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PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ
VARIEDADES LINGUÍSTICAS

Toda língua possui variações linguísticas. Elas podem ser entendidas por meio de sua
história no tempo (variação histórica) e no espaço (variação regional). As variações
linguísticas podem ser compreendidas a partir de três diferentes fenômenos.

1) Em sociedades complexas convivem variedades linguísticas diferentes, usadas por
diferentes grupos sociais, com diferentes acessos à educação formal; note que as
diferenças tendem a ser maiores na língua falada que na língua escrita;

2) Pessoas de mesmo grupo social expressam-se com falas diferentes de acordo com as
diferentes situações de uso, sejam situações formais, informais ou de outro tipo;

3) Há falares específicos para grupos específicos, como profissionais de uma mesma área
(médicos, policiais, profissionais de informática, metalúrgicos, alfaiates, por exemplo),
jovens, grupos marginalizados e outros. São as gírias e jargões.

Assim, além do português padrão, há outras variedades de usos da língua cujos
traços mais comuns podem ser evidenciados abaixo:

1) Uso de “r” pelo “l” em final de sílaba e nos grupos consonantais: pranta/planta; broco/bloco.

2) Alternância de “lh” e “i”: muié/mulher; véio/velho.

3)Tendência a tornar paroxítonas as palavras proparoxítonas: arve/árvore; figo/fígado.

4) Redução dos ditongos: caxa/caixa; pexe/peixe.

5) Simplificação da concordância: as menina/as meninas.
6) Ausência de concordância verbal quando o sujeito vem depois do verbo: “Chegou” duas
moças.
7) Uso do pronome pessoal tônico em função de objeto (e não só de sujeito): Nós pegamos “ele”
na hora.
8) Assimilação do “ndo” em “no”( falano/falando) ou do “mb” em “m” (tamém/também).
9) Desnasalização das vogais postônicas: home/homem.
10) Redução do “e” ou “o” átonos: ovu/ovo; bebi/bebe.

11) Redução do “r” do infinitivo ou de substantivos em “or”: amá/amar; amô/amor.

12) Simplificação da conjugação verbal: eu amo, você ama, nós ama, eles ama.

LINGUAGEM FORMAL E INFORMAL

1) Linguagem formal é aquela em que se usa o padrão formal da língua, isto é, aquela ensinada
na gramática, seu uso se dá em situações mais formais.

ESTRANGEIRISMO É o processo que introduz palavras vindas de outros idiomas na língua portuguesa. Um dialeto é a forma como uma língua é realizada numa região específica. até mesmo os próprios símbolos são neologismos. É bom ressaltar que não existe um padrão certo e um errado. chuá. galicismo (do francês). O estrangeirismo (ou peregrinismo) possui duas categorias: 1) Com aportuguesamento: a grafia e a pronúncia da palavra são adaptadas para o português. decorrentes da cultura lá existente. verbalização e sufixação. bju. as palavras recebem nomes específicos. ker. para fins pejorativos ou não. miar.  Uma de suas principais expressões é o dialeto. flw. REGIONALISMO É o conjunto das particularidades linguísticas de uma determinada região geográfica. aglutinação. piar. os neologismos são criados a partir de processos que já existem na língua: justaposição. De acordo com o idioma de origem. etc) e na linguagem do msn (blz. Podemos dizer que neologismo é toda palavra que não existia e passou a existir. ou artificial. cataplaft. Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ 2) Linguagem informal é aquela em que se usa o padrão informal da língua. . tibum. abc. O certo é você adaptar sua fala de acordo com a situação. próprio do ser humano e da linguagem. ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. etc. ou seja. qq. O neologismo está presente na representação de sons (puf!. Geralmente. independente do tempo de vida e de como surgiu. é aquela usada em situações que não requer tanto rigor. NEOLOGISMO É um fenômeno linguístico que consiste na criação de uma palavra ou expressão nova. t+. xau. =( (triste). É apontada nas gramáticas normativas como um vício de linguagem. uma vez que estes representam a linguagem não verbal e são considerados como parte da língua: =) (feliz). etc).  Exemplo: abajur (do francês "abatjour") 2) Sem aportuguesamento: conserva-se a forma original da palavra. Vrum!. vc. Nesta última. "variedade geolinguística" ou "variedade dialetal". Cientificamente este conceito é conhecido por "variação diatópica". Pode ser fruto de um comportamento espontâneo. tais como anglicismo (do inglês). como nas conversas com amigos ou com a família. prefixação.

Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ Exemplo: mouse (do inglês "mouse“) GÍRIAS É um fenômeno de linguagem especial usada por certos grupos sociais pertencentes à uma classe ou a uma profissão em que se usa uma palavra não convencional para designar outras palavras formais da língua com intuito de fazer segredo. "juridiquês" (dos profissionais de carreira jurídica). JARGÃO É o modo de falar específico de um grupo. o jargão dos especialistas em informática. EXERCÍCIOS Questão 1 (ENEM 2006) Aula de português . A certa altura. humor ou distinguir o grupo dos demais criando uma linguagem própria (jargão). o jargão dos médicos. o médico deveria falar de uma maneira mais simples. um deles disse: "Em relação à dona Fabiana. um conjunto de termos específicos usados entre pessoas que compartilham a mesma profissão. Imagine que você foi a um hospital e ouviu um médico conversando com outro. termos com os quais os dois estão acostumados. São exemplos de jargões profissionais o chamado.“ É provável que você tenha levado algum tempo até entender o que o médico falou. Assim: "Bem. ou seja. O jargão profissional não deve ser confundido com a gíria nem com linguagem técnica. especialmente no Brasil. sem problemas" O jargão profissional é um jargão caracterizado pela utilização restrita a um círculo profissional. o prognóstico é favorável no caso de pronta-suspensão do remédio. por exemplo. Isso porque ele utilizou. Existe. Com a paciente. embora às vezes sejam usados ao mesmo tempo pelas mesmas pessoas. com seu colega de trabalho. o "economês" (dos profissionais de Economia e jornalistas especializados em Economia e mercado) e o vício do gerundismo próprio dos profissionais de telemarketing e vendas. geralmente ligado à profissão. a senhora pode parar de tomar o remédio. etc. dona Fabiana.

o outro. Não era . o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. esquipáticas. atropelam-me. achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda. sequestram-me. E) diferentes épocas. sabe lá o que quer dizer? Professor Carlos Gois. breve língua entrecortada do namoro com a priminha. e vai desmatando o amazonas de minha ignorância. Não se descobriu o erro. Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. 1979. repeliu a insolência. Rio de Janeiro: José Olympio. Passar a vida inteira assim no toco.) Explorando a função emotiva da linguagem. D) textos técnicos e poéticos. de Graciliano Ramos. a língua. Eis parte da cena: Não se conformou: devia haver engano. Bem. (Carlos Drummond de Andrade. Questão 2 (ENEM 2006) No romance Vidas Secas. Esquecer para lembrar. O português são dois. B) diferentes regiões do país. o poeta expressa o contraste entre marcas de variação de usos da linguagem em: A) situações formais e informais. mistério. ele é quem sabe. entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria? O patrão zangou-se.Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ A linguagem na ponta da língua tão fácil de falar e de entender. e Fabiano perdeu os estribos. Já esqueci a língua em que comia. em que pedia para ir lá fora. em que levava e dava pontapé. aturdem-me. C) escolas literárias distintas. bem. Figuras de gramática. (…) Com certeza havia um erro no papel do branco. A linguagem na superfície estrelada de letras.

91.) O texto destaca a diferença entre o português do Brasil e o de Portugal quanto: (A) ao vocabulário. (Ruy Castro.3).) Que importa que uns falem mole descansado Que os cariocas arranhem os erres na garganta Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais? Que tem se os quinhentos réis meridional Vira cinco tostões do Rio pro Norte? Junto formamos este assombro de misérias e grandezas.4-5). 78. Ano VIII.ª ed. Vidas Secas. Por exemplo. Questão 4 (ENEM 2007) As dimensões continentais do Brasil são objeto de reflexões expressas em diferentes linguagens. (C) à pronúncia. porque calcinhas femininas são cuecas. Pertence a variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho: A) “Não se conformou: devia haver engano” (ℓ. Questão 3 (ENEM 2005) Leia com atenção o texto: [Em Portugal].) No fragmento transcrito. não adianta pedir para ver os ternos — peça para ver os fatos. . Meias são peúgas. (Não é uma delícia?).1). Viaje Bem.4).11).Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ preciso barulho não. (B) à derivação. (D) gênero (E) à sintaxe. Rio de Janeiro: Record. D)“entregando o que era dele de mão beijada!” (ℓ. E) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou” (ℓ. você poderá ter alguns probleminhas se entrar numa loja de roupas desconhecendo certas sutilezas da língua. B )“e Fabiano perdeu os estribos” (ℓ. 2003. no 3. Esse tema aparece no seguinte poema: “(…. C)“Passar a vida inteira assim no toco” (ℓ. (Graciliano Ramos. Suéter é camisola — mas não se assuste. Paletó écasaco. o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário.

E) literário e popular. pela concisão da linguagem. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo). ela me apresentou aos amigos: Este é meu neto. Como quem dissesse no Carnaval: aquele menino está fantasiado de palhaço. Aquela preposição deslocada me fantasiava de ateu. você deve. B) linguístico e econômico. Ele foi estudar no Rio e voltou de ateu. Minha avó entendia de regências verbais. Questão 106 – Enem 2013 Até quando? Não adianta olhar pro céu Com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer E muita greve. b) cunho apelativo. C) racial e folclórico. nome de vegetal! (…. e) originalidade.Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ Brasil. São Paulo: Martins Editora.) O texto poético ora reproduzido trata das diferenças brasileiras no âmbito: A) étnico e religioso. Mas todo-mundo riu. E fez. Poesias completas. Ela disse que eu voltei de ateu. pela predominância de imagens metafóricas. E mais: eu acho que buscar a beleza nas palavras .)” (Mário de Andrade. 2001 (fragmento). Ela falava de sério. c) tom de diálogo. 6. As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto a) caráter atual. Rio de Janeiro: Sony Music. d) espontaneidade. pelo uso de linguagem própria da internet. Porque aquela preposição deslocada podia fazer de uma informação um chiste. pode crer Não adianta olhar pro chão Virar a cara pra não ver Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer! GABRIEL. você pode. pelo uso da linguagem coloquial. 1980. D) histórico e geográfico. pela recorrência de gírias. Questão 117 – Enem 2012 Cabeludinho Quando a Vó me recebeu nas férias. ed. O PENSADOR.

Por depois ouvi um vaqueiro a cantar com saudade: Ai morena. Disponível em <www. b) a importância de certos fenômenos gramaticais para o conhecimento da língua portuguesa. chama Maria. chama Luzia Vai. Mas aquele verbo novo trouxe um perfume de poesia à nossa quadra. Óia eu aqui de novo. Eu não disiliminei ninguém. De outra feita. “disilimina esse” e “eu não sei a ler”.mus. Vem cá morena linda Vestida de chita Você é a mais bonita Desse meu lugar Vai. Aquele a preposto ao verbo ler. chama Raque Diz que tou aqui com alegria. o autor desenvolve uma reflexão sobre diferentes possibilidades de uso da língua e sobre os sentidos que esses usos podem produzir. e) a valorização da dimensão lúdica e poética presente nos usos coloquiais da linguagem. QUESTÃO 100 Óia eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo pra xaxar Vou mostrar pr’esses cabras Que eu ainda dou no couro Isso é um desaforo Que eu não posso levar Que eu aqui de novo cantando Que eu aqui de novo xaxando Óia eu aqui de novo mostrando Como se deve xaxar. M. ao meu ouvir.Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ é uma solenidade de amor. o autor destaca a) os desvios linguísticos cometidos pelos personagens do texto. chama Zabé. Aprendi a gostar mais das palavras pelo que elas entoam do que pelo que elas informam. Aprendi nessas férias a brincar de palavras mais do que trabalhar com elas.luizluagonzaga. Com essa reflexão. São Paulo: Planeta. Cabeludinho. Comecei a não gostar de palavra engavetada. No texto. BARROS. Memórias inventadas: a infância.br > Acesso em 5 mai 2013) . não me escreve / que eu não sei a ler. A. d) o relato fiel de episódios vividos por Cabeludinho durante as suas férias. (BARROS. no meio da pelada um menino gritou: Disilimina esse. 2003. c) a distinção clara entre a norma culta e as outras variedades linguísticas. Aquela que não pode mudar de lugar. a exemplo das expressões “voltou de ateu”. ampliava a solidão do vaqueiro. E pode ser instrumento de rir.

. chama Luzia” (E) “Vem cá. Sírio Possenti defende a tese de que não existe um único “português correto”. morena linda. ano 5. Gramática na cabeça. entre outras coisas. chamou minha atenção para os que falam assim: . QUESTÃO 128 Em bom português No Brasil. que vive descobrindo essas coisas. não existe apenas um português correto. (C) moldar a norma padrão do português pela linguagem do discurso jornalístico. Minha amiga Lila. O verso que singulariza uma forma do falar popular regional é (A) “Isso é um desaforo” (B) “Diz que eu tou aqui com alegria” (C) “Vou mostrar pr’esses cabras” (D) “Vai. A própria linguagem corrente vai-se renovando e a cada dia uma parte do léxico cai em desuso. (POSSENTI. maio 2011 – adaptado). vestida de chita” QUESTÃO 116 Só há uma saída para a escola se ela quiser ser mais bem-sucedida: aceitar a mudança da língua como um fato. no mundo real da escrita. (B) reservar o emprego da norma padrão aos textos de circulação ampla. Isso deve significar que a escola deve aceitar qualquer forma de língua em suas atividades escritas? Não deve mais corrigir? Não! Há outra dimensão a ser considerada: de fato. tanto do singular como do plural: tudo é “a gente”). que valeria para todas as ocasiões: o estilo dos contratos não é o mesmo dos manuais de instrução. Assim sendo. Não é somente pela gíria que a gente é apanhada (aliás. não se usa mais a primeira pessoa. Língua Portuguesa. chama Maria. (D) adequar as formas da língua a diferentes tipos de texto e contexto. S. n.Assisti a uma fita de cinema com um artista que representa muito bem.Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ A letra da canção de Antônio Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. o dos editoriais dos jornais não é o mesmo dos dos cadernos de cultura dos mesmos jornais. as palavras envelhecem e caem como folhas secas. o dos juízes do Supremo não é o mesmo dos cordelistas. Ou do de seus colunistas. 67. o domínio da língua portuguesa implica. saber (A) descartar as marcas de informalidade do texto. (E) desprezar as formas da língua previstas pelas gramáticas e manuais divulgados pela escola.

e) originalidade. vão andar no passeio em vez de passear na calçada. Folha de S. evidenciando que (A) o uso de palavras novas deve ser incentivado em detrimento das antigas. pela concisão da linguagem. você pode. Comprarão um automóvel em vez de comprar um carro. vestido de roupa de banho em vez de biquíni. Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ Os que acharam natural essa frase. você deve. (B) a utilização de inovações do léxico é percebida na comparação de gerações. pode crer Não adianta olhar pro chão Virar a cara pra não ver Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer! GABRIEL. Rio de Janeiro: Sony Music. Paulo. As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto a) caráter atual. (SABINO. c) tom de diálogo. d) espontaneidade. (E) o modo de falar específico de pessoas de diferentes faixas etárias é frequente em todas as regiões. pegarão um defluxo em vez de um resfriado. 13 abr. carregando guarda-sol em vez de barraca. cuidado! Não saber dizer que viram um filme que trabalha muito bem. E irão ao banho de mar em vez de ir à praia. no espaço e em diferentes classes socioculturais. 1984) A língua varia no tempo. 2001 (fragmento). pela predominância de imagens metafóricas. pelo uso de linguagem própria da internet. b) cunho apelativo. pelo uso da linguagem coloquial. Viajarão de trem de ferro e apresentarão sua esposa ou sua senhora em vez de apresentar sua mulher. F. O PENSADOR. O texto exemplifica essa característica da língua. (C) o emprego de palavras com sentidos diferentes caracteriza diversidade geográfica.Enem 2013 (Variações linguísticas no Enem) Até quando? Não adianta olhar pro céu Com muita fé e pouca luta Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer E muita greve.  Questão 106 . pela recorrência de gírias. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo). . (D) a pronúncia e o vocabulário são aspectos identificadores da classe social a que pertence o falante.

Rio de Janeiro: Nova Aguilar. se bem que no convescote apenas lambiscasse. depois de fintar e engambelar os coiós. . O melhor era pôr as barbas de molho diante de um treteiro de topete. 24. pelo que carecia muita cautela e caldo de galinha. jogando com pau de dois bicos. ia ao corte e logo voltava aos penates. Nada de bater na cacunda do padrinho. Poesia e prosa. aguava as plantas. L. J. 2007 (adaptado). caçoar Tugir Murmurar Liró Bem-vestido Copo d'água Lanche oferecido pelos amigos Convescote Piquenique Treteiro de topete Tratante atrevido Abrir o arco Fugir Bilontra Velhaco FIORIN.Enem 2012 (Variações linguísticas no Enem) Texto I Antigamente Antigamente. era capaz de entrar no couro. ridicularizar Tunda Surra Mangar Escarnecer. os pirralhos dobravam a língua diante dos pais e se um se esquecia de arear os dentes antes de cair nos braços de Morfeu. e antes que se pusesse tudo em pratos limpos. pois levava tunda. para evitar flatos. C. As línguas mudam. mesmo que não entendesse patavina da instrução moral e cívica. Os bilontras é que eram um precipício. n. nem escapulia do mestre. Texto II Expressão Significado Cair nos braços de Dormir Morfeu Debicar Zombar. nem de debicar os mais velhos. Não ficava mangando na rua. O verdadeiro smart calçava botina de botões para comparecer todo liró ao copo d’água. sem tugir nem mugir. Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ ver resposta  Questão 3 Questão 115 . Ainda cedinho. In: Revista Língua Portuguesa. 1983 (fragmento). out. ANDRADE. D. Não devia também se esquecer de lavar os pés. ele abria o arco.

d) o português brasileiro apoia-se no léxico inglês para ser reconhecido como língua independente. que itens lexicais outrora produtivos não mais o são no português brasileiro atual.Colégio Múltiplo Ensino – PREVEST – PORTUGUÊS – DANIELY CAMPOS BARTZ Na leitura do fragmento do texto Antigamente constata-se. e) o léxico do português representa uma realidade linguística variável e diversificada. Esse fenômeno revela que a) a língua portuguesa de antigamente carecia de termos para se referir a fatos e coisas do cotidiano. pelo emprego de palavras obsoletas. b) o português brasileiro se constitui evitando a ampliação do léxico proveniente do português europeu. c) a heterogeneidade do português leva a uma estabilidade do seu léxico no eixo temporal. .

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