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28/04/2017 Ministério da Saúde

ADVERTÊNCIA
Este texto não substitui o publicado no Diário Oficial da União

Ministério da Saúde
Gabinete do Ministro

PORTARIA NO ­ 204, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2016
Define  a  Lista  Nacional  de  Notificação  Compulsória  de
doenças,  agravos  e  eventos  de  saúde  pública  nos
serviços  de  saúde  públicos  e  privados  em  todo  o
território  nacional,  nos  termos  do  anexo,  e  dá  outras
providências.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, INTERINO, no uso das atribuições que lhe conferem os incisos I e II do
parágrafo único do art. 87 da Constituição, e

Considerando a Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que dispõe sobre a organização das ações de Vigilância
Epidemiológica, sobre o Programa Nacional de Imunizações, estabelece normas relativas à  notificação  compulsória  de
doenças, e dá outras providências;

Considerando  o  art.  10,  incisos  VI  a  IX,  da  Lei  nº  6.437,  de  20  de  agosto  de  1977,  que  configura  infrações  à
legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências; Considerando a Lei nº 8.069,
de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente;

Considerando  a  Lei  nº  8.080,  de  19  de  setembro  de  1990,  que  dispõe  sobre  as  condições  para  a  promoção,
proteção  e  recuperação  da  saúde,  a  organização  e  o  funcionamento  dos  serviços  correspondentes  e  dá  outras
providências;

Considerando a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do Idoso, alterada pela Lei
nº  12.461,  de  26  de  julho  de  2011,  que  determina  a  notificação  compulsória  dos  atos  de  violência  praticados  contra  o
idoso atendido em estabelecimentos de saúde públicos ou privados;

Considerando a Lei nº 10.778, de 24 de novembro de 2003, que estabelece a notificação compulsória, no território
nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde, públicos ou privados;

Considerando a Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, que regula o acesso às informações previsto no inciso
XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11
de dezembro de 1990; revoga a Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de
1991; e dá outras providências;

Considerando o Decreto Legislativo nº 395, publicado no Diário do Senado Federal em 13 de março de 2009, que
aprova  o  texto  revisado  do  Regulamento  Sanitário  Internacional,  acordado  na  58ª  Assembleia  Geral  da  Organização
Mundial de Saúde, em 23 de maio de 2005;

Considerando o Decreto nº 7.616, de 17 de novembro de 2011, que dispõe sobre a declaração de Emergência em
Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e institui a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN­SUS); e

Considerando a necessidade de padronizar os procedimentos normativos  relacionados  à  notificação  compulsória
no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), resolve:

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES INICIAIS

Art. 1º Esta Portaria define a Lista Nacional de Notificação Compulsória de doenças, agravos e eventos de saúde
pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional, nos termos do anexo.

Art. 2º Para fins de notificação compulsória de importância nacional, serão considerados os seguintes conceitos:

I ­ agravo: qualquer dano à integridade física ou mental do indivíduo, provocado por circunstâncias nocivas, tais
como  acidentes,  intoxicações  por  substâncias  químicas,  abuso  de  drogas  ou  lesões  decorrentes  de  violências
interpessoais, como agressões e maus tratos, e lesão autoprovocada;

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2016/prt0204_17_02_2016.html 1/5

  alteração  no  padrão  clínicoepidemiológico das  doenças  conhecidas.  a  gravidade. as normas técnicas estabelecidas pela SVS/MS.  a  magnitude.  a  severidade.gov.  doença  ou  agravo  de  causa  desconhecida. 6º A notificação compulsória.  considerando  o  potencial  de  disseminação. § 3º A comunicação de doença. públicos ou privados. Art.  informando  que  na  semana  epidemiológica  não  foi  identificado  nenhuma  doença.  agravo ou evento de saúde pública constante da Lista de Notificação Compulsória; e X  ­  vigilância  sentinela:  modelo  de  vigilância  realizada  a  partir  de  estabelecimento  de  saúde  estratégico  para  a vigilância  de  morbidade.  descritos  no  anexo. unidades laboratoriais e instituições de pesquisa.  pelo  meio  de  comunicação  mais rápido disponível; VIII ­ notificação compulsória semanal (NCS): notificação compulsória realizada em até 7 (sete) dias. de 30 de outubro de 1975.saude.  independente  de  origem  ou  fonte.  a transcendência e a vulnerabilidade. segundo norma técnica específica estabelecida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS).  como  a ocorrência de surto ou  epidemia. responsáveis pela vigilância em saúde em cada esfera de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS); III  ­  doença:  enfermidade  ou  estado  clínico. também. agravo ou evento  de  saúde  pública. § 1º A notificação compulsória será realizada diante da suspeita ou confirmação de doença ou agravo. independente da forma como realizada. a notificação será feita à Secretaria de Saúde do Distrito Federal.  que  prestam  assistência  ao  paciente.  com  participação facultativa.  8º  da Lei nº 6. pelo meio mais rápido disponível.  que  represente  ou  possa representar um dano significativo para os seres humanos; IV ­ epizootia: doença ou morte de animal ou de grupo de animais que possa apresentar riscos à saúde pública; V  ­  evento  de  saúde  pública  (ESP):  situação  que  pode  constituir  potencial  ameaça  à  saúde  pública.  o  conhecimento  de  qualquer  uma das doenças ou agravos constantes no anexo. bem como epizootias ou agravos decorrentes de desastres ou acidentes; VI  ­  notificação  compulsória:  comunicação  obrigatória  à  autoridade  de  saúde. 5º A notificação compulsória semanal será feita à Secretaria de Saúde do Município do local de atendimento do paciente com suspeita ou confirmação de doença ou agravo de notificação compulsória. Parágrafo único. CAPÍTULO II DA NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA Art. a partir  do  conhecimento  da  ocorrência  de  doença. a partir do conhecimento da ocorrência de doença ou agravo; IX ­ notificação compulsória negativa: comunicação semanal realizada pelo responsável pelo estabelecimento de saúde  à  autoridade  de  saúde. também será registrada em sistema de informação  em  saúde  e  seguirá  o  fluxo  de  compartilhamento  entre  as  esferas  de  gestão  do  SUS  estabelecido  pela SVS/MS. A autoridade de saúde que receber a notificação compulsória imediata deverá informa­la.  podendo  ser  imediata  ou semanal; VII ­ notificação compulsória imediata (NCI): notificação compulsória realizada em até 24 (vinte e quatro) horas.  mortalidade  ou  agentes  etiológicos  de  interesse  para  a  saúde  pública. de cuidado coletivo. observando­se.html 2/5 . Art. em até 24  (vinte  e  quatro)  horas  desse  recebimento.28/04/2017 Ministério da Saúde II  ­  autoridades  de  saúde:  o  Ministério  da  Saúde  e  as  Secretarias  de  Saúde  dos  Estados. Parágrafo único.  às  demais  esferas  de  gestão  do  SUS.br/bvs/saudelegis/gm/2016/prt0204_17_02_2016.  realizada  pelos  médicos.  3º  A  notificação  compulsória  é  obrigatória  para  os  médicos.  em  até  24  (vinte  e  quatro)  horas  desse atendimento.  agravo  ou  evento  de  saúde  pública  de  notificação  compulsória  à  autoridade  de saúde  competente  também  será  realizada  pelos  responsáveis  por  estabelecimentos  pú­  blicos  ou  privados educacionais.259. de acordo com o estabelecido no anexo. CAPÍTULO III DAS DISPOSIÇÕES FINAIS http://bvsms. §  2º  A  comunicação  de  doença. agravo ou evento de saúde pública de notificação compulsória pode ser realizada à autoridade de saúde por qualquer cidadão que deles tenha conhecimento.  em  conformidade  com  o  art.  outros  profissionais  de  saúde  ou  responsáveis pelos serviços públicos  e  privados  de  saúde.  4º  A  notificação  compulsória  imediata  deve  ser  realizada  pelo  profissional  de  saúde  ou  responsável  pelo serviço  assistencial  que  prestar  o  primeiro  atendimento  ao  paciente. sobre  a  ocorrência  de suspeita ou confirmação de doença. profissionais de saúde ou responsáveis pelos estabelecimentos de saúde. No Distrito Federal.  agravo  ou  evento  de  saúde  pública.  Distrito  Federal  e Municípios. Art. além de serviços de hemoterapia.

  7º  As  autoridades  de  saúde  garantirão  o  sigilo  das  informações  pessoais  integrantes  da  notificação compulsória que estejam sob sua responsabilidade Art.271/GM/MS.  11. órgãos de controle social e população em geral.  fax. Doença Invasiva por "Haemophilus 11 Influenza" X X b.gov. 37. de 06 de junho de 2014.  instrumentos. 14. do dia 09 de junho de 2014.  o  número  de  telefone.br/bvs/saudelegis/gm/2016/prt0204_17_02_2016.html 3/5 . nº 108.saude. p. fatal e em X crianças e adolescentes 2 Acidente por animal peçonhento X Acidente por animal potencialmente 3 transmissor da raiva X 4 Botulismo X X X 5 Cólera X X X 6 Coqueluche X X 7 a. Art. Seção 1. 9º A SVS/MS e as Secretarias de Saúde dos Estados. Art. definições de casos suspeitos e confirmados. Esta Portaria entra em vigor na data de sua pu­ blicação. Art. Art. contados a partir da sua publicação.  A  SVS/MS  publicará  normas  técnicas  complementares  relativas  aos  fluxos. do dia 09 de junho de 2014. Acidente de trabalho: grave. Seção 1.28/04/2017 Ministério da Saúde Art. Fica revogada a Portaria nº 1. 8º As autoridades de saúde garantirão a divulgação atualizada dos dados públicos da notificação compulsória para profissionais de saúde. Art. 37. p.  em endereço  eletrônico  oficial.271/GM/MS. 14. publicada no Diário Oficial da União. JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA ANEXO Lista Nacional de Notificação Compulsória     Nº DOENÇA OU AGRAVO (Ordem alfabética) Periodicidade de notificação Imediata (até 24 Semanal* horas) para* MS SES SMS a.  10.  A  relação  das  doenças  e  agravos  monitorados  por  meio  da  estratégia  de  vigilância  em  unidades sentinelas e suas diretrizes constarão em ato específico do Ministro de Estado da Saú­ de. Acidente de trabalho com exposição a 1 material biológico X b.  prazos.  A  relação  das  epizootias  e  suas  diretrizes  de  notificação  constarão  em  ato  específico  do  Ministro  de Estado da Saúde. de 06 de junho de 2014. Art. publicada no Diário Oficial da União. Dengue ­ Óbitos X X X 8 Difteria X X 9 Doença de Chagas Aguda X X 10 Doença de Creutzfeldt­Jakob (DCJ) X a.  12. 13. do Distrito  Federal  e  dos  Municípios  divulgarão. no prazo de até 90 (noventa) dias. nº 108.  endereço  de  e­mail  institucional  ou  formulário  para  notificação compulsória. Fica revogada a Portaria nº 1. Doença Meningocócica e outras X X meningites 12 Doenças com suspeita de disseminação X X X http://bvsms. Dengue ­ Casos X b. funcionamento dos sistemas de informação em saúde e demais diretrizes técnicas para o cumprimento e operacionalização desta Portaria. Art.

html 4/5 . Marburg d. Malária na região amazônica X b.br/bvs/saudelegis/gm/2016/prt0204_17_02_2016. Tularemia c.saude. Malária na região extra Amazônica X X X 35 X Óbito: a. Óbito com suspeita de doença pelo vírus X X X Zika 15 Esquistossomose X 16 Evento de Saúde Pública (ESP) que se X X X constitua ameaça à saúde pública (ver definição no Art. 2º desta portaria) Eventos adversos graves ou óbitos pós­ 17 vacinação X X X 18 Febre Amarela X X X 19 a.28/04/2017 Ministério da Saúde intencional: a. Febre de Chikungunya X b. parturiente X ou puérpera e Criança exposta ao risco de transmissão vertical do HIV Infecção pelo Vírus da Imunodeficiência 28 Humana (HIV) X Influenza humana produzida por novo subtipo 29 viral X X X 30 Intoxicação Exógena (por substâncias X químicas. Arenavírus b. Doença aguda pelo vírus Zika em gestante X X c. Varíola 13 Doenças febris hemorrágicas X X X emergentes/reemergentes: a. gases tóxicos e metais pesados) 31 Leishmaniose Tegumentar Americana X 32 Leishmaniose Visceral X 33 Leptospirose X 34 a. Febre de Chikungunya em áreas sem transmissão X X X c. Materno 36 Poliomielite por poliovirus selvagem X X X 37 Peste X X X 38 Raiva humana X X X http://bvsms.gov. Infantil b. Óbito com suspeita de Febre de X X X Chikungunya Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses 20 de importância em saúde pública X X X 21 Febre Maculosa e outras Riquetisioses X X X 22 Febre Tifoide X X 23 Hanseníase X 24 Hantavirose X X X   25 Hepatites virais X 26 HIV/AIDS ­ Infecção pelo Vírus da X Imunodeficiência Humana ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida 27 Infecção pelo HIV em gestante. incluindo agrotóxicos. Ebola c. Febre purpúrica brasileira 14 a. Lassa e. Doença aguda pelo vírus Zika X b. Antraz pneumônico b.

gov. Adquirida b. Sarampo b. SES (Secretaria Estadual de Saúde) ou SMS (Secretaria Municipal de Saúde) A notificação imediata no Distrito Federal é equivalente à SMS.saude.   http://bvsms. X X X Rubéola 41 X Sífilis: a. SARS­CoV b. Violência doméstica e/ou outras violências X b.28/04/2017 Ministério da Saúde 39 Síndrome da Rubéola Congênita X X X 40 Doenças Exantemáticas: a. Congênita c. Violência sexual e tentativa de suicídio X * Informação adicional: Notificação imediata ou semanal seguirá o fluxo de compartilhamento entre as esferas de gestão do SUS estabelecido pela SVS/MS; Legenda: MS (Ministério da Saúde). MERS­ CoV 44 X Tétano: a.html 5/5 . Em gestante 42 Síndrome da Paralisia Flácida Aguda X X X 43 Síndrome Respiratória Aguda Grave X X X associada a Coronavírus a. Acidental b.br/bvs/saudelegis/gm/2016/prt0204_17_02_2016. Neonatal 45 Toxoplasmose gestacional e congênita X 46 Tu b e r c u l o s e X 47 Varicela ­ caso grave internado ou óbito X X 48 a.