You are on page 1of 184

Presidenta da República
Dilma Rousseff

Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão
Miriam Belchior

INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA - IBGE

Presidenta
Wasmália Bivar

Diretor-Executivo
Fernando J. Abrantes

ÓRGÃOS ESPECÍFICOS SINGULARES

Diretoria de Pesquisas
Marcia Maria Melo Quintslr

Diretoria de Geociências
Wadih João Scandar Neto

Diretoria de Informática
Paulo César Moraes Simões

Centro de Documentação e Disseminação de Informações
David Wu Tai

Escola Nacional de Ciências Estatísticas
Denise Britz do Nascimento Silva

UNIDADE RESPONSÁVEL

Diretoria de Pesquisas

Coordenação de População e Indicadores Sociais
Claudio Dutra Crespo

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE
Diretoria de Pesquisas
Coordenação de População e Indicadores Sociais

Pesquisa de Informações Básicas Estaduais

Perfil dos Estados Brasileiros
2013

Rio de Janeiro
2014

CDDI . RJ .Rio de Janeiro. 166 .Centro . 2014 Elaboração do arquivo PDF Roberto Cavararo Produção de multimídia lgonzaga Márcia do Rosário Brauns Marisa Sigolo Mendonça Mônica Cinelli Ribeiro Roberto Cavararo Capa Marcelo Thadeu Rodrigues .IBGE Av. Franklin Roosevelt.Brasil ISBN 978-85-240-4311-6 © IBGE.Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística .20021-120 .Gerência de Editoração/ Centro de Documentação e Disseminação de Informações .

Sumário Apresentação Introdução Notas técnicas Recursos humanos das administrações estaduais Saúde Meio ambiente Política de gênero Assistência social Segurança alimentar e nutricional Inclusão produtiva Referências Anexo Questionário Básico da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 Glossário .

0.. -0. . x Dado numérico omitido a fim de evitar a individualização da infor- mação..0.00 Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico originalmente negativo. Não se aplica dado numérico. 0. Dado numérico não disponível. 0. e -0. -0..0.____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Convenções - Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento. .00 Dado numérico igual a zero resultante de arredondamento de um dado numérico originalmente positivo. .

federalismo. com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o papel das instituições estaduais no contexto da democracia. gestão e políticas públicas. os esforços de análise empreendidos pelo Instituto sobre os temas relacionados a governos.ESTADIC. a ESTADIC investiga as 27 Unidades da Federação – 26 estados e o Distrito Federal – por meio do Questionário Básico. O Questionário Básico obteve informações sobre gestão e equipamentos estaduais a partir da coleta de dados sobre temas como recursos humanos das administrações estaduais. saúde. descentralização. como contribuição para a compreensão da diversidade de experiências estaduais no País. Marcia Maria Melo Quintslr Diretora de Pesquisas . Esta publicação ocupa-se dos aspectos de metodologia nas notas técnicas e dedica capítulos analíticos ao exame do quadro estadual. meio ambiente. os resultados da segunda edição da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . segurança alimentar e nutricional. nesta publicação. acrescidos de tabelas e cartogramas discriminando alguns resultados por Unidades da Federação. do “novo” federalismo e da descentralização. assistência social.Apresentação O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . marcadamente heterogêneo e de dimensões continentais. bem como inclusão produtiva. Levada a campo no primeiro semestre de 2013. A ESTADIC vem complementar. política de gênero.IBGE apresenta. em caráter avançado.

segurança alimentar e nutricional. o papel das esferas estaduais manteve a sua importância e visibilidade. política de gênero. amplia e atualiza os esforços analítico e empírico do Instituto na consolidação de um sistema avançado de informações sobre governos. Desde a redemocratização e a promulgação da Constituição Federal do Brasil de 1988. Ainda assim. gestão e políticas públicas no Brasil. ainda se sabe pouco sobre como os governos e as instituições estaduais estão desempenhando seu papel no regime democrático do País à luz da descentralização. Sabe-se que a política estadual e suas políticas públicas não são meras . a partir dos registros e das informações fornecidos pelas administrações públicas. o País adotou um sistema político. Nesse sentido.ESTADIC traz os resultados do levantamento realizado. e inclusão produtiva. especificamente sobre os temas recursos humanos das administrações estaduais. tributário e federativo mais descentralizado. A ESTADIC representa uma iniciativa do IBGE e. federalismo. a ESTADIC visa oferecer elementos para a análise de questões fundamentais sobre como são governados os estados no Brasil e como políticas públicas são geridas e implementadas nos estados. dando maior poder aos municípios.Introdução E ste volume da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . meio ambiente. A construção deste perfil das Unidades da Federação. Decorridas mais de duas décadas da instalação de um novo formato para o federalismo brasileiro. descentralização. obteve informações sobre as administrações públicas estaduais. nas 27 Unidades da Federação – 26 estados e o Distrito Federal – por meio do Questionário Básico. saúde. e por que os estados apresentam eventualmente padrões de gestão tão diversos nesses processos. em 2013. em sua segunda edição. assistência social.

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 reproduções do que ocorre na esfera nacional. quanto ao cidadão que passa a entender como estão estruturadas as ações. o que passa necessariamente pela oferta de informações estatísticas de qualidade. O conhecimento e a aprendizagem que proporcionam essas informações estatísticas vêm responder às exigências imediatas de compreensão das mudanças que tenderam a fortalecer as esferas subnacionais de governo. O número reduzido de unidades de pesquisa permite individualizar as informações obtidas. sendo este um aspecto inerente a investigações que fazem uso de registros públicos. político e econômico. de forma clara e objetiva. Por outro lado. balizadas pelas políticas nacionais e estaduais. a partir do ciclo de reformas descentralizadoras e do aumento da participação política dos diferentes setores da sociedade organizada. serviços. programas e ações públicas dos governos estaduais. obtendo diferentes resultados. . políticas de planejamento. a partir do mapeamento da administração pública como insumo que auxilia tanto aos gestores no planejamento. como instrumento efetivo de planejamento. deve-se destacar que a ESTADIC é resultado da participação e do compromisso das representações do IBGE em cada Unidade da Federação. Este volume impresso. a natureza complexa das administrações estaduais se reflete em diferenças na qualidade e disponibilidade dos registros e informações. quadro funcional. Com abrangência nacional e periodicidade anual. projetos e programas no nível estadual. que contém ainda um CD-ROM com a base de dados completa da pesquisa. estadual e local mostram-se crescentemente articuladas e demonstram a urgência que têm em engendrar ações mais ágeis. Por gestão dos estados e do Distrito Federal pode-se dizer que perpassam discussões a respeito da organização. monitoramento e avaliação de políticas públicas. os dados estatísticos da ESTADIC servem ao planejamento e monitoramento de políticas setoriais. Por fim. as escalas nacional. potentes e sistemáticas. apesar de ambas esferas políticas serem regidas por regras relativamente homogêneas. Atualmente. a oferta e a qualidade dos serviços públicos e a capacidade dos gestores estaduais em atender suas populações. contudo. mas que se baseiam em programas e práticas próprias e específicas. recursos institucionais. é composto por textos que abordam os diferentes aspectos da gestão estadual. é de suma importância a obtenção de dados estatísticos estaduais que expressem. formatos institucionais e padrões das gestões públicas estaduais. diagnóstico e monitoramento das gestões públicas. responsáveis pela coleta e apuração das informações em todo o País. Considerando-se a experiência brasileira no sentido dos avanços social. avaliação da performance atual dos estados e análise dos arranjos intergovernamentais. O diagnóstico preciso do perfil dos estados brasileiros é um ponto fundamental para que sejam possibilitadas ações customizadas.

basicamente. assistência social. recursos institucionais. quadro funcional. políticas de planejamento. O objeto de interesse da E STADIC é a gestão dos estados. meio ambiente. Trata- se. de um levantamento pormenorizado de informações sobre a estrutura. nomeadamente no que se refere à organização do governo estadual. Objetivo da pesquisa A ESTADIC se define como pesquisa institucional e de registros administrativos da gestão pública estadual e se insere entre as demais pesquisas sociais e estudos empíricos dedicados à escala estadual. Em 2013. em 2013. o Questionário Básico tratou de investigar informações sobre recursos humanos das administrações estaduais. Um importante aspecto a ser destacado quanto à metodologia interna a esse questionário refere-se à determinação do informante no .ESTADIC. tem 2013 como ano de referência e obteve informações relativas a todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. mecanismos de controle social. em sua segunda edição. o investigou em um bloco específico. Diferentemente da primeira edição de 2012. segurança alimentar e nutricional. política de gênero. em especial o governo do estado. que levou a campo um suplemento abordando o tema da assistência social. dinâmica e funcionamento das instituições públicas estaduais. saúde. o Questionário Básico.Notas técnicas A Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . programas e ações públicas dos governos estaduais. e inclusão produtiva.

à data da entrevista. procedeu-se à sua identificação no final de cada um dos blocos setoriais específicos. em geral. ou seja. Unidade de investigação e informantes da pesquisa A unidade de investigação da ESTADIC é o governo do estado. Os dados coletados referiram-se. Instrumentos de coleta Em sua segunda edição. os seguintes temas relativos à administração pública estadual: recursos humanos das administrações estaduais. onde estiveram presentes os Supervisores Regionais de todas as Unidades Estaduais do IBGE. sendo que. assistência social. pessoal e profissionalmente. em alguns quesitos a data pode diferir. em seu Questionário Básico. segurança alimentar e nutricional. a ESTADIC tem por objetivo a consolidação de uma base estadual de informações. há referência explícita no questionário. quanto à data ou período da informação. No entanto. os 26 estados e o Distrito Federal. sendo efetuada através de entrevista presencial. meio ambiente. É lícito acrescentar que os temas e questões abordados no Questionário Básico visam a responder às necessidades de informação da sociedade e do Estado brasileiros. através dos diversos setores que o compõem. Assim. as informações coletadas em cada estado. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 governo do estado. bem como de ampliar seu comprometimento com a qualidade das respostas fornecidas. de maneira geral. a E STADIC investigou. política de gênero. com dados estatísticos e cadastrais atualizados e que proporcionem um conjunto relevante de indicadores de avaliação e monitoramento dos quadros institucional e administrativo dos estados brasileiros. Períodos de referência da pesquisa A coleta das informações do Questionário Básico foi realizada no período compreendido entre março e agosto de 2013. neste caso. Abrangência geográfica da pesquisa As 27 Unidades da Federação. . saúde. as instituições ligadas a outros poderes públicos constituem- se em unidades secundárias de informação. Com o firme propósito de qualificá-lo. Para tanto. são resultado de uma consulta a pessoas posicionadas nos diversos setores e/ou instituições investigadas que detêm informações sobre os órgãos públicos e demais equipamentos estaduais. referente a 2013. e inclusão produtiva. Coleta dos dados e apuração Em março de 2013. num total aproximado de 60 pessoas. foi realizado um treinamento centralizado no Estado do Rio de Janeiro.

que coordenasse a coleta das informações nos vários setores. apresentando as informações de cada estado. confere um caráter de maior corresponsabilidade entre a Instituição e os próprios informantes. . um conjunto de informações a serem divulgadas individualmente. de informações de caráter público. procedimento ou conceito relativo à pesquisa. na administração estadual. na qual o pesquisador do IBGE fez um primeiro contato com o governo do estado a seu encargo. na sede de cada Unidade Estadual do IBGE. Esta pessoa foi entrevistada. com informações de cada estado.Notas técnicas___________________________________________________________________________________ Após o processo de treinamento. um conjunto de capítulos com textos analíticos sobre diversos temas abordados pela pesquisa. procedeu-se à fase de coleta das informações. Acompanha a publicação um CD-ROM contendo a base de dados completa da pesquisa. Este volume contém. individualmente. Também são apresentados os resultados através de um conjunto de cartogramas selecionados. com o objetivo de obter a indicação de uma pessoa. configurando. cada instrumento de coleta apresentou as explicações dos termos e conceitos utilizados mais importantes dispostos junto aos respectivos quesitos. A entrada de dados foi realizada de forma descentralizada pela supervisão da pesquisa. A crítica de consistência dos dados coletados. Os dados da ESTADIC estão disponibilizados no portal do IBGE na Internet. Para possibilitar o preenchimento dos questionários pelos diversos setores. assim. Disseminação dos resultados É necessário ressaltar que. embora não exima o IBGE da responsabilidade final pelos dados ora divulgados. após os procedimentos de crítica e análise dessas informações. sempre que possível. no sítio Pesquisa de Informações Básicas Estaduais. por sua vez. e deveria manter contato com o Técnico de Pesquisas do IBGE quando houvesse a necessidade de esclarecer algum item. em que são destacados os aspectos considerados mais relevantes pelos analistas que trabalharam nas diversas fases da pesquisa. mas também foi desenvolvido um trabalho de apuração das informações pela equipe responsável pela ESTADIC na Coordenação de População e Indicadores Sociais. Este contexto. Um levantamento dessa natureza. além dessas notas técnicas. exige ter respeitada a sua integridade. as informações prestadas pelos governos estaduais são de natureza pública. diferentemente das demais pesquisas efetuadas pelo IBGE. foi efetuada em cada unidade.

valorização das carreiras estratégicas e a implementação de sistemas de remuneração por desempenho de funções. um quadro de servidores mais qualificado. reavaliando as características de suas estruturas funcionais. das novas e diferentes tecnologias. Em decorrência desses fatos. na realização de concursos públicos. aperfeiçoando seus produtos e serviços. têm passado por profundas transformações e adequações advindas das mudanças do meio científico organizacional. mais adequadas às novas demandas da sociedade. o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade. as instituições vão se reestruturando. como também da necessidade de gestão de pessoas dotadas de conhecimentos e capacidades decisórias voltadas para o futuro da organização e suas atribuições.Recursos humanos das administrações estaduais A cultura organizacional das instituições públicas e empresas tem tido importantes mudanças em decorrência das diversas exigências de remodelação de seus serviços. Notadamente na administração pública brasileira. se adaptando e se redefinindo. com destaque para a requalificação dos servidores públicos para ocupar novas funções. produtos e estrutura organizacional. foi implantado. no território nacional. alterando seus processos internos. nas últimas décadas. em 1990. . Desse modo. principalmente. e estímulos a cursos de graduação e especialização (lato e stricto sensu). As áreas de recursos humanos. conquistados e superados. tanto da iniciativa privada como na área pública. tem-se observado. e centradas. à medida que os seus objetivos vão sendo moldados.

Os resultados também demonstraram que os maiores percentuais vinculados à administração direta encontravam-se nos Estados de Mato Grosso (98. observa-se que 87.5% exerciam atividades na administração indireta. Em comparação ao período de 2012. do Amapá. Do total de pessoas ocupadas.8% no montante do conjunto dos servidores da administração direta.0%) apresentavam os menores percentuais de pessoas vinculadas à administração direta. Consequentemente. As informações da ESTADIC 2013 permitem fazer avaliações pertinentes ao panorama contratual de trabalho existente na administração pública estadual.2%. e nos Estados do Acre.7%). Na pesquisa.3%). com 4. constata-se o incremento de 3.1%) e do Ceará (93. e no Distrito Federal (92. total projetado para 2013 era de 201 032 714 habitantes.7% e 21. o menor percentual se encontrava no Estado da Bahia. entre outros temas. com 0. tanto dos estados como do Distrito Federal.3%) e da Bahia (79.8%). respectivamente (Tabela 1). dispõem de um conjunto de pessoas empregadas em seus quadros funcionais responsáveis por gerir os serviços prestados à sociedade brasileira. representando 1. Por outro lado. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Características gerais do pessoal ocupado na administração estadual A Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . compreendidas em 22.7%. As administrações públicas. estagiários e sem vínculo permanente.6% da população do País para o mesmo período pesquisado.8%.0%. e de Tocantins. de Roraima (97. do Rio Grande do Norte (94. somente comissionados.6%.2%.5% estavam vinculados à administração direta. enquanto 12. com 3. apresenta um conjunto de dados que proporcionam o conhecimento dos quadros de recursos humanos das administrações estaduais. os Estados de Sergipe (77. Os dados revelaram que o conjunto de pessoas ocupadas nas administrações direta e indireta totalizava 3 120 599 servidores. com 5. Os maiores percentuais de pessoas ocupadas em relação à população residente em cada Unidade da Federação foram verificados no Distrito Federal.5%).ESTADIC 2013. com 4. . foram apurados os quantitativos de pessoas ocupadas por vínculo empregatício relacionado a estatutários. Em contrapartida. celetistas. estes dois estados também se distinguiam por deterem as maiores expressões percentuais na administração indireta.

5 10 924 7.8 14 993 191 Mato Grosso do Sul 46 661 1..6 (1) 2 731 182 (1) 87.0 15 044 137 Sudeste 1 262 933 1.2 2 587 269 Mato Grosso 63 142 2.1 (1) 93 673 (1) 13.9 59 256 94.9 3 373 959 Paraíba 85 299 2.2 133 916 92. Percen..5 170 693 13. Nota: As Unidades da Federação com dados ignorados não constam das respectivas totalizações regionais..7 6 031 6.6 16 369 179 São Paulo 612 083 1.4 95 295 15.5 30 212 8.9 734 996 Tocantins 52 673 3.0 47 250 90.9 1 478 164 Nordeste (1) 672 493 (1) 1. .7 325 298 91..0 26 914 21.8 11 302 13.5 84 465 570 Minas Gerais 355 510 1.2 28 672 93.2 3 914 421 Pernambuco 137 413 1.1 315 910 87.4 10 997 465 Santa Catarina 87 809 1.Recursos humanos das__________________________________________________________________________ administrações estaduais Tabela 1 .5 22 680 16.5 20 593 356 Espírito Santo 60 192 1..0 3 807 921 Roraima 17 480 3.5 45 146 12..4 516 788 84.9 6 060 10.8 40 956 87.0 14 117 13.5 201 032 714 Norte 361 056 2.0 62 092 98. .1 3 839 366 Rio de Janeiro 235 148 1. população Absoluto tual Absoluto tual Absoluto tual (%) (%) (%) Brasil (1) 3 120 599 (1) 1..6 412 761 89.7 94 487 87. Pesquisa de Informações Bási- Fonte: IBGE. IBGE/Diretoria de Pesquisas.5 (1) 389 417 (1) 12.4 39 126 16.5 1 092 240 86.Pessoal ocupado na administração direta e indireta e projeção da população.6 43 663 669 Sul 460 870 1.0 62 007 92.5 4 935 9.6 47 443 90.7 6 634 254 Rio Grande do Sul 164 601 1.3 80 179 91.5 2 789 761 Fonte: IBGE.9 6 794 301 Piauí 55 637 1.8 378 2.. Diretoria de Pesquisas.6 11 164 043 Centro-Oeste 363 247 2.3 1 050 1.5 16 983 484 Rondônia 52 185 3.1 5 230 9. Coordenação de População e Indicadores Sociais.2 488 072 Pará 106 197 1.7 57 644 88.2 776 463 Amazonas 65 500 1.2 31 796 8..7 7 969 654 Amapá 30 794 4.3 8 969 22.7 30 347 83..9 55 794 707 Maranhão 67 327 1.2 (1) 578 820 (1) 86. .7 2 195 662 Bahia 128 012 0.7 46 927 84.1 3 747 5. 3 300 935 Sergipe 39 554 1.3 18 745 17.6 17 102 97. . Coordenação de População e Indicadores Sociais..1 90 217 93.5 114 733 83.3 7 630 8.0 6 434 048 Distrito Federal 144 840 5.5 1 728 214 Acre 36 227 4.8 5 880 16.9 101 098 79.4 196 022 83.4 331 451 91.5 152 152 92.9 180 430 86.6 54 132 89.3 8 710 15.3 8 778 576 Rio Grande do Norte 63 003 1. Diretoria de Pesquisas.8 30 585 77.6 48 109 10.0 7 856 12. Percen.2 73 997 86. Coordenação de População e Indicadores Sociais.1 2 122 6.7 3 182 113 Goiás 108 604 1.7 3 184 166 Ceará 96 248 1..6 28 030 13. . Pesquisa de Informações Básicas cas Estaduais 2013. dos e Análises da Dinâmica Demográfica.4 12 449 7.2013 Pessoal ocupado na administração Grandes Regiões Total Direta Indireta Projeção e da Unidades da Federação Percen. Gerência de Estu- Estaduais 2013 e Projeções da População do Brasil e Unidades da Federação por Sexo e Idade para o Período 2000-2030.4 28 795 762 Paraná 208 460 1.3 87 452 82. totalização população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2000-2030 (1) Exclusive os dados de Alagoas.1 5 320 7. bem como da Projeção danacional. .5 9 208 550 Alagoas .8 5 705 12. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação .

enquanto os menores acréscimos foram verificados entre os servidores sem vinculo permanente (15. por vínculo empregatício . representando uma redução de 8 324 pessoas. e os sem vinculo permanente (-0.6%).7 -0.7%).7%).6 15. Diretoria de Pesquisas.3 9. verificam-se acréscimos percentuais nos conjuntos dos funcionários sem vinculo permanente (13. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012-2013.3 3. Coordenação de População e Indicadores Sociais.3%) foi registrado entre o conjunto dos estagiários.7%. a categoria dos servidores estatutários. Gráfico 1 .9 1.7 4. -1.3 -1. estagiários (-7. e em menor intensidade. Por outro lado. Esse declínio se encontrava diluído.3%.2). com os seguintes destaques: -17. Na administração direta.3 13. Na administração indireta.4 -23. observa-se o expressivo decréscimo de 23.0 12.CLT. Apenas o contingente dos servidores somente comissionados registrou um pequeno aumento percentual de 3. o maior incremento (45.9 3.7 -27. totalizando uma redução de 121 137 pessoas.4%).3 -0.1 -19. - .7%) e os somente comissionados (9.7% no conjunto de pessoas ocupadas.1% entre os servidores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho .Diferença percentual de pessoas ocupadas nas administrações direta e indireta.0%) e os somente comissionados (12.2012-2013 % 45. as informações da ESTADIC evidenciaram que o quantitativo de recursos humanos nas administrações direta e indireta diminuiu 0.7 Total Direta Indireta Total Estatutários CLT Somente Estagiários Sem vínculo permanente comissionados Fonte: IBGE. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 No período 2012-2013.9% (Gráfico 1). regidos pela CLT (-19. que passou a ser constituído por 23 391 pessoas. estagiários (10.9 10.3%). notadamente.Brasil .9%).2 -17. entre as categorias dos servidores estatutários (-29.7 -29.

2 Roraima 5.4%). figuram os Estados do Espírito Santo (5. destacavam-se os Estados de São Paulo (47. Inversamente. Os servidores somente comissionados perfaziam 3.6 Rondônia 15.4 Pará 27. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. . ou seja. e Sul. do Amapá (9.6 Rio Grande do Norte 10. (1) Dado ignorado.2013 Norte 11. 0.2 Paraíba 12. com 15.7 Piauí 8.4%). Os resultados confirmaram também que a segunda maior modalidade contratual era a de pessoal sem vínculo permanente.0%).0 Sudeste Minas Gerais 29.3%).Distribuição do pessoal ocupado na administração direta.8 Espírito Santo 5. e em proporções menores.0 Acre 9. ou seja.1%. e o Distrito Federal (40. a qual correspondia a 15. do Piauí (8. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação .1 Ceará 15.0 Nordeste 21.6 Amazonas 18.7%). no País. os maiores percentuais de concentração da categoria dos servidores estatutários ficaram evidenciados nas Regiões Nordeste. era composto.4 Mato Grosso 18.2 Maranhão 10.7 Goiás 28.5 Distrito Federal 40. 435 551 pessoas. e do Acre (9. em sua maioria.8%. totalizando.3 Bahia 17.6%) (Gráfico 2). com 21.0 Rio de Janeiro 17. por servidores estatutários que totalizavam 2 207 080 pessoas.4 Rio Grande do Sul 36. Entre as Unidades da Federação que detinham as maiores concentrações.1 Tocantins 15. 0.1 Paraná 43. nessas três categorias.0% do total do País. os estagiários.8 Pernambuco 19. de Sergipe (5. e os regidos pela CLT. que registrava o percentual de 40.8 Alagoas (1) Sergipe 5.9%.3%) e do Paraná (43. nas Regiões Nordeste.1%). Diretoria de Pesquisas.4 % Fonte: IBGE.9 São Paulo 47. Coordenação de População e Indicadores Sociais.2%.7 Santa Catarina 19. Com relação às Grandes Regiões.1%.9 Centro-Oeste 12.5 40. 80.Recursos humanos das _________________________________________________________________________ administrações estaduais Administração direta Os dados da ESTADIC 2013 mostram que a maior concentração de pessoas ocupadas na administração direta se encontrava na Região Sudeste.3 Sul 15. Gráfico 2 . o montante de 124 341 pessoas.7 Amapá 9. de Roraima (5.9%.6%. Constata-se que o quadro de recursos humanos da administração direta estadual.1%).1 Mato Grosso do Sul 12.

Amazonas.3%. .0 100. ___________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 com 86.0 20.Distribuição do pessoal ocupado na administração direta. entre as Unidades da Federação que abarcavam os maiores contingentes de servidores estatutários.4%.0 60. com 16. Os resultados da pesquisa permitiram ainda constatar que as pessoas sem vínculo permanente constituíam expressivas proporções do conjunto de empregados na administração direta.0 30. e de Santa Catarina.0 10. Nota-se também que. com 91.0 80.4%. da Paraíba. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.2%.0 40. destacavam-se percentuais mais significativos nas Regiões Sul. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação .3% (Gráfico 3 e Tabela 2). com 82. Centro-Oeste. do Mato Grosso. por vínculo empregatício. Diretoria de Pesquisas. Entre as Grandes Regiões.6%. com 80.5%.8%. com 95. com 51.0 70.6%. com 16.5%.0 50. Para o conjunto das Unidades da Federação.7%.2013 Brasil Norte Rondônia Acre Amazonas Roraima Pará Amapá Tocantins Nordeste Maranhão Piauí Ceará Rio Grande do Norte Paraíba Pernambuco Alagoas (1) Sergipe Bahia Sudeste Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro-Oeste Mato Grosso do Sul Mato Grosso Goiás Distrito Federal % 0. (1) Dado ignorado. O menor percentual se encontrava no Estado do Espírito Santo. essa prevalência percentual foi percebida nos Estados do Espírito Santo.0 Estatutários CLT Somente comissionados Estagiários Sem vínculo permanente Fonte: IBGE.7%.4%. com 26. e Sudeste.3%. com 32. Gráfico 3 . três estados se destacavam: Rio Grande do Norte. Norte.0 90. e Sudeste. com 38. e Rio de Janeiro. com 33. Coordenação de População e Indicadores Sociais. com 21. com 96.

segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . Diretoria de Pesquisas. 5 349 Piauí 46 927 37 458 5 1 539 674 7 251 Ceará 90 217 75 465 . 11 253 São Paulo 516 788 437 277 9 817 8 167 ..Pessoal ocupado na administração direta. 2 439 . - Roraima 17 102 11 674 . Pesquisa de Informações Bási- cas Estaduais 2013. 1 233 1 194 12 325 Rio Grande do Norte 59 256 57 216 202 1 260 108 470 Paraíba 73 997 46 187 . 61 Sergipe 30 585 27 337 128 2 243 107 770 Bahia 101 098 84 806 330 6 640 2 208 7 114 Sudeste 1 092 240 881 667 9 833 19 356 3 206 178 178 Minas Gerais 325 298 237 436 . . 2 167 4 20 695 Goiás 94 487 70 441 335 7 285 870 15 556 Distrito Federal 133 916 113 499 1 551 7 303 1 688 9 875 Fonte: IBGE. 33 290 . Estagiários vínculo sionados permanente Brasil 2 731 182 2 207 080 17 023 83 927 23 391 435 551 Norte 315 910 260 375 3 294 17 538 2 177 32 526 Rondônia 47 250 40 977 3 241 2 177 82 773 Acre 30 347 22 801 22 1 057 1 191 5 276 Amazonas 57 644 54 976 3 2 665 . 3 047 .Recursos humanos das__________________________________________________________________________ administrações estaduais Tabela 2 .2013 Pessoal ocupado na administração direta Grandes Regiões Vínculo empregatício e Total Unidades da Federação Somente Sem (1) Estatutários CLT comis. 3 422 . 12 688 Nordeste 578 820 500 846 668 24 270 7 101 81 725 Maranhão 62 007 53 041 . 61 527 Sul 412 761 311 387 1 326 5 144 7 448 87 456 Paraná 180 430 138 740 844 1 916 2 318 36 612 Santa Catarina 80 179 54 921 54 1 130 2 963 21 111 Rio Grande do Sul 152 152 117 726 428 2 098 2 167 29 733 Centro-Oeste 331 451 252 805 1 902 17 619 3 459 55 666 Mato Grosso do Sul 40 956 29 639 16 864 897 9 540 Mato Grosso 62 092 39 226 . por vínculo empregatício. Nota: As Unidades da Federação com dados ignorados não constam das respectivas totalizações regionais.. bem como da totalização nacional. 3 651 61 24 098 Pernambuco 114 733 86 046 3 1 648 2 749 24 287 Alagoas . 3 617 . Coordenação de População e Indicadores Sociais. 2 381 Pará 87 452 75 567 25 2 288 904 8 668 Amapá 28 672 21 553 . 2 740 Tocantins 47 443 32 827 3 1 925 . 84 440 Espírito Santo 54 132 27 864 14 2 090 3 206 20 958 Rio de Janeiro 196 022 179 090 2 5 677 .. 4 379 ..

___________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013

Administração indireta
Os dados da ESTADIC 2013 mostraram que a maior concentração de pessoas
ocupadas na administração indireta estadual do País se encontrava na Região Sudeste,
com 43,8%, enquanto as menores proporções, nas Regiões Nordeste, com 24,1%, e Sul,
com 12,4%. Entre as Unidades da Federação que detinham as maiores concentrações
de servidores, destacavam-se os Estados do Paraná (58,3%); de São Paulo (55,8%);
de Goiás (44,4%); e do Pará (40,4%). Em sentido inverso, pontuavam os Estados de
Roraima, com 0,8%; do Mato Grosso, com 3,3%; do Espírito Santo, com 3,6%; do Rio
Grande do Norte, com 4,0%; e do Amapá, com 4,7% (Gráfico 4).

Gráfico 4 - Distribuição do pessoal ocupado na administração indireta,
segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2013
Norte 11,6
Rondônia 10,9
Acre 13,0
Amazonas 17,4
Roraima 0,8
Pará 41,5
Amapá 4,7
Tocantins 11,6

Nordeste 24,1
Maranhão 5,7
Piauí 9,3
Ceará 6,4
Rio Grande do Norte 4,0
Paraíba 12,1
Pernambuco 24,2
Alagoas (1)
Sergipe 9,6
Bahia 28,7

Sudeste 43,8
Minas Gerais 17,7
Espírito Santo 3,6
Rio de Janeiro 22,9
São Paulo 55,8

Sul 12,4
Paraná 58,3
Santa Catarina 15,9
Rio Grande do Sul 25,9

Centro-Oeste 8,2
Mato Grosso do Sul 17,9
Mato Grosso 3,3
Goiás 44,4
Distrito Federal 34,4 %

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas
Estaduais 2013.
(1) Dado ignorado.

Verifica-se que o quadro de recursos humanos da administração indireta, no
País, era constituído por 389 417 pessoas, das quais a maior parcela correspondia aos
estatutários, que somavam 197 400 servidores, ou seja, 50,7% do pessoal ocupado
na administração indireta. Os resultados confirmaram também que a segunda maior
modalidade contratual era o conjunto dos servidores regidos pela CLT, que correspondia
a 29,9%, ou seja, 116 584 pessoas. Os servidores sem vínculo permanente perfaziam
10,3%; os somente comissionados, 8,1%; e os estagiários, 2,7%, totalizando, nessas
três categorias, o montante de 85 204 pessoas.

Recursos humanos das _________________________________________________________________________
administrações estaduais

Constata-se que os maiores percentuais de concentração da categoria dos
servidores estatutários situavam-se nas Regiões Norte, com 63,1%; Sul, com 61,4%;
e Nordeste, com 54,9%. Percebe-se também que, entre as Unidades da Federação
que abarcavam os maiores contingentes de servidores estatutários, seis estados se
destacavam: Mato Grosso do Sul (86,0); Paraná (80,0%); Minas Gerais (79,6%);
Amazonas (79,2%); Sergipe (75,2%); e Ceará (74,9%). Os menores percentuais se
encontravam nos Estados do Rio Grande do Sul (22,0%); de Roraima (22,2%); e de São
Paulo (25,4%). Consequentemente, essas três unidades detinham maiores concentrações
de pessoas ocupadas em outras categorias trabalhistas, sendo contextualizadas pela
classe dos servidores regidos pela CLT, pontuadas pelos Estados de São Paulo (66,6%)
e do Rio Grande do Sul (44,6%).
Com relação ao efetivo de servidores somente comissionados, chama atenção o
Estado do Mato Grosso, com 98,5% do conjunto de pessoas ocupadas nesta categoria,
apenas 1,5% como estagiários perfazendo o total de servidores da administração indireta.
O Estado de Roraima se destacava com 60,1% do total das pessoas ocupadas como
somente comissionadas.
As informações permitiram ainda constatar que as pessoas sem vínculo
permanente constituíam expressivas proporções do conjunto de empregados em duas
Unidades da Federação: Espírito Santo, com 11,3%, e Rio Grande do Sul, com 10,3%
(Gráfico 5 e Tabela 3).

Gráfico 5 - Distribuição do pessoal ocupado na administração indireta, por vínculo
empregatício, segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2013
Brasil

Norte
Rondônia
Acre
Amazonas
Roraima
Pará
Amapá
Tocantins

Nordeste
Maranhão
Piauí
Ceará
Rio Grande do Norte
Paraíba
Pernambuco
Alagoas (1)
Sergipe
Bahia

Sudeste
Minas Gerais
Espírito Santo
Rio de Janeiro
São Paulo

Sul
Paraná
Santa Catarina
Rio Grande do Sul

Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul
Mato Grosso
Goiás
Distrito Federal %
0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0

Estatutários CLT Somente comissionados

Estagiários Sem vínculo permanente

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas
Estaduais 2013.
(1) Dado ignorado.

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013

Tabela 3 - Pessoal ocupado na administração indireta, por vínculo empregatício,
segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação - 2013

Pessoal ocupado na administração indireta

Grandes Regiões Vínculo empregatício
e Total
Unidades da Federação Somente Sem
(1) Estatutários CLT comis- Estagiários vínculo
sionados permanente

Brasil 389 417 197 400 116 584 31 662 10 487 40 167

Norte 45 146 28 490 3 064 5 685 1 280 6 627

Rondônia 4 935 3 327 245 1 202 39 122

Acre 5 880 3 504 549 596 541 690

Amazonas 7 856 6 223 395 1 238 - -

Roraima 378 84 67 227 - -

Pará 18 745 11 430 1 562 906 700 4 147

Amapá 2 122 763 - 875 - 484

Tocantins 5 230 3 159 246 641 - 1 184

Nordeste 93 673 51 392 27 187 7 359 3 436 11 182

Maranhão 5 320 2 064 2 185 668 - 403

Piauí 8 710 4 604 750 602 73 2 681

Ceará 6 031 4 516 - 385 430 700

Rio Grande do Norte 3 747 1 496 1 958 80 191 22

Paraíba 11 302 4 823 4 776 1 287 - 416

Pernambuco 22 680 10 575 7 297 300 930 3 578

Alagoas ... 3 924 1 449 381 ... 1 129

Sergipe 8 969 6 748 1 267 921 33 -

Bahia 26 914 12 642 7 505 2 735 1 779 2 253

Sudeste 170 693 73 113 71 154 12 185 1 761 12 480

Minas Gerais 30 212 24 048 - 1 495 - 4 669

Espírito Santo 6 060 3 062 258 1 000 686 1 054

Rio de Janeiro 39 126 21 768 7 468 3 126 7 6 757

São Paulo 95 295 24 235 63 428 6 564 1 068 -

Sul 48 109 29 525 7 847 1 540 3 437 5 760

Paraná 28 030 22 416 2 278 684 2 152 500

Santa Catarina 7 630 4 368 21 132 - 3 109

Rio Grande do Sul 12 449 2 741 5 548 724 1 285 2 151

Centro-Oeste 31 796 14 880 7 332 4 893 573 4 118

Mato Grosso do Sul 5 705 4 906 49 403 62 285

Mato Grosso 1 050 - - 1 034 16 -

Goiás 14 117 5 452 1 306 3 031 495 3 833

Distrito Federal 10 924 4 522 5 977 425 - -

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Bási-
cas Estaduais 2013.

Nota: As Unidades da Federação com dados ignorados não constam das respectivas totalizações regionais, bem como
da totalização nacional.

que dispõe sobre as condições para a promoção. para a reforma de aspectos institucionais vigentes. promovendo inovações nos processos e instrumentos de gestão que visam alcançar maior efetividade. União.1990).09. de 22. entre outras providências (BRASIL. divulga o Pacto pela Saúde 2006 firmado entre os gestores em suas três dimensões: Pacto pela Vida. 7o da Lei Orgânica da Saúde. 2006c). 1990a. que estabelece as ações e os serviços públicos que integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem o SUS. ao mesmo tempo. Pacto em Defesa do SUS e Pacto de Gestão (BRASIL. de 19. Considerando o disposto no Art. integralidade da atenção e descentralização político-administrativa com direção única em cada esfera de governo. e o Art. 198 da Constituição Federal. dentre as quais se destacam: a substituição do .080.02.2006. proteção e recuperação da saúde. A implantação do Pacto pela Saúde 2006 nas suas três dimensões tem como objetivo possibilitar a efetivação de acordos entre as três esferas de gestão do SUS. redefine responsabilidades coletivas por resultados sanitários em função das necessidades de saúde da população e na busca da equidade social (BRASIL. eficiência e qualidade de suas respostas e. que trata dos princípios e diretrizes do SUS quanto à universalidade do acesso. O Pacto pela Saúde 2006 apresenta importantes mudanças para a execução do SUS. 2014). a Portaria no 399/GM do Ministério da Saúde.Saúde As funções do Estado no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS estão definidas na Constituição Federal do Brasil de 1988 e na Lei Orgânica da Saúde (Lei no 8. bem como sobre a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. 2006b). estados e municípios.

a Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . deliberativo. entre outras questões. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 atual processo de habilitação pela adesão solidária aos termos de compromisso de gestão. Quase a totalidade dos secretários (26) possuía ensino superior completo. expressando em seu conteúdo as Regiões de Saúde instituídas. Nos Estados do Amapá. Todas as Unidades da Federação possuem uma Secretaria de Saúde exclusiva responsável pela gestão da saúde.Número de secretários estaduais de saúde. segundo os grupos de idade Brasil .3% (16) dos secretários de saúde estavam concentrados na faixa entre 51 e 60 anos de idade (Gráfico 6). . Quanto à distribuição etária. o Plano Estadual de Saúde. as gestoras tinham formação na área da saúde (Cartograma 1). Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.ESTADIC 2013 realizou um levantamento de informações referentes às administrações públicas estaduais no que se refere à gestão da saúde nas 27 Unidades da Federação. o perfil do gestor (escolaridade. bem como a lei e o ano de criação do Conselho Estadual de Saúde. a regionalização solidária e cooperativa como eixo norteador do processo de descentralização. idade e sexo). A ESTADIC 2013 verificou que a maior parte (81.2013 16 5 3 2 1 Até 40 anos Entre 41 e 50 anos Entre 51 e 60 anos Entre 61 e 70 anos Ignorada Fonte: IBGE. a integração das formas de repasse dos recursos federais. Investigou-se também se o Conselho é paritário e qual o seu caráter (consultivo. Gráfico 6 . observou-se que 59. e a existência de Fundo Estadual de Saúde. Os quesitos observados trazem resultados a respeito do órgão responsável pela saúde no estado. 2006d). sendo que 18 tinham formação médica. Nesse contexto. Diretoria de Pesquisas. Mato Grosso do Sul e Sergipe. enquanto apenas em cinco as Secretarias eram geridas por mulheres. o Plano Diretor de Regionalização. formação. isso ocorrendo em 22 dos entes federados. Coordenação de População e Indicadores Sociais.5%) dos secretários eram do sexo masculino. e a unificação dos pactos existentes (BRASIL. normativo e/ou fiscalizador).

de Abrolhos A N O P A C O C E ÍF MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO IC O P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RNIO I. Conforme mencionado.Gestores da política de saúde – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Coordenação de Geografia. O Plano Estadual de Saúde contempla a agenda estadual de compromissos harmonizada com as agendas nacional e municipal. em suas diferentes formas. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Coordenação de População e Indicadores Sociais. dos Patos -3 0° formação na área de saúde La. Diretoria de Pesquisas. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Todos as Unidades da Federação elaboraram os dois instrumentos de planejamento. T A GO IÁS BOLIVIA OC MINAS GERAIS O E AN Arquip. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D.F. . 2006c). Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Gestor do sexo masculino sem La. Mangueira 125 0 250 500 km UR U G UAY formação na área de saúde PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. O primeiro expressa o desenho final do processo de identificação e reconhecimento das Regiões de Saúde.Saúde__________________________________________________________________________________________ Cartograma 1 . objetivando a garantia do processo de descentralização e a racionalização de gastos e otimização de recursos (BRASIL. de Santa Catarina A R G E N T I N A Gestor do sexo feminino com SANTA CATARINA formação na área de saúde Gestor do sexo feminino sem formação na área de saúde RIO GRANDE DO SUL -3 0° Gestor do sexo masculino com La. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. segundo dados da ESTADIC 2013. em cada Unidade da Federação. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. o Plano Diretor de Regionalização e o Plano Estadual de Saúde foram instrumentos de planejamento levantados pela ESTADIC.

conceitua-se Região de Saúde como o espaço geográfico contínuo constituído por aglomerado de municípios com a finalidade de integrar a organização. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. e vigilância em saúde. o Plano Estadual de Saúde expressa no seu conteúdo o desenho das Regiões de Saúde instituídas (Cartograma 2). os resultados da ESTADIC 2013 mostraram que em quase todos as Unidades da Federação. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 -3 0° Com plano não contendo o La. ações e serviços de atenção primária. Sob esses aspectos. de 28. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. urgência e emergência. Ainda segundo o Decreto. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I.06. Cartograma 2 – Plano Estadual de Saúde . Para ser instituída. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. . Coordenação de População e Indicadores Sociais. de Itaparica I T P E R Ú N Â L D. o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde. sendo referência para a transferência de recursos entre os entes federativos.508. Mangueira 125 0 250 500 km UR U G UAY desenho de regionalização PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. no mínimo. Coordenação de Geografia. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL Com plano contendo o La. as Regiões de Saúde seriam instituídas pelo estado em articulação com os municípios e cada município poderia compor apenas uma única Região de Saúde. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 De acordo com o Decreto no 7. Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. exceto em Santa Catarina. atenção ambulatorial especializada e hospitalar. atenção psicossocial. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip.2011.2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. dos Patos -3 0° desenho de regionalização La. a Região de Saúde deveria conter.F.

Saúde__________________________________________________________________________________________

Segundo a pesquisa, em 19 Unidades da Federação o ano de elaboração do último
Plano Estadual de Saúde foi 2012. Os Estados do Amapá, Rio Grande do Norte, Sergipe,
São Paulo e Santa Catarina elaboraram seu último Plano Estadual de Saúde em 2011; o
Estado do Mato Grosso, em 2003; e os Estados do Rio Grande do Sul e Goiás, em 2013.
A ESTADIC também examinou a existência de Conselho Estadual de Saúde, órgão
colegiado composto por representantes do governo, prestadores de serviços, profissionais
de saúde e usuários, que atuam na formação de estratégias e no controle da execução
da política de saúde, inclusive nos aspectos econômico e financeiro (BRASIL, 1990b),
observando a lei e o ano de criação, além de seu caráter: consultivo, deliberativo,
normativo e/ou fiscalizador.
Em 2013, o Estado do Ceará possuía Conselho Estadual de Saúde com caráter
deliberativo e fiscalizador, mas não paritário, ou seja, a soma de representantes dos
usuários de saúde não se igualava à soma dos representantes dos gestores e prestadores
de serviços ao SUS. Em 26 Unidades da Federação, o Conselho Estadual de Saúde
possuía caráter paritário, sendo que, em 16, o Conselho tinha caráter tanto deliberativo
como fiscalizador e, em 10, o Conselho apresentava caráter apenas deliberativo ou
apenas fiscalizador (Cartograma 3). A ESTADIC investigou o número de reuniões realizadas
pelos Conselhos Estaduais de Saúde e o resultado apontou que o Estado do Mato
Grosso realizou duas reuniões nos últimos 12 meses; quatro Unidades da Federação
realizaram 11 reuniões; e nove realizaram 12 reuniões. Os Estados do Rio Grande do
Norte e Rio Grande do Sul realizaram o maior número de reuniões no período: 20 e 25,
respectivamente (Gráfico 7).

Gráfico 7 - Número de reuniões realizadas pelos Conselhos Estaduais
de Saúde, segundo as Unidades da Federação - 2013
Rio Grande do Sul 25
Rio Grande do Norte 20
Goiás 18
Paraíba 18
São Paulo 16
Espírito Santo 16
Distrito Federal 15
Roraima 15
Acre 15
Rondônia 15
Ceará 14
Amazonas 14
Pará 13
Mato Grosso do Sul 12
Santa Catarina 12
Bahia 12
Sergipe 12
Alagoas 12
Piauí 12
Maranhão 12
Tocantins 12
Amapá 12
Paraná 11
Rio de Janeiro 11
Minas Gerais 11
Pernambuco 11
Mato Grosso 2

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas
Estaduais 2013.

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013

Cartograma 3 – Conselho Estadual de Saúde - 2013

-70° -60° -50° -40°

Cabo Orange
V E N E Z U E L A
SURINAME GUYANE
C O L O M B I A

GUYANA
Cabo Raso do Norte
RORAIMA
AMAPÁ

I. Caviana
ECUADOR ECUADOR
0° 0°

ILHA DE
MARAJÓ

MARANHÃO

Arquip. de Fernando
de Noronha
CEARÁ

Atol das Rocas

RIO GRANDE
DO NORTE
P A R Á
A M A Z O N A S
PIAUÍ
PARAÍBA

ACRE PERNAMBUCO
TOCANTINS
ALAGOAS

-10° -10°
I. DO
BANANAL B A H I A
RONDÔNIA SERGIPE
MATO GROSSO

O
C
I. de Itaparica

I
T
N
P E R Ú

Â
L
D.F.

T
A
GO IÁS

BOLIVIA
MINAS GERAIS

O
Arquip. de Abrolhos

A N
O C E
MATO GROSSO DO SUL
ESPÍRITO SANTO
P A C Í F I C O

-2 0° -2 0°
PARAG UAY
E

RIO DE JANEIRO
L

PR ICÓ RN
IO I. de São Sebastião
DE CA TRÓP ICO
TRÓP ICO SÃO PAULO
I

DE CA
PRICÓ
RNIO
H

I. de São Francisco
PARANÁ
O C E A N O

C

I. de Santa Catarina
A R G E N T I N A

SANTA CATARINA

Com conselho paritário de caráter
deliberativo e fiscalizador RIO GRANDE DO SUL

La. dos Patos
-3 0° Com conselho não paritário de caráter -3 0°
deliberativo e fiscalizador La. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000
125 0 250 500 km
Com conselho paritário de caráter UR U G UAY
La. Mangueira

deliberativo ou fiscalizador PROJEÇÃO POLICÔNICA
-70° -60° -50° -40° -30°

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de

Geociências, Coordenação de Geografia.

Saúde__________________________________________________________________________________________

Ainda no que diz respeito à gestão dos serviços públicos de saúde, a Constituição
Federal de 1988 (BRASIL, 2014), em seu Art. 199, parágrafo 1o, e a Lei Orgânica da
Saúde (BRASIL, 1990a), em seu Art. 25, preveem que as entidades filantrópicas e as
sem fins lucrativos têm preferência para participar de forma complementar no SUS:

Art. 199 - Assistência à saúde é livre iniciativa privada.

§1o As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema
único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos
(BRASIL, 2014).

Art. 24 - Quando as suas disponibilidades forem insuficientes para garantir a
cobertura assistencial à população de uma determinada área, o Sistema Único de
Saúde (SUS) poderá recorrer aos serviços ofertados pela iniciativa privada.

Art. 25 - Na hipótese do artigo anterior, as entidades filantrópicas e as sem fins
lucrativos terão preferência para participar do Sistema Único de Saúde (SUS)
(BRASIL, 1990a).

Disciplinadas pela Lei no 9.637, de 15.05.1998, as organizações sociais são
entidades sem fins lucrativos, criadas pelo particular, voltadas ao desenvolvimento de
atividades sociais não exclusivas do poder público, e sua parceria com o Estado se dá
por meio de contrato de gestão:

Art. 1o - Esta Lei regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde,
executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por
pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado.

Art. 5o - Para os efeitos desta Lei, entende-se por contrato de gestão o instrumento
firmado entre o Poder Público e a entidade qualificada como organização social,
com vistas à formação de parceria entre as partes para fomento e execução de
atividades relativas às áreas relacionadas no Art. 1o (BRASIL, 1998).

Ressalta-se que a Lei no 9.637 refere-se às organizações sociais instituídas e
qualificadas criadas no âmbito federal, porém estados e municípios poderão instituir a
figura das organizações sociais por meio de lei própria (BRASIL, 2007b).

Em resumo, as organizações sociais são entidades privadas – pessoas jurídicas de
direito privado – sem fins lucrativos, destinadas ao exercício de atividades dirigidas ao
ensino, à pesquisa científica, ao desenvolvimento tecnológico, à proteção e preservação
do meio ambiente, à cultura e à saúde. Não fazem parte da administração pública indireta.
São entidades privadas prestadoras de serviço privado de interesse público.

Procurando descrever como vem sendo utilizado esse modelo de gestão, a
ESTADIC 2013 pesquisou se as Unidades da Federação faziam contratação de serviços
de saúde através de organizações sociais, obtendo que, durante o ano de 2013, 17
delas o fizeram: Amazonas, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte,

0%) (Cartograma 5). 1 O Colegiado de Gestão Regional constitui-se num espaço de decisão através da identificação. as Unidades da Federação que destinaram os maiores valores orçamentários para a Função Saúde proporcionalmente ao orçamento total dos entes federados foram Tocantins (16. Santa Catarina.8%) e do Rio Grande do Sul (12.2%). Bahia.9%). São Paulo. em todas as Unidades da Federação. Mato Grosso do Sul (8. em parcela única. Com essas informações. permitindo compreender alguns aspectos da administração pública responsável pelos serviços de saúde prestados à população nas 27 Unidades da Federação. . A ESTADIC apontou que 13 Unidades da Federação destinaram menos de 2. a esses entes federados. definição de prioridades e de pactuação de soluções para a organização de uma rede regional de ações e serviços de atenção à saúde. integrada e resolutiva (BRASIL. Mato Grosso.3%) e Acre (0.9%) fizeram uma previsão orçamentária destinando à Subfunção Atenção Básica valor superior a 10% do valor total do orçamento para a Função Saúde (Cartograma 6). No que se refere ao repasse de recursos e orçamento relativos à saúde. destino dos recursos financeiros transferidos pelo Ministério da Saúde anualmente.2%). em gastos de custeio (BRASIL. Roraima (0. para apoiar a organização e o funcionamento de cada Colegiado de Gestão Regional1 intraestadual.3%) e Pernambuco (16. as Secretarias de Saúde exclusivas eram responsáveis pelo Fundo Estadual de Saúde.3%). Os Estados de Minas Gerais (11. Goiás e Distrito Federal (Cartograma 4). ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Paraíba.3%). enquanto aquelas com menores recursos orçamentários foram Rio de Janeiro (7. As Unidades da Federação com menores recursos na previsão orçamentária para a Subfunção Atenção Básica foram Maranhão (0. 2006c). a ESTADIC 2013 pretende apresentar características da gestão pública estadual no âmbito da saúde. Pernambuco. segundo a ESTADIC. Rio de Janeiro. Espírito Santo. 2006c). Em 2013.0% dos recursos do orçamento total da Função Saúde para a Subfunção Atenção Básica. Minas Gerais (16.7%) e Paraná (9.

Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Com contratação 125 0 250 500 km La. de São Francisco PARANÁ C O C E A N O I. Diretoria de Pesquisas. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Coordenação de População e Indicadores Sociais.F. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Coordenação de Geografia. dos Patos -3 0° -3 0° La.Saúde__________________________________________________________________________________________ Cartograma 4 – Contratação de serviço de saúde através de Organização Social – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. Mangueira UR U G UAY Sem contratação PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. .

Mangueira UR U G UAY PROJEÇÃO POLICÔNICA Não informado -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. previstos para 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. . Diretoria de Pesquisas. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I.F. Coordenação de Geografia. de Santa Catarina A R G E N T I N A Percentual SANTA CATARINA Até 8 9 a12 RIO GRANDE DO SUL La. dos Patos 13 a 16 -3 0° -3 0° La. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Mais de 16 125 0 250 500 km La. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 5 – Valor do orçamento da Função Saúde com relação ao valor total do orçamento do estado. Coordenação de População e Indicadores Sociais. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip.

de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RNIO I. Mangueira UR U G UAY Mais de 10 PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I.F. previstos para 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. dos Patos 3a6 -3 0° La. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Coordenação de Geografia. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Percentual RIO GRANDE DO SUL Até 2 -3 0° La. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 7 a 10 125 0 250 500 km La. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I.Saúde__________________________________________________________________________________________ Cartograma 6 – Valor do orçamento da Subfunção Atenção Básica com relação ao valor do orçamento da Função Saúde. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. . de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Diretoria de Pesquisas.

2 Na análise por Unidades da Federação. Em 22 Unidades da Federação (81. Apenas o Estado de Roraima não possuía secretaria de meio ambiente. assessoria ou órgão similar. Maranhão. o Distrito Federal será tratado como se fosse um estado. Na Região Sudeste. Centro-Oeste e Sul predominavam as secretarias exclusivas e. Segue-se a situação em que a função ambiental era exercida por uma secretaria estadual em conjunto com outras políticas setoriais (29. na Região Nordeste. tais como autarquia. Os estados de maior Produto Interno Bruto - PIB (São Paulo. planejamento e execução de políticas. As informações constantes da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . havia outro órgão na estrutura do governo.6%). As secretarias estaduais são órgãos diretamente subordinados ao chefe do poder executivo e acumulam funções de coordenação. nem sempre isso é adequado às condições das Unidades da Federação. .Meio ambiente Estrutura administrativa em meio ambiente A existência de um órgão com atribuições específicas para lidar com a área ambiental na estrutura do Estado contribui para uma gestão pública mais eficiente. controle. Rio de Janeiro e Minas Gerais) estavam nessa situação. além da secretaria. e apenas quatro fugiam à regra.5%). departamento ou assessoria para tratar especificamente de questões relativas ao meio ambiente (Cartograma 8). sim. mas. por conta disso. todas as Unidades da Federação possuíam secretaria estadual exclusiva para a área de meio ambiente (Cartograma 7).7%) possuíam uma secretaria estadual exclusiva de meio ambiente. Em princípio. em especial naquelas que dispõem de poucos recursos e que. tendo apenas secretaria: Rondônia. Piauí e Mato Grosso. No entanto. tendem a ser pouco diversificados em termos de secretarias. Nas Regiões Norte. departamento. o ideal seria a existência de uma secretaria exclusiva para tratar a área de meio ambiente.ESTADIC 2013 mostram que 18 Unidades da Federação2 (66. o predomínio era a modalidade secretaria estadual em conjunto com outras políticas setoriais.

Os Estados do Pará. Mangueira de meio ambiente PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. hídricos ou pesqueiros.8%). Coordenação de Geografia. entre outros (Cartograma 9). As respostas podiam ser múltiplas. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A ESTADIC investigou os temas tratados pelos órgãos de assessoria relacionados à gestão de recursos hídricos. e apenas em nove os recursos pesqueiros (33. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. florestais e pesqueiros. possuíam órgão para tratar também de outros temas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Cartograma 7 – Caracterização do órgão gestor da política de meio ambiente – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. seguindo-se outros temas em 20 (74. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Amapá. assessoria UR U G UAY La.7%).1%). dado sua área e seu peso no Bioma Floresta Amazônica. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Secretaria estadual exclusiva RIO GRANDE DO SUL La. Chama atenção o fato de o Estado do Amazonas. não ter um órgão específico para tratar de recursos florestais. Rio Grande do Sul. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Mato Grosso do Sul. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Minas Gerais. . Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais.F. recursos hídricos em 18 (66.3%). de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. exceto o Rio Grande do Sul. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Tocantins. Todas as Unidades da Federação mencionadas. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 125 0 250 500 km Departamento. Predominou a gestão de recursos florestais em 21 Unidades da Federação (77. dos Patos -3 0° Secretaria estadual em conjunto -3 0° com outras políticas La. Goiás e o Distrito Federal possuíam órgão para tratar dos três primeiros temas citados.

Coordenação de Geografia. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Com secretaria 125 0 250 500 km La.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Cartograma 8 – Estados com secretaria e outro órgão para tratar especificamente de questões relativas ao meio ambiente – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Coordenação de População e Indicadores Sociais. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Mangueira UR U G UAY Não possui secretaria PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. dos Patos -3 0° -3 0° La. . de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Diretoria de Pesquisas. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip.F. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL Com secretaria e outro órgão La. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências.

dos Patos -3 0° e pesqueiros -3 0° La. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de Santa Catarina A R G E N T I N A Gestão de recursos hídricos. florestais e pesqueiros SANTA CATARINA Gestão de recursos hídricos e florestais Gestão de recursos florestais RIO GRANDE DO SUL Gestão de recursos florestais La.F. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 9 – Temas tratados pelos órgãos de assessoria do meio ambiente – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. T A GO IÁS BOLIVIA OC MINAS GERAIS O EA N Arquip. de Abrolhos O A N P A C O C E Í F MATO GROSSO DO SUL IC ESPÍRITO SANTO O P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Outros temas 125 0 250 500 km Não possui outro órgão de UR U G UAY La. Mangueira assessoria de meio ambiente PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. . Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Coordenação de Geografia.

Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. pois a resposta era aberta sem opções predeterminadas. Diretoria de Pesquisas. Paraíba e Bahia). Amazonas.1%). foram discriminadas diversas áreas. Coordenação de Geografia. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip.F. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I.9%) possuíam esse órgão e 13 (48. Região Sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo). dos Patos -3 0° Existência de órgão com atribuição de -3 0° produzir estatísticas ambientais La. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. não. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. Cartograma 10 – Órgão com atribuição de produzir estatísticas ambientais – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. presente em seis Unidades da Federação. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Nesse caso. Mangueira estatísticas ambientais PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. . As que possuíam esse órgão se distribuem da seguinte forma (Cartograma 10): Região Norte (Rondônia. as Unidades da Federação se dividem quase na mesma proporção: 14 (51.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Com relação a outros temas tratados pelo órgão/assessoria ligado ao meio ambiente. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 125 0 250 500 km Sem órgão com atribuição de produzir UR U G UAY La. sendo as mais mencionadas: licenciamento ambiental. e resíduos sólidos. e Região Centro-Oeste (Mato Grosso e Distrito Federal). Região Nordeste (Ceará. presente em cinco. Região Sul (Paraná e Santa Catarina). de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Pará e Amapá). Foi também levantado se na estrutura administrativa do estado havia órgão com a atribuição específica de produzir estatísticas ambientais. Rio Grande do Norte. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La.

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013

Perfil do gestor ambiental nas Unidades da Federação
A ESTADIC investigou o grau de escolaridade, a formação, o sexo e a idade do
titular do órgão gestor de meio ambiente nas diferentes Unidades da Federação de forma
a compor um perfil mínimo deste servidor.
Com relação à escolaridade, as informações revelam que os gestores estaduais de
meio ambiente tinham escolaridade bastante elevada, pois todos tinham nível superior
completo, sendo que, destes, 15 (55,5%) tinham pós-graduação, aí subentendido
tanto os cursos de especialização e aperfeiçoamento da graduação quanto mestrado,
doutorado e pós-doutorado (Gráfico 8).

Gráfico 8 - Percentual de gestores estaduais de meio ambiente,
segundo o grau de escolaridade - Brasil - 2013
%

100,0

37,0

18,5

Ensino superior completo Especialização ou MBA Mestrado ou doutorado

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas
Estaduais 2013.

Esse padrão não se altera significativamente quando os dados são desagregados
por Grandes Regiões. Ressalta-se, no entanto, que a Região Norte tinha, entre seus sete
titulares de órgão gestor de meio ambiente, cinco com curso de mestrado ou doutorado
como maior grau de escolaridade, relação esta que não se repete em outra Grande
Região do País (Tabela 4).

Tabela 4 - Escolaridade do titular do órgão gestor de meio ambiente nas
Unidades da Federação, segundo as Grandes Regiões - 2013

Escolaridade do titular do órgão gestor de meio ambiente

Com Pós-graduação
Número de Unidades
Grandes Regiões Com curso
da Federação
Superior completo Especialização Mestrado
ou MBA ou Doutorado

Brasil 27 27 5 10
Norte 7 7 - 5
Nordeste 9 9 2 3
Sudeste 4 4 1 2
Sul 3 3 1 -
Centro-Oeste 4 4 1 -

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas
Estaduais 2013.

Meio ambiente__________________________________________________________________________________

Com relação à formação acadêmica do gestor estadual de meio ambiente,
observa-se que havia uma grande variedade de profissionais atuando: advogados
(quatro); agrônomos (três); biólogos (três); médicos (três); engenheiros (civil, mecânico,
elétrico) (três); economistas (três); entre outros profissionais, como geógrafo, médico
veterinário, licenciado em história, engenheiro (florestal, ambiental), administrador,
jornalista, sociólogo e bioquímico. Cabe ressaltar que muitos dos gestores ambientais
com graduação em áreas menos afins com o tema ambiental não tinham curso de
pós-graduação em nenhum dos níveis pesquisados, o que pode sugerir, por um lado,
que as indicações para cargos de gestores nas administrações públicas estaduais
segue uma lógica que privilegia o perfil para gestão; por outro lado, o fato de existirem
profissionais de diferentes formações envolvidos na área de meio ambiente denota a
multidisciplinaridade da temática.

A desagregação de informações nas Unidades da Federação segundo o
sexo do gestor ambiental mostra que a participação feminina ainda era pequena,
comparativamente ao sexo oposto: apenas cinco (18,5%) titulares de órgão gestor de
meio ambiente eram do sexo feminino contra 22 (81,5%) do sexo masculino (Gráfico
2). A presença feminina na condição de gestora estadual de meio ambiente era maior
na Região Norte, estando em três (Rondônia, Amazonas e Roraima) das sete Unidades
da Federação; na Região Nordeste, apenas no Estado da Paraíba; e, na Região Sudeste,
no Estado do Espírito Santo.

No conjunto do País, a média etária dos gestores estaduais de meio ambiente
era de 51 anos de idade, variando entre 33 e 62 anos de idade. A distribuição segundo
idades desses gestores mostra que 25,9% (sete) deles concentram-se na faixa de 30
a 45 anos; 63,0%(17), na faixa de 46 a 60 anos; e 11,1% (três), na faixa de 61 anos
ou mais. A região com menor média de idades entre os gestores de meio ambiente
era a Nordeste (47,5 anos), seguida da Sudeste (49,8), enquanto a de maior média, a
Região Sul (56,3 anos).

Gráfico 9 - Número de gestores estaduais de meio ambiente,
por sexo, segundo os grupos de idade - Brasil - 2013

14

5

3 3
2

0

De 30 a 45 anos De 46 a 60 anos 61 anos e mais

Homens Mulheres

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de População e Indicadores Sociais, Pesquisa de Informações Básicas
Estaduais 2013.

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013

Contrato de prestação de serviços
Muitas vezes o governo estadual não possui recursos humanos e/ou equipamentos
necessários para desempenhar suas funções na área ambiental. Nesse caso, contratar
serviços de terceiros pode ser uma solução. A ESTADIC constatou que, em 2012, nove
Unidades da Federação mantiveram contrato de prestação de serviço com terceirização
na área de meio ambiente.
O conceito de terceirização utilizado na pesquisa se refere à contratação, pelo
governo estadual, de empresa particular para exercer, em seu lugar, determinada função
em atividades-fins, tais como fiscalização, monitoramento etc.3 por um dado período
de tempo.
Conforme pode ser observado no Cartograma 11, a terceirização de atividades-
fins na área ambiental estava presente em três estados da Região Norte (Rondônia,
Acre e Pará) e da Região Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). Na
Região Nordeste, figurava apenas nos Estados de Pernambuco e Alagoas e, na Região
Sul, somente o Rio Grande do Sul possuía terceirização na área ambiental. Entre os
governos da Região Centro-Oeste não houve, em 2012, terceirização de serviços na
área ambiental em atividades-fins.

3
Cabe ressaltar que não se inclui neste conceito a contratação de terceiros para efetuar serviços de segurança, limpeza,
manutenção etc.

Mangueira UR U G UAY Sem contrato PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Coordenação de Geografia. Coordenação de População e Indicadores Sociais. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Mirim Com contrato 125 0 250 500 km La. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. em 2012. mantiveram contrato de prestação de serviços em atividades fins na área de meio ambiente para o exercício de suas funções – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Cartograma 11 – Estados que. . Diretoria de Pesquisas. dos Patos -3 0° -3 0° ESCALA : 1 : 27 000 000 La. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I.F. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I.

00%). 4 O Estado do Rio de Janeiro e o Distrito Federal não souberam informar o percentual de recursos financeiros destinados especificamente para o conjunto de órgãos responsáveis pela área ambiental em relação ao orçamento estadual. A média mais elevada de destinação de recursos financeiros para o conjunto de órgãos responsáveis pelo meio ambiente ficou com a Região Sudeste (3.10%).64%.00%). em média. Na Região Norte (2. com exceção do Estado do Amapá. há de se ressaltar os Estados do Amazonas e Pará (ambos com 6.00%).13% do orçamento do Estado de Goiás a 7. em todos os demais ocorreu destinação de recursos financeiros4 para órgãos estaduais responsáveis pela área de meio ambiente.00% do orçamento do Estado de Minas Gerais. com 0. • instituição/órgão internacional. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Recursos financeiros para o meio ambiente A ESTADIC buscou saber se os órgãos estaduais de meio ambiente contaram com recursos financeiros específicos no ano de 2012.24% dos orçamentos estaduais. foi a que apresentou a menor média de recursos financeiros destinados especificamente aos órgãos ambientais estaduais entre as Grandes Regiões brasileiras. repassadas por meio de convênio.00%). o conjunto de Unidades da Federação do País recebeu.96%). Em relação ao orçamento estadual. Minas Gerais. entidades de ensino e pesquisa. segundo as Grandes Regiões. Os resultados mostram que. um percentual que corresponde a 2. há de se destacar os Estados de Sergipe (5.00%) e Paraíba (4. também eram bem diferenciadas entre si. tanto em sua própria região como em relação ao conjunto do País (Quadro 1). e • outra. variando de 0. • taxa de licenciamento/fiscalização (multas. . Na Região Sudeste (3. compensação ambiental). • iniciativa privada. Conforme as alternativas disponibilizadas no corpo da pesquisa. As médias. Na Região Nordeste (2. a origem de recursos financeiros recebidos pelos órgãos estaduais de meio ambiente poderia originar- se de várias fontes: • recurso próprio estadual. destaca-se o Estado do Mato Grosso (6. ONGs. • royalties. A Região Sul.37%). como dito anteriormente.00%). Na Região Centro-Oeste (2. contrato de repasse ou outro instrumento). • transferências voluntárias (de empresa pública. com percentuais relativamente elevados. foi o estado que destinou o maior percentual de recursos financeiros específicos para órgãos estaduais responsáveis pela área de meio ambiente.

00 x x x x Bahia 1.00 Minas Gerais 7.00 x x x Amazonas 6.25 x Centro-Oeste Média da Região 2. .00 x x Amapá _ Tocantins 2.40 x x x Piauí 1.00 Maranhão 0.10 x x x Pernambuco 0.96 Rondônia 0.2013 Recursos financeiros destinados especificamente para os órgãos ambientais em relação ao orçamento estadual Origem Grandes Regiões e Taxa de Transfe.00 x x x Rio Grande do Sul 0.16 x x x Alagoas 0.Percentual e origem dos recursos financeiros destinados especificamente para os órgãos ambientais em relação ao orçamento estadual em 2012.00 x x x x x x Sudeste Média da Região 3. compensação ambiental).38 x x Sergipe 5.24 Norte Média da Região 2.64 Paraná 0. compensação financeira para exploração de recursos hídricos e arrecadação própria. Nota: O x indica que esta é uma das origens de recursos financeiros recebidos pelos órgãos estaduais de meio ambiente.00 x x x x Espírito Santo 1.00 x x Ceará 4.00 x x x x Roraima 1. privada (4) tárias interna- zação (2) cional (3) Brasil Média 2. (1) Recurso próprio da unidade da federação.00 x x x x x Sul Média da Região 0. entidades de ensino e pesquisa. ONGs.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Quadro 1 . repassadas por meio de convênio. contrato de repasse ou outro instrumento). Institui- Unidades da Federação Percentual licencia- rências ção/ (%) Próprio mento/ Iniciativa Outra volun. Convênios com órgãos federais. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Coordenação de População e Indicadores Sociais. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação .00 x x x x x Rio Grande do Norte 2. Diretoria de Pesquisas.76 x x x Acre 2. Royalties órgão (1) fiscali.00 x x Mato Grosso 6.13 x x x Distrito Federal … x Fonte: IBGE. (4) Ministério do Meio Ambiente .00 x x Pará 6. governo federal. (2) Transferências voluntárias (de empresa pública.00 x x x x x Rio de Janeiro … x x x x x São Paulo 1. (3) Taxa de licenciamen- mento/fiscalização (multas.MMA.00 x x x Goiás 0.37 Mato Grosso do Sul 1.67 x x x Santa Catarina 1.00 x x x x Nordeste Média da Região 2.00 x x x Paraíba 4.

Os royalties pagos ao governo são relativos à extração de recursos naturais minerais. apontada por 24 (92.3%) desses gestores. No Brasil. apenas os órgãos ambientais de Minas Gerais não contaram com recursos financeiros recebidos dessa origem.2%) gestores estaduais de meio ambiente apontaram ter recebido recursos financeiros desta fonte em 2012. oriundo da exploração ou extração de determinados recursos. 12 (46. Bahia. existem diferentes tipos de royalties.1%) gestores estaduais de meio ambiente. como a água. Bahia e Espírito Santo. Considerando apenas os royalties de petróleo e gás. que cobra percentagens distintas do valor final do produto extraído ou utilizado e distribui esta renda de formas diferentes entre os governos federal. ou pelo uso de recursos naturais. como minérios metálicos ou fósseis. na Região Centro-Oeste. Esta origem foi informada por 10 (38. são 10 as Unidades da Federação que fazem jus ao seu recebimento. Com relação à origem de recursos financeiros recebidos pelos órgãos ambientais oriundos da iniciativa privada. como carvão mineral. apenas três gestores estaduais de meio ambiente apontaram essa fonte: Tocantins. de ONGs e aquelas repassadas por meio de convênio. assim . No caso da taxa de licenciamento/fiscalização. Rio de Janeiro e Santa Catarina como aqueles em que os gestores ambientais estaduais apontaram como origem dos recursos financeiros para o meio ambiente o recebimento de royalties. de entidades de ensino e pesquisa. Apesar de apontada por menos da metade dos gestores ambientais do País. Espírito Santo. responsáveis pela área de meio ambiente. estadual e municipal.1%) informaram ser esta uma das fontes de recursos financeiros dos órgãos de meio ambiente. pagos ao governo ou à iniciativa privada. os recursos financeiros tendo como origem instituição/órgão internacional estavam presentes em órgãos estaduais de meio ambiente de todas as Grandes Regiões. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 O resultado apurado pela pesquisa mostra que. apenas o Estado de Alagoas e o Distrito Federal não apontaram esta fonte como origem de recursos financeiros recebidos pelos órgãos responsáveis pela área ambiental. contrato de repasse ou outro instrumento). A quarta origem de recursos financeiros mais apontada foi aquela que diz respeito a instituição/órgão internacional. foi apontada apenas pelo gestor ambiental do Estado do Mato Grosso. Dentre os gestores ambientais estaduais. Outra origem de recursos financeiros apontada pelos gestores estaduais de meio ambiente foi aquela recebida via transferências voluntárias (de empresa pública. em casos como represamento em barragens hidrelétricas. petróleo e gás natural. O Quadro 1 sintetiza informações sobre o percentual do orçamento estadual destinado por cada Unidade da Federação aos órgãos estaduais de meio ambiente. apenas cinco (19. que também inclui o valor de multas arrecadadas e da compensação ambiental. dentre as 26 Unidades da Federação que informaram ter destinado recursos financeiros específicos para órgãos estaduais. Observa-se que esta fonte não foi apontada por nenhum dos gestores ambientais da Região Sul. nesta. em especial entre as Unidades da Federação da Região Sudeste. seguida da origem taxa de licenciamento/fiscalização. sendo que. Informação obtida pela ESTADIC identificou apenas os Estados de Sergipe. Essa fonte de recursos financeiros foi informada por 25 (96. sendo que. obedece a uma legislação específica. Cada tipo de royalty. apenas no Estado do Rio Grande do Sul a origem recurso próprio estadual não foi apontada.5%) gestores estaduais de meio ambiente. Com relação à origem royalties.

de 06. Cabe ressaltar que até 1988.06. impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo.1%). e arrecadação própria (São Paulo). da representatividade de cada um dos grupos que o compõem.SISNAMA.1990. . governo federal (Pernambuco). e do espaço de intervenção junto à gestão pública estadual. A criação de Conselhos Estaduais de Meio Ambiente é feita por meio de lei elaborada e aprovada pela Câmara dos Deputados.274. de 31. regulamentada pelo Decreto no 99. Esses Conselhos têm como objetivo manter o ambiente ecologicamente equilibrado. ano da promulgação da última Constituição Federal do Brasil. em 20 Unidades da Federação (74. maioria de representantes do governo.9%) tinham. Observa-se ainda que cinco gestores informaram a existência de outras origens para os recursos financeiros recebidos pelos órgãos estaduais de meio ambiente.10. em igualdade numérica.938. Cabe ressaltar que os recursos financeiros recebidos pelo conjunto de órgãos de meio ambiente do Estado da Bahia teve como origem todas as seis alternativas disponibilizadas pela pesquisa. que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente. Os resultados mostram que. propondo e estabelecendo diretrizes e medidas necessárias à proteção. espera-se que tenha uma composição paritária. que não dizem respeito àqueles previamente estabelecidos pela pesquisa: Ministério do Meio Ambiente (Ceará).08. de 04. existiam no País apenas nove Conselhos Estaduais de Meio Ambiente.1981. devendo conter seus objetivos. Eles devem se reunir com periodicidade regular. competências. visando garantir o desenvolvimento sustentável. os demais (25. compensação financeira por exploração (Minas Gerais). Para que o Conselho Estadual de Meio Ambiente cumpra com as suas atribuições de maneira satisfatória. Os resultados obtidos pela pesquisa dão conta de que todas as 27 Unidades da Federação dispunham desse tipo de Conselho. atribuições e composição. a apresentar tal característica. conservação e melhoria do meio ambiente. os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente propiciam a participação dos diversos segmentos da sociedade civil organizada na formulação da Política Estadual do Meio Ambiente.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ como sua origem. Dotados de missão consultiva e/ou deliberativa. os Conselhos eram paritários. Portanto. sendo o mais antigo o da Bahia. preservá-lo e recuperá-lo. que considere. instituído pela Lei no 6. eles funcionam de maneira diferenciada. sendo este o único estado. de interesse público e privado e que integram o Sistema Nacional do Meio Ambiente . normativa e/ou fiscalizadora. da frequência com que seus conselheiros realizam reuniões. precisa ser representativo. sendo importante que esses encontros sejam abertos à participação da sociedade em geral.1973. em sua composição.163. Embora não haja nenhuma lei federal que regulamente a criação desses Conselhos. criado pela Lei no 3. compostas por representantes de organizações públicas civis. no País. ou seja. dependendo da abrangência das atribuições que lhes são destinadas. convênio com órgãos federais (Paraíba). representantes do poder público e da sociedade civil organizada. Conselho Estadual de Meio Ambiente Os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente são instâncias colegiadas.

quando isso signifique estabelecer limites mais rigorosos para a qualidade ambiental ou facilitar a ação do órgão executivo. caráter deliberativo e consultivo.7%). totalizando 26 (96. o de caráter consultivo é aquele em que seus integrantes têm o papel de apenas estudar e indicar ações ou políticas. o Conselho com caráter deliberativo é aquele que efetivamente tem o poder de decidir sobre a implantação de políticas e/ou a administração de recursos. Outra forma de qualificar os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente do ponto de vista estatístico e analítico é verificar se esses fóruns têm-se reunido. que é aquele que fiscaliza a implementação e o funcionamento de políticas e/ou a administração de recursos. Com exceção do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. mas não tem qualquer operacionalidade. Observa-se que existiam seis (22. mas podem sugerir a sua criação bem como a adequação e regulamentação das leis já existentes. caráter e número de reuniões realizadas pelos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente no País. A pesquisa constatou que. variando de duas a 159 reuniões num período de 12 meses. todos os demais tinham caráter deliberativo. 17 (63. pois essa é uma atribuição do poder legislativo estadual. A intenção desse procedimento é escapar daquelas situações em que o Conselho existe formalmente.8%). Ressalte-se que essas atribuições estão restritas à área de competência desses Conselhos. No entanto. Em 21 delas (77. composição. Além disso. De acordo com o conceito utilizado na pesquisa. com 18 (66. Nesse sentido. ou seja. por meio de resoluções. O Quadro 2 sintetiza informações sobre ano de criação. vindo a seguir os consultivos. Os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente não têm a função de criar leis. apurou-se a frequência com que os Conselhos se reuniram no período de 12 meses anteriores à coleta da informação. em simultâneo. a quase totalidade dos Conselhos se reuniu (a única exceção foi o Estado do Mato Grosso do Sul). ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Com relação às atribuições dos Conselhos5.0%) Conselhos tinham. normativo e fiscalizador.2%) Conselhos que. . Apenas seis (22. 5 A variável que levantou informações sobre o caráter dos Conselhos admitia múltiplas marcações.2%) Unidades da Federação possuíam Conselhos Estaduais de Meio Ambiente com caráter fiscalizador. apenas consultivo. tinham caráter consultivo. simultaneamente.3%). podem indicar ao órgão ambiental a fiscalização de atividades poluidoras ainda que não exerçam diretamente esse tipo de ação. os Conselhos eram normativos. possuíam atribuição de estabelecer normas e diretrizes para as políticas e/ou a administração de recursos. mesmo considerando que a periodicidade das reuniões seja bastante diferenciada entre eles. predominavam no País os de caráter deliberativo. deliberativo.

. Norma. Fiscali.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Quadro 2 . Diretoria de Pesquisas. reuniões criação tivo rativo tivo zador em 12 meses Norte Rondônia 1993 Paritário x 2 Acre 1992 Paritário x x 5 Amazonas 2005 Paritário x 11 Roraima 1994 Maior participação do governo x x 3 Pará 1990 Paritário x x x 13 Amapá 1994 Paritário x x x x 11 Tocantins 1991 Maior participação do governo x x x 11 Nordeste Maranhão 1992 Paritário x x x 8 Piauí 1995 Maior participação do governo x x x 5 Ceará 1987 Paritário x 16 Rio Grande do Norte 2004 Maior participação do governo x x 11 Paraíba 1981 Paritário x x x x 22 Pernambuco 1991 Paritário x 8 Alagoas 1978 Paritário x x x 11 Sergipe 1981 Maior participação do governo x x x 11 Bahia 1973 Paritário x x x x 30 Sudeste Minas Gerais 1977 Paritário x x x 159 Espírito Santo 1999 Paritário x x x 29 Rio de Janeiro 2007 Paritário x x 4 São Paulo 1983 Paritário x x x x 29 Sul Paraná 1984 Paritário x x x 6 Santa Catarina 1975 Paritário x x x 10 Rio Grande do Sul 1994 Maior participação do governo x 12 Centro-Oeste Mato Grosso do Sul 2001 Paritário x x x x - Mato Grosso 2009 Paritário x x x x 12 Goiás 1995 Maior participação do governo x x 6 Distrito Federal 2007 Paritário x x 17 Fonte: IBGE. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . Nota: O x indica o caráter do Conselho Estadual de Meio Ambiente.CEMA Caráter Grandes Regiões Número e de Ano de Unidades da Federação Composição Consul. composição.Ano de criação. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. caráter e número de reuniões realizadas nos últimos 12 meses pelos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente.Delibe.2013 Conselho Estadual de Meio Ambiente . Coordenação de População e Indicadores Sociais.

segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . Os Fundos Estaduais de Meio Ambiente do Ceará.tamen. ção de Reflo. Prote. vação Prote. Nota: O x indica a ocorrência de ações e/ou projetos financiados pelo FEMA. Educa.5%) informaram que este financiou ações e/ou projetos voltados para a questão ambiental nos últimos 12 meses que antecederam a coleta da informação. Recupe- Moni. 21 (87. da ção do ção de flores. Coordenação de População e Indicadores Sociais.mento recur. pode receber recursos extraorçamentários e gastá-los sem precisar se sujeitar às regras contábeis convencionais. natu- Unidades da Federação Agen. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Fundo Estadual de Meio Ambiente O governo estadual pode criar um fundo específico para a área ambiental.Ações e/ou projetos voltados para a questão ambiental financiados nos últimos 12 meses pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente. solo -tal degra- -tal hídricos lógicos dade dadas Norte Rondônia x x x x x x x Acre x x x x x x Amazonas Roraima x Pará x x x x x x x Amapá x x x x x Tocantins x x x x x x x x x Nordeste Maranhão x x x x Piauí x x x x x Paraíba x Pernambuco x x x Bahia x x x x x Sudeste Minas Gerais x x x x x x x x Espírito Santo x Rio de Janeiro x x x x x x x x São Paulo x x x x x x Sul Paraná x x x x x Santa Catarina x x x x x Rio Grande do Sul x x x x x x x Centro-Oeste Mato Grosso x x x x x x x x x x Goiás x x x x x x x Fonte: IBGE. recurso ambien áreas tal ambien sos mento tecno- madas versi.9%) Unidades da Federação tinham Fundo Estadual de Meio Ambiente. . ração Manejo tora.2013 Ações e/ou projetos voltados para a questão ambiental financiados nos últimos 12 meses pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente Grandes Regiões Preser. por exemplo. rais e da 21 to/quei. Riscos e Desma. Alagoas e Mato Grosso do Sul informaram não dispor desse tipo de Fundo. Sua criação deve ser autorizada por lei e suas receitas vinculadas ao aperfeiçoamento de mecanismos de gestão ambiental. Sergipe e Distrito Federal não financiaram ações e/ou projetos voltados para a questão ambiental no período pesquisado. Um Fundo Estadual de Meio Ambiente bem estruturado. Multas aplicadas por infrações ambientais devem ser revertidas para esse fundo. tais como a devolução no fim do exercício fiscal. A ESTADIC apurou que 24 (88. biodi. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Dentre as Unidades da Federação que informaram possuir Fundo Estadual de Meio Ambiente. resta. Diretoria de Pesquisas. Quadro 3 . apenas os Estados do Rio Grande do Norte.

apontada por 16 (76. defender e conservar o meio ambiente ecologicamente equilibrado. 6 Importante esclarecer que. dos Estados. aquelas implementadas pelo maior número de Unidades da Federação foram: monitoramento ambiental. financiou a quantidade mais ampla de tipos de ações e/ou projetos dentre aqueles apontados no escopo da ESTADIC. e controle da poluição. IV . realização de conferências. Cabe ressaltar que o Fundo Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso foi o que. . A referida Lei.harmonizar as políticas e ações administrativas para evitar a sobreposição de atuação entre os entes federativos. acaba-se com as exigências para delegação. De acordo com a referida lei. por 14 (66. de 08. evitando-se a duplicidade.9%). habilitação e/ou qualificação do ente municipal para exercer o direito constitucional de licenciar as atividades e empreendimentos de impacto local. e recuperação de áreas degradadas. Instrumentos de cooperação A ESTADIC pesquisou se a Unidade da Federação estabeleceu instrumento de cooperação com municípios para delegação de competência de licenciamento ambiental. III . do Distrito Federal e dos Municípios.2011. saneamento e mudanças climáticas. apontada também por 13 (61. proteção de recursos hídricos. fixa normas para a cooperação entre a União. dos 11 tipos de ações e/ou projetos investigados pela pesquisa. 3o  Constituem objetivos fundamentais da União. nos últimos 12 meses. dentre as ações financiadas pelo Fundo Estadual de Meio Ambiente. mas que foram apontados pelos gestores estaduais de meio ambiente. fiscalização/licenciamento. Os objetivos fundamentais e comuns da lei são estabelecidos a seguir. à proteção do meio ambiente. cabe aos municípios6 o licenciamento ambiental das atividades de impacto local. O Quadro 3 mostra que. conforme Lei Complementar no 140.2%).7%).12. ao combate à poluição e à preservação das florestas. da fauna e da flora.proteger. dizem respeito a fortalecimento institucional. por 13 (61.9%).Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Outras ações e projetos financiados pelos Fundos Estaduais de Meio Ambiente não previstos no escopo da pesquisa. ao definir na Lei Complementar a competência de cada ente. a erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais. Pode-se observar nos objetivos que a atuação dos entes federados deverá ocorrer de forma harmônica para que as políticas sejam implantadas e desenvolvidas de forma eficiente. o Fundo Estadual de Meio Ambiente de Mato Grosso só não financiou ações e/ou projetos do tema riscos naturais e tecnológicos.garantir o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico com a proteção do meio ambiente. cabendo a todas as esferas de governo: Art.garantir a uniformidade da política ambiental para todo o País. o Distrito Federal e os municípios nas ações administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das paisagens naturais. os estados. respeitadas as peculiaridades regionais e locais (BRASIL.4%). observando a dignidade da pessoa humana. projetos de educação ambiental. preservação da biodiversidade. democrática e eficiente. promovendo gestão descentralizada. no exercício da competência comum a que se refere esta Lei Complementar:  I . 2011a). de forma a evitar conflitos de atribuições e garantir uma atuação administrativa eficiente. por 15 (71. II .

7 O Distrito Federal não foi considerado neste cálculo. considerando o número de municípios de cada estado.6 Amazonas 62 4 6. Tabela 5 .7 Sudeste 1 668 163 9. estabeleceu o referido instrumento de cooperação com 60 (76. com apenas sete municípios (0.9%). Coordenação de População e Indicadores Sociais.8 Espírito Santo 78 60 76. No entanto.7 Ceará 184 6 3. número de municípios com os quais o estado estabeleceu instrumento de cooperação para delegação de competência de licenciamento ambiental e o respectivo percentual. e Paraíba. O Rio de Janeiro estabeleceu esta relação com 42 municípios (45.1 Fonte: IBGE. Alagoas e Paraná informaram não ter estabelecido o referido instrumento de cooperação.2 Paraíba 223 2 0.8 Goiás 246 42 17. mostra que esta era uma iniciativa ainda pouco difundida no País. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. dada a sua condição diferenciada no que diz respeito à relação estado/ município.8%). .4 Mato Grosso do Sul 78 14 17.3 Rio Grande do Norte 167 7 4.6 Santa Catarina 293 42 14. A análise.9%) municípios.5 Piauí 224 6 2.6%).6 Amapá 16 5 31. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Além disso. Diretoria de Pesquisas.2013 Municípios Com os quais o estado estabeleceu instrumento de Grandes Regiões cooperação para delegação de competência de e Total licenciamento ambiental Unidades da Federação no estado Percentual. Em outros estados este tipo de cooperação praticamente inexiste.4 Sul 1 188 55 4. dentre os 26 estados brasileiros.6%) e o Pará.5 Pará 143 48 33.4 Nordeste 1 794 45 2.Total de municípios no estado.5 Maranhão 217 12 5. 23 (88.9 Mato Grosso 141 11 7. com 48 (33.6 Sergipe 75 2 2.8 Minas Gerais 853 7 0. O Espírito Santo.6 São Paulo 645 54 8.8 Rondônia 52 9 17.6 Centro-Oeste 466 67 14. sendo o estado brasileiro que mais adotou este tipo de instrumento de cooperação. Excetuando-se o Distrito Federal.3 Rio Grande do Sul 496 13 2. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . como em Minas Gerais. a ESTADIC perguntou sobre o número de municípios com os quais cada estado estabeleceu o referido instrumento de cooperação.9 Pernambuco 185 3 1. A Tabela 5 resume a situação dos estados que estabeleceram instrumento de cooperação com municípios.9 Rio de Janeiro 92 42 45. Cabe informar que os Estados de Roraima. com dois (0. alguns já avançaram neste processo de cooperação.7 Bahia 417 7 1.2 Tocantins 139 2 1. em relação ao Absoluto total de municípios do estado (%) Norte 449 71 15.5%)7 informaram ter estabelecido instrumento de cooperação com municípios para delegação de competência de licenciamento ambiental.3 Acre 22 3 13. por exemplo.

5%). e por isso não foi ainda regulamentada. foi indagado aos 11 gestores de meio ambiente que informaram ter ocorrido repasse de recursos aos municípios.4% do ICMS arrecadado para redistribuição segundo critério ambiental baseado no Índice de Conservação Ambiental . 8 Para informações complementares sobre o tema. A informação levantada pela ESTADIC diz respeito à existência. Paraná. 9 Embora o Distrito Federal seja uma Unidade da Federação com atributos tanto de município como de estado. Disponível em: <http://www. configurando-se como o critério de maior prevalência entre as Unidades da Federação. sofreu veto total do poder executivo. pois esse mecanismo trata da redistribuição da arrecadação estadual de ICMS aos municípios. Pretende. sobre os critérios ambientais considerados na distribuição desses recursos. voltando à casa legislativa. a saber: Rondônia. . Buscando conferir maior efetividade à Norma. Essa lei deve ser modificada. Por último. Os estados que. o que não ocorre no caso do Distrito Federal. Acesso em: fev. em desacordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservação . foi efetuado repasse de recursos financeiros para os municípios considerando o referido critério.br>.6%) e coleta e destinação final de resíduos sólidos. com a promulgação da lei. quanto aos critérios adotados e quanto a questões de caráter político/jurídico. Pernambuco. publicado no Diário do Poder Legislativo em 2011. a lei utilizou como critério para redistribuição do ICMS apenas a área das Unidades de Conservação. informaram não ter havido repasse foram Pará. que possibilita aos governos dos estados estabelecerem critérios ambientais para a aplicação de até 25% dos repasses devidos aos municípios. Piauí. que data de 2000. onde o veto foi derrubado. ou não. 158. [2014].org. com cinco (45. o mesmo não é apto a possuir lei específica sobre ICMS Ecológico. com isso.icmsecologico. apresentam situações diferenciadas em relação aos demais estados que também responderam não dispor de tal legislação10.IC. estando. Minas Gerais.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ ICMS Ecológico O ICMS Ecológico. de iniciativa do The Nature Conservancy.8%) que informaram possuir tal legislação. por esse motivo. sem levar em conta a gestão dessas unidades. Pará. Agora. inciso IV. A indagação admitia múltiplas respostas. 10 O Estado do Amapá possui legislação sobre ICMS Ecológico desde 1996. da Constituição Federal do Brasil.SNUC. Amapá. Rio de Janeiro: The Nature Conservancy . também conhecido como ICMS Verde. dentre as alternativas disponíveis no escopo da pesquisa. apesar de terem respondido que não dispõem de legislação sobre ICMS Ecológico. que leva em conta apenas a existência de Unidades de Conservação. São Paulo. Tocantins. Paraíba e Rio Grande do Sul são os estados que. 11 (78. arguiu-se do gestor ambiental se. quanto aos estágios em que se encontram em sua implantação. O Cartograma 12 mostra os estados que possuem ou não legislação sobre ICMS Ecológico assim como os que efetuaram repasse para os municípios. Mato Grosso do Sul. a seguir. Segundo o site ICMS Ecológico8. estando em discussão. O Projeto de Lei que deu origem ao ICMS Ecológico do Estado da Paraíba. é um mecanismo criado com base no Art.6%) efetuaram repasse de recursos para os municípios considerando este critério. 2014. Piauí e Goiás. Dentre os 14 (53. o critério presença de unidades de conservação foi apontado por 10 (90. ver: ICMS ecológico. Como desdobramento à indagação sobre a existência de legislação sobre ICMS Ecológico nos estados. em 2012. Acre. Mato Grosso e Goiás.TNC. porém esses entes federados mantêm algumas diferenças entre si. sua regulamentação caberá ao governo do estado. tendo legislação sobre ICMS Ecológico. figuram os critérios presença de terra indígena. em 2004 o estado iniciou discussão para a reformulação da lei vigente que estabelece destinação de 1. Conforme pode ser observado no Gráfico 10. com sete (63. de legislação sobre ICMS Ecológico. No Estado do Rio Grande do Sul.9%) gestores estaduais de meio ambiente dentre os 11 que informaram ter ocorrido repasse de recursos para os municípios. sendo esta respondida de forma afirmativa por 14 estados. através do ICMS Ecológico. Rio de Janeiro. Ceará. compensar financeiramente os municípios que se enquadram dentro dos parâmetros de preservação ambiental definidos pelo estado no qual estão inseridos. 17 Unidades da Federação9 já aprovaram ou estão em fase de aprovação de suas legislações sobre o ICMS Ecológico. excetuando-se o Distrito Federal.

Coordenação de População e Indicadores Sociais. . das florestas e dos remanescentes de vegetação nativa.2013 Presença de unidades de conservação 90. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. cabe aqui ressaltar a importância do Cadastro Ambiental Rural.3 Existência de cadastro rural ambiental 0. Diretoria de Pesquisas. Gráfico 10 .0 % Fonte: IBGE.Percentual de critérios estaduais adotados no repasse do ICMS Ecológico Brasil . Trata-se de um registro eletrônico.6 Coleta e destinação final de resíduos sólidos 45.3 Outros critérios ambientais 27.5 Presença de outras áreas especialmente protegidas 36.9 Presença de terra indígena 63. das áreas de reserva legal. ___________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Apesar de não ter sido apontado por nenhum gestor estadual de meio ambiente como critério adotado no repasse do ICMS Ecológico aos municípios. que tem por finalidade integrar as informações ambientais referentes à situação das áreas de preservação permanente.3 Coleta e destinação final de esgoto 27. obrigatório para todos os imóveis rurais.4 Preservação de mananciais de abastecimento público 27. das áreas de uso restrito e das áreas consolidadas das propriedades e posses rurais do País.

DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 considerando critério do ICMS Ecológico 125 0 250 500 km Não possui legislação sobre ICMS Ecológico UR U G UAY La. Coordenação de População e Indicadores Sociais. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Possui legislação sobre ICMS Ecológico RIO GRANDE DO SUL Possui legislação sobre ICMS Ecológico e La. dos Patos -3 0° em 2012 efetuou repasse para municípios -3 0° La. Mangueira PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. . Coordenação de Geografia. Diretoria de Pesquisas. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Cartograma 12 – Estados que possuem legislação sobre o ICMS Ecológico – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I.F. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip.

F. da Região Norte: Rondônia. em sua maioria. 21 (77. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Diretoria de Pesquisas. . Amazonas. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip.8%) participavam de algum Comitê de Bacia Hidrográfica. Dentre as 27 Unidades da Federação. Os estados que não participavam de nenhum comitê eram.7% (14) dos que fazem parte de Comitê de Bacia Hidrográfica (Cartograma 13). Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Maranhão e Santa Catarina. Cartograma 13 – Estados que fazem parte de Comitê de Bacia Hidrográfica – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL Faz parte de Comitê de Bacia Hidrográfica La. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Amapá. dos Patos -3 0° Faz parte de Comitê de Bacia Hidrográfica -3 0° La. Coordenação de Geografia. Mangueira Não faz parte de Comitê de Bacia Hidrográfica UR U G UAY PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Comitê de Bacia Hidrográfica Para a adequada administração dos recursos hídricos é fundamental sua respectiva gestão no recorte de bacia hidrográfica. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 e algum desses comitês é interestadual 125 0 250 500 km La. o que muitas vezes abarca mais de uma Unidade da Federação. algum desses comitês era interestadual para 66. Com relação à abrangência geográfica da bacia. Pará.

7 37. 2010). Nesse Decreto. podem acarretar em riscos à saúde pública e/ou riscos ao meio ambiente.3%). ou outra destinação final ambientalmente adequada” (BRASIL.3 92..6 74.4 40. .3 96.2010). Mais da metade das Unidades da Federação. quando o resíduo for gerenciado de forma inadequada” (MANUAL.404. Foram elevados também os percentuais de temas relacionados a resíduos sólidos e perigosos (20) e gerenciamento costeiro/recursos pesqueiros (19). Espera- se que o número de ações nessa área aumente em função da implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei no 12.. Segundo a Norma ABNT 10004. Os programas e ações específicos adotados pela maioria das Unidades da Federação. químicas ou infecto- contagiosas.0 Preservação Outros Mudanças Recursos Recursos Resíduos Gerenciamento Solo Energia da programas/ climáticas hídricos florestais sólidos e costeiro/recursos biodiversidade ações e qualidade perigosos pesqueiros do ar Fonte: IBGE. Com presença em 12 Unidades da Federação.2010. Gráfico 11 . Na área de resíduos sólidos e perigosos. São importantes instrumentos dessa política tanto a coleta seletiva como a logística reversa. logística reversa é definida como “um conjunto de ações.0 96.12. implementação e gestão de unidades de conservação. foram sobre os temas: preservação da biodiversidade (27). que estavam presentes em 26 Unidades da Federação (96.08. para reaproveitamento. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Diretoria de Pesquisas. procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial. 2006. Com adesão de menos da metade das Unidades da Federação ficaram as áreas de solo (11) e energia (10).1 70. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.305. mudanças climáticas e qualidade do ar (26).0 100. recursos hídricos (26) e recursos florestais (25).Percentual de Unidades da Federação que efetivamente desenvolveram programas e/ou ações na área ambiental nos últimos 12 meses ..6%).Brasil .3%) (Gráfico 12).0%) Unidades da Federação (Gráfico 12). 16 (59. de 02. O único estado que não desenvolveu ação nesse setor nos últimos 12 meses foi o Pará. destacam-se as ações de reciclagem de lixo e coleta seletiva de lixo (44.2013 % 100. 7). Em outros temas a adesão foi de 100% (Gráfico 11).Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Programas e ações na área ambiental A ESTADIC investigou os programas e ações na área ambiental efetivamente desenvolvidos pelo governo estadual nos últimos 12 meses.7%). bem como a instalação de posto de recolhimento de embalagens de agrotóxicos em 11 (40. regulamentada pelo Decreto no 7. A adoção de programas específicos na área de preservação da biodiversidade foi de 100% devido principalmente às ações na criação. a política praticada por 15 Unidades da Federação foi a de gestão de resíduos perigosos (55. A política menos praticada foi a de logística reversa visando reciclagem em 10 (37. resíduos perigosos são “aqueles cujas propriedades físicas. praticavam gestão da fauna silvestre (Gráfico 12). em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.4%). incluindo agora o Pará. p. de 23.

26 Unidades da Federação adotavam ações relacionadas ao combate a queimadas e desmatamentos ilegais (81. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. 2013). destas.Percentual de Unidades da Federação que. Alagoas e Sergipe).Brasil ..3 44. esta carente em recursos hídricos. de proteção de nascentes.2013 96.0%) (Gráfico 13).7 59.6 59. despoluição e desassoreamento de recursos hídricos (77. Gráfico 13 . Em boa parte devido a ações governamentais.8%).4 44. Das cinco Unidades da Federação que não possuíam monitoramento da qualidade da água.3%). 21. Das nove que não possuíam gestão de aquíferos.5%). Paraíba e Pernambuco).Percentual de Unidades da Federação que. ao monitoramento de qualidade do ar (51. Ceará.9%). Diretoria de Pesquisas. nos últimos 12 meses.0 37.5%). aquíferos desmatamentos desastres do ar gases de solar e/ou eólica da água despoluição e ilegais naturais efeito estufa desassoreamento de recursos hídricos Fonte: IBGE. Diretoria de Pesquisas. de gestão de aquíferos (66. 16. ficou a realização de inventário de emissões de gases de efeito estufa (37.4 40. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Ceará. essas emissões têm tido expressiva diminuição nos últimos anos.7 37. que apresenta grande disponibilidade de recursos hídricos.8 66.Brasil .5 77.0 Gestão Reciclagem Coleta Posto de Logística Unidades Gestão de resíduos de lixo seletiva de Recolhimento de reversa de da fauna perigosos lixo embalagens de visando Conservação silvestre agrotóxicos reciclagem Fonte: IBGE.. Na área de mudanças climáticas.5 81. Roraima e Amazonas). a presença de políticas e ações era grande: 22 possuíam programas de monitoramento da qualidade da água (81. segundo o Observatório do Clima (SISTEMA. Em recursos hídricos.0%) possuíam programas de incentivo ao uso de energia solar e/ou eólica e. à gestão/ prevenção de desastres naturais (59. Rio Grande do Norte. e 14.7%) (Gráfico 13). cinco eram da Região Nordeste (Piauí. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.0 Combate a Gestão/ Monitoramento Inventário de Incentivo ao Monitoramento Proteção de Gestão de queimadas e prevenção de da qualidade emissões de uso de energia da qualidade nascentes. e 18. Com baixa adesão.2013 81. 10 Unidades da Federação. Na área de energia. paradoxalmente quatro são da Região Nordeste (Maranhão. desenvolveram programas e/ou ações nas áreas de resíduos sólidos e % perigosos e preservação da biodiversidade . . nos últimos 12 meses. Coordenação de População e Indicadores Sociais. A grande presença de ações de combate a queimadas e desmatamentos ilegais se justifica por ser esta a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Gráfico 12 .3 51. % energia e recursos hídricos .. três eram da Região Norte (Acre. apenas 10 Unidades da Federação (37.9 37.3 55. desenvolveram programas e/ou ações nas áreas de mudanças climáticas.

5%) e 18. Sergipe.mma. e Decreto no 7. 22 Unidades da Federação os desenvolveram na área de promoção do manejo florestal sustentável (81. o resultado era até certo ponto esperado.1 40.7 48.10. Ministério do Meio Ambiente. Ecoturismo. Acesso em: fev. Recursos Florestais e Solo . assim como o Estado de Minas Gerais e o Distrito Federal. Para informações complementares sobre o tema. DF.1 48. consultar: BRASIL.2013 % 81. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. [2014c].830. educação ambiental era o mais presente. Programas de apoio ao ecoturismo12 e de incentivo à agricultura sustentável eram presentes em 13 Unidades da Federação (48. de 17. No caso do gerenciamento costeiro.5%).05. Só nove (33. promovendo o bem-estar das populações. em fomento à silvicultura e restauração de área florestais (66.6%) (Gráfico 15). nos últimos 12 meses. Gráfico 14 .1%). Diretoria de Pesquisas. No grupo de outros programas e ações.Percentual de Unidades das Federação que.gov. 2014. em 25 Unidades da Federação (92.3 Gerenciamento Gestão de Fomento à Promoção do Políticas Monitoramento costeiro recursos silvicultura e manejo florestal públicas para o de processos pesqueiros restauração de sustentável estabelecimento de desertificação áreas florestais de concessões florestais Fonte: IBGE. Disponível em: <http://www.html>. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Segundo o Ministério do Meio Ambiente. Acesso em: fev. 11 Para informações complementares sobre o tema. 2014.0% (Gráfico 14): 13 Unidades da Federação os realizaram (48.2012.gov. Em gerenciamento costeiro e gestão de recursos pesqueiros.turismo. Coordenação de População e Indicadores Sociais.br/ turismo/programas_acoes/regionalizacao_tu- rismo/estruturacao_segmentos/ecoturismo. Acre. Amazonas. Pará e Tocantins). o patrimônio natural e cultural. de forma sustentável. o Cadastro Ambiental Rural é um registro obrigatório para todos os imóveis rurais e tem por finalidade integrar suas informações ambientais11. 12 Ecoturismo é o segmento da atividade turística que utiliza. a maioria da Região Norte (Rondônia. Apenas cinco Unidades da Federação não possuíam esse último tipo de programa: Amapá.1%). pois muitas Unidades da Federação não possuem costa. como é o caso daquelas localizadas na Região Centro-Oeste e na maioria da Região Norte. seguido por elaboração do cadastro ambiental de propriedades rurais.7%) (Gráfico 14). incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente. os dois programas e ações investigados ficaram abaixo da marca de 50.651. Disponível em: <http://www. Cadastro ambiental rural. O único programa na área de solo. Minas Gerais.7 33. desenvolveram programas e/ou ações nas áreas de Gerenciamento Costeiro/Recursos Pesqueiros. Ministério do Turismo.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Em relação aos três programas ou ações investigados sob o tema recursos florestais. de 25. foi realizado por 11 Unidades da Federação (40. presente em 22 (81. consultar: BRASIL.7%).3%) adotavam políticas públicas para o estabelecimento de concessões florestais. . DF. Brasília. [2014e]. Brasília.br/desenvolvimento-rural/cadastro-ambiental-rural>.2012. o que é possivelmente explicado pelo fato de a legislação federal sobre o tema ser recente – Lei no 12. monitoramento de processos de desertificação.Brasil .5 66.

Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental.. Rio Grande do Sul e Goiás). A existência dessas Comissões está prevista no Decreto no 4. Várias Unidades da Federação e municípios possuem legislação sobre o tema. serviços ambientais são um “conjunto de processos naturais dos ecossistemas capazes de assegurar a ocorrência da vida no planeta e as condições das atividades produtivas” (BRASIL. as Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental são colegiados estaduais que têm como objetivo propor diretrizes para a Política e para o Programa Estadual de Educação Ambiental. é praticada buscando associar a produção agropecuária com a conservação dos recursos naturais.5 48.7% (4).Percentual de Unidades da Federação que.795. em 4. foi investigada a frequência de reuniões nos últimos 12 meses.7 Apoio ao Elaboração do Incentivo à Pagamento Programa de ecoturismo cadastro ambiental agricultura por serviços educação de propriedades rurais sustentável ambientais ambiental Fonte: IBGE. Sergipe.6 81.1999. portanto. Gráfico 15 . Em apenas duas (8. Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. 2014a). de 25.7%) (Gráfico 15). consumo sustentável e capacitação Segundo o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental. sendo esta inexistente nos Estados do Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. 2005). e em 16.2% (1).. mas ainda está em discussão o marco legal no nível federal. Constatou-se que em 33.3% (8) dos entes federados a Comissão se reunia pelo menos uma vez por mês.1 48.2013 % 92. O programa de menor presença nesse grupo foi o de pagamento por serviços ambientais.2002.3%) não houve reunião da Comissão (Paraíba e Paraná) (Gráfico 16). Segundo o Decreto. era quadrimestral ou semestral (Pernambuco). 24 (88. nos últimos 12 meses. que regulamenta a Política Nacional de Educação Ambiental.281. Coordenação de População e Indicadores Sociais. em 37. ..5% (9).04. a periodicidade dos encontros era bimestral ou trimestral. o representante do setor educacional-ambiental é indicado pelas Comissões. estabelecida na Lei no 9. no comitê assessor do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental.06. Das 27 Unidades da Federação. Segundo informações disponibilizadas pelo Senado Federal sobre a reforma do Código Florestal.1 40. em apenas 11 Unidades da Federação (40. coordenando e interligando as atividades relacionadas à educação ambiental (COMISSÕES. de 27. desenvolveram outros programas e/ou ações na área ambiental Brasil .9%) possuíam uma Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental. bem como no Distrito Federal. Nas Unidades da Federação que possuíam Comissão. era irregular (Rondônia. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Agricultura sustentável é aquela que procura atender às necessidades da geração atual e das futuras gerações e.

outra (5). Adesão à A3P. tomaram alguma iniciativa sobre consumo sustentável.fazenda. Ministério do Meio Ambiente. Para informações complementares sobre o tema. 2014. Disponível em: <http://www. em 2012. Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul não o fizeram. Rio Grande do Norte. redução do uso de sacolas plásticas (7). Segundo o Ministério do Meio Ambiente. que garantiram o emprego decente aos que os produziram. 14 Não existem estatísticas consolidadas das despesas públicas estaduais. Despesa. lâmpadas LED e sacolas plásticas. a frequência em ordem decrescente foi: redução do consumo de água e energia (15). O estado com maior número de iniciativas (seis) foi Tocantins. segundo a frequência de reuniões da CIEA nos últimos 12 meses . seguido por Ceará e Espírito Santo com cinco iniciativas cada (Gráfico 18). estendendo a vida útil dos produtos tanto quanto possível (BRASIL. como a Agenda Ambiental na Administração Pública .A3P (14)13. Disponível em: <https://www. representando 77. 2014.br/SigeoLei131/Paginas/FlexConsDespesa.5 vezes as despesas com combustíveis. segundo dados da execução orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta disponibilizados pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Brasília. nos últimos 12 meses. água e esgoto eram.Brasil . Apenas Roraima.A3P é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e seu objetivo é promover a internalização dos princípios de sustentabilidade socioambiental nos órgãos e entidades públicas. Entre as iniciativas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Acesso em: fev. 13 O Programa Agenda Ambiental na Administração Pública .2 Mensal ou Bimestral/ Quadrimestral/ Irregular Não se menor trimestral semestral reuniu Fonte: IBGE.Percentual de Unidades da Federação com Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental .5 33. Diretoria de Pesquisas.aspx>. informações sobre gastos nos demais itens investigados pela ESTADIC: papel reciclado. dado sua importância nas despesas públicas estaduais14. Coordenação de População e Indicadores Sociais.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Gráfico 16 . e que serão facilmente reaproveitados ou reciclados.mma. consultar: BRASIL.3 16. consumo sustentável é o que envolve: Produtos que utilizaram menos recursos naturais em sua produção. Era até certo ponto esperado que a implementação de iniciativas de redução do consumo de água ou energia fosse aquela de maior frequência. uso de papel reciclável (13).2013 % 37. Para informações complementares sobre o tema.7 8. Pará. no site consultado.gov. de alguma iniciativa relacionada a consumo sustentável. Secretaria da Fazenda. [2014].3 4. mas. Significa comprar aquilo que é realmente necessário.CIEA. porém.gov. São Paulo. DF. sustentabilidade ambiental das instituições públicas. destaca-se que as despesas do Governo do Estado de São Paulo com energia elétrica. Alagoas. uso de critério ambiental em compras ou concorrência pública (6). mais de 4.br/responsabilidade-socioambiental/a3p/adesão-à-a3p>. e uso de lâmpadas eletrônicas ou LED (5) e uso de transporte coletivo.8% do total. encontrar.sp. . 2014d). consultar: SÃO PAULO (Estado). 21. A ESTADIC investigou a implementação. Não foi possível. Acesso em: fev. Das 27 Unidades da Federação. solidário ou bicicleta (3) (Gráfico 17). a título de exemplo. [2014b].

Diretoria de Pesquisas. solidário ou bicicleta 11. Gráfico 18 .6 Sustentabilidade ambiental das instituições públicas. nos últimos 12 meses. implementou iniciativa relacionada a consumo sustentável .2 Outra 18.5 Uso de transporte coletivo.9 Uso de critério ambiental em compras ou concorrência pública 22.Brasil .Percentual de Unidades da Federação que.1 % Fonte: IBGE.5 Uso de lâmpadas eletrônicas ou LED 18. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Gráfico 17 . .Número de iniciativas relacionadas a consumo sustentável implementadas nos últimos 12 meses.2013 Redução do consumo de água ou energia 55. como a Agenda Ambiental na 51. Diretoria de Pesquisas.2013 6 5 5 4 4 4 4 4 4 3 3 3 3 3 3 2 2 2 2 2 1 Rio Grande do Sul Tocantins Ceará Espírito Santo Amapá Bahia Minas Gerais Paraná Distrito Federal Acre Amazonas Paraíba Pernambuco Santa Catarina Mato Grosso Rondônia Maranhão Sergipe São Paulo Goiás Piauí Fonte: IBGE. segundo as Unidades da Federação .1 Redução do uso de sacolas plásticas 25.9 Administração Pública-A3P Uso de papel reciclável 48. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Coordenação de População e Indicadores Sociais.

realizaram cursos de capacitação em meio ambiente e gestão ambiental . 23 (74. exceto os oferecidos para Organizações não governamentais e público em geral. corpo técnico das agências de bacia hidrográfica (11). professores da rede estadual. Os Estados do Acre.0 da Agenda 21 estadual Organizações não governamentais e público em geral 0. Rondônia.0 Professores da rede estadual 55.2013 Corpo técnico responsável pela elaboração 80. o treinamento teve como público os seguintes segmentos. . e corpo técnico responsável pela elaboração da Agenda 21 Estadual (2) (Gráfico 19). Diretoria de Pesquisas.Brasil .1%) realizaram cursos de capacitação em meio ambiente e gestão ambiental nos últimos dois anos. Ceará. Espírito Santo. Tocantins. professores da rede municipal (13). Minas Gerais. Goiás e Distrito Federal – e entre as que realizaram.Percentual de Unidades da Federação que. Rio Grande do Sul. O Estado de São Paulo realizou todos os cursos investigados pela pesquisa. Paraíba.0 % Fonte: IBGE. Paraná e Mato Grosso realizaram cinco dos cursos pesquisados. corpo técnico da área ambiental do governo estadual (14). nos últimos 12 meses. No outro extremo.0 do governo estadual Corpo técnico responsável pela elaboração 10. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.0 da Agenda 21 municipais Corpo técnico da área ambiental 70. Coordenação de População e Indicadores Sociais.0 do governo estadual Professores da rede municipal 65. corpo técnico de outras áreas do governo estadual (3). Gráfico 19 .Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Dentre as Unidades da Federação. Rio Grande do Norte. Santa Catarina e Mato Grosso do Sul realizaram apenas um tipo de curso (Gráfico 20).0 Corpo técnico de outras áreas 15. por ordem de importância: corpo técnico responsável pela elaboração da Agenda 21 Municipal (16). Apenas sete Unidades da Federação não o fizeram – Roraima. Não foram oferecidos cursos para Organizações não governamentais e público em geral.0 Corpo técnico das agências de bacia hidrográfica 55.

Amazonas.Número de modalidades de cursos de capacitação em meio ambiente e gestão ambiental realizados. c) tinham Conselho Estadual de Meio Ambiente e Fundo Estadual de Meio Ambiente. No entanto. O Gráfico 21 sintetiza algumas das informações obtidas pela ESTADIC. as Unidades da Federação estavam razoavelmente aparelhadas para o empoderamento do tema ambiental.8%) Unidades da Federação e o desenvolvimento de programas ou ações ligados ao pagamento por serviços ambientais 11 (40. Pará e Amapá não integrem esse tipo de Comitê. não deixa de chamar a atenção que na Região Norte – a mais provida do recurso água – Estados como Rondônia. . quase 78. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. recursos financeiros para os órgãos de meio ambiente estadual. em 2012. legislação. considerando que: a) a quase totalidade delas dispunha de órgão ambiental do tipo Secretaria de Meio Ambiente em sua estrutura administrativa. ainda apresentavam uma baixa participação: a existência de legislação sobre o ICMS Ecológico em apenas 14 (53. de forma geral. Cabe ressaltar ainda que.7%) unidades. Pode-se observar que. Diretoria de Pesquisas. segundo as Unidades da Federação . e d) além disso. b) destinaram. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Gráfico 20 . alguma iniciativa (campanha.0% (21) das Unidades da Federação participavam de algum Comitê de Bacia Hidrográfica e implementaram. parceria) relacionada a consumo sustentável. nos últimos 12 meses. nos últimos dois anos. apesar de ser alto o percentual de Unidades da Federação que participavam de algum Comitê de Bacia Hidrográfica. diretamente ligadas à gestão ambiental no estado. em especial aquelas que estão diretamente relacionadas com a gestão do tema meio ambiente. duas informações.2013 7 5 5 5 5 5 5 4 4 3 3 3 3 3 2 2 2 1 1 1 Espírito Santo Rio de Janeiro São Paulo Acre Tocantins Ceará Paraná Mato Grosso Pernambuco Amazonas Amapá Alagoas Sergipe Pará Maranhão Bahia Rondônia Mato Grosso do Sul Santa Catarina Piauí Fonte: IBGE.

Tocantins. participam de algum Comitê de Bacia Hidrográfica. legislação. . destinaram. Pernambuco. órgão ambiental do tipo Secretaria de Meio Ambiente em sua estrutura administrativa. nos últimos 12 meses. Paraná e Goiás. com Fundo Estadual de Meio Ambiente e que possuem legislação de ICMS Ecológico . recursos financeiros para os órgãos de meio ambiente do estado. que destinaram recursos financeiros para o meio ambiente. simultaneamente. têm Conselho Estadual de Meio Ambiente. Identificou-se que apenas oito (30. parceria) relacionada a consumo sustentável. com Conselho Estadual de Meio Ambiente. Minas Gerais. Diretoria de Pesquisas. São Paulo.Meio ambiente__________________________________________________________________________________ Gráfico 21 . todas as situações investigadas pela pesquisa. ao mesmo tempo. Coordenação de População e Indicadores Sociais.Número de Unidades da Federação com Secretaria de Meio Ambiente. implementaram. visando identificar quais estados do País apresentam. e desenvolveram ações ligadas ao pagamento por serviços ambientais nos últimos 12 meses. em 2012. possuem legislação sobre o ICMS Ecológico.2013 % 26 26 27 24 21 21 14 11 Com Que Com Com Que Que Que Que Secretaria destinaram Conselho Fundo possuem participam implementaram efetuaram de Meio recursos Estadual de Estadual legislação de de Comitê iniciativas pagamento Ambiente financeiros Meio Ambiente de Meio ICMS Ecológico de Bacia relativas a por serviços para o meio Ambiente Hidrográfica consumo Ambientais ambiente sustentável Fonte: IBGE.8%) estados têm. Fundo Estadual de Meio Ambiente. Esses estados são: Acre. Rio de Janeiro. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Uma outra forma de avaliar a gestão ambiental nas Unidades da Federação se dá a partir do cruzamento dessas informações entre si. alguma iniciativa (campanha.

• enfrentamento do racismo. • desenvolvimento sustentável com igualdade econômica e social. • enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres. idosas e mulheres com deficiência. . 2013c): • igualdade no mundo do trabalho e autonomia econômica. sexismo e lesbofobia. também tem sido disseminada a perspectiva de gênero nas políticas públicas. e • igualdade para as mulheres jovens. Nesse período. estadual e municipal promovendo a igualdade de gênero e a defesa dos direitos das mulheres. • direito à terra com igualdade para as mulheres do campo e da floresta. comunicação e mídia. • saúde integral das mulheres. • educação para igualdade e cidadania. nas mais diversas áreas de atuação das três esferas administrativas.Política de gênero N os últimos 10 anos têm sido realizadas várias ações em âmbito federal. • cultura. Com o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015. esporte. foram estabelecidos 10 eixos prioritários da política nacional de gênero (BRASIL. direitos sexuais e direitos reprodutivos. • fortalecimento e participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.

7% dos órgãos tem caracterização como secretaria exclusiva. Nesse sentido. Sergipe. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Rio Grande do Norte. político e econômico do País. Roraima. Santa Catarina Secretaria em conjunto com Amazonas. particularmente as estruturas de atendimento exclusivo às mulheres. Em 2013. Os órgãos responsáveis pela gestão e o monitoramento do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres têm buscado uma maior integração entre as ações e a articulação entre si nos diferentes níveis de governo. conselho. tem-se: “apoiar e incentivar a implementação do Plano nos estados. Rio Grande do Sul.Caracterização do órgão gestor da política de gênero. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Pará. Distrito Federal e municípios. Piauí. Maranhão. gestores e pesquisadores sobre temas em relação à gestão da política de gênero. Goiás. Paraná. 37. Mato Grosso 14.7 Distrito Federal Rondônia. 40. Alagoas. Dentre os objetivos atualmente previstos. Bahia.4 à chefia do executivo Fonte: IBGE. serviços e estruturas relacionados com a política de gênero. Amapá. considerando as múltiplas formas de desigualdades” (BRASIL. Rio de Janeiro. 40.0 Secretaria São Paulo. 96). conforme mostra o Quadro 4. as informações do presente capítulo têm papel relevante nesse processo. como a existência de plano. no entanto. em 2012. ao informar a sociedade. Tocantins. Quadro 4 . p. investigou a existência de órgão responsável pela formulação. .ESTADIC. coordenação e implementação de políticas para mulheres nas Unidades da Federação e constatou que a maioria dos órgãos se caracterizava como setor subordinado a outra secretaria. 2013c. Paraíba.8 outra política Setor subordinado diretamente Ceará. Mato Grosso do Sul 7. ampliar e disseminar o conhecimento sobre a situação das mulheres na sociedade brasileira e das políticas públicas de gênero. Diretoria de Pesquisas. A vinculação da política de gênero a outra secretaria ou política não se constitui um entrave na gestão das políticas. Secretaria exclusiva Pernambuco. por Unidades da Federação e percentual em relação ao total de Unidades da Federação . Espírito Santo. a existência de uma estrutura exclusiva fortalece o caráter transversal da perspectiva de gênero nas políticas públicas e amplia o alcance da ação governamental. A primeira edição da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais .2013 Percentual em relação ao total de Caracterização do órgão gestor Unidades da Federação Unidades da Federação (%) Acre. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 O Plano Nacional de Políticas para as Mulheres visa também estabelecer o diálogo entre as esferas de governo e a sociedade civil com vistas à consolidação da igualdade de gênero e a contribuição das mulheres no desenvolvimento social. Setor subordinado a outra Minas Gerais.

42. Diretoria de Pesquisas. Vale ressaltar ainda que. no desenvolvimento de sistemas administrativos e. São Paulo. Paraná. somente quatro Unidades da Federação não tinham orçamento próprio. Minas Gerais. Mato Grosso (1) Tocantins.Órgão gestor da política de gênero associado a outra secretaria ou política. criou um setor subordinado a outra secretaria (no caso. Entre as 17 Unidades da Federação com o órgão gestor da política de gênero associado a outra secretaria ou política. Paraná. São Paulo 14. Na administração pública. Quadro 5 . Os Estados de Roraima. Piauí.3 Minas Gerais.9 Mato Grosso (2) Justiça Rio Grande do Norte (2). Amazonas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. por Unidades da Federação e percentual em relação ao total das Unidades da Federação nesta condição . Roraima.9%). . mas também na alocação de recursos humanos. Santa Catarina e Mato Grosso do Sul) não possuem orçamento específico para a formulação. a maioria está vinculada às pastas de assistência social (42.9%) e direitos humanos (42. (2) O órgão responsável pela política de gênero está subordinado às políticas de direitos humanos e justiça. Sergipe. a de justiça). Rio de Janeiro (1). em 2013. Coordenação de População e Indicadores Sociais. mas no caso de Roraima e Sergipe a ausência de orçamento específico ocorre em um contexto institucional com estrutura exclusiva. (1) O órgão ou setor responsável pela política de gênero está subordinado às políticas de assistência social e direitos hu- manos. como mostra o Quadro 5. Pará. que não tinha estrutura em 2012. Espírito Santo. no processo de gestão orçamentária para que os resultados sejam alcançados.2013 Percentual em relação ao total de Órgãos Unidades da Federação Unidades da Federação (%) Rondônia.4 Santa Catarina Fonte: IBGE. Rio Grande do Norte (2). sobretudo. em 2012. Outra 21. Paraíba e Goiás passaram a integrar o grupo que possui secretaria exclusiva e o Estado de São Paulo.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Com relação à vinculação administrativa do setor responsável pela política de gênero. Direitos Humanos Alagoas. a execução e a coordenação de políticas públicas consistem não somente na criação de estruturas. o planejamento. A ESTADIC 2013 identificou que oito Unidades da Federação (Rondônia. coordenação e implantação de políticas para as mulheres. Assistência Social 42. A maioria tem o setor responsável pela política de gênero subordinado a outra secretaria.9 Rio de Janeiro (1). verificou-se que. houve mudança na distribuição das Unidades da Federação entre as quatro formas de caracterização do órgão gestor.

é uma das Unidades da Federação com o menor orçamento relativo de gênero (R$ 2. serviço especializado de atendimento à violência. Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (Quadro 6). Os maiores valores do orçamento proporcional ao PIB foram registrados nos Estados de Pernambuco e Alagoas (R$ 197. verificou-se que o Estado de Pernambuco foi o que. isto é. saúde e outra. o orçamento específico da política de gênero corresponde apenas a R$ 0. e d) execução17 de políticas públicas. segurança pública. e b) o Produto Interno Bruto . Buscou-se dimensionar quanto o orçamento específico de políticas para as mulheres corresponde em relação ao valor total de bens e serviços produzidos na Unidade da Federação. executar diretamente políticas públicas significa ser responsável pelo desenvolvimento direto de projetos.2000). esporte. Outro princípio é o de descentralização. constatou-se que os maiores valores do orçamento por mulher ocorrem no Estado de Pernambuco e no Distrito Federal (ambos com R$ 4. segundo as especificidades de cada Unidade da Federação. A execução de políticas de gênero pelo órgão gestor tem uma ampla adesão dos estados. Com relação às atividades de capacitação. no ano de 2013. buscou-se relacionar o valor do orçamento específico de gênero com: a) o público-alvo.05). Com efeito. que possui o segundo maior PIB do País. c) articulação com os municípios. Com relação ao público-alvo. O PIB. Os resultados indicaram que todas as Unidades da Federação atuam na articulação com outros órgãos estaduais. embora seja possível ter um orçamento empenhado maior ou menor para determinado programa. Embora a articulação com os municípios seja uma atividade na maioria das Unidades da Federação. com exceção de São Paulo. que coincide com o ano civil.87 para cada um milhão produzido. além de ser utilizado como uma medida de desenvolvimento econômico. conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101. Amazonas. é importante destacar que um dos princípios orçamentá- rios. O Estado do Rio de Janeiro. o executado expressa a despesa realizada levando-se em conta a disponibilidade financeira da administração e o cumprimento das exigências legais.02 para cada mulher no estado. . teve o maior orçamento executado (R$ 21. por sua vez. trabalho. Espírito Santo.18 e R$ 95. o número de mulheres nas Unidades da Federação. somente os Estados do Paraná e de Santa Catarina não atuam nesta área. 16 O conceito de articulação adotado na ESTADIC é pactuar e/ou estimular o desenvolvimento. comunicação.PIB. Minas Gerais.05. Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.1 mil)15 (Tabela 6). meio ambiente. Na ESTADIC 2013 foram investigadas quatro áreas de atuação do órgão gestor da política de gênero: a) capacitação. projeto ou ação. Para qualificar melhor essa informação. ações e projetos para a incorporação da questão de gênero na formulação e/ou implantação de políticas. também funciona como um parâmetro para medidas monetárias relativas. justiça. pelos órgãos setoriais específi- cos. define que o orçamento deve ter vigência limitada a um exercício financeiro.65). cultura. programas e ações específicas em alguma das áreas de educação. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Das Unidades da Federação com orçamento específico para a gestão da política de gênero. respectivamente).60). sete delas não atuam nesta área: Acre. assistência social. a existência de orçamentos específicos (no caso de políticas para as mulheres) facilita a correspondência de ações e orçamento. Dessa maneira. 15 Para uma melhor compreensão das informações orçamentárias. valor superior apenas ao observado no Pará (R$ 0. de programas.7 milhões) e o menor foi registrado no Estado do Pará (R$ 60. cuja recomendação sugere que a execução das ações ocorra no nível mais próximo de seus beneficiários. Rio Grande do Norte. No Pará. de 04. b) articulação16 com outros órgãos estaduais. 17 Na ESTADIC.

05 Mato Grosso 300.86 0. em relação ao total de mulheres e em relação ao PIB. (1) Valores inflacionados pelo INPC.91 Pará 60. A transversalidade de gênero tem sido um princípio orientador do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e espera-se que na gestão da política de gênero nas Unidades da Federação essa orientação seja incentivada e adotada. a identificação de áreas com maior ou menor grau de articulação e/ou execução é essencial para que ações possam ser realizadas visando uma ampliação de alcance das políticas públicas de gênero e de defesa dos direitos das mulheres.87 Rio de Janeiro 1 000. serviço especializado de atendimento à violência.06 0. assistência social.00 0. segundo as Unidades da Federação .13 4.61 197.87 Bahia 6 026.79 Pernambuco 21 695.21 90.12 1.70 12. Das 12 áreas pesquisadas pela ESTADIC.15 7.11 7.43 4. total.07 0. principalmente na área de execução de políticas (Quadro 7). Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.28 0.00 1.76 Espírito Santo 1 325.00 0.58 37.00 0.11 56. Com efeito.58 30. trabalho.09 Amazonas 1 899.04 2.48 29.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Tabela 6 . Diretoria de Pesquisas. Além das formas de atuação dos órgãos gestores.72 95.81 Fonte: IBGE. coordenação e implantação de políticas para as mulheres (R$) Unidades da Federação Em relação ao Total Em relação ao PIB 2011 a preços (1 000) total de mulheres de 2012 (1 000 000) (1) Acre 835.18 7.Valor do orçamento executado em 2012 pelos órgãos gestores que possuem orçamento específico para a formulação.20 3.12 2.15 Ceará 676. .93 Paraíba 1 150.99 Goiás 6 681.78 Piauí 185.13 1.69 63.00 0. esporte.73 Maranhão 1 637.64 13. comunicação e meio ambiente têm baixa participação.05 Rio Grande do Sul 3 625.97 Distrito Federal 6 555.02 0.82 0. coordenação e implantação de políticas para as mulheres.14 0.65 Amapá 600. Coordenação de População e Indicadores Sociais.03 27. sete possuem uma adesão superior a 80% nas Unidades da Federação: educação.29 Rio Grande do Norte 301. segurança pública.50 0.18 Alagoas 2 884.00 4.31 2.80 35. as áreas de cultura.37 0. um aspecto importante acerca do processo de gestão das políticas públicas de gênero consiste na identificação das áreas em que as políticas têm sido articuladas e/ou executadas. justiça e saúde. Por outro lado.49 Tocantins 90.2013 Valor do orçamento executado em 2012 pelos órgãos gestores que possuem orçamento específico para a formulação.

Alagoas. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Quadro 6 . Alagoas. Mato Grosso do Sul. Amapá. Coordenação de População e Indicadores Sociais.2013 Áreas de atuação do órgão Unidades da Federação gestor da política de gênero Sim Não Rondônia. Paraíba. Bahia. Rio Grande do Norte. Pernambuco. Minas Gerais. Maranhão. Sergipe. Execução Minas Gerais. Mato Grosso do Sul Rio Grande do Sul. Tocantins. Distrito Federal Rondônia. Mato Grosso. Goiás Rondônia. São Paulo. Rio Grande do Norte. Goiás. Amapá. Paraná. Amazonas. Pernambuco. Acre. Goiás. Rio Grande do Sul. Amapá. Pará. Bahia. Rio de Janeiro. Sergipe. Maranhão. Santa Catarina. Rio de Janeiro. Espírito Santo. Piauí. São - órgãos estaduais Paulo. Santa Catarina. Acre. Articulação com outros Minas Gerais. Distrito Federal Rondônia. Paraná. Articulação com os de do Norte. . Tocantins. Roraima. por Unidades da Federação . Bahia. Sergipe. Sergipe. Piauí. Paraíba. Rio Grande do Norte. Mato Gros- Paraná. Rio Gran- Maranhão. Roraima. Capacitação Paraná. Pernambuco. Acre. Mato Grosso. Distrito Federal Grosso. Maranhão. Amazonas. Mato Grosso. São Paulo. Pará. Bahia. Mato so do Sul. Amapá. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul. Tocantins. Amazonas. Pará. Piauí. Roraima. Pernambuco. Espírito Santo. Pará. Diretoria de Pesquisas. Roraima. Alagoas. municípios Espírito Santo. Tocantins. Santa Catarina Minas Gerais. Ceará. Goiás. Rio de Janeiro. Paraíba. Ceará. Distrito Federal Fonte: IBGE. São Paulo. Ceará. Alagoas. Mato Grosso do Sul.Áreas de atuação do órgão gestor da política de gênero. Ceará. Rio de Janeiro. Paraíba. Acre. Piauí. Espírito Santo. Santa Catarina. Amazonas.

Espírito Pernambuco. Tocantins. Alagoas. Amazonas. Piauí. Maranhão. Rio de Janeiro. Distrito Federal Rio Grande do Sul. Maranhão.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Quadro 7 . te. Bahia. do Norte. Maranhão. Santa Catarina. lo. Bahia. Piauí. Minas Gerais. Mato Grosso do Sul. Acre. Paraíba. Sergipe. Paraná. Tocantins. Bahia. Rio Grande do Norte. Piauí. São Paulo. Paraná. Pernam- Esporte Pernambuco. Pernambuco. de atendimento à violência Rio de Janeiro. Minas Gerais. Amazonas. Espírito Santo. Goiás to Federal Rondônia. Mato Grosso. Distrito Federal . Rio de Janeiro. Amapá. Bahia. Sul. Pernambuco. Tocantins. Sergipe. Trabalho Santo. Minas Gerais. Amapá. Dis- trito Federal Acre. Pará. Rio Grande do Norte. Distrito Fe. Piauí. Paraíba. Acre. Pará. Paraíba. Maranhão. Paraná. Roraima. Rio de Janeiro. Amazonas. São Paulo. Rondônia. Sergipe. Amapá. Goiás. Rio Grande do Sul Rondônia. Ceará. Paraná. Roraima. Roraima. Alagoas. Amazonas. Roraima. Minas Gerais. Tocantins.Mato Grosso do Janeiro. Pará. Maranhão. Rio Rondônia. Mato Grosso do Sul. Pará. Amazonas. Amazonas. Minas Gerais. Santa Cata. Alagoas. Ceará. Pará. São Paulo. Sergipe. São Paulo. Paraná. Espírito Santo. Distrito Federal Goiás. Amapá. Assistência social Paraíba. Sergipe. Santa Catarina. Paraná. Tocan- tins. Roraima. Alagoas. Ceará. Rio Grande do Norte. Grande do Norte. Goiás. Bahia. Ceará. Espírito Santo. Rio Grande do Sul. Sergipe. Rio Grande do Norte. Acre. Pernambuco. Rio Grande Goiás. Sergipe. Alagoas. Janeiro. Ceará. Amazonas. Mato Grosso do Sul. Janeiro. Amapá. Distrito Federal deral Amazonas. Rio de ná. Mato Grosso. Espírito Santo. Paraíba. Paraíba. Amazonas. Amazonas. Alagoas. Ceará. Rio Grande do Sul. Sergipe. Pernambuco. Tocantins. Rio Grande do Sul. Piauí. Mato Grosso. Amapá. Amapá. Distrito Federal do Sul.Áreas em que a política de gênero é articulada ou executada. Rio de rina. Sergipe. Acre. Amapá. Paraíba. Roraima. Rio Grande do Norte. Roraima. Bahia. Mato Grosso. Paraná. Goiás. Espírito Santo. Minas Gerais. São Pau- Rio de Janeiro. Minas Gerais. Rio Grande do Norte. Rio Grande Rondônia. Amapá. Distrito Federal Rondônia. Rio de Janeiro. Rio Grande do Sul. Piauí. Alagoas. Bahia. Sergipe. Espírito Santo. buco. Roraima. Bahia. Goiás. Pernambuco. Para. Maranhão. Espírito Santo. Bahia. Pará. Amapá. Acre. por Unidades da Federação . Minas Gerais.2013 (continua) Unidades da Federação Áreas Articulação Execução Rondônia. Rio de Janeiro. Sergipe. Rio Grande do Nor- Amazonas. Amapá. Acre. Alagoas. Pernambuco. Maranhão. Mato Grosso. Bahia. São Paulo. Goiás. Pará. Santa Catarina. Paraíba. Mato Grosso. Distri- Mato Grosso. Roraima. Acre. Alagoas. Rio Grande do Norte. Serviços especializados Bahia. Minas Gerais. Rio de Cultura Pernambuco. Educação Pernambuco. Roraima. Goiás.

Amapá. Espírito Santo. Alagoas. Ceará. Roraima. Distrito Federal Grande do Sul.2013 (conclusão) Unidades da Federação Áreas Articulação Execução Acre. Mato Grosso. Sergipe. Sergipe Grande do Sul Fonte: IBGE.Áreas em que a política de gênero é articulada ou executada. Roraima. Bahia. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Quadro 7 . Acre. Sergipe. Diretoria de Pesquisas. Pará. Distrito Federal Mato Grosso. Ceará. Piauí. Ama- pá. Paraíba. Sergipe. Bahia. Pernambuco. Rio Grande do Acre. Rio de Janeiro. Paraná. Rio Meio ambiente Roraima. Mato Gros- São Paulo. Pernam- Justiça Sergipe. Mato Grosso do Sul. Alagoas. Sergipe. Bahia. buco. Pernam- Comunicação co. Amapá. . Sergipe. Tocantins. Amazonas. Piauí. Amapá. Santa Catarina. Ceará. Amazonas. Alagoas. Minas Gerais. Goiás. Rio Gerais. Sergipe. Pernambuco. Goiás. Minas Gerais. Ceará. Paraíba. Rio so. Sergipe. Mato Grosso. Tocantins. Sergipe. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Amapá. Pará. Maranhão. Rio Amazonas. Rio Grande do Norte. Amapá. Maranhão. Goiás. Paraíba. Piauí. Pará. Amazonas. Minas Gerais. Minas neiro. Tocantins. Paraíba. Paraná. Pernambuco. Rio Grande do Norte. Bahia. Sergipe. Saúde Bahia. Amazonas. Acre. buco. cantins. Goiás. por Unidades da Federação . Paraná. Rio de Ja. Pernam- Tocantins. Paraíba. Bahia Grande do Sul. Amapá. Bahia. Rio Roraima. Mara- nhão. Alagoas. Goiás. Paraíba. Pernambuco. Distrito Federal Acre. Santa Catarina. Bahia. Alagoas. Paraíba. Amazonas. Grande do Norte. To- Norte. Rio Grande do Norte. Rio Grande do Norte. Mato Grosso do Sul. Espírito Santo. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Goiás. Roraima. deral to Grosso. Rio de Janeiro. Distrito Federal Pará. São Paulo. Tocantins. Roraima. Rio Minas Gerais. Roraima. Bahia. Alagoas. Pernambu. Paraná. Bahia Grande do Sul Acre. Minas Segurança pública Paraíba. Piauí. Espírito Santo. Ma. São Paulo. Outra Bahia. Ceará. Pará. Santa Catarina. Maranhão. Amapá. Grande do Sul. Roraima. Distrito Federal Acre. Minas Gerais. Ceará. Roraima. Maranhão. Rio buco. Gerais. Sergipe. Mato Grosso do Sul Pará. Pernambuco. Distrito Fe- Grande do Sul. Tocantins. Mato Grosso do Sul.

Existência de Plano Estadual de Políticas para as Mulheres . por algumas características. Pernambuco 2007 2017 Sim Sim Sergipe 2012 2015 Sim Sim Bahia 2013 2015 Sim Não Minas Gerais 2013 2015 Sim Não Mato Grosso do Sul 2013 2015 Sim Sim Goiás 2009 2014 Sim Não Fonte: IBGE. apenas o Estado da Paraíba não possuía Comitê para Acompanhamento e Monitoramento do Plano. Sergipe e Mato Grosso do Sul (Quadro 8 e Cartograma 14). não é uma característica comum. segundo as Unidades da Federação . Quadro 8 .Política de gênero_______________________________________________________________________________ O incentivo à implementação dos Planos Estaduais de Políticas para as Mulheres é umas das metas previstas no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013- 2015. formada pelo órgão gestor. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Diretoria de Pesquisas. A composição tripartite do Comitê.2013 A composição do Ano Último Com comitê para comitê é formada Unidades da Federação de ano de acompanhamento pelo órgão gestor. estando presente somente nos Estados do Amazonas.PEPM. verificou-se que 12 Unidades da Federação tinham Planos Estaduais de Políticas para as Mulheres. outras secretarias e a sociedade civil. Em 2013. Amapá. Pernambuco. Dentre aquelas com Planos Estaduais de Políticas para as Mulheres.. Coordenação de População e Indicadores Sociais. com PEPM lançamento vigência e monitoramento outras secretarias e a sociedade civil Amazonas 2008 2015 Sim Sim Pará 2010 2010 Sim Não Amapá 2008 2012 Sim Sim Tocantins 2008 2011 Sim Não Rio Grande do Norte 2009 2013 Sim Não Paraíba 2013 2015 Não . número superior ao verificado no ano anterior (10). .

Coordenação de População e Indicadores Sociais. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I.FEDM– 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 14 – Existência de Plano Estadual de Políticas para as Mulheres . dos Patos -3 0° Com PEPM e sem FEDM -3 0° La. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Com PEPM e com FEDM RIO GRANDE DO SUL La. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D.F. Diretoria de Pesquisas. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. . Mangueira UR U G UAY Sem PEPM e sem FEDM PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Sem PEPM e com FEDM 125 0 250 500 km La. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I.PEPM e Fundo Estadual dos Direitos das Mulheres . Coordenação de Geografia.

instituição que além de ser responsável pela articulação das reivindicações feministas atuava na promoção de debates e estudos sobre a situação da mulher brasileira.CEDIM. . Esses Conselhos têm tido papel fundamental no processo histórico de defesa dos direitos das mulheres e atuação no controle social de políticas públicas voltadas para a igualdade de gênero.2013 Unidades da Federação Caráter do Conselho Ano de criação com CEDIM Consultivo Deliberativo Normativo Fiscalizador 1979 Mato Grosso do Sul Sim Sim Sim Sim 1983 Minas Gerais Sim Ceará Sim Sim Rio Grande do Norte Sim 1986 Alagoas Sim Sim São Paulo Sim 1987 Rio de Janeiro Sim Sim Sim Sim Pará Sim Sim 1991 Paraíba Sim 1996 Roraima Sim Sim Santa Catarina Sim 1999 Goiás Sim Tocantins Sim Sim Sim Sim 2000 Piauí Sim Sim 2001 Maranhão Sim Sim Rondônia Sim Sim 2002 Mato Grosso Sim Amapá Sim Sim 2004 Pernambuco Sim Espírito Santo Sim Sim Sim 2006 Amazonas Sim Sim Sim Sim Acre Sim Sim 2011 Bahia Sim Sim Sim Sim Distrito Federal Sim Sim Sim 2012 Rio Grande do Sul Sim Sim Sim 2013 Paraná Sim Fonte: IBGE. Quadro 9 . Naquela década foi criado o Centro da Mulher Brasileira. normativo e de fiscalização das políticas para as mulheres. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Diretoria de Pesquisas. por caráter do conselho. De acordo com as informações da ESTADIC 2013. período em que houve também o fortalecimento do movimento feminista. como um canal de consulta. os primeiros Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres criados no País foram os de Mato Grosso do Sul (1979) e Minas Gerais (1983). a existência desta estrutura nos diversos níveis de governo tornou-se necessária para a gestão da política de gênero. segundo o ano de criação e as Unidades da Federação . deliberação. somente o Estado de Sergipe não possui esse tipo de Conselho (Quadro 9).Existência de Conselho Estadual de Direitos da Mulher . Os mais recentes são os do Rio Grande do Sul (2012) e Paraná (2013).Política de gênero_______________________________________________________________________________ O surgimento dos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres no País data da década de 1970. Entre as 27 Unidades da Federação. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Dado que uma das principais atribuições do Conselho é a articulação entre a administração pública e a sociedade civil.

dos 24 Conselhos que se reuniram nos últimos 12 meses. visto que nos Estados do Amapá. Espírito Santo. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A maioria dos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres tem caráter consultivo ou deliberativo. isto é. Rio Grande do Sul. funciona como um órgão de consulta e de participação na definição das linhas gerais e diretrizes das políticas para as mulheres. Os Conselhos do Rio de Janeiro. deliberação. Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro as atividades dos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres são financiadas por outras fontes de recursos. Santa Catarina. Rio de Janeiro. ou seja. normativa e de fiscalização. A ESTADIC 2013 pesquisou ainda quem preside o Conselho e constatou que 16 são presididos por representante do governo e outros 10. de acordo com o número de reuniões realizadas. Com relação à composição dos Conselhos Estaduais dos Direitos das Mulheres. . verificou-se que a maioria deles é paritário. por representante da sociedade civil (Quadro 10). São Paulo. Mato Grosso e Goiás). A existência de recursos orçamentários estaduais não é uma característica de todos os Conselhos. verificou-se que. com exceção dos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Pará. 11 tiveram uma média de pelo menos uma reunião por mês (Amazonas. Tocantins e Bahia têm as atribuições de consulta. Maranhão. Além disso. Tocantins. 50% dos membros representam a sociedade civil. A maioria dos Conselhos realizou reunião nos últimos 12 meses.

2013 Número Quantidade Quantidade Existência Represen- Unidades de reuniões de represen. por algumas características. Diretoria de Pesquisas.CEDIM.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Quadro 10 . . segundo as Unidades da Federação . de recursos Conselho Quantidade tante que da Federação realizadas tantes do tantes da orçamen- é paritário de membros preside o com CEDIM nos últimos governo sociedade tários Conselho 12 meses estadual civil estaduais Rondônia Sim 10 20 10 10 Governo Sim Sociedade Acre Sim 10 22 11 11 Sim Civil Sociedade Amazonas Sim 12 14 7 7 Sim Civil Roraima Não 10 13 6 7 Governo Sim Pará Sim 13 16 8 8 Governo Sim Sociedade Amapá Sim 10 30 15 15 Não Civil Tocantins Sim 12 12 6 6 Governo Sim Maranhão Sim 12 52 26 26 Governo Sim Sociedade Piauí Sim 6 48 24 24 Sim Civil Ceará Sim Não realizou 16 8 8 Governo Sim Rio Grande do Norte Ignorado Não realizou Ignorado Ignorado Ignorado Governo Não Sociedade Paraíba Não 10 36 12 24 Sim Civil Pernambuco Não 10 34 15 19 Governo Sim Sociedade Alagoas Sim 4 16 8 8 Sim Civil Bahia Não 8 36 12 24 Governo Sim Sociedade Minas Gerais Sim 6 20 10 10 Sim Civil Espírito Santo Não 12 78 23 55 Governo Sim Rio de Janeiro Não 12 21 4 17 Governo Não Sociedade São Paulo Não 20 32 11 21 Sim Civil Sociedade Paraná Não 7 26 13 13 Sim Civil Santa Catarina Sim 19 22 11 11 Governo Sim Sociedade Rio Grande do Sul Não 16 33 11 22 Sim Civil Mato Grosso do Sul Sim 11 24 12 12 Governo Sim Mato Grosso Sim 12 18 9 9 Governo Sim Goiás Sim 12 34 17 17 Governo Sim Distrito Federal Não 11 70 31 39 Governo Sim Fonte: IBGE.de represen. Coordenação de População e Indicadores Sociais.Existência de Conselho Estadual de Direitos da Mulher . Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.

Paraíba. Bahia. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Nesse sentido. Acre. Rio goas. Amazonas. estados. Tocan- Amapá. Ceará. com exceção do Amapá (Quadro 11). Sergipe Grande do Norte. Amapá. Mato Sul. Roraima. Rio do Norte. Ceará. Alagoas. Goiás Federal Federal Parceiros Organizações Outras Organismos não-governamentais instituições privadas internacionais (exceto ONG) Acre. Amapá. Piauí. Fonte: IBGE. Roraima. Amapá. em 2013. Amapá. de Janeiro. Tocantins. tins. Acre. Paraíba. Acre. Maranhão. Paraná. Roraima. Bahia do Sul. Pará. Roraima. Ceará. . Maranhão. Sergipe. Bahia. Paraíba. Rio Grande do Grande do Norte. Paraná. Mato Grosso do Rio Grande do Sul.2013 Parceiros Administração Administração Administração pública federal pública estadual pública municipal Acre. Ceará. Coordenação de População e Indicadores Sociais. exceto os Estados de Rondônia e Santa Catarina. Goiás. Paraíba. verificou-se que. Ceará. municípios e demais organismos não governamentais é uma estratégia da política nacional de gênero que trabalha com três dimensões: a) a transversalidade. Goiás. Espírito Santo. Piauí. Goiás. Sergipe. Rio de Janeiro.Unidades da Federação que realizam parcerias no desenvolvimento de programas. Ceará. Minas Gerais. Acre. Pará. Maranhão. Pernambuco. segundo os principais parceiros . Essas três perspectivas são estimuladas de modo que as questões de gênero estejam contempladas nas diversas políticas públicas e nos diferentes níveis de governo por meio de uma maior articulação entre entidades governamentais e não governamentais. Diretoria de Pesquisas. Bahia. Paraíba. Rio Grande Rio Grande do Sul. Mato Grosso. b) a intersetorialidade. Roraima. Mi- Minas Gerais. Ala- buco. Mato Grosso do Sul. Rio de Janeiro. Rio de Pernambuco. Norte. Alagoas. São Paulo. Rio Grande Sergipe. Minas Gerais. Rio Grande do Norte. Piauí. Rio Grande Acre. Roraima. Tocantins. Amazonas. Sergipe Sergipe. Piauí. a maioria das Unidades da Federação realizou parcerias no desenvolvimento de programas. Mato Grosso do Sul. Piauí. Mato Grosso. Dentre as Unidades da Federação que realizaram parcerias. Rio Grande do Norte. Distrito do Sul. Per. Bahia. projetos ou ações na área de política para as mulheres. Amapá. Bahia. Rio Rio Grande do Norte. Sergipe. Pernambuco. Minas Ceará. Pará. nas Gerais. Sergipe. Pernambuco. a maioria articulou-se com o governo federal. Quadro 11 . Janeiro. Roraima. Maranhão. Pernam- nambuco. Goiás Gerais. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A realização de parcerias entre administração pública federal. Maranhão. Rio de Janeiro. e c) a capilaridade. Distrito Federal Parceiros Entidades Entidade Outras religiosas de trabalhadores Acre. Bahia. Paraíba. Rio de Janeiro. Paraná. Tocantins. Distrito Grosso. projetos ou ações na área de política para as mulheres.

A Convenção entrou em vigor em 1981 e o governo brasileiro a ratificou em 1984. . No entanto. na II Conferência Mundial sobre Direitos Humanos. das convenções internacionais. também conhecida como CEDAW)18. 2011c). de orientação sexual. estabelecido na Declaração e no Programa de Viena. além da introdução do conceito de gênero. raciais. de que os direitos humanos das mulheres e das meninas são uma parte inalienável. Para infor- mações complementares. Disponível em: <http://www. (Série documentos). que tem como objetivo reduzir os índices de todas as formas de violência contra as mulheres. 2000). em 1995. 18 A Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher se baseia no compromisso dos Estados signatários de promover e assegurar a igualdade entre homens e mulheres e de eliminar todos os tipos de discri- minação contra a mulher. 20 As convenções internacionais constituem um compromisso de natureza jurídica e as conferências internacionais constituem um consenso internacional sobre determinados temas.).. da noção de empoderamento e do enfoque da transversalidade na Plataforma de Ação de Pequim20. o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015 estabeleceu oito eixos específicos (BRASIL. Instrumentos internacionais de direitos das mulheres. aprovado pela II Conferência Mundial sobre Direitos Humanos. em 2007. de deficiência e de inserção social. Acesso em: fev. • garantir a implementação e aplicabilidade da Lei Maria da Penha. o reconhecimento desta como um obstáculo para o desenvolvimento somente ganhou visibilidade na década de 1990. a Organização das Nações Unidas . além da ratificação. realizou-se em Belém. 260 p. H.pdf>. foram passos importantes para a consolidação de uma Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres. A IV Conferência Mundial sobre as Mulheres (Fourth World Conference on Women)19. (Org. que. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher.br/publicacoes-teste/publicacoes/2006/inst-int. Em 1979. 2006. realizada em Viena. geracionais.spm. 2014. Baseado no Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres (BRASIL.ONU aprovou a Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (Convention on the Elimination of all Forms of Discrimination against Women. Em âmbito nacional. gov. complementa a Convenção de 1979 e amplia a Declaração e o Programa de Ação da Conferência Mundial sobre Direitos Humanos. DF: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. constituiu importante marco histórico para a promoção da igualdade de gênero e defesa dos direitos das mulheres.. Em 1994. 2013c): • garantir e proteger os direitos das mulheres em situação de violência considerando as questões étnicas. de 07.. segundo Frossard (2006). a aprovação da Lei Maria da Penha (Lei no11. a Convenção Interamericana para Prevenir. em 1993.340. também conhecida como Convenção de Belém do Pará. pelo Brasil.Política de gênero_______________________________________________________________________________ A denúncia da violência contra a mulher como um problema social e de responsabilidade do Estado tem sido abordado pelo movimento feminista há décadas. Brasília.2006) e o lançamento do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. O enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres é um dos eixos prioritários do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015. por meio de difusão da lei e do fortalecimento dos instrumentos de proteção dos direitos das mulheres em situação de violência. quando a ONU. tornando-se um Estado signatário 19 Vale ressaltar que a Plataforma de Ação de Pequim reafirma o princípio fundamental. consolidando-se como importante instrumento jurídico para eliminação de todas as formas de violência contra a mulher. econômica e regional.08. consultar: FROSSARD. no Estado do Pará. realizada em Pequim. integral e indivisível dos direitos humanos universais. considerou a violência contra a mulher uma violação aos direitos humanos (VIOLÊNCIA. sendo tratadas como compromissos de natureza política. sendo identificadas 12 áreas prioritárias.

• identificar e responsabilizar os agressores das mulheres que sofrem violência doméstica e sexual. 2013b). segundo as Diretrizes Nacionais para o Abrigamento de Mulheres em Situação de Risco e Violência (BRASIL. Tocantins. 12 não possuem casas-abrigo (Rondônia. especialmente as mulheres do campo e da floresta. de forma a fomentar sua independência e autonomia. Minas Gerais. lançado em 2013. o principal eixo da política de enfrentamento à violência contra as mulheres consistia na criação de casas-abrigo e de delegacias de atendimento à mulher (BRASIL. Santa Catarina. e • garantir a inserção das mulheres em situação de violência nos programas sociais nas três esferas de governo. 2011b). integrar e articular os serviços e instituições de atendimento às mulheres em situação de violência. elas possuem uma distribuição geográfica desigual. Maranhão. • desconstruir mitos e preconceitos em relação à violência contra a mulher. Rio Grande do Sul. a Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência e o mais recente. O Ligue 180 existe há oito anos e se tornou um dos principais veículos de informação e orientação sobre os direitos das mulheres. A maioria das Unidades da Federação conta com apenas uma casa-abrigo e em todas sua localização é sigilosa. dados sobre a tipificação da violência (BRASIL. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 • ampliar e fortalecer os serviços especializados. saúde etc. a sistematização dos registros tem trazido indicadores relevantes como. Mulher: Viver sem Violência. • proporcionar às mulheres em situação de violência um atendimento humanizado. garantindo os direitos sexuais e os direitos reprodutivos na perspectiva da autonomia das mulheres sobre seu corpo e sobre sua sexualidade. Rio Grande do Norte. integração e articulação de serviços e instituições em diferentes áreas como: assistência social. segurança pública. Para atender aos objetivos da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Desde a década de 1980 até o início dos anos 2000. Das 27 Unidades da Federação. Alagoas. . Sergipe. Mato Grosso e Goiás). 2011d). integral e qualificado nos serviços especializados e na rede de atendimento. Paraná. mas também para a melhoria da qualidade do atendimento. promovendo uma mudança cultural a partir da disseminação de atitudes igualitárias e valores éticos de irrestrito respeito às diversidades e de valorização da paz. enquanto informação estatística. visto que. as ações têm sido centradas em três programas: o Ligue 180. O fortalecimento da Rede de Atendimento à Mulher em Situação de Violência compreende ações voltadas não somente para a ampliação do número de estruturas e serviços especializados. segundo os dados da ESTADIC 2013. com quatro unidades de abrigamento (Quadro 12 e Cartograma 15). • prestar atendimento às mulheres que têm seus direitos humanos e sexuais violados. A ampliação dessas estruturas ainda é necessária (e prevista no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres). Além disso. justiça. por exemplo. O estado com o maior número de casas-abrigo é Pernambuco. A questão do sigilo é importante porque o abrigamento é uma medida protetiva de atendimento às mulheres (e filhos) em casos de ameaça grave e risco de morte.

com exceção do Ceará. Amapá. além das áreas mencionadas acima. as casas-abrigo ofertam os serviços de atendimento jurídico e nos casos da Lei Maria da Penha. O serviço de atendimento social inclui os benefícios eventuais previstos no Sistema Único de Assistência Social . as casas-abrigo dos Estados do Amapá. Com relação ao primeiro. Espírito Santo e Distrito Federal. das 15 Unidades da Federação com casas-abrigo. Quanto ao atendimento nos casos da Lei Maria da Penha. observou-se que São Paulo é um dos estados com baixa oferta de serviços na casa-abrigo. É importante ressaltar que. No entanto. Espírito Santo e no Distrito Federal. que são realizadas na maioria das Unidades da Federação. Nesse sentido. educação. garantindo-lhes o bem-estar físico e psicológico. Piauí. os serviços oferecidos correspondem aos seguintes: a) atividades culturais e educativas. Amapá. Espírito Santo. Ceará. Pernambuco e no Distrito Federal. e d) atividades de garantia de inserção ou permanência das crianças na escola.SUAS e é praticado em quase todas as Unidades da Federação com casas-abrigo. Cabe destacar que. mas a oferta de serviços que atendam as mulheres em situação de violência em diversas áreas. O atendimento psicológico em grupo também não está presente no Espírito Santo. As atividades profissionalizantes não são uma característica da maioria das casas-abrigo. Na análise do conjunto de serviços ofertados. assistência social e justiça. que não é oferecido somente na casa-abrigo de São Paulo. São Paulo e Distrito Federal. exceto em Roraima. Na área da justiça. ainda um serviço escasso. trabalho. com exceção de Roraima. adotadas na maioria das Unidades da Federação. Rio de Janeiro e São Paulo. São Paulo e Mato Grosso do Sul. Bahia. não sendo disponibilizado somente nas casas-abrigo dos Estados do Piauí e do Espírito Santo. Com relação ao atendimento psicológico individual. Rio de Janeiro. b) serviço de acompanhamento pedagógico das crianças. presente apenas nos Estados de Roraima. não há serviço . sendo praticadas somente no Amazonas. Piauí. em casos de abrigamento. sendo existente nas casas-abrigo dos Estados do Acre. Amapá. a oferta é quase maciça. c) oferta de creches. não sendo oferecido somente no Estado do Amazonas.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Essas diretrizes preveem não somente a disponibilização de estruturas de acolhimento provisório. As atividades de encaminhamento para programas de emprego e geração de renda são feitas na maioria das Unidades da Federação. Pernambuco. Roraima. A oferta do serviço de atendimento médico é mais reduzida. Rio de Janeiro e São Paulo. Ceará. os dados da ESTADIC 2013 revelaram que apesar de o Estado do Espírito Santo possuir três unidades de casas-abrigo. os dados da ESTADIC 2013 permitem traçar um retrato acerca dos serviços disponibilizados nas casas-abrigo nas áreas de atendimento psicológico e de saúde. Paraíba. Piauí. do Ceará e da Paraíba e o Distrito Federal realizam outras atividades ou serviços. Os serviços prestados na área de trabalho se dividem em atividades profissionalizantes e encaminhamentos para programas de emprego e geração de renda. Pernambuco. um convívio social seguro e o incentivo à autonomia das mulheres. mais da metade das Unidades da Federação não oferece esse tipo de serviço. centrando-se somente no atendimento social e no atendimento nos casos da Lei Maria da Penha. a mulher deve ter o acompanhamento de um serviço especializado da rede de atendimento e a articulação com a segurança pública. Na área de educação. somente São Paulo não oferece este tipo de serviço.

diretrizes e ações nas dimensões de prevenção. casas de acolhimento provisório. estabelece como uma das ações prioritárias a ampliação e o fortalecimento da rede especializada de atendimento à mulher. juizados especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher. Com base nesses instrumentos e no Pacto Nacional. núcleos da mulher nas defensorias públicas. Os serviços especializados de atendimento à mulher compreendem “aqueles que atendem exclusivamente a mulheres e que possuem expertise no tema da violência contra as mulheres”. 2011e). combate. princípios. delegacias especializadas de atendimento à mulher. centro integrado de atendimento à mulher (BRASIL. A Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres tem por finalidade estabelecer conceitos. assistência e garantia de direitos às mulheres em situação de violência. tais como: centros de referência de atendimento à mulher. conforme as normas e instrumentos internacionais de direitos humanos e a legislação nacional (BRASIL. o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres 2013-2015. 2011d). . casas- abrigo. promotorias especializadas. no capítulo sobre enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 especializado de atendimento exclusivo às mulheres em situação de violência mantido exclusivamente pelo estado. núcleos de apoio/atendimento à mulher.

2013 Serviços prestados Unidades da Número de Atendimento Atendimento Atividades Atividades Federação Atendimento Atendimento casas-abrigo psicológico psicológico culturais e profissio- com casa-abrigo social jurídico individual em grupo educativas nalizantes Acre 2 Sim Sim Sim Não Sim Sim Amazonas 1 Sim Sim Sim Sim Não Não Roraima 1 Sim Sim Não Não Sim Não Pará 1 Sim Sim Sim Não Sim Não Amapá 1 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Piauí 1 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Ceará 2 Sim Sim Sim Sim Sim Não Paraíba 1 Sim Sim Sim Não Sim Sim Pernambuco 4 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Bahia 1 Sim Sim Sim Não Sim Sim Espírito Santo 3 Sim Não Sim Sim Sim Não Rio de Janeiro 1 Sim Não Não Não Sim Não São Paulo 1 Não Não Não Não Sim Não Mato Grosso do Sul 1 Sim Sim Sim Não Sim Não Distrito Federal 1 Sim Sim Sim Sim Sim Sim Serviços prestados Encaminha- Unidades da Garantia Atendimento Acompa. mento para Federação de inserção/ nos casos Outras Atendimento nhamento programas com casa-abrigo Creche permanência da atividades ou médico pedagógico de emprego das crianças Lei Maria serviços das crianças e geração na escola da Penha de renda Acre Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Amazonas Não Sim Não Sim Sim Sim Não Roraima Sim Sim Sim Não Sim Sim Não Pará Não Sim Não Sim Sim Sim Não Amapá Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Piauí Sim Sim Não Não Sim Não Não Ceará Não Sim Sim Sim Não Sim Sim Paraíba Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Pernambuco Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Bahia Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Espírito Santo Sim Sim Não Não Sim Não Não Rio de Janeiro Não Sim Não Não Sim Sim Não São Paulo Não Não Não Não Não Sim Não Mato Grosso do Sul Não Sim Não Não Sim Sim Não Distrito Federal Sim Sim Sim Sim Não Sim Sim Fonte: IBGE. . Diretoria de Pesquisas. segundo as Unidades da Federação . por quantidade e serviços prestados. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.Existência de casas-abrigo.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Quadro 12 . Coordenação de População e Indicadores Sociais.

DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Coordenação de Geografia. . Diretoria de Pesquisas. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 15 – Existência de Casas-Abrigo mantidas exclusivamente pelo Estado – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. Mangueira UR U G UAY Não possui casa-abrigo PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Possui casa-abrigo 125 0 250 500 km La. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I.F. dos Patos -3 0° -3 0° La.

Política de gênero_______________________________________________________________________________ A criação de serviços especializados para atendimento de mulheres em situação de violência está prevista na Lei Maria da Penha. Quadro 13 . verificou-se que. constatou-se que o atendimento psicológico individual ou em grupo não é ofertado nos Estados do Acre. Rio Grande do Norte. por serviços prestados. São Paulo. jurídico individual em grupo e geração sionais mas sociais de renda do governo Acre Não Não Sim Sim Sim Sim Não Amazonas Sim Sim Não Sim Não Sim Não Roraima Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Pará Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Amapá Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Tocantins Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Maranhão Sim Não Não Sim Sim Sim Não Piauí Sim Sim Não Sim Sim Não Sim Ceará Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Rio Grande do Norte Não Não Sim Sim Não Sim Não Paraíba Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Pernambuco Sim Não Sim Sim Sim Sim Não Alagoas Sim Não Não Sim Sim Sim Não Bahia Sim Não Sim Sim Sim Não Sim Minas Gerais Sim Não Não Sim Não Não Não Rio de Janeiro Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não São Paulo Não Não Não Não Não Não Sim Paraná Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Rio Grande do Sul Não Não Sim Sim Sim Sim Sim Mato Grosso do Sul Sim Sim Não Sim Sim Não Não Mato Grosso Não Não Sim Sim Não Não Não Goiás Não Não Não Sim Sim Sim Sim Distrito Federal Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Fonte: IBGE. Espírito Santo e Santa Catarina não possuem serviço especializado de atendimento exclusivo às mulheres em situação de violência mantido exclusivamente pelo Estado. mas não oferecem o atendimento em grupo: Maranhão. Coordenação de População e Indicadores Sociais. social que Atendi- mento psi.Existência de serviço especializado de atendimento exclusivo às mulheres em situação de violência mantido exclusivamente pelo estado. Entretanto. Pernambuco. Paraíba. existem Unidades da Federação que realizam o atendimento individual. das 27 Unidades da Federação. Rio Grande do Sul. mento para com culturais.2013 Serviços prestados Atendi- Encaminha- Unidades da Federação Atividades mento Atendi.08. para progra. No que se refere aos serviços prestados por essa estrutura. Sergipe. Atendi. apenas os Estados de Rondônia. segundo as Unidades da Federação . de 07. mento psi. Bahia e Minas Gerais (Quadro 13). programas Outras serviço especializado educativas encaminha mento cológico cológico de emprego atividades e profis. Diretoria de Pesquisas. Mato Grosso e Goiás. Em 2013. Alagoas. . Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013.2006.

por exemplo. através do Decreto no 8. núcleos especializados de atendimento à mulher nas delegacias comuns. das 1 335 estruturas compostas por delegacias especializadas no atendimento à mulher. A Casa da Mulher Brasileira será o espaço que reunirá os serviços de delegacias especializadas de atendimento à mulher. a ESTADIC traz informações relevantes acerca da existência dessas estruturas nas Unidades da Federação.08. principalmente no eixo de assistência da política de enfrentamento. núcleo da mulher nas defensorias públicas. juizados e varas. somente o Estado de São Paulo não oferece este serviço. 2013). de 30. a Região Sudeste concentra 36. instituto médico-legal e centro especializado de atendimento à mulher em situação de violência. juizado ou vara especial de violência doméstica e familiar contra a mulher. a qualidade e a rapidez no atendimento da mulher em situação de violência. com somente 10.3% delas. A Grande Região com o menor percentual de estruturas é a Norte. serviços de saúde especializados para o atendimento dos casos de violência contra a mulher. que visa maior articulação entre os serviços e as instituições. o atendimento social com encaminhamento para programas sociais do governo. Verificou-se que. defensorias e promotorias. o jurídico e o encaminhamento para programas de emprego e geração de renda são atividades amplamente desenvolvidas nesse tipo de estrutura. . ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Diferentemente da oferta de atividades culturais. que contará ainda com o atendimento psicossocial e outros profissionais para orientar as mulheres vítimas de violência para a inserção no mercado de trabalho e a geração de renda (BRASIL. que não é uma prática amplamente desenvolvida na estrutura de serviço especializado. Nesse sentido. o que orientará gestores para uma distribuição regional das estruturas e em políticas específicas. foi lançado o programa Mulher: Viver sem Violência.8% (Tabela 7).086. facilitando a coordenação. Em 2013. presídios exclusivamente femininos.2013. educativas e profissionais. em 2013. No caso do atendimento social.

1 . à Mulher sorias mento dos Legal feminino tica e fami. 17 1 7 1 85 - Sul 55 37 8 1 2 16 83 2 Paraná 16 . 1 . . 1 1 2 2 5 Amazonas 1 1 2 2 2 3 1 1 Roraima 1 . Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. da Mulher para o Instituto exclusiva. Médico mente cia domés. Atendi. de violên. 3 11 3 42 1 18 Espírito Santo 5 6 6 1 4 2 3 - Rio de Janeiro 11 4 4 1 8 2 15 33 São Paulo 125 . 2 . 3 . 1 1 2 5 5 17 Rio Grande do Norte 5 1 1 2 3 5 1 3 Paraíba 9 . Atendi. segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . 1 1 1 1 1 3 Tocantins 13 10 1 3 3 5 13 6 Nordeste 81 18 17 14 23 51 49 72 Maranhão 19 2 1 1 2 3 3 5 Piauí 8 . à Mulher no aten. 1 - Acre 2 . 1 2 7 1 5 13 Amapá 3 . Especia. . . 3 5 3 7 1 1 Ceará 7 . 5 1 7 7 3 13 Alagoas 3 . mento Unidades da Federação zada(s) mento nas Defen. 1 1 1 1 1 3 Sergipe 5 .Quantidade de serviços/estruturas que existem nos estados. . 1 2 Fonte: IBGE. 1 . 18 1 Santa Catarina 23 3 2 . lizados de Núcleo lizados Presídio(s) Especial Atendi- e peciali. 4 1 1 1 Goiás 26 . Públicas Casos de liar contra ção de à mulher gacias Violência a mulher Violência comuns Contra (CEAM) a Mulher Brasil 421 110 78 53 85 128 288 172 Norte 35 11 7 10 16 13 24 28 Rondônia 1 . em Situa- dimento nas dele. 1 9 27 - Rio Grande do Sul 16 34 3 1 1 7 38 1 Centro-Oeste 44 34 16 14 22 1 28 19 Mato Grosso do Sul 12 . 1 . Diretoria de Pesquisas. 12 11 Mato Grosso 5 . 13 4 2 . 3 1 2 7 3 5 Pernambuco 10 . 14 5 Distrito Federal 1 34 1 10 14 .Política de gênero_______________________________________________________________________________ Tabela 7 . Especia- ou Vara lizado de Grandes Regiões cia(s) Es. Coordenação de População e Indicadores Sociais.2013 Quantidade de serviços/estruturas Serviços Centro Núcleos de Saúde Juizado Especia- Delega. 1 1 1 15 1 6 Bahia 15 15 1 1 2 1 31 19 Sudeste 206 10 30 14 22 47 104 51 Minas Gerais 65 . 1 1 1 1 1 - Pará 14 .

sendo que 64. As Grandes Regiões com o menor quantitativo de presídios femininos são a Norte e a Sul. No Nordeste. Mato Grosso e Goiás. Acre. Pará. constatou-se que das 78 unidades existentes. o estado com o maior número de estruturas em relação ao total da região é Tocantins (37. Mato Grosso e Goiás. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A análise regional da distribuição das estruturas de atendimento à mulher em situação de violência mostrou que. 26 p. com somente 3. 72 p. No Sul.institutoavon. Acesso em: fev. Sergipe. Em 2013. Paraná. São Paulo. sendo que a Região Sudeste concentra 49% desse total. Amapá. entre outros21. Na Região Sudeste. uma atuação mais efetiva requer não somente a criação de serviços especializados. Brasília. mas também uma maior articulação entre as estruturas existentes. Secretaria de Transparência.2% das estruturas e o estado com o menor percentual é Alagoas. Santa Catarina. Disponível em: <http://www. foram contabilizadas 421 unidades. Acima do título: Pesquisa Instituto Avon/Ibope. Ceará. Mais da metade das Unidades da Federação possui apenas uma unidade e. Roraima.3%). Paraná. A estrutura com o maior número de unidades no País é a delegacia especializada no atendimento à mulher. . o Estado da Bahia concentra 26.pdf>. A Região Sul registrou o menor número de unidades: apenas uma no Estado do Rio Grande do Sul. observa-se que várias Unidades da Federação carecem ainda de estruturas essenciais ou o número é insuficiente frente ao tamanho da população e os casos de violência. cujos percentuais são 48. 2014. Acesso em: fev. Minas Gerais. dependência econômica.4% das estruturas e o Estado do Mato Grosso possui o menor percentual desse tipo de estruturas da região (7. 2014. Mato Grosso do Sul. Em 2013. Pernambuco.4% estão no Sudeste. No entanto. 38. esta estrutura é inexistente. dado que o Estado do Rio Grande do Sul possui 49. Congresso. A não denúncia da violência por parte da maioria das mulheres ocorre por vários fatores: medo. [2009]. existência de filhos. Os estados sem este tipo de estrutura são: Rondônia. Disponível em: <http://www. com sete e oito unidades respectivamente. No que se refere às demais estruturas existentes para atendimento de mulheres em situação de violência. DF: 2013. Piauí.org. Senado.br/wp-content/themes/institutoavon/ pdf/pesquisa-instituto-avon-ibope-2009.gov. Com relação ao número de presídios exclusivamente femininos distribuídos no território nacional. Osasco: Instituto Avon. Alagoas.5% estão concentrados nas Regiões Sul (37) e Centro-Oeste (34). o Distrito Federal detém 35.5% do total das estruturas da região. Violência doméstica e familiar contra a mulher. seguido do Estado do Pará (30%). no Acre.pdf>.5%.4%. Entretanto. na Região Norte.br/noticias/ datasenado/pdf/ datasenado/DataSenado-Pesquisa-Violencia_Domestica_contra_a_Mulher_2013. Ver também: PERCEPÇÕES sobre a violência doméstica contra a mulher no Brasil 2009.5%). consultar: BRASIL. cabe ressaltar que parcela significativa da população desconhece as estruturas disponíveis a que elas podem recorrer em situação de violência. respectivamente. algumas vítimas não consideram a agressão uma violência. verificou-se que no País há 110 núcleos especializados de atendimento à mulher em delegacias comuns. Paraíba. Esses núcleos são inexistentes nos Estados de Rondônia. os Estados de São Paulo e Minas Gerais concentram mais de 70% das estruturas. vergonha de reconhecer que é agredida. De acordo com a Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. a distribuição é desigual. 21 Para informações complementares. dificultando a ampliação do acesso de mulheres aos serviços especializados. um atendimento humanizado e com profissionais capacitados.8% e 29. de modo uniforme com normas e padrões.senado. Na Região Centro-Oeste. a ESTADIC registrou 53 núcleos da mulher nas defensorias públicas.

Os Estados de Rondônia. Pernambuco. verificou-se que grande parte das Unidades da Federação realiza o levantamento quantitativo de mulheres em situação de violência. Os serviços de saúde especializados para o atendimento dos casos de violência contra a mulher apresentam uma distribuição bastante desigual entre as Grandes Regiões. De acordo com a ESTADIC 2013. Roraima. Mato Grosso do Sul.7%. assim como um balizador para ações específicas.5% estão concentrados nas Regiões Nordeste e Sudeste (com 39. São Paulo e Santa Catarina não contam com estes centros. essas estruturas oferecem ainda outros serviços de apoio psicológico. Evidenciou-se ainda que os Estados de Rondônia. atendimento social e encaminhamento para programas sociais. foram identificadas em todo o País 288 unidades. um atendimento abrangente e de qualidade. não possui essa estrutura. assim. Goiás e o Distrito Federal não dispunham desta estrutura. Espírito Santo. vinculados à área de saúde. A tipificação da violência é uma informação importante para o conhecimento sobre como o fenômeno se manifesta. verificou-se que somente os Estados de Rondônia. . o levantamento de informações tornou-se um elemento essencial nos processos de planejamento. é a coordenação dessas informações e sua sistematização. Na maioria das vezes. Essas estruturas no território nacional integram a rede de atendimento nas áreas da justiça e segurança pública. saúde e assistência social para o enfrentamento da violência contra a mulher. respectivamente). no entanto. Nos serviços especializados de segurança pública o levantamento de informações somente não é feito nos Estados da Paraíba. Paraná. Nesse sentido. oferecendo serviços de orientação e prevenção de doenças. com apenas duas unidades: em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. em função das diversas entradas possíveis para tais informações. a Região Sul apresenta o menor número dessas estruturas. além da complexidade do fenômeno da violência. os resultados mostram que a distribuição delas ainda é desigual entre as regiões. das quais somente o Estado do Tocantins concentra 13). Assim como observado no caso das defensorias públicas especializadas. Espírito Santo e Mato Grosso. o levantamento não é realizado nos Estados de Rondônia. Na gestão pública. uma dificuldade encontrada por grande parte dos gestores. No entanto. A Região Norte é a que possui o menor número dessas unidades (24 estruturas. Sergipe. Dos 128 serviços de saúde especializados. Pernambuco. sendo que 38% delas estavam na Região Sul. No entanto. enquanto a Região Sul apresenta o menor número dessas estruturas: duas. No caso dos serviços especializados da rede de saúde. Verificou-se que várias Unidades da Federação carecem ainda da criação de estruturas especializadas e em número satisfatório para atender o público-alvo. Há uma concentração desses centros especializados na Região Nordeste (42%). para atender as mulheres em situação de violência. No País. O Estado do Paraná. Sergipe e São Paulo (Quadro 14). A Região Sudeste é a segunda com o maior percentual (29. há 172 centros especializados de atendimento à mulher em situação de violência. garantindo. por sua vez.6%). O levantamento do tipo de violência ou agressão sofrida pelas mulheres que procuram esses serviços especializados tem se tornado uma prática nas estruturas de serviço especializado. Sergipe e o Distrito Federal não realizam esse tipo de levantamento.8% e 36. 76. elaboração e execução de políticas públicas.Política de gênero_______________________________________________________________________________ Os juizados ou varas especiais de violência doméstica e familiar contra a mulher somam 85 unidades em todo o País. Esse aspecto não é diferente na gestão da política de enfrentamento à violência contra a mulher. Com relação à existência de instituto médico-legal.

Rio Gran- Grande do Sul. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Mato Grosso. Maranhão. Pará. Bahia. Espí. Paraíba. Alagoas. Roraima. Mara. Amazonas. Acre. São rito Santo.Unidades da Federação que realizam o levantamento quantitativo de informações sobre mulheres em situação de violência.2013 Serviços especializados Serviços especializados Levantamento do tipo de segurança pública da rede de saúde de violência/agressão Rondônia. Rio Grande do Ceará. Paraná. Rio Grande do Sul. Bahia. Minas Gerais. Acre. Ceará. Rio de Janeiro. ma. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. Tocantins. Amazonas. Mato Grosso do Sul. de do Sul. Alagoas. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Quadro 14 . Tocantins. Mato Grosso do Sul. Rio de Janeiro. Paraná. Ma- Goiás. Minas Gerais. Paraná. . Roraima. Maranhão. Ceará. Distrito Federal Goiás. Rio de Janeiro. Piauí. Mato Grosso do Sul. Santa Catarina. Amapá. Pernambuco. nhão. atendidas pelos serviços especializados de segurança pública. Amazonas. Amapá. Acre. Tocantins. Paraíba. Alagoas. Goiás Fonte: IBGE. Amapá. Rorai. serviços especializados da rede de saúde e o tipo de violência ou agressão sofrida pelas mulheres atendidas pelos serviços especializados . Piauí. Piauí. Norte. Rio Grande do Norte. Rio Santa Catarina. Santa Catarina. Pará. Distrito Federal to Grosso. Pará. Diretoria de Pesquisas. São Pau- Paulo. Bahia. Rio Grande do Norte. rito Santo. lo. Espí- Minas Gerais.

dispõe que a assistência social é direito do cidadão e dever do Estado. enquanto política não contributiva. Os avanços a partir desse marco têm sido progressivos e significativos: a promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social - LOAS (Lei no 8. segundo as especificidades em escala territorial. dada a importância de sua presença no reordenamento e na prestação de serviços pela rede socioassistencial. estabelecendo responsabilidades na organização. garantindo o atendimento das necessidades básicas e a organização da assistência como um sistema descentralizado e participativo constituído.SUAS (Lei no 12. manutenção e expansão das ações de assistência social. cofinanciada e com cooperação técnica entre os entes federados. regulação. nas três esferas de governo. básica e especial. alterada pela Lei do Sistema Único de Assistência Social . de 07. de 06. o SUAS passa a gerir ações na área da assistência social de forma descentralizada e participativa. Pressupõe o estabelecimento de um pacto federativo que define as atribuições das três esferas de governo. realizada através de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade. coloca-se em destaque o papel estratégico da esfera estadual. por órgãos gestores e por instâncias deliberativas de natureza colegiada. pela primeira vez na história brasileira.07. coordenada e articulada. desde então. constituindo-se na regulação e organização das ações socioassistenciais em todo o território nacional.Assistência social A Constituição Federal do Brasil de 1988 reconheceu.12. essa garantia ao cidadão vem se firmando no conjunto das políticas públicas. por nível de complexidade e eixo de proteção social.742. Ao estabelecer um sistema unificado para todo o País. Na construção do sistema unificado. Consolida a noção de gestão compartilhada.435. .1993). a assistência social como um direito social e.2011).

desconcentrada. participação. segurança alimentar. Órgão gestor da assistência social O gestor estadual ou distrital é o responsável pela área de assistência social no âmbito de cada Unidade da Federação. legislação e instrumentos de gestão. que possui em sua estrutura três subsecretarias: Direitos Humanos. no seu âmbito. sendo todos os órgãos gestores ligados à administração direta. levou a campo um bloco de questões especialmente dedicadas ao tema da assistência social e obteve informações a partir da coleta de dados do órgão gestor. acompanhamento. A realização do Suplemento de Assistência Social da Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . na perspectiva do desenvolvimento social amplo e de qualidade. e prestar os serviços assistenciais cujos custos ou ausência de demanda municipal justifiquem uma rede regional de serviços. pactuação e serviços socioassistenciais. em sua segunda edição. O órgão gestor da assistência social pode ter características diversas e estar vinculado à administração direta ou indireta. destacando-se. Assistência Social. criados por lei. articulação. tanto em âmbito regional como local. Dentre suas principais competências estão a implementação da política de assistência social e a coordenação geral do sistema descentralizado e participativo da assistência social. . controle e avaliação das políticas públicas referentes à assistência social. planejamento. legal e de execução da assistência social nas 27 Unidades da Federação. Os dados obtidos na Estadic 2013 mostram que. diante da importância do estabelecimento de estruturas organizacionais como um dos requisitos para as ações estadual e distrital na assistência social. Ademais. trabalho e direitos humanos. negociação. o de Minas Gerais. os programas e os projetos de enfrentamento da pobreza. todas as Unidades da Federação possuíam estrutura organizacional para tratar da política de assistência social (Cartograma 16). Como setor subordinado a outra secretaria em apenas um estado. entre as áreas mais compartilhadas. recursos humanos. de forma a garantir os direitos e o acesso a bens e serviços a cidadãos e grupos em situação de vulnerabilidade e riscos social e pessoal. de modo a responder efetivamente às demandas societárias. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 assim como no desenvolvimento e na qualificação de processos de gestão e de atendimento à população. A esfera estadual tem como funções apoiar técnica e financeiramente os serviços. assim como em 2012.Estadic 2012 teve por objetivo o conhecimento da estrutura administrativa. Foram encontradas estruturas atuando em conjunto com outras políticas em 17 Unidades da Federação. tem sob sua responsabilidade as funções de coordenação. no seu âmbito. Trata-se de um conjunto amplo de informações que permitirá a atualização dos dados coletados em 2012 e agregará insumos importantes no acompanhamento dessa estrutura. A Estadic 2013. 22 Secretarias são órgãos subordinados diretamente ao poder executivo. na forma de secretaria22 municipal exclusiva ou secretaria em conjunto com outra política ou setor subordinado a outra secretaria. e Trabalho e Emprego. a gestão da política de assistência social é feita pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social.

Diretoria de Pesquisas. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. Coordenação de Geografia. dos Patos -3 0° social e de outras políticas setoriais La.Assistência social_______________________________________________________________________________ Cartograma 16 – Caracterização do órgão gestor da assistência social –2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. . Mangueira UR U G UAY subordinado a outra secretaria PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE.F. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Secretaria estadual exclusiva RIO GRANDE DO SUL -3 0° Secretaria estadual de assistência La. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Setor de assistência social 125 0 250 500 km La. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Coordenação de População e Indicadores Sociais.

Nota-se que a proporção de servidores estaduais da assistência social no País. sem vínculo permanente. No que diz respeito à escolaridade.8%. os estagiários eram 5. e apenas um gestor da pasta com ensino superior incompleto.5% do total do pessoal ocupado nas administrações direta e indireta do País (3 120 599 pessoas). Este contingente alcançou 17 146 pessoas. que. a maior alteração se deu nos regidos pela CLT que. mais da metade (57. no ano de 2013. no ano de 2012.4%) era de estatutários. no de 2013. somente comissionados. registrou um total de 2 247 pessoas e. apresentou um decréscimo de 15. Das 17 146 pessoas ocupadas na área da assistência social. 11 com especialização. Foram pesquisados. 15. 21. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A participação feminina era grande entre titulares das Secretarias Estaduais de Assistência Social. durante os anos de 2012 (20 238) e 2013 (17 146). os quantitativos de pessoas ocupadas na área de assistência social. o que representa apenas 0. Isso ocorreu devido à correção feita pela gestão da assistência social do Estado do Ceará. e os regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho .CLT. Com relação ao vínculo empregatício. com 13 Unidades da Federação informando ter gestoras. 10 com ensino superior completo. .9%. informou equivocadamente o contingente de trabalhadores terceirizados da assistência social como pertencentes ao quadro de celetistas da administração estadual (Tabela 8).1%.3% (Tabela 5). na composição por regime de vínculo empregatício. em 2012. por vínculo empregatício. a distribuição apresentava-se da seguinte forma: quatro gestores com mestrado ou doutorado. apenas 47.4% do total. apenas 0.

Pessoal ocupado na área de assistência social. - Pará 881 656 664 601 .Assistência social_______________________________________________________________________________ Tabela 8 . - Pernambuco 180 987 27 34 6 - Alagoas 249 238 172 152 . - Amazonas 599 633 252 240 . - Rio Grande do Sul 20 17 9 7 9 3 Centro-Oeste 5 127 5 217 3 742 3 523 20 33 Mato Grosso do Sul 376 335 321 279 . - São Paulo 1 084 906 592 520 . - Roraima 1 179 1015 706 467 . por vínculo empregatício.2012-2013 (continua) Pessoal ocupado na área de meio ambiente Grandes Regiões Vínculo empregatício e Total (1) Unidades da Federação Estatutários CLT 2012 2013 2012 2013 2012 2013 Brasil 20 383 17 146 11 356 9 840 2 247 47 Norte 4 002 4 019 2 199 2 267 . - Goiás 2 368 2505 1 388 1402 20 33 Distrito Federal 1 938 2048 1 788 1714 . - Tocantins 518 731 166 402 . - Acre 175 308 84 208 . - . . - Nordeste 7 466 6 236 3 321 3 194 2 194 2 Maranhão 613 805 443 432 4 - Piauí 1 455 1211 826 616 27 - Ceará 3 088 667 841 574 2 156 - Rio Grande do Norte 25 34 9 5 1 2 Paraíba 1 331 1686 768 1134 . - Rondônia 385 299 117 26 . - Sul 1 991 484 1 424 272 14 3 Paraná 1 898 337 1 354 162 5 - Santa Catarina 73 130 61 103 . - Bahia 154 146 118 103 . - Sudeste 1 797 1 192 670 584 19 - Minas Gerais 78 55 44 36 19 - Espírito Santo 177 180 34 28 . - Rio de Janeiro 458 51 . . - Sergipe 371 462 117 144 . - Amapá 265 377 210 323 . segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . - Mato Grosso 445 329 245 128 .

- Centro-Oeste 1 165 1 194 74 187 126 280 Mato Grosso do Sul 20 23 . por vínculo empregatício. 409 409 Pernambuco 15 8 7 4 125 941 Alagoas 57 61 19 25 1 - Sergipe 157 152 70 72 27 94 Bahia 36 . 7 .2012-2013 (conclusão) Pessoal ocupado na área de meio ambiente Grandes Regiões e Unidades da Federação Somente comissionados Estagiários Sem vínculo permanente 2012 2013 2012 2013 2012 2013 Brasil 3 912 3 664 694 881 2 174 2 716 Norte 1 096 1 022 242 276 465 454 Rondônia 268 273 . Diretoria de Pesquisas. . ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Tabela 8 . . . Coordenação de População e Indicadores Sociais. 70 16 São Paulo 295 294 63 92 134 - Sul 147 132 91 69 315 2 Paraná 136 117 91 52 312 - Santa Catarina 9 10 .Pessoal ocupado na área de assistência social. 5 1 Piauí 117 118 . - Distrito Federal 95 106 22 154 33 74 Fonte: IBGE. 36 Sudeste 782 427 120 162 206 19 Minas Gerais 12 14 1 5 2 - Espírito Santo 87 84 56 65 . (1) Inclusive os servidores sem declaração de vínculo empregatício. 3 Rio de Janeiro 388 35 . . Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012-2013. - Acre 36 49 29 7 26 44 Amazonas 157 157 190 236 . 33 . . - Tocantins 58 183 23 . . 168 - Amapá 55 54 . segundo as Grandes Regiões e as Unidades da Federação . 35 33 Mato Grosso 119 24 23 4 58 173 Goiás 931 1041 29 29 . 15 3 2 Rio Grande do Sul 2 5 . 271 146 Nordeste 722 889 167 187 1 062 1 961 Maranhão 161 372 . . - Roraima 473 251 . . . . 264 Pará 49 55 . 2 . 1 485 473 Ceará 32 28 51 65 8 - Rio Grande do Norte 4 7 9 13 2 7 Paraíba 143 143 11 .

2005b. do Fundo.6%) e Piauí (39. destaca-se a seguinte definição: A política de assistência social tem sua expressão em cada nível da Federação na condição de comando único. Os Estados do Piauí. Minas Gerais e Rio Grande do Sul (com Plano aprovado em 2012) estavam. buscando a materialização e a tradução. já possuíam o Plano aprovado. Os Estados do Acre (único a declarar a não existência de Plano Estadual de Assistência Social em 2012). em 2013. política. Paraíba.3%). em 2013. O Plano de Assistência Social representa o esforço coletivo de atores comprometidos com os diversos segmentos que compõem a rede de proteção social dos estados e do Distrito Federal.1%). Instrumentos de gestão Baseando-se nos princípios e diretrizes da Política Nacional de Assistência Social e na concepção da assistência social como política pública de seguridade social e condição para o desenvolvimento social. econômica e cultural vivenciadas pela sociedade. com relação às informações obtidas no Suplemento de Assistência Social da Estadic 2012. Mato Grosso (52. Nas demais Unidades da Federação. p. destacam-se percentuais significativos nos Estados de Pernambuco (95. Para o SUAS. em fase de elaboração de novos Planos. que centraliza os recursos na área. controlado pelo órgão gestor e fiscalizado pelo Conselho. na efetiva implantação e funcionamento de um Conselho de composição paritária entre sociedade civil e governo. propondo novas estratégias de intervenção eficientes e eficazes nas realidades social. de objetivos a serem atingidos através da relação de parceria e compromisso social entre o poder público e a sociedade civil. a priorização de investimentos e a avaliação de resultados. . Deve ser um instrumento capaz de favorecer a otimização e a administração de recursos. o Plano de Assistência Social é o instrumento fundamental para a construção de uma política planejada. constituíam expressivas proporções do conjunto de empregados na área de assistência social.Assistência social_______________________________________________________________________________ Os resultados ainda permitem constatar que as pessoas sem vínculo permanente. Entre as Unidades da Federação. 43). A Estadic 2013 voltou a investigar a existência do Plano Estadual de Assistência Social e. foram encontradas modificações nas situações desse Plano em oito Unidades da Federação. na prática. Bahia e Rio de Janeiro (que estavam com o Plano em fase de elaboração em 2012). no ano de 2013. Amapá. do Plano de Assistência Social que expressa a política e suas inter- relações com as demais políticas setoriais e ainda com a rede socioassistencial (BRASIL. a situação do Plano Estadual de Assistência Social foi a mesma encontrada no ano anterior (Cartograma 17).

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 17 – Plano Estadual de Assistência Social – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. dos Patos -3 0° -3 0° La. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I.F. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. . de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Diretoria de Pesquisas. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. Coordenação de Geografia. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Plano aprovado 125 0 250 500 km La. Mangueira UR U G UAY Plano em fase de elaboração PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. Coordenação de População e Indicadores Sociais.

LOAS. Tocantins. em 11. Alagoas. não pressupondo processo de votação nem de deliberação. sendo formalizadas por meio de publicação da pactuação e submetidas às instâncias de deliberação.Ano de atualização do regimento interno da Comissão Intergestores Bipartite. com a finalidade de assegurar a negociação e o acordo entre os gestores envolvidos. Amapá. Paraná. na gestão da assistência social. os Estados de Rondônia e do Rio de Janeiro declararam que suas respectivas Comissões Intergestores Bipartite não possuíam secretaria técnica. Acre. Rio Grande do Norte. As pactuações de tais instâncias só são possíveis na medida em que haja concordância de todos os entes envolvidos. Mato Grosso e Goiás 2007 Bahia 2008 Paraíba 2011 Piauí. Quanto à realização de reuniões dessas Comissões. Conforme as informações coletadas pela Estadic 2013. todas as Unidades da Federação possuíam Comissão Intergestores Bipartite implantada e. Maranhão. Paraná. como forma de viabilizar a implementação da Política Nacional de Assistência Social quanto aos aspectos operacionais da gestão do SUAS no âmbito estadual. Em 2012. São 2013 Paulo. de 1993. Amazonas. Sergipe e Rio Grande do Sul 2006 Acre. quando todas as Unidades da Federação declararam possuir. Pará. As instâncias de negociação e pactuação de aspectos operacionais da gestão do sistema descentralizado e participativo da assistência social são a Comissão Intergestores Bipartite e a Comissão Intergestores Tripartite.2013 Ano de atualização do regimento interno da Unidades da Federação Comissão Intergestores Bipartite Roraima. Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. no que tange à operacionalização da política. Rio Grande do Norte. Ceará e Espírito Santo 2012 Rondônia. Santa Catarina e Mato Grosso do Sul Fonte: IBGE. A Comissão Intergestores Bipartite é uma instância colegiada de negociação e pactuação de gestores municipais e estaduais. no sentido de tornar efetiva a descentralização da política pública de assistência social e o comando único em cada esfera de governo. Amazonas. Santa Catarina e Mato Grosso. a atualização do regime interno foi realizada no ano de 2013 (Quadro 15). .Assistência social_______________________________________________________________________________ As Comissões Intergestores são instâncias de pactuação e estão fundamentadas no princípio da democratização e na diretriz da descentralização presentes na Constituição Federal do Brasil. Rio de Janeiro. as reuniões tinham realização mensal (Cartograma 18). Pernambuco. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Nos demais. assim como em 2012. assim como na Lei Orgânica da Assistência Social . de 1988. em oito estados ocorreram bimestralmente: Rondônia. Entende-se por pactuação. segundo as Unidades da Federação . as negociações estabelecidas com a anuência das esferas de governo envolvidas. Amapá. Minas Gerais. Quadro 15 . Essas instâncias são organizadas nos âmbitos federal e estadual. situação revertida no ano de 2013.

de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. com secretaria ESCALA : 1 : 27 000 000 -3 0° La. Coordenação de Geografia. Mangueira Não possui CIB UR U G UAY PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Mirim técnica e reuniões bimestrais 125 0 250 500 km La.F. . DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. com secretaria RIO GRANDE DO SUL técnica e reuniões mensais La. Coordenação de População e Indicadores Sociais. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. dos Patos -3 0° CIB implantada. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Diretoria de Pesquisas. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 18 – Comissão Intergestores Bipartite – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA CIB implantada.

. Entende-se por regionalização a base territorial de planejamento. a oferta de programas. seja porque estes não possuem em seu território condições de oferecer esses serviços. De acordo com a NOB/SUAS. a indissociável gestão de serviços. Piauí. Rio Grande do Norte (em 2012. • estados com desenho de regionalização específico da área de assistência social: Roraima e Tocantins (em 2012. Alagoas. com o desenho de regionalização coincidente com a divisão administrativa). nem tampouco coincidente com o desenho adotado pela política de saúde. Paraíba. Mato Grosso (em 2012. Amapá. definida no âmbito estadual. de acordo com as características e as estratégias de organização de cada Unidade da Federação. Devido às diferentes realidades nos territórios dos estados. Outro aspecto importante trazido pelo SUAS é poder organizar os serviços visando à sua oferta por escala hierarquizada e complementar. Dessa forma. Amazonas. a cooperação entre os entes federados (estados e municípios) é fundamental. quanto mais próximo o processo decisório da prestação de serviços aos seus usuários. Paraná. com o desenho de regionalização coincidente com a divisão administrativa). Pernambuco. benefícios e renda. Assim. e Goiás. Sergipe. não podem ser estruturados apenas na escala dos municípios. e Rio Grande do Sul. Ceará. Pará. com a caracterização de diferentes territórios de vulnerabilidade. com o desenho de regionalização coincidente com a divisão administrativa) e Minas Gerais informaram adotar outro desenho de regionalização. e São Paulo. planejamento e execução dos serviços. como os de média e alta complexidade. Em 2013. que garantem o atendimento da sua população e de municípios vizinhos. • Mato Grosso do Sul (em 2012. como polos regionais. projetos e serviços socioassistenciais com base no território possibilita. São eles: • estados com o desenho de regionalização coincidente com a divisão administrativa: Rondônia e Maranhão (em 2012. para que um maior número de pessoas possa acessar a oferta de serviços e benefícios a qualquer momento e em qualquer circunstância. não adotavam desenho de regionalização). com desenho específico da área de assistência social). seja porque existem municípios que apresentam serviços de referência. que não era coincidente com a divisão administrativa do estado. nem específico da assistência social. A regionalização na estruturação da prestação de serviços socioassistenciais é fundamental no processo de aprimoramento da gestão estadual do SUAS. Acre.NOB/SUAS. Santa Catarina.Assistência social_______________________________________________________________________________ Regionalização Segundo a Política Nacional de Assistência Social e a Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social . também. alinhados à proteção social especial. mais eficaz se apresentam os resultados. Bahia. o território ganha uma expressiva importância na definição. Dentre os estados que declararam não adotar desenho de regionalização estavam: Espírito Santo (em 2012. Nessa perspectiva. Rio de Janeiro. não adotavam desenho de regionalização). na oferta dos serviços de média e alta complexidade. seja ainda porque esses serviços são ofertados pela gestão estadual. 20 estados informaram que a Política Estadual de Assistência Social adotava desenho regionalizado para os municípios (Cartograma 19). com características socioeconômicas e culturais próprias. os serviços de proteção social básica devem estar em todos os territórios vulneráveis. algumas ações e serviços de assistência social.

de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Coordenação de População e Indicadores Sociais. . de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. dos Patos -3 0° assistência social. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip.F. T A GO IÁS BOLIVIA OC EA MINAS GERAIS O N O Arquip. de Abrolhos A N P A C O C E ÍF MATO GROSSO DO SUL IC ESPÍRITO SANTO O P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RNIO I. Mangueira 125 0 250 500 km UR U G UAY Não adota desenho de regionalização PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. Coordenação de Geografia. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 divisão administrativa do estado La. nem coincide com a La. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 19 – Desenho de regionalização dos municípios na Política Estadual de Assistência Social – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. de Santa Catarina A R G E N T I N A Desenho da regionalização dos municípios na política de assistência social coincide SANTA CATARINA com a divisão administrativa do estado Desenho da regionalização dos municípios na política de assistência social é específico RIO GRANDE DO SUL desta área -3 0° Desenho não é específico da área de La. Diretoria de Pesquisas.

Cabe destacar que. Paraíba. Amapá. apoiar tecnicamente os municípios pertencentes àquelas regiões. Dessa forma. apenas o Estado do Acre informou não haver previsão de recursos específicos. estadual e municipal.Assistência social_______________________________________________________________________________ Embora a NOB/SUAS estabeleça que o desenho de regionalização. Ao adotar um desenho de regionalização. que. Somente os Estados de Alagoas. disciplinam. após definido. Sergipe. de caráter deliberativo e paritário. Acre. e o Estado de Alagoas foi o único a declarar a não paridade do Conselho. todas as Unidades da Federação tinham Conselho de Assistência Social implantado (como em 2012). Os Conselhos devem também aprovar o Plano de Assistência Social. de acordo com as diretrizes propostas nas conferências de assistência social – nacional. Minas Gerais e Paraná informaram que o desenho adotado não foi pactuado nessa Comissão. a participação popular na formulação da política e o controle das ações em cada nível de gestão. os Estados de Roraima. por representantes do governo estadual (Cartograma 20). Pará. em 2012. definidas pelo governo estadual. Maranhão. Nesse sentido. que prescrevem a participação do Estado e da sociedade civil como os responsáveis pela formulação. Das 20 Unidades da Federação com desenho de regionalização. avaliam e fiscalizam os serviços de assistência social prestados pela rede socioassistencial. e Rio Grande do Sul. entre outras questões. a proposta orçamentária e o plano de aplicação do Fundo de Assistência Social. os Conselhos também normatizam. em seu orçamento estadual. as Unidades da Federação podem optar por instituir estruturas administrativas descentralizadas com unidades administrativas regionais. ao instalar escritórios ou outro tipo de estrutura administrativa em regiões predefinidas por meio dos desenhos de regionalização. com caráter deliberativo e recursos orçamentários estaduais para apoiar o seu funcionamento. Os Conselhos de Assistência Social têm por finalidade deliberar e fiscalizar a execução da política e seu financiamento. onde o poder de decisão é compartilhado. tem que ser pactuado na Comissão Intergestores Bipartite. transferem determinadas competências de gestão do governo central para essas unidades e visam. sendo este composto. acompanham. majoritariamente. a legislação regulamenta a criação de conselhos. Além disso. Rio Grande do Norte. De acordo com as informações da Estadic 2013. Pernambuco e Paraná não tinham Conselhos de Assistência Social com caráter fiscalizador. Minas Gerais. além de buscar maior agilidade e eficiência e se aproximar dos cidadãos. Piauí. 10 possuíam estruturas administrativas descentralizadas com unidades administrativas regionais: Rondônia. executados tanto pelo órgão público quanto pelas entidades e organizações de assistência social. Rio Grande do Norte. previstos nas três esferas do Estado. São Paulo. se estabelece como canal de participação popular. definindo padrões de qualidade de atendimento. . Conselho de Assistência Social A Constituição Federal do Brasil de 1988 definiu como diretrizes da política pública de assistência social a descentralização político-administrativa. Paraná. definindo critérios de partilha dos recursos. gestão e o controle social das políticas públicas. Maranhão. destinados à manutenção e funcionamento do Conselho. a função dos conselhos.

. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Conselho deliberativo. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 20 – Conselho de Assistência Social – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. fiscalizador e paritário RIO GRANDE DO SUL -3 0° Conselho deliberativo e paritário La. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Coordenação de População e Indicadores Sociais. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Conselho deliberativo com maior 125 0 250 500 km representação do governo estadual UR U G UAY La. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências.F. dos Patos -3 0° La. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Coordenação de Geografia. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Mangueira PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE.

de 14. sem planejamento anual. fixa que os processos de acompanhamento devem ser feitos por meio do planejamento de ações para a adequação e o aprimoramento da gestão e a garantia da prestação dos serviços. De acordo com as informações da Estadic 2013. A Resolução no 8. procedimentos e responsabilidades para o acompanhamento da gestão e dos serviços do SUAS.07. pode-se observar.Assistência social_______________________________________________________________________________ Acompanhamento da gestão municipal Como mencionado anteriormente. realizavam acompanhamento das gestões municipais de seu âmbito. o que foi utilizado por cada um dos estados nos anos de 2012 e 2013. conforme previsto nos atos normativos do SUAS e nas pactuações nacionais de proteção social. do mesmo modo que em 2012. .2010. Devem ser entendidos como compartilhamento da responsabilização dos entes federativos frente às políticas sociais. e apenas o Estado de Santa Catarina declarou realizar atividades de assessoramento e apoio técnico aos municípios. todos os 26 Estados. programas. que estabelece fluxos. está o apoio técnico e financeiro aos municípios para estruturação do sistema. no Quadro 16. de forma a prevenir a ocorrência de situações inadequadas que venham a prejudicar e/ou inviabilizar a oferta dos serviços. da Comissão Intergestores Tripartite. ações e benefícios de assistência social à população. Dentre as responsabilidades da gestão estadual. o modelo de gestão do SUAS é descentralizado e participativo e pressupõe a gestão partilhada. Com relação aos instrumentos e estratégias utilizados para acompanhamento da gestão municipal. conforme a NOB/SUAS.

Para tanto. defesa da justiça social e de compromisso profissional. com a implantação da carreira específica para os servidores da área de assistência social. baseia-se na garantia de direitos sociais. Diretoria de Pesquisas. A política de recursos humanos é um dos eixos estruturantes do Sistema Único da Assistência Social. Coordenação de População e Indicadores Sociais. tornando-se imprescindível a elaboração de uma política de recursos humanos. segundo as Unidades da Federação . .2012-2013 Visitas Contatos Sistema de Visitas Contatos Sistema de técnicas telefônicos informação técnicas telefônicos informação Unidades da Federação periódicas e periódicos e desenvolvido esporádicas esporádicos próprio planejadas planejados pelo MDS 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 2012 2013 Rondônia Sim Sim Não Não Sim Sim Não Sim Não Não Sim Não Acre Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Não Não Não Sim Sim Amazonas Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Não Não Sim Sim Roraima Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Sim Pará Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Não Não Sim Sim Amapá Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Não Tocantins Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Não Sim Sim Maranhão Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Sim Não Não Sim Sim Piauí Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Não Não Sim Sim Ceará Sim Sim Não Não Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Rio Grande do Norte Não Sim Sim Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Não Paraíba Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Sim Pernambuco Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Sim Sim Sim Sim Alagoas Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Não Não Sim Sim Sergipe Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Sim Bahia Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Sim Minas Gerais Sim Sim Não Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Sim Sim Espírito Santo Não Sim Sim Não Sim Sim Não Não Não Não Sim Sim Rio de Janeiro Sim Sim Não Não Não Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim São Paulo Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Paraná Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Sim Sim Sim Sim Santa Catarina Não Não Não Sim Sim Não Não Sim Não Não Sim Não Rio Grande do Sul Sim Sim Não Sim Sim Sim Não Sim Não Sim Sim Sim Mato Grosso do Sul Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Sim Sim Sim Sim Mato Grosso Sim Sim Não Não Sim Sim Não Não Sim Não Sim Sim Goiás Sim Não Sim Sim Sim Sim Sim Não Sim Não Sim Sim Fonte: IBGE. na perspectiva do SUAS. é fundamental a existência de um corpo técnico funcional específico. e qualidade dos serviços prestados à população. Capacitação A Política de Assistência Social.Instrumentos e estratégias utilizadas para acompanhamento da gestão municipal. e a qualificação profissional para efetivar um trabalho técnico. no âmbito da assistência social. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Quadro 16 . Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012-2013.

formação técnica de nível médio. foi investigado o nível de formação com oferta prevista. sempre respeitando as diversidades regional e local. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. todas as Unidades da Federação informaram a existência de planos de capacitação.NOB-RH/SUAS propõe a construção de uma política nacional de capacitação dos trabalhadores públicos e da rede prestadora de serviços. Quadro 17 . Coordenação de População e Indicadores Sociais. de forma sistemática e continuada. e fundamentada na concepção da educação permanente. No Quadro 17. gestores e conselheiros da área. cursos de atualização. especialização. segundo as Unidades da Federação . pode-se observar o nível de formação previsto nos planos de capacitação das Unidades da Federação. Diretoria de Pesquisas. Complementando a informação de existência de plano de capacitação. Ao responderem ao questionário da Estadic 2013.Assistência social_______________________________________________________________________________ A Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social . . tais como: capacitação introdutória (nivelamento).Nível de formação prevista nos planos de capacitação.2013 Formação Capacitação Cursos de Mestrado Unidades da Federação técnica de nível Especialização introdutória atualização profissional médio Rondônia Sim Sim Não Sim Não Acre Sim Sim Sim Sim Não Amazonas Sim Sim Não Não Não Roraima Sim Sim Sim Sim Sim Pará Sim Sim Não Não Não Amapá Sim Sim Sim Sim Sim Tocantins Sim Sim Sim Sim Sim Maranhão Sim Sim Não Não Não Piauí Sim Sim Sim Sim Não Ceará Sim Sim Não Sim Não Rio Grande do Norte Sim Sim Sim Não Não Paraíba Não Sim Não Sim Não Pernambuco Sim Sim Não Não Não Alagoas Sim Sim Sim Sim Sim Sergipe Não Não Não Não Não Bahia Sim Sim Sim Sim Sim Minas Gerais Sim Sim Sim Sim Sim Espírito Santo Sim Sim Sim Sim Não Rio de Janeiro Sim Sim Não Não Não São Paulo Sim Sim Sim Sim Não Paraná Sim Sim Não Sim Não Santa Catarina Sim Sim Não Não Não Rio Grande do Sul Sim Sim Não Não Não Mato Grosso do Sul Sim Sim Sim Sim Sim Mato Grosso Sim Sim Sim Sim Sim Goiás Sim Sim Não Não Não Distrito Federal Sim Sim Não Não Não Fonte: IBGE. e mestrado profissional (stricto sensu). assim como em 2012.

Controle Social nível médio das prefeituras Introdução ao PNAS. Gestores municipais. Gestores Rondônia Introdução ao PNAS. Paraná e Mato Organização e Serviços da Proteção Conselheiros municipais. Conselheiros municipais. Gestão e Finan- nível médio das prefeituras. Serviços da Proteção Social Básica. Amazonas. Conselheiros municipais. Conselheiros municipais. curso de capacitação profissional.2012 (continua) Cursos de capacitação realizados nos anos de 2012 Unidades da Federação Temas Público alvo Conselheiros estaduais. Serviços da Proteção Social Básica. Gestores Minas Gerais e Mato Organização e Serviços da Proteção municipais. Técnicos de nível superior e de nível médio das prefeituras. Controle Social municipais. Técnicos de nível superior e de nível médio estaduais. nível médio das prefeituras. municipais. Organização e Conselheiros estaduais. Controle Social prefeituras Introdução ao PNAS. Dirigentes e ciamento do PNAS. todos os demais realizaram. Gestão e Finan. Técnicos de nível superior e de Grosso Social Especial. Rio de Janeiro e superior estaduais.Cursos de capacitação realizados no ano de 2012 por tema e público alvo. conforme pode ser observado no Quadro 18. Dirigentes e ciamento do PNAS. Técnicos de nível Serviços da Proteção Social Básica. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Com exceção do Estado do Maranhão. Técnicos de nível Introdução ao PNAS. superior e de nível médio estaduais. Organização e Conselheiros estaduais. Técnicos de nível Introdução ao PNAS. Técnicos de nível superior das ciamento do PNAS. Roraima. Dirigentes e técnicos das entidades e organizações de assistência social Conselheiros estaduais. nível médio das prefeituras. Técnicos de nível superior e de ciamento do PNAS. Técnicos Social Especial. Gestores Organização e Serviços da Proteção Pernambuco municipais. destinado a um público-alvo diversificado. Técnicos de nível superior e de nível médio estaduais. Amapá Organização e Serviços da Proteção Conselheiros municipais. Paraíba. Técnicos de nível Serviços da Proteção Social Básica. Técnicos de nível superior e de Social Especial. Gestão e Finan. Controle Social Conselheiros estaduais. Gestão e Finan- de nível superior das prefeituras ciamento do PNAS. Conselheiros municipais. superior e de nível médio estaduais. Gestão e Finan. em pelo menos um tema. Organização e Conselheiros estaduais. Técnicos de nível superior e de Social Especial. Técnicos de nível Serviços da Proteção Social Básica. Quadro 18 . municipais. Conselheiros Organização e Serviços da Proteção São Paulo municipais. Controle Social técnicos das entidades e organizações de assistência social Introdução ao PNAS. Gestores Grosso do Sul Social Especial. Organização e superior e de nível médio estaduais. Ceará. Introdução ao PNAS. Controle Social técnicos das entidades e organizações de assistência social Conselheiros estaduais. Gestão e Finan. Gestores Social Especial. Dirigentes e ciamento do PNAS técnicos das entidades e organizações de assistência social . Gestores Acre Organização e Serviços da Proteção municipais. segundo as Unidades da Federação . Organização e superior e de nível médio estaduais. no ano de 2012.

prefeituras. Controle Social entidades e organizações de assistência social Introdução ao PNAS. Organização e municipais. segundo as Unidades da Federação .Gestão e Finan- Espírito Santo Conselheiros municipais. Conselheiros Introdução ao PNAS.Cursos de capacitação realizados no ano de 2012 por tema e público alvo. municipais. Controle Social municipais. Conselheiros Serviços da Proteção Social Básica. Técnicos Alagoas Organização e Serviços da Proteção de nível superior e de nível médio das Social Especial. Técnicos de nível superior e de nível médio estaduais. Controle Social prefeituras Introdução ao PNAS. Gestores municipais Conselheiros estaduais. Técnicos de nível Serviços da Proteção Social Básica. Gestores municipais.Assistência social_______________________________________________________________________________ Quadro 18 . Técnicos de nível Introdução ao PNAS. Gestores municipais. Conselheiros Introdução ao PNAS. Gestores ciamento do PNAS.2012 (continuação) Cursos de capacitação realizados nos anos de 2012 Unidades da Federação Temas Público alvo Conselheiros estaduais. Serviços da Proteção Social Básica. médio estaduais. Controle Social Conselheiros estaduais. Técnicos de nível Social Especial. Técnicos de nível superior das prefeituras Conselheiros estaduais. Introdução ao PNAS. Dirigentes e técnicos das ciamento do PNAS. Dirigentes e técnicos das Social Especial. Técnicos de nível Organização e Serviços da Proteção superior e médio das prefeituras Social Especiall . Organização e Técnicos de nível superior estaduais. Gestão e Finan- superior e de nível médio das prefeituras ciamento do PNAS. Técnicos de nível superior e de nível médio estaduais. Gestão e Finan. Pará Controle Social Conselheiros municipais. Conselheiros municipais. Organização e municipais. Técnicos Tocantins Serviços da Proteção de nível superior e de nível médio das Social Especial. Organização e Conselheiros estaduais. Gestão e Finan- entidades e organizações de assistência ciamento do PNAS social Conselheiros estaduais. Bahia Organização e Serviços da Proteção Gestores municipais. Piauí Gestores municipais. Gestores municipais. de nível superior e de nível médio das Rio Grande do Norte Organização e Serviços da Proteção prefeituras. Técnicos Serviços da Proteção Social Básica. Organização e superior estaduais.

no que se refere à capacitação. Controle Social Técnicos de nível superior e de nível médio Serviços da Proteção Santa Catarina estaduais. Minas Gerais e Paraná. capacitações presencial e a distância. Técnicos de nível superior e de nível médio estaduais. Nos Estados de Roraima. bem como assessoramento técnico de forma presencial e a distância. Pesquisa de Informações Bási- cas Estaduais 2013. segundo as Unidades da Federação . Diretoria de Pesquisas. o apoio aos municípios incluía produção e distribuição de material técnico. de nível superior e de nível médio das Rio Grande do Sul Organização Gestão e Financiamento do prefeituras. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Técnicos de nível superior e de Social Especial nível médio das prefeituras Técnicos de nível superior e de nível médio Introdução ao PNAS. no ano de 2013. Gestão e Financiamento do superior e de nível médio das prefeituras PNAS. Técnicos Serviços da Proteção Social Básica. Distrito Federal municipais.2012 (conclusão) Cursos de capacitação realizados nos anos de 2012 Unidades da Federação Temas Público alvo Organização e Serviços da Proteção Social Básica. Organização e Conselheiros municipais. Gestores Serviços da Proteção Social Básica. Dirigentes e técnicos das PNAS entidades e organizações de assistência social Organização e Serviços da Proteção Social Gestores municipais. Introdução ao PNAS. Técnicos de nível Goiás Básica superior das prefeituras Conselheiros estaduais. Apenas o Estado de Santa Catarina declarou não apoiar os municípios relativamente a essa questão. Dirigentes e Social Especial técnicos das entidades e organizações de assistência social Fonte: IBGE. .Cursos de capacitação realizados no ano de 2012 por tema e público alvo. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Quadro 18 . Foi também investigada. Bahia. Técnicos de nível Sergipe Social Especial. Os demais estados apoiaram os municípios com pelos menos uma das atividades acima citadas. a existência de apoio técnico dos estados aos municípios de seu âmbito. Técnicos de nível superior e de Organização e Serviços da Proteção nível médio das prefeituras. Organização e Serviços da Proteção Gestores municipais. Organização e estaduais. Gestores municipais.

ao fomentar sua descentralização através de pactuação e negociação entre gestores municipais e estaduais. por via da Comissão Intergestora Bipartite. O SUAS contempla serviços regionais ou de execução direta do estado. Os serviços de proteção social básica têm como objetivo prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições. numa relação de municípios-polos e municípios vinculados ou agregados. somam 22. Segundo a NOB/SUAS. uso de substâncias psicoativas. e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. que em 2013 declararam a realização de serviços (Cartograma 21). associações ou consórcios públicos. São Paulo e Mato Grosso. além dos mencionados anteriormente. São considerados serviços de proteção social especial de média complexidade aqueles que oferecem atendimentos às famílias e aos indivíduos . mas com abrangência municipal. situação de trabalho infantil. Dessa forma. Alagoas. os serviços socioassistenciais são classificados por nível de complexidade como serviços de proteção social básica ou serviços de proteção social especial. alinhada à proteção social especial. à população que vive em situações de vulnerabilidade social decorrentes da pobreza. mediante a prestação direta ou a articulação com outros estados e municípios. Os serviços de proteção social especial (de média e alta complexidade) têm como objetivo prover atenção às famílias e indivíduos que já se encontram em situações que caracterizam violações de direitos. Destinam-se. Esses serviços podem não ser estruturados e oferecidos nos municípios quando o custo e a demanda não justificar sua estruturação nesse âmbito. Somente cinco estados não ofertavam nenhum tipo de serviço: Tocantins. abuso ou exploração sexual. Rio Grande do Norte.Assistência social_______________________________________________________________________________ Serviços socioassistenciais e benefícios eventuais O papel das Unidades da Federação com relação à execução dos serviços socioassistenciais configura-se na média e alta complexidade. De acordo com a organização do SUAS. por meio da coordenação e da execução da política estadual de assistência social e o atendimento regionalizado. cumprimento de medidas socioeducativas. no ano de 2013. fundamentalmente. privação ou fragilização de vínculos afetivos. violência e maus-tratos físicos e/ou psíquicos. Serviços socioassistenciais Foram investigados pela Estadic 2013 os serviços executados pelas Unidades da Federação apenas no que se refere ao nível de complexidade do SUAS. do acesso precário a serviços públicos. e com previsão do envolvimento técnico e financeiro da União. estrutura-se um desenho de política para garantir acesso e qualidade às ações dos serviços socioassistenciais de média e alta complexidade prioritariamente. situação de rua. Conforme as informações do Suplemento de Assistência Social da Estadic 2012. tais como a ocorrência de abandono. através de redes. Espírito Santo e Paraná. as Unidades da Federação têm como uma de suas principais atribuições a estruturação do SUAS no território de abrangência. As Unidades da Federação que declararam realizar serviços socioassistenciais no âmbito do SUAS. faziam parte do rol dos que não executavam diretamente serviços socioassistenciais os Estados de Minas Gerais. entre outras. relacionais e de pertencimento social.

Pernambuco. os Estados do Amazonas. alimentação. Conforme demonstrado no Cartograma 21. Acre. que em 2012 executavam serviços nesse nível de complexidade. não o fizeram. em 2012 e 2013. No ano de 2013. Amapá e Piauí passaram a executar diretamente serviços de proteção social básica no ano de 2013. mas cujos vínculos familiares e comunitários não chegaram a ser rompidos. que em 2012 executava apenas serviço de proteção social básica. todas ofertavam serviços de proteção social especial de alta complexidade e apenas os Estados de Rondônia. em 2013. Goiás e o Distrito Federal. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 com seus direitos violados. Santa Catarina. Ceará. Paraíba e Bahia. Com relação aos serviços de proteção social especial. Executaram diretamente esses serviços. em 2013. passou. higienização – para famílias e indivíduos que se encontram sem referência e/ou em situação de ameaça. nove Unidades da Federação executaram diretamente serviços de proteção social básica. . a executar serviço de proteção social especial. necessitando ser retirados de seu núcleo familiar e/ou comunitário. São Paulo e Mato Grosso. Rio Grande do Sul e Mato Grosso não ofertaram diretamente serviços de proteção social especial de média complexidade. Os Estados de Rondônia. todas as 22 Unidades da Federação que informaram executar diretamente serviços socioassistenciais ofertavam serviços de proteção social especial. Mato Grosso. Maranhão. os Estados de Roraima. o Estado de Rondônia. Por outro lado. que em 2012 declararam não executar diretamente nenhum tipo de serviço. em 2013. das 22 Unidades da Federação que informaram executar diretamente serviços socioassistenciais. Os serviços de proteção social especial de alta complexidade são aqueles que garantem proteção integral – moradia. Além dos Estados de Minas Gerais.

T A GO IÁS BOLIVIA OC EA MINAS GERAIS O N O Arquip. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Coordenação de Geografia. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 alta complexidade La. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Coordenação de População e Indicadores Sociais. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Diretoria de Pesquisas.F.Assistência social_______________________________________________________________________________ Cartograma 21 – Serviços socioassistenciais – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. dos Patos -3 0° Executa serviço de proteção social especial de La. de Santa Catarina A R G E N T I N A Executa serviço de proteção social básica e especial de média e alta complexidade SANTA CATARINA Executa serviço de proteção social básica e especial de alta complexidade Executa serviço de proteção social especial de RIO GRANDE DO SUL -3 0° média e alta complexidade La. Mangueira 125 0 250 500 km UR U G UAY Não executa diretamente serviço socioassistencial PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de Abrolhos A N P A C O C E ÍF MATO GROSSO DO SUL IC ESPÍRITO SANTO O P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PR ICÓ RN IO I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. . de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências.

22 da Lei Orgânica da Assistência Social .07.12. Paraná. As informações obtidas pela Estadic 2013 demonstraram que esses benefícios continuaram sendo concedidos diretamente pelas 10 Unidades da Federação que o faziam em 2012 (Rondônia. Rio Grande do Norte.435. estabeleceram critérios orientadores para a regulamentação e provisão de benefícios eventuais no âmbito da política pública de assistência social pelos municípios.SUAS. com base em critérios e prazos estabelecidos pelos respectivos Conselhos de Assistência Social. Espírito Santo. Amazonas. em 2012. quatro deles (Acre. Piauí. Sergipe.2011. de 19.1993).12. de 07.10. sendo estes relacionados a: natalidade. Bahia.2007. Roraima e Piauí não possuíam instrumento legal que regulamentasse essa concessão e. funeral. Aliados aos serviços socioassistenciais. vulnerabilidade temporária e calamidade pública. Dentre os nove estados que declararam conceder diretamente benefícios eventuais em 2013. Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. os Estados de Rondônia. por meio da Resolução no 212. Amapá. Os estados também têm como responsabilidade na efetivação desse direito a destinação de recursos financeiros aos municípios. Mato Grosso e Distrito Federal) e por mais nove estados: Acre. Em conformidade com as alterações promovidas na LOAS pela Lei no 12.307. de 14. A regulamentação é fator primordial para a efetiva incorporação desses benefícios ao SUAS. Rio de Janeiro. e a União. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Benefícios eventuais Os benefícios eventuais estão previstos no Art. a título de cofinanciamento do custeio dos benefícios eventuais. com fundamentação nos princípios de cidadania e dos direitos sociais. Nessa lei. em 2013. Alagoas e Mato Grosso) não possuíam instrumento legal que regulamentasse essa concessão. a concessão e o valor dos benefícios eventuais devem ser definidos pelos municípios. Pernambuco.742. Roraima.2006. Amazonas. Alagoas. Tocantins. estão previstas quatro modalidades de benefícios eventuais.LOAS (Lei no 8. integram organicamente as garantias do Sistema Único de Assistência Social . estados e Distrito Federal. estados e Distrito Federal. apenas o Estado de Roraima regulamentou a concessão dos benefícios. Com relação à regulamentação dos benefícios eventuais. O Conselho Nacional de Assistência Social. por intermédio do Decreto no 6. . de 06. tendo como fundamentação os princípios de cidadania e os direitos humanos. Rio Grande do Norte.

de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. . de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I.Assistência social_______________________________________________________________________________ Cartograma 22 – Benefícios eventuais – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Mangueira UR U G UAY Não concede benefícios eventuais PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Diretoria de Pesquisas. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 regulamentação por instrumento legal 125 0 250 500 km La. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Coordenação de Geografia. Coordenação de População e Indicadores Sociais. dos Patos -3 0° Concede benefícios eventuais sem -3 0° La.F. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Concede benefícios eventuais com RIO GRANDE DO SUL regulamentação por instrumento legal La. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PRICÓ RNIO I.

advinda de baixas ou altas temperaturas. que causem sérios danos à comunidade afetada. Rio Grande do Norte. para reduzir a vulnerabilidade provocada por nascimento de membro da família. estados e Distrito Federal. epidemias. de 2005. Roraima. Amapá. 22 da LOAS. Para o atendimento de vítimas de calamidade pública. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 O benefício eventual. não contributiva da assistência social. desabamentos. Roraima. nos espaços locais. os Estados de Roraima. na forma de auxílio-funeral. incêndios.NOB/SUAS. Mato Grosso. tempestades. Em 2012 e em 2013. Espírito Santo. em pecúnia. de 2004. Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Distrito Federal. Amazonas. no ano de 2013. sendo eles: Acre. Acre. Tocantins. O auxílio-natalidade. a Política Nacional de Assistência Social. é nesses espaços que o financiamento deve se operar. Rio de Janeiro. por uma única parcela. inclusive à incolumidade ou à vida de seus integrantes. nos municípios. Bahia. constitui-se em uma prestação temporária. Espírito Santo. nos termos do parágrafo 2o do Art. Tocantins. Bahia. Bahia. Rio de Janeiro e Paraná. de forma descentralizada. Fundo de Assistência Social e cofinanciamento O processo de financiamento da política de assistência social de gestão descentralizada e participativa se efetiva especialmente pelo trabalho dos conselhos deliberativos no controle social. Piauí. Rio de Janeiro. com o objetivo de implementar ações planejadas nesta área e que devem ser demonstradas por meio dos Planos de Assistência Social. pautada principalmente no reconhecimento de que as ações se efetivam. assim como o Distrito Federal. mais oito estados também o fizeram. Assim sendo. e a Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social . não contributiva da assistência social. Acre. enchentes. Alagoas. por 14 Unidades da Federação: Rondônia. ou seja. Tocantins. O SUAS trouxe para a política de assistência social uma nova lógica de financiamento. sendo que as nove primeiras citadas concediam o benefício também no ano de 2012. ou em bens de consumo. Piauí. Espírito Santo. sendo que apenas as seis primeiras citadas concediam o benefício também no ano de 2012. Bahia e Paraná. poderá ser criado benefício eventual de modo a assegurar-lhes a sobrevivência e a reconstrução de sua autonomia. em 2013. declararam conceder outros tipos de benefícios também designados por eles como eventuais e. Distrito Federal. Santa Catarina e Mato Grosso. por 11 Unidades da Federação: Amazonas. em 2013. sendo que apenas as quatro primeiras citadas concediam o benefício também no ano de 2012. Distrito Federal. Sergipe. Amazonas. que se constitui em uma prestação temporária. Entende-se por estado de calamidade pública o reconhecimento pelo poder público de situação anormal. Amapá. para reduzir a vulnerabilidade provocada por morte de membro da família. Assim sendo. Tal benefício foi ofertado. em pecúnia ou em bens de consumo. Tocantins e Piauí. Amapá. Pernambuco. com a coparticipação dos entes federados na efetivação das provisões afetas a esta política. inversão térmica. exercido em relação ao cofinanciamento. foi concedido. . Esse benefício era concedido diretamente por 11 Unidades da Federação no ano de 2013: Amazonas. Piauí. Roraima.

Roraima. estruturado em unidade orçamentária. está o comando único na gestão em cada esfera. a Lei no 4. mais do que uma exigência legal.LOAS (Lei no 8. 23 De natureza orçamentária e contábil.LOAS. Criado por lei. projetos e benefícios socioassistenciais em um único fundo. Os fundos vinculados a essa área têm como base legal. Rio Grande do Sul e Distrito Federal). não obedece ao descrito nesses atos normativos.NOB/SUAS) e implantado em todas as Unidades da Federação. Acre. entre as diretrizes de organização do SUAS.Assistência social_______________________________________________________________________________ trouxeram à tona importantes mudanças na gestão financeira dessa política. além Lei Orgânica da Assistência Social . A gestão financeira da política de assistência social coloca o Fundo de Assistência Social23 como principal instrumento de financiamento da política. Os Fundos de Assistência Social. programas. como instância privilegiada de seu financiamento. No ano de 2013. de 17.03. são instrumentos fundamentais de gestão dos recursos para a garantia da oferta de serviços do SUAS.320. dispõe sobre os fundos especiais. ao tratar do orçamento público. o ordenador de despesas não era da área de assistência social. administrado pelo gestor da área. o que torna a estruturação e a organização desses Fundos e.1964. de 07. o Fundo de Assistência Social. deve reunir todos os recursos a serem aplicados na política. o orçamento da assistência social era executado parcialmente pelo Fundo e. os fundos não possuem personalidade jurídica própria nem autonomia administrativa e financeira. destinados a serviços. Santa Catarina. sendo fundamental para o cumprimento dessa diretriz a alocação de todo o orçamento destinado aos serviços. o aprimoramento da gestão orçamentária e financeira. consequentemente. no Distrito Federal. devendo estar vinculados ao órgão gestor da política na esfera de governo respectiva. em dez Unidades da Federação (Rondônia. conforme as informações coletadas na Estadic 2013. necessidades imediatas dos gestores da política. benefícios. Rio Grande do Norte. .742. que. através de Fundo de Assistência Social. além do reforço. Vale ressaltar que. programas e ações. Política Nacional de Assistência Social e Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social . Piauí. sua estruturação e seu funcionamento. Paraíba. em alguns entes federados.1993). Sergipe.12. Mesmo esse tipo de Fundo estando previsto nos principais atos normativos da política de assistência social (Lei Orgânica da Assistência Social .

T A GO IÁS OC BOLIVIA EA MINAS GERAIS O N O Arquip. . Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 totalmente pelo fundo e o ordenador de La. Mangueira 125 0 250 500 km UR U G UAY despesas é da área PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. Coordenação de População e Indicadores Sociais. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 23 – Fundo de Assistência Social – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. de Abrolhos A N P A C O C E ÍF MATO GROSSO DO SUL IC ESPÍRITO SANTO O P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PR ICÓ RN IO I. Diretoria de Pesquisas. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. dos Patos -3 0° -3 0° Orçamento da assistência social é executado La. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I.F. Coordenação de Geografia. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de Santa Catarina A R G E N T I N A Orçamento da assistência social é executado SANTA CATARINA parcialmente pelo fundo e o ordenador de despesas é da área Orçamento da assistência social é executado parcialmente pelo fundo e o ordenador de RIO GRANDE DO SUL despesas não é da área La. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip.

O cofinanciamento dos serviços. Em 2013. o orçamento da assistência social passou a ser executado totalmente pelo Fundo nos Estados de Tocantins. projetos e benefícios em âmbito local. 49). projetos e benefícios eventuais. Mato Grosso do Sul e Goiás). além de prestar serviços regionalizados quando a demanda local não justificar a implantação de serviços municipais. São Paulo. 2005b. no que couber. Tocantins. 24 Segundo Silva. Um dos eixos estruturantes do SUAS é o cofinanciamento pelos três entes federados. Paraíba. São Paulo. e o aprimoramento da gestão da política de assistência social no SUAS se efetuam por meio de transferências automáticas entre os Fundos de Assistência Social e mediante alocação de recursos próprios nesses Fundos nas três esferas de governo. promovida pela Lei do Sistema Único de Assistência Social . principalmente. Adicionalmente. de 06. reportando- se aos artigos da LOAS que regulam o financiamento. o cofinanciamento estadual poderá ocorrer com o complemento dos programas de transferência de renda instituídos pelo sistema. programas e projetos nos âmbitos local e regional e também para atender às situações emergenciais. Essa forma de financiamento rompe com a prevalência dos convênios. Mato Grosso do Sul e Goiás. p. programas.07.2011). regulares e automáticas). Alagoas. embora o modelo convenial ainda seja utilizado. Amorim e Silva (2004). as transferências fundo a fundo são aquelas que se caracterizam pelo repasse de recurso diretamente de fundo da esfera estadual para fundos da esfera municipal sem exigência de celebração de convênio. sob orientação e controle social dos respectivos Conselhos de Assistência Social. A operacionalização do cofinanciamento se dá mediante mecanismos de transferência (especialmente as transferências fundo a fundo24.SUAS (Lei no 12. a LOAS estabelece que o cofinanciamento é efetuado com a participação no custeio dos benefícios eventuais e no apoio técnico e financeiro aos serviços. Piauí. conforme estabelece a Política Nacional de Assistência Social relativamente à rede socioassistencial: “essa rede deve contar com a previsão de recursos das três esferas de governo em razão da co-responsabilidade que perpassa a provisão da proteção social brasileira” (BRASIL. A recente atualização da LOAS. buscou destacar a responsabilidade compartilhada entre os entes federados na efetivação das condições para a oferta dos serviços. Alagoas. Sergipe. estabelece que o cofinanciamento do SUAS seja viabilizado por meio de transferências regulares e automáticas entre os Fundos de Assistência Social. como mecanismo para apoiar financeiramente projetos e programas não continuados. Bahia. o ordenador de despesas não era da área de assistência social. programas. Cofinanciamento A NOB/SUAS. No que se refere à esfera estadual. Rio Grande do Norte. ao abordar o tema do cofinanciamento.435. e. atendendo-se a obrigatoriedade da destinação e alocação de recursos próprios nesses Fundos pelos entes federados. em Pernambuco e Mato Grosso. eram 12 os estados em que o orçamento da assistência social era executado parcialmente pelo Fundo (Acre.Assistência social_______________________________________________________________________________ Também no ano de 2012. . Bahia. Roraima.

Santa Catarina. sendo que as nove primeiras citadas realizavam o cofinanciamento também no ano de 2012. Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Ceará. Amapá. O Estado do Amapá. Minas Gerais e Rio de Janeiro. segundo as Unidades da Federação . O cofinanciamento de benefícios eventuais aos municípios era realizado. que em 2012 informou não cofinanciar serviços assistenciais. apenas cinco – Acre. em 2013.Cofinanciamento realizado pelos estados aos municípios de seu âmbito. Maranhão. por nível de complexidade dos serviços socioassistenciais Unidades da Federação Serviço de proteção especial Serviço de proteção básica Média complexidade Alta complexidade 2012 2013 2012 2013 2012 2013 Rondônia Sim Sim Não Sim Não Sim Amazonas Não Sim Sim Sim Sim Não Roraima Sim Sim Sim Sim Sim Sim Amapá Não Sim Não Sim Não Sim Tocantins Sim Não Sim Sim Não Não Maranhão Sim Sim Sim Sim Sim Não Ceará Sim Sim Sim Sim Não Não Paraíba Não Não Não Não Sim Sim Pernambuco Sim Sim Sim Sim Sim Sim Alagoas Sim Sim Sim Sim Não Não Sergipe Sim Sim Sim Sim Sim Sim Bahia Sim Sim Sim Sim Sim Sim Minas Gerais Sim Sim Sim Sim Sim Sim Espírito Santo Sim Não Sim Sim Sim Sim Rio de Janeiro Sim Sim Sim Sim Não Sim São Paulo Sim Sim Sim Sim Sim Sim Paraná Sim Sim Não Sim Não Sim Santa Catarina Não Não Sim Sim Sim Sim Rio Grande do Sul Sim Sim Não Sim Não Sim Mato Grosso do Sul Sim Sim Sim Sim Sim Sim Mato Grosso Sim Não Sim Sim Sim Sim Fonte: IBGE.2012-2013 Cofinanciamento realizado pelos estados aos municípios de seu âmbito. realizado nos anos de 2012 e 2013. por nível de complexidade dos serviços socioassistenciais. Paraná. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2012-2013. Quadro 19 . Piauí. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Segundo as informações obtidas pela Estadic 2013. situação semelhante à encontrada em 2012. Espírito Santo. . Rio Grande do Norte e Goiás – não realizavam cofinanciamento de serviços socioassistenciais aos seus municípios. No Quadro 19 pode-se observar o cofinanciamento aos municípios dos serviços socioassistenciais por nível de complexidade. Pará. dos 26 estados. por 12 Unidades da Federação: Amazonas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Diretoria de Pesquisas. Bahia. em 2013 o fez a municípios de seu âmbito.

beneficiando alguns municípios de seus âmbitos (Quadro 20). Quadro 20 . . Coordenação de População e Indicadores Sociais. segundo as Unidades da Federação . 14 . trução ção ção ção ção ção Ceará 4 . . . . - São Paulo . Santa Catarina e Mato Grosso do Sul informaram ter realizado cofinanciamento para uma das ações pesquisadas. e quantidade de municípios beneficiados. trução amplia. 1 . e quantidade de municípios beneficiados. Paraná. Na Estadic 2013. Os Estados do Ceará.CRAS população em Social . Refor. 6 . 2 1 2 - Espírito Santo . trução amplia. foram levantadas informações referentes ao cofinanciamento realizado pelas Unidades da Federação. Refor. Refor- ma/ Cons. . trução amplia. Rio de Janeiro. . . 8 . . no ano de 2012. . 3 - Fonte: IBGE. 8 .CREAS situação de rua - CREAS POP Refor. . . . 1 .Assistência social_______________________________________________________________________________ Com relação ao tipo do benefício eventual cofinanciado aos municípios no ano de 2013: • todas as 12 Unidades da Federação cofinanciavam auxílio-natalidade e auxílio- funeral. . ma/ Cons. por nível de complexidade dos serviços socioassistenciais. ma/ Cons. 11 . .2012 Equipamentos cofinanciados pelos estados no ano de 2012. . . . . Maranhão e Ceará não cofinanciavam benefício eventual para situação de calamidade pública. Espírito Santo. ma/ Cons. trução amplia. . e • apenas os Estados do Amazonas. destinado à estruturação da rede socioassistencial. . 56 Paraná . Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013. . 4 . • somente os Estados do Amapá. ma/ Cons- amplia.Equipamentos cofinanciados pelos estados no ano de 2012. . 1 . Santa Catarina e Mato Grosso do Sul cofinanciavam outros benefícios. 17 Santa Catarina . . . por nível de complexidade dos serviços socioassistenciais Centro de Referência Centro de Centro de Especializado Referência Referência de Assistência Unidades de Outras Unidades da Federação Especializado de Assistência Social para acolhimento unidades de Assistência Social . . - Mato Grosso do Sul . São Paulo. . Refor. incluindo reforma/ampliação e construção de equipamentos públicos para aprimorar a capacidade instalada e fortalecer o SUAS.

09. econômica e socialmente sustentáveis (BRASIL.346. e ainda no acompanhamento. 6o da Constituição Federal do Brasil de 1988.LOSAN (Lei no 11. A definição de segurança alimentar e nutricional está na Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional . inerente à dignidade da pessoa e indispensável à realização dos direitos sociais consagrados no Art. 3o: A segurança alimentar e nutricional consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade. que possibilita a articulação entre União.SISAN. em seu Art. Por meio do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional . tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental. em quantidade suficiente. de gestão intersetorial e participativa.2006). cultural. Estados e Municípios. para implementar a Política de Segurança Alimentar e Nutricional. Trata-se de um sistema público. instituído pela referida Lei. 2006a). os órgãos governamentais dos três níveis de governo e as organizações da sociedade civil irão atuar conjuntamente na formulação e implementação de políticas e ações de combate à fome e de promoção da segurança alimentar e nutricional. .Segurança alimentar e nutricional A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano. monitoramento e avaliação da situação nutricional da população. devendo o poder público adotar as políticas e ações necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população. de 15. sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais.

demonstrando mudanças nas estruturas administrativas estaduais para o desenvolvimento da Política de Segurança Alimentar e Nutricional. no sentido de estabelecer os componentes para a implementação e o fortalecimento do referido Sistema. Em 2013.0%). ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A Pesquisa de Informações Básicas Estaduais . As diferenças com relação às informações obtidas no ano de 2012 ocorreram nos Estados de Goiás e Alagoas. diferentemente do quadro encontrado no ano anterior. 24 Unidades da Federação informaram dispor desse instrumento legal em 2013. a mais frequente era a com a assistência social (63. agricultura. que estavam com suas leis em trâmite naquele ano e em 2013 já estavam aprovadas.ESTADIC 2012. com os gestores estaduais e distrital. Dentre as políticas compartilhadas. saúde. em sua primeira edição. Abordou. De acordo com as informações obtidas em 2013. quando os Estados de Roraima e Acre declararam não possuir nenhuma estrutura organizacional para tratar o tema. questões relativas à construção do SISAN. Em 26 Unidades da Federação. constituiu um avanço no sentido de fornecer informações sobre a estrutura administrativa e legal da Política de Segurança Alimentar e Nutricional nas Unidades da Federação. . Gestão da Política de Segurança Alimentar e Nutricional A existência de estruturas organizacionais é um dos requisitos para a ação estadual na Política de Segurança Alimentar e Nutricional. que informou equivocadamente a existência desse instrumento legal em 2012. As informações sobre segurança alimentar e nutricional obtidas através da ESTADIC 2013 constituem um avanço no sentido de fornecer informações atualizadas e detalhadas sobre a implementação do SISAN nas Unidades da Federação. Apenas o Estado de Minas Gerais informou possuir estrutura para a Política de Segurança Alimentar e Nutricional diretamente subordinada ao poder executivo. Com relação à presença de lei estadual de segurança alimentar e nutricional. segundo as determinações da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional. a estrutura existente funcionava em conjunto ou subordinada a secretarias responsáveis por outras políticas. direitos humanos e outras). e também no Estado do Rio Grande do Norte. a ESTADIC foi a campo mais uma vez com o tema e atualizou as informações obtidas em 2012. podendo estar a segurança alimentar e nutricional compartilhada com mais de uma política setorial (assistência social. planejamento. as Unidades da Federação possuíam estrutura organizacional para tratar da Política de Segurança Alimentar e Nutricional.

de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. . Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Diretoria de Pesquisas. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 125 0 250 500 km Possui lei estadual La. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. dos Patos -3 0° -3 0° La. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I.F. Mangueira UR U G UAY Não possui lei PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. Coordenação de Geografia.Segurança alimentar_____________________________________________________________________________ e nutricional Cartograma 24 – Lei Estadual de Segurança alimentar e Nutricional – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. Coordenação de População e Indicadores Sociais.

____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 A Resolução no 09 da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional.12. no prazo de um ano a partir da assinatura do termo de adesão. • instituição da câmara ou instância governamental de gestão intersetorial de segurança alimentar e nutricional. o que reforça a composição não paritária requisitada para adesão ao SISAN. e apenas o Estado de Rondônia não recebeu recursos orçamentários do governo estadual para apoio às suas atividades. composto por ⅔ de representantes da sociedade civil e ⅓ de representantes governamentais. distrital ou municipal de segurança alimentar e nutricional. sendo as diretrizes e principais estratégias que orientam essas políticas debatidas com a sociedade civil por meio dos Conselhos de Segurança Alimentar e Nutricional. implementação. No que se refere ao caráter do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. A participação social. Com relação ao funcionamento. . O enfoque intersetorial é a essência do Conselho. A participação de ⅔ da sociedade civil e ⅓ de representantes do governo é um diferencial na sua composição. com composição e atribuições similares à da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional nacional. Diferentemente de outros conselhos de políticas públicas setoriais que possuem composição paritária. os Conselhos possuíam um maior número de membros que representavam a sociedade civil. tanto na formulação quanto no controle social das diversas iniciativas. o que reforça a importância e a participação desses Conselhos no processo de implementação da Política de Segurança Alimentar e Nutricional. pois pressupõe a participação social na formulação. dispõe sobre os procedimentos e o conteúdo dos termos para a adesão dos estados. os Estados do Ceará e Goiás. que haviam declarado não contar com recursos orçamentários estaduais para apoiar o funcionamento do Conselho. a composição não paritária do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional garante uma participação mais efetiva da sociedade civil. A instituição do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional como componente do SISAN demonstra um importante exercício de democracia participativa. e • compromisso de elaboração do plano estadual.2011. o Conselho deve ter localização institucional que favoreça a interlocução com diversos setores de governo. avaliação e monitoramento da política pública. Com relação às informações obtidas no ano de 2012. Todas as Unidades da Federação possuíam Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. Para que esta característica seja garantida. é uma característica importante do processo de construção das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional. Nas demais Unidades da Federação. dos quais apenas os dos Estados da Paraíba e Mato Grosso eram paritários. São eles: • instituição de conselho estadual. de 13. distrital ou municipal de segurança alimentar e nutricional. 12 Conselhos possuíam caráter tanto deliberativo como fiscalizador. todos realizaram reunião nos últimos 12 meses. em 2013 já contavam com esses recursos. do Distrito Federal e dos municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.

Coordenação de População e Indicadores Sociais. -3 0° La. de Abrolhos A N O P A C O C E ÍF MATO GROSSO DO SUL IC ESPÍRITO SANTO O P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY Conselho deliberativo e fiscalizador. dos Patos -3 0° Conselho não é nem deliberativo. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D.Segurança alimentar_____________________________________________________________________________ e nutricional Cartograma 25 – Lei Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I.F. Diretoria de Pesquisas. Coordenação de Geografia. de São Francisco PARANÁ C O C E A N O Conselho deliberativo A R eGcom E Nrecursos I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. . de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO Conselho deliberativo e fiscalizador H I. de Santa Catarina T I N A orçamentários estaduais para apoiar o funcionamento do conselho SANTA CATARINA Conselho fiscalizador e com recursos orçamentários estaduais para apoiar o funcionamento do conselho RIO GRANDE DO SUL La. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. T A GO IÁS BOLIVIA OC MINAS GERAIS O E AN Arquip. com E RIO DE JANEIRO recursos orçamentários estaduais para L PRICÓ apoiar o funcionamento do conselho RNIO I. Mangueira apoiar o funcionamento do conselho PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 nem fiscalizador com recursos 125 0 250 500 km orçamentários estaduais para UR U G UAY La.

não contavam com recursos estaduais para apoiar o funcionamento das Câmaras Intersetoriais. assistência social e agricultura. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional nas Unidades da Federação Assim como a Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional. Dentre as áreas setoriais representadas nessa instância. Dessa forma. entretanto. Possuíam Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional 22 Unidades da Federação. nos moldes que a atual legislação exige. a Câmara ou Instância Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional nas Unidades da Federação deve ter composição e atribuições similares. está para ser editado um novo decreto instituindo a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar. das quais 14 recebiam orçamento específico do estado para apoio às suas atividades. porém. e • o Estado de São Paulo. no ano de 2013. As mudanças ocorridas com relação às informações coletadas em 2012 foram as seguintes: • os Estados do Amazonas e Pará. Piauí. para atender as normas federais. em 2013. explicou que o que havia era um Comitê Técnico com a mesma função da Câmara Intersetorial. de nível nacional. em 2013 já dispunham dessas instâncias instaladas. . que em 2012 informou possuir Câmara Institucional. no ano de 2012. Rio de Janeiro e Paraná. Bahia. já contavam com esses recursos. educação. que em 2012 não possuíam Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional. tendo a competência de elaborar a Política e o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. Esse colegiado deve ser formado por secretarias ligadas ao tema da segurança alimentar e nutricional. têm destaque a saúde. • os Estados do Amapá. o estado não contava com essa Câmara.

Mangueira UR U G UAY Sem câmara PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA Com câmara e recursos orçamentários estaduais para apoiar seu funcionamento RIO GRANDE DO SUL -3 0° Com câmara e sem recursos La. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I.F. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. dos Patos -3 0° orçamentários estaduais para La. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip.Segurança alimentar_____________________________________________________________________________ e nutricional Cartograma 26 – Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 apoiar seu funcionamento 125 0 250 500 km La. Diretoria de Pesquisas. . Coordenação de Geografia. de São Francisco PARANÁ C O C E A N O I.

foi feita a correção da informação. e. abastecimento e consumo de alimentos. pois o fundo ainda se encontrava em implantação. produção de alimentos por meio do fortalecimento da agricultura familiar. esse repasse foi realizado por 15 estados. monitoramento e avaliação. dentre as ações contempladas nessas Unidades da Federação. No caso do último citado. no ano de 2013 já dispunham desses recursos. movimento inverso fizeram os Estados do Maranhão. o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional é um instrumento que prevê objetivos. dentre outras. No ano de 2012. e. no ano de 2013 não realizaram repasse. Mato Grosso e Rio Grande do Norte não possuíam recursos orçamentários próprios (exceto contrapartidas de convênios com o governo federal) previstos para o financiamento da Política de Segurança Alimentar e Nutricional. existiam recursos orçamentários para o financiamento da política no ano de 2012. cadastramento socioeconômico. doação de alimentos. projetos e serviços públicos de apoio à produção. abastecimento e consumo de alimentos. Amapá. no ano de 2013. Alagoas. Mato Grosso do Sul e Goiás. utilização de sistema informatizado para gestão. educação alimentar e nutricional. estavam os Estados do Maranhão. Situação bem diferente da encontrada em 2012. estudos e diagnósticos. fortalecimento das ações de alimentação e nutrição em todos os níveis de atenção à saúde e monitoramento da realização do direito à alimentação. ações de saúde e nutrição. Em sua totalidade. Paraíba. Paraíba e Pernambuco. Os Estados do Ceará e Rio Grande do Norte. A ESTADIC apurou a existência de Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional em nove estados e no Distrito Federal. e pesquisas. em que apenas os Estados de Tocantins. metas e iniciativas voltadas para o acesso à alimentação adequada. os Estados do Acre. . em 2013. capacitação de gestores e/ou conselheiros na área de segurança alimentar e nutricional. disseminação de orientações técnicas e materiais informativos. construção de cisternas. embora este ainda estivesse em implantação. Os Estados do Acre. em 2012. estavam as relacionadas à inclusão produtiva. inclusão produtiva. abastecimento alimentar. Minas Gerais e Mato Grosso possuíam o Plano. para desenvolvimento de programas. Apenas os Estados do Amazonas. alimentação escolar. Em 2013. o fizeram aos municípios de seu âmbito. ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Plano e Fundo de Segurança Alimentar e Nutricional Elaborado pela Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional. que repassaram recursos estaduais aos seus municípios em 2012. educação alimentar e nutricional. as ações contempladas foram as seguintes: oferta de refeições. articulação e referenciamento com outros serviços públicos. Com todas as ações citadas contempladas em seus Planos no ano de 2013. não contavam com recursos orçamentários próprios previstos para o financiamento da Política de Segurança Alimentar e Nutricional. Em 2013. abastecimento alimentar. aquisição de alimentos de agricultura familiar. saúde e nutrição e capacitação de gestores e/ou conselheiros na área de segurança alimentar e nutricional. o Estado de Rondônia informou a existência do referido fundo. que não repassaram recursos no ano de 2012. para o acesso à água. Ceará e Santa Catarina informaram a existência de fundo específico para financiamento das ações de segurança alimentar e nutricional. Quanto ao repasse de recursos estaduais aos municípios de seu âmbito para desenvolvimento de programas. Minas Gerais. projetos e serviços públicos de apoio à produção. Paraíba e Rio de Janeiro que.

de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. . de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L PR ICÓ RN IO I. Coordenação de Geografia. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. Coordenação de População e Indicadores Sociais. de São Sebastião DE CA TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Mangueira UR U G UAY Sem plano PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D.F. dos Patos -3 0° -3 0° La. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 125 0 250 500 km Com plano La.Segurança alimentar_____________________________________________________________________________ e nutricional Cartograma 27 – Plano de Segurança Alimentar e Nutricional – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I.

de Santa Catarina A R G E N T I N A SANTA CATARINA RIO GRANDE DO SUL La. de Abrolhos A N O C E MATO GROSSO DO SUL ESPÍRITO SANTO P A C Í F I C O -2 0° -2 0° PARAG UAY E RIO DE JANEIRO L CA PRICÓ RN IO I. de Fernando de Noronha CEARÁ Atol das Rocas RIO GRANDE DO NORTE P A R Á A M A Z O N A S PIAUÍ PARAÍBA ACRE PERNAMBUCO TOCANTINS ALAGOAS -10° -10° I. Coordenação de População e Indicadores Sociais.F. Diretoria de Pesquisas. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. Caviana ECUADOR ECUADOR 0° 0° ILHA DE MARAJÓ MARANHÃO Arquip. T A GO IÁS BOLIVIA MINAS GERAIS O Arquip. Coordenação de Geografia. DO BANANAL B A H I A RONDÔNIA SERGIPE MATO GROSSO O C I. de Itaparica I T N P E R Ú Â L D. Mirim ESCALA : 1 : 27 000 000 Com fundo 125 0 250 500 km La. de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. dos Patos -3 0° -3 0° La. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. . ____________________________________________________________________ Perfil dos Estados Brasileiros 2013 Cartograma 28 – Fundo de Segurança Alimentar e Nutricional – 2013 -70° -60° -50° -40° Cabo Orange V E N E Z U E L A SURINAME GUYANE C O L O M B I A GUYANA Cabo Raso do Norte RORAIMA AMAPÁ I. Mangueira UR U G UAY Sem fundo PROJEÇÃO POLICÔNICA -70° -60° -50° -40° -30° Fonte: IBGE.

de São Francisco PARANÁ O C E A N O C I. Pesquisa de Informações Básicas Estaduais 2013 e Diretoria de Geociências. de São Sebastião DE TRÓP ICO TRÓP ICO SÃO PAULO I DE CA PRICÓ RNIO H I. Diretoria de Pesquisas.Segurança alimentar_____________________________________________________________________________ e nutricional Cartograma 29 – Financiamento de políticas de segurança alimentar e nutricional – 2013 -70° -60° -50°