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ATIVIDADE VIRTUAL – CÍRCULO I

Avaliação diagnóstica no ciclo de alfabetização: algumas provocações

“Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque
indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, contatando intervenho,
intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e
comunicar ou anunciar a novidade."
Paulo Freire

ALGUMAS PROVOCAÇÕES:

• Como elaborar atividades de Matemática e Língua Portuguesa para
observar as aprendizagens das crianças? O que elas DEVEM aprender
mesmo no 1º ano? E no 2º? E no 3º?
• Qual a compreensão que o (a) professor (a) tem acerca do regime
ciclado?
• Por que tantas crianças chegam ao 3º ano, ainda, no nível pré-silábico e
lendo apenas palavras com sílabas canônicas? Se elas aprenderam até
aí, o que isso significa para o ensino? E para a aprendizagem?
• Será que um diagnóstico que objetiva observar as aprendizagens das
crianças em cada ano do ciclo de alfabetização deve ser pontual?
• Para que mesmo observar, diagnosticar?
• Diagnosticar é ensinar?
• Quais habilidades são possíveis observar com a sondagem, por
exemplo, das quatro palavras e uma frase (Sondagem de Base
Alfabética)?
• Quais as intervenções devem ser realizadas na escrita para que as
crianças construam a base alfabética sem perder de vistas as práticas
sociais de leitura?
• Como observar as outras habilidades sinalizadas no Instrumento de
Monitoramento de Língua Portuguesa, por exemplo:
– Compreende textos lidos por outras pessoas, de diferentes
gêneros e com diferentes propósitos, analisando-os
criticamente.
– Segmenta palavras em textos.
– Revisa coletivamente os textos durante o processo de
escrita em que o professor é escriba, retomando as partes
já escritas para planejar os trechos seguintes.
– Produz textos de diferentes gêneros, atendendo a
diferentes finalidades, por meio da atividade de um escriba.

. precisamos ter metodologias para um ensino sistemático da escrita alfabética – bem como para o ensino da leitura e produção de textos orais e escritos –. Isso implica de entrada. é mais ou menos novato nos mistérios da linguagem que usamos para escrever e da notação escrita dessa linguagem. à medida que dominam mais e mais as propriedades e convenções do sistema alfabético. Mais uma vez precisamos nos colocar no lugar do aprendiz. em função das oportunidades vividas na etapa de educação infantil. SOARES. atendendo a diferentes finalidades. – Produz textos de diferentes gêneros. por meio da atividade de um escriba. mas fazê-lo sem esquecer que aquelas duas dimensões ou frentes de trabalho do educador estão interligadas. o aprendiz pode participar com mais autonomia de práticas letradas. ALGUMAS DICAS: • Coordenador Pedagógico que tal perguntar aos professores: – Como ensinar na sala de aula para assegurar a leitura e a escrita em cada ano do ciclo? – Quanto tempo a criança precisa para aprender? – O que é mesmo ensino sistemático? • Leitura compartilhada do texto . durante os três anos do primeiro ciclo. 1998). um sujeito principiante e que. reconhecer as especificidades dos conceitos de alfabetizado (aquele que domina o SEA) e letrado (aquele que pode participar. porque são interdependentes. Nesse texto Morais defende que. com autonomia. de práticas de leitura e produção de textos). sempre na perspectiva do alfabetizar letrando (cf.Por que defendemos um ensino sistemático da escrita alfabética? – Artur Gomes de Morais – Caderno 05/Pnaic – 2016.