cal de hoje não trabalha com improvisações que "sirvam

IMPROVISACAO , para todo o país", e sim com temas relacionados a pro-
blemas específicos e típicos de certas comunidades, que .
Dwight Steward possuem uma identidade particular. Isto deve ser levado
., em conta nas produções.
Tal adaptação não deve ser difícil. Improvisações
dependem mais da vivacidade e habilidade dos atores do
que de cenários, figurinos, etc... Além do que, podem
CLAS. ',l (, l ser apresentadas praticamente em qualquer lugar. Além
dsso, adaptar improvisações a situações particulares (ou
escrevê-las para ocasiões específicas) permite ao grupo
tirar o máximo proveito de quaisquer habilidades especí-
ficas, tipos de voz, características, etc., que os membros
do grupo possuam.
'. Alguns membros da audiência podem ser chamados
, para participar de uma peça improvisada - seria até
A últi~a edição do imponente Oxford Companion bom que isso acontecesse. Assim, por exemplo, se você
to the Theatre não contém o termo improvisação. Oque estiver levandq uma peça de protesto em prol de melho-
é estranho, uma vez que a arte de improvisar em tomo res condições de moradia em uma favela, e se você con-
de conversas ou situações constituía a espinha dorsal da seguiu reunir um grande número de pessoas envolvidas,
Commedia deU'Arte italiana; isso para não falar das mui- a primeira coisa aser feita édramatizar as condições des-
tas peças de teatro "imprcvisado" encenadas na própria ses .inquilinos, com um texto construído em torno da
Oxford. Aomissão se torna mais estranha ainda se con- exploração que eles sofrem. Essa dramatização deve ser
siderarmos que a produção original de Joan Littlewood repetida em seguida, agora com pelo menos um membro
de Oh, que Delícia de Guerra! nasceu a partir de. re/a~ões da assistência tomando parte. Fica-se em geral bastante
improvisadas de sua companhia 'a cerTos fatos histôriccs surpreso com a boa qualidade das contribuições trazidas
das guerras. Da mesma forma, o texto do grand.e sucesso por esse elemento da platéia. E taab ém, essa espontanei-
Viet Rock, de Megan Terry, t.eve sua for~a final mol- dade e imediatismo quebram a barreira existente entre
dada pelos próprios atores. HOJe, gran~e num.er;> de pro- . você como ator e eles como audiência, além de prover
fessores de.íeatro - bem como muitos psicélcgos -: um maior senso de participação. Pode-se sempre apren-
usam a' improvisação como uma técn.ica para o eniendi- der algo que poderá ser incorporado à peça em uma fu-
mento de um personagem (ou de SI mesmo) ou para tura encenação. De modo -geral, pode-se dizer que a au-
construir papéis numa peça. diência é um grande professor.
A descrição mais simples da improv!sação como As improvisações podem tanto ser rigidamente es-
forma dramática pode ser encontrada no titulo de uma truturadas como flexíveis ou abertas. Vejamos exemplos
série de improvisações publicadas alguns anos atrás por dos dois tipos.
Kenneth Koch. Ele chamou seus textos de "Blueprints"
("Projetos"), e no teatro\improvisad? o projeto. ou es- REGRAS DO JOGO
boço da peça é dado pelo autor. Apos o que, diretor e
atores estruturam e compõem - a partir das sugestões Conheça a audiência para a qual você está repre-
proporcionadas - a substância e o significado mais pro- sentando e saiba precisamente qual o impacto que você
fundo 'do trabalho. espera obter.
Obviamente, para poder se adaptarem a circunstân- Assegure-se de que entendeu bem as principais co-
cias locais específicas, peças improvisadas devem ter um locações - tanto do aspecto dramático como político
grande grau de adaptabilidade e mudança. Para se alcan- - do texto com que você está trabalhando. Use as me-
çar omaior impacto político, aquestão da atualidade de~e lhores partes do trabalho improvisado para reforçar es-
ser explorada ao máximo. Amaior parte do teatro radi- ses pontos. 1

1. Viroca Fernandes).

r

Faça com que diferentes membros do grupo impro-
vi,sem.diferentes partes :do texto: Talentos aparecem de
onqe ·:menosJe·espera e devem ser senpreaproveiadcs.
.,: ., .Use música se~pr.e que.·possível.·. . .
Guarde bem aquilo que funciona nos ensaios e use
esse material sempre que for possível. O mesmo serve
para as apresentações. Lembre-se que boas tiradas po-
dem ser utilizadas em diferentes textos improvisados.
Sempre que possível, sirva-se do humor e da sátira.
Ohumor é excelente para relaxar a platéia, além de ser-
vir como corretivo para superdoses de cansativa retórica.
Os atores deveriam "praticar" entre si a fim de de-
senvolver o hábito de entrar numa situação ou num per-
sonagem rapidamente, tirando o melhor proveito possí-
vel.
Ensaie. Você pode estar .defendendo o lado certo
da coisa, mas isto não significa necessariamente que a
competência teatral per se esteja por isso garantida.

(Extraído de Stage Lefl, lhe Tanozer Press, 1970; trad. de
2 Viroca Fernandes).

r

t.RIAÇAo DE UMA''PEÇA,A:," focaliza Picasso pintando, devem se. lembrar de como
em algumas de suas criações ele ia alterando e modifi-
PARTIR::DA IMPROVISACÃO, .
. " " . . • I .
cando seu trabalho além do 'ponto de satisfação, seja
• " I '
do seu próprio ponto de vista, seja do de seus especta-
· dotes. Em um.dado momentó, ele dava de ombros e
· voltava-se em busca de um novo material.
Iohn Hodgson e:Ernest Richards Há vários modos de se buscar idéias .ou inspiração:
através de estórias existentes na literatura; incidentes
históricos; material colhido nos jornais; ássociação livre
de palavras; visitas a delegacias; pessoas interessantes en;,
contradas em bares, ônibus, etc; incidentes locais como
:-i . · desastres, incêndios, inundações; sons que poderiam ini-
' . . ciar uma estória.ou despertar associações de idéias.
',. ,

Uma vez que essas idéias tenham sido discutidas, ·0
g!UPO já pode pensar em como lidar com o material.
Há tantas maneiras de um grupo 'criar uma peça
.Toda improvisação é, em certa extensão, uma peça. quanto existem.grupos tentando fazê-lo; e, é claro, o mé-
Diferentes abordagens levarão a diíereates tipos de peça. todo de abordagem será condicionado pelo tipo de peça
Em certo momento, pode surgir o oesejo de se cons- a ser criada. Como outra alternativa, . o tipo de peça
truir ou delimitar um texto definitivo, originário dos es- que encontraremos ao final dos trabalhos será oresultado
forços criativos do grupo. Isso significa que a peça a dos métodos empregados na criação.grupaI.
ser encenada será construída pelos integrantes do grupo, .As principais abordens a serem consideradas· aqui
a partir de seus talentos e contribuições particulares, afé são:
onde eles:tenham:sido desenvolvidos Usualmente, o lí-
e.

der do grupo .atua .' como diretor. ou coordenador, mas 1 - quando o enredo é o predominante.
sempre debatendo com o grupo, tentando visualizar no- 2 _ .quando ·os .personagens são o.foto principal
vasmaneiras de estimular a imaginação de todos, enco- de atenção;
rajando-os em suas respostas e, com o grupo, peneiran- 3 - quando o diálogo é o que molda a peça.
do e selecionando O·material que deve ser aprofundado
·ou o que deve ser rejeitado. Há a sensação de que a 4 - quando um tema é o ponto de partida.
peça nmca estará pronta - mesmo porque ela não será S - quando se começa .
de um texto. ,incompleto.
jamais estática ~ mas a meta a·ser alcançada é a de 1- O enredo predominante
uma úlíima forma satisfatória dentro da qual variações
e descobertas possam continuar a existir. Possivelmente a maneira mais fácil de criação nos
. Quando .finalmente essa forma satisfatória final é primeiros estágioo é pegar um enredo já existente - em
obtida, faz-se necessário por parte de todos os membros verso ou em prosa - na História, Mitologia ou na Lite-
dogrupo, um grande esforço de sensibilidade para po- ratura e explorá-lo de diversas maneiras. É necessário
der reter ofrescor e a vitalidade do que já foi alcançado, decidir se será mais efetivo pegar todo o enredo e tratá-
sem perdas substanciais da forma. e dà satisfação em lo cronologicamente, ou focalizar a atenção em determi-
cima desse material já.pronto. Um dos riscos em lidar nado aspecto e a partir daí deixar que 'outros elementos
com coisas vivas é o de que a' "criatura" pode crescer acabem se revelando.
alémdos limites, a ponto de não mais caber nas roupas Narrativa direta. Por exemplo, se pegássemos a
que lhe foram destinadas. Esse fato dese ser pura e lenda Escandinava dos Aesir e Vanir e·decidíssemos co-
'simplesmente reconhecido: em vez de .tentar .desespera- locar em cena aluta entre as forças da criação (os Vanir)
damente recapturar algo que já foi vivido, há que se e as forças da destruição (os Aesir) poderíamos exami-
partir em busca de novas criações. Todos que tenham nar a lenda a partir de suas possibilidades de interpreta-
'visto o filme The Picasso Mistery, no qual a câmara ção em movimento e ação.

Um dia os Vanir enviaram aos Aesir - numa missão gos podem ser desenvolvidos. Oprimeiro ensaio revelará
que não é explicada - uma deusa de nome Gullveig. onde se fará mais necessário o uso da imaginação cria.
Essa deusa era muito hábil em todas as práticas de bru- tiva, e seria muito útil ter vários pequenos grupos tra-
xaria e através de sua arte tinha conseguido muito ouro. balhando em versões diferentes das várias partes da es-
Quando, sozinha, ela chega aos Aesir, estes ficam, ao tória. Discussão e seleção deve se seguir a cada está~o
que se supõe, tentados por sua riqueza. Aprisionaram-na ealguns dos melhores momentos deveriam"ser transcritos.
e sebaeteram-na a selvagens torturas. Os Vanir exigiram Abordagem difusa. Neste modo de desenvolvimento
reparação. Eles insistiram em .queuma grande quantidade de uma peça, pode-se optar por um tratamento menos
de dinheiro deveria ser paga como reparação, ou então, cronológie, dos acontecimentos. Se decidíssemos, por
que sua posição passasse a ser reconhecida como igual à exemplo, encenar a estória de Édipo, poderíamos levá-la
dos Aesir, e conseqüentemente eles tivessem os mesmos à cena do seguinte modo:
direitos aos sacrifícios feitos pelos fiéis. Após reunião em
conselho, os Aesir decidiram resolver a questão através 1 - Laios, advertido pelo Oráculo, apanha seu fi·
da guerra. Mas, 'na longa e cruel guerra que se seguiu, lho, cujos pés são amarrados e feridos, para levá-lo às
foram derrotados pelos seus adversários. Conseqüente- montanhas.
mente, tiveram de chegar a um acordo pelo qual se resig- 2 - Um pastor encontra a criança e a leva ao rei
naram a aceitar os Vanir como seus iguais. Foram troca- Pólibo, que lhe dá o nome de Édipo.
das ilustres figuras, como penhor. Os Aesir enviaram seu 3 - Édipo, jovem, ouve a predição do Oráculo e
robusto Hoenin e o sábio Mimir. Os Vanir enviaram aos se auto-exila para evitar fazer mal a.quem ele pensa se-
ex-inimigos opoderoso Njord e seu filho Frey, que desde rem seus pais, Pólibo e sua muber.
então passaram a viver em Asgard, onde eram freqüente-
mente confundidos com os próprios Aesir. 4- Na estrada para a Beócia ele encontra e mata
um desconhecido que vem a ser na verdade Laios, seu
Em primeiro lugar podemos discutir no grupo os ver~adeiro pai.
principais elementos da estória e pô-los em cena:
5- Édipo chega em Tebas etoma conhecimento de
1 - Uma cena na qual Gullveig é enviada pelos que a Esfinge está devorando todos aqueles que não de-
Vanir com ouro para os Aesir. Ogrupo pode cifram suas charadas. Ele ouve a promessa de Creon, de
inventar alguma razão para isso: negociar a que aquele que livrasse a cidade do flagelo depesaria
paz, por exemplo. Outra idéia inicial é levar Jocasta.
a cena a cabo sem palavras - mais tarde se- ·6 - Édipo encontra a Esfinge, decifra a charada e
ria introduzido o diálogo. deposa Jocasta.
2 - Gullveig chega à terra dos Aesir. Estes ficam 7- Uma epidemia se abate sobre Tebas e o Orá-
tentados pela sua riqueza e, em seguida, pren- culo se pronuncia atribuindo-a ao fato de o assassino de
dem-na e a maltratam. Laios estar na cidade. Édipo decide procurá-lo.
3 - Os Vanir enviam mensageiros pedindo uJIla re- 8 - A terrível descoberta de que o homem que
paração edireitos iguais. .. . ele procura éele mesmo. ,
4 - Segue-se uma batalha, que pode ser represen- Entretanto, outra maneira de tratar essa mesma es-
tada tanto simbolicamente como realisticamen- tória é começá-la, como Sófocles fez, pela cena VII, e
te, com a vantagem ora pendendo para um deixar que os incidentes das cenas I aVI se revelem como
lado, ora para o outro. ação relatada. Durante abusca de Édipo, ou, como Coe-
5 - Cena de retirada, na qual os Aesir permitem teau fez em A Máquina Infernal, pode-se começar por
ao Vanir volta da cena Ve imaginar Tebas numa situação de in-
. serem tratados agora como seus
.iguas. quietude, seguida pelo encontro de Édipo com a Esfinge,
6 - Os "penhores" são trocados. eassim por diante.
Foco e Insight. Outra abordagem, totalmente dife-
Uma peça assim pode ser encenada tendo como fun- rente, seria fazer de Jocasta afigura central, eseguir seus
4 do música ou efeitos sonoros, e danças, canções e diálo- pensamentos e sentimentos a partir, por exemplo, de see

prinern encontro com Édipo. Claramente, esse tipo de Oinício e o final da peça muito 'provavelmente irão re-
abórdagem ,lança uma ênfase muito maior no diálogo e quisitar uma atenção especial. Os personagens, os rela-
na imaginação, e na criação de peças a partir de impro- cionamentos e o clima ~a peça devem ser refinados até
visaçóes, algum tipo 'de progressão como essa ajudará o o ponto em que se sentirá necessidade de fazer a apre-
desenvolvimento natural de peças de ação para peças que I sentação para uma audiência. . ,
exijam mais insight e imaginação acerca do conflito bu- Outros pontos de partida para peças baseadas em
mano. enredos podem provir simplesmente de uma palavra ou
, , Baladas podem ser muito úteis em trabalhos para de uma frase, como "independência", "perdido", "falta
crianças, elendas populares podem receber diversos tipos de sorte", "acusação", "tradição", "não está tão doce
de tratamento de acordo com a idade do grupo. agora ... ", "o leão faminto ruge", "Oh, admirável mundo
Quase diariamente, os jornais contém parágrafos e novo!".
reportagens que podem ser dramatizados. Por exemplo, Pode-se começar simplesmente dando a palavra ou
'Os dois parágrafos seguintes foram extraídos do jornal frase ao grupo epedindo-lhes que tomem nota ou digam
Daily Express: qualquer coisa que lhes venham à mente em resultado a
Um pároco, solicitado por uma cadeia de lojas para esse estímulo. Então, algumas dessas palavras podem ter
dzer se uma nova empregada era honesta, contou aos um seguimento. Duas ou mais idéias podem ser combi-
diretores, confidencialmente, que ela tinha sido presa por nadas até que uma estória linear apareça. Essa então,
roubo há dez anos atrás. Ela foi então despedida. pode ser desenvolvida de acordo com os exemplos já
dados, até se chegar a uma peça acabada.
, O pároco afirmou ontem: "O que houve foi uma C .,.. "
• ~ • A • ~ d. orno Ja foi VIsto, uma fonte muno prceiíesa en-
'vlOlaçao de uma coníidênda, e eu nao pretendo euar I contra s }ite t .I t d A d '
as coisas assim. Essa pessoa cometeu um erro, mas isso . A- e na ra ~ra, espeoa men e .0 genero rama-
~, ~ I' .d t d .d" tIco. utores teatrais sempre se aprovenaram do enredo
nao e razao.pa~a que easeja perse~Ul. a ~ res o ~ V.I a. de.outros autores, emprestando-lhes uma nova abordagem
, ~m p~elfo lugar, pode-se dIst~bUlr uma C?pIa da ou' um novo ambiente. Jerome Robbins pegou Romeu e
estona avanos pequ~nos grup~s e pedI~ que eles discatam Julieta e trouxe o conflito básico para o ''West Side" de
os modos pelos quaIS a estona po~ena ser tratada. AI- Nova Yorque. Em lugar dos Montecchios e Capuletos
gunspodem eníatizar o papel do paroco e outros, o pa- surgiram portorriquenhos e americanos brancos. Frei
pel da ~ulher,. ~nquanto um tercei~ grupo poderia cr}ar Lourenço e seu convento deram lugar a Doe e sua drug
algo maIS. eqU1h~rado. Pode-se parur tambem do e.scan- store. Em vez do baile de Julieta, uma festa em um gi-
dalo da .d~vulgaçao ~o roubo da ~ulher, ~u d~ um dIlema násio, e assim por diante. Uma estória como essa, de
moral VIVIdo pel? paroco. Podena~ ser lIDag!na.das cen~s antagonismos efrustrações, pode ser levada em quaisquer
em que aparecenam a m~.l~er. pedindo refe~encIas; ~ pa- locais. Assim, por exemplo, podemos pensar em uma es-
~oco sab~ndo das ~o~sequ~~cIaS de s~a. açao, ou ainda, tória num porto onde aconteceram conflitos religiosos ou
Illdo mas longe, cnando uma fa~Iha - ou depen- trabalhistas, com pais conservadores de um lado e um
.dente~ ~ para a mulher em questao, ou mostra~do-a filho comunista de outro. Outras peças também são pos-
nos últimos dez anos como uma leal serva do paroco. síveis de "modernização". Ainsegurança quanto à cor,
Um incidente como esse pedirá do grupo imagina- em Oteío, poderia muito bem ser situada em uma cida-
-ção criativa, a qual supõe-se, já venha sendo exercitada dezinha no sul dos EUA. Ou poderíamos visualizar um
por improvisações sucessivas. Quando várias das pessi- Rei Lear da classe média às voltas com problemas rela-
bilidades tenham sido exploradas e os grupos tenham cionados à idade e ao conflito de gerações nos dias de
examinado suas diversas versões, pode-se experimentar hoje. Mas não são apenas as peças de Shakespeare que
combinar as cenas mais promissoras, e partir daí para podem receber uma roupagem moderna. Tyrone Guthrie
uma formulação geral. O líder do grupo deverá fazer mostrou que OAlquimista tem considerável humor e im-
anotações, e gradualmente o material analisado se trans- pacto quando encenado "modemamente", e também, pe-
formará até alcançar um desenvolvimento satisfatório. ças da Restauração e Elizabetanas, bem como, 'é claro,
Deve-se seguir nessa linha, trabalhando em detalhes cada as gregas, prestam-se da mesma forma a transformações
aspecto da peça já passado nas improvisações anteriores. para os dias de hoje. 5

mormente porque. 'aqui. .Quando o diálogo molda apeça . Ooh.. mesmo com otexto final concluído. Augusto Matraga. etc. Ouincas Berro D'água. num ponto de ônibus.ivo agora é desenvolver o conflito. Lúcia McCartney. da mesma forma como se trabalhou na . e animais. pode ser lida com a intenção de zado . Poderíamos fornecer aos grupos fatos ver uma peça baseada no ritmo das falas esilêncios. mas normalmente ele não 'é ruim. apartir daí. não é ruim . procedemos seguindo os mesmos passos. estudos assim são Ia- Hoje. e seria es. Não é horrível? vir. temos: Huckleberry Finn. 3 . Ele é o quê? . servir de fonte e inspiração para este tipo de trabalho: piatão. que podem ser. Gabriela. Em seguida. tentar desvendar um personagem por trás das curtas li- Seria possível. Francisco e pedir-lhes Inicialmente. seja ele in~ernali. (N. mentospskoló~cos. Analogamente. seja entre personagens diversos. eu não falei que ele era bom. DoRIS . . ALICE . Como exemplos.Rip Van Winkle. ) na construção de peças improvisadas.' O personagem como foco principal de aten'ção si! literatura: Quincas Borba. Nero. pode-se começar Observações do dia-a-dia podem se transformar em exatamente com a construção de um personagem. Mas ele pantes encarregado da seleção final tem de ser uma pes. como S. continua atacar). Incidentes posteriores ocorridos em las.Não. ou em qualquer outro lugar onde lutando contra seu desajustamento dentro de. Um dos partici. a partir do estudo de um nhas dessa seção do jornal. Sócrates. ..Ele não é bom. . deve sempre haver uma pos. fonte suplementar de idéias. ção. as pessoas se encontrem e conversem. poder compreender mais ALICE . É otipo da coisa queOsber. Casmurro. Ele não é um mau jogador. E BoIt com Sir Thomas More em O Hdmem de Todas as Estações. Partindo da História.É. personagens em abundância na literatura. Jorge. Há diferentes modos de se criar um personagem. poderíamos vê-lo não so- mente cemo um simples eromântico amante de pássaros treouvida em um supermercado. 'traçando o perfil falas epedir-lhes que desenvolvam uma cena a partir de- psicclégic. ne fez com Lutero. acoluna de obituários de um . e sileiro.T. . E a maneira como ela canta! da'complexidade das motivações subjacentes às ações hu.: . I -° quê? . por exemplo. podese desenvol- dade medieval. existem DoRIS . mas bom ele não é. Neste caso específico. mas 'tambémcomo um complexo personagem na saída de um teatro. (2) Rádio a todo volumé sibilidade de abertura para que novos "insights" sejam aproveitados. até 'que se tenha material suficiente para permitir a constru. imaginando que tipo de pes- vulto histórico.de base para a construção de uma peça.emum personagem. pode ouvir um troço desses (o rádiq- 6 lin. Stálin. D. -desenvolver um "plot" à luz de conheci· soas poderia ter sido. Fran- importância do diálogo. DoRIS . Sim. Ouve só a voz dela! pecialmeate gratificante aprofundar nosso entendimento dessespersonagens e. mais do que nunca. só que o foco agora está no desdobramento de um persena. É uma nova cantora aí. 'sua vida podem ser explorados da mesma maneira.de um espetáculo. criação de uma peça a partir de um enredo. Ouve só isso! Partindo da Literatura. jornal. estamos descobrindo a cilneníe encontrados acerca de pessoas. . Não entendo como é que alguém manas. ocorridos no início da vida de S. é? bém. ALICE . Ele não é um mau jogador. etc.: ou em nos. é? gemo Em dado momento do processo. . assim tam. um bra- . 2 . e partindo de uma coavsrsaea- cisco.uma sccie. "(1) . por exemplo. torna-se necessário tomar notas detalhadamente. Ele jogou mal àbessa a semana passada. Panela.Todos os tipos de personalidades históricas podem . pode-se dar aos grupos umas poucss que discutam e desenvolvam tais fatos. da pessoa. etc. Napoleão. .. Mer. soa sensível e observadora. jet. de novo.

4 .Bem..explorar. pais conversando preocupa- la gente ignorante . por exemplo. mo-' ção enquanto o outro se engap em uma-discussão sepa• vimentos ou canções.. Seria muito útil nestes exercícios usar um gravador.Fritos ou quentes? uma pessoa imaginativa material para desenvolvimento ELE . (3) ELE .dos casos será necessário . que o produto final 'venha ã: em p~res.grupo boa dose de: consciêncía e sensibilidade. Se foi decidido. alguém falando no telefone em uma Eu: . Lewis).Casuísmo! Sao os reis do casuísmo! Mas São exemplos de situações similares que também se eles vão ver só . até mesmo se contradizendo.vale o mesmo ter. dos enquanto as crianças brincam. ou situações.. sala onde outros conversam. ao mesmo tempo que se ouve outro diálogo de um aposento contíguo. " . trelaçar ou a desenvolver o diálogo para grupos maiores.Oque será que eles pensam que nós so. onde-grupos separa" . por trário. .volta de um tema. si possa vir a ter apenas um pequeno desenvolvimento. Um espetáculo pode ser efetivamente construído em ção de um nome a faz lembrar de um outro assunto to.fictícia.. Observações em bares.colhendo exemplos específicos em jornais. ser encontrado no primeiro ato da peça O Rinoceronte.. com dois personagens aparentemente conver. e que na modelagem da peça o. eu faço o seu quente e o meu. nas 'quais uma variedáde 'de.Mas eles vão ver na hora das el~ições! em um plano . de Ionesco.Vou fazer antes do noticiário. mas na verdade cada um perma. onde um. uma praça na qual ELA . ogrupo pode começar Ao apresentar peças-diálogo. mas de tal modo que ambos possa'm vir. personagens. . . que numa abordagem 'convencienal de nalidade dos personagens ensobidos. Neste caso pode-se ter vários pequenos "plots" de monólogos isolados.tema.fatcr partir de uma sintonia prévia para o desenvolvimento de união. olugar e a quem um . frito. prestam aeste tipo de trabalho: uma conversa num quar- ELA . Começar. antes de se decidir. possamos observar duas ou três famílias ao mesmo tem- po (como em Sparrers Can't Sing de S. sunto para outro.. Algumas vezes a enredo e personagens. ao contrário. {)U então. . . constantemente pulando de um as. explorar uma ·situação mais. pelo'con- rimentar sobrepor círculos de conversação. como no sketch de Pin. e dspois ~~~ . Há ainda a possibilidade de usar o tema cono .. vir aos poucos entrelaçando-os. eembora asituação em ilustrar ou realçar a idéia.Bem. mos? dos mantêm suas próprias conversas. todos ilustrando diferentes aspectos' 1 • . Se os membros do grupo estão pen- talmente diferente e irrelevante. ..Olha só.várias maneiras de sando um com o outro."editor" do grupo observar as pausas e momentos d~ silêncio que podem deverá estar muito mais sensível às variações de palavras permitir uma genuína observaç~o e apreciação da perso.e discutam enredo epersonagens qe irão situação irão se apresentar per se. . agora mudam . . procedimento encaminhado para as outras . gem particularmente tagarela -uma vizinha chata que ' . bem como um apurado sen- ELE . é provável que bus- Uma vez que o diálogo comece a fluir.asregras de rada.' . <. Apartir' daí.:.. so de ritmo.mento final a ser escolhido.a se. utilizar a questão da algum tipo de conflito pode emergir destes diálogos. de c?-nvers(l~ ser uma combinação de alguns 'diálogos'. ~. Ou amen. sando em algo mais convencional. Ou então. ELE . The Black and White.casal rpa~tém .O tema como ponto de 'partida fale incessantemente. ou.teatral. ELA . podem permitir a ELA . então mãos à obra. en~ novo .Você vai querer um 'ou dois? Este tipo de procedimento requer do. reforma penitenciária como tema. personageM": Deste ponto pode-se partir para conversas cíclicas possa aparecer. trabalhar as idéias. conversação pode ser elaborada a partir de um persona.. tanto de indivíduos como de gru- será aproveitado. Um exemplo dessa situação pode ELA .quanto ao trata- necendo em seu próprio mundo. Mas desde o início seria interessante pos.Se bem que no interior com toda aque.formas de poderia desenvolver seu diálogo em separado. e emoções do. to. Em qualquer exemplo.. Pode-se verificar que partimos para uma preocupa- sabendo de imtemao 'que grande parte do material não ção'maior com oritmo. ~rn tipo. os grupos podem expe.. Cada um dos personagens.

Em dado momento será necessário decidir qual vez em quando ofoco de atenção deve-se alternar entre o melhor método para moldar a peça. Methuen and Co. Com relação aos personagens. que delícia de Guerra! ou Hang Down your Head gir como necessárias ou mais efetivas para o todo. como em do grupo. através da experimentação. ginação dos atores. Apartir daí imagine-se esses personagens en- levisão eorádio podem servir de fonte através de cenas frentando novas situações e como eles reagiriam a elas. Do mesmo modo. como se fosse ocaso provisações. que podem ser confrontadas com Nesse estágio ésempre mais útil atuar primeiro ediscutir leituras ou filmes vistos pelos membros do grupo. Muito material surge da ima- cena.Começando por um texto incompleto Muitas vezes há alguém no grupo que gosta de es- crever. de impacto. Por exemplo. ou em uma ambientação de circo. omelhor afazer écolocá-lo de lado. lhando como eles . o escritor pode ser moti- vado a desenvolver suas idéias e o grupo vir a explorar as possibilidades entreabertas pelo texto. cussão geral ou com resultados de pesquisas. trad. e a improvisação deve objetivar isso. Seria interessante também se o autor pudesse ob- Chega então o momento de colocar as idéias em servar essas improvisações. e certamente diferentes estilos se apresentarão. poss~ ?correr durante a performance. Tomando este texto como ponto de partida. pode-se começar com uma dis. e provavelmente improvisações situacionais e improvisações relacionadas das improvisações surgirá o melhor caminho. De and Die. Ltda. Dependendo do (Extraído de Improvisação..isto é. Nes. do grupo. que devem resultar em muitos desenvolvimentos espontâneos. ou talvez alguém que não seja do grupo submeta parte de um texto à apreciação de todos. ao mesmo tempo que novas idéias podem de um musical. Pode-se primeiro pedir ao grupo para representar a peça no estado em que se encontra. Eentão. Eaqui também.Viroca Fernandes). de 8 tamanho do texto inicialmente apresentado. fictícias de violência. Passa-se então a uma série de improvisações. Finalmente. trabalhar em cima delas. após reler-se várias vezes otexto. a melhor maneira acabará por surgir. ou ser passadas de volta ao grupo pelo autor ou pelo líder ainda a idéia da peça dentro de uma peça. discuti-lo etrocar idéias a respeito.escolheu dese dividir no estudo de seções específicas do texto e a violência como tema. clima e clíniai po- optar por um narrador que uniria as diversas seqüências. se o grupo. principia-se traba- ogrupo poderia trabalhar em cima de jornais da semana. Em seguida. apresentar uma visão dos negócios através ção de todas essas experiências. plorar novas possibilidades. Al. de modo que a improvisação de férias. oautor reescreve seu texto em fua- tro . Também a te. 5 . dem ser elaborados até a consecução de uma solução sa- ou então representar um aspecto social em termos de ou. alternando as várias seções em diferentes ordens. cada um fazendo ob- servações einterpretações sobre o que foi lido. Pode-se aos personagens. Assim. tisfatória. do tópico escolhido. com o objetivo de tes casos cada item separadamente vai requerer sua dose nannnzar o efeito. o grupo po. Há também a possibilidade de ser explorada. Pode decidir inclusive de um supermercado. . Cenas completamente novas podem vir aemer- Oh. ou a própria vida como se fosse um jogo. a política em termos de um campo deixar a situação flexível.de pslauas e situações criadas. que o autor pode aproveitar para ex- gumas idéias podem ser tratadas de forma burlesca. desenvolvida e alterada à luz dessas im- encenação em diferentes dimensões. depois. cada seqüência pode tras de forma naturalista. ou.~ ão vistos inicialmente pelos membros à cata de referências acerca da violência.

ODr. Da mesma maneira que uma cor não é mais sua introdução à Sobre a Arte do Teatro de Craig o se. Oprimeiro é escrito para ser lido. Inimigo do arte? realismo. nem a dança. OAmador de Teatro . o segundo para ser visto.Sim.Apeça é uma obra literária. à nossa imaginação. por tem- e que o Poeta fosse o pai do teatro.Não. das linhas " tor como principal "designer" e o artista com total res.E do gesto.Nenhum é mais importante do que tro que se seguiu. Claro que não. .Sem dúvida alguma. a maquinaria dos cenários. meiro dos modernos teóricos do teatro a antever o dire. A imaginação do poeta exprime-se em pa- lavras harmoniosas. talvez o de todos os que conheci. o sem causar uma desarmonia. que odesenho épara apintura. E. um papel totalmente diferente OAmador . que é a alma da representação. G. pelas palavras. Mas será o mesmo princí- palco. Como E. Você quer então di- zer que é na peça que consiste a Arte do Teatro? OEncenador . sentemo-nos um momento na platéia OEncenador . isso só perturbará. da dança. 1 ou ao canto. pelo contrário. mas reflita um instante. OAmador .do movimento - e então revisto em 1911. profético. e das cores.. é necessário ao drama e inútil ao poema. cómpreendo perfeitamente que o Encenador . através deles. No entanto. Aarte do teatro não é nem a representação dos atores. recita ou canta essas palavras e fica- se por aí. das palavras. Craig é que uma arte seria ao mesmo tempo outra? . OAmador . é constituída pelos elementos que a compõem: pelo gesto. Esse poema dito ou cantado dirige-se aos nos- sos ouvidos e. OAmador .qual é o mais essencial a essa ponsabilidade pela unidade da representação. Wills) OEncenador . pelo ritmo. Alexander Hevesi escreveu em os outros. que se trata de poema dramático e não de drama. que já lhe mostrei a sua construção. que são o corpo da peça. teremos de concluir pelo cenário e a dança? É isso que você pensa? OEncenador . os instrumentos de i~~­ pio aplicável à poesia dramática? minação e o resto. pelas linhas e pelas cores que são a própria existência de cenário..É a opinião corrente. glebalizante do diretor. ganharemos se o poeta acrescentar o gesto à recitação dor de teatro. OEncenador .Se éssa arte não consiste na repre- sentação dos atores e nem na peça. que 'é a esên- Edward Gordon Craig (1872-1966) foi talvez opri. Nele Craig explora opapel en.Sempre pensei que nascera do discurso daquele existente à sua época e que se revelou. AArte do Teatro nasceu do gesto . da mesma ma- mar uma parte pelo todo? neira que é necessário não confundir o poema dramático 9 . nem a peça. Oen.Você acha então que se pode to. cia da dança. Lembre-se de efalemos da sua arte. pos. porque ele solicita uma volta gesto seja o mais importante: é para a arte do teatro o às mais antigas tradições com as quais sonhamos". O gesto e a OEncenador . útil ao pintor do que qualquer outra ou um som mais guinte: "Acredito que Craig seja o mais revolucionário necessário do que outro ao músico. amelodia para a música. ele fomentou as bases de grande parte do tea. poesia nada têm que ver em conjunto.Parece-me que éainterpre. DA ARTE DO TEATRO oAmador . representado no palco. Nada Primeiro diálogo entre um profissional e um ama. (I. Você sabe oque é aArte do Tea. saio que se segue foi primeiramente publicado em 1905. São tro? duas coisas diferentes. Agora que já percorremos juntos ogesto nada pode acrescentar aum poema lírico perfeito. Ogesto tação dos atores. do ritmo . todo o Teatro.

a~sIst~do a_rep.peças shakespearianas são para a leitura obras tão vas- sos ouvidos por um jogo resultante destes cinco fatores. Ora. Para a maioria das 10 é muito fraco. O que viam predominantemente diante de. . e gesto.. o dramaturgo forjou a sua primeira peça com au.o?no. que a vista é o sentido mais pronto e mais agudo de uma pes~o~. a despeito do poeta. Hamlet não é de natu- xílio . antes de tudo.coisa. pela dança e OAmador .do dramadirá com desgosto: Nao. . Você .rá a peça aborrecida . semp. Sabiam ~rte do Teatro. O Encenador .masiado novo. cia sobre o teatro.que o de outrora? Fato tanto mais curioso quanto é certo sabe 'quemfoi op ãi do dramaturgo? ' . o que pretendo 'fazer você entender é OAmador . Ofato de terem sido represen- dos·primeiros dramaturgos e as dos contemporâneos? tadas no tempo de Shakespeare nada prova. fazer OAmador . . só odramaturgo pode. que não está na sua OEncenador .Aprópria idéia de nunca ter refletido valer um direito ao teatro e. Foi odançarino. Entre os escri. Eem lu. sem risco de desmen. É mUIto cunoso.. este desejava mais ver oque faziam do que ouvir incompletos àleitura. a harmo- mau autor dramático ou que tem uma desastrosa iníluên. As verda- O Encenador .' alegres e encantadoras ilustrações da são.Talvez porque isto lhes pareça de- origem e que não pode fazer parte dele. para ver O Encenador . insuficientes não quero de maneira alguma insinuar que o poeta seja onde quer que lhes falte a ação. .para ouvir. Ora. de danças e de imagens.nia do movimento e do cenário. mesmo assim. Quando nada se pode acrescentar a uma dores colocados demasiado longe para tudo poderem obra de arte. . presentar o Hamlet? O Amador --:. penso eu'.resentaçao no homem. depois de ter. E os especta. tas e tão completas. que as peças e os autores dramáticos. filhos do teatro. diga-me o que mais o surpreende. ter-nos-iam parecido público. Mas continuemos. As peças de Shakespeare.a re ar meio do In umentana e a ança e sugenr que a peça esta mcom- tant? em verso como em . . OAmador . cemo drama também é preciso não confundir o poeta Opúblico vem ao teaíro para ver e não . . o'Encenador _ Errado. que tem por origem o teatro e não chegará o dia em que o teatro não terá mais peças para a poesia. o ce. da linha. Vimos que o dramaturgo des· seus intérpretes é fazerem o melhor que puderem. o qual se expnme em poesia.erer !untar-. Aqueles sabiam o que estes ignoram ainda. .Para quê afirmá-lo! Continuará a OEncenador . o outro"para o público de um teatro. que o poeta não pertence ao teatro.. a linha.E essas obras parecerão incompletas • No entanto. dramático ·c o~ p dràmaturgo.a. esse direito em que consistia a Arte do Teatro.ou incomplet. O dramaturgo dirigia-se a eles ?: Hamlet estava acabada' quando Shakespeare escreveu 'lt' Q' Ih ° '.do gesto. Se os dramas shakespearianos tivessem que quando apareciam com os seus camaradas diante do ~Ido compostos para serem vistos. I já não são 'uma harmoniosa combinação de gestos. Contmue. Um escreve para o leitor Que prova isso senão que o público de hoje é'o'mesmo ou o auditor. acor. contemporâneo só apela para o ouvido dos seus leitores. como no passado. Mas cende do dançarino.prosa.Os primeiros dramaturgos foram deiras obras do teatro dessa época eram as "Máscaras". da cor e do ritmo reza a ser representada no 'palco.Isso surpreende-me um pouco.Claro que serão incompletas em e não para ouvir qualquer . ~~a é "a~abada".postos unicamente para o teatro. os representar-se ainda durante algum tempo e o dever dos limites do nosso caminho.Quer dizer que nunca se devena. re- em. diíerem grandemente dos antigos "mistérios" com- lírico.. variaram.Estabeleçamos. completa.prosa. . Compreenda-me bem: outro qualquer lado que não seja no palco. mas apenas ou só pala- gar de se servir apenas de palavras à maneira do poeta bras O? só imagens. o público dos nossos àleitura ou à recitação? ' dias continua a ir ao teatro..Que diferença existe entre as obras representação no palco. que só têm muito a perder com a .o Amador . . pelo seu nascimento. palavras.v~rso. pessoas é apenas um divertimento.. por exem- plo.poeta dramático. a peça . pelo gesto. movimento . torés. enq~anto que m~s tido. Hamlet e as outras dírigindose ao mesmo tempo aos nossos olhos e aos nos. p pleta e tem necessidade de ser aperfeiçoada.de Shakespeare. Sabiam. As peças . Imo . das palavras. inteasid d OUVIr paieosm apronnar-se "pela intensi a e perscruta- dora dos seus olhares. O Amador ~ O.enquanto que os contemporâneos não o I os "Espetáculos". Isto nao e o Hamlet les eram linhas de olhos curiosos e ávidos. ninguém que leia Hamlet acha- o'que tinham para dizer. E acabamos de dizer que o poeta dramático representar e criará as obras próprias da sua Arte. de .

estreitamente ligado ao do encenador? não poderíamos mais suportar o que hoje nos dão em seu .Sim. a inter- gada do artista ao mundo do teatro mudará tudo.e animará com um sopro novo a Arte do toda a cor. não deve sequer levi-las em 'consideração. mete-se. esses artífices que não 'têm sendo senhor da parte que lhe compete. desprezá-las? nos cenógrafos. nem talento! Têm uma desculpa: é que são de qualquer utilidade.Para mim. para isso.. mas por inconsciência. nos eletricistas. os movi- parte do público degenerou. porque teatro 'moderno está cheio.Você quer dizer' aqueles de que o texto. atração irresistivel de um divertimento e de um exercício reconquistarão o terreno perdido pelo teatro. sentação dos atores 'esclarece-me algumas vezes. prezo apenas o homem que não conhece o seu ofício de I~#és artífices capazes de as executar. pretá-Ia fielmente segundo otexto (só me reíiro a ence- pará lentamente. Oque é preciso é que a sua encenação se harmo- que os encenadores se preparem para 'a sua profissão. cerão a Arte do Teatro no seu lar. moderno conseguiu tros artífices. a cor. que se excedem na OEnCenador . ' . e restabele- intelectual. souber combinar a linha. 14ga~.Pouco importa que as despreze ou parte que lhes cabe. Ese não se vê obras de arte em cena não épor falta por' um momento sequer. etc. Oespetáculo. o pintor ou o músico. não por igno. parece-lhe uma espécie O Amador . Quando. apenas me prova que 'nãosó a Arte mas uma por sua vez. OEncenador . ' O Amador .Se qualquer coisa de tão medíocre para o impressor. à primeira leitura.Nesse 'dia já não viga tão ocupada que não podia ouvir outra música que teremos necessidade do dramaturgo. cenógrafos eou- sas. diverte-me sempre . rância. 'nos figurinistas. ' que o chefe de orquestra é para os músicos. mas seguramente. A che. No dia em que esses mes. com a sua be. pode ouvir-se melhor. ·O'Encénador . elas não lhe nem profissão. para um desenvolvimento progressivo.Como assim? àceHmtes artífices que existem nada podem mudar neste OEncenador . a tonalidade. OEncenador .. Depois. nem nos atores. Muitas pessoas que hoje vão ao teatro esperam OEnCenador .Emque consiste o seu ofício? Em estado de coisas.. Conheci alguém que tinha a mentos e o ritmo.11 .Evocê toma o encenador por um ar- porque encontrou algo um pouco melhor do que espe. . ao receber a peça das mãos do autor. agradar-lhe. e não o poeta.:..público as reclamar ou que o teatro não tenha exce. o encenador está à de prazer incompleto? frente dos atores? "OAmador . o que se trata de fazer uma aprendizagem . lê a peça e.Parece-me que não compreendi bem. . conseguiu lhe contentar é talvez.Mas. então. OAmador . Anossa arte será ih- não fosse a dos realejos da rua. . oU ·Q editor . ainda agora. compro- teatros exigem deles e fazem-no de bom grado. esses operários de elite nsdcres de elite).. É natural: Já viram muitas coisas fastidio. a nize com os versos ou a prosa do texto.dependente.que as crie. Você quer dizer que quando um autor se dá ao cuidado mos homens se derem conta de que têm uma profissão e de descrever o cenário em que a ação se desenrola. no entanto.dizes que um teatro. está. o teatro teve sempre a pouco a pouco. pelo seu gênio cria- dor. quando me . ' devem caracterizá-la surgem nitidamente no seu esp~to. nos maquinistas. desprezei o encenador? Des- do . tífice ou por um artista? . Agru.Para você também? qual consiste em interpretar as obras do dramaturgo. i~eaL da música.Segundo você. em tomo dele . não se duvida da sua capacidade. encenador não deve fazer caso dessas indicações e. mas nos encenadores -. Os numerosos e O Amador . e. entendamo-nos.O renascimento da Arte do Teatro Se' tivéssemos visto uma verdadeira obra de arte teatral. O Amador . Você acha que.Recordo-me de peças que. Têm de fazer' o que os diretores dos interpretar a peça do dramaturgo. Pecam.. e os outros? Quanto às indicações cênicas de qfie o autor recheia o O Encenador .Em suma.a repre.e não penso. o encenador para o ator o é grande satisfação. por cima. OEncenador . o movimento e o ritmo que Teatro. Era para essa pessoa o . o artista do teatro. rava. e. dramaturgo com auxílio dos seus atores. tornar-se-á artista. artista. é ele próprio um nestre-artfice. no dia em não.Sem dúvida alguma. o que falta é o enceaador.me deram OEncelUldor .porque esperava pior e OAmador . OAmador .Quando ele interpreta as obras do aborrecer-se.

com o seu sentimento. por exemplo.Portanto. Qualquer que seja o quadro OAmador . portanto.É porque se trata de uma edição posterior. que a noite "Hamlet luta com ele" eainda: "Os assistentes intervêem está muito fria. Scena prima" . o autor não de diversos comentadores. se um de nós. BERNARDO . . OEncenador .Quem vem lá? OAmador . Tomemos um exemplo. invadindo o as suas intenções. O BERNARDO . tais como os Srs. Romeu. encontramos: "Hamlet se que é meia-noite. As indicações cênicas só 'servem para o leitor . qualquer indicação? .Eh! responda-me.Chegas exatamente à hora. meus companheiros de guarda. concebe uma sucessão de gestos diferentes. que so- dor? fremos ag conseqüências.Obrigado 'por vir-me render . vá se O Amador . que lança-se sobre o túmulo de Ofélia" .Não ouvi sequer chiar um rato. Francisco. dicações ao encenador. lendo Sha- pode causar a um dramaturgo? kespeare.mesmo no Romeu e]ulieta.Sem dúvida. contra em Shakespeare. quando acontece. O prejuízo mais grave informadas que tomam partido. Elsinor. Theobald e outros que abusam de seus direitos. Shakespeare BERNARDO .O próprio.e noutro lugar: está a ser rendida a sentinela de um castelo. O Encenador . É raro que se "acrescente" Sha. cen. Oseu texto tem ape- FRANCISCO .Mas que tem isso a ver com as indi- que o dramaturgo pretenda pôr-nos diante dos olhos.É que.. OAmador . somos nós. menção de lugares. Malone Ca- tem nenhuma necessidade de fornecer indicações cêaicas pell.Não. con- OAmador . e. FRANCISCO .Essas "pessoas bem informadas" de kespeare e.Interpretar mal oseu papel? trários aos prescritos por esses senhores e tem a audácia OEncenador ..Bernardo? verá a esse respeito. acusando o encenador de que ele pode causar é cortar as suas falas ou acrescentar modificar as indicações de Shakespeare ou. É lesar o autor. qualquer das suas obras-primas. só cações cênicas e em quê lesa o encenador quando são nos informará do cenário através do diálogo das suas fornecidas? personagens. diga. textos (colocar "cacos").lativamente ao texto. pior ainda. "OAmador . opróprio Shakespeare. se as der.No entanto. castelo".Entendi. encenadores. muito silenciosa. Um terraço diante do deitar.Shakespeare só raras vezes dá in- conhecer. Mas não é verdade que deu indicações acerca da representa- Isto basta para informar o encenador. BERNARDO . muito sombria.Nada de anormal? não escreveu nada de semelhante. nas: "Actus Primus. Você sabe porven. com exceção de alguns dramas bis. Tratam-se de pálidas invenções. Isso apenas provaria que o de os apresentar em cena.Na medida em que invade o seu (Ato I) de Hamlet: domínio e intervém na arte deste último. pode até prejudicar o encena.Otexto que possuo contém uma bem precisa: "Ato I. alto! E deixe-se OEncenador . que a cena se passa ao ar livre. Mas onde está em I FRANCISCO . Repare em Hamiet. ratio e Marcellus. e nada FRANCISCO . castelos. Boa noite e se encontrar Ho. anotada por um certo Malone. O Encenador . seu domínio privado.está um frio danado e tenho o coração gelado. qualquer descrição de cenário? BERNARDO . Todas e ambos saem da fossa". as "indicações cênicas" que o dramaturgo pudesse acres. a primeira cena OEncenador . Hamlet. que o Poeta não dera: 12 tários. logo aparecerão pessoas bem ator não sabe da sua profissão. inteligência do encenador para completar o cenário. omesmo no Rei Lear. Oteio.Longa vida ao Reil Rei Lear.Bem.são supérfluas para o encenador ou para o ator.ção? Em Hamlet. O BERNARDO . OAmador .e nada mais. tóricos. Compreende.Como assiín? tura me dizer qual o mais grave prejuízo que um ator OEncenador .Acaba de soar a meia-noite. re- (rubricas) e. segundo você.Nenhuma dessas palavras se en- centar seriam supérfluas. OAmador .. FRANcISCO . I.que você fala ignoram. leza. não ésem provocar comen. Shakespeare contava coma lhes que se apressem.

definitivamente. Entretanto. um balcão. ainda leia a peça uma aquela que exige ofício. a esboçar certos cenários e idéias que aEncenador . o tom da peça e afastará outras que seriam discordantes. tras coisas. a tarefa material poderá começar. a maqueta tem de elaborar-se lentamente. com certeza. mas continuo a falar de aAmador . "B" promete interpretar fielmente. dos versos ou da prosa e. harmoniosa- res que a peça lhe sugeriu: faz a sua paleta. OAmador . a cenografia tomou rumos bem diferentes desde esse diálogo imaginário proposto por Craig. (Não é este o hábito.Temos de admiti-lo. Pouco tarefa. de tal maneira que agrade à vista.Não. escolherá qualquer obejto que será o centro da qual é a missão do encenador e que comporta.Amissão do encenador não terminou ainda? OS atores não farão o resto? . considerando queta. nem por cada peça que monta. cometem esse erro. . Portanto. sente-se envolvido por uma atmosfera. quando não é da obra esboçar-se diante dele. não pretendo que ofaça sem- OAmador . mais vagas. e da indumentária. Os cenários e os atores com a 13 . os quais podem ver opro. Depois desta segunda lei.Em geral. se assim mente. qualquer reconstituição histórica com portas e ja- os seus comentários 'deslocados. guarda-roupa. quando retoma otexto pela segunda põe assim esta harmonia visual. O Amador . dade ele deve.definitivamente. Entendo por tarefa material antes de começar. Mas note bem que ele não vai executar uma bela ma- aAmador . nador lia cuidadosamente a peça. Não deveria ser feita por três? me deterei em pormenores acerca da tarefa interessante mas árdua que se empreende até essa altura mas você a Encenador ~ É. omovimento . verá certas impressões mais precisas acentuarem-se sim. berá sucessivamente os seus gestos. Mas as dificulda- se apresentam no seu espírito mas omais natural é que. mas esco- eu quis salientar foi apenas que o maior poeta dos tem. O mesmo pode ser dito quanto à luz e aos figurinos). De qualquer maneira. seguramente. a Encenador .Eem que consiste o erro? pre. a pouco fará entrar cada uma das personagens e conce- OEncenador . há ainda grandes dificuldades a vencer. tes colaboradores. a Encenador . oritmo. claramente. o único meio de deveria saber que. controlar. recebia uma primeira Cometerá alguns erros no seu projeto. É agora que começa o tra- balho mais interessante. T. no sentido geral. necessário renunciar e corrigir o defeito. o encenador pinte os cenários.Eu achava que o encenador confiava OAmador . corte e cosa os trajes. como deveria proceder o encenador ideal). então. no entanto. o que nelas suficientes e artisticamente distribuídas.Claro que é melhor que seja só "B". Já lhe disse que o ence.como um pórtico. Anotará as primeiras ecomeçará.: Inegavelmente. Enquanto com- posso dizer. que a concepção da cenografia ao pintor-decorador. Ora. deixando o texto ocaso de recomeçar tudo de novo. Tudo preparado as- tura. o espírito de uma peça Omeio de conservar a sua unidade será confiar a permita dirigir com autoridade os operários'-executaiiteS: Quando tiver' começado a execução dos cenários e do missão totalmente a "B" ou dividi-la eetre ele e diferen. "C" e "D". para que os aprendam antes de os ensaios terem princi- blema por ângulos diferentes? piado. * (N. lherá certas cores que lhe parecem harmonizar-se com pos modernos considerava inúteis e insípidas as indica. atores. OAmador . cuja proprie.Eem que consiste essa tarefa? Parece se apagarão. Mas poderá desempenhar-se sozinho de uma tarefa que cenografia e guarda-roupa estarão quase concluídos. Em todo o caso. uma cama . des surgem constantemente. . a sua indumentária. para adquirir a suficiente prática da profissão'que lhe . nada mais de- licado. sua maqueta . aEncenador . que todo o caminho já está 'suficientemente desbravado. será impressão e começava aver a cor. mais fugitivo que dar o tom. Depois. o espírito da peça. implantados os cenários e'vestidos os obter a unidade indispensável a qualquer obra de arte.• a Encenador -:. durante um certo tempo. talvez des.Nisto: "A" escreve uma peça que lhado nisso uma vez ou duas durante asua aprendizagem. mas deve ter traba- a Encenador .Pois não.. entre ou. combina no seu espírito as co.Aparentemente. devem distribuir-se os papéis aos atores. E.Mas não pretende. nesse caso.Descreva-me em que consiste essa objetos que apeça exige e que devem ser visíveis. uma fonte.ções cênicas. como a execução dos cenários dezena de vezes (*). mente a influência da música.Não.em torno do qual agrupará todos os outros '. enquanto outras. de esse momento. a concepção da cenografia. Shakespeare compreendia Depois. o encenador sofre igual- vez.

sem nunca os diferentes trabalhos do encenador . Celler é da O Encenador .Mas isso não compete ao chefe ele. para que serve a direi algumas palavras sobre esse terrível rival da Arte luz de ribalta? do Teatro. ainda. as que criou desde o princípio. a pequena Nancy prios gestos e réplicas. um dia. Oencenador pode tentar ser lentanente expressivo ou tão destituído de expressão. OEncenador . outro dispositivo para iluminar as ditas caras. mas "sugerir" al. OEncenador .Um ator disse-me. que sem o·grau de intensidade do luar banhando as paredes de . . então poderia reu a idéia de que se 'poderia substituir a ribalta por um .especiais. OAmador . o rosto do ator é tão vio- guns dos seus fenômenos. o sentido da peça. Tendo passado em revista muitas vezes têm perguntado a si próprios . Mas reflita um instante na na- . suspensos por cima das cabeças dos atores e do público.pergunto-me Por que as puseram no chão". Mas voltemos a um assunto bem mais im- OEncenador . Parece ter lhe parecido surpreendente que não uma das coisas bizarras que ninguém sabe explicar e que se deixe aos atores o arbítrio de regular os seus pró- 14 surpreende até as crianças. Iluminava-se.Lake foi ao teatro de Drury Lane e seu pai diz.'.e pela boa e simples razão de cenários.mais elementares escapam àqueles que não se preocupa- dosamente a natureza que pode indicar aos maquinistas ram em instruir-se nas diversas partes do seu ofício. o diálogo e procura iluminá-las.deixar a iluminação ao cuidado de qualquer um. que nunca houve nem haverá. nos nossos dias. receitas de lotação podem muito bem ter sido a causa.. Isto passa-se em 1812! e ainda hoje não estamos o seu emprego.chegamos ao que não há resposta.Nesse caso.Se tivesse sido Henry Irving ou nunca procurou reproduzir os jogos de luz da Natureza.Sem dúvida porque não lhe ocor- buísse importância à "harmonia" da peça. porque o meu encenador O Encenador . um artista. OAmador . castiçais no chão. a Indumentária e a Encenação no Século XVIi". que seria uma bênção suprimir-se não apenas a ribalta seria tomar ares onipotentes pretender fazer como faz a mas toda a iluminação de cena. . rios.Não. O mais interessante: a encenação das personagens. Se não atri. . Em 1812. OAmador .' .valor. dos atores. ' gente e competente. então. O Amador .Mas justamente os cenários e as opinião que a ribalta deve a sua origem aos pequenos personagens. diante da cena. é natural que a tarefa progrida e que o en- hipótese parece-me bastante justa. porque enquanto obom cenador seja o único capaz de manter essa harmonia senso nunca teria sugerido semelhante falta de arte. Há tão pOUCI) sentimento artístico nas bilheterias! Um dia. mas não pode aspirar ao homem celeste.. Mas.É o que os renovadores de teatro portante do que esse da ribalta.No que diz respeito ao mecanismo da iluminação. ' como tomar um raio de sol mais ou menos oblíquo ou . o ritmo do texto. OAmador -. As coisas . .Pode me dizer corno. da mesma maneira a ribalta as caras dos atores ficavam todas no escuro. 'queconcebeu cenários e vestuário. Eleonora Duse a fazer a observação.Esse ator dizia-me. mas é ao encenador que compete regular . É discursos. No seu livro "Os cená- Natureza. que sém ção especial para a peça em questão. da iluminação . a ribalta o público não podia ver a expressão do rosto uma sala? ' .posição de todos os seus movimentos e de todos os seus sível de todos os teatros e não se falar mais nisso. Esta harmonioso. Conserva no palco apenas as personagens que abrem ' ribalta a surpreendeu grandemente: . em que se inspira ele e Ludovic Celler propõe uma explicação excelente da ori- que é que o guia na sua maneira de iluminar cenários e gem da ribalta. colocavam. sua indumentária formam um quadro diante do . a com- melhor é fazer desaparecer a ribalta omais depressa pos. encontraremresposta '. E como este último 'é um homem inteli· mais elucidados. nomeadamente. . O Encenador . não tendo meios de pagar os lus- as coisas que pouco a pouco se fundem num conjunto tres. "E essa fila de lâmpadas.Quer dizer que observou tão cuida. ela teria um certo Não procura "reproduzir" a Natureza. da indumentária. ordinariamente. oh! tricista e ao seu pessoal?2 ' Como elas brilham! .que a der. OAmador .encena. imaginou um dispositivo de ilumina.composição dos . todas teatros populares que. se ilumina a cena e. a cena por meio de personagens? grandes lustres redondos ou triangulares.

a submissão inteira e voluntária à re- cena. vegação. mesmo O Encenador . encenador. habite um ódio O Encenador . . mas nós. respeito do encenador.Amador . será dirigi-lo. inteligentes ao estado de "marionetes"? O. 'umfragmento do 'conjunto que tem. e quanto mais inteli- à mercê da sua ignorância. OAmador . como disse. eles os primeiros a seguir as instruções do encenador.e aos princípios.Mas não compreende também que Quer um exemplo? Suponhamos que se trata de repre. Estudamos a peça: cenários. cidade de rosas. OAmador . . Mas é esse o sentimento-de certos atores a harinonioso. OAmador . que o ator dese. devem desejar ser dirigidos na sua interpretação? Pense. e Capuleto.. de um teatro onde nia. um à maneira determinada.. Deverá apresentar-se' diante de nós de OEncenador .Os principais protagonistas. tuteia deste trabalho. logo depois . têm a impressão de que não pas- OAmador . não 'é verdade? E deve cbedecer-se a alguma or- criança que acaba de nascer. então.' OI ângulo.o encenador dirigirá todo o jogo de . Estamos assombrados pelo tumulto furioso dos :caro as que unem entre si a' gente de' teatro. podem não concordar com o todo har- pouco.Pretende. sob as' janelas ' de uma . OEncenador .' Uma'"marionete" não éhoje senão O.Compreendo isso ~ . Quem é cidadãos de Verona que se baem.O qual obedece ao oficial de na- • monstruoso. confiado a um ator notável? jasse. de re. prestes a explodir à porta das próprias igre. aliás. fundir-se nele harmoniosamente. OEncenador . segundo o seu instinto e a sua razão? vida dos seus meios. mas ficaria OEncenador . eis que' caminha ao longo da rua Romeu. a interpretação justa e O Amador . que 'será o amante' e o amado de Julieta. iluminação . o primeiro dos quais é a obediên. o conjunto tão cuidadosamente composto pelo . perfeitamente ao guignol.enquanto . se cobrem de injúrias o que dirige o barco? ' ese matam uns aos outros. grar-se no conjunto.Não. quer dizer. a coisa essencial do teatro moderno. Gostaria de comprometer. reduzir esses atores senão seguindo as instruções do encenador. que por sua vez está sob as ordens do coman- jas" 'em plena festa de maio. no teatro.Não.A tripulação obedece ao coman- que interpretará Romeu deverá mover-se como uma par. precisamos de algo melhor do que 'porque são o centro. o dante e aos seus oficiais e o faz de bom grado. mas só a partilham se se dão conta de que é a peça. tanto mais fácil res é guiado por um sentido muito seguro dessa harmo. evidentemente.' a cabeça 'voltada num certo gra . verdadeira da peça. não têm liberdade de se mover e de representar mesmo tom indignado com que a faria um ator que du- à sua vontade. mem de talento excepcional. Por 'mais ' pente.estar em desacordo com o que o roeia. outros não o possuem nem um pouco.15 . dante.Certamente. . todo o corpo em harmonia com a peça e não cia? Verá sem dificuldade a analogia'.dem que não tenha sido dada pelo comandante? nos recordamos ainda da fealdade perversa de Montague ". te. horroriza-nos que nesta clara OAmador . O Encenador . .Ohomem do leme . com uma certa luz.Note que o faz inconscientemente! cena do intérprete de Romeu. nas relações hierárquicas dos homens figurinos.Oque você quer dizer? Em que po.Sem dúvida. Um pequeno número de ato. o ator . de cantos e de amor. que colidem com a peça.tudo está pronto e os ensaios a bordo de um barco e compreenderá melhor como en- começam. mos- opinião? trando-se tão ofendidos como se se tratasse de uma ofen- sa pessoal. de maneira alguma. pensamentos pessqais. Assim. OEncenador . :por um instante. Falo. o conjunto harmonioso que se formou pouco a belos que sejam. mesmo que o papel seja Não quero dizer. deria o ator comprometer o conjunto? . o próprio coração desse conjunto um boneco.Não é a isso que se chama disci-. devem ser um boneco que convém.otimoneiro . gente e maior bom gosto tiver o ator.Você me faz a pergunta com o esses.com um teatro (como acontece a maior parte' das' vezes) 'comos seus onde trabalham centenas de pessoas e que precisa de. O Amador . Encenador . introduzindo um elemento de acaso? monioso.E eles compreendem e partilham essa sam de "marionetes" de que ele puxa os cordões. mas mesmo todos os atores são pessoas cultaS e o' éncenador um ho- aqueles cujo instinto é o mais justo não podem inte.. uma O Amador . passar num certo ponto da plina.. forma definida.Sem dúvida. sentar "Romeu e Julieta". Pelo contrário.

Donde deve-se concluir que ninguém um alto ideal artístico e de um diretor que o sirva fiel. O Amador . \Wagner. em geral. execução de cenários e figurinos. com vista à guerra. como a OAmador . O Encenador . a baixa opinião pública.enas no caso de ter es~ ao mesmo tempo ator e pintor-decorador? tudado econhecer aprática dos diversos ofícios do teatro. . lho não basta e não 'é assim que pode criar-se uma obra tro? de arte no palco. o chefe de uma pequena orquestra conduzir e tocar o cessão ao inimigo prejudica sempre o teatro. toda a sua vida conservou um jovem e vivo amor pelo OAmador . o lugar do ator é no palco onde. um dos maiores encenadores. maquinistas e os outros Ora. I consiste na obediência voluntária. a ignorância. insuficiente. erprime. mas não o fez de seu agrado e a exe- é o fausto vulgar. meu caro amigo. entre certos cenários e certas pessoas. ao seu papel. Mas você teria dificuldade admite que havia no teatro uma autoridade superior à 16 em provar-me que não houve rebeliões sob o seu co. Mas o que pretendo demonstrar é que en.São. colocado de certa não fazem o seu trabalho de bom grado? maneira.nada se po. esse. mas não lhe com. as melhores com auxílio da sua inteligência.Este. certos sentimentos.Mas não há numerosos exemplos cé. no entanto.equivalente ao comandante . Ainda que en- prontos a revoltar-se por terem de obedecer. teve o cuidado .. Arte. há a da que o mais ligeiro índice de désobediência seria desas. nem mesmo o autor dramático? O Amador . um mesmo gênero de governo. O Encenador . impossível derá fazer de grande. mas. por vezes. contrário à do encenador aparecer em cena.Pretende que se faça o mesmo no tea. deixará de encarar o seu dos a penas severas. teatro. O Encenador .do encenador é precisamente diante de tudo isso de zelo. estar em fazê-la flutuar no alto do mastro. pouco a pouco. cução sofre com isso. lebres de encenadores que eram ao mesmo tempo ato. omite o que o res? grande músico que lhe sucedeu soube considerar. Sem dúvida já temos visto porque o compromisso. um todo. a desagradável doutrina da con. O diretor não exerce nenhuma das profissões do autores dramáticos que não tiverem o teatro por berço teatro. interpretação. esses diíerentes ofícios. Previram as amoíinações na marinha. a muitos títulos. absoluta. será naturalmente: teatro.O teatro não foi criado.: compreendeu ainda plenamente no teatro foi ovalor de O Amador . São transbordantes de entusiasmo e lugar. prontos a contrássemos o ator perfeito que fosse ao mesmo tempo arriar a bandeira tão depressa como a içaram. a um só homem estar em dois lugares ao mesmo tempo. Terá asensação de que se onão fizesse. ap. Conhece bem as manobras.Os atores. ao diretor trário ànatureza do ator egir como você acaba de dizer. ignoram. da cena . Ora o seu traba- OAmador .. E isto não se usa nas grandes É nessa ferida que deve pôr-se o dedo! O que não se orquestras. tem o direifo de dirigir a cena senão o encenador - mente. Nunca noutras circunstâncias. ligando-se ao teatro de Weimar. marinha. dois lugares ao mesmo tempo. teatro? quanto não se compreender que a disciplina no teatro O Encenador .Você vai nomear um comandante isto é. trabalho como um conjunto. Dedicar-se-á menos à peça do 'que rebelião são julgados em conselho de guerra e condena. oresultado sepa roso e senhor absoluto a bordo. Goethe OEncenador . não poderia. tas como a prisão ou a demissão. e o naturezas do mundo.. que pete executá-Ias. Compreenderá facilmente mando. Goethe. Os homens culpados de fraco. e ao mesmo tempo obrigá-lo a participar nas manobras? iluminação e dança.E porque não há de ser esse diretor O Encenador . Mas. que sendo encenador não caia' se atribui a mesma importância à disciplina apesar dela nesse erro e que se aplique ele próprio como ator exa- ser indispensável a qualquer serviço de qualquer ordem tamente como usa 'com todos os outros elementos do que ele seja. Amarinha teve o cuidado de declarar em termos levado afazer de si próprio o Centro de todas as coisas. claros e peremptórios que o comandante é todo-pode. foi. Oinimigo primeiro violino. enganam-se e ei-los também de maneira a ter uma visão do conjunto.Tudo pode acontecer.Mas não pode ver-se um grande ator. Se um ator assume a direção da cena troso.De fato. mas é con. mas não no e é superior aos atores que rodeiam. sua: a do seu proprietário. Fora todas essas questões de situação. Os Não. é outro negócio . Quanto a o encenador sonhado. e não se sabe porque não e grande artista tamlén. do trabalho.

Teatro retomará o seu lugar. a Arte do O Encenador ." de adquirir a casa e reinou como senhor absoluto. No dia tro e ela própria ridículos . desde o princípio. Mas espero um Renasci. dizer epense nisso quando voltar para casa. OOriente possui-ainda um OEncenador . se se pretende mostrar qualquer coisa ao público. quando se tiver equívoco resulta do fato de julgar que essa qualquer coisa inventado a sua técnica particular.Seguramente. Quando esta se completar. será uma arte independente e criadora. engendrará sem es. o cenário. nário contra o teatro e a sua ignorância da Arte. a representação dos Se o artista de teatro usasse um outro meio de expressão atores. Mas diferente do do poeta? o que é preciso compreender antes de tudo é que o re. da iluminação e da tro.Está certo disso? Não haverá mais O Encenador . idéia uma forma da sua escolha? Seria um crime odioso dificam a cenografia.Apeça.Certamente. poeta deixar de escrever para o teatro? mento. Já entre os artífices O Encenador .Seria fácil preencher um questio. OAmador . que é necessária uma re. desigual. com a condição de lhes darmos omelhor Todo orenascimento da Arte do Teatro depende da me- dida em que isto seja compreendido. mas . sem não somos livres de recorrer ou de inventar os materiais tentar simultâneamente no mesmo teatro reformá-los. tem forçosamente de ser feita de palavras.Foi isso que provocou o insucesso OAmador .O aparecimento de um homem peça no sentido em que hoje se entende. dos cenários. outros. E o nosso teatro do Oci. atores. OEncenador . dos sons.e só por esses . trumento. dança. e não mais um ofício de interpretação. Uma idéia forço a sua própria arte. Uma vez que ção direta com os outros ofícios.Acrer na maioria dos anais do tea.E quem o provocará? OEncenador . diretor de teatro? OEncenador . com auxílio desses diferentes meios. OAmador . O Amador . em conta... nesse dia. COIsa. que quisermos. Se tivesse no bolso convers"à disse-lhe que oRenascimento do Teatro tinha por as chaves do teatro.-para dar uma forma à idéia.começo desta O Encenador . OAmador . Mas não se bate num ser vencido senão na esperança de OAmador . diversos ofícios do teatro. Não Arte do Teatro não pode ser realizada senão por aque.Mas é necessário que haja qualquer um mestre do teatro e a renovação do teatro como ins.Certamente.Não pode o artista emprestar à do teatro. Mas o forma uma obra-prima de mecanismo. na sua pessoa todas as qualidades que fazem ". tanto quanto se ten.Ouve atentamente o que vou lhe forma total e não parcial. de Goethe. são sistemática será efetiva. outros mo.. ponto de partida o Renascimento do Encenador. desenvolvendo-se pouco a pouco. uns trabalham na sua construção. é muito justo. a Grande Estréia não tomaria o tea.Não. em cena.Mas falta-lhe a forma . com- OAmador . que será a cena se privada do poeta? dente está bem por baixo. que o golpe o ponha de pé. e. O nosso está no fim.. se transformará OAmador . numa arte independente e criadora. vras que escorrem naturalmente. No . não é também qualquer coisa? siado longo expor aqui em pormenor como esta profis- são. tar reformar um ou outro dos ofícios do teatro. da linha. nada se pode esperar estiver de acordo com o que pretendo.Que lhe faltará no dia em que o teatro. é simples? 11 . saberá. como les . quando o teatro O-EnceTTlldor . AArte do Teatro uso possível? comporta tantos ofícios diversos que é preciso ter bem O Amador .do movimento. ainda. que reúna. da 'cor. a voz. O Encenador .Assim. por a interpretação e adquirirá pouco a pouco odomínio tro não parece que se tenha grande consideração pelo . das pala- artista.Weimar não traria a tra. estando cada ofício em rela. eis os elementos de uma reforma intermitente.. E esses esforços devem valer alguma coisa. pelo seu encenador ideal. sultado obtido será fraco ou nulo. em que este compreender a adaptação verdadeira dos dição do mais grave erro que pode cometer-se em tea. uma arte criadora.Quer dizer. OAmador ."que estudaram e praticaram os um barão feudal no seu castelo. Seria dema. Eis porque a reforma da obras-primas: com o movimento. só uma progres.Vejo bem o que você pretende.. com os quais o artista do teatro futuro comporá as suas . dos figurinos.Precisamente.

: . . no ea- 18 tanto: é que aos sábios não se fala. oposição às palavras escritas.! . Evidente. mais perfeito do que o descrito aqui. escuta-se (N. 1905. ' • são a prosa e a poesia do movimento. 2 "Por que perde tempo a falar a alguém tão lento de espírito como esse seu amador"? pergunta uma encantadora dama que nem sequer esperou pela resposta. são de duas ordens inteiramente distintas. escrito em 1905. 0• •• ' \. Foi re- impresso três anos depois com o mesmo título original. seria preferível o título de liA Arte do Teatro de Amanhã" porque representa bastante bem esse teatro. no Futuro.~ Entendo por voz.).Sinto-me feliz por ver que. as palavras ditas ou cantadas em . ainda que não faça mais do que repetir o que enunciei no princípio da nossa coa. esgotou-se rapi- damente e não é possível encontrar um único exemplar.Entendo por movimento o gesto e a dança. Berlim. os . ! ."~ :. porque nesse dia conheceremos a lISur·Marionnette" e o drama mimado de que nos ocupamos antes (N. você me parece muito menos surpreendido agora. do Ao). No dia que vier "depois de amanhã". porque as palavras escri· tas para serem "lidas" e as escritas para serem faladas .. do A. \ versa. quer dizer. a iluminação e os cenários propriamente ditos. . : . .Entendo por ·cenário tudo o que se vê. 1 Este primeiro diálogo. isto é. será preciso um teatro mais novo.i . que . .figurinos.. • .

. 19 . o marido a MARIANA tomar MARIANA É a ti. espantosa! Sabes tanto quanto eu a minha DaRINA inclinação. é claro. não a teu pai. Os pais têm sobre nós tão poderosos Tal é o nosso sonho. I TEXTO PARA ESTUDO: E que. DoRINA Nada impede a teu pai dizer-lhe o Então.. coração. MARIANA Mas quê? DoRINA Apaixonadamente. tão tímida e agradar.. Valério faz-te a Perdeste a língua pu já não sabes corte. se o seu Tartufo é assim tão sedutor. Se isto te diz respeito.dão tal mais falar? desgosto! Tu oamas ou não? . Tens direito. a perguntar tal MARIANA coisa? Excelente remédio! Eu me 'ponho furiosa Mais de cem vezes já te abri meu Se émeu pai que aimpõe.creio que consente! mnguem ousa. por tudo isto suponho MOLIÊRE Que d~sejais casar-vos? .' seu amor. E sobre esse negócio ainda há pouco proposto? DoRINA DaRINA MARIANA Vamos raciocinar.aça MARIANA alheia .se écoisa que Queres que neste assunto eu tome o te importe. .. basta já ter morrido.. zelos DoIUNA Que jamais pensaria em desobedecê-los. CENA 111 MARIANA MARIANA Mariana. Então amas Valério: Tu não tens compaixão pela desg. Duvidar . Dorina . Para evitar morrer. MARIANA o que seja capaz de impedir a DORINA Por que ficas assim? Raiva é coisa desgraça! tão feia . que queres Quando escuto dizer coisa tão tu que eu faça?" coração. que terá de Que queres?Sou tão só. Ah. deste amor . DaRINA Não terei compaixão por quen só DaRINA faz tolice Responde que não dás procuração Para ele oferecer a alguém teu E treme ante a menor palavra que E ele te vota. correspondente. se me . teu lugar? . Dorina. amor se disse. Assim o penso. DoRINA Deixas que uma proposta insensata MARIANA apresente Recurso tão feliz não me tinha ocorrido: Sem nada retrucar? Mas quem cala. eu me matarei. indefesa.

Se a Tartufo te entrega assim como me estufo! um presente. Tanuío. DoRINA opartido 'é de tal maneira Verás mamãe Tartufo. se fizer umas Eu vou morrer cenas. as primas Tartufinas. o comentado? DoRINA DoRINA DORINA Obedece a teu pai. Terá de se calar. Tartufo irá levar-te DoRINA Que razão a impedir que seja teu À vila em que nasceu. tinha pensado Verás que paspalhão terás como marido MARIANA Que te queres casar com Tartufo. Na praça encontrarás Tartufos em Ele éguapo. Tartufos latagões e Tartufas SaI: menmas . ébem feito manada.. os Tartufos sorte? sobrinhos. Terei mostrado a todo o mundo as MARIANA DoRINA minhas penas. Mas teu amor exige o emprego de Oh.. ladainha: e toda a confraria doente. adeus! queira tanto. Que tal? Se não quiseres já e já me socorrer. ser sua cara meu pa. Se Valério Belo senhor Tartufo! Ah. procissão de toda a Todos o enchem de glóia e te Tartufada: DoRINA invejam a sorte. magoado e Minha querida . Lamento E então teu coração. E nem casares. Sereis como rainha e príncipe MARIANA consorte! O vovô Tartufão. Mas quando te Só com este castigo entenderás o Não. espanto? Estou pronta a fazer tudo quanto Queres que o meu amor passe a ser mandares. . À noite. resistir ... Eu não quero nada. Ter tentado desviar-te de tão doce arrependido. me quer. . intento. os primos vantajosó . afinal. embora o Ah. por favor. firmeza. Agora é que lhe toca obter-me de Não é pouco. Dorina. por favor... As Tartufas irmãs. Mas Dorina.. Tartufinhos. dominado MARIANA Tu darás à Iamília oTartufo caçula! Deve aculpa cair no teu apaixonado? E a teu lado. Hei de ser tua dama! E de orgulho Será diante de ti uma Tartufaria. verdadeira I 20 esposo? obra d'arte! Não. metade! De manhã.. eu peço.Mas se eu bater o pé. Como serás feliz ao lado de Tartufo! E algum tempo depois. ele énobre. amor. Mas como?! Se teu pai éum teimoso de porte! . Devo então por Val ério. o próprio! Meu Deus do céu! MARIANA MARIANA DoRINA . verei ·como se quem há-de? . Imploro-te. eu morro! Ora. acode em meu Esquecer meu pudor e provocar socorro! MARIANA . osenhor Tartufo! Haverá melhor . se isto não Se falta ao prometido ese está te encabula.

Vem. DoRINA Mas olha quem vem lá! Valério.. Conhecerás Tartuío ... de Guilherme Figueiredo). Se a minha angústia não consegue comover-te. justamente. Não quero mais viver. Dorina. Posso perfeitamente.. MARIANA . de Moliêre. Afinal. ' MARIANA " Sempre foste pra mim tão boa e dedicada! Imploro . (quer retirar-se) DoRINA 11 Já não me zangarei. Não te atormentes mais. é um dever ter piedade de ti. e as lágrimas que verte Meu coração. Trad. vamos. que eu morra. aqUI. É bem melhor (Cena III de Tartufo. . fica . . chorando.em bíblica acepção. hão de me dar alento Ao menos para extinguir a vida e o meu tormento. 21 . MARIANA DoRINA Se morro de paixão. . . Ficarei só. MARIANA ])orina.. DoRINA Eu juro que serás tartuficada. socorra. se não tenho alguém que me ..

seu espertinho! guns momentos entra segundo perso. Mário Ribeiro. CHEFE . rapaz com cara de fome. meu jovem? Onde você trabalha. .. perta. • . o cara está lá Por exemplo. CHEFE .Sim senhor? rio. bem. Acho que já vi antes. cu da mãe" .Pois não pode. I nhor. vem da coxia).Parece que você não é RAPAZ . O rapaz muda o embrulho de mão. CHEFE .Banco Hipotecário. e que ago. Carlos Pereira veio falar com o Dr. trouxe? Espera aí.. com o Mário Ribeiro? CHEFE _ Está bem. que você falou? lar com Mário Ribeiro. é ou não é? CHEFE ~.Ah. RAPAZ _ Sim.Mário Ribeiro. RAPAZ . RAPAZ . de certa forma.Pereira. . CHEFE _ Sim. rio. .Sim ou não? procura alguma coisa nos bolsos de . Epara onde você CHEFE . eu não sabia. Mas conta RApAZ (Exibindo o embrulho) . meu jovem.. do esquema. CHEFE .. Não senhor. Hipotecá- RApAZ . Car~os Pereira.Então.Ah. uma mesa CHEFE . RAPAZ _ Sou bancário. (O telefone toca na outra sala. eu tenho obriga. ouve-se avoz do 19 polícia . O trouxe um embrulho. CHEFE . RAPAZ . mas . atender. curando um lugar para deixá-lo). CHEFE _ No mesmo andar. até então omisso. Após al.Sim. aqui e outra ali? CHEFE . Ah. Acena seguinte é em off. certo? que pariu. Mâ- POLÍCIA . omandou? POLÍCIA .Carlos.Nao sei POLÍCIA ..Então é verdade. . eu.Sim senhor. meu jovem? ".Certo. visita.Certo. . . para um lado e oiuro. RAPAZ . Você então RApAZ _ Eu vim mas foi para tra- quer 'falar com o Dr. CHEFE _ Não sabe? Vamos ver. qual é oseu nome? dizer.) RAPAZ . Muito CHEFE _ É um nome comum. O chefe 22 RAPAZ . estou achando. certo.) Vocês trabalhavam juntos. Silêncio na cena. Então você é colega doDr.Ah . Mas me diga uma CHEFE _ Sim ou não? (Sai.. " POLÍCIA . RAPAZ .. por enquanto. RApAZ . te oembrulho de mão. certo? CHEFE .Certo. CHEFE . certo? RAPAZ .Bem. (Voltam à cena o primeiro policial Mário Ribeiro. sem mas. Em cena. não.Já está aí dentro.Por favor. Olha para o certa forma ? _ . Por que voce dsse de rendo falar com oMário Ribeiro. .Sim senhor.Tem um cara aí que. PoLÍCIA . muito es. CHEFE .Certo. pro- RAPAZ .Ah. (O rapaz mqUleta-se. um personagem (policial) ouve um radinho de pilha.Repete o nome.Você está bêbado! • ção de fazer perguntas.Nome todo. para mim. CHEFE .Por favor.Muito bem.Lugar nenhum. Examinam o rapaz. CHEFE .E depois a e o chefe. brulho na mão.Hein? policial. Ele RAPAZ ... . . RApAZ . sabe? É uma gente esperta. qual é mesmo : o banco RApAZ .Osenhor me desculpe.Eu trouxe pra ele. esperando. Orapaz transfere novamen. ! CHEFE _ Certo. fale. CHEFE .Bem. batida do fone no gancho.. TEXTO PARA ESTUDO: (O chefe se senta.) RApAZ . RAPAZ É isso que eu queria I _ POLÍCIA . sim se- nagem (moça ou rapaz) com um em. tá. saber coisas. RAPAZ . Da coxia CHEFE . quem RAPAZ _ Sim. eu queria fa. CHEFE .Bom. Eu trouxe. Um ra sorri. O Mário era de outra seção.IIPuta .Sim.Sou bancário. certo? CHEFE _ Isto menino. senhor. .Eu vim mas foi para. Entao estamos primeiro policial sai de cena para na seguinte situação. zer isso (Ele mostra o ~mbrulho. A voz coisa. RAPAZ .Será que eu podia falar RAPAZ . e oFRANGO ASSADO certo? I olha. PoLÍCIA .Ora. Evocê sabe se ele pode receber Carlos Pereira. Afinal.

Mário eram colegas e agora buscar o Dr. Foi só isso.un. viu? .) (O rapaz ergue-se assustado. .Só farofa? RApAZ . I'a no banca. o rapaz começa a desatar o um problema (Entra o 19 policial).Bom. O chefe coloca o ci. CHEFE . CHEFE .CHEFE . ochefe afasta RApAZ _ Sim' h . pousa o olhar ro ainda apagadó da boca). por favor.Bem.Mamãe preparou para CHEFE . certo? (Tira o cigar. certo. RApAZ ~ Não. Nao po. to bem .Certo. CHEFE . e guar ar. .O senhor é que sabe. De repente. com esse embrulho.Ah. . demos fazer uma coisa dessas. Você ia RAPAZ . Não guardei o vim parã trazer. quer dizer que sua mãe é do esquema? go). Mas vamos aos que tinha um colega do banco que RAPAZ . d d. (O chefe recorte. Foi sua mãe que fez? . eu posso deixar o embru- lho. inspira fundo. O chefe sorri). RAPAZ . APAZ ..o que e que voce acha A ramo Foi isso.jornal. nomes lá do banco. doutor! CHEFE _ O pessoal todo sabe RAPAZ . Nao .A gente estava comen.) Eu . . " .se levanta ese retira para outra sala.Certo. Se o senhor. Muito obrigado (Silên. acontece que estamos com falei com ela.f ' sen ar. Você parece bido. RAPAZ . cio. só.Ela não fez o prato? CHEF: . V~mos supor que blema.Não senhor. certo? . as dobras dopapel e examma o ran. Mamãe fez o prato abra? RAPAZ . volta o chefe).Farofa.Certo. (Silêncio. estava . 23 . se. por.E. Eu vi mesmo foi nos t dizendo.u nao sa la que tinha RApAZ .Sim. RAPAZ .. farofa está mesmoa boa? RAPAZ . estava? do de frango. O rapaz se senta. senhor. CHEFE .. e cial não.Desculpe. vai todo mundo sabe. Mas tem um pro.. Prove RAPAZ . com o embru.Eu li. HEFE . RAPAZ . RApAZ _ Eu vi também nos ior- RApAZ .) Vamos..Ué. comoda.) CHEFE (Aproximando-se) _ Mui. quer falar com ele.Mas. Foi CHEFE . Ele per.Não sabia o quê? CHEFE .Escute aqui. como e que CHEFE . . I o CHEFE .Se o senhor não se in- Pode esperar o seu amigo. bado. . " Tempo. Um lenço. jornais e os meus colegas também vi- RAPAZ .Nada? Ela deve ter fa- duroso." Vá buscá-lo.Vamos ver. Espera.. Natal.Certo. fOI no Jornal do Brasil. quando voce falou com ela? braço da poltrona (O rapaz agacha. tira obarbante eabre opapel gor.Qual? do hoje na mesa eentão mamãe lem.O senhor quer que eu . CHEFE .Ordens. de receber visitas.Certo.um engano meu.Está aqui.Quem. talheque ia me 'passando desaperce. certo? POLICIA . Mário Ribeiro não po.Fez sim. Pode colocá-lo aqui no Garcia. certo? (O 19 que ele está aqui certo? ele.Nos jornais. RAPAZ E ~ b' .or avor. o Dr. meu jovem.Sua mãe também viu? se (O rapaz dá um passo à frente. de abrirmos o frango para ver se a CHEFE . CHEFE . Apenas um de. muito bom o chei. Garcia! tava aqui? no rapaz. mas ela nunca ro. Como foi mesmo que ficou I lado alguma coisa. Eu 'é que falei com ela frango? CHEFE . RAPAZ . O Dr.Mostran do o jornai. sen or. policial sai lentamente. Mário Ribeiro (O poli. Aquestão é simples. Aproxime. Você e meiro policial aparece). RApAZ P f . eu vou provar? RApAZ . J viu oMário. Silêncio. . CHEFE . CHEFE . exemplo? R S' · h CIte um nome. não.. dia importante. certo? cebe as suas mãos trêmulas. _ _ do Brasil. eu não sabia. RAPAZ .. Eu é que Você agora abre o embrulho (Afo.Farofa com ovo e miú.Deixe-me ver. Garcia.Acho que foi no Jornal e eu vim trazer. se mexe).Quer d'Izer. brou.. garro na boca mas não oacende. C CHEFE .. CHEFE . Enxuga um bom rapaz. O pri.. fora de cena).Sim senhor.Nada. vai buscar cigarro (Ele sai). por favor. CHEFE . RAPAZ (Sorrindo aliviado) . Nmguem aparece. meu jovem.\ sabendo que oDr: Mário Ribeiro es- o rosto. Afinal hoje éum lho semifechado nas mias. CHEFE ~ E o que e que ela disse barbante).Qual }orn~l? RApAZ . S'IA' I enao. CHEFE .. (O rapaz se atrapalha. CHEFE .dentro do paletó. Voce sabe o que tem dentro do nais.Todo mundo? você veio aqui. continue. CHEFE .

Calma.) CHEFE . amanhã ele vem. RApAZ .) certo. certo? FIM . RApAZ . um pro- blema que eu não ' posso resolver. CHEFE . Amanhã é Piroli) . Soares demora? CHEFE .. CHEFE .Às vezes. Você é um bom rapaz. Foi isso. certo? RApAZ . RAPAZ . meu jovem.. Soares não vier? CHEFE .\ se coitado. pelo amor de Deus! (O chefe acende um cigar- to. lentamente.Não.Sim ou não.Mas ela não disse nada nao.) '.Disse não ou disse coi- tado? RAPAZ .Hum . nós estávamos indo muito bem.Provavelmente.Se oDr. RAPAZ .Por favor! CHEFE . Acho que ela fa.Muito bem..Infelizmente.É com '0 Dr.Mas por quê? CHEFE . Olha. Você vai ter que esperar oDr. Soa- res. Ela não dis- se nada. mas agora me criou um problema. . Antes você disse sim. O 19 policial aumenta o volume do lou coitado. .O Dr. É a única coisa que . . (O 19 po- licial voltacom os cigarros eo rádio de pilha). RAPAZ . CHEFE. CHEFE .Me explique. rádio de pilha.Mas hoje é natal.Não me lembro. .. RApAZ . (A cena escurece lentamente. será que ele vem? CHEFE .Foi engano. Soares.. Soares não vier (Adaptação de um conto de Wander • 24 hoje. RApAZ .Por favor. não. Então ela dis- se ouve.RApAZ (Cada vez·mais nervoso. E se o Dr.

o seu labor.Sim. como sa- E também a árvore da vida. ADÃo .Confio em que também (Saem Nome do texto no original: CAIM Deus . Por que cedeu ABEL .. Eu irei em seguida. continuas silencio. do. AoAH . Adão. permi.A paz de Deus esteja . resignação de teu irmão e procura porque os OUVI. Caim fica só) dão dos abismos.Não. Oceano. ABEL _ .E por que hei de falar? sas orações.Já que terminamos nos. fizestes nascer a EVA .A Terra sem Paraíso.Deus. .Deus.ao tastes a árvore do conhecimento? Eden? Que tenho eu.Oh. derais como a árvore da vida? nem pedi para nascer. primo. e fervorosamente. plantada já a árvore e não por ele? serpente. ADÃo . ADÃO . Por pendi e não desejo que meu filho se- de males futuros. CAIM. Caim. Deus" por que plan. Eterno. de de uma culpa que não é minha? quando pequei antes do teu nasci- fazendo e bendizendo tudo. espírito? 25 . que eles fizeram? Não havia nascido antes nunca divididos.E também em voz alta.Por que franzes a testa? Tradução e Adaptação: Dina Mos- . Glória a sabedoria e boa é a vida. irmão.. ADÃO .Por que? CAIM .. não. Como a Ti! Recebe a expressão do meu há de ser necessariamente bom? Eu podem as duas juntas. Meus pais apenas têm uma resposta CAIM . meu pai conservar o seu lugar no EVA . dir-lhe. com a realidade.E não haveis orado vós? dá frutos facilmente. que chamastes aos meu paià mulher e à serpente? E ADÃO .É isto a vida? Trabalhar? luz! Glória a Ti.A serpente dizia a ver. mes. o mais velho ABEL . .Não tenho nada que pe.Enão hei de morrer? (Saem todos. Quem chega ali? Seu contorno pare- mento. filho meu! Veja a CAIM .E por que não a consi. Não vejamos renovadas mi- tistes à serpente penetrar no Paraíso ce-se aos dos anjos. partamos cada um para ADÃO .Caim filho meu. irmão? ABEL . ADÃo .Oh! Deus! que amando. Boa é bem? Por que Deus é todo poderoso amássemos mais que a tudo. res e mais belos seres.Não vives? em teu espírito.. CENA 1~ . Jeová. oferecendo um sacrifz- CAIM . que destes nome . esse espírito mais do que a outro? gênito.Quem és. para que o Deus e Deus é bom. a estas perguntas: foi a vontade de das as coisas. comportar-te como ele.Amém! ADÃO . dade e ela era aárvore da sabedoria.Deus.Tu. Tuas palavras parecem as da se cedeu por que sofrer? Não estava glória a Ti. que sempre da começa a florescer. Glória a Ti! que tremo? Por que hei de temer a Ja também castigado. serem más? julgo pelos frutos. Adão e Eva) de Lord . e devo alimentar-me deles em virtu- ZILÁ .Vale mais que o esteja.Mortal! . livra-nos to é mais tétrico e mais triste. CAIM . Caim.Não. por que não falas? ADÃo . Mas CAIM .Meu amado Caim. Fogo eAr. que a terra 'é jovem e LÚCIFER .:. ADAH .Eterno Deus.Ofruto da árvore proibi.Nem nada que agradecer- Sai o sol. preciso ficar só por um momento.Senão voltarei para bus- lhe? car-te. ' .. CAIM.Para orar.Filho meu! Não blasfe- elementos Terra. (Entra Lúcifer) CAIM. .George GordlJn Noel Byron ZILÁ . COVICI dos meus filhos. Infinito . Adah e Zi/á. CAIM . que são amargos amor! EVA .ADÃO. que ver com o dia e separastes a manhã da noite.Não vens. que da eSCUrI. Eu me arre- e dele expulsastes meu pai. Pai de to. Por que hei de trabalhar? Não pôde nos iluminas! Glória a Ti! ADÃo . Mas seu aspec- nhas misérias nas tuas. que criastes os melho. CAIM . estás aborrecido comigo? ADÃO . Eva. Abe!. AoAH . EVA .Cairo. Contenta-te . Sigam primeiro. Com isso só despertarás a cólera di- so? vma CAIM .e Senhor da Sabedoria. Mas.Filho! Falas como eu. Adah.

há neles e debaixo deles. poder do conhecimento? CAIM . Isso ouvi demônio? Ele. ou eu. Não estavam vida nos foi suprimida em virtude da ali a árvore da sabedoria e a vida? . maldição eterna.Sou.Resistindo e sendo vencê-lo e sigo vivendo. Minha irmã Zilá dos eles. ta que me olhes. CAIM . A árvore da CAIM . meus pais era arrancar todos os fru- sa alguma que faça a morte odiosa. mas viverei para LÚCIFER . pela ansiedade de minha mãe. Meu CAIM . e eles constituem tua vendo conseguido sê-lo.Se tua alma não fosse CAIM . .Como posso sê-lo? Bas. senpre tu mesmo. Abomino esse instinto e me des. LÚCIFER . que LÚCIFER .Contemplo o mundo onde não há frentar a morte? rá sempre. Oxalá não CAIM .Como? prezo por senti-lo. CAIM .. . CAIM . . fraqueza de meu pai. ela cessará de ser etu con.. não posso CAIM . Tu vi. que os teria LÚCIFER . Ele ven.Oque deveriam ter feito morrer eenquanto vivo não vejo coi. Nada pode apa- houvesse vivido nunca. que fala dentro de ti! mais ficar naquilo que sou. pensamentos das trevas e também os teu poder.que devem dizer e cantar. para andares nas trevas? des ser desgraçado? tão pouco me entende.Eu sou imortal. 26 LÚCIFER . E tu? não nos deu aterra mais do que para LÚCIFER . Enquanto CAIM . Teu Criador e o da Acaso -fui eu quem plantou coisas ria.ca?tar os serafins e isso repete meu deixado viver sempre na alegria eno verás! pai. LÚCIFER .És feliz? as primícias das crias da terra aquem que Adah me olha efica em silêncio.De modo que foste tu alma imortal.Conheces meus .Sim. ' entoa hinos antes de que'cantem as CAIM . com todo o píritos. LÚCIFER .É possível que che. to tempo oscilam como vagas visões gar a mente se a mente se mantém em meu pensamento.nada em consonância com os pensa.A que te referes? tos ou nenhum.Os serafins dizem o CAIM . Bastaria uma ser- CAIM .pai se submeteu e minha mãe parece uma coisa terrível a morte.'quem tentou minha mãe? CAIM .que a regássemos.Um já é teu e os ou- toma a existência tediosa e ao mes.usar sua imortalidade para enfrentar tros podem sê-lo. apta para essa companhia não me mentos? haverias visto aqui.Aque as almas devem LÚCIFER .Oque manda em to. Não a vi até agora.Que parte imortal? Isso ceu e devo resignar-me.Meu pai assegura que é.Edos céus ede tudo que centes e curiosos? En}ão. LÚCIFER . . tinuarás vivendo igual que agora. salvo um inato instinto de viver.pensa.Enganaram-te. pre! Não penses que esta terra dura. mo tempo nos força a ferrar-nos a o onipotente tirano e dizer-lhe que o ela.Pobre barro! Preten. quem era o morte. não nos foi revelado.. únicos dignos de todos os capazes de LÚCIFER . LÚCIFER . . : Terra.do.Deve estar se ocultan- CAIM . Meu irmão é um Abel levanta os olhos ao céu e Zilá LÚCIFER .Mas apenas penso para mim e mi. proibidas ao alcance de seres ino- De modo que o fruto definitivo é a CAIM .Não o sou e não ha- pensamento.Quem é ele? salvo com a verdade. E minha gues a ser como nós..Viverei. Dizes coisas que há mui. mentos que fervem dentro de mim.E tu? mentos que a fez arriscar-se a uma mãe chora quando ela 'é mencionada. .Conheço e sinto os CAIM .. o que és? teus. haver esquecido a sede de conheci- CAIM . trora. lhor? nhas torturas são só minhas. CAIM .Vives e viverás sem.Esendo assim podes dei.seu mal não tem nada de bom. mero guardião de rebanhos e oferece murmura uma oração. e a da sabedo.Etu? . Nunca pude independente.Alguém que aspirava ' LÚCIFER . Mas não posso LÚCIFER .aves matutinas.Não tentei a ninguém.Igual? Epor que não me.ser aquele que te criou . E tu. porque são os Deus e. Vejo que de- vo procurar entender-me com os es- LÚCIFER . LÚCIFER . LÚCIFER . Eminha amada Adah xá-los.conciliar oque vejo com oque ouço.Quase me pareces um pente para convencer-te como ou- LÚCIFER .Não. Pergunto: ousarás en- LÚCIFER .

Não sei o trabalho.. LÚCIFER . ao MAH .teme e esse é o verdadeiro co. pode ser senão o bem.Como? Não pode minha ção.) .És portanto meu ado. remorso do que foi e' es- que ela é. saído do meu peito? E não nasceu Caim do mesmo ventre que eu? Eao LÚCIFER .Pensamentos mexpnml. . porque ao não adorar. vim buscar-te porque já é hora da alegria edo des. CAIM . rão e engendrarão seres que nasçam nado ante Ele. ADAH . CAIM . 'que LÚCIFER .Quem tudo conhece MAH ..Oque não se inclina MAH . · • • I C.E dizes que nunca te dor.Para oferecê-los com AoAH . anjos que conhecemos.. pensa na- ADAH .Não é como 'os demais LÚCIFER . Caim não irá com esse Espírito.Enganas-te Adah.AIM . E antes de vê-la chorar sou E a verdade. LÚCIFER (Para Caím..Não vês algo aqui? LÚCIFER .É um deus.Qual? digna ser nosso hóspede. cer. esperando encontrá-la. em sua essência. amorosos? Não beberam eles o leite CAIM (Para Adah. oréptil não mentia. a essa morte 'que. Caim? Abel no altar. por- CAIM .Quem és tu que te inter. parece que nos conduzirão a capaz de qualquer coisa.Porque me falou como AoAH . ADAH .Irmão.Aceitas? Caim.Sim. Dizia a verdade. que é. CAIM .Não irá. que.E nos deixas? nos amarmos. essa mentos de arroubo e de plácido des- CAIM .Tu já MAH .Deixa-me ir contigo. LÚCIFER . Mas sabemos' que 'dissó veis me invadem quando ouço falar não nos veio mais que o mal: expul- dessa.E nossos pais? um deus. ADAH . mas em lho esta manhã. (Entra Adah) ADAH .Sim. MAH . deve ele amar-te? LÚCIFER . É tam- nada. . E nossos filhos. CAIM .Então há outros? De to- dos os modos seja bem-vindo se se filha amar a seu irmão Enoch? CAIM .Deus meu! Não 'se àma- CAIM .Também ofez a serpente quaado nos fizeram expulsar do Pa- e mentia.Até agora não. LÚCIFER . não outro. Caim. sem saber o Eu .Devo ir com clinar-me diante de ti. .Tua beleza e teu amor. Oserá CAIM . mas me parece horQveI. todos a muitos anos de pecado e 21 . LÚCIFER .. Caim e eu. Os frutos estão maduros e esplendem corda oque já suportamos.É verdade . rador. é inevitável. quanto amamos aos nossos me arrancou com lágrimas esta pro. que nasceste comigo.Acaso nos amavam eles frutos maduros. queles a quem tu amas. bém um pecado? nhecimento.Não me inclino anenhum MAH . ' pai e à sua mãe. ' LÚCIFER . para nossa eterna CAIM .E isso oque significa? MAH .Antes devo colher alguns CAIM . plicaremos os seres que devem cres- CAIM . que não serão completos sem tua presença: Mio fIzeste teu traba. CAIM . com uma condi. vão. perança do que pode jamais chegar.Não obstante. raíso? .Como sabes? nada mais. mas Adah dor implica conhecimento.A ti te amo Adah.) . me pertences.Mas não havíamos nas- era aquela a árvore da sabedoria? cido ainda. Caim não vás com 'esse espírito.. ADAH ~ Assim ofaço eu.morte toda poderosa. os mo- inclinastes a teu Criador? LÚCIFER . Vem.e ama-me. temor..Não como tu amas a' LÚCIFER ~ Adorar-me-ás como CAIM (Para Lúcifer.Ensinar-me-ás isso? em tua descendência. CAIM . teu amor e minha alegria. mas ofiz por ti. não vejo porque in. temo. Re- te. suor e que parece. Procurei-a na vasta e gigantesca noi. multiplicar-se a amar-se? Meu dos dois. Assim que canso. ra de descanço? 'Seja bem-vindo.Tu o saberás onde penso conduzir-te. não é dos nossos.Por que? LÚCIFER . já és pões entre coração e coração? meu. filhos e quanto nos amamos um ao messa. não multi- a Ele se inclinou a mim. LÚCIFER . teu senhor.Mais do que ao seu o que devo temer.Sim. Não CAIM . (Para Lúcifer) Quer compartilhar nossa ho. são da nossa morada. Mas não amo CAIM. ele. canso.) .Não me havendo incli.Vejo um anjo . ainda que 'desconheça como a claridade da manhã.

LÚCIFER . foram outrora matéria como tu.Como? CAIM .Tem fé em mim e te proibida? o sono do nosso filho.Este éoreino da mor. te criou.Por que? te. CAIM (Aproximando-se da crian- sou o Príncipe. Pareces tão orgulhoso e ao rece vago e sombrio.Se me crês. dor. no Enoch dorme em seu leito de fo- AoAH . que fores.Sofrendo como eu. no entanto me parecem seres viv. .Posso fazê-lo sem temor? CAIM . saben- mão. a morte e as coisas mortas? por que existo. aceita afelicidade.Caim.Não devo amaldiçoar ao lho? ÇAIM . Poupe-nos echoraremos por que eu me revelasse. pensando que era o LÚCIFER .) na Cena l) dentro de uma hora. Sozinha? Quem pode ser conheço o teu poder e que me mos.Que lindo parece! Suas faces CAIM . mesmo tempo tão triste. meu nascimento provou da árvore padas protegem do sol e favorecem LÚCIFER .Se assim era. onde voltará para reunir-se contigo.Tranqüiliza-te. tras coisas mais além do meu enten.Vamos.Que fale! Eu o seguirei. Por que tes triste? Por que as coisas são AoAH .Quem são estes tremen.Que lindo são seus lábios 28 rás. Que silenciosos e vastos são estes pe- tos dias. CAIM .. nos seriam precisos para conter essas CAIM .E teu Deus. Adúvida é que te fará perecer. Sejas tu feliz. Aonde vamos? contrastes aqui? .Deus ou demônio.Não sei quem és. acaso também a terra é teso ADAH .E não era o conheci- graçado. . . essa felicidade'que me humilha amim de que Ioi feito teu pai? " . (A Terra próxima ao Éden.Aesta escuridão (Pausa.Conseguiste-a antes de LÚCIFER .Nada tenho a ver com LÚCIFER .Caim.Sim.CAIM .de mim? Nunca vi coisa parecida e entreabertos! . o seu irmão.Foi para isso que me só.Pisa com cuidado Caim. meu irmão! tou a vida. ao desconhe.) . para terminá-Ia com a morte! lhas. verá coisas que correspondem a mui.Passa. nossos filhos e LÚCIFER . LÚCIFER .Maldito seja oque inven.Caim.. ADAH . tu pareces des. LÚCIFER .É terrível.. de LÚCIFER . debaixo dos ciprestes.Sei que existem. CAIM . ção é mútua entre ti e teu pai. do qual eu LÚCIFER . como pode ser feliz e bom? imortalidade? trouxestes aqui? AoAH . numbrosos mundos! ADAH . A maldi. dos fantasmas que vejo flutuar diante ADAH . E nesta hora. caminho da felicidade.Sabes quantos ocea.Atreves-te a enfrentar CAIM . feliz estando só? A solidão me pa.Espírito.Pareço o que sou. mas re.. Pergunto-te: queres ser imortal? na hora da imortalidade. já en- lágrimas? nós. CAIM . LÚCIFER .Para um lugar.: Ehei de ser eu como eles? e aos meus. não caio que me fez nascer e que antes do ADAH . CAIM . E depois à morte.Por que o nosso peque- (Saem. CAIM . do que tudo te parecerá mais claro nossos pais. Apenas a tolero dimento. CAIM .Esses fantasmas que CAIM . tua? . CAIM . não cai. têm a cor de pétalas de Rosa. E por que tu te sen- CAIM . ADAH . ou o .As luzes se afastam de LÚCIFER .Dizes bem.Continuo perguntando amaldiçoa.Porque suas folhas co- e no entanto temo cair. LÚCIFER .Vou pelos ares. LÚCIFER . como CAIM . CAIM . .en- CIDO. LÚCIFER .E como hei de ganhar a CAIM . Por que escolhestes esta (OS ABISMOS DO ESPAÇO) LÚCIFER . este Espírito nos LÚCIFER . quando penso que logo verei meu ir. sustentarás sobre o ar. ça.:.Para onde? não vê-Ias? como são? LÚCIFER . Lúcifer e Caim) CAIM . Tudo me pa- rece um pecado. guia-me.Não reconheces o pó vês. mento que buscavas? ti. que está CAIM .Que responda o que AoAH -. LÚCIFER .Maldizes a teu pai? árvore para o repouso do nosso fi- CAIM .

) .Basta um altar.Tu és mais apto para a te deixe a ti. Não quem? . adoração. por- Disse-me minha irmã que estivestes que oSenhor está irado contigo. Ainda que Deus o meu santuário. .Trabalhei. CAIM .Deverias deixar-me..Adeus.Humilhar-te.Não te atreverás adestruir deixou mais triste do que antes. Escolho. Melhor seria que não houvesse nascido. Eu não sinto muito aperda des.. pais.Caim.Nem sequer passaram ABEL .Não antes de que oremos por teu piedoso facão? Esqueça isso. nem tolerarei Não te tenho a ti. ADAH . ABEL . pre lamentas o Éden perdido. ABEL .Não. que tanta vergonha não seja evocada gas horas foram para mim.Reza. a ABEL . te reconheço lembranças do passado. AnAH .Aos dois. figura a das nuvens. arei e suei.Bem.Onde? em estreita comunhão com umespí. e vivér nele eterna. ABEL (Caindo. Deixa-me Abel e entre.Aí vem nosso irmão. que nos fizeste e não foi tua nem minha? . Teu Deus ama o sangue! Afasta-te! CAIM . Chegarás tu tam. CAIM . pefação. ga-te tu a teu piedoso propósito. meu Caim. Adah. rito errante. CAIM (Após um momento de esu- com espírito humilde e contrito. desde que partiste. a Zilá e a nossos .Nunca o pedi.. debaixo do sol. AoAH . Ondees- núsculo herdeiro.Adah.Caim.Prazer? É meu prazer re- CAIM .Não me repudies e esco.Minha mão! Mas minha lhe um dos altares. não menciones ao a condenação que leva nela. mão está coberta de sangue! E de CAIM ..Aqui.Interponho-me entre ti e ABEL . .. leva tua vida aquele que tanto amas. ABEL .Deus.... vil adorador CAIM . e sacrifiquemos juntos. AnAH . quan.Sim.Nem o"que vistes? CAIM .CAlM . Beija CAIM .Há frutos da terra que CAIM . fiques só. mente. ABEL .Vejo que o teu guia te Caim. Eu o erigi CAIM . truirei mais altares. Cairo? MAH . onipotente.I?..Deixa-me Abel.) . Jeová te ama. de acordo com a CAIM .Não sei. ABEL . CAIM . este é o teu lugar. antes de voltar asê-lo? Se não tão tuas oferendas? liém . gozijar-se com as vítimas imoladas ADAH . lon. ABEL .) 29. CAIM . duas horas.Nunca. que tanto recordas.Demasiado rápido . MAH . a terra devem retomar. meu mi.Que fizeste. pobre Zilá .Sorri e dorme. decer ser barro.Então ABEL . nas duas à luz do sol..Onde estivestes? meu altar. te rogo que sacri. Caim olha aseu te- condescendente? Por que hei de agra.. para que voltasses. me? Essa criança que dorme ignora nos insuflas' o hálito da vida.. e entre as muitas teu filho coisas que lhes devemos. (Adah sai com (J filho) ABEL (Erguendo-se. a quem devemos nosso nasdmento? ABEL . Caim. D'a-me tua mao • • e diIZ a podem constituir uma boa oferenda me aliviará. dor. maldição. e ainda viará.Se amas a vida . Era dos que conhsce- mos? CAIM . deixa-nos porque outros que. para justificar este crime! Afasta-te. não continua.. diante de ADAH . ir- MAH .. Oferece tu esses frutos. vamos sacrificar. ' .) . CAIM . ABEL . quaiquer que lado de nosso filho melancólicas sejas ou possas ser. elevou a Deus.) .Deves escolher.Espírito. Não haverá forças ímpias todos os modos lhe agradeço que te que derrubem meu altar.a pagar por aquela culpa que sou nada. CAIM .. a nossos filhos.Que queres dizer. ao Senhor. CAIM . mas ape. Devo fazer mais eser mais vejo mais do que erva e terra. ou onde tu quei. " tenha trazido de volta. morte. nosso irmão. Teus . Isso te ali. CAIM . vida. porque devo arrepender.Abel.Dois altares que Abel CAIM . De ABEL . Não cons- se Éden perdido. frutos se disseminaram pela terra.Daqui por diante nada mao.Escolhe tu por mim.Da terra vieram e para ras. do que eu: CAIM ..Bem-vindo sejas Caim.Amo a Deus mais que a . do podemos construir outro? ABEL . . Por que sem. para prazer do imortal Jeovâ. ..Que é isto que vejo aqui? ABEL .Irmão. CAIM (Golpeando Abel. mais para nada oferecer. CAIM . (Longa pausa.

(Adah toma a mão de Caim e se- vra-te Caim.I Voz .Caim! Caim! .Nada temo. -". porque não olhando meu marido? Que fazes aí.. - ADÃo . meu irmão e meu . sua luz! . Cairo. Voz .ADAH ~ Mãet Não oofendas.Caim! Caim! mos mais feridos ainda. . E que viva no terror perene da mor- to! Acaso o'silêncio é a morte? te! Desde agora. . depois de roubá-la não seja mais do que com sua vítima! de meu irmão? Não pode estar mor. peei-te com força.um amo. .. pode'ser sangue.' JamaIs. EVA . que não fostes tu! Voz . ir...Esta voz soa como a de EVA .sempre. Não. rei com o morto e só para. Caim. E ADÃo. Caim. e eu. A morte é como o sonho. rar-me de ti. Que quando sonhe de' minha vida. desta horrível acusação! guem juntos).Deixa-me. ".Escutas? ADAM. Vem Zil'a.Não temes minha compa- Caim. Por que te opuseses a mim? EVA . a Zilá sem marido e a mim.1 neguem abrigo! Aterra. Gira Eva.Teu natural desgosto. seguiremos morando juntos! Eu fica- irmão? Abel adormeceu? Que es. ADÃo ...Fala.. morto..' nhia? ADAH . salvo sepa- EVA . sepultura! E . I .Zlt Á (Falando) ..Deixou-te sem outro ir- Tudo isto deve ser 'uma farsa para mão.. umidade? Que é isto? Não pode ser EVA .Quem fez isto? Fala CAIM .Ouvi um ruído o sol. eaganár-me.Onde estou? Acorda..Foi: Eu o vejo na expres.Que Viva ele em desola- I. Amorte chegou ao mundo! xaram? .Vai.Não o maldigas mãe. Mãe! .. Eu o amaldiçoo e Quem: me deixou sem irmão? Tens o afasto de minha presença para os olhos abertos e não deves estar sempre.: : . ADÃo . .. Cairo como não chegaste . mas não para te esposo.Por que? Se todos te dei- todos.:: .' · . (Uma voz grita de dentro. fala . tranliapalidezl E isso que vejo? Não porque não voltaremos a ver-nos tu .dessa ! CAIM . é sangue! Que farei caiam sobre ele.) seres humanos! Que os bosques te ':" . ção todos os seus dias! FIM : ":...) • gun-nos que em nossa dor não esta.. ADAH . Adah! viôlência? Pai! . sãoferoz de seu rosto e na forma de inclinar a cabeça culpada. a palavra c' Caim será abominada por todos os (EntraZilá. rti~ito forte. sem filho algum. não deve conduzir-te à incle- a teiTa ao meu redor.. E que é esta mência. Que fazes aí.a íempo de livrá-lo . ADAH . Dei um golpe só . o sonho cerra nossas pálpebras. Li. Venham ADAH . mão! Por que estás tão pálido? GoI- ADAH .Fala. filho! Fala e asse. matar. fraticida. estás coberto de sangue.Caim! Caim! . porque é teu filho.Que todas as maldições O' orvalho.Tu Caim.CAIM '.

é.CLIENTE ... eu tenho está a bela dama para omeu PETIT CLIENTE . a verdade. não 1 (Rouco. já passaram. (Cantante) Quem procura e se você for bem bonzinho . traz aqui é outra coisa. Vai" senta.Anda.. arranjar o que você deseja... Desaparece. Ou melhor: por quem é que Você sabe muito bem que a coisa tensão e escândalo. po. seja alguém como eu. .:.. a s.esto. Impaciência bem oque éque ele está procurando. CLIENTE (Iluminado) . Espe.Claro.Eu so ~he peço' (~u- SENHORA Eu acho até que alguns ~ como di.. Num segundo. .A senhora ri porque tempo. com vivacidade) CLIENTE (Comum suspiro profun- eu ..) muito. desculpe. oque me traz aqui. CLARO. anda. queridinho? Mesmo que seja alguém to.A senhora sabe mui. .Ali. .Ah. vo. Onde .. eu a chamo de Madame? 31 : . ravilhoso . . . quase ' CLIENTE . NATURALMENTE. porque é que eu anda. Madame. acha.. Uns ai. Tem impaciente.e OJOVEM CLIENTE gostam! (Ela ri) Compreende? Você que ela esta? Em 'que quarto (Sufo- sabe o que eu quero dizer não é? ca~o). ela não está ções anormais com uma fechadura PRE por outra coisa. . matazinho. . Outra cê também.Por favor. CLARO! ta? .. (Ela atenta aal. (Ela tado.você sabe que não dá jeito. porque no fundo. INTIMIDADO) . MONSIEUR.qui a pouco. olha só! .. meu menininho. se CLIENTE (Rouco. empurrado pela SENHORA. . Onde está ela? (Ri) On.. seu safadinho? Anda. mas com tan.Onde está ela? Onde? do) . claro. fala. CENÁRIO: Salão de mau gosto. so !he suphc~ rei? . CLIENTE (Decepcionado) r: Só porta. . anda. eu venho! não pode se passar na presença de SENHORA .Eu não vejo chegar essa hora. SENHORA(Voltando) . certamente.Ah..' esta ela? CLIENTE (Esforçando-se para ser diglW) .. Cada um dos.AFECHADURA SENHORA .u"te Porta de aspecto fúnebre.. dinho. Têm uns " Personagens: que não se queixam.(Ela mostra o lado es- eu. SENHORA . Mas ficar no "ora veja". SENHORA .) E quem procura acha. Eu não fiz você esperar que procura. ali agora. Eu .eu acho até que alguns até que. Estão bolindo com ele. : cê já estava ficando impaciente. desculpe. seu fal~r com franqueza. É verd~de. vestiàa com pre. eu não CLIENTE .. a gente sabe muito do meu gênero que só está aqui pra comercial. e o senhor vai achar aquilo faz um gesto indicando algo de ma- brezinho. viU es- imensa e extravagante. . senta ali .. eu esta. Bom.: CLIENTE (Rouco) .. a senhora sabe... de propor. Eles não se queixam. (O CLIENTE SE LEVANTA SENHORA (Cantante) . Uma janela de cor. (Ela dá Jll11 sorriso a gente sabe. Meu Deus. Estão bolindo com ele. Porque eu mesmo. naquela última por- ·· ' i · CLARO. quando voc~ ficar só.. .to sen~or que vem aqur q. Mas claro que tenho.dizendo? Ou melhor. eu já vol.. Mas da- do cliente. de está a bela das belas (Ri) Onde duvido! lar. to jeitinho. OUTRA COISA. não é go) Ah. não. pode SENHORA (Natural) ~ Anda. senhores. SENHORA (Com precipitação) . Ela traz um mo- lhe de chaves. mas daqui'a pouco. de ca.Madame . Entra o cliente. to bem.ue se que eu não te fiz vir até aqui pra quexa de ficar esperando. cada SENHORA -Pois eu não .(Ri).enhora me diga onde . vexado) Não brinque.. fiz? Ah. Coitado do meu diplo.Ali) en- SENHORA (Com pesada ironia) _ tão é ali? É ali. va brincando. Oque me curo) . queri. ' lada em torno da fechadura. rando.. ouviu. coi. .Olha só..mlldemente). Madame. E você. ra.Madame.. .. Você sabe muito' bem de Jean Tarbieu mUI.. daqui a pouco? ' . Mas vo. coitadinho.. eu.. E mesmo que esses terceiros . Noite acumu. Ou será que vccê . confuso. um dos NOSSOS senhores vêm SEM..Deixa isso pra lá.deixei o meu dientinho me espe. belos descerados. pra fa. Seja um pouquinho razoável.. Pelo contrário.. e você. ..tar.. que eu já volto. venho. como nós .. SENHORA (Cínica) .terceiros (Elari).

J nhora não acha que . meu bone. la. que você tem que olhar.Anda. SENHORA .Em absoluto.. rapazl Não Seu danado.. Vai ter de olhar pelo bu- Num minuto. . nho. E agora. SENHORA (Tentando) .Um mo. . Hein. E agora? Tem depois. pente... (Com lentidão. Vai ouvir e CLIENTE (Decepcionado) . Você será mais feliz . Você ou não é? . pode ficar perfeitamente à vontade. é que não ouve.Quer dizer que eu vou entreaberta. CLIENTE (Desconcertado) . Quer dizer.. . conselho: te acalma.. Cheguei ao que eu que. toda essa ... Só pra você. isso bastava para me lado. a outra porta.Por ali! Há dias.Ding. É SENHORA . sonhando? Hein. mas.. Ou eu me engano? Um pêndulo CLIENTE . engraçado nisso. . E vai ser daqui a mentinho. SENHORA ..... há noites.. Unzinho que fosse. olha aí. a se.Mas. Só por ali. que a senhora disse.Só se você for surdo Deus! co. SENHORA . Seis horas e eu no quarto dela.Eonde.Eu sei. SENHORA (Zombando dele com ir- que está ao lado do seu leito ..Vai ver que é. 'é um sonho? que está sobre a mesinha de cabecei- ra. Vê. uma porta ali.é "mon petit". quando você ouvir dar seis SENHORA (A senhora lhe revela a essa paixão que eu tenho por ela. nem porta a hora.Madame.. Perceber apenas a presença dela.. Exactement. Uma Ah! . o que eu dizia era que. da sua bela da. Não entra nes- sa batida. ouvir mesmo o barulho do pêndulo? raco da fechadura..'Por só penso nela. ..Claro que não..Também não épra rir.Paciência..que .Oque é que há? Por uma cortina rasgada.Calma. Um momentinho não vai satisfeito? pouco. CLIENTE .. não é um sonho.... um buraco de fechadu- pra mim. binado. CLIENTE . ma . Era o que eu dizia pra mim mesmo. e mesmo sem que ela me visse. não se zan- quando você ouvir um sinalzinho depois. Ela podia até cantar. ding. responde! não estava aí dizendo que queria vê- em carne e osso e até demais. Eu vou ver ela? logo que eu lhe der. Não vai invejar mais CLIENTE . Eu não disse pra .. me diga? Será que CLIENTE (Febril) . há anos que eu lado. te fazer mal. de re. um ding. só instante.Que mais Ah. a senhora sabe? de falar..Depois disso. bem distintamente (Melíflua).Ao lado da sua cama! ritação) .. e ainda não se dá por Pra você sozinho. Ela vai chegar. me que não estava contente. tamanho .. a sua disposição um ponto de mira Será possível? Será que isso foi feito CLIENTE (Num fio de voz) .Ninguém virá.. ding.Um pêndulo ao que eu saiba. CLIENTE (Num êxtase) . seu chato! .. CLIENTE . lá. . medonha) Ding ding . ding. .Nem quero acreditar.Quer dizer .Mas não tem nada de fica gritando assim! Deixa eu acabar ninguém nessa terra. Eu queria CLIENTE . eu'sei de tudo.Claro. deixa pra tina estropiada.... gue. .. Daqui a pouco. ding . CLIENTE (De súbito. SENHORA .. bem desperto.Mas claro! Eora veja! deixar contente. um la a qualquer preço? Que se coníen- tava de ver a sua bela por uma cor- - der fic~r contemplando a vida iri. boneco. ding. osinalzinho com- CLIENTE . Eu lhe juro. . bonita badalaçãozinha. E vai dizendo logo a palavra toda. Eu estava dizendo que você CLIENTE . Hein. fala. inquieto) . não im. excepcional.. Estafermo! SENHORA . Ah! Vai de fechadura.... E eu me dizia: "Ah. pode olhar. ximando.. Em carne e osso (Ri) para ela! Evai po. Ou será que ria. E dando graÇas a SENHORA .. ... SENHORA . Seis horas! CLIENTE . SENHORA .. Esse aí. com um binóculo. CLIENTE .. E como. ao menos? dizer. se apro.. E asenhora'está certa de que eu vou Fechadura.. lá.. SENHORA . do outro ter de olhar por ali .. não é. Num segundo.Como? O doutorzínho está bem acordado. ..E ela fala comigo? chatear. . .De jeito nenhum.· . SENHORA .Oui. SENHORA ... Não se aborreça.Olha..SENHORA . Quanto tempo falta? ra maravilhoso numa porta de todo SENHORA . lo da sua dama. ali? Se ao menos eu pudesse vê-la. Você SENHORA (Contrafeita) . horas no pêndulo aí do quarto ao fechadura) .. .. Daqui a pouqui. Claro. no pêndu- CLIENTE . uma porta aberta e teira! não sei mais o.Não. . que senão. Nem acredito! Será que eu estou não está gostando? Não é vergonha.

Mas talvez eu pudesse me por mais Olhar! Quer dizer . eu estou ouvindo! As não queria lhe apoquentar a paciên. mente... um guloso.je peux . Com hoje? (Tira uma agenda e consulta). que ir! Eu. Aimpaciência zinha. essa porta.. Agora repousa se for difícil! Ah.. (Ela A imagem dela. eu não podia. SENHORA . Compreende? Seja feliz.. Je me sauve... Um poucó de Que pergunta mais estúpida! O que repouso. Súbito. a fechadura! Queria um furo. . Là. (Mais impressões digitais..E acima de tudo.. . Oui. eu devo. Dei. Será que o dia é mesmo eu continuo assim.Vou te deixar só. como ele bateu es. Anda. Excitação) SENHORA . . um quarto in. ding .Mesmo se ela convi.. eu me colocar...ah. 'Não tenho ménte) .. Madame.. eu não abriria! o bolso).. 'CLIENTE. Calma.) Minha Coragem! 33 . vamos esperar que ela pare ali. Olha! Olha. depois dos os traços da minha vida. Mas não. é pre- convidasse.Opêndulo do quarto. . ' 'retrato .. II hora com a mais bela. não é possível. ding. mento. . é uma bo- SENHORA . Asseyons-nous. Mas eu tenho ou.Perfeita. ding . mon Afinal. corpo com as minhas mãos. ding. É um insaciável.. meu tante de minha vida? Não. é estúpido. Se que. Não quer mais se contentar. nos... Quando o pêndulo . Repousa um pouquinho.. Eestou certa de que eles vão CLIENTE (Só) . ente espera um instante.'uma vitrine . Primeiro. Minha carteira cem to" - tão. parece. Ai. . Alta. Ding. mas eu tenho que de ficar olhando. SENHORA (Zangando-se maternal.. Digna dela.. te satisfazer. (Impla.. a mais impor- tros clientes que me esperam. CLIENTE . : Si . Eu será que eu posso acreditar no que ding? Ah. E eu posso tocar seu (Poltrona. Mais ninguém. bem. dá volta ao falas me impeçam de ouvir! Esses ce o trabalho que a gente tem pra quarto.não. Agora.Perdão. Asenhora até que tem sido boa. .. .Mesmo que ela me livres. xa. ou pelo me- CLIENTE (Humilde) . O cli. coIrio eu janela. ding . Madame. Olha só: chumbo! Chumbo CLIENTE .. posso mesmo? Será que sou eu que gue em minha cabeça. imbecil! E tanto pior SENHORA .. Pára pêndulos têm às vezes um som tão diante da porta). é. Deixa eu ver (Vai esvaziando nas minhas pernas.Seis horas! O sinal! assim. Ao menos um pouquinho. fecfladura . fanulia. Nasci- que eu não podia ver um pouco mais? das seis horas. boletim. CLIENTE . E eu? Será Não ouse abrir a porta! que eu me dispo? Não. ela. Merci. isso.. madame.. Madame! (Ele o depõe suavemente.Oui.E se eu perdesse ' a perder meu tempo. Talvez . É o·san- cia. com sage .. bagem.Bom! Au revoir.. E eu? Estou contente aqui? cável) Mas lembre-se das nossas con. Não sou mais ninguém.) Silenciosa.. Ah. . estou aqui? Será que é comigo me deixa maluco! Calma.. como é que eu me chamo? de ao que ele pede. Eu posso. .. venções! está aqui está bem aqui. Pêndulo.. Ele se ergue. Agente aten.. distante (Bem baixinho).Vai se contentar só perando esse minuto.. Um pouco de silêncio.Henrique? Artur? Carli- depois ele ainda fica descontente. de confundir a realidade e a fantasia.. sou imbecil! ... meu relógio (Leva ciso! Me disseram que é preciso! ao ouvido). . enfim.só isso.. não agora ... prepara tudo e p'tit. sons cristalinos. Madame. inspeciona os móveis. Gilberto? . SENHORA .. ding. Vamos esperar que ela ve. ding .) não sou mais nada. Oui. sível! Ninguém me faria vir aqui pra ser menos exigentes que você. Tachez d'être sa. eu não tenho co- dar! Pra ficar com os movimentos mais ragem.Ah. Ninguém ia zombar de mim! lhe dá um tapinha maternal na face.. corro até o risco SENHORA -. .Mas em absoluto! Não. ge . não épos- boneco. . Um adorador. Eu tenho que. Parece. Imponente. (Ele vai desenhando no ar um ta. ding (Ela sai..Você sabe muito bem que mais identidade (Depõe a carteira). Mas (Acreditando ouvir o pêndulo). . (Equívoca e ignóbil) Três. m'exprimer quando 'é que eu vou ouvir o sinal. à vontade. Um adorador . (Ri) ding . Insuportável! E ainda me faz Ding.ti rumor de minhas teiro! Você é impossível! Não mere.Lembre-se bem: E carteira. . abafado.Pois en..eu vou me manho sempre maior de buraco de severa) ding ding (Terrível) ding! separar disso.. rindo. será olha: só vai por os olhos nela. CLIENTE (Lamentável) . uma ainsi! (Torpe) Ding. um pouco.. dar conta que 'é preciso ver! Vamos! CLIENTE .. três nhos? Nada disso. eu tenho CLIENTE (Protestando indignação) nha. está me acontecendo? Será que eu primeiras batidas! Mas nãõ.

impe. (Ele olha de novo pela fe- minha vida! Anda. Nua. essas . tudo. sua pele. não se cansa de ver. O cetim brilhando ante a A I • . E você sempre. tão. (Esforço. more. Aqui mesmo.. nem um soprinho! Ah. ali...a Blanches et roses! Já não encontro ce. teus ombros. Outro.. tão alto. E fúlgido. Ela tivesse me ouvido e me dissesse guma. nhum segredo! Ah. . Brincando! Ela desabotoa o seu ves. Tuas vértebras de már- nho. . por teus rins. tuas pernas frágeis. Tuas mãos de embriaguez. Ela não! Ah. .. eu venho.. . como ela tas. . Para palavras. cida. meu encontro. é o mais despo- Ah. a gen~e ainda um esforço. Socorro. formas! (Numa envolvência toda a vida! O abismo do nosso es- erótica). Por fim. Oui. :co- isso-é bonito! Tão bonito! Agora ela lho fixo que me fascina! Tuas man. elegante. A luz que ainda Vem. os seus lábios. Para os cães.. Ela dança. Como as tuas mãos ne. ele (se) acaricia). avançam ao tira os sapatinhos de veludo. eas pulseiras.. Pombas brancas tinho como eu sempre a vi. apossa de ti.. Maravilha ... . como se músculos... pele. tocar. t~us rioso. sempre apareceu em mil ocasiões da gravata. conw se a imitasse). Olha pra mim. as suas fa- nos seus braços. não mais -como pírito. pa. redondas que agente adivinha não pára oteu caminho. Segurar. . Ealém dos teus oses. Ainda! Mas posso vê-la ainda! pele. ao longe. tido e aseda desliza ao longo de suas ondas de amargor deslocam teu cor- ancas •. e (Ele desenha formas imaginárias). Ah. para os abutres. Vem.. se a coisa mais natural do mundo. meu amor . até percebo. Mas onde? Mas como? Você não vai mais.. lá! A sua (A luz decresce. ela se sacode. ah. nem veias.. sim . Com teu sangue. naufrágio. Um arrepio passa por tuas ri. como tudo são cavidades profundas de um bri... sempre de pé. não rinas e cava teu rosto! Teus olhos como uma gaiola vazia. Nas suas mãos. com se curva! E pela abertura do corpi... chadura). . coroação da debaixo da sua. . E esse tremor pouco a pou. e mais. segunda mãozinha.. rece até que ela ouviu a minha pre.. . Aprimeira mão. • pressão dos seios. direi. E teu peito mais emais respira. Ela está parecem recuar na sombra engrande. e ela se curva. só a cama vai embora!. 4 baixo de sua carne sombria. Justamente agora. o quan- voando! (Ele lança fora o lenço. encrespa teu rosto! Tu braços secos 'e despidos se estendem seu busto! Ah. A sua minha vida! Ela. barra de ferro no fogo! Teus olhos tanta ternura. um apelo. Ah. vem. a obscuridade \ga~ lar. Olha lá ela! Ah. é que você está virando diante dos do. Longue Robe! imperiosa.. mais perfeita vai. Esplen. os pássaros. A gente não ouve nem se às jóias na desordem do teu quar- animal acusa o desenho de tuas na. isso é tudo.escuro. mas como uma ordem tão. . Eos anéis. E o chão fica florido. xima. sempre vazia e ani- tirando os brincos das orelhas. meus olhos? Tuas ancas batidas por Vem. Ela cresces.. Essas formas plenas. . bem-amada. E essa lentidão nos Mais alto! Mais baixo! Eoutros pás- movimentos.. Não posso mais fa.. agora. . E depois. Sua garganta e a estreiteza do teus ombros. sempre mais depressa. Mais nua... ces.o que há. Ela vai se des- jado dos estilos! Fica inteira diante nudar até às últimas. na posição) dor. Ah... Um tremor ligeireza.. curvas.. to tão. um ruído. Ah. ela se entorta toda.. Garganta e braços. nem pele al- elegância do seu andar? Ela vem.. Tua fronte sem cabelos se apro- seu pescoço. com tudo! Ah. (Com ridículo egrandeza) Ah. minha vida. Ah. tuas ces- Oui. ..e que co ganha o teu corpo.. filtra no meu crânio. resplandesce ainda.. ' lança angulos íerríves em teu corpo. po admirável!. há pouco adorava as tuas formas. não guarda ne.. sibilan- atira os sapatinhos assim. eu quena dos meus olhos! Com tuas mãos. bizarro). Luz e sombra! olhos profundos. tremem. a to mudas. Um. eu não me canso de ver. sem roupa. e ela lança fora. . le díbulas se entrechocam com furor. Ah. meu amor... Em alguns segundos.. Estridências). o doce calor do teu corpo juntou- (Lírico. o que vazia! Farfalhante. 'é a minha febre que se e mais bela-do que nunca! Sem car- só pode estar dançando! Como se fos. Socorro! Ela faz (Ele acaricia o ar.. finas. teus pulsos. sempre mais mada! Tua boca sem lábios me sor- tudo deslizando. o que saros voam! A verdade! O fim de se passa? Essa música. CLIENTE . assim. de. . Ela se in- essas. Como é que se chama isso? Eu vou me quebrar nos escolhos. A onda me leva. Meu Deus. A Teus joelhos. .. Eu. nas suas belas jóias. Carcaça rebondissement de ses hanches! Ela com loucura! Ah. Isso é feitiçaria. . tu te alongas como uma como galhos para mim ... Ela se volta. seus seies.. E teu último adorno. eu morro. por perto.Mas . Aqui. E a ficar aí? Sacode a cabeça. Ela dá voltinhas. cheias. como ela é bela! Que nha a peça. e mais nada! Nem Eu sonho. mo galhos quebrados. sem destino.

que ocliente. ' . SENHORA (Baixa.. ' .. muito.. : I ' ..fçchadura brilha com intensidade . da senhora) . . . . se satisfez . surge o corpo obe- ~~ . .. acariciante) - Creio.. . FIM ····\ 1 . .1 .." .. A .. Cai. '..v (Ele avança para a porta... aporta se abre lentamente. . . . . No q~âdro luminoso. : .atroz.

útil quando se está perdido durante te. a China do Arizona.) Dizia no livro: "As então que escolher uma outra pro- jibóias engolem sua presa inteira sem fissão eaprendi apilotar aviões. No pri. sa e depois vai colocá-la no primeiro primeiro plano do jardim). virgem que se chamava "HistóriasVi. Exupéry e plicações. Ela representava uma jibóia . de política e de um cigarro fumado até a metade. um copo. . quer terra habitada. Em seguida. Sabia distinguir de uma só Tradução de Carminha Lyra tão. ças.) Vivi então só. elas não po.1 ... Falava-lhes desenho não representava um chapéu. Voei de Saint-Exupéry a mastigar. obra prima às pessoas grandes e per. Vem lentamente doPequeno Príncipe. St. Desenhei então o inte. fazia com ele a ex- um pátio com um caixote menor. vi uma vez uma magnífica meu desenho nQ 2. (St. um grande número 1 que ele vai colocar no fun. Foi ra fazer sozinho um conserto difícil.. Exupéry pega seu de. com aidade de Era para mim uma questão de vida com desenhos que ele abre lenta. É muito as aventuras da selva ede minha par.. imaginem imagem num livro sobre a floresta des não compreendem nunca nada aminha surpresa. gravatas. Vejam a cópia do desenho (St. ber por oito dias. Escurece. Exupéry recolhe' seus três desenhos. No segundo plano. Exupéry volta-se e co- Elas têm sempre necessidade de ex.. eu me preparava pa- lhado no centro do palco. muito. mais pela geografia. nem de estrelas. Era assim. pasta que coloca emfrente ao baú no . oPEQUENO PRíNCIPE que digeria uma fera. e depois se coloca sem ninguém com quem conversar gravada. Meu vida muitos contatos com muita gen- O Palco está inteiramente coberto desenho número 1. um pouco pelo mundo todo. As pessoas realmente. Isto não me- na dóis elementos cênicos. se quebrou no meu motor." Eu então refleti muito sobre olhada. até uma pane no deserto grandes me aconselharam a deixar de Saara há seis anos. (St. . Fui desencorajado pelo insu. As pessoas gran. sempre dar a elas explicações. Tive assim. Eu tive plano do jardim. do encontrava um que. A primeira noite Sr. Alguma coisa • CENA 1 de lado os desenhos de jibóias aber.me parecia um baú de madeira. uma garrafa vazia até a me. Exupéry está ajoe. À sua pela aritmética e pela gramática. cantada de conhecer um homem tão queno tamborete preto. Mas ele sempre me respon- Atrás desse último. . feltro. Exupéry mostra o (Falando. Antoine de St. toca nele por alguns ins- personagens são interpretados pelo senha número 2 e vai colocá-lo no tantes depois veste-o. E como tas ou fechadas e a me interessar eu não tinha comigo nem mecânico. do do jardim). de golfe. uma rede de pesca e Representava uma jibóia que digeria de bridge. apanhá-lo. mesmo ator. Em ce. frente uma grande pasta de papelão assim que abandonei. seis anos. Vivi muito com os adultos.. pela história. taie. ú>dos os outros era assim (St. Então. periência. durante minha traçar meu primeiro desenho. nho para nos apresentar seu desenho lhorou muito aminha opinião: Quan. arranja-os dentro da • desenho da jibóia engolindo sua pre. Meu desenho número 2 casaco de aviador. encontram-se guntei a elas se meu desenho fazia dia: "É um chapéu!" Então eu não acessórios que servirão às cenas dos medo. soas grandes pudessem compreender. te séria. um chapéu de que um chapéu faria medo?" Meu de florestas virgens.. Somente avoz da flor é fundo do pátio. Eu mostrei minha pouco lúcido. .Quando eu fiz cesso de meu desenho nQ 1 e de dormi na areia à mil milhas de qual- seis anos. entre os dois desenhos). comum tecido cor de areia. consegui com um lápis de cor. sozinhas e é cansativo para as crian. loca no chão no primeiro plano seu Fora os papéis de St. Tinha ainda água para be- I mente. meiro plano do jardim. nem passageiro. uma magnífica carreira de ou morte.· um elefante. pintor. a noite. razoável. 16 vidas". ExupÉRY . ao clarear odia . Ecer- Adaptação de Jacques Ordowin dem mais se movimentar e dormem tamente que a geografia me serviu durante os seis meses de sua diges. Eu os vi de bem perto. rior da jibóia a fim de que as pes. Elas me responderam: "Por lhe falava mais nem de jibóias nem planetas: uma coroa. Eu me igualava a eles. Exupéry volta com a pasta de dese. Eapessoa grande ficava en- Durante as cenas dos planetas será colocado no centro da cena um pe.

. Eu não sei desenhar! . ExuPÉRY .. Eu preciso de ter me dado esta caixa porque à noi- um carneiro. Eu lhe dei um carneiro bem peque. O. um 'elefanteémuito chato. for gentil eu também vou lhe dar uma nhei. Então você também. Uma jibóia é muito perigosa e neiro? conheci o Pequeno Príncipe. vras pronunciadas por acaso que pou. ExuPÉRY ..r~ ExUPÉRY (Abrindo os olhos) Vê-se St. .'? pasta de desenhos) . PRÍNCIPE (inclinando-se so. PRÍNCIPE . nha casa é tudo pequeno. EXUPÉRY .. bretudo geografia.. Eu quero um OP. mim um carneiro .Oque é aquela d~senhe para mim um carneiro! coisa ali? carneiro que viva muito.Quando omis. nisto aí. Sr. O Pequeno Príncipe. (Passa-se um tempo) Você vê . P. PRÍNCIPE . ExuPÉRY . As. ExuPÉRY .Foi preciso mui.É isso mesmo que tério é muito impressionante não se eu queria! Você crê que come mui. ExupÉRY (Levantando-se rapi. não pode ter vindo de longe.Foi assim que eu Para onde você quer levar meu car- bóia. Sr. Oque você faz arca . chifres. sim. Exupéry fazer grandes Sr.Isto é uma arca. e. ExUPÉRY .Então eu dese. Sr.. po) . O os coloca perto da caixa que se en. Desenhe para mim um CENA 3 te servirá de casa para ele.. OP. Mas eu me lem. você' -e gramática.Como? Você Sr. PRÍNCIPE . sempre de joelhos ti. nmo. Tem se encontram no centro do palco. co a pouco me revelaram tudo.Desenhe para graçado. ta grama este carneiro? de um outro planeta? brei agora que eu tinha estudado so.. Príncipe. ·.Claro. ExUPÉRY (Voltando-se para a O P. já está muito doente." chega perto do P. ante de seu desenho. idéia engraçada! 37f. niei~ " do palco. PRÍNCIPE . Sr. O P.Foi bom você' casa'é tudo pequeno. S. história. seria um dese- . tro.Mas. Foram pala. bre o desenho) . ExUPÉRY . ginam quanto eu podia estar intriga- nunca tinha desenhado um carneiro... ' .':Hein? Aquilo voa. De onde você vem OP. Sr. Exupéry. '.. OP. Depois ele Ó P. cê veio do céu! De que planeta você SI.Nem tanto assim.Si.OP~ PRÍNCIPE .. ExupÉRY . aritmética O P. ExuPÉRY . Veja! Ele dormiu. mim) ele me perguntou. Príncipe pega os desenhos e os "outros planetas" (St. camero. É o meu gestos atrás de seu papel. se de onde ele vinha. vo- mim'um carneiro . 1) .Não! Este aqui nho por demais complicado para xote do jardim. éum bode. No papel três pequenos car. Faça um ou. corda para amarrar ele durante odia. . ra de sua pasta de desenhos um gran.Ah! Isso é en- O P.Pertodele sua pasta de desenhos.' 1 • CENA 2 sem nenhum lápis. meu rapazinho? bnde é sua casa? não 'quero um elefante dentro da ji. PRÍNCIPE .Então você vem ousa desobedecer.Não é uma coisa. E uma estaca. ExUPÉRY . do por. ... depois se se perto dele).Como eu OP.Desenhe para vira seu desenho 'para o Pequeno avião. O P. Exupéry e o Pequeno PrínCipe Não 'é um carneiro. O P. Sr.. PRÍNCIPE (depois de um tem.Caí.. É um avião.É verdade que. " . . PRÍNCIPE .com três buracos.Não faz mal.Não! Não! Eu instala sentado na frente. Êxupéry está encostado no cai.Vocês não ima- zendo seu desenho rf. E se você Sr. PRÍNCIPE . St. os olhos fechados. desenhar meu avião. PRÍNCIPE .esta meia confidência sobre' eu 'refiz para ele um dos únicos de. Príncipe e ajoelha~ ' da jibóia fechada. contra no lado do pátio. Por 'favor ~ . PRÍNCIPE . (Passa-se um tempo) Este aqui é muito velho.p'ar que? OP. PRÍNCIPE .Porque na mi. no chão. PRÍNCIPE . Na minha OP.Não se preocupe. . .. faz de conta que meira vez meu avião (eu não vou está desenhando os três carneiros. Sr. O P. to tempo para que eu compreendes. ExUPÉRY . Exupéry senhos que eu era capaz de fazer. Sr.Amarrá-lo? Que de papel branco sobre o qual ele.. O carneiro que você quer está den. PRÍNCIPE . quando ele percebeu pela pri. St. Príncipe volta ase sentar di~ Desenhe para mim um carneiro. ExupÉRY (Ajoelhando-se e fa. aqui? ' Sr. . No tro. Sr. neiros riscados com uma cruz e uma caiu do céu! damente) .

.Eu tinha assim dia eu aprendia alguma coisa sobre OP.Ah! Estou ccn. rarmos muito para colher um baobá não podemos mais nos livrar dele. ST. EXOPÉRY . PRÍNCIPE . ST. . pode-se deixarela é o asteróide B612" então elas lhe crescer como quiser. •. ExuPÉRY . PRÍNCIPE . Mas se você do-se de uma raiz de rabanete ou . Felizmente pela reputação do com você toda uma manada de ele. Se: grande esforço compreender por mim se perder . Exupéry recoloca ode. sobre a partida. Sr.' vsstir-se . ExupÉRY ..também os baobás? .em um Congresso Inter. seguido do P. As crianças .Bem! Vejamos.vai embora.Os baobás não . ele vai . existe". ele . PRÍNCIPE (voltando-se para ta coberto de baob·as.um i o amarrar. é? Tenho .. .co. e sobre o planeta do Pequeno Príncipe você quer que ele vá? '. ExuPÉRY ~Mas se você não . .d~ d~se- senhona sua pasta) Se eu lhes contei ma os pequenos baobás? ' nhosde ondetira ocToqrlis"do' plane- esses detalhes sobre o asteróide B612 O P. Eram as sementeS de rando ~ua caixa.Não faz mal.8: e se lhes confiei seu número foi por . OP.tros. ' desenhoaos pés do P. S1. ExuPÉRY . pln era Ê preciso submeter-se regu- pelo telescópio. Ê verdade. O' P. nadonal 'de Astronomia. dirige-se para sua pasta . (St. . Eainda S1... à maneira européia..Custou-me . . Tente' fã'. no Príncipe existe é que ele ria. PRÍNCIPE . Ese o planeta é mui- nhos de onde tira o croquis que re. . que os carneiros comem os arbustos? •fazer caprichosamente li toilette do Este asteróide só foi visto uma vez ST. Mas havia umas 4ire. • . um ditador turco im- pôs a seu povo. 'Prínci- côm~ ele. O P. Elas são assim.Exato! Mas por Si.I so entrar . Os baobás. do são muito novos. 'em 1909.Mas para onde . 'ExUPÉRY.. (AoP. Assim.de- baobás.soas grandes amam os números. perto do Pequeno Príncipe) . ExupÉRY . Exupéry. mais tarde' seu trabalho. boabá. Em conseqüência de. no terceiro dia.Não importa on..Sim. OP.Não é verdade mina a toilette de manhã é preciso queno Princip éera o asteróide B612. mesmo se você leva~e I zer um bom desenho para fazer is- roupa. 1. E . Ele tinha feito então tente.colocar uns elefantes sobre os ou. e!a pouco maior que uma casa! conheci odrama'dos baebás. elas levantarão os ombros e disso boas e más sementes.larmente a arrancar os baobás logo trônomo 'turco. Com efeito. sobre a iaportante. causa das pessoas grandes. onde vinha o Pe. ~" ST. asteróide B612. Não é preciso .. ela não acabaria com um só I sua terra. OP. eu de disciplina. sob pena de morte. ExupÉRY (vindo ajoelhar-se to pequeno eos bsobás muito nume- presenta o astrônomo turco. .são arbustos mas árvores grande co. . Ele orom- dp'~ 'e encontra sua pasta de dese.' EXUPERY ..seu desenho) . Príncipe) Se demo- CENA 4 adultos. guém acreditou nele por causa de sua' mo igrejas e. tas.ita dele não pode ir muito longe. antes de cresce. PRÍNCIPE .. Se elas viajarem um dia.. eu lhes digo: "A prova que oPeque- mesmo este problema. ' tástrofe! des'sa ' vez todo mundo concordou .I S1.que você quer que o seu carneiro. Mas nin. CENA 5 Ele invade todo 9 planeta. deixarão tranqüilo com suas pergun- ' . (St.planeta de ori.viagem. gem·.Precisaríamos não há iriçonveniente em adiar para' trônomà vestido) O astrônomo refez . querer mal a elas. lhes diz. PRÍNCIPE _ Ê uma questão aprendido uma segunda coisa muito o planeta.razões 'sérias para acreditar desta vez foi graças ao carneiro. Normalmente Exupéry vira o desenho."Ele 'colocd ~: 3.te.rem são pequenos. quer um carneiro. Ê um trabalho. I. ' sementes terríveis no planeta do Pe- Eo Pequeno Príncipe ficou admi. "O planeta de onde ele veio 'é re~~ente pequeno lá em casa! À de uma roseira.! fatigante mas muito fácil. Mas' tratan- sua demoasíraçãc em 1920 vestido . que queria um carneiro. Príncipe:' :. pe suas raízes. isto poderá lhes servir. O P.do-se de baobás é sempre uma ca- com' uma roupa muito elegante.n~ cabeça das crianças da. PRÍNCIPE _ Quando se ter- qQe o planeta de. 'Quando se havia como em todos os planetas • I S1. eles explodem. as quais eles se parecem muito qua~- descoberta ..Ah. Por conseguinte eles comem ' que os distinguirmos das roseiras com uma" grande ' demonstração de sua . que seu.Cada rosos. Vê-se o'as. . PRÍNCIPE . . fantes. À direita . e a prova que se boas e más ervas. queno Príncipe. "St:'Exupéry deixa o Pequeno Prín. por um as. Osolo do planeta estava' de~ vem ser muito indulgentes com os vastado. As pes. Tratan- o tratarão como criança.

eu compreendi pouco'apou.Então os espi.senão ver vontade . . EXUPÉRY . Mesmo as que as flores..É. . ...desenho. orgulho. me foi revelado. É para ad.Eu adoro opôr do tem espinhos. ExUPÉRY . . ExUPÉRY . ExUPÉRY (levantando-se) - Príncipe.. EXUPÉRY . P. para ele todas as estrelas se apagas- olhou quarenta e três vezes você es. este se.Se este prego re. ExUPÉRY . PRÍNCIPE . . Ele nunca chei- atenção aos baobás!. perto da qual .tu- :çõe~ do .No dia que você que as flores . PRÍNCIPE .que O. ExupÉRY . no OP.. E não é sério procurar . como podem.distração a doçura dó pôr do sol..em cêsabe.Ah! '.Sr. Sr. PRÍNCIPE (indo para perto de portante que as contas de somar de St.E com as indica.. seu avião. numa ma- planeta tão pequeno basta mover sua acredito em você! As flores são frá. Conheço um planeta onde existe aquele planeta.Um dia. ExUPÉRY .Si. do!. é pura ruindade ceto no meu planeta.'Pequeno . Exupéry) . ' .. Você mistura. Elas detestam ter espi. PRÍNCIPE .. PRÍNCIPE . e um carneiri- sempre em casa! das flores! nho pode exterminá-Ia de um só gol- Sr.Os espinhos não que não existe em parte alguma. gredo da vida do Pequeno Príncipe é um cogumelo! .. Quando estamos muito martelada! tristes amamos o pôr do sol ..Mas é preciso es. St. OP." '.. Durante a cena seguinte.Esperar o que? OP.bricam espinhos. " Sr. ExUPÉRY ..E você acredita comer a flor. trela. come também flores? Um o que? co a sua pequena vida melancólica. cadeira alguns passos e você pode geis." um exemplar em milhões e milhões pinhos! de esfrelas. Príncipe vai " oquê! Eu me ocupo de coisas sérias! do dirige-se para ofundo da cena.'Se um·carneiro come arbustos. PRÍNCIPE . nhos servem para que? portante a guerra dos carneiros edas perar. Crianças! Prestem se ajoelha. Sem responder f) P. Sr. E:tOOo tempo que eu caprichei tanto neste CENA 7 dia ele repete como você "Eu . . PRÍNCIPE (pegando St. . ei- O P. eu vi o sol se pôr quarenta e três vezes! Vo." Mas se o carneiro OP. um homem sério! Eu sou um ho- Sr.c~ixa. Há milhões de anos que as flores fa- Eu aprendi este novo detalhe. de novo sentar-se diante do desenho OP.Os espinhos servem um gordo senhor vermelho? E se eu Sr. tão mal por fabricarem espinhos .péry pela mão) .nhã.Sr. flores? Não é mais sério e mais im- OP. Depois de um tempo. :Por ·muito tempo você só·teve como Sr.. Ele nunca fez outra coisa que go que eles estão correndo há muito não fosse contas de somar. P. Há milhões de anos ~u~rto dia pela manhã. confunde tudo. isso ésuficiente para que OP.Um cogumelo! . é como se bruscamente "Sr..De fato no seu O P. .Eu me sinto servem para nada. PRÍNCIPE . sem se dar conta do que faz. res que tem espinhos? que os carneiros comem até mesmo .'Eu não sabia.. EXUPÉRY . Exupéry arruma o desenho dos bao. PÍNCIPE . O P.Carneiro come O P. Elas se sustentam isso não é importante? Se alguém olhar o crepúsculo cada vez que ti. Sr.Oh! Eu não pe.No quinto dia. Exu.não servirão para nada? Não é 'im- SI. siste ainda eu ofarei saltar com uma Ele pensa: "Minha flor está lá ..ele seja feliz quando olha para ela. St. compreender porque elas se sentem sol . Exupéry faz que está consertando rou uma flor. tudo que encontra. Mesmo as flo. Nunca olhou uma es- vertir os 'meus amigos sobre o peri. ExuPÉRY . ExUPÉRY .. EXUPÉRY . conheço uma flor única no mundo. Sr. mem sério!" e isso o faz inchar de CENA 6' sempre graças ao carneiro. Sr.ama uma flor que não existe . PRÍNCIPE . Mas isso não é um homem. PRÍNCIPE . Você fala como os adultos! Você braço. se sentem terríveis com os es.Esperar que osol para que? se 'ponha. sem mais nem menos.. Príncipe eu desenhei bás dentro da pasta. um senhor escarlate.De coisas sérias! Exupéry alcança-o e pega-f) pelo da. algum lugar .Não! Não! Eu não sem! E isso 'é importante! tavaentão realmente triste? acredito em nada! Eu respondi sei lá O Pequeno Príncipe quase choran- .. ExUPÉRY .sou . São ingênuas. PRÍNCIPE . nlfos.

Sr. (O P. . . ExUPÉRY (de joelhos perto da AFLOR _ Eu não sou grama . Na Sr. nhum de tigres mas tenho horror de ra esquentar ocafé da manhã. AFLOR . edepois se desvaneciam a noite.Aprendi planeta.as flores. Príncipe arruma lágrimas. .Creio que ele se CENA 8 no meu planeta e depois os tigres aproveitou para sua fuga de uma mi- não comem grama. Príncipe isola-se e sempre per. ginário) Deixe este globo quieto. Ela me perfumava eme ilu.. Eu de.Como você é gido! Eu deveria ter adivinhado sua não oquero mais... gração de pássaros selvagens... Havia sempre no planeta do Pe. por minha culpa. no Príncipe. exemplo. Príncipe. Esta história de garras que dão. depOiS tinha realmente me chateado deveria eu te amo. A mmha rerfum~va o . PRÍNCIPE . As flores são tão contraditórias! Mas ama não está em perigo. Isso não tem nenhu- desenhos. e que não ocupavam nenhum lu. Ele ti- ornadas com uma fileira só de péta..' por CENA 9 (O P....Ah! Aca. Eu não deveria nunca ter fu. .Eu fui tola..correntes de ar. Príncipe vai para perto de St. 40 bonita! ternura por detrás de seus artifícios. PRÍNCIPE . Nao se deve nu?ca es. chaminé. Eu .Adeus! (Pausa) eis que uma manhã justamente ao cuta~ .Sr. nha também um vulcão extinto.Ele limpou assim. Prmclpe. vesua lentamente. Emal mstalado . poulas. respirá-las. amanhecer ela apare~eu. . OP. E d . Evidentemente na nossa ter- ra somos por demais pequenos para dia ser um novo gênero 'de baobá. rentes de ar.. isso não ébom para OP. É mesmo muito misterioso o país das A FLOR . F~z muito fno no seu gularmente.. E depois ter escutado. ExUPÉRY . . .. também ovulcão extinto. minava. Peço per- . oP..julgado por seus atos e não por suas bobo quanto eu. cões em atividade. flor. Sr. ~rruma~a de seu amor desconfiou logo dela. As erup- Mas ela um dia germinou um grão planeta. É mesmo. tão compreender nada! Deveria tê-la ma importância.Nunca se sabe! Elas aparecam de manha no campo uma planta. Eera cômodo pa- queno Príncipe flores muito simples.. ela disse ao Pequeno Prínci- situada do lado de fora) Eu não sabia St.. EXUPÉRY . ' St. suas coisas aqui eali.Aflor que você AFLOR . como ele dizia . En- como alcançá-lo ou encontrá-lo. o P. Vou desenhar cipe bem que adivinhou. quanto ele fala. OP. OP. :. Eu . Po. limpar nossos vulcões. Mas você foi tão AFLOR (voz gravada) . .m ninguém. falando de seus quatro es- turbado vai sentar-se sobre a caixa pinhos. . . . era muito modesta! Um dia. m~ coloque bem limpos queimam-se doce e:re- joelhos ede perfil no centro da cena) sob o gl?oo. era muito vaidosa..' EXuPÉRY . Você não soube de nada vai se sentar junto da sua pasta de ter me comovido.. eles nos causam grandes aborreci- cer e começou a preparar uma flor.Os tigres podem vir.A nOl~e.Assim o Peque. .Mas ovento. .. Eu peço perdão. com suas garras. ções vulcânicas são como fumaças de trazido de não se sabe de onde. Ela se. OP.. meu planeta mas eu nao sabia me AFLOR . 1a. Procure ser feliz.Não há tigres Sr.. (En. RINCIP. Exupéry tira de sua pasta o de- pe: senho do planeta do P. Príncipe vem se colocar de A FLOR . Possuía dois vul- flor.OPequeno Prín. Príncipe vemseajoelhar per- sair toda desarrumada como as pa. gar eque n~o atrapalhava. 'suas pétalas uma a uma: nao quena OP P . Exupéry faz o desenho da . Ele limpou com cuidado seus bem depressa a conhecer melhor esta OP. apesar da boa vontade mentos.que ela não uma redoma para sua flor.plicada . vulcões em erupção. É por isso que Mas o arbusto parou rápido de cres...Horror de cor. : ra seu carneiro. palavras. Exupéry. PRÍNCIPE . ExUPÉRY .Eu não tenho medo ne. ..U evena nao to da flor. ~eve-se olha-las e Adeus . O P. Sr. Príncipe ergue um globo ima- Estou ainda toda despenteada... Se eles são quanto St. Exupery coloca ~ ~esenho d~ alegrar.. PRÍNCIPE .E .. I OP. Eu não soube en. flor ao lado do P.Não émesmo? Eu nas.. . bei de acordar . O P. sem erupções. Esta flor é bem com. PRÍNCIPE . Mas las. manhã da partida ele arrumou seu sua pasta de desenhos) . Procure ser feliz. PRÍNCIPE .Desculpe-me. eu era muito jovem para saber amá-" senharei para você uma mordaça pa.. ExUPÉRY .. ci ao mesmo tempo que osol... PRjNCIPE .

ro era habitado por um rei.. que ele a visse chorar. Príncipe.. rá bem.Sobre tudo.Ele se cebida. Mas vou esperar.. las. ExUPÉRY . Príncipe que. ditos. cem. Príncipe cesse'não seria culpa dele. rei com um gesto discreto. O REI . PRÍNCIPE . monarca universal. . Exupéry vem pegar o desenho para mim uma distração. Exupéry que vai agora fazer o papel nhor. PRÍNCIPE . Eu fiz uma viagem obedecem ao senhor? feras gordas. ogeneral não executasse a ordem re- Voz DE SI. sentado no chão. No pri- meiro plano. 41: . mesmo lindas. OREI . omeu tar? pôr do sol? O rei está sentado com uma coroa OREI . PRÍNCIPE . quem.Se eu ordenasse a um Sr. OP.. Você decidiu par. Eu não admito indisci- tir. Em OREI . Ela era uma general que voasse de uma flor para flor muito orgulhosa.Ah! Eis um súdito. dene ao sol que se ponha .Pois não só ele agÜente duas ou três larvas se eu qui. OREI . PRÍNCIPE . PRÍNCIPE . Os bocejos são OP. Mas como era muito bom.É necessário que eu pe boceja) É contra a etiqueta boce..E as estrelas visitar? Você estará longe. perto dele.Se eu ordenasse a um na razão. quem vai me OP. OP.Exato. 328 e 329. aponta tu. Parece que são proíbo. transformasse em pássaro do mar e tas.Isso me intimi.Se. Eu tenho o direito de exi- os papéis na viagem do P. PRÍNCIPE . por volta de. OREI . PRÍNCIPE . Era um OP. Não posso mais . boceje. os outros atores ficam parados..Então eu lhe ordeno que prontamente.Orei ocupa-se es.Ela não queria da.Hum! Hum! outra como uma borboleta. Tenho minhas garras. PRÍNCIPE . preto. volução. do narrador. É preciso exigir dava ordens razoáveis.. Me faz bem Or- ceje. são razoáveis. PRÍNCIPE . Quanto às me controlar. Eu não vejo ninguém boce. gir obediência porque minhas ordens através dos planetas. razão? 325. o P. OREI . Exupéry escrevesse uma tragédia. Eu lhe era um monarca absoluto como um ser as borboletas. OP. .Você terá o seu pôr do sente. de cada um. 327. ExUPÉRY .Eu não consigo O P. (O P. Seria mi.Eu não estou assim tão plificado.Seria o senhor.Gostaria de ver St. Está vestido de nha culpa. Aautoridade está em princípio OREI . O P. PRÍNCIPE .Como ele pode volta. um tamborete general para ele se transformar em a ir se jogar no mar ele fará uma re- preto. quem o senhor reina? E você verá como todos me obede- para os reis.da cena. A FLOR .Sobre tudo isto.Eu ordeno que você se na cabeça para indicar seu papel. eu não tenho medo de. ExuPÉRY . Prínci. eu peço perdão por lhe pergun. ditador.. St.. é triste. sencialmente em fazer com que sua autoridade fosse respeitada.Posso me sea- papel que fará. Senão. plina. A FLOR . dentro da minha política de governo. Sr.. PRÍNCIPE (iá sentado) . ExUPÉRY . ou que A cada intervenção de St. ao mesmo tempo recua.. se Noite durante a viagem através dos plane.Quando será isso? OREI . o pôr do sol.Hem! Hem! Será por O P. o mundo é muito sim. OREI ..Eu ordeno que você me pergunte. o ator que fará todos pássaro do mar e se ele não obede. o que cada um pode CENA 10 dar. O REI .E então. sobre noite por volta de vinte para as oito! Sr. Sentado. tar .Claro. Vamos! Bo- da flor ese afasta do P. jar há muitos anos.. PRÍNCIPE . Todos os homens são sú. estaria sem enoontrava na região dos asteróides SI. ou que. ele ou eu. Só um acessório vai indicar o OP. sol. eu possa te ver melhor. OP.. pé.Aproxime-se para que do aseu redor) Sobre tudo isto? OP. Elas obedecem re assim. 326. OREI .. . Se você ordena a seu povo No meio. Eu o exigirei..Senhor. É uma ordem. Oprimei. ExuPÉRY . jar em presença de um rei. que as condições sejam favoráveis.Ele não sabia que. Não demo... PRÍNCIPE .Sobre tudo? (o resfriada.Mas as feras . O REI . longa e não dormi. OREI . será esta me reconhecer se ele nunca me viu! OP. Oar fresoo da noite me fa. Vá embora. Eu sou uma flor.

(O Vaidoso não escutando.Vergonha de beber. Em pé. muito. Príncipe e o Vaidoso teco- meçam muitas vezes os mesmos mo. curioso chapéu na cabeça. PRÍNCIPE .Mas o vaidoso ções são favoráveis . " '. PRÍNCIPE .O planeta seguiu- .. bebe? O P. PRÍNCIPE . Eu oouvi es. EXUPÉRY . PRÍNCIPE . embaixador. Príncipe ria me ordenar.Não! chapéu caia. Nas suas de . PRÍNCIPE .As pessoas grandes OP. PRÍNCIPE . por exemplo.Para esquecer o que? . ta visita provoca no P.Acho que'em algum lu. Príncipe devagar.: ' O VAIDOSO . te era habitado por um bêbado. OBêbado está sentado sobre -o to velho.Não há nin. . . rico. Parece que as condi.. PRÍNCIPE .O REI . OP. . omais inteligente do planea. não fiz a inspeção pelo meu reinado.Ah é? Sr. ..Não se sabe. to estranhas. " OVAIOOSO . Os vaidosos não es.Não vá.. que? O REI . cê? .Você me admira O BÊBADO .. .. Eu ainda OP. bonito. meia volta em redor do P. . PRÍNCIPE (vem se colocar di· defronte do Bêbado) . OP.Admirar significa Noite reconhecer que eu sou ohomem mais Noite . assim! OP. O P. aí? vimentos. PRÍNCIPE . mesmo muito? O P.Se Vossa Majes.Eu não gosto Sr.íempos em tempos.." : OP.: . OVaidoso nada responde.Para esquecer. Não vá.Admire-me mesmo ante dele. OVAIDOSO . "O'P. 'OP. . O REI' . Noite OP. uma contra aoutra.OP. PRÍNCIPE . da justiça! sita de um admirador! Mas oque pode interessar isso a vo- OP. PRÍNCIPE . Q' f. oVaidoso toma seu lugar no tam. não passa todos os cantos e recantos da cena..mãos. : .Por que você' mesmo' que vou embora. PRÍNCIPE . ExUPÉRY . .. É para agradecer quando me ta:em torno do rei. ' SI. ' i Vou embora. caixote do lado de fora. ' .. pode.Eu bebo. O P.Eu faço de você um O VAIDOSO . Príncipe fica em frente aele)'As pes- OREI . OP. PRÍNCIPE . Príncipe uma gar tem um rato velho. de'condenar ninguém à morte e acho minutos dessa brincadeira .Eu lhe admiro. O' P. Es- OREI ..O que faz você pá-lo.Isso é mais di.As pescas ante do rei) . ' .E para que o OREI . continua a agradecer o vazio. PRÍNCIPE . tadegostasse de ser obedecido. dele dependerá da sua justiça. PRÍNCIPE (vindo se colocar . observando bem aplaudem. dores. admirar? estranhas. Infelizmente. está com um chapéu engraçado.r guem .. Príncipe está diante dele. apartir continuando a agradecer no vazio. PRÍNCIPE .Vergonha de cutam nada a não ser elogios. são bem estranhas.Mas não há nin.Da.Bata as suas mãos . Você ssoas grandes são decididamente . \ ta noite. uma garrafa vaziã e um C[)po~ . oP.Mas você é o borete.Ah! Ah! Eis a vi.Bom dia. CENA 12 ' ..Para esquecer que em . rei de você um ministro! O VAIDOSO . você o absolvirá toda vez para pou. . E andar me cansa.Oque significa grandes são decididamente.mui-. faz uma OP. um único no seu plateíal ' . Príncipe assim o faz. Só existe ele aqui. dá uma vol.. CENA 11 . Assim a vida vertido do que a visita ao rei. ExupÉRY . ExupÉRY . Mas . OP. PRÍNCIPE . .um minuto. pRÍNcipE (levantando-se) . Sr. "'0 P. •grande tristeza. Você poderia julgar este ra· doso levanta seu chapéu"e agradece. não o escuta. com a mão nos quadris. Príncipe. nunca ninguém por aqui'.. O P. Você o condenará a morte OP. "-'. tar. o que epreciso fazer? OBÊBADO . di~ . .Ministro de que? OVAIDOSO . OVai.Depois de cinco OBÊBADO'.': guém:para julgar! os outros homens são sempre admira. o mais bem vestido.Para os vaidosos. eu fa..É para cumprimen. PRÍNCIPE .. OP.. eu tenho vergonha.. O BÊBADO . o:nÍàis Não''tenho mais 'nada a fazer aqui'.

PRÍNCIPE .Você vai possuir Eu possuo uma flor que rego todos os Quinze e sete vinte e dois. A primeira vez foi há 22 anos.É isso mas eu sou um 'homem sério. PRÍNCIPE . então quinhentos e um milhões. não possuem. CENA 13 o P. OP. Prín.. A terce!. OP. que o Vaidoso.Três OHOMEM DE NEGÓCIOS . Cinco e sete do. servir em alguma parte do céu. piões.. Uf! Isto faz rei que. É mais dois são cinco. PRÍNCIPE .: (No talnborete está o Homem de Ne- o gócios. Quan. primeiro. O P. guém antes de mim sonhou em pos- d'e pequenas coisas que brilham. Não te. O HOMEM DE NEGÓCIOS -Isso cipe. O HOMEM DE NEGÓCIOS .Mas eu já vi um se sabe. PRÍNCIPE . • o O HOMEM DE NEGÓCIOS .Oqueissoquer de barro. Mas você não é útil às estrelas. suí-las. Nas suas mãos.Faz OHOMEM DE NEGÓCIOS _ De Noite o 54 anos que eu moro neste planeta quem são elas? esó .fui incomodado três vezes. O P. De estrelas. Vinte e as estrelas? dias. possuo as estrelas porque nunca nin- O HOMEM DE NEGÓCIOS .Não.Não. E depois fecho à chave este papel.O·P.De vagalumes? este homem seja absurdo. De nin. PreCISO fa. por ca~sa de elas são minhas porque pensei nisso era muito curioso. mesmo. Nos lábios. vezes fazem sonhar os OCIOSOS.De moscas? A cada "Boa Noite" do Acendedor. trinta e um.Quinhentos mi- lhões de que? O P. Fiz quatro erros numa soma. Ah!Estrelas? OHOMEM DE NEGÓCIOS . ela é sua.. cigarro está apagado.Claro. Sou um homem sério. te? conseguia entender para que podi à ra vez. eu posso colher a minha flor e que oRei.O HOMEM DE NEGÓCIOS . PRÍNCIPE .Nada. vai fazer com quinhentos milhões de . OP. por um OP. E eu foco de luz lançado por um prQjetor.qae? que não é de ninguém ele 'é seu.. . flor. so colocá-las no banco. Porque eu limpo nho tempo de acendê-lo.Não sei. PRÍNCIPE . Ao menos seu trabalho tem um sen. PRÍNCIPE . tão em pé um ao lado do outro no do você tem uma idéia primeiro. Mas você não pode colher mem de Negócios e que o'bêbado. uma panela ó P. o P. OHOMEM DE NEGÓCIOS . nanas.Oquinto planeta gunda foi há 11 an~s. ' .4 . Mas não é muito sério. (O P. PRÍNCIPE . muito poético. pelo menos ele é menos absurdo OHOMEM DE NEGÓCIOS . todas as semanas. trinta e um. No entan- OP.Sim. PRÍNCIPE . O HOMEM DE NEGÓCIOS _ Vou. PRÍNCIPE -:.Mi. OHOMEM DE NEGÓCIOS _ Então Sr. quinze. Quando você encontra um diamante um lampião e um acendedor delam- OP. Quando você encontra uma ilha que lhões de pequenas coisas que se vê não é de ninguém. eu pos- ' S. besouro que caiu Deus sabe da onde. Olhando para ele.) . 'Bom dia. ze . as estrelas. planeta sem casa nem população. Não tenho tempo para OP.. Vinte e seis também o que está apagado. ExUPÉRY . lampiões. . ' .. CENA 14 guém . que oHo- De pequenas coisas dour~das que às levá-la. Homem de Negócios) As pessoas . O P.estrela.limpo dois mais seis: vinte e oito. Eles "reinam sobre". o projetor deverá diminuir. PRÍNCIPE . útil para minhas flores que eu os pos- centos e vinte dois mil setecentos e OHOMEM DE NEGÓCIOS _ Os reis sua.E o que você o OP.Como Se pode grandes são decididamente enraordi- possuir estrelas? . PRÍNCIPE . um cigarro apa. PRÍNCIPE . O pequeno Príncipe nãO isso.: estrelas? gado. Ele tinha espaça uma crise de reumatismo. .0' HOMEM DE NEGÓCIOS ..: ExUPÉRY . Príncipe e o Acendedor es- de vez em quando no céu.dizer? . PRÍNCIPE . vo- cê pode patenteá-la: ela é sua.Eu possuo uma to. OHOMEM DE NEGÓCIOS . É útil para meus vulcões e mais cinco.É divertido.Milhões de.Isso é suficien. '. PRÍNCIPE .. Príncipe coloca-se diante do É muito diferente. .Quarto planeta.doze mais três.Oque quer dizer que eu escrevo num pa- OP.Bom dia. num nhentos e um milhões . apenas para alojar um acendedor de zer exercício. PRÍNCIPE . seis. Oseu vou fazer? pelzinho o número de minha . A se. vou possuí-las. Possuo três vulcões 'que . Nunca OP... olha só! Eu dizia então qui. PRÍNCIPE .Pode ser 'que O P. Não.

OP. Sós. É talvez porque ele se ocupa único Acendedor de lampiões do com outra coisa que não seja si mes. PRÍNCIPE .. cansar você andará. a ordem mudou? culo. pelo Vaidoso. isto O P. O ACENDEDOR . ExupÉRY . novecentos cê vem acender de novo? aACENDEDOR . I lo Homem de Negócios. Quando ele quando quiser . a que amo na vi. ou a estrela. O P.como se ele fizesse nascer uma es. PRÍNCIPE . mente. a seu planeta é realmente muito mudou. o é~ca. No entanto res de lampiões. selha a ir visitar? Terra. pe... o único · O ACENDEDOR . trezentos e onze O P. É uma ocupação muito ro. Tinha o desprezado por todos os outros. em é.Terra. versamos . pode-se ser ao mesmo tem- bonita. . Trinta dias! Boa noite. Você só Sr. ou uma flor.Isso não me adi.É a ordem. polo norte e seu camarada. Aí 'é que está o drama! O pequeno. mil homens de negócios.Não tem jeito. PRÍNCIPE .Não há nada jeito..Então o sexto OP. Príncipe passa diante do Elas se acham importantes como os çado. Este apaga-se lenta- apaga seu lampião adormece a flor OACENDEDOR . Acendedor de lampiões do polo sul.E então? ele tinha pena deste abençoado pla. É um trabalho terrível. .a que o Pequeno trabalhando duas vezes por ano.Mas por que vo. Não há lugar para dois. isto quer dizer: endo.Qual éaordem? precisa andar bem devagar para ficar planeta foi a. milhões de vaidosos.OPlaneta Terra.' Noite gou o seu lampião? O P... Isso 'é engraçado! OACENDEDOR .Você sabe. PRÍNCIPE.da é dormir. e o dia du.. fazia um efeito esplêndido. ta e dois mil e quinhentos acendedo- da noite para dormir .Então agora que neta por causa principalmente dos lampiões. imaginam que ocupam muito espaço. anta grande coisa. PRÍNCIPE ..Oque me acon.. PRÍNCIPE .Acendedor e afasta-se lentamente em baobás. a P. àqueles que não o conhecem.Conheço um meio de você descansar direção ao projetor usado para simbo- trela a mais. Pequeno Príncipe. Quando quiser des.É aordem.po fiel e preguiçoso. Trinta minu. a ACENDEDOR . sete milhões O ACENDEDOR .E o pequeno O ACENDEDOR .O l4 tos. É claro que as pessoas gran- OP. o Acendedor estende a mão.Eu sempre que.Então. . mens ocupam pouco lugar sobre a nuto. eu não mil e quatrocentos pores de sol em uma falsa idéia de nosso planeta tenho mai~ um segundo de repouso. é . sua flor. Bom dia. PRÍNCIPE .Este aí seria tal de seis continentes. Eu Príncipe não ousava confessar é que não tenho sido muito honesto com OP. direção ao fundo da cena. uma vez na terra.. planeta de ano em ano gira cada vez levavam uma vida de ócio e preguiça mais rápido.O seu planeta · OACENDEDOR .E depois dessa é o único que não me parece ridí. Por que você apa. A Terra não é · O ACENDEDOR . ExUPÉRY . devia-se ocupar. idéia das dimensões da Terra eu lhes para compreender.. des não acreditarão em você. vocês falando dos acendedores de OACENDEDOR . An.É apagar meu sempre no sol. PRÍNCIPE . direi que antes da invenção da ele- Bom dia. Bom é tão pequeno que você pode fazer a CENA 15 dia. EXUPÉRY (voz gravada) ..Não compre. lizar o lampião. a P. tido. PRÍNCIPE . Para dar uma .Príncipe vai embora sonhando com Sr. Os ho- Eu acendo e apago uma vez por mi. Já faz um mês que nós con. PRÍNCIPE . no to- tigamente era razoável. PRÍNCIPER ..:. Pois. vinte e quatro horas. nele onze reis (não esquecendo. claro.Não · é engra. pelo ro exército de quatrocentos e sessen- resto do dia para descansar e o resto Rei.É. Quando ele acende seu lampião. PRÍNCIPE .Noite OP. e a ordem não mudou! Sr. O ACENDEDOR . volta nele com três passadas. pelo'Bêbado. Ordem é ordem.Bom dia! tricidade. um verdadei- de manhã e acendia à noite. Visto de longe. um planeta qualquer! Pode-se contar lampião. Elas Os dias aqui duram um minuto? Ele tem uma boa reputação. Eu corro o risco de dar ele dá uma volta por minuto. os reis negros). Eu apagava a P. Boa noite.rará o tempo que você quiser. não tem dois bilhões de adultos.OP.Um mês? Sr. .A ordem não mo. ExUPÉRY . e meio de bêbados.

PRÍNCIPE . ARApOSA . OAGULHEIRO . O A SERPENTE . PRÍNCIPE . . Não há por enigmas? pano e ela passa a ser muito impor- então ninguém sobre a terra? A SERPENTE .Os homens.. que significa "cativado"? também entre os homens. Eles 4~ . eles tem poderoso que o dedo de um rei.Eles não estão corda lua moveu-se na areia. OP.Bom dia. tanto A RApOSA . Noite O AGULHEIRO . o desenho da mais longe do que um navio. A SERPENTE (o ator aproxima OAGULHEIRO"":'" Não se está nun- CENA 16 lentamente sua mão da cabeleira do . PRÍNCIPE .. Eu não homens? Fica-se um pouco sozinho para adireita. ganado de planeta quando um elo da patas.Eu posso lhe levar Passagem do terceiro trem. Olhe o meu planeta. logo atrás dele. O que eles procuram? A RAPOSA .Não estão Per- O P..Nem mesmo o O que procura? mal engraçado. está . cada um possa um dia encontrar a passagem dos trens é marcado sim. PRÍNCIPE . você sentir muita falta de seu plane. . P. plano do pátio.Aqui é o deserto. homem da locomotiva sabe. PRÍNCIPE . CENA 18 OP. O P. PRÍNCIPE . Elas perdem África..Fica-se sozinho OP. PRÍNBIPE . O'AGULHEIRO .. ram? fuzis e caçam. Aque- le que eu toco.. PRÍNCIPE . .. Você O AGULHEIRO . é que colocam o nariz'nas vidraças. Você não pode nem mesmo O P..é Noite OP. Posso lhe ajudar um dia se tro ou então cochilam.Ah! Perdão.Não posso.Bom dia. O que significa "cativar"? A SERPENTE . PRÍNCIPE ~ Boa noite. PRÍNCIPE . elas cho- todos. ra grande. eu devolvo à terra O P. O P. bem em cima de nós .Ele é bonito.Você não é mais .Eu divido os Of. um aU)r. Ele está plesmente por um movimento de ca. poderoso. Quem A SERPENTE . Des. PRÍNCIPE . ca contente onde se está. sados.. não. o seguindo os primeiros viajantes? ator que faz a voz da serpente: de onde ele saiu. Em pé. Passagem do segundo trem.. e se a tiramos delas. sabem o que procuram. Sobre que pla.. mens. A Primeiro plano no jardim.Ah! .Mas eu sou 'mais O P. lá onde estsvaa? . Mas por que você fala sempre tempo por causa de uma boneca de OP.. Passagem do primeiro trem.. neta eu caí? ta. Fino como um de.Você é um ani. É muito penoso. Contra o caixote. PRÍNCIPE ...Tive dificulda- des com uma flor..Só as crianças A SERPENTE . Príncipe. na OP. viajar. endi. de joelhos. ATer. ramo A SERPENTE . PRÍNCIPE .Procuro os ho- do . PRÍNCIPE .. OAGULHEIRO . ARAPOSA . tão fraco nesta ter.. Mas você é puro e você vem de uma estrela. O P. migo. No primeiro sua.Ah! passageiros.ficou surpreso de não ver ninguém. Eles dormem lá den- A SERPENTE .Sobre a Terra. Você não tem nem mesmo mos. PRÍNCIPE .Bom dia. Eu posso .Eu me pergunto Só os rostos do Pequeno Príncipe se as estrelas são iluminadas para que e do Agulheiro estão iluminados. O é você? que você veio fazer aqui? OP. PRÍNCIPE .Vem brincar co- A SERPENTE . PRÍNCIPE . Mas como beça dos atores.Elas têm sorte. PRÍNCIPE . no deserto . fui cativada. . O' P. por grupos de mil. Não há ninguém nos desertos. O P..Bom dia. E uma troca..Eles já volta. seguindo. sentado o P. Só as crianças.Você não 'é daqui. me dá pena. O AGULHEIRO .Eles estão apres.Onde estão os pacho os trens que levam eles. Oator o imita.. como para a esquerda. OP. está longe! OP..Boa noite: ra. PRÍNCIPE . Príncipe) . contentes. .Oh! Já compre..Eles estão per- serpente. Príncipe se ajoelha perto da CENA 17 serpente. O P.Bu os decifro a tante. PRÍNCIPE . sitUado no pri.Oque você está fazendo aqui? A RAPOSA ~ Eu sou uma raposa. meiro plano jardim. OP. Não são 'os mes- Ele já estava com medo de ter-se en. Eu estou tão triste.

E a' única I Os outros passos me fazem ir para tirei . Os cam. to do ator e coloca a mão nos seus cida com cem mil outras da sua ida. ": ' . Significa "criar laços". O seu me chamará e inquieta.ÓP. de. P~ÍNCIP. Vo. dações são lindas. A Iin. como pão. PRIN~IPE . Quanto Sr.. A RAPOSA ..APO. . Você se torna res- .cabe.Seria melhor voltar VemOs 'St.EXIste caçadores nes. .".feliz.P.Ah! Suas 'recor- 46 que será . É muito sim- cem.outro. Noite nhas. .' : .. simples: só se vê bem com o cora- do . Sr. ção. Eu não sou para O P.. Agente homens não têm mais amigos. mas eu ainda. ExuPÉRY (voz gravada) ~ As- esquecida. ração .. Exupéry eo P. depOiS torna a sentar-se. descobrir amigos emuitas coisas para com Um segredo. A RAPOSA --:. mais o tempo passar.e prende t:rem~s necessI. A RApOSA rr: É uma coisa muito po~ de !rig? não me le~bram nada.' um pouco afastado de Illllll. àmesma hora. lá embaixo. ~.da cê está procurando galinhas? para fora como uma música. os assim tão importante. ombros. Você se sentar~ prim~iro ponsável por tudo aquilo que cativar.'se não}rec!sa de mim. . E você me cativar.. Mas todo dia você poderá sentar-se OP.' pIo às 4 horas da tarde. PRINCIPE Criar laços. : olho e você não dirá nada. OP.. '~ _ " .. . EXIst~ :uma flor.O essencial é " '.Oque 'épreciso munôo. E quando '.O. ta. Sr. Se você quiser.~o se conhece bem olhos. "'0Ip. guagem é fonte de mal-entendidos. eu descobrirei o preço. Eu sou'.as se vo. ' paciente. sentados umo: lado do outronà cen- tiva. Serei para você única no . me cative! OP. ~RÍ~ciPE . Às 4 horas estarei agitada coisa interessante que eles fazem. Eu caço . Eu estou pois olhe! Você vê.. Príncipe vem ajoelhar-se per- para mim ainda é uma criança pare. A ~POSA ...Entendi. levanta-se. fazer? A RApOSA . me lembrará O P.. Príncipe teio umpo úcc. Voce sera para mim umca . invisível para os olhos.É preciso ser muito deve esquecê-la. EXUPÉRY (voz gravada) . da cor do ouro. . . . ::. avança CENA 19 galinhas' se parecem ~ todos os ho. ?" los.. PRÍNCIPE. da. também criam galinhas.A'RA~às~ .. ca a que' horas posso aprontar o'co- "cativar?" O trigo para mim e inútil. posa. ' ". a~ co~sas q~e cativamos. O esencial é invisível para os no mando. Mas se você me ca. ~. mas aproxima a hora de ir embora: v?~e mas do q~e uma raposa pare. É'possível. M. . A RAPOSA . E de. aSSIm. ~.: . sável por. " AR ' N d ' . EXUPÉRY .. não existe vendedores de amigos. Prmclpe..o.não . dOIS passos. minha vida "ficará' ensolarada.P. Entao eu me cha.. nha VIda émonótona. A'RAPOS~: -. . Se você vier por exem. não saberei nun- procurando amigos. a a e per cito. to nos trigais.O.Começo a com.planeta? " i :. desde às 3 tro da cena. ravilhoso quando voce me cativar! O .:.diterentedetodos os outros.Eu sou respon- .Vou lhe presentear çt~~ com cem mil outras.Os homens esque- ceram dessa verdade. nao tem mais tempo de conhecer na.A -'. sim o Pequeno Príncipe cativou a ra- .o' P. Acho prontas nos vendedores.dad~ ~m conhecer. Mas como ARApOSA . O que significa cam~os de trigo! E~ ?ã. Os homens O P. . PRÍNCIPE .ra ma.minha rosa .EARApOSA ~ Eu E. f' M' dia seguinte o Pequeno Príncipe vol.gah... . E ISSO e triste! Mas voc~ tem . PRÍNCIPE . PRÍNCIPE ~ Não.responsável... por minha rosa. Eles compram todas as coisas preender. E eu não preciso de você. PRÍNCIPE . : . PRÍNCIPE _ Não Sr.. Mas você não . mais eu me sen. OP. ~ntao se..homens me caçam. você. quiser um amigo.Em outro planeta? A RAPOSA .. mundo.. Se você yê neste mundo toda sorte de coisas. t~ . : r .E ~. PRÍ~cIPE -Não.Isso é interessante. .Foi o tempo que perdi com minha rosa . felicidade! Mas se eu não souber a . E eu amarei o barulho do ven. A RAPOSA ~ Isso mesmo..Oh! Não éneste OP. Olha.. Tenho que A RApOSA . sou responsável por minha rosa.galnhas? um pouco mais perto. os. " " :. ' mens se parecem. PRÍNCIPE '~ É.' baixo da terra. Eu 'conhecereium:ruído de passos horas começarei a ser feliz.No Eu sou responsável por minha rosa. ExupÉRY . Eu olharei para você do canto do Você é responsável por sua rosa. não tenho muito tempo. Todas as ? P. OP. os hora que você vem.Foi otempo que vo- cê perdeucom a sua rosa que fez ela 'que ela me catI~ou. PRÍNCIPE . '. Você trigo que é dourado.

É.Como ele dormia St. estrelas.E entretanto o que eles procuram poderia ser encon.Então você está está pronto: a roldana.Agora você deve Erupéry e o P. uma mordaça para meu carneiro. ba- O P. Ela ele esconde um poço em algum lu. ExuPÉRY ~ Você -templanos Sr.. só por sons. Você só tem que esperar aqui.. xe... assim. aqui olocal.. .Mas os olhos areia. A seus pés. PRÍNCIPE . . tinha nascido da caminhada sob as Sr..PRÍNCIPE .Havia do lado do gar .Eles não encon- O P.Os homens de ge meu pequeno príncipe sentado. Oque faz ele ser belo é que nho da serpente.Os homens são apressados mas não sabem oque pro. Príncipe no colo. St. bem mais do que um alimento. Sr.Que promessa? não vai me fazer sofrer.eu lhe co- Eu estou muito contente de ter tido voltas. ExuPÉRY .Odeserto 'é bo. PRÍNCIPE .É estranho. ' O P~ PRÍNCIPE . As- Sr. EXUPÉRY . vamos procurar um poço. sozinho no deserto! Você 'vol- Sr.. Exupéry aproxima-se lentamente trado num pouco d'água. Príncipe) Claro.espero você aqui. o que ele procurava! Esta água era nito. segui. olha em O P. nheci. Exupéry abre os olhos... Exupéry que senta-seno chão.. PRÍNCIPE . EXUPÉRY . Príncipe acorda.Você sabe: . tudo tava em direção ao lugar que v~cê Sr.Porque. ExUPÉRY . ÉXUPÉRY ."). OP.. O P. Sim! Sim! é nesse dia. do canto da roldana. levanta-se e O P. ende. É muito pesado para você.. eles não encontram o lançando as pernas. foco luminoso.muito tempo? 4 . nós fizemos funcionar este poço OP..É ótimo ter tido OP. percebi de lon- faz belos é invisível! . EXupÉ!ty . O que permite o P.: O P. por causa de OP.) Você mesmo quando dorme . Sr. trabalhar. ExUPÉRY . Príncipe apóia-se no ombro tram .frente do palco. nele como a luz de uma lâmpada. vamos rá o aniversário.. o balde e a corda. O P. Príncipe ador. tem bom veneno?:Tem certeza .'A água pode O P. Tenho sede tamb éin... o que os para o coração como um presente. É preciso que você cumpra Exupéry ainda aproxima-se. .. Talvez por 'causa do ani~ . cipe) .. do es. PRÍNCIPE (falando com o de- posa. sua promessa.Você compre- também ser boa para o coração (St.É claro. na de estrelas ou do deserto.. ...Claro . do por St.que Escurece lentamente Sr. ExUPÉRY .. ExuPÉRY .A minha ami. Sr. Ela era boa sim que voltei do . Si': ExUPÉRY . Você deve voltar à sua Eles estão num foco de luz azul.. Pequeno que eu ignoro . (Passa um tempo no qual Sr.. PRÍNCIPE . máquina. .. Sr. eu o coloquei no colo. Vê o poço que é simbolizado .. nada para beber! frente. eu caí bem perto morrer de sede.Deixa que eu pu- meçam a Uandar no mesmo luga.. na manhã que . PRÍNCIPE . ExUPÉRY .O P. Ve~ Sr. O P. Quer se trate forço de meus braços.Você sabe.. PRÍNCIPE . poço. Eu .. Eu sou responsável por esta flor . PRÍNCIPE .. não se trata mais de raposas! Príncipe. . Exupéry está agora isolado num uma flor que não se vê . nho amanhã à noite . ExuPÉRY (segurando o P. caiu? . que procuram. ExUPÉRY .Então não foi por um amigo. OP. Prín. Príncipe ir sentar-se na caixote colo- Sr... é a imagem de uma rosa que brilha são cegos.. Exupéry daqui. PRÍNCIPE . senhp) . minha queda na terra . com sede também? .. mas não é com o P.. PRÍNCIPE . ga 'Raposa. ExUPÉRY .meu trabalho. .. onde começam as minhas marcas na mecido é a sua fidelidade a uma flor. o dese- OP. Dê-me de beber. PRÍNCIPE .Meu homenzinho. . . noite do dia seguinte. há oito dias.. que você concorde com minha ra. . PRÍNCIPE ~ Tenho sede des.Pequend Príncipe...Então você não se lembra? Sr.consertei meu avião e não tenho mais St.Por que? avança para a. Co. um velho muro de pedra. e ele canta. Não vale a pena . . Príncipe levantam-se. As estrelas são lindas. PRÍNCIPE . mesmo se vamos morrer. amanhã se- Sr. ExUPÉRY. curam. PRÍNCIPE . ? versano. Então 'eles agitam-se e dão acaso que. É preciso procurar com o Estarei de volta à noite.. ta água.. St.. Oque me do P. (Tempo. O P.Estou contente sua terra. Não é aqui de jeito nenhum (Pausa) de St. você passeava uma amiga raposa.. coração.E eu compreendi cado no jardim. . Você vai ver comove mais neste P.

. OP. minha flor. .. o .' ExUPÉRY . Tomba doce. não passa de um sonho mau esta bis. nao se apressem.Eu terei mais agora.. não se diante do desenho da estrela 'en- completamente. porque eu vou morar em eu me digo: "Claro que não! O P. claro. ExuPÉRY . a pasta de desenhos. Sr. Eu também vou um instante. Se você ama uma flor que se amo escutar as estrelas ànoite. PRÍNCIPE ... Ela tem apenas quatro carneiro que nós não conhecemos. Minha estrela ficará bem"em .Homenzinho. Eis aí um grande mistério. PRÍNCIPE ~ Estou contente O P. desenho no fundo do palco): Olhem Noite Sr. e de estrela e de te a cena St.. . comeu ou não a rosa? E você v~rá O P.. Esta noitefará uma criança chegar perto. ma posição da cena número 1. Levanta sua blusa.uma árvore o qae não ~undo. Exupéry na mes. Isso é Olhem o céu.adivinharão quem ele é. Eis aí. . É o mais simples de lta- sabe? perto de sua perna. atentamente esta paisagem para esta- cê está com medo .Sr. Exupéry.. alguma parte..te dele. E todas as estrelas riem do· 48 isto.rapidamente para o ponsável por.p essa! Você agora fala com as ser. Então eu Você terá estrelas que sabem rir! É sou feliz. À noite. EXUPÉRY .da serpente. areia. Sr.': OP.Agora já estou sobre o desenho.Como 'é que você nada ali.. isso já faz seis anos . Você vai poder no qual apóia sua perna.contra o mundo. ExUPÉRY . ExUPÉRY ..crevam-me rápido que ele voltou. St. . os desenhos à sua volta.. PRÍNCIPE . além'de um brilho amarelo mo desenho." Logo olhar océu. então será para você como se tes na sua redoma etoma conta mui- todas as estrelas estivessem rindo. vo. Então . serpente. (St. poucos.. para se proteger tenha ou não comido . Mas 'é bem mais faz. Exupéry colocará. PRÍNCIPE . à noi..... se acon- medo esta noite ...o. ExUPÉRY . Príncipe deixa SI. Mas eu sei bem que quanto a luz vai baixando até' ficar Sr. como tudo muda .Oque é impor.. Depois vai sentar- tante.. 'ExupÉRY' .zes pergunto-me: "o que aconteceu te.. ele voltou a seu planeta. é doce. Tenho o seu carneiro . quando você neiro tenha comido a flor ..É claro. .. uma delas.Que história é espinhos de nada. joga-a OP. em braços e leva. Exupéry pega então Uniúiti~ '. . ExUPÉRY (voz gravada) . Sr. .dirige-se para o desenho da serpente. Eu nunca 'tinha contado essa história te. É mente como . Perguntem: o carneiro pentes? tudo . Então sejam gentis! Não me deixem tão triste: es- . Deixe-me dar um passo sozinho. Escuro.'.-Sr.. Não grita. Ele fica imóvel dos.. Duran- tória de encontro. um áno. As ve.E rem certos de reconhecê-la se viaj~- . se ela rir. E. eu ainda .uma nOT.... por causa da I cipe apareceu na terra e depois desa- I difícil. Dian. olhar o céu. . Todas as estrelas são neste planeta? Pode ser até que ocar- floridas . vocês passado . . .cer de passar por lá. 'a . bem em baixo da estrela.mais bela ea mais triste paisagem''do vol~~r hoje para o meu planeta. . Sr. porque eu estarei rindo Príncipe guarda sua flor todas as noi- nelas. PRÍNCIPE . um pouco consolado. '.Homenzinho. pois ao nas. ExUPÉRY . ' Encontramos St.. . isso não se vê. cemente. E eu flor..Homenzinho. mo isto é tão importante! .0 P. eu lhes suplico. ~ E nenhuma pes- soa grande compreenderá jamais 'co- q~e você tenha enconírado o que fal. Exupéry vira o desenho . se ele não res- cima do lugar em que caí no ano ponder quando se pergunta. ..' Eu soures. rem um dia no deserto.. Isto é. É aqui que o Pequeno Prín- bem mais longe..É claro como a cer do dia eu não o encontrei.. O P.Não havia mais (St.se . tava no seu motor. esperem um pouco ainda quero ouvir você rir. Príncipe'nos Você sabe.Nada do universo é parecido' se. barulho nenhum. FIM encontra numa estrela... voltar à sua terra. PRÍNCIPE . Etão ingênua. I . São dois traços formando dunas e uma estrela): Isso é para mim. não se sabe aonde/Um outro lado do palco. CENA 20 se tiver cabelos loiros. Exupéry vai colocar o Etenho acaixa para oseu carneiro. Exupéry pega oP. pareceu. to bem de seu carneiro... Sr. aos St. ea! E ela é tãofrágil.

Cipe Lincovsky. de Caracas. Tra- Janeiro que possibilitasse a vinda de pelo menos alguns espe. o Teatro Pixinguinha. assim define os objetivos do trabalho: . alguns dos quais representados por mais de um espe- táculo. no Teatro Paiol e no Teatro da Outro espetáculo que há vários anos . espalhada por sete espaços dite. no que este sen- mas ele terá uma importante filial em Curitiba. Muitos deles virão dO"Festival Internacional de Caracas. morar os dias de Santa Cristina. Tres Marias e Una Rosa. trechos de Brecht. programado para através desse método por David Benavente. o TaIler de Investigación Teatral. que ela vem mostrando pelo mundo afora desde 1976. se sinta a angústia vivencial e existencial do cruel desenraizamento Asede principal do Festival será. com grupos historicamente as causas e se exponham as soluções diante de um de dança apresentando-se em suas sacadas e janelas para a mul. ram época no em geral tão pobre histórico do recente intercâm- bio do teatro brasileiro com as experiências estrangeiras. à sua outra realização consagrada pela crítica internacional. O espetá- de uma grande festa teatral. edições do Festival Internacional organizado por Ruth Escobar. esclareçam por si mesmas e possamos encontrar. de Miguel Angel Asturias. que daquela exibições de grupos de teatro de rua reforçará o clima festivo vez mostrou um trabalho emocionante. além de textos de autoria da própria anii. uma das perscnaíí- agosto. virá de Cuba. praticamente desconhecido entre nós es- Há algum tempo quase não se houve falar em Ruth Escobar. que se apresentarão nos dois consoladoras. esta a ser inau. De 19 De Como. grupo canalizou as formas dessa tradição popular para uma 'fá- lácio das Convenções do Anhembi e o Teatro da Cultura Ar. bula que conta a passagem de um santo pela terra. até agora Ruth Escobar não conseguiu viajando com sucesso pelo mundo representará o teatro vene- firmar nenhum convênio com as autoridades culturais do Rio de zuelano: Senor Presidente. espetáculos de A Espanha será representada por um grupo que já conhe- dança e de circo. em colaboração com realizada no Brasil. Amarga. o Teatro Ruth Escobar (com as suas três os habitantes da região de Santiago de Cuba costumavam come- salas: Gil Vicente. Ruth pretende transformar São Paulo no palco dução do Cabildo Teatral de Santiago. fogos de artifício. O gurada na abertura do Festiva!). São Tiago e Santa Ana. com apre. Andalucia normalmente não tão festiva cidade. Infelizmente. bandas de música. Mas o Festival não estará somente nas salas. e que por sua vez já marca. abrange entre outros. da sede de um grande lueia Amarga não pretende ser um espetáculo em que se registrem banco na Avenida Paulista num Prédio Dançante. devem assumir o papel de provedoras e chefes bem mais ampla e variada do que foi aquela das duas primeiras do lar. para onde o timento tem de imediatamente comunicativo. sentações de escolas de samba. com um one-woman-show intitulado Yo Quiero Decir Algo. Uma das idéias mais am. e que. entre 7 e 16 de agosto. mas alguns foram contratados diretamente e virão especialmente dos seus lugares de origem. o Pa. Galpão e Haydée Santamaria. Los palos e que agora traz que a organizadora pretende imprimir. segundo tudo indica. ao atualidade. estará tam.desde 1977 . culo inspira-se numa antiga tradição popular. está excersionando desde fevereiro pela América Central e do respectivamente em 1974 e 1976. método muito pessoal de investigação sobre determinadas reali- nistas e submetia o seu teatro paulistano a uma substancial re. É que. o Teatro João Caetano. fato amargo. pro- a 16 de agosto. implicitamente trazido pela emigração forçada. diretor e'um dos intérpretes do espetáculo. e que promete ser a maior promoção desse tipo jamais dades marcantes do atual teatro chileno. ea sua tística. O Teatro chileno. sem reflexões vários dos grupos participantes. que desenvolveu um mesmo tempo em que continuava engajada em suas lutas femi. o Auditório do ciones :. . O e~petáculo.vem Fábrica." auditórios do Teatro Guaíra. texto escrito gato: o III Festival Internacional de Teatro. todo o grupo. . biciosas neste sentido consiste em nada mais nada menos do Salvador Távora. talvez as causas se Governo do Estado do Paraná levará. a programação desse ousado empreendimento é prego dos maridos. bem entendido. O autor.Norte e pela Europa.uma sucessão de pequenos dramas e comédias com que Hotel Macksoud Plaza. dia 5 de agosto. Da Argentina virá uma comediante de grande prestígio e FESTIVAL DE TEATRO de longa trajetória por palcos europeus. Aspira apenas a ser um poema físico e sonoro onde tidão reunida na rua. ta-se de um trabalho livremente inspirado na novela homônima táculos visitantes para a chamada capital cultural do país que. estrangeira. que se desenrolará na Capital venezuelana em fins de julho. adesão às lutas de libertação do povo do domínio da colonização bém nas ruas: uma variada programação ao ar livre. através do teatro. acabará' não constando mesmo do 'mapa DOS JORNAIS festivaleiro. e de transformação dos dados reco- forma. São Paulo. Santiago Apostei PUSb los Pies en la Tierra. dades sociais de seu país. A programação principal prevê a participação de grupos de 15 países. e dirigido pelo jovem encenador Raul Osorio analisa a situação das mulheres que. oficinas de arte na rua e cemos do Festival anterior: La Quadra de Sevilla. ela estava acumulando energias para um novo pulo de lhidos em matéria teatral. e. o teatro de rela- rentes: o teatro Municipal. tará representado por um do sgrupos mais interessàntes da' sua o que é coisa rara no panorama do teatro brasileiro. em decorrência do desem~ Com efeito. Tchecov e Pablo Neruda.tAnda- que na transformação. do grupo Rajatabla. que denuncia as intrigas e a corrupção 49 . o caminho mais reto para sua solução. depois de 16 meses em cartaz em Santiago.

de Aristófanes. de Pedro. renascer e locar maciçamente para São Paulo.. ainda na programação paralela. com alusões dire. . Tudo riências teatrais muito diferentes das que freqüentam rotineira- indiCa tratar-se de um trabalho ·de dança dramática contendo mente os nossos palcos. Nas- tasia Filipovna.se confirmada . como presidente de honra dos Ciclos de Cinema. ".sobretudo mu- lheres . . E. definiu o espetáculo como "duas horas que cortam o fôlego. EI Galpón de Montevidéu. A dí. dad. Para compor a representação brasileira foram por enquanto . o seu virtuosístico ma- nipulador e animador. através do qual se pretende colocar os diretores brasileiros em contato com os mais representativos homens do teatro latino-americano con- vidados para o Festival.' convidados o grupo carioca Tá na Rua. '. para não perder essa oportu- morrer novamente. espetáculo japonês que se constituiu numa das sensações M último Festival de Nancy. viúva de Hermilo Borba Filho. reção de Carlos Gimenez recebeu calorosos elogios da imprensa internacional. intelectual e culturalmente esmagado pela sociedade hostil . que há cinco anos vive exilado no México.. mas agora no campo do teatro. pela-programação até agora divulgada. Uma das mais surpreendentes realizações recentes do teatro experimental nova-iorquino representará os Estados Unidos: A Prelude to Death in Verrice. . Pedro y el Capitán. e que deve trazer um repertório de nada menos de três realizações: Proibido Gardel. 23·6·81) .e: a pesquisadora e animadora cultural pernambucana Leda (Yan Míchalski. em grande evidência após o recente sucesso dos seus filmes Homem de Mármore e Homem de Ferro. John. nifestações populares do Norte e Nordeste. . Alves.. Colette Godard.. com um 'conjunto de ma-- tas à política econômica colonialista dos Estados Unidos. A julgar festivais europeus. a peça coloca em cena apenas um boneco de 1 metro de altura. Na época. segundo ao cinema latino-americano.uma anônima ditadura da América Central.teatralização de um mito popular nal de Teatro bem merece que os cariocas pensem em se des- segundo o·qual algumas crianças nascem para morrer. ':. . provavelmente. res- ponsável pelo instigante grupo Mabou Mines. e P/uto. de Mário Benedetti. e. .: Á dança dramática deverá ser também o forte de Sankai }uku. com direção de Andrzej Wajda. com direção de Joan Motta. relevo especial à programação cinematográfica paralela às apre- sentações teatrais. Os seus pais podem interromper o sinistro nidade única de tomar conhecimento de uma soma de expe- ciclo através de uma série de cerimônias e exorcismos. interessante amostra do rico folclore nigeriano. O teatro uruguaio será representado por um dos grupos de maior tradição em todo o continente. e duas cabinas telefônicas. aumento de movimento na primeira metade de agosto. a crítica de Le Monde. ..Orgambide. orientado por Amir Had. o 1lI Festival Internacio- Da Nigéria virá Ogbanje. com Em Frente da Porta Pelo Lado de Fora. destaca-se um seminário de dramaturgia. uma das principais atrações. BiIl Raymond.de. o pri- meiro dedicado ao conjunto da filmografia do próprio Wajda. dará .um . Livremente inspi- radana obra de Thomas Mann. :. . quando das suas apresentações em vários grandes . ". pelo Stary Teatr da Polônia. Além destes estão ainda programados espetáculos de Iol- clore da Nicarágua e do Panamá.de suas relações criam uma sufocante imagem de um indivíduo emocional. extraordinário diretor de teatro e cinema. Ele está dividido em quatro Ciclos. Está previsto também. o terceiro ao cinema norte- americano independente e o quarto ao teatro no cinema. : .e desumana em que vive.A Ponte Aérea Rio-São Paulo deverá registrar um sensível . Os sucessivos telefonemas de John a pessoas . inspirado em Dostoiewski.. A provável presença de Wajda em pessoa. texto e direção de Lee Breuer. uma viagem extraordinária". um seminário de cinema. o . extraído do lornal"do Brasil. o grupo Comuna de Lisboa.

.mesmo ' deverá ser : regJetido~_ à O Patinho Feio [música-gravação) . '."em nome 'de Eddy RezendeNunes . . .L. com heque O Cavali~ho Azul •••• . Steward . . i FilJw e Viroca Fernandes). Tardieu 31 i O Pequeno Príncipe .í NDICE Improvisação . . . . : d'O TABLADO.. o . ~ l' .St.00 . TABLADO CADERNOS DE TEATRO I . 49 I·· í I (Colaboraram neste número: Dina Moscovici...' .. . .. '90. Bnon . G. Hodgson e E.RJ. . Piroli . . Caim . Se'. . Craig .retaria à ..O Embarque de Noé (música-gravação) ' 200. agência dos correios do Jardim Botânico . visado.. : ~ . Texto Para Estudo: Moliere e W. . " Estas .poderão... . . .pedidas .ob .OS) •• ~ •••••••••• • ir 00 I ' Autora: MARIA CLARA MACHADO ' · II " I j" Clarinha na Ilha ". . . . 50./ I \. . Aloísio I .D. :. A Fechadura . J '. de vale ·postal.••••••••• t. Richards . I ' :I Avenda na"Se~retaria d/O.J. .Uma Peça a Partir da Improvisação - J.Criação de . 9 caso 1 .00 pré em nome de Eddy Cintra de Rezende N~nt . Da Arte do Teatro ... mediante "pagamento.: 70. . Exupéry 36 l I Dos Jornais . .00 . .publicações . . assinatur a anual (4 _n. I .00 . II ·1 . pagável no' Rio de Janeiro.j . ·'Sf' CARTAZES . 200. . TABLADO.ser. . .E.

Virginia .O Vnico Ciúme de Emer. n9 79. n9 53.Uma Carta Perdida. Paer . Novo.Fala Comigo Doce Macedo 1. n9 54. L. Yeats . n9 71. ti9 74. Manuel '". XV) . J. n9 48: e Um Gesto por Outro. deito.Em Figura 70·71. n9 65.Assassino. Amanhã Sou Outro. . n9 52. n9 55. Baccioni. cios.Construtores de Impé· ronca das Mulheres.Textos à disposição' dos leitores na Secretaria dlO TABLADO Albee. 'nQ 68. de Gente. Inês . n9 55.Do Tamanho de dência. n9 56. e Simum. n9 65. 11 9 63..Good·bye.Os Cegos. n9 83. n9 62.ONarit. n9 81. n9 52. Ghelderode . Anônimo .A Mais Forte. . Cabrujas. Thorton . Wedekind. • na. . n9 61. na Boca. .A Sombra do Desfila. gentino. n9 81. Racine . Oliveira. O Pedido de Casamento.Farsa do Mance· bo. n9 82. n9 50 Maeterlinck . Cocteau Jean .Bumb«. n9 47. Trenton a Camden.A Via Sacra. n9 76. Perlim· Valentim. n9 78. Boris . n9 51. HojeSou um. nico. n9 67.Morte Natural na Gheon Remi .O Túnel.. n9 88 Meireles. nQ 64. Anônimo (séc. nos Cabos. n9s Borges. n9 47. Espe. Karl . n9 72'. n9 58. Como a Chuva.O Jubileu. Viagem Felit. .. Arrabal Fernando . n9 82. n9 82.O Caixeiro da Taver· Andrade Oswald .Noite. Marinho. Kokoschka Oskar . Carmosina .Os Embrulhos. SettimeIli. . n9 48. n9 85. R.Sketches Cômicos.A Morta. n9 64. Quanto Custa o Pirandello. Harold .A Gramática. Cavalcanti . O Novo Otelo. n9 6[. Azevedo. Machado de Assis . Robert . n943. n9 82. n9 73. n9 47. . n9 54. meu-Boi. um Defunto. rio. pUm com Belisa em seu Jardim. n9 ~7. n9 85.Mateus & Mateusa.O Homem da Flor Ferro.Conversão Sinfonieta. n9 77. Valli. de Aman-Jean . Aquele que diz Sim.Teatro Monteiro A.A Exceção e a Re- gra. Synge 1. O Retábulo das Maravilhas. n9 83. n9 88. e Os Viajantes. . n9 84.A Intrusa. Qorpo-Santo .O Guarda dos Pássaros. nQ 81 Garcia Lorca .A Consulta.O Doido e a Morte.Guemo. n9 86.Todomundo.Lição de Botâ· Wilder. Forca.Ato Cultural.A Derradeira ·Ceia. n9 80. nQ 66. . Cervantes . Largekvist.O Jogo da Indepen- Millor Fernandes . n9 57. Silveira Sampaio . Eugene . C. n9 46. Aquele Pinter.Maldita Parentela.A Noite de Teresa Cio balena. Futurista. n9 72. Raul .Édipo Rei. Tardieu Jean . n9 66. Martins Pena . e Piquenique no Front.·Só o Faraó Tem Alma.Mestre Pedro Pathelin e As Interferências. William. n9 46. que diz Não. Bertolt . e Treco Casona Alejandro . nQ 49. anarco·sindicali~tas. E. Luiz . e Chica da Silva.Os Advogados. C. n9 84. A.Antes do Café. O Mendigo. :51 . e Viajantes para o Mar.A História do Zoo. n9 81. I. Os Males do Fumo.A Morte e o De- mônio. n9 60. f Bergamota. Tennessee . Checov Anton . José Carlos de . Brecht. Labiche. França Júnior . n~ 88. n9 59. n9 87. Um Tango Ar- O Pastelão e A Torta. n961: Não Consultes Médico. Luigi . M. Frank . Brandão. Caragiale. . n9 75.A Vigarista. José Ignácio . Machado M. n9 76. . Vian. n9 63.O Tribunal dos Div6r· Strindberg August .Amor de D. n? 68:0s Credores. n9 69. O Inglês Maquinista. Marinetti . e A Dama da n9 43. O'Neill Eugene . Thomas. Barros A.