.4 100.0 21.8 1.7 3.558 3.54 C.90 3.3 2.1  -40  // -39 CHOQUE TÉRMICO FLS CP d b W f VP // VP VP // VP m Natural  1 30.3 1.574 3.03 12 30.722.03 térmico  5 30.9 5. 20.4 100.3 8.549.0 1.2 3.472 3.05 x nat 7.8 1.930 3. 12.66 3.V .7 3. 8.768 2.218 3 31.3 38.7 2.280.V .825 3.01 C.973 3.0 xCT  4.60 3.967 3.92 x nat // 5.107 3.7 5.071 3.2 100.049 2.67 155 238 192 233 0.3 4.769 2 30.883 3.2 100.7 2.990 3.6 100. 6.6 100.2 4.4 101.035 0.441.998 3.V .988 2.01 C.666 3.2 2. 10.0 3.169.2 1.7 2.5 97.68  -9 -6 s 0.V .673 9 30.038 3.657.744 2.57 xCT // 2.86 3.V .94 3.7 4.188.302 3.690 2.745.88 3.409 3.708 3.7 4.7 9.0 3.0 7.5 100.5 1.431 3. 32.488 0. 12.83 3.787 3.661.2 100.475 0.07 3.166.38 x nat // 3.7 2.4 2.396 3.4 3.34 2.380 0.514 choque 10 30.4 100.996 3.646 3.03 choque 11 32.145.0 4.367 0.V .10 C.3 C.39 s 1.29 2.3 7.52 3.4 100.7 100.75 xCT // 3.529 0.1 xCT  7.02 x nat 8.6 7.8 2.02 3.876 2.4 942.524 3.0 6.5 C.527 0.92 s 0.7 2.008 4.474 choque 4 30.381.4 3.0 100.6 4.430.03 7 32.813 3.057.

612 4.4 101.294 2 20.7 8.822 4.V .96 4.8 101.01 s 0.833 3.V .651 4.7 1.66 4.485 0.249 3 20.506 0.4 101.845 3.98 4.V . 0.410 0.6 100.152.721 4.740 3.649 4.649.014 3.901.494.V .64  -14 -18 s 0.261 4.49 4.975 10 29.3 9. 12.7 6.600 0.20 xCT // 4.4 2.819 Natural  2 30.5 4.1 101.02 x nat 10.7 4.04 Natural  7 20.8 C.472 3.9 3.3 3.292 4.V .819.32 4.4 1.578 0.3 3.841 4.0 10.V .3 10.237 8 20.650 4.008 3.733 3.01 C.12 4.857 3.4 101.5 1.451.530.448 0.00 térmico  12 29.940 3.511 0.5 100.257 4.121 3. 11.62 C.6 100.3 101.827 Natural  8 30.3 4.755 4.713 3.97 x nat // 6.6 2.4 4.343 0.839 4.24 96 166 62 84 0.204.70 x nat // 7.3 10.012 3.2 2.679 4.6 101.6 29. 3.1 3.6 101.668 3.795 3.358 4.752.2 2.0 5.749 3.5 2.056 3.8 101.5 xCT  10.91 81 79 92 128 0.7 100.7 100.1 2.333 3.163 4.04 térmico  5 20.710 0.30 4.537 0. 13.01 4.651 4.309. 5.7 2.642.25 4.844 3.654 0.564 4.621 4.66 4.77 4.3 6.537.856 3.0 6.7 5.553 0.2 101.9  -18  // -19 CHOQUE TÉRMICO ARB CP d b W f VP // VP VP // VP m Natural  1 20.501.1 101. 2.151 choque 10 20.7 5.05 x nat 10.0 9.7 8.47 4.02 choque 11 29.0 1.32 4.991 4 31.029 3.1 2.03 12 20.9 C.501 0.0 11.951 3 30.4 56.109 choque 4 20.868 9 30.06 6 20.9 2.3  -5  // -37 .9 101.729 4.3 10.4 2.471 4.69  -21 -26 s 1.36 4.66 4.534.28 4.1 1. 11.3 5.2 C.01 térmico  6 31.614 0.03 térmico  11 20.5 3.01 s 0.720 4.98 4.9 2.608 4.0 10.7 7.6 3.048.7 11.32 s 0.4 1.1 1.04 xCT // 5.432.525 3.02 choque 5 31.681 4.928.756.6 C.633 4.66 4.427.132.815 4.2 101.06 4.4 3.213.41 4.700 4.01 C.2 101.789 4.555 4.9 101.62 4.533.75 4.659 4.4 101.59 s 0.0 2.02 7 30.04 s 1.6 3.07 4.379. 263 CHOQUE TÉRMICO GVN CP d b W f VP // VP VP // VP m 1 30.702 4.95 4.3 xCT  9.0 100.V .1 2.0 3.05 C.5 100.326 4.715 4.315 9 20.0 9.3 9.8 101.V .81 4.3 4.25 s 0.99 4.143.0 7.913 3.

03 térmico  5 29.984 2 30.820. 13.958 3.01 C.781 0.4 100.24 5. 3.73 5.4 36.3 5.5 101.3 7.294 5.617 0.053 3.02 6 29. 51.4 1.7 8.12  -23 -27 s 0.097 choque 4 29.03 Natural  7 29.23 xCT // 4.196 4.111.285 5.2  -37  // -49 .7 1.504.985 3.010 3.04 5.907 4.03 s 0.42 5.259 5.292 5.054 4.183 choque 10 30.50 x nat // 8.774 0.07 5.04 12 30.3 1.184 9 29.0 7.2 2.000 4. 2.004 3 30.3 3.4 100.9 101.0 11.07 86 94 74 125 0.542 0.11 C.7 3.0 C.73 5.005 3.39 s 1.0 6.044 5.3 11.249 5.551.5 3.205 5.6 101.300.857.6 2.163 8 29.6 2.05 5.5 101.138 4.0 11.3 8.809.1 2.129 4.2 4.02 x nat 11.86 5.6 101.147 4. 264 CHOQUE TÉRMICO SCC CP d b W f VP // VP VP // VP m Natural  1 30.65 5.15 s 2.V .845.065 4.5 101.616.710.4 C.876 0.04 térmico  11 30.4 1.91 5.104 5.V .V .4 101.706 0.6 2.8 3.007 3.06 5.V .574.298 5.705.884 3.116 3.36 5.3 100.1 4.9 4.3 101.7 3.0 7.7 101.105 3.159 5.9 1.3 xCT  7.66 5.644 0.