You are on page 1of 8

Parlamento dos

Jovens 2017
A força de vontade e
determinação foram duas
palavras que marcaram a
participação de Fornos de
Algodres no Parlamento dos
Jovens 2017. Uma escola que
nunca tinha ido às Nacionais no
Ensino Básico, conseguiu lá
chegar pela primeira vez, por
causa das duas palavras que
sempre estiveram presentes na
nossa “missão”. Tudo isto, para
tentar fazer uma mudança
positiva na nossa constituição, a
constituição portuguesa, e tentar
representar da melhor maneira
possível o distrito da Guarda.
O ínicio
Esta jornada, começa então, numa plena manhã chuvosa de Janeiro. Eu e uns colegas estávamos a
conversar, quando a ideia de tentarmos nos candidatar para o programa Parlamento dos Jovens surgiu.
Fomos, então, nos informar juntamente com a nossa diretora de turma. Esta mesmo nos informou sobre o
processo do programa, como se desenvolvia e ainda como nos podíamos candidatar. Decidimos então,
prosseguir com a nossa ideia. Informaram-nos ainda que existia outra lista a candidatar se, a Lista A, mas
não pensamos nunca em desistir de tentar representar bem a nossa escola ao Maximo. De seguida,
arranjamos 10 membros para fazerem parte da lista, fizemos uns cartazes e tentamos divulgar as nossas
ideias da melhor forma possível. Acabamos por ganhar a votação das listas.
____________________________________________________________________________________

Sessão Escolar
Esta sessão, foi realizada com os 15 alunos
qualificados da campanha eleitoral, 5 da Lista A, e 10
da Lista B. Estavam ainda, cerca de 40 alunos a
assistir a sessão, a encorajar os seus colegas de
escola a prestarem um bom desempenho, e ainda, o
diretor do Agrupamento de Escolas de Fornos de
Algodres. Aqui, existiram votações para decidir as
melhores medidas dos dois projetos de
recomendação, para existir um concesso das duas
listas e entre estas duas existirem igualdade.
Também, foi realizada uma votação para decidir os 5
deputados que iam à Sessão Distrital representar a
escola.
Sessão Distrital
Tinha, então, chegado o dia da nossa sessão distrital, após muitas reuniões realizadas na nossa escola
sobre o nosso projeto de recomendação. Eram exatamente 9 horas da manhã e a delegação de Fornos de
Algodres encontrou se na porta da Escola EB2,3 de Fornos de Algodres. Dirigimos-nos, então, para a
cidade de Seia, mais concretamente para o CISE (Centro de Interpretação da Serra da Estrela) onde
fomos recebidos com bastante brandura. Nesta sessão, estava presente um deputado da AR e ainda nove
escolas, ou seja, 45 alunos presentes.

Esta sessão, foi executada da seguinte forma:
Parte 1:
 Período de perguntas ao deputado da AR
 Apresentação e debate dos Projetos de Recomendação
 Votação na generalidade
 Votação do tema a propor à AR para debate na próxima edição do programa
Parte 2:
 Debate e aprovação do projeto de recomendação
 Eleição dos deputados para a Sessão Nacional
 Comunicação dos resultados e eleição do porta-voz.

A escola de Fornos de Algodres, era a terceira a apresentar o seu projeto. Os nervos eram
facilmente visíveis na cara da porta-voz quando foi apresenta-lo. Tudo correu muito bem,
felizmente. Ela consegui-o apresentar de forma clara, sem atrair muitas dúvidas para este
mesmo, porém não foi suficiente para conseguir-mos levar o nosso projeto de recomendação à
Sessão Nacional. O projeto escolhido para o círculo da Guarda foi o de Vila Nova de Foz Côa.
Estes mesmos ficaram em segundo lugar, na eleição dos deputados para a Sessão Nacional. Em
primeiro lugar, ficou a nossa escola de Fornos de Algodres. Ainda, em terceiro e quarto lugar
ficaram as escolas de Seia e Guarda, respetivamente. Para além disto, a escola de Fornos de
Algodres fez ainda conexão com os colegas de Vila Nova de Foz Côa, para discutirem no geral
algumas ideias que tinham para a Sessão Nacional.

Sessão Nacional – Primeiro dia
Era dia 22 de maio. Após muita “luta”, reuniões, e sobretudo muita empolgação, o tão esperado dia da
Sessão Nacional tinha chegado. Dois dias, que iriam
marcar a vida académica destes jovens para sempre. Era
também, a primeira vez que estes entravam na Assembleia
da República. Como é possível tornar um dia ainda mais
memorável ou simbólico que este? Acho, que seja
praticamente impossível. A viagem foi até, para ser
honesto, bastante longa. Com tanta euforia, os minutos
passavam, na nossa perspetiva, lentamente. Nem com a
conversa que se instalou no autocarro, o tempo passava
mais “rápido”. Após horas de espera, chegamos à casa da
democracia portuguesa. Fomos diretos para a acreditação,
e após isto para o almoço. Posteriormente, seguimos para
as comissões.
O círculo da Guarda, ficou na segunda comissão, realizada na Sala 2. Esta mesma, sem contar com
Guarda, teve participação dos círculos eleitorais dos Açores, Castelo Branco, Faro, Lisboa, Porto e Vila
Real, sendo que os destacados em negrito tinham projetos de recomendação em debate. Esta comissão
foi dirigida pelos deputados: João Torres, do Partido Socialista e José Luís Ferreira, do Partido Ecologista
dos Verdes. Os trabalhos foram divididos da seguinte forma: debate dos Projetos de Recomendação na
generalidade, discussão de cada Projeto na generalidade e, por último, eleição das questões a propor aos
deputados na Sessão Plenária. A sorte, no entanto, não brilhou para o círculo da Guarda, e estes mesmos
não conseguiram nenhuma medida no projeto de recomendação final da comissão. No entanto, os
jornalistas não assistiram às sessões na sua totalidade, pois estes mesmos receberam uma visita guiada
ao Palácio de São Bento, onde ficaram a conhecer detalhes mais profundos da Assembleia da República,
e ainda a sua história na totalidade. Os professores, receberam, também uma visita guiada. Após o fim das
comissões e visitas guiadas, fomos dirigidos para a Sala do Senado, onde existiu uma sessão cultural um
pouco improvável com o grupo “Os Improváveis”.

Após isto, encerraram se os trabalhos do primeiro dia da Sessão Nacional.

_____________________________________________________________

Sessão Nacional – Segundo dia
Depois de uma bela noite de descanso, os deputados estavam agora prontos para recomeçar o trabalho.
Este era o segundo e último dia da Sessão Nacional, declarando assim fim a este ano de Parlamento de
Jovens. A abertura solene do Plenário foi aberta pelo Sr. Presidente da Assembleia da República, Eduardo
Ferro Rodrigues, Sr. Presidente da Comissão da Educação e Ciência, Alexandre Quintanilha e o Sr.
Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo. Estes mesmos, começaram a
abertura por dedicar um minuto de silêncio às vítimas do atentado terrorista realizado em Manchester, no
concerto da Ariana Grande, onde morreram 23 pessoas e 250 ficaram feridas, que se tinha realizado na
noite anterior. Após isto, foi agradecido aos alunos e professores por comparecerem na sessão, onde o Sr.
Presidente da Assembleia da República disse que, esperava que esta visita não fosse a última, referindo
ainda que a casa da democracia é nossa, de todos os portugueses, e a todas as gerações. No fim, ainda
existiu o momento de perguntas aos deputados presentes, que foram os seguintes: Joana Mortágua
(Deputada do BE), Ana Virgínia Pereira (Deputada do PCP), Heloisa Apolónia (Deputada do PEV), Patrícia
Fonseca (Deputada do CDS-PP), Porfírio Silva (Deputado do PS) e ainda, Maria Germana Rocha
(Deputada do PSD). Posteriormente, estes deputados saíram da sala, e prestaram entrevistas aos
jornalistas presentes, com temas muito diferenciados uns dos outros. Ainda, os jornalistas tiveram uma
conferência de imprensa como o Sr. Presidente da Comissão da Educação e Ciência, Alexandre
Quintanilha, onde este mesmo respondeu a bastante perguntas (muitas delas complexas), e também,
entregou os diplomas de participação aos jornalistas. Enquanto isto, o debate da recomendação à
Assembleia da República estava a decorrer. Onde chegaram a este projeto de recomendação final para a
Assembleia da República:
1. O exercício do direito de sufrágio é pessoal e constitui um dever cívico, ficando temporariamente
impedido de concorrer a um certo cargo político, por dois mandatos, quem não cumprir com este
dever, durante três eleições consecutivas, sendo esta uma adenda ao n.º 1 do artigo 10.º.
2. Consagração, na Constituição, do levantamento da imunidade parlamentar aos Deputados e
membros do executivo, sempre que requerido pelos tribunais (eliminando consequentemente os
números 2, 3 e 4 do artigo 157.º), e da imunidade diplomática (eliminando o ponto 2 do artigo 15.º).
3. Qualquer Deputado pode ser preso ou detido sem qualquer interferência da Assembleia da
República, tal como acontece com qualquer cidadão português.
4. Reformulação do número 7 do artigo 36.º, dedicado à adoção, ato jurídico por meio do qual se
estabelece uma relação legal de filiação, com o objetivo de tornar a adoção viável
independentemente do estado civil e da orientação sexual do(s) cidadão(s).
5. Criação de uma assembleia de jovens a nível local, a fim de permitir o seu
envolvimento/participação nas decisões a tomar respeitantes à sua área geográfica.
6. O Estado não deverá financiar estabelecimentos de ensino privado que tenham fins lucrativos
(criação do número 3 no artigo 75.º),
financiando sim as entidades responsáveis
pelas escolas públicas, com o fim de
melhorar as infraestruturas, equipamentos e
alimentação (em concordância com o
número 1 do artigo 75.º da Constituição).
7. Aplicação de sanções às empresas e
instituições que não cumpram o artigo 59.º
da Constituição da República Portuguesa,
reforçando a fiscalização.
8. Inclusão na Constituição, no artigo 30.º, de
um ponto com a pena máxima de prisão, de
35 anos, para crimes que violem a vida
humana.
9. Inserção de um artigo na Constituição que preveja expressamente o princípio do nonrefoulement (o
direito do refugiado ou requerente de asilo não ser reenviado para o seu país de origem, onde a
sua vida é posta em risco), atualizando o estatuto de refugiado aos novos contextos e
estabelecendo o compromisso de assegurar, àqueles que necessitam de proteção, o gozo dos
direitos fundamentais, incluindo o direito à vida, à não sujeição à tortura e à liberdade e segurança
pessoais.
10. Todos os cidadãos e empresas têm o dever de tratar e encaminhar adequadamente os resíduos
produzidos pelos mesmos, estando sujeitos a penalizações caso não o cumpram.

No encerramento os jovens deputados fizeram um pequeno testamento, e todos chegaram a uma
conclusão: marcar uma diferença na política, não é tão difícil como parece e, o direito de fazer a
diferença devia ser exercida por todos os cidadãos portugueses.

E assim, acabou o ano 2016/2017 do Parlamento dos Jovens. Eu queria encerrar esta reportagem,
agradecendo ao governo português por desenvolver este projeto, e que este irá marcar a minha vida para
sempre. Obrigado por tudo.
Ficha Técnica:
Jornalista: Rodrigo Sousa
Escola: EB2/3 e Secundária de Fornos de Algodres
Turma: 7ºA
Ano letivo: 2016/2017
Professoras responsáveis: Manuela Loureiro & Fernanda
Santos