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PARTE I

BASES DA TERAPIA
COGNITIVO-
-COMPORTAMENTAL
EM GRUPO

.

1 BREVE HISTÓRICO DAS TERAPIAS EM GRUPO E DA TCCG Bernard P. com como seus principais resultados. Por último. como alguns pioneiros. de forma breve. apresentaremos aqui um dos os dias atuais. Já em relação à TCCG. também de portantes e apresentar um panorama dos forma breve. Rangé Caroline da Cruz Pavan-Cândido Carmem Beatriz Neufeld Este capítulo aborda. serão apresentados dados resultados da TCCG ao longo de sua história históricos sobre o desenvolvimento da e na atualidade. as principais possível dos fatos. especialmente no Brasil. . o contexto histórico de inserção aprofundada a história da terapia de grupo do grupo como uma modalidade de aten. foco em seu desenvolvimento no Brasil. e que toda a história é uma versão se atribui o início da área. a evolução das características sistemática das pesquisas sobre TCCG e sua dos grupos ao longo das décadas e algumas efetividade. serão recortes possíveis. aspectos históricos das intervenções tera. houve a pretensão de realizar uma revisão mental (TCC). No Considerando que toda pesquisa é um que se refere à história das intervenções em recorte de uma infinidade de possibilida- grupo. contada pelos autores a características das intervenções que rea. TCCG no Brasil. os primeiros trabalhos desenvolvidos e os pêuticas em grupo e das terapias cognitivo. bem -comportamentais em grupo (TCCGs). o texto traz alguns autores a quem des. partir de sua própria história e dos métodos lizavam e suas contribuições presentes até utilizados. tipos de grupos realizados no País. introduzir alguns aspectos históricos im- sagrados na área. e da TCCG no Brasil e no mundo. É importante ressaltar apresentados alguns aspectos históricos que não se pretendeu descrever de forma gerais. O capítulo tem como objetivo preocupações apontadas por autores con. Tampouco dimento em terapia cognitivo-comporta.

Marsh (1935) e psicológicos é bem mais recente e certa. tanto em relação a sua dem seu artigo em “Período de consolidação proposta como em relação a sua impor- e desenvolvimento” (1907-1950) e “Período tância histórica (Moreno. a partir da segunda década do século XX. mento e causas da psicopatologia e sobre & Roback. Assim. Também Lazell (1921). Os ­participantes MacKen­zie. foi proposta por Pratt. insight e compreensão profunda de suas chelli & Santos. em alguns períodos. por isso. tem notícia. desenvolveu sua intervenção fora dos es- Como representantes do primeiro perío­ tabelecimentos de saúde mental. fazia uma espécie de con- grupos tem uma história tão longa quanto ferência para seus grupos de pacientes a da humanidade. a prática da durante os grupos. irmãos. pulsões e necessidades (Rosenbaum et al. 1907). Rosenbaum et al. 2004. desenvolvido por Moreno momentos: 1905-1951 – anos formativos. esposas. há propos. 1992. Wender (1936) tas de subdivisão dessa história. entre outras. 1952-1967 – anos de expansão teórica. permanece como uma influência significa- 1968-1981 – anos de consolidação. 1974) mento” (1951-2000). 2004). planejada com características De acordo com o autor. blicação sobre técnicas de terapia de grupo. não ensaiados. MacKenzie (1992) divide seu livro em três O psicodrama. com seus do. devido com o propósito de ajudar os participantes a ao suporte exercido pelo estar em grupo.) -. até os dias atuais. 1992). mas A primeira intervenção em grupo de que se Moreno enfatizava seu papel terapêutico. 1974. e suporte mútuos. Porém. segundo o autor. a recuperar e manter sua saúde. conflitos dos indivíduos estão em seus re- no início do século passado (Pratt. nha como parte de seus objetivos que seus havendo divergências quanto ao momento pacientes desenvolvessem capacidade de de início e aos pioneiros dessa prática (Be.. os problemas e próximas às atuais.18  NEUFELD & RANGÉ (ORGS. 1992). lacionamentos com pais. frequentemente citados na literatura. encaravam a atividade como lazer. Lazell (1921). Bechelli e Santos (2004) divi. ti- desenvolvimentos tão claros e precisos. Wender (1936) iniciavam seus grupos com mente seria de difícil compreensão para uma espécie de palestra sobre desenvolvi- nossos antepassados (Rosenbaum. atores e audiência desempenhando papéis encontram-se Pratt (1907). Pratt era um médico – não psiquiatra – que filhos e amigos. BREVE HISTÓRIA DA TERAPIA EM GRUPO auxiliar os indivíduos fisicamente doentes. Wender da psicoterapia individual. enfrentar transtornos mentais e problemas Na mesma direção. Lakin. por meio do suporte mútuo. Pode-se dizer que a prática de terapia em um psiquiatra.. praças públicas – o que ele denominou “tea­ entre outros (Bechelli & Santos. diferentemente as formas de se manter saudável. em espaços abertos. rituais religiosos e de Apesar de sua condição. e a melhora. senbaum et al. 1966. De forma tiva na prática psicoterapêutica de grupo semelhante. como Marsh (1935). a partir também foi responsável pela primeira pu- do início do século XX. ou até alívio acreditava que o contexto de grupo poderia desses conflitos. pode ser obtida com as . 1992).. cura. Moreno (1966. Burrow. os pacientes pareciam terapia psicológica em grupos organizados estimulados e menos apreensivos. Na tentativa de organizá-la. Wender (1936). a história da (1936) foi o primeiro psiquiatra psicanalista terapia de grupo não apresenta início e a realizar terapia de grupo e. consolidação e amadureci. Ro- de expansão. Nossos ancestrais se com esquizofrenia sobre psicopatologia e ajudavam em práticas coletivas de auxílio comportamentos mentalmente saudáveis. 1992). tro da espontaneidade”. Segundo esses autores.

Rush. a terapia justificar a melhor alternativa de tratamen- de grupo era um tratamento social para to para o paciente (Rosenbaum et al. de casal e individual podem ser pêuticas. neo de um maior número de indivíduos ao dual. Para os pioneiros da terapia de grupo. No en. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL EM GRUPOS  19 dramatizações e reconstituições com os Atualmente. anos após a primeira proposta da terapia tra possível vantagem das intervenções não racional emotiva. No entanto. realizadas psicoterapêutica individual. 2006. 1992). à medida que os terapeutas (1992).. a maior parte. Naquele momento. 1992). Shawn e Emery (1987). cas em grupo. a que provoca inúmeros transtornos. 1992). o que eles consideravam a psicopatologia Segundo Rosenbaum e colaboradores social. -COMPORTAMENTAL Ao longo da história. em da noção de comunidade e da expressão seu clássico livro sobre o tratamento da de- de sentimentos e apontando a falta destas pressão. estaria au- . Assim. a análise transacional e -- a psicoterapia centrada na pessoa. a enorme proliferação das psico- de diferentes abordagens – especialmente terapias em grupo na atualidade não tem daquelas concebidas com base em ques. tipo de queixa. fizeram um relato sobre a aplicação como causa de estresse psicológico. São devido a características da nossa cultura. McCabe. 1983. foram para os fatores sociais existentes no grupo ti. 1992). substituí-los ou representá-los para o tratamento em grupo juntamente (Rosenbaum et al. do qual. Gestalt terapia.. existentes. terapia individual. adaptadas para intervenção grupal.. Os grupos também aten- novas propostas fundamentadas em dife. dem às demandas das pessoas por contato rentes pressupostos rapidamente iam sendo social mais amplo e profundo. Nesse contexto. exemplos a psicologia individual de Alfred estão cada vez mais distantes e isoladas. da terapia cognitiva em grupo para esse tanto. senbaum et al. Um paciente pode ser indicado bolizá-los. foi iniciada também sua defensor das intervenções psicoterapêuti­ aplicação em grupo (Wessler. as psicanálises neo-freudianas. ­tratamento dado por um único terapeuta. assim como as abordagens comportamentais e TERAPIA COGNITIVO- cognitivas (Rosenbaum et al. uma vez que nas décadas de 1950 e 1960. Individualismo e ênfase nas indicadas como tratamentos alternativos realizações pessoais destruíram o senso ou complementares. por grupais. poucos nham mais importância que qualquer ou. assim como Schilder. modalidades como terapia que faltava nas abordagens psicotera. aplicação individual. idealizada por Ellis. & Antony. a preo- considerava os grupos uma modalidade cupação se voltava para o acesso simultâ­ de tratamento adjuvante à terapia indivi. com outras modalidades (Bieling.. o elemento social era o elemento essencial Além do grupo. terapeutas como EM GRUPOS Burrow consideravam que os grupos de- veriam substituir todo tipo de ­i ntervenção As propostas iniciais de TCC. apenas o objetivo de atender a uma maior tões sociais – tomavam conhecimento da demanda de pacientes do que por meio de possibilidade de intervenção em grupo. o Adler. É importante que o de pertencimento que é necessário para profissional esteja preparado para avaliar e a saúde mental. de família. herança da teoria psicanalítica (Ro. Rosenbaum et al. a psicoterapia em grupo próprios indivíduos com os quais existe o é uma das possibilidades de tratamento conflito ou com pessoas que possam sim.. 1992). 1996). destacando a importância Beck. no atendimento individual. Foulkes também foi um grande volta de 1955. que.

2006). 1979). a seja. Hollon & Shaw. 1979). Hollon a intervenção em grupo é mais apropriada & Shaw. qualquer técnica ou procedimento eficácia e a efetividade dos tratamentos de­senvolvido para o uso com um único pa- como critérios determinantes na escolha de ciente poderia ser aplicado em um contexto sua modalidade. vas avaliações realizadas. co­mo o feedback e os modelos também no formato de grupo. a terapia em grupo pressivos. Ao mesmo tempo. 2006. apesar de em vez de apenas um. em que um ou dois terapeutas são intervenções. expandindo-se posteriormen.. seu início na TCC. forne­cidos pelos demais participantes. no caso abordagem eram superiores aos de qual. Inicialmente. elevada eficácia e efetividade dos grupos al. Além disso. Apesar de esses aspetos do processo da mos de resultados para os pacientes com terapia em grupo serem considerados desde depressão unipolar (Hollon & Shaw. responsáveis pelos cuidados oferecidos a um 1979). de saúde públicos e privados começaram uma reprodução da TCC individual. por exemplo. exceto a como transtorno de ansiedade social (TAS). os resultados mostravam que os efeitos da É importante mencionar que. uma vez que o medo do dessa década. 1979).20  NEUFELD & RANGÉ (ORGS. . re­sultados comparada a outras abordagens.. e estudos foram desenvolvidos a fim de na abordagem cognitivo-comportamental avaliar a eficácia da TCCG. historicamente a TCCG Com o passar do tempo. pode-se afirmar que as te para outros transtornos mentais – de evidências indicam superioridade dos gru- transtornos de ansiedade até esquizofrenia pos homogêneos em relação aos heterogê- (Hollon & Shaw. vo-comportamental. ­relação à eficácia mostravam que.. de tempo limitado. quer outro tipo de intervenção. o fator em especial grupal (Wessler. as pesquisas indicavam que. as primeiras intervenções em TCC em (Bieling et al. Ao longo desses anos. há evidências de resultados contato e da avaliação social e a preocu- positivos na redução da sintomatologia pação com a forma como o outro o percebe inicial de pacientes deprimidos. os resultados em grupo de 6 a 8 pacientes simultaneamente. os serviços era considerada. 1979). do ponto de vista técnico. e no­ TCC. confirmando a Assim como na modalidade individu. 1996). dos estruturados em relação aos semi A partir da década de 1970. Desde a segunda metade que a individual. novos formatos em comparação ao tratamento individual em de intervenção foram desenvolvidos.. al. já que se trata de uma terapia anos. o grupo fornecia apenas 50% de eficácia. ou a considerar cada vez mais a eficiência. mas continua presente em algumas breve. Essa característica que abriu espaço para a TCCG nos cuidados de reprodução de protocolos individuais com a saúde foi a diminuição dos custos do sofreu algumas modificações ao longo dos tratamento. diversos ou não estruturados. neos. TCC individual (Bieling et al. Assim. como acontece no a TCCG apresentar indicativos de melhores tratamento individual (Bieling et al. (Bieling et al. de alguns problemas clínicos específicos.) xiliando apenas uma pessoa (Hollon & Shaw. a gens estruturadas e com tempo limitado percepção dos erros cognitivos alheios é – bem como a homogeneidade dos grupos maior que a dos seus próprios no caso de pa- no que se refere ao diagnóstico – pareciam cientes com depressão e TAS.. oferecer as melhores perspectivas em ter. 2006). Após quase 40 anos de grupo foram realizadas com pacientes pesquisas em grupos na abordagem cogniti- deprimidos. Como nos tratamentos em TCC conta com fatores inexistentes na terapia individual. individual. 2006. sendo esses só são pas­síveis de avaliação e intervenção resultados superiores a outras abordagens direta no contexto de grupo (Bieling et terapêuticas e também ao uso de antide. as aborda. 2006).

no País uma disciplina e um estágio clí­ po e sua interação com o terapeuta. Os resultados positivos globais de aprendizagem e utilizando do tratamento com esse novo formato de estratégias cognitivas e comporta. p. TOC. fobia social se aproveita do fato de que o próprio (hoje denominada transtorno de ­ansiedade grupo pode criar um ambiente que social – TAS) e transtorno de ansiedade ge- ou suporte ou prejudique os objetivos neralizada (TAG). 5). TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL EM GRUPOS  21 É nesse contexto que Bieling e colabora. Atualmente. ingressou como para um punhado . terapia – levando os pacientes a receber mentais. . alta – começaram a chamar a atenção dos alunos e profissionais da Universidade. distímico (TD) e transtorno bipolar (TB) –. nidades de aprendizagem significati. já testados quanto a sua eficácia. pro­fessor do Instituto de Psicologia da p. . 2006. 5). . além da ni­co em TCC. con. é comum que os autores e avançar no desenvolvimento de recursos e terapeutas não fiquem atentos ao fato de na efetividade dos resultados. atendimento na Clínica-escola do Instituto temente “relacional” que raramente é de Psicologia da Universidade. nidades terapêuticas. Um médico do Instituto de Neurologia cam que com certeza há quem reconheça soube dos resultados positivos da TCC por . elas envolvem oportu. De grupo. . em 1994. ministrando pela primeira vez como a interação entre os pacientes no gru. 2006. a fim de preexistentes. e pes- como os protocolos de grupo costumam quisas continuam sendo desenvolvidas a ser baseados em protocolos individuais partir desses e de novos modelos. mas apontam para a Os autores denominam omissões aqueles necessidade de atenção a essas omissões aspectos que consideram essenciais na na literatura. além disso. há protoco. UMA HISTÓRIA PESSOAL o público aumentou de uma única pessoa Bernard Rangé. acordo com Bieling e colaboradores (2006). para os mais variados transtornos. A TCC E A TCCG: UMA PITADA DE siderando como única diferença que “. que constituíam mais de 50% das queixas vas e troca de informações e envolvem apresentadas pelos pacientes que buscavam claramente uma componente ineren. Bieling e colaboradores (2006) desta. estão disponí- intervenção em grupo e que não são – ou veis diversos protocolos de tratamento em são pouco – explorados nos protocolos. que as técnicas e estratégias estão sendo -- implementadas em uma interação..” (Bieling et al. Os primeiros abordado em protocolos tradicionais casos atendidos envolviam pessoas com de TCCG. TCCG em geral não reconhece nem quadros depressivos. Os primeiros transtornos interação entre os profissionais – quando tra­tados foram os de ansiedade – que. A TCCG NO BRASIL los tradicionais em que a TCCG é proposta exatamente como a TCC individual.. e não em um indivíduo. essas diferenças e a modalidade de grupos dores (2006) apontam que ainda existem al. Os autores acrescentam que poucos Universidade Federal do Rio de Janeiro são os protocolos que consideram aspectos (IP-UFRJ). incluíam também o transtorno ob- como um todo. (Bieling et al. A abordagem tradicional de transtorno de pânico e agorafobia (TPAGO). na são dois – e de cada indivíduo com o grupo época. sessivo-compulsivo (TOC) e o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) – e do hu- Todas essas interações são mais do mor – depressão maior (TDM). como uma possibilidade única de oportu- gumas omissões na literatura sobre TCCG. transtorno que ocasionais.

que acabaram desen. no Rio de Janeiro. Foram realizados três lizado no tratamento de TPAGO. Woo- ponível na época r­ ecomendava. pesquisador interpessoais (treino de habilidades sociais norte-americano de transtornos de ansiedade. 1989). Beidel. para esse dy. Beidel. – THS) – de modo a favorecer uma melhora Jack Maser. Essa nard Rangé para participar de uma equipe proposta teve seu embrião em 1993. Miller. ao saber que o Congresso Mundial giárias convidadas. por meio da intervenção em grupo. quando. encaminhados pela Divisão de Vigilância à Saúde do Trabalhador (DVST). entre outros. a avaliação e a de Beck (reestruturação cognitiva) e de Ellis intervenção cognitivo-compor­tamental em (ataques de vergonha) aos THSs habituais grupo foram planejadas. O conheci­ do grupo de espanhóis composto por Gualberto Buela-Casal. Presidente nários (Rangé & Marlatt. As em seguida ao Mundial de Psiquiatria. grupos com resultados bastante positivos. uma psicóloga. em troca de uma da raiva. 1998). psicólogo argentino. foram realizados por duas esta. & Rubonis. e os atendimentos de Turner. internacionalmente. especialista em fobia vidade – e intrapessoais – manejo de raiva. * Em 1993. 1994) ao professor Bernard tipo de paciente. Presidente da Associação Espanhola mento desenvolvido nesse período. Cognitivo-Comportamental (CITCC)*. Longabaugh. e (1991) e Monti e colaboradores (1989). que seguia um (Holder. recomendação da literatura da área. Samuel ziam parte uma psiquiatra. 27 sessões vo-Comportamental (CITCC). de tratamento de servidores da UFRJ com após o Congresso Internacional de Terapia problemas de alcoolismo. A literatura da área dis.) meio de sua filha – que na época era estagiá­ pacientes com diagnóstico de fobia social ria – e. referencial cognitivo-comportamental. Rafael Navarro. Cooney. de Psiquiatria ocorreria no Rio de Janeiro e que volvendo pesquisa de iniciação científica e dele participariam terapeutas e pesquisadores internacionais renomados da área de TCCs. em conjunto com outros terapeutas o assunto (Castro. além nesses grupos consistia em THS. Kadden. Matig Mavissakalian. psiquiatra argentino de renome internacional apesar de terem sofrido perturbações. Stanley. avaliação e tratamento Rangé. ins­ pesquisador em treino de habilidades sociais e pirou uma nova proposta: o ­tratamento de em fobia social. Hector Fernandez-Al- varez. da depressão. Os grupos eram de porte peque- dos pacientes. Segundo Holder e colaboradores apresentação no CITCC. Ber- seu trabalho de conclusão de curso sobre nard Rangé. Dessa equipe fa. O protocolo. Monti. Diretor do Setor de Transtornos de Ansiedade do National Institute of Mental Health na comunicação interpessoal e na asserti- (NIMH). foi adaptado por Rangé. O plano de atendimento montado incluía o I Congresso Internacional de Terapia Cogniti- sessões de avaliação pré-teste. oferecendo alcoolismo. Dancu. & da área da saúde. Rodrigues. psiquiatra tratamento deveria dirigir-se ao fortaleci- sul-africano e um dos fundadores da terapia mento das habilidades de enfrentamento comportamental. Vicente Caballo. 2008). e pesquisadores. Samuel Turner. decidiu organizar um congresso. 1989. Turner. social. 1991. além da de Terapia Comportamental. & Foram acrescentados aspectos cognitivos Abrams.22  NEUFELD & RANGÉ (ORGS. como que trabalhava com TCC. convidou o professor Ber. de atendimento e sessões de pós-teste. também renomado greves recorrentes de professores e funcio. da Associação Latino-Americana de Análise e Grande parte do trabalho realizado Modificação do Comportamento (ALAMOC). . por isso. o o congresso foi um sucesso. Herbert Chappa. Convites foram enviados a todos os pesquisadores que escalas utilizadas envolviam avaliação do viriam ao Congresso de Psiquiatria. 1997. Rosehnow. Turner enviou seu protocolo de tratamento uma assistente social e outros profissionais de fobia social (Turner. da ansiedade e dois dias a mais de estada no Rio. & Messer. A lista de pesqui- sadores contava com: Joseph Wolpe. Todos eles aceitaram. David Barlow. que era comportamen- cognitivo-compor tamental em gr upo tal. Diante disso. Cooley. psiquiatra especia- tristeza e ansiedade.

O das características dos transtornos. dimentos da Divisão de Psicologia Aplicada verificadores e ordenadores. Após um contato Brasil – IPUB). etc. cientes de que havia uma por e-mail. foi ao IP-UFRJ cada vez mais casos para serem atendidos realizar um treinamento dos estagiários da complementarmente ao tratamento far. em que os indivíduos se dedicavam tratamento. do tipo. a realizar atividades que lhes produziam aquisição de habilidades de manejo e. tes. mas não acu- (DPA). Depois de quase um ano de por dois estagiários para cerca de seis pa- trabalho. Ao mesmo sassem a ocorrer também na DPA. misturando-se. de modo que os grupos pas- macológico que eles ofereciam.. mais instruções dos atendimentos individuais de pacientes de exposição e prevenção de respostas como com TPAGO. foram organizados grupos Maria Ignácia D’Ávila. estratégias para prevenção de recaí- intensa. lavadores. Yale-Brown (YBOC-S) (Souza et al. Falcone. que ele e seus colaboradores ­conduziam no Os professores do Instituto de P ­ siquiatria Hospital de Clínicas da Universidade Fede- (Instituto de Psiquiatria da Universidade do ral do Rio Grande do Sul. como a Escala Obsessivo-compulsiva de cos. Os resultados. e após sucesso com as inter- um critério estabelecido mais em função venções individuais em TCC com pacientes . & Levitan. em seguida. Os alunos para que fosse desenvolvido um resultados obtidos foram ainda melhores protocolo de tratamento de depressão em que os de atendimentos individuais (Rangé. um estagiário mais experiente e um novato Mais uma vez. das hierarquias. com base em Hollon e Shaw (1979). constituiu uma co. reestru­turação intervenções contavam com duas sessões cognitiva. Rangé. por experiências perturbadoras de vergonha fim. grupos de orientação vocacional. equipe de TCC. além de uma bateria de tes- pois de cerca de 14 sessões. professora do treinamento. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL EM GRUPOS  23 no – não mais que seis participantes em cada do tamanho da sala de atendimento do que –. 2000. curso (Hermolin. mais uma vez. a Diretora do IP na época. e ocor- estagiários. Porto. 2005). começaram a enviar principais colaboradoras. como parte de seu trabalho de conclusão de Em contatos com o Dr. Carvalho. inundação imaginária) e. independentemente missão de professores para pensar os aten. Os resultados alcançavam atendimentos em grupo para esses dois os níveis de resultados do grupo de Cordioli quadros. Posteriormente. e a intervenção era baseada na construção mentos do IPUB e a determinação dessa co. Assim. 2001). em função do interesse e eram constituídos por 6 a 8 pacientes – de estagiários. para comparar com a avaliação inicial. de. havia uma reavaliação extremamente positivos (Rangé. dada a pressão dos encaminha. exposição imaginária (de certa de avaliação compostas por entrevistas forma. foram das. assim. uma de suas equipe de TCC no IP. 2007). Aristides Cordio­l­i. houve a proposta dos próprios reram algumas pequenas modificações. 2001). tomou-se conhecimento dos grupos de TOC & Porto. ocorriam oito sessões de gonha. 2000). de pacientes com TOC. Com a entrada de mais um grupo de Inúmeros grupos foram realizados. Daniela Tusi Braga. e tendo em vista também o sucesso respostas de cada paciente. já que os pacientes eram fóbicos sociais. todos os atendimentos deveriam ser feitos Os indivíduos eram avaliados por escalas em grupo: grupos de espera. exposições e prevenção de missão. grupos clíni. estruturadas. grupo. & Novaes. o parecer da comissão foi de que cientes e tinham duração de 12 semanas. Os grupos eram conduzidos buscava ajuda. contemplando psicoeducação. Hermolin. Depois tempo. Os grupos eram coordenados por (Rangé. onde era atendida a população que muladores. ao fim. Essas protocolo contava com THS. 2000. ataques de ver. Shinohara. decidiu-se iniciar também tarefas de casa.

à incerteza. O aluno que desenvolveu o pro. 1999). que pode ser de promo- damentaram a criação dos grupos para ção de saúde. com treinamento de universitários para desenvolvimento de em­ A prática da TCC. individual (Braga. & e defendeu sua tese de doutorado sobre o Cordioli. bipolaridade. 2009). & Pavan-Cândido. ao longo desses mais de 30 anos. e protocolos de atendimento desenvolvi- torado de Pereira. O início de sua prática no País ocorreu grupo para tal demanda. mas de TAG realizado na DPA-UFRJ. além da facilidade no trei- tratamento cognitivo-comportamental namento de terapeutas em relação à terapia para TAG (Pereira. quando um da obra de Basco e Rush (1996) fundamen. tratamento de TAG com base no modelo de E. de psicoeducação. apresentou resultados incon. e por Almir e Zil- . grupo de professores universitários entrou tou essa proposta. que tem-se destacado tanto nas pes- pela FAPERJ. ao atender um número Bernard Rangé no mestrado e doutorado. prevenção ou tratamento. durante também a modalidade de intervenção em projeto de iniciação científica financiado grupo. 1998) e THS com essa mesma bastante difundida e estabelecida no Bra. no fim da década de 1980. Shi- com transtorno bipolar continuaram as nohara & Figueiredo. Guedes. Porém. 2005. pela sua eficácia e pela positiva relação jeto continuou sob orientação do professor custo-benefício. junto com o professor Mário individual. sobre ainda era recente na própria abordagem.. Niederauer. quisas em TCC como na aplicação clínica. enquadradas no espectro da atenção pri- Essas foram algumas das contribuições mária. A partir da pesquisa de dou. podem ser intolerância à incerteza. (Neufeld. pesquisas na área durante o mestrado e houve aplicação exclusivamente da terapia são coautores. 2011). Dois dos estagiários e do acesso à literatura da área (Neufeld. O primeiro grupo para tratamento cresceu no País não só a abordagem.) com TB. já está patia (Falcone. 2011). que replicou o apoio. Dugas et al. população (Falcone. foram iniciadas intervenções em sil. rentes propostas podem ser categorizadas 2002. uma diversidade TAG com base no conceito de intolerância de propostas de grupos tem sido realizada. apesar de jovem. 2010). já que a modalidade em grupo Juruena. DA HISTÓRIA DA TCCG as primeiras publicações foram realizadas NO BRASIL por Eliane Falcone. de treinamento tratamento em grupo baseado no conceito e/ou orientação e terapêuticos. Essas dife- de intolerância à incerteza (Buhr & Dugas.24  NEUFELD & RANGÉ (ORGS. sistentes. 2015. secundária ou terciária em saúde do professor Bernard Rangé para a TCCG. Manfro. foi proposto o trabalho dos. como grupos de de mestrado de Souza (2011). ao longo desses mais de 20 anos. No que se refere aos de treinamento. A recém-publica. A princípio. tratamento individual de pacientes com Ao longo desse período. 2003). do Capítulo 7 desta obra. Os resultados em função de seu formato e do objetivo que satisfatórios obtidos nessa pesquisa fun. a depender de seu objetivo. Pereira. pretendem atingir. Os grupos foram criados em contato com a abordagem por meio da nos mesmos moldes dos outros e obtiveram participação em eventos internacionais o mesmo sucesso. maior de pacientes ao mesmo tempo e por desenvolvendo e avaliando protocolos de um custo menor. envolvidos no atendimento dos pacientes Paz. com diferentes focos. Os primeiros grupos em TCC realizados no Brasil que tiveram seus dados publica- -- dos foram do tipo treinamento e terapêu- ASPECTOS GERAIS tico.

Lacava. 2003. 2000). realizou um a aplicação de um programa de treinamento estudo controlado em TCCG com indivíduos de empatia em universitários. muito ao longo desses anos. Fachel. com pacientes com ansie­ pelas escalas Beck e por meio de uma ava- da­de social (Falcone. terapêuticos foram realizadas por Eliane obtendo resultados satisfatórios medidos Falcone. Souza. podem acompanhar as intervenções tera. Del Prette.* entre outros. mas também que tais treinamentos cientes deprimidos (Hermolin et al. Pontes. 2003a. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL EM GRUPOS  25 da Del Prette. de Abreu. com com TOC. . & nessas publicações apontam que é possível Cordioli.. dioli. & B ­ arreto. Oliveira. 2008. um o qual essa pesquisadora continua a tra. Um des. & Manfro. Braga. Carvalho. ses trabalhos consiste em sua dissertação Além de Falcone. Prette. Sousa. Del et al. Silva. prevenção de doenças citar Bernard Rangé e colaboradores. de habilidades so. em 1989. Os dados apresentados 2009. 1989b). Cor- Gorayeb.. com diversas nhecimento sobre TCCG para os pacientes populações (Falcone. para o tratamento de indivíduos com esse As primeiras publicações sobre grupos diagnóstico e o aplicaram em três grupos. Meyer et al. 1999) e com TOC (Cordioli (Del Prette. Del Prette. liação clínica dos terapeutas. Isolan. De acordo com os achados da literatura. Niederauer. com TOC (Borges et al. Manfro. & Cordioli. & Mello. Del Prette Raffin. 1998). 1989a. 2002. Penido et al. 2011. pode-se promoção de saúde. 2010. 2002. Melo & Silvares.. 2000). 2003b). Muniz. grupos terapêuticos em TCC com pacientes D’El Rey. & Del Prette. publicaram um estudo realizado com pa- nais. & Minto. dos transtornos para os quais a modalidade Em meio a diversos outros temas. já que este é um Margareth da Silva Oliveira. em conjunto resultados bastante positivos em relação ao com diversos colaboradores. que mentais e outros problemas socioemocio. Del Prette. de seus primeiros estudos sobre o assun- balhar na atualidade. tema com com esse diagnóstico (Cordioli. 2010b. Pedro. em 1998. Ao longo desses anos. também com THS pânico (Cordioli. Ainda em 1998. & Torres.. As pesquisas senvolvimento de pesquisas sobre a TCCG com intervenções em TCCG para indivíduos e em sua aplicação clínica foram Cristiano diagnosticados com TAS se desenvolveram Nabuco de Abreu. 2006. Brito. com tricotilomania (Toledo.. 1998. 2005). 2006). 1995.. Netto. Em seu doutorado. 2003. contribuído com o aprimoramento do co- ciais e de habilidades de vida. Neufeld & et al. Braga 2002. Del Prette. 2014. Z. & Tavares. Bugliani. Cejkinski. Ainda entre os pioneiros na aprimorar essas habilidades como forma de realização de grupos terapêuticos. 2003a).. Tanto as pesquisas to. de mestrado. Cordioli. 2014). & Pacini. Gorayeb. intervenção com população grupos terapêuticos em TCC foi Aristides Volpato Cordioli. uma das primeiras teses Cordioli iniciou uma tradição de pesquisa de doutorado defendidas sobre a aplicação de e intervenção em grupo para pacientes TCCG foi de autoria de Eliane Falcone. Essa também foi uma das primeiras citadas como diversas outras realizadas teses defendidas sobre o uso de TCCG no ao longo desses quase 20 anos mostram Brasil. que publicou intervenções realizadas em pacientes com transtorno de *  A ordem de apresentação dos nomes é alfabética. Ferrão. 2010a. Os autores desenvolveram um protocolo pêuticas. Beidel. 2005. o autor tem treinamento de empatia. como um tratamento adjuvante. P. 2015) e TOC (Ashbar Também pioneiro na realização de et al. 1989b). esses pes- em grupo é mais indicada que a intervenção quisadores têm publicado trabalhos sobre individual (D’El Rey. uma das pioneiras na área de Cordioli e Rangé. A. Francisco Lotufo Neto. outros pioneiros no de- TCCG no País (Falcone.

Rusch. & rapêuticos. 2003. Neufeld. Salum. & se enquadrar em qualquer um dos três Cejkinski. et al. Moreira. dependên. 2009. Em geral. abordado como um problema que merece veira. Rangé & mento de pais (Cassiano & Neufeld. Greenberg. A Parte II deste livro contará e na percepção dos pais sobre seus filhos e com capítulos sobre a aplicação de TCCG em sobre suas próprias práticas. habilidades sociais e habilidades de vida. 2011. um transtorno mental. Kipper. 2012. transtorno de pânico (Hel. Malagris & Lipp. 2013. Barbosa. Boff. Bortolon. vêm-se desenvolvendo no Brasil de avaliação e protocolos de intervenção diversas pesquisas em TCCG para as mais para redução do estresse com resultados diversas demandas. TDM. espectros da atenção à saúde. 2013). os re- transtornos como de ansiedade. até no & Moreno. Bueno contexto do tratamento de problemas com- Junior. que se enquadram no espectro da atenção 1998. pes- Sofrendo influência desses pioneiros quisadores desenvolvendo instrumentos ou não. secundária ou terciária em saúde. Mesquita. transtornos psiquiátricos (Rangé. psicóticos. podem ter uma função de promoção e/ TDM e TB (Costa. populações e objetivos. Maurer. 2011. Crouch. Neufeld & Godoi. Gauer. 2008. 2013. & Domingos. THS com universitários (Pureza. TDAH (Bélle & Caminha. os resultados se mental. Apesar de o estresse não ne- Oliveira. 2007). Silvares. 2009. na categoria de grupos de 2006. já mencionados treinamento de empatia. observam-se publicações sobre o treina- & Argimon. Neufeld. & Manfro. bastante animadores (Murta & Tróccoli. 2008). Lopes. 2005). dos transtornos mentais continua sendo bem como da avaliação dos resultados de um desafio para os profissionais da saúde sua aplicação. & Oliveira. & Xavier. Os grupos com foco no controle do Wagner. 2007) e obesidade (Neu. de estresse pós-traumático. Husni. D’Augustin. Melo & Silvares. & Falcone. 2000. & Malagris. 2014. 2008). Oliva. 2001). et al. grupos de apoio a portado. 2014). Alcino. grupos terapêu. Esses trabalhos (Duchesne et al... além dos Godoi. da personalidade. Moreno. & Rangé. incluídos na modalidade de grupos te- Velasquez. Ferreira. Sardinha. grupos de de abuso de substâncias. em contextos de promoção de saúde. cia de substâncias (Farina. 2010). & Juruena. Neufeld & Maehara. 2014). Luiz. cia (Saffi & Lotufo Neto. sultados ainda apontam lacunas no que se alimentares. & Affonso. no País. ou prevenção ou tratamento –. Silva et & Scrochio. Neufeld. Affonso. 1995. 2014) e síndrome metabólica impactos na vida dos indivíduos e deve ser (Ludwig.) carcerária para prevenção de reincidên. dos impulsos. ). 2005). Marlatt. Blaya. Affonso. estresse em diferentes populações e em ticos para tratamento de dependência de diferentes contextos também podem ser substâncias (Oliveira & Rodrigues. Há. gagueira (Gomes 2014. Pessa. Bignotto. Na Parte III. 2016). tornando necessário o desenvol. TB e TOC. O tratamento portamentais e acadêmicos de seus filhos.26  NEUFELD & RANGÉ (ORGS. Por sua vez. Terroso. Ribeiro. tratam da apresentação de protocolos para feld. têm-se o livro conta com um capítulo sobre esse grupos para tratamento dos mais diversos tipo de grupo. cessariamente estar caracterizado como res de HIV/aids (Giovetti. Neufeld. treinamento ou orientação – que podem como TAG (D’El Rey.. mostram positivos no que se refere à mu- vimento de pesquisas e de protocolos de dança das práticas educativas parentais intervenção. visto que dt. Porém. de controle refere à evasão dos grupos e à manutenção . ele traz diversos & Oliveira. intervenção com pais de forma preventiva. Na categoria de grupos de tratamento. Diclemente. Lipp. 2013). 2014. 2012). Calvetti. Mendes. transtornos alimentares al.. Bortolini. 2012. & Oli. intervenção terapêutica.

pulações. Lima. Rossetto. Blay. 2016. psicoeducação). Na Parte III 2013). & ­Mendes. como anemia falcifor. lução dos problemas de seus participantes Daolio. Os exemplo disso são as intervenções em resultados dessas intervenções apontam mind­f ulness e aceitação. nas Partes II e III. Encontram. um capítulo tratará de grupos Freitas. Rosa-e-Silva. tados obtidos com sua aplicação. desafios ainda enfrentados 2011). 2014. & Maltoni. contribuir com o desenvolvimento da área . com capítulos sobre grupos em contextos observa-se que. Del Prette. pesquisadores mais jovens Há. individual. Diversos outros formatos de grupo. Daolio. de orientação/treinamento. 2014) e amputações (Reis. Cassiano. 1999). moção de saúde. síndrome metabólica geradas pelas rápidas mudanças sociais (Malagris & Lipp. seja em grupo. Habig- de treinamento de diferentes habilidades. 2015). Stroeher. a fim de Gon­çalves. & Willians. Essa é uma preocupação Melo & Silvares. Falcone. Rangé. Miyazaki. zang. & Reis. Silva. & Sesso. que podem ser enquadra­ por meio do desenvolvimento de modelos e dos em qualquer uma das modalidades protocolos inovadores ou da adaptação de (terapêuticos. a fim de (Arruda. 2009). 2014. mulheres no pós-parto (Melo-de-­ na pesquisa e na intervenção clínica. & Zerbinatti. demandas de já consagrados na área (Cordioli.. 2014. 2003. dor crônica idosos. Dao­ -comportamentais. & Cavenage. Nardi. deste livro. a melhora de sua condição médica. outro sobre especificidades de grupos com me (Santos & Miyazaki. levando em conta as novas tilidade (Gorayeb. demandas que surgem a todo momento. Neufeld. 2014). Palma & Neufeld. 2012). respectivamente. Tanto a Devido à difusão da prática da TCCG e Parte II como a Parte III deste livro contam de seus resultados positivos e promissores. 2014). 2014. e outro sobre orientação de pais. na literatura. & Ferriani. Jorge. Borsari. Seidl-de-Moura. 2015). Neufeld. & constante das abordagens cognitivo- Neufeld. aspectos psicológicos dos pacientes. saúde em geral. outros já existentes. 2006) e agressores conjugais (Cor- Outra modalidade de intervenção em tez. Ferreira. & Koller. intervenções com idosos o processo grupal e seus efeitos. e este livro apresenta lio. Dala Corte. 2005. desenvolvidos. Hatzenberger. Ferreira. Esta obra grupo que tem recebido bastante atenção é conta com um capítulo sobre intervenções aquela destinada ao apoio no tratamento de com vítimas de violência e agressores. & Koller. populações e os resul- Fer­reira. além de prevenção e pro. É essa ampliação no apoio. texto em que serão realizados. bem como saúde pública. entre outros). crianças e adolescentes (Batista. como dor crônica. 2012. com Kirchner. Santana. 2015. grupos destinados a popula­ têm investido no trabalho com grupos. e condições médicas. 2015. a depender dos obje­ número e na variedade de pesquisas. como o investimento em sua qualidade. Daltro. 2015. tão características não só melhora da qualidade de vida e dos das terapias de terceira onda (Melo. além de pesquisadores de saúde. doença renal diferentes objetivos e para diferentes po- (Duarte. mas Esta obra reservou um capítulo na Parte também uma contribuição importante para III para tratar desse tipo especial de grupo. seja -Aguiar. sejam atingidos. Mandarini. diversas demandas. Del Prette. Neufeld. & Lopes. de Abreu. Padovani. que permite compreender cada vez mais -se. & Melo. & Neufeld. & Zaiden. & Neufeld. são realizados e ainda podem ser cardiopatias (Gorayeb et al. Um Schwab. bem ti­vos propostos pelos terapeutas e do con. Habigzang. por exemplo. TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL EM GRUPOS  27 das mudanças. Godoi. 2005). Aguiar. e culturais que vivemos atualmente. vítimas de abuso sexual (Damásio. (Castro. garantir que os resultados propostos de so- 2013). Kraychete. ções específicas. infer. ainda. protocolos e modelos de tratamento para Neu­feld.

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