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M P I — M ov i m e n t o P r ó - I n f o r ma ç ã o p a r a a C i d a d a n i a e A m b i e n t e

INFORMATIVO
DA TERRA AO PÃO OFICINA DE FORMAÇÃO

BOLETIM

Ano 6, N.º 19
Abril de 2010

www.mpica.info

FABRICO TRADICIONAL DE PÃO
Dia 18 de Abril de 2010 no Moinho de Aviz na Serra do Montejunto
Data limite para inscrições: 14 de Abril. Limite 20 inscrições. Custo por pessoa: 20 sócios, 25 não sócios. Inclui: refeição (almoço e merenda) e documentação. Inscrições no site ou ver contactos na última página Formadores: Alexandra Azevedo (MPI), João Vieira (agricultor), José Tavares Soares (moleiro ), Manuel Batista (moleiro e padeiro), Miguel Luís (reconstrutor de moinhos) e Cremilde Cordeiro (padeira) PROGRAMA 10:00 - Recepção e distribuição da documentação; 10:15 - Introdução: objectivos e breve história do pão 10:45 - Preparação do levedante natural, massa de pão de trigo, pão ázimo de broa de milho; 11:30 - Os cereais: práticas agrícolas e variedades tradicionais; 12:30 - ALMOÇO: Sopa, fruta, buffet de pão (pão de bolota, focáccias, broa de milho e pão de trigo), azeitonas, queijos, enchidos, coelho caseiro estufado com ervas aromáticas da Serra do Montejunto. (mais de 50% dos ingredientes serão biológicos e quase todos serão de produção local/regional) 14:30 - A moagem tradicional; 15:30 - Preparação do forno a lenha e cozedura das massas de pão; 17:00 - Merenda com degustação de pão 18:00 - Avaliação e fim dos trabalhos.

Tome nota:
Diz não ao Arroz Transgénico!
(ver pág. 2)

Editorial
Inicia-se mais um ciclo na história do MPI com a eleição de novos corpos sociais. Na Assembleia-Geral convocada para o passado dia 13 de Março para além das eleições foram aprovados o Relatório e Contas de 2009 e o Plano de Actividades e Orçamento para 2010. Embora haja uma continuidade no trabalho até aqui realizado, propomo-nos realizar um novo tipo de actividade, as Oficinas de Formação. Nesta edição aproveitamos para divulgar a primeira iniciativa nesse âmbito, a Oficina de Fabrico Tradicional de Pão e em preparação está já a Oficina de Cozinha Sustentável. Esperamos que os sócios aproveitem estas oportunidades para adquirir e partilhar conhecimentos, e enriquecer cada vez mais a nossa associação! A presidente da Direcção Mª Alexandra Azevedo

Nesta edição:
Arroz Transgénico Declaração Alimentar
Fusão Resioeste/Valorsul
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Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar, Reconstruir.
(ver pág. 6)

Biodiversidade Ecossistemas Corpos Sociais MPI Anúncios

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BOLETIM INFORMATIVO MPI

n.º 19 - Abril de 2010

DIZ NÃO AO ARROZ TRANSGÉNICO NOS NOSSOS PRATOS
A Plataforma Transgénicos Fora lançou uma campanha contra o arroz transgénicos que a Bayer (empresa alemã) pretende ver aprovado para cultivo na União Europeia. A campanha “DIZ NÃO AO ARROZ TRANSGÉNICO NOS NOSSOS PRATOS” está disponível na pagina principal do site da Plataforma em: http://www.stopogm.net/ e apela à ajuda para defender o nosso arroz... antes que o cultivo de Arroz transgénico seja aprovado em Portugal! Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética chegou directamente ao nosso prato. O que fazer? Três passos simples: 1. Informar-se! 2. Agir! 3. Divulgar!

1º passo: Informe-se!
SABIA QUE... ... o arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos os dias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come em média cerca de 15 quilos por ano! ... a empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos? ... o arroz transgénico LL62, da empresa Bayer, foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do herbicida glufosinato, também da Bayer? ... na verdade, esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a partir de 2017? ... os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz? ... a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contaminação dos campos de cultivo de arroz normal? ... a Bayer não é de confiança? Nos Estados Unidos em 2006 uma das suas variedades de arroz transgénico, apenas autorizado para testes experimentais, contaminou extensas áreas de arroz agulha e o resultado foi um prejuízo superior a 1,2 mil milhões de dólares para toda a indústria arrozeira daquele país. E a Bayer, o que fez? Descartou-se de todas as responsabilidades afirmando simplesmente em tribunal que esse acidente tinha sido «um acto de Deus»! ... esta é uma decisão sem retorno? Não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. ... nada está perdido? Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.

2º passo: Passe à acção!
ESCREVA ao Ministro da Agricultura e diga-lhe para votar contra qualquer autorização do arroz transgénico LL62.

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Mo ra da : Min is té r io d a Ag ric u ltura , Pra ç a do Co mérc io , 1 1 4 9 -0 1 0 LIS BOA Email: gabministro@madrp.gov.pt Fax: 213 234 604 Para quem pretender usar um modelo de carta, está disponível no site da Plataforma: www.stopogm.net

3º passo: Peça aos seus amigos para fazerem o mesmo!
Envie aos seus amigos, familiares ou conhecidos a indicação para vir a esta página ou mande-lhes a informação de modo a que também possam escrever ao nosso ministro. Também é importante que fiquem a saber que todos os pedidos/protestos ao ministro devem ser enviados com cópia para a Plataforma Transgénicos Fora (info@stopogm.net) para que possamos fazer uma contagem aproximada. Em nome do nosso arroz, das variedades cultivadas, das variedades cozinhadas, dos campos e dos ecossistemas, Obrigado!

―DECLARAÇÃO ALIMENTAR EUROPEIA‖
Um amplo grupo de organizações – de agricultores, consumidores, ecologistas, e ONGs de saúde pública e de desenvolvimento – preocupados com o futuro da alimentação e da agricultura na Europa criaram uma “Declaração sobre Alimentação na Europa: por uma Política Agrícola e Alimentar Comum saudável, sustentável, justa e solidária”, que reflecte as directrizes que acreditamos que devem formar os objectivos da PAC (Política Agrícola Comum) para as próximas décadas. Na Europa, à semelhança do que acontece noutras regiões do Mundo, o número de pessoas e de organizações que trabalham por um sistema alimentar mais justo, mais inclusivo e sustentável vai aumentando e estão a surgir exemplos alternativos ao nível do aumento da produção local, dos mercados locais, do consumo local e da troca de sementes, entre outras. Mesmo assim, as actividades de base e os movimentos locais não são suficientes, pelo que consideraram estar na hora a construção de uma ampla coligação de grupos a nível europeu para contestar a actual Política Agrícola Comum (PAC), bem como os planos declarados da Comissão Europeia e dos governos para a renovação da PAC em 2013, cuja visão vai no sentido de manter a “competitividade” global da indústria agro-alimentar europeia como objectivo principal da PAC. O MPI, a título individual e a Plataforma Transgénicos Fora, da qual o MPI faz parte, aderiu à Declaração, juntando-se assim a muitas outras organizações como a Coordenadora Europeia da Via Campesina, Amigos da Terra Europa, Plataforma Europeia para a Soberania Alimentar e Consórcio Europeu de Saúde e Agricultura.

Declaração Alimentar Europeia Por uma Política Agrícola e Alimentar Comum saudável, sustentável, justa e solidária
… A nova Política Agrícola e Alimentar Comum: 1. 2. considera a alimentação como um direito humano universal e não como uma mera mercadoria. estabelece como prioridade a produção de alimentação humana e animal para a Europa e volta a colocar o comércio internacional no seu devido lugar, controlando-o com equidade, justiça social e sustentabilidade ambiental. A PAC não deve prejudicar os sistemas agrícolas e alimentares de outros países. promove modelos de alimentação saudáveis, orientados para dietas à base de vegetais e para uma redução do consumo de carne, gorduras saturadas, produtos altamente transformados e ricos em energia, respeitando, simultaneamente, padrões alimentares tradicionais e culturais. dá prioridade à manutenção da agricultura em todo o território Europeu, com muitos agricultores que produzam alimentos e mantenham a paisagem rural. Isto não é possível sem preços justos e seguros para os produtos agrícolas, que permitam um rendimento digno para os agricultores e trabalhadores rurais e preços justos para os consumidores.

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―DECLARAÇÃO ALIMENTAR EUROPEIA‖ (CONTINUAÇÃO)
5. 6. 7. 8. 9. garante condições justas e não discriminatórias para os agricultores e trabalhadores rurais da Europa Central e de Leste e promove o acesso justo e equitativo à terra. respeita o meio ambiente local e global, protege os recursos escassos do solo e da água, aumenta a biodiversidade e respeita o bem-estar animal. garante que a agricultura e a produção alimentar permanecem livres de OGM, promove a utilização das sementes dos agricultores e a diversidade de espécies autóctones. deixa de promover a utilização e a produção de agrocombustíveis industriais e dá prioridade à redução dos transportes em geral. assegura a transparência em toda a cadeia alimentar, para que os cidadãos saibam como é produzida a sua comida, de onde vem, o que contém e o que está incluído no preço final pago pelos consumidores. reduz a concentração de poderes nos sectores de transformação e distribuição de alimentos e a sua influência sobre o que é produzido e consumido, promovendo sistemas alimentares que reduzam a distância entre agricultores e consumidores. incentiva a produção e o consumo de produtos locais, sazonais e de alta qualidade, voltando a aproximar as pessoas dos alimentos e dos produtores. disponibiliza recursos para ensinar às crianças os conhecimentos essenciais para produzir, preparar e apreciar uma alimentação saudável e nutritiva.

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FUSÃO VALORSUL – RESIOESTE
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO CADAVAL VOLTOU A DISCUTIR FUSÃO VALORSUL-RESIOSTE
A Assembleia Municipal do Cadaval voltou a pronunciar-se mais uma vez sobre a fusão dos sistemas de tratamento de resíduos sólidos urbanos, VALORSUL e RESIOESTE, na sessão que se realizou dia 19 de Fevereiro do corrente ano, mas desta feita de forma encapotada, através de uma deliberação sobre mandatar, ou não, o presidente da Câmara Municipal do Cadaval, para negociar a eventual adesão do município à Associação de Fins Específicos – AMO-MAIS, depois desta proposta ter sido rejeitada na sessão de 18 de Setembro de 2009. Ora, sabendo-se que o executivo do município do Cadaval, nomeadamente o seu presidente, já tomou uma posição favorável à adesão à dita Associação de Fins Específicos, na prática, a deliberação da Assembleia será exactamente sobre o mesmo que esteve na ordem de trabalhos da referida sessão de 18 de Setembro. Em comunicado emitido em 18 de Fevereiro, a Plataforma Ambiental de Oposição à Fusão Valorsul – Resioeste, instou a Assembleia Municipal do Cadaval a manter o seu sentido de voto, repudiando deste modo a fusão e o seu processo viciado, e por uma questão de coerência, uma vez que muitos dos actuais membros da Assembleia Municipal do Cadaval são os mesmos de anterior mandato. Por outro lado, perante o facto de, infelizmente, todos os outros municípios envolvidos terem optado por dar cobertura a este processo, resta o município do Cadaval demonstrar a coragem e dar um sinal claro à região Oeste, e mesmo ao país, na defesa do verdadeiro interesse público, ou seja, na defesa da sustentabilidade em matéria de gestão de resíduos, pois tal posição não se limita a uma visão míope estrita dos interesses do concelho do Cadaval. Disciplina partidária e timing político sobrepõem-se aos factos e pressupostos da Fusão Resioeste – Valorsul

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Foi desta forma que em novo comunicado, emitido em 22 de Fevereiro, a Plataforma manifestou o seu descontentamento pelo facto de ter sido concedido um mandato ao presidente da Câmara Municipal para negociar com as entidades tidas como necessárias tendo em vista a fusão Resioeste – Valorsul, contrariando assim a vontade expressa na sessão realizada em 18 de Setembro de 2009 (na qual se vivia um período pré-eleitoral), sem que nada pudesse sustentar uma mudança de posição. A postura da maioria dos membros da Assembleia em nada abonam a favor da credibilidade das instituições autárquicas, no entanto são decisivas para condicionar o futuro que nos afectará a todos. A posição da maioria foi defendida por considerarem que os interesses do Cadaval serão melhor salvaguardados participando na fusão, procurando obter contrapartidas, do que se o município ficar de fora. Para a Plataforma, a melhor contrapartida seria acima de tudo a adopção de um modelo de gestão dos resíduos mais adequado, com inclusão do Tratamento Mecânico e Biológico da totalidade dos resíduos, que aliás deveria ser independente da fusão. Na prática, aceitar a fusão é aceitar pressupostos que atentam em sentido oposto, sendo a consequência mais directamente implicada para o Cadaval a mais que provável construção da 2ª fase do Aterro Sanitário do Oeste, e não é um qualquer eventual pacote de contrapartidas que pode sanar. Cadaval aprovou a fusão e perdeu oportunidade de impulsionar o tratamento mais adequado dos resíduos e de criar emprego no concelho Na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Cadaval convocada para dia 18 de Março foi aprovado por maioria a cessão da participação do município no capital social da Resioeste e a sua cedência à Associação – AMO MAIS. Esta deliberação foi justificada pela aceitação por parte da EGF e da Resioeste de um pacote de medidas tidas como contrapartidas para o concelho. No pacote de contrapartidas destaca-se resumidamente a representação do Cadaval no Conselho de Administração da nova empresa, o aval da Câmara Municipal do Cadaval em relação a qualquer investimento nos terrenos sobrantes da actual Resioeste, aumento do n.º de ecopontos no concelho, uma verba de 300.000€ para benefícios ambientais e ou sociais, uma verba de 40.000€ para financiamento da construção de um ecocentro nas imediações da Vila do Cadaval, duas viaturas pesadas para a recolha de lixo e limpeza das principais linhas de água do concelho. O executivo do Cadaval sempre manifestou resignação à vontade de todos os outros concelhos envolvidos, mas pelo facto de não ter sido aceite a fusão quando este assunto foi debatido pela primeira vez, ou seja na Assembleia Municipal de 18 de Setembro de 2009, contrariamente à proposta do executivo, veio a demonstrarse que o peso político do Cadaval é maior do que aquele que se suponha, caso contrário não se teria sequer chegado a negociar previamente quaisquer contrapartidas. Em mais um comunicado emitido em 22 de Março, a Plataforma considerou que embora estas contrapartidas possam ter alguma expressão a nível local, ficam muito aquém do desejável, pois com o novo sistema não se perspectiva por exemplo a criação de mais emprego, principalmente no concelho do Cadaval, e a construção da 2ª fase do Aterro Sanitário do Oeste tem agora melhores condições para se tornar realidade, uma vez que estas contrapartidas em nada condicionam o modelo de gestão proposto para a fusão. Por outro lado, não terão praticamente nenhum impacto no desempenho a nível regional e nacional do novo sistema, o maior do país que irá servir cerca de um quinto da população nacional! O Cadaval perdeu assim uma oportunidade para procurar condicionar o modelo de gestão de resíduos que se poderia equacionar caso exigisse o investimento numa unidade de Tratamento Mecânico e Biológico na área da actual Resioeste, como por exemplo nos terrenos sobrantes junto ao aterro, para a totalidade dos resíduos e reafirmamos que essa seria a melhor contrapartida, e não é um qualquer pacote de contrapartidas, e muito menos o apresentado, que pode sanar. O desfecho deste capítulo na história da gestão de resíduos provou que não se aprendeu com as lições da história, pois agora como no passado, aquando da construção do Aterro Sanitário do Oeste, os responsáveis autárquicos optam por fazer um acto de fé, em vez de dar ouvidos aos apelos devidamente fundamentados e sobejamente dados a conhecer em relação aos receios quanto ao futuro. Uma coisa é certa, a Plataforma continuará a pugnar pela transparência do processo e manter a disponibilidade que sempre demonstrámos em apoiar/colaborar as soluções alternativas mais sustentáveis para a gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos.

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2010 - ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE
“Nós abusamos da Terra porque a olhamos como um objecto útil que nos pertencesse. Quando a olharmos como uma comunidade à qual pertencemos, talvez comecemos a usá-la com amor e respeito”
We abuse the land because we regard it as a commodity belonging to us. When we see land as a community to which we belong, we may begin to use it with love and respect." -- Aldo Leopold

SALVEM E RESTAUREM O NOSSO CAPITAL NATURAL!
Este foi o alerta que ONGs de Ambiente enviaram ao Fórum Económico Mundial que se realizou em Davos (Suiça) em Janeiro de 2010 O valor da biodiversidade, como parte do nosso capital natural, deve ser integrado nos sistemas de contabilidade nacional e internacional e nas tomadas de decisão e políticas a todos os níveis, tendo em consideração os resultados de estudo TEEB (A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade) (1) A mais recente crise financeira mobilizou o mundo para lutar contra o risco de colapso de muitas economias nacionais. Biliões de dólares foram injectados nos sistemas bancários para salvar e restaurar o capital financeiro. No entanto, actualmente estamos a perder entre 1,35 x 1012 a 3,1 x 1012 dólares por ano em capital natural, devido à destruição e degradação dos serviços dos ecossistemas e das espécies a nível global (2). Esses serviços são fundamentais para a vida e para a sustentabilidade a longo prazo das economias do planeta e sem eles muitas empresas e sociedades correm também o risco de colapsar. O tema do vosso encontro neste ano: é Melhorar o Estado do Mundo: Repensar, Redesenhar, Reconstruir. Por isso, exortamos-vos a: Repensar sobre a sustentabilidade real e a longo prazo da nossa economia global. Redesenhar os sistemas de contabilidade e relatórios económicos por forma a integrar o valor da biodiversidade enquanto parte do nosso capital natural. Reconstruir e restaurar o nosso capital natural, para devolver ao mundo a base da vida, a biodiversidade. 29/1/2010
Fontes: (1) Citação de extrato das conclusões do Workshop Informal de Peritos sobre a actualização do Plano Estratégico da Convenção para o período pós-2010, Londres, 18-20 de Janeiro de 2010, promovido pela Secretaria da Convenção da Diversidade Biológica, Governo Federal de Brasil / Ministério do Ambiente e DEFRA (Reino Unido) (2) www.teebweb.org

Associações signatárias: CEEweb for Biodiversity – www.ceeweb.org (rede de ONGs do Centro e Leste Europeu com 64 organizações membro de 18 países), Latvian Fund for Nature - www.ldf.lv (Letónia) e Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza – www.quercus.pt (Portugal)

NOVOS ENSAIOS COM TRANSGÉNICOS EM PORTUGAL
A Monsanto apresentou novo pedido para um período de ensaios com o milho NK 603, resistente a herbicidas que contêm glifosato (como é o caso do Roundup, também da Monsanto) com a duração de 3 anos. O período de consulta decorreu durante 30 dias, de 26 de Fevereiro a 28 de Março de 2010. Este pedido é para Monforte (Alentejo) e para Monção (Minho), e pretende durar quatro anos. A Monsanto já tem outro ensaio a decorrer desde 2009, em Salvaterra de Magos e em S. Miguel Machede (Évora), com o mesmo milho.

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DETERIORAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS PODE TRAZER PROBLEMAS AO PAÍS, DA ECONOMIA AO LAZER
Foi lançado em Janeiro um livro que traça um quadro dos serviços dos ecossistemas em Portugal. Para aqueles que consideram que preservar a natureza é coisa dos "malucos do ambiente" estão redondamente enganados, esse livro deixa claro que se os ecossistemas do país se deteriorarem - e alguns estão neste caminho - estaremos em maus lençóis em vários domínios, da economia ao lazer. “Ecossistemas e Bem-Estar Humano” é uma versão completa e actualizada da contribuição portuguesa para o Millenium Ecosystem Assessment, um programa lançado pela ONU no princípio desta década e concluído há quatro anos. O objectivo do programa global era o de avaliar como as actividades humanas interagem com os serviços que os ecossistemas colocam à nossa disposição - como produção de água ou de alimentos, protecção dos solos ou simplesmente fonte de receitas. Uma das formas de se olhar para estes serviços é através do seu valor, em dinheiro. "É uma linguagem que todos percebem", afirma Henrique Miguel Pereira, do Centro de Biologia Ambiental da Universidade de Lisboa, que coordenou o livro com mais três investigadores - Tiago Domingos (Instituto Superior Técnico), Luís Vicente e Vânia Proença (ambos também do Centro de Biologia Ambiental). Por exemplo, o abastecimento de água vale dois mil milhões de euros por ano. E para que haja água de qualidade é preciso que vários ecossistemas estejam a funcionar bem, como as florestas, os aquíferos subterrâneos ou os rios e albufeiras.
A agricultura é um dos sectores que saem mal na fotografia do livro. A maioria das práticas actuais está a degradar o solo, sem conseguir suprir as necessidades de alimentação do país. "Temos muito poucos bons solos e não temos feito um bom trabalho para os proteger", diz Henrique Pereira. (Fonte: Ricardo Garcia, PÚBLICO, 14.01.2010

ELEITOS NOVOS CORPOS SOCIAIS DO MPI
Na Assembleia-geral realizada no dia 13 de Março foram eleitos os novos corpos sociais do MPI com a seguinte composição: Mesa da Assembleia-Geral: - Presidente, Nuno Pereira Azevedo, associado n.º 6, nascido a 12/10/1941 - Secretária, Graça Maria Rolim André Queirós, associado n.º 74, nascida a 22/10/1948 Conselho Fiscal: - Presidente, Carlos João Fernandes Pereira Fonseca, associado n.º 7, nascido a 13/12/1950 - Vice-Presidente, João Rodrigues, associado n.º 156, nascido a 06/12/1937 - Secretário, Humberto Rodrigues Pereira, associado n.º 13, nascido a 21/08/1969 Direcção: - Presidente, Maria Alexandra Santos de Azevedo, associado n.º 2, nascida a 02/03/1967 - Vice-Presidente, Humberto Pereira Germano, associado n.º 1, nascido a 06/06/1957 - Secretário, Ana Graça Basso Venâncio Faria, associado n.º 45, nascido a 04/08/1955 - Tesoureiro, Raimundo José Pereira Lucas, associado n.º 38, nascido a 16/09/1971 - Vogal, Nuno Alexandre da Graça Carvalho, associado n.º 153, nascido a 04/02/1980 - Vogal, Maria Salomé Azevedo de Oliveira Rodrigues, associado n.º 60, nascida a 10/01/1957 - Vogal, Carlos Alberto Ferreira Pereira, associado n.º 5, nascido a 30/10/1955

MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2, 2550-069 VILAR tel./fax: 262 771 060 e-mail: mpicambiente@gmail.com DENÚNCIAS - AMBIENTE
Sempre que testemunhe uma agressão ambiental deve denunciá-la de um dos seguintes modos:  Telefonar para a linha SOS Ambiente: 808 200 520 A linha funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e encaminha as denuncias para a IGA (Inspecção Geral do Ambiente) e para o SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) da GNR.  Aceder ao site: www.gnr.pt/portal/internet/sepna

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AVISO
PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS SOBRE O MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁRIO DO OESTE
A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTREGANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO CER UM RELATÓRIO COM TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS.

GERAL

DO

AMBIENTE

RECUSA-SE A FORNE-

ATRAVÉS DE UMA DAS SEGUINTES FORMAS: FREGUESIA
DO

- POR FAX N.º 213 432 777 NOTA:
QUEM NÃO POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE

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- POR CARTA PARA A MORADA: RUA DE O SÉCULO, N.º 63 1249-033 LISBOA

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Pede-se a todos os que possuam endereço electrónico e pretendam receber informação por essa via nos enviem uma mensagem para o endereço electrónico do MPI: mpicambiente@gmail.com comunicando-nos essa pretensão, em alternativa poderão fazer a inscrição de automática recorrendo ao nosso site em www.mpica.info onde do lado esquerdo encontram a secção “Receba divulgação MPI”, é só preencher o campo com o seu endereço electrónico e aguardar uma mensagem de confirmação. Este nosso endereço electrónico serve também como meio privilegiado para entrarem em contacto connosco, caso tenham alguma sugestão, dúvida ou comentário para nos fazer chegar. Obrigado.