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MPI — Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente B OLETIM I NFORMATIVO Ano 6,

MPIMovimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

BOLETIM

INFORMATIVO

Ano 6, N.º 19

Abril de 2010

www.mpica.info

I NFORMATIVO Ano 6, N.º 19 Abril de 2010 www.mpica.info D A T ERRA AO P

DA TERRA AO PÃO

OFICINA DE FORMAÇÃO

FABRICO TRADICIONAL DE PÃO

Dia 18 de Abril de 2010 no Moinho de Aviz na Serra do Montejunto

Data limite para inscrições: 14 de Abril. Limite 20 inscrições.

para inscrições: 14 de Abril. Limite 20 inscrições. Custo por pessoa: 20 sócios, 25 não sócios.

Custo por pessoa: 20

sócios, 25

Limite 20 inscrições. Custo por pessoa: 20 sócios, 25 não sócios. Inclui: refeição (almoço e merenda)

não sócios.

Inclui: refeição (almoço e merenda) e documentação. Inscrições no site ou ver contactos na última página

Formadores: Alexandra Azevedo (MPI), João Vieira (agricultor), José Tavares Soares (moleiro ), Manuel Batista (moleiro e padeiro), Miguel Luís (reconstrutor de moinhos) e Cremil- de Cordeiro (padeira)

PROGRAMA 10:00 - Recepção e distribuição da documentação; 10:15 - Introdução: objectivos e breve história do pão 10:45 - Preparação do levedante natural, massa de pão de trigo, pão ázimo de broa de milho; 11:30 - Os cereais: práticas agrícolas e variedades tradicionais; 12:30 - ALMOÇO: Sopa, fruta, buffet de pão (pão de bolota, focáccias, broa de milho e pão de trigo), azeitonas, queijos, enchidos, coelho caseiro estufado com ervas aromáticas da Serra do Montejunto. (mais de 50% dos ingredientes serão biológicos e quase todos serão de produção local/regional) 14:30 - A moagem tradicional; 15:30 - Preparação do forno a lenha e cozedura das massas de pão; 17:00 - Merenda com degustação de pão 18:00 - Avaliação e fim dos trabalhos.

Tome nota:

Diz não ao Arroz Transgé- nico!

(ver pág. 2)

Melhorar o Estado do Mun- do: Repensar, Redesenhar, Reconstruir.

(ver pág. 6)

Editorial

Inicia-se mais um ciclo na história do MPI com a eleição de novos corpos sociais. Na Assembleia-Geral convocada para o passado dia 13 de Março para além das eleições foram aprovados o Relatório e Contas de 2009 e o Plano de Actividades e Orçamento para 2010. Embora haja uma continuidade no trabalho até aqui realizado, propomo-nos realizar um novo tipo de actividade, as Oficinas de Forma- ção. Nesta edição aproveitamos para divulgar a primeira iniciativa nesse âmbito, a Oficina de Fabrico Tradicional de Pão e em preparação está já a Oficina de Cozinha Sus- tentável. Esperamos que os sócios aproveitem estas oportunida- des para adquirir e partilhar conhecimentos, e enriquecer cada vez mais a nossa associação!

A presidente da Direcção Mª Alexandra Azevedo

Nesta edição:

Arroz Transgénico

2

Declaração Alimentar

3

Fusão Resioeste/Valorsul

5

Biodiversidade

6

Ecossistemas

7

Corpos Sociais MPI

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Anúncios

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BOLETIM INFORMATIVO MPI

n.º 19 - Abril de 2010

DIZ NÃO AO ARROZ TRANSGÉNICO NOS NOSSOS PRATOS

A Plataforma Transgénicos Fora lançou uma campanha contra o arroz transgénicos que a Bayer (empresa ale-

mã) pretende ver aprovado para cultivo na União Europeia.

A campanha “DIZ NÃO AO ARROZ TRANSGÉNICO NOS NOSSOS PRATOS” está disponível na pagi-

na principal do site da Plataforma em: http://www.stopogm.net/ e apela à ajuda para defender o nosso arroz antes que o cultivo de Arroz transgénico seja aprovado em Portugal! Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética chegou directamente ao nosso prato. O que fazer? Três passos simples:

ao nosso prato. O que fazer? Três passos simples: 1. Informar-se! 2. Agir! 3. Divulgar! 1º

1. Informar-se!

2. Agir!

3. Divulgar!

1º passo: Informe-se!

SABIA QUE

o arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos os dias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come em média cerca de 15 quilos por ano!

a empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cál- cio, ferro e ácidos gordos?

o arroz transgénico LL62, da empresa Bayer, foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do her- bicida glufosinato, também da Bayer?

na verdade, esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a par- tir de 2017? os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz?

a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contami- nação dos campos de cultivo de arroz normal?

a Bayer não é de confiança? Nos Estados Unidos em 2006 uma das suas variedades de arroz transgénico, ape- nas autorizado para testes experimentais, contaminou extensas áreas de arroz agulha e o resultado foi um prejuí- zo superior a 1,2 mil milhões de dólares para toda a indústria arrozeira daquele país. E a Bayer, o que fez? Des- cartou-se de todas as responsabilidades afirmando simplesmente em tribunal que esse acidente tinha sido «um acto de Deus»!

esta é uma decisão sem retorno? Não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. nada está perdido? Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.

2º passo: Passe à acção!

ESCREVA ao Ministro da Agricultura e diga-lhe para votar contra qualquer autorização do arroz transgénico

LL62.

n.º 19 - Abril de 2010

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Morada: Ministério da Agricultura, Praça do Comércio, 1149 -010 LISBOA Email: gabministro@madrp.gov.pt Fax: 213 234 604 Para quem pretender usar um modelo de carta, está disponível no site da Plataforma: www.stopogm.net

3º passo: Peça aos seus amigos para fazerem o mesmo!

Envie aos seus amigos, familiares ou conhecidos a indicação para vir a esta página ou mande-lhes a informa- ção de modo a que também possam escrever ao nosso ministro. Também é importante que fiquem a saber que todos os pedidos/protestos ao ministro devem ser enviados com cópia para a Plataforma Transgénicos Fora (info@stopogm.net) para que possamos fazer uma contagem aproximada. Em nome do nosso arroz, das variedades cultivadas, das variedades cozinhadas, dos campos e dos ecossiste- mas, Obrigado!

cozinhadas, dos campos e dos ecossiste- mas, Obrigado! ―D ECLARAÇÃO A LIMENTAR E UROPEIA ‖ Um

―DECLARAÇÃO ALIMENTAR EUROPEIA

Um amplo grupo de organizações – de agricultores, consumidores, ecologistas, e ONGs de saúde pública e de desenvolvimento – preocupados com o futuro da alimentação e da agricultura na Europa criaram uma “Declaração sobre Alimentação na Europa: por uma Política Agrícola e Alimentar Comum saudável, sustentável, justa e solidária”, que reflecte as directrizes que acreditamos que devem formar os objectivos da PAC (Política Agrícola Comum) para as próximas décadas. Na Europa, à semelhança do que acontece noutras regiões do Mundo, o número de pessoas e de organizações que trabalham por um sistema alimentar mais justo, mais inclusivo e sustentável vai aumentando e estão a surgir exemplos alternativos ao nível do aumento da produção local, dos mercados locais, do consumo local e da troca de sementes, entre outras. Mesmo assim, as actividades de base e os movimentos locais não são suficientes, pelo que consideraram estar na hora a construção de uma ampla coligação de grupos a nível europeu para contestar a actual Política Agrícola Comum (PAC), bem como os planos declarados da Comissão Europeia e dos governos para a renovação da PAC em 2013, cuja visão vai no sentido de manter a “competitividade” global da indústria agro-alimentar europeia como objectivo principal da PAC. O MPI, a título individual e a Plataforma Transgénicos Fora, da qual o MPI faz parte, aderiu à Declara- ção, juntando-se assim a muitas outras organizações como a Coordenadora Europeia da Via Campesina, Amigos da Terra Europa, Plataforma Europeia para a Soberania Alimentar e Consórcio Europeu de Saúde e Agricultura.

Declaração Alimentar Europeia Por uma Política Agrícola e Alimentar Comum saudável, sustentável, justa e solidária

A nova Política Agrícola e Alimentar Comum:

1. considera a alimentação como um direito humano universal e não como uma mera mercadoria.

2. estabelece como prioridade a produção de alimentação humana e animal para a Europa e volta a colocar o comércio internacional no seu devido lugar, controlando-o com equidade, justiça social e sustentabili- dade ambiental. A PAC não deve prejudicar os sistemas agrícolas e alimentares de outros países.

3. promove modelos de alimentação saudáveis, orientados para dietas à base de vegetais e para uma redu- ção do consumo de carne, gorduras saturadas, produtos altamente transformados e ricos em energia, respeitando, simultaneamente, padrões alimentares tradicionais e culturais.

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―DECLARAÇÃO ALIMENTAR EUROPEIA(CONTINUAÇÃO)

5. garante condições justas e não discriminatórias para os agricultores e trabalhadores rurais da Europa Central e de Leste e promove o acesso justo e equitativo à terra.

6. respeita o meio ambiente local e global, protege os recursos escassos do solo e da água, aumenta a bio- diversidade e respeita o bem-estar animal.

7. garante que a agricultura e a produção alimentar permanecem livres de OGM, promove a utilização das sementes dos agricultores e a diversidade de espécies autóctones.

8. deixa de promover a utilização e a produção de agrocombustíveis industriais e dá prioridade à redução dos transportes em geral.

9. assegura a transparência em toda a cadeia alimentar, para que os cidadãos saibam como é produzida a sua comida, de onde vem, o que contém e o que está incluído no preço final pago pelos consumidores.

10. reduz a concentração de poderes nos sectores de transformação e distribui- ção de alimentos e a sua influência sobre o que é produzido e consumido, promovendo sistemas alimentares que reduzam a distância entre agricul- tores e consumidores.

11. incentiva a produção e o consumo de produtos locais, sazonais e de alta qualidade, voltando a aproximar as pessoas dos alimentos e dos produto- res.

12. disponibiliza recursos para ensinar às crianças os conhecimentos essenciais para produzir, preparar e apreciar uma alimentação saudável e nutritiva.

preparar e apreciar uma alimentação saudável e nutritiva. FUSÃO VALORSUL – RESIOESTE A SSEMBLEIA M UNICIPAL
preparar e apreciar uma alimentação saudável e nutritiva. FUSÃO VALORSUL – RESIOESTE A SSEMBLEIA M UNICIPAL

FUSÃO VALORSUL RESIOESTE

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO CADAVAL VOLTOU A DISCUTIR FUSÃO VALORSUL-RESIOSTE

A Assembleia Municipal do Cadaval voltou a pronunciar-se mais uma vez sobre a fusão dos sistemas de trata- mento de resíduos sólidos urbanos, VALORSUL e RESIOESTE, na sessão que se realizou dia 19 de Fevereiro do corrente ano, mas desta feita de forma encapotada, através de uma deliberação sobre mandatar, ou não, o pre- sidente da Câmara Municipal do Cadaval, para negociar a eventual adesão do município à Associação de Fins Específicos – AMO-MAIS, depois desta proposta ter sido rejeitada na sessão de 18 de Setembro de 2009.

Ora, sabendo-se que o executivo do município do Cadaval, nomeadamente o seu presidente, já tomou uma posição favorável à adesão à dita Associação de Fins Específicos, na prática, a deliberação da Assembleia será exactamente sobre o mesmo que esteve na ordem de trabalhos da referida sessão de 18 de Setembro.

Em comunicado emitido em 18 de Fevereiro, a Plataforma Ambiental de Oposição à Fusão Valorsul – Resioeste, instou a Assembleia Municipal do Cadaval a manter o seu sentido de voto, repudiando deste modo a fusão e o seu processo viciado, e por uma questão de coerência, uma vez que muitos dos actuais membros da Assembleia Municipal do Cadaval são os mesmos de anterior mandato.

Por outro lado, perante o facto de, infelizmente, todos os outros municípios envolvidos terem optado por dar cobertura a este processo, resta o município do Cadaval demonstrar a coragem e dar um sinal claro à região Oes- te, e mesmo ao país, na defesa do verdadeiro interesse público, ou seja, na defesa da sustentabilidade em maté- ria de gestão de resíduos, pois tal posição não se limita a uma visão míope estrita dos interesses do concelho do Cadaval.

Disciplina partidária e timing político sobrepõem-se aos factos e pressupostos da Fusão Resioeste – Valorsul

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Foi desta forma que em novo comunicado, emitido em 22 de Fevereiro, a Plataforma manifestou o seu des- contentamento pelo facto de ter sido concedido um mandato ao presidente da Câmara Municipal para negociar com as entidades tidas como necessárias tendo em vista a fusão Resioeste – Valorsul, contrariando assim a vonta- de expressa na sessão realizada em 18 de Setembro de 2009 (na qual se vivia um período pré-eleitoral), sem que nada pudesse sustentar uma mudança de posição.

A postura da maioria dos membros da Assembleia em nada abonam a favor da credibilidade das instituições

autárquicas, no entanto são decisivas para condicionar o futuro que nos afectará a todos.

A posição da maioria foi defendida por considerarem que os interesses do Cadaval serão melhor salvaguarda-

dos participando na fusão, procurando obter contrapartidas, do que se o município ficar de fora. Para a Platafor- ma, a melhor contrapartida seria acima de tudo a adopção de um modelo de gestão dos resíduos mais adequado,

com inclusão do Tratamento Mecânico e Biológico da totalidade dos resíduos, que aliás deveria ser independen- te da fusão. Na prática, aceitar a fusão é aceitar pressupostos que atentam em sentido oposto, sendo a conse- quência mais directamente implicada para o Cadaval a mais que provável construção da 2ª fase do Aterro Sanitá- rio do Oeste, e não é um qualquer eventual pacote de contrapartidas que pode sanar.

Cadaval aprovou a fusão e perdeu oportunidade de impulsionar o tratamento mais adequado dos resíduos e de criar emprego no concelho

Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Cadaval convocada para dia 18 de Março foi aprovado por maioria a cessão da participação do município no capital social da Resioeste e a sua cedência à Associação – AMO MAIS. Esta deliberação foi justificada pela aceitação por parte da EGF e da Resioeste de um pacote de medidas tidas como contrapartidas para o concelho.

No pacote de contrapartidas destaca-se resumidamente a representação do Cadaval no Conselho de Adminis- tração da nova empresa, o aval da Câmara Municipal do Cadaval em relação a qualquer investimento nos terre- nos sobrantes da actual Resioeste, aumento do n.º de ecopontos no concelho, uma verba de 300.000para bene- fícios ambientais e ou sociais, uma verba de 40.000para financiamento da construção de um ecocentro nas ime- diações da Vila do Cadaval, duas viaturas pesadas para a recolha de lixo e limpeza das principais linhas de água do concelho.

O executivo do Cadaval sempre manifestou resignação à vontade de todos os outros concelhos envolvidos,

mas pelo facto de não ter sido aceite a fusão quando este assunto foi debatido pela primeira vez, ou seja na Assembleia Municipal de 18 de Setembro de 2009, contrariamente à proposta do executivo, veio a demonstrar- se que o peso político do Cadaval é maior do que aquele que se suponha, caso contrário não se teria sequer che- gado a negociar previamente quaisquer contrapartidas.

Em mais um comunicado emitido em 22 de Março, a Plataforma considerou que embora estas contrapartidas possam ter alguma expressão a nível local, ficam muito aquém do desejável, pois com o novo sistema não se perspectiva por exemplo a criação de mais emprego, principalmente no concelho do Cadaval, e a construção da 2ª fase do Aterro Sanitário do Oeste tem agora melhores condições para se tornar realidade, uma vez que estas contrapartidas em nada condicionam o modelo de gestão proposto para a fusão. Por outro lado, não terão pratica- mente nenhum impacto no desempenho a nível regional e nacional do novo sistema, o maior do país que irá ser- vir cerca de um quinto da população nacional!

O Cadaval perdeu assim uma oportunidade para procurar condicionar o modelo de gestão de resíduos que se

poderia equacionar caso exigisse o investimento numa unidade de Tratamento Mecânico e Biológico na área da actual Resioeste, como por exemplo nos terrenos sobrantes junto ao aterro, para a totalidade dos resíduos e rea-

firmamos que essa seria a melhor contrapartida, e não é um qualquer pacote de contrapartidas, e muito menos o apresentado, que pode sanar.

O desfecho deste capítulo na história da gestão de resíduos provou que não se aprendeu com as lições da his-

tória, pois agora como no passado, aquando da construção do Aterro Sanitário do Oeste, os responsáveis autárqui-

cos optam por fazer um acto de fé, em vez de dar ouvidos aos apelos devidamente fundamentados e sobejamen- te dados a conhecer em relação aos receios quanto ao futuro.

Uma coisa é certa, a Plataforma continuará a pugnar pela transparência do processo e manter a disponibilida- de que sempre demonstrámos em apoiar/colaborar as soluções alternativas mais sustentáveis para a gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos.

em apoiar/colaborar as soluções alternativas mais sustentáveis para a gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos.

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2010 - ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE

“Nós abusamos da Terra porque a olhamos como um objecto útil que nos pertencesse. Quando a olharmos como uma comunidade à qual pertencemos, talvez comecemos a usá-la com amor e respeito”

We abuse the land because we regard it as a commodity belonging to us. When we see land as a community to which we belong, we may begin to use it with love and respect." -- Aldo Leopold

SALVEM E RESTAUREM O NOSSO CAPITAL NATURAL!

Este foi o alerta que ONGs de Ambiente enviaram ao Fórum Económico Mundial que se realizou em Davos (Suiça) em Janeiro de 2010

O valor da biodiversidade, como parte do nosso capital natural, deve ser integrado nos sistemas de contabili- dade nacional e internacional e nas tomadas de decisão e políticas a todos os níveis, tendo em consideração os resultados de estudo TEEB (A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) (1)

A mais recente crise financeira mobilizou o mundo para lutar contra o risco de colapso de muitas economias nacionais. Biliões de dólares foram injectados nos sistemas bancários para salvar e restaurar o capital financeiro.

No entanto, actualmente estamos a perder entre 1,35 x 1012 a 3,1 x 1012 dólares por ano em capital natural, devido à destruição e degradação dos serviços dos ecossistemas e das espécies a nível global (2). Esses serviços são fundamentais para a vida e para a sustentabilidade a longo prazo das economias do planeta e sem eles muitas empresas e sociedades correm também o risco de colapsar.

O tema do vosso encontro neste ano: é Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar, Reconstruir.

Por isso, exortamos-vos a:

Repensar sobre a sustentabilidade real e a longo prazo da nossa economia global.

Redesenhar os sistemas de contabilidade e relatórios económicos por forma a integrar o valor da biodiversida- de enquanto parte do nosso capital natural.

Reconstruir e restaurar o nosso capital natural, para devolver ao mundo a base da vida, a biodiversidade.

29/1/2010

ao mundo a base da vida, a biodiversidade. 29/1/2010 Fontes: (1) Citação de extrato das conclusões

Fontes:

(1)

Citação de extrato das conclusões do Workshop Informal de Peritos sobre a actualização do Plano Estratégico da Convenção para o período pós-2010, Londres, 18-20 de Janeiro de 2010, promovido pela Secretaria da Convenção da Diversidade Biológica, Governo Federal de Brasil / Ministério do Ambiente e DEFRA (Reino Unido)

(2)

www.teebweb.org

Associações signatárias: CEEweb for Biodiversity – www.ceeweb.org (rede de ONGs do Centro e Leste Europeu com 64 organizações membro de 18 países), Latvian Fund for Nature - www.ldf.lv (Letónia) e Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza – www.quercus.pt (Portugal)

NOVOS ENSAIOS COM TRANSGÉNICOS EM PORTUGAL

A Monsanto apresentou novo pedido para um período de ensaios com o milho NK 603, resistente a herbici-

das que contêm glifosato (como é o caso do Roundup, também da Monsanto) com a duração de 3 anos. O perío- do de consulta decorreu durante 30 dias, de 26 de Fevereiro a 28 de Março de 2010.

Este pedido é para Monforte (Alentejo) e para Monção (Minho), e pretende durar quatro anos. A Monsanto já tem outro ensaio a decorrer desde 2009, em Salvaterra de Magos e em S. Miguel Machede (Évora), com o mes- mo milho.

já tem outro ensaio a decorrer desde 2009, em Salvaterra de Magos e em S. Miguel

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DETERIORAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS PODE TRAZER PROBLEMAS AO PAÍS, DA ECONOMIA AO LAZER

Foi lançado em Janeiro um livro que traça um quadro dos serviços dos ecossistemas em Portugal. Para aque- les que consideram que preservar a natureza é coisa dos "malucos do ambiente" estão redondamente enganados, esse livro deixa claro que se os ecossistemas do país se deteriorarem - e alguns estão neste caminho - estaremos em maus lençóis em vários domínios, da economia ao lazer.

“Ecossistemas e Bem-Estar Humano” é uma versão completa e actualizada da contribuição portuguesa para o Millenium Ecosystem Assessment, um programa lançado pela ONU no princípio desta década e concluído há quatro anos. O objectivo do programa global era o de avaliar como as actividades humanas interagem com os ser- viços que os ecossistemas colocam à nossa disposição - como produção de água ou de alimentos, protecção dos solos ou simplesmente fonte de receitas.

Uma das formas de se olhar para estes serviços é através do seu valor, em dinheiro. "É uma linguagem que todos percebem", afirma Henrique Miguel Pereira, do Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa, que coordenou o livro com mais três investigadores - Tiago Domingos (Instituto Superior Técnico), Luís Vicen- te e Vânia Proença (ambos também do Centro de Biologia Ambiental).

Por exemplo, o abastecimento de água vale dois mil milhões de euros por ano. E para que haja água de quali- dade é preciso que vários ecossistemas estejam a funcionar bem, como as florestas, os aquíferos subterrâneos ou os rios e albufeiras.

os aquíferos subterrâneos ou os rios e albufeiras. A agricultura é um dos sectores que saem

A agricultura é um dos sectores que saem mal na fotografia do livro. A maioria das práticas actuais está a degradar o solo, sem conseguir suprir as neces- sidades de alimentação do país. "Temos muito poucos bons solos e não temos feito um bom trabalho para os proteger", diz Henrique Pereira. (Fonte:

Ricardo Garcia, PÚBLICO, 14.01.2010

ELEITOS NOVOS CORPOS SOCIAIS DO MPI

Na Assembleia-geral realizada no dia 13 de Março foram eleitos os novos corpos sociais do MPI com a seguin- te composição:

Mesa da Assembleia-Geral:

- Presidente, Nuno Pereira Azevedo, associado n.º 6, nascido a 12/10/1941

- Secretária, Graça Maria Rolim André Queirós, associado n.º 74, nascida a 22/10/1948

Conselho Fiscal:

- Presidente, Carlos João Fernandes Pereira Fonseca, associado n.º 7, nascido a 13/12/1950

- Vice-Presidente, João Rodrigues, associado n.º 156, nascido a 06/12/1937

- Secretário, Humberto Rodrigues Pereira, associado n.º 13, nascido a 21/08/1969

Direcção:

- Presidente, Maria Alexandra Santos de Azevedo, associado n.º 2, nascida a 02/03/1967

- Vice-Presidente, Humberto Pereira Germano, associado n.º 1, nascido a 06/06/1957

- Secretário, Ana Graça Basso Venâncio Faria, associado n.º 45, nascido a 04/08/1955

- Tesoureiro, Raimundo José Pereira Lucas, associado n.º 38, nascido a 16/09/1971

- Vogal, Nuno Alexandre da Graça Carvalho, associado n.º 153, nascido a 04/02/1980

- Vogal, Maria Salomé Azevedo de Oliveira Rodrigues, associado n.º 60, nascida a 10/01/1957

- Vogal, Carlos Alberto Ferreira Pereira, associado n.º 5, nascido a 30/10/1955

associado n.º 60, nascida a 10/01/1957 - Vogal, Carlos Alberto Ferreira Pereira , associado n.º 5,

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR tel./fax: 262 771 060 e-mail: mpicambiente@gmail.com

VILAR tel./fax: 262 771 060 e-mail: mpicambiente@gmail.com D ENÚNCIAS - A MBIENTE Sempre que testemunhe uma

DENÚNCIAS - AMBIENTE

Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la de um dos seguintes modos:

Telefonar para a linha SOS Ambiente:

808 200 520 A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.

Aceder ao site:

www.gnr.pt/portal/internet/sepna

 Aceder ao site: www.gnr.pt/portal/internet/sepna Papel 100% Reciclado AVISO P EDE - SE A TODAS AS

Papel 100% Reciclado

AVISO

PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS SOBRE O MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO

SANITÁRIO DO OESTE A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE

CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO GERAL DO AMBIENTE RECUSA-SE A FORNE-

CER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS. ATRAVÉS DE UMA DAS SEGUINTES FORMAS:

- POR FAX N.º 213 432 777

NOTA: QUEM NÃO POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE FREGUESIA DO VILAR

PARA O SEU ENVIO.

- POR CARTA PARA A MORADA:

RUA DE O SÉCULO, N.º 63

1249-033 LISBOA

Atenção!

Pede-se a todos os que possuam endereço electrónico e pretendam receber informação por essa via nos enviem uma mensagem para o endereço electrónico do MPI: mpicambiente@gmail.com comunicando-nos essa pretensão, em alternativa poderão fazer a inscrição de automática recorren- do ao nosso site em www.mpica.info onde do lado esquerdo encontram a secção “Receba divulga- ção MPI”, é só preencher o campo com o seu endereço electrónico e aguardar uma mensagem de confirmação. Este nosso endereço electrónico serve também como meio privilegiado para entrarem em contac- to connosco, caso tenham alguma sugestão, dúvida ou comentário para nos fazer chegar. Obrigado.