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FACULDADE DE TECNOLOGIA DE AMERICANA

FATEC – AM

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM:
PRODUÇÃO TÊXTIL;GESTÃO EMPRESARIAL
ANALISE E DESENVOLVIMENTO DE
SISTEMAS E LOGÍSTICA

NOÇÕES DE DIREITO EMPRESARIAL

PROF. JOSÉ LUIZ RONDELLI
A disciplina “NOÇOES DE DIREITO
EMPREARIAL”, é ministrada no(s) Curso(s)
Superior(es) de Tecnologia em “Produção
Têxtil”;“Gestão Empresarial”;“
Desenvolvimento de Sistemas” ;“Logística”e
“Jogos Digitais” da Faculdade de Tecnologia
de Americana, embasada na legislação
nacional e na doutrina jurídica vigentes.

O conteúdo aqui exposto é sintetizado em
linguagem popular, visando transmitir ao
acadêmico dos Cursos de Tecnologia acima
enunciados, noções e conceitos elementares
da ciência do direito, dirigido às práticas do
cotidiano na atividade profissional para a qual
se prepara o acadêmico.

Contudo, alterada a legislação ou inovada a
doutrina e o entendimento dos conceitos
jurídicos e sociais aplicados, reserva-se o
autor no direito de promover as alterações e
adaptações de conformidade com a
possibilidade, necessidade, conveniência e
oportunidade em comum com a instituição.

Prof. José Luiz Rondelli

INTRODUÇÃO À CIÊNCIA DO DIREITO

VOCÁBULO:

O vocábulo “Direito” é imensamente amplo, pois designa inúmeras
realidades. E, em conseqüência dessas realidades não é possível
formular uma definição do termo “Direito”. Porém, com a finalidade de
iniciar um estudo do vocábulo, podemos traçar algumas linhas de
análise em relação aos objetivos que implicam no uso da palavra
“Direito”.

Quando essa palavra “Direito” se relaciona a objetos, o seu significado
corresponde à idéia de “reto”, “plano”, “aprumado”; “direito”;

Quando o vocábulo se relaciona à qualidade das pessoas, por exemplo,
ele pode corresponder a: “íntegro”, “honesto” , “correto”, “direito”;

Quando a palavra pretende designar “ações” ou “fatos humanos”, pode
corresponder àquilo que é: “justo”, “reto”, “direito”, portanto, de
conformidade com as regras e normas estatuídas pela sociedade.
Normas essas que permitem aos membros dessa sociedade a faculdade
de “praticar” ou deixar de praticar os atos da vida civil.

E quando esse vocábulo “direito” se relaciona com os aspectos jurídicos,
passa a corresponder à “Ciência das Normas Obrigatórias”, que
disciplinam as relações das pessoas vivendo em sociedade.

Para compreendermos melhor, essas definições, vamos procurar colocar
em prática a aplicação do vocábulo em frases exemplificativas:

a) – O direito não permite o duelo;
b) – O Estado tem o direito de legislar;
c) – A educação é direito da criança;
d) – Cabe ao direito estudar a criminalidade;
e) – O direito constitui um setor da vida social.

Nestas cinco situações, podemos constatar que a palavra direito tem
significados diferentes.

à regra social. através da doutrina e da jurisprudência dos tribunais. “bem” e “pessoa”. já o significado da palavra se dirige à faculdade. Neste contexto. esportivos. a ciência do direito. Enquanto. todo mundo. é necessário se compreender também a diferenciação entre “coisa”. Então. “bem” deve ser compreendido como . E a multiplicação de “famílias” convivendo e se relacionando. das coisas e dos bens no mundo jurídico. que necessitam de regras que disciplinem essa convivência. que proíbe a atitude humana. seja por parte do Estado e ou por parte da sociedade. DA ORDEM SOCIAL: Enfim. decretar e fazer cumprir as leis. invocando a proteção a um interesse próprio e pessoal. Portanto. que vão dando a interpretação ao fato ou fenômeno social. “coisa” é tudo o que existe obviamente no universo conhecido. e o relacionamento entre os seus membros. na alternativa “c”. visa o estudo da regulamentação das normas de conduta social e a aplicação dessas normas na vida em sociedade. Portanto. em algum momento. do que é devido por justiça à criança. ao poder e à prerrogativa do Estado em criar. no mundo jurídico. se dirige à norma obrigatória. pois. o significado da palavra se depreende do fenômeno da vida social. a vida em sociedade compreende a regulamentação das relações das pessoas. Na alternativa “b”. a palavra tem o significado. Na alternativa “d”. culturais. que passam a conviver e a procriar. A idéia de sociedade surge do fato de dois “seres humanos” de sexos opostos. artísticos. formando a “família”. podemos apreender que o significado do vocábulo. à lei. ao lado dos fatos econômicos. formam o “clã” ou “tribo” e as tribos formam a nação e o povo. o direito constitui também um fato social. Por sua vez. o vocábulo se dirige à Ciência e ao Estudo das Normas Jurídicas. E na alternativa “e”.Na alternativa “a”. usou o vocábulo. para afinal se delimitar o campo de atuação do direito.

a personalidade. Contudo. ou de outro universo desconhecido. pela capacidade de discernimento. reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático. Essa ciência vem se desenvolvendo. de forma gradativa e constante. retornando ao nosso mundo jurídico conhecido. o desenvolvimento. ou seja. caracterizada pela personalidade. representantes do povo brasileiro. sob penalidades e castigos. é da necessidade da criação de regras e normas que regulamentem a sociedade humana. podemos deduzir que tudo o que existe no universo conhecido e que não detenha a capacidade de discernimento ou a personalidade é “bem” ou “coisa”.coisas raras e úteis ao ser humano. a ambição. Nas sociedades modernas. E no mundo jurídico é toda entidade natural ou moral com capacidade para ser sujeito de direitos e deveres. a liberdade. pluralista e sem preconceitos. o bem-estar. uma entidade alienígena. Caso surja. que provocam sua cupidez. o desejo de posse e propriedade sobre esse “bem”. ou seja a Lei Maior. E “pessoa” é a criatura humana. Ela surge a partir da Constituição Federal. destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais. ou neste mundo jurídico conhecido. desses três conceitos. fundada na harmonia social e comprometida. conhecida também por “Carta Magna”. a segurança. Nela encontramos os princípios constitucionais que regem a nação e o povo brasileiro. ou seja. neste contexto. com a solução pacífica das controvérsias. homem. obrigando a sociedade rever sua ordem jurídica para se reorganizar e organizar as novas relações. neste planeta. . FONTES DO DIREITO: A LEI – É a fonte primária do direito. a ordem jurídica sofreria um colapso ou seja a diminuição súbita de poder e de força. na ordem civil. na ordem interna e Internacional. é que nasce a “Ciência do Direito”. essas regras e normas vão se aperfeiçoando e se transformando em conceitos permanentes. a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna. que detenha a capacidade de discernimento. Então. poderíamos dizer que estaríamos falando em direito interplanetário ou intergaláctico. mulher. aceitos ou impostos à sociedade na forma de “Leis” que obrigam a todos os membros dessa sociedade. ou seja. Portanto. como enunciado em seu preâmbulo: “Nós. Inicialmente com base no uso e no costume do clã ou da tribo.

o Estado na busca da distribuição da Justiça. pela experiência dos julgados. CLASSIFICAÇÃO DO DIREITO A ciência do direito. não encontra na lei os elementos necessários para a distribuição da justiça e do direito. como o relacionamento das pessoas não se restringe ao contexto do país onde a nação e o povo está inserido. Como já dissemos. que vão consolidando o entendimento de determinado assunto. na distribuição da justiça e do direito.” Portanto. . em primeiro lugar busca a aplicação da lei ao fato social concreto. sociológicos e sociais. quando o Estado.promulgamos. na organização da sociedade brasileira. o planeta é o limite do seu relacionamento. é a segunda fonte do direito. para melhor estudo e aplicação da lei e da norma aos casos concretos. no transcorrer do tempo.É o conjunto de decisões judiciais que vão sendo acumuladas através dos julgamentos dos Tribunais. nas mais diversas sociedades do mundo moderno. possuem as suas normas de conduta e leis próprias que as regem. e muito mais amplo. a lei. que se dedicam aos estudos jurídicos. Porém. passamos a falar em direito internacional e direito nacional. ou “Constituição Federal”. e a correta aplicação do direito. O COSTUME – Quando ainda. a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. vem evoluindo de forma que. ele então buscará na mais remota fonte os fundamentos e diretrizes da própria sociedade. Ou seja. Então considerando que cada país. o Estado não encontrar nas fontes anteriores a aplicação do direito na distribuição da justiça. Daí então encontramos a ciência do direito dividida em “ramos”. necessita de uma divisão que passou a se denominar “Ramos das Ciências Jurídicas” ou “Ramos do Direito”. A DOUTRINA – O trabalho dos estudiosos do direito. filosóficos. sendo regulamentadora do fato social no tempo e no espaço é a principal fonte do direito. o conceito da distribuição do direito é muito mais abrangente. para a solução dos problemas. as normas jurídicas nascem na “Lei-Maior”. uma vez que para as pessoas o mundo. cada povo e cada nação. ele vai buscá-los nos ensinamentos dos doutrinadores. Pois. sob a proteção de Deus. A JURISPRUDÊNCIA .

como por exemplo: do “direito securitário”. pois. ela vai se transformando. RAMOS DO DIREITO NATURAL INTERNACIONAL PÚBLICO DIREITO PRIVADO CONSTITUCIONAL POSITIVO ADMINISTRATIVO PENAL PUBLICO ELEITORAL TRÂNSITO TRIBUTÁRIO/FINANCEIRO NACIONAL CIVIL COMERCIAL/EMPRESARIAL PRIVADO TRABALHO PREVIDENCIARIO CONSUMIDOR CRIANÇA E ADOLESCENTE É importante ressaltar que esta “ramificação do direito” não é permanente ou definitiva. que de acordo com a consolidação de seus conceitos e sua normatização. . vão se acrescendo na classificação e ramificação do direito no mundo jurídico conhecido. do “direito cibernético”. de conformidade com as mudanças sociais. criando novos campos. novas áreas.

não é criado pela sociedade. que se origina da própria natureza social do homem que é revelado pela conjugação da experiência e razão. DIREITO NATURAL: É aquele que se compõe de princípios inerentes à própria essência humanas. mas pelos princípios fundamentais do Direito Positivo os princípios que constituem o Direito Natural são entre outros: "o bem deve ser feito". que se impõem às pessoas e às instituições. é um conjunto de normas jurídicas promulgadas. "o direito de constituir família". a fim de que se tenha um ordenamento jurídico substancialmente justo. sob a coação ou sanção da força pública. independe de ato de vontade por refletir exigências sociais de natureza humana. eterno e imutável e pertencem a todos os tempos. pois. etc. É constituído pelos princípios que servem de fundamento ao Direito Positivo é constituído. dada em oposição à de Direito Natural. no seio do povo. O Direito Natural não é escrito. que brota da própria vida. e não de regras. que nasce. não por um conjunto de preceitos paralelos ao Direito positivo. "as leis da natureza". seu caráter é universal. "dar a cada um o que é seu".. "direito à vida e à liberdade". O direito natural não pode ser afetado por qualquer lei. isto é. para distinguir o conjunto de regras jurídicas em vigor. "não lesar a outrem". "o direito de reproduzir".. nem é formulado pelo Estado como o adjetivo natural indica. que forçosamente deverão ser consagrados pela legislação. no seu sentido de dever de consciência. comuns a todos os homens. que tem raízes. Não são elaborados pelos homens e emanam de uma vontade superior porque pertencem à própria natureza humana. DIREITO POSITIVO É o conjunto de normas estabelecidas pelo poder político que se impõem e regulam a vida social de um dado povo em uma determinada época denominação genérica.Passemos então a conceituar cada um dos ramos do direito. para reger sua vida interna com a proteção da . é um direito espontâneo. para que possamos ter um entendimento de cada um deles. "respeitar a personalidade do próximo". revela ao legislador os princípios fundamentais de proteção ao homem. oficializadas pela inteligência governante de conformidade com o sistema ético de referência da coletividade em que vigora o Direito Natural é o direito legítimo. mesmo que de forma sucinta.. É constituído por um conjunto de princípios. em quaisquer dos aspectos em que se manifeste é constituído pelo conjunto de normas elaboradas por uma sociedade determinada.

é o direito institucionalizado pelo Estado. é um sistema de normas objetivamente estabelecidas. . o único objeto do direito internacional público: além dos estados. DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Trata do conflito de leis no tempo e no espaço . de cidadãos de Estados Diferentes. e mesmo nas relações individuais entre pessoas de Estados e Nações diferentes. As relações interestatais não constituem. em geral. como a Cruz Vermelha Internacional. é o ramo da ciência jurídica que se preocupa em disciplinar as relações individuais. é o direito vigente e eficaz em determinada sociedade. DIREITO INTERNACIONAL É aquele que se constitui pelas normas que refletem a vida do Estado e das Nações. Deve-se conceituar o direito internacional público como a disciplina jurídica que estuda o complexo normativo das relações de direito público externo. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Conceito e objeto. ou ainda entre nacionais de estados diferentes. a Organização dos Estados Americanos (OEA) e entidades congêneres. contudo. membros que são.o que lhes empresta um reconhecimento implícito - como as Nações Unidas. ou seja. ou são de criação particular. Tais pessoas. como capazes de ter direitos e assumir obrigações na ordem internacional. de âmbito internacional. não obstante. limitando a ciência jurídica ao estudo das legislações positivas. se processam segundo princípios e normas mais ou menos aceitos universalmente e. obedecidos. a Ordem de Malta e outras associações reconhecidas. as relações entre eles. outras entidades são modernamente admitidas como pessoas internacionais. Embora não se repitam na ordem internacional as mesmas condições de coerção existentes na ordem internas dos diferentes estados. seja na forma legislada seja na consuetudinária. cuja personalidade jurídica internacional resulta do reconhecimento pelos demais estados. ou são coletividades criadas artificialmente pelos próprios estados . da sociedade internacional e comunidade universal. em todo o caso. é imprópria a expressão. ou entre eles e nacionais de outros estados. é a ordem jurídica obrigatória em determinado lugar e tempo.força social. direito Positivo foi cunhado para efeito de distinção do Direito Natural.

desde que foi proposta pelo jurista americano Joseph Story em seu The Conflict of Laws (1834. de estados soberanos diversos ou de estados autônomos federados. DIREITO CONSTITUCIONAL É o ramo do Direito Público Interno que tem por objeto o sistema de regras referentes à organização do Estado no tocante à distribuição das esferas de competência do poder político. Tais conflitos de leis ocorrem com freqüência crescente. é a Lei suprema nacional. os poderes e as atribuições do Estado. ou com os membros da comunidade política. não existe um sistema supranacional para regular as relações de direito privado entre indivíduos sujeitos a diferentes ordenamentos nacionais. o Direito Constitucional é considerado o mais importante dos Direitos públicos internos. DIREITO NACIONAL Também conhecido como “Direito Interno”. assim como no concernente aos direitos fundamentais dos indivíduos para com o Estado. de declarar os . dada a intensificação das relações entre pessoas de todo o mundo. aplicando o direito aos fatos concretos dessa nação e desse povo. em conseqüência da solução de problemas de validade de atos jurídicos praticados sob o império de legislação diferente da do lugar onde devem produzir efeito. a Lei Maior. Como dito acima. como acontece com o Direito brasileiro. Tem ele a finalidade de regulamentar os fatos sociais de uma determinada nação e de um determinado povo. a Constituição Federal. É o conjunto de normas que tem a finalidade de fixar a organização. Para essa nação e para esse povo. o Direito francês. Problemas semelhantes podem surgir em relação às conseqüências penais de atos ilícitos praticados sob jurisdição estatal diferente. ou seja.A despeito de sua designação. só admitida porque consagrada pelo uso. o direito internacional privado não tem nenhuma correlação especial ou dependência em relação ao direito internacional público. O que existe. é aquele que tem vigência em um determinado território. pois ela visa regulamentar e reger a forma de vida. Na verdade. é um conjunto de princípios para a determinação da lei aplicável a relações jurídicas que possam incidir na regulação de dois ou mais sistemas legais conflitantes. A maioria dos autores reconhece mesmo a impropriedade da denominação. etc. quer na atividade comercial. quer na vida familiar. como em geral se admite. O conflito das leis).

tudo na prevenção. que rege as atividades não legiferantes e nem judiciais próprias do Estado. DIREITO PENAL ou DIREITO CRIMINAL É o ramo do Direito Público que regula o “Poder Punitivo do Estado. aos quais se acessa. “Tratado de derecho penal. a cargos públicos em todas as esferas administrativas e funcionais. ou. regulamentar a locomoção das pessoas e das coisas. “ O conjunto de normas e disposições jurídicas que regulam o exercício do poder sancionador e preventivo do Estado. p. estabelecendo o conceito de delito como pressuposto da ação estatal. no espaço físico do mundo conhecido. e associando à infração da norma uma pena finalista ou uma medida de segurança”. distribuição e manutenção dos bens. garantindo-lhes a elegibilidade e o exercício do voto. DIREITO ADMINISTRATIVO É o ramo do Direito Público Interno. no território nacional. DIREITO DE TRANSITO É o conjunto de normas e princípios jurídicos que tem por finalidade.direitos e garantias individuais e das instituições públicas e privadas e de estabelecer os limites da atividade estatal.27). e interesses da sociedade e do indivíduo. especificamente no caso do direito interno brasileiro. v. É o conjunto de regras relativas aos serviços públicos. assim como a responsabilidade do sujeito ativo.1. através do voto universal ou paritário. DIREITO ELEITORAL É o conjunto de princípios e normas jurídicas que tem a finalidade de regulamentar os direitos e obrigações do indivíduo. DIREITO TRIBUTÁRIO/FINANCEIRO . Luis Jimenes de. ou o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem as atividades públicas que tem a finalidade última de realizar concretamente e de forma imediata os fins desejados pelo Estado. (in ASÚA.

deverá praticar os atos de mercancia como atividade lucrativa de forma habitual e permanente. E passa a tratar de forma mais objetiva a atividade econômica. especificamente os artigos 1º a 456. o direito comercial ou mesmo o direito eleitoral. 233.234. nos quais. alterando completamente o conceito. que entrou em vigor em janeiro de 2. (Lei 10. porque entra na sua esfera tudo aquilo que não lhe tenha sido subtraído por outros ramos do direito privado.003. (Angel Latorre. 1974). pgs. DIREITO COMERCIAL/EMPRESARIAL É o conjunto de normas legais ou costumeiras que regulamentam as relações derivadas da pratica de atos mercantis. e a destinação desses recursos DIREITO CIVIL É a disciplina jurídica que tem por objeto as normas que regulam as relações entre os particulares considerados como pessoas em geral e não com referências a situações ou atividades específicas que estejam submetidas a outros ramos do direito. quando declara expressamente: “Art. Coimbra. Estrutura-se em duas idéias básicas: a de ser um direito privado geral. iniciando por conceituar a figura do “Empresário”. revogou a primeira parte do Código Comercial. O Novo Código Civil Brasileiro. que passa a ser tratado como “Direito de Empresa” inserido no Livro II da parte especial. essa pessoa física ou jurídica. no seu artigo 966. como por exemplo. Livraria Almedina.É o ramo do direito público que regulamenta a arrecadação de impostos. taxas e demais tributos e rendas que visam a manutenção do Estado. Isto é. também conhecidos como atos do comércio. DIREITO DO TRABALHO .406 de 10/01/2002). “Introdução ao Estudo do Direito”. 966 – Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços”. pelo menos um das partes seja comerciante. e a de ser um direito de certo modo residual.

DIREITO PREVIDENCIÁRIO É o ramo do direito que tem por objeto o conjunto de princípios e normas que regulamentam as relações de assistência social e a distribuição dos benefícios derivados da contribuição prévia das pessoas físicas. DIREITO DO CONSUMIDOR É o conjunto de princípios e normas jurídicas que tem por finalidade regulamentar as relações de consumo entre pessoas físicas e das pessoas físicas e jurídicas em razão da contratação da aquisição de bens e serviços. visando proteger a relação de emprego existente entre duas pessoas. bem como as relações entre as entidades representativas das classes patronal e trabalhadora na ordem social. física ou jurídica. DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE É o conjunto de princípios e normas jurídicas contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).É o conjunto de princípios e normas que regulam as relações jurídicas oriundas da prestação de serviço subordinado. que visam regulamentar e proteger a criança e o adolescente. em razão do exercício da atividade econômica empresarial ou laborativa perante a Previdência Social oficial ou privada estatuída por lei. tendo em vista a condição destes como pessoa em desenvolvimento. .

apreendendo-o em seu conteúdo histórico e nas suas tendências. a fim de conseguir uma compreensão unificada do próprio Estado. Portanto. formam uma “nação”. terráquea. mesma língua. o ser humano. com as mesmas formas de relacionamento. mesma língua. vol. no planeta Terra. já dotado de entendimento. 3ª ed. percebe que a convivência com seus semelhantes. dentro de uma mesma região. essa pessoa seria americanense. Saraiva. pois. como no relacionamento humano não existem fronteiras. NACIONALIDADE E NATURALIDADE: Daí surgem os conceitos de. 1975. forma uma “tribo” ou um “clã”. Pinto Ferreira. “nacionalidade” e de “naturalidade. as “nações começam a relacionar entre si. com os mesmos costumes. mesmos costumes. facilita a sobrevivência. de forma que indivíduos ou “famílias” de outras nações passam a adotar os costumes e a conviver . podemos dizer que uma determinada pessoa é natural da cidade de Americana. com a mesma origem. com os mesmos costumes. do Pais Brasil. São Paulo. que passa a conviver com outros clãs. lhe dá condições de obter alimentos com maior facilidade e maior segurança na defesa dos perigos comuns. brasileira.27). NAÇÃO: Em determinada era. I. POVO: Porém. É desse relacionamento em grupo que surge a “família”. Teoria Geral do Estado. p. ou seja. o lugar onde se nasce e de onde se é natural. estabelecida em um determinado território. A união de inúmeras famílias.NOÇÕES DE TEORIA GERAL DO ESTADO CONCEITO A Teoria Geral do Estado é uma ciência positiva que se preocupa com o Estado em si. com as mesmas necessidades comuns.(L. que se situa no Estado de São Paulo. que está localizado no Continente Sul-Americano. Dentro deste contexto. Portanto. paulista. sul-americana. “Nação” é a união de pessoas ou de um grupo de pessoas.

E. portanto. surge então a “nacionalidade” Portanto. os caminhos de todos. pelos vocábulos res-pública que juntos significam “coisas-de-todos”. e para a “Nação” essa base física é a “pátria”. adotando os mesmos costumes. para o “Povo”.umas com as outras. com independência e soberania PÁTRIA: Por sua vez. “povo” vem a ser o contingente humano.. etc. E. Portanto. para que todos em igualdade de condições possam usufruir deles. de bens de utilidade de todos os membros dessa sociedade.. esse território se denomina “Pátria”. para a “Nação”. enfim. constitui uma sociedade. com poder de mando superior a todos os demais. essa base física é o território onde esse povo se estabelece com animo permanente. essa base física. Pois. que independentemente da “origem”. de todos. onde esta nação e este povo com os mesmos costumes e o mesmo idioma e as mesmas normas de vida se estabelecem permanentemente. se denomina “Território”. Desse vínculo existente entre o nascimento da pessoa e o território onde ele ocorre. dessa “sociedade”. passam a conviver num mesmo território. tais como as vias. toda sociedade no seu relacionamento natural necessita de bens comuns. Daí então encontramos o que se denomina “povo”. sem contudo possuírem a mesma nacionalidade. que foram definidas já na época do Império Romano. “crie” normas e “obrigue” essa sociedade a cumpri-las e “fiscalize” . a terra natal. os prédios de uso de todos. o que se denomina hoje de “República”. pátria é o lugar onde se nasce. que “alguém”. É preciso. Quando se fala na utilização das “coisas-de-todos”. diante da existência das “coisas comuns”. e até o mesmo idioma. TERRITÓRIO: A base física onde se encontra estabelecida uma “Nação” e também um “Povo”. logicamente surge a necessidade de se organizar a forma de uso de tais bens e coisas. adaptando-se ao modo de vida daquela nação escolhida. ESTADO: A convivência e o relacionamento entre os membros de uma nação e de um povo. ou seja. independentemente da vontade particular de qualquer membro dessa “nação” ou desse “povo”.

a observância de seus preceitos. ”TERRITÓRIO” e “GOVERNO SOBERANO”. usar a força. 1° . II – a cidadania.Todo o poder emana do povo. SOBERANIA É esse “poder absoluto” indivisível e incontestável de organizar-se e de conduzir-se segundo a vontade livre de seu povo e fazer cumprir suas decisões. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I – a soberania. tudo com a finalidade de se manter a união e a harmonia da convivência social. independentemente de qualquer outra vontade que não seja a desse povo.A República Federativa do Brasil. é o elemento condutor do Estado. que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente. III – a dignidade da pessoa humana. “cria” e “regula” as normas de conduta pelas quais esse povo e essa nação viverá e se relacionará com os outros povos e as outra nações. emanado de um povo. para garantir essa “independência”. o “ESTADO” é a ”entidade” que detendo o “poder absoluto” de autodeterminação e auto-organização. V – o pluralismo político. como também já vimos é a base física onde esse povo se estabelece e Governo Soberano. Povo. como já vimos é o componente humano do Estado. Já no artigo 1° da Constituição Federal o Estado Brasileiro está definido da seguinte forma: “Art. nos termos desta Constituição”. . Municípios e do Distrito Federal. formada pela união indissolúvel dos Estados. Parágrafo único: . Território. se for necessário. sem os quais ele simplesmente não existe. podendo inclusive. então encontramos o que se denomina “Estado”. IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. Aí. Sendo obrigatória a coexistência desses três elementos que são: “POVO”. que detem e exerce o “poder absoluto” de auto-organização e autodeterminação emanado desse povo. Portanto. ELEMENTOS DO ESTADO: O “Estado” é constituído de três elementos originários.

é necessário que essa nação e esse povo. não se aliena. É de se entender aí que essa autoridade é emanada do povo que se estabelece neste território e de forma unida. porque significa a unidade desse povo e dessa nação. Não se concebe e nem se pode reconhecer soberania temporária. segundo a Escola Clássica é “UNA”. Portanto. Uma nação e um povo ao se organizar em Estado soberano. “INALIENÁVEL” e “IMPRESCRITÍVEL”. porque a vontade desse povo e dessa nação é personalíssima. INALIENÁVEL. INDIVISÍVEL. é necessário que os colonizados compreendam o idioma do colonizador. seja conscientizado da importância do idioma pátrio. Observe-se neste contexto que todo povo ou nação que sofre a dominação e a colonização por outro povo ou outra nação. adotando os mesmos princípios e as mesmas normas de conduta perante outros povos e outras nações. pois é a forma como cada individuo dessa nação e desse povo se comunica. não se transfere a outrem e nem se submete a qualquer outro poder que não seja o próprio na condução de seu destino. A partir do momento em que o povo se declara independente e essa independência é reconhecida pela comunidade internacional essa soberania se torna eterna. na mesma linha de raciocínio. com os mesmos princípios para garantir sua homogeneidade e sobrevivência. pois é através do idioma que essa nação e esse povo se faz compreender e manifesta sua vontade perante toda a comunidade internacional. É através desse idioma nato ou adotado que se proclama as normas e os costumes desse povo e dessa nação.A Soberania Nacional. a primeira decisão do colonizador é a imposição do idioma. o faz em caráter definitivo e eterno. porque a soberania não pode sofrer limitação no tempo. se faz entender. ou por tempo determinado. porque não pode haver mais de uma autoridade soberana em um mesmo território. sendo o idioma o principal símbolo da soberania de uma nação e de um povo. pois. UNA. IMPRESCRITÍVEL. . SIMBOLOS DA SOBERANIA NACIONAL: IDIOMA: É o conjunto de palavras e expressões utilizadas por uma nação e um povo. “INDIVISÍVEL”.

se faz pela ordem alfabética do país sede do evento. as Bandeiras são incineradas. Em evento de luto oficial a Bandeira Nacional é hasteada a meio-mastro. INCINERAÇÃO DAS BANDEIRAS As Bandeiras que se encontram sem condições de uso em virtude de estarem rasgadas ou avariadas de qualquer forma. porque. Em evento internacional a ordem de hasteamento das bandeiras. A Bandeira Nacional sobe primeiro ao mastro no hasteamento e desce por último no arriamento das bandeiras. de 03 de junho de 1. que no dia 19 de novembro (dia da Bandeira). em Brasília. retorna ao tope do mastro e em seguida é arriada por completo. intercalando-se as bandeiras de outros paises à direita e às esquerda da Bandeira Nacional. HASTEAMENTO DA BANDEIRA: Em se tratando de hasteamento da Bandeira Nacional é necessário fazer algumas considerações importantes. a bandeira é arriada da mesma forma. a bandeira nacional fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes. ela deve ser iluminada. da Presidência da República.243. iniciando-se com o hasteamento até o tope do mastro e arriando-se em seguida a meio-mastro. símbolo de soberania deve sempre inspirar luz. Findo o cerimonial. E no exercício consciente da cidadania é que se projeta também o pleno exercício da soberania nacional. Na cerimônia de hasteamento a Bandeira Nacional sempre é levada ao mastro mais alto e acima das demais bandeiras. como se transcreve: . devem ser mantidas sob a guarda da instituição e entregue a uma unidade militar. Quando permanece exposta durante a noite. BANDEIRA NACIONAL: Como símbolo da pátria. que estará sempre no mastro central e em destaque. O hasteamento e o arriamento podem ser feitos a qualquer hora do dia ou da noite. Mesmo quando é substituída.997. mas tradicionalmente a bandeira é hasteada às 8 horas e arriada às 18 horas. o novo exemplar deve ser hasteado antes que a bandeira antiga seja arriada. em solenidade prevista no artigo 162 do Decreto n° 2.e exerce a cidadania.

HINO NACIONAL: Música. ateia fogo às Bandeiras previamente embebidas em álcool. a alta significação das festividades a que se está procedendo. e que representam as armas de uma nação. capitalista ela é o símbolo que de imediato demonstra nas relações internas e externas o desenvolvimento econômico e mesmo social desse povo e dessa nação. O cerimonial da incineração de Bandeiras é realizado da seguinte forma: I . pois. MOEDA : É um dos símbolos de maior representatividade da soberania nacional. em princípio a mais antiga e de ótimo comportamento.o Comandante faz ler a Ordem do Dia alusiva à data e na qual é ressaltada. com a tropa na posição de "Sentido".terminada a leitura. Na sociedade moderna. são depositadas as Bandeiras a serem incineradas.numa pira ou receptáculo de metal. uma praça antecipadamente escolhida da Organização Militar. II . Parágrafo único.” BRASÃO NACIONAL: Conjunto de peças. .incineradas as Bandeiras. geralmente marcial ou solene. figuras e ornatos dispostos no campo do escudo ou fora dele. As cinzas são depositadas em caixa e enterradas em local apropriado. regido pelo mestre da Banda de Música. prossegue o cerimonial com o canto do Hino à Bandeira. III . acompanhada de um texto e que exalta o valor de uma nação. ela representa o poder econômico-comercial de uma nação e de um povo. colocado nas proximidades do mastro onde se realiza a cerimônia de hasteamento da Bandeira.“Art 162. com fé e patriotismo. no interior das respectivas Organizações Militares ou lançadas ao mar. IV .

quase na sua totalidade. às empresas e demais entidades privadas existentes no país e aos estrangeiros. cada um deles regulam o seu funcionamento. pelas quais. também em atividade no país. o "Poder Executivo" tem a função de regulamentar e fazer cumprir as leis editadas. configuram a estrutura do Estado. entidades estatais e mesmo entre particulares e o próprio "Estado". configurando o "Estado Democrático" que para as nações européias e americanas. Esses "Três Poderes".PODERES DE ESTADO: O Estado tem o "poder público" ou "poder estatal" que é exercido em relação aos cidadãos. pelas quais se regerá a conduta social do povo. como pessoas físicas ou entidades privadas estrangeiras. E. é na atividade do "Poder Executivo" que o povo e as pessoas. e o "Poder Judiciário" tem a função primordial de resolver os conflitos e as lides entre particulares. Enquanto o "Poder Legislativo" tem a função precípua de editar as leis. individualmente. cada um desses "poderes" tem suas "normas administrativas internas". são independentes e harmônicos entre si. esse "poder" é exercido através do "PODER LEGISLATIVO". percebem a aplicação física do poder estatal. "PODER EXECUTIVO" e "PODER JUDICIÁRIO". comumente denominadas "Regimento Interno". . Por sua vez. Porém.

capaz de adquirir direitos e obrigações na esfera jurídica. quer oriundas do contrato. desde seu nascimento até sua morte. pessoalmente tais direitos. mas a lei põe a salvo desde a concepção os direitos do nascituro. ou a ordem privada. só pode ser imaginado em função do homem vivendo em sociedade. por estes mesmos julgadas obrigatórias. as obrigações que se estabelecem de indivíduo para indivíduo. como ser vivente e detentor de consciência. tais como o usufruto e ainda as questões que se ligam à transmissão da propriedade "causa mortis". Mas isso não significa que todos possam exercer. E. como o domínio e o direito real sobre coisas alheias. que se pode chamar também de "Direito Civil". tem capacidade para ser titular de direitos e obrigações na ordem civil. quer provenientes da lei. a personalidade civil do ser humano começa do nascimento com vida. Esse direito privado. na quase totalidade dos países. os direitos reais sobre as coisas próprias. INCAPACIDADE E CAPACIDADE CIVIL Já foi dito que todo ser humano. Assim. quer derivadas do delito. ciência social que é. no mundo moderno. Em outras palavras “personalidade” é a capacidade do ser humano. a mera circunstância de existir confere ao ser humano a possibilidade de ser titular de direitos. Direito privado é o que regula as relações entre os homens tendo em vista o interesse particular dos indivíduos. direitos e obrigações no mundo jurídico conhecido. PESSOA NATURAL: A lei considera "Pessoa Natural" o ser humano. Por outro lado não se pode conceber a vida social sem se pressupor a existência de certo número de normas reguladoras das relações entre os homens. De conformidade com o artigo 2º do Código Civil. Tais normas determinam de um modo mais ou menos intenso.NOÇÕES DE DIREITO CIVIL CONCEITO: O direito. o comportamento do homem no grupo social. A isso se chama "personalidade". Ele disciplina as relações humanas que surgem dentro do âmbito familiar. manifestar sua vontade em relação às suas necessidades. embora lhes conferindo a prerrogativa de serem .

praticar quaisquer atos jurídicos. III – os que mesmo por causa transitória. e os que. E são elencados no artigo 4º do Código Civil: "Art. III – os excepcionais. Parágrafo único – A capacidade dos índios será regulada por legislação especial. Ao fazer essa distinção. pois eles. afim de submetê-los a um regime legal privilegiado. Portanto. aqueles que não podem. 3º . São "absolutamente incapazes". numa pessoa. sem desenvolvimento mental completo.São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil: I . 4º . distinguindo-os em "absolutamente incapazes" e "relativamente incapazes". por uma condição de falta de maturidade necessária para julgar de seu próprio interesse ou falta de entendimento para decidir o que lhe convém ou não. que por ainda não possuir um desenvolvimento intelectual completo. não tiverem o necessário discernimento para a prática desses atos. por enfermidade ou deficiência mental. ou à maneira de os exercer: I .” .os menores de 16 anos. não puderem exprimir sua vontade. A lei arrola os incapazes. "incapacidade" é o reconhecimento da inexistência. capaz de preservar seus direitos. nega-se-lhes a possibilidade de pessoalmente os exercerem. são eles colocados na classe dos incapazes. II . II . a lei. relativamente a certos atos. necessitam de uma assistência na prática dos atos da vida civil. de conformidade com o artigo 3º do Código Civil: "Art. daqueles requisitos que a lei acha indispensáveis para que ela exerça seus direitos na ordem social. Segundo a lei os "relativamente incapazes" são aqueles.titulares de direitos.São incapazes. os viciados em tóxicos.os maiores de dezesseis anos e menores de dezoito anos. por si mesmos. por deficiência mental. tem uma única finalidade que é proteger os incapazes. IV – os pródigos. tenham o discernimento reduzido.os ébrios habituais.os que.

CAPACIDADE CIVIL PLENA

Os seres humanos, dotados de personalidade, de conformidade
com o seu desenvolvimento intelectual, em determinado
momento, ou mediante determinadas situações jurídicas adquirem
a “capacidade plena” para a prática dos atos da vida civil. Essa
capacidade é assegurada pelo Estado na forma preconizada no
artigo 5º do Código Civil:

“Art. 5º - A menoridade cessa aos dezoito anos completos,
quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida
civil.

Parágrafo único – Cessará para os menores a incapacidade:

I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro,
mediante instrumento público, independentemente de
homologação judicial,ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o
menor tiver dezesseis anos completos;
II – pelo casamento;
III – pelo exercício de emprego público efetivo;
IV – pela colação de grau em curso de ensino superior;
V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de
relação de emprego, desde que, em função deles, o menor com
dezesseis anos completos tenha economia própria.”.

EXTINÇÃO DA PESSOA NATURAL

A pessoa natural se extingue pela morte, quando então cessa para ela
a capacidade da prática dos atos da vida civil. Porem, não se extingue
aí a personalidade, uma vez que esta se estende pelo tempo,
mediante seus atos pretéritos, para com os sobreviventes, e que
constituíram fatos perenes no mundo jurídico conhecido. Pois, os atos
da vida civil, por ela praticados na constância de sua existência,
geraram direitos e conseqüentes obrigações em relação às pessoas,
aos bens e às coisas, nas quais ela esteve envolvida durante sua vida.
E, para que essa personalidade perdure através dos tempos a “pessoa
natural” cria e constitui no mundo jurídico o que se denomina “Pessoa
Jurídica”.

PESSOA JURÍDICA:

Como dito acima, a pessoa natural, também denominada "pessoa
física" é o ser humano, assim considerado pelo sistema jurídico. Mas o
ser humano não é eterno. Ele perece. Pode durar quando muito cem
anos ou cento e poucos anos. No entanto, as instituições que ele cria
atravessam os tempos. Como o ser humano não tem o atributo da
perenidade, resolveu atribuir a outras entidades certos atributos que
só o ser humano físico tinha. Surge assim a "pessoa jurídica". Ela
existe, porque o ser humano, sabendo que não é eterno, precisa
perpetuar-se através do tempo.

Como tudo o que existe no mundo jurídico conhecido, se rege em
razão dos interesses da pessoa humana em relação aos bens, às
coisas e às pessoas, e diante dessa limitação natural do ser humano,
o Código Civil, regulamentador dessa convivência, institui a “pessoa
jurídica” em duas esferas: “Pessoa Jurídica de Direito Público” e
“Pessoa Jurídica de Direito Privado”.

PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO:

Ao estatuir a “Pessoa Jurídica de Direito Público”, o Código Civil a
estabelece em duas categorias: “Pessoa Jurídica de Direito Público
Interno” e “Pessoa Jurídica de Direito Público Externo”.

As pessoas jurídicas de direito publico interno que detêm as funções
sociais de zelar, proteger e administrar a Nação, o Povo e o Estado,
estão definidas no artigo 41 do Código Civil, da seguinte forma:

“Art. 41 – São pessoas jurídicas de direito público interno:
I – a União;
II – os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
III – os Municípios;
IV – as autarquias;
V – as demais entidades de caráter público criadas por lei.”

Essas funções sociais da “pessoa jurídica de direito público” são
exercidas por pessoas físicas, que o Código Civil classifica de
“agentes”. Contudo, elas, pessoas jurídicas são responsáveis por
danos causados a “terceiros” por atos desses “agentes”.

Enfim, estes “agentes” são as pessoas físicas, que detêm o “poder de
Administração” para a condução do Estado e a realização da vida na
comunidade social.

Por sua vez, as “pessoas jurídicas de direito público externo” são os
Estados estrangeiros e todas as pessoas que forem regidas pelo
“Direito Internacional Público”.

PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO:

As “Pessoas Jurídicas de Direito Privado” são assim chamadas, em
virtude de se originarem da vontade individual do ser humano, com a
finalidade de realizar os objetivos particulares de seus instituidores,
perpetuando ao longo do tempo a execução, de suas atividades no
mundo jurídico, independentemente da presença física de seus
criadores. Essas “pessoas jurídicas de direito privado”, estão elencadas
e definidas no artigo 44 do Código Civil:

“Art. 44 – São pessoas jurídicas de direito privado:

I – as associações;
II – as sociedades;*
III – as fundações.”

 Sobre as sociedades o assunto é abordado no Item denominado
“ Direito de Empresa”

PESSOA JURÍDICA ASSOCIAÇÃO:

Também chamada de “corporação”, são constituídas por um grupo de
pessoas (associados ou corporados) na defesa de interesses comuns,
como as associações, ou os Conselhos, por exemplo: o Conselho Federal
de Medicina; a Ordem dos Advogados do Brasil; os Sindicatos, etc...

Sua instituição se dá com o registro de seus estatutos junto aos órgãos
oficiais, como “Cartório de Registro de Títulos e Documentos”; Receitas
Federal, Estadual e Municipal e também Secretarias e Conselhos Oficiais,
que são responsáveis pela fiscalização das atividades associativas.

As “associações” são constituídas pela união de pessoas que se
organizam para fins não econômicos, ou seja, não podem ter finalidade
de obtenção de lucros ou qualquer tipo de renda que represente
vantagem econômica para o(s) associado(s). Portanto, toda e qualquer
arrecadação realizada pela “associação”, deve ser empregada única e
exclusivamente para a sua manutenção.

A lei. a ajuda mútua e criação e manutenção dos filhos. Trata-se de um patrimônio que se destina a determinada finalidade social. Fundação é uma organização que gira em torno de um patrimônio. obedecidas as formalidades legais. COUNHÃO PARCIAL DE BENS: . Esta união perante a legislação civil. Tendo em vista que a “Fundação” é de finalidade social. que podem ser: Comunhão Parcial de Bens. cumpridos certos requisitos. atribui "personalidade" a esse acervo de bem. esse patrimônio será transferido a uma outra entidade fundacional que dê continuidade à finalidade social para a qual esse patrimônio foi destinado. Separação Total de Bens ou Comunhão Universal de Bens. Neste caso. seu patrimônio não pode ser distribuído. e sim unicamente gestores da finalidade às quais ela foi instituída. pelo qual os cônjuges se unem. como a fidelidade sexual. atribui-lhe a capacidade de ser titular de direitos e obrigações na ordem jurídica. seus dirigentes não são proprietários do patrimônio. a “Fundação” seja extinta. ou seja. prevê também o regime de bens adotados pelo casamento. direitos e obrigações. REGIMES DE CASAMENTO: Como o casamento é um contrato bilateral de vontades. consiste no contrato bilateral e solene. estabelecendo a mais estreita comunhão de vida e de interesses e comprometendo-se a criar e educar os filhos deste casamento.PESSOA JURÍDICA FUNDAÇÃO. DIREITO DE FAMÍLIA: CASAMENTO: É a união entre um homem e uma mulher. por qualquer razão. jurídicamente ele preve dentre os deveres e direitos intríncsecos. Caso. legalizando suas relações sexuais. uma vez que não constitui propriedade de seus fundadores e dirigentes. para a constituição de uma família.

As exclusões estão elencadas no artigo 263 do Código Civil Brasileiro. preparando-os para a vida em sociedade. obrigando-se a administrar os bens e as pessoas dos filhos. em segundo lugar. mesmo na constância do casamento. existe o direito dos filhos em ter a companhia dos pais. inicialmente representado e posteriormente assistido por seus pais ou responsáveis legais. sujeito de direitos na esfera jurídica. Pois. A PESSOA DOS FILHOS É a pessoa natural gerada e nascida com vida.Regime matrimonial em que todos os bens e as dívidas. com as exclusões apenas decorrentes de lei. em que os bens adquiridos por qualquer dos cônjuges não se comunicam ao outro. que os pais detem em relação aos filhos. sempre o direito prevalecerá em seu favor. implica na aquisição do seu direito de pai ou de mãe em ter a presença e companhia do filho. PODER FAMILIAR: É o poder-dever. nessa relação jurídica a lei deve proteger o direito da parte mais fraca. e prover a manutenção das necessidades básicas e elementares do filho. E. O exercício do Poder familiar é nato. ambos os cônjuges são obrigados a participarem da manutenção das despesas necessárias à sobrevivência da família. que nessa condição exercem o “Poder Familiar”. e por isso. O exercício do poder familiar implica primeiramente na obrigação do seu detentor em. havidos na constância do casamento. Porém. Porém. e surge do fato do nascimento do filho com vida. são comuns a ambos os cônjuges em igualdade. antes de existir o direito dos pais em ter a companhia dos filhos. COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS: Regime matrimonial em que se tornam comuns entre os cônjuges os bens e as dívidas anteriores e posteriores ao matrimônio. levando-se em conta que os filhos são fruto da união conjugal independentemente da sua vontade. SEPARAÇÃO DE BENS: Regime matrimonial. . promover o atendimento.

bens são aquelas coisas que. POSSE. Entretanto. COISAS. com intenção de tê-la para si e de defende-la contra a intervenção de outrem. Para a economia política. ninguém se dará ao trabalho de armazená-las. Portanto. etc. é relativo. mas como ele é abundante na natureza. e a recebeu por empréstimo. Enquanto "bens" são coisas que. Portanto. É o poder que tem a pessoa de dispor fisicamente de uma coisa. aos quais se atribui um valor econômico. são bens econômicos as coisas úteis e raras. Na posse. por serem úteis e raras. locação. PATRIMÔNIO. . se existirem em abundância na natureza. não é um bem econômico. pois. O patrimônio de um indivíduo é representado pelo acervo de seus bens. conversíveis em dinheiro. são suscetíveis de apropriação e contém valor econômico. "coisa" é tudo o que existe objetivamente no universo conhecido. ou que possuam valor econômico. ou seja.. são objetos de apropriação privada. tudo o que existe nesse universo conhecido além dele é coisa. sendo úteis ao homem. esse "poder" detenção da coisa. pois o "possuidor" nem sempre é dono dessa coisa. existem em quantidade limitada no universo. provocam a sua cupidez e. sendo úteis aos homens. "patrimônio" é um conjunto de bens de propriedade de um indivíduo. por conseguinte. Assim nada mais útil ao homem do que o ar atmosférico. o único ente que possui personalidade é o homem. ainda dentro do conceito econômico.DIREITO DAS COISAS: BENS. nem todas as coisas úteis são consideradas bens. na esfera jurídica. porque só elas são suscetíveis de apropriação.. pode-se definir bens econômicos como sendo aquelas coisas que.

"contra todos". na posse o direito do consumidor é limitado e condicionado em relação à propriedade. isto é. OBRIGAÇÃO DE DAR. Por sua vez. É também a vinculação de natureza jurídica que consiste no dever de "dar". na "obrigação de dar coisa incerta". Na "obrigação de dar coisa certa". forma.. como a celebração de contratos. É a submissão plena de uma coisa a uma pessoa. a coisa a ser entregue não é considerada em sua individualidade e sim no gênero a que pertence. a coisa é perfeitamente identificada em suas características. a coisa é identificada genericamente. pois em tese. através do tipo. .. CONCEITO: Direito que regula os deveres de uma ou umas pessoas relativamente à outras. Nessa modalidade de obrigação. como tamanho. "fazer" ou "deixar de fazer" alguma coisa em proveito de outrem.PROPRIEDADE. podendo ser exigido e defendido "erga omnes". na doação e mesmo no dever de restituir a coisa recebida a título de empréstimo. qualidade e espécie. peso. certa ou incerta e se verifica na venda. o direito que tem essa pessoa de usar e reivindicar essa coisa e dela gozar e dispor de forma ampla. Aquela que consiste em um dever positivo de entregar coisa móvel ou imóvel. cor. Ela será mencionada através de referências a esse gênero e à quantidade. É o direito "absoluto" de uso. etc... Nessa modalidade de obrigação. espécie. etc. em virtude de atos por elas praticados . se estabelece entre as partes um vínculo. DIREITO DAS OBRIGAÇÕES. são iguais. através do qual o devedor se compromete a entregar ou a restituir ao credor um objeto perfeitamente determinado. ou seja. Enquanto na propriedade o direito é "absoluto". que se considera em sua individualidade. gozo e disposição de um bem.

No momento exato do falecimento. se apresenta como o conjunto de princípios jurídicos que disciplinam a transmissão do patrimônio de uma pessoa que morreu. vol VII 10 Ed. em um "não fazer". ABERTURA DA SUCESSÃO. donde decorre uma vantagem para o credor. CONCEITO: Na conceituação do mestre Silvio Rodrigues.. Decorre de uma proibição legal ou contratual. a titulariedade dos direitos do "falecido" deve ser transmitir desde o preciso instante de sua morte. . a seus sucessores. em conseqüência de seu falecimento. são comuns as cláusulas contratuais que proíbem uma das partes a se estabelecer em determinado bairro. Nas relações comerciais.OBRIGAÇÃO DE "FAZER". realizar uma tarefa. Em sentido objetivo. É a obrigação que tem por objeto um ato do devedor. Direito das Sucessões. pg. a seus herdeiros a título universal. ou a fazer concorrência com vizinho. quer eles tenham ou não conhecimento do fato. A sucessão "causa mortis" se abre com a morte do autor da herança. “o Direito as Sucessões. por exemplo. DIREITO DAS SUCESSÕES. A obrigação negativa. Como não se pode conceber direito sem titular. o domínio e a posse da herança se transmitem aos herdeiros legítimos e testamentários do "de cujus". se extingue com sua morte. é o conjunto de normas reguladoras da transmissão dos "bens" e "obrigações" de um indivíduo. como também na prática de um ato jurídico. Saraiva. consistente em praticar um ato.. consiste numa abstenção. OBRIGAÇÃO DE "NÃO FAZER". Na obrigação de fazer. etc.”(in Direito Civil. o devedor se vincula a um determinado comportamento. 3). Isto porque. Pode ela constar de um trabalho físico ou intelectual. a capacidade da pessoa humana para ser titular de direitos e obrigações na esfera do direito.

revestida de solenidade prescrita pelo legislador. no instituto de preservar a riqueza representada por aquele espólio. convocando os eventuais herdeiros do falecido. HERANÇA. ou seja. Patrimônio deixado por quem faleceu a ser transmitido aos herdeiros legítimos e ou testamentários. de acordo com a ordem preferencial da lei. depois de pagos os impostos e tributos devidos pela sucessão "causa mortis". ordena a sua arrecadação para o fim de entregá-lo aos herdeiros que aparecem e comprovarem tal condição. que se processa por força da lei. . O Estado. HERANÇA VACANTE. não se sabendo se tais herdeiros existem ou não. e entregue os bens a um "curador". no caso de ter o testador herdeiros necessários. por qualquer herdeiro e que judicialmente. encontra-se a sucessão testamentária. o legislador permite a disposição de bens por "testamento". A herança jaz. Ao lado da sucessão legítima. ou seja. para que venham se habilitar na herança.SUCESSÃO LEGÍTIMA. com intervalo de 30 (trinta) dias. só pode o testador dispor da metade de seus bens. A que ocorre por força de lei. este juiz. foi declarada de ninguém. ou seja. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA. Com efeito. um administrador nomeado pelo juiz para conservar e administrar tais bens. descendentes ou ascendentes. HERANÇA JACENTE. pois. permanece parada enquanto não se apresentam os herdeiros do falecido para reclamá-la. É aquela cujos herdeiros ainda não são conhecidos. não havendo disposições de última vontade lícitas em contrário. que deriva da manifestação de última vontade. visto que a outra metade constitui a reserva daqueles herdeiros que ela tem direito. mandará publicar editais com o prazo de 06 (seis) meses. reproduzidos três vezes. nessa hipótese. É a herança que não foi disputada com êxito. Efetuada a arrecadação da herança jacente. apenas limita essa liberdade de disposição.

regulamenta o “Direito de Empresa”. passados esses 05 (cinco) anos. nesse prazo de 05 (cinco) anos. o Estado devolverá os bens da herança a esse herdeiro. finalmente. cessando para o herdeiro o direito de pleiteá-la. acrescentando-se a identificação empresarial. ou seja. uma atividade social. em seu Livro II. E. o juiz fixará o início do prazo de 05 (cinco) anos. este último é o Empresário que exerce profissionalmente a atividade econômica de prestação de serviços. Aí então encontramos a “sociedade em comum”. em vigor. Na sentença judicial que declarar vacante a herança.Se. não se apresentar nenhum herdeiro que prove tal condição e transcorrido 01 (um) ano da conclusão do inventário. . iniciando pela caracterização e definição da pessoa do “Empresário”. Se. a empresa era constituída em nome da pessoa física. “Empresário é quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços”. Assim o é nas mais variadas atividades econômicas praticadas pelo ser humano na vida civil. este tipo de empresa era conhecido como “Firma Individual”. “Astrogonildo Baluarte”.” Isto significa que a pessoa física dotada da personalidade jurídica mediante seu registro de nascimento junto ao Cartório do Registro Civil. a herança se incorpora ao patrimônio do Poder Público. findo o qual os bens passam definitivamente para o domínio do Estado. DIREITO DE EMPRESA O Código Civil Brasileiro. Na legislação anterior. após a publicação dos editais. se apresentar e se habilitar algum herdeiro. também é responsável pela pessoa jurídica “Astrogonildo Baluarte-Prestadora de Serviços”. também conhecida como sociedade de fato ou sociedade irregular. como por exemplo: “Astrogonildo Baluarte-Prestadora de Serviços. o juiz declarará vacante os bens. SOCIEDADE NÃO PERSONIFICADA: Quando se fala em “sociedade” é preciso atentar para a ocorrência do fato que surge da relação de duas ou mais pessoas em realizar em proveito delas próprias e da comunidade. Então.

Ou seja. só obterá êxito se o provar através de prova documental. Tendo em vista que a função primordial da lei é a regulamentação do fato social. é constituída por duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas. traz à legalidade a atividade empresária denominada “economia informal”. Por outro lado. que congregam esforços e recursos para obtenção de fins comuns. desde que esse “modo” seja lícito. A “Sociedade Simples” adquire a personalidade jurídica através do registro do Contrato Social junto ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas. o Código Civil ao conceituar a “sociedade em comum”. ou seja aquela instituída por “Contrato Social ou Estatuto” devidamente registrado perante os órgãos públicos que lhes conferem a “personalidade jurídica”. na legislação anterior era denominada Sociedade Civil. Ou seja. científica. o objeto da sociedade não é a exploração da indústria e do comércio de bens. as pessoas físicas que instituírem a sociedade. através da titulação “Sociedade não Personificada”. podem provar a existência dessa sociedade por qualquer modo. SOCIEDADE PERSONIFICADA: Por seu turno.Apesar desse tipo de sociedade ser irregular ou de fato. . qualquer pessoa física ou jurídica. Ao regulamentar esse tipo de sociedade. que não exercem “atividade empresária”. encontramos a “Sociedade Personificada”. Dentro dessa conceituação encontramos a “Sociedade Simples” e a “Sociedade Empresária”. que pretender exigir ou defender seus direitos e interesses em relação a uma “sociedade comum”. literária ou artística. que no seu registro recebida a identificação “S/C” (Sociedade Civil). a lei já define a forma do seu reconhecimento através do disposto no artigo 987 do Código Civil. E. Isto significa que qualquer sócio que pretenda provar a existência da sociedade no campo da “economia informal”. quanto aos resultados da atividade social. ela gera direitos e obrigações no mundo jurídico. A “Sociedade Simples”. só podem provar sua existência nas relações entre si ou mesmo em relação a terceiros por escrito. O seu objeto ou atividade é de natureza intelectual. uma vez que existe real manifestação de vontade entre as partes contratantes e mesmo em relação a terceiros.

EMPRESA POR AÇÕES: É a empresa instituída por “Estatuto Social”. direitos e obrigações. nos termos da legislação civil. (Exemplo: “Gonçalves Dias & Cia. é a união de duas ou mais pessoas físicas. Na Assembléia. através do “Contrato Social” onde se estabelecem o limite da responsabilidade dos sócios em relação à empresa constituída. em princípio. comumente conhecida como “Empresa”. perante as Juntas Comerciais dos Estados. A denominação da sociedade em comandita simples se forma na razão social adotando o patronímico do(s) sócio(s) comanditado(s) acrescido da expressão “& companhia”. cujo capital social se constitui de bens. O(s) sócio(s) comanditário(s). no que tange à responsabilidade de cada sócio até o limite do capital social registrado. cujo capital social é dividido em “Ações”. com responsabilidade limitada ao valor de sua quota. ou jurídicas que se organizam para realizarem uma atividade com objetivo “produtivo-econômico-financeiro”. .” É importante esclarecer que pelo menos um dos sócios comanditados seja empresário. EMPRESA POR QUOTAS DE RESPONSABILIDADE LTDA: É a empresa. O(s) sócio(s) comanditado(s) com responsabilidade ilimitada e solidária pelas obrigações sociais. SOCIEDADE EM COMANDITA SIMPLES A sociedade em comandita simples. A “Sociedade Empresária”. é a sociedade formada por duas categorias de sócios: Os “comanditados” e os “comanditários”. constituída por Contrato Social ou Estatuto e adquire sua “personalidade jurídica” através do Registro Público de Empresas Mercantis no SINREM(Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis). e seus administradores são eleitos em “Assembléia de Acionistas”.Por sua vez encontramos o que se pode identificar como “Sociedade Empresária”. os votos são representados pelas ações de cada sócio com direito a voto. denominada “Sociedade Anônima”.

que possuem cotação na Bolsa de Valores.Elas podem ser de Sociedades Anônimas de “Capital Aberto”. e qualquer pessoa pode adquiri-las no mercado financeiro. que são aquelas em que as ações permanecem em poder de um Grupo de Acionistas que detem a totalidade das ações e que não são colocadas à venda no mercado financeiro. E as Sociedades Anônimas de “Capital Fechado”. . onde são comercializadas as ações de forma generalizada. ou seja.

Antes de qualquer outra coisa. Essa necessidade leva-o à busca desse alimento na natureza. descubra formas e meios de conquistar os alimentos de que necessita através da exploração dos meios que a própria natureza lhe oferece. resultando no “comerciar”. por outras coisas que não possui e que aguçam a sua vontade e seu interesse. . outros na caça. Contudo. com outras de que necessita. outros. etc. ele se resumia a umas quantas regras. Uns. COMÉRCIO: O vocábulo surge na mais elementar necessidade humana. Inicialmente. surgidos em decorrência deste tipo novo de transações. ele descobre que pode conseguir o seu sustento através de várias atividades e com elas. as regras do mar. muitas das quais se apoiavam nos costumes. O importante no Direito Comercial é que o ato praticado por um comerciante seja pertinente ao exercício do comércio. houve necessidade da regulamentação de atos e fatos específicos. ficaram elas insuficientes para dirimir todos os casos oriundos do uso da aeronave na prática do comércio. a natureza não suporta a demanda. Depois. Então o ser humano passa a cobiçar as coisas que não tem. no leite. Como o acúmulo de coisas. A característica fundamental de cada um deles é a maneira por que se exercem os atos mercantis. buscam o seu sustento nas ervas. ou seja obter alimento. conseqüentemente do comércio marítimo. por sua capacidade de discernimento. Com o aparecimento da navegação aérea. sofreu uma tríplice divisão em: Direito Comercial Terrestre. também. ele se propõe a trocá-las. Mas. que a princípio era uno. que possui sobram para a sua sobrevivência. e Direito Comercial Aéreo ou Aeronáutico. 280/281 Editora Rio. (Carlos Haroldo Porto Carrero. e se propõe a trocar com seus semelhantes as coisas que possui com fartura. o ser humano necessita sobreviver. Direito Comercial Marítimo. Mais tarde. Porém. in: “Introdução à Ciência do Direito” pgs. 1976). NOÇÕES DE DIREITO COMERCIAL Conceito: Direito Comercial é o conjunto de normas legais ou costumeiras que regulamentam as relações derivadas da prática de atos mercantis. constitui o primeiro ato de mercancia. começaram a ser aplicadas ao ar. nas quais pelo menos uma das partes seja comerciante. mas permite que ele. armazenar coisas e bens que garantam sua sobrevivência. aplicadas às transações comerciais que se realizavam em terra. o ato de comerciar se caracteriza pela vantagem econômica que o comerciante aufere com a troca obtendo lucro. Essa troca. Com isto o Direito Comercial. com o desenvolvimento da navegação e.

Na Grécia Antiga. Graduado em História e integrante da Equipe Brasil Escola (Publicado na Inernet sobre o tema “História da moeda”): O dinheiro é comumente reconhecido como um meio de troca aceito no pagamento de bens. Foi nesse contexto que os primeiros tipos de moeda começaram a ser estipulados. o metal passou a ser utilizado por algumas culturas na medida em que o mesmo começou a ganhar espaço na cultura material desses povos. através de um contrato de trabalho. a diversificação dos produtos dificultou a realização desse tipo de troca natural. os produtores inseridos neste tipo de economia utilizam dos excedentes de sua produção para estabelecerem alguma forma de escambo. E que resulta no termo “salário”. que hoje. Além disso. O fácil acesso. que significa dinheiro. Em um primeiro momento. Uma outra mercadoria comumente utilizada foi o sal. Mesmo trazendo maior mobilidade para o empreendimento de transações comerciais. Daí é que encontramos o termo “pecúnia”. De forma geral.A MOEDA: Segundo Rainer Sousa. No entanto. Diversas sociedades e regiões preservam o uso da troca em sua economia. o apelo estético e as facilidades de mensuração e transporte fizeram dele um novo tipo de moeda. a moeda serve para mensurar o valor relativo que algum tipo de riqueza ou serviço que possui. Foi só mais tarde que o metal passou a ser padronizado para fins comerciais através da cunhagem de moedas. os comerciantes costumavam utilizar algum tipo de mercadoria de grande procura. para estabelecer algum padrão monetário. Ao longo do tempo. Geralmente. é o pagamento feito aos trabalhadores subordinados. os metais utilizados no comércio eram usados “in natura” ou sob a forma de objetos de adorno como os anéis e braceletes. Com o passar do tempo. o boi (que era chamado pekus) foi utilizado como referência nas trocas comerciais. A cunhagem padronizada de moedas fez com que as peças de metal tivessem um grau de pureza e uma pesagem específica. a moeda não é usada em todas as economias do mundo. serviços e dívidas. Além disso. quando determina a forma de pagamento nos contratos de compra e venda. as . que foi usado como moeda entre os romanos e etíopes. O preço de cada mercadoria é atribuído por meio de um número específico de moedas ou cédulas que demarcam a quantidade a ser paga por esse bem. nem sempre uma única moeda serve de referência para uma mesma localidade.

Isto é. movimentando a economia. fizeram com que as moedas fossem substituídas por outras formas de pagamento. gera a circulação do título. onde o adquirente recebe o bem. Daí nasce o “crédito”. de forma a atender os interesses de quem possui o bem colocado à disposição e os interesses de quem deseja possuí-lo. E o credor repassando o título a outras pessoas. onde ambas na confiança mutua realizam a troca.medas sofreram um processo de cunhagem onde a origem da moeda e a representação de algum reino ou governante ficariam registrados. no ato da realização do negócio. A perda de espaço para o papel-moeda fez com que as moedas metálicas agora fossem mais valorizadas por sua durabilidade do que por sua beleza. Porque certifica a existência de um valor econômico e indica sempre uma operação de crédito em que o credor pode realizar imediatamente seu crédito através do desconto. ou seja. o devedor só pagará o seu débito no vencimento. as moedas são mais utilizadas para o pagamento de quantidades de baixo valor. recebendo destas o dinheiro. recebe do devedor papéis (títulos de crédito).. mediante a promessa de pagamento futuro. a lei exige que eles apresentem certas características que garantam sua validade na ordem social ou sejam: . Hoje em dia. mas o credor. o acordo de vontade das partes. Então surge a necessidade de se encontrar um meio de se realizar a troca. muitas vezes as pessoas não dispunham da quantidade necessária de moedas para a realização do pagamento na aquisição de bens e coisas. O CRÉDITO Com o desenvolvimento do comércio. como o cheque e o cartão de crédito. que converte este documento em dinheiro. CARACTERÍSTICAS DOS TÍTULOS DE CRÉDITO: Para a garantia da circulação segura do título. Uma das mais antigas moedas com o rosto de um monarca foi feita em homenagem ao rei macedônico Alexandre. O rápido processo de circulação de valores e a complexificação de economias cada vez mais integradas. TÍTULO DE CRÉDITO: É o documento pelo qual se materializa um direito creditório. O Grande. Daí nasce a “negociação”. Essa negociação se consuma num contrato.

pois. a pessoa que o detiver em seu poder recebe o valor mediante sua apresentação ao devedor. O possuidor do título é seu proprietário. em caso de perda. em todas as palavras nele contidas. o direito deve ser observado de conformidade com o teor do título. CIRCULAÇÃO DO TÍTULO DE CRÉDITO: Em relação à circulação do título de crédito. quem estiver na posse do título. sem a indicação da pessoa a favor de quem é feita a transferência. é emitido em favor da pessoa (física ou jurídica) e permite sua transferência por endosso. recebe o seu valor. podem ser de duas espécies: com a cláusula “à ordem”. Essa pessoa que recebe o título “à ordem”. para transferi-lo a quem ela quiser. A circulação do título ao portador é fácil e rápida. Ao endossar o título em branco. permitindo a sua circulação.  Autonomia: Significa que quem detiver o título de boa-fé se torna o titular do direito expresso no documento. transfere um título de crédito a terceiro. Sua circulação é difícil e mais segura.  Endosso em Branco: Consiste na aposição da assinatura do endossador (beneficiário) no verso do título. enquanto o título existir fisicamente. mas perigosa. o proprietário transforma-o em título ao portador. uma vez que. furto ou extravio. É a declaração expressa aposta no verso do título à ordem. . ou com a cláusula “não à ordem”.  Cartularidade: Significa que. mediante o ”endosso”. o seu possuidor deverá apresentá-lo para exercer o direito nele mencionado.  Ao Portador: São os que se transferem pela simples tradição. pois o titular do direito em receber o valor nele contido é da pessoa nele indicada. encontramos dois tipos: “Ao portador” ou “nominativo”.  Literalidade: Por se tratar de um documento.  Nominativo: São emitidos em nome de determinada pessoa (física ou jurídica).  Endosso: É o ato pelo qual alguém. tem a permissão do emitente do título. O título com cláusula ”à ordem”. Os títulos nominativos.

ou seja. ATOS CAMBIÁRIOS:  Saque: É o ato pelo qual se dá a origem do título de crédito. a um terceiro (tomador ou beneficiário) que é o credor do título de crédito. através de instrumento público ou particular na forma prevista no Código Civil.  Protesto: É o ato formal extrajudicial que tem por finalidade conservar e ressalvar direitos e demonstrar oficialmente a falta de pagamento de um título de crédito.  Endosso em Preto: O endossador ao transferir o título de crédito. ou seja sua emissão por parte do devedor que dá uma ordem de pagamento ou emite uma promessa de pagamento para o credor.  Aceite: É o ato pelo qual a pessoa (sacado) que recebe a ordem de realizar o pagamento do título de crédito concorda em cumprir tal ordem dada pelo emitente (sacador). satisfazendo o direito do credor. não permitindo que este transfira o título a terceiro. ESPÉCIES DE TÍTULO DE CRÉDITO:  LETRA DE CÂMBIO: Título de crédito pelo qual o emitente (sacador) dá a outra pessoa (sacado) a ordem de pagar uma determinada soma em dinheiro.  Pagamento: É o cumprimento da obrigação assumida pelo devedor. manifesta expressamente sua vontade dizendo no verso do título a forma do pagamento. Caso o credor tenha interesse em transferir o título ele só poderá fazê-lo mediante a cessão civil de credito. o emitente determina que o pagamento se dará diretamente ao credor nominativo.  Aval: É a garantia dada por terceiro de que o título de crédito será pago. O título com a clausula “não à ordem”. em tempo e lugar especificados. com o conhecimento expresso do emitente. . e indicando expressamente o nome da pessoa a quem se deve pagar. tem a finalidade não permitir a circulação deste por meio do endosso.

quando o sacado aceita a ordem dada pelo emitente(sacador). por ser um documento formal. obrigatoriamente. d) – especificar o local do pagamento e) – especificar a data e o local do saque (emissão). ou na falta do aceite. c) – a tempo certo da data: o sacador determina um prazo a contar da data da emissão do título para que se dê o vencimento da letra. da data do protesto. se contem: a) – denominação “Letra de Câmbio”. REQUISITOS: a) – denominação “Nota Promissória”.REQUISITOS LEGAIS: A Letra de Câmbio. NOTA PROMISSÓRIA: É um título de crédito. bem como o nome do beneficiário e também a assinatura do emitente (sacador). uma certa quantia em dinheiro. o vencimento da Letra de Câmbio poderá ser: a) – a vista: a letra vence na data da apresentação do título ao sacado (quem recebe a ordem). ou seja. como vencimento da letra. c) – designar o nome da pessoa que deve pagar (sacado). VENCIMENTO DA LETRA DE CÂMBIO: Por ser uma ordem. b) – ser ordem de pagamento de determinada quantia em dinheiro. b) – a promessa de pagamento de soma em dinheiro. para que tenha validade e produza os efeitos legais nela. com sua identificação. b) – a dia certo: o sacador (emitente) determina no título uma data específica para o pagamento. . pelo qual uma pessoa (o emitente) promete pagar a outra pessoa (o credor) ou à pessoa a quem este (credor) transferir o título. d) – a tempo certo da vista: o prazo para o vencimento da letra só começa a correr a partir da data do aceite. especificando a espécie de moeda.

assinatura do emitente. e) – indicação do lugar do pagamento. O cheque é um titulo de crédito de modelo vinculativo. cuja forma é fixada pelo Banco Central do Brasil e é também um título que se fundamenta na existência de um contrato de depósito de fundos existentes entre o sacador (emitente) e a instituição financeira. em favor próprio ou de terceiros. g) –data e local do pagamento. Para o cheque.. PRESCRIÇÃO: Consiste na perda do direito de ação por não ter sido exercido tal direito dentro do prazo previsto para tanto. f) – indicação do local e da data da emissão. contra fundos disponíveis em poder de instituição financeira (sacado). e) – a data do saque f) – o Local do saque. g) – assinatura do emitente (sacador). REQUISITOS: a) – denominação “cheque” deve estar inscrita no título. b) – ordem incondicional de pagar quantia determinada. o prazo prescricional para que seja proposta a ação executiva de título extrajudicial é de seis meses a contar da data da apresentação do cheque. c) – indicação do valor que deve estar escrito em algarísm0s e por extenso. c) – o nome do beneficiário. d) . . CHEQUE: É uma ordem de pagamento à vista. d) – nome do banco ou da instituição financeira que deve fazer o pagamento. ou menção de um lugar ao lado do nome do emitente.

descaracteriza o título de crédito como cheque. c) – Cheque pós-datado: É uma ordem de pagamento. ocorrendo a prescrição da via executiva. TIPOS DE CHEQUE: a) . Referido cheque deve ser sacado contra uma entidade autorizada na qual o sacador. Os fundos são separados para permanecerem à disposição do portador legitimado a receber tal importância.Contudo. emitida à data determinada. f) Cheque visado: É aquele no qual é atestada. e) – Cheque para creditar: É aquele cheque que não pode ser paga em dinheiro. O cruzamento pode ser feito pelo emitente ou mesmo pelo sacado. Pela legislação vigente a grande maioria dos cheques são nominais. O cruzamento pode ser feito em branco ou em preto. Em verdade. d) – Cheque cruzado: É o cheque identificado por duas linhas paralelas cortando o cheque.Cheque ao portador: é aquele no qual não se indica o nome do beneficiário. mas tão-somente creditado na conta bancária do beneficiário. que receberá o depósito. que este deixa de ser uma “Ordem de Pagamento à Vista”. posterior à sua emissão. deve ter fundos suficientes depositados na conta corrente. Caso o emitente não indique o nome do beneficiário. o que pela legislação vigente só é permitido sua emissão cujo valor não ultrapassar a um limite mínimo previsto na lei. o emitente ao pós-datar o cheque. no ato da apresentação do cheque na instituição financeira esta providencia a indicação do nome do apresentante. uma vez. pelo sacado. . à data do vencimento. a suficiente provisão de fundos do emitente. é possível a cobrança do cheque pela via ordinária. deve ser indicado entre as linhas o nome de uma instituição financeira. É também comumente conhecido como “cheque pré-datado”. No cruzamento em preto. indicando que o mesmo só pode ser pago de banco para banco ou a um cliente do banco sacado. b) – Cheque Nominal: é aquele onde se indica o nome do beneficiário. através da propositura da ação monitória ou ordinária. Neste caso a prescrição é de cinco anos. e passa a ser uma promessa para pagamento futuro.

reconhecendo a exatidão do título e comprometendo-se a efetuar o pagamento. preço. constituindo um saque fundado sobre crédito proveniente de um contrato de compra e venda mercantil ou de prestação de serviços. O aceite é obrigatório. vícios. c) número da fatura. j) praça do pagamento. a ser assinada pelo comprador como aceite cambial. qualidade e quantidade. não recebimento das mercadorias. e contem a discriminação da mercadoria. ii. divergências nos prazos ou preços ajustados. assimilados aos títulos cambiários por força de lei.DUPLICATA: É um título de crédito formal. e só pode ser recusado sob as justificativas: i. ou seja uma nota do vendedor que detalhando ou descrevendo a mercadoria. d) importância a ser paga em algarismos e por extenso. o número e o valor da nota fiscal obrigatória para a venda a prazo com mais de 30 dias. circulante. i) assinatura do emitente. iii. f) nome e domicilio do comprador e do vendedor. h) declaração do reconhecimento de sua exatidão e da obrigatoriedade de pagá-la. REQUISITOS: a) denominação “duplicata”. . g) clausula à ordem. ACEITE DA DUPLICATA: Constitui o aceite da duplicata a assinatura do comprador ou do tomador do serviço. por meio de endosso. e) data certa do vencimento ou declaração de ser a duplicata a vista. Este título leva esse nome por se tratar da cópia de um documento denominado “fatura”. b) data de sua emissão. É prova do conteúdo comercializado. defeitos e diferenças na qualidade ou quantidade das mercadorias.

um sistema para certificar a segurança de ambos. o comprador ou o tomador dos serviços deverá devolver a duplicata acompanhada de justificativa da recusa por escrito em até dez dias da data do recebimento. substitui o aceite da duplicata. e representa a liquidação da obrigação de pagar assumida pelo comprador ou tomador do serviço no contrato de compra e venda ou de prestação de serviço. Consiste de uma carta endereçada pelo banco do comprador. no prazo legal. c) – Protesto por falta de pagamento. VENCIMENTO E PAGAMENTO: No vencimento “à vista”. O comprovante da entrega da mercadoria devidamente assinado pelo comprador.Havendo recusa em aceitar. normalmente em paises diferentes. uma vez. ou seja. PROTESTO: Existem três tipos de protesto na duplicata: a) – Protesto por falta de aceite. que ao receber as mercadorias e não realizar nenhuma reclamação quanto suas condições. e facultativo em relação ao comprador e ao tomador do serviço. implica na aceitação e no compromisso de pagar o valor da fatura. b) – Protesto por falta de devolução. O protesto por falta de pagamento é necessário em relação aos coobrigados endossantes. a um vendedor. CARTA DE CRÉDITO: É um dos instrumentos básicos do comércio internacional. como meio de providenciar ao comprador e vendedor de uma mercadoria. O pagamento da duplicata deverá ser efetuado na data de vencimento constante do título. O mesmo ocorrendo quando o comprador simplesmente deixa de devolver a duplicata no prazo legal. autorizando-o a dispor de uma determinada quantia de dinheiro desde que se cumpram . aos custos do comprador. o vendedor ou o prestador de serviços deverá tirar o protesto. representada pela duplicata. na data da apresentação da duplicata ao sacado (comprador). Quando a duplicata é devolvida sem o aceite e o comprador não apresentar qualquer justificativa permitida em lei.

NOÇÕES DE DIREITO TRIBUTÁRIO HISTÓRICO: No mundo moderno. foi mantida pela cobrança de impostos. vendas. O Estado. Em suma. ainda que possa auferir receitas de outras fontes.  O Banco do Beneficiário: que faz o pagamento do dinheiro ao beneficiário.  O Beneficiário: é o vendedor que receberá o valor da Carta de Crédito. ao longo de treze séculos. através das instituições financeiras. principalmente em transações comerciais internacionais. o Estado além das tradicionais funções de manter a ordem interna e externa e distribuir a justiça. estruturador e desenvolvimentista.determinados termos e providenciando condicionalmente ou incondicionalmente o pagamento. “importação” e “exportação”. variando de conformidade com a época. A amplitude de suas atuações cresce paralelamente em razão das necessidades sociais. sobre pessoas. PARTES ENVOLVIDAS:  O Comprador: é quem faz o pedido ao banco de sua confiança. heranças. o lugar e os costumes da sociedade. O termo "tributo" é de origem latina e significa: “distribuir pelas tribos o dever de sustentar o Estado”.  O Banco do Comprador: é o emitente da Carta de Crédito. tem ampliado sua atuação no sentido promocional. Para tanto. é necessário que as receitas públicas se elevem de forma que o Poder Público obtenha os recursos necessários para a execução das funções públicas. A civilização romana. encontra na "tributação" o sustentáculo necessário que permite executar as funções que lhes são próprias. minas. que conferem maior garantia e segurança a todos os envolvidos. E. na verdade essa distribuição por tribos nada mais era do que repartir os encargos para a sustentação do Estado romano. a “Carta de Crédito” é uma Letra de Câmbio operacionalizada entre os interessados “comprador” e “vendedor”. .

No Brasil. a Constituição Federal. que. mediante processo administrativo e judicial. passa pela fase medieval. reunidos aos gravames impostos submetidos aos povos conquistados pelo império. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada". que tem por título "Do Sistema Tributário Nacional". * Compulsória: obrigatória. classifica e discrimina os tributos. * Que não constitua sanção de ato ilícito: O pagamento de tributo não tem caráter de penalidade. que pode ser cobrada coercitivamente. desde que possível sua expressão em dinheiro. No capítulo I(primeiro). asseguravam o funcionamento da imensa máquina estatal romana com todas as riquezas e grandezas. título de dívida pública. como ocorre com multas de trânsito ou penais. ANÁLISE DA DEFINIÇÃO LEGAL: * Prestação pecuniária: significa entrega de dinheiro. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. atribuindo a competência tributária entre a União. caracterizada por negociações e acertos entre os detentores do poder (suseranos) e evolui para a democracia. Em alguns países podem-se pagar tributos com terra. TRIBUTO – DEFINIÇÃO: A definição de "tributo" é encontrada no artigo 3° do Código Tributário Nacional: "Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. . mas também pode ser através de outras modalidades. expressa a vontade popular pelos legisladores na instituição dos tributos. * Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir: normalmente o pagamento é feito em moeda corrente. O processo histórico da tributação apresenta uma linha que inicia com a imposição pela força (injunção). janelas. como por exemplo. sanitários públicos. portas. petróleo e até com gêneros alimentícios. Estados e Municípios. vigente contém os princípios e normas que regulam o "Poder Tributário" do Estado. onde com legitimidade crescente. tributos sobre colunas. ela nomeia.propriedade imóvel. que não constitua sanção de ato ilícito.

A autoridade fiscal não pode cobrar nem mais nem menos. ainda quando provoca seu beneficio. TAXA: É o tributo cobrado de alguém que se utiliza serviço público especial e divisível. ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS: IMPOSTO: É o tributo decorrente de um fato gerador previsto em lei. de caráter administrativo. nem depois. EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO: É um tributo instituído somente pela União. e consiste na obrigação do contribuinte em entregar-lhe dinheiro. alterado ou extinto através de lei. Esse tributo é de rara aplicação no Brasil. prometendo devolvê-lo sob certas condições ou ao fim de certo tempo. através de lei complementar. mas deverá obedecer fielmente o que a lei determina. despesa especial dos cofres públicos. e. sem assegurar ao contribuinte qualquer contraprestação ou vantagem específica em seu favor. . * Cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada: a autoridade administrativa tem a competência e a obrigação de cobrar tributos. Estados e Municípios em decorrência de obras públicas que venham a promover a valorização de um imóvel do contribuinte. Estadual ou Municipal. ou ato seu. sua aplicação se toma muito difícil. nem antes. criando polêmicas e discussões intermináveis junto ao Poder Judiciário. tendo-se em vista que a avaliação da melhoria que determinada obra proporcionou a um determinado imóvel. cuja arrecadação se destina a custear as atividades de interesse coletivo.* Instituída em lei: O tributo só pode ser criado. pode ter desvalorizado outro. ou tem à sua disposição e. Federal. CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA: É um tributo que pode ser instituído pela União.

quando a lei determina ou condiciona uma conduta do "Poder Executivo". segundo a Constituição Federal. principalmente. para atender a despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública. de guerra externa ou sua iminência. NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO. Direito Administrativo é o conjunto de princípios e regras jurídicas que regem as atividades públicas que tendem a realizar direta e imediatamente os fins desejados pelo "Estado". ou. e. nas questões de ordem constitucional. tem o dever de agir por si. existem situações que . jamais ele poderá agir de forma contrária à disposição legal. porque ele sempre é executado de conformidade com a "regra" contida na própria lei. Em que pese o "Poder Executivo" possuir o poder de império. os "Estado" através do poder estatal impõe à sociedade as regras e normas de conduta. O "Poder Vinculado" é também conhecido como "Poder Regrado". E.Esse tributo. esse poder. Enquanto o "Administrador Público" está "vinculado" à lei. no caso de investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional. só pode ser criado em duas situações. ou seja. PODER DE IMPÉRIO. porém. PODER VINCULADO OU REGRADO. O "Poder Executivo" é o poder que exerce a função da aplicação da lei. se encontra vinculado à própria determinação da "Constituição Federal" e mesmo nas determinações das leis editadas pelo "Poder Legislativo". esse "dever de agir por si" denomina- se "Poder de Império" ou "Poder de Mando" que submete todos os súditos ao cumprimento das leis e normas que regem a conduta social. Pois. É na atividade do "Poder Executivo" que o povo e as pessoas individualmente percebem a aplicação física desse "poder estatal". Sendo esse poder de império limitado somente própria lei. Para a realização dos fins desejados. CONCEITO. não pode se afastar de suas regras ou determinações. PODER DISCRICIONÁRIO.

rever. entidades ou agentes inferiores. ou de "autoridade" ou "agente superior" aos inferiores. na função administrativa. PODER HIERÁRQUICO. É também o poder de "vigiar" e "impor" o cumprimento das leis e encargos. no exercício de suas funções. de vigiar.exigem a pronta atuação na condução do bem comum. "modificar" e "retificar" atos praticados pelos órgãos. É o poder que a "Administração Pública" tem ao "dar ordens" emanadas de órgãos superiores a órgãos inferiores. Pois. denomina-se "Poder Discricionário". Pois. um ato discricionário praticado pela "Administração Pública" não pode ser revisto e muito menos anulado pelo "Poder Judiciário". cabe ao "Administrador" a escolha da oportunidade e da conveniência para a prática ou não de atos administrativos em favor da sociedade administrativa. estaria deferindo a independência do "Administrador" e conseqüentemente do "Poder Executivo" por ele representado. que é exercido de acordo com o livre critério da própria "Administrativa". É o poder que a "Administração Pública" tem de "punir" as infrações ou transgressões praticadas por funcionários ou empregados do poder público. E. na ordem constitucional. implícito está que existe o "dever de obediência" por parte desses subordinados às ordens e imposições legais emanadas dos superiores hierárquicos. impor. E. Se. todo "Administrador" tem o poder de atuar com liberdade. Caso isto ocorresse. Não se pode confundir "infração funcional" com "infração penal". E. "Executivo" e "Judiciário" são "independentes" e "harmônicos" entre si. Isto é. modificar e retificar atos praticados pelos subordinados. a "infração penal" está . escolhendo a maneira e as condições mais convenientes e mais oportunas ao interesse público. enquanto a "infração funcional" ou "disciplinar" é restrita à "Administração Pública" no seu âmbito interno. A essa escolha da oportunidade e conveniência na prática administrativa. considerando que os poderes "Legislativo". PODER DISCIPLINAR. como também o poder de "rever". esse "dever de obediência" só não é exigido quando a ordem superior for "manifestamente ilegal". no "Poder Hierárquico" existe o poder de dar ordens. o "poder" que não se submete a regras.

visando sempre a garantia dos direitos da "sociedade" e o bem-comum do "povo". condicionar e coibir direitos individuais em favor do bem comum. "demissão" e "cassação" respectivamente. O superior hierárquico que deixar de "punir" o subordinação pela transgressão disciplinar estará incorrendo em crime tipificado no artigo 320 do Código Penal. quando visam a expedição de normas jurídicas de sua competência. Por sua vez. PODER REGULAMENTAR. As penas disciplinares na "Administração Pública" são sempre em ordem crescente quanto à gravidade da infração. O "Poder de Polícia" é exercido pela "Administração Pública" através da fiscalização sobre bens e atividades particulares. esse "Poder Regulamentar" pode ser exercido pelo "Executivo" através de "Decretos Autônomos". visando a convivência social e a segurança da própria sociedade. criando. tornando-se ele também um transgressor da lei. restringir. que determina o "Poder-Dever" da aplicação da punição disciplinar. Esse "Poder Regulamentar" é exercido através de "Decretos". Isto. Governador e Prefeitos) tem para tornarem explicitadas e executáveis as leis. reconhecendo. quando dentro de sua função administrativa se faz necessária. a criação de um cargo ou função administrativa. É o poder que o "Estado" tem de limitar. "multa". iniciando-se pela "repreensão". "suspensão". esse "Poder Estatal" é realizado através de "Atos Administrativos" que expressam na prática a execução da Administração Pública. . através dos quais o Chefe do Poder Executivo determina a forma e os meios pelos quais serão postas em prática as leis editadas pelo "Poder Legislativo". É o poder que as autoridades do "Poder Executivo" (Presidente da República. com a finalidade de proteger e garantir os direitos da "sociedade". Além dos "Decretos" que visam a regulamentação das leis emanadas do Poder Legislativo. modificando. PODER DE POLÍCIA.afeta ao poder do Estado em reprimir e punir as transgressões dos cidadãos às leis. impedindo abusos no exercício de direitos individuais. por exemplo. "destituição de função".

é intransferível e improrrogável pela vontade dos interessados. é ato nulo. FORMA. Portanto. entretanto. A "forma" normal do "Ato Administrativo" é a "escrita" embora existam atos consubstanciados em "ordens verbais" e até mesmo através de . esse ato administrativo se torna totalmente inválido e. tenha por fim imediato adquirir. ser delegada e avocada. É toda a manifestação unilateral de vontade da Administração Pública. sejam eles vinculados ou dicriminários. "Finalidade". ou se tenha desviado desse objetivo. ATOS ADMINISTRATIVOS. FINALIDADE. É o objetivo de interesse público que deve ser atingido pelo administrativo praticado pelo administrador público ou seus agentes. "Motivo" e "Objeto". conferida por lei ao Administrador Público e seus agentes para a prática dos "Atos Administrativos". Podendo. resguardar. transferir. ou seja. nulo de pleno direito na ordem jurídica e social. agindo nessa qualidade. É a capacidade jurídica. A partir do momento em que o ato praticado não tenha atingido o interesse público.resguardando ou extinguindo direitos e obrigações em função da sociedade de o bem-comum de um "povo". extinguir e declarar direitos ou impor obrigações aos administradores ou a si própria. desde que o permitam as normas regulamentadoras da Administração. todo ato emanado de um agente "incompetente". COMPETÊNCIA. que. Todo "Ato Administrativo" apresenta claramente a existência de cinco requisitos fundamentais para a sua formação ou seja "Competência". que não tenha poder de administração. sendo um requisito de ordem pública. É o meio pelo qual o Administrador Público exterioriza ou transmite aos subordinados e torna público os atos da Administração. A competência administrativa. modificar. portanto. que não gera qualquer eficácia na esfera jurídica. "Forma".

avaliá-la e questioná-la. que logicamente permite o pleno conhecimento por parte dos administradores. ."sinais convencionais". da vontade da Administração. OBJETO. ou seja. como ocorre com as intrusões momentâneas de um superior a um subordinado. "possível" que possa ocorrer de fato ou acontecer e. finalmente. quando o "motivo" ou a "razão" do ato não for exigido pela lei. modificação. podendo inclusive. como pode ser deixado a critério do Administrador. precisa ser definido em relação às pessoas e coisas no tempo e no espaço. o agente da Administração ao praticar o ato é obrigado a justificar a existência desse "motivo". "certo" ou seja. "vinculado". Esse motivo pode vir expresso em lei. Porém. ou seja a criação. isto é. é necessário que a forma de sua exteriorização seja a "escrita" ou "documentada". MOTIVO. não pode contrariar os princípios de ordem ética de uma coletividade. não pode contrariar a norma legal. ou seja. o Administrador pode praticar o ato administrativo sem motivação. É o conteúdo do "Ato Administrativo". coisas ou atividades levadas a efeito pela ação do Poder Público. no efetivo exercício de suas funções. "moral". Considerando-se que o "Ato Administrativo" é a manifestação da vontade da Administração em razão do interesse público. ou comprovação de situações jurídicas pertinentes às pessoas. Quando o "motivo" é expresso em lei. É a razão que determina ou autoriza a realização do "Ato Administrativo". O Objeto do "Ato Administrativo" deve ser "lícito".

ESPÉCIE DE ATOS ADMINISTRATIVOS. finalidade está tão sujeito aos textos legais como qualquer outro ato administrativo. como ocorre nos casos de despropriações. no praticar o ato discricionário é livre (dentro das opções que a própria lei prevê) quanto à escolha dos motivos (oportunidade e conveniência) e do objeto (conteúdo). ATOS DE GESTÃO. sem o uso da supremacia. usando da supremacia sobre os administradores e servidores. estará comprometendo a eficácia do ato. caso o Administrador ou Agente Público. São todos aqueles atos que a Administração pode praticar com liberdade de escolha de seu conteúdo. Enquanto ao praticar o ato administrativo vinculado. o ato discricionário no que concerne a forma. Nesses atos. sem qualquer tipo de imposição. fiscalizações. Portanto. ATOS VINCULADOS. como por exemplo. motivo. forma e objeto). Porém. competência. não podendo se afastar das determinações contidas na lei ou regulamento. a competência discricionária não se exerce acima da lei ou além da lei. etc. impõe o atendimento obrigatório. ATOS DISCRICIONÁRIOS. de sua conveniência e de sua oportunidade e mesmo do modo de realização. "Atos de Gestão" são aqueles pelos quais a Administração de equipara ao particular. . etc. Atos vinculados ou regrados são aqueles estabelecidos na própria lei ou regulamento. finalidade. a autoridade está presa à lei em todos os seus elementos ( competência. a locação de um imóvel. Por sua vez. permanecendo tão somente no campo de gerenciamento dos negócios do Estado. a Administração Pública fica quase que totalmente adstrita ao requisito legal. na prática do ato administrativo desatender qualquer requisito contido na lei ou no regulamento. tornando-o passível de anulação pela própria Administração ou pelo "Poder Judiciário". São todos aqueles em que a Administração. de seu destinatário. E. interdições. ATOS DE IMPÉRIO.

É uma faculdade conferida ao "Poder Executivo". Este tipo de Ato Administrativo é realizado através de "Resolução". LEI E RESOLUÇÃO. AVISO. . que é uma forma de administrar. São ordens escritas emanadas de superiores hierárquicos com a finalidade de orientar e especificar a execução dos serviços administrativos. "Decreto" e "Decreto-Lei ou Medida Provisória". como também com outras autoridades categorizadas. Os "Atos Administrativos" quanto à forma se apresentam através de "Lei". "Portaria". REGULAMENTO. "Regulamento". na atividade administrativa ele dirá a forma pela qual a lei será exercida na sociedade. quando o Congresso Nacional concede autorização ao Presidente da República para que se ausente do país. como Secretários de Estado. Apesar da maioria dos autores não considerar a lei como um "Ato Administrativo" é ela a declaração solene da norma jurídica. como por exemplo. "Ofício". "declara" ou "impõe" direitos e obrigações aos administrados é ela um "Ato Administrativo". a partir do fato de que a lei "cria". pela qual. "Circular". "Aviso". Enquanto resoluções são Atos Administrativos emanados do Poder Legislativo que não se constituem em lei. mediante os quais se comunicam entre si. pois.TIPOS DE ATOS ADMINISTRATIVOS. CIRCULAR E INSTRUÇÃO. São atos emanados pelos Ministros de Estado.

. pela "Medida Provisória". São as determinações ou ordens baixadas por agentes administrativos categorizados. MEDIDA PROVISÓRIA. ocorre que a Presidência da República vinha reeditando as Medidas Provisórias de forma reiterada. podendo ser favorável ou desfavorável. DECRETO-LEI. em relação à pretensão solicitada pelo administrado ou funcionário.PORTARIAS. OFÍCIO. em caráter oficial. É o ato administrativo pelo qual a Presidência da República. Essa figura foi totalmente abolida pela Constituição Federal de 1. É a fórmula escrita. Na pratica. quer podo em vigor as normas que lhes compete editar. o que é vedado pela Emenda Constitucional n° 32. Caso a Medida Provisória não for transformada em lei pelo Congresso Nacional no prazo de 60 (sessenta) dias ela perde a validade. entre subalternos e superiores e entre a Administração e particulares. que é substituído de certo modo. objetivando providências oportunas e convenientes ao bom andamento do serviço público. que tomando providências relativas às suas atribuições. em virtude de necessidade premente edita a “Medida Provisória” com força de lei.988. remetendo-a ao Congresso Nacional de imediato. Através do Decreto-Lei o Chefe Executivo concentra os Poderes Executivo e Legislativo. É a decisão proferida pela autoridade administrativa aos processos submetidos à sua apreciação. DECRETO. DESPACHO. mediante a qual normalmente o "Poder Executivo" manifesta a vontade. São comunicações escritas que as autoridades fazem entre si. É o ato pelo qual o Chefe do "Poder Executivo" legisla em virtude de delegação do Congresso Nacional.

quando todos os créditos submetidos à “massa falida” são liquidados na sua integralidade.  Condição de insolvência do devedor: A insolvência do devedor. porque todos os credores. a falta de pagamento no vencimento. não caracteriza a insolvência do devedor. em virtude da arrecadação não suportar o total da dívida. no qual todo o patrimônio de um empresário. sem relevante motivo uma obrigação líquida. a falência não pode . “prescrição da obrigação” ou qualquer outra razão de relevante valor social. decretado falido – pessoa física ou jurídica – é arrecadado. Contudo. de forma completa ou proporcional.” É execução coletiva. A impontualidade do devedor se caracteriza quando ele deixa de pagar. Essa insolvência se presume primeiramente pela impontualidade de pagamento das dívidas em seu vencimento. E de forma proporcional. por si só. com títulos de crédito vencidos. são liquidados por rateio. constituída por títulos de crédito ou títulos executivos judiciais.NOÇÕES DE DIREITO FALIMENTAR FALÊNCIA: “É o processo de execução coletiva. se revela pela incapacidade patrimonial do empresário em satisfazer normalmente suas obrigações. CARACTERIZAÇÃO DA FALÊNCIA: A falência começa a se caracterizar pela visão do(s) credor(es) que não consegue(m) o recebimento de seu(s) crédito(s) no tempo certo e determinado no contrato. que se destina ao pagamento de suas dívidas. A arrecadação do patrimônio consiste na reunião e no apossamento dos bens do falido.  Impontualidade de Pagamento. visando o pagamento da universalidade de seus credores. na data do vencimento. De forma completa. de forma completa ou proporcional. que passam a constituir a “massa falida”. satisfazendo aos credores. Se a impontualidade do devedor ocorrer por motivo juridicamente reconhecido. efetuam sua cobrança de imediato. como por exemplo: “a nulidade do título”. quando os créditos submetidos à “massa falida”.

não existe elementos de defesa em impedir a decretação da falência. o pedido de falência por parte do(s) credor(es) só pode ser feito quando a dívida para com ele(s). ou seja. desde que fundamentada em título executivo judicial ou extrajudicial. Outro requisito obrigatório que permite a decretação da falência é a “empresarialidade”. de imediato coloca à disposição do juízo e dos credores todo o patrimônio empresarial com a finalidade de saldar suas dívidas. que atenda aos requisitos “impontualidade de pagamento”. a menos que o pedido seja julgado improcedente por parte do poder judiciário em razão de erros e vícios processuais. liquido e certo. quando reconhecendo a sua incapacidade de cumprir com as obrigações empresariais. Aí então.  Falsidade do título: Sendo falso o título executivo que instrui o . cujo montante da dívida ultrapasse a 40 (quarenta) salários mínimos. devidamente protestado. requer o que se chama “auto-falência”. pelo próprio empresário. ser requerida. ultrapassar o limite previsto na lei que rege o processo falimentar. DEFESA DO FALIDO: Quando a falência é requerida pelos credores. o devedor citado para apresentar sua defesa. e pelo menos um dos seus sócios. que se consorciam para formar o montante do crédito superior a 40 (quarenta) salários mínimos. No pedido de auto-falência. REQUERIMENTO DA FALÊNCIA: A falência pode ser requerida perante o juízo competente. A falência somente pode ser decretada por sentença judicial. poderá alegar toda a matéria de fato e de direito. A falência também pode ser requerida pelos credores do empresário devedor. “empresarialidade” e “sentença emanada por juiz competente”. deverá estar registrado perante a Junta Comercial. Isso quer dizer que. o empresário. a sociedade deverá estar constituída em empresa.  Empresarialidade do devedor.  Sentença Judicial. no exercício da atividade empresária.

 Inexigibilidade de pagamento: O título mesmo produzido de forma a cumprir todos os requisitos da lei. tem o prazo de 10 (dez) dias. A prova deste fato. contados da juntada do mandado ao processo para apresentar sua defesa.  Nulidade do título: A nulidade se prova através de prova documental que demonstre a inexistência das formalidades legais para a validade do título. extingue-se a obrigação pelo adimplemento e conseqüentemente impede a decretação da falência. A prescrição deverá ser alegada pelo devedor. sob pena de não o fazendo em juízo. tácita ou expressa. ou o valor do título. pode apresentar o Pedido de Recuperação Judicial.  Apresentação de Pedido de Recuperação Judicial: O devedor. poderá ser inexigível. que impede a falência. devidamente registrado perante a Junta Comercial do estado em que o empresário desenvolveu sua atividade.  Vício em Protesto ou em seu instrumento: O vício em protesto pode ocorrer da intensão do credor. e neste mesmo prazo. em virtude de inúmeros fatos que permitem ao devedor a não pagar. visando frustrar a intimação pessoal que é feita por edital. sendo citado do processo falimentar. que é a razão central do pedido de falência. etc. não corresponder ao pedido ou ao contrato. na sua contestação a cessação da atividade empresarial que seja superior a 2 (dois) anos. em informar o Cartório de Registro de Protesto endereço diverso do devedor. pedido de falência. se comprova pelo instrumento de distrato social.  Cessação da atividade empresarial: não poderá ser decretada a falência de empresário que provar. o devedor apresentará as provas de sua alegação. que impede a decretação da falência.  Pagamento da dívida: Caso o devedor pague a dívida. ficar caracterizada sua renúncia. SOCIEDADES NÃO SUJEITAS À FALÊNCIA: . a falta de entrega da mercadoria. evitando-se assim a decretação da falência.  Prescrição da obrigação: Se o credor não exercitar o seu direito na cobrança do título no prazo legal. como por exemplo.

 Empresas Públicas: São as sociedades instituídas por lei. para a exploração de atividade empresarial. Em virtude do capital social ser na sua maior parte do Estado. através de convênios e cooperativas.  Entidade de Previdência Complementar: Entidades que tem por objeto a captação de recursos financeiros. criada por lei.  Instituições Financeiras Públicas ou Privadas: As instituições financeiras. próprios ou de terceiros em moeda nacional ou estrangeira e a custódia de valor de propriedade de terceiros. em virtude da pluralidade de associados que não administram seu patrimônio. físicas ou jurídicas. essas sociedades tem por objeto. pertença em parte superior ao Estado e parte aos acionistas particulares. mediante o recebimento de parcelas antecipadas pelo segurado. . cujo patrimônio é público.  Sociedade operadora de plano de saúde: Da mesma forma. financiar atividades de seus associados e se equiparam às instituições financeiras. cujo capital social divididos em ações. em grupos de interesses comuns na aquisição de bens ou exploração de atividade empresarial. em virtude da atividade econômica consistente na coleta. com a finalidade de financiar a previdência privada e se equiparam às sociedades coletivas.  Cooperativas de Crédito: São sociedades que tem por objeto efetuar empréstimos. para a exploração de atividades empresariais. não se sujeitam à falência.  Sociedade Seguradora: Companhias de Seguro. Se o patrimônio é do Estado se torna impossível decretar-se a falência da empresa pública. pelo Estado. intermediação ou aplicação de recursos financeiros.  Consórcios: Associação de pessoas.  Sociedade de Economia Mista: Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado. arrecadar recursos e aplicá-los em assistência à saúde. ela também não pode sofrer os efeitos da falência. Elas não estão sujeitas à falência. que administram um patrimônio para garantir um evento futuro e incerto.

extinguindo-se a empresa cindida. para decorrido certo período.  Sociedade de Capitalização: Sociedades em que os associados. incorporação fusão ou transformação de sociedades. contribuem. e extrajudicial. em função da empregabilidade e da continuidade e desenvolvimento sócio-econômico que a empresa representa na ordem jurídica. se unem para formar uma sociedade nova. A ”Cisão” é a operação pela qual a empresa transfere parcela de seu patrimônio para uma ou mais sociedades. A liquidação extrajudicial será promovida em razão de ocorrências que comprometam a situação econômica ou financeira da sociedade. LIQUIDAÇÃO DAS SOCIEDADES NÃO SUJEITAS À FALÊNCIA: A liquidação das sociedades pode se dar de forma judicial. A “Incorporação” se dá quando uma ou mais sociedades de tipos iguais ou diferentes. absorve outra ou outras sociedades. que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. com determinadas importâncias. constituídas para esse fim ou já existentes. É típica das instituições financeiras e bancos. RECUPERAÇÃO JUDICIAL: “É um procedimento que permite ao devedor apresentar um plano para sua recuperação financeira. quando é realizada em juízo. designado pelo Governo. que se extinguem. A finalidade da Recuperação Judicial. pois a “incorporadora”. extinguindo-se as empresas originárias. . quando se processa sob a direção de um liquidante. que lhes sucederá em todos os direitos e obrigações. terem direito a determinada vantagem ou uma renda mensal. A “Fusão” ocorre quando duas ou mais sociedades iguais ou diferentes. são absorvidas por outras. MEIOS DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL:  Concessão de Prazos e condições especiais para pagamento das obrigações vencidas e vincendas. é preservar a manutenção da atividade empresarial. É em suma a capitalizadora de recursos da poupança.  Cisão. sem que seja necessário deixar de operar ou requerer sua falência. especialmente quando ela deixar de satisfazer seus compromissos com pontualidade e violar as normas legais e estatutárias que regem a atividade da instituição financeira. em regra mensalmente. Na incorporação não surge nova sociedade.

que explora toda a cadeia têxtil. Compensação de Horários e de Jornada de Trabalho. e também a substituição da administração. que no interesse comum. num mesmo ramo empresarial. visando a reestruturação da empresa. PROCESSAMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL: No pedido de Recuperação Judicial o empresário apresentará o Plano.  Trespasse ou Arrendamento de Estabelecimento à sociedade constituída por empregados: Transferência do controle e administração da empresa aos funcionários. altera seu objeto passando a explorar uma única modalidade.  Alteração do Controle Societário e Substituição dos Administradores: Consiste na alteração da direção da sociedade. e passa a se dedicar a uma ou outra atividade específica. com base nos estatutos sociais. como terrenos e outras propriedades pertencentes à empresa que permitam o aumento do capital de giro da empresa. Esses Planos de Recuperação Judicial. fiação/tecelagem/tinturaria/estamparia/confecções.A “Transformação” É a operação pela qual a sociedade altera o objeto de sua atividade.  Redução Salarial. etc. mediante Convenção Coletiva de Trabalho: Visando a recuperação da empresa e a empregabilidade. . assumem o controle e a administração da empresa. demonstrando ao juízo e aos credores sua viabilidade. podem constituir de outras formas e outros meios lícitos que venham a atender a necessidade e evitar a decretação da falência.. e cumprindo as exigências legais:  Exposição das causas concretas da situação econômico- financeira da empresa. passando de uma espécie para outra. Por exemplo: Uma empresa do ramo têxtil. Ou quando ela explora várias atividades.  Constituição de Sociedade de Credores: Outro meio de se recuperar a empresa é a constituição de sociedade de credores.  Venda parcial de bens da empresa: Consiste na redução parcial do patrimônio.

 Determinação do prazo de 60 (sessenta) dias para o devedor apresentar o “Plano de Recuperação Judicial”.  Relação de todos os bens particulares dos sócios e dos administradores do devedor. o juiz deferirá o Pedido de Recuperação Judicial que surtirá os seguintes efeitos:  Nomeação de Administrador Judicial.  Determinação de apresentação de contas demonstrativas mensais enquanto perdurar a Recuperação Judicial. EFEITOS DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL: Atendidas todas as exigências acima elencadas.  Certidão de regularidade perante a Junta Comercial do Estado e das Atas de nomeação dos administradores. com a identificação e valores atualizados de cada crédito. O indeferimento do “Pedido de Recuperação Judicial” ou o .  Ordem judicial de suspensão de todas as ações ou execuções que tramitam contra o devedor.  Intimação do Ministério Público e comunicação por carta das fazendas públicas. com o respectivo enquadramento funcional de cada funcionário.  Publicação oficial no Diário Oficial e em periódico de grande circulação do Pedido de Recuperação Judicial.  Relação integral de todos os empregados.  Relação de todas as ações judiciais em que o devedor figues como parte.  Relação nominal completa de todos os credores. com os respectivos valores demandados.  Extratos atualizados das contas bancárias e aplicações financeiras do devedor e dos administradores. federal.  Certidões dos Cartórios de Protesto na comarca do domicílio do devedor. estadual e municipal.  Apresentação da demonstração contábil (balanços) dos 3 (três últimos exercícios que antecederam o pedido da falência.  Determinação judicial da dispensa de certidões negativas de débitos do devedor – exceto as de ordem tributária e para incentivos fiscais.

entregando a ele o que não for assunto de interesse da massa.descumprimento de qualquer das obrigações do devedor. no prazo de 40 (quarenta) dias contados da assinatura do “Termo de Compromisso”. importará na imediata decretação da falência.  Receber e abrir a correspondência dirigida ao devedor.  Examinar a escrituração do devedor  Relacionar os processos e assumir a representação judicial da massa falida.  Requerer ao juiz a venda antecipada de bens perecíveis. é que as ações de execuções fiscais não são suspensas e o pagamento dos tributos e a liquidação destes processos deverão constar do “Plano de Recuperação Judicial”. diligenciar a cobrança de dívidas e dar a respectiva quitação. uma vez que as obrigações tributárias permanecem e podem ser submetidas a parcelamentos de conformidade com a legislação própria. e . contratará técnicos especializados para a avaliação.  Praticar todos os atos conservatórios de direitos e ações.  Arrecadar os bens e os documentos do falido e elaborar o “Auto de Arrecadação”. se necessário advogado.  Representar a massa em juízo. mediante autorização judicial. Outro fato importante no processamento do “Pedido de Recuperação Judicial”. Caso não tenha condições e conhecimento técnico para realizar a avaliação.  Apresentar. no qual apontará a responsabilidade civil e penal dos envolvidos. ADMINISTRAÇÃO DA FALÊNCIA: A administração da falência cabe ao Administrador Judicial que desempenhará as seguintes funções:  Avisar aos credores o local e horários onde os credores terão acesso aos livros do falido. em benefício da massa.  Avaliar os bens arrecadados.  Praticar todos os atos necessários à realização do ativo e pagamento dos credores. deterioráveis ou sujeitos à considerável desvalorização ou de conservação arriscada ou dispendiosa. mediante autorização judicial. prorrogável por igual período. contratando. relatório sobre as causas e as circunstâncias que conduziram à situação de falência. cujos honorários serão previamente ajustados.  Remir. bens penhorados e legalmente retidos.

inimigo ou dependentes do devedor e. seus administradores. até 3º grau do devedor. IMPEDIMENTOS DO ADMINISTRADOR JUDICIAL E DE REPRESENTANTES DO COMITÊ DE CREDORES: São impedidas de exercer a função de “Administrador Judicial” ou de membro do comitê de credores:  Parentes ou afins.  Requerer todas as medidas e diligências que forem necessárias para a proteção da massa ou a eficiência da administração. com dois suplentes e  Um representante indicado pela classe de credores quirografários. que especifique com clareza a receita e a despesa. aprovados pelo comitê de credores.  Comunicar ao juiz caso detecte violação dos direitos ou prejuízos aos credores.  Entregar ao seu substituto todos os bens e documentos em seu poder. caso ele não seja constituído pelos credores.  Aquele que já foi administrador judicial ou membro de comitê de credores em falência ou recuperação judicial. e  Prestar contas em juízo ao final do processo. quando for substituído.  Apresentar ao juiz para ser juntado aos autos. destituído ou renunciar ao cargo.  Apurar e emitir pareceres sobre quaisquer reclamações dos interessados e  Requerer ao juiz a convocação da assembléia geral de credores. nos últimos cinco . até o décimo dia do mês seguinte ao vencido. COMITÊ DE CREDORES: O comitê de credores é representado por 3 (três) classes de credores:  Um representante da classe trabalhista.  Zelar pelo bom andamento do processo e o cumprimento da lei.  Um representante indicado pela classe de credores com garantias reais ou privilégios especiais. com dois suplentes. caberá ao juiz e ao administrador judicial o exercício das funções do comitê de credores:  Fiscalizar as atividades e examinar as contas do administrador judicial. com dois suplentes. controladores ou representantes legais.  Amigo. O comitê de credores não é um órgão obrigatório no processo falimentar. conta demonstrativa da administração.

ou teve ainda sua prestação de contas desaprovadas. .anos. e foi destituído ou deixou de prestar contas dentro dos prazos legais.

FORMAS E TÉCNICAS DE CODIFICAÇÃO LEGAL. 15ª Edição. "honesto". pag. pode corresponder a "o que é justo. ou "Direito do Trabalho". . Ed. partindo-se sempre da "Lei Maior" ou "Carta Magna". E. ou faculdade legal de praticar ou deixar de praticar um ato". "correto". no direito moderno ela se encontra dividida em diversas áreas.. é dividida em "Títulos". ou ainda em sentido jurídico. a legislação trabalhista segue um padrão técnico-lógico e sistemático na sua codificação.. A partir desses "princípios e normas gerais" encontramos os diversos "ramos do Direito". pode corresponder a "íntegro". que dita os princípios e as normas gerais.. determinam os seus sujeitos e as organizações destinadas à proteção desse trabalho em sua estrutura e atividade". pode-se dizer que: "O Direito do Trabalho é o ramo da ciência do direito que tem por objeto as normas jurídicas e os princípios que disciplinam as relações de trabalho subordinado. Enquanto "Ciência das normas jurídicas".INTRODUÇÃO AO DIREITO DO TRABALHO. etc.Nascimento. pelas quais determinada sociedade se regerá.. LTR. por exemplo. etc. CONCEITOS: A palavra "Direito" é imensamente ampla. designando inúmeras realidades. A "Constituição Federal". não é possível formular uma definição única de "Direito". Como todas as leis. o Direito Penal. comumente conhecida como "Constituição Federal". tais como: o Direito Civil. o Direito Administrativo. (In "Iniciação do Direito do Trabalho". etc. 36). "Capítulos". etc. "reto". Quando se fala em objetos. em consequência. Nosso estudo se dedicará especificamente ao "ramo do Direito Trabalhista". "Seções"... corresponde à "Ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens em sociedade". que entre inúmeras definições. "Artigos". quando se pretende designar ações ou fatos humanos. reto e conforme a lei. o "Direito Trabalhista". "aprumado". o seu significado corresponde a "plano". quando o vocábulo se dirige à qualidade das pessoas.M. A. DIREITO DO TRABALHO. etc.

"Seções". "Artigos". assim como a legislação ordinária. PRINCÍPIOS. basta seguir a ordem numérica dos artigos. PRINCÍPIOS E NORMAS JURÍDICAS TRABALHISTAS. M. que define a matéria estudada ou pesquisada. onde se enquadra a legislação trabalhista.V. ao Título e ao Livro. esta ordem é ininterrupta. etc. 1).. deve-se retornar ao artigo antecendente. Ed. "Seções". o legislador tem dois caminhos para sistematizá-las: pode fazer um "código". acrescido ainda de um parágrafo único. a simples leitura do artigo. não esclarecer suficientemente o consultor ou utilizador da lei. "Incisos". que regula a liberdade . "Consolidação" ou "Incorporação". Se. podem ainda serem divididas em "Livros". para o uso prático e cotidiano de qualquer "Código"ou "Livro de Lei". a lei nova. dividindo o tema central para facilitar esse estudo e a codificação legal. admite-se a técnica e forma de se criar um conjunto de leis. "Capítulos". Temos o que se chama na técnica jurídica. normas jurídicas esparças sobre certo ramo do Direito. no entanto. mas que não tem o caráter de lei nova pelo seu conteúdo. são utilizadas pelos legisladores e estudiosos que dedicam-se ao estudo aprofundado da norma jurídica. o "código". enquanto as divisões e sub-divisões por "Títulos". Os princípios que regem todo o ordenamento jurídico trabalhista. E. "Quando existem em determinado país. à Seção ou ao Capítulo. criar um corpo uno e harmônico. (In "Comentários à C.". "Títulos". a lei única. ou seja. isto é. para que sejam aproveitados ou alterados por outros princípios. "Alíneas" e "Parágrafos". onde desaguem os princípios anteriores vigentes.T. Pode. Há duas formas de sistematização de leis que podem ser utilizadas pelos legisladores. porque. 13ª Edição.L. porém. Forense. reunindo os textos vigentes em um todo também harmônico.Russomano. Porém. "Incisos". encontram-se elencados no artigo 7º (sétimo). o legislador adotar outra solução. através dos artigos 8º (oitavo). pag. Nesse caso desaparecem todas as leis antigas e impera somente. pelos incisos I (um) a XXXIV (trinta e quatro). "Alíneas" e "Parágrafos". ou procura-se reunir as leis já existentes em um único compêndio.

NORMAS.T. 9º (nono) e dois parágrafos... Porém. em virtude das relações de trabalho serem dinâmicas como a própria evolução humana.988. com 922 aritgos vigentes. o direito do trabalho. a única forma da norma jurídica acompanhar essa dinâmica é a sua adaptação à realidade existente.T. que na realidade é a força propulsora do progresso de uma nação. Em suma. regulamentos. As normas fundamentais do direito trabalhista se encontram "consolidadas" através do "Decreto-Lei nº 5. no que tange à proteção do trabalhador. . através dos incisos I (um) a VIII (oito) e parágrafo único. visando sempre o equilíbrio e a manutenção da ordem social. está em constante dinâmica.C.452 de 1º de Maio de 1. que é a "Consolidação das Leis do Trabalho".sindical. Daí então. que modificam e ou alteram as normas jurídicas trabalhistas contidas na C.943". que segue a técnica de codificação legal acima exposta. que entrou em vigor em 05 de Outubro de 1. e finalmente. portarias. através dos artigos 10º (décimo) e 11º (décimo-primeiro) da "Constituição Federal". que tendem a complementar a norma jurídica fundamental.L.L. etc. e outras leis ordinárias do "Direito do Trabalho". apesar de consolidadas suas normas fundamentais. a necessidade de novas leis complementares.

. de quem exige o dispêndio físico que resulta do trabalho executado. Onde uma se propõe a cumprir determinadas obrigações em troca de determinados direitos.porque a remuneração é um dos requisitos essenciais à sua existência. (Direito Social Brasileiro.É um contrato de direito privado . 132. "Contrato individual de trabalho é acordo tácito ou expresso correspondente à relação de emprego". . . reciprocamente.porque obriga as partes contratantes.É sucessivo . criando-lhe direitos e obrigações correspondentes. Com base nessa definição o autor extrai a "natureza jurídica" do contrato de trabalho.T. Nos ensinamentos de "Cesarino Junior" encontramos a seguinte definição: "Contrato Individual de Trabalho é a convenção pela qual uma ou várias pessoas físicas se obrigam mediante remuneração a prestar serviços privados a outra pessoa. afirmando ser esse contrato de trabalho um contrato de direito privado.L. É sucessivo porque se desdobra sucessivamente através do tempo. CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO Segundo o disposto no artigo 442 da C. é oneroso para o empregado. . 2ª edição). 2º volume. e vice-versa.porque é relação estabelecida na órbita das relações privadas dos cidadãos. "consensual".porque representa acordo de vontades soberanas e livres no instante da formação do contrato.É oneroso .É consensual . pag. desde o momento da formação do pacto. embora seja de interesse público. É a relação de direitos e obrigações recíprocas entre duas partes. . CONTRATO.porque se celebra o contrato de trabalho sob a intensão evidente de continuidade da relação de emprego. .. sob direção desta". "sucessivo" e dos tipos de "contrato de adesão".É sinalagmático perfeito . E assim como é oneroso para o empregador.CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO.

É celebrado na presunção de que se vai prolongar indefinidamente. As partes.é aquele realizado sem fixação prévia do seu tempo de duração. em função da forma adotada na celebração podendo ser eles: .quando os direitos e obrigações são pactuados entre as partes. . O segundo critério adotado pela C.É do tipo dos contratos de adesão . é quanto a natureza do contrato.T."Verbal" .L.L.porque via de regra. através de uma simples "conversa".muito embora não se haja feito nenhum acerto claro. O primeiro. nenhum entendimento direto e taxativo."Prazo Determinado" . o empregado apenas se limita a aceitar as condições contratuais que lhes são oferecidas pelo empregador. TIPOS DE CONTRATO DE TRABALHO. inequívoco. mediante salário."Prazo Indeterminado" . revelam implicitamente sua vontade e concordância na celebração de um contrato de trabalho. classifica os diversos tipos de contratos individuais de trabalho admitidos pelo direito brasileiro sob dois critérios.é a prestação de serviços não eventuais subordinados a outrém.."Expresso" . Pode durar uma existência inteira. . podendo ser ele por: .é aquele realizado com tempo certo de duração.é a prestação de serviços não eventuais subordinado a outrém."Escrito" . Tem ele um prazo fatal que faz com que o contrato termine automaticamente. O artigo 443 da C. mediante salário ."Tácito" . .quando as partes reduzem o pacto laboral através de um documento. onde convenciona-se de modo claro e objetivo as condições do serviço prestado O Contrato expresso pode ser: . através da continuidade de uma situação que se cria. .T.

é o contrato. não pode ultrapassar o prazo máximo de dois anos. ."Acontecimento Previsto" . Exemplo: "Determinada pessoa é contratada para pintar um quadro".T. em seu parágrafo 1º considera o prazo determinado do contrato de trabalho que dependa de algumas peculiaridades a saber: ..T. quando o trabalho a ser executado se conclui por completo.Se a natureza ou a transitoriedade do serviço justifique a determinação do prazo.O artigo 443 da C."Tipo de Serviço" . Isto é.L."Termo Prefixado" .Quando a atividade empresarial for transitória. especifica que o contrato por prazo determinado só será válido: .O contrato de experiência.L. fixem desde logo o seu tempo de duração.L. O parágrafo 2º do artigo 443 da C. . . que em hipótese alguma poderá ultrapassar a 90 dias. cuja vigência dependa de certo acontecimento.quando o tipo de serviço se caracteriza por obras certa.quando as partes ao elaborar o contrato. e o serviço será prestado durante o tempo em que tal acontecimento durar. . que segundo o disposto no artigo 445 da C.T. É o tipo do contrato de safra. .

as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos que admitirem trabalhadores como empregados.EMPREGADOR E EMPREGADO. tácito ou expresso. sendo ele pessoa natural ou pessoa jurídica. equipara ao empregador. que são o "EMPREGADOR" e o "EMPREGADO". Ao se falar em "empresa". dotado ou não de personalidade jurídica. admite. que assumindo os riscos da atividade econômica. a empresa e o empregador por equiparação.L. O parágrafo 1º do Artigo 2º da C. e. Enquanto alguns estudiosos do direito entendem que "empresa" é um sujeito de direitos na "relação de emprego". considerando: "EMPREGADOR" . Isto porque em seu todo. portanto. -Empregador por equiparação: O parágrafo 1º do artigo 2º da CLT enuncia expressamente: . os profissionais liberais.se constitui de pessoas físicas.se constitui por firmas individuais e sociedades por cotas de responsabilidade ou sociedade anônima. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. um conjunto de bens. . TIPOS DE EMPREGADOR. EMPREGADOR.A empresa individual ou coletiva. que utiliza serviços de outrem. mediante um contrato de trabalho". desde que essa avença reuna todos os requisitos jurídicos que caracterizem a relação de emprego. que se utilizam do trabalho de outrem mediante um contrato de trabalho.L. Então encontramos o empregador em geral.T. Em face dessa ambiguidade. as instituições de beneficiência.O empregador em geral . pode-se dizer que "Empregador é todo ente. .A empresa . surge divergências doutrinárias sobre o critério adotado pela C.T. Em suma o importante está no fato de que ele "contrate empregados". A lei definiu os sujeitos da relação de emprego. para outros ela seria um "objeto" do direito. a "empresa" na atualidade se apresenta como um ser invisível que cria direitos e obrigações na esfera jurídica.

formas e horários. domésticos e públicos. as associações recreativas ou outras instituiçõesa sem fins lucrativos que admitirem trabalhadoes como empregados" Em verdade. integridade física. quanto aos modos.Pessoa Física . Ela não visa proteger o trabalhador autônomo. são empregadores. para os efeitos exclusivos da relação de emprego. EMPREGADO. Isto é. . subordinada e assalariada". que depende de acontecimento incerto. como as empresas. procurar se definir trabalho eventual como sendo aquele trabalho esporádico. saúde. as instituições de beneficiência. os profissionais libeirais. com pessoas físicas. que na realidade contrata a prestação de serviços. Portanto. "É a pessoa física que presta pessoalmente para outrem serviços não eventuais. sua vida. . individuais ou coletivas. a prestação do serviço não eventual. encontramos empregadores industriais. sem qualquer dependência ao patrão. Pois o autônomo é livre. reiterado. a caracterização de empregado exige 5 requisitos a saber: .é o serviço cotidiano.Serviços Permanente .a subordinação é outro requisito essencial na caracterização de empregado. os profissionais libeirais e as instituições declaradas neste dispositivo legal.Equiparam-se ao empregador. etc. rurais. em razão da legislação trabalhista se destinar a proteger o trabalho subordinado. É preciso aqui. comerciais. constante. de caso fortúito. pois. Quanto ao tipo de atividade. Entre todos os tipos de empregadores. no cumprimento do trabalho contratado. o principal é a "empresa".é o ser humano. A proteção da lei se destina ao homem e à mulher que trabalha. como pela importância como célula econômica de produção de bens e prestação de serviços. que caracterizem a relação de emprego. realizando contratos de trabalho.Subordinação . se encontram vinculadas ao "Empregador em Geral". " #1º . tanto pelo número de trabalhadores que reune. . lazer.

repouso semanal remunerado. E. mediante subordinação".. para fins de direitos trabalhistas.A relação de emprego é também caracterizada pela prestação de serviços mediante salário pago pelo empregador. deixaria ele de ser "empregado doméstico". sendo eles os seguintes: salário mínimo.Salário . "É empregado rural aquele que presta serviços em propriedade rural. . como também todo o pessoal necessário para a administração da empresa ou atividade rural é empregado rural. "É considerado trabalhador doméstico aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa para o âmbito residencial". EMPREGADO RURAL. logicamente. ampliou os direitos do "empregado doméstico". cuida do gado. O trabalho do empregado doméstico há de ser permanente. E. não podendo ela se fazer substituir por qualquer pessoa. férias remuneradas e aposentadoria. A Cosntituição Federal de 1. possa ser exploração de uma atividade comercial ou industrial. na execução desse serviço. EMPREGADO DOMÉSTICO. sempre que houver exploração de qualquer atividade lucrativa. Isto. 13º salário. a Constituição Federal de 1.Pessoalidade . se tal fato acontecer. licença paternidade.859/72. para se excluir de doméstico todo o trabalho que embora realizado na residência do empregador. TIPOS DE EMPREGADOS. estará quebrada a vinculação contratual. Lei nº 5.988. em que de alguma forma o trabalhador participe. aviso prévio. licença gestante.O contrato de trabalho é ajustado em função de determinada pessoa. . tanto é o trabalhador que cultiva a terra. continuadamente. Pois.T.988 equiparou totalmente o trabalhador rural ao trabalhador urbano. O empregado doméstico é regido por lei especial. Pois. o serviço será prestado ao empregador por essa determinada pessoa. de finalidade não lucrativa. que é então amparado pela C.. etc. Assim.L. irredutibilidade da remuneração.

98). 429 .998." Portanto.EMPREGADO A DOMICÍLIO. Parágrafo único. o serviços permanente. (Inciso com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. EMPREGADO APRENDIZ. e que conte com a idade mínima de 14 anos. é considerado menor aprendiz. quando prestados na residência do empregador. comunicações e pesca. a partir de 14 anos de idade. "XXXIII .576. de 15. salvo na condição de aprendiz. inclusive transportes.46).12. são obrigados a empregar. O local da prestação de serviços não descaracteriza a relação de emprego. É o empregado que presta serviços no estabelecimento do empregador ou fora dele. o "empregado" efetivamente matriculado nas esolas profisionalizantes do Senai. desde que exista a subordinação. não se permitindo mais o ingresso no mercado de trabalho dos menores de 12 anos. A Emenda Constitucional nº 20. salvaguardando a condição de aprendiz.08. As frações de unidade. alterou o inciso XXXIII do artigo 7º da Carta Magna. Esses serviços.: Art.proibição de trabalho noturno. recebe o nome de "trabalhador a domicílio". quando então temos um contrato de trabalho. b) (Revogado pelo artigo 1 do Decreto-lei n 9.DOU 16. Senac e Senar. e cujos ofícios demandem formação profissional.Os estabelecimentos industriais de qualquer natureza. no cálculo de percentagem de que trata o primeiro item do presente artigo.98 . a partir de quatorze anos. de 12. . e de acordo com o disposto na CLT. e matricular nos cursos mantidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI): a) um número de aprendizes equivalente a 5% no mínimo e 15% no máximo dos operários existentes em cada estabelecimento. o salário. nem mesmo na condição de aprendiz. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos.12. de 15 de dezembro de 1. proibindo o ingresso do menor de 16 anos ao mundo do trabalho. darão lugar à admissão de um aprendiz.

de 17 de abril de 1997. comercial ou agrícola. III .A educação profissional tem por objetivos: I .qualificar.Esta norma do artigo 429 da ClT é extensiva aos demais Serviços de Aprendizagem. Portanto. empregador é obrigado a matricular o número de menores aprendizes determinados pela lei. como o Senac.especializar. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Senac. etc.208. Regulamenta o parágrafo segundo do artigo 36 e os artigos 39 a 42 da Lei nº 9. superior e de pós-graduação.proporcionar a formação de profissionais. inciso IV. com qualquer nível de escolaridade. da Constituição. no uso da atribuição que lhe confere o artigo 84. como estabelece a Lei de Diretrizes de Bases e o decreto que a regulamenta. reprofissionalizar e atualizar jovens e adultos trabalhadores. através de leis específicas. o Senar. capacitando jovens adultos com conhecimentos e habilidades gerais e específicas para o exercício de atividades produtivas. visando à sua inserção e melhor desempenho no exercício do trabalho. com escolaridade correspondente aos níveis médio. nos Cursos de Senai. Senar. IV . II .. não se pode mais manter aquela visão ou aquela imagem de que o trabalhador aprendiz é única e .394. de 20 de dezembro de 1996. 1 .promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho. aptos a exercerem atividades específicas no trabalho. aperfeiçoar e atualizar o trabalhador em seus conhecimentos tecnológicos. O Presidente da República. mas se estende a apredizagem profissional. Decreta: Art. visando a capacitação profissional da adolescência. Contudo essa profissionalização não permanece única e exclusivamente nos limites da aprendizagem industrial. específicamente nos seguintes termos: Decreto nº 2. Com base nessa nova legislação.

E. e principalmente em qualquer nível de idade.T. e sim. primeiramente na condição exclusiva de aprendiz. enquanto "diretor eleito". pelo fato de ele. sem necessáriamente se excluir a condição de aprendizagem. a educação profissional.S. enquanto perdurar o cargo de "diretor". (Tribunal Superior do Trabalho). detem o poder de rescindir o contrato de trabalho. Ou seja. e que reuna condições para o exercício de qualquer atividade produtiva. Há outros que entendem que o contrato não termina. com permanência estável e domiciliado no país. Portanto. a reprofissionalização e atuialização do trabalhador. assumir o cargo de "diretor". O empregado-acionista de sociedade anônima. pois a lei determina que o ensino profissional abrange os jovens e os adultos. A questão é ainda contravertida e de alta indagação no T. Como se vê. na qualidade de diretor não mais está subordinado às ordens da empresa. com idade igual ou superior a 14 anos. que a partir dos 14 anos. tem por objetivo fundamental a qualificação. que por "eleição" da Assembléia Geral da empresa. . forçosamente gera implicações jurídicas sérias na relação de emprego. Há os que entendem que a relação de emprego se rompe. qualquer pessoa física. exclusivamente o (a) adolescente que eventualmente se encontra matriculado nos cursos das escolas profissionalizantes. pela nova legislação. pode acessar o mercado de trabalho. ocorre uma suspensão do contrato de trabalho. E esta condição de aprendizagem. EMPREGADO ACIONISTA. permanecendo sérias dúvidas quanto à problemática. não perde a condição de empregado. desde que o montante de suas ações não se avultem ao patamar de condição de proprietário. em qualquer nível de escolaridade. não pode o empregado- acionista ser despedido por ato administrativo-contratual. e posteriormente de trabalhador. enquanto empresa contratante. pois. que esteja possibilitada para o exercício de atividade produtiva. extensiva também aos adultos. em razão da soberania da Assembléia que detem o poder de destituição. E por isso termina o contrato de trabalho. indicadas acima. todo ser humano.

S. como "empregador" e "empregado".T. inclusive para o caso de Acidente de Trabalho. anotação em carteira de trabalho.G. F. regula as relações de trabalho entre a "Mãe-Social" e a instituição de assistência social para a qual presta serviços. a instituição admite e coloca a "Mãe-Social" em uma - "casa-lar" . repouso semanal remunerado. Segundo essa lei. . mediante remuneração. férias. e consequente "Contrato de Trabalho". A lei 7. Em suma.644/87.onde terá a incumbência de residir e cuidar de certo número de crianças e adolescentes. sempre existirá relação de emprego.. 13º salário. e Previdência Social. quando se verificar na relação entre as partes. as peculiaridades definidas na lei. assegurando o salário mínimo.MÃE SOCIAL.

mesmo porque ela compreende recebimento além do salário e o integra. Não se confunda com salário as indenizações de dispensa sem justa causa e outras. É em face disso. É todo valor auferido pelo empregado em consequência do trabalho que desenvolve. é "remuneração" . "além" do salário devido e pago diretamente pelo empregador como contraprestação do serviço. Quando.Compreendem-se na "remuneração" do empregado. SALÁRIO. Tanto que o artigo 457 da C.porque nem o empregador a paga diretamente e nem é ele devedor das quantias a ela relativas. para todos os efeitos legais. tenham como base a remuneração e não tão somente o salário contratado. Tendo-se em vista que o direito do trabalho visa a proteção do trabalhador. quando eventuais.T. REMUNERAÇÃO. por parte do empregador. se expressa da seguinte forma: " Artigo 457 .T. normalmente é superior ao salário do trabalhador. mas não é salário .L.. mesmo quando o pagamento não lhe seja feito pelo empregador. as gorjetas que receber". porém. É ele obrigatoriamente "remuneração".L. que a lei determina que os cálculos das indenizações por despedida sem justa causa do empregado. essas diárias e ajudas de custo excedem a 50% (cinquenta por cento) do salário. essa proteção se estende com maior eficácia no que tange ao pagamento da remuneração pelo trabalho desenvolvido. A remuneração.REMUNERAÇÃO E SALÁRIO. A gorjeta.porque deriva do contrato de trabalho. Chamam-se diárias quando reiteradas e ajudas de custo. como as diárias e ajudas de custo. por exemplo. Diárias e ajudas de custo são portanto indenizações. estas passam a integrar o salário. por sua vez é a parte fixa contratada pela prestação de serviços e de responsabilidade direta do empregador. DIFERENÇAS ENTRE SALÁRIO E OUTRAS FIGURAS. cuja natureza é também de ressarcimento de gastos do empregado movimentando-se em serviço. isto no intúito . como determina o parágrafo 2º do artigo 457 da C. INDENIZAÇÃO: É a reparação de danos.

que também leva o nome de salário. etc. era uma forma de salário. tais como auxílio-doença. pelo empregado. ou resultados. é necessário que tal valor conste de cláusula contratual expressa ou tácita. os valores pagos pela previdência são inferiores ao salário normal. desvincula a participação nos lucros do salário. quando pretende pagar parte do salário com o nome de diárias ajudas de custo. DIREITO INTELECTUAL: Os direitos intelectuais são o direito autoral e o direito de propriedade industrial. Há um benefício como o nome de salário. nos termos da lei. PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS. como obrigações fiscais. via de regra. COMPLEMENTAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS: São pagamentos que o empregador efetua ao empregado para cobrir diferenças entre o que ele receberá da Previdência Social e o que ganharia se estivesse em serviço. RECOLHIMENTOS PARAFISCAIS: São pagamentos que o empregador faz ao Poder Público. Para que o empregado tenha direito de receber o valor pela criação ou autoria de qualquer obra ou invensão." . aposentadorias. Quando então a totalidade dos pagamentos é de natureza salarial. porque não é obrigação do empregador que paga ao empregado o "salário- família" e se reembolsa de tais valores. compensando estes gastos nos recolhimentos que faz à Previdência Social. E tal recebimento não integra o salário. mas não tem a natureza salarial.de se evitar a fraude por parte do empregador.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. conforme definido em lei.participação nos lucros.988. a Constituição Federal de 1. participação na gestão da empresa. e. além de outros que visam a melhoria de sua condição social: XI . porém. quando diz "Artigo 7º . não é salário. desvinculada da remuneração. excepcionalmente. Porém. A doutrina e a jurisprudência entendiam que a participação nos lucros. conforme o tipo de contrato de trabalho. É o caso do "salário- educação". BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS: São pagamentos efetuados pelo INPS aos seus segurados. pois.

Quando ocorre dúvidas entre as partes contratantes. O tempo atua também não apenas como critério para o cálculo. a lei determina que o valor do salário será igual ao daquele que na mesma empresa fizer serviço equivalente. Porém. o profissional e o de categoria. semanalmente. VALOR DO SALÁRIO. podendo ser expressa. Esse valor é a tarifa. Na indústria têxtil. Desse modo o mensalista recebe o salário uma vez por mês. SALÁRIO MÍNIMO: É o menor valor que pode ser pago ao assalariado como contraprestação do seu trabalho. A estipulação do salário sempre será de forma da livre manifestação das partes contratantes. São três os tipos de salário mínimo: O geral. conforme o contrato. A cada unidade é atribuído um valor fixado antecipadamente pelo empregador. O horista recebe o salário uma vez por mês. quinzenalmente ou diariamente. ou ainda tácita. a cada quinze dias. ou é dispensado quando cumpre as tarefas do dia. o semanalista. verbal ou escrita.FORMAS DE PAGAMENTO DO SALÁRIO.). 460 da C. ou igual ao que for habitualmente pago para serviço semelhante. toda semana. .L. onde o "tecelão" ganha por "batida". mas para a entrega do dinheiro. (Art. SALÁRIO POR TAREFA: É pago com base na produção do empregado.T. O empregado ganha um acréscimo de tempo da tarefa. mas pela economia de tempo há uma vantagem. SALÁRIO POR TEMPO: É aquele que é pago em função do tempo no qual o trabalho foi prestado ou o empregado permaneceu à disposição do empregador. do restante da jornada. essa é a forma comum de pagamento do salário. pelo número de "trama" na confecção do tecido. SALÁRIO POR PRODUÇÃO: É aquele calculadado no número de unidades produzidas pelo empregado. o quinzenalista. o número de horas é somente utilizado como forma de cálculo para a apuração da remuneração. Isto é.

O geral. engenheiros. arquitetos. não podendo ser fixado por outra fonte decretos ou outras "medidas". por suas próprias peculiaridades. saúde. mediante reajustes periódicos. A Constituição Federal de 1. O salário profissional é fixado por leis específicas. corresponde ao valor da remuneração pelo trabalho subordinado. Por exemplo a categoria dos trabalhadores na indústria têxtil. Tem a função de garantir os efeitos dos reajustamentos salariais coletivos. O piso salarial é fixado por sentença normativa dos Tribunais do Trabalho ou por Convenção Coletiva de Trabalho entre os sindicatos dos trabalhadores da categoria e o sindicato patronal. veterinários. garantindo a dignidade profissional. auxiliares laboratoristas e radiologistas. impedindo a admissão de empregados com salário inferior ao fixado na sentença. determinando que o seu valor deve corresponder às necessidades vitais do trabalhador. Ele difere do salário mínimo. finalmente. A categoria profissional é formada por empregados de diversas funções num setor comum de uma atividade econômica. lazer. é garantido pela Constituição Federal. para as quais foi instuítido. transporte e previdência social. mantém a preservação do valor do salário mínimo. vestuário. além de unificação. no intúito de preservar- lhe o poder aquisitivo. químicos. no aspecto de que é dirigido a determinadas profissões. como para os médicos. que são a moradia. PISO SALARIAL: É o valor mínimo que pode ser pago a uma categoria profissional ou a determinadas profissões de uma categoria profissional. educação. Anteriormente o salário mínimo era regionalizado. que é assegurado a todo empregado. SALÁRIO PROFISSIONAL: É aquele fixado como o mínimo que se pode pagar a uma determinada profissão.988 unificou o salário mínimo a nível nacional. E. SALÁRIO NORMATIVO: É aquele fixado em sentença normativa pelos Tribunais do Trabalho. proibindo que ele sirva de fator básico para reajustes de preços ou honorários de prestação de serviços. . A Lei maior. em dissídios coletivos. que satisfaça tão somente as mais elementares necessidades do ser humano. higiene. que determina que seja fixado por lei. agrônomos. enquanto o salário mínimo geral. dentistas. alimentação.

pois. podemos concluir que a "remuneração". da qual o salário é um elemento. às vesperas dos reajustes salariais da categoria. Era muito comum o empregador dispensar empregados em datas próximas aos dissídios coletivos e contratar novos funcionários com salário inferior. A instituição do "Salário de Função". é o direito mais sagrado protegido pela legislação trabalhista. visa a proteção do trabalhador.SALÁRIO DE FUNÇÃO: É o salário. também fixado por sentença normativa que garante o valor a ser pago a um empregado admitido para ocupar vaga aberta por outro empregado demitido sem justa causa. Finalmente. visa a garantia da sobrevivência e da dignidade da pessoa humana que tem tão somente a sua força de trabalho para investir na sociedade capitalista em que vivemos. provocando uma alta rotatividade em vários setores empresariais. . evitando a dispensa imotivada em massa.

No período de cumprimento do "Aviso Prévio". normalmente não pretende cumprir o "Aviso Prévio". por parte do empregador. O empregado que pede demissão. do valor correspondente ao período do aviso. PEDIDO DE DEMISSÃO: É a comunicação do empregado ao empregador de que não pretende mais dar continuidade ao contrato de trabalho. em razão de haver sido atingido por "Justa Causa" praticada pelo empregador. Há aposentadorias que resultam de circunstâncias alheias à vontade do empregado. . como a invalidez. importa na retenção. ou por necessidades de transferência de residência. a falta de "Aviso Prévio" por parte do empregado que deseja rescindir o contrato de trabalho. etc. Essa comunicação normalmente é feita por escrito constituindo-se do "Aviso Prévio". o empregado cumpre os 30 (trinta) dias de serviço normalmente. E. deve solicitar a dispensa do cumprimento do "Aviso Prévio" ao empregador. O "Aviso Prévio" tem que ser feito com a antecedência de 30 (trinta) dias contados a partir do dia seguinte da comunicação. por "Dispensa Indireta" e por "Aposentadoria". embora quase sempre o seja. DISPENSA INDIRETA: A dispensa indireta é uma forma de rescisão do contrato de trabalho. De três modos pode o empregado dar por rescindido o contrato de trabalho: por "Pedido de Demissão".EXTINÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. nem sempre é o resultado de sua vontade. em razão de haver encontrado novo emprego. por iniciativa do empregado. dando continuidade ao contrato que será rescindido no término do "Aviso". E. que não constitui regra geral. Neste caso. Esta última. tal circunstância. ou seja 30 (trinta) dias de salário. por "Pedido de Demissão". para não sofrer o desconto do valor correspondente ao "Aviso". EXTINÇÃO POR DECISÃO DO EMPREGADO. impõe a imediata rescisão do contrato de trabalho. caso contrário a retenção será legítima.

 Exposição do empregado a perigo manifesto de mal considerável. Aliás. Caso o trabalhador retorne a atividade na mesma empresa.  Ofensas físicas ao empregado. APOSENTADORIA.INSS. Portanto.  Descumprimento das Obrigações Contratuais. ele o faz de um novo contrato de trabalho criando um novo vínculo jurídico- trabalhista com o empregador.  Redução do trabalho por peça ou tarefa de modo a afetar sensivelmente o ganho do empregado. para se evitar interpretações errôneas e discussões jurídicas. É a outra forma de rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregado.L. pode presumir que o mesmo aceitou a situação e consentiu tacitamente na continuidade do contrato de trabalho.  Exigências de Serviços defesos por lei.T. como o contrato de trabalho é um acordo livre e consciente entre as partes. também a rescisão deste . As figuras de justa causa na dispensa indireta estão previstas no artigo 483 da C.  Exigências de Serviços contra os bons costumes. A dispensa indireta não obriga o empregado a permanecer na empresa a título de "Aviso Prévio". e esta ser deferida pelo Instituto Nacional de Seguridade Social . pois a rescisão ocorre por falta grave do empregador. o que libera o empregado de qualquer vínculo com o empregador. informando suas razões.Porém. se o empregado não se afastar imediatamente da empresa em razão da "Justa Causa" de que foi vítima.  Exigências de Serviços alheios ao contrato. o contrato de trabalho é rescindido de pleno direito.:  Exigências de Serviços superiores às forças do empregado. Pois.  Ofensas à honra do empregado ou sua família. o faça por comunicação escrita. ao adquirir o direito da aposentadoria. EXTINÇÃO POR ACORDO: Nada impede que empregado e empregador negociem em acordo para por fim ao contrato de trabalho.  Rigor excessivo contra o empregado. é conveniente que o empregado ao rescindir o contrato de trabalho. uma vez que a lei presume que o aposentado não voltará a trabalhar.

contrato pode ocorrer por mera manifestação livre e consciente entre as
partes.

EXTINÇÃO POR DESAPARECIMENTO DOS SUJEITOS:

Desaparecendo um dos sujeitos e perdendo o contrato uma das partes,
ocorre a extinção do contrato de trabalho.

MORTE DO EMPREGADO:

Falecendo o empregado e deixando herdeiros, seus direitos adquiridos
na constância do contrato, são transferidos aos herdeiros e o contrato se
extingue em virtude do requisito da "pessoalidade" na prestação de
serviços.

MORTE DO EMPREGADOR - (Pessoa Física)

A morte do empregador pessoa física, por si só não é causa de extinção
do contrato de trabalho, pois, se a atividade empresarial tiver
continuidade com os sucessores do falecido, o contrato permanece. No
caso da morte do empregador constituído em empresa individual, é
facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho.

EXTINÇÃO DA EMPRESA:

Uma empresa pode extinguir-se por vários motivos: força maior; ato do
governo; impossibilidade de prosseguimento do negócio, etc. E,
obviamente, com a extinção da empresa, ou de qualquer unidade onde
o empregador mantenha o vínculo empregatício, extinguirá o contrato
de trabalho.

EXTINÇÃO DOS CONTRATOS A PRAZO:

Os contratos por prazo determinado normalmente se extinguem com o
término do prazo. Porém, a extinção do contrato pode ocorrer por
"Pedido de Demissão" por parte do empregado ou por dispensa por
parte do empregador, com ou sem justa causa e mesmo por dispensa
indireta.

EXTINÇÃO POR DISPENSA DO EMPREGADOR COM OU SEM JUSTA
CAUSA.

Da mesma forma que o empregado ao desejar rescindir o contrato de
trabalho, deve comunicar o empregador com a antecedência de 30

(trinta) dias contados a partir do dia seguinte à comunicação, o
empregador também é obrigado a comunicar o empregado da sua
intensão em não manter o contrato de trabalho.

AVISO PRÉVIO DO EMPREGADOR:

No caso do empregador dar "Aviso Prévio" ao empregado e este cumprir
o prazo de 30 (trinta) dias do aviso, ele terá obrigatoriamente o direito
de redução de 2 (duas) horas na jornada de trabalho diária. Isto, na
presunção legal para favorecer o demitido a procurar novo emprego.

AVISO PRÉVIO INDENIZADO:

Caso o empregador não dê o "Aviso Prévio" ao empregador demitido
sem justa causa, estará ele obrigado a indenizar o período
correspondente a 30 (trinta) dias de "Aviso Prévio" que integrará o
Contrato de Trabalho.

Também, no caso do empregador dar o "Aviso Prévio" ao empregado e
dispensá-lo do seu cumprimento, estará obrigado a indenizar o período
com todos os acréscimos legais.

E, finalmente, no caso de dispensa por Justa Causa, do empregado, que
será objeto de outra aula, não existe a figura do aviso prévio, porque da
mesma forma da dispensa indireta, a rescisão do contrato de trabalho é
imediata, sob pena da aceitação por parte do empregador da
continuidade do contrato de trabalho.

DISPENSA ARBITRÁRIA OU SEM JUSTA CAUSA.

DISPENSA ARBITRÁRIA.

A continuidade da relação de emprego, é um dos maiores objetivos do
direito do trabalho, visando sempre a idéia de segurança, aspirada por
todos, mas sempre comprometida quando o emprego do trabalhador é
atingido pela dispensa.

No intúito dessa proteção da relação de emprego, a Constituição Federal
de 05.10.88, no seu artigo 7º, inciso I, preconiza:

"Art. 7º - São direitos dos trabalhadores, urbanos e rurais, além
de outros que visem à melhoria de sua condição social:

I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou
sem justa causa, nos termos de lei complementar que preverá
indenização compensatória, dentre outros direitos".

O legislador constituinte, ao criar esse princípio constitucional,
determinou que ele fosse definido e regulamentado por lei
complementar. E, por isso não definiu o que seria a "dispensa
arbitrária".

Como, a lei complementar que deverá disciplinar o dispositivo
constitucional, até o momento não foi promulgada pelo Congresso
Nacional, os estudiosos do direito constitucional e no direito trabalhista,
procuram conceituar essa dispensa arbitrária através de comparações
com outros sistemas jurídicos que impedem ou fiscalizam a dispensa
arbitrária.

"Dispensa arbitrária seria, por exemplo, a despedida sem a observância
de um procedimento que a lei complementar pode traçar para as
situações em que, em razão de crise econômica, a empresa se vê diante
da necessidade de se desfazer de muitos empregados. É muito comum,
em outros países, uma série de exigências da lei ou das convenções
coletivas, para que a dispensa se legitime, como a prévia apresentação
de um plano de dispensas pelo empregador, a rigorosa observância de
uma ordem preferencial de dispensas de modo a preservar os
trabalhadores com maior antiguidade ou idade, a negociação com o
sindicato, etc." (In "Iniciação do Direito do Trabalho - Nascimento,
Amauri Mascaro - LTR, 15ª Edição, pag. 190).

. estão enumeradas no artigo 482 da C. "Configura-se por todo ato faltoso grave. pag. que autorize a outra a rescindir o contrato de trabalho que as unia. falsificação de documentos. 1968. apropriação indébita. sem prévia manifestação judicial" (A Justa Causa na Rescisão do Contrato de Trabalho Evaristo de Moraes Filho. NEGOCIAÇÃO HABITUAL: É o ato de "concorrência desleal" ao empregador ou inadequado exercício paralelo do comércio que prejudique a relação de emprego. As figuras da Justa Causa do empregado. MAU PROCEDIMENTO: É o comportamento irregular do empregado. dependendo do tipo de função que o empregado exerce. roubo. Por exemplo. Ex: empregado vendedor da empresa que efetua vendas de empresas concorrentes a mesma clientela. em algazarras. Enquanto a "Incontinência de Conduta" é um ato de natureza sexual. dentro ou fora da empresa. extorsão. etc. INCONTINÊNCIA DE CONDUTA: A incontinência de conduta traduz-se pelo comportamento irregular do empregado. demonstrando comportamento leviano.T. 150). que infringe a ética social. Ex: furto. relacionado com o trabalho. Forense. em virtude da incontinência de conduta perante a soceidade e principalmente perante seus educandos.JUSTA CAUSA. por justa causa. Ex: uso e tráfico de intorpecente em horário de trabalho. praticado por uma das partes. e transcritas abaixo: ATO DE IMPROBIDADE: É o ato lesivo contra o patrimônio da empresa. que constante mente é encontrado em público. incompatível com a moral sexual. De modo que. acompanhado de meretrizes. etc. o mau procedimento é qualquer ato infringente à norma social. é passível de ser despedido pela entidade onde exerce a função de educador. Ed. o educador. sua conduta moral ilibada é imprescindível. incompatível com as normas exigidas pelo senso comum do homem médio. ou de terceiro. comprovada adulteração do "Cartão-Ponto".L.

e pela "Embriagues em Serviço". resultante do álcool e de tóxicos. Contudo. de todo fato. métodos de execução. conceder ao réu o "sursis". desleixo. deve ser repetida e constante. pode envolver-se em questão criminal. desinteresse. por si só não constitui "justa causa" para por fim a relação de emprego. Porém. imprudência. o fato do juiz criminal. ato ou coisa que. para configurar a falta grave que autoriza o empregador a despedir o empregado por "Justa Causa". os pequenos atos ou pequenos erros por falta de atenção não permitem a despedida por justa cuasa. a desídia. de uso ou conhecimento exclusivo da empresa. sob pena de causar prejuízo remoto. DESÍDIA: É o ato de executar alguma coisa com negligência. permanecendo ele em liberdade.CONDENAÇÃO CRIMINAL SEM "SURSIS": O trabalhador. E. Essa justa causa pode configurar-se de dois modos. tal fato importará em "justa causa" para a rescisão do contrato de trabalho. é justa causa para o despedimento do empregado. ou desde que se ponha em tal estado durante o serviço. pois. A desídia no desempenho de serviço a que está obrigado por força de contrato de trabalho. a suspensão condicional da pena. enfim. autoriza o empregador a despedir o empregado por "justa causa". instantânea e que se consuma em um só ato. caso seja condenado por sentença judicial a cumprimento de pena privativa de liberdade. mediante simples apresentação do trabalhador no local de trabalho em estado de embriagues. escrita comercial e. como qualquer pessoa. VIOLAÇÃO DE SEGREDO: É a divulgação não autorizada das patentes de invenção. independentemente da relação de emprego. pela "Embriagues Habitual" fora do serviço e na vida privada do empregado. não possa ou não deva ser tornado de conhecimento público. ou seja. desde que transpareçam no ambiente de trabalho os efeitos dessa situação de alcoolismo. fórmulas. provável ou imediato à empresa. . a condenação. EMBRIAGUES: A embriagues.

escritas ou verbais. empregadores. ATO LESIVO À HONRA E BOA FORMA: É a ofensa à honra. Apesar de não existir prazo fixado por lei para a caracterização da justa causa. ABANDONO AO EMPREGO: Configura-se o abandono de emprego mediante a ausência continuada do empregado. mediante injúria. e deverá ser provada pelo empregado. as ofensas que não geram lesões. Ex: recusar-se à revista obrigatória na saída do expediente. exige 30 (trinta) dias. relacionada com o serviço. é a desobediência às determinações contidas em circulares. desde que devidamente comprovadas. tentada ou consumada. no local de trabalho ou em estreita relação com o serviço. exige-se ainda a manifesta intensão do empregador em rescindir o contrato de trabalho. além do prazo de afastamento por parte do empregado. OFENSA FÍSICA: É a agressão. . a "Legítima Defesa" exclui a falta. a jurisprudência em regra geral. instruções gerais da empresa. E. INSUBORDINAÇÃO: É o descumprimento de ordens pessoais de serviço. Comete falta grave de insubordinação empregado que se recusa a atender chamamento de superior. colegas ou terceiros. exigindo que este venha até seu local de trabalho. com a intensão de não mais trabalhar. E. É diferente da indisciplina porque a ordem infringida não tem caráter de generalidade e sim de pessoalidade. calúnia ou difamação. contra o superior hierárquico. neste caso. também caracterizam a justa causa. do empregador ou de terceiros. É de se lembrar que apesar da lei dizer "ofensa física". portarias. Portanto.INDISCIPLINA: É o descumprimento de ordens gerais de serviço.

ATOS ATENTATÓRIOS À SEGURANÇA NACIONAL: De um modo geral. A expressão "ato faltoso" equivale a justa causa. 508 CLT). (Art. parágrafo único da CLT). a recusa injustificada de observar instruções expedidas pelo empregador e o uso dos equipamentos por ele fornecidos para a segurança do trabalho (Art. a recusa do ferroviário ao cumprimento de horas extras. a falta reiterada do aprendiz aos trabalhos escolares do curso de aprendizagem em que esteja matriculado. Desde que o empregado se dedique constantemente. 158 CLT). A habitualidade é necessária para a configuração da falta. em se tratando de casos de urgência ou acidentes (Art. serão considerados como subversão da ordem pública. a falta contínua de pagamento de dívidas legalmente exigíveis. etc. parágrafo 2º da CLT). corrupção ativa ou passiva na execução e gerenciamento da coisa pública. Ex: jogo do bicho. OUTRAS JUSTAS CAUSAS: Quanto ao bancário. os atos atentatórios à segurança nacional. parágrafo único da CLT). 432. 158. (Art.PRÁTICA CONSTANTE DE JOGOS DE AZAR: São jogos de azar apenas aqueles assim descritos pela legislação contravencional em vigor no país. rifas não autorizadas. . estará cometendo "justa causa". por meio do "terrorismo". 240. (Art. configurando ato de indisciplina e insubordinação. apostas de corridas de cavalo fora de local autorizado. a jogos de azar.

OIT. por via administrativa. é o direito atribuido a essas associações.Quarta. o controle absoluto que a autoridade pública poderia impor. de redigir seus próprios estatutos e regulamentos administrativos. de acordo com a vontade dos interlocutores sociais. trabalhadores ou empresários.DIREITO SINDICAL E DIREITO DE GREVE. DIREITO SINDICAL. 15ª Edição.Terceira.Primeira. . . o que demonstra que as atividades desenvolvidas pelos sindicatos devem ser afastadas de qualquer intervenção do Estado para que possam expressar. incluindo a faculdade de definir o programa de ação e as funções que serão cumpridas. . . 371). entendendo-se por direito positivo a faculdade de ingressar e o direito negativo a faculdade de sair da entidade de forma totalmente livre. pag. assim como a faculdade de filiação a organizações internacionais de trabalhadores e empregadores. "É o ramo do Direito do Trabalho que tem por objetivo o estudo das relações coletivas de trabalho e estas são as relações jurídicas que tem como sujeitos grupos de pessoas e como objetos interesses coletivos". os objetivos que os interessados pretendem alcançar. contém quatro garantias universais. bem como o direito complementar de filiação. (Iniciação ao Direito do Trabalho . de modo democrático. o direito de constituir. impedindo-se assim. . LIBERDADE SINDICAL A Convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho .Segunda. na vida sindical.Nascimento. é a garantia contra a extinção ou a suspensão das entidades sindicais pelo Estado. sem necessidade de prévia autorização do Estado. de criar federações ou confederações. e de eleger seus respectivos representantes. Amauri Mascaro. de modo autoporitário. entidades sindicais julgadas convenientes pelos próprios interessados. LTR. o direito das associações sindicais. como forma de liberdade de gestão.

portanto. se apresenta ela caráter de compulsoriedade. não tem caráter tributário. sendo obrigatório o seu desconto em folha de pagamento. fixada pela assembléia geral. constituídas nos Estados- Membros da Nação. por parte do empregador. e correspondente a 1 (um) dia de trabalho. Elas aglutinam as entidades sindicais através de conceitos e linhas ideológicas e políticas próprias. 8º. Noutras palavras. esta com caráter tributário. só é obrigatória para os filiados aos sindicatos. como preconiza o artigo 534 da C. São entidades acima das categorias profissionais e econômicas. Não há norma jurídica definida em relação à centrais sindicais.ENTIDADES SINDICAIS FEDERAÇÕES. reunindo um número não inferior a 5 (cinco) sindicatos. inscrita no art. de federações ou mesmo de confederações. Por sua vez. O acordão. que se transcreve: "A questão a saber é se a denominada contribuição confederativa.092-SP. E neste sentido é a Decisão do Supremo Tribunal Federal. através do voto do Senhor Ministro CARLOS VELOSO (Relator): No julgamento do RE 198. São organizações sindicais de grau superior. Assim os sindicatos de uma categoria profissional ou econômica podem agrupar-se em Federações. distinguindo a contribuição confederativa da contribuição sindical. CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS: Contribuição Sindical instituida pelo artigo 149 da Constituição Federal. é de caráter tributário. instituida pelo inciso IV do artigo 8º da Constituição Federal. a Contribuição Confederativa. e conhecida também como Assistencial. da Constituição Federal. vale dizer.L. e a sua organização. CONFEDERAÇÕES. agrupando organizações que se situam tanto em nível de sindicatos. IV.T. é devida pelos empregados não-filiados ao sindicato. assim . se é obrigatório o seu pagamento por empregados não filiados ao sindicato.

especialmente com os princípios assegurados na nova ordem social que asseguram a mais ampla liberdade de associação profissional ou sindical que exclui. pois. Está no acórdão: '(. já se vislumbrando na sua criação uma forma de transição para o novo regime estabelecido: 'Uma interpretação otimista poderia vislumbrar aí uma tímida tentativa de preparar o terreno para a supressão futura do próprio imposto sindical. a contribuição confederativa. entendeu que a primeira. não tem caráter compulsório. Parece ser..pág.pág.520). às lideranças sindicais tentarem legitimar a atual cobrança compulsória. ficará muito difícil. instituida em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada' (art. ob.cit. Esse entendimento conflita com a própria Constituição Federal.221. sendo instituida por manifestação de vontade de pessoa jurídica de direito privado. apesar dessas caracterísiticas assinaladas distinguirem a contribuição confederativa da contribuição parafiscal devida ao sindicato.cit. Na verdade. sem qualquer vinculação do estado na sua fixação.obrigatória. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. 3º do CTN). uma vez aprovada pela assembléia geral (AMAURY MASCARO NASCIMENTO. há quem afirme o tornar-se aquela obrigatória a todos os membros da categoria.. instituida pela assembléia geral. a nova contribuição confederativa tem suma importância em relação à liberdade sindical. Todavia.) A contribuição confederativa. inclusive de molde a . ob. pelo que não pode ser exigida do empregado não sindicalizado. Na medida em que funcione a contento o sistema voluntário de financiamento. com propósitos de ganhar tempo. CELSO RIBEIRO BASTOS. uma solução intermediária. portanto. que não constitua sanção de ato ilícito. torna-se incompatível com a classificação de tributo: 'Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. quase que totalmente. sócios ou não. independentemente de lei anterior. a ingerência do Estado nos assuntos de seu interesse.

149 da Constituição .520). A Segunda. está nítida a distinção: 'A assembléia geral fixará a contribuição que. a contribuição confederativa. pág. nunca aos não-filiados. da denominada contribuição confederativa.. 1996. art. de interesse das categorias profissionais . 12ª ed. A primeira. Deve se ver. é preciso distinguir a contribuição sindical. portanto. chamada Contribuição Sindical.propiciar ao sindicalismo ocasião para adaptar-se à nova sistemática'(CELSO RIBEIRO BASTOS. em se tratando de categoria profissional. assim compulsória. paga. independentemente da contribuição prevista em lei' (grifei).Const. (. Malheiros Ed. os arts. IV.) Está correto o entendimento posto no acórdão recorrido. contribuição parafiscal ou especial. duas contribuições: uma para custeio de confederações e outra de caráter parafiscal. que a compulsoriedade da nova contribuição só pode ser imposta aos empregados filiados ao sindicato. Como dizímos. mesmo aos que resultarem vencidos na deliberação da assembléia geral.com caráter tributário.cit. conforme foi dito. entretanto.Positivo'. para custeio confederativo da repesentação sindical respectiva. ob.. que não é tributo. porque compulsória. Primeiro que tudo. escreve que. 8º. é compulsória apenas para os filiados do sindicato. 'há. No próprio inciso IV do art. que são.. contribuição instituida por lei. será descontada em folha.293). hoje. recolhida e aplicada na execução de programas sociais de interesse das categorias representadas'(JOSÉ AFONSO DA SILVA.CF. estatuída em lei. pág.. 'Curso de Dir.art. JOSÉ AFONSO DA SILVA. espécie tributária. instituida pela assembléia geral da entidade sindical .578 e 610 da CLT. dissertando a respeito.. . 8º da Constituição Federal. não é compulsória para os empregados não- filiados à entidade sindical. é compulsória. portanto.

. (. O tributo é que tem caráter compulsório." Art. portanto. quando por este notificados.art.5º. como S. em seguida à instituição da contribuição confederativa . art. torna-se inconstitucional a cobrança de contribuição sindical de quem não se acha afiliado ao sindicato de sua categoria. 8º. aquela de quem se filiou ao sindicato de sua respectiva categoria. 3º). XX). 8º. art. na linha.CF. 545 . Exª. não ocorrer a compulsoriedade reclamada.é obrigatória apenas para os filiados ao sindicato.. A contribuição que legitimamente pode ser exigida do filiado é. A norma constitucional do inciso IV nada tem a ver com os não-sindicalizados. relativas à apropriação indébita. sob pena de juros de mora no valor de 10% (dez por cento) sobre o montante retido. Relator. A sua instituição depende de lei. é traço caracterizador do tributo (CNT.art. Já a contribuição confederativa. não filiados. convindo esclarecer que a Constituição.5º. aert. aliás de que 'é plena a liberdade de 0associação para fins lícitos'(CF.) Senhor Ministro MAURÍCIO CORRÊA: A teor do que reze o inciso V do artigo 8º da Constituição Federal. aliás. . Parágrafo único. Acompanho o voto do e. por não ser tributo. salvo quanto à contribuição sindical cujo desconto independe dessas formalidades.Os empregadores ficam obrigados a descontar na folha de pagamento dos seus empregados. portanto.dispôs. IV . entendendo eu. sem o prejuízo da multa prevista no artigo 553 e das condições penais. por não ser instituida por lei . que 'ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato'. O recolhimento à entidade sindical beneficiária do importe descontado deverá ser feito até o 10 (décimo) dia subsequente ao do desconto. desde que por eles devidamente autorizados. no inciso V do citado art. XVII) e que 'ninguém poderá ser compelido a associar-se ou permanecer associado' (CF.8º. A compulsoriedade. as contribuições devidas ao sindicato. IV.

"não autoriza" o empregador a realizar o desconto em folha de pagamento.Analisando-se o disposto no dispositivo legal acima. artigo 9º). Portanto. conforme decisão da assembléia geral da categoria. "É assegurado o direito de greve. como vem sendo praticada pelos sindicatos. E.989. temporária e pacífica. a suspensão coletiva. o parágrafo segundo deste artigo 10º da Constituição Federal de 1. competindo aos trabalhadores sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender" (Constituição Federal de 1.F. (C. o que tem ocorrido é a manifestação expressa do empregado que não sendo filiado ao sindicato.988. em verdade. Completando as regras básicas. 1. regulando esses princípios constitucionais. é de se atentar para o fato de que os descontos. "A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento de necessidades inadiáveis da comunidade". artigo 10º. parágrafo 1º). E. em folha de pagamento. essa autorização deve ocorrer por escrito. a contribuição sindical confederativa ou assistencial. como: .783. a Lei 7. pois.988. não podendo ser tácita. de prestação pessoal de serviços a empregador". O procedimento de greve prevê uma série de fases. DIREITO DE GREVE. das contribuições sindicais. que notificam as empresas dos valores a serem descontados. determina: "Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da Lei". só é permitida se foram "devidamente autorizadas" pelos empregados. determinando o seu artigo 2º: "Considera-se legítimo o exercício do direito de greve. de 24 de junho de 1. total ou parcial. são eles os titulares e proprietários dos valores remuneratórios da prestação de serviço. por parte dos empregadores. estabeleceu as disposições que passaram a garantir o direito de greve e coibir o abuso desse direito.988. PROCEDIMENTO DE GREVE.

uma que o artigo 3º da Lei 7. tal decisão deve ser comunicada ao empregador com antecedência mínima de 48 horas e com antecedência mínima de 72 horas. nas atividades essenciais. a assembléia será entre os trabalhadores interessados. com a mesma antecedência de 72 horas. bem como se utilizar de meios capazes de frustar a divulgação do movimento. o sindicato ou a comissão de negociação. Segundo. inclusive. os salários e demais obrigações trabalhistas serão regulados por acordo com o empregador. é obrigatória a tentativa de negociação. MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS. Na falta de acordo. a não ser depois de frustada a negociação.Primeiro. É proibido à empresa adotar meios para forçar o empregado ao comparecimento ao trabalho. tais obrigações serão submetidas a apreciação do poder judiciário. de acordo com as formalidades previstas em seus estatutos.783/89 não autoriza o início da paralização. Durante a greve. b) A arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento. que constituirão uma comissão para representá-los. de modo que o "piquete" é permitido quando não violento. se for necessário. GARANTIAS DOS GREVISTAS. Em nenhuma hipótese poderão ser violadas ou constrangidas garantias constitucionais. É proibida a rescisão do contrato de trabalho durantte a greve não abusiva. mediante acordo com a organização sindical patronal ou a empresa. Na falta de entidade sindical. Terceiro. perante a justiça do trabalho. antes da deflagração da greve. E. bem como a contratação de trabalhadores substitutos. são assegurados aos grevistas: a) O emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve. Nestas atividades essenciais é obrigatório o anúncio da greve para o cabal conhecimento dos usuários de serviços essenciais. a convocação da assembléia geral por parte da entidade sindical. Por sua vez. manterá em . Durante a greve. os grevistas não podem proibir o acesso ao trabalho daqueles que quizerem fazê-lo. a assembléia deliberando pela paralização das atividades.

na esfera civil. gás e combustíveis. E) Transporte coletivo. uso e controle de substâncias radioativas. O empregador. para frustar a negociação coletiva. e assegurado ao empregador. e os salários durante essa paralização do empregador. F) Captação e tratamento de lixo. C) Dsitribuição e comercialização de medicamentos e alimentos.783/89 . civil e penal. como preconiza o artigo 17º da Lei 7. que é a paralização das atividades pelo empregador. equipamentos e matérias nucleares. e proibido. o direito de contratar diretamente os serviços necessários para esse fim. Esses serviços são os seguintes: A) Tratamento e abastecimento de água. ou dificultar o atendimento de reivindicações dos trabalhadores.atividade equipes de empregados com a finalidade de assegurar os serviços cuja paralização resultar em prejuízo irreparável de bens. o Ministério Público pode requisitar a abertura de inquérito e processar criminalmente aqueles que praticarem ilícitos penais. máquinas e equipamentos. H) Guarda. B) Assistência médica e hospitalar. D) Serviços funerários. O "Locaute". SERVIÇOS ESSENCIAIS. Não havendo acordo. pode no caso de abuso. G) Serviços de telecomunicações. . despedir por justa causa e o sindicato é passível de responder por perdas e danos. Ela é submetida a algumas regras especiais. bem como a manutenção daqueles serviços essenciais à retomada das atividades da empresa quando da cessão do movimento. A responsabilidade por atos abusivos é apurada de conformidade com a lei trabalhista. produção e distribuição de energia elétrica.Lei de Greve. Nos serviços essenciais a greve não é proibida. são devidos. enquanto perdurar a greve.

durante a greve. a saúde ou a segurança da população. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. Abuso é o descumprimento de exigências da lei.I) Processamento de dados ligados a serviços essenciais. bem como a manutenção da greve após o acordo ou a decisão judicial. coloquem em perigo iminente a sobrevivência. de comum acordo com o empregador. assim consideradas aquelas que. J) Controle de tráfego aéreo. A greve é um direito. além do aviso prévio ao empregador e aos usuários. garantir. . se não atendidas. mas o abuso desse direito sujeita os responsáveis às penas da lei. L) Serviços de compensação bancária. ABUSO DE DIREITO. salvo se a paralização perdurar com a finalidade de exigir o cumprimento de norma legal convencional ou quando a superveniência de fato novo venha modificar substancialmente a relação de trabalho. é obrigatório aos sindicatos. Nesses serviços.

na região onde se encontra sediada a empresa. Somente após esgotados os recursos internos. oferecendo-lhes oportunidades de evolução e progresso.ROTINA DE ADMISSÃO DE PESSOAL. tais como "quadros de avisos" da própria empresa. revistas e demais veículos de comunicação social. RECRUTAMENTO. Aí sim. visando um melhor aproveitamento da capacidade de cada um deles. A admissão de empregados nas empresas de grande porte é iniciada pelo "Recrutamento de Pessoal". A empresa conhecedora da sua função social. com o reconhecimento de seus funcionários. RECRUTAMENTO E SELEÇÃO DE PESSOAL. pessoas que possam atender suas necessidades na ocupação de um cargo ou função. além de melhorar as condições dos seus colaboradores. é que a empresa passa a buscar mão-de-obra externa. se inicia o recrutamento externo através de um estudo do "Mercado de Trabalho". RECRUTAMENTO INTERNO. a empresa. antes de buscar no “Mercado de Trabalho” externo. E. "escolas". passa a investir mais no potencial de seus colaboradores. oferecendo oportunidades de evolução e progresso profissional. através do Departamento de Relações Industriais. no desenvolvimento humano. aprimorando também sua imagem e a produtividade. após se conhecer o "Mercado de Trabalho". com o novo conceito inserido no Novo Código Civil. ela primeiro procura obter o aproveitamento da capacidade funcional de seus colaboradores. Com esse comportamento. otimiza ainda mais as relações entre a empresa e seus colaboradores. RECRUTAMENTO EXTERNO. através de anúncios em jornais. . esse recrutamento é dirigido às diversas "fontes". Então. "entidades de classe" e à "população" em geral. a quem dispensa um processo seletivo menos oneroso para a empresa.

a "Ficha de Solicitação de Emprego" deve conter: . Porém."Ficha de Solicitação de Emprego" A "Ficha de Solicitação de Emprego" deve ser a mais completa possível. quando se trata de procurar a mão-de-obra semi-especializada ou especializada. ou atenderam os anúncios por ela veiculados. pretenção salarial. a utilização da mão-de-obra das pessoas que espontaneamente comparecem à empresa a procura de emprego. É através dessas informações que se possibilita uma "Pré Seleção" dos candidatos que reunem condições elementares para a ocupação do cargo ou função existente na empresa.Dados Pessoais: Destinam-se à identificação pessoal do candidato. Em função das necessidades da empresa em obter mão-de-obra no "Mercado de Trabalho". concordância com . quanto mais completa. pois. A "Seleção de Pessoal" se inicia com os candidatos que compareceram expontaneamente à empresa. e se desenvolve em algumas etapas: . parentesco e documentação individual. . horário de trabalho. estado civil. que exigem um trabalho mais apurado e também de maior custo para a empresa. a mais comum é aquela que se conhece por "recrutamento espontâneo". endereço. Essa "fonte de recrutamento" é a mais utilizada pelas empresas. para fins de "seleção" e "admissão". SELEÇÃO DE PESSOAL.Dentre as mais diversas "fontes" de recrutamento. da qual uma parte é dirigida ao "Recrutamento e Seleção de Pessoal".Condições para Admissão: Cargo pretendido. maior facilidade em se colher informações a respeito dos candidatos. Em razão da necessidade de obtenção de mão-de-obra especializada as empresas a cada dia estão se organizando e criando a função do "Recrutador" e "Selecionador de Pessoal" especificando em seu orçamento de custos uma verba destinada a recursos humanos. contrato de experiência. ou seja. a função exige um estudo estatístico desse "Mercado de Trabalho" e uma série de "controles" de atendimento. Portanto. é que se acionam as demais fontes de recrutamento. com todas as informações pertinentes a nome. custos e oscilação no oferecimento dessa mão-de-obra. em virtude das conveniências e logicamente do seu baixo custo.

Com esta gama de informações já é possível ao departamento de seleção fazer uma "triagem" ou "pré-seleção". . compromissos financeiros. interesses e outras informações que considerar necessárias ou de utilidade à empresa.Situação Econômica: Posse de bens. onde permanecem concorrendo ao cargo. se sentirem constrangidas e temerosas. pois. é necessário que se esclareça. referências pessoais. cursos específicos e demais conhecimentos técnicos ou sociais. cargo. . salário. caso o candidato não seja aproveitado para a vaga existente. de que forma tomou conhecimento da vaga existente. tipo de passatempo preferido. concordância e submissão a exames médicos exigidos pela empresa. as pessoas de um modo geral.Entrevistador: Local.Vida Social e Cívica: Informações sobre a situação militar do candidato. razão da saída. etc. tipo de residência e demais informações que possam demonstrar as condições do candidato em permanecer na região. especialmente àqueles .Empregos Anteriores e Referências: Nome da última empresa. toda vez que se fala em "teste". frequência a clubes sociais. entre outras informações necessárias. data e observações do entrevistador. . Porém. outras fontes de renda.Solicitação de Emprego de Próprio Punho: Onde o candidato exporá suas aptidões. dependentes financeiros e outras informações que permitam uma avaliação das condições financeiras oferecidas pelo cargo na empresa serão compatíveis com as necessidades e padrões do candidato. tão somente os candidatos que preenchem as condições gerais para o preenchimento do cargo. . poderá ser aproveitado no futuro para outro cargo ou função que vierem a existir na empresa. .transferência para outras unidades da empresa. . relacionamento com funcionários ou pessoas que integram a empresa. que serão encaminhados à fase seguinte da seleção. etc.Educação: Escolaridade e graus de conhecimentos gerais. quando deverão se submeter a uma bateria de testes para o ingresso em uma nova empresa. TESTES. endereço. É muito comum.

que tendem a medir conhecimentos e aptidões peculiares ao tipo de trabalho a ser executado. Nas áreas técnicas. onde procura-se criar situações semelhantes à situação de trabalho. à empresa escolher determinada "bateria de testes" e aplicá-los aleatoriamente aos candidatos que se apresentem à procura de emprego. Os testes nada mais são do que "elementos de avaliação". além dos testes teóricos e específicos. sendo uma delas a "Seleção de Pessoal através de Jogos". estas baterias de testes visam medir "habilidades manuais". encontram-se baterias de testes visando medir conhecimentos técnicos específicos dos candidatos. PROFISSIOGRAFIA Com a pratica da aplicação de baterias de testes sendo criadas para a seleção de pessoal nas empresas. participarão da escolha de novos funcionários. É necessário que estes testes sejam delimitados dentro de um "padrão definido". surge a necessidade do . procurando-se avaliar a conduta de cada candidato participante. antes mesmo da aplicação dos testes a futuros funcionários. Cada empresa. conhecimentos de administração. é necessário que sejam aplicados entre os empregados da empresa que exercem o cargo ou a função exercida na empresa. logicamente. qualidade e produtividade. dentro de sua própria filosofia e necessidade. porém. encontram-se baterias de testes visando medir conhecimentos técnicos específicos dos candidatos. Para a seleção de candidatos a cargos de "chefia" e "liderança". por exemplo. quanto na de chefia que. Para tanto. através de um quadro de funcionários selecionados. etc. que deve ser medido pelo teste. liderança. Não basta. tais como: atitudes. onde se procura "medir" uma série de conhecimentos e aptidões. Nas áreas de produção. necessárias de um cargo ou de uma função existente dentro da empresa. costuma-se utilizar a "Dinâmica em Grupo". relacionamento interpessoal. por exemplo. que fazem parte de um processo seletivo. mantém as mais variadas "baterias de testes". Isto.que por sua atividade dentro da empresa. "acuidade visual" e outras habilidades que a empresa julgue necessária ao bom desempenho do trabalho. para manter e aprimorar seus níveis de homogeneidade. tanto na qualidade de profissionais de gerenciamento de atividades. "Testes não provam e não reprovam ninguém". para que a empresa encontre em "padrão" comparativo. Nas áreas técnicas.

operando uma máquina. É através dela que tanto a empresa. de forma a se iniciar a formação do “Plano de Carreira” dentro da empresa. Observando o trabalhador “in loco”. que permite a avaliação das necessidades e do desempenho do trabalhador. se dá o nome de “Profissiografia”. começa a surgir a “Descrição da Função”. que resulta no “Plano de Desenvolvimento de Cargos e Salários”. Daí se iniciam os estudos da atividade laborativa. é a "Entrevista". começamos a anotar todos os movimentos e as necessidades e que a atividade laborativa exige para o desempenho da pessoa no mundo do trabalho. Pois. como o candidato vão realmente se conhecer e realizar o "Contrato de Trabalho". Com a análise profissiográfica. o "entrevistador" precisa ter um profundo conhecimento da filosofia da empresa. no próprio local de trabalho. quando se começa a observar individualmente os meios e as formas como determinado trabalhador exerce sua função no setor produtivo. . podendo se medir o esforço físico. que vai tomando corpo e se transformando num meio mais eficaz na busca do aperfeiçoamento profissional do trabalhador. Para se realizar uma "Entrevista de Seleção". ENTREVISTA Outra etapa da maior importância para se admitir um empregado na empresa. ou seja a descrição da função. A este estudo e a esta análise da atividade laborativa. ele também terá que fornecer uma série de "informações pertinentes" em relação aos interesses do próprio candidato. e outras necessidades ergonômicas exigidas para o desempenho da função. mental. mas também na qualidade do desempenho dos funcionários dentro da própria empresa. se aprimora os conhecimentos e as técnicas profissionais. Dessas observações. conhecer muito bem as características do cargo ou função a serem preenchidos. em primeiro lugar. além de obter "informações pertinentes" do candidato em relação aos interesses da empresa.aprimoramento na avaliação não só dos candidatos a emprego.

é sempre proveitoso. Portanto. evitando sempre indagações sobre problemas particulares do candidato. a falta de participação do encarregado da área no processo seletivo. Este é o momento mais importante na obtenção de sucesso da empresa e do candidato na realização do "Contrato de Trabalho". além dos conhecimentos a respeito da filosofia da empresa e profundo conhecimento do cargo ou função a serem preenchidos. na entrevista. pode acarretar problemas de entendimento criando questões de adaptação entre chefe e subordinado que poderão colocar em risco a manutenção de um bom funcionário da empresa. envia ao setor o novo empregado. de uma seleção para a admissão de um funcionário e não de aconselhamentos. consultorias e soluções de problemas individuais e psicológicos do candidato. Em segundo lugar. antes de se iniciar uma "Entrevista de Seleção". onde ambos terão condições de trocar impressões para um bom relacionamento no trabalho. procurando tratar inicialmente de assuntos gerais e até corriqueiros. nada mais lógico que um entendimento preliminar entre aqueles que irão conviver e se relacionar diariamente no desempenho de suas respectivas funções dentro da empresa. que assumindo toda a responsabilidade pela admissão. . E. sem que o chefe ou o encarregado da área tenha qualquer contato com o novo subordinado na fase de seleção. a entrevista de “Aconselhamento” e a “Entrevista Demissional” ou de “Desligamento”. como da própria empresa. pois. muitas vezes. para dirigirem a entrevista de modo objetivo.É muito comum. visando os objetivos e interesses. o "entrevistador". "precisa sempre" se preparar para a "Entrevista". Trata-se no caso. inclusive. a entrevista “Admissional” ou de “Seleção de Pessoal”. tanto do futuro funcionário. a participação do chefe ou encarregado da área no processo seletivo. para que o candidato "relaxe" a tensão da espera e da "expectativa". ou seja. Tal procedimento não é aconselhável. Portanto. ser a "ENTREVISTA" realizada pelo "Selecionador de Pessoal". Ora. fazendo com que a "Entrevista" se torne realmente uma "troca de informações". devem os "entrevistadores" criarem um "clima" ameno de conversação. os "entrevistadores" devem colher o maior número de "informações pertinentes" na "Ficha de Solicitação de Emprego" e nos resultados dos testes. tanto para a empresa como para o candidato. TIPOS DE ENTREVISTAS Existem basicamente três tipos de entrevistas no âmbito empresarial. ao se conduzir uma "Entrevista".

até de situações íntimas e familiares. . visando sempre um aprimoramento da relação de emprego e da própria seleção de pessoal. é extremamente importante. como colaborador da empresa. a “Entrevista de Desligamento” também é extremamente importante para ambos. é destinada aos profissionais da área social. Não se deve tratar aqui de assuntos pessoais.  Entrevista de Desligamento: Este tipo de entrevista. A importância desta entrevista está na coleta de informações sobre ávida profissional e o relacionamento do ex=funcionário com seus colegas de trabalho e a chefia. Esta entrevista. Esta entrevista deve permanecer única e exclusivamente no campo do conhecimento das relações profissionais e de interesse tanto da empresa quanto do candidato. E. quando da admissão a entrevista teve a finalidade de ambos se conhecerem. ela trará informações preciosas referentes à relação de emprego. onde o objetivo final é a contratação de um novo colaborador e funcionário da empresa.  Entrevista de Aconselhamento: Este tipo de entrevista é adotado nos casos em que o empregado já devidamente contratado e no exercício de suas funções. que porventura possam afetar o seu desempenho na atividade profissional. tanto para a empresa como para o empregado que está se desligando da empresa. Ora. e. Entrevista Admissional ou de Seleção de Pessoal: É a entrevista da qual discorremos acima. íntimos e particulares da pessoa do candidato. médica e psicológica. Da mesma forma que a entrevista de admissão é importante troca de informações entre a empresa e o candidato. visando solucionar problemas pessoais do funcionário. esta também é apresentada ao candidato. pois. apesar de ser muito pouco usado. enquanto o candidato se apresenta para a empresa. se encontre com problemas pessoais. desta forma é que se realiza o contrato de trabalho. mantidas entre a empresa e o empregado.

buscando um equilíbrio no nível de conversação com o entrevistado. E. filosofia e oferecimentos benefícios que dispõe ao entrevistado. estará diante de um desconhecido. experiências. exigências. que será o condutor da entrevista. para que a entrevista se realize com segurança e atinja os objetivos com eficácia.  DESENVOLVIMENTO: Estabelecido o clima de confiabilidade mutua. o entrevistador. pois. é necessário que ele “entrevistador” propicie ao entrevistado as melhores condições psicológicas possíveis. para o “entrevistador”. pois. Em contrapartida o entrevistador vai também prestar informações sobre a empresa em relação aos seus interesses. então se adentra aos assuntos que interessam propriamente à finalidade da entrevista.TÉCNICAS DE ENTREVISTA:  PREPARAÇÃO: Quando um candidato a emprego é convidado ou convocado para se apresentar para uma entrevista. tratando de assuntos amenos e de interesse dele. ambos são dois desconhecidos que passarão a se conhecer. ele deve também se preparar psicologicamente. Então. na pratica normalmente essas expectativas não ocorrem como se imagina. ele logicamente se prepara para tanto. Da mesma forma. mediante esta troca de informações pessoais. Porém. ele tenta vislumbrar quais perguntas serão feitas pelo entrevistador. buscando as informações de conhecimentos.  ENCERRAMENTO: . esta preparação se inicia primeiramente na coleta do maior número de informações que ele dispõe sobre o “entrevistado” no processo. Além das informações coletadas no processo. baseados já nas informações prestadas por ele no processo. Considerando que a entrevista é uma troca de informações dentro do processo. também precisa se preparar para a entrevistas.

na realização do Contrato de Trabalho. conforme determinação do artigo 168 da C. se preparando e persistindo no interesse de futuramente integrar o quadro de funcionários daquela empresa. Nas empresas onde existem ambulatórios médicos mantidos por elas próprias. a fase seletiva se complementa com a realização do "Exame Médico Obrigatório". esta empresa estará no seu verdadeiro papel de integrar o homem ao setor produtivo. Caso esse objetivo não tenha sido atingido. Para a empresa é muito importante conhecer qual é a imagem que este candidato que não obteve sucesso no processo. levará para a comunidade e a sociedade sobre ela.T. Em se realizando todo esse processo. Por sua vez. é preciso que ambos tenham plena consciência das realidades a que estarão expostos no futuro. desde a admissão até o desligamento do funcionário.L. certamente retornará em outra oportunidade. promovendo a pessoa humana com dignidade. traz indagação se o candidato concorda em se submeter a exames médicos à . por qualquer razão. os exames médicos adminissionais. Abordados todos os assuntos de interesse tanto da empresa como do candidato. É interessante notar que a "Ficha de Solicitação de Emprego". A legislação trabalhista determina a obrigatoriedade do exame médico na "Admissão". com certeza. a critério do sistema seletivo. periódicos e demissionais. principalmente para o candidato. por conta exclusiva do empregador. é muito importante que ambas as partes tenham consciência de que esse processo não se torne constrangedor. de forma clara e objetiva. além da investigação clínica-geral. no verdadeiro mister do empreendedorismo sustentável. EXAME MÉDICO Em certas empresas. conforme o tipo de atividades desenvolvidas pela empresa. ou seja. se o candidato se sentir seguro e consciente de todo o processo. são exigidos exames complementares a critério médico. na "Demissão" e outros periódicos.

fichas ou sistema eletrônico. através do "Termo de Abertura do Livro de Registro de Empregados". relacionados com doenças profissionais e eventuais sequelas acidentárias trazidas por candidatos que por qualquer razão não se submeteram ao "exame médico" obrigatório.T. não é cumprida pela maioria das empresas. conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho. em que se pese a obrigatoriedade do "Exame Médico". Porém. uma vez que a obrigatoriedade se encontra definida em lei.L. psicológicos. em sendo o candidato aprovado pela empresa. em Livro Próprio ou "Ficha". Enfim. como as "Fichas" são obrigatoriamente autenticadas pela "Delegacia Regional do Trabalho - D.Além da qualificação civil ou profissional de cada trabalhador. esta norma contida no artigo 168 da C. 41 . permanecendo uma via com cada contratante. em razão da existência de pessoas que se recusam à submissão a exames médicos. problemas perante a Justiça de Trabalho. tão somente um expediente administrativo da empresa. O "Contrato de Trabalho" é feito através do "Registro de Empregado". especialmente aquelas de pequeno porte.L. com exceção do "Exame Médico" não está prevista em lei. no "Contrato de Trabalho" a situação não é diferente. ela é totalmente pertinente.T. e logicamente a empresa aprovada pelo candidato. deverão ser anotados todos os dados relativos à sua admissão no emprego. Tal indagação num primeiro momento parece ser sem propósito. Parágrafo Único .". E. duração e efetividade no trabalho. tornando-se assim. conforme determina o artigo 41 da C. ou "Ficha Mestra" que conterão a assinatura do empregador. acidentes e demais circunstâncias que interessem à proteção do trabalhador.Em todas as atividades será obrigatório para o empregador o registro dos respectivos trabalhadores.T. fisiológicos ou de cunho religioso.critério da empresa. é importante se frizar que o "Recrutamento e a Seleção de Pessoal". isto em virtude do alto custo. por motivos pessoais. E. É de se observar que todo "contrato escrito" em qualquer situação jurídica é feito em 2 (duas) vias.R. REGISTRO DE EMPREGADOS Após a execução das várias etapas da "Seleção de Pessoal". . firma-se o "Contrato de Trabalho".: "Art." Tanto o "Livro de Registro de Empregados". podendo ser adotados livros. férias. pode acarretar no futuro. O que por sua vez.

além de outras medidas tomadas pela Justiça do Trabalho em relação a Contribuições previdenciárias e recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço dos funcionários mantidos pela empresa. E. onde são anotados todos os dados essenciais desse "Contrato de Trabalho".pois. o empregador.L.L. enquanto o empregado assina o Livro de Registro ou a Ficha de Registro de Empregado.. fica consignado que a falta de Registro de Empregado pelo Empregador imposta no pagamento das multas previstas no artigo 47 e 48 da C.CTPS do empregado.T. . diretamente ou através de "preposto" assina o "Contrato de Trabalho" na "Carteira de Trabalho e Previdência Social . exigidos pelo Artigo 41 da C. como observação final a respeito de "Admissão de Empregado".T.

No Brasil. com excessão de uma série de profissões.. "Operadores Cinematográficos". por suas peculiaridades são reguladas por "Normas especiais sobre a Duração e Condições de Trabalho". Estas normas especiais são elencadas a partir do artigo 224. isto em função da peculiaridade de cada uma dessas profissões. de Radiotelegrafia e Radiotelefonia". de Telegrafia Submarina e Subfluvial. "Trabalhos em minas e subsolo".. o trabalhor em inúmeras lutas. no inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal de 1988 da seguinte forma: "Art. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho".ROTINA DA DURAÇÃO DO TRABALHO.T. do Tráfego dos Portos e de Pesca". até o artigo 350 da C. "Professores" e "Químicos". pois. "Serviços Frigoríficos". com essas lutas. e através dos tempos vem conquistando o seu lugar ao sol. "Jornalistas Profissionais". 7º (.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais.CLT. facultada a compensação de horários e a redução da jornada.) XIII . de Navegação Fluvial a Lacustre. "Serviços de Capatazias dos Portos". . que. mais especificamente a partir de seu artigo 57 até o artigo 75 que regulam a "Duração do Trabalho". Esta definição constitucional da "Duração do Trabalho" veio alterar e mesmo derrogar alguns dispositivos pertinentes. "Empregados nos Serviços de Telefonia. REGULAMENTAÇÃO LEGAL. tais como os "Bancários". como se tem notícia. "Serviço Ferroviário". A "Duração do Trabalho" vem sendo regulamentada pela legislação. desde a Revolução Francesa. "Equipagens das Embarcações da Marinha Mercante Nacional. "Serviços de Estiva".L. constitucionalizar a "Duração do Trabalho". através da evolução social. "Músicos Profissionais". contidos na Consolidação das Leis do Trabalho .. de todas as atividades empresariais. conseguiu através dos movimentos trabalhistas. no Capítulo II do Título II.

ou seja. manuscrito. Dependendo da organização da empresa e mesmo do tipo de atividade executada pelo empregado. isto é. Tal autenticação é extremamente importante para a empresa. em se tratando de conhecer a "Rotina de Duração do Trabalho" por profissionais que atuarão dentro da empresa. o porteiro da empresa. como a "folha individual". o ponto dos funcionários sejam marcados por uma única pessoa. em razão de se eliminar quaisquer dúvidas e fazer prova necessária em eventuais reclamações trabalhistas que visem pagamentos de horas extras. É possível que em determinadas empresas. os mais conhecidos são o mecânico (relógio-ponto). visando com isso evitar a demora dos funcionários em iniciar o trabalho. toda empresa que contar com mais de 10 (dez) funcionários está obrigada a instituir a marcação do ponto individual. cada funcionário possui uma "folha individual" onde são registrados os horários de trabalho executado à empresa. como gerenciadores de atividades. internamente e externamente o controle de horário é feito através do "Controle individual de ponto". assinam os respectivos horários. tais atitudes tiram autenticidade do ponto e . com data e assinatura do empregado. existente na maioria das empresas. tanto o "cartão- ponto". Porém. Quando o trabalho é executado única e exclusivamente dentro da empresa e dentro de um horifício pré-estabelecido no "Contrato de Trabalho". de um modo geral. comumente a marcação do ponto é feita pelo sistema mecânico (relógio-ponto) ou assinatura do Livro-ponto que é colocado na portaria da empresa. onde os funcionários ao entrarem ou saírem. a forma de marcação do ponto é diversificada dentro de uma mesma empresa. como por exemplo. devem conter a declaração que confirma a autenticidade do ponto.Mas. onde o funcionário ao chegar ou ao sair do emprego assina o seu horário de trabalho. E. O ponto necessariamente deve ser "autenticado". MARCAÇÃO DO PONTO Pela Legislação Trabalhista. Apesar de não existir um modelo oficial para a marcação do ponto. quando então. quando o trabalho executado pelo empregado é misto. normalmente feito através do "Livro-ponto". mais importante é conhecer como a "Duração do Trabalho" se desenvolve dentro da empresa de forma geral.

não se pode permitir que esta venha a ser feita por outra pessoa. que perfazem uma média de 7 horas e 20 minutos diários. individual. perfazendo um total de 240 horas mensais. "sempre" por escrito pelo chefe. Como dissemos acima. passível de "Dispensa por Justa Causa". empregados que se atrasam. é possível se contestar a veracidade da autenticação. sendo a marcação do ponto. podem ocorrer necessidades imperiosas que impessam o comparecimento do funcionário no horário normal. e. caso o empregado passar a praticar a marcação do ponto de outro empregado e deixar que outro o faça por ele. Antes da vigência da Constituição Federal de 1988. tanto por parte do empregado. . se em juízo a empresa ou o empregado provarem que a marcação do ponto não foi feita individualmente pelo empregado. para que a empresa mantenha um controle correto da "Jornada de Trabalho" de seus funcionários. E. por outro lado. como por parte da empresa. É muito comum. de alguma forma. no caso da empresa. aplicável ao repouso semanal e feriados. chegando até ao ponto de faltarem ao serviço. estará ela correndo o risco de pagar indenização de horas não trabalhadas. Porém. E. estará incorrendo em falta grave. Porém. E. a Jornada de Trabalho normal era de 48 horas semanais. permitir ou determinar que a marcação do ponto seja realizada por uma única pessoa. é facultada a compensação de horário e a redução coletiva de trabalho. Esse dispositivo Constitucional visa conceder ao trabalhador um período de 4 horas semanais a mais para repouso e lazer. mas com limite de 44 horas semanais. ganhando as horas de ausência. o horário deve ser justificado. solicitarem a outros colegas para que marquem seu cartão-ponto. perfazendo um total de 220 horas mensais. Então para esses casos. JORNADA NORMAL E ADICIONAL EXTRA Com a Constituição de 1988.podem criar sérios problemas quanto a veracidade da "Jornada de Trabalho". no intúito de evitarem penalidades. a jornada normal de Trabalho é de 8 horas por dia. mesmo com a existência da declaração e assinatura do empregado no ponto.

o empregado recebe as horas extras mesmo que a empresa não tenha serviço. Esse contrato escrito é indispensável. podendo ser feito por tempo determinado ou não. nem a duração diária passe de 10 horas (Art. sob pena de se considerar como horas extras as que passam da jornada normal diária. Não há compensação de horas por contrato verbal. havendo um limite de 12 horas na duração da joranda de trabalho. nos seguintes termos: . 59. o Ministério do Trabalho baixou a Instrução Normativa 01/88SRT igualado a jornada de trabalho da mulher à jornada de trabalho masculino. pagando o adicional de 50%. Não há a necessidade do contrato escrito. DURAÇÃO DO TRABALHO FEMININO Dando interpretação oficial às normas constitucionais referentes ao trabalho da mulher. o acordo deve ser escrito. mas na justificativa que deve ser apresentada também em 10 dias à Delegacia Regional do Trabalho. O adicional de 50% à remuneração do empregado pode ser evitado se o aumento de horas de um dia for compensado com a correspondente diminuição de horas de trabalho em outro dia. Por isso quando não há certeza de que será necessário o serviço extra.Esse acordo coletivo normalmente é feito entre os sindicatos e a empresa e a convenção coletiva de trabalho entre os sindicatos patronais e os sindicatos de classe. DURAÇÃO DO TRABALHO MASCULINO A prorrogação do horário de trabalho é feita mediante contrato escrito. usa- se o prazo determinado. de maneira que o horário da semana não passe da soma de 6 jornadas normais. Nos raros casos de "Força Maior" a empresa pode exigir o trabalho extra. parágrafo 2º da CLT). os nomes dos funcionários que prestaram o serviço e o número de horas extras trabalhadas. durante a vigência desse acordo de prorrogação. ou seja o serviço inadiável. podendo a duração normal de trabalho ser acrescida de até mais 2 horas com o acréscimo de 50% sobre a remuneração do empregado. porque se considera que ele fica à disposição da empresa. a empresa mencionará além do motivo.

que pode ser na própria empresa com os interessados. A "compensação" fica na depedência de acordo coletivo. no que concerne a jornada. pagando um adicional de 50% sobre o valor da hora normal. entrando em vigor 3 dias após a entrega do protocolo. DURAÇÃO DO TRABALHO DO MENOR Não há possibilidade de se firmar com menores de 18 anos. Por outro lado. Passados 8 dias da comunicação. seja quanto a hora extra ou compensação de horas. o inciso I do referido artigo preconiza que "homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações". e. . seja quanto ao trabalho noturno. do artigo 7º. criar restrições ao trabalho da mulher. o acordo coletivo pode ser assinado pelos interessados diretamente com a empresa. Esse acordo coletivo tem a duração máxima de dois anos. mesmo que não tenha prazo determinado. Assim. a empresa pode exigir unilateralmente o serviço em horas extras. até o máximo de 12 horas. Devendo uma cópia ser encaminhada à Delegacia Regional do Trabalho. para registro. firma-se o acordo. proibe diferença de exercício de funções. ouvindo os interesses da maioria de no mínimo de 1/3 dos empregados interessados. não cabe ao Poder Executivo. a comunicação deve ser feita à Federação Sindical ou Confederação. conforme disposto no artigo 617 da CLT. "sindicalizados" ou não. Face a esses dispositivos constitucionais. Nos raros casos de "Força Maior". Tendo em vista a excepcionalidade do motivo. e para coibir abusos. Caso o sindicato não se manifeste ou se recuse a participar das negociações por não serem os empregados sindicalizados. sendo que o inciso XXX. acordo de prorrogação de horário de trabalho. Os empregados levarão ao conhecimento do sindicato a decisão em se realizar acordo de compensação de horas sendo o sindicato dentro de 8 dias promoverá a Assembléia. por motivo de sexo. em especial ao Ministério do Trabalho. a lei fixou o prazo de 48 horas para a comunicação do fato à Delegacia Regional do Trabalho. aplicá-se à mulher os dispositivos que regulam o trabalho masculino"."O artigo 5º da Constituição Federal preceitua que todos são iguais perante a lei e que não deve haver distinção de qualquer natureza.

Não há possibilidade de se exigir dos menores o trabalho em horas
extras, para "serviços inadiáveis". Dessa forma, não havendo acordo de
"compensação" e não ocorrendo o motivo de "Força Maior", a empresa
que exigir horas extras dos menores estará agindo irregularmente
dando ao empregado a faculdade de se negar a trabalhar em horas
extras, e, dando oportunidade à fiscalização de autuar a empresa.

DURAÇÃO DO TRABALHO NOTURNO

O trabalho noturno é compreendido entre 22 horas e 5 horas. A hora
noturna tem 52,5 minutos,que corresponde a 7 horas pelo relógio, e
correspondem a 8 horas de trabalho. E, cada período de 52,5 minutos
recebe o "adicional noturno" no percentual de 20%.

Em caso de hora extra noturna o empregado recebe os dois adicionais,
ou seja, o adicional noturno no percentual de 20% e também o adicional
de horas extras no percentual de 50%.

O Trabalho Noturno só é permitido para maiores de 18 anos, pois a lei
proibe o trabalho noturno para menores. E, em relação à mulher maior
de 18 anos, não existe mais as proibições existentes na legislação
trabalhista, como vimos em razão da existência da equiparação ao
trabalho masculino.

ROTINA DE DESLIGAMENTO

PEDIDO DE DEMISSÃO

É a manifestação expressa do empregado em rescindir o Contrato de
Trabalho, de sua livre e espontânea vontade, uma vez que não deseja
mais prestar serviços ao empregador.

Normalmente, esta manifestação, num primeiro momento é feita
vebalmente ao chefe ou encarregado da área.

AVISO PRÉVIO

A formalização desse Pedido de Demissão se dá com comunicação por
escrito, dirigida ao empregador (Empresa), em duas vias, sendo que o
empregador (Empresa) dará ao empregado o recibo na segunda via. O
prazo deste "Aviso Prévio" do Empregado é de 30 (trinta) dias contados
do dia seguinte à entrega.

Durante esses 30 (trinta) dias em que o funcionário demissionário
permanece na empresa, perdura o Contrato de Trabalho em todas as
suas cláusulas e condições, inclusive quanto ao horário de trabalho e
prestação do serviço.

DOCUMENTAÇÃO

Antes de se formalizar a rescisão do Contrato de Trabalho é importante
que se faça todas as anotações referentes a esse contrato, tais como,
alteração de salários, férias, afastamentos, alterações de cargos, etc.
para então se promover a "Baixa" na Carteira de Trabalho e Previdência
Social (C.T.P.S.) bem como no Livro ou Ficha de Registro de
Empregados.

Além da Carteira de Trabalho com as anotações e a baixa do Contrato
de Trabalho, o empregado recebe também a "Relação dos Salários de
Contribuição" do INSS bem como a identificação da Conta de Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço (F.G.T.S.).

VERBAS RESCISÓRIAS

As verbas rescisórias a que tiver direito o empregado que pediu
demissão e cumpriu integralmente o "Aviso Prévio", deverão ser pagas
pelo empregador no dia útil imediato ao término do Contrato de
Trabalho, ou seja, no primeiro dia útil após a data da "Baixa" na Carteira
de Trabalho e Previdência Social (C.T.P.S.).

Caso o empregado se recusou ao cumprimento do "Aviso Prévio", o
valor correspondente aos 30 (trinta) dias serão descontados das verbas
rescisórias, por parte do empregador e o prazo para o pagamento das
verbas é de 10 (dez) dias corridos, contados da data do término do
Contrato de Trabalho. Esse prazo de 10 (dez) dias também prevalece no
caso do empregador, por mera liberalidade, haver dispensado o
empregado do cumprimento do "Aviso Prévio".

O empregado demissionário, tem direito ao recebimento dos valores
correspondentes ao Saldo de Salário, ou seja o valor dos dias
trabalhados; 13º salário proporcional, correspondente a 1/12 por mês
de serviço; Férias vencidas, correspondentes a 1 (um) ano de efetivo
Contrato de Trabalho, e ou Férias proporcionais, correspondentes a 1/12
por mês de serviço. Todas as verbas serão acrescidas dos índices legais,
tais como horas extras; adicionais, periculosidade ou insalubridade e
demais direitos previstos em lei, sentenças normativas ou acordos
coletivos de trabalho.

Quando o empregado Pede Demissão, ele não retira o Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço (F.G.T.S.), que é transferido para o
estabelecimento bancário do novo empregador através da "Guia de
Transferência Individual de Conta Vinculada" (GTI).

DEMISSÃO SEM JUSTA CAUSA

É a manifestação expressa do empregador (empresa) que não
desejando mais se utilizar dos serviços do empregado, resolve rescindir
o Contrato de Trabalho.

AVISO PRÉVIO

A decisão do empregador (empresa) em rescindir o Contrato de
Trabalho também é feita por escrito, em duas vias ao empregado, que
passa o recibo na segunda via. Também neste caso o prazo do Aviso

). Autorização para Movimentação da Conta Vinculada (FGTS). o empregado recebe a "declaração de Rendimentos Pagos e Creditados". o prazo para o pagamento das verbas rescisórias é de 10 (dez) dias corridos. O que se chama "Aviso Prévio". Quando a empresa não deseja manter o empregado cumprindo o Aviso Prévio.T. Este período. mesmo indenizado. integra o Contrato de Trabalho para o pagamento de todos os direitos a que o empregado faça jús em virtude da rescisão contratual. para efeitos do "Seguro- Desemprego". VERBAS RESCISÓRIAS As verbas rescisórias a que tiver direito o empregado demitido sem justa causa e que cumpriu o "Aviso Prévio" deverão ser pagas no dia útil imediato ao término do Contrato de Trabalho. dispensando-o de imediato. . Além da Carteira de Trabalho com as anotações e a baixa do Contrato de Trabalho. "Salário-Família". Atestado de Exame Médico.T. no ato da rescisão contratual. a contar da data do término do Contrato de Trabalho. Se a empresa estiver indenizando o Aviso Prévio. para que o empregador possa procurar novo emprego. "Relação dos Salários de Contribuição" INSS. No caso do Aviso Prévio por parte do empregador (empresa) a Jornada de Trabalho é reduzida em 2 (duas) horas diárias. para fins de Declaração de Renda ao Ministério da Fazenda.P. contados do dia seguinte à entrega do aviso. fica obrigada a indenizar o período.Prévio não pode ultrapassar os 30 (trinta) dias.S.) o Livro ou Ficha de Registro de Empregados são documentos que mantém todas as cláusulas e condições estipuladas no Contrato de Trabalho.S. O empregado demitido sem justa causa tem o direito ao recebimento dos valores correspondentes a "Saldo de Salário".P. "Comunicação de Dispensa (CD)". DOCUMENTAÇÃO Considerando-se que tanto a Carteira de Trabalho e Previdência Social (C. como na Ficha ou Livro de Registro de Empregados. é necessário que se façam todas as anotações referentes a este contrato na Carteira de Trabalho e Previdência Social (C.

"Identificação da Conta Vinculada . tem o direito de sacar o FGTS do Contrato de Trabalho que é rescindido pela empregadora. "40% do FGTS". o empregado recebe a "Declaração de Rendimentos". Além da Carteira de Trabalho com as anotações e a baixa do Contrato de Trabalho. "Relação de Salários de Contribuição" INSS. "Atestado de Exame Médico". "Aviso Prévio". é importante que a empresa esteja devidamente preparada para se defender na Justiça do Trabalho contra uma reclamação que tem a finalidade de cancelar a pena da Justa Causa. uma vez que a falta .FGTS". pois em caso de Reclamação Trabalhista a falta de qualquer informação referente ao Contrato de Trabalho pode comprometer a empresa. DEMISSÃO COM JUSTA CAUSA Quando a rescisão do Contrato de Trabalho ocorre por motivo falta grave cometida pelo empregado. DOCUMENTAÇÃO Mesmo na demissão por justa causa é importante que a empresa promova todas as anotações do Contrato de Trabalho na Carteira de Trabalho e Previdência Social bem como na Ficha ou Livro de Registro de Empregados. através da "Guia de Transferência Individual de Conta Vinculada" (GTI). tomando por escrito todas as informações dos empregados envolvidos e das testemunhas. A empresa deverá manter em seu poder a "Sindicância" e todos os documentos que possam comprovar a conduta do empregado e prestar todas as informações pertinentes às autoridades. a empresa deve realizar uma "Sindicância". mantendo a transferência de contas anteriores que não tenha sacado em razão de pedido de demissão em empresas anteriores. correspondente a 1/12 por mês de serviço. que deve ser assinada por todos. "FGTS do Último mês de serviço."13º Proporcional". Quando o empregado é demitido sem justa causa. "Férias Vencidas". correspondente a 30 (trinta) dias. a sua demissão é imediata e sem a exigência do Aviso Prévio por parte do Empregador. antes da aplicação da penalidade da Justa Causa. Por isso. Sempre que se constata a existência de falta grave cometida pelo empregador. correspondente a 1 (um) ano de serviço.

"Depósito do último mês do F.". VERBAS RESCISÓRIAS O empregado demitido por Justa Causa. mesmo que a falta seja de extrema gravidade tem direito a verbas rescisórias dos direitos adquiridos na constância do Contrato de Trabalho. Esses direitos são correspondentes aos valores de "Saldo de Salários". É beneficiário da aposentadoria por invalidez o segurado que. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ É concedida em virtude de doença.G. "Salário-Família".S.pode resultar consequências legais. É importante lembrar que o empregado que foi demitido por Justa Causa não tem direito de sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). porém. uma vez que. O desligamento do empregado portador de invalidez se inicia com o seu afastamento do trabalho por motivo de doença ou acidente que o incapacitem para o trabalho. cessada a . "Férias Vencidas". além da falta disciplinar no âmbito trabalhista. ou em função da idade do trabalhador que tenha contribuído para com a Previdência Social. estando ou não em gozo de auxílio-doença. DESLIGAMENTO POR APOSENTADORIA Aposentadoria é o direito do trabalhador em perceber uma remuneração mensal sem que esteja obrigado à prestação de serviços. ao firmar novo Contrato de Trabalho com outro empregador. temporária ou permanentemente. tais como a condição de invalidez para o trabalho. A aposentadoria por invalidez não caracteriza a rescisão do Contrato de Trabalho. e sim a suspensão desse contrato. No Brasil este benefício é concedido pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) aos trabalhadores que preencham determinados requisitos ou condições legais.T. seja considerado incapaz para o trabalho e insucetível de recuperação para o exercício de atividade que lhe garanta a subssitência. deve providenciar a transferência da Conta através da "Guia de Transferência Individual de Conta Vinculada" (GTI). a complementação de determinado tempo de prestação de serviços.

o que será somente quando a aposentadoria se converter em aposentadoria por velhice. voltando a vigorar todas as cláusulas contratuais. a do segurado. e regulado por lei complementar. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social. quando então ocorrerá a rescisão desse contrato. a empresa é responsável pelo pagamento dos primeiros 15 (quinze) dias de afastamento do empregado. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes. fundações. . Portanto no desligamento por aposentadoria por invalidez não se prevê o pagamento de verbas rescisórias. bem como dos direitos adquiridos como Férias vencidas. Parágrafo primeiro . Porém. será facultativo. sua contribuição normal poderá exceder. salvo na qualidade de patrocinador. empresas públicas. o Contrato de Trabalho ficará suspenso até a aposentadoria se converter em aposentadoria por velhice.A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos. sociedades de economia mista e outras entidades públicas. E. Pela mesma razão de não existir rescisão contratual.incapacidade do empregado ele será reintegrado no trabalho. em hipótese alguma. baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos. em razão da invalidez se tornar permanente. Parágrafo terceiro . não integram a remuneração dos participantes. à exceção dos benefícios concedidos. Parágrafo segundo . no caso específico. Estados.É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União.As contribuições do empregador. nos termos da lei. o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também não é liberado. Distrito Federal e Municípios. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO Art. situação na qual. assim como. suas autarquias.O regime de previdência privada. 202 .

Esse Fundo de Garantia por Tempo de Serviço corresponde ao total dos depósitos feitos em nome do empregado durante toda sua vida profissional.DOU 16. às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços públicos.Parágrafo quarto . "13º Proporcionais". quando o empregado tem "MAIS DE UM ANO DE CONTRATO" a rescisão . Esses direitos correspondem às verbas trabalhistas a título de "Saldo de Salários". HOMOLOGAÇÃO DA RESCISÃO CONTRATUAL Em qualquer das formas de rescisão do Contrato de Trabalho. "Plano de Integração Social" (P. ocorre a lógica rescisão do contrato de trabalho.12.A lei complementar a que se refere o parágrafo quarto deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação.) (P. Nota: "Caput" e parágrafos com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. "Férias Poporcionais". Parágrafo quinto .P.A. "Fundo de Garantia por Tempo de Serviço" (FGTS).:S.12. quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada. Estados. sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente.98. inclusive suas autarquias. fundações.A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á. enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.). no que couber. Parágrafo sexto . e suas respectivas entidades fechadas de previdência privada.S. DESLIGAMENTO POR FALECIMENTO DO EMPREGADO Com o falecimento do empregado. "Férias Vencidas".98 . todos os direitos trabalhistas originados pela relação de emprego mantida entre a empresa e o falecido serão pagos aos seus dependentes. "Salário-Família".I.Lei complementar disciplinará a relação entre a União. Distrito Federal ou Municípios. e. de 15.E.

O pagamento em rescisão a empregado com um ano ou mais de serviço. permanecendo uma via com a empresa e uma via com o empregado. considera-se como inexistente. pelo Promotor Público. e em último caso pelo Juiz de Paz do município. Nos contratos de trabalho com menos de um ano de serviço. a rescisão será feita na própria empresa mediante recibo discriminando todas as verbas pagas e os descontos legais. OBSERVAÇÕES FINAIS As verbas correspondentes a "Férias Proporcionais" nas rescisões contratuais só serão devidas nos contratos com mais de um ano de prestação de serviço e onde não tenha ocorrido a demissão por Justa Causa. ou pela Delegacia Regional do Trabalho. sem homologação. ou onde não houver.contratual será obrigatoriamente "homologada" pelo Sindicato da categoria. . obrigando a empresa a pagar outra vez.

10. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. quando incorrer em dolo ou culpa". assim entendida a inerente ou peculiar a determinado ramo de atividade e constante de relação organizada pelo Ministério da Previdência e Assistência Social . por motivo de disputa relacionada com o trabalho. embora não tenha sido a causa única. II . ACIDENTE DE TRABALHO: Acidente de trabalho é aquele que ocorrer pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. . em consequência de: a) ato de sabotagem ou de terrorismo praticado por terceiro. ou a redução da capacidade para o trabalho.a doença profissional ou do trabalho.o acidente sofrido pelo empregado no local e no horário de trabalho.Constituição Federal . ou redução.seguro contra acidente de trabalho. da capacidade para o trabalho. Artigo 7º .1988 "São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. § 1º.MPAS. a cargo do empregador. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXVIII . permanente ou temporária. c) ato de imprudência.05. ou a perda. inclusive companheiro de trabalho. inclusive companheiro de trabalho. para os fins desta Lei: I . Equiparam-se ao acidente de trabalho. de negligência ou de imperícia de terceiro. haja contribuído diretamente para a morte. inclusive de terceiro. ou perda. b) ofensa física intencional. ligado ao trabalho. III .o acidente que.RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL POR ACIDENTES DE TRABALHO. sem excluir a indenização a que este está obrigado.

f) outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior. c) em viagem a serviço da empresa.. devida pelo empregador ao trabalhador em decorrência de dolo ou culpa no evento ocasionador de acidente de trabalho. cuja atuação encerra-se no âmbito do seguro de acidente de trabalho financiado pelos empregadores e por ela gerido.. o artigo 7º. a prever a responsabilidade direta por via indenizatória ao trabalhador. é claro ao atribuir responsabilidade indireta do empregador pelo acidente do trabalho. e em acréscimo.o acidente sofrido pelo empregado. e) desabamento. da Constituição vigente. pois. inundação ou incêndio. para tais casos.d) ato de pessoa privada do uso da razão.) Tal indenização. no exercício de sua atividade. b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito. V . quando incorrer em dolo ou culpa. é de natureza laboral e não acidentária. (. urbano ou rural. “Ademais. d) no percurso da residência para o trabalho ou deste para aquela. a competência . ainda que fora do local e horário de trabalho: a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a responsabilidade da empresa. inclusive veículo de propriedade do empregado. a indenização do empregador como reparação a acidente de trabalho sofrido pelo empregador acarreta litígio estranho à autarquia previdenciária. Logicamente. inciso XXVIII. IV . seja qual for o meio de locomoção utilizado. a ocasionar a inexistência de interesse autárquico previdenciário a deslocar a causa à Justiça Local. de modo a estabelecer-se.a doença proveniente de contaminação acidental de pessoal de área médica. quando lhe comete a responsabilidade de propiciar o seguro contra acidente de trabalho.

se vê diante do compromisso íntimo e pessoal de justificação da falta cometida. e de conformidade com a norma e com a lei. absoluta da Justiça do Trabalho. permanece no seu íntimo. Moral: Religião/Costumes: Quando a transgressão atinge a uma norma religiosa. perante a comunidade onde está inserida. com o pedido de "desculpas". nessas condições. o transgressor. ou mesmo com a sociedade e que exige uma satisfação perante a pessoa e a ordem pública e social.10ª Região . que uma pessoa tem para com a outra. surge com a capacidade do indivíduo. imediata. de justificar o comportamento impróprio. sofrer nenhuma sanção física ou moral.0. se dá pela prática do "ato lícito". física ou moral. pois se vê na situação desagradável de constrangedora. 4ª Edição). (Alexandre Nery Rodrigues de Oliveira . A manifestação da vontade humana. uma punição ostensiva. E pela prática . sendo obrigada a se submeter às medidas impostas pela autoridade encarregada de velar pela observação da norma de conduta. Da mesma forma. impingida pela divindade ofendida. RESPONSABILIDADE: A responsabilidade de uma pessoa pode ser definida como a situação de quem. quando essa prática. quando a transgressão atinge a uma norma de comportamento ético. A obrigação é um dever jurídico. satisfazer a um questionamento. não se aplica ao transgressor da norma. se vê exposto às consequências desagradáveis decorrentes dessa violação. e prestar contas de seus "atos". Presidente da Primeira Junta de Conciliação e Julgamento de Brasília-DF . tendo violado uma norma qualquer. de assumir obrigações. responsável é aquela pessoa que reune capacidade de responder. jurídica: A responsabilidade no mundo jurídico. o comprometimento do transgressor. por exemplo. Portanto. é correspondente aquilo que está correto.In JURID 8. sem contrudo. Jurid Publicações Eletrônicas. esse comprotamento. solicitando a complacência do ofendido.Juiz do Trabalho.Como se percebe.

fica obrigado a repará-lo. exige a presença do "dolo". para se evitar um dano ou uma infração à lei. Haverá obrigação de reparar o dano. MODALIDADES DA CULPA Enquanto. por parte do agente. de consequências previsíveis.do "ato ilícito". causar dano a outrem. e que ocorre também na falta ou na demora em se prevenir ou impedir um dano. pois todos eles tem princípios e normas que devem ser conhecidos pelos que a eles se dedicam. a manifestação da vontade do agente é expressa. no dolo. RESPONSABILIDADE CIVIL E CRIMINAL A caracterização da responsabilidade da pessoa. desleixo ou omissão. nos casos especificados em lei. ele ocorre. ou . segundo a qual alguém não quer que o prejuízo aconteça. independentemente de culpa. que se fariam necessárias no momento. pela falta de previsão daquilo que é perfeitamente previsível. inequívoca. arte ou função. mas. RESPONSABILIDADE CIVIL Art. que consiste na manifestação livre e consciente da vontade na prática do ato ilícito. na falta de conhecimento ou habilitação para o exercício de determinado ofício. ofício ou arte. que vem a ser o comportamento contrário à norma e à lei. ou da "culpa". que consiste na conduta positiva ou negativa. como na esfera criminal. NEGLIGÊNCIA: Consiste na falta ou deficiência do cuidado que se deve ter na realização de seus atos. Parágrafo único. 927 . Pode ocorrer por falta de prática ou da ausência de conhecimentos de profissão. da diligência ordinária ou especial a que estava obrigado. IMPRUDÊNCIA: Consiste na falta involuntária de observância de medidas de precaução e segurança.Aquele que. por ato ilícito (artigos 186 e 187). tanto na esfera civil. causado pelo "dolo" e pela "culpa". por descuido. o ato ilícito só pode ser reconhecido nas seguintes modalidades: IMPERÍCIA: Consiste na incapacidade. na modalidade culposa.

especialista em Direito do Trabalho do escritório Mesquita Barros Advogados. ou seja. nas ações de indenização por acidente de trabalho. que o artigo 927 é inaplicável aos acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. por sua natureza.". já se encontram reguladas pela Constituição Federal (art. de forma habitual. . As atividades que potencializariam riscos a outrem. a empresa que mantém empregados em atividade cuja natureza ofereça ou exponha a risco. Nadia Demoliner Lacerda. risco para os direitos de outrem. prerrogativa exclusiva de emenda à Constituição. Portanto. Notas: 1. fica automaticamente obrigada a indenizar sem nenhum direito de provar que não agiu com culpa ou dolo para a ocorrência do acidente. pelo artigo 927 do novo Código Civil. 7º. Comentando sobre o artigo corrente. inciso XXVIII).quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. defende a inaplicabilidade da responsabilidade objetiva do empregador: "Imagine um empregado operador de empilhadeira que sofreu um acidente de trabalho. esse empregado conseguiria a condenação da empresa ao pagamento de indenização sem nenhuma exigência de provar a culpa do empregador. Mesmo após 11 de janeiro. Essa interpretação é equivocada. O novo Código Civil não inovou tanto quanto os imprecisos termos do dispositivo parecem disciplinar. não poderia revogá-la. que estipula o dever do empregador de indenizar quando ficar comprovado que este agiu em dolo ou culpa para a ocorrência do acidente. tranqüilamente. Na interpretação de alguns estudiosos. há de se concluir. comprovar que adotou medidas e forneceu equipamentos hábeis a neutralizar ou eliminar os riscos da atividade desenvolvida pelo empregado. nas quais fica garantido ao empregador. os empregadores estão a salvo da responsabilidade objetiva e continuam respondendo mediante verificação de culpa. inclusive aqueles que desempenham habitualmente atividades de risco. Considerando ser o novo Código Civil lei inferior à Constituição Federal. Os defensores dessa teoria argumentam que a nova redação desse dispositivo estabeleceu a culpa objetiva.

APRESENTAÇÃO ANTES DO PRAZO CONVENCIONADO ÓRGÃO JULGADOR: 3ªT É cabível indenização por dano moral. transmite-se aos sucessores daquele que sofreu o dano. não perdem sua qualidade cambiariforme e executiva. emitidos como garantia de dívida. por ser personalíssimo o direito à defesa da honra. é devolvido por insuficiência de fundos. Os cheques pré-datados. apenas a ampliação do prazo de apresentação. no âmbito do direito privado. Jurisprudência comparada do STJ: 2.2 Título: SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO Subtítulo: INSCRIÇÃO . Título: RESPONSABILIDADE CIVIL Subtítulo: DANO MORAL .RESP 324886 PR Decisão:21/06/2001 DJ:03/09/2001 (unânime) 2.2. popularmente conhecido como pré-datado. Precedentes a título de amostragem 1ª T . Precedentes a título de amostragem 3ª T .RESP 302029 RJ Decisão:29/05/2001 DJ:01/10/2001 (maioria) ÓRGÃO JULGADOR: 1ªT O direito de ação por dano moral é de natureza patrimonial e. apresentado antes da data ajustada entre as partes. ocorrendo.TRANSMISSIBILIDADE AOS HERDEIROS ÓRGÃO JULGADOR: 3ªT Os herdeiros da vítima de dano moral não têm legitimidade ativa para propor ação de indenização. quando o cheque pós-datado. como tal.1 Título: DANO MORAL Subtítulo: CHEQUE PÓS-DATADO .

TENDO COMO TERMO INICIAL DA PENSÃO A DATA EM QUE O DIREITO LABORAL ADMITE O CONTRATO DE TRABALHO E COMO TERMO FINAL A IDADE EM QUE A VÍTIMA ATINGIRIA OS VINTE E CINCO ANOS DE IDADE. CADIN.ERESP 158051 RJ DECISÃO:17/04/2002 (unânime)). EXERCENDO OU NÃO ATIVIDADE REMUNERADA EM FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA . Acumulação de danos morais com danos materiais . O termo inicial do pagamento da pensão conta-se dos quatorze anos. Direito à indenização somente por danos morais. (4ª T . data em que o direito aboral admite o contrato de trabalho. 4ªT "É devida indenização por dano material aos pais de família de baixa renda.RESP 402874 SP DECISÃO:06/06/2002 (unânime)). NÃO É . TENDO COMO TERMO INICIAL DA PENSÃO A DATA EM QUE O DIREITO LABORAL ADMITE O CONTRATO DE TRABALHO E COMO TERMO FINAL A IDADE EM QUE A VÍTIMA ATINGIRIA OS SESSENTA E CINCO ANOS DE IDADE.. É CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. SE A VÍTIMA É MENOR . e tem como termo final a idade em que a vítima atingiria a idade de sessenta e cinco anos.(CE .Rejeição . reduzindo-se o valor da pensão em um terço a partir da idade de vinte e cinco anos.CASO BATEAU MOUCHE . SE A VÍTIMA É MENOR ." DECISÕES MONOCRÁTICAS Perda de filho recém nascido. em decorrência de morte de filho menor proveniente de ato ilícito. É CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. SE A VÍTIMA É MENOR . SERASA e outros) na hipótese de pendência de ação judicial em que se discute a dívida.Descabe a inscrição do nome do devedor em cadastro de proteção ao crédito (SPC. SEM EXERCER ATIVIDADE REMUNERADA EM FAMÍLIAS DE CLASSE MÉDIA OU ALTA . Entendimento: ÓRGÃO JULGADOR: 3ªT. independentemente do exercício de trabalho remunerado pela vítima. EXERCENDO ATIVIDADE REMUNERADA EM FAMÍLIAS DE CLASSE MÉDIA OU ALTA .

1265. EXERCENDO ATIVIDADE REMUNERADA EM FAMÍLIAS DE CLASSE MÉDIA OU ALTA . EXERCENDO ATIVIDADE REMUNERADA EM FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA . A obrigação de prestar segurança e vigilância faz parte do contrato de depósito devendo a empresa arcar com o risco inerente à atividade explorada. não constituindo causa excludente da responsabilidade da empresa. MAS IMPOSSIBILITADA. É CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. TENDO COMO TERMO FINAL DA PENSÃO A IDADE EM QUE A VÍTIMA ATINGIRIA OS SESSENTA E CINCO ANOS DE IDADE.) Entendimentos: ÓRGÃO JULGADOR: 4ªT A empresa que explora comercialmente estacionamento de veículos é responsável pela indenização em caso de subtração decorrente de roubo ou furto. Título: RESPONSABILIDADE CIVIL Subtítulo: ROUBO OU FURTO DE VEÍCULO (Vide precedentes em nota 1 ao art. NÃO SERÁ CABÍVEL A INDENIZAÇÃO.CABÍVEL A INDENIZAÇÃO. SE A VÍTIMA É MENOR OU MAIOR . DESCABIMENTO DA INDENIZAÇÃO. ÓRGÃO JULGADOR: 3ªT . POR DOENÇA. POR AUSÊNCIA DE DANO MATERIAL. O roubo mediante constrangimento com arma de fogo não pode ser invocado como motivo de força maior. SALVO SE PROVADO QUE A VÍTIMA CONTRIBUIA EFETIVAMENTE PARA AS DESPESAS DA FAMÍLIA. PARA O EXERCÍCIO DA ATIVIDADE REMUNERADA . (4ª T . É CABÍVEL A INDENIZAÇÃO.RESP 164166 PR DECISÃO:21/06/2001 DJ:29/10/2001 (unânime)) SE A VÍTIMA É MAIOR . porque é fato previsível. SE FICAR PROVADO QUE CONTRIBUIA EFETIVAMENTE PARA AS DESPESAS DA FAMÍLIA. SE A VÍTIMA É MAIOR .

927 Presidente: Roberto Rosas. 4ªT Empresa ou estabelecimento comercial que permite aos seus empregados e clientes utilizarem seu estacionamento responde por roubo ou furto de veículos a eles pertencentes. setembro de 2002 . Jornada de Direito Civil . assume a responsabilidade de estacionar o veículo de seu cliente.Proposição sobre o art. Também é irrelevante ser o serviço prestado remunerado ou não. ÓRGÃO JULGADOR: 3ªT. guardando as chaves do mesmo. portanto. 927 Autor: Adalberto Pasqualotto Enunciado: a responsabilidade fundada no risco da atividade. 4ªT A empresa. podendo a subtração ter ocorrido em via pública. responde pela indenização em caso de subtração decorrente de roubo ou furto. do novo Código Civil. pois com a tradição surge a obrigação de guarda e vigilância. Resultado da votação: aprovado (unanimidade) .Proposição sobre o art. Mesmo não havendo contrato de depósito.O roubo de veículo configura força maior . excluindo a responsabilidade da empresa que explora comercialmente estacionamento. que através de preposto. o Princípio da Boa-Fé Objetiva. aplicando-se. como prevista na segunda parte do parágrafo único do artigo 927. ÓRGÃO JULGADOR: 3ªT. Pouco importa não ser o estacionamento privativo.Brasília. pois assume o dever de guarda e proteção. a empresa se beneficia indiretamente. Relator: Adalberto Pasqualotto a) . Não é exigida desta a manutenção de aparato de segurança apto a impedir tais eventos. configura-se quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano causar à pessoa determinada um ônus maior do que aos demais membros da coletividade.

é a integridade física do trabalhador. mas envolve todos aqueles que de qualquer forma contribuiram para o efeito danoso que lesou a integridade física do acidentado. quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. quando o indivíduo ao praticar o ato. a responsabilidade não permanece única e exclusivamente em relação ao empregador. contudo. de cada um. o fez de livre e expontânea vontade e conscientemente. Portanto. consistentes da imperícia. Já na esfera criminal. A condenação criminal. ou assumiu o risco do ocorrido. EFEITOS DA CONDENAÇÃO: Na esfera da responsabilidade civil. ou pecuniárias. nas modalidades da culpa. a responsabilidade se dirige aos "atos humanos". pela imprevisão do resultado. o "crime" é doloso. esse dano ocorre. Porém. . a responsabilidade criminal pesará em relação a todos os envolvidos no fato. setembro de 2002) RESPONSABILIDADE CRIMINAL Por sua vez.(Tribuna da Magistratura. atingindo a todos os envolvidos no acidente. resultará na punição pessoal. a sanção permanece no âmbito da indenização monetária e na reparação do dano material. Isto é. E. que lesaram ou colocaram em risco o bem jurídico protegido pela lei penal. Caderno Especial Jurídico. Esta conduta é denominada de "crime". e esta responsabilidade é exclusiva do empregador. então. Aí. nos termos do artico 7º. direta ou indiretamente. imprudência e negligência. o crime será "culposo". se o agente não tinha a intenção de causar o dano. privativas de liberdade. dependendo do grau de responsabilidade no evento. esse "bem jurídico". a responsabilidade criminal se caracteriza pela conduta humana que lesa ou expõe a perigo um bem jurídico protegido pela lei penal. inciso XXVIII da Constituição Federal. no acidente de trabalho. por parte do empregador. podendo consistir na aplicação de penas restritivas de direitos. prestação de serviços comunitários. E nesse sentido.

etc. . SEGURADO: É a pessoa que exerce emprego ou qualquer tipo de atividade remunerada. com ou sem vínculo empregatício. a toda a pessoa humana inserida na sociedade. Por outro lado. não necessitando de provas. quanto à vercidade dos fatos. importando na perda da primariedade criminal. pois eles já foram decididos. que de alguma forma. Pois. CONCLUSÃO: Na responsabilidade pelo acidente de trabalho.Além dos efeitos diretos. efetiva ou eventualmente. Isto é. desde que houve a condenação criminal. o meio indispensável de manutenção da vida e da subsistência. o empregador ficará obrigado a reparar o dano. tempo de serviço. bem como a prestação de serviços que visem à proteção de sua saúde e concorram para o seu bem-estar. NOÇÕES DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO. forem absolvidas na esfera criminal. CONCEITO: A previdência social organizada na forma da lei tem por fim assegurar aos seus beneficiários. BENEFICIÁRIOS: Para fins previdenciários são beneficiários os segurados e todos os seus dependentes e agregados. a absolvição criminal não elimina a responsabilidade civil. a título precário ou não. ou seja. a condenação criminal faz coisa julgada na esfera civil. incapacidade. vivem sob sua dependência. nada impede que o acidentado ou seus familiares. importará também na impossibilidade do condenado em participar de concurso públicos. por motivo de idade avançada. a indenização pelo dano causado é devida. prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente. promovam a ação de reparação de danos contra o empregador. seja de que forma for. se ficar provado o dolo ou a culpa civil. Isto é. salvo as exceções expressamente consignadas na lei orgânica de previdência social. mesmo que as pessoas envolvidas no acidente. a condenação criminal.

O auxílio-doença será devido a contar do 16º (décimo sexto) dia de afastamento da atividade ou. só poderão ser menor de 18 (dezoito) anos ou maior de 60 (sessenta) anos ou inválidos. em gozo de auxílio-doença. arredondado o total obtido para a unidade de milhar de cruzeiros imediatamente superior. mantida há mais de 5 (cinco) anos. e as irmãs solteiras de qualquer condição menores de 21 (vinte e um) anos ou inválidas. for insuscetível de recuperação para a sua atividade habitual.DEPENDENTES: Para efeitos previdenciários a lei considera dependentes do segurado a esposa. a saber: I . perdurando pelo período em que o segurado continuar incapaz. se do sexo masculino. os filhos de qualquer condição menores de 18 (dezoito) anos ou inválidos. no caso do trabalhador autônomo e do empregado doméstico. mais 1% (um por cento) desse salário por ano completo de atividade abrangida pela previdência social ou de contribuição recolhida nos termos do artigo 9º. menores de 21 (vinte e um) anos ou inválidas. O auxílio-doença consistirá numa renda mensal correspondente a 70% (setenta por cento) do "salário-de-benefício". até o máximo de 20% (vinte por cento). o pai inválido e a mãe. São consideradas também dependentes. as pessoas designadas. ficar incapacitado para seu trabalho por prazo superior a 15 (quinze) dias. BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS: As prestações asseguradas pela previdência social consistem em benefícios e serviços. o marido inválido. será devido a partir da entrada do pedido.quanto aos segurados: a) auxílio-doença. a contar da data da entrada do pedido. a companheira. que. Se o segurado. e as filhas solteiras de qualquer condição. os irmãos de qualquer condição menores de 18 (dezoito) anos ou inválidos. o que o sujeita aos processos de reabilitação profissional previstos no parágrafo quarto . após 12 (doze) contribuições mensais. Quando requerido por segurado afastado há mais de 30 (trinta) dias do trabalho. O auxílio-doença será devido ao segurado que.

O segurado em gozo de auxílio-doença ficará obrigado. for considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência. por motivo de doença. sob pena de suspensão do benefício. a submeter-se aos exames. exceto tratamento cirúrgico. A aposentadoria por invalidez será devida ao segurado que. seu benefício só cessará quando ele estiver habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência. a qualquer tempo. b) aposentadoria por invalidez. mesmo que os laudos sejam contrários.para o exercício de outra atividade. tratamentos e processos de reabilitação profissional proporcionados pela previdência social. forem . A aposentadoria por invalidez será mantida enquanto a incapacidade do segurado permanecer nas condições mencionadas no artigo 27. na forma que se dispuser em regulamento. cada uma igual à diária que recebe como beneficiado. pagando-se outra diária para cada dia excedente que permanecer à ordem da instituição. Quando o tratamento se efetuar em lugar que não seja o da residência do segurado. após 12 (doze) contribuições mensais. À empresa que dispuser de serviço médico próprio ou em convênio caberá o exame e o abono das faltas correspondentes ao citado período. Será concedido auxílio para tratamento ou realização de exames médicos fora do domicílio dos beneficiários. ficando ele obrigado a submeter-se aos exames que. ou quando não recuperável for aposentado por invalidez. incumbe à empresa pagar ao segurado o respectivo salário. Durante os primeiros 15 (quinze) dias de afastamento do trabalho. somente encaminhando segurado ao serviço médico do Instituto Nacional de Previdência Social quando a incapacidade ultrapassar 15 (quinze) dias. que necessitar de exames especializados e que demandem mais de 15 (quinze) dias para confirmação de diagnóstico. será paga metade da prestação devida até que se regularize a situação. estando ou não em gozo de auxílio- doença. a instituição de previdência social pagará adiantadamente o transporte e três diárias. Ao segurado afastado do trabalho.

ou não. 20 (vinte) ou 25 (vinte e cinco) anos pelo menos. dessas condições. completar 65 (sessenta e cinco) ou mais anos de idade. conforme o sexo. e) aposentadoria por tempo de serviço. sendo. em serviços.julgados necessários para verificação da persistência. A aposentadoria por velhice será concedida ao segurado que. e 60 (sessenta) anos de idade. Serão automaticamente convertidos em aposentadoria por velhice o auxílio-doença e a aposentadoria por invalidez do segurado que completar 65 (sessenta e cinco) ou 60 (sessenta) anos de idade. no segundo. insalubres ou perigosos. e paga. que. f) auxílio-natalidade. A aposentadoria por velhice poderá ser requerida pela empresa. por Decreto do Poder Executivo. c) aposentadoria por velhice. respectivamente. contando no mínimo 50 (cinqüenta ) anos de idade e 15 (quinze) anos de contribuições tenha trabalhado durante 15 (quinze). respectivamente. com 80% (oitenta por cento) do "salário de benefício" no primeiro caso. A aposentadoria por tempo de serviço será concedida ao segurado que completar 30 (trinta) e 35 (trinta e cinco) anos de serviço. garantida ao empregado a indenização prevista nos artigos 478 e 497 da Consolidação das Leis do Trabalho. quando do sexo masculino. A aposentadoria especial será concedida ao segurado que. neste caso compulsória. . para esse efeito. conforme a atividade profissional. quando do feminino. e. forem considerados penosos. pela metade. após haver realizado 60 (sessenta) contribuições mensais. integralmente. quando o segurado houver completado 70 (setenta) anos de idade ou 65 (sessenta e cinco) conforme o sexo. Em qualquer caso. d) aposentadoria especial. exigir-se-á que o segurado tenha completado 55 (cinqüenta e cinco) anos de idade.

1973) a) assistência médica.890.6. de 8. e 5. g) pecúlio. uma quantia.890.6. em dobro. acrescidas dos juros de 4% (quatro por cento).6. de 8. (Redação dada pela Lei nº 5. de 8.(Redação dada pela Lei nº 5.6. farmacêutica e odontológica. pelo parto de sua esposa ou companheira não segurada.6.O auxílio-natalidade garantirá. de 8.890. de 11 de dezembro de 1968 .1973) d) pecúlio.1973) Parágrafo primeiro . de 8. de 8.1973) b) assistência complementar. ser-lhe-á restituída ou aos seus beneficiários.890.6. de 8. de 3 de outubro de 1963. após a realização de doze (12) contribuições mensais. (Redação dada pela Lei nº 5.890.6.6.1973) c) auxílio-funeral. de 8.Para os servidores estatutários do Instituto Nacional de Previdência Social. igual ao salário-mínimo vigente na localidade de trabalho do segurado.890.559.quanto aos beneficiários em geral: (Redação dada pela Lei nº 5. h) salário-família.1973) III .o salário-família será pago na forma das Leis nºs 4. a importância das contribuições realizadas.1973) b) auxílio-reclusão.1973) Parágrafo segundo . e (Redação dada pela Lei nº 5.quanto aos dependentes: a) pensão. (Redação dada pela Lei nº 5. ou de pessoa designada.890. de 8. desde que inscrita pelo menos 300 (trezentos) dias antes do parto. à segurada gestante. a aposentadoria e a pensão dos dependentes serão concedidas com as mesmas vantagens e nas .1973) c) assistência reeducativa e de readaptação profissional. ou ao segurado. paga de uma só vez.266.890. (Redação dada pela Lei nº 5. II . e (Redação dada pela Lei nº 5. (Redação dada pela Lei nº 5.890.6. Ocorrendo invalidez ou morte do segurado antes de completar o período de carência.

os juízes trabalhistas deveriam. chamado de junta de conciliação.L. através de lista tríplice. era realizada por eleição nos respectivos sindicatos das categorias profissionais. onde as reclamações trabalhistas.mesmas bases e condições que vigorarem para os servidores civis estatutários da União. A escolha desses "vogais". determinar. ingressavam na magistratura. de 8.(Redação dada pela Lei nº 5. realizados perante o Tribunal Regional do Trabalho. bem como os dissídios coletivos entre as categorias sindicais patronais e de empregados eram julgados. REFORMA DO PODER JUDICIÁRIO: A Junta de Conciliação e Julgamento era composta por tres juízes. que submetiam os nomes ao Presidente do Tribunal Regional do Trabalho. que antes de se submeter as questões referente à relação de emprego a julgamento. E. representante dos empregados. apresentadas por empregados e empregadores. somente quando da impossibilidade da composição amigável é que se passava para a instrução e julgamento da causa. sendo um juiz do trabalho. JUNTA DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO: Foi o órgão de primeira instância da Justiça do Trabalho.. em virtude da C. propor a conciliação entre as partes. .T. sendo um representante dos empregadores e outro. denominado "Juiz Presidente" e dois juizes classistas. Esse órgão do Judiciário. Os juízes classistas.1973) JUSTIÇA DO TRABALHO. por força da lei. Os juízes do trabalho. denominados "vogais". como juízes substitutos. através de concurso público de provas e títulos.890.6.

VIII – a execução. IV – os mandados de segurança. VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas a empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. E determinando através do seu art. e seus acréscimos legais.999. dos Estados. que altera os Artigos 111. do Distrito Federal e dos Municípios. com a Emenda Constitucional nº 45. de 09 de dezembro de 1. VI – as ações de indenização por dano moral ou patrimonial. 116 que nas Varas do Trabalho a jurisdição será exercida por um juiz singular. 195.quando o ato questionado o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. V – os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista.112. de 08 de dezembro de 2. como ocorre na justiça comum.as ações oriundas da relação de trabalho. altera-se toda a estrutura da Justiça do Trabalho.Com a Emenda Constitucional nº 24/99. decorrentes da relação de trabalho.o.I. altera a competência da Justiça do Trabalho. como transcrevemos: Art. das contribuições sociais previstas no art.114. ressalvado o disposto no art. I. Por sua vez. . fazendo desaparecer a figura dos “juizes classistas”.114. e entre sindicatos e empregadores. II – as ações que envolvam exercício de greve. Compete `a Justiça do Trabalho processar e julgar: I . a.004. entre sindicatos e trabalhadores. ampliando a sua área de competência jurisdicional.115 e 116 da Constituição Federal. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União. de ofício. e II.113. hábeas corpus e hábeas data. decorrentes das sentenças que proferir. III = as ações sobre representação sindical. 102.

Reclamado(a): É a pessoa física ou jurídica. as partes poderão eleger árbitros.12. de 08. bem como as convencionadas anteriormente. de 08.2004) Parágrafo terceiro .12.12.DOU 31. (Parágrafo com redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. REPRESENTAÇÃO DAS PARTES EM JUÍZO: As partes poderão comparecer em juízo pessoalmente ou acompanhadas de advogado.Em caso de greve em atividade essencial.Frustrada a negociação coletiva. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. de comum acordo. (Parágrafo com redação dada pela Emenda Constitucional nº 45. O reclamante deverá estar presente em juízo pessoalmente. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica. ele é quem estará reivindicando . respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. na forma da lei.Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem. o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo. quando se tratar da pessoa física do trabalhador. Parágrafo primeiro . no intuito de haver da parte contrária o cumprimento das obrigações oriundas da relação de emprego. competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito.12. com possibilidade de lesão do interesse público. visando o cumprimento das obrigações contraídas em virtude da relação de emprego. Parágrafo segundo .2004 .DOU 31. é facultado às mesmas.2004 . contra quem se apresentou o pedido de cunho trabalhista.IX – outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. pois.2004) PARTES NA JUSTIÇA DO TRABALHO: Reclamante: É a pessoa física ou jurídica que apresenta perante a justiça do trabalho um pedido de cunho trabalhista visando a prestação jurisdicional.

que normalmente é a empresa. Como se percebe. é imprescindível que a mesma se prepare antecipadamente. Por sua vez. perante a Vara da Justiça do Trabalho onde se processa a reclamação. essa preparação deve ser realizada pelo empregador através de seu preposto. poderá ser representada em juízo. Realização de entrevistas com funcionários e demais testemunhas que tem conhecimento dos fatos e possam testemunhá-los em juízo. de seus direitos e interesses perante a Justiça do Trabalho. designado pelo empregador. através de “Carta de Preposição”. praticando todos os atos necessários ao desenvolvimento e solução dos dissídios (processos trabalhistas) em que esse empregador for parte. a reclamada. apresentando todas as provas e circunstâncias que envolveram o caso. providenciando cópias de todos os documentos e demais provas necessárias à elaboração da defesa. para tomar conhecimento integral do processo. ou em razão da relação de emprego. no âmbito da empresa. E. ou juntamentente com ele. Também é imprescindível o comparecimento do preposto e ou do advogado da empresa. para representá-lo perante os órgãos da Justiça do Trabalho. PROCEDIMENTOS: Preparatórios: Para que a empresa tenha uma defesa eficaz. pois é ele que vai defender a empresa em juízo. em papel timbrado. juntamente com o advogado. PREPOSTO: Empregado. demonstram claramente que perante a justiça do trabalho esse "preposto" é o legítimo representante da . que é o empregador. a participação direta do preposto na elaboração da defesa. por um "preposto".direitos da parte contrária. Por isso é muito importante para a empresa a realização de sindicâncias internas para apuração de falta grave do empregado.

na realidade. O reclamante. Uma das coisas mais preocupantes para as pessoas que se vêem na obrigatoriedade e na iminência de comparecer perante um juiz. na instrução do processo. Isto é. pelo qual o empregador se obrigará integralmente pelas declarações prestadas. Em audiência: Como é de conhecimento geral. Além. forçosamente. uma vez que a primeira obrigação das partes é procurar fazer a conciliação. fazendo às vezes do empregador. diante da necessidade de comparecer a audiência do poder judiciário. Não o faça. é. o preposto deverá prestar também toda a assistência ao advogado apresentando fatos e circunstâncias importantes para a defesa da causa. Na Instrução Processual: Além da representação do empregador em audiência. deverá apresentar proposta de conciliação. ele deve prestar todas . etc. se realiza através do ritual próprio. Caso. Caso. em todas as circunstâncias. então o preposto. as tarefas do preposto continuam até o final do processo. já nesta mesma audiência deverá promover ao empregado reclamante o pagamento das verbas incontroversas. Realizada essa fase preliminar da audiência. E. Neste ato solene. dos valores que o empregado reclamante tem direito e que não serão discutidas no processo. perante a justiça do trabalho. seja ele. do depoimento pessoal prestado. o empregador é quem vai depor sobre os fatos de interesse da empresa na sua defesa. revestido de todo o formalismo exigido pela tradição e pelo próprio sistema judiciário. empregado. e sempre. onde deve ficar. é o seu "preposto" que fará esse depoimento. o empregador ao final do processo será condenado a pagar esses direitos em dobro. como se portar. deverá se apresentar dignamente trajado. Sempre o primeiro a prestar depoimento é o reclamante. as partes não transigirem. Logo após o depoimento pessoal do reclamante.empresa. o preposto. empregador. as partes são chamadas a prestar seu depoimento pessoal. Na falta da pessoa do empregador. tudo o que for decidido por ele. o que fazer. pois cabe a ele trazer os fatos que deram motivo à reclamação trabalhista proposta. a empresa assumirá integralmente. por isso. ou o preposto do empregador. o desenvolvimento da atividade de julgar as causas que são submetidas ao poder judiciário.

da sua conduta e desempenho. contra a pessoa do preposto. Promover o depósito em garantia da execução da sentença de liquidação ou oferecer bens à penhora. CONCLUSÃO: O preposto. se provasse a existência de dolo ou culpa por parte dele no exercício da representação. como se fosse o próprio empregador.as informações necessárias aos peritos e demais auxiliares da justiça. depende o resultado positivo ou negativo. de forma definitiva sob todos os aspectos jurídicos e legais. na Justiça do Trabalho é o titular da ação trabalhista. que vai onerar a empresa. e. Daí a necessidade do empregador ter plena certeza dos riscos na nomeação do seu representante legal perante a Justiça do Trabalho. Portanto. caso o preposto venha a cometer algum engano ou falha no desempenho de suas funções. e outras tarefas. a única forma de ressarcimento ocorreria através de uma ação reparatória. . o empregador estará assumindo esse resultado em sua totalidade. Rever todos os cálculos pertinentes ao processo para impugnações ou correções. que se fizerem necessárias à defesa da empresa e de seus interesses. Promover o recolhimento das custas e demais despesas para fins de recursos. pois.