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Formação do intelecto humano

Felipe Soares Rocha
Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo

Quando se fala em inteligência, quase que imediatamente relacionamos a palavra com o acervo cultural que uma pessoa dispõe. Ser menos ou mais inteligente é observado como possuir, mais ou menos, um conjunto de informações que nos garanta a inserção em qualquer rodas sociais específicas ou . Na verdade, o desenvolvimento intelectual está além dos fatores culturais. O que nos torna inteligentes e não somente cultos é o processamento das informações que absorvemos todos os dias. Há, basicamente, duas formas para transformamos nossas experiências e observações em conhecimento, para agirmos de forma inteligente nas situações vividas: - a primeira delas nos indica a agirmos de forma ativa em nossas ações, ou seja, que certas experiências provocadas por nossa iniciativa ajudam a compor informações, positivas ou negativas, que nos favorecem em futuras ações e nos indicam rumos diferentes ou abordagens melhores trabalhadas. Isto nos garante um melhor aproveitamento do tempo e uma escalada no processo de desenvolvimento intelectual. - em segundo plano, mas de igual valor no processo, estão as experiências externas, vividas e sentidas por outras pessoas, que, observadas e analisadas por nós, fazem com que obtenhamos o discernimento do que é conveniente ou inconveniente, adequado ou inadequado ao que teremos que experienciar. De fato, se a maioria de nós tem informação suficiente para agir "inteligentemente" diante das mais complexas situações, o que garante que algumas pessoas superem problemas rotineiros e comuns na vida dos seres humanos e outras sucumbam aos mesmos problemas? O que ocorre é que os seres humanos não são simplesmente processadores de dados e informações. Em todo processo de desenvolvimento intelectual do homem existe uma rede de sentimentos e emoções particulares que interferem em maior ou menor grau neste processo. Motivação, satisfação ou orgulho são emoções que na medida certa promovem a evolução do indivíduo de forma exponencial; ao contrário, medo, aflição ou insegurança podem provocar um bloqueio intelectual que inibe o processamento da informação em conhecimento, fazendo com que as experiências de ordem pessoal ou exteriores passem despercebidas e levem o indivíduo a se sujeitar a uma série de situações que, em pleno estado de equilíbrio emocional, seria imediatamente vetada de sua vivência - isso somente não existiria em casos muito específicos que, mesmo em posse de todo um raciocínio lógico acerca das suas experiências, o indivíduo optaria pelo que mais lhe é conveniente, e, por vezes, este conveniente não refletiria o ideal para a maioria das pessoas.

Analisando as questões desta forma, torna-se natural compreendermos que o desenvolvimento intelectual está intrinsecamente relacionado ao equilíbrio emocional dos indivíduos. Neste sentido, quaisquer fontes exteriores que possam retomar este equilíbrio ou possibilitar que as pessoas reflitam sobre sua vivência são validas na formação mental de cada um de nós. Isto inclui as artes, a religião, práticas de meditação, terapia em grupo e etc.. Em grande parte dos acontecimentos, nós sabemos como reagir, pois, automaticamente nosso intelecto processa a experiência e apresenta uma resposta; entretanto, como em qualquer sistema de comunicação, os ruídos podem danificar o entendimento. No caso, as emoções humanas em descontrole são a maior fonte de ruído ao desenvolvimento intelectual.