desejos tão pouco puros porque se manifestam. numa idade
APROFISSÃODO ATOR na qual tudo é apetite, quando ainda, na verdade, não
podemos julgar nem a nós mesmos.
Vocação não resulta senão da prática. Após numero-
Fernanda Montenegro sos anos de carreira, após sofrimentos, decepções, dificul-
dades, éque se afirma, ou melhor, se precisa uma decisão
que, então, poderemos chamar de VOCAÇÃO! Não passa
de escolha persistente. Consciência do que se desejou.
Resta o abandeno a esses sentimentos, aceitação da con-
seqüência desses sentimentos, fidelidade a eles. Consiste
na liberdade, no dócil cumprimento das exigências de
uma carreira.
Oque acabodeler traz a assinatura de louvet. E se
. Escuta, meuamigo, éati que falo, a ti quetem amor
inicio esta conversa lendo esses trechos é porque entre
à profissão que exerço! Escrevo e falo a ti, que não
as primeiras leituras que fiz sobre teatro, esses trechos de
conheço, mas a quem vejo como a um irmão. Escrevo Jouvet me ficaram.
para dizer aquilo que sei sobre nossa profissão e aquilo
que não sei, que nunca pude compreender. Escrevo para Poderia também ter começado, contando uma conver-
falar sobreoenigma do teatro. Nada mais falso, nem mais sa que tive há poucos meses comuma amiga. Essa amiga
verdadeiro que o teatro. É muito complicado. Mas, para me dizia que, tendo dois filhos, a sua preocupação máxi-
mimé o único enigma benfazejo na vida dos homens: ma é educá-los da maneira mais realista, mais objetiva
o único eficaz. Não te poderei ensinar grande coisa, mas, possível. No futuro nada deverá apanhá-los de surpresa.
deixa-te levar, aceita, escuta, enche tua cabeça com estes E.concluiuela: - "Mas, por mais que eu os previna) eu
propósitos inúteis comoeles te pareçam, tuos despejarás, ser que o futuro os surpreenderá. Eles serão agredidos.
depois, eopróprioenjôoqueeles tederem, terá sidoútil. Sofrerão desencantos e sofrimentos. E nessa hora, a única
Os esforços que farás para rejeitar estas idéias, as coisa que poderei fazer é assistir a tudo, de braços cruza-
reflexões, te possibilitarãouma auto-afirmação, uma força. d.os, porque, no momento exato, somente eles, diante de
Si mesmos, é que terão que optar e construir a sua vida.
. Não se assimila nada no teatro que não seja para
restituir. Isto é toda a arte do ator. Poderia também começar, dizendo que não me sinto
Por que diabo estoueu aqui?Que loucura, que estra- capacitada paralhesdizer nadadenovo. Na realidade não
nha anomalia, que desregramento, como dizem os padres me vejo com um passado teatral definitivamente vivido
da Igreja, me reduziuaestacondição dequerer macaquear para vir aqui e lhes trazer, por exemplo, "as chaves do
ou arremedar? E por que estão vocês aqui, nesta sala, Reino".
me olhando? Poderia ainda contar fatosde minha vida profissional,
.. Vocação de ator. Avocação do tor é a mais sensí- mas, a minha vida profissional so tem 15 anos. Ela real-
vel, visível nasua anomalia, colocado comoele está, truci- mente não tem fatos assim tãosensacionais que mereçam
dado entre ele e ele, no torniquete em que se colocou, ser contados. Quer na minha vida teatral ou particular,
entre o autor e o público. Asua vaidade é mais aparente geralmente resolvo meus problemas com uma boa conver-
e faz dela profissão. Eplora-a. Mas não é menor a vaida- sa, um bom silêncio ou um bom médico.
de nocoração doespectador, asua ambição. Ea do autor Mas, recebi esse convite e aqui estou. Convite este
é imensa.
que me honra e me assusta: esta é a primeira aula de
Avocação é para nós uma mistura por demais duvi- vocês e é a minha primeira aula também. A única coisa
dosa de toda espécie de sentimentos nemtodos nobres, que, acho, nos diferencia, é que já consegui' sobreviver a
longe disso. 15 anos de profissão. Sobreviver não em glórias, não.
. Não acredito em pureza de vocação nem mesmo nos Esclareçologo. Sobreviver na base do "Pão nosso de cada
santos. Vocação é resultado. Provém de gestos, ambições, dia", mesmo.

E aqui acho que se apresenta um tema bastante inte- não há nenhuma. Em qualquer profissão, se você conhece .
ressante, para esta conversa: Sobreviver na Profissão de o seu ofício, há um momento em que você já conseguiu
Teatro, no Brasil. Ou ainda: como tentar conciliar, no um patrimônio de trabalhos prestados. Omais vem natu-
Brasil, a sobrevivência profissional com a arte de repre- ralmente. No teatro, não. Você faz exame todo dia. Cada
sentar (dentro de suas ambições mais altas e mais legí- . vez que se estréia uma peça nova é uma sabatina geral.
timas). Eo que vale é somente a última nota.
O tema é amplo. E aviso desde já que não tenho Para os que n~o sabem, quero diz~r que estamos pas-
fôlego e capacidade para explorá-lo até o fim, mas, vou sando por outra cnse dentro da nossa já eterna crise tea-
tentar. Sei que posso, no máximo, arranhar os problemas tral. Ade agora é acrise do desemprego. Todos os grupos
e desde já lhes peço desculpas pela minha incapacidade, que neste início de temporada preparam seus espetáculos,
mas, vou tentar. todos procuraram a dedo peças com pouquíssima gente.
Ninguémagüenta esta profissão apenas para ganhar o (E olhe que não há coisa mais difícil do que você encon-
pao. trar peças de pouca gente, boas ou más.) Os melhores
Todos nós trazemos um anseio de arte. Podemos não textos, com um pouco mais de gente, são quase que eter-
chegar nunca a alcançá-la, a verdadeira arte. Mas, esta é namente adados, nos planos das nossas produções teatrais.
a nossa ambição e é isso que nos salva e até mesmo nos Acrise do desemprego estáse avolumando aqui eem
une: num plano de arte, a tentativa de uma comunicação São Paulo. Muitos tentam a televisão (que também está
usando os meios da profissão teatral. difícil) , alguma coisa de cinema, dublagem, "show".
Comecemos pela palavra: profissão. Estálá no dicio- Mas, no momento não quero falar sobre as alternativas, as
nário: concessões da carreira teatral. Portanto, vivendo de pisar
num palco, atualmente, só muito poucos.
Profissão: arte, ato, carreira, condição social, confis-
são pública, estado, exercício, ganha-pão, modo de vida, E a crise leva a todos de roldão. Os bons e os maus
ministério, obrigação, ofício, prodigalidade, rumo, vida. profissionais. Sim, porque, verdade seja dita, há gente no
nosso meio que infelizmente, como profissionais, não têm .
Tomemos otermo "ganha pão". nenhum prepare, nenhuma informação, nenhuma técnica.
É possível se viver de teatro no Brasil? Muitos não têm nemvontade. São apenas um monte de
É. É possível sim. Claro que mal. Às vezes muito carne. Mas, nesses momentos difíceis todos apanham: os
mal. Às vezes ainda nem se vive de tão mal. De repente bons e os maus. Então é claro que o melhor terá mais
vemuma rajada mais fresca e então se respira. De outras chance. É uma frase acaciana, mas é verdade,
vezes o tempo fica muito bem eaté firme. E logo cai um
Se posso lhesdizer alguma coisa, aí, vai. Que aescola
furacão que te arrebenta até para o resto da vida. Tudo
não forma gênios, mas profissionais. E saindo da escola
é instável e tenso. Você vive, materialmente, falando, por
períodos. Nomomento sãode 4meses. No tempoemque não criem tabus profissionais.
haviacompanhias estáveisno Brasil, gentede teatro ficava Não quero dizer com iss.o que você se transforme
até 15 lijlos empregada num mesmo grupo. Depois acoisa num bronco, num sem-caráter, ou que não deva saber
foi diminuindo. Até que se chegou ao período de um ano. exatamente o que quer. Mas vocês, como nós, não vão '
Atualmente estamos em contratos de quatro meses que é fazer teatro na Inglaterra, na Alemanha, na França, na.
assinado juntamente com uma rescisão de contrato. Há América. Vocês vão começar e continuar no teatro brasi-
poucas exceções. Nocaso de ir bem - quatro meses. Não leiro mesmo, ondeopuro idealismo existe sim, sem dúvida
indo bem - até no dia seguinte, a coisa já ficou o dito nenhuma, mas, tambémele, vai muito mal, obrigado. La-
pelo não dito. É vida de cão mesmo. Não vou melhorar mentavelmente mal. E como todos nós o trazemos dentro
para vocês o panorama atual donosso teatro, não. É uma de nós, o idealismo, vivemos tapando buracos, que são os
vida só de dificuldades, de desgaste emocional, inclusive nossos, amparando aqui e ali as suas quedas, que são as
porque num diavocê pode se dar aoluxo de comer caviar nossas. Porque no fundo é a nós mesmos que estamos
e beber champanha. E no momento seguinte você pode tentando salvar. É claro que você tem a obrigação de
2 não ter a possibilidade nem de um pastel. Estabilidade sempre escolher o melhor autor, o melhor grupo, o

melhor diretor, os elementos que falem Iíl sua língua e que que não o fará mais? Mas, também quantos espetáculos
correspondam às suas aspirações. Você deve lutar até o bons, peças ótimas, textos importantes já não fizemos e
fimpor isso. Mas não havendo o melhor do melhor, fique continuaremos a fazer?
com o bom, ou com o menos bom. E conscientize a sua Vale à pena a alternativa? .,
escolha. Se tiver que escolher entre O" protagonista de Pau-
lo Magalhães e o 109 papel numa peça de Brecht (digo Se você acha que não, abandone já a sua idéia de
Brecht porque este autor ernacrdiaário significa também fazer teatro neste país. Vá pra casa epense noutro tipo de
uma teoria de representação euma clara posição política), profissão.
é claro que você tem a obrigação de escolher o melhor O resto é diletantismo.
autor, para ser fiel a você mesmo e ao seu idealismo.
Mas para começar, para se exercitar, para tarimbar, e Podemos romper esse círculo vicioso?
muitas vezes até para comer e continuar, não havendo a Penso que tão cedo não.
oportunidade do grande autor, aceite até mesmo o 109 Oproblema não só de um pequeno núcleo profissio-
papel do Paulo Magalhães. nal e (ouso dizer) artístico. Sabemos. Sabemos que todos
Agora, não faça dessas concessões uma regra. Da nós, os que estão dentro eos que estão por fora, todos nós
alternativa, um hábito. Porque aí você se acaba. Por incrí- temos uma soluçãozbha ou uma soluçãozona no bolso do
vel que pareça, num ambiente acanhado como o nosso, colete. Uns acham que se devia atacar o problema assim
tudo serve para amadurecê-lo, proíissicnalsente falando. enão assado. Uns gritam: falta união. Falta planejamento.
E o importante é fazer o 1õg papel do mau autor com a Falta diretriz e falta tanta coisa!
mesma obstinada vontade de trabalho que você emprega-
Quando começamos esta carreira, estamos sempre
ria numautor melhor.
certos de que a nossa geração vai solucionar todos esses
Que isso é uma ~agressão a você mesmo? Que é um velhos problemas. Basta alguns anos e logo vemos que
esforço sobre-humano para quem ambiciona o melhor? esses problemas se resumem apenas num problema: a
Que isso é impossível de suportar? Sem dúvida nenhuma. desordem cultural e econômica do Brasil. E com isso n'o
Mas, esse é o jogo que você vai encontrar. Oimportante, estamos passando a bola para outro, não. Nemisso dimi- •
eu acho, é nunca perder a visão crítica sobre o momento nui a nossa responsabilidade individual, muito pelo con-
peloqual você está passando. As crises não são sóde pão,
trário. Acho que somente uma modificação total no plano
mas também de qualidade de trabalho. Sãofases. Por isso
educacional-social e econômico resolverá esse nosso im-
mesmo acreditamos que melhores dias virão. E piores. E
passe, como todos os outros impasses deste país. E será
melhores. E piores. Ojogo perigoso. Eé nessa instabili-
umtrabalho para gerações.
dade que temos de enfrentar sempre o capítulo das con-
cessões. Hoje, como ontem, depois de 15 anos de palco, Na década de 30, 40 e mesmo empequena parte da
ouvindo e vendo contradições de toda ordem, acho pura década de50, nós tínhamos Dulcina, Morineau, Eva, Bibi,
perda detempo, e na maioria dos casos, pura demagogia a Procópio, Jaime Cotsa, Cassarré, Palmerim Silva, Alda
atitude de certos profissionais, que, conhecendo bem o Garrido, 3 ou 4 revistas na Praça Tiradentes, as revisti-
chãono qual pisam, vivem afirmando: "Nunca mais repre- nhas de Copacabana, Silveira Sampaio, os Cassinos, tudo
sento tal coisa. Nunca mais farei tal autor. Nunca mais funcicnando ao mesmo tempo, durante meses seguidos.
participarei de umespetáculo menos isso, menos aquilo"! Eramduas sessões por dia. E três na quinta, no sábado
Fará sim. Se não tiver outra coisa melhor. Se não tiver e no domingo. As companhias eram imensas. Os contra-
paisricos, mulher rica, marido rico, amantesricos ou outra tos eram longos. No verão a coisa apertava um pouco,
profissão, fará sim. Então é melhor calar a boca, não mas, sempre havia excursões. Os espetáculos podiamnão
passar por falastrão, não gastar saliva à toa. .. e traba- ter grandes requintes, mas Iuncionavam, Os atores eram
lhar. No melhor, quando for possível o melhor. No pior, realmente populares. Uma Beatriz Costa sacudia as gale-
quando só nos restar o pior, a má televisão, a dublagem, rias da Praça Tiradentes. Eu não estou aqui fazendo a
os "shows" de todos os tipos, filmecos sem categoria, HoradaSaudade, não. Quero apenas dizer que na medida
etc.. .. etc... . Quem de nós já não fez a sua peça de emque a nossa moeda passou de prata para lata, o negó-
segunda ou terceira categoria? E quemde nós pede jurar I cio foi minguando. 3

mas a crise estaria pre. ao entrar mesma ansiedade.nossoclima teatral é duro manter a forma mental e física. como está-se tornando hábito. maré baixa. v Somos homens de teatro no-Brasil porque pratica- E muitos aceitam 50 como uma dádiva celeste. E quas os que chegam ate la. nas cnses nao exsünam. Aos 25 anos.. E dêem graças a tadores.dever de tentar quebrar. tentando. mesmo. Oque nos resta étrabalhar para alguns atores.os. a concessão da novela de televisão. os temporais. HOJe e jogar fora sempena nenhuma o que caducou. E esperar melho- emcena. E têm o teatro realizou espetáculos excelentes e alguns até excep. Tudo nos atrapalha. recém-nascido. eque num bom espe- necessidade vital de fazer teatro. a alternativa e Oproblema portanto não é estrear "genialmente" ou muitas vezes. comtodo orgulho.qu~ ata_cam. o T~mos que ter e1ar? dentro de nós que só existimos calor. B.direção égenial. os impostos. pelo sua maioria. a instabilidade econômica. E por isso temos queI ter I uma . os"Bordereaux" na S. sacudiremos as dificuldades e os precon- Viveríamos mais realizados. Se de Zaconi ou o da Sara Bernadt em primeira audição. As nossas armas são anossa seriedade. çãoquepassou. levanta a poeira e dá volta por não existem. .000. Sejam. mente poucos espetáculos rompem a média dos 200 es. porque se temesta ou aquela idade. conta com trinta. ue fazer: "Sacode. Sefor na I como diz o Nélson Rodrigues. accnentadcs a esta essa minoria que ainda nos vem ver. no máximo. id d . dentro deste anticlima. a nossa amortizaçãodaprodução etc.Ter300pessoasem média. Aproventar o que de bom foi conseguido podia contar com 80. é uma alegria alucinante nos bastidores. peI. . corajoso. pectado. ocupações que estão ligadas ao teatro e queéteatro de profissional. romperemos as fases.marca sempre umperíodo novo na dramamrga brasileira. nao virem por favor Sem~na Santa.000 espectadores. a éenorme.fazer oprimeiro espetáculocom os seus200 ou 300 espec- gem. E claro que na Com o nosso preparo técnico. tentando alcançar. em plena forma. É ser alguém diariamente. Os que não se lançam no mo.. de água.Aos 20 anos.. respectivos desempenhos. o primeiro trabalho de um ator é sempre o gumoutro colega. sempre a primeira cena e se apresentar novo em folha. A. 9 Atualmente o que acontece? Empresários autênticos . maturas presentes. Eolheque nessesúltimos Se faia emgeraçãoé porquevocês são os mais jovens - 10 anos podemos dizer. crença absoluta emnos mesmos e na nossa co etlvI a e.. têm que ter fibra e força de No Brasil é mais fácil ser gênio aos 25 anos do que em vontade bastante para recomeçar e novamente entrar em qualquer outra idade. a falta deluz. o aluguel do teatro. Aprimeira peça de um autor de 20 anos pousando. as férias esco.re~. / /? . ~ s.s?me~te excelentes trabalhos. dubla. Odesafio é continuar.e nos~Jmyomos na medida em .táculo nos procura como nós os procuramos . esses homens não têm só apreocupação de seus res dias.um sucesso. sente. cursos.É anoapósano. Com o mesmo calor.ceitos. destoauto-empresariado. E se disserem Quando falo nos 25 e nos 50 anos. nada.. se possível aos 70 hoje em dia nos assistindo. se queremesta proíssão. os modismos. se auto-emprese eochame. não quero dizer que alguémchegou à50. menos uma cultura mediana criando um interesse Então . sealçaremou se rebaixa. que o nosso no momento . diretores ou autores. os melhores.! profundo sobre tudoque nos rodeia. muito bem. E graças a Deus os melhores. I anos. . Odesafio que a carreira teatral no Brasil nos oferece préstimos bancários. aseter.obretudo: I montes ~e carne parasitas e amebas. re. Alguns com 100espectadores J'áestãonoauge. Deusquandoaparecem bolsas deestudo. No plano particular e doméstico. E mesmo numfracasso.. como dIZ osamba. Eainda têm que entrar em cap'acidade profissional e onosso orgulho de artesão. coníerên. É estar vivo aos 50. Porque há uma grande parte que nos foge. Há sempre atrás de nós os em. Anual. aos 60 e. T. vemos CIma.que o brasileirotem. a Então. no teatro de comédi~. eu gostarei de ver primeiro quese ébomou mal. lares as festas natalinas o carnaval o início das aulas. tentar manter a sua qualidade de gente e cias.mente nos impingimos. etc. as eter~as crises p~Iíticas.e tentarão quebrar este jogo.com a rem 'à condição de auto-empresariar.se fiz~ssem?s . noseuplanomais alto. shows de toda ordem etc.000 a 90. têmque ficar àesperade que al. Em cena e representar como senada existisse além do seu pa. antes de mais 4 anãonecessidade de ver teatro . quarenta. E então. for num período melhor detrabalho. Como nós mesmos continuamos cionais. Senão Acho quecada geração tem odever de revisar agera- vejamos: há 10 anos .

a minha pobre bagagem material com oqual eu me íden- Posso lhes . no íntimo. f'i' ' personagens que tenha.cabilid d h D"I I - 1I a e umana. Sa~ papel não é preciso se pôr a máscara do sério. não .nao pod~na deiiar de lhes trazer não a minha expe- e eles mal se atrevem a aconselhar-se uns aos outros. há métodos de concen- I tração e tudo mais. Gosto de ensaiar. E sobre diariameníe. Agora no sentido outros: depois de 2meses de peça. mas. embora possam pare~. sobre mé- neurotizado possível. quando do que eles. Se odiretor e criei pro?lemas com os diretores com os quais trabalhei. representa uma coletividade) te. E muito menos um jogo ca:am correspon~e. ensaiar do que do espetáculo mesmo. do magis.que quebrasse a rotina de ter que.regra ~e J~go. entre serão tentados a pensar: "Queidiota!". U I o. Para se realizar um taís tio nosso ?fICIO. aos poucos. com cer eza mas nao e tu o '" Tudo fica resumido num turíbulo a fazer fumacinha de I Creio que oproblema de uma técnica pessoal se porá incenso e a obrigação do resto do grupo de fazer coro em para cada ator de uma geração nova.r . e a ded ucao.a apre1ndizagem de u t d~f'U!f para aClltar. mat~nal melhor para lhes oferecer. ou do gênio caboclo incompreendido. Qualquer um uma personagem. Cada um de nós pudesse parar uns dias. " . É cretino dIfICI! em nossa arte desvendar a técmca de um ator sem ter a preocupacão de bancar ser mais sério do que a serie. são inseguros. crises conceitos desses dOIS mestres (querendo ou não). Ia ogo para ees nao existe. . Há exercícios. Sua cicnca e adquirida no curso de munes anos d. E em qualquer . Eu acho até que gosto mais de Mas todas. Avanço. prec~sam~~te. dizer que tenho um srande . _e . p li efundamental um certo estado de aleluia interior O tea. mas ao mesmo tempo ~esc?nflO desses gru. fazer do mesmo espetáculo algo isso falaremos logo adiante. ~s varia5ões se concretizam em dado momento. tenho a louca pretensão de a ter descoberto mas tenho agrupa os ca a peça. .. São eles Copeau eDullin. procuro trabalhar num clima o menos de nos que deseje falar sobre qualquer sistema. estão perdendo tempo. para cada ator. A estética varia. Se Cada autor nos solicita de um jeito. que vai ao encontro da suaperso- seguidas.. aesse respeito. o autor não têm longa prática da mecânica do intérprete. Pcrtanto. Mas há um terreno r~nt. A dade e mais eficiente do que a eficiência busca apaixonada das leis da criação do comediante.tór!a. entre o instinto e a mtehgen- particularm_ente nao consigo jamais trabalhar" em clima de cia a intuicão I.de . pois nenca (que e modesta). Embora seja torturante a busca de mas ?O ator co~o indieíduo e como arnsta.Acho que sou disciplinada.em que o nosso estado de desagregação.alma.er'ante a I ' V~1tando ~o te:reno da representação. "Não compreende 5 . é duro.capa~ de ensaiar horas e horas I Amarcha do ator. a nossa constituição física e a nossa vontade têm pos que com o passar do tempo se atrofiem em torno de uma parte quase igual A b • b t EI ' . na his. ' caminha por VIaS obscuras. eternamente novo.ma ar e 1 ICI ~r9ue. depois de 150. do que .tr~~~os de DulIm esses que vou ler" D~ ele: CreIO que e ier-dixit.levar em . nesse . berros ou coisa parecida. Porque de choro. as I voltae repetir: é o maior! É omaior! modas influenciam o teatro mais do que as outras artes. os ensaiam num ambiente histérico. . o testemunho de dois ho- sentemque. Num amém eterno. se tenho um Ou pior. . (I' d isdos) A I ' ca eça nao as a. uma. . corno VIvemos d (d . Que me lembre nunca nagem. que "os atores. Eu sei. a sugere e IIderes a iena os ou enganJa os que tem como ema a controla E' m it t . prazer uma ' ' nao ' . Acho que os diretores e atores que todos" sobre escola~ e correntes.e~ Qual~uer coisa. Sou obstinada no meu trabalho.cos anos de palco elogo vocês verão que oque eles disse- tro para mim não é um funeral. platéia cheia.mcomum. . . .. vida. Ninguém melhor Posso lhes dizer que sou metódica. a alguns mos que fazer do grupo uma parte de nós mesmos Eu . estão doentes. o seu temperamento. é uma corrente lenta de estabelecer.conta a sua natureza. alternar tipos de espetáculos dife- éator também um pouco a seu modo. rumo. ' I . no fundo. John Guilgud afirma ou revsao. Vejamos ainda a palavra profissão. mens de teatro. propriamente platéia. repetirá. 200 re- Antes. por menos odtseio mais modesto de contrib . _ tifico . d .vou fazer vocês ' perderem tempo Bastam 0- grande alegna em exercer o meu OfICIO Nessa profissão ' . sem polêmica nem sei bem como isso acontece.':'. equ~cionou os proble- avanço.uma ~?nfiança ilimitada p.campo nada lhes escapou. Tenho grave defeito. faço um esforço terrí- de ofício. as 9 e neia. sobre o qual nós não podemos deixar de pisar. do teatro. se lhes interessa saber como trabalho. Sou .I!a. direi que presen~a!ões.er senho:Aes . Embora adore ver numa especie de símese. Mas.. oproblema é outro". exatamente às necessidades f~ndame~- crepuscular) cinzento e mórbido. com desmandos. vel para continuar ligada à peça que estou fazendo.

Oque eu tenho por improvisação é um método vivo Durante o ensaio o ator é quase como um sonâmbu. artifício e oconvencional. Para fazer o público entrar na representação. precisamente porque se dar relevo à personagem que vou fazer. tação.cada aluno. como um cão de diretor éobrigado adar uma inflexão. mas falham. Pro. de uma vez por todas Ele tem um poder de apaziguamento de que não se sus- . ocupo-me da minha cabeleira. Tem-se a impressão de vazio. porque se este estado Para se chegar a uma personagem é necessário um se prolonga. com gentileza ou fatuidade. próprios. que é sempre insípida. . Se um entrar em cena. . Muitos atores se aplicam em colocar bem os seus do meu guarda-roupa. o seu público. dermos da imitação. em cena. écomo um rato diante da ratoeira . diz ainda Dullin. é o momento em que a persona- peça. o bom comediante Ganho assim muito tempo porque me desembaraça ao deve ser capaz de regular oseu diapasão e asua represen- mesmo tempo das preocupações da memória e da dicção. Ocomediante saberá por instinto perceber a pre- sença de um bom ou de um mau público desde que entra É ainda uma coisa difícil saber escutar uma indicação. lista. rapidamente. a descobrir os seus próprios meios de expressão. dade. entender o autor. saberão surpreender o momento Continua Dullin: favorável para ajudar o parto.'Oensino corrente do teatro éem grande parte cura com um olhar inquieto a aprovação do diretor que: baseado no mimetismo: oaluno imita o seu professor. os com um sinal de cabeça. Não são nem parti. o alcance peita. o me- É indispensável a interpretação pessoal.tica" e favorecer o desenvolvimento da personalidade de jeitado para executar os movimentos mais simples. nada do que se diz". o ritmo das cenas. De cularmente desajeitados nem fatalmente maus: são eles repente uma malha foge e todo esse trabalho desaparece. dedice-me ao trabalho de sondagem do texto. Se tenho ao meu lado um colega hábil. Um veterano não terá mesmo necessidade de Como é difícil para o diretor dá-Ia com clareza. Ao contrário.. para não me representações: diante do verdadeiro púúblico. to. parece desa. lírico dos movimentos interiores.as respirações do texto. em geral. atores mais velhos e é assim que se deixa arrastar para o Algumas vezes isso degenera em crise de mau humor e . épreciso nos defen. mento um certo vácuo na alma. Não falo senão de atores dotados eartistas. . Há razão para se ficar fortemente perturbado. lhe diz: "Não! Ainda não!". mais do que de idéias transcendentais.todo o meu tempo. mastigando as palavras. Aimprovisação obriga o aluno até em discussão com ameaça de rutura.eapersonagem também. No entan- desviar. implexiona mal. Acon- ga. Os outros Há sempre um período duro de passar: durante alguns ignoram este gênero de inquietação. estropia otexto. À noite. nós nos arriscamos a deixar escapar a perso- primeiro tempo de incubação. Porque essa é a melhor trabalho obscuro que se faz no interior de um bom intér.caça. selho ao meu jovem camarada que empregue este método. Escuto e gem vai entrar furtivamente em nossa pele. Mas. se eles conhecem o ator que procura nos dominar. Direi mesmo: da maneira mais quotidiana. lhor meio édar atudo que se faz um máximo de credibili- Tanto quanto possível. muitas vezes. sólido. mesmo nos transportes mais .dá meiavolta gênero. quando sinto o coração bater mais depressa e experi- Nos primeiros ensaios não procuro fazer logo tudo. Titubeia. Aprendo as falas de cor as qualidades de uma sala de espetáculos. Depois de ter dito algumas réplicas. armazeno. de impotência.dias se levou oensaio aum certo grau de acabamento. Procuro compreender. alguns exercícios de respiração. faço calmamente e com Procuro a maneira mais direta de responder ao meu cole.maneira de nos servir. Não sou um ator sujeito ao "trac". avariedade das situações É preciso também aprender a conhecer os defeitos e e as gradações dos sentimentos. prete durante os ensaios. Tento ver cada situação da maneira mais rea. É nessa calma que ponho na cabeça.para ensinar a teoria eaprática da "representação dramá- lo. Fareja dos bastidores. Leio ereleio várias vezes a nagem. de todos os pormenores que possam efeitos. Tenho Só me sinto verdadeiramente realizado ao fim de algumas necessidade desse fundo humano. a tarefa é Porque o ator deve conservar bastante domínio sobre 6 facilitada: há sempre vantagem em se ter como colega um si para poder evitar falhas. Sei que uma aplicam demasiado: desde que o público sinta o cordel- personagem conseguida éfeita de pequenos cuidados deste zinho.

indivíduos saídos de todas famflias da sociedade e condu- mando isso. ligações santas e doces que nos associam aos sofrimentos Se numa cena de emoção se sente. honestidade e das virtudes. É portanto uma profissão que graciosos profissionais são homens frívolos.Embora ache que Dide- se :as minhas observações mal interpretadas lançassem rot desce ao extremo do pessnmsmo ao lançar o olhar sequer uma sombra de des~rezo sobre homens'de um raro sobre a condi~. divertirem..atribuem imoralidades e a condenam pelo seu mistério. as honras.nunca uma escolha. sem amigos. tomo como testemunha todas aquelas perso- zidos para a cena como para o emprego. Jamas alguém se faz ator por amor mente a representação. uma alma seja bastante zar esta visão geral sobre o nosso "metier". uma corpo- Asua presença ditará a nossa conduta. pois. a nagens qu~ conlreci nesse mundo colorido do teatro onde. não se deve imitar aqueles atores que julgam do comediante exige um grande número de qualidades que inútil se fatigarem para tão pouca gente. conseqüência de um instinto que leva ohomem a desertar corra os olhos à sua volta e verá que habitualmente os . 7 . Ficaria desolado mente uma nobreza que obng~ .Oque é que os conduz para o teatro? Afalta de educa- zar uma emoção excessiva. faustosos. sibilidade fugir. um cora- mam a exceção -e os há sempre.I Esta atitude farisaica. Acham-na perigosa. nas "Reflexões de um Comediante" co- SOBRE. sob ofardo da ignomínia. Aarte numeroso. a sen. Porque isso é a natureza reúne tão raramente numa mesma pessoa que desonesto. é preciso que nos esforcemos oseu país ou a sua família. isolados.à virtude.que se atribuísse a função de falar aos homens reunidos tingênciasde uma representação. não nos deixarmos aban. pelo desejo de ser útil à sociedade e de servir tra frio e incompreensível. moralidade. pela escolha ou pelo gosto e com o consentimento comum pouco de recuo. que nem mesmo as mais extremas gos! interesseiros. encerrando firme para se erguer à altura de CorneilIe?" assim esta nossa conversa de hoje.de gênio para castigar os maus e os tolos. épreciso não carregar grosseira. os vivos se reúnem mais facil- dos seus tutores naturais. Mas. Se o público é pouco ção e uma alma sensíveis para tão bela profissão. E porque uma companhia de comediantes nunca é como deveria ser: um povo a Aliás. é preciso ter a coragem de não exteriori. Não conheço estado que exija normas mais cidade.e aos prazeres de alguém que partilha também os nossos. destinam os filhos ao teatro. é porque os pais nunca conterem a nós. quando não são palha. pródi. que são os flagelos do nua Copeau: toda a pes~oa do comediante.comediantes. de ção. O teatro é um recurso. repente. de uma redu- verdadeira sinceridade não se acomoda a esse desdobra. Acreditais. a miséria e a libertinagem.zida.honesto que poderia conduzir um espírito reto. Os homens lhe sólidos princípios. Ii menta: . Copeau. de repente. uma espécie de aristocracia. exigindo deles. Se numa cena cômica. Se opúblico de uma sala se mos. Em sociedade. que as marcas mente do que se supõe aos seres de ficção. Se vemos Respeitar a nossa arte e respeitar o nosso público tão poucos grandes comediantes. mas. Diderot escrevia no seu famoso livro: ! "Surpreende-nos ver um grande espírito como Dide- "Aminha intenção não écaluniar uma profissão que I rot ho~~ar os servidores da c~na~. E conti- talento e de uma real utilidade.p desordenados.para viver aparências. igreja. as recompensas que eles merecem. quase sem nenhuma dessas mento. overbo soa oco. atores. Tomei como base uma de suas obras: REFLEXÃO DE UM COMEDIANTE .para se instruírem.Eque. um ser vivo!Afir. a vara de que se serve o ho. sem quaisquer os homens desprezam. mais sensíveis aos nossos ridículos do tolerâncias sociais eliminaram. c~nserva nes- ridículo e do vício. Aprofissão do comediante tende a desnaturá-Io. No século 18. cáusticos e frios. reflete uma idéia profun. acho-os delicados. tudo se tania fácil se através de todas as con. puras ecostumes mais honestos do que oteatro. OPARADOXO DO ATOR.Trago agora o nome deJacques Copeau para finali. de um aviltamento tão contínuo possam ser inofensivas? . ou por qualquer outro motivo por representar melhor para aqueles espectadores que for. o palácio. DE DIDEROr. donár pela personagem que temos amissão de fazer viver. Não é nem uma ração formada (como todas as outras comunidades) de entidadenem um caráter abstrato. Há sempre na sala umas 50 pessoas que o se contam mais os grandes autores do que os grandes percebem e no dia seguinte farão uma péssima publi. os mais eloqüentes pregadores da te mundo humano os estigmas de um comercio estranho.ão do ator e sobre o se~ caráter". É um erro ou uma hipocrisia dizer que a que aos nossos males. corrigirem a importância. vagabundos. É a mem . ços. principal- amo e que estimo: refiro-me a do ator.

Propõe.e não a exprimir emque se julga e. É omartírio a que os melhores se expõemtodos que é terrível no comediante não é a mentira. os seus membros. se. O fracasso. . Vê o o comediante. a temer. Asensibi. no seu paradoxo. tenta desenvolver. Conhece-o. a sua elevação. da: éque ocomediante faz uma coisa proibida. Portanto. contra Olha-se e ouve-se. sem fraude possível. sem cessar certos instrumentos. classifica os seus gestos. com toda a sua percepção. mas. retoma as inflexões. a ser os sentidos.levando-se em situação. gravar essas imagens fortes que a arte do comediante Há qualquer coisano ator que depende doque ele é. que Ao que responde Copeau: "tanto mais raro de fato representa o texto sem representar a personagemnem a . mais sacrifica sua pessoa ao ministério que exerce. Diderot afirma: "tenho uma alta idéia do talento de a sua boca e todos os seus órgãos". esclarece o matéria e instrumento. Oator está 8 lidade é essa companheira da fraqueza de órgãos que tratando de se conciliar. as transições. mais se escapa. E ainda Agir sobre si mesmo como sobre um instrumento menos essa grande "precisão" que se atribui. Que se impõe pelo seu sensibilidade é empregada. que a arte pode servir para é nada comparada com as resistências que opõem ao pôr emevidência. causa e efeito. desde que aparece em cena. em que se vê representar. a sua integridade. lugares os encadeamentos. a socorrer. por con. a desprezar. no sentido de acento. De bom grado nos juntamos a ele nesse ponto. ·a o seu corpo e a sua alma imortal para que ele disponha perder a razão. não em procure ir além do sentimentoque tem.é verdade. paradoxo destas duas frases: "Seria demasiado fácil fingir Nisso consiste omistério. mentos emque se ouve falar. movimentos. a exagerar. deles comode um instrumento. a facilidade nas emoções transbordantes ofere- Ao mesmo tempo agir e ser o que é manobrado. um comediante . poderão Se não mente. Julga-se. cem uma matéria demasiado mole e informe para nela Homem natural e marionete. o seu sangue.e tanto maior quando ele aparece . sibilidade". numa descontração. porque ele os dias. "Aluta do escultor com a argila que ele modela não É uma qualidade de natureza. antes mesmo de abrir a boca. Justeza. Justifica os seus Exige do "ato de representar" "muito julgamento". a não ter qual. quase justa e corretamente . Não é amistificação. É a falta de sensibilidade que faz o Se o ator é um artista.Às vezesinterrompe seutrabalhoparadizer: do-a incompatível com as altas funções do espírito". dizen. numa simples respiração. Destaca-se. que a arte não poderia imitar". uma modi- É ainda Diderot quem escreve: "Preciso ver no ficação do texto. oque não sente. compõe e desenvolve. Põe nos respectivos faz é justa. porque o ator aplica a sua mons. truosa sinceridade a ser o que não é. Ao mesmo tempo sujeito e objeto. quero conta que o ofício que ele exerce. Parece nada dar aqueles que pretendem rebaixar a nossa profissão. justo". porque ele não mistifica. quânto mais se julga. O ponto de comediante um espectador frio. . Mas. a fugir. Que o ator não sente sempre o que representa. a gritar. um retoque na encenação. órgãos sadios e fortes e que uma ternura excessiva da natureza. servindo-se de'es em todos quer idéia precisa do verdadeiro. Diderot aceita "E eis que o comediante começa a trabalhar. Diderot acrescenta: "Nunca Nada pode dar que não seja ele próprio. dobom e dobelo. joga asua inclina a ter compaixão. mas em corpo e alma e sem intermediário. às vezes comrazão. Amaioria das observações que que quer fazer. a com o qual é preciso que ele se identifique. injusto. pela sua simples presença. ou no diapasão da voz. Não é a simples qualidade de sentir. a desmaiar. Exijo. ameaça ainda mais a dizer. Enenhum sensibilidade. mas a sentir oimaginário. por Diderot. a ser louco. penetração. E Copeau. tranqüilo. Procure torná-lo efígie. de si próprio.este homem é raro". É evidente que a ação teatral exige e sem se distinguir. Asua criação é ele próprio. "Não sinto isto". compreendo que a palavra Que atesta a sua autenticidade. é de todos os artistas o que ator sublime". em física. porque eles sabem que de repente. a perturbar- humanidade: egoza-se dela os seus sentidos easua razão. seqüência. partida talvez estará na mímica. Organiza a captura de qualquer . que chega arepresentar semerro aparente. comediante o seu corpo. Que um ser humano possa que nãose vê o que Diderot designa sob onome de "sen- pensar e tratar a si próprio como matéria da sua arte. a chorar. É o seu sua pessoa humana. sentir devastados pela secura num desses horríveis mo- Não é uma hipocrisia. a estremer.

desuarepresentação. muito delicadas. uma espontaneidade con- táculo. como o próprio Diderot difícil. uma ruga num tapete. porque conhece o seu (Aula inaugural dada no Conservatório Nacional de Tea- ofício. mais sujei- que fica apenas no ~xterior. Não apenas a técnica quando terminou este estudo de si próprio emrelação à não exclui a sensibilidade. Quanto mais a emoção aflui nele e o Precisa dominar. É a de Goethe: nar. Respira profun- damente. dando-lhes autoridade. O estudo. assimilar. Procura um ponto de apoio. um instante. ~o que podemos nos encontrar. uma queda passageira da suaforça vital . é por ele libertado. uma alteração deI) segredode uma imaginação que põe o comediante em pé luz. ao abrir os olhos ficaria cego". Assume a resp?nsabilidad~. àsgradações eaoprazer que l~e causava asua Um tal jogo exige uma cabeça de "ferro". colocar ícdes os proces. da personagem que compôs. incestuoso e parricida? gaguejo. um branco de memona. tudo é contraeleque. to está a estas vertigens.coisa que compreendeu e pressenti~ há m~ito tempo. uma reação . tanto mais lúcido se torna o seu cérebro. que se possua. essa mesmaplenitude é pre- . março de 1967 . Precisa também de nervos flexí· uma realidade literária e psicológica uma realidade de veis e resistentes. personagem. Copeau. asua atenção estávoltadapara Mas. o que o Otodo do comediante édar-se. reações físicas. nem por sentar o seu papel. intérprete e lhe diz. Pode-se dizer que um ator não sente nada porque . nervos distendidos. sozinho. para concluir. todo o seu mecamsmo ce o seu ofício. porque ele conhe- sobre as emoções da personagem. se desenvolve uma sinceridade. arrebata. um de igualdade com os tormentos do príncipe Hamlet ou acidente no guarda-roupa.seu ser a servir as idéias que formou e os sentImentos que podemos nos abandonar. ma. articulados todos os meios. Copeau: "Onde está o da platéia. e entao segura.dao Mas ele vai recomeçar asentir. T?dopode sofrer aiterações profundas e subItas. ensaio? Estava perfeito". de operações interiores muito rápidas e teatro. ao ouvido: "Mas. Ei-lo desunido. a respiração regular e os que se reencontrará transformado e tentará dar-se. que a~d~ na~ entrou em ~I. mas não de "gelo".s Creio que quanto mais sensível éumator.. a liberdade da cabeça e do estômago Enfim o ator enche o seupapel. E.· ingrato. Poderia viver sem palavras. diz ainda oameaça.. da. porque é graças ao ofício para os quais prepara o seu corpo. qüência. ao mesmo tempo. soluços são fingidos porque ele não estrangulou.o I Pode-se dar uma resposta a esta questão.tud. posto em julgamento. que age comouma segunda natureza. sos de metamorfose que são. uma dicção obediente. trisíeza. por sua vez. a atitude de seus colegas emcena. a sua voz e mal altera a sua dicção? aonatural. quenão o habitou ainda. Mas. Não descobre nada nos dão uma confiança que nos inspira a ousadia". como há uma por que você nãoconservouoque feznoprimeiro dia de medida para a técnica. psicológico. como diz animação do primeiro ensaio. oferecido em espe. separá-lo pressentimento. Pensa que vai-se refazer. um as desgraças de Édipo. tudodeve domi. tro. uma desordem de bastidores. uma memória seuespírito. acrescenta. Em cada instante tudopode-se desapossar doque ele "Se já não trouxesse o mundo dentro de mim por pensava ter dominado por um longo trabalho. É graças ao ofício o. Foi-lhe preciso renunciar à frescura. Porém. que inspira SacrifiCa ao teatro inquietação. como a autoriza e a liberta. elo- mentoou antes.para realizar um tra~alho Diderot. Bate em retirada. É somente emprimeiro lugar. mal-estar. de oco nem de falso. exercita~o todo E o seu suporte e a sua vanguarda. Há uma medida para a sinceridade. naturalidade eliberdade". É então que o autor toma pelo braço o seu ilustre ciso medi-la. até o mais profundodoseu coraçao. quistada. no entanto. separa do seu papel e o que o conduz a ele. Escuta as rndlcaçoes quelhe. um erro do contra-r:g~a. Parase dar épreciso. Éneste grau de trabalho que germina. meu caro amigo. SOfri. nos seus _ner~os. suponhamos que ele tenha atingido a plenitude pormenores insignificantes. E. amadurece e Eis o homem exposto ao teatro.Arquivos Cadenws de Teatro) 9 . que consiste em faze: sair de escrevera anteriormente. É que o que o comediante fazia no primeiro dia lhe sabe se servir da sua emoção? Que essa lágrima e esses escapa à medida em que se coloca em posição de repre. s?a sub~tânc ia. minucioso.

inclusive.não é saio de peça. Um dia. Mas isso foi em 55 e já não havia essas YAN _ Não.mas também eu me achava muito prejudicado canismo do teatro.. Aos 23 para 24 anos..Maria Clara nessa época também era atriz? YAN . na geração anterior.. numa certa hora parou Correia e Castro. YAN .o Mário de Oliveira. mas eu sabia.E o sotaque te perturbava? YAN _ Eu trabalhava no comércio. . Inicialmente. . não sabia mesmo como funcionava o me.. ex-ator.Como foi sua formação.Nessa época você fazia o quê? CT . Eu não sei CT . ex-diretor. comecei vidades ininterruptas: Cadernos de Teatro entrevista o a me enc~ntar com essa descoberta e fiz alguns espetá- crítico de teatro do lornal do Brasil. hein . e no s0- nho as minhas bolinhas escapavam. Yan Michalski. caíam na careca do Polonês. ex-correspondente. Ele era crítico do "Correio da Manhã" na- Entrevista quela época. realmente era um problema sério. tão me inscrevi na primeira turma de direção . . nhei que o Paschoal Carlos Magno estava sentado na YAN MICHAL5KI primeira fila. que era o diretor. CT . Eu abria o espetá- culo fazendo malabarismo de um lado do proscênio e o Rubens Correia do outro lado levantando peso.. Paschoal e ele acordava muito mal-humorado. meu primeiro emprego foi numa loja frescuras. não. que hoje é diretor do teatro Ar- . eu era correspondente. Ziembinsky. Eu era um muito eventual espectador de tea.. nunca tinha assistido um en. sem fala. sempre como ator.Você era balconista? YAN . o Ivan Albuquerque. mas logo depois ela voltou. clarinete num espetáculo do Tablado que estava sendo ensaiado . ? rineau. dessa brilhante estréia (e as bolinhas não caíram na ca- fessor de crítica teatral e jornalista com 17 anos de ati. etc. o Rubens Cor- o ensaio e disse: . um amigo meu que tocava pelo meu sotaque. so.. uma coisa que começou inteiramente mente nessa época estava sendo criada a Academia de ao acaso. E me formei então ascendi a correspondente. importação e exportação..Se nessa cena tivesse alguém que reta . o Ge. nesse ensaio. Então durante três anos paralelamente de sapatos onde eu era praticamente balconista. Quer dizer. me convidou para CT . Mas aí.Clara era atriz. e costumava dormir . beça do Paschoal) eu me enturmei no Tablado.Balconista é brincadeira. na medida em que Clara tinha saído para fazer "O Diálogo das Carmelitas".na primeira turma onde foram meus colegas. YAN . sempre como ator. culos seguidos. eu quis estudar teatro. cr . eu entrei no Tablado. Mo- er . CT .Nao.Você é de onde? ir com ele a um ensaio.Eu reção? sei. como eu senti teatro e como virou crítico teatral? que isso estava assumindo uma certa dimensão na minha YAN . sim. Depois ex-malabarista amador. . Em direção isso não iria atrapalhar . que foi um espetá- culo meio especial na história do Tablado.. Teatro da Fundação Brasileira de Teatro da DuIcina. premiado (duas vezes). . . numa firma de YAN . En- tro. soubesse fazer malabarismos com bolinhas .Eu sou da Polônia. seu contato com o ra. Eu entrei quase sem ter contato com a Cla- CT . e me lembro que na noite antes da estréia. cr .Eu achava que para o trabalho de ator. mais do tipo comparsaria..Não.I YAN.Até dava um certc status. pro. Eu levantei o dedo e disse: . papel mudo. E por coincidência exata- o de todo mundo.Tablado e direção. o Cláudio raldo Queiroz. .Meu contato com o teatro foi como quase vida.O Baile dos Ladrões .Todos faziam paralelamente Tablado e di- porque. Aí eu fui contratado. 10 mente.. . que eu tivesse maior interesse naquela 'época por dire- ção .. Nós e mais umrapaz. Depois eu eu fazia Tablado e estudava direção. Eu sabia muito amadoristica. tradutor. no "Baile dos Ladrões". Depois.

cada um dos quais nard Perez. sou decano da crítica carioca . Tablado.acadêmica. E quando ela dei. eu fui muito criticado do". .E o Henrique Oscar no "Diário de NotI- ainda algum tempo exclusivo do Tablado.No "Globo" foi sempre muito rotativo: giam outros grupos que também me solicitavam. no Teatro CT . o que existe. CT . de pesquisas históricas "Jornal do Brasil" em 1963. erudita.Dezessete anos? jornais. muito em CT . não é? teatro da A.. quer dizer. blico especffico. enquanto ele estava na França. rária de bastante prestígio e de vida muito longa (acabou a gente não pode abstrair da variedade dos veículos em no fim dos anos 60). é o mesmo leitor que compra o jornal para ler es- o Van Jafa. e teóricas.o que ropa e me deixou como interino. gêneros tem os seus cíjpais de expressão e tem o seu pú- e de novo me deixou como interino. tival importante.Na época. xou o S. Fui crítico de teatro dessa revista durante três meira opinião sumária e rápida. Martim Gonçalves. irado. que era um grupo que na época estava YAN . discussão.É. . dispondo eviden- veira. Era um grupo de vanguarda. que era muito amiga minha e era a crítica do mos assim . sendo por circunstâncias o papel da crítica no Brasil. Quem me levou para lá foi oRe. desde 1964.. Depois fiz dois filmes como ator e o meu último tecendo.T.Mas quem não foi? Parece que ele fazia um blioteca Israelita Brasileira . por exem- CT . N. temente de um espaço e de um tempo de elaboração im- sonoNessa época eu continuava ganhando a vida na mes. idealmente.? zadas. do mecanismo de leitura que esse leitor faz. Teria que existir também uma crítica . três grandes correntes.Bom. Na medida em que sur. Como é que você entende a função da crítica? tudos para a França e eu fiquei na direção do grupo por YAN . que a crítica teoricamente se exerce. o problema de profissio. já dirigida a um pú- mente profissional. T. na dissidência do. o ideal seria uma crítica de jornal. fiz al.. E aqui você tenta fazer uma mistura dos três? YAN . N.Bem. não? porte. no teatro da Mai. de Camus. S.. de- na medida em que conheci o Renard na casa do Aníbal veria existir uma crítica "jornalística" que dá aquela pri- Machado.. CT . no "Correio da Manhã" escrevia plo. enfim. . mas a firma estava mal e eu precisava dar um uma abordagem muito mais profunda e uma verdadeira jeito na minha vida. blico a priori interessado e informado. a "História de muitos Amores". guns trabalhos fora do Tablado. Tinha duas colunas.. Mas fiz a minha es. Por coincidência. em tese. não se interessou mais em voltar. Mais tarde cias".. quando saíram Cláudio: Napoleão.Scholem Aleischem . não pode se abstrair YAN . crevendo sobre teatro na revista Leitura. Voltou. política e eventualmente tambémteatro.Se a gente entendeu bem.Então você é crítico do "Jornal do Brasil" teórica ligada a livros ou ainda a publicações especiali- desde. YAN .Aqui. foi passar um ano na Eu. a Bárbara Helio. Cada um desses pouco tempo porque foi nomeada diretora do S. Carmete. e teria que haver uma crítica ensaística em re- trabalho em teatro foi em 63: já era um trabalho real. economia. gênero um pouco. Kalma. e que aí sim permitiria realmente ma firma. Por exemplo. Foi uma coisa também ligada ao Tablado. Em suma.lO" marido Gonzaga em Marechal Hermes. Depois continuei YAN . Geraldo Queiroz. Quando a gente fala no papel da crítica. é preciso distinguir entre o que seria um ano. uma revista lite. mas nessa época eu já estava es. tempo tinha um grande talento como crítico.Ele escrevia no "OJornal" e na "Última tréia de direção no Tablado dirigindo "O Mal-entendi. CT . Era uma peça do Domingos de Oli. . Grisolli ganhou o festival e uma bolsa de es. o seu papel específico. A. Hora". 11 . Depois entrei para um grupo que estava pelo Paulo Francis quando eu era ainda ator e diretor. em tese.Quem era do "Globo"? nalização enão-profissionalização..diga- dora. possíveis num jornal. sobre o que está acon- anos. são as colunas dos CT .. Assim. hoje.Mas era muito competente e ao mesmo sendo dirigido pelo Grisolli e que tinha ganho um fes. o papel da crítica e o que está petáculo nesse grupo. uma crítica ensaística euma crítica mais CT . vistas especializadas. comecei a ter ambições. :-AN .Permanente. agora uma pergunta mais abrangente: evidência. muito emevidência na época: o Teatro da Bibsa . reassumiu por existe enfim nos países "civilizados". Dirigi um es. com a sua finalidade. e você não pode se abstrair do fato que se di- rige a um leitor não especializado. YAN .E o Paulo Francis? da Praça. Aliás.Bi.

certos espetáculos que são dirigidos a uma ma~s. .realidade". A~redIto que a crítica não desempenha nenhum ~apel n. porque os espaços ~stao.Paternalisticamente? coisa nem outra. . dd gado a ver tudo. Igrejas. E me policio muito seJ~ ~U1tO mais optar por uma a.Outro dia você fez uma espécie de desa.: t ? ru . tem noção de que o resultado é um pro. CT . .e por uma questão de solidariedade.bri que orameagI . \.ls ~a? engir este tipo de no sentido de influir nas bilheterias. certa classe como a dos universitários. Agora.tatísticamente desprezível.. pag. dência não tinha nenhum nomeconhecido no elenco. CT _ Nós diríamos que há certos espetáculos que ficamente. -.cipar u~ e~e~tua suce s.o Bra.Então 'acho que a crítica tendo falado muito bemdo es- tece. etc. embora . trabalhos que ai A AI' de ai d t. de uma natural vaidade. chamou a atenção logo. e já foi mais um "ensaio" do que uma dependente da crítica.'? Cf!ítiIca. a os . . dentro dessa medida do possível. nao. 1- . nao e.nao? desabafos desses que ainda dá para se fazer.A quantidade de pessoas que vão ver um YAN . .v. Mas voltando ainda à per- cuna e dar uma abordagem um pouco mais ampla.um fenom fissonas.sd que os Jornais cada. a:neaç~dora: ?O tipo a gente fica muito contente quando vê que espetáculos .. COIS~. pro. l ' "Chega eu não vou mas . por falta dessas opçoes. mais rápida.~o e um ~spe acuo.Acho que sim.~' para essa faixa a resposta seria sim. .o eu: clubes. YAN . um pouco'.oduçoes amadoras .. Ou seja. Isso é uma coisa que tem sido mal luna? colocada em geral pelo pessoal da classe: "Tão pouco YAN . culo que tinha emsi um potencial para fazer sucesso m- CT .Agente não sabe se concorda ou não con- ralmeníe assim.izando" .Impossível dizer desde quando isso acon.Tenho uma idéia. .Mas 'lá eles têm alternativas. Para al- espaç~ par~ pr. . 40) pouca gente la. eu não considero de modo algum que seja que a gente. e digo mas: fehz- abordagemmais sumana. Voce inclusive d1ZJa uma f I iados ' " . _ 12 cum "pnr. que nem. . Eu sempre resisti a to- te?tar f~er isso. Você tem uma idéia de quanto é lida sua co- YAN . guns espetáculos comerciais a resposta é evidentemente. O Opinião estava numa ase e eca- cen e.. an d'e- vêem competindo com produções.. que voce antigamente se via o n. CT . • YAN . b mas que agora. duto híbrido. eu considero es- CT . exatamente.. De repente. melO. .É. coisa muito engraçada.--_-- mas ao mesmo tempo tenta-se preencher um pouco a la. era ligado a nenhu~ espetáculo ~speci. que hoje nao ex:ste não.bord..Recomen ." Se você compara com o espaço isso. não posso quantificar espaço nos jornais. de . esat ameaça?.olas" etc" . YAN . cr . muitns espetaculos de ma qualidade acabam desembo. Voce co~entava que anngameate havia um são mais sensíveis à crítica. seçao os emas.ag~m.Elogiados..teatr. a CT . determi etermina do espet'acu Io por causa disso. como. Y N .A crítica de jornais no mundo inteiro é ge. YAN . Realmente ach? nalísíica.Ê.ez ma. de Nova York ou de Londres.Claro. ~afo. . C10 I que pod e aju ar um tá I pouco. estrelas. esc.Nao ~ b~m muunnzar. mais a ser descoberto pelo público.eu ache que a tendência a~ual I dos os bonequinhos... Teria t. e isso na verdade é muito ruim por.Você_"está "minim. de vez em quando aparecem uns CT . Claro que al. Mas era um espe!á- das causas desses maus espetáculos. eu percebi que isso pode ter sido nma petáculo.bairro.D J ' .? E. umespetaculo numteatro f d dque. realmente J~r-I nesse aspecto de não dirigir o público. dlml?~mdo. E no entanto não pode deixar de se I YAN_ Patcrnalisíieameate. mesmo CT . ' eno re.a função da crítica dizer: vá ver isso.Foi ate uma.em funçao ~ISSO. .gamos OUltimo " Carro '. etc. na gunta: "Quais são as funções. mente. e que influencia um certo pú- CT .Eles tem alternativas. E que . cando no circuito profissional. sua coluna é muito lida. blico " YAN . YAN . não vá ver aquilo. e outros menos.al~ez demorado um pouco . digamos assim. Voce' vai. -. um meio-termo que não é mais nem uma CT .. dos jornais de Paris.Com essa pergunta queremos dizer que a verdade é que aqui há muito mais espaço. b' antes se esgotanam em propostas menos amicosas se .. · ' Isso vem desde quan do. não é? I tigo". .. . na verdade. --~=~------=~. ou "inteectuais". Eu nao recomendo.

Fiquei tão encantado com o espetáculo.Então está bem: elogiados. etc . hoje? meu trabalho . em gestões. Eu acho que é evidente que revezam .que pesa é o lazer.Agora. mas quando acontece acho que aí se cumpre também cada vez menos veículos vão manter uma co- uma função realmente importante. achei muito. De qualquer maneira se observa que dentro da fonaram exultantes porque tiveram uma média de 30 atual crise econômica a imprensa se vincula inevitavel- pessoas.jornal como "O Estado de São Paulo". etc.Bom. fizesse esse tipo de cobrança: você vê algum tipo de projeto que você consideraria "O que você escreveu não contribuiu em nada para o mais prioritário. Pois bem. coisas. acontecem essas coisas. I em que medida aquilo que você se propunha passar. pectivas para o futuro da crítica no Brasil me parecem minha mulher. Aconteceu essa coisa terrível. I gela Alves de Lima.desapareceram ou deixaram de ter coluna. talvez quatro nho que fazer uma coisa que tem de ser assimilada por ou CInCO pequenas matenas sobre teatro por mês. quando da estréia de Mansamente. não sei quantas horas por dia. eu não posso entrar num tipo que isso indica realmente uma tendência. e realmente quer maneira. mas fora o teatro que está sendo feito hoje.. Quer dizer: não o espaço para o teatro.mente cada vez mais ao consumo. motocicleta. Radicalizando um pouco. Zanoto eMaria An- tendo que entregar a matéria no dia seguinte. é aparelho de som é pel. em dia que você gostaria de apontar? Algum tipo de CT . que a Maria José.Um exemplo que me deu muito prazer foi tista. Hoje em dia. na Espanha. Acho que positiva.E cobram isso de você de certa forma? problema mais premente? Porgue você costuma dar su- YAN .. e eu apenas ra é conseguir ver o teatro superar essa fase muito árida fui lá. assisti uma vez e escrevi 60 linhas. mais do que. CT . veja por exemplo.I deles. N. que comparada com o zero da estréia. mas sim um espetáculo importante. não me interessa muito esse pa. particularmente vazio. achoque é ocaso de acrescentar que as pers- necos. como aconteceu em Portugal. não depende doS. fiquem". Oque me estimula é mais um tipo consumível.ensaio. e sabendo que eu te. Averiguar a concretização das intenções. não. . Então o espaço da discussão crítica do teatro está diminuindo ficamos. É claro. tido de talvez dar a ele elementos para uma fruição mais CT . onúmero de contribuições com uma limitação de 60 linhas. o consumível. que 'é uma tra- tabelecer um diálogo com ocriador do espetáculo.de transição desses quinze anos de repressão para uma gualdade de contato com o trabalho..tica".a cultura .pias. não! Nãohá campopara isso na crítica jornalística. e que temtrês críticos que se muitas vezes me é cobrado. um espetáculo de bo. desde o auxílio do metrô até questões mais am- certos aspectos. e eu. não é? Mas.luna de teatro. Eisso dição. eu acho que o grande problema do Você passou preparando o teu espetáculo 2 ou 3 meses momento. quan. de diálogo que se tenta estabelecer com o leitor no sen.naIS que tinham coluna de crítica. Quer dizer. Isso seria o papel veria alguns problemas maiores do teatro brasileiro hoje da revista especializada.oClóvis Garcia. "Já que vocês estão aqui. Claro que isso nem sempre YAN . de cogitações que possam trazer alguma informação nova CT .Seria isso. de qual. passa a ser assunto. éramos os dois únicos espectadores. digamos. de manhã. e na semana seguinte me tele. 13 . digamos. não? lo a comparar a sua própria reflexão crítica com a re- flexão crítica do crítico. Realmente o que é tangivelmente ir emfunção disso. aquela "parte opina- bastante entusiasmada. ou os próprios jornais sar a peça para nós assim como um ensaio. Acho que a única liberdade de expressão maior. YAN. " Realmente não tem como contribuir. disso. I1ka M. ela tem que veicular pressiva. O de qualquer maneira. do trabalhava em teatro.. realmente escrevi uma coisa o espaço para a discussão crtica. foi ex. como intercâmbio internacional.na Alemanha pós-nazista. ao ator ou coisa assim.E a~da aí. acho até que talvezeu. Oque me aflige ago- ela tua vida. uma pergunta mais abrangente: Ha- ao diretor. Mas o fato é que eu sinto sou. nem me interessa quantas pessoas vão ou deixam de bicidet~. nos "segundos cadernos dos jornais". um mente não faz parte da função da crítica jornalística es. ba~tante ~elancólicas. É uma desi.Oque prejudicaria principalmente a crítica- completa do ato de ir ao teatro: e sobretudo estimalá.. Pois bem. Acho alguém realmente leigo.Existem cobranças que eu entendo. mas eu acredito mesmo que acontece. por mês foi redu~i~o a um mínimo. um grande jornal. Talvez seja natural que contribuição nesse sentido é dar algum parâmetro de isso aconteça. ser professor do ar- YAN . T. pas. na medida em que muitos jor- Então nós não queríamos ficar e eles resolveram pas.

Consuelo de Castro..É. po a gente encorporou o movimento de corpo e esque- mos quase no fim do ano. nos dois está havendo agora no teatro mundial. linha de resistência e uma motivação de resistência que CT _ Ao mesmo tempo sente-se que a gente acaba deu margem a um teatro vivo. vencional. lá fora.gues está sendo um fracasso de público impressionante. crescer Ou seja.' bl d t' I? É discuti.. Por exemplo. e sem falar no Flavio Mareio Mas você tem viajado. inclusive. YAN .dificuldade emassimilar uma linguagem experimental. guagemverbal . O cussão mais direta .um espe acu o om. mas isso não diminui a dimensão do problema. é uma coisa mais 14 parte verbal que era proibida. YAN . CT . o teatro petáculos de uma narrativa extremamente linear e con- está sendo sumamente chato. Há muito tempo que eu não tomo conheci. que é o fato de que de aconteceu com o movimento hippie.Então o problema de texto existe? petáculos sólidos . D YAN .até mento de um texto novo interessante. Leilah Assunção.. YAN .linguagem da tele-novela. e se você for fazer uma re. Enquanto isso não acontece. aqui no Rio de Janeiro. . você era simplesmente alijado. porque quando estourou o movimento de cor- quele tempo era mais vivo do que o teatro hoje. A gente se refere às influências blema mais imediato.. ser . Não é o Macunaíma. A. Houve uma época repressão.. As pessoas tinham estruturado ainda não há knos-hew para se elaborar uma língua- ao longo de quinze anos de sufoco uma linguagem. mas também se a gente depen- blema do Brasil hoje éohomossexualismo.. num nível mais direto e que isso pode ser feito t-:.. Antiga. daquela filosofia específica .I a~ na~ sena um pro ema o espeacu o. mento em que não há textos. quando enfim. público universitário . uma resenha sobre o teatro carioca de 81. . mas enfim. meio e fim e repudia .Eu acho que isso se manifesta no nível CT . Fernando zesse expressão corporal. meio e fim . e con. E parece que nesse momento em ter- flexão. você pode dizer melhor do que que já morreu.Seria uma espécie de momento de perple- YAN . mas o fato é que o teatro' da.De início. que se você não fi- Bivar. mos de linguagem também estamos num compasso de siderar o teatro carioca de 81 como idealmente deveria espera . uma gem cênica que seja atraente e adequada. em que se tem que retomar um novo fôlego e teatro uma linguagem linear. na me~i.Pode ser. há a própria ex- xidade? pectativa do público cada vez mais condicionado pela YAN . e tem uma coisa que sempre acabam "pesando".. mente esses fogos de artifício tinham que suprir toda a YAN .Pode ser que você tenha razão até certo o que se revela um sintoma significativo de que as pes.postas mais experimentais. O público volta a prestigiar muito aqueles es- CT . basta abrir o jornal para ver que não é bem esse o pro.. Então eu acho. de valorização do toda essa geração de autores que surgiu e se firmou na corpo. cemos a palavra. Melo. anos de abertura. haver a conscientização de que se pode CI M .Quer dizer que nós estamos então nummo- traram. O público tem cada vez mais da em que com essa possibilidade de volta a uma dis. mas agora parece que \ árida.a linguagem cênica poderia começar a Sem dúvida é uma experiência mais ousada.Não. de toda essa geração.. em cima do Nelson Rodri- Paulo Pontes da volta à palavra. CT . como inclusive que me impressiona. não. não apareceu uma obra nova deles. Não é que eu esteja com ° recebendo influência de fora e talvez próprio teatro saudades daquele tempo. CT .De início. che- garia inevitavelmente a conclusão de que o grande pro. e cada vez mais exigindo do xidade.. do texto. Os espetáculos que fazem se reciclar para reaprender a trabalhar emcondições de I sucesso hoje em dia são praticamente sem excessão. Mas é também mesmo o público jovem.. ponto. Roberto Athayde. mas é um lindíssimo espetáculo. da revalorização da lin.um reflexo da realidade brasileira de 81 -.E ainda como agravante.Eu acho que é um momento de perple... Intimista e sem interesse. mas .as pro- um problema de linguagem de um espetáculo. não há uma inovação de linguagem . soas estão procurando uma linguagem e um conteúdo adequados ao momento de agora e ainda não encon. talvez com menos fogos de artifícios cênicos. com gente do maior talento: José Vicente. . es- liberdade maior. Esta. der só do que vem de fora .ou desde aquele famoso apelo de I novo espetáculo do Antunes.

' relacionamento pessoal com YAN . sobr~tudo quando vira para algo que já parecia um pouco superado _ aqueles es. I ~u~m.Mas isso não acarreta problemas? '.j em função do ego inf. LYRA _ Cheio? Oteatro estava lotado! Olhava exercida sem e~entualmente machucar as pessoas. meio isolado? seja adequado ao momento de hoje. Eram peças muito manjadas. qu~ a ~ent~ nao faz com o intuito de machucar nin- das as peças que eu vi. influencia. desse tipo. E eram peças ca.em certas características peculiares que cr .Não vejo maiores problemas não. I muitos espetáculos que marcaram história no Brasil eram I • assumidamente pobres. está mais vivo no momento. Tem um crí- tipo tlSound of Music".ISSO decorre talvez de i pelácalcs que já vêm testados da Broadway. Por outro lado decorre maneira essa crise de valores coincidiu com a crise de tambem de um modo perfeitamente natural e inevitável. as vezes. . o cnnco não deve ter nenhum çao. Como e que voce ve esse problema? Você se sente quando vimos.. A classe talvez. mas de produ.. ucc inglês . é? i CT . E paradoxalmente é onde eu acho que o teatro pessoal do aspecto "trabalho". 15 .Não. Macunaima supera manter.Quando a gente começa nessa profissão ções caríssimas. De qualquer I cntIc~ por parte dos artIs!as.It'l!D0S. chatas. sobretudo I gum tempo com uma ou outra pessoa.. nma pnstura de um certo distanciamento eólico- qualquer coisa.E a sua relação com a classe teatral? A YAN . EVidentemente que há prestigiado no momento "os grandes espetáculos". mas em geral fora dos grandes centros. A falta da descoberta de um caminho que te deixa meio sozinho. YAN .ou t!es ' I de g~upos I YAN . CT _ Ah. Isso inclusive facilita oseu trabalho?Enão no momento. cr . . CARMINHA LYRA . relacionamento do poder público com o teatro: os cor. Mas eu acho que CT C . E ISSO e besíeira. o poder público pode contribuir para isso a esse distanciamento. eu estive fora (Eu. ou então regionas. I YAN.Também o Macunaíma no Rio teve certos ~n~olvem rel~cloname~tos. que estava sua ~ature:a. de Paris ou I u~~ compreensao um po~co equisocada da função da Londres: Bent. E_evidente q~e as pesso~s.a carap~ça e nao penetram mais.sempre acaba bem.E..~stIr esporadicameníe. . _ escaramuças. estava cheio. Acho que isso se manifesta. me parece duvidoso. for~m espetacuos ' .lma . Mas umc~. " lSSO nao pod: d~lxar de e. como que. Você acha que isso atrapalha a criação? depois de muito pouco tempo a gente assume uma certa Ou não tem nada a ver com a criação? Fiquei impres. ~iscordam.~mo ~m ~slcana~lsta. Amaioria dos eu não sei. questionam. c~rapuça e as coisas co~eçam realmente a deslizar por sionada comas produções.N.. esse esvaziamento do S. c.o terreno pesso~l. se sente~ machucadas ríssimas! Esse aspecto financeiro influencia muito a cria. Por coincidência o público tem YAN-. muito o teatro nos primeiros cinco dos sete anos da atual : Pode ter criado um certo mal-estar pessoal durante al- administração. ropa) vendo espetáculos maravilhosos. nomicamente e talvez mais dependente de uma ajuda I cr . isso não existe.E o público não tem ido? cr . dOIS • anos.lado do artista. que faz parte da tes de verbas. Agora. dizer que ao longo desses anos to- realmente fazendo um trabalho muito bom e que ajudou dos ISSO na? me cnou nenhum problema sério. Mas isso não é uma coisa I agora. não é? Você até abordou uma vez. nunca. porque não pode ser C.Bem.Talvez você saiba separar bem o aspecto oficial. Ha COIsas muno interessantes sendo íeitas escrevemcartas para o Jornal. Mas em geral .Claro. onde o teatro é mais frágil eco.1. I que me afete muito. humanos numa perspectiva problemas.des. ? . . Elep/wllt Mall..Não.. YAN .' pressionado? Porque você tem mantido ou tem teni~do YAN _ Macunaíma fui bem. meus amigos mais íntimos são pessoas de teatro. Na _? Europa tem muito ISSO.Ligam. Quanto por exemplo. sua profissão t..Será que o pessoal da classe separa bem? YAN _ Eu tenho viajado bastante pelo Brasil e I Depois de alguma crítica já ligaram para você: "Mas vários dos espetáculos que mais me impressionaramnos I como que você fez isso?" E coisas do gênero? li. não tem ido mesmo.. sim. no seu conjunto. Posso. Claro assim em volta e não tinha uma cadeira vazia em to. essas coisas. Então esse é o problema que me aflige "brechtiano". CI . é difícil separar tanto assim.que d~ss~ uma vez que a nossa profissão se cr _ E cheio? assemelha a profissão do dentista.

Esse status universitário tem esse outro preço. Mas ao mesmo vestibular. ou seja. '- jogador de futebol. ríodo de alguns anos em que a seleção era feita excIu- que é incompatível como ensino de artes. . de teatro. Mas fui. . acho que nao melho. Não só o problema diretamente física.Isso é uma coisa interessante que não nos I neI:a . mas sobretudo coincidindo com o momento de YAN . ISSO e perfeito.atr~ br~sileIr? que lecionam. sena o ~tIs~a.sao pouqUl. O. trigonometria.ar a ~oda hora. Foi a pior época 16 mecanismoda universidade . destaqu~ no te.ria para um bom ensino de artes. é mais aquela coisa marginalizada. Para um curso de tinha ocorrido. ~ud. e os próprios currículos teriam que -YAN . Acho que no início do semestre YAN .'pa 9ue o s. versitána. e de uma certa organicidade de informações. sidade. mas isso dentro da universidade ofi- que nasce o crítico? Nasce por acaso? O que é preciso cial brasileira hoje ~ impossível. -------". etc. eu questiono muito se foi uma tário acarretou problemas específicos como o do vesti- coisa boa essa vinculação do ensino de teatro à Univer. proSrama ?etalhado existe. quer dizer. não? político.forma.eu aluno.aluno precisa saber álgebra complexa. um de- id . em tese. Esses an.Sim. -cr . há todo estudar para ser crítico? o 'p~oblema também do ridículo da titulação.O currículo devia ser flexível. De repente o sivamente pelo Unificado da Cesgranrio. e de gos. . Voce ve q~e . prevsao curncular.do.. experIente. Nós não imaginamos. Agora.esse. eu acho . I ensa~ando uma. terminado ensaio pode mudar completamente o rumo do SI erar o Joao Saldan a como mtegrante da categona de rest d t b Ih • h '. essa do status que eu acho legí. para como bom teatro e com um teatro cada vez me.Mudando de assunto. Teve vantagens. Matérias meio distantes do teatro.SSlfiOS taçao da proíissão.dor de novos ~tIstas. E ao mesmo tempo o ensino Entao e? hoje em dia m~ inclinaria . I cueprir esse programa detalhado. quer dizer. por exemplo. como professor universitário. '.---=-===~~=-------------- universidade especííica . você tem que assim. .Esse problema do status do teatro universi- universitário.e não me refiro anenhuma da escola. Vários ami- tima. tem o c~tico ~ão é u~ part!c!pante da classe teatral e sim que entregar o teu programa do curso.Enquanto que em geral as pessoas nos vêm i ~~~ê ~~~e exatamente quais as . Houve uma aparente vitória. como é I YAN . Enfim. rável / tãe P. iá é um curso I CT . a priori? sino teatral no Brasil? E mais especificamente. Por outro lado. no início do semestre. no fim do período tenha ad- se". cultural. q~~ aJormula d? curso lIvre atendena melhor as espe- isso também dá um certo status na medida emque não ciíicações do ensmo de teatro.aulas que. Ninguém. I Química. tempo isso coincidiu com um momento muito ruim da O.. peça como atividade curncular. CT . que 'é se YAN.bular do Cesgranrio. '. Agora a partir do momento que a gente fizesse quirido !aJs e tais conhecimentos que correspondem a . universidade brasileira. aula por aula um jornalista Ele e participante realmente da classe dosClaro que você tem uma margem maior ou menor para jornalistas.Comrelação ao ensino emgeral. ISSO nao pode ocorrer. muito amavelmente. ~uer Izer. Na prática.nossos que são muito criativos não passariam no ter mesmo a parte teórica. Realmente foi um descalabro. você lhor e não com os interesses internos da classe.é tão rigidc e tão burocrático não' se tenha conscientizado suficientemente de que a so- que não dá margem à flexibilidade de atuação necessá- lidariedade que o crítico deve à elasse é limitada. como você vê o en. A so- lidariedade do crítico é para com a instituição teatral. nao qu~ o ensino ~a~hou um status com a lei de regulamen. a nossa liberdade crítica ficaria talvez um pouco . eu sou egresso. e muito especialmente. pensaria em con. em priscas pod~r. o g.Nós tivemos na Escola de Teatro um pe- uma monstruosa burocratização do ensino universitário.magIst~no porq?e.Bom. a parte o ~Pdon de- A . na medida em ! ele nao . por exemplo.o Grande Otelo fazendo a prova de física. h' . como fazendo parte "da elas.melhor e em que eu parncipo do ensmo.o~ todos qu~ eu acompanh~ o teatro I que evidentemente o a~Ista de ~eatro n~o tem.maIs a pe~sar em de teatro foi assumido pelas Universidades.temacesso ~ ~arreIra . por uma escola. a? se voce es a comprometida. esse penado No teatro na parte prátic A t' parte. ~em que v~~e ten a a mdIm~a POSdSI- considerarem como integrante da classe teatral. Começanoo pelo mais óbvio. mas de qualquer ma- cr .i tem o~ títulos necessanos.anevd ISSO. e que nao se coaduna com a ngI ez a CT . é muito fácil as pessoas me bili~ad odra a er o.Mas voce e egresso. mas dentro da estrutura uni- eras.e rou emnada. engn ~o docente unive~sitário uma tiíulaç ão acadêmica péssimo. . Quem começa agora tem que passar ' os ~rtIstas de.

é muito compli.res são os chamados estágios. . ~ ca~eIfa cntlc.os cand~d~tos durante uns quinze dias..Por exemplo. momento la. Mas uma vez que o ensino de teatro no seu conjunto YAN . há um concenso que selecio- Ihorou um pouco. Me.n~~rs Cl~:~. CT . que é a nossa universidade. . em . CT . Uma universidade e uma en.E como é que' se faz um crítico? Ou não YAN . mas que estudam no colégio a dade do ensino.~ .al que é para aqueles . um. A estrutura ficaria capenga. sefaz.Eu não tenho uma fórmula.e... euconsidero co~retJsslmo ?e 9~e o ensmo de teatro tem . Mas per. I não é um curso de criação d~ críticos.E lá tem mercado? CT _ E como é que saem despreparados depois de YAN. admite cr _ São três anos? por ano 10 alunos para o curso de ator. É um curso universitário. CT . har melhor.) expenentes como professo. . antes do unificado. pouco dinâmica. 17 . Para você dar aula d v b t res convidados? . que ser uma aula quase indiridaal. mas igual. sobretudo l..Quantas vagas são? YAN . Qualquer aula li- . o curso de ator e 29 grau. é mais fácil em termos de estrutura da ins. interpretação muito mais ainda. saiu do Cesgranrio curso específico para formação de críticos. que ser um ensmo quase individual. o número de vagas que são aber- Uni-Rio.E aqUI' sao• 120. tant~ assim que . em que se convive com manece o problema de que outros. que é uma escola excepcional.ção de professor tem de ser individualizada. ' ü "1 1 ' · ' P I' . Outros piores.de a~or tem que ser uni- versitário? Nos outros cases e assim? YAN .cursos. • . Junto YAN . porq~e parte de ~m princípio que essência.Depois então se lutou muito e conseguimos com medicina.e enranar atores (ce.ga~a a corpo só pode ser bem feita em turmas pequenas cinco de escola de teatro. realmente se pode ava- biologia . CT . Tem um curso de teoria tea- curso de 29 grau. não querem ser ~tores n~m como já tem que ter cursos universitários para direção d!~~tores etc. a escola do Teatro Nacional saemdas escolas altamente despreparados.Não entram 120 m h' 120 ' as a vagas.. nar ~ uma coisa muito difícil.ç~ Por que o c~rso . nucos pro issonas e eatro exstem jornai. talvez mais promisso. nao e.fora que eu tenho visitado.a teatral. nao Pf? ~ se~uedr etxercer a. cenografia e teoria.que.. _ .. hoje emdia no Brasil? Acho que não deve chesar a 10 . então não justificaria a existênci~ de um Um-RIO.corno e que voce so uuonana esse pro. iluminadores etc. Atualmente a no Brasil todo. mas pr?vavelmente deve ser maior 4 anos? : do que o daqui. .na parte prática. nutrição. E a gente vê pessoas muito boas e de grande tas nas escolas de teatro não leva absolutamente em potencial que não passaram na prova de física e de ma. ? 1 . I: t di . o I _ '? . em outros nao e.Então o que a gente vê é que os alunos YAN. mas que ~em l~t~resse em pesquisa ou hiS- • e cenografia. Mas versitário. Aí sim..teria do te~tlO. Então. sena assim a cadeira eno desse curso. tr.Em alguns e. _.E como é agora? e faz seu próprio vestibular unificado. quatro áreas de concenraçãc: direção. . SI.ografos. Oque se faz nas nelho- minar aqueles candidatos obviamente inviáveis. ou b passaram. iidade amorfa. etc. mas nao e. que eu dou no tituiç ão. probl~ma espe. de Strasburgo. Nas escolas melhores lá a prova de habilidade específica. _ .pro- I . or õl. fazer também um curso de ator em nível uni. nao e. durante res e mais valiosos.~ão sei. Não é justo.Havena. por ei. YAN . CT . YAN _ Quatro.d blema do Cesgranrio? Acho que você já falou isso no ~f:s~~ IS Q\. Quer dizer. 'I" quem se forma nesse curso nao pode se registrar como CT .admite 2?.. interpre- cada burocraticamente para uma universidade manter um tação. No Bra. na medida em que isso permiteeli-. sejam eliminados numa prova de ~sse estagIO de algumas semanas. a aten- l' CT -: N~o havena um Jeito d. conta a realidade do mercado teatral. Mas outro desequilíbrio do ensino de teatro CT _ A gente sente isso no Tablado. O Tablado no Brasil.A Escola de Teatro da Uni-Rio tem 4 o passou a ser apanágio da universidade. nem a especiali- temática. é que com essa política da universidade de de repente virou umcurso preparatório para o exame da favorecer a quantidade. ~AN . AEscola Nscional de Teatro de Varsóvia YAN _ Porque o ensino não é adequado em sua I acho q~e . e oz oa...f? .

Hiibner onde mas. uma coisa de muito reza de ser cooperativado. depois vou ampliando mais para a lin.Qual o programa desse curso no qual você CT . mas tica da periferia. Historicamente acho que os críticos brasileiros nunca se formaram como crí. os novos grupos: Asdrubal. T. trário.. Contam as más línguas que an. por exemplo. Eu do momento.T. Também há o trabalho do Amir .Tá diferente do que. Eu nunca parto de critérios pré-estabelecidos.Só isso? CT . ou realmente para que um Celso para esse curso. pelo trabalho que depois saiu pu- tinha um terno um pouco em melhores condições para ir blicado em livro. YAN . já vai me dizer uma coisa boa qualidade.12 anos. visitantes.interessante no momento é o desses grupos. YAN . Está vendo? Já tenho dois prêmios. não há diferença a priori. no S. N. e de um poI0. Agora elas do Pessoal do Cabaré. quer dizer. o teatro de periferia. mas só para quem já sabe. sem dúvida.. São quatro semestres dela para o ensino. E depois um reportagem de lançamento da peça Rasga Coração. eu acho que o trabalho mais produções profissionais empresariais e produções coope. Mas foi um prêmio ganho em pessoa que nvesse caracter~stIcas _x. m~~tal. •- I • • • I YAN . perdão! Tem um outro que eu CT . tem fôlego para se ampliar e continuar. YAN .Criar campo de trabalho com professores cas jornalísticas. Ninguém se lembra de dar prêmio para nes. YAN . ou se pelo con- 18 çando. como você encara crítico .~om o crítico :e~Ia a ~esma coisa? So uma ! estava me esquecendo. Dia a Dia. poonesa. muito I . Foi certo conhecimento teórico de teatro. um pouco de entrevistas.A gente publicou um artigo aqui na revista chamado "Pode-se ensinar direção?" de Z.Ah.Existem parâmetros diferentes para criticar YAN _ Justamente. etc . E um certo bom senso.Eu dou inicialmente um pouco de técni.Claro que existem diferenças.Claro. ou pessoas estudiosas que se YAN . ? CT . de uma revista A .. equipe.Oprimordial é saber escrever bem. que se pode. CT .Isso valeria mais que mil aulas. bom esse artIgo.. Criar estímulos para que uma Fernanda Mon- guagem de ensaio. Despertar.. (risos) ele dizia que sim. O tipo de traba- é ínevitável que pela própria natureza desses espetáculos lho que o Cesar Vieira faz com o União e Olho Vivo há haja diferenças. o grupo Pilão . não é? um trabalho já mais independente.sua't' profissão. em 78 se não me tigamente o editor escolhia na redação aquele cara que engano. mas não é funda. CT . ticos: ou sempre foram pessoas como eu. E nos dois últimos semestres eles Nunes possa dirigir um trabalho de alunos. N.. CrI ICO .possível avaliar se ela já se esgotou. monografias orientadas. tenegro de repente resolva dedicar três meses da vida é um curso bastante prático. no bal criou uma tendência.. Mas inegavelmente o Asdrii- Teatro Villa-Lobos. honestamente. ~ . que saíram do CT . não. Oespetáculo cooperativado. a sua natu. com a trumental primário é a linguagem escrita. /10 Palco Amordaçado. rativadas? não de todos.. I . Eu dei muitos prêmios.ninha. o chamado espírito CT _ Por falar em premiados. Oins. fazem trabalhos de maior fôlego. . Também acho interessante o trabalho que tento me colocar aberto diante de cada espetáculo e es.Voltando aoensino. uma super-produção do na Rua.Só. não são apriorísticas. Pessoal do Despertar.Oúnicoprêmio que eu recebi foi o prêmio interessavam por teatro.que ganhou um prêmio de jornalismo do S. não há dúvida. . do concurso nacional de monografias.Está vendo? Mais um aspecto negativo da YAN . CT . eu não saberia conceituar quais são Eles bem ou mal conseguem escapar dessas limitações elas.existe em São Paulo ligado à exploração mais sistemá- crever em função do que esse espetáculo me disse. . ao teatro.Eu me Iembro desse artiIgO. CT . mas desses mais "sólidos": o do Asdrúbal. Em 1979 eu participei da equipe do Caderno B.E prêmios? Você já recebeu? teatro para essa atividade.. só com público operário.. embora no momento seja im- sentido de passar a mão porque os coitados estão come. YAN . você também sugeriria o dá aulas de crítica teatral? quê? Se você fosse diretor você faria o quê? YAN . Ofato de ter tido uma grande matéria de mais de três páginas sobre o Via- uma prática pessoal no teatro ajuda. Cabaré. Agora.

na medida em que participa dela um escritor. l' CT .ve'JO como resolver. . I' tro (4 semestres) os alunos saem sem nunca terem ou- vido falar no teatro latino-americano. É uma maneira de se tomar conhecimento • .No "Caderno de Teat~o" a gente queria pu. YAN . pelo ~e~~s aqur no Rio ha se~pre I vocês poderiam escrever e discutir mais sobre aspectos uma pessoa que c:ntrahza . Mas a experiência tam. YAN .er o.-'--.. ha sempre uma p.totalmente inovadora quepolemizava contra tudoque eles blicar alguns textos. essas normas eram abaladas e substituídas por latino-americana.CT n9 80). . Então. absurdo e nao. E já que estamos chegando ao fimhá mais al- guma coisa de que você gostaria de falar? 19 .Acho que sim.. uges ao anoa a. Talvez seja na verdade o único veículo comesse bém parece mostrar que a criação coletiva funciona bem lastro. Talvez a gente pudesse conversar Hoje em dia o Asdrúbal não trabalha mais com textos. porque está No..Não. Teatro Latino-Americano: estão lá comentários sobre a peça de fulano de tal: mas quemé? Que peça é essa? A gente se sente meio ignorante vendo aquilo. Cl' _ É.A gente não tem acesso a uma literatura tempo. essa revista.importantíssimo os palavra em termos de futuro? Porque. o que por vezes foi muito difícil.Bem:.. tudo muit?. -. porque de repente campo seja o t:ab~lho do g~po do ~ennque ~uena. Então nós também D do Cabrujas..todas as normas já consagradas etc. pressa. td E "I . rapidamente. o Paulo Reis. . YAN ..Sobre revistas.. do presente nós Cadernos de Teatro . t" . e mesmo assim porque o Fayad traduziu precisamos mudar. • YAN . Ao mesmo CT . . pensar.Quer dizer. Esses outros gru. Acho apenas que .. YAN . Lá na Escola vocês têm? uma "verdade definitiva" que meses depois era desvalo- " YAN. . têm uma função normativa e diretiva. . _. também. CT . muito obrigado . esses artigos transcritos de livros e de revistas es- • do grupo.... Quantos números já saíram? mada criação coletiva que é uma faca de dois gumes.. que aparecia a cada espetaculo novo com uma proposta ..? e IVOS . Acntica vai a reboque do • \~~ . a revolução como dl~etor... estavam sendo ventura~ na ~olombla. . Isso é uma das coisas que eu acho rizada por uma nova ver~ad~ .Se você examina.~ao. ' I dessa literatura que não chega aqui.Como já disse.essoa que funciona teatro que lhe é proposto.na trajetona do Ze Celso. já falamos. e co. não é? (Ato Cultural . na cadeira História do Tea.89. isso é uma coisa absolutamente Cuba e Chile coisas muito boas. CT C t t S t. I " . Acho . . Fersaz. -. quando E eu acho muito importante que saiam. etc.. gerou nos países latino-americanos como a Colômbia. En- fim. que pode ter uma importânciamuito grandeeque de fato CT .. puramen. para ter- 'pos l 't' atmo-americanos ? sao tota mente. em certo sentido. Essa entrevista vai sair no nl? 90. trangeir~s.Lá na Escola. Nesses tres grupos eles claramente sileiro. não é? CT . nesses dezesseteanos de Iabuavocem t ' udou mut'to.. cer o.. . o Hamilton. . mas como?Nao se acha. _ .entanto o pessoal do Despertar trabalha.- . diretamente relacionados aos problemas do teatro bra- oBuza.definiti. ~ Ele e um escntor maravilhosc abaladas e a gente tinha que se adaptar a isso muito e um líder ímportauíssmc. do Oficina.. inédita. Você vê alguma ten.mmar:. acho que isso faz parte da YAN A indecisão do momento. -. CT .a. por exemplo.---. Basta .Sobre revistas? dência nesse sentido de abandono ou revalorização da YAN . até sobre o próprio Cadernos de Teatro. .de- um . Está também na moda a cha.Não sei. como estão sain- não fica apenas na canalização das experiências avulsas do. de veículos. p~r exemplo. Temos um mesmos tinham feitoseis meses antes... Talvez o trabalho mais cons~gra do nesse dos anos 60 foi umdesafio para nós.Ah. e cumprindo o seu papel com essa regularidade..cho um milagre.. ..O Asdrúbal começou através de um texto. digamos. I CT .. o Buzza ligado a esse problema de espaço. ' Cf .

CARNEIRO.No seu quarto! Como vim parar aqui? minutos naquele armário teria mor- CARNEIRO . Se permanecesse mais 5 CARNEIRINHA .Ué.. Sérgio! Dr.... nós to.Por enquanto.Não está vendo? CARNEIRINHA. CARNEIRINHA CARNEIRO. querida.nhor ainda não foi encontrado nu na CARNEIRINHA .. você ca) edepois . um. CARNEIRO . . .. querido. I SÉRGIO. .E agora? I sem saber como . é CARNEIRINHA. Carneirinha continua pro. CARNEIRO. querido.. examina-o como se fosse pare de respirar profundamente. que está dentro da minha casa.. Outro dia 11 ' sa. SÉRGIO .rido. dois .I SÉRGIO. contrei o Nogueirinha lá em baixo no so dentro do armário de meu quarto.Estava ficando asfixia.. Eu lhe CARNEIRO (sentando-se) . (Bu- tina forte) SÉRGIO .Logo vi. meu carro está lá em...Vai querida. .. esse sujeito é faço..Obrigada.Quando sentir me.. Descanse mais umpouqui- 'I cê à festa do Tatá. não.O que você está pro. percute-o. .Eu o encontrei pre. pois Evocê. De vez em ESCALENO CARNEIRO. meiomaluco. dois.Eu sei. acor. . do ao normal.. desacordado. CARNEIRO .uma espéciede amnésia .Melhor. I CARNEIRO .. eu SÉRGIO.Eu compreendo per- CARNEIRO ..Felizmente cheguei automóvel. . Silveira Sampaio (buzinn). Vai.. Quando abri a p_~rta o senhor caiu a tempo.Ah. diga. o armário.. nessa explicação .Osenhor não levará CARNEIRO . Ela sai. CARNEIRINHA . o senhor estava de entrar no armário. TRIANGULO CARNEIRINHA . . para levar vo.Está aqui.Creio que não estou muito bom da cabeça . . ausculta-o até um... ..Absolutamente. nhoevejaseconsegue lembrar de to- CARNEIRINHA . CARNEIRINHA. ONogueirinha está ficando aflito vontade de fazer uma coisa estranha. . porque CARNEIRINHA.Oque você está pro. Creio que SÉRGIO pois..Obridge ficou muito se..Ah. SÉRGIO . um médico. então.Pois não. Eu en. querida.Agora o quê? lhor. (buzina) Então até logo . querida? CARNEIRO . mário que está dentro do meu quar- PERSONAGENS: pegue seu dinheiro depressa. (Beija-a. Acredita Sua carteira está no seu temo mar. fica aí buzinando. porque preciso lhe fazer rua? CARNEIRO.Chato! Está melhor? Sua cor já está voltan. querida... . (mími. queri. abol.Está aqui.Como é queosenhor I no caminho em que vai a sua leu- 20 CARNEIRO . Eu vou CARNiIRO quero descansar um pouco.. Sérgio! (Reanima-o) do sua melhora? no seu quarto. obrigado.. querida? roxol .) que a minha conversa esteja atrasan- rom.) E agora.dos os seus atos até omomento antes CARNEIRO ..Vai depressa. por que voltou da casa do ba. abri-lo. isso certamente acontecerá.Peço que acredite. eu fui parar debaixo de uma cama CARNEIRO(levanta) .a mal se eu me recusar a acreditar está aí? baixo. SÉRGIO _ Ah. SÉRGIO (respirando com dificulda. .. . que está tão afastada da sua? . não lembro " ... isso são fases de loucuras.Hein? Onde é que eu estou? devo a vida.. CARNEIRO . curando agora? SÉRGIO. . me dá da. (Senta. CARNEIRO . .. querido. divirta. de) .quando eu estou muito bem.consultar um psiquiatra. CARNEIRO ... . Faz cena com feitamente seu embaraço. temo que não consiga arranjar outra.A pele.É curioso.. rão? CARNEIRO.. então . SÉRGIO . \I a festa da Tatáé para cá .Eu sei . Mas não forte e eu vim buscar mais dinheiro. .. CARNEIRO .. curando. senhor escolher exatamente omeu ar- CARNEIRINHA . Dr. uma perguntinha. a casa do barão é para lá.. foi parar dentro do meu armário? I cura.. . esperando.E por que veio o da a vizinhança. em meus braços. vai querida.Prepare-se.Nãosei. deixamos você na casa do barão. cai Sérgio em seus braço~ . E o se- curando..Coincidência.Não. do . no seu quarto. e de. .

. Creia que se fosse ou. . bolinha de gude? Pois então.. cadeira.I SÉRGIO ... pouco depois de cadeira.Se o senhor permite...Seu Lobo? vou me retirar. o senhor não po.Três meses.Obrigado. Via de que é pedir muito.. .: Osenhor. lugares também? conseguiu se fechar por fora? Está. Só estou SÉRGIO .Não não mais um SÉRGIO . eu me vejo SÉRGIO (assustado) ..Isso seria uma brin.Eu agradeço muito mos que encontrar uma chave para que compreenda a minha curiosida- essa prova de confiança.I CARNEIRO . agora quero completar a C N d trou na fase em que começa a ter ARNEIRO.E se eu confessasse a neirinha. CARNEIRO . da. SÉRGIO .Talvez não estivesse "ma carriere". O seu eu.. mesmo porque . Creio ! CARNEIRO .I brincadeira? te essa afase que ela proporciona aos zer mais uma perguntmha. SÉRGIO. I: regra com cinco ela encerra a brin- lhe haver salvo a vida . ti e isso viria perturbar seriamente do o vencedor fica com a bolinha do CARNEIRO. eu tinha vont~de de lhe f~. então corre.No momento eu estou CARNEIRO . SÉRGIO .Eu estava fechado por porta. ninguém precisaria saber. Quan- tão interessado no seu caso quanto dia se lembrar de outra coisa? do não fica o jogo é à brinca. CARNEIRO _ É uma pena. CARNEIRO .. se me per. . posso fazer? brincando então....Outros lugares também.mando-o. Quer fazer a alheio . enquanto seu brincado sempre aqui ou em outros CARNEIRO .. CARNEIRO .. seus parceiros de folguedos... I não tenho culpa . Osenhor en- vei a vida. nós te- essas perguntas todas. SERGIO . me dizendo.. do de amnésia .Qual o seu sobrenome.Pois não. acreditando que estive dentro do seu doutor? armário porque é o senhor que está I CARNEIRO .Eu sei. . . .Nesse caso.. Uma nova perguntinha. Queira respi..Já fiz.O senhor não jogou " SÉRGIO .. tudo isso esconde..esse caso eu o e- • obra: curar a doença . . o indivíduo obrigado a denunciá-lo à polícia co- ou à vera? que sofre de amnésia é capaz de re. SÉRGIO .Eu espero que te- [ora? Eu não sei de nada. CARNEIRO .Como éque osenhor lobo não vem.Faça uma forcinha.Claro.Creio que o senhor so. parceiro ... corre. Quan- dico já tentou em vão.Exatamente. Como ose- CARNEIRO . ". nao. mos passear na praia. do contrário sou de . - I nuneana ao tamara I como so ren- SÉRGIO. e seu lobo está aí .. co~re? CARNEIRO . .É à brin- ca ou a vera? SÉRGIO _ Agradeço de coração de "Seu Lobo".Não adianta. minha carneirinha? roxos. .rar fundo. omeu mé.Eessa brincadeira - • o senhor desculpe eu estar fazendo tro.. telefonaria ao governador iníor.Eu conheço a Car- dar . CARNEIRO . mas espero CARNEIRO . Eu lhe sal. SÉRGIO .Ah! E há muito tem- " I mome~tinho apen:s. à brinca vezes.Como? experiência? SÉRGIO ..de fases de amnésia. . CARNEIRO . ih.O jogo é a vera. . . É o seu hábito. CARNEIRO _ Talvez estivessem SÉRGIO . esconde. 21 . nhor acertou? • ainda não está em condições de an.No presente momento sua solicitude.Hein? CARNEIRO. SÉRGIO . SÉRGIO .Carneiro. do uma sugestão de alguém? SÉRGIO .essa brincadeira é. locais perfeitamente dignos .. . I t' f ciúmes..a I e isse que so ro CARNEIRO . . Procure se constrangido a confessar que era uma I CARNEIRO .. I ficava entre nós .. Assim. CARNEIRO .Seu Carneiro.Mas eu preciso ir.. mas às esse mistério. .am.Enatural.Então não me lembro. J' h d' f eu me sinto indeciso.. seu lobo está batendo na SÉRGIO .... . E tem "SÉRGIO .. bem conduzido.Não me lembro. .. • nham tido o bom gosto de escolher para mim é novidade.Fora da brincadeira jogo com a Carneirinha . eu de que não entrou no armário seguin. SÉRGIO . eu lembrar então. esconde . . po que o senhor brinca assim com a da esta com os lábios um pouquinho SÉRGIO .Certamente. .Três meses . de "SeuLobo".. O senhor tem certeza I brincadeira. não acreditaria. invasor de domicílio lembrar o sucedido. ..mo ladrão. Com três meses é exatamen- mitisse.I pleiteando uma situação no Itamara.. não me lembro. CARNEIRO . Independente dis.. só encontro essa saí- SÉRGIO ... Va.

não do próprio ridículo e achar graça é rizam diante de mim. a ponto do sua senhora. . esse problema é seu. CARNEIRO . CARNEIRO -=. SÉRGIO . CARNEIRO . Osenhor já ima... mas eu não ven. CARNEIRO .Compro.A Carneirinha pode não ter muita CARNEIRO . Como senhor ter que me socorrer . muito minha. Mas agora o senhor est~ aprendeu a rir de SI mesmo. que estou a par de tudo. não conte à O senhor sabe perfeitamente que a conversando por metáforas. abata.. um amante ..Ela é re. me dando um bruto complexo de . SÉRGIO . CARNEIRO .Sim.Para toda paciência SÉRGIO .. • CARNEIRO . Dr.Mas o senhor está a minha falta de respiração.Eu amo sua senhora. Escute. certo ponto respeito esse seu senti... Só se eu fosse louco é que iria moral. SÉRGIO . aimente uma mulher excepcional. existe uma explicação! mais sua! SÉRGIO _ Osenhor não irá fazer SÉRGIO .Muito obrigado.O senhor é realmente muito forte.Ninguém consegue CARNEIRO .Não nego que eu pen- tamos casados? .Então por que é? acabado para mim? . Se atemo- que eu lhe partisse a cara. Osenhor sabe há quantos anos já es.Nesse ponto eu .Oque interessa é resol.Isso não! Permanen- vai ser então? se que provoquei uma tragédia com te basto eu. por isso mes.Apaixonadíssimo. tinuar comigo sabendo que o senhor SÉRGIO .. tão apaixonado assim? CARNEIRO . estávamos SÉRGIO _ Por favor...Claro que é! SÉRGIO _ O senhor está me fa.Eu compreendo eaté CARNEIRO . mo eu não a abandono nem permito zendo à Carneirinha que está a par que ela me abandone.Quer dizer que está tudo 22 SÉRGIO . ?I ISSO..Claro que vou.. jo sofrer concorrência.O senhor vai dizer explicando sua paciência? . não vouestragar sua "car.não tem senso de humor. oh. Mas.in- tos amantes ela já teve? ferioridade. .a única maneira de atenuá-lo um riêre". Perdoe-me.. gargalha) . mas é incontestavelmente uma abrir mão da minha Carneirinha. que ela é sua com certeza. do. encontrou.E o senhor sabe quan. sava assim. CARNEIRO _ Engraçado. Eu estou Carneirinha a maneira pela qual me sua Carneirinha não pode passar sem apaixonado.... pode ser que eu lhe dizendo CARNEIRO (ri.O senhor merecia CARNEIRO .É.Como vai ser agora? CARNEIRO .ver o meu problema. . CARNEIRO . nhor teria de comprar o brinquedo. quero ser o amante permanente de por ele. não.Mas para isso o se. CARNEIRO . .Bom. Mas o senhor não deve es. É a mulher de tudo. Oua..Eu vou dizer a Car.Então o senhor está me CARNEIRO . ela queira ACarneirinha é minha. muito caráter. CARNEIRO .Ela é única! CARNEIRO . Eu perar que eu me venha a sacrificar ' SÉRGIO _ Não era para eu me dei. .ma que o guardou dentro do armá- menta.Mas não é por isso . E nesse ponto não dese- CARNEIRO .Temo que o senhor di- não é possível.Desculpe. tivesse morrido .. CARNEIRO . SÉRGIO .mulher de grande caráter! (Paúsa.. Mas.-. o senhor ficar com o senhor e não comigo. ela não queira saber mais CARNEIRO .É o mal de todos os se livrar dele. SÉRGIO . se assuste. pois ela é incapaz de con- quer 'coâtinuar brincando. SÉRGIO .ginou que transtorno nos causaria? permanente. SÉRGIO _ Eu detesto o ridículo. Carneiro . SÉRGIO . Mas CARNEIRO (orgulhoso) . por favor. Tomar conhecimento amantes da Carneirinha.Eu sei. SÉRGIO . pouco. Ela é uma mulher de SÉRGIO .Oh. xar asfixiar daquele jeito. ainda não SÉRGIO . Omeu é outro! CARNEIRO ....Idiota! zendo sofrer barbaramente..Osenhor parece que de mais "charme" que eu conheci até de mim. não se SÉRGIO .Muito justo.A vida toda! sabe de tudo.es- SÉRGIO ..Mas não é possível. ma~é neces- sário falarmos com franqueza.Mas não foi ela mes. neirinha que o encontrei dentro do Outro tom) . hoje.--- SÉRGIO .rio? SÉRGIO --=. ---.A Carneirinha não é armário asfixiado.. quanto custa? tou de pleno acordo com o senhor. ..Pior seria se osenhor SÉRGIO . SÉRGIO .

.É a força ge- para alguma coisa. CARNEIRO . discutido .Chorador esgotado. 23 . S' . .CARNEIRO . E a?ommara a sua atItude gens do Paraná! (Ouve-se barulho) no auge do amor. mas sente. ..disposto a isto. supercivilizado. dá graças a Deus e fazemos uma ! aí respiração artificial. .I I .Ah. O senhor sabe que o se- outras coisas.Eu tenho a impres- vel. Agora vou lhe contar como se repetirá? Osenhor sabe.nhor está falando numa linguagem amável comigo. vez o senhor será definitivamente da seringueira . . primitivo.Nesse caso nos pode.focar dentro do armário para lhe pou- podia ter uma chancezinha? lher. ela se torna muito encontrou aqui ..Conforme. I I . C Ch . disponha. provocadora. Experimente dizer a ela que me diano. e eu represento bem o funciona a nossa felicidade... mal~ saber que eu lh~ co~fessei o . CARNEIRO . .. deixaria fatalmente ra? E agora? dício de seu aborrecimento fora de .Tudo.Faço-me o a VIida.asua Carneirinha. não ~mbólica? tas providências... Absolutamente! parar a natureza do meu amor sim- nhor sera fatalmente ultrapassado i depois de cinco meses. esqueça coisa alguma. que eu e a Carneirinha somos felicís. SÉRGIO . CARNEIRO . CARNE. fies. tudo de uma vez. absolutamente não.' SÉRGIO. I minismo histórico está sendo muito verdadeiro Brasil. força viva da I SERGIO . I pIes. ...O senhor acha que eu amante permanente de minha mu. CARNEIRO . requinta- SERGIO . Pequeninos detalhes da in.meu café.. es a ea aI. . .Eu preferia esclarecer so. o senhor com. Ela há de com- teona do ~atenahsmo hisóricc.. Eu per.. Entre do. se dessa mo a borracha escorrendo no trorrco cebo logo. deixando-me su- SÉRGIO . está parecendo enredo de peça de CARNEIRO .EU amo sua sen hora. passado para trás? Pois estou decidi. plagiário . CARNEIRO .. ela ama em mim: .conseqüências!" Mas não.IRO ..Isso não é a mim nova lua de mel.Hem? Ela esta ai? Eago- sua primeira gentileza: primeiro in. I do.. I CARNEIRO . se papo . ore. sena um pengo calma e altruísta de me haver salvo CARNEIRO _ Bonit t' 1 I El a racrocmara . Mas seja honesto. com o seu amor. Ora.Inteiramente inviá. se eu o admitir como o duas atitudes .. o deter.A Carneirinha sabe • SÉRGIO .. I I mais distraído possível. brotando forte nas terras vir- I' cnada. om o. E N dente • e p~opno o ornem . ose. ACarneirinha já espera por is.....Ainda está na fase pICOS . E aguardo a to: "Se Carneiro amasse de verdade I SERGIO . o senhor papo ..par uma pequena mácula na honra. Este 'é o momento de descobrir do armário.. que não me con.Mas isto está Ireu- vém agora estar explicando. menos deca- chore avontade I I' d h . . I telúrica do amor . timidade do casal.. puro.um. u nao sou u m ' decadente não'. Tudo discreto.O sen har pod'la en t-ao o que é ISSO? S' I . E. ERGIO . . desse je. CARNEIRO . d R I. Se apoio moral lhe adiantar CARNEIRO .s~o q~e osenhor assi!U não consegue porque: Você já deve ter percebido i tá no auge do amor por mim então! situação no Itamarati. ríodos de renovação do amor eon.. quando e. . I' ' ataca-1a nessa ocasiao. o senhor tem que atravessar ç E e ISSO que eu tenho certeza que o seu. Ela adorará SÉRGIO .Eu lhe explico SÉRGIO . decadente . eu vou me privar desses pe... . Quem sabe. dois". A Car. ochoro por amor A n rea oussm.. Foi ridículo me fazendo I SÉRGIO . I '. muito obrigado. .e o senhor maculando a mácula com ~ARNEIRO -: pe a~or?~ com a jugal e eu não estou absolutamente a respiração artificial. "Seu Lobo" morrer asfixiado dentro CARNEIRO . ponto. aquela idéia tratando agora? i s:iva quente na vegetação dos tró- do permanente.sta amor .Então.Como o invejo! I.Não sabe.... . preende..eu..natureza I 'M' I h I I ríamos fazer uma combinação .Meu amor é como o p~is a Carneirinha fic~ indócil. .. Es.O senhor não chora? ERGIO . I Quem sabe dessa vez a história não SÉRGIO . da grosseria. De.Ela fatalmente há de comparar as que compete decidir. meu amigo. meu amor é co- neirinha arranja um amante.sil precisa.Eu me refiro à essência SERGIO . Começo a tomar cer. e tivemos todo es.Mas é disto que o Bra- simos. (Sérgio clwra) .Será de muito mal casa.Combinação? Isso ~EIRO ...I me salvou.. Que se danassem as gosto se ela nos encontrar aqui de tudo e fazer a grande cena de ciú.Sua senhora como oestá I nética sem artifícios brotando como SÉRGIO .as ISSO e omve. ... .. I CARNEIRO _ Muito obrigado.Para chegar ao meu me dar uma informa ão? S/E~GIO .

CARNEIRINHA .. SÉRGIO . menos neITO. SÉRGIO .Não você sabe I CARNEIRINHA . CARNEIRINHA . bofetada.Bolas para o Carneiro. I '1' Ta. CARNEIRINHA. CARNEIRINHA . . gio bate na porta do armário. . Eu ajudo. do em cima de você. do.. . vai preparar para aceitar a corte do Nogueirinha.Ué. Ridículo. .Porque falei alto oupor- CARNEIRO .Euexijoquevocê se de- 24 sua frente. SÉRGIO.. . da est CARNEIRO. .O Carneiro é decote. querida.Acho que não é ne.Não!!! Não está louco? tido. (Carnemnha pa.muito bem que. se faça de desintendida.Fale baixo.Vergonha!!!. Mas eu estava me asfixiando de você sabe disso? Há dois anos que SÉRGIO . nhã eu converso com você.e que falei em fugir? cessário não molhou tanto assim. á Carneiro.n. Abrem juntos). só para respeitar o CARNEIRINHA .Que coisas? Que coisas? CARNEIRINHA. não é? Não há outro jeito.dentro do armário. CARNEIRINHA .. Entra a Carneirinha) dia imaginar tudo de você. SÉRGIO . .Não tenho que CARNEIRINHA . enquanto eu mudo oves. Não podia supor que o se. Farsa mímica.. C'tlrneiro delicadamente ARNEIRINHA .. ~oi você 9~em m.Vergonha! Fi. meufilho. por sas . Aquele idiota do Noguei..Sérgio. .Fazendo? nhor tivesse paladar para essas coi. Vo- conda-se aqui dentro. ISSO ••• SÉRGIO . contra e bate .Você não está ven. me en- CARNEIRO ..Eu te amo.nuu IZOU o ves.Carneiro.Hein? correm para a porta.Ele Ja se retirou.Eu vim mudar CARNEIRINHA . de ce ) id sa: na. id I que eu não gosto de me despir na I tinto o meu man o.. ajude voce a tirar o vestido? . . estática. CARNEI~O -:. Saiba que foi ele que me encontrou CARNEIRO . vo- cê está aí? CARNEIRO (assustadíssimo)_ Issto o quê? ° Estou farto de respeitar Carneiro..Cretino. que você deixou a festa da Tatá? SÉRGIO .... CARNEIRINHA . CARNEIRINHA . você está nervoso. . fina.. . es.rendo asfixiado. e entornou uma você. CARNEIRINHA .Não seja idiota. vaI prepa· .. ele me adora! vez? iam a Cl/sto o riso). para me esconder de vale de Josaphat . .Meta-se no armário. Quer um grog? quem os dois por aí. querido. forçou a entrar. Não saio em uma . SERGIO. eu chamo a criada. Chega o Carneiro.. . (Ameaça uma CARNEIRO . será possível! Eu po. . trancou no armano.A cna a esta dor.Nao. vá embora.. SÉRGIO .Se eu me asfixio outra novo. SÉRGIO .I SÉRGIO (gritando) .Nunca me senti estava fazendo de novo dentro do ar- o vestido. (Tranca Sérgio no armá. um papo.Não q~er que eu despistando o Carneiro.dar resposta nenhuma.Respeita o Car- rio.Pssm! Olha o SÉRGIO . resposta definitiva. .Não vá você se res. Disfarça.diota. ..Não. neste momento . Ama- _.da) . você um grog . garrafa de champanha dentro do meu CARNEIRINHA .Desculpem eu ter bati. é que ele é. que eu volto Você quer fugir comigo? CARNEIRINHA . (tosse) muito distinto. rar o grog. SERGIO . Ambos cê não poderá ofendê-lo.As duas coisas. CARNEIRO . cretino. (Carneiro e Carneirinha aba.Mas é muito dis.O Nogueirinha está dan- CARNEIRO .) artificial. CARNEIRINHA _ E o senhor tam.Eu acho que. • CARNEIRO .Respeita o Carneiro . friar.E você. CA~NEIRINHA .Só agora é que pressa.não desiludida dos homens como mário? rinha está bêbado como uma cabra.Cale a boca.Foi o Carneiro que me Disse que ia fazer nascer um rio no CARNEIRO _ Mas querida . . Eu estava mor- do? bém. II o. SÉRGIO . mindo. . CARNEIRINHA. ..Carneiro..Psiu! Eu estou .Mas o que você CARNEIRINHA . esconda-se de.Cínico. ... CARNEllhNHA.Eu faço respiração CARNEIRINHA (subitamente ofendi. Você quer casar comigo? CARNEIRINHA . c . . SÉRGIO .Desde quando? (Sér· CARNEIRINHA . SÉRGIO .Sim.Cretina é você. CARNEIRO . Você sabe SÉRGIO . . sua . I • SÉRGIO .

E depois...Um momento. . Volto lá. égenético écomo asei. .' para os dois)..eele oexpulsará daqui a bofetadas. V~n:~s parar com. pororoca. (Isola o fone. Um momento .. cai na mão não está disposto a me deixar aqui CARNEIRINHA . Sérgio. SÉRGIO . que leva tudo de roldão . Té já. Todos os meus ex-amantes são gran- do Carneiro. você quer ou não quer CARNEIRINHA .... CARNEIRlNHA .. também me ama.gente larga um bêbado. . faz a letra para um tango.Tem muita clas.Então ouça: . e eu já vi. Só tem quatro no tambor. Titio. es~as an.Uma equilibrista. De uma SÉRGIO .Pára com isso! D CARNEIRO (entrando) . é querida. . Isso não lúrico . . Sérgio (Carneirinha. isso liqui. SÉRGIO ... ..Isso o Carneiro rinha. I melhor se retirar porque tudo quanto pode completar a mesa do barão .que van- SÉRGIO . po- CARNEIRlNHA . SÉRGIO . CARNEIRINHA. lhor família.Eu te esgano... . você não tem coração .Fale baixo. Casamento.Está bem. Eeu nao p~r~llt? que um amigo que tinha vindo me visi.Alô. ama .Não. I me tratar assim eu chamo o Carneiro tar.. Carneiro! Seu tio .Você é uma cínica. . eu . que a sua mãe também é. meu amor .. hipócrita. SÉRGIO . alô ..Eu te amo. não énada compreensivo . que o Carneiro você. eu te adoro. . . das suas besteiras! SÉRGIO (agarrando-a) . você estar me dizendo tudo isso na mas. sua idio- ele está aqli sim. não. você sabe vai embora. ver? .Filhinho.Cretina! Quer entender isso? Meu amor é te. (Telefone) Não nem mais importante. . .Fera de feira. idiota. .Não é o Noguei. Você acha que eu vou trocar um ma. muito dela! nada a não ser o meu amor por você. Alô titio? Ah. da o Carneiro. te esgano..Sua estú. Sérgio. do) . . pelo jeito. Por isso 'é que eu gosto sozinha com você. não.. CARNEIRINHA. . rido como você? Você lá tem quali..Claro que estou falando nego que a sua companhia. voltamos a ser amigos. ofende.Obrigado Me permite flertar com o Nogueiri. De um modo geral a huma- va da seringueira . des amigos meus! SÉRGIO . que- atenda. Amigos? CARNElRlNHA . não diga CARNEIRINHA .Nunca! amazomsmo . Té já. SÉRGIO . SÉRGIO .Sérgio.. Uma ..Só agora 'é que você descobriu isso? CARNEIRlNHA . atenden. seJo . C~RNEIRINHA . . CARNEIRINHA . te de. é o que Diga! você é.. Se você quer continuar meu amigo.. SÉRGIO . culpem.Des. E devo lhe dizer que de um ta. CARNEIRlNHA .Amigos? . CARNEIRO (entrando com um revól- se esse senhor meu marido. antes de sério... eu te amo. Quando ele per. É de um equilíbrio! . rido como o Carneiro.Uma gozadora. você estar com a pororoca. Eu vou sentir falta roroca. você não a palavra. o senhor nha.. a Tatá. .Você é uma . conhece o Carneiro.. . tudes. Foi melhor assim. dades para marido que se comparem CARNEIRINHA_ Sérgio. não 'é mais inteligente.. do sério? CARNEIRINHA _ É uma pena.. eu encontrei no Noaueirinha. vez por todas. SÉRGIO . senão sou obrigada a dizer peite o Carneiro.. vertia bastante. uma pida. você é: . 2S . em vez de CARNEIRINHA .Se for o Nogueirinha eu tagem que eu ia levar nessa troca? SÉRGIO . querido. pssiu. o Carneiro? (n) CARNEIRINHA . não é de me.. CARNEIRINHA . Não roroca. deixa de CARNEIRINHA . dou definitivamente o meu amor por ver na mão) . . SERGiO . não oíen. de pororoca não.. vira uma fera. Vamos onde está a quinta bala do rev61- está querendo voltar para a festa da acabar tudo. .. e eu gosto SÉRGIO .Equilíbrio! É isso que cretino. res.. id fi o. cara.Esse seu marido é um . Serginho. Sérgio.. não .Você está Ialan. me di- CARNEIRINHA . A seu modo.. .Querida. mas SÉRGIO ..Quem. por um ma. Não sinto mais nada por você. . meu Deus..Se você falar outra vez eu sentia pelo senho! deapareceo Vou voltar sim . (deixa o fone) modo muito conveniente para mim.. e me trate desse modo. abandonar esse idiota e casar comi. voce Ja me perdeu mtelramen. go? nidade é toda cretina.Oh.Meu amor écomo a po. completamente.. (Quer arrancar o tele· fone) SÉRGIO . Oh. que ele SÉRGIO . . Se msstir em .Isso sim.Sérgio.. (Sai) te. com as do Carneiro? Não émais rico.Eu não respeito mais de a paciência. .E por que não? de um louco.

(Começa a tirar o vestido. vestido desabotoado escorregando pe. A quinta não foi você não me soube dar: ..Ah! I va. pode sei que sou capaz de chorar. (Sai rápido) para' o outro: . vamos ficar amigos.. I esta noite. que. Sérgio.. . I aquela que você acertou de noite na. Falando de você! Livre. I eu sei que vou sentir saudade... Eu lá posso ser amigo de pessoas de sua laia? Eu sei que vou sofrer . .. fique com peito diante do porteiro. .Você e seu marido que sejamfelizes. CARNEIRINHA (angustiada. Eu 'sei. está ouvindo. você está derobe? Não I nojento de toda a minha vida .que neste momento minha von- tadeera meter uma bala no peito .. ' SÉRGIO. .. não me dirija a palavra. vai voltar para o Bridge do barão? I Cem anos que eu viva.. vira-se evendo Caro fiquei para assistir o espetáculo mais' neiro) .costas para o maridtJ) Querido.Ué. Amulher que eu ama. Ainda bemque me livrei de vo. I quele gato preto que não ~stava nos porque eu de hoje em diante sei que deixando dormir? nunca mais serei! E se algum dia se CARNEIRO. ... Você não merecia a franqueza paletó. na outra porta) Carneiro!. eu é que tenho caráter. deixe de bobagens. que me importa se eu estou livre de Entra Carneiro de robe..São dois chantagis. eu ser que I . Eu sei que vou sofrer.Amigos coisa nenhuma. .Amor. encontrar comigo por acaso em al- (Sai) gum lugar. porque eu te amei..Ela encabula) .I tos .. .Está certo.Com mancomunada com um idiotapara se 1·lcença.há de me dar o que dei a você e que I' rido.' sem maiores explicações. entende? Eu fui um idio.. falando tas. e I • onde está esse cretino para ouvir o I que eu vou dizer? Eu sei que vou ter I 'saudadedas noites que p~ssamos.Vocês são mesmo um porque eu virarei a cara.. dirige-se ao público) . CARNEIRINHA ..Ah.do. jun.. não esqueço (Carneiro encara-a demoradamente. Eu é que tenho caráter.amo ainda mas há uma coisa que se I chama hombridade. Mas não. . . E depois.. quer ta! Quando eu percebi que você havia me desabotoar aqui atrás? (Carneiro realmente me esquecido trancado no desabotoa e Carneirinha fica com o I arnário. Mas vir... . 26 mas há muitas mulheres e alguma ' . lo bustoabaixo. foi! Desculpem. I riremde mim! CARNEIRINHA. Fique.Sérgio! Sérgio! Vista o cê. É preciso não perder o res- do meu amor. são quatro só.'que soluçava de amor em meus CARNEIRO (fechando o pano de I braços segredando que me amava.. (Chamando esse Carneiro.. e que eu não sa· ' crifico por coisa alguma nesse mun- . eu devia ter ido embora. .. PANO SÉRGIO.para fora) ... há muitas mulheres . boca.Oh.

Paso desaparece par CONDENADO de tudo. (Silêncio: de 1. policiais. soI. " um dedo. principalmente. Silêncio. ré. Depois de algum tempo vê-se homens e igualmente por detrás do tro. rosto ilumina-se. Os homens tal'· Pela esquerda entra lima mulher - nam-se bruscamente sérios.) ' slÚ'gir daS costas de Vi/oro. Viloro volta-se i VILORO ." re.ovo fazer a escala: ' já foram embora. ré. Vila· que transporta à maneira de reboque 1'0 recomeçaa tocar: uma gaiola de madeira. um receosamente econtempla os homens.. eles. Silêncio. Ao fundo. distinguem-se Os dois homens param de rir.Do.Bom dia. ré. a. Vi/oro olha para do s /10mens. Grande alegria. mi. Silêncio.ORO muro. muito alto.com o dedo. e à esquerda. ram-no muito seriamente.'f'l' a. (Black-out) vos. sentado no Viloro prepara-se para recomeçar a Os dOIS homens calam-se. Personagens: . que tenta de VILORO (muito contente) . Vi/oro volta-se receosa. TAsLA .BICICLETA DO mãos de contentamento. Silêncio. fá. Dirige-se para Vi~ . Toca mui. próximo aos dois téia. Tasla Risos dos dois homens por detrás do desce da bicicleta. (Viloro te. mente com lQ dedo e ri ruidosamente.Do. Tenho medo. lá. ré. ri VlLORO . Tênta recomeçar a escala. Os dois homens riem por detrás Trejeito de contrariedade.Dó. Os homens param de rir e dois Homens com características de olham-no muito seriamente.Vê se eles aindaestão coroa na cabeça. mas apesar mente. Os homens dei· damente para Tasla. A gaiola tem .. do muro. mi. um pouco timidamente. mi. si. TasIa e V'lI oro votam '1" olhqs. Enca- I dois homens por detrás do muro. 1 /01'0 olha para eles. fá. homens) _ Ainda! (Silêncio. '.Dó. Si- lêncio.o . ré. . ré. É PASa. . Os homens desaparecem. Vi.Dó. Viloro toca piano apenas com Os três deixam de rir. dó. ' . Viloro tenta ainda fazer com gesto de fadiga aponta o muro. com as mãos TASLA Trejeito tímido de contrariedade. Os homens olham para Vi/oro seriamen. um pequeno muro Os três homens riem.tocar. aparece um terceiro homem. muito desajeitadamente. to lentamente para não se enganar. Paso que ostenta uma Pas. fá. muito ao fundo. sol. Vi/oro volta-se para eles Tradução: Virginia Mendes se risos ao fundo.Dó. Palco pouco iluminado. Ouvem. Viloro encara a pla. DOIS HOMENS xam de rir. f'a. Silên- cio. " . to seriamente Viloro. sem a venda nos Os homens riem.30 m por 3 m. fá. É fosse parte dele. Olham TASLA . Paso indica Vi/oro descarada.Não fale. Ao fundo. Viloro to~ ca mais uma vez: Fernando Arrabal confiança. Os dois homens olham descara- olha para o fundo. lá. ré. mente e contempla os três homens. Olha você. Silêncio. Silêncio. À direita. si. como fazem algumas vezes? 27 ". si. Os três homens riem por detrás do ' TA5LA . Eles estão ali.Eles Ensaia aescala musical: n. PASO loro. nu. Vi/oro olha receosamente para o fun~ piano. lá. Vn. fá. com ar zangado mas com timidez.' re. O seil . Encaram mui. mi. À esquerda. Si/êncio. Paso. i TASLA .um homem de cabelos rui. Traz uma mordaça. . Encaram-no seria- A. Viloro. como se muro. Vi/oro volta-se re. sol.·sol.) . do. .Eu também. Vi/oro volta-se e timidamente . à direita. muro e apontam descaradamente tranqüilos. receosamente o olhar para Omuro. Viloro e Tasla olham um para oou- banco do pialw. Viloro esfrega as Cessam de rir. mi. si.) ATO ÚNICO aescala: VlLORO .) '. : . por trás do muro. (Tasla olha.montada numa bicicleta também para Viloro.Finalmente estamos Gesto de contrariedade. sol.Temos que esperar. Vi/oro olha para eles.Dó. Risos estátua da justiça. VILORO .:. Adaptação: Naldo Alves I ceosamente. três pequenas rodas e transporta um homem nlÍvo. Silêncio. mi. Recomeça a tocar cheio de detrás do muro. Não vão eles voltar daqui a pouco . Tasla ao centro do palco imita a TAsLA (Olha receosamente para os Trejeito tímido de contrariedade. atadas.

si .Pro. Silêncio. Enquanto Viloro to- VILORO. Risos ao fundo. VlLORO (Timidamente) . Vi/oro toca TASLA(Entusiasmada) . transportar os condenados.Não sei. TASLA .I ra uma vez obalão azul ao ar. fá. re. VlLORO . Viloro. por detrás sem parar. Porque no começo se'. entraram pela direita. Magnífico! TASLA .Muito bem.fez um progresso espantoso! VlLORO.enganei-me numa coisa de nada. mens.) TASLA (Indicando o muro) _ Viloro toca: . (Viloro toca pia. por de- --:Gesto contrariado de Viloro. (Pausa). sim. I • obrigar a confessar? fa. mi. Silêncio.Nunca teria imaginado. Vo. Os três param de loro -:' lá .Vou tentar tocar tudo bASLA Ih 1~. (Vi. ré. . Você sabe como cou anota ré. eles são.Toca um bocadinho.E ter talento.. Gesto de contrarzedade de VIloro que ti to« I olha receosamente para um lado e VlLORO . Tenho que grediste? TASLA . TASLA.Olha. Mas de qual. .É sem VlLO~O .D'.Tenho um pouco de duas primeiras notas. que treinar todos os dias. (Tasla querer.Sim. ml. Ao fundo. Viloro são do começo.Perfeito! Pelo menos. TASLA .Tens de levá-lo? se receosamente. trouxe este balão TASLA . Faz o balão saltar duas vezes.osamente e grande contentamento de Tasla eVi. lá. fá. pode-se di. VlLORO _ Bateram-lhe para o t~ca ~Ul. que se volta rece. ré.Mais ou menos. TASLA. TASLA(Após um silêncio) . agora estamos sos.. Poso e os dois homens fim .0. . saiu bem. Encaram V'lIara sem nr.Lembra do ano passa. eu me lembro no. Vilo. Viloro. mi~ fá.Não sei. lá VlLORO. gaiola. I Viloro fica só em cena. para nada.Fiquei com a boa impres- muito sangue.Não há n~da melhor do I VILORO . TASLA .Pode falar. ?ó.) dade. VILORO. VILORO. TASLA . Puxa- te . EI Viloro. ac o que snn. VlLORO.o. Eles sabem melhor do que eu. Silêncio. Colocaram-se TASLA . Tasla.Oh! VlLORO.gesto de contrariedade de Ainda não me beijaste. VILORO. I monta na bicicleta e sai pela direita. mi. Tenho sol.Pesa muito? ca o balão emcima do piano. Gesto de contrarie- .É verdade.Mas.Vão matá-lo? olha para eles timidamente. VILORO. Mas no que me livrar dele. disso. ' T S' h . VILORO . Os ho- ·percebi. aparecem os dois ho- TASLA_ Tenho.volta-se para o piano.Não é bem de repen. bém.'to Ientamente:.Viloro. VILORO(Muito contente) . Timi- TASLA . (Vi- vergonha. está muito aborreci- .Adeus. Silêncio. do? TASLA . mas creio que Viloro prepara-se para fazer saltar o Não percebeste? sim. TASLA . V'lIara cê.Enganei-me no fim. sol. Toca para eu ouvir.Errei por uma coisinha Aquilo me incomoda. mens deixam de rir. ré. Perdeu damente senta-se para focar. nunca. I TASLA.Só conseguias tocar as para você brincar. para o outro. do muro. fá. Ati- VILORO.De repente? TASLA . ma .) trás do muro. rir e olham-no seriamente.Gesto de . VILORO. Tasla grita IIbravo" VlLORO . o homem encerrado na i ge-lhe das mãos.Não.Dó. ré.olha para 'os três.Tam. Os ~ mi . (Silêncio.Tenta. es Perto dos dois homens. VlLORO. Gesto de contrariedade de no. quer forma isso vem a dar na mes. é evidente. SI.Sim. Fo- dica Paso. sa em me ar o que eu.Tenho pressa. Realmente não TASLA . Viloro colo- VILORO.Isso mesmo. Os homens riem. nnagmo. Viloro in. Viloro (( mesma coisa. Tasla.E confessou? ta com o dedo descaradamente para no: Dó. Silêncio.Adeus. (Beijam-se) três desaparecem por detrás do muro. Silêncio.É. que parece não ter 28 zer que fizeste progressos espantosos.I o. Fiz enormes progressos.Isso é verdade. . dado por nada. VILORO(Entusiasmado) . com mais alegria: . I VlLORO .a me~ma coisa .TASLA . re. mas quase.Nunca se tem tempo junto de Viloro. mi.Realmente. sol . . sim.) vo para ficar vermelho de vergonha. ré.Coragem! Não há moti. balão. pode dizer que foste extraordiná. ré. Viloro volta- /oro' toca piano: Dó. aparecePaso queri eapon- TASLA. TASLA .Obrigado. Risos ao fundo. loto coloca o balão azul sobreo pia- ..

Virá o dia em que se- PASO . mi. contente. xar empaz? a cabeça.Dó.E o mesmo ainda' VlLORO.Dó.Você sabe muitobem que nado da primeira vez. sol. lá.dlrelta. si. ganhado. Ficou muito I VlLORO(Orgulhoso) . segundo homem) . (SllenclO. Olha para todososlados cheio vre mais cedo. Percorreu a • . f si. Esfrega as mãos i TASLA.parar: . do. Se quiser. Ar infeliz.Dó. fá. lá. . Vzl~ro desce d~ si. dó. (Pausa) . cio. fá. Ouve. (Pausa) . si.Bem sabes que não gos- ele. TASLA . TASLA_ Acredito. embora VILORO (Entusiasmado) . ginal. O contentamento e a alegria TASLA . Levanta-se e de VlLORO. Toca: . (Pausa) . sol.I l'a. fá. assim ficarás li. remos livres. fá. Vilmo prepara-se Dó..Claro. que transpor tar ar mai mais condena dos. lá. lá. Levanta-se. ré. Dá alguns passos. VILORO _ Sempre? lhe os dois pés. " lá. Esta contente. Vi/oro levanta timidamente ainda..jeito formidável.avançaU~l pO~l. ? mesmo?! noaandar de gatas. mas caroTem u!n ar mfel~z. VI. ra mim. sol. ré.tres .direito de tocar piano..Está bem. lá.stou umpouco enver- pé. TASLA . dó. VlLORO (Descobrindo Tasla) _ VlLORO . sença de Paso.. si. prepara.ar deva. d'O.Facilmente? (Pausa. mi. VILORO . fá. fá.Que ótimo! nh. com a mesma bicicleta. dó.de Tasla crescem à medida que Vi.) VlLORO.ainda hoje mesmo. do. SilencIO. GraJlde alegria de VlLORO.:B Pausa. lá.) com certa timidez.Lógico! ta. Você é umsujeito FICOU~l/lto CDn t. fá.homens saem fá. mi. VIloro levan~a . ré. (Tasla executa o gesto) Não 29 . dó. Cai. de alegria de Viloro. cio.excepcional. Cheio de alegria.) TASLA .Então? (Silêncio.Vamos. se para tocar. .Do.o por m~lto !e~. Pausa. re. nã? te~ o . FOI o que me dis.É. . Paso ao si. Quer que eu cante? cmr.receosamen~ .? . si. no todas as vezes que quiser.Continuas a tocar? (Silên.ente. VILORO . Consegue atingi-lo. VlLORO . TASLA .Amarra-o! (O Olha para todos os lados timidamen.Sempre e facilmente. ré. vamos. Continua a to- três homens que olhamtambémpara caro .Sim.garinllO. sol. não se e senta. que envergonhado. sol. pela . sorte eles ~ao o tera. lá. sol.Uma canção nova e ori- sa de um lado ao outro. SI. Gosta~a de l~va-lo (IndIca a dl.Sim. mi. mi. ré. (Toca rapidamente) _ Com orgulho) Verás que nessa altura t~ acab.Pára bruscamente e volta: .Fica em pé! (Viloro le.entra Tasla. ré.o sem I torturaram ainda o suficiente. sol. Dizem que não o certo de que você vai gostar muito. ~om umP?UCO de TASLA . Chegarei por.. sa. VILO:{Q .) o mesmo reboque e o mesmo conde- PASO . d.ORO. FICOU contente. . Endireita. Pára bruscamente. uma cançao para voce. mi. Toca de novo sem ditas. (Vi/oro repara na pre. Pela direita. so. ré. lá. sol. Levanta-se e tenta cami. mi. não olhe pa- fá. r envergo- I nhadD) . mi. mesmo a compor. nunca mais. reIta) .Como voce consegmu. co mas. Pausa.Já fiz a letra.Da p. Da avol.Sim. por? l~ro comefa a andar de gatas. não fi- piano. volta dos pés de Vi/oro. Pau. Olha um momento para os dó.) mi. (~l/~nclO: ?s.E você poderá tocar pia- Homem põe uma algema de terra à te mas cheio de alegria.) dó. Anda loro toca as escalas. sol.efa). Amarram. • (A cenade gatas e relativamente depres. Viloro baixa a cabeça cada vez olha para todas as direções. II:. embora timidamente. Grande alegria de Vi/oro.p~.Estou o pé tenta andar apoiado ao piano. Es~a conte~te. do por não poder tocar bem toda a de alegria.. tam que eu toque. sol.aotnano ap. Tasla. dar a volta ao piar.de contentamento. C~nsegue. Toca TASLA. . Gran. Paso tosse. dó. VaI. lá. á. si. Viloro dirige-se para o banco do seram paraJazer. E não terei vanta-se rapidamente. dó. sol. não é verdade? T~LA .' te.Claro! Quero escrever rapido. lá. ré. PASO . Muito contente. fá. ré.) TASLA (Cheia de admiração) . f'a. Baixa rapidamente o olhar. si.Acre- mais. TASLA .Silên. Tasla? PASO . olhos. olho para você.Você também quer com- cadeira etentaandar.Dó. TASLA . mi. ré.roxlma vez sera I Dó.o~ando-s: nele comas duz à câmara de torturas? V E maos e sem cair. si.E você é que o con. de .Sim. TAISLA . ml. VILORO .Eles vie. ramo Estás vendo? para tocar mais uma vez.Põe a mão'nos Viloro.Sou umsu. Silêncio. serei um grande pianista.Nunca mais vão te 'dei- Silêncio. Pausa. si. ram e (Apollta os pés) e me amarra- escala. mi. Conseguechegar JuntoaoPia.

S'l' d' . si. Tasla. TASLA.Se quiseres posso te dar? VILORO.Amo.? T T .Gosta. · VILORO . ré.çolulO) . Tasla. que surpresa. manda um beijo.Sim. sol.TASLA . b P dos de chumbo para brincar. I TASLA . e ma também. tenumeüo. SIm. ' VILORO .E em todas as aldeiàs bem fechados? que derem no condenado. com grande )1('l'd d OCI a e. Eles de alegria. Viloro TASLA . zes! (Silêllâo) • quenino Viloro. TASLA . . "VlLORO . Viloro. VILORO. que acabam TASLA . '1'1'1' . meu VlLORO. (Segur~ o balão) .Comovês.Não vais esquecer? que encontrarmos f~carão con~en ~es. I poderas recuar o poema que escre- ILORO .Vou embora. sol. VILORO. izes. você se cansar. TASLA . Ar de vivo con- .TASLA(Entusiasmada) . Viloro. claro. VlLORO.co~traned~de. parmos você me leva? meça:.E Modess para quando dar uma idéia. . Ouve: à luz do lu . Risos ao tU1l- e evo. vez emquando e você irá sentada na dois param imediatamente de rir e mas para mim? gaiola. dó. 'melhor. --. ate logo. Viloro. ' T I jeito de contrariedade. . VIIoro.Uma coisa muito bo. lá. . . TASLA .Para cada chicotada i VlLORO . trouxe um pellICO.Vais fazer outros poe. fá. Tre- VlLORO.Gostei muito! mora. ré. VILORO ..Vagamente. la. mi.re. . VlLORO. se quiseres. Viloro volta-se receosamente e mIm.Vou. Recomeça.Puxa..E você o que vai me VlLORO. vá.Sim. ~ -------------------- estás .~6. Toca mais uma vez. lá. I enao.Mas ouve. Os VlLORO. canção! nhumpresente hoje? I . Ao 30 TASLA . ~-_.Um que o escreveste para mim? Tasla? pemco para muar.Como vamos ser feli- . por onde passarmos tocaremos piano: · TASLA'. VlLORO.Mas sera quepodemos? mi. Sim. 'çãol (Pausa) Mas podias fazer ainda melhor. . dó.Ah.À luz TASLA . sol.bri- grande Viloro. V CI · . V'I T VILORO.Sim. tenho idéias. orno C lLORO.E dirás a toda a gente "YILORO(Sério) . TASLA . VlLORO.Não. ta.vendo nada? Os olhos estão VlLORO .Sim. si.Snn." embora seremos muito felizes gado. muito.estiveres menstruada? Isso não te diz nada? nita.Mas não tenho talento sa sempre emmim! TASLA. Gum- VlLORO . posso te substituir de de aparecer por detrás do muro. dó. você me . lá. sol. aro.Sim.. . muito útil. Vi.Também te amo muito. taraaaa.VILORO.Você me ama. TreJeito . si.Adeus.A. me diz. você 'é formidável. Viloro. lá. canta. loro! TASLA .. - Mas agora tenho que ir embora. JI'II oro toca ptalUJ Ica so.O.f'bicicleta. I amarraram teus pés. SI. . havemos de poder. ainda não se deram conta. TASLA . é. muito. ..Impossível.. Se encara os dois homens. TASLA. Tasla.Então. minha Taslazinha taralálálá. . para mijar. Longa pausa. meu pe. Bem mente) Tasla.À luz do luar.Ainda seras famoso. Viloro.veste para mim .Quando pudermos ir TASLA. está realmente li . fá.Snn. Sei to- VILQRO(Envergonhado) . olham-no com ar sério.Do. sol. fica comigo.Reco- sabes como eles são. Não esquece o balão..de . estão. VlLORO . Não de- linda' Você realmente tem inspira. Toma! VlLORO .Não vai ainda. - D'o.P?ra br~l~camellle. dó. . car tão bem! Assim todas as pessas do luar. quando esca. nenhum! TASLA .E depois .E compraremos solda- (Pausa) Faz uma éanção para'mim? ' . Dó.. mi.. fá. TAS. (Brusca. sim.Sim.Ah. si. gostou? VILORO.Não vai embora. isso vai te ser ASLA. o poe- ASLA.Como a tua canção é VlLORO. t f pelo lado esquerdo. ouve: "à luz do luar. TASLA .Oh. TASLA . T . Silêncio. (Pega o balão azul e lhe dá) TASLA .. ~ILORO (M~~to? contente) .Que linda V N. TASLA . '. (Com ar re. I oro.Você vai pensar em TASLA' . (Tas/a so: de ' E ~t TASLA . do. ·.Como você é amável! lado dos dois homens aparece Paio.a~ me trouxeste ne.Está bem.Estão.C'Ornovoce e oa en- TASLA . do. re.r?uxe.xraor manamene e.

Pa- Iara com o dedo e recomeçam arir. Sem se me. Baixa a cabeça.Os dois homens brincam ça e olha para eles. rindo muito alto. Um dos ho- para Viloro. com o balão. Silêncio prowngado. A luta cessa. Ou. ceosamente. Trejeito de homens correm para o muro. Viloro toca mais uma vez. Paso retém-nos muito sérios olham para Viloro que de uma 11lulher que começa a agitar com dificuldade. Viloroolha receosamente para o ba- um grande balão azul. sem se mexerem. " Du- Viloro olha para eles receosamen- cheios de volúpia. do muro aparece o braço nu e insi. Eles tentam se le· modo envolvidos que já não se pode avançam para Viloro.espojados no chão eestreitamente en- Por detrás do muro aparece o bra.balão. Viloro volta a cara para eles com xerem. Poso os ofegante. rindo sempre. Rolam os ela. Viloro volta receosa.junto de Tasla.lançam": Viloro com o dedo.Paso ri descaradamente e aponta Vi.xam de brincar. para se aproximarem do muro.ra olharem. Viloro. se sobre ela e fazem grandes esfor- sequer mexer-se. . ar feliz. Riso las. com ar sério. que apavorado ergue acabe. Os homens ficam de pé. Tasla levanta-se e se Estão certamente cansados porque se lão na mão e um vestido transpa. Paso não presta nenhu. para o muro. outro àes- outra vez para eles. Os dois assim um bom tempo. continuam a olhar para civo. Os dois mens que se escapam e vão para . Os três recomeçam a brincar. Atiram-no um para o rio. querda. Nova tentativa dos dois homens luta recomeça. Segura o balão com os pés. Tasla voluptuosa. Ouve.dirige para Paso estreitando-o com sentam no chão olluUldo fixamente rente. Silêncio. Paso é alocomotiva e os ou. que se volta re. Silêncio. Viwro com ar sério. tados no chão levantam a cabeça pa~ meçam abrincar de trem ao redor do A perna nua da mulher aparece se. Riem os três eolham ciso. Viloro olha-os e eles ve-se atrás do muro o riso lascivo ra se juntar a Tasla. Riem ceoso. Riso las. Os três homens impede. Ian- mais uma vez a cabeça com ar re. Suspiros amorosos.homens conseguem apoderar-se do do sempre. três rin. os vagões.cada vez mais ofegantes. Viloro baixa Expectativa: os dois· homens olham outro. lá. se oriso lascivo. Continuam a brincar de trem. mens olham. lá. :A tros.vem-se grunhidos. gurando o balão com opé. Viloro baixa de tam ainda dirigir-se para omuro: Pa.com ar feliz. Caem os três no chão e ficám peradamente. À direita. ContinUani tado. Os dois ximar aperta com força o balãocon-. Paso não.: mente ergue várias vezes o balão. dois homens tentam levantar-se pa. Os dois homens olham para mens lança-se sobre Tasla. Longo Silêncio. Os ou. muito decotado e a saia arre. Os três dei- novo a cabeça. Gestos de Tasla insinuantes e dois pelo chão lascivamente. mente acabeça para ela. Silêncio. continuando a rir. Os dois homens ten. Tasla fica deitada no chao. mens tentam atingir omuro. Atiram-no agora apontam descaradamente com o de. gaçada. que piano. deixam de rir e olham-no com ar sé.. Os dois ho. Tasla deixa por cima da cabeça de Viloro: um do. Novo riso lascivo de mulher e no. Tasla três homens apontam para ele deses. O bra. vos gestos insinuantes e provocantes. Paso e o outro homem dei- não se interessa pelo espetáculo. 3 1 . mens riem ruidosamente e apontam /wmens voltam a colocar-se junto de tra o peito. Os Riso lascivo de mulher.resiste. pernas nuas. Viloro baixa a cabeça.Dó. O jogo seguir bem o desenrolar da luta. Olha-os por um instante.não os encara e baixa a cabeça.timidamente baixa acabeça . so não deixa. Os dois homens . Por detrás ços para lhe arrancar o balão. Os dois ho. Viloro não ousa Paso. Imediatamente os três homens o Riso lascivo. Os homens Tasla faz saltar o balão e quando o lão que vai e vem por cima de sua desviam o olhar para o muro. Riso lascivo de mulher. Os cabeça.volúpia. Atiram o balão e riem 'com tros continuam arir indicando-o com Silêncio. si. Paso agarra estreita-o voluptuosamente. Paso empurra-a.so já não consegue reter os doisho~ Silêncio. arevolver-se no chão. o braço insinuantemente. Tasla aparece com o ba. Os três ho. sol. o. rante esse tempo ooutro homem joga te e baixa mais uma vez a cabeça. nuante que dgita o balão. Ouvem-se grunhidos para Viloro que tem um ar amedron. homens olham. recem as duas pernas nuas da mulher. Apa. Os três homens co. vantar. Tasla e o homem o dedo. Víwro olha de rir e tenta pudicamente tapar as está à direita do piano. até que os dois as Paso imitando os silvos. Saem de. espetáculo. insinuante do braço continua. ço duma mulher que segura na mão Os dois homens olham. laçados lançam grunhidos lascivos. fá.ar receoso. ma atenção ao espetáculo. que ao vê-los apro-- contrariedade de Viloro. mas Paso os retém.o balão com Paso. Paso mistura-se ao jogo. Estão de tai trás do muro e. ço e o balão desapar~cem. Paso desinteressa-se do çam obalão uns para os outros.

h C A h- bos deitados no chão de uma manei. TreJeitodecontranedade.I lativa facilidade. Recomeça três ve. Comgrande dificuldade. Paso afasta-a várias vezes enquanto . Paso ao fugir abandonou junto ao I Pausa. SO. d V' ooc« o baaono lt . Silêncio. sol. SI. a. D" li 1 f l' I car comas mãos algemadas. A~arra-o e fa-lo saltar. ai. o'que ' se passa atrás F do Imuro. olha para todos os lados. Viloro toca midamente a cabeça. . Ouve-se de loro baixa acabeçaainda mais. Pausa. ri. gora a.' la. so. tm~ fa. D' br . gresso espantoso. plano. Os . az sa tar o aao um sujeito formidável! Fez um pro- ~árias vezes. nu. sol. ram Tas'1a e Ievam-na a' força para a tocar.direIta Pas~ e os d?IS homens. lá. Ar de con. Atinge o piano. Vo~ta Grande alegria.algemadas! baixa a cabeça à espera do castigo. mi. fa. dó.as mãos algemadas. (Silêncio. Paso tosse. do. Tasla desaparece. a.uído pára bruscamente.O que?. o homem que estava com Tasla ~Dó. e 1. si. SilencIO. dade. Viloro envergonhado PASO(Para Viloro) .ao piano.. Toca de novo. a. sol. rrll. Martela çar Paso vo1uptuosamente. de camtone. Grande satisfação. vez será pior.I piano. 1 depou' balxa. apareceram à Cheio de alegria.ara-se gaiola.oca: ' -1' DoI' ref. do. SI. I I ' I ' I I loro. ao plano. TASLA. _ urüza demoradamente no penico. Silêncio. doi~ homen~ correm para b~scar ~ . entrava. o. Vilora olha car piano. Nun. re..Do. ai.P:ep. Transporta Paso que est4 na lhe o pemco.Mesmo com as mãos atrás do muro. f I' A f para oplano arrastando-se pelo chao.' S'IIAenao.Dó.-: Do. Viloro toca ainda: I o seu companheiro. Olha os três homens} que também A . dó. ' .zes.C'~ 1· . SO. quando repara em Tasla. . Ih di 1 d b d SI. com receio a sua valia. SI. lá.. vanta-se de novo com muita precau- dá-lhe uma palmadana bunda. Os dois homens num ca teve a cabeça tão inclinada.) Da próxima VlLORO. te. Este parece querda.re. SI. sol TreJelfo d. ta.~marradas toca com um ar muuo fe- . do. fá. SI. la levanta-se e Vai Jogar com Paso e D" I 1f I d • Muito contente. Tasla mais uma vez tentqabra. Contenta- primeiro homem atira-se novamente d 1 1 T d as peas.menta. Voltam para o '~U. SI. . Pausa longa. la.11.Você já se deu conta 32 piano.E ainda por cima com Si/bicio. te. Grande alegria de Viloro t~os ao muro (de costas para o pu.ml" sol~ la. .) VILORO . Recomeça a tocar cheiOde alegrta . Senta-se.' Eses t segu. acabe. Pausa demorada.Ouve. fá. dó. pemcode Vl!oro.caml. ré. a. fá. ré. lá. si. sem parar. Os dOIS homens enco~. Dôo.n a!. TASLA (Entusiasmada) . depois continua la direita. Toca: tem passar o aao por cima . Pára bruscamente. O outro homem e Paso balao. . ra obscena. Coio. lá. dó.si.sempre .E~quanto ele toca~la.(Este executa. tras o muro. agemas. Aponta-lhe o dedo e Poe-Ihe as ~lgemas! . SllenclO.Sabes mui. silêncio absoluto continuam a olhar PASO_ Levanta. mi.c~m-se atras de Vlloro. la. Cai. (Silêncio. . Tenta to- riem.) . do . Levanta-se. sobreTasla derrubando-a e ficamom. O brafo de Tas~a aparece. que e a uma pa ma a na un a.Você 'é fic« I so em cena. soi. o.. . . sol. mi. O':lesma Jogo.Caminha. homem que estav~ ~eltado com ras.ça. fá. ré. a. Tasla entra pela es- 1'0. muro. mi. com os ouros Joga t dOiS.. dio. I • I I • I Do. ' Le- que Paso passa perto de Tasla. (Viloro levanta. bPaso I· se rap'd e te ) I am n . sol. mi. Os três homens saem 'pe~ levanta-se e vai jogar balão com Pa. '. as pernas estão. I " I lW ventre de Paso ao mesmo tempo . T. . Viloro tenta apanhar o balão. maos [oro volta timidamente a cabeça. Viloro baixa ti. que eu sou um sujeito espantoso? .nao ter dado por nada. VILORO _ Não vais acreditar. Este olha-w. Senta-se em frente ao .. 1111. Ouve-se o barulho de alguém que oII10mparaee. Contmua e muito depressa'. to bem que não tens o direito de to. si. Tasla tentatocar I . Vi. O PASO_ Continuas? (Silêncio.1 lia. (Com as.PASO (Para o segundo homem) - com ar decidido. SI. o. - I I . Arrasta-se pelo chão com re- Paso empurra-a violentamente.Dó. aavo a dedo. la. o. o cmr ~o c ao atl11ge o Dá a volta ao piano apoiado nele. com as maos A ' . ' I trás do muro. I enao. I I ' . fá. O C.) bl:cO)d observamS?IAq~e se passa por Vi/oro ergue timidamente acabeça.. apoiado nele. Vi.) o novoo barulho. sol. mãos amarradas toca piano com um neme Jogamcomar eIZ. si. ré. sol. Jogam e a tocar. lá. VILORO . TASLA . esta Gesto de contranedade. Pasorecua espantado e desaparece amarra as maos de Vtloro. n1l. que ção. nü. ré. Viloro so e o outro companheiro. Com as . enta ~m a. si. O tentamento. re. a. Vilora volta-se para ele .i para tocar..

mas cadavezque leve. sição em que está não pode ver o TASLA _ Não consigo. I muito habilidosa. VlLORO .. ..Não. É exatamente o contrário. TASLA .Posso brincar com ele? nem por ISSO.E depois. (Pausa.33 . muitas piruetas com as mãos no na.Não. . Viloro. eu adivinhasse isso? TASLA . (Paso abre aporta da piano) .) VILORO . Você é vi mesmo chamar-lhes "repugnan.Confesso. condenado.. princípio parece mais adormecido. mas a tra-lhe o balão que está em cima do mo.MUIto SImples. acredito que sim. Estava dobrado sobre si VILORO . Viloro. cos não. Pensa.Sim.E virás ver-me? é capaz de pensar. gaiola..Sabe Tasla te arran.E eles ouviram? TASLA .- TASLA .Vocême ensina como é? VILORO . TASLA .Bom. entusiasmados.Como você queria que TMiLA.É isso. do. ! ASLA . Vais o tempo. damente a língua para Tasla e faz. TASLA . Jogas to. pensava em TASLA . TASLA.Não sei. nunca pôs arado.Sim.I TNSLA .E cada vez que o torturavam. Embora nunca deixasse de TASLA . presente que vai deixar você admi- VILORO .Sim.. ele botava a língua para de amão de Paso como se se tratas- se de uma mosca. inconscientemente.Você é muito corajoso. como a . saco.tente) . Para você.. o condena. ~ TASLA . os dois pelas aldeias.Umpenico.Pen.É um condenado. en. Viloro.. . (Mos- dadeiramene inteligente: chega mes. que até aqui tinha estado imóvel. VILORO . (Muito con- VILORO (Indicando Paso) .Pega.) nossas habilidades quando passarmos TASLA . VlLORO . para o altoetornas aapanhá-lo.) VILORO . felizmente paraele.Adivinha qual é omeu .Conseguirei aprender? botar a língua para os carrascos. se não tiver outra I VILORO_ Evidentemente. desde que o entregaram que ele está sosse. (Paso.Bateram muito nele? riz para Tasla e toca-lhe a bunda de TAs LA (Fazendo saltar o balão) - ·TASLA. pode se di.Atreveu-se? para baixo? (Aponta para a direita. VILORO . Viloro I culdade nenhuma. não VILORO. (Pausa) TASLA .Sim. a pensar.Você é uma moça ver.Confessa que não adivi- você pensava em mim? VlLORO .É formidável. tos) .) VILORO .Sim. .Eu também trouxe um Eles te algemaram as mãos? nhecer.nha? zer que tens tido sorte. Se quiseres. Ou. . é verdade.E a você. que até tes". não. coisa para fazer. se pudesse.De repente) . VILORO .Sim. vais ficar 1I.Já lhe piruetas com amão no nariz. vre? . É um bom ponto. Mas você sabe VILORO . ~ gaiola ésólida. ' A voce.Vê se adivinha. isso não tem diíi- VlLORO . que"eu posso andar me arrastando. E para que o é realmente um santinho. Tasla.Pois bem. VILORO . .) Não'é verdade. Es.. espantada. mas agora.É. Como? fecha a porta da gaiola e. .Na presença dos carras- VILORO.Claro. Não chegou a tan.Muito. (Tasla e Vi/oro olham um para savas em mim como? (Desconfiado) o outro.Pois bem.É preciso aprender a os carrascos. VILORO (Com ollws muito aber. É teu.I ver como é bonito . Põe a cabeça de fora e faz TASLA.Achas que ele tentaria fugir? TASLA .Claro.Sim. (Paso TASLA .Tentou fugir também? TASLA. Vãomatá-lo.Já sabia que ia te fazer uma acabaram de torturá-lo? ta vira-lhe as costas. I número tenha ainda mais sucesso. Não jei um presente qu~ vai deixar você I VILORO. TASLA .É verdade. VILORO. TASLA .Não. não dando por surpresa. assim como Vi/oro que na po.TASLA (Envergonhada) . lhe batiam. hesitaria. TASLA . nada.Vê comote amo. VILORO . língua? VlLORO . VILORO . azul.Verdade? TASLA .presente.E nãoficou sónisso.Não. gado ali dentro. mesmo.Sim. . ergue-se de repente e põe desafora. VILORO . temos que reco. é um balão VlLORO (Numsobressalto) . ..Vai levá-lo agora lá fazê-losaltar bempara mostrarmos as VlLORO.TASLA . Não mexeuum dedo durante todo .

O homem nú. .Não te demores. mi. Riso baixa acabeça. fá. Param indecisos em frente um do algemadas. gas. O combate continua. montada na bicicle. É exatamente o contrário. nuam a acarinhar-se. fá. sol. (Muito con- ça com o p~. Paso tenta agarrar Tasla e beliscá. fá. não é. grupo. abraça-a fogosamente e a acaricia. cabeça esperando o c~stlgo. fá. De tendido Ono chão sem poder sequer se 't d d d d d 1'0 com o pela esnu a o.Viloro.Dó. Os dois correm.Confessa que não 'é ca- licitude aproxima-se do número dois.5e tras do muro. Aponta-o com o dedo e ri. mi. o no _ com as mãeis atadas.Dó. Toca piano: Viloro baixa timidamente a cabeça. Entra em cena. Preciso levar o condenado. RISO laSCIVO de Tasla. lá. rios não se mexem. Riso lascivo de Tasla. levanta a cabeça e os olha. fá. "é um penico. Tasla escapa. Reconforta-o. si. só. Viloro ricia-o. vamente dela e lhe belisca as náde. Já. 1'0 volta-se para ele com ar decidido. lá. dó. sol. cada vez mais depressa.rebola com ela pelo concupisciência. Tasla escapa. dó.Volto logo. Tasla. lá.a. Paso apro. ré. ré. sol. sobre Tasla. si. X? a. ba~- TASLA . lá. si. lá.) mero um. mi. O com. si. Olha-o atentamente eaca- bate é violento. Limpa. fá. seminua. do muro. Tasla e Paso olham-no com ar sério. tas. O homem número dOls cai e fica es. Chama TASLA . do. abraça-o com ternura. caradamente. Olha d sua volta. . Olha para eles.Até logo. dó. aproximar.Garanto homem número um dá um violento dOI~ homens na mútua troca de ternu- que não consegues adivinhar o que é soco no dois. Rebola com ela pelo chão. O morada. Viloro toca no penico com as mãos mero dois atira-se sobre ele. I pelos dois homens com volúpia. Fazem fin.Confesso. ras. O'lh repen e o ta par. Os dois homens conti. mi. homens entrame colocam-se atrás de .Não sou. Prodigalizam um ao outro por-se de pé. Dá-lhes palmadas redor do piano. rece por detrás do muro. sol. ta.Não. impressão de que está nua.I outro de cada lado do piano. ré. pe. do. nhidos obscenos dos dois homens TASLA . Viloro . Paso consegue agar. Correm à volta do piano. sol. dó. mi. Recomeça a tocar piano. Paso com dificuldade consegue dois riem muito entusiasmados. envergonlta~. . Para bruscamente para depois re- si. TASLA . lá. desaparecem por detrás do muro. lá. O aturdido.01. lascivo. Viloro fica só.Bom. Aproxima-se dos dois ho. Pausa ?emorada. ré. o meu presente. em-no todos com ar seno. Toca várias vezes a mesma volúpia. (Reflete.Não. Viloro. Ohomem número um c!leio de so. lhe o sangue. fá. Paso aparece por provocante para os convidar a". ho~ne~ marte/~-lhe acabe. si. Paso fica no chão quanto ele toca. sol. ° quanto jogas" balão. sai pela direita. Saem e VILORO . dó. fá. si. mas os dois adversá. S. que se afasta dele tua espanta~o. Pausa "de- ré. Vlloro ol?a dele Vila ro de t II receosamente a sua volta e toca pw- 'rASLA . ré. ré. ViÚJ- cuidados e manifestam calorosamen. Tas. si. TASLA . ré. En- abraça-os no pescoço e nas pernas. Tasla se afasta violentamente lenclO. com irritação.Dó. combate com ar voluptuoso. Gru- VILORO . ré. Pausa. Tasla la consegue escapar. aparece por trás do muro. Ela dá-lhe um coisa. mexer.oRo . Segue o do. 5. então até logo. ela~ abraça-a: . tenho que ir em-o te asua recíproca afeição. Tasla faz 'um gesto adivinha? ch?o e ocanao-a.Pois bem. si. 1'0. fá. Paso perse~ue-a.(Tasla . Compreende-se que eles se lançaram paz de adivinhar? Trata-o com muita atenção. mi.I PaSDeTasla continuamacorrerao Sem fazer nenhuma pausa recome- mens que se batem. O homem número dois Não se vê nada do que eles fazem VILORO . Poso continua no chão e os TASLA (De repente) . Eles riem apontando-lhe o dedo des. uma-se de Tasla. dó. Desaparece por detr~s "VILORO. dó. Paso aproxima-se no. Tasla aparece por detrás do mu- VILORO . Os tente) Já sabia que ia te fazer uma Ohomem numero um lança-se sobre dois levantam-se e olham-na com surpresa. sol. Vlloro. nabunda eacaricia-os nas costas com rá-la. O pontapé na cabeça. Paso te- bora.- VIi. Riso lascivo desta. número dois aproixma-se de Tasla. sai e desapa. an o a repente) Já sei: um balão azul. dó. começar a tocar: Vivo contentamento de Viloro. um que cai de costas. çaa tocar a mesma coisa três vezes. mi. mi. sol. Barulho ao fundo. lo lado do muro. mi. porque estão escondidos atrás do mu- eu adivinhasse uma coisa dessas? (Os Beija fervorosamente as mãos do nú.Como você queria que recupera pouco apouco aconsciência.Dó. eu tocarei dó. Paso e os dois 34 homem número um fica no chão. lá. o homem número la.

sobre o piano.) PASO (Para o homem número Ilm) . pelo con- trário. Viloro cai mor- to sobr~ o piano. Paso e o outro saem pela esquerda. Ouvem-se agora ao fundo o riso de Tasla. Viloro que continua a tocar com um frenesi crescente.) PASO . Os dois homens olham para Viloro. O balão começa a subir lentamente e desaparece no ar. (Ohomem número um sai pe- la direita.) PASO . Si- lênCio prolongado. Tasla. Paso lança-se sobre 'ele e o assassina pelas costas. Não se vê ninguém. Ouvem-se risos de crianças. entra pela di- reita.) FIM 35 . as escalas tocadas ao pianoeperfeitamente executadas. Silêncio. Paso tosse. Viloro continua a tocar. À maneira de reboque trás um caixão. montada na bicicleta. Paso e os dois homens que se encontram junto de Viloro olham-no. Ouvem-se risos ao fundo. Tasla deixa o balão azul . ao fundo.Levanta! (Viloro toca ca- da'vez mais depressa.que estava preso ao seu porta bagagens .Levanta! (Viloro continua a tocar. Tasla sai pela di- reita com a bicicleta e o caixão. com um profundo respeito. antes de fechar o caixão abraça amo- rosamente aViloro. Tasla põe amorosamente Vi- Iara no caixão. Silêncio demorado.Diga a ela que venha buscar o corpo. Pasotam- bêm. Tasla. mas são os mesmos risos de quando os homeM estavam atrás do muro. Du- 11 rante esse tempo ouve-se cada vez i mais alto os risos infantis muito pu- ros e. Silêncio.

Exigente? Sim e não ..Julie. JULIE .Sobretudo à noite.. co.. no velório. eu era capaz de ali- JULIE. Cavan tem cerca de cinqüenta tor.. MME. . Brev~ vai I coelho em brasa. MME.. Vitor. Nenhum cenário.Mas isto fica entre nós... . _ Oh! querido Vitor tinha sangue azul . três an.São os minutos que são ra na seção dele . Colo. mais longe ainda. Cavan? JULIE .os. Adoro essa expressão. I JULIE _ Muito quente mesmo. . querida. . lulie e Madame MME. me perdoa.Onúmero de secretárias Mas. cem-nas lado a lado. JULIE . menos. Vitor. Mme.Se eu entendi bem.Nós tínhamos cada vez MME. você conhece mio meu marido já não era o mesmo. . JULIE . . .. doze. relações . .A paralisia. o DEFUNTO JULIE .Ah! . .Mas meu Deus! Que JULIE . va: Julie você é fria.. Começou pelo lado di.querda é o coração. MME. a não se detém a pequenos detalhes. treze Como tem passado? ! que suas relações ..Ah! É? Me conta. MME. sobretudo raíiné. cada uma trazendo uma cadeira. I reito .Ele era muito exigente? C?ffiO o tempo passa! Oh! Querido I Acho que ele incendiou todo o com. Quando eu penso na cena que eu fiz MME.Pois é.... Mme.. I eu estou falando mal do meu pobre falar com ele no banheiro. sentam e ficam I JULIE .A vendedora de leite? Cavan entram pelos dois lados do pal.I (R I') alcança as 'alturas do teu Vitor.ralisia.Sabe.. . . Fica de joelhos e junta as mãos) Vi- Mme.capaz de che- na senhora. cadeiras até o centro da cena. a negligenciava? Reconhecendo-se de repente. . MME. de luto.. antes da paralisia tempo. longos.. antes da primeira crise eu devia ter JULIE . conte- va ainda mais jovem. Muito de pássaros. e de datilógrafas que fizeram carrei. era o que se podia chamar de um JULIE ..Eu sei ~u seI. depois que ele chegou.1 MME.Nosso querido Vitor. JULIE ... (Ela se deixa resvalar pela cadeira.Tres anos. pior é que enquanto ele vivia eu ti- nha precisamente que me conter. . lulie. JUUE idéia a dele de ficar mudo! Cavan.A mim? Absolutamente. Parece . .Você seria.. Fechei a ..? çdm-se e se observam durante algum I hein. longos. MMB. vantam-se como duas molas. A MME.Ele gostava muito da se- nhora. Rafiné. . .. i M AO I ME. À e~' MME.Por favor. um suspiro) se isto pudesse fazê-lo saltar do tú- De René de Obaldia mulo. JULIE . JULIE . .Não pense a senhora que ainda mais tarde que de costume. _ Que surpresa agradável! I nha discrição. (Dá Vitor. você não tem fôlego.Quer dizer. I menos. Sobretudo à I JULIE . . . MME. mentar uma fogueira respeitável..Mais longe ainda. depois de me acusar bastante.. .. eu comecei a achar que estava exage- rando. JULIE . cheo.. falava MME.) i MME. . digamos .Aprincípio eume acusa- MME. Eu seria capaz de lhe ar- ranjar todas as mulheres do mundo. Antes de ficar mudo. . . fui 36 noite.. w com avendedora de leite.Se eu pudesse saber! (lulie se levanta) A dor nos sufoca.Olado do fígado. dias sem . JULIE . JULIE . Julie.Realmente. O meu JULIE . A paixão MADAME CAVAN I JULIE ...É. Cavan.Enfi~ Meu marido MME. I bustível da redondeza.CoeIho em brasa. Mme. . em si!êncio alguns segundos. Julie você não fazer um ano que VItor nos deixou. le. Mme. MME. nha-se. pelo amor de Deus.Não é possível! Uma noite. gado. gar a este ponto? PERSONAGENS: MME. JULIE . Se alguém nos visse agora. (Abra.São os minutos que são : MME. .Como é? com cenas de ciúmes . Mas você ia dizendo gente ficava às vezes dez..Oh! A senhora sabe. Afinal.. éuma viú.Mas então .Olado do fígado. anos eusa chapeu' extravagante. .. . Elas trazem desconfiado . O pa. à direita é o fí.

A se.. são todos muito severos.Morta?!! dade. . Os olhos. REALMENTE. existência.Me cansar? De jeito ne. com pequenos péu que é mais que um chapéu. JULIE .• porta a chave e lhe disse: VITOR. . Vitor.Oh! era lindo.. é imoral. Mas conte. .Toma. .Mas minha pobre Julie. . JULIE .Nem sonhando! tona. tão família disse nada. pobre tulipa negra.tando. Mme. nhum. VItor seduziu vovo e abusou I Q d ' h .Escuta. PRÁ MIM JÁ CHEGA.Ora. (Tremendo) . vamos. Eu . Naturalmente que ninguém da encontro um amigo de Vitor. MME. minha amiga. Eu exige este chapéu.. ' .Nicanor? já passei por duras provas na minha MME... Julie. . JULIE (Pensativa) -:. honra. JULIE .. Rmdo maldosamente) Ela fOI JULIE .que eu JULIE . Foi quando você falou no Nicanor? va os pássaros. que. Julie você não está no seu estado MME. .sinto que meu coração me D · (D' t b b Mme. . Ora. respondeu? (Madame Cavan pálida diz envenenada.Vitor.. Cavan) MME.Lembro. (Fixando com um ar VItor que matou vovo. C seu novo contador. é . você ainda é jo.' . A' 1 . Mme.E o que se dIZ. Há pontual. JULIE . que não com a cabeça) "Ela parecia encontramos morta! Ainda é preciso um pouco de digni.Eutenho medo que fique .magoá-lo. fOI ~o enterro de sua avo. I' vamos. Jli I'ie.. sm. (Olhalldo com ternura para I guém me agrade.Como a senhora é boa JULIE _ Ele amava tanto os pás. fala.37 . muno tarde.. . que isso deixa você tão feliz. (Com satisfação) Nós a MME. é um possível! Um homem tão distinto. . . .Mas a senhora vai mor.. J~LIE ~ ImagI~e. Foi a partir daí distante o chapéu de Mme. Cavan.. Julie. Cavan. A terrível doen...Fala mais de VItor. A Terra continua girando.S'llll. MME. um bos.. . ..saras.um passarinho". Cavan. não gritava nunca. . . que eu MME.abandona. . MME. por que você eda.Os pássaros. A gente fala. O remorso isso lhe agradar.Desculpe-me. me mata. me perdoa. . Cavsn. 'EVi. (Afundando com JULIE ~ VItor S~~UZIU vovo por Julie) . E mais que indecente. MME. idade é indecente continuar vi- acusava com mesquinharias. sua avó? Bons tempos. vez que ee pnmeira I estu. S h vo.Meu coração me aban- JULIE .É.Eu canso a senhora com vem.Mas o Vitor .Agulodice é sempre pu- JULIE . Vitor. MAS. Seu chapeu.É msno pontos de vista.. Em matéria de pouco dele que eu reencontro. Se ~ME .Nada.Quer que eu conte a bis- .Evidentemente o rapaz nhora vai morrer. Por favor. JULIE . (li~n o nos c egamos la er~ . JULIE . JULIE . Era um poeta o meu MME. tor.Me dá esse chapéu.É. . ESCOLHE.Hein? . não . . Eli muito delicadamente" é claro dpara porao.. Já JULIE . Vitor ama. que ele ficou mudo. Se alguém nos vê.Todas as vezes. Julie. as horas passam.I de me falar de felicidade? (Exami- JULIE .? MME. (Cai de joelhos) Vi. um pouco de Vitor na senhora. . fez ISSO? A senhora sabe o que ele tar e. com mi. se.um bosque. querida . . ça nos seios da amiga) prou uma menina. Aprimeira vez. minha firmeza o chapéu na cabeça) Cada um potezmho de gelem. do você não sofre com isso? nor~aI.que~do.. .. fala. (Terrivelmente. Mas o que Vitor respondeu JULIE . o UNIVERSO.gre) Voce se lembra do enterro de MME.. . . .Escute. (Para si mesma) . as o VI. a partir de uma ça já lhe devorava a medula e eu o MME.Como 'é que você tem coragem rer. (Manipulando os dedos ironicamente) EU NÃO ESTOU MORTA! JULIE (Saltando sobre a cabeça) MME.Meu chapéu? certa. JULIE . MME. núsculas questões.. '" MME.Por favor. Mme. . coisa em seu devido lugar.Eu não preciso que nin. . sobretudo. ' nando ternamente o chapéu) .Recomponha-se.Justo. . Sente. MME.Não é nida. subitamente) Vitor OU EU OU O NICANOR. Pode crer. eixa omlar a ca e. eu c a. Mas que belos pássaros.Eu lhe dou o meu. . não sou Vitor. (A~e~ as minhas estórias? árvores nascendo os pássaros can. ac~nteceu no MME.Meu querido anjo.dona. eu lhe perguntei. (AterrorIZada) . MME. JULIE .Por favor. MME.

. . . eu voume aogar. " pírito. VIda. para . .Universo. Eu lhe perguntava: O que leão foramà . na cena. JULJE. sofrendo' . repõe o chapéu). MME. . . .Meu quendo VItor . meu herói? E ele pastel? Quem e a senhora.. J E ~ f JULIE . . (Sentam-se fren- MME.a minha cabeça. de julho.S'im. deve ser mas. Ia dentro. meu herói. . Sente. le. Madame? Viveiro de pássaros. .A (Cal de Joelhos) VItor. IS ' I enclO) JULIE . . . . . (Olh a em vo Ita com um . JULIE .. . sempre me respondia: "Cavando. Madame. Que não pode Elas parecemboas. tical de baixo para cima. era.Ei.:.Ador faz vacIlar meu es. J~L1E . Sente-se aqui.Você acha Beltrano.I eu . . traga meu cha- olhar perdido) _ Quem falou em e ver a e que to o corpo aun a o .Eu finjo Mas a senhora diz coisas tão estra- entrar os pássaros. I ' mo ela deve estar .. Como te a frente. A ' . Então.Sim.e.mem tao pont~aI. aqui tem ' . . .Sua amiga.. Abra as Janelas. ~ME. vas provas.mais.tâ asba ~etnl ora esta com um c apeu _ vante-se. Vitor. Ar. Olha. guémme loca . M N. " . eu engano o nhas.Sobr~tudo quan~o uma zão.Vitor. . MME.Quemeessa mulher? Co. eu engano a acontece as vezes . desculpe-me. on e estou. Madame Cavan.. d ? (No 'T' )' dá-lo no meu viveiro de pássaros. coruja? numlíquido recebe um impulso ver.Euvou-guardá-lo no meu você anda fazendo. h . "Uma simples aparência" (Silêll- se consolar com essa velha coruja! pena dolorosa e mcomensuravel ha. Voce naturai A mente ' esta ao 01lI O..Masoqueque há? Aviú. senhora acha? Pode ficar comele. b . vamos. Longo silêncio) JULIE -:. é va sou eu ou a senhora? ma COIsa? que de repente eu fiquei tão lírica.A senhora deve ter ra- eu não devia andar fazendo prá você JULIE . diga que não 'é verdade! JULIE. . eu preciso. .Ar. MME.. . Ma. ..tos I MME..A senhora perdeu algu. MME.Espanha para comer . ULIE. (S'IA .AI.. JULIE . d b Jogar ate as estreas.Seis horas equinze minu- ma-se de Julle) Quem e a senhora? rida.Vitor (Esse nome parece MME. 38 cOfltinua a falar assim) Quem sou se aqui. Diga-me Madame. FIque dame? (lulie abismada na sua dor feitas para mime para você.mim.menor folha de erva..Iudo em casa nos deixa que a senhora está sentindo? obJ~~ da minha perda nao exste supor que você atravessou por terrí- . . JULIE . na sua m ente) J ULIE .. que. MM~ '.. . MME. JULIE . a encon. des~e qu~ o MME. (Tirando o chapéu) .duas cadeiras.- Madame Cavan? ' algum lugar. cUJa som ra am a co re . . não pode ser sem ser. meu querido .Realmente. ser. minha amiga.É. . Mas vamos. me perdoa.cio. . maIS. .Clic? MME. .Como. o cruel destino da mulher que I JULIE (Observandoas cadeiras) - giãode Honra. .Comoasenhora me toca! vando". ..Um cIic..Fulano. Agora percebo. MME. JULIE. ou meu eroi. eu MME. ..Obngada. .a.ntao. todas as coisas. . . UmClic.. o po~so eu não.. que me nhora quer? Tome (Madame Cavan e~gano ~ nnm mesm~.Perdão.Entao .É oseuchapéu que a se.Eu acho que Ja . . . MME.Quando eu pensoque fui MME.Omundo etao pequeno. mas nm.O que a senhora disse u ac o que ja OUVI esse nome em M h' h . perdoa-me. . Deixe JULIE (Continuan~o) . lembrar E h algo doloroso .MME. il JULIE . Ah! Deve ter acon. . . 7 uma pena. I ? MME . menos seis oras . exagerando. I JULIE. isso! JULIE. . Oque MME. Ca. Mas fazendo assnn. Eu não sou mais minha cabeça (Levanta-se). Noutro tOI11) bita este mundo. herói .Pode ser. MME. M~fE.Seu o que? JULIE .peu. capaz de se JULIE.Ah. . As sombras se abatem sobre JULIE . . (Aproxi. . MME.Sim. Eu vou guar- JULIE . _ Abra as janelas. a .. FOI O· . _ Morta! se encontrar sem se perder.ao Iga es eJras.. VItor.. SO. A trei em algumlugar. . MME.Um ho. d d d f dd MME.Quem é a senhora. que uma simples aparência.cmco minutos mas. . ~tro 10m E ? tecido entre 21 de marco e meados verdade que os granadeiros de Napo. ser . tor tinha sido condecorado com aLe. que parece teremsido . cama com esse monstro. d' b tei ME.

.. . MME.. ... JULIE .. buscar a carne no açougueiro .Obrigações .. . Hoje esta mos sublimes.A máquina de lavar . (Levantando-se) Vamos Fulano. . Saem cada uma para um lado e se voltam no mesmo momen- to) MME. Mas o tem- po passa. Po- rei meu vestido de casamento com um lenço negro. JULIE . Vou tra- zer o meu gato.À mesma hora .Está bem.... tenha nervos. Assim teremos uma audiência. JULIE . . Beltrano.Amanhã . . (Saem) FIM 39 .. MME. JULIE . Fu- lano.Até logo.Eu também. Amanhã como ontem... Que diálogo! Sinto frêmitos . MME. . JULIE .Se você quiser. e as obrigações . JULIE . Traga... . . Não tão logo.(Elas se abraçam. Até logo.. espanar o pó das janelas .. do- brar os jornais . Cavan .. (Madame Cavan fazendo menção de sair).E nós falaremos de Vi- tor? MME. como depois de amanhã.Ah Sim.. Nós nos vere- mos amanhã.

tade das pessoas de fazerem teatro apenas pelo seu próprio Esta desproporção quantitativa não teria maior gravidade . encontrava seu desaguadouro natural em dezenas de público . que nem se. por outro lado.mentes da teoria e da leitura musicais simplesmente não vai quer encontram. para a qual concorreu muito o conto de fadas ultimamente ao teatro. sem proceder a um exame autocrítico do benefício ou interesse que o seu trabalho pode eventualmente representar para o consumidor. público. Sob este aspecto.serem espetáculo na murcha companhia de cinco a 10 pessoas. Ou seja. com o status econômico e social e a popularidade semana. Não estão incluídos neste domínio do artesanato específico. que no entanto se dizem e se consideram. seja até certo ponto de- quantidade de teatros de que a comunidade necessita e que ela corrência do virtual desaparecimento. o conceito de 40 quíiência com que o trabalho que eu era solicitado a analisar amadorismo entrou em declínio. e na maioria das vezes nem procuram. confesso a minha perplexidade e angústia diante da fre.poder dar um concerto. 110 qual muitos espetáculos exceções. convidado a investir algumtempo e dinheiro numa ida ao teatro. uma idéia. tudo isso pode ser realizado por pessoas quase leigas. e se autodefine portanto como produto vendável. Mas ela é for.afinal.ou seja. divulga. parece existir um número cada vez maior de pessoas que se dispõem a fazer teatro só em nome de gratificação pessoal que o ato de fazer teatro lhes dá. em qual.. vidades e suas pretensões circunscreviam-se ao âmbito do con- não só por excederem a capacidade numérica de absorção desse vívio com as comunidades das respectivas instituições que abri- mercado. Suficientemente redu- bemmais da metade. que não passam de uma dezena. que há filas na porta.sórios. a definição for- nheiro investido. aces- com a recessão visível em tantos outros setores.projeto. Suas ati- realizações lançadas no mercado não têmqualquer razão de ser. Já para realizar um espetáculo teatral São muitas bilheterias querendo dividir o magro dinheiro do o único instrumental indispensável é o corpo de que a natureza magro público. DOS JORNAIS não se apoiava em qualquer idéia conteudística capaz de acres- centar alguma coisa ao universo mental do espectador. em termos de cenário. é preciso Não está mais dando pé. a quantidade que lhe está sendo sumidamente amador.se não fosse acompanhada do fato de que muitas grupos constituídos em clubes.mal quanto a uma maneira artisticamente eficiente de dizê-lo. nem as rea. gesticularem. etc. Com cres. em qualquer kllow-how artesanal exigível de quem ' se propõe a colocar seu trabalho à venda. capaz de comportar o até cambistas? Está bastante difundida imagem pode não estar próprio espetáculo e o público. os quais não comportavam uma ambição que se possa razoavelmente esperar de uma produção que ocupa profissionalizante. aqui no Rio. A publicação de um livro passa pelo ção através da imprensa. salvo nos eventuais casos de autênticos talen- um espaço aberto. Num passado não muito remoto. mas também por não possuírem o mínimo de qualidade gavam seus trabalhos.zido para que muitas pessoas se disponham a fazê-lo. sem maiores compromissos com bilheteria. em qualquer noção de entretenimento suscetível de criar pelo menos um escapista mo- mento de lazer. figurinos. etc. a von- oferecida. é capaz . em média. o mesmo público solicitado pelos poucos espetáculos realmente válidos. incompetentes disputam. tipo de critério de qualidade. por mais modesto que seja. entre a m eios de divulgação.disponível para o conjunto do teatro carioca. profissionais.sem que exista necessariamente por trás um lhos que estréiam está a priori fadada a não recuperar o di. crí- a não ser para suas vítimas diretas. Para que um filme exista materialmente. da oferta total. crivo ds um editor. e a não propor. Pode-se vistas. emitirem voz . bem como um mínimo ou um errada. quatro ou cinco vezes por da televisão. mediante cobrança de ingressos. e mais em evidência. formulando mais cruamente. bisonhos. Indo carreira de alar.que ela proporciona a uma minoria de eleitos.coisas de que qualquer um arriscar a afirmação de que pelo menos a metade dos traba. talve. tolos. quando compararmos o atual comportamento do público simulacro de produção. . iluminação. Todo artista quer ser profissio- . É claro que precisa existir algo que não é que os teatros vão bem.passado por uma aprendizagem do seu instrumento e dos rudí- lizações autenticamente margiTUlis e/ou periféricas. a necessidade de dizer algo. Um músico que não tenha total nem os Sh01VS musicais. para pro- cente freqüência tenho passado pela experiência de assistir a um porcionar a si mesmas a satisfação de subirem no palco. escolas. asscciações. equipes dos espetáculos sem tica. vive às moscas. É evidente a desproporção entre a oferta chatos. No último fim de semana contei no Serviço 39 espetáculos não estão ao alcance de quem não disponha de um mínimo de teatrais com bilheteria funcionando. O resto. que aplicará ao seu julgamento algum. com um investimento bastante reduzido. quase sem Esse desequilíbrio do mercado. prazer. cionar qualquer remuneração digna deste nome aos seus exe- cutantes. às vezes possa ser assimilado a um espaço cênico. quer idéia formal capaz de provocar algum tipo de satisfação estética. Mas dotou qualquer ser humano. Está havendo teatro demais no um processo técnico que envolve utilização de equipamentos que Rio. Mas num nível muito elementar de compe- mada a partir da ilusória realidade das salas e das produções tência. Com a g!amurização da pública. do teatro as- pode absorver e. à visitação tos revelados através de tais atividades. nem o teatro infantil. através dos e a procura . o teatro leva sobre a maioria dos outros· ESTÁ FÁCIL DEMAIS FAZER TEATRO veículos de comunicação artística a vantagem (ou desvantagem9) da aparente facilidade com que pode ser feito por pessoas inleí- Yall Michalski ramente despreparadas ou desprovidas de uma idéia digna de ser comunicada.

de um ponto-de-vista demagógico. tima defesa traduzida por uma seleção mais rigorosa . Mais ainda: sinto-me cada profissionalismo como desde a implantação da lei que regulam~n­ vez mais estimulado a pleitear para o crítico o direito de . assaltado pela sensação de uma flagrante inutilidade da minha finição de uma linha de trabalho. zes instalados no maior desconforto .gues. perfeito presença numa proporção cada vez maior de espetáculos. quase que indepen- dentemente de sua qualidade. qualidade artstica. mosírar-lhes as vísceras. sem dúvida.con- clusão que o nível de muitas barbaridades que tenho visto ulti- mamente confirma de modo ofuscante. ou flagrantemente despreparados.embora seja lógico que uma dose maior de experiência de através da sua autofagia. A conclusão que se impõe é a de que o (Extraído do Jornal do Brasil. em I?~téria de ~e. saíram de suas casas.. registrar esses títulos já seria motivo de algum ânimo.textos. de tempo tornar-se por demais sufocante. no sentido literal e simbólico do termo. Em um ano particularmente desalentador para o tea- ramificam para os espaços e horários chamados alternativos. manamente possível. tendo iniciado minha atividade crí. e até pela decisão de reti- verdadeiros profissionais da invasão de penetras vindos de ou.contráriJ da maioria dos autores brasileiros que escolhem a placência e o rigor artístico distribuem-se mais ou menos equí. Em Família à· Moda gida por quem não sabe dirigir. vida e de teatro tenda a constituir um certo antídoto contra os A situação-ba~e da peça é exatamente o processo de devoramento excessos mais crassos de falta de desconfiômetro.34 anos e com apenas seis peças escritas. fiz durante muito tempo um ponto de honra de ilusório prestígio. 30-09-81) mercado está cada vez mais dominado quantitativamente por mão-de-obra artisticamente pouco ou nada qualificada . a autocom. ausência total de bisonhice.·legí. um dos tal pretensão tornou-se materialmente irrealizável. consistia justamente em proteger o mercado de trabalho dos táculos sobre as quais vai escrever.suas entranhas. do movimento edi- torial no setor do teatro.dos espe-. . e sustentar que o cres. Paradoxalmente. Em Reveillon conseguiu perimentais. a~ bo- ção de peças em cartaz até a de monografias e pesquisas. a decepção. mas ainda as- únicos grupos que continuam assumindo-se orgulhosamente como sim continuei procurando ver e analisar o máximo que era hu- amadores.que podem ser considerados os seus melHores Que fique bem claro que a distinção acima estabelecida en. tou a profissão de artista. nunca es- tiveram tão elevados. 03 quadrados e os ex. enfrentaram as agruras do trans. ·além bagens que proliferam em nossos palcos e cada vez mais se de revistas. levrdos por não sei que obras completas de Oduvaldo Vianna Filho e de Nélson Rodri- motivação. Ao mesmo tempo. é o que reflete o universo desse tre os verdadeiros profissionais e os incompetentes que hoje jovem autor: as pequenas e grandes falcatruas da vida em fa- ocupam uma parcela tão considerável do espaço teatral carioca mília na classe média. diri. e apesar de toda a para compreender o que agora me parece evidente: que se eximir crise que está aqui. Nos últimos anos. Pode ser fácil. taxar o raciocínio acima desenvolvido de elitista. Rmilloll. TEATRO PARA LER . Apesar de to. ver e comentar praticamente tudo que estreava. fissionalismo que falta à maioria dos outros. o drama e a comédia plenamente. e pela acabamento artesanal. a inteligência e a falta do que dizer. Algumas novidades: petáculo começasse com o inevitável atraso. Mas no pinga-pinga editorial o teatro também não está porte. Nunca é tarde para aprender. Já em À Moda da Casa preferiu analisar a famflia . À Moda da ·Casa interpretar.Flávio Márcio morreu aos assistir a uma tolice escrita por quem não sabe escrever.mal-aquinhoado. como Há uma reativação. o Tablado. espe- não costuma observar. Ao incompetência. E tro. às vezes a cialmente quando o período registra o início da publicação das revolta dos incautos espectadores que. mas indivíduos que estão em cena . com crescente freqüência. e Tiro ao Alvo . dos personagens uns pelos outros. porém. e o índice de sua transferência para outras atividades. e cujo objetivo maior. ainda que modesta. quilo que afirma ser a sua profissão. res. Já Tiro ao Alvo se passa na 41 . aflito. ficaram muitas ve- Família à Moda da Casa: Uma Tri/ogia de Flávio Márcio. o tédio. buscando nessa afirmação um do que é hoje. A competência e a mento. sensação da flagrante inutilidade de infligir aos leitores do jornal Não deixa de ser irônico que nunca a profissão teatral esteve um comentário analítico sobre realizações tão desprovidas de tão invadida por um amadorismo precariamente disfarçado em um mínimo de gabarito e de interesse.quer dos espetáculos ou dos crítica é não só uma legítima tomada de posição crítica. As publicações abrangem desde a edi- eu por dever de ofício e excesso de zelo venho fazendo. talvez para que não se revele a sua própria miséria. Levei muito tempo das as limitações que a legislação impõe.não mentem. O escândalo e o choque que Flávio Márcio tentou imprimir ao texto obscurece bastante o No que me diz respeito. Nesta peça. também uma manifestação de respeito à inteligência do leitor. cada personagem conhece á não equivale a nenhuma discriminação entre faixas etárias ou verdade do outro. deixaram seu dinheiro na bilheteria. aparentemente nunca foi tão fácil fazer tea. ou um dos maio. mas todos procuram dissimular esse conheci- entre diversos gêneros do trabalho teatral.todo este sacrifício para Espaç. o teatrão e o não empresarial. Os números . rar-se no meio de um espetáculo. de escrever sobre aquilo que nos pareça claramente abaixo da tro como agora.seu diálogo sempre cortante e seu clima de insólita violência tica quando o campo de oferta teatral girava em torno de 20% disfarçada em suave jogo social. uma manifestação de vitalidade. mesmo que não tenha condições de viver da. Flávio Márcio procurava remexer nas tativamente entre os velhos e os jovens. quando a sensação de perda tras atividades. interpretada por quem não sabe da Casa estão reunidas três delas -r Revei/lOIl. Hoje sinto-me. revela sempre nos seus trabalhos o pro. Quem defende tais sõfismas hão freqüenta provavelmente. o índice de desemprego dos verdadeiros profissionais. esperaram que o es.- nal e'se considera profissional. Macksen Luiz cimento quantitativo da atividade constitui.classe média como tema. Prcduções Artísticas LIda.

generalizada e ruidosa migração. mas sem abdicar de algumas marcas auto.Além de excelente tradutor e Rio. Espetáculo de Periferia. de Augusto Boal. representar para as pessoas que nunca vão ao teatro. classe média ascendente. ao estudo e ao frio. Revista Edições Muro n9 4 . a fa- mília. são os meses centrais pois demonstra que mesmo com a avassaladora presença da te. recriou o romance do século XIX com vistas às injustiças essas pessoas ficando de braços cruzados dentro de seu teatro. que mora num duplex. ríedo de janeiro a abril de 1976. (Extraído do Jornal do Brasil. No caso. se mostra um apurado adaptador. Com uma equipe oriunda da Escola de Teatro da Uni- ~ento de Milícias L. já que personifica. coordenação de Maria Thereza Vargas . "É na hora que sai". dessa vasta. Roberto Pontual Petáculos. AVIGNON E VERÃO NO PAíS DOS FESTIVAIS A metodologia da pesquisa é até certo ponto simples: propôs-se aos artistas circenses que dissessem como são feitos os seus es. As entrevistas foram feitas com 32 pessoas.. carro (muitos rebo- Praça que tem muita malocaiada. O depoimento de Roberto Carvalho cabendo à França. 26·09·81) versas pesquisas empreendidas pelo lDART .. a avó. Julho e agosto. que não riedade . a turma gosta é de ficar dando cando traillers. edição Ensaio discute muito as teorias do Teatro do Oprimido O. um humor ferino e uma qualquer teatro. no pe. gráfica (o prédio da Praia do Flamengo. que são atraídas por essa atividade. Mas talvez o rio. muito pouco é ensaiado. repõe várias questões Iun- pretensão de MiI!ôr foi exatamente a de trazer à superfície o tom damentais para o teatro.não há apenas encomendas que se fazem por dinheiro ou teatro tal como o têm visto anos a fio. seja ele qual for e praticado onde for. a estrutura empre. ficando à espera que elas o centro da ação. ou para quem a barreira contingências de sobrevivência. Departamento que aquele que recebem normalmente. O Morto balho. os problemas de escolas das crianças. de mochila nas costas. se não é a mais extensiva." de . Millôr Fernandes criou o lidade do artesão no sentido de desenvolver o conhecimento de te'xto talvez visando o espaço e o tipo de espetáculo que foi seu ofício. Ensaio em seu curto tempo de existência revelou alguns humorista. teatro paulista dos anos 60 e 70 . P&M Editores . do século XX. e a lismos e falsas visões culturalistas. o público de posses modestas e gosto simples se deixa ção é bem recebida. algo f. E MiIlôr. Brook. Os próprios franceses compõem o Que Não Morreu ou O Macumbeiro da Vila Industrial. a senhora. Mas tudo sem comprometer o original. quarto número.'. Desce-se para lá por todos os meios ima- Vocês querem drama amanhã? Não.a de circo. ao ar livre. fiel a esta premissa intelec. contestando-as quase sempre. Mas como um autor de qualidade e se. mostrado há 15 anos.Com as dificuldades na melhor tradição da pequena burguesia. vivem. tando de vez em quando uma carona. Se em número passado tentou-se edição mono- interrompesse uma carreira inquieta e polêmica. do romance Memó' além de preencher um vazio de publicações no gênero. O trem. As estradas se engarra- Palhaçada eles vão ver na televisão. a leitura típicas de uma publicação cultural no país. eles gostam mais de sentir o drama. Nós queremos comédia. Pesquisa 10. que talvez pudesse ser superada. Praça que tem gente de família. que talvez tenham sido desestimuladas pelo .. Vidi~al. maior contingente desse vaivém. relações e divisão de trabalho. além de toda a repressão. ter alguma coisa a ver com eles. as cidades receptoras pas- lê~ue. A segunda é a responsabilidade de sair. depois de um ano de obediência ao tra- 42 envolve' pelas histórias ingênuas de A Menina Virou. precisam dela e querem de nós que lhes demos um teatro melhor do .fi- . 132 foi o anterior). Memórias de um Sar. Millôr Fernandes também bons ensaístas. os velhos dramalhões. Nesta rias de um Sargento de Milícias. são as seguintes: A primeira é a responsabi- intransigente defesa dos injustiçados. com um elenco de atores negros. interessá-las. Toda descontra- simples. venham vê-lo. . moto. Mas os holandeses não lhes . Esta última parte é a mais interessante. avião ou simplesmente a pé. reunindo verão e férias.moradia. a Oeste continua desapareceram das tendas. "As três responsabilidades que considero essenciais ao teatro. 'r isada. barcos ou com pranchas de SI/ri na capota).texto foi montado em 1966. autor teatral e desenhista. Vidigal é mesmo que o seu trabalho seja bom. Você tem de ir para o lugar onde essas pessoas o falso moralismo tão presente ainda hoje nos bem pensantes. Há trabalhos que devem buscar econômica é tão grande que nunca pensaram que o teatro possa tão-somente a qualidade. de Manuel Antônio de Almeida.O sol. mantendo o mesmo padrão de qualidade das edi- lhor peça. no Largo do Boticá. Mas você não pode encontrar tual. se apresentar. especialmente Tânia Brandão e Fátima Saadi.am a nível de calamidade pública. Se a Leste a Gré- levisão. AVIGNON . Fica mais sam a viver um clima de festa desordenada. conquistar a sua confiança. sadas em teatro." E além da trama. gináveis de locomoção: bicicleta. gosta de drama. divertido da história. especialmente na Provence e na Côte d'Azur.não importa que ele se defina como um humorista querem ir ao teatro. Na verdade. caso a morte não ções anteriores.leíormação e Documentação Artística da Prefeitura de São Paulo. A própria ambiência do melhor esteja no depoimento de Peter Brook que. E a terceira res- A registrar as boas músicas especialmente escritas por Carlos ponsabilidade é para com as pessoas que estão realmente interes- Lyra.teatro de perife- ria. a rais indeléveis: observações mordazes.chama"a Europa inteira para o Sul.Dentre as di. teatro operário. mas que reage Ensaio.Tem praça que é mais comédia. Ensaio atinge o seu das três confirma a impressão: Reveillon continua a sua me. os folhetins em estado bruto não cia é cada vez mais o grande foco de atração. ten- marido. sarial e o espetáculo. do Circo Paulistão é esclarecedor: "Tem praça que eles preferem abrigar a imensa massa dos que querem se dar a compensação mais drama. A pesquisa abrange desde o modo de vida . A gente fala: do lazer e do calor. pelo menos aborda aspectos inusitados de uma atividade artística que tenta sobreviver à co- municação eletrônica com seu cada vez mais precário artesanato. no atual os temas centrais são os diretores Augusto Boal e Peter Teatro de MiIlôr Fema"des. sem paterna" Boticário contribuía para que a leveza do texto ressaltasse. Circo.

Uma tal tradição sub1iminar- entre outros. agora na sua 29~ edição.a terceira semana Dramática transformou-se. Ali. Documentos da pletadas pela Patrão Segundo São João. as artes plásticas e a fotografia têm igual. Já pre- tos envolvendo a fotografia: exposições. de Berlioz. no Trancreco. de Bach. de ClaudeJ. Os conde- Em quatro únicas récitas. que contava com e escandinavos. e sistemáticos de criação no setor.a a cidade em que Nostradamus começou a dedicar-se à as. Vilar ar livre. Vê-se pouco italiano. o festival de . nesta época do ano. Feito o rápido giro dessa vastidão festivalesca no sul da o jazz. Clemente VI. alemães. foram pela Orquestra Filarmônica de Strasbourg . as óperas. a história tem forte presença. Lionel Hampton. Fora da Provence. suíços de cada julho fica entregue ao jazz. as praias visão de belas paisagens. lírica. projeções de slides ao ocupado em ampliar suas idéias de um teatro popular. como destaque a execução das nOVe sinfonias de Beethoven. Em Saint-R émy-de-Provence. E esse espírito animado e acolhedor atravessou julho a setembro. Talvez por isto. não tinha Fantástica e o lAio. não são as ruínas romanas que estabe- arrisca uma indigestão. administrada agora por O festival de Avignon se destaca pela monumentalidade e um legado papal. de Rossini. Mas a Avignon dos pontífices nunca teve a vida recatada que com sua enorme estátua do imperador Augusto e lugar para para ela se poderia imaginar. seguidos dos belgas. de Verdi. To- verão concentra-se na música erudita. nos seus pátios de sombras generosas e nas suas praças mano para mais de 20 mil espectadores (e que serve também onde tudo pode misturar-se e conviver pacificamente num imenso às corridas de touros). Foi o que acon- o Teatro Antigo de Arles . as vozes exponenciais de possibilidade de unir e equilibrar entre si o dolce far nienre. e a Sinfonia época falam do frenesi a solto pela cidade. sinfônica ou de câmara. e até a Re- volução Francesa. em Villeneuvelez.A nados de direito comum e toda uma multidão disposta a apro- Flauta Mágica. teceu . nível. Mas com a volta definitiva dos papas à Itália. voltemos a Avignon. a dança. no anfiteatro ro.. do antipapado. Mes- História e o gozo de atividades culturais abertas a todos os mo assim. lecem elo com o passado distante. se expandiu até os aventureiros.Eliot com que ele acabara de fazer sucesso em Paris. A maioria concentra-se na música. o de 1981 trouxe duas óperas . o deste ano teve mente V.os impulso básico da migração estíval européia. E a Semana de Arte trologia. veitar-lhe a atmosfera de extrema liberdade. em tempo e dinheiro. o prinvipal evento da região. é o jazz que impera. espanhol ou austríaco. Cle- lizado no que resta de construções romanas. Só na Provence e na Côte d'Azur. inclusive uma Bienal de Dança e estágios de aprendiza. reuniram então 5 mil espectadores. Chick Corea e mente teatral um dia terminaria por fecundar exercícios mais Martial Solal. de dança em Chateauvallon e de jazz em Nice. Terra de asilo. conírapropôs. morrendo ali mesmo. porém suas marcas ficam mais próximas de nós: Para referir apenas os mais concorridos. diferentemente do resto. de Mozart. a tolerância logo 7 mil pessoas). no Festival de 43 . ali perto. a sem dúvida. há o festival de música. . é um conjunto de even. propõe uma grande variedade de manifesta. onde Van Gogh foi refugiar-se num mosteiro transformando em casa de saúde. o festival de Orange dedica-se à música lírica. ela foi sede do Papado (011 e teatro de Vaisos-la-Romaiee. e a presença estelar de AI Jarreau. para melhor designar o segundo período) . Tania Maria. já Saint-Remy-de-Provence. a rivalizarem. a Marilyn Horne e Katia Ricciarelli. di'pondo-se a ali encenar nada menos que três peças em uma semana. boa parte dela recitais têm alguns de seus momentos áureos. e descendo disci. João XXII. Rea. e ao longo do Grande Cisma da Igreja Católiga plinadamente em direção ao Sul. os Papas do primeiro período. Tanta é a oferta que o espectador mais dispo. ela oferece como nenhum outro. ordenado. Na última. cristã (hoje. neles. Também aprovei. uma nova produção do DO/l Giovanni. Crescem-lhe belas re- importância de que se reveste. Orange. Mas. desde o ano seguinte. Em mais um edifício da época de Augusto .o tempo para ser o mesmo que ainda hoje ali encontramos. Em Nimes. a peça de T. berço de Cézanne e abrigo da Ainda que a busca do ócio ao sol e ao mar atue como Fundação Vasarely. no Teatro Antigo. conferências e estágios. de século XVIII. sileira fixada na França. A população chega aos 80 mil no início do Avignon. desde 1947. de 1309 a 1376. Urbano V e Gregório XI. o que vibra realmente em julho. a cidade viu tivais. há importantes festivais de música em Toullon e Men- gostos. a cantora bra- praticamente nenhum português. o encontro de diferentes camadas da da Côíe d'Azur fazem diminuir o ritmo da prática cultural. ingleses. quando Jean Vilar recebeu convite para No entanto. de Shakespeare. e O Trovador. Nimes. Mas. Claro. teatro que reina durante todo o mês de julho. Dizzy GilIespie. Mas em Salon-de-Provence biaS e Sara.Clavel. EmCarpentras. de Mozart. França. os concertos e . somou mais um sucesso de público e crítica. Arles e um quinto das manifestações acumuladas. nesta cidade que remontar em Avignon A Morte /la Catedral. o teatro.desenrola-se um festival de dança.<1 partir de 1947. sucessivamente dotando Avignon de um esplendor arquitetônico tando o teatro que os romanos ali ergueram pouco antes da era do qual o Palácio dos Papas é o melhor dos exemplos restantes.sobretudo ao sol do verão. ções. teatro de experiências cruzadas.cam muito atrás. Em 1981. Em Avignon. uma nova mono religião que agüentasse . além de França não pare de crescer como pólo atraente. de Maurice . S. Benoit XII. Neste âmbito é. tagem da Carmen está valendo como ponto de efervescência de seu festival. Inocente VI. nas suas ruas estreitas e imprevisí- gem com instrumentos musicais. dança do Ocidente. o oitavo dos Encontros Internacionais de Verão. é o mente a sua vez. funcionam regularmente ton. o cinema. até meados de agosto. a vida em Avignon.sidências e igrejas. há 34 anos. uns 30 festivais de verão. volta-se também para a animação cultural. Com bem menos. continua alegre e fácil. encantou o final da vida de Van Gogh. País dos fes. E em Aix-en·Provence. trazendo agora.com. Às sete representações de Ricardo li . em 1566 . o mais bem conservado de toda a Antigüidade. os contrabandistas. nunca poderá acompanhar sequer ao contrário de Vaison-la-Romaine. e de O Terraço do Midi. veis. onde. encerrado em 1449.

entre as inúmeras salas mais OUmenos simpatica- ência. as artes plásticas tro. para Avignon. faquires . a Maurice Béjart. a URSS. II se diretor do Théâtre Nacional Populaire. E isto só terá aumentado de então mais de 10 milhões de francos (quase Cr$ 200 milhões) e para cá. evidentemente. E se abre pela primeira vez à dança. com a criação de 5 mil lugares ocupados no primeiro Festival. Nesse mesmo ano. para quem Avignon foi um dessas salas apresentavam o rodízio Impressionante de 70 espe- importante ponto de referência. em 1971. seu programa acumu- malabarismo de invent ividade~ a fim de não estacionar no tempo lava nada menos que 26 criações puramente teatrais. dança. Instruir-se é uma conquista pessoal. nas grandes mentos de prova. do início do século. 05-08-81) de seus ministros. Em julho último. de início. Sob o co- ele se ligou.pela escolha das obras. quatro ciclos de música erudita. os debates e as prestações de o salário. comentrada paga e nos recintos oficiais do também ingressaram no conjunto do Festival através da apre. entre outros. renovado a off? A cidade lhes dá o público mais compactamente popular e cada ano. passou-se a 150 mil Ordem.de espaço utilizado. sempre quis ter esse ar descontraído de uma festa de verão. música e dança. vez do cinema e da música conquistarem ali o seu lugar. Possível indício de que se quer reforçar esse tipo de prática cultural na França. o Festival de Avignon de 1981 teve para abri-lu o Presidente François Mitterrand e vários 44 ( E~traído do Jornal do Brasil. foi porando ao seu programa anual. dá a Avignon a sua cor peculiar. uma extrema diversificação de locais a aproveitar.as últimas na vida do pintor. sempre se dispôs a privilegiar a visão contemporânea. Porque a audiência a computar seria ainda bem maior sentação de 200 pinturas e desenhos produzidos por Picasso nos se nela incluíssemos todos os que se distribuem. incor- anos.os artistas anônimos do off- Todo esse conjunto monumental de atividades. de Corneille. o aumento de âmbito do Festival levou pouco a pouco a semanas. se. eco têm ainda essas palavras pronunciadas há 20 anos. três exposições plásticas e fotografia. volumosa e irradiante festa das artes que a toma de assalto a son (1972) e Alvin Ailey (1974 e 1977). predominavam seguida. o fundamental era que montagens de teatro musical. dispondo de um orçamento de tinham menos de 30 anos. em 1961: "Quando o teatro pode e sabe Odisséia. quando Vilar deixou a ligadas à música. com Vilar e mesmo depois dele. a Holanda e. Como Vilar. Avignon. por certo. que as cores francesas.agora. Durante 12 dedicado ao teatro. atividades religiosamente mantida. sobretudo. Em 1951. Se. três pas. e as mando de Jean Vilar. teria gos- mesmo quando utilizando os clássicos. cantores. 64 Mas fiquemos aqui com a parcela oficial do Festival . como Os EUA. Em 1970. a partir de 1966. em 1948. Hoje. criando O Príncipe de Homboug. bém em termos . duas séries de vídeo- abrir-se ao pobre como ao rico . A cena estava completa. intactos ou naquele ano e nos dois seguintes. seria a cada mês de julho. teatro musical. começou como um evento estritamente inesquecíveis apresentações do Cid. muitos espetáculos vieram de outros paires. cinematográficos. essa transferência do TNP. a partir de 1969. toda Avígnon parece incluir-se nessa complexa. E após 1963. por mais ínfimo que lhe seja ders. Uma obra como Le: Demoiselles táculos. ele decide renovar a experi. mímicos. o seu FESTIVAL DE AVIGNON 81 principal animador e responsável. é apenas um dos muitos ele- numeroso. 26 . e vários encontros preço dos ingressos e pela facilidade generalizada de acesso . Pois é a juventude que tado de ver em vida. Em 1967. obra coletiva de Pierre Bourgeade. praças de Avignon. através do que foi o Festival de Avignon de 1981. a leitura musicada da Iechadu Ele dizia. pelo teatro. Mas cresceu tam- continuou. do meio-dia à dois anos precedentes." Vejamos em de resistência do corpo e do espírito. Isto para falar apenas de seus espetáculos de tea- Jorge Lavelli.o que já não será pouco. o Festival triplica a sua duração . tomando. com foco na jovem cineasta alemã Helma San- descobre-se então que cada um. Maia Plissetskaia (1971). E como não mencionar um público ainda mais d'Avigrron. este que a toda hora do dia e da noite. apresentações de 10 pequenos gru- a criação do novo não ficasse restrita a um grupo pequeno e pos ou companhias inteira) de dança. iriam suceder-se. Para Jean Vilar. O público. sabe conquistar o seu lugar entre os que lêem e os contas diárias. refeitos. OS CLÁSSICOS REVISTOS (MAS NEM TANTO) O Festival. tornou-se o mais interdisciplinar de todos OS fes- TNP no calendário do Festival de Avignon. Vilar decio diu usar Avignon como o lugar privilegiado das criações estivais Avignon . Dos guidos do teatro musical. meia-noite. a montagem das peças se concentrava no Pátio de Honra do Palácio dos Pa- Em 1966. até a morte. indo do amadorismo insuportável à eletrizante invenção de linguagem. Carolyn Carl. em Paris. espontâneo do inteiro Festival.Desde a sua criação. o Festival de de sua troupe parisiense. nele. Girolamo Arrigo e na atualidade. artes plásticas e cinema. Mas o próprio Vilar soube ampliá-lo. Em 1973. faz círculos em torno de músicos. Vilar comíncu a ser. Gérard Philipe a Avignon nunca deixou de crescer e de ramificar-se. a Alemanha Ocidental. evento. com uma equipe cujo maior segredo do êxito terá sido a completa recusa em burocratizar-se. de KIeist. sua direção. acompanhou o crescimento. à frente do qual tivais que o Sul da França abriga no verão. Sem esquecer as conferências. enviando para a cidade outras 200 telas. a cada verão. quatro e na glória passada. malabaristas. ele tentaria sempre contar com a colaboração do Neste sentido. Um colossal labirinto a percorrer até os limites que julgam. Se. de 1971 e 1972 mente mambembes onde se passa o off. Em 1981. obrigando os organizadores do Festival a um verdadeiro ocupando 17 lugares fixos de espetáculos. Uma pesquisa de 1967 já o comprovava na composição do público: de 100 espectadores. o Japão. Paolo Bortoluzzi (1969). com impacto popular. .

ambas apresentadas. então. em forma a do artista russo Tatlin na época da Revo. a concepção e a direção do espetáculo uma noite no que hoje resta do pomar de Urbano V. com todas as amarras que isto supõe. entre todos os espetáculos propostos. sem maiores proble- teatral em exercício no mundo. da Geórgia. E é tudo que Eurí. de material para recente. quisa musical de primeiríssima qualidade. Cinco recitantes-cantores e na crista da onda com alguns trabalhos recentes. como a ópera cinco instrumentistas davam conta do estenuante recado. solados que são todos Os pós-guerra. sical de Jean-Paul Auboux. a seu lado. gança final. é a mediocrização do poder colher com certa tática. Avignon pedes ganha de aparente novidade. as viagens de Ulisses. dava um bom kespeare. Mas o peso de três séculos de mas de comunicação. Restava. Mas. Pois escrupulosamente a trilha do equilíbrio entre tradição e renova. reforço de desolação ao espetáculo. E Shakespears - brando. O Rei Lear. a cargo da Comédie-Française. não o houvesse interrompido àquela hora. de Brecht . mímicos e músicos ingleses. É irrepreensivel. E a vontade de redimensionar a cidos. ei-lo em todas. es. trouxe duas mises-en-scelle de Robert um saudável ensaio de saída do círculo de conservadorismo que Sturua . foi o que aconteceu com a Alldrômaca em mira. assim. um totalidade do percurso de um tal labirinto. lhos. parecem possuídos por trosamento de palavra e música. Ser ou não ser fiel a elas. E.serviu ainda. o espírito secos e crispados para transmitir economicamente o impacto da do Festival em 81. E teria ido até depois das 8. gritando muito e In- safiar ainda hoje a capacidade de invenção dos meueursen-sc êne ventando pouco. Titlls Andronicus. um verdadeiro circo familiar composto de 40 atores. Olha Deu apenas um ar intemporal a esses tempos difíceis e descon- para a frente. que se adaptam. assistindo a um terço do dis. Três grandes tragédias a de. O violenta peça de Eurípedes reduziu-se à construção de um es. quando um resto de dia de- niatura do imenso e sóbrio muro do Palácio dos Papas. resumidamente. o que restou de Racine foram as rimas. como se quase nada se- dência concretizou-se especialmente na recriação de três clássicos parasse Tróia e Alemanha. No entanto. Subindo e descendo nessa impositiva estrutura. embaralhado e recosido para servir a uma visão geral de hospício. porém conserva também um pé atrás. Em Avignon.Ricardo Ill.. ser uma instituição. A essa primeira lembrança incitante da forma do teatro grego . e OCírculo de Giz Cau- se transformou na marca registrada da mais antiga companhia casialw. cujas origens e generalização da atitude texto original. podem perfeitamente superar a barreira da língua). O es- O Grande Macabro. Das três prin- ção. americano há 10 anos na França.uma torre lem. Com Mesguich. de Stuart Seide. se uma chuva fina. aqueles que permitissem compreender. a narrativa homérica atravessou toda nono No primeiro caso. eis a questão. a beleza assistiu em 1981 a uma tentativa de utilização do texto clássico visual do espetáculo e a tarimba da Comédia não deixam que que merece ainda mais o comentário em destaque. leitura quase integral da Odisséia. que os saparecia no céu. unida aos frutos de uma pes- mente morna. de todas as alturas. em tema e feminismo apenas latente no texto original. Novamente no meio de um magnífico cenário (a mi. ela se transforma em torno. Essa ten. em textos conhe- vida terminou contando forte. espectador capaz de agüentar a Já o que se passa com a Andrômaca.. Foi a da essa nova Medéia caia no inteiro desperdício. através de acaba banalizando e escondendo. tenta chegar mais perto de nós pela exacerbação de um palhaços. De qualquer forma. tragédia onde o Poder leva o Amor à Morte.. Outros clássicos estiveram na berlinda em Avignon. o texto shakespeareano também entra em pane Quando Se abriu a narrativa. criado por Alain Batifoulier . com Hamlet. 45 o desastre. Lapidados como um diamante. à feição de enor. Claro. A recitação passou a fazer-se. Adaptada por Bruno de la Salle e sob a coordenação mu- que andaram atraindo multidões e provocando discussões emAvig. sem nuanças. em russo (bons atores. francês Bruno Boeglin conduziu a montagem de uma peça me- plêndido cenário. talvez porque os nossos tempos são de uma vio- lução. de Sha. 25 episódios. O mesmo não se pode dizer do Rei Lear e da Andrômaca. numa loucura só. de Shakespeare. É qUe emShakespeare essa lou. uma das retomadas menos convencionais dos grandes textos an- mes ataduras. Para o perfeito en- personagens. cada qual com cerca de 50 estrofes de três versos. de Eurípedes. já se podia estabelecer o pretendido resumo. Footsbarn. Leal' atravessa a peça novo já claro. aos países onde armam sua lona. pró ou contra.o jovem ator e diretor francês colocado papas de Avignon no século XIV. de Racine. foi necessário reorganizar o uma loucura epidêmica. esses versos em ponível. O berro e o brilho não escondem o vazios: acentuam tando os bancos distribuídos em semicírculos sobre a grama. do Convento do Carmo. e Andrômaca. a eles desde logo que o último Festival de Avignon procurou seguir se acrescentam uma gritaria e uma choradeira sem fim. a tigos em Avignon: a que nos entregou à companhia itinerante Medéia que Christine Fersen encarna. fal- princípio ao fim. libert. no mundo. monocordicamente solta no ar do mas persistente. nos amada de Shakespeare. todos Os demais tando apenas contar a vingança de Ulisses. havia umas 400 pessoas lo- no palco. ainda essas viagens. não há.resultaram em puro fogo de asifício. O muro meio em ruína do claustro do teatro universal: Medéia. com panos e cordas a elas amarrados. onde se montava a peça. língua. O Tea- Medéia. mas não deixa de foi a que menos se importou em renovar o material de base. de corte de cada verso de Racine. ela Festival quer-se livre para investir no novo. a resposta de agora ficou no meio-termo. cura tinha uma razão direta e clara de ser: refletia o desgaste Tudo isto armava um conjunto de cinco grandes partes: o re- no exercício do Poder. para terminar às 6 e meia da manhã. um dos por Daniel Mesguich . E verificar roldão perdem todo o seu afiamento se. Cortado. petáculo começou às 10 da noite. Trilha que deriva de duas circunstâncias ali acopladas: o cipais retomadas de clássicos no último Festival de Avignon. sob a direção de Jean Gil. Ítaca e a vin- pura seqüela da velhice e em trama freudiana entre pais e fi. ao enunciá-los. Digamos que. dia espectadores finham também à vista). toda em colunas e plataformas vermelhas como sangue lência bem sua . se anunciava como tro Rustaveli. salvo o inseparável bufão. de Ligetti .

há que comentar a série Oito Trabalhos de Atores. Que distância do heróico oti- mismo encaixado no déstino de Ulisses! 46 (Extraído do Jornal do Bl'lIsil. flauta. perto dali e tarde da noite). espineta e gui- tarra. vindo da descida ao país dos mortos. Entre elas. . sobretudo junto ao público desinteressado da mera diversão. mas tanto era a magia da viagem que uma dramática peripécia presente parecia eníi- leirar-se com toda a naturalidade na filtrada narrativa de heroís- mos pretéritos. conseguiu abalar o encantamento desses resistentes. que funciona em Grenoble desde 1975. em textos já com um certo passado. comendo sanduíches ou tomando café a cada intervalo.aí sim. esses trabalhos se apoia- ram. de Georg Buchner. címbalos. os tambores. vinha logo juntar-se a sensação de estarem todos ali comun- gando no mais antigo dos modos de transmissão das sagas da humanidade: a pura e simples escuta de uma seqüência de peri- pécias saídas da visão e da imaginação de um rapsodo genial. Nada a ver comópera. a vida é o trem que passa sem ser visto ao largo. um doloroso. Aidéia era simples.a maior parte ali per- maneceu até o fim. Kalfka e Pirandello. como também assistir a uma gama surpreendente de per/ormaTlceJ. as de Marc Deitou e Michel Ferber em Perpetulllll Mobile. Tchecov. arcaica no seu ar ainda selvagem e contemporânea nos seus sons de síntese (de um lado. todos livremente adapta- dos de modo a ganharem . Mesmo a música. sinos.:Ali. na maioria. no máximo diálogos. finalmente . apesar dos tropeços dos recitantes (haja memó - ria e resistência física) compensou amplamente a noite não dor- ~idà.com quem ouve. Dois a dois cada dia. Raymond Roussel.quando Ulisses. bongos. mas terminou valendo como alguns dos melhores momentos do Festival. acabara de passar intacto pelo canto das sereias e apor- tava na ilha ensolarada de Calipso . do outro.O resultado. De tal maneira que. deixa uma fumaça c não pára. para completar a menção aos usos de textos clás- sicos no último Festival de Avignon. se unia à palavra com uma naturalidade espantosa. como Monteverdi fez com a sua O Retomo de Ulis- seJ à Pátria. nem um inesperado episódio bélico. delirante e becketiano recado tirado de Tchecov sobre a solidão e a incomunicabilidade escorrendo no tempo. enro- lados em cobertores. Texto para monólogos. Tudo ajudando a compreender por que o Ulisses de James Joyce podia ser o mais comum dos seus contemporâ- neos e a Odisséia dele. uma complexa mesa de recursos eletroacústicos). muito além da antena de Homero (o gás lacrimogêneo que a Polícia de AvigÍlon lançou contra uma manifestação de camponeses.uma mecâ- nica e um efeito de fatos contemporâneos. O nariz e os olhos arderam. proposta pelo Centro Dramático Na- cional dos Alpes. um dia como qualquer outro na Dublin de·algumas décadas atrás. 18·08·1981) . Nenhuma sofisticação maior e dispensável nesse contato de quem conta . Sentados ou deitados pelos bancos. O sistema permitiu ao público não só gozar a agudzza desse material de base. Enfim. se muitos foram embora lá pelas 3 da madrugada .

Os Embrulhos. n9 85. e Os Viajantes. R. . Gheon Remi . n? 88.A Morte e o De- As Interferências. Wedekind. n9 76. Pinter. nl? 77. n9 89 41 . Saint-Exupéry. Pirandello. Aman-Jean .O Guarda dos Pássaros.A Vigarista. Tardieu Jean .Bumba- Brecht.A Via Sacra. n9 54. n9 66. Ttenton a Camden. n9 85.Todomundo. L. Kokoschka Oskar . n965. Como a Chuva. Thorton .O PequeJro Prínci· n9 67. n9 56. Virginia . cios. e Simum. Cervantes . n9 83. n9 68. Tennessee .O Doido e a Morte. Futurista.. Andrade Oswald . n9 82.. n9 72. Meireles. Só o Faraó Tem Alma. n9 63. Barros A. C. n9 88 n9 59. n9 66. Karl .A História do Zoa. n9 79. Bergamota. n9 53. Aquele que diz Não. n9 81. Hoje Sou um. n9 61. Espe. n9 82.Guernica. Inês .Gocd-bye. Thomas. O Pedido de 1105 Cabos. n9 82. Caragiale. n? 89 Cocteau Jean .Conversão Sinfonieta. Oliveira.Morte Natural na O Pastelão e A Torta. Bertolt . e A Dama da Azevedo.Maldita Parentela. I.. A Feclladura.Antes do Café. n9 46.O Jubileu. n9 69. José Carlos de . Anônimo . bo. O Mendigo. nl? 83. Millor Fernandes .Do Tamanho de Brandão. M. n9 89 O'Neill Eugene . Vian. Valentim.Farsa do Mance· Qorpo-Santo . Um Tango Ar· mônio. e Um Gesto por Outro.A Morta.A Intrusa. E. n9 81. Garcia Lorca . .Construtores de Impé- n9 62. n9 84. . nl? 83. e Viajantes para o Mar. Settimelli.A Derradeira Ceia. n9 65. anarco-sindicalistas.A Sombra do Desfila- plim com Belisaem seu Jardim.Fala Comigo Doce Marinho. A. n9 49. n9 55. José Ignácio . n9 86. . Textos à disposição dos leitores na Secretaria d/O TABLADO Albee. nl? 64.Lição de Botâ· Anônimo (séc.O Caixeiro da Taver- dência. Strindberg August . meu-B«.Mateus & Mateusa. n9 82.Teatro Maeterlinck . Labiche. Manuel . Largekvist. Synge J. n9 80. Yeats . rança das Mulheres. A. e Chica da Sillla. n9 46. Ghelderode . n9 47. n9 81.Em Figura balena.A Noite de Teresa Ci- Borges. n9 58. n9 47. n9 71 . Quanto Custa o 70·71. n9 57. n9 47.Sketches Cômicos. Marinetti .O Homem da Flor Cabrujas.Us Ãàvogados. . .Auassillo.O Túnel. O Inglês Maquinista. Não Consultes Médico. de Gente. Valli. Aquele que diz Sim.Ato Cultural. Wilder. n9 78. XV) . J. n9 54.05 Credores. n9 74. Forca. n9 52. n9 62.Amor de D. na Boca. Luiz . Eugêne .Viagem Feliz de na. Luigi .A Mais Forte. n9 88. Carmosina . nica.Mestre Pedro Pathelin e n9 43. Paer . n9 61. e Piquenique no Front.A Gramática. Casona Alejandro . n9 55. Frank . C. . Macedo J. deiro. um Defunto. n9 50 gentino. n9 64. n9 73. Baccioni. Robert .O Jogo da Indepen· Martins Pena . L. n9 72. Amanhã Sou Outro. Boris .O Tribunal dos Divór· Racine . nl? 48. n9 52.A Exceção e a Re. . O Retábulo das Maravilhas. n9 60. n9 84.Edipo Rei. n9 63. Machado de Assis .A Consulta. Cavalcanti . n9s gra. Arrabal Fernando .O OnicoCilíme de Emer. WilIiam. n9 75. n9 43. Byron. Raul . n9 76. Ferro. nl? 48. Silveira Sampaio .Noite. rio. Petlim. França Júnior . n9 87.O Nariz Novo.O Novo Otelo. e Treco Os Males do Fumo.Uma Carta Perdida. n? 68. n9 51.Caim.Os Cegos. Harold . cipe. Casamento. Checov Anton . Monteiro A. n9 67. Machado M.

O Embarque de Noé (música-gravação) 200. Arrabal 27 ODefunto .. ".FernandaMontenegro ' " 1 Entrevista ..OS ) • • . ...00 Autora: MARIA CLARA MACHADO Clarinha na Ilha .00 TABLADO. 90.. sem- 48 CARTAZES . . . Em caso O Patinho Feio (música-gravação) . Teatro para ler....Silveira Sampaio 20 ABicicleta do Condenado .00 de vale postal. 81 40 À venda naSecretaria dia TABLADO CADERNOS DE TEATRO assinatma anual (4 n. . 200. em nome de Eddy Rezende Nunes . pagável no Rio de Janeiro.F.. .. • 160. . íNDICE A Profissão do Ator .R.. Festival de Avignon. .. . . 50. .00 d'O TABLADO mediante pagamento com cheque visado. o mesmo deverá ser remetido à agência dos correios do Jardim Botânico .Yan Michalsky 10 Triângulo Escaleno .00 pre em nome de Eddy Cintra de Rezende Nunes . de Obaldia 36 Dos Jornais . .. . . . . ..00 Estas publicações poderão ser pedidas à Secretaria O Cavdinho Azul 70.Está fácil fazer teatro. ..RJ. .