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Gestão
Ambiental

Gestão ambiental

Gustavo Henrique Cepolini Ferreira

© 2015 por Editora e Distribuidora Educacional S.A

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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)

Ferreira, Gustavo Henrique Cepolini
F383g Gestão ambiental / Gustavo Henrique Cepolini Ferreira. –
Londrina : Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015.
236 p.

ISBN 978-85-8482-234-8

 1. Gestão ambiental. 2. Meio ambiente - Legislação. 3.
Qualidade ambiental. I. Título.

CDD 363.7

2015
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3 .3 .Aspectos da legislação ambiental 9 Seção 1. Sumário Unidade 1 | Aspectos da legislação ambiental 7 Seção 1. NBR 14001 e certificações diversas 61 Seção 2. ar e líquidos 209 Seção 4.Projeto de reciclagem 195 Seção 4.1 .Tratamento de resíduos sólidos.3 .Indicadores de qualidade em emissões 151 Seção 3.Família ISO 14000.2 .4 .Estrutura do relatório ambiental 105 Unidade 3 | Qualidade ambiental 121 Seção 3.1 .2 .2 .Licenciamento ambiental 33 Seção 1.Indicadores de resgate de carbono 137 Seção 3.Avaliação dos impactos ambientais 165 Unidade 4 | Tratamento de resíduos 181 Seção 4.1 .Legislação ambiental 21 Seção 1.Estudo de casos: da influência dos impactos ambientais 223 .Técnica de perícia 75 Seção 2.Auditorias ambientais no sistema produtivo 89 Seção 2.2 .Indicadores de qualidade ambiental 123 Seção 3.Institutos e selos ambientais 45 Unidade 2 | Perícia e auditoria ambiental 59 Seção 2.3 .1 .4 .Projetos de coleta de resíduos 183 Seção 4.4 .4 .

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aluno! Seja bem-vindo! Ao longo de nossa trajetória acadêmica nos deparamos com teorias que buscam explicar determinada realidade. você irá conhecer o tratamento de resíduos. a Unidade de Ensino 3 trará alguns debates específicos inerentes à Qualidade Ambiental na Gestão Ambiental. Por fim. interpretar e regulamentar o meio ambiente nas suas múltiplas dimensões. Vamos lá! . natural. cultural. ciências exatas e ciências sociais aplicadas. artificial e do trabalho. Por isso. na Unidade de Ensino 4. Palavras do autor Olá. Dessa maneira. você terá alguns exemplos importantes sobre resgate de carbono e emissões que causam determinados impactos no ambiente. irá interpretar alguns impactos ambientais das operações produtivas. ou seja. Na sequência. Num primeiro momento. Já na segunda Unidade de Ensino. você poderá conhecer algumas dimensões da Perícia e Auditoria Ambiental. aqueles relacionados à Política Nacional de Resíduos Sólidos no âmbito da Gestão Ambiental. Nesse sentido será um panorama sobre regulamentações e algumas soluções para tais impactos. sobretudo. Dessa forma. você terá acesso às discussões sobre alguns aspectos gerais da legislação ambiental no âmbito brasileiro e mundial. Na Gestão Ambiental isso não é diferente! Há inúmeras formulações que procuram desvendar a Gestão Ambiental a partir das ciências ambientais. a Gestão Ambiental se constitui como uma ferramenta para entender.

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Competência Geral: • Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam na operação da organização. considerando as multinacionais de diferentes segmentos. em tempos de globalização. meio ambiente e sustentabilidade. neste processo. Dessa forma. sempre alterou a natureza. atender . Para auxiliar no desenvolvimento da competência supracitada e. seja em escala local ou global. leia-se: a sociedade. Mas. deve reconhecer as limitações em relação ao uso dos recursos naturais/ambientais. • Identificar alguns elementos da legislação ambiental. pode-se afirmar que o homem. relacionando-os ao Direito Ambiental e à Gestão Ambiental. nesta unidade de ensino. Deste modo. aluno(a). principalmente. iremos enfatizar o estudo de diferentes aspectos da legislação ambiental. Objetivos: • Conhecer os conceitos de ecologia. analisar e interpretar a questão ambiental no âmbito brasileiro e mundial. passou a construir uma visão sobre o meio ambiente que. Unidade 1 ASPECTOS DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL Convite ao estudo Por que estudar a legislação ambiental? O estudo da legislação ambiental permite a você.

Para isso. saneamento. Josué terá que construir uma autonomia ao pesquisar e fornecer elementos da legislação ambiental para várias áreas da empresa. Num primeiro momento. entre outras que compõem a gestão ambiental. a empresa entende que o profissional qualificado pode atuar em diversas áreas. assim. 8 Aspectos da legislação ambiental . Legislação Ambiental. sobretudo. para execução de novos projetos de saneamento dentro do escopo da gestão ambiental. e. Nesse contexto. terá que conhecer alguns conceitos sobre meio ambiente e as legislações gerais sobre a área ambiental. resíduos. U1 aos objetivos específicos do tema em questão. a seguir é apresentada uma situação hipotética que visa aproximar os conteúdos teóricos com a prática. Vamos lá! Josué foi recentemente aprovado num processo seletivo de estágio numa empresa de saneamento ambiental e já recebeu algumas tarefas. os trabalhos em andamento. a facilidade em lidar com pesquisa e problematização da realidade é muito importante. posteriormente deverá pesquisar as leis que regem os impactos ambientais. facilitando. Em todas elas.

nesta seção. meio ambiente cultural.1 Aspectos da legislação ambiental Diálogo aberto Olá! Seja bem-vindo! A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre alguns aspectos da legislação ambiental! Veremos. meio ambiente artificial e meio ambiente do trabalho. Diante dessa situação. Quando lemos um jornal. podemos classificar e identificar as seguintes definições: meio ambiente natural (ou físico). meio ambiente e sustentabilidade aplicada ao saneamento ambiental. será que existem diferenças conceituais e práticas entre ecologia. U1 Seção 1. muitas vezes nos deparamos com inúmeras notícias sobre meio ambiente. será possível inseri-los no portfólio institucional de acordo com a legislação vigente sobre meio ambiente. Dessa forma. meio ambiente e sustentabilidade? Como explicá-las e diferenciá-las com foco no saneamento ambiental sem perder de vista as legislações que as regem? Aspectos da legislação ambiental 9 . Vamos retomar a situação hipotética apresentada no convite ao estudo? Uma das primeiras situações-problema apresentadas pela empresa para Josué sanar foi a seguinte: Precisa-se de um levantamento sistematizado sobre os conceitos de ecologia. Todavia. Para dar início ao estudo das legislações ambientais é importante conhecer e diferenciar o entendimento de meio ambiente. gerenciamentos e as atividades que envolvem o meio ambiente. Dica A leitura do LD irá ampliar sua compreensão sobre o conceito de meio ambiente e suas diversas possibilidades perante as diferentes abordagens e usos do termo. ou seja. conhecimentos da temática ambiental no âmbito das legislações. como essa subárea do Direito está presente em nosso cotidiano ao regulamentar os usos.

Antes. U1 Reflita Do que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema? Você deve esboçar a situação-problema. certo? De modo direto trata-se de uma disciplina nova no direito brasileiro. está presente em todas as áreas do conhecimento. sistematizá-la para poder compará-la melhor e. que possui a função de estudar as relações entre as espécies animais e o seu ambiente orgânico e inorgânico. Por isso. 2014). fornecer elementos importantes para as diferentes áreas da empresa. Não pode faltar Muito se fala e se ouve em relação ao meio ambiente. portanto. utiliza-se dos debates e formulações sobre ecologia. constava como uma subárea do direito administrativo e do direito urbanístico. são poucos os que entendem de fato o que isso significa no dia a dia. Sobre o Direito Ambiental você já deve ter ouvido muitas conceituações a partir dos problemas ambientais. pergunta-se: será que você pode ser considerado uma pessoa “politicamente correta” apenas ao respeitar o meio ambiente? Afinal. que constam em quase todos os documentos internacionais firmados pelos países participantes e que possuem. meio ambiente e sustentabilidade. existem ou não diferenças entre ecologia. No entanto. Por isso. de um modo ou de outro. meio ambiente e sustentabilidade.938. surgiu com a Lei nº 6. Assimile O surgimento da ecologia está baseado nos estudos do biólogo alemão Ernst Haeckel. é necessário retomar brevemente os conceitos de ecologia. pode-se indicar ainda que o direito ambiental atua na esfera preventiva (administrativa). assim. o que já conhece sobre esse cenário. de 31 de agosto de 1981. ou seja. por meio da obra Morfologia geral dos organismos. reparatória (civil) e repressiva (penal) (SIRVINSKAS. ou seja. Nesse contexto. desdobramentos significativos na nossa legislação ambiental. em 1866. utilizou a palavra 10 Aspectos da legislação ambiental . Dessa forma. Para isso. Esse autor indica a ecologia como um ramo da Biologia. Para iniciar as reflexões sobre alguns aspectos da legislação ambiental deve-se ter clareza de que ela está inserida nas discussões inerentes à política ambiental brasileira e mundial. meio ambiente e sustentabilidade? A partir dessas indagações iniciais será possível analisar algumas respostas e propor novas questões sobre essa área tão intrigante que.

existe apenas o ambiente. meio ambiente artificial e meio ambiente do trabalho. nossa cidade. que carrega muitas contradições e oculta alguns problemas de agressão à natureza em detrimento dos lucros exacerbados de algumas instituições que vendem o sustentável. no Acre. refere-se ao “ambiente inteiro”. p. é possível reconhecer o meio ambiente por meio da dimensão física. O último conceito nesse debate introdutório é o de sustentabilidade. que. Reflita Na Constituição Federal do Brasil de 1988. portanto. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Nas palavras do seringueiro e político brasileiro Chico Mendes (1944-1988). biológica e social. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (BRASIL. 2009). Meio ambiente é. Aspectos da legislação ambiental 11 . consta no artigo 225 que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. meio ambiente cultural. migrar para as cidades. Dessa forma. no mundo atual. sem a floresta. provavelmente. ou seja: meio ambiente natural/físico. e num sentido mais amplo indica que não preservar em determinados locais. No contexto em que vivia na Floresta Amazônica. 1984). ou seja. U1 grega oikos (casa) e cunhou o termo “ecologia” (ciência da casa). Nesse sentido. 2008. mais especificamente no município de Xapuri. e não ao ambiente pela metade. Os estudos sobre a ecologia. a ecologia vai além dos limites científicos de uma disciplina e em alguns casos é incorporada aos movimentos sociais e ganha expressividade política. Já o conceito de meio ambiente pode ser entendido em quatro dimensões. Nesse contexto. ou seja. ou seja. portanto. isso é muito significativo. é chamado de “economia” – ordenação da casa (LAGO. que são essenciais para a compreensão de meio ambiente como: um lugar determinado onde existem relações dinâmicas e interativas que transformam a natureza e a sociedade (REIGOTA. para iludir o consumidor de que são produtos limpos/não tóxicos. o greenwash (pintar de verde). constatam-se alguns desdobramentos da ecologia. do contato direto. são repletos de possibilidades e servem de respaldo para outras ciências. PÁDUA. 127). enquanto em outros há uma degradação cada vez mais veloz. onde estão envolvidas as dimensões biótica e abiótica. o ambiente em que vivemos: nossa casa. por meio da visão dos saberes da casa. está se referindo a todas as dimensões que compõem o ambiente. ele e sua família extrativista não conseguiriam sobreviver na terra e teriam que. pois.

empresas e governos passaram a incorporar a noção de desenvolvimento sustentável. ou seja. que aponta alguns caminhos para pessoas.pdf>. Nesse momento. Nesse sentido. e tendo assumido seu atual sentido a partir do final do século XX. Exemplificando A partir das ideias e formulações sobre a definição de sustentabilidade. 2014) afirma que o nicho do conceito sustentabilidade é a silvicultura. desde o mundo antigo. 12 Aspectos da legislação ambiental . 2015. o manejo das florestas. que integre de fato todos os seres humanos e todos os tipos de vida. filósofo e escritor Leonardo Boff desde o final da década de 1980. suportar ou manter. Dessa forma.gov. chamado simplesmente de Relatório Brundtland. a qual tinha como lema: “Uma agenda global para a mudança” e resultou. 2012). Esse autor aponta algumas alternativas para a existência de uma sustentabilidade verdadeira. esse conceito já possui mais de 400 anos. Segundo Boff (2012). No entanto foi na Alemanha por volta de 1560 que se iniciou uma preocupação a favor do uso equilibrado das florestas. pode-se afirmar que o consumo intensivo em países como Espanha e Portugal originou uma degradação das florestas. em 1987. Trata-se de um contexto muito relevante para as empresas ao assumirem uma responsabilidade ambiental por aquilo que produzem e são. que foi construída a partir da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD). o conceito de “sustentabilidade” não é da década de 1970 como apregoa a literatura ambiental clássica. surge a palavra alemã Nachhaltigkeit. a palavra sustentável é originária do latim: sus-tenere. Pesquise mais Para se aprofundar um pouco mais na dimensão ampla da sustentabilidade é importante conhecer o documento denominado Carta da Terra. Acesso em: 22 jul.mma. U1 Essa falsidade ou esse eufemismo em relação à sustentabilidade é intensamente debatida pelo teólogo. Boff (2012. até a Idade Moderna. utilizada na língua inglesa desde o século XIII. foi utilizada como matéria-prima principal nas construções. instituições e governos assumirem em prol de um verídico desenvolvimento. criada em 1983 pela Organização das Nações Unidas (ONU). no relatório da primeira-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland com o sugestivo título “Nosso futuro comum”. Saiba mais em: <http://www. em aparelhos agrícolas e como combustível. ou seja.br/ estruturas/agenda21/_arquivos/carta_terra. indivíduos organizados ou não. que traduzida significa “sustentabilidade” (BOFF. sustentar. visto que a madeira.

pode-se destacar o entendimento da tutela internacional do meio ambiente. físico- químicas que sustentam todos os seres vivos e atendem às necessidades atuais e futuras (BOFF. Por isso a compreensão de sustentabilidade está ancorada em todas as dimensões e tipos de vida que compõem a Terra viva. Nesse contexto. conhecê-los permitirá ampliar os debates e levantamentos necessários para interpretar as leis em vigor no país e que estão em constante diálogo com a prática. 2012. A partir desse cenário. ou seja. no Estado e na nossa atuação cidadã. No âmbito dos estudos desta seção. de 5 de janeiro de 2007. há uma formulação mais integradora que reconhece a sustentabilidade como fruto de todas as condições energéticas. 2014). 2012. trata-se de um conceito da ciência jurídica que designa dado poder que a lei confere a uma pessoa ou instituição capaz de proteger.445. Por isso reafirma-se que o conceito do Relatório Brundtland de 1987 possui pelo menos duas limitações: é antropocêntrico (só considera o ser humano) e não menciona a comunidade de vida (os demais seres vivos da biosfera). que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico. aplica-se aos Estados nacionais cumprir os acordos. a proteção ambiental. ou seja. as leis ambientais possuem uma característica comum inalienável. informacionais. Dessa forma. “esta definição se tornou clássica e se impôs em quase toda a literatura a respeito do tema” (BOFF. em diferentes localidades. Para o autor. chamada de Gaia e Pacha Mama – Mãe Terra. Faça você mesmo A partir desse debate sobre sustentabilidade. seja na empresa. Aspectos da legislação ambiental 13 . tratados e convenções ambientais que foram firmados pelos países participantes de dada Convenção. U1 Nesse relatório. p. será que as formulações do Relatório Brundtland ainda atendem às necessidades da gestão ambiental no Brasil? A partir desses conceitos é possível verificar que todos estão presentes em muitas legislações ambientais no Brasil e no mundo. administrar ou executar determinada ação coletiva ou individual. zelar. 34). enquanto um bem material e imaterial de diferentes povos. Isso está presente também na Lei nº 11. vemos claramente a expressão “Desenvolvimento Sustentável” como: "aquele que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas necessidades e aspirações” (BOFF. Nesse sentido. 34). p.

2004. A partir dessa proposta inicial. meio ambiente e sustentabilidade – estão interligados ao pensarmos a realidade. legislação e políticas ambientais são indissociáveis. a necessidade de reconhecê-las para melhor compreender as legislações ambientais. • Apresentar as diferenças entre as quatro definições de meio ambiente no âmbito do direito ambiental. no âmbito teórico há divergências. Por isso. é possível identificar os conceitos de: • Ecologia. vamos resolver a primeira situação- problema proposta ao Josué? Vamos relembrar! A empresa propôs que Josué conhecesse e pesquisasse alguns conceitos sobre meio ambiente e também algumas legislações da área para. mas podemos mudar o modo de vê-lo” (SANTOS. efetivando. sobretudo. uma construção colaborativa e permanente em relação à complexa. A partir desse cenário é importante: • Reconhecer como o meio ambiente pode ser dividido. a reflexão de Milton Santos continua válida ao afirmar que: “Certo. Todavia. assim. 14 Aspectos da legislação ambiental . ou seja. 40). • Meio ambiente. assim. p. Essa breve fala está baseada no conhecimento e. Atenção! Os três conceitos – ecologia. • Sustentabilidade. atual e grandiosa dinâmica ambiental. Diante disso. Por isso. U1 Dessa forma. pode-se afirmar que a questão ambiental no âmbito das legislações e políticas ambientais está norteada por reflexões e estudos. ecologia e sustentabilidade. fornecer elementos para outras áreas da empresa que necessitam dessas informações para execução dos trabalhos atuais e estruturar novos projetos. nós não mudaremos o mundo. Sem medo de errar Após o estudo de alguns elementos da legislação ambiental e dos seus conceitos estruturantes. na forma que olhamos para a realidade.

Lembre-se Cada conceito possui sua história. Todos possuem responsabilidade nessa cadeia produtiva. Conteúdos relacionados ambiental. suportar ou manter determinadas atividades com equilíbrio ao ambiente e também econômico e social. e. movimentos sociais. ONGs etc. instituições educacionais. Resolução da SP sustentabilidade como uma estratégia de sustentar. Diante desse cenário. no tocante à sustentabilidade. uma intencionalidade. empresas e governos podem reconhecer a 5. seja na utilização de 4. Reconhecer a influência do desenvolvimento sustentável na 2. que Aspectos da legislação ambiental 15 . U1 • Verificar o que a Constituição Federal do Brasil de 1988 menciona sobre meio ambiente e seus desdobramentos. São inúmeras as conceituações e perspectivas inerentes à sustentabilidade e ao desenvolvimento sustentável que são integradas às legislações ambientais e devem ser conhecidas e utilizadas no âmbito coorporativo. você poderá construir alguns caminhos significativos para execução da SP. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. sobretudo. tratamento ou destinação dos mesmos. A partir desses apontamentos. Tais ideias estão ancoradas no Relatório “Nosso Futuro Comum” de 1987. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. “Desenvolvimento Sustentável para quem?” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Competência geral operação da organização. um argumento que precisa estar articulado aos inúmeros interesses econômicos. pergunta-se: qual é o conceito de desenvolvimento sustentável? A noção de desenvolvimento sustentável não é recente. Descrição da SP determinados recursos naturais. ambientais etc. Por isso. • Analisar o papel e as estratégias de empresas. são muitas as formulações que remetem às várias interpretações sobre o futuro comum da humanidade.. Objetivos de aprendizagem legislação ambiental. Dessa forma. sustentabilidade e direito 3. governos. Aspectos da legislação ambiental. sociais. na reutilização.

ambiental etc. política. 2015. 225 Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. e. social. mas que possui algumas limitações. foi extraído da Constituição Federal de 1988: "Art. econômico e preservação ambiental? Faça valer a pena 1.. O texto. Faça você mesmo Por que o conceito de Desenvolvimento Sustentável está no centro da tríade: social. Acesso em: 22 jul. a seguir. portanto. Trata-se da definição mais usual. econômica. O esquema a seguir sintetiza essas ideias. Daí algumas críticas ao se analisar e interpretar separadamente o meio natural e social. passível de alterações a partir da própria realidade analisada. reconhecer essa possibilidade para assim efetivarmos uma gestão ambiental mais próxima à realidade.1 – Desenvolvimento sustentável Desenvolvimento Prevenção e Social Conservação Ambiental Inclusão social Ecoeficiência Desenvolvimento Econômico Fonte: Disponível em: <http://infap. Figura 1.php>.org. por isso. pois é antropocêntrica (só considera o ser humano) e não menciona a comunidade de vida (os demais seres vivos da biosfera).br/page1. Lembre-se A sustentabilidade e o desenvolvimento sustentável devem ser compreendidos como uma construção histórica. U1 definiu o desenvolvimento sustentável como: “aquele que atende às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas necessidades e aspirações”. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade 16 Aspectos da legislação ambiental . Deve-se.

II. II e III. b) II. cabem ao poder público algumas ações: I – Definir. estudo prévio de impacto ambiental. Estão corretas apenas: a) I. V – Promover o comércio internacional de material genético dos ecossistemas/biomas presentes no território nacional. na forma da lei. Sobre as definições e formulações de meio ambiente no âmbito das legislações temos: I – Meio ambiente natural. III – Meio ambiente artificial. IV – Meio ambiente do trabalho. c) I. e) I. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. Aspectos da legislação ambiental 17 . para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. U1 de vida. d) II. em todos os estados. Para assegurar a efetividade desse direito. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. II – Proteger a fauna e a flora. b) III e IV. III – Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio. V – Meio ambiente industrial. Estão corretas apenas: a) I e II. a que será dada publicidade. II e III. II – Meio ambiente cultural. III e IV. IV – Exigir. III e IV. 2. III e IV. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

d) Sustentar o meio ambiente em detrimento do desenvolvimento econômico. e) Propor a conciliação do desenvolvimento econômico e social em consonância com a preservação do meio ambiente. c) Garantir que o desenvolvimento contemporâneo não se sustente. d) Originou-se na silvicultura. ou seja. IV e V. 18 Aspectos da legislação ambiental . é utilizada na língua inglesa desde o século XIII e passou a assumir seu atual sentido a partir do final do século XX. Em relação à sustentabilidade. esse conceito já possui mais de 400 anos. d) I. II. suportar ou manter. U1 c) I. assinale a afirmação que não contempla as discussões teóricas e empíricas sobre esse conceito/prática: a) Esse conceito não é da década de 1970 como apregoa a literatura ambiental clássica. 3. III e V. visto que a madeira. desde o mundo antigo até a Idade Moderna. e) Originou-se do latim sus-tenere. 4. II. e) I. a partir da preocupação a favor do uso equilibrado das florestas. II. III e IV. b) Garantir que o desenvolvimento contemporâneo se sustente por uma geração apenas. ou seja. em aparelhos agrícolas e como combustível. no manejo das florestas. O uso desse conceito tem a finalidade de: a) Sustentar a inevitável necessidade do desenvolvimento. foi utilizada como matéria-prima principal nas construções. III. c) Refere-se ao atual sistema produtivo que une recursos naturais ao desenvolvimento econômico em escala planetária. b) Surgiu na Alemanha por volta de 1560 como Nachhaltigkeit. A devastação ambiental decorrente do processo de desenvolvimento urbano-industrial poderia ser modificada a partir da defesa pública de um verídico desenvolvimento sustentável. sustentar.

php>. 7. Em relação ao surgimento e às aplicações da Ecologia. A partir do esquema. 2015. b) Surgiu com o biólogo alemão Ernst Haeckel em 1866 para ilustrar a morfologia dos organismos e sua aplicação nas sociedades. Aspectos da legislação ambiental 19 . através da obra “Morfologia geral dos organismos” e estuda as relações entre as espécies e seu ambiente. está correta apenas a alternativa: a) Surgiu com o biólogo alemão Ernst Haeckel. e) Limita-se às interações da fauna e flora. ou seja. d) Limita-se ao estudo das espécies (fauna e flora) e da interação das mesmas. Trata-se de um ramo do direito ambiental. Acesso em: 22 jul. U1 5. Trata-se da ciência da casa e visa entender a organização dos ambientes e suas múltiplas relações. c) Surgiu como estudo da casa.br/page1. Explique o que é tutela internacional do meio ambiente. 6. a seguir. em 1866. faça uma descrição da análise com foco no DS – Desenvolvimento Sustentável: Desenvolvimento Prevenção e Social Conservação Ambiental Inclusão social Ecoeficiência Desenvolvimento Econômico Fonte: Disponível em: <http://infap. desconsiderando a ação antrópica nos diferentes ambientes terrestres. das relações sociais e econômicas que as sociedades possuem com o ambiente natural.org.

U1 20 Aspectos da legislação ambiental .

a leitura desta seção irá ampliar sua compreensão sobre a legislação ambiental e sua função na gestão ambiental. Dessa forma. A proposta desta seção é apresentar a você o que são e para que servem as legislações ambientais a partir do Direito Ambiental. ainda. ou seja. Diante isso. Por isso. U1 Seção 1. dinamiza e. vale salientar que tais discussões não se limitam à ciência ambiental. Assim. Dessa forma. É importante reconhecer que a temática ambiental está presente no nosso cotidiano. conhecendo.1. trata-se de uma área ampla e interdisciplinar que perpassa o Direito. Aspectos da legislação ambiental 21 . pelo contrário. realizaremos um breve estudo dos tratados internacionais sobre o meio ambiente. Dica Você pode encontrar algumas definições sobre direito ambiental em alguns livros especializados da área e também em obras relacionadas à gestão ambiental. assim como compará-las a alguns tratados ambientais em nível internacional. foi possível perceber como eles estão presentes nas legislações ambientais. acompanhe a segunda situação-problema apresentada pela empresa para o estagiário: A empresa precisa conhecer o que as constituições federais antigas e atual mencionam sobre meio ambiente. o que se entende por Direito Ambiental. Josué deve ajudar organizando uma tabela com tais informações e apresentar uma síntese sobre quais tratados ambientais internacionais estão relacionados com o saneamento básico. em partes.2 Legislação ambiental Diálogo aberto Na Seção 1. Ciências Sociais Aplicadas. regulamenta nossa vida. você teve contato com alguns conceitos inerentes à questão ambiental. ela interfere. Engenharias etc. as Ciências Ambientais.

Meio ambiente cultural. U1 Reflita O estudo do direito ambiental enquanto uma subárea do Direito está em constante diálogo com a Gestão Ambiental. tais como: Antropologia. fica clara a importância e relevância do Estado. destaca quatro aspectos contidos na classificação de meio ambiente: Meio ambiente natural (ou físico). 2008. p. prevê que: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. além dos princípios fundantes do direito internacional. o setor jurídico busca uma melhor identificação das atividades que afetam o meio ambiente e. você já viu alguns crimes ambientais. Não pode faltar As legislações ambientais estão inseridas no Direito Ambiental a partir da premissa de que é preciso e é dever de todos preservar e defender o meio ambiente de eventuais agressores. bem como os principais tratados ambientais internacionais. reafirma- se que a Constituição Federal do Brasil de 1988. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (BRASIL. Do que eu preciso para ser capaz de resolver a situação-problema? Reconhecer as constituições federais. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. Com certeza. Dessa forma. 127). como resultado. no artigo 225. portanto. nesse parágrafo e nos demais. Ciências Sociais. Geologia. Mas como se define Direito? 22 Aspectos da legislação ambiental . Biologia. pois. o Direito Ambiental adquire uma dimensão infinita em todas as áreas do Direito. Com essa disposição constitucional. Nesse sentido. Engenharias. Meio ambiente artificial e Meio ambiente do trabalho. visto que essa área do conhecimento jurídico busca compreender e estudar as interações da sociedade com a natureza a partir dos mecanismos legais para proteção do meio ambiente. Trata-se. Reflita O Direito Ambiental adquiriu uma dimensão importante em todas as áreas do Direito. de uma ciência interdisciplinar em campos diversos.

indústrias e Estados devem utilizá-los. 2010. quando criadas. até os contratos que são tidos como “lei entre as partes”. e revela o esforço para a democratização da sociedade e a redução das desigualdades. Na figura a seguir é possível conhecer as normas jurídicas brasileiras que se iniciam com a Constituição da República Federativa do Brasil.RESOLUÇÕES . 2014).CONTRATOS Fonte: Adaptada de Sirvinskas (2014) A Constituição de um país é o documento jurídico mais importante de um povo. remete aos recursos ambientais existentes e a como as pessoas. princípios e valores que o Estado cria para regular as relações sociais de determinado povo em determinada época (SIRVINSKAS.2 | Normas jurídicas brasileiras . Dessa forma. dos estados.LEIS DELEGADAS . e como saber jurídico se desenvolveu rapidamente no país nos últimos anos e amplia- se na esfera da União. Aspectos da legislação ambiental 23 . Ainda sobre o Direito Ambiental. ou seja. pode-se afirmar que é uma disciplina nova no direito brasileiro. reparatória (civil) e repressiva (penal) (SIRVINSKAS. constava como uma subárea do direito administrativo e do direito urbanístico. 2014). Essa conceituação permite regular a “vida” e seu modo em diferentes lugares e épocas.EMENDAS À CONSTITUIÇÃO . sob pena de não poderem ser aplicadas no ordenamento jurídico. U1 Entende-se por Direito o conjunto de normas. surgiu apenas em 1981 com a Lei nº 6.CONSTITUIÇÃO FEDERAL . não podem contrariar o texto constitucional. a Lei Fundamental (Lex Legum ou Carta Magna). pode-se indicar ainda que o direito ambiental atua na esfera preventiva (administrativa). Nesse contexto. é composta de um ordenamento jurídico que perpassa a moral. ou seja. do Distrito Federal e dos municípios a partir da jurisprudência produzida nas diversas cortes brasileiras. As demais leis. O Direito Ambiental está estruturado a partir da Constituição Federal de 1988.LEIS COMPLEMENTARES .LEIS ORDINÁRIAS . Antes. ou seja. a política e a democracia.938. Acompanhe: Figura 1.MEDIDAS PROVISÓRIAS .ATOS ADMINISTRATIVOS .DECRETOS LEGISLATIVOS .

6) modificar atitudes e princípios do direito humano fundamental. 24 Aspectos da legislação ambiental . há apenas menção sobre setor agrícola. pesca.. 1934. água. chegamos aos princípios ambientais. energia. 3) conservar a vitalidade e a diversidade do planeta Terra. 4) minimizar o esgotamento de recursos não renováveis. conforme é possível identificar a seguir: 1) respeitar a comunidade dos seres vivos e cuidar dela. Apenas na Constituição Federal de 1988. etc. 1891. 5) permanecer nos limites da capacidade de suporte do planeta Terra.U1 Sirvinskas (2014) analisa as sete constituições federais que o Brasil já teve e informa que nas seis primeiras (1824. Exemplificando A Constituição Federal de 1988 é reconhecida por inserir a expressão meio ambiente nas discussões e elaborações. 2014). elementos na natureza. caça. cultural e paisagístico. Ficou conhecida como a “Constituição Verde”. em vigência. mineração. que devem ser lidos e compreendidos de forma ampla para proteger o ambiente. que estão atrelados à condição e exploração econômica. 7) permitir que as comunidades cuidem de seu próprio meio ambiente. Com base nesse quadro geral da Constituição Federal aos contratos. por ser a primeira a trazer uma abordagem inovadora em relação à temática ambiental. 1946 e 1967). colocando-a assim na ordem social através de um capítulo. uso do solo. patrimônio histórico. Nesse sentido. 8) gerar uma estrutura nacional para a integração de desenvolvimento e conservação. o direito ambiental utiliza- se desse fato para elucidar inúmeras discussões para proteger o meio ambiente de forma equilibrada para todos. 1937. observa-se a palavra meio ambiente. 9) constituir uma aliança global (SIRVINSKAS. Assimile Os princípios ambientais indicam o papel do Estado. 2) melhorar a qualidade da vida humana.

pode-se dizer que a tutela internacional do meio ambiente está ancorada em diversos documentos firmados pelos países participantes. entre outros. indiscutível e aceito pela sociedade como um ordenamento jurídico. 897). Por isso. Dr. Dessa forma. como matemática e biologia. que carregam a noção inicial de alguma coisa ou fenômeno. os tratados internacionais surgem no século XX com o objetivo de proteger o meio ambiente nacional mediante diretrizes e normas internacionais. convenções. o princípio é um valor fundamental em direito. Aspectos da legislação ambiental 25 . U1 Sobre os princípios ambientais dentro deste contexto. Dessa maneira. Luís Sirvinskas (2014). diretrizes. Por isso. salienta-se que o princípio existe em outras áreas. que servem para facilitar a análise e estudo de certos fundamentos do direito. culturais. regras e normas que emergem a partir de determinado nível de degradação ao ambiente que não respeita fronteira e atinge níveis mundiais. Segundo o Procurador de Justiça de São Paulo. 2014. por mais contraditório que seja. Sirvinskas (2014) diz que é possível identificar alguns princípios específicos do direito ambiental. financeiros. os quais estão materializados em tratados. as organizações intergovernamentais e os indivíduos” (SIRVINSKAS. protocolos. de acordos de vontade entre os países soberanos. as diferentes denominações também possuem especificidades que perpassam os direitos humanos. É. militares. p. portanto. Trata-se. o meio ambiente. portanto. declarações. acordos. visto que esse faz parte do ambiente em diferentes momentos da história. entende-se o direito internacional do meio ambiente “como sendo o conjunto e regras e princípios que criam obrigações e direitos da natureza ambiental para os Estados. é um direito inalienável dos seres humanos. Acompanhe a seguir esses princípios ambientais: 1º Princípio: do direito humano 2º Princípio: do desenvolvimento sustentável 3º Princípio: democrático ou da participação 4º Princípio: da prevenção (precaução ou cautela) 5º Princípio: do equilíbrio 6º Princípio: do limite 7º Princípio: do poluidor-pagador 8º Princípio: do não retrocesso ou da proibição do retrocesso 9º Princípio: da responsabilidade socioambiental Em relação aos tratados internacionais sobre o ambiente. Nesse sentido.

em 1970. leia-se: reduzir. Ribeiro (2014). 7) 1978 – Tratado de Cooperação Amazônica. 8) 1983 – Criação da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD) pela Assembleia Geral da ONU. Contou com a participação de 64 países. 2) 1902 – Convenção para proteção dos pássaros úteis à agricultura. A institucionalização da questão ambiental e o devido reconhecimento pela sociedade perpassam uma larga trajetória. o aquecimento global. 6) 1975 – Conferência de Belgrado. por exemplo. na criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). num compromisso político para a realidade contemporânea. sobretudo. em Paris. protocolos e convênios. os quais estão divididos entre: Convenções sobre preservação/ conservação da flora e fauna. a primeira do gênero que resultou. Convenções sobre resíduos perigosos e substâncias tóxicas. acompanhe: 1) 1900 – Convenção para a preservação dos animais selvagens. 26 Aspectos da legislação ambiental . indica que até 1995 existiam 95 convenções. na ex-Iugoslávia. A seguir você conhecerá alguns desses eventos que revelam o compromisso internacional e nacional para o despertar da conscientização ambiental. como um elemento norteador da política ambiental. atual Sérvia. entre outras medidas. foi criado o programa interdisciplinar – O Homem e a Biosfera (RIBEIRO. 3) 1930 – Conferência sobre o mar. promovida sob a tutela da Unesco: no encontro de Belgrado foram formulados os princípios e as orientações para o Programa Internacional de Educação Ambiental – PIEA (IEEP). 5) 1972 – Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente Humano. 14 organizações intergovernamentais e 13 ONGs. 2014). na obra “A ordem ambiental internacional”. tratados. acordos. 4) 1968 – Conferência da biosfera. pássaros e peixes da África. U1 Exemplificando Os acordos e tratados ambientais estão atrelados a diferentes cenários e escalas. na Suécia. e. cuja gênese está num processo de conscientização e. sobretudo. para discutir as bases para uso e conservação racional dos recursos da biosfera. Convenções sobre o mar. organismos e empresas para combater. Tais conferências e tratados internacionais sobre o meio ambiente são realizados periodicamente para estabelecer regras mínimas para os Estados. Convenções sobre controle da qualidade do ar etc. Como resultado. em Estocolmo.

pois. que difundiu a expressão “desenvolvimento sustentável”. desenvolvimento e segurança. Declaração sobre florestas. políticas e tratados sobre o meio ambiente é possível afirmar que a gestão ambiental possui uma história que está ancorada na própria dimensão. às empresas e aos governos. Aspectos da legislação ambiental 27 . Um desdobramento nítido nesse processo foi a Agenda 21. em junho de 2012. Entre 1983 e 1987. prevê um diálogo permanente sobre a questão socioambiental local e global. conhecida. Por isso. leis. 11) 1997 – Assinatura. entre outros instrumentos que amplificaram a visão sobre as políticas ambientais na perspectiva ampla que a temática exige. o Direito Ambiental aparece ora como proteção ambiental de forma segmentada ora como proteção dos recursos ambientais de forma sistêmica. que interessa à sociedade civil. Convenção sobre Mudanças climáticas. também. realizada no Rio de Janeiro. conferências. 13) 2007 – Painel Intergovernamental sobre as Mudanças do Clima (IPCC). que discutiu as propostas da Agenda 21 e a diversidade biológica. Dessa maneira. com o objetivo de discutir e renovar os compromissos políticos sobre o desenvolvimento sustentável. acordos. por meio dos seus 40 capítulos. que nasceu na ECO-92 (Rio de Janeiro. África do Sul – Conferência das Partes das Nações Unidas sobre o Clima (COP 17). 15) 2012 – Rio + 20. na África do Sul. do Protocolo de Kyoto. organização e desorganização humana na superfície terrestre. 12) 2002 – Conferência de Joanesburgo. que debateu as alterações climáticas e o papel da sociedade nesse processo. houve inúmeras reuniões. Reflita Os eventos indicados não foram os únicos. Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS). sobre redução dos gases causadores do aquecimento global. cujo resultado foi apresentado no Relatório “Nosso Futuro Comum”. U1 9) 1987 – Relatório Brundtland. Dentre os desdobramentos do evento. no Japão. Convenção sobre Biodiversidade. como Rio + 10. 14) 2011 – Conferência de Durban. a CMMAD realizou uma série de estudos sobre as relações entre meio ambiente. 10) 1992 – Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO-92 ou ECO-92). Brasil). a Agenda 21 emergiu como um marco. tratados. A partir desse amplo cenário de leis.

U1 reafirma-se que nenhuma lei é isolada. 2015. Dessa maneira.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado. Faça você mesmo A partir da reflexão sobre legislação ambiental.brasil. Disponível em: <http://www. intitulada “Legislação ambiental no Brasil é uma das mais completas do mundo”. 1967 e 1988).gov. apresente em um breve relatório por que a Constituição Federal de 1988 é reconhecida como a Constituição Verde? Sem medo de errar Após essa breve imersão sobre a legislação ambiental brasileira e mundial. ou seja. Parte das soluções está relacionada ao conhecimento e pesquisas sobre as sete constituições federais (1824. vamos resolver a segunda situação-problema apresentada ao Josué? Vamos relembrar! A empresa precisa conhecer o que as constituições federais antigas e atual mencionam sobre meio ambiente. Acesso em: 22 jul. possui dois capítulos que indicam a necessidade do saneamento básico. consulte a Constituição Federal do Brasil de 1988.gov. htm>. cumpre um papel importante do contexto local ao global.br/meio-ambiente/2010/10/ legislacao>. especialmente o artigo 225. 1937. 1891. Outro passo importante está relacionado à pesquisa da Agenda 21 no cenário internacional.planalto. e a reportagem do Portal Brasil. Pesquise mais Para aprofundar os debates iniciados aqui. São eles: Capítulo 7: Promoção do Desenvolvimento Sustentável dos assentamentos humanos 28 Aspectos da legislação ambiental . realizada em 1992 no Rio de Janeiro – Brasil. 2015. denominada RIO-92 ou ECO-92. Tal documento é um dos desdobramentos da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. 1946. Acesso em: 22 jul. Disponível em: <http:// www. 1934. Josué deve ajudar organizando uma tabela com tais informações e apresentar uma síntese sobre quais tratados ambientais internacionais estão relacionados ao saneamento básico. assim como compará-las a alguns tratados ambientais em nível internacional. pode- se iniciar a organização de uma tabela ou quadro para sistematizar as informações.

Legislação Ambiental. Dessa forma. Descrição da SP foram criados para atender às demandas nacionais e internacionais. pode-se fornecer caminhos e respostas para os demais profissionais que irão necessitar dos dados inerentes à questão ambiental nas constituições federais do Brasil. “Constituição Verde” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Nesse sentido. Aspectos da legislação ambiental 29 . Constituição brasileira. Conteúdos relacionados Ambiental e Tratados Ambientais. Dessa forma. os quais estão presentes em diferentes documentos ambientais no âmbito nacional e internacional e devem ser orientadores para o Estado. pode-se acrescentar que existem inúmeras possibilidades no âmbito das empresas de diferentes setores ao prestarem serviços à comunidade e ao meio ambiente. A Constituição Federal brasileira de 1988 ficou conhecida como a “Constituição Verde” pelas inovações na área ambiental. se estabelecem como parâmetros e valores constitucionais. Política 3. manejo e uso dos recursos hídricos Nesse contexto. Por isso. sobretudo com o artigo específico para o meio ambiente. Objetivos de aprendizagem denominada Verde. Resolução da SP 9º Princípio: da responsabilidade socioambiental Todos estão ancorados no direito ambiental e são considerados abrangentes e universais. desde sua promulgação. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. quais são os princípios ambientais que o Estado deve utilizar? Será que tais princípios estão de acordo com os tratados ambientais internacionais? Resposta: Os princípios ambientais são: 1º Princípio: do direito humano 2º Princípio: do desenvolvimento sustentável 3º Princípio: democrático ou da participação 4º Princípio: da prevenção (precaução ou cautela) 5º Princípio: do equilíbrio 6º Principio: do limite 7º Princípio: do poluidor-pagador 8º Princípio: do não retrocesso ou da proibição do retrocesso 5. Competência geral operação da organização. Conhecer as razões para a Constituição Brasileira ser 2. U1 Capítulo 18: Proteção da qualidade e do abastecimento dos recursos hídricos: aplicação de critérios integrados no desenvolvimento. outras leis e desdobramentos 4.

que surge em 2014. indique por que eles são considerados abrangentes e universais. Faça você mesmo Em relação aos princípios ambientais. a ideia e denominação Constituição Verde. 30 Aspectos da legislação ambiental . O Direito Ambiental é definido como: a) Uma subárea do Direito que estuda apenas o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. a partir da ampla relação sociedade-natureza. U1 Lembre-se A partir dos princípios ambientais o Direito Ambiental se materializa em diferentes frentes de atuação para melhor assegurar a qualidade ambiental em diferentes segmentos e escalas. d) Uma subárea e disciplina nova no direito brasileiro. datada de 1824. é possível verificar o termo sustentabilidade florestal. Sobre o histórico da legislação brasileira é correto afirmar que: a) Na primeira Constituição. princípios e valores que o Estado cria para regular as relações sociais de determinado povo em determinada época. com a finalidade de complementar a Constituição Federal. b) A Constituição de 1937 já apresentava inúmeros elementos da preservação e conservação ambiental. Por isso. que surge apenas no século XXI. agrícola e mineral. c) Somente na Constituição de 1988 há um capítulo específico sobre meio ambiente e seus desdobramentos. e) Uma subárea que trata apenas da zona costeira e da degradação urbana e hidrográfica. b) Uma disciplina nova no direito brasileiro. Tem por finalidade estudar e regular a “vida”. constava como uma subárea do direito administrativo e do direito urbanístico. O Direito pode ser definido como o conjunto de normas. c) Uma subárea e disciplina nova no direito brasileiro. 2. Antes. Faça valer a pena 1. surge apenas em 1981. ou seja.

na forma da lei. Dessa forma. U1 d) A Constituição Federal de 1988 apenas menciona a proteção do meio ambiente através do Sistema Nacional de Conservação. 4. Estão corretas apenas: Aspectos da legislação ambiental 31 . para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. III – Trata-se de um documento elaborado durante a ECO-92 no Brasil. c) Definir. b) Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. IV – Trata-se de um documento com 40 capítulos que prevê um diálogo permanente sobre a questão socioambiental local e global. A partir da Constituição Federal de 1988. II – Trata-se de um documento exclusivo para os países desenvolvidos que degradam o meio ambiente. Em relação à Agenda 21. espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. d) Exigir. 3. a que será dada publicidade. às empresas e aos governos. e) Promover a educação ambiental somente nas escolas públicas para possibilitar a conscientização ambiental. cabe ao Estado assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente. e) Na Constituição Federal de 1988 somente consta a perspectiva de que cabe ao poder público preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. leia as assertivas a seguir: I – Trata-se de um documento exclusivo para os países subdesenvolvidos que degradam o meio ambiente. que interessa à sociedade civil. estudo prévio de impacto ambiental. em todas as unidades da federação. assinale a alternativa que não contempla as indicações Constitucionais: a) Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas.

e) Proteger e salvaguardar o meio ambiente nacional para pesquisas e empreendimentos futuros. U1 a) I. 6. 5. Dr. os tratados internacionais surgiram no século XX com o objetivo de: a) Proteger o meio ambiente nacional mediante diretrizes e normas internacionais. Por que a Constituição Brasileira de 1988 ficou conhecida como “Constituição Verde”? 7. d) Proteger e salvaguardar o meio ambiente nacional para pesquisas futuras. e) III e IV. b) Proteger o meio ambiente nacional a partir da normatização europeia. Luís Sirvinskas (2014). d) I e II. c) Proteger o meio ambiente nacional a partir da normatização estadunidense. c) III. b) II. O que são e qual a importância dos tratados ambientais internacionais? 32 Aspectos da legislação ambiental . Segundo o Procurador de Justiça de São Paulo.

Acesso em: 22 jul. ministeriodomeioambiente. a leitura desta seção irá ampliar sua compreensão sobre o licenciamento ambiental e sua intrínseca ligação com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). sobretudo. comparar os tipos de licenças ambientais para cada uma das atividades existentes. Por isso. Assim. 2015. U1 Seção 1.gov. é importante conhecer e.br/>. Todavia.2 você teve contato com alguns aspectos elementares da legislação ambiental brasileira em consonância com os acordos e tratados ambientais internacionais. os quais são assinados por diferentes países para atingirem determinadas metas para prevenir eventuais impactos ambientais. acompanhe a terceira situação-problema apresentada pela empresa para o estagiário: Aspectos da legislação ambiental 33 . Dessa forma. Diante isso.3 Licenciamento ambiental Diálogo aberto Na Seção 1. precisam estar continuamente aplicadas à gestão e fiscalização de diferentes atividades que de um modo ou de outro podem afetar o meio ambiente. é possível afirmar que as legislações representam algumas alternativas no tocante à normatização. evitando assim impactos ambientais. Dica Você pode encontrar algumas definições sobre o licenciamento ambiental em alguns livros especializados da área ambiental e também na página do Ministério do Meio Ambiente Disponível em: <http://www. Para iniciar os estudos sobre o licenciamento ambiental é preciso ter clareza de que ele possui um caráter preventivo! Isso significa dizer que é um procedimento administrativo feito pelo órgão ambiental competente frente à possibilidade de danos ambientais a partir de um empreendimento e/ou atividades que utilizam e/ou exploram os recursos ambientais.

Reflita No Licenciamento Ambiental são avaliados impactos causados por diferentes empreendimentos e a potencialidade ou capacidade desses de poluir. de um ambiente ou bioma/ecossistema. Todo o impacto relatado brevemente ocorreu em 24 horas. Não pode faltar Para entender o licenciamento ambiental é importante definir o que se entende por impacto ambiental. refere-se a qualquer alteração nas características naturais de dada região. contaminou o Rio Paraíba do Sul. Reflita A partir desse cenário inicial. melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida. que atingiu outros 39 municípios mineiros cortados pelo rio e. Por exemplo. do que eu preciso para ser capaz de resolver a situação- problema? Um caminho está justamente na análise das Políticas Ambientais por meio das Resoluções que regem o licenciamento ambiental no Brasil. que afeta de maneira negativa as propriedades físicas. o derramamento de um produto tóxico no Rio Pomba. em consulta aos documentos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). ou seja. ou seja. Minas Gerais. químicas e biológicas do ambiente. que tem por objetivo a preservação. podendo causar problemas a curto. percebeu a necessidade de atualizar todos os seus colaboradores sobre licenciamento ambiental e os tipos de licença. no Rio de Janeiro. em Miraí. as quais estão inseridas na Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). certo? Muitos impactos ambientais podem ocorrer desde uma escala doméstica até a escala industrial. solicitou ao Josué que sistematizasse algumas resoluções previstas pelo Conama. médio e longo prazo. 2007). dialoga diretamente com a Política Nacional do Meio Ambiente. Dessa forma. posteriormente. uma constante fiscalização para evitar tais impactos que algumas vezes são irreversíveis (UOL. U1 A empresa. Dessa forma. entre outros impactos. entende-se o licenciamento como um “procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente 34 Aspectos da legislação ambiental . o licenciamento e. em 2007. é necessária a prevenção. sobretudo. Você provavelmente já deve ter visto impacto ambiental na sua cidade. Por isso.

tenha por fim imediato adquirir. Res. além de regulamentar os impactos oriundos de determinadas atividades. que. possuem uma integração com a conservação e preservação de todos os tipos de vida. Já a licença ambiental. consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. tão caro ao Direito Ambiental (SIRVINSKAS. finalidade. deve-se reforçar que o Licenciamento Ambiental é uma obrigação legal prévia que regulamenta a instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do ambiente. Essas duas conceituações permitem introduzir alguns cenários para nossos estudos. Isso significa dizer que o licenciamento ambiental é o mais importe instrumento jurídico que materializa o principio de prevenção. como ato administrativo. que. b) atos ordinários. eles são classificados como: a) atos normativos. possam causar degradação ambiental. e e) atos punitivos. Para que tais atos administrativos possam ser utilizados validamente no âmbito jurídico é necessário atender aos seguintes requisitos: competência. resguardar. costuma-se dizer que os impactos ambientais possuem várias escalas. Nesse contexto. respectivamente. U1 licencia a localização. e possui como uma de suas Aspectos da legislação ambiental 35 . c) atos negociais. d) atos enunciativos. instalação. remete a “toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública. Nesse contexto. transferir. 2014. 237/1997). p. o licenciamento busca evitar a ocorrência de danos ambientais. Por isso. sob qualquer forma. Por isso. 2014). e necessitam de uma ampla análise frente às legislações. ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais. Dessa forma. o licenciamento e as licenças ambientais emergem como um procedimento e ato administrativo. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso” (Conama. agindo nessa qualidade. Exemplificando Sobre os atos administrativos. os estudos das licenças ambientais ganham legitimidade. motivo e objeto. n. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria” (SIRVINSKAS. forma. Faça você mesmo A partir da definição de licenciamento ambiental explique por que o mesmo é utilizado como um princípio da prevenção no âmbito do Direito Ambiental. modificar. extinguir e declarar direitos. 228).

ela pode negociar com outras empresas para que possam “ter” o direito de emitir mais poluentes. restrições e medidas de controle de possíveis impactos ambientais. os instrumentos previstos na PNMA serão cumpridos. por meio da realização de Audiências Públicas como parte integrante de todo processo. Pode-se notar ainda que as licenças intercambiáveis/licenças negociáveis são aquelas autorizações dadas pelo Poder Público às empresas poluidoras para que operem com base em limites estabelecidos para emissão de poluentes. Dessa forma. analisar os riscos ambientais e as medidas preventivas e fiscalizar o desempenho dos funcionários no cumprimento das ações de controle ambiental. mas aprova o planejamento de implantação ou a ampliação de um determinado empreendimento. incluindo as diferentes medidas de controle ambiental. • Licença de operação (LO): Trata-se de uma das etapas do licenciamento ambiental. ou seja. Em outras palavras. condomínio. Tal prática refere-se ao desprezo à consciência socioambiental de um modo geral. o licenciamento e a revisão de atividades efetivas ou potencialmente poluidoras. a licença de operação é a autorização para o início do funcionamento da atividade do empreendimento ou equipamento depois das obras finalizadas. Em relação ao licenciamento ambiental. U1 principais características a ampla participação social na tomada de decisão. A partir do contexto do licenciamento.) de acordo com determinadas especificações aprovadas em projetos arquitetônicos. devem-se seguir algumas condições. se uma empresa polui menos que o limite máximo permitido. comércio. hospital. a avaliação de impactos ambientais. hidráulicos e de saneamento básico. avaliação e documentação de determinada atividade econômica ou empreendimento (público ou privado). que visa ao controle da qualidade ambiental por meio da fiscalização. posto de combustível etc. é importante destacar também o papel da auditoria ambiental como um instrumento previsto na legislação ambiental. essa licença não autoriza o início das obras. tendo como objetivos: verificar a obediência aos padrões de controle e qualidade ambiental. Para a certificação que dá permissão para instalação de determinada atividade e/ ou empreendimento. 36 Aspectos da legislação ambiental . uma vez que um dos princípios gerais da ecologia é eliminar/reduzir os poluentes. destacam-se as seguintes etapas: • Licença prévia (LP): Trata-se da primeira fase do licenciamento ambiental. que deverão ser respeitadas integralmente pelo responsável pelo empreendimento ou pela atividade. • Licença de instalação (LI): Trata-se da autorização para a implantação (início das obras) de um empreendimento (indústria.

mas aprova o planejamento de implantação ou a ampliação de determinado empreendimento. Nesse caso.Licença Prévia Reuniões Públicas Audiências EIA/RIMA Termo de Referências Públicas LI . Estudos Econômica e Projeto Operação da Bacia Socioambiental Leilão Básico Construção LEGENDA: LP . pois se localiza no município de Machadinho D´Oeste. Trata-se do AHE – Aproveitamentos Hidrelétricos Tabajara – a ser construído no Rio Ji-Paraná ou Machado. observe o esquema a seguir que ilustra as etapas necessárias para a implantação e operação de um empreendimento hidrelétrico. da licença que não autoriza o início das obras. no Estado de Rondônia (BRASIL. O estudo dos impactos ambientais é fundamental para o licenciamento e possui inúmeros desdobramentos.br/2014/05/machadinho-usina-tabajara-saiba-como-funciona-o-cadastro- socioeconomico/>. em termos legais. com a solicitação de Licença Prévia.Licença de Instalação LO . haverá um leilão público conduzido pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica para execução da obra e futura concessão do empreendimento.Licença de Operação Disponível em: <http://rondoniareal. Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO). Aspectos da legislação ambiental 37 . o leilão somente ocorrerá após a obtenção da LP – Licença Prévia. Diante disso. acompanhe: Figura 1. ou seja. sociais e econômicos.3 | Etapas de implantação de um aproveitamento hidrelétrico ETAPAS DE IMPLANTAÇÃO DE UM APROVEITAMENTO HIDRELÉTRICO LP LI LO Viabilidade Técnica. Acesso em: 22 jul. Nesse sentido. 2015). Nesse esquema verificam-se estudos e ações essenciais para a obtenção das licenças ambientais. tais licenças ambientais estabelecem as condições para que a atividade ou o empreendimento cause impacto aceitável ao meio ambiente. Todavia. qualquer alteração deve ser submetida a novo licenciamento. Dessa forma.com. U1 Assimile O licenciamento é composto principalmente por três licenças: Licença Prévia (LP). 2015.

integrando assim o Sisnama (Sistema Nacional de Meio Ambiente). demonstre através de exemplos como podemos diferenciá-los. indique quais os tipos de licenças existentes e para que elas servem. III – Análise pelo órgão ambiental competente. Faça você mesmo Tendo como referência os apontamentos sobre licenciamento e licenças ambientais. integrante do Sisnama. dos documentos. em decorrência da análise dos documentos. acompanhado dos documentos. dando-se a devida publicidade. necessários ao início do processo de licenciamento correspondente à licença a ser requerida. quando necessárias. IV – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente. U1 Exemplificando O Ibama – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis juntamente com os Órgãos de Meio Ambiente estaduais são responsáveis pelo licenciamento ambiental. II – Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor. a partir da localização do empreendimento.938/81 e nas Resoluções Conama nº 001/86 e nº 237/97 e da Lei Complementar nº 140/2011. dos documentos. deve-se ter clareza de que a avaliação da documentação necessária para cada licença e a emissão desta dependem do empreendimento. A licença pode ser conferida no órgão licenciador municipal. As principais diretrizes para a execução do licenciamento ambiental estão expressas na Lei nº 6. que menciona a competência estadual e federal para o licenciamento. No Artigo 10º da Resolução Conama nº 237 de 1997. Após mencionar os exemplos diferenciando o licenciamento das licenças ambientais. projetos e estudos ambientais pertinentes. projetos e estudos ambientais apresentados e a realização de vistorias técnicas. projetos e 38 Aspectos da legislação ambiental . projetos e estudos ambientais. consta que o procedimento de licenciamento ambiental obedecerá às seguintes etapas: I – Definição pelo órgão ambiental competente. estadual ou federal. com a participação do empreendedor. uma única vez. Nesse contexto. integrante do Sisnama.

decorrentes de audiências públicas. ou seja. de acordo com a regulamentação pertinente. quando couber. dando-se a devida publicidade. Tal cenário permite apontar que os prazos para concessão das licenças devem ser considerados no planejamento e cronograma dos empreendimentos. VIII – Deferimento ou indeferimento do pedido de licença. Enquanto a licença de operação (LO) é concedida em caráter final. sobretudo. Disponível em: Aspectos da legislação ambiental 39 . vale salientar que as licenças prévias e de instalação (LP e LI) são concedidas preliminarmente. VII – Emissão de parecer técnico conclusivo e. Ainda sobre os prazos das licenças ambientais. atrelado ainda às empresas ao utilizarem as normatizações oriundas dos setores públicos e privados que tratam do meio ambiente. VI – Solicitação de esclarecimentos e complementações pelo órgão ambiental competente. Pesquise mais Na página do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é possível consultar a Lei nº 6. entendida aqui como o principal instrumento para o desenvolvimento industrial sustentável. podendo haver reiteração da solicitação quando os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios. parecer jurídico. A partir desse escopo o licenciamento ambiental ganha fundamentação. uma foi adiada para 2009. podendo haver a reiteração da mesma solicitação caso os esclarecimentos e complementações não tenham sido satisfatórios. seis hidrelétricas que deveriam ser construídas em 2008 no Brasil possuíam problemas ambientais para sair do papel. quando couber. Dessa forma. e. pois nenhuma tinha licença de instalação e três delas nem tinham a licença prévia de acordo com a própria ANEEL. suporte do âmbito das ações inerentes à Gestão Ambiental. quando couber. após o cumprimento das exigências previstas em todas as licenças anteriores.938/81 e as Resoluções Conama nº 001/86 e nº 237/97. Reflita Segundo Sirvinskas (2014). U1 estudos ambientais apresentados. quando couber. V – Audiência pública.

Disponível em: <http://www.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/46_10112008050334. Sem medo de errar Após as análises sobre licenciamento e licença ambiental. percebeu a necessidade de atualizar todos os seus colaboradores sobre licenciamento ambiental e os tipos de licença.gov.mma. pdf>.gov.Regulamentar os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente. As soluções estão ancoradas nos levantamentos e pesquisas sobre licenciamento e licenças ambientais. é importante que você relacione tal temática a partir das seguintes informações: • Estão presentes na Política Nacional do Meio Ambiente.U1 <http://www. Acesso em: 22 jul. 40 Aspectos da legislação ambiental . • Existem três tipos de licenças ambientais (LP.fepam. LI e LO). 2015. você poderá consultar as Resoluções Conama nº 001/86 e nº 237/97 bem como a Lei Complementar nº 140/2011. sobre seus desdobramentos na Gestão Ambiental. na Constituição Federal e no Direito Ambiental. Indica-se também o acesso à página da Fapeam – Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler – RS.Estabelecer as definições. sobretudo. vamos apontar alguns elementos estruturantes referentes à terceira situação-problema apresentada ao Josué? Vamos relembrar! A empresa. 2015. as responsabilidades. em consulta aos documentos do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). de diferentes atividades. solicitou ao Josué que sistematizasse algumas Resoluções previstas pelo Conama. Acesso em: 22 jul. os critérios básicos e as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. • Previnem eventuais impactos ambientais. Tais documentos visam respectivamente: . as quais permitem um entendimento amplo da temática e. que apresenta alguns formulários para a solicitação de licença. A partir desse cenário.rs. Dessa forma. Por isso. as quais estão inseridas na Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA). .br/central/formularios/>.

Descrição da SP construção de uma estrada que corta dois estados de duas regiões geográficas identificadas pelo IBGE. uma terra indígena. ao combate à poluição em qualquer de suas formas e à preservação das florestas. Aspectos da legislação ambiental 41 . A partir dessa premissa. que terá atingida pela estrada o licenciamento será realizado pelo Ibama em consonância com as demais legislações sobre os povos indígenas. Objetivos de aprendizagem Conhecer o licenciamento e os tipos de licenças ambientais. Lembre-se Existem três tipos de licenças ambientais (LP. LI e LO). 3. à proteção do meio ambiente. como exemplo. ou seja.Fixar normas para a cooperação entre a União. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. o Distrito Federal e os Municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais notáveis. as quais podem ser fornecidas pelo Ibama e pelos Órgãos de Meio Ambiente estaduais. A licença ambiental está inserida na Política Nacional do Meio Ambiente e dessa não se separa. a Cetesb em São Paulo. Em relação ao SIL – Sistema Integrado de Licenciamento o mesmo pode ser integrado por órgãos estaduais e municipais conveniados. o 5. U1 . Competência geral operação da organização. Imaginando que dentro desse estado há uma área federal. os Estados. Quem poderá licenciar essa obra? Será que haverá um Sistema Integrado de Licenciamento? Resposta: Como a estrada atingirá dois estados de duas regiões geográficas do Brasil. Conteúdos relacionados Licenciamento e Licença Ambiental. se identificado que o impacto ambiental ocorrerá apenas em um estado. da fauna e da flora. “Licença Ambiental de uma estrada” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Resolução da SP licenciamento será realizado pelo órgão estadual. imagine a 4. 2. o licenciamento ambiental está sob responsabilidade do Ibama. No entanto.

LO e LI. Licença Inicial e Licença Organizacional. e) LP. A sequência correta é: a) LI.) de acordo com determinadas especificações aprovadas em projetos arquitetônicos. hidráulicos e de saneamento básico. hospital. 42 Aspectos da legislação ambiental . Preencha corretamente as lacunas sobre os tipos de licenças ambientais: ( ) Trata-se da primeira fase do licenciamento ambiental. LI e LO. ( ) Trata-se de uma das etapas do licenciamento ambiental. LO e LP. LI e LO é correto afirmar: a) Referem-se as três primeiras licenças ambientais em nível municipal.U1 Faça você mesmo A partir da análise dos tipos de licenças ambientais. condomínio. mas aprova o planejamento de implantação ou a ampliação de determinado empreendimento. Licença Inicial e Licença Operatória. Faça valer a pena 1. ( ) Trata-se da autorização para a implantação (início das obras) de um empreendimento (indústria. incluindo as diferentes medidas de controle ambiental. d) Indicam respectivamente: Licença Provisória. b) Referem-se as três primeiras licenças ambientais em nível estadual. c) LO. d) LP. a licença de operação é a autorização para o início do funcionamento da atividade do empreendimento ou equipamento depois das obras finalizadas. comércio. discuta qual é o papel do Ibama e dos demais órgãos ambientais estaduais nesses processos de licenciamento. posto de combustível etc. Sobre as siglas LP. c) Referem-se as três licenças ambientais regulamentadas pelo Conama. 2. LP e LO. b) LI. e) Indicam respectivamente: Licença Prévia. LI e LP. essa licença não autoriza o início das obras.

hospital. II – Pode ser dividida em licença ambiental municipal. hidráulicos e de saneamento básico. III e IV. III – Licença de operação (LO): Trata-se de uma das etapas do licenciamento ambiental. 4. posto de combustível etc. Em relação ao licenciamento ambiental. destacam-se as seguintes etapas: I – Licença prévia (LP): Trata-se da primeira fase do licenciamento ambiental. e) I. incluindo as diferentes medidas de controle ambiental. U1 3. comércio. II – Licença de instalação (LI): Trata-se da autorização para a implantação (início das obras) de um empreendimento (indústria. III e IV. de instalação e operação. condomínio. IV – É dividida em licença prévia. a licença de operação é a autorização para o início do funcionamento da atividade do empreendimento ou equipamento. mas aprova o planejamento de implantação ou a ampliação de determinado empreendimento. c) I. estadual e nacional. Estão corretas: a) I e II. Essa licença não autoriza o início das obras. Em relação à licença ambiental: I – As licenças ambientais são fornecidas pelo Ibama conjuntamente com os órgãos ambientais estaduais. b) I e III. d) II.) de acordo com determinadas especificações aprovadas em projetos arquitetônicos. II. depois das obras finalizadas. Estão corretas apenas: Aspectos da legislação ambiental 43 . na qual ocorre a liberação final do empreendimento para o setor privado. III – Cada estado pode criar suas próprias licenças e aplicá-las. IV – Licença de finalização (LF): Trata-se de uma das etapas do licenciamento ambiental. II e III.

d) Licenciamento Ambiental. p. Sirvinskas (2014.U1 a) I. transferir. c) III. 7. Explique cada uma das licenças ambientais em vigor no Brasil. c) Política Nacional do Meio Ambiente. agindo nessa qualidade. 44 Aspectos da legislação ambiental . que. 228) afirma que: “Toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública. resguardar. Diferencie licença ambiental do licenciamento ambiental. e) III e IV. e) Licença Ambiental. modificar. ou impor obrigações aos administrados ou a si própria.” Essa citação refere-se à: a) Política Municipal do Meio Ambiente. d) I e IV. 5. 6. tenha por fim imediato adquirir. b) II. b) Política Estadual do Meio Ambiente. extinguir e declarar direitos.

Aspectos da legislação ambiental 45 . bem como a área de atuação para não cair no verde enquanto metáfora do consumo. tem o objetivo de informar e proteger o consumidor. serviços ou profissional para obter determinado grau de confiança adequado. Assim.3 você teve contato com o licenciamento ambiental. segurança e ambiente. entendida aqui como uma avaliação realizada por uma organização independente. foi possível relacionar com a Gestão Ambiental ao refletir a redução dos impactos ambientais em determinados empreendimentos e atividades que utilizam recursos ambientais. Em outras palavras. que determina a qualidade de determinado produto. muitas vezes denominada 3ª parte. e.4 Institutos e selos ambientais Diálogo aberto Na Seção 1. serviço ou profissional com base na avaliação de conformidade. Nesse momento. processos. sobretudo com a análise dos tipos de licenças ambientais. Você poderá perceber que a avaliação de conformidade está atrelada à avaliação de produtos. ou seja. Dica Existem muitas certificadoras verdes no Brasil e no mundo. que atenda a requisitos preestabelecidos em normas e. estimulando a melhoria contínua da qualidade e facilitando o comércio internacional e fortalecendo o mercado interno. Dessa forma. em particular quanto à saúde. a leitura desta seção irá ampliar sua compreensão sobre os selos verdes ou ecológicos enquanto certificações presentes na Gestão Ambiental. Para iniciar os estudos sobre os institutos e selos ambientais é necessário ter ciência de que esses estão inseridos no âmbito da certificação. U1 Seção 1. portanto. regulamentações técnicas. Nesse sentido. propiciando assim a concorrência justa. é importante verificar seus registros. da insustentabilidade. iremos apresentar o debate sobre os institutos e selos ambientais em diálogo com a certificação tão importante para o SGA. sobretudo.

46 Aspectos da legislação ambiental . alocação de recursos e outras realizadas com o objetivo de obter efeitos positivos sobre o meio ambiente. Reflita A Certificação Ambiental comprova a conformidade de um empreendimento. que abordam: a dimensão econômica e social. tais como planejamento. o fortalecimento da comunidade e os meios de implementação (DIAS. 2004). à saúde do trabalhador e ao atendimento das exigências do mercado (BARBIERI. direção. do que eu preciso para ser capaz de resolver a situação- problema? Um caminho importante está atrelado à consulta dos selos e certificadoras ambientais. controle. quer reduzindo ou eliminando os danos ou problemas causados pelas ações humanas. produto. Trata-se de uma estratégia de sobrevivência organizada em 40 capítulos. acompanhe a quarta situação-problema apresentada pela empresa para o estagiário: A empresa pretende conseguir mais um selo verde para os serviços e processos que está envolvida em diferentes projetos. processo ou serviço aos requisitos ambientais prescritos na legislação. a conservação e manejo de recursos naturais. Já a gestão ambiental empresarial é entendida como um processo contínuo que permite adaptações às empresas de acordo com suas características produtivas. 2007). 2007). Dessa forma. quer evitando que eles surjam (BARBIERI. Diante dessa demanda solicitou ao Josué que apresentasse alguns selos ambientais que possam ser utilizados pela empresa. de modo a efetivar sua responsabilidade socioambiental como um princípio e missão. fecha-se o tripé com o debate sobre a Agenda 21 enquanto um plano de ação para o século XXI visando à sustentabilidade global. Não pode faltar Antes de iniciarmos nosso estudo sobre as instituições e selos ambientais é necessário salientar que tais discussões se enquadram no âmbito das políticas ambientais internacionais através das normatizações e também da gestão ambiental e gestão ambiental empresarial. Dessa forma. A primeira refere-se às diretrizes e atividades administrativas e operacionais.U1 Diante isso. podendo ser constantemente revistos seus objetivos e metas relacionadas à proteção ambiental.

o SGA. Essas divisões propiciam o planejamento e. Martins (2009) compartilha dessas ideias e reforça que é possível e necessário construir parcerias para conscientizar e. perpassa a Gestão Ambiental Empresarial. Trata-se. A partir desse cenário geral temos a perspectiva dos institutos e selos ambientais. Por isso. os quais estão atrelados ao mercado. Como se pode perceber. a Gestão dos ciclos de vida e a Certificação. serviços etc. uma vez que esses assumem um papel gigantesco ao efetivar a gestão ambiental e consequentemente o SGA. sobretudo. econômica. a conclusão da ECO-92 está baseada no fato de que a qualidade de vida poderia ser alcançada se tivesse um empenho e um compromisso político para distribuição da riqueza em consonância com a preservação dos recursos naturais. do tripé – economia. Dessa maneira. o debate da sustentabilidade é inegável aqui. e esse comportamento recorda a frase tão apregoada pelos ambientalistas: “Pensar globalmente e agir localmente”. Por isso. a ação local e global. pois os ideais esboçados na ECO-92 são aplicados teoricamente nas políticas públicas locais. Outro passo importante no âmbito da efetivação enquanto política pública está no papel da empresa e de seus colaboradores. sobretudo. colocou-se um desafio gigante para as nações pobres/subdesenvolvidas. U1 Reflita Todos os capítulos propostos na Agenda 21 revelam a diversidade existente e o cuidado que devemos estabelecer para planejar as ações atuais e futuras. social. e por vezes aparece como central. por isso. marketing e à conscientização socioambiental em todo o processo produtivo. pois temos inúmeras responsabilidades com a sustentabilidade. Para ilustrar esse cenário observe a sequência que se inicia com a Gestão Ambiental. Reigota (2009) aponta que devemos investir nos cidadãos e cidadãs do mundo. trazer melhorias na qualidade de vida. portanto. regionais e nacionais. 2014). podemos aplicar a Agenda 21 em três escalas: Agenda 21 Local. considerando as dualidades do conceito clássico que apregoa a satisfação das necessidades atuais sem comprometer as futuras gerações. entendendo-a como outro caminho que não coloque em risco a diversidade biológica. cultural. Acompanhe: Aspectos da legislação ambiental 47 . Essa reflexão revela a relação entre os contextos gerais e específicos. sociedade e ambiente. Agenda 21 Brasileira e Agenda 21 Mundial (BRASIL. são muitas as perspectivas que se aproximam e se distanciam. etc.

atividades de planejamento.4 | Sistema de Gestão Ambiental Fonte: Adaptada de Oliveira (2014. como uma Organização Internacional de Normalização. por meio da padronização das técnicas e dos métodos de produção. por exemplo. implementar. garante a legislação ambiental. 12) A partir desse quadro nota-se a relevância do SGA como parte de um sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional. p. com abrangência internacional através de padronizações das técnicas e dos métodos e metodologias de produção. na Suíça. em 1947. e que foi criada em Genebra. analisar criticamente e manter a política ambiental da instalação (BARBIERI. atingir. práticas. Exemplificando Narvaes (2012) menciona que a ISO é uma ONG – Organização não governamental que emite certificações de qualidade de produtos. responsabilidades. vale salientar que a ISO. A ISO 14000. procedimentos. Nesse cenário. 2007). processos e recursos para desenvolver. é adotada universalmente. algumas organizações não governamentais (ONGs) emitem tais certificados de qualidade de produtos. Destaca-se também que o SGA se desdobra entre Certificação. Dentre as normas mais populares 48 Aspectos da legislação ambiental . com abrangência internacional.U1 Figura 1. Para ter a certificação de qualidade. auditoria ambiental e a norma ISO (International Organization for Standardization – Organização Internacional de Normalização) 14001.

o desenvolvimento da consciência ambiental dos consumidores. tendo como objetivo central a proteção do meio ambiente. sobretudo. Tais formulações no Brasil estão atribuídas à ABNT – Associação Brasileira de Aspectos da legislação ambiental 49 . ISO 3166 dos códigos de país. podem exigir e por vezes escolher outros produtos e serviços com impactos ambientais reduzidos e/ ou compensados no decorrer de todo o processo. Nesse contexto. vale destacar que a Rotulagem Ambiental (Eco-labelling) está atrelada aos consumidores. muitas vezes nos deparamos com a menção de selos ambientais. ISO 50001 de gestão de energia. consumo saudável. ISO 22000 de gestão da segurança alimentar etc. • ISO 14024. portanto. ISO 14000 de gestão ambiental. consiste na atribuição de um selo ou rótulo a um serviço ou produto que contenha expressamente uma informação acerca dos seus aspectos ambientais. o que são e para que servem as instituições e selos ambientais? Essa pergunta deve nortear nossas reflexões. cientes desse cenário. "eco-etiquetas". justos. com aqueles que estão na ponta do processo. pois está atrelada à rotulagem ambiental. Todavia. • ISO 14025. Daí a necessidade de um selo para identificar tais produtos. Rótulos e Declarações Ambientais – Princípios Básicos (2002). sustentáveis. A rotulagem ambiental. orgânicos. qualidade industrial e sustentabilidade ao reconhecer a certificação de produtos que possuem menor impacto no meio ambiente quando comparados a outros produtos existentes no mercado. limpos entre outras denominações. a inovação ambientalmente saudável das indústrias e. ecológicos. temos as seguintes rotulagens ambientais – selos ambientais: • ISO 14020. verdes. Autodeclarações Ambientais Tipo II (2004). U1 destacam-se: ISO 9000 de gestão de qualidade. ISO 31000 de gestão de risco. por fim. Nesse contexto. há divergências que precisam ser esclarecidas para não existirem problemas. que. "eco-selos". agroecológicos. ISO 2600 de responsabilidade social. Dessa forma. enquanto a Certificação Ambiental (Eco-certification) liga-se às indústrias. ou seja. os usuários de serviços e/ou consumidores. Rótulos e Declarações Ambientais Tipo III (2004). Faça você mesmo Redija um relatório sobre é a importância da família ou série 14000 ao pensarmos o meio ambiente. Rótulo Ambiental Tipo I (2004). • ISO 14021. "eco-rótulos". A partir desse plano geral sobre as normatizações.

br/noticia/atitude/selos-verdes-493188. 2002) com o respaldo da metodologia desenvolvida pelo órgão canadense Global Ecolabelling Network (Gen). ACV. de defesa dos consumidores.5 | Selos verdes identificar alguns selos já inseridos no mercado nacional e internacional. p. Daí a necessidade de eventuais pesquisas e acompanhamento para não cair no verde enquanto mais uma metáfora de um possível Fonte: Disponível em: <http://planetasustentavel. destacam-se os seguintes rótulos ou selos ambientais: Europa – ECOBEL. 50 Aspectos da legislação ambiental . Acompanhe: Quadro 1. Brasil – Qualidade ABNT Ambiental. Contém as Princípios e Princípios e aplicáveis a todos os autodeclarações das Procedimentos – procedimentos tipos de rotulagem organizações que recomenda que orientam os programas ambiental. Acesso em: 21 jul. EUA – GREEN SEAL. “critérios” de avaliação garantindo que os os custos para atender do produto e seus valores dos impactos de uma forma rápida valores limites. reduzindo assim. esses pedidos são organizados pelo GRA – Grupo de Rotulagem Ambiental. 4-5) A ABNT. informados são às demandas do corretos. Em relação às normas podem ser verificados a seguir alguns procedimentos básicos.abril.Tipo III Princípios básicos. Alemanha – ANJO AZUL. recomenda podem descrever estes programas de rotulagem que que. Vida – ACV. devem ser utilizadas para orientar todas as declarações ambientais ou símbolos existentes nos produtos. Nesse contexto. por isso. (2006. Na figura ao lado também é possível Figura 1. valores limites. órgãos ambientalistas. Fonte: Preussler et al.1 | Normas de rotulagem ambiental ISO 14020 ISO 14021 . consumo consciente e responsável.shtml>. fornecedores dos fabricantes e também de consumidores. os quais são colocados nos produtos pelos próprios fabricantes. referência internacional de rotulagem ambiental. como responsável pelas normatizações.Tipo I ISO 14025 . seja levada ambiental do seu levando-se em o Ciclo de Vida e em consideração a produto não obrigando consideração a ACV certificar o padrão do Análise de Ciclo de a realização de uma para a definição dos Ciclo de Vida. sempre que apenas um aspecto sejam desenvolvidos pretendem padronizar apropriado. ressalta-se que há certificadoras independentes e os selos autodeclaratórios. formado por pesquisadores.U1 Normas Técnicas e. recebe as demandas das empresas em adequar-se aos padrões de sustentabilidade através do selo de Qualidade Ambiental. sem definir marketing. incluindo também as orientações específicas em cada Programa de Selo Verde.Tipo II ISO 14024 . com. ou seja. Esses trabalhos estão ancorados na NBR ISO 14020 (ABNT. No âmbito da ABNT. 2015.

Dessa forma. cosméticos. alimentos veganos. trata-se de um caminho para um mercado de produtos e serviços “ecoeficientes”. deve-se reforçar que dentre os objetivos da rotulagem ambiental temos a proteção ao meio ambiente. é preciso conhecer os rótulos ambientais. sem necessariamente um mudança ampla ao planejar e pensar toda cadeia na qual está inserido. Por isso. Eis um grande desafio para o nosso século. setor têxtil. Exemplificando Em relação aos “ecoeficientes” indica-se entre aspas por dois motivos principais. U1 Outra possibilidade para debate dos selos ambientais está inserida em algumas ações do Ministério do Meio Ambiente (BRASIL. Aspectos da legislação ambiental 51 . Por isso. energético. quanto mais a economia verde que se apresenta como um caminho. ou seja. turismo. informa aos consumidores os padrões de produção ambientalmente corretos. biodiversidade. a inovação ambiental saudável nas indústrias e o desenvolvimento da consciência ambiental dos consumidores. o primeiro pela possibilidade de serem autodeclaratórios e o segundo também importante pela falsa ideia de conscientização de muitos fabricantes ao utilizarem do verde para aglutinar um novo nicho de mercado. exige-se além da qualidade e preço uma responsabilidade em relação ao meio ambiente. Assimile Os selos verdes servem para que os consumidores façam as melhores escolhas ao comprar determinado produto ou serviço. não é o único. Temos selos para alimentos orgânicos. Todavia. é essencial saber o que os selos estão de fato certificando. certificadoras e as políticas atuais para esse segmento. Por isso.são um poderoso instrumento de mercado. o estímulo. saúde e justiça no decorrer dos processos. pois a economia por si só não explica a realidade. 2009) ao atestar que tais selos – rotulagem ambiental . manejo florestal. Faça você mesmo Como podemos identificar os produtos e processos para não cairmos nas armadilhas dos denominados ecoeficientes? As discussões iniciadas não podem ser dissociadas da ideia de planejamento e desenvolvimento sustentável. edificações etc.

recomenda-se a Rede Ecovida. 2015. devemos reconhecer que há muitas possibilidades que perpassam nossas escolhas cotidianas. 2015. U1 Reflita A discussão da eficiência dos selos verdes está inserida no amplo debate advindo da ECO-92 e da Agenda 21. enquanto sinônimo de qualidade. Acompanhe-os: • Qual é a instituição responsável pela certificação no Brasil? 52 Aspectos da legislação ambiental . sustentabilidade e justiça social. pois quando conhecemos o que vamos consumir aumentam-se as opções e consequentemente nossa atuação por uma cadeia produtiva verde. normas. Em relação à certificação.php?ido=conteudo. de modo a efetivar sua responsabilidade socioambiental como um princípio e missão. Acesso em: 21 jul. vamos resolver a quarta situação-problema apresentada ao Josué? Vamos relembrar! A empresa pretende conseguir mais um selo verde para os serviços e processos que está envolvida em diferentes projetos.ecovida. métodos e instrumentos de implementação visando conferir funcionalidade ambiental frente às atividades econômicas e funcionalidade econômica frente à proteção ambiental. sobretudo a cartilha: “Certificação participativa de produtos ecológicos”.org. pois articula princípios. Para isso é importante percorrer alguns caminhos. Ao mesmo tempo em que reconhecemos como armadilha a Economia Verde e os inúmeros desdobramentos desta. Sem medo de errar Após as reflexões sobre os institutos e selos ambientais. Acesso em: 21 jul. carregando também inúmeros elementos da chamada “Economia Verde” e suas armadilhas. mma. Disponível em: <http://www.br/sitio/index.monta&idEstrutura=18>.gov. Diante dessa demanda solicitou ao Josué que apresentasse alguns selos ambientais que possam ser utilizados pela empresa. Pesquise mais Sobre a Agenda 21 pode-se consultá-la na íntegra em: <http://www2.br/a-rede/certificacao/cartilha-certificacao- participativa-de-produtos-ecologicos>. Para iniciar a organização dessa atividade sugere-se reconhecer os selos ambientais.

Objetivos de aprendizagem Conhecer alguns selos – rótulos ambientais. comerciantes. ou seja. Diante desse cenário. Indica-se também uma análise atenta sobre a Qualidade ABNT Ambiental. agroecológicos. Diante dessas etapas. U1 • Existem quais selos? Como podemos diferenciá-los? • A empresa pode ter mais de um selo? • Quais etapas são necessárias para solicitar o selo até conseguir utilizá-lo? A partir desses apontamentos gerais devem ser verificados os documentos da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. tendo clareza de que os selos e a ISO identificam três tipos: o I é o selo verde: o tipo II é aquele oriundo de declarações ambientais desenvolvidas pelos próprios fabricantes e produtores ao atestarem a qualidade ambiental dos produtos e serviços. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. sobretudo aqueles que tratam da rotulagem ambiental. 3. Nesse sentido. “Alimentos certificados” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. ambientais e ecológicos são cada dia mais frequentes no vocabulário cotidiano de consumidores. porém há a obrigatoriedade de que os produtos contenham em suas embalagens um amplo detalhamento de eventuais impactos ambientais de cada um dos elementos utilizados no processo produtivo. os agricultores e. os consumidores. pergunta-se: Que tipo de selos poderiam ser fornecidos para esses alimentos? Será que existe adesão dos mercados interno e externo? Aspectos da legislação ambiental 53 . consequentemente. fauna. Competências técnicas operação da organização. flora. já o tipo III é semelhante ao tipo I. produtores etc. 2. Descrição da SP de orgânicos. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. são livres dos agrotóxicos que muitas vezes contaminam a água. Diante dessa constatação. poderá comparar os tipos de rótulos ambientais e uma possível adequação para as atividades da empresa. temos inúmeras opções para adquirir nossos alimentos. ecológicos. muitos estão inclusive ganhando a certificação 4. o solo. será possível organizar e responder adequadamente a todas as indagações e proposições solicitadas na SP. Os selos verdes. empresas. Conteúdos relacionados Institutos e Selos ambientais no mercado.

sistematize-a e. Tal certificação ocorre por meio de empresas públicas ou privadas. com ou sem fins lucrativos. 54 Aspectos da legislação ambiental . c) Se articulam com a SGA – Sistema de Gestão Ambiental.U1 Resposta: Os alimentos orgânicos já possuem certificação no Brasil e no mundo há alguns anos e enquadram-se. Resolução da SP cada um dos elementos utilizados no processo produtivo. por sistema participativo de garantia e controle social na venda direta desse segmento. sobretudo no tipo III. Nesse contexto. há ainda os Sistemas Participativos de Garantia (SPG). Faça valer a pena 1. Nota-se a certificação por auditoria. Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). que trata da agricultura orgânica produzida e comercializada no país. o mecanismo de Controle Social pela Venda Direta desde que possua vínculo com a Organização de Controle Social (OCS). A partir do histórico e da função das instituições e selos verdes. Pecuária e Abastecimento (MAPA) em consonância com o Instituto Nacional de Metrologia. reafirma-se que a certificação é uma forma de avaliar a qualidade dos produtos orgânicos.831/2003. Dessa forma. o Brasil possui a Lei nº 10. na sequência. Faça você mesmo Por que os alimentos orgânicos e agroecológicos estão ancorados também em outras leis nacionais para chegar ao mercado? Será que essas estratégias não dificultam a distribuição desses alimentos certificados? Faça essa discussão em grupo. Existe também a regulamentação específica no Ministério da Agricultura. ou seja. b) Se articulam com as normatizações e também com a gestão ambiental e gestão ambiental empresarial. Lembre-se Desde 2003. assinale a alternativa que não contempla esse contexto: a) Essas discussões estão inseridas nas políticas ambientais internacionais. aquela que possui a obrigatoriedade de que os produtos contenham em suas embalagens um amplo detalhamento de eventuais impactos ambientais de 5. entregue-a para o(a) professor(a).

e) Administradores. III e IV. e) Visam atender apenas à Agenda 21. manejo florestal. II e III. saúde e justiça no decorrer dos processos. produto. é essencial saber o que os selos estão de fato certificando. e) II. edificações etc. cosméticos. 2. ecoformas. Dessa forma. meio ambiente. c) I.” O preenchimento correto das lacunas é: a) Consumidores. III e IV. d) I. d) Políticos. III. setor têxtil. IV e V. selos. b) Consumidores. produto. biodiversidade. meio ambiente. exige-se além da qualidade e preço uma responsabilidade em relação ao______________. padrão. c) Políticos. U1 d) Visam atender a alguns desdobramentos da Agenda 21 e demais acordos ambientais para a preservação ambiental dentre os processos produtivos. Temos _________ para alimentos orgânicos. alimentos veganos. Em relação aos selos verdes temos os seguintes tipos: I – Tipo I II – Tipo II III – Tipo III IV – Tipo A V – Tipo B Estão corretas: a) I. 3. turismo. produto. meio ambiente. sistema ecológico. III e V. sistema ecológico. ecoformas. Leia o excerto a seguir: “Os selos verdes servem para que os__________ façam as melhores escolhas ao comprar determinado ________ ou serviço. ecodesign. II. energético. Por isso. b) II. notas. produto. Aspectos da legislação ambiental 55 .

6. 5. 7. d) II. III – Possui uma atuação internacional. c) III e IV. e) Selo ambiental utilizado no Brasil a partir das formulações da ABNT. Estão corretas apenas: a) I e II. U1 4. e) III. II – Atua apenas na normatização de produtos e serviços no Continente Americano. A Qualidade ABNT Ambiental refere-se ao: a) Selo ambiental da ABNT iniciado em 1910. III e IV. Diferencie os tipos de selos – rotulagem ambiental – a partir da ISO. IV e V. d) Selo ambiental existente na União Europeia. b) II e III. c) Selo ambiental existente nos EUA. O que se entende por avaliação de conformidade no âmbito dos selos verdes? 56 Aspectos da legislação ambiental . b) Selo ambiental da ABNT iniciado em 2015. Em relação a ISO – International Organization for Standardization: I – Atua apenas na normatização de produtos e serviços no Brasil. IV – É responsável por emitir certificações de qualidade de produtos. V – É responsável pela padronização técnica e dos métodos e metodologias de produção.

BOFF. Gestão ambiental empresarial: conceitos. ______. de. Diário Oficial da União. Aspectos da legislação ambiental 57 . U1 Referências ABNT. ______. 2014. Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). de 2015.pac. Agenda Ambiental na Administração Pública. n. 2012. Leonardo. RJ: Vozes. 2015. OLIVEIRA. NARVAES. MARTINS. Empresa e meio ambiente: o papel da empresa e de seus colaboradores. Campinas: Komedi. SMA-SP. 2009. José A.gov. A grande transformação: na economia. 2015. Resolução Conama n. 2008.Tabajara – RO. LAGO. São Caetano do Sul: Yendis Editora. DIAS. ______. Sustentabilidade: o que é – o que não é. São Paulo: Saraiva. 2012.gov. NBR ISO 14020: rótulos e declarações ambientais: princípios gerais. José C. Disponível em: <http://www. Patrícia. 1997. BRASIL. Brasília. Rio de Janeiro: ABNT. Acesso em: 20 jun.mma. Disponível em: <http://www. ______.br/responsabilidade-socioambiental/agenda-21>. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Acesso em: 20 jun. ______. 1984. Petrópolis. 237/1997. Ministério do Planejamento. 2009. Agenda 21. Petrópolis. José Augusto. Atualizado em 2014. José Pedro Soares. DF.pdf>. BARBIERI. 2004. Acesso em: 20 jun. Antonio. br/obra/8420>. Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Genebaldo F. 2007.gov. Aproveitamentos Hidrelétricos . O que é ecologia. SP: Claretiano. 247. Regulamenta os aspectos de licenciamento ambiental estabelecidos na Política Nacional do Meio Ambiente. Educação ambiental: princípios e práticas.br/estruturas/a3p/_ arquivos/cartilha_a3p_36. Sistema de Gestão Ambiental (SGA). modelos e instrumentos. São Paulo: Gaia. Ministério do Meio Ambiente (MMA). 2002. RJ: Vozes. Batatais. Dicionário ilustrado de meio ambiente. São Paulo: Círculo do Livro.mma. Brasília: MMA. São Paulo: Saraiva. 22 dez. PÁDUA. Disponível em: <http://www. na política e na ecologia. 2014.

RIBEIRO. Vazamento de produto tóxico pelo Rio Pomba Cataguases afetará municípios do RJ em 24h – 2007. al. 2004. Wagner Costa. Ambiental: Um Estudo Sobre a NBR 14020.jhtm>.uol. Brasil.feb.com. São Paulo: Saraiva. REIGOTA. 6 a 8 de novembro de 2006. 2014. O que é educação ambiental. São Paulo: Contexto. 2015. UOL. SIRVINSKAS.simpep. Acesso em: 20 jun. 58 Aspectos da legislação ambiental .br/economia/ultnot/ valor/2007/01/10/ult1913u63137. Acesso em: 21 jun. ______. São Paulo: Edusp. 2014. U1 PREUSSLER. A ordem ambiental internacional. Luís Paulo.br/anais/anais_13/artigos/315.pdf>. 2010. Manual de Direito Ambiental. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Saraiva. Tutela constitucional do meio ambiente: interpretação e aplicação das normas constitucionais ambientais no âmbito dos direitos e garantias fundamentais. Disponível em: <http://noticias. In: XIII SIMPEP – Bauru.unesp. SANTOS. Milton. Marcos. 2009. São Paulo: Brasilense. Disponível em: <http:// www. 2015. SP. Maria Fernanda Rotulagem et.

ou seja. conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam na operação da organização. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental.EIA / RIMA. . que tratam da gestão ambiental em diferentes contextos. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. as pessoas. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. ISO e a certificação. nesta unidade de ensino. Unidade 2 PERÍCIA E AUDITORIA AMBIENTAL Convite ao estudo Por que estudar as normatizações e certificações ambientais? Os impactos ambientais no decorrer do século XX são inúmeros e atingem de um modo ou de outro os países e. conhecer os aspectos e impactos ambientais das operações produtivas. e uma competência técnica. sobretudo. Entre as situações já propostas que o estagiário Josué desenvolvesse. Estados. iremos enfatizar as premissas e origem da Família ISO – Organização Internacional de Normalização 14000 e 14001. temos uma competência geral. Deste modo. Para efetivar tais análises. Organizações Multilaterais. Diante desse pressuposto. Empresas e Sociedade Civil estão refletindo e propondo alternativas para um cenário que pode ser caótico e insustentável. as quais visam ainda à entrega de um trabalho ao final desta unidade de ensino II – construção de um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental .

será que é possível chegarmos num equilíbrio padronizado em relação aos recursos ambientais? Será que as nossas preocupações em padronizar e fazer a gestão de qualidade reduzirá de fato os impactos ambientais? Vamos desvendar e construir alguns caminhos juntos! 60 Perícia e auditoria ambiental . deve- se apresentar quais são as normas e certificações que tratam dos aspectos internos da empresa em diálogo com as demais normas da série 14000. Dessa forma. a empresa solicitou que Josué realize uma leitura sobre o histórico da ISO com foco na gestão ambiental. NBR 14001 e certificações diversas no âmbito da gestão ambiental. Para isso. A partir desse breve contexto será possível analisar a Família ISO 14000. salientando ainda o potencial da Perícia e Auditoria Ambiental como fundantes para as análises inerentes às normas e certificações.U2 Nesse momento. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento que estão atrelados às atividades produtivas. Diante desses processos.

Diante desse pressuposto. os países e. temos uma competência geral que visa conhecer os aspectos e impactos ambientais das operações produtivas. U2 Seção 2. Empresas e Sociedade Civil estão refletindo e propondo alternativas para um cenário que pode ser caótico e insustentável. sobretudo. de um modo ou de outro. alguns aspectos da legislação ambiental poderão ser retomados visto a realidade nacional em diálogo com as indicações internacionais sobre a gestão ambiental. Nesse contexto. Perícia e auditoria ambiental 61 . compreender as premissas e origem da Família ISO – Organização Internacional de Normalização 14000 e 14001. Deste modo. que trata da gestão ambiental e normalmente é mencionada apenas como certificação.1 Família ISO 14000. Nesse contexto. que atingem. Dessa forma. que tratam da gestão ambiental em diferentes contextos. Veremos. sobretudo. Estados. Organizações Multilaterais. deve-se entender a ISO como Organização Internacional de Normalização para diferentes segmentos. temos alguns desafios pela frente em sistematizar as origens e os desdobramentos da ISO 14000. conhecimentos sobre a ISO 14000. efetivando assim um compromisso amplo para a questão ambiental enquanto um bem comum. devemos salientar que o estagiário Josué terá alguns desafios ao sistematizar a atuação da ISO e visualizar algumas normatizações inerentes à gestão ambiental. Você já escutou algo sobre a ISO e suas normatizações internacionais? Para iniciar os debates. aquelas relacionadas à situação interna das empresas. NBR 14001 e certificações diversas Diálogo aberto A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre as normatizações ambientais. Para auxiliar nessa jornada. que possui uma atuação desde a década de 1940. ou seja. nesta seção. algumas indagações devem pautar os estudos. as pessoas. em diálogo com o entendimento e redução dos impactos ambientais.

] certificação tem por escopo atestar. e que foi criada em Genebra. Por isso.. Nesse contexto. O ISO 14000. Assimile A palavra ISO. adotada universalmente. comparando-o com outros produtos” (SIRVINSKAS. na Suíça. organismos e empresas a adotarem medidas amplas e efetivas para combater os impactos ambientais e. em grego. por isso costuma-se dizer que a sua escolha foi feita em função do objetivo desta entidade. por exemplo. em 1947. o aquecimento global. algumas organizações não governamentais (ONGs) emitem tais certificados de qualidade de produtos. garante a legislação ambiental e a qualidade ambiental. mediante a rotulagem. 2014. vale destacar que ela também está baseada em uma das resoluções da Agenda XXI. 915). emerge o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Dessa forma foram criados 62 Perícia e auditoria ambiental . cujas normas compõem a família ISO (International Organization for Standardization – Organização Internacional de Normalização) 14000. ou seja. NBR 14001 e certificações diversas Para iniciar nossos estudos sobre a Família ISO e outras certificações é preciso salientar que tais mecanismos emergem como instrumentos úteis para colocar em prática a proteção do meio ambiente na esfera internacional. por meio da padronização das técnicas e dos métodos de produção. estas normas estão sendo adotadas na maioria dos países. significa “igual”. visto que é quase impossível exportar produtos brasileiros para países desenvolvidos sem o selo de qualidade ambiental. a padronização em nível internacional. se determinado produto é adequado ao uso a que se destina e se apresenta o menor impacto ambiental. que estabelece normas de certificação de qualidade ambiental para os grupos empresariais. pode-se reconhecer que a “[. Sobre a série ISO 14000. costuma-se dizer que servem para compelir os Estados. esses conceitos e práticas foram influenciados por reuniões internacionais ao longo da década de 1990. com abrangência internacional. Dessa forma. sobretudo. p. Para ter a certificação de qualidade.. Segundo Ribeiro (2014).U2 Não pode faltar Família ISO 14000. Assim.

Dentre a série ISO 14000. sendo destinado ao uso interno da empresa. Como exemplo. • ISO 14012: Diretrizes da Auditoria Ambiental – critérios de qualificação para auditores ambientais • ISO 14031: Desempenho Ambiental. Por isso. acompanhe: • ISO 14001: trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA). uma reunião que elaborou a publicação das Normas e Princípios para o Gerenciamento Ambientalmente Sadio dos Resíduos Sólidos – conhecida como Norma do Cairo. • ISO 14040: Análise do Ciclo de Vida. • ISO 14004: trata do Sistema de Gestão Ambiental. Assimile Para solicitar certificação da série ISO 14000. foram criados instrumentos internacionais de proteção ao meio ambiente. Além disso. sua vida útil e destinação após o uso (RIBEIRO. conforme Oliveira (2007). que organizou no Cairo (Egito). 2014). os impactos ambientais do produto têm de ser analisados desde as fontes energéticas que vão consumir. Perícia e auditoria ambiental 63 . passando pelos materiais. apresentamos algumas normas. a série ISO 14000 permite que as empresas assumam uma política ambiental implementada em conformidade com as exigências de determinado padrão. • ISO 14010: Auditorias Ambientais – princípios gerais. em 1987. uma indústria deve tomar medidas para reduzir os problemas ambientais. Diante da preocupação em desenvolver um processo produtivo industrial mais equilibrado frente aos resíduos e gastos de recursos naturais. • ISO 14020: Rotulagem Ambiental. ou seja. procurando lhe garantir uma base científica. • ISO 14011: Auditorias Ambientais – procedimentos de auditoria – Auditoria de SGA. temos o PNUMA. U2 para legitimar a ordem ambiental internacional. ferramentas que cobram de Estados e empresas medidas práticas e efetivas para diminuir os impactos ambientais desencadeados na cadeia produtiva de determinado produto.

possui uma estrutura similar à ISO/TC 207 e participam efetivamente do desenvolvimento das normas etc. ISO 14000. ou seja. no Brasil. Oliveira (2007) afirma que a ABNT é participante com direito a voto no ISO/TC 207. no Brasil. respaldado em procedimentos de trabalho que visem à satisfação dos objetivos. Diante dessa constatação pode- se dizer que a ISO 14001 determina os elementos para um Sistema de Gestão Ambiental eficaz. chegou nesse mesmo ano. por que é importante atestar a capacidade de atender a requisitos confiáveis na Gestão de um Sistema de Qualidade Ambiental? Será que as normas ISO 14001 são coerentes para o SGA? A família ISO 14000 surgiu em 1996 e. • Avaliar os impactos ambientais das proposições do TC 207 sobre a competitividade nacional. diferentemente da ISO 9001. metas e política ambiental. no Comitê ISO. O GANA – Grupo de Apoio à Normatização Ambiental vinculado à ABNT é o representante em questão e possui os seguintes objetivos: • Acompanhar as discussões no âmbito do ISO/TC – Comitê Técnico 207. há uma representação nacional no que concernem os debates estabelecidos sobre gestão e auditoria. destaca a formação dele. ou seja. 64 Perícia e auditoria ambiental . apenas em 1994. ou seja. que surgiu mundialmente em 1987 e. que é formado por seis comitês e por um GT – Grupo de Trabalho. tais cenários são aplicáveis a todos os tipos e tamanhos de organizações. em outubro. os quais estão respaldados em selos de qualidade.U2 O Brasil se associou à ISO a partir da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. • Propor alternativas (OLIVEIRA. Em relação às características do GANA. sete anos depois. Reflita A partir das reflexões sobre a origem e desdobramentos da ISO. dando assim mais segurança a todas as partes interessadas nas organizações. Dessa forma. pois a ideia é que todos contribuam para a qualidade do meio ambiente. sobretudo. ou seja. composto por diversas empresas cotistas e entidades de apoio. o ambiental. seguindo uma tendência mundial visto a necessidade de adotar medidas adequadas para exportar diferentes produtos desenvolvidos no país. ou seja. 2007). Nesse sentido.

asp>. Perícia e auditoria ambiental 65 . U2 Exemplificando Os pilares do SGA. • Evoluir em função das mudanças circunstanciais (legislação exigências sociais.br/qualidade/responsabilidade_social/o-que-iso. é preciso reconhecer os seus objetivos. 2007. ou seja: Padronização. são: • Prevenção no lugar da correção. Pesquise mais Para aprofundar as normas previstas na série ISO 14000 de Gestão Ambiental. Acesso em: 28 jul. Comunicação. Segurança e Saúde. Para isso indicamos a página do PNUMA Brasil e INMETRO.inmetro. uma "mochila de astronauta nas costas". 2015. • Planejamento de todas as atividades. Eliminação de Barreiras Técnicas e Comerciais. e potencialmente serão causados – "a norma não tem tempo"). Proteção ao Consumidor. A partir desse cenário você vai compreender que o SGA deve: • Trabalhar sobre os impactos ambientais significativos (tanto os que já foram causados (passivo ambiental) quanto os que estão sendo.html> e <http:// www. p. disponíveis em: <http://www. • Estabelecimento de critérios. mercado. clientes. • Monitoramento contínuo. • Melhoria contínua.brasilpnuma.) (OLIVEIRA.org. O SGA não deve ser um sistema pesado.gov. tecnologia etc. (OLIVEIRA. Economia. 2007). produtos e processos.br/saibamais/iso14000. segundo a ISO 14001. • Maximizar os efeitos benéficos e minimizar os efeitos adversos. 50). • Coordenação e integração dentre as partes (subsistemas).

Ter programas e projetos de melhoria (ainda a serem implantados). Ter o SGA montado e funcionando. Ter melhoria de proteção ambiental visíveis já implantados. No esquema a seguir pode-se verificar a estrutura da ABNT NBR ISO 14001 de 2004: 66 Perícia e auditoria ambiental . uma organização deve: 1 Identificar a legislação relevante. 5. Possuir projetos e programas de melhoria do desempenho ambiental. que dão substância a uma consciência ambiental (OLIVEIRA. e atender a todas as exigências legais. e situações potenciais de emergências ambientais. 2. até por que essa é feita por amostragem.U2 Retomando as análises inerentes à ISO 14. A partir desses exemplos entende-se que a conformidade com a ISO 14001 não é suficiente para conferir imunidade em relações às demais obrigações legais.001 deve-se mencionar que essa abrange todos os itens organizacionais que podem causar impacto ambiental. acidentes ambientais. Exemplificando Para certificação pela ISO 14. isso quer dizer que a certificação não tem finalidade fiscal. produtos e serviços existentes ou propostos. 2007). ou seja. 6. situações normais e anormais de operação e incidentes ambientais. 4. Ter todos os fatores significativos de impacto ambiental sob controle. 3. atividades.001. Dessa forma. o entendimento dos impactos e a responsabilidade social e ambiental da organização ficam evidentes e remetem à certificação como uma construção permanente.

o planejamento.1 | Modelo de sistema da gestão ambiental para esta norma Melhoria contínua Política ambiental Análise pela Administração Planejamento Implementação e Verificação operação Fonte: Disponível em: <http://www. Acesso em: 6 jul. A versão brasileira está dividida em várias partes e requisitos gerais que permeiam a política ambiental. U2 Figura 2. verificação e ação corretiva e análise crítica pela administração. e utiliza-se de recursos tecnológicos para desenvolver seus procedimentos. ainda. tem uma abordagem com mente científica. as diversas etapas na lógica do PDCA. Em relação à norma. tais como o controle estatístico de qualidade. Embasada nesses cenários. ressalta-se. vale salientar que ela se baseia na metodologia conhecida como PDCA – Plan – Do – Check – Act (Planejar – Executar – Verificar – Agir). racional frente aos inúmeros problemas enfrentados. que se interligam em cada requisito de um setor ou processo da organização. ressaltando que a ISO é marcadamente científica. acompanhe: Perícia e auditoria ambiental 67 .iesa. 2015.br/labogef/arquivos/downloads/nbr-iso-14001-2004_70357. ou seja. Nesse contexto.pdf>. implementação e operação.ufg.labogef. a estrutura da documentação de um SGA ISO 14001 pode ser conferida através do esquema a seguir.

produtos e serviços. O documento possui 40 capítulos assinados por mais de 170 países. e. p. em 68 Perícia e auditoria ambiental .U2 Figura 2. Vocabulário Agenda 21: Trata-se de um protocolo com um plano de metas que visa à tomada de decisão para assegurar uma eficiência econômica e justiça social aliada à preservação do meio ambiente. por meio do controle de impactos ambientais nas suas atividades. 72) Faça você mesmo Como a política ambiental está inserida na ISO 14001? Será que essas normatizações podem ser utilizadas em todos os processos de uma organização? Faça um levantamento de algumas empresas e apresente sua política ambiental através de uma resenha. nota-se uma coerência política alinhada aos objetivos ambientais no contexto da legislação cada vez mais exigente para a construção de um verídico desenvolvimento sustentável. por isso atende às diferentes dimensões do SGA. demonstrando um desempenho ambiental correto. A ISO 14001 pauta-se no planejamento das tarefas.2 | Estrutura da documentação de um SGA ISO 14001 Fonte: Oliveira (2007. durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente – CNUMA. Além disso. incluindo o Brasil.

No Brasil. vamos resolver a situação-problema apresentada ao Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué realizasse uma leitura sobre o histórico da ISO. sistemas e Perícia e auditoria ambiental 69 . No SGA é a diretriz norteadora. enquanto uma Organização Internacional de Normalização. Pode-se verificar inúmeros desdobramentos. Política Ambiental: Conjunto de medidas voltadas à proteção ambiental e gestão do ambiente e dos recursos naturais de um estado ou país. Lembre-se A série NBR ISO 14001 trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e dos requisitos a que um sistema deve atender. que trata da gestão ambiental. Atenção! As normas oriundas da ISO. também denominada de ECO-92. a ABNT é responsável pelas normatizações da ISO com destaque para série 14000. políticas ambientais locais à escala mundial. Dessa forma deve apresentar quais são as normas e certificações que tratam dos aspectos internos da empresa em diálogo com as demais normas da série 14000. U2 1992. são utilizadas universalmente e possuem muitos desdobramentos nos segmentos produtivos. Sem medo de errar Após as reflexões sobre a série ISO 14000. a utilização da ISO 14000 está ancorada na qualidade e certificação ambiental e inclusive a preocupação com os diferentes impactos ambientais. Para isso Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento que estão atrelados às atividades produtivas. realizada no Rio de Janeiro. enquanto a NBR ISO 14004 apresenta as diretrizes gerais sobre princípios. Desse modo. ou seja. com foco na gestão ambiental.

a ISO 14004. Todavia. Solução: Para iniciar essa atividade deve-se verificar a ISO 14001. Objetivos de aprendizagem Analisar a série ISO 14000. muitas vezes. Realize as atividades e depois as compare com as de seus colegas. Como exemplo pode-se também verificar o GANA – Grupo de Apoio à Normatização Ambiental vinculado à ABNT. que acompanha todas as discussões da ISO e reporta para o Brasil os encaminhamentos. Dessa forma poderá enfatizar que procedimentos básicos devem ser adotados e como esses podem influenciar nos padrões de qualidade. “A ISO e o Desenvolvimento Sustentável” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. ou seja. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Por isso. que trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA) e. alterações e alternativas existentes no âmbito da Gestão Ambiental. sistemas e técnicas de apoio.U2 técnicas de apoio as quais orientar a implementação do SGA. A ISO 14000. 3. sendo destinado ao uso interno da empresa. Conteúdos relacionados Normatizações e certificações na gestão ambiental. Competência geral operação da organização. sabe-se que a função da ISO não é essa! Diante desse cenário. Na última “Revista Nacional de Meio Ambiente”. é confundida como sinônimo de excelência ambiental ou ainda de desenvolvimento sustentável. que trata do SGA. Descrição da SP de opinião de um profissional que atual na área ambiental. por exemplo. qual é o caminho para implantação nas organizações. deve-se atentar ao fato de que a NBR ISO 14004 remete também às diretrizes gerais sobre princípios. publicada no 1º semestre de 2015. sendo destinado ao uso interno da empresa. observa-se esse argumento em uma reportagem seguida de um artigo 4. como podemos responder ao editorial da revista contestando tais argumentos e apontando as verídicas funções da ISO? 70 Perícia e auditoria ambiental . 2. sobretudo.

Lembre-se Antes de começar a operar um SGA. Tal premissa faz com que o SGA incorpore saberes e normas para garantir uma sinergia nos processos para monitorá-los e assim. requisitos legais aplicáveis. portanto. Faça você mesmo Por que a ISO 14000 por si não é considerada como norteadora da excelência ambiental e do desenvolvimento sustentável tão almejados no século XXI? Será que a normatização e certificação das empresas já não garantem tais indicadores? Faça um breve estudo de caso a partir de algumas indústrias certificadas e apresente-o ao professor(a). manter uma melhoria contínua. Resolução da SP: caso esses impactos ocorram. trabalha-se em alternativas para recuperar e compensar ambiental e socialmente os mesmos. U2 Parte da solução está justamente no fato de que a função básica das normas de qualidade ISO é demonstrar a qualidade por parte do Sistema de Gestão em atender a determinados padrões de qualidade. Perícia e auditoria ambiental 71 . 5. Deve-se. a empresa necessita de um amplo levantamento para avaliar o seu posicionamento real em relação ao SGA. verificar: aspectos ambientais significativos. práticas e procedimentos relativos à gestão ambiental e resultados de investigações inerentes a possíveis acidentes anteriores. reduzir ou evitar determinados impactos ambiente no bojo de toda a cadeia produtiva. Seguindo tais indicações pode-se efetivar outros levantamentos e avaliações mais amplas sobre a qualidade ambiental. Ou. ou seja.

b) Grupo Ambiente – visa propor alternativas e soluções tecnológicas na ISO para padronizar diferentes segmentos. c) GANA – Grupo de Apoio à Normatização Ambiental – visa 72 Perícia e auditoria ambiental . assinale a alternativa CORRETA: a) Trata-se de uma ONG criada em 1945 com a finalidade acompanhar a reconstrução de alguns institutos ambientais destruídos durante a Segunda Guerra Mundial. no âmbito corporativo. assinale a alternativa que contemple o nome do grupo de trabalho que compõe o comitê da ISO e contenha o seu objetivo: a) Grupo GERA. na Suíça. c) Instituição Social das Organizações Socioambientais. que visa à preservação e conservação ambiental a partir de tratados ambientais internacionais. d) Organização Internacional de Normalização. b) Trata-se de uma Organização Internacional de Normalização criada em 1947. cuja finalidade é estabelecer a padronização das técnicas e dos métodos de produção. sobretudo. Em relação ao histórico e função da ISO. A partir dos estudos e desdobramentos inerentes à certificação ambiental. 2. e) Organização Internacional de Normalização Ambiental. e) É uma instituição privada que visa à preservação e conservação ambiental a partir de tratados e convenções ambientais internacionais. b) Instituição Social das Organizações Ambientais. Diante dessa premissa. d) É uma instituição pública. que visa à conservação e fiscalização ambiental a partir de leis e normas internacionais. visa propor alternativas na ISO. qual é o significado da sigla ISO? a) Instituição Social das Organizações. c) Trata-se de uma ONG americana. No Brasil. 3. a ABNT é a responsável pelas normatizações oriundas das normatizações da ISO. U2 Faça valer a pena! 1.

Estão corretos: a) I e II. a) ISO 14001: trata do Sistema de Gestão Ambiental (SGA). produtos e processos. V. U2 acompanhar as discussões. sendo destinado ao uso interno da empresa. b) I. c) ISO 14010: Auditorias ambientais – princípios gerais. c) II.Melhoria contínua. II. b) ISO14004: trata do Sistema de Gestão Ambiental. VI. e) GANAS – Grupo de Apoio à Normatização Ambiental e Social – visa propor alternativas e soluções tecnológicas na ISSO para padronizar diferentes segmentos. 4.Prevenção no lugar da correção. Perícia e auditoria ambiental 73 . assinale a alternativa que não contempla o nome e abrangência. III. III. e) Todos. III. Em relação aos pilares do SGA. d) I. e) ISO 14032: Controle e desempenho socioambiental. II. IV. IV e V. II e II. IV e V.Estabelecimento de critérios. d) ISO 14012: Diretrizes da Auditoria Ambiental – critérios de qualificação para auditores ambientais. Sobre as principais normatizações da série ISO 14000. avaliar os impactos ambientais e propor alternativas no âmbito da ISO.Monitoramento contínuo. observe: I. d) GANA – Grupo de Apoio à Normatização Ambiental – visa acompanhar as discussões e avaliar os impactos ambientais locais juntamente com a ISO. 5. segundo a ISO 14001.Planejamento de todas as atividades.Coordenação e integração entre as partes (subsistemas).

U2 6. O que é e qual a função da ISO 14000? 7. Quais são as principais normatizações da família ISO 14000 e qual é a sua abrangência? 74 Perícia e auditoria ambiental .

pode-se afirmar que a Constituição Federal impulsiona e forma a tríade ao definir meio ambiente e combater qualquer processo de degradação do ambiente. bem com seu significado e áreas de abrangência. muitas vezes. de 1981. U2 Seção 2. os meios judiciais de proteção ambiental tornaram-se legítimos instrumentos para tal fim. Tais definições estão ancoradas na legislação brasileira a partir da Lei Federal nº 6. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão.938. Diante desse cenário inicial.2 Técnica de perícia Diálogo aberto A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre algumas técnicas de perícia ambiental.347/85. é solicitado pelos juízes em função da apuração de eventuais danos causados no meio ambiente. que institui a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e também da Ação Civil Pública (ACP). Dessa forma. tornando ainda dever de todos os cidadãos e não apenas do Estado zelar do meio ambiente. regulamentada em 1985. a Perícia e auditoria ambiental 75 . Técnicas de perícia ambiental. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué. você já conheceu alguma área periciada? Quais são os motivos dessa perícia? Essas indagações poderão auxiliá-lo na compreensão da perícia como um exame ou vistoria de caráter técnico ou especializado que. Entre as situações já propostas que o estagiário Josué desenvolvesse. na empresa de saneamento ambiental. Nesse contexto. os quais precisam ser responsabilizados e obrigados a indenizá-los ou repará-los. Nesse momento. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. pela Lei Federal nº 7.

em relação às condutas e atividades consideradas danosas ao ambiente. você conhecerá o significado e alguns exemplos sobre impactos. é necessário conhecermos esses problemas. os danos e os impactos ambientais têm aumentado e preocupado autoridades de todo mundo. crimes. Não pode faltar É fato é que a degradação. muitas vezes. a fiscalização e algumas técnicas que envolvem as perícias ambientais no bojo da defesa do meio ambiente. Por isso. Deste modo. ainda. que. Para isso. ou seja. seu papel de cidadão para a preservação do meio ambiente e também as inúmeras possibilidades da atuação judicial na apuração e análise de tais degradações ambientais. sobretudo. respondem também ao pagamento de multas e a processo criminal (REZENDE. 2007). você sabe o que é crime ambiental? Quais são as punições previstas na lei? Como identificá-lo e denunciá-lo? Para quem? Onde? São muitas as indagações! Você já refletiu sobre isso ao verificar algum problema no meio ambiente? Para iniciar essas reflexões! É importante saber que desde 1988 há. A partir desse cenário inicial. compreender a Política Ambiental. que possibilite. U2 empresa solicitou que Josué apresente o que é a perícia ambiental e suas etapas e técnicas no âmbito de uma ação judicial. os quais estão atrelados às atividades produtivas. os quais devem integrar uma política ampla e eficiente para o meio ambiente. os crimes ambientais. que norteia a legislação ambiental. além de serem obrigados a promover a recuperação pelo dano causado. você terá uma breve conceituação sobre o que é crime ambiental na legislação brasileira. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. Nesse sentido. Isso tudo significa dizer que os infratores. a ampla conscientização da população. A partir desses apontamentos. com a Ação Civil Pública. uma Lei de Crimes Ambientais. constituem crimes ambientais e devem ser reconhecidos e punidos como tal. que revela um amplo compromisso com a questão ambiental enquanto um bem comum que perpassa a Política e Legislação Ambiental. no Brasil. 76 Perícia e auditoria ambiental . algumas indagações devem pautar os estudos. as quais podem ser punidas de forma civil. administrativa e criminal. ainda. fiscalização e perícia ambiental. reconhecendo. sobretudo.

38 – Destruir ou danificar floresta considerada Perícia e auditoria ambiental 77 . apresentamos a seguir alguns exemplos. por isso. morte e contaminação de animais. poluição e outros crimes ambientais. crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural e crimes contra a administração ambiental. sabe-se que ela tramitou de 1991 a 1995 na Câmara dos Deputados e depois foi enviada ao Senado Federal e. pois pode envolver a omissão de governos em relação às atividades predatórias. preservar é uma necessidade básica para nossa existência no único planeta que temos. há especificações sobre a pesca. como o desmatamento ilegal. finalmente.]”. considera-se crime ambiental qualquer ato que viola as leis impostas pelos governos em relação ao meio ambiente. Nesse artigo. 1998): • Crimes contra a fauna: “Art. pois todos nós estamos sempre. 29 – Matar.. Nesse contexto.605/1998. crime contra a flora. venda/comercialização. aprovada com 82 artigos. Para conhecer os principais crimes. maus-tratos aos animais. é necessário conhecer as leis que tratam o meio ambiente e os crimes praticados contra ele. • Crime contra a flora: “Art. direta ou indiretamente. Como penalidade. em contato com a natureza e dela dependemos e fazemos parte. caça. A partir desse cenário. sendo a sua culpabilidade um pressuposto de pena. de acordo com a Lei nº 9. U2 Sobre o breve histórico da lei de crime ambiental. está prevista a detenção de seis meses a um ano e multa. Os tipos de crimes ambientais previstos na lei são: crime contra a fauna. Na Lei nº 9. ações que possuem outras penalidades. licença ou autorização da autoridade competente [. 7 vetados e 36 específicos para os crimes praticados contra o meio ambiente. com pagamento de multas ou cumprimento de multa. nativos ou em rota migratória. caçar. que agora entra na categoria de crime ambiental. que. apanhar. perseguir. sem a devida permissão.. há várias ações contra o meio ambiente. utilizar espécimes da fauna silvestre. variando de acordo com a amplitude do caso. que antes eram consideradas como contravenção. por sua vez.605/98 (BRASIL. não é sinônimo de crime ambiental. Assimile Pode-se ouvir também o termo crime ecológico.

omitir a verdade. e multa. 66 . U2 • de preservação permanente. Dessa forma. de um a três anos. 55 – Produzir. há outros crimes previstos. importar. Nos artigos 67. • Poluição e outros crimes ambientais: “Art. 78 Perícia e auditoria ambiental . Outra lei também regulamenta e completa esse artigo. temos um compromisso em conhecê-los para melhor proteger. 46. transportar. sonegar informações ou dados técnico-científicos em procedimentos de autorização ou de licenciamento ambiental” (BRASIL. 49 e 52 da Lei de Crimes Ambientais é possível conhecer outros crimes e penalidades que envolvem a flora. 69 e 69. armazenar. 1998). ou multa. • Crimes contra a administração ambiental: “Art. perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente.Fazer o funcionário público afirmação falsa ou enganosa. é possível afirmar a detenção. processar. ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica. comercializar. 1998). Faça você mesmo Quais dos crimes ambientais apresentados até o presente momento você já conhecia? Será que o poder judiciário pode intervir nesses casos? Faça uma lista com os principais crimes ambientais brasileiros e internacionais e apresente-a durante as aulas. fornecer. 1998). 40. como é o caso da Mata Atlântica. sobretudo. guardar.41. exportar. as florestas do risco de extinção. ou utilizá-la com infringência das normas de proteção” (BRASIL. de um a três anos. Sobre a penalidade. e multa. cuja pena prevista é reclusão. 65 - Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano” (BRASIL. ou ambas as penas cumulativamente. de um a quatro anos. 42. e multa. Exemplificando Nos artigos 39. 408/2011. Pena: reclusão. mesmo que em formação. embalar. a Lei nº 12. em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos” (BRASIL. consta a detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano. que em 2014 possuía menos de 8% da área original. 1998). 68. Como penalidade. • Crimes contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural: “Art.

Diante disso. temos a priori dois caminhos. solicitar informações sobre a área ambiental e fazer eventuais denúncias de infrações à legislação ambiental.605/98 – Crimes Ambientais. para a construção de um futuro pensado e vivido numa lógica de desenvolvimento sustentável. caracterizada como sendo de responsabilidade por danos causados ao meio ambiente e a bens e direitos de valor artístico. histórico. Por meio desse canal gratuito. é possível interagir. o autor afirma que eventuais crimes ambientais registrados em telejornais ou jornais podem ser utilizados como prova para ações do Ministério Público (MP).938/81 – Política Nacional do Meio Ambiente. que buscam um equilíbrio entre o homem/sociedade e o ambiente. deve-se ter clareza de que elas estão submetida ao cumprimento da legislação de proteção ambiental no Brasil. pode-se dizer que temos um papel importante como cidadãos e profissionais da área ambiental em conhecer e direcionar tais crimes aos órgãos competentes. Por isso. turístico.347/85). Araújo (2008) aponta que a proteção judicial do meio ambiente é vista como um bem jurídico de uso comum do povo. A partir desse cenário de crimes. O primeiro remete à fiscalização a cargo do IBAMA e demais órgãos ambientais em nível estadual e municipal. U2 Com base nos principais crimes ambientais. da: Constituição Federal (1988). Para compreender os procedimentos que envolvem as perícias ambientais. costuma-se dizer que está atrelado à avaliação dos danos ambientais. ou seja. afirmar que isso é uma realidade recente exercida. entende-se perícia como um recurso do judiciário para interpretar e embasar sua decisão frente ao cenário analisado. ao apresentar o uso da informação como notícia do crime ambiental. 225. paisagístico etc. e o segundo refere-se às ações judiciais a partir do entendimento da tutela processual do Meio Ambiente que está atrelada à Ação Civil Púbica (ACP) e à Ação Civil Pública Ambiental. que detém legitimidade para propor denúncias e ação penal pública. Lei nº 6. Por isso. especialmente do art. como o IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis.347/85 – Ação Civil Pública. cujo objetivo é servir de canal de comunicação com a sociedade e outros órgãos ambientais oficiais. pela Ação Civil Pública Ambiental (LF nº 7. nesse processo. alterando-as ou degradando-as definitivamente. Lei nº 9. danos e degradações ambientais. Lei nº 4. é possível saber que há aliados que constantemente lutam e denunciam irregularidades e infrações contra o meio ambiente. que possui a Ouvidoria – Linha Verde do IBAMA (0800-61-8080). Diante disso. trata-se de um meio Perícia e auditoria ambiental 79 . que venham a prejudicar parcialmente ou plenamente as condições originárias. estético. sobretudo. que são todas as alterações aos elementos e sistemas da natureza produzidas pela ação antrópica. E. por exemplo. Dessa forma. Um último exemplo sobre os crimes ambientais é fornecido por Pereira (2014).

2008. a perícia se constitui com uma área nova de atuação profissional. denominado de exame ou perícia. Por isso. como um instrumento de fundamental relevância na elucidação técnica das questões levadas a juízo. daí encontra-se com a perícia ambiental. 80 Perícia e auditoria ambiental . O perito. Fala-se em perícia ambiental como prova utilizada em ações judiciais envolvendo determinados conflitos ambientais. se constitui nesse profissional que auxilia a justiça. com prática forense comum às demais modalidades de perícia. mas que irá entender a demandas específicas advindas dai questões ambientais. portanto. A Perícia Ambiental é um meio de prova utilizado nos processos judiciais. Trata- se de uma análise essencial no contexto da Ação Civil Pública. sujeita à regulamentação prevista pelo Código de Processo Civil. conforme pode-se verificar nos artigos 420 a 439 da seção VII – Da Prova Pericial. ou pessoa de comprovada aptidão e idoneidade profissional. 2008). técnicos e metodológicos. pois reafirma cientificamente a ocorrência do dano e a apuração de sua real extensão ambiental. de relevante interesse social a partir de uma prática interdisciplinar. é um assessor do juiz na formação de seu convencimento quando as questões em pauta exigem conhecimentos técnicos ou científicos específicos para elucidação do caso. tendo em vista a peculiaridade de seu caráter multidisciplinar. 108). A Perícia Ambiental é relativamente nova no Brasil. vislumbrando até a necessidade de futuras normatizações técnicas. A perícia.U2 de prova utilizada em processos judiciais. as quais podem respaldar alguns aspectos jurídicos. do Código de Processo Civil (CPC). para verificar e dar suporte das decisões do judiciário. isso quer dizer que há uma verificação da verdade dos fatos denunciados nos autos do processo judicial realizado por um técnico – perito que através dos conhecimentos técnicos e científicos da área ambiental irá elaborar um parecer. indica a necessidade de desenvolvimento de critérios metodológicos para serem aplicados na realização de Perícias Ambientais. A partir dessa constatação a perícia se constitui como um exame realizado por técnico. em sua fase inicial. p. ou seja. mas tem evoluído consideravelmente em decorrência do aprimoramento da legislação ambiental (ARAÚJO. Ação Civil Pública Ambiental (ACPA) tem como objeto o dano ou o risco de sua ocorrência. ainda não contemplado pelas normas jurídicas que a regem (ARAÚJO. teóricos. além de uma atuação técnica nas ciências ambientais.

que utiliza algumas provas na sua elaboração. valorar. confissão. dimensão espacial. análises físico-químicas e biológicas. enquadramento legal. valoração ou dimensão material ou pessoal. Araújo (1999. prova pericial (artigos 420 a 429 do Código de Processo Civil). cálculos finais de indenização e/ou reparação. meio biótico e antrópico. U2 facilitando assim as análises do juiz para o seu julgamento. costuma-se dizer que a Perícia Ambiental compreende os seguintes objetivos quanto a três elementos fundantes da ACPA: Dano: ameaçado/ocorrido: caracterizar. Por isso. de 12 de fevereiro de 1998. de forma satisfatória. à complexidade dos danos ambientais. metrológicas. Reflita Quais são as principais fases do procedimento ou rito ordinário da Ação Civil Pública e como elas podem nortear a análise dos danos ambientais? Pesquise mais A seguir. Inspeção judicial.gov. é possível consultar na íntegra a Lei nº 9. Atividade lesiva: caracterizar. Por isso. A partir desses aspectos técnicos a perícia vai sendo estruturada e dando corpo ao relatório (parecer técnico). Disponível em: <http://www. leia-se.planalto.br/ccivil_03/leis/l9605. tais como: depoimento pessoal (entrevistas). histórica/econômica. vistoria in loco e laudo pericial contendo todas as informações ambientais necessárias dentre o escopo de um inventário. registro fotográfico e cartográfico. hidrográfica. prova documental e testemunhal. mensurar. análise de paisagem etc. A partir desse cenário a perícia é realizada de uma leitura acurada e critério do processo. que. temos a perícia. Acesso em: 24 jan. pedológicas – solo. conhecida como a Lei de Crimes Ambientais. Na especificação de provas. de levantamentos preliminares. em outras palavras. geológicas. 2008) apresenta as principais fases do procedimento ou rito ordinário da Ação Civil Pública a partir da seguinte ordem: petição inicial – citação – contestação – réplica – especificação de provas – saneador – audiência – sentença.605. atendendo assim. 2015. apresenta o dano ambiental por meio de um diagnóstico de avaliação ou prognóstico. reafirma-se que a contextualização jurídica e técnica da perícia ambiental deve adequar-se cada vez mais às normas à dimensão multidisciplinar dessa modalidade de perícia. Perícia e auditoria ambiental 81 .htm>. pesquisas a dados históricos. Nexo Causal: entre dano e a atividade do réu.

na Lei nº 6. com a finalidade de receber manifestações como: reclamações. vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué apresentasse o que é a perícia ambiental e suas etapas e técnicas no âmbito de uma ação judicial. os quais estão atrelados às atividades produtivas. ou seja. o vento etc. especialmente do artigo 225. críticas. a temperatura. 82 Perícia e auditoria ambiental . Ministério Público (MP): é uma instituição vinculada ao Estado que visa à defesa da ordem jurídica. Ouvidoria: trata-se de um canal de comunicação entre o cidadão e a administração pública. Dessa forma constituem-se em legislações que permitem a proteção e fiscalização ambiental. Atenção! A perícia ambiental está prescrita na legislação ambiental brasileira. Sem medo de errar Após as reflexões sobre a perícia ambiental. tais como a luz.U2 Vocabulário Abióticos: que não possui vida diretamente. aspectos físicos. da Lei nº 4. sugestões. Para isso. químicos ou físico-químicos do meio ambiente. Antrópico: refere-se à ação humana. Aplica-se também às instituições privadas com as mesmas finalidades. às alterações realizadas no ambiente. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais. ou seja. que trata da Política Nacional do Meio Ambiente.347/85 referente à Ação Civil Pública e da Lei nº 9.605/98 de Crimes Ambientais. sobretudo com a Constituição Federal (1988).938/8. ou seja. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. são compostos por todos os organismos em um ecossistema/bioma que condicionam as populações que o formam. Bióticos: que possuem vida. denúncias e elogios.

facilitando assim a resolução das atividades e propiciando novas leituras que envolvem os danos ambientais em diferentes escalas. pode-se construir um amplo entendimento sobre as perícias ambientais. ou seja. Tomando como base as indicações ora apresentadas. Por isso. bem como suas etapas e técnicas estipuladas no âmbito da Política e Legislação Ambiental. (continua) Perícia e auditoria ambiental 83 . sujeita à regulamentação prevista pelo CPC. sobretudo. Dessa forma. poluidor e recursos ambientais. 3. requer uma solicitação judicial. para posteriormente aplicar as técnicas específicas que irão compor o laudo/parecer desenvolvido pelos peritos. Uma vez que a Perícia Ambiental é entendida como uma prova utilizada nos processos judiciais. Objetivos de aprendizagem técnicas de perícia. “Perito Ambiental” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. as ações judiciais podem ocorrer quando um desses danos ocorre isoladamente ou concomitantemente. danos ambientais e peritos. dos artigos 420 a 429. Lembre-se A definição de dano ambiental no âmbito da PNMA envolve a degradação da qualidade ambiental. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Competência Geral operação da organização. sugere-se uma leitura dirigida sobre a CPC. U2 Parte das resoluções da SP estão norteadas pelas legislações supracitadas. Realize as atividades e depois as compare com as de seus colegas. Conteúdos relacionados Perícia ambiental. Conhecer a ação dos peritos ambientais conjuntamente às 2. poluição. Para refletir sobre as etapas e técnicas. é necessário consultá-las e verificar os artigos que tratam especificamente da perícia a partir dos danos ambientais.

por sua vez. Lembre-se O dano ambiental analisado nas perícias ambientais exige que se estabeleça vínculo com a implementação da Ação Civil Pública Ambiental: essa. Nesse contexto. além das atribuições determinadas nas diversas normas judiciárias. quais são as funções e atividades a serem executadas pelo perito nomeado? Parte da solução está justamente no fato de que o perito é aquela pessoa indicada pelo juiz. Essa atividade requer conhecimentos oriundos das ciências ambientais em consonância com outros saberes advindos do Código de Processo Civil relativos à perícia. o Código de Processo Civil (CPC). tal data costuma ser até 20 dias antes da audiência de apresentação e confrontação dos fatos inerentes à ação judicial. intitula-os como auxiliares 5. vincula-se aos fundamentos jurídicos causados por danos no ambiente. enquanto que os assistentes técnicos são escolhidos pelas partes do processo em andamento. e disciplina as atribuições do profissional em seus artigos 145. os peritos possuem um prazo fixado pelo juiz para entregar seu laudo/parecer com todos os itens biótico e abióticos impactados. Resolução da SP da justiça. Para cumprir os prazos estabelecidos e normas estipulados pelo Código de Processo Civil. O perito. em seu artigo 139. 84 Perícia e auditoria ambiental . pode-se efetivar uma perícia a partir de 4. 146 e 147. Faça você mesmo O que a Política Nacional do Meio Ambiente entende por dano ambiental? Será que as formulações presentes nessa legislação dão suporte para as perícias e também para a gestão ambiental? Faça uma pesquisa e apresente três casos de danos ambientais presentes nos meios de comunicação no Brasil. Em média.U2 A realização da perícia ambiental exige a presença de alguns profissionais experientes para a sua elaboração. Descrição da SP uma determinada demanda judicial relativa a um impacto ambiental ocorrido a partir da supressão de vegetação no município de Belém – Pará.

e) III. respondem também ao pagamento de multas e a processo criminal. d) I. Os infratores ambientais são obrigados a promover apenas a recuperação pelo dano causado.605/1998 e nº 6. respectivamente. As Leis nº 9. Os infratores ambientais são obrigados a promover ações de Educação Ambiental nas áreas degradadas. b) II e III. Os infratores ambientais. A partir da Lei de Crimes Ambientais. e) Lei de crimes contra a Mata Atlântica e Lei da Ação Civil Pública Ambiental. c) III e IV. V.938/81 referem-se. é correto afirmar que: I. IV e V. IV. à: a) Lei de crimes administrativos e Lei de crimes ambientais. II e III. A Lei de Crimes Ambientais no Brasil surge em 1998 como um instrumento da PNMA – Política Nacional do Meio Ambiente. Perícia e auditoria ambiental 85 . b) Lei de crimes ambientais e Lei de crimes gerais. Estão corretas: a) I e II. d) Lei de crimes sociais e Lei da Ação Civil Pública Ambiental. além de serem obrigados a promover a recuperação pelo dano causado. junto à promulgação da Constituição Federal. U2 Faça valer a pena! 1. A Lei de Crimes Ambientais no Brasil surge em 1988. III. 2. II. c) Lei de crimes ambientais e Lei da Política Nacional do Meio Ambiente.

assinale a alternativa INCORRETA. Observe o excerto a seguir: “A ________ ___________ é um meio de prova utilizado nos processos _________. ou seja.Registro fotográfico e cartográfico. Em relação às especificações da prova pericial. c) II e IV. Sobre as leis e instituições representadas pelas siglas: ACPA. 4. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais. d) IV e V. Estão corretos: a) I e II. biológicas e da paisagem. V. 108). III. CPC e MP. e) A sigla MP corresponde ao Ministério Público. 86 Perícia e auditoria ambiental . 5. uma instituição vinculada ao Estado que visa à defesa da ordem jurídica. d) A sigla MP corresponde ao Ministério Público. leia os elementos e métodos utilizados em sua elaboração: I.U2 3. II.Depoimento pessoal (entrevistas) e confissão. com prática forense comum às demais modalidades de perícia. mas que irá entender a demandas específicas advindas das questões _________. mas tem evoluído consideravelmente em decorrência do aprimoramento da ________ ________ (ARAÚJO.Análises físico-químicas. 2008. A Perícia Ambiental é relativamente nova no Brasil.Prova documental e testemunhal. sujeita à regulamentação prevista pelo Código de Processo Civil. b) II e III. c) A sigla ACPA corresponde Ação Civil Pública Ambiental. b) A sigla CPC corresponde ao Código de Processo Comum.Prova pericial e inspeção judicial. p. IV. e) Todos. a) A sigla CPC corresponde ao Código de Processo Civil.

b) Perícia Ambiental. 6. espaciais e legislação ambiental. e) Perícia Socioambiental. judiciais. quais são as leis em questão? 7. A partir dessa premissa. d) Perícia Técnica. gerais. U2 O preenchimento correto é: a) Perícia Ambiental. judiciais. judiciais ambientais e legislação ambiental. A perícia ambiental está submetida ao cumprimento da legislação ambiental. ambientais e legislação ambiental. c) Perícia Ambiental. Nas especificações da prova pericial podem-se utilizar quais elementos e métodos na sua elaboração? Perícia e auditoria ambiental 87 . sociais e legislação criminal. judiciais. ambientais e legislação ambiental.

U2 88 Perícia e auditoria ambiental .

aplicando-as para tornar os processos. é importante que você compreenda que a auditoria ambiental é indispensável para a avaliação da gestão ambiental no escopo do SGA. produtos e serviços de acordo com as padronizações internacionais da ISO e no Brasil da NBR. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. auditorias ambientais no sistema produtivo.3 Auditorias ambientais no sistema produtivo Diálogo aberto A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre auditorias ambientais no sistema produtivo. Nesse momento. ainda. a seguir. pode-se mencionar que são muitas as vantagens da auditoria ambiental realizada pelas empresas. dizer que a auditoria ambiental é um procedimento ou exame e avaliação periódica ou ocasional do comportamento de uma empresa em relação ao meio ambiente. podendo ser determinada pelo poder público (auditoria pública) ou solicitada de ofício pela própria empresa (auditoria privada). vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. A partir desse contexto geral. Por isso. públicas ou mistas? Trata-se de um instrumental importante para certificar os processos. a empresa solicitou que Josué elabore uma apresentação contendo as vantagens e os tipos de Auditoria Ambiental (AA). produtos e serviços mais adequados e competitivos no mercado. Para isso. Entre as situações já propostas que o estagiário Josué desenvolvesse. Costuma- se. você já participou ou já ouviu falar de alguma auditoria em empresas privadas. Josué terá que prosseguir com a autonomia Perícia e auditoria ambiental 89 . Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. pois revelam a consciência ambiental do empresário ou gestor público em relação às novas tecnologias. U2 Seção 2.

Para que sejam eficazes. por isso. nota-se na NBR ISO 14001 que: Muitas organizações têm efetuado “análises” ou “auditorias” ambientais para avaliar seu desempenho ambiental. Não pode faltar As Auditorias Ambientais (AA) surgiram nos Estados Unidos. algumas indagações devem pautar os estudos. aos requisitos legais e aos de sua política. visto a poluição causada por algumas empresas no processo produtivo desenvolvido por elas. Você conhecia essa história inerente às auditorias ambientais? Trata-se de uma realidade que atinge vários países. exigem as auditorias ambientais. A partir dessa premissa. Em outras palavras. tais “análises” ou “auditorias” podem não ser suficientes para proporcionar a uma organização a garantia de que seu desempenho não apenas atenda. pode- se constantemente deparar com pesquisas que tratam da auditoria contábil – ambiental ou contabilidade ambiental. salienta-se que as auditorias são diferentes das fiscalizações dos órgãos ambientais que podem ser realizadas sem aviso prévio.U2 já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. 5). mas continuará a atender. no início da década de 1970. Todavia. estados e municípios. as legislações. compreender a política ambiental e as certificações no âmbito da implantação do SGA. por isso. ou seja. sobretudo. Vale salientar que sua origem remonta às práticas contábeis. p. entretanto. Por si só. facultando ao auditado aceitar ou não a auditoria proposta. de forma voluntária. é necessário que esses procedimentos sejam realizados dentro de um sistema da gestão estruturado que esteja integrado na organização (ABNT. 2014. para as empresas com potencial poluidor. fiscalizando determinados procedimentos ou ações realizadas por uma empresa. muitas vezes. pode-se dizer que as empresas são obrigadas a informar para os meios de comunicação e órgãos ambientais competentes as suas condições em relação ao meio ambiente. As auditorias são programadas. por exemplo. os quais estão atrelados às atividades produtivas. Deste modo. 90 Perícia e auditoria ambiental .

Dentre tais princípios destacam-se: • Reconhecer a gestão do meio ambiente na empresa é importante para o desenvolvimento sustentável. 2014). Além disso. • NBR ISO 14012: 1996 – Diretrizes para auditoria ambiental – Critérios de qualificação para auditores ambientais. aos acionistas. Perícia e auditoria ambiental 91 . vale apenas reforçar que. um instrumento para melhoria contínua do sistema. Todavia. pode-se dizer que a auditoria é uma fotografia do SGA. a Auditoria no SGA visa monitorar a qualidade em relação à Política Ambiental e aos objetivos estabelecidos com as metas ambientais. U2 Esse trecho da NBR ISO 14001 elucida bem a situação das auditorias. onde foi elaborado um documento intitulado “Carta Empresarial”. em 1991. A partir dessas normas. • NBR ISO 14011: 1996 – Diretrizes para auditoria ambiental – procedimentos de auditoria – Auditoria de SGA. ou seja. Nesse contexto. as normatizações inerentes à auditoria ambiental podem ser acompanhadas com as seguintes normas específicas: • NBR ISO 14010: 1996 – Diretrizes para auditoria ambiental – princípios gerais de auditoria ambiental. que contém várias recomendações em forma de princípios destinados aos empresários de todo o mundo. • Proceder regularmente às auditorias ambientais e avaliar o cumprimento das exigências internas da empresa. às autoridades e ao público (SIRVINSKAS. • Fornecer periodicamente informações ao Conselho da Administração. visto que podem ocorrer de forma voluntária. ocorreu a II Conferência Mundial da Indústria sobre a Gestão do Meio Ambiente em Paris. é necessário compreendê-la no seu contexto geral (interno e externo). • Reconhecer que a empresa deverá aferir os desempenhos das ações sobre o ambiente. Por isso. a auditoria ambiental está devidamente disciplinada. ao pessoal. Assimile A Auditoria é parte integrante do SGA. para atender a todas as legislações e renovar eventual licença de funcionamento da empresa. por isso.

Fonte: OLIVEIRA.A. 99) 92 Perícia e auditoria ambiental . (2007.U2 A partir desse cenário é possível verificar a sequência da certificação iniciando com o SGA até a Auditoria.3 | Fluxograma para uma certificação Implantação do S. acompanhe: Figura 2.G. p. Empresa Solicitação da Dimensionamento do alcance. .Recomenda a certificação pela equipe auditora.A Comissão de Certificação da Certificadora analisa e emite ou não o certificado. custo Proposta Empresa Recebimento e Aceite da Proposta Empresa Envio da Documentação Empresa Análise do documento Certificadora Pré-auditoria Certificadora Correção das não conformidades Empresa Auditoria Certificadora Correção das não Re-auditoria Aprovação não conformidades Certificadora sim Empresa Emissão do Correção das não Auditorias de Certificado conformidades Acompanhamento Empresa Certificadora Certificadora 2 etapas: .

Por isso.o primeiro inclui os aspectos não adequados. destacam-se: Perícia e auditoria ambiental 93 . ou seja. é necessário que sejam realizados programas de auditorias ambientais. U2 A partir desse fluxograma é possível verificar parte do papel das auditorias e certificações. por um cliente. afirma-se que a auditoria ambiental é fundamental para efetivar uma política de minimização dos impactos ambientais das empresas. que não impedem a existência do SGA. que não atendem aos requisitos estabelecidos pelo conjunto de normas a serem seguidas. • Auditoria de terceira parte: é executada por determinação legal ou para a obtenção de certificação por uma empresa terceirizada. que impedem a existência de um SGA. entre elas. de maior abrangência e importância. • Limites de escopo claramente definidos. geralmente de pequena importância. • Abrangência que priorize unidades mais importantes. Por isso. . Nesse contexto. • Auditoria externa ou de segunda parte: é executada. sem desprezar as demais. • Abordagem compatível com os objetivos. A partir dessas auditorias podem-se avaliar os aspectos que não estão de acordo. seguido da redução de seus índices de poluição. essa "desobediência" às normas pode ser classificada em dois grupos: . e Aguiar (2014) indicam que um bom programa de auditoria deve contemplar algumas características: • Objetivos explicitamente definidos.o segundo inclui as não adequações menores ou pontuais. • Treinamento. • Suporte gerencial e organização eficazes. podendo ser: • Auditoria interna ou de primeira parte: a avaliação do SGA é executada pela própria empresa – autoavaliação. mas requerem determinados ajustes. Phillippi Jr. experiência e habilidade dos profissionais que conduzem a auditoria. pode-se apontar que as auditorias ambientais possuem muitas vantagens. Nesse sentido. geralmente.

i) promoção do processo de conscientização ambiental dos empregados. Exemplificando Nas últimas décadas. que podem acessadas por investidores e outras pessoas físicas ou jurídicas envolvidas nas operações de financiamento e/ou transações das atividades auditadas. 2014.U2 a) identificação e registro das conformidades e das não conformidade com a legislação. f) assessoramento na alocação de recursos (financeiro. g) avaliação. à comunidade e ao setor público. 94 Perícia e auditoria ambiental . controle e redução do impacto ambiental da atividade. as auditorias ambientais passaram a ter papel de destaque entre os inúmeros instrumentos da gestão ambiental. tecnológico. evitando-lhe surpresas. p. h) minimização dos resíduos gerados e dos recursos usados pela empresa. segundo as necessidades de proteção do meio ambiente e as disponibilidades da empresa. d) provisão de informação à alta administração da empresa. k) facilidade na comparação e intercâmbio de informações entre as unidades da empresa (SIRVINKAS. 241). e) assessoramento aos gestores na implementação da qualidade ambiental na empresa. b) prevenção de acidentes ambientais. com regulamentações e normas e com a política ambiental da empresa (caso exista). j) produção e organização de informações ambientais consistentes e atualizadas do desempenho ambiental da empresa. Por isso. descartando pressões externas. c) melhor imagem da empresa junto ao público. os gestores ambientais perceberam cada vez mais a necessidade desse instrumento para adequar as tecnologias e alcançar resultados de tal forma que possam assegurar padrões e exigências internacionais. humano) destinados ao meio ambiente na empresa.

A partir desse cenário reafirma-se que as auditorias ambientais são procedimentos que têm seu objeto ligado e indissociável às questões ambientais. Perícia e auditoria ambiental 95 . estadual e municipal. incluindo-se as exigências técnicas de licenças e autorizações eventualmente existentes. ou seja. geralmente setoriais. conforme se pode acompanhar: Auditoria de conformidade legal ambiental: os critérios da auditoria são os requisitos da legislação vigente. Classificação das auditorias ambientais De forma bem geral. Auditoria externa ou de segunda parte e Auditoria de terceira parte. ou para estabelecimento de categorias ou avaliações de desempenho. podem analisar os impactos ambientais nas organizações e apontar os problemas nos sistemas gerenciais. as auditorias podem ser: Auditoria interna ou de primeira parte. daí a importância de conhecer mais detalhadamente as classificações inerentes às auditorias ambientais. nos níveis federal. inclui-se nessa classificação a auditoria de passivo ambiental. Auditoria de desempenho ambiental: são verificados indicadores de desempenho a serem comparados com padrões. Tais conceitos são derivados e adaptados a partir das auditorias de sistemas de qualidade. é utilizado como padrão de comparação. Por isso. Existe também a classificação de acordo com os critérios da auditoria. baseados na função e no interesse que a parte auditora pode ter em relação aos impactos ambientais. sejam eles reais ou potenciais dentre as atividades da organização auditada. ou com metas definidas. U2 Faça você mesmo Qual é a importância das auditorias e certificações no âmbito do SGA? Será que esses processos asseguram a proteção ambiental em diferentes segmentos produtivos? Faça uma breve pesquisa sobre as auditorias na indústria química e apresente o que os auditores avaliam no tocante aos possíveis impactos ambientais das operações produtivas.

• auditoria ambiental de local. ao que é exigido pela norma. bem como as auditorias para verificação de redução ou compensação de emissões dos referidos gases. As auditorias de sistemas podem ser ainda de adequação – para verificar se o sistema montado atende. Etimologicamente. sua tarefa básica é coletar informações por meio de entrevistas. • auditoria ambiental de responsabilidade (duedeilligence). AGUIAR. 2014. ao menos no projeto. o auditor do SGA precisa entender sobre o funcionamento do SGA. 2007). portanto. de conformidade – para verificar se o sistema montado está sendo utilizado. O auditor ambiental Você sabe quais são as atribuições de um auditor ambiental? O que esse profissional precisa entender para manter uma atuação constante no mercado? Primeiramente. • auditoria compulsória. Auditoria de sistemas de gestão ambiental: avalia o cumprimento das normas. a palavra “auditor” refere-se àquele que ouve. • auditoria ambiental de acompanhamento. 941). impactos ambientais. pode ter a classificação com os objetivos da auditoria ambiental. p. para comparar com os critérios da auditoria e assim 96 Perícia e auditoria ambiental . critérios e procedimentos de gestão ambiental estabelecidos pela própria organização auditada.. ter alguns conhecimentos técnicos da atividade a ser auditada e habilidades para avaliação de sistemas gerenciais (OLIVEIRA. • auditoria ambiental de verificação de correções ou de follow-up. e de eficácia – se os objetivos e metas propostos pelo sistema vêm sendo atingidos (PHILLIPPI JR. ou seja: • auditoria ambiental de certificação. Por fim. exame de documentos e observação. Podem ser incluídas aqui também as auditorias de verificação de inventários de gases de efeito estufa.U2 que representa de alguma forma um mau desempenho.

penal e administrativamente. U2 relatar ao cliente auditado. tanto aqueles realizados pelo poder público ou pela própria empresa. equipe ou quadro na empresa que. para o SGA. formulando um juízo de valor objetivo. Por fim. sob orientação do órgão superior.pdf> e a NBR ISO 14012 em: <http://licenciadorambiental. Reflita Qual é a origem e o significado da palavra auditor? Reflita como esses profissionais são essenciais nas auditorias ambientais e consequentemente. 2014). conhecer gestão ambiental e as questões técnicas e legais. deve-se destacar que ele precisa ter capacidade técnica. possa realizar a auditoria independente. é importante frisar a responsabilidade do auditor ambiental. portanto. Acesso em: 06 jul. Deve.com/4004/NBR%20ISO%2014010%20-%20 Auditoria%20ambiental%20diretrizes. porque eles são pagos pela própria empresa (SIRVINKAS. são responsabilizados civil.com. sem essa independência em relação à empresa auditada. 2015. tempo e experiência para realizar a auditoria adequada a cada setor ou área a serem auditados. Pesquise mais Consulte as normatizações NBR ISO 14010 em: <http://www.836/96. Sirvinkas (2014). os auditores não teriam asseguradas as condições para auditar de forma objetiva e imparcial.br/wp-content/uploads/2015/01/ NBR-14. analisando o papel do auditor. pois. que tenha independência suficiente para realizar uma auditoria objetiva e real. Sobre a independência dos auditores. desde que realize uma auditoria independente. Perícia e auditoria ambiental 97 .012-Auditoria-Ambiental.pdf>. sobretudo. conforme resolução específica do CONAMA. pois. trata-se de uma exigência necessária prevista na Diretiva nº 1. Afirma também que pode ter um auditor externo à empresa. Em relação à capacidade e independência do auditor. diz que pode ser qualquer pessoa. ingenieroambiental.

Sem medo de errar Após as reflexões sobre a auditoria ambiental. Para isso. NBR ISO 14011: 1996 – Diretrizes para auditoria ambiental – procedimentos de auditoria – Auditoria de SGA e na NBR ISO 14012: 1996 – Diretrizes para auditoria ambiental – Critérios de qualificação para auditores ambientais. fiscalização ou verificação. é necessário consultá-las e verificar os artigos que tratam especificamente da auditoria ambiental nas diferentes atividades produtivas que podem trazer determinados danos ou impactos ao meio ambiente. A partir desse contexto geral.U2 Vocabulário Duedeilligence: diligência prévia. acompanhamento. Follow-up: palavra do idioma inglês que significa continuação. é importante conhecê-las para poder diferenciar e compreender os desafios da auditoria nas diferentes atividades que possam ser auditadas. Atenção! As perícias ambientais estão embasadas nas seguintes normatizações: NBR ISO 14010: 1996 – Diretrizes para auditoria ambiental – princípios gerais de auditoria ambiental. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. vamos resolver a situação- problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué elaborasse uma apresentação contendo as vantagens e os tipos de Auditoria Ambiental (AA). pois revela a consciência ambiental do empresário ou gestor público 98 Perícia e auditoria ambiental . Parte das resoluções da SP estão norteadas pelas normatizações e diretrizes da ISO. supervisão. Por isso. diligência devida ou passivo ambiental. Dessa forma. seguimento. pode-se mencionar que são muitas as vantagens da auditoria ambiental realizada pelas empresas.

Competência geral operação da organização. deve-se elaborar um esquema para enfatizar a importância da auditoria ambiental e. que trata da Avaliação Ambiental de Locais e Organizações. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. aplicando-as para tornar os processos. “Prática de auditoria de desempenho ambiental” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Dessa forma. Lembre-se As auditorias ambientais podem ser classificadas como: auditoria interna ou de primeira parte. Objetivos de aprendizagem Conhecer as estruturas básicas para a auditoria. Conteúdos relacionados Auditoria ambiental. (continua) Perícia e auditoria ambiental 99 . Diante desse cenário. U2 em relação às novas tecnologias. Realize as atividades e depois as compare com as de seus colegas. auditoria externa ou de segunda parte e auditoria de terceira parte. desempenho ambiental e ISO 14015. produtos e serviços mais adequados e competitivos no mercado. na sequência. relacionar tais indicadores com a função dos auditores nesse amplo processo de melhoria que integra o SGA. Descrição da SP a partir da recém-lançada norma ISO 14015. a empresa BHA solicitou os auditores externos de uma consultoria para realizarem uma auditoria de passivo ambiental baseada nas avaliações locais da empresa 4. Nesse contexto. Tomando como base as indicações ora apresentadas. 2. a empresa solicitou que fossem apresentadas a estrutura básica dessa auditoria e os demais padrões de desempenhos realizados. que vai além das auditorias ao incorporar outras avaliações. 3. A auditoria ambiental de desempenho ambiental tem como objetivo confirmar os resultados ambientais passados ou presentes. sejam eles passivos ou como oportunidades de negócio. pode-se construir um amplo entendimento sobre as auditorias ambientais como uma dimensão central na implantação e avaliação do SGA.

A partir do histórico e objetivo das auditorias ambientais. a norma indica a seguinte estrutura básica de auditoria: planejamento da avaliação. de forma voluntária. Lembre-se Duas situações são essenciais na prática da auditoria. Vale destacar também que ela se baseia no fato que o cliente lidera o processo. atingindo uma gama de situações e. escopo 5. clientes. Por fim. Surge na Europa. Faça você mesmo É possível termos um SGA integrado sem as normatizações e auditorias ambientais? Quais são os desafios das empresas ao reconhecerem a importância desses processos em toda cadeia produtiva? Apresente uma lista de empresas que possuem certificações ambientais na sua região e entregue-a ao professor(a) no decorrer das aulas. podendo ser aplicada e replicada de maneira flexível. a norma não inclui a medição do desempenho como análises físicas e coletas de amostragem. no início da década de 1970. Nesse devir. se há algum passivo ambiental ou não para avaliar no âmbito da instituição auditada e também com a rede que atua. Resolução da SP: e critérios a serem aplicados pelos auditores. visto que essa não estabelece padrões de desempenho quantitativos. II.U2 Parte da solução está presente na própria norma ISO 14015. avaliações das informações e relatório dos resultados. pode-se garantir a análise do cenário ambiental. em 1991. a primeira refere-se ao Planejamento e a outra à obtenção de informações e à sua avaliação. Surge nos Estados Unidos. Faça valer a pena! 1. Dessa forma. com o objetivo de construir a 100 Perícia e auditoria ambiental . visto a poluição causada por algumas empresas dentre o processo produtivo desenvolvido por elas. determinando objetivos. sobretudo. obtenção de informações e validação. leia os itens a seguir: I.

b) II e III. IV e V. procedimentos de auditoria e critérios de qualificação para auditores ambientais. 2. e) III.Auditoria interna ou de primeira parte.Auditoria externa ou de segunda parte. IV e V. b) Procedimentos de auditoria. V. critérios de qualificação para auditores ambientais e princípios gerais de auditoria ambiental. A auditoria no SGA visa monitorar a qualidade em relação à Política Ambiental e aos objetivos estabelecidos com as metas ambientais. III. d) I. e) Diretrizes da Gestão Ambiental. c) III e IV. NBR ISO 14011 e NBR ISO 14012 tratam das diretrizes para auditoria ambiental e dos(das): a) Princípios gerais de auditoria ambiental. II. critérios do SGA e critérios de qualificação para auditores ambientais. 3. critérios do Sistema de Gestão Ambiental e critérios de qualificação para auditores ambientais. Perícia e auditoria ambiental 101 . c) Procedimentos de auditoria. U2 sustentabilidade empresarial. critérios do SGA e Diretrizes para auditoria socioambiental e contábil. d) Diretrizes para auditoria ambiental. IV. A auditoria é parte integrante do SGA – Sistema de Gestão Ambiental. As NBR ISO 14010. Os programas de auditorias ambientais podem ser divididos em: I. Estão corretas apenas: a) I e II. Surge na América Latina com o objetivo de reduzir os danos ambientais das empresas petrolíferas.

elaborou um importante documento que contém várias recomendações em forma de princípios destinados aos empresários de todo o mundo. III e V. e) Tratado Estado-Empresa. c) II. Estão corretos apenas: a) I e II. Esse documento foi intitulado como? a) Carta Sustentável.Auditoria de terceira parte. III. IV. b) Gestor ambiental.U2 III. IV e V. c) Carta do Desenvolvimento Sustentável. c) Auditor ambiental. Tais atribuições referem-se ao: a) Administrador ambiental. V. Leia o excerto a seguir: Esse profissional precisa entender sobre o funcionamento do SGA. e) II. A II Conferência Mundial da Indústria sobre a Gestão do Meio Ambiente realizada em Paris. b) I. d) II.Auditoria final. em 1991. d) Auditor socioambiental. e) Engenheiro ambiental. 4. 102 Perícia e auditoria ambiental . b) Carta Empresarial.Auditoria de quarta parte. impactos ambientais. 5. II e III. ter alguns conhecimentos técnicos da atividade e das habilidades para avaliação de sistemas gerenciais. d) Tratado Empresarial. III e IV.

Por que a auditoria ambiental é indissociável do SGA? 7. U2 6. O que é e qual a função do auditor ambiental? Perícia e auditoria ambiental 103 .

U2 104 Perícia e auditoria ambiental .

a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. desde o início de um projeto. pode-se mencionar que há muitas contradições nas aplicações da AIA. A partir desse contexto geral. Estrutura do Relatório Ambiental. 2014). por exemplo. U2 Seção 2. leia-se conhecidas. além de outros instrumentos. para assim reduzi- lo ou compensá-lo. visto que inclui um amplo processo de instrumentos que remetem ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA). a AIA tem por objetivo analisar as consequências ambientais provenientes de uma atividade humana. Nesse momento a empresa Perícia e auditoria ambiental 105 . bem como conhecer a estrutura básica de um Estudo e Estudo e Relatórios de Impactos Ambientais . Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. Entre as situações já propostas que o estagiário Josué desenvolvesse. Você já deve ter acompanhado pelos meios de comunicação alguns impactos tanto no Brasil quanto em outros países. como: Avaliação Ambiental Estratégica (AAE).EIA/RIMA. Relatório Ambiental Preliminar (RAP). certo? Trata-se de uma problemática inerente à trajetória humana ao ocupar e transformar os espaços e territórios. De modo geral. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. consta que os países devem adotar esse instrumento para qualquer atividade que cause impacto ambiental (RIBEIRO. Estudo de Impacto de Vizinhança). com a finalidade de que tais ações respeitem o meio ambiente e que todas as consequências negativas sejam determinadas. No princípio 17 da Declaração do Rio em 1992.4 Estrutura do relatório ambiental Diálogo aberto A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre a avaliação de impactos ambientais (AIA). Relatório de Impacto de Vizinhança (RIVI) e Análise de Risco.

talvez tenha solução. de um ambiente ou bioma e/ou ecossistema. no tempo geológico. No Brasil. sendo regularizada através do Decreto nº 88. que afeta de maneira negativa as propriedades físicas.352. Não pode faltar Os impactos ambientais são inerentes à própria existência humana! Você já deve ter pensado sobre isso. os quais estão atrelados às diferentes atividades produtivas. imagine os impactos ambientais em escala industrial e depois com o advento da globalização de uma produção cada vez mais veloz. a Lei nº 6. algumas indagações devem pautar os estudos. A partir desse cenário complexo e contraditório temos algumas alternativas nas leis. compreender a Política e a Legislação Ambiental. certo? Agora. Assimile A partir desse contexto vale salientar que a definição mais comum de impacto ambiental é aquela que se refere a qualquer alteração nas características naturais de uma dada região. de 1º de junho de 1983. nas políticas. químicas e biológicas do ambiente. Para isso. médio e longo prazo. finalmente. por vezes. incorporado pela PNMA – Política Nacional do Meio Ambiente. ou seja. tratados e normatizações ambientais. pois. infelizmente são mais trágicos e. podendo causar problemas em curto. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. por exemplo. irreversíveis numa escala humana. ignorando fronteiras para atender a um mercado crescente que concentra outros tipos de impactos que também não respeitam fronteiras. ou seja. 106 Perícia e auditoria ambiental .938/81 e da avaliação de impacto ambiental como um dos seus instrumentos.U2 solicitou que Josué faça uma análise da AIA no Brasil a partir da legislação em vigor e apresente um esboço das etapas do Estudo de Impacto Ambiental e do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA). costuma-se dizer que a avaliação dos impactos ambientais surge em função da exigência de órgãos financiadores internacionais e somente depois disso foi incluída como parte integrante das informações fornecidas por empreendimentos poluídos aos sistemas de licenciamento e fiscalização ambiental e. e. Deste modo.

o conjunto de obrigações ou dívidas de uma empresa para com a sociedade. A AIA surgiu como instrumento da gestão ambiental nas empresas. Dessa forma. Segundo Scarlato e Pontin (1992. representado por investimentos econômicos em benefício do meio ambiente. programas e projetos em diferentes níveis. destacam-se também os passivos/compensações ambientais. acompanhe: Figura 2. Se as empresas geram algum tipo de poluição. 2012). 64). Isso propiciou o surgimento de uma ampla literatura sobre AIA e EIA/RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental). e foi indicada pela Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 1971. permitindo um amplo levantamento das questões ambientais e socioeconômicas. U2 Em relação aos impactos ambientais. 64).4 | Cartaz do artista gráfico finlandês Jukka Veistola. p. centros de pesquisas e universidades de países desenvolvidos. ou seja. p. que se apresenta como uma grande aliada na gestão de planos. criado para Eco-92 Fonte: Scarlato e Pontin (1992. Para ilustrar alguns impactos no ambiente. temos a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). o cartaz de Vestiola (Figura 2. devem investir para compensar os impactos ambientais (NARVAES.4) pergunta: Perícia e auditoria ambiental 107 . prevista na PNMA. temos um significativo exemplo na figura a seguir. que revela também as opções e os caminhos da sociedade.

• Recuperação: o sítio degradado deverá retornar a uma forma e utilização de acordo com um plano preestabelecido para o uso do solo. estéticos e sociais da circunvizinhança. que se faça um exame sistemático dos impactos ambientais de uma ação proposta (Projeto. químicas e biológicas. 108 Perícia e auditoria ambiental . Sobre as definições qualitativas dos impactos ambientais e sua recuperação. A partir desses cenários a avaliação de impactos ambientais é uma atividade que visa identificar. e por eles devidamente considerados. destaca- se: a degradação. às vezes. as quais permitam que os envolvidos possam construir e socializar os velhos e os novos saberes para a construção de uma aprendizagem teórica e prática que assegurem a qualidade de vida e o equilíbrio ambiental. Entendidas como: • Degradação: ocorre quando há perda de adaptação às características físicas. O planeta está triste. interpretar e informar acerca dos impactos de uma ação sobre a saúde e o bem-estar humanos. a avaliação de impactos ambientais não deve ser considerada apenas como uma técnica. a frase passa a ser: ‘Ou deste? Depende de você’. Programa. recuperação. A partir desse exemplo. Virando o cartaz de ponta- cabeça. No cenário brasileiro. sendo inviabilizado o desenvolvimento socioeconômico. Plano ou Política) e de suas alternativas. prever. mineração etc. é possível criarmos outras estratégias. 2001). poluído. industrialização. com usinas nucleares e sofrendo os efeitos da chuva ácida. educação da sociedade e coordenação de ações impactantes. leituras e reflexões. os impactos são muitos e. 2001). reabilitação e a restauração. desde o início do processo. Por isso. Obtém- se uma condição estável de conformidade com os valores ambientais. habitado por homens que respeitam a natureza e utilizam fontes de energia não poluentes. sobrepostos à devastação de florestas para urbanização.U2 ‘Você quer deste jeito?’ – apresentando um planeta feliz. inclusive a "saúde" dos ecossistemas dos quais depende a sobrevivência do homem (PEREIRA. mas como uma dimensão política de gerenciamento. Pode-se afirmar também que a AIA é um instrumento de política ambiental formado por um conjunto de procedimentos capazes de assegurar. pois permite a incorporação de opiniões de diversos grupos sociais (PEREIRA. agropecuária. e que os resultados sejam apresentados de forma adequada ao público e aos responsáveis pela tomada de decisão.

pode ser reabilitação condicional ou autossustentável. público ou privado. para apoiar sua decisão em relação à execução ou não de um dado empreendimento. pode-se dizer que são aqueles métodos que atribuem valor para cada efeito ambiental previsível do projeto. temos: • Nenhum impacto – zero ou a cor branca. Nesse contexto. tempo. Pereira (2001) afirma que a caracterização qualitativa dos impactos identificados pelo método de rede de interação pode ser realizada considerando o critério de valor. • Restauração: retorno da área ao estágio original. As avaliações qualitativas de impactos ambientais podem ser classificadas segundo os critérios de: valor. Outro método de destaque é o de Sondheim. 2001). A AIA trabalha também com informações que possibilitam uma visão de magnitude. dinâmica e plástica. antes da degradação. • Médio grau – três ou a cor marrom. Mas. associa-se mais claramente os aspectos político aos parâmetros técnicos e científicos. Dessa forma. • Muito Alto – cinco ou a cor preta. Ao adotar tal método. se os impactos foram positivos (+) ou negativos (-). assim como propiciar melhorias na forma de implementá-lo. aplicando na sequência um tratamento matemático que fornecerá o índice de impacto ambiental. Sobre os métodos quantitativos de impactos ambientais. é objetivo quanto aos parâmetros técnicos adotados (PEREIRA. Por isso. que considera a opinião da sociedade através de entidades de representação. U2 • Reabilitação: o retorno da área a um estado biológico apropriado. Dentre os métodos quantitativos destaca-se o sistema Batelle que permite chegar ao Índice de Qualidade Ambiental (IQA) com valores de 0 a 1. espaço. ou seja. • Baixo grau – dois ou a cor laranja. a AIA cumpre quatro importantes papéis: Perícia e auditoria ambiental 109 . valorizando pouco os aspectos socioeconômicos. ela é considerado como instrumento colocado à disposição dos empreendedores. • Alto grau – quatro ou a cor vermelha. ordem. ou seja. A partir desse cenário pode-se afirmar que a AIA integra e informa o licenciamento ambiental. • Desprezível grau – um ou a cor amarela.

• Instrumento de negociação social. a topografia. 110 Perícia e auditoria ambiental . o regime hidrológico. históricos e culturais da comunidade. de valor científico e econômico. os tipos e aptidões do solo. 691). os recursos ambientais e a potencial utilização futura desses recursos (RESOLUÇÃO CONAMA Nº 1/86). meio socioeconômico. U2 • Instrumento de ajuda à decisão. as correntes marinhas. meio biótico. o ar e o clima. • Análise dos impactos e alternativas. raras e ameaçadas de extinção e as áreas de preservação permanente. as correntes atmosféricas. os corpos d'água. Sobre a regra de desenvolvimento do referido estudo pode-se indicar a Resolução CONAMA nº 1/86 e a Resolução CONAMA nº 237/97. • Medidas mitigadoras. b) o meio biológico e os ecossistemas naturais – a fauna e a flora. Sendo considerado que: a) o meio físico – o subsolo. destacando os recursos minerais. • Programas de monitoramento e acompanhamento. p. • Instrumento de concepção de projeto e planejamento. os usos da água e a socioeconomia. destacando os sítios e monumentos arqueológicos. que regulam aspectos do licenciamento. e • Instrumento de gestão ambiental (PEDRO. as águas. No artigo 6º da Resolução CONAMA 1/86 pode-se verificar o roteiro mínimo a ser seguido por quem deve realizar o EIA. as relações de dependência entre a sociedade local. c) o meio socioeconômico – o uso e ocupação do solo. Vale destacar também que a AIA é um instrumento da PNMA conforme a Lei nº 6.938/81 e na Constituição Federal de 1988 também consta a previsão do Estudo Prévio de Impacto Ambiental como espécie de AIA a ser implementada no licenciamento das atividades que podem causar um significativo impacto ambiental. 2014. acompanhe: • Diagnóstico ambiental da área: meio físico. destacando as espécies indicadoras da qualidade ambiental.

no âmbito do licenciamento ambiental. acompanhe: • Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) – Resolução CONAMA nº 1/86 e nº 237/97. a Avaliação de Impactos através de: Projeto Básico Ambiental (PBA). Plano de Atendimento de Emergência (PAE) e Relatório de Controle Ambiental (RCA). Plano de Controle Ambienta (PCA). pode-se ter ainda. Exemplificando Além das avaliações ambientais já indicadas. • Análise de Risco (AR). Plano de Gerenciamento de Risco (PGR). • Relatório Ambiental Preliminar (RAP) – Resolução SMA-SP nº 42/95. vale indicar os demais tipos previstos de avaliações de impactos na legislação. Perícia e auditoria ambiental 111 . • Relatório de Avaliação Ambiental (RAA) – Resolução CONAMA nº 23/94. Por fim. Faça você mesmo Qual é a função do CONAMA frente às diferentes avaliações de impactos ambientais? Como as resoluções podem auxiliar na gestão integrada do meio ambiente? Consulte a Resolução nº 1/1986 do CONAMA e faça um resumo sobre os principais apontamentos que será utilizado no RIMA. • Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA) – Resolução CONAMA nº 23/94. • Relatório Ambiental Simplificado (RAS) – Resolução CONAMA nº 279/01. U2 Reflita A partir desse cenário temos uma visão da AIA e alguns dos seus instrumentos que estão presentes no licenciamento e ainda na prevenção de conflitos através da análise de risco e prevenção de impactos negativos. todos possuem Resoluções específicas do CONAMA.

U2 Para realização de um EIA. fauna e flora e suas interações com o meio ambiente. descrição do meio ambiente na área de influência do projeto. consequentemente. 112 Perícia e auditoria ambiental . o que. 2015. determinação e avaliação dos impactos.com. resulta em uma dada diversidade biológica única. viabilizando ou não a instalação e exercício de um indústria.EIA / RIMA. procurando ressaltar sempre os aspectos negativos e/ou positivos dela. Já o RIMA é a materialização desse estudo. proposição de medidas preventivas.fibria. o bioma é formado por um agrupamento de vegetações identificáveis em escala regional. é necessária uma equipe multidisciplinar norteada pelas seguintes etapas que irão compor o conteúdo final do documento: descrição do projeto. as quais apresentam condições geoclimáticas similares e história de mudanças. compensatórias e potencializadoras e plano de monitoramento (RIBEIRO. pode-se confirmar que o EPIA é uma avaliação oriunda de uma equipe técnica multidisciplinar que analisa todo o quadro de uma atividade ou empreendimento causador de significativa degradação ambiental. mitigadoras. ou seja. Vocabulário Bioma: define-se como uma comunidade de seres vivos. por exemplo. cuja competência administrativa cabe ao órgão público (federal ou estadual) que tem as devidas competências para exigir o EPIA e. Assim. 2014). em partes.pdf> Acesso em 22 dez. Pesquise mais Você pode conhecer a estrutura de um Estudo de Impacto Ambiental . por isso reafirma-se que o impacto ambiental é toda intervenção antrópica no ambiente causadora de degradação da qualidade ambiental (SIRVINSKAS. Para o IBGE. br/shared/midia/publicacoes/EIA_RIMA_Tres_Lagoas. O estudo Prévio de Impacto Ambiental e seu respectivo relatório (EPIA/ RIMA) como um amplo instrumento da PNMA está atrelado ao procedimento de licenciamento ambiental e será solicitado sempre que houver uma significativa degradação ambiental. o RIMA dentro do escopo das resoluções e leis que tratam da temática. 2014). com um exemplo disponível em: <http://www.

Para isso. concentra alternativas e resultados para garantir a adoção de medidas que protegem o meio ambiente frente aos projetos oriundos de diversos empreendimentos. para isso sugerimos algumas questões: • O que a legislação ambiental brasileira menciona sobre os impactos ambientais? • Quais legislações tratam da avaliação de impactos ambientais? • Como se pode utilizar a AIA nas novas atividades e empreendimentos? • O que é Estudo de Impacto Ambiental e do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA) e como apresentá-lo? A partir desse contexto é possível iniciar os trabalhos e fornecer elementos teóricos sobre as análises de impacto ambiental. vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué faça uma análise da AIA no Brasil a partir da legislação em vigor e apresente um esboço das etapas do Estudo de Impacto Ambiental e do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA). Por isso. os quais estão atrelados às atividades produtivas. U2 Sem medo de errar! Após as reflexões sobre a estrutura do relatório ambiental. é necessário apresentar esse conceito e exemplificá-lo. deve-se elaborar um esquema para enfatizar a importância da auditoria às realidades estudadas. ou seja. Perícia e auditoria ambiental 113 . os impactos ambientais e sua avaliação. Atenção! A avaliação de impacto ambiental (AIA) é reconhecida como um instrumento de política e gestão ambiental de atividades e empreendimentos. Feita essa primeira etapa geral. Josué terá de prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. se constitui como um conjunto de procedimentos capazes de assegurar desde o início de um dado processo que se tomem medidas sistemáticas em relação aos possíveis impactos ambientais. Parte das resoluções da SP estão norteadas pelo entendimento de impacto ambiental em diferentes escalas e contexto. Nesse contexto. Além disso. deve-se percorrer alguns caminhos. Dessa forma.

Descrição da SP que nos fazem perceber o quanto de recursos da natureza utilizamos para sustentar o estilo de vida atual. a empresa HAB solicitou que todos os seus colaboradores realizem a análise da pegada ecológica para organizar um panorama que integrará novas ações da SGA e também como uma atividade compensatória de uma AIA. Por fim. (continua) 114 Perícia e auditoria ambiental . e incluída da PNMA. que tem como objetivo identificar alguns hábitos que compõem nosso estilo de vida. Diante desse cenário. que são fundamentais para a gestão ambiental. 2. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Impactos ambientais. Tomando com base as indicações ora apresentadas. Trata-se das análises dos impactos e da avaliação ambiental através da pegada ecológica. avaliação de impactos. de 1983. Muitos são os impactos ambientais no mundo globalizado.938/81 e regulamentada pelo Decreto nº 88. pode-se construir um amplo entendimento sobre os impactos ambientais e sua avaliação. U2 Lembre-se A AIA foi introduzida como um instrumento político da Lei nº 6. fornecendo elementos 4. solicitou que todos comentassem sobre a relação dessa atividade com a AIA. E o Estudo de Impacto Ambiental e do Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA) também é um instrumento da PNMA e possui embasamento com a Resolução nº 1/86 do CONAMA. Realize as atividades e depois as compare com as de seus colegas. Competência geral operação da organização. Objetivos de aprendizagem Avaliar os impactos ambientais em diferentes escalas. Conteúdos relacionados sustentabilidade. A partir desse cenário existem algumas estratégias para reconhecer os nossos hábitos individuais e também de aplicá-los na escala industrial. consumo e 3.351. “Impactos ambientais e a pegada ecológica” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1.

exigir que a legislação ambiental seja cumprida para assim termos uma efetiva gestão ambiental. b) Avaliação de Impacto Ambiental e ao Estudo Prévio de Impacto Ambiental. o Estudo de Impacto Ambiental e o Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EPIA). proposto pela WWF desde 2007. políticas de avaliação dos 5. Lembre-se A pegada ecológica revela os impactos ambientais e as consequências desses no meio ambiente.br>. as legislações. a fiscalização. Faça você mesmo A partir da pegada ecológica será que é possui alterar hábitos de consumo e consequentemente reduzir os impactos ambientais na cadeia produtiva? Como os impactos diagnosticados pela Pegada Ecológica podem fortalecer as ações do SGA? Faça o cálculo da sua pegada ecológica e apresente ao professor no momento oportuno. Após esse cálculo. os quais estão amparados pela PNMA. Por fim. Faça valer a pena! 1.org. pode-se garantir um determinado nível de preservação ambiental para as atuais e futuras gerações. possui uma nítida relação com a AIA. sobretuto. Dessa forma. é necessário respondermos ao questionário disponível em: <http:// www. a relevância da AIA quanto à compreensão dos impactos ambientais da escala individual à industrial que permite fazer escolhas e. c) Avaliação de Impacto Ambiental e ao Estudo Prévio de Impacto no Ambiente. Resolução da SP: impactos e a consequente recuperação do ambiente devem ser primordiais. nesse fazer. As siglas AIA e EPIA referem-se à: a) Avaliação de Impacto Ambiental e ao Estudo Preliminar de Impacto Ambiental. a Educação Ambiental. Por isso. é essencial termos a clareza de que o caminho que cada ser humano pode trilhar requer escolhas e.pegadaecologica. o qual contabiliza nossos impactos de acordo com nossos hábitos. U2 Para calcularmos a pegada ecológica. Perícia e auditoria ambiental 115 .

PNMA. PNMA. 4. e) Política Descentralizada do Meio Ambiente. prevista na ______. 116 Perícia e auditoria ambiental .Relatório Ambiental Preliminar (RAP). MMA. recurso e empresas. permitindo um amplo levantamento das questões ambientais e socioeconômicas. PNMA. d) Política Regional do Meio Ambiente. ONGs. Os tipos previstos de avaliações de impactos na legislação são: I. d) Impactos socioambientais. b) Avaliação de Impacto Ambiental. U2 d) Análise de Impacto Ambiental e ao Estudo Preliminar de Impacto Ambiental. e foi indicada pela Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 1971. que se apresenta como uma grande aliada na gestão de planos. II. A AIA surgiu como ___________da gestão ambiental nas ________. c) Política Nacional do Meio Ambiente.Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/ RIMA). instrumento e ONGs. 3.938/81 foi responsável pela criação da: a) Análise de Impacto Ambiental. O preenchimento correto é: a) Impactos ambientais. PNMA. estratégia. Observe o excerto a seguir: Em relação aos_________ _________. e) Análise de Impacto Ambiental e ao Estudo Prévio de Impacto no Ambiente. c) Impactos ambientais. b) Impactos ambientais. programas e projetos em diferentes níveis. e) Impactos socioeconômicos. temos a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). 2. centros de pesquisas e universidades de países desenvolvidos. instrumento e empresas. estratégias e associações. A Lei nº 6.

Meio político. IV. d) III. A avaliação de impacto ambiental está atrelada a quais legislações e resoluções do CONAMA? Perícia e auditoria ambiental 117 . V. IV. c) II. V.Relatório Ambiental Simplificado (RAS). III e V. consta no diagnóstico ambiental da área a análise dos seguintes elementos: I. d) II. Estão corretas apenas: a) I e II. 5. IV. V e VI.Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA). III. VI.Meio antrópico. A partir desse cenário. c) I.Meio socioeconômico. Estão corretos: a) I. b) II e III. IV e V.Análise de Risco (AR). II. b) II. e) Todos. No artigo 6º da Resolução CONAMA nº 1/86 pode-se verificar o roteiro mínimo a ser seguido por elaboradores do EIA. III e IV. U2 III.Meio biótico.Relatório de Avaliação Ambiental (RAA). II e III. III. II e III.Meio físico. 6. e) III. IV e V.

U2 7. Quais são os objetivos da AIA? 118 Perícia e auditoria ambiental .

br/port/conama/legislacao/CONAMA_RES_ CONS_1986_001. PEREIRA.). Lilian A. Resolução nº 1. F. Saúde Ambiental. Brasília: MMA. MALHEIROS. NBR ISO 14001 – Sistema de Gestão Ambiental. de O. Antonio F. da. A. et al. Avaliação e perícia ambiental. PELICIONI.. 2008. PEDRO. José P. Patrícia. In: CUNHA. U2 Referências ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. F.planalto. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.). Lei nº 9.: PHILLIPPI JR. de. e dá outras providências. Direito Ambiental Aplicado. 2014. Perícia ambiental.: PHILLIPPI JR. PEREIRA. M. de 12 de fevereiro de 1998. 1986. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Marcos A. A. Educação ambiental e sustentabilidade. Sistema de gestão ambiental segundo o modelo ISO 14. ARAÚJO.gov. Barueri: Manole.. Auditoria Ambiental. Perícia ambiental em ações civis públicas. OLIVEIRA.. In: CUNHA.br/ccivil_03/leis/ l9605. Perícia e auditoria ambiental 119 . A questão ambiental: diferentes abordagens. José A. SMA-SP. A. Barueri-SP: Manole. 2015. 2014. 1999. Marcelo S. C. GUERRA. da.mma. 2012.001. PHILLIPPI JR. Acesso em: 24 jun. T. A. O uso da informação como notícia do crime ambiental. In. (Orgs. GUERRA. AGUIAR. Dicionário ilustrado de meio ambiente. Rio de Janeiro: ANBT. 2014. J. A. de.). A. 2007. Acesso em: 11 jul. Sandra B. Estudo da política e da legislação florestal brasileira. et al. Barueri-SP: Manole. 2001. A. Curso de gestão ambiental.gov. de 23 de janeiro de 1986. In: PHILLIPPI JR.605. (Orgs). Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 2014. Disponível em: <http://www.pdf>. Lavras: UFLA/ FAEPE. Disponível em: <http://www. NARVAES. PHILLIPPI JR. T (Orgs. J. Curso de gestão ambiental. T (Orgs. Dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para o RIMA. Sandra B. A. In. ______. São Caetano do Sul: Yendis.htm>. Análise e avaliação de impactos ambientais. Barueri-SP: Manole. (Orgs. Lavras: UFLA/FAEPE. P. REZENDE. CONAMA. 2015. 2014. BRASIL.).

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assim. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. Nesse momento a empresa solicitou que Josué apresente os principais conceitos sobre Qualidade Total articulados . pressupõe a recusa de qualquer nível de defeito. atender aos objetivos específicos do tema em questão. Empresas e Sociedade Civil estão refletindo e propondo alternativas para um cenário que pode ser caótico e insustentável. as pessoas. Nesse sentido.001) e o Sistema de Saúde e Segurança OHSAS (ISO 18. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e. Indicadores de Qualidade Ambiental. leia-se. o Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14. sobretudo. clientes. pois remete à ideia de que uma organização deve se preocupar com a qualidade de seus trabalhos. Organizações Multilaterais.001) permite a efetivação da QT.001). ou seja. Dentre as situações já propostas para que o estagiário Josué desenvolvesse. Unidade 3 QUALIDADE AMBIENTAL Convite ao estudo Por que estudar os indicadores de qualidade ambiental? Os impactos ambientais no decorrer dos séculos XX e início do XXI são inúmeros e atingem de um modo ou de outro os países e. o conceito de Qualidade Total (QT) pode auxiliar nesse debate. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. satisfazer os envolvidos. visando. Diante desse pressuposto. A integração entre o Sistema de Qualidade (ISO 9. Estados.

Para isso. os quais estão atrelados às atividades produtivas. será que é possível construir novos indicadores de qualidade ambiental que propiciem o desenvolvimento sustentável? Como os impactos ambientais podem ser reduzidos ao se implantar o Sistema de Qualidade associado ao SGA? Vamos desvendar e construir alguns caminhos juntos! 122 Qualidade Ambiental . para análise e prevenção de impactos ambientais dentre os projetos e programas que a empresa atua. Diante desses processos. A partir desse breve contexto será possível analisar os principais teóricos da QT e a sua intrínseca relação com o SGA. sobretudo. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. U3 com os indicadores ambientais.

bem como o seu amplo conhecimento através de análises técnicas. Deste modo. que a análise de impactos ambientais e a avaliação de risco para estimar a probabilidade de danos ambientais e à saúde humana podem resultar em diferentes decisões gerenciais. Sociedade civil etc.1 Indicadores de qualidade ambiental Diálogo aberto A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre os Indicadores de Qualidade Ambiental! Veremos nesta seção um breve panorama sobre a Qualidade Total e a Gestão Ambiental com foco na análise dos impactos ambientais. deve-se salientar que os impactos ambientais provenientes das atividades industriais são muitos. Você já ouviu algo sobre qualidade ambiental? Será que esse conceito atende às demandas ambientais? Para iniciar os debates. pois. ONGs. Dessa forma. ou seja. compreender que a Qualidade Total (QT) remete à ideia de que em uma organização deve se preocupar com a qualidade de seus trabalhos. também. e podem atingir desde a escala local até a global. e assim propiciar as medidas cabíveis dentre as legislações e normatizações ambientais existentes. Ambiental e de Saúde e Segurança. os clientes. os debates sobre poluição e o risco à saúde humana e a qualidade ambiental vêm crescendo em todo o mundo e permite chegarmos na atual conjuntura de normatizar. efetivando assim as políticas de Qualidade. A minimização dos impactos ambientais. Estados. precisa relacioná-la com a Gestão Ambiental. algumas indagações devem pautar os estudos. U3 Seção 3. visando assim. Qualidade Ambiental 123 . Vale salientar. fiscalizar e padronizar os danos frente a um Sistema de Qualidade e de Gestão Ambiental. ou seja. está no cerne desse debate. a partir da existência de um determinado impacto pode-se preveni-lo e manter. assim. a qualidade ambiental e do desenvolvimento sustentável tão falado e construído pelas empresas. satisfazer os envolvidos. sobretudo. pressupõem a recusa de qualquer nível de defeito. ou seja. Nesse contexto. e. as quais estão na base da QT. com o SGA. Isso quer dizer que não respeitam fronteiras e limites políticos e administrativos.

pressupõe a recusa de qualquer nível de defeito. As reflexões e os avanços da QT evolui para uma ideia mais ampla que engloba inúmeras funções: aperfeiçoamento constante. visando. a melhoria da qualidade em toda a cadeia produtiva. visto que se busca a redução permanente dos impactos ambientais e. ou seja. Inicialmente. os clientes. 2012). com essa premissa as Forças Armadas estadunidenses adotaram procedimentos científicos para aprimorar tal inspeção. pode-se afirmar que até 1980 o conceito de qualidade estava atrelado apenas à inspeção e ao controle estatístico dos processos. Na década de 1980 há um despertar para a importância do comportamento humano. erro zero. a qualidade até então associada à produção. Assimile A Qualidade Total (QT) remete à ideia de que uma organização deve se preocupar com a qualidade de seus trabalhos. aos produtos ou à aplicação de diferentes técnicas. teve-se a preocupação com a inspeção conforme as próprias formulações de Frederick Taylor. Dessa forma. surge aqui a Qualidade Total (QT) (RICCIO. e. assim. 124 Qualidade Ambiental . gestão participativa e preocupação com liderança e motivação e comprometimento. assim. Nesse contexto. 2012). transformou-se num modelo de gestão. ou seja. Tais funções estão ainda associadas ao processo de: planejamento visando à satisfação do cliente (público interno e externo) e também os fornecedores. satisfazer os envolvidos. U3 Não pode faltar Indicadores de qualidade ambiental Para iniciar nossos estudos sobre os Indicadores de Qualidade Ambiental é preciso que você os relacione com o desenvolvimento sustentável. quando os produtos eram separados entre bons e ruins através de amostragem. O auge desse controle estatístico ocorreu com a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) visto a necessidade de garantir a alta qualidade dos produtos ou serviços. nesse devir. que em partes já se preocupava em detectar eventuais defeitos nos produtos (RICCIO. Nota-se que tal tendência avançou para um controle estatístico até a década de 1920. pode-se mencionar que o movimento de qualidade remete ao início do século XX com o advento da produção em massa. ou seja.

Feigenbaum: Total Quality Control. Daí o conceito de administração da qualidade total criado posteriormente. através de reuniões regulares os circulistas. ou seja. que integra as seguintes fases: planejamento. suas ideias se tornaram mundialmente conhecidas a partir de 1982 em função da publicação da obra: Qualidade: a revolução da administração. observação dos efeitos e estudo referente aos resultados. V. as normas ISO. o pessoal do marketing ou da administração. além de padronizar através dos manuais de qualidade. método de resolução de problemas de qualidade. exige. 14 princípios. inspeção não produz qualidade e ciclo de PDCA. buscam soluções para os diferentes problemas que de um modo ou de outro comprometem a qualidade e a eficiência dos produtos (RICCIO. um enfoque sistêmico. pode-se refirmar que: Deming: corrente de clientes. 2012). implementação das mudanças. Assimile Dentre as proposições da qualidade total. portanto. Dessa forma. • Ishikawa. A. • Feigenbaum é o autor de uma série de proposições lançadas em 1961 com o nome de Total Quality Control (TQC). círculos da qualidade e diagrama de Ishikawa. qualidade é um problema de todos e administrar a qualidade é necessário um sistema. fazer certo da primeira vez. precisa de um sistema de qualidade. destacam-se: William Edwards Deming. Feigenbaum e Kaoru Ishikawa. tal ideia tem como ponto de partida o cliente. quem define a qualidade é o cliente. • Deming é o responsável pelo salto de qualidade nas indústrias japonesas nos anos de 1950. Ishikawa: os funcionários e áreas das empresas respondem pela qualidade. diferentemente de Feigenbaum. em que sinaliza 14 princípios básicos e os coloca em prática com o ciclo de PDCA. máquinas informações e demais recursos disponíveis. a qualidade envolve todas as áreas da empresa. A partir desse contexto geral que envolve a qualidade total. não reconhece a qualidade como ação a ser conduzida por especialista. gestão ambiental e saúde Qualidade Ambiental 125 . pois acredita que todas as divisões e todos os empregados precisam participar do estudo e da promoção da qualidade. e não o engenheiro. Há também uma integração entre as pessoas (valorização do fator humano). Ishikawa criou também os Círculos de Controle da Qualidades (CCQs) constituído por grupos de voluntários de um mesmo setor ou área de trabalho que. U3 Entre os principais teóricos da qualidade total.

ações corretivas e preventivas. U3 e segurança. 2012. do solo e dos ecossistemas” (NARVAES. água. Em relação aos procedimentos do SGA e sua integração com o SGQ destacam- se as metodologias de análise crítica pela Administração. 278). Por isso. 2015. acompanhe: 126 Qualidade Ambiental . documentação. Nesse contexto. a Qualidade Ambiental é entendida como “estado ou condição do meio em relação à capacidade de manutenção dos seres vivos que nele habitam.slideshare. p. auditorias. os estrangeiros. sobretudo. visto que inúmeras empresas passaram a exigir o seu cumprimento para credenciar fornecedores.net/guestb3227e/anexo-1-conceitos-gesto-qualidade-sig>. A série ISO 9000 é responsável pela Qualidade e foi disseminada muito rapidamente pelo mundo. calibração e ajustes de instrumentos etc. O esquema a seguir demonstra essa relação. a uma integração significativa com o SGA. possibilitam refletir sobre a cadeia produtiva como um todo e dessa forma viabilizam outras ações dentre o escopo do planejamento institucional ou mesmo do planejamento estratégico.1 | Estrutura de integração entre os diferentes sistemas da qualidade Fonte: Disponível em: <http://pt. pode-se verificar algumas referências fixas que tratam apenas dos recursos hídricos. treinamentos. Como exemplo. acompanhe: Figura 3. tendo como principais fatores a qualidade do ar. Acesso em: 27 jul.

ou seja. uma empresa sustentável. um governo sustentável. e dá outras providências. refinarias. 2007). Fonte: O autor (2015) A partir dessas legislações pode-se verificar a necessidade de uma ampla análise do ambiente para assim evitar os impactos ambientais. Nesse contexto. clubes náuticos e instalações similares. Prorroga o prazo para complementação das condições e padrões de Conama 410/2009 lançamento de efluentes. instalações portuárias. vale salientar a visão do SGA como a parte do sistema de gestão global que inclui estrutura organizacional. salobras e salinas do Território Nacional e revoga Resolução Conama 20/1986. dutos. Em outras palavras. 3° da Res. ati­vidades de planejamento. e dá outras providências. remete às utopias. terminais. que Conama 397/2008 dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento. 44 da Res. um lar sustentável. 34 da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) nº 357. atingir. Trata da classificação das águas doces. um país sustentável e um mundo sustentável. retomamos Sirvinskas (2014) ao indicar que a Gestão Ambiental é um conjunto de diretrizes e atividades administrativas e operacionais que têm por finalidade obter efeitos positivos sobre o meio ambiente. e orienta a sua elaboração. Qualidade Ambiental 127 . Alterada pela Conama 357/2005 Resolução Conama 370/2006 de 06/04/2006 e prorroga o prazo para complementação das condições e padrões de lançamento de efluentes. procedimentos. processos e recursos para desenvolver. Tratam-se de diferentes enfoques possíveis da sustentabilidade e. analisar criticamente e manter a política ambiental da instalação (BARBIERI. Na Política Nacional do Meio Ambiente também há um artigo específico que trata da qualidade ambiental e sustenta uma parte considerável dos debates aqui estabelecidos. U3 Quadro 3. e no Art. práticas. de 2005. nº 397/2008. Estabelece as diretrizes gerais e os procedimentos mínimos para a Conama 344/2004 avaliação do material a ser dragado em águas jurisdicionais brasileiras.1 | Legislação que trata da poluição das águas RESOLUÇÃO ASSUNTO Conama 274/2000 Revisa os critérios de balneabilidade em águas brasileiras. Dessa forma. ambos do art. originados Conama 398/2008 em portos organizados. plataformas e suas instalações de apoio. responsabilidades. Altera o inciso II do § 4º e a Tabela X do § 5º. Dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento Conama 396/2008 das águas subterrâneas e dá outras providências. o autor reafirma que Gestão Ambiental visa a um mundo melhor. às vezes. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. marinas. fazer um cidadão sustentável. uma cidade sustentável. implementar. sondas terrestres. previsto no art. nº 357/2005. Dispõe sobre o descarte contínuo de água de processo ou de produção em Conama 393/2007 plataformas marítimas de petróleo e gás natural. Dispõe sobre o conteúdo mínimo do Plano de Emergência Individual para incidentes de poluição por óleo em águas sob jurisdição nacional. estaleiros.

htm> Acesso em: 27 ago. ou seja.br/governanca-ambiental/ 128 Qualidade Ambiental .  Proporcionar bases sólidas para comparações e tomadas de decisão (FIRJAN. nacionais e mundiais? De acordo com o Manual de Indicadores Ambientais desenvolvida pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) conjuntamente com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE – RJ.  Ter uma base científica. pode-se dizer que os indicadores de desempenho ambiental devem ser transparentes.org. acompanhem:  Ser simples. 15).firjan. de fácil interpretação e capazes de demonstrar tendências.  Facilitar o entendimento dos Sistemas de Gestão Ambiental implementados. tecnologia. Exemplificando As normas oriundas da série ISO 14000 orientam e padronizam a identificação dos diferentes aspectos ambientais significativos e a elaboração de indicadores de desempenho. confiáveis e motivadores.mma. disponível em: <http://www. em: <http://www. adequados. 2008) pode-se notar que se devem seguir algumas diretrizes para atender aos indicadores. p. e também as informações sobre indicadores ambientais na perspectiva do MMA.gov. 2008.  Considerar as dificuldades de monitoramento (tempo. gestão ambiental e SGA é possível padronizar a análise dos impactos ambientais? Como fazê-la a partir das diferentes realidades locais. custos). consulte integralmente o Manual de Indicadores Ambientais da FIRJAN de 2008. regionais. U3 Reflita A partir das reflexões sobre qualidade ambiental. Pesquise mais Para aprofundar as análise de debate sobre os indicadores ambientais.  Ser relevantes em termos das questões e dos valores ambientais.br/data/pages/ 2C908 CE92826B8DA01283FB149342002. 2015.

constam três tipos de indicadores: condição. desses indicadores. das pressões. 12) Qualidade Ambiental 129 . pressão e resposta (FIRJAN. 2015. A partir desse cenário. 2008). Por isso. respostas e possíveis mitigações. pode-se chegar na síntese das condições ambientais. desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). conforme pode-se verificar a seguir: Figura 3.2 | Três dimensões da informação Fonte: FIRJAN (2008. os indicadores ambientais emergem como modelo Pressão-Estado-Resposta (PER). p. Por isso. cabe ressaltar que os indicadores são elementares na avaliação de desempenho de políticas ou processo que envolvem à questão ambiental. U3 informacao-ambiental/sistema-nacional-de-informacao-sobre-meio- ambiente-sinima/indicadores> Acesso em: 27 ago. E.

escassez de água e áreas contaminadas. os objetivos e as estratégias da organização. áreas reabilitadas e investimentos em gestão de resíduos. ambiental e saúde e segurança norteiam a perspectiva da Qualidade Total. disposição de resíduos sólidos e redução de cobertura vegetal. 130 Qualidade Ambiental . 2: Condições diretamente relacionadas à qualidade ambiental: qualidade do ar. Elaborado em nível institucional. por meio do controle de impactos ambientais nas suas atividades. 3: Respostas relacionadas a ações do estado. A partir desses exemplos entende-se a política de qualidade. U3 Exemplificando Como exemplo de indicadores ambientais a partir dessas três dimensões destacam-se: 1: Pressões relacionadas às atividades humanas: volume de águas residuais não tratadas. tem por objetivos definir planos capazes de orientar a organização a médio ou longo prazo. produtos e serviços. Pode definir a missão. Faça você mesmo Quais são as principais relações entre o SGQ e o SGA? Faça uma lista comparativa e entregue-a ao docente no decorrer das aulas. A ISO 14000 atende às diferentes dimensões do SGA. os indicadores ambientais devem ser amplamente utilizados para nortear outras ações no escopo do planejamento institucional em prol da efetivação da Gestão Ambiental. e assim torna-se indissociável do SGA. Vocabulário Planejamento estratégico: é orientado para o futuro e pretende se adaptar à organização a um ambiente em constantes mudanças. das empresas e ONGs: investimento em áreas verdes. Dessa forma. demonstrando um desempenho ambiental correto.

os quais estão atrelados às atividades produtivas. de meio ambiente e segurança. pode-se efetivar os padrões de um sistema de qualidade. respectivamente. deve-se verificar as normatizações ISO 9001 e 14001. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. Deve-se atentar ainda para a relação entre a política e a qualidade ambiental Qualidade Ambiental 131 . Dessa forma. e. Para isso. Dessa forma. respectivamente. que tratam. sobre Qualidade e Gestão Ambiental (SGA). Atenção! As conceituações em torno da Qualidade (QT) devem ser contextualizadas para não ocorrer equívocos em relação à prática. U3 Sem medo de errar Após as reflexões sobre os Indicadores de Qualidade Ambiental. Dessa maneira. as quais podem ser relacionadas ainda com a OHSAS 18001 sobre Saúde e Segurança. Isso indica que as informações gerais estão prescritas nessas normatizações. poderão situar as formulações sobre a Qualidade Total (QT) em diálogo com a Gestão Ambiental. ressalta-se que a QT e a Gestão Ambiental são indissociáveis e estão respaldadas pela ISO 9001 e 14001. Lembre-se Sobre a ISO 9001 deve-se ter clareza que essa tem por objetivo a melhoria da gestão da empresa através de norma de funcionamento junto a normas de saúde ocupacional. sobretudo. precisam ser lidas e relidas para melhor compreender tais cenários. para análise e prevenção de impactos ambientais dentre os projetos e programas que a empresa atua. vamos resolver a situação-problema apresentada ao Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué apresente os principais conceitos sobre Qualidade Total articulados com os indicadores ambientais. ou seja. Para iniciar essa atividade. a política da qualidade ambiental etc. por isso.

As consolidações dos indicadores de qualidade ambiental ou de desempenho ambiental são cada vez mais presentes nas políticas públicas e possibilitam o gerenciamento ambiental a partir de uma análise integrada que permite conclusões e tomada de decisões estratégicas. 132 Qualidade Ambiental . cabe ao poder público. renda per capita (participação de cada habitante no Produto Interno Bruto – PIB). 3. Conteúdos relacionados Indicadores de qualidade ambiental e gestão ambiental. Resolução da SP qualidade ambiental urbana. Objetivos de aprendizagem Reconhecer os indicadores ambientais na área urbana. Descrição da SP costuma-se avaliar o desempenho ambiental urbano a partir do consumo de água. moradia – submoradias (análise percentual das habitações regularizadas). projetos ou programas. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. “Indicadores de qualidade ambiental urbana” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam 1. identificar parte dos problemas coletados por órgãos próprios ou de outras instituições sejam elas públicas. 4. privadas ou do terceiro setor. geração de resíduos etc. U3 como conceitos e práticas que auxiliam nos desdobramentos das análises e avaliações dos impactos ambientais que devem ser reduzidos e prevenidos a partir do escopo da Qualidade e Gestão Ambiental. A partir dessa premissa. Realize as atividades e depois as compare com as de seus colegas. infraestrutura como o abastecimento de água e esgotos sanitários que englobam população atendida. quais são os principais indicadores ambientais das áreas urbanas? Como podemos identificá- los para fomentar uma análise integrada deles? Parte da solução está justamente na perspectiva que muitas cidades brasileiras não foram planejadas. através de determinadas ações. destacam-se: mortalidade infantil. Dentre os principais indicadores da 5. rede coletora existente e tratamento. Diante desse cenário. 2. energia. Por isso. Competência geral a operação da organização.

2. U3 Lembre-se A avaliação dos indicadores ambientais nas áreas urbanas vem crescendo constantemente no Brasil e permitem outras ações. e) Surge no início do século XX com preocupação em reduzir os impactos ambientais e implementar sistemas de gestão. temos as seguintes diretrizes para atender aos indicadores ambientais: I – Ser simples. b) Surgiu no início do século XXI com a globalização da produção e da Gestão Ambiental. leis de parcelamento do solo e zoneamentos urbanos conforme as legislações específicas. d) Surge no início do século XX com o advento da produção em série e a preocupação em reduzir os impactos ambientais na cadeia produtiva. Faça você mesmo Qual é a importância dos indicadores ambientais para a implantação da política e a gestão ambiental? Faça um texto argumentativo e discuta com seus colegas durantes as aulas mediadas pelo docente. c) Surge no início do século XX com o advento da produção em massa e a preocupação em detectar eventuais defeitos nos produtos. Faça valer a pena 1. conceituação e função do movimento de qualidade pode- se afirmar que: a) Surgiu no início do século XXI com a globalização da produção e da responsabilidade ambiental. como planos diretores. de fácil interpretação e capazes de demonstrar tendências. Qualidade Ambiental 133 . planos setoriais. Sobre a ideia. De acordo com Firjan (2008). tais como a inserção de variáveis e parâmetros ambientais nos instrumentos de caráter urbanístico.

IV. III. c) I. cujo desenvolvido é atribuído para Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCED). II. IV. U3 II – Ser relevante em termos das questões e dos valores ambientais. V e VI. IV – Proporcionar bases sólidas para comparações e tomadas de decisão.Estado-Responsabilidade. A partir desse cenário. III e IV. leia os indicadores a seguir: 134 Qualidade Ambiental . VII – Ter uma base política e administrativa complexa. Estão corretos apenas: a) I. V. 3. VI e VII. c) Pressão-Estado-Rotina. pode-se dizer que eles são essenciais na avaliação de desempenho de políticas ou processos que envolvem a questão ambiental. III – Facilitar o entendimento dos Sistemas de Gestão Ambiental implementados. e) Todos. VIII – Ter uma base política itinerante. Os indicadores ambientais emergem como modelo PER. Em relação aos indicadores de qualidade e desempenho. II. custos). e) Produção. tecnologia. V – Considerar as dificuldades de monitoramento (tempo. V e VI d) III. 4. IV. VI – Ter uma base científica. b) Pressão-Estado-Responsabilidade. d) Produção-Estado-Resposta. A partir desse cenário. b) III. qual é o significado da sigla PER? a) Pressão-Estado-Resposta.

V – Gestão. qual a função da ISO 9001? a) Estabelecer a Política de Gestão Ambiental. A partir do debate sobre a indissociabilidade entre a ISO 14001 e a 9001. b) I. 6. d) Viabilizar as Diretrizes da Auditoria Ambiental. 5. III e IV. c) Estabelecer a Política de Segurança e Saúde. c) II. d) III. II – Pressão. III – Resposta. IV – Planejamento. O que é Qualidade Total (QT)? 7. Quais são as principais proposições da qualidade total? Qualidade Ambiental 135 . II e III. b) Estabelecer a Política de Qualidade. IV e V. e) Todos. c) Viabilizar a Responsabilidade Social e Ambiental nas empresas. Estão corretos: a) I e II. U3 I – Condição.

U3 136 Qualidade Ambiental .

empresas e Estados as legislações que visam à proteção ambiental em diferentes escalas e contextos vêm se aperfeiçoando para atender a tal demanda. sociais. Acrescenta ainda que diferentes instrumentos e metodologias oriundas da gestão ambiental são incorporados para propiciar tais cenários. econômicas. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. pois. de um modo ou de outro. os Qualidade Ambiental 137 . Como exemplo temos a Produção Mais Limpa (P+L) e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. bem como seus desdobramentos com a Produção Mais Limpa (P+L) e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). você já leu algo sobre isso? Como tais temas estão inseridos no nosso cotidiano? Qual é o papel das empresas. proteger o ambiente. metodologia. e. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva.2 Indicadores de resgate de carbono Diálogo aberto A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre os indicadores de resgate de carbono. sobretudo. Dentre as situações já propostas para que o estagiário Josué desenvolvesse. Nesse momento a empresa solicitou que Josué apresente o que é a Produção Mais Limpa (P+L) e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Em função da crescente conscientização ambiental de consumidores. U3 Seção 3. Para isso. assim como suas metodologias e principais projetos que compõem os indicadores de resgate de carbono. função e crítica. políticas. os quais remetem à poluição em escala mundial e precisam ser debatidos igualmente por todos para que as estratégias sejam adequadas em diferentes perspectivas. Diante desse cenário inicial. ambientais etc. bem como na sua origem. Estados e órgãos multilaterais nesses debates? Essas indagações poderão auxiliá-lo na compreensão dos indicadores de resgate de carbono. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão – Indicadores de Resgate de Carbono –. estão atrelados aos diferentes impactos ambientais.

como você deve imaginar. estão atrelados aos impactos ambientais. A P+L é reconhecida pela UNEP como uma aplicação contínua de estratégias ambientais preventivas integradas aos processos. Tido isso. aos produtos e serviços. algumas indagações devem pautar os estudos. e também pelo Programa Cleaner Production (Produção Mais Limpa). uma ferramenta que visa reduzir os impactos de uma determinada produção e dos serviços que possam refletir prejudicando o meio ambiente. costuma-se afirmar que a Produção Mais Limpa (P+L) tem a intenção de aplicar planos de ação ambientais preventivos e integrados aos processos. Dessa forma. Deste modo. no Brasil denominado de Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Por isso. U3 quais estão atrelados às atividades produtivas. assim como reduzir os impactos resultantes de uma determinada produção. Tal método surge não só com a conscientização sobre a temática ambiental. até a sugestão de melhorias no processo e reformulação 138 Qualidade Ambiental . Não pode faltar Indicadores de Resgate de Carbono Os indicadores de resgate de carbono. pode-se dizer que estão ligados à ISO 14000. Metodologia da P+L A metodologia inerente à P+L possibilita a aplicação em diferentes níveis de conhecimento dentro de uma empresa. Moraes et al. ou seja. Dessa forma. a P+L torna-se uma ferramenta essencial para eliminar perdas no processo produtivo. você precisa compreender que temos. dessa forma é preciso reconhecer sua metodologia. (2007) mencionam que a origem da P+L está vinculada à United Nations Industrial Development Organization (UNIDO). considerando desde a simples reflexão crítica sobre a forma e a produção. mas também remete à necessidade de encontrar medidas efetivas de preservação ambiental. e pela United Nations Environment Programme (UNEP). produtos e serviços. cuja finalidade é aumentar a eficiência e reduzir os riscos ao meio ambiente e à sociedade. levando à redução de custo e assim aumentam os benefícios. compreender a origem na P+L e do MDL em consonância com as políticas ambientais. pois emergem como novas estratégias dentre a gestão ambiental. cuja finalidade é prevenir a poluição. ou Organização das Na- ções Unidas para o Desenvolvimento Industrial. portanto.

Acesso em: 27 jul.br/2014/07/conceito-e-vantagens-da-pl-producao.. • Serviços: Inclusão dos aspectos ambientais nas ações de planejamento e também na execução de serviços (MORAES et al. 2015. 2007). U3 na linha de produção através de programas de P+L. acompanhem: Figura 3. métodos que vão desde a extração das matérias-primas até seu destino final. No esquema a seguir. temos: • Processos: minimização na utilização de recursos naturais e energia.com.totalqualidade. para que isso ocorra. pode-se observar as estratégias da P+L e seus níveis. Nesse contexto. redução da emissão de substâncias tóxicas e da qualidade de resíduos. html>. estabelecendo. • Produtos: minimização de impactos negativos relativos ao ciclo de vida de um determinado produto. Qualidade Ambiental 139 .3 | Estratégia da P+L Fonte: Disponível em: <http://www.

reduzindo a entrada de matérias-primas. Com a P+L não é diferentes. essas precisam ser encaminhadas para empresas especializadas no processo de reciclagem e. 140 Qualidade Ambiental . nota-se um aumento do lucro não só ao evitar gastos. Por isso. matéria-prima e à disposição de resíduos. cuja proposta inicial foi realizada pelo Brasil. Faça você mesmo Qual é o papel das empresas ao incorporarem nas suas atividades a P+L? Faça uma pesquisa e apresente alguns exemplos de empresas nacionais e multinacionais que aplicam à P+L nas suas atividades. U3 Nota-se que a P+L tenta impedir os resíduos sejam gerados (Nível 1). Temos aqui um desafio significativo. A partir dessa premissa. na verdade. pode-se referir à energia. de energia e a eliminação de resíduos. afinal de conta há a necessidade de um retorno econômico após sua aplicação. em maio de 1997. dessa forma. e se assim ainda tiver sobras. pode fazer parte de outros produtos (Nível 3). evitando assim a geração de passivos ambientais. associada ainda às estratégias socioambientais. Alemanha. As empresas sempre observam a relação custo-benefício quando investe em alguma ferramenta nova. as mudanças ocasionadas pela adoção da metodologia P+L devem reduzir os custos. ao Secretariado da Conferência das Partes (COP) em Bonn. poderia reduzir a poluição mundial em aproximadamente 50% com mudanças simples nas práticas operacionais nos diferentes processos produtivos. pois aumenta e eficiência do processo produtivo e da energia. ou seja. mas também por considerar a produtividade da empresa. pois muitas empresas acreditam que não existem tecnologias novas e apropriadas à implantação da P+L adequadas à sua realidade. Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) A partir desse cenário da P+L deparamo-nos com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). o desperdício dentre o processo produtivo. Exemplificando A P+L nas empresas tem como objetivo central evitar o consumo desnecessário. já aqueles que não podem ser evitados serão agregados ao processo produtivo da empresa (Nível 2).

Os países desenvolvidos estão obrigados a reduzir a quantidade de emissão desses gases em 5% entre 2008 e 2012. eles podem substituir os combustíveis poluentes (p. Trata-se de um cenário complexo ao lidar a poluição em escala mundial e precisa ser debatido igualmente por todos para que as estratégias sejam adequadas em diferentes perspectivas. U3 Essa proposta inicial do Brasil previa a criação de um Fundo de Desenvolvimento Limpo no qual os países em dívida em relação às metas de redução de emissões depositariam valores para conversão nos países em desenvolvimento. pela criação do MDL. possam adquirir certificados de redução de emissões de gases de efeito estufa em projetos gerados e implementados em países em desenvolvimento. ou Kyoto. • reflorestamento e estabelecimento de novas florestas. p. Para al­cançar esse objetivo. que possuem metas de reduções descritas no referido Protocolo de Quioto. • eficiência/conservação de energia. Qualidade Ambiental 141 . ambientais etc. pelo aquecimento global e pelo buraco de ozônio. No Brasil. como forma de cumprir parte de suas metas de redução. 276). Dessa forma. 2012. estabelecido na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima. econômicas. sociais. Japão (dezembro de 1997). é um “documento firmado entre vários países a fim de estabelecer metas de redução da emissão dos gases de efeito estufa (GEE). Assimile Protocolo de Quioto. esses países poderiam investir em tecnologias para evitar os erros dos países desenvolvidos (RIBEIRO.) por fontes energéti­cas mais "limpas" (p. alguns projetos de MDL iniciaram em 2004 e têm como prioridade as seguintes áreas: • fontes renováveis de energia.: energia solar) e também promover a redução do carbono atmosférico com a proteção de florestas ou reflorestamento” (NARVAES. que possibilita que os países desenvolvidos. 2014).: carvão mineral. ex. ex. diesel etc. No artigo 12 do Protocolo de Quioto pode-se verificar que o MDL se refere ao financeiro com o objetivo de reduzir a emissão dos gases CFC (clorofluorcaboneto) e outros causadores do efeito estufa. Tal proposta do Brasil não foi aceita e foi substituída em Quioto.

de forma a garantir benefícios reais. afirma que as empresas dos países em desenvolvimento ganham a oportunidade de receber recursos externos para reduzir sistematicamente suas emissões de GEEs a partir da melhoria de seus processos operacionais. por meio de empreendimentos ecologicamente corretos e capazes de evitar ou remover os gases do efeito estufa (GEE). reflita 142 Qualidade Ambiental . Nesse cenário temos a Certificado de Redução de Emissão ou Certificado de Emissões Reduzidas (CER). Nesse contexto. o estabelecimento de uma linha base. Já Ribeiro (2014) aponta que o MDL é um programa confiável para o desenvolvimento sustentável. de documentos que comprovam o comércio de carbono. pois muitas compensações financeiras para redução de emissões muitas vezes são feitas em realidades distintas e podem ser apenas permutas de papéis. Reflita Será que as Reduções Certificadoras de Emissões podem representar ativos ambientais para sua detentora? Caso positivo. Tais projetos de MDL devem implicar reduções de emissões adicionais às que seriam obtidas sem a implementação das ações. Trata-se. mensuráveis e de longo prazo para a mitigação da mudança do clima. como esses recursos podem ser aplicados em novos projetos? Por fim. pois estabelece algumas diretrizes importantes. através de alguns certificados de redução de emissão. de uma oportunidade de novas alternativas de receita e melhoram a produtividade em função do aproveitamento da matéria-prima que deixou de ser perdida na forma de GEEs. o plano de monitoramento e critérios para a identificação das fugas. é um certificado que funciona como títulos negociáveis (créditos) que foram gerados na implementação de projetos de MDL. A partir desse cenário. e um dos um dos mecanismos financeiros instituídos pelo Protocolo de Quioto com a finalidade de alcançar os objetivos de redução de emissão de gases do efeito estufa (NARVAES. U3 • projetos de aterros sanitários. portanto. 2012). temos aqui algumas soluções e problemas. ou seja. o MDL prevê que os países desenvolvidos assumam suas responsabilidades para reduzir suas emissões e atingir as metas estabelecidas e não impossibilidade de atingi-las poderiam realizar o referido processo em países em desenvolvimento. e • projetos agropecuários. como: a adicionalidade. ou seja.

Vocabulário Efeito Estufa: trata-se de um fenômeno natural responsável pelo surgimento da vida na Terra. que aprisionam o calor. Pesquise mais A seguir. O problema está no aumento frequente dos gases. Dessa forma. visto que a poluição e a degradação não respeitam fronteiras e limitações políticas e administrativas. deve-se salientar que exigem metodologias e estratégias mais amplas daquelas introduzidas aqui. Vale salientar que os indicadores oriundos do mercado de carbono estão prescritos em outras leis e acordos internacionais e nacionais. Disponível em: <http://www.mct. temos muitas barreiras e benefícios para debater e assim investir em uma produção mais limpa e justa em prol de uma sustentabilidade planetária. Esses gases deixam passar a luz solar e absorvem as radiações de calor. menor que zero. por isso. ou seja. ou seja. impedindo-o que seja dissipado para estratosfera. como o dióxido de carbono. deve investir para compensar tais impactos ambientais. metano e óxido nitroso oriundos da ação antrópica que está aumentando o efeito estufa e pode ocasionar num aumento das temperaturas médias globais. um título financeiro passível de negociação entre os interesses dos países desenvolvidos e em desenvolvimento. 2015. Acesso em: 24 jul. principalmente o gás carbônico.pdf>. Qualidade Ambiental 143 . Por exemplo. Passivo Ambiental: refere-se ao conjunto das obrigações ou dívidas de uma empresa para com a sociedade.br/upd_ blob/0012/12425. é possível consultar na íntegra o Protocolo de Quioto de dezembro de 1997 que remete às discussões sobre as mudanças climáticas respaldadas pela ONU para construção de novos parâmetros de desenvolvimento. pois mantém o calor da atmosfera por meio de gases. se uma empresa gera algum tipo de poluição. caso contrário a Terra teria uma temperatura muito fria. representado por investimentos econômicos em benefício do meio ambiente. U3 sobre a possibilidade de um mercado de carbono aberto.gov.

cabem as empresas. Dessa forma.Como as metodologias são utilizadas pelas empresas a partir do mercado de carbono? Quais são os projetos prioritários no Brasil? 144 Qualidade Ambiental . sobretudo aquelas que se localizam em países desenvolvidos? . vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué apresente o que é a Produção Mais Limpa (P+L) e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Estados. Para isso. Parte das resoluções da situação-problema estão ancoradas pelo Protocolo de Quioto e também das tecnologias modernas para reduzir os impactos no âmbito da cadeia produtiva de diferentes empresas. instituições multilaterais e sociedade civil refletir e.Por que as empresas precisam reduzir as emissões. vale refletir sobre as seguintes indagações: . Para auxiliá-los nessa jornada. Atenção! O debate sobre a Produção Mais Limpa (P+L) e Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) estão atrelados às políticas e aos tratados ambientais. é necessário indicar o que consiste a P+L e o MDL. sobretudo. cobrar por mudanças no atual modelo vigente de desenvolvimento que pode levar à insustentabilidade global. U3 Sem medo de errar Após as reflexões sobre a perícia ambiental. como exemplo fundante temos o Protocolo de Quioto e as demais discussões sobre as mudanças climáticas globais. Dito isso. os quais estão atrelados às atividades produtivas. Josué terá de prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. assim como suas metodologias e principais projetos que compõem os indicadores de resgate de carbono.Qual é a origem e a importância do P+L e do MDL no âmbito dos órgãos unilaterais? .

2. Conteúdos relacionados desenvolvidos. Tal protocolo teve desdobramentos em outras COPs e possuem metas para os países. logo. U3 Lembre-se O protocolo de Quioto pretendia reduzir a quantidade de poluentes atmosféricos com a finalidade de combater o efeito estufa. Nos países Problema desenvolvidos listados no anexo 1 do Protocolo de Quioto. as empresas são atingidas diretamente e precisam assumir compromissos para a redução da emissão dos gases estufa. inclusive o Brasil. Competência Geral operação da organização. Emissão e redução de gases. podem se beneficiar com a RCEs. sobretudo. O MDL cria a possibilidade de um desenvolvimento associado à redução de 4. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus colegas. EUA e União Europeia) a partir da compra de créditos de carbono. o compromisso para reduzir as emissões de gases do efeito estufa são cada vez mais frequentes nos países desenvolvidos e atingem os países em desenvolvimentos (como exemplo. “Reduções Certificadas de Emissões (RCES) e os países desenvolvidos” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Já os países não incluídos nesse anexo. A partir dessas indicações pode-se construir um amplo entendimento sobre os indicadores de resgate de carbono desde a escala local até a global como se costuma afirmar nos debates ambientais. Descrição da Situação- gases que agravam o efeito estufa na escala mundial. tais mecanismos auxiliam no cumprimento de suas metas de limitação ou redução de emissão. A partir desse cenário. Objetivos de Conhecer as RCES a partir da perspectiva dos países aprendizagem desenvolvidos. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. mercado de carbono e países 3. quais países podem se beneficiar com os RCEs e como esses investimentos são aplicados? Qualidade Ambiental 145 . A discussão e.

U3

Parte da solução está ancorada no fato que os créditos
cobrem as emissões de todos os gases do efeito estufa
expressos como CO2 equivalentes a CO2, ou seja, a medida
métrica utilizada para comparar as emissões de vários GEE. O
5. Resolução da Situação-
comércio dos créditos de carbono visa, portanto, incentivar
Problema
os investimentos em eficiência energética, energia renovável
e outras formas de reduzir emissões. Até 2007, Índia e China
possuíam mais de 50% de todo o crédito de carbono, seguido
pela Coreia do Sul (18,5%), Brasil (14,8%) e Chile (2,47%).

Lembre-se

Vale salientar que as empresas que adquirem créditos de carbono
não poderão continuar a poluir. Caso elas não cumpram as metas
previstas para aquele ano, poderão comprar os créditos de carbono
de países pobres, e dessa forma conseguem quantitativamente reduzir
suas emissões. Dessa forma, devem assumir o compromisso para
gradativamente diminuir as emissões.

Faça você mesmo

Como o comércio de crédito de carbono ocorre? Será que somente
as transações em bolsa de valores são suficientes? Como os relatórios
das reduções dos países desenvolvidos são aprovados? Faça uma
breve pesquisa e responda a tais questões e entregue-as ao docente
no decorrer das aulas.

Faça valer a pena

1. Sobre a P+L é correto afirmar que:
I – Refere-se à política ambiental das empresas brasileiras.
II – Refere-se à política ambiental das empresas localizadas nos países
desenvolvidos.
III – Trata-se da Produção Mais Limpa.
IV – Prevê a aplicação de planos de ação ambientais preventivos e

146 Qualidade Ambiental

U3

integrados aos processos, aos produtos e serviços.
V – Tem como finalidade aumentar a eficiência e reduzir os riscos ao meio
ambiente e à sociedade.

Estão corretas:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) III, IV e V.

2. Leia os excertos a seguir:
- Processos: minimização na utilização de recursos naturais e energia,
redução da emissão de substâncias tóxicas e da qualidade de resíduos.
- Produtos: minimização de impactos negativos relativos ao ciclo de vida
de um determinado produto, estabelecendo, para que isso ocorra, métodos
que vão desde a extração das matérias-primas até seu destino final.
- Serviços: inclusão dos aspectos ambientais nas ações de planejamento
e também na execução de serviços (MORAES et al., 2007).

Tais itens referem-se à(ao):
a) Metodologia da P+L.
b) Estratégia da P+L.
c) Conceito de P+L.
d) Receituário administrativo da P+L.
e) Receituário político da P+L.

3. Em relação às siglas GEE, CFC e UNIDO, assinale F para as assertivas
Falsas e V paras as verdadeiras:

Qualidade Ambiental 147

U3

( ) GEE refere-se aos gases do efeito estufa.
( ) GEE equivale aos gases do efeito ecológico global.
( ) CFC equivale aos gases clorofluorcaboneto e outros causadores do
efeito estufa, pelo aquecimento global e pelo buraco de ozônio.
( )
UNIDO refere-se à Organização das Nações Unidas para o
Desenvolvimento Industrial.
( ) UNIDO é responsável pelo controle de poluição no setor industrial
mundial.

A sequência correta é:
a) F - F - F - F - F.
b) V - V - V - V - V.
c) V - F - V - V - F.
d) F - V - F - F - V.
e) F - F - V - V - F.

4. Em relação ao Certificado de Redução de Emissão ou Certificado de
Emissões Reduzidas (CER), leia as afirmações a seguir:
I – Aplica-se apenas para as empresas dos países desenvolvidos.
II – Aplica-se apenas para as empresas dos países em desenvolvimento.
III – Funciona como títulos negociáveis (créditos) que foram gerados na
implementação de projetos de MDL.
IV – Trata-se de um dos mecanismos financeiros instituídos pelo Protocolo
de Quioto.
V – Tem a finalidade de alcançar os objetivos de redução de emissão de
gases do efeito estufa.

Estão corretas:
a) I e II.
b) II e III.

148 Qualidade Ambiental

U3

c) I, II e III.
d) III, IV e V.
e) II, III, IV e V.

5. Observe o excerto a seguir: Efeito _______ é um fenômeno ________
responsável pelo surgimento da vida na Terra, pois mantém o calor da
________ por meio de gases, como o dióxido de carbono, que aprisionam o
calor impedindo-o que seja dissipado para estratosfera. Esses gases deixam
passar a luz solar e absorvem às radiações de calor; caso contrário a Terra
teria uma temperatura muito fria, ou seja, menor que zero. O problema
está no aumento frequente dos gases principalmente o gás carbônico,
metano e óxido nitroso oriundos da ação _______ que está aumentando
o efeito estufa e pode ocasionar num aumento das temperaturas médias
__________.

O preenchimento correto é:
a) Estufa, social, atmosfera, industrial, regionais.
b) Estufa, socioambiental, atmosfera, empresarial, locais.
c) Estufa, natural, atmosfera, antrópica, globais.
d) Atmosférico, social, atmosfera, industrial, regionais.
e) Atmosférico, natural, Terra, industrial, mundial.

6. Qual é a origem e função da P+L?

7. O que é MDL e qual é a sua função atual?

Qualidade Ambiental 149

U3 150 Qualidade Ambiental .

U3

Seção 3.3
Indicadores de qualidade em emissões

Diálogo aberto

A partir de agora iremos iniciar nossos estudos sobre os Indicadores de Qualidade
em Emissões, você já deve ter visto em diferentes meios de comunicação algumas
informações sobre qualidade do ar e poluição atmosférica, certo?

A partir dessas notícias, qual é o papel das empresas e Estados nesses processos?
Será que as legislações e políticas ambientais nacionais e internacionais podem
contribuir nesse debate? A partir de agora iremos adentrar esse tal contexto e
desvendar os vilões, as origens, consequências e algumas soluções em relação
às emissões atmosféricas, ou seja, a descarga de energia ou de substâncias,
geralmente poluidoras, no ar.

A partir desse contexto pode-se destacar que a poluição do ar não é recente;
na própria natureza temos alguns exemplos oriundos de fenômenos geológicos e
de reações químicas como eficientes fontes de poluição atmosférica. As erupções
vulcânicas podem despejar grande quantidade de dióxido de carbono e outras
sustâncias poluentes em quantidade superior que aquelas existentes na Primeira
Revolução Industrial. Pode-se também mencionar a utilização do fogo pelos homens
como uma primeira poluição. Nesse devir, muitos outros exemplos são cabíveis e
remetem aos padrões e indicadores hodiernos que nos permitem controlar, reduzir
e compensar tais efeitos que agem desde a escala local até a global.

Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender
aos objetivos específicos do tema em questão – Indicadores de Qualidade em
Emissões –, a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na
empresa de saneamento ambiental.

Dentre as situações já propostas para que o estagiário Josué desenvolvesse,
pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para
pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. Nesse momento a
empresa solicitou que Josué sintetize a origem, finalidade e objetivos legais do
Programa Nacional de Controle do Ar (PRONAR). Para isso, Josué terá de prosseguir
com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas externas à
empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento, os quais estão atrelados

Qualidade Ambiental 151

U3

às atividades produtivas.

Deste modo, terá que analisar os padrões de qualidade ambiental como um
importante instrumento da política nacional do meio ambiente.

Não pode faltar

Indicadores de Qualidade em Emissões

As emissões de poluentes na atmosfera de forma mais acentuada ocorreu com o
início da Revolução Industrial na Inglaterra, conforme você já deve saber. No Brasil,
temos um episódio marcante no final do século XX, você deve conhecer a história
das crianças em Cubatão, estado de São Paulo, que nasceram com problemas na
formação do cérebro, anencefalia em função da elevada contaminação do ar e
dos recursos hídricos nessa cidade e região, que concentrou um boom industrial
nos anos de 1980.

A ONU chegou a declarar que essa cidade era a mais poluída do mundo. E
em 1992 recebeu também da ONU o título de Cidade símbolo da Recuperação
Ambiental (ASSUNÇÃO; MALHEIROS apud PHILIPPI JÚNIOR; PELICIONI, 2014).
A partir desse exemplo é possível imaginar a repercussão internacional do caso
que mobilizou as pessoas, indústrias, governos e diferentes instituições nacionais
e internacionais para que houvesse uma recuperação e controle das emissões
que extrapolavam todos os indicadores aceitos. Nesse contexto, investimentos
para minimizar estes problemas, tais como a instalação de filtros, controle e
tratamento de efluentes e redução dos impactos da poluição em Cubatão foram
sistematicamente realizados (DANTAS, 2003).

Tal cenário já foi debatido pelo Protocolo de Montreal, Canadá (1988), que
abordou a redução da produção e utilização de clorofluorcarbonos (CFCs) a partir
de estudos que denunciavam o aumento do buraco na camada de ozônio na
estratosfera já em 1972.

Posteriormente, temos a ECO-92, no Rio de Janeiro, Brasil, que seguem tais
análises e, sobretudo, proposições; e finalmente o protocolo de Quioto no Japão,
em 1997, ratifica as propostas de controle ambiental com a previsão da redução
das emissões atmosféricas por parte dos países desenvolvidos.

Com base nesse cenário introdutório, ressalta-se que as emissões de
hidrocarbonetos, ou seja, de substâncias constituídas de carbono e hidrogênio,
altamente poluentes em concentrações elevadas, cuja emissão principal é feita
pelas indústrias por meio da queima de combustíveis; os automóveis também
lançam hidrocarbonetos, visto que utilizam em sua maioria de combustíveis fósseis.

152 Qualidade Ambiental

U3

Para auxiliá-lo nas análises e indicadores de qualidade de emissão é importante
conhecer as camadas da atmosfera, conforme se pode verificar na figura a seguir.
Com destaque para: Troposfera, Estratosfera, Mesosfera, Termosfera e Exosfera
e, também, as altitudes e temperaturas correspondentes. Notam-se, também,
algumas atividades existentes em cada uma das camadas, observem:
Figura 3.4 | As camadas da atmosfera terrestre

Fonte: Disponível em: <http://www.tiberiogeo.com.br/AssuntoController/buscaAssunto/83>. Acesso em: 27 jul.
2015.

Dantas (2003) afirma que a atmosfera terrestre é o envoltório gasoso que
circunda a Terra, e constitui-se de uma mistura de gases, além de partículas
de poeira, cinza e vapor d’água (CARVALHO; OLIVEIRA, 2007). Nesse sentido,
acrescenta-se que os poluentes atmosféricos e as fontes de poluição são muitas
e originam-se de muitas atividades. Por isso, a poluição atmosférica constitui um
dos “graves problemas para saúde e qualidade de vida dos habilitantes das grandes
cidades. Os veículos automotivos expelem constantemente monóxido de carbono

Qualidade Ambiental 153

U3

[...]” (CARVALHO; OLIVEIRA, 2007, p. 136).

Sobre os poluentes atmosféricos, são substâncias transportadas pelo ar (sólidos,
líquidos ou gases) que ocorrem na atmosfera terrestre em concentrações altas e
suficientes para comprometer a saúde de pessoas, animais e danificar plantas e o
ambiente como um todo. Tais poluentes são divididos em primários e secundários.

• Primários: são aqueles que entram na atmosfera na forma final, ou seja,
prontos para causarem efeitos indesejáveis.

• Secundários: são aqueles que surgem a partir de outros poluentes lançados
na atmosfera, através de reações químicas entre as substâncias lançadas e/ou
as já existentes na atmosfera. Sem essas reações muitas vezes esses poluentes
não costumam causar problemas (DANTAS, 2003).

Sobre as fontes de poluição, destacam-se: produção de energia, queima de
carvão, queima de óleo combustível, refinarias, indústrias do aço, químicas, de
fertilizantes, de celulose, plásticos, meios de transportes, agropecuárias e residências.

Assimile

Dentre os principais poluentes atmosféricos, pode-se mencionar: o
monóxido de carbono (CO), o Dióxido de Enxofre (SO2), os Compostos
Orgânicos Voláteis (COVs), os Óxidos de Nitrogênio (NOx), o Dióxido
de Carbono (CO2), o Ozônio (O3), os Clorofluorcarbonos (CFCs) etc.

Dantas (2003) indica que os CFCs são compostos por três elementos: cloro, flúor
e carbono e são muito importantes para as atividades industriais, que os denominam
comercialmente de: freon-11 e freon-12. Tais substâncias são compostos estáveis,
não são tóxicos nem inflamáveis. Dentre as principais aplicações, destacam-se a
utilização como solventes para limpeza de circuitos eletrônicos, gases de sistemas
de refrigeração de ar condicionado, gás propelente para tubos sprays diversos etc.

O problema dos CFCs é, no mínimo, duplo, participam indesejavelmente do
ciclo produção e destruição de ozônio na estratosfera, impedindo assim a absorção
da radiação ultravioleta e também participam da absorção seletiva da radiação de
ondas longas, que é emitida pela Terra produzindo o efeito estuda na atmosfera,
conforme pode-se verificar a seguir:

154 Qualidade Ambiental

OLIVEIRA. Nessas condições muitas vidas não existiriam. voltam para Terra e alteram a temperatura. Qualidade Ambiental 155 .5 | Efeito estufa e o aquecimento global Fonte: Disponível em: <https://zykonn. Ásia (18%). O problema está no agravamento do efeito estufa. Como exemplo das regiões que mais consomem o CFC no mundo. a radiações são reemitidas. 2015. que os utilizam em diversos produtos e processos produtivos. quer dizer 33°C a menos que a temperatura atual. Europa Oriental (11%). U3 Figura 3. o efeito estufa é necessário para manutenção da existência das vidas.com/2013/09/>. Por isso. Acesso em: 27 jul. Exemplificando A temperatura média do planeta Terra é de 15°C. dessa cortina de poluentes dispersos na atmosfera que gera um aumento gradativo da temperatura (DANTAS. América Latina (3%) e África (1%) (CARVALHO. destacam-se: América do Norte (35%). se não fosse o efeito estufa a temperatura seria equivalente a 18°C negativos. 2007). 2003). ou seja. Por isso. Europa Ocidental (32%). tal temperatura permite a existência de vida. O esquema revela o aceleramento do efeito estufa. constata-se que o CFC é liberado na atmosfera majoritariamente nas regiões mais desenvolvidas do Planeta.wordpress. ou seja.

Mencione também alguns exemplos que corroboram com seus argumentos e. posteriormente. que. com a finalidade de estabelecer limites de poluentes atmosféricos com vistas à proteção da saúde. das emissões de ruídos no meio ambiente. sobretudo com o artigo 9º da Lei no 6.938/1981. A partir desse cenário geral. fumaça. através da Resolução nº 5. Nesse sentido. 2014) apontam alguns efeitos adversos já percebidos atualmente. os entregue ao(à) professor(a) no decorrer das aulas. 2014). que indica a qualidade do ar. partículas inaláveis. Assunção e Malheiros (apud PHILIPPI JÚNIOR. padronizar a qualidade do ar. partículas totais em suspensão. U3 Faça você mesmo Explique a relação entre aumento de poluentes domésticos e industriais e o agravamento do efeito estufa. de uma necessidade imprescindível frente à compatibilização das atividades humanas. das águas.5 da radiação emitida pela Terra. Medidas para diminuir a poluição do ar Dentre as medidas para diminuir e. e forte e rápido ressecamento do solo. Tais critérios são desenvolvidos através de pesquisas e análises da qualidade ambiental (SIRVINSKAS. dióxidos de enxofre. ou seja. Vale indicar que o aquecimento global como um indicador da qualidade de emissões é entendido a partir do aumento da temperatura média do planeta em função do aumento do efeito estufa. que cria o Programa Nacional de Controle de Qualidade do Ar (PRONAR). maior número de ciclones. Trata-se. monóxido de carbono. são eles: aumento do nível do mar. nota- se o Conama. ao bem-estar das populações e à constante melhoria da qualidade de vida. a qualidade de vida e os ecossistemas. como a sustentabilidade. com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera. pode-se retomar os padrões de qualidade ambiental como um instrumento da PNMA. Tal resolução fixa o limite da emissão de poluentes no ar atmosférico. dos gases que absorvem os cumprimentos das ondas indicadas na Figura 3. PELICIONI. sobretudo. além dos padrões de qualidade relacionados à poluição do solo e à poluição visual. 156 Qualidade Ambiental . ou seja. seria o grande vilão por tal aquecimento. 2014). ozônio e dióxido de nitrogênio (SIRVINSKAS. vale reforçar que cabe ao poder público estabelecer os limites de poluentes no ar. de 1990. nas águas e a emissão de ruídos sem causar impactos no ambiente ou colocar em constante risco a saúde humana. maior frequência de temperaturas e chuvas e de neve forte. portanto. alteração no suprimento da água doce.

com o objetivo de tornar satisfatório o ar à vida humana. Em 2009. A partir dessa resolução temos o surgimento dos planos de emergência para episódios críticos de poluição do ar. depara-se com a definição de poluente atmosférico como: [.. art. III – danoso aos materiais. 2015. pela limitação dos níveis de emissão de poluentes por fontes de poluição atmosférica. (ii) a integração das políticas públicas e instrumentos complementares. 3). destacam-se: (i) a redução das concentrações de contaminantes na atmosfera de modo a assegurar a melhoria da qualidade ambiental e a proteção à saúde. No Brasil. com vistas à melhora da qualidade do ar. quando esses ultrapassam os limites e colocam em risco a saúde humana. ainda está em vigor a Resolução nº 3 de 1990. do Conama. nocivo ou ofensivo à saúde. foi criado o Plano Nacional da Qualidade do Ar (PNQA) com o objetivo de “proteger o meio ambiente e a saúde humana dos efeitos da contaminação atmosférica.. à fauna e flora. 1990. 1). como Qualidade Ambiental 157 .. e que tornem ou possam tornar o ar: I – impróprio. tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos.. II – inconveniente ao bem-estar público. IV – prejudicial à segurança. vale salientar que esse foi criado para: [. Dentre as metas do PNQA.] permitir o desenvolvimento econômico e social do país de forma ambientalmente segura. Ainda sobre o PRONAR. U3 A Resolução nº 3. por meio da implantação de uma política contínua e integrada de gestão da qualidade do ar no país” (MMA. 2015. concentração. p. 1º). ao atendimento dos padrões estabelecidos e o não comprometimento da qualidade do ar nas áreas consideradas não degradadas (MMA. p. ou seja. de 1990. alterou os padrões de qualidade do ar e estabeleceu que a média diária recomendada por partículas inaláveis (PM10) fosse reduzida em um terço.] qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade. passando de 150 microgramas/m3 para 50 microgramas/m3 entre outras (SIRVINSKAS. 2014). A Organização Mundial da Saúde (OMS). ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade (CONAMA.

mma. de 6 de dezembro de 1990. compostos orgânicos etc. finalidade e objetivos legais do Programa Nacional de Controle do Ar (PRONAR). Ozônio: é um gás que se concentra em grande camada da atmosfera.br/port/conama/ res/res89/res0589. Para isso.gov. disponível em: <http://www. que instituiu o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar (PRONAR). partículas. radicais livres. gov.html> e também a Resolução Conama nº 8. 158 Qualidade Ambiental . disponível em: <http://www. Reflita Qual é o potencial da PNQA na redução dos GEEs? Pesquise mais Consulte a Resolução Conama nº 5.cfm?codlegi=105> Vocabulário Emissão Primária: emissão de poluentes atmosféricos (sólidos finos.) por uma fonte conhecida. em atitudes de 48 a 80 km. Sem medo de errar Após as reflexões sobre os Indicadores de Qualidade em Emissões. de nitrogênio ou radioativos. Emissão Secundária: poluentes formados a partir de reações de elementos em um ar poluído (ozônio. de 15 de junho de 1989.br/port/conama/legiabre. funcionando como um escudo protetor contra os raios solares prejudiciais à vida no planeta. compostos de enxofre. (iii) contribuir para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa.mma. setorial e de fomento e. óxido de nitrogênio etc). U3 planejamento territorial. vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué sintetize a origem. que dispõe sobre o estabelecimento de limites máximos de emissão de poluentes no ar para processos de combustão externa de fontes fixas de poluição.

dos padrões de qualidade de ar previsto para o PRONAR e do estabelecimento de limites máximos de emissão de poluentes no ar para processos de combustão externa de fontes fixas de poluição. conforme o uso pretendido. Destaca-se que ele precisa ser analisado a partir das políticas ambientais nacionais e internacionais e também em diálogo com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). nº 3. os países que emitem os gases do efeito estufa em demasia precisam alterar tais indicadores e em partes fazer as compensações para atingir padrões de qualidade do ar adequados. finalidades e objetivos. podem ser amplamente explorados para uma análise comparativa integral. cuja aplicação pode ser diferenciada entre padrões primários e secundários. no escopo da Gestão e Qualidade Ambiental. Lembre-se Os padrões nacionais de qualidade do ar podem ser visualizados na Resolução Conama nº 3. U3 Josué terá de prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento. essencial. Por isso. é necessário consultar as Resoluções supracitadas para analisar o Programa Nacional de Controle do Ar (PRONAR) a partir do seu histórico. da criação do PRONAR. portanto. Baseado nesse cenário é possível reconhecer o potencial do PRONAR como Qualidade Ambiental 159 . Dessa forma. Dessa forma. de 1990. de 1990. respectivamente. de 1990. Parte da resolução da SP está norteada pelas diretrizes acordadas nos Protocolos Ambientais Internacionais. os quais requerem que o território nacional seja dividido em classes I. os quais estão atrelados às atividades produtivas. pois as indústrias precisam atender às legislações e também efetivar sua própria política ambiental. tratam. Em outros estados podem existir padrões mais rigorosos mediante decretos específicos. e nº 8. de 1989. Atenção! As Resoluções Conama nº 5. II e III.

Diante desse cenário. por exemplo. indicadores locais e 3. Muitos estudos recentes comprovam a associação entre a poluição do ar e os efeitos adversos na saúde humana. Realize as atividades e depois compare-as com as de seus colegas. Competência Geral a operação da organização. a queima da cana-de-açúcar e de biomassa. Avançando na prática Pratique mais! Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. emissões. ao tráfego. No Brasil. Nas áreas urbanas dos países em desenvolvimento da América Latina e Ásia tal problema é crescente. “Indicadores de risco à saúde associado a poluição do ar” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam 1. como um profissional da gestão ambiental. U3 um instrumento dos planos e metas que compõem os indicadores de qualidade em emissões. Descrição da Situação. podem-se verificar os poluentes relacionados 4. aprendizagem Qualidade do ar. Conteúdos relacionados internacionais. 2. Objetivos de Conhecer os efeitos agudos e crônicos da poluição do ar. foi convidado para uma entrevista e precisa relacionar poluição à saúde humana e apresentar alguns elementos científicos para o debate. 160 Qualidade Ambiental . Problema como a queima de floresta que liberam vários gases na atmosfera e possuem muitos efeitos. você.

Já as indiretas remetem às alterações climáticas que alteram o equilíbrio ambiental – saúde/ doença. portanto. Dessa forma. Ambos dialogam com as padronizações da OMS e remetem ao trabalho interdisciplinar para vigorar com um mecanismo importante no cenário da saúde ambiental. Temos. asma. Faça você mesmo É possível termos um indicador de saúde associado à poluição do ar integrado no Brasil? Pesquise algumas iniciativas nessa área e apresente- as sistematizadas no decorrer das aulas. Resolução da Situação- e custos econômicos. e reconhecem que ele contribui para a gestão integrada e sustentável do desenvolvimento. irritação dos olhos e garganta etc. efeitos psicológicos diversos 5. diminuição da produtividade restrição das atividades de lazer e turismo. os indicadores de risco para efeitos agudos (IRA) e o indicador de risco para efeitos crônicos (IRC). Qualidade Ambiental 161 . destruição da biota. já o IRC é um indicador que tem por objetivo a minimização dos efeitos à saúde de longo prazo. o IRA visa à minimização da ocorrência de efeitos imediatos. é possível pensar Problema em indicadores de saúde ambiental. U3 Parte da solução está no fato de que os gases oriundos de diferentes emissões podem ter efeitos diretos e indiretos na saúde humana. aumento dos acidentes de trânsito. Lembre-se Os indicadores de qualidade ambiental iniciam de modo geral em 1970 e difundem-se a partir de 1992 na ECO-92 e da Agenda 21. bronquite. já utilizados pela Gestão Ambiental contemporânea. conjuntivite. ou seja. Os indiretos estão relacionados às doenças com infecção do sistema respiratório superior.

F .V. d) Abordou alguns aspectos referente ao aumento do buraco na camada de ozônio na estratosfera. c) Abordou a redução da produção e utilização de CFCs a partir de estudos que denunciavam o aumento do buraco na camada de ozônio na estratosfera já em 1972. ( ) Os Indicadores de Qualidade em Emissões servem apenas para as indústrias localizadas nos países desenvolvidos.F.V . e) V . Sobre o Protocolo de Montreal.F . ( ) Os padrões nacionais de qualidade do ar podem ser reconhecidos através da Resolução Conama nº 3 de 1990.F .V. Canadá (1988).F . b) Estabeleceu uma agenda regional para redução dos GEEs.F .F. ( ) O Programa Nacional de Controle do Ar foi criado como uma medida pontual do Brasil com a Agenda 21.F . pode-se afirmar que: a) Estabeleceu uma agenda comum para redução dos GEEs.V . e) Indicou a necessidade da criação de um subórgão no PNUMA para controlar os poluentes atmosféricos nos países desenvolvidos e 162 Qualidade Ambiental . c) V . leia as afirmações a seguir e indique se são F – Falsas ou V – Verdadeiras: ( ) A ONU chegou a declarar a cidade de Cubatão como a mais poluída do mundo.V.V .V . U3 Faça valer a pena 1.F . A partir dos debates e análises sobre os poluentes atmosféricos. ( ) A cidade de Cubatão recebeu o Símbolo de Recuperação Ambiental a partir da tragédia verificada na cidade na década de 1980.V . 2.F .V . b) F . d) F .V . A sequência correta é: a) F .

3. Em relação ao Plano Nacional da Qualidade do Ar (PNQA). IV – Maior frequência de temperaturas e chuvas. III. Estão corretos apenas: a) I. IV e V. pode-se perceber alguns efeitos atualmente: I – Aumento do nível do mar. e) Proteger o meio ambiente a partir do controle regional da poluição do ar. IV e V. e) Todos. U3 subdesenvolvidos. Qualidade Ambiental 163 . d) Proteger apenas a fauna e flora dos efeitos da contaminação atmosférica. II – Alteração no suprimento da água doce. III. II. VI – Ressecamento do solo. b) Proteger os biomas e recursos hídricos da contaminação atmosféricas. d) II. V – Maior frequência de neve fortes. c) Proteger o meio ambiente e a saúde humana dos efeitos da contaminação atmosférica. II. 4. III e IV. III – Maior número de ciclones. V e VI. c) II. A partir do agravamento do efeito estufa e do aquecimento global. qual é o seu objetivo? a) Proteger os ecossistemas da contaminação atmosféricas. b) I.

c) Aquecimento global. II – inconveniente ao bem- estar público. e que tornem ou possam tornar o ar: I – impróprio. U3 5. ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade” (CONAMA. nocivo ou ofensivo à saúde. concentração. Trata-se da(do): a) Poluente atmosférico. IV – prejudicial à segurança. 164 Qualidade Ambiental . III – danoso aos materiais. à fauna e flora. 1º). art.. tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos. Leia o conceito a seguir: “[. Explique o que são as emissões primárias e secundárias. 6.. Qual é a função do PRONAR? 7. 1990. e) Efeito estufa. d) Dispersão atmosférica. b) Poluição concentrada.] qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade.

iremos desvendar essas duas dimensões tão importantes para o direito e a gestão ambiental no Brasil. desde o início de um projeto. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. O Sisnama emerge como uma rede de agências ambientais (instituições e órgãos) que têm por finalidade dar cumprimento ao princípio-matriz da Constituição Federal e nas normas infraconstitucionais nas diversas esferas da Federação. U3 Seção 3. Sua finalidade é estabelecer essa “rede”. certo? Trata-se de uma problemática inerente à trajetória humana ao ocupar e transformar os espaços e territórios. o que você conhece? Será que podemos afirmar que está ligado apenas ao Direito Ambiental? No decorrer dos estudos. De um modo geral. a empresa solicitou que Josué apresente a estrutura do Sisnama e suas esferas relacionando com as principais tendências das avaliações de impacto ambiental. visando assegurar os mecanismos capazes de implementar a PNMA. Diante desse contexto. bem como conhecer o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). Para isso. Avaliação dos Impactos Ambientais. para assim reduzi-lo ou compensá-lo. Sobre o Sisnama. a AIA tem por objetivo analisar as consequências ambientais provenientes de uma atividade humana. leia-se conhecidas.4 Avaliação dos impactos ambientais Diálogo aberto A partir de agora iremos retomar nossos estudos sobre a Avaliação de Impactos Ambientais (AIA). Nesse momento. Entre as situações já propostas que o estagiário Josué desenvolvesse. você já deve ter acompanhado pelos meios de comunicação alguns impactos tanto no Brasil e também em outros países. Josué terá de prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em Qualidade Ambiental 165 . pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. com a finalidade de que tais ações respeitem o meio ambiente e que todas as consequências negativas sejam determinadas.

é promulgada por força de lei. Dessa forma. que cria o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). enquanto um organismo intergovernamental e como ampla representação da sociedade civil. Moraes (2008) indica também que outra fase importante da política ambiental brasileira pode ser identificada com o Programa “Nossa Natureza” de 1988. Nesse momento. Assimile Sobre o Ibama deve-se ressaltar que esse possui uma ampla responsabilidade sobre a proteção e fiscalização ambiental. sobretudo. refletir sobre as possíveis soluções ancoradas em tecnologias. U3 andamento. Deste modo. em uma ótica tecnicista. conforme nos indica Moraes (2008). agrupando outros órgãos federais como o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) e a Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe). A partir desse cenário é importante frisar algumas datas e acontecimentos da 166 Qualidade Ambiental . conta com as seguintes estruturas: Coordenação de Normatização e Fiscalização. os quais estão atrelados às diferentes atividades produtivas. a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) que disciplina o Sisnama. legislações e normatizações existentes. E. em 1981. Gestão e Legislação Ambiental. nessa primeira fase o Brasil idealiza uma política ambiental prioritariamente com ações de combate à poluição. compreender a Política. sobretudo dos biomas/ecossistemas. conforme você teve a oportunidade de reconhecer e analisar frente aos diferentes cenários nacionais e internacionais. integrando as esferas federal e estaduais e cria o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Divisão de Formação em fiscalização ambiental e Divisão de procedimentos normativos. algumas indagações devem pautar os estudos. ou seja. é importante verificar quais são as estratégias para avaliar os impactos ambientais e. pode ser mencionado com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente da Presidência da República em meados da década de 1970. Não pode faltar Avaliação dos impactos ambientais Os impactos ambientais são inerentes à própria existência humana. Um pontapé inicial. Divisão de Informações de Fiscalização e Logística.

acompanhe: • 1981 – Lei nº 6. • 2012 – Aprovação do “Novo” Código Florestal. estadual e nacional. temos algumas alternativas nas leis nas políticas. a saúde. de 25 de maio. garantindo assim o equilíbrio ambiental. Qualidade Ambiental 167 . A partir desse cenário complexo e contraditório. que regulamenta o artigo 225 da Constituição e institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Já as Unidades de Conservação (UCs) previstas no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). e assim garantir a efetiva política nacional de unidades de conservação da natureza. desde 2007. SEMA e outras instituições. • 1989 – Criação do Ibama a partir da fusão do IBDF.651. • 1988 – Promulgação da Constituição Federal. órgão responsável pelas Unidades de Conservação antes de responsabilidade do Ibama. o Ibama possui um papel gigantesco ao fiscalizar e garantir que os recursos naturais sejam explorados racionalmente e dentro do previsto na legislação. Divisão de Formação em fiscalização ambiental e Divisão de procedimentos normativos. • 2000 – Lei nº 9. a “Constituição Verde”.985. o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e o Cadastro de Defesa Ambiental. No Brasil. Lei nº 12.938. tratados e normatizações ambientais. Esse cenário nos permite indicar que as atividades de fiscalização ambiental são essenciais para a preservação do meio ambiente. regulamentos e diretrizes para fiscalizar os biomas brasileiros. estabelece a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e institui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama). Dessa forma. deve cumprir as normas. que introduz um capítulo específico sobre o meio ambiente e permite um avanço no planejamento e gestão ambiental. No âmbito do Ibama. • 2000 – Criação do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). o monitoramento e o controle ambiental dessas áreas nos diferentes biomas. o bem- estar e o desenvolvimento econômico sustentado. fazer a fiscalização. U3 política ambiental brasileira.516. Divisão de Informações de Fiscalização e Logística. regulamentado apenas em 2002. cria o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). • 2007 – Lei nº 11. por exemplo. cujas atividades financiadas também se aplicam às atividades florestais de proteção. de 31 de agosto (BRASIL. referentes às atribuições federais. 2000). pode-se constatar a existência das seguintes estruturas: Coordenação de Normatização e Fiscalização. cabe ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). 1981). No Brasil. de 17 de junho (BRASIL. fazendo com que a legislação seja atendida em diferentes níveis: municipal. a segurança.

nota-se que os princípios estão ancorados em ideias que fundamentam a política. 2015. ou seja. finalmente.352. de 1º/06/1983.938/1981 e da avaliação de impacto ambiental como um dos seus instrumentos.br/ecoradar/brasil/legislacao/macro/politica.furb. Sobre o PNMA. U3 costuma-se dizer que a avaliação dos impactos ambientais surge em função da exigência de órgãos financiadores internacionais e somente depois disso foi incluída como parte integrante das informações fornecidas por empreendimentos poluídos aos sistemas de licenciamento e fiscalização ambiental e. Figura 3. acompanhe: Figura 3.htm>. incorporado pela PNMA. as figuras a seguir exemplificam a estrutura do Sisnama a partir da dimensão Federal. Dessa forma. Acesso em: 27 jul. já os objetivos estão atrelados aos resultados que se pretendem atingir.7 | Sisnama – Dimensão estadual Fonte: Disponível em: <http://www. as diretrizes são vistas como formas que a política é conduzida e os instrumentos são meios pelos quais a política é colocada em prática. Estadual e Municipal.htm>.6 | Sisnama – Dimensão federal Fonte: Disponível em: <http://www. Acesso em: 27 jul.furb. sendo regularizada através do Decreto nº 88. 168 Qualidade Ambiental . a Lei nº 6.br/ecoradar/brasil/legislacao/macro/politica. 2015.

assegurando assim o artigo 225 da Constituição Federal. é possível sintetiza sua atuação através da seguinte sequência: Sisnama (Lei nº 6.. Na dimensão municipal (Figura 3.938/1981. ou seja. assim como os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Ambiental (Condemas) possuem um papel importante na defesa ambiental. Qualidade Ambiental 169 .938/1981) – Conselho Superior do Meio Ambiente Central: MMA – Órgãos Singulares: Secretarias – Colegiados. Acesso em: 27 jul. • Órgão Consultivo. Entidades Vinculadas e Agências – Entidades Seccionais: OEMAs – Órgãos Locais: Secretarias Municipais (Condemas).8 | Sisnama – Dimensão municipal Fonte: Disponível em: <http://www. da Lei nº 6.furb. Por isso. U3 Figura 3. para construir “o melhor modo de tratar as questões do meio ambiente é assegurado a participação de todos os cidadãos interessados. deliberativo e normativo – Conama. são responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. que possui um desafio e abrangência grande para assegurar a proteção ambiental e a constante melhoria qualidade de vida nas diferentes escalas apresentadas.br/ecoradar/brasil/legislacao/macro/politica. assim como o artigo 10 da Declaração do Rio de Janeiro (ECO-92). Ministros da Presidência da República.8). 2001. que trata da PNMA. No artigo 6º da PNMA. 2015. p. dos Territórios e dos Municípios. no nível pertinente” (PAULA et al. dos Estados. Tais órgãos estão estruturados em sete níveis: • Órgão Superior – Conselho de Governo.htm>. pode-se mencionar que as Secretarias ou Departamentos Municipais de Meio Ambiente ou sobre Desenvolvimento Sustentável. ou seja. A partir desses três esquemas é possível visualizar a ampla atuação do Sisnama como um instrumento significativo da política de meio ambiente. bem como as fundações instituídas pelo Poder Público. constituirão o Sisnama. do Distrito Federal. que ressalta a importância da participação da sociedade para efetivação da defesa ambiental. nota-se que os órgãos e as entidades da União. 91).

U3

• Órgão Central – SEMA, ou seja, Secretaria Especial do meio Ambiente, extinta em
1989, atualmente cabe ao Ibama, Comitês, Conselhos e Secretarias de Assuntos
de Desenvolvimento Integrado representar tal instância.

• Órgão Executor – ICMBio e Ibama.

• Órgãos Setoriais – Administração Pública direta, indireta e fundacionais voltadas
à proteção do meio ambiente (Ministérios da Agricultura, Fazenda, Marinha, das
Minas e Energia, Saúde, da Ciência e Tecnologia etc.).

• Órgãos Seccionais – entidades estaduais pelos programas ambientais e pela
fiscalização das atividades degradadoras do meio ambiente.

• Órgãos Locais – entidades municipais responsáveis pelos programas ambientais e
pela fiscalização das atividades degradadoras do meio ambiente (SIRVINSKAS, 2014).

A partir desse contexto geral, pode-se deparar com a Avaliação de Impacto
Ambiental (AIA) como um processo cujo objetivo é fornecer aos responsáveis da
organização as indicações de consequência ambientais potenciais que possam
resultar de seus atos. Na AIA deve-se incluir um amplo processo de instrumentos
que remetem ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA), além de outros instrumentos,
como: Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), Relatório Ambiental Preliminar (RAP),
Estudo de Impacto de Vizinhança, Relatório de Impacto de Vizinhança (RIVI) e
Análise de Risco. AIA, portanto, está prevista na PNMA e se apresenta como uma
grande aliada na gestão de planos, programas e projetos em diferentes níveis,
permitindo um amplo levantamento das questões ambientais e socioeconômicas.

Reflita

Dessa forma, destacam-se também os passivos/compensações
ambientais, ou seja, o conjunto de obrigações ou dívidas de uma
empresa para com a sociedade, representado por investimentos
econômicos em benefício do meio ambiente. Se as empresas geram
algum tipo de poluição, devem investir para compensar os impactos
ambientais (NARVAES, 2012).

A AIA tem por objetivo analisar as consequências ambientais de prováveis
atividades humanas no momento de sua proposição. Durante a ECO-92, o
Princípio 17 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento,
assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento (CNUMAD), estabelece que os países adotem instrumentos
para qualquer atividade que cause significativo impacto ambiental (RIBEIRO apud

170 Qualidade Ambiental

U3

PHILLIPPI JÚNIOR, 2014). Desde essa década o governo do Canadá e a Associação
Internacional de Avaliação de Impacto Ambiental (AIAI) sintetizam as principais
tendências das avaliações de impacto ambiental, acompanhe:

Quadro 3.2 | Principais tendências das avaliações de impacto ambiental

PERÍODO E
TENDÊNCIAS E INOVAÇÕES
FASE

Revisão de projetos baseados em estudos econômicos e de engenharia
Antes de 1970
(pré-EIA) com limita consideração de consequências ambientais.

Introdução da AIA, enfocando a identificação, predição e mitigação
1970-1975
de efeitos biofísicos; oportunidade para participação pública.

Avaliação ambiental multidimensional, incorpora a avaliação dos
1975-1980 impactos sociais e análise de riscos. Participação pública de forma
integral. Ênfase na justificativa e nas alternativas de projeto.

Esforços para ampliar o uso da AIA em projetos e políticas de
1980-1985 planejamento. Desenvolvimento metodológico de ações de
monitoramento.

Marcos científicos e institucionais da AIA; inicia-se as reflexões sob
1985-1990 o paradigma da sustentabilidade. Amplia-se a preocupação com
impactos regionais e cumulativos.

Introduz-se a avaliação de impacto social na elaboração de políticas,
1990-2000
planos e programas.

Avaliação de impacto a saúde (AIS), recomendada pela OMS, torna-
A partir de 2000 se rotina em países desenvolvidos e começa a ser exigido pelo Banco
Mundial aos países emergentes.
Fonte: Ribeiro (apud PHILLIPPI JÚNIOR, 2014, p. 857)

No Brasil, temos a Associação Brasileira de Avaliação de Impacto Ambiental
(ABAI) que também apresenta importantes contribuições sobre a AIA, e, sobretudo,
o fomento de projetos para recuperação ambiental a partir de tecnologias
adequadas, justas e sustentáveis.

Exemplificando

As avaliações ambientais estão atreladas ao licenciamento ambiental à
Avaliação de Impactos através de: Projeto Básico Ambiental (PBA), Plano
de Controle Ambiental (PCA), Plano de Gerenciamento de Risco (PGR),
Plano de Atendimento de Emergência (PAE) e Relatório de Controle
Ambiental (RCA), todos possuem Resoluções específicas do Conama.

Qualidade Ambiental 171

U3

Faça você mesmo

Diante desse cenário pode-se afirmar que a PNMA brasileira visa à
integração através de uma grande rede de proteção ambiental? Apresente
uma lista com as legislações ambientais que tratam dessa temática.

Por isso, reafirma-se que a avaliação dos impactos dialoga com a proposição
de medidas preventivas, mitigadoras, compensatórias e potencializadoras e plano
de monitoramento ambiental.

Pesquise mais
Leia a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a PNMA
e seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras
providências, disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/
L6938.htm>, a Resolução Conama nº 001, de 23 de janeiro de 1986,
que trata da implementação da Avaliação de Impacto Ambiental como
um dos instrumentos da PNMA, disponível em: <http://www.mma.
gov.br/port/conama/res/res86/res0186.html> e também o informativo
do MMA sobre o Sisnama, disponível em: <http://www.mma.gov.br/
agencia-informma/item/7763-sistema-nacional-do-meio-ambiente>.

Vocabulário

Unidade de Conservação: segundo o SNUC, artigo 1º, são “espaços
territoriais e seus recursos ambientais, incluindo as águas jurisdicionais,
com características naturais relevantes, legalmente instituídos pelo
Poder Público, com objetivos de conservação e limites definidos,
sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias
adequadas de proteção da lei" (BRASIL, 2000).

Sem medo de errar

Após as reflexões sobre a estrutura do relatório ambiental, vamos resolver a
situação-problema apresentada ao estagiário Josué?

Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué apresente a estrutura do Sisnama
e suas esferas relacionando com as principais tendências das avaliações de impacto

172 Qualidade Ambiental

U3

ambiental. Para isso, Josué terá de prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas
pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos
em andamento, os quais estão atrelados às diferentes atividades produtivas.

Atenção!

A avaliação de impacto ambiental (AIA) é reconhecida como um
instrumento de política e gestão ambiental respaldada com a Lei nº
6.803/1980, que dispõe sobre as diretrizes básicas para o zoneamento
industrial nas áreas críticas de poluição. Dessa forma, está em constante
diálogo com a Lei nº 6.938/1981, que institui a Política Nacional de Meio
Ambiente, que somente em 1986 foi regulamentada para existência do
Estudo de Impacto Ambiental (EIA).

Parte das resoluções da SP estão norteadas pelo debate teórico e empírico
inerente aos diferentes impactos ambientais. Por isso, é necessário ter clareza
desse conceito em constante diálogo com a legislação em questão, ou seja, a
PNMA. Tido isso, é importante:

• Pesquisar o Sisnama e compreender suas esferas: federal, estadual e
municipal;

• Analisar a PNMA, o Conama e demais legislações que dialogam sobre os
impactos ambientais;

• Comparar a PNMA com a tendência da AIA.

A partir desse contexto é possível iniciar os trabalhos e fornecer os elementos
necessários sobre os impactos ambientais suas origens e instituições que fiscalizam
e, sobretudo, protegem o meio ambiente no Brasil.

Lembre-se

A AIA foi introduzida como um instrumento político da Lei nº 6.938/1981
e regulamentada pelo Decreto nº 88.351, de 1983 e incluída da PNMA. E
o Estudo de Impacto Ambiental e do Estudo Prévio de Impacto Ambiental
(EPIA) também é um instrumento da PNMA e possui embasamento
com a Resolução nº 1/1986 do Conama. Nesse sentido, a Constituição
Federal de 1988, no seu artigo 225, reafirmar, que cabe ao poder público
exigência do EIA frente às possíveis degradações do meio ambiente.

Qualidade Ambiental 173

U3

Avançando na prática

Pratique mais!
Instrução
Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas
situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. Realize as atividades e depois
compare-as com as de seus colegas.
“Meio Ambiente, território e os projetos”

Reconhecer os impactos ambientais a partir da nossa ação
1. Competência Geral
cotidiana.

2. Objetivos de aprendizagem Avaliar os impactos ambientais em diferentes escalas.

Impactos ambientais, avaliação de impactos, consumo e
3. Conteúdos relacionados
sustentabilidade.
Os impactos ambientais, como alterações físicas, químicas
e biológicas do meio ambiente, podem resultar em
inúmeros problemas, como exemplo: a saúde, a segurança,
e o bem-estar da população; as atividades econômicas e
4. Descrição da SP
sociais; a biota; as condições estéticas e sanitárias do meio
ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. A partir
dessa formulação, como pode ser estruturado um Estudo
de Impacto Ambiental? Como é constituída sua equipe?
O EIA deve ser elaborado por uma equipe multidisciplinar
e, ao realizar tal estudo de impacto ambiental, deve-se
seguir algumas etapas que integrarão o documento final,
destaca-se: descrição do projeto, descrição do meio
ambiente na área de influência do projeto/atividade/
empreendimento, determinação e avaliação de todos os
impactos existentes, proposição de medidas preventivas,
mitigadoras, compensatórias e plano de monitoramento.
5. Resolução da SP Fala-se em equipe multidisciplinar para um detalhamento
do meio físico, meio biológico e meio antrópico, visto que
alguns atributos só podem ser descritos de forma qualitativa,
como exemplo, os aspectos estéticos e paisagísticos. Já
os aspectos físicos e antrópicos podem ser descritos de
forma quantitativa. Por isso, o conhecimento in loco da
área permitirá verificar novas relações e possíveis aspectos
ambientais que precisam ou não serem utilizados no EIA
conforme muitos pareceres nacionais e internacionais.

174 Qualidade Ambiental

U3

Lembre-se

A Academia Internacional de Meio Ambiente indica alguns critérios
para determinação do que é importante incluir no contexto ambiental
e socioeconômico para que as descrições sejam centradas nos
aspectos principais e, assim, auxiliam na tomada de decisão.

Faça você mesmo

A partir da ideia fomentada pela Academia Internacional de Meio
Ambiente, será que a análise dos impactos ambientais baseados nos
contextos ambiental e socioeconômico são suficientes para tomada
de decisão? Faça uma breve pesquisa e elabore um resumo sobre as
notícias que envolvem os impactos ambientais em diferentes países.

Faça valer a pena

1. Sobre a siglas AIAI e ABAI, referem-se à:
a) Avaliação Internacional de Análise de Impacto Ambiental e Associação
Brasileira de Avaliação de Impacto Ambiental.
b) Associação Internacional de Análise de Impacto Ambiental e Associação
Brasileira de Avaliação de Impacto Ambiental.
c) Associação Internacional de Análise de Impacto Ambiental e Associação
Brasileira de Análise de Impacto Ambiental.
d) Associação Internacional de Avaliação de Impacto Ambiental e
Associação Brasileira de Análise de Impacto Ambiental.
e) Associação Internacional de Avaliação de Impacto Ambiental e
Associação Brasileira de Avaliação de Impacto Ambiental.

2. A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) foi criada a partir de qual
lei?
a) Lei nº 6.938/1981.
b) Lei nº 88.351/1983.

Qualidade Ambiental 175

U3

c) Lei nº 9.985/2000.
d) Lei nº 11.516/2007.
e) Resolução Conama nº 1, de 23 de janeiro de 1986.

3. Leia o excerto a seguir: são “espaços territoriais e seus recursos
ambientais, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais
relevantes, legalmente instituídos pelo Poder Público, com objetivos de
conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao
qual se aplicam garantias adequadas de proteção da lei" (BRASIL, 2000).

Refere-se ao conceito de:
a) Impacto ambiental industrial.
b) Impacto ambiental urbano.
c) Unidade de Conservação.
d) Bioma de Conservação.
e) Ecossistema Endêmico.

4. A partir dos debates e formulações sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, leia:
Sobre o ______ nota-se que os ________ estão ancorados em ideias que
fundamentam a política, já os objetivos estão atrelados aos resultados que
se pretendem atingir, as _________ são vistas como formas que a política
é conduzida e os instrumentos são meios pelos quais a _________ é
colocada em prática.

O preenchimento correto é:
a) PNMA, princípios, ações, intervenção
b) PNMA, princípios, diretrizes, política
c) Sisnama, princípios, ações, deliberação
d) Conama, princípios, ferramentas, política
e) MMA, relatórios, expectativas, política

176 Qualidade Ambiental

Qual é a responsabilidade e a estrutura do Ibama? Qualidade Ambiental 177 . meio biótico e meio socioeconômico. Sabe-se que as avaliações ambientais estão atreladas ao licenciamento ambiental. da Resolução Conama nº 1/1986. b) Meio natural e meio socioeconômico. c) Meio antrópico e meio político. d) Meio físico. meio físico e meio socioeconômico. A partir desse cenário consta no diagnóstico ambiental da área a análise dos seguintes elementos: a) Meio físico e meio biótico. pode-se verificar o roteiro mínimo a ser seguido por elaboradores do EIA. e) Meio natural. A partir dessa premissa a avaliação de impactos ambientais pode ser feita através de quais mecanismos? 7. U3 5. 6. Segundo o artigo 6º.

U3 178 Qualidade Ambiental .

Educação ambiental e sustentabilidade. DF. de. 2015. 2015. 2015..938. Lei nº 6.mma. G. Anésio R. de 31 de agosto de 1981. Tadeu Fabrício. 2015. In: PHILIPPI JÚNIOR. modelos e instrumentos.br/ port/conama/legiabre. § 1º. 2008. Lavras: UFLA/FAEPE.mma. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. José M. Gestão ambiental empresarial: conceitos. Barueri: Manole.planalto. Brasília: MMA. Disponível em: <http://www. LIMA. Dispõe sobre padrões de qualidade do ar. Luiz R. Brasília.cfm?codlegi=100>. e dá outras providências. 2007. 2008. 2014. OLIVEIRA.985. previstos no Pronar. São Paulo: Saraiva. Princípios básicos de saneamento do meio. Rio de Janeiro: DIM/GTM. de 28 de junho de 1990. Disponível em: <http://www. Regulamenta o art. Arlindo. ______. Qualidade Ambiental 179 . DF.gov. C. A. seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. Acesso em: 27 jul. Poluição atmosférica. São Paulo: Senac. Acesso em: 27 jul. Acesso em: 11 jul. 19 jul. 2003. DANTAS. Diário Oficial da União. São Paulo: Saraiva.pdf>. Maria Cecília Focesi (orgs). FIRJAN. 1981. II. III e VII da Constituição Federal. MALHEIROS. 225. Resolução nº 3. 2007. BRASIL.br/ccivil_03/leis/l9985.br/ estruturas/163/_arquivos/pronar_163. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Diário Oficial da União. incisos I. de. Poluição do ar. 2 set. de 17 de junho de 2000.gov. Antonio A. João Vicente de. Lavras: UFLA/FAEPE. Lei nº 9. CARVALHO.htm>. 2000. U3 Referências ASSUNÇÃO. de. CONAMA.. BARBIERI.planalto. 2003. José Carlos. Brasília. htm> Acesso em: 11 jul. Manual de Indicadores Ambientais. institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Pronar.gov. GUILHERME.br/ccivil_03/leis/l6938. 2015. MMA – Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: <http://www. Recursos naturais renováveis e impacto ambiental. PELICIONI.gov. ______. Mariá V. Disponível em: <http://www.

(orgs. São Paulo. Sistema de gestão ambiental segundo o modelo ISO 14001. Curso de Gestão Ambiental. R. Maisa de S. Dicionário ilustrado de meio ambiente. 2014. Marcelo S. Vicente. Aplicação de ferramentas do programa de produção mais limpa na gestão de resíduos de uma fundição. 2007. NARVAES. Território e história do Brasil. Lavras: UFLA/FAEPE. 2012. SIRVINSKAS. Introdução ao estudo de gestão e manejo ambiental. 2012. MORAES. Maria das Graças et al. 2001. Rio de Janeiro: FGV. jul. 59-63. 4. Lavras: UFLA/FAEPE. RICCIO. p. U3 MORAES. In. 180 Qualidade Ambiental . n. 2008. Carlos Alberto Mendes et al. A. SMA-SP. Patrícia. de. PAULA.). Manual de direito ambiental. 2014. Contabilidade ambiental. São Paulo: Saraiva. 2007. Barueri: Manole. OLIVEIRA./set. RIBEIRO. São Caetano do Sul: Yendis Editora. São Paulo: Annablume. et al.: PHILLIPPI JR. 1. Administração geral. Tecnologia em metalurgia e materiais. Luís Paulo. Antonio C. v.

seja com o advento da Revolução Industrial aos dias atuais com o constante descarte de diferentes produtos e embalagens. por isso. para onde vai tudo que consumimos e descartamos? Desse modo. Como exemplo. Unidade 4 TRATAMENTO DE RESÍDUOS Convite ao estudo Por que estudar o Tratamento de Resíduos? A questão do lixo. consumidores. radioativos. fornecedores e indústrias não enxergam os descartes. Tratamento de Resíduos. quando os produtos são em partes. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. Dessa forma. programados para pararem e/ou quebrarem e a segunda quanto está “fora” de moda. iremos enfatizar as análises sobre os resíduos sólidos incorporando a ideia que esses possuem um valor diferente do lixo. e. Nesse sentido. nesta unidade de ensino. devo substituí-lo por um novo produto. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição . é essencial conhecer a legislação e as normatizações internacionais que regem o setor. industriais. ou mesmo dos resíduos é um problema constante da humanidade. será possível dialogar com a responsabilidade social e ambiental das empresas em diferentes contextos. Para isso. ou seja. a análise de projetos de reciclagem e tratamento de resíduos os quais estão atrelados à coleta e monitoramento dos diferentes tipos de resíduos (urbanos. agropecuários etc). serviços de saúde. com a chamada obsolescência programada e perceptível. muitas vezes. ou seja. a roda do consumo é reforçada e. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. sobretudo. Entre as situações já propostas para que o estagiário Josué desenvolvesse.

Dessa forma. será que é possível tratarmos dos resíduos sólidos em todo território nacional? Será que as nossas preocupações em padronizar e fazer a gestão de ambiental reduzirá de fato os impactos ambientais? Vamos desvendar e construir alguns caminhos juntos! 182 Tratamento de resíduos . bem como sua classificação.004/2004. Nesse momento. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. Para isso. deverá apresentar quais são as classificações existentes bem como possíveis desvantagens e vantagens da reciclagem.U4 para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. Diante desse cenário. a empresa solicitou que Josué realizasse uma leitura sobre a NBR 10. que trata dos resíduos sólidos.

U4 Seção 4. quando isso não for possível. bem como sobre as diretrizes relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos. que dispõe sobre seus princípios. muitas discussões foram feitas entre o Senado e a Câmara Federal para construir uma legislação à altura da gestão dos resíduos sólidos para um país em constante transformação. que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). objetivos e instrumentos. e. Nesse contexto. incluídos os perigosos. nesta seção. ressalta-se que as normatizações internacionais também devem ser utilizadas pelas indústrias a fim de implementar projetos que possam reduzir os resíduos e. alguns aspectos da legislação ambiental poderão ser retomados visto a realidade nacional em diálogo com as indicações internacionais sobre a gestão ambiental. às responsabilidades dos geradores e do poder público e aos instrumentos econômicos aplicáveis. de 2 de agosto de 2010.305. Para auxiliar nessa jornada temos uma competência técnica que visa conhecer os processos de gestão de resíduos. Desse modo. conhecimentos sobre a Lei nº 12. que possam tratá-los adequadamente. compreender a PNRS e as normatizações desse segmento a partir de um amplo compromisso com a questão ambiental enquanto um bem comum. Dessa forma. iremos iniciar nossos estudos sobre os Projetos de coleta de resíduos. Diante disso. Tratamento de resíduos 183 . Veremos. Você já escutou algo sobre essa legislação? Será que no seu município há um aterro sanitário? Será que as empresas estão tratando adequadamente seus resíduos? Notem que temos muitas indagações pela frente e deveremos analisá-las amplamente para assim identificar as responsabilidades existentes nos projetos e programas de coleta de resíduos. temos alguns desafios pela frente em sistematizar as origens e desdobramentos da PNRS que data inicialmente de 1989.1 Projetos de coleta de resíduos Diálogo aberto A partir de agora. por isso. algumas indagações devem pautar os estudos. ou seja.

pode-se verificar que: “os resíduos nos estados sólidos e semissólidos que resultam de atividades de origem industrial. nos estados sólido ou semissólido.U4 Não pode faltar Projetos de coleta de resíduos Para iniciar nossos estudos sobre os Projetos de coleta de resíduos. para melhor gerenciá-los e para garantir ainda a segurança do trabalhador. por exemplo. Carvalho e Oliveira (2010) indicam que retirar foi elaborada em 1987 e revisada em 2004.004/2004. acompanhem: 184 Tratamento de resíduos . Lixo remete à ideia de um material sujo e sem serventia. a cuja destinação final se procede. A partir desse contexto inicial.004/2004. de serviços e de varrição. ou exijam para isso soluções técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível”.. Na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). doméstica. você deve se questionar: quais são as diferenças entre resíduos e lixos? Essa questão é muito comum. e desde já podemos afirmar que não são sinônimos. agrícola. cujo objetivo é classificar os resíduos sólidos de acordo com os riscos potenciais que possam causar ao meio ambiente e à saúde pública. 2010). já o resíduo passa a ideia de algo que ainda possui algum valor e utilidade para alguém. pode-se citar algumas NBRs importantes para o nosso tema em questão. do consumidor e do meio ambiente. hospitalar. substância. apenas classifica-os em perigosos e não perigosos. temos o seguinte conceito de resíduo sólido: [. bem como gases contidos em recipientes e líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos d’água. se propõe proceder ou se está obrigado a proceder. ou exijam para isso soluções técnica ou economicamente inviáveis em face da melhor tecnologia disponível (BRASIL.. Vale ressaltar que essa norma não regulamenta a utilização dos resíduos sólidos.] material. objeto ou bem descartado resultante de atividades humanas em sociedade. Assimile Já na NBR 10. comercial. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água. bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos de água. aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição. Sobre a NBR 10.

Em relação à classificação dos resíduos sólidos. • NBR 10. Nesse contexto. • NBR 10. 2010). de áreas de embarque/desembarque de transportes rodoferroviários e os entulhos (CARVALHO. varrição e da limpeza de logradouros. Resíduos de serviços de saúde: os provenientes de atividades de natureza médico- assistencial. estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. vias públicas e outros serviços de limpeza urbana. Entre cada um desses resíduos. transformação de matérias-primas e substâncias orgânicas e inorgânicas em novos produtos. U4 • NBR 10. Resíduos especiais: resíduos de agrotóxicos e suas embalagens. provenientes de portos. pilhas baterias e assemelhados. solúveis em água ou combustíveis. • NBR 13. a incineração desse tipo de resíduo segue norma específica. vapor de sódio e luz mista. Classe II-B: resíduos inertes: ou seja. Resíduos industriais: provenientes de atividades de pesquisa.007:2004 – Amostragem de resíduos sólidos. etc. • Classe I – resíduos perigosos: normalmente têm características inflamáveis tóxicas. de serviços de saúde. aeroportos. centros de pesquisa e de desenvolvimento e experimentação na área de saúde. aqueles não combustíveis e inertes Tratamento de resíduos 185 . de vapor de mercúrio. radioativas.005:2004 – Procedimento para obtenção de extrato lixiviado de resíduos sólidos. pode-se mencionar que a origem dos resíduos e sua classificação são distribuídas em: urbanas. de corrosão e patogênicas. matéria orgânica. papeis.463:1995 – Coleta de resíduos sólidos. sendo divididos em duas classes conforme as normas NBR 10. terminais rodoviários e ferroviários e postos de fronteira e estruturas similares. processos específicos e atividades de mineração. farmácias e laboratórios de análises clínicas. • NBR 10. lâmpadas fluorescentes. há outras classificações. OLIVEIRA. • Classe II – resíduos não perigosos: Classe II-A: incluem os resíduos biodegradáveis. Resíduos de serviços de transporte: decorrentes de atividades de transporte de cargas. pneus. óleos lubrificantes e assemelhados. destacam-se: Resíduos sólidos urbanos: provenientes de residências urbanas. visto a periculosidade. de reatividade. industriais. podem causar problemas à saúde e ao meio ambiente. por exemplo: sucatas metálicas. como exemplo os industriais. de aeroportos e porto.004/2004 e 10. agropecuárias.005/2004.004:2004 – Resíduos Sólidos – Classificação.006:2004 – Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos.

2015. • ROXO: resíduos radioativos. • LARANJA: resíduos perigosos. Para auxiliar na seleção dos materiais recicláveis dos resíduos sólidos no âmbito doméstico e não doméstico. conforme se pode verificar a seguir: • AZUL: papel. • BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde. papelão.com/poluicao/incineracao-dos-residuos-solidos>. OLIVEIRA. seguido pelo tratamento e destino final. • VERMELHO: plástico. pode-se verificar o exemplo dos resíduos urbanos. • MARRON: resíduos orgânicos. A questão da coleta seletiva e reciclagem deve ser salientada nesse processo visto que a partir dessas duas dimensões todas as demais são desencadeadas e propiciam o tratamento ou a destinação correta para os aterros sanitários. 186 Tratamento de resíduos . a Resolução Conama nº 275/2001 estabelece o código de cores para a identificação dos resíduos sólidos. Acesso em: 19 ago. pode-se pensar na sistematização de projetos de coleta de resíduos.1 – Resíduos urbanos Fonte: Disponível em: <http://meioambiente. • PRETO: madeira. Dessa forma. ou contaminável não passível de separação. • AMARELO: metal. • VERDE: vidro.U4 como vidro. 2010).culturamix. acompanhem: Figura 4. No esquema a seguir. • CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado. tijolo e outros (CARVALHO.

a disposição final ambientalmente correta. redução.wordpress. 2015. sobretudo. o ambiente. nota-se a responsabilidade compartilhada Tratamento de resíduos 187 . organizações não governamentais e demais entidades interessadas. O exemplo dos resíduos sólidos urbanos é muito significativo visto que no Brasil 80% da população vive nas áreas urbanas. os impactos surgem e agravam-se quando não destinamos corretamente os resíduos. Dessa forma. além de eventuais atividades turísticas e econômicas. Vale ressaltar também que a PNRS prevê a expansão da coleta seletiva de matérias recicláveis nas moradas e o fortalecimento das cooperativas e associações de catadores. U4 Essa resolução indica ainda que a adoção de referido código de cores aplica-se a programas de coleta seletiva estabelecidos pela iniciativa privada. deveriam ser substituídos por aterros sanitários. ou seja. a seguinte ordem: não geração. Dessa forma. popularmente os lixos são encaminhados para os lixões e afetam a saúde. Como consequência. tratamento de resíduos e. seria proibida a entrada de catadores. com a PNRS de 2010. Nesse cenário. por fim. Nesse contexto. leia-se. empresas e órgãos públicos. deve-se relacioná-lo ao percentual de recicláveis no Brasil.. prioritariamente.1 – Recicláveis no Brasil Fonte: Disponível em: <https://greenglossy.com/2011/04/>. reutilização. reciclagem. efetivando assim a responsabilidade socioambiental no setor. igrejas. cooperativas. a criação de animais e instalação de moradia nos aterros e/ ou nas proximidades. escolas. Daí a importância do saneamento ambiental. A lei previa que até 2014 todos os “lixões” do Brasil deveriam ser extintos. 2013). cujas infraestruturas e os serviços por vezes são insuficientes ou precários. respeitando. Acesso em: 20 ago. acompanhem: Gráfico 4. em aterros sanitários (MANSOR et al. é possível verificar a demanda por novos projetos de coleta de resíduos em diálogo com os catadores. O gráfico a seguir permite iniciar a leitura sobre o recicláveis no Brasil o que permite indagar sobre o Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos.

o canadense 0.17 kg. são: “a prevenção e a precaução.planalto. às empresas também cumprirem suas funções nesse amplo processo. a ecoeficiência. 2011). 12).22 kg.. o princípio do poluidor-pagador e do protetor-recebedor. 188 Tratamento de resíduos . consumidores etc. Cabe. Reflita A partir das reflexões sobre a PNRS qual é o papel das empresas no reaproveitamento dos resíduos de diversas formas no ciclo produtivo? Você conhece alguma experiência que comprove a eficiência dessa reutilização na indústria? Sirvinskas (2014). ao discutir os resíduos sólidos e poluição. 2015. gerador de trabalho e renda. um caminho significativo remete à logística reversa como um instrumento de desenvolvimento econômico e social no âmbito das diferentes atividades produtivas.U4 pelo ciclo de vida dos produtos pelos fabricantes. Pesquise mais Para aprofundar sobre essa temática.32 kg (LEONARD. br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305. o desenvolvimento sustentável. p. Assimile Os princípios e objetivos da PNRS. já o australiano produz cerca de 1. o japonês 1.gov. Acesso em: 20 ago.09 kg de lixo por dia conforme os dados de 2007. portanto. reforça que tais materiais são oriundos das atividades diárias do homem em sociedade e podem ser encontrados nos estados sólido. Disponível em: <http://www. a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.htm>. e promotor de cidadania e respeito às diversidades locais e regionais” (MANSOR et al. o reconhecimento de que o resíduo sólido reutilizável e reciclável é um bem econômico e de valor social. leia a PNRS – Política Nacional de Resíduos Sólidos na íntegra. líquido e gasoso.81 kg e um chinês 0. distribuidores. 2013. importadores. comerciantes. Estima-se que um cidadão estadunidense é responsável por gerar 2.

pois. Vocabulário Ciclo de vida do produto: série de etapas que envolvem o desenvolvimento do produto. nem tudo é lixo! E. ou seja. devemos aproveitar. assim como os aterros sanitários. existiam outros instrumentos legais sobre os resíduos sólidos. o processo produtivo. a população deve-se conscientizar e separar os resíduos domésticos e exigir a coleta seletiva em todos os municípios brasileiros. Tratamento de resíduos 189 . empresas e o Estado através da PNRS assumem um compromisso para que a indústria de reciclagem se fortaleça. Contudo. Exemplificando A PNRS criada em 2010 foi regulamentada nesse mesmo ano. consolidando assim os aterros sanitários. compostagem. o consumo e a disposição final. como exemplo a Lei nº 2. O que não foi alterado é a competência do Estado em exigir o Estudo Prévio de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental (EPIA/RIMA) do local onde se pretende instalar um aterro sanitário. de 1954 e a Portaria nº 53 de 1979. a redução e reutilização de diferentes produtos. Coleta seletiva: recolhimento diferenciado de resíduos sólidos. sobretudo. pode-se salientar que o tratamento de resíduos através da PNRS é em partes revolucionária ao modificar a estrutura das indústrias que devem assumir tal dimensão no processo empresarial. tratamento entre outras destinações.312. Faça você mesmo No seu município e/ou região existe um aterro sanitário? Faça uma pesquisa e aponte as características de um aterro sanitário em conformidade com a lei e com outro que não está. previamente selecionados nas fontes geradoras com o intuito de encaminhá-los para reciclagem. usinas de reciclagem e. Por outro lado. A partir desse contexto. insumos. a obtenção de matérias-primas. catadores de materiais reciclados. U4 A partir desse amplo cenário. antes disso. reuso. reutilizar e reduzir para que a política ambiental seja cada dia mais forte e de qualidade. Posteriormente apresente os resultados no decorrer das aulas. de um lixão. cooperativas.

Desse modo. deve-se verificar a NBR 10. a coleta seletiva. os inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. é necessário conhecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos de 2010 em constante diálogo com as normas técnicas que regem esse segmento. Dessa forma. que trata dos resíduos sólidos. das residências e indústrias às usinas de tratamento de tratamento. financeiros e creditícios.004. Solução: Para iniciar essa atividade. a logística reversa. poderá diferenciar os diferentes tipos de resíduos a 190 Tratamento de resíduos . projetos e programas que envolvem a coleta de resíduos a partir da sua classificação em diferentes contextos e escalas. de 2004. e os Sistemas de Informação Ambiental. ressalta-se a indissociabilidade entre a política e gestão ambiental. os termos de compromisso.U4 SEM MEDO DE ERRAR Após as reflexões sobre os projetos de coleta de resíduos. deverá apresentar quais são classificações existentes bem como possíveis desvantagens e vantagens da reciclagem. Atenção! Para conhecer a classificação dos resíduos sólidos. Para isso. a utilização das normatizações facilitará as análises e o planejamento das atividades. Dessa forma. os acordos setoriais. vamos resolver a situação-problema apresentada ao Josué? Vamos relembrar! A empresa solicitou que Josué realize uma leitura sobre a NBR 10. bem como sua classificação. as quais permitem aprofundar os saberes técnicos e empíricos. ou seja. Lembre-se São instrumentos da PNRS também os planos de gerenciamento de resíduos sólidos. Dessa forma.004/2004 que trata dos resíduos sólidos. os incentivos fiscais. reuso ou até os aterros sanitários. o incentivo à criação e ao desenvolvimento de cooperativas ou de outras associações de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis.

Vale consultar também a PNRS de 2010. Diante desse cenário. por vezes. segundo o processo de fabricação: 1. ocupam um espaço considerável nos aterros sanitários. Avançando na prática Pratique mais Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. divide-se em três etapas. B. beneficiados. deve-se atentar ao fato que a NBR 10. metal. Competência geral operação da organização 2. estima-se que 325 milhões de toneladas desses resíduos são gerados anualmente. sobretudo. pode-se observar as classes A. banheiras. Primeira etapa: ocorre a mistura e homogeneização dos materiais beneficiados. Lembre-se A fabricação de artefatos a partir de resíduos da construção civil Classe A (Resolução Conama nº 307/2002). e. Conteúdos relacionados Normatizações e legislações na gestão ambiental. Objetivos de aprendizagem Analisar a classificação dos resíduos da construção civil (RCC). portas. Abrange concreto. plásticos e componentes de construção como pias. Nos EUA. 2. Os resíduos oriundos de construção e/ou demolições devem ser considerados como subprodutos do resíduo sólido urbano. quais são as classes pertinentes aos resíduos da construção civil adotados no Brasil? Arte da solução está justamente no conhecimento da Resolução Conama nº 307/2002 e suas alterações posteriores. são inseridos como uma categoria separada. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. pisos. 3. etc. Resolução da SP Destaca-se também a NBR 15. Nessa resolução. Descrição da SP tijolos.112:2004 que apresenta as diretrizes para projeto. gesso. Segunda etapa: Tratamento de resíduos 191 . vidro. “Resíduo de construção e demolição: algumas alternativas” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. madeira. C e D. Todavia. janelas. canos. 5.004 e a PNRS são complementares dentro das atividades produtivas das empresas e aplicam-se também para outras atividades e instituições. implantação e operação das áreas de transbordo e triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos. no artigo 13 que também apresenta uma classificação para o segmento em questão. 4. por exemplo. Por isso. U4 partir da classificação prescrita nessa normatização.

.. pelo ciclo de vida dos produtos pelos fabricantes. Como consequência.... previa que até 2014 todos os . aterros sanitários. compartilhada b) PNRS. seletiva. lixões. parcial.... Vale ressaltar também que a PNRS prevê a expansão da coleta ... importadores. Nesse cenário... social d) NBR.. Leia o trecho a seguir.. socioambiental c) LRS... A sequência correta é: a) PNRS.. U4 os artefatos serão moldados de acordo com o tipo de mistura da etapa anterior.. distribuidores........ curados e estocados para o posterior uso ou comercialização. seria proibida a entrada de catadores..... 2.. aterros sanitários. lixões.. A partir dos estudos e desdobramentos inerentes aos projetos de coleta de resíduos. aterros.. Faça valer a pena 1. compartilhada e) ABNT.. de materiais recicláveis nas moradas e o fortalecimento das cooperativas e associações de catadores. do Brasil deveriam ser extintos... Faça você mesmo Quais aplicações podem ser dadas a partir dos Resíduos da Construção Civil? Faça uma lista dos exemplos aplicáveis e discuta-os com seus colegas a partir da data combinada com o docente......... 3. Terceira etapa: os produtos moldados serão secos. seletiva.. A .. aterros públicos.. coletiva.. c) Programa Nacional de Resíduos Socioambientais....... b) Política Nacional de Resíduos Sanitários.. coletiva.. d) Plano Nacional de Resíduos Sólidos.... deveriam ser substituídos por.. .. coletiva 192 Tratamento de resíduos .. e) Projeto Nacional de Resíduos Sólidos. lixões. aterros sanitários... leia-se... nota-se a responsabilidade .. comerciantes... lixões.. qual o significado da sigla PNRS? a) Política Nacional de Resíduos Sólidos. consumidores etc...... aterros sanitários.... a criação de animais e instalação de moradia nos aterros e/ou nas proximidades.....

e) Todos. III – O reconhecimento de que o resíduo sólido reutilizável e reciclável é um bem econômico e de valor social. o princípio do poluidor-pagador e do protetor-recebedor. III e IV. c) II. III – Foi instituída em 2010 e regulamentada nesse mesmo ano. V – Aplica-se apenas às grandes cidades e regiões metropolitanas do Brasil visto a elevada concentração populacional e industrial. gerador de trabalho e renda. III. II e III. III e IV. II – Foi instituída a partir de 2010 com a legislação específica. II e III. Estão corretas apenas: a) I. b) I. a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Sobre a PNRS. IV e V. II – O desenvolvimento sustentável. Em relação aos princípios e objetivos da PNRS. Estão corretos: a) I e II. Tratamento de resíduos 193 . IV – Aplica-se para todo o território nacional. III e IV. IV – Monitoramento contínuo nas empresas privadas que tratam os resíduos. 4. III e IV. a ecoeficiência. Anteriormente existiam outras leis e portaria sobre esse segmento. b) I. d) II. II. c) II. e) Todas. V – Melhoria contínua apenas nas empresas públicas responsáveis pela coleta dos resíduos domésticos e hospitalares. U4 3. observe os itens a seguir: I – A prevenção e a precaução. pode-se afirmar que: I – Foi criada como um mecanismo de controle para os resíduos domésticos no decorrer da década de 1990. o que não foi alterado é a competência do Estado em exigir o EPIA/RIMA do local onde se pretende instalar um aterro sanitário. d) I. e promotor de cidadania e respeito às diversidades locais e regionais.

Quais são os princípios e objetivos da PNRS? 194 Tratamento de resíduos . e) O estabelecimento da gestão dos resíduos sólidos industriais. b) A garantia que os municípios brasileiros terão o financiamento parcial para construção dos aterros sanitários. como as cores são distribuídas para identificação de cada resíduo sólido? 7. U4 5. A partir das formulações sobre a seleção dos materiais recicláveis dos resíduos sólidos no âmbito doméstico e não doméstico. a Resolução Conama nº 275/2001 trata sobre: a) A garantia da coleta seletiva em todos os municípios brasileiros. A partir da Resolução Conama nº 275/2001. 6. c) A construção dos aterros sanitários nas cidades médias. d) O estabelecimento do código de cores para a identificação dos resíduos sólidos.

e. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. Como pontapé inicial. Josué terá que Tratamento de resíduos 195 . ou seja. tratamento e monitoramento de resíduos. pode- se notar que o mesmo utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. Nesse momento a empresa solicitou que Josué retome as discussões inerentes à Política Nacional de Saneamento Básico (2007) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010) para dar suporte aos projetos de reciclagem e gerenciamento de resíduos sólidos nos quais a empresa irá integrar através de um consórcio estadual. reciclagem. logística reversa e a responsabilidade partilhada como uma perspectiva significativa para o século XXI. quando esses são descartados de forma irregular temos vários impactos ambientais significativos. Por isso. e a saúde humana. Projeto de Reciclagem. pois. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. você deve pensar sobre como as empresas devem assumir a responsabilidade social e ambiental. essas precisam se preocupar com seus resíduos. permite desenvolver inúmeros projetos de coleta. Entre as situações já propostas para que o estagiário Josué desenvolvesse. Diante desse cenário inicial. a reciclagem e o reuso apresentam-se como uma ampla estratégia para as empresas. Para isso. você já conhece algum projeto de reciclagem no âmbito industrial? Quais são os motivos para reciclar e investir em logística reversa? Essas indagações poderão auxiliá-lo na compreensão desse amplo cenário que envolve os resíduos sólidos está respaldado por uma política nacional que está nitidamente articulada à gestão de qualidade e às normatizações internacionais no âmbito do SGA.2 Projeto de reciclagem Diálogo aberto A partir de agora. que podem afetar os recursos hídricos. iremos iniciar nossos estudos envolvendo reciclagem de diferentes resíduos através da análise de projetos de reciclagem. U4 Seção 4. solos.

busca-se compreender a função desses projetos de reciclagem como um compromisso integral para efetivarmos a Política e Gestão Ambiental. já pensou para onde vão todos os resíduos que descartamos diariamente em nossas casas e empresas? Temos alguns caminhos amplos pela frente. 2009). com destaque para: 196 Tratamento de resíduos . neutralização de carbono. titulares de serviços público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos possuem uma parcela desde a matéria-prima até o descarte correto após o uso (MANSOR et al. vamos focar os exemplos a partir do lixo. fabricantes. visão e objetivos da empresa que deve assegurar determinadas legislações e normatizações em prol da sustentabilidade. 2013). Você sabe distingui-los? Caso negativo. reuso e outras formas de destinação de resíduos. distribuidores. da ISO 14001 e também efetivar sua política ambiental e de qualidade (MARTINS. A dimensão da logística reversa também emerge nesse debate como um instrumento de desenvolvimento econômico e social que visa à coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor industrial. Mansor et al. ou mesmo dos resíduos iniciando nos domésticos aos perigosos (hospitalares. assim retornem ao ciclo produtivo. a barbárie ou a insustentabilidade social. importadores. em alguns casos pode-se afirmar que beiram o caos. comerciantes. sobretudo. temos a responsabilidade social das empresas que não se limita aos Relatórios e Balanços Sociais e Ambientais anuais. Portanto. consumidores. ou seja. a reciclagem. (2013) apontam que alguns produtos se enquadram na logística reversa. Você deve pensar quais são esses impactos? Será que também sou responsável por eles? O que posso fazer? Será que as empresas e Estados assumem seu papel nesse debate? A partir dessas provocações iniciais. Feito isso. que visa à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. Deste modo. U4 prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. entre outras ações e campanhas educativas com a comunidade e fornecedores poderá efetivar suas certificações. econômica e ambiental. tóxicos e radioativos). por exemplo. e. para que os mesmos possam ser reaproveitados de diversas formas. esses são importantes para dar visibilidade aos interlocutores diretos e também implicam a missão.. Não pode faltar Os impactos ambientais do decorrer do século XX e início do XXI são inúmeros e. Deve-se refleti-los retomando a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010.

com. U4 • Resíduos e embalagens de agrotóxicos. • Resíduos e embalagens de óleos lubrificantes. embalagens ou materiais ao seu centro produtivo. separando. as empresas assumem sua responsabilidade e investem em reciclagem. Nesse contexto. ser disposto em aterros sanitários. • Pilhas e baterias. destinado à compostagem ou. considera-se a responsabilidade pelo ciclo de vida dos produtos de maneira compartilhada.br/2010/01/09/logistica-reversa/>. • Lâmpadas fluorescentes. armazenando corretamente e devolvendo o produto após o uso. Dessa forma. acompanhem: Figura 4.2 – Reciclagem e logística reversa Fonte: Disponível em: <http://embalagemsustentavel. Acesso em: 21 ago. que vêm ganhando maior destaque. ressalta-se que a logística reversa também pode ser estendida a outros produtos e embalagens que não estão citados na lista acima. Por isso. mercúrio e de luz mista. a logística reversa é a área da logística que trata dos aspectos de retornos de produtos. de vapor de sódio. No esquema a seguir é possível conferir esse processo. reúso e destinação adequada. reciclado. e além do mais permite a implementação ampla do SGA. • Pneus. • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes. 2015. em que os consumidores também devem fazer a sua parte. não é uma mera obrigação das empresas. para que possa ser reutilizado. em último caso. quando for detectado risco à saúde humana ou ao meio ambiente. Tratamento de resíduos 197 . trata-se de um negócio ao inserir os reciclados como matéria-prima a partir de uma logística reversa que os beneficia. Por isso. Com o fortalecimento da ISO 14000. • Embalagens em geral.

reutilizar.) e reutilização dos componentes básicos de cada resíduo para confecção de novos produtos. bem como as categorias de classificação de resíduos sólidos. Assimile Além da menção dos 3Rs (reduzir. vidro etc. reparar. 2015.com. borracha de pneus. ou seja. Com base nesse debate. temos também os 5Rs (reciclar. instrumentos.br/5rs.espectro3d. Cabe. acompanhem: Figura 4. a: Transformação do lixo (resíduos sólidos – plástico. com qualidade e resistência similares às dos produtos feitos com a matéria-prima retirada da natureza. muitas ações e projetos de reciclagem ancorados na logística reversa para que as empresas e consumidores possam usufruir desses benefícios que não se limitam à temática ambiental. Além disso. por fim. é preciso frisar que a PNRS contém em seus princípios. repensar e reutilizar) e. reintegrar. diretrizes. a reciclagem gasta menos energia e 198 Tratamento de resíduos . vale reforçar o que entendemos por reciclagem. reutilizar e reciclar). reduzir. papel. objetivos. reduzir e reciclar. que permitem indagar sobre alguns “Rs” que permeiam todas as elaborações sobre os projetos de reciclagem. U4 Nota-se que a matéria-prima entra no sistema e pode ser utilizada inúmeras vezes antes de ir para os aterros sanitários. alumínio. A partir do debate dos “Rs” no âmbito dos projetos de reciclagem. a perspectiva mais ampla composta pelos 7 Rs: repensar.3 – Os 5 Rs Fonte: Disponível em: <http://www. Acesso em: 21 ago. recusar. reduzindo o impacto ambiental e o esgotamento dos recursos naturais.html>. portanto. recusar.

é possível compreender o papel da reciclagem como um indicador ambiental. para reciclagem. A reciclagem permite que muitas árvores sejam poupadas e ainda economiza água e energia. esse número pode aumentar com a ajuda da população. o Ministério do Meio Ambiente. reciclados. A maioria dos plásticos é reciclável e essa é clareado com produtos químicos que são prática diminui o impacto ambiental de sua muito poluentes. Não se deve misturar materiais sujos (p. No Brasil. A seguir pode-se acompanhar alguns materiais reciclados que podem propiciar projetos específicos. melhora a limpeza da cidade. pelos usuários aos estabelecimentos que as comercializam ou à rede de assistência técnica autorizada pelas respectivas indústrias. Para a produção de 1t de papel. ex. diminui o desperdício.1 – Materiais reciclados PAPEL PLÁSTICO O papel que usamos para impressão. p. branco. Fonte: Adaptado de Narvaes (2012. 5 kg de Em razão do impacto ambiental da deposição bauxita (minério de alumínio) não precisam de pilhas e baterias de Ni-Cd (Níquel-Cádmio) ser extraídos da natureza. apenas 37% do 500 anos) e poluem o ambiente se forem papel produzido vão para a reciclagem. tratamento ou disposição final ambientalmente adequada. pois assim ele não poderá ser reciclado. prolonga a vida útil dos aterros sanitários e estimula a consciência ecológica (NARVAES. necessária para produzir a mesma quantidade cádmio ou mercúrio devem ser "entregues de latas com o uso da matéria-prima. de coloração mais escura. são necessárias 2 a 3t de madeira. minimiza a contaminação do solo. 257/1999. por exemplo. A reciclagem de por meio da resolução Conama n. desde a distribuição até a destinação final. e evitar um recurso natural não renovável. ALUMÍNIO BATERIA DE Ni-Cd A cada 1 kg de alumínio reciclado. latas de alumínio gasta apenas 5% da energia especifica que pilhas e baterias com chumbo. atividade que causa no ambiente. já que são derivados de petróleo. para repasse aos fabricantes ou importadores. 286). mas descartados na natureza. U4 menos água. grande impacto ambiental. gera renda e empregos. 2012. Tomando essa definição como referência. p. Os o desperdício de papel (usando. plásticos demoram muito tempo para se os dois lados da folha para impressão ou decompor (uma garrafa PET leva cerca de como rascunho). Devem-se preferir papéis produção.: copinhos plásticos com café) com o papel. Quadro 4. 286) Tratamento de resíduos 199 .

ou seja. No que condiz aos catadores de materiais reciclados. Vale salientar. limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais urbanas. ainda. é indissociável da PNRS.. das quais apenas 10% estão organizadas em cooperativas e associações (BESEN et al.000 pessoas atuando na coleta seletiva formal e informal no país. devem ser estruturados pelas cadeias produtivas em sintonia com as metas setoriais de reciclagem que serão acordados no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). a ampliação do mercado de reciclagem. faça uma leitura da legislação e posteriormente apresente uma resenha da mesma contendo o conjunto de serviços e infraestruturas e instalações operacionais. (2012). Ainda sobre esse cenário de projetos e ações com materiais reciclados na perspectiva da logística reversa. Segundo Besen et al.U4 Além dos materiais apresentados no quadro. primária ou pré-consumo. são complementares frente aos desafios da gestão e gerenciamento ambiental. a existência da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 200 Tratamento de resíduos . ou seja. a educação para o consumo consciente e a inclusão produtiva de catadores de materiais reciclados. Por isso.000 e 800. o reúso de materiais. poderíamos inserir a reciclagem de pneus. aquela que transforma resíduo plástico em produtos químicos através de processos termoquímicos. ressaltam que temos a economia de recursos naturais e de insumos.455/2007 instituiu a Política Nacional de Saneamento Básico que contempla um conjunto de serviços e infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável. Dessa forma. a coleta seletiva é uma etapa primordial do gerenciamento dos resíduos sólidos e contribui para a sustentabilidade ambiental. a lei incentiva a criação de desenvolvimento de organização de catadores e estabelece também a responsabilidade partilhada pelo ciclo de vida dos produtos. logística reversa. o sistema de retorno dos produtos. Sobre a reciclagem de plástico ela pode ser ainda. Exemplificando A Lei nº 11. esgotamento sanitário. de vidro etc. 2012). Dessa forma. ou mesmo. secundária ou pós-consumo e terciária. econômica e social urbana. Faça você mesmo A partir das proposições da Política Nacional de Saneamento Básico (PNSB). destacam-se que o Plano Nacional de Resíduos Sólidos de 2011 estima a existência de 600.

653 operam em parcerias com cooperativas/ associações (BESEN et al. p. em 2008 passou para 994. 2012). os aterros sanitários. metais. vidros etc. 2010. Por fim. assim a atuação vai do âmbito da gestão local e auxilia a organização de catadores e também a inserção contínua dos materiais nas indústrias. 445 municípios tinham a coleta seletiva e. daí a necessidade de projetos de reciclagem para cada uma das subáreas. insere a coleta seletiva na dimensão econômica da sustentabilidade e trabalha com os dados nacionais. Desse total. Trata-se de uma oportunidade de expansão de negócios atrelados à constante preocupação ambiental e vem sendo incentivado por meio de políticas públicas setoriais. OLIVEIRA. economia de energia no processo de produção dos reciclados e redução do volume de resíduos de difícil degradação no solo. 173). os resíduos são assim denominados e classificados pelo reaproveitamento. OLIVEIRA. ou seja. • Para produção de eletricidade: os que podem ser queimados sem causar danos ambientais (CARVALHO. e. OLIVEIRA. 174). A ideia de projetos e usinas de reciclagem não é recente. de 35% a 45% do que se descarta diariamente pode ser inserido no processo produtivo. plásticos. O IBGE. U4 de 2008. pode-se mencionar que a “reciclagem de uma tonelada de papel representa a não derrubada de 20 árvores. por exemplo (CARVALHO.. 2010). 2010. os materiais coletados seletivamente podem ser classificados segundo suas possibilidades de reaproveitamento. Nesse contexto. através da Pesquisa Nacional de Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS-IBGE). p. poupando assim. Reflita A partir dos projetos de reciclagem de metais. Dessa maneira. que aponta a ampliação da coleta seletiva formal no país. vale destacar que a vantagem da reciclagem está nitidamente atrelada à economia de matérias-primas virgens. Como exemplo. enquanto a reciclagem de 1 tonelada de metal significa a economia de 5 toneladas de bauxita” (CARVALHO. o equivalente a 18% dos municípios brasileiros. • Para compostagem: resíduos sólidos orgânicos em geral. podemos mencionar os seguintes benefícios: economia de minérios. de energia e de água. Em 2001. Tratamento de resíduos 201 . e mais de 50% são constituídos de matéria orgânica e poderiam ser destinados à adubação em diferentes projetos e programas agropecuários e de hortas urbanas. significa uma economia de recursos e energia significativos. como exemplo: • Para reaproveitamento industrial: papéis.

Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas na empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar. deixando. Para isso. Tomando isso como base.org. o solo livre de contaminantes. Acesso em: 21 ago. é possível o Guia ambiental: da indústria de transformação e reciclagem de materiais plásticos. SEM MEDO DE ERRAR Após as reflexões sobre a perícia ambiental.br/sms/files/file/guia_ ambiental_sindiplast. investem em projetos para inserirem nas suas atividades produtivas tais materiais reciclados/reaproveitados? Pesquise mais A seguir. da série P+L (2011). Atenção! A Política Nacional de Saneamento básico (Lei nº 11. indo do estado sólido ou líquido para o estado gasoso. redução da emissão de CO2. Vocabulário Processos termoquímicos: refere-se ao fato que muitas substâncias nocivas são capazes de uma mudança de estado. ou seja. Disponível em: <http://www. sobretudo. Por 202 Tratamento de resíduos .U4 aumento da vida útil dos aterros. organizado pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast).305/2010) possuem muitos pontos convergentes na gestão e gerenciamento ambiental no país. A empresa solicitou que Josué retome as discussões inerentes à Política Nacional de Saneamento Básico (2007) e à Política Nacional de Resíduos Sólidos (2010) para dar suporte aos projetos de reciclagem e gerenciamento de resíduos sólidos nos quais a empresa irá integrar através de um consórcio estadual. 2015. por que as indústrias não inovam e.455/2007) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.crq4. diminuição da poluição e diminuição da degradação nas áreas em que são extraídos os minérios. por exemplo.pdf>.

E. e o segundo grupo trata exclusivamente quanto à periculosidade. Parte das resoluções da SITUAÇÃO-PROBLEMA estão norteadas pelas legislações supracitadas. coleta. entre outros. Dessa forma. Conteúdos relacionados Resíduos Sólidos. Lembre-se Na PNRS há a distinção quanto à origem. resíduos de saúde. tratamento e destinação final adequada através dos aterros sanitários e estações de tratamento de água e esgoto. Avançando na prática Pratique mais Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. mineração. de transporte. resíduos comerciais e de serviços. “A Reciclagem de plástico na indústria de bebidas” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Por isso. tendo resíduos perigosos e os resíduos não perigosos. Reciclagem. U4 isso. 3. possibilitam ainda. Competência geral operação da organização Conhecer algumas possibilidades da reciclagem de plástico 2. redução. Logística Reversa. Tratamento de resíduos 203 . é necessário consultá-las e verificar os artigos e seus desdobramentos a partir de diferentes projetos e programas púbicos e privados que aplicam tais legislações entre as diferentes esferas de abrangência. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. tratamento e destinação de resíduos. a não geração. agropecuários. leia-se: domiciliares. destinação e tratamento dos resíduos sólidos. é importante conhecê-los para atender a determinadas atividades inerentes ao tratamento e destinação. Tomando como base as indicações ora apresentadas pode-se construir um amplo entendimento dos projetos de reciclagem e gerenciamento de resíduos sólidos que as empresas podem participar e efetivar parcerias público-privadas no tocante ao saneamento básico e. construção civil. limpeza urbana. saneamento básico. tornam instrumentos amplos na coleta. sobretudo. as quais remetem à qualidade ambiental. reciclagem. reutilização. resíduos sólidos urbanos. Objetivos de aprendizagem na indústria.

é correto afirmar que: I – Visa à responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto. Quanto ao processo de reciclagem do plástico. Resolução da SP retornem os plásticos para a cadeia produtiva. PEAD: polietileno de alta densidade. Faça você mesmo A partir desse cenário. A partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) de 2010. 50 anos para copos plásticos e assim por diante. OS: poliestireno etc. Trata-se de uma realidade tanto doméstica quanto industrial. faça uma consulta na ABIPET e Plastivida e atualize os dados sobre a reciclagem de plásticos e sua inserção na indústria brasileira e socialize tais informações durante as aulas. ou seja. trata-se de um polímero.U4 A origem do plástico nas atividades industriais remete à década de 1920. II – A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida do produto está 204 Tratamento de resíduos . Lembre-se A Plastivida em 2010 identificou 324 empresas de reciclagem mecânica de plástico de um total de 738 no Brasil. interligadas quimicamente. sendo o PET com maior representatividade na indústria de reciclagem. por isso. a necessidade de projetos que 5. responsável por 54%. material obtido pela junção de moléculas monômeros. temos a produção dos plásticos ancorada no uso de petróleo (não renovável) e destinada às diferentes atividades produtivas. Todavia. divididas em sintéticas e naturais. 450 para fraldas descartáveis e 4000 para embalagens PET. Diante desse cenário qual é o tempo para decompor tais plásticos? Todos são utilizados nas residências e indústrias? E. por fim. 4. Como exemplo. destaca-se o processo mecânico e químico. 150 para tampas de garrafas. temos os termoplásticos: PVC: cloreto de polivinila. o que possibilita novas inserções e aumentar esse índice na indústria de bebidas. PET: polietileno tereftalato. Faça valer a pena! 1. PP: polipropileno. A partir dessas indicações. Para Associação Brasileira da Indústria do PET (ABIPET) o índice de reciclagem nesse segmento é de 57%. há um gargalo na cadeia de reciclagem do plástico. Descrição da SP PEBD: polietileno de baixa intensidade. como o plástico pode ser triado e processado e seguir para o reúso? Parte da solução está justamente no fato de que em média são necessários 500 anos para decomposição de sacolas plásticas.

p. Além disso. alumínio.455/2007 e nº 12. papel. d) I. importadores. diminui o desperdício. titulares de serviços público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos. e) I. consumidores. melhora a limpeza da cidade. c) Reciclagem. minimiza a contaminação do solo. borracha de pneus. prolonga a vida útil dos aterros sanitários e estimula a consciência ecológica (NARVAES. com qualidade e resistência similares às dos produtos feitos com a matéria-prima retirada da natureza. c) III e IV. distribuidores. 3.305/2010 são responsáveis respectivamente pela(o): a) Política nacional de Resíduos Sólidos e Ação Civil Pública Ambiental. Tratamento de resíduos 205 . III e IV. Estão corretos apenas: a) I e II. 2. b) II e III. reduzindo o impacto ambiental e o esgotamento dos recursos naturais. b) Logística reversa. e) Saneamento Ambiental. Trata-se da(o): a) Logística reversa industrial. 286). gera renda e empregos. As Leis nº 11. d) Gerenciamento ambiental.) e reutilização dos componentes básicos de cada resíduo para confecção de novos produtos. III – Reconhece que a logística reversa se aplica apenas aos resíduos industriais. gasta menos energia e menos água. Leia o excerto a seguir: Transformação do lixo (resíduos sólidos – plástico. U4 associada aos fabricantes. II e III. 2012. IV – Apregoa que a coleta de resíduo doméstico deve seguir diretamente para os aterros sanitários devidamente legalizados. vidro etc. comerciantes.

reciclar e recriar. reduzir. recusar. 3. A partir dessa premissa. 4. daí a necessidade de projetos de reciclagem para cada uma das subáreas. III e IV. e) Política Nacional de Saneamento Básico e Política Nacional de Resíduos Sólidos. recusar. c) I. d) Política Nacional de Saneamento e Plano Nacional de Saneamento Ambiental. b) II e III. 2. Para reaproveitamento industrial. 206 Tratamento de resíduos . Os materiais coletados seletivamente podem ser classificados segundo suas possibilidades de reaproveitamento. IV – 7 Rs: repensar. pode-se discutir a perspectiva dos “Rs” que permeiam inúmeras elaborações sobre os projetos de reciclagem. e) Todos. d) I. reintegrar. II – 3Rs: reduzir. A partir desse cenário observe os itens a seguir: I – 3Rs: reduzir. indique adequadamente os materiais pertencentes a cada área: 1. Para compostagem. II e III. c) Ação Civil Pública Ambiental e Plano de Saneamento Ambiental. Estão corretos apenas: a) I e II.U4 b) Política nacional de Resíduos Sólidos e Plano Nacional de Saneamento Ambiental. reutilizar. reparar. reutilizar e reciclar. Com base na PNRS. Para produção de eletricidade. III – 5Rs: reciclar. reduzir e reciclar. 5. repensar e reutilizar.

A sequência adequada é: a) 2. ( ) Os que podem ser queimados sem causar danos ambientais. 1. vidros etc. U4 ( ) Resíduos sólidos orgânicos em geral. 2. 6. b) 2. 1. Explique a função da logística reversa da reciclagem de resíduos sólidos. ( ) Papéis. metais. 3. quais cenários se podem analisar para o Brasil? 7. Tratamento de resíduos 207 . plásticos. 3. 2. e) 1. 1. 3. 1. 2. d) 3. Sobre a reciclagem de papel. c) 3.

U4 208 Tratamento de resíduos .

ar e líquidos. por fim. Por isso. pode-se notar que ele utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. do solo e dos recursos hídricos é uma consequência imediata quando não se trata dos resíduos no bojo das cadeias produtivas e também na esfera domiciliar. habitável. Para isso. tratamento de resíduos sólidos. iremos iniciar nossos estudos do tratamento de resíduos sólidos. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim Tratamento de resíduos 209 . ar e líquidos. verá como as inovações tecnológicas de resíduos possui um valor econômico significativo para as empresas. U4 Seção 4. Entre as situações já propostas que o estagiário Josué desenvolvesse. respirável e agradável para sobrevivência de todos os tipos de vida. Nesse momento a empresa solicitou que Josué apresente as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários no âmbito das legislações e normatizações pertinentes e faça uma lista dos elementos e sistemas que devem conter nos aterros sanitários para obtenção de todas as licenças ambientais. enxergar-se como corresponsável pela gestão ambiental a partir dos resíduos e também das demais dimensões que o compõem. ar e líquidos Diálogo aberto A partir de agora. você poderá conhecer a destinação final de rejeitos domésticos e industriais. Com base nesse contexto. Apoiado nesse cenário. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. pode-se destacar que a poluição do ar.3 Tratamento de resíduos sólidos. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão. hospitalar etc. você conhece alguma experiência que envolve o tratamento de algum desses resíduos? Tais discussões estão nitidamente relacionadas com a qualidade ambiental e a gestão ambiental industrial. deve-se reconhecer que sanear é tornar algo são. por isso. você como profissional de diferentes áreas do conhecimento deve reconhecer o potencial da área ambiental como interdisciplinar e. Nesse sentido. ou seja. assim como analisará o gerenciamento de resíduos atrelados à indústria ambiental e.

social e trabalhista. pode-se observar que nas indústrias o tratamento e destinação de resíduos não era sequer objeto de gestão operacional e muitas vezes ficava a cargo da área de serviços gerais. você conhece algumas iniciativas a partir da Política Nacional de Resíduos Sólidos que visa à destinação correta de rejeitos? No Brasil. não eram bem-sucedidas (DEL BEL apud JARDIM. como sucata de ferro. o que faltava eram instrumentos legais complementares e detalhados para fiscalização e sistemas de informação de controle. YOSHIDA. p. indica também que a disposição final de rejeitos também está atrelada aos problemas de abastecimento e qualidade das águas. muitas vezes. aço. YOSHIDA. Assim. legislações e normatizações ambientais nacionais e internacionais para prevenir impactos significativos no meio ambiente e na saúde humana. atmosféricos e líquidos está relacionada às políticas. Já as indústrias mais responsáveis necessitavam de soluções externas confiáveis e. Essa fala é muito importante para entender a PNRS e seus desafios. Como exemplo. tanto para os resíduos urbanos quanto para os industriais. O aproveitamento de resíduos para reciclagem ou reutilização só ocorria de modo limitado e nas cadeias produtivas em que trazia resultado econômico. tratamento e monitoramento de resíduos. Diante desse cenário. 2012. Não pode faltar A gestão de resíduos sólidos. é ambiental. cobre e alumínio. Scarlato e Pontin (1992). ao analisarem as diferentes técnicas convencionais do 210 Tratamento de resíduos . terá que analisar as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários como uma estratégia de coleta. Del Bel (apud JARDIM. portanto. 483). YOSHIDA. vidro e alguns plásticos. MACHADO FILHO. ou seja. nesse processo. prevalecia o uso dos “lixões” municipais e também de descargas clandestinas. os agora denominados rejeitos e pela destinação inadequada de sua maior parcela. já em 1981 com a Política Nacional do Meio Ambiente já existia a definição de poluição e degradação da qualidade ambiental. 2012).U4 auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. MACHADO FILHO. E esse resultado geralmente estava baseado na informalidade e na sonegação de obrigações tributárias e trabalhistas (DEL BEL apud JARDIM. mas também tem um forte apelo econômico. a situação até o passado recente caracterizava-se pela predominância dos resíduos não aproveitados. muitas vezes desenvolviam soluções internas para atender a sua demanda e. Para esse autor. MACHADO FILHO. 2012). papel e papelão. Deste modo.

Reduz significativamente o .Comprometimento físico de normas de instalação e áreas extensas.Baixo custo operacional.Obrigatoriamente há uma classificação do lixo. difundir todo tipo de organismo patogênicos (baratas.O produto final (composto) uma baixa taxa (velocidade) de pode ser usado como adubo processamento. reaproveitáveis. . ratos. Fonte: Adaptado de Scarlato e Pontin (1992. Reaproveitamento de Compostagem diversos materiais. Explorada isoladamente. Incineração organismos patogênicos.Pode-se obter energia – há desperdício de materiais processos recuperativos. incineração. . não há reciclagem de vários . acompanhem: Quadro 4. Apropriado para lixo poluição atmosférica. transformar-se num foco e . .A heterogeneidade do lixo . podendo esta se constituir uma fonte de renda. funcionamento constitui . hospitalar. volume original.Pode se tornar uma fonte de . reforçam que há uma combinação de várias ações políticas que permitem chegar ao aterro sanitário.Reduz o volume de lixo. apresentam um quadro que sintetiza suas análises.1 – Técnicas do tratamento do lixo (resíduos) Técnica Vantagens Desvantagens . insetos) – “lixão”. Reciclagem . . o aterro pode Aterro Sanitário confiável. e como cobertura de aterros . Dessa forma. .Relativa às outras técnicas há .Desenvolvimento de know- how em recuperação de papéis. . compostagem e reciclagem.Se não for rigorosamente uma técnica ambientalmente administrado. 55) Tratamento de resíduos 211 . . Compostagem .Respeitadas as rigorosas .Produz um resíduo sólido materiais de interesse.Processo em si é higiênico poderá trazer sérios problemas quanto a proliferação de ao incinerador. estéril.Minimização do impacto ambiental.Emissão de gases malcheirosos sanitários. . plásticos e metais. p. U4 tratamento do lixo (resíduos). para a atmosfera. .Sem separação do lixo.

com a reciclagem e logística reversa. na certificação ISO 14000 e. Já Mansor et al.Apresenta risco de contaminação do solo e . .Requer áreas cada vez maiores. sendo capaz de operar bem mesmo ocorrendo flutuações nas quantidades de resíduos a serem aterradas. consistindo em uma o requerido por outras formas de tratamento forma de armazenamento no solo. assim operar modernas tecnologias respaldadas com eficientes sistemas de controles. U4 Nota-se que os autores do Quadro 4. as chamadas indústrias ambientais vão surgindo de forma progressiva com os inúmeros atrativos nacionais e internacionais.A operação sofre ação das condições requerido pelas instalações de tratamento de climáticas. de resíduos. na PNRS de 2010. . Tais empresas estavam atentas na Lei de Crimes Ambientais (nº 9. . nesse período era comum na literatura da área aparecer o conceito de lixo. Isso significa que a PNRS está no caminho certo ao incentivar a reciclagem e. temos algumas empresas especializadas em destinação de resíduos sólidos que utilizam de tecnologias e infraestruturas para instalar-se nas regiões mais industrializadas do país. sobretudo. Sobre a definição de indústria ambiental.1 falam constantemente em lixo visto que essa obra data da década 1990.Não trata os resíduos. . essa surge em 1996 com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Organisation for Economic Co- 212 Tratamento de resíduos . p. ou seja. (2013) indicam que os aterros sanitários apresentam várias vantagens e desvantagens em relação às outras formas de destinação dos resíduos. . posteriormente vai aparecendo a noção de resíduos.Custo de investimento é muito menor que . resíduos. serem tratados em outras instalações. ou seja. e. 42) Fica claro que as vantagens são maiores do que as desvantagens nesse segundo quadro. e. acompanhem: Quadro 4.Simplicidade operacional. posteriormente. exigir a destinação adequada nos aterros sanitários.Flexibilidade operacional. posteriormente.Custo de operação muito menor que o .605/1998).2 – Vantagens e desvantagens dos aterros sanitários Vantagens Desvantagens . justamente por reconhecer o potencial econômico desse. Fonte: Mansor et al. A partir desse contexto. (2013.Apresenta poucos rejeitos ou refugos a da água subterrânea.

limitar e minimizar ou corrigir danos ambientais à água. cujas definições legais também são contempladas pela PNRS. pode-se observar na tabela a seguir que apresenta a destinação dos resíduos sólidos no Brasil entre 1989 e 2008. p. 2010). Dessa forma. de forma a considerar as dimensões política. por unidades de destino dos resíduos (%) Ano Vazadouro a céu aberto Aterro controlado Aterro sanitário 1989 88. transbordo. 2012.8 22. A partir dessas formulações. 486-7). a compostagem. observando normas operacionais específicas de modo a evitar danos ou riscos à saúde pública e à segurança e a minimizar os impactos ambientais adversos (BRASIL. de acordo com plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos ou com plano de gerenciamento de resíduos sólidos. prevenir. econômica.1 2000 72. Tratamento de resíduos 213 .2 9.1 – Destino final dos resíduos sólidos. ruídos e ecossistemas” (DEL BEL apud JARDIM. disposição e gerenciamento de resíduos. por unidades de destino dos resíduos Brasil – 1989/2008 Destino final dos resíduos sólidos. direta ou indiretamente. tratamento e destinação final ambientalmente adequada dos resíduos sólidos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos. Assimile Outros dois conceitos presentes na PNRS que merecem atenção especial são: gerenciamento de resíduos sólidos: conjunto de ações exercidas. nas etapas de coleta. a reciclagem.3 17. 2010). U4 operation and Development – OECD) para designar as “atividades que produzem bens e serviços para medir. Como exemplo a definição de destinação final ambientalmente adequada como: Destinação de resíduos que inclui a reutilização. assim como problemas relacionados a resíduos. com controle social e sob a premissa do desenvolvimento sustentável (BRASIL. ambiental. transporte.7 Fonte: IBGE (2010). entre elas a disposição final. do SNVS e do SUASA.5 27. MACHADO FILHO.3 2008 50.3 22. YOSHIDA.6 1. cultural e social. acompanhem: Tabela 4. exigidos na forma desta Lei. pode-se reafirmar que o conceito em questão abrange as atividades de destinação. atmosfera e solo. gestão integrada de resíduos sólidos: conjunto de ações voltadas para a busca de soluções para os resíduos sólidos. a recuperação e o aproveitamento energético ou outras destinações admitidas pelos órgãos competentes do SISNAMA.

aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários Gerador (portos etc.br/igce/aplicada/ead/rsiduos/res09.4 – Tipos de lixo – resíduos e os responsáveis.rc.: (*) a Prefeitura é corresponsável por pequenas quantidades (geralmente menos que 50 kg). Ressalta-se que a responsabilidade pelos resíduos em uma cidade varia de acordo com sua classificação.unesp.rc. 2015. Nesse contexto.html>. Por isso.) Agrícola Gerador (agricultor) Entulho Gerador * Rejeito de Mineração Gerador Fonte: Disponível em: <http://www. TIPOS DE LIXO RESPONSÁVEL Domiciliar Prefeitura Comercial Prefeitura * Público Prefeitura Serviços de Saúde Gerador (hospitais etc.) Industrial Gerador (indústrias) Portos. Obs. Acesso em: 24 ago. mas não apresentam correta disposição final de seus resíduos.html>.br/igce/aplicada/ead/residuos/res10. U4 Pode-se concluir que a maioria dos municípios brasileiros possui coleta regular de resíduos domésticos. o quadro a seguir indaga: de quem é a responsabilidade pelo gerenciamento de cada tipo de lixo? Quadro 4. Acesso em: 24 ago. e de acordo com a legislação municipal específica. 214 Tratamento de resíduos .unesp.4 – Ciclo de gerenciamento de resíduos Fonte: Disponível em: <http://www. 2015. podemos retornar ao ciclo de gerenciamento de resíduos que abrange diferentes atividades até à disposição final conforme o esquema a seguir: Figura 4.

o que reduz em 90% seu tamanho.br/scielo. leia-se. é preparado para deter a poluição do lençol freático entre outras ações ancoradas no planejamento e projeto de engenharia conforme pode-se visualizar a seguir: Figura 4. hospitalares etc. Dessa forma. a altas temperaturas. papelão e metais) são separados. separação etc. Figura 4. 2015. A partir das destinações dos resíduos. industriais. 3) O restante é enviado a um triturador. transporte dos resíduos até os locais de disposição final. para um equipamento que se transforma em pequenos bastões (briquetes).php?pid=S0009-672520103004&script=sci_arttext>. 7) A eletricidade é enviada à concessionária local através de linhas de transmissão.br/istoedinheiro-temp/edicoes/621/imprime150457. 6) Eles servem de combustível para aquecer a caldeira a vapor da usina energética.5 – Como funciona a Unidade de Tratamento de Resíduos Urbanos 1) Os resíduos chegam à estação. U4 Tais processos iniciam na coleta dos diferentes tipos de fontes (domésticas. compostagem. 2) seguem para uma esteira de separação na qual os elementos recicláveis (plástico. 2015.6 – Corte da seção de um aterro sanitário Fonte: Disponível em:<http://cienciaecultura.com. então.htm>. 5) A mistura segue. incineração.) e perpassam pela reciclagem. chegamos ao aterro sanitário que. Fonte: Disponível em: <http://www.terra. é padronizado para receber os materiais que não foram reaproveitados através da reciclagem.bvs. Acesso em 24 ago. 4) Depois segue para um reator de micro-ondas no qual passa por um processo de depuração. Tratamento de resíduos 215 . em tese. Acesso em: 24 ago.

pode-se afirmar que são construídos acima do nível original do terreno. aterros sanitários em trincheiras e aterros sanitários em valas. sistema de tratamento de gases. sistema de tratamento de lixiviados. esse último é constituído por: • Sistema de monitoramento das águas subterrâneas. propor inovações tecnológicas para esse setor. resultando numa configuração típica. Como exemplo final. sendo facilmente identificáveis pelo aspecto que assumem (MANSOR et al. • Sistema de monitoramento das águas superficiais. sistema de drenagem de gases. Faça você mesmo Pesquise sobre os demais métodos dos aterros e explique suas características e capacidades dentro de um plano de gestão e gerenciamento de resíduos sólidos e. que sistematicamente vem reutilizando inúmeros recursos oriundo de reuso na sua cadeia 216 Tratamento de resíduos . sistema de drenagem de lixiviados. você poderá aprofundar o diagnóstico sobre o tratamento de diferentes resíduos e aplicá-los no desenvolvimento de projetos que possam gerar renda e. 2013). • Sistema de monitoramento geotécnico – sistema de isolamento físico. são formados por camadas de resíduos sólidos que se sobrepõem. sistema de cobertura (operacional e definitiva). apresente-o para o docente no decorrer das aulas. a PNRS tem um grande desafio pela frente ao inserir as inovações tecnológicas para transformar de fato os resíduos em riqueza. sistema de monitoramento. posteriormente. Sobre os convencionais. U4 Um aterro sanitário deve ter: sistema de impermeabilização. o modelo criado pela Tetra Pak pós-consumo. Por isso.. sistema de drenagem de águas pluviais. sobretudo. de modo a se obter um melhor aproveitamento do espaço. Estima-se que os custos dos aterros variam entre R$ 14 e 18 reais anuais por habitantes e cerca de 50% dos resíduos urbanos gerados têm destinação incorreta. com laterais que se assemelham a uma escada ou uma pirâmide. Exemplificando Os métodos de aterramento. podem ser divididos em aterros sanitários convencionais. sistema de isolamento visual e sistema de tratamento de líquidos percolados. A partir das discussões realizadas.

Vocabulário Chorume: resíduo líquido. Esse é o grande desafio do tratamento integrado dos resíduos sólidos. escuro e de forte odor. disponível em: <http://www. disponível em: <http://www. br/biblioteca/publicacoes/publicacoes-abetre/EntrevistaReciclageModer na21082014. sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras. Dessa forma. pdf>. a logística reversa é entendida como um amplo instrumento de desenvolvimento econômico e social associado aos novos padrões sustentáveis de produção e consumo em que a produção e consumo de bens e serviços visam atender às necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida. isso varia e muito. Gás metano: metano (CH4) chamado de gás dos pântanos. dependendo do país. reutilizar e reciclar parte dos materiais e embalagens inseridas no mercado? Pesquise mais Consulte o Relatório Perspectivas Ambientais da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para 2030. leia-se nível de consumo e inserção econômica (países desenvolvidos e em desenvolvimento) esse número pode ser bem superior. e também a entrevista de Diógenes Del Bel – Aterro sanitário: tecnologia é comum no Brasil. Acesso em: 24 ago. 2015. A partir desse cenário. cuja origem está atrelada à liberação natural de matéria orgânica.org. e estima-se que cada ser humano produza 5 kg de resíduos semanais. Tratamento de resíduos 217 . Reflita O Brasil produz aproximadamente 240 mil toneladas diárias de resíduos. o que as empresas podem fazer para reduzir. pode ser um subproduto utilizado como biodigestor e assim ser utilizado como combustível. proveniente da fermentação e decomposição da matéria orgânica mais a infiltração de água de chuva em aterros sanitários.oecd. U4 produtiva.abetre. atmosféricos e líquidos. altamente poluente.org/env/indicators-modelling-outlooks/40220494.pdf>.

Nesse contexto. sobretudo. Para chegar nessa etapa. reúso e tratamento dos resíduos. U4 SEM MEDO DE ERRAR Após as reflexões sobre os tratamento de resíduos sólidos. ar e líquidos. em relação às licenças e técnicas ambientais para execução das obras de um aterro. no escopo da Gestão e Qualidade Ambiental. A empresa solicitou que Josué apresente as vantagens e desvantagens dos aterros sanitários no âmbito das legislações e normatizações pertinentes e faça uma lista dos elementos e sistemas que devem conter nos aterros sanitários para obtenção de todas as licenças ambientais. Lembre-se Todo aterro sanitário possui uma vida útil. a PNRS de 2010 estabeleceu o prazo de 4 anos para implementação da disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos e encerrando assim as atividades em todos os lixões irregulares. Para isso. essencial. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às atividades produtivas. portanto. Parte da resolução da SITUAÇÃO-PROBLEMA está norteada pelas legislações e normatizações sobre o tratamento de resíduos nos aterros sanitários. Por isso. pois as indústrias precisam atender às legislações e também efetivar sua própria política ambiental. por isso ao pensar sobre as vantagens e desvantagens é necessário incorporar um Plano de Encerramento do Aterro Sanitário. é importante conhecer os desafios e etapas. Atenção! Os aterros sanitários são infraestruturas mais básicas de saneamento ambiental envolvendo resíduos sólidos. Por isso. isso será possível através da estimativa quantitativa e. do monitoramento e controle ambiental das descargas de resíduos no local. sobretudo. será possível vislumbrar suas vantagens e desvantagens que deve manter um diálogo com o Sistema de Gestão Ambiental (SGA). é necessário consultar as legislações e analisar o contexto geral sobre a disposição final de rejeitos e os processos anteriores que envolvem coleta. 218 Tratamento de resíduos . reciclagem. vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar.

qualidade do ar. assim como apresentar outras informações técnicas sobre esses processos para o responsável pela contratação dessa área. “Recuperação de energia dos resíduos sólidos” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. Diante desse cenário. podem ser utilizados para obtenção de energia. como muitas vezes são denominados. Como exemplo. Parte da solução está no fato que esses gases são compostos por metano (CH4). possuem muitas propriedades importantes. é possível reconhecer as vantagens e desvantagens de um aterro sanitário e aprimorar as políticas envolvendo o tratamento de resíduos sólidos evitando a poluição atmosférica e hídrica. Competência geral operação da organização. Costuma-se extrai-lo entre 20 a 30 anos após o encerramento do aterro. esse gás poderia ser utilizado nas indústrias próximas ao aterro ou utilizado na frota pública de veículos. que juntos constituem cerca de 99% do total do biogás. as quais são originadas na decomposição anaeróbica da fração orgânica dos resíduos sólidos urbanos em aterros sanitários e podem propiciar a extração do biogás. Descrição da SP como um profissional da gestão ambiental. 4. energia. Nesse contexto. foi convidado para uma entrevista e precisa relacionar a geração do biogás com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). e o dióxido de carbono (CO2). Lembre-se Os indicadores de qualidade ambiental são elementos importantes para o MDL e estão respaldados pelos tratados ambientais internacionais o que Tratamento de resíduos 219 . Conteúdos relacionados Gases de aterro. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. 3. você. Os gases do lixo. Objetivos de aprendizagem sólidos. Esses. U4 Baseado nesse cenário. Segundo as formulações técnicas para que o metano do biogás possa ser explorado comercialmente por meio de recuperação energética o aterro 5. Conhecer a recuperação de energia através dos resíduos 2. quando adequadamente capturados. poderia reduzir com as emissões atmosféricas de metanos e também de tratamento de esgotos provenientes dos aterros e adentrar o MDL e a criação de mercados de carbono como apregoado no Protocolo de Kyoto. Avançando na prática Pratique mais Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. biogás. Resolução da SP deve receber aproximadamente 200 toneladas de resíduos por dia e ter altura de 10 metros.

V. F. V. A partir dos debates e análises sobre as técnicas convencionais do tratamento dos resíduos. apresenta risco de contaminação do solo e da água subterrânea. F. compostagem e reciclagem. ( ) O aterro sanitário possui as seguintes vantagens: apresenta poucos rejeitos ou refugos a serem tratados em outras instalações e flexibilidade operacional. F. e) V. c) F.U4 garante eventuais financiamentos para projetos de inovação em tratamento de resíduos. V. b) F. V. V. assinale V – Verdadeiro e F – Falso para as assertivas a seguir: ( ) Há uma combinação de várias ações políticas que permitem chegar ao aterro sanitário. F. d) F. requer áreas cada vez maiores. Faça valer a pena 1. V. ( ) A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) entrou em vigor no Brasil apenas em 2014. F. V. A sequência correta é: a) V. a operação sofre ação das condições climáticas. sendo capaz de operar bem mesmo ocorrendo flutuações nas quantidades de resíduos a serem aterradas. V. incineração. F. consistindo em uma forma de armazenamento no solo. Faça você mesmo A partir desse cenário. V. ( ) O aterro sanitário possui as seguintes desvantagens: não trata os resíduos. 220 Tratamento de resíduos . faça uma pesquisa na CETESB sobre o índice de qualidade dos aterros de resíduos do Estado de São Paulo e apresente os dados no decorrer das aulas.

Portos. VI – Rejeito de Mineração. d) III. Comercial. III – Aeroportos e terminais ferroviários e rodoviários. b) I. III. Sistema de monitoramento dos aterros sanitários é constituído por: I – Sistema de monitoramento das águas subterrâneas. II. Tratamento de resíduos 221 . V e VI. e) Todos. IV e V. IV e V. V – Entulho. II. III. Sobre os tipos de lixo. e) Todos. c) II. II – Serviços de Saúde. IV e V. V – Monitoramento ambiental do entorno. U4 2. Estão corretos: a) I e II. 3. observe os itens a seguir: I – Domiciliar. III e IV. c) II. Industrial. IV – Sistemas de gestão de qualidade socioambiental. III e IV. IV – Agrícola. II e III. b) I. d) II. II – Sistema de monitoramento das águas superficiais. Estão corretos apenas: a) I. Público. III – Sistema de monitoramento geotécnico.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico na década de 1990 é responsável por inúmeras discussões envolvendo o tratamento de resíduos. limitar e minimizar ou corrigir danos ambientais à água. 5. c) Proteger o meio ambiente e a saúde humana dos efeitos da contaminação atmosférica. pode-se afirmar que: a) Surge na década de 1990 através da ONU para minimizar os impactos ambientais no solo e atmosféricos. prevenir. b) Surge em 1996 com a OECD para designar as atividades que produzem bens e serviços para medir. Em relação à indústria ambiental. Diferencie chorume de gás metano e indique a relação de ambos com os aterros sanitários. e) Visa proteger o meio ambiente a partir do controle regional da poluição do ar.U4 4. assim como problemas relacionados a resíduos. atmosfera e solo. A partir dessa premissa. Quais são os tipos de aterros sanitários existentes? 7. 6. b) Indústria sustentável. tal organização é responsável por criar qual conceito? Trata-se da(o): a) Indústria saudável. d) Visa proteger os biomas e recursos hídricos da contaminação atmosféricas. d) Dispersão atmosférica. 222 Tratamento de resíduos . e) Poluição concentrada. ruídos e ecossistemas. c) Indústria ambiental.

Para isso. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas Tratamento de resíduos 223 . com a finalidade de que tais ações respeitem o meio ambiente e que todas as consequências negativas sejam determinadas. iremos desvendar algumas dimensões inerentes aos impactos ambientais e obviamente você terá que retomar a noção da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) que tem por objetivo analisar as consequências ambientais provenientes de uma atividade humana. você conseguiria fazer uma lista dos impactos ambientais no contexto brasileiro e relacioná-los com os impactos ambientais existentes em outros países? Como tais impactos ambientais são apresentados pelos meios de comunicação? Será que a avaliação de impacto ambiental segue todos os mecanismos legais previstos? Como as empresas podem agir para reduzir. leia- se conhecidas.4 Estudo de casos: da influência dos impactos ambientais Diálogo aberto A partir de agora. desde o início de um projeto. pode- se notar que o mesmo utilizou inúmeros recursos que revelam sua disposição para pesquisa e organização dos resultados de forma propositiva. ou seja. Nesse momento a empresa ofereceu ao Josué uma vaga efetiva para área de gestão de projetos ambientais. elaborar uma lista dos principais impactos ambientais brasileiros e também alguns que envolvem as atividades da empresa. Entre as situações já propostas para que o estagiário Josué desenvolvesse. minimizar ou compensar os eventuais impactos ambientais e assim conseguir os selos ambientais no âmbito do Sistema de Gestão Ambiental (SGA)? No decorrer dos estudos. U4 Seção 4. a seguir vamos retomar a situação hipotética do estagiário Josué na empresa de saneamento ambiental. terá elementos suficientes para desenvolver futuros projetos envolvendo a redução dos impactos ambientais a partir da coleta. para assim reduzi-lo ou compensá-lo. e para conseguir essa vaga terá um desafio profissional significativo. iremos retomar algumas análises sobre os principais impactos ambientais no Brasil em diálogo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Diante dessas circunstâncias. posteriormente apresentar as leis e normatizações para reduzir tais impactos a partir do desenvolvimento de projetos específicos. e. Dessa forma. monitoramento e reciclagem de resíduos. Para auxiliar no desenvolvimento das competências supracitadas e atender aos objetivos específicos do tema em questão – Estudo de casos: da influência dos Impactos Ambientais –.

Assimile Palavras como gestão ambiental. a biota. Dessa forma. Meio ambiente artificial e Meio ambiente do trabalho. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações” (BRASIL. Impacto Ambiental: “qualquer modificação do meio ambiente. Essas duas conceituações de impactos ambientais são importantes e permitem relembrar que o meio ambiente pode ser classificado em: Meio ambiente natural (ou físico). bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.  Não pode faltar Os diferentes tipos de impactos ambientais são inerentes à própria existência humana conforme você teve a oportunidade de reconhecer e analisar frente aos diferentes cenários nacionais e internacionais. ou seja. resíduos. reuso e qualidade ambiental estão presentes nessas discussões e formulações visto a responsabilidade social e ambiental tão exigida para as empresas através de um mercado cada vez mais consciente em relação aos possíveis impactos ambientais no decorrer de toda a cadeia produtiva. poluidor. das atividades. Gestão e Legislação Ambiental. compreender a Política. reciclagem. 2008. que resulte no todo ou em parte. Nesse momento. direta ou indiretamente. o artigo 225 da Constituição Federal de 1988 é salvaguardado. é importante conhecer o conceito de impacto ambiental no âmbito das legislações e normatizações. 127). desenvolvimento sustentável. danos ambientais. p. produtos ou serviços de uma organização” (ISO 14001). 224 Tratamento de resíduos . diagnóstico ambiental. químicas e biológicas do meio ambiental causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais” (Conama nº 001/86). Meio ambiente cultural. pois “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. prevenção de poluição.U4 pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às diferentes atividades produtivas. a segurança e o bem-estar da população. recursos ambientais. Deste modo. afetam a saúde. adversa ou benéfica. algumas indagações devem pautar os estudos. acompanhe: Impacto Ambiental: “qualquer alteração das propriedades físicas.

Acesso em: 25 ago. . . leia-se bolsões do agronegócio (áreas mais fortes no mapa). Tratamento de resíduos 225 . .. Dentre os principais impactos destacam-se: . .com.Agropecuária. sobretudo. Figura 4. sonora. atmosfera. pode-se verificar no mapa a seguir a concentração de agrotóxicos em vários municípios brasileiros. é necessário repensar o modelo existente na produção agropecuária e. Dessa forma. o que evidencia o avanço do agronegócio em determinadas regiões.Desmatamento.Resíduos: lixos.brasildefato. industrial e urbano. . no qual predominam a monocultura da soja. é necessário reconhecer os principais impactos ambientais no Brasil.Extinção da fauna e flora. nuclear etc.7 – Brasil – utilização de agrotóxicos por munícipios (2006) Fonte: Disponível em: <http://www. U4 A partir desse contexto. a destinação adequada das embalagens e equipamento de proteção quando os agrotóxicos são utilizados.br/content/agrot%C3%B3xico-%C3%A9-nova-faceta-da- viol%C3%AAncia-no-campo>.Poluição: solo.Escassez de água e saneamento básico. A partir desses impactos ambientais. 2015. água. milho e da cana-de-açúcar.

.1. demonstram a influência das corporações no setor. Bombardi (2011. impactos socioambientais e a insustentabilidade de um sistema em crise.2. 226 Tratamento de resíduos . Em 2014. visto os estudos que relacionam os inúmeros casos de câncer vinculados ao uso dos venenos. Argentina: 1.2. Dupont (Estados Unidos). Num contexto mais amplo envolvendo o consumo. A partir desse contexto.4. tínhamos o seguinte cenário: • Os 20% mais ricos do planeta consomem 45% de toda a carne e peixe. com um crescimento ano após ano e um faturamento bilionário das multinacionais do setor. ressalta-se que o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. acompanhem: EUA: 5. segundo. em 2004.. Alemanha: 2. o que nos permite afirmar que este número é sem dúvida muito maior.4.2. os 20% mais pobres consomem menos de 4%. e nós – consumidores ao manipular e ingerir progressivamente alimentos contaminados. África do Sul: 1. que escamoteia o verdadeiro significado daquilo que produzem: veneno – tiveram. os agricultores ao lidar diretamente com tais produtos. irão aumentar a produtividade sem ônus para o ambiente e.] Vale mencionar que nestes dados não estão incluídas as informações da receita da Monsanto – fabricante do glifosato round up. p.4. sobretudo. Esses dados são reveladores. 92% foram controlados por empresas de capital estrangeiro: Syngenta (Suíça). segundo o Anuário do Agronegócio 2010 (GLOBO RURAL. Deste total. Leonard (2011) apresenta uma lista de quantos planetas precisaríamos em termos de biocapacidade se tornássemos globais os padrões de consumo de alguns países. a ilusão de que esses defensivos. Primeiro. 1) informa que no Brasil: As indústrias produtoras dos chamados “defensivos agrícolas” – aliás uma expressão eufemística. • Os 20% mais ricos consomem 58% da energia gerada no mundo. Canadá: 4.2 e Índia: 0. Basf (Alemanha) e Milenia (Holanda/Israel) [. Costa Rica: 1. Itália: 2. agrotóxicos. Novartis (Suíça).5. herbicida vendido em larga escala no Brasil e popularmente conhecido como “mata-mato”. Até 2012 estimava-se que cada brasileiro consumia uma média de 5 litros de agrotóxicos por ano. os 20% mais pobres consomem 5%. Dow Chemical (Estados Unidos). uma receita líquida de cerca de 15 bilhões de reais. Nesse contexto. para saúde dos agricultores e trabalhadores. Bayer (Alemanha).U4 Sobre esse contexto. leia-se. 2010). todos estão sujeitos. Inglaterra: 3. atingimos a marca de 7 litros/ pessoa/ano conforme pode-se ler nos materiais da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. Como exemplo.

política pública – tomada de decisões. 2011.Modificação nos regimes de vento e de chuvas DESMATAMENTO . proteção e promoção da saúde humana. proteção da atmosfera etc.5 – Exemplos de impactos diretos e indiretos Impactos diretos Impactos indiretos Perda da biodiversidade .Perda de renda Fonte: Ribeiro (2014. carvoarias. Um segundo exemplo referente aos impactos ambientais no Brasil é o desmatamento que muitas vezes está associado à expansão da agropecuária. Dessa forma. p. menos de 1% (LEONARD. vale reafirmar que a AIA tem por objetivo analisar as consequências ambientais de uma atividade humana no momento de sua proposição. U4 • Os 20% mais ricos são donos de 74% das linhas telefônicas.Aumento das pragas Aumento da temperatura . Reflita O Desenvolvimento Sustentável (DS) no contexto das atividades produtivas e dos impactos ambientais possui algumas dimensões que precisam ser retomadas. planejamento ambiental urbano.5%. tais como: padrão de consumo. • Os 20% mais ricos consomem 84% do papel. administração dos resíduos sólidos. os 20% mais pobres. discutidas e implementadas de forma constante. pode-se deparar com muitos impactos diretos e indiretos conforme você pode acompanhar a seguir: Quadro 4. expansão urbana e industrial. 868) Nesse contexto. questões populacionais. 186). o Princípio 17 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Tratamento de resíduos 227 . madeireiras. Durante a ECO-92.Diminuição da fotossíntese . • Os 20% mais ricos são donos de 87% da frota de veículos do planeta. os 20% mais pobres. os 20% mais pobres. de 1.Redução da fauna silvestre . 1.1%.Turbidez da água Aumento da erosão . por exemplo. pois possui alguns indicadores norteadores. p.Redução da ictiofauna .

sobretudo. entre outros mecanismos que modificam a estrutura das indústrias ao incorporar os resíduos na pauta produtiva (SIRVINSKAS. e somente em 2010 foi aprovado sob a Lei nº 12. de uma possibilidade importante que alia o tripé da sustentabilidade. o econômico e o ambiental. ou seja. a reciclagem e a destinação dos resíduos sólidos podem compor o SGA nas suas múltiplas dimensões conforme pode-se verificar a seguir: Figura 4. aplicar. deve-se reafirmar constantemente que a gestão ambiental se utiliza de um arcabouço interdisciplinar para fomentar. Dessa forma. os impactos ambientais. justas. o tratamento. Um segundo elemento importante para reduzir alguns impactos ambientais é justamente a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) cuja tramitação iniciou em 1991 através do Projeto de Lei nº 203/1991. assim como aponta para a logística reversa.8 .Dimensões da gestão ambiental Fonte: Barbieri (2007. o social. p. reciclagem. 228 Tratamento de resíduos .305. éticas e. estabelece que os países adotem instrumentos para qualquer atividade que cause significativo impacto ambiental. normatizar e legislar a partir de tecnologias adequadas. sustentáveis. a prevenção.U4 Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD). 2014). Dessa forma. 464). “O IPEA calcula que o Brasil poderá cerca de R$ 8 bilhões por ano com esse sistema” (SIRVINSKAS. 2014. 22) Por isso. portanto. A perspectiva do reuso de diferentes resíduos pode fazer do Brasil uma referência mundial e agregar valor e renda em vários segmentos industriais. estabelece mecanismos importantes para substituir os lixões por aterros sanitários. p. o reuso. viáveis (social e economicamente). Trata-se.

Plano de Gerenciamento de Risco (PGR). superficiais e subterrâneas. Plano de Controle Ambiental (PCA). Plano de Gerenciamento de Risco (PGR). práticas. e dá outras providências. a fauna e flora. Vocabulário Ictiofauna: trata-se do conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região biogeográfica. Plano de Atendimento de Emergência (PAE) e Relatório de Controle Ambiental (RCA). todos possuem Resoluções específicas do Conama.planalto. Faça você mesmo Diante desse cenário. ou seja. disponível em: <http:// www. de 31 de agosto de 1981. o solo. aquelas que estão atreladas ao licenciamento ambiental à Avaliação de Impactos através de: Projeto Básico Ambiental (PBA). Pesquise mais Consulte o Manual de impactos ambientais – orientações básicas sobres aspectos ambientais de atividades produtivas. o mar territorial.mma. Recursos ambientais: a atmosfera.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/manual_bnb. Tratamento de resíduos 229 . pode-se retomar as avaliações ambientais. o subsolo. U4 Exemplificando A partir dos impactos ambientais. as águas interiores. mitigadoras. Plano de Controle Ambienta (PCA). disponível em: <http://www. compensatórias e potencializadoras e plano de monitoramento ambiental.938. Plano de Atendimento de Emergência (PAE) e Relatório de Controle Ambiental (RCA) e apresente-o durante as aulas ao docente. cabe frisar que a avaliação dos impactos dialoga com a proposição de medidas preventivas. produtos ou energia que evita ou reduz a geração de poluição ou refugo. Nesse contexto.br/ccivil_03/leis/L6938. Prevenção de poluição: uso de processos. faça uma pesquisa sobre um dos itens a seguir: Projeto Básico Ambiental (PBA).htm>. os estuários.pdf> e a Lei nº 6. materiais. 2014. que dispõe sobre a PNMA e seus fins e mecanismos de formulação e aplicação. Acesso em: 25 ago. os elementos da biosfera.gov.

230 Tratamento de resíduos . vamos resolver a situação-problema apresentada ao estagiário Josué? Vamos relembrar. A partir desse contexto. • Analisar como as normatizações e legislações abordam tais impactos a partir da fiscalização. 6. e. ou seja.938/1981 que institui a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA). é necessário ter clareza desse conceito em constante diálogo com a legislação e normatizações.U4 SEM MEDO DE ERRAR Após as reflexões sobre o estudo de casos: da influência dos impactos ambientais. monitoramento e punição. Josué terá que prosseguir com a autonomia já desenvolvida nas pesquisas e consultas internas e externas à empresa para assim auxiliar nos projetos em andamento os quais estão atrelados às diferentes atividades produtivas. • Comparar e propor ações preventivas e compensatórias frentes aos impactos ambientais. Por isso. elaborar uma lista dos principais impactos ambientais brasileiros e também alguns que envolvem as atividades da empresa. Para isso. Por isso. Atenção! A partir dos diferentes impactos. e para conseguir essa vaga terá um desafio profissional significativo. que somente em 1986 foi regulamentada para existência do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). A empresa ofereceu ao Josué uma vaga efetiva para área de gestão de projetos ambientais. Parte das resoluções da SITUAÇÃO-PROBLEMA estão norteadas pelo debate teórico e empírico inerente aos diferentes impactos ambientais. posteriormente apresentar as leis e normatizações para reduzir tais impactos a partir do desenvolvimento de projetos específicos. é importante: • Pesquisar sobre os principais impactos ambientais existentes no Brasil. temos avaliação de impacto ambiental (AIA) como um instrumento de política e gestão ambiental respaldada com a Lei nº 6. é possível iniciar os trabalhos e fornecer os elementos necessários sobre os impactos ambientais em diálogo com as legislações e normatizações que serão necessários para o desenvolvimento de projetos para uma determinada empresa.803/1980 que dispõe sobre as diretrizes básicas para o zoneamento industrial nas áreas críticas de poluição e também a Lei nº.

Tratamento de resíduos 231 . educação. Os impactos ambientais como alterações físicas. Resolução da SP fome. como é o papel da pegada ecológica e das metas do milênio para reduzirmos os impactos ambientais na escala local à global? Para solucionar essa SITUAÇÃO-PROBLEMA. combater a aids e outras doenças. as atividades econômicas e sociais. são orientadoras para algumas políticas públicas e devem ser amplamente debatidas para que a economia verde saia do vermelho e possa de fato construir o desenvolvimento sustentável e sustentado para todos e não para uma minoria historicamente privilegiada. Dessa forma. Descrição da SP é cada vez mais frequente e veloz no mundo globalizado. a segurança e o bem- estar da população. qualidade de vida e respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento. a ONU através dos debates e tratados ambientais vem realizando algumas ações sobre a égide da economia verde que para muitos trata-se de um eufemismo para lidar com a temática. A partir dessa formulação. Realize as atividades e depois as compare com a de seus colegas. Dessa forma.351 de 1983 e incluída da PNMA. Competência geral operação da organização. “Degradação do capital natural. temos as seguintes dimensões: 5. 2. reduzir a mortalidade infantil. economia verde e a ONU” Conhecer os aspectos e fatores ambientais que impactam a 1. sobretudo. consumo e ética ambiental. Por isso. igualdade entre sexo/gênero. a biota. Sobre as metas do milênio estipuladas pela ONU. exige um cálculo ancorado no consumo de toda cadeia produtiva. nos países desenvolvidos e a miséria em muitos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. a degradação de recursos naturais não renováveis e renováveis 4. deve ser amplamente consultada para a efetivação do SGA nas empresas. Conteúdos relacionados Impactos ambientais. Por isso. saúde das gestantes. U4 Lembre-se A AIA é um instrumento político da Lei nº 6. 3. resíduos.938/1981 e regulamentada pelo decreto nº 88. A partir desse cenário. como exemplo: a saúde. é necessário ressaltar que a pegada ecológica também está associada ao nível de consumo insustentável. Objetivos de aprendizagem Avaliar os impactos ambientais em diferentes escalas. químicas e biológicas do meio ambiente podem resultar em inúmeros problemas. Avançando na prática Pratique mais Instrução Desafiamos você a praticar o que aprendeu transferindo seus conhecimentos para novas situações que pode encontrar no ambiente de trabalho. as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais.

a biota. V. V. 232 Tratamento de resíduos . as condições estéticas e sanitárias do meio ambiente e a qualidade dos recursos ambientais. cuja centralidade está na qualidade de vida e. F.U4 Lembre-se Uma das soluções propostas pela ONU são as Metas do Milênio. Faça você mesmo A partir das formulações previstas nas metas do milênio. d) F. a serem aplicadas de acordo com a realidade local. V. ( ) Afetam a saúde. No Brasil menciona-se como os 8 jeitos de mudar o mundo. F. faça uma pesquisa sobre a área ambiental e mostre algumas iniciativas realizadas no Brasil apresentando-as durante as aulas. F. ( ) Afetam apenas o ambiente – fauna e flora e em determinados casos os recursos hídricos. ( ) Trata-se de qualquer alteração das propriedades físicas. percebe-se a preocupação para um mundo mais justo. Faça valer a pena 1. V. a miséria. A partir dessas metas. as desigualdades etc. pode-se elaborar estudos de casos sobre vários países que aderiram às metas e verificar quais medidas foram tomadas e/ou planejadas e quais resultados obtiveram nessa primeira década do século XXI. V. b) V. V. a segurança e o bem-estar da população. F. F. Nesse sentido. químicas e biológicas do meio ambiente causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas. ( ) A Resolução Conama nº 001/1986 e a ISO 14001 conceituam os impactos ambientais. F. e) F. para isso. temos de erradicar alguns males históricos como a fome. V. utilizadas desde 2000. F. A partir das discussões sobre impactos ambiental. A sequência correta é: a) V. assinale F para as afirmativas Falsas e V para as Verdadeiras. V. c) V.

....A atmosfera... sob o Projeto de nº 203 e finalmente aprovado em 2010 através da Lei nº....... sociais.... recursos Tratamento de resíduos 233 ... e o bem-estar da população........ sanitárias.... leia o fragmento a seguir.305... 9... ambientais........ Leia os excertos a seguir. sanitárias.... a biota. 11. saudáveis. químicas e ....... recursos b) impactos ambientais.. do meio ambiente podem resultar em inúmeros problemas. 3. 12. as condições estéticas e ... os elementos da biosfera. espaços d) impactos socioambientais... A Política Nacional de Resíduos Sólidos inicialmente foi proposta em .. c) Prevenção de poluição e recursos ambientais....... Referem-se ao conceito de: a) Impacto ambiental industrial e recursos ambientais.. A partir dos debates e formulações sobre os impactos ambientais... materiais..Uso de processos. b) 1991. d) 2000... o subsolo.. práticas.... superficiais e subterrâneas.......... c) 1999. ...305... como exemplo: a saúde.... U4 2. sanitárias....... ..... O preenchimento correto é: a) impactos ambientais. recursos c) impactos ambientais.... as águas interiores....... 12.. culturais.... biológicas... do meio ambiente e a qualidade dos .......985. as atividades econômicas e sociais....... e) 2007... 4... como alterações físicas.. 9.. espaços e) impactos sociais. b) Impacto ambiental urbano e recursos ambientais. a) 1991. a fauna e flora.. a segurança.... e) Prevenção de poluição e ecossistema endêmico... Os .... .. os estuários........ o mar territorial. d) Prevenção de poluição e bioma de conservação. biológicas.985......... biológicas.... sanitárias.... o solo.........516. produtos ou energia que evita ou reduz a geração de poluição ou refugo...

que resulte. Qual é o papel da AIA? 7.U4 5. 6. dos aspectos ambientais da organização”. Quais são os principais impactos existentes no Brasil? 234 Tratamento de resíduos . corresponde ao conceito de: a) Impacto ambiental na ISO 14001. O excerto: “Qualquer modificação do meio ambiente. b) Impacto ambiental na Resolução Conama. d) Gestão e impacto ambiental do MMA. c) Impacto ambiental da PNMA. adversa ou benéfica. e) Gestão ambiental do MMA. no todo ou em parte.

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