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. I: " '', IDÉIAS ETEORIAS - Witkiêwicz '
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>", .OMARINHEIRO,~ FerRa'ndo Pessoa '
GUERNICA ~ Fernando Arrabal

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CRONOLOGIA D'OTABLADO (1951/1960)
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DO~ jORNAIS . -' . '. ,
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,' MOVIMENTO,TEA1~~ (julholsetembro/11) -
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J WITKIEWICZ - SUAS IDÉIASETEOlHAS

JANUSZ DEGLER

"Umartista da Renascença" é a fórmula frequente-
mente invocada pejos críticos para definir a riqueza do
talento, a multiplicidadedecentros deinterêsseeava-
riedade da obra de Witcacy. Eessa expressão é justa,
pois dá a medida da individualidade, da personalidade
excepcional de Witcacy, ao mesmo tempo, de suas po-
... .... tencialidade criadora. Êle foi ao mesmo tempo pintor,
O' ,: ,.':,: " dramaturgo, prosador, publicista e crítico. teórico da
arte e da cultura, autor de um sistema filosófico ehis-
toriosófico. Vibrantede inquietude, abundante de con-
trastes e dissonâncias, usando artifícios às vêzes primá-
rios, sua obra coloca-se no extremo oposto emrelação
às características geralmente atribuídas ao artesanato
dos artistas renascentistas.
Mas a fónnula - artista da Renascença - revela,
CADERNOS DE TEATRO N.o 50 enlretanto, um traço característico das atividades de
. Witcacy: adissonância entre a potencialidade e as rea-
Julho - agosto -setembro -1971 Iizações. É incontestável que sua intenção de erplcrar
Em vistado sucesso alcançndo recentemente pela eaprofundar disciplinas diferentes da ciência eda arte
Publicação d'O TABLADO patrocinada pelo Serviço encenação no Brasil de A MÃE o, de Stanislaro Ignacy era adeum homem daRenascença. Todavia, oquese-
N~onal de Teatro (MEC) WitHewicz, morto tràgicamente em190'39, achamosopor· ria possível há lrês séculos não oseria mais no nosso,
tuna apresentar nestesCADERNOS um resumo da filo- época da desintegração da ciência e da multipliê.idade
Redação e Pesquisa d'O TABLADO de:correntes artísticas, e uevia, portanto, reAetir uma
Diretor.responsável - JOÃo SÉRGIO MARINHO Nmm; sofia dêsse autor, que consagrou o último período de
sua vida àfilosofia eà pintura (seu ganIra-pão, segundo' certa loucura e anunciar nm fracasso. Oobjetivo era
Diretor-erecutioo - MARIA CURA MACHADO êle próprio), chamando aatenção denoSSOsleitores pora defato uma tentativa de integração das "coisasnecessà·
Diretor-tesoureiro - EDDY REZENnE Nmm; êsse autor ercepcional, precursor da vanguarCÚl teatral riamente dissociadas umas das outras na nossa civiliza·
Redator-chefe - VmCINIA VAW contempordnea, cuja obra emsun mi/ior porte não per- Ç<10". Mas Witkacy não hesitou em tentá-lo. €le viaapos-

Secretário - SÍLVIA Fccs deu aatualidade. Trinta anos apás sua morte, Witcocy sibilidade de sucesso na subordinação das disciplinas que
(comoéconhecido),ogrande demolidor do teatro emSIlO praticava a princípios rigorosamente definidos que de-
Redação - OTABLADO fonlla tradicional e um incompreendido entre seus con- viam se interconectar de modo quenfilosofia, afilosofia
Av. Lineu de Paula Machado, 795 - ZC 20 temporâneos,vem tendo grande sucesso depúblico ede da história, aestética eacriação artística fonnariam um
Rio de Janeiro - Guanabara - Brasil crítica, com numerosas obras traduzidas em diversas sistema coerente efechado Êsse sistema devianatural-
líneuos. mente comportar contrários eantinomiase oaulor esta·
Os textos publicados DOS CADERNOS DE TEATRO
só nodi:ráo ser reoresenlados mediante autorização eh
arida- I elementode uma "plurali d~de" (coletivi~de, ou gêne~
o I
I tortur
tes roblemas existenciais, res-
anIa angu5 tO
p' n (, 1'1 n xistên cia COIllO
"11M "] l" ~' -- " , o
para seus concer I 'los esteti
A bordinaçãoo da' arte
coso ,suoedíu a dlSSO _
CJaçao
va consciente disso, considerando-os como regul ocom o umda de auto- I trar respostas" aos I' . ', premos unl'w
humano) ao indivíduo couslderad 'I a de "noções ale.
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des imanentes l11ja existência se justificava dentr
o dos
sua postas (Iue o Ivrarao tu cm f I às coisas e aos vaores suO cara'ter fundamental"da arte
tcmcu te (JS nama" quo temle a afirmar suas individualidades e f"
tal"o A. Reli gJao
ofere .ce um SIS
d I'dão A i o- r ' I forma t' o e da fonna ; da ma-
d mo sentimento e 50 J viaode uma da malena e "(a ' I de,o(Ia ma ena
o.

princípios universais do sistem a, Alé rcccu '
"diferença específica" pessoa l.
fu""mcn"~ a .' I' ,~ por símbolos e, to SIS-
ncia deW il-
críticos viram aí uma prova da incon sequê
Witlcy as nuantes que a' oçaleancar o mesmo fimpor , antiga em a UDJ(m ais (as vezes
-
bcy e um, coofinoaro da I", muil> vêzes "1"lida
Essas premi"", onlológ;m
Tôdas as sofia lhe penmle at ,aI," Qnanto .,I' Arte, que ao ecntnI téria l~xpnn"lla as, f rmaso com suas rclaço·es memas
ios lranspõe para o plano da antropolog ia pnra ,II e.a tema de elementos o .' d bra de arte é que de-
sôbre aausência derelaç'io entre os diferentes domín - especubção 10 e:c I;h' dá nenhuma jnstifi cação -
suas qnestões giramemtôrno dos problemas da essên idao ' 'ntim "a a0 desta
I Ioglca o
demo ns. rio das outras nao e" da Ex istênc ia" e asol o
l'lltima.
de SUa.I ativid ades, Diversos estudos rrccnles O que distin gue "aulo - resultando (a i
I
no seI ,
cia e do sentido da vida humana. confirma o"ho rror m etafIS ICO I' peeífi co de l decs dou com as mudanças
Iram a valida de da lógica \vilkicaciana, provando que uma o es . corria o pape CCIS1VO,
do homem, mas re , divíd ao e.~r imenlar an para
o ser humano dos outros seres particulares é a cons- presentauo.
ao discutir suas obras é quase impossível ignorar suas
ansie -
~e estado' "de eCOJS.~ l mofu, 'bo efeito das trans-
ciência da existência; todavia, a própria essência do
ser
defesa da parte doDemacord A AI aarte nasce J na fuos la'nSOf1uiu na evolução da
tcorias filosóficas, estéticas e históricas, reside no '. o com ee que operadas na rc IgIao o
o
permanece impenetrável para êle; A, tragéd ia, dada metaflSlca.íd d d ums erparticular, unidadezada, formações sócio-cultur:us e ~~ J .tal. Acrise afetou
Quais as linhas de seu sistema, em que consis- ternv el s,en~ ento de cha rolarí :ma sorte. Segu, n.'
tem as suas antinomias e quais os pontos que revela
m fato de que o homem tem um
o o propn o fato de
"emressar a um a e e
:'r ôda a E.mlência e que se a ~"": I arte. Areligião perdeu uma rçam
solidão", Tanto o universo quant lo ser pslqm eo desse fil f' A arte teve a
as para o h~m:m,
seu caníter consequente e lógico? rema em t .d de des "flagelos·: a GrCCJa
exis~r ~ a es~tura do se~Asã ~ enigmnada,
I
la. .
transformada em plural~ aindkdualizad a em sua ma- também a oso
da conting~n.
gração da uaídade
Witkacy baseou sua antologia no conceilo da Uni-
~ traglco resld~ na conscle~cla do indivíduo e, dessa man,elra, " do oautor, ela sofreu dcsf :inte
, a desagregação d~
c/ade naPluralidalle, Isso significa que o mumlo como
oa e d,a precanedade ~ VIda ~umanAa, ~o tambe
m - di t que e a Form _
a Pura
d rte para o autor se antiga e a Re~c~nça.da forma
um lodo é uma unidade constituída da pluralidade
das
do senhmento d~ desol ~~o e,de Impo tencla nu~ mund o ,...... nifest açao irea,
Bàsicamente a concepçao e a 'Ada s metafi- primitiva da matena e ue;
arte perdesse sua VJf
monadas - seres particulares dotados de existê ncia bio-
estran?o.e ~stJ!: É facJl ~":tatar que o pensa ment o
mam
'festaça-o det expen en ularia uma unidade estrutural fez colmd qd e'estimulo dos ,estado
estim " 1- a faeu a 'e li erise scbrereío comi
lógica, Êstes são, igualmente, unidades mas constituÍ- uma
de WltkieWlCz sob~e a condl.çao
resolve em po'
, di tude pnnc lpa
huma na oferec e,sem e- eno mesmoo em tnp ce ,
ela se flSlCOS Essa
)OV~~,
de ft"':..J.
qu , ') Iodos aque A les a que 1_
dos de uma pluralidade de qualidades (conjunto
l~ança com as teerias de ,He!d,egge~ ~ des daSartre
sicas do ilIlUW M oga em o de alma m eta
I o

, I doras do processo soca
oA '
sensa ções ede fatos psíquicos ou a totalidade das expe-
a nao,esquecendo que os pnnclJllos básico teona \VI~' expenencJa an I d choque da experiêncJanamPlu- efeito por fôrça das ~IS re~ adesenvolvimento social
da Unida de
ea-
riências sensoriais e conteúdo psicológico), Por isso
~clana es?oçada e~ 1918: precede d~ o e de 20 anos a gera ~r~ o tinl'ir oestado univers:
rige, Como rCS1llta( o o ' I
10 anos a apan- :en e oprocesso de cria- Um dos fatores
a lendência da humanld~ e~d:del) de condições m
existência decada Ser Particular édeterminada por duas física oartista se toma consc ab
çaodo S~m and lei! do fJ!osofo alema , rio ser euuran te -
características: extensão-expressiio e duração. Aprimei.s La Nausee de Sartre. mlidade deseu prop 'd d de objeti var suas sensa de justiç a social e de Jgu
ra, definida pela categoria do Espaço significa apena ça-o diri~do pela neccssl a e m'car essa unidade e riais,
comu
' taf' , 'I tenta Assim, ii unidade do ego
Ocaráter estranho e misterioso da realidade e do
que um delerminado indivíduo écorporal, objetivo, "con· un. ções me lSlcas, ee
ser engendra um natural desejo de explorar e aprof perpetuá.la na obra de arte:d de da construç'ão forma
l
dicionado pelo exterior", a segunda determina-o no tem- É que, simpl esme nte, r essa unida- FIM DA ARTE
Em dar o "mistério da existênci{, do artista correspondecta e adulll a contemn1a
po condicionando seu stat/lS interior, sub;etico. ao
o homem não pode furtar.se às questões metafísicas Dr
Oesp 1"
as b fi ti do a própria eslru tura
outros têrmos, a peculiaridade de existência de pesso de sua o ra. 'aI, se ndo Witkie\vil
de ideal da obra d~ art~ eta~ sensações metafísicas
? O desenvolvimento soo Osguprogressos da (
existencias: "Porque sou o ser que sou e não outro
repousa no princípio de uma dupla identidade, pois ponto precis o da arte.
Por que a minha existência se situa nesse da existência, e.lpenrnenbelaecer um contato direto com anuncia um fim trágIco tiza '0 da cultura (proc
• I '

um homem é uma entidade de conteúdo psicológico mu· o
do Espaço ilimitado e nesse instante preciso do Temp ue lhe permitiriam esta
mocracia levarão à dem d~ •çachamados a repre so
que não tem flllll No sefu diste grupo de scr~
no
tável e um fenômeno f&ico único ("uniquidade·) "!'
,,"lido de que não pode eristi r "ma répfiO l idênH OI
e
~ Mistério da E.listência, d art revela ainte nção do
so no qu os
ai fTlI1S3 me la serao
ue comprometera ml
,.

Essa concei?o : o~~ti~ se~ndo prem
ões
em outro e neste planeta? € colocando estas quest impor tant~ ), ? q Aestandardiza,
do mesmo no universo. Aceitando essa idéia da duali· o Misté - issa onlo- tar um papel .. Ju:.
re· e procurando resolvê-Ias que o homem sente vaI
Não é de ad- tàveImente seus or . _ rogressiva da \SOCle es mlrin secos ,
dade do ser, oautor fêz uma tentativa ambiciosa de au tor de conslrUlr u. sislema f'loso' J fJ' c o .
conciliar dois caminhos opostos de comp reens ão da vida rio da Existência e toma consciência dêle. .~

lógica de seu propnoua fUosofia, sua estética se pro~ da cu! tura e
, ' a unifomnzaçao p que, necessaname:
o- da uilo
,
de- Assim como o Mistério da Existência é uma das mirar·se que, como s. de reconciliação de certas enli. supoern-. a desap ançao ~ tica- a angus' tia meta
- momismo e dualismo. Essa tentativa traduziu o
sejo de vencer ti Hmil'\Ws imposlas pcI~ sistema< id",- OIlcgoriti maiores da ontologia de WJlIi..." , ""I"'
riênci a me-
-
sesse aser uma ten~tíva intelecto, expressionismo e co~. condiCIona t a cn od
ôd 'aça'o artis dmiràveImente org
sao ca. Numa socieda.de m e~~:nte duma "coImêia
aoob jeto e por tôdas as for· riência metafísica no plano do vivido· (expe dades como expressao e b' tivo da obra de arte
listas que opõem osujeito
iROIm 'reaU· tafuira") ronslilai o wlor mpremo de .. axiologi.t trutivismo. AgêAnese e o o, !e AI insiste princ ipal. anizada , pou:o f ' mais lugar às m
mti de liIoso& male rial" , que simpl os metaflSlcos, eee mas ao mesmo zada, "mec . ." eque nao oere cera
A faculdade de experimentar sentimentos metafísicos concebidos em teno . la arte, . lun fomuguelro , . , deverá roduzir.se uma
f - s exprestora SIVas c, "Os hor
da obra de uma m~erra cestaç
dade, que se referem ao mistério da existência pertence exclu
si. - da
oes indiV lduah dade, • p
Oconceito da Unidade na Pluralidade não era para cial mente nas unçoe I da funçao da arte,
gação total do p~pe e.
vamente ao homem e constihli uma qualid ade essen . • ma lóuico de ele- I'
'dade nem do verdac
seu autor uma pura especulação filosófica, Êle reapa
· tempo descreve atiestrucomo um SlSle
arte. OCO n· de sua humanidade. Essa ansiedade metafísica se
en. ormaIís ca I " combinadost,-deliberada- do futuro não !erao ~:nsr"~ eisso não é bastaI
recerá em sua estética e em sua obra de altamente f es e comp exos
o contra na raiz de três principais preoc upaçõ es huma nas: mentos simpl nem do belo; eles serao e zes
ruto fundamental de Quase todos seus dramas e roman
ces será sempre aquêle que opõe o indiv íduo como religião, filosofia e arte. Nelas o homem lenta encon
.
• ••
mente.
Comparam-se, habitualmente, as teorias catastrófi- chegar a isso era o "espetáculo mágico" que poria o tais. Assim, adeclamação não deveser demodo algur
alcance das mudan ças propostas. ~Ias - caracteristiea-
cas de Witkacy relativamente ao desenvolvimento so- espectador num "transe cósmico", para Witkacy - a For- l, cm fun~'áu de seus estados d'alma: "para realizar se
mente - Witkacy se abstémdepropor uma forma ceno-
cial e a cultura com as de Oswald Spengler. De fato, ma Pura, que permite viver o Mistério da Existência. jôgo ~eJl1ântico o ater deve esquecer .qu: ~ossui , ur
gráfica nova, de militar afavor deuma arquitetura nova
semque estivessemconiventes, os dois pensadores che- Ateoria da Forma Pura repousa na premissa prin- l'Orpo. Deve dizer otesto comuma dieçâo Impecave
da cena e de reclamar uma redução do papel do texto;
garam, numa mesma época, a conclusões semelhantes cipal da filosofia witikaciana- o princípio da Unidade semdar·lhe emoção, "dando relêvo ora aovalor sonor
ao contr.írio, afirma claramente 'lu e' no teatro a palaera
partindo, entretanto, de princípios historiosóficos dife- na Pluralidade. O teatro é uma arte constituída peia ora ao valor semântico (nosentido artístico do têrmo
rentes. Para Spengler, a evolu~-ão da cultura apresenta
é coisa principal e os outros elementos devem se adap-
"pluralidade" de elementos: palavra, atôres com seus tar a ela". Tomando assimo caminho oposto às ten- das palavras". Pode recorrer também à dissonância
11m car.íter cíclico de acônlo com o ritmo mut ável da "fatos" (movimento, gestos, mímica), espaço cênico, mú- dizer coisas i~egres emtom tristeou rircontanda histi
dências inovadoras de seu tempo, Witkacy procura rea-
história. Para Witkacy, a histÍlria do gêuero humano é sica, mas noespetáculoas diferentes qualidades (sono- rias tr.íbricas. Ogesto, a mímica e os movimentos nã
lizar uma tarefa singular: introduzir na cena-caixa tra-
representada por urna curva cujo ponto culminante a 'ras, ritmicas, conceituais e de imagem) que comportam devem interpretar sentimentos: todos êsses trêmolos d
dicional oseu "cavala-de-Tróia"- onôvodramac uma
humanidade ultrapassou e quc, depois da Revolução êsses elementos díspares assim como as ações dos per· coraçãoedas vísceras, essas melancolias langorosas, êsSI
técnica apropriada do jôgo dramátic-J
Francesa não deixou de viver as fases consecutivas da sonagens devem eoabinar-se de maneira a produzir o espasmos de diafragma e de outros órgãos devem SI
decadência, sem esperança de que oúltimo está~o seja É pela abolição da intriga e da.açâc considerada
efeito da unidade. ·Essa unidade autônoma, segundo abolidos". Oator deve ter sempre emmente que êl
o comêço de lima nova época, êle, essa estrutura emsi, eu a chamooBelo da 'Forma de "causa e efeito· que deve começar a liberação de é um elementode uma estrutura formal a cujas exigêl
ou a Forma Pura". Essa definição tão geral seria um uma obra dramática das regras daestética realista. Subs- cias êle deve submeter seus movimentos em cena. J).
Oteatro, de tôdas as artes, é a que se eneentra cm
trnismo se o autor não a tivesse enriquecido de sua tituir-se·ápor um sistema em mosaico de fatos livremen- a extraordinária importância da disposição dos atên
situação mais crítica, num estado de decadência com-
metafísica e completado pela regra do "earáter direto te reunidos, re~dos por sua própria 1ó~ca interna, no espaço cênico porque, como no teatro japonês, •
pleta. Tendo rompido com oculto, tendo perdido sua
do efeito artístico". Esta regra estipula que uma obra a da forma". Adesagregação da fabulação deve levar à configuração dos persona~ens não deve ser fortuita cen
função metafísica, tomou como objetivo principal imí-
.de arte deve produzir seu efeito de maneira direta (sem eliminação do sentido e dos problemas que surgem no ê na vida, mas concebida em função do cenário de m:
tar as situações banais da vida cotidiana, csquecouln a
mediação de faculdade cognitivas). roteiro da intriga, oque, por sua vez, libertará o teatro neira que a todo instante, se possível, o conjunto i
fronteira que separa a arte e a vida.
de suas funções didáticas, políticas, sociais, etc, quadro oferece as características de uma composiçf
Segundo Witkacy, a esperança de uma rcnovaçâo Witkaey entrevê a confirmaç'jo dessa teoria na eso-
teatral não se situa nem do lado das novas coucepções lução das artes plásticas com o impressionismo. Em Um enrêdodramático tornado alógico deve ter por pictural". Consciente do risco que poderia fazer corr,
dramatúrgicas propostas pelo simbolismo c pelo psico- sua teoria, procurava aproveitar essa experiência da pino apoiouma pintura fantástica dos personagens, supondo êsse princípio, orisco dever oelemento plástico tom:
logismo, nem do lado dos efeitos teaírais de origem tura. Oeremploda pintura modema serve para deaens- não só a renúncia nos processos tradicionais, tais que um lugar excessivo no teatro, Witkielvicz observa: .
expressionista ou das experiências de msecn-eêne trar que à transformação dos objetos na arte pictural, o exterior, o aspecto, os traços psíquicos, a IinguaKem, predominância dos cenários e das roupas e mesmo i
tentadas pela Grande Reforma. Tôdas, de fato, resul- corresponde, no plano do teatro, o processo de deíer- e ainda a libertação das leis psicológicas e éticas e movimento com prejuizo da palavra éprejudicial eapr
tam em enfraquecer oprincípio naturalista, mas não são mação que consiste emtirar às palavras, aos motivos de mesmo físicas e bioló~cas (a morte - cemo o tempo xima o teatro da fórmula dos quadros vivos e da pa
capazes de restituir ao teatro sua função mágica e re: ação e ao comportamento dos personagens seu sentido e o espaço - se toma relativa; um morto pode res- Iomima",
li~osa que poderia permitir ao espectador penetrar na "comum", Trata-se simplesmente da ·possibilidade de suscitar na cena seguinte). Oprograma witíkacianoda reformado teatro é CE
experiência metafísica no plano do vivido. Assim, qual. deformar livremente a vida ou o universo da ima~na' Ainterpretação dos personagens requer uma técni- tamente uma das manifestações mais originais dopens
quer tentativa de reforma deveria partir da questão se- ção para criar um todo cujo sentido seria função de ca especial inteiramente fora dos métodos de Stanislavs- mento teatral europeu dos anos 20 do nossoséculo.
guinte: "É possível criar, nem que fôsse por um tempo
limitado, uma forma de teatro emque, independente-
'una estrutura Intimamente cênica e não da ló~ca dos
personagens do encadeamento dos fatos, calcados sôbre
-. ki. Oator não deve viver o conflito dramático nem
identificar-se com o personagem, pois sua missão nada
evolução ulterior da dramatur~a (Ionesco, Beckett
cutros) edo teatro de fato confirmou aexatidãode se
mente da extinç'ão das crenças e dos mitos, o homem avida real". Isso levará a uma forma teatral que criará mais é que "sugerir um determinado sentimento. Essa propósitos. Ese bem que ofundamento filosófico dês
contemporâneo pudesse viver a metafísica como o Ia- um universo aulônomo inteiramente independente do nova maneira de interpretar êle a chama de "jôgo se- programa este~ sujeito a caução, é preciso lembrar lJ'
zia ohomem antigo, ligado às mesmas crenças e mitos?" rigor do mimetismo em relação à realidade. E será aí mântico" ou "ação significativa" e a condição prelími- a intenção principal do autor foi ade restituir aoteat
Essa indagação assemelha-se àquela que, 15 anos mais que o espectador, deixando o teatro, terá a impressão nar para interpretar um papel deve ser o conhecimento seu valor supremo, um valor que, para o homem '
tarde, Antonio Artaud faria em seu Le Téâtre et Soo de "ter despertado de um sonho estranho no qual as pelo ator da idéia que determina a forma da peça, o hoje, poderia oferecer o equivalente da catarse anti!
Double. Muitos pontos lhes são comuns: os do~ pro- coisas mais banais oferecem um encanto inefável, ímpe- que oajudará a compreender que em seus fatos e pala- No teatro liberto dos constrangimentos do naturalisr
curam pontos de junção "entre o sagrado e a arte", os n~tráveL conforme os sonhos que nada têm de compa· vras cênicas êlenada mais é que um elemento do "con- e baseado numa grande idéia, a da forma, ocspeetad
dois tinham certeza que o teatro "emsua forma mais ravel com a naíureza", junto de uma estrutura emder;enir" e, consequentemen· teria a oportunidade de viver uma e.\periência úni
pura só poderia surgir do ponto de fissura e desmoro- Evidentemente, para criar tal teatro, será preciso te, é à verdade da forma e não à da vida que êle deve que na época atual, poderia constituir o maior de se
namento de determinado culto" (Witkacy), os dois íen- partir da negação das convenções naturalistas. Essa ne- se ater. bens. Dessa maneira o Belo encontraria um prolon!
diam auma fórmula da obra teatral em quetudo estives- gação constitui a linha principal do programa witika- No plano da realização cêníea propriamente dita, mento na dimensão do Verdadeiro e à estética se ir
se subordinado àidéiada Forma Para Artaudomeio de ciano de renovação teatraL definindo a qualidade e o fariam OS valores éticos. Apesar das aparências, nãc
o alor deve obedecer a diversos princípios hmdamen-
es~a uma das cOl~t~djçõcs a mais do programa de
Wltkacy: ao conlrano, é uma consequência lógica.
unnn ~ da a~e, êle so ~ebatia sempre contra a parede
~a cataslrofe. Asoluçao dessas contradições só pode-
'\
"
FEDERICO GARCIA LORCA
As grandes idéias da teoria deWitkacy são também n~ ~er .a ren~ci~. Em 1~, ~Vitkacy abandona as duas
as que detenninam o destino dos heróis de seus dra- disciplinas artísticas queele amdaacreditava suscetíveis
mas ede seusromances, comoodemonstrou Jan B1onski. de Forma Pura: na pintura, êle se colúina nos retratos
Com e!eito, quase todos seus personagens tendem, cm que êl~ ~~idcr~ uma fonna de arte utilitária e, n~
sua a~o, ~ e~conlrar meios e ocasiões lJnelhes penni- plano hterano,.dena adramaturgia pelo romance,mesmo
l:i~ ,~ver mtima.mente a metafísica e compreender o achando que este não poderia nunca ser uma obra de
misteno da existencia. Nummundo emque os valores arte. Mas comêsse raciocínio êle demonstra a verda-
tradicionais se desagregam, num mundo que se enca- de de sua filosofia da história. Confessando sua falên-
minha inelulàvelmente para a catástrofe "'- e êste é o ?a como artista e como teórico, êle dirá abertamente:
caso dos heróis dramá~~s ? ~~nescos de Witkacy Em meu ~~~Iso para : dramatur~~ julguei que antes
:- ~ busca d~ metaílsica e a umea oportunidade de de suadefinitiva decadenciaoteatro ainda poderia bri-
Justificar osentido da vi.da e a última maneira que se lhar .~a esfera da For~na Pura. Aexperiência provou Sinto necessidade da forma dramática
oferece ao homem de afmnar sua personalidade. Ora, que p era tarde demais; oteatro também deve desapa-
:orno.nun;a foi possível aos seus personagens atingir recer :em mesmo pr~~zir obras tão incompletas quan-
esse fim, eles se resignam com os valores de substitui- to a pm~ura eapoesIa. Sabemos que isso não era uma
ção, tais ~mo oerotismo, a politica ea arte. Êles p0- fonna va de excusa porqueno crítico momento do últi-
~o teste oartista mostrou-se capazde um ato que de-
dem também fazer de sua vida um teatro da Fonna
Via atestar a fidelidade ii sua própria teoria. A18 de
Pura, isto ~ recorrer àsimulação de situações edefatos lhidos é oquepodehaver de mais triste no mundo. C
setembrode 1939, Stanislaw Ignacy Witkiewicz pôs fim
q~e, 'pelo seu ca~ter ilógico, excepcional ou monstruoso, Adotei ogênero teatral porquesinto necessidade de público que vai a um espetáculo sente-se frustrado; I
à sua vida dehomem e de artista. me expressar na forma dramática. Mas não abandono
c~anam as. aparencias do absurdo da própria e:tistên· público virgem, opúblico simples - opovo - não cem
cia Mas esses esforços, igualmente, mostram-se vãos Jl'lr isso a prática da poesia pura, que pode ser encon- preende como lhe venham falar de problemas que êll
e a solução definitiva só pode ser a morte on a catás- trada também na peça teatral eno poema simplesmente. despreza, em seu meio. Não se pode fazer mais êss(
trofe sob aforma de uma rer'Olução social que aníqui- Oteatro sempre foi a minha vocação. Tenho dado tipo deteatro quenada mais é que prolongar uma dia
lará ~ últimos exploradores do Absoluto. Assim, aobra aêle muitas horas de minha vida Aminha concepção através do tempo, ou um jetlne premier apesar de su:
~e Wltkacy se torna umaespécie de autocomentário cen- de teatro é pessoal e, até certo ponto, combativa. O esclerose.
fmnando os grandes princípios do sistema. Ocírculo de teaíro é a poesia que sai do livro e se faz humana e,
suas consequências estáfechado. Aúltimamalha dêsse Averdade do teatro é um problema reli~oso eeco
ao acontecer isso, ela fala e grita, chora e se desespe- nômico-social. O mundo está imobilizado diante d:
~cuIo óa biografia do autor Seria, sem dúvida era- ra. O teatro tem necessidade que os personagCrlS em
gero afumar que a idéia que preside aos falos egestos fome que extermina os povos. Enquanto houver êss
cena tenham uma roupagem de poesia que deixe, ao
de seus hen\is seja afôrça motora desua vida. Entre- .... mesmo tempo, ver seus ossos, seu sangne. Devem ser
desequih'brio, omundo não poderá raciocinar. Vi íss
com meus próprios olhos. Dois homens que se vão .
tanto: seria difícil não concordar em que em tudo o tão humanos, tão terrivelmente trá~cos, presos à vida
que ele propunha transparecia anecessidad d afirm e ao quotidiano com tal fôrça que possam desvendar .margem de um rio Um é rico, o outro, pobre. Ur
sua m'diVI'dalidd e e Estaar
u a e e sua especificidade pessoal suas traições, refletir suas dores eque de seus lábios bro- com abarriga cheia eooutro que enche oar com seu
era afonte de sua paixão criadora e de seus múlti los tem as o~ulhosas palavras carregadas de amor ou de bocejos. Eo rico exclama: "Oh, que lindo barco vr
c:n~-de-interêsse . Aêsse propósito, Kasimierz \/yka des~ôsto. Oque não pode mais continuar é a sobre- passando! Veja essa flor na margem do rio!" Opobr
dJ~: Oque c~a aatenção em sua personalidade éo vivência dos personagens dramáticos que, atuahnente, SÓ pode balbuciar: "Estou com fome, não vejo nada.
acumulo de forças que em conjunto, se debatiam, se sobem 11 cena levados pela mão de seus autores. Per- Naturalmente. No dia em que a fome desaparecer, hr
co~trabalançavam ese destruiam sem chegar ao tota! de. Wila~ens ocos, totalmente vazios, nos quais se pode ver. verá no mundo a maior explosão espiritual que a ln
seJa~o. Oque faz com que um traço trá~co marque através do colete, um rel6~o parado, 11m postiço ou o manidade tenha jamais visto. f: difícil imaginar a ali
con~uamente os retratos de seu píecel, oNada - ga. Ii.lo de velhos sótãos. H*, na Espanha a'maioria dos gria que brotará nesse dia.
~~ de ~~ cadeias ontoló~cas, a corrente de asso- autores e dos atrres ocupam uma zona intennediária.
(EI!r. da rev. Le Théalre en Porogne, 3/1!J10)
craçoes ~e.lde~ deseus heróis de ficção, porque, explo- Escrevem teatro para as poltronas, esquecendo-se das (Extr. das Enfrevisl:lS s/Trolro dadas por Federico Gare
rando sábia e avidamente, tanto O domínio da ciência . ;a
galerias e das torrinhas. Escrever para aplatéia deeseo- Lorca, Tlréalre Populaire n. 13/55)
• V. Af()1jjmento Teatro/.
OATOR AO ATOR

GROTOWSKI
LOUIS JOUVIil'

Todo o corpo deve adaptar-se a cada movimento movimentos, e pode executá·los conhmne sua rXI~~ên.
por menor que seja êle, Cada ater deve a~i~ àsua m~­ cia íntima. Todavia, não deve esquecer de eliminai
Êlcs chegam, êles começamsemsaber que preei'l personagem e, compreende isso, procura em si próprio
.... . neira, Não se pode impor nenhum erercicn estereoti- tudo que é exterior. Oconjunto deve conter todos ru
sar estarem ~taclo. o Ignoram como despertar dentro os têrmos, os meios de sua execuç-ão
de si mesmos êsse estado, êsse humor que dá o tom Os pado. Se pegamos um pedaço de gêlo no .cbão'T_no~o movimentos, de preferência também os elementos com
Há comediantes cuja transformação se clá lmica-
velhos comediantes sabem Iazê-lc, como os cantores ao l'Corpo deve reagir a êsse moviment? e ao. fn.o. ~ao s0- ponentes dêses movimentos.
mente pela roupa e isso basta. Encantamento de trocar mente as pontas dos dedos, não so a mao ~nteIra, mas
experimentar, pela emissão e o timbre, uma espécie de de roupa, isso lhes dá uma outra alma, pode-se dizer,
teste ou prova de contrôle prévio, quando emitem pa· todo o corpo deve revelar a temperatura desse peque- RELAXAMENTO DA COLUNA VERTEBRAl,
são outros, principalmente as mulberes; sua imagina·
lavras ou sons idiotas: "mi-mi-mi", ou qualquer som no pedaço de gêlo.
ção só se põe a funcionar através da roupa.
para se ouvir e verificar o estado interior, o tom, etc. Nos exercícios, não se admite nenhuma preparação: Aposiç-ão ideal para relaxar acoluna cansada é aco
Afacilidade que têm os al ôres, ao ensaiar um texto,
Depois disso êles se acham carregados de sentimento exige-se apenas ~ut~n.ticidade. Esta é ohri~ató~ia. ~ corar-se com a cabeça quase tocando o chão 11 sua Iren
de rir e de se animarem ~m qualquer falta que coo improviaçio não deve ser preparada pjrl nao Gestnur te, com os braços abertos ,\ sua frente e as palmas da
ou desensibilidade. Estão seguros de suaexpressãopor· metem ao dizê-lo, um quiproquo, uma duplicidade, um
que sentem. a naturalidade. Além disso, a improvisação não terá sen- mãos no chão.
lapso, um esquecimento, mistura de reflexões, dificul- tido se os pormenores não forem executados, com p.re-
Aprincípio os atôres acreditam que s.i oo persona· Os atôres devem também fazer exercícios de mão
dade de articular, lembrança de outro texto, uma ane- cisão. Os exercícios servem apenas de ponto de partida
geme que vão lhe dar vida. Depois, forçados à evi- ededos. Muitos dêles têm mãos e dedos rígidos. Essa
dotas que brota sUbitamente, tudo isso provoca uma rup-
dência de que não o são, êles se carregam, para fazer pa:a as situações e as partes da peça a representar. ~o extremidades têm umgrande poder de expressão. Tc
tura. Há atôres particularmente vítimas dêsse estado palco, o atar tem que ser êle próprio. Os exerdcies
opersonagem, de todos os sentimentos de que sãocapa· davia, têm que ser mantidos flexíveis e·maleáveis. H
de espírito.. A ilusão neles, brota com dificuldade e adaptados às situaçêes da peça devem ter lima marca
zes, de tooa a intensidade física que possuem, e ficam custam a se manterem dentro dela. Omenor pretexto muitos exercícios bons para isso. As mãos são, de cert
tapados, paralisados, tolos. pessoal, e a coordenação dos diversos elem~tos .dev~ modo, o substihlto da VfYL São usadas para aeenlue
detém êsse esfôrço, e à medida que falam, fazem des- ser também individual. ~quilo que vem do IntC!}o.r _~
Jôgo de ilusões recíprocas, o teatro é escrito pelo o objetivo do corpo, o impulso do movimento proVI
cobertas, interrupções. É necessário o compromisso da meio irnprovi~do. Qque é exteriO! é téc.l!i~ N~ níente da coluna vertebral.
autor que propõe essa ilusão dentro da qual êle pró- presença do pÍlblico para que êles se guardem dentro exercícios que compõem ociclo executado por ?Ieslak :
prio fica fascinado, depois o autor se ilude também dos limites de seu papel, que permaneçam no seu estado não se nota IUJI único sinal de simetria. Aqmlo que c
por essa primeira ficção, e por ÍI!timo o público que e que a peça tenha um sentido. Muitas vêzcs, êles só simétrico não é orgânico.
vem para sentir o seu efeito. devem sua erLrtência, sua verdade dramática a essa
Asimetria é um conceito de ~nastas , não de edu-
Quando os comediantes não compreendem (porque necessidade, ao constran~mento obrigatório qne Ibes dá
eação física para o teatro. Oteatro requer movimentos
não estão dentro da sitnação, ou do sentimento jnsto), corpo, mantendo-se dentro dos limites do papel.
orgânicos. qyignificado de um movimento depen~e da
êles compõem o personagem por atitudes, por mímica, interpretação pessoal. Para o espectado: os. m~VImen­
tons, por jogos de cena e efeitos com que se carregam .tos do ator no pako podem ter um sentido inteíramen-
sem preocupação da troca necessária com opersonagem, te diferente do que têm para o próprio ator. :e ~do • Ryszard Ciesla~ colaborndor e principal alar do ~II
da penetração, da osmose sensível. Omomento mais pensar que os exercícios apresentados por Grotowski - de Grotowski.
importante, adescoberta que é preciso fazer, é a medita· exereícia; físicos - são sômente para atletas, para pes- (Do Uvro TOlC{Jrds a roor Theotre - Publ Simon
ção sensível que permite o jôgo. Troca, convenção, mo- • Extr. de Le Comédien DeJincomé, inThêatre Populaire, soas fortes. Cada um pode criar sua própria série de Schuster)
mento emqnesua própria sensibilidade deator atingeo n. 8/54.
o QUE VAMOS REPRESENTAR \.
-e
o MARINHEIRO

drama estático em 1quadro

FERNANDO PESSOA

SEGUNDA - Falemos, se quiserdes, de um passado
Um quarto que é sem dlÍvida num caste/o antigo.
Do quarto vê·se que ri circulnr. Ao centro, ergue-se, que não tivéssemos tido.
sôbre uma essa, um cairão com uma donzela, de bran- TERCEIRA - Não. Talvez o tivéssemos lido...
co. Quatro tochas aos cantos. Adireita, quase em frente PRIMEIRA - Não dizeis senão palavras. É tão triste
aquem imagina o quarto, há uma IÍnica ianela, alta e falar! É um modo Ião falso de nos esquecermos! ...
estreita, dando para onde só se re, entre dois montes Se passeássemos...
longínquos, um pequeno espaço de mar. TEllCEIRA - Ondei'
Do Indo da ianela velam três donzelas. A primei· PRIMEIRA - Aqui, de um lado para outro. Às vêzes
ra está sentada em frente à ianela, de cosias contra a isso vai buscar sonhos.
tocha de cima da direita. As outras duas estão sentadas
TERCEIRA - De quê?
uma de cada lado da ianela. PJm,IEllIA - Não sei. Porque ohavia cu de saber?
É noite e há como que UlII resto mgo cle luar.
P\uMEmA VELADORA - Ainda uão deu hora nenhuma. Uma pausa
Sa;uNDA - Não se podia ouvir. Não há relógio
aqui perto. Dentro em pouco deve ser dia. SEGUNDA - Todo êste país é muito triste.., Aquêle
TERCIIiIA - Não: ohorizonte é negro. onde eu vivi outrora era menos triste. Ao entardecer eu
PiuMEmA - Não desejais,minha írmâ, que nos entre- fiava, sentada à minha janela. Ajanela dava para o
tenhamos contando o que fomos? É belo e é sempre mar eàs vêzes havia uma ilha ao longe... Muitas vê-
FERNANDO PEssOA
falso... zes eu não fiava; olhava para o mar e esquecia-me de
SB:UNDA - Não, não falemos disso. De resto, fo- viver. Não sei se era feliz. Já não tomarei a ser aquilc
mos nós alguma coisa? que talvez eu nunca fôsse.
Desde criança tive atendência para criar em mell l'RnmRA - Talvez. Eu não sei. Mas, ainda assim, . PJm,lEIRA - Fora de aqui, nunca vi omar. Al~ da
tôrno um mundo fictício, de me cercar de amiuos e co- sempre é belo falar do passado... As horas têm caído quela janela, que é a única de onde omar se vê, vê-SI
nhecidos que nunca existiram. (Não sei, bem ~tendido,
e n6s temos guardado silêncio. Por mim, tenho estado tão pouco! Omar de outras terras é belo?
se realmente não existiram, ou se SOII eu que não existo. a olhar a chama daquela vela. As vêzes treme, outras
Nestas coisas, como em tôdas, não decemos ser dogmá. SEGUNDA - Só o mar das outras terras é que (
toma-se mais amarela, outras vêzes empalidece. Eu belo. Aquêle que nós vemos dá·nos sempre saudade:
ticos). Desde que me conheço como seJltlo aquilo a
não sei porque é que isso se dá. Mas sabemos nós, daquele que não veremos nunca ...
que chamo eu, me lembro de precisar mentalmente, em
minhas irmãs, porque se dá qualquer cousa? ..
f~ura, mocimentos, caráter e história, cárias fiuuras
• •
mealS que eram para mim tão cisíveis e minhas como
ti
Uma pausa Uma pausa
as coisas daquilo aque chamamos, porcentura abusiw· PJm,lEIRA - Não dizíamos nós que íamos contar I
AMESMA - Falar do passado - isso deve ser belo,
mente, aliida real. uosso passado?
porque é inútil e faz tanta pena...
SEGUNDA- Não, não diziamos, as mãos sobre IJ$ joelhos. Pal/Stl) Ainda h:í poueo, I Do lado de lá, onde mora minha mãe, costumávamos as pontas tranquilas dos meus dedos. As vêzes, à beira
TEIICEIRA - Porque não haverá relógioneste quarto? quando eu não peusava em nada, estava pensando no : _,O sentarmo-nos à sombra dos tamarindos e falar de ir ver dos lagos, debruçava-me e fitava-me. Quando eu soro
SEGUNDA - No sei.. . Mas assim, sem o relógio, meu passado. outras terras. Tudo ali era longo e feliz como o canto ria, os meus dentes erammisteriosos na água. Tinham
tudo é mais afastado e misterioso. Anoite pertence IlnL\lElRA - Eu tambémdevia ter estado a pensar de duas aves, uma de cada lado do caminho. Afloresta 11m soriso só dêles, independente do meu. Era sempre
mais a si própria." Quem sabe se nós poderíamos fa- uomeu... não tinha outras clareiras senão os nossos pensamen- sem razão que eusorria. Falai-me demorte, do fim de
lar assim se soubéssemos a hora ljue é? TFllCElIIA - Eu já nãosabia emljue pensava. No tos.. . Eos nesos sonhos eram de que as árvores pro- tudo, para que eu sinta uma razão para recordar.. .
PimIEIRA - Minha innâ, em mim tudo é triste. passado dos outros talvez... no passado de gente ma- jetassem no chão outra calma que não as suas sombras. PRIMEIRA - Não falemos de nada, de nada. Está
Passo dezembros na alma... Estou procurando não ravilhosa quenunca elistiu ... Ao pé da casa de minha Foi decerto assim que ali vivemos, cu e não sei se mais frio, mas porque é que está mais frio? Não ht
olhar para a janela ... Sei Ilue deI:í se vêem, aolonge, mãe corria um riacho. .. Porque é que correria, e por- mais alguém. Dizei-mequeisto foi verdade para que eu razão para estar mais frio. Nemé bem mais frio qU(
montes... Eufui feliz para além demeetes, outrora.. . que é que não correria mais longe, ou mais perto? Há não tenha de morar... está. Para que é que havemos de falar? É melhOl
Eu era peqúenina. Colhia flôres todo odia e antes de alguma razão para qualquer coisa ser o que é? Há SECUNDA - Eu vivi entre rochedcs e espreitava o cantar, não sei porque... O canto, quando a genll
adormecer pedia que não mas tirassem.. . Não sei o para isso qualquer razio verdadeira e real como as mi- mar. .. Aorla da minha saia era fresca e salgada ba- canta de noite, é uma pessoa alegre e sem mêdo qUI
(Iue isso tem de irreparável que me d:í vontade de cho- nhas mãos? tendo nas minhas pernas nuas... Eu era pequena ebár- entra de repente no quarto e o aquece a consolar-nos
rar. Foi longe daqui que isso pôde ser... Quando virá bara. Hoje tenho mêdo de ter sido. Opresente pare- Eu podia cantar-vos uma canção que cantávamos en
o dia? SEGUNDA- As mãos não são verdadeiras nem
reais.. . São mistérios que habitam na nossa vida... ce-me que durmo... .Falai-me das fadas. Nunca ouvi casa de meu passado. Porque é que não quereis qUi
TF.RllJRA - Que importa? Êle vemsempreda mes- falar delas a ninguém. Omar era grande demais para ve-la cante?
às vêzes, quando fito as minhas mãos, tenho mêdo de
ma maneira.. . sempre, sempre, sempre... fazer pensar nelas... Na vida aquece ser pequeno. TFllCEIRA - Não valeapena, minha irmã... Quan
Deus. Não há vento que mova as chamas das velas,
o olhai, elas movem-se.. . Para onde se inclinam elas? Éreis feliz, minha irmã? do alguém canta, eu não posso estar comigo. Tenh
Uma pausa que não poder recordar-me. Edepois todo omeu pas
Que pena sealguémpudesse responder! Sinto-me dese- PRIMEIRA - Começo neste momento a tê-lo sido
SEGUNDA- Contcmos contos umas às outras... Eu josa de ouvir mÍlsicas bárbaras que devem agora estar outrora... De resto, tudo aquilo se passou na som- sado torna-se outro e eu choro uma vida morta 'lu
não sei contos nenhuns, mas isso não faz mal... Só tocando em palácios de outros l'Ontinentes... E sem- bra... As árvores viveram-no mais do que eu ... Nunca trago comigo e que não vivi nunca. É sempre tard
viver é que faz mal... Não rocemos pela vida nem a pre longe na minha alma... Talvez porque, quando chegou nem eu mal esperava. Evós, irmã, porque não demais para não cantar.
orla das nossas vestes, Não, não vos levanteis. Isso criança corri atrás das ondasà beira-mar. Levei a vida falais?
Uma pausa
seriaum gesto, ccada gestointerrompe um sonho. Neste pela mão entre rochedos, mar é-laia , quando omar pa- TERCEIRA - Tenho horror ade aqui apouco vos ter
momento eu não tinha sonho nenhum, mas é-me suave rece ter cruzado as mãos sôbre o peito e ter adorme- já dito oque vos vou dizer. As minhas palavras presen- PRThIEIRA - Breveserá dia. Guardemos silêncio. .
pensar que opodia estar tendo. Mas opassado - por- cido como uma estátua de anjo para que nunca mais tes, mal eu as digo, pertencerão logo ao passado, fica- vida assim o quer. Ao pé da minha casa natal havi
que não falamos nós dêle? ninguém olhasse. - rão fora de mim, não sei onde, rí~das e fatais. Falo, um lago. Eu ia lá e assentava-me à beira dêle, sôbr
PimIEIRA - Decidimos não o fazer. Breve raiará TERCEIRA - As vossas frases lembram-me a minha e pellSQ nisto na minha garganta, e as minhas palavras um tronco de árvore que caira quase dentro da águ:
odia earrepender-nos-emos. Comaluz os sonhosador- alma.. . parecem-me gente. Tenho um mêdo maior do que eu. Sentava-me na ponta e molhava na água os pés, est
mecem. Opassado não ésenão um sonho. .. De resto, SEGUNDA - É talvez por não serem verdadeiras. Mal Sinto na minha mão, não sei como, a chave de uma candopara bairo os dedos. Depois olhava CIcessivamer
nem sei o que não é sonho.. . Se olho para o presen- sei que as digo... Repito-as seguindo uma voz que porta desconhecida. Etêda eusou umamuleto ou um te para as pontas dos pés, mas não era para os ver. Na
te com muita atenção, parece-me que êle já passou. não ouço que mas está segredando. Mas eu devo ter sam que estivesse com consciência de si próprio. É sei porque, mas parece-me dêste lago que êle nunr
O que é qualquer coisa? Como é que ela se passa? vivido realmente à beira-mar. Sempre que uma cousa por isto que me apavora ir, como por uma floresta escu- erlstiu. Lembrar-me dêle é como não me poder len
Como é por dentro omodo como ela passa? Ah, fale- ondeia, eu amo-a.i. Há ondas na minha alma.. . ra, através do mistério de falar... E, afmal, quem brar de nada. Quem sabe porque é que eu digo isl
mos. minhas innãs, falemos alto, falemos tôdas juntas. Quaodo ando embalo-me... Agora eu gostaria de sabe se eu sou assim e se é istosem dúvida que sinto? . e se fui eu que vivi o que recordo?
O silêncio começa a tomar corpo, começa a ser coí- andar.. . Não o faço porque não vale nunca a pena PmlElRA - Custa tanto saber oque se sente quando SEGUNDA - À beira-mar somos tristes quando SI
.Ia.. . Sinto-o envolver-me como uma névoa... Ah, fazer nada, sobrehldo oquese Quer fazer. Dos montes reparamos em nós! Mesmo viver sabe a custar tanto nhamos. .. Não podemos ser oque queremos ser, po
falai, falai! é que eu tenho mêdo. É ímpossivel que êles sejam quando se dá por isso... Falai, portanto, sem reparar- que o que queremos ser querenc-los sempre ter sic
SEGUNDA - Para que? Fito-vos a ambas c não vos tão parados egrandes." Devem ter um se~rrdo de pe- des que existis. Não nos íeis dizer quem éreis? no passado. .. Quando a onda se espalha e a espl
vcio lo~o. .. Parece que entre nós se aumentaram abis- rira que se recusam asaber que têm... Se desta janela, TERCEIRA - Oque eu era outrora já não se lembra ma chia, parece que há mil vozes mínimas a falar.
mos. Tenho que cansar a idéia de que vos posso ver debruçando-me, eu pudesse deixar dc vrr mentes, de- de quem sou... Pobre da feliz que eu fui! Eu vivi espuma só parece ser fresca a quem a julga uma.
para poder chegar a ver-vos... '&te ar quente é frio bruçar-se-ía um momento da minha alma alguém emque entre as sombras dos ramos, e tudo na minha alma é Tudo é muito e nós não sabemos nada. Quereis '11
por dentro, naquela parte que toca na alma. Eu devia eu me sentisse feliz... fôlhas que estremecem. Quando ando ao sol a minha eu vos conte oque eu sonhava à beira·mar?
agora sentir mãos impossíveis passarem-me peles ca- PRu,1EIRA - Por mim, amo os montes.. . Do lado sombra é fresca. Passei a fuga de meus dias ao lado PRnIEIRA - Podeis contá-lo, minha irmã; mas nal
belos - é o gesto com que falam das sereias. (Cruza de cá de todos os montes é que a vidaésempre feia... i de footes, onde eu molhava, quando sonhava de viver, em nós tem necessidade de que no-lo conteis. Se
T
belo, tenho já pena de vir a tê-lo ouvido. Ese não é Adormeço para a poder escular. .. Dizei, minha irmã, vêem e escutam. Voltai ao vosso sonho. Omarinhei- momento podem crer. Ó, minhas irmãs, minhas irmãs...
belo, esperai, contai-o só depois de o alterardes... dizei. .. Meu coração dói·me de não ter sido vós quan· roo Oque sonhava o marinheiro? Há qualquer coisa, que não sei o que é, que vos não
SEGUNDA - Vou dizer-se-lo. Não é inteiramente do sonháveis à beira-mar, SEGUNDA (mais baixo, numa voz muito lenta) - Ao disse. .. qualquer coisa que explicaria isto tudo. A
fa~o, porque sem dúvida nada é inteiramente falso. principio êle criou as paisagens; depois criou as cida-
minha alma eslria-me, Mal sei se tenho estado a falar.
SEGUNDA - Durante anos e anos, dia a dia, omario
Deve ter sido assim. .. Um dia que eu dei por mim des; criou depois as ruas e as travessas, uma a uma, Falai-me, gritai·me, para que cu recorde, para que eu
nheiro erguia num sonho contínuo asua nova terra na-
recostada no cimo frio de um rochedo, e que eu tinha saiba que estouaqui entre I'ÓS e que há coisas que s1ic
tal. .. Todos 05 dias punha uma pedra desonho nesse cinzelando-as na matéria da sua alma - uma a uma
esquecido que tinha pai e mãee que houvera emmim as mas, bairro a bairro, até às muralhas dos cais de apenas sonhos...
edifício impossível. .. Breve êle ia tendo um país que
infância e oulros dias - nesse dia vi ao longe, como onde êle criou depois os portos... Uma a uma as Pnn.IFlRA (nl/ma voz muito baixa) - Não sei qUE
játantas vêzes havia percorrido. Milhares de horas lem-
uma coisa que eu só peusasse em ver, a passagem ruas, e a gente que as percorria e que olhava sôbre vos diga. Não ouso olhar para as cousas. ~sse sonhe
brava-se já de ter passado ao longo de suas costas.
vaga de uma vela. Depeis ela cessou... Quando re- elas das janeL1s. Passou a conhecer certa gente, como como continua?
Sabia de que côr seían ser os crepúsculos numa baía
parei para mim, vi que já tinha êsse meu sonho. Não quem areconhece apenas. Ia-lhes conhecendo as vidas SEGUNDA - Não sei como era oresto. Mal sei come
do norte, e como era suave entrar, noite alta, e com a
sei onde êle teve princípio... E nunca tomei a ver passadas e as conversas, e tud~ isto era com~ q?:m era oresto. .. Porque é que haverá mais?
alma recostada no murmúrio da água que onavio abria,
outra vela. Nenhuma das velas dos navios que saem sonha apenas paisagens e as vai vendo. Depos Vlaja· PimIElllA - Eoque aconteceu depois?
num grande pôrto do sul onde êle passara ontrora, feliz
aqui de um pôrto se parece com aquela, mesmo quando talvez, das suas mocidades a suposta... va, recordado, através do país que criara. Aassim foi SEGUNDA - Depois? Depois de que? Depois (
é lua e 05 navios passam longe devagar. construindo oseu passado. Breve tinha uma outra vida alguma coisa? Veio um dia um barco... Veio UIr
PRIMEIRA - Vejo pela janela um navio ao longe. anterior. Tinha j~ nessa nova pátria, um lugar onde dia um barco... - Sim, sim... só podia ter sido assim
É talvez aquêle que vistes.
Uma pausa -. nascera, 05 lugares onde passara a juventude, 05 portos - Veio um dia um barco, epassou por essa ilha, e nãe
SEGUNDA - Não, minha irmã; êsse que vêdes busca onde embarcara... Ia tendo tido os companheiros da estava lá o marinheiro.
sem dúvida um pôrto qualquer. .. Não podia ser que PRIMEIRA - Minha irmã, porque é que vos calais? infância edepois os amigos einimigos da sua idade viril. TERCEIRA - Talvez tivesse regressado à pátria...
aquêle que eu vi buscasse qualquer pôrto. SEGUNDA - Não se deve falar demasiado. .. Avida Tudo era dííerente de como êle otivera - nem opaís, ~hs a qual?
espreih-nos sempre... Tôda hora é matéria para os nem a gente, nem o seu passado próprio se pareciam PimIEIRA - Sim, a qual? Eo que teriam feito aI
PnIMEIRA - Porque é que me respondestes? Pode
ser... Eu não vi navio nenhum pela janela. Dese- sonhos, mas é preciso não o saber... Quando falo com oque haviam sido. Exigis que eu continue? Cau- marinheiro? Sabê-Io-ia alguém?
java ver um e falei·vos dêle para não ter pena. Ccn- demais começo a separar·me de mim e a ouvir-me Ia- sa-me tanta pena falar disto! Agora, porque vos falo SEGUNDA - Porque é que me perguntais? Há res
tai-aes agora o que foi que sonhastes à beira-mar... lar. Isso faz com que me compadeça de mim própria disto, aprazia-me mais estar·vos Ialaado de outros so- posta para alguma coisa?
e sinta demasiadamente o coração. Tenho então uma nhos.
SEGUNDA - Sonhava de um marinheiro que se heu-
vontadelacrimosa de oter nos braços para opoder em- TERCEIRA - Continuai, ainda que não saibais por· Uma pausa
vesse perdido numa ilha lon~nqua. Nessa ilha havia
balar como aum filho... Vêde: ohorizonte empalíde- que... Quanto mais vos ouço, mais me não pertenço.
palmeiras hirtas, poucas, e aves vagas passavam por
ceu... Odia não pode já tardar... Será prec~o que PRIMEIRA - Será bom realmente que continueis? TrnCEIRA - Será absolutamente necessário, mesm
elas. Não vi se alguma vez pousavam... Desde que,
eu vos fale ainda mais do meu sonho? Deve qualquer história ter fim? Em todo ocaso falai. .. dentro do vosso sonho, que tenha havido êsse mari
naufragado, se salvara, omarinheiro vivia ali. .. Como
êle não linha meio de voltar à pátria, e cada vez que PRIMEIRA - Contai sempre, minha irmâ, contai sem- Importa tão pouco oque dizemos ou não dizemos. Ve- nheiro e essa ilha?
pre. Não pareis de contar, nem repareis em que dias lamos as horas que passam. Onosso mister é inútil SEGUNDA - Não, minha irmã, nada éabsolutament·
se lembrava dela sofria, pôs·se a sonhar uma pátria ,.
que nunca tivesse tido; pôs·se afazer ter sido sua uma raiam... Odia nunca raia para quem encosta a cabeça como a Vida... necessano.
outra pátria, uma outra espécie de país com outras epé- no seio das horas sonhadas. Não torçais as mãos. Isso SEGUNDA - Um dia, que chovera muito, eohorizonte PimIElllA - Ao menos, como acabou o sonho?
cies de paisagens, eoutra gente, eoutro feitio de passa. faz um ruído como ode uma serpente furtiva... Fa- estava mais incerto, o marinheiro cansou-se de sonhar. SEGUNDA - Não acabou... Não sei... Nenhur
rem pelas mas ede se debruçarem das janelas. " Cada lai·nos muito mais do vosso sonho. Êle é tão verda- Quis então recordar a sua pátria verda~eira,. ~as viu .sonho acaba. Sei eu ao certo se o não continuo se
hora êle construía em sonho esta fa~a pátria, e êle deiro que não tem sentido nenhum. Só pensar em ouvir- que não se lembrava de nada, que ela nao erstía ~a nhando, se o não sonho sem o saber, se senhá-lo nã
nunca dehava de sonhar, de dia à sombra curta das ·vos me toca música na alma... ê1e. Meninice de que se lembrasse, era a na sua pa· é esta coisa vaga a que eu chamo a minha vida? Nã
grandes palmeiras, que se recortava, orlada de bicos, no SEGUNDA - Sim, falar·vos-ei mais dêle. Mesmo eu Iria de sonho; adolescência que recordasse, era aquela me faleis mais.. . Principio a estar certa de qualqU€
chão areento e quente; de noite, estendido na praia, precse de vo-lo contar. Amedida que eu vou contando, que se criara... Tôda a su.a vida ~inha s~do a sua
A
coisa, que não sei oque '... Avançam para mim, pc
de costas e não reparando nas estrêlas. éamim também que oconto... São três a escutar... vida que sonhara... Eele VlU que nao podia ser que uma noite que não é esta, OS passos de um homem qu
PiuMEmA - Não ter havid~ uma árvore que mes- (De repente, olhando para o Ctlirão, e estremecendo) outra vida tivesse e.listido. Se êle nem de uma rua, desconheço. .. Quem teria eu ido despertar com o se
queasse sôbre as minhas mãos estendidas a sombra de Três não. .. Não sei... Não sei quantas. nem de urna figura, nem de um gesto patemo se lembra- nho meu que vos contei? Tenho um mêdo disfonn
um sonho como êsse! TEROJIIA - Não faleis assim. Contai depressa, cen- va. .. Eda vida que lhe parecia ter sonhado, tudo era de que Deus tivesse proibido omeu sonho. Êle é sei
TEIIWRA - Deírai-a falar... Não ainterrompais . la~ oulra vez. Não faleis em quantos podem ouvir.•• real li tinha sido. Nem sequer podia sonhar outro pas· dúvida mais real do que Deus permite. Não esteja
Ela conhece palavras que as sereias lhe ensinaram . Nos nunca sabemos quantas coisas reaImente vivem e sado, conceber que tivesse tido outro, como todos, um silenciosas. Dizei-me ao menos que a noite vai pa
sande, embora eu o saiba... Vêde, começa a ir ser é já verde. Ohorizonte sorri ouro... Sinto que me PRIAIEIRA - Não sei... Não melembreis isso. Eu meus sentidos pela minha pele. Não sei o que é isto,
dia... Yêde. vai haver odia real. Paremos. Não pen- ardemos olhos, de eu ter pensado em chorar. devia estar falando com avozaguda etremida do mêdo. mas é o que sinto. Preciso dizer frases confusas, um
semos mais. Não tentemos seguir nesta aventura inte- PlUAIEIRA - Chorastes, com efeito, minha irmã. Mas já não sei como é que se fala. Entre mim e a fúuco longas, que custem a dizer. Não sentis tudo isto
rior. Quem sabe o que está ao fim dela? Tudo isto, SEGUNDA - Talvez. Não importa. .. Que frio é minha voz abriu-se um abismo. Tudo isto, tôda esta como uma aranha enorme que nos tece de alma a alma
minhas irmãs, passou-se na noite. Não falemos mais isto? Ah, é agora, é agora! Dizei-me isto. Dizei-me conversa e esta noite, e êste mêdo - tudo isto devia uma teia negra que nos prende?
disto, nem a nós próprios... É humano c convenien· uma coisa ainda... POr que não será a única coisa ter acabado de repente, depois do horror que nos dis- SEGUNDA - Não sinto nada. Sinto as minhassensa-
teque tomemos, cada qual, asuaatitudede tristeza. real nisto tudo o marinheiro, e nós e tudo isto aqui sestes. Começo a sentir que o esqueço, a isso que ções como uma coisa que se sente. Quem équeeuestou
TEIICFJRA - Foi-me tão belo escutar-vos. Não di- apenas um sonho dêle? dissestes, e que me fêz pensar que eu devia gritar de sendo? Quem éque está falando com aminha voz? Ah,
gais que não... Bem sei que não valeu a pena. É PRIAIEIRA - Não faleis mais, não faleis mais. Isso uma maneira nova para exprimir um horror de aquêles. escutai. ..
por isso queoachei belo. Não foi por isso, mas deixai é tão estranhoque deveser verdade. Não continueis... . TDlCEIRA (para a SEGUNDA) - Minha irmã, não PRIMEIRA e TDlCEIP.A - Que foi?
que eu odiga. De resto, a música da vossa voz, que Oque íeis dizer não sei oqueé, mas deve ser demais nos devíeis ter contado essa história. Agora estranho- SEGUNDA - Nada. Não ouvi nada. Quis fingir que
escutei aindamais que as vossas palavras, deixa-me, tal- para a alma opoder Ouvir. Tenho mêdo do que não -ne viva com mais borror. Contáveis e eu tanto me ouvia para que vós supusésseis que ouvíeis eeu pudesse
vez só por ser música, descontente. chegastes a dizer. Vêde, vêde, é dia já. Vêde o dia. distraía que ouvia o sentido das vossas palavras e o crer que bavia alguma coisa a ouvir. Oh, que horror,
SEGUNDA - Tudo deixa descontente, minha irmã. Fazei tudo por reparardes só no dia, no dia real, ali seu som separadamente. E parecia-me que v~s, e a que horror íntimo nos desata a voz da alma, e as seno
Os homens que pensam cassam-se de tudo, porque tudo fora. Vêde-o, vêde-o, Êle consola. Não penseis, não vossa voz, e o sentido do que dizíeis eramtrês entes saçôes dos pensamentos, e nos faz falar esentir e peno
muda. Os homens que passam provam-no, porque mu- olheis para o que pensais. Vêdeo a vir, o dia. Êle diferentes, como três criaturas que falam e andam. sar quando tudo em nós pede o silêncio e o dia e a
dam com tudo. R.e.etemo ebelo há apenas osonho... brilha eomo ouro numa terra de prata. As leves nu- SEGUNDA - São realmente três entes diferentes, com inconsciência da vida. Quem é a quinta pessoa neste
Porque estamos nós falando ainda? . vens arredondam-se à medida que se coloram. Se nada vida própria ereal Deus talvez saiba porque. Ah, mas quarto que estende o braço e nos interrompe sempre
. PRIMEIRA - Não sei... (olhando para o cairão, em existisse, minha irmã? Se tudo fôsse, de qualquer modo, porque é que falamos Quem é que nos faz continuar que vamos a sentir?
voz mais baira) Porque é que se morre? absolutamente coisa nenhuma? Porque olhastes assim? falando? Porque falo eu sem querer falar? Porque é PRDIEIRA - Para que tentar apavorar-me? Não
SEGUNDA - Talvez por não se sonhar bastante. que já não reparamos que é dia? cabe mais terror dentro de mim. Peso excessivamente
Não IIreresponelem. Eninguém oUlOra de nenllUma
PRIMEIRA - É possível. Não valeria então a pena PRn.1EIRA - Quem pudesse gritar pa~ despertar- ao colo de me sentir. Mudei-me tôda no lodo morno
maneira. .
fecharmo-nos no sonho e esquecer a vida, para que a mos! Estou a ouvir-me a gritar dentro de mim, mas já do que suponho que sinto. Entra-me por todos os sen-
morte nos esquecesse? AMK'iMA - Que foi isso que dissestes e que me lião sei o caminho da minha vontade para a minha lidos qualquer coisa que nos pega e nos vela. Pesam
SEGUNDA - Não, minha irmã, nada valeapena. apavorou? Senti-o tanto que mal vi oque era. Dizei- garganta. Sinto uma necessidade feroz de ter mêdo as pálpebras a íôdas as minbas sensações. Prende-se a
TEIICEJRA - Minhas irmãs, é já dia. .. Vêde, a -me o que fo~ para que eu, ouvindo-o segunda vez, de que alguém possa agora bater àquela porta. Per- língua a todos os mens sentimentos. Um sono fun.dc
linha dos montes maravilha-se. Porque não choramos já não tenha tanto mêdo como dantes. Não, não. Não que não bate alguém à porta? Seria impossível e eu cola uma às outras as idéias de todos os meus ge~' : ­
nós? Aquela que finge estar ali era bela, e nova como digais nada. Não vos pergunto isto para que me res- tenho necessidade de ter mêdo disso, de saber de que é Porque foi que olhastes assinJ?
nós, e sonhava também. Estou certa que osonho dela pondais, mas para falar apenas, para me não deixar pen0 que tenho mêdo... Que estranha que me sinto! Pa- TDlCEIRA (numa voz muito lenta eapagada) - Ab
era omais belo de todos. Ela de que sonharia? nr, Tenho mêdo de me poder lembrar do que foi. rece-me já não ter aminha voz. Parle de mim adorme- é agora, é agora... Sim, acordou alguém. Há gentt
PRnIEIRA - Falai mais baixo. Ela escuta-nos tal- Mas foi qualquer coisa de grande e pavoroso como ceu e ficou a ver... Omeu pavor cresceu mas eu já que acorda. .. Quando entrar alguém tudo isto acabará
vez, e já sabe para que servem os sonhos. ohaver Deus. Devíamos já ter acabado de falar. Há não sei senti·lo. Já não sei em que parle da alma éque Até lá façam por crer que todo êste horror foi un
tempo já que a nossa conversa perdeu o sentido. O se sente. Puseram ao meu sentimento do meu corpo longo sono que fomos dormindo.. . É dia já. .. Va
Uma pausa __ que éentre nós que nos faz falar prolonga-se deaasa- unja mortalha de chumbo. Para que foi que nos con- .aeabar tudo. E de tudo isto fica, minha irmã, que si
damente. Há mais presenças aqui do que as nossas tastes a vossa história? vós sois feliz, porque acreditais no sonho.
SEGUNDA - Talvez nada disto seja verdade. Todo almas. Odia devia ter já raiado. Deviam já ter aecr- SECUNDA - Já não me lembro... Já mal me lem-
SEGUNDA - Porque é que mo perguntais? POrqUl
ê~te silêncio, eesta merta, eêste dia que começa não são dado. Tarda qualquer coisa. Tarda tudo. Oque é bro que a contei. Parece ter sido já bá tanto tempo! eu o disse? Não, não acredito.
talvez senão um sonho. Olhai bem para tudo isto. Pa- que se está dando nas coisas de acôrdo com o nosso Que sono, que sono absorve omeu modo de olhar para Um galo canta. Aluz, como qlle srlbitamente aumen
rece-sos que pertence à vida? horror? Ab, não me abandoneis. Falai comigo, falai as coisas! Oque é que nós queremos fazer? o que ta. As três oe/adoras quedam-se silenciosas esem olha
PRnIEIRA - Não sei. Não sei como se é da vida. comigo. Falai ao mesmo tempo do que eu para não é que nós temos idéia de fazer? Já não sei se ófalar III11l13 para as outros. Não milito longe, par uma estrada
Ah, como vós estais parada! Eos vossos olhos tão tris- deixardes sOzinha a minha voz. Tenho menos mêdo à ou não falar. um vago carro geme e chia.
tes, parece que oestão inutilmente. minha voz do que à idéia da minha voz, dentro de PRnIEIRA - Não falemos mais. Por mim, cansa-me
SEGUNDA - Não vale a pena estar triste de ontra mim, sr for reparar que estou falando. o esfôrço que fazeis para falar. Dôí-me o intervalo
maneira. Tudo o que acontece é ínaereditâvel, tanto TERCEIRA - Que voz é essa com que falais? É de que há entre o que pensais e o que dizeis. Aminha (Do llvro Poemlll DramálicM, de Femando Pessoa, Ei
na ilha do marinheiro como neste mundo. Vooe, océu outra... Vem de uma espécie de longe. "
consciência bóia à tena da sonolência apavorada dos Álica Limitada - Lisboa)
TEATRO DO ABSURDO GUERNICA *

Fernando Arrabal

oTeatro do Absurdo, apesar de não constituir uma
escola ou movimento literário, pois, segundo Martim FANaIOU - Mcu tesouro, meu coelhinho (Mere
Esslin, asua essência está na livre exploração da pró- Tradução de ROBERTO DE CLETO num monte de escombros sem encontrar nodal. Meu
pria visão individual de cada um de sens autores tem coelbinho, onde é que você está? (Continua a pro-
de ~um a todos sua repulsa ao teatro psicoló~~ ou curar).
narrativo e sua recusa a uma conformação com as ve- Vrrz. DF. LIRA, lamenlosa - Qucrido.
lhas receitas de "peça bem feita". Cada autor dêsse FANCUOU - Você acabou de fazer pipi?
Tealro do Absurdo segue seu próprio caminho e pro- LIRA, s6 avoz - Não posso mais sair. Estou prêsa.
cura estabelecer uma nova convenção dramática. Um Desabou tudo.
número crescente de jovens, estimulados pelo sucesso
FANCHOU sobe com dificuldade na mesa a fim
da obra de Beckett, Ienesee, Genet ou Adamov, desen-
de ver LIRA. Fim na ponta rIos pés. Consegue vê·la
volvem seu idioma pessoal na busca dessa nova con-
venção. Um dêles é Arrabal, cujo texto GI/ernim pu· e fica satisfeito.
blicamos neste número. ' FANCUOU - Olha para mim. (Tenta firor na ponta
Fernando Arrabal nasceu em Melilla (antigo Mar· lios pés).
rocos espanhol) em 1932. Completou sens estudos de Personagens: FANCUOU - um velho basco LIRA - Vare está aí?
direito em Madri, mas vive na França desde 1954 e LIRA - uma velha basca FANClIO - Vá se mexendo devagar, meu tesouro.
escreve em francês. Omundo de Arrabal tira o seu Também tomam parte na ação: (Ruído de desmoronamento).
.surdo não do desespêro filosófico que tenta desco- UMA MUUJER acompanhada de sua filha LIRA, gemendo como criança - Ai. .. ai...
brir os se~os ~o s~, mas do fato de que sens per- de 10 anos FANCUOU - Você se machucou? (Pausa.FANClIOU
sonagens veem asituaçãn humana com uma simplicidade UM JORNALISTA fica ansioso)
infantil. Como as crianças que são às vêzes cruéis por- UM EsauroR LIRA, lamentando·se - Machuquci. .. Tôdas as pe-
que não conseguiram entender a existência de uma lei
UM OFIaAL dras caíram em cima de mim.
moral, como as crianças ê1es sofrem com acrueldade do
MARTIN ESSLlN FANCIlOU - Tenle se levantar,
mundo num sofrimento desprovido de sentido.
LIRA - Não vale a pena, não vou con~eguir sair.
Sua primeira peça - Pique-Nique em Campanha • FANCIlOU - Faça um esfôrço.
Apreocupação de Arrabal com oproblema da dí-
já m~ claramente.êsse caminho. Esta peça foi escri· LIRA - Diz que você ainda me ama.
~ndade - a relação entre amor e crueldade, seu ques-
ta aos vmte anos edíretamente sob ainfluência das no- FANcuou - Claro que sim, você sabe muito bem.
tícias da guerra na Coreia. As se~intes foram: Orai· tionamento de todos os padrões éticos do pOlltO de vista
de um inocente que estaria ávido por aceitá·los se pu- (Pausa) Você vai ver.. . Quando você sair daí vamos
sons, drame mystiql/e, Les Deux Bourreaur, Fando et Durante dez segundos, ol/ve·se oruído de botas das
desse apenas compreendê-Ios - é uma reminiscência da fazer uma porção de bandalheiras.
Lis, La Cimetibe des Voi/I/res, Orchestration Théâlra· tropas fTUlTChanclo. Depois o bombardeio, barolho de
le e L'ArchUecte et L'Empereur áAsslJrie. atitude dos personagens de Beckett em Esperando Godot. LIRA - É isso. (Satisfeita) Você ésempre omesmo.
aviões, explosão de bambas. A cor/ino se abre no mo-
~baI, que insiste em dizer que sua obra éa expres- Ruído de aviões. As bombas começam a mir du-
mento em que cessa o bombardeio. Interior de uma
sao de sens dramas e emoções pessoais, confessa sua casa destruída: paredes em ruínas, destroços, pedras. rante alguns segundos. Cessa obombardeio.
profunda admiração por Becket!. Traduza também FNCUOU - Caíram mais pedras em cima de você?
FANCHOU está ao lado de lima mesa, com ar deses-
• Pique-Nique no Front foi publicado em CADERNOS · al~ peças de Adamov para o espanhol, mas acha
DE TEATRO n. 36 (esgotado). que nao foi influenciado por êste. . .. perado. LIRA - Não. Eem voc~ meu tesouro?
roso, da janela. f\Vre CUIII Urt.CUUU~. V'"'' 1',.... IV'''.
dia vem a guerra e êles morrem. Se tivesse sido me-
. F~CIlOU - Tamhém não. Faça um csfôrço para Escarror, ao ~rnalista - Podeacrescentar que estou Volta etorna as1Ibirna mesa. Fica na ponta dos pés,
nina, agora, a casa estava arrumada.
sair dai. preparando um romance, talvcz, até um livro sôbre a com ar contente.
LIRA - É isso, sempre reclamando. Aculpa tam-
LUlA - Não posso. (Pausa) Olhe se êlcs derruba- g~~crra ci~i1 espanhola. (Com seguTlln(a) Êstc povo he- FANClIOU- Ela ainda está de pé.
rOlCO e tâo paradoxal, no qual se reflcte o espírito dos bém não é minha. LIRA, orguUlOsa - Bem que eudisse. (Uma1J1Jusa,
ram a árvore.
poemas de Lorca, dos quadros de Goyae dos filmes de FANOIOU - Meu coelhinho, não fiquezangada. Eu llepois, com grande tris/e:~) - Mas me ajude um pon-
FANCHOU desce comdificuldade da mesa. Diri·
Buiiucl, nos prova, nesta guerra atroz, sua coragem, sua não queria te .aborrecer. coo Não me deixesOzinha.
ge-se para a esquerdll c tili afastando Ulll monte de
LIRA - Você nunca tempena de mim.
escombros. I\pareceparte da frmela. FANClIOU olha capacidade de sofrimcnto e.. . FANCIIOU- Que é que você quer que eu faça?
porela. Artle contentamento. Volta. Toma asubir. OESCRITOR EOJOHNALISTA saempela esquer· FANCllOU - Tenho sim. Se você quiser, quando LIRA, queixosa - Você não dáum jeito? Como você
<Ia. Avoz do ESCRITOR se perde na l/is/lincia. você sair daí eu te faço outro, wpara mostrar quenão
FANmou - Não derrubaram, não. Ela continua mudou. Bem sevê que nãome ama mais.
depé. (Pausa) FANClIOU- Você está se sentindo auviada? sou rancoroSO. FANrnou - Amo sim, meucoelliinho. Tente se le-
LIRA - Um pouco. (Pausa. CllOrosa) Mas não muito. LIRA - Você não pode mais.
1mA, lamenta·se - Que é quc eu vO!~ fazer? FANCHOU - É assim, não é? Agora diz que não vantar, estica obraço, vou tentar segurar você.
FANCIlOU - Quer queeuteconteumahistória, para
FAKCHOU - Tente se levantar devagar, bem de- você se sentir melhor. FANClIOUse estica o lnais qlle pode, iClltando
sou mais homem.
vagarinho. LIRA - Não é isso, mas você não pode mais... passar obraço por cima dos escombros. Enquanto está
LIRA - Você não sabe contar. tentando segurar allIiio lle Lira, oOFICIAL entre pela
LIRA - Não posso. FAKClIOU - Não posso mais? Você é a única que
FANClIOU - Você quer queeuconte aquela da mu- direita e fica oIltando para êle, qUrJ está de cos/as.
FANCIlOU - Faça um esfôrço. diz isso. Já não se lembra mais de sábado?
lher que estava no banheiro e ficou prêsa debaixo dos FANrnou - Faça um esfôrço. Estica um pouco mais
LIRA - Vou tentar. LIRA - Que sábado?
escombros? (Pausa) Não gosta dessa? que eu seguro. Um pouco mais. Assim, assim...
FANClIOU, lentamente - Mas, vá devagar... assim, LIRA - Estou sentindo muita dor. FANCHOU - Que sábado você queria que fôsse?
bem devagar. Vai me dizer agora que esqueceu. FANCHOU está na ponta dos 1lés. O Oficial o
FANClIOU - Vai passar, você vai ver. Vou imitar empurra para trás, derrllbando-o. OOFICIAL sai ime·
Ouve·se flIído de coisa caindo. Gemido choroso um palhaço para você rir. LIRA - Já começa a se gabar.
de Lira. diatamente pela direita. FanclJou se levanta comdifi·
FANCHOU dança desajeitadamenteefaztodo tipo FAKClJOU - Não estou megabando. É a pura ver-
culdade. Olha àdireita, o OFICIAL aparecena janela
FANClIOU -:Você semachucou?(Silêncio) Queéque de caretas. Depois estourade rir. dade, nus você não qucr reconhecer. (Pausa). ri sem alegria, brincando comasalgemas. FANCllOl
aconteceu? Diga qualquer coisa. Você se machucou? FANClIOU- Gostou? LIRA - Vai ver outra vez se êles derrubaram a olha aterrorizado poroaianela. No momento em qlll
(Nôvo gemido) Você se machucou de verdade? . LIRA - Eu não posso te ver. árvore. sCfJ3 olhares se crllzam, o OFICIAL pára de rir e di
LIRA, - Machuquei. (Lamentando-se como crian- Ruído deaviões. Bombardeio. Duranteêsse tem· FANClIOU desce da mesa e vai atéajanela. Por brincar cam as algemas. Os dois se olhamseriamente
ça) Caíram pedras em cima do meu braço, tá saindo po ~la. mulher esuafilha pequena atravessam acena trás dela aparece um oficial. Os tInis se olham sérios, FANCllOU abaixaacabeça. OOFICIAL recomeça I
sangue. da direita para a esquerda, comar irritado e impoten- durante umbom momento. FANCHOUabaira acabeça, rir e abrinror comas algemas. Finalmente, desapa
FANCllOU - Está saindo sangue? te. (Ver quadro de Picasso). Cessa obombardeio. temeroso. OOFICIAL ri sem alegria, enquantobrinro rece. FANCHOUlevanta acabeça, e olhaem direçã.
LIRA - Está. FAKCHOU - Não aconteceu nadacom você meu coe- com um par de a~emas. FANCHOU, decabeça baixa, da ianela. Ar de alívio.
FANClIOU - Muito? lliinho? (Pausa longa) , fecha a~nela. Volta comar assustado etoma asubir
LIRA - Ai... ai.. . Porque você me largou.
LIRA - "t, muito. LIRA - Querido, estou muito mal Vou morrer. na mesa. FANrnou - Eu escorreguei. Você se machuca
FANClIOU - É um arranhão ou uma ferida? LIRA - Eentão? (Pausa) Então? Ainda está em
FANClIOU - Você vai morrer? (Pausa) Vai morrer .meu coelhinho?
LIRA - Um arranhão, mas com muito sangue. pé? LIRA - Caíram mais pedras cm cima de mim. Ai. .
de verdade? Quer que eu previna a família?
FANClIOU - Vou buscar o algodão. . FAKOIOU - Não sei.
LIRA, aborrecida - Que família? FANClIOU - Me desculpe.
~Ie procura nos escombros, mos caem cada vez LIR.~ - Como é que não sabe?
mais coisas. Pára deprocurar esobe outra VeZna mesa. FANaIOU - Não é assim que se diz? LIRA - Não posso contar com você.
FANCIIOU - Não pude ver.
LIRA - Você não tem memória mesmo. Já não se FANClIOU - Pode sim. Vou te fazer uma surprês:
FANClIOU - Não chore mais. Põe um pouco de LIR.~ queixosa - É isso, estou aqui sem poder sair,
cuspe no braço e depois amarra o lenço. lembra que não tenho mais família? peço a você para olhar se êles derrubaram a arvore e um presente.
Gemido de LIRA. Entram o JORNALISTA E O FANCIlOU -lh, é mesmo! (PalJSll) EoZelito? nem isso você quer fazer. FANCHOU tira do bolso lInI barbante euma bo
ESCRITOR. OJORNALISTA tem um bloco de notas LIRA - Onde é que você tem a cabeça? Esqueceu da borracha azul, que êle enche com abôca eamar.
FANCIIOU - Eu não pude.
o ESCRITOR, curioso, faz uma oolta emtÔTnO de FAN: que êle foi fuzilado em Burgos? . com o barbante. Depois pega lima pedra e amarra I
Lm..\, queixosa - Está bem, como quiser.
C~OU e o examinaatentamente. De repente, pára no . FANOIOU :- Voc~ não pode dizer que a eulpa foi FANCHOU desce da mesa. Aproxima-se, teme· outra erlrClnidadedo barbante.
mC10 da cena. mmha. Eu bem te dISSe que não queria menino. .Um
1mA - É isso, Paris. Osenhor quer se unernr. l' Al't\.J1VU - • \no .... lJUV rvuu .,.. . ... .- ---- .
FAKOIOU, todo contente- Pega essa pedra queeu EsauroR,ao Jornalista - Como êste IXlvO ~ com- para tentar sair?
voujogar. (Jogaapedra por cima da parede) Segurou? plexo e doloroso. Diga isso: não, diga que a comple- FANOJOU - Vê como você é: nunca concorda CO°
LIRA - Quando eu mexo, as pedras começama
LUlA - Segurei. xidade dêste povo doloroso floresce de uma maneira migo.
FANOJOU - Agora puxa obarbante. espontânea nesta guerra fratricida e cruel. (Ar satis· LIRA, queixosa - Ai... as pedras continuam a cair cair.
LIRA pura obarbanteeabola firo em cima dela. feito) Não está mal, não é? (Hesita) Não, não, supri. emcima de mim. FANOlOU - É precisofazer algllma coisa.
rAKOIOU - Olhe para cima. Está vendo? ma essa frase. Muito enfática. É preciso encontrar FAJ'iOIOU - Machucou muito? (Lira geme) Ah, BaruUIO deaviões. Bombardeio. Durante êste tem-
BaTI/lho deaviões. Bombardeio. Zoada emurde- algo definitivo e mais sóbrio. (Reflete) Vou encontrar, essa hhtória de guen:a é muito chato! po, amãeeafilha passomda direita para II esquerda,
cedam. Durante êsse tempo, passam da l!ireita para vouencontrar. (FANCHOU continuaelebaixoela mesa c~rregando fuzis de caça. 1\ bola de Lim arrebenta.
LIRA - Faz alguma coisa por mim.
aesquerda allIulllere afilha. Empurram um carri- assustado. O ESCRITOR e o JORN1\LISTA saem d Cessa obombardeio.
FANOlOU- Que é que você quer?
nllO demlio onde está uma caixana qual se pode ler ~q~er.da.. Ouve-se tiroz do ESCRITOR quese perde LntA, queixosa - Êles arrebentaramminha bola.
"dinamite". Ar irritado e impotente. Cessa o bom- a elrstanclll) Que romance von fazer de tudo isso! Que 1mA - Chama um médico. FANOIOU - Estúpidos! Atiram de qualquer ma-
bardeio. romance! Ou quem sabe uma peça de teatro e até um FANénou - Foram todos levados embora. neira, sem fazer pontaria.
FANClIOU - Meu coelhinho! (Pausa. Inquieto) Meu filme. E que filme! ... 1mA - Diga de uma vez que vl)(;ê não quer fazer LntA - Eles fizeram de propósito.
coelhinhol 1mA - Com quem é que você estava falando? nada por mim. . FANaIOU- Nãa,'é que êles atiram sem fazer pon-
Abola sobeedesce. FAJ"OIOU - Ah, madame encontroua língua. Não FANaIOU - Mas você nãopercebe queestamos em taria, sem prestar atenção.
FANOJOU- Nãote aconteceu nada? (A bola sobe está mais muda. Pois bem, saiba que agora sou eu guerra? LIRA - São estúpidos mesmo! Primeiro, derrubam
edesce) Diga qualquer coisa. (Longo silêncio) Você que não quero mais falar. 1mA - Nós não fizemos mal a ninguém. nossa casa e, agora, ainda por cima arrebentam minha
não quer me dizer nada? Está zangada COIIligo? A LIRA, queixosa - Querido, estou muito mal. .. me FANaIOU - Isso não conta. Depois você diz que bola.
culpa não éminha. (Pausa) Se dependesse só de mim... sentindo muito mal. Você não tem pena de DÚm! sou eu quem não se lembra de nada. Você já esqueceu FANOIOU - Êles são impossíveis.
(Pausa) Não fui eu que destrui as casas. (Sat~eito) como são as coisas?
Eles não consegtúram derrubar a árvore. (De repente) FANaIOU - Que éque está acontecendo: você está 1mA - Vai ver se êles acertaram a árvore.
doente? LIIIA- Podia fazer uma e.,:ceção para nós, que so- FANCHOUdesce da mesa evai atéa~nela. Por
Você está zangada para sempre? (Silêncio) É assim
que você me ama. Está bem, faça oque quiser. (Ollla LIRA - Não vê que estou tôda coberta de pedras mos velhos. fora, aparece oOFICIAL. FANCHOUolha para êle.
resoluto para ooutro lado, com ar indiferente. Cruza e qlle não posso mais me mexer? FANQlOU- Que é que está pensando? Aguerra O OFICIAL ollla seriamente para FANCHOU e êste,
os braços) Você me ouviu? Faça o que quiser, para FANOJOU - Já não me lembrava. é um negócio sério. Bem se vê que você não tem ins- assustado, abaixa acabeça. Riso sem alegria do OFI·
mim tanto faz. (Pausa) Depois não venha dizer que 1mA - Você nunca se lembra de mim. trução. CIAL, que brinca com as algemas. OOFICIAL desa·
LIRA - É isso, agora começa a falar mal de mim, parece. FANCHOU levanta acabeça·enão vê ninguém.
sou eu que começo e que tenho mau gênio. Desta vez FANCIIOU - É mesmo. Vou dar 11m nó na ponta
Diga logo que não me ama. Enfia, cautelosamente, a cabeça pela janela. 01110 a
está bem claro: eu não fiz nada, é você que não quer do lenço.
árvore. Ar so~eito. Risos à direita, por trás dêle.
falar CODÚgO. Senti quando você começou dizendo que 1mA - Que é que vai acontecer comvocê sem FNOIOU, terno - Meu coelhinho, eu não quis te
Êle sevira eapareceacabeça do OFICIAL, quelogo
não pude, no sábado, e agora você se recusa afalar co- mim? Você não tem cabeça. aborrecer. desaparoce. FANCHOU, assustado, não sabe oque fa.
migo. (Pausa) Você não quer nem mexer com abola? FANClIOU, com rairo, fanfarrão - Você sempre diz 1mA - Você não quis me aborrecer, mas abone- zero Riso à esquerda, FANCHOU se vira, aparece a
(FANCHOU se vira para olhar. Abola sobe e desce ceu Como você mudoul Antes, você era cheio de
isso. Pois bem, vou me casar com outra. Eu ainda cabeça do OFICIAL edesaparece. FANCHOU, assus·
lentamente). Ah, madame não pode falarl Madame está cuidados comigo.
provoco pahões. Se você visse como a padeira me olha todo, não sabe o que fazer. Risos à direita, depois à
cansada, madame se digna apenas amexer com a bola. FANQlOU - Eagora também.
Deín estar que você vai ver. (PIUISIJ). Mas diga algu. tôdas as manhãs quando vou bnscar opão. esquerda, depois à direita, depois à esquerda, depais à
LIRA - É isso. Agora, você me engana com a LIRA - E êsse negócio de instrução. Você acha direita. FANCHOU, aterrorizado, nãomexe mais. O
ma coisa, diga oque quiser, mesmo que seja maldade,
primeira lambisgoia que aparece. Eu bem sabia que que não tenho amor próprio? OFICIAL entra à direita, cam ar sério e obsercador.
mas diga alguma coisa. (Longo silêncio) Está bem.
não podia confiar em você. FANalOU - Mas eu falei só por falar. Parece estar muito preocupado com FANCHOU, não
FANalOU - É ela que me olha. Eu a ignoro. LIRA - Então, retira oque você disse. pára de examiná-lo, ao mesmo tempo em que tira do
LIRA - Isso éoque você diz. Eu só queria ver. FANCllOU - Retiro. bolso UIlI sanduiche embrulhado em papel de jornal e
FANClIDU fica de nôro zangado. Olhn para o começa amorder opão. Coloca·se perto de FANCHOU,
FANOIOU - Eu não fIZ nada, te juro. LIRA - De coração.
outro lado, debraços cruzados. Adireita, entram no· que seafasta dêle. OOFICIAL toma aseaprorimor
vamente oescritor e oiOfnaIista, sempre com obloco 1IRA - Juras de bêbado. Você também jurou que FANalOU - É, juro.
LIRA - Sôbre oque? e FANCHOUtenta, timidamente, se afastar. OOFI·
de notas. FANCHOU, assustado, se esconde debaixo i~ me levar numa viagem de lua-de-mel.
FANOJOU - Como sem'pre. CIAL continua colatlo aêle até encurralá-lo ·numcantO.
da mesa. Oescritor ovê eoeramÍlla, impedindo-o de . FANaIOU - Não esqueci. Logo que a guerra aea- FANCHOU não pode mais semexer. Tem os olhos fi·
se mexer. bar, a gente parte. Vou te levar a Paris. LmA - Está bem. Mas não vai recomeçar. (Pausa)
losno chão. OOFICll\L impede sua passagemabrin- FANUlOU - É, amantes. (ileri ese cala) LmA, interrompendo, chateada - Jásei, já sei... ~'ANaIOU - Não se preocupe. Você vai ver, vou
do os cotowlos, e continua a mostigar o sanduiche. LmA - Eu? (Risinho breve) aquêle famoso sábado quando... descobrir ummodo de te soltar.
LOlIgo silêncio. FAN(l\OU - Claro, você. . FANCIlOU, aborrecido - Depois você vai dizer que LIRA - Não temjeito.
LmA - Que é que você está fazendo? (Fanchou, LrnA - Nunca pensei nisso. sou eu que não sou gentil com você. FANClIOU - Aculpa é tua: é essa mania que você
impossibilitado de semexer, mio responde) É isso, ago- FANaIOU - Você nunca pensa emmim. Eu po- Nôoo de~lllOronam ento. tem de ler no banheiro. Você fica horas e horas ai
m você me deixa sozinha. (O OFICIAL, impassível, dia fazer inveja aos outros. (Pausa) Você devia ter LrnA - Ai.. . ai. .. (ela se lamenta cada teZ l/Iais) Oque te aconteccu não me espanta nem um pouco.
morde o sanduíche sem se aflUitar ele I,'ANCIlOU. lido ao menos um. (Reflete) Um coronel Vou morrer mesmo. LIRA - Tudo (lue acontece é sempre [iilr minha
Lira, terrUl) Vem, meu coelhinho. (O OFICIAL páTll LUlA - É isso, Ulll corencl É assim lJuc você me culpa.
FANUIOU- Você quer que eu chame umpildre?
de comere faz umll mreta, comosefôsse rir, mas sem ama. FMiClloU - Também não preeisa fitar assim, eu
mído, mostra os delltes. FANCUOU, envergollhado LIRA- Que padre?
FANClIOU - Você não acompanha a mala, não quis te aborrecer.
IIbaixa ainda mais a cabeça. OOFICIAL pára de rir FANaIOU - Não é assimque se diz?
LIRA - E ainda por cima me insulta. (Silêncio)
erecomeça acomer) Você está zangado? (Pausa) Está FANCIlOU - Não, meu coelhinho, não. (Pausa. Tei· LrnA - Você não tem memória mesmo: esqueceu LIRA - Por que êles demoliram a c.1sa?
contente? (O OFICIAL pára de comer e faz uma ca· moso) Mas íôdas as mulheres elegantes têm amantes. que nós não acreditamos mais? FANCHOU- É preciso repetir sempre a mesma coi-
reta como se fôsse rir sem ruído. Mostra todos os den· (Pausa) V~ nunca quis me a~dar: quando eu tiro FANCHO, assustado - Quem? Nós? sa. (Separando as sílabas) Êles estão experimentando
tes, FANCUOU, envergonhadoabaira ainda mais aca- lua roupa para os amigos te acariciarem, você sempre bombas explosivas e incendiárias. Depois você diz que
LrnA - Mas foi você quem decidiu. Não se lem-
beça. O OFICIAL pára de rir e recomeça a'cOmer.) faz cada feia. bra mais? sou eu que não tenho cabeça.
Eu sei que você ainda faz succsso com as mulheres.. . LrnA - E êles não podiam experimentar emoutro
especialmentecom apadeira. (Mesmo jôgo do OFICIAL,
LrnA - Porque me resfrio. FANCHOU, que não se lembra - Ah!
FANClIOU- Você sempre encontra uma desculpa. lugar?
que, finalmellte, embrulha o que resta do sanduíche. LrnA - Você dsse que, assim, nós seríamos.. .
LIRA - Você, sim, é que só pensa em você, é um (Pausa, com b1fase) mais evoluídos. FANUIOU - Você vai dizer outra vez que eu de-
Limpa cuidadosamente aMca com amanga do paletó
de FANCHOU. Esfrega as botos com as pontas do ego~ta. FANCHOU, surprêso - Evoluídos? Nós?
bocho de você, mas você está vendo que não tem um
casaco de FANCllOU, depoi! se vira esai decenapela FANUlOU - Mas cu faço por você. (Ri satisfeitv: pouco de instrução. Por que? Por que? Porque é
LrnA - Claro. que você queria quefôssc, se não para ver se elas Iun-
direita, comar marcial. Ft\NCHOUri, alegre. Bota Uma boa idéia) Mais tarde você podia escrever suas
memórias. FANCHOU - Estamos emmaus len~'Óis : agora, você cionam?
li língua para êle. Imedial{//lIente se controla, com ar
vai morrer e vai para o inferno. Luu - E depois?
assustado, e olha para todos os lados. Certifica-se que LrnA - Ai ... as. pedras estão caindo outra vez em
ninguém o vê, bota a língua para fora e, com a mão cima demim. (Geme) Não posso mais mexer OS pés. LIRA - Pra sempre? F.wCIIOU - E depois? E depois? Você está se
diante do nariz, mexe os dedos. Ri, feliz, e sobe nooo- FAJ'lCHOU - Faça um esfôrço. FANaIOU - Claro que é pra sempre. E os suo fazendo de boba. Se a bomba mata muita gente, ela é
mente na mesa.) Lnu, queixosa - Êles estão enterrados. plícios! Você vai passar por cada uma! Êle sabe fa- boa e êles fabricam mais, e se ela não mata ninguém,
FANCIIOU - Meu coelhinho, a árvorc ainda está FANaIOU - As coisas estão se complicando. zer as coisas direito, é porque não presta c êles não fabricam mais.
cm pé. LmA - É só isso que você achou para dizer. Você LrnA - Êle, quem? LrnA - Ah!
LrnA - E precisou tooo êsse tempo para ver? nunca se preocupa comigo. FANCIlOU - Ora, Deus. FANUlOU- É preciso te explicar tudo.
FANCHOU - É qne eu gosto de fazer as coisas bem LrnA, minho breve - Deus? LIRA, zangada - Não sei porque é que você fala
FANCUOU - Não, eu estou muito preocupado. (De
feitas. assim. Eu sei muito bem que não estudei tanto quanto
repente) Quer que eu chore? FANCIlOU - É. Deus. (Riso breve, os dois rieuI ti·
LrnA - Será que você não foi ver a padeira? você.
LIRA - Já sei que você que você quer me pregar midamente, em côro. Bombarbeio. Ruído de aviões e
FANCIIOU- Quem é que você pensa que eu sou? uma peça. . FANCIlOU, cheio de orgulho - Eu sei de tudo, não
bombas que erplodem. Durante êsse tempo passam
Em plena guerra, você acha que euvou atrás de aven- é? Podiase até pensar que eu frequentei as Faculda-
FANaIOU- Não é não. Se eu quiser, posso eho- da direita para a esquerda a mãe e afilha carregando
turas? des (Uma pausa. Contente. Uma boa idéia.) Eu p0-
rar de verdade. um saco cheio de munições roriadas. Cessa o bom·
Bombardeio, aviões, bombas. Durante êste tempo, dia passar por professor, não?
LmA - Eu te conheço. Para você tanto faz que bardeio.
passam da direita para li esquerda li mulher e afilha, LIRA, aborrecida e cética - Claro.
eu morra. LrnA - Ai. .. ai... FANCIlOU - Você acha mesmo?
empurrando um carrinho de criança cheio de cartuchos
até emcima. Cessa o bombardeio. Silêncio longo. FANClIOU- Você é que está dizendo. Quando FANUlOU - Que foi que aconteceu? 1rnA, aborrecida, cética - Mas claro.
FANCHOU- Lira! (Longo silêncio) você morrer eu... (reflete) vou dormir três vêzes se- LrnA - Não vou poder sair daqui nunca mais. FANrnou - Assim você seria a mulher de umpro-
LrnA - Que é? gtridas com você. FANCHOU - Não perca as esperanças. fessor. Na rua, as pessoas iam dizer quando a gente
FANCHOU - Porque você nunca teve amantes? 1m - Está se gabando outra VfJl. LrnA - As pedras esstão me cobrindo até a cin- passasse: 'olha os professôres". (Pausa) Podíamos nos
LIllA - Amantes? (Risinho bret;e) FANaIOU - Você já esqueceu? tura. fazer de importantes: ter cartão de visita e assistir a
conferências. Sóme falta oguarda-chuva. Aliás, você FANClIOU- Não se preocupe. Você vai ver, vou . FANaIOI: - Quechateação. Não se preocupe. Você oEscRrroR - Vou fazer de tudo isso um romano
também tem muita instrução: com tudo o que lê no dar um jeito. vai ver, os bombardeios vãoparar. ce sensacional. Um romance magnífico! Que romancel
banheiro! LIRA - Vou morrer. LIRA - Parasempre? Sua coz se perde llQ longe. Um tempo. Bem per·
1rnA - Vai recomeçar? FANClIOU - Vore quer que eu chame o tabelião FANOIOU - Pra sempre. to, barulho de botas de soldados emmarcllU. Ao fun-
FANaIOU- Você não concorda comigo? para o testamento? LiRA - Como é que você sabe? do, bem baixinho, um grupo de llOmens canta "Ger-
1rnA - Nós? Professôres? .. 1mA - Que testamento? nikakoarbola". Ogrupo se torna cadace:: mais nmne-
FANalOU, irritailo - Você duvida de minha pa.
FANOIOU - Você nunca concorda com minha FAKClIOU - Não é assim que se diz? lavra? raso e as rores cada cez mais fortes. Agora, é uma
idéia. Foi sempreassim. Se você recomeçar, está bem, LIRA - Você vai recomeçar? multidão que canta, atécobrir o ruído das botas com-.
LIRA - Não. (CéliclI) Como é que vOl'ê qtier que
vou-me embora para sempre. (Irritado) Não quero que FANCIIOU, prosa- Você devia fazer testamento. Eu eu duvide? (Estouram três bombas. Ruído tetTÍuL pletamente, çnquanto a cortina se fecha.
você viva com um homem que só dizbobagens. Adens! podia mostrar aos vizinhos. Lira choro) Querido,estou completamentc coberta. Vem
FANCHOU seabaixa e faz barulho n~ mesa para 1rnA - Você só quer contar prosa.: me soltar!
dar aimpressão deque estáindo embora. FANClIOU- Mas é por você que eu faço isso. Tô- FAANOlOU - Meu coelhinho, já vou. Vocêvai ver,
1rnA - Meu querido! Não medeixe sôzínha, (Lira das as grandes damas fazem testamento. Você.devia vou te soltar. . \
geme, FANCHOU nÓ() se mexe, continua agachado) fazer o seu e preparar suas últimas ·palavras.
FANCHOU seaproxima e sobenas ruínas com di·
Querido, voltai (Silêncio longo, FANCHOU continua LIRA - Que últimas palavras? ficuldade. Chôro de Lira. .
imóvel) Era SÓ brincadeira. (Pausa) Vocêsabemuito FANClIOU - As que a gente pronuncia antes de
!.mA - Dessa vez vou morrer de verdade.
bem que eu te admiro muito. (Longa pausa) Você morrer. Quer que eute dê algumas idéias? Você po-
FANOlOU - Não perca a coragem. Já estou indo.
seria um professor formidável. (Pausa) Quando agen· dia falar de... (Pensa e, depois precipitadamente) da
FANCHOU continua avançando com dificuldade sô-
te ouve você falar chega a pensar que você é capitão vida, da humanidade...
bre as ruíllOS. Chega ao lugar onde está Um.
e até mesmo antiquário. (Pau~ longa. FANCHOU LIRA, cortando - Pára, você só diz besteira. PANO
FANOIOU - Meu coelhinho, estou aqui. Me dá a
fica orgulhoso) Querido! (Pausa) Você me deixa FANCHOU - Você acha que isso é besteira? Você
mão.
sOzinha? (Pausa) Volta! (Pausa longa) Ai... Ai... é muito frivola. !.mA - Você não vê que estou com~etameQte co-
(Chora) As pedras estãocaindo outra vez. LIRA, queixosa - Já recomeça a me injuriar? berta de pedras.
FANCIlOU, erguendo-se ansioso - Que é que está FANCHOU- Não, meu coelhinho. FANOIOU - Já vou te soltar. Espere que vou te
acontecendo, meu anjo? Você se machucou? LIRA - Não posso mais me mexer. Mas quando tirar dai
1rnA - Vou ficar completamente coberta. E é é que essa guerra vai acabar? Longo bombardeio. Caem mais pedras. Fanchoo
êsleomomento quevocê escolhe para ir embora. Você FANCHOU ~ E isso, madame queria que a guerra fica também coberto pelos escombros. Assim que ter·
não tem coração. acabasse quando bem lhe aprouvesse: mina êge longo bombardeio a Mulher passa da direi·
FANCIlOU - Mas foi você que começou. LIRA, choramingando- Será que êles não podem ta para aesquerda. AFilha jáMO aacompanha. No
1mA - Era só brincadeira. parar com isso? ombro, ela /em um pequeno cairM. Ar irritado e imo
FANOlOU - Jura que você não faz mais. FANCHOU - Claro que não. Ogeneral disse que patente. (Ver quadro de Picasso) AMULHER desa·
1rnA - Juro. não pára enquanto não tiver ocupado tudo. parece à esquerda. Ao fundo, a sparedes derrubadas
FANOIOU - Sôbre o que? LIRA - Tudo? deiram Der aárwreda liberdade. O bombardeio te-
1rnA - Como sempre. FANClIOU - Claro, tudo. minoo. Em cena só restam ruínas. Longo silêncio. No
LIRA - Êle está exagerandol local emto ondeestarom FANCHOU e LIRA aparecem
FANOIOU - Está bem. Espero que você não re- FANCHOU - Os generais não fazem as coisas pela
comece. duas bola.r coloridas, de borracha que sobem ao céu.
metade: é tudo ou nada. Entra oOFICIAL, que atira nas bolas, sem conseguir
Bombardeio, ruído de bombas e aviões. Durante !.mA - E o povo?
êsse tempo amãe e a filha passam empllrrando um atingi-los. As bolas desaparecem no alto. OOFICIAL
FANClIOU - Opovo não sabe fazer guerra. E, de- continua aatirar. Do alto, ouvem·se ~s risos felizes de
carrinho cheio de fuzis velhos. O bombardeio cessa. pois, ogeneral é muito ajudado. FANCHOU ede LIRA. OOFICIAL, assustado, olha
!.mA - Ai... ai. .. Não posso mais mexer os bn- LIRA - Mas assim não vale. para todos os lados e sai precipitadamente, pela di·
ços. FANCHOU - E você acha que o general está li· reiúJ. Entra oESCRITOR sobe na mesa. Examina o
FA.'lQIOU - Não se preocupe. Vou soltar você. gando? local onde se achacam FANCHOU e LIRA. Ar satis·
LIRA - Mas já estoucoberta de pedras até o peso LIRA - Não posso mais me mexer. Se caírem mais fcito, desce da mesa e sai pela esquerda, quase cor·
pedras vou ficar completamente coberta. • Esta peça foi apresentada DO Teatro da FEFIEG, em
co~'O. rendo, cheio de alegria. agêstol7I. Vide Movimento Teatral
bá pouco essa convivência funcionava sem ~opeços in- minados artistas são obrigados a permanecer à dispo-
DOS JORNAIS contornáveis. Mas dealgunstempos para ca aTV pas. sição dos seus empregadores, sem qualquer remunera-
sou a desrespeitar otácito acôrdode,co-existência: .ela ção adicional e estou certode que êle ficaria nãome-
quer ainda que os melhores artistas do teatr~ estejam nos interessado em saber de que maneira estão sendo
na televisão, mas não quer mais que êles estejam tam- tratados eemque condições trabalham os pobres extras,
bém no teatro. recrutados de bôca, mediante o régia pagamento de
Um irresistível sistema de pressões tem impedido Cr$ 20,00 por dia.
vários ateres de aceitar compromissos de trabalho tea- É claro que uma investigação dessas teria de levar
tral que lhes eramoferecidos. Outros atôres, com com- emconta o volume dos interêsses em jôgo; teria de
promisss teatrais empleno vigor, vêmsendo impedi. levar emcontaa passividade dos prôprios artistas, apa·
dos pelo mesmo esquema de pressões de cumprir as vorados de se verem privados do seu sofrido, precário e
CO~~NC~ AMEAÇADA suas obrigações; quantas vêzes, nas últimas semanas, quase sempre atrasado ganha-pão; teria de levar em
conta a notória impotência do Sindicato da classe, que
espetácu10s tiveram de ser cancelados em cima da bera
e o público teve de ser mandado para casa, porque nada faz ou nada pede fazer para impedir os abusos.
JAN MICHAI.SIl fulano ou sicrano ficaram retidos no estúdio na hora
em que deviam estar no palco? AMPARO À CULTURA?
"Os melhores artistas do teatro estão na televísâo", f: le~timo que a TV exija do ater a quem está
repete orgulhosamente um anúncio de uma das nossas pagando um salário ou (na imensa maioria dos casos) Essa situação ameaça gravemente a sobrevivência
máquinas de fazer doido. tste anúncio mostra a que um cachê uma carga diária razoável de presença e de do teatro carioca. Adificuldade de formar um bom
ponto aTV sente a necessidade de valorizar a sua p0- trabalho. Oque não é legítimo é que ela queira tor- elenco torna-se cada v~ maior. E uma vez o elenco
derosa estmtura econômica com o prestí~o intelectual nar-se dona da vida dêsse ator 24 horas por dia. formado e a peça lançada, oprodutor fica de coração
ecultura! que só opobre e milenar teatro lhe pode em- na mão, enfrentando, além de outras vicissitudes do
Em qualquer país onde o ator conta com. um mi- sistema empnsaríal, a ameaça de ter que devolver o
prestar. nimo de proteção profissional, oseu compromISso com
Até aqui, nada demais. Alguns dos melhores, como dinheiro da sessão aos espectadores, devido à ausência
a televisão limita-se a uma jornada de trabalho pre- dos intérpretes. Eo espectador que passar duas vêzes
também muitos dos piores, artistas do teatro estão mes- determinada. Se a emissora quiser que êle ultrapasse,
mo trabalhando na televisão. ~Ies precisam da tele- pela experiência de não conseguir ver oespetáculo que
no interesse da produção, OS limites dessa jornada, ea- escolhera, dificilmente voltará tão cedo ao teatro.
visão para melhorar o precário &tatus financeiro que berá ao ator a opção entre recusar-se a fazê-Io sem
oteatro lhes oferece. Também precisam do teatro: não Ora, os canais de televisão são concessões do
correr orisco de ser despedido, ou aceitar fazê-Io me- Estado. Dêsse mesmo Estado ao qual a Constituição
só para a sua satisfação e realização profiss!onal, mas diante wosiderável remuneração extra. Dentro dessa
porque aquilo que a televisão lhes paga - a não ser o impõe odever de amparar a cultura. Essa mesma cal-
conceituação, ê1e poderia perfeitamente conciliar no tura da qual o teatro é um modesto mas importante
caso de um pequeno grupo de astros - simplesmente Brasil otrabalho na tevê com otrabalho no teatro.
não dá para viver decentemente, enão justifica em ab- elemento, agora ameaçado de extermínio também pela
soluto uma dedicação e.lchlSiva; eainda por cima trata- pressão dos canais de televisão concedidos pelo Estado.
ARTISTA·ESCRAVO
-se de uma fonte de renda que êles podem perder de
um dia para outro. Acootece que onosso ator de televisão tem d~ ficar
Por sua v~ a televisão precisa dêles, do seu know- à disp<mção da emissora durante um tempo víríual-
-how artístico e do seu prestl~o adquiridos no teatro, mente ilimitado, sem que lhe seja oferecida qualquer
esem os quais os produtos da TV não seriam tão fàcil· alternativa ou qnalquer indenização. Soube, recente-
mente consumíveis. O que seria de O Cafona sem mente, de casos simplesmente estarrecedores, que pare.
os anos e anos de teatro de Marília Pêra, Tânia Car- cem configurar uma nova espécie de trabalho escravo
rero, Paulo Gracindo, Francisco Cuoco, Isabel Teresa, no Brasil. O assunto, nos têrmos em que se coloca
ATi Fontoura, Djenane Machado, Carlos Vereza, Re- hoje, já merece'uma investigação por parte das nossas
nata 50mh e tantos outros? autoridades trabalhistas.
Portanto, uma harmoniosa convivência entre o tea- Estou certo de que o Ministro Júlio Barata ficaria
tro e a televisão é de relevante interêsse mútuo. Até muito interessado em saber quantas horas por dia deter· (J1JrnD1 do Brasil, 15/6/71) .
Henriqueta Brieba - Eu nem gosto que falem disso, sabe. Êsse gê-
nero "ela canta e dança"! Fico encabulada. Parece
MOVIMENTO TEATRAL julho asetembrof1971
{Jue estou querendo me mostrar.
No Miguel Lemos, aos sábados, I1B fazia duas ses-
sões notumas da revista e duas vesperais de um espe-
táeulo infantil. Várias vêzes depois da última apre·
sentação, o ator Carlos Nobre lhe dizia: "Eu tenho
32 anos e saio prcgado. Você tcm 70 e não se cansa."
No einema, HB pode ser vista alualmente em O
Enlêrro tia Cafetina, produçãn de [ece VaIadão. Na TEATRO DE ARENA
prateleira, um outro filme para ser lançado: A Vlúoo
Virgem.
Dos 70 anos que Henriqueta viveu 66 foram de- o Coelhinho Pilomba, em seu que rolhe àvidamenle as flôres do uma comédia de Ray Cooney lt
dicados ao teatro. Quando lhe pedem uma receita de 46.° mês de sucesso. prazer, é ro1hido pela morte antes João Chapman. Direção de Sérgio
Chapeuzinho Vermelho, adapta. mesmo da sua saciedade.· Viotti. Interpretação de Ari Fon-
vitalidade, no entanto, ela decepciona.
ção de Lia de Almeida, com Ricar- No mesmo Teatro, A Dama do toura, Felipe Carone, Lilian Feman-
- A energia de que disponho já naSeeu comigo, des eoutros.
acho eu. Averdade éque não me canso mesmo. Dei- do Cunha, Beatriz Devolder, Rita Camorote completou suas 400 re-
Moreno, Rita Godard eTeresa Fiuza. presentações, com Elsa Gomes, Re- Como cartaz infantil: AGatinha
xar de trabalhar? Nem penso nisso. Não poderia pa·
raro Ia fazer o que? Ficar em casa fazendo tricô O Cirquinho Mágico, com má~· gina Reis, Otaellio Coutinho, José de DeletiL'e, de Lucio Gentil e direção
feito uma velha? pergunta ela
cos, palhaços e distribuição de brín- Freitas e Mauro Gonçalves. de Roberto de Brito, pelo Crupo Ca-
des. Cartaz Infantil: OPeixinho Dou- cilda Becker.
Espanhola de nascimento, mais tarde naturaliz.1da
brasileira, Hnriqueta estreou aos 4 anos de idade no rado, Pinoquinho e i\ Cafona (As
teatro de variedades que, mais tarde, se transformou
TEATRO DAS ARTES Trapalhadas de Valquiria), "sensa- TEATRO DULCINA
no teatro de revista. Nesta fase, ela estreou no antigo o China, uma comédia de Mur- cional" comédia infantil de Fernan-
Teatro Recreio, passou para as operetas da companhia ray Schisgal. Direção de Martim do Pereira. CoslinM, O Donzela (ou Tóda
de Gilda e Vicente Celestino, e acabou chegando ao Gonçalves, na interpretação de He- Fera Tem um Pai que é Donzelo)
teatro de comédia. Fêz parte da Companhia Dulcina . leno Prestes, Edoei Giovenazzi, Ma- TEATRO CARLOS GOMES
em seu segundo ano de carreira.
de Morais. Nunca lhe faltaram convites. Ela explica: ria Esmeralda e Jurema Penha. Quem Não se Comunica se Trulu,
- Acho que consegui ter continuidade de traba- bica, de José Sampaio, "a revista TEATRO FONTE DA
lho porque nunca fiquei restrita a um gênero só. Mes- TEATRO CASA GRANDE mais cafona de 7t, com E1oina, SAUDADE
mo agora, na medida do possíveL procuro aceitar todos Dom Chicote, com Re~Da Duar- Valdir Maia e a "maior lransa em
os convites que me chegam. Se José Celso Martinez te, "pela P VIrL da TV para oTea- mulheres", (Epitácio Pessoa, 4866)
me chama pra fazer parte de uma montagem prafreate tro, romOOia nnusieal infanto-juvet OPequeno Polegar, de I1cemar
como o Rei da Vela, lá estou eu. Ea garotada diz que nil, com desenhos de Henfil. 15 per· TEATRO COPACABANA Nunes.
meu trabalho era bom, bem dentro do espírito do espe.
sonagens·. OComlJfada Mioussov, em final
táculo. Se, depois da temporada, Brigate Blair me cha-
ma para uma revista, por que recusar? Oimportante é de carreira. Seguida de Escola de TEATRO GLORIA
TEATRO DE BÔLSO Maridos, de Moliêre, com Procópio
estar sempre trabalhando.
Oúltimo trabalho de Heoriqueta Brieba antes da OJógo da Verdade, comédia p0- Ferreira, Nehon Mariani e Celso Chicago 11m, comédia de Ben
peça de Lorca (onde faz o papel da avó louca), foi licial de Aurimar Rocha. Interpre- Cardoso - apresentou-se nesse Tea- Hecht e C. Mao Arthur. Direção,
justamente uma revista no Teatro Miguel Lemos: Tó tada por Iris Bruzzi, Neuza AmaraL tro após rápida carreira no João Cae- tradução e adaptação de J. Bethen-
Com Grilo na Cuca. Sua atuação era uma prova de Suzana Vieira, Aurimar Rocha, HiI· tano. tourt, com Fregolente, Jorge Dória,
vitalidade incrível: ela cantava e chegava até a dançar ton Prado e Nehon Caruso. Diz a Querido, Agora Não, "a mais hi- Oduvaldo Viana Filho, Iara Cortes e
um charles/on. (O GLOBO/2s19/111 . publicidade: "Abri vossos olJws. O lariante eelegante comédia do ane", Paulo Nolasco.
TEATHOJOAOCAETANO TEATHO RIVAL TEATHO DA FEFIEG , WITKIEWICZ
~.

ACasa de Bemarda Alba, de Fe- Tó conl Fogo lia Mironga, revista GUCfllita, de Arrabal (texto neste
derico Garcia Lorca. Díreção de B. de Angela Leal e Oscar San, com Caderno) foi apresentada pelos .alu-
de Paiva, cenografia e figurinos de }acqueline ("o homem que virou nos do Conservatório, sob a direção
Flavio Febo. Interpretação de I1en- mulher"). Direção de Manuel Vici- de Lênine Peíia, com a participa- TEATRODAMAISON
riqueta Brieba, Maria Pompeu, Di- ra. ção de todos os alunos desta Escola.
A Mãe, do autor polonês Wíllie-
norah Brillanli, Ruth Mezec~ Schu- Para crianças: OBurrinho AliIm·
wiez, sob opatrocínio da Fundação
lamith Iaarí, Claudia Martins Mari- ÇlIdo, de Jair Pinheiro. Produção,
Cultural do Espírito Santo, qne pro-
sa Short, Catherine Danicle,'Glória TEATHO SANTA'HOSA direçio emúsica de Dilu Mello, com
porcionoo a estréia em Vitória. Di- V Festival de Teatro Jovem
Soares, Vera Candido, Suzana Fai- Roberto Argolo ("o fahuloso Pabli-
reção de Claude Régy. Com Tereza do Estado do Rio
ni, .Valquiria Colares e Virginia , Tudo no Jardim, de A1bec' em to") Marinês Cavalcanti, Nilza Bas-
Raquel, JOsé Wilker,Oswalde Lousa·
Yallí, Essa peça estreou cm Nite- ultima apresentação. tos, Rui Barbosa, Karina Badaró,
da, Hildegard Angel, Maria Rita, Jor. Realizou-se em agôsto no Teatro
rói, noTeatro Municipal, sendo pa- Léia Almira e Danilo Azevedo, Prê-
ge Cândido, Rogério Fróis, Míriam Municipal de Niterói o VFestixal
trocinada pelo Dep. de Cultura do mios da EbaJ. Carmen, Maria Francisca e outros. fluminense apresentando-se diversos
E. do Rio. Música e sonoplastia: TEATRODO SENAC
,;.
Cenografia e figurinos de Joel de grupos, com as seguintes .peças:
Cacília Conde. TEATROIPANEMA Carvalho. OTexto foi traduzido por Prometeu Acorrentado, Morte eVi-
OMaridoVai àCaça, de Fcydeau
Arnaldoe Sônia Carrilhoe Roberto da Severina,AProstituta Respeitosa,
direção de Haddad. ComFernan-
TEATROGINÁSTICO Após o sucesso de Vida Escran· de Cleto. Diário de 11m Louco, Joana D'Arc
da Montenegro, Jacqueline Iauren- chada, anuncia-se a estréia de Hoje
entre as Chamas, História do Zoo
Liberdade Para {IS Borboletas. ce, Sergio Brito, HaloRossi, Iaban-
ca e Luiz Armando Queiroz.
é Dia de Rock, de JoséVicente, di- TEATHO OPINIÃO (TECAM de Campos) e O Futuro
reção de Rubens Corrêa. está nos Ovos (Gmpo Labcralórie-
TEATHOSERRADOR Longe Daqui, Aqui Mesmo, de
TEATRO GLAUCIO GIL Antônio Bivar. Direçãode Abujam·
Niterói). Ao vencedor caberá oTro-
llalbina de lansã, de Plinio Mar· TEATHOMIGUEL LEMOS féu Pascoal Carlos Magno e Cr$
Ta, cenários e figurinos: Anísio Me·
Um VizinllO em Nossas Vidas, eo- cos. Substituída por Um Edifício
deires, Interpretaçãd de Nélia 3.000. Ojuri é presidido por Maria
média de Françoise Dorin. Díreção Chamado lm, de Paulo Pontes, com Elas Querem é Leite, em tempo- Paula, Leda Zepelin, Rubens Araujo, Fernanda, tendo ainda como mem-
de Duleína- com Teresa Amaio, Dei- Milton Morais, Eva Cristian, e rada popular.
Mario Pelraglia, Paulo Sacks e Cal- bros João Billencourt, Juliana Iana-
se Lúcidi e Sér~o Viotli Ângela Valério. Direçãode José Re- Para crianças. Bri~te Blair apre· kíeva, Auguto da Costa e Silva Fer-
das.
Canto do Amor Total, apresentan- nato. senta: Juca e os Marcianos e O Cadeira do Piolho, de Maria Lu- reira, Ojornal ATribuna patrocina
do um único espetáculo, pelo Tea-
tro do Absoluto. ComSolange Fran-
Periquito Cillensta. ,. cia Amara~ com Solange Radislo- o Festival.
vich, Debret, Regina Mendes, Paulo
ça, Oswaklo Neiva eAlfredo Sér~o. OTABLADO Argueles, Regina, Iolanda e Lucia I Festival Sul·Americano de
Direção de O. Neiva. TEATRODA LAGOA Maria. Direção efigurinos de J.Di· Teatro Amador
TribobóCity, comédia musical de niz, além de Waldir Maia. Realizou·se em Florian6polis êste
Maria Clara Machado comemorando Os Rapazes c/aBanda, comédia de
TEATHODAPRAIA Mart Crowley, direção de Maurice primeiro encontro, patrocinadopelo
os 20 anos do Gmpo. Artistas subs- TEATRO NACIONALDE Govêrno de Santa Catarina. Desa-
Vaneau.
O Crupe Carroussel apresentou: titulos: George Diab, no papel de COMÉDIA curam-se oTeatro Vicente deCarva·
Peter Pan, Saei Pererê e AGata Bor- pianista-juiz; Daise Lourenço, em D. Continuou o sucesso de O Santo lho, de Santos (Prometeu Acorrenta· TEATRO DE BONECOS
ralheira, textos de Roberto Castro, Caíeteirá; EduardoTornaghi no pu. TEATROMESBLA e APorca, de Suassuna. do) eoGmpo Arrôjo (Calígula) de
e mais: ChapeuzinhoVennelho e pel de Mocinho de Sousa, Mônica Patrocinado pelo ~tiluto Cultu·
Apresentou·se também nesse tea- Rio do Su~ o Tealro do Estudante ral BrasiI·Alemanha, apresentou-s;
GasparziMo, com muitas promessas Laport, em Maria Belezoea, Maria A Vida Escrachada, musical de Iro o Deutsche Kammerspiele, com do Paraná (O Ciclo Patético ) e o
às crianças: 1 pirulito grátis, uma Cristina Nunes em BabyBombome BláulioPedroso, com música de Ro- no Rio omarionetista Albrecbt RI}
tertes de W. Bauer, P. Kohou~ H. Teatrode Estudantes deBom Jesus
fotografia, sorteio de brindes e eu- Patrícia 'Laport como índio mesea- berto Carlos, transleriu-ss do Ipane- (A Casa de Bernarda Alba). ser com seu Teatro de Marionetes
Hanck: e Ludlvig Thoma.
trada grátis para acompanhante. . lero. ma em setembro. .
o TABLADO O TABLADO O TABLADO o TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO

oTABLADO - neme escolhidu pur Murli,,~ Cu,,- ridos nessa

erdad~ira escola dram ática, ainda que

í~llves e ,\luriu Clura Maelraclo para dcsignar o grupo, clandestina (pois não é reconhecida pelo MEC). Dela 1952 Dinato: Jorge Leão Teixeira
Todo-~lundo: César Tozzi
cujas primeiras reuniões se faziam em casa de ,\n"i~al saíramcomediantes de fama, professôres, diretores, ce-
Maclraclo - foi fundado a 2S de outubro de 1951. Dele nógrafos, autores, figurinistas, muitos dos quais premia- Ninguém: Oswaldo Neiva
O MOÇO BOM B
faziam parte: Aníbal Maclraclo, Martim Gonçalces, Ma- dos, alémde iluminadores.. tradutores eaté criticos. OPASTELÃO E OBEDIENTE oo
ria Clam Maclrado, Stélio Roro, Edelvira Femancle$, ATORTA (H) SGANARELLO ou
Carmen Sylcia Mflrgel, EcldyCinlra Re-r..ende, OSlralclo Foi remontada com omesmo elen- O ENGANO PELAS
Neiva, Carlos Auuusto ,Vcescios Santos, Marília Maceclo, co e mesma díreçío APARÊNCIAS
Jora
b
eLeão Teireim, AntônioGomes Fil/lO, Déa. Fernan- 1951 Adaptada por Michel Richard-R.
b
Burguiard De: Moliére
des, João l\UgflstOde Az-evel/o Fil/lO, JoãoSérgio Mari- ,\ ESCOLA DAS VIúVAS
Tradução: ClaudioForoari Tradução em versos:ArlhurAzevedo
n/lO Nunes e Isabel BicalllO. OMOÇO BOM EOBEDIENTE De: Jean Cocteau Direção: Brutus Pedreira
Desde a fundação, OTABLADO funciona no Pa· Direção: Maria Clara Machado
(Nô Japonês) oo Cenário: Jorge Hue Tradução de WiIly Lewin o Cenários e Figurinos: Martim Con-
tronatoOperário daGávea, 11 av, Lineu de Paula Macha- Direção eCenários: Martim Gonçal- çalves
do, 795, cm sala cedida pela diretoria dessa instituição, Fignrinos: Ivanize Ribeiro
Autor Betty Barr-Gould Stevens ves Guarda-Roupa e cabeleiras esecuta-
na época, sob a presidência de Helena Bahiana. Seu Máscaras: Iris Barbosa Filho
Tradução: Cecília Meirelles Figurinos: Kalma ~lurlinho dqs por Carmen Sylvia Murgel
primeiro presidente hojeconsiderado perpétflo, poisvem Elenco:
Direçio: Martim Gonçalres Elenco: Com a colabora~'âo de: D. Alba de
sendo reeleito ano após ano pelos sócios dogrupo, foi Cenário: Slélio Roxo Balandrot: Jorge LeãoTeixeira A,iúva: Kalma Murtinho Rezende
João Sérgio Marinho Nunes, e oprimeiro tesoureiro - ArranjoMusical: JorgeWassermann Julião: Mário Rangel Aaia: Maria Elvira Marina ~Iaeedo
Eddy Cintra Rezende, também perpétua, emvista de Vestiário: Yuki Wassermann Pasteleiro: João Sér~o Nunes O Guarda: Pedro Augusto Cuí- HelenaGomes
sua reconduç-ãoao cargodurante os vinte anos de exis- Flauta: Dina Mulher: Eddy Rezende ~liriam Murgel
marães
tência d'O TABLADO c atualmente cognominando.se Eletrieista: Carlos Augusto Nem Chapéusexecutados porKalmaMur-
ACunhada: Carminha Carvalho
Eddy Bezende Nunes, por ter se consorciado com o Cabeleiras: !ris Barbos Mello AMÕÇADACIDADE tinho
Estas duas peças formaram um
presidente do grupo. Maria Clara Machado, Annibal Elenco-músicos: E1etricista: CarlosAugusto Nem
só espetáculo, com cinco apreenta-
Machado eMartimGonçalves formaram aprimeira C0- Antônio Gomes Filho Mímica de Maria Clara Machado Elenco:
ções.
missãoArtística d'O TABLADO, responsável pelos prí- interpretada pela autora. Célia Maria Clara ~fachado
Luis Oswaldo
meiros balbucios do grupo. Os outros fundadores pre- Estréia: 17 de dezembro de 1951 Aia: MariaElvira
Fernando Augusto TODO MUNDO ENINGUÉM
enchiamos cargos menores ou subalternos: contra-re· OMôço Bom eObecliente, OPas- Sganarello: João SérgioNunes
gra, sonoplasta, eletricista, costureira, carpinteiro, ade-
OAjudante:JoãoAugusto telão eaTorta eAMôça da CMade, (Diálogo do Auto da Lusitânia) Amulher deSganarello: EddyRe-
recista, datilógrafo, critico-de-ensaios e, no dia da
OPai: Oswsldo Neiva formaram um só espetáculo. Cola- zende
estréia, artistas de teatro. Alémde contribuírem todos De: Gil Vncente Criado: Luis Osvaldo
OFilho: Luciano-Maurício boraram para a realização dêste es-
com pequena quantia para a montagem do espetáculo, Dircção: Martim G<Jnçalves Lélio: NapoleãoMoniz Freire (O)
OEspôsa: Maria Clara Machado petáculo: Zélia Mathias, Helena
obrigavam.se atrazer parentes e amigos para colabora- Cenários e Figurinos: Athos Bulcão Renalão: Cid Americano
Bahiana, Myriam Murguel, Sabino
rem gratuitamente nos trabalhos de montagem, tais OMercador. João Sérgio Nunes Guarda-Roupa executado por Caro Tio da mulher deSganarello: Cé-
Barroso, Kalma Murtinho, Brutus
como: pintura de cenário, costura, Iarina, etc. Êsse Os Vizinhos: mem Sylvia Murgel zar Tozzi
Pedreira (o), MarOia Macedo,Aracy
re~m e de trabalho - verdadeira filosofia do grupo - Chapéus: Kalma Martinho
J. C. Santa Rosa (subst. por Na· Maria Machado, Geraldo Murthe, Menino da Lanterna: Jillio Cézar
funcionou com grande rendimento, pois os maiores su· Eietricista: Carlos Augusto Nem GraçaMelo
poleão Moniz Freire) Isá Bicalho (O), Manuel Borba,
cessos do grupo foram obtidos com êsse sistema e os Elenco: ViJlebrequim: Martim Gonçalves
artistas formados n'O TABLADO mais tarde se pro- Carmen Sylvia Murgel Alda Lemos.
Belzebu: Marcelo Aguinaga (por
jetaram no profissionalismo, testando lá fora seu talen· Déa Fernandes o Falecido. especial deferência do Teatro da Estas duas peças formaram um só
to, capacidade de trabalho e os conhecimentos adqui- AAbadessa: Edelvira Femandes 00 Pubt cr Semana) espetáculo, com oito apresentações.
oBOI EOnUIlHO NOCl\M1NllO DE
~ .. BELÉM (17 espetáclIlos)
i\ VL\ S:\CHA •• (25 cspctáeulos ] (25 cspcl;ículos) Cura: João Sérgio Nlllles Farsa-mistério de Maria Clara jla-
Esta peça foi apresentada também chado
110 Colégio Saere Coeur, 110 Cine Cenário c figllTin~ : Kalma Mmti-
De: Fcelerieo Carcia Lorca
Pax, Faculdade Nacional de Fikso- nho
Traduçâo: [oâo Cabral de Melo
fia. PUC, na cidade deJuizdeFora, Côro dirigido por Maria da Clória
Neto
De: llenri Chéon Colégio Sta. Ürsula e no Institutode Neiva
Direçâo: Maria Clara ~I ach ado Educaç:io.
'l'rntlu çio: D. Marens lhrhesa O. Flauta: Dina
Cen árío: MartimGonçalves
S. B. JIannônio: Kalma Mmtinho
Figurinos: Kalma ~ Iurtin ho
Direçâo: Martim Gonçalves Personagens:
Elenco: Boi: Emilio de Maltos
Guarda-Roupa executado por Car-
mem Sylvia ~Inrgel O Autor: Osvaldo Neiva Burro: Paulo Padilha
Eletricistn: Carlos Augusto Nem Sapateira: ~I aria Clara ~I achado Pastor: Napoleão Moniz Freire
Elcneo-Crcnsta: Napoleão Moniz .L Menina: Ana Maria ~ Icndes Pastôras: Ana Maria Neiva
Freire (') Sapateiro: Paulo Padilha CannemSylviaMurgel
I," Homem: Oswaldo Neiva P Beata: MariaLuiza Alves Eddy Rezende
p Mulher: Adila Araujo Lima (de- 2.3 Beata: Mariuscka Marlene ~ laciel
pois Kalmn Mmtinho ) Vizinha Yennelha: Kalma Murti- Vânia VeJloso Borurs
2." Homem: Luis Carlos Saroldi nho Rei Branco: João S6~uio
o ~Iarillho
(lkpois Paulo Padilha) P Filha: Angcla ~Ielllles Nunes
')_.J .Mulher'. ViruÍuia
tl Yalli 2. 3 Filha: ~Iaria lndor ína Rei Prêlo: Gabriel Xavier
Coonlena~~io ~ Iusical: Luis Leitão Alcaide: Emílio de ~Ialos Rei Amarelo: Cermano Filho
Emílio de Matos DonMeho: Carlos Augusto Nem Rainha Branca: Lia Costa Bra~a
Estréia na Igreja de Sta. ~ Iargari ­ Rapaz da Faixa: Napoleão Moniz IlainhaPreta: Elenice ..
da Maria, Sendo representada tam- Freire Hainha Amarela: ~Iariuscka
bém no adro da Igreja Abatial de Sacrstâ: ~laria Tereza Anjo: Cláudia
São Bento, acompanhada pelo côro Glória Maria
Vizinha Amarela: CarmcmSylvia
(los monges do Mosteiro; na Igreja Lêda
~ rurgel
de Sta. Terezinha, com direçâo mu- Lizzie
Vizinho Ycrde: Dl'a Fernandes
siral de Miguel Angel llotíondam Maria Luiza
Vizinha Negra: Jenny Habclo João Sérgio Marinho Nunes Marilena
no Cine Pax, no Colégio Notre Da- Vizinha Roxa: Edelvira Fcrnan- em "SGANARELO" de Mo-
me de Sion. Com êste espetáculo o licre, direçâo de Brutus Pc- Silvia
Des Nossa Senhora: Jenny Habello
grupo fêzuma viagem a Juiz de Fo- dreira (1952).
Rapaz do Chapéu: Jorge Leão São José: Carlos Augusto Nem
ra e outra a convite da Sociedade
Teixeira
deCultura Artística de Alagoas apre-
~ Iajas : CarmemPacheco Êste espetáculo foi apresentado
sentando-se no Teatro Deodoro em
Kiki Monteiro de Castro tambémno Cine Pax
1954. Foi apresentada também em
São Paulo.
Napoleão Moniz Freire, Nelscll \Iariani e Beatriz Veiga em "SARA E
TOBIAS" dr Paul Cbudel, direção de Martin Gonçalves (1955).

o TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO
o TABLADO O TABLADO o TABLADO O TABLADO ' .. O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO

1954 oBOI EOBURRO NO CAMINHODE
RELÉM (21 espct{!clllos )
NOSS,\ GIlJADE (36espctáclI!os)
Foi remontada com a mesma di-
De Thurnlun Wiltler Freire reçie c ficha técnica.
Tradução: Elsie Lessa Côro: Edelvira Fernandes Esta peça foi levada cm praças
Direção: João Bethencourt Vânia Veloso Borges públicas sob patrocínio da Preleitu-
l\eprise de O BOI E O BUIlRO Contra·regra: Edd)' Rezende Isabel Bicalho ra do Distrito Federal.
NO CAMINHO DEBELÉM Figurinos e chapéus: Kalma Murti- Heloisa Heis
nho Marlene Maciel
Execuçãodos Costumes: Oswaldo Neiva •.L. Cemldo OUCiro7. Mi Paes Leme e "alma Murlinho 1955
oRi\PTO DAS CEBOLINHAS Carrnem S)'l via Murgel Sra. Soames: Lia Costa Braga
Guarda \Varren: JoãoSergio Nunes
num rns;io de "O BAILE DOS LADRÕES" de
Anouilh (195.5).
Marília Macêdo
(23 cspetáculos) Vânia Veloso Borges JogadoresdeBaseball: João Augusto
Silvia Lessa AutonioGomes Filho OBAILE DOS LADRÕES (24 espetáculos)
(texto premiado pela Prefeitura do Côro a cargo de: Maria da Glória Joe Stoddard: Leo Cali
Distrito Federal) Neiva Sam Craig: Denis Estill De Jean Aneuilh
De ~Iaria Clara ~ Iacha do Órgão: Marta Hosman Morta: Kalma Murtinho Traduçâo deAntônio Candido ~I ello
Cenárioefigurinos: KalmaMurtínho Maria Glória de Souza Heis Fazendeiro ~lac·Gregor: João e Souza
Contra·regra: Júlia Pena da Rocha Caracteriz.1ção: Di Giacomo Augusto Abílio Pedreira de Almeida
Luz: Carlos Augusto Nem Sonoplastia: Edelvira Fernandes Ajudante de contra-regra: Direçâo. Geraldo Queiróz
Sonoplastia: Edelvira Fernandes, Vâ· Cenotéenica: Napoleão Mmiz Frei- Denis Estill Cen ário. Bella Paes Leme
niae Lia re Leo Cali Figurinos: Kalma Murtinho
Caracterização: Di Giacomo Personagens: JoãoAugusto Contra·regra: Eddy Rezende
Personagens: Contra.regra: Cláudio Corrêae Caso Agradecimentos à Srta. Rita Drnm- Sonoplastia: Edelrira Fernandes
OCoronel: Claudio Corrêa e Caso tro mond e ao Sr. Ronald Eargling Caracterizações: Freddy Amaral
tro Sra. Gibbs: Carrnem Silvia Murgel Projeçães: Romain Lessage
Maneeo; RobertodeCleto Sra. Webb: Beatriz Veiga Elenco:
Lúcia: Maria Macedo JoeCrow,ell Jr: JoãoAugusto Peterboao: Emílio de Matos
Gaspar (o cachorro) : Jorge Dr. Gibbs: PauloVidal Padilha Heitor: Ivan de Albuquerque
FlorÍpedes: (a gala): CarrnemSyl. Hcwíe Newsme: Emiliode ~Iatos Gustam: Hoberto de Cleto
via Murgel George Gibbs: Hoberto de Cleto Iadv lIurf: Carrninha Brandão
Simeão (o burro) : Carlos Augusto Rebecca Gibbs: Maria de Iourdes Lord Edgard: Nelson Dantas
Nem Emily Webb: Maria Clara Macha- Eva: Kalma Murtinho
Camaleão Alface: Napoleão Moniz do Juliet: Lia da Costa Braga
Freire WallyWebb: Paulo Mathias Dupeot-Duíert pai: Claudio Cor·
OMédico: CarlosAlberto Murtinho Prof. Willard: NapoleãoMoniz Frei- rêa e Castro
Estapeça foi apresentadatambém re Dupont·Dufort filho: Napoleão
no Fluminense F. C. e no Slrio-Li- Sr. Webb: José Alvaro Moniz Freire
banês Simon Stimson: Napoleão Moniz
Clarinctista: Jean Pierre Forlin AlllSTORIA DF. TORlAS E DE SARA CORAL BACH (Dezembro) PLUFT, OFANTASMINHA (49espetáclllosl
Arauto: Carlos Augusto Ncm
Policias: João Sergio Nunes (moralidade emlri\s aIos) () cão: Germ:lllo Filho
Paulo Araujo Hegente: BnbcrtodeUegina De Maria Clara Machado
() pciw: ()swaldo /'I1'iva Solista: soprano: Maria Wanda
Fotúgr;lfo: I:'cJ~is I':stili . ))l~ Palll CI:ulllel (Premiado pela Associaçiío Paulista
0., I fI~s fI'rilaules: Spinelli
Ama-sem: Snma Lal'alc:mll Tradll~-ão de: Willy Lewin (') de Críticos Teatrais)
(:annilllta Bralldão soprano: IIi/daLauria
Millinl'llc: Edclvira Fl'manJes (;(lfOcmIal im a l'ar~o de: Oswaldo Setembro de 195.5
Ivan AIIJllljlll'flIUI' Contralto: Lizette Vasconcelos
Vimia Velloso Borges Nl'il'a Direçâo: Maria Clara Machado
l'aulo Araujo tenor: ~larcial Silvio Homero
Malabarista: [an Michalski Sonoplastia: Geny \Iafcondes Côro I: Cenário: Napoleân ~Ioniz Freire
Atlria: llubens Corrêa Tenor: Dante Martinez Figurinos: Kalma Murtinho
Execuçiío: Fred Amaral
Turistas: Zí'lia de Mello Côro: Sonoplastia: Edelvira Fernandes
Carminha Brandão Iberc Cavalcanli
Germano Filho . Freddy Amaral Arlete Leitão
Ivan Linhares Maríha llosmm
Mordomo: Germano Filho Catarina de Oliveira Araujo Filho
Isá Bicalho JoãoAugnsto Cometa: Jean Pierre Fortin
Tango: Vânia Velloso Borgc_~ Dante Martinez
Ivan AlbucjllCrquc João Sergio Nunes Caracterizações: Fred Amaral
Paulo Araujo Edson AlbuquerqueGnimarães
Ivan Linhares Hubens Corri'a Fantasmas: Mario Cláudio da Cos-
Cantora: Zélia de Mello Fred Amaral
João Augusto Côro II: J
. ...... ta Braga
Piano: Martha Ilosman Gebert de Almeida Loyola
llubens Corrêa Anua \faria Magnus Guy Brytigier Personagens:
Yan Michalski Cleo Therezn
Hilda Laurria Pluft: Carmen Silvia Murgel
Máscaras: Gilda Heis Neto Ione Derenzi
Ivan Biopardense deResende Mãe Fantasma: Kalma Murtinho
Assistente ue díreçâo: Jnlia Penna Ih \Irirelics
Jane Beucard Lopes da Cruz Maribel: Vânia Velloso Borges
da llocha Marina deAndrade
José Plínio do Espírito Santo Tio Gerúndio: GermanoFilho
Contra-regra : EddyBezcnde Palmira Dias
Lizette Vasconcellos Perna-de-Pau: Emílio de ~Iatos
Chefe c1etricista: Carlos Augusto Amulfidão:
Marçal Silvia Romero Sebastião: João Augusto
Nem Carminha Brandão
Maria Helena ~Iatoso Moreira Julião: Eddy Rezende
Caraeterizacões: Frcddy Amaral Claudio Neiva
Maria Heloisa de SOU~1 Reis João: Roberto de Clelo
Direçâo: M;utim Conçalves Gaspar Neiva
Maria Pereira Araújo
Coreosraíia Cenúrio e fi!!urinos: Ivan AlImqucrqur Esta peça, com o mesmo elenco,
~Iarília Barros
b '
Martim Gonçalves
" Iean Pierre Fortin foi apresentada em São Paulo no
Monique Galberg
Personagens: O velho Tobias: Nel- \ rartimConrah'es Teatro Natal, juntamente com "A
Alceu Soares
son Mariani \lonioueRmhl Môça na Cidade",
Meyer Frota
Ana, sua mulher: Virgínia Yalli Oswaldo Neiva
Paulo Polly Nepomuceno
Ojovem Tobias: Napole.10 Moniz Paulo Arauio
Therezinha de Jesus Costa
Paulo Sabóia
Freire
Roberto Ribeiro
Sara: Beatriz Veiga
Sie~frjCfl Chala
Anjo Rafael: OswaldoLoureiro
V:inia Vclloso Ror!!es
Azarias: Oswsldo Neiva
Esta peça foi patrocinada pelo
Kalma ~Iurtinho em"PLUIT.
O servo: Paulo Sab óia Cannem Syll'ia Mllr.gel em
A 1'070 da serva: Caminha Bran- XXXVI .o Congrcsso Eucarístico "PLUIT" (1955).
dão Internacional

o TABLADO o TABLADO o TABLADO o TABLADO OTABLADO o TABLADO OTABLADO OTABLADO
o TABLADO o TABLADO o TAI1IJ1\OO () TABLADO J OTABLADO o TABLADO o TABLADO OTABLADO
I
oMl\Ct\CO DLI VIZINIl,1 () CIlJll'Í';ZlNIlO VEll MELllO
]956 (32cspctáculos) (30cspctáculos)

Comédia em2atos, deDr. ~Iacedo ~l oralid;Hlc de: ~ I aria Clara ~I a·
TIO VLlNJA (Quatro aíos lla rida 1\ SOMBM ])}\ Música: Geui Marcondes ehado
nn campo) Cená1'ios: Napoleão ~Ioniz Freire
VESFlLt\lJElJW Oireç~io : ~ I aria Clara ~I achado
De Anton Checov (:';3 apresenta- Figurinos: Kalma Murtinho
(32 cspctáculos) Música: [oâe de Barro
ções) AssistenteeContra-Regra: Eddy lle-
Cenário: Napoleão Moniz Freire
zende
Pe~~l em 1 atode J, ~1. Synge Figurinos: Kalma Murlinho
Tradação; Aníbal Machado (O ) Eletrieista: Carlos Augusto Nem
Traduç':to de Oswaldino Marques Sonoplastia: Edelvira Fernandes
Dircçâo: Geraldo Qnl'i rúz Díreçâo: Maria Clara ~Iaehad o
Caracterizações: Fred Amaral
Cenário e Figurinos: Alhos Bnlc<in Ce!lário: Anísio Medeiros Piano: Marta Rosman ~ larta Rosman
Programa e Cartaz: Anna Lctycia Flauta: Lueio Duarte Vânia Velloso BOflrCS
!lImpas: Kalmn ~ Iurtinho tl
Assistente de Direçio: Hoherto dl~ Assistente de direçãn c Coatra-lle- Direção Geral: Alfredo Souto de Eletríeista: Carlos Augusto Nem
ClúlIllill ClIrrt~1 e C:lsllll r ~I:lria Clara Almeida
\lal'h :ulll "\II "TIO ViÍ'ILI" ti" ChCl1ll', Cleto gra: V;\niaVeHolo Borges Caracterizações: Fred Amaral
l lin,~ill ,It, Cc'ralclll (,llll'imz (I!L'i.'il. Eletrícista: Carlos.\ugustoNem Elenco: Assistente de Díreçãc: Bruno
Contra-regra: Eddy Ilezende Sofia: Isolda Loureiro deSouza
Caracterizaçêes: Fred. Amaral Contra-Hegra: Bruno
Sonoplastia: J0,jo Augusto Beatriz: Kalma Murtínho
Cabeleiras: Erie Cabeleiras: Eric
Caracterizações: Fred Amaral Marcelo: Napoleão ~ Ioniz Freire
Sonoplastia: Edcleim Fernandes Elenco:
Elclrieista: Carlos Augusto Nem Insêneio: Emílio de ~Jattos
Chefe ~Iaqu inista : Paulo Araújo Programa: Anna Letycia Tinoco: Eddv llezende
Dr. Anselmo: Ivan Albuquerque
Cabeleiras de Erie Hzepeeki Elenco: Dona Chapelâo. Zélia Matos
Prestes: Eddy Rezendc
Dan Burke: Cenmno Filho Chapcuzinho: CarmenSílvia Mur-
Canção: FredAmaral
Nora Bnrke: Sonia Cavaleanti 11e1 Etldv RC'll'udc nu "J'LLlFT"
Personagens: tl
Um Vagabundo: Rubens Corrra Caçador: Ivan deAlbuqucrque , (W5.5).
Xlarina: Carmen Sílvia Murgel
~fiehal Dara: Paulo Arau~
~ f ihail Astrov: Napole<io ~ Ioniz Vânia Velloso Bor~cs cm Lôho: Carlos AngustoNem
Freire Rubens Corri-a emliA50- "PLUFT" (1955). Coelha: Vânia VeIloso Borges
BRA DO DESFILADEIRO" Arvores:
(1003).
Tio Vânia: Cláudio Corrêa e Castro Kalma Mortinho
Alexandre Serebryakov: Nelson Ma· Ana Maria Magnus
rianni ~Jaria Pompeu
lIya Telyegiu: Rubens Cerna Moníque Bruhl
Sionya: MariaClara Machado ~ Iaria Miranda
Yclena Andreyevna: Beatriz Veiga ]uarezita Alves
~iarya Vassilyema: Sonia Cavalcan- Tronco: JO<io Sérgio Nunes
ti Vovó: Marta Hosrnan
refin: Denis Estill Cartaz: Anua Letycia

Agradecimento: Sr. e Sra. Eugene Em 1956 houve incêndiono palco
Taisline do "Apoio Fraternal", Os d'O TABUDO. Prejuizo: Cr$ ...
móveis de cena foramcedidos pelo 1.8000,00 (antigos )
Sr. Augusto Bezclga.
1957 1958 oMATRIMÔNIO
(Dois atas absolutamente
A BRUXINHAQUE ERA BOA inverossímeis)
U TEMPO F~ OS• CO ~l' , \Y,S (hI
, /1 . eSpelill'ulos)
, (50 espetáenlos)
~c J. li. Prieslley ~uz : Carlos AugustoNem Nestc alio houve nova remonta- De ~Iaria Clara ~I aehado
J ratllH;ão: Daniul lIocha De Nicolas (;ogol
Sonoplaslia: Edclvira Feruandcs ?cmde O. BOI II O llU1U1O para
l~ste lesto foi premiado no eon- Tradução e adaptação de Anibal
~en itriu : Ca!los llcrry Dcnnis Estil ,lpre~en la~'ao cm praças públicas tio
Cl\f50 anilaidepeçasinhntisna l're- ~laehado e Sonia Cal'a\canti
Costumes: Kalma ~ I ur t illho [ulia Pena da lIocha 0. 1'.
Djr~ção : Ccraldo Quciroz
feitura do Distrilo Federal, em1955. OJUBILEU (o.) Direção: Mari; ClaraMachado
Darcv Borba
i~SSlSt. de Oire~"jo : Yau ~Iichalski
Direção: Maria Clara ~Iachado (37 espetáculos) Cenário: Joel de Carvalho
Máscar;ls: Dirceu Nery (.) Figurinos: Kahna ~Iurtinho
~onlra-l~cgra: EddylIezcnde Nuues Cabeleiras: Fishpan Figurino;: Kalma Murtinho
Cenários: Anna Letycia Assist. de direção: Yan ~lichalski
(~aracl l:fII;I~,io : Fred Amaral Car:lcterizaçóes: Fred Amaral De Anton Checov
Cabeleiras: Erie IIzcpeeki Sonoplastia: Edelvira Fernandes TraduçãO: Eugenio Kusnet eBrutus Luz: CarlosAugusto Nem
Assls~en.te de Direçãe: Vânia Leão Contra-regra: Eddy Rezende Nune:
Ugo Barbieri
r),1110: Martha Hosman ~l' 1Jl
Eletricista: Carlos A ugusto 1\ 1 .
Teixeira
Caracterizaç'Ões: Fred Amaral
Pedreira Sonoplastia: Edelvira Femandes
Contra.Regra: Juarezita Alves Direção; Rubens Corrêa
Virka VeUoso BOflres Programa: Joel deCarvalho Caracterizaç'ÓeS: Fred Amaral
~ Iaria deLourdes Almeida ~ I a ,ra· Cenários: [eel de Carvalho
S:lIloplastia: Etlclvir~ Fernamles lhães ti Cartaz: Anna Lctycia Figurinos: Kahna ~lurtinho
Violino: Sergio Bemanlo
Canto: Anna.Maria ~Iagnus Mayer Elenco: Vassouras: Dircen Nery Luz: Carlos Augusto Nem Personagens:
~1. tia GlonaSouza Rcis ~Iúsica: Reginaldo de Carvalho Contra.regra: Anna Maria Magnus
Ivan Dodkoliossin - Carlos de 01
Noé: CennanoFilho Contra.Regra: Edelvira Fernandes Sonoplastia; Edell'ira Fernandes
Cenárioexecutadopor Francisco dos vein
S,ra. .N'Oe: Marta Rosman Stipan: Yan Michalski
Santos . Assistente de direção: Marta Bos- CaracterizaçÍles: FredAmaral
Sem: Leizor Bronz Fiokla Il'ano1a: ~Iarta Rosman
Personagens: Cam: Joãodas Nem n.ál~ala IIcliodora cmnA nllu·
man Personagens:
lIazel: Kalma Murtínho Elenco: Ilya Kotchkariol': Germano Filho
Jafé: Joel deCarvalho XI ~IIA QUE EliA no'" I,
n , uc Kunná Hirin: GennanoFilho
M C M(l9SS). Bruxo Belzebu III: Germano Filho Dumachka: Vania Velloso Borges
Carol: Carmem Silvia Muruuel As 3meninas: Lia CosIa Braga Andrei Chiputehin: lvm deAlbu·
Alan: Hubens Corrêa o Vice.Bmxo: Yan Wehalski Agafia Kaperdiaguna: Sônia Gabb
lIaquel SteUa BmxinbaÂngela: Vânia Velloso Bor- querque Anna Panteleiel'lla: Sônia Cav:
~.Iadge: Sonia Cavalcanti ~Iari.a T~reza Campos Tatiana: JacquelineLaurence
Kay: Maria Clara Machado ges canti
OPmgunn: Yan Michalski BflLxa Instrutora: Barbara Helio- Nastassia: Maria Miranda Ivan Amelete: Sergio Belmonte (
~lrs. ~onway : Maria Sampaio (como Umcasal de girafas: Bárbara lle- 1.0 funcionário: Carlos Sagril\o
dora NicanorAnutehkin: MarcusMiran
atriz convidada) Iiodora 2.0 funcionário: Ugo Franco Bar·
BnLxa Caolha: Virgrnia Valli Baltazar Seralin: Nelson Marian:
Hobin: Napoleão Moniz Freire
Programa e cartaz: Anna Letycia
Ann Maria Magnus
Um casal de bois: Alexandre
Stockler
..- Bruxa Fedegunda: Elizabeth Ca-
lotli
bieri
Contínuo: Paulo Mathias
Alexis Starikov: Aristeu Berger
Cartaz e Programa: Anna Letyci:
Brnxa Fedorosa: Iuarezita Alves 1.0Acionista: João Sergio Nunes
O EMBARQUE DE NOÉ Pichim PIá Esta peça e O Jubileu fonnar
Bruxa Fedclha: Dinah Gonçalves 2.0 Acionista: Fernando José
(29 espetáculos] Um casal demacacos: Fred Ama- 3.0 Acionista: Sér~o Belmonte• um só espetáculo
ral Pinto
Brusa Furibunda: Flávia Cardoso 4.0Acionista: Karl Shldart " Pllblic~da nos cr.
Farsa bíblica de ~ Iaria Clara l''I a·
, ( t Dinah Gouçalves Pinlo 5,0 Acionista: RuyPereira
Pedrinho: Leizor Bronz
chado Um casal de leões: Paulo Nolaseo Esta peça foi levada no Teatro
Di~~ão: Maria Clara ~ [achado Juarezita A!I'cs João Caetano por ocasião do Festi·
~hlSl ca: Hegiualdode Carvalho APinguim: EIiz.1beth GaBoti vai do Teatro Infantil Classificaç:io:
Cenários: Belhí Paes Leme ~ clandestinos: Carlos Oliveira
Figurinos: Kalma Murtinho Kalma Murtiuho 11ors-concours.
o TABLADO o TABLAl
OTABLADO OTABLADO
OTABLADO OTABLADO OTABLADO OTABLADO - .....
o TABLADO OTABLADO OTABLADO OTABLADO J, OTABLADO OTABLADO o TAtlLAUU U l1\m.J\uv

DONA ROSITA ASOLTEIRA Tio: Hélio Ary Silveira
Maquilagem: Fred Amaral
Sobrinho: Rofran Fernantles
Eletricisla: Jorge Coutinho (45 cspetáculos) Catedrático de Economia: Ivan
Execução do ceuário: Wagner dos
Junqueira
oRAPTO DASCEBOLINI1J\S Contra-regra: Anna Maria Magnm Pcr.ioilagrll~ :
Penelope: Maria Sam- Santos DeFederico Garcia Lorca Dan Martim: OlneyBarrocas
15 espetá culos) Personagens: paio Cartaz: Anna Letycia Tradução: Carlos Dmmmond de Rapaz: Afonso CarlosVeiga
M~ry: Ana Maria Magllus Essie: Maria Clara Machado Programa: Vera Tormenta
Andrade Carregadores: Luisde Affonseca
~hguel Dennis: Nelson Marianni Marcelino Goulart
De MariaClara Machado Rbeba: Ivan Simões Direção: Sér~o Violti José de Freitas
Dircção: Maria Clara Machado Rosa Pemberton: Helena Xavier Paul: Ivan Junqueira Personagens: Cenários: BeIá Paes Leme Voz:Joséde Freitas
João de Deus: Cezar Tozzi
Cenários e figurinos: Kalma Murti- Tereza Browne: Maria Clara Ma- Sr. de Pinna: Yan Mjcha~ki Figurinos: Kalma Murtinho
chado Vicente: Claire lsabella Música: Edino Krieger
nho Ed: Antero de Oliveira
Donald: Jorge Coutinho Pai: José de Freitas Assit. de direção e contra-regra:
Contra-regra: Jacqueline Laurence Padre Jaime Browne: Cesar Tozzi Mãe: Anua Maria Magnus
Luz: Carlos Augusto Nem Sra. Denns: Rosita Tomás Lopes Martin Vanderhof: Cezar Tozzi Delsn Almeida
OCavalinho: Carlos Augusto Nem
Sonoplastia: Edelvira Fernandes Helena Browne: Marta Rosman Alice: Heloisa F. Guimarães Assist. de contra-regra: Paulo Ma·
Delson de Almeida
Personagens: Cartaz e Programa: Anna Letycia Henderson: Pedro Pimenta thias
Palhaço: Anthero de Oliveira Sonoplastia: Edelvíra Fernandes
Gay Wellington: Zaide Hassel
OCoronel: Cláudio Correia Castro Baixinho: Van Micha~ki
Mancco: Leizor Bronz Sr. Kirhy: José Antônio S. Fernan- Luz: Fernando Pamplona
des Gomo: Luiz de Affonseca Maquilagem: Fred Amaral
Lúcia: Vânia Velloso Borges DO MUNDO NADA SE LEVA Alto: Ivan Junqueira OS JUSTOS (Leitura
Gaspar: Hugo Sandes Sra. Kirhy: Sônia Cavalcanti Cabeleiras: Fishpan
(39 espetáculos) 1.0 Homem: Carlos Sngrillo
Menina: Celina Whately Execução de cenários: Jamel r sua dramatizada)
Simeão: Sagrillo 1.0 Homem: Diaci de Alencar
Florípedes: Maria Miranda 2.0 Homem: André Garcia equipe
De Kaufman e lIart 2.0 Homem: Núvio Pereira dias 22 e26 de agôstode 1900
Camaleão: Fernando José 3.0 Homem: José de Freitas Cartaz: Bia FeitIer
Tradução: Maria de Lourdes Lima 3.0 Homem: José de Freitas Programa 1ayout eexecução: Atelier de Albert Camus
Médico: Van Michakki Olga Katrina: Ana Maria Magnus
Direção: Maria Clara Machado Lavadeira: Geiza Vir~lio Tradução:
de Arte
CClIáriO: Joel de Carvalho Vendedor: Leizor Bronz Celina Whately
Personagens:
Figurinos: KaIma Murtinho 1960 Afonso Veiga Dona Rosita: Maria Clara Ma- IvanJunqueira
Revnaldo Pereira
1959 Luz: Carlos Augusto Nem chado Van Michakki
S:)llopIastia: Edelvira Fernandes e oCAVALINHO AZUL Velha-que-viu: Vir~nia Valli
Cow-boy: Núvio Pereira
Ama: Virgínia Valli Direção: Van Michalski
Dennis Estill Ti~ : Marta Rngnan SonopIastia: Edelvira Fernandes
o LNING-ROOM Acomeon: Reynaldo Rodrigues
De Maria Clara Machado Elefantes: José de Freitas P Manola: Iílane Ferrez Personagens:
(57 cspetáculos) Direção: Maria Clara Machado Anna Maria Magnus 2,aManola: Maria Tereza de Cam- Dora Doulehov: Jacqueline Lauv
Cabeleiras: Fshpan Cenários: Anna Letycia Afonso Veiga rence
Caracterizações: Fred Amaral Música: Reginaldo de Carvalho Cavalos: Paulo Mathias nos
De Graham Grcene 3.a Manola: HeloisaFerreira Gui- Yanek Kaliayev: Anthero de Oli
~iáscaras: Germano Filho Figurinos: Kalma Murtinho Delson de Almeida veira
Traduçiio: Helena Pessoa Assist. de direção e contra-regra: marães
Bichos: Marie Louis a Dirceu Nery Afonso Veiga Mãe das Solteironas: Rosita 1110- Stepan Fedorov: Pedro Pimenta
Direção: Alfredo Souto de Almeida Luiza de Conta Luz: Carlos Augusto Nem Reynaldo Pereira Boris Annenkov: Cezar Tozzi
Cenários: Joel de Carvalho Assist. de contra-regra: Isabel Câ- maz Lopes
Contra-regra: Edelvira Fernandes Alexis Voinov: Milton José Pin~
Figurinos: Kalma Murtinho mara , ; - P Solteirona: Isolda Cresta
Virginia VaIIi 2.aSolteirona: Sônia Cavalcanli Crã-Duquesa: Anna Maria Mag
Assistente de direção: Van M· Rlecução dos cenários: Wagner dos Assistente de Direção: Heloisa Gui·
chakki Santos 3.a Solteirona: Anna Maria, Mag- nus
marães Slllratov: Ivan Junqueira
Sonoplastia: Edelvira Fernandes Pintura dos cenários: Israel Piano: Marta Rosman
, I nus
P Ayola: Maria Miranda Foka: Luiz de Affofiseca
Luz: Carlos Augusto Nem
Caracterizações: Fred Amaral
Programa eCartaz: Antbero dr OU·
veira "
Baho: Uvolsi Bartolomeo
Flauta: Carlos Guimarães "
1 -
2.a Ayola: Leyla Ribeiro Guarda: Deson de Almeida
t ',' / Livros à venda na secretaria d'O TABLADO
J
Anlígona, de SMocb ooo.. ooooo.. .. .... .. o.. 4,00
Assim na Terra comonoCéu, Fritz Ilechwalder o 6,00
ChapéudeSeho, FoPereira da Silva ooooooooooo 5,00
r.:dipo Hci, Sófocles ooooooooooooo.. o.. .oo•..• 5,00
Está UI Fora Um lnspeíor, Priestley o . o • •• • " • 5,00
Joana D'Are, Claudel .. ... ..o .. .. .. .. .. .. .. .. 5,00
OLivro de Cristóvão Colombo, Claudel 5,00
De Uma Noite de Festa, Joaquim Cardozo o o ' 5,00
OPagador dePromessas, Dias Gomes 5,00
A Pena e a Lei, Snassana 0 ,0 .. 05,00
O Teatro e seu Espaço, Peter Brook o.oooooo.• 13,00
.'.
Livros de autoria de MC Machado:

Cavalinho Azul (conto) .. .. .... o .. .. .. .. .. .. 1~00
Como Fazer Teatrinho de Bonecos .. o • " o •• • • 12,00
Vol. contendo: A Menina e o Vento, Maroqui-
nhas, AGata Borralheira e Maria Minhoca. 10,00
Vol contendo: Pluft, o Fantasminha, O Rapto,
Chapêusínho Vermelho e o Boi e oBurro . 10,00
VaI. contendo: OCavalinho Azul, OEmbarque
de Noé, AVolta de Camaleão na Lua .. .. 10,00

Estão também ii venda nf) TABLADO

Cem Jogos Dramáticos, de MC Machado e
Martha Rosman .. ..... .. .. ..... .. ... .. 6,00
CADERNOS DE TEATRO, número avulso 5,00 o

Assinatura anual 20,00

o pagamento de qualquer pedido poderá ser
feito mediante cheque visado, em nome de
Eddy Rezende Nunes, pagável no Rio de [a-
neiro GB.
, Imnreso por

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erdad~ira escola dram ática, ainda que
í~llves e ,\luriu Clura Maelraclo para dcsignar o grupo, clandestina (pois não é reconhecida pelo MEC). Dela 1952 Dinato: Jorge Leão Teixeira
Todo-~lundo: César Tozzi
cujas primeiras reuniões se faziam em casa de ,\n"i~al saíramcomediantes de fama, professôres, diretores, ce-
Maclraclo - foi fundado a 2S de outubro de 1951. Dele nógrafos, autores, figurinistas, muitos dos quais premia- Ninguém: Oswaldo Neiva
O MOÇO BOM B
faziam parte: Aníbal Maclraclo, Martim Gonçalces, Ma- dos, alémde iluminadores.. tradutores eaté criticos. OPASTELÃO E OBEDIENTE oo
ria Clam Maclrado, Stélio Roro, Edelvira Femancle$, ATORTA (H) SGANARELLO ou
Carmen Sylcia Mflrgel, EcldyCinlra Re-r..ende, OSlralclo Foi remontada com omesmo elen- O ENGANO PELAS
Neiva, Carlos Auuusto ,Vcescios Santos, Marília Maceclo, co e mesma díreçío APARÊNCIAS
Jora
b
eLeão Teireim, AntônioGomes Fil/lO, Déa. Fernan- 1951 Adaptada por Michel Richard-R.
b
Burguiard De: Moliére
des, João l\UgflstOde Az-evel/o Fil/lO, JoãoSérgio Mari- ,\ ESCOLA DAS VIúVAS
Tradução: ClaudioForoari Tradução em versos:ArlhurAzevedo
n/lO Nunes e Isabel BicalllO. OMOÇO BOM EOBEDIENTE De: Jean Cocteau Direção: Brutus Pedreira
Desde a fundação, OTABLADO funciona no Pa· Direção: Maria Clara Machado
(Nô Japonês) oo Cenário: Jorge Hue Tradução de WiIly Lewin o Cenários e Figurinos: Martim Con-
tronatoOperário daGávea, 11 av, Lineu de Paula Macha- Direção eCenários: Martim Gonçal- çalves
do, 795, cm sala cedida pela diretoria dessa instituição, Fignrinos: Ivanize Ribeiro
Autor Betty Barr-Gould Stevens ves Guarda-Roupa e cabeleiras esecuta-
na época, sob a presidência de Helena Bahiana. Seu Máscaras: Iris Barbosa Filho
Tradução: Cecília Meirelles Figurinos: Kalma ~lurlinho dqs por Carmen Sylvia Murgel
primeiro presidente hojeconsiderado perpétflo, poisvem Elenco:
Direçio: Martim Gonçalres Elenco: Com a colabora~'âo de: D. Alba de
sendo reeleito ano após ano pelos sócios dogrupo, foi Cenário: Slélio Roxo Balandrot: Jorge LeãoTeixeira A,iúva: Kalma Murtinho Rezende
João Sérgio Marinho Nunes, e oprimeiro tesoureiro - ArranjoMusical: JorgeWassermann Julião: Mário Rangel Aaia: Maria Elvira Marina ~Iaeedo
Eddy Cintra Rezende, também perpétua, emvista de Vestiário: Yuki Wassermann Pasteleiro: João Sér~o Nunes O Guarda: Pedro Augusto Cuí- HelenaGomes
sua reconduç-ãoao cargodurante os vinte anos de exis- Flauta: Dina Mulher: Eddy Rezende ~liriam Murgel
marães
tência d'O TABLADO c atualmente cognominando.se Eletrieista: Carlos Augusto Nem Chapéusexecutados porKalmaMur-
ACunhada: Carminha Carvalho
Eddy Bezende Nunes, por ter se consorciado com o Cabeleiras: !ris Barbos Mello AMÕÇADACIDADE tinho
Estas duas peças formaram um
presidente do grupo. Maria Clara Machado, Annibal Elenco-músicos: E1etricista: CarlosAugusto Nem
só espetáculo, com cinco apreenta-
Machado eMartimGonçalves formaram aprimeira C0- Antônio Gomes Filho Mímica de Maria Clara Machado Elenco:
ções.
missãoArtística d'O TABLADO, responsável pelos prí- interpretada pela autora. Célia Maria Clara ~fachado
Luis Oswaldo
meiros balbucios do grupo. Os outros fundadores pre- Estréia: 17 de dezembro de 1951 Aia: MariaElvira
Fernando Augusto TODO MUNDO ENINGUÉM
enchiamos cargos menores ou subalternos: contra-re· OMôço Bom eObecliente, OPas- Sganarello: João SérgioNunes
gra, sonoplasta, eletricista, costureira, carpinteiro, ade-
OAjudante:JoãoAugusto telão eaTorta eAMôça da CMade, (Diálogo do Auto da Lusitânia) Amulher deSganarello: EddyRe-
recista, datilógrafo, critico-de-ensaios e, no dia da
OPai: Oswsldo Neiva formaram um só espetáculo. Cola- zende
estréia, artistas de teatro. Alémde contribuírem todos De: Gil Vncente Criado: Luis Osvaldo
OFilho: Luciano-Maurício boraram para a realização dêste es-
com pequena quantia para a montagem do espetáculo, Dircção: Martim G<Jnçalves Lélio: NapoleãoMoniz Freire (O)
OEspôsa: Maria Clara Machado petáculo: Zélia Mathias, Helena
obrigavam.se atrazer parentes e amigos para colabora- Cenários e Figurinos: Athos Bulcão Renalão: Cid Americano
Bahiana, Myriam Murguel, Sabino
rem gratuitamente nos trabalhos de montagem, tais OMercador. João Sérgio Nunes Guarda-Roupa executado por Caro Tio da mulher deSganarello: Cé-
Barroso, Kalma Murtinho, Brutus
como: pintura de cenário, costura, Iarina, etc. Êsse Os Vizinhos: mem Sylvia Murgel zar Tozzi
Pedreira (o), MarOia Macedo,Aracy
re~m e de trabalho - verdadeira filosofia do grupo - Chapéus: Kalma Martinho
J. C. Santa Rosa (subst. por Na· Maria Machado, Geraldo Murthe, Menino da Lanterna: Jillio Cézar
funcionou com grande rendimento, pois os maiores su· Eietricista: Carlos Augusto Nem GraçaMelo
poleão Moniz Freire) Isá Bicalho (O), Manuel Borba,
cessos do grupo foram obtidos com êsse sistema e os Elenco: ViJlebrequim: Martim Gonçalves
artistas formados n'O TABLADO mais tarde se pro- Carmen Sylvia Murgel Alda Lemos.
Belzebu: Marcelo Aguinaga (por
jetaram no profissionalismo, testando lá fora seu talen· Déa Fernandes o Falecido. especial deferência do Teatro da Estas duas peças formaram um só
to, capacidade de trabalho e os conhecimentos adqui- AAbadessa: Edelvira Femandes 00 Pubt cr Semana) espetáculo, com oito apresentações.
oBOI EOnUIlHO NOCl\M1NllO DE
~ .. BELÉM (17 espetáclIlos)
i\ VL\ S:\CHA •• (25 cspctáeulos ] (25 cspcl;ículos) Cura: João Sérgio Nlllles Farsa-mistério de Maria Clara jla-
Esta peça foi apresentada também chado
110 Colégio Saere Coeur, 110 Cine Cenário c figllTin~ : Kalma Mmti-
De: Fcelerieo Carcia Lorca
Pax, Faculdade Nacional de Fikso- nho
Traduçâo: [oâo Cabral de Melo
fia. PUC, na cidade deJuizdeFora, Côro dirigido por Maria da Clória
Neto
De: llenri Chéon Colégio Sta. Ürsula e no Institutode Neiva
Direçâo: Maria Clara ~I ach ado Educaç:io.
'l'rntlu çio: D. Marens lhrhesa O. Flauta: Dina
Cen árío: MartimGonçalves
S. B. JIannônio: Kalma Mmtinho
Figurinos: Kalma ~ Iurtin ho
Direçâo: Martim Gonçalves Personagens:
Elenco: Boi: Emilio de Maltos
Guarda-Roupa executado por Car-
mem Sylvia ~Inrgel O Autor: Osvaldo Neiva Burro: Paulo Padilha
Eletricistn: Carlos Augusto Nem Sapateira: ~I aria Clara ~I achado Pastor: Napoleão Moniz Freire
Elcneo-Crcnsta: Napoleão Moniz .L Menina: Ana Maria ~ Icndes Pastôras: Ana Maria Neiva
Freire (') Sapateiro: Paulo Padilha CannemSylviaMurgel
I," Homem: Oswaldo Neiva P Beata: MariaLuiza Alves Eddy Rezende
p Mulher: Adila Araujo Lima (de- 2.3 Beata: Mariuscka Marlene ~ laciel
pois Kalmn Mmtinho ) Vizinha Yennelha: Kalma Murti- Vânia VeJloso Borurs
2." Homem: Luis Carlos Saroldi nho Rei Branco: João S6~uio
o ~Iarillho
(lkpois Paulo Padilha) P Filha: Angcla ~Ielllles Nunes
')_.J .Mulher'. ViruÍuia
tl Yalli 2. 3 Filha: ~Iaria lndor ína Rei Prêlo: Gabriel Xavier
Coonlena~~io ~ Iusical: Luis Leitão Alcaide: Emílio de ~Ialos Rei Amarelo: Cermano Filho
Emílio de Matos DonMeho: Carlos Augusto Nem Rainha Branca: Lia Costa Bra~a
Estréia na Igreja de Sta. ~ Iargari ­ Rapaz da Faixa: Napoleão Moniz IlainhaPreta: Elenice ..
da Maria, Sendo representada tam- Freire Hainha Amarela: ~Iariuscka
bém no adro da Igreja Abatial de Sacrstâ: ~laria Tereza Anjo: Cláudia
São Bento, acompanhada pelo côro Glória Maria
Vizinha Amarela: CarmcmSylvia
(los monges do Mosteiro; na Igreja Lêda
~ rurgel
de Sta. Terezinha, com direçâo mu- Lizzie
Vizinho Ycrde: Dl'a Fernandes
siral de Miguel Angel llotíondam Maria Luiza
Vizinha Negra: Jenny Habclo João Sérgio Marinho Nunes Marilena
no Cine Pax, no Colégio Notre Da- Vizinha Roxa: Edelvira Fcrnan- em "SGANARELO" de Mo-
me de Sion. Com êste espetáculo o licre, direçâo de Brutus Pc- Silvia
Des Nossa Senhora: Jenny Habello
grupo fêzuma viagem a Juiz de Fo- dreira (1952).
Rapaz do Chapéu: Jorge Leão São José: Carlos Augusto Nem
ra e outra a convite da Sociedade
Teixeira
deCultura Artística de Alagoas apre-
~ Iajas : CarmemPacheco Êste espetáculo foi apresentado
sentando-se no Teatro Deodoro em
Kiki Monteiro de Castro tambémno Cine Pax
1954. Foi apresentada também em
São Paulo.
Napoleão Moniz Freire, Nelscll \Iariani e Beatriz Veiga em "SARA E
TOBIAS" dr Paul Cbudel, direção de Martin Gonçalves (1955).

o TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO
o TABLADO O TABLADO o TABLADO O TABLADO ' .. O TABLADO O TABLADO O TABLADO O TABLADO

1954 oBOI EOBURRO NO CAMINHODE
RELÉM (21 espct{!clllos )
NOSS,\ GIlJADE (36espctáclI!os)
Foi remontada com a mesma di-
De Thurnlun Wiltler Freire reçie c ficha técnica.
Tradução: Elsie Lessa Côro: Edelvira Fernandes Esta peça foi levada cm praças
Direção: João Bethencourt Vânia Veloso Borges públicas sob patrocínio da Preleitu-
l\eprise de O BOI E O BUIlRO Contra·regra: Edd)' Rezende Isabel Bicalho ra do Distrito Federal.
NO CAMINHO DEBELÉM Figurinos e chapéus: Kalma Murti- Heloisa Heis
nho Marlene Maciel
Execuçãodos Costumes: Oswaldo Neiva •.L. Cemldo OUCiro7. Mi Paes Leme e "alma Murlinho 1955
oRi\PTO DAS CEBOLINHAS Carrnem S)'l via Murgel Sra. Soames: Lia Costa Braga
Guarda \Varren: JoãoSergio Nunes
num rns;io de "O BAILE DOS LADRÕES" de
Anouilh (195.5).
Marília Macêdo
(23 cspetáculos) Vânia Veloso Borges JogadoresdeBaseball: João Augusto
Silvia Lessa AutonioGomes Filho OBAILE DOS LADRÕES (24 espetáculos)
(texto premiado pela Prefeitura do Côro a cargo de: Maria da Glória Joe Stoddard: Leo Cali
Distrito Federal) Neiva Sam Craig: Denis Estill De Jean Aneuilh
De ~Iaria Clara ~ Iacha do Órgão: Marta Hosman Morta: Kalma Murtinho Traduçâo deAntônio Candido ~I ello
Cenárioefigurinos: KalmaMurtínho Maria Glória de Souza Heis Fazendeiro ~lac·Gregor: João e Souza
Contra·regra: Júlia Pena da Rocha Caracteriz.1ção: Di Giacomo Augusto Abílio Pedreira de Almeida
Luz: Carlos Augusto Nem Sonoplastia: Edelvira Fernandes Ajudante de contra-regra: Direçâo. Geraldo Queiróz
Sonoplastia: Edelvira Fernandes, Vâ· Cenotéenica: Napoleão Mmiz Frei- Denis Estill Cen ário. Bella Paes Leme
niae Lia re Leo Cali Figurinos: Kalma Murtinho
Caracterização: Di Giacomo Personagens: JoãoAugusto Contra·regra: Eddy Rezende
Personagens: Contra.regra: Cláudio Corrêae Caso Agradecimentos à Srta. Rita Drnm- Sonoplastia: Edelrira Fernandes
OCoronel: Claudio Corrêa e Caso tro mond e ao Sr. Ronald Eargling Caracterizações: Freddy Amaral
tro Sra. Gibbs: Carrnem Silvia Murgel Projeçães: Romain Lessage
Maneeo; RobertodeCleto Sra. Webb: Beatriz Veiga Elenco:
Lúcia: Maria Macedo JoeCrow,ell Jr: JoãoAugusto Peterboao: Emílio de Matos
Gaspar (o cachorro) : Jorge Dr. Gibbs: PauloVidal Padilha Heitor: Ivan de Albuquerque
FlorÍpedes: (a gala): CarrnemSyl. Hcwíe Newsme: Emiliode ~Iatos Gustam: Hoberto de Cleto
via Murgel George Gibbs: Hoberto de Cleto Iadv lIurf: Carrninha Brandão
Simeão (o burro) : Carlos Augusto Rebecca Gibbs: Maria de Iourdes Lord Edgard: Nelson Dantas
Nem Emily Webb: Maria Clara Macha- Eva: Kalma Murtinho
Camaleão Alface: Napoleão Moniz do Juliet: Lia da Costa Braga
Freire WallyWebb: Paulo Mathias Dupeot-Duíert pai: Claudio Cor·
OMédico: CarlosAlberto Murtinho Prof. Willard: NapoleãoMoniz Frei- rêa e Castro
Estapeça foi apresentadatambém re Dupont·Dufort filho: Napoleão
no Fluminense F. C. e no Slrio-Li- Sr. Webb: José Alvaro Moniz Freire
banês Simon Stimson: Napoleão Moniz
Clarinctista: Jean Pierre Forlin AlllSTORIA DF. TORlAS E DE SARA CORAL BACH (Dezembro) PLUFT, OFANTASMINHA (49espetáclllosl
Arauto: Carlos Augusto Ncm
Policias: João Sergio Nunes (moralidade emlri\s aIos) () cão: Germ:lllo Filho
Paulo Araujo Hegente: BnbcrtodeUegina De Maria Clara Machado
() pciw: ()swaldo /'I1'iva Solista: soprano: Maria Wanda
Fotúgr;lfo: I:'cJ~is I':stili . ))l~ Palll CI:ulllel (Premiado pela Associaçiío Paulista
0., I fI~s fI'rilaules: Spinelli
Ama-sem: Snma Lal'alc:mll Tradll~-ão de: Willy Lewin (') de Críticos Teatrais)
(:annilllta Bralldão soprano: IIi/daLauria
Millinl'llc: Edclvira Fl'manJes (;(lfOcmIal im a l'ar~o de: Oswaldo Setembro de 195.5
Ivan AIIJllljlll'flIUI' Contralto: Lizette Vasconcelos
Vimia Velloso Borges Nl'il'a Direçâo: Maria Clara Machado
l'aulo Araujo tenor: ~larcial Silvio Homero
Malabarista: [an Michalski Sonoplastia: Geny \Iafcondes Côro I: Cenário: Napoleân ~Ioniz Freire
Atlria: llubens Corrêa Tenor: Dante Martinez Figurinos: Kalma Murtinho
Execuçiío: Fred Amaral
Turistas: Zí'lia de Mello Côro: Sonoplastia: Edelvira Fernandes
Carminha Brandão Iberc Cavalcanli
Germano Filho . Freddy Amaral Arlete Leitão
Ivan Linhares Maríha llosmm
Mordomo: Germano Filho Catarina de Oliveira Araujo Filho
Isá Bicalho JoãoAugnsto Cometa: Jean Pierre Fortin
Tango: Vânia Velloso Borgc_~ Dante Martinez
Ivan AlbucjllCrquc João Sergio Nunes Caracterizações: Fred Amaral
Paulo Araujo Edson AlbuquerqueGnimarães
Ivan Linhares Hubens Corri'a Fantasmas: Mario Cláudio da Cos-
Cantora: Zélia de Mello Fred Amaral
João Augusto Côro II: J
. ...... ta Braga
Piano: Martha Ilosman Gebert de Almeida Loyola
llubens Corrêa Anua \faria Magnus Guy Brytigier Personagens:
Yan Michalski Cleo Therezn
Hilda Laurria Pluft: Carmen Silvia Murgel
Máscaras: Gilda Heis Neto Ione Derenzi
Ivan Biopardense deResende Mãe Fantasma: Kalma Murtinho
Assistente ue díreçâo: Jnlia Penna Ih \Irirelics
Jane Beucard Lopes da Cruz Maribel: Vânia Velloso Borges
da llocha Marina deAndrade
José Plínio do Espírito Santo Tio Gerúndio: GermanoFilho
Contra-regra : EddyBezcnde Palmira Dias
Lizette Vasconcellos Perna-de-Pau: Emílio de ~Iatos
Chefe c1etricista: Carlos Augusto Amulfidão:
Marçal Silvia Romero Sebastião: João Augusto
Nem Carminha Brandão
Maria Helena ~Iatoso Moreira Julião: Eddy Rezende
Caraeterizacões: Frcddy Amaral Claudio Neiva
Maria Heloisa de SOU~1 Reis João: Roberto de Clelo
Direçâo: M;utim Conçalves Gaspar Neiva
Maria Pereira Araújo
Coreosraíia Cenúrio e fi!!urinos: Ivan AlImqucrqur Esta peça, com o mesmo elenco,
~Iarília Barros
b '
Martim Gonçalves
" Iean Pierre Fortin foi apresentada em São Paulo no
Monique Galberg
Personagens: O velho Tobias: Nel- \ rartimConrah'es Teatro Natal, juntamente com "A
Alceu Soares
son Mariani \lonioueRmhl Môça na Cidade",
Meyer Frota
Ana, sua mulher: Virgínia Yalli Oswaldo Neiva
Paulo Polly Nepomuceno
Ojovem Tobias: Napole.10 Moniz Paulo Arauio
Therezinha de Jesus Costa
Paulo Sabóia
Freire
Roberto Ribeiro
Sara: Beatriz Veiga
Sie~frjCfl Chala
Anjo Rafael: OswaldoLoureiro
V:inia Vclloso Ror!!es
Azarias: Oswsldo Neiva
Esta peça foi patrocinada pelo
Kalma ~Iurtinho em"PLUIT.
O servo: Paulo Sab óia Cannem Syll'ia Mllr.gel em
A 1'070 da serva: Caminha Bran- XXXVI .o Congrcsso Eucarístico "PLUIT" (1955).
dão Internacional

o TABLADO o TABLADO o TABLADO o TABLADO OTABLADO o TABLADO OTABLADO OTABLADO
o TABLADO o TABLADO o TAI1IJ1\OO () TABLADO J OTABLADO o TABLADO o TABLADO OTABLADO
I
oMl\Ct\CO DLI VIZINIl,1 () CIlJll'Í';ZlNIlO VEll MELllO
]956 (32cspctáculos) (30cspctáculos)

Comédia em2atos, deDr. ~Iacedo ~l oralid;Hlc de: ~ I aria Clara ~I a·
TIO VLlNJA (Quatro aíos lla rida 1\ SOMBM ])}\ Música: Geui Marcondes ehado
nn campo) Cená1'ios: Napoleão ~Ioniz Freire
VESFlLt\lJElJW Oireç~io : ~ I aria Clara ~I achado
De Anton Checov (:';3 apresenta- Figurinos: Kalma Murtinho
(32 cspctáculos) Música: [oâe de Barro
ções) AssistenteeContra-Regra: Eddy lle-
Cenário: Napoleão Moniz Freire
zende
Pe~~l em 1 atode J, ~1. Synge Figurinos: Kalma Murlinho
Tradação; Aníbal Machado (O ) Eletrieista: Carlos Augusto Nem
Traduç':to de Oswaldino Marques Sonoplastia: Edelvira Fernandes
Dircçâo: Geraldo Qnl'i rúz Díreçâo: Maria Clara ~Iaehad o
Caracterizações: Fred Amaral
Cenário e Figurinos: Alhos Bnlc<in Ce!lário: Anísio Medeiros Piano: Marta Rosman ~ larta Rosman
Programa e Cartaz: Anna Lctycia Flauta: Lueio Duarte Vânia Velloso BOflrCS
!lImpas: Kalmn ~ Iurtinho tl
Assistente de Direçio: Hoherto dl~ Assistente de direçãn c Coatra-lle- Direção Geral: Alfredo Souto de Eletríeista: Carlos Augusto Nem
ClúlIllill ClIrrt~1 e C:lsllll r ~I:lria Clara Almeida
\lal'h :ulll "\II "TIO ViÍ'ILI" ti" ChCl1ll', Cleto gra: V;\niaVeHolo Borges Caracterizações: Fred Amaral
l lin,~ill ,It, Cc'ralclll (,llll'imz (I!L'i.'il. Eletrícista: Carlos.\ugustoNem Elenco: Assistente de Díreçãc: Bruno
Contra-regra: Eddy Ilezende Sofia: Isolda Loureiro deSouza
Caracterizaçêes: Fred. Amaral Contra-Hegra: Bruno
Sonoplastia: J0,jo Augusto Beatriz: Kalma Murtínho
Cabeleiras: Erie Cabeleiras: Eric
Caracterizações: Fred Amaral Marcelo: Napoleão ~ Ioniz Freire
Sonoplastia: Edcleim Fernandes Elenco:
Elclrieista: Carlos Augusto Nem Insêneio: Emílio de ~Jattos
Chefe ~Iaqu inista : Paulo Araújo Programa: Anna Letycia Tinoco: Eddv llezende
Dr. Anselmo: Ivan Albuquerque
Cabeleiras de Erie Hzepeeki Elenco: Dona Chapelâo. Zélia Matos
Prestes: Eddy Rezendc
Dan Burke: Cenmno Filho Chapcuzinho: CarmenSílvia Mur-
Canção: FredAmaral
Nora Bnrke: Sonia Cavaleanti 11e1 Etldv RC'll'udc nu "J'LLlFT"
Personagens: tl
Um Vagabundo: Rubens Corrra Caçador: Ivan deAlbuqucrque , (W5.5).
Xlarina: Carmen Sílvia Murgel
~fiehal Dara: Paulo Arau~
~ f ihail Astrov: Napole<io ~ Ioniz Vânia Velloso Bor~cs cm Lôho: Carlos AngustoNem
Freire Rubens Corri-a emliA50- "PLUFT" (1955). Coelha: Vânia VeIloso Borges
BRA DO DESFILADEIRO" Arvores:
(1003).
Tio Vânia: Cláudio Corrêa e Castro Kalma Mortinho
Alexandre Serebryakov: Nelson Ma· Ana Maria Magnus
rianni ~Jaria Pompeu
lIya Telyegiu: Rubens Cerna Moníque Bruhl
Sionya: MariaClara Machado ~ Iaria Miranda
Yclena Andreyevna: Beatriz Veiga ]uarezita Alves
~iarya Vassilyema: Sonia Cavalcan- Tronco: JO<io Sérgio Nunes
ti Vovó: Marta Hosrnan
refin: Denis Estill Cartaz: Anua Letycia

Agradecimento: Sr. e Sra. Eugene Em 1956 houve incêndiono palco
Taisline do "Apoio Fraternal", Os d'O TABUDO. Prejuizo: Cr$ ...
móveis de cena foramcedidos pelo 1.8000,00 (antigos )
Sr. Augusto Bezclga.
1957 1958 oMATRIMÔNIO
(Dois atas absolutamente
A BRUXINHAQUE ERA BOA inverossímeis)
U TEMPO F~ OS• CO ~l' , \Y,S (hI
, /1 . eSpelill'ulos)
, (50 espetáenlos)
~c J. li. Prieslley ~uz : Carlos AugustoNem Nestc alio houve nova remonta- De ~Iaria Clara ~I aehado
J ratllH;ão: Daniul lIocha De Nicolas (;ogol
Sonoplaslia: Edclvira Feruandcs ?cmde O. BOI II O llU1U1O para
l~ste lesto foi premiado no eon- Tradução e adaptação de Anibal
~en itriu : Ca!los llcrry Dcnnis Estil ,lpre~en la~'ao cm praças públicas tio
Cl\f50 anilaidepeçasinhntisna l're- ~laehado e Sonia Cal'a\canti
Costumes: Kalma ~ I ur t illho [ulia Pena da lIocha 0. 1'.
Djr~ção : Ccraldo Quciroz
feitura do Distrilo Federal, em1955. OJUBILEU (o.) Direção: Mari; ClaraMachado
Darcv Borba
i~SSlSt. de Oire~"jo : Yau ~Iichalski
Direção: Maria Clara ~Iachado (37 espetáculos) Cenário: Joel de Carvalho
Máscar;ls: Dirceu Nery (.) Figurinos: Kahna ~Iurtinho
~onlra-l~cgra: EddylIezcnde Nuues Cabeleiras: Fishpan Figurino;: Kalma Murtinho
Cenários: Anna Letycia Assist. de direção: Yan ~lichalski
(~aracl l:fII;I~,io : Fred Amaral Car:lcterizaçóes: Fred Amaral De Anton Checov
Cabeleiras: Erie IIzcpeeki Sonoplastia: Edelvira Fernandes TraduçãO: Eugenio Kusnet eBrutus Luz: CarlosAugusto Nem
Assls~en.te de Direçãe: Vânia Leão Contra-regra: Eddy Rezende Nune:
Ugo Barbieri
r),1110: Martha Hosman ~l' 1Jl
Eletricista: Carlos A ugusto 1\ 1 .
Teixeira
Caracterizaç'Ões: Fred Amaral
Pedreira Sonoplastia: Edelvira Femandes
Contra.Regra: Juarezita Alves Direção; Rubens Corrêa
Virka VeUoso BOflres Programa: Joel deCarvalho Caracterizaç'ÓeS: Fred Amaral
~ Iaria deLourdes Almeida ~ I a ,ra· Cenários: [eel de Carvalho
S:lIloplastia: Etlclvir~ Fernamles lhães ti Cartaz: Anna Lctycia Figurinos: Kahna ~lurtinho
Violino: Sergio Bemanlo
Canto: Anna.Maria ~Iagnus Mayer Elenco: Vassouras: Dircen Nery Luz: Carlos Augusto Nem Personagens:
~1. tia GlonaSouza Rcis ~Iúsica: Reginaldo de Carvalho Contra.regra: Anna Maria Magnus
Ivan Dodkoliossin - Carlos de 01
Noé: CennanoFilho Contra.Regra: Edelvira Fernandes Sonoplastia; Edell'ira Fernandes
Cenárioexecutadopor Francisco dos vein
S,ra. .N'Oe: Marta Rosman Stipan: Yan Michalski
Santos . Assistente de direção: Marta Bos- CaracterizaçÍles: FredAmaral
Sem: Leizor Bronz Fiokla Il'ano1a: ~Iarta Rosman
Personagens: Cam: Joãodas Nem n.ál~ala IIcliodora cmnA nllu·
man Personagens:
lIazel: Kalma Murtínho Elenco: Ilya Kotchkariol': Germano Filho
Jafé: Joel deCarvalho XI ~IIA QUE EliA no'" I,
n , uc Kunná Hirin: GennanoFilho
M C M(l9SS). Bruxo Belzebu III: Germano Filho Dumachka: Vania Velloso Borges
Carol: Carmem Silvia Muruuel As 3meninas: Lia CosIa Braga Andrei Chiputehin: lvm deAlbu·
Alan: Hubens Corrêa o Vice.Bmxo: Yan Wehalski Agafia Kaperdiaguna: Sônia Gabb
lIaquel SteUa BmxinbaÂngela: Vânia Velloso Bor- querque Anna Panteleiel'lla: Sônia Cav:
~.Iadge: Sonia Cavalcanti ~Iari.a T~reza Campos Tatiana: JacquelineLaurence
Kay: Maria Clara Machado ges canti
OPmgunn: Yan Michalski BflLxa Instrutora: Barbara Helio- Nastassia: Maria Miranda Ivan Amelete: Sergio Belmonte (
~lrs. ~onway : Maria Sampaio (como Umcasal de girafas: Bárbara lle- 1.0 funcionário: Carlos Sagril\o
dora NicanorAnutehkin: MarcusMiran
atriz convidada) Iiodora 2.0 funcionário: Ugo Franco Bar·
BnLxa Caolha: Virgrnia Valli Baltazar Seralin: Nelson Marian:
Hobin: Napoleão Moniz Freire
Programa e cartaz: Anna Letycia
Ann Maria Magnus
Um casal de bois: Alexandre
Stockler
..- Bruxa Fedegunda: Elizabeth Ca-
lotli
bieri
Contínuo: Paulo Mathias
Alexis Starikov: Aristeu Berger
Cartaz e Programa: Anna Letyci:
Brnxa Fedorosa: Iuarezita Alves 1.0Acionista: João Sergio Nunes
O EMBARQUE DE NOÉ Pichim PIá Esta peça e O Jubileu fonnar
Bruxa Fedclha: Dinah Gonçalves 2.0 Acionista: Fernando José
(29 espetáculos] Um casal demacacos: Fred Ama- 3.0 Acionista: Sér~o Belmonte• um só espetáculo
ral Pinto
Brusa Furibunda: Flávia Cardoso 4.0Acionista: Karl Shldart " Pllblic~da nos cr.
Farsa bíblica de ~ Iaria Clara l''I a·
, ( t Dinah Gouçalves Pinlo 5,0 Acionista: RuyPereira
Pedrinho: Leizor Bronz
chado Um casal de leões: Paulo Nolaseo Esta peça foi levada no Teatro
Di~~ão: Maria Clara ~ [achado Juarezita A!I'cs João Caetano por ocasião do Festi·
~hlSl ca: Hegiualdode Carvalho APinguim: EIiz.1beth GaBoti vai do Teatro Infantil Classificaç:io:
Cenários: Belhí Paes Leme ~ clandestinos: Carlos Oliveira
Figurinos: Kalma Murtinho Kalma Murtiuho 11ors-concours.
o TABLADO o TABLAl
OTABLADO OTABLADO
OTABLADO OTABLADO OTABLADO OTABLADO - .....
o TABLADO OTABLADO OTABLADO OTABLADO J, OTABLADO OTABLADO o TAtlLAUU U l1\m.J\uv

DONA ROSITA ASOLTEIRA Tio: Hélio Ary Silveira
Maquilagem: Fred Amaral
Sobrinho: Rofran Fernantles
Eletricisla: Jorge Coutinho (45 cspetáculos) Catedrático de Economia: Ivan
Execução do ceuário: Wagner dos
Junqueira
oRAPTO DASCEBOLINI1J\S Contra-regra: Anna Maria Magnm Pcr.ioilagrll~ :
Penelope: Maria Sam- Santos DeFederico Garcia Lorca Dan Martim: OlneyBarrocas
15 espetá culos) Personagens: paio Cartaz: Anna Letycia Tradução: Carlos Dmmmond de Rapaz: Afonso CarlosVeiga
M~ry: Ana Maria Magllus Essie: Maria Clara Machado Programa: Vera Tormenta
Andrade Carregadores: Luisde Affonseca
~hguel Dennis: Nelson Marianni Marcelino Goulart
De MariaClara Machado Rbeba: Ivan Simões Direção: Sér~o Violti José de Freitas
Dircção: Maria Clara Machado Rosa Pemberton: Helena Xavier Paul: Ivan Junqueira Personagens: Cenários: BeIá Paes Leme Voz:Joséde Freitas
João de Deus: Cezar Tozzi
Cenários e figurinos: Kalma Murti- Tereza Browne: Maria Clara Ma- Sr. de Pinna: Yan Mjcha~ki Figurinos: Kalma Murtinho
chado Vicente: Claire lsabella Música: Edino Krieger
nho Ed: Antero de Oliveira
Donald: Jorge Coutinho Pai: José de Freitas Assit. de direção e contra-regra:
Contra-regra: Jacqueline Laurence Padre Jaime Browne: Cesar Tozzi Mãe: Anua Maria Magnus
Luz: Carlos Augusto Nem Sra. Denns: Rosita Tomás Lopes Martin Vanderhof: Cezar Tozzi Delsn Almeida
OCavalinho: Carlos Augusto Nem
Sonoplastia: Edelvira Fernandes Helena Browne: Marta Rosman Alice: Heloisa F. Guimarães Assist. de contra-regra: Paulo Ma·
Delson de Almeida
Personagens: Cartaz e Programa: Anna Letycia Henderson: Pedro Pimenta thias
Palhaço: Anthero de Oliveira Sonoplastia: Edelvíra Fernandes
Gay Wellington: Zaide Hassel
OCoronel: Cláudio Correia Castro Baixinho: Van Micha~ki
Mancco: Leizor Bronz Sr. Kirhy: José Antônio S. Fernan- Luz: Fernando Pamplona
des Gomo: Luiz de Affonseca Maquilagem: Fred Amaral
Lúcia: Vânia Velloso Borges DO MUNDO NADA SE LEVA Alto: Ivan Junqueira OS JUSTOS (Leitura
Gaspar: Hugo Sandes Sra. Kirhy: Sônia Cavalcanti Cabeleiras: Fishpan
(39 espetáculos) 1.0 Homem: Carlos Sngrillo
Menina: Celina Whately Execução de cenários: Jamel r sua dramatizada)
Simeão: Sagrillo 1.0 Homem: Diaci de Alencar
Florípedes: Maria Miranda 2.0 Homem: André Garcia equipe
De Kaufman e lIart 2.0 Homem: Núvio Pereira dias 22 e26 de agôstode 1900
Camaleão: Fernando José 3.0 Homem: José de Freitas Cartaz: Bia FeitIer
Tradução: Maria de Lourdes Lima 3.0 Homem: José de Freitas Programa 1ayout eexecução: Atelier de Albert Camus
Médico: Van Michakki Olga Katrina: Ana Maria Magnus
Direção: Maria Clara Machado Lavadeira: Geiza Vir~lio Tradução:
de Arte
CClIáriO: Joel de Carvalho Vendedor: Leizor Bronz Celina Whately
Personagens:
Figurinos: KaIma Murtinho 1960 Afonso Veiga Dona Rosita: Maria Clara Ma- IvanJunqueira
Revnaldo Pereira
1959 Luz: Carlos Augusto Nem chado Van Michakki
S:)llopIastia: Edelvira Fernandes e oCAVALINHO AZUL Velha-que-viu: Vir~nia Valli
Cow-boy: Núvio Pereira
Ama: Virgínia Valli Direção: Van Michalski
Dennis Estill Ti~ : Marta Rngnan SonopIastia: Edelvira Fernandes
o LNING-ROOM Acomeon: Reynaldo Rodrigues
De Maria Clara Machado Elefantes: José de Freitas P Manola: Iílane Ferrez Personagens:
(57 cspetáculos) Direção: Maria Clara Machado Anna Maria Magnus 2,aManola: Maria Tereza de Cam- Dora Doulehov: Jacqueline Lauv
Cabeleiras: Fshpan Cenários: Anna Letycia Afonso Veiga rence
Caracterizações: Fred Amaral Música: Reginaldo de Carvalho Cavalos: Paulo Mathias nos
De Graham Grcene 3.a Manola: HeloisaFerreira Gui- Yanek Kaliayev: Anthero de Oli
~iáscaras: Germano Filho Figurinos: Kalma Murtinho Delson de Almeida veira
Traduçiio: Helena Pessoa Assist. de direção e contra-regra: marães
Bichos: Marie Louis a Dirceu Nery Afonso Veiga Mãe das Solteironas: Rosita 1110- Stepan Fedorov: Pedro Pimenta
Direção: Alfredo Souto de Almeida Luiza de Conta Luz: Carlos Augusto Nem Reynaldo Pereira Boris Annenkov: Cezar Tozzi
Cenários: Joel de Carvalho Assist. de contra-regra: Isabel Câ- maz Lopes
Contra-regra: Edelvira Fernandes Alexis Voinov: Milton José Pin~
Figurinos: Kalma Murtinho mara , ; - P Solteirona: Isolda Cresta
Virginia VaIIi 2.aSolteirona: Sônia Cavalcanli Crã-Duquesa: Anna Maria Mag
Assistente de direção: Van M· Rlecução dos cenários: Wagner dos Assistente de Direção: Heloisa Gui·
chakki Santos 3.a Solteirona: Anna Maria, Mag- nus
marães Slllratov: Ivan Junqueira
Sonoplastia: Edelvira Fernandes Pintura dos cenários: Israel Piano: Marta Rosman
, I nus
P Ayola: Maria Miranda Foka: Luiz de Affofiseca
Luz: Carlos Augusto Nem
Caracterizações: Fred Amaral
Programa eCartaz: Antbero dr OU·
veira "
Baho: Uvolsi Bartolomeo
Flauta: Carlos Guimarães "
1 -
2.a Ayola: Leyla Ribeiro Guarda: Deson de Almeida
t ',' / Livros à venda na secretaria d'O TABLADO
J
Anlígona, de SMocb ooo.. ooooo.. .. .... .. o.. 4,00
Assim na Terra comonoCéu, Fritz Ilechwalder o 6,00
ChapéudeSeho, FoPereira da Silva ooooooooooo 5,00
r.:dipo Hci, Sófocles ooooooooooooo.. o.. .oo•..• 5,00
Está UI Fora Um lnspeíor, Priestley o . o • •• • " • 5,00
Joana D'Are, Claudel .. ... ..o .. .. .. .. .. .. .. .. 5,00
OLivro de Cristóvão Colombo, Claudel 5,00
De Uma Noite de Festa, Joaquim Cardozo o o ' 5,00
OPagador dePromessas, Dias Gomes 5,00
A Pena e a Lei, Snassana 0 ,0 .. 05,00
O Teatro e seu Espaço, Peter Brook o.oooooo.• 13,00
.'.
Livros de autoria de MC Machado:

Cavalinho Azul (conto) .. .. .... o .. .. .. .. .. .. 1~00
Como Fazer Teatrinho de Bonecos .. o • " o •• • • 12,00
Vol. contendo: A Menina e o Vento, Maroqui-
nhas, AGata Borralheira e Maria Minhoca. 10,00
Vol contendo: Pluft, o Fantasminha, O Rapto,
Chapêusínho Vermelho e o Boi e oBurro . 10,00
VaI. contendo: OCavalinho Azul, OEmbarque
de Noé, AVolta de Camaleão na Lua .. .. 10,00

Estão também ii venda nf) TABLADO

Cem Jogos Dramáticos, de MC Machado e
Martha Rosman .. ..... .. .. ..... .. ... .. 6,00
CADERNOS DE TEATRO, número avulso 5,00 o

Assinatura anual 20,00

o pagamento de qualquer pedido poderá ser
feito mediante cheque visado, em nome de
Eddy Rezende Nunes, pagável no Rio de [a-
neiro GB.
, Imnreso por

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