SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS

MANUAL TÉCNICO DE ATENÇÃO
À SAÚDE E RESPOSTA AOS
CASOS DE INFECÇÃO PELO
VÍRUS ZIKA EM GESTANTES,
FETOS E RECÉM-NASCIDOS

VERSÃO 1.0
MARÇO/2016

Governador do Estado de Minas Gerais Colaboradores
Fernando Damata Pimentel Ana Maria de Jesus Cardoso
Ana Paula Medrado Barcellos
Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais Claudia Carvalho Pequeno
Fausto Pereira dos Santos David Mello de Jesus
Heloísa Helena Duarte Pelucci
Secretária-Adjunta em Saúde Maria do Carmo
Alzira de Oliveira Jorge Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar
Rodrigo Fabiano do Carmo Said
Chefia de Gabinete
Maria Thereza Rodrigues da Cunha Organizadores
Ana Luiza Ribeiro Figueiredo Coura
Subsecretária de Políticas e Ações de Saúde Ana Paula Mendes Carvalho
Maria do Carmo Ane Karine Alkmim de Sousa
Naiara Abreu de Oliveira Silva
Subsecretária de Regulação em Saúde
Roseli da Costa Oliveira Referências Técnicas
Ana Luiza Ribeiro Figueiredo Coura
Subsecretária de Vigilância e Proteção à Saúde Ana Paula Mendes Carvalho
Celeste de Souza Rodrigues Ana Renata Moura Rabelo
Ane Karine Alkmim de Sousa
Subsecretária de Inovação e Logística em Saúde Diana Furtado Assis do Carmo
Pedro Mousinho Gomes Carvalho Silva Karla Adriana Caldeira
Gabriela Cintra Januário
Subsecretária de Gestão Regional Janaina Passos de Paula
Lêda Lúcia Couto de Vasconcelos Nerice Cristina Ventura Costa de Oliveira
Poliana Harumi Ueno
Assessora de Comunicação Social Raquel Siqueira Viana
Patrícia Corrêa Giudice Regina Amélia Lopes Pessoa Aguiar
Renata Pereira de Souza
Roberta Souto Rocha Faria
Simone Ferreira dos Santos

Elaboração, distribuição e informações:
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS
Cidade Administrativa: Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº, Prédio Minas, 12º andar,
Bairro Serra Verde, 31.630-900, Belo Horizonte - MG

Esse manual foi baseado nos seguintes arquivos publicados pelo Ministério da Saúde:

PROTOCOLO DE ATENÇÃO À SAÚDE E RESPOSTA À PROTOCOLO DE VIGILÂNCIA E RESPOSTA À OCORRÊNCIA
OCORRÊNCIA DE MICROCEFALIA RELACIONADA DE MICROCEFALIA - versão 1.3
À INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA - versão 2.0
Elaboração, distribuição e informações
DIRETRIZES DE ESTIMULAÇÃO PRECOCE: CRIANÇAS DE MINISTÉRIO DA SAÚDE
ZERO A TRÊS ANOS COM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO Secretaria de Vigilância em Saúde
NEUROPSICOMOTOR DECORRENTE DE MICROCEFALIA - Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis
Coordenação-Geral do Programa de Controle da Dengue
versão preliminar
Coordenação Geral de Vigilância e Resposta às Emergências de
Elaboração, distribuição e informações: Saúde Pública
MINISTÉRIO DA SAÚDE Setor Comercial Sul–Quadra 4 Bloco A, 1º andar
Secretaria de Atenção à Saúde CEP: 70.340-000 – Brasília/DF
Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas Site: www.saude.gov.br/svs
SAF/SUL, Trecho 2, lotes 5/6, bloco F, Torre II, Edifício Premium, E-mail: coes.microcefalias@saude.gov.br
1º andar, salas 106/107
CEP: 70070-600 – Brasília/DF
Site: www.saude.gov.br/sas
E-mail: dapes.sas@saude.gov.br

Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes, fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 3

SUMÁRIO
Apresentação .................................................................................................................................. 06
Infecção pelo vírus Zika ...................................................................................................................... 07
Considerações gerais ............................................................................................................................................. 07
Definição de Caso ................................................................................................................................ 09
Definição de caso suspeito de infecção pelo vírus Zika ........................................................................... 09
Situações de vigilância durante a gestação e pós-parto ......................................................................... 09
Vigilância de microcefalia e de infecção pelo vírus Zika durante a gestação em Minas Gerais ....... 13
1. Notificação ............................................................................................................................................................ 13
2. Fluxo de Notificações ....................................................................................................................................... 13
3. Investigação e Registro de casos ................................................................................................................... 13
4. Diagnóstico laboratorial .................................................................................................................................. 14
Recomendações para atendimento às mulheres em idade fértil, gestantes, puérperas e recém-
nascidos com microcefalia ............................................................................................................. 16
A) Orientações gerais à saúde da mulher, com foco na Atenção Básica ............................................. 16
B) Manejo clínico de suspeita de infecção aguda por vírus Zika na gestação .................................. 17
C) Manejo clínico de gestante com diagnóstico confirmado de infecção por vírus Zika .............. 18
D) Manejo clínico de gestante com microcefalia/ultrassonografia apresentando feto com mal
formação do SNC: .................................................................................................................................................... 19
E) Orientações para o parto e nascimento ..................................................................................................... 19
F) Atendimento ao Recém-Nascido .................................................................................................................. 20
G) Manejo Clínico do Recém-Nascido com microcefalia e/ou alteração do sistema nervos central
sugestiva de infecção congênita ....................................................................................................................... 20
H) Manejo dos casos de abortamento com suspeita ou confirmação de infecção congênita ... 21
I) Manejo dos casos de natimorto com suspeita ou confirmação de infecção congênita ........... 22
Telessaúde em apoio às ações - Zika/Dengue/Chikungunya .......................................................... 23
ANEXOS ........................................................................................................................................................ 24
ANEXO I - TABELA DE PARÂMETROS DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA PREMATUROS EXTREMOS
(IDADE GESTACIONAL ENTRE 24 E 32: 6 SEMANAS) E PREMATUROS (IDADE GESTACIONAL ENTRE
33 E 36:6 SEMANAS) DO SEXO FEMININO ............................................................................................... 24
ANEXO II- TABELA DE PARÂMETROS DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA PREMATUROS EXTREMOS
(IDADE GESTACIONAL ENTRE 24 E 32: 6 SEMANAS) E PREMATUROS (IDADE GESTACIONAL ENTRE
33 E 36:6 SEMANAS) DO SEXO MASCULINO ........................................................................................... 27
ANEXO III - TABELA DE PARÂMETRO DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA RECÉM-NASCIDOS A TERMO
(IDADE GESTACIONAL ≥ 37 SEMANAS) DO SEXO FEMININO ................................................................ 30
ANEXO IV - TABELA DE PARÂMETRO DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA RECÉM-NASCIDOS A TERMO
(IDADE GESTACIONAL ≥ 37 SEMANAS) DO SEXO MASCULINO ............................................................ 31
APÊNDICE I – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DA GESTANTE COM EXANTEMA AGUDO SUGESTIVO

4 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes, fetos e recèm-nascidos (SES-MG)

................................................................................. 39 ANEXO V – FORMULÁRIO DE REGISTO DE EVENTOS EM SAÚDE PÚBLICA ....RESP ..................................................................................................... 37 APÊNDICE V – FLUXOGRAMA PARA REABILITAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO E DA CRIANÇA COM SUS- PEITA DE MICROCEFALIA ..................................................................................................... 40 ANEXO VI ......................................... 44 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes........... 33 APÊNDICE III – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DO FETO COM MICROCEFALIA E/OU ALTERAÇÕES DO SNC SUGESTIVAS DE INFECÇÃO CONGÊNITA ..................................................................................................................................DE INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA .......................................QUADRO SÍNTESE DE DEFINIÇÕES DE CASOS SUSPEITOS E EXAMES LABORATORIAIS (ADAPTADO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE) ..................................................................................................... 32 APÊNDICE II – ROTEIRO PARA VISITA DOMICILIAR À GESTANTE COM CONFIRMAÇÃO DE INFECÇÃO POR VÍRUS ZIKA ................................ 36 APÊNDICE IV – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DO RECÉM-NASCIDO COM MICROCEFALIA .................................................................... fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 5 ................................................. 42 REFERÊNCIAS .................................................. 38 APÊNDICE VI – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DO NATIMORTO COM MICROCEFALIA E/OU MALFOR- MAÇÕES DO SNC SUGESTIVAS DE INFECÇÃO CONGÊNITA OU CASOS DE ABORTAMENTO ESPONTÂ- NEO SUGESTIVO DE INFECÇÃO CONGÊNITA ..............................

para oferta de diagnóstico e acompanhamento adequados aos casos. foram elaborados fluxogramas que orientam o manejo nas se- guintes situações: Gestante com exantema agudo sugestivo de infecção pelo vírus Zika. Considerando o contexto epidemiológico faz-se necessário a organização dos serviços. Reabilitação do RN e da criança com suspeita de microcefalia. Desta forma. É importante destacar que as recomendações são baseadas no status do conhecimento atual sobre o vírus Zika. portanto. Feto com microcefalia e/ou alterações do Sistema Nervoso Central (SNC). Neste sentido. relacionados à infecção pelo vírus Zika em gestantes. sugestivo de infecção congênita. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . Fausto Pereira dos Santos Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais 6 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. podem ser necessárias atualizações e revisões frequentes deste manual. Na prática assistencial estes fluxogramas têm como objetivo orientar os profis- sionais e. fetos e Recém-Nascidos (RN). Natimorto com microcefalia e/ou malformações do SNC sugestivas de infecção congênita ou casos de abortamento espontâneo sugestivo de infecção con- gênita. foram estruturados considerando a realidade do Estado de Minas Gerais. RN com microcefalia. APRESENTAÇÃO Este manual foi elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) com o intuito de direcionar o manejo dos casos suspeitos e confirmados. O conteúdo deste ma- nual se baseou em diretrizes publicadas nos protocolos do Ministério da Saúde mais re- centes sobre o tema e recomendações da Organização Mundial da Saúde. de forma a permitir a aplicabilidade das recomendações. que compõe a Rede de Atenção à Saúde. perpassado por incertezas e evidências científicas em construção.

são conhecidas e descritas duas linhagens do vírus Zika. artralgia. tem a maior importância. even- tualmente. não são consideradas importantes para a transmissão do vírus para outra pessoa. odinofagia. a infecção pelo vírus Zika parece estar forte- mente associada à microcefalia e outras malformações do SNC em fetos de gestantes Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. hiperemia conjuntival e. o que significa que essas vias. excepcionalmente. embora a artralgia possa persistir por cerca de um mês. tosse seca e alterações gas- trointestinais. o desaparecimento dos sintomas ocorre entre três e sete dias após seu início. a infecção pelo vírus Zika pode cursar com febre baixa (ou. quando ocorrem. Quando sintomática. cefaleia. A via principal de transmissão do vírus Zika é por meio da picada do mosquito Aedes aegypti. mialgia. uma africana e outra asiática. podem. saliva e sêmen pode ter efeito prático apenas no diagnóstico da doença. evoluir a óbito. mesmo transmissor da Dengue e Chikungunya e o principal vetor urbano das três doenças. principalmente vômitos. que leva a baixa necessidade de hospitalização. De modo geral. edema. cuja associação com a ocorrência de microcefalia em RN foi descrita a partir do aumento dessa condição no Brasil. Até o mo- mento. Formas graves e atípicas são raras. exantema maculopapular. Por ser uma doença pouco descrita. autolimitada na maioria dos casos. devido ao risco de dano ao embrião/feto. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 7 . parto e aleitamento materno. Como complicação. A infecção pelo vírus Zika afeta todos os grupos etários e ambos os sexos e. leite materno. Em geral. A linhagem identificada no Brasil indica a ocorrência de uma adaptação gené- tica da linhagem asiática.Infecção pelo vírus Zika Considerações gerais O vírus Zika é um arbovírus do gênero Flavivírus. A identificação do vírus na urina. Em relação a outras vias de transmissão. mas. sem febre). é uma doença febril aguda. a priori. estima-se que menos de 20% das infecções humanas resultem em manifestações clínicas. O Aedes albopictus também apresenta potencial de transmissão. sendo mais frequente a infecção assintomática. Não há relato de transmissão relacionada ao trabalho de parto. a identificação do vírus em líquido amniótico é que. até o momento. menos frequentemente. à luz do co- nhecimento atual. a caracterização clínica e a história natural da infecção pelo vírus Zika se fundamentam ainda em um número limitado de relatos de casos.

fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . Os sinais e sintomas ocasionados pelo vírus Zika. Chikungunya e Sarampo). Chikungunya e Zika. nas pessoas infectadas. Chikungunya e Zika. infectadas e também a síndromes neurológicas. incluem um quadro exantemático mais acentuado e hiperemia conjuntival. O manejo clínico recomendado para os casos sintomáticos de infecção pelo vírus Zika é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e da dor. 8 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. A tabela 1 apresenta um resumo comparativo das manifesta- ções clínicas de infecções pelo vírus da Dengue. em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas na literatura relacionadas às infecções por outros flavivírus. No caso de erupções pruriginosas. anti-histamínico pode ser prescrito. Tabela 1 – Comparação da frequência dos principais sinais e sintomas ocasionados pela infecção pelo vírus da Dengue. como a síndrome de Guillain-Barré. Não se recomenda o uso de ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios. sem alteração significativa na contagem de leucócitos e plaquetas. em comparação aos de outras doenças exantemáticas (Dengue.

5 cm para meninas. Hiperemia conjuntival sem secreção e prurido. 1. 2. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 9 .9 cm para meninos ou medida do PC ≤ 31. segundo o sexo e idade gestacional . pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Minis- tério da Saúde (MS).pramaturo extremo e prematuro . acompanhado de pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: Subfebril ou febre baixa (≤ 38. Poliartralgia. o estado de Minas Gerais e os municípios deverão realizar a detecção dos casos descritos abaixo: 1. 5. Aborto espontâneo sugestivo de infecção congênita. Situações de vigilância durante a gestação e pós-parto A partir da publicação do documento “Assessment of infants with microcephaly in the contexto of Zika vírus – Interim guidance” da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 25 de fevereiro de 2016. apresentando medida do perí- metro cefálico ≤ -2 desvios padrão de acordo com as Tabelas InterGrowth. 4. apresentando medida do PC ≤ 31. 3. Feto com microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central sugestivas de infecção congênita. Recém-nascido com microcefalia. de acordo com as Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. em 22 de janeiro de 2016. Gestante com exantema agudo sugestivo de infecção pelo vírus Zika. Recém-nascido com microcefalia • Caso notificado como microcefalia: . .RN com 37 semanas ou mais de idade gestacional. Natimorto com microcefalia e/ou malformações do sistema nervoso central sugestivas de infecção congênita.(ANEXO I) e (ANEXO II).RN com menos de 37 semanas de idade gestacional.5º C). que sugere parâmetros de medida do perímetro cefálico para padronizar o critério de identificação de microcefalia e do “Protocolo de vigilância e resposta à ocorrência de microcefalia”. Edema periarticular.Definição de caso Definição de caso suspeito de infecção pelo vírus Zika Pacientes que apresentem exantema maculopapular pruriginoso.

Natimorto com microcefalia e/ou malformações do SNC sugestivas de infecção congênita • Caso notificado: . • Caso descartado de natimorto com microcefalia e/ou malformações do SNC relaciona- das à infecção congênita: . em amostras da mãe ou no tecido fetal. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . 1 STORCH: acrônimo composto pelas iniciais de Sífilis.Por critério clínico-laboratorial: caso notificado de RN com microcefalia e que apre- sente diagnóstico laboratorial específico e conclusivo para vírus Zika ou para qual- quer outro agente infeccioso (STORCH1). Rubéola. identificado em amostras do RN ou da mãe. 2. tabelas da Organização Mundial da Saíde . . • Caso confirmado de RN com microcefalia relacionada à infecção congênita: .Caso notificado com microcefalia com resultado normal (sem alteração sugestiva de infecção congênita) por qualquer método de imagem ou por critérios clínicos após investigação. • Caso descartado de microcefalia relacionada à infecção congênita: .Caso notificado que apresente alterações características de infecção congênita diag- nosticada por qualquer método de imagem e/ou diagnóstico laboratorial específico e conclusivo para vírus Zika ou para qualquer outro agente infeccioso (STORCH). 2 Ver definição de caso notificado de Recém-nascido com microcefalia 10 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. Herpes simples.Natimorto apresentando malformações do sistema nervoso central e/ou microcefalia2 . Citomegalovírus.(ANEXO III) e (ANEXO IV).Caso notificado sem alterações sugestivas de infecção congênita ou cujo diagnósti- co laboratorial não seja conclusivo para agente infeccioso (STORCH). Toxoplasmose.Por critério clínico-radiológico: caso notificado de RN com microcefalia e que apre- sente alterações sugestivas de infecção congênita por qualquer método de imagem. • Caso confirmado de natimorto com microcefalia e/ou malformações do SNC relacio- nadas à infecção congênita: .

Feto com microcefalia e/ou alterações do sistema nervoso central sugestivas de infecção congênita • Caso notificado: .Caso notificado de feto que apresente resultado normal/sem alteração em segunda avaliação por qualquer método de imagem ou por critérios clínicos após investiga- ção ou que tenha nascido com perímetro cefálico normal. 4. em amostras da mãe. • Caso descartado de feto com microcefalia e/ou alterações do SNC relacionadas à infec- ção congênita: .Caso suspeito cujo diagnóstico laboratorial não seja conclusivo para qualquer agen- te infeccioso (STORCH). em amostras de teci- do fetal.Gravidez interrompida involuntariamente até a 22ª semana de gestação e com sus- peita clínica e/ou laboratorial de infecção congênita. • Caso confirmado de feto com microcefalia e/ou alterações do SNC relacionada à infecção congênita: . Aborto espontâneo sugestivo de infecção congênita • Caso notificado: . • Caso descartado: . Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.Caso notificado que apresente diagnóstico laboratorial específico e conclusivo para vírus Zika ou para qualquer outro agente infeccioso (STORCH). • Caso confirmado de aborto espontâneo relacionado à infecção congênita: .Caso notificado com diagnóstico laboratorial específico e conclusivo para vírus Zika ou para qualquer outro agente infeccioso (STORCH).3.Achado ultrassonográfico de feto com alterações do SNC sugestivas de infecção congênita e/ou com circunferência craniana (CC) aferida menor que dois desvios- -padrão (< 2 dp) abaixo da média para a idade gestacional. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 11 .

Toda grávida. • Caso confirmado de gestante com infecção pelo vírus Zika: .Caso suspeito com diagnóstico laboratorial conclusivo para vírus Zika.Caso suspeito com identificação da causa do exantema que não seja a infecção por vírus Zika. com doença exantemática aguda. • Caso descartado de gestante com infecção pelo vírus Zika: . 12 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. Gestante com exantema agudo sugestivo de infecção pelo vírus Zika • Caso suspeito: . ex- cluídas as hipóteses não infecciosas. 5. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . em qualquer idade gestacional.

serviços públicos e priva- dos que prestam assistência ao paciente.Vigilância de microcefalia e de infecção pelo vírus Zika durante a gestação em Minas Gerais 1. Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. Em Minas Gerais.mg. Notificação Notificar. também de forma imediata e simultânea.datasus. DE FORMA IMEDIATA.se@saude. pelos profissionais de saúde. a vigilância em saúde Municipal deverá notificar a Unidade Regional de Saúde (URS) de sua área de abrangência e ao Centro de Informações Estratégicas em Vigi- lância em Saúde (CIEVS)-MINAS. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 13 . NOTIFICAÇÃO IMEDIATA AO CIEVS-MINAS: notifica.br ou no “formsus” (evento inusitado) no sítio eletrônico: http://formsus.php?id_aplicacao=1042 3. Fluxo de notificação A notificação compulsória será realizada mediante suspeita ou confirmação de doença agu- da pelo vírus Zika e da microcefalia. Digitar no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC) a Declaração de Nascido Vivo (DNV) com preenchimento dos campos 6 e 41 de forma sistemática e clara. A autoridade de saúde local que receber a notificação compulsória imediata deverá infor- má-la. caso suspeito e ou confirmado de doença aguda pelo vírus Zika em gestantes e microcefalia (na gestação. A comunicação do agravo deverá ser realizada à autoridade de saúde municipal de forma imediata pelo serviço assistencial que prestar o primeiro atendimento ao paciente. parto e pós-parto) de acordo com a portaria GM/MS nº 204 de 17 de fevereiro 2016. 2.br/site/formulario. em até 24 horas a partir do recebimento às demais esferas de gestão do SUS de acor- do com o estabelecido na portaria GM/MS nº 204 de 17 de fevereiro 2016.gov. Investigação e registro de caso A) MICROCEFALIA Realizar entrevista minuciosa com a mãe e preencher o formulário RESP (Registro de Eventos em Saúde Pública – RESP Microcefalias) disponível no ANEXO V.gov.

ficha de noti- ficação/conclusão . Monitorar os casos notificados. Cadastrar as amostras no Gerenciador de Ambiente Laboratorial . 4. Digitar no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) a ficha de noti- ficação/conclusão de todo caso confirmado de doença por vírus Zika em RN. e atualizar as infor- mações periodicamente até o encerramento do evento na vigilância em saúde.mg.gov.br em até 48hs após a notificação. Encaminhar uma copia da RESP e da DNV. B) DOENÇA AGUDA PELO VÍRUS ZIKA EM GESTANTES Realizar entrevista minuciosa com a gestante e preencher o formulário RESP (ANEXO V). adequadamente acondicionadas.br em até 48hs após a notificação.GAL. Diagnóstico laboratorial A) COLETA DE AMOSTRA BIOLÓGICA Coletar amostras biológicas da gestante e do RN conforme orientações no quadro do ANEXO VI. Encaminhar uma cópia da RESP por email.mg. identificadas e acompanhadas da ficha notificação – SINAN e formulário RESP. se@saude. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . 14 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. em conjunto com a assistência.todo caso suspeito e/ou confirmado de doença aguda por Zika Vírus em gestantes. Manter a RESP em meio físico na área técnica da vigilância em saúde do município e URS da área de jurisdição. por meio eletrônico.gov. Digitar no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) . Monitorar os casos notificados. Manter a RESP em meio físico na área técnica da Vigilância em Saúde do município e da URS da área de jurisdição. e atualizar as infor- mações periodicamente até o encerramento do evento na vigilância em saúde (par- to e/ou aborto).se@saude. ao CIEVS-MINAS no endereço notifica. Encaminhar as amostras para o Laboratório Central de Saúde Pública de Minas Ge- rais (LACEN): Fundação Ezequiel Dias (FUNED). ao CIEVS-MINAS no endereço notifica. em conjunto com a assistência.

aspirar o soro. É necessário aguar- dar o sangue coagular para separar o soro por centrifugação. estéril e com tampa de rosca. O transporte deve ser feito em caixa térmica. se autorizado pelo laboratório. O sangue coletado não deve ser imediatamente centrifugado. Por ques- tões de segurança não serão aceitos tubos impróprios. Conservar em freezer -80ºC. Centrifugar a 1500rpm por 10 minutos. Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. A caixa térmica deve conter uma quantidade de gelo reciclável suficiente para ga- rantir uma temperatura mínima de 8ºC até chegar ao LACEN e/ou laboratório de referência nacional. Se não houver centrífuga. Placenta Obter três fragmentos de tecido não fixado e transferir para frasco estéril. hermeticamente fechado ou em tubos à vácuo sem anticoagulante. resistente a baixas temperaturas (≤ -70ºC). gelo seco ou nitrogênio líquido ou então. não haja ris- co de contaminação das demais amostras. bem vedados. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 15 . a amostra deve ser congelada em freezer -80ºC. em caso de descongelamento ou vazamento. com gelo seco e/ou reciclável. Separado o soro em tubo re- sistente a baixas temperaturas (≤ -70ºC). passar para um outro tubo (crio- tubo) resistente a baixas temperaturas (≤ -70ºC). en- caminhada à FUNED no prazo máximo de 4 horas após a coleta.B) ORIENTAÇÕES PARA A COLETA DE AMOSTRAS Sangue/soro Deve ser colhido em tubo estéril. estéril e com tampa de rosca. estéril e com tampa de rosca. Os reci- pientes das amostras devem estar acondicionados em sacos plásticos individuais. gelo seco ou nitrogênio líquido até o envio para labo- ratório. para que. Líquido Cefalorraquidiano (LCR) e urina Armazenar em criotubos e manter/enviar em gelo seco ou nitrogênio líquido. deixar repousar na geladeira de 2 a 8°C por um período máximo de 4 horas e retirar o soro após decantação. OBSERVAÇÃO: Não utilizar formaldeído para conservação e armazenamento dos fragmentos comentados.

Ampliar a oferta do teste rápido de gravidez para detecção precoce da gravidez e início imediato do acompanhamento pré-natal. Recomendações para atendimento às mulheres em ida- de fértil. Orientar quanto às ações de prevenção e controle da Dengue. gestantes. puérperas e recém-nascidos com mi- crocefalia A) Orientações gerais para atenção à saúde com foco na Atenção Básica: Ampliar o acesso aos métodos contraceptivos. Realizar visitas domiciliares com maior periodicidade. Orientar a procurar o serviço de saúde (preferencialmente. gestantes e crianças. Realizar exames laboratoriais no pré-natal conforme recomendação do Ministério da Saúde. ventilador. Realizar vacinação de rotina das gestantes. Chikungunya e Zika: proteção contra a picada do mosquito .utilizar mosquiteiro. Intensificar a busca ativa das gestantes faltantes ao pré-natal. Reforçar o aconselhamento pré-concepcional. Intensificar a busca ativa de mulheres no início da gestação para que possam iniciar o 
pré-natal ainda no 1º trimestre. incluindo orientação às mulheres que desejam engravidar sobre a atual situação dos casos de microcefalia no país. Manter a recomendação de que a ultrassonografia obstétrica seja realizada prefe- rencialmente no 1º trimestre. roupas com- pridas. conforme o calendário vacinal do Minis- tério da Saúde. a Unidade Básica de Saú- de) em caso de exantema/rash cutâneo (manchas vermelhas na pele) e febre. Para gestantes seguir recomendações previstas para o grupo B segundo as “Diretrizes para a organização dos serviços de atenção à saúde em situação de aumento de casos ou de epidemia de dengue no Estado de Minas Gerais”. telas de proteção e repelente. intensificando orientações às mulheres. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . 16 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.

rubéola. assim como no prontuá- rio da mulher. Excluir outras doenças infecciosas e não infecciosas exantemáticas: • Realizar a propedêutica para infecções exantemáticas agudas que podem com- prometer o feto (toxoplasmose. para os casos confirmados laboratorialmente. Se caso confirmado. preferencialmente. dúvidas e medos. dipirona. anti-histamínicos. Seguimento ultrassonográfico: • Sugere-se que o seguimento ultrassonográfico seja realizado para as gestan- tes que apresentarem exantema e estiverem em investigação até a liberação do resultado laboratorial. a ocorrência de infecções. citomegalovírus. Coletar amostra biológica para a realização de PCR para vírus Zika: • 10 ml de sangue periférico. para os casos descartados. podendo ser coletado até o 5o dia após aparecimento do exantema3. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 17 . deve-se manter o seguimento ultrassonográfico proposto a seguir e. Investigar e registrar na caderneta ou cartão da gestante. orientando-a a procu- rar o serviço de saúde caso apresente esses sinais e sintomas. Acolher a gestante com caso suspeito de Zika e suas angústias. DE FORMA IMEDIATA. mas deverão ser realizados os exames para as outras infecções – STORCH Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. nos primeiros três dias do início do exantema. herpes simples. à vigilância epidemiológica do municí- pio para condução da investigação. Notificar a gestante. Realizar diagnóstico diferencial de Dengue e Chikungunya. A partir da disponibilidade do resultado. deve-se retomar o seguimento ultrassonográfico preconizado pelo pré-natal de origem. • Para as gestantes que já tenham realizado ultrassonografia obstétrica antes do 3 Após o 5º dia de exantema a coleta de sangue para PCR do vírus Zika não está recomendado. • 10 ml de urina até o 8o dia de início dos sintomas.B) Manejo clínico de suspeita de infecção aguda por vírus Zika na gestação: As recomendações para manejo da gestante com exantema agudo sugestivo de infecção pelo vírus Zika estão descritas a seguir e sistematizadas em fluxograma (APÊNDICE I). com o apoio dos profissionais de saúde mental do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). seguir protocolo específico para Dengue ou Chikungunya. exantema ou febre. sífilis). Prescrever sintomáticos quando indicado: paracetamol.

uma vez que a identificação da microcefalia não modifica o prognóstico fetal. entre a 32ª e 35ª semanas de gestação. como exames ultrassonográficos seriados. • Para as gestantes que ainda não tenham realizado nenhuma ultrassonografia na gestação atual. no cenário atual. sugere-se realizar a ultrassonografia obstétrica o mais rápido possível. prioritariamente. • Para as gestantes que ainda não tenham realizado nenhuma ultrassonografia na gestação atual. • Embora seja compreensível. sugere-se realizar a ultrassonografia obstétrica o mais rápido possível. A teleconsultoria pode ser utilizada para apoio técnico no acompanhamento da gestante. para avaliação/confirmação da idade gestacional e avaliação inicial do feto. Realizar busca ativa da gestante. C) Manejo clínico de gestante com diagnóstico confirmado de infecção por vírus Zika: As recomendações para manejo da gestante com diagnóstico confirmado de infec- ção pelo vírus Zika estão descritas a seguir e sistematizadas em fluxograma (APÊN- DICE I). e ultrassonografia entre a 32ª e 35ª semanas de gestação. evento do exantema. O seguimento proposto deve ser adotado prioritariamente nos casos con- firmados. e ultrassonografia entre a 32ª e 35ª semanas de gestação. sugere-se a realização de ultrassonografia entre a 20ª e 24ª semanas de gestação e. entre a 32ª e 35ª semanas de gestação. prioritariamente. sugere-se a realização de ultrassonografia entre a 20ª e 24ª semanas de gestação e. que as mulheres e os profissionais anseiem por um diagnóstico do acometimento ou não do feto pela microcefalia é necessária atenção dos profissionais da saúde para que não sejam tomadas con- dutas ou realizadas intervenções inoportunas. conforme roteiro de visita domiciliar (APÊNDICE II). Registrar na caderneta da gestante os resultados dos exames laboratoriais. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . Encaminhar para o acompanhamento compartilhado entre a atenção primária à 18 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. e identi- ficar a maternidade de referência. Manter acompanhamento no pré-natal de origem mesmo com a confirmação diag- nóstica de infecção por vírus Zika. para avaliação/confirmação da idade gestacional e avaliação inicial do feto. Seguimento ultrassonográfico: • Para as gestantes que já tenham realizado ultrassonografia obstétrica antes do evento do exantema.

E) Orientações para o parto e nascimento: Manter boas práticas de atenção ao parto e nascimento. que deve ser realizada logo no nascimento. saúde e atenção secundária (pré-natal de alto-risco) os casos de microcefalia/mal- formação no SNC identificadas na ultrassonografia. Coletar amostra para realização de sorologia da gestante para Dengue. Executar procedimentos de rotina após a primeira hora de vida. A teleconsultoria pode ser utilizada para apoio técnico no acompanhamento da gestante. sugestivas de infecção congênita estão descritas a seguir e sistematizadas em fluxograma (APÊNDICE III). DE FORMA IMEDIATA. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 19 . Realizar propedêutica para infecções que podem comprometer o feto (toxoplasmo- se. STORCH e vírus Zika (imediatamente após a confirmação de anomalia fetal e após duas a quatro semanas da primeira coleta). Promover o contato pele-a-pele entre mãe e RN. por si só. sífilis). citomegalovírus. Notificar a gestante. Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. Chikun- gunya. Realizar o clampeamento oportuno do cordão umbilical. herpes. Investigar história clínica da gestante. D) Manejo clínico de gestante com microcefalia/ultrassono- grafia apresentando feto com malformação do SNC: As recomendações para manejo do feto com microcefalia e/ou alterações do sis- tema nervoso central. rubéola. Registrar na caderneta da gestante e orientá-la sobre a referência para atenção ao parto de alto risco (hospital/maternidade). Estimular o parto normal: infecção pelo vírus Zika ou microcefalia fetal. Encaminhar para o acompanhamento no Pré-natal de Alto Risco (PNAR). mantendo de forma compartilhada o seguimento também na atenção básica. Estimular a amamentação na primeira hora de vida. não são indicações de cesariana. exceto aferição do PC. à vigilância epidemiológica do município para condução da investigação.

É importante considerar o histórico infeccioso materno neste acompanhamento. filho de mãe com diagnóstico de in- fecção pelo vírus Zika durante a gestação. conforme a situação clínica. Seguir o protocolo de reanimação neonatal. 20 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. Em caso de relato de ocorrência de exantema na gestante. incluindo aferição mensal do PC e avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor. As recomendações para a reabilitação do recém-nascido e da criança com suspeita de microcefalia estão sistematizadas em fluxograma (APÊNDICE V) Entrar em contato. Chikungunya e vírus Zika. F) Atendimento ao Recém-Nascido Manter cuidados habituais com o RN. Realizar abordagem multidisciplinar para orientar à gestante e sua família quanto à malformação fetal. com seguimento habitual de puericultura. deve ser acompanhado pela Atenção Pri- mária à Saúde. IMPORTANTE Realizar anamnese obstétrica e materna. sendo recomendadas as precauções universais para manipulação de sangue e secreções. O RN sem microcefalia e/ou alterações do SNC. incluindo exame neurológico detalhado. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . Não há indicação de isolamento no manejo do RN com microcefalia e suspeita de infecção pelo vírus Zika. realizar o exame físico completo do RN. quando necessário. DE FORMA IMEDIATA. com destaque para medição cuidadosa do perímetro cefálico (PC) que deve ser confirmado em 24h-48h. com a vigilância epidemiológica do mu- nicípio para condução da investigação e orientação da coleta de material para o diagnóstico de infecção de Dengue. G) Manejo clínico do recém-nascido com microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central sugestiva de infecção congênita As recomendações para manejo do recém-nascido com microcefalia estão descritas a seguir e sistematizadas em fluxograma (APÊNDICE IV). sendo exclusi- vo nos primeiros seis meses (recomendação OMS). Estimular o aleitamento materno contínuo até os dois anos ou mais.

Atentar para as recomendações de armazenamento adequado (vide item B – diag- nóstico laboratorial). Encaminhar material biológico para análise no laboratório de referência. Realizar exame de fundo de olho. Encaminhar para o Programa de Intervenção Precoce Avançada (PIPA) conforme fluxos assistenciais da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. linguinha. Realizar avaliação por equipe multidisciplinar para início precoce de reabilitação. fígado. ureia e creatinina. Realizar exames laboratoriais inespecíficos: líquor. pulmão. reflexo vermelho. Realizar exames de imagem: ultrassonografia transfontanela (primeira escolha) e/ ou tomografia de crânio (sem contraste). Coletar. Pesquisar STORCH e afastar causas não infecciosas de microcefalia. coração. Realizar testes de triagem neonatal: testes do pezinho. ultrassonografia abdominal e ecocardio- grama. nos casos de abortamento tardio (com presença de feto): 1 cm3 de cérebro. triagem auditiva. além do acompanhamento na atenção especializada. Encaminhar fragmento da placenta ou material de curetagem para análise no labo- ratório de referência. hemograma completo. rim e baço para a realização de RT-PCR e imuno-histoquí- mico. H) Manejo dos casos de abortamento com suspeita ou confir- mação de infecção congênita: As recomendações para manejo natimorto com microcefalia e/ou malformações do SNC sugestivas de infecção congênita ou casos de abortamento espontâneo suges- tivo de infecção estão descritas a seguir e sistematizadas em fluxograma (APÊNDICE VI) Notificar de FORMA IMEDIATA. ferritina) e outros conforme necessidade do recém-nascido. dosagens séricas de aminotransferases hepáticas. Referenciar para o acompanhamento de puericultura na atenção básica. ainda durante a internação hospitalar. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 21 . coraçãozi- nho. Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. conforme quadro clínico. dosagem sérica de lacta- to desidrogenase e outros marcadores de atividade inflamatória (proteína C reativa.

Encaminhar o feto para a instituição de referência para a coleta do material biológi- co após autorização da família: • Coletar 1 cm3 de cérebro. coração. • Encaminhar material biológico para análise no laboratório de referência. rim e baço para a realização de RT-PCR e imuno-histoquímico. Coletar 3 cm3 da placenta. I) Manejo dos casos de natimorto com suspeita ou confirma- ção de infecção congênita: As recomendações para manejo natimorto com microcefalia e/ou malformações do SNC sugestivas de infecção congênita ou casos de abortamento espontâneo suges- tivo de infecção estão descritas a seguir e sistematizadas em fluxograma (APÊNDICE VI). Notificar de FORMA IMEDIATA. 22 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . • Atentar para as recomendações de armazenamento adequado (vide item B – diagnóstico laboratorial). fígado. pulmão.

medicina. Dentre os diversos assuntos abordados nesta ferramenta. para todos os profissionais da Atenção Básica conforme endereços eletrônicos abaixo.telessaude.medicina.ufmg. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 23 . para apoiar a atuação dos profissionais e esclarecer dúvidas referentes às condutas clínicas e exames laboratoriais e de imagem.ufmg. Rede de Teleassistência de Minas Gerais (RTMG) .Telessaúde em apoio às ações .hc. Os serviços são ofertados pela Rede de Teleassistência de Minas Gerais (RTMG) do Hospital das Clínicas e pelo Núcleo de Telessaúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).br/cetes/ Teleeducação: www.br/zika-virus-dengue-chikungunya Núcleo Técnico Científico de Telessaúde . criou-se uma nova temática: Den- gue/Zika Vírus /Chikungunya.br/servicos/teleconsultorias Teleeducação: www. que ofereçam condições para pro- mover a Teleassistência e a Teleeducação.Faculdade de Medicina da UFMG Teleconsultoria: http://site.br/contraoaedes Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. integrando ensino e serviço por meio de ferramentas de tecnologias de informação.ufmg.Hospital das Clínicas da UFMG Teleconsultoria: www.telessaude.ufmg.Zika/Dengue/Chikungunya As ações do Telessaúde em Minas englobam o Programa Tele Minas Saúde da SES e o Pro- grama Telessaúde Brasil Redes do Ministério da Saúde. que buscam melhorar a qualidade do atendimento da atenção básica no Sistema Único de Saúde. com as ferramentas de Teleconsultorias e Webconferência. Serão ofertados também Webconferências com temas específicos para as maternidades e Urgência.hc.

91 25+3 18.36 21.12 25.04 22.02 24+3 17.47 24.54 25.29 22.16 25+5 18.31 27+0 20.04 19.42 26+0 19.11 21.17 26.67 23.48 25.15 24.org/10.21 22.56 24.51 27.87 25.67 26+2 19.46 26.48 28.19 28+0 20.45 29.94 24.32 24.33 21.57 28.70 28+4 21.77 31.03 24.87 29.45 22.99 28.49 29.59 26.90 24.19 20.10 27.57 25.16 25.08 29+0 21.20 28.64 27.85 23.09 26.31 27.04 25+4 18.01 23.17 19.08 25.40 24+6 18.33 25.15 24+4 17.25 29.60 21.42 22.23 23.74 25.93 26+4 19.43 23.97 20.41 18.96 29.10 23.22 20.27 30.76 30.59 23.86 28.98 23.37 25.00 29.35 27.51 30.41 24.04 26.32 28+1 21.63 23.02 27.69 21.   24 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.93 27.47 30.90 25.45 28+2 21.69 24.41 25.60 24.39 26.09 23.10 24.39 30.05 26+5 19.83 29.78 25+2 18.83 28+5 21.53 25+0 18.53 28.00 22.71 22.10 20.09 29.22 26.80 20. ANEXOS ANEXO I .31 23.01 26.72 23.03 31.03 25.51 23.58 29.75 26.71 26.78 22.93 20.90 31.21 29+1 21.TABELA DE PARÂMETROS DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA PREMATUROS EXTREMOS (IDADE GESTACIONAL ENTRE 24 E 32: 6 SEMANAS) E PREMATUROS (IDADE GESTACIONAL ENTRE 33 E 36:6 SEMANAS) DO SEXO FEMININO The International Very Preterm Size at Birth Reference Charts INTERGROWTH-21st Head circumference (cm) Girls Gestational age (weeks+days) z scores (Standard Deviations) -3 -2 -1 0 1 2 3 24+0 17.06 20.44 28.13 29.50 26.30 26.44 21.06 27.66 19.31 20.66 26.71 29.57 28+3 21.69 27+3 20.19 27.77 24+1 17.70 25.82 28.38 22.84 26.63 26.97 27.66 25+1 18.29 25+6 19. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .82 21.80 26+3 19.28 24.38 29.22 23.21 25.95 28+6 21.77 24.65 25.26 26.91 28.14 30.13 22.45 25.43 26.14 23.37 28.36 24.81 27+4 20.20 21.84 27.72 24.27 27.79 26.62 22.18 26+6 19.16 22.07 21.61 25.18 23.39 23.89 30.89 23.83 25.86 21.59 27.68 20.80 23.60 28.75 29.83 22.65 28.55 20.33 28.30 19.54 23.1016/S0140-­‐6736(16)  00384-­‐6.28 25.09 22.87 22.92 23.07 28.34 29.54 26.66 25.35 20.24 28.78 28.34 23.81 24.25 22.11 28.88 26.07 24.99 25.56 27+2 20.47 23.33 29+2 22.73 21.24 21.40 27.81 27.13 26.91 22.01 30.95 25.58 22.89 27.34 26.79 25.19 24.22 27.52 24.97 26.96 22.92 26.95 28.46 29+3 22.78 25.62 29.98 21.90 24+2 17.98 24.65 24.53 22.63 30.52 31.15 27.69 28.79 19.28 24+5 18.55 26+1 19.76 23.34 22.95 21.59 © University of Oxford Lancet    2016  doi.75 22.48 21.49 22.92 19.05 23.43 27+1 20.21 29.72 27.27 23.25 25.07 27+6 20.85 24.94 27+5 20.46 27.57 21.66 22.23 24.54 19.73 28.35 26.65 31.77 27.68 27.55 27.21 26.42 19.

26 25.89 26.56 34.95 34.50 32+6 25.62 25.50 25.72 29+5 22.24 31.39 32.01 29.42 32.99 24.68 33.20 27.80 26.24 27.83 31.93 26.29 28.74 28.75 32.25 32+4 25.12 32+3 24.23 30.56 27.18 33.88 25.10 30.18 26.38 25.06 26.00 25.63 29.67 29.62 31+6 24.00 32./-012*)/*)*+23)*4)5+67+8*+9'))7:45+/' Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.45 28.60 30.07 27.36 31+4 24. The International Very Preterm Size at Birth Reference Charts INTERGROWTH-21st Head circumference (cm) Girls Gestational age z scores (Standard Deviations) (weeks+days) -3 -2 -1 0 1 2 3 29+4 22.97 30+0 22.17 32.25 28.12 24.16 28.86 24.44 34.80 29.32 30.11 31+2 23.94 30.13 32.63 © University of Oxford !"#$%&''()*+'.75 25.61 31.12 28.06 33.86 27.00 32+2 24.80 33.54 29.24 24.55 26.30 25.41 31.99 31.60 30+5 23.55 33. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 25 .14 29.15 26.04 25.92 29.74 24.28 31.74 32+0 24.24 31+3 24.51 26.35 30+3 23.88 32.82 34.31 26.95 31.18 29.84 29+6 22.16 31.79 32.04 28.36 27.76 26.49 31+5 24.73 30+6 23.44 31.38 28.51 33.87 32+1 24.32 27.88 29.11 27.05 29.87 28.73 27.82 27.36 23.50 32.54 32.68 26.70 31.27 29.43 29.86 31.93 33.37 24.57 31.48 30+4 23.48 27.94 27.50 29.04 32.13 25.27 26.00 28.60 27.-.92 32.86 31+0 23.10 30+1 22.62 32.68 30.19 30.37 31.64 26.69 27.58 28.42 28.98 31+1 23.71 28.98 30.92 25.42 25.62 28.22 30+2 22.48 31.81 30.72 30.26 32.06 30.07 34.02 26.66 32.17 25.98 27.12 31.39 29.30 32.83 28.56 30.76 29.36 30.85 30.31 33.69 34.30 29.61 24.48 24.44 27.74 31.38 32+5 25.49 28.

23 36+0 28.91 34.67 37+2 29.47 33.89 36.60 37.68 35.46 31.78 36.11 32.09 33.20 34.03 34.11 35.48 35.63 29.18 34.45 34+0 26.85 32.72 30.96 32.82 32.10 29.32 32.36 29.55 37.92 29.63 30.27 29.69 34.21 36.16 33.33 36+2 28.57 31.05 36.66 31.49 28.03 30.11 34.72 32.80 31.17 31.44 30.07 29.14 33.52 32.73 31.12 30.24 32.93 30.41 36.16 36.34 28.29 30.76 37+4 29.46 31.27 29.04 35.08 35.81 31.85 30.27 33+4 26.46 36.77 35.45 30.19 29.31 36.28 36+1 28.94 31.60 36.99 32.79 33.86 35.73 31.85 37+6 29.18 32.16 30.82 28.41 31.57 29.77 34.80 37+5 29.73 32.93 28.90 31.86 29.74 35.44 28.34 30.66 32.53 30.47 29.60 31.38 36+3 28.41 35.02 35+3 27.00 36.75 29.04 28.48 32.31 34.38 27.23 30.13 35+5 28.98 34.32 33.20 33+3 26.62 34.66 36.79 33.63 34+3 27.48 33.55 30.24 33.71 37+3 29.61 33.71 30.37 30.72 36.61 28.32 31.78 32.77 30.69 34+4 27.07 33.58 37+0 28.57 34+2 27.21 30.33 35.56 32.86 32.55 33.17 35.91 34.39 33+6 26.70 35.89 38+0 29.73 33.24 34.93 33.85 30.64 32.61 30.55 31.59 32.58 30.67 33.75 34+5 27.62 37+1 28.82 29.01 29.29 35.87 31.15 27.24 35.73 29.10 31.24 28.08 34.90 35.39 31.69 30.24 31.79 31.37 34.97 35.51 34+1 27.53 29.50 34.14 28.16 31.14 30.18 35+6 28.84 35.54 33.44 34.86 33.38 30.27 27.94 30.97 35.39 33.08 33.94 36.76 30.97 34.16 32.43 36+4 28.80 34+6 27.65 31.00 33.81 32.99 31.07 33+1 26.39 32.30 35.02 38+3 29.63 35.96 29.21 33.62 34.08 35+4 28.85 34.48 36.02 31.93 38+1 29.71 28.19 35.00 33.97 35+2 27.56 34.71 32.30 30.91 32.11 36.36 36.03 35.49 31.08 32.33 31.62 30.25 31.36 35.91 33.13 35.64 32.92 33.14 33+2 26. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .28 33.88 32.46 30.41 33.06 © University of Oxford 26 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.14 34.80 35.48 36+5 28.44 29. The International Newborn Standards INTERGROWTH-21st Head circumference (Girls) Gestational age (weeks+days) z scores -3 -2 -1 0 1 2 3 33+0 26.52 30.53 36+6 28.97 33.51 36.40 32.26 36.35 33.07 31.03 32.55 35.83 33.01 30.91 35+1 27.84 34.54 29.42 36.66 29.53 31.33 33+5 26.34 35.23 35.91 35.37 29.32 32.86 35+0 27.25 32.83 36.17 29.92 32.46 32.03 33.04 34.24 30.98 38+2 29.08 30.54 36.

62 26.67 23.93 20.87 22.48 24.74 22.63 23.31 27.27 30.83 29.59 24.36 21.98 24.77 27.68 27+1 20.60 28.68 24.47 23.32 21.17 19.91 25.62 22.02 24+1 17.82 28.70 28+2 21.75 26.46 27.09 29.27 24+3 18.78 22.33 25.33 28.05 23.40 27.84 © University of Oxford Lancet    2016  doi.35 23.83 28+3 21.97 27.50 30.38 26.57 25.06 27+4 20.50 23.65 28.07 21.66 24+6 18.03 25.29 22.00 26.00 22.71 27.86 21.38 29.66 25.03 22.24 21.41 24.36 24.15 25.65 24.92 23.79 25.88 23.59 29+2 22.32 27+6 21.93 27.15 24+2 17.62 29.49 29.22 27.30 26+5 20.80 23.19 24.49 22.87 29.06 24.42 26.39 30.59 26.63 30.   Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.77 31.10 24.52 31.60 27.43 26+6 20.85 24.95 25.61 25.56 21.94 21.1016/S0140-­‐6736(16)  00384-­‐6.67 26+0 19.92 26.73 21.ANEXO II .18 23.org/10.22 20.83 22.03 31.55 20.91 25+1 18.46 26.53 24+5 18.42 22.12 25.96 22.86 28.53 25.21 22.85 23.18 20.81 27+2 20.08 25.98 21.69 21.24 25.72 30.64 27.20 28.88 26.40 24+4 18.48 25.76 30.84 27.04 19.68 27.76 23.11 28.19 27+5 20.96 29.58 22.55 27.42 19.15 24.18 26+4 19.73 28.35 26.47 21.50 26.09 22.90 25.54 25+6 19.80 27.47 30.22 26.37 25.48 28.10 27.25 22.65 31.82 25.00 29.23 23.16 25+3 18.60 21.56 24. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 27 .91 28.66 26.45 29.59 27.TABELA DE PARÂMETROS DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA PREMATUROS EXTREMOS (IDADE GESTACIONAL ENTRE 24 E 32: 6 SEMANAS) E PREMATUROS (IDADE GESTACIONAL ENTRE 33 E 36:6 SEMANAS) DO SEXO MASCULINO The International Very Preterm Size at Birth Reference Charts INTERGROWTH-21st Head circumference (cm) Boys Gestational age z scores (Standard Deviations) (weeks+days) -3 -2 -1 0 1 2 3 24+0 17.41 25.77 24.36 28.21 25.15 31.10 23.92 19.34 22.74 25.84 26.78 25+0 18.80 20.56 28.30 23.06 20.11 21.99 25.70 22.57 28+1 21.04 26.79 26.30 19.42 25+5 19.26 23.51 27.28 31.27 27.98 28.79 19.58 29.72 24.15 27.28 25.44 21.45 22.05 26+3 19.08 28+5 21.46 29+1 22.90 31.03 24.81 24.17 26.35 27.97 26.54 23.54 26.44 25.71 26.71 29+3 22.26 26.44 28.09 26.04 25.74 29.90 24.01 30.25 29.16 22.23 24.13 26.59 23.47 24.20 21.91 22.12 29.92 26+2 19.04 25+2 18.80 26+1 19.56 27+0 20.82 21.94 24.12 22.68 20.21 28+6 21.35 20.71 29.02 27.38 22.07 28.33 29+0 22.34 29.94 28.01 23.94 27+3 20.89 27.66 19.14 30.59 30.70 25.06 27.69 28.86 25.78 28.03 28.16 28.21 29.28 24.39 23.34 23.43 23.47 27.52 24.32 24.29 25+4 19.97 23.31 20.24 28.14 23.95 28+4 21.44 28+0 21.72 23.18 27.30 26.53 28.88 30.

74 28.17 29.48 31.27 26.26 25.67 29.43 29.39 29.35 30.25 28.63 29.64 30.11 31.51 33.73 30+4 23.61 24.00 32+0 24.08 31.58 28.43 26.41 31.56 27.17 32.18 33.45 28.76 33.57 31.94 34. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .32 27.73 31.00 25.50 32.26 29.88 32.62 31+4 24.88 29.38 25.76 26.80 33.44 34.86 31.87 31+6 24.38 28.69 34.31 33.81 30.94 27.13 32.11 24.56 34.52 27.18 26. The International Very Preterm Size at Birth Reference Charts INTERGROWTH-21st Head circumference (cm) Boys Gestational age z scores (Standard Deviations) (weeks+days) -3 -2 -1 0 1 2 3 29+4 22.55 33.91 32.32 30.05 29.62 32.30 29.75 25.14 29.13 25.75 32.49 28.61 28.82 31.70 28.26 32.51 26.99 31.98 30+6 23.42 25.02 26.20 31.11 31+0 23.93 33.31 26.63 32+5 25.19 30.06 30.98 27.20 27.52 30.12 28.85 27.69 27.76 32+6 25.83 28.50 29.47 30+2 23.29 28.29 32.22 30+0 22.60 30+3 23.23 30.89 26.23 31+1 24.00 32.37 24.14 26.10 30.35 30+1 23.44 31.94 30.97 30.07 34.96 28.73 27.36 31+2 24.38 32+3 25.88 28 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.93 26.66 32.67 33.76 29.99 24.05 26.49 31+3 24.37 31.17 25.70 31.20 34.55 30.87 25.24 31.95 31.97 29+5 22.85 30.41 28.79 29.53 32.73 24.25 32+2 25.62 25.82 27.86 24.01 29.80 26.38 32.42 32.54 29.36 27.85 30+5 23.06 33.92 29.79 32.67 26.08 28.32 34.40 26.64 26.50 32+4 25.11 27.61 31.99 28.04 32.82 34.07 27.29 25.64 33.12 32+1 24.55 26.09 29+6 22.23 27.24 24.49 25.74 31+5 24.87 28.68 30.

66 37.83 37.52 35+4 28.71 33.80 36.52 30.02 33.36 32.23 35.26 37+4 29.87 33.53 34.41 34.53 34.41 34.48 37.87 30.39 30.57 35+5 28.66 30.84 32.63 36.82 32.12 30.05 34.04 30.69 31.46 35+3 28.97 31.49 31.70 33+4 26.14 31.14 35.15 34.74 36+1 28.68 34.44 32.35 35+1 27.76 33+5 27.52 33+1 26.94 30.47 34.75 34.17 29.07 31.94 37.29 32.20 35. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 29 .99 37.58 33+2 26.49 33.83 34.54 31.76 36.79 30.60 37.28 34.21 37+3 29.51 38+2 29.60 30.31 31.61 31.86 36.36 36.57 28.34 34.15 33.00 36+6 29.89 29.90 31.50 36.46 38+1 29.23 31.99 29.00 28.66 32.41 38+0 29.83 33+6 27.01 36.95 36+5 28.08 34.43 36.70 29.16 35.82 31.57 31.90 36+4 28.76 30.44 30.32 31.10 37.68 33.37 36.63 32.02 35.89 34+0 27.40 31.04 30.54 37.38 31.68 36+0 28.95 34+1 27.98 34.48 30.13 32.80 29.61 © University of Oxford Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.17 29.95 35.81 33.22 32.23 31.39 35.27 29.74 31.89 28.62 35.25 36.99 31.82 31.10 33.48 34.68 35.27 34.46 31.51 29.71 37.22 34.66 34.07 36.69 31.73 32.33 35.88 35.75 31.29 33.61 33.63 35.02 33.88 31.60 29.07 29.41 28.91 32.88 36.13 34.19 36.24 34+6 27.34 34.32 33.82 35.56 38+3 29.55 34.51 32.15 31.91 34.57 29.06 34+3 27.78 31.36 30.29 35+0 27.82 36.90 32.85 36+3 28.39 32.00 34+2 27.45 33.60 34.39 33.26 35.95 34.04 37.90 31.88 32.74 32.88 37.67 31.44 29.16 37+2 29.94 36.60 30.29 33.05 37+0 29.81 34.20 30.51 35.77 37.95 35.98 32.15 37.08 29.11 37+1 29.95 33.31 28.36 37+6 29.50 30.62 30.42 33.76 32.63 35+6 28.64 33+3 26.07 35.24 33.31 32.75 35.85 30.37 29.76 34.36 33.22 33. The International Newborn Standards INTERGROWTH-21st Head circumference (Boys) Gestational age z scores (weeks+days) -3 -2 -1 0 1 2 3 33+0 26.75 36.22 30.65 30.61 34.21 28.14 32.46 28.41 35+2 28.31 30.18 34+5 27.05 32.09 33.45 35.57 35.94 33.10 28.97 32.53 29.43 36.09 35.79 36+2 28.06 32.69 35.17 33.21 32.30 35.88 34.01 35.69 36.13 36.88 33.20 34.65 31.53 33.47 32.46 33.27 32.13 30.31 37+5 29.02 34.56 36.55 32.05 32.79 33.20 32.28 30.57 30.79 28.96 30.06 31.98 32.81 35.70 30.31 36.14 32.12 34+4 27.88 35.59 32.47 29.35 29.68 28.26 29.37 33.

2 41.3 45.1 36.8 48.9 44.8 45.7 49.3 43.5 40.1 47.6 49.5 46.3 0:11 11 40.0 51.4 47.4 45.0 49.2 50.7 42.7 2: 3 27 43.0 50.8 45.8 42.4 0: 9 9 39.TABELA DE PARÂMETRO DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA RECÉM-NASCIDOS A TERMO (IDADE GESTACIONAL ≥ 37 SEMANAS) DO SEXO FEMININO Simplified field tables Head circumference-for-age GIRLS Birth to 5 years (z-scores) Year: Month Months -3 SD -2 SD -1 SD Median 1 SD 2 SD 3 SD 0: 0 0 30.2 35.2 43.9 50.5 44.3 0: 6 6 38.4 47.0 38.2 50.6 48.5 46.4 50.0 30 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.8 0:10 10 40.9 47.7 46.8 49.0 48.3 51.6 40.1 44.2 47.7 44.9 35.2 42.1 44.8 37.1 1:11 23 42.6 52.6 44.7 44.2 44.3 49.1 44.0 48.1 45.9 40.5 44.8 46.5 44.7 38.2 37.1 43.8 38.3 1: 2 14 41.3 39.9 42.9 40.6 45.4 44.6 50.4 1: 7 19 42.7 33. ANEXO III .4 36.0 45.8 44.4 49.5 41.6 50.1 0: 2 2 34.1 51.7 48.9 40.9 0: 3 3 35.3 46.5 45.1 39.9 44.0 46.4 0: 5 5 37.9 46.5 45.9 46.9 44.2 1: 6 18 42.4 49.3 48.3 0: 4 4 36.7 51.1 47.4 2: 1 25 43.8 2: 4 28 43.2 43.0 45.2 46.6 45.7 44.1 38.5 48.5 2: 2 26 43.7 43.3 42.5 42.6 35.7 1: 9 21 42.5 44.3 39.3 39.1 45.0 46.8 47.6 45.7 46.3 31.9 1:10 22 42.8 50.5 51.0 47.2 48.0 43.4 40.7 41.8 42.8 1: 4 16 41.2 49.1 0: 7 7 38.1 42.8 41.2 46.6 1: 0 12 40.5 47.3 44.4 0: 1 1 33.9 47.0 1: 1 13 41.9 46.8 51.5 1: 3 15 41.9 47.5 40.5 37.8 46.8 45.9 2: 5 29 43.9 49.1 50.3 40.5 32.6 46.5 47.0 34.8 49.4 46.7 46.7 47.8 37.9 48.2 2: 0 24 43.6 1: 8 20 42.6 47.3 47.5 42.4 48.8 43.5 42. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .0 1: 5 17 41.4 44.6 41.9 43.6 49.4 51.2 48.2 41.7 50.1 49.5 50.0 44.4 43.1 45.3 44.6 49.3 47.5 43.3 45.2 41.9 48.9 43.6 38.8 0: 8 8 39.0 43.5 42.2 46.4 43.3 48.2 45.2 47.0 50.

5 52.5 1: 3 15 42.9 48.0 46.2 46.7 1: 4 16 43.0 47.3 41.6 42.9 1:10 22 43.7 45.4 50.6 49.8 50. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 31 .6 51.1 49.5 48.6 46.4 46.9 33.0 39.0 48.3 41.5 47.5 43.7 46.1 40.0 51.2 34.1 47.7 0: 8 8 40.7 40.4 48.3 38.1 45.6 51.5 51.0 48.6 45.6 42.1 45.0 46.8 47.2 42.3 44.7 2: 4 28 44.9 49.9 44.6 0: 3 3 37.7 44.2 50.4 45.3 50.2 51.4 42.2 47.0 38.3 0: 9 9 41.1 37.6 1: 0 12 42.1 0: 4 4 38.8 45.6 2: 3 27 44.5 43.8 45.7 47.8 48.5 46.1 52.TABELA DE PARÂMETRO DE PERÍMETRO CEFÁLICO PARA RECÉM-NASCIDOS A TERMO (IDADE GESTACIONAL ≥ 37 SEMANAS) DO SEXO MASCULINO Simplified field tables Head circumference-for-age BOYS Birth to 5 years (z-scores) Year: Month Months -3 SD -2 SD -1 SD Median 1 SD 2 SD 3 SD 0: 0 0 30.8 45.2 0: 6 6 39.8 46.9 2: 5 29 44.0 45.2 44.2 50.7 46.2 40.4 46.2 1: 6 18 43.2 0:11 11 41.8 52.5 44.1 48.4 47.4 49.4 39.5 44.5 49.1 41.8 0: 2 2 35.9 36.8 42.0 39.7 50.2 52.8 49.0 50.0 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.2 48.3 45.6 47.9 50.7 49.8 47.9 42.0 1: 5 17 43.9 49.5 48.9 50.8 38.6 53.4 45.9 43.2 0: 5 5 38.9 1: 1 13 42.9 47.0 47.0 46.2 43.9 40.6 50.1 44.6 45.3 0: 1 1 33.6 48.2 44.8 47.1 47.0 43.0 45.7 37.5 50.6 36.5 35.5 45.2 45.9 46.0 1:11 23 44.0 38.3 49.5 41.1 51.0 48.6 43.5 49.4 44.6 47.4 48.8 34.2 51.7 45.0 0: 7 7 40.3 44.7 1: 9 21 43.2 48.2 1: 2 14 42.0 49.0 52.7 52.8 48.9 47.2 2: 0 24 44.5 45.4 41.4 52.5 46.0 48.6 40.7 42.3 40.3 48.5 42.4 1: 7 19 43.5 42.7 51.0 51.3 49.3 47.3 49.8 44.6 48.9 51. ANEXO IV .8 0:10 10 41.5 45.1 49.3 2: 1 25 44.3 46.4 51.3 47.0 45.5 1: 8 20 43.9 45.8 47.2 46.9 44.4 48.8 51.7 50.7 44.5 2: 2 26 44.0 46.2 45.7 31.3 46.4 47.1 39.1 43.7 47.9 44.

mg.br) com o estrato de Seguir recomendações da Secretaria de Caso Estado de Saúde de Minas Gerais (vide risco da gestante >> Preencher a ficha de notificação/conclusão Coleta amostras para exames descartado APÊNDICE II do Manual Técnico) (minimamente grupo B) individual e notificar no SINAN (Portaria específicos* GM/MS n° 204 de 17 de fevereiro de 2016) RT-PCR para Zika vírus Caso em >> Soro: coletar 10mL de sangue periférico sem anticoagulante até investigação Seguimento ultrassonográfico o 5º dia após o início dos para Vírus Zika** sinais/sintomas (preferencialmente até o 4º dia) >> Urina: coletar 10 mL até o 8º dia Possui US Não possui US após o início dos sinais/sintomas Caso prévia prévia Confirmado ao exantema ao exantema Sorologia para Zika vírus >> Soro: coletar 10mL de sangue periférico sem anticoagulante. dependendo das 35 semanas cional e avaliação condições fetais inicial do feto e entre Atualização de exames soroló. (vide anexo VIII da nota técnica) 32 e 35 semanas.gov.32 Atualizar vacinação GESTANTE COM EXANTEMA AGUDO SUGESTIVO DE INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA conforme calendário vacinal do Ministério da Saúde para gestantes Pré-natal Teleconsultoria >> Manter o acompanhamento no nível assistencial apoio técnico no prévio Avaliação Notificação Coleta de material Apoio >> Seguir diretrizes estaduais para estratificação clínico-obstétrica para exames Psicossocial acompanhamento de risco gestacional. rápido possível para coleta após 2 a 4 semanas da >> Referenciar para maternidade que prioritariamente. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . sendo a 1ª coleta de 3 a 5 dias Realizar US entre 20 Realizar US o mais após o início dos sintomas e a 2ª Parto e 24 semanas e. gicos (TORCHS) >> Sífilis (VDRL) >> Toxoplasmose e Rubéola (se susceptível ou desconhecido) AGUDO SUGESTIVO DE INFECÇÃO PELO VÍRUS ZIKA >> Citomegalovírus >> Herpes Simples >> HIV (se negativo ou desconhecido) Observação: Atenção às orientações específicas para *Gestantes com exantema que não realizaram a coleta em tempo hábil deverão seguir o fluxo assistencial dos casos confirmados Ultrassonografia com indicativos de malformação fetal coleta. até : encaminhar ao Pré-Natal de Alto Risco (PNAR) biológicas liberação do resultado laboratorial. de gestantes >> Caso o pré-natal ainda não tenha sido iniciado: agendamento imediato Diagnóstico diferencial Seguir protocolo >> Preencher a ficha de Registro de Eventos >> Dengue de Saúde Pública (RESP) e encaminhar ao >> Chikungunya dengue de acordo Busca ativa: CIEVS/MG (notifica. APÊNDICE I – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DA GESTANTE COM EXANTEMA Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.se@saude. armazenamento e transporte das amostras **Gestantes em investigação devem iniciar o seguimento ultrassonográfico. avaliação/confirmaç primeira coleta ofereça recursos propedêuticos entre 32 e ão da idade gesta- adequados ao RN.

Caso a RESP não tenha sido preenchida. Realizar agendamento da consulta no pré-natal de origem. bem como oferta de suporte psicossocial. realizar agendamento imediato na APS.saude. data de início. com oferta dos recursos necessários. além de tranquilizá-la e esclarecer sobre a programação do seguimento pré-natal. analisar o prontuário da Unidade Básica de Saúde para levantamento das informações disponíveis para o preenchimento dos dados solicitados. preencher durante a visita domiciliar à gestante e encaminhar ao CIEVS por meio do e-mail notifica. APÊNDICE II – ROTEIRO PARA VISITA DOMICILIAR À GESTANTE COM CONFIRMA- ÇÃO DE INFECÇÃO POR VÍRUS ZIKA OBJETIVO: A visita domiciliar à gestante tem o objetivo de informá-la sobre a confirmação la- boratorial da infecção pelo Zika vírus.br ou pelo site www. ORIENTAÇÕES PRÉVIAS: Preferencialmente deve-se captar a gestante com exantema logo que ela buscar a Atenção Primária à Saúde (APS). (__/__/__) Número cadastro no SIS-pré-natal: Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.br (Notifi- cações de surtos e emergências em Saúde Pública).gov.se@saude. Antes da visita ao domicílio da gestante. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 33 . ou seja. INFORMAÇÕES BÁSICAS Nome da gestante: Data de Nascimento: Endereço/ Telefones: UBS referência/ Equipe: Já iniciou o pré-natal? ______.gov. Se sim.mg. Caso ainda não tenha sido iniciado o acompanhamento. Caso ela não tenha feito este contato realizar busca ativa (Visita Domiciliar). Verificar na planilha enviada pelo nível Central da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) se a gestante foi cadastrada no Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).mg. se a ficha “Registro de Eventos em Saúde Pública” (RESP) foi preenchida.

condições relativas à gestação atual: Data do início dos sintomas da infecção por Zika Vírus (__/__/__) Na data do início dos sintomas. toxoplasmo- se. herpes simples. qual foi a data da coleta (__/__/__). comunicar diagnóstico confirmado laboratorialmente de infecção por Zika vírus. chikungunya. em um ambiente tranquilo e com pri- vacidade. co- morbidades. ORIENTAÇÕES: Informar motivo da visita. preferencialmente. sífilis. A visita deve ser realizada. rubéola. Quais exames já foram realizados? EXAME RESULTADO TOXOPLASMOSE ( )IgM ( ) IgG RUBÉOLA ( )IgM ( ) IgG CITOMEGALOVÍRUS HERPES SIMPLES VDRL HIV DENGUE ( )Teste Rápido ( ) Sorologia Qual a situação vacinal da gestante? Obs: Caso tenha alguma vacina pendente. Idade gestacional atual: Data provável do parto: Estratificação de risco? ( ) Pré-natal de Risco Habitual ( ) Pré-natal de Alto Risco Dados clínicos/ obstétricos relevantes: antecedentes obstétricos e neonatais. a visita domiciliar seja realizada pela equipe de saúde que a acompanha. Informar a data da consulta previamente agendada no pré-natal de origem 34 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. HIV) após o início dos sintomas da in- fecção por Zika Vírus? Caso tenha realizado. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . qual era a idade gestacional? Realizou coleta para exames sorológicos (dengue. Recomenda-se que. orientar atualização. caso a gestante já tenha iniciado o pré-natal. citomegalovírus.

.O pré-natal dos casos de gestantes com exantema. como exames ultrassonográficos seriados. para os casos confirmados laboratorialmen- te. incluindo apoio psicossocial. realizar seguimento ultrassonográfico conforme recomendação. deverão manter o atendimento no nível secundário. Disponibilizar o serviço de saúde para acompanhamento integral. É importante que.O pré-natal será mantido no nível assistencial em que a gestante já estava sendo atendi- da anteriormente. recomenda-se a realização de duas avaliações ultrassonográficas adicionais: uma ultrassonografia entre a 20ª e 24ª sema- nas de idade gestacional e outra entre a 32ª a 35ª semanas. uma vez que a identificação da microcefalia não modifica o prognóstico fetal. deve ser dada maior atenção ao desenvolvimento do sistema neurológico do feto. as gestantes de risco habitual continuarão na Atenção Primária à Saúde (APS) e as de alto risco. Solicitar o nome do profissional e local em que está realizando o acompa- nhamento pré-natal. É imprescindível que a equipe de saúde atente-se em resguardar a ética e o sigilo profissional. caso haja alterações do sistema nervoso central. As gestantes que ainda não tiverem iniciado o pré-natal devem ser orientadas a procurar a APS o quanto antes para agendamento da primeira consulta. e então. entretanto. a gestante seja orientada sobre a necessidade de manter a equipe de saúde da família informada sobre a evolução da gestação. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 35 . Esclarecer que a equipe de saúde necessitará acompanhá-la durante toda a gesta- ção. deve-se retomar o seguimento ultrassonográfico preconizado pelo pré-natal de origem. Para tal. como microcefalia. no pré-natal de alto risco.. que as mulheres e os profissionais anseiem por um diagnóstico do acometimento ou não do feto pela microcefalia é necessária atenção dos profissionais da saúde para que não sejam tomadas condutas ou realizadas interven- ções inoportunas. ou seja. . ultrassonografia obstétrica para avaliação/confirmação da idade ges- tacional e avaliação inicial do feto. . Obs. deverá ser realizado conforme rotina.O seguimento ultrassonográfico descrito acima deve ser iniciado para as gestantes que apresentaram exantema e estejam em investigação até a liberação do resultado laborato- rial. A partir da disponibilidade do resultado. para os casos descartados. o mais rápido possível. . no cenário atual. com o objetivo de apoiá-la e garantir qualidade na atenção ao pré-natal. O seguimento proposto deve ser adotado prioritariamente nos casos confirmados. deve-se manter o seguimento ultrassonográfico proposto e. Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.O parto deverá ser referenciado para uma maternidade que ofereça os recursos propedêu- ticos necessários ao recém-nascido. em investigação para infecção pelo vírus Zika. Para as gestantes que ainda não tenham realizado nenhuma ultrassonografia na gestação atual recomenda-se realizar.Embora seja compreensível.: Às Gestantes usuárias do Sistema Suplementar de Saúde aplicam-se as mes- mas orientações. nestes casos.

9 cm (meninos) gestacionais >> Toxoplasmose ou PC ≤ 31.5 cm ou PC > 31. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .RN Investigação Parto Avaliação de >> Sangue do cordão umbilical: 3mL Referenciar para antecedentes laboratorial maternidade >> Biópsia de placenta (3 fragmentos de 1cm3 cada) maternos materna de alto risco >> Líquido cefalorraquidiano: 1mL >> Exposição a substâncias tóxicas Exame físico completo Coletas para exames: Avaliação neurológica detalhada >> Medicamentos utilizados durante >> Sangue: 10 mL Aferição de PC ao nascimento a gravidez >> Urina: 10 mL (segunda aferição do PC de 24 a 48 horas de vida) >> Exposição a radiação ionizante >> Presença de exantema ou outros sinais sugestivos de infecção Sorologias >> Avaliar achados ultrassonográficos >> Sífilis RN a termo com RN a termo com PC ≤ 31. de puericultura doenças familiares >> Citomegalovírus RN pré-termo com RN pré-termo com na APS >> Herpes simples PC ≤-2 desvios padrão PC > . (meninas).9 cm (meninos) PC > 31.5 Acompanhamento >> Avaliar antecedentes de >> Rubéola (meninas).2 desvios padrão segundo o sexo segundo o sexo >> HIV (Tabela InterGrowth) (Tabela InterGrowth) >> Dengue >> Chikungunya Sem alteração >> Zika vírus (1ª e 2ª coletas) VIDE FLUXOGRAMA Triagens Neonatais “RECÉM-NASCIDO Com alteração COM MICROCEFALIA” Encaminhamento para OU ALTERAÇÕES DO SNC SUGESTIVAS DE INFECÇÃO CONGÊNITA serviço de referência Observação: Em casos de identificação de outras para confirmação do alterações de SNC no RN realizar acompanhamento diagnóstico e de acordo com a necessidade acompanhamento APÊNDICE III – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DO FETO COM MICROCEFALIA E/ Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. SUGESTIVO DE INFECÇÃO CONGÊNITA Acompanhamento compartilhado entre a Atenção Primária à Saúde e atenção secundária (Pré-Natal de Alto Risco) Coleta para exames.36 FETO COM MICROCEFALIA E/OU ALTERAÇÕES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL (SNC).

considerar rizada sem contraste (notifica.gov. Notificação maternos Laboratorial Exames compartilhado Segunda aferição do PC (24 a 48 horas de vida) Coleta para exames. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 37 .br) Atenção especializada >> Biópsia de placenta (3 fragmentos de caso descartado de microcefalia >> Ecocardiograma >> Acompanhamento no nível secun- 1cm3 cada) Exposição a radiação ionizante >> Ultrassonografia de abdômen >> Notificar no Sistema de Informa. portanto esta prática deve ser apoiada >> Dosagem de ureia e creatinina e estimulada desde o nascimento >> Dosagem sérica de lactato desidroge- nase e outros marcadores de atividade inflamatória (proteína C reativa. porém proporcionais. encaminhar ao CIEVS/MG 3mL >> Urina: 10 mL durante a gravidez dentro da normalidade. Avaliação de Avaliação neurológica Investigação Outros Seguimento antecedentes detalhada.se@saude. dário >> Líquido cefalorraquidiano: 1mL ções sobre Nascidos Vivos (SINASC ) Presença de exantema ou outros Sorologias Triagens neonatais Rede de Cuidados à pessoa com sinais sugestivos de infecção >> Teste do pezinho deficiência >> Sífilis Avaliar achados >> Teste da tinguinha >> Reabilitação com equipe multi- Sorologias >> Toxoplasmose >> Teste do coraçãozinho disciplinar (vide APÊNDICE V do ultrassonográficos gestacionais Manual Técnico) >> Sífilis >> Rubéola >> Triagem auditiva neonatal por Avaliar antecedentes >> Toxoplasmose >> Citomegalovírus Potencial evocado auditivo de de doenças familiares >> Rubéola tronco encefálico .automático >> Citomegalovírus >> Herpes simples (PEATE-A) >> Herpes >> HIV >> Teste do reflexo vermelho (TRV) >> Dengue Exames complementares >> Dengue >> Chikungunya >> Zika vírus (no sangue do cordão >> Chikungunya >> Avaliação oftalmológica com umbilical ou do RN e líquido cefalorra.RN Coletas para exames . exame de fundo de olho quidiano) RT-PCR para Zika vírus >> Exames inespecíficos >> Hemograma completo >> Dosagem sérica de AST/TGO e ALT/TGP Aleitamento materno >> Dosagem sérica de bilirrubinas Não há evidências até o momento para alterar condutas técnicas assistenciais direta/indireta relacionadas ao aleitamento materno.9 cm (meninos) Observação ou PC ≤ 31. >> Comparar PC com peso e altura RN pré-termo com >> Estes parâmetros baixos.5 cm (meninas).mg. PC ≤ -2 desvios padrão segundo o sexo podem indicar crianças na faixa de normalidade (tabela InterGrowth) Exame físico completo. ferritina) Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.mulher: Exames de imagem >> Preencher a ficha de Registro de Puericultura Exposição a substâncias tóxicas >> Ultrassonografia transfontanela Eventos de Saúde Pública (RESP) e >> Acompanhamento na APS >> Sangue do cordão umbilical ou do RN: >> Sangue: 10 mL Medicamentos utilizados Se segunda medida do PC estiver >> Tomografia de crânio computado. APÊNDICE IV – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DO RECÉM-NASCIDO COM MICROCEFALIA RECÉM-NASCIDO COM MICROCEFALIA Recém-nascido a termo PC ≤ 31.

fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .38 REABILITAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO E DA CRIANÇA COM SUSPEITA OU CONFIRMAÇÃO DE MICROCEFALIA Recém nascido e criança com suspeita ou confirmação de microcefalia Seguimento compartilhado Estimulação Precoce e Reabilitação Triagem Auditiva Neonatal . intervenção precoce e reabilitação neuropsicomotora Serviço de Atenção à Saúde Auditiva ou Centro Especializado em Reabilitação (CER) com modalidade de reabilitação auditiva >> Diagnóstico audiológico e CRIANÇA COM SUSPEITA DE MICROCEFALIA intervenção precoce para reabilitação da perda auditiva *Pode ser realizada em nível ambulatorial no primei- ro mês de vida do RN APÊNDICE V – FLUXOGRAMA PARA REABILITAÇÃO DO RECÉM-NASCIDO E DA Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. via Junta Reguladora Teste sem Teste com da Rede de Cuidados alteração alteração à Pessoa com Deficiência Encaminhamento da APS ou Serviço Especializado de Reabilitação Manter acompanhamento do em Deficiência Intelectual (SERDI) ou desenvolvimento auditivo Maternidade.TAN* do RN: Atenção primária à saúde e Atenção especializada Encaminhamento da APS ou Maternidade. via Junta Reguladora Centro Especializado em Reabilitação da Rede de Cuidados na Atenção Primária à Saúde (CER) com modalidade de reabilitação à Pessoa com Deficiência intelectual e equipe multiprofissional do serviço de reabilitação >> Avaliação multiprofissional. acompanhamento.

>> Toxoplasmose realizar também as coletas previstas >> Rubéola para o natimorto >> Citomegalovírus Natimorto >> Herpes simples >> Encaminhar o feto para a instituição >> HIV de referência para a coleta do material >> Dengue biológico após autorização da família: >> Chikungunya 1cm3 de cérebro. coração. armazenamento e transporte das amostras Imuno-histoquímico biológicas (nas amostras de cérebro. NATIMORTO COM MICROCEFALIA E/OU ABORTAMENTO ESPONTÂNEO MALFORMAÇÕES DO SNC SUGESTIVAS SUGESTIVO DE INFECÇÃO CONGÊNITA DE INFECÇÃO CONGÊNITA Investigação Notificação Apoio Psicossocial Laboritorial Imediata à Mulher e à Família Coletas para exames . Observação: Atenção às orientações específicas para RT-PCR para Zika vírus coleta. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) APÊNDICE VI – FLUXOGRAMA PARA MANEJO DO NATIMORTO COM MICROCEFA- CASOS DE ABORTAMENTO ESPONTÂNEO SUGESTIVO DE INFECÇÃO CONGÊNITA 39 . rim e baço. fígado. rim e baço) LIA E/OU MALFORMAÇÕES DO SNC SUGESTIVAS DE INFECÇÃO CONGÊNITA OU Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.mulher: >> Sangue: 10 mL >> Urina: 10 mL Coleta para exames Comunicar ao CIEVS Abortamento municipal e/ou estadual Sorologias >> 3cm3 de placenta ou material por contato telefônico >> Sífilis da curetagem >> Nos casos de abortamento tardio. pulmão. coração. pulmão. fígado.

fetos e recèm-nascidos (SES-MG) . ANEXO V – FORMULÁRIO DE REGISTO DE EVENTOS EM SAÚDE PÚBLICA .RESP 40 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes.

Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 41 .

Coletar 3cm3 de placenta ou material da Dengue infecção congênita. realizar também as coletas de 1cm3 de cada STORCH dez interrompida órgão a seguir: cérebro. Chikungunya Caso suspeito: toda ma. 22 semanas de gestação e com suspeita clínica Imuno-histoquímico e/ou laboratorial de . excluídas as hipóteses não infeccio. infecção congênita e/ou com circunferência craniana (CC) aferida menor que dois desvios padrões (< 2 dp) abaixo da média para a idade gestacional. Sorologia sas. preferencialmen. ultrassonográfico de feto com alteração do No Parto: Coletar amostras do sangue do SNC sugestivo de cordão umbilical. nos primeiros três dias do início do exante. RT-PCR Sorologia da gestante neo sugestivo de . Nos casos de abortamento tardio. curetagem. aguda.QUADRO SÍNTESE DE DEFINIÇÕES DE CASOS SUSPEITOS E EXAMES LABORATORIAIS (ADAPTADO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE) EXAME LABORATORIAL EXAME LABORATORIAL ESPECÍFICO PARA GRUPO DIAGNOSTICO DE VÍRUS ZIKA PARA OUTRAS CAUSA INFECCIOSAS Gestante com exantema RT-PCR Sorologia ou PCR agudo sugestivo de . fígado. Chikungunya Caso notificado: gravi.10 ml de sangue periférico.10 ml de sangue periférico. fígado. em qualquer aparecimento do exantema. coração. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) .10 ml de urina até o 8º dia de início dos doença exantemática sintomas. . Feto com microcefalia Sorologia da gestante para Zika vírus Sorologia da gestante e/ou alterações do SNC . coração. rim e baço. idade gestacional. LCR e placenta. ANEXO VI . Abortamento espontâ.Coletar 1cm3 de cada órgão a seguir: infecção congênita. Dengue infecção pelo vírus Zika. rim e baço.10 ml de sangue periférico. pulmão. podendo ser coletado até o 5º dia após STORCH grávida. e 2ª coleta após 2 a 4 semanas da primeira STORCH Caso notificado: achado coleta. sendo 1ª coleta Dengue sugestivo de infecção no momento da confirmação da microcefalia Chikungunya congênita. te. cérebro. 42 Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. involuntariamente até pulmão. sendo a 1ª coleta de 3 a 5 dias após o início dos sintomas e a 2ª coleta após 2 a 4 semanas da primeira coleta. com .

rim e baço. b) Líquor do bebê – 1 ml. fígado. Manual técnico de atenção à saúde e resposta aos casos de infecção pelo vírus Zika em gestantes. pulmão.9 cm para meninos ou PC ≤ a 31. de 25 de fevereiro de 2016. do Ministério da Saúde.RN com 37 semanas ou mais de idade gestacio- nal. Caso notificado: Imuno-histoquímico natimorto apresentando malformações do . STORCH semanas de idade c) Líquor do bebê – 1 ml. coração. fígado. OU . segundo o sexo (preferencialmente) ou do bebê – 3 ml. fetos e recèm-nascidos (SES-MG) 43 .Coletar 1cm3 de cada órgão a seguir: sistema nervoso e/ou cérebro. apresentando medida do perímetro cefálico ≤ a 31.3 de 22 de janeiro de 2016. coração. apresentan. EXAME LABORATORIAL EXAME LABORATORIAL ESPECÍFICO PARA GRUPO DIAGNOSTICO DE VÍRUS ZIKA PARA OUTRAS CAUSA INFECCIOSAS Natimorto com microce.5 cm para meninas. infecção congênita STORCH pulmão. malformações do SNC e /ou microcefalia Recém-nascido com RT-PCR Sorologia da gestante microcefalia a) Placenta – 3 fragmentos de 1cm³ cada. rim e baço.RN com menos de 37 (preferencialmente) ou do bebê – 3 ml. gestacional. Para a definição de mi- crocefalia no recém-nascido foi considerada a medida de perímetro cefálico proposta pela Organi- zação Mundial de Saúde no documento “Assessment of infants with microcephaly in the contexto of Zika vírus – Interim guidance”. Dengue Caso notificado: b) Sangue do cordão umbilical Chikungunya . prematuro extremo e prematuro (Tabela InterGrowth). Sorologia do medida do perímetro cefálico ≤ -2 desvios a) Sangue do cordão umbilical padrão. RT-PCR Sorologia ou PCR falia e/ou malformações Dengue .Coletar 3cm3 de placenta e 1cm3 de cada do SNC sugestivas de Chikungunya órgão a seguir: cérebro. Observação: Este quadro é adaptado do “Protocolo de vigilância em resposta à ocorrência de mi- crocefalia” – versão 1. e idade gestacional .

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