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tisfatórias e a instabilidade política não favoreceu a continuidade
da ação dos governos.
Os espaços entre conclusão de um plano e a elaboração de outro,
são, às vêzes, consideráveis. Ora, isto é inconcebível numa política
de planejamento que exige uma continuidade de ação a fim de
evitar as perdas de esfôrço e de recursos para assegurar um desen-
volvimento econômico harmonioso, rápido e constante. Certos pro-
gressos foram feitos e a ação do Estado no campo econômico torna-se
caàa vez mais coerente. Êle pa r ticipa no jôgo do mercado para que
as fôrças sejam mais ou menos orientadas, mas há ainda caminhos
a percorrer para chegar a um verdadeiro planejamento nacional. O MÉTODO COMPARATIVO
EM ANTROPOLOGIA
BIBLIOGRAFIA CONTRIBUIÇAO E DEFICIÊNCIAS
DA ABORDAGEM TRANSCULTURAL
ALBERTINI, J. M . - L es Mécanismes du Sous-Déve lopment- Les
Edition s Ouvriêres, Paris, 1967 .
CONJUNTURA ECONôMICA - Septembre 1967 .
CONSTITUIÇAO DA REPúBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO
BRASIL- 1946 . João Pompeu de Souza Brasil
DECRETO-LEI N.0 200, de 25 de fevereiro de 1967 (92 pgs .).
DENIS, Henri - Histoire de la Pensée Economique - Coll . Themis,
P. U . F., Paris, 1967.
FURTADO, Celso - D éveloppement et Sous-Développement -
P . U. F., Paris, 1966, 228 pgs. O presente artigo representa mais uma contribuição didática
FURTADO, Celso- Formação Econômica do Brasi l - Ed . Fundo de
Cultura, Rio 1959, 291 pgs. do que um ensaio crítico com pretensões acadêmicas de reformulação
FURTADO, Celso - Subdesenvo lvimento e Estagnação da América ou contribuição teórica. Nossa intenção aqui é a:presentar - numa
Latina - Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1966, 127 pgs . tentativa de síntese - os méritos e deficiências do procedimento
FURTADO, Celso - "In Les Temps Moderns" - octobre 1967, n. 0 257 comparativo em antropologia, dando atenção especial à chamada
Le Brésil, (578 a 751) .
IANNI, Cardoso - Estado e Capitalismo - Estrutura Soctal e In- abordagem transcultural (Cross-cultural method) como tem sido ma-
dustrialização do Brasil - Ed. Civilização Brasileira, Rio de Ja- nipulada por alguns dos seus adeptos. Representa, portanto, mais
neiro, 1965 . um entre muitos trabalhos que versam sôbre o assunto . (1)
JAGUARIBE, Hélio - Problemas do D esenvolvimento Latino Ame-
ricano- Ed. Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1967, 204 pgs .
MARCHAL, André - Systemes et Structures Economiques - Coll .
Thémis, P. U. F ., P a ris, 1959 . · PROCEDIMENTO COMPARATIVO NAS CIÊNCIAS
MARTINS, J . M . - Industrialisation et Dévelopment Energetique du
Brésil - Institut des Hautes Êtudes d'Amérique Latine - Paris, Não se pode negar motivos aos cientistas sociais para desen-
1966. volverem tantos esforços na busca de técnicas comparativas aplicá-
MONBERIG, Pierre - Le Brésil, P . U . F ., 1958. veis às suas disciplinas, pois não desconhecemos que, em última ins-
PLANO TRIENAL DE DESENVOLVIMENTO ECONôMICO E SOCIAL
- Presidência da República, 1963. tância, é sôbre comparações que se funda o conhecimento científico
PROGRAMA DE AÇÃO ECONôMICA DO GOVERNO REVOLUCIO- de modo geral. O procedimento comparativo é comum a tôdas as
NÁRIO (resumo) Gabinete do Ministro Extraordinário para o ciências. Quando se registra a representação matemática a' L a < a ·
Planejamento e Coordenação Econômica- Brasília, 45 pgs. + (0,1) n resume-se a afirmativa de que certo número a' é o valor
PROGRAMA ESTRATÉGICO DE DESENVOLVIMENTO - 1968-1970 . aproximado do número a por falta, com n algarismos decimais exatos,
vol. I julho de 1968 . Ministério do Planejamento e Coordenação
Geral. quando a' é o valor aproximado de a, menos de (0,1)n por falta (2);
REVISTA DE DIREITO ADMINISTRATIVO- vol. 87 janeiro/março,
1!JS7. Fundação Getúlio Vargas. (1) Apesar de raros em língua portuguêsa, podem-se contar pela ordem das cente-
VlOLF - Les Plc,ns du D éveloppem:mt du Brésil Cahiers de l'ISEA, nas os t rabalhos publicados em inglês dentrú dêste tema .
série L, 1958. (2) Isto em cálculos aritméticos nproximaaos .
.,
136 REV . C. SOCIAIS, VoL. u· N.O 2 REV. C. SOCIAIS, VOL. I!' N.O 2 137

idealizada e coordenada por George Peter Murdock com sua do que como elementos que lhes permitissem chegar às mesmas. e outros como "tôda mento comparativo. através de técnicas quantitativas. resulta em regras e leis decorrentes da pelos homens de reputação em ciência. a generalidade que se pode observar com a emergência do chamado Acrescentando-se a isso que as diversas sociedades em geral respon- dem de formas variadas ao mesmo estímulo. Nessas últimas as dificuldades sociólogos e antropólogos atuais (principalmente transculturalistas). especialmente a cientistas sociais de outras na- daqueles escritores que seus métodos eram ilustrativos mais que com. onde X então Y e Z. muito mais versáteis e imprevisíveis do que o objeto das ciências naturais. sempre. são incomparàvelmente maiores. C. Maquiavel. os mesmos elementos com. as ciências babilidades a dados etnográficos de modo análogo ao que é feito por sociais -e. SOCIAIS. como Ferguf:> on.o 2 . e da descendência" (1888) que "a antropologia nunca seria aceita genética. citado em Evans-Pritchard (1963:8). isto é. para das em fundamentos exatos e seguros se manifesta. VoL. já combinação química apresenta. mas êsse enunciado. nas ciências do comportamento. em proporções fixas" {4) são o resultado de compa. emi- nas suas magnas tentativas de tornar "científicas" as suas discipli. apesar de se poder "dizer vêzes inacessíveis. ções. é comum o procedimento comparativo. também o são. Trata- perda de poder entre regentes. Há verdadeira rativo evoluiu nas ciências sociais até alcançar o desenvolvimento e identidade ontológica entre o pesquisador e o objeto pesquisado. 1957. êles confrontavam amostra etnográfica mundial de sociedades. lado útil como abordagem metodológica para testar hipóteses sôbre mento e. que do método têm lançado mão não só antropólogos m~s (3) Do binômio de Newton. verificando a retenção ou ela atingida. :íl:ste antropólogo . {5) usaram francamente de compara. análise fôssem mais rigorosos e que ela (antropologia) pudesse apre- Se.. p . no século XVIII. Middleton . VOL.. são exemplos de pensadores antigos -se de um programa de pesquisas da Universidade de Yale destinado fazendo comparações.aplicava o cálculo estatístico das pro- as chamadas ciências exatas ou naturais. l i N. ção em larga escala de generalizações em antropologia. sendo o resultado Enquanto isso. ou. onde X registra uma perfeita alteridade entre o pesquisador e o objeto pes. Tylor. Essa restrição na possibilidade de executar comparações basea. a formulação e verifica- como a dificuldade capital das ciências sociais. Cordocet. :íl:ste último chegou mesmo tui-se em refinamento do método comparativo e não um método autônomo. Saint Simon e todos os continentes. no século XIX. A abordagem transcultural é um procedimento científico. sem dúvida. Tem-se reve- Como já dissemos. isto é. de outro. contudo. 1963) . podemos ter uma idéia do problema enfren- tado pelos etnólogos em particular e pelos cientistas sociais em geral. A abordagem em questão se faz possível. de um lado. Freema n e Winch . 1960. Aristóteles. 138 REV . (7) Recorde-se. enquanto no primeiro grupo se para encontrar relações causais entre os mesmos.talvez o acontece com o grau de dificuldade com que se deparam." cross-cultural-method (6) . êsse procedimento ante. que as mesmas são . C. (7) tífica com um corpo de conhecimento delimitado. primeiro a merecer o título . muitos sociólogos e psicólogos para comprovação de certas hipóteses (Nimkoft e (4) Lei de Proust (relativa à proporçâo de elementos químicos em comblnaçâo). Pois. o comportamento humano em qualquer nível de generalização e em cede de muito ao surgimento da antropologia como disciplina cien. SOCIAIS. O conjunto dessas informações viria a se constituir numa parativos" (Evans-Pritchard . até então dispersas em monografias muitas Comte. qualquer ramo das ciências do comportamento. (8) Arquivos por Area de Relações Humanas. a comparação é o fundamento do conheci. John Millar. participam hoje 16 universidades. constituindo-se em sistemas extremamente mais dinâmicos A ABORDAGEM TRANSCULTURAL em suas transformações. então Y. ex. tura dos mais diversos povos espalhados pela superfície terrestre. portanto. nentemente comparativo. que utiliza registros escritos referentes à cul- nas. de contribuição em contribuição. Chlld e Barry. e. como aquêle que diz que os coeficientes de dois a dispor seus dados em tabelas classificadas para facilitar o procedi- têrmos equidistantes dos extremos são iguais (3). equipe de Yale. afirmava na sua famosa "lecture" "sôbre um método de investigação binados em pêso. estu. e os precursores da sociologia e antropologia a coletar e processar informações relativas às várias culturas de social. graças aos resultados do cross-cultural-survey. bioquímica etc. Turgot. permitir. aplicado às leis do casamento rações do mesmo modo que a verificação sistemática em mecânica. Na execução dessa ta- situações empírieas mais com propósitos de ilustrar suas conclusões refa. como McLennan em Primitive Marriage (1865) e Spencer em Principles ot Sociology (1882). do desenvolvimento das instituições. os primeiros sociólogos e antro. (5) Citados em Lowle (1946) e Kardlner (1964) respectivamente. o procedimento compa- mesma categoria daqueles que fazem a comparação. Ir N. a antropologia. o mesmo não sentar suas conclusões em números. até que seus métodos de comparação de grandezas ou fenômenos naturais. do trabalho os chamados HRAF (human relation area files) . com a eficiência por dando formas de constituições. quisado.1963:4). (8) O pólogos. no segundo grupo o objeto a ser comparado pertence à Assim. Bacon . (6) A traduçâo literal de crOss-cultural-method seria "método transcultural" mas preferimos usar a expressão abordagem por acreditar que essa técnica consti- ções para chegarem às suas conclusões.O :d 139 REV.

Ir N. equipe de Yale. êsse procedimento ante. Middleton. Saint Simon e todos os continentes. quisado. Freeman e Winch. emi- nas suas magnas tentativas de tornar "científicas" as suas discipli. Tem-se reve- Como já dissemos. Essa restrição na possibilidade de executar comparações basea. são incomparàvelmente maiores. nentemente comparativo. para l das em fundamentos exatos e seguros se manifesta. SOCIAIS. no segundo grupo o objeto a ser comparado pertence à Assim. como McLennan em Primitive Marriage (1865) e Spencer em Principles of Sociology (1882). e outros como "tôda mento comparativo. que utiliza registros escritos referentes à cul- nas. :l dem de formas variadas ao mesmo estímulo. VOL. Ir N. o mesmo não sentar suas conclusões em números. então Y. permitir. são exemplos de pensadores antigos -se de um programa de ·p esquisas da Universidade de Yale destinado fazendo comparações. ção em larga escala de generalizações em antropologia. especialmente a cientistas sociais de outras na- daqueles escritores que seus métodos eram ilustrativos mais que com. idealizada e coordenada por George Peter Murdock com sua do que como elementos que lhes permitissem chegar às mesmas. Na execução dessa ta- situações empírieas mais com propósitos de ilustrar suas conclusões refa. :D. muitos sociólogos e psicólogos para comprovação de certas hipóteses (Nimkoff e (4) Lei de Proust (relativa à proporção de elementos químicos em combinação). também o são. até que seus métodos de comparação de grandezas ou fenômenos naturais. ou. citado em Evans-Pritchard (1963:8). sempre. afirmava na sua famosa "lecture" "sôbre um método de investigação binados em pêso. que as mesmas são muito mais versáteis e imprevisíveis do que o objeto das ciências naturais. isto é.aplicava o cálculo estatístico das pro- as chamadas ciências exatas ou naturais. a formulação e verifica- como a dificuldade capital das ciências sociais. verificando a retenção ou ela atingida. 138 REV. a generalidade que se pode observar com a emergência do chamado Acrescentando-se a isso que as diversas sociedades em geral respon. primeiro a merecer o título . de um lado. e. no século XIX. até então dispersas em monografias muitas Comte. apesar de se poder "dizer vêzes inacessíveis. de contribuição em contribuição. participam hoje 16 universidades. ções. 1963) . sendo o resultado Enquanto isso. do desenvolvimento das instituições.O 2 . cross-cultural-method (6) . ex. Cordocet. a antrapologia.talvez o acontece com o grau de dificuldade com que se deparam. podemos ter uma idéia do problema enfren- tado pelos etnólogos em particular e pelos cientistas sociais em geral. como aquêle que diz que os coeficientes de dois a. lado útil como abordagem metodológica para testar hipóteses sôbre mento e. nas ciências do comportamento.1963:4). as ciências babilidades a dados etnográficos de modo análogo ao que é feito por sociais -e. (5) usaram francamente de compara. enquanto no primeiro grupo se para encontrar relações causais entre os mesmos. 1957. 1960. onde X registra uma perfeita alteridade entre o pesquisador e o objeto pes. a comparação é o fundamento do conheci. no século XVIII. Bacon. A abordagem transcultural é um procedimento científico. com a eficiência por dando formas de constituições. Tylor. contudo. e da descendência" (1888) que "a antropologia nunca seria aceita genética. bioquímica etc. é comum o procedimento comparativo. isto é. O conjunto dessas informações viria a se constituir numa parativos" CEvans-Pritchard . Nessas últimas as dificuldades sociólogos e antropólogos atuais (principalmente transculturalistas). Há verdadeira rativo evoluiu nas ciências sociais até alcançar o desenvolvimento e identidade ontológica entre o pesquisador e o objeto pesquisado. (7) tífica com um corpo de conhecimento delimitado. e os precursores da sociologia e antropologia a coletar e processar informações relativas às várias culturas de social. C. mas êsse enunciado. resulta em regras e leis decorrentes da pelos homens de reputação em ciência. como Fergu'son. o procedimento compa- mesma categoria daqueles que fazem a comparação. qualquer ramo das ciências do comportamento. os primeiros sociólogos e antro. Pois. John Millar.o 2 139 REV. Chlld e Barry. constituindo-se em sistemas extremamente mais dinâmicos A ABORDAGEM TRANSCULTURAL em suas transformações. C. êles confrontavam amostra etnográfica mundial de sociedades. Aristóteles. os mesmos elementos com. tura dos mais diversos povos espalhados pela superfície terrestre. dispor seus dados em tabelas classificadas para facilitar o procedi- têrmos equidistantes dos extremos são iguais (3). SOCIAIS. aplicado às leis do casamento rações do mesmo modo que a verificação sistemática em mecânica. VoL. (8) Arquivos por Area de Relações Humanas. (8) O pólogos. do trabalho os chamados HRAF (human relation area files) . Trata- perda de poder entre regentes. onde X então Y e Z. portanto. ll:ste último chegou mesmo tui-se em refinamento do método comparativo e não um método autônomo. de outro. Maquiavel. (6) A tradução literal de crOss-cultural-method seria "método transcultural" mas preferimos usar a expressão abordagem por acreditar que essa técnica consti- ções para chegarem às suas conclusões. em proporções fixas" (4) são o resultado de compa. A abordagem em questão se faz possível.. que do método têm lançado mão não só antropólogos mas (3) Do binômio de Newton. estu. (7) Recorde-se. já combinação química apresenta.. sem dúvida. graças aos resultados do cross-cultural-survey. análise fôssem mais rigorosos e que ela (antropologia) pudesse apre- Se. o comportamento humano em qualquer nível de generalização e em cede de muito ao surgimento da antropologia como disciplina cien. (5) Citados em Lowie (1946) e Kardiner (1964) respectivamente. Turgot. ll:ste antropólogo . através de técnicas quantitativas.

correia- 140 REV. Para o estabelecimento de suas correlações. quando na realidade o que ocorre é o do objetivo teórico de generalização em larga escala. e 2) permitir a consecução (Murdock 1949: 266-67-68). às vêzes. classificando cada parágrafo em cartões e distri. servindo-se. sendo realizados. Isso determinou a refutação de algu. tavam outros têrmos que não aquêles do tipo geração. êle examina 20 sociedades com padrão de residência logia e até psicologia. processamento das informações que vão para êsses arquivos consiste ções simplistas. entre dados etnográficos do maior número possível de sociedades espalha. sob sua ocorre residência bilocal. Entre essas deficiên- cias sobressaem as seguintes.que se constitui pelo casal 1S eligman (1932) "que nunca estêve nem perto do território no instrumento fundamental do método transcultural . li. Com o uso dos próprio Murdock . a abordagem transcultural tabelecidas pelo procedimento comparativo através da abordagem conseguiu impor-se a grande número de antropólogos das décadas transcultural. de fontes não muito fidedignas.o 2 141 . Do exposto. dêsse povo" (Evans-Pritchard 1963) . tratando das excessões às regras es- materiais e técnicas mais sofisticadas. o argumento. nos anos subseqüentes à euforia inicial. SOCIAIS.e que sua Seligman se encontram tôdas as informações necessárias às entradas emergência se constitui efetivamente num verdadeiro salto em rela. 'jl_ respectivas filhas. então há terminologia do tipo geração" . porém não foi abordagem transcultural é reduzido a pequena fração do que seria suficientemente crítico na seleção dessas informações. do exame de outras 220 sociedades com outras rioridade da nova abordagem sôbre as que haviam sido usadas até regras de residência (não bilocal). encontra-se uma situação de correlação sim- tado de suas aplicações veio. Mas isso não significa necessària- Podemos afirmar que a abordagem transcultural veio superar mente casamento . mas hipóteses ou leis enunciadas como resultados da aplicação do método transcultural. Além disso. o exame mais minucioso das técnicas e do resul. como Mesmo assim. uso indiferente (criticamente) das fontes de infor- mações. pode-se concluir de pronto que os objetivos do grupo para cujo estudo foram utilizados unicamente os dados fornecidos de Yale liderado por Murdock ao idealizar o survey . provam ter têrmos de geração. II' N. Murdock) mas Evans-Pritchard (1963) acha que no trabalho dos versidade na organização social do gênero humano etc. Seu livro Social Structure (1949) ainda hoje é bilocal e encontra 9 que. principalmente nos Estados Unidos. interpretações defeituosas dos dados etnográficos. N.r que. Um caso que pode ilustra. apoiada em direito que os membros dos clãs reais têm de coabitarem com as procedimentos quantitativos.r várias dessas deficiências é o livro do buindo-os pelas categorias apropriadas dos arquivos . os :pais têm permissão de casar com as filhas das pelo globo. mir-se em dois pontos básicos: 1) garantir uma fonte precisa de suas conclusões são falhas e desorientadoras ao afirma. . SOCIAIS. por serem mais ·comuns: classificações 33 Têrmos tipo geração 9 defeituosas de etnógrafos na colheita e no relato dos fatos. leitura obrigatória nos departamentos de antropologia e sociologia aí teríamos uma incidência de mais de 50% dos casos para infirmar de muitas universidades norte-americanas. Desenvolvida por vasta presentes naquela sociedade. o tempo dispensado a qualquer estudo feito através da utilizou. em parte.podem resu. VoL. porém. di. onde Murdock um exemplo extremo e escreve: "sua (de Murdock) hipótese é "onde surgiu como o líder dos transculturalistas. 0 2 REV. de tabulação que resultaria na conclusão de que os clãs se acham ção às técnicas comparativas anteriores. a cada sociedade. VoL. o autor arquivos. como no caso dos Azande. se o desejarem. Para testá-lo. Murdock concluiu pela veracidade então na maioria dos estudos sociológicos e etnológicos anteriores a de sua hi·p ótese com base no fato de que 187 destas últimas apresen- ela. a alta nobreza Azande. demonstra Kobben. senão vejamos a tabela elaborada por Kobben para ilustrar localizar algumas deficiências. a hipótese. dispensado em outra maneira. As deficiências apontadas podem ser distri- buídas em dois grupos: a) deficiências do survey para a consecução outras regras de da amostra mundial do HRAF e b) interpretação deficiente dos dados Residência bilocal residência etnográficos por etnólogos transculturalistas. Aqui. catego- rias falhas criadas pelos etnólogos na elaboração da amostra mun- Outros têrmos 11 187 dial da HRAF. descuido em relação do "bias" na classificação das em operar uma bibliografia completa das principais fontes alusivas informações. Ora. C. os Azande estão classificados como em grande parte as dificuldades já aludidas ao método comparativo povos onde a instituição do clã não é registrada (no livro de nas ciências sociais . influência. vários estudos famosos no campo da antropologia. Ainda em relação aos Azande. para facilitar a pesquisa. atestando isso falhas nas correlações equipe de antropólogos que tinham ao seu dispor melhores recursos de Murdock: Kobben (1967: 3). fraca representatividade da amostra em relação a certos assuntos. socio. também aponta o livro de Murdock (1949: 152) como de 1940 e 1950. dados já classificados no HRAF. de fato. com emp~ho comparativo.identidade ontológica pesquisador-objeto. plista. C. Tudo por causa da supe.

tego- rias falhas criadas pelos etnólogos na elaboração da amostra mun- Outros têrmos 11 187 dial da HRAF.rga escala. Com o uso dos próprio Murdock. Desenvolvida por vasta presentes naquela sociedade. se o desejarem. sob sua ocorre residência bilocal. quando na realidade o que ocorre é o do objetivo teórico de generalização em la. os Azande estão classificados como em grande parte as dificuldades já aludidas ao método comparativo povos onde a instituição do clã não é registrada (no livro de nas ciências sociais . encontra-se uma situação de correlação sim- tado de suas aplicações veio. porém. SOCIAIS. senão vejamos a tabela elaborada por Kobben para ilustrar localizar algumas deficiências. os :pais têm permissão de casar com as filhas das pelo globo. Murdock concluiu pela veracidade então na maioria dos estudos sociológicos e etnológicos anteriores a de sua hipótese com base no fato de que 187 destas últimas apresen- ela. o tempo dispensado a qualquer estudo feito através da utilizou. C.podem resu. a alta nobreza Azande. de fontes não muito fidedignas. VoL. processamento das informações que vão para êsses arquivos consiste ções simplistas. Do exposto. provam ter têrmos de geração. Tudo por causa da supe. Seu livro Social Structure (1949) ainda hoje é bilocal e encontra 9 que. aplicação do método transcultural. nos anos subseqüentes à euforia inicial. fraca. . servindo-se. na conclusão de que os clãs se acham ção às técnicas comparativas anteriores. ca. às vêzes. Ainda em relação aos Azande. VoL. êle examina 20 sociedades com padrão de residência logia e até psicologia. tavam outros têrmos que não aquêles do tipo geração. dêsse povo" (Evans-Pritchard 1963) . di. o argumento. II" N. C. apoiada em direito que os membros dos clãs reais têm de coabitarem com as procedimentos quantitativos. como Mesmo assim. Ora. de fato. dados já classificados no HRAF. As deficiências apontadas podem ser distri- buídas em dois grupos: a) deficiências do survey para a consecução outras regras de da amostra mundial do HRAF e b) interpretação deficiente dos dados Residência bilocal residência etnográficos por etnólogos transculturalistas. uso indiferente (criticamente) das fontes de infor- mações. o autor arquivos. descuido em relação do "bias" na classificação das em opera. Um caso que pode ilustra. vários estudos famosos no campo da antropologia. Aqui. atestando isso falhas nas correlações equipe de antropólogos que tinham ao seu dispor melhores recursos de Murdock: Kobben (1967:3). porém não foi abordagem transcultural é reduzido a pequena fração do que seria suficientemente crítico na seleção dessas informações. e 2) permitir a consecução (Murdock 1949: 266-67-68).identidade ontológica pesquisador-objeto. a cada sociedade. Para o estabelecimentó de suas correlações. classificando cada parágrafo em cartões e distri. então há terminologia do tipo geração". mir-se em dois pontos básicos: 1) garantir uma fonte precisa de suas conclusões são falhas e desorientadoras ao afirma. interpretações defeituosas dos dados etnográficos.r várias dessas deficiências é o livro do buindo-os pelas categorias apropriadas dos arquivos. principalmente nos Estados Unidos. por serem mais ·comuns: classificações 9 33 Têrmos tipo geração defeituosas de etnógrafos na colheita e no relato dos fatos. onde Murdock um exemplo extremo e escreve: "sua (de Murdock) hipótese é "onde surgiu como o líder dos transculturalistas. socio.r que. do exame de outras 220 sociedades com outras rioridade da nova abordagem sôbre as que haviam sido usadas até regras de residência (não bilocal). a hipótese.que se constitui pelo casal 1S eligman (1932) "que nunca estêve nem perto do território no instrumento fundamental do método transcultural. SociAIS. Mas isso não significa necessària- Podemos afirmar que a abordagem transcultural veio superar mente casamento. Para testá-lo. representatividade da amostra em relação a certos assuntos. o exame mais minucioso das técnicas e do resul. Entre essas deficiên- cias sobressaem as seguintes. entre dados etnográficos do maior número possível de sociedades espalha.o 2 REV.r uma bibliografia completa das principais fontes alusivas informações. tratando das excessões às regras es- materiais e técnicas mais sofisticadas. leitura obrigatória nos departamentos de antropologia e sociologia aí teríamos uma incidência de mais de 50% dos casos para infirmar de muitas universidades norte-americanas. demonstra Kobben. em parte. dispensado em outra maneira. como no caso dos Azande. mas hipóteses ou leis enunciadas como resultados da.e que sua Seligman se encontram tôdas as informações necessárias às entradas emergência se constitui efetivamente num verdadeiro salto em rela. a abordagem transcultural tabelecidas pelo procedimento comparativo através da abordagem conseguiu impor-se a grande número de antropólogos das décadas transcultural. !f' N. '~< respectivas filhas. para facilitar a pesquisa. plista. Além disso. correia- 140 REv. também aponta o livro de Murdock (1949: 152) como de 1940 e 1950. pode-se concluir de pronto que os objetivos do grupo para cujo estudo foram utilizados unicamente os dados fornecidos de Yale liderado por Murdock ao idealizar o survey . de tabulação que resultaria. com emp~ho comparativo. sendo realizados. influência.O 2 141 . Murdock) mas Evans-Pritchard (1963) acha que no trabalho dos versidade na organização social do gênero humano etc. Isso determinou a refutação de algu.

VoL. vindo do parti- continuar defendendo sua hipótese. pacidade de testar outras teorias por meio de correlações que permi- Nesse caso particular houve possibilidade do etnólogo encontrar uma tem usar as técnicas matemáticas. como falhas da abordagem. para estabelecer um vínculo esta- bros estão ameaçados. uma exceção . os dados demográficos. tecnologia. SociAIS. Segundo Naroll. testando sua hipótese Entretanto. (9) Um exemplo disso. as classificações universal (heterogeneidade. como ·por exemplo. para tadas por críticos da abordagem transcultural contudo. Narold and Cohen (1970) e Sawyer and Levlne classificações "áridas". Em artigo de Por fim. rençar as comunidades mais desenvolvidas das menos desenvolvidas. 142 REv. pois.a de comparar traços culturais isolados dos seus Amostra Etnográfica Mundial (World Etnographic Sample. tísticas. cor. extraídas de seu contexto. Nesse caso específico. Na concreta. entre as 50 de parentesco {1949: 135-36-37) . ademais. tentativa de Murdock. como se os mesmos não per- grupos fraternos) e a falta de contendas sangrentas após um homi~ tencessem a um sistema. Seus pontos fortes. três já estão definitivamente confirmadas como tendo aplicabilidade Citem-se. hipótese de Nieboer sôbre a escravidão. aternos. C. graças à descoberta de que sua cular. apesar de nunca ter-se ' interpretação do têrmo "escravo" . quando poderia com o mesmo esfôrço corre- cídio (otterbein e Otterbein 1965) . --- tuem em meios para a explicação de qualquer sistema cultural. têm direito a trocar de dono quando desejarem. chegou êle a conclusões que não eram corretas. rais aplicados ao estudo de Redfield {1941) sôbre as Culturas de ficações poderiam resultar incorretas. não se consti. Yucatan (Folk Culture of Yucatan) no tocante à generalidade das relacionando estado de insobriedade alcoólica com liberdade sexual características definitórias dos extremos do continuum folk-urbano.grupos de poder de homens empa.a dos iroqueses . que permane- quela utilizada pelos etnógrafos que haviam estudado povos da Mi. Murdock correlacionou cêrca de duas centenas de sociedades. e assim a escravidão não se faz necessária (Nieboer 1910) . que não nos levam a nenhu- cia bilocal onze casos a representarem exceções e mais 33 na coluna ma conclusão.Murdock contextos funcionais e estruturais. II N.recorrem à agressão quando os interêsses dos seus mem. verificou que vários etnó. sociedades. fins em si mesmas sem grande relevância (1966). com a organização política e econômica. porque as pessoas sem terra ficam obrigadas a CONTRIBUIÇõES DA ABORDAGEM TRANSCULTURAL oferecer seus serviços aos que a possuem. Para testar essa hipótese. A hipótese dos holandeses é que tratamento. aquêle cientista defende que onde tôda a terra disponível pela sociedade está em uso não deve ocorrer escravidão. No exame de uma variável qual- 1957) para testar suas hipóteses sôbre contendas intra~societais tam~ quer é freqüente a atitude de compará-la à que parece de mais fácil bém encontra-se uma exceção. no qual a mesma se encontra inserida. Entretanto.O 2 143 j . divisão do trabalho. formas de propriedade etc. pré-marital. Um exemplo evidente é a rentados . ocorreram erros nas correlações esta. suas classi. encontrar em Naroll (1970: 1229) ao comentar os testes transcultu- ditar nas afirmações do etnógrafo e. SociAIS. em lugar de examiná-la dentro do sistema de variáveis grupos de interêsses fraternos . onde na maioria dos casos as terras transcultural.diferia da- apresentado útil como instrumento de investigação das variações entre sêres humanos individuais. Nieboer encontrou condições para Seu propósito por excelência é de atingir o geral. entre fenômenos sociais e culturais.. sua constribuição ao conhecimento etnológico tem agricultáveis são completamente ocupadas. das quais extraiu os traços citados (residência bilocal e terminologia dência entre o caráter pacifista da sociedade (que não apresenta de parentesco de modo independente. como conseqüência. dos onze traços apresentados por Redfield para dife- como indica Kobben {1967). economia monetá- para permitir correlações que. têm sido a capacidade de estudar relações funcionais \ cronésl't . as (9) A propósito.indivíduos que. valor incontestável e nela se encontram de igual modo pontos posi- grafos registravam a ocorrência da instituição "escravidão" nessas tivos para a antropologia. No teste da hipótese. No caso de Horton {1943). (Amostra Etnográfica Mundial) constatou-se mos. pode-se saída do impasse.uma pessoa que é propriedade de outra e que é forçada a permanecer com seu dono . lacionar qualquer um dêles com outros traços dentro do mesmo siste- ma. lembramos a falha comum a Murdock e a muitos dos Van Velsen e Van Wetering {1960) em que os autores utilizam a seus seguidores . mesmo isentas de erros. apesar de tôdas as objeções lançadas à abordagem entre sociedades da Micronesia. ver Otterbeln (1969). VoL.onde não se encontrou correspon. como vi- sociedades da amostra. Nesta tabela encontramos na coluna das sociedades com residên~ antropológica. induzindo Horton a desvios anti-científicos. a Poderíamos ainda organizar extensa lista de deficiências apon. se permitir conclusões relativas a um todo estrutural com realidade -emos a alguns comentários sôbre a obra de dois outros autores. C.o 2 REv. cem até hoje. Ir N. já citada. das 220 sociedades com outras regras de residência. mas em geral êle não tem alternativa senão acre. dêsse modo as sociedades sem grupos de inte~ tístico entre padrões de residência bilocal e um tipo de terminologia rêsses fraternos seriam ·pacíficos. apesar da extrema pobreza e sujeição entre elementos diversos em sociedades e culturas humanas e a ca- aos donos de terra.

tísticas. têm direito a trocar de dono quando desejarem. dos onze traços apresentados por Redfield para dife- como indica Kobben (1967). mas em geral êle não tem alternativa senão acre. tístico entre padrões de residência bilocal e um tipo de terminologia rêsses fraternos seriam ·pacíficos. aquêle cientista defende que onde tôda a terra disponível pela sociedade está em uso não deve ocorrer escravidão. ademais. extraídas de seu contexto. vindo do parti- continuar defendendo sua hipótese. ver Otterbeln (1969). ocorreram erros nas correlações esta.diferia da- apresentado útil como instrumento de investigação das variações entre sêres humanos individuais. tecnologia.indivíduos que. No teste da hipótese. pacidade de testar outras teorias por meio de correlações que permi- Nesse caso particular houve possibilidade do etnólogo encontrar uma tem usar as técnicas matemáticas. como se os mesmos não per- grupos fraternos) e a falta de contendas sangrentas após um homi.ternos. cem até hoje. (9) Um exemplo disso. que não nos levam a nenhu- cia bilocal onze casos a representarem exceções e mais 33 na coluna ma conclusão. entre as 50 de parentesco (1949: 135-36-37) . como ·por exemplo. verificou que vários etnó. com a organização política e econômica. Segundo Naroll. VoL. lembramos a falha comum a Murdock e a muitos dos Van Velsen e Van Wetering (1960) em que os autores utilizam a seus seguidores . Seus pontos fortes.O 2 143 J . em lugar de examiná-la dentro do sistema de variáveis grupos de interêsses fraternos . Em artigo de Por fim. c. os dados demográficos. antropológica. das 220 sociedades com outras regras de residência.:emos a alguns comentários sôbre a obra de dois outros autores. Nesta tabela encontramos na coluna das sociedades com residên. a.uma pessoa que é propriedade de outra e que é forçada a permanecer com seu dono . tencessem a um sistema. três já estão definitivamente confirmadas como tendo aplicabilidade Citem-se. pré-marital. cor. encontrar em Naroll (1970: 1229) ao comentar os testes transcultu- ditar nas afirmações do etnógrafo e. Entretanto. as classificações universal (heterogeneidade. C. pode-se saída do impasse. para tadas por críticos da abordagem transcultural contudo. No exame de uma variável qual- 1957) para testar suas hipóteses sôbre contendas intra-societais tam. uma exceção . quer é freqüente a atitude de compará-la à que parece de mais fácil bém encontra-se uma exceção. economia monetá- :para permitir correlações que. sociedades. fins em si mesmas sem grande relevância (1966). Narold and Cohen (1970) e SawYer and Levlne classificações "áridas".I. já citada. como vi- sociedades da amostra. hipótese de Nieboer sôbre a escravidão. apesar da extrema pobreza e sujeição entre elementos diversos em sociedades e culturas humanas e a ca- aos donos de terra.n (Folk Culture of Yucatan) no tocante à generalidade das relacionando estado de insobriedade alcoólica com liberdade sexual características definitórias dos extremos do continuum folk-urbano. apesar de tôdas as objeções lançadas à abordagem entre sociedades da Micronesia. para estabelecer um vínculo esta- bros estão ameaçados. testando sua hipótese Entretanto. Um exemplo evidente é a rentados . rais aplicados ao estudo de Redfield (1941) sôbre as Culturas de ficações poderiam resultar incorretas. sua constribuição ao conhecimento etnológico tem agricultáveis são completamente ocupadas.a de comparar traços culturais isolados dos seus Amostra Etnográfica Mundial (World Etnographic Sample. ocorrência da instituição "escravidão" nessas tivos para a antropologia. se permitir conclusões relativas a um todo estrutural com realidade . mesmo isentas de erros. rençar as comunidades mais desenvolvidas das menos desenvolvidas. Nesse caso específico. No caso de Horton (1943). das quais extraiu os traços citados (residência bilocal e terminologia dência entre o caráter pacifist~ da sociedade (que não apresenta de parentesco de modo independente.. Yucata. induzindo Horton a desvios anti-científicos. as (9) A propósito. tentativa de Murdock. A hipótese dos holandeses é que tratamento.a dos iroqueses . dêsse modo as sociedades sem grupos de inte. a Poderíamos ainda organizar extensa lista de deficiências apon. (Amostra Etnográfica Mundial) constatou-se mos. SociAis. entre fenômenos sociais e culturais. Nieboer encontrou condições para Seu propósito por excelência é de atingir o geral. graças à descoberta de que sua cular. chegou êle a conclusões que não eram corretas. Ir N. como falhas da abordagem. valor incontestável e nela se encontram de igual modo pontos posi- grafos registravam a.o 2 REv. porque as pessoas sem terra ficam obrigadas a CONTRIBUIÇõES DA ABORDAGEM TRANSCULTURAL oferecer seus serviços aos que a possuem. como conseqüência. suas classi. que permane- quela utilizada pelos etnógrafos que haviam estudado povos da Mi. onde na maioria dos casos as terras transcultura. 142 REv. Murdock correlacionou cêrca de duas centenas de sociedades. no qual a mesma se encontra inserida. pois. quando poderia com o mesmo esfôrço corre- cídio (Otterbein e Otterbein 1965) . apesar de nunca ter-se ' interpretação do têrmo "escravo" . lacionar qualquer um dêles com outros traços dentro do mesmo siste- ma. SociAis. formas de propriedade etc.Murdock contextos funcionais e estruturais. divisão do trabalho. Na concreta.onde não se encontrou correspon. têm sido a capacidade de estudar relações funcionais \ cronés~ .grupos de poder de homens empa. não se consti- tuem em meios para a explicação de qualquer sistema cultural. VoL. e assim a escravidão não se faz necessária (Nieboer 1910) . Para testar essa hipótese. II N.recorrem à agressão quando os interêsses dos seus mem.

Como terceira fase teríamos a que começa nos últimos oito ou critas que tratem do tema em questão. ser explícitas e dignas de tôda confiança. antes da década dos 1940. . causalidade entre tôdas as variáveis consideradas no estudo. Rigo- correlacionem informações derivadas de origem comum ou pouco rosamente. 0 2 . sempre que seus autores de Murdock (Social Structure). Fred Eggan. as amostras devem ser selecionadas por probabilidade çoamento da abordagem transcultural.como entre os evolucionistas Como é possível depreender do que foi dito acima.. mas. em grande parte. mais precisamente àqueles que se seguiram ao livro da etnologia.. II N. o aperfeiçoamento das técnicas comparativas e do uso da amostra nalmente associados e não entre artefatos ou traços acidentalmente etnográfica de Yale . clusões. comparativo têm sido menos ambiciosos ao mesmo tempo que mais mação deve ser confer~da pelo cálculo da teoria dos erros sistemáticos rigorosos. esta é a fase da emergência. As melhores contribuições são daqueles que observam algumas Nesta fase encontram-se todos os trabalhos do tipo dos que foram precauções como: a) escolha cuidadosa da amostra para que não se citados aqui como ilustração para as deficiências do método. vantes por qualquer cientista social. religiosidade geral e explicação de moléstias) . são uma fonte de informação valiosa A primeira fase corresponde àqueles estudos publicados.. o método unilineares McLennan.. considerado um marco modelar para os trabalhos subseqüentes . e .. é do mesmo modo que os testes para. não obstante tôdas as restrições contra êle imputadas. Taylor. e. assim. trazendo conclusões interessan- tes e válidas . e) ao analisar casos dis- ria) . A qualidade dessas contribuições. sociedadf a que as etnografias se referem. c) atentar para que certos fatos inexistem em algumas dimentos analíticos na tentativa de dar maior precisão às suas con- sociedades e que as correlações regionais devem mostrar que a asso. Na verdade os trouxe boas contribuições com seu tra. i. amadurecimento e aperfei- segura. C. VOL. principalmente. de contrar casos (ou traços) que pudessem ser apresentados como ilus- Murdock. d) entre etnólogos a integridade formal da infor. uma tentativa de en- culturalistas à teoria da cultura. g. E muitm outros trabalhos elaborados segundo essa A segunda fase engloba a maioria dos estudos comparativos a abordagem vieram trazer contribuições ao conhecimento sistemático partir de 1940. maioria dos opositores à abordagem transcultural. confundindo-se com os momentos finais da fase anterior . os quais não apresentavam quaisquer es- Ademais. ridos a pouco. ainda não testadas exceções de modo sistemático. impessoalidade. ênfase repousa duas fases bem distintas com uma terceira que se esboça nos dias nas diferenças entre os povos e não nas similaridades. Mesmo entre os inglêses. do HRAF. grupar ou estabelecer analogias devida ao esfôrço desenvolvido pelos críticos da abordagem.. três parecem plausíveis causais das matrizes correlacionais devem estabelecer a direção da àquele autor (isolamento. crepantes (como. Ainda como aspectos positivos inerentes à própria abordagem.) . do mesmo modo que logos como I. e que quanto que as outras três parecem questionáveis (secularização dos estas devem incluir tôdas aquelas que podem ser consideradas rele- especialistas. SociAis. Frazer etc. Evans-Pritvhard entre outros. publicado em 1949. duas estão definitivamente desacreditadas (instituições de pa. em geral. de um universo contendo adequadamente tôdas as sociedades des. Os arquivos a. Também o reconhecimento das deficiências presentes em uma cultura por acaso de empréstimo ou migração iniciais forçou Murdock e seus seguidores a retificarem certos proce- acidental. O próprio livro Social Structure. tôdas as regras O"' conceito para classificações e codificações devem REV. com base nas tabelas de incidências equi.. desejamos relembrar que a mesma se constitui em avanço signifi- cativo do método comparativo em Antropologia. forços de amostragem. Horton (1943) nos implicações funcionais em um sistema estrutural. tração de hipóteses preestabelecidas sem maiores cuidados com suas apresenta resultados substancialmente válidos. f) estar alerta para que as análises formalmente pelo método transcultural. grupos de idade e a estrutura social. à disposição de qualquer cientista social que dkle desejar fazer uso..balho sôbre a função do álcool autores dêsses estudos pouco ou nada atentaram para os cuidados nas sociedades primitivas. II N. b) identificação precisa da dez anos.8rada é universal e não encontrada apenas em uma Atualmente. as unidades sociais Nesta. os antropólogos que permanecem usando o método ou duas regiões. os citados por Kobben) procurar explicar as rentesco e magia negra) e das seis restantes. Shapera. existem antropó- prováveis. indubitàvelmente. onde se encontra hoje em dia a aplicada a dados factuais. instituições ou traços culturais passou a ser feito não apenas com o objeto de ilustração .o 2 145 144 REv. não se pode negar a significativa contribuição dos trans. O confrontamento O PROCEDIMENTO COMPARATIVO NOS DIAS ATUAIS entre culturas. Eisenstadt (1956) estudou a relação entre referidos na ceção anterior dêste trabalho.mas especificamente comparativo apresenta-se no pensamento antropológico dividido em no interêsse das comparações sistemáticas onde a. VoL .tuais. SOCIAIS. gerando devem garantir que as correlações sejam feitas entre traços funcio. C.. como testes de contrôle de qualidade. começam a surgir contribuições pautadas pelos cuidados refe- devem ser bem localizadas tanto temporal como geogràficamente. o qual pode ser observam os devidos cuidados. sociologia e até psicologia. ciação consià. liberdade de ação) en.

. forços de amostragem... ser explícitas e dignas de tôda confiança . causalidade entre tôdas as variáveis consideradas no est udo. impessoalidade. SOCIAIS. Os arquivos a. Evans-Pritvhard entre outros. Horton (1943) nos implicações funcionais em um sistema estrutural. ainda não testadas exceções de modo sistemático . VOL.~rada é universal e não encontrada apenas em uma Atualmente. A qualidade dessas contribuições. desejamos relembrar que a mesma se constitui em avanço signifi- cativo do método comparativo em Antropologia . sempre que seus autores de Murdock (Social Structure) . e. não se pode negar a significativa contribuição dos trans... as unidades sociais Nesta. mas. em grande parte. gerando devem garantir que as correlações sejam feitas entre traços funcio. II N. maioria dos opositores à abordagem transcultural. existem antropó- prováveis.como entre os evolucionistas Como é possível depreender do que foi dito acima.. O confrontamento O PROCEDIMENTO COMPARATIVO NOS DIAS ATUAIS entre culturas. sociedadf a que as etnografias se referem. com base nas tabelas de incidências equi. religiosidade geral e explicação de moléstias ) . clusões .. SociAis. onde se encontra hoje em dia a aplicada a dados factuais . vantes por qualquer cientista social. As melhores contribuições são daqueles que observam algumas Nesta fase encontram-se todos os trabalhos do tipo dos que foram precauções como: a) escolha cuidadosa da amostra para que não se citados aqui como ilustração para as deficiências do método. Na verdade os trouxe boas contribuições com seu trabalho sôbre a função do álcool autores dêsses estudos pouco ou nada atentaram para os cuidados nas sociedades primitivas . comparativo têm sido menos ambiciosos ao mesmo tempo que mais mação deve ser conferida pelo cálculo da teoria dos erros sistemáticos rigorosos. . c. o aperfeiçoamento das técnicas comparativas e do uso da amostra nalmente associados e não entre artefatos ou traços acidentalmente etnográfica de Yale . o qual pode ser observam os devidos cuidados. amadurecimento e aperfei- segura. b) identificação precisa da dez anos. crepantes (como. os antropólogos que permanecem usando o método ou duas regiões. Frazer etc . ridos a pouco . à disposição de qualquer cientista social que djle desejar fazer uso. três parecem plausíveis causais das matrizes correlacionais devem estabelecer a direção da àquele autor (isolamento. instituições ou traços culturais passou a ser feito não apenas com o objeto de ilustração . duas estão definitivamente desacreditadas (instituições de pa. c) atentar para que certos fatos inexistem em algumas dimentos analíticos na tentativa de dar maior precisão às suas con- sociedades e que as correlações regionais devem mostrar que a asso.mas especificamente comparativo apresenta-se no pensamento antropológico dividido em no interêsse das comparações sistemáticas onde a ênfase repousa duas fases bem distintas com uma terceira que se esboça nos dias nas diferenças entre os povos e não nas similaridades . i . as amostras devem ser selecionadas por probabilidade çoamento da abordagem transcultural. grupar ou estabelecer analogias devida ao esfôrço desenvolvido pelos críticos da abordagem. de contrar casos (ou traços) que pudessem ser apres~ntados como ilus- Murdock. indubitàvelmente. Como terceira fase teríamos a que começa nos últimos oito ou critas que tratem do tema em questão. Rigo- correlacionem informações derivadas de origem comum ou pouco rosamente. f) estar alerta para que as análises formalmente pelo método transcultural.0 a . esta é a fase da emergência. d) entre etnólogos a integridade formal da infor. liberdade de ação) en. e .tuais . uma tentativa de en- culturalistas à teoria da cultura . VoL . o método unilineares McLennan. sociologia e até psicologia. e que quanto que as outras três parecem questionáveis (secularização dos estas devem incluir tôdas aquelas que podem ser consideradas rele- especialistas. de um universo contendo adequadamente tôdas as sociedades des. antes da década dos 1940. Mesmo entre os inglêses.o 2 145 144 REv . não obstante tôdas as restrições contra êle imputadas. do mesmo modo que logos como I . tôdas as regras cJa conceito para classificações e codificações devem REV. II N. começam a surgir contribuições pautadas pelos cuidados refe- devem ser bem localizadas tanto temporal como geogràficamente. e) ao analisar casos dis- ria) . Ainda como aspectos positivos inerentes à própria abordagem. Também o reconhecimento das deficiências presentes em uma cultura por acaso de empréstimo ou migração iniciais forçou Murdock e seus seguidores a retificarem certos proce- acidental. confundindo-se com os momentos finais da fase anterior . em geral. é do mesmo modo que os testes para. mais precisamente àqueles que se seguiram ao livro da etnologia. tração de hipóteses preestabelecidas sem maiores cuidados com suas apresenta resultados substancialmente válidos. E muitm outros trabalhos elaborados segundo essa A segunda fase engloba a maioria dos estudos comparativos a abordagem vieram trazer contribuições ao conhecimento sistemático partir de 1940. ) . os citados por Kobben ) procurar explicar as rentesco e magia negra) e das seis restantes. como testes de contrôle de qualidade. C. ciação consià. O próprio livro Social Structure. do HRAF.. publicado em 1949. os quais não apresentavam quaisquer es- Ademais. Eisenstadt (1956) estudou a relação entre referidos na ceção anterior dêste trabalho. considerado um marco modelar para os trabalhos subseqüentes . g . grupos de idade e a estrutura social. Fred Eggan. Taylor. assim. Shapera. trazendo conclusões interessan- tes e válidas . são uma fonte de informação valiosa A primeira fase corresponde àqueles estudos publicados. principalmente.

limitada como sendo mais provável a levar a resultados de alto valor NIMKOFF.Quarterly Journal of Studies ou Alcohol. e a abordagem transcultural é uma contribuição.1946 . c.From Generation to Generation: Age- -groups and Social Structure . and Charlotte Swanson Otterbein .1967 ."Basic Steps in Conducting a Cross- -Cultural IStudy".1949 . c. EVANS-PRITCHARD. 67:1470- 1482. .1943 . 66: 241-300.A Handbook of Method in Cultural Anthropology . que BACON."Resi- dence. .1960.V. E.cMillan Co . 68: 708-731."Types o f Family inicial. Línton C. vol. Keith F.tory Press.1957 . Abran e Edward Preble . . . Power Groups and Infra-societal Agression" . H N. vol. SAWYER. P. Beha-z.1963 começou a muito tempo e continua a se aperfeiçoar. SociAIS. . of Abnormal and Social Psychology.Editôra Cultrix.American Anthropologist . KARDINER. III . aplicado nem está desa:parecendo. 1956. Ir N. à teoria dos erros e ao cálculo das probabilidades. London.1970. SociAis. H. 4: 221-236. ·p lexity: An Empirical Test of a Typology of Societies" . americana. vol. and Robert F. Faber and Faber .'s - Gravenhage: Martinus Nijhoff. 1957 ."The Comparative Method in Social Anthropology" . de menos ambição e maior rigor no estabelecimento de suas hipóteses de trabalho.American Journal o! Sociology. Margaret K. MURDOCK. VoL.1965 - "An Eye for an Eye. N. vol.1910 . and Tipes of Economy" . 8:3-34.Rontledge and Kegan Paul.1963 . americana. KOBBEN. 1961). American AnthropolJJgist . and Russell Middleton . 1937).Fondo de ( Cultura Econômica. . M. London . . Os transcultura. 146 REV. American Anthropologist. o método comparativo nunca deixou de ser 56: 215-225 .T . vol. H. VoL. André J."Societal Com- çoado suas técnicas. NAROLL.1964 . OTTORBEIN."What Have We Learned from Cross-Cul- tural Surveys?" . . New York. VAN VELSEN. tem apenas trocado ou aperfei. 62: 461-466. FREEMAN. Irvin L. .Slavery as an Industrial System .in The Position of Women and Other Essays.American Anthropologist. vol 72: 1227-1288. OTTERBEIN. Raoul and Ronald Cohen (eds) .1970 . F.ioral Science Notes.The Ma. vol. Robert H. 59:664-687. Jack and Robert A Levine. Natural Hü:.Ame- rican Journal of Sociology."The Functions of Alcohol in Primitive Socie- ties". Thoden and W van Wetering. uma etapa no desenvolvimento do estudo organizado da cultura."Why Eseptions? The Logic of cross-cultural analysis" . D.o 2 REv. Como temos visto.1969 . New York. F. Keith F .Journal listas atuais têm-se caracterizado por uma atitude de mais modéstia. Child and Herbert Barry.Current Anthropology. A Tooth for a Thooth: A cross-cultural study of Feuding" . 4:199-321."World Ethnographic Samples" .História de la Etnologia . México (ed."Cultura.! Dimensions: A Factor Analysis of the World Etnographic Sample".E. São Paulo (ed. vol. E. NIEBOER.Interna- tional Archives os Ethnography.Social Structure .~les Estudaram o Homem .o 2 147 1r l\ f' l.1960 . sendo geral a preocupação em examinar sistemas totais (ou subsistemas) e não mais traços isolados sem vinculação com seu contexto. HORTON. Raoul.vol. LOWIE. além de um maior respeito à estatística. 49: 169-200.1966. Winch . G. S. vol. vol. ' que têm defendido a investigação comparativa intensiva em escala NAROLL. REFER1l:NCIAS CITADAS EISENSTADT. J."A Cross-Cultural Study of Correlates of Crime" .

. 66: 241-300."World Ethnographic Samples" . vol. ot Abnormal and Social Psychology.V.1943 .1963 começou a muito tempo e continua a se aperfeiçoar. v oi.1966. Abran e Edward Preble .Ame- rican Journal ot Sociology. Keiih F . 8:3-34. 4:199-321. and Tipes of Economy" . Robert H. II N. F. A Tooth for a Thooth: A cross-cultural study of Feuding" . . OTTORBEIN. 68 : 708-731. que têm defendido a investigação comparativa intensiva em escala NAROLL.O 2 147 f(J'\f. .Quarterly Journal of Studies ou Alcohol. 1937). D .A Handbook oj Method in Cultural Anthropology . Margaret K. à teoria dos erros e ao cálculo das probabilidades."Resi- dence.~les Estudaram o Homem . P. 59: 664-687 . Winch .American Journal o! Sociology. OTTEREEIN. Os transcultura. SAWYER."Why Eseptions? The Logic of cross-cultural analysis" . New York.Interna- tional Archives os Ethnography. vol 72: 1227-1288. ·plexity: An Empirical Test of a Typology of Societies" . M . N.1960.nd Robert F. 62: 461-466.Slavery as an Industrial System . NAROLL.Social Structure .in The Position ot Women and Other Essays. E. uma etapa no desenvolvimento do estudo organizado da cultura.Editôra Cultrix. México (ed . Natural History Press.Rontledge and Kegan Paul.Journal listas atuais têm-se caracterizado por uma atitude de mais modéstia.1965 - "An Eye for an Eye.1963 . SociAIS. Child and Herbert Barry. NIEBOER.'H . J . VAN VELSEN.1949 . HORTON.1964 ."What Have We Learned from Cross-Cul- limitada como sendo mais provável a levar a resultados de alto valor tural Surveys?". G. . Raoul. I!" N.American Anthropologist .1910 . 1957 . 67:1470- 1482.1970. New York . Behauioràl Science Notes. 4: 221-236. 146 REV. vol.1946 . . vol.'s - Gravenhage: Martinus Nijhoff.1967 . de menos ambição e maior rigor no estabelecimento de suas hipóteses de trabalho. a. Fa ber and Faber."The Comparative Method in Social Anthropology". vol. Irvin L. voi. Raoul and Ronald Cohen (eds) . André J. 49: 169-200. Línton C.o 2 REV. H. London.Current Anthropology . . FREEMAN. F. tem apenas trocado ou aperfei."Cultura. Thoden and W van Wetering."A Cross-Cultural Study of Correlates of Crime" . VoL. vol. vol.1957 . VoL. além de um maior respeito à estatística. Como temos visto. sendo geral a preocupação em examinar sistemas totais (ou subsistemas) e não mais traços isolados sem vinculação com seu contexto. NIMKOFF. American Anthropo/JJgist . Power Groups and Infra-societal Agression" . 1961)."The Functions of Alcohol in Primitive Socie- ties" . e a abordagem transcultural é uma contribuição.1970. vol. São Paulo (ed.voi."Basic Steps in Conducting a Cross- -Cultural 1Study". Keith F.! Dimensions: A Factor Analysis of the World Etnographic Sample". C . americana. EVANS-PRITCHARD."Societal Com- çoado suas técnicas. aplicado nem está desa:parecendo. REFERJ!:NCIAS CITADAS EISENSTADT.American lmthropologist. o método comparativo nunca deixou de ser 56: 215-225.História de la Etnologia . and Russell Middleton . American Anthropologist. americana. . 1956. LOWIE. S . and Charlotte Swanson Otterbein . MURDOCK. III . que BACON. KOBBEN.The MacMillan Co . Jack and Robert A Levine.From Generation to Generation: Age- -groups and Social Structure . London . KARDINER. .Fendo de ( Cultura Econômica. E. C.1960 .1969 . SOCIAIS. ."Types of Family inicial. H.E.