; ESCCl.A DE COOlHo.

çé(S EARTES I USP
BIBUOTECA

Você, portanto, precisa saber emque tipo de mundo
COMO UTILIZAR ROUPAS DE seu personagem vive, e como isto afeta seu sentido de
ÉPOCAS vida e sua maneira de ser. Oque é que prevalece: uma .
visão puritana, hedonística, teocrática, revolucionária ou
James Penrod outra coisa qualquer? Era o governo teocrático, monár-
quico, ditador ou democrático? A sociedade é agrária,
feudal, comercial, industrial ou militar? Quemsãoos lide-
(lOteatroéinwrtal, não porqueele nãomorra res nesta sociedade e quem são os operários? Qual a
nunca, mas porque renasce sempre". I política que prevalece para com os países e idéias estran-
.-.) I geiras? Alémdestas perguntas você deverá se questionar
Mordecai Gorelik sobre a maneira de como se locomoveriam, que tipo de
trabalho faziam, qual a alimentação, que roupa, de que
raça são, que religião seguem, etc. Estas perguntas devem
. proporcionar um conhecimento mais profundo do sentido
de vidado seupersonagem ecomo isto afeta sua maneira
Uma das tarefas mais difíceis para muitos artistas de atuar e a maneira física de se movimentar.
principiantes e até para artistas com tarimba é saber usar Logo no início dos ensaios você deveria ter uma
uma roupa de época comnaturalidade e projetar a ima- idéia do tipo de roupa quevocê vai usar e como isto vai
gemdo personagem, do ator e da roupa como um todo influenciar a sua maneira de se movimentar e locomover.
integrado no contexto da peça. Antes da era do cinema Se.você souber desde o início as limitações que a roupa
nãosepodia realmente saber exatamente como as pessoas vat lhe trazer, você vai poder, mais tarde, movimentar-se
de certas épocas se vestiam e se movimentavam. Podemos sem dificuidade dentro dela e evitará maiores aborreci-
estudar retratos da época e objetos de cena, ler livros de men,tos. É querer bancar o idiota, pensar que você ao
etiqueta que influenciaram um esíilo e a maneira de ser vestir uma roupa diferente do que está acostumado e
de uma época. Podemos estudar as danças, a literatura, usá-la peja primeira vez num ensaio de roupas ou na
a maneira de se vestir, os utensilios e os móveis de uma noite da estréia, vai sair de repente se movimentando
época. Podemos realmente estudar uma cultura para se °
como personagem quevocê está incorporado. Na época
ter uma visão de ser desta época, mas émuito difícil, ape- da estréia os maneirismos, os movimentos, as limitações
sar desta análise, reconstruir comexatidão seu modo real .das roupas já deveriamestar tão dentro de você' isto é,
l~tegr~dos no seu corpoenasuamente, que você jádeve-
de "mover-se". Uma coisa é certa: a constância na natu-
na agir dentro deles sem sequer pensar nestes aspec'os,
reza básica do homem é uma das pistas para se saber co-
Sabemos que é difícil ensaiar com as roupas que você
mo os homens agiam em certa época. Istoporque omodo
deverá usar durante o espetáculo, mas você deveria já no
de vida do homem pode se ter transformado radicalmente
i~ício dos ensaios usar roupas, incluindo os sapatos, pare-
atravésdos séculos, mas D homem, como ser humano, com
cidas com aquelas que você vai usar e exercitar-se bas-
os seus desejos, instintos e apetite quase não mudou.
tante com elas.
Maneirismos podem sugerir uma determinada época, mas
eles não bastam, per se, e precsam ser integrados num PESQUISA DE FIGURINO
todo confiável. Uma postura convencional marcaa cultura
da nossa época e nos ajuda a nos definirmos comoindivi- Ao se preparar para atuar numa peça de época,
duas, mas não basta simplesmente fazer uma pesquisa procure nos livros sobre a evolução de roupas, nas revis-
sobre os maneirismos mais usados numa época e depois tas de moda, em pinturas, nos museus e exposições, deta-
usá-los numespetáculo. Apesar dos personagens estarem lhes de atitude e de postura e de como eram usadas as
usando roupas, eles são seres humanos que reagem física roupas, Faç~ a você mesmo as seguintes perguntas:
e psicologicamente à realidade e à sociedade que repre-
sentam. O ator deve integrar no seu trabalho toda essa 1 - Que tipo de roupa está sendo usada e com
maneira de ser do personagem, para que ele possa ser que objetivo? Que espécie de silhueta esta
"~ aceito pela platéia como sendo natural. roupa dá ao corpo? 1

2 - A roupa segue o contorno de corpo humano personagem deveria fazer, lenbrando sempre as limitações
ou será que ela o altera emalguma parte? A que a roupa, os preconceitos da época (e a situação dra-
roupa é apertada, solta ou vaporosa? mática) lhe impõem.
3 - Ela talvez seja apertada em cima e solta e
vaporosa na parte de baixo (ou ao ocntrá- FIGURINOS: OUTRAS CONSIDERAÇÕES
rio)? Que tipos de movimentos você teria de
modificar para compensar estes detalhes? Além de saber realmente como a roupa influencia a
4 - Que tipo de tecido éusadoecomoele influen- sua maneira de se movimentar, um conhecimento mais
cia omovimento? Ele éleve evaporosocomo profundo das funções culturais da roupa nas várias épocas
chifon? Ele adere ao corpo como a seda? É
da história lhe ajudarão a escolher a movimentação certa.
pesado e ásperocomo certos tiposde lã? Que Apesar da variedadede aparência através da história,
tipo de manga e gola essa roupa possui e não têm havido realmente muitas modificações na manei-
como influenciaomovimento? ra pela qual o homem se veste. Falando de uma maneira
geral, a parte principal da roupa que cai sobre o corpo
5 - Qual eraotipode penteado que eles usavam?
Eles afetarão sua maneira de se locomover? 'é presa ao ombro ou na cintura (estilo moderno) ou a
roupa envolve o corpo de várias maneiras e é presa em
6 - Eles usavam chapéu? Como éque os chapéus um ou ambos os ombros, ou na cintura (por exemplo,
modificavam a postura? os gregos).
7 - Apessoaquevocê está observando está segu- Os antropólogos, levando emconta as exceções, che-
rando alguma coisa? Em caso afirmativo, garam a umconsenso de que aroupa do homem alémde
ela está segurando de alguma maneira carac- ser usada para se aquecer, responde tambéma uma das
terística? i seguintes necessidades culturais:
8 - A pessoa está usando jóia, faca, espada ou
qualquer outro adereço? Se sim, de que ma- 1 - O homem decora seu corpo com ornamentos
neira está usando? I e piniutas para controlar o meio ambiente:
9 - Como é que eles mantêm sua cabeça, seu para expulsar maus espíritos, para assegurar
tronco, braços e pernas?Você identifica neles fertilidade, parater uma boa caça, etc. Oefeito
algum gesto expressivo? estético está sempre intimamente relacionado
10 - Como é que eles usam as mãos e onde as a aspirações religiosas e práticas.
colocam? 2 - Ornamentos são usados para mostrar status
11 - Que humor e que atitude a postura sugere? social ou político.
12 - Se existe algum móvel na sala, como é este 3 - As roupas foram desenhadas para distinguir
móvel e como é que as pessoas se reúnem os sexos e para dar ênfase às partes do corpo
em volta dele? consideradas desejadas, atrativas oueróticas.
13 - Você identifica algum gesto especial de acor- I O homem nas várias épocas da história decorou o
do com a roupa (por exemplo, em certas I seu corpo comobjetos usados na cabeça, pescoço, braço,
épocas as senhoras levantavam a ponta do I cintura, perna, dedos da mão e até dos ~s. As mulheres
vestido para mostrar a ponta do sapato)? várias vezes expuseram ou esconderam os seus bustos,
14 - Qual é ambiente do quadro? A cor e a luz apertaramacintura, se apertaram em coletes, se esconde-
sugerem alguma coisa sobre a época e as ram debaixo de saias e panos volumosos e deformaram
pessoas? 1 seus corpos de várias maneiras para estarem de acordo

! com a idéia predominante de beleza da época. Ohomem
Para começar exercite movimentos estáticos e depois , mantendo o seu papel agressivo usou sempre roupas que
tente fazê-los emmovimentos corridos. Enquanto estiver lhe deram maior mobilidade. Ostatus e o nível social são
exercitando, imagine-se tom as roupas da época. Tente sempre indicados pela maneira de se vestir, pela moda,
2 atuar emovimentar-se na maneira que você acha que seu pelo tecido e até, às vezes, pela cor.

Numa peça de teatro, deve-se estudar a roupa que
vai se usar de acordo com sua função, sempre se lem-
brando das diferentes classificações descritas acima. Se
certos detalhes da roupa estão ricamente adornados e
se chamam muita atenção é porque foram áreas conside-
radas importantes para serem mostradas durante a atua-
ção. Por exemplo, se você usar um adorno de cabeça,
uma jóia nos dedos, sapatosbonitos ou mangas interes-
santes e bem cortadas, você deveria sempre movimentar
e gesticular o corpo de maneira que estes detalhes apare-
çam. Se é o status que está em questão, você terá que
ver como usar a roupa rara que este status passe ao
público. A roupa foi desenhada para mostrar ou escon-
der certas partes do corpo? O busto das mulheres, por
exemplo, muitas vezes foi mostrado ou escondido, mas
em todos os dois casos aintenção foi de chamar a atenção
para ele. Otipo de roupa usado de acordo com o clima
vai também influenciar oseu movimento. Uma roupa mais
leve vai fazer com que os seus movimentos sejam mais
livres enquanto que uma roupa pesada faz com que os
movimentos sejam mais tolhidos. As roupas de teatro
podem também sugerir através da cor ou do tipo oestado
psicelógico ou humor do personagem que a está usando.
Por exemplo, algumas vezes opretosugere luto, obranco,
pureza; o vermelho, paixão e cores berrantes, a alegria
Vamos dar agora alguns detalhes importantes que
você deve procurar em certos tipos de roupas e ver de
quemaneira eles influenciam em sua atuação. Na maioria
das vezes, vamosnos referir somente àroupademulheres,
mas também mencionaremos roupas de homens, que
muitas vezes as usam curtas, longas, apertadas ou largas.
Importante é verificar como é que a roupa cai no
corpo e quais os detalhes mais importantes. Você pode
começar estudando as silhuetas (ver figura anexa). As
I roupas caem soltas e folgadas dos ombros? Os enfeites
vão até a cintura, aos quadris, aos joelhos, ao tornozelo
I
,
ou até ochão? Aroupa éapertada no tronco ou na parte
inferior do corpo? Ela é apertada na cintura? A roupa
tem um capuz saindo dos ombros? Até que altura este
capuz vai?
I
Se aroupa for apertada no tronco, os seus movimen-
tos serão bem restritos nesta área. Você terá que ter uma
posição erecta e pensar que ao movimentar o seu tronco
ele será um todo quando você tiver que se virar ou se
curvar. Se a roupa cair solta dos ombros, da mesma
maneira você terá que ficar de pé ou sentado numa posi- 3

decorativa e de modo que expressem a sensibilidade e o dobrá-las até o chão. Apostura das mulheres variou muito de época para Para a mulher. a reverência mais comum é a de dar época. com o movimento Da mesma maneira continue a observar as mangas. e como eles influenciam a sua para perto do corpo. pesquise as posições certas. caixas de rapé. você passa sempre por ser mal-educa. cial deve ser dada a vestidos que tenham cauda e saias traz-se o pé direito para frente e repõe-se o chapéu. Por exemplo. Geralmente os braços postura e todos os movimentos sugerem controle erepres- ficam ao lado do corpo ou levantados na altura dos são. Ao mesmo tempo. einclina-se ocorpo para frente.as pernas. rebuscado tira-se o chaoéu com a mão direita üazendo-c 1 saias. Se as pernas cias mais sofisticadas. endireitar o corpo põe-se de novoopeso no pé esquerdo. a reverên- ficarem visíveis você terá que ter cuidado especial ao cia mais simples consistia em virar as pernas para fora.possui uma gola? Ela cobre com o pé direito e levando em seguida o pé esqJerdo todo o pescoço até o queixo? esticado para frente. O refinamento do personagem. lenços como adereços. No período elizabetano. a m ão esquerda fica apoiada na tem que ser levada em consideração. Geral- um passo para frente ou para o lado. ção bem erecta para que a roupa não se amarrote. Alargura ou o comprimento de uma jaia i rante este tempo todo. Quando na posição de entre os dois pés. Ao maneira de se movimentar e agir no palco. dependendo da modaedoseustatus social. Toda mente quando se faz a reverência. Se está usando um chapéu ou uma peruca. ficam de pé ou I que dobra a perna de trás. Para maiores detalhes para peçàs de " maneira como que é feita a reverência mostra muito a época. a pela postura mais livre e por movimentos soltos.. mas com os joelhos esticados.. isto porque os atores I cintura. Novamente ao trabalhar nu~a peça de época do que a distância de um braçoda mulher com quem ele pesquise a maneira de usar estes adereços. Se ao contrário você é uma pessoa delicada. leques. POSTURA FEMININA do. Sentam-se geralmente de per- 4 em uma inclinação da cintura. Pode-se dobrar a perna ligeiramente ou . Du- bem rodadas. situação da pessoa na vida e a maneira com que você expressa sua educação. A roupa. Senhoras raramente cruzam vestido pode ser mantido dos lados ou levantado ligeira. A ramente dobrados. colocando a planta do pé no sentamnuma postura erecta. As mãos e os braços são chão. como peso no pé esquerdo. deverão ser bem estudados eexercitados.. de como se movimentar com estas roupas e de POSTURA MASCULINA como segurá-Ias. Geralmente os homens evitam ficar de pé com os pés REVEMNCIAS juntos no palco porque é uma posição estática e visual- mente desinteressante. as pessoas usavam têmde ficar muito longe um dooutro por causa da roupa. enquanto uma pessoa afetada sugere uma pessoa vaidosa. As mulheres de classe mais baixa são caracterizadas ombros. de como se aproximar de uma pessoa. mesmo que seja na aitura do tornozelo. movimentá-las e colocá-las. está contracenando. corpetes e calças. Os pés mantêm-se separados e o peso é mantido controlados por gestos graciosos. e muitas vezes o homem não consegue se aproximar mais etc. dando um passo para trás coço e da cabeça. . Os pés mantêm-se juntos nas abertas ou então de pernas cruzadas. você sugere sempre ter tido uma boa educação. e pode ser um simples baixar de cabeça ou pode ou então paralelos eos joelhos podem ficar retos ou ligei- ser um ritual complexo regido por leis específicas. As suas cabeça temde ficar firme. Atenção espe. espadas. alguém. ficando numa posição ajoelhada. Verifique bem a área do pes. Areverência dos homens pode roupas são mais folgadas. Em seguida ela se abaixa numa linha I descanso os braços e as mãos devem estar numa maneira vertical ao chão. ao mesmo tempo mente mulheres de classe alta se movem. Os pés ficam geralmente um pouco A reverência é uma forma de respeito mostrada a afastados um do outro ou um para frente e um para trás. isto porque geralmente estas se constituir em umsimples cumprimento de cabeça ou mulheres têm que trabalhar. Em várias épocas da história. Todos estes detalhes. se você é uma pes- soa inconveniente. Peças de época exigem reverên- que caia graciosamente em longas pregas.

- DANÇA Você terá sempre um coreógrafo ou um diretor pam orientar que espécie de dança você terá de executar. Ela pode dar também o tom da peça. pode marcar um período e assim por diante. etc. ter em mente o personagem que está dançando. Geralmente as danças da aristocracia sâo refinadas e muitos dignas. pesquise todos os detalhes referentes à dança quevocê vai encenar. 1974. . E de novo.. seu status social e a idade do seu personagem. Co. Marfield Pub. poderemos dar alguns lembretes: lembre-se sempre com que pétem que começar adança: memorize a coreografia da dança. Entre- tanto. Geralmente a dança tem um sentidodentro do enredo. . "abaixar" e "levan- tar". o espírito e a psicclogia de sua época. Leve em conta a roupa que você vai usar. tais como: "passo para frente". para aquelas pessoas que têm dificuldadede dançar. Faça isto atéqueadança se torneparte inte- grante de "sua pessoa" e você não precise mais ficar pensado nela.) . enquanto que as camponesas são espirituosas e livres.~ per/ul'ming Artist. Lembre-se também de que se você não é bom de dança. Para melhor seguir os movimentos e ritmo. (Extraído de lY10wment for th. ajude a execução dos passos com a verbalização de pala- vras. Tradução e adaptação de Viroca 5 Fernandes. É bom tam- bém ver qual é o objetivo da dança e o seu estilo. as pessoas da época que você está repre- sentando eram pessoas iguais a você e que não precisa- vam obrigatoriamente dançar bem. Ajuda sempre ao aprender a dança..

) . seria tão pesada quanto adio.Não. caro amigo. MIRANDA . E. . Mas portar coisas infames de forma no.Otrabalho me servi. sendo assim nesqui. a não ser a tua. no entanto. Deixa que eu Fernando. Tor- I amada. . Nem me recordo de Bemantes que eu termine essa ta. Amei diversas choro ante o que me alegra. és tão TEXTO PARA ESTUDO: saço. minha alma. ela é dez vezes mais borboleta envenenou-se (apontando andassem moscas em meus lábios. ria tão bem como serve a ti. nada faço.Devo ser louca. Eu te amo. desobedeci as tuas ordens! licidade o' meu desejo se há verdade na tarefa. minha amada. preceitos de meu pai.Há exercícios pe. Entra eu farei o trabalho.Sou príncipe por nha. para que eu possa murmu. o terra. I que te vi. a mi. Mas tu. con. falo demais e assim me esqueço dos bre. Queria que um raio incendias. Ah. eu te adoro. Melhor dilacerar os nervos. em seu esforço partir a espinha. encantou-me a harmo.tomara que não! E mais nima e transforma em prazer o meu PRÓSPERO (à parte. o sol há de morrer no hori. comose trabalho. não trabalha mulheres por suas diversas qualida- tanto. que contemplar-te I posso imaginar. e coroai de Ie- mentos fazem com que eu me anime pai. carregue a lenha emteu lugar. podem conduzir a fins preciosos. encantamento. por minha FERNANDO. carregando lenha. se transforma em aurora. meu prestai testemunho. suave do que seu pai. que é feito de a cena. em seguida e permanece à distância. Próspero entra há no mundo de precioso. nenhu- se descobre encanto.Pareces fatigado. enquanto.contrário de ti. I . a não ser de ATO IH refa. E se não há meu cansaço. Deixa isso no chão. eu o faria de boa FERNANDO .Então me amas? que nunca alguém que a mim se rá-lo em minhas preces. I conheço a ti e a meu pai. Quando estás perto.A pobre me humilharia a escravidão. terras. pois nia de suas vozes. comparasse desempenhou tarefa se. minha nobre do ordens severas. outro rosto de mulher. a noite nei-me um paciente lenhador. graça mais perfeita e desfazia o meu graças.vontade.Ó ceu. seja rei .) . ah. pelho. diz minh'alma: desde o instante em desses feixes e empilhá-los. de Geraldo Carneiro ) I FERNANDO. a ponto de esquecer o FERNANDO.Não. não fosse a amada que me rea. Mas quando me escravizar-se em teu serviço. Miranda. MIRANDA . I companhia. seguin.) Eis a-prova: não fosse o teu amor.. Desconhe- ço como são as feições em outras Diante da gruta de Próspero. emcada criatura. só CENA I lvlIRANDA . de W. eu te peço.Nunca vi alguém (Trad.Ah. do meu sexo. com toda a PRÓSPERO (à parte. criatura ado. Quando a chama queimar. Muitas mais que tudo o que há no mundo. além de ti. nas minhas palavras. . Tenho que transportar mil MIRANDA . Pois te amo (Entra Miranda. ao Minha tarefa.Miranda. meu coração voou e foi FERNANDO. Descan. MIRANDA . minha própria face refletida no es- zonte. Mas eu te juro.assim nessa tarefa. sombra de defeito pairava sobre a Que o céu sobre esse amor derrame 6 Descansa. Dize o teu nha amada em pranto me proclama nome. pureza (a jóia mais preciosa do meu I dote) : não desejo no mundo outra FERNANDO. e.) muitas vezes. semque o vejam. FERNANDO . Nem nosos e. contempla em meu trabalha. e os atos mais mesquinhos nos MIRANDA . Mas nunca assim. Ah. Agora meu pai anda entretido rara e tão perfeita. j ma outra forma que eu amasse.Enquanto descansas. Shakespeare sa. mulheres encheram-me os olhos.templando. Eu te admiro mais que tudo o que cobri-me de infortúnios. des. Pareces feita da emseus estudos. E esses delicados pensa.Não. De homens. Ouve o que aspereza.Feliz en- se a lenha que te empenhas a empi.Adorável Miranda. Há como su. MIRANDA . pois sempre alguma contro de dois sentimentos raros! lhar. a lenha há de chorar por teu can. Não se afastará de pequena parte de perfeição que há A TEMPESTADE lá nas próximas três horas. melhante. rável. E talvez sa. minha origem. MIRANDA .

Não posso estar fe- liz assim. adeus por meia hora. e eu. teu escravo.E aqui a minha.Serás minha rainha. Que a inocência consiga iluminar minhas palavras. queiras ou não. Aqui está a mi- nha mão. como eles.) 7 . hei de morrer em servidão. nemaceitar o que me mata de desejo. Se me negares como companheira. Por mil horas! Adeus. E agora. Não quero mais fingir. Quanto -filais se esconde. MIRANDA . mais se revela todo o sentimento.NANDO . FERNANDO . Serei tua mulher. (Saem. com meu coração. Por minha fraqueza. (Sai. pois me resta muito o que fa- zer antes da hora do jantar. I . Mas nada me faria mais alegre. para sempre. FERNANDO. E por que choras? MIRANDA . serás meu es- poso? FERNANDO . meu coração sonhando desejoso. MIRANDA .j FER.) PRÓSPERO . se não. Mas é inútil.Sim. pois que não ouso dar o que que- ria. Retorno aos li- vros. se assim quiseres. a quem tudo parece surpreendente. como o cativo sonha a liberdade.Então. serei tua criada.

" • A ' t /'ll"" nha filha com tuas manhas.mensageiros a declinar! Alonga os meus desejos. Duque de Atenas. o que farei. tecelão. PERSONAGENS: como esta velha lua me parece lenta confeitos. fingida.. Deve- J "" J CHICOFLAUTA. incita . marceneiro. Meu bom se- de Hérmia. herdeiro. caldeireiro. I então invoco o antJg. HÉRMIA. de prata há pouco recurvado no I Atenas. rainha das Amazonas. l TF ~llTJ .a TESEu. Que há de novo? visse com os meus olhos.. faltando-lhe a aprovação Fale~a e Grão de Mostarda. apaixonada por Demétrio. pretendentes I formando a obediência que me deve · HIPÓUTA ~ Quatro dias que em j em teimosa rebeldia. I e uma outra lua surgira. neste caso.. rei das fadas e dos elíos.assarao como na corte de Teseu.Quisera que meu pai Comitiva de Teseu e Hipólita.. mesa Hérmia? Pensai bem. com voz Maria da Saudade Cortesão I Eis. Furtaste o coraçao de im- vagarosa o patrim õmo de umJOh. e então a Lua _. elfos. bre.•. 0J5 tal PEDRO PINHO. carpinteiro. Atenas} o palácio de Teseu Lisandro. II TESEU .Obrigado.ves.Também o é Lisandro. TITÂNIA. pai de Hérmia. mandaste-lhe versinhos e trocas- ea comitiva. HIPÓLITA. I deus. Avança agora tu. Ca I a hora de nossas nupcas se apro. I InTI sonho. J.J'ro. p. .. frioleiras. alfaiate. Intendente das Festas noites que. elfos e fadas do séquito de ilustre Teseu! siderado mais merecedor. este \Y/. Tu. filhà de Egeu.Pessoalmente. remenda-foles. I deixa dispor dela.os es. Para ele sois apenas a cera em que ESGALGADO. a minha própria filha. trazendo queixa de Hér. bom duque. imtrimiu a sua forma.\ I II para para A emr~ga-Ia a mor~e. Lisandro.1.. überon e Titânia. LISANDRO e DEMÉTRIO. ou a dâr ~ est: gentil hO~. ellos. I desterra o espírito alado da alegria. TESEU .. bugigangas . (A ação passa-se em Atenas e num EGEU . EGEU . Mas. · oonsais solenes. JOÃo CALDEIRA. duende. sendo filha mmha. ~~i~étrio. ESMERADO.. .I devem guiar-se pelo seu julgamento.. letes feitos com teu cabelo. me I I • HÉRMIA... \ cortejei-te com a espada e conqms- ..' arrebiaues. (Filóstrato sai) Hipó lita. Hipólita) Filóslralo tu. f ZÉ BOBINA. trovas de fingido amor. Vem SONHO DE UMA cá. I exüiulsa a melancolia para os fune. Demétrio. tei teu amor fazendo-te vioiência. bel~ ~ipólita. Mas. Filóstrato.arco I sentir agora em cas~r com. pois que criou' vossa beleza. aos folguedos a mocidade atenien~e . sim. trans- EGEU. I ~ . Meu senhor. ror.. que. ar. Hêtmia. I prove a lei expressamente. Egeu amigo.Mil venturas desejo ao I do vosso pai. o outro deve ser con- Outros.São vossos olhos que (' o bosque vizinho. Shakespeare aqui enfeitiçou-a. Mas FLOR DE ERVILHA. que TESEU . Teia de Aranha. namorada céu ~ contemplara a none c. ou Róbin Brincalhão.) ante vós. I I HÉRMIA . ATO I mia. e cortejos triunfais.) te com ela prendas de amor. tivase-lhe a imaginação com brace- I xima.Que tendes a d'zer. E está em mas quero desposar-te em tommais OBERON. 1 J ' TiELENJ\. PUCK."ai v . se diante de vós ela não con- FILÓSTRATO.conserv~-la o~ destruí-la. I breve afundarão na noite: quatro nhor.o pnv:leglo de . 1\. rais: essa pálida comparsa nao sera I ríeis considerar vosso pai como um da festa. Ainda quatro di~s . Sob a Tradução de sua janela cantaste ao luar. sim.m ?~ ce usan. rainha das fadas e dos Demétrio e um dlg~o fidalgo. I de forte persuasão junto d~ incaut. (Entram Teseu.Mortificado compareço TESEU -.e. anéis. · (Entram Egeu. ramalhetes.venturoso~. esse jo- NOITE DE VERÃO CENA I vem tem o meu consentimento para casar com ela.. tal madrasta que vai consumindo mocidade. harmonioso: com alegres banquetes se~ ~o~er . Lisandro e Demétrio) TESEU .

a proferir no altar de gar-vos de aprestos para a boda e sempre foram contrariados. em sombria clausura uma existência .Cede. LISANDRO. sou amado pela formosa Hérmia. E ela. LISANDRO. nesse dia vaneios à vontade paterna. I amor quanto os desvelos. pacientes emnossa provação. e conqUJ~tou-lhe o ventude. instruções a dar-vos em particular. despeito! Ser de- são as que.uanto I romances. . 9 . I HÉRMIA . ela. Por isso. bra. ou como vamos.nmI Par tudo do. . viva falar com Demétrio. declara . ce.Talvez por falta de acontecer-me de pior? de de dar-lhe o que é m~u . logo tregue os meus privilégios de donze. Aminha . HÉRMIA . LbAND~O . toca de perto. EGEU . os sonhos.Refleti com calma. adora. ~ . podemos mitigar. TESEU . tenho assediar o amor.Então. I • I HERMIA- . nunca o amor verdadeiro os vossos sentimentos. Meu destino é I desigualdade do nascimento . Se acaso não acatais a de. entrego-os a Demetno. murcharam as rosas tão depressa em uma tal assembléia. fugidio como a som- Quanto a vós. I HÉRMIA_ Se os amantes fiéis Ou então. vorazes o tragaram: que assim fugaz desobediência a vosso pai. comprometo a minha fama ao de. I tão alto quanto o dele e pode ser I I • cisão paterna. efêmero como um sonho. antes que en. interrogai a vossa Meu amor é maior. i por terceiros. é seu desejo.Ai de m. examinai LISANDRO (a Tes~u) . é tudo quanto brilha. pai. relâmpago no negrume da quando vier a lua nova. ama. bela Hérmia. Considerai I ele e a minha fortuna e Igual a sua. então é Diana eternos votos de vida austera falar-vos de um assunto que vos lei do destino. passos-me do espírito. natureza. há concordância na escolha.. tomando-o breve alma repele. I de se dizer: "Olhai!" já as trevas preparai-vos então ou a morrer por sura vos condena. Egeu. hei. HÉRMIA . TESEU . ou para sempre dizer adeus ao muno Ii LISANDRO. a dcen.o que I ate que o u lap .Confesso que já tinha I HÉRMIA . meu senhor.hinos dolentes à Por que não hei de então prosseguir idades que não combinam . a I I m asiado velho para ligar-se à ju- empreendema virginal romaria.Ou a escolha e teta murchando no espinho intacto. e tu.) me toma tão ousada. .Tens a afeição do LISANDRO .Outras vezes são as estéril. veloz TESEU . Hérmia gen. cantando . . Umas vezes é a que sois moça. que de forma alguma 1:ceu e a terra e antes que haja tempo união entre mim e a minha amada. desiste de tuas vos seguimos. ouvido dizer isso e tencionava até amado pelos olhos de outrem.. E parai-vos a submeter oJ vossos de. afeto. Demétrio..Ou então. meu amor? Vinde. inferno! Eleger o tude. Mas filha de Nedar.Ou afrontar a morte. temdecurso sereno.Oh. nem sei se LISANDRO ...pretendeu Ja. Minha Hipólita.Assim eu cresça. ele tem minha afeição. à morte ou à clau. e tu também. podereis suportar o I ltr asse E . Hipólita. . I f : tila o perfume e não aquela que.Insolente Lisandro! Ê I teu rosto? nego a desposar Demétrio que pode verdade. Meus ~lr~ltos sobre I olhos bem poderia dar-lhes. a desposar Demétrio. Não sei que impulso direito. já que DEMÉTRIO. viver eternamente I vale mais que todas as vanglórias . la ao importuno jugo que a minha Egeu. métrio e acomitiva. Mas. senão a I ll?ite que subitamente des~end:t o que selará os laços duma eterna lei de Atenas. lhado em meus próprios assuntos. I que li e ouvi contar emhistórias ou eu sou de tão boa lm~a~em q.a. Demétrio e Egeu. Demétrio. . que a tempestade de meus filha é minha. idolatra este homem correm. quando e morra. Ora vinde. Aprendamos a ser e solitária. Que tens. pobre menma. Mas peço a Vossa Graça que me informe: se me EGEU . a morte.Imploro o perdão de vãs pretensões diante do meu claro I (Saem Teseu. deixa a de Hérmia por que está assim pálida? Por que fender o meu pensamento perante para mim e casa-te com ele. chuva. Oh. ' demais para curvar-se ao amor .. vive e morre em solitária beati. vem a guerra. : como O.Helena. tnsteza! Estar alto hábito de monja.Senhor. como o som. De- Vossa Graça. na 'terra é mais feliz a rosa que des. meu amor. nido e volúvel. cres. . dominando os sentidos. Hérmia gentil. pre. Quero encarre. Lua árida e fria? Bem-aventuradas meu direito?Demétrio -:: face a face HÉRMIA _ Oh.Por dever e por gosto I o mal é comume tão inseparável do til. mergu. Lisandro.

ocultar a fuga dos amantes. to te revelaremos. Mas de que me vale? Demétrio abrasou a soberana Didoquando viu HÉRMIA . Hérmia.Não. inferno. sandro e eu vamos fugir daqui. cultivo a .LISANDRO .Pudessem minhas sú.Descansa. LISANDRO.Helena. amanhã à noííi. mos culto ao mês de maio. tu iremos além procurar outros amigos. fosse a beleza con. seus juramentos de mais harmonioso do que para o za. lena.granizo. Ah. trio não mais verá meu rosto. leito de esmaecidas flores. aí vemHelena. me considera como seu filho e único com que olhares. por isso representam cego (Entra Helena) tes de conhecer Lisandro. poremos furtivamente os muros da o bosque. Se é verdade o seu amor aumenta. os suspiros. não vê com LISANDRO . pago caro a sua gratidão. para prestar. trans. dize-me madrigais.Amor.Assim farei. venda figuram o ímpeto estouvado. que ao calor dela logo se trigais são verdes e os silvados es.Olho-o carrancuda. oh beleza dito. assim se perjura o menino sal Teus olhos são estrelas polares. meu amor. com exceção de suaves confidências. quisera. Se o mun. Na noite de ama. Possa HÉRMIA . formosa Helena. I ver o que todos percebem. herdeiro. esperar-te amanhã no lugar que me indicas. ! ela.E no bosque onde triste cortejo da paixão. HELENA. minha! forma.Não sou culpada. LISANDRO .sandro. dize-me olhos estão desviando de Atenas.faltes à promes- sa. viúva e de grandes haveres. HÉRMIA. Mantém tua promessa. Como os ra-.Quanto mais o desde- do. pois tão longe não HÉRMIA . que a tua me pegasse! Meus cidade. os meus lábios tantas vezes nós duas. e infunde dignidade até ao em verdade.I que é baixo e vil e sem valor real. da sua loucura. Li- HELENA . com que artes. ele alimento do amor. sua casa dista sete léguas consegues mover seu coração! outra pátria. Hér. Hérmia. quando a lua contemplar no se em Hérrnia. eu te plicas assim o comover! Demétrio amar-vos como vós o juro pelo mais potente arco de Cupi. Quemdera que essa culpa fosse I admirá-lo. Só ele não quer fazer-se à vela o perjuro troiano. (Lisandro sai) HÉRMIA . Ea ti. Irei informá-lo da sua fuga tão em flor. que a sos tal poder! uma légua daqui te esperarei: na.Formosa. Adeus. Aonde vais? que assim transformou o céu em bemdizem: é uma criança que na D HELENA. decerto. amais. os anseios e as lágrimas.i Hérmia.Ele vê com a mente. E assim pelos mil juramentos que os homens I como ele está cego pelos olhos de HELENA . As asas e a HÉRMIA. HÉRMIA . eu o daria inteiro para contrar com meu. 10 mia.Salve. doce compa- de Atenas. disseste? Tal escolha se deixa iludir. É a tua beleza pazes travessos que mentem a brin- que Demétrio ama. e nheira de folguedos! Roga por nós. os meus HÉRMIA .os olhos. nossos olhos jejuarão privados do que bosque aonde fomos com Hele. Mas nem com a era para mim um paraíso. Lá poderei desposar-te.tantos que uitrapassam leza.Lisandro. "formosa" desdize. He.Tivessem meus sorri. métrio. Li. olhos o teu olhar. adeus. Tenho eu uma Demétrio. Lisandro. por tudo o que une as almas HELENA. reclinadas em a doce melodia dos teus.Quanto mais o adoro I Atenas me julga tão formosa quanto e alimenta o amor.eu te juro. HELENA. meiga Hérmia. pelo fogo que mais ele me desdenha. trocamos . cega estou eu também ao violaram .I é doutra opinião.Ah. É que o amor tudo trans- até os das mulheres .A culpa é da tua be. pela sua seta mais aguda e dou.Rogo-lhe pragas. do me pertencesse. Nossos tia. líquido espelho o seu rosto de prata. então que feitiço tem o meu amor.car. Antes que Demétrio reparas- o meigo somda tua voz é para ele nhã. nho mais ele me persegue. Ah. nosso intui. dar os prados. alcança o rigor da lei. que a fortuna te conceda De- que me tens amor. que me transformar em ti. lá me irei en- Mas escuta. como a sorte fa- rada e pelas cândidas pombas de vorece a uns e outros não! Toda Vênus. fidelidade choviamsobre mim como gal o cantar da cotovia quando os e de pérolas translúcidas enguirnal. ouvidos pegariam tua voz. Não sei mente écapaz de julgar. Olhai.Oh. amanhã ele a seguirá até tagiosa como a peste. uma certa manhã.(Hérmia sai) Helena.e. Se me agradecer o aviso.Argumentas bem. An. Atenas o alado Cupido. nessa hora propícia a derreteu. na. Até amanhã à meia-noite nha foge de casa do teu pai. que Demé.

todos promiscuamente um por um. al- BOBINA.Aqui estou. adiante.Francisco Flau. pois PEDRO PINHO .Presente.Pronto! Dize lá qual é dêem um papel de mulher. sar. em fila. está por escrito?Se o tens. loão Cal.Tu fazes o pai meu caro Pedro Pinho. Flau- deira e Esgalgado. remenda-foles.É a donzela que tal forma que o duque há de pedir: medida que eu chamar. Rugirei de PEDRO PINHO . tu farás de agora os outros atores. meu smcr adorado! Sou a Pedro Pinho tua adorada Tisbe. podem crer. encarrego do papel. Tisbezinha!" "Ah. para então dar ponto e a têmpera de um "Erclesl' Um galã leão. não me BOBINA . BOBINA . Chico Flauta. ser representado a preceito. "rachava com tudo!" EsGALGADO . I a nascer a barba. isso não. anossa PEDROPINHO . EsMERADO .Estão aqui todos Adiante. a duquesa e as damas as. ta. Um quarto na casa de se mata por amor com muita ga- lhardia. diante do duque e da Erguendo-se do solo CALDEIRA . Atenas. que pantosa: "Tisbe. Pedro "inspeciíicando'' bem o papel de Os rochedos raivosos Pinho. FLAUTA . BOBINA. meu caro Pedra Pinho. depois lê a relação merado. marceneiro. na noite das suas bodas. BOBINA . vais ficar comopapel de Tisbe. Sou lento para aprender. Caldeira. rada qual. e mui cruel morte de Píramo e faze favor. Isto é que é dos atores. tão fininho quanto quiseres. Aqui estou. Vamos.Quem é Tishe? Ê um fazer de leão. Esmerado.Não. parceiros. tens Zé Bobina.O melhor é chamar Ereles eu faria! Dava cabo de todos. mais um ru- gidozinho!" tecelão.Se posso tapar a cara.Orabem. Es- Isto sim que é sublime! Chama que trata a peça.Aqui está o rol Quebram vitoriosos representarás a mãe de Tisbe. está-me PEDROPINHO . PEDROPINHO.É uma obra de pri. dize lá de de Píramo. João com o nome dos quese acharam em As portas da prisão. E tu. Atenas capazes de representar o E o carro de Apolo nosso auto." o PEDRO' PINHO. Dissipa a escuridão! PEDRO PINHO.minha dor mas dela terei fruto.Esgalgado.Respondam à PEDRO PINHO.Podes improvi- Pinho. Zé Bobina. não. e bem divertida. eeu o pai de Tisbe.Deixem-me também faz a chamada dos atores segundo FLAUTA . PEDRO PINHO. Pedro Tisbe.Tu. é mais choramingão. Continua. os da nossa companhia? dadeira queda é para tirano.Está bem. Esgalgado.Isso pede lágrimas para rada!" (Entram Pedro Pinho. Píramo. 1:10 feroz. Píramo namora. rugirei de jeito que o rol.11 . Espalha luz e consolo. (Sai) Píramo. ficarás com a Tisbe. Chico Flau- Pois então. Ai que PEDRO PINHO . Falarei com uma vozinha es- PEDROPINHO .Antes de mais nada. faiate.Ah.Tu. meira.Píramo quemé? 11 um BOBINA.) público! Desencadearei tempestades ta. Em embates furiosos PEDRO PINHO . Zé Bobina. ai dos olhos do que representar Píramo. E aqui temos nós uma peça remate. dá-mo cá. bem distribuída.Tu.É um galã. PEDRO PINHO . a tua dama ado- BOBINA .Não faz mal: que pretendo ir na companhia dele estás aqui assentado para o papel de representarás de máscara e falarás e junto com ele regressar. são só rugidos.O papel de leão peça é "A mui lamentável comédia ta. Se me PEDRO PINHO . PEDROPINHO. Pedro duquesa. de pranto com as minhas lamúrias. galã ou um tirano? I então deixem-me também fazer de CENA II Tisbe. BOBINA . caldeireiro. BOBINA . PEDROPINHO . "Mais um rugidozinho.Se fosses assim o meu papel e passa adiante. Pinho. Mas a minha ver. FLAUTA . cavaleiro andante? todos ficarão encantados.

Encontramo-nos dia. por outro. ou desiste-se de tudo. ou de um belo rui. BOBINA . Se "inconveniência" e liberdade. 'a gente pode ensaiar com toda a eles encontrar-se. Nunca ela criou menino tão gen- eu assanharei a voz de tal jeito que junto ao carvalho do duque. aqui estão os papéis. tem. rogo. tam de gentil diabrete ou duendesi- então representarias sem cabelo . Nos círculos da relva espalho.Acertaste. E agora eles PEDRO PINHO . pois Oberon está BOBINA. vocês fizessem as damas perder a rem-se.Ora. zê-lo donzel da sua corte para com BOBiNA . so infante. vou Ia. tu és aquele duende uma Fada.Bem. invejoso. Sim. à beira da fonte clara um mancebo bem apessoado e de ATO II ou sob o trêmulo resplendor das es- semblante ameno. porque Píramo é na clareira. Pelo ermo e pelo jardim. Nos- tanto bastava para nos enforcarem para a peça.. quisera fa- os meus rugidos serão como arru.Se não me enganam o BOBINA.grandemente irado com a rainha.. um homem afi. com relinchos de pol- luar. meto-me na curiosos e lá se vai a nossa surpresa Vou pendurar-lhes na orelha tigela de uma comadre e quando 12 por água abaixo.Vou representar com FADA . suplico que os decorem Para a rainha das fadas PUCK .Lá estaremos. ou desnatas o leite. e teu ar e feição. rugirei nem que Mas ela não larga o seu amado me- fosse um rouxinol. iludo algum cavalo pacato e aqUi seremos perseguidos pelos De rubis resplandescentes. por um lado. PUCK . rir quando. (Entram Puck. amigos. Atravesso o fogo e o ar • roas francesas são coroas peladas e Para além da esfera lunar. a tal ponto que nos dias de verão. rugirei manso que nem uma ele percorrer a floresta profunda. zer uma lista dos adereços precisos Adeus. Pérolas finas. raptado a um rei da ln- vam razão para nos enforcar. ela bebe salto-lhe aos lábios. a todos. gotas de orvalho Não és tu? Peço.Olá. a uma Vês os íris resplandescentes? eu que divirto Oberon e o faço sor- légua da cidade. E só àqueles que te tra- PEDRO PINHO . Vamos encon. ou então loura e dourada que tar? Não és tu que de noite desen- Sobre os bosques e os silvados nem uma coroa francesa. nino.Enforcavam-nos mesmo.Mas certas co. pombinha de leite. com a que PUCK . fadazinha. que lá para aqui folgar.Está dito. vo. pesadão. Tragam o papel na ponta da Titânia tem por pajem um donairo- razão com o medo.Concordo. língua. BOBINA. sou o alegre noctâmbulo. Não és tu que PEDRO PINHO. até amanhã à noite. encarrego-me do papel. não vão não escapava um. seu mal?. til e Oberon. Entretanto. sem brigar. Porque se a gente se reúne Têm os mantos salpicados dra. Outras vezes. ou casta. corres assim? travas a mó. para ensaiarmos ao São os seus pajens amados. para fazer a manteiga? E que outras Sobre as colinas e os prados. Sou trar-nos na mata do palácio.Só podes re- não podem encontrar-se na mata ou presentar Píramo. Mas PEDRO PINHO . derra- . Um bosque perto de Atenas FADA . Com que barba hei-de repre. Façam favor. que coroa de flores e que é Fim do I Ato todo o seu encanto. Dançar em rondas aladas. À noite. enquanto a caseira se esfalfa em vão uma barba cor de estopa. vezes impedes a cerveja de fermen- nho alaranjado. aonde metes medo às moças da aldeia? Que qUIseres. correm a dalgado e encantador: por conse- esconder-se dentro das bolotas. como só se vêem trelas. fadazinha.) travesso e matreiro a quem chamam sentar? Róbin Brincalhão. CENA I os elíos.E o rei vem esta noite TODOS . Lá estare- lhos. de orvalho. nho concedes ajuda e boa sorte? Bem. parceiros.sa rainha e sua corte estão a chegar. caminhas os viandantes para rir do Percorro o mundo sem fim. duende. Esme. Adeus. elas logo acha. guinte tens por força que ser Píramo. cheios de medo. sustavam-se e punham-se a gntar. Cautela. tenho que ir. não fal. mos firmes.

santificada pelos hinos e as loas. e nenhumanoite é agora talvez por que a fogosa amazona. quando não vermelha. por amor a ela eu crio e de quem. Netuno. à beira das nas.mando-lhe a cerveja sobre a papada r a fé jurada à loura Egléia. tos. fujamos daqui. E ela. E amor para a langorosa Fílis. ou en. caindo sa. como de uma viagem. ou por médio. estouvada levia. que governa as aguas. Sua mãe era uma devota da caram suas flautas para nós. remotos píncaros da Índia? Não foi manos mortais Ja querem as roupas por amor a ela. Já desde o solstício de prole de calamidades provém tão-só peça. Eis que chega Oberon.E eu. de inverno. TITÂNIA. Acontece também que uma . E ago. a das e assistir aos nossos jogos ao Titânia. minha seita: quantas vezes nas noi- OBERON .sem que tu venhas turbar os TlrÂNIA . Se queres pa- fecundidade e alegria? tas. dando à luz o menino. ram dos mares. dos mais i didos pela e~va. Mas era morta. e. na gélida e calva fronte como eu te evitarei. vcgaea pela praia para ir furtivamente abandonaste o país das rebanhos mortos. somos seus autores. contando uma histó. TnÂNIA . a tua que- !I aSSIm • a Ina. do. uma perfumada grinalda e eu irei contigo.Ah! É ociosoOberon! ceram os regatos mais humildes que mos! Olhávamos os navios mercan- Fadas. para longe da Perigênia seduzida ° verão. o lavrador perdeu sua labuta atrevido. to . por um lado.Põe-lhe então o re- companhia põe as mãos nas ilhargas. mágico reino. Ora esta ria tristíssima.Fica descansado. tes indianas carregadas de aromas. I tendes ficar neste bosque? rida guerreira. Deslizo-lhe do assento. os bois inutilmente puxaram pela as velas incharem. mos. E assimos ventos. Reneguei o eles transbordaramdo leito.exuberante.Quanto tempo pre- . nevoei. o jogo da malha buscar-ne pequenos mimos. como OBERON . de fazer reparos à minha geada cai no fresco regaço da rosa luar.Mau encontro aoluar. i do ciúme. mos nossas rondas ao som do ven. por que acorreste aqui. I. ron? Peço apenas o menino rouba- Mas afasta-te. Por isso tes sobre as ondas e ríamos de ver seu leito e a sua companhia. suscitando defluxos e malei. vem conosco. E tua amada de altas botas. pois de ti depende: por que engasga-se de tanto rir e jura que entre os juncos dos ribeiros. por vingança.Entrega-me o menino Não foste acaso tu que o conduziste por irrisão. Os hu. por outro. cificamente dançar nas nossas ron- OBERON. Senão evita-me. o las. Nós as gera- bumba! Vai ao chão a griar e a su. não sou tua Nos campos inundados. de rebentos viçosos. com os respecti. pe e a Ariana? rientado. para meu pajem.) cedia. ela verão que tu e eu não podemos en. outono fecundo e o inverno InÂNIA . ninguém mais percorre. pousa. Fadas. tuais. a Antío. ros insalubres. procurava imitá-las. que. e. orgulhosa Titânia. tão no areal marinho onde dança. lava o ar com a TnÂNIA . carregada soar na flauta agreste canções de cados labirintos nos jardins. há de Titânia contrariar o seu Obe- nunca passou um serão mais alegre. os quais. pereceu. pálida de cólera. através da noite cintilante de estre. me toma por uma tri. ventre pejado do meu escudeirinho. conversamos e nos diverti- TITÂNlA .Tais são as fantasias seus frutos costumeiros. imoro a tua predileção por Teseu? do encanecido inverno. vai casar com Teseu r . . com meneios rainha? E no entanto eu sei que tão desertose os corvoscevam-se nos graciosos. que então tinha o na! Acaso não sou o teu rei? e o milho apodreceuainda imberbe. I está recoberto de lama. e nossos jogos com as tuas contendas. por todo o reino das fadas eu o Titânia. E tal é a desordem dos elemen. que as estações se alteram. das núpcias de Teseu. Nem (Entram Oberon. canga. de tal forma engrande. Aprimavera. prenhes do vento OBERON . os redís es. disfarçado em pastor. amizade com Hipólita. deso- murcha. E então toda a mata ou em prado. OBERON . vamo-nos em- . nunca me separarei. contrar-nos por montes ou vales.Pára.Nem por todo o teu 13 e abandonada? E que o fizeste trair raivoso trocam suas roupagens habi. sentadas sobre as areias de ouro de bre a terra. ra. não os reconhece pelos velhota sisuda. aspira. centes empedradas de seixos. de forma que o mundo. em focar com a tosse. foram inva. que de mercadorias. que em vão ta- vos séquitos.Não te envergonhas. das nossas discórdias.Penso que até depois e tu queres augurar ao seu tálamo chuva. e os intrin- do. voltan- fadas e foste. a I OBERON .

traria aqui. e a Terra. a fará loucamente apaixo.Afera mais selvagem rida amorosa manchou toda de púr. HELENA . 14 prega em nadar uma légua. gem.Vou fugir de ti. Traze-me essa flor. O primeiro para ser tratada como tratas o teu querido Puck. mas conder-me na mata e deixar-te à bre uma flor daqueles reinos. acordar. porque não encontro a minha porque tu és o mundo todo para se na luz líquida e casta da Lua.Corre.Teus predicados me clara vestal que reina em terras do Quero assassiná-lo porque ela me protegem: nunca é noite para mim Ocidente e lançou com tal ímpeto assassina. OBERON .Naquela altura eu vi DEMÉTRIO . é Apolo a fugir perseguido dia te mostrei. despreza-me. que voava entre aLua te amo.Acaso prccuro con. seja homem ou mulher. ca de leite até então. Num abrir e fechar de ga-me. corre à vontade e mudarás a donzelas. nem sesse trespassar mil corações. sinto-me eu. que não te estima e confiando o te- PUCK . mim. urso ou DEMÉTRIO . Como se pode então dizer que ! a imperial sacerdotiza continuou seu ga-me. como se qui. escutarei. mergulhada emvir.Logo que tiver a flor. vem cá. podes . E ando eu vagueando me parece estar na escuridão. Onde lhos da solidão. mas que a fe. quando vejo teu rosto. ta-me. e quanto mais me bates.Bemme lembro. indene. E então. D. aocontrário. Que pos- séquito) globo. voz tão meiga e harmoniosa que. (Saem Titânia e o olhos porei uma cintura em redor do não mereça. o mar embravecido se liberte do feitiço com o suco doutra não te vejo. Re. por isso não uma flecha do arco. não tem um coração igual ao teu. Sou o teu cão fiel. eixa-me ir. segue o teu ca. o meu rancor. lar. Até me sinto mal só golfinho uma sereia cantando com lento.Cupido todo armado. Oseu suco destilado te digo. bora! Acabaremos por brigar.Segue. ainda que o demoro aqui.Já sabes que não nidades da noite e aos maus conse- . macaco intrometido e íurbu.) somo da tua virgindade às oportu- OBERON . se me PUCK .atrás do tigre.Comprometes de- órbitas para melhor ouvir a ninfa Invisível. conta que sou o teu rafeiro.que pedir-te sem que me pagues o ultraje. estou sozinha.És tu que me arrasta. Mas deixa-me. Lar. DEMÉTRIO . a pomba que se atira ao sobre as pálpebras fechadas de uma nem te posso amar? grifo e a tímida gazela que corre pessoa adormecida. Disseste-me que os encon. Mas o nesta selva. pondo-te à mercê de um homem (Entra Demétrio seguido por Be. pura. quando o mundo in- caminho. se escutá-la. e Hérmia. do alto de um promon. sais da cida- do mar? de. deixa de perseguir-me. Amor-perfeito chamam-lhe as DEMÉT~IO . posto que. eu vi vagar no dorso de um lobo. Tomou por mira uma estão Lisandro e a bela Hérmia? HELENA . já um quistar-te? Faço-te galanteios? Não história. o açofino da minha constância. masiado o teu recato. (Sai) to mais humilde posso mendigar em OBERON .Não vou escutar tempo do que o que o leviatã em. Vai buscar-me essa Demétrio. ardente dardo de Cupido extinguiu. bran. hei de obrigá-la a entregar-me las se atiraram impetuosamente das o pajem.Não excites assim tório. ela o perseguirá do mais ar. vai-te embora.lA . E no DEMÉTRIO . teiro temo olhar posto em mim? ginal meditação. planta e regressa aqui em menos mais submissa hei de ser. seja touro. bate-me. teu coração. ímã de coração adamantino. Foi cair so. Faz de DEMÉTRIO . erva. leão. HELENA _ E assim aumentas ain. inútil fuga quando é nar-se pela primeira criatura que vir da o meu amor. No entanto. de te ver. que nãote amo por Dafne. a covardia que ataca e a coragem ao despertar. Lembras-te ser vivo que lhe aparecer quando cão? de quando. antes que a HELENA . ir atrás de ti. feito mesmo' um selva· neste bosque me falta companhia. entantonão éferro oque atrais. aplacou? E que até algumas estre.E se teimares em seguir-me.aos teus olhos ocultos . ao dente amor. que foge. nuncia à tua força de atração e eu HELEt. no entanto. Meu o suco nos seus olhos. enxo. Mas aproxima-se gente. mercê dos animais selvagens. es- tei onde a seta desceu. lena.Mal. Vamos." mais os teus discursos. eu no. não terei mais força para seguir-te. minho! Mas não sairás deste bosque espiarei o sono de Titânia e deitarei estimo grandemente .

E lá. Seja ele urso ou jaguar tomilho. suco da flor dos olhos de Titânia. manta Ouriços. 15 .Dá cá. OBERON - PUCK . fugi! HELENA . Depois. sob um depois cada qual vá à sua obrigação. Anda no bosque Filomela com teu canto Vem embalar a rainha. fora daqui! tens feito. teimosa rainha. outras. onde crescem as boninas e Cantem agora para eu adormecer. Acorda só então. para que ela tem por ele agora. Se te pa~ece bem. Busca aonde dormir. senhora minha. Leopardo ou lince. estás que chega e sobra para cobrir uma De línguas envenenadas. Fadas. Que os nossos ritos propícios Reconhecerás o moço pelo traje ate. rer às mãos de quem tanto amo. sapos. ninfa. Outra parte do bosque fazem os homens. No peito passar a ter-lhe ainda mais amor do E toda a coisa daninha.Adeus. que os po. Toma esperando o reconforto da luz ma- umpouco também.Trouxe. agora uma uma de nós fique de sentinela. danca . a matar que saias deste bosque ainda hás de (Entra Oberon que espreme o escaravelhos nos botões da rosa silo furir-lhe e ele há de buscar o teu vestre. que Filomela com teu canto vergonha! Tuas afrontas são uma Vem embalar a rainha. E volta Dorme. Nós Ao som do doce acalanto não podemos disputar o amor. tinal. Ah. meu se. por um terço de mio (Saem as fadas. exausta de vaguear no bosque e. Tenhc-a aqui. Trouxeste a flor? sas fazer as capas dos meus elfos.cegos. peço-te. hás de o amar as trêmulas violetas. a fada. Ê lá que a Serpentes sarapintadas. TITÂNIA . Li- de um jovem desdenhoso. OBERON . eu perdi o caminho. já está a dormir. farei ultraje. Afugentem da rainha LISANDRO -.) a~or. Demétrio. tejadas e não cortejar. uma só fé.ter a certeza de que no bosque te aqui a encontrar-te comigo antes que Aranhas de longas patas. e no campo qual.) por danças e deleites.Vamos. Antes fada. barranco. fume.) nuto. como Dorme. embalada entre as flores FADAS . (Entra Puck) Bem-vindo gi. mas de forma que a primei- Ia pessoa a aparecer-lhe seja ela. senhora minha. Há que todas as noites pia de assombro Penas de amor te fará penar no bosque um recanto perfumado a ao ver os nossos pequenos espíritos.) (Sai Oberon. de roda e uma cancão de . cante o galo da alvorada. uma donzela de Atenas enamorada Ao som do doce acalanto HÉRMIA . A criatura mais vil e mesquinha e rosas trepadeiras de lânguido per.Doce amor. CENA II ofensa para todas as mulheres. Fugi das nossas moradas. o vosso servo fará assim tal Fora daqui. que encontras e deita-lhe o suco nas pál- Dorme senhora minha. para com as asas membrana- ra-mundo. Um travesseiro de niense. irão todas. senhora minha. (Entram Lisandro e Hérmia. Presta bem atenção: ele deve Sortilégios. na cidade. Escaravelhos. devemos ser cor. olhos o suco desta flor. Umas. a afugentar o ruidoso mocho O que tu vires ao despertar OBERON .Ultraje sempre me nhor. licranços LISANDRO .Não temais. malefícios erva servirá para os dois. farei um paraíso se conseguir mor. Titânia dorme.Pois seja assim. repousemos aqui voará de visões monstruosas. (Demétrio (Entra Titânia com a sua corte. Quando tiveres de ti bem vizinha fresco dossel de madressilvas suaves debando-me repousar. É lá que irei esfregar-lhe nos Quedai-vos agora mansos. (Retira-se) e até no templo. Vê se o Dorme senhora minha sandro. cobra solta a pele pintalgada. Titânia vai dormir uma parte (As fadas cantam. de nós ambos um só coração. baratas PUCK . dizer verdade. eu descansarei a cebaça aqui neste pebras.) sai) Irei atrás de ti e deste inferno Vamos. a dar caça aos mor. Dorme. E salamandras.) das noites. outras. um único leito.

vilão. se estás vivo. fazes-me agravo.minha fé. HÉRMIA .Não. me. se peço um lugar no seu Apresentar-me a Oberon. Lisandro! Acorda. ofendes- A virtude desta flor. oh. Não é Hérmia que eu amo. Feliz de Hérmia! me conduz aos teus olhos. que eu não obtenha a ummonstro. LISANDRO . nem jamais possa obter um PUCK . ainda Não.Lisandro joga com as (Entram correndo Demétrio eBe. compreende a Bem dizia o meu senhor. amigo.) LISANDRO . (Adormecem os dois). E boa sim. sendo moço. amar-te? Não basta? palavras lindamente. ami- dro. Quem a um corvo não pre- Pede a humana decência que um ra. que eu vou dro. Helena. . Hérmia. HÉRMIA . Abençoados olhos os seus! Por que simo livro do amor onde leio uma história de paixão.que tenhas ainda de lançar-me em Mas ateniense não vi citou a comparar os meus olhos com rosto a minha insignificância? Por Sobre quem experimentar os de Hérmia. que o Lisandro.) admira que Demétrio me evite como basta. estende-te Adormecida na relva. Que a vida que atingi a plenitude das minhas HELENA. No entanto.Vai-te embora. sos? Mas quem está aqui? Lisandro! me com essa tua corte desprezativa.Por que fui destinada deseja.Não quero companhia. E deitado no chão! Estará morto ou Mas fica em paz. DEMÉTRIO . HÉRMIA . ou ai de ti.É o ateniense adormecido? Não há sangue. HELENA . Não reci semelhante desprezo? Então não (Entra Puck.Amém. nhados pelo pranto. estende-te mais além. no Vou nos teus olhos deitar há de morrer na ponta desta espada! peito de ambos palpita a mesma fé. Dou por mal empregados os pretendesse que Lisandro me é fal. Como é linda! E assim distante LISANDRO (despertando) . doce amigo. faças tal.Não digas isso. não fique assim perto. se até as feras fogem nunca. Que procuro. não me persigas mais. (Sai) tendimento bem maduro.Fica. jovem.Oh. Se me tens amor.governar o meu querer. Adeus. que são astros radio. (Sai) na verdade. É ela quem aqui o meu leito.Esta desvairada per- se me acabe Se te for desleal. visto que ela continua a HÉRMIA. mas disse. a Hérmia. amém. Que te importa. HELEN~ . na! Que milagre da natureza me faz (Espreme a flor nos olhos de entrever teu coração dentro do pei- gem do amor: quero dizer.) to? Onde está Demétrio? Ah. . a razão é que passa a ta-se para pequena distância) Eis bre de mim! Quanto mais rogo. Todo o sono do nos obtenho graça. momentos tediosos que passei com so. preciosís- mundo te dê o seu descanso. O filtro que faz amar. não digas isso.mem guia-se pela razão e a razão tenham a uma certa distância. Mas agora pondo à tua bela prece. não tinha o en- LISANDRO. o seu amor pela tua peito.Numa escuridão as. já ela. doce amor! Transparente Hele- inocência " das minhas palavras! Quem ama deve entender a lingua.Pára. Lisan- Não disse falsidade nem sou falso Acorda. Tudo noite. fere uma pomba? A vontade do ho- paz virtuoso e uma donzela se man.Seja metade dele para brilham assim? Não é o sal das lá- os queridos olhos de quem tal me grimas: mais vezes são os meus ba. E eis a donzela vejo feridas.lena.Sim! Do rapaz? Fraco é o galante. e eu. esse meu coração está tão entrelaçado ao teu que os dois formam um só. sem Toda a floresta corri espelho perverso e mentiroso me in.faculdades. que seja para me matar. Tenho de J6 Quem está aqui? . por cor- tesia e amor. Po. de mim quando me encontram. DEMÉTRIO .seguição deixou-me semalento. (Afas. Possa o teu amor du. queres me deixar sozinha? Não diz-meque tu és a mais digna. que silêncio. não confessar que te julgava senhor de . Noite funda. aquilo que cresce tem a sua estação rar enquanto perdure a tua vida. Que olhar benévolo de Demétrio. mais além. querido Lisan. E pronto a atravessar o fogo por ti. Demétrio. res. Com a magia desta flor nome vil é bem de um homem que e que unidos por um juramento. Mas que estou a uma tal zombaria? Emque ~e me- a dizer? Sou feia que nem ursa.Hérmia bastar-me? nha compostura e dignidade se eu HELENA . Mas ai da mi. . go.

Faz-se então outro a render preito a Helena e a ser seu dre? prólogo para dizer que não se trata servidor. é porque não estás aqui.Bem. ou "eu vos supli- que tu assistias sorrindo a cena tão acho que é melhor não matar nin.ceneiro. BOBINA . 17 . Píramo Lisandro.Nada disso. meio de arranjar tudo. Este verde relvado será o pal. homem. senhor? Não me ouves? vossa.maior cortesia. Lisandro? Como? Afastou-se? guém. Bobina.) CALDEIRA. onde um prólogo. o qual prólogo diga como outro qualquer". coisa que as damas não tade da cara saindo do pescoço do Ai. é motivo para ser insultada CENA I BOBINA . das coisas mais doces é o que dá a PEDRO PINHO . já agora que sejam todos (Entram Pedro Pinho. Esmerado. nesta de um leão. Primeiro.Pedro Pinho! Ê umcaso muito para se pensar. Vou à tua dade.Nossa Senhora! Te.suportam. valha-me Deus! Que so. certinhos. E para maior tranqüilidade PEDRO PINHO . ou "tenho serpente devorava o meu coração e ESGALGADO . que não HÉRMIA(acordando) . Como? Lá por que ATO III em versos alternados de oito e de uma dama foi desdenhada por um seis pés. ou qualquer coisa da mesma "insignifi- nho eu tive! Lisandro.Não. o mar- desmaio de pavor.. Ai de mim. E agora. explica-se-lhes que eu. e Esgaigado. Ai de mim se fosse pensar BoBINA. bem.co que não se assustem.Já chegaram todos? ESGALGADO . Façam-me sou nada disso: sou um homem nem um som . e que o Píramo não morre de ver. temam: a minha vida responde pela Lisandro. olha como CALDEIRA. compa. "quero pedir-vos". que vos requerer". coração.Há certas coisas. assim também tu. E ele tem de dizer assim. (Sai) sou Píramo. o melhor é no- vão agradar nada. põe a tua força e todo o teu valor PEDRO PINHO. . são aquelas que mais odia- co.Vão ver que têm. (Sai) BOBINA. e deixar ver me- pente que se arrasta em meu seio! se matar. BOBINA . E aqui en- estás? Responde se me escutas. não Foi-se embora! Nem uma palavra. que por ninguém. dos aborrecida . da sebe de madressilvas fazemos valha-nos Deus . sê por to. PEDRO PINHO . .para o meio das mos. LISANDRO . arranja-se Píramo e Tisbe encontram-se ao Fim do II Ato um prólogo assim.Hérmia. e vamos representar tal cedade e minha heresia. que não cruel. Píramo. fala assim a modo que a gente não fará tão ele que se nomeia e lhes diga por tudo o que mais queiras! Quase mal nenhum com as nossas espadas francamente que é Esmerado. Não respondes. náusea mais profunda.Afinal de contas. garanto-lhes eu.tem de puxar de uma espada para meá-lo pelo nome.cação': "Senhoras". que um dia nos vémàs mil maravilhas ao nosso en.Que é.. não ainda restam duas dificuldades. ou assim Eaqui temos nós um lugar que con- como as heresias. como sabem.Todos. Vamos fazê-lo luar. Hérmia.Está dito.Parceiros.Socorro. fica para aí dormindo. porque camarim. tro da sala. encontrei ~ue eu vim aqui como um leão. é uma coisa terrível. BOBINA . de oito. sou Bobina. socorro! Arranca esta ser. Mas procura: e caso não te encontre. senhor. o tecelão: do que uma éintroduzir o luar den- desta forma passa-lhes o susto. damas. Olhemque levar um leão - cegaram. CALDEIRA . botem-lhe mais por outro? (Sai) dois pés. comédia de Píramo e Tisbe. mas".Não viu . Chico Flauta. porque. Zé Caldeira Fica.e por mim mais pina mais pavorosa do que o leão.Não. ou "Gentis da- tremo de medo: sonhei que uma rão um medo pavoroso. sen- buscarei a morte sem tardar. Que respondes a isso? leão. Pois assim como o enjoo BOBINA .E as damas não te- e que nunca possas chegar junto de rão medo do leão? Lisandro. não há no mundo uma ave de ra- como se fosse para o duque. minha sa. considerem saio.

Hei de relinchar e grunhir e queimar trará. .És fiel e audaz como um corcel . BOBINA. Vamos. Píramo.Vamos.Deus te valha. rido? . um ca- e Puck) lendário! Procurem no almanaque! fala. PEDRO PINHO . ou argamassa.Nesse caso é só deixar rosa..Fala. como há ainda outra coisa: precisamos de FLAUTA . julgam que eu sou burro.O que estás vendo verificar que barulho era aquele e aqui? Não será uma cabeça de burro CALDEIRA . homem! Mas não deves dizer rem.Fiel eu sou a Tisbe e anjo me desperta do meu leito flo- 18 do berço da rainha das fadas? amoroso. javali ou fogo ardente. (Foge) ro. Precisas compreender que ele foi só BOBINA. PEDRO PINHO . a que- rer significar que é um muro e en.) CALDEIRA .tua"deixa já pas.Bem.do negro.Haverá luar na noi. l~ntra.Oh. Hei-de persegui-Ias e fazê-los girar. ou reboco.Oh que monstro! te em que a gente vai representar o ser espectador e.Olorosa.Falo eu agora? estás mudado! Oque é que eu estou um muro no meio da sala... (Sai) dos? Isto é velhacaria deles para as- que vem fazer uma figuração. BOBINA. ção..is~o ain?a. mo tão estranho! (Sai. Vou ter contigo ao túmulo teira: querem meter-me um susto. vai para . diz o auto.."Túmulo de não arredo pé. Depois. ou então [amante. olo. [matagal. E corcel bnoso . ou PUCK . (Sai) pode vir uma pessoa com ummolho Vou ver o que é e volto num BOBINA . Bobina? FLAUTA - Oh. Bobina. Vou passear de um lado para PEDRO PINHO .trás da sebe. A. PEDRO PINHO . querida Feito cavalo. O melro de negra asa Quando tiveres acabado a tua fala sou.. PEDRO PINHO. E biquinho amarelo. Que Pedro Pinho.Que pônios que se pavoneiam tão perto BOBINA . Mais eis que ouço uma voz. EsMERADO . (Canta:) sentem-se todos e que cada um diga uma vez só com as réplicas todas.Trazer um muro volta já.Como o perfllllle de PUCK- Por pântano e arvoredo. e assim cada FLAUTA .Por que fugiram to- de lenha e uma lanterna e explicar [instante. oh Tisbe. Bobina BOBINA. conver. para eles verem sível. porque vendo aí? Píramo e Tisbe. Entra para a sala é que não se pode.Um calendário.:PÚCK :.É o teu hálito. meu amor. Que prodígio! Aqui anda assombra- nosso auto? vez ator também. que a lua en. sustar-me. de olorosa flor. BOBINA . qual segundo a sua vez. tal. BOBINA_ Bem percebo a maro- tão levanta os dedos assim e pela brioso. então tudo vai bem. de luar. parceiros! Fujam! So- PEDRO PINHO .Se a coisa é pos.E quem são estes cam. aberto um batente da janela na sala BOBINA .Oh! :És fiel e audaz Acarriça de olho em brasa. Deus te valha! Foste trans- de muro: bota-se-lhe em cima bar- Jovem ardente e judeu valoroso. o seu papel. formado. (Entram Qual tem'o canto mais belo? pelo fundo) Bobina comuma cabeça de burro e . Píramo. Rezem. E a Tisbe que avance. Isso ~ uma resposta que o outro e cantar. PEDROPINHO . Vejam se há luar. (Entra Caldeira) uma representação do luar. pois então! savam pela frincha de um muro. silva e PEDRO PINHO . Urso semcabeça ou chama errante. façam o que fize- Nero". meu herói de tez alabastrina.Nunca se viu um Píra. Umas vezes javali e outras cavalo. corro! (Saem todos menos. Píramo começas tu. onde representarmos. Bobina. como a tua? (Caldeira foge. frincha Píramo e Tisbe podem co. das a Píramo. se for o caso.) te parece. DIzes o teu papel de I que não estou com medo.Puck) TITÂNJA (Acordando) . é noite odiosa flor .Há sim. Mas daqui chichar. '(Entra Puck como um corcel brioso.Como? Representam uma peça? Vou PEDRO PINHO .Alguémtem que fazer Corado como rosa purpurina.

trans- toadas. me os ouvidos e o teu aspecto en- feitiçou-me o olhar..Espero que travaremos já acordou? Gostaria de saber o que quanto dormes sobre flores amon. Terás elfos para te servi- rem que irão buscar-te jóias ao nha.. pois aqui ficarás. Inclinem-se. TODOS . que não tem lá muita a cera das suas patas para fazer parentela freqüentemente me fez razão para isso. a jurar-te que te amo minho. gentil mortal. razão e amor nos tempos que vão candeias que acenderei nos olhos chegar as lágrimas aos olhos. igualmente. quem vai dis. Aquele grande cobarde do desde já.Salve! o que precso.. . plas relações convosco. na verdade. Mas se tivesse tino bastante para TEIADE ARANHA . A tua voz cativou- TITÂNIA . BOBINA . caro se- parceria. tal! a boca. ------. Para o alimentar tragam-lhe cimentos.E eu. Ê pena até que não apa. e ao senhor Grão de Ervilha. mor.. ---. vosso pai.Salve! (Saem to'dos) sair deste bosque. lua. conduzam-no em silêncio. Hei de purificar-te da tua Aranha. E é talo poder tis com este fidalgo.Salve. vossa FLOR DE ERVILHA . nhor Grão de Mostarda.Aqui estou. FLORDE ERVILHA .. tentilhão. Às borboletas arranquem as asas TITÂNIA . bem sei dos vossos pade- a dizer-te. reça algum bom vizinho para os re. se- ele grite "cuco" até mais não? GRÃo DE MOSTARDA .Salve! CENA II te bosque. elfos.Que mandais? GRÃo DE MOSTARDA. Dancem diante BOBINA .. damascos e uvas moscatel. Desejo correndo não andam lá muito de ardentes dos pirilampos. meu amor ao deitar e ao levantar. rosbife quantas vezes não devorou figos e amoras silvestres.. peço-vos.. Só ao cuco impertinente Ervilha.Mostarda. também sei dizer o meu e afastar dos seus olhos os raios da A Lua parece contemplar-nos com gracep. alumiemo cultivar a vossa amizade.És tão sábio quanto reverência. ra. humana grosseria para que possas ousadia de servir-me de vós.- BOBINA .Quemsabe se Titânia fundo do abismo e cantarão en.. Por que. Mas. cavalheiro? Rouxinol ou cotovia? de Ervilha! Teia de Aranha! Falena! FLOR DE ERVILHA . senhor Teia de lhe terá caído sob os olhos.. deis a Dona Casca de Ervilha. nhor? TITÂNIA . Sou um espírito de sas Senhorias de todo o coração.ocasião..Grão de canta outra vez.) TEIADE ARANHA. BOBINA . quando ela cho- TITÂNIA.Pardal. groselhas. E o .Peço-te.Não é tanto assim.Mostarda.19 . abelhas os favos de mel e recolham Podeis ter a certeza de que a vossa minha patroa. TITÂNIA. maior conhecimento. pairar como um espírito etéreo. vem (Entra ObeToll. .E eu. Se cortar o dedo terei a formando-se emobjeto da sua ado. rola. Desejo travar mais am- cutir comum pássaro tão tolo? TEIA DE ARANHA . roubem às os membros da vossa ilustre família! BOBINA . Teia de Aranha.Peço que me recomen- E o que ele diz não desmente.Façam-lhe escolta e conciliar.Não queiras sair des.Teia de Ara- comigo..Sejam corteses e gen. Amo-te. que o BOBINA . Qual é vosso nome. a . Outra parte do bosque elevada categoria e no meu séquito Vossa Senhoria como se chama? anda sempre o verão. Flor vosso nome. Levem o meu amor mas tapem-lhe BOBINA . a bem dizer. choram as flores do campo la- belo. Pois é: quando se oferece multicores para abanar-lhe o sono levem-no para o meu caramanchão..Pois quer-me parecer.mentando alguma perdida castidade. mãe..Flor de Er- O homem presta atenção Grão de Mostarda! (Entram Flor de vilha.Dou mil graças a Vos- desejes ou não. Falena e Na sua monotonia: Grão de Mostarda) . já chegava para FALENA.E eu. Quem o vai desmentir ainda que FALENA.. OBERON .Caro senhor Grão de dos teus encantos que sou obrigada dele e façam cabriolas no seu ca. façam-lhe a olhos lacrimosos e. GRÃo DE MOSTARDA.

Aproveito logo por agora. I Não ousavas olhá-lo de frente e PUCK . bom Demétrio. segui-Ia enquanto estiver numa tal inanimadas os perseguem: silvas e sinado.. meu mensageiro. Com Isto m~ vou Golpeio o solo com os pés. ração. mais falsa do que a tua. ru- des artesãos que ganham a vida nas mas o rapaz e outro. não era tão fiel à madrugada quanto DEMÉTRIO . ou como um b dar-te matando-me . DEMÉTRIO . ao despertar. te leal e a forçosa conseqüência do Mas já deitaste o filtro de amor nos volver-mo? teu erro é que o fiel se transformou olhos do ateniense. outro grita aqui del-rei e dia. na certa. também. I xonou-se por um monstro! Enquan. Como patos selvagens que descoríi. acordando então. já disposição.. Nisto. Vou ficar aqui um mo- espinhos rasgam-lhes a roupa. .Não te mostres: aqui dize a verdade. Para responder à sua tivo para amaldiçoar-te.Desperdiças a tua e 'entra na mata. pois nenhuma tem uma língua mais tapado e boçal da turma. que eles largam na fuga. Se mataste que eu saiba. (En.Que vai esta noite pelo bosque moça. um bando de pacávios. apaixo. Olá duende malu. pois receio que me tenhas dado mo. HÉRMIA .ao II to ela estava entregue ao torpor do vêm eles. assim ao Mais depressa acreditarei que a lua ERMIA . ele não morreu ' Tisbe avança então o meu cômico. Estou ino- para enfiar-lhe no toutiço uma ca. I dormia? Grande proeza! Uma co- barracas de Atenas. I DEMÉTRIO . então? Sê para sempre ris- PUCK .É assunto arrumado. abandonado Hérmia adormecida? H' O' ']'. Ah. HÉRMIA . por amor de mnn.• . por favor. não queres de. limites da paciência feminina.. foi uma víbora que o ma- bodas do grande Teseu. Es~eJa ele peça e cai. sono. cachorro! Fora. d • ridas se dispersam no céu. uma víbora não fariam o mes- to ensaiando um auto destinado às sim quem te quer tanto bem? Guar· · mo? Foi. que mais cruel inimigo. OBERON _ Mas que fizeste? Não nou-se por um asno.A coisa vai ainda com o meu Lisandro? Onde está ele? tro de amor nos olhos de um aman- melhor do que poderia imaginar. a outro a trespassou o coração. tornar a ver-me. nasse verdadeiro. H' . dize a verdade. possa atravessar a espessura da ter. esse teu ar lí. E aconteceu que Ti· tânia. réptil! fazia o papel de Píramo. menos uma vez. Aquele Mataste-o. Ma- assombrado? terá forçosamente que vê-Ia. um tro. o sol. taste-o. ra e aparecer nos antípodas ao meio.É bem de um assas. no oculto retiro que lhe é con.Apenas te repreendo.Fora. ERMIA . reuniu-se lá per. deixando lá o belo Píramo a estrela Vênus que resplandece ta-se e adormece) transmudado.Que tem tudo a ver compreendeste nada.Por que repeles as. furdas no sanzue acaba de aíun. d~ tua presença d~testada. é o ar que eu devo ter. As mágoas pesam mais quan- arfancando o chapéu. o da palavras tão cruéis para o teu teu.A minha senhora apai. OBERON . tu. que és a assassina. tram Demétrio e Hérmia) cado do número dos mortais! Oh. DEMÉTRIO . desperto. a um que a tua implacável crueldade me menta.I bra. mandei? carcaça aos meus cães. (Dei- reria. sem que o falso se tor- ')0 .~ Jovem e a mesma. Deitaste o fil- OBERON . E no entanto do o sono faliu. mas devia fazer bem pior cólera com um equívoco. como eu te DEMÉTRIO . além na sua esfera.Queria dar a sua em falso. t' · . mostras um pague uma pequena parte da dívida Assim os arrastei em apavorada cor- semblante tão claro e luminoso como se esperar aqui a sua oferta. bando de gralhas de cinzenta pluma. talvez ele agora me manga. eclipsando seu irmão. Lisandro enquanto ele dormia e cha. nao olhes mais para invoca o socorro de Atenas.E se o pudesse di- gem que se erguem grasnando ao ele o era a mim: como poderia ter zer que obteria em troca? sentir um disparo e girando espavo. O sol esa sao e saIvo. sai da cena HÉRMIA . ! muno (SaI) forte medo faz-lhes perder o fraco vido e torvo é bem de um assassino. e mataste-o então quando sagrado. Encontrei-o dormindo perto da vilão! Fazes-me até ultrapassar os co! . . . de forma que. cente do sangue de Lisandro e aliás beça de burro. (Entra Puck) Aqui vem o PUCK . pnVI ~glO e nao vê-Ia fogem os seus companheiros.Não vale a pena juízo e já lhes parece que as coisas DEMÉTRIO . VI~O ou ~orto.Entao dize-me que nam o caçador furtivo.

já vou voando.. veloz parto não pesará nada.! tal afronta. mais mar sua verdade. Se algumdia a amei. Lisandro. OBERON .regressou ao lar. re- 'I que fazem vaI despertar Demétrio. cedo-te a minha parte . mas deixa-me o de He- PUCK. t~I o I parece negra como um corvo.Hérmia.a.são na aparência. meu amor? Junto de. I HELENA .Hérmia quereis agora rivalizar em gar euenfeitiçarei os olhos do rapaz. LISANDRO .

ai pelo bosque. Oh. das! Essas juras pertencem a Hér. um milhão trans.Fica com a tua À comédia assistirei? I maduras que se beijam! Quando er. não Quando eles pousarem na amada I HELENA . der a panencia. uma VIrIl empresa. a morte. Helena. foi um Estes mortais! I brancura da neve nos cumes do amor transitório. É uma bela Ia- mia: queres então abandoná-la? çanh. como são Vemo jovemque enganei. pois pode- LISANDRO .duelo infernal entre coisas sagra. que o teu poder I juízo quando amor lhe jurava. m~ detestam do juvenil. de todo o co- Como Vênus de madrugada. de troça? é educação.em volia) I lrio ama e não a ti.rança! LISANDRO . d eixa-me enar essa pnncesa a gressando a Helena.semelhantes gr~ceJos. Helena está aqui ao lado.iníeliz ~ pe~- OBERON. Que lealdade a certeza de que. quando tenho os suspiros custam caro ao sangue I longe a tua perfídia. namorarem uma: vai ser um espe. lisonjas tão excessi- e pálida de amor.íôssemcorteses. LISANDRO_ Não estava no meu mento. Andaenfenna tintivo da lealdade? I testas de amor. I gues a mão. Demétrio. oh nma. mais que estas situações maliciosas.. Atroçaeodesprezo nuncase acom. os qne a ela fi. Flor purpúrea.Oh. que inferno! Vejo que se puseram DEMÉTRIO . a ateniense.Mas por que íma. não tratariam rápido que o vemo. e as juras se ligarem para zombar de mim? Se gride juramento sobre juramento. é aquela a tua querida.como eu sei qué odeiam _ sem :í1da homem fiel..perdiçaram tanto palavreado emvão. se a repudias. PUCK . como o . olha: choro . na. que raiva! Oh. postos boa raça podena ofend~r as. Nmg~em de Como a seta disparada do arco. Lhes pareça resplandecer I tás. çâo divina! A que hei de comparar HELENA . Amas Hérmia. Oh.I escarnecei Hc1:~a . O E dO 'd Tauro. senhor. d .fossem homens de verdade. b . SU~l:l"l1 PUCK. cruel. . Se sentimento que ignoras. Requerendo-a de amor I les o cristal é lama. Tantas juras e pro. I DEMÉTRIO (Acordando) _ Hele.Não é verdade.Nunca trocistas des- E atrás dela com fervor I os teus olhos. pois que os ais e I HELENA_ Levas cada vez mais vas dos meus méritos. táculo sem par.pretendes que o ignoro.Não calunies' um (Entram Helena e Lisandro) de acordo para rir à minha custa. I seu amor. Olha: lá vem o ginas que eu te namoro.Não sejas assim Ensine estes olhos a ver.ao jurar-te o meu amor. da alm~. . Meu coração fez. (Puck i LISANDRO . a quemeu amo e amarei até Capraoitâ do ban do alado . lhe apenas uma visita comoumhés- BERON ~ scon e-te. fu?do. Nada me agrada ! Helena. esse penhor de bem-aventu.I ração. Rivais ~o ~mor de qualquer artifício e quando ela che. Vê se a trazes aqui com é essa que assassina outra? Oh. Não podem me odiar (Entra Hérmia) 21 . para sempre PUCK.É a lei do destino: por panham de lágrimas. mo~a com Já vou.slm uma (Sai) numa balança pesarão igual: o peso donzela. à procura de recer-te uma troça se trazem o dis. I d b Pesa juramento com juramento e as agnmas e um~ Pro re. não a quero para Co~o são loucos. Pois bem.assim uma dama. fo:?a~do uma.lena. que assim nascem estão a procla.I Oh oeusa.E então veremos dois a alvura. se soubessemo que ria custar-te caro.É a ela que Dem é. mas agora. I tentadores os teus lábios. Como podem pa. nunca me fariam uma teu amor.É agora que não es. da melhor vontade. a gélida e imaculada nada. de uma fábula. I zeste e os que fazes a mim. e so por divertI- Pela seta de amor tocada. varrido pelo vento de Este. cerejas DEMÉTRIO . pede de passagem. I ' f oh perfei-.

dois corpos visíveis comum só co.e viçoso no seu coração .Deixa-me.Helena é o amor palavras veementes. nao e possve . Por que me buscas? HELENA . dois ten-: para a crônica. rento! . comosequisesse vir comigo mas não em uníssono a mesma canção.preciosa e celeste. na mesma talagarça.a~ pensas o que i.Espera. cruel? daçar esta antiga união. priva os olhos do seu ofício torna crescemos juntas. de inocência? pena e não o teu desprezo.ao compre~n o o DEMÉTRIO. minha for- amiga nem de mulher.Vejam: outra que faz ' mandaste chamar-me deusa. quemo amor impelia de partir? tua pobre companheira? Não é de minha vida. continua.Lisan- mos . que a ausência ou a morte por que me deixaste de forma tão pelo mesmo timbre. como deusas laborio. não o Juro-o por minha vida. d sas. concede dupla. as horas que passa. única e divina!? desmentir quem negue esse amor. Maldosa Hérmial Ingrata! negar teu amor ..Está bem. Hérmia. naste com eles vexar-me com esta me oferecer.E cu afirmo que te tram~r contra numeS. mas unida na sua divisão.afeto.que queres dizer com tudo ISSO.am p~ra Por que trata assim aquela a quem DEMÉTRIO . cem os seus rogos eu sei como obri- além no céuesses olhos de luz. meiga Hele- LISINDRO .tão entranhado LISANDRO . Não te insulto: querido. cadeira. ora vejam! o seu. como num brasão de ar. nimo de piedade. comédia infame? Os segredos que se não é por tua instigação e com DEMÉT~IO . Ora. Se tivessem um mí- mente ao ouvido.Não. que ainda hâ suãs débeis súplicas. todo o nosso impelido Lisandro para longe de sexo tem o direito de te censurar.Não faças troça dela. vozes e al. maqui.para comigo e prova-o tu também. zes.namorado. semelhantes a uma persistam nessa lindo gracejo.Que amor pode ter só eu sofra a injúria. ' dro. etíope! Nós. escola. por troça. Tuas H' W d' olhos e o meu rosto? E o teu outro ameaças não têmmais força que as ER!lI~ . pondo-te ao LISANDRO . separada na aparência brincadeira tão bem tramada irá o que rouba à vista. e faze-me gatima. és muito pachor- 22 se nossas mãos. Espantam-me essas LISANDRO. a qual estou HELENA . criávamos com a agulha a mes. ouve a minha defesa. homem.Vem depressa en- partilhamos. meu amor. tão ditosa. finge que quer escapar. HÉRMIA . tesia não me teria feito objeto desta sandro: agradeço aos meus ouvidos. preendo que os .ta ~erfIda brin. H' N. embreve vão remediar. a LISANDRO . pouco me repelia com o pé. Li.. ERMIA -:. como finge umar triste.o teu consentimento? É porque eu tão! zade fraterna.Se não te conven· beleza ilumina a noite. cereja dupla. Helena. HÉRMIA .Nem tu me podes a afastar-me de ti? vir atrás de mim gabando os meus obrigar nem ela convencer. car. Esperneias das numa só almofada e cantávamos HELENA. flancos. mais do que estás a insultar. E se bem que mosa Helena! HÉRMIA . ração.detesta? E por que há Lisandro re. Não foram os TOS frutos formados na mesma haste. negra. amo-te. delicadeza ou cor- meus olhos que te descobriram. amo mais do que ele é capaz. ninfa . esses gar-te. os nossos votos de ami. Ou. Mas adeus. em parte é minha que me guiarampara a tua voz. mas tenho a desgraça de amar sem isto? tudo esqueceste? Os nossos dias de ser amada? Isso devia excitar a tua LISANDRO .Oh! que lindo! mim? HÉRMIA.Por que havia de fi· lado de homens para fazer pouco da na. Uma mais rápida a precepção dos sons.Não foste acaso tu Não compreendes que foi a aversão que incitaste Lisandro. ele só ma flor. Assim quem os olhos uns para os outros. de infância. HELENA. Demétrio. vens. não. cuja quer-me parecer que és tu que me DEMÉTRIO .A escura noite que ' mas se tivessem confundido..não soutão afortunada como tu tão HÉRMIA (Segurando-o) . Mas mas. dois quartéis iguais encimadas a culpa. disposto a perder por ti a fim de parte 'da conspiração! Agora com. E queres despe. pis. farsa. que arrebatou Lisandro! Helena.nhas quando volto as costas. orbes ardentes.Se tal afirmas vem Então conspiraste também.três se li~ar. minha alma. aonde queres chegar com tudo tempo veloz porque nos se~arava. senta. Juntas quando 'censuravamos o embandeirada de amores.

meu amor? pudor feminino? Não tens nem um pede? LISANDRO. peçonhenta! mulher. Nunca fui Por que permitem que ela faça troça podes fazer do que odiar-me? Odiar. oh. enxotar-me.. Amavas. mudança dade! Não tens então decência e HÉRMIA .Sai daí anã. matá-Ia? Se bem I HELENA .Como? Hei de ma. grão fender-me. anã? Ora dize HELENA . mas repeliu-me. vardia: não permitam que ela me meu amor? Nãosou Hérmia?Não és LISANDRO . HELENA .m I ocoraçaoque cara tisnada. bater-lhe.Agora que Hénnia estar certa. segue-me se ousas. não tomes a sua defesa. também agora o sou. Como? I HÉRMIA . carrapato.fará . Ele seguiu-te e eu a me soltou. HÉRMIA . DEMÉTRIO . guardei os teus segredos.Ah. goá-Ia. sejas tão má para mim. Hérmia. E agora. Gostei sem- LISANDRO .Mas não estás abrin. Deixa-me ir. boneca? HÉRMIA . e do alto da também. não deveras? de Helena. Só me chama "pequena e baixinha!" HÉRMIA .Por que te tornaste HELENA . DEMÉTRIO . se me deixares ir ta-me. I me ainda e~a noite. na ver. pouco de recato? Pretendes arrancar HELENA U dcld - . por minha fé. não dei. sou simples e tola. fera. valer o seu tamanho. podes a Demétrio. ameaçou bater- 1 remos qual de nós dois tem mais detesto e que amo Helena. pre tanto de ti. car? isso! Agora percebo que ela andou LISANDRO _ Não tenhas medo. I matava. rança.Teu amor! Vai-te.:É admirável.Como podes vin. sempre Porque se pretenderes demonstrar- c não queria mais tornar a ver-te. inseto vil! impostora. da mi . mas é verdade que me deixaste desde então. te assimtanto na sua estima só por. os deuses não o vendo? Outra vez! cito com quem desdenha os teus ser- hão de permitir .. que não possa chegar-te apesar de ser tão pequena é uma LiSANDRO. por amor hás de me pagar. remédio I a minha boca pacenie palavras de deixo atrás de mi neuseabundo e detestado! Some-te. objeção ou dúvida.Não. HÉRMIA. LISANDRO. cá. cólera? Não te envergonhas? Falsa m. ainda assim. tarei a Atenas com a minha insen- se fosses uma cobra! raçâo do meu Lisandro? satez. HÉRMIA . Ah. . Já na ter-te basta um vínculo tão fraco? sou baixinha? Não sou tão baixa. das suas culminâncias. enguiço! bata.Sim. bem vês como HÉRMIA . I apesar de troçarem de mim.Com Demétrio.atraiçoei. assim tão grosseiro? Ou. parasita. lhe revelei a tua fuga LISANDRO . senhores. e ve- brinco quando afirmo que que te ele. moura! Fora. Quem te im- foi essa.Pois vai.Querida Hérmia.. então é HELENA .tido.Mais baixa! Estão DEMÉTRIO ."Pequena" outra vez! que a odeie.Ai de mim.Peço-vos.És demasiado solí- Deixaste-me.E que mal maior me xemque ela me faça mal. de bico! mais baixa . 23 .Boneca! Ah. I aos olhos com as unhas. nunca te lhe a mínima aparência de amor.de zangas e não tenho jeito para de mim? Deixem-me só chegar ao I essas fúrias.Sol. mastro de feira pintalgado. ladra de amor! empaz. me! Epor quê? Que novidade éessa. 1 me. I escola era uma verdadeira raposa. é que quando ela cular-me a tua palavra se para de. ainda que tomes tu o seu par- a minha palavra. Por isso põe de lado qualquer espe. que eu sou baixinha. disse até que me direito a Helena. bolota. então I se zanga toma-se má e astuta. LISANDRO(Para Hérmia) . cumprirei aprel dominou Lisandro.Demétrio. não quero fazer-lhe mal. não te ocupes HELENA .Ah! Com Lisandro? HÉRMIA . exceto quando. por ela ser um pouco bela. criatura enfezada. e Não me fio em tal palavra. Sou bemmulher na co. não sua estatura.abandonaste-me viços. Talvez pensem que posso de- tu Lisandro? Se ainda há pouco era Oh. não vos seguirei mais: vol- Larga-me ou sacudo-te de mim como Então. vieste de noite roubar o C0. E cresces. gata.Ora se está! E tu comparando as nossas alturas: fez Helena: ela não te há de fazer mal. Deixa-a em paz. pé dela. é a verdade pura: não para o bosque. senhor.

dele. como atraído pela voz. até mesmo quando as chama já desapareceu. olhos de Lisandro esta planta. cujo Para cá e para lá. vilão! Pronto e de gar. (Saem. HÉRMIA . voltam ao seu leito tirar a espada contra ti é uma de- tomou: diverti-me bastante com a de vermes: com medo de que o dia sonra. nesta escuridão. compassos de chum. espreme então nos PUCK - a par contigo e lado a lado. OBERON . enganei-me.Ele vai na minha Aqueronte. e até contente com o jeito que a coisa que tequero dar com uma vergasta: as dos afogados.' a visão natural. sepultados nas encruzilhadas. irei bre a fronte. e as almas penadas dos sucidi- a um ateniense. uma vã ilusão: e assim os Lisandro) HELENA . e reúnem-se para voltar aos cemité- ensível pois que esfreguei os olhos silvas que queres pelejar e não apa- rios. se abrem e a benigna ela. briga. (Sai) remar. Muitas vem LISANDRO . e rápidos se afastame já a mensa- PUCK . não percas tem. incendiadas de mais ligeiro do que eu: corro atrás cita Demétrio com insultos cruéis. não sei que dizer. ~1 do nevoeiro. obscurece a noite. geira da aurora resplandece além. apressa-te. a qual durará até LISANDRO.Onde estás. antes que seja dia. e assim sendo.Como viste. não se vá embora. os dois riamente se exilaram da luz ligan. Não me dissestes Quando ela se acerca. para um terreno mais plano. as minhas pernas são mais lon- pedir-lhe o menino indiano. PUCK . mas ele foge ainda mais de- outras vezes injuria Lisandro como ridade transforma emouro as glau. se é que não fizeste.Seguir-te? Não. Liberta. (Lisan. I Todos têm que te acatar. volunta- OBERON. pois ape- 24 bo e asas de morcego lhes pese so. ta do monstro e a paz voltará a te instante. pois que os velozes Lisandro.Acreditai. estou reces? Vem. recobre agora Lisandro regressa) mesmo o estrelado céu de um pesa. responde! tuas mãos são mais prontas para bri. arrogan- na tua maldita companhia. dragões da noite fendem as nuvens Entra Demétrio) uma das tuas velhacarias. entanto. das.Eis oresultado da tua PUCK.Segue n minha voz. DEMÉTRIO . vem. pois podemos resolver este caso Vem. bin. causa de todo este barulho. PUCK. manhã compassiva. mas dos rivais de forma que os seus ca.Vou descansar aqUI. Ró. mos lá provar a tua valentia. Afasta-os assim cas e salgadas águas de Netuno. rei dos espí. desertor! Fugiste? Estás escondido ritos. e desorienta os furibun. toda esta comédia lhes parecerá um I Aqui vem um a chegar.Demétrio! Fala. portas do Oriente. (Sai negligência: enganaste-te outra vez. (Sai Oberon) nas me mostrares a tua luz alvacen- .Asenhora é que é a todo o engano e devolver aos olhos Duende. espada em riste. LISANDRO . umdo outro até que um sono seme. va- lugar para se baterem: depressa. (Deita-se) lhante àmorte. contas às ateniense? Aminha ação foi irrepre. poltrão. DEMÉTRIO . No caminho íngreme.Mas onde estás? namorados foram à procura de um do-se eternamente à noite carran. de propósito. contemple a sua vergonha.Temos de nos apressar. vermelho.Aqui. tenebroso como o ritos de uma outra raça. Onde estás? gas para fugir. poltrão. fá-los girar.Segue-me então OBERON.Vou ter contigo nes- HÉRMIA . não. zes brinquei com a própria aurora frente a provocar-me sempre. os fantasmas nalgum silvado? Cobarde! Vanglo- que reconheceria o rapaz pelo traje errantes acorrem daqui e de acolá rias-te diante das estrelas. Se as a morte.pressa. menino. (Entra sonho. Enquanto te ocupas dessa te Demétrio? Então. cuda. missão irei ter com a rainha para PUCK . tal um quando chego ao lugar donde me minhos nunca se encontrem. dro e Demétrio saem) suco tem a propriedade de dissipar Por aqui e acolá. E agora vim meter-me neste se fosses Demétrio. Quando acordarem. O velhaco é vezes imita a voz de Lisandro e in.Estou desnorteada.Não sou eu que vou namorados voltarão a Atenas em confiar em ti nem ficar mais tempo perfeita concórdia. Umas guarda-caça. rei dos elíos.Mas nós somos espí. po. e posso percorrer os bosques. DEMÉTRIO . (Sai) rei os seus olhos enfeitiçados da vis.

(Espreme o suco nos olhos de abelhão de barriga vermelha lá no ga-me a medir todo o comprimento Lisandro. e tornai cuidado. tão aíli.(Deita-se e ador. meu caro senhor. (Deita-se vilhas? DEMÉTRIO . Volte a reinar HELENA .ir ao barbeiro. abrevia o teu curso! Que brilhe no "signior". O cansaço obri. DEMÉTRIO. rasgada pelas silvas.Aqui.) ousas. Be. TITÂNIA . Vou livrar. que BOBINA . meu lho. I Inconstante. Onde está o "Mon- lar-me. meu caro "monsiú". e trazei-me o saco esta cama fria. Onde estás agora? Eue aqm tla. e sou tao me m- I Cupido malvado.Onde está Flor de Es- não vens. de Aranha a coçar-me. I O antigo amor. BOBINA . deixai-vos de tanta reverên- dor. leva-me um momento para lon. nha triste companhia. que estou com a cara prodi- 1d . Num instante BOBINA . empunhai nar a ver-te à luz do dia.Nao gostanas de es- ta nunca me vi' molhada pelo orva. (Estende-se I I Ao despertar vos agiteis demasiado no fogo da e adormece. 'I Que tudo se há de arranjar.Aqui estou. Não quando for madrugada. eu acharei Demétrio e vingarei posso arrastar-me nem dar mais tua face formosa e ponho rosas al- a afronta. aqui! Vem cá.Oh! Oh! Oh! Por que Se eles vão bater-se em duelo. . Preciso de \I Mas aqui vem ela. com a tua seta droso e tao asno que mal a barba Já enlouqueceste a pobre menina. pois par:- [mo ma. siú" Teia de Aranha? ste aman e PUCK ."Monsiú" Teia de Ara- car comigo. enquanto acaricio a I doce amor. cia. Vais pagá-lo caro se ter. com o me faz conuc. Onde está o "Monsiú" A Maria com o João Oriente o sol consolador e que àluz I E com seu burro o vilão. ta. Entra Helena) Do seu torpor I ação.) çar-m~. ge de mim mesma. Voltam Puck nem um passo. Dois a dois. I Como lá diz o refrão: taria de vos ver afogado em mel. coragem para combater nemdefron. sono. cobarde? o céu proteja Lisandro. . repousa nesta I cutar um pouco de música. longe daqueles que detestam a mi. "monsiú''. Demétrio. belas orelha~\ meu doce encanto. tristonha e No bosque. farão conta CENA I só que ajudeis o "Caballero" Teia 1 [certa. se. as vossas armas e matai-me aquele gue o teu caminho.r escondido ao tundo glOsament: pe u a. TITANIA .Espera por mim se e adormece. As minhas pernas miscaradas nessa tua cabeça lustro- e Demétrio) não podem seguir meu desejo. F/'tn do 111 ato GRÃo DE MOSTARDA . Grão de Mootarda.Não. bem percebo que vai sempre P FLORDE ERVILHA .? do dia eu possa regressar a Atenas. (Adormece. 25 . Vou sa e macia e beijo as tuas longas e repousar aqui. PUCK. meu bom "monsiú". estás a brin. fugindo e mudando de lugar sem I U~K .) I séquito dos eltos.Eis-me aqui. "monsiú". já não I cama de flores. na e Hérmia adormecidos. I Qte rap~z. Do e~canto nha. Por (SaL) que às vezes cerras as pálpebras à favor. I (Entram Titânia e Bobina.Coça-me a csteça.Nada. BOBINA . Três já aqui estão: falta uma am a.Dai-me cá a mão.Presente.Vem.Oh. caro "monsiú".d ATO IV BOBINA .) topo do cardo. I Cada qual volte ao seu par GRÃO DE MOSTARDA . ° não vá romper-se saco: não gos- noite interminável e enfadonha. . Anda. "Monsiú" Grão de Mostarda.I Flor de Ervilha. Oberon ce-me fi le . HÉRMIA . _ . aos pares.Tão cansada. Lisandro. noite fastidiosa. até que rompa o dia. mas espera por mim de mel. TEIADE ARANHA . E tu.Que or- m~) ~~ PUCK . . h-ao tenho que co- (Entra Hérmia.

agora. OBERON . querido Róbin. Já viste que morada de um burro. retira a no palácio ducal de Teseu. Palavra. . Sol- cabeça com grinaldas de flores fres. renasceu.BOBINA . ao mes- . lá as castanholas e os ferri. BOBINA . caraça encantada deste rústico ate. cingemao olmo. que te enla.. do. pedi-lhe que comos teus olhos de muar.TITÂNIA . a Lua errante circundaremos o dressilva perfumada meigamente se Neste combate renhido. não deixeis que a vossa gen. os meus olhos me traga aqUi o guarda-caça. E tu. e com a TITÂNIA . bela rainha. querido Puck. meiga Titânia. . zanguei-me comela e censurei-a. silêncio.Silêncio. repito. PUCK - ra. senhor.meia-none tnunfalmente dançaremos cuIa.oriente.) A cotovia da aurora. çarei nos meus braços.E assim em grave Sê como costumavas ser.) Assim a verdizela e a ma. não há nada agora. Entra Puck.o concerto da minha matilha. fa. OBERON (Avançando) . quero que o meu amor ouça pois ela tinha-lhe coroado a peluda momento.• I das sombras noturnas.) ~em . amanhã à como um bom feno bem cheiroso. olhos daquelas florinhas como lágri.) a ter pena da sua loucura porque. Ent~~m Teseu. música! tante afinado para a música: ora ve.que por sortilégio induza ao sono. TITÂNIA .Música.ça.. nham. dize-mepor que razão esta noite adoro! (Adormecem. sinto chegar nada. implorado paciência. iremos"atrás das.Tenho um ouvido bas. até ao 26 gotas perfumadas. apagar dos seus olhos a odiosa má.Dorme. Titânia.nossa bênção lhe asseguraremos a turosa que irá descobrir o celeiro do niense. como te senhora minha.) me encontraste com estes martas TITÂNIA . tragam-me aqui o guarda- costumava pousar-se nas corolas em mal acometa o sentido de todos os caça. mundo. como te amo.Como pôde uma tal I TESEU . (Soa a ção de forragem: apetecia-me masti. já é hora: uma certa "indisposição" para o nha das fadas. Visto que a nos- molho de feno! Ah. com lima erva. senhora minha. soai. Ou então.mo tempo que o duque. desperta. retira-lhe a cara.. rápidos como e/los. junto com os outros. (Toca-lhe os olhos Escutai. Depois de a ter e~vergonhado .Meu Oberon! Que vi. e o orvalho que umsono mais profundo que o nor. um dia. na alegria óu dois de ervilhas secas. OBERON .Sinceramente.Música.yamos. Róbin. de forma que. Ouve-se dentro o som das vindo. ! polIta. Egeu e a cOInInva. . ami~ade . uma ra· me desse o menino roubado. logo me concedeu.Vamos. ouve-se além sono. TITÂNIA. I cimo da montanha.se. onde andava à procura de agora abominam o seu rosto " " to que Ja cumpnmos os nossos ntos miminhos para este horrendo imbe. Mas antes de mais I PUCK- te venha íacomodar-me. E onde eles dormem. possam todos leais amantes serão unidos. tilante . Pois Diana vencerá Cupido. tal pérolas de cin.~pas de caça.Aí tens o teu amor. vou libertar do feitiço a raio Rei das Fadas. Oh. Mas pe. E lá os dois pares de esquilo e te trará nozes frescas. dá- gar uma boa aveia seca. vou sa. que um de v?s encontrando-a há pouco atrás do coisa acontecer? Oh. E agora.Bem. e ela OBERON.cmco. assima hera femi- nina enfia anéis nos seus dedos ru.dormindo estendida aqui na chão. Apressem- cas e perfumadas. ço-vos. TITÂNIA -:. chama pela música eque tai-a no vale a ocidente. sonho penoso. debandai. Ide-vos. sões eu tive! Parecia-me estar ena. olá.BoBINA.Preferia um punhado regressar a Atenas e recordar as pe.I (Saem. Ri· delicioso espetáculo? Mas começo OBERON . e voan- gosos. ao acordar pr~speridade.:. ordenando a um I música. (Saem as fadas e os Vê como costumavas ver. dos seus elfos que o levasse ao meu I me as maos e embalemos o solo sinto uma destas vontades de um caramanchão no país das fadas. e estamos ainda na vanguarda do cil. . I tr~. dize-me o que desejas comer. para de lá es- . querido bastante e ela me ter brandamente Quando acordares toma a olhar amor. tremia agora nos TITÂNIA .. que obtive o que queria.Tenho uma fada aven. Vamos. minha soberana. E VIS- bosque. ripécias desta noite apenas como um geral. mas que lhes lamentassem a deon- nhcs.

lembro-me bela festa nós celebraremos! (Saenl apelo das trompas: julga quando a agora. e mais além. mas desistiremos da caçada. invoco a lei contra ele. meu consentimento. Demétrio.Basta. Ja. fora do teceu me parece indistinto e tênue. a formosa posso chamar meu. pudéssemos . senhor. (Trompas de caça e acla.Senhor. como vim aqui ter.meu Creta. HELENA . que ninfas são mia para cá: nossa intenção era fu· DEMÉTRIO . Mas DEMÉTRIO .Teseu.o meu amor segui-lo? 27 . basta.Tudo o que sccn- estas? gir de Atenas para onde. meio adormecido e rão unidos para sempre. ordenai aos caça. a EGEU . Três mais três:"que deu ao grito dos caçadores e ~o ~r a verdade .que estava aqui e nos convidou a: dores que os despertem ao somdas pois feitiço houve . Hérmia afigura-se-me agora apenas como a e Helena acordam e erguem-se em recordação de algum fútil brinquedo HIPÓLITA .Perdão. e toda Hércules e Cadmo num bosque de a minha crença. o objeto e o prazer 'dos de um urso com cães de Esparta. têm as pernas arquea. são de raça espartana. . tenho a impressão .cutar a 'confusa harmonia da matilha trompas. e Dené- brar os ritos de maio e. ou.são de ver tudo deformado como se riam defraudar-nos a ti e a mim. Espanta. ta de São Valentim já passou: e só meus olhos é unicamente Helena.Vamos. em que o ódio tan. é minha filha adormecida. Egeu. e ali está Helena. os céus. em Esparta ou na Tessália. do meu consen. Demé. lei. Demétrio. mas voltaremos lhas'pendentes que varrem o orva. sabendo da timento em que ela fosse tua.Senhor. Não vos pareceu que o du- TESEU . derreteu-se. Creta. juro. eu repelia.Feliz foi tal encontro.Eu também. a virtude do. queixadas. seguido por Helena se ainda estivéssemos a dormir.que vimcom Hér. ela era um ali- todas as regiões vizinhas pareciam LISANDRO .Estava certa vezcom sobressalto. pêlo acinzentado e ore. e e do eco em conjunção. enfermo. agora começam a acasalar-se os Foi a ela que me prometi antes de pois as matas. dizei-me..Bomdia. gosto se ouviu . um trovão mais harmonioso. Egeu e a comitiva. TESEU .. mar. sim. ti da prometida esposa e a mim do ram-se de madrugada a fim de cele. encontrei-o como se fosse um nossa intenção.' mais escutei tão soberbo clamor.a manhã já começa a esgarçar-se. meu bom sonhar. dos. tal neve.uma tão musical dissonân- cia. por Hérmia. ao lado do ódio sem medo nem sus.É hoje.E eu tenho a impres:. não é hoje que Hér.horizonte se confundem comas nu- e aqui. desejo-a". não sei por que feitiço . senhor.Sem dúvida levanta. Egeu. duque. e eu.todos a Atenas. que o amor impelia. Sei que vós ambos sois rivais suspiro por ela e ser-lhe-ei fiel"até TESEU . com largas gentil concórdia. LISANDRO . eles queriam fugir. todo confuso. Helena contou-me a secreta fuga de- les e a intenção que tinham de vir DEMÉTRIO . mações. peita? a vossa vontade e em breve no tem- das e uma papada como os touros da Tessália. I alcance de suas leis. Mas. senhor. silêncio.sim.Têm a certeza de mia deve comunicar-nos a sua de- para este bosque. estes casais . Ide'. Lisandro EGEU . e vsto que ves ou agudos. Mas. A fes- coração. a os meus olhos enxergassem duplo. gra.a tratar do assunto. TESEU .natural e agora amo-a. São lentos para acossar. Nunca (Ajoelham-se os quatro) mas a saúde devolveu-me o. vistes quanto basta: apelo para a vens.) amado em minha infância. trio. Donde vem então esta a morte. amigos. como longínquas montanhas qlle no EGEU .Os meus cães também e inimigos.Senhor. to se apartou do ciúme que dorme amáveis namorados. m~ que estejam aqui todos juntos. Hipólita. levado pela que já acordamos? Eu sinto 'como cisão? fúria segui-os. ressoar de um mútuo grito. trio. não posso ainda afir. erguei-vos to.pois desejo Ia.se- mas os seus latidos combinam. Regressemos nunca matilha mais afinada respon. mento que. vieramter aqui para diamante perdido a que não sei se abrilhantar os nossos festejos. andando com eles no encalço TESEU . como sinos. a Helena do velho Nêdar. responderei plo junto conosco. Lisandro. HÉRMIA . TESEU . Em meio acordado. é isso . as fontes e pássaros do bosque? conhecer Hérmia.' domarei lho matutino. que.) ouvires.

o duque dizer: oh. não lhe podiamescapar.) que os merecia. Caldeira e Esgalgado. glorioso! Oh. pas.) Emcasa de Pedro Pinho BOBINA. porque se as digo EsGALGADO . Na certa foi enfeitiçado. E.Se ele não aparecer.) alhos. Vou pedir a Pedro Pi- FLAUTA . não é? BOBINA.) PEDRO PINHO .Ninguém sabe onde passo por mentiroso. mãos de homem está a voltar dotemploe.apare as unhas para que finjam de dadeiro Fênix.dá seis tostões de renda pelo seu Teseu vez.Parceiros. casaram-se também mais dois mos todos. enfim. seis tostões por dia gos e a comitiva. estamos PEDRO PINHO . (Saem. em uma palavra. não comam cebolas nem umbufão se proporia explicar o que (Entra Esmerado.Não há. que se há de chamar o "So. meu sonho._ seria bem burro PEDROPINHO. o pobre Bobina! ATO V nho que faça uma balada com este sonho. (En- t~mbém. Um Adonis. misa limpa.sabe-se lá o quê.Oh. A quem fosse contar um tal sonho. a dizer o qu~ era. ziada? Por onde andam esses ami- LISANDRO . orelhas de homem ESMERADO. para maior realce. Vou contar BOBINA(Acordando) .) D ou três cavalheiros e damas.mas só um louco ou me Deus. Coma sua vozinha doce Tisbe que não deixe de pôr uma ca- é um verdadeiro Adonis.garras. João galhaços? que fôssemos ter com ele ao templo. Estava. para terem o hálito fresco. e ele bem (Entram Teseu. ninguémme tira Olá.Mas então. nem a sua língua ele. próxima deixa é "Querido Píramo". . ou tal.Não. Fidal- 28 Tisbe. Foi simplesmente o mais talentoso dos os sapatos e vamos já para o palá- umsonho. Hipólita.) guntem quais. cio.) . queridos atores do meu que tinha . Vamos atrás deles e pelo do a Bobina? Ele já voltou para BOBINA . tirando ele. tenho mara- caminho nós contaremos os nossos casa? vilhas para contar. E o mais bem nossa peça teve a preferência. cu pensei que tinha. arranjem bons cordéis para as deixaram-me aqui a dormir. mas umsonho que não artesãos de Atenas. Só lhes digo é que o Caldeira!Esgalgado! Deus me acuda! toda Atenas. Tive FLAUTA . que cada qual repasse o seu há entendimento humano capaz de papel. não é coisíssima nenhuma.Mandaram reca. Uma sala do palácio de da peça para o duque ouvir. sal Bastade palavreado. valha.E Hipólita. Chico Flauta. Arrumem as rou- Foram-se embora sorrateiramente e guempossa dar conta do Píramo. apessoado..Assim foi ele perder uma renda de CENA I seis tostões por dia para o resto da nho de Bobina" porque é todo em. HÉRMIA . para encurtar razões. A minha sevai a nossa peça por água abaixo. mas não me per- sonhos. e pensei FLAUTA . a par com . dia DEMÉTRIO. que eu responderei logo. momento feliz! acordados. Imaginei que era. Bobina. va- jamais provaram. mas que comédia delicio- jamais enxergaram.Bobina! Oh. Se ti- jamas concebeu ou o seu coração véssemos levado a peça por diante Fim do IV Ato foi capaz de expressar o que era o tínhamos a nossa fortuna feita. for a minha vez chamem por mim FLAUTA . coração. e o meu pai CENA II pelo papel de Píramo ou nada. Ele é barbas postiças e laços novos para uma visão das mais estranhas.Onde está a bela rapa- HELENA. (Saem. não. não há duque já jantou. tra Bobina. Que bobinado: e hei de cantá-Ia no final me enforquemse o duque não lhe Atenas. Já não se pode representar. Vamos. tudo. Pedro Pinho! Ó Chico Flauta! PEDRO PINHO . .vida. (Sai. lá PEDRO PINHO _ Ora conta lá. na morte de desempenho de Píramo.Quando pára.Senhores.Eo duque pediu-nos (Pedro Pinho.Deves é dizer um ver. eo que faz de leão não Imaginei que eu era . Olhos humanos Tenho a certeza de que todos vão jamais escutaram. tal qual aconteceu.Impossível..

que mascaradas nos ajuda- uma fantasia tão fecunda. apesar de ser ram ao vosso serviço. restre moradia. "O breve e tédio. sem dú- um vê mais demônios dos que possa presentação. amigos. Vamos. Deve ser alguma sátira cáustica e ser levado a mal. farsa mui trágica". ao figurar-se uma Vossa Graça escolha o que deseja núpcias. pede. renovado. :Hérmia e Helena. Filóstrato. no entanto. E à medida que tendes para esta noite? Que masca. contudo. tão louco quanto ele é o na.) num perigo para facilmente transfor. e um amor sempre . em louvor de Hércules.Mais estranho que verí.não sei de nenhuma tão breve - . Olouco. TESEU . a vossa mesa. mais . incisiva que não convéma uma ce. dessa . trazeí-os dro.E quem são os atores? a imaginação concebe coisas desco. da terra ao céu TESEU . em sublime delírio. rosa senhor. gressei de Tebas vitorioso. . é o que contam estes namora. é testemunha de algu.Aqui está a lista trabalhado com o cérebro e que. que diversão ramar mais alegres. Tem tais recursos a dos divertimentos preparados. possam divertir-vos os esforços des- rente.Que eles acompa- dizer gelo ardente. FILÓSTRATO . cidade e por acatamento nunca pode alegria. grande consistência. Como poremos de dico. Devo confessar que. mar uma sarça numurso. trata-se TESEU.) 29 cidade.Aqui vêm os nossos na. trágica! Breve e tediosa! Tanto vale LISANDRO . ainda mais do que a nós. e esse é o destas horas de tortura? Chamem mata.Estranho caso. logo forja oportador que há ver primeiro.TESEU . HIPÓLITA . de uma peça de dez palavras ao todo danças. nunca um acesso de riso as fez der- vai rolando os olhos. que con. fadas.Vamos então escutá-la. o amante e o poeta toda ela não há uma que seja certa dente das festas? Que folguedos te· nem um ator adequado ao papel. para acalmar a ânsia vida o é. musas chorando a morte do Saber. os meus olhos se ume- descobre a beleza da lendária Hele. Esta já é velha. sos lugares.Aqui estou."A batalha contra os FILÓSTRATO . o vosso acordo semelhante discórdia? fábulas absurdas. TESEU . Não.trágica. que no rosto de uma cigana vi o ensaio. Farsa e dos.Mas toda a história não é digna de vós. cantada ao som da har- HIPÓLITA .deceram de lágrimas e. essas histórias de leito real.Senhor. meu senhor. Ouvia-a de pa por um eunuco ateniense". (Sai Fi/ástrato. que têm um cérebro tão efervescente. meu pa- seus espíritos. e cantaram-na a última vez que re- tão estranha e maravilhosa.Ora vamos a ver. rão a passar estas eternas três horas seguem idear muito mais coisas do e.o que a torna tediosa.Quero ouvir a peça.Não. aqui.) Que a feli. artesãos de de um corpo.noite. rada. e consegue conferir a com algum recreio? Atenas. É que os amantes e os loucos FILÓSTRATO . meu nobre senhor. TESEU . esta não: já a relatei à minha ama- com a simultânea transformação dos absolutamente nada. e o poeta. FILÓSTRATO . e do céu à terra. "A revolta das bacantes ébrias ma coisa mais que de simples diva. Nunca pude dar crédito a essas vossos passos. morado. na. de trazê-Ia. nhem. tornai os vos- rimônia nupcial. puseram laboriosamente a alegria. "As nove TESEU . (Entram Demétrio. anta a' ponta e não vale nada. meu senhor. TESEU . são dez palavras a que vão da ceia ao momento de dei- que a fria razão jamais poderá apre. corações! Tisbe. senhoras. a pena do poeta reveste-as mos o tempo preguiçoso a não ser calosas. pois o que é oferecido com simpli- morados cheios de contentamento e recentemente falecido na miséria". que música? Como enganare. façam pouso em vossos so auto do jovem Píramo e da sua seu. de noite. que até agora nunca tinham um aéreo nada um nome e uma ter. tal como eles a contam. neve prodigiosa . . os e chamejante. E são constituídos só de imaginação: mos emvista? Não haverá uma re. e em tar? Onde está o nosso fiel inten- ender. (Entrega-lhe um pa. basta cismar pel. a não ser que da. quando louco. e vós.Ora dizei. Que nesta peça em honra das vossas imaginação que. medidos que empregaram para a e de como em seu furor dilaceraram gações da fantasia e adquire uma aprender e a cruel fadiga que puse- o vate da Trácia".funcionar as mentes enferrujadas. pois que nela Píramo se conter o vasto inferno. FILÓSTRATO. Lisan. Te.Homens de mãos nhecidas. Centauros. e.

o afeto e a simplicidade. Eu.Este homem está de Leão.de peito . cruel. Pedro Pinho. DEMÉTRIO .e. manchou. feroz é um Leão. não falta leão vai falar. E tomar como certos os 'seus desacer.É da melhor vema ser. Onde os PEDRO PINHO . finalmen. Moralidade. Heis. E esta é a brecha cúmplice. é preciso assim seu Píramo fiel mata-se a mens de grande saber viessem aco. o medo suíocar.) Este aqui com o reboco o muro que eu sou o próprio Muro. O Muro vil e mau que vontade que viemos de mau grado. e morre. já se vos patenteará ou frincha. en. reira. que da.cou o prólogo para a frente como dois amantes vão contar-vos a his- rem-se pálidos. na sua PEDRO PINHO .) te. não para que lamenteis ter vindo que uma noite em que a Tisbe veio hoje aqui. Esta é a tão.nenhum elo mas estão todos em vindas. disso verás. HIPÓLITA . que ho. em minhas viagens. o Luar.Senhores.Desembestou pelo da sua Tisbe o véu encontra assas- tos. Pois que tal era amantes iam ter.eu via-os então tremer e torna. alto e nosso entretenimento consistirá em airoso. um verdadeiro encanto. Perante as falhas de um pobre prólogo como se fosse um potro sel. o Luar e o Leão como para quando tantos burros o fazem! qüência petulante e audaz. meu respeito timorato. Tisbe.basta uma pessoa falar.Se vos apraz. os amantes separa. o prólogo está pronto. nhor. DEMÉTRIO . mister que conheçais da história. de saber. talvez que neste entremez. não viemos mas sim uma frincha no Muro. precisamente o nosso intento. É cheios de lanterna e o molho de espinhos re. (Saem meio a uma frase.) Espantai-vos. talhar curto sem ter-me sauda. Vem o mancebo. essa venda. HIPÓLITA . É de noite.Estou em dúvida se o do.Tanto mais gentis sere. que os pobres miséria sobrecarregada nem o res. no acanhamento de um desordem.Como discorre bem. fracas habilidades. doce amor. e o Luar.sucumbir ao peso do tributo. Tisbe. tória de melhor maneira. O peito transpassando. tal é o verdadeiro em segredo. o senhor! Bem pode um leão falar do que na volubilidade de uma elo. como eu já meus senhores. à sombra da amo- lher-me com estudadas boas-vindas. Píramo. se quereis saber. (Entra Filóstrato. coitadinhos. Este homem com a um semelhante emplastro! princípio do nosso fim. :'HIPóLÍTA.' (Toque de trombetas. nada estão os atores à espera da vênia. de boamente. O ponta coma pontuação. Breve vos cairá dos olhos um tal.Acontece. ver.O seu discurso parecia TESEU . A arga- TESEU .para contentar-vos. senhores. Ao túmulo . voa. ele to. porque era muito bem falante que já se ouviu. então. Ora esse Muro era "FILÓSTRATO. eles não servem para estas coisas.uma cadeia emaranhada.Que dúvida. onde havia uma brecha. E agora.Não gosto de ver a para enfadar-vos não viemos só a medo. o Leão lhes' as ensaiadas falas e.TESEU. o que se faz vado Leão a assustou. com as faces sangrentas o mos agradecendo-lhes por nada. espantai-vos à zer de Muro. TESEU . um certo balbúcie.Muro. E o TESEU . Corre. se· vontade.Mas. TESEU . fazer ponto final em um menino toca o flautim: sons. quem se se. fazer gala das nossas tinham que contentar-se de falar TESEU . pela qual Píramo e Tis- toda a verdade. LISANDRO .ramo.É o tabique mais 30 boas intenções que aqui estamos presenta o Luar. Entra Tisbe.Na verdade. Eles com seu mister vão para encontrar a Píramo. OLeão. lia tanto e mais gue? (Entram Piramo e Tisoe. massa e a cal estão a demonstrar Pedro Pinho para dizer o prólogo. dama de formosura rara. E acredita. meu amor.Disseram-me que demonstrar-vos já.que seja com medida. sinado.mas sem compasso. Já lá Nero para lá namorar. A meu uma pantomima. vou fa- filais. disse. E ao descobrir Deu-se. Alevanta a lacerante lâmina zelo. o mal- ..) O MURO . de olhar ao mérito mas à intenção. uma alma nobre não deve vagemque não pára no ponto final.Qse se aproxime. Caldeira que nunca tal fez. o Muro e os e. e na fuga deixa cair o manto. quele silêncio eu extraía as boas. be às vezes iam cochichar. Este bicho I ' . Este homem é Pí. meu nobre senhor: não tanto transtornado. . dizendo menos significam que a pantomima vos surpreenda. E através de amantes vão falar.

ta.Não está em quarto tas vezes.Os cornos.TI eu. TE5EU . Quan. Atra. rubim beijaram tuas pedras que o HIPÓLITA.Nem Xéfalo amou não sou leoa nem leão. (Entra Tisbe. Como Lisandro eu sou cons.) tão absurda.Não devia. DEM~TRIO . por DEMÉTRIO . me enganares aSSIm. e PÍRAMO .Oh muro! Quantas vezes TESEU.Lá estarei. . não teus lábios de mel.É a fera menos (O Muro levanta os dedos aparta. a troiana amante. temo que a Tisbe falte à pro.PÍRAMO.Este leão é uma ra- Os deuses te protejam. ai de PÍRAMO . noite. sau.Como! Abateram o TESEU . (Sai) comporta juízo. um homem e um . raposa. tão fiel quantovendo um leão feroz rugir no seu dia está pra ir.Parece-me que o muro.Oh. Para ver TESEU _ Se os imaginarmos que na lua se costuma ver. Tisbe! passar por muito bons.Sim.Ao túmulo de Nero LISANDRO . obrigado. fera que eu já vi. que se- amorosa como ela. ser a vossa imaginação e não a o astro lunar. e pra lá vou agora.E tenho a certeza de . (Entram o Leão e o Luar. meu senhor. senhor. ai de mim. frincha pra eu dar uma espiadela. cortês. não. com a sua obrigação. meus lábios de ginação as emenda. vés de ti não enxergo o céu.Entrevejo uma voz: é deles. I O LEÃO. dos. te! Ai de mim.Beijo a brecha. piores. '.Pensa o que te aprou.Não. muro ramo e Tisbe. noite horrenda tante. Aí vêm dois todos. aqui viesse com más intenções mi- messa de vir. TESEU . tostões.ser leão.) malvado! Maldito sejas. TISBE . Mas que vejo eu? TISBE . TISBE. agora.) I o homem na lua? ' 3i meu amor. Oh muro. paras o meu do jardim do pai dela. senão como há de .A tua Prócrus serei. acon- tecerá tudo 'certinho. tal qual eu HIPÓLITA . mim.E que remédio. ai de DEMÉTRIO . Mas deixemo-lo com o seu vidos! juízo e. 'venho a ser o homem Tisbe. Nunca ouvi peça O LUAR. Oh.O Muro já cumpriu porque uma raposa porta um ganso. Mostra-me a tua brecha deste muro cruel.nor ratinho monstruoso. Ohomem devia estar dentro TISBE .Ah. gentil irás ter à uma hora? posa. ' serido sensível. eu. Helena. que vens sempre quando o TISBE . noi. quanto PÍRAMO . cha: Vossa Graça já vai ver.As melhores coisas nes. nha vida não valia sequer dois muro! muro gentil. noite" ch. senhores. (Saem Pí. dosa do seu Píramo querido. de profissão marceneiro. "Por me anganares assim" DEMÉTRIO . O MURO.Esta lanterna figura disse.) PÍRAMO.Meu amor! És tu o nobres animais. Sabei que eu sou um tal Es- merado. muro. quando os muros têm ou. não o serão tanto se a ima. to ao juízo.Esta lanterna figura apartamde mim. sem fim! Oh. segundo penso. com a vossa permissão. te gênero são apenas sombras e as tê-los na cabeça. TESEU . quanto à coragem. . pois este amor imenso é todo o coração medroso à vista do me- teu. TESEU --:" Píramo aproxima-se PÍRAMO. meu muro entre os dois vizinhos! que o seu juízo não comporta co- senhor.t: uma fera muito man- mais uma vez. Comseus cornos.Nesse caso terá que O LUAR. e um ganso. beija-me pela TESEU . E retira-se ao passo que a sua coragem não TESEU . quan- A Tisbe não vejo no jardim. Porque 'se mim. ragem porque o ganso não porta a é:'a deixa da Tisbe. crescente. Ela vai entrar agora e eu vou espreitá-la pela frin.vamos escutar a lua. furor. muro. tanto a sua Prócrus bela. por isso não se vêém.Senhoras. Silêncio! (Entra Píramo) ver. deveria replicar. Vou para o muro. oh muro. Oh muro sempre amável! ainda PÍRAMO . devia escutaste o gemido de Tisbe.de puro. o astro lunar. querido TISBE . mais não haveis agora de tremer e escura! Noite negra. viva ou mor. da lanterna. Com seus cornos. se ausculto ao longe o seu rosto como eles Se imaginam poderão I TESEU~ Este é o erro maior . se vos bate do muro. sa e conscienciosa.

Bem rasgado. ramo. leão. Mas silêncio. ma vez. como mulher .Oh Natureza. la-se. Lágrimas correi. Oh bichaninha amada! I mas.Prossegue.Com a ajuda dum ci- de esperar que acabe a sua revo. se Tisbe. lua. meu amado ardente e fero? criaste uma tal fera. aí uma pessoa.Meiga lua. (Morre.O que tenho a dizer Amassai. morto. cegai. (Apunha. Vai esconder teus olhos rEntra Píramo.Um tal arrebatamento das estrelas. (O Luar retira-se. agradeço. sai. vejam. Teu nariz de cereja. ai de mim.Ora aqui está o túmulo do velho Nero. leão. tudo quase que bastavam para entristecer HIPÓLITA _ Para um tal Píramo isso devia estar na lanterna porque tudo está na lua. TESEU .E aqui vem ela com Espada fendei as suas queixas.. Morre sem mais não. (Tisbe que é. estais a ver? Mas nem isso.Deus nos acuda! foge.Oh. DEMÉTRIO.) Do lado onde a trote Oh morto. Lua.Deus nos livre! .) ela que era a loura mais lo~çã. a lua brilhou muito.) já está a ficar queimado.Nesse caso. pode ressuscitar e vol- lução.) Morto. DEMÉTRIO _ Um átomo faria TISBE . Oseu de- e a morte duma querida amiga já sespero terminará a peça. . Vinde Fado algoz! I tal' a sua asnce.Bem luzido. es- vem Tisbe. De Píramo o seio.Não ousa meter-se Espero. Dormindo. Aqui toda ensanguentada! I rurg~ão ainda.. é que é. não.E então veio Pí. assim fugi Um túmulo mudo LISANDRO . Onde anda agora o PÍRAMO . ai de mim. minha flor? (O Leão rasga o manto de Tisbe . LISANDRO . DEMÉTRIO . este leão que se Píramo.E eu estou a ficar Oh deuses. por tão clara brilhares.) Minh'alma o correu . Senhor? DEMÉTRIO . (Entra Tisbe.Este Píramo é real- HIpÓUTA . porque está morto. luminosos. o desespero não deve ser muito.Bem rugido. fala. meu amor? Bate o coração Oh Píramo. "videlicet".) HIPÓUTA . temos A tua veste melhor I TESEU . por dever de cortesia. com aqueles seus olhinhos doces. Amantes.Como foi o Luar Parcas de aspecto feroz.Ora este meu cora. por que pender a balança: qual será melhor. DEMÉTRIO. luzes está em quarto minguante. oh dor. te os teus raios solares. estás surdo? DEMÉTRIO . olhos radiosos.A julgar pelas poucas Como pode isto ser? I não é nada. Para o empíreo céu. Pois Lua voai. Teus lábios liIiais PÍRAMO . Que vejo. Lua. TESEU .ela O LEÃO (rugindo) .) Teu rosto de limão: 32 aos teus raios dourados. O fio da vida cortai. morre. Agradeço-te. HIPÓLITA . morre. cansada: se ao menos houves~e mu- dança de lua! O que é este horror? I ! LISANDRO _ Um asno. morre du- dentro por causa da chama. este molho' de espinhos é o meu molho [matai! I TESEU _ Vai desrobri lo à luz de espinhos e este cão éo meu cão. Coração parai. ção! Estou até compena do homem. TISBE - Realmente. .Oh suspiros e ais - Língua. olhai. realmente. que assim seja . concluí e I encontrar o seu amado? é só Que esta lanterna é a lua.. i desaparecer antes da Tisbe vir e O LUAR . Olhos. Fala. a LISANDRO _ Ela já o enxergou DEMÉTRIO .E o leão sumiu-se. olhar de Tisbe os i Morre. pero é que seja breve. 'fEsEU .Oh lágrimas e abrolhos - Já de lés a lés. de pé! TESEU . massacrai. mais viçosa rosa. ele como ho- ceifou minha Tisbe formosa? Ela mem . mente um ás no morrer. Do lado canhoto. Cá vem ela. Assim morri.Bem corrido. HIPÓUTA . Tisbe.

) Alín. aproxima. • I • ça d o soI segUln ha mnguem a censurar. I me a frente com a vassoura para Venha a casa abençoar. E semsinal agoirento. na ver. I triple Hécate e fugimos da presen- quando os atores morrem todos nao ' d~o como cs so. fa- Sem verruga ou cicatriz. coma liga de Tisbe. fe.: dançar I ' i o seqUlto. transpassai E até ao romper do dia Este meu peito fido! (Apunha· CENA 1/ Por toda a real mansão la-se) Dancemos com a mão na mão. Que o senhor destas moradas Mas vamos à bergamasca e deixemos trem Titânia. Quinze dias Alegre sobremaneira que as três irmãs irosas.. exausto do seu árduo labor. o_vosso auto não carece de das. hora em que na lareira os tições Uma ventura sem par. As nossas rondas aladas. que acompanhamos o carro da justficação.. I t d t' f 't nhos. Oberon e I quanto agora prolongamos o serão. nem um gemido! Este lar.) (Cantam e dançam.) E vós.' O dia do nascimento. (Entra Puck. Cada qual com o seu hino bela tragédia: e assim foi. abençoei-o. Leão para enterrar os mortos. Mendaram. Vinde todos par. I Conceda apenas beleza da nossa companhia? I I À prole que deles nasça. Gentis ami. E nós. adeus. vao I • - ! Seja sem tara nem jaça. Fim da Cena I do V Ato Língua. E nada de desculp~s.Restamt o Luar e o Do augusto leito nupcial. o epílogo em paz. E nós. TESEU . Vamos todos augurar I I I na. dade. Por minha ' . e notavelmente representada. Ó na· morados. I enquanto o lavrador cansado resso. ~av~r. É a hora dançar uma berga~asca por dOIS noturna em que se abrem os túmu. I Que todos os três casais não: o muro que separava as duas rão. desta. (Dançam. Assim Tisbe se vai. (En. OBERON- Adeus. Os punhais. O melro. que ele está morto. ao es. adeus. OBERON . (Morre. prolonguem o seno. los e os espíntos. Ao nosso reino do ar. Temo que na manhã que se Que o fogo está a se apagar. ou v~r cutar o pio da coruja. Inundai de luz a casa Vamos todos regressar das. BOBINA. tanto Acorrei eIfos e fadas A voar. Não corta o coração? Comtoda a sua boçalidade esta far. garanto-lhes que consumidos deitam um último ela.) Tenha paz e alegria. como na roseira Tinha as faces viçosas o lento avanço da noite. Tornando um dia feliz . de dor lembra-se do sudário. (Saem Titânia. os elfos e as fadas. hão de durar as comemorações. já é quase a hora das fa. gua de bronze da meia-uoite bateu Sob a cinza dorme a brasa: Antes do romper do dia doze badaladas: para a cama. teria sido uma . I Sejam em amor leais. escapando. . agora folgamos. :É a À descendência real DEMETRIO . :É a hora emque o leão Apartemos todo o mal faminto ruge. com Cantem todos o reírão' As sangrentas harpias festins noturnos e prazeres sempre Que cortaram por fim TITÂNIA- renovados. ~praz a Vos. TESEU . E que a mão da Natureza sa Graça escutar o epílcgo. vamos deitar-nos.E o Muro tambem.Não. Chorai.) 33 . sa serviu para nos ajudar a esquecer Pulai.Nada de epílogos. (Saem todos. se o au or a peça ivesse eJ o J • ( v Com o orvalho matutino o papel de Píramo e se enforcasse Nem um ratinho perturbara a paz J Consagremos este lar.) A trama dos seus dias) Em cada nota um gorjeio: Venham agora a mim. e o lobo uiva à lua. Oberon e o séquito. ficai com Deus. Aprendam a melodia. casa abençoada.) Pocr . varrer a poeira atrás da porta. a escundao. por vaguear nas alamedas. gos. E duma canção Como a couve do horto. e o infeliz que jaz no seu leito I famílias foi-se abaixo.

I Fim do V Ato I I l° I 34 . E eu. ! Peço que aplaudais comigo. que espíritos somos. o Puck travesso. Se a miragem transitória Serviu para entretenimento. PUCK- Se nós. Faremos coisa melhor. . pensai Que apenas um sonho fomos E que a visão já se esvai. i Se me tendes por amigo. Com o tempo. A trama leve da história Perdoai-nos. Como sou o mais afoito. Se nos dais vosso favor. Vos ofendemos. Desejo-vos boa noite E de todos me despeço.

Uriano Mota de Santana. de Andradina. Dejair Cardoso da Silva (que acaba de ganhar. São Paulo. com Nelson Rodrigues e o Fato do Palco. Dejair Cardoso da Silva. por Natura. bem conhecido no meio teatral scb o pseu- dônimo de Luiz Sorel. tiveram textos de sua auto- Augusto Boal. pela segunda vez consecutiva. e os outros são sim na medida do possível ampliada. 100 mil e 80 mil) são do Rio. pubJicaao em outubro do ano passado no Jornal da Tarde. 14-12-81). em segundo lugar (prêmio de Cr$ 200 mil). de São Paulo. do Rio. Luiz Peduto. com Nascimento dos Maus Elementos nas DOS JORNAIS Terras de Degeneração. das Faculdades Integra- ' O mais importante dos seis concursos. júri. destes. Lenine Fiúza Lima. e oterceiro. el cional promovido pela Prefeitura de Guarujá). vencido por Lúcia Maria Mac DoweIl Soares. com Num Fio de Linha. com a respeitável do- dos concorrentes cariocas. e de Renato de Assis Fortes. Os prêmios têm o mesmo valor dos do' Concurso de Monografias. tam- atual edição é seguramente a última com a chancela do SNT. no valor de Cr$ 80 paulista Dario Uzam Filho em terceiro (prêmio de Cr$ 150 mil. de Recife. um é do existe uma provisão orçameniária intocável. coube fan Michalski a um inveterado colecionador de prêmios e vencedor do mesmo concurso no ano passado. com Tietê Mais o Riacho do Rabo em Pé. 35 . Mas os vencedores dos cinco concursos Antônio Carlos dos Santos Carvalho o primeiro prêmio do Con- já são conhecidos. da UERJ. de Brasília. e a sua lista revela um apreciável pfedomídto curso Nacional de Dramaturgia Infantil. o concurso de âmbito na- Só resta torcer para que a tradição não seja interrompida. nos quadros do futuro de Aleoc Leão Flores. cuja colocado. para as quais seminário a ser especialmente organizado. Luiz Peduto. com Os Centros Populares de Cultura: Momento ou Modelo? Todos os concorrentes premiados (com Cr$ 120 mil. o Serviço Nacional de selecionou 10 outros textos que serão lidos e discutidos num Teatro vai liquidando as suas tarefas rotineiras. a sergipana Aglaé d'Avila Fontes de Alencar. com a também carioca Eliane Ganem Uma das exceções aconteceu no Prêmio Van Jafa de Jor. por O Senhor Quer Fazer Amor Aqui em Casa?. O júri Instituto Nacional de Artes Cênicas. Em segundo lugar colocou-se a dupla carioca Marilda Kobachuk e Diana Ribeiro. com o qual assina os seus trabalhos como diretor e ator. cujo primeiro e único prêmio. da Hélio Alonso. da Escola de Música da UFRJ. de Aleir José Dias. e em terceiro o também carioca An. venceu com a peça Querido Papai o Con- CARIOCAS DOMINAM CONCURSOS NOSNT curso Nacional Universitário de Peças Teatrais. vencedor. tação de Cr$ 250 mil. tônio da Costa Leal. de Roberto José' para Adultos. Oautor premiado estuda na Faculdade de Letras da UFRJ. a paulista mido. e Henrique Pedro Queirós Veludo Gouveia. com Faustifio. da UERJ. do Centro de Artes da Uni-Rio. (Extraído de O Jornal do Brasil. pela peça Maria Língua de Trapo. No Concurso Nacional de Textos para Teatro de Bonecos o primeiro prêmio foi atribuído a uma veterana batalhadora do teatro popular nordestino. e o nalismo. a peça Histórias de A-Aya valeu ao carioca para o próximo dia 15. de Cr$ 80 mil. Os cariocas ensaio intitulado Opressão. Prisciila Barrak Ermel. com um trabalho intitulado O Teatro Político do Arena e de Guar- nieti. nada menos de quatro são do segundo ram com destaque os seus tradicionais concursos anuais. e a divulgação dos resultados estão em princípio previstas Finalmente. bém. e o terceiro a Gilberto e Maria Helena Kuhner. e mais quatro textos foram selecio- nados para leituras públicas. . de Eliezer Moreira da Silva INACEN. cabendo o segundo lugar a Ângela Leite Lopes. Osegundo prêmio. o mineiro Aloísio Rocha Cardoso c Trata-se de uma análise bastante polêmica das teorias de Valnir Farias Pasquim. ainda não chegou ao desfecho. fazendo jus &0 prêmio de Cr$ 100 mil. sendo que Ângela Leite Lopes está atualmente fazendo pós-graduação em Estética Teatral em Paris. O domínio carioca foi completo no Concurso Nacional de Monografia. coube ao jovem crítico paulista Edélcio Mostaço. a Adelino Sérgio Campos Enquanto se prepara para a sua transformação efetiva em de Seixas. o de Dramaturgia das Rui Barbosa. Mauro José Sá Rego Costa e Maria Helena Kuhner. da UFF. de João Pessoa. de Cr$ 60 mil. Neste setor figu. A reunião do de Oliveira. seus autores são: Olavo Rodante. o Mito Oculto do Teatro do Opri. pelo mil). ria selecionados para leitura pública.

cheio de longos tazes. umenorme cupido. enquanto os rapazes dançam desafiadores. Depois. o seu primeiro mara- visão. Ora. car. como se abraçam e rolam pelo chão à gargalhada. se passa: casamento às escondidas. E assim. quase sempre. equilibram apenas múltiplas sugestões e enquadram-se na idéia do espetáculo. a Julieta de Judy Buxton é terna. ao texto a violência da adolescência que descobre o amor seu guranças. muito coloridas. quando esse Romeu 'ameaçador encontra a sua Julieta. brusco. uma iluminação prodigiosa. com grande simplicidade.000. separação. se. os lugares da ação. depressa andam à pancada. já que parte No baile dos Capuletos. jar a peça de toda a convenção do teatro romântico. de motociclista. programas ilustrados. A RSC é a maior companhia do mundo. nem antigos nem atuais. que afugenta as raparigas. E é também qUletar as ruas daquela Verona. venenos. decidiu despo- "('putações solidamente estabelecidas não raro produzem tre. Um jogo sutil de portas e volumes.531. tema essencial. postais e toda uma série: de documentação sobre a sua beijos e abraços. e das casas sempre esgotadas. tando Nicho/as Nickleby. espetado num pau. um espetáculo de oito horas e meia. a ceiteu: de um grande encontro Os rapazes transbordam de juventude. Os figurinos de Nadine Baylis. represen. empunhando mocas (em vez de espadas). Se muitos autores de várias épocas e nacionalidades são Num frêmito de indomável juventude. balha mais gente. no enorme Royal Shakespeare Thea. Em Lon. cuja despesa. Mas não fica por aqui a vitalidade da RSC. pelo contrário. como a janela de Julieta é de tabui- presas. marcam. como seu espectador de lutas das duas famílias rivais. Muito aliciante atividade. The Warehouse. a RSC Lesser. 36 tinua o seu fim último e razão maior da sua existência. Apesar de tanta atividade. tudo isso surge como uma imensa brincadeira entre dois ado- . quem viola todas as regras. vestem de couro e teatral. o risco e o imprevisto. com apresenta o seu repertóriô simuTtaneamente em quatro teatros. sendo ainda habitual vender espetáculos para a tele. na temporada de 1979/80. dedicada a novos autores.500. apenas interrompida por Vitor Pavão dos Santos um intervalo. Fica-se Como o subsídio governamental. enquanto apresentar trabalho perante um grande auditório. talvez mexicano.00. Assistir a um espetáculo da Royal Shakespeare Com. Vamos até lá? A fúria da juventude Este Romeo & Juliet decorre num espaço fechado. tudo o que depo's representados çela RSC. S. embora arrogante e algo infantil. O clima é duma sensualidade muito envolvente e primitiva. ao nível da rua. a oportunidade é boa para conhecer o Shakespeare dos anos 80. com um desmedido sexo arrebatou todo os prêmios grandes da crítica teatral. Mesmo assim. Por con- dres. longa data e. que tem aqui a sua primeira oportunidade de fascinante pode acontecer onde menos se espera. fazendo ondular. poucas. sem que uma palavra seja mudada. qualquer coisa como Cr$ 1. é logo também físico. como neste outono. É porém Romeu. foi de 5. produzir filmes. muito bonita. vilhoso encontro a sós. lutas. durante três horas. que flui. do Arts Council. diretor do teatro-estúdio o teatro é. além das somas guardado durante tanto tempo as convenções impostas pelo avultadas de bilheteria. que nunca muda duo Em Stralford-apon-Avon. cordas substancial da companhia se encontra na Broadway. nhas e abre diretamente. uma espécie de pátio colonial. sempre sobressaltadas pelas a melhor. fato de couro negro. O espetáculo mais de Stratford.861 libras. torna-se tão vulnerável quanto antes era arruaçeiro. dando pontapés com as suas pesadas botas tre e na pequena sala experimental: The Other Place. existem algumas. em cena no Aldwych. a RSC conta. cobre até surpreendido ao compreender como a cena do balcão tem apenas um terço destas despesas. saltitante. Aqui. adaptado do romance de Charles Dickens. ' pany (RSC) é. em que eles se conhecem. Isso posso eu afirmá-lo. editar livros. mas atraente na sua agressividade. como durante quase todo o ano.000. de enormes flores de papel. no vasto Aldwych Theatre e no espaço mais reduzido de traste. tal como o interpreta o jovem Anton Neste momento. com subsídios de bancos e grandes em. o teatro de WiIliam Shakespeare con. a companhia tem duas das mais célebres peças do seu patrono: Romeo & Juliet e Hamlet. o ano passado. assíduo. Quanto ao encenador. barba de dois dias.REL:t:. Ba~ta vê·los para pressentir quanto a sua presença deverá in. pretensamente assustadas. São os números que o afirmam. que. as receitas da bilheteria não chegam para assegurar o Iuncio. simples. quanto possível. C. teatro romântico. a tragédia de Shakespeare adquire uma terrível e nova intensidade. aquela onde tra. sem que nada na peça seja distorcido. Ron Daniels. cujo lucro é considerável. caem sobre a cena. desenhado por Ralph KoItai. também. rante toda a peça. • namento da companhia. Desordeiro. restituindo mendas decepções.::::_ _ :=::::tE _ o"MILAGREII DA R.

turamente marcada. teatro e representado por aquela mesma ccmpanhia e que me Valorizando com rigor e invenção o texto e o ator. 37 . Desde logo se adivinha que será com uma grande eco. íntimo e penetrante. vestindo camisa branca. que os amantes de o elevar. num Horatio exemplar de lealdade. Tom Wilkinson. mas Michael Pen- que apenas a morte a consegue parar. Além. muita organização. está longe de ser frio. ergue-se um grande estrado cinzento. onde os amantes jogam o seu último jogo e botas pretas. Quando trabalha. Alto. alegre no duelo final com Laertes. atual. de tão claro. numa rainha sensual e sem saber bem o que se passa à sua volta. (Extraído de O Jornal de Lisboa. ansicso por conhecer como aparição diabólica. ser o definitivo. de agora. este Hamlet sempre consciente e angustiado. como tomado pelo prazer deira. ao qual. corpo-a-corpo ator-público por vezes difícil de suportar. escolar de barba por fazer e óculos redondos. num coveiro inte- grado na rotina. naquele mesmo conhecidas de todo o teatro universal. um olhos. fazendo interferir os clássicos na vida. Embora talvez não haja na Quando interroga o fantasma. decorado apenas com umas luzes de vigia o rei. trocando venenos. mentos essenciais à ação: bancos. tado no momento. Embora racional. E quando vem à boca de cena. de muito talento. nos braços de Horatio. aquele efervescente convicto que se hesita em acreditar se não terá. encenado pelo consagrado John Barton e dee. sobre o qual se dispõem alguns ele. o monólogo tão conhecido parace estar a ser inven· frio e racional. máscaras. irão reagir perante os vários episódios da tragédia. e pouco quem compreendeu de súbito todo o jogo. com David Warner no protagonista. Quando se faz passar por louco. Barbara Leigh-Hunt. David Waller. numa Ophelia belíssima e moderna. "the rest is silence". muito especialmente. que mergulha na loucura como poderia prender-se ao hábito de uma qualquer droga. os pareceu.trabalho. que come uma bucha enquanto amontoa as caveiras. durante quatro horas. de fato. este Hamlet. um candelabro. jeails de veludo soléu dos Capuletos. nington é um Hamlet tão absorvente. do jogo. Morte aqui significando muito o fim da adolescência. durante todos estes anos. como que aca- John Bury. É frenético quando No palco todo negro. um pouco apenas com uma silhueta fim de século. uma cadeira. mais. adquirem um inesperado significado. e subitamente ensaio suspensas. caem sobre o nau. e como num improviso. desenhado por tornar transparente e inesperadamente moderna. num Polonius um tanto burlesco. as palavras finais: as espadas. nomia de meios que. a jovem Carol Royle. começa a dizer: "To be ar nol fôlego ainda mais vibrante percorre o Hamlet. sempre buscando público. num ples: muito estudo. jovem mas com uma carga prema- ·\ Grandes flores de papel. é tão aquela Julieta e. comos atores. Brincadeira tão alucinante Estes são alguns do conjunto magnífico. em 1965. assisti. destacam-se. apoiado apenas na palavra de Shakespeare e na obras do passado. olhando o público nos Se este Romeo & Juliet respira tão intensamente. equilibrando o rigor e a público a tragédia do príncipe da Dinamarca. patética e indefesa na sua sinceridade juvenil. louquecido. uma mesa com A sua morte. também muito humano nas suas breves alegrias e êxtases. E o segredo deste "milagre" da RSC é sim- presença física dos atores. nhado pelo mesmo Ralph Koltai. que domina toda a peça. emoção. sabe tanto do ofício deles. muito em especial. louro. muito. encenadores da RSC criam uma comunicação enorme com o Porém. delirante no enterro de Ophelia. uma taça de venenos. 13·11-81) . uma peça com 380 anos e que é das mas mall. sem. que todos os outros in. algumas interpretações notáveis pela sua no- vidade: Tony Church. E outra vez o texto se ilumina. muito inclinado. o Hamlet angry bada de escrever. ter aprendido a jogar. esse conjunto que consegue de um outro Hamlet. demonstrando a força do teatro. esguio. despojado de todo o a experiência de hoje para desvendar novas perspectivas às decorativismo. é mortal. no grande conjunto da RSC em força. é ainda mais avassalador. • Usando fatos sem época definida. en- Romeu. que faz ressaltar nota Um tremendo corpo-lI-corpo velmente a idéia do teatro dentro do teatro. lescentes Que descobrem o amor. a armadilha teatral para o rei. desta vez cenário e figurinos. o fim da térpretes parecem dele totalmente dependerI apagando-se para descoberta dos grandes mistérios da vida. e. encenado por Peter Hall. se transmitirá ao Uma interpretação de arrasar. de uma cortina para quematrás dela necessite esconder-se. agora negras. mas que só é possível brilhar tão forte quando inte- Devo desde já dizer que guardava muito forte a lembrança grada numa grande companhia. no entanto. aparentemente to be". usando novos caminhos. fá-lo com tal dúvida que sala quem não conheça o desfecho da peça. Verona querem beber de um só trago. punhais e palavras desencontradas. o público fica se fica sem saber se aquele será mesmo o velho rei ou uma preso desta fúria de juventude. dos sixties. buro- crata demasiado dedicado. impondo a sua realidade. de ma.

uma experiência de magia e alegria. Obrigação. de The "Quinze anos em teatro. cionando. com possível crueldade. espalhadas pe- las paredes. mas ninguém. de uma escola de teatro de uma universidade estrangeira. em 1951. Muitos con- juntos se fundaram nesse curto período. descerá do urdimento um painel com fotografias de cenas das muitas dezenas de espetáculos que . muita coisa bonita No intervalo de um ensaio de Os Cigarras e os Formigas se projetou e se executou. de gosto que é uma mado no palco há vários dias.somente esse arbuto de nada. na época. colaboradores. os antigos poderão rever nostalgicamente. será maturgia empolgando o espectador. uma foto de O Boi e o Burro a Ca- minho de Belém. passaram pelo palquinho do Patronato da Gávea. É como a infra-estrutu ra Se 15 anos de continuidade de trabalho já podiam ser con. com particular emoção. no contexto atual do teatro bra. de P/uft das Gcisterlein. Maria Clara é a culpada. temos a nossa sala de ensaios. para cada um deles. me pedindo. É. uma lição de vida. Temos o nosso ateliê de cos- gostosura. suas origens despretensioso trabalho iniciado." tura. para os assinantes das cadeiras cativas. uma façanha. na Rua Visconde de Piraj á. grupos não têm é a nossa casa. numa versário. caíram da nos acessórios. que estão sendo freneticamente confecciona- os conjuntos. Tablado adiante. qual o santo que resiste? Se Liltle Blue Hotse. • o TABLADO. Em 30 anos. mostrando a impressionante irradiação internacional desse nas Em 1966. com todas as instalações necessárias. bonitos e esbel- tos eles foram naqueles bons velhos tempos. depois de tanta colheita de frutos.Maria Clara serve chá com biscoitos aos seus à passagem do tempo e à variação de condições econômicas. que siderados.cuja pré-estréia. mas . da fidelidade a 38 letra diz: uma idéia. nização carioca daquele tempo continua a existir. nada resistiu quinta-feira . dá uma olha- técnicas e culturais em três lustros: o teatro avançou. dos. 30 ANOS O Tablado. cuja blado é também fruto da minha tenacidade. todos já desaparecidos: Paulo Padilha. Cartazes das produções do próprio Tablado. muitas e muitas outras fotos. um fenômeno quase sobrenatural. . um preparo para uma futura profissão. que lhes mostrarão. recusando alugar o espaço a outros grupos. em que ninguém fazia como ~ste que muitos grupos se desfazem. Carlos Drummond de Andrade escreveu no Correio reunião de amigos na histórica .estes se substituindo a cada ano que passa.e há vários anos desspa- da Manhã: tecida . Por ter este sileiro. e até mesmo um alguém consultar os jornais de 1951 . um grupo estável Iun- tam agora parecem constituir. Você vê: para esta fé. o Tablado Está fazendo 30 anos de vida e emoção. de Maria Clara Machado. em que trabalhar no Tablado foi. os tabladianos que já se foram. quando aí/ligas do Tablado assistirão a uma apresentação da peça Os sei que há tanta gente precisando. a culpado. e fala do segredo da longevidade do Tablado: panheiros . sempre tem. os 30 anos que se comple. houve grandes momentos de dra. como é triste mas natural. tenho a obrigação de levar o bem merece ser comemorado com uma festa toda especial. não nego que essa longa vida do Ta- apoteose final uma canção musicada por Ubirajada Cabral. Um fenômeno que privilégio que o acaso me deu. Cartazes de La Bruxita que Era Buena. com saudade. alguns com cores j~ desbotadas pela ação do tempo. uma iniciação artística. tendo como vantagem da casa fixa. os antigos não deixarão de relembrar também. Maria Clara Machado mostra. cuida do pé torcido de uma atriz. Fora desta Cigarras e os Formigas. Na sala ao lado. estão presas nas paredes dezenas de Uma plantinha frágil que virou árvore cartazes. Mas também fan Michalski cartazes de montagens estrangeiras das peças de Maria Clara. um aprendizado de convívio em grupo.por falta de um lugar fixo blado . paralelamente aos cursos. culpada! Ao mesmo tempo. inclusive. o quanto mais jovens. quando todos os antipática. Emílio de Mattos e Napoleão Moniz Freire. 1 Junto com as fotos. Somente a plantinha frágil de Clara e seus com. a lista dos mortos foi·se tor- nando cada vez mais extensa. Revendo as fotos. de passar às vezes por como acontecerá na próxima segunda-feira. .casa do escritor Aníbal Machado. na qual estão reunidos os seus três protago- nistas. verá que nenhuma orga- indecifrável cartaz russo do O Rapto das Cebolinhas. quando o Tablado comemorava o seu 15Q ani.Uma coisa fundamental que nós temos e que os outro) com um grupo de fiéis visceralmente ligados à sorte do Ta. continua vivo e verde que te quero verde: todo aberto em peça que vai estrear quinta-feira nós já temos o cenário ar- flor.

Prova disso é que os Cademos de ainda esporadicamente. que não ao mesmo tempo. O que sustenta mesmo o Tablado. Só música é de Ubirajara Cabral. essencialmente. em Ensina·me a Viver. os figurinos de Kalma Murtinho. com direção da autora. come- história de 1951 a 1976. não tendo que fazer nada . Depois de 30 anos dessa Gaia. Ricardo Kossovski. e que só agora. inagurando a sua sala completa. Hamilton Vaz Pereira. Maria Clara quisesse chamar a atenção especialmente Ensina-me a Viver a São Paulo. Toninho Lopes. tia. . pe. e aparecia a sua formação. Inês de 'leres. às vezes. Maria Clara algumas responsabilidades adiante. setembro de 1981). Para a sua montagem. à margem da evolução. em caráter permanente. E todos eles continuam vindo ao Tablado. Mas com uma aparência de conservadorismo: o Tablado tem. Quando chegam ao ponto em que começam a evo. Maria Clara tem uma responsável por todas as decisões. seríamos apenas uma entre mos tempos receberam a sua formação básica aqui dentro: 40 opções que o público tem. no teatro carioca? Dulcina. sistemati- aqui é. lançando o bonito álbum que conta a sua ao palco do seu ninho trintão. primeiro.Foi um momento de muita alegria e excitação para 30 anos do Tablado. montava.Talvez se possa dizer que Maria Clara tenha ficado além do papel. muito nuutiarc«. Por outro lado. contrariando 39 . Daqui a pouco vamos ter aqui 10 pecinhas. chega mente reformada. sível entrar nesse tipo de concorrência. deixou de fazer um trabalho fecundo para todas as transíor. sempre. Vicentina Novelli. nem me lembrava como é opinião bem firmada a respeito: bom ser atriz. mas isto não empregados. Agora. Janser Barreto e Ernesto Picco!o. Como se. no teatro profissional. mesmo já fazendo teatro infantil.no total. Sura Berditchevsky. F/ora Sussekind E como foi que a experiência de Maria Clara como Maud. de temos é um privilégio. na festa de comemoração dos . repercutiu na vida do Tablado? Quem olhasse para o teto. inquietos com o que poderia para um de seus personagens: o do menino que. mas não posso deixar de ter luir. A . representadas pelos alunos dos (Extraído de O Jornal do Brasil. inclusive no seu setor de cursos. Istava cansada de ser tudo que ficou à margem do fluxo das transformações. mas o Tablado. Economicamente não seria pes- Ivan de Albuquerque. além do Tablado. como Mourthé. cada um dando o seu toque diretorial próprio. e os pés na terra. Um Tahlado 011 de se aprende a veJar lia cacunda do vento tade de fazer um papel aqui dentro. ser confundida acontecer com a montagem de Os Cigarras e os Formigas. é mesmo o teatro infantil. telefone. de \Volf Maia). uma certa imagem de uma instituição gosto. os cenários de Maurício Sette. de antigas montagens e dos grupos formados por ex-alunos do mo para o profissionalismo. E sabemos Teatro que o Tablado edita há tantos anos publicam sempre que se um dia as coisas ficarem difíceis. vão trabalhar lá fora. Posso pensar nessa delegação de Bernardo Jablonski. Estou peno sando nisso. grandes textos de teatro para adultos. podemos sempre re- textos dos mais importantes e revolucionários teóricos e peso montar o Pluft . cinco espetáculos em cartaz. uma só pessoa acompanhou a evolução dos tempos. porque o Tablado está agora muito bem es· do Bruno. Neuza Caríbé. temos de pagar certa forma ainda se consideram daqui. a coreografia de Cláudio manter fidelidade ao seu dia-a-dia. Isto blado. luz. inclusive os quer dizer que nós fiquemos de olhos fechados à evolução do eventuais prejuízos dos espetáculos para adultos que fazemos teatro no mundo de hoje. a iluminação de Jorginho de Carvalho. o meu trabalho como Maud. começando a passar tão: Bia Nunes. vários dos atores do grupo sentiram tura de Vicente e seu Cavalinho Azul. e saíram mes. estou ficando um pouco cansada. das raras peças de Maria Clara que teve. uma escola na qual os jovens recebem camente. autora. Mas se você quer mesmo uma II novidade. diz Maria Clara. depois que voltei. o que exis- continuam recebendo do Tablado toda força quando saem. cursos e dirigidos pelos respectivos pr~fessores. Esta fidelidade a uma idéia pode. voltam ao mesmo ninho o Tablado aos 25 anos e o Tablado aos 30? várias de suas crias já consagradas no teatro profissional. ainda que continue. no Tablado. tudo retornou ao normal. Os Cigarras e os Formigas é uma discutido aqui dentro. truturado. Tudo isso é amplamente lido e O ensaio vai recomeçar. que a coisa mais difícil para o grupo é viver a sua rotina. Cássia Foureaux. mas não há ainda nada de concreto. Eu é que peguei rante a classe teatral. já pensou? Senti-me uma rainha. veria girando o tempo todo uma minia- o grupo.Posso até ter saudades. com direção comemorando seus 25 anos. Será que existe alguma diferença entre morativa do 309 aniversário do grupo. Rubens Corrêa. como instituição. diretora. Os que permaneceram ficaram Tablado.. deu-me uma von. reconciliei-me com o teatro. os todas as despesas do local.Basicamente tudo continua igual. Por coincidência. e no elenco es- rotina. não mais de quatro ou transformação da linguagem cênica no teatro carioca dos últl. Eduar- responsabilidades. Eva Veja só quantos diretores que realmente contribuíram para a Todor. e ainda tendo direito a diversas mordomias. quisadores do teatro mundial. A infra-estrutura que Paulo Reis. nunca Até camareira tive. fazendo um bom papel. depois de 20 anos sem trabalhar como atriz. uma mono Parece que foi ainda outro dia que o Tablado estava tagem fora do Tablado (no Teatro Casa Grande. a querer modificar as coisas. os salários de dois nossos espetáculos podem não ser inovadores. além das fotos ao mesmo tempo vontade de se profissionalizar. além dos cartazes de montagens estrangeiras de suas meio aflitos com a perspectiva de eu ir com a produção de peças. em termos de prática artística e de amor ao sempre nas listas dos trabalhos mais importantes do ano? trabalho. mas não é de graça. E você não tem saudades daquele tempo em que o Ta- mações importantes que têm acontecido no nosso teatro. Os Artistas Unidos . produtora. Naquele tempo..

Às vezes tanto que nem viram o cena é algum personagem. D. seja possível a irrupção do inesperado no seu coti. gente ou pedra. ou para a Serra aceitar falas como as da Tia AdeJaide de A Menina e o Vento: da Mantiqueira. fica difícil Brocoió cercada de água por todos os lados. toda gente. como em é à toa que logo Vicente sobrevoe o Tablado na comemoração Plult. escolhe não crescer. tória e colore de azul o pangaré. diano sem cor. E cresceram. E se pensa: "Ma. as famosas avisar que fantasia. como no de um Jorge Andrade ou nos quase sempre as tias funcionam como porta-vozes dos valores Boitempos. Só pra ver a cara de triste para os que já passaram por lá como alunos. capazes de fugir para sempre desejou ver representado por atrizes mulheres. para a Ilha de montar um cavalo azulou virar papel celofane. É vê-la com os Minhoca ou o prefeito-ladrão de Tribobó Cify. Florentina e Florzinha de Maroquinhas Fru-Fru. De tirar a me- de longe. de desobedecer à Bruxa- mória e infância. pa. quando se mãe disse que este mundo está cheio de perigos". em A Menina e o Vento: na Serra da Mantiqueira. cavalinho azul no teto. Vicente inventa um cava. "Quando a gente vê que pode ser pás- ousa romper os bons conselhos familiares. os cartazes e fotos anligo~ e 40 ção de Maria Clara. nem sapo". como não é certamente gratuita a minha quando pensa que ele perdeu o medo. é um cavalinho azul. porque maior for o desejo de desarrumar tais valores. e das regras escolares. Só que. pregados nas paredes do teatro. que nem podem mais voar para as paço familiar. "Lugar de moça é no grafia imaginária. talvez numa vassoura mágica. Dessa maneira. Talvez mesmo sentido dos desejos de Maria. ventar Tia Adelaide do piano. Para as Antilhas Holandesas. de alguém que não consegue deixar A dramaturgia de Maria Clara Machado parece agir no de falar do espaço familiar mas que já está fora dele. "Lugar de criança é dentro de casa!". Estão sempre em pauta roubos. E não são um público e uma visão do mundo illfantis quando escrevem. nas costas do vento. ou porque de alguma maneira estranhos recentes. saro ou flor. no entanto. chado. de Drummond. quanto telescópio. como nas diversas petas rece sacudir os espectadores para a expectativa de que. Não é gratuita a presença de uma miniatura do cavalinho "Tal pai. parece haver um Vicente que. sua própria herança. sai em busca de um pangaré velho que. nina do piano. dá para ver que Vi· . E esse afasta- olhos. Como Jorge ele ao menos. porque criança. como Vicente ou Maria. Andrade. Por vontade própria. o Patinho Feio personagem central de A Menina e o Vento. Escolha semelhante à daqueles que optam por se. criança que nem cobra. Cria-se cavalinhos no circo. no centro do universo Iiccional de Maria de Maria Clara Machado. quem vive na rua não tem tutano! " Fica difícil com- escola. mas toda a dramaturgia de Maria Clara Ma· Florisbela. a possibilidade de ver sempre de longe o um. Logo Vicente que. Ele fica girando no teto do teatro e parece D. a O Cavalinho Azul a inventá-ío com ele. capitanias hereditárias. segundo depois ele está de volta." Nos seus textos quase sempre quem ocupa a espectadores. de familiares tradicionais. Não é à toa que se coloca justamente o Cal'a li nho Azul pactuar com o coro de tias quase sempre presentes nas peças no centro do Tablado. aos seus como O Patinho Feio ou A Gata Borralheira. E histórias como olhos de alguém não de todo aculturado. No seu teatro. par. E não como em O Diamante do Grão Mogol. De um menino que não se con. Chapeuzinho Vermelho. por algum motivo alastade do es. talvez "Desmanchar umas paradas. nunca é inocente. tal Pluft". logo em seguida. do seu prazer todo especial em reviver e assassinar de alguma ma- lado. um opção de Maria Clara Machado pelo teatro para crianças. olhar crítico e de longe. quando se trata de repente. é para fugir abre ao olhar infantil a possibilidade de voar com o vento. Dedé e Clara Machado. como Pluft. De alguém. Adalgisa e Aurélia de a A Menina e o J'ento. como os criadores de ficção. exclama orgulhosa a mãe do Imtas- azul no teto do teatro. heroínas que pretendem casar-se com personagens indesejáveis. E. Parece este tem em baixa conta o mundo adulto. que ainda deseja e João e Maria. a deixar à mostra seus sustentáculos. consegue misturar criticamente me. ou heranças. raptos. de ver azul um cavalo. cobrir como o patinho feio "que a gente não é pato. dá vida à sua his. infância e memória sobrevoam não apenas Adelaide. Instrutora. Porque ele. Pureza como em Os Cigarras e Os Formigas. atores ou todo mundo.a neira os valores tradicionais da família brasileira. e passa a virá-la do avesso. ou menos negras e passa-se a rir um pouco do espaço familiar linho azul e obriga todos aqueles que alguma vez já assistiram . Talvez no teto do Tablado olhando meio Desarrumar tudo que é arrumadinho. Para qualquer lugar que pertença à sua geo. as simetrias e semelhantes familiares. Sejam elas D. Logo a cova do vento ou para a Serra da Mantiqueira. cisne ou condor". . como é o caso da bruxinba tenta em comprar um cavalo de brinquedo ou em esperar por Ângela em A Bruxinha Que Era Boa. mento da famma ou da escola. olha de longe para a família de onde saiu. Ou de des- Vicente que. Não se contenta com o papel de espectador um imediato pacto entre os espectadores e essas ovelhas mais e corre em busca da sua fantasia. apenas tias e conselhos maternos que desfilam pelo palco do Colocar uma criança em cena é obrigar a sociedade em que Tablado mas personagens como c Capitão Quartel de Maria se viv. Maria Clara Machado volta-se para sua própria clas- verso adulto. apavorado. E "fazer umas desordens casa com as histórias mais lidas e tudo passa pelo crivo de um por aí". E contrariando o Qualquer um que já tenha lido Peter Pan deve lembrar como orgulho materno. por desvios quaisquer como a Chapeuzinho Vermelho adapta. misto de fantasia e de nomes ouvidos na piano. ou a comemoração. Misturam-se os conselhos mais ouvidos em fugir e voar na cacunda do vento. como a a da Gata Borralheira. para a Terra do Nunca. permanecendo aberta assim. Estão sempre em pauta ameaças ao espaço familiar e ao dos seus 30 anos. como o pangaré velho que se torna azul. Observando-se. Lota. Logo Vicente. E estão tanto mais caricaturaís. nem gato. de onde surge o Camaleão Alface. Maria Clara lugar nele destinado a seus herdeiros. Como Peter Pan circular por todo o universo dramatúrgico de Maria Clara um chora ao perceber que Wendy cresceu.

ao menos no plano da memória. E para sem- II pre condenando-a. Além do próprio espetáculo comemorativo dos 30 anos de fundação do Tablado. E. De quem parece escrever em cima do muro. Falta. Escola de profissionais de teatro os mais diversos. . talvez S~ possa pensar no Tablado fu nda- mentalmente como formador de uma platéia teatral que. E do Tablado saiu gente do Asdrúbal. Do Tablado saíram pelo menos três dos melhores espetáculos in- fantis desse ano: Brincando com Fogo.' Oscilação que permite à dramatur- gia de Maria Clara Machado aproximar-se de um memoria- Jismo crítico. Lá está a eterna caricatura da família. olhar para o cavalinho de Vicente rodando no teto c pensar no número de vezes em que já se entrou no Tablado como espectador. sob a direção de Maria Clara Machado. sobretudo. . do Cabaré. E parece repetir como Pluft: "Que medo. Que coragem. saíram outros para assisti-leso Outros capazes até de. pais autoritários. Não faltam tias. Entre 03 ventos e as tias. para sempre condenado a ela. reíe- rências a A Cigarra e a FormiKa e Romeu e Ju/ieta. o seu eixo ficcional. setembro de 1981). Entre uma visão crítica da famíla e da sociedade brasileiras e um carinho meio sem graça por elas. Na emoção de olhar as fotos e lembrar as montagens a que se assistiu. 41 . E se do Tablado saíram alguns para inventar a própria geografia mágica. Dramaturgia. como quem não quer nada.. gosta às vezes de viajar no cavalinho :r. escola: tamb ém é difícil escolher um dos eixos para caracterizar o Tablado. Não falta uma irreverência meio infantil que vai dos figurinos à inter- li pretação. coloca em cena algumas marcas regís- tradas "tabladianas". mas manda continuamente re- cados para casa. se não virou "brisa do mar". o olho para Vicente c o cavalinho azul. cente fez escola. e fazer di criança personagem oscilante por excel ência. do Pessoal do Despertar. Entre um cavalo azul e um pangaré marrom.~iil ou nos ventos alheias. (Extraído de O Jornal do Brasil. se não foi "fazer teatro". do Manhas e Manias. de ma- neira cúmplice. Nem sei . encenação característica. Entre a infância e o mundo adulto. belíssimo. Os Cigarras e Os Formigas. Sonhe com os Ratinhos e Vira Avesso. Nesse estranho jogo de quem ousa fugir para a Serra da Mantiqueira. misturada 'I sempre a um certo carinho de quem se sabe. virar para cima c piscar. que ainda não fora montado. Fica-se oscilando e percebe-se que falta alguma coisa.

DA TIJUCA TEATRO DO BNH A Tragédia do Rei Christophe. Direção de Manoel Koba- Anderson. Ingr~ssos: Cr$ 600. do Dolabella. Reinaldo Gonzaga () mano Filho. An· do da obra de Shakespeare. Hilário Stanislaw. com Elizângela.00.00. Camilo Bevilacqua. Ingressos: Cr$ 800. Ingressos: Cr$ 500. Viva Sem Medo Suas Fantasias Sexuais. Rogério Fróes. Ger. de Aguinaldo Silva e Doe Com. TEATRO DA LAGOA Carlos Nino.00. Juliana Prado. Dire- Luiz Sorel. José Luiz Ribeiro. Direção de Nobel de Medeiros. Direção de Sérgio Britto. La Vênus Desbundê. com Francisco Mila- ni. Bia Guida Vianna. Regina Rodrigues e Tamara Taxman. . Tel- ma Reston. com Andréia Daher.00. Luís A Receita do Sucesso. Fernando Eiras. parato. Direção de Luís de Lima. Ingressos: Cr$ 500. Ingressos: Cr$ Martim Francisco. Cr$ 400. Direção de José Renato. Marques. Ingressos: Anna Zelma. com Duse As Tias. Direção de Maurício Sher. Dedé Veloso. TEATRO CÂNDIDO MENDES A/zir(l Power. A Senhorita de Tacna. com Osmar Prado. Ingressos: Cr$ . Angela Avillez. Caíque Fer. Sérgio Fonta. DE BOTAFOGO 500. Direção de Bernard Seignoux. com Te. de Ana Elisa Gregori. os 600. L1osa. Quando as Máquinas Param. com Cacá Rosset. Gomes. adapta- com Zózimo Bulbul. Alcione Araújo. Hélio Souto. Moisés Guilherme Karan e outros.00. Arthur Costa Filho e Marta João Siqueira.00. Ingressos: Cr$ . Pepita com Alzira de Andrade e Jorge Paulo. Jorge Itaboray. Ednei Gicvenazzi.00. Pereio. Ingressos: Cr$ 400. com Maria Goretti. com Dulcina e Max Nunes. Carvalhinho. Carvalhinho e José Santa os 700. Celestino Sobral e Agosto a dezembro . Margarida Moreira. na. nio M. Ingressos: Cr$ 400.00. de Sérgio Viotti. TEATRO DA GALERIA Maria Helena Dias. Ingressos: TEATRO DA ALIANÇA FRANCESA Aichenblat e outros. Ingressos: Nune~. de Vladimir Maiakovski. de Pierre Chesnot. Cr$ 600. Luís de Lima. Malu de Castro. Dema Marques.00. Marga o Melhor dos Pecados. Corrêa e outros. Maia com Louise Cardoso. de Aim é PAPAGAIO CAFÉ CABARÉ Césaire. A Tempestade. Felipe Pinheiro. Marcos. reira.. Ingressos: 400. com Jorge Dória. Ingressos: Cr$ 600. TEATRO COPACABANA MOVIMENTO reza Raquel.1981 TEATRO DA ALIANÇA FRANCESA outros. Direção de Wolf tonio Pompeu. Direção de Barreado. Walmor Chagas. Alexandre Ingressos: Cr$ 300. César Honorário dos Anjos e dos Diabos. Direção TEATRO DOS QUATRO de Pierre Astrié. o Senhor é Quem? Texto e direção de TEATRAL João Bithencourt. Lenne Nunes e outros. Naccarati. Catalina Bonaki. com Maurício Barros e Wal· ção de Luís Mendonça. Felipe Carone e Carlos Eduar- 42. Ana Lúcia Torres. Germano Filho. Quem Gosta de Sexo Morre Fazendo TEATRO DE BOLSO Amor.00.Ingressos: os 300.. de Montenegro. João Carlos Motta.00. com Miriam TEATRO CASA GRANDE dir Maia. Ingressos: Cr$ 800. Lucy Monte- bello. Cruz. com Cláudio Corrêa e Castro. com Vera Raible e Poleiro dos Anjos. man. de Mário Vargas Rodrigues. Direção de Jorge Fernando. e Roberto Lopes. Luís Anto- Direção de Bibi Ferreira. Comunhão de Bens. Chris.00. Marcus Alvisi. ítalo Rossi. o Percevejo. Olney Cazarré. Vicente Pereira.00. Susana Vieira.00. Cláudio Savietto. Aderbal Júnior. de Antonio Bivar. Direção de Luís Antonio Martinez Cor- TEATRO CLARA NUNES TEATRO DA PRAIA rêa. José Santa Cruz. com Paulo Bacellar. de Ira Evans. Paulo César TEATRO DULCINA tiane Couto e outros.00. com Antônio Grassi. Luiz Pimentel e Elza TEATRO GINÁSTICO 700. Ingressos: de Moraes. de Augusto Boal. Direção de Vil/age. Direção de AURIMAR ROCHA João Bethencourt. Marcos Wainberg.00. de Plínio TEATRO DE ARENA de John Tobias.00.00. Nildo Parente 600. Gilda Guilhon. Elizabeth Savalla. Marília Barbosa e outros. Carla Neli. Heloísa Hele. o Assalto. Tessy Callado. Ingressos: Cr$ 600. José Eduardo Arcuri. Edilson Reis. Pedro Veras. chuk. . Pires. de José Vicente. de Mauro Rasi. texto e direção de Ferraz. texto e direçãode Buza os Carlos Rossi. de Hilton Marques Abi Ramia.00. Vera Setta.

00. Direção de Luiz Mendonça. Murtinho e Mauro Mendonça. de Jacques Thiériot e do Jalusa Barcellos. Nicette Bruno. Ingres. . Roberto Vignati. Louise Cardoso. com Rubens Corrêa e José de Abreu. Direção de Fi·lo Porque Qui-lo. Julita Ricardo Blat. de Ísis Baião. de Gugu Olimecha. Estelita Bel1. Evandro Comyn. Ingressos: TEATRO GLÁUCIO GIL TEATRO MESBLA os 500.00.00. Fontoura. Josmar Martins. Oswaldo Louzada. de August Strindberg.00. Direção de Fábio Rocha. Ingressos: Cr$ . OUTROS ESPETÁCULOS Slade. Ingressos: Cr$ 600. Maria Lúcia Vidal. ra. Me Acudam Simone Hoffman. Isolda Cresta. Dilma Lóes. Mário Maia.. TEATRO RIVAL TEATRO VILLA·LOBOS TEATRO IPANEMA o Beijo da Mulher Atonh«.00. Josephine Hélene. grupo. valcanti.00. Stela Freitas. de Doe Comparato. Em diversos locais apresentaram-se os sos: Cr$ 400. A.. Arlete Sales"e Iris'Bruzzi Ingressos: cione Araújo. Graça Czyz. de Newton Goldman. Mara Baraúna. de Lilian He1lman. Hélio Ary. Silva. de Sergio Melgaço. Angela Valério. Sueli Franco. Direção de Puig. Direção de CeciI Thiré. Gilles Gwizdek. Michello Naili e glia. Maria Letícia. Naldo Alves. Ingressos: Ingressos: Cr$ 300. José de veiro de Castro. com Cláudio crutinie Dela. Anselmo Vasconcel. Expedito Bar- sos: os 500. I gressos: Cr 700. Angela Leal. Mauro Glória Menezes e Tarcísio Meira. Tony seguintes espetáculos: Ferreira. Fred Gouveia. com Jorge Déria. com Ricardo Petraglia. de Martin Sherman. Direção de Oswaldo DOce Deleite. David Pinheiro. In. de Bernard Cabaré S. Carmen Figueira. Kinha Costha. Marcos Garcia. Refém . de Manuel o Pecado Capitalista. com Grande Othelo. Ricardo Petra- Angela Valério. de Jean Genet. Bibi Ferreira.00. de Gugu Olimecha. IVQ Fernandes. Sergio Miletto. Rasi e outros. Olimecha. Di- reção de Nelson Xavier.00. de Shakespeare. com ro Cesar Muniz e Jorge Andrade. ção. gressos: Cr 100. Calúnia. Ingressos: reira.00. adaptado da novela de Mário de Sangirardi e outros.00. com Grande Othelo.A Troca de Casais. Guedes. OIney Cazarré.Ciça Gui- deira e outros. Ingressos: Cr$ 800. Oswaldo Neiva. Ingres.TEATRO GLAUCE ROCHA Andrade. Ariclê que Eu Sou Donzela. Carlos Silrei- Ingressos: Cr 700. o Musical. Agnes Fontoura. Thelma Reston.00. de Alcione Araújo. ou Votando no Es- Paulo Afonso de Lima. 43.. Elza de Andrade. de Paulo Goulart. Ingressos: TEATRO SESC DA nmcs Cr$ 600. Antonio de Bonis. com Marília Pêra e Marco Cr$ 700. Ingressos: Cr$ 400. de Oduvaldo ral. Dire· TEATRO VANUCCI Swing . Moço em Estado de Sítio. com Sônia Cla- Carlos Cardoso. Direção de Aderbal Júnior. Ingressos: Cr$ 700. Pedro Paulo e Vânia Alexandre.00. Gê Menezes. A Corrente. Sylvia Ban. . Ingres- Carlos Capelelli e Chico Martins. com Falcão e João Costa. Angela Perez. Mãos ao Alto.00. Ingressos: Cr$ 500. Direção de Emiliano Queiroz. Direção de os 800.00.00. de Luiz ção de Gracindo Júnior. Renato Castelo. As Criadas. ção de Luiz Albuquerque. com Gugu Bent. Henriqueta Brieba. com Cláudio Ca- Gonzaga. Rio. 400. José Mayer. de Aurimar cunaíma. Gabriel Cortes e Flor Duarte. TEATRO GLóRIA TEATRO PRINCESA ISABEL Viva Sapata. nior. o Beijo da Louca. Luis Carlos de Moraes e outros. de Leilah Assum· Chico Lá. Jacque- As Chupetas do Sr. com Alfredo Ebasco. Osmar Pra. Paulo Pinheiro. de Oswald de Andrade. com Jacira line Laurence e Susana Faini. Direção de Flávio Range!. Angelo de Mattos e outros. Almeida e Marta Pietro. Ingressos: Cr$ 700. de Consuelo de Castro. Almir Telles. com Lídia Brandi. com Rosamaria Rocha. Antonio Pedro. Fábio TEATRO MAISON DE FRANCE ção de Luís de Lima.00. Ilva Nino.. Ingressos: Cr$ 700. À Moda da Casa. Sampaio. Nanini. Dire. Direção de Aderbal Jú- los. Antonio Pedro. Hamlet. Mauro ra. Lau- Rocha. In- TEATRO JOÃO CAETANO sos: os 400. marães e Ana de Fátima.00. Re- Loureiro. Monah Delacy. de Flávio Márcio. Costa Filho. Maria Pompeu.00. .00. Martim Francisco e Arthur do. Direção de AI· nata Franzi. Senhorita Júlia. Carmen Ga- Lina do Carmo e Saraka Barreto. Macunaíma. Monah Delacy. com Vara Ama. com TEATRO SENAC Marcos Qliveira e elenco do Grupo Ma- o Genro Que Era Nora. Nelson Dantas. Direção de João das Neves. Direção de Antunes Filho. Angela de Castro. Paulo Guarnieri.00. Júlia Cr$ 500. Direção de Ivan de Albuquerque. Rasi e Vicente Pereira. Silvia Tietes. com Alice v. Ivan de delha. Freitas e outros. Direção de Vejo um Vulto na Janela. Ingressos: Cr 300. Direção de Antonio Pedro. Cláudia Costa.00. com Dina Sfat. Ana Maria Magalhães. Díre- Gracinda Freire. com Ary Vianna Filho. Tudo Bem /10 Ano que Vem. Haroldo Botta.

Deixa Ficar. A Vlti· e Manias. Amém. A História da Esta Noite Você Pode Ser Qualquer Rafael de Carvalho. de Tutu. de Sol. de Fernando P. Era Mas A. de Benjamin Santos. A Rua da Nossa Gente. do Grupo Ta. Chuvosa. de Adail Viana. Milne. Jari. Destronou Teresa. ro Rasi. Grile e Corpo Vivo. Yo Quiero Decir Algo. Medidas Desiguais. Maxambomba ao Sul do Equador. dos Grupos tos de Oliveira. A Nau de A Gema do 01'0 da Ema. de Vital Farias O Capim e as Mara ~'ilhas do Jardim. de Ronaldo Ciam- Nüo Aconteceu. O Coronel e o TEATRO INFANTIL O Peixinho Dourado. de Jorge Corrêa. de Fréderic FIa· A Mágica da Praça. adaptação de Dormidas. de William Maiakovski. o Assíria. de de Tonio Carvalho e Ronaldo Mota. de Revelação. o Boi e o Automóvel. 2q Mostra de Teatro Amador: Grupo Rio Show. Hye POTOroa. O Campeonato dos Pombos. Teatro de Fato. Teatro Mágico: Oli. de Pão. Isabel Câmara. Duas Vezes Teatro: Tarde Bem Disposto. do Grupo Turma ca: Por Todos os Séculos. Estiveram em cartaz as seguintes peças: de Jair Pinheiro. É o Grande As Travessuras de Galápago. Anus. a que Causa Dedicar a Vida? Máximo Gorki. de André Felippe Mauro. A Missa Submissa ou o Padre que Não Neves. A Louca. de Carlos Nobre. do Sandy. Entendido. Grupo Raio Maria Minhoca. de William Sha- kespeare pelo elenco da Actors Touring Ciranda e Palhaços. Vicente Pereira e outros. In Certos Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. Muito de Nós ou de Festa. de Gogol. Livre. de Holanda. direção de Últimos Filhos de Deus. de Prata. de Vladimir Os Saltimbancos. cola. de Sylvia Quem Quer Casar com o Dona Barati- OrthofL nha. pro. Elizeu Miranda. de Regina Lopes. João Carlos Rodrigues. O Menino Maluquinho. Very Very Gay. de Nélson Azancoth. de José Facury. de Pedro B1och. 44 Dalila de Copas e o Rei de Cuba. Limpos Boleros. lIbunda. Na Lata de Lixo. de Aurimar Rocha. de João Siqueira. de Raimundo tural. espe. de Sallo Tche. The Tempest. Cena. o Bonequinho de Madeira. de Timochenco Whebi. Grupo Carroussel. Grupo Caro da Tribo Trupe Cooperativa de Palha. de Laís Costa Velho. Thackeray. Casos. ma Encenação. adaptada do romance A Histária do Chapeuzinho Vamel/lO. tada pelo grupo português A Comuna. de Eduard Roessler. A flora Extra. Pelo Buraco da Fe. Ainda Viagem à Imaginação. Um Pouco de Mim. de Dedires Demrós. Os Chapeuzinho Amarelo. de Sílvia Castro. O Pássaro. As Três Luas de Junho e uma de Julho. de Jorge Gomes. Facetoface. de Angela Bocchetti. W. de Luiz Roza: Alô! Alô! Brazil. Pau-Brasil Nem Tudo Caminha Viu. com o Grupo O Operário. de Olucaro Ocimotana. chadura. de Zé Zuca. País de Mr. de Francisco Moreno e Nick Ni· pume. de Alberto. A Puritana e os Marginais. O Diário Demétrio Nicolau. de Ediney Lincovsky. Resth: Já Escutei Essas Palavras Não Sei Onde. de Bloco da Palhoça em Canto de Trabalho. • A Jaula. Gado- fredo Manda Brasa. de Pablo Neruda. Zum ou lois. de Tavinho Paes. a Marionete. de Ziraldo e Te Amo Amazônia. Pequenos Burgueses. peça apresen. Já Que Está. Meu Canto Brincando Com Bolas e Balões. Nobres Cidadãos. de Chico Buarque Pernalonga e o Lobo Mau. Cantora sem Disco. Os Banhos. de Luís Fernando Veríssimo. As Moças. tinho.cabou Sendo. de Herrera. de Régis Ro- Desfuga.. Vira Avesso. de Gilson Moura. Palitot Golpe. Seu Chico Chegou. Guimarães.. da Terra e roussel. Rodrigues. de Pinóquia. Ayala. O Mal do Mal. do Pessoal do Território Adivinhe o que é. de José Vallusi. de Alberto Cruz. adaptação de Chico Zulk no PlaneIa do Macacos. Operação Limpeza. drigo. A Noite das Mal A Cigarra e a Formiga. de Toni A Busca do Cometa. de Paulo César Cou. A. de João das Neves. de Teotônio de Paiva . Chapeuzinho Vermelho. Psicoterapia de Brincando Com Fogo. broni. LudlVig. de Régis Rodrigo. de Carlos Meceni e Mauro A Lenda do Vale da Lua. de Petersen. O Arquiteto e o Imperador da A Lua do Gato e do Rato. . de Ubirajara Fidalgo. táculo variado da atriz argentina Cipe Disposto. de Manassés Sano Araújo. de Brigitte Blair. Uma Janela Para o Sol. e Muito Na. de um Louco. de José Wilker. de c José Maria Rodrigues. de Marcus. A O Anel e a Rosa. Gron Circo Kobrum. Labirinto. de W. Loucura Aqui. de vários autores. mochenco Whebi. de A. de Maria Clara Machado. de William Dou. de Fernando O Palhaço e a Bruxinha. Um dução de Roberto de Castro. de Arrabal. Tem Coisa na me Desafia. do Circo. O Trágico Acidente Que Buarque de Holanda. Valsa nq 6. Bye Coisa. do Grupo Vivo Muito Vivo e Awl Lata Que Verde Mata.e Ruy Sorel. de Angela Herz. de João das Padovani. de Willian Inge. [te N. Roberto de Castro. Quarentaille. Na Terra do Company. de Brigitte Blair. Os Marginais. Bão e Serena Guerrilha. A Cidade da Alegria. Michael Rozen. de Jorge Nascimento. de Ti. Vivo Muito Vivo e Bem de Maria de Lourdes Martini. direção de Roberto de Castro. do Grupo Manhas Vovô Ciementino Contra o Planeta Cor um Grito Sem Eco. Os Três'Porquinhos. Mau. gins Home. Três Peraltas na Praça. cos: Pato com Laranja. Colcha de Retalhos. de Charlcs Serdeira. Matador. de João Siqueira. de EJoy de mando Casamento na Floresta. Ari Fontoura. de Mauro M.

de Ân. Cinco Mil Passos. Floresta Encantada. a Gata Borralheira. Mauro Menezes e Lu Maia. Casa da Vovozinha. de Alice Reis. Zé Colméia e a Pantera Cor de Rosa na Brincadeiras de Palhaço. Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau na Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. de Oliveira.. de Antônio Pinheiro. de Robson Borba. de José Luiz Viveiro de Pássaros. de Roberto de Castro. de berto de Castro. A Formiguinha e a Neve. de Veillard. produção de Roberto de Cas. Popeye. de Maria Mônica e Cebolinha. O Palhaço Tororó no Reino dos Ani· Os Três Porquinhos e o Lobo Mau. . de Hilton Ainda Não Aconteceu. de mais. produção de Roberto As Aventuras do Rei Comilão. Cláudia Gonçalves Pinto e I lemelaço. do Grupo Carroussel. O Planeta Lilás. I Parabéns prá Você. Gool de Tia Candoca. com Carlos Au. Maria Clara Machado.- Emília. Washington Guilherme. O Patinho Feio . de Jair drigo e Gilberto Rosa. Maria Conta História. direção de Ro. de Eliseu Dom Quixote. SnolV Variado. de Ramon Pallut. Coelho.: roussel. Abra- Neves. Coutinho. de Roneds Rodrigues. a Dança da Re5. A Fada Licinéia e o Rei da Prezepopéia. de Jorge Amado. de Tádzio Foreis.. Grupo Carroussel. Projeto Fazendo Arte: Ô de Casa. de Dariam Silva. Chapeuzinho Vermelho. a Bruxinha Rebelde. Roberto de Brito. gelo de Matos. Uma Pitada de Sorte. de William Gonzalez. A Bruxinha de Minisaia. Lagoas. de Denise Men· Roberto de Castro. tro. O Palhaço Tororó no Reino dos Animais. 45 Maria Trapalhona. Dom Quixote e a Bruxinha Dondoca. Silva. Grupo Carroussel. Era Uma Vez. Mickey. Amigo Ido Catibiribido. O Banho do Senhor Comissário Gambá. Costa e Sérgio Sampaio. Camaleão e as Batatas Mágicas. outros. Rodi. de Charles O Gato Playboy. de Arthuf Maia. de Tádzio Foreis.. Branca de Neve e os Sete Anões. direção de Roberto de Castro. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhcí. produção de Peter Pon. Emília. Lua de São Jorge. Carlos Araújo. Alice no País das Maravilhas. donça e Maria Mazzetti. concepção e nis-en-scene Cinderela.lurreição. do Grupo Pes. dç Pina de Oliveira Bastos. de Ismaelina Grupo Clã do Jabuti. adaptação de Paulo César Bailarina. de Ziraldo. Pinóquio. Aventuras de Candelário Cardo. lherme. to. a Fada e o Palhaço. Santos. Serdeira. o Marinheiro em Busca do Te. de Maria Lulu e Bolinha Contra o Capitão Gancho. Palhaço da Cidlkie. de William Guimarães. Falso Fantasma. direção . seI. os Coelhinhos Tral'essos. de Kika e Keko. gusto Jaolino. História de Duas Rosas. Episódio: Maria Palmeira Maria. Uma Fada Muito Louca. Jair Pinheiro. do . Pateta e a Pantera Cor de Rosa. de Thais Bianchi. de Régis Ro· A Mulher Maravilha em Apuros. direção de Ariel Dorotéia. de Henrique souro. O Gato de Botas e Luluzinha Conlra os O Leão Que Ficou Sozinho. produção de Roberto Branca de Neve. Os Cigarras e os Formigas. Aventuras e Demnturas de Felida. Pinheiro. palavra e Pintar de Cor e Salteado. o Fantasminha Camarada e Clara Machado. de Eurídice. . do Grupo Carroussel. do Grupo E Se Papai Noel Não Vier. produção de Castro. a Beielé'l Existe Mesmo. do A Cigarra e a Formiga. de Jair de Benevides.No Reino do Não Faz Nada. adaptação de de Castro. de W. Grupo Carroussel. produção de Roberto de Cestro. com Marcílio Neves. direção de Roberto de Castro. do Grupo Caro Bruxa ou Cinderela. de Jair Pinheiro. de Alice Reis. do Grupo Carroussel. do Grupo Carroussel. . de Maria de Lourdes Martíni. Cia. de Pernambuco Clara Machado. Gasparzinho. de Hamilton Tostes. de Mário das Bailarina da Caixinha de Música. Lua Me Dá Colo. Joãozinho e Maria na Casa da Bruxa. de A Cigarra e a Formiga.. de Dalal Achcar. de Washington Gui- A República dos Bichos. o Gaulês. de William Guimarães. de José Roberto Mendes. Grupo Carroussel. Pato Donald e Margarida. os Três Porquinhos. de Ro. do Grupo Carrous- A Bombinha e o Sonho.. Caiapó. chado. berto de Britto. soal do Território Livre. com Eloy Ma. de Ricardo Déa. Super·heróis contra ª Mulher Gato e I Peteleco-Eco. adaptado por Luiza Pinheiro. Saci e Visconde Contra Auei». de Jorge Lins. de Braguinha. O Sapo ou o Por Quê? de Pedro Veludo. As Aventuras de mil Rei Comilão. direção Tom e Jerry em Busca de um Casqmen- Grupo CarrousseI. Miranda. Grupo Carroussel. Um Telefonema Para o Japão. Bruxos da Floresta.de Anilza Leoni e Álvaro Emflio. Bloco da Palhoça em Canto de Trabalho. do Branca de Neve e os Sete Anões. Saci e Nastácia . de Jair Pinheiro.

Grupo Carroussel. O Sonho do Urubu Banana na Terra da Nova Mandiocal. direção de Luiz Zaga. O Galo Que Virou Pinto. de Ceeília Meireles. de Cláudio Eudes.. Papai Noel e Luluzinha Contra os Bru- xos Trapalhões. do Grupo Teatro Crismaran. . Em Algum Lugar. O Tesouro do Pirata. produção de Roberto de Castro. Com Panos e Lendas. O Pinto Que Virou Galo.. Joãozinho e Maria a Caminho da Lua. Faniquito e Espevitada. Festival de Música na Floresta. o Dragão da Maldade. produção de Roberto de Castro. de Mareílio Neves. A Praça da Troca das Tralhas. de Washington Guilherme. Viva a Gaveta Viva? A Casa do Bode. . Vamos a Belém. . Alice no País das Maravilhas. O Rato Godo/redo Contra Bruxela Per- versa. Doutor Cotó.de Alexandre de Paula. O Boi e o Burro no Caminho de Belém. Onde Tudo é Possí- ~'el. Cores e Flores em Tempo Cinza. 46 . de Ha- roldo Paixão. Sonhe Com os Ratinhos. A Arvore que Andava. Mamulengo Estrela do Rio. O Mundo Alegre de Marcílio Neves. Pinto Calçudo Descobre a Bahia. O Patinho Feio Contra o Gavião Patudo. Ou Isto ou Aquilo. Eram os Portugueses Astronautas.

Cabrujas.O Jubileu. nlJ 82. L. Vian. Os Males do Fumo. nlJ 69.O Túnel.O Pequeno Príllci· nlJ 67. nQ 48. O Pedido de nQ 900 Casamento. de .Antes do Café. nQ 74. balena. Caragiale. nlJ 46.O Defunto. Wedekind.Mestre Pedro Pathelin e VaIli.A Derradeira Ceia. J. Silveira Sampaio . E. José Carlos de . nQ 82.A História do Zoa. Gheon Henri .Édipo Rei. nlJ 88. nQ 63.> 78. 70-71. cipe. nlJ 49.Teatro Meireles. O Pastelão c A Torta.A Sombra do Desfila- deiro.O Jogo da Indepen· Wilder. nlJ 71. nlJ 680 nQ 48.A Intrusa.Guernica. Largekvist. n9 83.A Gramática. .A Consulta. A ~uele que diz Não. gentino. na Boca. Qorpo-Santo . dência.A Morta. Racine .A Mais Forte. nl.A Noite de Teresa Ci- Futurista.Todomundo. nlJ 65. A. nQ 83. nQ 68. Anônimo . França Júnior . O Retábulo das Maravilhas. nlJ 55. Borges. nlJ 73. n9 51.Uma Carta Perdida. Um Tango Ar. Aman-Jean . Oliveira. e Chica da Silva. A Bici. Virginia . nlJ 72.Viagem Feliz de na. gra. nica. nlJ 47.Conversão Sinfonieta. Aquele que diz Sim. nlJ 61 .Amor de D.Os Embrulhos. nlJ 52. nlJ 55. NãoConsultes Médico. Maeterlinck . Ferro. Tardieu Jean . José Ignácio . XV) . nlJ 47. Inês . e Simum. nlJ 75. Andrade Oswald . Karl . Co. nl.O Homem da Flor nlJ 80. Quanto Custa o Obaldia. n9 89 Cocteau Jean . nlJ 53.Assassino. Stríndberg August . Harold . Valentim. R. Saint·Exupéry. n? 72. nlJ 79. C. n9 66. O Inglês Maquinista. e A Dama da Bergamota. nlJ 43.Farsa do Mance. . ' nlJ 64. . O Mendigo. A.> 89 47 . .Lição de Botâ- Anônimo (séc. Kokoschka Oskar . Cavalcanti . nQ 47.Maldita Parentela.A Vigarista. Thorton . Ghelderode . rio. Frank .O Guarda dos Pássaros. e Treco Checov Anton . nlJ 900 nlJ 59. n9 880 Byron. Carmosina . Brandão. Tennessee .Textos à disposição dos leitores na Secretaria d/O TABLADO Albee. nlJ 81. Triângulo Escaleno. nQ 640 rança das Mulheres.Bumba- meu-Boi. Amanhã Sou Outro. PirandeIlo.A Via Sacra. As Interferências.ONariz Novo.Do Tamanho de de Gente.Us Ãàvogados. nlJ 63. e Piquenique no Front. nlJ 54. nQs Brecht. nlJ 61. nl. Luigi . nQ 81. Casona Alejandro . . Monteiro A. e Viajantes para o Mar. Bugêne . Macedo 1.Good·bye. William. Raul .Caim. Garcia Lorca . Perlim- plim comBelisa em seu Jardim. nlJ 57. nlJ 67. Pinter. nQ 77. nlJ 850 Labiche.Fala Comigo Doce cleta do Condenado. nlJ 58. nlJ 83.> 82. nlJ 50 mônio. nQ 84. anarco-sil1 dicalistas. nQ 660 A Fechadura.Construtores de Impé- nlJ 62. L. nQ 84. Hoje SO/l /1/11. Cervantes .Em Figura Millor Fernandes . M. R.A Exceção e a Re.O Novo Otelo.O Doido e a Morte. Os Credores. Azevedo. I. e Um Gesto por Outro. Robert .O Tribunal dos Divór- cios. nlJ 76.Os Cegos. nlJ 65.O Único Ciúme de Emer. Trenton a Camden. um Defunto. Luiz . bo. Settimelli. Thomas. Espe.O Caixeiro da Taver- Barros A. Boris . Yeats . Baccioni. nlJ 60. nlJ 88 Martins Pena .Sketches Cômicos nlJ 86. nos Cabos. nlJ 54.Morte Natural lia nlJ 43.Mateus & Mateusa.Ato Cultural. Manuel . nlJ 87. Machado de Assis . Paer . nlJ 76. nlJ 90. nlJ 52. Machado M. . Só o Faraá Tem Alma. nQ 82. nlJ 56. . Marinetti . Synge J. Bertolt . nlJ 89 O'Neil\ Eugene . Como a Chuva. Marinho. e Os Viajantes. nlJ 85. Forca. nlJ 46.Noite. nlJ 62.A Morte e o De- Arrabal Fernando . n9 81.

D.00 de vale postal. pagável no Rio de Janeiro...06. Rezende Nunes - TABLADO. Shakes- peare o • • • • • • • • 6 Sonho de Uma Noite de Verão ...EAD 21. Shakespeare 8 Dos Jornais .T.W. Embarque de Noé (música-gravação) 200..J... sem- 48 CARTAZES 50. o assinatma anual (4 n.. . o mesmo deverá ser remetido à agência dos correios do ]ardim Botânico . Em caso ° O Patinho Feio (música-gravação) . as) 160.00 pre em nome de Eddy Cinira de Rezende Nunes.. íNDICE Como Utilizar Roupas de Épocas . Company.2005 .W. 200.00 Autora: MARIA CLARA MACHADO Clarinha na Ilha o • • • • 90. O Tablado: 30 Anos ooo 35 Movimento Teatral o o o '" 42 À venda na Secretaria dlO TABLADü CADERNOS DE TEATRO.. Penrod .00 70.Concurso do SoN. 1 Texto Para Estudo: A Tempestade ..00 Estas publicações poderão ser pedidas à Secretaria O Cavaiínho Azui o..00 d'O TABLADO mediante pagamento com cheque visado.. em nome de Eddv ..RJ. Royal Sha- kespeare. .

Related Interests

ai pelo bosque. Oh. das! Essas juras pertencem a Hér. um milhão trans.Fica com a tua À comédia assistirei? I maduras que se beijam! Quando er. não Quando eles pousarem na amada I HELENA . der a panencia. uma VIrIl empresa. a morte. Helena. foi um Estes mortais! I brancura da neve nos cumes do amor transitório. É uma bela Ia- mia: queres então abandoná-la? çanh. como são Vemo jovemque enganei. pois pode- LISANDRO .duelo infernal entre coisas sagra. que o teu poder I juízo quando amor lhe jurava. m~ detestam do juvenil. de todo o co- Como Vênus de madrugada. de troça? é educação.em volia) I lrio ama e não a ti.rança! LISANDRO . d eixa-me enar essa pnncesa a gressando a Helena.semelhantes gr~ceJos. Helena está aqui ao lado.iníeliz ~ pe~- OBERON. Que lealdade a certeza de que. quando tenho os suspiros custam caro ao sangue I longe a tua perfídia. namorarem uma: vai ser um espe. lisonjas tão excessi- e pálida de amor.íôssemcorteses. LISANDRO_ Não estava no meu mento. Andaenfenna tintivo da lealdade? I testas de amor. I gues a mão. Demétrio. oh nma. mais que estas situações maliciosas.. Atroçaeodesprezo nuncase acom. os qne a ela fi. Flor purpúrea.Oh. que inferno! Vejo que se puseram DEMÉTRIO . a ateniense.Mas por que íma. não tratariam rápido que o vemo. e as juras se ligarem para zombar de mim? Se gride juramento sobre juramento. é aquela a tua querida.como eu sei qué odeiam _ sem :í1da homem fiel..perdiçaram tanto palavreado emvão. se a repudias. PUCK . como o . olha: choro . na. que raiva! Oh. postos boa raça podena ofend~r as. Nmg~em de Como a seta disparada do arco. Lhes pareça resplandecer I tás. çâo divina! A que hei de comparar HELENA . Amas Hérmia. Oh.I escarnecei Hc1:~a . O E dO 'd Tauro. senhor. d .fossem homens de verdade. b . SU~l:l"l1 PUCK. cruel. . Se sentimento que ignoras. Requerendo-a de amor I les o cristal é lama. Tantas juras e pro. I DEMÉTRIO (Acordando) _ Hele.Não é verdade.Nunca trocistas des- E atrás dela com fervor I os teus olhos. pois que os ais e I HELENA_ Levas cada vez mais vas dos meus méritos. táculo sem par.pretendes que o ignoro.Não calunies' um (Entram Helena e Lisandro) de acordo para rir à minha custa. I seu amor. Olha: lá vem o ginas que eu te namoro.Não sejas assim Ensine estes olhos a ver.ao jurar-te o meu amor. da alm~. . Meu coração fez. (Puck i LISANDRO . a quemeu amo e amarei até Capraoitâ do ban do alado . lhe apenas uma visita comoumhés- BERON ~ scon e-te. fu?do. Nada me agrada ! Helena. esse penhor de bem-aventu.I ração. Rivais ~o ~mor de qualquer artifício e quando ela che. Vê se a trazes aqui com é essa que assassina outra? Oh. Não podem me odiar (Entra Hérmia) 21 . para sempre PUCK.É a lei do destino: por panham de lágrimas. mo~a com Já vou.slm uma (Sai) numa balança pesarão igual: o peso donzela. à procura de recer-te uma troça se trazem o dis. I d b Pesa juramento com juramento e as agnmas e um~ Pro re. não a quero para Co~o são loucos. Pois bem.assim uma dama. fo:?a~do uma.lena. que assim nascem estão a procla.I Oh oeusa.E então veremos dois a alvura. se soubessemo que ria custar-te caro.É a ela que Dem é. mas agora. I tentadores os teus lábios. Como podem pa. nunca me fariam uma teu amor.É agora que não es. da melhor vontade. a gélida e imaculada nada. de uma fábula. I zeste e os que fazes a mim. e so por divertI- Pela seta de amor tocada. varrido pelo vento de Este. cerejas DEMÉTRIO . pede de passagem. I ' f oh perfei-.

dois corpos visíveis comum só co.e viçoso no seu coração .Deixa-me.Helena é o amor palavras veementes. nao e possve . Por que me buscas? HELENA . dois ten-: para a crônica. rento! . comosequisesse vir comigo mas não em uníssono a mesma canção.preciosa e celeste. na mesma talagarça.a~ pensas o que i.Espera. cruel? daçar esta antiga união. priva os olhos do seu ofício torna crescemos juntas. de inocência? pena e não o teu desprezo.ao compre~n o o DEMÉTRIO. minha for- amiga nem de mulher.Vejam: outra que faz ' mandaste chamar-me deusa. quemo amor impelia de partir? tua pobre companheira? Não é de minha vida. continua.Lisan- mos . que a ausência ou a morte por que me deixaste de forma tão pelo mesmo timbre. como deusas laborio. não o Juro-o por minha vida. d sas. concede dupla. as horas que passa. única e divina!? desmentir quem negue esse amor. Maldosa Hérmial Ingrata! negar teu amor ..Está bem. Hérmia. naste com eles vexar-me com esta me oferecer.E cu afirmo que te tram~r contra numeS. mas unida na sua divisão.afeto.que queres dizer com tudo ISSO.am p~ra Por que trata assim aquela a quem DEMÉTRIO . cem os seus rogos eu sei como obri- além no céuesses olhos de luz. meiga Hele- LISINDRO .tão entranhado LISANDRO . Não te insulto: querido. cadeira. ora vejam! o seu. como num brasão de ar. nimo de piedade. comédia infame? Os segredos que se não é por tua instigação e com DEMÉT~IO . Ora. Se tivessem um mí- mente ao ouvido.Não. que ainda hâ suãs débeis súplicas. todo o nosso impelido Lisandro para longe de sexo tem o direito de te censurar.Não faças troça dela. vozes e al. maqui.para comigo e prova-o tu também. zes.namorado. semelhantes a uma persistam nessa lindo gracejo.Que amor pode ter só eu sofra a injúria. ' dro. etíope! Nós. escola. por troça. Tuas H' W d' olhos e o meu rosto? E o teu outro ameaças não têmmais força que as ER!lI~ . pondo-te ao LISANDRO . separada na aparência brincadeira tão bem tramada irá o que rouba à vista. e faze-me gatima. és muito pachor- 22 se nossas mãos. Espantam-me essas LISANDRO. a qual estou HELENA . criávamos com a agulha a mes. ouve a minha defesa. homem.Vem depressa en- partilhamos. meu amor. tão ditosa. finge que quer escapar. HÉRMIA . tesia não me teria feito objeto desta sandro: agradeço aos meus ouvidos. preendo que os .ta ~erfIda brin. H' N. embreve vão remediar. a LISANDRO . pouco me repelia com o pé. Li.. ERMIA -:. como finge umar triste.o teu consentimento? É porque eu tão! zade fraterna.Se não te conven· beleza ilumina a noite. cereja dupla. Helena. HÉRMIA .Nem tu me podes a afastar-me de ti? vir atrás de mim gabando os meus obrigar nem ela convencer. car. Esperneias das numa só almofada e cantávamos HELENA. flancos. mais do que estás a insultar. E se bem que mosa Helena! HÉRMIA . ração.detesta? E por que há Lisandro re. Não foram os TOS frutos formados na mesma haste. negra. amo-te. delicadeza ou cor- meus olhos que te descobriram. amo mais do que ele é capaz. ninfa . esses gar-te. os nossos votos de ami. Ou. Mas adeus. em parte é minha que me guiarampara a tua voz. mas tenho a desgraça de amar sem isto? tudo esqueceste? Os nossos dias de ser amada? Isso devia excitar a tua LISANDRO .Oh! que lindo! mim? HÉRMIA.Por que havia de fi· lado de homens para fazer pouco da na. Uma mais rápida a precepção dos sons.Não foste acaso tu Não compreendes que foi a aversão que incitaste Lisandro. ele só ma flor. Assim quem os olhos uns para os outros. de infância. HELENA. Demétrio. vens. não. cuja quer-me parecer que és tu que me DEMÉTRIO .A escura noite que ' mas se tivessem confundido..não soutão afortunada como tu tão HÉRMIA (Segurando-o) . Mas mas. dois quartéis iguais encimadas a culpa. disposto a perder por ti a fim de parte 'da conspiração! Agora com. E queres despe. pis. farsa. que arrebatou Lisandro! Helena.nhas quando volto as costas. orbes ardentes.Se tal afirmas vem Então conspiraste também.três se li~ar. minha alma. aonde queres chegar com tudo tempo veloz porque nos se~arava. senta. Juntas quando 'censuravamos o embandeirada de amores.

meu amor? pudor feminino? Não tens nem um pede? LISANDRO. peçonhenta! mulher. Nunca fui Por que permitem que ela faça troça podes fazer do que odiar-me? Odiar. oh. enxotar-me.. Amavas. mudança dade! Não tens então decência e HÉRMIA .Sai daí anã. matá-Ia? Se bem I HELENA .Como? Hei de ma. grão fender-me. anã? Ora dize HELENA . mas repeliu-me. vardia: não permitam que ela me meu amor? Nãosou Hérmia?Não és LISANDRO . HELENA .m I ocoraçaoque cara tisnada. bater-lhe.Agora que Hénnia estar certa. segue-me se ousas. não tomes a sua defesa. também agora o sou. Como? I HÉRMIA . carrapato.fará . Ele seguiu-te e eu a me soltou. HÉRMIA . DEMÉTRIO . guardei os teus segredos.Ah. goá-Ia. sejas tão má para mim. Hérmia. E agora. Gostei sem- LISANDRO .Mas não estás abrin. Deixa-me ir. boneca? HÉRMIA . e do alto da também. não deveras? de Helena. Só me chama "pequena e baixinha!" HÉRMIA .Por que te tornaste HELENA . DEMÉTRIO . se me deixares ir ta-me. I me ainda e~a noite. na ver. pouco de recato? Pretendes arrancar HELENA U dcld - . por minha fé. não dei. sou simples e tola. fera. valer o seu tamanho. podes a Demétrio. ameaçou bater- 1 remos qual de nós dois tem mais detesto e que amo Helena. pre tanto de ti. car? isso! Agora percebo que ela andou LISANDRO _ Não tenhas medo. I matava. rança.Teu amor! Vai-te.:É admirável.Como podes vin. sempre Porque se pretenderes demonstrar- c não queria mais tornar a ver-te. inseto vil! impostora. da mi . mas é verdade que me deixaste desde então. te assimtanto na sua estima só por. os deuses não o vendo? Outra vez! cito com quem desdenha os teus ser- hão de permitir .. que não possa chegar-te apesar de ser tão pequena é uma LiSANDRO. por amor hás de me pagar. remédio I a minha boca pacenie palavras de deixo atrás de mi neuseabundo e detestado! Some-te. objeção ou dúvida.Não. HÉRMIA. LISANDRO. cá. cólera? Não te envergonhas? Falsa m. ainda assim. tarei a Atenas com a minha insen- se fosses uma cobra! raçâo do meu Lisandro? satez. HÉRMIA . Ah. . Já na ter-te basta um vínculo tão fraco? sou baixinha? Não sou tão baixa. das suas culminâncias. enguiço! bata.Sim. bem vês como HÉRMIA . I apesar de troçarem de mim.Com Demétrio.atraiçoei. assim tão grosseiro? Ou. parasita. lhe revelei a tua fuga LISANDRO . senhores. e ve- brinco quando afirmo que que te ele. moura! Fora. Quem te im- foi essa.Pois vai.Querida Hérmia.. então é HELENA .tido.Mais baixa! Estão DEMÉTRIO ."Pequena" outra vez! que a odeie.Ai de mim.Peço-vos.És demasiado solí- Deixaste-me.E que mal maior me xemque ela me faça mal. de bico! mais baixa . 23 .Boneca! Ah. I aos olhos com as unhas. nunca te lhe a mínima aparência de amor.de zangas e não tenho jeito para de mim? Deixem-me só chegar ao I essas fúrias.Sol. mastro de feira pintalgado. ladra de amor! empaz. me! Epor quê? Que novidade éessa. 1 me. I escola era uma verdadeira raposa. é que quando ela cular-me a tua palavra se para de. ainda que tomes tu o seu par- a minha palavra. Por isso põe de lado qualquer espe. que eu sou baixinha. disse até que me direito a Helena. bolota. então I se zanga toma-se má e astuta. LISANDRO(Para Hérmia) . cumprirei aprel dominou Lisandro.Demétrio. não quero fazer-lhe mal. não te ocupes HELENA .Ah! Com Lisandro? HÉRMIA . exceto quando. por ela ser um pouco bela. criatura enfezada. e Não me fio em tal palavra. Sou bemmulher na co. não sua estatura.abandonaste-me viços. Talvez pensem que posso de- tu Lisandro? Se ainda há pouco era Oh. não vos seguirei mais: vol- Larga-me ou sacudo-te de mim como Então. vieste de noite roubar o C0. E cresces. gata.Ora se está! E tu comparando as nossas alturas: fez Helena: ela não te há de fazer mal. Deixa-a em paz. pé dela. é a verdade pura: não para o bosque. senhor.

dele. como atraído pela voz. até mesmo quando as chama já desapareceu. olhos de Lisandro esta planta. cujo Para cá e para lá. vilão! Pronto e de gar. (Saem. HÉRMIA . voltam ao seu leito tirar a espada contra ti é uma de- tomou: diverti-me bastante com a de vermes: com medo de que o dia sonra. nesta escuridão. compassos de chum. espreme então nos PUCK - a par contigo e lado a lado. OBERON . enganei-me.Ele vai na minha Aqueronte. e até contente com o jeito que a coisa que tequero dar com uma vergasta: as dos afogados.' a visão natural. sepultados nas encruzilhadas. irei bre a fronte. e as almas penadas dos sucidi- a um ateniense. uma vã ilusão: e assim os Lisandro) HELENA . e reúnem-se para voltar aos cemité- ensível pois que esfreguei os olhos silvas que queres pelejar e não apa- rios. se abrem e a benigna ela. briga. (Sai) remar. Muitas vem LISANDRO . e rápidos se afastame já a mensa- PUCK . não percas tem. incendiadas de mais ligeiro do que eu: corro atrás cita Demétrio com insultos cruéis. não sei que dizer. ~1 do nevoeiro. obscurece a noite. geira da aurora resplandece além. apressa-te. a qual durará até LISANDRO.Onde estás. antes que seja dia. e assim sendo.Como viste. não se vá embora. os dois riamente se exilaram da luz ligan. Não me dissestes Quando ela se acerca. para um terreno mais plano. as minhas pernas são mais lon- pedir-lhe o menino indiano. PUCK . mas ele foge ainda mais de- outras vezes injuria Lisandro como ridade transforma emouro as glau. se é que não fizeste.Seguir-te? Não. Liberta. (Lisan. I Todos têm que te acatar. volunta- OBERON. pois ape- 24 bo e asas de morcego lhes pese so. ta do monstro e a paz voltará a te instante. pois que os velozes Lisandro.Acreditai. estou reces? Vem. recobre agora Lisandro regressa) mesmo o estrelado céu de um pesa. responde! tuas mãos são mais prontas para bri. arrogan- na tua maldita companhia. dragões da noite fendem as nuvens Entra Demétrio) uma das tuas velhacarias. entanto. das.Eis oresultado da tua PUCK.Segue n minha voz. DEMÉTRIO . vem. pois podemos resolver este caso Vem. bin. causa de todo este barulho. PUCK. manhã compassiva. mas dos rivais de forma que os seus ca.Vou descansar aqUI. Ró. mos lá provar a tua valentia. Afasta-os assim cas e salgadas águas de Netuno. rei dos espí. desertor! Fugiste? Estás escondido ritos. e desorienta os furibun. toda esta comédia lhes parecerá um I Aqui vem um a chegar.Demétrio! Fala. portas do Oriente. (Sai negligência: enganaste-te outra vez. (Sai Oberon) nas me mostrares a tua luz alvacen- .Asenhora é que é a todo o engano e devolver aos olhos Duende. espada em riste. LISANDRO . umdo outro até que um sono seme. va- lugar para se baterem: depressa. (Deita-se) lhante àmorte. contas às ateniense? Aminha ação foi irrepre. poltrão. DEMÉTRIO . No caminho íngreme.Mas onde estás? namorados foram à procura de um do-se eternamente à noite carran. de propósito. contemple a sua vergonha.Temos de nos apressar. vermelho.Aqui. tenebroso como o ritos de uma outra raça. Onde estás? gas para fugir. poltrão. fá-los girar.Segue-me então OBERON.Vou ter contigo nes- HÉRMIA . não. zes brinquei com a própria aurora frente a provocar-me sempre. os fantasmas nalgum silvado? Cobarde! Vanglo- que reconheceria o rapaz pelo traje errantes acorrem daqui e de acolá rias-te diante das estrelas. Se as a morte.pressa. menino. (Entra sonho. Enquanto te ocupas dessa te Demétrio? Então. cuda. missão irei ter com a rainha para PUCK . tal um quando chego ao lugar donde me minhos nunca se encontrem. dro e Demétrio saem) suco tem a propriedade de dissipar Por aqui e acolá. E agora vim meter-me neste se fosses Demétrio. Quando acordarem. O velhaco é vezes imita a voz de Lisandro e in.Estou desnorteada.Não sou eu que vou namorados voltarão a Atenas em confiar em ti nem ficar mais tempo perfeita concórdia. Umas guarda-caça. rei dos elíos.Mas nós somos espí. po. e posso percorrer os bosques. DEMÉTRIO . (Sai) rei os seus olhos enfeitiçados da vis.

(Espreme o suco nos olhos de abelhão de barriga vermelha lá no ga-me a medir todo o comprimento Lisandro. e tornai cuidado. tão aíli.(Deita-se e ador. meu caro senhor. (Deita-se vilhas? DEMÉTRIO . Volte a reinar HELENA .ir ao barbeiro. abrevia o teu curso! Que brilhe no "signior". O cansaço obri. DEMÉTRIO. rasgada pelas silvas.Aqui.) ousas. Be. TITÂNIA . Vou livrar. que BOBINA . meu lho. I Inconstante. Onde está o "Mon- lar-me. meu caro "monsiú". e trazei-me o saco esta cama fria. Onde estás agora? Eue aqm tla. e sou tao me m- I Cupido malvado.Onde está Flor de Es- não vens. de Aranha a coçar-me. I O antigo amor. BOBINA . deixai-vos de tanta reverên- dor. leva-me um momento para lon. nha triste companhia. que estou com a cara prodi- 1d . Num instante BOBINA . empunhai nar a ver-te à luz do dia.Nao gostanas de es- ta nunca me vi' molhada pelo orva. (Estende-se I I Ao despertar vos agiteis demasiado no fogo da e adormece. 'I Que tudo se há de arranjar.Aqui estou. Não quando for madrugada. eu acharei Demétrio e vingarei posso arrastar-me nem dar mais tua face formosa e ponho rosas al- a afronta. aqui! Vem cá.Oh! Oh! Oh! Por que Se eles vão bater-se em duelo. . Preciso de \I Mas aqui vem ela. com a tua seta droso e tao asno que mal a barba Já enlouqueceste a pobre menina. pois par:- [mo ma. siú" Teia de Aranha? ste aman e PUCK ."Monsiú" Teia de Ara- car comigo. enquanto acaricio a I doce amor. cia. Vais pagá-lo caro se ter. com o me faz conuc. Onde está o "Monsiú" A Maria com o João Oriente o sol consolador e que àluz I E com seu burro o vilão. ta. Entra Helena) Do seu torpor I ação.) çar-m~. ge de mim mesma. Voltam Puck nem um passo. Dois a dois. I Como lá diz o refrão: taria de vos ver afogado em mel. coragem para combater nemdefron. sono. cobarde? o céu proteja Lisandro. . repousa nesta I cutar um pouco de música. longe daqueles que detestam a mi. "monsiú''. Demétrio. belas orelha~\ meu doce encanto. tristonha e No bosque. farão conta CENA I só que ajudeis o "Caballero" Teia 1 [certa. se. as vossas armas e matai-me aquele gue o teu caminho.r escondido ao tundo glOsament: pe u a. TITANIA .Espera por mim se e adormece. As minhas pernas miscaradas nessa tua cabeça lustro- e Demétrio) não podem seguir meu desejo. F/'tn do 111 ato GRÃo DE MOSTARDA . Grão de Mootarda.Não. bem percebo que vai sempre P FLORDE ERVILHA .? do dia eu possa regressar a Atenas. (Adormece. 25 . Vou sa e macia e beijo as tuas longas e repousar aqui. PUCK. meu bom "monsiú". estás a brin. fugindo e mudando de lugar sem I U~K .) I séquito dos eltos.Eis-me aqui. "monsiú". já não I cama de flores. na e Hérmia adormecidos. I Qte rap~z. Do e~canto nha. Por (SaL) que às vezes cerras as pálpebras à favor. I (Entram Titânia e Bobina.Coça-me a csteça.Nada. BOBINA . Três já aqui estão: falta uma am a.Dai-me cá a mão.Presente.Vem.Oh. caro "monsiú".d ATO IV BOBINA .) topo do cardo. I Cada qual volte ao seu par GRÃO DE MOSTARDA . ° não vá romper-se saco: não gos- noite interminável e enfadonha. . Anda. "Monsiú" Grão de Mostarda.I Flor de Ervilha. Oberon ce-me fi le . HÉRMIA . _ . aos pares.Tão cansada. Lisandro. noite fastidiosa. até que rompa o dia. mas espera por mim de mel. TEIADE ARANHA . E tu.Que or- m~) ~~ PUCK . . h-ao tenho que co- (Entra Hérmia.

agora. OBERON . querido Róbin. Já viste que morada de um burro. retira a no palácio ducal de Teseu. Palavra. . Sol- cabeça com grinaldas de flores fres. renasceu.BOBINA . ao mes- . lá as castanholas e os ferri. BOBINA . caraça encantada deste rústico ate. cingemao olmo. que te enla.. do. pedi-lhe que comos teus olhos de muar.TITÂNIA . a Lua errante circundaremos o dressilva perfumada meigamente se Neste combate renhido. não deixeis que a vossa gen. os meus olhos me traga aqUi o guarda-caça. E tu. e com a TITÂNIA . bela rainha. querido Puck. meiga Titânia. . zanguei-me comela e censurei-a. silêncio.Silêncio. repito. PUCK - ra. senhor.meia-none tnunfalmente dançaremos cuIa.oriente.) A cotovia da aurora. çarei nos meus braços.E assim em grave Sê como costumavas ser.) Assim a verdizela e a ma. não há nada agora. Entra Puck.o concerto da minha matilha. fa. OBERON (Avançando) . quero que o meu amor ouça pois ela tinha-lhe coroado a peluda momento.• I das sombras noturnas.) ~em . amanhã à como um bom feno bem cheiroso. olhos daquelas florinhas como lágri.) a ter pena da sua loucura porque. Ent~~m Teseu. música! tante afinado para a música: ora ve.que por sortilégio induza ao sono. TITÂNIA .Música.ça.. nham. dize-mepor que razão esta noite adoro! (Adormecem. sinto chegar nada. implorado paciência. iremos"atrás das.Tenho um ouvido bas. até ao 26 gotas perfumadas. apagar dos seus olhos a odiosa má.Dorme. Titânia.nossa bênção lhe asseguraremos a turosa que irá descobrir o celeiro do niense. como te senhora minha.) me encontraste com estes martas TITÂNIA . tragam-me aqui o guarda- costumava pousar-se nas corolas em mal acometa o sentido de todos os caça. mundo. como te amo.Como pôde uma tal I TESEU . (Soa a ção de forragem: apetecia-me masti. já é hora: uma certa "indisposição" para o nha das fadas. Visto que a nos- molho de feno! Ah. com lima erva. senhora minha. soai. Ou então.mo tempo que o duque. desperta. retira-lhe a cara.. rápidos como e/los. junto com os outros. (Toca-lhe os olhos Escutai. Depois de a ter e~vergonhado .Meu Oberon! Que vi. e o orvalho que umsono mais profundo que o nor. um dia. na alegria óu dois de ervilhas secas. OBERON .Sinceramente.Música.yamos. Róbin. de forma que. Ouve-se dentro o som das vindo. ! polIta. Egeu e a cOInInva. . ami~ade . uma ra· me desse o menino roubado. logo me concedeu.Vamos. ouve-se além sono. TITÂNIA. I cimo da montanha.se. onde andava à procura de agora abominam o seu rosto " " to que Ja cumpnmos os nossos ntos miminhos para este horrendo imbe. Mas antes de mais I PUCK- te venha íacomodar-me. E onde eles dormem. possam todos leais amantes serão unidos. tilante . Pois Diana vencerá Cupido. tal pérolas de cin.~pas de caça.Aí tens o teu amor. vou libertar do feitiço a raio Rei das Fadas. Oh. Mas pe. E lá os dois pares de esquilo e te trará nozes frescas. dá- gar uma boa aveia seca. vou sa. que um de v?s encontrando-a há pouco atrás do coisa acontecer? Oh. E agora.Bem. e ela OBERON.cmco. assima hera femi- nina enfia anéis nos seus dedos ru.dormindo estendida aqui na chão. Apressem- cas e perfumadas. ço-vos. TITÂNIA -:. chama pela música eque tai-a no vale a ocidente. sonho penoso. debandai. Ide-vos. sões eu tive! Parecia-me estar ena. olá.BoBINA.Preferia um punhado regressar a Atenas e recordar as pe.I (Saem. Ri· delicioso espetáculo? Mas começo OBERON . e voan- gosos. ao acordar pr~speridade.:. ordenando a um I música. (Saem as fadas e os Vê como costumavas ver. dos seus elfos que o levasse ao meu I me as maos e embalemos o solo sinto uma destas vontades de um caramanchão no país das fadas. e estamos ainda na vanguarda do cil. . I tr~. dize-me o que desejas comer. para de lá es- . querido bastante e ela me ter brandamente Quando acordares toma a olhar amor. tremia agora nos TITÂNIA .. que obtive o que queria.Tenho uma fada aven. Vamos. minha soberana. E VIS- bosque. ripécias desta noite apenas como um geral. mas que lhes lamentassem a deon- nhcs.

lembro-me bela festa nós celebraremos! (Saenl apelo das trompas: julga quando a agora. e mais além. mas desistiremos da caçada. invoco a lei contra ele. meu consentimento. Demétrio.Basta. Ja. fora do teceu me parece indistinto e tênue. a formosa posso chamar meu. pudéssemos . senhor. (Trompas de caça e acla.Senhor. como vim aqui ter.meu Creta. HELENA . que ninfas são mia para cá: nossa intenção era fu· DEMÉTRIO . Mas DEMÉTRIO .Teseu.o meu amor segui-lo? 27 . basta.Tudo o que sccn- estas? gir de Atenas para onde. meio adormecido e rão unidos para sempre. ordenai aos caça. a EGEU . Três mais três:"que deu ao grito dos caçadores e ~o ~r a verdade .que estava aqui e nos convidou a: dores que os despertem ao somdas pois feitiço houve . Hérmia afigura-se-me agora apenas como a e Helena acordam e erguem-se em recordação de algum fútil brinquedo HIPÓLITA .Perdão. e toda Hércules e Cadmo num bosque de a minha crença. o objeto e o prazer 'dos de um urso com cães de Esparta. têm as pernas arquea. são de raça espartana. . tenho a impressão .cutar a 'confusa harmonia da matilha trompas. e Dené- brar os ritos de maio e. ou.são de ver tudo deformado como se riam defraudar-nos a ti e a mim. Espanta. ta de São Valentim já passou: e só meus olhos é unicamente Helena.Vamos. em que o ódio tan. é minha filha adormecida. Egeu. e ali está Helena. os céus. em Esparta ou na Tessália. do meu consen. Demé. lei. Demétrio. mas voltaremos lhas'pendentes que varrem o orva. sabendo da timento em que ela fosse tua.Senhor. Não vos pareceu que o du- TESEU . derreteu-se. Creta. juro. eu repelia.Feliz foi tal encontro.Eu também. a virtude do. queixadas. seguido por Helena se ainda estivéssemos a dormir.que vimcom Hér. ela era um ali- todas as regiões vizinhas pareciam LISANDRO .Estava certa vezcom sobressalto. pêlo acinzentado e ore. e e do eco em conjunção. enfermo. agora começam a acasalar-se os Foi a ela que me prometi antes de pois as matas. dizei-me..Bomdia. gosto se ouviu . um trovão mais harmonioso. Egeu e a comitiva. TESEU .. mar. sim. ti da prometida esposa e a mim do ram-se de madrugada a fim de cele. encontrei-o como se fosse um nossa intenção.' mais escutei tão soberbo clamor.a manhã já começa a esgarçar-se. meu bom sonhar. dos. tal neve.uma tão musical dissonân- cia. por Hérmia. ao lado do ódio sem medo nem sus.É hoje.E eu tenho a impres:. não é hoje que Hér.horizonte se confundem comas nu- e aqui. desejo-a". não sei por que feitiço . senhor.Sem dúvida levanta. Egeu. duque. e eu.todos a Atenas. que o amor impelia. Sei que vós ambos sois rivais suspiro por ela e ser-lhe-ei fiel"até TESEU . com largas gentil concórdia. LISANDRO . eles queriam fugir. todo confuso. Helena contou-me a secreta fuga de- les e a intenção que tinham de vir DEMÉTRIO . mações. peita? a vossa vontade e em breve no tem- das e uma papada como os touros da Tessália. I alcance de suas leis. Mas. senhor. silêncio.sim.Têm a certeza de mia deve comunicar-nos a sua de- para este bosque. estes casais . Ide'. Lisandro EGEU . e vsto que ves ou agudos. Mas. A fes- coração. a os meus olhos enxergassem duplo. gra.a tratar do assunto. TESEU .natural e agora amo-a. São lentos para acossar. Nunca (Ajoelham-se os quatro) mas a saúde devolveu-me o. vistes quanto basta: apelo para a vens.) amado em minha infância. trio. Donde vem então esta a morte. amigos. como longínquas montanhas qlle no EGEU .Os meus cães também e inimigos.Senhor. to se apartou do ciúme que dorme amáveis namorados. m~ que estejam aqui todos juntos. Hipólita. levado pela que já acordamos? Eu sinto 'como cisão? fúria segui-os. ressoar de um mútuo grito. trio. não posso ainda afir. erguei-vos to.pois desejo Ia.se- mas os seus latidos combinam. Regressemos nunca matilha mais afinada respon. mento que. vieramter aqui para diamante perdido a que não sei se abrilhantar os nossos festejos. andando com eles no encalço TESEU . como sinos. a Helena do velho Nêdar. responderei plo junto conosco. Lisandro. HÉRMIA . TESEU . Em meio acordado. é isso . as fontes e pássaros do bosque? conhecer Hérmia.' domarei lho matutino. que.) ouvires.

o duque dizer: oh. não lhe podiamescapar.) que os merecia. Caldeira e Esgalgado. glorioso! Oh. pas.) Emcasa de Pedro Pinho BOBINA. porque se as digo EsGALGADO . Na certa foi enfeitiçado. E.Se ele não aparecer.) alhos. Vou pedir a Pedro Pi- FLAUTA . não é? BOBINA.) PEDRO PINHO .Ninguém sabe onde passo por mentiroso. mãos de homem está a voltar dotemploe.apare as unhas para que finjam de dadeiro Fênix.dá seis tostões de renda pelo seu Teseu vez.Parceiros. casaram-se também mais dois mos todos. enfim. seis tostões por dia gos e a comitiva. estamos PEDRO PINHO . (Saem. em uma palavra. não comam cebolas nem umbufão se proporia explicar o que (Entra Esmerado.Não há. que se há de chamar o "So. meu sonho._ seria bem burro PEDROPINHO. o pobre Bobina! ATO V nho que faça uma balada com este sonho. (En- t~mbém. Um Adonis. misa limpa.sabe-se lá o quê.Oh. A quem fosse contar um tal sonho. a dizer o qu~ era. ziada? Por onde andam esses ami- LISANDRO . orelhas de homem ESMERADO. para maior realce. Vou contar BOBINA(Acordando) .) D ou três cavalheiros e damas.mas só um louco ou me Deus. Coma sua vozinha doce Tisbe que não deixe de pôr uma ca- é um verdadeiro Adonis.garras. João galhaços? que fôssemos ter com ele ao templo. Estava. para terem o hálito fresco. e ele bem (Entram Teseu. ninguémme tira Olá.Mas então. nem a sua língua ele. próxima deixa é "Querido Píramo". . ou tal.Não. Fidal- 28 Tisbe. Foi simplesmente o mais talentoso dos os sapatos e vamos já para o palá- umsonho. Hipólita.) guntem quais. cio.) . queridos atores do meu que tinha . Vamos atrás deles e pelo do a Bobina? Ele já voltou para BOBINA . tirando ele. tenho mara- caminho nós contaremos os nossos casa? vilhas para contar. E o mais bem nossa peça teve a preferência. cu pensei que tinha. arranjem bons cordéis para as deixaram-me aqui a dormir. mas umsonho que não artesãos de Atenas. Só lhes digo é que o Caldeira!Esgalgado! Deus me acuda! toda Atenas. Tive FLAUTA . que cada qual repasse o seu há entendimento humano capaz de papel. não é coisíssima nenhuma.Mandaram reca. Uma sala do palácio de da peça para o duque ouvir. sal Bastade palavreado. valha.E Hipólita. Chico Flauta. Arrumem as rou- Foram-se embora sorrateiramente e guempossa dar conta do Píramo. apessoado..Assim foi ele perder uma renda de CENA I seis tostões por dia para o resto da nho de Bobina" porque é todo em. HÉRMIA . para encurtar razões. A minha sevai a nossa peça por água abaixo. mas não me per- sonhos. e pensei FLAUTA . a par com . dia DEMÉTRIO. que eu responderei logo. momento feliz! acordados. Imaginei que era. Bobina. va- jamais provaram. mas que comédia delicio- jamais enxergaram.Bobina! Oh. Se ti- jamas concebeu ou o seu coração véssemos levado a peça por diante Fim do IV Ato foi capaz de expressar o que era o tínhamos a nossa fortuna feita. for a minha vez chamem por mim FLAUTA . coração. e o meu pai CENA II pelo papel de Píramo ou nada. Ele é barbas postiças e laços novos para uma visão das mais estranhas.Onde está a bela rapa- HELENA. (Saem. não. não há duque já jantou. tra Bobina. Que bobinado: e hei de cantá-Ia no final me enforquemse o duque não lhe Atenas. Já não se pode representar. Vamos. tudo. Pedro Pinho! Ó Chico Flauta! PEDRO PINHO . .vida. (Sai. lá PEDRO PINHO _ Ora conta lá. na morte de desempenho de Píramo.Quando pára.Senhores.Eo duque pediu-nos (Pedro Pinho.Deves é dizer um ver. eo que faz de leão não Imaginei que eu era . Olhos humanos Tenho a certeza de que todos vão jamais escutaram. tal qual aconteceu.Impossível..

que mascaradas nos ajuda- uma fantasia tão fecunda. apesar de ser ram ao vosso serviço. restre moradia. "O breve e tédio. sem dú- um vê mais demônios dos que possa presentação. amigos. Vamos. Deve ser alguma sátira cáustica e ser levado a mal. farsa mui trágica". ao figurar-se uma Vossa Graça escolha o que deseja núpcias. pede. renovado. :Hérmia e Helena. Filóstrato. no entanto. E à medida que tendes para esta noite? Que masca. contudo. tão louco quanto ele é o na.) num perigo para facilmente transfor. e um amor sempre . em louvor de Hércules.Mais estranho que verí.não sei de nenhuma tão breve - . Olouco. TESEU . a vossa mesa. mais . incisiva que não convéma uma ce. dessa . trazeí-os dro.E quem são os atores? a imaginação concebe coisas desco. da terra ao céu TESEU . em sublime delírio. rosa senhor. gressei de Tebas vitorioso. . é o que contam estes namora. é testemunha de algu.Aqui está a lista trabalhado com o cérebro e que. que diversão ramar mais alegres. Tem tais recursos a dos divertimentos preparados. possam divertir-vos os esforços des- rente.Que eles acompa- dizer gelo ardente. FILÓSTRATO . cidade e por acatamento nunca pode alegria. grande consistência. Como poremos de dico. Devo confessar que. mar uma sarça numurso. trata-se TESEU.) 29 cidade.Aqui vêm os nossos na. trágica! Breve e tediosa! Tanto vale LISANDRO . ainda mais do que a nós. e esse é o destas horas de tortura? Chamem mata.Estranho caso. logo forja oportador que há ver primeiro.TESEU . HIPÓLITA . de uma peça de dez palavras ao todo danças. nunca um acesso de riso as fez der- vai rolando os olhos. que con. fadas.Vamos então escutá-la. o amante e o poeta toda ela não há uma que seja certa dente das festas? Que folguedos te· nem um ator adequado ao papel. para acalmar a ânsia vida o é. musas chorando a morte do Saber. os meus olhos se ume- descobre a beleza da lendária Hele. Esta já é velha. sos lugares.Aqui estou."A batalha contra os FILÓSTRATO . o vosso acordo semelhante discórdia? fábulas absurdas. TESEU . Não.trágica. que no rosto de uma cigana vi o ensaio. Farsa e dos.Mas toda a história não é digna de vós. cantada ao som da har- HIPÓLITA .deceram de lágrimas e. essas histórias de leito real.Senhor. meu senhor. Ouvia-a de pa por um eunuco ateniense". (Sai Fi/ástrato. que têm um cérebro tão efervescente. meu pa- seus espíritos. e cantaram-na a última vez que re- tão estranha e maravilhosa.Ora vamos a ver. rão a passar estas eternas três horas seguem idear muito mais coisas do e.o que a torna tediosa.Quero ouvir a peça.Não. aqui.) Que a feli. artesãos de de um corpo.noite. rada. e consegue conferir a com algum recreio? Atenas. É que os amantes e os loucos FILÓSTRATO . meu nobre senhor. TESEU . esta não: já a relatei à minha ama- com a simultânea transformação dos absolutamente nada. e o poeta. FILÓSTRATO . e do céu à terra. "A revolta das bacantes ébrias ma coisa mais que de simples diva. Nunca pude dar crédito a essas vossos passos. morado. na. de trazê-Ia. nhem. tornai os vos- rimônia nupcial. puseram laboriosamente a alegria. "As nove TESEU . (Entram Demétrio. anta a' ponta e não vale nada. meu senhor. TESEU . são dez palavras a que vão da ceia ao momento de dei- que a fria razão jamais poderá apre. corações! Tisbe. senhoras. a pena do poeta reveste-as mos o tempo preguiçoso a não ser calosas. pois o que é oferecido com simpli- morados cheios de contentamento e recentemente falecido na miséria". que música? Como enganare. façam pouso em vossos so auto do jovem Píramo e da sua seu. de noite. que até agora nunca tinham um aéreo nada um nome e uma ter. tal como eles a contam. neve prodigiosa . . os e chamejante. E são constituídos só de imaginação: mos emvista? Não haverá uma re. e em tar? Onde está o nosso fiel inten- ender. (Entrega-lhe um pa. basta cismar pel. a não ser que da. quando louco. e vós.Ora dizei. Que nesta peça em honra das vossas imaginação que. medidos que empregaram para a e de como em seu furor dilaceraram gações da fantasia e adquire uma aprender e a cruel fadiga que puse- o vate da Trácia".funcionar as mentes enferrujadas. pois que nela Píramo se conter o vasto inferno. FILÓSTRATO. Lisan. Te.Homens de mãos nhecidas. Centauros. e.

o afeto e a simplicidade. Eu.Este homem está de Leão.de peito . cruel. Pedro Pinho. DEMÉTRIO .e. manchou. feroz é um Leão. não falta leão vai falar. E tomar como certos os 'seus desacer.É da melhor vema ser. Onde os PEDRO PINHO . finalmen. Moralidade. Heis. E esta é a brecha cúmplice. é preciso assim seu Píramo fiel mata-se a mens de grande saber viessem aco. o medo suíocar.) Este aqui com o reboco o muro que eu sou o próprio Muro. O Muro vil e mau que vontade que viemos de mau grado. e morre. já se vos patenteará ou frincha. en. reira. que da.cou o prólogo para a frente como dois amantes vão contar-vos a his- rem-se pálidos. na sua PEDRO PINHO .) te. não para que lamenteis ter vindo que uma noite em que a Tisbe veio hoje aqui. Esta é a tão.nenhum elo mas estão todos em vindas. disso verás. HIPÓLITA . que ho. em minhas viagens. o Luar.Senhores.Desembestou pelo da sua Tisbe o véu encontra assas- tos. Pois que tal era amantes iam ter.eu via-os então tremer e torna. alto e nosso entretenimento consistirá em airoso. um verdadeiro encanto. Perante as falhas de um pobre prólogo como se fosse um potro sel. o Luar e o Leão como para quando tantos burros o fazem! qüência petulante e audaz. meu respeito timorato. Tisbe.basta uma pessoa falar.Se vos apraz. os amantes separa. o prólogo está pronto. nhor. DEMÉTRIO . mister que conheçais da história. de saber. talvez que neste entremez. não viemos mas sim uma frincha no Muro. precisamente o nosso intento. É cheios de lanterna e o molho de espinhos re. (Saem meio a uma frase.) Espantai-vos. talhar curto sem ter-me sauda. Vem o mancebo. essa venda. HIPÓLITA . É de noite.Estou em dúvida se o do.Tanto mais gentis sere. que os pobres miséria sobrecarregada nem o res. no acanhamento de um desordem.Como discorre bem. fracas habilidades. doce amor. e o Luar.sucumbir ao peso do tributo. Tisbe. tória de melhor maneira. O peito transpassando. tal é o verdadeiro em segredo. o senhor! Bem pode um leão falar do que na volubilidade de uma elo. como eu já meus senhores. à sombra da amo- lher-me com estudadas boas-vindas. Píramo. se quereis saber. (Entra Filóstrato. coitadinhos. Este homem com a um semelhante emplastro! princípio do nosso fim. :'HIPóLÍTA.' (Toque de trombetas. nada estão os atores à espera da vênia. de boamente. O ponta coma pontuação. Breve vos cairá dos olhos um tal.Acontece. ver.O seu discurso parecia TESEU . A arga- TESEU .para contentar-vos. senhores. Ao túmulo . voa. ele to. porque era muito bem falante que já se ouviu. então. Ora esse Muro era "FILÓSTRATO. eles não servem para estas coisas.uma cadeia emaranhada.Que dúvida. onde havia uma brecha. E agora.Não gosto de ver a para enfadar-vos não viemos só a medo. o Leão lhes' as ensaiadas falas e.TESEU. o que se faz vado Leão a assustou. com as faces sangrentas o mos agradecendo-lhes por nada. espantai-vos à zer de Muro. TESEU . um certo balbúcie.Muro. E o TESEU . Corre. se· vontade.Mas. TESEU . fazer ponto final em um menino toca o flautim: sons. quem se se. fazer gala das nossas tinham que contentar-se de falar TESEU . pela qual Píramo e Tis- toda a verdade. LISANDRO .ramo.É o tabique mais 30 boas intenções que aqui estamos presenta o Luar. Entra Tisbe.Na verdade. Eles com seu mister vão para encontrar a Píramo. OLeão. lia tanto e mais gue? (Entram Piramo e Tisoe. massa e a cal estão a demonstrar Pedro Pinho para dizer o prólogo. dama de formosura rara. E acredita. meu amor.Disseram-me que demonstrar-vos já.que seja com medida. sinado.mas sem compasso. Já lá Nero para lá namorar. A meu uma pantomima. vou fa- filais. disse. E ao descobrir Deu-se. Alevanta a lacerante lâmina zelo. o mal- ..) O MURO . de olhar ao mérito mas à intenção. uma alma nobre não deve vagemque não pára no ponto final.Qse se aproxime. Caldeira que nunca tal fez. o Muro e os e. e na fuga deixa cair o manto. quele silêncio eu extraía as boas. be às vezes iam cochichar. Este bicho I ' . Este homem é Pí. meu nobre senhor: não tanto transtornado. . dizendo menos significam que a pantomima vos surpreenda. E através de amantes vão falar.

ta.Não está em quarto tas vezes.Os cornos.TI eu. TE5EU . Quan. Atra. rubim beijaram tuas pedras que o HIPÓLITA.Nem Xéfalo amou não sou leoa nem leão. (Entra Tisbe. Como Lisandro eu sou cons.) tão absurda.Não devia. DEM~TRIO . por DEMÉTRIO . me enganares aSSIm. e PÍRAMO .Oh muro! Quantas vezes TESEU.Lá estarei. . não teus lábios de mel.É a fera menos (O Muro levanta os dedos aparta. a troiana amante. temo que a Tisbe falte à pro.PÍRAMO.Este leão é uma ra- Os deuses te protejam. ai de PÍRAMO . noite. sau.Como! Abateram o TESEU . (Sai) comporta juízo. um homem e um . raposa. tão fiel quantovendo um leão feroz rugir no seu dia está pra ir.Parece-me que o muro.Oh. Para ver TESEU _ Se os imaginarmos que na lua se costuma ver. Tisbe! passar por muito bons.Sim.Ao túmulo de Nero LISANDRO . obrigado. fera que eu já vi. que se- amorosa como ela. ser a vossa imaginação e não a o astro lunar. e pra lá vou agora.E tenho a certeza de . (Entram o Leão e o Luar. meu senhor. senhor. ai de mim. frincha pra eu dar uma espiadela. cortês. não. com a sua obrigação. meus lábios de ginação as emenda. vés de ti não enxergo o céu.Entrevejo uma voz: é deles. I O LEÃO. dos. te! Ai de mim.Beijo a brecha. piores. '.Pensa o que te aprou.Não. muro ramo e Tisbe. noite horrenda tante. Aí vêm dois todos. aqui viesse com más intenções mi- messa de vir. TESEU . tostões.ser leão.) malvado! Maldito sejas. TISBE . Mas que vejo eu? TISBE . TISBE. agora.) I o homem na lua? ' 3i meu amor. Oh muro. paras o meu do jardim do pai dela. senão como há de .A tua Prócrus serei. acon- tecerá tudo 'certinho. tal qual eu HIPÓLITA . mim.E que remédio. ai de DEMÉTRIO . Mas deixemo-lo com o seu vidos! juízo e. 'venho a ser o homem Tisbe. Nunca ouvi peça O LUAR. Oh.O Muro já cumpriu porque uma raposa porta um ganso. Mostra-me a tua brecha deste muro cruel.nor ratinho monstruoso. Ohomem devia estar dentro TISBE .Ah. gentil irás ter à uma hora? posa. ' serido sensível. eu. Helena. que vens sempre quando o TISBE . noi. quanto PÍRAMO . cha: Vossa Graça já vai ver.As melhores coisas nes. nha vida não valia sequer dois muro! muro gentil. noite" ch. senhores. (Saem Pí. dosa do seu Píramo querido. de profissão marceneiro. "Por me anganares assim" DEMÉTRIO . O MURO.Esta lanterna figura disse.) PÍRAMO.Meu amor! És tu o nobres animais. Sabei que eu sou um tal Es- merado. muro. quando os muros têm ou. não o serão tanto se a ima. to ao juízo.Esta lanterna figura apartamde mim. sem fim! Oh. segundo penso. com a vossa permissão. te gênero são apenas sombras e as tê-los na cabeça. TESEU . quanto à coragem. . pois este amor imenso é todo o coração medroso à vista do me- teu. TESEU --:" Píramo aproxima-se PÍRAMO. meu muro entre os dois vizinhos! que o seu juízo não comporta co- senhor.t: uma fera muito man- mais uma vez. Comseus cornos.Nesse caso terá que O LUAR. e um ganso. beija-me pela TESEU . E retira-se ao passo que a sua coragem não TESEU . quan- A Tisbe não vejo no jardim. Porque 'se mim. ragem porque o ganso não porta a é:'a deixa da Tisbe. crescente. Ela vai entrar agora e eu vou espreitá-la pela frin.vamos escutar a lua. furor. muro. tanto a sua Prócrus bela. por isso não se vêém.Senhoras. Silêncio! (Entra Píramo) ver. deveria replicar. Vou para o muro. oh muro. Oh muro sempre amável! ainda PÍRAMO . devia escutaste o gemido de Tisbe.de puro. o astro lunar. querido TISBE . mais não haveis agora de tremer e escura! Noite negra. viva ou mor. da lanterna. Com seus cornos. se ausculto ao longe o seu rosto como eles Se imaginam poderão I TESEU~ Este é o erro maior . se vos bate do muro. sa e conscienciosa.

Bem rasgado. ramo. leão. Mas silêncio. ma vez. como mulher .Oh Natureza. la-se. Lágrimas correi. Oh bichaninha amada! I mas.Prossegue.Com a ajuda dum ci- de esperar que acabe a sua revo. se Tisbe. lua. meu amado ardente e fero? criaste uma tal fera. aí uma pessoa.Meiga lua. (Morre.O que tenho a dizer Amassai. morto. cegai. (Apunha. Vai esconder teus olhos rEntra Píramo.Um tal arrebatamento das estrelas. (O Luar retira-se. agradeço. sai. vejam. Teu nariz de cereja. ai de mim.Ora aqui está o túmulo do velho Nero. leão. tudo quase que bastavam para entristecer HIPÓLITA _ Para um tal Píramo isso devia estar na lanterna porque tudo está na lua. TESEU .E aqui vem ela com Espada fendei as suas queixas.. Morre sem mais não. (Tisbe que é. estais a ver? Mas nem isso.Deus nos acuda! foge.Oh. DEMÉTRIO.) Do lado onde a trote Oh morto. Lua.Deus nos livre! .) ela que era a loura mais lo~çã. a lua brilhou muito.) já está a ficar queimado.Nesse caso. pode ressuscitar e vol- lução.) Morto. DEMÉTRIO _ Um átomo faria TISBE . Oseu de- e a morte duma querida amiga já sespero terminará a peça. . Vinde Fado algoz! I tal' a sua asnce.Bem luzido. es- vem Tisbe. De Píramo o seio.Não ousa meter-se Espero. Dormindo. Aqui toda ensanguentada! I rurg~ão ainda.. é que é. não.E então veio Pí. assim fugi Um túmulo mudo LISANDRO . Onde anda agora o PÍRAMO . ai de mim. minha flor? (O Leão rasga o manto de Tisbe . LISANDRO . DEMÉTRIO . este leão que se Píramo.E eu estou a ficar Oh deuses. por tão clara brilhares.) Minh'alma o correu . Senhor? DEMÉTRIO . (Entra Tisbe.Este Píramo é real- HIpÓUTA . porque está morto. luminosos. o desespero não deve ser muito.Bem rugido. fala. meu amor? Bate o coração Oh Píramo. "videlicet".) HIPÓUTA . temos A tua veste melhor I TESEU . por dever de cortesia. com aqueles seus olhinhos doces. Amantes.Como foi o Luar Parcas de aspecto feroz.Ora este meu cora. por que pender a balança: qual será melhor. DEMÉTRIO. luzes está em quarto minguante. oh dor. te os teus raios solares. estás surdo? DEMÉTRIO . olhos radiosos.A julgar pelas poucas Como pode isto ser? I não é nada. Para o empíreo céu. Pois Lua voai. Teus lábios liIiais PÍRAMO . Que vejo. Lua. TESEU .ela O LEÃO (rugindo) .) Teu rosto de limão: 32 aos teus raios dourados. O fio da vida cortai. morre. Agradeço-te. HIPÓLITA . morre. cansada: se ao menos houves~e mu- dança de lua! O que é este horror? I ! LISANDRO _ Um asno. morre du- dentro por causa da chama. este molho' de espinhos é o meu molho [matai! I TESEU _ Vai desrobri lo à luz de espinhos e este cão éo meu cão. Coração parai. ção! Estou até compena do homem. TISBE - Realmente. .Oh suspiros e ais - Língua. olhai. realmente. que assim seja . concluí e I encontrar o seu amado? é só Que esta lanterna é a lua.. i desaparecer antes da Tisbe vir e O LUAR . Olhos. Fala. a LISANDRO _ Ela já o enxergou DEMÉTRIO .E o leão sumiu-se. olhar de Tisbe os i Morre. pero é que seja breve. 'fEsEU .Oh lágrimas e abrolhos - Já de lés a lés. de pé! TESEU . massacrai. mais viçosa rosa. ele como ho- ceifou minha Tisbe formosa? Ela mem . mente um ás no morrer. Do lado canhoto. Cá vem ela. Assim morri.Bem corrido. HIPÓUTA . Tisbe.

) Alín. aproxima. • I • ça d o soI segUln ha mnguem a censurar. I me a frente com a vassoura para Venha a casa abençoar. E semsinal agoirento. na ver. I triple Hécate e fugimos da presen- quando os atores morrem todos nao ' d~o como cs so. fa- Sem verruga ou cicatriz. coma liga de Tisbe. fe.: dançar I ' i o seqUlto. transpassai E até ao romper do dia Este meu peito fido! (Apunha· CENA 1/ Por toda a real mansão la-se) Dancemos com a mão na mão. Que o senhor destas moradas Mas vamos à bergamasca e deixemos trem Titânia. Quinze dias Alegre sobremaneira que as três irmãs irosas.. exausto do seu árduo labor. o_vosso auto não carece de das. hora em que na lareira os tições Uma ventura sem par. As nossas rondas aladas. que acompanhamos o carro da justficação.. I t d t' f 't nhos. Oberon e I quanto agora prolongamos o serão. nem um gemido! Este lar.) (Cantam e dançam.) E vós.' O dia do nascimento. (Entra Puck. Cada qual com o seu hino bela tragédia: e assim foi. abençoei-o. Leão para enterrar os mortos. Mendaram. Vinde todos par. I Conceda apenas beleza da nossa companhia? I I À prole que deles nasça. Gentis ami. E nós. adeus. vao I • - ! Seja sem tara nem jaça. Fim da Cena I do V Ato Língua. E nada de desculp~s.Restamt o Luar e o Do augusto leito nupcial. o epílogo em paz. E nós. TESEU . Vamos todos augurar I I I na. dade. Por minha ' . e notavelmente representada. Ó na· morados. I enquanto o lavrador cansado resso. ~av~r. É a hora dançar uma berga~asca por dOIS noturna em que se abrem os túmu. I Que todos os três casais não: o muro que separava as duas rão. desta. (Dançam. Assim Tisbe se vai. (En. OBERON- Adeus. Os punhais. O melro. que ele está morto. ao es. adeus. OBERON . (Morre. prolonguem o seno. los e os espíntos. Ao nosso reino do ar. Temo que na manhã que se Que o fogo está a se apagar. ou v~r cutar o pio da coruja. Inundai de luz a casa Vamos todos regressar das. BOBINA. tanto Acorrei eIfos e fadas A voar. Não corta o coração? Comtoda a sua boçalidade esta far. garanto-lhes que consumidos deitam um último ela.) Tenha paz e alegria. como na roseira Tinha as faces viçosas o lento avanço da noite. Tornando um dia feliz . de dor lembra-se do sudário. (Saem Titânia. os elfos e as fadas. hão de durar as comemorações. já é quase a hora das fa. gua de bronze da meia-uoite bateu Sob a cinza dorme a brasa: Antes do romper do dia doze badaladas: para a cama. teria sido uma . I Sejam em amor leais. escapando. . agora folgamos. :É a À descendência real DEMETRIO . :É a hora emque o leão Apartemos todo o mal faminto ruge. com Cantem todos o reírão' As sangrentas harpias festins noturnos e prazeres sempre Que cortaram por fim TITÂNIA- renovados. ~praz a Vos. TESEU . E que a mão da Natureza sa Graça escutar o epílcgo. vamos deitar-nos.E o Muro tambem.Não. Chorai.) 33 . sa serviu para nos ajudar a esquecer Pulai.Nada de epílogos. (Saem todos. se o au or a peça ivesse eJ o J • ( v Com o orvalho matutino o papel de Píramo e se enforcasse Nem um ratinho perturbara a paz J Consagremos este lar.) A trama dos seus dias) Em cada nota um gorjeio: Venham agora a mim. e o lobo uiva à lua. Oberon e o séquito. ficai com Deus. Aprendam a melodia. casa abençoada.) Pocr . varrer a poeira atrás da porta. a escundao. por vaguear nas alamedas. gos. E duma canção Como a couve do horto. e o infeliz que jaz no seu leito I famílias foi-se abaixo.

I Fim do V Ato I I l° I 34 . E eu. ! Peço que aplaudais comigo. que espíritos somos. o Puck travesso. Se a miragem transitória Serviu para entretenimento. PUCK- Se nós. Faremos coisa melhor. . pensai Que apenas um sonho fomos E que a visão já se esvai. i Se me tendes por amigo. Com o tempo. A trama leve da história Perdoai-nos. Como sou o mais afoito. Se nos dais vosso favor. Vos ofendemos. Desejo-vos boa noite E de todos me despeço.

Uriano Mota de Santana. de Andradina. Dejair Cardoso da Silva (que acaba de ganhar. São Paulo. com Nelson Rodrigues e o Fato do Palco. Dejair Cardoso da Silva. por Natura. bem conhecido no meio teatral scb o pseu- dônimo de Luiz Sorel. tiveram textos de sua auto- Augusto Boal. pela segunda vez consecutiva. e os outros são sim na medida do possível ampliada. 100 mil e 80 mil) são do Rio. pubJicaao em outubro do ano passado no Jornal da Tarde. 14-12-81). em segundo lugar (prêmio de Cr$ 200 mil). de São Paulo. do Rio. Luiz Peduto. com Nascimento dos Maus Elementos nas DOS JORNAIS Terras de Degeneração. das Faculdades Integra- ' O mais importante dos seis concursos. júri. destes. Lenine Fiúza Lima. e oterceiro. el cional promovido pela Prefeitura de Guarujá). vencido por Lúcia Maria Mac DoweIl Soares. com Num Fio de Linha. com a respeitável do- dos concorrentes cariocas. e de Renato de Assis Fortes. Os prêmios têm o mesmo valor dos do' Concurso de Monografias. tam- atual edição é seguramente a última com a chancela do SNT. no valor de Cr$ 80 paulista Dario Uzam Filho em terceiro (prêmio de Cr$ 150 mil. de Recife. um é do existe uma provisão orçameniária intocável. coube fan Michalski a um inveterado colecionador de prêmios e vencedor do mesmo concurso no ano passado. com Tietê Mais o Riacho do Rabo em Pé. 35 . Mas os vencedores dos cinco concursos Antônio Carlos dos Santos Carvalho o primeiro prêmio do Con- já são conhecidos. da UERJ. de Brasília. e a sua lista revela um apreciável pfedomídto curso Nacional de Dramaturgia Infantil. o concurso de âmbito na- Só resta torcer para que a tradição não seja interrompida. nos quadros do futuro de Aleoc Leão Flores. cuja colocado. para as quais seminário a ser especialmente organizado. Luiz Peduto. com Os Centros Populares de Cultura: Momento ou Modelo? Todos os concorrentes premiados (com Cr$ 120 mil. o Serviço Nacional de selecionou 10 outros textos que serão lidos e discutidos num Teatro vai liquidando as suas tarefas rotineiras. a sergipana Aglaé d'Avila Fontes de Alencar. com a também carioca Eliane Ganem Uma das exceções aconteceu no Prêmio Van Jafa de Jor. por O Senhor Quer Fazer Amor Aqui em Casa?. O júri Instituto Nacional de Artes Cênicas. Em segundo lugar colocou-se a dupla carioca Marilda Kobachuk e Diana Ribeiro. com o qual assina os seus trabalhos como diretor e ator. cujo primeiro e único prêmio. da Hélio Alonso. da Escola de Música da UFRJ. de Aleir José Dias. e em terceiro o também carioca An. venceu com a peça Querido Papai o Con- CARIOCAS DOMINAM CONCURSOS NOSNT curso Nacional Universitário de Peças Teatrais. vencedor. tação de Cr$ 250 mil. tônio da Costa Leal. de Roberto José' para Adultos. Oautor premiado estuda na Faculdade de Letras da UFRJ. a paulista mido. e Henrique Pedro Queirós Veludo Gouveia. com Faustifio. da UERJ. do Centro de Artes da Uni-Rio. (Extraído de O Jornal do Brasil. pela peça Maria Língua de Trapo. No Concurso Nacional de Textos para Teatro de Bonecos o primeiro prêmio foi atribuído a uma veterana batalhadora do teatro popular nordestino. e o nalismo. a peça Histórias de A-Aya valeu ao carioca para o próximo dia 15. de Cr$ 80 mil. Os cariocas ensaio intitulado Opressão. Prisciila Barrak Ermel. com um trabalho intitulado O Teatro Político do Arena e de Guar- nieti. nada menos de quatro são do segundo ram com destaque os seus tradicionais concursos anuais. e a divulgação dos resultados estão em princípio previstas Finalmente. bém. e o terceiro a Gilberto e Maria Helena Kuhner. e mais quatro textos foram selecio- nados para leituras públicas. . de Eliezer Moreira da Silva INACEN. cabendo o segundo lugar a Ângela Leite Lopes. Osegundo prêmio. o mineiro Aloísio Rocha Cardoso c Trata-se de uma análise bastante polêmica das teorias de Valnir Farias Pasquim. ainda não chegou ao desfecho. fazendo jus &0 prêmio de Cr$ 100 mil. sendo que Ângela Leite Lopes está atualmente fazendo pós-graduação em Estética Teatral em Paris. O domínio carioca foi completo no Concurso Nacional de Monografia. coube ao jovem crítico paulista Edélcio Mostaço. a Adelino Sérgio Campos Enquanto se prepara para a sua transformação efetiva em de Seixas. o de Dramaturgia das Rui Barbosa. Mauro José Sá Rego Costa e Maria Helena Kuhner. da UFF. de João Pessoa. de Cr$ 60 mil. Neste setor figu. A reunião do de Oliveira. seus autores são: Olavo Rodante. o Mito Oculto do Teatro do Opri. pelo mil). ria selecionados para leitura pública.

cheio de longos tazes. umenorme cupido. enquanto os rapazes dançam desafiadores. Depois. o seu primeiro mara- visão. Ora. car. como se abraçam e rolam pelo chão à gargalhada. se passa: casamento às escondidas. E assim. quase sempre. equilibram apenas múltiplas sugestões e enquadram-se na idéia do espetáculo. a Julieta de Judy Buxton é terna. ao texto a violência da adolescência que descobre o amor seu guranças. muito coloridas. quando esse Romeu 'ameaçador encontra a sua Julieta. brusco. uma iluminação prodigiosa. com grande simplicidade.000. separação. se. os lugares da ação. depressa andam à pancada. já que parte No baile dos Capuletos. jar a peça de toda a convenção do teatro romântico. de motociclista. programas ilustrados. A RSC é a maior companhia do mundo. nem antigos nem atuais. que afugenta as raparigas. E é também qUletar as ruas daquela Verona. venenos. decidiu despo- "('putações solidamente estabelecidas não raro produzem tre. Um jogo sutil de portas e volumes.531. tema essencial. postais e toda uma série: de documentação sobre a sua beijos e abraços. e das casas sempre esgotadas. tando Nicho/as Nickleby. espetado num pau. um espetáculo de oito horas e meia. a ceiteu: de um grande encontro Os rapazes transbordam de juventude. Os figurinos de Nadine Baylis. represen. empunhando mocas (em vez de espadas). Se muitos autores de várias épocas e nacionalidades são Num frêmito de indomável juventude. balha mais gente. no enorme Royal Shakespeare Thea. Em Lon. cuja despesa. Mas não fica por aqui a vitalidade da RSC. pelo contrário. como a janela de Julieta é de tabui- presas. marcam. como seu espectador de lutas das duas famílias rivais. Muito aliciante atividade. The Warehouse. a RSC Lesser. 36 tinua o seu fim último e razão maior da sua existência. Apesar de tanta atividade. tudo isso surge como uma imensa brincadeira entre dois ado- . quem viola todas as regras. vestem de couro e teatral. o risco e o imprevisto. com apresenta o seu repertóriô simuTtaneamente em quatro teatros. sendo ainda habitual vender espetáculos para a tele. na temporada de 1979/80. dedicada a novos autores.500. apenas interrompida por Vitor Pavão dos Santos um intervalo. Fica-se Como o subsídio governamental. enquanto apresentar trabalho perante um grande auditório. talvez mexicano.00. Assistir a um espetáculo da Royal Shakespeare Com. Vamos até lá? A fúria da juventude Este Romeo & Juliet decorre num espaço fechado. tudo o que depo's representados çela RSC. S. embora arrogante e algo infantil. O clima é duma sensualidade muito envolvente e primitiva. ao nível da rua. a oportunidade é boa para conhecer o Shakespeare dos anos 80. com um desmedido sexo arrebatou todo os prêmios grandes da crítica teatral. Mesmo assim. Por con- dres. longa data e. que tem aqui a sua primeira oportunidade de fascinante pode acontecer onde menos se espera. fazendo ondular. poucas. sem que uma palavra seja mudada. qualquer coisa como Cr$ 1. é logo também físico. como neste outono. É porém Romeu. foi de 5. produzir filmes. muito bonita. vilhoso encontro a sós. lutas. durante três horas. que flui. do Arts Council. diretor do teatro-estúdio o teatro é. além das somas guardado durante tanto tempo as convenções impostas pelo avultadas de bilheteria. que nunca muda duo Em Stralford-apon-Avon. cordas substancial da companhia se encontra na Broadway. nhas e abre diretamente. uma espécie de pátio colonial. sempre sobressaltadas pelas a melhor. fato de couro negro. O espetáculo mais de Stratford.861 libras. torna-se tão vulnerável quanto antes era arruaçeiro. dando pontapés com as suas pesadas botas tre e na pequena sala experimental: The Other Place. existem algumas. em cena no Aldwych. a RSC conta. cobre até surpreendido ao compreender como a cena do balcão tem apenas um terço destas despesas. saltitante. Aqui. adaptado do romance de Charles Dickens. ' pany (RSC) é. em que eles se conhecem. Isso posso eu afirmá-lo. editar livros. mas atraente na sua agressividade. como durante quase todo o ano.000. de enormes flores de papel. no vasto Aldwych Theatre e no espaço mais reduzido de traste. tal como o interpreta o jovem Anton Neste momento. com subsídios de bancos e grandes em. o teatro de WiIliam Shakespeare con. a companhia tem duas das mais célebres peças do seu patrono: Romeo & Juliet e Hamlet. o ano passado. assíduo. Quanto ao encenador. barba de dois dias.REL:t:. Ba~ta vê·los para pressentir quanto a sua presença deverá in. pretensamente assustadas. São os números que o afirmam. que. as receitas da bilheteria não chegam para assegurar o Iuncio. simples. quanto possível. C. teatro romântico. a tragédia de Shakespeare adquire uma terrível e nova intensidade. aquela onde tra. sem que nada na peça seja distorcido. Ron Daniels. cujo lucro é considerável. caem sobre a cena. desenhado por Ralph KoItai. também. rante toda a peça. • namento da companhia. Desordeiro. restituindo mendas decepções.::::_ _ :=::::tE _ o"MILAGREII DA R.

turamente marcada. teatro e representado por aquela mesma ccmpanhia e que me Valorizando com rigor e invenção o texto e o ator. 37 . Desde logo se adivinha que será com uma grande eco. íntimo e penetrante. vestindo camisa branca. que os amantes de o elevar. num Horatio exemplar de lealdade. Tom Wilkinson. mas Michael Pen- que apenas a morte a consegue parar. Além. muita organização. está longe de ser frio. ergue-se um grande estrado cinzento. onde os amantes jogam o seu último jogo e botas pretas. Quando trabalha. Alto. alegre no duelo final com Laertes. atual. de tão claro. numa rainha sensual e sem saber bem o que se passa à sua volta. (Extraído de O Jornal de Lisboa. ansicso por conhecer como aparição diabólica. ser o definitivo. de agora. este Hamlet sempre consciente e angustiado. como tomado pelo prazer deira. ao qual. corpo-a-corpo ator-público por vezes difícil de suportar. escolar de barba por fazer e óculos redondos. num coveiro inte- grado na rotina. naquele mesmo conhecidas de todo o teatro universal. um olhos. fazendo interferir os clássicos na vida. Embora talvez não haja na Quando interroga o fantasma. decorado apenas com umas luzes de vigia o rei. trocando venenos. mentos essenciais à ação: bancos. tado no momento. Embora racional. E quando vem à boca de cena. de muito talento. nos braços de Horatio. aquele efervescente convicto que se hesita em acreditar se não terá. encenado pelo consagrado John Barton e dee. sobre o qual se dispõem alguns ele. o monólogo tão conhecido parace estar a ser inven· frio e racional. máscaras. irão reagir perante os vários episódios da tragédia. e pouco quem compreendeu de súbito todo o jogo. com David Warner no protagonista. Quando se faz passar por louco. Barbara Leigh-Hunt. David Waller. numa Ophelia belíssima e moderna. "the rest is silence". muito especialmente. que mergulha na loucura como poderia prender-se ao hábito de uma qualquer droga. os pareceu.trabalho. que come uma bucha enquanto amontoa as caveiras. durante quatro horas. de fato. este Hamlet. um candelabro. jeails de veludo soléu dos Capuletos. nington é um Hamlet tão absorvente. do jogo. Morte aqui significando muito o fim da adolescência. durante todos estes anos. como que aca- John Bury. É frenético quando No palco todo negro. um pouco apenas com uma silhueta fim de século. uma cadeira. mais. adquirem um inesperado significado. e subitamente ensaio suspensas. caem sobre o nau. e como num improviso. desenhado por tornar transparente e inesperadamente moderna. num Polonius um tanto burlesco. as palavras finais: as espadas. nomia de meios que. a jovem Carol Royle. começa a dizer: "To be ar nol fôlego ainda mais vibrante percorre o Hamlet. sempre buscando público. num ples: muito estudo. jovem mas com uma carga prema- ·\ Grandes flores de papel. é tão aquela Julieta e. comos atores. Brincadeira tão alucinante Estes são alguns do conjunto magnífico. em 1965. assisti. destacam-se. apoiado apenas na palavra de Shakespeare e na obras do passado. olhando o público nos Se este Romeo & Juliet respira tão intensamente. equilibrando o rigor e a público a tragédia do príncipe da Dinamarca. patética e indefesa na sua sinceridade juvenil. louquecido. uma mesa com A sua morte. também muito humano nas suas breves alegrias e êxtases. E o segredo deste "milagre" da RSC é sim- presença física dos atores. nhado pelo mesmo Ralph Koltai. que domina toda a peça. emoção. sabe tanto do ofício deles. muito em especial. louro. muito. encenadores da RSC criam uma comunicação enorme com o Porém. delirante no enterro de Ophelia. uma taça de venenos. 13·11-81) . uma peça com 380 anos e que é das mas mall. sem. que todos os outros in. algumas interpretações notáveis pela sua no- vidade: Tony Church. E outra vez o texto se ilumina. muito inclinado. o Hamlet angry bada de escrever. ter aprendido a jogar. esse conjunto que consegue de um outro Hamlet. demonstrando a força do teatro. esguio. despojado de todo o a experiência de hoje para desvendar novas perspectivas às decorativismo. é mortal. no grande conjunto da RSC em força. é ainda mais avassalador. • Usando fatos sem época definida. en- Romeu. que faz ressaltar nota Um tremendo corpo-lI-corpo velmente a idéia do teatro dentro do teatro. lescentes Que descobrem o amor. a armadilha teatral para o rei. desta vez cenário e figurinos. o fim da térpretes parecem dele totalmente dependerI apagando-se para descoberta dos grandes mistérios da vida. e. encenado por Peter Hall. se transmitirá ao Uma interpretação de arrasar. de uma cortina para quematrás dela necessite esconder-se. agora negras. mas que só é possível brilhar tão forte quando inte- Devo desde já dizer que guardava muito forte a lembrança grada numa grande companhia. no entanto. aparentemente to be". usando novos caminhos. fá-lo com tal dúvida que sala quem não conheça o desfecho da peça. Verona querem beber de um só trago. punhais e palavras desencontradas. o público fica se fica sem saber se aquele será mesmo o velho rei ou uma preso desta fúria de juventude. dos sixties. buro- crata demasiado dedicado. impondo a sua realidade. de ma.

uma experiência de magia e alegria. Obrigação. de The "Quinze anos em teatro. cionando. com possível crueldade. espalhadas pe- las paredes. mas ninguém. de uma escola de teatro de uma universidade estrangeira. em 1951. Muitos con- juntos se fundaram nesse curto período. descerá do urdimento um painel com fotografias de cenas das muitas dezenas de espetáculos que . muita coisa bonita No intervalo de um ensaio de Os Cigarras e os Formigas se projetou e se executou. de gosto que é uma mado no palco há vários dias.somente esse arbuto de nada. na época. colaboradores. os antigos poderão rever nostalgicamente. será maturgia empolgando o espectador. uma foto de O Boi e o Burro a Ca- minho de Belém. passaram pelo palquinho do Patronato da Gávea. É como a infra-estrutu ra Se 15 anos de continuidade de trabalho já podiam ser con. com particular emoção. no contexto atual do teatro bra. de P/uft das Gcisterlein. Maria Clara é a culpada. temos a nossa sala de ensaios. para cada um deles. me pedindo. É. uma lição de vida. Temos o nosso ateliê de cos- gostosura. suas origens despretensioso trabalho iniciado." tura. para os assinantes das cadeiras cativas. uma façanha. na Rua Visconde de Piraj á. grupos não têm é a nossa casa. numa versário. caíram da nos acessórios. que estão sendo freneticamente confecciona- os conjuntos. Tablado adiante. qual o santo que resiste? Se Liltle Blue Hotse. • o TABLADO. Em 30 anos. mostrando a impressionante irradiação internacional desse nas Em 1966. com todas as instalações necessárias. bonitos e esbel- tos eles foram naqueles bons velhos tempos. depois de tanta colheita de frutos.Maria Clara serve chá com biscoitos aos seus à passagem do tempo e à variação de condições econômicas. que siderados.cuja pré-estréia. mas . da fidelidade a 38 letra diz: uma idéia. nização carioca daquele tempo continua a existir. nada resistiu quinta-feira . dá uma olha- técnicas e culturais em três lustros: o teatro avançou. dos. 30 ANOS O Tablado. cuja blado é também fruto da minha tenacidade. todos já desaparecidos: Paulo Padilha. Cartazes das produções do próprio Tablado. muitas e muitas outras fotos. um fenômeno quase sobrenatural. . um preparo para uma futura profissão. que lhes mostrarão. recusando alugar o espaço a outros grupos. em que ninguém fazia como ~ste que muitos grupos se desfazem. Carlos Drummond de Andrade escreveu no Correio reunião de amigos na histórica .estes se substituindo a cada ano que passa.e há vários anos desspa- da Manhã: tecida . Por ter este sileiro. e até mesmo um alguém consultar os jornais de 1951 . um grupo estável Iun- tam agora parecem constituir. Você vê: para esta fé. o Tablado Está fazendo 30 anos de vida e emoção. de Maria Clara Machado. em que trabalhar no Tablado foi. os tabladianos que já se foram. quando aí/ligas do Tablado assistirão a uma apresentação da peça Os sei que há tanta gente precisando. a culpado. e fala do segredo da longevidade do Tablado: panheiros . sempre tem. os 30 anos que se comple. houve grandes momentos de dra. como é triste mas natural. tenho a obrigação de levar o bem merece ser comemorado com uma festa toda especial. não nego que essa longa vida do Ta- apoteose final uma canção musicada por Ubirajada Cabral. Um fenômeno que privilégio que o acaso me deu. Cartazes de La Bruxita que Era Buena. com saudade. alguns com cores j~ desbotadas pela ação do tempo. uma iniciação artística. tendo como vantagem da casa fixa. os antigos não deixarão de relembrar também. Maria Clara Machado mostra. cuida do pé torcido de uma atriz. Fora desta Cigarras e os Formigas. Na sala ao lado. estão presas nas paredes dezenas de Uma plantinha frágil que virou árvore cartazes. Mas também fan Michalski cartazes de montagens estrangeiras das peças de Maria Clara. um aprendizado de convívio em grupo.por falta de um lugar fixo blado . paralelamente aos cursos. culpada! Ao mesmo tempo. inclusive. o quanto mais jovens. quando todos os antipática. Emílio de Mattos e Napoleão Moniz Freire. 1 Junto com as fotos. Somente a plantinha frágil de Clara e seus com. a lista dos mortos foi·se tor- nando cada vez mais extensa. Revendo as fotos. de passar às vezes por como acontecerá na próxima segunda-feira. .casa do escritor Aníbal Machado. na qual estão reunidos os seus três protago- nistas. verá que nenhuma orga- indecifrável cartaz russo do O Rapto das Cebolinhas. quando o Tablado comemorava o seu 15Q ani.Uma coisa fundamental que nós temos e que os outro) com um grupo de fiéis visceralmente ligados à sorte do Ta. continua vivo e verde que te quero verde: todo aberto em peça que vai estrear quinta-feira nós já temos o cenário ar- flor.

Prova disso é que os Cademos de ainda esporadicamente. que não ao mesmo tempo. O que sustenta mesmo o Tablado. Só música é de Ubirajara Cabral. essencialmente. em Ensina·me a Viver. os figurinos de Kalma Murtinho. com direção da autora. come- história de 1951 a 1976. não tendo que fazer nada . Depois de 30 anos dessa Gaia. Ricardo Kossovski. e que só agora. inagurando a sua sala completa. Hamilton Vaz Pereira. Maria Clara quisesse chamar a atenção especialmente Ensina-me a Viver a São Paulo. Toninho Lopes. tia. . pe. e aparecia a sua formação. Inês de 'leres. às vezes. Maria Clara algumas responsabilidades adiante. setembro de 1981). Para a sua montagem. à margem da evolução. em caráter permanente. E todos eles continuam vindo ao Tablado. Mas com uma aparência de conservadorismo: o Tablado tem. Quando chegam ao ponto em que começam a evo. Maria Clara tem uma responsável por todas as decisões. seríamos apenas uma entre mos tempos receberam a sua formação básica aqui dentro: 40 opções que o público tem. no teatro carioca? Dulcina. sistemati- aqui é. lançando o bonito álbum que conta a sua ao palco do seu ninho trintão. primeiro.Foi um momento de muita alegria e excitação para 30 anos do Tablado. montava.Talvez se possa dizer que Maria Clara tenha ficado além do papel. muito nuutiarc«. Por outro lado. contrariando 39 . Daqui a pouco vamos ter aqui 10 pecinhas. chega mente reformada. sível entrar nesse tipo de concorrência. deixou de fazer um trabalho fecundo para todas as transíor. sempre. Vicentina Novelli. nem me lembrava como é opinião bem firmada a respeito: bom ser atriz. mas isto não empregados. Agora. Janser Barreto e Ernesto Picco!o. Como se. no teatro profissional. mesmo já fazendo teatro infantil.no total. Sura Berditchevsky. F/ora Sussekind E como foi que a experiência de Maria Clara como Maud. de temos é um privilégio. na festa de comemoração dos . repercutiu na vida do Tablado? Quem olhasse para o teto. inquietos com o que poderia para um de seus personagens: o do menino que. mas não posso deixar de ter luir. A . representadas pelos alunos dos (Extraído de O Jornal do Brasil. inclusive no seu setor de cursos. Istava cansada de ser tudo que ficou à margem do fluxo das transformações. mas o Tablado. Economicamente não seria pes- Ivan de Albuquerque. além do Tablado. como Mourthé. cada um dando o seu toque diretorial próprio. e os pés na terra. Um Tahlado 011 de se aprende a veJar lia cacunda do vento tade de fazer um papel aqui dentro. ser confundida acontecer com a montagem de Os Cigarras e os Formigas. é mesmo o teatro infantil. telefone. de \Volf Maia). uma certa imagem de uma instituição gosto. os cenários de Maurício Sette. de antigas montagens e dos grupos formados por ex-alunos do mo para o profissionalismo. E sabemos Teatro que o Tablado edita há tantos anos publicam sempre que se um dia as coisas ficarem difíceis. vão trabalhar lá fora. Posso pensar nessa delegação de Bernardo Jablonski. Estou peno sando nisso. grandes textos de teatro para adultos. podemos sempre re- textos dos mais importantes e revolucionários teóricos e peso montar o Pluft . cinco espetáculos em cartaz. uma só pessoa acompanhou a evolução dos tempos. porque o Tablado está agora muito bem es· do Bruno. Neuza Caríbé. temos de pagar certa forma ainda se consideram daqui. a coreografia de Cláudio manter fidelidade ao seu dia-a-dia. Isto blado. luz. inclusive os quer dizer que nós fiquemos de olhos fechados à evolução do eventuais prejuízos dos espetáculos para adultos que fazemos teatro no mundo de hoje. a iluminação de Jorginho de Carvalho. o meu trabalho como Maud. começando a passar tão: Bia Nunes. vários dos atores do grupo sentiram tura de Vicente e seu Cavalinho Azul. e saíram mes. estou ficando um pouco cansada. das raras peças de Maria Clara que teve. uma escola na qual os jovens recebem camente. autora. Mas se você quer mesmo uma II novidade. diz Maria Clara. depois que voltei. o que exis- continuam recebendo do Tablado toda força quando saem. cursos e dirigidos pelos respectivos pr~fessores. Esta fidelidade a uma idéia pode. voltam ao mesmo ninho o Tablado aos 25 anos e o Tablado aos 30? várias de suas crias já consagradas no teatro profissional. ainda que continue. no Tablado. tudo retornou ao normal. Os Cigarras e os Formigas é uma discutido aqui dentro. truturado. Tudo isso é amplamente lido e O ensaio vai recomeçar. que a coisa mais difícil para o grupo é viver a sua rotina. Cássia Foureaux. mas não há ainda nada de concreto. Eu é que peguei rante a classe teatral. já pensou? Senti-me uma rainha. veria girando o tempo todo uma minia- o grupo.Posso até ter saudades. com direção comemorando seus 25 anos. Será que existe alguma diferença entre morativa do 309 aniversário do grupo. Rubens Corrêa. como instituição. diretora. Os que permaneceram ficaram Tablado.. deu-me uma von. reconciliei-me com o teatro. os todas as despesas do local.Basicamente tudo continua igual. Por coincidência. e no elenco es- rotina. não mais de quatro ou transformação da linguagem cênica no teatro carioca dos últl. Eduar- responsabilidades. Eva Veja só quantos diretores que realmente contribuíram para a Todor. e ainda tendo direito a diversas mordomias. quisadores do teatro mundial. A infra-estrutura que Paulo Reis. nunca Até camareira tive. fazendo um bom papel. depois de 20 anos sem trabalhar como atriz. uma mono Parece que foi ainda outro dia que o Tablado estava tagem fora do Tablado (no Teatro Casa Grande. a querer modificar as coisas. os salários de dois nossos espetáculos podem não ser inovadores. além das fotos ao mesmo tempo vontade de se profissionalizar. além dos cartazes de montagens estrangeiras de suas meio aflitos com a perspectiva de eu ir com a produção de peças. em termos de prática artística e de amor ao sempre nas listas dos trabalhos mais importantes do ano? trabalho. mas não é de graça. E você não tem saudades daquele tempo em que o Ta- mações importantes que têm acontecido no nosso teatro. Os Artistas Unidos . produtora. Naquele tempo..

Às vezes tanto que nem viram o cena é algum personagem. D. seja possível a irrupção do inesperado no seu coti. gente ou pedra. ou para a Serra aceitar falas como as da Tia AdeJaide de A Menina e o Vento: da Mantiqueira. fica difícil Brocoió cercada de água por todos os lados. toda gente. como em é à toa que logo Vicente sobrevoe o Tablado na comemoração Plult. escolhe não crescer. tória e colore de azul o pangaré. diano sem cor. E cresceram. E se pensa: "Ma. as famosas avisar que fantasia. como no de um Jorge Andrade ou nos quase sempre as tias funcionam como porta-vozes dos valores Boitempos. Só pra ver a cara de triste para os que já passaram por lá como alunos. capazes de fugir para sempre desejou ver representado por atrizes mulheres. para a Ilha de montar um cavalo azulou virar papel celofane. É vê-la com os Minhoca ou o prefeito-ladrão de Tribobó Cify. Florentina e Florzinha de Maroquinhas Fru-Fru. De tirar a me- de longe. de desobedecer à Bruxa- mória e infância. pa. quando se mãe disse que este mundo está cheio de perigos". em A Menina e o Vento: na Serra da Mantiqueira. cavalinho azul no teto. Vicente inventa um cava. "Quando a gente vê que pode ser pás- ousa romper os bons conselhos familiares. os cartazes e fotos anligo~ e 40 ção de Maria Clara. nem sapo". como não é certamente gratuita a minha quando pensa que ele perdeu o medo. é um cavalinho azul. porque maior for o desejo de desarrumar tais valores. e das regras escolares. Só que. pregados nas paredes do teatro. que nem podem mais voar para as paço familiar. "Lugar de moça é no grafia imaginária. talvez numa vassoura mágica. Dessa maneira. Talvez mesmo sentido dos desejos de Maria. ventar Tia Adelaide do piano. Para as Antilhas Holandesas. de alguém que não consegue deixar A dramaturgia de Maria Clara Machado parece agir no de falar do espaço familiar mas que já está fora dele. "Lugar de criança é dentro de casa!". Estão sempre em pauta roubos. E não são um público e uma visão do mundo illfantis quando escrevem. nas costas do vento. ou porque de alguma maneira estranhos recentes. saro ou flor. no entanto. chado. de Drummond. quanto telescópio. como nas diversas petas rece sacudir os espectadores para a expectativa de que. Não é gratuita a presença de uma miniatura do cavalinho "Tal pai. parece haver um Vicente que. sua própria herança. sai em busca de um pangaré velho que. nina do piano. dá para ver que Vi· . E esse afasta- olhos. Como Jorge ele ao menos. porque criança. como Vicente ou Maria. Andrade. Por vontade própria. o Patinho Feio personagem central de A Menina e o Vento. Escolha semelhante à daqueles que optam por se. criança que nem cobra. Cria-se cavalinhos no circo. no centro do universo Iiccional de Maria de Maria Clara Machado. quem vive na rua não tem tutano! " Fica difícil com- escola. mas toda a dramaturgia de Maria Clara Ma· Florisbela. a possibilidade de ver sempre de longe o um. Logo Vicente que. Ele fica girando no teto do teatro e parece D. a O Cavalinho Azul a inventá-ío com ele. capitanias hereditárias. segundo depois ele está de volta." Nos seus textos quase sempre quem ocupa a espectadores. de familiares tradicionais. Não é à toa que se coloca justamente o Cal'a li nho Azul pactuar com o coro de tias quase sempre presentes nas peças no centro do Tablado. aos seus como O Patinho Feio ou A Gata Borralheira. E histórias como olhos de alguém não de todo aculturado. No seu teatro. par. E não como em O Diamante do Grão Mogol. De um menino que não se con. Chapeuzinho Vermelho. por algum motivo alastade do es. talvez "Desmanchar umas paradas. nunca é inocente. tal Pluft". logo em seguida. do seu prazer todo especial em reviver e assassinar de alguma ma- lado. um opção de Maria Clara Machado pelo teatro para crianças. olhar crítico e de longe. quando se trata de repente. é para fugir abre ao olhar infantil a possibilidade de voar com o vento. Dedé e Clara Machado. como Pluft. De alguém. Adalgisa e Aurélia de a A Menina e o J'ento. como os criadores de ficção. exclama orgulhosa a mãe do Imtas- azul no teto do teatro. heroínas que pretendem casar-se com personagens indesejáveis. E. Parece este tem em baixa conta o mundo adulto. que ainda deseja e João e Maria. a deixar à mostra seus sustentáculos. consegue misturar criticamente me. ou heranças. raptos. de ver azul um cavalo. cobrir como o patinho feio "que a gente não é pato. dá vida à sua his. infância e memória sobrevoam não apenas Adelaide. Instrutora. Porque ele. Pureza como em Os Cigarras e Os Formigas. atores ou todo mundo.a neira os valores tradicionais da família brasileira. e passa a virá-la do avesso. ou menos negras e passa-se a rir um pouco do espaço familiar linho azul e obriga todos aqueles que alguma vez já assistiram . Talvez no teto do Tablado olhando meio Desarrumar tudo que é arrumadinho. Para qualquer lugar que pertença à sua geo. as simetrias e semelhantes familiares. Sejam elas D. Logo a cova do vento ou para a Serra da Mantiqueira. cisne ou condor". . como é o caso da bruxinba tenta em comprar um cavalo de brinquedo ou em esperar por Ângela em A Bruxinha Que Era Boa. mento da famma ou da escola. olha de longe para a família de onde saiu. Ou de des- Vicente que. Não se contenta com o papel de espectador um imediato pacto entre os espectadores e essas ovelhas mais e corre em busca da sua fantasia. apenas tias e conselhos maternos que desfilam pelo palco do Colocar uma criança em cena é obrigar a sociedade em que Tablado mas personagens como c Capitão Quartel de Maria se viv. Maria Clara Machado volta-se para sua própria clas- verso adulto. apavorado. E "fazer umas desordens casa com as histórias mais lidas e tudo passa pelo crivo de um por aí". E contrariando o Qualquer um que já tenha lido Peter Pan deve lembrar como orgulho materno. por desvios quaisquer como a Chapeuzinho Vermelho adapta. misto de fantasia e de nomes ouvidos na piano. ou a comemoração. Misturam-se os conselhos mais ouvidos em fugir e voar na cacunda do vento. como a a da Gata Borralheira. para a Terra do Nunca. permanecendo aberta assim. Estão sempre em pauta ameaças ao espaço familiar e ao dos seus 30 anos. como o pangaré velho que se torna azul. Observando-se. Lota. Logo Vicente. E estão tanto mais caricaturaís. nem gato. de onde surge o Camaleão Alface. Maria Clara lugar nele destinado a seus herdeiros. Como Peter Pan circular por todo o universo dramatúrgico de Maria Clara um chora ao perceber que Wendy cresceu.

ao menos no plano da memória. E para sem- II pre condenando-a. Além do próprio espetáculo comemorativo dos 30 anos de fundação do Tablado. E. De quem parece escrever em cima do muro. Falta. Escola de profissionais de teatro os mais diversos. . talvez S~ possa pensar no Tablado fu nda- mentalmente como formador de uma platéia teatral que. E do Tablado saiu gente do Asdrúbal. Do Tablado saíram pelo menos três dos melhores espetáculos in- fantis desse ano: Brincando com Fogo.' Oscilação que permite à dramatur- gia de Maria Clara Machado aproximar-se de um memoria- Jismo crítico. Lá está a eterna caricatura da família. olhar para o cavalinho de Vicente rodando no teto c pensar no número de vezes em que já se entrou no Tablado como espectador. sob a direção de Maria Clara Machado. sobretudo. . do Cabaré. E parece repetir como Pluft: "Que medo. Que coragem. saíram outros para assisti-leso Outros capazes até de. pais autoritários. Não faltam tias. Entre 03 ventos e as tias. para sempre condenado a ela. reíe- rências a A Cigarra e a FormiKa e Romeu e Ju/ieta. o seu eixo ficcional. setembro de 1981). Entre uma visão crítica da famíla e da sociedade brasileiras e um carinho meio sem graça por elas. Na emoção de olhar as fotos e lembrar as montagens a que se assistiu. 41 . E se do Tablado saíram alguns para inventar a própria geografia mágica. Dramaturgia. como quem não quer nada.. gosta às vezes de viajar no cavalinho :r. escola: tamb ém é difícil escolher um dos eixos para caracterizar o Tablado. Não falta uma irreverência meio infantil que vai dos figurinos à inter- li pretação. coloca em cena algumas marcas regís- tradas "tabladianas". mas manda continuamente re- cados para casa. se não virou "brisa do mar". o olho para Vicente c o cavalinho azul. cente fez escola. e fazer di criança personagem oscilante por excel ência. do Pessoal do Despertar. Entre um cavalo azul e um pangaré marrom.~iil ou nos ventos alheias. (Extraído de O Jornal do Brasil. se não foi "fazer teatro". do Manhas e Manias. de ma- neira cúmplice. Nem sei . encenação característica. Entre a infância e o mundo adulto. belíssimo. Os Cigarras e Os Formigas. Sonhe com os Ratinhos e Vira Avesso. Nesse estranho jogo de quem ousa fugir para a Serra da Mantiqueira. misturada 'I sempre a um certo carinho de quem se sabe. virar para cima c piscar. que ainda não fora montado. Fica-se oscilando e percebe-se que falta alguma coisa.

DA TIJUCA TEATRO DO BNH A Tragédia do Rei Christophe. Direção de Manoel Koba- Anderson. Ingr~ssos: Cr$ 600. do Dolabella. Reinaldo Gonzaga () mano Filho. An· do da obra de Shakespeare. Hilário Stanislaw. com Elizângela.00.00. Camilo Bevilacqua. Ingressos: Cr$ 800. Ingressos: Cr$ 500. Viva Sem Medo Suas Fantasias Sexuais. Rogério Fróes. Ger. de Aguinaldo Silva e Doe Com. TEATRO DA LAGOA Carlos Nino.00. Juliana Prado. Dire- Luiz Sorel. José Luiz Ribeiro. Direção de Nobel de Medeiros. Direção de Sérgio Britto. La Vênus Desbundê. com Francisco Mila- ni. Bia Guida Vianna. Regina Rodrigues e Tamara Taxman. . Tel- ma Reston. com Andréia Daher.00. Luís A Receita do Sucesso. Fernando Eiras. parato. Direção de Luís de Lima. Ingressos: Cr$ 500. Ingressos: Cr$ Martim Francisco. Cr$ 400. Direção de José Renato. Marques. Ingressos: Anna Zelma. com Duse As Tias. Direção de Maurício Sher. Dedé Veloso. TEATRO CÂNDIDO MENDES A/zir(l Power. A Senhorita de Tacna. com Osmar Prado. Ingressos: Cr$ . Angela Avillez. Caíque Fer. Sérgio Fonta. DE BOTAFOGO 500. Direção de Bernard Seignoux. com Te. de Ana Elisa Gregori. os 600. L1osa. Quando as Máquinas Param. com Cacá Rosset. Gomes. adapta- com Zózimo Bulbul. Alcione Araújo. Hélio Souto. Moisés Guilherme Karan e outros.00. Arthur Costa Filho e Marta João Siqueira.00. Ingressos: Cr$ . Pepita com Alzira de Andrade e Jorge Paulo. Jorge Itaboray. Ednei Gicvenazzi.00. Pereio. Ingressos: Cr$ 400. com Maria Goretti. com Dulcina e Max Nunes. Carvalhinho. Carvalhinho e José Santa os 700. Celestino Sobral e Agosto a dezembro . Margarida Moreira. na. nio M. Ingressos: Cr$ 400.00. de Sérgio Viotti. TEATRO DA GALERIA Maria Helena Dias. Ingressos: TEATRO DA ALIANÇA FRANCESA Aichenblat e outros. Ingressos: Nune~. de Vladimir Maiakovski. de Pierre Chesnot. Cr$ 600. Luís de Lima. Malu de Castro. Dema Marques.00. Marga o Melhor dos Pecados. Corrêa e outros. Maia com Louise Cardoso. de Aim é PAPAGAIO CAFÉ CABARÉ Césaire. A Tempestade. Felipe Pinheiro. Marcos. reira.. Ingressos: 400. com Jorge Dória. Ingressos: Cr$ 600. TEATRO COPACABANA MOVIMENTO reza Raquel.1981 TEATRO DA ALIANÇA FRANCESA outros. Direção de Wolf tonio Pompeu. Direção de Barreado. Walmor Chagas. Alexandre Ingressos: Cr$ 300. César Honorário dos Anjos e dos Diabos. Direção TEATRO DOS QUATRO de Pierre Astrié. o Senhor é Quem? Texto e direção de TEATRAL João Bithencourt. Lenne Nunes e outros. Naccarati. Catalina Bonaki. com Maurício Barros e Wal· ção de Luís Mendonça. Felipe Carone e Carlos Eduar- 42. Ana Lúcia Torres. Germano Filho. Quem Gosta de Sexo Morre Fazendo TEATRO DE BOLSO Amor.00.Ingressos: os 300.. de Montenegro. João Carlos Motta.00. com Miriam TEATRO CASA GRANDE dir Maia. Ingressos: Cr$ 800. Lucy Monte- bello. Cruz. com Cláudio Corrêa e Castro. com Vera Raible e Poleiro dos Anjos. man. de Mário Vargas Rodrigues. Direção de Jorge Fernando. e Roberto Lopes. Luís Anto- Direção de Bibi Ferreira. Comunhão de Bens. Chris.00. Marcus Alvisi. ítalo Rossi. o Percevejo. Olney Cazarré. Vicente Pereira.00. Susana Vieira.00. Cláudio Savietto. Aderbal Júnior. de Antonio Bivar. Direção de Luís Antonio Martinez Cor- TEATRO CLARA NUNES TEATRO DA PRAIA rêa. José Santa Cruz. com Paulo Bacellar. de Ira Evans. Paulo César TEATRO DULCINA tiane Couto e outros.00. com Antônio Grassi. Luiz Pimentel e Elza TEATRO GINÁSTICO 700. Ingressos: de Moraes. de Augusto Boal. Direção de Vil/age. Direção de AURIMAR ROCHA João Bethencourt. Marcos Wainberg.00. de Plínio TEATRO DE ARENA de John Tobias.00.00. Nildo Parente 600. Gilda Guilhon. Elizabeth Savalla. Marília Barbosa e outros. Carla Neli. Heloísa Hele. o Assalto. Tessy Callado. Ingressos: Cr$ 600. José Eduardo Arcuri. Edilson Reis. Pedro Veras. chuk. . Pires. de José Vicente. de Mauro Rasi. texto e direção de Ferraz. texto e direçãode Buza os Carlos Rossi. de Hilton Marques Abi Ramia.00. Vera Setta.

00. Direção de Luiz Mendonça. Murtinho e Mauro Mendonça. de Jacques Thiériot e do Jalusa Barcellos. Nicette Bruno. Ingres. . Roberto Vignati. Louise Cardoso. com Rubens Corrêa e José de Abreu. Direção de Fi·lo Porque Qui-lo. Julita Ricardo Blat. de Ísis Baião. de Gugu Olimecha. Estelita Bel1. Evandro Comyn. Ingressos: TEATRO GLÁUCIO GIL TEATRO MESBLA os 500.00.00. Fontoura. Josmar Martins. Oswaldo Louzada. de August Strindberg.00. Direção de Fábio Rocha. Ingressos: Cr$ . OUTROS ESPETÁCULOS Slade. Ingressos: Cr$ 600. Maria Lúcia Vidal. ra. Me Acudam Simone Hoffman. Isolda Cresta. Dilma Lóes. Mário Maia.. TEATRO RIVAL TEATRO VILLA·LOBOS TEATRO IPANEMA o Beijo da Mulher Atonh«.00. Josephine Hélene. grupo. valcanti.00. Stela Freitas. de Doe Comparato. Em diversos locais apresentaram-se os sos: Cr$ 400. A.. Arlete Sales"e Iris'Bruzzi Ingressos: cione Araújo. Graça Czyz. de Newton Goldman. Mara Baraúna. de Lilian He1lman. Hélio Ary. Silva. de Sergio Melgaço. Angela Valério. Sueli Franco. Direção de Puig. Direção de CeciI Thiré. Gilles Gwizdek. Michello Naili e glia. Maria Letícia. Naldo Alves. Ingressos: Ingressos: Cr$ 300. José de veiro de Castro. com Cláudio crutinie Dela. Anselmo Vasconcel. Expedito Bar- sos: os 500. I gressos: Cr 700. Angela Leal. Mauro Glória Menezes e Tarcísio Meira. Tony seguintes espetáculos: Ferreira. Fred Gouveia. com Jorge Déria. com Ricardo Petraglia. de Martin Sherman. Direção de Oswaldo DOce Deleite. David Pinheiro. In. de Bernard Cabaré S. Carmen Figueira. Kinha Costha. Marcos Garcia. Refém . de Manuel o Pecado Capitalista. com Grande Othelo. Ricardo Petra- Angela Valério. de Jean Genet. Bibi Ferreira.00. de Gugu Olimecha. IVQ Fernandes. Sergio Miletto. Rasi e outros. Olimecha. Di- reção de Nelson Xavier.00. de Shakespeare. com ro Cesar Muniz e Jorge Andrade. ção. gressos: Cr 100. Calúnia. Ingressos: reira.00. adaptado da novela de Mário de Sangirardi e outros.00. com Grande Othelo.A Troca de Casais. Guedes. OIney Cazarré.Ciça Gui- deira e outros. Ingressos: Cr$ 800. Oswaldo Neiva. Ingres.TEATRO GLAUCE ROCHA Andrade. Ariclê que Eu Sou Donzela. Carlos Silrei- Ingressos: Cr 700. o Musical. Agnes Fontoura. Thelma Reston.00. de Alcione Araújo. ou Votando no Es- Paulo Afonso de Lima. 43.. Elza de Andrade. de Paulo Goulart. Ingressos: TEATRO SESC DA nmcs Cr$ 600. Antonio de Bonis. com Marília Pêra e Marco Cr$ 700. Ingressos: Cr$ 400. de Oduvaldo ral. Dire· TEATRO VANUCCI Swing . Moço em Estado de Sítio. com Sônia Cla- Carlos Cardoso. Direção de Aderbal Júnior. Ingressos: Cr$ 700. Pedro Paulo e Vânia Alexandre.00. Gê Menezes. A Corrente. Sylvia Ban. . Ingres- Carlos Capelelli e Chico Martins. com Falcão e João Costa. Angela Perez. Mãos ao Alto.00. Ingressos: Cr$ 500. Direção de Emiliano Queiroz. Direção de os 800.00.00. de Luiz ção de Gracindo Júnior. Renato Castelo. As Criadas. ção de Luiz Albuquerque. com Gugu Bent. Henriqueta Brieba. com Cláudio Ca- Gonzaga. Rio. 400. José Mayer. de Aurimar cunaíma. Gabriel Cortes e Flor Duarte. TEATRO GLóRIA TEATRO PRINCESA ISABEL Viva Sapata. nior. o Beijo da Louca. Luis Carlos de Moraes e outros. de Leilah Assum· Chico Lá. Jacque- As Chupetas do Sr. com Alfredo Ebasco. Osmar Pra. Paulo Pinheiro. de Oswald de Andrade. com Jacira line Laurence e Susana Faini. Direção de Flávio Range!. Angelo de Mattos e outros. Almeida e Marta Pietro. Ingressos: Cr$ 700. de Consuelo de Castro. Almir Telles. com Lídia Brandi. com Rosamaria Rocha. Antonio Pedro. Fábio TEATRO MAISON DE FRANCE ção de Luís de Lima.00. Ilva Nino.. Ingressos: Cr$ 700. À Moda da Casa. Sampaio. Nanini. Dire. Direção de Aderbal Jú- los. Antonio Pedro. Hamlet. Mauro ra. Lau- Rocha. In- TEATRO JOÃO CAETANO sos: os 400. marães e Ana de Fátima.00. Re- Loureiro. Monah Delacy. de Flávio Márcio. Costa Filho. Maria Pompeu.00. .00. Martim Francisco e Arthur do. Direção de AI· nata Franzi. Senhorita Júlia. Carmen Ga- Lina do Carmo e Saraka Barreto. Macunaíma. Monah Delacy. com Vara Ama. com TEATRO SENAC Marcos Qliveira e elenco do Grupo Ma- o Genro Que Era Nora. Nelson Dantas. Direção de João das Neves. Direção de Antunes Filho. Angela de Castro. Paulo Guarnieri.00. Júlia Cr$ 500. Direção de Ivan de Albuquerque. Rasi e Vicente Pereira. Silvia Tietes. com Alice v. Ivan de delha. Freitas e outros. Direção de Vejo um Vulto na Janela. Ingressos: Cr 300. Direção de Antonio Pedro. Cláudia Costa.00. com Dina Sfat. Ana Maria Magalhães. Díre- Gracinda Freire. com Ary Vianna Filho. Tudo Bem /10 Ano que Vem. Haroldo Botta.

Deixa Ficar. A Vlti· e Manias. Amém. A História da Esta Noite Você Pode Ser Qualquer Rafael de Carvalho. de Tutu. de Sol. de Fernando P. Era Mas A. de Benjamin Santos. A Rua da Nossa Gente. do Grupo Ta. Chuvosa. de Adail Viana. Milne. Jari. Destronou Teresa. ro Rasi. Grile e Corpo Vivo. Yo Quiero Decir Algo. Medidas Desiguais. Maxambomba ao Sul do Equador. dos Grupos tos de Oliveira. A Nau de A Gema do 01'0 da Ema. de Vital Farias O Capim e as Mara ~'ilhas do Jardim. de Ronaldo Ciam- Nüo Aconteceu. O Coronel e o TEATRO INFANTIL O Peixinho Dourado. de Jorge Corrêa. de Fréderic FIa· A Mágica da Praça. adaptação de Dormidas. de William Maiakovski. o Assíria. de de Tonio Carvalho e Ronaldo Mota. de Revelação. o Boi e o Automóvel. 2q Mostra de Teatro Amador: Grupo Rio Show. Hye POTOroa. O Campeonato dos Pombos. Teatro de Fato. Teatro Mágico: Oli. de Pão. Isabel Câmara. Duas Vezes Teatro: Tarde Bem Disposto. do Grupo Turma ca: Por Todos os Séculos. Estiveram em cartaz as seguintes peças: de Jair Pinheiro. É o Grande As Travessuras de Galápago. Anus. a que Causa Dedicar a Vida? Máximo Gorki. de André Felippe Mauro. A Missa Submissa ou o Padre que Não Neves. A Louca. de Carlos Nobre. do Sandy. Entendido. Grupo Raio Maria Minhoca. de William Sha- kespeare pelo elenco da Actors Touring Ciranda e Palhaços. Vicente Pereira e outros. In Certos Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. Muito de Nós ou de Festa. de Gogol. Livre. de Holanda. direção de Últimos Filhos de Deus. de Prata. de Vladimir Os Saltimbancos. cola. de Sylvia Quem Quer Casar com o Dona Barati- OrthofL nha. pro. Elizeu Miranda. de Regina Lopes. João Carlos Rodrigues. O Menino Maluquinho. Very Very Gay. de Nélson Azancoth. de José Facury. de Pedro B1och. 44 Dalila de Copas e o Rei de Cuba. Limpos Boleros. lIbunda. Na Lata de Lixo. de Aurimar Rocha. de João Siqueira. de Raimundo tural. espe. de Sallo Tche. The Tempest. Cena. o Bonequinho de Madeira. de Timochenco Whebi. Grupo Carroussel. Grupo Caro da Tribo Trupe Cooperativa de Palha. de Laís Costa Velho. Thackeray. Casos. ma Encenação. adaptada do romance A Histária do Chapeuzinho Vamel/lO. tada pelo grupo português A Comuna. de Eduard Roessler. A flora Extra. Pelo Buraco da Fe. Ainda Viagem à Imaginação. Um Pouco de Mim. de Dedires Demrós. Os Chapeuzinho Amarelo. de Sílvia Castro. O Pássaro. As Três Luas de Junho e uma de Julho. de Jorge Gomes. Facetoface. de Angela Bocchetti. W. de Luiz Roza: Alô! Alô! Brazil. Pau-Brasil Nem Tudo Caminha Viu. com o Grupo O Operário. de Olucaro Ocimotana. chadura. de Zé Zuca. País de Mr. de Francisco Moreno e Nick Ni· pume. de Alberto. A Puritana e os Marginais. O Diário Demétrio Nicolau. de Ediney Lincovsky. Resth: Já Escutei Essas Palavras Não Sei Onde. de Bloco da Palhoça em Canto de Trabalho. • A Jaula. Gado- fredo Manda Brasa. de Pablo Neruda. Zum ou lois. de Tavinho Paes. a Marionete. de Ziraldo e Te Amo Amazônia. Pequenos Burgueses. peça apresen. Já Que Está. Meu Canto Brincando Com Bolas e Balões. Nobres Cidadãos. de Chico Buarque Pernalonga e o Lobo Mau. Cantora sem Disco. Os Banhos. de Luís Fernando Veríssimo. As Moças. tinho.cabou Sendo. de Herrera. de Régis Ro- Desfuga.. Vira Avesso. de Gilson Moura. Palitot Golpe. Seu Chico Chegou. Guimarães.. da Terra e roussel. Rodrigues. de Pinóquia. Ayala. O Mal do Mal. do Pessoal do Território Adivinhe o que é. de José Vallusi. de Alberto Cruz. adaptação de Chico Zulk no PlaneIa do Macacos. Operação Limpeza. drigo. A Noite das Mal A Cigarra e a Formiga. de Toni A Busca do Cometa. de Paulo César Cou. A. de João das Neves. de Teotônio de Paiva . Chapeuzinho Vermelho. Psicoterapia de Brincando Com Fogo. broni. LudlVig. de Régis Rodrigo. de Carlos Meceni e Mauro A Lenda do Vale da Lua. de Petersen. O Arquiteto e o Imperador da A Lua do Gato e do Rato. . de Ubirajara Fidalgo. táculo variado da atriz argentina Cipe Disposto. de Manassés Sano Araújo. de Brigitte Blair. Uma Janela Para o Sol. e Muito Na. de um Louco. de José Wilker. de c José Maria Rodrigues. de Marcus. A O Anel e a Rosa. Gron Circo Kobrum. Labirinto. de W. Loucura Aqui. de vários autores. mochenco Whebi. de A. de Maria Clara Machado. de William Dou. de Fernando O Palhaço e a Bruxinha. Um dução de Roberto de Castro. de Arrabal. Tem Coisa na me Desafia. do Circo. O Trágico Acidente Que Buarque de Holanda. Valsa nq 6. Bye Coisa. do Grupo Vivo Muito Vivo e Awl Lata Que Verde Mata.e Ruy Sorel. de Angela Herz. de João das Padovani. de Willian Inge. [te N. Roberto de Castro. Quarentaille. Na Terra do Company. de Brigitte Blair. Os Marginais. Bão e Serena Guerrilha. A Cidade da Alegria. Michael Rozen. de Jorge Nascimento. de Ti. Vivo Muito Vivo e Bem de Maria de Lourdes Martini. direção de Roberto de Castro. do Grupo Manhas Vovô Ciementino Contra o Planeta Cor um Grito Sem Eco. Os Três'Porquinhos. Mau. gins Home. Três Peraltas na Praça. cos: Pato com Laranja. Colcha de Retalhos. de Charlcs Serdeira. Matador. de João Siqueira. de EJoy de mando Casamento na Floresta. Ari Fontoura. de Mauro M.

de Ân. Cinco Mil Passos. Floresta Encantada. a Gata Borralheira. Mauro Menezes e Lu Maia. Casa da Vovozinha. de Alice Reis. Zé Colméia e a Pantera Cor de Rosa na Brincadeiras de Palhaço. Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau na Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau. de Oliveira.. de Antônio Pinheiro. de Robson Borba. de José Luiz Viveiro de Pássaros. de Roberto de Castro. de berto de Castro. A Formiguinha e a Neve. de Veillard. produção de Roberto de Cas. Popeye. de Maria Mônica e Cebolinha. O Palhaço Tororó no Reino dos Ani· Os Três Porquinhos e o Lobo Mau. . de Hilton Ainda Não Aconteceu. de mais. produção de Roberto As Aventuras do Rei Comilão. Cláudia Gonçalves Pinto e I lemelaço. do Grupo Carroussel. O Planeta Lilás. I Parabéns prá Você. Gool de Tia Candoca. com Carlos Au. Maria Clara Machado.- Emília. Washington Guilherme. O Patinho Feio . de Jair drigo e Gilberto Rosa. Maria Conta História. direção de Ro. de Eliseu Dom Quixote. SnolV Variado. de Ramon Pallut. Coelho.: roussel. Abra- Neves. Coutinho. de Roneds Rodrigues. a Dança da Re5. A Fada Licinéia e o Rei da Prezepopéia. de Jorge Amado. de Tádzio Foreis.. Grupo Carroussel. Projeto Fazendo Arte: Ô de Casa. de Dariam Silva. Chapeuzinho Vermelho. a Bruxinha Rebelde. Roberto de Brito. gelo de Matos. Uma Pitada de Sorte. de William Gonzalez. A Bruxinha de Minisaia. Lagoas. de Denise Men· Roberto de Castro. tro. O Palhaço Tororó no Reino dos Animais. 45 Maria Trapalhona. Dom Quixote e a Bruxinha Dondoca. Silva. Grupo Carroussel. Era Uma Vez. Mickey. Amigo Ido Catibiribido. O Banho do Senhor Comissário Gambá. Costa e Sérgio Sampaio. Camaleão e as Batatas Mágicas. outros. Rodi. de Charles O Gato Playboy. de Arthuf Maia. de Tádzio Foreis.. Branca de Neve e os Sete Anões. direção de Roberto de Castro. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhcí. produção de Peter Pon. Emília. Lua de São Jorge. Carlos Araújo. Alice no País das Maravilhas. donça e Maria Mazzetti. concepção e nis-en-scene Cinderela.lurreição. do Grupo Pes. dç Pina de Oliveira Bastos. de Ismaelina Grupo Clã do Jabuti. adaptação de Paulo César Bailarina. de Ziraldo. Pinóquio. Aventuras de Candelário Cardo. lherme. to. a Fada e o Palhaço. Santos. Serdeira. o Marinheiro em Busca do Te. de Maria Lulu e Bolinha Contra o Capitão Gancho. Palhaço da Cidlkie. de William Guimarães. Falso Fantasma. direção . seI. os Coelhinhos Tral'essos. de Kika e Keko. gusto Jaolino. História de Duas Rosas. Episódio: Maria Palmeira Maria. Uma Fada Muito Louca. Jair Pinheiro. do . Pateta e a Pantera Cor de Rosa. de Thais Bianchi. de Régis Ro· A Mulher Maravilha em Apuros. direção de Ariel Dorotéia. de Henrique souro. O Gato de Botas e Luluzinha Conlra os O Leão Que Ficou Sozinho. produção de Roberto Branca de Neve. Os Cigarras e os Formigas. Aventuras e Demnturas de Felida. Pinheiro. palavra e Pintar de Cor e Salteado. o Fantasminha Camarada e Clara Machado. de Eurídice. . do Grupo Carroussel. do Grupo E Se Papai Noel Não Vier. produção de Castro. a Beielé'l Existe Mesmo. do A Cigarra e a Formiga. de Jair de Benevides.No Reino do Não Faz Nada. adaptação de de Castro. de W. Grupo Carroussel. produção de Roberto de Cestro. com Marcílio Neves. direção de Roberto de Castro. do Grupo Caro Bruxa ou Cinderela. de Jair Pinheiro. de Alice Reis. do Grupo Carroussel. do Grupo Carroussel. . de Maria de Lourdes Martíni. Cia. de Pernambuco Clara Machado. Gasparzinho. de Hamilton Tostes. de Mário das Bailarina da Caixinha de Música. Lua Me Dá Colo. Joãozinho e Maria na Casa da Bruxa. de A Cigarra e a Formiga.. de Dalal Achcar. de Washington Gui- A República dos Bichos. o Gaulês. de William Guimarães. de José Roberto Mendes. Grupo Carroussel. Pato Donald e Margarida. os Três Porquinhos. de Ro. do Grupo Carrous- A Bombinha e o Sonho.. Caiapó. chado. berto de Britto. soal do Território Livre. com Eloy Ma. de Ricardo Déa. Super·heróis contra ª Mulher Gato e I Peteleco-Eco. adaptado por Luiza Pinheiro. Saci e Visconde Contra Auei». de Jorge Lins. de Braguinha. O Sapo ou o Por Quê? de Pedro Veludo. As Aventuras de mil Rei Comilão. direção Tom e Jerry em Busca de um Casqmen- Grupo CarrousseI. Miranda. Grupo Carroussel. Um Telefonema Para o Japão. Bruxos da Floresta.de Anilza Leoni e Álvaro Emflio. Bloco da Palhoça em Canto de Trabalho. do Branca de Neve e os Sete Anões. Saci e Nastácia . de Jair Pinheiro.

Grupo Carroussel. O Sonho do Urubu Banana na Terra da Nova Mandiocal. direção de Luiz Zaga. O Galo Que Virou Pinto. de Ceeília Meireles. de Cláudio Eudes.. Papai Noel e Luluzinha Contra os Bru- xos Trapalhões. do Grupo Teatro Crismaran. . Em Algum Lugar. O Tesouro do Pirata. produção de Roberto de Castro. Com Panos e Lendas. O Pinto Que Virou Galo.. Joãozinho e Maria a Caminho da Lua. Faniquito e Espevitada. Festival de Música na Floresta. o Dragão da Maldade. produção de Roberto de Castro. de Mareílio Neves. A Praça da Troca das Tralhas. de Washington Guilherme. Viva a Gaveta Viva? A Casa do Bode. . Vamos a Belém. . Alice no País das Maravilhas. O Rato Godo/redo Contra Bruxela Per- versa. Doutor Cotó.de Alexandre de Paula. O Boi e o Burro no Caminho de Belém. Onde Tudo é Possí- ~'el. Cores e Flores em Tempo Cinza. 46 . de Ha- roldo Paixão. Sonhe Com os Ratinhos. A Arvore que Andava. Mamulengo Estrela do Rio. O Mundo Alegre de Marcílio Neves. Pinto Calçudo Descobre a Bahia. O Patinho Feio Contra o Gavião Patudo. Ou Isto ou Aquilo. Eram os Portugueses Astronautas.

Cabrujas.O Jubileu. nlJ 82. L. Vian. Os Males do Fumo. nlJ 69.O Túnel.O Pequeno Príllci· nlJ 67. nQ 48. O Pedido de nQ 900 Casamento. de .Antes do Café. nQ 74. balena. Caragiale. nlJ 46.O Defunto. Wedekind.Mestre Pedro Pathelin e VaIli.A Derradeira Ceia. J. Silveira Sampaio . E. José Carlos de . nQ 82.A História do Zoa. Gheon Henri .Édipo Rei. nlJ 88. nQ 63.> 78. 70-71. cipe. nlJ 49.Teatro Meireles. O Pastelão c A Torta.A Sombra do Desfila- deiro.O Jogo da Indepen· Wilder. nlJ 71. nlJ 680 nQ 48.A Intrusa.Guernica. Largekvist. n9 83.A Gramática. .A Consulta. A ~uele que diz Não. gentino. na Boca. Qorpo-Santo . dência.A Morta. Racine .A Mais Forte. nl.A Noite de Teresa Ci- Futurista.Todomundo. nlJ 65. A. nQ 83. nQ 68. Anônimo . França Júnior . O Retábulo das Maravilhas. nlJ 55. Borges. nlJ 73. n9 51.Uma Carta Perdida. Um Tango Ar. Aman-Jean . Oliveira. e Chica da Silva. A Bici. Virginia . nlJ 72.Viagem Feliz de na. gra. nica. nlJ 47.Conversão Sinfonieta. Aquele que diz Sim. nlJ 61 .Amor de D.Os Embrulhos. nlJ 52. nlJ 55. NãoConsultes Médico. Maeterlinck . Ferro. Tardieu Jean . José Ignácio . XV) . nlJ 47. Inês . e Simum. nlJ 75. Andrade Oswald . Karl . Co. nl.O Homem da Flor nlJ 80. Quanto Custa o Obaldia. n9 89 Cocteau Jean . nlJ 53.Assassino. Stríndberg August . Harold . Valentim. R. Saint·Exupéry. n? 72. nlJ 79. C. n9 66. O Inglês Maquinista. e A Dama da Bergamota. nlJ 43.Farsa do Mance. . ' nlJ 64. . O Mendigo. A.> 89 47 . .Lição de Botâ- Anônimo (séc. Kokoschka Oskar . Cavalcanti . nQ 47.Maldita Parentela.A Vigarista. Thorton . Ghelderode . rio. Frank .O Guarda dos Pássaros. e Treco Checov Anton . nlJ 900 nlJ 59. n9 880 Byron. Carmosina . Brandão. Tennessee .Textos à disposição dos leitores na Secretaria d/O TABLADO Albee. nlJ 81. Triângulo Escaleno. nQ 640 rança das Mulheres.Bumba- meu-Boi. Amanhã Sou Outro. PirandeIlo.A Via Sacra. As Interferências.ONariz Novo.Do Tamanho de de Gente.Us Ãàvogados. nlJ 63. e Piquenique no Front. nlJ 54. nQs Brecht. nlJ 61. nl. Luigi . nQ 81. Casona Alejandro . . Monteiro A. e Viajantes para o Mar. Bugêne . Macedo 1.Good·bye. William. Raul .Caim. Garcia Lorca . Perlim- plim comBelisa em seu Jardim. nlJ 57. nlJ 67. Pinter. nQ 77. nlJ 850 Labiche.Fala Comigo Doce cleta do Condenado. nlJ 58. nlJ 83.> 82. nlJ 50 mônio. nQ 84. anarco-sil1 dicalistas. nQ 660 A Fechadura.Construtores de Impé- nlJ 62. L. nQ 84. Hoje SO/l /1/11. Cervantes .Em Figura Millor Fernandes . M. R.A Exceção e a Re.O Novo Otelo.O Doido e a Morte. Os Credores. Azevedo. I. e Um Gesto por Outro. Robert .O Tribunal dos Divór- cios. nlJ 76.Os Cegos. nlJ 65.O Único Ciúme de Emer. Trenton a Camden. um Defunto. Luiz . bo. Settimelli. Thomas. Espe.O Caixeiro da Taver- Barros A. Boris . Yeats . Baccioni. nlJ 60. nlJ 88 Martins Pena .Sketches Cômicos nlJ 86. nos Cabos. nlJ 54.Morte Natural lia nlJ 43.Mateus & Mateusa.Ato Cultural. Manuel . nlJ 87. Machado de Assis . Paer . nlJ 76. nlJ 90. nlJ 52. Machado M. . Só o Faraá Tem Alma. nQ 82. nlJ 56. . Marinetti . Synge J. Bertolt . nlJ 89 O'Neil\ Eugene . Como a Chuva. Marinho. e Os Viajantes. nlJ 85. Forca. nlJ 46.Noite. nlJ 62.A Morte e o De- Arrabal Fernando . n9 81.

D.00 de vale postal. pagável no Rio de Janeiro...06. Rezende Nunes - TABLADO. Shakes- peare o • • • • • • • • 6 Sonho de Uma Noite de Verão ...EAD 21. Shakespeare 8 Dos Jornais .T.W. Embarque de Noé (música-gravação) 200..J... sem- 48 CARTAZES 50. o assinatma anual (4 n.. . o mesmo deverá ser remetido à agência dos correios do ]ardim Botânico . Em caso ° O Patinho Feio (música-gravação) . as) 160.00 pre em nome de Eddy Cinira de Rezende Nunes.. íNDICE Como Utilizar Roupas de Épocas . Company.2005 .W. 200.00 Autora: MARIA CLARA MACHADO Clarinha na Ilha o • • • • 90. O Tablado: 30 Anos ooo 35 Movimento Teatral o o o '" 42 À venda na Secretaria dlO TABLADü CADERNOS DE TEATRO.. Penrod .00 70.Concurso do SoN. 1 Texto Para Estudo: A Tempestade ..00 Estas publicações poderão ser pedidas à Secretaria O Cavaiínho Azui o..00 d'O TABLADO mediante pagamento com cheque visado.. em nome de Eddv ..RJ. Royal Sha- kespeare. .

","doc_promotions_enabled":false,"static_promo_banner_cta_url":""},"eligible_for_exclusive_trial_roadblock":false,"eligible_for_seo_roadblock":false,"exclusive_free_trial_roadblock_props_path":"/doc-page/exclusive-free-trial-props/354214031","flashes":[],"footer_props":{"urls":{"about":"/about","press":"/press","blog":"http://literally.scribd.com/","careers":"/careers","contact":"/contact","plans_landing":"/subscribe","referrals":"/referrals?source=footer","giftcards":"/giftcards","faq":"/faq","accessibility":"/accessibility-policy","faq_paths":{"accounts":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246346","announcements":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246066","copyright":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246086","downloading":"https://support.scribd.com/hc/articles/210135046","publishing":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246366","reading":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246406","selling":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246326","store":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246306","status":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/360001202872","terms":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246126","writing":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246366","adchoices":"https://support.scribd.com/hc/articles/210129366","paid_features":"https://support.scribd.com/hc/sections/202246306","failed_uploads":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210134586-Troubleshooting-uploads-and-conversions","copyright_infringement":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210128946-DMCA-copyright-infringement-takedown-notification-policy","end_user_license":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210129486","terms_of_use":"https://support.scribd.com/hc/en-us/articles/210129326-General-Terms-of-Use"},"publishers":"/publishers","static_terms":"/terms","static_privacy":"/privacy","copyright":"/copyright","ios_app":"https://itunes.apple.com/us/app/scribd-worlds-largest-online/id542557212?mt=8&uo=4&at=11lGEE","android_app":"https://play.google.com/store/apps/details?id=com.scribd.app.reader0&hl=en","books":"/books","sitemap":"/directory"}},"global_nav_props":{"header_props":{"logo_src":"/images/landing/home2_landing/scribd_logo_horiz_small.svg","root_url":"https://www.scribd.com/","search_term":"","small_logo_src":"/images/logos/scribd_s_logo.png","uploads_url":"/upload-document","search_props":{"redirect_to_app":true,"search_url":"/search","query":"","search_page":false}},"user_menu_props":null,"sidebar_props":{"urls":{"bestsellers":"https://www.scribd.com/bestsellers","home":"https://www.scribd.com/","saved":"/saved","subscribe":"/archive/pmp_checkout?doc=354214031&metadata=%7B%22context%22%3A%22pmp%22%2C%22action%22%3A%22start_trial%22%2C%22logged_in%22%3Afalse%2C%22platform%22%3A%22web%22%7D","top_charts":"/bestsellers","upload":"https://www.scribd.com/upload-document"},"categories":{"book":{"icon":"icon-ic_book","icon_filled":"icon-ic_book_fill","url":"https://www.scribd.com/books","name":"Books","type":"book"},"news":{"icon":"icon-ic_articles","icon_filled":"icon-ic_articles_fill","url":"https://www.scribd.com/news","name":"News","type":"news"},"audiobook":{"icon":"icon-ic_audiobook","icon_filled":"icon-ic_audiobook_fill","url":"https://www.scribd.com/audiobooks","name":"Audiobooks","type":"audiobook"},"magazine":{"icon":"icon-ic_magazine","icon_filled":"icon-ic_magazine_fill","url":"https://www.scribd.com/magazines","name":"Magazines","type":"magazine"},"document":{"icon":"icon-ic_document","icon_filled":"icon-ic_document_fill","url":"https://www.scribd.com/docs","name":"Documents","type":"document"},"sheet_music":{"icon":"icon-ic_songbook","icon_filled":"icon-ic_songbook_fill","url":"https://www.scribd.com/sheetmusic","name":"Sheet Music","type":"sheet_music"}},"categories_array":["mixed","book","audiobook","magazine","news","document","sheet_music"],"selected_content_type":"mixed","username":"","search_overlay_props":{"search_input_props":{"focused":false,"keep_suggestions_on_blur":false}}}},"recommenders":{"related_titles_recommender":{"ids":[54403571,85473582,178677462,53146342,210484873,55887474,351917124,222323665,174122264,261869966,311135190,50959966,34388553,360260985,265282081,97323666,234787046,365332624,187076817,278833877,77477035,375176454,73820042,340188068,279585516,128304937,98678846,103624833,78419806,181268728,354214317,354214270,354214047,354214282,354214051,354214197,354214275,354214089,354214273,354214215,354214255,354214196,354214201,354214048,354214269,341243660,341263717,354213967,341244131,354214042,354213971,341263379,354213984,354213983,354214045,341244607,354213972,341243246,354213975],"title_link":null,"title":null,"track_opts":{"compilation_id":"3NorSEKlhXoqZ1MNcvV/n0NuwFs=","module_id":"A3YzkhFP/JDjEtPBtrBUD/MgaLs=","widget_name":"right sidebar","track_id":"flattened_recommender"}},"footer_recommenders":{"recommenders":[{"ids":[54403571,85473582,178677462,53146342,210484873,55887474,351917124,222323665,174122264,261869966,311135190,50959966,34388553,360260985,265282081,97323666,234787046,365332624,187076817,278833877,77477035,375176454,73820042,340188068,279585516,128304937,98678846,103624833,78419806,181268728],"title_link":null,"title":"Documents Similar To 091 - Cadernos de Teatro","track_opts":{"compilation_id":"3NorSEKlhXoqZ1MNcvV/n0NuwFs=","module_id":"fF9uYw2Clr3dWEB+hbJ2jdmRJXA=","widget_name":"document_carousel"}},{"ids":[354214317,354214270,354214047,354214282,354214051,354214197,354214275,354214089,354214273,354214215,354214255,354214196,354214201,354214048,354214269,341243660,341263717,354213967,341244131,354214042,354213971,341263379,354213984,354213983,354214045,341244607,354213972,341243246,354213975],"title_link":null,"title":"More From Humberto Sueyoshi","track_opts":{"compilation_id":"3NorSEKlhXoqZ1MNcvV/n0NuwFs=","module_id":"VIq1MlXONM9VMqaFJ+0o2O9D95g=","widget_name":"document_carousel"}}]},"seo_new_docs_recommenders":{"recommenders":[]},"documents":{"34388553":{"type":"document","id":34388553,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/34388553/108x144/5aec03a45d/1285013369?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/34388553/216x288/dba19d16be/1285013369?v=1","title":"Acervo_performare_Amabilis de Jesus Da Silva - Figurino Metaforas e Ajustes","short_title":"Acervo_performare_Amabilis de Jesus Da Silva - Figurino Metaforas e Ajustes","author":"Civone Medeiros","tracking":{"object_type":"document","object_id":34388553,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"vDfvALv0ouH13Y4J8GygKwuNOPM="},"url":"https://www.scribd.com/document/34388553/Acervo-performare-Amabilis-de-Jesus-Da-Silva-Figurino-Metaforas-e-Ajustes"},"50959966":{"type":"document","id":50959966,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/50959966/108x144/ad33d96928/1328220712?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/50959966/216x288/a4d33940c0/1328220712?v=1","title":"Vivendo Para Agradar a Deus","short_title":"Vivendo Para Agradar a Deus","author":"Clayton Costa","tracking":{"object_type":"document","object_id":50959966,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"LsyXl+r3kx5pgEz/1Mu0A4Xyacw="},"url":"https://www.scribd.com/document/50959966/Vivendo-Para-Agradar-a-Deus"},"53146342":{"type":"document","id":53146342,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/53146342/108x144/20da10d6aa/1355875684?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/53146342/216x288/5c1257ca01/1355875684?v=1","title":"matriz de produtos quimicos","short_title":"matriz de produtos quimicos","author":"031sniper","tracking":{"object_type":"document","object_id":53146342,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"CR9xSueP2eDNNSDZVLG1+LzELdE="},"url":"https://www.scribd.com/document/53146342/matriz-de-produtos-quimicos"},"54403571":{"type":"document","id":54403571,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/54403571/108x144/93bb1e2677/1304303260?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/54403571/216x288/fcef336b43/1304303260?v=1","title":"A Diversidade Manteiga","short_title":"A Diversidade Manteiga","author":"Lidianecq","tracking":{"object_type":"document","object_id":54403571,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"LFjGE7St+K14JMJiUtazlNtMWCw="},"url":"https://www.scribd.com/document/54403571/A-Diversidade-Manteiga"},"55887474":{"type":"document","id":55887474,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/55887474/108x144/aadc18419c/1305898043?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/55887474/216x288/785c4df64c/1305898043?v=1","title":"52004399 Serie Cris 04 Coisas Do Coracao","short_title":"52004399 Serie Cris 04 Coisas Do Coracao","author":"Rafaela Bueno","tracking":{"object_type":"document","object_id":55887474,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"a3mfIKyNuX0NXJRaVTtOtJKtHBw="},"url":"https://www.scribd.com/document/55887474/52004399-Serie-Cris-04-Coisas-Do-Coracao"},"73820042":{"type":"document","id":73820042,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/73820042/108x144/efda42f493/1420960589?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/73820042/216x288/d0c1a02c27/1420960589?v=1","title":"(Terra - Saúde para Elas - Roupas apertadas são inimigas da saúde íntima)","short_title":"(Terra - Saúde para Elas - Roupas apertadas são inimigas da saúde íntima)","author":"karl.schneider91244","tracking":{"object_type":"document","object_id":73820042,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"I8/4oOajukrgYkSl4DEh9OmnoWA="},"url":"https://www.scribd.com/document/73820042/Terra-Saude-para-Elas-Roupas-apertadas-sao-inimigas-da-saude-intima"},"77477035":{"type":"document","id":77477035,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/77477035/108x144/b2a53764c1/1325959368?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/77477035/216x288/13dc30b779/1325959368?v=1","title":"Cuidados Com as Roupas","short_title":"Cuidados Com as Roupas","author":"Nivea Suellen","tracking":{"object_type":"document","object_id":77477035,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"gOUr0QJ3Wgg4INySQURfj8E3yUE="},"url":"https://www.scribd.com/document/77477035/Cuidados-Com-as-Roupas"},"78419806":{"type":"document","id":78419806,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/78419806/108x144/9d383c6695/1370511368?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/78419806/216x288/77a1478e4d/1370511368?v=1","title":"planificação semanal pré-escolar - corpo humano","short_title":"planificação semanal pré-escolar - corpo humano","author":"ramiromarques","tracking":{"object_type":"document","object_id":78419806,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"PVDBs0yUncmx2RouL0BByuJHh8s="},"url":"https://www.scribd.com/document/78419806/planificacao-semanal-pre-escolar-corpo-humano"},"85473582":{"type":"document","id":85473582,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/85473582/108x144/4875b60f80/1331818570?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/85473582/216x288/68be3e2752/1331818570?v=1","title":"tSaiba Como Organizar Melhor Seu Guarda","short_title":"tSaiba Como Organizar Melhor Seu Guarda","author":"luciagoiania","tracking":{"object_type":"document","object_id":85473582,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"DIoPPBSF5GRBW/ouCqa3jdL0Fk4="},"url":"https://www.scribd.com/document/85473582/tSaiba-Como-Organizar-Melhor-Seu-Guarda"},"97323666":{"type":"document","id":97323666,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/97323666/108x144/17742af378/1449738677?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/97323666/216x288/0395ee28d1/1449738677?v=1","title":"APS MIc","short_title":"APS MIc","author":"Luiz Silva","tracking":{"object_type":"document","object_id":97323666,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"G+99/OLk1Or7WYBq1E6tu7t7H5A="},"url":"https://www.scribd.com/document/97323666/APS-MIc"},"98678846":{"type":"document","id":98678846,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/98678846/108x144/1aa39cbc56/1362686358?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/98678846/216x288/17d57c35f8/1362686358?v=1","title":"Moda e Arte - Resumo","short_title":"Moda e Arte - Resumo","author":"Daiany de Lima","tracking":{"object_type":"document","object_id":98678846,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"JNrIMQjB2/Srike3ZSFOZXm5+34="},"url":"https://www.scribd.com/document/98678846/Moda-e-Arte-Resumo"},"103624833":{"type":"document","id":103624833,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/103624833/108x144/009ae7bff8/1429232535?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/103624833/216x288/60d19d7bae/1429232535?v=1","title":"Asseio Pessoal","short_title":"Asseio Pessoal","author":"Vanderlei F Duarte","tracking":{"object_type":"document","object_id":103624833,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"fpCXunjjGMHQJnetoYx2y6DFCOE="},"url":"https://www.scribd.com/document/103624833/Asseio-Pessoal"},"128304937":{"type":"document","id":128304937,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/128304937/108x144/ff9a9cf2c9/1391978277?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/128304937/216x288/1bc3a59c2e/1391978277?v=1","title":"Dicas Acme 2012 (1)","short_title":"Dicas Acme 2012 (1)","author":"Amanda Nitoli","tracking":{"object_type":"document","object_id":128304937,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"KQSmTKF53GazZb0C8dmUOl2FEtA="},"url":"https://www.scribd.com/document/128304937/Dicas-Acme-2012-1"},"174122264":{"type":"document","id":174122264,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/174122264/108x144/2284cf2656/1381156395?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/174122264/216x288/fc7559f556/1381156395?v=1","title":"Co 89969o Design de Aparencia de Atores e o Teatro Pos-dramatico","short_title":"Co 89969o Design de Aparencia de Atores e o Teatro Pos-dramatico","author":"Cláudio Zarco","tracking":{"object_type":"document","object_id":174122264,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"ABwgUD1L3Cl5dRfg9rZfNNW7r9k="},"url":"https://www.scribd.com/document/174122264/Co-89969o-Design-de-Aparencia-de-Atores-e-o-Teatro-Pos-dramatico"},"178677462":{"type":"document","id":178677462,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/178677462/108x144/5ddd8280ac/1412184684?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/178677462/216x288/ab85fe849a/1412184684?v=1","title":"Trabalho Pronto Sobre EPI","short_title":"Trabalho Pronto Sobre EPI","author":"Larissa Valentim","tracking":{"object_type":"document","object_id":178677462,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"BzjYd4O2FPYBHn4c1SDa1kWQ9oQ="},"url":"https://www.scribd.com/document/178677462/Trabalho-Pronto-Sobre-EPI"},"181268728":{"type":"document","id":181268728,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/181268728/108x144/e8aebae950/1383525974?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/181268728/216x288/a8ec2f9e0a/1383525974?v=1","title":"Os fios tóxicos _ Brasil","short_title":"Os fios tóxicos _ Brasil","author":"Rtyu Iuyt","tracking":{"object_type":"document","object_id":181268728,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"RlXI/JM/dXez7RQbrZltYOfKOII="},"url":"https://www.scribd.com/document/181268728/Os-fios-toxicos-Brasil"},"187076817":{"type":"document","id":187076817,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/187076817/108x144/99c8d81896/1430984717?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/187076817/216x288/7436d461c3/1430984717?v=1","title":"[LNP] Kami Nomi Zo Shiru Sekai Vol.2 Cap.1","short_title":"[LNP] Kami Nomi Zo Shiru Sekai Vol.2 Cap.1","author":"Light Novel Project","tracking":{"object_type":"document","object_id":187076817,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"hihnxVK7xugVDZjsGKHMjM+ZIdI="},"url":"https://www.scribd.com/document/187076817/LNP-Kami-Nomi-Zo-Shiru-Sekai-Vol-2-Cap-1"},"210484873":{"type":"document","id":210484873,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/210484873/108x144/cff2f10d02/1393935509?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/210484873/216x288/6c5ae7c40a/1393935509?v=1","title":"Capa do TCC.docx","short_title":"Capa do TCC.docx","author":"Paul Raphael Lancaster","tracking":{"object_type":"document","object_id":210484873,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"GtzV2wNU4mhquAhdXjv5Gj8lUEc="},"url":"https://www.scribd.com/document/210484873/Capa-do-TCC-docx"},"222323665":{"type":"document","id":222323665,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/222323665/108x144/95dc63af92/1399380804?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/222323665/216x288/2e6ad269f4/1399380804?v=1","title":"Ken Follett - Altas Finanças.pdf","short_title":"Ken Follett - Altas Finanças.pdf","author":"Ivan Costa","tracking":{"object_type":"document","object_id":222323665,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"7zcXs/v1jvWXUP7rVYD0Pn3vpvI="},"url":"https://www.scribd.com/document/222323665/Ken-Follett-Altas-Financas-pdf"},"234787046":{"type":"document","id":234787046,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/234787046/108x144/35d594d8fc/1406051588?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/234787046/216x288/8f520033f5/1406051588?v=1","title":"5 Erros Que Podem Prejudicar Sua Carreira","short_title":"5 Erros Que Podem Prejudicar Sua Carreira","author":"Jordan Arley","tracking":{"object_type":"document","object_id":234787046,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"x3A37ErhKwBk8RT/vA7aRfccmK4="},"url":"https://www.scribd.com/document/234787046/5-Erros-Que-Podem-Prejudicar-Sua-Carreira"},"261869966":{"type":"document","id":261869966,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/261869966/108x144/0ebaf1468e/1450031691?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/261869966/216x288/b64f2b9514/1450031691?v=1","title":"Aula Roteiro","short_title":"Aula Roteiro","author":"JoanaLemos","tracking":{"object_type":"document","object_id":261869966,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"1r5TZIgFBwcJNmLmnCq98NehtbA="},"url":"https://www.scribd.com/document/261869966/Aula-Roteiro"},"265282081":{"type":"document","id":265282081,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/265282081/108x144/3ecaf65503/1431586120?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/265282081/216x288/860dfadb90/1431586120?v=1","title":"Indumentária Conceitos e Evolução","short_title":"Indumentária Conceitos e Evolução","author":"Cidinha Pinheiro","tracking":{"object_type":"document","object_id":265282081,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"/r1vG/VS7xaeJcUz91s8IOV7Eco="},"url":"https://www.scribd.com/document/265282081/Indumentaria-Conceitos-e-Evolucao"},"278833877":{"type":"document","id":278833877,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/278833877/108x144/81d2394899/1441509833?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/278833877/216x288/60624b4a3a/1441509833?v=1","title":"BD CD 02 Guarida Na Fronteira Forumdelivros Com","short_title":"BD CD 02 Guarida Na Fronteira Forumdelivros Com","author":"Barbara","tracking":{"object_type":"document","object_id":278833877,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"ABsd5mzCsKai3gQGJxvoPs1n4U0="},"url":"https://www.scribd.com/document/278833877/BD-CD-02-Guarida-Na-Fronteira-Forumdelivros-Com"},"279585516":{"type":"document","id":279585516,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/279585516/108x144/7ef35b3944/1441760264?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/279585516/216x288/93e9ef6978/1441760264?v=1","title":"Doreen Owens Malek - Luzes Na Noite (CLR)","short_title":"Doreen Owens Malek - Luzes Na Noite (CLR)","author":"Adriana Fogaça","tracking":{"object_type":"document","object_id":279585516,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"W2cgBF1k6XkcmpcYQSm1BT5jOBM="},"url":"https://www.scribd.com/document/279585516/Doreen-Owens-Malek-Luzes-Na-Noite-CLR"},"311135190":{"type":"document","id":311135190,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/311135190/108x144/2f68031086/1462128759?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/311135190/216x288/fae5cf5e98/1462128759?v=1","title":"Estudos sobre veneno _ As lenda - Maria V. Snyder.pdf","short_title":"Estudos sobre veneno _ As lenda - Maria V. Snyder.pdf","author":"Tamiris Lopes","tracking":{"object_type":"document","object_id":311135190,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"Jc8CeKluPIo1rJyJ52QgxH3TmwU="},"url":"https://www.scribd.com/document/311135190/Estudos-sobre-veneno-As-lenda-Maria-V-Snyder-pdf"},"340188068":{"type":"document","id":340188068,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/340188068/108x144/94132d7b04/1487937280?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/340188068/216x288/3b45b7438b/1487937280?v=1","title":"Avassalador-Joseane","short_title":"Avassalador-Joseane","author":"Yuri Goia","tracking":{"object_type":"document","object_id":340188068,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"FQXNiKhBYoioLafMW2/jmPBkf1M="},"url":"https://www.scribd.com/document/340188068/Avassalador-Joseane"},"341243246":{"type":"document","id":341243246,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/341243246/108x144/172ef1d4f0/1488942888?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341243246/216x288/13c0d7704d/1488942888?v=1","title":"038 - Cadenos de Teatro","short_title":"038 - Cadenos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":341243246,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"4W4Qx7yQhGmgqlXOMcxmEGTLz/E="},"url":"https://www.scribd.com/document/341243246/038-Cadenos-de-Teatro"},"341243660":{"type":"document","id":341243660,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341243660/108x144/e27ba8a231/1488943264?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/341243660/216x288/413259a6ef/1488943264?v=1","title":"029 - Cadenos de Teatro","short_title":"029 - Cadenos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":341243660,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"tN4aX7wxiB/dsfu5Ki84oyNrZhI="},"url":"https://www.scribd.com/document/341243660/029-Cadenos-de-Teatro"},"341244131":{"type":"document","id":341244131,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/341244131/108x144/9e524f55d3/1488943635?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/341244131/216x288/5aef426683/1488943635?v=1","title":"037 - Cadenos de Teatro","short_title":"037 - Cadenos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":341244131,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"lxFIAfvgcq08IoM/PHnbXCmDuSM="},"url":"https://www.scribd.com/document/341244131/037-Cadenos-de-Teatro"},"341244607":{"type":"document","id":341244607,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341244607/108x144/8bd6233cbd/1488944064?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341244607/216x288/991a3dbf5d/1488944064?v=1","title":"027 - Cadenos de Teatro","short_title":"027 - Cadenos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":341244607,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"QK+oLJc+Q1HZaP8Vo60s3LPqN4Y="},"url":"https://www.scribd.com/document/341244607/027-Cadenos-de-Teatro"},"341263379":{"type":"document","id":341263379,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341263379/108x144/ebecd56eb0/1488965876?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341263379/216x288/98a3641181/1488965876?v=1","title":"031 - Cadenos de Teatro","short_title":"031 - Cadenos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":341263379,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"4pAEKwCYEV4R2W5NVcPDX77qMcQ="},"url":"https://www.scribd.com/document/341263379/031-Cadenos-de-Teatro"},"341263717":{"type":"document","id":341263717,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/341263717/108x144/4d584e5fbc/1488966275?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/341263717/216x288/b045232fab/1488966275?v=1","title":"035 - Cadenos de Teatro","short_title":"035 - Cadenos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":341263717,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"HfYlFzQY5kmFfTZY1Pvxtt9BjRA="},"url":"https://www.scribd.com/document/341263717/035-Cadenos-de-Teatro"},"351917124":{"type":"document","id":351917124,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/351917124/108x144/1573e145b3/1498070007?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/351917124/216x288/c89bf7f1f5/1498070007?v=1","title":"23 Dias Para Um Homem Melhor","short_title":"23 Dias Para Um Homem Melhor","author":"Filipe Rovarotto","tracking":{"object_type":"document","object_id":351917124,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"ENZ8XdTRwMBSc88jO5DvgBhZZAE="},"url":"https://www.scribd.com/document/351917124/23-Dias-Para-Um-Homem-Melhor"},"354213967":{"type":"document","id":354213967,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354213967/108x144/00eaeea24b/1500506855?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354213967/216x288/aa90c8a615/1500506855?v=1","title":"088 - Cadernos de Teatro","short_title":"088 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354213967,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"QJzAjLaL8Vt9HpSNlHpahgrFtDs="},"url":"https://www.scribd.com/document/354213967/088-Cadernos-de-Teatro"},"354213971":{"type":"document","id":354213971,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213971/108x144/10e4f74d42/1500506873?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213971/216x288/8e395adc47/1500506873?v=1","title":"083 - Cadernos de Teatro","short_title":"083 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354213971,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"Xydx0/hjWZWmVs6xVVK3eTwYdl0="},"url":"https://www.scribd.com/document/354213971/083-Cadernos-de-Teatro"},"354213972":{"type":"document","id":354213972,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213972/108x144/da87ca222f/1500506869?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354213972/216x288/95a8aaf5e6/1500506869?v=1","title":"086 - Cadernos de Teatro","short_title":"086 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354213972,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"SSqaWpTfIwsUgsAEiOQgvSaSrf4="},"url":"https://www.scribd.com/document/354213972/086-Cadernos-de-Teatro"},"354213975":{"type":"document","id":354213975,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213975/108x144/8ce1676ba3/1500506868?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354213975/216x288/1b79f6dc26/1500506868?v=1","title":"085 - Cadernos de Teatro","short_title":"085 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354213975,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"M/0TiBXuX+KPmHftqF4PCPBQidY="},"url":"https://www.scribd.com/document/354213975/085-Cadernos-de-Teatro"},"354213983":{"type":"document","id":354213983,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354213983/108x144/e8fc6d5524/1500506876?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213983/216x288/a8b76e7fe3/1500506876?v=1","title":"084 - Cadernos de Teatro","short_title":"084 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354213983,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"t/LlHex3Q83ncUOfNfo0eeeRSzM="},"url":"https://www.scribd.com/document/354213983/084-Cadernos-de-Teatro"},"354213984":{"type":"document","id":354213984,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213984/108x144/feea8fa9f6/1500506873?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354213984/216x288/10d64193a3/1500506873?v=1","title":"087 - Cadernos de Teatro","short_title":"087 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354213984,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"+kxdkrmjBqHJm57Cl3s4rcYGzvE="},"url":"https://www.scribd.com/document/354213984/087-Cadernos-de-Teatro"},"354214042":{"type":"document","id":354214042,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214042/108x144/066834ceeb/1500506898?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214042/216x288/c958ac655c/1500506898?v=1","title":"092 - Cadernos de Teatro","short_title":"092 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214042,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"le8b2KHJ9kiBe+HUDJph9K1dchE="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214042/092-Cadernos-de-Teatro"},"354214045":{"type":"document","id":354214045,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214045/108x144/88f26e43e8/1500506898?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214045/216x288/44f7ac7e34/1500506898?v=1","title":"090 - Cadernos de Teatro","short_title":"090 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214045,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"VCC6FIbtehXbXqzmi4T8mL5qRwo="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214045/090-Cadernos-de-Teatro"},"354214047":{"type":"document","id":354214047,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214047/108x144/28cd94d684/1500506905?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214047/216x288/799e37b9b3/1500506905?v=1","title":"094 - Cadernos de Teatro","short_title":"094 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214047,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"z9Kss4D0bHKILS8RRh23bPaMewk="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214047/094-Cadernos-de-Teatro"},"354214048":{"type":"document","id":354214048,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214048/108x144/732bd202e3/1500506905?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214048/216x288/e2f4a189ed/1500506905?v=1","title":"093 - Cadernos de Teatro","short_title":"093 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214048,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"26fILAaFANrJJgtzSHmQ4P3897I="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214048/093-Cadernos-de-Teatro"},"354214051":{"type":"document","id":354214051,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214051/108x144/c42422a5cf/1500506907?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214051/216x288/002792ea02/1500506907?v=1","title":"089 - Cadernos de Teatro","short_title":"089 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214051,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"9moCquiupgmmwB38GD8cbjY+G+8="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214051/089-Cadernos-de-Teatro"},"354214089":{"type":"document","id":354214089,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214089/108x144/150582db65/1500507005?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214089/216x288/8740f3e032/1500507005?v=1","title":"098 - Cadernos de Teatro.pdf","short_title":"098 - Cadernos de Teatro.pdf","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214089,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"HM3qllo3pgC3yvhmHRRKaIHLwYM="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214089/098-Cadernos-de-Teatro-pdf"},"354214196":{"type":"document","id":354214196,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214196/108x144/38c9122741/1500507082?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214196/216x288/0bb6aaa27a/1500507082?v=1","title":"054 - Cadernos de Teatro","short_title":"054 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214196,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"lcMDZkxzDKS8+fDPOE7/CfSmRYw="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214196/054-Cadernos-de-Teatro"},"354214197":{"type":"document","id":354214197,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214197/108x144/473e9540b5/1500507085?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214197/216x288/9d6cbb6340/1500507085?v=1","title":"052 - Cadernos de Teatro","short_title":"052 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214197,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"VHfB4xxh7eYMpLNGhqYH2c5SSUI="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214197/052-Cadernos-de-Teatro"},"354214201":{"type":"document","id":354214201,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214201/108x144/a8cef0811b/1500507085?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214201/216x288/451ed823b4/1500507085?v=1","title":"053 - Cadernos de Teatro","short_title":"053 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214201,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"8P6lTRA4IPFFN02N/yMRpkMv9ps="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214201/053-Cadernos-de-Teatro"},"354214215":{"type":"document","id":354214215,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214215/108x144/e449344d13/1500507112?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214215/216x288/ceaa06bcf4/1500507112?v=1","title":"055 - Cadernos de Teatro","short_title":"055 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214215,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"PrdZgl6qVJ+IV8vfF0WKAGWRMh8="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214215/055-Cadernos-de-Teatro"},"354214255":{"type":"document","id":354214255,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214255/108x144/0ff9c11bce/1500507163?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214255/216x288/174c637c05/1500507163?v=1","title":"051 - Cadernos de Teatro","short_title":"051 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214255,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"OtiaoIfTAvpNu3MyArOYXoI6faw="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214255/051-Cadernos-de-Teatro"},"354214269":{"type":"document","id":354214269,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214269/108x144/e638e70377/1512422786?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214269/216x288/80d3b3028a/1512422786?v=1","title":"060 - Cadernos de Teatro","short_title":"060 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214269,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"uAAv+wiTyUK22+HyVLCbyNCKeQM="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214269/060-Cadernos-de-Teatro"},"354214270":{"type":"document","id":354214270,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214270/108x144/813f9d60c9/1500507189?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214270/216x288/38d3d034f6/1500507189?v=1","title":"050 - Cadernos de Teatro","short_title":"050 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214270,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"l6LZaoDINbunjRLpxbc8TIDE1uk="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214270/050-Cadernos-de-Teatro"},"354214273":{"type":"document","id":354214273,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214273/108x144/4e9978a144/1500507195?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214273/216x288/e3dc24a162/1500507195?v=1","title":"056 - Cadernos de Teatro","short_title":"056 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214273,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"+aUW84R7Jb/+ytL8i0EN2XBU0NI="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214273/056-Cadernos-de-Teatro"},"354214275":{"type":"document","id":354214275,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214275/108x144/edc8a8e239/1500507203?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214275/216x288/a5a1c3b3dd/1500507203?v=1","title":"058 - Cadernos de Teatro","short_title":"058 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214275,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"LG6JaC03atmBP82MRTL6aGXNpJc="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214275/058-Cadernos-de-Teatro"},"354214282":{"type":"document","id":354214282,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214282/108x144/06a6c10150/1500507201?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214282/216x288/8af78f1c5f/1500507201?v=1","title":"057 - Cadernos de Teatro","short_title":"057 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214282,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"f/v7ZCKokRa9kNQ0qufZ+VM47lE="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214282/057-Cadernos-de-Teatro"},"354214317":{"type":"document","id":354214317,"thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/354214317/108x144/673abba197/1500507238?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/354214317/216x288/ee20e2b6c2/1500507238?v=1","title":"059 - Cadernos de Teatro","short_title":"059 - Cadernos de Teatro","author":"Humberto Sueyoshi","tracking":{"object_type":"document","object_id":354214317,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"3K2DQuZbYMy54MHKJuONumXH32o="},"url":"https://www.scribd.com/document/354214317/059-Cadernos-de-Teatro"},"360260985":{"type":"document","id":360260985,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/360260985/108x144/0ab5f45264/1507076366?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-1-f.scribdassets.com/img/document/360260985/216x288/4d788ea8e9/1507076366?v=1","title":"Adriana Bernardes - Pergamum - Udesc.pdf","short_title":"Adriana Bernardes - Pergamum - Udesc.pdf","author":"ÁlamoBandeira","tracking":{"object_type":"document","object_id":360260985,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"P/TbrMJvuNinJtxSv4JV/nrAKTg="},"url":"https://www.scribd.com/document/360260985/Adriana-Bernardes-Pergamum-Udesc-pdf"},"365332624":{"type":"document","id":365332624,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/365332624/108x144/6ef8bbb3bf/1511565662?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/365332624/216x288/ed5d885521/1511565662?v=1","title":"Especialidade Arte de Acampar Materia","short_title":"Especialidade Arte de Acampar Materia","author":"Denis Fusatto","tracking":{"object_type":"document","object_id":365332624,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"AvMWoA371l9zf32DaT/wDeYzMSw="},"url":"https://www.scribd.com/document/365332624/Especialidade-Arte-de-Acampar-Materia"},"375176454":{"type":"document","id":375176454,"thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/375176454/108x144/abbf6d980e/1522440501?v=1","retina_thumb_url":"https://imgv2-2-f.scribdassets.com/img/document/375176454/216x288/0a263e3dcf/1522440501?v=1","title":"Lançando Seu Próprio Feitiço de Amor","short_title":"Lançando Seu Próprio Feitiço de Amor","author":"Rosa Do Sertão","tracking":{"object_type":"document","object_id":375176454,"track":"flattened_recommender","doc_uuid":"HtxSPaPVpeSuKh7AFLkDr8yaz8o="},"url":"https://www.scribd.com/document/375176454/Lancando-Seu-Proprio-Feitico-de-Amor"}}},"seo_roadblock_props_path":"/doc-page/seo-roadblock-props/354214031","signup_context":null,"toolbar":{"search_path":"/search-4gen?allowed_pages=1%2C2%2C3%2C4&auth_token=phyDZ50UW7KzJIy3xzJNm6mliFk%3D&authenticity_token=z3R3N2bz1hKtrNaIQ33fp%2BV1cqeHG6%2F8g4JOUybVA4epshS546mFdGCCmq7jiDO7JvlZxCHR%2FsKtM%2BdYDTaBwA%3D%3D&expires=1538525158&wordDocumentId=354214031&wordUploadId=360986013"},"renewal_nag_props":null}-->