You are on page 1of 10

DOI: 10.1590/1413-812320141911.

11232014 4313

Processo de revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde:

artigo article
múltiplos movimentos simultâneos

The review process of the National Health Promotion Policy:
simultaneous multiple movements

Dais Gonçalves Rocha 1
Veruska Prado Alexandre 2
Vânia Cristina Marcelo 3
Regiane Rezende 4
Júlia Devidé Nogueira 5
Ronice Franco de Sá 6

Abstract Public policy can be understood as the Resumo A política pública pode ser compreendi-
translation of government proposals and the as- da como a tradução de propósitos de governos e de
pirations of society. Driven by the advances and anseios da sociedade. Impulsionados pelos avanços
challenges of social transformation, the need for e desafios das transformações sociais, pela necessi-
the coordination of agendas and limited social dade de articulação de agendas e a pequena parti-
participation in the drafting of the 2006 National cipação social na elaboração da Política Nacional
Health Promotion Policy (PNPS), the Ministry of de Promoção da Saúde (PNPS), de 2006, o Minis-
Health and the Thematic Group on Health Pro- tério da Saúde e o Grupo Temático de Promoção
motion/Abrasco proposed the PNPS review. This da Saúde/Abrasco propuseram a revisão desta.
article describes the steps in that process. It involves Este artigo descreve os movimentos deste proces-
policy analysis conducted by literature review and so. Trata-se de uma análise de política, realizada
document analysis from the “internal triangu- por revisão de literatura e análise documental na
1
Departamento de Saúde lation” standpoint. The revision process adopted perspectiva da “triangulação interna”. O processo
Coletiva, Universidade
de Brasília. Campus
multiple approaches on data gathering (Regional de revisão adotou: múltiplas abordagens na coleta
Universitário Darcy Workshops and Health Councils, Intra/Intersec- de informações (Oficinas Regionais e com Conse-
Ribeiro, Asa Norte. 70910- torial Delphi and Electronic Questionnaire). It lhos de Saúde, Delphi Intra/Intersetorial e Ques-
900 Brasília DF Brasil.
daisrocha@yahoo.com.br
also used heterogeneous sources of information, tionário Eletrônico); fontes de informação hetero-
2
Faculdade de Nutrição, different local contexts (five regions of Brazil) and gêneas; contextos locais diferentes (cinco regiões
Universidade Federal de peer validation. The results were systematically do Brasil) e validação por pares. Os resultados fo-
Goiás.
3
Faculdade de Odontologia,
ordered with the aid of an analytical matrix orga- ram sistematizados com auxílio de uma matriz de
Universidade Federal de nized by objectives, principles, guidelines, themes análise organizada em torno de objetivos, princí-
Goiás. and actions, resulting in a draft of the new PNPS. pios, diretrizes, temas e ações, resultando em uma
4
Unidade Técnica de
Determinantes Sociais da
Lastly, a national seminar was organized in whi- minuta da nova PNPS. Por fim, foi realizado um
Saúde, Riscos para a Saúde, ch the results of the process and a synthesis of the seminário nacional para apresentar os resultados
DCNT e Saúde Mental, revised text were presented, making it possible to do processo e a síntese do texto revisado, possibi-
OPAS/OMS Brasil.
5
Faculdade de Educação
identify process gains and the next steps for the litando identificar ganhos do processo e próximos
Física, Universidade de actors involved with the new PNPS. passos dos atores envolvidos com a nova PNPS.
Brasília. Key words Health promotion, Policies, Triangu- Palavras-chave Promoção da saúde, Política,
6
Núcleo de Saúde Pública
e Desenvolvimento Social,
lation, Social participation Triangulação, Participação social
Universidade Federal de
Pernambuco.

No caso brasileiro. Estes espaços e de revisão da Política Nacional seus atores foram os únicos envolvidos. tão efetivas quanto aquelas.4% do total embate em torno de ideias e interesses”13. Esse formalmente na composição do Comitê Gestor processo ocorreu em duas etapas. Do processo de institucionalização 2004. da PNPS. no processo de formulação da Segundo Souza13.5. além de disseminar e trocar experiências 20023. Ministério da Saúde durante a gestão de 2003. A aceitação destas “ideias” se ampliou dos pontualmente. já foi objeto de que nessa relação pode-se multiplicar possibili- diversos estudos1-6. no entanto. processo de formulação de uma política. foi construída com 2005 e 2006. já a partir da da promoção da saúde no SUS à demanda Secretaria de Vigilância em Saúde. a produzirão resultados ou as mudanças desejadas partir de uma Oficina do Pró-GT Promoção du- no mundo real”13. e a segunda. refletindo sobre o papel do gestor modelo de atenção. somente as instituições de ensino melhor. não há questionamento de federal na implementação das ações de promo- que o lançamento da Política Nacional de Pro. Com do orçamento10. as realizações metas e a alocação de recursos específicos para não seguiram a mesma abrangência e não foram a área no âmbito das esferas estadual e munici. ressaltam que estas lo-Brasil16. “não existe uma única. na Em relação aos atores da sociedade civil. sendo a pri. e haja controvérsias quanto ao esta perspectiva. no mais permanentes e sustentáveis na medida em Brasil. pelo gestor federal do dução daquelas novas ideias no governo não foi SUS. quando passou a atuar meira coordenada pela Secretaria Executiva do em cooperação mútua em diferentes momentos. conseguindo estabelecer formas de articulação ção desta no Sistema Único de Saúde (SUS). realizada em São Pau- de formulação de políticas. e conhecimentos nos níveis nacional e interna- mente de técnicos e consultores do Ministério cional”17. lançada em 2006. Seus representantes foram convida- da Saúde. sência da política pública se dá no contexto de odo de 2008-2011. em 20068.14. da Família7. sidades. com sua proposta de reorientação do Pinder15. nas a política de promoção da saúde aparece como políticas públicas e nos modos de fazer saúde no uma proposta formal em um documento de Brasil. no contexto dos novos pactos de ‘muito difícil’ e também foi possível ‘ganhar a gestão. da importância dos governantes liderarem este tendo em vista que a previsão orçamentária ini. com destaque para comissão de seleção e aprova- . rificou-se que. rante a Conferência Latino Americana de Educa- Loureiro e Miranda11. nos anos de e a PNPS. nas práticas. a despeito recursos para as ações de promoção da saúde. ve- Europa11 e do Chile. O GT só se inseriu SUS (Conass e Conasems) e da academia. que O GT PS da Abrasco foi criado em 2002. a partir de 2010.4314 Rocha DG et al. a formulação de uma po. pal5. saúde e a análise do processo de institucionaliza. entre 2005 e 2006. no perí. Para esta autora. a partir da década de 1990. para tal deve-se garantir transparência e ta natureza é reconhecida internacionalmente. na América do Sul12. participação democrática. ainda que de Promoção da Saúde os autores que lideraram o processo de escrita em 2003-2004 reconhecessem a necessidade de um A aplicação dos princípios da promoção da “diálogo constante com os movimentos sociais. pressupostos da Promoção da Saúde. Este tem por missão: “Articular. con- resultam da interação e negociação entre orga. a iniciativa de de vista não é suficiente para atender às neces- institucionalização de uma política pública des. significou um marco para a definição de aceitação’ destas ideias”. “a es- cial desta no Plano Nacional de Saúde. definição sobre o que seja política públi. juntamente com as experiências da Finlândia. na produção de conhecimento. gregar. e pesquisa e o Grupo Temático de Promoção da ca”. zem seus propósitos em programas e ações.9. para discutir a operacionalização da a participação de representantes dos gestores do agenda e os editais da PNPS. resultante de uma produção exclusiva. ção da saúde no Canadá. Saúde e Desenvolvimento Sustentável da Asso- lítica pública deve ser compreendida como um ciação Brasileira de Saúde Coletiva (GT PS) da processo por meio do qual “os governos tradu. dades de enfrentamento dos problemas de saúde A despeito da porta de entrada da promoção pública e qualificar cada vez mais as ações no Sis- da saúde no SUS ter sido a Estratégia de Saúde tema Único de Saúde”1. principalmente. nem PNPS de 2006. um único segmento ou ponto lócus da coordenação da PNPS3. Abrasco estiveram presentes. Ainda que haja evidências da escassez de Faz-se necessário reconhecer que. foi de somente 2. conseguem pactuar ao final. mobilizar e promover a incorporação dos nizações e atores-chave e dos compromissos que princípios. analisando o processo ção e Promoção da Saúde. afirma que “a intro- moção da Saúde (PNPS).

possibilidades para fazer frente às iniquidades e cussão sobre promoção da saúde no Ministério aos determinantes sociais.Decreto nº 7. cionalização da participação no SUS. uma perspectiva intersetorial.Plano Nacional Ações Estratégicas para En- giado formado por representantes do Ministério frentamento de Doenças Crônicas Não Trans- da Saúde e órgãos a ele vinculados (Anvisa. o escopo desta política para além do setor saúde. difundidas de forma mais abrangente possível e . até a sua institucionalização Para Serafim e Dias33 a análise de políticas em uma política nacional. cha4 e Cruz5 evidenciaram que a OPAS exerceu visando o diálogo. tem assumido a postura de . assim como sua necessária articulação. de 28 de junho de 201127.508.Conferência de Alto Nível da Organiza- construção e implementação da PNPS. da Saúde brasileiro. considerando os conselhos. a própria agenda da PNPS estava com seu existem diversas barreiras para efetivar a articu. tiva descrever os múltiplos processos empreendi- . Além da identificação dos atores e do reco. considerando os diferentes segmentos popula. econômicos e sociais e que. o processo formulação de políticas públicas é o reconheci. das para o biênio 2006-200732. . de maneira automática e requer institucionaliza- manente entre as visões de promoção da saúde ção de arranjos e mecanismos deliberadamente comportamental e a promoção da saúde voltada fomentados para fortalecimento da participação para enfrentamento da determinação social do social. . Considerando também os avanços desde a nhecimento de articulações e negociações. As agendas externas públicas requer uma profunda compreensão de ou internacionais de “Cidades/Municípios Sau. as lação de governo. Saúde em todas as Políti- Assegurar e favorecer a promoção da saúde cas31.Declaração da Conferência Rio + 2030. OPAS e sociedade civil (Abrasco). comitês gestores e os avanços e desafios das transformações sociais. a sinergia e a construção de um papel estratégico durante os 08 anos de dis. representantes do CONASS e Conasems. seu processo de elaboração em uma perspectiva dial de Saúde e as demandas sistematizadas pela mutimétodos e inter/multidisciplinar. Ainda.Ministério da Saúde26. de revisão da PNPS não poderia prescindir de en- mento de que esta é construída dentro de um volver diferentes setores. da Saúde propôs uma ação de atualização e re.080/1990. como forma de ampliar contexto histórico e social23. Ainda. usuários e/ou ações específicas priorizadas estavam ainda data- representantes da sociedade20-22. 7 anos após a implementação da excludente. políticas e agendas nas cinco macrorregiões do Brasil. ção das Nações Unidas – Doenças Crônicas não do assim a sua tradução em uma política pública Transmissíveis28. Cabe es. . pois na sua reedição em 2010. internacionais e nacionais decorrentes de eventos Considerando este contexto. social e as iniquidades em saúde. 19(11):4313-4322. desta. contextos que possibilitam o entendimento do dáveis”. de revisão: clarecer que o Comitê Gestor da PNPS é um cole. 2014 ção de editais para garantia de recursos da área e cam-se como marcos do cenário deste processo na organização de cursos e seminários. Estratégia Global da Organização Mun. consequentemente. Para tal. histo- processo saúde-doença. reconhecendo que o Brasil.Declaração da Conferência Mundial dos que é preciso que as ideias sejam construídas e Determinantes Sociais da Saúde29. na pers- Uma das principais defesas/“advocacy” dos pectiva da articulação interfederativa e regiona- representantes do GT tem sido a proposição da lização da saúde.19. conferências. mencionada como es- dimensão importante de análise de processos de tratégia central nas referidas agendas. intergestores bipartite e tripartite. sustentável. Promoção da Saúde. Neste sentido. mediante impulsionaram a revisão da PNPS. Comissão Nacional de Determinantes Sociais A interação dos múltiplos atores “implicados” da Saúde24 configuraram um cenário e induzi. Os estudos de Ro. o Comitê Gestor da PNPS do Ministério recursos políticos. cruz). Os debates e documentos oriundos destas A despeito dos diversos mecanismos de institu. aumenta a desintegração flexão sobre esta. o qual promove a concentração dos PNPS.Declaração da 8ª Conferência Mundial de cionais e contextos locorregionais18. priorizou-se midos pelo Governo brasileiro nos últimos anos desencadear e/ou mobilizar múltiplos processos relativos a novas demandas. entre outros. Fio. ricamente. agendas. 4315 Ciência & Saúde Coletiva. missíveis . Regulamentação da Lei nº 8. tem um modelo de desenvolvimento Em 2013. trabalhadores. prazo expirado. este artigo obje- e momentos estratégicos25. da população é uma tarefa a ser compartilhada. buscan. frente a compromissos assu. democratização e ampliação da participação na . na construção de uma política pública não se dá ram uma agenda que promoveu um debate per.

oficinas de sistematização (realizada ca pública proposto por Araújo Júnior e Maciel entre pares) e Seminário Nacional (Figura 1). o qual agregou (Intrasetorial. dos na revisão da PNPS. e-mails e web. com enfoque nos atores e processo. e notas pessoais todas essas vozes para construir uma política que das autoras envolvidas neste artigo. no período de abril de processo. os resultados dos múltiplos movimentos simul.. mas também para Além da leitura dos e-mails trocados durante fora do setor da saúde”34. Tais movimentos não se constituíram em um zou-se um relato de caso. pesquisadores visando a localização e organização deste mate. Minayo34. mobilização Figura 1. sentantes de movimentos sociais e de usuários. dialogue não só para dentro. tendo como prioridade as macrorregiões do país e membros do Conselho Nacional de Saúde. Para o processo de meta-leitura dos dados A Tabela 1 consolida o número de participantes. Intersetorial e Universidades) tâneos à análise das agendas e compromissos do Governo brasileiro no cenário nacional e inter- nacional. está dando certo e precisa ser continuado. res. na prática. coletados. em powerpoint dos diferentes atores e momentos para saber o que ela ainda não contempla e o que da revisão realizadas no período. adotada pelo grupo coordenador Delphi: do processo de revisão da PNPS. do país nas suas cinco regiões e olhar para quem tros de sistematização de dados. Múltiplos Movimentos Simultâneos e produção de sínteses e permitiram a elaboração utilizados para a revisão da Política Nacional de coletiva da minuta da PNPS. Consulta Oficinas de Resultados virtual PNPS sistematização Form-SUS e consenso O processo de revisão da PNPS foi realizado por meio de uma parceria entre membros do GT Pro- moção da Saúde da Abrasco.] captar a diversidade Oficinas Regionais de revisão da PNPS e encon. sendo estes: oficinas com diferentes ato- 2013 a junho de 2014. revisada ao final do Promoção da Saúde – Brasil. operacionalizando essa política. este período. . disponibilização de questionário virtual via Fundamentado no modelo de análise de políti. repre- rial documental. conselheiros de saúde nadora de cada etapa ou “movimento de escuta” (diferentes instâncias federativas). intersetorial e universida- des). Regionais e com o enças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção Conselho Nacional da Saúde (DEVDANTPS) e a Opas. manteve-se a perspectiva da “trian.4316 Rocha DG et al. apresentações está. saúde e de outros setores). construído a partir de processo de avaliação de uma política e sim em revisão de literatura e da análise documental dos um processo de revisão amplamente debatido no seguintes registros e fontes de informação: rela. Filho23. as autoras participantes da análise Participaram destes processos membros de deste processo de revisão da PNPS solicitaram o diferentes segmentos: gestores. de Saúde (CNS) Múltiplos movimentos simultâneos foram utilizados como estratégia de escuta. relatório das nais onde seria possível “[.. 2014. do Comitê Gestor da PNPS e do Ministério da Saúde destacando-se Oficinas Seminário de consulta: Nacional a equipe do Departamento de Vigilância de Do. utilização do método Delphi com diferentes pú- Metodologia blicos (intrassetorial. e professores vinculados a universidades. originalmente. trabalhadores (da envio das apresentações e relatórios da coorde. âmbito do Comitê Gestor da PNPS. Form-SUS. esta “consiste em olhar o objeto sob seus diversos ângulos. o qual definiu tórios e memórias das sessões do Comitê Gestor que o mesmo ocorreria a partir de oficinas regio- da PNPS no período de 2013 a 2014. Segundo escuta ou mobilização para a revisão. Buscar conferencias (Elluminate OPAS). comparar os resultados de duas ou mais técnicas de coleta de dados e de duas ou mais fontes de informação”. Esta foi. segundo segmento autorreferido e estratégia de gulação interna à própria abordagem”. reali.

a partir de debate . trabalha. Ministérios das Cidades e da Educação. posteriormente recebeu tratégias de escuta para a revisão da PNPS (Ofici. 2014. a minuta da PNPS que. profissionais em outros se. Gestão Estadual – diferentes setores (35). representantes cípio da participação e regionalização. A estratégia das Oficinas foi desenvolvida dores em promoção. DELPHI universidades 59 Coordenadores de grupos de pesquisa que tinham a promoção da saúde como objeto principal de estudo no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. contribuições dos participantes do Seminário nas Regionais e do Conselho Nacional de Saúde. Delphi Intrassetorial e Intersetorial. processo de revisão da PNPS brasileira. Outros (7)] Oficina Conselho de Saúde: Conselheiros Estaduais (17). Defensoria Pública (3). Serviço Social da Indústria. Trabalhador de Saúde (200). outros. Regional de Saúde (12). Oficinas Regionais* e com o Conselho 246 Representantes da: Gestão Municipal . 2014 Tabela 1. pesquisadores. Conselheiros Municipais (4) Conselho Nacional de Saúde (1). Fundação para o Desenvolvimento Sustentável. etc. outros (57).). Instituto de Planejamento Urbano. 4317 Ciência & Saúde Coletiva.545 Secretaria Municipal de Saúde (883). Os Encontros de Sistematização possibilitaram a rentes movimentos simultâneos foi possível re. Conselhos de Secretários (26). Comissão Intergestores Regional (5). Movimento Social (20). Ministério da Saúde (126). Secretarias de Estado. Secretaria Estadual de Saúde (102). professores. DELPHI Intrassetorial 39 Representantes de setores do Ministério da Saúde relacionados à Promoção da Saúde. Legislativo [Vereadora (1). Questioná. pessoas interessadas. A partir da análise dos resultados dos dife. cipação máxima de 40 pessoas. planejados dois dias de atividades. Nacional. ONGs. ONG e Movimentos Sociais (13). Prefeituras. Universidades (79). com a parti- rando as diferentes regiões geográficas do Brasil. 2) a heterogeneidade estratégias de escuta e mobilização utilizadas no de atores como fontes das informações (profis. sendo institucionais. Presidência da Câmara Municipal. IBGE. DELPHI Intersetorial 32 Secretaria Geral da Presidência da República. Usuário (41). Passa-se a seguir à descrição das diferentes rio Eletrônico-FormSUS). Conselhos profissionais (3). Número de participantes segundo segmento e estratégia de escuta ou mobilização para a revisão da Política Nacional de Promoção da Saúde. sionais de saúde. Estratégia de escuta e mobilização Nº de participantes Segmentos envolvidos FomSUS 1. Serviço Geológico do Brasil (22). adotando uma metodologia que seguiu o prin- tores. 19(11):4313-4322. construção de uma matriz onde foi possível com- alizar a triangulação considerando as seguintes por/modelar a triangulação dos resultados dos perspectivas: 1) Múltiplas abordagens adotadas diferentes movimentos e construir coletivamente como métodos de coleta de informações ou es. 3) Contextos locais conside.gestores e Nacional de Saúde trabalhadores de diferentes setores (62). Universidade (73). Gestão Federal (MS).

entre estes. fatos ou resultados Quanto ao total de oficinas. Brasil 2014*. visando o fortalecimento componente da PNPS. mapa e responsabilidades). OPAS/OMS. Destaca- se. Os cartões postais foram organizados em gião. construir coe- rência entres estes componentes. visões e sugestões para a revisão da PNPS34. universidade e lideranças) sileiras (norte. de natureza possibilitando a inserção dos valores como novo pessoal e institucional. uma oficina complementar da região sudeste em cificas como na mobilização de outros setores e decorrência da pequena abrangência de repre- na avaliação do impacto de outras políticas na sentantes dos estados que compõem a região na saúde. Tal discussão contribuiu para a definição primeira data desta. sugerido por Fetterman37. cio reflexivo de balanço da PNPS. Trata-se de uma durante o Seminário Nacional.36 foi adaptado e utiliza. regional) neiam uma nova governança regional. de 28 de junho Valores de 2011. re. maneira de priorizar eventos. centro-oeste.36. utilizando tários. O “Marco de PNPS nas diferentes esferas de gestão. Figura 2. na metodologia e suas características regionais. país38. regiões. os eixos operativos e respon. trabalhos em grupos e técnicas projetivas que favorecessem resgatar as experiências. as diretrizes. gulação. matizar e pactuar valores. bem como a construção da promoção da saúde. bilizando os participantes para a importância do como Marco de Referência para as oficinas. equipe referências as 5 grandes regiões geográficas bra- técnica dos serviços. Foi proposta uma téc- de coerência entre estes valores e os temas priori. Esta técnica foi anteriormente implicadas com a transformação da realidade a aplicada pela equipe da Associação Canadense de partir dos condicionantes e determinantes (Figu. objetivos. e temas prioritários. 200635. cada um dos participantes (gestores.4318 Rocha DG et al. sobre questões geradoras. um painel final que retratou as diferentes oficinas ck”. tanto no desenvolvimento de ações espe. para proble- são tendo como base a Lei Complementar nº141. Para tal deve-se estimu. foram realizadas . nordeste. buscou-se constituir Municípios e Comunidades Saudáveis: recursos redes de compromisso regionais e locais. optou-se pela realização de saúde. princípios. de uma mobilização permanente. nica projetiva com narrativa escrita. o qual foi exposto “Empowerment Evaluation”. sensi- práticos para a ação”35. na Oficina que realizaram para uma discussão Como forma de democratizar as decisões sobre “o Futuro da Promoção da Saúde” naquele sobre os temas a serem priorizados em cada re. Também foi realizada uma discus. o Decreto nº 7. cartões postais das regiões onde foram realiza- sabilidade pela efetivação de estratégias e ações das cada oficina. da Saúde. resolutividade. Saúde Pública da British Columbia. * Adaptado do Marco de Referência do Guia de Avaliação A metodologia das Oficinas foi construída a Participativa de Municípios e Comunidades Saudáveis: partir de diferentes referências que possibilitaram recursos práticos para a ação. em consonância com os (contexto operacionais novos instrumentos de gestão do SUS. oficinas de revisão da Política Nacional de Promoção zes. e uma específica para Conselheiros nacio- escolha sobre a importância dos temas e eixos nais e estaduais. que deli. no Canadá. Com este procedimen. que define gastos em saúde. acesso. ra 2). cina teste. Marco de Referência utilizado durante as lar a construção de consensos políticos (diretri. que dispõe sobre a articulação interfe- derativa com ênfase na equidade entre as regiões de saúde e estabelece o Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP)27. Com isso. diretrizes de janeiro de 2012. além de uma ofi- de maneira democrática. Temas Os representantes do GT de Promoção da Saúde da Abrasco assumiram a mobilização Condicionantes Diretrizes Eixos e determinantes em cada macrorregião. que desenvolveram um exercí- identificados. Tendo ainda como pressu- para fomentar a discussão sobre o papel do setor posto a participação. ampliar os componentes da PNPS.508. democratizar as decisões quanto às prioridades que deveriam ser explicitadas e construir redes de compromisso das responsabilidades do setor saúde para com a com a implementação da política. Referência do Guia de Avaliação Participativa de Ao final de cada oficina. sudeste e pontuou os resultados com mesmo poder de sul). foi utilizado o procedimento “Taking Sto. foram realizadas oficinas tendo como to.

princípios do os representantes listados no Quadro 1 recebi. (Quadro 1) buscando sistematizar elementos de das a alguma questão quantitativa. publicada em 2006. Matriz de análise dos diferentes movimentos simultâneos. Movimento: Dimensões Concepções Princípios Objetivos Diretrizes Temas Eixos Estratégias Recomendações Conceitos Valores Operacionais . a partir de uma plataforma de questionários ele. ten. coorde- do Ministério da Saúde e interessados em geral. especialistas e outros atores chaves. Este foi preen. rantes os diferentes movimentos e encontrar ou- para que usuários. gerenciada pelo Ministério da bate. e valores. seis regionais – 2) Realização de consulta intrassetorial por sendo duas referentes à região sudeste e uma com meio da técnica Delphi de construção de con- conselheiros de saúde). estratégias. 4319 Ciência & Saúde Coletiva. senso com informantes chaves do Ministério da bro de 2013 a abril de 2014. técnicos de secretarias e departamentos de quatro encontros de sistematização. reflexão e construção de eixos comuns que Saúde. contemplando elementos como concepções. As zação. caracterizando uma conjunto de estratégias foi aprovado pelo Comitê consulta intersetorial. rio nacional em Brasília. do Governo. possibilitaram a triangulação dos resultados. sobre um metodológicas que viabilizassem a consulta a determinado assunto”. respondentes no período de 01 dos. predominantemente. para a condução da leitura triangulada questões qualitativas apresentadas possibilitaram dos movimentos. bem como de instituições não go- A partir destas reflexões e constatações. 19(11):4313-4322. sendo estas vincula. Este instrumento foi composto por 51 Nestes encontros presenciais de sistemati- questões. em maio de 2014. realizados entre março a maio de 2014. 2014 no total oito oficinas (uma teste. que pas- sociais pudessem também colaborar. trabalhadores de saúde. foi realizado um seminá- da mesma entre os segmentos consultados. um vernamentais selecionadas. de dezembro de 2013 a 23 de março de 2014. Saúde e universidades (pesquisadores e professo- A realização da oficina teste em setembro de res). nesse caso a PNPS. Adicionalmente o formulário esteve todos os componentes da PNPS trabalhados du- disponibilizado no site do Ministério da Saúde. diretrizes. representantes de movimentos sociais. foi construída uma matriz de a expressão da opinião e sugestão do participante análise dos diferentes movimentos simultâneos com limite de 80 caracteres. denominada amplamente como “For. também por meio da uti- Gestor da PNPS e organizadas conforme segue: lização do método Delphi. do o convite formalizado pelo próprio Ministério Esta matriz possibilitou o agrupamento de da Saúde. temas. Brasil. Estes se trônicos vinculados ao domínio da rede mundial constituíram em um espaço privilegiado de de- de computadores. 2014. mSUS”. 1) ampliação da escuta de profissionais de 4) Os produtos dos diferentes movimentos saúde. simultâneos foram então trabalhados por meio gestores. com a agregação de outras abordagens tem comunicação face-a-face entre si. quantitativas. A técnica Delphi foi definida por Westphal 2013 possibilitou identificar a necessidade de e Minowa39 “como um processo de consulta a ampliar o processo de consulta para a revisão distância a um grupo de especialistas que não da PNPS. tros dois que emergiram no processo de triangu- presentantes de universidades e de movimentos lação: Estratégias e Temas Transversais. coerência e construção de sentidos nos resulta- chido por 1545. com Quadro 1. 3) Construção de consenso com informan- pliação da escuta sobre os alcances e limites da tes chaves de outros Ministérios e Secretarias PNPS. A forma saram a compor a proposta de minuta da PNPS como o questionário foi estruturado exigia dos revisada (Figura 3). re. entre o período de setem. nados pelo GT Promoção da Saúde da Abrasco. objetivos. respondentes uma familiaridade com a PNPS o 5) Como última etapa deste processo de revi- que pode ter resultado em uma maior divulgação são do texto da PNPS. além da am.

Temas prioritários Ainda que não fosse objetivo avaliar a im- Objetivos plementação dos oito anos da PNPS. tes contextos do território brasileiro. os encontros de sistematização e a escrita compar- tilhada da minuta da PNPS revisada favoreceram a construção de consensos e poderão contribuir para a produção de um “glossário”. ca do Rio sobre os Determinantes Sociais da Saú- . destaca-se que a aproximação das realidades As agendas internacionais de “Saúde em To- regionais e a problematização das práticas de das as Políticas” e das ações da “Declaração Políti- promoção da saúde implementadas em diferen. Estes seguem orientados pela A partir da análise do número de participan. ou pacto se- aproximadamente 300 participantes. realizados simultanea. o que pode superar este déficit na formulação de 2002 e 2006. e considerando os múltiplos movi. comunicação e identi- tionário eletrônico. dos princípios e valores da Promoção da Saúde mentos metodológicos. ter resultado em uma maior divulgação da mes- Entre os ganhos resultantes deste proces. Mariz de conexão entre os componentes da Política SUS. até o momento. das diferentes abordagens metodológicas e da Tem-se a expectativa de que a rede de com- metaleitura. volvidos com a nova PNPS observa-se que. sem mobilização. ma entre os segmentos consultados. Este momento foi considerado pelo gru. Este teve mântico. so. mas. visão de que uma política pública nacional pode tes segundo segmento e estratégia de escuta ou ser protagonizada pelo gestor federal. ficação de estratégias para inclusão das diretrizes. Brasil. O Princípios operacionais e estratégias reconhecimento da relevância da Atenção Básica Eixos e da Estratégia Saúde da Família para a imple- mentação da promoção da saúde no SUS. nos Planos de Ação setoriais e intersetoriais lo- mente. foi um consenso entre todos os atores. estes continuam empenhados em aprovar a nova política nas instâncias de pactu- Considerações finais ação do SUS e realizar o lançamento nacional até outubro de 2014. PNPS. que este “engesse a agenda”. foi possível identificar os principais fatores críticos. durante os múltiplos movi- seminário representantes dos diversos segmentos mentos da revisão tenha sustentabilidade. Isto possibilitou a identificação das convergências e Diretrizes singularidades da implementação da PNPS vi- Temas transversais gente e a caracterização da diversidade socioes- pacial das regiões para subsidiar a definição das Valores estratégias e dos objetivos da nova política. assim como uma síntese do texto re. oficinas regionais e ques. continuidade do advocacy. segundo a visão dos executores ou implementadores. Pode-se afirmar que estes diversos procedi.4320 Rocha DG et al. É muito importan- mentos simultâneos. cumprindo com o objetivo de garantir a A forma como os questionários do FormSUS representatividade democrática na formulação e DELPHI foi estruturada exigia dos responden- de políticas e a revisão como um caminho para tes uma familiaridade com a PNPS. atores envolvidos ou com potencial de envolvi. com a ouvidos pelos Delphi. pode-se afirmar que houve te disseminar as diretrizes e formas de financia- ampliação da participação social nesta revisão da mento considerando os contextos locais. promissos e interesses mobilizados nas diferentes visado. que vai além das terminologias e lin- como objetivos a apresentação dos resultados guagens de “experts” ou acadêmicos. para a concretização desta no cotidiano e a partir do Figura 3. Entre os próximos passos referentes aos com- mento com o campo da promoção da saúde no promissos e responsabilidades dos atores en- Brasil. 2014. Nacional de Promoção da Saúde. culminaram em uma ampla escuta dos corregionais. regiões (oficinas e cartões assinados e enviados po condutor como mais uma etapa de validação para o Comitê Gestor da PNPS) e nos espaços de por pares tendo em vista que participaram do pactuação do SUS. registradas durante a realização das oficinas regionais. Constatou-se que o processo de revisão.

Finaliza-se ressaltando as contribuições deste Esta publicação e outras oriundas deste pro. Marco Akerman. nização dos resultados. Maria mulação da Política Nacional de Promoção da Saúde no de Fatima Lobato Tavares. 11(22):223-238. Moni- Cien Saude Colet 2009. Solena Kusma. Atenção primária e promoção da saúde. no Brasil: uma agenda incompleta? Cien Saude Colet lebrado entre o Ministério da Saúde e a Organi. Ana Sperandio. Kleber 3. Antônio José Cardoso. DG Rocha e VC Marcelo trabalharam na concep- tergovernamental e intersetorial. 2010. Campos GW. Hamman EM. in. 2009. Wanessa Almeida. JD balho coletivo e pela validação de cada um dos Nogueira na escrita e formatação final do artigo. que resgatem a pertinência dos eixos temáticos e um legado importante do processo. ce. revisão de literatura. 14(Sup. Rangel Silva. escrita e formatação. sinaliza Colaboradores novos arranjos de advocacy e boa governança mediante a criação de espaços de articulação in. Agradecimentos Referências Os autores deste artigo não poderiam deixar de 1. na. Da promoção à prevenção: o processo de for- corro Freire. orga- tersetorial e intergeracional propiciado pelo tra. R Rezende e R Franco evidenciam que o aprendizado interregional. Castro AM. escrita e aprovação da das oficinas regionais e encontros sistematização versão final. Brasília: MS. Avaliação de Polí- tica Nacional de Promoção da Saúde. 2006. são na saúde pública brasileira [tese]. 2001. 9(3):745-749. zação Pan-americana de Saúde/OMS. também. 8. Dilemas na promoção da saúde simultâneos que redundou na Revisão da PNPS: no Brasil: reflexões em torno da política nacional. das inequidades intra e interregionais tem po- sa. dores fundamentais dos múltiplos movimentos 2. de Sá contribuíram na análise documental. Desenvolvimento da promoção da saúde no Brasil nos últimos vinte anos (1988-2008). VP Alexandre. terface (Botucatu) 2007. formação e educação permanente na temática. 4321 Ciência & Saúde Coletiva. 2014 de” continuam demandando discussões e eventos movimentos pelos pares e parceiros foi. Promoção da Saúde da Abrasco) e equipe go- vernamental (representantes do Ministério da Saúde) mediada pela OPAS. São Paulo: Facul- Roberto Eduardo Bueno. Marcia Westphal. O movimento da promoção da saúde na dé- Amorim. Deborah Mal. Brasil. O processo de revisão da PNPS contou com re- 7. Jacqueline Lima. Kátia período de 2003-2006 [dissertação]. Programa Saúde da Família cursos do Termo de Cooperação Técnica 81. 19(11):4313-4322. 5. Barros RB. Política Nacional de Promoção da Saúde. Kenia Lara. ca Andrade Morraye. So. (CONASS). Cien Saude Colet reconhecer as outras pessoas que foram ativa- 2004. Ana Germani. 14(6):2305-2316. Roberta 4. A promoção para a produção e difusão do conhecimento na da saúde comprometida com o enfrentamento área e subsidiar diretrizes e mecanismo de pesqui. . tência para fortalecer os princípios doutrinários A parceria estabelecida entre representan. Sousa MF. Alguns registros ção. Rogéria Nunes. Rocha DG. 2011. In- Simone Moyses. estratégicos inseridos na PNPS revisada. dade de Saúde Pública. Brasília: CONASS. Geórgia Maria de Albuquerque. Secretaria de Vigilân- cia em Saúde. Izabelle Vian. Biatriz Cardoso. Cruz DKA. Maria Socorro Araújo Dias. Traverso-Yèpez MA. 1):1325-1335. Buss PM. e organizativos do SUS e favorecer a promoção tes de uma instituição não governamental (GT da equidade. Recife: Centro de Edmundo. Patrícia Constant 6. Fabio cada de 1990: um estudo do seu desenvolvimento e difu- Fortunato Brasil de Carvalho. Carvalho AI. Ministério da Saúde (MS). Pesquisas Aggeu Magalhães. visando a ampliação da participação e capilaridade regional do pro- cesso de formulação de uma política. Conselho Nacional de Secretários de Saúde Jaime. ta Marta Maria Alves da Silva. Brasil. processo para o fortalecimento da agenda estra- cesso de revisão da política podem contribuir tégica da Saúde Coletiva no Brasil.

Cortes SV. Grupo Temá. Oliveira RG. Health promotion in Canada. 28. tives.pdf promocaodasaude 32. em: http://www. Zancan L. Organização das Nações Unidas (ONU). 2012. Souza C. Lima LD.br/site/sites/gtpromocaoda 3(1):121-134. 29 jun. 38. 63-80. 10 ference on Health Promotion. 17(1):77-93. Me- de do Ministério da Saúde. Franco de Sá R. The Helsinki Sta- 92-105. Wismar M. Helsinki-Finland. Seizing opportunities. 35. Root. Coimbra: Almedina. alth in all policies. mitê Gestor da Política Nacional de Promoção da Saú. O’Neill M.abrasco. Critical perspec. brasileiros: Os reflexos dos 20 anos no espelho do futuro. p. Política Na- tico Promoção da Saúde. King C. 2014.br/ claration on Social Determinants of Health. Miranda N.pdf neiro: WHO. Allen J. 37. Saúde Soc 2012. Physis: Rev. 24.br/site/sites/gt ment. Maciel Filho R. Empowerment evaluation. Cien Saude Colet 2010. saude 34. Dupéré S. [acessado 2013 nov 15]. Disponível em: http://health volvimento Local-ABRASCO. Pinder L. Coelho APS. 2010. Global Forum. Rio de Ja- bvs/publicacoes/ politica_nac_prom_saude. 15. Coelho JS. The federal role in health promotion: under 30. Vio Del RF. Buss P. organizadores. Serafim MP. AVM. 2011. A Saúde e seus determinantes so- ciais. Construindo a participação social no SUS: tion of British Columbia. Saúde da Família nos municípios 2013. saúde nos estados brasileiros: condicionantes histó. Victoria: Public Health Associa- 21.org. Pederson A. 2nd. World Health Organization (WHO). Política Nacional de _ncd/en/. Rio de Ja- man I. Saúde. passos e fide- 18. Moysés ST. cia à Saúde. 26. Brasília: MS. [acessado 29. Akerman M. Rev Chil Nutr 2002. Scatena JHG. Practice 1994. Políticas públicas: questões temáticas e de Forum Report. Ministério da Saúde (MS). Rocha DG. Enfrentamento das Doen­ças Crônicas a ser apresenta- cipais acerca do controle social em saúde no SUS. Evaluation ricos e político-institucionais. 12. Mello GA. 9. 20. Rio Political De- 2014 jul 2]. tement on Health in All Policies. Ollila E. Minayo MCS. p. Dos funda. Cardoso AJC. Akerman M. 2012. Zancan L. Brasília: Abrasco. Marmot M. Pontos para o diálogo sobre todologia das oficinas regionais de revisão da Política Na- “Saúde em Todas as Políticas” (STP): em busca de uma cional de Promoção da Saúde. sil. 29(Supl. Franco De Sá R. Iozzi FL. Promoción de la salud en Chile. Co. Secretaria de Vigilân- 17. Rocha DG. 17(3):621-626. Declaração do the radar. [acessado 2014 jun 10]. Relatório Final de Oficina cional de Promoção da Saúde. 39. Disponível em: http://bvsms. 2011. Rootman I. Brasil. p. World Health Organization (WHO). Dupéré S. 2014. rational framework for health policy analysis. 3ª ed. Toronto: Canadian Scholars’ Press. Pellegrini A. Franco MS. Secretaria de Vigilân- Campinas. Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Disponível uma revisão da literatura. 1):138-151. World Health Organization (WHO). 39(16):11-24. Shimizu HE. 15(5):2367-2382. Brasília: MS. Machado CV. Loureiro I. para Assuntos Jurídicos. 27. 1):164-173. Pederson A. logia de Revisão da Política Nacional de Promoção da 23. São Paulo: Pereira AMM. Addressing the challenge of noncommunicable diseases. tese dos resultados da consulta intrassetorial e com as 22. 1(3):203- 221. posição brasileira. Brasil Presidência da República. Developing an ope. Cien Saude Colet 2012. Artigo apresentado em 05/08/2014 Aprovado em 15/08/2014 Versão final apresentada em 16/08/2014 . 2013. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento to nacional da política de saúde no Brasil: estratégias das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Bra- e instrumentos nos anos 2000.IX Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva Recife 33. Sistema Único de Saúde: espaços decisórios Final report of the Pre Conference Workshop at the Ca- e a arena política de saúde. Saúde Coletiva 2007. 2011-2022. The 8th Global Con- 16. editores.gov. Ministério da Saúde (MS).4322 Rocha DG et al. Análise qualitativa: teoria. Viana ALA. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil 2001. Regionalização e acesso à OPAS. Dias RB. 2009. 36. Ministério da Saúde (MS). Departamento de Análise de Situação de 10. Fetterman DM. promotion in Canada. Saúde. Casa Civil. Rezende R. Decreto nº 7. Promover a saúde. Pré.508. vel em: http://www. dignidade. 13. 2013. Abrasco. Subchefia 11. Secretaria da Atenção à Saúde. Rocha DG. 2011. [acessado 2014 jul 15]. [acessado 2013 out 02]. Cad Gestão Social 2012. 21(Supl. Salinas JC.abrasco. implementing demos seguir? In: Sousa MF. Cien do nas Oficinas de Consenso previstas pela metodo- Saude Colet 2013. Disponí- pesquisa. 2007. nho de 2011. Promoção da Saúde (versão preliminar). 17(11):2881-2892.int/nmh/events/global_forum 14. Brasília: GT PS DLIS-MS. Documento técnico com sín- formação. He- a Estratégia de Saúde da Família? Em que sentido po. 25. promotion2013. 2005. Diário Oficial da União 2011. OPAS.org/images/8GCHP_Helsinki_State Disponível em: http://www. Cad Saude Publica 2009. 2013. neiro: ONU. des Saudáveis: recursos práticos para a ação. Brasil. anos do Grupo Temático Promoção da Saúde e Desen.saude. Peña S. 18(8):2275-2284. Brasil. um constante repensar em busca de equidade e trans. In: O’Neill M. Análise de Políticas Públicas: -Pernambuco. Minowa E. In: Lep- de e promoção da saúde: isto faz algum sentido para po K. 2010. 720-754. 2002. cia à Saúde. Mendonça policies. Westphal MF. Grupo Temático de Promoção da Saúde. Guia 19.org. Prioritizing health equity. Bermudez IES/universidades sobre o eixo II do Plano Nacional de XPCD. 31.who. O planejamen. Caderno CRH 2003. Rocha DG.20. Baptista TWF. Cien Saude Colet 2012. Franco De Sá R. Albuquerque de Avaliação Participativa de Municípios e Comunida- MV. Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Brasília: Ministério da Saúde (MS). Determinação social da saú. de 28 de ju- mentos à acção. São Paulo: Saberes. Cook S. Finland: Ministry of Social Affairs and Health. Representações sociais dos conselheiros muni. Pereira MF. Lima LD. Araujo Júnior LC. 15(1):1-15. nadian Public Health Conference on the future of health 25(7):1626-1633. Machado CV.