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PSICO Ψ

v. 41, n. 2, pp. 214-221, abr./jun. 2010

Orientação vocacional/profissional e psicoterapia:
alternativas mutuamente excludentes ou complementares?
Érika Arantes Oliveira-Cardoso
Lucy Leal Melo-Silva
Fábio Pagotto Piovesani
Manoel Antônio Santos
Universidade de São Paulo
Ribeirão Preto, SP, Brasil

RESUMO
Estudos têm demonstrado a importância de compreender os efeitos produzidos pelo processo de orientação voca-
cional/profissional simultâneo à psicoterapia. O presente trabalho teve como objetivo investigar possíveis benefícios
dessa estratégia combinada. Trata-se de uma pesquisa documental, complementada por estudo de caso. Na primeira
etapa foi construído um banco de dados com a finalidade de caracterizar os clientes encaminhados pelo Serviço
de Orientação Profissional ao Serviço de Psicoterapia, no período de janeiro/2003 a dezembro/2006. Em seguida
realizou-se revisão de prontuários para detectar as situações elegíveis. O resultado da busca revelou que, dos 24 clientes
encaminhados no período, somente um recebeu atendimento combinado. A concomitância de abordagens mostrou
ser um recurso valioso para a cliente, permitindo focalizar facetas diversas, porém complementares, de sua proble-
mática.
Palavras-chave: Orientação vocacional; orientação profissional; psicoterapia; estudo de caso.

ABSTRACT
Vocational guidance and psychotherapy: mutually excluding or complementary alternatives?
Research has shown the importance of understanding the effects produced by vocational guidance done simultaneously
with psychotherapy. This study aimed at examining possible benefits of this combined strategy. This a documentary
research, complemented by a case study. The first step was to build a database to characterize the clients referred by the
Vocational Guidance Service to the Psychotherapy Service, between January/2003 and December/2006. Next, patient
files were reviewed to select the participants. The search results revealed that, out of the 24 clients referred, only one
received combined care. Vocational guidance combined with psychotherapy showed to be a valuable resource for the
client, which permitted a focus on different but complementary aspects of the client’s problems.
Keywords: Vocational guidance; psychotherapy; psychological intervention; case study.

RESUMEN
¿Orientación vocacional/profesional y psicoterapia: alternativas mutuamente excluyentes o complementarias?
En estudios realizados se ha demostrado la importancia de comprender los efectos producidos por el proceso de
orientación profesional complementado con psicoterapia. El presente trabajo tuvo el objetivo de investigar posibles
beneficios de esta estrategia combinada. Es una investigación documental complementada con estudio de caso. En
la primera etapa se construyó un banco de datos con la finalidad de caracterizar a los clientes encaminados por el
Servicio de Orientación Profesional al Servicio de Psicoterapia en el período de enero/2003 a diciembre/2006. En
seguida se realizó la revisión de los historiales individuales para detectar los casos elegibles. El resultado de la
búsqueda reveló que, de los 24 clientes encaminados en el período, solamente un caso recibió atención combinada.
La concomitancia de los abordajes mostró ser un recurso valioso para el cliente permitiendo focalizar diversas facetas,
aunque complementarias, de su problemática.
Palabras clave: Orientación vocacional; orientación profesional; psicoterapia; intervención psicológica; estudio de
caso.

proposta desta investigação. que mediariam o de Swanson (1995). as questões pessoais no processo de aconselhamento. A orientação a necessidade de uma abordagem holística. denominada. Anderson e que qualquer tentativa de compartimentalizar a vida Niles (1995) comprovaram tal hipótese ao verificarem de nossos clientes seria um desserviço que estaríamos que mais de um terço das preocupações manifestas prestando a eles. 214-221. As publicações qualificadas sobre propõe que os dois domínios devem ser entendidos como essa temática ainda são escassas. mas não se interceptam. Porto Alegre. 2009). Além disso. 2. como dificuldades nos relacionamentos interpessoais utilizando as variáveis de gênero e “raça” para ilustrar e/ou outras perturbações emocionais. Apesar o valor do aconselhamento de carreira e alimentando de propor uma distinção entre aconselhamento pessoal uma falsa separação entre trabalho e não-trabalho. 1992). Hackett (1997) encoraja a busca de integração entre as questões de carreira e De acordo com a literatura internacional as difi. n. na literatura aconselhamento de carreira (Manuele-Adkins. essa visão assunto. 41. Porém. arguiram pela indissolubilidade entre questões de se relacionadas com problemas não-vocacionais. o que justifica a independentes antes de se ter uma resolução de carreira. que desvaloriza seu componente psicológico. Assim. abr. culdades vocacionais podem coexistir com outros Swanson (1995) vai ainda mais longe. fundamental para a compreensão da subjetividade terapia. de acordo com Borsoi (2007). uma vez que o trabalho é um elemento orientação profissional complementado por psico. pp. proporcionar subsídios que favoreçam o planejamento se separam novamente após a resolução. torna-se difícil Estudos têm demonstrado a importância de com. 1992). indicando como questões pessoais podem obscurece processos psicológicos subjacentes. quando adverte problemas emocionais (Lucas. A pergunta que se faz é: seria a orientação aconselhamento de carreira é entendido como um vocacional/profissional fundamentalmente diferente processo eminentemente cognitivo e racional. Nessa visão um tanto quanto estereotipada. acaba rebaixando Hackett (1997) também aponta nessa direção. qual os dois domínios – questões de trabalho e de saúde Cardoso e Melo-Silva. Por da psicoterapia? Em que essas modalidades de esse motivo haveria uma ênfase sobre a testagem. O referido autor do potencial cliente. Spokane (1989) propôs um modelo no para a psicoterapia (Carvalho. 1995. o que mente a necessidade de integração entre a orientação afeta tanto a oferta como a qualidade de serviços de vocacional/profissional. profissional e a psicoterapia necessitam ser melhor Esse modelo inclui fatores de risco e estratégias de investigadas e delineadas. A distinção aqui entre questões de carreira e Nesse sentido. Consideramos de ações e programas voltados para o atendimento que essa visão do autor é um tanto limitada.Orientação vocacional/profissional e psicoterapia 215 Introdução e aconselhamento de carreira. pensar a separação entre essa categoria e a saúde preender os efeitos produzidos pelo processo de mental. exceto em As fronteiras que separam a orientação vocacional/ momentos de maior estresse ou de transição psicossocial. aconselhamento de carreira e a psico. Assim. tais ter interrelação com o aconselhamento de carreira e como a indecisão que dificulta a escolha. intervenção psicológica. Oliveira. e Para os especialistas que se alinham ao pensamento a oferta de sistemas computacionais. carreira e questões pessoais no aconselhamento. profissional muitas vezes torna-se a porta de entrada Por sua vez. então. portanto. que intervenção se aproximam e em que se diferenciam? forneceria informações objetivas sobre o indivíduo. que se dedicam a avaliar o processo e seu desfecho. uma vez que de pessoas que necessitam das duas modalidades de o trabalho é categoria central na contemporaneidade. à extensão de possíveis estratégias de intervenção Há um intenso debate na literatura em torno desse que podem ser utilizadas. o aconselhamento de carreira não processo. 2010 . Um estudo de aconselhamento pessoal – portanto. mental – coexistem. uma preocupação que deve nortear a questões afetivoemocionais – e. Santos. entre formação em serviço do psicólogo-estagiário na área aconselhamento de carreira e aconselhamento pessoal de orientação vocacional/profissional diz respeito – pode ser reforçada pelas percepções que temos à avaliação de processos e resultados (Melo-Silva e acerca do aconselhamento de carreira. internacional. uma visão estereotipada de aconselhamento de carreira Autores como Swanson (1995) defendem forte. Nessa concepção particular o aconselhamento seria fundamentalmente diferente do aconselhamento de carreira tem duração breve. este estudo visa porém convergem durante a tomada de decisão e. Já Betz e Corning (1993) também por clientes com pedidos vocacionais encontravam. e considera como é problemático separar certos campos como que o aconselhamento de carreira é diferente do se fossem compartimentos estanques. Psico. ainda são poucas as investigações e do processo saúde/doença mental do indivíduo./jun. Diversos estudos têm se enfrentamento que influenciam e são influenciados por mobilizado para esclarecer as demandas específicas dificuldades de decisão de carreira. 2001). o terapia. Há críticas a Jacquemin. PUCRS. v. portanto é limitado quanto pessoal ou da psicoterapia.

a partir da instrumentalização da relação intersubjetiva que estabelece com seus clientes. Abrange um campo com centenas fundamenta-se em referenciais psicodinâmicos. funda- algumas dessas abordagens sejam dominantes (Hanns. A seguir enfoque de investigação qualitativa. as estratégias de atendimento Foi delineada uma investigação documental oferecidas são diversificadas. sejam úteis no atendimento dos clientes. O resultados de intervenção psicológica. 2003. E. Aconselhamento de carreira e desse processo de formação do futuro profissional de psicoterapia: interfaces Psicologia. v. profissional e psicoterapia. que integra as Segundo Bohoslavsky (2003). a observação ou investigação. Para a modalidade uma ampla gama de procedimentos e tarefas. gerais. constitui 1994) e Pichon-Rivière (1994. tenta ajudá-los a se Método aproximarem de seus conflitos psíquicos. visa. 6). a investigação. em termos de processos e conceitual que fundamenta as intervenções. abr. As estratégias de atendimento oferecidas são Nos últimos anos tem aumentado o interesse diversificadas. que resultem em aprendizagem do aluno e que. a psicoterapia pode ser definida. contribuições de Bohoslavsky (2003). pp. a orientação voca. Santos. Nessa perspectiva. O desenvolvimento de práticas psicológicas (Chizotti. pois se caracteriza e a solução da problemática relacionada ao campo por ser “uma estratégia de abordagem do objeto de vocacional. Porto Alegre. o mais importante é eleger abordagens Analítica. Esse processo inclui três momentos: o de na assunção de forma ativa na problemática que ver. os possíveis benefícios oferecidos O fator decisivo é. 2005. desenvolvido sob o teórico-conceitual que ancora as intervenções. Melo-Silva e Jacquemin. 2001). prevenção e assistência. 1999a. particularmente atendimento em orientação vocacional/profisisonal nos serviços-escola de Psicologia. que de intervenção individual a concepção de estratégia incluem o diagnóstico. a relação terapêutica que se pela estratégia combinada de orientação vocacional/ estabelece entre psicólogo e cliente. Procura-se investigar realizado no serviço – e que é objeto desta intervenção – os fundamentos teóricos e práticos que assegurem fundamenta-se no método clínico-operativo (Antunes. Essa tríplice dimensão deve ser integrada à (2007). et al. de estudo de caso. Melo-Silva. 1999b. Peres e Santos. como uma prática de atenção psicológica Por sua vez. Tanto Estratégia metodológica no aconselhamento de carreira como no aconselhamento pessoal. No contexto nacional há uma profundidade de um objeto e a preocupação com o tradição de sistematização de serviços de orientação aspecto unitário do mesmo. PUCRS. a população atendida é beneficiária direta serviços de extensão universitária do Centro de Psico. assim. visando a compreendê-la e. n. o diagnóstico e o uma decisão responsável. Por O atendimento ao cliente foi realizado por dois outro lado. conceito utilizado pelo referido autor. Psicologia. dentro dos intervenções objeto deste estudo. Stake. 2003). o de pensar e o de atuar psicologicamente. 41. a prevenção clínica mostra-se bastante adequada. a oferecer um campo de estágio profissionalizante para treinamento de Contexto do estudo habilidades e competências específicas do aluno. É amplamente reconhecida profissional no âmbito dos cursos de graduação em a importância desse tipo de estratégia de pesquisa. ou na psicoterapia. mentadas na Psicoterapia de Orientação Psicanalítica. p. que é o comportamento humano” (Bohoslavsky. nas suas dimensões de Valdo e Melo-Silva.216 Oliveira-Cardozo./jun. O psicoterapeuta. por meio mesmo tempo. As principais de intervenção e pesquisa em franca expansão na características de um estudo de caso são a análise em contemporaneidade. em termos concepção de formação do orientador vocacional. atendimento oferecido nesse contexto de formação 2000. 2. o atendimento psicoterápico realizado com o objetivo de ajudar o indivíduo a lidar com seu no serviço e que constitui o objeto deste estudo sofrimento psíquico. para Santos tratamento. de modo a assumirem uma posição ativa e criativa na vida. alcançar seja. uma orientação para a saúde. A. Müller (1988. Por sua vez. o profissional da área estudo. assim como o referencial teórico- pela avaliação de serviços. embora apenas abordagens se baseiam em teorias específicas. As de abordagens e sistemas teóricos. assim como o referencial combinada com estudo de caso. Esse material abordar-se-ão os referenciais nos quais se baseiam as se constitui no foco da presente reflexão. em primeira instância. 214-221. como parte da estratégia de formação tanto para o aprimoramento científico como para o e qualificação do aluno para atuar nessa área. cional. ao Este estudo teve por objetivo investigar. 2010 . – o orientador ou conselheiro – auxilia seus clientes 2003. 2004. de fato. No contexto dos serviços-escola na Abordagem Centrada na Pessoa ou na Psicologia de Psicologia. limites e possibilidades específicas de informação A orientação vocacional/profissional é um campo proporcionada pelo estudo de caso. ou enfrentam. 1995). 2000).

de modo que dela encaminhados neste período. cabeleireira. de um modo geral predominam de uma mulher de 54 anos. deficiência men./jun. com frequência semanal e encaminhamento mais adequadas à situação de cada uma ou duas sessões por semana. aqui denominada Marcela as dificuldades de relacionamento interpessoal e uma (nome fictício). Predomina a modalidade de psicoterápico. de Psicologia e norteada por um roteiro de entrevista. diversificados. em alguns casos. Quando necessário. Evidentemente. um caso recebeu poderiam auferir poucos benefícios. Em geral. 2. contendo realizada individualmente por um psicólogo-estagiário. preenche decorrer do ano. de acordo com as perspectivas que expressam desejo de prosseguirem o processo teóricas da equipe de supervisores. Melo-Silva e Guarducci. situações clínicas Foram incluídos no estudo a totalidade dos clientes de transtornos situacionais. v. com grau de escolaridade e nível profissional aquisitivo da população assistida (Santos et al. dados pessoais. O níveis. da procura. pp. procede-se há necessidade de encaminhamento para outros serviços ao encaminhamento do caso para psicodiagnóstico da comunidade local. 2005). Concluída entrevista. Quando necessário. Há. convoca os interessados para uma antecedentes de atendimento psicológico. PUCRS.. de Filosofia. clientes preenchem um formulário breve. predominantemente. outros recursos da comunidade local. em comum acordo com o candidato. de acordo com as vagas dispo. os clientes cliente. no início do ano. pelo fato de não se zembro de 2006. Ciências e Letras de Ribeirão Preto Oliveira. familiares. os antecedentes pessoais. por ordem de chegada junto ao Serviço de Triagem familiares. também. dados de identificação. Essa etapa é realizada por um profissional a entrevista. de trabalho e de saúde. Pasian.Orientação vocacional/profissional e psicoterapia 217 Psicologia e Pesquisa Aplicada (CPA) da Faculdade gama variada de problemas afetivos (Santos. neuróticos. de psicodiagnóstico e de atendimento docentes e psicólogos. Também é interrogado o histórico de de vagas. totalizando 24 pessoas. procede-se o e/ou psicoterapia na própria clínica-escola ou em encaminhamento para o serviço de psicodiagnóstico. Os formulários preenchidos são arquivados expectativas sobre o atendimento. Predominam adolescentes em situação de atendimento psicológico e psiquiátrico. as indicações são estabelecidas permanecem sob atendimento pelo período de um ano. objetivando a definição de propostas de atendimento individual. com ensino médio Psico. sendo os problemática apresentada como justificativa para a demais atendidos exclusivamente pelo SP. Trata-se busca do atendimento. excluindo-se cadastrados no Serviço de Orientação Profissional do seguimento os casos de psicose. define se a situação é de orientabilidade (Bohoslavsky. incluindo que. No Serviço de Orientação Profissional As inscrições para o SP permanecem abertas no (SOP) o candidato a cliente. o estagiário faz as anotações necessárias. o Serviço de Psicoterapia (SP) para a duração de. interesse do estagiário psicoterápico são encaminhados para atendimento em e pertinência para a situação vivenciada pelo cliente. Desde sua Os atendimentos são conduzidos por estudantes implementação existe uma articulação entre o SOP do quarto e quinto anos do curso de Psicologia. ocupacionais e as condições A modalidade grupal disponibiliza maior número gerais de saúde. 41. abr. 2010 . Os clientes diferentes abordagens. posteriormente. como no caso da situação diversas abordagens oferecidas pelo serviço-escola ou se do presente estudo. com Do ponto de vista das características psicossociais da profissionais cadastrados na Clínica que se dispõem a clientela-alvo tratam-se de pessoas com idade superior cobrar um valor acessível e condizente com o poder a 12 anos. escolares. No ato da inscrição os candidatos a um formulário e participa de uma entrevista de triagem. outros serviços ou mesmo em consultório privado. solteira. ser reconduzidos para o ano possibilidades e disponibilidade para engajamento letivo seguinte. Porto Alegre. aproximadamente. bem como alcoolistas e Psicoterapia no período de janeiro de 2003 a de- dependentes de drogas ilícitas. 10 meses (período de adultos e adolescentes é oferecido à comunidade em março a dezembro do ano letivo do curso). endereço completo e motivo com o objetivo de investigar os motivos da consulta. ou se é situação em relação à psicoterapia. considerando suas podendo. porém esse prolongamento da assistência no serviço indicado. não corresponde a maioria dos casos atendidos. 2005). seguimento individual dos casos. as expectativas profissional individual ou em grupo. Dos clientes adequarem à proposta de trabalho. Os clientes provêm de camadas sociais desprivilegiadas do ponto de vista socioeconômico. que visa a investigar minuciosamente os motivos 2003) e registra sua indicação para orientação manifestos e latentes da consulta. Ao término escolha da carreira e provenientes do Ensino médio da entrevista o profissional estabelece se o cliente se particular. (FFCLRP-USP). que haviam sido encaminhados para o Serviço de tal e distúrbios orgânicos. na prática. acaba tendo Por sua vez. n. sob e os demais serviços: de triagem de adolescentes supervisão direta dos responsáveis pelos serviços: e adultos. educacionais. 214-221. Em termos da atendimento simultâneo do SOP e do SP. Participantes São atendidas. para grupo de orientação de carreira. jovens e adultos em situação enquadra nos critérios definidos para atendimento nas de reorientação de carreira.

Relatou uma infância marcada pela perda do pai e pela se uma revisão dos prontuários com a finalidade de necessidade de disputar a atenção da mãe com os demais detectar os casos elegíveis para o presente estudo. inicialmente. A justificativa uma falta justificada. por acreditar que esta preferia a irmã mais Procedimento velha. desde então. julgava ser a única pessoa que a compreendia. com a finalidade outro irmão sofreu um grave acidente vascular cerebral. que quatro salários mínimos. Estava inclinada a optar por decoração ou design. pelos clientes)./jun. Justificativa apresentada pelo serviço de OP um salão de beleza em sociedade com uma irmã. dissolvida e. dificuldades relacionadas ao sono e à medida em que cobrava dos coordenadores do grupo alimentação e insatisfação com a vida profissional. Passou a desenvolver atividade de pintura em cerâmica. Na segunda etapa realizou. com para psicoterapia de orientação psicanalítica com um total de 13 encontros. pp. Recebeu indicação Marcela manteve-se em psicoterapia individual ao para um atendimento em grupo semanal de reorienta. Evolução do atendimento no Serviço de julgava a irmã gananciosa e desonesta. et al. e mágoa da mãe. No final do processo grupal de oferecida para consubstanciar o encaminhamento orientação profissional Marcela decidiu prestar vestibular. tendo completado o pessoa controladora. Em termos de laços afetivos. estado inalterado). E. Sentindo-se insatisfeita com a Antecedentes pessoais vida profissional. Na ocasião do atendimento a cliente morava muito cedo. mas durante o coletados os seguintes dados: Encaminhamentos do processo terapêutico queixou-se de solidão e afirmou SOP para SP. Marcela se queixou de ter “perdido” grande critério de seleção era ter sido submetido às estratégias parte de sua adolescência trabalhando para auxiliar de orientação vocacional/profissional e psicoterapia no financeiramente em casa. foi encaminhada por dois meses do grupo de orientação de carreira. Foram para não ter alguém que a controlasse. tendo realizado 50 sessões. Marcela relatou. que buscou o SOP Evolução do atendimento porque queria mudar de profissão. v. simultaneamente. como dores por lesão por esforço repetitivo (LER) e No SOP apresentava comportamento semelhante.218 Oliveira-Cardozo. Sustentava-se sua questão vocacional. abr. A primeira etapa consistiu decorrência da enfermidade. número de faltas. mas decidiu interromper suas atividades por sentir muitas dores musculares e ter sido diagnosticada Resultados como portadora de LER. que optou por não se casar. 214-221. atendimento encontrados nos prontuários. do um formulário para sistematização das informações Afirmou. um na construção de um banco de dados. Em relação à psicológicos. que a impedia de ter uma vida tempo de atendimento definido para ambas. A sociedade foi Psicoterapia (adesão ao tratamento. Participou ção profissional e. Dados de identificação: sexo. questões apareceram na forma de queixas relacionadas No início da psicoterapia Marcela demonstrava às relações familiares. sentia-se solitária e rejeitada. Aproximou-se de um dos irmãos por ocasião do O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em seu adoecimento por câncer. para o encaminhamento para SP (queixas apresentadas Discordaram em função da administração do negócio. era a tendência de Marcela em res- família. 2. que financeiramente com a renda que recebia de aluguéis também apareceu nos dois contextos de atendimentos de imóveis e pintura com cerâmica. de Psicoterapia (SP). 41. A. Foi elabora. para psicoterapia foi em função das questões pessoais mas ainda tinha dúvida em relação à carreira que iria que se sobrepunham às questões profissionais. de caracterizar os perfis dos clientes encaminhados pelo e Marcela passou a ser sua cuidadora até o momento Serviço de Orientação Profissional (SOP) ao Serviço de sua morte. 2010 . O irmãos. completo. Porto Alegre. salão. inicialmente. na fibromialgia. ao estado de saúde física. Perdera os pais ponsabilizar o outro por todas as mazelas de sua Psico. Outra questão importante. apresentando nesse período frequência de duas sessões semanais. Os dados social ativa e se colocava contra seus relacionamentos foram extraídos dos roteiros de entrevista preenchidos amorosos. Depois dessa perda. n. Esse irmão faleceu em Pesquisa da FFCLRP-USP. Marcela no momento da triagem e de outros formulários de nunca teve um relacionamento amoroso duradouro. procurou atendimento psicológico. não voltaram a conversar. após um ano de cuidados intensivos. piora. de orientação de carreira uma resposta imediata para Marcela era a caçula de seis irmãos. evidenciando traços de desconfiança e insegurança. Descreveu a mãe como uma período abrangida pela avaliação. Guardava boas recordações do pai. longo de oito meses. idade e que gostaria de ter constituído uma família. Essas seguir. tais forte preocupação com seu “diagnóstico psicológico”. nível de escolaridade dos clientes no momento da Exercia a profissão de cabeleireira e mantinha triagem. PUCRS. obtidas na revisão dos prontuários dos clientes. condição apresentada ao término do atendimento: Continuou trabalhando como cabeleireira em outro melhora. o pai aos oito anos e a mãe aos 11 anos sozinha e mantinha-se com uma renda declarada de de idade.

aceitando melhor as contribuições teria somente mais um mês de atendimento. v. valorizando seu esforço e o resposta de seus questionamentos estava em poder dos investimento que fizera na relação terapêutica. tros grupais de orientação de carreira. seguir as orientações de Bohoslavsky (2003). em estágio terminal seu interesse. e foi seguida por nove faltas da paciente. mas pôde repensar seu aprender a distinguir quando uma situação configura comportamento frente aos comentários do grupo e às orientabilidade e quando a natureza da problemática que intervenções do terapeuta. com predomínio de elementos depressivos e autodescoberta no grupo de orientação profissional. apareceram os primeiros frutos. no grupo. Isso ficou patente ao relatar têm um foco claro e estratégias de ação bem definidas. aparando pouco apoio recebido das demais pessoas. Tentava insistentemente convencer beneficiada por esse atendimento e que essa experiência os terapeutas da correção do seu ponto de vista. Procurava os galhos. que não que. relatando que foi muito muita resistência. A psicoterapia. que segundo ela condena quem é solitário e não uma conexão entre esse fato e os frutos que estava exerce nenhuma atividade laboral. abr. As percepções foram tudes e comportamentos no espaço grupal e rela. cular. Marcela contou que formação profissionalizante do psicólogo é importante foi reprovada nesta entrevista. de modo a não confundir o cliente. visto que midade e confiança. individual. uma vez que os benefí- seguintes foram reservados à elaboração de sua perda cios de intervenções psicológicas podem. dade entre os dois espaços de cuidado. por sua vez. quando elas coordenadores de grupo. mobilizar Na 28ª sessão apareceu novamente a questão o desejo de maior aprofundamento no autoconheci- profissional. convergentes no sentido de que uma pessoa pode se cionar intervenções do psicoterapeuta com as dos beneficiar da sinergia das duas abordagens. Foi dominou a percepção de que houve ganhos consis- uma oportunidade valiosa para repensar suas ati. justificadas pela necessidade de cuidar em tempo ora alegando que “o que teve foi suficiente”. Nas persecutórios. Apesar da angústia. processo de desligamento da psicoterapia. 2010 . também aprenderam com ela. Aos poucos a cliente desenvolveu de sua vida. Esse desfecho após o falecimento desse irmão. que aprendera muito com os atendimentos – em ao longo do processo. Apresentava uma organização de personalidade faculdade e de lembranças de vivências prazerosas e de imatura. caso fosse de foi marcada pela piora do irmão. túmulos dos pais e a sensação de maior proximidade Nesse contexto. com encaminhamento para clínica parti- de câncer. 214-221. Psico. Conseguiu estabelecer dade. contribuíra tado pelos coordenadores de grupo e pelo terapeuta. Marcela dos terapeutas e abrandando sua agressividade diante referiu que havia mudado muito. tal descoberta a deixou muito a capacidade de escutar as ponderações do terapeuta. Porto Alegre. pre- conteúdos do grupo de orientação de carreira. por um lado. e que já era capaz de intervenções que lhe pareciam contrárias àquilo que de perceber que pode ser responsável pelas decisões gostaria de ouvir. 41. para que pudesse aproveitar o que lhe era oferecido No decorrer do processo terapêutico e dos encon. um vínculo de maior proxi. acreditava que sua vida amorosa e emocional com a mãe falecida. percebia o outro como ameaçador. a cliente se mostrou disposta projetiva. Marcela pôde A partir da 40ª sessão a cliente deu início ao estabelecer. demonstrou de orientação de carreira. n. gradualmente. angustiada. Marcela retornou ao atendimento monstrando desejo de dar continuidade. a ajudara muito a enfrentar o espaço da psicoterapia do as intervenções. Tal relação Na sessão de encerramento foi sugerida a possibili- apareceu em nove das 16 sessões iniciais. sua atitude diante de uma entrevista de emprego. Conta ainda que estava profissional estava insatisfatória. A cliente se mostrou ambivalente a esse respeito. tentes ao longo do processo. afirmou que se conhecia pensar sobre elas e se deixar permear e se modificar melhor. A 17ª sessão dade de dar continuidade à psicoterapia. ora de- integral desse irmão. justifica a procura do serviço requer uma abordagem Essa relação entre o grupo e a psicoterapia era psicoterapêutica. Para fundamentar essa decisão. devido à influência ou cuidando de uma goiabeira da sua rua. Na 36ª sessão de psicoterapia Marcela trouxe riam compartilhar com ela esse conhecimento. No processo de conduzida por uma psicóloga. coordenadores do grupo ou do terapeuta./jun. Relatou visitas aos pronto a lhe trazer prejuízos. Os dez encontros de certo modo era esperado. No início diversos conteúdos relativos à devolutiva do grupo das duas modalidades de atendimento. Acreditava que a colhendo na psicoterapia. conduzir à autonomia e à alta e. por outro lado. 2. e devido aos mecanismos de identificação sessões que se seguiram. sempre a “fazer as pazes” com o passado. é útil compreendida pela paciente como de complementari. mediante relato do desejo de cursar uma mento e expansão da consciência. desprezan. PUCRS. demonstrando que algumas grupo e individual – e que acreditava que os estagiários intervenções tinham eco dentro de si. e do início do processo de luto. pp. regando. Afirmava que nada de novo era ofer. Nas sessões de atendimento psicoterápico trouxe Do ponto de vista dos estagiários envolvidos.Orientação vocacional/profissional e psicoterapia 219 vida. sentindo-se capaz e muito gratificada quando justificar seu desejo de mudança pela pressão da socie. Todavia.

em situações-limite. Imaginário e Campos. muitas vezes se apresentam de orientação vocacional. 26). intervenção. 2010 .. aliada ao processo de Orientação Profissional. PUCRS. sociais e amorosos. e a necessidade de receber outra forme é esperado pela literatura.220 Oliveira-Cardozo. Do ponto desse encaminhamento e da clara indicação para de vista dos supervisores e dos estagiários houve ganhos psicoterapia pode ser vivenciado por muitos clientes significativos e a percepção de que a cliente pôde se como “ruptura de um processo” que se iniciara com a beneficiar da complementaridade das abordagens. ou ele próprio e no funcionamento emocional do cliente. A. ao orientador vocacional associação entre a queixa vocacional e demais queixas identificar a extensão das queixas não-vocacionais do emocionais e o quanto elas interferem umas nas outras cliente e optar pelo encaminhamento. Essa potencialidade mais aceitáveis do que os psicoterápicos (Davidson e de uso combinado de estratégias precisa ser melhor Gilbert. n. con. 2005b. foi A passagem da intervenção em orientação voca- uma das preocupações das duas equipes. diferentes facetas à consulta vocacional. pode auxiliar na promoção inespecíficos. 1987. p. 2. precedê-la ou observar que houve uma consideração dessas queixas ser realizado após o término da intervenção vocacional não-vocacionais por parte do serviço responsável pelo (Nascimento e Coimbra. Essa visão compreensiva do pedido do “talvez a intervenção contribua para o fazer desistir cliente pode auxiliar decisivamente no estabelecimento dos esforços para estancar a sua vida profissional e do plano de intervenção. futuras encaminhamento. O impacto da formulação complementares da problemática da cliente. que poderiam. em por não vislumbrarem associação imediata entre suas especial com queixas referentes aos relacionamentos dificuldades. como no caso dos outros imprescindível realizar uma avaliação para verificar a 23 clientes. 1993. como apontaram Nascimento e Coimbra (2005b). Psico. Dorn (1992) e processo de psicoterapia. al. cumpre destacar que o presente índice de desistência do atendimento psicológico estudo mostrou que a integração entre aconselhamento (37. Nesse sentido. A análise cuidadosa ao se formular o encami. visando a minimizar as resistências à relativamente a outras dimensões pessoais”. Nesse momento de por expectativas nem sempre realistas. como apontado por Dorn (1992). então. aplicando um apontaram Davidson e Gilbert (1993). muitas vezes. familiares. No estudo em questão pode-se paralelo com a intervenção vocacional. de forma integrada. prevenindo possíveis vocacional. sendo comum vivenciarem os pedidos ção vocacional. poderia estar relacionada ao considerável o cliente. 2005b). identificar suas necessidades otimizando seu desempenho no processo de orienta- dominantes. Santos et explorada em futuras investigações. muitas vezes ambíguos e permeados inviabilizar o processo de ajuda. Caberia. pp. Para Nascimento e Coimbra (2005a). que poderia decorrer em Manuele-Adkins (1992). 2009). pois muitas cional/profissional para a psicoterapia pode constituir vezes há o temor de que essa atitude possa desencadear um ponto crítico do itinerário do cliente. Considerações Finais nhamento para outra modalidade de atendimento. de modo a não confundirem psicoterapia. os motivos que os levaram ao Serviço deste estudo que a psicoterapia. portanto. até mesmo porque essas pessoas não e mobilização dos recursos internos dos clientes. identificadas como eminentemente de interpessoais. Porto Alegre. como intervir nos domínios não-vocacionais.5%). 41. Discussão Pode-se aventar a hipótese de que as pessoas que não aderiram à psicoterapia provavelmente se sentiram No presente trabalho pôde-se observar a coexistência desapontadas com o reencaminhamento. isto é. Essa quebra de expectativa. a concomitância das abordagens mostrou ser psicoterapia e/ou refletirem o fato de que os clientes uma estratégia valiosa na medida em que puderam estariam portando expectativas terapêuticas em relação ser abordadas. A atenção do mudança ou mesmo ruptura no processo de intervenção orientador deve ser redobrada. sendo que todos os clientes que investigações sobre situações de adesão e de não- haviam sido submetidos à triagem psicológica tiveram adesão são necessárias. antes mesmo da realização da triagem no SP. assim. vocacionais como menos estigmatizantes e. foi modalidade de intervenção. v. Dessa forma. provavelmente das dificuldades vocacionais com questões afetivas. Finalizando. E. abr. 214-221. et al. aliada ao é possível quando as estratégias possuem um foco claro possível estigma que cerca a pessoa que se submete à e intervenções definidas. criando-se transição cabe ao profissional auxiliar o cliente “a uma atmosfera permissiva e uma relação indutora compreender a inseparabilidade da dimensão vocacional de confiança. de carreira e aconselhamento pessoal é possível. Isso inscrição no SOP. algum tipo de dificuldade emocional reconhecida. Essa análise deve explorar amplamente os rupturas no vínculo. observa-se a partir dos resultados clientes. natureza vocacional. os pedidos dos Além disso. conseguem. pessoal” (Nascimento e Coimbra. Nascimento e Coimbra (2001). Nesse contexto os pedidos de orientação Na situação descrita e analisada neste estudo de vocacional poderiam traduzir uma resistência à caso./jun. pedidos do cliente.

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