DIETAS HOSPITALARES

- Dieta normal – sem modificações, sem restrições no tipo do alimento, método ou preparo, distribuição
normal em todos os nutrientes.
Consistência – sólidos e líquidos; Fracionamento – 5-6 refeições por dia; Composição – 1800-1500
kcal/dia; Proteínas – 70-95 g

- Dieta branda – características: fibras abrandadas por cocção ou ação mecânica, moderada em resíduos.
Indicações: dieta de progressão, doenças TGI (mastigação, deglutição, digestão), pós-operatório.
Composição – 1800-2200 kcal; Proteínas – 60-90 g
ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS EXCLUÍDOS
Caldo de leguminosas Frituras e alimentos gordurosos
Frutas (maçã, pera sem casca, banana, melão, Pimenta e condimentos picantes
mamão)
Suco natural coado e diluído Pimentão, alimentos flatulentos
Suco concentrado Frutas cítricas, doces concentrados
Molhos com pouca gordura Bebidas gasosas
Legumes cozidos Chá e café pretos, chimarrão
Vegetais e hortaliças cruas
Conservas, embutidos
Cereais integrais

- Dieta pastosa – características: modificações na textura dos alimentos, com objetivo de facilitar a
mastigação, a deglutição e a digestão. Indicações: dieta de progressão, pacientes com dificuldade de
mastigação/deglutição.
Consistência – purês, flans, pudins, pastas, cremes, carnes moídas e desfiadas.
Fracionamento – 5-6 refeições/dia; Composição – 1800-2200 kcal; Proteínas – 60-80 g
ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS EXCLUÍDOS
Carnes moídas, desfiadas, liquidificadas Alimentos duros
Vegetais em purê, suflê, creme Carnes duras ou inteiras
Arroz papa Grãos
Polenta mole
Caldo de leguminosas
Pães macios ou sem casca
Frutas macias (banana, mamão)
Bolo, papa de bolacha
Iogurte

- Dieta líquida-pastosa – características: alimentos líquidos e liquidificados, com consistência homogênea.
Fibras vegetais modificadas pelo cozimento e/ou fracionamento.
Fracionamento – 6-7 refeições/dia; Composição – 2200 kcal; Proteína – 60-80 g
Indicações – dieta de progressão, dificuldade de mastigação e deglutição mais severas.
ALIMENTOS PERMITIDOS
Todos que possam ser liquidificados e coados
Sopas cremosas
Preparações em papas, Mingau, Purês e cremes
Papa ou suco de frutas
Batidas, Sorvete
- Dieta líquida completa – características: líquidos, incluindo lactose e sacarose, coados de rápida digestão.
Indicação: pós-operatório, dieta de progressão, pacientes sem condições de ingerir sólidos
(mastigação/deglutição).

Composição – 1500-1600 kcal; Proteínas – 40-60 g; Nutricionalmente incompleta; Fracionamento – 7
vezes/dia.
ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS EXCLUÍDOS
Sucos Alimentos pastosos ou sólidos
Gelatina Bebidas gasosas
Batida
Sorvete
Caldos de leguminosas
Sopas liquidificadas
Leite e bebidas lácteas
Iogurte líquido

- Dieta líquida sem resíduos – características: líquida, isenta de lactose, baixo teor de resíduos, sacarose e
alimentos ácidos. Pobre em fibras, proteínas e gordura. Não atinge recomendações nutricionais. Indicações:
pré e pós-operatório, preparo para exame, dieta de progressão, doenças TGI.
Composição – 900-1000 kcal/dia com utilização de suplementação 1300 kcal; Fracionamento – 6-7
vezes/dia.
ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS EXCLUÍDOS
Chás claros Chá preto e café
Caldos de sopa Chimarrão
Caldo de carne ou frango sem gordura Leite e derivados
Sucos coados claros natural/pasteurizado Sucos cítricos
Gelatina Caldo de leguminosas
Água de coco Caldo de ameixa
Isotônicos Bebidas gasosas
Pode ser utilizado: açúcar, TCM, suplementos
sem lactose e baixo teor de fibras

Dietas restritivas:
- Pobre em resíduos – características: pobre em resíduos e fibras, sem lactose. Indicação: diarreia, obstrução
intestinal, pré e pós-operatório de cirurgia de cólon, fístulas de TGI, fase aguda de Doenças Inflamatórias
Intestinais (DII).
Composição – 1800-2200 kcal; Proteínas – 60-80 g; Fibras – 10-15 g
Fracionamento – 5-6 refeições/dia
ALIMENTOS PERMITIDOS ALIMENTOS EXCLUÍDOS
Frutas cozidas (maçã, pera, banana) Leite e derivados
Legumes cozidos Frutas e legumes crus
Caldo de legumes Alimentos integrais
Sucos naturais sem resíduos e pasteurizados Alimentos flatulentos
Água de coco Leguminosas
Compota de frutas Alimentos gordurosos
Gelatina

- Pobre em Potássio – características: preparações com teor reduzido de K, normal em Na. Indicações:
insuficiência renal, pacientes com altos níveis de K.

- Hipossódica – alimentos com baixo teor de Na. Indicações: pacientes com restrição de Na, edema, ascite,
DCV, HAS

Indicações: paciente com intolerância à lactose. Dietas específicas: para DM. Dietas enriquecidas .. proteínas.. Prescrição da dieta (TIPO): Médico. 70 g de lipídeos e 6000 mg de sódio. Macro e micronutrientes diferentes das DRIs! Idade. Indicações: hepatopatas. com 68 g de proteínas (1g/kg). Indicação: constipação. imunodeprimidos. carboidratos. Redução da absorção de nutrientes. sem lactose. dificuldade de obtenção de dados objetivos necessários para os cálculos.Hipercalórica e hiperproteica – com aumento de densidade calórica e proteica. aumento da excreção de nutrientes. PRÁTICA DIÁRIA = utilizado GER/TMR (.  Ex. Prescrição dietética: Nutricionista  Ex. 4 kcal  1 g proteína  6. Composição: 1800-2500 kcal. GEB/TBM  indicado. devem ser administradas calorias não proteicas.. Problemas: falta de recomendações específicas para várias doenças/situações clínicas.. . simultaneamente. disfagia. diverticulose. várias comorbidades/complicações associadas à doença de base. DII. Relação calorias não proteicas/nitrogênio Para que a proteína ofertada não seja utilizada para obtenção de energia. Proteínas: 70-95 g.Rica em fibras – rica em fibras solúveis e insolúveis e aumento de aporte hídrico. interação fármaco-nutriente. comorbidades.: Dieta branda. hepatopatias.: “Prescrevo dieta com 1800 kcal/dia de consistência branda e para DM. 225 g de carboidratos. Proteínas – 80-115 g. Indicação: pacientes que precisam de > aporte calórico e proteico. nefropatias. mudança de consistência da dieta e da via de administração da dieta. fracionamento 5 vezes/dia e adaptada para melhor aceitação do paciente”. ingestão hídrica.Dieta hipoproteica com ___ g de proteína total – com restrição de alimentos fontes de proteína. em repouso). ----------- NECESSIDADES NUTRICIONAIS . sexo. complicações clínicas  alterações metabólicas. . Composição – 2200-3000 kcal. GET = Gasto Energético em Repouso (TMR) x Fator Injúria x Fator Atividade  Recomendado o uso de FÓRMULAS DE BOLSO para estimar VET  simplicidade e rapidez. micronutrientes. lipídeos. fibras.Cálculo de necessidades nutricionais Considerar: doença de base. monitorar sinais clínicos. estado fisiológico.25 Kcal (LIP + CHO) : g N . Fibras: > 30 g/dia.Sem lactose – dieta normal. físicos e bioquímicos  oferta excessiva ou insuficiente  energia. individualização da terapêutica nutricional.. ressecção intestinal. dislipidemias.

modular a resposta orgânica ao tratamento clínico e cirúrgico. industrializadas ou não. gastrostomia. jejunostomia. . Passo-a-passo para TN: triagem nutricional  avaliação nutricional paciente em risco ou desnutrido  cálculo necessidades nutricionais  indicação TN a ser instituída  monitoramento/acompanhamento nutricional  aplicação dos indicadores de qualidade da TN. melhorar a resposta imunológica e cicatricial. Indicação de NE deve estar associada ao funcionamento do TGI + ingestão via oral insuficiente + grau de desnutrição/catabolismo/percentual de perda de peso e presença de disfagia. TN VIA PARENTERAL – central ou periférica (com inserção central). auxílio da equipe.5-2 Necessidades hídricas  1 ml/kcal de energia Controle de ingestão oral R24h. reduzir a mortalidade e os custos hospitalares. substituindo ou complementando a alimentação oral em pacientes desnutridos ou não. para uso por sondas ou via oral. índice resto-ingestão. órgãos e sistemas.Prescrição nutricional – tipo e quantidade de nutrientes necessários ao paciente. NÍVEL R KCAL N-P/gN % VET PROTEÍNA ESTRESSE (g/kg/dia) Sem estresse > 150:1 < 15% VET 0. % resto-ingestão = peso do resto (g) / peso distribuído (g) x 100 VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS DIETAS HOSPITALARES . ambulatorial ou domiciliar. em regime hospitalar.TN  conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente.2 Grave < 100: 1 > 20% 1. formulários/controles de observação direta. NUTRIÇÃO ENTERAL Alimentos para fins especiais. figuras. enteral ou parenteral. TN VIA ORAL – complementos/suplementos. SE A ALIMENTAÇÃO VIA ORAL NÃO ESTÁ ATINGINDO 60% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS  dieta enteral. reduzir o tempo de internação hospitalar. visando a síntese ou manutenção dos tecidos. considerando seu estado nutricional. nasoentérica. prevenir e tratar as complicações infecciosas e não infecciosas decorrentes do tratamento e da doença. podendo ser oral. . TN VIA ENTERAL – oro/nasogástrica. as suas necessidades nutricionais e as condições de seu TGI. .8 Leve a moderado 150-100:1 15-20% VET 1-1. melhorar qualidade de vida do paciente. preparar o paciente para procedimento cirúrgico e clínico.TN objetivos: prevenir e tratar a desnutrição.

depressão. náuseas e vômitos refratários. jejunostomia  pacientes com risco de broncoaspiração. queimaduras). • Doenças neurológicas/psiquiátricas (AVE. • Transpilórica (pós-pilórica): nasoduodenal. • Tardio: > 72h de internação. gastroparesia ou esvaziamento gástrico anormal. CONTRAINDICAÇÕES DE TNE: • Obstrução intestinal • Íleo paralítico ou hipomotilidade intestinal • Diarreia grave • Fístulas de alto débito • Superfície de absorção intestinal muito reduzido • Vômitos incoercíveis VIAS DE ACESSO/LOCALIZAÇÃO: • Intragástrica: oro. Tempo indicado para início TN: Bem nutridos Desnutridos ou hipermetabólico RN PT – 1-2 dias RN T – 3-4 dias 0-2 dias Criança – 4-5dias Adulto – 7-10 dias INDICAÇÕES DE TNE: • Ingestão oral não adequada. Vantagens Desvantagens Intragástrica Técnica intubação Potencial de Mais fisiológica regurgitação/aspiração Escolha mais ampla de Propensão à distensão alimentos gástrica e refluxo em caso de esvaziamento gástrico lento Transpilórica Menor risco de aspiração e Técnica de intubação mais pneumonia difícil . anorexia). nasojejunal. ostomia  paciente sem risco de aspiração.Tempo de início NE: • Precoce: início 24/48h após a admissão. com esvaziamento normal do conteúdo gástrico e duodenal. gastrintestinais (pré e pós-operatório). • Intermediário: 36-72h de internação. estados hiper catabólicos (sepse. orofaríngeas/esofágicas (câncer. outras (quimioterapia. reduz morbidade e menor custo quando comparada com NP. radioterapia). Objetivo – suprir necessidades nutricionais ainda no estresse metabólico. Cuidado – avaliar perfusão intestinal. cirurgias face. esôfago. obstrução de esôfago). não perfazendo 2/3 a ¾ das necessidades nutricionais. Vantagens – mantém a integridade intestinal. naso.

normalmente durante a noite. osmolalidade 300-650 mOsm/kg. Exige maior velocidade de infusão em menor período ou dietas com maior densidade calórica. Vantagens: diminuem as lesões nasais e infecções das vias respiratórias superiores. peritonite. Facilita a ingestão oral durante o dia. duodeno ou jejuno). Vitaminas. . TCM (óleo de coco). pouco resíduo. COMPLEXIDADE DE NUTRIENTES • Polimérica – nutrientes íntegros. durante 20-35 min. administrada no estômago. nutrição precoce no pós- operatório ou pós trauma. adição de eletrólitos. Fácil manuseio. CÁLCULO DE GOTAS POR MINUTO = VOLUME / (TEMPO (min) X 3)  Intermitente – mais parecida com a alimentação habitual. volume de 50 a 500 ml de dieta administrada por gotejamento. < liberdade de movimentação para o paciente. maltodextrina. TGI capaz de absorver. fórmulas hiperosmolares e operatório imediato à velocidade de infusão (>550mOsm/L) • Ostomias – Indicações: necessidade de nutrição enteral prolongada. com seringa de 20 a 60 ml. não contém fibras. Proporção macronutrientes segundo recomendações. facilitando processo digestivo. osmolalidade 400-700 mOsm/kg. lipídeos TCL e TCM. por 16-24h. 80-86% água. oligossacarídeos e dissacarídeos. minerais e algumas contém fibras.2 kcal/ml. peixe). Estímulo trófico reduzido. girassol. TIPO DE INFUSÃO  Contínua – exige bomba de infusão (25-150ml/h). PROPORÇÃO DE NUTRIENTES • Fórmula padrão – palatáveis. Contraindicações: sepse. proteína isolada de soja. diminuem risco de broncoaspiração. DC = 1 a 2 kcal/ml. intolerância à sonda nasoentérica. com intervalos na adm. • Fórmula hiperproteica – palatáveis.  Cíclica – adm de nutrientes por períodos definidos. Prevenção da esofagite de Menos fisiológico refluxo Menor tolerância a Utilização em pós. semelhante ao padrão alimentar normal. • Oligomérica (semi elementar) – nutrientes pré-digeridos. obstrução TGI superior. Hidrolisados. precedida e seguida por irrigação da sonda com 20 a 30 ml de água potável. Densidade calórica 1 a 1. obesidade mórbida. gravitacional.  Em “bolus” – infundir 200 a 300 ml da dieta. precedida e seguida por irrigação da sonda com 20-30 ml de água potável. sacarose. alta osmolaridade e custo. TCL (óleo milho. Infusão rápida pode provocar diarreia e maior risco de broncoaspiração. Proteínas > 20% VCT (valor calórico total). glicose. > custo. de 10 a 16h. Para pacientes estáveis em transição para via oral. lactoalbumina. Sabor desagradável quando não aromatizados. • Monomérica (elementar – aas) – absorvidas quase completamente do TD superior. Infusão livre. não exige bomba de infusão. hidrolisados de amido de milho. a cada 3-4 h. minerais. soja. vitaminas. com duração de 15-30min por infusão. geralmente isotônicas. Ingredientes: caseína. ascite. o volume deverá ser proposto em função da tolerância digestiva do paciente. Ingredientes: hidrolisados de proteína (mistura de oligopeptídeos). elementos-traço. • Fórmula hipercalórica – palatáveis. maior liberdade ao paciente ambulatorial.

em regime hospitalar. acondicionada em recipiente de vidro ou plástico. Módulos de fibras. lip. Módulos de carboidratos – polímeros de glicose. acondicionada em recipiente hermeticamente fechado e apropriado para conexão ao equipo da administração. medicações). maior risco de contaminação. hidrolisadas. Menor custo. excesso de lipídeos na fórmula. COMPLICAÇÕES Diarreia (rever medicações associadas. OSMOLARIDADE (L SOLUÇÃO) DENSIDADE CALÓRICA Hipotônica – 280-300 mOsm/L 0. liquidificados e preparados artesanalmente. -------------- NUTRIÇÃO PARENTERAL Solução ou emulsão. domiciliar ou ambulatorial para síntese ou manutenção dos tecidos. vitaminas e minerais. Terapia nutricional parenteral Conjunto de procedimentos terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente.5 – hipercalórica Hipertônica – 550-750 mOsm/L Acentuadamente hipertônica . Náuseas e vômitos (rápida infusão. estéril.9-1. FÓRMULAS INDUSTRIALIZADAS Módulos de proteínas – ptn intacta. . intolerância à lactose. poucas fibras). utilizar fórmulas isotônicas). estéril. desordens TGI. composta basicamente por cho. retenção gástrica.2 – normocalórica Levemente hipertônica – 350-550 mOsm/L > 1. obstrução TGI. Proporção macronutrientes segundo recomendações. aa essenciais e não-essencias. destinada à adm intravenosa em pacientes desnutridos ou não. Constipação (desidratação. aa.> 750 mOsm/L SISTEMA • NE SISTEMA FECHADO – industrializada. órgãos e sistemas.8 – hipocalórica Isotônica – 300-350 mOsm/L 0. Distensão abdominal (rápida infusão.6-0. FÓRMULAS ARTESANAIS À base de alimentos naturais ou misturas de produtos naturais com industrializados. má absorção.5 kcal/ml (76-78% água) a 2 kcal/ml (60-71% água). Módulos de lipídeos – AG poli-insaturados/triglicerídeos de cadeia média (TCM). Módulos de vitaminas e minerais. alterar posicionamento da sonda). • NE SISTEMA ABERTO – requer manipulação prévia à sua adm. mais instável. para uso imediato ou atendendo à orientação do fabricante. DC = 1.

Periférica (cefálica ou braquial). Central (veias profundas – veia cava). quimioterapia • Diarreia grave – DII. trauma grave. máx. Vias de infusão – endovenosa. • Mucosite/esofagite – quimioterapia. • Íleo – grandes cirurgias abdominais. isquemia mesentérica. Indicação para NP • Geral – quando TGI não pode ser utilizado por mais de 5-7 dias ou quando for poupado para alguma finalidade terapêutica. emulsão lipídica vegetal . hiperemese gravídica. doença enxerto x hospedeiro. malformação TGI. Indicações específicas para NP • Vômito intratável – pancreatite aguda. doença enxerto x hospedeiro. • Obstrução – neoplasias. Nutrição parenteral central (NPC) • Veias profundas (cava superior) • Uso superior a 7-10 dias • Soluções hiperosmolares (>900 ou > 1000 mOsm/L) • Diluição por fluxo sanguíneo • Tolera maiores [Glicose]. Contraindicações NP • TGI absorção adequada • Previsão NP < 7dias • Instabilidade hemodinâmica • Jejum inferior a 5 dias em paciente não-desnutrido • Dificuldade para obter acesso venoso • Prognóstico que não necessite de suporte nutricional agressivo Composição da dieta Fontes energéticas – glicose. aderências. • Repouso intestinal – fístulas enteroentéricas.TGI funcionante? Não = Nutrição parenteral. • Pré-operatório – para casos de desnutrição grave. Síndrome do intestino curto. 7-10 dias) • [Glicose] máxima = 10% • OsmolaRidade < 900 a 1000 mOsm/L • Kcal 1000-1500/dia • Não atinge 100% das necessidades – COMPLEMENTO • Transição para Nutrição enteral • Usar em condições clínicas que não exijam restrição de volume. síndrome má absorção. enterocutâneas. Nutrição parenteral periférica (NPP) • Tratamento curto prazo (< 7 dias. onde cirurgia não pode ser adiada.

Em pacientes graves 80-100:1 • Lipídeos  isotônicas (podem ser adm em NPP). • Vitaminas  poli vitamínicos. 10 e 15 %). Diminui produção CO2. Zn  repor em casos de fístulas e diarreia crônica. molibdênio e cobalto. Mn. . Evitar deficiência de AG essenciais na NPC – pelo menos 2x por semana.8. respectivamente).5 a 15% (5. interações e exposição à luz solar. Não infundir mais 2g/kg/dia  geralmente 1 g/kg/dia Taxa infusão – 100 ml/h a 10% 50 ml/h a 20% Fontes de TCL e TCM. Cl. mas não corrigem deficiências pré-existentes. I. Disponível nas [ ] 5.1 kcal/ml ou 2 kcal/ml. Mínimo 100-150 g/dia. lipídeos. Reposição: Perdas (trajeto fistuloso. Rapidamente usados como fonte energética por pacientes hipercatabólicos. Estabilidade: pH. Mantém [ ] normais. 4 kcal / g ou 3. • Oligoelementos  metais inorgânicos cujas necessidades são inferiores a 100 mg. 50 e 70 %  NPC e 10% máx  NPP. Garantir infusão diária (1 x) na NPP. 1 g GLI (cho) = 3. pulmonar. Essenciais: Fe. • Aminoácidos  disponível nas [ ] 3. • Eletrólitos  Equilíbrio osmótico e manutenção funções celulares. disponível [ ] 10-20% (1. vômitos)  reposição intravenosa em quantidades iguais às perdas a cada 8h. edema (ganho de peso > 1- 2kg/sem  retenção hídrica). Ca. Na. Fontes proteicas – aminoácidos Vitaminas. função cardíaca. importante fonte calórica (20-30% VET). insuficiência cardíaca congestiva. temperatura. diarreia. Cu. Taxa máxima ofertada – 5 mg/kg/min. 10. K. glicose. Se. Água Manutenção: 1500 ml + 20 ml/kg (> 20 kg) 30 ml/kg de peso atual 1 ml para cada kcal oferecida Obesos – 30 ml/kg de peso atual Restrição  cirrose. Cr.6 kcal / g Deve ser adequada às necessidades Relação kcal não proteica / g N = 150:1. minerais e elementos-traço • Glicose mono hidratada  uso intravenoso. Zn.4 kcal. vitaminas e minerais em um mesmo frasco. • 3 em 1  aminoácidos. Mg e fosfato são essenciais para manutenção do balanço hídrico. Diminuem osmolaridade de soluções ricas em dextrose. função do sistema nervoso. muscular e enzimático. 25. mineralização do esqueleto. anúria. Observar interação com medicamentos. Composição da dieta – mistura • 2 em 1  lipídeos administrados separadamente.

hipocalemia. trombose venosa. K) • Alterações da homeostase da glicose. A cada 1ºC de febre  acrescentar 10% água às recomendações para manutenção. infecção da corrente sanguínea relacionada com o cateter. hipoglicemia. Controlar glicemia. Vias de administração • Contínua – fluxo constante. fígado gorduroso. Mg. • Cíclica – infusão em períodos de 12-14 horas. hiperalimentação. • Verificar estado infeccioso: febre.P e K entram na célula  diminui quantidade no sangue = hipocalemia. hemograma. albumina. sem interrupção. hiponatremia. até manter constante. • Quando a velocidade é baixa. Velocidade da infusão • Pacientes altamente estressados – infusão de glicose de 50ml/h. cálcio. oclusão do cateter. ureia. • O fornecimento de glicose não deve ser interrompido abruptamente pois pode causar hipoglicemia. estado local do cateter. principalmente na realimentação com CHO ou aporte energético excessivo. • Pacientes com inanição crônica – devem ser realimentados gradualmente. • Ocorre após jejum prolongado. não precisa iniciar com soluções menos concentradas de glicose. fósforo. . • Reduzir a velocidade a 50-70 por 30-60min antes do término na NP. Complicações mecânicas Pneumotórax. em associação a condições diversas: o Deficiências nutricionais prévias o Período pré-operatório de cirurgias de grande porte o DM descompensado o Quimioterapia o NP sem adequada administração de vitaminas ou minerais o Administração de aporte energético excessivo o Falta de monitoramento e reposição adequada de eletrólitos . evoluindo a cada 8h até alcançar as necessidades em 24-48h. Monitoração • Acompanhar diariamente: peso • Acompanhar exames bioquímicos diariamente – eletrólitos. flebite. embolia pulmonar. • Semanalmente: TG. Começar com gotejamento lento e aumentar a cada 20-30 min. SÍNDROME DA REALIMENTAÇÃO • Redução da concentração sérica de eletrólitos (P. hipofosfatemia. fosfatase alcalina. atrofia do TGI. hipertrigliceridemia. glicose. colestase. Iniciar com infusão de 30-40 ml/h. hipercalemia. magnésio. Complicações metabólicas Hiperglicemia. hipervolemia. bilirrubina. Progredir de acordo com tolerância até atingir as necessidades nutricionais estipuladas. hipovolemia. transaminases. hemocultura do cateter central.

fecal. morango.Aumenta glicose  insuficiência respiratória. Não-heme: hortaliças folhosas verde-escuras e leguminosas (feijão e lentilha). suco pancreático e saliva. osteoporose. regulação metabólica. palidez. Hemossiderina e Transferrina. fadiga. crescimento inadequado. couve cozida. tomate. kiwi. laranja. É armazenado como Ferritina. biossíntese de importantes moléculas orgânicas e na síntese do DNA. chia. regulação da contração muscular. hipertensão e DCV. couve manteiga. Tratamento – suplementação. Tratamento – alimentação + suplementação de ferro. ------------------- SEMINÁRIO DE HIPOVITAMINOSES Minerais: • Ferro – principal função: transporte e utilização do O2 – produção de energia. dentes.24-48 h após início NP  insuficiência respiratória. Hidrossolúvel e instável (cozimento. folhas de nabo cozidas. aumenta absorção de Fe. carnes de aves. sangue. Principais fontes de origem animal – leites. bile. Tratamento – alimentação e/ou suplementação. Alimentos fonte de ferro: Heme: carnes vermelhas. . Pacientes gravemente desnutridos – iniciar NP lentamente (25 ml/h e checar eletrólitos periodicamente nas primeiras 48h). tahine. couve. ovo cozido. . Taninos reduzem absorção de ferro não heme. Funções: protege o organismo de atesrosclerose. dentes). alface. dificuldade de aprendizagem. Excreção – urinária. brócolis. Absorção: Fe2+. sardinha. Principais fontes de origem vegetal – gergelim. Carência – raquitismo e osteomalácia. peixes e mariscos. disfunção cardíaca. segundo mensageiro nas células do SI. distúrbios neurológicos (hipocondria. auxilia na coagulação. Ácido ascórbico e secreções gástricas aumentam absorção de Ferro Heme. Baixa biodisponibilidade – melhor absorção se ingerida fruta fonte de vitamina C. anorexia). brócolis. Oxalatos inibem absorção. Síntese de colágeno. obesidade. Carência – escorbuto. conversão do colesterol de ácidos biliares. abacate. queijos. espinafre. histeria e depressão). Excreção – urina. auxilia conversão de dopamina e norepinefrina. Armazenamento – fígado e baço. suínos. Administração de fósforo. caju. espinafre cozido. Vitaminas: • Vitamina C – ácido ascórbico. cânceres e doenças autoimunes. suor. Suplementação: sulfato ferroso. vísceras (fígado e miúdos). Carência – anemia ferropriva (apatia. necessário para funcionamento de proteínas de coagulação. goiaba. hipercapnia. feijão branco cozido. Armazenamento – tecido ósseo. . • Cálcio – principais funções: estrutura do organismo (esqueleto. Fontes: acerola. Absorção – intestino (duodeno e jejuno proximal). iluminação) Absorção – intestino.

anemia. vitamina F. grão-de-bico. Problemas no metabolismo lipídico. Funções: coenzima de algumas desidrogenases. Funções: formação dos glóbulos vermelhos. • Vitamina B1 – tiamina. Carência – emagrecimento rápido. couve. vegetais folhosos verdes. hipertireoidismo secundário. Tratamento – suplementação. Pré-hormônio. Excreção – via urinária. cofator para enzimas. Armazenamento – não há armazenamento apreciável da vitamina. ervilha. Armazenamento – não é armazenada em quantidades úteis. cianocobalamina (sintética). Não sintetizada pelo organismo. folacina. lipossolúvel. lacrimejamento. síntese de DNA. perda muscular. pequenas quantidades no fígado e rins. aspargo. osteomalácia. Armazenamento – fígado (principal) e eritrócitos. Fontes: leite e derivados. perda de apetite. grãos integrais. espinafre. Armazenamento – tecido adiposo. redução de peso corporal. queimação e coceira nos olhos. Absorção – intestino delgado. cereais. Excreção – fezes e excesso no plasma excretado pela urina. • Vitamina B12 – cobalamina. beterraba. Deficiência – retardo no crescimento. aneurina. Tratamento – suplementação durante 6 meses. prevenção de defeitos no fechamento do tubo neural do feto. defeitos tubo neural em fetos. Excreção – urina. vitamina G. carne suína. beribéri (confusão mental. lentilha. Absorção – pele. Absorção – intestino delgado. lactoflavina. síntese de purinas e pirimidinas. Absorção – estômago (ácido gástrico e pepsina). Funções: coenzima em reações celulares. vitamina B9. nervos e proteínas. participam dos processos de oxirredução nas células. fraqueza muscular. • Vitamina B2 – riboflavina. atuam como coenzimas desidrogenases. circulatório e nervoso. Excreção – pela urina. Hidrossolúvel. . conversão oxidativa do piruvato a acetil-CoA. raquitismo. saúde cabelos e pele. Deficiência – anorexia. síntese DNA e RNA. • Vitamina D – calciferol. Tratamento – suplementação oral ou intravenosa e adequação da dieta. Armazenamento – fígado e músculos. Deficiência – fotofobia. Absorção – intestino delgado. Funções: formação de células vermelhas do sangue.• Ácido fólico – folato. manutenção sistema imunológico. fígado. ovo de galinha cozido. vísceras. descarboxilação oxidativa dos alfa-cetoácidos. Fontes: feijão preto. Fontes: levedo. parte distal do íleo. Funções: metabolismo ósseo.. auxílio no combate do câncer de mama e de cólon. brócolis. edema). óleo de peixe. abacate. Excreção – produtos do metabolismo – sais biliares nas fezes e pouco eliminado na urina. Tratamento – suplementação.

atum. manteiga. tomate. Normalmente associada a quadros de infecção e a deficiências vitamínicas e minerais. carboxilase. Excreção – fezes. ovos. brócolis. queijo. lesões no sistema nervoso. xaropes e em frascos/seringas. retinal e ácido retinóico. Deficiência – síndrome de má absorção. • Vitamina K – filoquinona (vegetal). Encontrada em três formas: retinol. Função: participa do ciclo visual. ovo de galinha. etc. Fontes: fígado bovino. fotofobia. carnes. hepáticas. perda acentuada de gordura subcutânea atrofia muscular aspecto envelhecido. menadiona (sintética). Tratamento – suplementação. Absorção – intestino delgado. Armazenamento – fígado. • Vitamina A – lipossolúvel. Fontes: fígado. ----------------- DESNUTRIÇÃO . leite. leite. crescimento e diferenciação dos tecidos. peixe.Desnutrição proteico-calórica Conjunto de condições patológicas decorrentes da deficiência simultânea de calorias e proteínas. Funções: fatores de coagulação. doenças gastrointestinais. antioxidante. Absorção – intestino. Fontes: hortaliças. em diferentes proporções. óleos vegetais. etc. gotas. formigamento. carne de porco. Excreção – urina. Instável com oxidação e aumento de temperatura. iogurte. secura nos olhos. Tratamento – suplementação em cápsulas. perda de concentração. Armazenamento – tecido adiposo e fígado. pimentão vermelho. Tratamento – suplementação. espinafre. Carência – problemas na acomodação visual. pepitas. . fortalece sistema imunológico. face enrugada albumina normal ou pouco reduzida. Carências – anemia perniciosa (defeitos na formação e maturação dos glóbulos vermelhos). fraqueza. na percepção das cores. Lipossolúvel. queijo. Mais frequente em lactentes e crianças. cenoura. cegueira noturna. menaquinona (animal). Marasmo Deficiência proteico-energética (predominante) . batata doce.CRÔNICA < crescimento > emagrecimento + comum < 1 ano. fotossensível. goiaba. comprimidos. proteínas dependentes. pós. moranga. manga. mostarda. linguado.

> tempo UTI Desnutrição – etiologia Inapetência orgânica. depressão. cirurgia ressecção. .Kwashiorkor . fármacos – efeitos colaterais. Comprometimento de peso e estatura. Sarcopenia – baixa massa muscular (obrigatório). diminuição do status funcional medida pela força de mão. acúmulo de líquidos localizado ou generalizado (que pode mascarar a perda de peso). > sobrecarga sistema de saúde . perda de massa muscular. Desnutrição hospitalar – 2 ou + características ASPEN . deficiência predominantemente proteica.Ingestão calórica insuficiente. Kwashiorkor-marasmático – ambas. doenças. distúrbios comportamento. com recuperação ponderal.> custos. .Etiologia Primária – gasto energético maior que aporte Secundária – decorrente de uma alteração orgânica de base.> risco de complicações e mortalidade .Tempo Pregressa – deficiência início infância (passado). perda de gordura subcutânea. .> tempo internação > risco de desnutrição .Tipo clínico Kwashiorkor . baixa força muscular e/ou baixa performance física. Marasmo – deficiência proteico-energética. má-absorção de nutrientes. Alteração metabólicas e orgânicas – desnutrição . perda de peso.No Brasil  30-50% pacientes internados . Baixa estatura. Crônica – ambas. Aguda ou atual – deficiência recente com comprometimento de peso.AGUDA Deficiência proteica Edema 2-3 anos de idade Descamação da pele Cabelos e unhas enfraquecidos Despigmentação do cabelo (sinal de bandeira) Hepatomegalia com esteatose hepática Hipoalbuminemia Peso preservado Diminuição da imunidade Classificação . alcoolismo.

. LIP Alimentos tradicionais com adição de suplementos de nutrientes e óleos Dieta hipercalórica e hiperproteica Monitoramento: ofertas e sobras/peso/recalcular oferta de energia e proteínas conforme o ganho de peso. Cuidado – overfeeding (superalimentação). fonte confiável de alimentação nutritiva fora de casa. início precoce da alimentação. antropometria. deficiência nutricionais (MIN e VIT). corrigir deficiências. Avaliação nutricional Objetivo – identificar distúrbios nutricionais. fluxo sanguíneo renal.Endócrinas – alterações hormonais. . função muscular. avaliação dietética. infecções. reduzir morbi-mortalidade. hipoglicemia.Acompanhamento ambulatorial/Fase III Critérios para alta – ganho de peso. proporcional à depleção de massa magra. Avaliar resposta à VO – se insatisfatória  TNE. desidratação. retorno venoso. possibilitando intervenção adequada de forma a auxiliar na recuperação e/ou manutenção do estado de saúde do indivíduo. leucopenia. CHO e VIT. Avaliar ptns séricas. infecções recorrentes.Imunológico – atrofia tecidos linfáticos. PA.Recuperação nutricional/Fase II/ Período de reabilitação Recuperação pôndero-estatural Alimentação intensiva para recuperação de peso Módulos de CHO. ausência de infecções. desidratação.Estabilização/Fase I 1-7 dias. . avaliação clínica. Objetivo: estabilização clínico-metabólica. Diagnóstico nutricional = triagem + avaliação consumo + exame físico + antropometria + exames bioquímicos + avaliação funcional + cultura e condição social e socioeconômica. finalização do diagnóstico da doença de base. comprometimento da troca gasosa e da força muscular respiratória. . Tratamento nutricional Objetivo – recuperar estado nutricional.Hipotermia. reflexos cardiovasculares. 3. . taxa filtração glomerular.Digestório – pâncreas e TGI atrofiam. Planejamento da TN: 1. Diminui DC. Maior morbimortalidade e maior risco de infecções. resposta imunológica inadequada. pancreáticas e biliares = prejuízo absorção LIP.Cardiovascular e renal – perdem massa celular progressivamente. Menor produção secreções gástricas. redução do desempenho respiratório ao esforço. VS. 2. .Respiratórias – hipotrofia dos músculos respiratórios. Tratar/Prevenir – hipoglicemia.Hematológicas – deficiência proteica < hematopoese = anemia. . Instrumentos e indicadores – avaliação subjetiva.

Náuseas/vômitos .Hábito intestinal Nº evacuações e características das fezes.Sem dor ou desconforto . DIARREICAS (FALTA DE FIBRAS) DIARREIA Tipos: .Disfagia/odinofagia .Diarreia funcional – não explicável por alterações estruturais/anatômicas. Vincular paciente à sua UBS Acompanhamento ambulatorial IMC > 18.Aguda – início súbito. má- absorção/hipersecreção transitória. .Fezes líquidas ou semilíquidas . diagnóstico baseado em sintomas clínicos.Crônica – duração > 30 dias.Sintomas durante os últimos 3 meses.Dentição/mastigação . autolimitada. colite]. Escala de Bristol: Tipo 1 e 2  CONSTIPAÇÃO (> TEMPO NO CÓLON) Tipo 3 e 4  ADEQUADAS Tipo 5. . . associada a uma enteropatia que compromete a mucosa intestinal. Relacionada a patologias crônicas (Síndrome Intestino Irritável. 6 e 7  AMOLECIDAS.Retardo esvaziamento gástrico . Definição: Roma III . com início há no mínimos 6 meses . ------------------- DIARREIA E CONSTIPAÇÃO Sistema digestório . Doença Inflamatória Intestinal [Crohn. SEMILÍQUIDAS. síndromes de má-absorção [doença celíaca]). etiologia normalmente infecciosa.Em pelo menos 75% das evacuações .5 kg/m² Tratamento paciente desnutrido Adulto Kcal – 40 kcal/kg/dia PTN – 1 a 1. alteração na consistência das fezes é mais importante que a frequência das evacuações. 2 g/kg/dia CHO – 50-60% VET (se necessário sem lactose) LIP – 30-35% Micronutrientes – DRIs. duração ≤ 14 dias.5 g/kg máx.Persistente – duração > 14 e < 30 dias.

. exame físico. Dieta habitual. Sinais e sintomas comuns Redução da ingestão alimentar – receio/desconforto em comer.Mista – várias causas de alteração da digestão e absorção.Orgânica ou exsudativa – lesões na mucosa.Alteração da motilidade – ex. infecções crônicas. frequência e característica das fezes (tipo e volume) . doença imunocomprometedora. . SNE ou parenteral). parasitoses).3 ou mais episódios de evacuações líquidas ou semilíquidas em 24h Classificação: Diarreias agudas  inflamatórias ou não-inflamatórias Diarreias crônicas  osmótica. esteatorreia droga-induzida. Prebióticos Carboidratos não digeríveis (fibras) que alteram flora intestinal de maneira benéfica.Na prática. desde que mantidas as calorias adequadas.Motora – aquosa.Secretor – manter hidratação. laboratoriais. má-absorção. sangue e proteínas plasmáticas (ex.Osmótica – solutos osmoticamente ativos inadequadamente absorvidos (ex. vegetais crus). .. distúrbios de motilidade. DII. desde que mantidas calorias adequadas. colestase.Aquosa – infecção intestinal. . Diarreia aguda – CONDUTA Desidratação – reidratação Sais de reidratação oral (VO.Sanguinolenta – disenteria bacilar/amebiana.: SII  excluir alimentos que piorem quadro. Febre/desidratação. sem modificações. própria para idade. . secretória. Diarreia Crônica – CONDUTA Conforme mecanismo fisiopatológico: .: DII.Osmótico – ex.: APLV  retirar de forma dose todos os alimentos contendo leite e/ou derivados. . inflamatória.Secretora – secreção ativa de eletrólitos e água pelo epitélio intestinal (ex. .: intolerância à lactose  suspender lactose (leite e derivados) até resolução do quadro. uso recente de antibióticos. . alergia à proteína do leite de vaca. feijão. dissacaridases.: deficiência de lactase). colite ulcerativa).Inflamatório – ex. doença celíaca. . . . frutas.Prováveis etiologias  história alimentar.: vírus). Absorção de água e eletrólitos. pós-prandial e às vezes. DII (Crohn. noturna (ex. Avaliação clínica e nutricional .Manejo específico de enfermidades – doença celíaca.Gordurosa – fibrose cística do pâncreas. . . substituir alimentos que piorem quadro. .Detectar grau de depleção nutricional – antropometria. Fonte de energia para mucosa colônica. se inapetência/desconforto: dieta pobre em resíduos (laticínios.Anamnese – duração dos sintomas.: comum na SII e SIC). Perda de peso/atrofia de musculatura. Fermentação  AG cadeia curta. eliminação de muco. .

Secreção inadequada da bile.Esforço para evacuar . culturas vivas. anti-hipertensivos. Difícil de quantificar na prática (exceto frequência). neurológicas (Parkinson. PTN – normoproteica LIP – hipolipídica (20%).Manobras manuais facilitadoras . incompleta e infrequente.Aumentado CONSTIPAÇÃO Queixa digestiva mais comum. Ex. antidepressivos. opioides (morfina). Utilização preferencial de TCM. antiespasmódicos. AN). neuropatias). Constipação ocasional (viagens) x Constipação frequente (crônica) . VET – hipercalórico se DPC. Uso de orlistat.Critérios insuficientes para SII . em pouca quantidade. Causas diversas: não neurológicas (gravidez. . Faltam evidências de seu benefício em adultos. evacuação difícil. iniciados há pelo menos 6.Sensação de evacuação incompleta . efeito colateral de medicamentos. Reabsorção inadequada de sais biliares. doenças do cólon (Ca. Ressecção de órgãos envolvidos na digestão e absorção de LIP.: iogurtes. Esteatorreia Gordura > 7% nas fezes. Tratamento  considerar: risco de deficiência de lipossolúveis. Fezes endurecidas. Probióticos Bactérias que auxiliam na recolonização do intestino  flora não patogênica. Síndrome da alça cega. Insuficiência pancreática.Fezes amolecidas ou pastosas raramente presentes sem uso de laxativo . antipsicóticos.Em pelo menos 25% das evacuações.< 3 evacuações por semana . piora = suspende (< custos)).Sintomas presentes durante os últimos 3 meses.Frequência de evacuações < 3x/semana Critérios de Roma III . suplementos de ferro. 2 ou mais dos seguintes sintomas: .Sensação de obstrução/bloqueio anorretal . dietas inadequadas.Fezes endurecidas/ressecadas . Definição Função intestinal alterada. Distribuição de macronutrientes na dieta.Nutrição enteral – suplementação com fibras  SEM evidência de recomendação (testar verificar resultados  melhora = mantém. Medicamentos – anti-histamínicos. SII. TCM 40% do total LIP VIT/MIN – suplementar ADEK LIQ – aumentados VOL – diminuído FRAC . fissura anal).

Educação paciente  < uso laxativos. frutas e vegetais (pectinas). tentar evacuar após as refeições e de manhã. . Intervenção cirúrgica. mucilagens. forma gel que facilita trânsito intestinal. aumentar ingesta de fibras e líquidos. . Abcesso/peritonite/fístula. aumentam massa fecal). hidratação adequada? Conduta . porém com fermentação completa ou parcial no IG.Trânsito normal É a forma mais frequente Nº evacuações normais Dificuldade/fezes endurecidas/dor abdominal . feijão.Solúveis: grande capacidade de absorver água.Desordens defecatórias Disfunção muscular pélvica Disfunção do esfíncter anal Dor/fezes endurecidas Hemorroidas/fissura anal Complicações Cronicidade + terapêutica inadequada + uso abusivo laxantes: .Doença diverticular do cólon . Aveia. Avaliação clínica Natureza e duração dos sintomas Uso de medicamentos Doenças associadas Avaliação nutricional Hábito alimentar – consumo adequado de fibras. ervilhas.Mudanças dieta  alimentos ricos em fibras (estimulam crescimento flora intestinal.Trânsito lento Poucas evacuações por semana < Contrações peristálticas < Coordenação atividade motora cólon distal . lentilhas. .Fisiopatologia .Massa compacta de fezes endurecidas (fecaloma) Úlcera/perfuração.Laxativos. resiste à digestão e absorção intestinal. . Fibras Parte não digerível do alimento vegetal.

Educação alimentar + dieta rica em fibras + aumento ingestão líquidos = tratamento ininterrupto  prevenir reimpactação e < uso de laxantes. . hemiceluloses e lignina.Insolúveis: substâncias mais duras que não se dissolvem em água. disfagia.Controle da pressão do EEI  sistema nervoso e humoral. Tratamento dietético Capacidade hidrofílica  retenção de água  aumento do peso do bolo fecal  peristaltismo. sintomas respiratórios (ORL). hemorragia digestiva. cereais integrais. Atraem água ao intestino. 21-30 g/dia (SBD).Fatores determinantes da DRGE Volume gástrico Potencial do material refluído Depuração esofágica . Maior proliferação bacteriana Promove a manutenção da maciez das fezes – facilidade de evacuação. regurgitação. GASTRITE E DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO DRGE É a inflamação da mucosa esofágica. . xantinas. farelo de trigo. Idosos – 10-13 g/1000 kcal. hortelã. teobromina.Mecanismos da DRGE Relaxamento transitório do EEI Hérnia de hiato < Pressão basal do EEI > Pressão intra-abdominal Contrações gástricas . ocorre devido ao retorno do conteúdo ácido-péptico gástrico. Pão integral. chimarrão.Sintomas (clínicos) – queimação epigástrica. “Globus”. anemia. amolecendo as fezes e facilitando o trânsito intestinal. Celulose. Fibras recomendação: Adultos – 20-35 g/dia (ADA). . dor retroesternal (pirose).. hipersalivação. álcool. 25 g/dia (MS). ------------------------- ÚLCERA PÉPTICA. Ingestão hídrica adequada. < Pressão EEI < contração após passagem alimentos = retorno conteúdo gástrico.Substâncias que alteram a pressão EEI – cafeína. Gastrina > pressão Colecistoquinina e secretina < pressão (fase intestinal da digestão) . odinofagia. chocolate.

Resistência da mucosa . etc. politrauma. anti-inflamatórios). Aparece de repente. mate. migra para locais onde o muco está mais íntegro. pode regenerar-se ou. LIP – hipolipídica (<20% VET). ulcerar-se quando atingido por agentes agressores. bebidas alcoólicas. GASTRITE É a inflamação da mucosa gástrica. contribuir para aumento da pressão EEI. ingestão de bebidas alcoólicas. Purinas (estimulam secreção ácida). Esse desequilíbrio resulta em lesão da mucosa. chocolate. auxiliar prevenção do RGE. com surtos de ativação e períodos de remissão.Terapia nutricional Objetivos: prevenir irritação da mucosa na fase aguda. Excluir – café.Aumento pressão intra-abdominal – gravidez. . ÚLCERA PEPTICA Doença de etiologia pouco conhecida.  Presença de Helicobacter pylori – 70% úlceras gástricas e 90% duodenais  Sensível ao pH. tem curta duração e desaparece. Gastrite e úlcera péptica Ponto central  desequilíbrio entre fatores que agridem a mucosa e os que a protegem. se necessário programar perda de peso. Alimentos que irritam a mucosa inflamada: sucos e frutas ácidas. . . na maioria das vezes. já inflamado (gastrite) pela presença do bacilo.Recomendações gerais Não comer antes de dormir (pelo menos duas horas antes de deitar) Comer em posição ereta Não se recostar ou deitar após a refeição Manter horários regulares para evitar aumento do volume das refeições Não usar roupas e acessórios apertados Manter a cabeceira da cama elevada. O epitélio livre do MO. Recomendações nutricionais VET – suficiente manter PI. Evitar alimentos e preparações gordurosas (CCK < P EEI) Consistência – fase aguda: líquida ou semilíquida evoluindo para normal Fracionamento – aumentado (6-8). evitar nas refeições principais (almoço e jantar) para diminuir volume ingerido. caracterizada por perda circunscrita de tecido nas áreas do tubo digestório que entram em contato com a secreção ácido-péptica do estômago. volume diminuído Líquidos – preferencialmente entre as refeições.Desencadeada por: medicamentos (AAS. . obesidade (perda de peso  auxilia melhora do refluxo. chá preto. de evolução crônica. fumo.). tomate. corrigir e manter peso saudável. sem deixar sequelas. situações de estresse (queimaduras graves.

comer devagar. Colite ulcerativa e Doença de Crohn. mastigar bem os alimentos.Avaliação nutricional Subnutrição – quando há estenose (estreitamento patológico) que impede ingestão normal de alimentos.Dietoterapia/Recomendações VET – suficiente para manter ou recuperar estado nutricional Distribuição calórica – normal: CHO 50-60%. Comprometimento do estado nutricional  frequente e com causa multifatorial. Podem ocasionar estenoses. Investigar deficiências nutricionais. fístulas) . alteração paladar. LIP 25-30% Consistência – geral/normal ou adaptada às condições da cavidade oral Fracionamento – 4-5refeições/dia – evitar longos períodos em jejum Alimentos com efeito positivo – ricos em fibras (agem como tampão) Alimentos a serem evitados – bebidas alcoólicas. deficiência sais biliares) . Caracterizada: frequente exacerbação dos sintomas. . Promover bom estado nutricional. Ao iniciar – líquidos evoluindo consistência conforme acompanhamento. Pacientes (internados com exacerbação da doença)  desnutrição proteico-calórica. refrigerantes. Deficiência nutricional – fatores . o tratamento dietético pode seguir as mesmas diretrizes . proteína e ferro.Perdas intestinais (enteropatia perdedora de proteínas.Diminuição ingestão alimentar (inapetência. Aliviar a dor. como sangramento – conduta distinta. dor abdominal) . chili. chocolate. Gastrite – comum deficiência de B12. exigindo jejum e observação da evolução clínica. Parenteral ---------------------------- DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS Doença idiopática do TGI caracterizada por inflamação aguda e crônica. mostarda.Aumento das necessidades Desnutrição – consequências .Má absorção (< área absortiva.Terapia nutricional Recuperar e proteger a mucosa gastrointestinal. PTN 10-15%. supercrescimento bacteriano. pimenta vermelha. Facilitar digestão. dietas restritivas. Frutas ácidas – respeitar tolerância do paciente (alguns relatam dispepsia – desconforto/peso). . Caso haja complicações. Diferenças – localização e extensão do processo fisiológico. café. Ambiente – procurar fazer as refeições em ambiente tranquilo. Deficiências mais comuns – energia.Embora os tipos de lesões sejam diferentes. Caso haja perfuração – atenção especial e conforme grau da lesão  Nut.

Todas idades – mais comum adolescência e 2ª década de vida.< absorção nutrientes Diarreia e má absorção são comuns Objetivo – favorecer digestão. . Colonoscopia com biópsia. reduzir secreção intestinal. evitar diarreia. . > risco cirúrgico. . Zn Fracionamento – aumentado Volume – diminuído . fragilização da barreira intestinal. diarreia aquosa com ou sem sangue e muco. Etiologia desconhecida. < absorção) Hiperglicídica (sem lactose. prejudicando trânsito. Atinge todo TGI – boca (. Luz intestinal estreita. Medicamentos (antimicrobianos) + dieta . Rx TGI. Deficiência de B12. manter o recuperar estado nutricional. fibrose. inflamação.Tratamento dietético Conduta ajustada conforme área acometida.Tratamento Objetivo – redução inflamação crônica e suporte geral. hipertrofia muscular. Agravamento problemas nutricionais se ID afetado .Conduta nutricional Hipercalórica (infecção. retardo de crescimento e da maturação sexual. Imunossupressão. dor em cólica (intercalada com períodos assintomáticos).comum) até ânus. facilitar absorção. lipossolúveis Minerais – K. Ca. < cicatrização. alguns casos deficiência de LACTASE. enema opaco. atrofia intestinal. se necessário. Fe. . . Fístulas e abcessos. Hipolipídica Pobre em resíduos Rica em B12 e SM Fibras – pobre em fibras insolúveis e rica em solúveis Vitaminas – folatos. febre.Quadro clínico Anorexia. Ataca intestino em segmentos separados por porções de intestino sadio. > mortalidade. fadiga.Fisiopatologia Parede intestinal espessa com edema. com frequência estenose e granulomas. Evitar solução hiperosmolares – mono e dissacarídeos).Diagnóstico Suspeita clínica. DOENÇA DE CROHN Inflamação crônica do cólon com resposta granulomatosa progressiva.

Crises – processo inflamatório. preserva mucosa de contato com alérgenos. Início das crises não estão associadas a alimentação. . Etiologia desconhecida. evitar diarreia. Dieta polimérica ou elementar – mesmo desfecho ou polimérica um pouco melhor.Diagnóstico: História clínica.Tratamento dietético – objetivo Favorecer digestão. Atinge mais adultos jovens – 20-25 anos.Contraindicações TNE Hemorragia maior. facilitar absorção de nutrientes. manter ou recuperar o estado nutricional. Perfuração TGI. . diarreia com sangue e muco. Via oral  Via enteral  Via parenteral  PREVENIR ATROFIA INTESTINAL! . dor abdominal. Megacólon tóxico. RETOCOLITE ULCERATIVA Inflamação crônica com ulcerações da mucosa e submucosa do intestino grosso (cólon descendente.Relação dieta/doença Alimentação não provoca exacerbação ou minimização da doença. . atrofia da mucosa. procedimento caro. Métodos dependem da capacidade absortiva intestinal e da fase da doença. febre.NPT Não associado com melhora da morbi mortalidade. Grande componente psicossomático.Quadro clínico Sangramento retal. intestino-bexiga. . intestino-vagina) Ileostomias frequentes . sigmoide e reto). . ulcerações mucosa IG. Medicação mais efetiva com estado nutricional adequado.Complicações Perfurações ou fístulas (intestino-intestino. Não irritar a mucosa intestinal. Líquidos – aumentados Restauração e manutenção do estado nutricional e diminuição da inflamação. . Repouso intestinal. Estende-se de modo contínuo. Fístulas de médio e/ou alto débito. enema opaco. colonoscopia com biópsia. Fase aguda Evitar estímulo ao intestino (alimento). Obstrução intestinal.

< gordura dietética PODE < sintomas relacionados com DC (diarreia.Fibras  evolução gradual . . probióticos.. Fora das crises Hábito alimentar.Rica em vitaminas .8g/kg) CHO Hipo/normo (s/[ ]) Normal (s/ Normal (sem concentrações) [sacarose] LIP Hipo Normo/hipo Normal (sem concentrações) VIT E MIN Hiper (complementar) Hiper Hiper (complementar) LÍQUIDO Hiper hídrica Hiper hídrica Hiper hídrica FIBRA Hipo Normo/hipo Normo/hipo (cocção) (INSOLÚVEL) (cocção) CONSISTÊNCIA Líquida/semilíquida Semilíquida/pastosa Branda a normal  ESQUIMÓS < incidência de DII  ingerem > quantidade de ômega-3. tolerância à lactose.Restrição de açúcares simples .Ao paciente deve ser permitido que consuma o que for tolerado .Restrição de lactose . FASE AGUDA FASE FASE DE MODERADA RECUPERAÇÃO VET Normo/hiper Hiper Hiper PTN Normo/hiper Hiper (até 1.. Preferir alimentos de fácil digestão. sem condimentos e embutidos. DII Fase aguda .Rica em vitaminas . abrandados por cocção.Dieta balanceada .Pobre em resíduos . balanceada e sem restrições.) + TCM Fase remissão . . Observar qualidade de lipídeos.Exclusão dos alimentos mal tolerados pelo paciente. Dieta – sem lactose.Intolerância à alimentos específicos é rara na DC e a aplicação de dietas de exclusão de maneira rotineira não é indicada. Observar: tipo de lipídeo da deita. Sensibilidade a produtos lácteos > em doença de Crohn envolvendo ID .3g/kg) Hiper (até 1.Aporte proteico e calórico adequado . Dietas de exclusão .RCU e DC não complicada = dieta normal.Não há dieta para Crohn ou dieta para Colite ulcerativa. sem fibra insolúvel (usar solúveis).

leite e derivados. . vegetais. frutas. < Crohn envolvendo cólon < RCU Vitamina E e Se  melhora lesão cólon e pode ser coadjuvante no tratamento RCU. Glutamina  nenhum benefício. Alimentos que podem causar desconforto – leguminosas. alimentos gordurosos. bebidas refrigerantes e cerveja.