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LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE CASTILHO

PREAMBULO
"Os Vereadores à câmara Municipal de Castilho SP, inspirados nos ideais
democráticos e nos superiores interesses do município, instituímos Mesa Diretora da
Câmara Municipal de Castilho Promulga a nova Lei Orgânica Município de Castilho
SP., que presidirá uma sociedade fundada no Direito e na Justiça Social".

CAPITULO IX DO MEIO AMBIENTE
Art. 179 - Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,
bem de comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder
Público Municipal e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito. Incumbe ao Poder público:
I - Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais a prover o
manejo ecológico das espécies e ecossistemas;
ll - Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do
Município e fiscalizar as entidades dedicadas pesquisa e manipulação de material
genético;
IlI - Definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente
protegidos, sendo a alteração e supressão permitidas somente através de lei, vedada
qualquer utilização que a integridade dos atributos;
IV - Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo
prévio de impacto ambiental a que se dará publicidade;
V - Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas,
métodos e substancias que comportem risco para avida, qualidade de vida e o meio
ambiente;
VI - Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino à
conscientização publica para a preservação do meio ambiente;
Vil - Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que
coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou
submetamos animais a crueldade;
VIll - Arborizar, em caráter obrigatório, os distritos industriais.
§ 2º Aquele que explorar recursos fica obrigado a recuperar o meio ambiente
degradado, de acordo com a solução técnica exigida órgão público competente, na
forma da lei.
§ 3°- As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

Disponível em:
<http://camaracastilho.sp.gov.br/index2.php?pag=T0dRPU9EZz1PR009T0RRPU9U
UT1PVGs9T0dVPU9HRT1PVGM9T1RRPU9HVT1PR1U9>.
LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE CASTILHO
Lei n°832 de 5 de setembro de 1989
“Crie o Conselho Municipal de Defesa de Meio Ambiente COMDEMA”.

O Prefeito Municipal de Castilho, Estado de são Paulo, usando das
atribuições que lhe são conferidas por Lei:
Artigo 1: Fica criado o Conselho Municipal de Defesa de Meio Ambiente
COMDEMA, órgão local, Integrante do Sistema Estadual de Meio Ambiente,
consultivo e de assessoramento da Prefeitura Municipal de Castilho, em questões
referentes ao equilíbrio ecológico e ao combate à poluição ambiental.
Parágrafo Único: O COMDEMA ficará vinculado ao prefeito Municipal para
gerar condições de desenvolvimento às suas finalidades, com apoio da Organização
Administrativa da Prefeitura.
Artigo 20: O COMDEMA tem como atribuições:
I - Propor diretrizes para a política Municipal de Meio Ambiente;
II - Colaborar nos estudos e elaboração dos planos e programas de expansão
e desenvolvimento Municipal, mediante recomendações referentes à proteção do
Meio Ambiente do Município;
III - Estudar, definir propor normas e procedimentos visando a proteção
ambiental do Município;
IV - Promover e colaborar na execução de programas intersetoriais de
proteção à flora, fauna e recursos naturais
V - Opinar e fornecer subsídios técnicos para esclarecimentos, relativos a
defesa do Meio Ambiente aos Órgãos Públicos, à indústria, ao comercio, à
agropecuária e à comunidade;
VI - Colaborar em campanhas educacionais relativas a problemas de
saneamento básico, poluição das águas, do ar, do solo, combate a vetores, proteção
da fauna e da flora;
VII - Promover e colaborar na execução de um programa de educação
ambiental a ser ministrado obrigatoriamente em toda a rede de ensino;
VIII - Manter intercambio com entidades oficiais e privadas - de pesquisas e
de atividades ligadas à defesa do Meio Ambiente;
IX - Conhecer e prever os possíveis casos de poluição que ocorreu ou
passam ocorrer no município, diligenciando no sentido de sua apuração, e sugerir ao
Senhor Prefeito Municipal providencias que julgar necessárias.
Artigo 30: O COMDEMA será constituído membros indicados pela Câmara
Municipal, pelo fundo de Solidariedade do Município, pelo Destacamento de Polícia
Florestal, Casa da Agricultura e outros, sendo posteriormente nomeados pelo Senhor
Prefeito, devendo a escolha recair sobre pessoas de representação do Município.
§ 1º - As entidades da sociedade Civil que indicarem seus representantes para
integrar o COMDEMA deverão, para o exercício desse direito, estar previamente
cadastrados junto a Prefeitura Municipal
§ 2º - O CONSELHO poderá recorrer a técnicos e entidades de notória
especialização em assuntos de relevantes interesses ecológico;
Artigo 4º: O COMDEMA terá um presidente e um vice-presidente escolhidos
dentre seus membros conforme estabelecido em regimento interno e eleitos com mais
de 50% dos votos, excluídos os brancos e nulos;
Artigo 5 º: As funções do CONSELHO serão livremente distribuídas entre seus
membros, estabelecendo em regimento interno as respectivos atribuições e
responsabilidades.
Parágrafo único: O pessoal administrativo de apoio ao Conselho, será
registrado através do Prefeito, junto a órgãos de administração centralizada e
decentralizada do Município.
Artigo 6º: Os membros do COMDEMA terão mandato de 02 (dois) anos,
pendendo ser reeleitos.
Artigo 7º: O exercício das funções de membro do COMDEMA será gratuito e
considerado como prestação de serviços relevantes ao Município.
Artigo 8º: O COMDEMA manterá com órgãos da Administração Municipal,
Estadual e Federal intercâmbio com o objetivo de receber subsídios técnicos para
esclarecimentos relativos à defesa do Meio Ambiente.
Artigo 9º: O COMDEMA, sempre que cientificado de possíveis ações
poluidoras diligenciará no sentido de apuração e das providências necessárias.
Artigo 10º: Para os casos constatados de degradação ambiental ou poluição
o COMDEMA encaminhará notificação ao responsável relatando a ocorrência e
alertando-o das possíveis consequências face a legislação Federal e estadual e
sugerindo ao Senhor Prefeito Municipal, as providencias que julgar necessárias;
Artigo 11º: A prefeitura Municipal, por intermédio do COMDEMA, promovera
a divulgação de informações providencias relativas a preservação ambiental;
Artigo 12º: Na Rede Escolar do Municipal deverão constar atividades
extracurriculares com Conteúdos de programas que despertam a consciência
preservação do Meio Ambiente.
Artigo 13º: O prazo de instalação do COMDEMA será de 60 (sessenta) dias,
a partir da Publicação desta Lei.
Artigo 14º: No prazo de, 30 (trinta) dias após sua instalação, o COMDEMA
elaborará seu Regimento Interno, que deverá ser homologado por Decreto pelo
senhor Prefeito Municipal.
Artigo 15º: As despesas com a execução da presente Lei correrão pelas
verbas próprias do orçamento vigente.
Artigo 16º: Esta Lei entrara em vigor na data de sua publicação, revogadas
disposições em contrário.

Prefeitura Municipal de Castilho, 05 de setembro de 1989.
LEI COMPLEMENTAR N 23, DE 3 DE JULHO DE 2007.
SEÇÃO IV – DO MEIO AMBIENTE

Art. 22. Os objetivos e diretrizes gerais do Meio Ambiente referem-se ao
conforto e qualidade ambiental e à gestão ambiental.
Art. 23. São objetivos gerais quanto ao Meio Ambiente:
I - Dotar o município de um Conselho do Meio Ambiente com caráter
deliberativo
II - Elaboração de zoneamento sócio ambiental. Zoneamento ecológico-
econômico e Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno dos Reservatórios
Artificiais das UHEs Eng. Souza Dias e Sérgio Motta;
III - criar Plano Ambiental de Uso e Conservação do Entorno dos
Reservatórios e Plano de Regularização Fundiária Sustentável de Área Urbana, do
Município de Castilho que contemplem estudos para eventual diminuição da faixa de
APP nas áreas já urbanizadas;
IV - Preservação do Património Ambiental do Município e seus recursos
naturais, em especial os hídricos, as matas significativas e o solo agricultável;
V - Controle e minimização do impacto ambiental gerado pelo processo de
urbanização:
VI - Restrição à ocupação urbana de áreas improprias à urbanização tais
como terrenos alagadiços ou sujeitos à inundação, que apresentem altas declividades,
solos frágeis ou ainda, que estejam localizados em áreas de preservação ambiental;
VII - Conscientização da população quanto aos valores ambientais.

Art. 24. As diretrizes quanto ao Conforto e Qualidade Ambiental são:
I - Controlar e fiscalizar as fontes de emissão, lançamentos ou liberação de
poluentes nas indústrias de álcool e nas ocupações urbanas próximas aos
mananciais, regulamentando sua instalação ou mesmo impedindo-as no Município:
II - Atualizar Código De Postura para melhor controlar e fiscalizar as fontes de
emissão sonora, disciplinando em especial os limites em decibéis ou outras fontes de
poluição;
III - controlar a poluição visual, regulamentando e fiscalizando a colocação de
painéis publicitários, placas indicativas, outdoors, faixas e cartazes:
IV - Estabelecer convênios com órgãos federais e estaduais para auxiliar no
controle das fontes poluentes;
V - Fiscalizar o comércio ambulante na cidade, não permitindo sua instalação
indiscriminada em praças, ruas e demais logradouros públicos, a não ser aqueles
cadastrados e em locais predefinidos e demarcados nas áreas públicas;
V - Criar ou aplicar sanções a moradores que não eliminarem focos de
mosquitos da dengue;
VII - criar Fundo Municipal do Meio Ambiente para favorecer e incentivar a
captação de recursos financeiros provenientes de pagamento ambiental para
incentivar a pesquisa, capacitação de agentes ambientais, campanhas institucionais
junto aos pescadores e turistas e formação permanente de gestores ambientais
municipais;
VIII – Implantar parques e praias municipais na Zona de Uso Recreacional e
de Lazer, nos bairros Beira Rio e Porto Independência e no perímetro urbano com
destaque para:
a) Prainha do Iate Clube Urubupunga:
b) Recinto para Festa do Pescador.
IX - Levantar e cadastrar todo o patrimônio e acervo cultural do Município
passível de ser tombado, destacando-se a Ponte Ferroviária, sedes de Fazendas,
Estação Ferroviária, casas e estabelecimentos comerciais antigos da cidade;
X - Celebrar convênios com órgãos, Ongs e instituições para preservação e
conservação dos imóveis levantados;
XI - estimular a participação, regulamentada e fiscalizada pelo Poder Público,
da iniciativa privada ou da população quanto à:
a) revitalização da Praça Central;
b) melhorias e manutenção de praças, canteiros, arvores e outros espaços
ajardinados ou arborizados na cidade.
XII - exigir nos novos loteamentos, a implantação de praças, áreas
institucionais e áreas verdes em local previamente aprovado pelo Conselho de
Desenvolvimento Urbano;
XIII - promover a iluminação de todas as praças e vias públicas do perímetro
urbano e dos Bairros do Beira Rio e Porto Independência;
XIV - ampliar programa de formação de mudas ornamentais e arbóreas com
finalidade de arborização e ajardinamento urbano;
XV - Dar continuidade ao desenvolvimento do programa de Microbacias
Hidrográficas implantado no Município em convenio com órgãos do Governo do
Estado de São Paulo bem como incentivar a assinatura de novos convênios para
execução do mesmo programa em outras microbacias.

Art. 25. Quanto à Gestão Ambiental, as diretrizes são:
I - Pleitear, junto ao Governo do Estado, a criação de uma APA Área de
Proteção Ambiental, correspondendo à zona de Proteção aos Mananciais, de que
trata o Art. 11 da presente Lei Complementar
ll- Cercar e arborizar as nascentes e cursos d'água existentes no Município;
III - exigir reserva de faixa "non-aedificandi" de 30 metros de largura ao longo
de cada margem dos cursos d'água existentes no Município, bem como raio de 50
metros ao redor das nascentes;
IV - Reflorestar todas as faixas "non-aedificandi" ao longo dos cursos d'água
do Município
V - Preservar e recuperar as matas significativas ao longo dos cursos d'água
existentes no Município;
VI - Promover a recuperação de áreas degradadas;
VII - promover programas e campanhas de Educação Ambiental, inclusive
junto às escolas, programas sociais e entidades civis, visando estabelecer parcerias
entre a sociedade civil e o Poder Público.
VIII - assegurar o suprimento (em quantidade e qualidade) dos recursos
hídricos do Município, protegendo os mananciais e priorizando o uso rural e turístico,
desde que apoiado por técnicas de manejo adequado que inibam o uso de agrotóxicos
e respeitem a capacidade dos solos:
IX exigir estudos prévios de impacto ambiental, a serem definidos em
legislação própria pelo Conselho do Meio Ambiente para autorização de
empreendimentos que apresentem risco de degradação ambiental:
a) EIA Estudo de Impacto Ambiental e RIMA Relatório de Impacto Ambiental
sobre Meio Ambiente, para empreendimentos que apresentem alto potencial de
degradação ambiental, conforme o estabelecido na Resolução n° 001/86 do
CONAMA;
b) RAP Relatório Ambiental Preliminar, para empreendimentos que
apresentem potencial médio e baixo de degradação ambiental.
X - Estabelecer critérios para recuperação de áreas degradadas pela
exploração mineral em especial os portos de areia localizados no Rio Paraná. os locais
de extração de modelo;
XI - regulamentar a atividade de mineração considerando o disposto no
Código de Mineração e nas legislações estaduais e municipais pertinentes;
XII - criar normas de licenciamento ambiental, através de legislação
específica;
XIII - normatizar os movimentos de terra, tanto em áreas públicas quanto
particulares;
XIV- estabelecer critérios de permeabilidade do solo visando o
reabastecimento do lençol freático e a redução dos impactos decorrentes da
drenagem superficial;
XV - Fomentar e incentivar os programas das escolas municipais quanto a
educação ambiental, destacando características geográficas locais e regionais.
XII - criar normas de licenciamento ambiental, através de legislação
especifica;
XIII - normatizar os movimentos de terra, tanto em áreas públicas quanto
particulares;
XIV - estabelecer critérios de permeabilidade do solo, visando o
reabastecimento do lençol freático e a redução dos impactos decorrentes da
drenagem superficial.
XV - Fomentar e incentivar os programas das escolas municipais quanto a
educação ambiental, destacando características geográficas locais e regionais.
Programas voltados para o meio ambiente

Programa Município Verde Azul:
Lançado em 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da
Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Programa Município VerdeAzul – PMVA
tem o inovador propósito de medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a
descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios. Assim, o
principal objetivo do PMVA é estimular e auxiliar as prefeituras paulistas na elaboração
e execução de suas políticas públicas estratégicas para o desenvolvimento
sustentável do estado de São Paulo.
A participação de cada um dos municípios paulistas ocorre com a indicação
de um interlocutor e um suplente, por meio de ofício encaminhado a Secretaria de
Estado do Meio Ambiente. Além disso, a participação do município no PMVA é um
dos critérios de avaliação para a liberação de recursos do Fundo Estadual de Controle
da Poluição – FECOP.
As ações propostas pelo PMVA compõem as dez Diretivas norteadoras da
agenda ambiental local, abrangendo os seguintes temas estratégicos: Esgoto Tratado,
Resíduos Sólidos, Biodiversidade, Arborização Urbana, Educação Ambiental, Cidade
Sustentável, Gestão das Águas, Qualidade do Ar, Estrutura Ambiental e Conselho
Ambiental.
Para a consecução do seu objetivo, o PMVA oferece capacitação técnica aos
interlocutores indicados pela municipalidade e, ao final de cada ciclo anual, publica o
“Ranking Ambiental dos municípios paulistas”.
Importância do Selo o certificado de MvA garante à administração municipal
a prioridade na captação de recursos junto Secretaria de Estado do Meio Ambiente
por meio do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição.
Programa Município Verde Azul em Castilho - O Prefeito levou a sério o
Programa do Estado e conquistou direito de recursos financeiros e infraestruturas
ligadas ao meio ambiente. Além disso se conquistou o selo de qualidade na gestão
ambiental de Castilho.
O engenheiro agrônomo Fabiano Augusto Teno, diretor da Divisão de Gestão
Ambiental é o interlocutor do MVA em Castilho com a função de documentar as ações
e atividades de preservação feitas por Castilho e encaminhar periodicamente os
relatórios à Central do MVA em São Paulo Em 2009.
Castilho tinha um déficit ambiental de 62,26 pontos. E em 2010, a pontuação
castilhense voltou a crescer e beirou 80 pontos, indo para 73,55, resultando na
classificação geral de 184 lugar entre os 645 municípios indo para participantes do
MVA. Em 2011 Castilho atingiu a classificação 52 lugares com pontuação de 87,58,
superando a meta estabelecida pelo Programa.

Número 832/1989
Tipo de Lei Lei Ordinária
Data 01-01-1989
Legislatura Não Disponível
Ementa: Fica criado o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, o
CONDEMA. Órgão local integrante do Sistema Estadual de Meio Ambiente consultivo
e de assessoramento da Prefeitura Municipal de Castilho em questões referentes ao
equilíbrio ecológico e ao combate à poluição ambiental.

http://www.camaracastilho.sp.gov.br/index2.php?pag=T0dRPU9EZz1PR009T0RRP
U9Eaz1PR009T1dJPU9HRT1PVFU9T1RNPU9UQT1ZVEE9&&id=13672