Em uma manh� gelada, est�vamos espremidos em uma min�scula capela, rodeados por

altares budistas e antigas thangkas (tape�arias de desenhos intricados em relevo,
que ilustram grandes doutrinas do passado). Focalizei a aten��o diretamente nos
olhos do homem de idade indiz�vel, sentado na posi��o de l�tus bem na minha frente.
Com a ajuda do tradutor, propus-lhe a mesma quest�o que sempre fazia a todos os
monges e freiras que encontrava durante nossa peregrina��o. "Quando o senhor faz
suas ora��es, o que est� fazendo?", perguntei. Quando vemos o senhor entoar seus
cantos durante catorze a dezesseis horas do dia, quando presenciamos os sinos,
batidas r�tmicas, gongos, carrilh�es, mantras e gestos de mudras, o que est�
acontecendo no seu �ntimo?"
Uma forte sensa��o se apoderou de mim enquanto ouvia a tradu��o da resposta do
abade. "Nossas ora��es n�o podem ser observadas", ele disse, "porque uma ora��o n�o
pode ser vista." Ajustando debaixo dos p�s as pesadas vestes de l�, o prior da
abadia continuou: "O que pode ser observado � o que n�s fazemos para criar o
sentimento em nosso corpo. � o nosso sentimento que � a nossa ora��o.'"
Que beleza, pensei, e quanta simplicidade! Como os experimentos do final do s�culo
XX tinham nos mostrado, s�o as sensa��es e as emo��es humanas que afetam a ess�ncia
de nossa realidade: a nossa linguagem interior � a respons�vel pelas mudan�as nos
�tomos, el�trons e f�tons do mundo exterior. Entretanto, importa menos as palavras
que proferimos do que o sentimento que elas criam dentro de n�s. A linguagem que
fala com as for�as qu�nticas do universo � a linguagem da emo��o ... o que a Matriz
Divina reconhece � o sentimento. Princ�pio 9: O sentimento � a linguagem que "fala"
com a Matriz Divina. Sinta-se como se sua meta j� tivesse sido alcan�ada e sua
ora��o respondida. O abade estava nos dizendo o mesmo que os grandes cientistas do
s�culo XX haviam dito. N�o apenas ele dizia o mesmo que os cientistas tinham
documentado, como tamb�m avan�ava mais um passo: compartilhava conosco as
instru��es que explicavam como podemos falar a linguagem das possibilidades
qu�nticas e, ao fazer isso, usava a t�cnica hoje reconhecida como uma forma de
orar. N�o � de se admirar que ora��es fa�am milagres! Elas nos colocam em contato
com o espa�o puro, onde os milagres de nossa mente se transformam na realidade do
nosso mundo.

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