UEMS – UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MATO GROSSO DO SUL

UNIDADE DE PARANAÍBA
CURSO DE CIÊNCIAS SOCIAIS – LICENCIATURA

SÍNTESE DO PERÍODO DE 1930-70: RELAÇÕES ENTRE ESTADO E
SOCIEDADE NA CONSTITUIÇÃO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Dirceu Lorenzi de Matos

Paranaíba – MS

2017

a palavra de ordem era modernização. e as relações desse processo com o Estado e a sociedade. políticos. em um contexto de transformação das estruturas socioeconômicas e políticas do país. um modo mais ou menos coeso de existência do povo brasileiro. o de disputa entre vários projetos de país. nesse país e população sem unidade. como executá-lo e quem iria executá-lo. Mas como preparar os brasileiros para construir e viver nesse futuro? Qual o papel da educação nesse processo? Sendo a educação a ferramenta pela qual as gerações anteriores formam as gerações futuras. essas terras passaram séculos presas em uma espécie de isolamento. Seu processo de formação foi muito diferente dos processos pelos quais passaram os países europeus. Afinal. Os recursos naturais eram explorados e exportados para fora. militares. O futuro será o presente de fato. ingresso do Brasil na civilização moderna. Universidades. um aspecto invocado costumeiramente como sempre presente é o atraso brasileiro. e para dentro vinham exploradores. o Brasil é o país do futuro. É claro. essência. Ironicamente. homens da elite brasileira aspiravam à modernização do país. de projetos de Brasil que apareceram ao longo do tempo e foram defendidos por diferentes setores da sociedade brasileira e também por forças estrangeiras. O aspecto a se focar nesse período é o processo de constituição do sistema de ensino brasileiro. como se projeta a educação de um país sem mesmo um projeto de país? O período histórico de 1930 a 1970 foi marcado como período de conflitos abertos em torno de um projeto nacional. no Brasil demorou-se muito para definir um projeto de educação. (completar) Desde meados do século XIX. para que seja até mesmo possível definir o que seja o povo brasileiro. a consolidação de instituições modernas como a República. em um país que não está no presente só pode reivindicar o futuro. Comparando o Brasil com os países europeus e com os Estados Unidos. da educação brasileira. estudado na disciplina de Política Educacional e Organização do Ensino Médio no Brasil. Introdução O Brasil é um país peculiar. . Esse processo de constituição da educação brasileira será analisado levando-se em consideração outro processo. um projeto de nação que todos aspirem e que a todos inspire. Ao mesmo tempo em que é o país do atraso. “espírito nacional”. Indústrias. Como uma colônia de exploração de Portugal. intelectuais. uma Constituição Federal.Resumo Este trabalho é uma síntese do período histórico de 1930 a 1970 no Brasil. Sempre foi muito difícil apontar aqui uma identidade nacional. escravos e missionários. O Brasil é o país do atraso.

A autora Otaza Oliveira Romanelli aponta a revolução de 1930 como o marco do estouro dos conflitos entre Brasil arcaico e Brasil moderno. Mas onde estava efetivamente o Brasil enquanto parcelas da sua elite aspiravam à modernização? Traduzindo em termos mais concretos esses “onde estava”. O sistema familiar patriarcal imperava. ex-escravos ou descendentes) praticavam a economia de subsistência. público que mantinha a boa educação como privilégio e de certa forma. infraestrutura de transporte e comunicação. Já as regiões urbanas. entre forma-estrutura presente e decadente e forma-estrutura nascente e ascendente. herança de desde tempos de capitanias hereditárias. pelo costume. era (e muitos aspectos ainda sobrevivem) marcada por alta concentração de terras nas mãos de poucas famílias. por meio de sua rede de favor. juízes. como doação de comida. os costumes. estrutura fundiária. promoção de festas. A estrutura fundiária da região rural (a imensa maior parte do país). As eleições eram definidas pela influência que esses senhores. pela influência religiosa. pequenos comerciantes de vilas próximas. cultural e política? Contexto socioeconômico e político pré-revolução de 30 Até 1930 a imensa maioria da população era analfabeta. A igreja católica influía fortemente nos costumes e organização social dessas regiões. homens da lei e da aplicação da lei em geral. favores com o poder estatal e religioso. organização social. os processos de produção. advogados. tinham com os eleitores. pequenos agricultores. empréstimos financeiros e de bens para produção. que controlava a atuação de delegados. A escravatura foi abolida muito tardiamente e a população negra depois de livre foi relegada ao desprezo e miséria. objeto de deleite. A hierarquia social era respeitada e mantida pela força bélica dos senhores de terra. As escolas eram muito escassas e acessíveis a um público bastante seleto. eram todos bastante arcaicos. estava experimentando um processo de modernização com o início da implantação do capitalismo no Brasil. por uma rede de favores que os senhores faziam a todos ao redor. as pessoas que viviam em função dessas grandes propriedades de terra (funcionários da fazenda. qual era a estrutura e forma política e socioeconômica do país? Qual era o papel do país na divisão internacional do trabalho? Era somente aspiração de uma elite sonhadora ou um processo já amadurecido de mudança socioeconômica. onde a população era pequena minoria. O Estado nessas regiões funcionava e forma simbionte com o poder oligárquico. Os senhores de terra formavam um verdadeiro poder oligárquico que até rivalizava com o poder central da velha república. Indústrias nascentes se multiplicavam e formava-se um proletariado constituído de . oportunidades de trabalho. policiais. O padre da região possui um poder político muito relevante. atendimento médico. Nessas terras priorizava-se a monocultura para exportação e. além é claro da pressão por meio da violência.

Vários setores já descontentes. por exemplo. Mudanças na estrutura da sociedade brasileira a partir de 1930 Em 1930 aconteceu a revolução constitucionalista. costumes e mentalidade. Seu papel era de economia agroexportadora e o país sofreu muito com a diminuição dessas exportações devido à crise de 1929.imigrantes. Não havia nem demanda. é reeleito em claro processo de fraude eleitoral. Aliados com outros setores representantes da modernização do Brasil e também setores tradicionais descontes. ex-escravos e trabalhadores vindos da área rural. sem mão de obra qualificada. A imensa maioria da população era analfabeta. Em relação ao mundialmente hegemônico modo de produção capitalista. dentre eles o movimento tenentista. com seus valores. Até 1930 a educação no Brasil era algo muito restrito. nasce em 1922. capitaneado por oficiais do Exército que reivindicavam uma nova constituição e Estado forte na defesa da economia. embora discussões desse tipo se fortalecessem por todo o Brasil. As duas décadas anteriores a 1930 foram já bastante turbulentas. bastante enfraquecido. Além disso. Já haviam passado 40 anos desde a primeira proclamação da república e as instituições ligadas a ela estavam consolidadas. O partido comunista brasileiro (PCB). O exército brasileiro possuía uma boa experiência em suprimir revoltas e contestações ao poder central. . o Brasil era uma economia agrária. pois somente a pequena elite demandava educação. de incipiente e iniciante industrialização. estimulada desde o governo de Deodoro da Fonseca trouxe consigo ideias e práticas “inovadoras” para essas terras. fundado por anarquistas. Importava-se com uma educação para o ócio ou que possibilitasse seguir carreiras liberais como Direito e Medicina principalmente. para defender os interesses das respectivas oligarquias). o limite das tensões que vinham se acumulando desde a proclamação da república. nem oferta. A imigração em massa de trabalhadores europeus. representante de São Paulo na república café com leite (acerto onde se alternariam presidentes do Estado de São Paulo e Minas. eles tomam o poder de assalto colocando Getúlio Vargas como presidente. essa data na verdade encerra a explosão. e não se importava muito com uma educação que acompanhasse as mudanças socioeconômicas da época. Essa elite mantinha o acesso à educação formal como um privilégio. o candidato à vice-presidência da oposição foi assassinado. apoiados por proprietários de fazendas de café contra a Casa Imperial do Brasil. Muitas revoltas ocorreram antes de 1930. que foi um golpe militar realizado por estes. O Estado não tinha nenhum projeto de educação nacional. tanto políticas quanto econômicas. já que não era necessário ter acesso à cultura letrada na vida rural onde se praticavam processos produtivos arcaicos. Uma burguesia ainda incipiente formava-se. sobretudo oriunda das famílias ricas proprietárias de terras. O então presidente Washington Luís.

Getúlio. oligárquicos. onde priorizava hora a defesa de setores tradicionais. Por que havia um problema educacional no Brasil? O novo modelo econômico.Após a bem sucedida revolução. O que estava em questão nesse período? Qual era a contradição central que punha em movimento esses conflitos? Essa contradição se constituía na consolidação de um novo modelo econômico que era incompatível com a velha estrutura sociopolítica do Brasil. hora a defesa de setores progressistas. se expandido poderia dar conta dessa qualificação. inclusive ao ensino superior tinha sua escassa demanda atendida pela oferta existente. mas não da produção de especialistas em pesquisa pura e aplicada para por em movimento um desenvolvimento tecnológico que desse um salto na produção brasileira. de uma cultura letrada difundida para que fossem postos em movimento modernos processos de produção. que eram as principais constituintes do mercado seguia um alto padrão parecido com o das elites dos países industrializados. Dentre os progressistas se dividiam os defensores de um Estado forte que defendesse a indústria e interesses nacionais e os defensores de uma economia aberta ao capital estrangeiro. Luiz foi o fortalecimento do mercado interno e atendimento dessa demanda por meio da indústria brasileira. então governante provisório faz uma política populista de conciliação. Várias revoltas aconteceram até que Getúlio estabeleceu a ditadura do Estado Novo. Era necessário um desenvolvimento tecnológico acentuado para a produção dessas mercadorias. visto que a economia de subsistência e produção agroexportadora nas grandes propriedades baseavam-se em processos de produção arcaicos que não exigiam nada que não pudesse ser aprendido no próprio processo de trabalho. sem os quais era impossível exercer o poder nas imensas regiões rurais. além dos interesses da incipiente burguesia industrial nas regiões urbanas. Mas o consumo das elites. O modelo educativo brasileiro. A saída para a crise de 1929 e a política de exportação de produtos agrícolas mantida por W. Modificações na Demanda e Oferta de Educação A sociedade tradicional arcaica não demandava pela difusão da educação formal. Os vários conflitos que aconteceram neste período fazem parte de um processo que objetivava a consolidação do capitalismo no Brasil e que culminou no golpe de 1964. o que inclui aí a vida de grandes massas populares nas cidades. Obviamente a unidade que se assegurava no descontentamento com o que estava posto e uma ânsia pelo novo se desfez. É neste contexto que o problema da educação e suas várias propostas de solução ganha corpo. setores das forças armadas reivindicando um Estado forte que defendesse um projeto nacionalista e setores de trabalhadores urbanos organizados. Também se acentua o processo de êxodo rural no país. Esses interesses eram de setores tradicionais. urbano- industrial necessitava de uma qualificação da força de trabalho. . A elite que tinha acesso à educação. Getúlio tinha que atender interesses conflitantes para manter-se no poder.

a pesquisa não seria incluída na oferta educacional e o desenvolvimento tecnológico seria puxado pela demanda por produtos requintados. portanto pesquisa.O conflito entre estrutura sociopolítica arcaica e novo modelo econômico elevaram a demanda por educação. Deveria ser ele o polo dinâmico. as forças nacionais se digladiam com os defensores do capital internacional. secundário. elas priorizaram valores e a estrutura tradicional da educação. sob o pano de fundo de um governo nacionalista. que foi colocado sob o controle da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Discussão acerca de um sistema de ensino brasileiro provido pelo Estado O governo Vargas. Apesar das exigências do novo. o ministro da educação Gustavo Capanema baixou uma série de decretos conhecidos como Reformas Capanema entre 1942 e 1946. Essas reformas versaram sobre o ensino primário. Com a chegada de Juscelino ao poder. A educação durante todo esse tempo foi também objeto de imensa disputa dos vários setores da sociedade. Vargas se suicidando em 1954. o controle dessas sobre a oferta não permitiu uma expansão que pudesse atender as novas exigências. ensino Agrícola e surgimento do Sistema S. este defende a industrialização do Brasil. médio. Também foi nesse período de conflitos. As reformas Capanema podem ser consideradas reformas de caráter conservador. o que se refletiu nos próximos governos. Jânio Quadros ficou sete meses no poder. A oferta precisava ser adequada e expandida pois o modelo econômico exigia um desenvolvimento tecnológico acentuado. defendeu setores bastante tradicionais da sociedade brasileira assumiu um projeto nacionalista de defesa da indústria brasileira. Durante a ditadura do Estado novo. a oferta se expandiu apenas quantitativamente. que surge em 1934 na constituição a necessidade de um plano nacional para a educação e a exigência de diretrizes de caráter nacional. Com a volta de Vargas no poder. sendo criada a Petrobrás e estabelecido o monopólio do petróleo em 1953. Eurico Gaspar Dutra. que tinha um caráter populista. É na . Este na verdade assumiu interesses liberais e diminuiu a proteção à indústria brasileira. Jango também não se manteve no poder e a contradição entre modelo político e modelo econômico explodiu. não apenas difusão da cultura letrada. Enquanto o mercado interno capitaneasse a dinamização da economia. além de deixar a iniciativa privada tomar controle de importantes aspectos das instituições educacionais. o Estado assume mais uma vez o protecionismo econômico. e também no governo Dutra. A visão das elites da educação como privilégio. Também fazem parte delas a reforma do ensino Normal e a criação do SENAC. mais especificamente do SENAI. Quando a ditadura acabou Getúlio fez um sucessor na presidência. atendimento populista de vários interesses divergentes. mas com abertura ao capital internacional. ensino industrial. trabalho científico. Os problemas do desenvolvimento brasileiro se acentuaram.

entre outros fatores aumentaram muito a demanda pela educação. também atendeu os interesses da burguesia internacional. Fruto de um projeto do ministro da Educação do governo Dutra em 1948. Embora o governo militar também assumisse um viés nacionalista e uma defesa da indústria interna. que é sancionado como lei 11 anos depois em 1961. O Sistema S é um sistema de educação industrial. É neste período turbulento que surge a primeira LDB. é claro. uma verdadeira instituição ideológica do empresariado. normal ou profissional aumentou consideravelmente. que deveria ser gratuita e para todos. Haviam os liberais que defendiam uma expansão do ensino via mercado. como também não precisava se submeter a algumas regras e exigências postas pela legislação. Vê-se que é no contexto de governos de forte caráter nacionalista que aparece nas legislações a responsabilidade do Estado em relação a um sistema educacional que possuísse alguma unidade e coerência no funcionamento e manutenção. Essa demanda foi atendida tanto pelo Estado quanto pelo Mercado. Educação pós-Golpe de 1964 A ditadura militar foi a maneira como se resolveu a contradição entre modelo político. mostrando que a sociedade se organizou para que sua demanda fosse atendida. O analfabetismo diminuiu muito. tinha espaço privilegiado em órgãos como conselhos deliberativos e consultivos. por meio de parlamentares e outros meios. modernos e populares da sociedade. capitalismo moderno efetivamente consolidado. Também possuía uma série de incentivos tanto financeiros para que expandisse o número de escolas e universidades onde o Estado não estava presente. garantiu seus interesses nas legislações e aplicações delas em relação à educação brasileira. Bastante ligados a estes estava a igreja católica que defendia conteúdos e práticas pedagógicas tradicionais para a educação brasileira. A LDB que foi sancionada materializou uma espécie de conciliação entre esses vários interesses. Haviam defensores da educação como pública e dever do Estado. A iniciativa privada. a aplicação delas.constituição de 1946 que aparecem as expressões juntas “diretrizes e bases”. Atendimento da demanda e expansão da oferta via Estado e Mercado Durante esse tempo em que a legislação federal sobre as diretrizes e bases de um sistema nacional de educação. Mas os vários setores da sociedade sempre disputaram vários aspectos dessas legislações e. O aumento impressionante da população urbana. representando setores tradicionais. Esses benefícios se tornaram mais evidentes durante a ditadura militar iniciada em 1964. comercial e cultural. Além do mais. populista e oligárquico e modelo econômico. Durante todo esse tempo os mais variados aspectos da lei foram disputados pelos partidos do congresso. o avanço da indústria. atendendo muitos dos principais interesses de cada setor. . mas não plenamente qualquer um deles. o número de crianças na escola. o sistema em si estava em plena expansão.

foi implementada uma espécie de parceria com o setor privado. bibliotecas e etc. Foi fruto de trabalhos de um GT também estabelecido pelo presidente e que concluíram os trabalhos em 60 dias. Por influencia positivista e cristã. e ensino profissional. Também empreendeu uma integração horizontal no sentido de melhor articular disciplinas e tipos de ensino médio. inspirada no Maio de 68 na França.. O governo militar não optou por reformulara LDB sancionada em 1961. um destinado às elites e o outro às massas populares. escolas. o Estado não construía escolas onde houvesse a presença da iniciativa privada. os pobres que podiam cursar apenas poucos anos do total do ensino passavam por um processo de profissionalização e saíam da escola.que investiu e implantou indústrias no país e desenvolveu a infraestrutura de transportes e comunicação. que também modificou profundamente a forma como essa etapa do ensino funcionava até então. Em relação ao sistema educacional não foi muito diferente. Porém. A reforma do ensino médio também tinha o intuito de resolver o problema do ensino médio dual. O governo escolheu por profissionalizar compulsoriamente o ensino. prédios. a obediência às leis e a participação . Em relação à expansão do sistema educacional. FALAR dos ACORDOS MEC-USAID Em 1971 foi promulgada a reforma do ensino primário e médio (decreto 5. cujos dois aspectos eram o ensino propedêutico para o ensino superior. de regeneração moral dos cidadãos brasileiros. Em 1970 havia ainda 33% da população brasileira na condição de analfabeta. Outro aspecto que deve ser ressaltado em relação ao ensino no período da ditadura militar é o projeto de cidadão. Essas reformas aplicadas pelos governos militares priorizaram um ensino instrumental e tecnicista. A concepção de ensino superior da reforma foi fruto de um trabalho de 30 dias de um GT estabelecido pelo presidente Costa e Silva. Mas também recrudesceu o autoritarismo das instituições e alinhou seu funcionamento às exigências do capital. compreendendo aí recursos materiais.540/68) que foi uma resposta à revolta dos estudantes no Brasil inteiro. que tinha o intuito de desenvolver nos alunos o espírito nacional. por exemplo. Com a politica de não duplicação dos meios. por meio de um dispositivo. o governo militar implantou em todos os níveis educacionais a disciplina de Educação Moral e Cívica.692/71). focado para o mercado de trabalho e não para uma formação humana omnilateral. sobretudo católica. Ao invés disso priorizou mudanças em aspectos pontuais por meio de decretos presidenciais transformados depois em lei como. Essa reforma atendeu algumas exigências dos estudantes como a extinção das cátedras. A reforma tratou de integrar melhor de forma vertical os vários níveis dessa etapa de ensino. humanos infraestrutura para o ensino. a reforma do ensino superior (decreto 5. Já os filhos das classes mais abastadas podiam cursar todo o ensino médio e partir para o ensino público.

na medida em que este atende demandas divergentes. Tal como a sociedade brasileira. Além disso. conclui-se num primeiro momento que os problemas da educação brasileira tanto pedagógicos quanto infra estruturais não surgiram há pouco e não serão resolvidos logo.enquanto cidadão na sociedade. de sua estrutura socioeconômica e política. com muitas dificuldades foi foco de um projeto. o sistema educacional também conserva essas características. justamente pela dificuldade em se definir um caráter. . e atende de maneira desigual. de um plano nacional justamente pelo fato de o próprio país carecer de um plano nacional. é objeto de disputa dos setores divergentes. Conclusão Analisando todo esse processo de mais ou menos quarenta anos. ou seja. Ao mesmo em que essa disciplina era inserida na carga horária. desigual e bastante divergente. a depender do poder aquisitivo dos setores que demandam. Pode-se inferir que a educação. essência de Brasil. Essa unidade não pode ser garantida pelo mercado. uma unidade. do ponto de vista interno e externo. O problema da formação do Brasil enquanto Estado moderno e economia capitalista trazem consigo problemas na formação do sistema educacional. disciplinas como filosofia e sociologia eram retiradas da grade escolar porque eram consideradas subversivas. entre o latifúndio e a indústria. Até hoje o Brasil continua um terreno de conflitos entre o arcaico e o moderno. seu papel na divisão internacional do trabalho. O sistema educacional é resultado do processo de formação do país.