Em Seduzidos pela Memória, Andreas Huysen, aponta as transformações no espaço

público da cidade de Berlim, dentro de determinados interesses que estão
conectados ora ao mercado, ora a opinião público e ao Estado.
Assim, dialogando com Pierre Nora, o autor ao longo de sua explanação, dialoga
com Pierre Nora mostra que a memória tem sido instrumentalizada de modo
bastante complexo ao longo da formação dos estados modernos e, mais ainda, na
contemporaneidade.

A disseminação geográfica da cultura da memória é tão ampla
quanto é variado o uso político da memória, indo desde a
mobilização de passados míticos para apoiar explicitamente políticas
chauvinistas ou fundamentalistas […] atéas tentativas que estão
sendo realizadas […] para criar esferas públicas de memória “real”
contra as políticas do esquecimento. (HUYSEN, 2000, p. 16)

As comissões da verdade, de vários países que passaram por momentos ditatoriais,
que visam redimensionar memórias e escrever outras histórias que ficaram
silenciadas sob o autoritarismo; movimentos de diversas origens que promovem
outras formas de ver o passado ou políticas públicas que dão voz e espaço a
sujeitos marginalizados, demonstram uma forma dinamica de lidar com o passado
na conteporaneidade. Sofremos um medo do esquecimento, vivemos uma verdade
obsessão pela lembrança.