PROJETA CURSOS TÉCNICOS

CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM
DISCIPLINA: BIOSSEGURANÇA NAS AÇÕES DE ENFERMAGEM

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Curso: Técnico em Enfermagem

Disciplina: Biossegurança nas Ações de Enfermagem

Docente: Mariana Azevedo

2016

BIOSSEGURANÇA NAS AÇÕES DE ENFERMAGEM

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Resíduos de Serviço de Saúde

Resíduo de serviço de saúde ou RSS, por definição, é o resíduo
resultante de atividades exercidas por estabelecimento gerador que, por suas
características, necessitam de processos diferenciados no manejo, exigindo ou
não, tratamento prévio para a disposição final.
Os RSS são classificados em cinco grupos, de acordo com a
característica principal do resíduo e potencial de risco, a saber:

Gerenciamento de Resíduos

Denomina-se gerenciamento de resíduos o conjunto de atividades
técnicas e administrativas aplicáveis ao manuseio, à minimização da geração,
à segregação na origem, à coleta, ao acondicionamento, ao transporte, ao
armazenamento, ao tratamento, ao controle, ao registro e à disposição final dos
resíduos. Devem-se levar em conta todos os recursos físicos e materiais
necessários ao bom gerenciamento e a capacitação dos recursos humanos
envolvidos no manejo dos RSS. Todos que fazem parte da cadeia são
responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos, desde a geração até a
disposição final. Um sistema de gerenciamento dos resíduos de serviços de
saúde engloba duas fases distintas que acontecem dentro e fora do
estabelecimento de saúde:

- Fase intra-estabelecimento de saúde: relativa às etapas ocorridas desde o
ponto de geração até a colocação dos resíduos para a coleta externa;

- Fase extra-estabelecimento: relativa aos procedimentos que ocorrem com
equipe da coleta ou em ambientes externos.

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As etapas são as seguintes:

1. Minimização da Geração: A geração de resíduos deve ser mantida a
níveis mínimos praticáveis de volume, pois, além de minimizar os riscos
de exposição a agentes perigosos presentes em algumas frações, há
redução dos custos para o gerenciamento.
2. Manuseio Seguro: Essa operação envolve risco potencial de acidente,
principalmente para os profissionais que atuam na coleta, no transporte,
no tratamento e na disposição final dos resíduos. Com o objetivo de
proteger as áreas do corpo expostas ao contato com os resíduos, os
funcionários devem, obrigatoriamente, usar Equipamento de Proteção
Individual – EPI, conforme previsto na NR-6 do Manual de Segurança e
Medicina do Trabalho, e também seguirem a NR-32, sobre Segurança e
Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. Cabe ao empregador dispor
de equipamentos de proteção que se adaptem ao tipo físico do
funcionário. A adequação do peso da embalagem transportada com o
biotipo do funcionário é fundamental para evitar, principalmente, carga
biomecânica excessiva. Os trabalhadores devem ser imunizados em
conformidade com o Programa Nacional de Imunização – PNI, devendo
ser obedecido o calendário previsto nesse programa ou naquele adotado
pelo estabelecimento. Os exames devem ser realizados de acordo com
as Normas Reguladoras do Ministério do Trabalho e Emprego. Os
trabalhadores imunizados devem realizar controle laboratorial sorológico
para a avaliação da resposta imunológica.
3. Segregação na Origem: Operação que deve ser feita no próprio ponto
de geração e de acordo com as características físicas, químicas,
biológicas e radiológicas do resíduo, estado físico (sólido e líquido) e
forma química. Devem-se sempre observar as exigências de
compatibilidade química dos resíduos entre si para que acidentes sejam
evitados.
4. Acondicionamento: É a colocação do resíduo em embalagens
adequadas para coleta, transporte, armazenamento e disposição final,
seguros. Deve ser de acordo com o tipo do resíduo e os limites de
enchimento devem ser obedecidos. Os resíduos sólidos devem ser
acondicionados em saco plástico contido em recipiente (lixeira)
confeccionado com material lavável, resistente à punctura, ruptura e
vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato
manual, com cantos arredondados e resistentes ao tombamento. Os
recipientes de acondicionamento existentes nas salas de cirurgia e nas
salas de parto não necessitam de tampa para vedação. Os resíduos
perfuro-cortantes e abrasivos devem ser descartados em recipientes
rígidos, resistentes à punctura, ruptura e vazamento, com tampa e
devidamente identificados. Os resíduos líquidos devem ser
acondicionados em recipientes constituídos de material compatível com
o líquido armazenado, resistentes, rígidos e estanques, com tampa
rosqueada e vedante.

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5. Identificação: Devem-se utilizar rótulos (símbolos e expressões) para
identificar os recipientes de acondicionamento, carros de transporte
interno e externo, salas e abrigos de resíduos (locais de
armazenamento).
6. Tratamento Interno: Consiste na aplicação de método, técnica ou
processo que modifique as características dos riscos inerentes a cada
tipo de resíduo, reduzindo ou eliminando o risco de contaminação, de
acidentes ocupacionais ou de danos ao meio ambiente. Especificamente
os subgrupos A1 e A2 devem ser tratados, obrigatoriamente, dentro do
estabelecimento de saúde, salvo as bolsas de sangue rejeitadas e
vacinas de campanha de vacinação que, opcionalmente, podem ser
submetidas a tratamento externo, além dos resíduos de atenção à saúde
de indivíduos ou animais com suspeita ou certeza de contaminação com
microrganismos Classe de Risco 4, com relevância epidemiológica e
risco importante. Para serviços com sistema próprio de tratamento de
RSS, deve constar no PGRSS o registro das informações relativas ao
monitoramento desses resíduos, de acordo com a periodicidade definida
no licenciamento ambiental. Os resultados devem ser registrados em
documento próprio e mantidos em local seguro durante cinco anos. Os
resíduos líquidos provenientes de esgoto e de águas servidas de
estabelecimento de saúde devem ser tratados antes do lançamento no
corpo receptor ou na rede coletora de esgoto.
7. Coleta e Transporte Interno: A Coleta 1 consiste no recolhimento do
resíduo diretamente do ponto de geração e remoção para a sala de
resíduos, para o armazenamento temporário. A Coleta 2 consiste no
recolhimento do resíduo da sala de resíduos e remoção para o abrigo de
resíduos, para o armazenamento externo. O carro ou recipiente utilizado
para o transporte interno dos resíduos deve ser de uso exclusivo e
específico para cada grupo de resíduo. Deve ser constituído de material
rígido, lavável, impermeável, provido de tampa articulada ao próprio
corpo do equipamento, com cantos e bordas arredondados e
identificados com o símbolo correspondente ao risco do resíduo nele
contido. Deve ser provido de rodas revestidas de material que reduza o
ruído. Os recipientes com mais de 400L de capacidade devem possuir
válvula de dreno no fundo. O uso de recipientes desprovidos de rodas
deve observar os limites de carga permitidos para o transporte pelos
trabalhadores, conforme normas reguladoras do Ministério do Trabalho e
Emprego. O roteiro deve ser previamente definido e ocorrer em horários
não coincidentes com a distribuição de roupas, alimentos e
medicamentos, períodos de visita ou de maior fluxo de pessoas ou de
atividades.
8. Armazenamento Temporário: Trata-se da contenção temporária de
resíduos em área específica dentro do estabelecimento, durante o
aguardo da Coleta 2. Se a sala for exclusiva para o armazenamento de
resíduos, deve ser identificada como “SALA DE RESÍDUOS”. Porém, ela
pode ser compartilhada com a Sala de Utilidades, desde que esta

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disponha de área exclusiva de, no mínimo, 2m2 para armazenar dois
recipientes coletores. Os sacos devem permanecer sempre dentro dos
recipientes. O armazenamento temporário poderá ser dispensado se a
distância entre o ponto de geração e o armazenamento externo não for
grande.
9. Armazenamento Externo: É a contenção temporária de resíduos em
área específica, denominada “ABRIGO DE RESÍDUOS”, durante o
aguardo da coleta externa, para a destinação visando ao tratamento ou
à disposição final. Deve ter identificação na porta e os sacos de resíduos
devem permanecer dentro dos contêineres devidamente identificados.
10. Coleta e Transporte Externo: Consiste no recolhimento dos resíduos
do abrigo de resíduos e na sua remoção para a destinação visando ao
tratamento ou à disposição final.
11. Tratamento Externo: Os sistemas para tratamento externo dos RSS
são passíveis de licenciamento ambiental, de acordo com a Resolução
CONAMA nº 237/1997, e de fiscalização e controle pelos órgãos de
vigilância sanitária e meio ambiente. Os sistemas de tratamento térmico
por incineração devem obedecer ao estabelecido na Resolução
CONAMA nº 316/2002.
12. Disposição Final: O aterro sanitário é executado segundo critérios e
normas de engenharia (escolha da área apropriada, impermeabilização
do fundo, sistemas de drenagem e tratamento de líquido percolado e de
gases, etc.), que visam atender aos padrões de segurança e de
preservação do meio ambiente. Ele é apropriado para receber os
resíduos sólidos urbanos e a maior parte dos resíduos de serviços de
saúde.

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Infecção Hospitalar

É aquela infecção adquirida após a admissão do paciente e que se
manifesta durante a internação ou após alta, quando puder ser relacionada
com a internação ou procedimentos hospitalares. A única maneira de amenizar
este mal é através do CONTROLE e PREVENÇÃO dessas infecções. A
prevenção da infecção hospitalar é responsabilidade de todos os profissionais
de saúde.

O que é doença infecciosa?

Uma doença infecciosa corresponde a qualquer doença clinicamente
evidente que seja o resultado de uma infeção, presença e multiplicação de
agentes biológicos patogênicos no organismo hospedeiro.

Infecção relacionada à assistência em serviços de saúde (IRAS):
Infecção hospitalar, ou como é chamada atualmente infecção
relacionada à assistência à saúde (IRAS), é toda infecção (pneumonia,
infecção urinária, infecção cirúrgica, etc.) adquirida dentro de um ambiente
hospitalar ou serviço de saúde durante a assistência ao paciente/cliente.
Principais modos de adquirir Infecção Hospitalar (IH ou IRAS):
A maioria das infecções hospitalares são de origem endógena, isto é,
são causadas por microrganismos do próprio paciente. Isto pode ocorrer por
fatores inerentes ao próprio paciente (ex: diabetes, tabagismo, obesidade,
baixa imunidade, alcoolismo etc.) ou pelo fato de, durante a hospitalização, o
paciente ser submetido a procedimentos invasivos diagnósticos ou terapêuticos
(cirurgias, cateteres vasculares, sondas vesicais, ventilação mecânica, etc.). As
infecções hospitalares de origem exógena geralmente são transmitidas pelas
mãos dos profissionais de saúde, materiais ou outras pessoas que entrem em
contato com o paciente e até o próprio paciente pode se contaminar. Este tipo
de infecção chamamos de infecção cruzada dentro dos serviços de saúde.
Microrganismos Multirresistentes:
São microrganismos resistentes a diferentes classes de antimicrobianos
(antibióticos, antivirais, antifúngicos) testados em exames microbiológicos nos
laboratórios.

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PROGRAMA DE CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
A PCIH é um programa que desenvolve ações com o objetivo de reduzir
a gravidade das infecções hospitalares. Algumas atribuições da PCIH:
- Atualizar-se sobre o tema;
- Avaliar todos os cuidados prestados ao paciente;
- Medir riscos de aquisição de IH;
- Programas educativos;
- Intermediar as relações do hospital com as autoridades sanitárias;
- Reciclagem quanto as medidas de controle de infecção.
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH):
O conhecimento e a conscientização dos vários riscos de transmissão
de infecções, para reduzir os riscos de ocorrência de infecção hospitalar, um
hospital deve constituir uma Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
(CCIH), que é responsável por uma série de medidas como o incentivo da
correta higienização das mãos dos profissionais de saúde; o controle do uso de
antimicrobianos, a fiscalização da limpeza e desinfecção de artigos e
superfícies, etc. É o órgão que serve de consultoria para a direção do hospital
e a todos os profissionais, em assuntos relativos à prevenção e controle das
infecções hospitalares.

Essa comissão deve:

1. Desenvolver ações na busca ativa das infecções hospitalares;
2. Avaliar e orientar as técnicas relacionadas com procedimentos
invasivos;
3. Participar da equipe de padronização de medicamentos;
4. Prevenir e controlar as infecções hospitalares;
5. Controlar a limpeza da caixa de água;
6. Controlar o uso de antibiótico;
7. Implantar e manter o sistema de vigilância epidemiológica das infecções
hospitalares;
8. Elaborar treinamentos periódicos das rotinas do CCIH;
9. Manter pasta atualizada das rotinas nas unidades;
10. Executar busca ativa aos pacientes com infecção;
11. Fazer análise microbiológico da água.

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OBJETIVO:

A CCIH tem o objetivo não somente de prevenir e combater à infecção
hospitalar, beneficiando dessa maneira toda a população assistida, mas
também proteger o hospital e o corpo clínico. Deve manter arquivados
documentos que comprovem a legalidade de sua existência, rotinas de sua
funcionabilidade, protocolos que orientem o tratamento mais adequado
efetivado ao paciente e sobretudo dados estatísticos que demonstrem os
índices de infecção do hospital, para que, solicitados judicialmente, possam ser
comprovados, mantendo estes índices de infecção dentro dos limites
aceitáveis, comparativamente.
A legislação básica sobre infecção hospitalar, regulamentando a criação
das CCIH, permite o estabelecimento de medidas de acordo com as
particularidades do hospital. Medidas no combate à infecção para o grande
hospital, com enorme corpo clínico e atendimento em todas as áreas médicas,
evidentemente mais suscetíveis às infecções, podem ser diferentes das do
pequeno hospital, com menor corpo clínico e especializado; entre estes
extremos, têm-se as inúmeras variáveis.

Principais Infecções Hospitalares:
Infecção do Trato Urinário – 38,5% - Em sua maioria está associada ao uso
de sonda vesical, Sistema de defesa comprometido; Uso de sonda vesical por
tempo prolongado.
Infecção do Trato Respiratório –17,8% - É considerada uma das infecções
mais importantes, tanto pela sua gravidade, quanto pela sua consequência,
muitas vezes fatal.
Infecção da Ferida Cirúrgica – 16,6% - As infecções das feridas cirúrgicas
causam danos não só ao paciente, mas também como o profissional e o
material utilizado. Elas elevam o custo para a instituição e o tempo de
internação. Quanto menor o tempo da permanência do paciente no hospital,
menor o risco de infecção.

Fatores de risco para infecção hospitalar e implicações para enfermagem

Segundo SARRIA (1994), para que a infecção hospitalar exista, é
necessário que haja a relação entre um microrganismo capaz de produzi-la, um
vetor de transmissão e um hospedeiro susceptível. Os fatores predisponentes à
infecção hospitalar estão ligados a própria situação de saúde e doença, ou a
métodos invasivos e ambientais aos quais o paciente está exposto. Os fatores
relacionados a problemas de saúde estão ligados a terapia com esteroides,
transplante renal, transplante de medula óssea, fatores de imunodepressão,
choque e queimaduras.

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Entre os fatores de risco devido ao uso de métodos invasivos de
diagnóstico e tratamento os mais citados são: uso de cateteres, uso de
ventilação invasiva, uso de nutrição parenteral, uso indiscriminado de
antibióticos, uso de histamina e betabloqueadores (DAVID,1998; SALOOJEE;
STEENHOFF, 2000). Somando-se a estes fatores, KOLLEF et al. (1999),
acrescentam a resistência aos antibióticos como um fator contribuinte para o
aumento da infecção hospitalar, somando-se a isto, SCHULTZ et al. (2001)
consideram o fator idade como um predisponente à infecção. PITTET;
MOUROUGA; PERNEGER (1999); NOGUERAS et al., (2001); BOYLE;
HENLY; LARSON (2001), afirmam que a lavagem das mãos é um dos mais
importantes aspectos que elevamos índices de infecção hospitalar. Já
SHARBAUGH (2001), cita que os equipamentos são vetores de transmissão
que propaga a infecção.
A educação dos profissionais de saúde é de fundamental importância
para a redução dos índices de infecção associado do uso da ventilação
invasiva. Estes profissionais devem seguir as recomendações das CCIHs.
Alguns aspectos devem ser observados pela equipe de enfermagem,
contribuindo assim na redução da infecção, citando: não trocar os circuitos do
aparelho frequentemente, a troca a cada 24 ou 48 horas está mais associada à
infecção do que a cada 7 dias; lavar as mãos e utilizar precauções em relação
às secreções; desinfetar e esterilizar os nebulizadores; manter o paciente em
decúbito de 30 a 40; usar mascara no contato com secreções (MOHAMMED;
HIJAZI, 2000; GIROU, 2001). No entanto ECHER; ONZI; HOEFEL (1990)
relacionam outras medidas a serem atendidas pelo pessoal de enfermagem,
como por exemplo, realizar higiene oral 3 vezes ao dia, trocar conjunto de
cânula de traqueostomia e cânula interna, trocar cadarço e curativo da
traqueostomia ou da sonda endotraqueal, aspirar o paciente sempre que
necessário, trocar sistema de aspiração a cada 6h e trocar solução salina
estéril a cada 24h.

Medidas de prevenção para evitar IH:

A principal medida para prevenção é lavagem das mãos com água e sabão
e deve ser realizado por todas as pessoas antes e após o contato com os
pacientes no ambiente hospitalar, serviços de saúde como homecare,
consultórios, ambulatórios, etc. A utilização do álcool (espuma, líquido ou em
gel a 70%) também tem o mesmo objetivo e eficácia, portanto é obrigação de
todos profissionais da saúde, familiares, e visitantes a higienização das mãos.
A participação de todos é muito importante. Todos podem e devem colaborar
nas medidas de precauções específicas, que algumas vezes são necessárias
e devem ser sinalizadas. Informações de como o profissional e o
acompanhante/visitante devem agir para as precauções.
 Retirar anéis, pulseiras e relógio.
 Lavar as mãos com água e sabão.
 Utilizar o álcool gel ou espuma disponível em todos os quartos.
 Não sentar no leito de outro paciente.

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 Não tocar nos pertences e nem em outros pacientes.
 A visita deve ser limitada ao seu paciente, não entrar em outros quartos.
 O visitante de pacientes em precauções deverá higienizar às mãos, com
água e sabão ou álcool gel/espuma antes e depois da visita.
 Não tocar em soros, sondas, cateteres ou medicamentos dos pacientes.
Se necessário solicitar ajuda da equipe de enfermagem;
 Respeitar a indicação de isolamento do paciente se for o caso (seguindo
as orientações afixadas na porta do quarto).
 Evitar ir ao hospital se estiver com alguma doença infecto-contagiosa
como gripe, conjuntivite, catapora, tuberculose, lesões abertas entre
outras.
 Não colocar os pés diretamente no piso sem proteção.

A técnica de lavagem das mãos é fundamental, as mãos são os instrumentos
mais utilizados durante o cuidado com o cliente. O uso das luvas não dispensa
a técnica da lavagem das mãos.
Quando lavar as mãos?
- Início e fim do trabalho;
- Antes do preparo de medicações;
- Antes e depois do contato com o paciente;
- Entre os diversos procedimentos realizados no mesmo paciente;
- Após remoção de material contaminado;
- Após usar sanitário;
- Após manusear dinheiro, entre outros.

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Recomendações Básicas para o Processamento de Artigos.

A variedade de materiais utilizados nos estabelecimentos de saúde pode
ser classificada segundo riscos potenciais de transmissão de infecções para os
pacientes, em três categorias: críticos, semi-críticos e não críticos. A depender
do tipo de artigo é que se escolhe o método de esterilização e desinfecção.

Artigos críticos
Os artigos destinados aos procedimentos invasivos em pele e mucosas
adjacentes, nos tecidos subepiteliais e no sistema vascular, bem como todos
os que estejam diretamente conectados com este sistema, são classificados
em artigos críticos. Estes requerem esterilização. Ex. agulhas, cateteres
intravenosos, materiais de implante, etc.

Artigos semi-críticos
Os artigos que entram em contato com a pele não íntegra, porém,
restrito às camadas da pele ou com mucosas íntegras são chamados de
artigos semi-críticos e requerem desinfecção de médio ou de alto nível ou
esterilização. Ex. cânula endotraqueal, equipamento respiratório, espéculo
vaginal, sonda nasogástrica, etc.

Artigos não críticos
Os artigos destinados ao contato com a pele íntegra e também os que
não entram em contato direto com o paciente são chamados artigos não
críticos e requerem limpeza ou desinfecção de baixo ou médio nível,
dependendo do uso a que se destinam ou do último uso realizado. Ex.
termômetro, materiais usados em banho de leito como bacias, cuba rim,
estetoscópio, roupas de cama do paciente, etc.
Indubitavelmente esse esquema de classificação lógica tem sido útil
como guia na escolha adequada dos métodos de proteção anti-infecciosa.
Porém, na prática, a escolha não é tão simples quanto parece e muitas dúvidas
surgem especialmente em relação aos artigos semi-críticos. Por exemplo, os
equipamentos de endoscopia digestiva seriam a princípio artigos semi-críticos,
requerendo a desinfecção. No entanto, o risco de traumas durante o
procedimento não é pequeno, especialmente naqueles portadores de varizes
esofagianas. Percebe-se que estes conceitos clássicos levam a algumas
imprecisões, sendo as sondas vesicais um outro exemplo, apesar de serem
considerados semi-críticos, são utilizadas exclusivamente estéreis. Então
propomos alterações nestes conceitos passando a definir como artigos críticos
aqueles que têm contato direto ou indireto com áreas estéreis do corpo,
independentemente de serem mucosas ou tecidos epiteliais. Classificamos
como artigos semi - críticos. Os que entram em contato direto ou indireto com
mucosa com flora própria ou com lesões superficiais de pele. Por este conceito
a sonda vesical passa ser considerado artigo crítico e utilizada estéril.

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Limpeza e desinfecção de artigos médico-hospitalares:

Limpeza:
É o procedimento de remoção de sujidade e detritos para manter em
estado de asseio os artigos, reduzindo a população microbiana. Constitui o
núcleo de todas as ações referentes aos cuidados de higiene com os artigos
hospitalares. A limpeza deve preceder os procedimentos de desinfecção ou de
esterilização, pois reduz a carga microbiana através remoção da sujidade e da
matéria orgânica presentes nos materiais.
O excesso de matéria orgânica aumenta não só a duração do processo
de esterilização, como altera os parâmetros para este processo. O avanço
tecnológico tem lançado no mercado equipamentos complexos dotados de
estreitos lúmens que tornam a limpeza um verdadeiro desafio. Assim, é lícito
afirmar que a limpeza rigorosa é condição básica para qualquer processo de
desinfeção ou esterilização.
“É possível limpar sem esterilizar, mas não é possível garantir a
esterilização sem limpar”.

Desinfecção:
O termo desinfecção deverá ser entendido como um processo de
eliminação ou destruição de todos os microrganismos na forma vegetativa,
independentemente de serem patogênicos ou não, presentes nos artigos e
objetos inanimados. A destruição de algumas bactérias na forma esporulada
também pode acorrer, mas não se tem o controle e a garantia desse resultado.
No seu espectro de ação, a desinfecção de alto nível deve incluir a
eliminação de alguns esporos, o bacilo da tuberculose, todas as bactérias
vegetativas, fungos e todos os vírus. A desinfecção de alto nível é indicada
para itens semi-críticos como lâminas de laringoscópios, equipamento de
terapia respiratória, anestesia e endoscópio de fibra ótica flexível. O agente
mais comumente utilizado para desinfecção de alto nível é o glutaraldeído. Na
desinfecção de nível intermediário não é esperada ação sobre os esporos
bacterianos e ação média sobre vírus não lipídicos, mas que seja tuberculicida,
elimine a maioria dos fungos e atue sobre todas as células vegetativas
bacterianas. Cloro, iodóforos, fenólicos e álcoois pertencem a este grupo. Os
desinfetantes desta classificação, juntamente com os de baixo nível, são
tipicamente usados para artigos que entrarão em contato somente com a pele
íntegra ou para desinfecção de superfícies. Na desinfecção de baixo nível
não há ação sobre os esporos ou bacilo da tuberculose, podendo ter ou não
ação sobre vírus não lipídicos e com atividade relativa sobre fungos, mas
capaz de eliminar a maioria das bactérias em forma vegetativa. Compostos
com quaternário de amônia são exemplos de desinfetantes de baixo nível.
Quando se fala em processo de desinfecção, subentende-se o uso de
agentes químicos, cujos princípios ativos permitidos pelo Ministério da Saúde,
através da Portaria número 15 de 1988 são: os aldeídos, fenólicos, quaternário
de amônia, compostos orgânicos liberados de cloro ativo, iodo e derivados,

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álcoois e glicóis, biguanidas e outros, desde que atendam à legislação
específica.
Apesar da grande oferta de produtos químicos no mercado, a escolha do
mais adequado não é uma tarefa fácil. Várias características devem ser
consideradas nesta seleção: amplo espectro de ação antimicrobiana; inativar
rapidamente os microrganismos; não ser corrosivo para metais; não danificar
artigos ou acessórios de borracha, plásticos ou equipamento ótico; sofrer
pouca interferência, na sua atividade, de matéria orgânica; não ser irritante
para a pele e mucosas; possuir baixa toxicidade; tolerar pequenas variações de
temperatura e de pH; ter ação residual sobre superfícies quando aplicado no
ambiente; manter sua atividade mesmo sofrendo pequenas diluições; ser um
bom agente umectante; ser de fácil uso; ser inodoro, ou ter odor agradável; ter
baixo custo; ser compatível com sabões e detergentes; ser estável quando
concentrado ou diluído.

Princípios ativos usados como desinfetantes:

Aldeídos
O glutaraldeído é o agente mais utilizado na desinfecção, na
concentração de 2% e por um período de exposição de 30 minutos. Não
danifica metais, borracha, lentes e outros materiais, podendo ser utilizado na
desinfecção de endoscópios e aparelhos com lentes. O enxágüe do material
pode ser feito em água corrente potável, a secagem com uma compressa ou
toalha macia, ou com ar comprimido, acondicionado em recipiente desinfetado
e guardado até o próximo uso. Ao manipular o glutaraldeído, o funcionário deve
usar luva de borracha, óculos e máscara. O uso mais difundido do
glutaraldeído é na desinfecção de artigos semi-críticos e instrumentos
sensíveis ao calor.
Não deve ser usado na limpeza de superfícies pelo seu teor tóxico e
fator econômico. Há relatos de hipersensibilidade de funcionários ao manipular
o glutaraldeído, como a sensibilidade na pele, irritação ocular e das vias
aéreas, principalmente se utilizado em áreas pouco ventiladas.

O formaldeído é usado em estado líquido e gasoso. Como desinfetante
é mais utilizado a formalina, solução em água a 10% ou em álcool a 8%, sendo
bactericida, tuberculicida, fungicida e viruscida após exposição de 30 minutos e
esporicida após 18 horas. É corrosivo, tóxico, irritante de vias aéreas, pele e
olhos. É indicado para adesinfecção de vidraria e capilares do sistema
dialisador do mesmo paciente, na concentração de 4% por 24 horas. Há
estudos que indicam o uso de formaldeído com restrições.

Compostos fenólicos:
O seu uso é recomendável para desinfecção de nível médio ou
intermediário, sendo o período de exposição de 10 minutos para superfície e de
30 minutos para artigos. Tem como vantagens a sua ação residual e a pouca
reatividade na presença de matéria orgânica. Por penetrar em materiais

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porosos e ter ação residual, não é indicado para artigos que entrem em contato
com vias respiratórias e alimentos, objetos de borracha, látex e acrílico. Ao
manipular a solução, devem ser tomados os cuidados de utilizar o avental
impermeável, luvas de borracha, óculos protetores e máscara. Há pesquisas
relatando despigmentação da pele se não forem observadas essas
recomendações.

Quaternário de amônia:
Geralmente são utilizados em associação com outros desinfetantes.
Têm como vantagem a baixa toxicidade. Quando utilizados isoladamente não
tem ação micobactericida. Os compostos de quaternário de amônia são usados
para desinfecção de baixo nível por um período de 30 minutos, em superfícies,
equipamentos e áreas onde se manipule alimentos.

Cloro:
O hipoclorito está indicado para desinfecção e descontaminação de
superfícies e de artigos plásticos e borracha como máscaras de inalação,
nebulizadores, cânulas de Guedel, banheiras infantis e outros. Também é
utilizado em superfícies de áreas como lavanderia, lactário, copa, cozinha,
banheiras de hidromassagem, balcões de laboratório, banco de sangue, pisos,
berços e incubadoras de acrílico, cadeiras de áreas especiais e caixa de água.
Deve-se ressaltar que na manipulação de compostos clorados é necessário o
uso de equipamento de proteção individual. A matéria orgânica consome a
quantidade de cloro livre, diminuindo sua ação biocida, especialmente quando
a concentração de cloro livre é baixa. Habitualmente este halogênio reage com
proteínas, formando cloraminas, retendo alguma atividade germicida, mas
reduzindo consideravelmente a quantidade de cloro livre.
É um agente desinfetante de amplo espectro, barato, não tóxico dentro
de suas especificações. Relata-se o uso de hipoclorito em hospitais, escolas,
prédios de acesso público; no controle bacteriano de restaurantes, fontes,
processamento de alimentos; no tratamento da água, dejetos e resíduos de
esgoto.
O cloro pode ser utilizado em várias concentrações, as vezes referida
em partes por milhão (ppm) e outras em porcentagem (%), trazendo muita
possibilidade de uso inadequado do produto, ou ineficaz por baixa dosagem ou
corrosivo devido sua alta concentração. Geralmente partimos de uma solução
mais concentrada para realizarmos as mais variadas diluições. Necessitamos
saber quanto da solução original deve ser diluído em água para obtermos a
concentração desejada.
O primeiro passo é estabelecermos a correlação entre uma medida em
porcentagem com uma em ppm. Um por cento significa uma parte em cem,
logo dez em mil, portanto dez mil em um milhão. Assim sendo, um por cento
equivale a dez mil partes por milhão. Concluindo, para transformar um valor de
porcentagem para ppm é só multiplicarmos por 10.000; e para transformarmos
ppm em porcentagem é só dividirmos o valor por 10.000. Exemplificando:
hipoclorito a 2% é o mesmo que a 20.000 ppm.

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Álcool
O álcool é amplamente usado como desinfetante no âmbito hospitalar,
tanto o álcool etílico, 70% (p/v), como o isopropílico, 92% (p/v), por terem
atividade germicida, menor custo e pouca toxicidade, sendo que o álcool etílico
tem propriedades germicidas superiores ao isopropílico. O seu uso é restrito
pela falta de atividade esporicida, rápida evaporação e inabilidade em penetrar
na matéria proteica. É recomendável para desinfecção de nível médio de
artigos e superfícies, com tempo de exposição de 10 minutos, sendo
recomendáveis 3 aplicações intercaladas pela secagem natural. Não é
recomendado para borracha, plásticos e cimento de lentes.
Os vários estudos, utilizando diversas metodologias revelam importantes
fatos curiosos e particularidades do álcool etílico como germicida: as
concentrações por peso guardam uma ação mais eficaz que concentrações por
volume e além disso o álcool etílico é provavelmente o único agente químico
onde a ação germicida é maior na sua formulação mais diluída. O porquê
exatamente da formulação a 70% peso/volume ser mais tóxica para as
bactérias que outras concentrações de álcool etílico, deve-se à importante
desordem bioquímica na célula microbiana que tem uma relação com a
evaporação mais lenta do álcool etílico nesta concentração que aumenta o
poder bactericida deste agente químico em contato com os microorganismos.
Quando usado adequadamente, o álcool etílico apresenta excelente ação
germicida, especialmente sobre bactérias na forma vegetativa.

Esterilização
Pela conceituação clássica, entende-se que esterilização é o processo
de destruição de todas as formas de vida microbiana, ou seja, bactérias na
forma vegetativa e esporuladas, fungos e vírus, mediante a aplicação de
agentes físicos e químicos. Entretanto, considerando o comportamento dos
microrganismos num meio de cultura e sob ação de um agente esterilizante
(morte em curva logarítmica), o processo de esterilização assume um
entendimento mais complexo. Sendo assim, esterilização é o processo pelo
qual os microrganismos são mortos a tal ponto que não seja mais possível
detectá-los no meio de cultura padrão no qual previamente haviam proliferado.

Vapor Saturado Sob Pressão
O calor úmido na forma de vapor saturado sob pressão é o processo de
esterilização mais seguro, eficiente, rápido e econômico disponível. O
mecanismo de esterilização pelo vapor saturado sob pressão está relacionado
com o calor latente e o contato direto com o vapor, promovendo a coagulação
das proteínas. Calor latente é o calor que um corpo “recebe” sem variação de
temperatura e sim de estado físico.
É o calor necessário para converter uma umidade de água em vapor. O
vapor sob pressão, ao entrar em contato com a superfície fria dos materiais
colocados na autoclave, se condensa liberando o calor latente, que é o
responsável pela desnaturação dos microrganismos. A esterilização está

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fundamentada nessa troca de calor entre o meio e o objeto a ser esterilizado. É
necessário o estabelecimento de padrões no preparo e no acondicionamento
dos artigos a serem esterilizados, além do perfeito funcionamento do
equipamento.
O acondicionamento dos artigos deve ser feito com embalagens
permeáveis ao vapor, além de resistentes a condições úmidas e secas,
flexíveis e que não permitam a penetração do microrganismo após o processo
de autoclavação. Não devem conter na sua composição produtos tóxicos,
corantes ou liberar resíduos.
Devem favorecer o fechamento ou selagem e apresentarem facilidade
na abertura sem ocasionar risco de contaminação do seu conteúdo.
Para que ocorra o contato do vapor com o material, há necessidade da
remoção do ar presente na câmara, pois sendo o ar um bom isolante térmico,
impedirá a penetração do vapor nos materiais, reduzindo a eficácia ou
impossibilitando o processo de esterilização. A remoção do ar da autoclave
pode ser prejudicada pelo tamanho e posição dos pacotes, das embalagens
muito apertadas e pela carga excessiva.
A combinação tempo de exposição-temperatura adotados nos ciclos de
esterilização, são condições essenciais para a garantia da eficácia desse
processo. O tempo de exposição abrange três componentes: o tempo de
penetração do vapor, o tempo de esterilização e o intervalo de confiança. O
tempo de penetração do vapor é “o intervalo necessário para que a carga atinja
a temperatura da câmara”, o que varia com o tipo de autoclave e a natureza do
material a ser esterilizado. O tempo de esterilização é “o menor intervalo
necessário para a destruição de todas as formas de vida microbiana”, variando
com a temperatura empregada e o bioburden do artigo; intervalo de confiança é
o período adicional, geralmente igual à metade do tempo de esterilização,
adotado na autoclavação de artigos”.

Calor Seco
A esterilização pelo calor seco é feita em estufas elétricas equipadas
com termostato e ventilador, a fim de promover um aquecimento mais rápido,
controlado e uniforme dentro da câmara. A circulação de ar quente e o
aquecimento dos materiais se faz de forma lenta e irregular, requerendo longos
períodos de exposição e temperatura mais elevada do que o vapor saturado
sob pressão para se alcançar a esterilização.
Este processo deve se restringir a artigos que não possam ser
esterilizados pelo vapor saturado sob pressão, pelo dano que a umidade pode
lhes causar ou quando são impermeáveis, como vaselina, óleos e pós. A
utilização do calor seco tem também por objetivo a despirogenação, quando
realizada numa temperatura de 200 0 C a 2200C, por um período de exposição
não inferior a 2 horas.
A inativação dos microrganismos pelo calor seco é resultante da
oxidação e dessecação. O processo de esterilização pelo calor seco, embora
seja simples, exige cuidados como propiciar a livre circulação do ar por toda a
estufa e entre as caixas e observar rigorosamente a relação tempo de

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exposição e temperatura, a fim de assegurar a sua eficácia. O tempo de
exposição deve ser considerado apenas quando a temperatura determinada for
alcançada, sem incluir o tempo gasto para o aquecimento. O estabelecimento
de parâmetros de tempo de exposição e temperatura tem sido uma
preocupação constante entre os profissionais responsáveis pela esterilização,
pela diversidade de informações disponíveis.

Radiação
A radiação é uma alternativa na esterilização de artigos termossensíveis,
por atuar em baixas temperaturas. É um método disponível em escala industrial
devido aos elevados custos de implantação e controle. Além do uso na
esterilização de seringas, agulhas hipodérmicas, luvas, fios cirúrgicos e outros
artigos médico-hospitalares, é empregada também em determinados tipos de
alimentos visando aumentar a vida de prateleira dos mesmos e no tratamento
de resíduos. É utilizada também pela indústria farmacêutica na esterilização de
medicamentos. A radiação é “a emissão e propagação de energia através de
um meio material, sob a forma de ondas eletromagnéticas, sonoras ou por
partículas”.

Filtração
A filtração tem por finalidade eliminar, mecanicamente, os
microrganismos e/ou partículas através da passagem por filtro microbiológico.
A eficácia da esterilização por filtração depende do uso de elementos filtrantes
com poros de dimensões adequadas e das condições de assepsia observadas
durante o procedimento. Esta técnica não é considerada infalível, sendo
recomendada apenas quando não é possível aplicar métodos mais eficazes.
Este processo é empregado em esterilização de fluídos farmacêuticos, como
medicamentos endovenosos, drogas, vacinas e esterilização de ar em áreas
onde esteja envolvida produção asséptica de produtos farmacêuticos, em salas
cirúrgicas, salas para pacientes imunodeprimidos, etc. A filtração de ar
incorpora o princípio de fluxo laminar, definido como um “fluxo unidirecional de
ar dentro de uma área confinada com velocidade uniforme e turbulência
mínima”.
Agentes químicos
Os esterilizantes químicos, cujos princípios ativos são autorizados pela
Portaria no930/92 do Ministério da Saúde, são aldeídos, óxido de etileno e
outros, desde que atendam a legislação específica.

Aldeído:
O agente químico mais utilizado na esterilização é o glutaraldeído a 2%
por um período de exposição de 8 a 12 horas dependendo da formulação
química. É associado a uma solução antioxidante para não dissolver o cimento
de lentes. É indicado para a esterilização de artigos críticos termossensíveis
como acrílicos, cateteres, drenos, nylon, silicone, teflon, PVC, laringoscópios e
outros.

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Deve ser usado em recipiente fechado, na imersão completa do material
a ser esterilizado, com preenchimento de lúmen e outras superfícies externas e
internas.
O material deve ser enxaguado em água destilada esterilizada e o
pessoal, ao realizar esse procedimento, deve estar devidamente paramentado
com gorro, máscara, luvas e aventais esterilizados. A possibilidade de
recontaminação do material é grande à medida que a manipulação é muito
maior. É recomendável a secagem do material com compressa estéril e o seu
uso imediato pois a guarda desse material, sob o rótulo “esterilizado” é
praticamente impossível.

O formaldeído pode ser usado como esterilizante tanto no estado
líquido, como gasoso. Usualmente, o tempo mínimo de esterilização é de 18
horas, tanto para a solução alcoólica a 8% quanto para solução aquosa a 10%.
O seu uso é limitado pelos vapores irritantes, carcinogenicidade em potencial,
odor característico desagradável, mesmo em baixa concentração (1 ppm). A
utilização desse agente químico exige uso de Equipamento de Proteção
Individual (EPI).

O ácido peracético é um agente químico que está sendo utilizado como
esterilizante para alguns materiais termossensíveis como, por exemplo, os
cateteres.

O peróxido de hidrogênio é outro agente químico esterilizante
tanto na sua forma líquida, gasosa e plasma, esta última, com perspectivas de
substituir o uso do gás óxido de etileno para esterilização de artigos
termossensíveis. É altamente oxidante, podendo ser ativo em presença de
matéria orgânica, sendo tóxico, irritante de pele e olhos, mas facilmente
manipulado. Como o glutaraldeído, falhas no enxágue podem provocar no
paciente uma enterite ou colite semelhante à pseudomembranosa.

O óxido de etileno é um gás inflamável, explosivo, carcinogênico e
quando misturado com gás inerte e sob determinadas condições, tem sido uma
das principais opções para esterilização de materiais termossensíveis. Na
legislação brasileira há vários documentos que tratam das instalações do óxido
de etileno e do controle de saúde dos funcionários que ali trabalham. O seu
mecanismo de ação é a alquilação das cadeias proteicas microbianas,
impedindo a multiplicação celular. O seu uso está indicado para materiais
termossensíveis, desde que obedecidos alguns parâmetros relacionados a:
concentração de gás, temperatura, umidade e tempo de exposição. É
imprescindível a fase de aeração do material processado.
A portaria interministerial 482/99 dos Ministério da Saúde e do Trabalho
e Emprego, em relação a aeração dos artigos esterilizados por óxido de etileno,
não determina tempo e outras condições pré-estabelecidas, mas sim que o
executante do processo de esterilização valide todas as suas etapas, inclusive

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a aeração, devendo os resíduos não ultrapassarem os limites estabelecidos
nesta portaria.
Como em todo processo, a monitorização da efetividade da esterilização deve
ser executada. Entretanto, a da esterilização por agentes químicos é de difícil
execução, com exceção dos processos realizados em câmara como o
formaldeído, o óxido de etileno e mais recentemente o plasma de hidrogênio.

Controle da eficácia da esterilização
O controle da segurança do processo de esterilização depende do tipo
do equipamento, a natureza do artigo processado, do seu acondicionamento e
do carregamento do material no equipamento. Parâmetros físicos e testes
químicos e biológicos podem monitorar o processo. Por exemplo, a observação
e o registro de temperatura, pressão, vácuo e temporizadores monitoram o
funcionamento de autoclaves e esterilizadores a gás.
Os testes químicos podem indicar uma potencial falha no processo de
esterilização, por meio da mudança na sua coloração. A grande variedade,
comercialmente disponível, oferece subsídios diferenciados: alguns são
capazes de avaliar a temperatura atingida pelo equipamento sem se alterar
com o tempo de exposição; outros respondem ao resultado da associação do
tempo com a temperatura. A vantagem do uso dos testes químicos é a leitura
imediata após o processamento do material. Além disso, o uso do teste
químico na parte externa dos pacotes, permite a distinção dos materiais
submetidos ao processo de esterilização dos não submetidos. Existem
diferentes tipos para autoclaves, estufas e óxido de etileno.

O teste químico de Bowie-Dick
É especialmente útil para observar a remoção do ar nas autoclaves de
alto-vácuo e assim garantir a penetração uniforme do vapor nos materiais. Este
teste deve ser realizado diariamente no primeiro ciclo do aparelho e consiste na
utilização de um indicador químico comercialmente disponível pelo tempo
indicado pelo fabricante ou pode ser improvisado com o uso de fita para
autoclave colado em X sobre uma folha de papel não encerado (24x30 cm) e
colocado no centro geométrico de uma pilha de 28 toalhas de algodão
dobradas em quatro, resultando num pacote de 24x30 cm de dimensão. Este
deve ser colocado na autoclave onde o acesso do vapor é mais difícil, ou seja
na parte inferior e na frente, efetuar a operação de pré-vácuo da câmara, de
acordo com as especificações do fabricante e autoclavar o teste a 134-137o C
durante exatamente 3 minutos e meio. A mudança de coloração uniforme da
fita indicadora, assegura um completo e eficiente contato do vapor nos
materiais.
Os indicadores biológicos são reconhecidos como os que melhor
retratam o processo de esterilização, pois são os únicos que consideram todos
os parâmetros e, portanto, garantem a sua segurança. São utilizados um
grande número de esporos bacterianos.

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Iodo e iodóforos:
O iodo tem imediata ação contra bactérias e vírus entéricos e contra
cistos de protozoários. Micobactérias e esporos de bacilos e de clostrídios
podem também serem eliminados pelo iodo. Além disso, foi observada
atividade fungicida e tricomonicida do iodo. O iodóforo mais conhecido é a
polivinilpirrolidona um composto de 1 vinil-2- polímero pirrolidona com iodo
(PVPI). Em nosso meio as formulações disponíveis até o momento são: PVPI
degermante para degermação das mãos e antebraços da equipe cirúrgica;
PVPI alcoólico indicado para aplicação em pele íntegra e PVPI aquoso para
curativos e aplicação sobre mucosas por exemplo na antissepsia antes da
sondagem vesical. Todas estas formulações são tamponadas para pH da pele.
O efeito residual das soluções à base de iodo, considerado como uma
propriedade importante dos antissépticos depende, dentre outras coisas, da
absorção do iodo pela pele sem, contudo, atingir níveis sistêmicos. O efeito
residual dos compostos iodados traz significativas vantagens sobre outros tipos
de antissépticos convencionais, especialmente como meio que pode reduzir a
flora residente num nível muito maior que, por exemplo, o uso do álcool
isopropílico.

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EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPIS

Considera-se EPI todo dispositivo de uso individual, de fabricação
nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do
trabalhador, não sendo adequado o uso coletivo por questões de higiene e
segurança.

Objetivo:
Oferecer segurança aos funcionários, evitando e minimizando os riscos
à saúde, uma vez que o histórico médico pode não identificar com total
confiabilidade todos os pacientes portadores de doenças infecciosas
transmissíveis, seja por via sanguínea (como HIV, hepatites B e C, etc.) ou por
patógenos de transmissão por via respiratória (tuberculose, sarampo, etc.).
Portanto, precauções baseadas na forma de transmissão devem ser
tomados para todos os pacientes no contato com SANGUE E SECREÇÕES
CORPÓREAS.
Abrangência: Todos os setores.
Executor: Equipe de saúde.

Equipamentos:
 Uniforme: trazer para o trabalho seu uniforme limpo e levá-lo para casa
dentro de saco plástico.
 Sapato: fechado e limpo. Poderá ser o mesmo utilizado fora do
ambiente hospitalar. Considerar a possibilidade de sapato de uso
apenas no local do trabalho se houver condições de guarda adequada.
De acordo com a NR 32 do Ministério do Trabalho recomenda-se o uso
de sapatos fechados na assistência à saúde.
 Máscaras/máscara de vapores: utilizar sempre que houver indicação
da enfermagem ou médico em caso de isolamentos ou quando houver
exposição a produtos químicos passíveis de inalação, por exemplo, na
desinfecção com glutaraldeído cujo uso é obrigatório.

Devem ser usadas em procedimentos que possam gerar respingos de
sangue ou líquidos, evitando-se assim exposição da membrana mucosa da
boca, nariz e olhos.
 Máscara cirúrgica: utilizada em precaução por gotículas pelos
profissionais da saúde e nos pacientes na suspeita ou confirmação de
doenças transmitidas de forma respiratória (por aerossóis ou gotículas).
 Recomendamos o uso de máscaras nos procedimentos de punção
lombar.
 As máscaras com filtro (n95, PFF2, etc.) são de uso exclusivo do
profissional da saúde para precaução com aerossóis. As máscaras

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PFF2 não têm tempo definido de uso, podendo ser reutilizada se não
estiver suja, úmida ou dobrada, para tanto, sugerimos que se guarde na
embalagem original ou no bolso, preferencialmente em saco plástico
poroso, sem lacre para evitar a umidade e proliferação de micro-
organismos. Seu uso é sempre individual.

Luvas:
 Luvas de procedimento: devem ser usadas pelos profissionais da saúde,
e trocadas após contato com cada paciente ou entre os diversos
procedimentos em um mesmo paciente, ao manusear objetos ou
superfícies sujas de sangue e/ou líquidos, para punções venosas e
outros procedimentos.
 É proibido o uso coletivo de luvas com os pacientes, por exemplo,
quando se vai verificar sinais vitais;
 É proibido a lavagem das luvas.
 É proibido o uso de luvas de procedimento para limpeza hospitalar.
 Sempre que for executar os serviços, seguindo a regra de tipos de luvas:
procedimentos, estéreis ou de borracha dependendo do procedimento.
 Luvas de borracha: manter a luva de borracha sempre seca interna e
externamente. Observar a lavagem das luvas após o uso por dentro e
por fora, secar com pano e lembrar-se de lavar as mãos após a retirada
das mesmas.

Aventais:
 Utilizar sempre que houver risco de contato com materiais biológicos. O
avental na situação de precaução de contato deve ser colocado
apenas se houver contato direto com o paciente.
 O avental em situação de precaução de contato, desde que não esteja
úmido ou com secreções pode ser reutilizado no mesmo paciente
(deixá-lo pendurado no quarto do paciente, sendo de uso individual para
cara profissional e nos cuidados de cada paciente em precaução).
 Avental impermeável: usar quando estiver lavando os materiais e
instrumentais na área suja.

 Óculos de proteção para os olhos: Devem ser usadas em
procedimentos que gerem respingos de sangue ou secreções (líquidos),
evitando-se assim exposição da mucosa dos olhos. Por exemplo, no
momento de aspiração de secreções.

Outros EPI(s) como botas, aventais plásticos deverão ser utilizados de acordo
com a situação de risco. O uso de EPIs é obrigatório.

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• São obrigações do EMPREGADOR:
 Fornecer gratuitamente o EPI adequado ao risco e em perfeito estado;
 Fornecer EPI aprovado pelo MT;
 Oferecer treinamento ao trabalhador sobre o seu uso adequado;
 Tornar Obrigatório o seu uso;
 Substituí-lo imediatamente quando danificado;
 Responsabilizar-se por sua higienização e manutenção periódica;
 Comunicar ao MT quaisquer irregularidades observadas no EPI.

• São obrigações do EMPREGADO:
 Usar o EPI apenas para a finalidade a que se destina;
 Responsabilizar-se por sua guarda e conservação;
 Comunicar ao empregador quaisquer alteração que torne o EPI
impróprio para o uso.

Cuidados com os EPI’s:
 Guardar em local apropriado, longe de luz solar, fontes de calor,
umidade e de contaminação;
 Mantê-los em bom estado de limpeza
 Quando contaminados, realizar a descontaminação imediatamente
sempre que possível.

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PRECAUÇÃO BASEADA EM TRANSMISSÃO

Precaução Padrão:

Indicações:
Infecção ou colonização por microrganismo multirresistente, varicela,
infecções de pele e tecidos moles com secreções não contidas no curativo,
impetigo, herpes zoster disseminado ou em imunossuprimido, etc.
Use luvas e avental durante toda manipulação do paciente, de cateteres
e sondas, do circuito e do equipamento ventilatório e de outras superfícies
próximas ao leito.
Deve ser colocado, imediatamente antes do contato com o paciente ou
as superfícies e retire-os logo após o uso, higienizando as mãos em seguida.
Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, a distância
mínima entre dois leitos deve ser de um metro.
Equipamentos como termômetro, esfignomanômetro e estetoscópio
devem ser de uso exclusivo do paciente.

Precauções para Gotículas:

Indicações:
Meningites bacterianas, coqueluche, difteria, caxumba, influenza,
rubéola, etc.

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Quando não houver disponibilidade de quarto privativo, o paciente pode
ser internado com outros infectados pelo mesmo microrganismo. A distância
mínima entre dois leitos deve ser de um metro.
O transporte do paciente deve ser evitado, mas, quando necessário, ele
deverá usar máscara cirúrgica durante toda sua permanência fora do quarto.

Precaução por aerossóis

Medidas recomendadas para impedir a transmissão de microrganismos
ssóis), que podem
permanecer suspenso no ar por longos períodos de tempo, dispersando-se
com maior facilidade a grande distância, podendo ser inaladas e causar
infecção em indivíduo susceptível.

Indicações:

 Tuberculose pulmonar ou laríngea;
 Varicela;
 Herpes zoster disseminado ou com lesões extensas em pacientes
imunossuprimidos;
 Situações especiais, influenza aviária e Gripe A durante procedimento
em vias aéreas.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVOS

Os EPC’s visam proteger o meio ambiente, a saúde e a integridade dos
ocupantes de determinada área, diminuindo ou eliminando os riscos
provocados pelo manuseio de produtos químicos, principalmente tóxicos e
inflamáveis além de agentes biológicos. Exemplos: Chuveiro Fixo,
Equipamentos de combate a incêndios, Lava- olhos, Extintores.

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Risco biológico

INTRODUÇÃO
Historicamente, os profissionais de saúde não eram considerados como
categoria profissional de alto risco para acidentes de trabalho. A preocupação
com riscos biológicos surgiu a partir da constatação dos agravos à saúde dos
profissionais que exerciam atividades em laboratórios onde se dava a
manipulação com microrganismos e material clínico desde o início dos anos 40.
Para profissionais que atuam na área clínica, entretanto, somente a partir da
epidemia da aids nos anos 80, as normas para as questões de segurança no
ambiente de trabalho foram melhor estabelecidas.
Virtualmente, qualquer categoria profissional pode estar sob risco. Além
disso, visitantes e outros profissionais que estejam ocasionalmente nos
serviços de saúde também podem sofrer exposições a material biológico.
O número de contatos com sangue, incluindo exposições percutâneas e
mucocutâneas, varia conforme as diferentes categorias profissionais, as
atividades realizadas pelo profissional e os setores de atuação dentro dos
serviços de saúde. Trabalhadores da área cirúrgica, paramédicos e
profissionais de setores de atendimento de emergência são descritos como
profissionais de alto risco de exposição a material biológico.
Os riscos de exposição entre médicos variam conforme as diferentes
especialidades.
Conforme as estatísticas observadas, a equipe de enfermagem é uma das
principais categorias sujeita a exposições a material biológico. Esse número
elevado de exposições relaciona-se com o fato de o grupo ser o maior nos
serviços de saúde, ter mais contato direto na assistência aos pacientes e
também ao tipo e à frequência de procedimentos realizados por seus
profissionais.
São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas,
protozoários, fungos e bacilos.
Os riscos biológicos ocorrem por meio de microrganismos que, em
contato com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas atividades
profissionais favorecem o contato com tais riscos. É o caso das indústrias de
alimentação, hospitais, limpeza pública (coleta de lixo), laboratórios, etc.
Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por
microrganismos incluem-se: tuberculose, brucelose, malária, febre amarela.
Para que essas doenças possam ser consideradas doenças
profissionais, é preciso que haja exposição do funcionário a estes
microrganismos.
São necessárias medidas preventivas para que as condições de higiene
e segurança nos diversos setores de trabalho sejam adequadas.

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Os riscos biológicos em laboratórios podem estar relacionados com a
manipulação de:

- Agentes patogênicos selvagens;

- Agentes patogênicos atenuados;

- Agentes patogênicos que sofreram processo de recombinação;

- Amostras biológicas;

- Culturas e manipulações celulares (transfecção, infecção);

- Animais.

Todos os itens citados acima podem tornar-se fonte de contaminação
para os manipuladores. As principais vias envolvidas num processo de
contaminação biológica são a via cutânea ou percutânea (com ou sem lesões -
por acidente com agulhas e vidraria, na experimentação animal - arranhões e
mordidas), a via respiratória (aerossóis), a via conjuntiva e a via oral.
Há uma classificação dos agentes patogênicos selvagens que leva em
consideração os riscos para o manipulador, para a comunidade e para o meio
ambiente. Esses riscos são avaliados em função do poder patogênico do
agente infeccioso, da sua resistência no meio ambiente, do modo de
contaminação, da importância da contaminação (dose), do estado de
imunidade do manipulador e da possibilidade de tratamento preventivo e
curativo eficazes.

As classificações existentes (OMS, CEE, CDC-NIH) são bastante
similares, dividindo os agentes em quatro classes:

Classe 1 - onde se classificam os agentes que não apresentam riscos para o
manipulador, nem para a comunidade (ex.: E. coli, B. subtilis);

Classes 2 - apresentam risco moderado para o manipulador e fraco para a
comunidade e há sempre um tratamento preventivo (ex.: bactérias - Clostridium
tetani, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus; vírus - EBV, herpes;
fungos - Candida albicans; parasitas - Plasmodium, Schistosoma);

Classe 3 - são os agentes que apresentam risco grave para o manipulador e
moderado para a comunidade, sendo que as lesões ou sinais clínicos são
graves e nem sempre há tratamento (ex.: bactérias - Bacillus anthracis,
Brucella, Chlamydia psittaci, Mycobacterium tuberculosis; vírus - hepatites B e
C, HTLV 1 e 2, HIV, febre amarela, dengue; fungos - Blastomyces dermatiolis,
Histoplasma; parasitos - Echinococcus, Leishmania, Toxoplasma gondii,
Trypanosoma cruzi);

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Classe 4 - os agentes desta classe apresentam risco grave para o manipulador
e para a comunidade, não existe tratamento e os riscos em caso de
propagação são bastante graves (ex.: vírus de febres hemorrágicas).

Em relação às manipulações genéticas, não existem regras pré-
determinadas, mas sabe-se que pesquisadores foram capazes de induzir a
produção de anticorpos contra o vírus da imunodeficiência simiana em
macacos que foram inoculados com o DNA proviral inserido num bacteriófago.
Assim, é importante que medidas gerais de segurança sejam adotadas na
manipulação de DNA recombinante, principalmente quando se tratar de vetores
virais (adenovírus, retrovírus, vaccínia). Os plasmídeos bacterianos
apresentam menor risco que os vetores virais, embora seja importante
considerar os genes inseridos nesses vetores (em especial, quando se
manipula oncogenes).

De maneira geral, as medidas de segurança para os riscos biológicos
envolvem:

- Conhecimento da Legislação Brasileira de Biossegurança, especialmente das
Normas de Biossegurança emitidas pela Comissão Técnica Nacional de
Biossegurança;

- O conhecimento dos riscos pelo manipulador;

- A formação e informação das pessoas envolvidas, principalmente no que se
refere à maneira como essa contaminação pode ocorrer, o que implica no
conhecimento amplo do microrganismo ou vetor com o qual se trabalha;

- O respeito das Regras Gerais de Segurança e ainda a realização das
medidas de proteção individual;

- Uso do avental, luvas descartáveis (e/ou lavagem das mãos antes e após a
manipulação), máscara e óculos de proteção (para evitar aerossóis ou
projeções nos olhos) e demais Equipamentos de Proteção Individual
necessários.

- Utilização da capela de fluxo laminar corretamente, mantendo-a limpa após o
uso;

- Autoclavagem de material biológico patogênico, antes de eliminá-lo no lixo
comum;

- Utilização de desinfetante apropriado para inativação de um agente
específico.

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Recomendações Para Higienização de Superfícies

Atualmente, a classificação das áreas vem sendo questionada, pois o
risco de infecção ao paciente está relacionado aos procedimentos aos quais
ele é submetido, independentemente da área em que ele se encontra. Mas,
essa classificação auxilia em algumas estratégias contra a transmissão de
infecções, além de facilitar a elaboração de procedimentos para limpeza e
desinfecção de superfícies em serviços de saúde (Limpeza e Desinfecção de
Superfícies – ANVISA – 2010).

CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS:

Áreas críticas: são os ambientes onde existe risco aumentado de transmissão
de infecção, onde se realizam procedimentos de risco, com ou sem pacientes
ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos. São exemplos desse tipo
de área: Centro Cirúrgico (CC), Centro Obstétrico (CO), Unidade de Terapia
Intensiva (UTI), Unidade de Diálise, Laboratório de Análises Clínicas, Banco de
Sangue, Setor de Hemodinâmica, Unidade de Transplante, Unidade de
Queimados, Unidades de Isolamento, Berçário de Alto Risco, Central de
Material e Esterilização (CME), Serviço de Nutrição e Dietética (SND),
Farmácia e Área suja da Lavanderia.

Áreas semicríticas: são todos os compartimentos ocupados por pacientes
com doenças infecciosas de baixa transmissibilidade e doenças não
infecciosas. São exemplos desse tipo de área: enfermarias e apartamentos,
ambulatórios, banheiros, posto de enfermagem, elevador e corredores.

Áreas não-críticas: são todos os demais compartimentos dos
estabelecimentos assistenciais de saúde não ocupados por pacientes e onde
não se realizam procedimentos de risco. São exemplos desse tipo de área:
vestiário, copa, áreas administrativas, almoxarifados, secretaria.

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Limpeza

A limpeza consiste na remoção das sujidades depositadas nas
superfícies inanimadas utilizando-se meios mecânicos (fricção), físicos
(temperatura) ou químicos (saneantes), em um determinado período de tempo.
Independentemente da área a ser higienizada, o importante é a remoção
mecânica da sujidade e não simplesmente a passagem de panos úmidos para
espalhar a sujidade (Limpeza e Desinfecção de Superfícies – ANVISA – 2010).

TIPOS DE LIMPEZA:

Limpeza concorrente: é o processo de limpeza realizado diariamente, com a
finalidade de remover a sujidade, organizar o ambiente e repor o material de
higiene. Nesse procedimento estão incluídas a limpeza de todas as superfícies
horizontais, de mobiliários e equipamentos, portas e maçanetas, parapeitos de
janelas, e a limpeza do piso e instalações sanitárias.

Limpeza terminal: é o processo de limpeza e/ou desinfecção mais completa,
incluindo todas as superfícies horizontais e verticais, internas e externas. É
realizada na unidade do paciente após alta hospitalar, transferências, óbitos ou
nas internações de longa duração (programada). O procedimento inclui a
limpeza de paredes, pisos, tetos, todas as superfícies, mobiliários e
equipamentos, com a finalidade de remover a sujidade e diminuir a
contaminação ambiental, além de abastecer o material de higiene.

TÉCNICAS DE LIMPEZA

Limpeza Úmida – Consiste na utilização de água, como elemento principal da
remoção da sujidade, podendo ser processo manual ou mecânico.

Limpeza molhada – Consiste na utilização de água abundante, como
elemento da remoção da sujidade, podendo ser manual ou mecânica,
destinada principalmente para a limpeza terminal.

Limpeza seca – Consiste na retirada de sujidade, pó ou poeira sem utilização
de água.

Limpeza com jatos de água – trata-se de alternativa por meio de limpeza
realizada com equipamento com jatos de água sob pressão, sendo destinada
predominantemente a limpeza terminal.

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Desinfecção

A desinfecção é o processo físico ou químico que destrói todos os
microrganismos patogênicos de objetos inanimados e superfícies, com exceção
de esporos bacterianos. Tem a finalidade de destruir microrganismos das
superfícies de serviços de saúde, utilizando-se solução desinfetante. É utilizado
após a limpeza de uma superfície que teve contato com matéria orgânica.
Definem-se como matéria orgânica todas as substâncias que contenham
sangue ou fluidos corporais. São exemplos: fezes, urina, vômito, escarro e
outros (Limpeza e Desinfecção de Superfícies – ANVISA – 2010).

Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for
Disease Control and Prevention – CDC), o tratamento de superfícies com
matéria orgânica difere de acordo com o local e o volume do derramamento,
sendo dividida em duas técnicas de desinfecção: com pequena quantidade e
com grande quantidade de matéria orgânica.

Técnica de desinfecção com pequena quantidade de matéria orgânica

Remover a matéria orgânica com papel toalha ou pano e proceder à limpeza.

Se piso ou paredes:

– Realizar, primeiramente, a limpeza com sabão ou detergente na superfície a
ser desinfetada, com o auxílio do rodo ou mop.

– Enxaguar e secar.

– Após a limpeza, aplicar o desinfetante na área que foi retirada a matéria
orgânica, deixando o tempo necessário para ação do produto (seguir
orientação do fabricante). Se necessário, realizar enxágue e secagem.

Se mobiliário:

– Realizar limpeza com sabão ou detergente na superfície a ser desinfetada,
com o auxílio de panos de mobília.

– Após limpeza do mobiliário, realizar a fricção com álcool a 70% ou outro
desinfetante definido pela CCIH (Comissão Controle de Infecção Hospitalar).

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Técnica de desinfecção com grande quantidade de matéria orgânica

- Remover a matéria orgânica com auxílio do rodo e da pá.

- Desprezar a matéria orgânica, líquida, no esgoto sanitário (tanque do expurgo
ou vaso sanitário). Caso a matéria orgânica esteja no estado sólido,
acondicionar em saco plástico, conforme PGRSS (Plano de Gerenciamento de
Resíduos de Serviço de Saúde). Utilizar EPI (Equipamento de Proteção
Individual) apropriado.

- Seguir os mesmos passos indicados na Técnica de desinfecção com pequena
quantidade de matéria orgânica.

Para que a limpeza atinja seus objetivos, torna-se imprescindível a
utilização de produtos saneantes, como sabões e detergentes na diluição
recomendada. Em locais onde há presença de matéria orgânica, torna-se
necessária a utilização de outra categoria de produtos saneantes, que são os
chamados desinfetantes.

1. Desinfetantes – são agentes químicos capazes de destruir microrganismos
na forma vegetativa, podendo destruir parcialmente os esporos, em artigos ou
superfícies, sendo divididos segundo o seu nível de atividade em: alto, médio
ou baixo.

2. Detergentes de baixo nível (sanificantes): são aqueles destituídos de
ação turbeculicida, esporicida e virucida, devendo ter baixa toxidade.

3. Hipoclorito de sódio 1% - atua como desinfetante devido ao cloro ativo.
Utilizado para desinfecção de superfícies fixas, exceto metais, devido sua ação
corrosiva.

4. Detergente – são substâncias tensoativas, solúveis em água e dotadas de
capacidade de emulsificar gorduras e manter resíduos em suspensão. São
utilizados para limpeza de artigos e superfícies.

5. Álcoois – o mais utilizado é o álcool etílico, por possuir maior atividade
germicida, menor custo e toxidade. O álcool deve ser de uso hospitalar. O uso
em acrílico, borrachas e tubos plásticos é contra indicado, pois pode danificá-
los.

Em algumas instituições de saúde a equipe de enfermagem é
responsável pela limpeza e desinfecção de alguns equipamentos (respiradores,
incubadoras...). Nas instituições em que esse serviço for atribuído ao
profissional de limpeza o mesmo deve ser capacitado para tal procedimento,
realizando o mesmo com os equipamentos fora de uso e sob supervisão da
chefia do setor.

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REFERÊNCIAS

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Higienização das mãos em
serviços de saúde. Brasília: Anvisa, 2007.

BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do paciente em
serviços de saúde: limpeza e desinfecção de superfícies. Brasília: Anvisa,2010.
116 p.

CARVALHO, M; LOPES, JMA; PELLITTERI, M. Padrão de lavagem das mãos
em uma UTI Neonatal. Jornal de Pediatria. v. 64, p.468-70, 1988.

Dr Clean- http://www.drcleansystem.com/download.php

Epimed CCIH- http://epimedsolutions.com/epimed/index.php/solucoes/controle-
de-infeccoes

FERNANDES .A.T; FERNANDES; M.O.; FILHO.N.R. Infecções Hospitalares e
suas Interfaces na Área da Saúde. Rio de Janeiro: Atheneu, 2000. v.1. 953 p.
Fernandes AT (ed). Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde.

LENTZ, R.A. Infecção hospitalar: um modo operativo de normalizar e
padronizar procedimentos invasivos. Florianópolis, Lex Graf, 2000, 88p.

Precauções e isolamentos, Angela F. Sola. São Paulo, 2001p. Atheneu, 2000.

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