MANUAL PARA ATENDIMENTO DE GESTANTES

Preparado por: Profa Gabriella Belfort /INJC-UFRJ

1ª consulta:

 Identificar peso pré-gestacional ou considerar o peso até 14ª semana de gestação.

 Medir a estatura (m) da gestante

 Verificar a idade materna e atividades diárias

 Identificar a história de doença pregressa, história familiar, fatores de risco,
história reprodutiva anterior, história de doença atual e intercorrências
gestacionais.

ex: Verificar se a gestante possui alguma patologia de base, se é primigesta ou não,
caso não seja identificar possíveis intercorrências da gestação anterior (síndrome
hipertensiva gestacional, diabetes gestacional, anemia, baixo peso ao nascer,
macrossomia, prematuridade...)

 Realizar anamnese alimentar detalhada

 Avaliar sintomatologia digestiva, presença de picamalácia ou de cegueira
noturna e condições de aleitamento materno.

 Avaliar presença de edema

 Avaliação de exames bioquímicos

Avaliação do estado nutricional:

 Calcular o IMC pré-gestacional, o IMC atual e classificar o estado nutricional da
segundo quadro 1.

 Caso o peso pré-gestacional seja desconhecido utilizar o quadro 4 (referência de
Atalah) para classificar o estado nutricional da gestante.

 Caso a gestante seja adolescente deve-se classificar o estado nutricional a partir
do peso pré-gestacional pela referência WHO, 2007 e utilizar a recomendação de
ganho de peso segundo a IOM, 2009 (quadro 3).

 Identificar quanto deverá ser o ganho de peso dessa gestante até o final da
gestação (40ª semana), de acordo com estado nutricional inicial.

 Calcular o ganho de peso que a gestante obteve até o momento da 1ª consulta.

 Calcular o ganho de peso semanal que essa gestante deverá ter para atingir o
ganho de peso necessário até o final da gestação, de acordo com a recomendação
da IOM, 2009 (quadro 1) para adultas e adolescentes (quadro 3) e utilizar
referência do Luke para gestação gemelar (quadro 2).

 Obs: Se a gestante já tiver atingido o ganho de peso total recomendado deve-se
programar o ganho de peso mínimo até o termo.

ex: Paula tem 26 anos e chegou ao ambulatório grávida com 12 semanas
gestacionais. A paciente relata que antes de engravidar pesava 60 Kg e possui 1,60 m de
altura. No momento da consulta seu peso foi de 62 Kg.

 IMC pré – gestacional: 60/ 1,6 X 1,6 = 23,4 ------------ Eutrófica

 IMC atual: 24,06 -------------------------------------------- Eutrófica

De acordo com o estado nutricional da gestante ela poderá ganhar entre 11,5 a
16 Kg (média = 13,75 kg) totais até o final da gestação (IOM, 2009).

Segundo a recomendação de ganho de peso da IOM, 2009, essa gestante deverá
ganhar 500 g / semana no segundo e terceiro trimestres de gestação.

Opção 1: 40 semanas gestacionais – 12 = 28 semanas x 400 g =11,2 + 2 Kg (que
ela já ganhou) = 13,2 Kg, como este peso está dentro da faixa da recomendação, a
gestante deverá ganhar 400g/semana.

1 Kg---------------------- 6417 calorias

11,2 Kg ------------------ X

X = 71.870,4 / 196 dias restantes = 366, 6 Kcal /dia

esclarecer dúvidas e orientar sobre o aleitamento materno. intercorrências gestacionais. . acompanhar exames bioquímicos. Cálculo do VET: TMB x Fator de atividade + adicional energético O adicional energético pode ser feito de forma individualizada como no exemplo acima ou seguir a alternativa abaixo : Adicional energético FAO/WHO (2004): 1º trimestre: 85 Kcal/dia 2º trimestre: 285 Kcal/dia 3º trimestre: 485 Kcal/dia Consultas Subsequentes:  Revisão de prontuário  Avaliar ganho de peso e presença de edema  Anamnese alimentar  Investigar sintomatologia digestiva.

devendo o ganho de peso total durante a gestação ser entre 5 e 9 kilos.9 kg Aumento dos depósitos maternos 3.5 12.7 – 0.6 0.3 7 – 11.99 Sobrepeso 0. Distribuição do ganho de peso materno durante a gestação Produtos da concepção Feto 2.0 1.5 – 16.9 0.9 .0 0. OBS: Na recomendação da IOM (2009): Ocorre alteração na proposta de ganho de peso entre gestantes obesas.5 – 18. .6 – 1.8 kg Expansão do líquido extra celular 0.9 . Quadro 1: Recomendação de ganho de peso na gestação Índice de Classificação Ganho de peso Ganho de Ganho de Ganho de Massa do estado semanal no 1º Peso semanal Peso total peso mínimo Corporal nutricional trimestre no 2º e 3º (Kg/mês) trimestres <18.1.7 – a 3.6 kg Líquido amniótico 0.5 kg Fonte: Abeso.0 -29.4 kg Placenta 0.5 Fonte: Adaptado de Institute of Medicine (1990.8 kg Aumento do volume das mamas 0.0 Não determinado 18.3 7.5 Não determinado ≥ 30 Obesidade . MS( 2006).99 Eutrofia 1.9 – 1.0 25.4 11.3 0. WHO (1995).5 – 24.4 – 1.1.4 kg Crescimento do útero 1.5 Baixo Peso 2.1992).4 kg Aumento dos Tecidos maternos Expansão do volume sanguíneo 1. 0.6 – 4.

790 0.680 0.3 (19.5 -27.340.1 (> 29) Fonte: Luke (2005).0) Obesidade 0. Quadro 2: Ganho semanal e total para gestação gemelar.560 -0.40 (2.53) Estilo de vida ativo ou moderadamente ativo 1. Estimativa da taxa metabólica Basal:  18 a 30 anos 14.450 0.2004) Nível de atividade física para Adultas Categoria NAF (Média) Estilo de vida sedentário 1.6  30 a 60 anos 8.790 0.70 -1.2004) .560 22.76) Estilo de vida vigoroso ou moderadamente vigoroso 2.2 (> 26.00 -2.340-0.25) (FAO/WHO.450-0.560-0.69 (1.450 18-24.680.450-0.450 17.680 0.0 – 29.40 -1.790 0.340 13-17.99 (1.9 (<19.0.560 0.1-21.450-0.8) Adequado 0. segundo IMC pré-gestacional Estado nutricional Ganho de peso (kg) semanal Ganho de Peso total inicial 0 -20 semanas 20-28 semanas 28 semanas ao (kg) parto Baixo Peso 0.818P (kg) + 486.0) Sobrepeso 0.6 (FAO/WHO.8 -26.560 0.12 (Kg) + 845.0.

50 1.00 13-14 1.2004) .18. 5.45 1.70 1.0 ≥ p85 e < p97 Sobrepeso (S) 0.17 1.00 15-16 1.50 1.75 2.0 ≥ p3 e < p85 Adequado (A) 1.75 2.5 12.3 0.50 1.5 – 16.9 0.0 Adaptado de Saunders et al.01.95 11-12 1.75 2.multiplicar o GET (TMB x Fator de atividade) por 1.45 1.00 14-15 1.0 – 11.75 2. Nível de atividade física para Adolescentes Idade (anos) Atividade leve Atividade moderada Atividade pesada 10-11 1.00 17-18 1.50 1.50 1.3 5.3 9.95 (FAO/WHO. Quadro 3:Classificação do IMC pré-gestacional para adolescentes do sexo feminino Percentil para a Diagnóstico Ganho de peso Ganho de peso Ganho de Idade em meses e nutricional pré.00 16.9.70 1.384P (Kg) + 692.5 ≥ p97 Obesidade (O) .Adaptação do Ministério da Saúde (2008) Estimativa da taxa metabólica Basal:  10 a 18 anos 13.2004) Obs: Eutróficas ou adolescentes com sobrepeso e obesidade – usar peso pré-gestacional Adolescentes com baixo peso – usar peso desejável. (Kg) total no 1º semanal médio no peso total anos natal trimestre 2º e 3º trimestres (Kg) < p3 Baixo Peso (BP) 2.50 1.6 0.0 .6 (FAO/WHO.00 12-13 1.75 2.75 2. Considerar crescimento durante a gestação .4 11. (2012) . 0.

.Quadro 4: Avaliação do estado nutricional de gestantes acima de 19 anos segundo o IMC por semana gestacional.

2012). Gráfico 1: Gráfico de acompanhamento nutricional da gestante Fonte: (Ministério da Saúde. .

Diagnóstico Nutricional a ser realizado em cada consulta Fonte: (Ministério da Saúde. . 2012).

GRÁFICO 2: Altura uterina segundo idade gestacional Fonte: (BRASIL.  Curva de crescimento evoluindo com inclinação persistentemente menor que a curva inferior – provável restrição de crescimento intrauterino.  Curva de crescimento com o traço acima do superior e com a mesma inclinação ou crescimento abaixo da curva inferior e com a mesma inclinação – sugestivo de idade gestacional menor ou maior do que a estimada. 2012.) Interpretação:  Curva de crescimentos evoluindo entre as curvas superior e inferior – crescimento normal. .  Curva de crescimento evoluindo acima da curva superior e com inclinação maior que esta – considerar gestação múltipla. 2000 . macrossomia ou outras. polidrâmnio. Ministério da Saúde.

5-1.0 .0 Anemia leve a moderada >11.5% 29-40ª semana ≥33% Hemácias 3.15 mil/mm3 Plaquetas 75 -320 mil/mm3 Ácido úrico 2.Valores de referência para avaliação de exames laboratoriais Medidas Valores Normais da Gestação Albumina 2.0-5.6-4.4 milhões/mm3 CHCM 32 -55 HCM 23 -31 VCM 70-90 Leucócitos 8.0 mg% Creatinina 0.5g% Colesterol total 200-325mg/100ml Triglicerídios < 150 mg/ dl HDL colesterol >50 mg/dl LDL colesterol < 160 mg/dl Hemoglobina Ausência de anemia ≥ 11.0mg% Uréia 10 -20 mg% Glicemia de jejum < 85 mg/ dl (1ª consulta) Hemoglobina glicada ≤ 8 g/dl Teste de tolerância oral com <140 mg/dl (após 20 semana) 75g de glicose – 2h Urina Ausentes Bactérias (por campo) Ausentes Corpos cetônicos Ausentes ou traços Glicose Até 5 Hemácias (por campo) Traços: repetir em 15 dias Proteínas Traços + hipertensão e/ou edema: APN de alto risco .>8 g/dl Anemia grave < 8 g/dl Hematócrito 0-12ª semana ≥ 33% 13-28ª semana ≥ 31.

Gengivas esponjosas. Qual a frequência? (2) Não B) Caso a resposta da A seja sim. susceptibilidade Anemia Ferropriva aumentada aos processos infecciosos. Sinais clínicos de carências nutricionais Achados Sugestivo de Olhos Palidez da mucosa conjuntival Anemia Vermelhidão e fissuras nos epicantos Carência de riboflavina e piridoxina Xantelasma Hiperlipidemia Cegueira noturna Deficiência de vitamina A Face Seborreia nasolabial Carência de riboflavina Lábios e Língua Estomatite angular Carência de riboflavina Língua magenta Glândulas Bócio – aumento da tireóide Carência de Iodo Outros Palidez cutaneomucosa. quantidade? (2) Não D) Esse comportamento já ocorreu em outras gestações ou em períodos de amamentação anteriores ou mesmo fora da gestação? (1) Sim. o que sente é vontade ou desejo de ingerir tais substâncias? C) Quando sente a vontade de ingerir a substância. que sangram com Carência de vitamina C facilidade e pequenas hemorragias cutâneas Entrevista para a investigação de picamalácia A) Tem vontade de ingerir substâncias ou combinações de alimentos estranhas durante a gestação? (1) Sim. fraqueza. fadiga ao menor esforço físico. realmente ingere? (1) Sim. Frequência. Quando? (2) Não E) Você sabe o motivo dessa vontade/desejo? .

Caso a gestante apresente algum problema ocular corrigido por óculos ou lentes de contato. > 15 anos: 1.  Consumir. Dificuldade para enxergar com pouca luz ou à noite? 3.  Água 3 litros/dia Orientações Gerais:  Realizar a alimentação nos horários regulares.7g/kg/dia de peso ideal. T). truta. 2003. cavalinha. T) e 31g/dia (3º. tilápia. cavala. com 5 a 6 refeições/dia. WHO. sardinha. T) II. Gestação gemelar FAO (2007): + 50g/dia a partir da 20a semana gestacional e + 1000kcal.  Consumir de preferência preparações assadas. bonito. IOM. pelo menos 2 vezes na semana peixe fonte de ômega 3: atum.1g/kg/d ou + 25g/d . além das recomendações previstas para as mulheres de gestação de feto único. Tem cegueira noturna? Obs.total de 71g/d III. pescada. xerelete. IV. IOM (2002) e FAO (2007): 1g/kg/dia + 1g (1º. ADA (1989): < 15 anos: 1. 2005): adultas e adolescentes  Carboidratos: 55-75%  Fibras: > 25g/dia  Açúcar de adição: <10%  Proteínas: 10 -15%  Lipídios: 15-30%  Evitar ácidos graxos saturados. 9g (2º. trans e colesterol. Dificuldade para enxergar durante o dia? 2.  Não consumir alimentos que contenham gordura vegetal hidrogenada . São considerados casos de cegueira noturna gestacional quando a resposta da 1 for NÃO e ao menos uma das respostas das perguntas 2 ou 3 forem SIM. greladas ou ensopadas. Recomendação de proteínas I. deve ser questionada a capacidade de visão com o uso destes. ANVISA (MS. salmão. Avaliação Funcional da deficiência de vitamina A por entrevista padronizada 1. anchova. 2005): 1.5g/kg/dia de peso ideal Distribuição percentual dos macronutrientes em relação ao VET (% kcal.

pudins.4 Cromo(µg/dia) 14 -18 anos: 29 19-30 anos: 1.9 Magnésio (mg/dia) 14 -18 anos: 400 19-30 anos: 1.9 31-50 anos: 360 Vitamina B12(µg/dia) 14 -18 anos: 2. doces.4 Cobre(µg/dia) 14 -18 anos: 1000 19-30 anos: 1.6 19-30 anos: 2 31-50 anos: 2.6 Manganês (mg/dia) 14 -18 anos: 2 19-30 anos: 2. sucos industrializados. Recomendação de Vitaminas e Minerais – IOM (2004.  Evitar frituras. chocolates. 2005) Nutriente IDR Nutriente IDR Vitamina A(µg/dia) 14 -18 anos: 750 Ferro(mg/dia) 14 -18 anos: 27 19-30 anos: 770 19-30 anos: 27 31-50 anos:770 31-50 anos: 27 Vitamina D(µg/dia) ≤ 18 anos: 5 Cálcio(mg/dia) 14 -18 anos: 1300 19-50 anos: 5 19-30 anos: 1000 31-50 anos: 1000 Vitamina E(mg/dia) ≤ 18 anos: 15 Fósforo(mg/dia) ≤ 18 anos: 1250 19-50 anos: 15 19-50 anos: 700 Vitamina K(µg/dia) 14 -18 anos: 75 Zinco(mg/dia) 14 -18 anos: 12 19-30 anos: 90 19-30 anos: 11 31-50 anos: 90 31-50 anos: 11 Vitamina B1(mg/dia) 14 -18 anos: 1. refrigerantes. balas.4 31-50 anos: 1000 Vitamina B2(mg/dia) 14 -18 anos: 1.4 19-30 anos: 30 31-50 anos: 1.4 31-50 anos: 30 Vitamina B6(mg/dia) 14 -18 anos: 1.6 31-50 anos: 2 Vitamina C(mg/dia) ≤ 18 anos: 80 Iodo (µg/dia) 14 -18 anos: 220 19-50 anos: 85 19-30 anos: 220 31-50 anos: 220 Niacina(mg/dia) 14 -18 anos: 18 Flúor (mg/dia) ≤ 18 anos: 3 19-30 anos: 18 19-50 anos: 3 31-50 anos:18 Folato(µg/dia) 14 -18 anos: 600 Selênio(µg/dia) ≤ 18 anos: 60 19-30 anos: 600 19-50 anos: 60 31-50 anos: 600 . bolos.9 19-30 anos: 350 31-50 anos: 1. alimentos industrializados e ricos em sódio.4 19-30 anos: 1000 31-50 anos: 1. sorvetes.

 Hipertensão transitória: De diagnóstico retrospectivo. . a P. ASPECTOS NUTRICIONAIS  Observar ganho de peso e edema – Ganho de peso de 1 kg/semana ou de 3 kg/mês é sugestivo de SHG.159 90-99 Estágio 2 ≥ 160 ≥100 Fonte: Ministério da Saúde (2006)  Hipertensão Crônica: Hipertensão de qualquer etiologia (P. stress e infecções.  Hipertensão Gestacional: Desenvolvimento de hipertensão sem proteinúria que ocorre após 20ª semana de gestação.  Conduta: Dieta hiperproteica (≥ 2g/Kg/dia)  Medidas gerais: Controle de peso. presente amtes da gravidez ou diagnosticada antes da 20ª semana gestacional.A volta ao normal cerca de 12 semanas após o parto. não causada por doença convulsiva.000 mm3).  Síndrome HELLP: Agravamento da PE – Caracterizado por hemólise + elevação de enzimas hepáticas (TGP e TGO) + plaquetopenia ( contagem de plaquetas < 100.  Pré –Eclâmpsia (PE): Hipertensão + proteinúria (300 mg/24h)  Eclâmpsia: Presença de convulsões tônico-clônicas generalizadas em mulheres com qualquer quadro hipertensivo. SÍNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS (SHG): Classificação da pressão arterial em adultos: Classificação PAS (mmHg) PAD (mmHg) Normal < 120 < 80 Pré-hipertensão 129-139 80-89 Hipertensão Estágio 1 140.A ≥ 140/90).

 Síndrome HELLP: Pode-se adotar a conduta similar à indicada na PE estágio 2. .  Duas a três porções de peixe/ semana. E) e minerais – cálcio: 2000 mg. legumes. leite e derivados desnatados. quantidade reduzida de gorduras saturadas. verduras. trans e colesterol. leguminosas. adequada em vitaminas (principalmente A.de adição). E) e minerais – cálcio: 2000 mg. C.  Dieta hiperproteica. podendo ser adotada dieta hipossódica (2 a 3 g de sal/dia.  Preferir frutas. quantidade reduzida de gorduras saturadas.  Preferir frutas. PE. leite e derivados desnatados.  Dieta normossódica.  Duas a três porções de peixe/semana. Eclâmpsia:  Dependendo do grau de consciência. verduras. pode-se recomendar a sonda nasogástrica ou nasojejunal e seguir conduta de PE estágio 2. PE. legumes. hiperproteica. adequada em vitaminas (principalmente A. cereais integrais. C. Hipertensão gestacional ou crônica – Estágio 2:  Internação obrigatória. leguminosas.  Preferir óleos vegetais. trans e colesterol. evitando alimentos ricos em sódio. Hipertensão gestacional ou Crõnica – Estágio 1:  Dieta adequada para ganho de peso adequado  Dieta normossódica (até 6g/dia). cereais integrais.

Obs: Segundo esta recomendação o TOTG – 75g deve ser realizado em gestantes sem história prévia de diabetes. Mulheres com fatores de risco para DM tipo 2. DIABETES MELITO (DM) NA GESTAÇÃO Diagnóstico: Fonte: (ADA. considerando-se diabetes gestacional (DG) valores em jejum = 92 mg/dl. . 2h =153 mg/dl. não diagnosticadas anteriormente devem ser rastreadas na primeira consulta de pré-natal. 2012 – IADPS) – baseado na rotina de assistência pré-natal da Maternidade Escola da UFRJ. entre a 24ª e 28ª semana de gestação. Com um valor alterado de TOTG já é realizado o diagnóstico de DG. 1h = 180mg/dl.

2008).  Estimular o consumo de 2-3 porções de peixe por semana.  O diagnóstico de DM deve ser confirmado pela repetição da glicemia de jejum e do TOTG em outro dia. Colesterol: < 200 mg/dia.Diagnóstico segundo Ministério da Saúde (2006): Rastreamento em todas as gestantes na primeira consulta de Pré-natal:  Se a glicemia for < 85 mg/dl: Realizar glicemia de jejum após 20ª semana – se a glicemia der < 85 mg/dl – rastreamento negativo.Menos de 7% do VET de gordura saturada. ASPECTOS NUTRICIONAIS Recomendações de macronutrientes para gestantes com Diabetes (ADA. Critérios laboratoriais recomendados para o diagnóstico de DM: Sintomas : poliúria.  Fibras: 20 a 35g/dia.  Proteínas: 15 a 20% do VET  Lipídios: 20 a 35% do VET . + Glicemia casual ≥ 200 Ou Glicemia de jejum ≥ 126 Ou Glicemia de 2 horas ≥ 200 mg/dl no teste de tolerância oral à glicose. se der ≥ 85 rastreamento positivo. .  Se a glicemia de jejum der ≥ 85 mg/dl : Rastreamento positivo.  Desestimular a ingestão de ácidos graxos trans (< 2% do VET).  Carboidratos: 45 a 65% do VET : Mínimo de 175 g de carboidratos/dia.  Glicemia de jejum entre 110 – 125 ou TOTG após 2 horas entre 140-199 = regulação glicêmica alterada.  Vitaminas e Minerais: Mesma recomendação que gestantes sem diabetes. polidipisia. polifagia ou perda de peso inexplicada.

Tratamento para caso leve: 15g de carboidrato de rápida absorção (1 colher de sopa de açúcar dissolvido em água ou 150ml suco de laranja ou 5 balas macias ou 5 sachés (3g de mel) . restringir alimentos com alto índice glicêmico e dar preferência para aqueles com alto teor proteico (Saunders et al 2009).  Demais recomendações semelhantes às gestantes sem diabetes. Stévia e Frutose. Causas: Pobre adesão ao plano alimentar prescrito. visão dupla entre outros.10 a 30g). levando em consideração o estilo de vida e hábitos da gestante.15 minutos após deve-se verificar a glicemia capilar. entrando sempre em substituição a outros alimentos fontes de carboidratos. confusão mental. Edulcorantes Permitidos: Sucralose. suor exagerado. deve ser incluída na quantidade total de carboidratos. Acessulfame K e Aspartame. Se não atingir a meta repetir o procedimento e antecipar a refeição (SBD. erro na administração da medicação/insulina. Sintomas: fraqueza. .  Priorizar alimentos integrais e produtos lácteos com menor teor de gordura.2009). Hipoglicemia : glicemia menor que 60mg/dl (variável na literatura).  Sacarose: pode ser consumida eventualmente dentro de um contexto de alimentação saudável em até 10%VET (SBD 2009). bocejos.20ª 30% Merenda – 10 a 15% Jantar – 20 a 30% Ceia – 5 a 10% Orientações Nutricionais  Plano alimentar individual. Sacarina.Fracionamento da dieta: Desjejum – 10 a 15% Colação – 5 a 10% Almoço . Caso seja utilizada. fracionado em 5-6 refeições diárias com horários estabelecidos e intervalos regulares (3/3h). Recomenda-se limitar a ingestão de carboidratos no desjejum (< 10% . excesso de atividade física. Proibido: Ciclamato de Sódio Não Recomendados: Sorbitol. tremores nas extremidades.

.

6) Auxilia a criança a desenvolver a fala e a musculatura mandibular. 4) Método anticoncepcional enquanto existir aleitamento materno exclusivo. 3) Protege a mãe contra câncer de ovário e de mama. 9) Auxilia na formação da retina da criança. 8) Promove desenvolvimento neurológico e cognitivo adequados. prático (não precisa ser preparado e dispensa higienização de utensílios). . 2) Auxilia na involução uterina e retorno do peso materno. 5) Auxilia no estabelecimento do vínculo mãe e filho. VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO 1) É econômico. que auxiliará no processo de mastigação e na formação da dentição. 10) É alimento nutricionalmente completo para a criança até os 6 meses de idade e possui fatores de proteção na sua composição. 7) Protege a criança contra infecções e obesidade na vida adulta. seguro do ponto de vista microbiológico.

mate. ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS NA GESTAÇÃO Sintomatologia Conduta Náuseas e Aumentar fracionamento da dieta. diminuir o volume das refeições Evitar o consumo de chá. . frutas de modo geral e as laxativas. diminuir o volume das refeições Aumentar ingestão de líquidos Estimular o consumo de frutas com caldo Orientar para deglutir a saliva Anemia Estimular o consumo de frutas ricas em vitamina C junto às grandes refeições Estimular o consumo de alimentos fonte de ferro como: carnes. vegetais alaranjados e alimentos fortificados Este material foi elaborado com base em manuais de assistência pré-natal do ministério da saúde. refrigerante. evitar falar durante as refeições Pirose (Azia) Dieta fracionada. álcool. fumo. vegetais verde-escuros e leguminosas Estimular o uso de alimentos fortificados Desestimular o consumo de café. estimular a ingestão do bagaço e da casca flatulência Estimular o consumo de vegetais na forma crua Estimular o consumo de cereais integrais Mastigar bem os alimentos. alimentos gordurosos e alimentos com odor forte ou desagradável ou que causem desconforto/ intolerância Preferir alimentos sólidos pela manhã e ricos em carboidratos Ingerir bastante líquido nos intervalos das refeições Evitar monotonia alimentar Evitar deitar-se após as grandes refeições Constipação Aumentar a ingestão de líquidos intestinal e Aumentar a ingestão de fibras. chá. mate. (2012) e na rotina de assistência pré-natal da Maternidade Escola da UFRJ. café. doces e frituras Excluir alimentos que causem desconforto Elevar a cabeceira da cama e evitar deitar-se após as grandes refeições Sealorreia Dieta fracionada. ovos. diminuir o volume das refeições vômitos Evitar fritura. folhosos verde-escuros. leite e derivados e de alimentos ricos em fibra junto às grandes refeições Cegueira Consumir 1 bife pequeno de fígado 1 vez por semana no almoço ou jantar Noturna Estimular o consumo de alimentos fonte de vitamina A: derivados de leite integral. no livro de Nutrição em Obstetrícia e Pediatria – Accioly et al.

entre outras. condição sociodemográfica. condição sociodemográfica. edema. Plenitude Dieta fracionada. diminuir o volume das refeições. aumentar a quantidade total de alimentos. Adequar a dieta conforme queixas. frituras e de preparações concentradas em carboidratos simples. Restringir o uso de óleo e azeite em saladas. ensopadas. tabus e erros alimentares detectados. grelhadas). excessivo Investigar possíveis causas como dieta inadequada. exceto em casos nos quais a ingestão de sal deve ser controlada. Fraqueza e Dieta fracionada. Aumentar fracionamento da dieta. Aumentar fracionamento da dieta. Orientar quanto ao aumento temporário da quantidade de óleo e carboidratos das preparações. Orientar quanto ao consumo adequado de carboidratos complexos e estimular o consumo de hortaliças e frutas. Orientar para preferir roupas amplas e confortáveis. com menor volume. limão. ansiedade. sal. cozidas. intercorrências. tabus e erros alimentares detectados. infecções. Desestimular o consumo de alimentos gordurosos. evitando grandes volumes por refeição. Evitar deitar após as refeições. Caso a alimentação seja adequada (com todos os grupos presentes). Desmaios Evitar o jejum prolongado e intervalos grandes entre as refeições Orientar para a utilização normal do sal na alimentação. ORIENTAÇÕES NUTRICIONAIS NA GESTAÇÃO Sintomatologia Conduta Ganho de peso Orientação com base no Valor Energético Total (VET) adequado e esclarecer quanto ao ganho de peso recomendado. aumentando a densidade energética. como sintomas digestivos. salsa e ervas como tempero. Estimular o uso de preparações culinárias simples (assadas. intercorrências. Adequar a dieta conforme queixas. problemas familiares e atividade física excessiva. insuficiente Investigar possíveis causas. erro na pesagem. cheiro-verde. . diminuir o volume das refeições. Orientação para preferir vinagre. Uso de suplementos nutricionais Ganho de peso Orientação com base no Valor Energético Total (VET) adequado e esclarecer quanto ao ganho de peso recomendado. Sensação de Ajustar a alimentação conforme tolerância.

2007) .(WHO.