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O Ensino da Língua Inglesa em Cursos Preparatórios para Exames

Tema 1 – Estudo e Análise em Nível Avançado de Estruturas Linguísticas e das Funções
Comunicativas em Língua Inglesa

Sumário

Introdução
Leitura Digital
Níveis dos Exames Internacionais
Exames Internacionais de Língua Inglesa
Estruturas Linguísticas, Funções Comunicativas em Nível Avançado e Estratégias Para Exames
Internacionais de Língua Inglesa
Conclusão
Referências

Bem-vindo:

É muito importante que você leia todos os textos, acesse todos os links e leia os artigos e livros
indicados, no sentido de garantir o melhor aproveitamento do conteúdo da disciplina. Lembre-se de
que a Educação a Distância prevê a sua autonomia e dedicação ao autoestudo.

Sobre o Autor:

Karla Ferreira da Costa

Desde Dezembro de 1998, atuo como professora de inglês e coordenadora pedagógica de da escola
de idiomas CNA São Francisco, da Rede CNA Inglês Definitivo. Formada em Letras pela UFMS,
tenho Especialização em Ensino de Língua Inglesa (2007) e, atualmente, sou mestranda do programa
de Estudos Linguísticos e Literários da USP (2013). Além disso, sou responsável pela aplicação dos
exames internacionais TOEFL, TOEIC e ELSA desde 2007.

Leitura Digital:

Neste tema você verá o quanto o estudo e análise de estruturas linguísticas e funções comunicativas,
em nível avançado, são importantes para atingir resultados satisfatórios em exames de proficiência de
língua inglesa. Atualmente, há várias instituições que preparam os alunos para tais exames e são
inúmeros os depoimentos de alunos que, apesar de terem conhecimento linguístico avançado, não
obtêm o resultado esperado por não conhecerem o formato da prova. Daí a importância de se preparar
para os exames internacionais através de cursos preparatórios em escolas de idiomas, universidades e
cursos on-line. Neste tema, você estudará estratégias e terá acesso a alguns recursos para obter
resultados desejados e aos pré-requisitos para alguns exames internacionais. O Quadro Comum
Europeu traz informações detalhadas com relação a níveis de proficiência e o que é esperado de cada
nível, assim como uma comparação entre os exames mais reconhecidos internacionalmente.

Sendo assim, este tema não só abordará o aprimoramento linguístico do aluno ao estudar para um
exame de uma forma mais organizada e com foco, em grupo ou individualmente, mas especialmente
a necessidade de se fazer atividades práticas para atingir os resultados almejados em termos de
proficiência.

Conteúdo:

Neste tema, você estudará:

 Os níveis do Quadro Comum Europeu e a sua importância internacional.
 Os exames internacionais mais reconhecidos na área acadêmica e no mercado de trabalho.
 As estruturas linguísticas e funções comunicativas em língua inglesa de nível avançado.
 As estratégias de estudo e sua necessidade obtenção de bons resultados em para Exames
Internacionais.

Introdução ao Tema:

Você já deve ter percebido que os exames de proficiência em língua inglesa exigem, além do
conhecimento linguístico em nível avançado, o conhecimento do formato do exame, levando-se em
conta quais habilidades, como Reading (Leitura), Listening (Compreensão Auditiva), Speaking (Fala)
e Writing (Escrita), serão avaliadas e como serão avaliadas. Alguns exames exigem, inclusive, certo
conhecimento tecnológico, pois são feitos via computador através da internet. Você sabia que ao
fazer um curso preparatório para os exames internacionais você possivelmente terá um
desenvolvimento ainda maior das habilidades comunicativas e do conhecimento formal da língua,
com muita possibilidade de obter um aproveitamento satisfatório no exame? Por isso, o presente tema
apresentará estas possibilidades de aprimoramento linguístico através de estratégias e recursos
utilizados em cursos preparatórios para exames de língua inglesa.

1. Níveis dos Exames Internacionais

Os exames internacionais têm por objetivo avaliar a proficiência em língua inglesa de falantes não
nativos de língua inglesa. Com objetivos diferentes, alguns exames focalizam sua avaliação no uso da
língua inglesa em situações acadêmicas, enquanto outros em situações de comunicação internacional
para atividades diárias ou de negócios. De acordo com a publicação “Quadro Europeu Comum de
Referência para as Línguas - Aprendizagem, ensino, avaliação” (Conselho da Europa, 2001), o
Quadro Comum Europeu foi criado no sentido de harmonizar os níveis de aprendizagem de línguas
vivas no espaço europeu.

Você sabia que, apesar de ter sido elaborado para o espaço europeu, o quadro tem sido amplamente
utilizado em outros países para fins de comparação entre os resultados de diferentes exames e para
que os alunos tenham uma perspectiva internacional de seus resultados? Para os organizadores do
quadro, o Quadro de Referência:

[...] fornece uma base comum para a elaboração de programas de línguas, linhas de orientação
curriculares, exames, manuais, etc., na Europa. Descreve exaustivamente aquilo que os alunos de
uma língua têm de aprender para serem capazes de comunicar nessa língua e quais os conhecimentos
e capacidades que têm de desenvolver para serem eficazes na sua atuação. A descrição abrange
também o contexto cultural dessa mesma língua. O QECR define, ainda, os níveis de proficiência que
permitem medir os progressos dos alunos em todas as etapas da aprendizagem e ao longo da vida
(Conselho da Europa, 2001).

O Quadro possui seis níveis comuns de referência dentro de uma escala global: usuário experiente (C
1, 2), independente (B 1, 2) e elementar (A 1, 2). A seguir, uma síntese do quadro extraída do site da
Universidade de Coimbra (2008).

USUÁRIO EXPERIENTE C2

É capaz de compreender sem esforço praticamente tudo o que lê ou ouve.

compras. É capaz de exprimir-se de forma espontânea e fluente sem. escola. de forma clara e bem estruturada. É capaz de utilizar a língua de maneira eficaz e flexível na sua vida social. assim como enunciados simples que visam satisfazer necessidades imediatas. tratando- se de aspectos familiares em contextos de: trabalho. Os níveis C1 e C2 apresentam o que é considerado nível avançado de estruturas e funções comunicativas de língua inglesa. É capaz de organizar um discurso simples e coerente sobre assuntos familiares. É capaz de comunicar em situações correntes que apenas exijam trocas de informações simples e diretas sobre assuntos e atividades habituais. o local onde vive. Em muitas instituições. É capaz de comunicar de forma simples. É capaz de apresentar-se ou apresentar alguém e colocar questões ao seu interlocutor sobre assuntos como. fluente e precisa e de distinguir pequenas diferenças de sentido relacionadas com assuntos complexos. USUÁRIO ELEMENTAR A2 É capaz de compreender frases isoladas e expressões de uso frequente relacionadas com assuntos de prioridade imediata (por exemplo. ter de procurar as palavras. emitir uma opinião sobre uma questão atual e discutir sobre as vantagens e as desvantagens de diferentes argumentos. USUÁRIO INDEPENDENTE B1 É capaz de compreender os pontos essenciais quando a linguagem padrão utilizada é clara. entre outros. Nesta perspectiva. de articulação e de coesão do discurso. em diferentes domínios de interesse. trabalho). É capaz de exprimir-se de forma clara e pormenorizada sobre uma vasta gama de assuntos. É capaz de se comunicar com uma grande espontaneidade que permita uma conversa com um falante nativo. variando de acordo com o sistema de avaliação adotado. desde que o seu interlocutor fale clara e pausadamente e se mostre colaborativo.É capaz de reconstituir fatos e argumentos de fontes diversas. USUÁRIO ELEMENTAR A1 É capaz de compreender e utilizar expressões familiares e correntes. É capaz de responder ao mesmo tipo de questões. as razões de um projeto ou de uma ideia. não se detectando tensão em nenhum dos falantes. incluindo uma discussão técnica na sua especialidade. tempos livres. experiências ou um sonho. escritas e orais. as suas relações. o seu meio envolvente e referir assuntos que correspondam a necessidades imediatas. expressar um desejo ou uma ambição e justificar. É capaz de exprimir-se sobre assuntos complexos. USUÁRIO INDEPENDENTE B2 É capaz de compreender o conteúdo essencial de assuntos concretos ou abstratos num texto complexo. resumindo-as de forma coerente. É capaz de participar na maior parte das situações que podem ocorrer em viagens numa região onde a língua- alvo é falada. meio envolvente. os exames internacionais de língua inglesa são classificados em conformidade com os níveis mencionados. É capaz de descrever com meios simples a sua formação. apresentar o quadro tem por objetivo observar as exigências com relação a um falante não nativo de língua inglesa em se tratando de nivelamento internacional. e de mostrar domínio dos meios de organização. informações pessoais e familiares simples. USUÁRIO EXPERIENTE C1 É capaz de compreender uma vasta gama de textos longos e complexos. aparentemente. o que lhe pertence. . assim como detectar significações implícitas. por exemplo. É capaz de relatar acontecimentos. de forma breve. É capaz de se exprimir de forma espontânea. profissional ou acadêmica.

ter conhecimento avançado de vocabulário e estruturas inclui ter conhecimento sobre: formação de palavras. B. as habilidades acadêmicas e comunicacionais. palavras conectivas.Para atingir um nível avançado linguístico em exames. ou seja. os exames de Cambridge:  Key English Test (KET): Cambridge Level One. Funções Comunicativas em Nível Avançado e Estratégias para Exames Internacionais de Língua Inglesa As estruturas linguísticas e funções comunicativas em contextos de exames de proficiência são as mais variadas possíveis em função dos objetivos de cada prova. 3. No entanto. Há os exames que trabalham com um sistema de níveis pré-determinados do Básico ao Proficiente através de conceitos A. mas avaliar a proficiência do candidato no momento em que ele/ela se submete ao exame. porém. Com objetivos diferentes. por isso. ou seja. Estruturas Linguísticas. É importante ressaltar que os exames internacionais não têm por objetivo capacitar profissionalmente os candidatos. IELTS Academic Module. as estratégias necessárias para a prova em questão e praticá-las através de simulados.  Certificate in Advanced English (CAE): Cambridge Level Four. 2. desenvolver algumas habilidades e estratégias através de estudos dirigidos apresenta-se como uma alternativa. CPE) e os que comprovam o nível de inglês para o mercado de trabalho (TOEIC. como não são tão conhecidos não estão elencados aqui.  International English Language Testing System (IELTS) – Pontuação: 0-9. você será apresentado aos exames mais conhecidos e reconhecidos mundialmente. especialmente. tempos verbais utilizados em diversas estruturas. Há vários outros exames internacionais que avaliam a proficiência em língua inglesa. ELSA). comparativos e superlativos. escolas e faculdades (TOEFL.  Certificate of Proficiency in English (CPE): Cambridge Level Five. os resultados apresentados aos candidatos descrevem as habilidades e competências referentes à pontuação/resultado alcançado. muitas vezes a validade é determinada pela instituição que está solicitando o exame. estruturas paralelas. Os exames TOEFL e TOEIC têm prazo de validade de dois anos. Austrália e Nova Zelândia.  English Language System Assessment Listening and Reading (ELSA) – Pontuação: 0-500.  Preliminary English Test (PET): Cambridge Level Two. ingresso em universidades. expressões de transição.  Test of English as a Foreign Language Computer-Based (TOEFL CBT) – Pontuação: 0-300. por exemplo. Segundo Phillips (2006). é de conhecimento que as habilidades linguísticas mudam com o tempo e. Você também pode se perguntar sobre o prazo de validade dos exames. CPE. . demonstrando o nível do candidato de acordo com a pontuação atingida.  First Certificate in English (FCE): Cambridge Level Three. Em termos linguísticos. orações coordenadas e subordinadas. isto implica em aprimorar o conhecimento linguístico. Há também os exames que avaliam por pontuação. como. O IELTS (General Training Module) é também utilizado para candidatos que pretendem imigrar. Assim. Seguem alguns deles:  Test of English for International Communication (TOEIC) – Pontuação: 0-990.  Test of English as a Foreign Language Internet-Based (TOEFL IBT) – Pontuação: 0-120. para Reino Unido. os exames separam-se em os que são requeridos para fins acadêmicos.  Test of English as a Foreign Language Paper-Based (TOEFL PBT) – Pontuação: 0-660. C e D. quanto mais recente for o resultado de seu exame mais credibilidade ele terá. enquanto que os da Cambridge não possuem prazo. Exames Internacionais de Língua Inglesa Neste momento.

 Inserir frases em passagens. discutir possibilidades futuras. fala e escrita para o bom desempenho em exames. Certamente o aluno que possuir maior conhecimento linguístico. Para cada uma destas habilidades há uma série de estratégias que podem ser estimuladas através de exercícios de interpretação e análise e que serão agora apresentadas a você. No entanto.  Encontrar fatos.  Entender a organização da fala. falar sobre hipóteses. ou seja. é possível desenvolver estratégias de leitura. pronomes. ou seja. 2006) e descritas abaixo: Habilidade 1: Reading (Leitura). As questões podem envolver diversas funções comunicativas.  Compreender detalhes.conjunções. verbos passivos. você pode perceber que mesmo sem um conhecimento linguístico de nível avançado. Estas estratégias são apresentadas no livro Longman Preparation Course for the TOEFL Test (Deborah Phillips. adjetivos e advérbios. com que objetivo o falante se expressou de uma determinada forma. Dessa maneira. como. em termos de vocabulário e estruturas.  Completar quadros esquemáticos. por exemplo. Estratégias de leitura:  Entender o vocabulário a partir do contexto.  Fazer inferências a partir de informações fornecidas pelo texto. assim como argumentar utilizando informações. Estratégias de Compreensão Auditiva:  Compreender o sentido geral. utilizar informações de texto para suporte de opiniões. levantar hipóteses sobre outros pontos de vista. parafrasear informações. inferir informações. reportar dados de pesquisa e ler gráficos. o melhor preparo para exames de proficiência é desenvolver a familiaridade com o inglês nas suas formas escrita e oral”. ter habilidade para emitir opiniões sobre assuntos diversos. artigos. para Schütz (2010).  Reconhecer referentes (exemplo: pronomes e adjetivos possessivos). planejar e apresentar uma fala. entre outros. formação de adjetivos. como.  Simplificar significados de frases (informação essencial da passagem textual). separadas por habilidades (Skills).  Sintetizar parte do texto. . substantivos contáveis e incontáveis. definir um problema e propor uma solução. do contexto e da entonação que ele utiliza. expressar e defender opiniões. a sequência de fatos/informações apresentadas. terá resultados mais garantidos nos exames de proficiência. fazem parte das habilidades comunicativas requeridas em exames.  Compreender a postura do falante.  Entender as relações entre as diferentes ideias. previamente dadas ou não. por exemplo. utilizando estruturas e vocabulário avançado. de compreensão auditiva. chegar a uma conclusão sobre determinado aspecto a partir do que foi falado. Portanto. Em termos de funções comunicativas.  Compreender a função. alcança uma boa pontuação. “quem fala.  Identificar fatos/informações que não estão explicitados. analisar situações e fazer deduções. relacionar fatos gerais a comportamentos específicos. lê e escreve com facilidade mesmo sem ter conhecimento de regras gramaticais. porque o autor utilizou alguma expressão ou palavra. Habilidade 2: Listening (Compreensão auditiva).  Inferir sobre a retórica do texto. através das palavras que ele utiliza.

12. 9. você pode fazer cursos preparatórios ou buscar informações na internet e em livros especializados. Familiarizar-se com o exame através de simulados. 8.  Elaborar a resposta. Verifique qual é o tipo de questão que está sendo proposta. pois você já terá conhecimento sobre elas.  Escrever a introdução. 5. Para conhecer o formato de cada prova.  Elaborar a resposta. Não se preocupe se os tópicos não lhe são familiares.  Conectar parágrafos. 7. Não perca tempo lendo as instruções no dia da prova. O que muda é o formato das provas. Escolha a melhor resposta. para planejar e elaborar as respostas. . Estratégias de Fala:  Planejar a sua resposta antes de falar. Leias as questões antes de ouvir a passagem.  Revisar as estruturas gramaticais das frases.  Escrever parágrafos coesos e coerentes. funções comunicativas e estratégias a serem utilizadas em situações formais e informais da língua. em qualquer exame internacional é muito importante que você: 1. Além disso.  Anotar os pontos principais das passagens de leitura e compreensão auditiva. para planejar e elaborar as respostas. 10. para rever as questões. coerente e coesa (Speaking). Leia rapidamente para ter uma visão geral de como o texto está organizado. estudo dirigido e contato com a língua inglesa são caminhos para alcançar os melhores resultados em testes de proficiência.Habilidade 3: Speaking (Fala). 11.  Escrever a conclusão. Monitore o tempo constantemente para terminar a prova dentro do tempo estipulado e. 2. é comprovado que o candidato. 3. As estratégias para as provas internacionais variam pouco de prova para prova. independente do objetivo com relação ao exame de proficiência escolhido. Habilidade 4: Writing (Escrita). 4.  Anotar os pontos principais das passagens de leitura e compreensão auditiva. assim como o tempo total para fazê-las. Estratégia de Escrita  Planejar a sua resposta antes de escrever. Utilize estruturas. 6. ao se preparar para os exames. Ouça atentamente às falas e preste atenção ao material visual (Listening). Escolha uma opção de qualquer maneira (Guess). seja para o mercado de trabalho ou a área acadêmica. também. Não perca tempo com questões que você não tenha certeza. Não perca muito tempo lendo os textos (Reading). Familiarize-se com as instruções de cada parte da prova. e palavras conectivas que deixem a sua fala organizada. vocabulário e pontos gramaticais que você tenha conhecimento. consequentemente obterá um aprimoramento linguístico com relação ao conhecimento sobre estruturas. Enfim.

2003. D. PHILLIPS. Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas - Aprendizagem. Lisboa. consequentemente.Conceito de Proficiência Métodos. 2006. Insight into IELTS. universidades (graduação e pós-graduação) e escolas regulares particulares ou públicas.html>. com relação aos seus objetivos e utilização. C. Longman Preparation Course for the Toefl Test: IBT. Compreensão auditiva. em se tratando de ambientes profissionais.. Disponível em: <http://www. funções comunicativas e estratégias de estudo envolvendo as quatro habilidades (Leitura.sk. 2013. CONSELHO DA EUROPA. JAKEMAN. Quadro europeu comum. TOEIC – Official Test-Preparation Guide. 2001. New York: Pearson Education. empresas nacionais ou multinacionais de pequeno. Fala e Escrita) para um melhor desempenho em exames internacionais e que. B. apesar de seu reconhecimento internacional. avaliação. Abordagens e Metodologias e Seus Conceitos de Proficiência Exames de Proficiência e o Contexto dos Cursos de Pós-Graduação Exames de Proficiência e o Contexto dos Professores de Língua Inglesa Exames de Proficiência: um Olhar Crítico Conclusão Referências Apresentação do Conteúdo: Neste tema você verá que os exames de proficiência e suficiência em língua inglesa.com. 2000. USA: The Chauncey Group International. et al. levam a um aprimoramento linguístico por parte do candidato ao se preparar para os exames. Acesso em: 11 jun. cursos de línguas. Disponível em: <http://www. R. você aprendeu sobre o Quadro Comum Europeu com seus níveis e sua aplicabilidade em contextos europeus e internacionais.br/sk- toefl.pt/fluc/cl/diplomas/qecr>. ou seja. Porto: ASA. 2008. assim como. MCDOWELL.Conclusão: Neste tema. Acesso em: 11 jun. Além disso. médio ou grande porte. Você também aprendeu sobre os principais exames internacionais de língua inglesa. .uc. ensino. UNIVERSIDADE DE COIMBRA. Exames de Proficiência em Inglês. você estudou sobre as estruturas linguísticas. 2013. SCHÜTZ. trazem à tona questionamentos com relação ao que é tido como proficiência em diferentes contextos de ensino/aprendizagem. V. Cambridge: Cambridge University Press. Referências: ARBOGAST. Tema 2 – Análise e Discussão de Exames de Proficiência e Suficiência em Língua Inglesa Sumário Introdução Leitura Digital .

oferecer vagas em empresas ou universidades. No site do dicionário Michaelis (2013). vantagem”.” Já a suficiência apresenta-se como “(s. possivelmente. habilidade”. aptidão. como estes conceitos são vistos? Neste texto.  Uma visão crítica sobre os exames de proficiência em língua inglesa. participação em congressos internacionais. Competência. somente o termo proficiência será utilizado para referir-se ao conhecimento proficiente.f. mas foi . a suficiência é um termo utilizado para comprovar que o que foi apresentado pelo aluno durante uma prova ficou um pouco abaixo da proficiência exigida.  A proficiência linguística e a formação dos professores de língua inglesa. Ao avaliar as habilidades linguísticas. você pode se perguntar: O que significa proficiência? E suficiência? De acordo com o site do dicionário de língua portuguesa Aurélio (2013).) cabal conhecimento com que se executa ou discute alguma coisa. 3.  Por que a língua inglesa é a mais exigida nos exames de proficiência. Competência. tendo em vista a relação com o que é determinado internacionalmente através de exames produzidos em países falantes de língua inglesa e como esta visão se ajusta ao contexto brasileiro. sufficientia) 1.f. Qualidade de proficiente.  Os métodos de ensino e os conceitos de proficiência em relação à língua inglesa.) quantidade suficiente: tem suficiência de recursos. através de seus resultados. 4. quais são estes níveis e como se aplicam aos diferentes contextos de estudo e trabalho. Qualidade de suficiente. Classificação escolar de suficiente. Conforme relatado por alguns professores de pós-graduação. Deste modo. Para tanto. dada a diversidade de objetivos e levando-se em conta a posição que a língua inglesa possui neste contexto de exames de proficiência. competência e aptidão. desenvolver um pensar crítico a respeito dos exames de proficiência. promoções em cargos de trabalho. 2. 2. entre outros. Suficiência aparece como “sf (lat. Além disso. você estudará:  O conceito de proficiência e suficiência em língua inglesa e sua relação com exames internacionais. proficiência significa “(s. Aptidão suficiente. proficiente.Para isso. oportunidades de bolsas de estudo no exterior. Conteúdo: Neste tema. pois o termo suficiência refere-se ao que é suficiente e não necessariamente. Capacidade intelectual. em pesquisas conduzidas por Siqueira (2009). Conceito de Proficiência Para o início desta discussão. proficiência e suficiência são conceitos ligados à capacidade que se tem de fazer algo com qualidade. Quantidade suficiente. você poderá discutir e fazer uma análise crítica de como estes conceitos influenciam a visão de proficiência em língua inglesa e. avaliadores de proficiência. Leitura Digital: 1. habilidade”. você já se perguntou por que a língua inglesa é a mais exigida nos exames de proficiência? Ao responder estas e outras questões. com o intuito de. capacidade. proficientia) 1. Proficuidade. é necessário discutir o que é proficiência. 3. Introdução ao Tema: Você já deve ter percebido que os exames de proficiência são uma forma de avaliar o conhecimento linguístico do aluno/candidato. E no âmbito dos exames de proficiência de língua inglesa. os exames de proficiência determinam níveis de atuação linguística em diversas situações. mestria. a partir daí. o termo proficiência é definido como “sf (lat. você irá revisitar o conceito de proficiência e suficiência.

“a proficiência. Segundo Siqueira (2007). Para Siqueira (2007. p. Nesta perspectiva. Por isso.. seja ele internacional ou preparado por universidades para ingresso em cursos de pós-graduação. o termo proficiência somente será utilizado no sentido de incluir todo tipo de exame de proficiência de língua inglesa. 12).suficiente para dar continuidade ao processo de seleção. uma meta. Por exemplo. Em se tratando de proficiência em línguas. 19). Por isso. Quadro Comparativo de Métodos e Proficiência Método/ Abordagem/ Ser proficiente é Foco Metodologia Oral Approach Produção Ser capaz de comunicar-se em situações do dia a Situational Language Compreensão oral dia através das quatro habilidades básicas. consequentemente. Métodos. definidos por padrões internacionais determinados por falantes nativos da língua já que a maioria dos exames internacionais é elaborada levando-se em conta o inglês americano ou britânico e demonstram em seus resultados qual a capacidade que o candidato possui para lidar com determinadas situações. estaria ligada ao cumprimento das metas colocadas no processo de aprendizagem”. Communicative Desenvolver diferentes tipos e níveis de Produção . E você pode se perguntar: Quem determina esta proficiência? Para que contextos? Pode-se utilizar a mesma avaliação para diferentes contextos? Por ouro lado. p. o que o aluno precisa saber para ser considerado proficiente ao final de um curso.] proficiência pode ser vista como o resultado de aprendizagem. A maleabilidade do termo proficiência pode ser percebida de acordo com as mudanças de métodos. vale ressaltar que no caso dos exames de proficiência para ingresso em cursos de pós- graduação. que sintetiza a pesquisa sobre métodos e possíveis proficiências de Siqueira (2009). nesse caso. no caso de um exame de proficiência para um curso de pós-graduação. talvez o candidato deverá apresentar habilidade em leitura de textos e já no contexto de uma empresa deverá ser capaz de se comunicar oralmente na língua-alvo. ou seja. Daí proficiência em língua inglesa poder ser mensurada a partir de níveis. definida em termos de objetivos ou padrões. em sua maioria. ou seja. Abordagens e Metodologias e seus Conceitos de Proficiência Os métodos utilizados para o ensino de língua apresentam diferenças de objetivos de aprendizagem e. diferentes níveis e tipos de proficiência contextualizados com as épocas em que foram criados e aplicados. eles são desenvolvidos. [. por professores de cursos de Letras que. por sua vez. podem ter diferentes conceitos de proficiência e aí está um ponto interessante a ser questionado. 2009. 2.. os objetivos e padrões definidores da proficiência podem ser usados como critérios para avaliar proficiência como fato empírico. é importante ter conhecimento sobre o que é ser proficiente em cada método de ensino de língua inglesa. de acordo com Scaramucci (2000 apud SIQUEIRA. Teaching Leitura Escrita Manter uma comunicação com um falante nativo Produção e Audiolingual bem precisa e com habilidades de expressão bem compreensão oral próximas às de um nativo. você terá acesso aos objetivos de maneira geral de alguns métodos utilizados para o ensino de língua inglesa e poderá ver que os objetivos de cada um deles variam de acordo com as suas propostas metodológicas e teóricas. juntamente com seus objetivos e necessidades de cada época. apresentados no quadro comparativo abaixo. Por sua vez. Agora você verá alguns deles. o desempenho efetivo de um indivíduo ou grupo de indivíduos. responder às perguntas acima demanda pesquisas.

Nesta perspectiva. há uma exigência de pelo menos 62 pontos para a versão TOEFL IBT. Homogeneização e unificação das identidades como uma única identidade para o povo. No caso do IELTS. o IELTS é o exame que. Expressar-se bem oralmente. Será este conceito aplicável ao contexto atual? O que é ser proficiente neste contexto atual? É importante rever o conceito de falante nativo e os impactos deste no conceito de proficiência. sendo apresentada como um idioma único e transparente. a pontuação exigida para cursos de pós-graduação a fim de comprovar proficiência está entre 4. ou seja. respectivamente. que é quem é tomado como referência. Comunicar-se oralmente e por escrito em Produção Natural Approach or situações de comunicação pessoal básicas e Compreensão oral Natural Method acadêmicas. sem variações linguísticas.5 pontos. se for para Mestrado. o único exame que averigua se um candidato tem um nível proficiente seria o Cambridge Proficiency Exam (CPE). PET. Os outros exames são considerados exames de inglês geral (KET. Um sujeito que sabe a língua em sua totalidade e sem erros. Dentre os exames de Cambridge. comprova diferentes tipos de proficiência (acadêmica ou para o mercado de trabalho). p. Fortes (2009 apud SIQUEIRA. Leitura Escrita Suggestopedia Conversar em nível avançado. de acordo com as diferentes Compreensão oral habilidades que o aluno precisaria ter. 3. através da pontuação. a fala. E para Doutorado são 80 pontos. avaliando o nível de proficiência através de atividades envolvendo a compreensão auditiva. Leitura Escrita Comunicar-se de maneira a ser entendido por um Habilidades básicas de Total Physical Response falante nativo. demonstrar as habilidades do candidato em língua inglesa. Community Language Apresentar diferentes níveis de acordo com as Oralidade Learning necessidades do contexto. comumente o povo americano. no sentido de. através de pontuação. Exames de Proficiência e o Contexto dos Cursos de Pós-graduação Os exames de proficiência são exigidos para mensurar o nível linguístico dos alunos/candidatos para diferentes situações. O TOEFL IBT é um exame feito pela internet. III. 2009. considerando a Silent Way pronúncia e prosódia da língua e uma fluência Oralidade muito próxima do falante nativo. que avalia a habilidade do candidato para usar e entender a língua inglesa em ambientes acadêmicos. 150 pontos para a versão computer-based e 360 pontos para a versão paper-based. Várias instituições de pós- graduação requerem este exame com diferentes pontuações. de maneira desenvolta e fala inteligível. II. Muitos deles estão atrelados ao aspecto de comunicação na língua como um nativo. demonstrando ao candidato que mesmo se fizer os exames anteriores. Assim. assim como níveis de proficiência. Oralidade Ao analisar o quadro acima. Para estudar no exterior ou com fins de imigração. 180 pontos ou 400 pontos. Por exemplo. você percebe que os conceitos de proficiência de cada método estão de alguma maneira já naturalizados e que é sempre importante voltar a estes conceitos para definir o que é ser proficiente. repensar sobre os objetivos da proficiência levando-se em conta o falante nativo se faz urgente.Language Teaching proficiência. FCE e CAE). Uma homogeneização da língua inglesa. Este exame comprovaria o mais alto nível de uso de língua inglesa. de acordo com o curso. a escrita e a leitura. .5 e 6. 42-43) assinala três implicações do mito do falante nativo ressaltados por Rajagopalan: I. só atingirá a proficiência se fizer este exame. veja a seguir o que os exames mais conhecidos comprovam.

não há um nível de proficiência definido para os professores que terminam suas graduações. demonstrando claramente que o professor se vê como eterno aprendiz”. p. o que é suficiente e o que é proficiente? A proficiência em língua inglesa é inegavelmente a mais requisitada para oportunidades de bolsas de estudo e de trabalho e alguns fatores que contribuem para isso são o caráter hegemônico da língua inglesa e a sua posição de prestígio nos dias atuais. p. perspectivas e concepções de língua é algo que deve servir como ponto de reflexão e questionamento. no qual o seu conhecimento poderá ser medido e classificado em níveis. a não ser por seus resultados nas aulas de língua inglesa. Na medida em que a proficiência é pensada de maneira contextualizada torna-se mais premente a discussão sobre o que deveria constituir esse mínimo. Exames de Proficiência e o Contexto dos Professores de Língua Inglesa Segundo Camargo (2006. com seus conceitos. Exames de Proficiência: um Olhar Crítico Siqueira (2009. Mas seria igualmente fundamental se estabelecer os níveis e contextos comunicativos mais relevantes para quem vai ensinar essa língua como instrumento de acesso a bens culturais (e até materiais) em uma perspectiva de formação para a cidadania. 32) ressalta ainda que Neste caso. “os professores apontam a necessidade de se aprofundar e aperfeiçoar sua proficiência linguística.. Qual é a quantidade de conhecimento para classificar um candidato como proficiente? Por outro lado. Preparar-se para os exames contribuem para este desenvolvimento rumo à um desempenho linguístico mais aprimorado.] uma questão que parece central nessa discussão é o que entendemos por proficiência linguístico- comunicativa minimamente necessária aos profissionais formados pelos cursos de Letras. o que é ser um professor proficiente?< Para Gimenez (2005. 30). Sendo assim. juízos de valores.] em se tratando de exames de proficiência a língua é vista como de maneira instrumentalizada de fácil e rápida aquisição. a importância do exame de proficiência para a comprovação de suas habilidades linguísticas.. Alguns relacionam esta melhora com a conquista de exames internacionais. faria todo sentido elaborar um teste específico para professores brasileiros de inglês. A concepção de proficiência não é única e por ser variável mostra que definir padrões de proficiência não é algo fechado e deve ser levado em conta por instituições que produzem exames de proficiência. Estar atento a este dizer e a quem está avaliando a proficiência. 17). que determina quem é ou não é proficiente? Nesse sentido. p. assim como o que é necessário para o professor de inglês no contexto brasileiro de ensino de língua estrangeira. diferentemente dos exames de Cambridge que já determinam seus níveis e trabalham com a proposta de passa ou reprova..Os exames de proficiência que trabalham com pontuação não passam ou reprovam e indicam diferentes níveis e tipos de proficiência. . Portanto. p. 55) alerta que: [. você já pensou sobre o papel homogeneizante dos exames de proficiência. 5. Reafirmam. [. Definir o que é minimamente necessário para quem irá ensinar deveria estar no centro das discussões de professores formadores. E como consequência a língua nos é apresentada como um sistema fechado e completo. 4. também. hoje. Gimenez (2005..

p. haverá várias proficiências (SIQUEIRA. G. Disponível em: <http://www.php>. 6. Ter em mente quais concepções de língua estão atreladas ao conceito de proficiência já permite visualizar diversas possiblidades de “proficiências” (SIQUEIRA. mar. tanto na área acadêmica como de negócios. consequentemente.com/pb86yzs>. Nesta perspectiva.edu/1244186/O_professor_de_LE_e_o_compromisso_social>.com/Proficiencia. T.inf. MICHAELIS. P. Disponível em: <http://tinyurl. os exames internacionais e o papel do professor de inglês. M. Num primeiro momento ela foi determinada pela colonização. a partir daí. RAMOS. 2009). Disponível em: <http://www.De acordo com Siqueira (2009). esta posição hegemônica é fruto de muito esforço econômico. num segundo momento.2013 GIMENEZ. de maneira planejada. o que é esperado do aluno/candidato é determinante para saber qual tipo de proficiência é esperado.br/files/artigos/revel_6_narrativa_de_professores. Conclusão: Neste tema você discutiu o conceito de proficiência e suas implicações para contextos de avaliação de proficiência. A. A consolidação do inglês como idioma de comunicação internacional ocorreu em decorrência do destaque político e econômico que os Estados Unidos tomaram frente às negociações do mercado internacional e de produção do conhecimento tecnológico e acadêmico (SIQUEIRA. S. Dentro do quadro comparativo de método e proficiências.teses. Acesso em: 1 jul. Contextualização dos Exames de Proficiência. 2009. 2013. L. Com base no conceito de Scaramucci (2000). as avaliações para proficiência em língua inglesa irão demonstrar um desempenho localizado através de critérios que levam em conta. Nessa perspectiva. P. 4. a imposição da língua inglesa. Disponível em: <http://www. ela contribuiu para a divulgação de materiais de pesquisa. Depois.revel. de Q. 2013.dicionariodoaurelio.usp. perceber que proficiência é um conceito que pode e deve ser constantemente revisitado. Proficiência Linguística de Futuros Professores de Inglês. Acesso em: 1 jul. Estes fatores foram determinantes para a expansão do idioma. B. a proficiência pode ser vista como um resultado de aprendizagem e. Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL. P. Acesso em: 23 jun. Acesso em: 23 jun. 2009) e manter uma postura atenta aos fatores que influenciam a análise frente ao tema. Isto tudo concedeu ao inglês o status de língua franca neste mundo globalizado e.html>. levando em conta o poder hegemônico da língua inglesa. principalmente. n.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-30112009-105052/pt-br. Proficiência.pdf>. . 2009. discussões e inovações como consequência de avanços tecnológicos trazidos pela modernidade nos Estados Unidos. é possível visualizar os diferentes tipos e níveis de proficiência e. 76). v. a concepção de língua em que se apoiam. de. In: Representações de Proficiência e a construção do inglês como língua necessária na pós-graduação. a partir daí. Acesso em: 23 jun. Disponível em: <http://www. G. Referências: AURÉLIO. CAMARGO. não é por acaso que é a língua escolhida pelos pesquisadores e. 2013. O conceito de proficiência pode ser tido como relativo ou absoluto. realizada pela Grã-Bretanha em países como a África e países da América Central. Narrativa de professores de língua inglesa em formação continuada: desvendando a experiência humana de se tornar professor. 2006. por isso.academia. SIQUEIRA. 2013. político e cultural. Proficiência. a língua mais requisitada em exames de proficiência.

linguagens e tecnologias digitais. promoção. Apresentação do Conteúdo: Neste tema. você se familiarizará com os principais termos usados no inglês com fins específicos. os alunos geralmente são adultos. proficiência). acesse todos os links e leia os artigos e livros indicados. ensino de línguas estrangeiras. você estudará:  Introdução ao Inglês para fins específicos. no sentido de garantir o melhor aproveitamento do conteúdo da disciplina.  Principais nomenclaturas usadas na literatura para designar ESP. Professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. é realizado com base em uma análise das necessidades. De maneira geral. Sobre o autor: Ruberval Franco Maciel Doutor em Estudos Linguísticos e Literários de Inglês pela USP. as classes são mais homogêneas. a Análise das Necessidades (AN) também será abordada neste tema. pode-se dizer que o ESP possui algumas características principais: é orientado pelo objetivo do aprendiz. Dentro deste contexto. letramentos críticos. Desenvolve pesquisa na área de formação de professores de línguas. com estágio de doutorado sanduíche pela University of Manitoba – Canadá. Foi avaliador do MEC para o Plano Nacional do Livro Didático. Lembre-se de que a Educação a Distância prevê a sua autonomia e dedicação ao autoestudo. com ênfase no inglês para negócios. mostrando que o inglês para fins específicos possui três principais ênfases no ensino do inglês: na língua. Conteúdo: Neste tema. há mais objetividade por parte do aprendiz (para o trabalho.  Análise das Necessidades. o aspecto da análise das necessidades será abordado. onde foi aluno do curso de ESP. Licenciado em Letras Português/Inglês e Bacharel em tradutor intérprete. entre outros. na pedagogia e nos conteúdos. O Ensino da Língua Inglesa no Contexto de Negócios Tema 1 – ESP: English for Specific Purposes e Needs Analysis for Business Sumário Introdução Leitura Digital Conclusão Referências Bem-vindo: É muito importante que você leia todos os textos. Tem trabalhos acadêmicos apresentados e publicados no Brasil e no exterior. a duração do curso é mais curta. Sendo assim. para se contemplar um curso com objetivos mais definidos. Mestre em Linguística Aplicada pela University of Reading – Inglaterra. com proposições práticas para o planejamento de cursos para fins específicos. .

menciona a necessidade de “[. . necessidades psicológicas e sociais. mas a consciência da necessidade”. por exemplo. entre outras coisas. considera- se. p. o syllabus1. o que os aprendizes precisam fazer na situação alvo para aprender a língua inglesa. apenas associada ao Inglês para fins específicos (ESP). materiais e recursos. é importante salientar que o inglês instrumental preocupa-se com o desenvolvimento de habilidades específicas dependendo do contexto e das necessidades do aprendiz e do curso.Introdução ao Tema: Considerar a realidade dos aprendizes é uma expressão que frequentemente faz parte do discurso de professores de línguas e educadores em geral. a Análise das Necessidades (AN) será abordada com mais detalhe neste tema. avaliação. No entanto.] coletar e interpretar dados sobre os aprendizes e o contexto institucional em que eles aprendem”. Com relação às nomenclaturas. entre outros. como mencionado por Richards (1990. Pensando nisso. as principais encontradas na literatura sobre essa área são: EVP (English for vacational purposes). Isso se deve a fatores internos como motivação.] serão influenciadas por pré-concepções ideológicas da análise. entre outros.] a análise das necessidades é também de fundamental importância nos cursos de inglês para fins gerais”. 8) argumenta: [. Um grupo diferente de analistas trabalhando com o mesmo grupo de estudantes. Esses enfoques variam de acordo com diferentes grupos. o ESP tem enfatizado principalmente o ensino de leitura de textos nos contextos universitários no intuito de atender demandas específicas. na pedagogia e nos conteúdos.. Na Inglaterra. o termo mais usado é o inglês instrumental. Neste contexto.] o que distingue Inglês para fins gerais e para fins específicos não é a existência de uma necessidade como tal. este discurso dificilmente se concretiza em programas de ensino de línguas que refletem suas reais necessidades. Robinson (1991. [. 2). este tema busca apresentar algumas diretrizes para o planejamento de cursos centrados nos aprendizes através da Análise das Necessidades (AN). para computação... Os resultados da AN são usados na tomada de decisões sobre os objetivos da aprendizagem. A respeito das necessidades dos aprendizes. Leitura Digital: O inglês para fins específicos possui três principais ênfases no ensino do inglês: na língua.. p. comumente chamado de inglês instrumental. enquanto nos Estados Unidos é mais no conteúdo.. No Brasil. assim como a abordagem também possui características distintas em diferentes partes do mundo. A análise das necessidades é raramente usada nas aulas de inglês para fins gerais por ser equivocadamente. como inglês para jornalismo.. Em função disso. os métodos de ensino. No Brasil.. 53-4) afirmam que “[. No entanto. inglês para viagem. a oralidade é enfatizada contemplando situações específicas na língua-alvo. mas com diferentes visões sobre o ensino-aprendizagem. p. embora em muitos contextos o inglês instrumental possa ser visto como o desenvolvimento da habilidade de leitura. ESP (English for Specific Purposes). “[. 24)... p.. inglês para negócios. Richards (1996.] as necessidades são estabelecidas por um grupo particular de estudantes. a ênfase é dada na pedagogia. O termo “Análise das Necessidades” refere-se ao processo de coletar e interpretar informações para um direcionamento no planejamento de cursos para o ensino de línguas. Hutchinson e Waters (1987. ao se referir sobre AN. EAP (English for Academic Purposes). Para outros cursos como o curso de inglês para turismo. Embora seja de extrema importância nas abordagens de ensino centradas nos alunos. muito provavelmente produziriam um conjunto diferente de necessidades.

8. Dudley-Evans e ST John (2002) fornecem um esquema para análise das necessidades: Figura 1 – O que a AN estabelece Fonte: Dudley-Evans e St John (2002. é preciso definir critérios para a análise. mas é necessário que o professor as identifique. Robinson (1991) elenca duas discrepâncias sobre dois tipos de necessidades: objetivas e subjetivas. Coletar os dados. A autora também menciona que. 4. métodos). Avaliar os procedimentos e resultados. os desejos dos alunos. Análise e interpretação dos resultados. 5. atitudes. conteúdo. Jordan (1997) sugere 10 passos utilizados antes e depois do processo da AN: 1. 6. p. Decisões de implementações (exemplo: decidir pelo syllabus. confiança. materiais. tais como: personalidade. 10. A primeira é geralmente percebida pelo professor. Levantar as restrições e limitações. pode haver conflitos entre professores. desejos. 125). no sentido de desenvolver a confiança no aprendiz. Delimitar a população de aprendizes. 3. Determinar os objetivos. 7. alunos e autoridades escolares sobre o processo de aprendizagem devido às diferenças de visões e crenças acerca da aprendizagem. proficiência e dificuldades. A segunda refere-se às necessidades cognitivas e afetivas na situação de aprendizagem.Robinson (1991) aponta cinco questões a serem consideradas na AN: os objetivos. Tendo em vista que o planejamento de AN foi realizado. 2. Selecionar os métodos de coleta de dados. expectativas e estratégias individuais de aprendizagem. o que o indivíduo ou a sociedade considera necessário a ser aprendido de um programa de línguas. e as lacunas existentes. ou seja. o que os alunos não sabem e não são capazes de fazer em inglês. pois se trata de informações factuais sobre os aprendizes acerca do uso da linguagem. Propósito da análise. o que os aprendizes precisam fazer para realmente adquirir a língua. as exigências de trabalho ou de estudo dos aprendizes. Decidir pela(s) abordagem(ns). O processo da AN possui etapas que devem ser consideradas no processo de planejamento do curso. por exemplo. 9. além do trabalho ou estudo. Elas geralmente são percebidas pelo aluno. às vezes. .

b) Informações pessoais sobre os aprendizes: fatores que podem afetar a forma como eles aprendem. b) On-line: quando os alunos chegam para começar o curso. e) Restrições: recursos. que permite avaliar (d). Quando? Isto se refere ao momento em que a AN deveria acontecer: a) Off-line: antes do curso começar. necessidades subjetivas. entre outras coisas. duas questões merecem destaque: quem é o aprendiz? O que é necessário saber? Para nortear o processo da AN. atitudes culturais. WATERS 1987. Desta forma. WATERS. tais como experiências de aprendizagem prévias. O quê? E por quê? a) Necessidade: o tipo de necessidade determinada pela demanda da situação-alvo. no desenvolvimento da Análise das Necessidades. a que custos. materiais. por quantas pessoas. h) Informações sobre o meio em que o curso acontecerá – análise do meio. isto é. d) Estratégias de aprendizagem: as estratégias preferidas dos aprendizes para progredirem da situação presente. d)As lacunas dos aprendizes: o espaço entre (c) e (a) – lacunas.a) Informações pessoais sobre os aprendizes: as tarefas e atividades nas quais os aprendizes estão usando ou usarão o inglês – análise da situação-alvo e os objetivos. b) Lacuna: diferença entre o que os aprendizes já sabem e podem fazer e o que eles precisam ser capazes de fazer. com lacuna/deficiências para a situação-alvo – necessidades. alguns critérios são apresentados em forma de perguntas a seguir. f) Informações de comunicação profissional sobre (a): conhecimento de como a língua e as habilidades são usadas na situação-alvo – análise linguística. atitudes em relação ao inglês – desejos. análise de gênero. que tipo de instituição. informações culturais. métodos disponíveis. Este tipo de AN é responsável por envolver as necessidades e muitas demandam que os alunos estejam ativamente definindo e redefinindo suas necessidades. análise do discurso. c) Desejos: o que os aprendizes querem ou pensam que querem (HUTCHISON. g) O que se quer de um curso. por qual método. c) Informações da língua inglesa sobre os aprendizes: quais são suas habilidades atuais e uso da língua? Análise da situação atual. . razões e expectativas para frequentar o curso. meios. p. e)Informações sobre a aprendizagem da língua: maneiras efetivas de aprender habilidades e língua em (d) – necessidades da aprendizagem. o que os aprendizes têm de saber para realizar uma função de forma eficiente na situação-alvo (HUTCHINSON. f) Levantamento sobre a língua adotada: uma pesquisa em grande escala feita por uma organização para determinar que línguas deveriam ser aprendidas. por que razões. c) On-going: durante o curso. 1987). 55).

é necessário saber que tipo e quantas informações são necessárias a serem consideradas e filtradas. Shutz e Derwing (1981. g) Diários do aprendiz. f) Entrevistas estruturadas. Além disso. p. confeccionar um questionário para a AN e planejamento do curso.Como? Decidido sobre o momento da análise. e) Pesquisa baseada em questionários. p. h) Estudo de Casos. é necessário filtrar as informações para contemplar as necessidades gerais do grupo. levando-se em consideração as necessidades objetivas e subjetivas já mencionadas pela autora. 62) também fornecem diretrizes para direcionar a análise das necessidades da aprendizagem. c) Autodiagnóstico. As questões acima servem para uma reflexão sobre que aspectos precisam ser considerados para suprir as necessidades individuais ou do grupo de aprendizes. i) Avaliação final/feedback. b) Testes na entrada do aluno. 37) sugerem as seguintes porcentagens do total de questão como guia de prioridades. promoção envolvida?  O que os aprendizes acham que alcançarão?  Quais são suas atitudes em relação ao curso? Eles querem melhorar o inglês ou são resistentes? Como os alunos aprendem?  Quais são suas experiências de aprendizagem?  Quais são seus conceitos de ensinar e aprender?  Que metodologia vai satisfazê-los?  Que tipos de técnicas são mais prováveis de serem inadequadas? . para isso. j)Pesquisas prévias. sendo necessário entender: Por que os aprendizes estão fazendo este curso?  É compulsório ou opcional?  Há uma necessidade aparente para fazê-lo?  Há status. dependendo das concepções do(s) analista(s) e. Hutchison e Waters (1987. o resultado da análise terá resultados diferentes. dinheiro. para. que podem ser feitos por meio de: a) Testes diagnósticos de nivelamento. d) Observação das aulas.  Conhecimentos gerais sobre a pessoa: 7%  Especialidade ocupacional ou campo acadêmico: 1%  Conhecimento anterior sobre a língua: 4%  Fatores atitudinais e motivacionais: 8%  Relevância da língua para o uso alvo2: 10%  Prioridade das habilidades básicas da língua no uso alvo: 25%  Registros funcionais e tarefas de trabalho no uso alvo: 20%  Conteúdo do curso e método de instrução: 13%  Reação ao projeto: 1% Portanto. em seguida. é preciso pensar sobre os métodos de coleta de dados.

3. p. investiga-se o que os estudantes precisam ser capazes de fazer no final do curso. Ao identificar a situação-alvo (target situation).  Atitude dos professores ao curso. Faça uma lista de questões que você possa querer perguntar sobre a SA.  Concomitante com a necessidade e pré-necessidade. nacionalidade. .  Conhecimento dos professores e atitudes a um conteúdo específico. Neste contexto. 2. Quem são os aprendizes?  Idade.] é uma questão essencial fazer perguntas sobre a situação-alvo e as atitudes em relação àquela situação dos vários participantes no processo de aprendizagem”.  Auxílio. Hutchinson e Waters (1987. barulhento. Para isso.  Todos os dias/uma vez por semana.. Qual é a sua simplificação ou ampliação do tipo de estrutura? As listas são fornecidas a seguir. segue uma estrutura da análise da situação-alvo: Task 1: 1. ou à cultura dos povos falantes do inglês no mundo? Onde o curso de ESP acontecerá?  O espaço é agradável..Quais são os recursos disponíveis?  Número e competência profissional dos professores. 59) mencionam que “[.  O que eles já sabem sobre o inglês?  Que conhecimento específico eles têm?  Quais são seus interesses?  Quais são os seus históricos socioculturais?  A que estilos de ensino eles estão acostumados?  Quais são suas atitudes em relação ao inglês. sexo. Compare com a lista dada por Hutchinson e Waters (1987). Considere o conceito de situação-alvo (SA). quente? Quando o curso de ESP acontecerá?  Durante o dia.  Integral/meio período. é necessário considerar os seguintes itens: Gramática: que formas de gramática os alunos deveriam ser capazes de dominar? Vocabulário: que itens de vocabulário são necessários? Discurso: que estratégias de discurso eles deveriam dominar? Gêneros: que gêneros eles precisam empregar? Funções: que funções eles deveriam usar? Habilidades: que habilidades (e sub-habilidades) eles precisariam? Tarefas: que tarefas eles desenvolveriam? Tópicos: com que tópicos eles estariam envolvidos? A seguir.  Oportunidades para atividades extraclasse.  Materiais.

usuários e aprendizes da língua. escrever. exame. pós-graduação.  Contexto humano: sozinho. Exemplo: status. estudante.  Relacionamento: colega. Faça uma Análise das Necessidades Alvo. Em relação às prioridades dos aprendizes. O objetivo da AN é conhecer os aprendizes como pessoas. comércio.  Níveis: técnico. escola secundária.  Tipos de texto ou discurso: textos acadêmicos. demonstrações. no exterior.  Para algum outro propósito. conhecer as situações alvo e o ambiente de aprendizagem para que seja possível interpretar os dados adequadamente. Quais serão as áreas de conteúdos?  Disciplinas: medicina. Outro aspecto é de conhecer como a aprendizagem da língua e a aprendizagem das habilidades podem ser associadas para um dado grupo de aprendizes. catálogos. em pequenas quantidades. Use esse perfil como ponto de partida.  Contexto linguístico: no próprio país. subordinado. telefone. hotel. cliente. aula. leigo. Como a língua será usada?  Meio: falar. professor. Com quem os aprendizes usarão a língua?  Falantes nativos ou não nativos. entre outros. aulas. loja. Onde a língua será usada?  Contexto físico: escritório. em grandes quantidades. contato direto. E.  Para uma combinação desses anteriores.  Canal: telefone. geralmente é possível ter uma análise da situação-alvo detalhada por meio da análise das necessidades. biologia. superior. Leia a tarefa a seguir e tente aplicar a um contexto específico: Task 2: Inicialmente foi pedido para você preparar um perfil da sua situação de ensino. arquitetura.  Para trabalho. manuais técnicos. raramente. . conversas informais. engenharia. aplicando a estrutura de Hutchnson e Waters vista anteriormente. promoção.Qual a necessidade da língua?  Para estudos. Quando a língua será usada?  Concomitantemente com o curso de ESP ou subsequentemente. finalmente.  Nível de conhecimento do receptor: especialista. biblioteca. reuniões. no contexto do ESP.  Frequentemente.  Para treinamento. ler.

DUDLEY-EVANS. ESP Today: a Practitioner’s Guide. Análise das necessidades: implicações para o planejamento de cursos de língua inglesa. 1996. A. a AN pode ser vista como uma forma de despertar a consciência do aluno sobre suas próprias necessidades e objetivos e desenvolver própria autonomia. Ainda permanece uma lacuna. BERTOLUCCI.U. ST JOHN. Este estágio crucial depende muito da intuição.P. T. The problems of needs assessment in English for Specific Purposes: some theoretical and practical considerations. WATERS.U.. STORER. 1990. JORDAN. as abordagens contemporâneas para a análise das necessidades enfatizam o papel ativo do aprendiz em identificar as necessidades. M. J. C.P. Second language classroom. 1Syllabus refere-se ao planejamento das aulas. M. Cambridge: C. G.P. HUTCHINSON. E. Developments in English for Specific Purposes: a multi- disciplinary approach. J. pode ajudar os educadores e administradores a ganhar consciência do contexto institucional no intuito de prover o contexto apropriado para possibilitar uma aprendizagem mais significativa (CHAUDRON. C. MACIEL. enquanto a ASA pode ser usada para especificar provisoriamente o conteúdo de um curso de línguas. Cambridge: C. Portanto. Cambridge: C. Referências: CHAUDRON. as estratégias. P.U.. T. Apesar das dificuldades envolvidas no processo de coleta e interpretação das informações acerca das necessidades dos aprendizes. 2004. Além disso. R. In: ROCHA. Massachusetts: Newbury House. R.. . identificar a lacuna entre a situação atual e a situação desejada e focar os recursos para sua implementação.. 2002.U.. N. In: MACKEY. PALMER. A análise das necessidades é uma base sistemática para decisões sobre como influenciar a performance do aprendiz. 1997. 1990).A análise e implementação das necessidades deveriam ser um pré-requisito para qualquer programa de línguas para alcançar os resultados efetivos. Cambridge: C. SHUTZ. 2004).. J. Campo Grande: UNIDERP. a ideia de usar a análise das necessidades como base para determinar o conteúdo de curso e metodologia têm sido bem aceita no contexto do ESP e pode ser estendida ao ensino de inglês para negócios. 2 Uso alvo refere-se ao tipo de linguagem que o aprendiz necessita até o final do curso.P. C. R. 1981. Tendências contemporâneas em Letras. 1987. RICHARDS. London: Prentice-Hall.. o syllabus e a metodologia permanecem abertos para modificações à base de negociações contínuas entre o professor e o aprendiz. contudo.. experiência e inspiração. Cambridge: C. F. C.. entre a análise das necessidades e os critérios usados no desenvolvimento de materiais e métodos (MACIEL. Curriculum development in language teaching.. English for Specific Purposes. Languages for specific purposes. ROBINSON.U.P. incluindo os conteúdos. Conclusão: No planejamento de curso centrado nos aprendizes. English for Academic Purposes: a guide and resource book for teachers. A. 1991. Desta maneira. entre outros aspectos. R.