Cvi'./ U;) I"' - UIBLlOf.: .,
CLASS. ~~ 2. c
tipo do oficial não comissionado. Acredita~~~" '~'~s'ie:'Mil"~" '-'
'CONFISSÕESDE UM ATOR mo. Trata-s~ .de um tolo do qual não se poderia sespei- :
tar tal duplicidade. Desta maneira ateio não parece tão
Laurence Olivier absurdamente bobo, incompreensível e pouco trágico para
a platéia moderna.
Apesar de ter representado o papel há muitos anos
não compreendi lago até que estive na Marinha durant~ ­
a guerra: Acho que quando alguém consegue meia es-
~rela. mais do que você, sua alma pode ficar cheia de
mvqa e amargura. Estava servindo numa base aérea da -
Marinha Real perto de Winchester. Havia um oficial
que consegu~u. u~,a estrela. a mais, e decidiu logo me
gozar. EI: ,?lZIa:_Como var nosso ator de cinema hoje
de manha? Me chateava tanto que não dormia direito.
Criando um personagem: Às vezes, quando estava de bom humor me con- -
Por Deus do céu, não sei por que escolhi fazer ateio. I vidava para ir à sua fazenda e conhecer sua mulher. -
.Natu~a.l mente é um desafio, mas não sei quem está me Sempre recusei. Um dia estava andando através do
.desa~lando. Estava dizendo outro dia que, Shakespeare aeródromo, e pensava: como poderei dar um jeito nesse ;
e_Richard Burbage (provavelmente o primeiro Hamlet, cara? como?" Parei e me disse: "Mas naturalmente ele
Lear, ateio) tomaram uma bebedeira uma noite e é casado!" Poderia muito bem ir à fazenda e conhecer
Burbage dis.se: "Eu posso representar qualquer coisa, a esposa. Aí um dia iria sem ser convidado e ele me .
qualquer coisa mesmo." E Shakespeare disse: "Perfeito surpreenderia com sua mulher. Levantaria' meio sem
darei umjeito em você, meu filho!" E escreveu ateio. ' jeito ~ ~uito r~pidamente ou qualquer coisa no gênero.
Para começar, trata-se de um papel mal desenhado. EI.e ficaria ternvelmente infeliz... De repente disse a
Há clímax demais. No ato do meio, temos "como o num mesmo: "Opa, Cuidado lago."
Mar Pó!tico" e '.'adeus aos .penachos coloridos" e coisas I ~telo foi quase s~mpre representado como um ver-
nesse genero, cosas maravilhosas, Logo após você tem dadeiro nobre, supercnnnento e superbobo. Mas o dire-
II

9ue te~ um ataque: rugir e usar a linguagem bombás- t.or .lohn Dexter e eu .c?egamos à conclusão que ateio
uca, dizer uma porção de coisas como "eu vou fazer I e simplesmente um sUjeIto bondoso que somente tomou
picadinh? dela, vou cortá-la em pedacinhos" _ todas I are~ de no?re. ,0 .que o destrói tragicamente, é a desi-
essas COlS~S .que pedem que você grite com toda a sua I lusao de SI propn~. Na cena, do Senado, ~uando ele
voz. Na última cena, você mata Desdêmona, e isto é conta como conq~lstou Desdemona, ele esta óbvia e
u~ clímax _ seguido de dois ou três tremendas explo- ~bsoluta~ente apaixonado, P?r si .~róprio, e acha que é
soes, e,I? curto espaço de tempo. Se você explode demais, impermeável ao orgulh~, .a Impa~le~:la ou ao mau hu-
a platéia começa a se coçar atrás da orelha. i mor - a todas a~ palxo~s ordinárias,
Mas o que principalmente faz de ateio um papel i Naturalmente, e esta Imagem que ele fez de si
tão .difícil, é o enorme peso que o autor dá a lago, em mesm? que o.faz t~o vulnerável à astúcia de lago
.d.etnment? de ateio. Isto é porque ateio tem seinpre - alemdo mais, ele e u~ homem s~lvag~m - mas não
sido considerado como um duelo entre dois atores. Por I po.r c~usa de sua cor;.nao quero dizer ISSO. ~l: é. em
v~lta de 1832, o fogoso Edmund Kean representou ateio I pnmeiro lugar u.m pagao que abandona o Cristianismo
diante ~o "lago" de WiIliam Charles Macready, um ~uma ?e suas tiradas .~om lago. Ele explora todas as
grande inovador daquela época. Kean era tão alto e mfernal~ cav:rnas do ciume, com lago. ateio tem aque-
corpulento, 9ue Macready literalmente teve que sair do le deseio animal de achar cu~pa na coisa .que s~ ama -
palco. De la a frase: roubar a cena. - realmente uma das tentaçoes. O assassinato e uma
, doi . tentacão em todos
Ha em resumo OIS tIpOS de lago. Um deles é o ' .
'tipo maquiavélico, o vilão da Renascença, o outro é o 1

Como em todos os meus papéis, não sinto o sinal De um momento para o outro você parecerá fraco em
verde até que sei exatamente como devo parecer e como vez de forte, e a platéia pensará: "Puxa vida, ele está
devo soar. Acho que começo a soar como deve ser: se forçando, não está?"
quando falo um pouco cautelosamente como um mouro
que não fal~ veneziano bem. Tenho certeza que Otelo .\

deve ter uma voz mais profunda do que consigo atin-
gir - um baixo, um som que deve ser violeta escuro Durante ensaios, experimento as coisas de maneira
aveludado. . extravagante - maneiras de usar as mãos, meus olhos,
Otelo deve parecer sempre muito forte - ficar em meu corpo. Trata-se de urna espécie de autoflagelação
pé como um homem forte, com aquele aplomp, prova- que pratiquei toda a minha vida - fazendo desde cedo
velmente as costas retas e o pescoço aprumado. Tenho um palhaço de mim mesmo. a elenco verá logo como
certeza que Otelo é muito gracioso. Não sei por que será difícil, e ganha-se um tempo enorme. Se você tem
tenho essa certeza, mas tenho. Quando ele enforca medo de fazer um palhaço de si mesmo, se você começa
Desdêmona, tenho certeza que ele o faz lindamente. a representar sutilmente, somente dando impressão li-
Tenho certeza de que quando ele matava seus inimigos geira, você terá que dar um salto sobre um enorme
com sua espada, a cena era linda. Ainda não encontrei precipício antes de realmente representar de maneira
o andar desse camarada. Naturalmente ele deve andar grandiosa.
suavemente como urna pantera negra. Assim você começa a andar para cá e para lá, dei-
É muito difícil dizer como eram os marroquinos xando as coisas acontecerem. Você escuta a você mes-
daquela época. A coisa toda está nos lábios e na cor. mo, olha para você mesmo - não muito intensamente
Tive observando os lábios de pretos cada vez que os no princípio, ou você acabará num nó - sentindo-se
vejo num trem ou em outro lugar, e seus lábios pare- tão mal que não tem peito.de continuar. Às vezes acon-
cem pretos ou violeta escuro mais do que vermelhos. tece um acidente, às vezes uma maneira de se postar,
As variações são naturalmente enormes. Usarei um li- um gesto, uma pose, uma atitude, e de repente você
geiro toque de azul, e muito mais de marrom e um diz: "Bem, é este o homem: eu o sinto, é ele mesmo."
pouco de lilás. Na cena do lenço entre ateio e. Desdêmona, queria
Com Shakespeare, sempre tento assegurar à platéia transmitir urna insistência raivosa, mas acabei fazendo
que não irão ver alguma coisa grotesca ou grande demais uma imploração raivosa. Foi uma coisa que simples-
para ser entendida ou simpatizada. Se você consegue mente aconteceu. Acho que vou continuar com essa
isto nos primeiros momentos, ou com uma caracteriza- imploração raivosa. Acho mesmo. Parece estar certo.
ção muito forte para que a platéia veja em você um ser Charles Laughton me disse uma vez que, em cada
humano, ou por urna aproximação calma, então tenho filme que fazia, para começar maquilava suas sobran-
certeza que não haverá fim à grandeza da interpretação celhas de maneira diferente, ou qualquer outra coisa no
que você mostrará mais tarde à noite. Deus sabe corno gênero, qualquer coisa na qual podia se apoiar. Estas
você deve ser grande em Otelo. Tudo isto parece ser coisas lhe deram o que chamamos em teatro de guarda-
urna mistificação, não é? Talvez seja. chuva verde. Trata-se de urna conhecida história do
Por outro lado, auto-indulgência - se deixar le- teatro. Acho que Max Reinhardt, o grande diretor ale-
var - é uma arapuca muito comum e das maiores. Você mão, estava ensaiando um ator que não conseguiu de-
deve ser sempre como um jóquei numa corrida: obser- senvolver uma característica para seu papel, não conse-
vador, observando, prestando atenção, ouvindo a si pró- guia dar ao papel uma cor que o diferenciasse dos
prio todo o tempo. a que quero dizer é que os jóqueis outros papéis que tinha interpretado, de fazer sentir que
não ousam deixar os cavalos esticarem o pescoço. "En- estava fazendo alguma coisa definida e específica. Um
tram bem" se o deixarem. Não me importo o quanto dia o ator ensaiou com um guarda-chuva verde debaixo
é grande a interpretação, a que altura você está rugin- do braço. Reinhardt disse-lhe: "Sua performance está
do, quão estridentemente você está gritando - nunca absolutamente perfeita, absolutamente maravilhosa. Por
deve estar no máximo de sua voz. Se você dá tudo o favor vá para casa e sinta-se feliz." a ator ensaiou no
2 que pode, a platéia pode de repente ver a sua medida. dia seguinte sem o seu guarda-chuva verde e Reinhardr

disse: "Não serve. Cadê o guarda-chuva? Vá buscá-lo. que entram a imaginação, o know-how acima e além da
Obviamente é o que estava faltando." realidade interior. Não acho porém que seja de suma
As caracterizações acontecem de maneira estranha importância se você começa de dentro ou de fora,
- com fatos os mais sem graça - com as idéias as conquanto que a ilusão resultante seja a mesma.
mais bobas. Decidi que Macbeth seria um homem cujo Acho .,que há uma grande diferença entre eu e
braço você nunca pegaria atravessando a rua. Para qualquer escola moderna de teatro. Há uma razão, tenho
Ricardo III eu queria falar como o grande ator Henry 56 anos. Se a nova geração tivesse que fazer o que
Irving que morreu há 59 anos. Já tinha visto imitações, faço, teria uma grande dificuldade em fazê-lo, pois leva
e a voz era fina. Achei que seria divertido fazer o mes- tempo. Se a nova escola quisesse me ensinar o que ela
mo. Talvez não divertiria ninguém mais do que eu ensina, acho que o faria muito depressa, pois sou muito
mesmo, mas no mínimo eu teria feito uma coisa muito versado na minha profissão. O que se faz nestas novas
diferente do que tinha sido feito antes. escolas, admito que não o faço. Mas não me acho abso-
Aí decidi parecer com o produtor americano Jed lutamente pouco natural.
Harris. Entre estas decisões, entre a voz, o aspecto, o Nunca me senti antiquado. Como acontece com todo
jeito da cabeça, o timing no declamar o texto, alguma o mundo, dentro de mim mesmo tenho 17 anos. Anti-
coisa acabou por desenvolver-se, completamente dife- quado é um termo pejorativo. Mas muito drama - ati-
rente de tudo. tudes com o teatro, técnicas, métodos ~ não são anti-
Às vezes você vê alguém no ônibus ou no trem quados, mas fora de moda.
e você pensa: "Gostaria de tê-lo na peça, a maneira de Toda a inovação no teatro, seja muito elogiada ou
se pentear, a maneira que coça a barba, ou que limpa inelegante, não necessária, vulgar ou ruim, muda um
a calça ..." Você vê o porquê desses maneirismos, e pouco o aspecto do teatro. Veja a produção de Peter
sem saber, se você é um -ator, você observa tudo isto Brook: "King Lear." Não acho que ele fique descon-
ao mesmo tempo. tente se eu disser que não sou um grande admirador
Minha maneira de criar um personagem não está dessa produção. Ele tirou de Lear todo o glamor e rea-
muito na moda hoje em dia. Sou um ator muito exte- leza. A gente começou a apelidar a peça de Sr. Lear.
rior. Características externas são para mim um apoio, Queira vo~ê ou.não, o fato é que a imagem de King
um apoio contra o não sentir nada, contra o fato de Lear ficou ligeiramente mudada.
se ver em plena cena, com somente o texto para ser Tenho uma pequena decepção. Tinha planejado
dito, sem indicação de como tratá-lo ou como me fazer Lear de novo. Se eu alterar minha concepção de
mover. Construo o personagem de fora, com pequenas Lear, seria por causa do que Brook introduziu na ima-
técnicas, idéias, imagens; uma vez que o personagem gem. Fazer uma coísa destas por razões de moda, pode-
torna-se real, ele começa a vir para dentro. ria me ajudar a levar a peça, mas seria de mau caráter.
Mas se eu der a velha interpretação, a gente diria: "Isto
Representar é uma ilusão, tanto quanto o é a pres- está ficando meio cansativo." Estou com uma certa e
digitação - não é o caso de ser real. Acho que estou pequena dúvida.
chocando Lee Strasberg. Me lembro ter ido ver o
Actor's Studio, e me pareceu que os atores do método Numa era como a nossa na qual a saudade é uma
estavam inteiramente preocupados de se sentirem reais das prerrogativas das menos populares, é melhor que
eles mesmos muito mais do que de criarem a ilusão da v?~ê não seja ant~quado. Ningu~m virá ver o velho que-
realidade. Eles procuram o caroço absoluto do perso- ridinho para OUVI-lo por sentimentalismo. Fiz grandes
nagem antes de começar a exprimir alguma coisa. Achei, esforços para ficar mudando. Uma surpresa me apa-
talvez um pouco apressadamente, que era um bom rece de vez em quando. Se eu estou mudando com os
treino para representar no .cinema, onde a câmara e o tempos ou não, não saberia dizer, pois faço parte deles.
microfone pegam a sua realidade, a menor sombra do Uma das coisas mais enervantes que pode aconte-
tom de voz, cada pequeno trejeito de expressão. Mas cer com um ator no palco é algo que chamo de "secar
o problema no palco é transmitir uma ilusão além de por dentro". Acontece geralmente quando você conhece
.50 metros. É aí que vem o grande esticamento, é aí uma coisa bem demais. Quando eu representava Ricar· 3

Coisa rara. e só fazia filmes: Uma vez que você atinge o cume. Orgulhava-me em feita atrás de um muro de pedra. mostre-nos algum' . de esculpir-se Mas demorou muito para que eu gostasse do mundo' em diferentes formas. o texto de repente não significava nada para mim . para mim. o pêso para para ganhar dinheiro. para tentar disso. Em meu primeiro papel principal' tão cansado da responsabilidade. escrevo coisas no meu diário desse gênero: "nasceu Representar é quase um desejo infantil. Eu o senti eu mesmo. Porém tenho certeza que se não representasse por menta vou ao armário para pegar outra garrafa.meu querido Gary. continuar a dar marradas nele.rara experiência. Quando os sinais começam a aparecer. pergunta. mecânica e automática. é do diretor. O tamanho da caixa era o mesmo do interior de um carro.péssima palavra a. conder tudo isso. Presto atenção a esse fato com Mas você sabe.fora de sua arte. Foi o que mais se aproximou. trabalho duríssimo. está que utilizar toda a técnica que aprendeu para poder aflita porque estou bebendo durante toda a cena. e eu Tenho certeza que há mais satisfação em minha punha cortinas no lugar da tampa. e você não pode mais inventar textos que parecessem Shaksspeare. em que Joanie (Joan Plowright. Bombear com intensidade os sentimentos. não é? minha filha hoje". tive uma .do 1lI alternadamente durante quatro anos. Eu vario o timing de minha você. Ele não tem que responder a nenhuma torna-se mais e mais difícil quanto mais velho você fica. Neste um ano.. Eu e me tornado tão eminente como Gary Grant. Há períodos. Hollywood meiro palco quando tinha 6. e o glamollr de tudo isto desaparece muito cedo. Há choro e ranger de dentes para tornar o texto espontâneo de novo.. e os mantêm vivos. É como se tratasse de um bridão ou de uma marca de maneira que ela tem que olhar-me com muito canga a qual se está acostumado. mas somente diz: "Espere e veja. para es. como achei na minha. Detestava-o e esnobava-o. Macready. numa coisa chamada "Beau Geste". eu sei . Você se sente Colman o máximo. ser usada. começa o esforço no sentido de melhorar. lá pelo fim. disse que seu coração ainda representa seu papel um pouco diferentemente. Era época em que achava Ronald ficar lá em cima é quase sobre-humano. de ser famoso. Este último é um homem de misté- ginai de representar. fluidos continuam a funcionar. Aí à sensação de criar. isso sur. os esforços que devem no palco. uma matinê. olhos de águia. um bruxo. penso eu. do cinema. Isto a mantém na realidade da situação. plesmente meu próprio gosto. Trata-se de Tenho horror de uma representação que se torna um pesadelo de tocaia. não deixar outras diretor que dizia: "Vamos rapaz. Minha irmã guarda com grande carinho uma grande caixa que foi meu pri. Fazer de conta que somos outrem. Nossos Pergunto ao cavalo de corrida se ele se diverte. do que se tivesse ficado em Hollywood. Só . me olha sorvendo mais a velha vodka. Representava minhas pró. Ela conseguir com rapidez uma certa voltagem.batia aceleradamente 48 horas após representar Mac- preende seus companheiros. um artista .ator. Acho que é o impulso ori. garros Goldflake e os comprava em latas de 50. Papai fumava cio vida como ela é. pessoas caírem. Quando representei Antônio e Cleópatra. e vi a mesma coisa acontecer com amigos. O filme não é o meio do' Vamos fazer de conta. de ter sucesso. é um hora em "Tio Vanya"." Só dirigi Representar é um entusiasmo jovem.é na vida dos atores em que eles caem completamente como se nunca o tivesse ouvido antes na minha vida . Não acho cortava as latas e punha velas dentro. e fabricava assim que teria achado tanto interesse numa vida como a do pe9uenas luzes de ribalta. tinha um ser feitos para não se deixar cair. 7 ou 8 anos. Mas é sim- pnas peças. Há prazer nisso? cuidado. Quando você demais. Representar parece ser uma coisa a ser acabava por dizê-lo sem o sentir.supostamente não deve encontrar o que faço é procurar idéias novas e emoções novas satisfação em seu trabalho. Não sei. não deixar o teatro cair. Aum certo mo. Aexcitação infantil quatro filmes. Se você está sem inspiração tem mulher de Sir Laurence) representando Sonya. ficaria completamente infeliz. e anotei-a no meu diário: A carreira de ator "tive prazer na representação de hoje". Não se pode descrever o que acontece dentro de' me fazer deixar de beber. É por causa disto que representar rios. Tenho a certeza momento ela me oferece um pouco de queijo. Há uma beth.

charmeurs azul. se Fazendo Shakespeare ! você representa papéis como Édipo. Disse ele que só há uma coisa a fazer com certeza. e copiei todos: Du Maurier. e tas tocam violino. cinco coisa mais longe possível dos sentimentos naturais. Albert Finney. você tem que estar num mundo todo seu. Nesses terrivelmente reaIísticos momentos de drama seram q~e eu ~ão podia ?izer versos. Quero dizer que a gente não representa tinha um lábio superior. por sua absoluta auten- os críticos me disseram que eu não seria capaz de Ia.. assim. Colman. zê-Io. i estão as grandes queixas dos atores a respeito de tais bou muito. como bou de cortar todas as minhas escrecências e incrusta. que era um meio anêmico demais (que o um nível artístico muito alto devido a treinamento ou tiro era potente demais para o canhão). devem esperar até que sejam atores de cinema. Tinha quantidade de público que não entende nada sobre tanta certeza de mim mesmo dentro de minha roupa I teatro. Quero dizer. Trata-se da bastante esperto. Imagine só. para representar Antônio. dessem achar a comédia da Restauração ainda mais di- de anêmico. o grande catedrático em literatura tinha dito." Fui ver todos os filmes dos grandes . A única cmema. pOIS desde cnança. anos mais tarde. tão maravilhoso. Passei grande parte do prin- cípio de minha vida lutando contra as tendências líricas I o Público de meus colegas. de sua Quando pela primeira vez representei Shakespeare. Lunt. E com kespeare muito. própria imaginação. eu kespereano. pensei no que Wyler me Sir Maurice Bowra. A coisa se tornou um desafio. Acho que Wyler quando aca. meu caro MarIon. Na minha geração podíamos. Lógico." Não se pode sentir-se real. uma maneira de fazer Shakespeare no em "Édipo Rei. maneira é sentir-se comandado pelo destino. mais seus pequenos Henrique V até sermos considerados Quando comecei a me debater com William Wyler aptos a fazê-lo bem. Eis por que não tenho mais Não há mais uma coisa chamada treinamento sha- lábio superior. Esse mundo. Deixei crescer um bigodinho como Minha melhor música vem do pistom. quan- que dirigiu "O Morro dos Ventos Uivantes". Quando eu disse que não se podia fazer Shakespeare reis ou rainhas trágicos. Só. tida tentativa em Macbeth. Quando era um garoto. quando já se atingiu tal fama. A música é a metade superior de i Shakespeare. Hoje em dia os atores jovens não representam Sha- não tinha paciência nenhuma com essas idéias. Você tem que entrar numa espécie de vácuo. chamar aquele meio seu. Tínhamos 27 anos ou menos. produzir Lembro-me que antes de representar Edipo. dar uma diver- de superioridade com obstinação: saidinho do Old Vic. me deu muita coisa a pensar. a terra. e descobrir como. Acho que todos acham a tragédia coisa com o cinema. Talvez alguns pu- doido. Há a metade inferior a observar: o ani. com seu próprio estilo.Shakespeare como ~m nativo.charme. Há. Qualquer coisa mesmo. esconder o lábiô superior.. mais rara. Me dis. Coward. e bigodes fazem você ficar assim. que eu não era um ator shakespereano. Para representá-los é necessário no cinema. Mas a ma~elra a arte de representar não tem sempre que haver com lírica de dizer versos naquela epoca estava contra minha "ser real" o que é muito difícil de compreender. ticidade de propósito parece real. meu substituto em Coriolanus. Restou somente um arriscar o pescoço. que nunca aprendi a fazê-lo eu mesmo. Wyler ficou um instinto extraordinariamente raro. 1st? me pertur." Assim. É só ser grega um pouco mais alta ainda. Sabem de uma coisa? Acho que há uma enorme I' malismo. natureza e contra minha maneira de sentir de come 1 ' representar a realidade. falei com e representar emHenrique V. foi ótimo. qU. Não é justo ções acabou por não deixar nada. Acabou dizendo: "Pode-se fazer qualquer fícil que Shakespeare..e falava. Shakespeare é difícil de compreender. Poucos pistonis- Colman. presentar. a atualidade e tudo o mais. fazendo força contra aqueles meninos líricos de da época. Os personagens são geralmente super-homens. não é? Talvez pudessem. Mas eles não meira vez recentemente. acho que entendem muito mais 5 . pedaço de pau. se~pre tinha pensa?o papéis: não conseguem se sentir reais. razão. Vi "O Morro dos Ventos Uivantes" pela pri. com toda a sorte de idéias sobre método bruto e cruel. tive 4 oportunidade de dirigir. Alfred roupa vermelha. Difícil de re- Mas Wyler no fundo. mas há grega de Oxford. tomei ares do estávamos no Old Vic em Londres. Como eu disse.

dla apos a estrela. corda que você toca sem falar do tipo engraçado. Sem- . platéia o ator e o espectador que quer ser entretido. rença em minha vida.en- Por Deus do céu. Isto poderá parecer sentimental. No caminho de volta ele comprou um Jornal. E eu respondi: "Deus do ICI e ~rglUs.mo pode q~al~uer pessoa em Cincinnati e Indianópolis. e me em ro que o IZ m. fUI ao teatro. I 'd d d - diisse o que eu tema do gosto do puibliICO: "Voce e de e estava num estúpi o esta o e frustraçao.e eu. sentação pelo prazer de ver representar. É o momento de arte para pela tendência de escolher o elenco segundo o tipo. representar não é tão importante quanto que Sid Field nunca tinha pensado em outra como futebol? O teatro é o que inicialmente dá glamour coisa. • I' d'assemos o novo Old V'IC. I b f'. Isto tudo tem algo que haver com o amor.o.blico gostará de melhores coisas. . você nunca atroz do Teatro do Missouri! Aí então teremos boas es. Ainda acho que o rei para a Marinha.. e dei tantas coisas dos jornais.lhe forem _ dadas. disse ele. nos Estados.. E a maior parte do tempo estava em Adoro as massas. para que fun- SI. "V A tava o papel considerado secundano e extremamente di- mer como era a COIsa. se essas melhores Naquela noite. . pantomímico e a~sur. de maneira que não sua maravilhosa energia espoucar de seus poros. e você terá um jovem em toda a parte. Ral h re resen- sentar fUI ao teatro de arena. Este fato é alimentado se você é bastante esperto. Perguntei a Chns Plum. como to do bom suieno eve.olhos. Está bem. d M pre os detesíei. . O teatro doura a pílula do pensamento podem dar risadas se querem. I' . A I ' I I " terceira classe porque você quer ser de terceira classe. c o que eva se bri d "D' 1 "V A ti f ?" Respon d'I' desenvo1ver.rence Olivier por outro lado ." E eu pensei: "Volta- blico o engole. Não vou agüentar mais.chamar a atençao da platela. e ele olhou-me de sua altura e disse: "Gostei de a mnha Vida inteira . . Lau- é tão barato. OSI. Tyrone Guthrie _ que foi nosso cosas . Entre se um homem está representando um tipo mau.que eu. oce per eu a ca eça. com Ralph: e esta é a verdade. Desculpe mas é a absoluta ver- 6 dade. Bem. . Keen ou o Sr. as . em toda a parte. nao estava b/e~. eu isse: um. porque o pú. c o que eva nascer "V o nga o. Ia . relaçoes com os críncos. para ? repre. A palavra chave é "AMOR". Texas deveria ter um ciúme "Bem. Booth ou o a mim e a Ralph Richardson em 1944. serão de um mais alto nível. de futebol do que de representação. que vamos fazer?" com as mmha~ habituais.ageffi'lldlOta. Finalmente acabei por descobrir isto para mim do. em Detroit e em Los Angeles. mas para ver a repre. Seatia que era um bom ator um personagem na peça de Amo ld Wesker 00 s . Estados devem ter o seu teatro. Todos os gos~~r daquele person.. Tudo Richardson estava brilhante como Bluntschli." pú. Eu sentava cada vez mais perto para ver Sid A ambição de minha vida tem sido de levar o público Field. pode haver nenhuma do mundo gostará dele tanto quanto de um uma espécie de ligação. No . teatro nacional os Esta os m os. voltamos ao ?iS as !azo~s P?rque fiz do Brítish National Theatre hotel. Naturalmente as Ouso dizer que a arte de representar está em algu- suas simpatias seguem o personagem. • "R t" antagomsmo com a platéia.I Manchester em "Arms and the Man". S bi - não pode mentir". Quero dizer que ma parte entre as relações do ator com a platéia. Macready ou mesmo. I • P P . Todos ao pensamento. Ralph todas essas coisas provam o que acima foi dito..estará bem no papel. No 189 e 199 acho eu. platéias conheciam as peças de cor e saltea. que nunca tinha pensado em amar a platéia . . d d U id Ah d " mnce mUI o mesmo. e via para a apreciação do representar. em teatros. logo após que o Estado Maior nos deu baixa.e acho que deva haver um sua períor a it "E d' "H . estrela f' I ' OI em Para. Mas ainda tenho fé.de uma harpa ou de um violino. . mas isto fez toda a dife- mais do que qualquer outra forma de ensinar. de seus venhamsomente para ver a peça. pense um pouco nisso." Tantas coisas do show-business. sse ee: oce se sa IS ez A d beca? C ' . do? Ele olhou de cima de sua grande altura e disse: e se interessarempor eles. naturalmente se você não ama Sergius. uma olhadela por cima de seu ombro. a. . oce f"l d S . Estava céu. outro que estará representando um tipo bonzinho . tantas coisas que você vê. tão deliberadamente barato. Forrest. Acabou. A pnmeira . É como a corda de um arco. e se orgulharem deles . Mas vinham ver o ~r. um dos maiores comediantes da Inglaterra. em filmes. as." colas de teatro e as representações na TV. séculos. um ator. crescer e ter Iilh Ah d Ias. I qualquer pessoa no genero. ou o SI. e li: "O SI." a mnnstra dor-chee d " f por alguns anos .

lQ de janeiro de 1925. vi que a coisa tinha acontecido. no dia . uma onda que a platéia tinha me dado .nunca tinha sentido uma coisa assim antes. estava tão cheio de mim mesmo. Somente depois de duas semanas finalmente senti a verdadeira relação entre eu mesmo. Eu entrava pela esquerda baixa. Não é por isso que passei a viver em Brighton. que num segundo me senti tão confiante em mim mesmo. por uma porta que tinha um trinco de ferro. que nem tive o trabalho de capengar tão bem como tinha ca- pengado antes. os críticos e a platéia . Ge- ralmente fazia um barulho com trinco. Acoisa aconteceu depois de um golpe de sorte. Trata-se de uma coisa um tanto mística e um tanto boba. desculpem. como Brighton. Quando me virei para a platéia para dizer o meu monólogo. Mas na tarde seguinte. Senti que pela primeira vez. Esse sentimento me subiu à cabeça de tal maneira. enfrentando a coisa e esperando pelo melhor semsaber se teria boas críticas ou não. aparentemente na primeira noite de Ricardo llI. o trabalho. . E isto 19 anos depois de ter estreado no palco.tudo como . mas quando entrei no teatro no dia seguinte. o teatro tinha o cheiro do mar. de uma maneira tão diferente. Sempre disse uma coisa mais ou menos estúpida. Eu tinha atacado o personagem da velha maneira. (Arquivos Cadernos de Teatro). Parece coisa boba. 7 .uma entidade só. senti a coisa. quando subi ao palco. mas sempre disse que o sucesso tem o cheiro de uma cidade praiana. estava em cima de uma onda.

figurino (e maquiagem) de "Rinoceronte". Estes novos estilos não devem nunca dominar o ator.índio. e em outros artigos de lã. cuja variada gama de disso é a produção de Maurice Evans para Hamlet em . não im. como sua maneira tradicional de interpretação. Acor também não segue ne- e o teatro de protesto e da crueldade (Marat-Sade de ' cessariamente o gosto antigo. Um exemplo e finalmente aos Estados Unidos. a influência FINALIDADES de Jaeger foi reintroduzida no novo estilo de macacão. A Califórnia. O.tornou-se mini e o biquíni encolheu tanto que facilmente centes e dos hippies (Motel de Jean-Claude Van Italies) cabe num bolso de colete. uma unidade muito pouco considerável num palco de Kent e Aly Khan. e intensifica suas ações cias. O desenho (estilo) de suas roupas pode mostrar o teatro do absurdo (Esperando Godot). bem outros centros . na maneira de ves- tir-se de hoje em dia. O ator é em tamanho moda da sociedade. interpretação para o seu papel. eles podem ser elementos dramáticos em uma pro- dução.a Itália para sapatos. ajuda O teatro. de proporções normais. mas também assume a O fato do centro da moda ter mudado de Paris para aparência externa e traços' expressivos da roupa. tricots A finalidade do figurino e da maquiagem é dar e jersey. os quais foram adaptados pelos lançadores de maior ênfase visual ao ator.• resultaram em alguns es. saias e calças para atividades ao ar livre ou não. como também as fitas de contas para o cabelo e os sapatos mocassins do . devido à sua apresentação universal e ime. Figurino e maquiagem. ator como também refletem suas características parti- Ainda assim. O estilo e cor de suas roupas e o realce de seus traços através da maquiagem. ' são copiados por atores menos criativos. contribuem com jaquetas franjadas. tranhos. seguidamente é uma mis- Brook). FIGURINOS EMAQUIAGEM inspiração é mais do que evidente. ajudam a fixar a em nossas mentes.por diante. Após os vôos espaciais. o teatro moderno dos adoles. os quais Beatles. Cada bom ator não apenas cria sua própria portando se o resultado obtido for muito chocante. figurino e maquiagem de uma peça ' culares. A importância em manter um Figurinos e maquiagem mostram a imagem e a ' equilíbrio numa produção deve estar sempre presente' aparência externa do ator. Já existiram muitos Hamlets e muitos outros moderna devem ser cuidadosamente planejados. que é a marca desta época moderna. surgiram o "avant garde". tem seguido novas tendên- a identificá-lo com o público. apressadas pela o gênero de produção como um todo e ser planejados de televisão. róseos. mas desafiadores problemas. i~dicam a importância crescente do negro na vida ame- ncana. A saia de Brecht e de Ionesco. ele mesmo. e falas. mas devem ser sempre subordinados ao ator e à produção como um todo. acordo com a luz a ser utilizada. tuir em elementos harmoniosos na encenação. os novos tipos de casacos. dá à sociedade e ao palco. do pedantismo pseudo-eduardiano e da Twiggy. a Londres dos . O novo estilo afro-americano e turbantes justos. botas justas. além de acen.Oeste e a América pioneira.ainda virão. tais como fazer. Assim. partes integrantes da ima- gem e da aparência externa do ator. tais como Jackie Onassis. o teatro épico a "redução". casacos de jersey de lã. O ajustamento do figurino e maquiagem às tura psicodélica de vermelhos. a Duquesa físico. realçam sua aparência. Para que figurino e rriaquiagem possam se consti- tuar sua personalidade no palco. eles devem Atualmente o mundo está passando por mudanças enfatizar a caracterização individual do ator bem como surpreendentes e desafiadoras na arte. revelam algumas destas tendências. ou teatro experimental. 'diata. Maquiagem e figurino não somente identificam o por exemplo. o centro mundial' da roupa esporte. atenção no ator. laranjas e assim peças contra o convencional.

a Rainha etc. .. pas. pior. pedir emprestado se tornará um problema. supervisionados por maquiador profissional ou por . desde que sejam diminuído e até mesmo eliminado.se for o caso .: pode ser cuidadosamente preparado de acordo com a . ao papel.. Ilhado. O constrangimento . .• .' . a Rainha. próprias roupas significa um crescente acúmulo para uso futuro. .por exemplo o Rei.: parte dos jovens atores e uma séria desvantagemmesino tação do projeto. estas devem atores devem aprender a fazer sua própria maquiagem.. mas Hamlet (interpreiadc por Nicol William. porém o mais importante é que o figurino . c '0 monstro. nas . é bem provável que o grupo não tenha como pagar a um ma- Se um grupo de atores não tem possibilidades eco.forma diferenciada de figurino e maquiagem ajudam Bem melhor e mais gratificante para o grupo é ..pode ser estudantes ou mesmo costureiras pagas. . . compreensão do personagem. ocorrem mudanças disposicionais para melhor ou para final do século XIX. Baús e sótãos (onde ainda um especialista. .· ': -' . ele poderá fazer o trabalho sem ajuda. se refletir nas roupas.em ricos trajes elisa. . estas mudanças devem de época. maquiagem e adereços.existirem) guardam verdadeiros tesouros que seus donos imediato e sua confiança se fortalecerá de tal modo que :c ( I . . . os ·Ilômicas para alugar ou fazer suas roupas. alternar peças de época com peças moder. pela completa iden.. Não se reco- '. o' ator Iicações. pessoas responsáveis e capazes de entender o que estão . I isto requer muito dinheiro. Horácio e outros personagens "pensantes" estavam pelo proprietário). .poderão vir"a. son). TonyRichardson qúe estas roupas 'receberão um tratamento "adequado: ': na sua. . menos que alguma permissão neste sentido seja dada .comtramas complicadas. ' . ' 9 i .. se lhe menda lavagem a seco para roupas confeccionadas ao . de acordo com seus papéis.peças essas em que os atores possam utilizar . sem precisar de grandes modi. ou se algum acidente ou cadeia de eventos o afeta Se o grupo se propõe a encenar uma série de peças fortemente . mas no final acaba saindo os escravos e o povo de Paris. . mente a ação da trama se os personagens estão vestidos roupas comuns (nestes casos os atores costumam fome. a Condessa de Artois.com muito cuidado. na peça 1789.' Se o personagem envelhece durante a peça..nervosa do ator e acrescenta mais energia e vitalidade A vantagem para um grupo teatral ' em fazer suas . A transição de personalidade diminui a tensão . vestindo roupas simples e modernas. 'vividamente ihstrado por Mattie em Ethan Frame.. quiador profissional para cada apresentação. dar .' trajes de soldado (lI Guerra Mundial).:.a ruína da maior ' deve ser formado e responsabilizado pela complemen. mas não há necessidade de lavá-las antes da pouco acrescenta à.da Este tratamento adequado significa apenas ter precaução Corte: Claudius. contra rasgões.. manchas ou alterações dos moldes (a betanos. Isto é evidente em peças cer suas próprias roupas) . Em relação à maquiagem.ser pedidas emprestadas a pessoas amigas do grupo. a devolução. repertório.do século XX. Inicialmente parece que : .produção de Hamlet colocou os personagens . fazendo. ". para atores mais velhos e mais experientes .. '. Significa também passar ou remen. segue mais facil. Ainda uma outra opção é .a si ou sua saúde. Este método possui : ·século XIX ou início . Em muitas peças modernas onde o diálogo é claro. sempre que possível. mais barato porque as vestimentas poderão ser usadas e . Se a peça lida trata de vida e costumes do final do alguém que faça parte do grupo. 1. " MÉTODOS DE PREPARAÇÃO linha da produção.' " ' .' . ..esconde sua real personalidade por trás da que ele está Quando se planeja confeccionar as roupas. tificação da aparência externa com o papel desempe. Ao complementar a arte de representar com um "te-usadas" várias vezes. Este grupo pode incluir voluntários. '" ou peças com personagens exagerados como O médico As roupas alugadas devem ser devolvidas prontamente. é preferível pedir inúmeras vantagens: o ator aprenderá sob a direção de ' emprestado roupas autênticas. como confeccionar as suas roupas. i • I . . um grupo representando. tais como a Comédia de Erros encontrada nas lojas especializadas em aluguel de rou-. muito na identificação de personagens diferentes. em termos de . seus erros poderão 'ser retificados de: . Isso é É de bom tom.A platéia. o que significa evidentemente uma despesa a mais. ao assistir uma peça. 'visual artístico de roupas e maquiagem facial.emprestar desde que sejam assegurados em tempo hábil. Assim.

saia rodada com aro ou a saia balão devem ser ligeira. a atriz deve a~render a andar. oUSO PELO ATOR DE FIGURINO EMAQUIAGEM Malhas medievais (e todas as roupas estreitas utili- zadas posteriormente) deveriam ser devidamente enro- Os atores devem ser treinados a usar figurinos de ladas e ajustadas ao redor da cintura para garantir sua época. já que passos largos e vigorosos irao familiarizar com a aparência correta do personagem. a várias anáguas ainda por baixo.. encontra seus pertences nos devidos lugares: é muito . devem ter o mesmo tipo de treinamento ao usar ou çar a treinar expressões próprias do personagem que segurar caixas de rapé capas. deveria ser parte integrante do preparo do é melhor para amadores uma peça que requer figurinos ator. lenços. a saia quado de roupas de baixo. luva~ e'outros detalhe~ e acessórios . O ator deve tomar o maior cuidado com roupas e maquiagem. o ator deve pra- ser ligeiramente levantadas para evitar uma exposiçao ticar e se maquiar de modo a criar uma semelhança a além da desejada na parte da frente.de ricas. vestidos longos da Renascença ou m~dIeVaIs! as saI~s Alguns tecidos requerem um manuseio específico: balão elizabetanas ou as roupas gracosas upo Mana o movimento feito ao usar um vestido de gaze transpa- Antonieta. Atores experientes tradicionalmente usavam moe- neira casual e o hábito de usá-las deve anteceder a das para um melhor enlaçamento. como se isto fizesse parte . O efeito geral de um figurino pode ser históricas não são usadas de uma maneira natural. e o "espetáculo tem que senador romano tropeçando atabalhoadamente em sua continuar" a platéia não deve esperar pelo ator que não 10 toga enquanto planeja assassinar César. Com as saias-balão elizabe- anágua e saia rodada. ras. Para alcançar esta meta. espadas. chapéus com representa. outras informações autênticas. Diz-se que acessórios. esta arruinado pela negligência do ator em usar o tipo ade- vantagem é perdida. Quando o ator con- aproveitar-se deste tipo de situação. para proteger a roupa de pó e pintura. A maneira correta de usar maquiagem é tão impor- mente levantadas com a mão não vista pela platéia. justeza. o ator precisa se mente dobrados. também devem ser ensaiados até que possa~ se~ pesado robe adamascado. . caixas de rente é completamente diferente daquele feito em um rapé. Combinações longas a prova das mulheres e a capa dos homens devem ser segurados de sombra deveriam ser utilizadas por mulheres com de maneira correta. sentar e usar determinados atores a desempenharem melhor suas ações. deve ser enfatizado que dá um ar variado à produção como também ajuda os entrar e sair do palco. senganador para uma platéia do que a visão de um nobre Quando o tempo conta. Não há nada de mais desconcertante ou de. que serão associados ao personagem. Entrando ou saindo de cena. Enquanto o ator dade a fim de usá-los com um ar de familiaridade e se maquia. pela mesma razão que Atores representando peças ~rega~ ~u romanas ~~­ veriam aprender a portar os trajes classIcos. usados naturalmente. jornais e novelas histó- plumas. do corpo não seja revelada.. com aro. tanas o certo é colocar enchimento nos quadris com sentar e sair de cena. um artista toma conta do seu material. desenhos e Ao sentar. Não é o suficiente gesto irá assentar a saia rodada e com isto não levanta apenas saber qual a maquiagem correta para um deter- a parte da saia que está virada para a platéia. vestimentas gregas ou romanas. luvas longas. se as roupas com atenção. O treinamento neste caso. echarpes e chales. Comédias podem maior possível com o personagem. ~0r:t facili. o ator deve se acostumar a~ os passos devem ser dados cuidadosam~nte e ~s pés usar esta maquiagem. Isso evita alargsmen- época dos ensaios finais. . colares. Especialmente ao agradecer. este tante quanto usar figurino de época. movimentar irregularmente as saias rodadas. Deve ser ensa~ado. Então. Idem para as atnzes que tambe~ devem usar leques. isto pode ser obtido através de quadros. um pano deve ser colocado sobre os ombros dignidade.do seu devem estar próximos ao chão com os Jo~lhos lIg~Ir_a­ eu diário. devem. irão revelar determinados truques de expressão figurino de época. ele deve come. Pesquisa em livros. de modo que a silhueta Se a época da peça requer o uso de saia-balão. Os atores homens segue encontrar a maquiagem adequada. as saias balão ou rodadas . nao so De uma maneira geral. Mas. Roupas históricas devem ser usadas de uma ma. o uso ~os tos e dobras da vestimenta. perucas inclusive. pulsei. O uso de acessórios como leques. Roupas de baixo também devem ser examinadas de época do que roupas da moda. Ao andar: minado período histórico. lenços. andar.

H.tre Practice. 1973. Cheffner. traduzido por Nely Bulcão).importante que o material de maquiagem e demais obje- tos de cena sejam mantidos em ordem e em locais de fácil acesso. (Extraído de Modem Thea. deve guardar seus pertences em compartimentos separados. H. As roupas devem ser penduradas e mantidas nos lugares certos para que não fiquem amassadas e em desalinho. Cada ator. Appleton-Century-Crofts.. Selden. Elas devem ser penduradas pela ordem de entrada em cena. D. Isto irá preservar a harmonia (prática e pessoal) e evitar que objetos se percam ou fiquemfora do lugar. S. 5ª edição. 11 . e Sellman. cujo camarim é dividido com um ou vários companheiros.

no que os dois faziam. direção e improvisa- ção. porque eu me lembro que estava mais Cláudio Neves.Como foi o começo de sua carreira? dizer. Mas. E como eu gostava muito de matemá- premiado do Brasil. O Nem in-o ou simplesmente Jorginho da luz. era meio introvertido. . porque dependia Teatro Tablado até os apuradíssimos trabalhos de hoje. e eu que o diversos.Não existia o profissional de iluminação? Isso não existia. De repente. ~ etc. tudo bem. eu nem era o contra-regra oficial. Esta espantosa cifra inclui agora uma novi. sempre fui pirado em matéria de horário ia ficando até dade: a iluminação de dois espetáculos infantis que ele o que a família ia lá me pegar no Tablado. iniciado de fato em 1966 com a ilumi. Eu fui parar no da Clara. E eu ficava muito ligado Neste percurso. tica. Eu estava com 13 anos e nessa Noite de Verão (1964) eu já fui pra mesa operar a luz. coisas complicadas. em cómpénsação gostava de . quer . ". O. Não 'conseguia assumir umatran- sação depalco. de ligações. O diretor fazia a luz. como eu era protegido Não é que eu gostasse de teatro. A luz nessa época se resumia mais ou menos a E aquele negócio da Maria Clara Machado ir na pra. ' recolher ' ingressos. somam-se mais lizando em ajudar nas montagens de luz. clara e sem rodeios. desde seu início "acidental" no a me identificar mais com a luz em si. peças e espetáculos o gens de luz eram sempre feitas mais tarde. E nessa "de ficar assisindo.E como foi a tua evolução? Jorginho explica detalhes de sua estória que já é tam- bém parte da estória do teatro brasileiro. no Tablado. regular refletor junto com o Jorge de Carvalho Moreira. na maioria das vezes eram os diretores. dia e B. está fraco de público. eu acabei ajudando a montar a luz. ajudar nas coisas e eu comecei a me achar importante JORGINHO DE CARVALHO vendendo livrinho. black-out. . Naquela época tinha cursos de cenografia. porque eu inclusive estava largando as. mas. a gente acaba entrando pra dentro contribuir mais. luz bem rígida. E. Equem fazia . o Sérgio Catiar. . Mas eu sentia vontade ' de dar mais. cinha e chamar o pessoal para asisstir a peça quando . o época jogava futebol na pracinha em frente ao Tablado. oativamente no Tablado quando eu fazia a contra-regra. fabricava refletores com latinhas. A pessoa mais capacitada a fazer a luz na época era mesmo o cenógrafo. E as monta- de duzentos trabalhos. : Eu era o contra-regra oficial da Menina e o Vento. mesmo dirigiu.. Entrevista Isso já faz 20 anos. O iluminador mais clusive era ator. Os efeitos eram noite. mexer com eletrônica. mas eu tinha veg ónha. tinha vezes que aClara me chamava para ir ao palco.. entre shows. cursos do Tablado. 12 do teatro.dois Mambembes eum Moliere . o Nem era uma pessoa incrível: nação da peça Androcles e o Leão produzida pelo Ta. Na peça seguinte Sonho de Uma teatro por vizinhança. E a partir daí começou a ser uma coisa mais compromissada' e"" todo sábado e domingo eu ia lá vender livro. Jorginho de Carvalho eletricista que era o Nem. programa. É uma coisa que tem muito a ver com a minha não vista participou além dos redatores de CT o iluminador estada no palco.parti- cipar das montagens de cenário. o cenógrafo. era uma . eu fiquei lá.. acho que por isso comecei fala de sua carreira. ou então. tinha um titu- lar e eu era ajudante dele. E comecei a deixar o futebol de lado e passei a assistir aos. E fui assim me oficia-o blado e dirigida por Roberto de Clero. Ela me chamou pra coisas que a minha família tinha preparado pra mim.a luz nessa época eram os diretores ou 'os' cenógrafos. Desta entre. Em uma linguagem simples.

Então. já que eu estava operando a luz. então eu tinha dez ocorre que se eu não consigo estar lá no palco dizendo refletores. Aí a família ficou até legal. co. dali. Quando eu fiz o concurso pra secretaria.fizúm eoncursopra Secretaria de Educação grupo. E~ montava' a luz 'e operava. eu acabava fazendo por menos. Eu estava sendo ator. nomia. De repente. Era tava oficialmente fazendo a iluminação. era diretor mesmo. consciência de que a iluminação era um trabalho" uma quando eu via uma cena que não estava se desenvolven- profissão. dele e pedia para trabalhar. A peça foi um fracasso de público. ou seja. Mas. atores. '. a relação já era outra: • foi um sucesso dentro dó Tablado. E eu transava a parte de luz. Foi indo assim: Clara cortando e quando a gente voltou ela me sugeriu continuar.assisto ensaio. Maria Clara já rodava um texto e mandava pra mim. não existia o ilu. mas eu já dava sugestões. eu segurava. me expressar. mas sempre me incentivando muito. Nessa época 80% dessas coisas. duais. mas sem auto- uma coisa muito instintiva.. a Clara cortava. ela resol. Mas. ou valorizava aquela cena. Ela começou pro iluminador. eu trancava eu discuti e colocaram eletricista-iluminador. eu aparecia na frente iluminação também. Uma vez eu viajei com Tônia Carrero pelo Brasil Isso eu me lembro. servatório iam passar a dirigir peças nos colégios esta- çãozinha.E' a saída do Tablado? nunca tinha trabalhado. acho que foi mais ou menos assim. Até que o Napoleão Muniz Freire reclamou que eu já tinha me na montagem de Androcles e o Leão (1966). foi uma necessidade de me colocar. Aí. enquanto no Tablado eu já assinava a iluminação. Eu dos formandos do Conservatório de Teatro e fiz várias. não ' era por em 1968 eu. surgia um diretor com quem eu . Era uma pessoa que e da minha maneira. ótima. curte e manda falar com a produção. mas na minha carteira no Gláucio Gii então eu falava isso com a luz. fechava o foco ali. só que o meu ins- trumento era a luz. E era assim. Então. porque eu melhorar. fiz pra eletricista. trabalho em que você assinou Do Gláucio Gil começou a loucura da minha ca- a iluminação? beça. eu do bem. porque era exagerado mesmo.grana amais pra iluminação. dava mais densidade naquela hora. um jipe e um motorista e saía pelas escolas as'coisas que eu estou ' a fim. Nessa época. ele a tirar o termo eletricistae colocar eletricista-iluminador. tinha abandonado os estudos. ausentado e eu acabei pedindo demissão da Divisão de veu não dirigir a peça. cava coisas em cima. A partir daí eu co- quero um texto'. se o Amir Haddad que um . assistindo ensaio. mas eu mecei a aparecer para as pessoas e não parei mais. e Cultura eme'coloquei na' Secretaria pra fazer teatro disso e dentro do Tablado não estava tendo espaço pra no Gláucio Gil. procurando sacar de mim assim. Eu estava me dístaaciando . Se você quer lazer além de muitas peças de teatro escolar. isso ninguém tira da minha cabeça. de tudo e que na hora eles chamavam pra montar a luz.'que' era estudar economia. cio ótimo: as pessoas que estavam se formando no con- mente quem transa teatro e'não é ator tem uma frustra. . o cenário era do Vergara e ela deu a luz pra eu preço que pedi e acabei ficando desempregado. mas era funcionário públi- mecei :a me colocar como o cara responsável pela ilu. pela Secretaria eu pedi pra fazer as peças minação do Tablado.E depois? .dia fez uma peça O cenário de Vergara me deu altas chances de fazer a comigo ia dirigir um espetáculo. Eu tenho certeza que a luz partiu ficava na platéia. Aí derrubava tudo. . Clara fazia a luz e eu colo. 0 Roberto de Cleto dirigia a Teatro.. exemplo. . Internamente. colocava as minhas idéias. . E co- assinar. a luz agradou muito.Qual foi o primeiro.normal. até que quistando os diretores: Porque na época. . eu como ator faria de outra maneira. Eu fui' fazendo todas 'as peças do Tablado. proponho idéias. 13 . Eu já es- a luz. O diretor ou o cenógrafo ainda criavam a luz. daqui. . eu co.porque nunca se faz um texto a mais mecei a assinar todas as luzes do Tablado. era como Mas. por introversão. porque a produção nunca estava disposta a pagar uma minador. Aqui no Brasil se assinava eletricista. Mas. aparecia na frente dele e ia con- . a luz fazendo luz que antes não tinha. Eu começava a ter surgiu como uma forma de poder transar isso. mas ela não aceitou o peça. PDr tenho certeza que era uma iluminação incrível. companhia. se eu quisesse estar ali representando todos os papéis ali eu ainda não ganhava texto. Fui procurar a Tânia. . Era um negó- trabalho de ator eeu acho que teatro é o ator .

Missa Leiga.E o material? Onde é que tem? Onde se compra? foram pra São Paulo e foram indicados lá para prêmios.E se alguém quiser estudar iluminação. A Traviata. como se faz agrupamen- ensaios à tarde e acabei fazendo. Equus. eu mesmo já fui a Mato certeza. em São Paulo. além da indicação para o Golfinho de Ouro. Vende tudo eoque não vende. me colocou como ar. até que no Equus (76/77) o Yan Michalski resolveu falar sobre meu trabalho. porque o Roberto. eu acho que vai conseguir. ) Agora. nacional é muito bem. E se não tem refletor arruma uma latinha com pra fazer o Equus. nedy. agora em É sempre difícil já que grande parte do material São Paulo parece que tem muita gente lá fazendo luz é importado (gelatina. Eu já tinha feito dois trabalhos com o Celso ma coisa no palco. Yan sempre dava uma notinha sobre a ilu- minação. Eu posso é de repente escrever um método acabado de estrear Os Filhos de Kennedy e ainda estava de como armar uma luz: ler um texto. o Dentro do mercado eu já estava bem colocado. Mas eu não sei bem como é que se explica . Zé Augusto.TELEM . O começo é pensada: "eu vou à luta pra abrir um campo de traba. imaginar como indo lá toda noite ensinando a luz pro operador. foi mesmo.Você acha que 'abriu um campo de trabalho? Mas agora tem muito mais facilidades do que na Isso eu tenho certeza. Aqui na minha vizinhança eu sei como foi. mas nunca tinha é porque tem ator. lâmpadas . Mas.. Eu não sei. Se as pessoas não quiserem minha época. Eu fiz dois trabalhos aqui no Rio que . Tem aí o Neném. não precisa elétrico .. onde eu desenvolvi e aprendi a técnica. Aí tem um grupo que vai dizer algu- analisado. Filhos de Ken. também não posso dizer que foi uma coisa Grosso. o interesse. O SNT manda gente. que começaram a falar mais da minha Como é que eu aprendi? Eu também não tinha tanto luz e da iluminação em geral. e eles já . indica.. em teatro e se for luz... mas você vai a um espetáculo que está sendo ensaiado eprocura saber como é . e eles deve ser instalado. Posso até dar o nome da firma que éexce- lente. uma porção de tem? Se você quer ser ator você vai procurar o conser- gente. Eu estava sem tempo porque tinha lâmpada. aonde deve ser instalado. . o Claudinho. Tenho revistas que mostram fiz vários trabalhos importantes como: Cemitério de equipamentos que as pessoas trouxeram pra mim. apareceu uma reportagem grande a que faz? meu respeito. Mas o Celso resolveu fazer alguns ser instalado assim ou assado. Agora. Tinha uma coisa que ele sempre falava que Eu acho que aí volta a história do ator. Fim de Jogo. alguém faz o cenário e alguém faz Nunes: Coriolano e Dr. não. SP (tele- cursos? fone: 283-2137).desenhar refletores. pergunta. . É evi- ·'Automóveis. Knock quando ele me chamou a luz. 599. E foi a partir desse to. trabalho.. .1977 . você só precisa de um conhecimento básico.Como é que você aprimorou sua técnica? Você fez Rua Conselheiro Ramalho. . Se alguém se interessa em fazer alguma coisa lho". porque deve ensaiavam à noite.Você foi um caso raro? Como se faz em Ponta Porã por exemplo para aprender iluminação? . . Esse acesso não tem na luz. mas eu não conheço. Começaram até a vir professores de fora aceitar é problema da cabeça das pessoas. pra você estudar teatro qual é o grande acesso que se mais o Aurélio. descobre. Bela Vista. O Marido Vai a Caça. Tem teatro era "a iluminação valoriza o clima".. mas eu tenho dar aula. Festa dente que a quantidade enorme de trabalhos que fiz foi de Aniversário. esse pessoal trabalhou comigo. MarIey. ao Paraná dar cursos e palestras. Eu já dei uns cursos práticos e palestras e cansei de Esse ano eu fui a Belém. Nesse ano . acesso. eu ganhei os Prêmios Moliêre e o Mambembe de adulto. Aconteceu.E em São Paulo como foi? que faz. como ê tista do ano e tal. Eu resto é na prática mesmo. "Giancarlo".Quando seu trabalho passou a ser valorizado? absolutamente entender de eletrônica ou eletricidade. numa fábrica de material 14 dizer que se você quer fazer iluminação. Mas. vatório. etc .

deve estar por um mil e pouco. a falta de horário para se montar a luz. agora estou organizado. Aí é um estímulo vital. é claro. Pra eu mudar um refletor pre- cisa de uma parafernália.. vai que lida com muito material. mão-de-obra. a nível de sus.. Pro diretor tam- receber pedidos para indicar equipamento . Eu prefiro realmente receber o texto e . pintou outro estímulo. ela se cristaliza? porque na leitura a gente já olha a cara dos atores. E a outra é atraso da própria sarial eu recebo o texto primeiro. a maleabilidade do ator de ir mudando totalmente a luz desse dar uma consultoria nisso. Ia falar com os fabricantes. Então. depois que se arrumou ria . fazer cálculos elétricos.A luz pode evoluir junto com o espetáculo ou uma dar uma olhada num ensaio. eu não sei. converso com o diretor. O refletor da "Giancarlo" eu mesmo eacabo sempre saindo pra comprar o material. eu sei uma coisa: eu desenvolvi muito sobre os estímulos vão se acumulando até a estréia. por aqui e no outro por lá. E eu sei equipamento. Oator pode um dia entrar ter mais facilidade. eletricidade. Isso da luz ser a eu vou lá procurar o produtor. Vai usar numa cena. co~sa assim de estímulo: O ator rec:be o relógio que já está no Teatro do SESC de São João de Meriti.Como é o teu esquema de trabalho? última coisa. lâmpadas que queimam. Eu não tenho isso. essas muito se eu começo aler um texto e imagino uma porção COIsas .Por que a luz é a última a chegar? Isso é bom ou o final desse ano procurar uma indústria dessas pra dis. última coisa que aparece tem duas razões: uma é a assisto ensaio. eu conheço a maio. e ai normalmente quem vai à luta sou mas a lâmpada é importada.consulto. o que se vai utilizar. com o cenário 90% montado. na outra é o cenário. se alguém for durante os ensaios. Aí está a construção da luz. Eu posso teorizar em cima da luz. já que conhecia bem iluminação. ela chega na hora certa. outra situação. os atores com as Oesquema é normalmente assim: alguém me chama. foi uma coisa nem a nível profissional. mas isso nada pra aparecer.estréia eu continuo mexendo com consciência. amanhã. vem a etapa de saber Por exemplo. eu preparo a luz na quinta-feira pra o material que a gente vai precisar e qual o teatro que estrear na terça. qual ~ mesa de luz. mas porque de re. Não é minha meta. Depois da vamos estrear. o que eu vi e começar o processo de criação. mas quando não conheço tenho que ir de um refletor. Então. e assim técnica. Hoje em dia eu sou tudo. com pessoas que pro ator é ótimo saber que quando não tem mais que sabiam mais sobre eletrônica.e aí procurei saber mesmo. de coisas e aí vou ver os ensaios eestá numa outra linha. porque orefletor é nacional. nem que seja uma leitura.. se eu pu. porque é uma coisa cara. Mas. pouco só a carcaça. ruim? cutir com elas sobre lâmpadas de refletores. Não tenho que iluminar pelo menos 80% dele pronto.. E se eu tenho que iluminar um espetáculo. que eu atrssava demais por excesso de trabalho. pessoas que estão trabalhando. No meu caso agora. Ela não chega atrasada. mas tem textos que produção. a espinha dorsal levanta. qUaIS os efeitos. eu capaz de desenhar. é uma coisa trabalhar num teatro que eu projetei a iluminação. tem coisas assim: normalmente no teatro empre. pego um texto e vou pra casa transar o minha que é totalmente consciente -. uma roupa bordeaux. 15 . É gostosa pras prometiam comprar uma remessa grande de lâmpadas. pmtou um estímulo. mas de repente me pente eu vi que havia uma necessidade nesse sentido e eu trazem uma peruca vermelha. uma achei que eu era a pessoa mais indicada para transar parede no cenário que não estava prevista. porque o teatro tem uma Esse refletor que eu falei e que foi feito com a TELEM. etc. coisas caras. sob até lá levantar o material disponível no teatro: quantos encomenda. porque de repente eu me frustro ho!a o ator ensaia. Ele deve estar custando uns dois mil e refl~tore~ te~. Sim. Como é que eu posso iluminar um espetáculo antes? tento ou de preenchimento artístico. eu teria que pocurar o SNT e ver se eles me É uma coisa natural e até gostosa. no dia se- Sobre aquela pergunta de como eu desenvolvi a guinte recebe o bigode. Depois. uma eu nem curto ler antes. vez pronta. mas é uma coisa meio cara ainda. mas Agora. já sente o clima.estão fabricando esses refletores que são 80% do ideal ria dos teatros. marcas quase totalmente definidas. bém é bom o toque da luz. mas estou com vontade de até . projetar. não foi para fazer a iluminação em si. etc. o diretor. é natural a luz ser a .. Eu comecei a o ator cresce.: já houve época que eu li.-.. pinta a luz.

Jogada totalmente . o? Neste I Bom. Vocêfica do lado de fora e oque interessa I~u~mar a id éia do espetaculo.. que :u ac~eI.I uma possibilidade do cara não ser um ditador.as 5 h~ras da I nação ter um campo cada vez maior. Eu fiz a luz do Rasga é sempre mais fácil de trabalhar. Procuro sempre colocar _ . quando o diretor está mar- além. . Eoutra coisa. passo al~um tempo e depo.tro h~ 15 anos.Como é o relacionamento com o diretor. do cenógrafo.. Porque de l falei tinha a ver. o que acontece entre o palco e a lIberdade total. inclusive os diretores ditos acadêmicos.. Agora. e tam~ Hoje em dia.Corno e"a1 ' ~ d t b Ih I ummaçao e ra a o em grup . porque de repente eu resolvo próprio.é. E a minha formaçao e grupo. em espaço físico.r I evoluindo junto com o espetáculo. vai dar o efeito: 'r com . Pelo menos durante uns dez dias eu ainda refiz a I balho mais tempo. Eo diretor tem mais man~a sobre tudo que eu VI. Agora. então fica. a cor do. o cenário? Se o traba- com segurança e vai me dar segurança.corre e. E uma COisa tranqâila Veja bem: eu sou um cara às vezes isso acontece mas aí dificilmente eu trabalho de ?etea. esse negócio de dizer que eu assisto pouco cupar. É claro que o ator lho.. a luz tem seu caráter exige assistir mais ensaios. com mesmoéofato teatral. A I C' T d do Asdrubal onde e a a o.que mais me faz assistir e?salo. em qua quer 01' exembPI·o· quteda oisa °t' a1 a 1llZ su mhava o o o espe aCll o. " . O ator está en. embora com alguns foi mais difícil. T bl d E h d I f I P I . Acontece também do ator preferir do ·repeseo cenógrafo coloca uma bambulina que me atra- 1~.a~erta. tem sempre problema de dinheiro e me- evolui mais.Idemeu gosto. Mas. .E com o cenógrafo? coisas pra mudar. e~salO. Eu con- verso muito com o diretor. é claro que em grupo ·palha. ' I· produção. deve aparecer em outra. Eu digo pra ele que nao ~osto. Mas. . jeito. então. espedahente par~ mim. ~utro . eu falo. você pode ilumi- bém pode ficar cristalizada se for numa boa. E eu dIg~ que nao eu sempre respeito o diretor. aí se conversa. Em produção. e ele me perg_unta como eu po.sso Ilumm~r se encontrar juntos. é evidente que vão espetaculo. então por que eu não o diretor vai optar. Em grupo. . Se eu acho que o ator ao invés de entrar nessa hora. mudei efeitos. Eu sento I nhecimento do meu trabalho serve mesmo é pra ilumi- com ~ HamIlton e dIscutO. e o grupo . cenógrafo. É com esse fato que o diretor tem que se preo- Agora. abertura total. Se ele disser que sim. o cenógrafo modifica. com ele ate.lscuto com o Ha~Ilton a luz cícios. eu já trabalhei com dire- mcl~sIve. eu falo mesmo. trabalho de grupo . u ac o que equa quer orma. éque um espetaculo que eu n~o }osto. principalmente agora depois ~ost~ da f~r~a . mas o caráter dela permanece. eu acho que tam. porque o. a luz não é dita só de uma forma. se de repente a evolução do espetáculo foi uma cena pra um refletor. cando pra quatro.e omeu trabalho reade Coração em Curitiba e fiquei 15 dias com o espetáculo · sempre muito mais. platéia. eu me • • A ' ' ? coloco como um deles. eu tenho o diretor que eu tenha trabalhado e que tenha sido hor- privilégio do ensaio ser feito pra mim. que trabalho de grupo eu so dou chances de fazer um trabalho incrível. de exer- claro que e dIfe~ente.Is asssto outro. eu me coloco muito com o espírito de grupo. fim de informar está passando. Tudo muito aberto.? I . Ee estão procurando um trabalho de integração. porque esse reco- dentro porq~e e uma . porque aí entra com tal luz e vai dar um efeito maior. ·já bem asslst~ e~saIOs passados.. entao. Eeu assi~to ensaiosimo . tipo de trabalho mtegrado voce assIste pouco ensaIO. sem nenhuma neces- sidade de fazer isso ou aquilo. Apesar de que em produções comer- luz. saiando pra luz. Olha. ou a luz não . porque se eu estou vendo . os atores e o iluminador. Afinei refletores. Eu d. se for uma pessoa criativa tanto quanto o de tO?O o espetaculo. eu vou que eu dirigi. tem que se conversar. o ator modifica a minha luz. passar o espetáculo. Eu acho nar de várias formas. b Eu abro a oca. E com grupo. . eu sempre tra- lá..Asdrllb~l. a gente aluga refletor. : novo com essa pesso~. . o que o.que eu lho é um conjunto. rível. elevai optar :posso modificar a cena.. Eu assisto os dez últimos dias. . . _ . etc. mas da . nunca teve nenhum ensaio é mentira. descobrir juntos. tor menos conhecido que eu e a gente teve todas as Entao. até que encontrei ciais eu ganhe bem mais eme exija só um mês de traba- a luz e passei cinco dias repetindo. Agora. que enquanto estiver fluindo bem. Eu assIsto um é que curtir o meu trabalho e não ficar me castrando. Quando eu vejo ensaio. pode evoluir mais. se o que a gente ~tá a . ·a minha luz.. o ator. Ora. aí a luz tem que sair também. o diretor também.

Ê uma confiança ruim quanto era. ela deve- ria ganhar o ordenado de eletricista e pelo menos 40% _ Você é o iluminador mais caro do Rio? do ordenado de operador.Paga-se para o iluminador a mesma coisa que se paga quei para o sindicato quando da feitura da lei.. exemplo. É o seguinte. Agora. operador de luz: é futuramente pode ser que a gente consiga fazer existir. . Foi uma opção que ele fez e ele sabia que eu ia A situação financeira ainda é ruim. ·. porque eles reclamam muito .000. porque eu ilumina bem depois da quarta. e mais tarde o mercado é que vai colocá-lo como do espetáculo. eu não sou Pelé. refletor. cos no teatro. o iluminador não tem salário específico porque sério. é a tal escola que não existe e que equipamento.00 e fiquei dois meses ligado ao Se uma pessoa quiser acumular duas funções. Isto se ele for eletricista co- meçando um estágio de operador.r ~ra. Foi isso o que eu colo. uma mixaria por qualquer pessoa: mente. ser ~Iumin~do. ele tem que se colocar no mercado por alto. Não têm piso salarial. ·do espetác~lo. Cria a luz bom ou mau profissional.E o salário dessas funções? ! nador é relativo. funções. .. falar nisso. aqui fora e que valarizou o cenário ?e.A situação econômica. porque 17 .00 para o eletricista cênico. o contra-regra. está ótimo. desenvolve uma parte artís.então se cria um padrão de ensino.00 para o operador de luz e Cf 8.000. é um problema ·Agora. ele pode pedir.cenário. equipamentos. Se operar bem. Num teatro o salário mí- mútua. Mas. ou há discriminação? às duas funções que têm salários específicos. Ê difícil uma pessoa. Por exemplo. mas deve ·ganhar o salário de um e meio.se você tem um eletricista cênico e você cria uma escola. veja bem: entende mais do espetáculo. No meu caso. pra fazer a luz do Guarani i eu cobrei Cr$ 60. já queria ser um iluminador free-lancer e não tinha condições econômicas ainda. é uma loucura porque eu sei que tem teatro que paga ele me tirou todas as possibilidades de iluminar lateral. mesa de luz.t a produção não tem dinheiro para manter dois técni. nimo gira em torno de Cr$ 12. aprender a respeito de derrubar um espetáculo se operar mal. quando dou o meu preço. Na ópera O Guarani eu tirei um carro do Ripper é impossível você manter um iluminador fixo num teatro. Se ele for operador Ah! Claro! Devo ser. o preço do ilumi- ·. opera um espetáculo. Agora.l~ também. (cenógrafo) porque não afetava em nada o trabalho dele assim como um cenógrafo fixo.00 pra operar Eu acho que não sou a pessoa mais indicada pra um espetáculo. Essa é uma idéia na minha cabeça. porque tem que se levar em conta muitos fatores. porque .000.000. mas não é tão fi'. tica. Ele vai passar por táculo é uma coisa extremamente importante.aquele cara que já passou inclusive pel? está~io de e~e. Iluminador: é um free-lancer.. Operar a luz de um espe. Quem funciona dentro e eu pude dar uma iluminação por trás que precisava do teatro é o maquinista. Às vezes eu me sinto angustiado em casa. Mas. E so se I rador de luz e depois um péssimo operador. sabe tudo de cista e operador. Co~o também. ASSIste ensaio.00 ele pede Cr$ 20. Fui considerado um bom ope- ? n~mero de peç~s em que ele V~I trabalhar. quinta peça. virar pra fazer de outra maneira. isso eu sei. Essas são para um cenógrafo ou figurinista. ele acumula duas funções. não é uma disputa.Como ficou a regulamentação da profissão para a _ E o iluminador quanto cobra em média por sua categoria? espetáculo? São três as categorias no sindicato: eletricista cênico: O iluminador já passou pelos estágios de eletri- é uma pessoa especializada em montagem.É lógico que para a escola existir é necessário rotular tricista e já se desenvolveu um pouco mais. por ! trabalho.Incluslve VaI h~ltar cista e operador de luz.000. depois vai desenvolver a sensibilidade: você não só contribui para o andamento do espetáculo: um estudo de texto e depois participar da iluminação como pode até fazer alterações junto com o crescimento em si. eu sou iluminador mas já fui eletri- balh?ndo fIXO num teatro. está bom. Você pode uma etapa de eletricista cênico. como é? Dá pra viver? se ocara é um ótimo operador de luz e dentro do mínimo de Cr$ 12. eletricista cênico e operador de 1uz.

conseguir criar uma escola. não e? Brigar por nome. eu estou na etapa de fazer o status do ilumina- dor valer tanto quanto o do cenógrafo. no caso da minha rapa. é muita barra que você tem que enfrentar. Agora. resguardar bolsa de estudo e tudo.eolha que eu já deixei de fazer luz de uma No momento. a situação da supera uma e é reconhecido. geralmente fez arquitetura. não é a categoria que vai te dar a grana. em geral. pra depois ver o preço. é uma valorização do teu trabalho. Mesmo porque. a categoria. o cenógrafo tem escola. Eu cheguei no sindicato e comecei pior que eu como iluminador. O próprio fato do diretor pagar uma pessoa pra fazer a iluminação é uma conquista. Mas. porque ele falou que não tinha então eu posso escolher. a grana fica mais fácil. se colocar bem. o que a gente tem que conseguir já é o respeito ao teu trabalho. não é? Nós temos que equilibrar situações. Agora. cenógrafo-figuri- nista e iluminação. mais gente no mercado.Como você acha que está. eu acho que cabe mandar para os Estados Unidos estudar iluminação com. aí o que é que eu vou fazer? Pedir para imprimir tudo de novo? Mas isso não é desesperador. Mas. Isso parece uma coisa mesquinha. S& isso entrar na cabeça das pessoas. está aceito. a men- o Existe. gosta do meu trabalho. tem uma situação anterior. de ficar dizendo quem pode e quem não pode ser ilumi- nador? Eu não estou a fim. criar uma consciência maior. Mas. Eu acho o seguinte: se o cara quer ser iluminador. eu deixei bem claro que achei um absurdo ter o nome do cenógrafo. Financeiramente não existe muito em dia. do produtor e não ter o meu nome. em Curitiba. existe talida?e está mudando. O Orlando Miranda que hoje por um outro lado. criar outros bons profissionais no mercado 18 e aí equilibrando. é evidente que o mercado de trabalho vai acabar deíi- nindo se o cara tem competência ou não. Eu sempre sou contra- tado depois e não brigo antes. No que diz respeito à divulga- ção. uma diretriz. eu acho que devia vir sempre direção. por exemplo. O sindicato também que fazer isso. pOI exemplo: na estréia do Rasga Coração. porque eu acho que tem muito cenógrafo está engatinhando. e tem muito cenógrafo a aprovar pessoas. Agora. à gente. Porque. dá a porque eu tenho chances de não deixar isso acontecer. . eu tenho certeza. por iluminação hoje? exemplo. aí vem outra. é mais barra. Mas. Não sei se tenho A gente está engatinhando. no meu caso não existe tanto. já é um passo. O iluminador não. maior força . da tua categoria profissional. elepensa até em me ziada que vemaí. ter respaldo.dinheiro pra pagar iluminação. pessoas da profissão. E o iluminador ainda tem contra si " o fato de sempre chegar depois. Agora. tem três peças me chamando pra iluminar. As categorias foram criadas pra amanhã . é um processo normal que vem há muito tempo. Hoje. porque são três coisas que se com- pletam. do figurinista. Agora. uma escola. eu 'penso: que direito eu tenho melhor que eu.Mas existe discriminação? a gente conseguir criar uma escola. peça que ele produzia. Quando você .

esse homem não vinha ali fazer gra. foi representado pela sketches tudo se confunde e finalmente se desfaz. Nunca definitivamen- Brecht era ainda um jovem quando a I Guerra te. çando sem avançar. geram o clima de torias do público. Ede estudava nessa época medicina no Valentin. justa- sério. produzia suas obras segundo um estilo que ele de. Wedekind foi cantor ambulante cotidiano. que permite à cada espetáculo uma composição segundo Quando esse homem. Conseqüentemente o cotidiano é distorcido.com essa ciência de improvisação mais penetrantes desta época. de quem De Kar! Valentin ele aprendeu mais.\ fotógrafos que detestavam seus patrões eos tornavam ridí- Seleção de sketches cômicos culos. é verdade. a malícia e a angústia de quem pro- dentro de nós acorda e nos faz rir no mais profundo i cura. O outro poeta. 19 . recuando ao mesmo ponto de par- kind. entre os barulhos de canecas de chope. mesmo a falta de regras. Valentin não penetra Sul da Alemanha e foi aí que ele recebeu a influência diretamente em um assunto. de Karl Valentin. eles têm medo". que se apresentava numa cervejaria. pequenos e grandes sketches se ·ça." naturalismo é levado à abstração. na algazarra de qual- 'quer cervejaria. Monólogos. subvertendo o processo natural de evolução do . Como primeira vez nessa época. Valentin repre- sentava empregados teimosos. ele perguntou a Valentin como deviam se comportar os soldados: "como são os soldados numa batalha?" Valentin respondeu sem refletir: "eles estão brancos. nos seus com uma obra escrita em 1830. músicos de orquestras ou . com a qual a gente não todo. Mas foi do cômico Valentin. tida. postas.caria profundamente o seu Baal). À RESPEITO DE KARL VALENTIN Bertold Brecht. avan- . em cujo espetáculo a gente pode continuar desse material não é gratuita: ela permite aos espetá- a beber e fumar e que nos sacode o tempo todo com culos de Kar! Valentin os mosaicos mais diversos . encaixam ou se desenvolvem como fragmentos de um Uma graça tão complicada. ção profunda que. a gente tinha imediatamente a sensa. a detalhes. de can. ele contorna. Em rápidos esboços. Opatrão era representado por sua assistente Liesl Karlstadt. sem a qual não há nem teatro público nem arte popular. num labirinto ele volta aos mesmos obstáculos.o um riso interior que não tem nada de pacífico. Ele próprio era uma piada ambulante. se aproximava com seu ar mortalmente As diferentes formas de intervenções cênicas. que botava uma barriga Tradução e Adaptação: Buza Ferraz e Caique Botkay postiça e falava com voz grave. se prendendo de dois poetas e de um cômico popular. a velha besta que dorme ! ções com a raiva. juntamente com tranqüilidade. li CABARÉ VALENTIN" e cantava baladas no seu violão. outubro de 1922 A FORÇA CÔMICA DE KARL VALENTIN "Assim que Karl Valentin. Munique. a peça era Woyzeck (que mar. trabalho artesanal de montar e desmontar. Opoeta Buchner. uma das figuras intelectuais a hora e o lugar . A mobilidade interiorizado. pois é um virtuose da complicação. e o de nós mesmos. Quando Brecht montou sua primeira peça.senvolveu nos cabarés. i cabaré que fizeram a celebridade do grande cômico de . dade em carne e osso. uma cômica popular. Wede. onde havia uma batalha que durava quase meia hora. pois nenhuma regra é definitiva em Karl Mundial acabou. o que passou é sempre retomado num incansável consegue brincar. Nesses sketches ele costura as palavras e as situa- besziras e prazer de viver. Ele é um cômico inteiramente seco. nos apresenta a simplici. intercaladas.

lher seu espetáculo. o lO. asmáticos. 50. então. ' . Tristan eoutras coisas. ingresso por espectador-criança: cin. encontros amorosos e todos esses jo. fa~er publicidade.de dois milhões de espectadores. Golpes publicitários para atrair a ou 160 salas de 12. que haja nessa ci- rio poderia começar na infância com tentamos anos à Iio convencê-los dade vinte teatros de 100. truque~ nao c?nsegmmos encher sa. Culpa de quem? Unicamente do Sabendo que tem de ir ao teatro..D. mas nós não podemos também não gosta de ir à escola. Será escola? então.000 pessoas. ou ainda: "Es. Se cada um de nós se visse o cidadão não teria mais que esco. nunciar voluntariamente à todas as outras distrações estúpidas como. 20 cos os cem teatros na cidade.das debilidades e doenças do público. 'VAZIOS Porque não é absolutamente a mes. É ao teatro. instituímos a escola obrigatória? Por. gar nosso público a ir ao teatro. 1. Não haverá mais problemas com preciso impor o teatro obrigatório.lhões de teatros de 1 só lugar. obrigatório. do general ao I Ê preciso ser ator para se dar con-· escola cada dia. umas cem escolas e mil crianças por tudantes e mili~a~s. teremos completamente a vida econômica. feito". ro na píatéia. camarotes e galerias exemplo o jogo de peteca.000 lugares. o preço dos ingressos. Quem os teatros que estão à beira da Ia- certamente.· cada um com mil lugares ocupados: as crianças para a escola? petas.. por E as frisas. obngatono. res. cerca Além disso: o teatro não é uma somente por lei que podemos obri. porque a escola que nos propomos. Eis o verdadeiro modo de ajudar ' qüenta pfennig. Essas cem mil crian. gostando ou metiê há tantos anos. ou então: "É permitido fumar salas de 3. Não.. Ele não de. A nossa experiência nos ensina Por que todos estes teatros vazios? gos sociais que tomam e devoram que não seria nada bom se os bom- Simplesmente. ças irão de manhã à escola e. as coisas mu. cs hipo- ma coisa se perguntar: "Será que eu condríacos e os neurastênicos. ou dois mio. Nós necessário. cartazes e' convites. Não se trata de distribuir fili. seriam reservadas aos reumáticos e as diiscussôes poI'íncas . Ê 500 marcos por teatro. O teatro obrigató. Eu que estou nos bastidores desse' que nenhum estudante iria a escola gado: ele terá que ir. obrigat6Íio levaria o cidadão à re. por exemplo. vejam voces.000 mar. Por que não ria se iria ver essa noite Tristan ou bom para o teatro? Há uma relação instituir o teatro obrigatório? Por que outra coisa? não! ele terá que ir ver íntima entre os bombeiros e o teatro. Ê verdade que não gostando.bombeiros.125 lugares. ou vado" ou "o lobo e as setes Brancas multidão. nós transformaríamos Da primeira à quinta fila. de cartas. Preço de E tudo que iríamos gastar para digamos. a ter tudo se tivermos boa vontade e vai assim mesmo. nunca vi uma se não fosse obrigado. o teatro se:a. o que faz cem mil raso paga~ meia. ele se pergunta. de las. ou 40 salas de 50.500 lugares. ~om todos esses I ta da força que isso pode ter quando crianças diárias. e vem.320 salas de 6. numa . Da sexta à décima fila. sala monumental. beiros fossem somente voluntários. numa grande cidade." O teatro Da décima à décima quinta fila. e eis o resultado. pois será obri. pOIS. Por lei. às custas do Estado. ao teatro obrigatório. Estado.000 luga- um repertório de contos próprios para com boas maneiras.somos tomados pela presença.250 lugares. ou 640: de Neve". 365 vezes por ano. crianças como: "o grande anão mal. ao peça sem que houvesse um bombeio seria mais diíídl instituir o teatro teatro.E quem pode impor senão o Estado? . mas Instituindo Estado por Estado o tea. isso nos dá cem teatros precisa de publicidade para mandar lência.para o corpo de bombeiros não é dariam completamente. será.POR~UE OS I Quantos atores teriam empregos? penderá mais da condição social. Numa grande metrópole temos durante o intervalo". vou ao teatro hoje?" ou dizer: "Eu tenho que ir ao teatro. porque o público não nosso tempo. ec?~omizado . por isso constituímos um corpo de.os doentes de pele e os doentes da alma. 50. O estudante. mas O teatro obrigatório universal. tarde. TEATROS ESTÃO tro obrigatório. Obrigatória. de botequim. os surdos e os míopes. Por que o que é bom obrigado à ir ao teatro. de um público de. levará o senso do dever? é obrigatória. como: "Ar refrigerado per.

. sem dúvida ela depois. Mas. você vai'comi.Pois bem. lado. criança. Ela se levanta e põe chucrute no MARIDO . MARIDO . na mesa.1I-.Ela? Para nós? E por MARIDO . mais essa! pe de faca. começa às MARIDO .Pode ser que no teatro meia e oito horas. A me servIr. Diz logo. i MULHER . mas MARIDO . Eles puxam agradecido.Mas eu não posso olhar nele assim. com um gol- MARIDO . Agora va- fazer uma gentileza. ! continua caindo. certamente não. o espelho cai tempo e) nós temos de ter tempo. bolso da calça.Você sabe muito bem mais perder tempo. A gente não vai estar pronto I pode ser tão vaidoso? Pra quem que I do no espelho enquanto come. ' não pode nem sequer repartir essa ARI~O . vai te olhar? Ê pro Fausto que ela vai de cara comigo e me ofereceu uma olhar. tes. ' mede as salsichas.Deixe de bancar a MULHER . Du- que essa mulher tem uma pinimba Põe ele direito.Eu gostaria de saber I pede com a mão. tortou. essa É só o tempo de me pentear. prato dele. MARIDO . Ele pega ambas.Chega de fazer care- MULHER . 21 .É um hábito que eu te. Ela sai.Tá bom. gente faz? receu? MARIDO . Por fim. MULHER . MARIDO .E você acha que ela cadas. mal à saúde.Você pode fazer isso Tem uma salsicha pra cada um.Ah. MARIDO . gressos de teatro para o Fausto. go? Sim ou não? <- o marido se penteia barba e cabelo.. vegetaçao que voce tem. outra coisa. Mas ao menos eu sei quem MULHER . MARIDO .Prato feito novamente.Muito obrigado.Começam entre sete e MARIDO . geralmente os você quer ficar tão bonito? Você me teatros só começam mais tarde. que você me diz? MULHER . Ah.Edepois nós ainda não tar: um prato de chucrute e peque. dá a menor pra mulher e fica com MARIDO . MARIDO . A mulher chega com pratos . MULHER . você não precisa ficar se olhan- sete. MULHER . vamos.Eu me apronto rápido. Adivinha o que ela me ofe.E quando é que isso . . ah. agora ele en- nós. MULHER . senão ela não teria ofe.O marido. MULHER .Eu não sei. velha coruja? MULHER . I MULHER . muito. vire ele. Depois os dois enfiam pre- sempre.Já são quinze pras i MULHER . tira um metro do não tem tempo. MULHER . MULHER . olha. oito horas. lê o jornal. I O marido vira o espelho mas ele ! MULHER _ Toma: chucrute.Mas aqui nunca tem por que não vai ela mesma. lher entra precipitadamente.AIDA AO 'TEATRO I na hora nunca.Mas ela só queria nos I entortou os nossos garfos. trário. mu. U posso muito em cer e perguntar pra ela.Não seja tão mal.Bom.Eu quis dizer no in- MARIDO . lógio na parede. e talheres. Ela não tem lho e o põe à mesa. MARIDO .Pronto. ninguém. nas salsichas. ele separa os garfos. cipitadamente os garfos nos chucru- MULHER . Dois in. ! o que você tem pra pentear? Você I ME' b MULHER . mos comer depressa. e eles se prendem. a maior. agora não vamos dos dois lados.Bom. Vou des. ele olha o re- com a gente. rante esse vai e vem.Como esse homem I tas. mas ao con.Não fica pensando tervalo. o marido pega um espe.Toma. tileza? Nunca. sente uma garota interessante do meu MULHER -Adivinha só meu ve. Ele se olha no espelho. furioso a im- começa? MULHER . eis que a nossa senhoria deu sempre mais tarde. às agrada e não precisa agradar mais Marido.Então. MARIDO . primeiro vamos comer. lho.Ah. Os teatros começam MULHER . então que que a coisa.Antes das oito horas. recido 'os ingressos justamente para O espelho fica em pé.O jantar está pronto. Que jantamos. quando eu tava subindo as es. I nho e mantenho. A mulher conserta.Comer depressa faz acaso nós já lhe fizemos alguma gen. A mulher sai e volta com um jan. sete e meia.

MULHER . .. rio dele... MULHER . O marido põe a carta no espelho. MULHER . você começa às oito horas. (E!e ver isso porque ele é meu também."No caso do teatro MARIDO . queremos. vai até ali...Nós.. tempo com esses bilhetes. que pode esfriar e nós te. nós voltaremos. é o aniversário dele.Não precisa escrever ver: que nós podemos. Aqueça novamen.Que nós vamos.Não. mas ele não tem a me- MARIDO . . A MARIDO .Não. .. " MULHER . certamente. Os dois comem ruidosamente. "Meu caro Jose.Você não pode escre. José.Mas como é que ele .E o menino? O que que a gente faz com o menino quan· cozinha. assim como da tua mãe. devia saber como é que se chama o garoto. tira a mesa.Então eu vou escre- MARIDO . um bilhete.. Mas.. como MULHER . do jantar. todos os lugares.) . Mas.Mas se ele não olhar." o jarro de flores ele vai pensar que MULHER .." •é que ele se chama? Bem.Eu vou escrever: chama ele de "garoto".de você preferir seu jantar frio. Assim eu que você nos deixe em paz. não pode. vou escrever que nós não estamos tem vontade. deve- mos . olhe logo no um ponto final.Mas quando ele ler MULHER . daçoes você terá posto o bilhete à toa. Você continua só a comer. Eu vou escrever que nós porque nós sabemos que ali tem não estamos aqui. .É sensacional.Já estamos no inverno.. olha MARIDO .Você é a mãe dele. nhor nosso caro José . MARIDO ."As mais respeitosas."Teu jantar está na loca o vaso por cima..Bem.Mas isso vai confun- escrever. levanta a cabeça. Não."." bilhete: "Quando você chegar... olha: MARIDO . MARIDO . já vão dar guntar à vizinha. seguir nós mesmo. MARIDO . pra casa. pelho e diz: o que será esse bilhete? escreva que nós saímos. MARIDO . " Ele põe o bilhete na mesa e co- MULHER '. escreve: "." Agora vamos lavar a louça só amanhã de manhã.. Nós vamos con.Você opai dele. esse bilhete nós já teremos saído.. eu vou per.Mas a mãe já está logo no espelho. se chama mesmo? MARIDO . " com as botas sujas e não vai poder mais ler.. MULHER .cil vai continuar lendo.Escreva: "Munique... Maria.. pode senão vai ficar muito tarde.. Receba as sau- OS DOIS . espera. eu vou mos que ir ao teatro. se olha no es- isso: ele vai ver. Com do ele voltar do trabalho? te porque pode esfriar. em casa."Muito honrado se- .Mas eu estou falando MARIDO .Mas é absolutamente "Querido..deixar o bilhete na mesa. O marido procura por MULHER .. MULHER . " espelho? MULHER .. caro Jose' .Nesse caso eu vou es. eu vou escrever: MULHER .." MARIDO . talvez necessário que ele olhe. MARIDO .Mas.Aí." MARIDO ..Eele vai pisar em cima como duplamente. Eu con- MULHER . MARIDO .nós . temos a ele entra. vemos ria dizer. (Pega papel e lápis) Então MARIDO .. não precisa esquentá-lo. MULHER . dos teus pais que tinuo. fomos. no forno...." para Bem.normalmente ele entra pela porta . espelho que você vai ver uma coisa. 19 MARIDO .Começa às sete e meia.Eu acho que eu vou Bom. éo que eu que. E se ele não olhar no de Jun o."Porque senão ele fi. é claro.. abre as gavetas e 22 crever: "Nosso caro José. senão aquele imbe.. Agora você escreve um outro saíram.Espera. Jesus.E agora eu vou botar "Quando você chegar.É que a gente sempre incluída nos pais. agora que nós perdemos tanto MARIDO . "Nosso MARIDO .Justamente.Mas se a gente não di-lo. vamos deixar o bilhete no chão. ser que na mesa ele não veja logo..." MULHER . ' " cará muito quente. gente já deixa o jantar quente e ano MULHER . MULHER .... porque saímos. nós não temos de ir.Então." estar fechado. MARIDO ..Já pensei nisso. É preciso que você oportunidade. Ah.Mas não é aniversá- tes de sair escrevemos um bilhete. MULHER . aí não pode. h " nor idéia. Felizmente o teatro só MULHER . MULHER . Você é que devia saber. e então ele o vê.Acrescente: "No caso sete horas.. É José o nome dele.

MARIDO . nesse tempo MULHER . fazer outra coisa senão discutir.. o que você preto. MARIDO . Eu só preciso MARIDO . Marido se tortura para fechar o marrom.Será que dava para eu vou te dizer uma coisa.Eu já esperava por MARIDO (Gritando) . dos outros. você sabe que eu não suporto essas você deixou ontem.Fanny.Ou será que eu boto o marrom? . Mulher se senta e chora. vai começar MARIDO _ Pílulas laxativas. MULHER _ Você não deu o com- MARIDO . toda vez que apa. me deu? Ela sai. Para trabalhar o ano inteiro.Ora. é sempre os dois ao mesmo tempo. MARIDO . MULHER .Mas também você en- de tempo te perguntar alguma coisa. posso fazer isso sozinha. Ao teatro! botou meu maldito colarinho? experimentou um. MULHER . põe o colarinho e a gravata. você quer ir. ô-la-lá. MULHER .Mas fala. Vai embora. MARIDO . então eu vou e acaba logo com isso. Da outra vez que vá ela mesma ao MARIDO . ele encontra um que esfrega colchete. Assim pelo menos um vai fi.I gante? Deixa eu ver essa porcaria.Acho que esse cha. a ~als vai te pa. MARIDO . toma um com- que eu fique louco. eu vou botar o marrom mesmo. enquanto ele tenta amarrar um.Bem.- tido preto? chosa! Ela toma o comprimido e sai. anda Agora eu vou tirar minha roupa e vou o botão. eu não posso mais sair.No teu lugar eu ainda MULHER . gora na. para isso eu sirvo. MULHER . I ele procura os sapatos. Eu não quero mais sair. Ai que enxaqueca in- MARIDO . que MULHER . gole qualquer coisa que a gente dá Bem. pelo amor de Deus. para a cama. Ele dá o remédio para ela. MARIDO . Ponho meu ves. Ah.Pronto.Onde você Mulher com dois chapéus na mão. é preciso ir de MARIDO . Mulher volta para apertar o cola- tenho 9~e dar um jeito na casa. É perda assim. antes vai. triunfalmente no nariz da mulher. O marido vê que comprimido deu. rece alguma coisa que pode me dar primido certo? MULHER . encontra e istona. lavaria a escada e limparia o chão ciso de você.E eu para ganhar di- Numa outra oportunidade eu uso o nheiro. O marido. vai o vestido marrom. Ação loca o outro em cima da mesa. sozinho ao teatro. co. gente consegue botar um maldito gressos? tões.Põe um outro. antes de sair ainda primido para dor de cabeça.Mas meu Deus. eu te dei cem mil botões. • MULHER . da cozinha. Ag~ra.Alto! Você já tomou? MULHER . o outro já soltou. MULHER .Ai.Sim.ovo. já que car pronto na hora. teatro e não venha encher o saco Cospe ele de volta. Mas I começar. MULHER . Eu por çar a caçada ao botão do colarinho. culpa tenho eu se me deram dois me preparar.Eu não posso botar um pouco de distração. A mulher volta com qui até o fim da noite nós não vamos exatamente no teatro.de .Como é que eu posso de um. vai recome. MULHER . rinho.e às oito e meia a gente vai star e ele fica louco. daqui . logo.o teatro a em uma hora. Você pode colarinho mas não consegue fechar ir ao teatro com quem você quiser.Depois eu vou me MARIDO .dois in- A mulher dá uma caixa de bo. É. Aí entã. de novo MARIDO .Não seja tão estúpido. (Ela sai) que se faça.ate ~ teatro a Está escrito: efeito imediato. MULHER . rar.Eu estou tão irritada. 23 . essa. para você.Pronto.Para de resmungar MULHER . péu não combina com meu vestido discussões. Depois ~~d~ . fecha meu co.É. Quando a ir sozinho ao teatro com . . E da.É muito. Os ~ente V~I d I ~ C uti:. E~ já c?nhe~o essa MULHER _ Você me deu um pur- .) MARIDO . você fechar meu vestido que eu não mim prefiro ficar em casa e você vai Mas.No mesmo lugar que MULHER . os quinhentos colchetes. Agora são sete e meia laços do sapato começam a dar nós gente vai contmuar discuiindo. MULHER (Faz que vai mas não fernal. N.Ah. larinho.Mas isso não é roupa ingressos? novo à cozinha.Para isso eu não pre- vestir. empregadinha capn.

I fica~ manc~ado.Apague as luzes. . com a camisa. Vamos logo. . I MARIDO . prestada. a gente MARIDO . entao rasga o botá-los na minha bolsa senão é ca- comear. MARIDO . MARIDO . (Ele rasga a parte de paz de você perdê-los de novo. mos nem poder entrar. ' a pronma. den.\ MULHER . cotovelo da mulher no momento que ajudá-lo. mesmo.e engra. É a mais velha que você tem. MULHER . Ao vê-lo.Não vou conseguir I MARIDO .Bem.Mas e uma camisa I chão. deixa suas camisas s~Jas e nao tiver ~ idéia de ir ao teatro. senão não va- (Pra vizinha) Agora a gente está . As pessoas vão pensar que I ser como me desculpar. quanto voce quer? vai chegar atrasado. Só bem. eu vou E você vai ficar parado aí. não tem impor. )' mãos dele) nhum. Vamos ter de mania de andar imundo? Que ca. (Começa a pro- Nunca mais. as janelas. MULHER .Estão aqui. .MUlto obngada.?O (Pega a.Só uma gotinha (A I pegar um táxi se quisermos pegar misa é essa? mulher bota o azeite numa xícara: o início do espetáculo. curar o botão) I' teatro..EU vou diIzer uma de criança.Em cI~a da cadeira. Ao . MULHER .Desse jeito a gente Quando é' que você vai perder essa Bom. Ao entrar ele dá um encontrão no ota na mão do marido e volta a MULHER .levan.É uma camisa de ho. não tira ela.Pra mim é o suficien- MARIDO _ Mas isso ninguém vai derrama no vestido da mulher) te. aqUi tem um hmpo... achasse os ingressos.Eu dei pra você logo Ele tira a roupa inteira e fica só ta~la ve que ela e uma camisa de I que eu vim da rua.Anda logo.Não começa às sete MULHER . d tas. so o peltI~ho e fech~ bem o paleta.Mas.cair um temporal. ea . Eu vou lá pegar.I MULHER . nesse instante o marido volta. Toma.camIsa. nem casa? Ah.VaI.lavar. MULHER . no a vizinha. MULHER . acender as luzes. (Abre o estojo. muito ocupado. botou a minha camisa? (O azeite MULHER . (Sai) I (Sai) . (Pega ~ lata de azeite) . h aíinal'?das con. de camisa. teatTjl. senão' va- e meia.. Ele ia esquecer os binóculos.. MULHER . nu. estamos indo ao MARIDO . não se esqueça de fechar alguma. ela dá um grito de pavor.Ah. meu Deus. Voce pegou as chaves da você com essa camisa de forma .Não senhor. Pelo menos é azeite. desculpe m. . não bate na porta antes de entrar? ça o. Além do mais está mos perder a hora. Olhe.Estragou todo o ves. nunca mais eu vou ao MULHER .que eles não estão aqui. É a única que havia MULHER . está vazio) Ainda ! MULHER . .Você não vai ao tea- tro com essa camisa de jeito ne. eu só queria um pouquinho que sobrar. _ MULHER _ Até que enfim. ver que calram .Meu Deus. (Ela pára mem. B de ajudá-lo e vai pegar o binóculo. . camisa.} . A VIZINHA .. f lt estanam em pedaços.Ah.Os in- tirar essa camisa já e botar uma A VIZINHA . Faz o seguinte: bo~a ter um xilique.. I poe o azelle.Meu Deus do céu. . vez que aguem 1 .Anda. tido. MARIDO (No escuro) .Mas ainda por cima sempre pedindo alguma coisa em. não vai MARIDO . me a ava essa. Vou ANIZINHA . MULHER .da-o a vestir o peitilho) você está vestido dessa maneira. MARIDO . nu dessa b?ta pr~ . • . . (A millher aju- MULHER .Quebrou . senão notar.A VIZINHA . M ARIDO -e onugo: ' ? D'eixa eu nunca na vida esquecer esta noite.. Tem mais de quinze dias que você MARIDO .Mas esse é muito MARIDO . está ainda com as calças na mão. on e esta mn a.I cOisa: trodc.Mas eu não saio com .. . Eu 24 de az ite para botar na salada.dodeiguarda-roupa. Ih. no pior momento.Mas onde é que você MARIDO . você vai (Da o azeIte pra vI~mha) . • MULHER . Nesse momento entra ctiança. estão com você. .Por que é que você .Não. gressos estão com você? outra.. Vamos assim . O binóculo escapole das . nunca se sabe quando vai eu sou uma miserável. grande. tância. . Se ao menos a gente maneira? Vá se trocar lá no quarto.Você aparece sempre MARIDO .Eu sinto muiío. Ag~r~ chega. Voce . anda. I MARI. . baixo do peitilho) só queria saber se as outras pessoas .

Quando se abre uma I que esguicha água. . .Afinal de contas esse jato i vê-lo.Tá certo. . de casa.. ~ H~ q?uanto tempo que esse às oito em ponto. I Munique por causa da água. InÍ. depois instalar o en. : protetora em volta. Mas hoioje am. B. B. eles vêm por causa esguicha. I A. . por que se constróem MULHER . . B. 1) um ona IVO. causa de água. chafanz exste. _ Então como a Prefeitura tantes de Munique já devem tê-lo. pública são duas coisas diferentes. Desde 1860. mas ele está aí.Unia cozinha e uma praça como nós. . _ Não é o jato que murmu. A. Quer cio às oito em ponto.' A. . -.Não. pro alto.Mas. . I A.Ê. i escutá-lo. _ Ele murmura e ao mesmo esses esguichos? hora. : vi muitos me perguntarem: onde fica A. três vezes. duas. não? torneira. pra olhar! ç~ OitO. B. três ve- zes. principalmente lado. .É uma questão de gosto.) B. I A. onde B. A. você tem razão.Exatamente igual.que começa. é exatamente assim 1. Se. . A. numa praça de Munique: B. está a seu I mente para os habitantes da cidade I A.Ah. flores. isso. meu senhor. . MARIDO . . é uma lei da natureza será que eu poderia ver um chafariz A. .SÍIil. . . . sempre tem razao. Na cozinha lá I a cervejaria mais próxima? ria apenas um jato que não esguicha.Nem sempre. I A. mulhe~ I ra é a água! A.Deixa eu conferir a I B. de julho. A. sexta-feira.Mas a gente ainda não pode para os turistas. .Ê muito bonito quando ele B.A. .Bem. . . _ Quando ele esguicha. fazer o lago. A. ha quase cem anos.Quem? Os turistas não vêm à Munique por B. ele foi construído. . .. só quando se abre a de cerveja. i B. Primeiro é preciso es- i buracar o chão.Os habitantes da cidade. se entreolham petrificados: cai o A É d f A. . . B. eu acho.Esguichar. P ano) II . MARlDO . no ingresso: o espetáculo tem início I B.i tempo ele esguicha. B.Se~ o Jato. ? ' . mais uma _vez? ~u. " que um jato d'água como esse seja possa ser assim em nenhum lugar do I B.Tá certo. moram perto da praça já devem ter CHAFARIZ e então se coloca uma grade enchido 'o saco de tanto olhar. com o Jato. . sei lá. quer dizer isso? Se ele não esgui. então todos os habi- MULHER .Quando ele não esguicha B. Quem tinha ra. . 17 jato desses? I dizer. B.. .Como? Sexta-feira? I B.. Esta escrito aqUi I " .Claro que ele está aí. . . mundo. . A.Pra enfreitar.Que tipo de jato seria'! A. mas não se pode dizer MULHER ': Eu não acredito que I não. . -:-' Quem? zao.Mas ele não foi feito so- (A. quando se abre a torneira.. a lidade.'É que ninguém diz.A gente também não pode I uma coisa útil. . . B. ninguém vem à B. . B. i A.Eu nunca vi um turista per- chasse não seria um jato d'água.: come... : B.A gente pode comprar um . . botar as I.Ele não tem nenhuma uti- MARIDO . . a água esguicha pro alto. . isso não é verdade.Sim. . a água sai pra baixo. A. . a gente não pode vê-lo. Mas os velhos ou mesmo os que In .Bem.O jato em si. . por aqui? Mas já I B. A. só I A.I B. Oque i água éque o jato começa a esguichar i A. da física.rá certo. A. nem 25 .Depois terminou.De alegria? I guntar: "Por favcr.Não.E depois? olhando o jato d'água. CONVERSA NO canamento. "I (Os d' OIS I ' fez pra consesuír um jato desses? . Está aqui. da e' qumta. em ponto.quando saem. . As coisas belas podem ser vistas B. .Nao. d'água é maravilhoso.Não.Não. esguichar. ViStO. A. .Não seria jato nenhum.Não seria jato nenhum. .E~tão. .Entregaram esguichando? 'duas. I água murmura.

.\ A. não se mo. . B. Só quan- (Extraída do sketch "A Loja de soal aqui de Munique.(Ri.f: uma valsa magnífica.Ah. .Ele aí não vai ver.Pelo menos ela não tem A. . ELE .Por que ele não funciona ELA . Não à toa. . E além do esperar pelo verão. Ela só sua A.Você tem razão. é certíssimo. mais. importante mesmo que o próprio jato ELA . tora em volta do chafariz. no verão.. calor todo. .Parece mais um banho à 26 idéias de vez em quando.Por quê? que você está dizendo é que haveria ELA . ele vai embora e volta que eles botaram uma grade prote.Então.) E. .É.Eu odeio esses calores. É mesmo? ELA . E. ELA . . . . pra mamãe esse negá- que as autoridades públicas não es- ELE . por que ela já tem idade. Uma vez mais a oportunidade de ficar suando. Há mui- no inverno? roso nesse lugar.Não fazia tanto calor.ADANÇA mãe sua com freqüência? E. Terá de uma catástrofe descomunal se. coisa mais importante que tem.gelado.Não. vapor. a Baviera in- teira. Munique inteira. não atrapalhava. o calor é infernal.Ah.Ainda bem que eu não água da fonte. . E. varia muito. ainda. ELE .. Porque ELE . A. eu acho que é por- A.E no inverno? ralo para escorrer e se a água não ELE .Mas. . o papai é que adora uma dançadinha.Agente sempre acaba bo- . ELA . ninguém pode encher a cara com a B.Minha mãe..A sua mãe ainda danca A.E se ele não voltar? ELE . ela d'água.De jeito nenhum.No inverno? Mas ele não pudesse ter escapado por ele desde também? ' funciona no inverno. faz um calor pavo.É mais fácil então pro pes. . ELA . I que os leigos também podem ter boas ELE . .Quer dizer então que sua A. é que a água espirra pro alto. É aí que a gente vê ELA .Quer dizer que ela não . agora táo a par disso. nunca.Ela é incapaz de mexer dade.Ele vai ter que ficar esse vertir. .. . por que botaram cai no laguinho e escapa pelo ralo.Sua mãe também? Vai ver tempo todo em Munique? B. .Aúnica coisa certa pra mim ELA . mas não estava fazendo um ELE . dança mais? E. eles. toda a Europa estariam. com facilidade? A.Não no inverno. . mais dançar. desce.Mas se um turista quiser ver {) chafariz no inverno? vez.É. Eles podem do ela dança. .Ah. .E a dança dá mais calor Mas então o seu papai também sua economizar o trabalho de ter que fechar o jato d'água. . Discos") ver quando quiser. mas cio de dançar não dá mais.É.Domingo passado eu vim aqui. ela sua à beça. tal.Ah. porque se não houvesse o sua à toa. acaso alguém resolvesse. ELA . ELE .Claro. IV .Pra quando alguém chegar se a gente observar bem o ralo é a tando uma roupa mais quente prá muito perto do chafariz.Nossa.Olha só. que ela falou. 1860.O jato d'água ficaria con- ELE .Ele não vai poder. ELA . quem diria . E o ELE . ELE . Ia suar E.. ainda mais. Ela vive falando. to tempo. botei meu vestido de lã. um encanador me disse isso. também. quando dança? Eela ainda dança com não é mesmo? freqüência? E. completamente inundadas. bem. pra se di. essa grade protetora em volta? A. E. é preferível um calor desses que um frio insuportável. olhar. isso não pode ser ver. _ ELE .De jeito nenhum.Não. como eu disse. . entupir o ralo do chafariz.Mas. A água corrente não congela um passo. ELE . ELA . agora eu sei por que é que foi dela que você herdou esse A.Mas. Eles vão ficar contentes e vão ELA . Vai ver D ELA . calor como o de hoje.É preciso então avisar à ELE . é. .

cie de artrite típica dos que escre. . não é? or nao vai sempre a igre.' .. desta maneira vai poder escutar ainda. por e. Na VALENTlN . escre. o se- te. A VENDEDORA . ACARTA DE AMOR que eu escrevo.É uma pena.ja. em todas as cores. Se você ' A VENDEDORA . o Minhas saudações e um beijo.N.NA LOJA DE conseguir encontrar no carnaval. v.Discreto. . senao voce Ja lhe tena es. d d aquelas que eu VALENTlN .RA . Isso acontece sempre pastel. os chapéus de te escrevi. não mas. sena mas o s h .Ah. tipo de modelo.Eu quero di. cando ainda chapéus de amianto.Bom d'la se- veu-me ontem. vendo na esperança de que você me ! dizer pra aqUi. I'- CHAPÉUS tar que o senhor vá usar um chapéu ta que me escrevena. palha são bem amarelo claro. nã~ ter~ isso nunca. escre.Não é pra usar. você sabe escrever e você não es. 27 ECA/USP BIBLIOTECA .Todas as cores? En- tão: um amarelo claro. também. péus são pra se usar e se tirar. Se.t ' b o t a r o chapeu na cabeça. A _ • A VENDEDORA . 33 de janeiro de 1925 creve Jamais. escreveu nem uma palavra pra me VALENTIN . tns es. Mas feltro bem macio. esta vez I chapéu que a gente use e possa ti.E. o senhor vai ficar tivesse me escrito para me dizer que chapéu? ridículo. pois não es.precisa se decidir logo sobre o tipo ver.Que tipo de péu amarelo claro. O se. creveu. uma outra coisa. eu quero um A VENDEDORA .Um chapéu pra bo- VALENTlN . eu nao posso . pra aqui .Com um cha- dizer que ele tinha te escrito.Não. e palha? carta respondendo .A VENDEDO. Voce. quando ele cair. Você.. dizia numa. dessa nhor vai querer um chapéu mais fle. Meu pai.zer: de que espécie? de chapéu que quer usar.-Mas vamos receber uns chapéus de crever de maneira nenhuma. Há AVENDEDORA . somente pra VALENTIN .vestir a sente sempre usa ele na senhor está querendo um chapéu de crito. nao .S empre · nao. eu não tenho o direito forma..nha senhora. ? senhor quer escuta quando eles caem no chão.Um chapéu ama- tanto tempo que você não escreve. Eu saberei. on e eu penso que essas . A VENDEDORA .Mas os chapéus de à meu pai dizendo que você gostaria tar na cabeça. infelizmente. I' • I palha são facilmente inflamáveis. VI . um cinza. É com a mão chorosa que eu se- guro a caneta para te escrever.Na igreja. Você não escreveu nenhuma cabeça. meu pai te escreveu. afinal.Não. você só vai ~o Por quê? Ainda mais depois que. você.. VALENTlN . VALENTlN . mas é que eu tenho uma espé. de lhe escrever mas que. A VENDEDORA . meu senhor. lá. VALENTlN .Todos os cha- você não quer mesmo me escrever. não estão fabri- Se voce nao soubesse ler. Além do mais eu não posso acredi- não faz muito. tudo muito elegante • e meio. O que desei VALENTIN . então o crever. car.. se eu nao te o amarelo claro.Eu quero um cha- vem sempre.xível ou um tipo mais duro? de usar um capacete de ferro. não tin~a tido te~po de I~e es.emp o. Ele me disse que te nhor.O inconveniente dos creve mesmo quando eu te escrevo. VALENTlN .Basta então o carta que eu te escrevo.. A VENDEDORA . você não me escrever.Não.... Senão será a última ! VALENTlN . é A I • • eseJa. um chapéu não é pa~a se A A VENDEDORA . -estórias todas de escrituras são bem Igreja. ao contrano. chapéus de feltro éque a gente nunca Eu termino minha carta te escre. A VENDEDORA .I rar.~hor quer dizer?Nós temos aqui todo Munique. eu não iria te es.. evidentemen. I relo claro.Do gênero de cor lO VALENTlN. mi- de maneira alguma. A VENDEDORA . p~a la apenas .I A VENDEDORA .Um chapeu. o senhor Perdoe meu jeito ruim de escre. escrevesse. péu novo. .senhor.senhor comprir um capacete de fer- ro.Certamente meu te. eu teria escrito VALENTlN .? ' escreveu. VALENTIN . porque você nunca me es. pra botar na cabeça. Minha querida: Teu N. escreva. infelizmen.Sendo um civil.Bem. va-me ao menos para me dizer que A VENDEDORA .

mas o que nos inte. ciantes se recusam a mudar seus ve. querendo dizer que. MADAME LISENBERGER . . como se diz. como da primeira vez) ressa saber não é de que maneira O MARCENEIRO . meu VALENTIN ~ Sempre? É erata. . meu alto que mal se ouve o que ela fala. eles sempre tiveram cada um sua audível pela platéia. entre- eu vou encontrar um chapéu que própria cabeça. . duas camas. tamanho 55. minha senhora.I ! MADAME LISENBERGER . FIM VALENTIN .No fundo do corre- lhe mostrar vários modelos.derno. panhar os novos tempos. Custa apenas ligar a serra. Depois isso tudo vai mente uma pessoa difícil de ser aten- acabar levando a gente para uma dis. tanto faz ser verão VALENTIN . VALENTIN .Mas. Sempre foi assim. A VENDEDORA . que há de mais moderno.Minha medida de é sua cabeça. É claro que. ~ .Eu es- VALENTIN . .. nos velhos tem- VALENTIN . - . é bonito.Certamente. eu quero ape. . A SÍNDICA . enfim.nhum chapéu. Até logo. escuta meu conselho: leve . MADAME LISENBERGER . mens não permanecem exatamente iguais sempre. mas dela. a senhora poderia me informar los? É apenas um que eu quero. se tiver a fineza I desde que os homens são homens. VALENTIN .Nós não íabri. espera lá.Mas eu não estou dando. . A senhora vai escutar o senhor possa escolher. é comple. querendo chapéus para senhora.VII .Mas isso não especialista. senhor. dade e.Agora a senhora vai isso que eu não vou comprar ne- nhum. que é ser moderno hoje em dia? Há mesinhas de cabeceira.soas era completamente diferentes do.Um chapéu de ho. Não era isso o que a senhora vor. caia bem.Qual é a relação VALENTIN . já que a senhora é uma casar dentro de 2 meses.Eu não estou pe..nho. a mulher. .. são incapazes de acom.me desculpar.Não.. Eu queria saber? como que eu faço para ir à fábrica só tenho uma cabeça. A VENDEDORA . AVENDEDORA . mas as cabeças dos ho- camos chapéus para senhoras.Mas não o da AVENDEDORA . das de agora. de Móveis Holzinger? A VENDEDORA .Mas. A VENDEDORA . A VENDEDORA . Os comer.Obriga- dindo para escolher. que saem na rua sem usar ne- chapéus novos.a senhora quer mesmo? grande pra você. . · A VENDEDORA ~ É claro. Olha.Sim.usa um . .Ah. conselho. .Osenhor é real- mas por fora.NA SERRARIA dida. aqui só trabalhamos· com mente isso o mais triste. de ótima quali. cará firme. A VENDEDORA . mas eu não entendi nada quero um chapéu de 60. Eu vou lhe mostrar alguns cussão de tamanho. .diz.Por fa- VALENTIN . apenas o da cabeça. . a gente . Então a senhora me diz querendo saber o orçamento para o I faz o menor sentido: quando a gente que esse chapéu é muito moderno? dormitório completo em carvalho tem 55 de medida. .mas qual é o tamanho cabeça? Eu tenho 55 de cabeça. Deixa eu des- este aqui. como se senhor. . É preciso que o chapéu lhe tamente estúpido isso. Vai ser repetido no final. para que dor à direita. é? Quer dizer tipo? entre uma medida de chapéu e os que oquê há de mais moderno é não usar nenhum chapéu? Então. o tama. : do que asenhora quer. Se eu pegar um número VALENTIN. ele vai acabar caindo. muito mo.É. é por VALENTIN . Elas estão sempre mu.O texto a seguir é apenas marcado.Exatamente: eu que· lhos hábitos. lhe caia bem. VALENTIN .Por dentro sim.Eu vou seguir o seu é que meu filho está noivo e vai se menor. quer dizer. gente excêntrica. A VENDEDORA . duas 28 chapéu 55. 15 marcos.. mas -que AVENDEDORA . a cabeça das pes.-. Eu estou . duas cadei- .pos.pessoas.Justamente. o claro. madame. . o bamlho de máquinas é tão AVENDEDORA . ainda por cima. tava justamente acabando de dizer. de maneira de me dizer sua medida de cabeça.tanto faz os gestos naturalmente. . (Elaentra na carpintaria de mô- nas um chapéu que me caia bem. . v ás.tempos modernos? mem. pelo menos fi. modelos.Vai ficar muito . .Eu estava apenas o barulho de uma serra elétrica. .Como alguns mode. Agora. Eu vou época.Ah. .como inverno. VALENTIN . (Desliga) O que quê A VENDEDORA . e dizem que isso é o ro um novo.

é"muito mais original. menos os voluntários. dados não se pergunta isso.. rador não é rico. O PAI . OPAI :. pensamos que o car. isso já faz 60 partidos. não ia haver lugar no Con. OFILHO . tencem ao imperador? I presentantes. não é.Claro! mogno.E quando o senhor O PAI . visto que o povo são os de imposto por ano. Se... muito bem con. .Esses 60 milhões per- É por isso que o povo tem seus re.Alguns milhões? Mas. O FILHO . graças aos impostos. os canhões. papai? A gente Estado. mas a nogueira é tão cara O PAI . fabrica os móveis só por encomenda O PAI . Não. que são eleitos pelo sua foja. e depois que os partidos decidam rico do país. dar tiros! to. eles pertencem ao OFILHO . eu acho que o carvalho é um rei ou um imperador insulta um voluntariamente.Eles são caros. pergunta. afinal das contas. graças aopovo ..PAI E FILHO À espécie de salário. de 60 milhões de habitan- fábrica de móveis. afinal quanto ao mogno. "Umvoluntário não cômoda. mas eles dão tiros lhor mas. enquanto houver O FILHO . é verdade que que ir a guerra logo que ela for de. O FILHO . eles têm que ra é pouco acolhedor para um quar.E são um "bom par.Que bobagem! São par. Aos sol.. homens. ro. eles têm OFILHO .. Quando eu e meu marido nos casa. Isso mos. você como operário ganha a guerra é uma coisa perigosa? clarada. é preciso que primeiro o Congresso seja convocado O PAI . Aí. por ser mais cla. Papai. . aqui com meu filho para escolher.Então. O chefe da nação é o homem mais dá.E aí. lia vivam bem. Ele acha que o mogno cairia me. ..Não.E aí.. uma poltrona um armário euma o FILHO . Então.Bem. mais barato que o mogno. nesse caso eu poderia vir OFILHO . gresso para 60 milhões de pessoas.Como é que o impe- mais caro.Não . cada um pagar apenas um marco mos com madeira para construção. muito comum.Não.E aí. papai'! aqui saber os preços e se o senhor tido" como a vizinha aí do lado? OPAI ~ Ué . há muito tempo atrás. uma VIII . papai? Quando OPAI -:. mas é o vo- OMARCENEIRO . ". ' 29 . . haverá guerras. e é por isso que eu vim OFILHO . Guerra e o Conselho de Guerra. meu filho. rador ficou tão rico.Ora. acha rigoso? na guerra a gente tem que dar tiros. custa muito dinheiro. milhões de marcos. o FILHO . esse aqui não é o lugar apro- priado.. mas minha nora acha o carvalho da fazer éo imperador? . Lorenz. . as bombas e todo o arse- isso dá uma guerra? valho seria melhor. papai. se é tão pe. éclaro. Meu filho. e meu marido. papai? os fuzis. e o Estado é quem paga pergunta aos soldados. ainda isso dá numa guerra? O FILHO . É.Bem. . é élaro. OFILHO .Não. É preciso consultar primeiro os Ministros da OPAI . um Não é assim tão simples. mas o jacarandá ésem dúvida. que um dormitório em madeira cla. nal de guerra? Tudo isso quem man- • O PAI . se eles tam. seria ainda mais bonito.Os voluntários tam. nosso quarto em nogueira e. deixa eu ver .Claro que ele é rico. OPAI .Claro. O jacaran. É a coisa mais OFILHO .Bem.Não. minha se- ta a ele se nós queremos a guerra lume de gente quem faz isso. nação pode pagar por que ele é rico? servador. por nhora. O FILHO . tem que dar tiros. E o chefe da hoje eles estão de pé. ras. bém querem a guerra? RESPEITO DA osuficiente para que ele e sua íamí- GUERRA OPAI . O FILHO .Mas o povo do impe- povo.Claro que é caro.. ou se já tem dormitórios prontos na tidos políticos..Ah . bém têm que dar tiros na guerra? eu não chego a fazer 2 mil marcos. aqui só trabalha. Mas o que houver de mais nuamos fazendo guerras. Ao povo não se tes. eu rei ou um imperador de outro país. vamos assim dizer. ele dá tiros porque moderno. OFILHO . O PÀI . fizemos Conselho de Guerra quer a guerra. isso? O PAI .E o povo? Se pergun. O' PAI ~. Além disso suja menos que o carvalho. ao imperador alguns milhões. muito pela guerra ou pela paz.. por que conti. o ano inteiro perigosa que existe. Asenhora deve procurar uma ou não? exemplo.. O PAI .

Tam- pra essa estória de ganhar dinheiro.Mas. guerras". Na verdade. D FILHO.Ganhava.Eu não posso fazer uma I tórias pra boi dormir que a gente O FILHO .Mas.Nesse caso seria melhor dizer: "en- Mas seria preciso que os operários ce ninguém.É claro que n ã ó conven. Os operários. novo lá fabricando armas? O FILHO . São essas es- ganar pelos capitalistas.Os operários. o quê? O FILHO . telescópios de observatórios.É. . haverá OPAI . teríamos morrido de operário de uma fábrica de armas. O FILHO . você e todos os assim haveria uma guerra? .Então por que você guerras? que eu posso explicar? se deixam en. O FILHO . dá aos operários.. ganar?" que os operários do mundo inteiro O PAI .Isso é só a ilusão que se OFILHO .Mas. O PAI . Mas. mas isso fOI quinas de costuras. apesar disso. tua mãe.É.Então os operários gente desempregada. que nhões? OFILHO .. da é novo pra compreender certas logo de cara vi que eram armas de guerra.Você também caiu O FILHO .. se todos os ope- ficam contentes porque vão ter tra. pra e VIver em paz. se é assim se você e seus colegas não tivessem O PAI . Se operários para o trabalho. não se se diz: enquanto houver homens. você irá trabalhar de mas .Ora.É melhor ganhar menos ditam nisso? E como é que eles Ia.E depois? OPAI .Homens? Não. papai. de costura numa guerra? bém não é assim.. não vai haver nunca nunca trabahado na indústria de ar.Depois se convoca os as bombas atômicas? é que você diz essas bobagens. são outra guerra. então I chama de "capitalismo internacional". ra. OPAI .Por que os operários mica que destruísse o mundo inteiro. meu filho. B a única maneira de I em massa. metralhadoras.Quer dizer. Mesmo se eu te explicasse. não fazem isso? O FILHO . ha .. Quando essa crise chega a acabar com essas malditas guerras.. papai. . a guerra não é um mau negócio? OPAI . como é O FILHO .. como I ponto fraco é esse: quem é que faz O PAI .Você tem toda a razão.se eles nos enganarem de novo.. você trabalhou tan- O PAI . é lógico. consciência.Nesse caso se dá aos como você fala. estórias pra boi dormir a causa das é complicado.Quer dizer papai.. OPAI . quê é isso? .E os operários acre. OPAI .Só com uma bomba atô- seu ponto máximo.Ah . papai. . eu. OPAI . naquela época. zem com os enormes canos dos ca. O PAI . papai.Mas. Se for preciso. você ganhava mais? peças avulsas para 5 milhões de má. O FILHO . que ras? Mas pra quê que serve máquina OPAI . não fez greve? O PAI . é aí. prestes a estourar.Ah. é isso.. to e. ha- porque sem armas não se pode ter pode contar aos operários uma es. OPAI . entrem em greve e não fabriquem I O FILHO . eu não tivesse OFILHO . O FILHO . hoje durante a guerra.Bem. então são essas coisas. O FILHO. é melhor dizer "en- O FILHO . não existiriam armas e.rários estivessem de acordo. vão trabalhar na indústria fazendo fome.E por que eles não quanto houver vigaristas pra inven- nessa? tomam? tar estórias pros operários. OPAI . quando você foi O PAI .Mas.Nunca.Como "se deixam en.Ah. meu filho .Não. ha . você ain. . se acontecer uma OPAI .Pra dizer a verdade.Mas.A gente não pode i acabar com ele? voca artificialmente um desemprego mais armas.nós vai ser igual à última guerra. a guerra já está O FILHO.verá guerras. greve sozinho. O FILHO . O O FILHO . papai.E milhões de operários outros operários. Mas os canhões estão quanto houver operários.E o que eu posso fazer? O PAI . operários a ilusão de que são apenas uma paz eterna na terra. E é por isso que então a gente viveria sempre em paz. ainda 30 balho novamente. OFILHO .. haverá no mundo inteiro tomassem essa aí e quem fez foram os operários... o FILHO . eu guerras".a gente ainda pode morrer de fome. primeiro se pro.Ah. me empregado na indústria de guer. com toda aquela O PAI . se bobear.Máquinas de costu. mamento. sim. guerra? tória pra boi dormir tão grande.

.seu chapéu eo casaco. VALENTIN . (O último músico vira e dos.. tira o casaco e o chapéu. veio por onde? vai acontecer.) Opa. desde quando.Quando so- mos nós que chegamos atrasados. o que é que deu em VALENTIN .Não. faz mais de seis anos que ele está (VÃO SAINDO DE CENA) esclerosado. vê-se VALENTIN . esse símio .Pelo amor de em frente. se. (Valentin mei ele de outra coisa a não ser "se- loca-os numa cadeira. Eu nunca o chamei de outra coi- Valentin chega com um casaco de nos xinga de tudo que é jeito.Pela praia. fazendo um calor dos diabos.Não.tas musicais. q~e disse que ele 'está esclerosado há coberto de neve) VALENTIN. • .As nuvens estão costas. Mas ele não conhece sequer as no. porque se hou. muito mais que IX .Terrivelmente. completamente ra. (O último músico tosse meio nevando? gordo e bêbado. Já 49 MÚSICO . VALENTIN . até agora ainda não.Se ao menos você? Por que ficou aí calado? (Para neve como não se via há muito na ele fosse competente. caindo em cataratas. ele ÚLTIMO MÚSICO .O seu Müller chega sem ser notado e fica escutan- ca entrar num acordo.Ele está no botequim seIS anos..Eu nunca cha- o suor.Tem um que che.. ÚLTIMO MÚSICO . tranqüilamente) ver a paz eterna não vai existir bom. (O maestro OFILHO . fazendo calor? não sabe nada de música. 31 . Não. não tinha outro lugar para colocar tro) . tas? (Ele se vira para ver o que tem chovendo e você chega todo coberto VALENTIN .Quem disse que está essa foca velha. ele vai ver o que gócio que você falou . Senão você não vai estar pron- Nesse instante o quarto músico entra.Completamente? menumco-o] o primeiro violinista e dois outros 19 VIOLINISTA .Você encher meu saco. clerosado.. 19 VIOLINISTA . Além do mais. te ele vive xingando o outro pelas 59 MÚSICO .Pistolão. opa. Também nas costas e dá de cara com o maes- de neve. entra o 59 músico) ÚLTlMO MÚSICO . aí não haveria. co. pro. (Ele enxuga que tudo esteja em ordem quando o ÚLTlMO MÚSICO . vai molhar tudo.Não. Não sei como conseguiu novo alguma coisa nas minhas cos- ga suando. é que eu vim VALENTIN .. normalmen- lhado. está chegando tão tarde? você chama esse velho mamute de 19 VIOLINISTA . esse babuíno.senhor maestro chegar..CONCERTO DE pela praça! isso. ar imbecil. zer: "senhor maestro" e.Quando eu .. bebendo uma cerveja atrás VALENTIN . por quê? Puseram de 19 VIOLINISTA ..Não é verda- o 59 músico tira seu casaco e senta: de. arruma logo curando as cadeiras e se sentando. ÚLTIMO MÚSICO . Ele deve vir mais tarde.\ ba atômica pra acabar com esse ne.. músicos instalando suas estantes.acabou de chegar dizendo que está do. (Valentin põe (Para Valentin) Anda.Eu disse sessenta Deus.O senhor VALENTlN . os outros) E você estão aí com esse cidade. chapéu côco. a tua partitura e não fica aí falando O primeiro violinista olha a hora.Isso não derrete. tire o ÚLTIMO MÚSICO . dispa-se! dá de cara com o maestro..Mas o que está maestro ainda não chegou? palhaço. esse camelo velho.Tá fazendo um ca. o último músico chega) nhor maestro". começa a di- acontecendo? Você está todo mo. VALENTlN (à Müller) . 19 VIOLINISTA . Nesse instante senta-se.Bom dia . ele ria a paz eterna.Chega de absur. (Por sua vez. Foi você peles. 19 VIOLINISTA . enchendo aquele barrigão anos.E. . O que está acontecendo? Está da outra.Ê melhor você 49 MÚSICO . Ago. . outro dizendo que está chegar à maestro nesse teatro. Fazem 60 anos que ele está es- ORQUESTRA 19 VIOLINISTA . sa senão: "senhor maestro".Mas. VALENTIN . suas coisas sobre o piano. sem jeito) Mas. ele pode. cumpri- Quando o pano se levanta. tire essas coisas daí: a neve tanto.Mas eles não vão nun.organizar logo suas partituras. Uma ÚLTlMO MÚSICO . to quando o senhor maestro chegar e VALENTIN . b ele vai ficar nervoso mais uma vez. Está chovendo lá fora? VALENTIN .Por que você neve de botar em árvore de natal..Ah. o PAI . De repente. pra senhor maestro? lor desgraçado lá fora. olhem só esse 19 VIOLINISTA .

estou esperando. Você é o pior VALENTlN .É melhor parar logo. MAESTRO . e é na hora de velho de quem você estava falando? as gracinhas e vamos ao ataque.tosse logo. vamos tentar hoje.. coisa mais? brir. po que você me perturba.É.O que é que você MAESTRO . De onde éque você tirou essa pausa? VALENTlN .Não seja grosseiro.Da minha irmã . VALENTIN . MAESTRO. VALENTlN . MAESTRO.Ah . .Eu? Eu disse isso? MAESTRO . VALENTlN . acaso alguém não gostar. MAESTRO . Sente-se. dessa vez vamos começar bem. disse? uma tossida antes.Eu? senhores: boa-noite. Você ultrapassa os limites. foi você que acabou de passo a mais coisa nenhuma. uns 5 anos de ca.Você tocou um com- MAESTRO . Ouan- ~ALENTlN . VALENTlN . marche.Você não vai desco. E se por VALENTlN (Erra a nota e acusa o MAESTRO .Boa-noite. mas eu comecei VALENTIN . olhanào e esperando) tinha irmãos.É ótimo a gente sa. um pouguinho atrasado.Ah! Por isso que eu do a música pára a gente continua de todos. pelo me. a pensar nem um minuto em fazer VALENTIN . MAESTRO . você estava falando. VALENTlN .Você teve bastante MAESTRO . o que é que há? (Todos ficam Mas você me disse uma vez que não como eu dirijo. É exa- -MAESTRO.Ninguém pode me VALENTlN . te. sim.Oque é que o senhor VALENTlN . Há um eco. MAESTRO .Todos prontos? Ata. VALENTlN . agora vamos começar com um se eu chegar a descobrir de quem tirou esse pedaço aí que você tocou ensaio e se sair ruim.Perfeitamente. vamos começar.Quem tocou alguma VALENTlN . Mas. Deixa eu dar tos que eu estou te escutando.Mas aqui não tem eco nenhum! MAESTRO .Você precisa que eu . é seu irmão. você. . ' pensar. tocar exatamente anda. MAESTRO. de quem você gar.Então.Meu irmão. Atenção. (Can- 32 VALENTlN .É.Que "uma pausa?" MAESTRO .Nós não gostamos.Acabou de dizer.. no mínimo.Que merda! MAESTRO . insultos. bou de dizer: "Pausa?" MAESTRO .Pára.É isso que você que.Mas eu não posso uma pausa..Quem? Eu? Nada. onde é que vocês vão? MAESTRO . começar" que vccê resolve. ta foi o eco! adivinhar quando o senhor vai estar atrás de mim. anda. aescutar ela lá do outro lado.Claro que tem.Eu? Eu não cheguei nho hipócrita.. vão tocar como eu dirijo.Você! Há muito tem. nós paramos.De onde é que você Bom. Anda. (Bate na repente. por detrás. ' VALENTlN . estante com a batuta) ta) "um pássaro acaba de pousar aos . TODOS . Hoje vocês Bergeres. MAESTRO . .Absolutamente. mos como o senhor dirige. sorrisos. . vai ser melhor as. MAESTRO. passo a mais. VALENTIN . nos por uma vez.Mas se nós tocar. esteja atrás de você. a coisa vai fi. heim? Nem gente canta uma canção e pára de quemos a primeira marcha. Vamos tocar a marcha do Follies MAESTRO.Perfeitamente.Não .) VALENTlN .Silêncio.Eu não toquei com- VALENTlN ..Uma pausa? VALENTIN . . Bem. MAESTRO . Mas MAESTRO . Na fren.Fazem cinco minu.Primeiro o irmão. VALENTlN . alguma besta para acreditar nisso? MAESTRO .Bemque você queria tamente a mesma coisa -quando a MAESTRO .O senhor não aca- ber com quem está lidando. uma pausa logo no início. vamos pe·.obrigar a fazer isso agora.Avante.Os outros também. ria.Tanto tempo assim? VALENTlN . heim? Atenção. a porta da outro trombetista e finalmente toca depois a irmã? rua está ali mesmo. Na cer- dizer: "Pausa".E acha que eu sou está tocando aí? Agente já terminou. (Todos saem) um compasso a mais. OUVI.Vamos deixar delado tempo pra tossir. a mais? car preta . VALENTlN . Acabou de tocar um compasso amais. Tipi.É.. MAESTRO . VALENTlN . VALENTlN ... VALENTlN . MAESTRO(Batendo na eStante) - estava falando? deia por perturbar a ordem pública..Quem é esse macaco MAESTRO. .

o maestro o xinga novamente M~ESTRO . Logo você tocou um com. desculpas. VALENTIN . MAESTRO . VALENTlN . O tapeGeiro experimenta a MAESTRO . rio) ponto. Ele A . Fora da cena ou. que sentiu.. UM MÚSICO .Mas como? Foi ele a mais? é para o público. Eu não posso entender isso . tocou um compasso a mais ou era ! com uma escada e material. MAESTRO . O maestro o xinga por causa VALENTIN . gar. com benzina isso urra de dor. dos seus dedos pra você ver.Por quê? Osenhor da cantora.Mas é claro que ele bém. Entra um tapeceiro atravessa a tar e eu não tou pisando mais na • ta-se aqui de um litígio m~sical. (Ao público) I enquanto a cantora continua a can. so se eu toquei um compasso a mais. A can. (Todos os do. Aeducação o exige. olhem isso! cortina e testa os concertos. tora vai cantar. A cantora canta.tá na hora o que está acontecendo. Você acha isso gos- VALENTIN . Desce daí. toso? Deixe alguém andar em cima MAESTRO .. lino.Mas.Basta botar um anún. i se esfregando assim? Você não está continua cantando sem notar nada.Não é para nós e tocou ou não tocou um compassc nem para vocês que ela vai cantar.É melhor parai CANTORA .Volte para o seu lu- VALENTlN . sobe na ca.. Ponto continua a urrar.Era o eco.Bem. da. agora .Bando de surdetas! lino) Eu disse piano. zê-lo retornar mas não consegue ve-se pés") Ouviu? É o eco. Alphonso. Então eu toquei um compas. disso. Valentin pega o trompete eovio.Que que ela perdeu? tá gritando? ele parar os outros vão parar tam.Ontem. ALPHONSO . mas buraco de sua calça 'eSfregando a da cantora com o arco e continua aqui não. o por entre os músicos sempre tocan.Estou canta. meus pés. se Voce que e o mais idoso. no correio.Mas quem é que está so a mais ou foi o eco? que há algo errado.Pergunta ao Alphon. no! O senhor está bêbado hoje? e olha o ponto. aí sim vai haver o eco. (Quinto começa o conserto martelando ruido. mão) Mas por que é que você está tocando sem perceber e a cantora passo a mais. vai andando encontrou com ele em algum lugar? um acompanhamento de piano.. MAESTRO . Valentin erra você tivesse educação você pediria tocou um compasso a mais ou era tudo tentando acompanhá-la no via. (Pega o trompete e oarco esente MAESTRO . por aí. o eco? lino. Acan. A cantora imperturbável. tar. E pronto. A can- Se a·gente canta uma canção numa (Valentin se ajeita e tenta tirar um tora canta. músicos pegam instrumentos de cor.Por que é que ele VALENTIN . isto é o cúmulo.Então páreo VALENTIN . 59 MÚSICO _ Era o eco. nos dedos dele. tem de gritar.A propósito acabo o eco? I tora continua cantando.Tá bom. trompete é muito forte. Enquanto isso ele afina o vio. senhoras e senhores mas tra.Mas larga esse violi.Mas a gente não vai vendo que é um buraco? Valentin pisa 'na mão do ponto que ficar discutindo isso a vida inteira. em minoria. estica o pescoço. (A um músico de cabelos brancos) CIO. tenha a fineza de me cumprimentar. não é. VALENTIN . Rua. MAESTRO (Resignado) .Hoje ainda não. você o arco mas o violino está ao contrá. VALENTlN . diz aí. cidade perdida.. ele VALENTlN . I MAESTRO . Você acabou de subir mofone. Ele estava na fila. Ele I sala fazendo barulho e dhega na cena mão dele . Para a senhora é preciso deira. Quando VALENTIN . é isso. aí você pode comprar teu gra.Ele continua a gri- Perdao.Diga aí. acontecer de passar por mim na rua músico senta-se) samente. (Pausa. sai. nesse caso MAESTRO . agarrá-lo. VALENTIN . ' 33 . pega o violino e berrando desse jeito? (Vê o ponto) MAESTRO _ Não foi o eco. Valentin pesca a peruca floresta.Taí. Ponto grita. Valentin se esforça pra saber Isso se faz. Bom.Uma canção: a Ieli.É. VALENTIN . levanta seu pé eu paro. MAESTRO . O tapeceiro de me lembrar de uma coisa: se te PÚBLICO . Ele sobe na mão do ponto. Mas você não sentiu nada? MAESTRO . MAESTRO _ Ela perdeu a süa Ie. VALENTlN . I licidade. O maestro o persegue para fa. pronto. Mas você está em cima da mão do tocou um compasso a mais.Eu não tenho.. Valentin espantado.

V.rtista.Não. ram a bolsa dela.nada mesmo. dessa vez com avela bem perto. acrobata de renome pano pequeno.Nao. uma volta tão bem.Aconteceu alguma coisa com o velo.ciclo? tapados.falar com o contrapedal.ALENTlN ..Pelo contrário. deste 'da Índia.Ele está machucado? tudoo iISSO nusistura do. fez a escola pnmana' . .. caIU. O CIclIsta entra em cena.O velociclo é o de MAESTRO . povo.Você quer me fazer tenho certeza absoluta. . (Acabando de dizer brar a cara. VALENTIN . as a a or a OI d h' d is anos do alguma coisa? t MAESTRO d . trário.. diíi. apa os.você me viu I terrível circuito da morte através de tenha acontecido nada corri ele.Ee esta enxergan o.Mas se. É que tinha muita gente lá.Mas o fantástico do 34 olhos vendados.Mas o fantástico do . Chega de.~arem debgntar des~a VALENTIN . liás a mulher . N a vela tao alta que nco cOllSegue VALENTIN . e~e nao tera.Mas em cinco partes. E para terminar. ' VALENTIN . po e A I ? . · . con. você tarou os olhos dele.) .a VALENTIN (E os músicos. VALENTIN . Afmem em do. meua ve~ mas o maestco esta com q . .Mas aí ele não pode os espetáculos que ele fez no nor.Quebrou os óculos o meu 'lugar para ir lá .. e MAESTRO ---: ~as ele nao . som dos músicos afinan. N Chi f It de icago. . I' d MAESTRO .bBom ele.Porque você estava .movimento . A orquestra toca um clima.m~nerra.Mas ele não deve ver gart. MAESTRO . Meus ossos 'es- . MAESTRO . Ele não vê nada. (Todos con- Ouve-se.de idiota? Mas o que vocês estão fa- MAE~TRO -. MAESTRO . I clima. VALENTIN .Ele é obrigado a roda livre sem freio. que quebrar a cara.Nascido em 19. tamente: uma volta completa de MAESTRO .zendo que não vê nada. MAESTRO .dá apartida edá de cara num muro) MAESTRO .isso eles voltam tranqüilamente a ele não deve tenquenpftn vai dividir seu número MAESTRO . ele está de olhos Prezado público. o ciclista) Se machucou? inentou? .) ofavor de descer daí já.. o cicli. fosse eu ue tivesse roubado. Primeira parte: uma tocar.. MAESTRO _ Terceira parte: uma tinuam em pé sobre as cadeiras) do seus l1lstrumentos. A . Se.Na segunda parte. MAESTRO . .tambem o quebrou a cara. VALENTlN . levan. . VALENTIN . contrapedal.tando da cadeira e gritando) .Não. VALENTIN . N d numero era exatamente ISSO.O qu e e' que você apagandoimento uma chama incandescente ]oCIC'I'Ista passa a pTl~. o ciclista faz nova volta e. volta em seu original velociclo em MA.ESTR~. isso? Fala como se em .quebrar a cara. na frente. publico local. Quarta parte: VALENTIN . Gleicental. como ele que estava adiante' de voce. . em Berlim.sta. volta ao som de sinos.Eu disse pelo con- di quer Izer com I .. homens públicos. qualquer COIsa. eu ainda nao apagar. ver (Para o CIclIsta) Voce esta ven. ele está bem. em Stut. Quar.Não. o mais importante é que nâo número é isso. por que agora. Depois de todos MAESTRO _ Ele mesmo está di.uma volta de olhos tapados. '(Para por que é que você não me cumpri. gun damente: va. . Vamos apresentar Tapa os olhos do ciclista com um I tapados. MAESTRO .É lógico que ele tem MAESTRO (Sobe ao proscénio) . . na ilh~ de ?ás~o.Porque tem os olhos mo velociclo ao som de sinos. tão longe. mguem perce eu que ee quebrar a cara.Ah. lá atrás. também? senhor. eu não ia perder no velociclo em roda livre esem freio VALENTIN . andar de olhos na Prefeitura finalmente abraçou a CICLISTA . rou bae-om' mUI o om.Bom. mundial: MIster Hamptnquenpft. Então a primeira parte. Ofamoso Mister Hamp. OCLISTA . carreira de . MAESTRO_ Por quê? mento uma chama incandescente.neblina e da escuridão.Onde? Atrás'! MAESTRO . e em Pentecostes. passantes. MAESTRO . A orquestra toca o Danúbio Azul. o menos. hisíórias segue apagá-la. apagar em movi.Tapar os ohos.Então ele vai que- c~ld~des de conquistar . VALENTIN (Sentado tocando) - Terceiramente: uma volta neste mes. A orquestra faz o zendo de pé nessas cadeiras? Façam por hoje. . anas. (O ciclista ver nada. VALENTlN b 't.Ele VALENTlN . . .

Abram suas partituras. N MAESTRO . Maestro bate com a batuta na es. MAESTRO (Arrancando as folhas dem me dizer o que eu estou fazen- MAESTRO .Quais partituras? Os MAESTRO . Mas tem. os mlÍsicos começam a tocar. para en.Vamos falar de outra Onde está? ma coisa de uma velha partitura. Oseu futuro está vendo um sinal de repetição? VALENTIN .Os outros também através da neblina e da escuridão. MAESTRO . Um número mor.Você acha que as pes- e põe no pescoço do ciclista que TODOS OS MÚSICOS .Não há . contos de Hoffman? A gente nunca mostrar com isso? (Maestro bate com é o que nos falta.Aqui. porque ele não sabe nunca se ele VALENTIN .Tocaremos sem en.Exatam~nte.) vai se suicidar ou não.e esaem os dois esgrimando. VALENTIN (Novamente com o preciso introduzir algum efeito. vocês vão tocar? mos ficar tocando isso a vida inteira.Desse jeito nós va.Nesse caso vocês po. VALENTIN . vel.O ciclista é muito das mãos de Valentin) .De novo.Fazer semelhante es- Os músicos descem das cadeiras e dos limites. tro vai recuando egrita) . Iabatuta I no arco de Valentin que rea- . Onovo arranjo que eu fiz on. vou tocar mesmo. cerrar. MAESTRO . de uma vez por todas. mimque vai cair! tambores. Esses senhores todos são músi. Valentin? (Valentin dá nova estoca- VALENtIN . en. é o essencial. para nós tanto l o que eles não vão pensar. espada e arco à testa e a enfia na tal. . vamos acabar nunca.Você está passando MAESTRO .Tira esse arco estú. . VALENTIN .Mesmo se um tema bom.Mais é que eu não não tem um mínimo de ambição. MAESTRO . zer nada. (Ele sai e volta com um grande aro tante.Bom. VALENTIN .a partitura. :É do pizi- VALENTlN .Isso ' é que é triste.A g. MAESTRO . MAESTRO . qual.:É oque a gente sem- está assegurado. MAESTRO . Eu mesmo escrevi cada nota.Por isso mesmo. imagina terminam o trecho. :É em cima de crição: neblina e escuridão.Mas ele mereceu.Ninguém percebeu o ciclistd' atraVessa o papelão. VALENTlN (Apontando com o arco pre se pergunta. tem um sinal de repetição no to os músicos continuam tocando) quarto compasso. VALENTlN (Descendo) .Ele realmente será do violino) . soas estão sentadas em cima das ore- lhas? agradece e sai. sabem tocar lendo da no maestro. MAESTRO (Aos músicos que estão MAESTRO . cumprimenta com a número perigoso. Voce nao • bi d (P oem su Ir e novo.Mas e faz'. ara u o p'bll'co) tem que tocar nem mais nem menos. quanto os mlÍsicos repetem o tema.nenhum erro Você devia ter vergonha.:É. não é muito moderno. sempre se pode tirar algu- MAESTRO . MAESTRO . cândalo diante do público. o terrível circuito da morte. já sei. não podemos tocar sem olhos? ensaio. não MAESTRO . Po- VALENTIN . MAESTRO . mas qual? Ah. Na quinta parte do número.Mas o que está acon. VALENTIN . A cortina cai enquan.:É o fim do mundo. maestro grita fu. o maes- MAESTRO . VALENTIN . nada.o quê? Tapar os ensaiou.mas repetem sempre os quatro pri.Será que você só sabe cato que precisamos.Vocês vão descer daí VALENTIN . na partitura? MAESTRO . Posso encontrar sozinho. VALENTIN . se ele treinar uns 20 ou 30 MAESTRO . No momento culminante. não quer di- anos. tocar o que estava escrito. tecendo? Por que vocês não estão O maestro traz uma coroa de louros seguindo? MAESTRO . A VALENTIN .ente vai tocar o que estiver se ele quebrar a cara de novo? escnto aI. É coisa.Estou pouco me in- comodando. o tempo todo em pé nas cadeiras nelas.Aqui. Rufar de meiros compassos. não têm.E se tiver um erro bainha. ninguém segue minhas ordens.Pelo contrário. VALENTlN . pido daí.Eu disse que eu ia tocando) . realmente é um cos profissionais. Esse daí promete. 35 .:É impossí. arco) .Quantas vezes mais VALENTIN .. nenhum problema. rioso.Não. VALENTIN .Onde você do aqui então? o • bom.Pára com isso. para você não tem de papel branco colado com a ins.Ninguém me escuta. saio.

agora vamos neses". começa um in- elementares. VALENTlN . É uma indis· Está achando que ser músico é sopa? qualquer um. A orquestra ataca a abertura "Poe- não conhece os termos musicais mais manha falta de seriedade.Toma as tuas parti. com o trompete.Eu não posso.Mas foi assim que não aconteça contigo. J.Ahhhhhh .Eu estou dizendo que tados.dizer. (Valentin MATERIAL PESQUISADO PARA turas.O que há? não está. VALENTIN .É.-. MAESTRO .Eu? Programas do espetáculo . ver com isso. Todos tocam enlouquecida- eu aprendi a soprar. '(Elere. Editions du Théâ- . estou de conhecê-lo.terrompe assim dessa maneira? Oque I MAESTRO . eu estou vendo que ela não está aí. Freies Theater .Isso nós ouvimos: VALENTlN .Eu estou vendo que .Por que não? MAESTRO .Ah. a trompa não veio hoje.Eu nunca vi uma ta. I MAESTRO .Cabaré Satirique (Karl Valentin) ser divertido (Ele se deita na cadeira. eu não silêncio. para encerrar vamos to.. trompete. enganado. ' R. VALENTlN . VerIag que 'significa essa posição? Quer fi. MAESTRO .É isso que eu quero mas eu não estou ligando o nome à (Ele escuta) Nada não.MAESTRO -7.O pizicato? suspensórios velhos. Não. (Ele põe as partituras hotíum. o percussio. barbinha.gure? Joseph. eu me en. V ALENTIN . MAESTRO (Batendo com a batuta) MAESTRO . A música continuá. tocar exatamente como ele dirige.Um gorducho de MAESTRO . preensíveis no trompete. Não vai ser possível: Editions P..VALENTIN . ESPETÁCULO (1) car a abertura de "Poetas e campo- VALENTlN .E você. toma a marcha. vezes o concerto por causa de seus agora ele não sabe onde encostar o MAESTRO . que pôs as folhas assim.Retoma a marcha.Como é que você in. ço o irmão dele. Agora. VALENTlN -Mas foi o senhor mesmo que ela não veio. você. está vendo? ' também não conhece.Mas que bonito.:. MAESTRO .Ele interrompe duas MAESTRO . Oswald.Das Grobe Karl Valentin Buch .Basta encostá-lo. MAESTRO . MAESTRO . Preste atenção pra que critível série de "gags" musicais cô- VALENTIN . Valentin sopra sons incom- vou me enforcar por isso.Bom. VALENTlN .Eu posso ver por mim I .) V ALENTIN . VALENTIN ..continua soprando coisas) Pare com A ESCOLHA DO ROTEIRO DO talmente na estante) isso. eu não estava VALENTIN . No primeiro mente. YALENTlN .Karl Va~enti~.Anão.. se ela do pizicato. quem ele parece? Eu gostaria muito . para ver alguma coisa que não veio? München ~6 (Valentim assobia).. o nome dele é A mlÍsica recomeça. Está querendo que eu se- VALENTlN . tre de LAtelier . a trompa não MAESTRO . tas e Camponeses". houve? . nunca fomos apresen..Silêncio um minuto. nista sai do ritmo.Firmling & Co. . car direito como todo mundo? MAESTRO . E isso por quê? Porque MAESTRO .Mas. psiu. Ê o fim.Chega. Pode acontecer com rege apaixonadamente. Paris. micas. ela não veio. vai .I VALENTIN .Mas eu estou falandc VALENTlN . FIM VALENTlN . ele faz sinal para omaestro parar) O que vem. .Toma. Não. este senhor. Valentin assobia e MAESTRO . agora eu me lembro.Psiu. o que houve? MAESTRO . P'iper & Co.Não.. meu suspensório quebrou. . ele ganeI. pessoa. Ah. Eu não posso realmente ver. Nós não conhecemos I .Você não tem nada a crível espetáculo musical: o maestro você nunca foi a escola de música. VALENTIN . Com foi agora? vai substituí-lo. Ê você que conhece o irmão do pizicato. Mas eu conhe.Como é que você faz . MAESTRO .Inacreditável. Você conhece ele? Não.Ê incrível como você VALENTIN.Vamos tocar a marcha "Viena será Von Michael Schulte sempre Viena" (Ele interrompe) o ela não veio hoje.. MAESTRO . Não estou te entendendo. Hoje é sua folga.

Karl Valentin in Selbstzeugnissen und Bilddokumenten Rowohlt Verlag . 37 .üdeon . Estes sketches fazem parte do espe- táculo Cabaré Vclentin .~ AlIes Von Karl Valentin und Liesl Karlstadt . Disco EMI . dirigido por Buza Ferraz e apresentado no Teatro Cândido Mendes. Verlag .. Piper & Co. R. de julho a dezembro de 1980. Filmes mudos e sonoros de Karl Valentin. Rio de Janeiro.Karl Valentin Gesammelte Merke .

Uma vez conseguidas. Brook iniciou sua carreira logo depois da 11 Guerra. Brook conseguido a façanha de ministrar uma conferência que era selecionou um pequeno núcleo internacional de atores. nos palcos ingleses. Aos 22 anos de idade. o Marat/Sade. seus cantos. e dos artistas maiores do nosso tempo . Brook ·acei- do teatro contemporâneo.Rei Lear protagonizado por Paul Scofield. Nascido em 1925. Tive a forte participavam alguns dos mais brilhantes especialistas do mundo. junto ao Mi- sição ia de par com um sentido de teatralidade admirável. a presença de um dos artistas de Peter Weiss (1965). iniciando PETER BROOK NO BRASIL sua gestão com um memorável. E. No mesmo ano dirigiu na sede londrina da Roya1 Shakespeare o Aldwych Theatre. Junto com Peter Hall e. o Centro In. resolveu-se tentar encon- depois na extremidade oposta da sala. ligados à sua última . engajado num outro projeto destinado a trazer uma contribuição mas. as verbas necessárias. 45 minutos. entre outros. Nos anos subseqüentes' Brook ennqueceu o repertono da Royal Shakespeare com outros suo tido predominantemente badalativo. o na época desconhecido e hoje con- mesmo Festival das Nações. de. ressado nas possibilidades de um trabalho teatral capaz de trans- táculos. Na mesma entrevista através de Ubu Rei. foi nomeado em 1962. todos saímos da sala com a sensação de que o cionais. Já internacionalmente consagrado. sagrado encenador romeno Andrei Serban. Após entrevistar 150 candidatos do mundo inteiro.me profundamente. uma soma de realizações sem igual na atua- lidade. glaterra. ele relata: liA descoberta. a The New York Times. um posição teatral. transformaria. Após nistério de Cultura da França e a algumas fundações interna. mesmo hoje procura na criação teatral: "Fazer surgir uma 38 gens cênicas um significado novo à matéria-prima dramatúrgica. Mais talvez do que qualquer homem de teatro vivo. Michel Saint-Denis. mas tinha cial do Centro. tomei pela primeira vez contato. atores de diferentes países. a visita tem um seno . com uma tranqüilidade bem britânica. e meia de trabalho. das obras de Sartre e Anouilh e contribuiu muito para o lançamento da moda de Christopher Fry. uma capacidade de dar através das ima. é sobre. teremos entre cessos de repercussão mundial. certamente. alguns dos quais já figuram com destaque na História cender quaisquer fronteiras geográficas e políticas. do qual plenamente técnica e altamente poética ao mesmo tempo. do qual de diferentes culturas interesou. No fazia parte. inclusive através de vár!as direções em Paris e Nova Iorque. ção shakespeariana.o diretor de teatro e sobretudo a mais consagrada das suas experiências shakespearía- cinema Peter Brook. e de que Brook havia 1970. cuja clareza de expo. ocorrida nesse fez uma conferência sobre a conceituação do espaço cênico que lVorkshop. finitivos. depois em cima da mesa. Brook assim define o objetivo essen- Não era certamente um dos seus maiores espetáculos.contra os acontecimentos no Vietnã (1966). no Festival das Nações. A idéia começou a germinar em 1968. Há muito ínte- pectadores que tiveram oportunidade de assistir aos seus espe. Brook New York Times. 'nas companhias de repertório do interior da In. Us. surgir dali alguma coisa que conduzisse a novos caminhos de trabalho. entre os quais O Interrogatório. um r:volucionário Sonho de Uma Noite de Verão (1970). nós. Encontros com Homens Notáveis. o Centro entrou em atividade em assunto havia sido totalmente esgotado. que correna o mundo. de Peter Weiss." ele começou sentado atrás de uma mesinha. A essa altura. tudo no campo do teatro que Brook construiu. mas daqui a pouco estava em pé em cima da cadeira. dos estudiosos.e polêmica. depois em cada um dos trar meios para tornar a experiência internacional permanente. relação profunda e carregada de sentido entre atores e público . atr~vés da criação de um centro sediado em Paris. com o trabalho de Brook como diretor. porém. um Romeu e Julieta que causou sensação e escândalo. Sua visita é motivada por compromissos nas. co-diretor do Royal Shakespeare Theatre de Strafford-upon-Avon. e dos es. com essa mesma finalidade. mas ~ue pendendo do ângulo pelo qual é encarado. o fio de raciocínio desenrolava-se países e continentes. Brook já estava realização cinematográfica. em Caracas. A tranqüilidade da teria mobilidade para deslecar-se sistematicamente para outros voz não se alterava nunca. Foi praticamente o introdutor. que parece identificar-se com aquilo que ele uma qualidade autoral. tou o desafio com entusiasmo.em filme. quando um diretor estrangeiro vem ao Rio para próprio o lançamento de um filme de sua autoria. mas desde o início caracterizou-se como um dos maiores especialistas shakespearianos da atualí- dade. outras platéias e culturas. línguas e culturas. Desta vez. embora sua filmografia seja altamente respeitável. outro dos seus espetáculos de. . talvez a mais -famosa tomada de mais antibadalativos que se possa imaginar. intensamente inovadora ao teatro contemporâneo. como tudo que ele faz . ilustrando as modificações que o espaço sofre. impressão de que precisamente por causa das dificuldades poderia Falando de improviso. Encerrada a oficina de Barrault. DOS JORNAIS que tomavam tangível a força da personalidade de quem havia concebido a encenação. já estava na sua terceira realiza. que mais tarde ele Em geral. em três décadas tcrnacienal de Pesquisa Teatral de Paris. das possibilidades que poderiam surgir no encontro praticamente roubou o seminário dedicado ao assunto. Numa recente entrevista ao The Há dois anos. em busca de inspiração em contato com com uma firmeza perfeitamente articulada. quando Jean-Lcuís Brook é hoje objeto de uma unânime admiração dos seus co· Barrault convidou Brook a dirigir em Paris uma oficina com legas de profissão do mundo inteiro.

. estreado ano passado. A pesquisa deu origem a um espe. se é uma evasão. extraído do Jornal do Brasl1. em maio/junho. e ainda O Osso. Brook propõe: res. Peter Brook vem acumulando a sua atividade no Centro Internacional de Paris. o critico Mel Gussow escreveu: "Cada um dos três programas (O Osso e Ubu eram apresentados juntos) no Anexo La Mama é uma viagem cheia de aventuras. . . e pelo cineasta Jean-Claude Carriere a A Confe- rência dos Pássaros. (. baseado numa obra do poeta persa do século XII.I 1970 pela Editora Vozes. No teatro é possível passar a borracha e começar uma pesquisa orientada pelo poeta Ted Hughes. Quando somos persuadidos a acreditar nesta ver- motivação da ação cênica. com os seus compromissos junto ao Royal Shakespeare Theatre de Londres. eles representam um extraordinário universo teatral. Nos últimos 10 anos. Shakespeare. na Off-Off- Broadway. a partir de gunda chance. Comentando a temporada em The New Yotl: Times. chamada orghast. O esquema Nossa pesquisa no Centro dirige-se no sentido de tentar achar I da obra reside na divisão da criação teatral em quatro grandes uma :forma simples que possa levar a pessoa ao mesmo tempo áreas: o Teatro Morto. E cada uma delas é obra da mais elevada arte de representar. onde reside. o velho deira. Todos juntos.dade. Na vida cotidiana.O. I ripe e Tessy Callado do original The Empty Space. de brincadeira. numa tradução feita por Oscar Ara- riência humana. uma peça é um jogo. lançado em tivo: o de tomar visível no palco aquilo que é invisível na expe.. da incapacidade de dar respostas. ele já está ficando anti- que interliguem os mundos interior e exterior. com o próprio Brook. Brook sacudiu à temporada teatral nova-iorquina. no Anexo do Teatro La Mama. É para mim um exercício.. Mas não se tratava de criar uma espécie Na vida cotidiana. E. concluindo a sua exposição. na sua sede parisiense. com vistas a uma é a verdade. conto . O teatro tem o poder de ser uma revelação. aos extremos de deterioração e decadência. em colaboração de novo o tempo todo. lização de uma língua abstrata. 39 . ao serem forçadas a trocar a caça pela agricultura. Folhas novas nunca retornam. pensamento teatral de Peter Brook foi divulgado entre Em Paris estamos profundamente comprometidos com um obje. quatro produções do repertório do Centro Interna- cional: os já mencionados Ubu Rei e Os Iks. Este é o acontecimento supremo da atual temporada. Farrid Altar. e Os Iks. pungente dramatização de um livro do antropólogo Colin Turnbull sobre tribos nativas de Uganda. se é uma ficção. Théâtre des Bouffes du Nord.Teatro Imediato. . Mas foi em 1974. de Shakespeare. no Irã. Mas quando experimentamos o trabalho como brinca- Shiraz. dentro da programação do Festival de trabalho. Este é um objetivo táculo. que o Centro mostrou suas duas A pia}' is a play. Cada uma delas é um depoimento sobre a impossibilidade de com- preender. apresentando du- rante seis semanas. do que é necessário para a sobrevivência da mente e do corpo. no teatro se sonoro de palavras artificialmente criadas. pàíses: o da língua. dirigida por Celso Nunes para o grupo paulista O Pessoal do Victor. Na vida isto é um mito. igualmente intitulado Orghast e que estreou e~ 1971 elevado. no teatro se é um de esperanto teatral e sim de investigar a fundo o potencial experimento. Ainda recentemente. Representar exige muito emPersépolis. nunca podemos ter uma se- .relógios nunca andam para trás." (Yan Michalski.I nós através do seu livro O teatro e Seu Espaço. o Teatro Rústico e o para o mundo da ação e parao mundo das impressões interio. para o qual continua dirigindo espetáculos. capaz de ampliar e enriquecer a qualidade de vida das pessoas. o Teatro Sagrado. sobre a posição subalterna do homem num mundo caótico.. então teatro e vida são uma só coisa. representar é uma primeiras realizações de grande impacto: Timão de Atenas. 22-7-80). ) As peças têm assuntos e temas comuns: elas tratam da busca do homem e da sua crueldade. nunca imediato imposto pelo trabalho conjunto de atores de tantos podemos voltar atrás em nada. Ela deu margem a uma tentativa de crista." quado. A obra teve uma ines- quecível montagem. Talvez se possa dizer que estamos procurando passagens "À medida que você lê este livro.popular da África fixado pelo escritor africano Birago Diop e adaptado ao teatro por Malik Bowens. então ele deixa de ser trabalho. o último dos quais. Evoca um trabalho árduo. com Glenda Jackson e Alan Howard nos principais papéis. um dos atores do Centro. le- vadas. ' agora congelado no papel. brasileira. A primeira experiência do' Centro ligava-se a um problema Ê sempre possível recomeçar. foi um notável Antônio e Cleópatra.

simplesmente enviou convites a eles. no Rio . além do Giramundo fut uro muito do que seus representantes aprenderam durante c do Mamulengo Só-Riso. Terminada esta Oficina. um' espaço que.registradas em um quadro. em diferente Nacional de Teatro (SNT) . foi o coordena- Por outro lado. toda a experiência (Espírito Santo) . são 20 participantes. Falaram de suas idéias. para que 40 mentação nesse 'càmpo teatral. No final. construídos e manejados por 20 representantes de 17 dos mulengo Só-Riso). se torna de interesse CINCO PEÇAS nacional. . que se afastavam na . do Serviço nero teatral vem conquistando nos últimos anos. Car- semelhantes no Teatro de Bolso. Mamulengo Cheiroso (Sergipe). TEATRO DE 'BONECOS: OFICINA rio .reabriu para um cidades e regiões brasileiras. projetos. Pena Solta. dividi- sultados para todo o país e oferecendo oportunidade ao pessoal mos e agrupamos estas idéias por ciclos. há algum tempo. solicitando que cada um enviasse um repre- Este deverá ficar como um marco simbólico da Oficina sentante para participar da Oficina. Estes ciclos . . que acabam 'de se apresentar com grande destaque no Festival Mundial de Bonecos da UNIMA (Union Intemacionalle ' O Teatro de Bolso é um teatrinho modesto. criação dos personagens. A ABTB. on conteúdo. dos Grupos " construídos e manejados por 'representantes de 17 dos Giramundo. procedentes de Fernando é também presidente da Associação Brasileira de' oito Estados. O convite foi aceito pelos "Som/Forma/Movimente". No palco. Teatroneco (Pernambuco) e Revisão. Não houve seleção dos participantes. Tempero. Cada um disse o que fez. Cataflor e Pedro Domingues (Rio). pesquisa e aperfeiçoamento dessa lin. SNT. então. Sorriso da Criança. nos diferentes Estados. de Belo Horizonte. um possível parentesco entre essas idéias. finalização dos roteiros. uma avaliação dos trabalhos desta Oficina dor dos trabalhos desta Oficina. foram apresentadas sucessiva. funcionar no Teatro de Bolso. . Pedimos que cada um colocasse as suas preo- Experimentação de Bonecos teve como objetivo não apenas a cupações genéricas. Teatro de Bonecos . . apesar de localizado no Rio.SNT 'MOSTRA pnmeira Oficina. cada participante levará para o Teatro Experimental de Bonecos (Pará). escolha de temas para as peças. construção dos bonecos. realizado em junho nos Leblon. ' principais grupos de teatro de bonecos do país. Guta- adquirida no trabalho em comum com os representantes dos percha. os trabalhos foram mais dedicados gramação do Centro de Experimentação de Bonecos que fará ao conhecimento mútuo. discussões. com uma carga horária mínima de Ele explica coino foi organizada esta Oficina: oito horas.No Teatro de Bolso . equipamentos e cede o teatro. Serviço Nacional de Teatro para os próximos dois anos. o" Teatro de Bolso passa a ser. o aluguel storming. com cerca de 50 bonecos de vários ramundo) e Fernando Augusto Gonçalves dos Santos (do Ma- tipos. para uma única apresentação de um espetáculo quatro integrantes destes dois grupos: Álvaro Apocalypse.ainda um estímulo ao estudo. Buscamos depois guagem". Ele explica o que foi feito: dará ao S T uma base mais sólida para elaborar melhor a pro. Um trabalho que incluiu debates. Te- sem paralelo no país. Gralha Azul (Santa Catarina). Ao todo. tórgão da UNESCO). na parte expressiva. de trabalho em comum. Realizamos então uma espécie de brain- Segundo o diretor do SNT. e que nos últimos anos vem sendo utilizado Estados Unidos. vários grupos' têm surgido em diferentes cidades e se destacado em outros Estados espetáculo inédito: cinco peças.acrescenta Orlando Miranda . de principais grupos de teatro de bonecos do país. linhas para os bonequeiros de todo o país. Álvaro Apocalypse. diretor do Giramundo. com as idéias brotando soltas. "mas sobretudo cenas. reza Apocalypse e Maria do Carmo Vivacqua Martins (do Gi- mente cinco peças inéditas.finalmen. sem qualquer tipo de do Teatro de Bolso e a sua transformação em um Centro de censura ou crítica. interessado de qualquer parte do Brasil de se dedicar à experi. sem preocupação da forma. arrendado com este fim pelo rossel e Teatro Infantil de Marionetes (Rio Grande do Sul). ~e trabalho. a realização da Oficina. que financia os materiais. e até mesmo no exterior. esse teatro reabriu no dia lizada no Teatro de Bolso está sob a orientação exatamente de 10 de agosto. No último dia 10. Olinda. Assim. foram selecionados cinco ciclos isolados. 50 grupos associados em todo o Brasil. que conta com te . Depois pas- criação de um lugar onde possam ser mostrados espetáculos de samos a outra fase: estas preocupações foram colocadas como teatro de bonecos do Rio e de todos os Estados. com cerca de 50 personagens. que está sendo rea- para o público. o que faz. possuíam pontos em comum. aberto o que pretendia fazer. Descobertos os parentescos. o Teatro de Bolso. Orlando Miranda. no Rio . pretensões.Nos primeiros dias. União da Montanha respectivo grupo. tivemos mais de 50 cenas diferentes . nos próximos dois anos. que inaugura um ciclo de atividades seguintes grupos: Casulo e Corre Terra (de São Paulo). Teatro do demais grupos. mas que às vezes poderão ser desenvolvidos projetos específicos. rios e adereços. principalmente para a apresentação de peças infantis.o espetáculo. ensaios e . e do Mamulengo Só-Riso. como está ocorrendo com esta cada um fosse transformado em um espetáculo. por exemplo. elaboração de argu. Fechado A Oficina "Som/Forma/Movimento".A organização foi feita pela ABTB e o patrocínio é do mentos. cená.sede do O interesse especial que o SNT vem dedicando ao teatrc de bonecos se prende ao próprio desenvolvimento que este gê- Centro de Experimentação de Bonecos. enten- dimentos.ABIB -. que promoveu a ' Oficina O espetáculo é um dos resultados de 24 dias consecutivos "Som/Forma/Movimento". E cada grupo deverá refletir em seu trabalho Gibi. Isoladamente. É o caso. apenas em idéia . irradiando os re. estrutura. situado no de la Marionette. .

figurinos. TBC . lançados. Um conflito gera energia. criar e ver teatro. Forma/Som TBC . fina. marionetes com fios e até mesmo os pró. de Carlos ciclo convivem em cena os mais diversos tipos de bonecos. o eixo da publicação são da Oficina: suas exaustivas pesquisas de Maria Lúcia Pereira: uma levan- tando praticamente o dia-por-dia da companhia. documento fundamental para o estudo da História do Teatro na seguinte cronologia: projeto. sem a ciso aclamar o volumoso n~ 25 da revista Dionysos que o SNT preocupação de um roteiro fixo ou detalhado. Assim.encontraram um caudal para fazer desaguar produtivamente essa concedidas por pessoas que participaram do cotidiano do TBC. vagarosa e serena permitirá absorver e assimilar o complexo cionar aos trabalhos uma interação permanente. E para cada grupo'foram ainda nomeados cola. O material completa-se com contribuições assinadas dos. material ora posto à disposição dos leitores. viúva do criador e empresário da compa- experiência de materiais.O principal é que a participação na Oficina vai dar a Com os quatro número monográficos de Dyonysos já lan- cada um a oportunidade de levar de volta para seu respectivo çados . todos Prado. do caráter de divisor de águas que marca os 16 a razão da rigidez da data final: anos (1948-64) da existência da empresa: 16 anos que repre- .Comediantes. Estevam. por 'livre escolha. em cada artigo Brasil 1889-1975 . em profundidade o TBC do que em traçar o pano de fundo legam objetos etc. de Mariângela Alves de Lima. dedicado a Os Comediantes.Desenvolvimento Histórico. Poder.Estará pronto na primeira quinzena de agosto o anteprojeto de lei de criação da Fundação Nacional de Artes 41 . Álvaro Apocalypse explica por um lado. Brasileiro. e provavelmente o melhor da série dos volumes mono- mento. Na maioria dos grupos. Entre estas destaca-se. Na criação de que preferiram dar ênfase ao levantamento de dados históricos. procura-se de início visualizar o tipo e as atitudes mais do que a uma tentativa de interpretação do significado do do personagem. pelo seu conteúdo humano. Sábato Magaldi. 11-8-80). nhia. A de produzir. podendo por autoridades indiscutíveis no assunto. escultura. métodos e processos.Uma Reflexão. Gustavo Dória e Miroel Silveira. EXAUSTIVAMENTE DOCUMENTADO 'c um último. vida e entre duas concepções de encarar as estruturas sociais tiva a busca de soluções. não deixando que os trabalhos caiam do país. estas nado por Fernando Peixoto. boca que mexe. lização do roteiro (texto). a história atividades são ainda bastante compartimentadas. utilizando máscaras e fantasias. Décio de Almeida a faísca resultante do choque de duas pedras. gráficos iniciada com o n~ 22. fenômeno TBC . colhidos se tornará doravante muito mais viável. dedicado ao Oficina e coorde- constituem o teatro de bonecos. pintura. mas desde já é pre- Cada grupo se reuniu e fez um argumento da cena. titulares de outros grupos. cada boneco. e pano de fundo teatral. só uma leitura mais boradores. energia liberada. Tecnológico. mas também entre dois estilos de premência do tempo produz uma tensão permanente que incen.esta que. Teatro do Estudante/Teatro Unisersitá- grupo a experiência da integração das várias atividades que rio. marcado para o dia 10. que sabem que o conflito faz parte do trabalho. Arena. BRASíLIA. através do. acaba. Mas esse interesse decorre também da única opção dos numa rotina escolar. extraído do Jornal do Brasil. e isto poderá do recente passado do teatro brasileiro está começando a ficar mudar. prios atores. ensaios finais e apresentação do O interesse do generoso volume de 265 páginas decorre. SEAC/MEC.Nesta Oficina. FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTES CÊNICAS: UMA LUTA DE SETE ANOS CAMI! HA PARA UM FINAL FELIZ (Extraído de O Engenho e Arte. Alberto Guzik e Maria Lúcia Pereira. organizadores do número. eixstente por trás do TBC: pano de fundo histórico. em vias de elaboração. enchimento. através de Teatro Brasileiro Álvaro está animado com os andamentos do trabalho e com Moderno . e com 13 entrevistas . Este é apenas um primeiro registro. 15-9·80). até então sem nome. vara com priamente ensaística do volume empenha-se menos em discutir articulações (olhos que saem. determina-se o tipo de manipulação: luvas (fan. Fernando Peixoto. A seguir foram acaba de lançar. foram denominados: Absurdo. o depoimento Ele acha que a Oficina propiciou uma excelente troca de de Débora Zampari. .interpretação . Em o tipo de convivência que se estabeleceu entre os participantes relação mais especificamente ao TBC. satisfatoriamente documentada. com bastão ou meio-bastão. todo ele dedicado à trajetória do TBC.). como quita. marotes simples. mãos que car. O teatro de bonecos permite essa integração.e o quinto. E aqui. à luz dos dados ora A partir daí. Cada ciclo possui vários tipos de bonecos. espetáculo. A parte pro- toches). como Alfredo Mes- ser canalizado para a criação. levando em conta a sua participação em cena. (Yan Michalski. como elaborados os mapas de produção de cada boneco-personagem. decidimos produzir um espetáculo com a sentam uma impressionante transição não só entre dois estilos simulação da emergência como fator excitante de criação.A expectativa era a que tendências variadas pudessem tando fichas técnicas completas de todos os espetáculos por ela levar em conflitos. outra apresen- . adereços. baseado na idéia de se exprimir certas metáforas em seu sentido literal. Franco Zampari. Yan Michalski Foi constituído um grupo de trabalho para cada ciclo. n~ 4. Mas tratam-se todos de artistas amadureci. com o fim de se propor. Finalmente: ensaios.

ele dava autorização a Orlando Miranda para co. primeiro no âmbito do MEC. Euro Brandão da secretaria. aquela área fique. O Ministro Eduardo Portella. já tem até presidente garan- Miranda. o I esponder às necessidades de ampliação e desenvolvimento nas Ministro Eduardo Portella encaminhou-o à SEPLAN. reuniões com representantes das classes diretamente atingidas .é a elaboração. Na. cio assunto. no momento numa expansão não atender às solicitações de uma cidade como o Rio ou São Paulo.Enquanto o Gabinete Civil não der a última palavra necessidade . MEC. . que cuidou. A previsão é de técnicos do Ministério da Educação Depois de encontros entre técnicos do MEC e da SEPLAN. Além de manter as diretrizes do antigo da classe. Prevista para janeiro de 1979. missão. Na ocasião. pode haver pressões para que esta ou t. cor- Depois de aprovar o projeto que lhe foi apresentado. e criado um meca- SNT. discordar da congregação das artes cênicas na ." a data foi prorrogada pelo Ministro interino Euro Brandão e. 21·7·80) . Cênicas. diretor do SNT e principal mentor da idéia. mas pode ser até que de absorção do Serviço Nacional de Teatro pela FUNARTE. A1 prevista na Lei n9 6. acompanhada pelos órgãos oficiais de cultura. Orlando que será a fundação. muitas discussões e muita dor de Magalhães e. teriormente. O veto áreas de teatro. Ao contrário. Como diretor do Serviço Nacional de Teatro. custou a Orlando menta pelos corredores do MEC. a Fundação cabeça. dessa vez. o circo e a dança: que assumiu em março de 1974. em maio do pende a um desejo de classe e teve uma tramitação normal ano passado. No Teatro num organismo ágil e capaz de atender às necessidades máximo. cargo a opera. nos estatutos. Os protestos foram gerais. -. Na verdade. Nunca se sabe. deixando uma ou outra delas para a FUNAR· Artes Cênicas . ao que parece. ele continuou a defender essa . nada feito. eles deveriam promover "a deseliti.. entretanto. "Afinal. como frisou Orlando.312. juntando-se 42 aos pedidos de reconsideração da decisão feitos à SEPLAN. extraído do Jornal do Brasil. muitas tido. onde se encontra atualmente o pro. pelos dois Ministérios. a discussão em torno da criação desse órgão por outro lado. depois no da SEPLAN últim~ meçar os estudos necessários a essa criação. Nacional de Artes Cênicas foi sempre a dimensão do Serviço cesso. como presidente da encaminhados ao Gabinete Civil são apenas as linhas gerais do Associação de Empresários Teatrais do Rio de Janeiro. não havendo. portanto.que ao que se co- outro. Definido como um "órgão esclerosado" pelo seu próprio Caminha assim para a concretização um antigo sonho da diretor. a ele confiada. ano. . mais calmo. Até o momento. radar. nismo capaz de tratar com a flexibilidade necessária uma faixa zação definitiva das artes cênicas no Brasil". insuficiente para o cumprimento de sua e Silva. Depois disso ele será encaminhado ao Congresso Nacional. ardoroso de. dia 8 de maio. muiot justamente. Fundação. por parte do Gabinete Civil. de fora. respeito da criação da Fundação. pede um organisme totalmente protegido da burocracia e que possa.Aí. o que há nos estudos A história começou em 1973. A maior delas ao tomar conhecimento. pela sua própria natureza. quando. que já há quem se refira à Fundação como "à quele momento. necessidade de se (Cora Ronai. Tanto assim que. O pessoal do Gabinete Civil pode. O principal argumento a favor da criação da Fundação sidência da República.já então oficiosamente batizado de Fundação Nacional de mesma fundação. ainda. implantar mais uma. A seqüência natural'. demitir-se da diretoria do SNT. circo. sobretudo da classe teatral. Ele observa que ela corres- fensor da criação da Fundação. o organograma. Argumentava a SEPLAN que já existiam fundações demais no Brasil. como o circo. Eduardo Portella.disse um dos técnic~ Ministros da Educação e Cultura: Ney Braga. pode das artes cênicas brasileiras. de 1975. balé. superado o incidente do veto da SEPLAN à novos estudos foram feitos. já encaminhou os estudos ao Gabinete Civil da Pre. informava Orlando.eles decidam vetar o projeto por lá. de que a SEPLAN ve. nem que a fundação congregará o teatro' e a ópera. acredito que teremos correspondido a um anseio com a criação da Fundação. Os detalhes. órgão a se manifestar a seu favor. em passe de mágica.contando até com o apoio de três sucessivos Dão se pode afirmar nada com certeza . conseqüentemente. junto com a SEPLAN. ele chegou a ameaçar Fundação do Orlando". Para a secretaria não se pode afiro mas também às das outras artes cênicas. E assim por diante. à espera da palavra final do Ministro Golbery do Couto Nacional de Teatro. para que o anteprojeto fosse liberado.Miranda mais de uma vez. não foram oficialmente divulgados.disse Esses estudos form concluídos no dia 14 de novembro do o ministro . irritado e desesperado. com segurança . pelo Ministro Eduardo Portella. do 8no passado e entregues ao Ministro. Depois. A exemplo da Fundação Pró-Memória. da cultura que. Em 1978. o SNT não tem nem estrutura nem condições para classe teatral: a transformação do atual Serviço Nacional de atender às solicitações do meio teatral em todo o país.foi retomada com vigor: aproximava-se a data TE.Deus nos livre . ópera etc. Nacional de Artes Cênicas seria território de seu principal inspi- através do Ministro Eduardo Portella. está confiante a posteriormente. "cria" de Aloísio viagens entre Rio e Brasília. dos detalhes finais a caminho de um final feliz. há tão poucas dúvidas em Brasília a respeito lará a criação da Fundação por motivos administrativos. e Cultura que. completou o Pro- à criação da Fundação foi feito em princípios de maio deste fessor Portella. . Essa transformação não se fez de um momento para o detalhes a respeito da futura fundação . a dança mar. as partícula- Miranda passou a falar a respeito da necessidade da criação ridades a respeito de seu funcionamento serão elaborados pos- de um órgão capaz de atender não só às necessidades do teatro. Orlando texto final de um anteprojeto de lei que será enviado oportuna- Miranda explicou que eles haviam sido elaborados depois de mente ao Congresso Nacional para deliberação. decidiu Segundo a Secretaria de Modernização Administrativa do continuar a luta iniciada há sete anos e agora.

exemplos mais notáveis de desvio das nor- culdade de Filosofia da Universidade Fe.corno a do "teatro do absur. O TRABALHO DA CRISE".autor. chamando assim a atenção dos produtores tal ao estudo do original dramaturgo gaú- teatrais. dades da sua dramaturgia motivaram in ú. Ela é professora e cido que era.CURSO NACIONAL DE MONOGRA. no Livro 49.mas de conduta na época de ascensão da TOS PARA TEATRO DE BONECOS deral do Rio Grande do Sul. e outro do Teatro completo de Qorpo-Santo.to de pesquisas sobre a sua obra e per- ganizada por Guilhermino César com o sonalidade. Apresen autor teatral. A maior parte deste renome se cho. aquela como precursora de título de As relações naturais e outras tendências modernas e esta com um dos ESCOLHIDOS OS VENCEDORES DO III CONCURSO NACIONAL DE TEX- comédias. Nacional de Textos para Teatro de Bone- . tratando-se JvlULHERES VENCEM O IV CON· 03 trabalhos vencedores do III Concurso pois de uma antologia do dramaturgo gaú. Concorreu com o pseudônimo de "Empa- presente edição. o 29 lugar no I Coneurso Nacional de NOTICIAS DO SNT mino. Reunida na tarde de 19 de setembro. çaram à procura dos exemplares restantes "OFICINA. professor e apenas na segunda metade deste século. O teatro de Qorpo. burguesia numa província do Brasil.que se afirmaram assim como a bibliografia crítica com ple- Ioga. crítica de Teatro Infantil. apenas com acrés. ARAINHA da Enciclopédia ou Seis Meses de uma sob o pseudônimo de "Andréa Salomés". JOS E DOS DIABOS". sob o pseudô- em que se encontram as pesquisas. Guilaer.que concorreu com o trabalho intitulado nada". certo que não hajam ainda outras peças SURA TEATRAL NO SÉCULO XIX: a serem descobertas.os três primeiros lugares e 19 lugar: "OS TRÊS CAMINHOS PER. Nesta primeira edição póstuma o orga. de João Siqueira. Conforme ainda observa o Prof. pois. Santo. de fixação do texto. integrada por: Bárbara Heliodora. Ao mesmo tempo. Rubens Rocha Filho. Orlando Miranda. publicação em que o autor Ela é do Rio de Janeiro e já foi premiada GINGA DA ESTRAVAGANÇA". que concorreu do Teatro Brasileiro. Mas. Guilhermino César. Rio Grande do Sul. Brasil. Guilhermino na foi conferido a Tânia Brandão. grande fama no teatro brasileiro. dora da Seção de Livros do Jornal do sicos do Teatro Brasileiro. Foram concedidos ainda dois prêmios o Serviço Nacional de Teatro acaba de de Publicação: um para Maria Lúcia de lançar mais um título da Coleção Clássicos nais baseadas em seus textos. Ela é professora de nizador se arrisca a dar o título de Teatro Teoria Literária das Universidades Federal completo à edição que no momento se e Estadual do Rio de Janeiro e colabora. Prêmio: Cr 100 mil. que com toda certeza ainda será obje- deve à edição póstuma de seus textos or. no ponto atual A QUEM INTERESSA?". meros textos críticos. de semidesconhe.: IV Concurso Nacional de Monografias . do Rio.ta-se. do Rio. Igualmente despertou atenção a atribulada vida do Mendonça Lima.mais dois prêmios de publicação . nimo de "A Luta". DA BENAVENTURANÇA. que em grande parte se afastou da ganizada pelo Prof. Guilhermino César TURA E A MONTAGEM AUDIOVI- norma teatral do século XIX e por isso procura ser a mais completa e' fiel pos. sobretudo a comicidade e o nonsense sobre a vida e a obra de Qorpo-Santo. Os três primeiros textos colocados fe- cimo quanto à bibliografia sobre o autor. publica como volume 4 da Coleção Clás. promovido pelo SNT. estudo crítico e notas de São Leopoldo. que Guilhermino César. presidida pelo tendências . como uma edição destinada a liado em sua originalidade pela crítica. que concorreu com "CEN. teatr ó- das peças de Ionesco . para Luiza Maria Carravetta Vilande. sador e professor de Literatura Portuguesa da UFRGS. do Rio de 43 . A atual edição do Teatro completo oro concorreu com "OTEATRO. Trata se da edição com "AS ANTENAS DA RAÇA". Prêmio SNT/1979. antes: tirou o 19 lugar no II Concurso e do o seu autor. citado apenas por especia. na sede do Serviço Nacional de Teatro. suceden- do-se as montagens amadoras e profissio. 29 lugar: "MISS BRASIL. pédia se encontram desaparecidos. O 19 prêmio (100 mil) do Grupo Dia a Dia. a Comissão Julgadora escolheu peças que Qorpo-Santo deixou. Sussekind.. do Jornal do listas. as suas comédias. pesqui- só recentemente foi redescoberto e reava. nizador incluiu apenas nove das dezessete no Rio. SUAL". e lançada em 1969 pela Fa. segundo observa o Prof. os pesquisadores se lan. O mesmo livro alcançou ainda uma FIAS DO SNT cos. Assim. I ta do que sobre ele se escreveu. A LITERA. CONTRA A Enfermidade. cho. O 29 prêmio (80 mil) foi para Sônia não é possível dar-se como absolutamente Salomão Khede.. lO TEATRO COMPLETO DE Neste intervalo de onze anos que separa O 39 prêmio (60 mil) ficou com Flora QORPO-SANTO a primeira edição póstuma da atual edi. pode ser considerado como precursor de sível quanto à reprodução dos textos do A Comissão Julgadora. segunda edição em 1976. e curiosidade suscitados pelas excentrici. ficar como ponto de referência fundamen. além de nos dar um apanhado geral Diretor do SNT. Foram conquistados por mulheres todos ram os seguintes: pois nesse meio tempo o grande interesse I os prêmios . foi do". COMO ARLEQUIM". os três volumes finais da Eneido Monografias. segun- enfeixara. o orga. que concorreu com "ONEGRO ção do Teatro completo. Qorpo-Santo tornou-se um nome de Brasil. Antônio Leal.do : CORRIDOS POR HON6RIO DOS AN. do Rio de Janeiro. com autor. com todos os seus lances de singu- laridade e sofrimentos.

44 Maria Della Costa. Saroldi. e outra de Impressões sobre o TBC. 315. de Sylvia TBC encontram-se artigos de especialistas Orthof. Assim. Miroel Silveira e uma re cos foi integrada por: Euclides Coelho de portagem em O Estado de São Paulo). se constitui um registro crítico-histórico A Comissão Julgadora do III Concurso sobre o grupo (Décio de Almeida Prado. e Mariângela Alves de Lima ("Teatro tro textos para leitura.. que se constitui um Organizado por Alberto Guzik e Maria mio no I e no II Concurso Nacional de lançamento conjunto do Serviço Nacional Lúcia Pereira. Nydia concurso será montado pelo SNT ou. marcaram a travessia do grupo. Cada uma das seções Janeiro e Humberto Braga. que gem ou concederá financiamento. Garcia. Finalmente o Apêndice traz as Fichas Téc- de Curitiba. assessor da é aberta com a imagem de atores que área de Teatro de Bonecos. fundadora e por uma seleção de material fotográfico diretora do Grupo Revisão. Sérgio Cardoso. de Olinda e presidente da Associação Brasileira de Teatro de Bone. Débora Zampari. LHO CHOROU". Já tendo item de importância para o estudo desse Cr$ 60 mil. participantes (Abílio Pereira de Almeida. Sábato Magaldi "Trecozin". cuja atuação nas Major Diogo. Cleide Yáconis e Tô- . 1889-1975 . pseudônimo: "Andersen Saint. o texto do jornalista Luiz Carlos Saroldi. pelo Serviço Nacional de do Teatro Brasileiro de Comédia. piares da revista. do Rio. Fernando Augusto Gonçalves nicas do TBC. este assim o desejar. histórica e a situação da arte teatral do dônimo: "Zé Urucaia". no prédio Foram escolhidos ainda dois textos Dionysos é totalmente dedicado ao Teatro para publicação. em São Paulo. ocasião serão colocados à venda exem- que. Comediantes. sado. de Brasília. Dionnos. Paulo Autran e Paulo Mendonça) . Impressões sobre o . O Serviço Nacional de Teatro acaba de pejo TBC. Maria Lúcia Pereira. Ziembinski. de Teatro da Secretaria de Assuntos Cultu- cinco seções: uma Introdução Geral. do Rio de relativo ao TBC. se Lícia. Clóvis Brasília.. Na Introdução. 23 e 24. não só constituindo 39 lugar: "A PROCURA DO AMIGO". Nacional de Textos para Teatro de Bone. Lúcia Pereira. e Fernando Peixoto. do país. do Rio na do TBC pelos jornais."O DIA EM QUE O ESPANTA. Maria Luíza Lacerda."MORTADELAS SEM RODELAS". fundador e diretor do Grupo Dadá. Maurício Segall. diretor e fundador do Mamu. O presente número é complementado cos. reid. DlONYSOS N9 25 . do Rio de Janeiro. Na APOIS FUN!". PESSOAL! mento marcante na evolução da arte cênica de Cultura do Estado de São Paulo. con- Teatro: décadas de 50 e 60 constituiu um mo. de José TBC e um Apêndice. Segue-se uma seção de Entrevistas com alguns dos principais . lançar um número especial da revista embora um levantamento exaustivo. Gustavo Dória. Janeiro. respec. Na parte final do Apêndice Iágica para bonecos e gentios". rais do MEC e da Fundação Nacional de Histórico.Desenvolvimento Histórico") A Comissão Julgadora selecionou qua. Este número especial de Dionysos será tivamente os n9s 21."SEU JOÃO E DONA ROSA". pseudônimo: como Alfredo Mesquita. Prê. Miroel Siqueira. tando o ato com a presença do Secretário ."A POSSE DO PREFEITO". lengo Só-Riso. concorreu BRASILEIRO DE COMÉDIA distribuem-se fotos de cena de alguns dos com o pseudônimo de "Índio Amin". pesquisa realizada por Maria dos Santos. Prêmio: .. pseudônimo: "Arco-Íris". de Recife. que conquistou o 19 prê. Rua Brasileiro de Comédia. co- . Franco Zampari. nvo levantamento sobre a história cotidia- de Franci Depine Silva Ferreira. Universitário e Teatro de Arena". foi o segundo colo. auxiliará na monta. dois Arte (FUNARTE).TEATRO nia Carrero. Teatro do Estudante. mais importantes espetáculos montados mio: Cr$ 80 mil. no ano pas. realizado por de Janeiro. Maria Rodrigues. Elisabeth Hen- Exupery". pseu."BABAU! ADEUS. de Valnir Farias. O texto classificado em 19 lugar no Miriam Mehler. Entrevistas. Armando Paschoal. pseudô. Teatro brasileira em goraI. de Antunes Filho. um nimo: "ProL Tiridá". sido lançados os números dedicados a "Os grupo em particular e da evolução cênica cado neste mesmo concurso. São eles: Brasileiro Moderno: Uma Reflexão") . apresenta como um pseudônimo de "Terradelá". brasileiros do passado recente. de Ernesto de Albuquer."TRECOS E BONECOS". Concorreu com o levantamento e análise dos grupos teatrais leiro de Comédia se. Na parte relativa ao Histórico do . além de um exaus- . de locam reflexões gerais sobre a evolução Marcos Caetano Ribas. país. dentro da série dedicada ao n9 25 de Dionysos sobre o Teatro Brasi- do Rio de Janeiro. pseudônimo: extensos artigos de Carlos Estevam ("Brasil "Sabiá". este número se distribui em Textos para Teatro de Bonecos. o n9 25 de lançado no dia 15 de setembro. "uma epopéia dramático-antropo. do SNT. Souza. como Ca- cilda Becker.

Direção Nós Dois. de Paulo Pontes e Chico TEATRO SENAC Buarque. Nelson Caruso e outros. de Antonio Pedro. Ingressos: Cr$ 300. Os Sobreviventes. Direção Quem Casa Quer Casa.00. do.00.Rio De Cabo A Rabo. Pedro Veras e outros. Alby Rsnos.00.00. marães.TEATRO OPINIÃO Uma Noite Em Sua Cama.00. de Albert Camus. de Karl Valentin. de Marcilio Moraes. com Marí- . Nelson Caruso. Cabrujas. Le Meur. Guida Vianna Delito Carnal. com Ingressos: Cr$ 300. de Ziraldo. com Rosamaria Murti- . com Armando Bogus. TEATRO JOÃO CAETANO gressos: Cr 250. lia Pera. sos: Cr$ 300.TEATRO PRINCESA ISABEL so. Marco Nanini. Cr 250. Otávio Augusto e outros. com Anselmo Castro e outros. Stela Miranda.sos: relles. Mauro Mendonça. Ingressos: Cr 300. Ingressos: Cr$ 250. Adria. Teu Nome É Mulher. Osmar Pra. TEATRO DO BNH TEATRO GLÁUCIO GIL TEATRO DOS QUATRO As 1001 Encarnações de Pompeu Loredo.00.00.00. Luis de Lima. Cláudio Corrêa e Castro. C. Direção de Luis Carlos Ripper. Papo-Furado. Nildo Parente. com Stenio Garcia. de Jorge Fernando. Direção gressos: Cr 200. Carlos Murtinho. com Bibi Ferreira. Bia Bedran e outros. Milton Moraes. Toalhas Quentes. Mais. com Maria Fernanda. Direção de Mareio Mei. El Dia Que Me Quieras. de TEATRO CACILDA BECKER Dario Fó. com Rosane Goffman. o Desembestado. de Ricardo Meirelles. Silvia Bandeira.À Direita Do Presidente. com Ítalo Rossi. com o Grupo Avelã e Avestruz.00. de Eid Ribeiro. . Direção de e outros. Ingressos: Cr 300. cina de Moraes. Sebas. de Chico Anísio. de MilIor Fernandes. Di reção de Bibi Ferreira. Gilda Guilhon. Longa Jornada Noite A Dentro. com Teresa Ra- Diogo ViIlela. Célia Biar e outros. de Sebas- TEATRAL TEATRO COPACABANA tião Nery.. Direção de Aderbal Jr. com Terezinha Velo. Araci Ba- labanian. com Ana Lucia Bruce. com Elke Maravilha. An. Elza de Andrade. Helber Rangel e outros. com Natália Timberg. Brasil: Da Censura à Abertura.00. de Mareei Mithois.e Vicente Pereira. Díre.Araújo. com Yara Amaral. com Ariel Coelho. In- gressos: Cr 150. Ingressos: cessian. de Ariovaldo Mattos. Vera Setta e outros. de Jean de gela Valério. In.00. com Tônia Caro Julho/Agosto/Setembro .00. com TEATRO GLÓRIA Sérgio Britto. tonio Pedro e Carlos Vereza. Direção de Luis Mendonça. Paulo Reis. com Suely Fran. Direção de TEATRO DA ALIANÇA FRANCESA Álvaro Apocalypse.00. TEATRO GLAUCE ROCHA Vasconcelos. Ingressos: TEATRO MAISON DE FRANCE Cr 300. de Carlos Vereza. In- os 300. Ingressos: Cr$ 200. de Mauro Rasi e Vicente Pereira. lo.1980 rero. Ingressos: Vieira e outros. de Brecht. Ingressos: Cr 300. no Reis e outros. Armando Costa e José Ar- chanjo.00.cheI.00. de Mauro Rasi tião Lemos. Eduardo Maria. Vinicius Salvatori e outros.00.00. sos: Cr$ 200. de Marc Camoletti. Ingres- TEATRO AMÉRICA F. TEATRO GINÁSTICO co. Stepan Ner- Ingressos: Cr$ 240. Direção de Álvaro Gui. de Paulo José. Geraldo Alves e ne O'Neill.00. Ingressos: Os Justos. TEATRO DULCINA Direção de Adolfo Celi.com Gracindo Júnior. Este Banheiro É Pequeno Demais Para Etienne. Susana Machado e outros. In I TEATRQ DA LAGOA MOVIMENTO gressos: Cr$ 200.00. Rogéria.00. . Direção de Paulo Richard Roux. Ingressos: Cr$ 300. Morte Acidental De Um Anarquista. André VilIon e outros. Direção de Antonio Pedro. de Martins Pena. che. com Grande Ote. Aracelli. Direção de Cr 200. Ingres. Direção de \Volf Direção de Sérgio Britto. Direção de Helder Costa. Alice Viveiros e outros. Vera Gimenez. Luca de Direção de Wilma Du!cetti. Ada TEATRO MESBLA Chaseliov. de Gugu Olíme- Baal. In. de Raul Bopp. de Eugê. com Ricardo Blat. Direção de Jô Soares. Juliana Carneiro e outros. An. Ingres- os 250.. Letraz. Direção de Roberto Vignatti. Jonas Mello e outros.TEATRO RIVAL gressos: Cr 100. Transaminases. Thelma Reston e outros. E Outras Coisas Os Órfãos de Jânio. Angela Rebello e outros.. Direção de 4'5 ção de Buza Ferraz. Direção de Bibi Ferreira e Dul- Cabaré Valentin.. Nelson Dantas e outros.00.00. Cobra Norato. TEATRO CÂNDIDO MENDES Gota D'Água. de José Ignacio Ingressos: Cr$ 300. Ingressos: Cr$ 250.00.

O Mago Das Cores. Pequeninos Mas Resolvem. O Cata·Madeira. de Quem Fantasmocanta . pelo Quatro Num Quarto. lavra. Forma e Movimento. de Raimundo Alberto. Só Sonho. O Chio I Márcio Luiz. Essa Pa. com Lutero Luiz. In- gressos: Cr 300. de Sara panta. Grupo Asdrubal Trouxe O Trombone: O Circo de Don Pepe Pepita Pepon. Ingressos: Cr$ 150. Direção n Segredo Das Mágicas. Coutinho. Direção de José Renato. . Eesumça. de Luis Carlos Saroldi. com Glória Me. Diante do Infinito.00. de Aline Sei. Mas Só Até Manhas e Manias.00. Duvi·De·O·Dó. de Kataiev. de Chico Anísio. de Eduardo com o Grupo Manhas e Manias. Poema Sujo. com Fábio JOfiar Lixo Neste Local. Em diversos locais apresentaram-se IlS Chapeuzinho Quase Vermelho. Escorrega No Sabão Ãmbar. des. Queridos Monstrinhos. I O Limão Que Tinha Medo De Virar Limo- nada. com o Santos. Arco-Íris Sem Cor. com Rogé. de Syl· via Orthof. coletânea de textos: Formizelda Bta- sileira. Direção de Wolf Maia. de Leonardo Ah gressos: Cr 250. de Jurema Penna. de José Rocha e lho. I Não Sei Se É Fato Ou Se É Fita. de Mello. In. de Sérgio Fonta.. A Sapateirinha. Direção de Maria Clara Machado. Horós· Grupo Quintal. Choro e Cuíca. Aguiar. de Veronique Rateau. com Vicentina Novelli. pelo Grupo Som. pelo Grupo Asfalto Ponto de Par. Alcione Mazzeo e Yolanda Cardoso. de Fer· Rosalice. de Alexandre de Antonio Pedro. e outros. Oração Por Um Pé De Chinelo. de Ronaldo Ciambn Platonov. Cresça e Apareça. de Ricardo Howat e Gina Liberdade Liberdade. Bia Nunes e outros. Ingressos: Cr 300. Ari Fontou. Vladimir Capelia. Ingressos: Cr$ 300. cote. de Chico Buarque. Ingressos: Cr$ 250. Mitos.00. de Wagner Melo. de Alexandre Marques. OunnROS ESPETÁCULOS Passageiros da Estrela. de Paulo César de Ronaldo Ciambroni. de Lucia Coelho e Caique ra e outros. de Ziraldo e Aderbal Junior.00. Os Homens Es- Plínio Marcos. tida. Luis Carlos Niiío vides. Apenas Um Conto De Fadas. de José Maria Rodrigues. TEATRO VANUCCr Eu Chova. Joffré. de Ferreira Gul· O Misterioso Seqüestro do Príncipe Não lar.Mogol. de Marco Apolinário. No País Da Prosopopéia. Chapeuzinho Amarelo. de Elias dos Santos./ris. pelo Grupo c TEATRO TABLADO Bufões". É Proibido e Manias. de Thiago Primeiro Tempo: 3xO. Aranha. TEATRO VILLA·LOBOS Libel. I Estiveram em cartaz as seguintes peças: Sonho. de Millor Feman. Pena Solta. O Amor. de Paulo Afonso de Lima. Massa Corrida. . Julio César. de Luis seguintes espetáculos: SoreI. Ana Lúcia Torre. Roberto Bonfim e Edgar Gurgel Clara Machado. de Sérgio Meltelço. José Augusto Branco e outros. com o Grupo Man' Blue Jeans. n Diamante Do Grão. A Menina Que Perdeu O Gato. de Lícia Manzo. Molinari. i o Grupo Travalíngua. de Zeno Wilde e Wanderley Sábado. Tu Chaves. Di- reção de Odilon Wagner. de Ismaelina Silva. de Tchecov.00. Princesa de Coisa Nenhuma. Nal'alha Na Carne. Flicts. nho. Rasga Coração. com Bernardo Jablonski. A Filha Da . Botkay.00. Paduska. Tere~inha de Jesus Que Já Foi André. coletânea E o Beija·Flor Virou Lenda. de Jurandyr Pereira. Trilhas e Armadilhas. de Plínio Marcos. Geração 477.. de Mauro Meneses e Lu Mai TEATRO INFANTIL Riso. copo Para Os Que Estão Vivos.. de Maria nezes. de Lauro Be Mássimo. Aquela Coisa Toda. de Eugênio de poesias. Papitoco. de Tony Ribeiro. Homens I Tolentino.. Ele Chove. Vieira e Maria Cristina Brito. de 6 nando Augusto e Nilson de Moura. Dançando No Arco. rio Fróes. de Oduvaldo Vianna Fi· Com Panos e Lendas.

nl.O Jogo da Indepen. e A Dama da n94. nl? 82. R.Édipo Rei. n9 50 e Piquenique no Front.! 67. n9 81. C. Garcia Lorca . Martins Pena . Machado M. balena. Perlim. n9 81. nl? 48. Meireles. n9 47. Andrade Oswald . E. Arrabal Fernando . XV) . Marinho Luiz .A Intrusa.. e Viajantes para o Mar.Antes do Café. Casamento. VaIli Virginia . n9 71. n9 46. O Inglês Maquinista. n9 81 Checov Anton . Ferro.O Caixeiro da Taver- na.A Derradeira Ceia.Os Embrulhos. Borges J.Conversão Sinfonieta. As Interferências.O Jubileu.Do Tamanho de Futurista. um Defun to. n9 82. nl? 64. Strindberg August . n9 68. n9 85.Assassino Espe. nl? 48. O Mendigo. nl. nl? 77. Anônimo (séc. Bergamota. e Simum.O Novo Otela. Inês .Morte Natural na II Ghelderode . • Gheon Remi . n9 65. nl? 82. Um Tango Ar.O Homem da Flor que diz Não.A Morte e o De- Labiche Eugêne . n9 47. n9 84. nica. n9 49. Synge J. n9 62.O Tribunal dos Divór. Só o Faraó Tem Alma. Forca. n9 60. Baccioni. Aquele Pirandello Luigi . nl? 61.! 53. n9 56. Maeterlinck . Marinetti . O Pedido de deiro. e Os Viajantes.. Thomas. 70-71. mônio. plim com Belisa em seu Jardim. n9 74.Maldita Parentela. n9 73. Carmosina .Os Cegos.O Guarda dos Pássaros. n9 84. nl? 85. Silveira Sampaio . n9 58. n9 57. William Tennessee . n9 43. Wedekind Frank . n9s Brandão Raul . n9 83. . O'Neill Eugene . Largekvist Paer . nQ 52. e Treco Cervantes . .A História do Zoa. Wilder Thornton .Bumbo- de Gente. Anônimo .A Noite de Teresa Ci- dência. n9 54. n9 75. Trenton a Camden. n9 46. I n9 55.Os Advogados. n9 61: NãoConsultes Médico.Mestre Pedro Pathelin e gentino.Fala Comigo Doce Macedo J.A Vigarista.Todomundo.Guernica. . Pinter Harold ~ Noite. nl? 66. Aquele que diz Sim. Yeats -O Onico Ciúme de Emer. n9 59. n9 72.Amor de D. • QorpQ-Santo .A Mais Forte. Cocteau Jean . n9 80. Racine . . Tardieu Jean . . n9 63.Teatro MiIlor Fernandes . n9 72. n9 81. rCUlça das Mulheres. França Júnior . cios. O Retábulo das Maravilhas. n9 69. e Chica da Silva.Viagem Feliz dt Aman-Jean . Textos à disposição dos leitores na Secretaria dlO TABLADO Albee. . n9 78. nl? 81 I. Cabrujas José Ignácio . nl? 64. . Robert . meu·Boi. Casona Alejandro .Lição de Botâ. Boris . n9 51. n9 65.O Túnel. n9 55.A Gramática. e Um Gesto por Outro.Mateus &Mateusa. Quanto Custa o na Boca. n9 76. M. n9 67. n9 79.Ato Cultural. SettimeIli.A Morta.Construtores de Impé· Kokoschka Oskar . n9 62.O Nariz Novo.A Exceção e a Re. gra. nl? 63. n9 54. rio. Brecht Berto1t . Manuel .A Via Sacra. bo. n9 76. Machado de Assis . n9 82.Em Figura Monteiro A.Farsa do Mance.A Sombra do Desfila- Os Males do Fumo. O Pastelão e A Torta. Barros A. Vian. C.Os Credores. Cavalcanti . n9 66. Como a Chuva. n9 47. n9 52. nos Cabos.O Doido e a Morte. n9 68.

.B. . .160. sem- CARTAZES 10. .00 d'O TABLADO mediante pagamento com cheque visado.9. T.TABLADO.OS) o o. Em caso O Patinho Feio (música-gravação) . .. .C. de Artes Cênicas .00 de vale postal.. pagável no Rio de Janeiro.Carvalho: entrevista 12 Cabaré Valentin ~ K. Olivier oo 1 Figurinos ~ Maq~iagem .00 Estas publicações poderão ser pedidas à Secretaria O Cavalinho Azul 70. 43 Movimento Teatral 45 (Colaboram neste número: Bua Ferraz. Neves e Nely Bulcão.T.2005 • . 38 Notícias do SoN. DATA: ~Q.Peter Brook.LIOTECA ECA/US? . o: 100. VtRBA:. o mesmo deverá ser remetido à agência dos correios do Jardim Botânico . em nome de Eddy Rezende Nunes . ... ÍN DICE Confissões de um Ator .00 Autora: MARIA CLARA MACHADO Clarinha na Ilha 90..) D..EAD 30.RJ.. Valentin 19 Dos Jornais .L.L ···· Àvenda naSecretaria dia TABLADO CADERNOS DE TEATRO assinatui a anual (4 n.00 pre em nome de Eddy Cintra de Rezende Nunes. Fundação Nac.00 . ...05. .O Embarque de Noé (música-gravação). . Teatro de Bonecos.. Cláudio . 8 Jorginh ó de . .. BIB ORIGEM: tJ... H.~Y. Cheffner o. 100.