De 2010 a 2016, registrou-se uma elevação de sessenta por cento concernente à quantidade de

indivíduos acometidos pela obesidade no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Tal doença, de
acordo com a OMS, configura-se como a epidemia global do século XXI, trazendo uma série de
riscos à qualidade de vida de seus portadores e necessitando de uma maior atenção por parte
de setores que prezem pela sinergia salutar da conjuntura nacional hodierna.

Em um momento inicial, faz-se importante elencar as graves consequências advindas da aludida
enfermidade. A diminuição da expectativa de vida em torno de oito anos, conforme divulgado
pela revista médica “The Lancet”, atrelada à influência exercida sobre o surgimento de demais
doenças, como diabetes e hipertensão, evidenciam a magnitude negativa denotada pela
obesidade. Outrossim, observa-se também o surgimento de vicissitudes psicológicas como
“bullying” e exclusão social, as quais podem, a longo prazo, acarretar em casos extremos de
depressão e suicídio.

Na gênese de tal distúrbio, encontra-se a influência do sedentarismo enquanto principal fator
gerador de tal epidemia, o qual atrelado à má alimentação, representada pelos “fast-foods”,
contribuem para o avigoramento da adiposidade. Todos esses fatores estão inseridos em um
contexto de modernidade, em que a comodidade fornecida pelas novas tecnologias, atrelada à
necessidade recorrente de agilidade nos processos cotidianos, fazem com que haja, de fato, uma
precarização nutricional e física do indivíduo contemporâneo.

Portanto, embora medidas já tenham sido fomentadas a nível nacional para combater a
obesidade, elas ainda não foram satisfatoriamente eficazes nesse intento. Nesse sentido, faz-se
necessária a atuação do Ministério da Saúde, associado a profissionais da área, como médicos e
nutricionistas, em promover campanhas comunitárias de conscientização, alertando sobre os
danos causados pela adiposidade. Ademais, a ação da Associação Brasileira de Nutrição, em
promover campanhas publicitárias com o propósito de instruir a população sobre mudanças
alimentares benéficas a serem tomadas e como executá-las, constitui-se como mais um
mecanismo que visa diminuir os impactos da obesidade no Brasil atual.