RELATÓRIO ESTÁGIO

TERMINAIS DE LÍQUIDOS

IMPACTO AMBIENTAL

Base: 2003 a 2005

T2EQ
Engenharia

Preparado por:
Marcus Ciccarelli Alves da Silva

ÍNDICE

INTRODUÇÃO 3

TERMINAIS DE LÍQUIDOS 4

TERMINAIS DE PETRÓLEO 7

TERMINAIS MISTOS 10

PRINCIPAIS PRODUTOS MOVIMENTADOS 11

CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO 13

CONCLUSÃO 14

ANEXO I - TUBULAÇÕES E BOMBAS DE TRANSFERÊNCIAS 16

ANEXO II - LIMPEZA E INERTIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES 18

ANEXO III - TRANSPORTE MARITIMO E RODO FERROVIÁRIO 20

ANEXO IV - TANQUES E DIQUES 22

ANEXO V - CAPACIDADE DE ESTOCAGEM DE TERMINAIS 24

ANEXO VI - PRINCIPAIS ACIDENTES 1984 - 2005 26

REFERÊNCIAS 27

2

O empreendimento em si também é uma forma de desenvolvimento tecnológico. traz consigo. Desta forma um país em desenvolvimento se torna atrativo economicamente para a industrialização de derivados de petróleo. que se beneficiarão do custo da armazenagem e transporte dos produtos industrializados. em função do desenvolvimento de uma consciência ambiental. em função do baixo custo operacional e leis ambientais fracas ou inexistentes. O investimento necessário para a construção destes terminais de líquidos geralmente é feito por empresas estrangeiras. convivência com o país investidor. Por outro lado. Este rápido crescimento na movimentação de cargas líquidas fez dos terminais de líquidos. tendo como principal requisito a existência de porto. mas 3 . um débito ambiental que somente será avaliado em longo prazo. de modo vertiginoso. petróleo e seus derivados. a operação destes terminais torna-se mais rigorosa observando não só a saúde ocupacional dos trabalhadores. e pela geração de riqueza através dos empregos diretos e indiretos. também. possuidoras ou não de frotas marítimas. ferrovias e estradas para transporte do material produzido. faz com que cada vez mais os terminais de líquidos sejam a porta de entrada nos países industrializados e em desenvolvimento. O desenvolvimento de novos produtos nas indústrias químicas e o suprimento de matérias-prima. Contudo. a operação desenfreada em busca do lucro imediato. propiciando o desenvolvimento da região. o ponto central desta corrente entre a produção e o consumidor. cultural e social. e a evolução dos meios de transporte e de comunicação proporcionaram o desenvolvimento da logística de produção. através da aquisição de novas metodologias de trabalho.INTRODUÇÃO Nos últimos cinqüenta anos a crescente universalização da economia. armazenagem e comercialização de produtos químicos.

VOPAK – ILHA BARNABÉ (1) A movimentação da carga é feita por recalque de bombas seja do terminal para carregamento. bombas e tubulações.também o meio ambiente em que está inserido e as normas internacionais de excelência. Após a transferência do produto. A água ou produtos químicos 4 . A foto abaixo nos mostra um grupo de terminais de líquidos ao fundo. o porto de carga e descarga a frente. estação de tratamento de efluentes e de água. prédio administrativo e manutenção. via ferroviária e vias de acesso por terra. carregamento e balança rodo ferroviária. com vias de acesso e acessórios. ou do navio para o terminal. rede de incêndio. TERMINAIS DE LÍQUIDOS Podemos definir um terminal de líquidos com sendo um parque de tanques. as linhas utilizadas são limpas e é passado em seu interior um “pig” para retirar qualquer quantidade impregnada na tubulação impedindo a contaminação de nova remessa. sistema de limpeza da tubulação. tais como: casa de caldeira. tubulações de transferência. com porto de carga e descarga ou não.

estação de tratamento de efluentes líquidos e gasosos e sistema de recuperação de produtos (seta azul). são coletados em tanques específicos e transferidos para tratamento dos efluentes. sendo os tanques de estocagem representados pelos círculos vermelhos e está indicado o carregamento rodoviário com uma seta amarela. A ilustração abaixo nos mostra com mais detalhes a instalação de um terminal de líquidos. Para tal foram projetados dois sistemas de drenagem independentes (pluvial e químico). As balanças rodoviária e ferroviária estão indicadas com uma seta verde. 5 . Este terminal atualmente está construindo uma estação de carregamento e recebimento ferroviário (indicado por um retângulo amarelo).utilizados para a limpeza. onde a principal característica é o cuidado com o meio ambiente e a segurança das operações.

Outros exemplos de terminais de líquidos que operam em função de carga marítima na nossa região. seguem abaixo: 6 .

utilização de tubulações somente entre porto – terminal e terminal – carregamento. VOPAK ALEMOA Nesta foto podemos notar os diversos terminais de líquidos. Outros pontos de destaque são as estações de pigs e sistema de limpeza de tubulação. no entanto. diques de concreto com sistema independente de drenagem e contenção. Destes exemplos podemos notar uma grande quantidade de tanques em pequenos espaços. TERMINAIS DE PETRÓLEO Nosso trabalho até agora se limitou a terminais de líquidos que operem em conjunto com o porto e transporte marítimo. quanto a exportação de produtos industrializados a partir da destilação do óleo bruto. e consequentemente vários terminais de líquidos com características diferentes. este não é o único tipo de terminal existente. utilização de bombas de transferência de pequeno porte para movimentação de carga. necessita manter tanto a importação de petróleo. de petróleo e seus derivados. sistema de pesagem e carregamento rodo ferroviário e sistemas de combate a incêndio e inertização de tanques. Na figura abaixo podemos ver diversos terminais da PETROBRÁS com ênfase as instaladas no Estado de São Paulo: 7 . As grandes indústrias mantêm em estoque suas matérias-primas para mais de dois dias de produção. o que representa a necessidade de tancagem de líquidos e seus acessórios. bem como de rodovia e ferrovia. de forma a atender suas necessidades de estocagem. Os terminais de petróleo dada a sua capacidade e especialidade de produção. instalados no Bairro da Alemoa – Santos. e sua proximidade com o porto de carga e descarga. bem como as estações de tratamento de efluentes e o tamanho dos tanques.

e os demais têm como características principais a transferência de produtos por tubulações e bombas. A distribuição dos produtos industrializados é executada por via rodoviária e ferroviária a partir de terminais de líquidos descritos anteriormente. estão conectados com um porto de recebimento. Desta figura podemos notar que os terminais de São Sebastião e da Alemoa. Para uma melhor visualização a fotografia abaixo mostra o terminal de petróleo da Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão: 8 .

o incêndio da Vila Socó em Cubatão. os tanques têm sistemas de inertização e combate a incêndio conforme normas rígidas internacionais e nacionais. Apesar de grande apoio tecnológico nesta área. sistemas de segurança e controle mais 9 . como forma de minimização de acidente. Como referido acima. como por exemplo. no entanto. em função do produto estocado. notamos que este terminal opera recebendo petróleo do terminal de S. tendo em vista a extensão que geralmente atinge. Por se tratar de um terminal de petróleo podemos notar também a grande distância mantida entre os tanques e os diques de terra batida. o acidente é sempre um dado a se pesar. este terminal não conta com o apoio de grandes estradas ou ferrovias. Sebastião e da Alemoa. sendo os tanques abastecidos a partir de tubulação. Em temos de meio ambiente este seria o tipo de terminal de maior risco ambiental. de onde é transferido para RPBC ou para as demais refinarias do estado. As principais diferenças deste tipo de terminal para o anterior são os tanques de maior capacidade. Tendo em vista a figura anterior. Estes sistemas de dutos e bombas são monitorados constantemente como forma de prevenção a acidentes. como a ABNT – NBR 7505-1 e NB 98. além das normas internas da PETROBRÁS.

diques de terra batida com sistema de drenagem individual. operam com um único tipo de produto. O projeto básico destes terminais prevê grandes áreas para poucos tanques. maior malha de tubulação.rígidos. nós chamaremos de terminais mistos neste trabalho. TERMINAIS MISTOS Os terminais de líquidos que têm capacidade para receber petróleo e seus derivados em uma mesma área. 10 . bem como pequenas áreas com grande número de tanques. e tem maior volume de transferência entre estocagem e consumidor. somado a um braço de caís como no caso dos terminais de São Sebastião (foto abaixo)e Alemoa. não tem sistema rodo ferroviário para transferência de produto. com via de acesso por tubulação e recebimento por navio em linhas cativas. maior distância entre os tanques. e sistema rodo ferroviário de pesagem e expedição. bombas de grande porte. Os terminais de petróleo com acesso a porto teriam as mesmas características descritas acima.

acesso rodo- ferroviário e pipe rack. além da diferença de espaçamento entre tanques e o formato dos diques. 2. Este tipo terminal opera em conjunto com porto e via marítima. 4. Petróleo. Óleos químicos. A foto abaixo nos mostra o Terminal de Paranaguá da PETROBRÁS onde situamos com setas as diversas áreas descritas: Neste caso podemos notar a existência de porto. Óleos vegetais. 11 . sendo o ponto alto o sistema de coleta e tratamento de efluentes. Químicos. Petroquímicos. e 5. 3. PRINCIPAIS PRODUTOS MOVIMENTADOS Os principais produtos manuseados nos terminais de líquidos são: 1.

é demonstrado na tabela abaixo: PORTO DE SANTOS (em toneladas) SEGMENTO 2003 2004 2005 Sólidos a Granel 26.201.455 Acido Fosfórico 257.925 21.232.3 Líquidos a Granel (*) 12.228 Variação (em %) 12.874 33. o total anual de movimentação de líquidos a granel para os anos de 2003 / 2004 e 2005.000 300.4 Total 60.7 8.7 (*) Considera o Terminal da Ultrafertil – Amônia líquida.014.601 Acetato de Vinila 48.800.735 80.059 45.059.191 14.277 77.109 Álcool 308.1 Carga Geral 20.751 248.935 31.322 75.073 70.449.256 Variação (em %) 9. no Porto de Santos estão demonstrados na tabela abaixo: PRODUTO REAL PREVISÃO 2003 2004 2005 Acetato de Etila 19.342 834.354 22.6 7.860 Amônia 294.002 Ácido Acético 49.274 270.908 239.5 8.972. base para estudos futuros. A previsão e o efetuado de movimentação de líquidos por produtos.235 28.833 29.582 31.405 44.976.647 26.285.3 16.801.077.860 1.235 Ácido Sulfurico 9.1 5.015.922 Variação (em %) 29.299.554 15.000 12 .050 Variação (em %) 10. Considerando a nossa região.

379.904 289.043 43.226 84.830 1. 39.655 1. Óleo de Origem Vejetal. não é descrito neste trabalho.111 Óleo Combustível 3.150 546.616.450 m³ STOLTHAVEN 55.124 Gasóleos 50.271 949.246 Nafta 67.674.874 1.434 546.244.434 Meg 76.285.749 83.de Bordo (Diesel +Combust.432 m³ VOPAK Ilha Barnabé 47.779 Sebo Bovino 4. 101.116 1.049 Petróleo .191 14.272 1.400 Sucos 1.015. onde a estocagem deste produto.787 983.050 Fonte – Porto de Santos – Movimentação de Cargas O ano de 2005 mostra um crescimento da ordem 5 % em relação ao ano anterior.195.922 Coperaf 93.0 Estireno 47.426 14.090. Álcool.976.477 m³ UNIÃO 60.721 41.000 Óleo Diesel 1.828 150.433 109.215.056 86.422 Xilenos 221.218.513 51. bem como a de gás liquefeito de petróleo.124 299.998.013 284.524 4. Amônia.566. CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO Considerando a nossa região temos a seguinte capacidade de armazenamento: VOPAK Alemoa (DIBAL) 104.821 197.953 14.550 m³ 13 .111 105.500 Cons.243 Óxido de Propileno .959 TOTAL 12.236 104.427.235.654 4. Os dois primeiros são descargas feitas para os terminais da Alemoa e a Amônia no porto da Ultrafertil.878 294. Butano 11.390 86.138 190.287 Óleo de Origem Vegetal 79.271.) 1.341 Gasolina 1. 2.600. e 3.223 49.554 15.937 Soda Cáustica 730. sendo os principais incrementos de movimentação os seguintes produtos: 1.702 1.

878 m³ PETROBRÁS Alemoa 271. Considerando que a necessidade de revamp das unidades fabris de Cubatão. que resultará em um incremento significativo na movimentação de carga. GRANEL Ilha Barnabé 77. implicará em um aumento significativo da capacidade produtiva e 14 . enumerados no Anexo V de onde podemos concluir que o total da capacidade de estocagem dos terminais da Alemoa é um valor mediano em relação aos demais.491 m³ O valor total pode ser comparado com alguns grandes centros de recebimento e transferência de líquidos do Brasil. Terminal da Alemoa CONCLUSÃO Considerando que Santos possui o maior porto da América Latina e a sua modernização causará uma redução de custos.704 m³ TOTAL 617.

que sejam as bases de um crescimento sustentável sem prejuízo ao meio ambiente. não reflete o padrão de tecnologia e normas internacionais de operação. como podemos acompanhar pelos relatórios da CETESB. finalmente. Tendo em vista o exposto. Considerando. temos que é preciso a adequação de leis e criação de normas específicas à Baixada Santista. capaz de gerar normas próprias de proteção e mediação do desenvolvimento industrial. Considerando que o sistema rodo-ferroviário da região da Baixada Santista. 15 . Considerando que não temos uma consciência ambiental formada. seja como receptáculo de vazamentos.consequentemente da estocagem de matérias-prima ou produtos acabados para expedição. seja como efluente tratado ou não. seja como resultado dos acidentes ocorridos. o lado sócio econômico do empreendimento em relação às regiões circunvizinhas. Considerando que a operação da Bacia de Santos elevará o núcleo industrial a outro patamar. já se encontra em condição limítrofe para a transferência de produtos. onde estão instalados os terminais de líquidos. com aumento de unidades fabris na região e significante investimento dos terminais particulares em ampliação das áreas de estocagem e transferência de líquidos e de gás. ao mesmo tempo em que resgata o passivo ambiental. Considerando que a situação ambiental atual das áreas. Considerando que o estuário está sendo o fiel depositário da herança ambiental depositada ao longo dos anos pelos terminais de líquidos da região. notícias de jornal. visualização dos terminais e notas de acidentes.

de modo a assegurar a coexistência de situações antagônicas em harmonia. O desenvolvimento não espera uma melhor hora para se instalar. é uma necessidade urgente e deverá ocorrer a partir do meio acadêmico. O crescimento esperado deve ser planejado e sustentado com o necessário investimento federal. na forma de um código do meio ambiente metropolitano. com planos estratégicos e realistas. mas então será muito tarde. e simular as condições futuras. estadual e municipal. daqueles que tem obrigação de fazê-lo. se não iniciarmos hoje uma avaliação consciente do meio que nos cerca. a ausência de curvas abruptas (passagem de “pig”) e a tubulação de água de incêndio (vermelho): 16 . nem conhecimento para fazer o que é realmente necessário. buscando alternativas viáveis para recuperação do meio ambiente da região. sem que haja perda da qualidade de vida. A criação de grupos de estudo visando mapear a situação atual. de forma a atualizar o sistema rodo ferroviário para futura realidade. e as formas de atender a demanda que se apresenta. análises de rotas rodoviárias. mas que não terão bases. certamente amanhã estaremos discutindo o que deveríamos ter feito a anos atrás. e novamente estaremos esperando a benevolência de fazer algo pelo bem comum. promover o desenvolvimento intelectual. limite operacional. O resultado do trabalho destes grupos deve ser o desenvolvimento de planos de ação. a fim de detectar problemas e soluções. com pesquisas. ANEXO I TUBULAÇÕES E BOMBAS DE TRANSFERÊNCIAS No exemplo a seguir são realçados os dutos de interligação entre o porto e o terminal de líquidos. onde podemos notar o diâmetro das tubulações. bases para analises de risco e estudos de impacto ambiental O futuro é agora. desenvolvimento de teses e geração de cursos específicos para formação dos profissionais que trabalham nesta área.

nitrogênio. o produto é medido na descarga do navio por instrumentos mássicos (Coriollis). Por ser tratar de movimentação de carga sob consignação. de modo a permitir limpeza mecânica (passagem de pig) e válvulas de passagem plena. O pipe rack é um suporte da tubulação disposto em espaçamentos que evitam que a tubulação sofra tensões e permitam que a tubulação seja encaminhada por via aérea. As tubulações dos terminais de líquidos são de grande calibre a fim de possibilitar altas vazões com baixas velocidades e consequentemente pouca perda de carga. como vapor. evitando tubulações enterradas onde a ocorrência de vazamentos é difícil de ser detectado. Este 17 . facilitando a contaminação do lençol freático. O design destas tubulações prevê curvas de raio longo. rede de incêndio e sistema de aterramento. e na recepção dos tanques por diferença de nível. além do acompanhamento de tubulações de apoio no mesmo pipe rack. proporcionando a operação com bombas de baixa altura manométrica.

a utilização de bombas adequadas ao produto a ser descarregado. alguns cuidados são essenciais para início e finalização da operação considerando tanto a qualidade do produto. para um computador central que coordena as operações. confeccionadas em material adequado aos produtos. As bombas utilizadas na operação de transferência são bombas centrífugas. ocorrendo a drenagem da tubulação para o ponto mais próximo. Contudo. quanto a segurança operacional. de forma que independente da ação do operador. ou perdas seja por vazamento. durante a descarga de navios é realizada inspeção visual de todo alinhamento garantindo a não existência de vazamentos. O sistema de transferência tem intertravamento com o sistema de segurança. selagem mecânica e acionamento direto com acoplamento elástico. assim. e são contínuas com auxílio de flanges e juntas. de alta vazão e baixa pressão de descarga. seja por incapacidade de transferência. e proteção à poeira e água. As tubulações são feitas de aço carbono ou aço inox dependendo do produto a ser transferido. verifica se existe algum vazamento na tubulação. O motor elétrico é classificado como a prova de explosão.procedimento além de garantir a recepção da carga descrita no manifesto. em caso de falha o sistema auto desliga. ANEXO II LIMPEZA E INERTIZAÇÃO DE TUBULAÇÕES Por se tratar de transferência sob consignação os líquidos manuseados em um terminal não podem sofrer contaminação. O sistema de segurança inclui a instalação de transmissores de pressão e temperatura. A limpeza e inertização das linhas antes de começar o descarregamento. Outra forma de controle é a diferença de pressão entre o recalque e a recepção do produto. uma vez que é possível avaliar com grande precisão a perda de pressão na transferência. e o aterramento das tubulações. 18 . garantem a segurança da operação de transferência.

é passado pelo interior das tubulações e ventado para atmosfera ou sistema de tratamento de gases. após minuciosa avaliação do sistema. O que é um “PIG”? (*) O pig é um dispositivo cilíndrico ou esférico concebido e utilizado inicialmente com a finalidade de limpar o interior de dutos. Pode ser desde um simples cilindro em espuma até mesmo um dispositivo mais complexo como uma estrutura metálica (chassi) de forma cilíndrica. que utiliza disco transversal como guia e vedador. Atualmente utiliza este objeto também como forma de avaliar a tubulação como uma estrutura. Desta forma a tubulação e tanques são considerados limpos e inertizados. ou tanque. mantendo uma pequena pressão. O nome se deve à semelhança comportamental com porcos que entram limpos na tubulação. conhecido como “pig” pelo interior das tubulações com auxílio de nitrogênio como fluido de carga. Esta operação é acompanhada por supervisores de segurança. uma corrente de gás nitrogênio. Atualmente os pigs são utilizados tanto para limpar como para inspecionar o interior do duto. e no final uma parcela deste gás é “aprisionado” dentro da tubulação. verificando o estado de conservação em seu interior. Neste último caso são chamados de pigs instrumentados Exemplo de pigs de limpeza: 19 . Outra semelhança é que o som que alguns tipos pigs fazem ao passarem pelo interior da tubulação parece o de porcos rosnando. mas saem todo sujo ao final do trabalho de limpeza. As tubulações e tanques antes do início da operação de recebimento são limpos e inertizados com nitrogênio (gás inerte). prontos para receber novo carregamento. responsáveis pela liberação da descarga ou transferência do líquido. ou seja. A limpeza das tubulações é feita com a passagem de um objeto.

juntamente com a caixa de recepção de produto a ser recuperado. sistema de inertização e bombeamento de transferência: 20 . ANEXO III TRANSPORTE MARITIMO E RODO FERROVIÁRIO O transporte de líquidos entre paises geralmente é feito por navios especializados. que possuem na parte inferior tanques de estocagem de produtos. ou enviado ao tratamento de efluente. Estação de lançamento do pig na tubulação: Fonte – CENPES – PETROBRÁS Este tipo de instalação é disposto em cada extremidade das tubulações de transferência. exemplo abaixo.

ainda é o meio mais viável. Do final dos anos 80 foi iniciada a transferência de líquidos com isocontainers. Os gases que eventualmente são gerados. Devemos notar que os produtos e água utilizados na limpeza e manutenção do isocontainer. apesar de aumentar significantemente a frota rodoviária. como temos visto ao longo dos anos. no caso de um acidente naval. Desta forma o transporte rodoviário e ferroviário também tem sua segurança incrementada. Naturalmente este não é o meio mais seguro para transporte de substâncias químicas capazes de grandes desastres ambientais. lençol freático e ataque a flora e fauna. No entanto. os quais proporcionam maior segurança ao meio ambiente. o que indiretamente aumenta o risco de acidentes nas estradas e conseqüente contaminação de riachos. com relativa segurança. devem ser tratados e descartados com qualidade conforme o CONAMA 20. devem ser abatidos em equipamentos adequados para evitar contaminação do meio ambiente. para retorno com outro tipo de produto. Abaixo temos fotos de isocontainers sendo a 1ª saindo do procedimento de limpeza e manutenção e a 2ª em transporte. O principal inconveniente deste meio de transporte é a necessidade de limpeza e manutenção do equipamento. uma vez que no Brasil pouco ou quase nada é transportado via ferrovia. pela capacidade de transportar grandes quantidades de produtos. 21 .

O transporte por rodovia é feito por caminhões tanques e por trens em vagões de líquidos semelhantes aos isocontainers. sucção das bombas. 22 . com bocais de entrada de produto. construídos em aço carbono ou aço inox. ANEXO IV TANQUES E DIQUES Tanque são reservatórios cilíndricos verticais ou horizontais. sistema de proteção. vent e bocas de visita.

apresentamos a figura abaixo e a descrição dos bocais: 23 . A fim de termos uma melhor idéia de um tanque.

existência ou não de dique e da capacidade de armazenamento.432 0 104. ANEXO V CAPACIDADE DE ESTOCAGEM DE TERMINAIS Capacidade de Armazenamento Nome do Petróleo Derivados GLP Total Terminal Tipo UF Município (m³) ¹ (m³) (m³) (m³) Vopak Alemoa (antiga Dibal) TA SP Santos 0 104. propriedades e outros acidentes são descritas nas normas da ABNT. quando existir outros tanques no mesmo dique. ruas. e sua instalação é normatizada pela ABNT através das NBR – 7505-1 – Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis. Os diques são construções de contenção. do sistema de segurança instalado. São dotados de separadores de óleo de forma que a drenagem pode ser encaminhada para o tratamento adequado (químico ou pluvial).432 24 . NB – 98 – Armazenamento e manuseio de líquidos inflamáveis e combustíveis e outras. Como podemos notar. a existência de dique é uma forma de redução de espaço e consequentemente possibilita a instalação de mais tanques. As distâncias entre tanques. uma condição de menor agressão ao meio ambiente. desconsiderando suas bases e volumes equivalentes. sendo que para estocagem de petróleo além destas existem as normas internas da PETROBRÁS e normas internacionais a serem observadas. Em termos econômicos representa uma maior lucratividade. em termos de segurança. que permitem o aprisionamento do fluido em caso de vazamento do tanque e tubulações adjacentes. tipo de teto (fixo ou flutuante). em função do tipo de fluido armazenado. O projeto de tanques em terminais de líquidos segue o API 650 – Tanques Atmosféricos. Por norma os diques devem ter capacidade de conter o volume do maior tanque.

620 0 9.770 489.585.417 Carmópolis TA SE Aracaju 160.000 0 10.704 83.991 Cabedelo TA PB Cabedelo 0 10.000 Centro Coletor de Bauru CCA SP Bauru 0 10.549 Brasília TT DF Brasília 0 70.142 0 0 190.928 68.477 0 47.753 0 10.450 Stolthaven Santos TA SP Santos 0 55.198 0 4.824 589.000 Centro Coletor de Sertãozinho CCA SP Sertãozinho 0 10.710 0 42.454 Angra dos Ilha Grande TA RJ Reis 870.023 Centro Coletor de Londrina CCA PR Londrina 0 10.450 0 60.859 Barueri TT SP Barueri 0 199.000 Alemoa TA SP Santos 0 271.706 Almirante São Barroso TA SP Sebastião 1.000 0 15.000 66.022 0 10.978 9.710 Vopak Ilha Barnabé TA SP Santos 0 47.550 Granel Ilha Barnabé TA SP Santos 0 77.642 0 26.630 0 1.968 Campos Duque de Elíseos TT RJ Caxias 483.000 Centro Coletor de Campos CCA RJ Campos 0 10.600 0 35.772 25 .462 22.000 0 10.878 0 77.345 426.022 Cabiúnas TT RJ Macaé 485.642 Florianópolis (Biguaçu) TT SC Florianópolis 0 38.588 0 38.326 0 2.671 Almirante Rio de Tamandaré TA RJ Janeiro 0 129.115 47.550 0 55.012 Guamaré TA RN Guamaré 190.588 Jequié TT BA Jequié 0 18.023 0 10.417 0 36.600 Centro Coletor de Aracaju CCA SE Laranjeiras 0 10.000 Centro Coletor de Santa Santa Adélia CCA SP Adélia 0 10.292 Candeias TT BA Candeias 0 36.310 4.000 Centro Coletor de Brasília CCA DF Brasília 0 15.010.239 0 0 160.142 Guararema TT SP Guararema 420.557 Japeri TT RJ Japeri 0 38.023 6.115 Itabuna TT BA Itabuna 0 20.878 Granel Itaqui TA MA São Luiz 0 9.753 Centro Coletor de Araraquara CCA SP Araraquara 0 10.000 Centro Coletor de Ourinhos CCA SP Ourinhos 0 20.200 Rio de Ilha Redonda TA RJ Janeiro 0 0 47.011.012 0 38.Vopak Aratu TA BA Candeias 0 42.484 Itajaí TT SC Itajaí 0 50.200 0 936.516 79.475 9.239 Dunas TA RN Natal 0 26.534 56.000 0 10.000 0 10.571 209.002 354.477 União Santos TA SP Santos 0 60.000 0 10.620 Granel Rio Grande TA RS Rio Grande 0 35.816 25.859 0 129.668 4.000 0 20.364 0 552.

000 Fonte – Agência Nacional de Petróleo – ANP ANEXO VI PRINCIPAIS ACIDENTES 1984 .899 6.000 0 1.402 Solimões TA AM Coari 60.886 0 164.259 Paranaguá TA PR Paranaguá 0 174.622 0 0 466.000 36. Joinville (Guaramirim) TT SC Guaramirim 0 18.592 Vitória TA ES Vitória 0 11.000 0 152.948 TEGUAR TT SP Guarulhos 0 161.137 Tequimar Aratu TA BA Candeias 0 152.294 0 34.416 Santa Clara TA RS Triunfo 0 1.155 30.063 Maceió TA AL Maceió 26.089 Uberaba TT MG Uberaba 0 42.290 4.948 0 701.079 52.800 2.514 93.2005 As descrições abaixo são os relatórios da CETESB em relação aos principais acidentes ocorridos na Baixada Santista.000 0 24.083 20.000 Rio Grande - COPESUL TA RS Rio Grande 0 36.592 0 222.000 275 16.063 0 18.622 São Luís - Itaqui TA MA São Luís 0 71.000 Tequimar Ipojuca TA PE Ipojuca 0 31.526 TENIT TA RS Canoas 0 17.427 0 0 42.294 São São Francisco do Francisco do Sul TA SC Sul 466.852 9.838 9.137 0 28.319 157.690 Miramar TA PA Belém 0 37.360 44.204 Madre de Deus TA BA Candeias 0 604. 26 . com movimentação de líquidos.833 Uberlândia TT MG Uberlândia 0 45.400 Senador Senador Canedo TT GO Canedo 0 137.540 46.833 0 42.008 9.608 Regência TA ES Linhares 42.800 76.000 GASA TA SP Andradina 0 24.368 58.392 TEDUT TA RS Tramandaí 509.000 0 11.526 0 161.611 656.000 Volta Volta Redonda TT RJ Redonda 0 28.000 5.000 192.616 39.626 Suape TA PE Ipojuca 0 36.387 São Caetano do Utinga TT SP Sul 0 222.049 0 56.600 183.427 Terminal da REMAN TA AM Manaus 0 0 0 0 Ribeirão Ribeirão Preto TT SP Preto 0 51.089 0 17.159 Rio Grande TA RS Rio Grande 0 34.549 55.791 6.090 SEBAT TT SP Cubatão 70.351 76.

em Cubatão. indiretamente afetados pelas ações de emergência e remediação implantadas. km 3 + 143m. próximo à Via Anchieta.com.br 27 . rompeu devido à uma corrosão associado à falha operacional. atingindo o rio Guaecá. procedente da Refinaria Presidente Bernardes em Cubatão. O vazamento ocorreu dentro de Unidade de Conservação (área do Parque Estadual da Serra do Mar . sentido ao planalto.stolthaven. A operação de emergência envolveu mais de 600 pessoas e intensa logística. corpo d’água classe 1. A PETROBRAS/TRANSPETRO identificou a causa do vazamento como sendo uma fenda longitudinal no oleoduto OSBAT 24´´. Houve impacto sócio econômico no turismo local e nas atividades de subsistência (comércio informal) da praia de Guaecá. trabalho este muito dificultado pela grande inclinação do terreno. Fonte – CETESB REFERÊNCIAS a. onde estavam assentadas várias famílias em construções do tipo palafitas. pânico na comunidade da própria cidade. houve o vazamento de gasolina. situada paralelamente à linha do duto e contaminação de extensa área de manguezal. Operação Vila Socó Data Local Produto Volume Causa 25/02/1984 Cubatão Gasolina 1.Núcleo São Sebastião). Operação OSBAT . em São Sebastião. rompeu em função de um pequeno ponto de corrosão. Operação 035/00 . localizado nas encostas da Serra do Mar. em Santos.Guaecá Data Local Produto Volume Causa 18/02/2004 São Sebastião Petróleo Não Estimado Corrosão Síntese Na manhã do dia 18 de fevereiro de 2004 foi constatado afloramento de petróleo e contaminação do rio Guaecá na região da Praia de Guaecá. o jato de óleo atingiu área significativa de vegetação da Mata Atlântica e todos os esforços de combate foram dimensionados no intuito de conter rapidamente o vazamento.Serra do Mar Data Local Produto Volume Causa 28/02/2000 Cubatão Óleo combustível 500 litros Corrosão Síntese O oleoduto do Sistema OSSP. nas cidades vizinhas e interdição da Rodovia Anchieta. Esta tubulação se encontrava em região alagadiça de manguezal. Devido à forte pressão com que o produto era bombeado. afetando severamente a biota aquática e associada ao mesmo.200 m³ Corrosão Síntese Uma das linhas que interliga a Refinaria Presidente Bernardes. A liberação de um produto inflamável se espalhou com a movimentação das marés e houve ignição seguida de incêndio de grandes proporções. evitando que mais áreas fossem atingidas. estimulada ainda pela proximidade do carnaval. quota 219 m. STOLTHAVEN – Terminal da Alemoa www. Foram atingidos também a praia de Guaecá e outros ambientes como a Mata Atlântica / mata ciliar (área de preservação permanente). da PETROBRAS. ao Porto de Alemoa. O evento teve intensa repercussão na mídia. causando a morte de 38 pessoas e 53 vítimas além de cerca de quinhentos desabrigados.

VOPAK – Terminal da Alemoa e Ilha Barnabé www.anp.gov.br e. PORTO DE SANTOS www.sp.br f.vopak.b.com g.transpreto.gov.cetesb. CETESB www.petrobras. ANP – Agência Nacional de Petróleo www.br d.com.com.portodesantos. CENPES www.petrobras.com c. TRANSPRETO www.br h.br 28 . PETROBRÁS www.com.

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