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As plantações florestais “consomem maior quantidade de água”

Ao longo século XIX, o debate entre as teorias fixistas e evolucionistas a
respeito da origem das espécies, cresceu e se caracteriza como uma das mais
controversas discussões biológicas. Alguns dos maiores contribuidores para
essa discussão foram os naturalistas franceses, dos quais se salienta Lamarck,
que, a par de Darwin, conceberam várias teorias e modelos científicos para a
origem das espécies (CAVADAS, 2011).
A história da biologia ganhou proposição teórica com a elaboração
detalhada e sistemática realizada por Lamarck, ao descrever o processo de
transformações das espécies biológicas no âmbito da comunidade científica
profissional (FERREIRA, 2007).
Lamarck (1907) defendia que o órgão se adaptava às necessidades
impostas pela sua função, modificando-se, ou mesmo desaparecendo, se as
mudanças funcionais assim o exigissem, já os fixistas, defendiam que as
funções dos órgãos dos animais eram o resultado da sua forma, ou seja, que a
função se adaptava à forma do órgão (CAVADAS, 2011).
Em sua obra magna Filosofia Zoólogica, Lamarck faz alusão ao pescoço
da girafa. Nesta obra ele apresenta de maneira mais profunda a idéia sobre a
mutação das espécies (BELLINI, 2006).
Através da referida obra, duas leis são apresentadas, uma comumente
conhecida como “Lei do uso e do desuso”, que defendia a idéia de que o uso
contínuo de um órgão o fortalecia e desenvolvia, em contrapartida, a ausência
da sua utilização diminuía as suas faculdades e o atrofiava, e outra, conhecida
como “Lei da herança dos caracteres adquiridos”, onde a idéia defendida e a
de que, com a diminuição da utilização de alguns órgãos, estes, pela ausência
continua de uso, desapareceriam nas gerações seguintes de animais de
mesma espécie (CAVADAS, 2001).